Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04575


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Full Text
Auno de IIM4.
Quinta Fcira 8
O Diario publica-te I,, do. o. diaaqnen.io forera aani.ficaiM :
piejo nmincioa.'usassiRii.niets.io inserid.
\ea detem er diii-
o ile livrc sn 6 e S
J,e .le Ir, mil r, por quarlel pagos idianlado,. Os ,,
fea, e 01 do, que nao orem ra.o de SU reil por linb. A a redan,.,
g.daa a csl. lyp nw r!., Lru,e. n. '4 o ,,., ]n,](.|,en,lecu. I, j,
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES
C.ana, e_Pr.l.yb. ,egUll,|.Ie s,v. hf.,.-Ro Grande do Norte, qoinia. feire. _
Cab- Ser,nh.e,n ll.o lormoto Pono Cairo, Macev Ahgo.a7.oT" ^7*
Bo.ilO ,, ,4 de L me, -Ibo,:^. e Flore, J
dios.
de (i,U Garanlitins .
e 28J1IM0. Cidadeda Vicloria, quimas feira,._01ind
DAS J)A SrjlAJNA
5 Seg. Caed. Aud.do J. de 1). da >. rM***'
C, Tere .. Dorotle. Hel. aud. do de 1) da 3 ,
7 (Juana a Homnido Aud do J. del), da 3^ v'
,S Quilla tor.nlinha. Aud.do J. de I). da '>. v,
y Seila ,. Apolloni. Aud. do J. dcD. d. g, ', '
40 Sab. ,. F.si-olasiica. Pe. ud. do J. de D.'da'l, v.
i I Dom. ,. 1../.:.,,, .s. Daiivoi
t 1.
eses: s .tss.'bsj*: 3tsf?; i
DA
EXT
de Fevcrero
Anuo XX. IIa
/ Tulii agora depende de na meamos; ,!i noasi prale'cia, .loderagio' e energa: eon-
..i unueiaui como priaopiaah>a, a ie>ew>i i,..i,.>, com ., Iinr.i: ,.> entre ea nagoei !!
^'- culta*. CProclamaj.'is da Asserahla Geni 'lo era til.)
'....... ------------
\ K/ Cambio* eobie Londres 25 {.
CAMBIOS IU) im 7d| UMiiKIRO.
Paria .170 rea por franco
' a Lisboa 11 por l de premio
Moi'da de cubre !i por rento*
dem dr leiras e boai (ir., s, I a I f|\ j
Our.-Moe.la de (i.i V. J7.60
N. i7,:lllll
u de l.U'J &,M>0
Prela-fatacoei S.04U
,i Peiot coluramnare* ',il'i^
,. Piloa Mexicano. '-'.U'ill
3
c
'i
o
y
PHASES DALl V NO MEZ DE F!.\ EKEIRO.
La oheia a i as S huras p I rain, da mi i I. i.s imi a a IS as (i luirs c ? mu.da m.
Minguanl." a 11 as o lloras e J.'i) mu da m |C'*SceijtC i Jii ,\ ') ti e 3'im. da nunliaa
i 'reamar de hoje.
I'rimeira al S lioraj e M min da mauli.ia. | Segunda asS|,nrase 54 minuto* da larde
PERNAM
y,siARa-ii7TS3a'TryrgeTTg,.m. i***i*m<"*nrtmHmisxvrimitr^T
Li-JMBI
As noticias da Hespanha rocobiJas em Lis-
boa alcangao a 23 le dezombro ; o por conso-
Recehemos o Diario do (interno do Lisboa"' Ruinle a,,iant5 13 !" as que ltimamente
9 o Patriota, que chcgao .t o liin de de/em- ""actnmhs do jornal ingltu o Time : Pare
bro do anno findo o d ellos li/.emos o seguin-
te extracto das inais importantes noticias:
A cmara municipal de Villa Franca do Xira
Tiavia enderccado rainba urna representado ,
era data de 19 de novembro pedindo a S. M.
exonerarlo do ministerio, na qual injuria
gravemente a maioria das cmaras legislativas ,
rnos novo extracto d'aquellas que nos parecerem
inais nteressantes.
SESS.U) REAL DO ENCERRAMENT0
Em 20 de dezembro de 1813.
Ad rni'io .lia comecrao a reunir-so na sa-
a das sesses da cmara electiva os dignos
eomesmo.mn.sterio. pelo que fui a sobredita pares do reino, eossenhores denutados da
camar.i dissolv.da no da 20; o segundo o na- nacao ; oceupando os lugares marcados no ar-
recer do procurador geni da coma expedio o ligo dezenove da carta cons.itucional ; o snr
governo ordem ao ministerio pblico para pro- conde de Villa Iteal um dos vice-presidentos
oeder contra os signatarios da referida repre- supplentes da cmara hereditaria lomou a ca-
sentacao. Outras cmaras por.-m de varios con- deira da presidencia.
seibos do reino tinliao representado em sentido Estaviio tamben, presentes os senbores mi-
contrario aquella. | nistros dos negocios do reino da justica da
Na sossao da cmara dos paros em 12 de de- hienda zembro leo o snr. ministro do reino urna pro- Tres quirlos dopois do rucio da fui aborta
clamncao quo.acabava de ser alxada as es- n sessao ; o logo o snr. ministro dos negocios
quinas da maior parte das ruw da cidaile do do reino tomada venia do snr. presidente das
cortes geraes, lo o seguinte
Decreto.
essa cfila de salteadores, que vos quero Afhan^o-se prxima a poca em que ,
u roubar vossos dinheiros e o bem mais pm- I"t00 **&**** W* constiturio-
cioso que o da benofitoncia chamando ""' dka >""*. de ter lugar a sessao real
a si os estabelecimentos pios das misericor- d" abfirlura ,,;,s crtes eraos, ordlnar'as -' na-
dias e ordens do todo o reino de Portugal v'ao .'^"Ru; e cumpr.ndo, que a este acto
nico amparo dos desgracados; pois estis Prece(la da MMi0 r6al ",0 nrerramenlo das
bem ao (acto que a nao expiren, estes asy- aclae <;<* I" mo nao possivel as-
los. veris a cada momento victimas estira- sslir: ,"" Por l)m lel"ninar que ita ses-
das por essas ras outras exbalando o ul- sao r,0il e ncerramento se ver. .que no pala-
. j ... i cod
oliaa
di tardo.Jo$ Servido di Cosa e Silva ta-1 dado dos artos obrados fra da competencia de
chygr.iplio-rnr.
l'orto ; o que era assim concebida :
Habitantes do Porto e seus suburbios ,
pobres e abastados pegai em armas contra
a timo suspiro encerradas entre paredes por cio das c0rles' Pela9 ,,0Z ,,oras do dia dc ""
vinto do corrente mez) e que por imm
ella os ministros e secretarios d'os-
ar falta de mcios. A causa 6 santa o justa .
8,slao a
Nao temis osses vndalos nem vos acanbe ,"d,- l" compoem o actual ministerio, decla-
mo terror das baionet.s ; porque no momen- '
to que tomareis e-ta deliiieraco veris en-
grossar vossas lucirs com esses mesmosquo
tomis ; porquo todos conhecem que a cau-
ce sa nao poltica.
Na sessao da cmara dos deputados do mesmo
dia 12 leo o snr. Moura Coutinho como rela-
tor da commissao especial de liberdade do im
prensa e mandou para a meza, o parecer da
mesma commissao sobro a proposla do governo
acerca d'este objecto ; a qual transcrevemos no
nosso o. 5 O snr. Silvestre Pnbeiro apro-
sentou na mesma occasiao urna declaracSo sua ,
acoinnanlinJa d- urna substiticao ao parecer
da commissao. A requerimento do snr. Jos
lstevo decidi a cmara quo esta substitu-
cao bom como o parecer da commissao fossem
improssos no Diario do Governo. Em o nos-
so numero seguinte publicaremos estas duas
pecas jurdicas.
No dia 20 forao encerradas as curtes pelo
ministerio em nomo c por commissao de S.
M. a rainha at o dia 2 de Janeiro em que
devia ter lugar a abertura da sosso ordinaria
dasmesmas cortes.
FOLHETI
a sessao do pre-
sento anno. Os mesmos ministros e secretarios
d'estado assim o tenbao ontendiito e o exeoo-
tem e o ministro e secretario d'estado dos no
gocios do reino Oia esto decreto no principio
da sessao remettendo-se copia delle urna ,
o outra cmara para licar dppositsila nos res-
pectivos archivos Paco das Necessidades em
dezenove do dezembro de mil oitocet.tos qua-
renta e tres. -HAlXflA = Duque da Ttrccira
Antonio Bernardo da Cosia Cabrul Jos
Antonio Hara de Soma Azevedo. Bar&o do
Tojal.Joaqutm Jos Falco.Jos Joaquim
dame rtV (mtfQ.t
Concluida a letura desto decreto proso-
guio o snr ministro dos negocios do reino :
Em cumprimonto das ordens de Sua .Vlages-
tado a 1ai.\u\, comprebendidas no decreto
que acabo de lOr.E$t encerrada a sessao or
diara do anno de mil oitocenlos quarenta e
tres das cortes ge: aes da naci jmrtugueza.
Kntodisseosnr. presidente da assembla :
Est fechada a sessao.
Rctirrab-sc os dignos pares do reino e os
snrs. deputados da nacao era quasi urna hora
GENOVEVA, A LOURA. (')
Quando Prudencia acabou a narracao, Ern-
manuel, levantou-se, e disse:
Minha mi, a meu ver, a nica pessoa
capaz de conseguir o restabelecimento de Geno-
veva: breve tornal-o-hei vCr, e espero dicidil-
a emprehendera cura d'esse corafo, tad dig-
no do seu. Entretanto, Sra. Prudencia, conti-
ne tratar da enferma. Quanto as despesas,
que cumpro fazer, nao Iho d isso cuidado; cis
algum fflhhero adiantado.
Depositou sobre a mesa urna bolsa, o retirou-
se pura escapar-se aos agradecimentos.
Chegando ao castello, Darcy, que, depois da
historia de Genoveva, achava-se pouco dispos-
to encarar os Srs. Raimbaut, folgou de saber,
"' Vido Diario a." 26,27,28,29, e 30.
quo elles nao eslava em casa. Subi para o
quarto, que habilava, arranjou a malla, escre-
veo aigumas paiavras seus hospedes, pedin-
do-lhes disculpa da precipita?ao da partida,
quo altribuio a recepcad d'uma carta, e foi to-
mar um lugar n diligencia, que nessa occasia
passava pelo parque. Vinte horas dopois, Em-
manuel chegava casa da mai em Senlis,
onde era recealo enm essa carinhosa alegra,
que tao vivo prazer causa quem a sabe ins-
pirar.
A Sra. Darcy, quando moca, tinha sido en-
cantadora; e, cornquanto os annos Ihe tivessem
roubado mais de um attractivo. pereeba-se por
seu talhe, graciosamente curvado, c pela tocan-
te expresso de seu paludo rosto, quanto havia
sidoamavel; m..8. se a mai do Emmanuel, j
no outomno da idade, deixava perceber um re-
flexo da sua primavera, era sobre tudo as fa-
culdades d'alma, e da intelligcncia, que ainda
conservava todoobrilho da juventude. Seu co-
racao eslava sempre disposto para tudo, que exi-
ga, devotamento, ternura, e coragem; e seu
pensamenlo sem ditllculdade divagava pelos
Parecer do consclheiro procurador geral da co-
ra sobre a representando da cmara munici-
pal de Filia Franca de Xira.
Senhora A acolo das cunaras municipi-
os nSo suprema c absoluta na sociodade, nao
so exlende a todos os negocios que aos seus vo-
gaes se flgurem de interesse, o conveniencia ge-
ral, est pelo contrario restricta aos ob]ectos,
quo pelas lois sao da sua competencia; e o s
nestes que os referidos crpos administrativos
representad os administrados, porque so para
elles forai, instituidos, c receberad a missao dos
povos: segue-se logo que s nos pontos de sua
legal competencia pdom entender, consultar e
representar as autorida les superiores; e todo
o acto, que exceder estes limites, manifest
excesso de autoridade e usurpacao de poder
alheio. Nenhuma lei attribuio s cmaras mu -
nicipaes o direito de fiscalisar o systema geral
da administradlo publica do reino, a marcha e
poltica do governo superior do estado, e de
pronunciar sobre a sua conveniencia ou descon-
veniencia: tal flscalisacao excede muito a natu-
reza e capacidade destes corpos administrativos,
que nao teem hoje nenhum carcter publico,
nem nenhuma interferencia no governo publico
da sociedade geral. Abusad logo as cmaras
municipaes da autoridade que Ihes foi confia-
da, quando em nomo dola so intromettem no
conheciinento dos altos negocios do estado, o
demandad de Vossa Magostado alguma modula
superior a elles relativa: e este excesso, c este
abuso foicommettido pela cmara municipal do
consulto de Villa Franca do Xira na representa-
cao adjunta, dirigida Iteal Presenca de Vossa
Magostado, na qual, notando os ministros do
Vossa Magostado, como adversos aos interesses
pblicos, solicita a sua demissao. Em vo so
pretendo desfarcar este abuso com o direito da
petico assignada na lei fundamental da mo-
narehia; porquo esto direito so facultado no
artigo 148. 28. da caita constitucional aos
cidadSos; nos Individuos, e nao s corporacoes,
e autoridades publicas, quo nos negocios a-
Iheios 5 sua competencia nao pdom exercer
nenhuma accao, nao teem nenhuma capacida-
de, nem ainda existencia. Daquelle direito po-
diad sem duvida usar os vereadores da cmara
municipal da Villa Franca de Xira, como in-
dividuos, como particulares, Ucando sempre
responsaveis por qualqucr crime. quo no exer-
cicio delle comn.ettessem; porquo a inviolabi-
lidade na manifestaco de todas as opinides
exclusivamente propria dos membros dos cor-
pos legisiativos: nao Ihos era porm licito co-
brir-se com a autoridade da cmara municipal ,
invocar o sou nome para com elle acreditar o
acto. Posto que tenba por manifest o abu-
so de autoridade em que cablro os vereado-
res da-cmara municipal do Villa Franca de
Yira signatarios da representarlo adjunta ,
parece-mo porm que nao pdem ser por este
fundamento proeessados; porque as leis do rei-
no nao punetn com penas os excessos de autori-
dade e os abusos dejurisdicao commcttidns
pelos vogaes das cmaras municipaes; a nulli-
campns doestudo, e da medilacad. Lima tal vi-
vacidade de sentimentos fez com que ;i< degra-
cas de Genoveva se apresentassem Sra. Darcy
como revestidas de um carcter potico.
Apenas Emmanuel torminou a historia da sua
protegida, disse a amavel mulher:
Devias ter trasido com ligo essa rapariga:
tel-a-hia curado, e talvez consolado; se possi-
vel, que haja consolacad para a perda d'um fi-
Iho! Ecom um ar, em que s respira va amor,
olhou para o seu. Dcpois d'alguns momentos de
silencio, tornou fallar de Genoveva.
Se a julgas om estado do poder fazer lima via-
g"m, rei eu mesma bsca!-a. Os ciuui, que
de mi ni exigir a pobre doente, distra-hir-mc-
ho do pozar, quo me ha de causar a tua nova
ausencia.
Se minha mai vai sofTrcr com a minha
ida Italia, disse Emmanuel, desde j a renun-
cio.
J to na5 possivel, replicou asenhora
Darcy com urna satisfaced melanclica; encom-
mendando, e comprando d'ante-mao o que se
le fazia preciso para a viagem.soubc poupar-me
taes corpos e a sua dissolucao sao os nicos
meios segundo as leis vigentes, de reprimir
estes excessos ; mas os vereadores representan-
tes perpetrarlo outro crime clossifjcado e pu-
nido pelas leis do reino o por elle deven, res-
ponder sendo competentemente process idos.
A ord. do livro .">. lit. 81 2 manda grave-
mente castigar os que li/erein escriptos, ou
cartas injuriosas, segundo a qualidnde das pa-
iavras e das pessoas com ellas difamadas, o
olTendidas; e estes artos por serem obrados
pelos lunecionarios pblicos, c cobertos com o
nomo da autoridade que para outro li.n Ibes
foi confiada nao perdn, a qualidade crimi-
nosa antes toman muito maior graveza pnr-
que prodii/em muito maior mal na sociedade.
Os vereadores signatarios da representaca
inclusa, descreyendo a maioria das cmaras lo
gislativas nao como o resultado da livro e es-
pontanea elecio dos povos, mas sin. como o
elT to da fraude da violencia e do desperdi-
cio das honras, c dos dinheiros pblicos, ir-
rogaoamais atroz injuria i estes corpos supe-
riores do estado negao-lbes todo o carcter e
autoridade legitima apresentando-os como
bandos de facinorosos que ;i custa de crimes o
maleficios dc que fro autores ou cuniplices,
arrebatro a autoridade quo Ibes nao com-
peta para desto modo illudrem a nacao.
Nao foi menos aflrontosa a injuria feita ao cor-
po collectivo do ministerio ao qual na repre-
sentaca inclusa se altribuem os crimes de ad-
quirir e conservar o poder, nao pela livro
esculla do \ ossa Magestade mas sim pela
fraude e pela violencia. Sao mui graves as
circunstancias, de que seaeompanhloestas
injurias escripias, o que as lornlo grandemen-
te.atrozes ; lorio feitas em nome da autoridade
publica de que para esleeleito se abusou ;
lrao irrogadas aos primeiros corpos do estado ,
cujo crdito e respeito a primeira necessidade
pblica ; frlo levadas a real presenca de N'os-
sa Magostado, circunstancia, que augmenta a
gravidade de todos os crimes; devem pois ser
severamente punidas, porque a sua impunida-
de podo arriscara ordem pblico e fazem im-
possivcl toda a aeco governativa. Segundo o
artigo 8oi i.da novissima reforma judicia-
ria sao havidas por crime publico os injurias es-
criptas aggravadas pelas circumstancias de
pessoa, lempo, modo e logar, e as ,l,> ,i,,..
se trata por natureza mui graves dirigidas aos
mais altos lunecionarios da nacao que tao di-
recta i nll nene i a teem na ordem geral nlo p-
lem deixir de ser perseguidas polo ministerio
publico pelo interesse da sociedade. Nestes
termos meu parecer, quo a representaca
original adjunta dovo ser remeltida ao respecti-
vo magistrado do ministerio publico, para que,
a/endo proceder em jui/.o ao reconbecimento
das assignaturas promova conlra os vereado-
res que as firmarlo os termos competentes
do processo, na conformidade das leis, pelas a-
^^^mtmsmmmmswtmmmsMmmsmmttmBamm
qualqucr hesitaca, que poderia dar lugar
minha fraquesa. '.revcincnto acharas tudo
prompto em tudo casa dc Pariz.
Emmanuel, feliz, o enternecido, boijou as
mosde sua mai
Na semana posterior esso entretcnimonto
Emmanuel atravessava os Alpes; o a Sra. Dar-
cy condusia casa Genoveva, que, nao obstan-
te o grande abatimento de crpo, o espirito, em
quo se ochava, mostrava-so sensivei aos cuida-
dos, que so Ihe prodigalisavao.
4.
Seis mozos depois estava Emmanuel em Ro-
ma, ondo incessantomente trabalhava, (im de
pr-se em estado de partir, apenas fosso cha-
mado por sua mai, quando receben urna carta,
cujo coiico e com quo dsse iregoas s fadi-
gas, que so entregava. Esta carta ora da Sra.
Darcy. So nenhum de nos, dizia ella, no acto
de separar-nos ousou fallar na tua volta, foi,
porque sabamos, que ella nad poda ser prxi-
ma: o nao augmentar o pesar da despedida
medir a externad da ausencia? Mas o que me
escreves acerca dos teus ostudos, e da energa
I


a
trocissimas injurias feitas s primeiras autori-
dades do estado lim de serom devidamente
punidos nos termos das mesmas Icis. quan-
to se me olercce dizer sobre este ohjecto. Vos-
sa Magostado porm resolver o mais justo.
Lisboa, 22de novembro de 1513. O pro-
curador goral da cora Jos de Cupertino de
guiar ttoline.
Est conforme. Secretaria d'estado dos
negocios do reino em 2V de novembro de
183. Joaquim Jos Ferrtira Pinto da
Fonseca Telles.
EMIGRAgO PORTCGUEZA.
No primeiro semestre de 1812 a emigracao
de Portugal para o Brasil oTerece o seguinte
resultado :
* Do Porto 459 individuos.
Dos Acores 344
De difieren tes portos 97
De Lisboa 47
947
r Pouco menos de metade do numero total
do Porto e pouco mais de um terco dos A-
odret.
No segundo semestre de 1842 a proporco
como se segu :
Do Porto 775 ii.dividuos.
Dos Acores 711
De Lisboa 218
De difierenIqs portos 209
1913
No t. semestre de 1843 em consecuencia
das providencias adoptadas pelo governo por-
tu^uez, e dos meios indirectos empregados para
obstar n olliciaciio dos colonos encontra-se
bastante diminuicao como mostra o seguinte
detalbc :
Do IV.rto 715 individuos.
Dos Acores 320
De Lisboa 291
De differentes portos 5V
1380
Ao todo 4210 pissageiros portuguezes no es-
paco de um anno e mcio os (|uaes forao con-
duiidos em 104 navios dos quaes 59 erao por-
tuguezes.
Ao mesmo lempo outros navios teem recon-
duzido mii patria o com importantes valo-
res algumas centenas de portuguezes que
depois de largos annos de residencia no Brasil
eonseguirao colligir um capital sufficiente para
tiraron) em descanco o resto de seus das.
A razo da maior emigracao da gente do Mi-
nbo encontra-se lacilmente no grande nume-
ro de negociantes e logistas dessa provincia, que
hojese chao estabelecidos no Rio-de-janeiro ,
e n'outros pontos, os quaes pelas suas relacocs
de parentesco visinhani-a c amizade attrahem
inuilos mancebos aquella curte, onde sao qua-
si delusivamente empregados como caixeiros
em lojas e armazens. A gente dos Acores pela
maior parte empregada na agricultura con-
correndo tambem para isso a sua inaptidao para
outros misleres visto nao saber lr ou escrc-
ver a mor parte dos que all aporto.
( Diario do Governo. )
IMTITD^no
5 i 5 S.im *M-
RIO DE JJSEIUO.
Consta-nos quo o governo imperial exigir do
argentino que retirasso a sua nota de 22 de se-
tembro p. p., eque o Sr. Duarte da Ponte Ri-
beiro continuasso exercer perante esto as suas
funecoes. Nao se tendo ogovernador tosas pres-
tado a esta exigencia, o Sr. Duarte da Ponte Ri-
beiro, em conformidade das ordens que tinha,
embarcou-se com o seu secretario o o archivo da
legacao, ficando o cnsul geral em Buenos-Ay-
res encarregado de promotor as reclamacoes
gBHBaaggBBSBBSMMMM^P!HI
eom que nelles prosegues, obriga-mo decla-
rar-te, que estou resolvida te nao tornar ver,
sena d'aqui tres annos! Tres nonos so de-
ven) passar, Emmanuel, sem que ouca a tua voz,
sem que as nossas vistas seencontrem, sem que,
sentados noutesob um bello, e azulado co,
conversemos largamente, respirando o ar em-
balsamado dos prados, e tendo eu a tua mo
entre as minhas. Dissorao, quo era esse o
lempo indispensavel, para que te podessem a-
proveitar as liccoes dos mestres; e meu cora-
cao callou-se. Nao te prives poisdorepouso es-
sencial sade, eao talento; porque espirito,
assim como o crpo, deve dormitar, para ac-
cordar mais vigoroso. Gosadas maravilhas.que
tecerca: antes do termo, quo corajosamente
me lixei, nao ir minha voz incommodar-te no
trabalho, nem nos prazeres.
J sabes, que a obra de caridado, que em-
prehendeste, tornou-se para mim um manan-
cial de salutares distraeces. Porm quero repe-
tir-le os pormenores, que continha urna das mi-
nhas cartas, que foi extraviada pelo teu cslou-
>ado criado. Approuver-le-ha saber, quo, de-
pendentes o do prestar a necessaria protoccao aos
subditos o propridades brasileiras.
[Jornal do Commercio.)
O Sr. Ribeiro chegou corte no da 19 de
Janeiro passado.
Eleicilo para um senador.
Uesumo. 923 eleitores.
Os Srs,
Torres............787
Vianna............762
Andrea............68*
Saturnino...........64
L-so na Sentinella:
No dia 31 dedesembro tarde, dando S.
M. o Imperador, de dentro do coche, a mo pa-
ra subir S. M. a Imperatrii, cahio com forca so-
bro um dos lados, e quebrando-so um dos vi-
dros, cortou-lho a farda, penetrando at o bra-
co, onde fez urna pequea forida:porosse mo-
tivo nao houve cortejo no dia do Anno-Bom.
Foi nomeado encarregado do nogocios no
Chilepara onde parti no dia 1. do Janeiro
o Sr. Venceslao Antonio Ribeiro. Este senhor
retirou-se ha pouco de Barcelona, onde desem-
penhou satisfactoriamente o lugar de nosso cn-
sul geral na Uespanha. A nomeacao do to dig-
no Brasilciro para esta nova commisso, honra
aoSr. ministro dos estrangeiros'
O Sr. J. P. Grcnfdl, commandantc em
chefe das frcas navaes brasileiras estacionadas
no Rio-da-prata, seguio para o seu destino no
dia 8 do corrente (Janeiro), na corveta Dous-de-
julho.
Consta-nos que o conselho supremo mili-
tar resolvCra hontem (12deJaneiro), quecompe-
te ao conselho de guerra o julgamento do Sr.
Bafael Tobas de Aguiar.
Foi preso na freguesia da Candelaria, no
dia 10 do corrente'Janeiro), o Portuguez Ber-
nardino Monteiro, ofllcial de carpinteiro, chega-
do, ltimamente do Porto na barca Subtil, por
ser encontrado com um sacco de moedas de
20 rs. falsas. Tanto ladra !...
Com a trovoada de 12 de Janeiro noute
cahio um raio na casa do Sr. Thomaz Xavier
Garca de Almeida, na ra das Marrecas. Feliz-
mente pouco estrago fez, occasionando apenas
mortede um cavallo.
Consta (segundo diz o Echo do lio ) quo o
ministro ingleznesta corte dirigir urna nota ao
sr. ministro dos negocios estrangeiros, na qual
Ihe declara quo, estando a findar-so o praso,
porque fra prorogado o tratado de commercio
entre as duas naedes, se faz preciso que so pro-
ceda quanto antes ao ajuste decontas ontroos
governos, sendo contemplados cerca de dous
milhdes sterlinos ( cousa do 18 mil contos em
moeda brasileira !) provenientes das consig-
nares dos paquetes, que nao teem sido pa-
gas!!. .
Pelo vapor Bahiana tivemos no dia 13 do
corrente algumas noticias do Bio-grande at
adata de o de Janeiro. O baro de Caxias a-
chava-se as costas do rio Santa Mara, depois
de haver perseguido Canavarro por 40 dias.
Bento Manuel foi em seguimento d'este para A-
lgrete. N'esles movimentos perdro os re-
beldes 3,000 cavallos e 20 prisioneiros. '
Urna partida nossa de 30 homens, comman-
dada pelo capito Guedes foi sorprendida pela
columna d'aquelle caudilho, em cujo poder ca-
hro o mesmo capito o 11 soldados, ficando
mortos 3 que se rcndro depois de persegui-
dos, por 300 a 400 homens, na oxtonso de
quasi duas leguas.
O rebelde Teixeira tendo vencido a heroica
resistencia, que Ihe oppozra o aleres com-
mandante do pequeo destacamento de 30 ho-
mens que guarneca o Jaguaro, enlrou all ,
frente de 200 pracas, e feruu- e ioiii 7,uu
pataedes o 3 carretas de fazendas. Ocomman-
dante do destacamento tinha ido esperar os re-
beldes meia legua de distancia da povoaclo ,
e conhicendo a impossibilidade de impedir-Ibes
o passn retirou-se a salvo com toda a sua gen -
te ebegando apenas com um homem ferido.
Constava que Francisco Pedro ia em persegui-
dlo da partida de Teixeira.
Bento Goncalves depois da escaramuca na
encruiilhada com urna partida de legalistas ,
em quo perdeo um tal coronel Agostinho da
Mello, encafuou-se no dislricto das Dores,
ondeseconservava.
xando-me, legaste-mc, inspirado pela ternura,
o que melhor poda mitigar o meu enojo; isto,
urna alma amante, afllicta, partida do dr, que
nada eslava libada sobre a trra, o que eu dc-
via consolar, proteger, e tornar-mo affeicoada.
No dia seguinte ao da tua partida eslava eu
de ca/ninho para Lilia, em companhia de Cer-
van, nosso amigo velho. O charo rioutor resol-
veo-se acompanhar-me, depois de, segundn
costumo, haver-me censurado do quo chama
minha incorrigivel nocessidado de sacn'flcar-ine '
mais do que devo.
Nao podia a Sra., u-.t.o ec. azer vir
cssa pequea para Scnlis, sem a ir buscar em j
pessoa, estando j lao fria a estacad.
Bindo-mn resnondia-lhi>i nij oro/; -yj
companhia, essa viagem bem longo de ser para
mim um sacrificio eraumdivertimento. Porm1
elle persista em aecusar-mc d'exaltada, o sobre
ludo, Emmanuel, de te haver inspirado senti-
mentos romnticos, o estranhos ao seculo, em
que vivemos.
Fez a senhora de seu fllho, dizia elle, um ;
original, que despresa as Ideias recebidas, quan- i
juwimmmi.........mu ii iir rm
O coronel Medeiros, que havia consagrado ao
servico da patria 70 annos de urna vida honra-
da, e que constantemente so empenhra com
sua pessoa o grande influencia, no triumpho
da grande causado impeli, fallcceo ultima-
mente de urna apoplcxia. Sua perda to la-
mentavel, quanto escandaloso proceder de
outros que em santo ocio se alimento cus-
a da nacao, para quem ingratos! donada
presto.
A alfandega da cidade do Rio-grando tem
rendido n'esles ltimos lempos 100 contos de
reis por mez: o commercio vae prosperando
espantosamente.. Mas nada chega tudo a-
bsorvem os canaes caudalosos da mais desen-
freada delapidaco. E nao ha como obstar-
Ihe O Commercio flha govermsta re
volve, por encommenda dizem del genera-
lissimo, ceos c trra para deprimir o actual sr.
ministro da guerra pela grave injustica dede-
mittir o commissario geral do exercito Antonio
Gomes Candido.
A (orea de Fortunato Silva que emigrara
para o nosso territorio passou novamente
Ironteira o consta que j fizra juneco com
Fructuoso Rivera. A' nao se ter desarmado
aquella Torga attribue-se o haver Oribe prohi-
bido a passagem de gado do estado oriental pa
ra o Rio-grande. To bom um como ou-
tro !...
A posico excepcional do governo de
Montevideo complica-so de mal a pcior. Em
14 de dezembro o cnsul geral da Franca em
onsequencia das ordens terminantes do seu
governo, exigiu 1.*, o licenciamento in-
mediato do todos os residentes Francezes sem
que por nenbum pretexto Ihes soja permittido
conservar ou tornar lomar as armas; 2., que
as profisses o industria, a quo se dedicao os
Francezes, nao tenho para o futuro outros en-
caros alm dos que existio no 1. de novem-
bro do 1842 o que os novos impostos excep-
cionaes estabelecidos desde essa poca se
supprimo sem podr-se substituir por ou-
tros equivalentes. O governo da repblica
julgou dever acceder esta ultima pretendi ;
mas persislindo em nao desarmar os estran-
geiros que livre e espontneamente tomrao
a defensa da capital com prejuizo mesmo da
sua nacionalidade o cnsul geral retirou-so ,
com todos os empregados e o archivo para
bordo da fragata La Gloire. Ao passo que o
cnsul assim obrava receiava-se quo rompes-
sem contra a praca as hostilidades, com que a
ameacava o vice-almirante Massieu de Clerval.
O governo da repblica solicitou a interven-
cao dos plenipotenciarios da Franca e da In-
glaterra residentes em Buenos-Ayrcs, para
onde se retirrao quasi todos os Francezes que
nao pegro em armas. A honrada assembla
geral declarou categricamente, queapprovava
o carcter de dignidade e firmeza que mani-
festara o poder executivo na sustentadlo dos di-
reitos da repblica.
A legio franceza contina cada ver. mais
colhusiasmada na defensa da praca.
estado de Montevideo violento ; para
breve est o destecho.
(Sentinella da Monarchia.)
O Jornal do Commercio, diz:
Vimos hontem (18 de Janeiro) cartas fidedig-
nas do Montevideo, que annunciaS, que o com-
modorePurvis suspendeo o bloqueio da cidade
DO dia 21. l 2 horas da larde, at que Oribe
satisfizessea sua requisicio para embarque de
onze mil couros de propriedade inglesa.
Asseverao as mesmas cartas, que os corn-
mandantes dos vasos franceses Arthuse, Tacti-
quee Dupetit-Thouars diziao nao existir as or-
dens deque fallava o almirante, para o desar-
mamento da legio franceza. Era opiniao geral
que no caso do Sr. Massieu tentar um desem-
barque, a sua torca, ou pelo menos a dos tres
vasos citados, se passaria para a legiaS.
Temos presentes cartas, e peridicos de
Montevideo,que pouco adianto s noticias,que
ja tinliamos. Os sitiadores esto em inercia e
do Ihe parecem injustas; o nao o preservou,
quanto devia, doenlhusiasmo.
Ser enlnusiasta, replicava eu, o mesmo
que saber admirar, o reflectir.E ada o Sur..
que obrara bem em enfraquecer em meu fllho
essas /acuidades?
Acho, que sempre acabo por dar-lhe ra-
sad, todas as vezes, que entro com a Sra. em al-
guma discussad, o que deveria,accrescentou el-
le com bondade, impedir-me de renoval-as.
Em agradecimento estadcclaracaconle-
Ihe o que me havias referido acerca do Genoveva,
porque,commoveo-se, porque a pesar de ser a tua
linguagem algumas vezes austera, tem um cora-
ca sensivel. Nao lardou muito, que cu tives-
r-c occasi'u cppnrM de jigdi, ai quo ponto
chega a sua sensibilidade.
Tendo examinado Genoveva, e reconhecido
que anda se achava em estado de ser transpor-
tada sem perigo, condusio-a para a sege, e ce-
deo-lhe o lugar, que oceupava. Depois, quan-
doj ia fechara portinhola, iembraiido-sc, que
se nao havia despedido de Prudencia, deseco,
voltou ao quarto, onde a pobre muiber tinha ti-
nt nao tfiem bavido gucrrilbas importantes
Dizia-se, que as frcas de Fructo occupiivaoas
visinhancas de Santa I.uzia, c o que Fa/ia acre-
ditar esta noticia era que os peridicos de
Bucnos-Ayres nao nego o fado.
No dia 27 do dezembro embarcou no bri-
gue de guerra argentino Cagancha a forca do
Oribe, que oceupava Maldonado em cujo de-
partamento j; se acho frcas de Fruclo o
mormenlo em S. Carlos d'bndc deviao mar-
char para Maldonado. Corra, quo Servando
Gomes fora derrotado.
A Gazeta Mercantil dos ltimos dias do de-
zembro aecusa as autoridades brasileiras em
Montevideo de cumpheidade com o governo
que chama intruso e de deixarem correr a re-
vcliaos interesses brasileiros. \i\i o mesmo pe-
ridico que indo o sr. Mariath, e o comman-
dantc da corveta Carioca vestidos em grande
uniforme, ao saladero de Lafon pcdro au-
toridade da praca licenca para visitaren) a l!,n
dos Batos o que Ihe (oi concedido e que de
urna lancha oriental que se achava suriano
p do Cerro, se lizera fogo contra o sr. Mariath
e pessoas que io em sua companhia mean-
do urna bala pela farda do commendante em
chcfo da esquadra brasileira, que leve por isso
de vollar, e callar-se. l.emos em urna carta ,
que o facto se nao passou assim: o chefe da
esquadra e o commandantc da corveta Cario-
ca tivero de irem servico ao saladero de La-
fon oceupado por lrcas de Oribe o ao de-
sembarcaren) parti um tiro de urna lancha ,
com direccao gente de Oribe que alli se a-
chava carneando. Apcsar d'isso o chce brasi-
leiro representou autoridade competente, une
depois de Ihe mostrar que tal proceder tinha
sido lillio da irreflexo e que nao tivra por
fim oflender o decoro da marinha brasileira,
demiltio o commandantc do lancho.
(Diario do fio.)
L-se no Jornal do Commercio: Com
a ebegada do vapor Pagete do Norte es-
palhou-se esta manhaa a noticia de queocom-
mandante e um oflicial do brigue de guerra in-
gles Frolick tinho sido cruelmenteespancados
perto da cidade de Santos, quando se retiravan
para bordo depois de terem jantadocom ovi-
ce-consul da sua nacao.
Sao (So contradictorias as noticias que cor-
ren) a respeito, qne nos nao atrevemos a emit-
tir nosso juizo. Esperaremos pois por informa-
Ces olliciaes. ( Jornal do Commercio.)
DIARIO DE JKJK
Os artigos do Diano-n. vem sempre to re-
chcados de insultos em falta de argumentos,
quo excluem toda a discusso mas a malcra
da exclusao dos jurados podendo parecer mu
grave quem nao estiver informado da verdade
do fado, nos forca a pormosde parte a ndig-
naco que excita tanto cinismo, e to resol-
tante protervia e a mostrormos a falsidadc do
que diz o Uiario-n. n.28 de 5 do corrente.
Para se conhecer, que nao foi injusta, nem
acintosa a exclusao basta vrem-se os nomes
publicados pelo l)inrin~n onde os homens de
bom senso sao todos vclhos, o achacados, que
nunca serviao o cargo de jurado e os officiac
de !. linba sao lodos doentes ou decrpitos
reforma >os que se escusavo com jusio uiuti-
vo de comparecer s sessdes.
A prova desta verdado se acha bem demons-
trada com o silencio dos excluidos. Os Per-
nambucanos fro sempre zelosos dos scusdi-
reitos, c garantios constitucionaes ; se vissem,
quo a junta revisora os exclua por acinte ha-
vio de recorrer na forma da lei. Falla o Dia-
rio-n. de mais de tresenlos cidados escandalo-
samente excluidos por espirito de partido a
destes apenas tres recorrerao da exclusao e fu-
rao os srs. Emilio Sobreira e Firmino deO-
liveira a poucos dias empregados na tbesoura-
cado chorar, e abracou-a com transporte. Ao
regressar, trasia os olhos humidecidos, e disse-
me: tinha-me esquecido d'essa digna mulher;
entretanto Dos sabe, que estou mais satislei'0
de havei-a abracado, do quo estara, so ella fos-
se uina linda menina do vinto annos.
Genoveva deixou-se condusir sem oppr a
menor resistencia, mas, pelas lagrimas que Ihe
corriao ao longo das faces, e pelos movimentos
convulsivos das mos, que a perla va sobre o co-
racao, leconheci, que nao era sem pezar, qu
afastava-se de M'".Assentei, que principio
nadaconvinha dizer-lhe acerca desse pe/ar, lao
natural; e a nossa jornada fui leitaem silencio.
Mas, depois que a estabdeci no quarto. que
outr'ora te havia perlencldo, nesse quani"'^.
cuja janella, voltada para o meiodia, deixa pe-
netrar at ti mais recndito da alcova.d'envolta
com o cheiro, qne de si exhalad os bosques, um
pura claridade, principe o tratamento pini-
co, o moral cujo plano tinha d'anto-mao traca-
do na imaginacao.
(Continuarse-a,)
J





ra e que parocem menores de 23 annos, e o
6f. Caelano Pinto de Veras governista deci-
dido e inimigo dos opposicionistas da praia
Para dar-se a convicco de que nnm o espiri-
to do pirtido, nein a vonlade do Exm. Presi-
dente indino as docisoes da junta revisora 6
sulficionte a exclusao dos srs. Veras, Quaresma,
e outros amigos do governo que j obtiverao
ainJaoanno passado provimento etn scus ro-
cursos interposios da cxcluso. O vereador,
auc fe/, parte da junta nao merecendo dos srs.
do Diario-n. a faina de curvar so As ordens do
poder nein ;s sedueces, ou a vontade dos
outros dous membros; nao havia de silencioso,
e sem grande opposico deixar passar em dous ,
ou Iresdias de sesso frsenlas c tantas exclu-
soes injustas ou caprichosas; 6 porm phli-
co que a junta traballiou na melhor intelli-
gencia possivel logo as excluidas lrao justas,
por asseiitarem em bomens que por urna ou
por mitra causa ostavo inhibidos de servir o
cargo dejuiz da lado e cujos nomes seriao
intilmente lancados na urna. O queconvi-
nba i pandilba da praia era quo a ortoeha-
masse pessoas que necessariamente se cscusa-
riao pjra cbamarem sua vontade os jurados,
que haviao de formar casi. Com a severidade
da junta revisora acabou-sc esto manancial de
parcialidado. A qualificacocega autora das
causas, quo boje tem concorrio para desacre-
ditar ojury etornal-o o foco da impunidade
em luaar do paladio da liberdade c da honra
do cidadao. Da o Diario n., que a exclusao
foi feita para ter o governo jurados, que con-
demnassem as olhas da opposico. Isto ridi-
culo. CJuem lr a listados excluidos,eosconheccr
bu de convencer-so que o espirito do partido
nao entrou nessa decfio (a) quem soubcr,
que os responsavois pelas folbas da opposico
lrao pronunciados por injurias a S. M nao
entrar em duvida de que tacs crimes nao ad-
mitido prova que os releve, e que s um |u-
ry formado da pandilha os poder.'i absolver.
Falle o Diario n. sem rebuco ; queria in-
sullar o promotor por ter denunciado de scus
arligos, eosr.Dr. Selle juiz dedireito interino
por haver obrigado o testa de ferro do Indgena
a |>i'isao,|c procurou este meio indirecto de os
obrir de apodo.-, o tornal-os odiosos. t-
rela esta em que o Diario-n. se oceupa quasi
todos os dias ; mas nao pode deixar de revoltar
o animo o mais Reumtico o desaforo com
que o Diario-n. multo a ridiculo o sr. Dr.Sette
juiz interino do crime. Que pravas pode ex-
hibir o iario-n., de que o sr. Sctte nada de-
cida por si ? Que indicios ter de que elle
entregue a outrem todas as deejl&M das causas ,
que llioso sulunetli las ? Em que a pude ser
manchada a prohidade do sr Selle ? Nao an-
tes essa probidade ea independencia de ca-
rcter que ello leern mostrado o que Ihe a-
carreta o odio da panlilha ? Qual o acto do
sr. Selle ,. que posta provar ignorancia de sua
parlo '? O sr. Sello tem para o deenderem
ue tan injuriosos aleives todos os procuradores,
o advogados d"este auditorio dolados de prohida-
de. Tanto nao necessario ; basta a inverosi-
.____:. J ......
IC91ICKU uu jtMUU ,
niibanua un mpuiaeso*
quem se diz, que elle entrega a decisSo de to-
dos os eitos. U excessivo tralialho da secreta-
ria da presidencia com o da advocacia na 1. ,
e ." instancia tomando a essa pessoa todo o
mi i..mnn a imnnssihi'Iita absolutamente
de se occu par de negocios do outrem, a pro-
bidade desso individuo, comelindre.com que
elle lem-so portado sempre, no que diz rcspei-
toa juslica torna incrivel a imputacao vaga .
'de quo despacha pelo juiz os feilos, em que
advogado. pul) ico nesta cidade que este
advogado leva o seu escrpulo a ponto de nun-
ca pedir, ainda oque justo, a favor de seus
clientes aos magistrados, quo tem de decidir de
suas lides. Um dos redactores desses arligos
virulentos do Diario-n magistrado nesta
provincia desde 1836 entretevo com elle des-
de o lempo de condiscpulo at a sua entrada na
secretaria rclaces de amigo especial c diga
qual foi pjMido, que elle fez-lhe a respeito de
algum" pleito. ^so advogado faz tanta juslica
aos magistrados que nos consta ter reprehen-
dido um seu cliente que so queixava de ter o
sr. Nunca Machado extorquido e dictado urna
sentenca lavrada contra elle, por esse magistra-
do e lamis deixou de dizer aos seus clientes ,
qu descancassem na imparcialidade deste juiz ,
que no tem melhores precedentes, do que o
advogado nem do quo o sr. Sette hoje por
despeito tfo vilmente abocanhado no Diavio-n.
O vapor Pernamhucana que chegou a este
porto hoje( 7 ). deixou as provincial do bul em
* ..' CC lili II mi/nillii emule .
tranquiimiaue. aa. .......6--- -
S. A. 1. a Senhora princeza D. Januana, a-
(a) Ateos empregados da secretaria da pre-
sidencia frao excluidos por orden del a; e nao
seria mais coherente o governo se Ksse des
potico segundo inculco as lolbas da praia ,
dimitlir esses empregados ?
chava-so inlciramente reslabelccida e resti-
tuida corto. Em ojtro lugar Pica transcrip-
to o qne adiamos do mais interessantc nosjor-
naes que rocebemos do Rio ate 21 do possado.
Velo de passagem neste vaporo Exm. snr. Vis-
conde deOlinda.
10,
Alandcga.
Hendimentododia7.......... 11:797$S36
Desearregao hoje 8.
BriguoRobimdifferenles gneros.
Briguo americano Si'/pAdillercntes gneros.
ItrigueLadislaofarinha.
lirigueComberlandfaienda o bolaxinha.
BriguoMedumcarvao e batatas.
IMPOrtTACA.
Robim ; brigue portuguez vindo de Lis-
boa, enlrado no correte mez consignaeo
de Francisco (tabello manilestou o seguinto :
15 pipas com vinho ; a Manad Jos Macha-
do Malheiros.
O pipis o 25 barris vinho 5 caixas rap ;
a Thomai d'Aquino Fonseca.
5 pipas vinagre 25 barris vinho ; a Manoel
Ignacio d'Oliveira.
2 caixas chapos ; ao capito.
121 pipas e 50 barris vinhc 1 embrulho
Panoramas.
4 pipas vinho, 6 ditas vinagre, 1 bah rou-
pa c calcado ; a Domingos Jos Vieira
1 caixa obras do bronze 1 dita ditas do la-
tao ; a Toixeira & Andrade
1 lata rap; a Jos Jernimo Rodrigues
Chaves.
1 lata rap, 1 embrulho meias; a Jos
Marques da Costa Soares.
1 caixa licores ; a Joaquim Izidro da Costa
(romes.
50 barris vinho, 3 caixas e 3 frasqueiras
doces 36 caixas massas. 12 barris a/eitonas,
1 dito plantas, 3 gailas passaros 1 caixa
sanguixugas, 1 dita e t condeca calcado 1
embrulho papel 1 porco de cebollas 1 sac-
co dinheiro; a Mendes & Oliveira.
Midium ; briguo inglez vindo do Liver-
pool ..entrado no corrente mez, consigna-
rao de Joos Patn & C. manifestou o se-
guinte:
101 toneladas de carvSo de pedra ; a Joa-
quim Baptista Moreira.
58 toneladas de carvao queimado caixas
fa/en.lasde linho ; a \lc. Calmont&C.
80 gigos e 1 cesto lauca 1 fardo lazendas
do algodfio ; a James Cockshott & C.
15 caixas lazendas do algodao 1 embrulho
amostras ; a H. Gibson.
3 caixas fazendas de algodao 1 fardo ditas
do bla ; a J. Stewart.
1 caixa e 1 barrica ignora-se ; a Woitch
Bravo & C.
14 fardos fazendas de linho 2 ditos fio, 22
.Sm f.......,!..<- ,1.. .UaiISh a lnhnrnn l'.oter
v mi. ii.' lULbllUH. WV tii^**- ----
&c.
44 fardos e 5 caixas fazendas de algod5o; aos
consignatarios.
6 fardos fazendas de algodao ; a Fox Bro-
thers.
14 fardos 7 caixas e 1 embrulho lerendas de
algodao ; a G Kenworlhy & C.
1 caixa livros ; a C. S. Cox.
6 fardos fazendas de algodao; a Russcll Mel-
lors & C.
8 caixas linhas; aLatham&C.
26 fardos e 8 caixas fazendas de algodao 1
dita ditas de lia 6 ditas de linho 1 embru-
lho amostras ; a Rozas & Braga.
29 toneladas U quintaos 13 arrobase 11
libras do forro em barras 139 mullios de fo-
Ihas do ferro 15 toneladas de carvao queima-
do 1 fardo fazendas de algodao, 140 gigos de
batatas ; a ordem.
LISBOA.
Cambios em 21 de dezembro pastado.
Dinh.* Letras.
Amsterdam.............. **
llamburgo 50.......... 50 49
r (53 a 54......... 54 Si'/'
Londres^ 5i a 34 1/4....... 5iA 5i
Genova................ 5I* ~
Pariz...5l6............ 516 518
Valor de metis e papis de credtlo.
' Ol.iorrnc Compra. Venda.
Pecas'de 78500....... 78710 7.730
Oncas hespanholas..... 1**300 148400
Soberanos........... ***20 *8*50
urocerceado......... 1892 18W
Dito embarra......... 27 27'/
Patacas hespanholas.. .. 91
Ditas brasileiras....... W$ JJJ
Ditas mexicanas....... 90 Do
Prata em barra........ 28 a 28'/' -
( Do Pairtota. )
iUovimciUo do Porlo.
Navio entrado no dia 6.
Rio-grando-do-sul ; 22 dias patacho brasi-
leiro Pelicano do 138 toneladas capillo
Joao Mallos de Almeida equipagem 12,
carga carne secca ; a consignacao de Gaudi -
no Agustinho de Barros
Navios entrados no dia 7.
Rio-de-janeiro, Babia, o Macci ; 13 dias ,
vapor brasileiro Pernamhucana de 210 tone-
ladas commandanto Joao Melitao Henri-
ques, equipagem 12 carga lastro ; a con-
signacao de Joaquim Baptista Moreira: pas-
sageiros, Exm visconde do Olinda, liria-
do, el escravo Dr. Joaquim Nunes Ma-
chado sua senhora o escravos, Luiz
Gomes Anjo, o l escravo Manoel Ignacio
de Oliveira Jnior Francisco Xavier de
Carvalho e 1 escravo, Fr. Joo de S. Jos,
Fr. Joao das Mercs Paim Fr. Jos deS.
Julia Joao Vctor Carvalho capitao-te-
nente Joao Nepomuceno de Menezes, Ir
Joao de S. Ghristina Padre Antonio de
Mello Albuquerque Jos Candido de Vas-
concellos, e 1 escravo Antonio Jos da
Silva Braga G. II. Deniz Jos Casado de
Araujo Lima, major Antonio de Sousa Pen-
des, Brasileiras, Jos Lavignc, M.* DelH-
na Lavigne Francisco Lavigne, F"rancezcs.
Goianna ; *dias hiato nacional Conceico do
Pilar, de 23 */ toneladas, capillo Francisco
Rodrigues Bastos equipagem 3 carga as-
sucar,
Navios sabidos no mesmo dia.
Genova; polaca sarda lefiro capito l.ecite ,
carga assucar.
Stokolmo ; barca suci Fmma-Teresia ca-
pito J. L. Loront, carga assucar.
Genova; polaca sarda Silencio, capito Piages
I. B. carga assucar, c algodao.
Canal ; barca ingle/a Emilia capilo Antho-
nv Dadson carga assucar.
*_!--
Edita!.
laMMtar.";-'. "' "
=0?llm. sr. inspector da Ihesourariadesta pro-
vincia manda fazer pblico, que pela mesma the-
sooraria contina a subslituicao das notas de
5#000 10S000 o 208000 rs., da 1. estam-
pa e 5S00O da 2.*, mas quo, havendo presen-
temente grande falta do notas de pequeos va-
lores, em quanto nao se obtm os recursos ,
que se tem pedido s se i. l'azendo a substi-
tuido por meio das arre^adacoes, que so fi-
zerem as estacoes pblicas, em notas de pe-
queos valores, conforme o prmittirem as
circunstancias ; eem notas de 1O0S00O-2O0SO00
e 50OS000 rs. francamente quem apresentar
sommas correspondentes estas quantias. No
impedimento do ofllcial maior.
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Iieclaracoes.
- O ,n|)iii Pci'aambucHu recebo s rriias
para os portos do norte boje ( 8 ) as boras da
tarde.
A thesouraria das rondas provinciacs com-
pra por ordem do Exm. snr. presidente da
nrovincia osobjectos abaixo descrilos para
serem enviados aos Indios da missao do Choc ,
no termo de Flores:
Enxadas 30 machados 30 foucos 30 .
fechaduras de jortas90 pares de dobradicas
120 ferrolbos30.
As pessoas, a quem convior vender os referi-
dos objeclos,compareci com as amostras del les,
c com as propostas dos precos na salla das ses-
gos da mesma thesouraria no dia 12 do cor-
rente ao meio dia.
Secretaria da thesouraria das rendas provin-
ciaes de PernambucoO de levereiro do 184L
O secretario ,
Luiz da Costa Porto carreiro.
Q administrador da meza de recobcloris
de rendas geraes inlcrnas avisa pela ultima
vez aosdevedores da laxa de escravos do ban-
co seges e carrinhos hens de miio mora e
de canoas que espera at o fim desla semana
para vircm pagar o que esto a dever : pena de
proceder executtivo contra aquellos que deixa-
rem de o fazer. Reccbedoria 5 de fevereiro de
1844.
Francisco Xavier Cavalcanti de Albuquerque.
Grande ovcrlura.
Dansas de corda.
por toda a companbia.
Grande pas por Madama Martin Giavelly.
Os tres gladiadores,
quo teem sido applaudidos em todos us theatros
principaes da Europa e representados pelos
snrs. Francisco Ravel Len Giavelly e
Carlos Wintcr.
Intervallode 15 minutos.
Segunda parle.
Grande overtura.
pela orchestra.
O espectculo terminara pela nova panto-
mima intitulada
As Pululas Mgicas.
Grande espectculo com transformares ,
mudanias &c.
DiitribuicSo.
I). Francisco, ricoproprietarioMr. L. Fnn.
O cavalleiro (irinaldo Mr. Charles Wintber.
Claudio rival de Grinaldo Mr. Francois
Ravel.
PoltrSo criado de Grinaldo Mr. Lon
, Giavelly.
Dentista Mr. loseph Marcetti.
Elena, lilha de D. Francisco Madame E.
Fnlon.
Arscnia fada Madame M. Giavelly.
Escrivao notario cstalajadeiro c.
O baile terminar pelo grande quadro orien-
tal Iluminado por fugo d artificio.
Avisos diversos.
THEATRU PUBLICO.
QUINTA FEIRA 8 DE FEVEREIRO
1)1. 1844.
DECIMA-QCINTA RKPRESENTACA
da
COMPANHIA RAVEL.
feneficio de Madama Martin Giavelly.
Comocar o espectculo as 8 horas em pon-
to por urna
LOTERA do guade-
LUPE.
IXo dia W do corren le
mez de fevereiro corre-
rn imprcterivelmentc as
rodas desla lotera. Os bi-
llictes achao-se venda ,
nos lugares do costnme
'=Oinr. Detham.marcineiro,morador na ra
do Aragao.queira apparecer atrazdolheatro ar-
mazem i|ue se vende tahoado do pinbo : a ne-
gocio.
O reverendo Tiago do Pinna Cabral reti-
ra-so para fra desta provincia.
Quem annunciou precisar de um sitio
perto da praca, com capim para dous cavallos;
dirija-se i ra do Queimado n. 6.
Quem quizer dar costuras 6 fazer de
toda a quahdade de homem e do senhora e
tambem flores, ludo com perfeico e aceio ;
dirija- se ra do l'alcao n. 1 quo achara com
quem tralar ; adverle-so, que a pessoa tambem
se propoe coser em casas particulares ou
francezas, por j ter servido.
OTerece-se urna ama para lodo o servico
de casa : quem a pretender, dirija-so ao pateo
da Ribeirn n. 19.
ss 0 1.' secretario da sociedade Apollinea,
convida aos membros da commiss5o adminis-
trativa para se reunirem na casa de suas ses-
ses, terca feira 13 do corrente pelas 6 ho-
ras da tarde.
Usnr. Dr. Joao de Uarros Albuquerque
Maranhao queira por favor comparecer na
loja de louca atraz do Corpo Santo n. 68
negocio de seu inleresse.
Na loja da esquina da ra do Cabug ,
em frente da matriz precisa se fallar ao snr.
Joao Alves Peraira filho de Villa do Conde ,
e que tem estado decaixeiro nos Afogados, a
negocio de seu inleresse.
Offerece-se um rapaz brasileiro, que
sabe bem ler, escrever, contar para cai-
xeiro de alguma casa de negocio nesta praca ,
ou mesmo para fra o qual tom de tudo mili-
ta pratica e d fiador a sua conducta : na Ra
bella n. 43.
jiii n& uwuie pccnuo reiuur-se pa-
ra fra da provincia e por isso avisa s pes-
soas que se julgarem credores do cima dito ,
que bajan de a presentar as suas contas no prato
de 8 dias para seren pagas.
Roga-se pela segunda vez ao snr. the-
soureiro que assistio ao andamento das rodas
da lotera de N. S. do Rozario-da-Boa-vista ,
que ltimamente correo ; que se digne por sua
bondade declarar quando ter principio o pa-
gamento dos bilheles premiados na actual lo-
tera visto haver passado um anno o tanto ,
que a dita lotera correo, e al o presente nao
saber-se do resultado : isto deseja saber um
que interessa.
= Aluga se urna grande casa feita a moderna,
a qual tem 4 salas e 6 quartos com cosi-
nha fra sita na cidade de Olinda na ra de
Mathias Ferrcira ; quem a pretender dirija-se
[a ra larga do Rozario na botica n. 42 de Ma-
I noel Filippe da Fonseca Gande,
>,
i


V
= Pecisa-sc alagar urna cscrava para o ser-
vico de una casa de pouca familia que
sailia cozinhar, comprar, e lavar, clando-se
sustento, o 12.000 rs. mensaes ; na Soll-
ado indo pela Trompo, lado osquerdo n. 42.
= Na ra atraz da matriz da Boa-vista ,
ras lujas do sobrado aonde mora o coronel liar-
ros ensomma-sc toda a qualidado de engom-
mado liso tanto para liomem como para se-
nbo.a ainda mesmo de fil de linbo com
toda a promptido aceio e por preco rom-
modo.
Descja-se fallar com o snr. Jos Kapozo
Maracboa negocio deseu interefSO ; as Cin-
co-pontas, ein casa de iWanoel Rapo/o Mara-
cho ; na mesma casa se oITcrece un homem
para feitor de sitio.
= Aluga-se urna casa terrea novamente
edificada, na ra da Solidade., muito larga,
com 0 quartos, duassahs, corredor oo lado ,
cozinha fura com um graudo quintal mura-
do cacimba com muito boa agua do beber ,
por preco commodo ; na ra da Aurora n 58.
= RodolpboJoao Barata de Almeida trans-
ferio a sua morada narn a ra da Cadoia de S.
Antonio sobrado n 16 primeiro andar.
Precisa-se alugar um sitio porto dosta
praca, que tenha casa baila para plantar ca-
pim para um ou dous cavallos ; quom tiver an-
nuncie.
Oflerece-se um moco Portugucz para
criado de qualquer casa ingleza por ter al-
guma pratica da lingua inglc/a ; quem o pre-
cisar dirija se a ra ostreita do Hozario n. 8.
(^uern annunciou querer fallar a Jos Ma-
ra Barboza dirija-se a loja de Manoel Jos
Goncalves Braga junto ao arco de S. Anto
nio n. 2.
^uem tiver urna cscrava cozinbeira e
boa engommadeira que u queira alugar, an-
nuncie.
= Alejandrina de Lima e Albuqucrque ,
professora publica da primeira cadeira do bair-
ro do S. Antonio, laz publico que tem sua
aula aberta, na ra por detra/. do tbeatro so-
brado n. 20. segundo andar.
Precisa-se alugar urna negra ou mo-
leque pelo preco <|ue se ajustar para vender
na ra ; na ra do Amorim n. 39
I)eseja-se muito fallar aocirurgiao Fran-
cisco Jos Rodrigues; no pateo do Hospital do
Paraso n. 18.
= A pessoa que annunciou no Diario de
6 e 7 do corrente querer tratar com o dono da
casa terrea em Olinda que a quer vender ,
dirija-se a ra do Dique n. 9, segundo an-
dar.
= Existe no serlao fgido um preto de na-
cao Mocambiquo de nome Pedro o qual
ugio desta praca a 4 para 5 annos e diz ser
cscravo de urna senbora de nome Rita, a qual
era viuva de um Joaquim de tal; este cscravo
tem bonita (gura e ter de dado presento-
mente 30 annos pouco mais, ou menos; a
pessoa, que se julgar com direito ao referido
escravo dirija-se a Praga-da-independencia ,
livraria ns. G e8 queso darn outras infor-
maces.
Aluga-se o sobrado da ra da Praia n.
37 com 3 andares, soto e armazcm, com
commodos para grande familia ( e tambem se
aluga por andares ; a tratar na ruu da Cadcia-
velha loja n. 60 por preg>> commodo.
= Precisa-se alugar urna preta para o servico
do urna casa de pouca familia ; quem tiver di-
rija-se a Rua-impcrial n. 39, ou unnun-
O0.
RAPE FINO PIUNCEZA
ij-* :*..-
Compra-se urna mulalinlia ou negri-
nba do 12 a 16 annos, sendo de bonita figura ,
rccolhida poga-se bem ; na ra larga do Ro-
zarlo sobrado n 48.
Compra-se urna carteira de duas faces,
com scus competentes mochos ou sem elles ,
em bom estado ; quem tiverannuncie.
Compra-se o calhocismo de Mont-pelier ,
as Luziadas de Cam5es, e a vida de D. Joao
de Casiro; quem tiver annancie.
Vendas
Vc.nde-se na Praca.da -independencia ,
livraria ns. 6e 8, o cozinheiro imperial ou
nova arto docozinbeiroe do copeiro em todos
os seus ramos, contendoas mais modernas, e
exquisitas receitas para com perfeicao e delica-
deza se preparem differenlos soupas e varia-
dissimos manjares de carne de vecca vitella ,
carnciro, porco, e veado; de aves, peixes, ma-
riscos, legumes, ovos, leito, o modo do fazer
massas doces e com postas ; precedido do
methodo para (linchar e servir bom meza,
com urna eslampa explicativa e seguido de
um diccionario dos termostechnicos da cozinba.
por R. C. M. chefo do cozinha ; 1 vol. d
291 pag. ntida improssao broch. 2500 rs ,
a encadernado 3000 rs.
No numero das artes utes e indispensaveis
vida do homem civilisado nma ha, que de
poucos annos a esta parte tem marchado com
pnsso gigantesco. Esta a sciencia culinaria",
cuja feliz influencia ao mesmo tompo que
concorre para o estado saudavel do nosso cor-
po estreta os lacos da sociedad multiplica
as rejacos augmenta o commercio a in-
dustria suavisa oscostumes e rene os ho-
mens em assemblas estivas, e fraternaes. Tri-
butario a ella, todo o nosso globo ofTerece-lhe
todo apparelhado do prata com dous cora- truccao e ptimas vozes, macacos para os-
cocs deouro ; um jogo de pistolas dealgibeira, livar carga do navios encerados e urna rica
tudo por preco commodo ; na travcsssa das cadoira de arruar forrada de seda, e com
Cruzes n. 14, primoiro andar. franja do xetroz ; na ra do ^ gario n. 13.
Vende-se oxcollenle larello om barricas Vendo-so um preto do Angola, proprio
a3200rs. ; na padaria de Joao Manoel Ro- para todo o servico ; na ra do Vigario n 3.
drlguesVallonca na ra larga do Rozario o = Vende-so oleo de linhaca em botijoes ;
no armazem que oi de Joaquim Goncalves na ra do Amorim n. 15.
Vieira Guimar?es, junto ao arco da Concei- = Vendem-so sementes de todas as qa-
{5o. dadesde hortalica cestos para meninos apren-
Vende-se um molequo de 14 annos dercm a andar telhas de vidro, tudo por pre-
bonita figura faz todo o servico de urna casa co commodo ; na ra da Cruz n.
vende na ra o muito esperto ; no beco do
Veras n. 14
Vcndem-se lencos e mantinhas pnra
grvalas, pretos, e de cores ditos para algi-
beira bicos largos, o eslreitos luvas de co-
res para senbora ditas de pellica de cores para
= Vondem-se saccas com arroz da Ierra pi-
lado ; na ra da Cadeia do Recifo n. 20.
= Vendem-se cassasdo quadrinhos amarel-
losa 180 rs. o covado ditas do quadros e lis-
tras de cores a 200 rs. ditas do cordao/.inbo a
200 rs. .cambraias de quadros com flores de
a
DA BAHA E RIO-DE-JANEIRO.
= Acha-sc venda o mui excellente ra-
p da nova fabiica deGodinfcoda Babia, e do
Rio-de-Janeiro pelo mdico preco de 1:000 rs
cada libra : este rap chegado ltimamente ,
c torna-so muito recommendavcl pelo seu bom
aroma : roga-se aos compradores, desediri-
girem ao nico deposito existente nesta pro-
vincia na ra da Cruz n. 16, que ainda
encontrars mcias libras, e levando porco se
far um preco muitorasoavel.
Arrendao-se duus pequeas casas terreas
na ra do Faiaceie ; a tratar na ra do Amo-
rim n. 15.
Compras
= Compra-se eflectivamente nesta Typogra-
phia toda a qualidade de pannos cortados, cu
velhos de linho e algodo tuda a especie
de fibra linheza algodao de refugo em ra-
ma papel e papelao vclho.
= Comprao-so effcclivarnente para fra da
provincia mulatas, negras, e moleques do 12
a 20 annos pagao-se bem ; n2 Ra-DOv ,
loja de ferragens n. 16.
Compra-se um sellim clstico c urna
duzia de cadeirasde pod'oleo em bom uso;
as Cinco-pontas n. 11.
nnumeraveis produccoes, que ella transforma
em manjares s5os e deliciosos, tao agrada-
veis avista quanto saborososao paladar.
Asnacoes asmaisadiantadasom industria, e
ciyilisacao cultivao assiduamente esla nobre
sciencia e fazein appareccr os seus misteres
em numerosas publicacSes que formao o ma-
nual dos artistas em cozinha Ao Brasil fal-
tava ainda um tratado especial da arle ulina-
ria. Apenas contando urna ou duas compli-
cacoes ha muito lempo publicada em Portu-
gal e que n5o satisfazem os desejos pela falta
da variedade de pratos explicaedes ecessarias,
e numero de receitas, muito atrazadas a vista
do estado actual da sciencia geralmente sen-
sivcl era urna tal necessidade e lempo era por-
tantodesutisfazel-a.
O autor do cozinheiro imperial empregou os
eslorcos possiveis para prehencher urna tao im-
portante lacuna e teve a fortuna de ver seus
esforcos coroados de extraordinario successo ,
pois em menos do 3 annos o vendeo a primeira
edicao do seu livro do qual foi preciso fuzer a
presente rcimpressao para satisfazer s exigen-
cias do puMico. Elle espera, que com ajuda
d'esta nova edicao os artistas Brasileiros pode-
rlo yantajosamente tirar todo o proveito que
desejao dos productos naturaes deste bello, e
fortil paiz. Os peixes as aves, as frutas do
l.rasi. gcsSo de lim repuiaeo que corres-
ponde sua variodade sabor, e delicadeza.
Em mais de mil e duzenlosartigos cuidado-
samente redigidos complicados, o inventados,
se oncontrao os elementos de umn cozinha, qu
podo ao mesmo temno servir para as ninis es-
plendidas mezas e delicados gostos bem co-
mo tica ao alcance das mais moderadas posses
e mais simples necessidades. Muitos destes ar-
tigos sao applicavois a especies diferentes o
que naturalmente augmenta o seu numero
- Vende-sc farcllo riovo em saccas de 3 ar-
robas chegado de Hamburgo; em casa de
H. Mebrtens ra da Cruz n. 46.
- Vende-se um gargantilla e brincos de
ouro superior um rico alfinete de ouro de
le com diamantes e topazios pares de bo-
toes para punhos e abertura de differenles
modelos, anneloes um transelim para relo-
gio um relogiosaboneto de prata um dito
para cima de meza, urna caixdc nic, urna
coihor de tirar soupa om par de (velas pira
sapatosde padre, um titulo para crucifijo,
um pon teiro para menino; as Cinco-pontas
n. 45.
=Venuem-se luvasde pellica a 1000 e 1280
rs. o par ditas de seda brancas pretas ,
chapeos francezes finos da ultima moda ditos
deso, platilhas de 30 varas bretanbas finas
de linho cortes de chitas hamburguezas, me-
rino preto meias para meninos e menina n
outras iiiuiias aeetiua por preco commodo ; na
loja de Manoel Jos Goncalvas Braga junto
ao arco de S. Antonio n 2
Venuem-se as bem conbecidas e ver-
daderas lindos de carretel ( de pao braheo )
com 200 jardas; na ra do Crespo, loja n. 11.
Vende-se um bonito annelo com um
diamante esmaltado e um apunhal pequeo
homem caetas para pennas de ac cabo do cor a 640 rs. a vara e a peca a 4 rs. com
marfim e de outras qualidades bons de pa- 8 varas e meia, corles de chitas linas a 3 rs. ,
Ihinha a 280 rs. ditos de p*lla de lustro a ditas franec/.as do lindos padroos a 200 rs. o
1000 rs chapeos de dito a 400 rs. appare- covado, ditas escuras finas a 180 rs. .^dilas
Ihosdo porcelana para cha em ponto peque- encarnadas corn flores amarellasa 180 rs. o co-
no para nonecas a 1000 rs. Dores finas para vado lencos de 15a adamascados para pescoro
caneca, suspensorios a 2 iO rs. ditos de bur- de senbora a 640 rs. meias de seda preta pa
racha a 320 rs ditos de seda a 1440 e 1700, ra homem a 1000 rs. o par lencos de seda
pentesdetarUruga para marrafas ditos para encarnados a 800 rs. mursulina muito fina a
prender os cabellos, imitando a tartaruga di- 700 rs. avara o outras muitas fazendas por
rcitos, e virados, ditos de marfim de tirar preco commodo ; na ra do Cabuga loja de
piolhos, filas lavradas largas e estreitas um Antonio Rodrigues da Cruz,
grande sortimento de calungas carteiras do = Vende-se vinLo da Figueira em barris
varias qualidides para algibeira esteirinhas cquortolas de 5 em pipa, chegado proxima-
pintadas a 720 rs., papel de peso azul a 5200 rs. mente do Porto e proprio para se engarrafar;
ealmayoa 3800 e 2i00 rs. navalhas linas na ra da Cadeia loja.de ferragens n. 44.
garfose facas de cabo rolicoa 3500 rs. ditas = Vende-se urna venda muito afreguesada,
de cabo de metal a 6400 rs. e um grande sor- na ra da Cadeia-veIJia n. 17; a tratar na
iimentode meudezas de todas as qualidades, mesma.
om amostras a contento dos compradores ; na
ra do Queimado loja de meudezas n. 24.
ss Vende-se a praso, ou a dinheiro urna
loja de 3 portas, sita na ra do Queimado des-
ta cidade a qual paga um mdico alugucl e
tem quatro a 5 conlos de rs. em um genero ,
que por ter sido todo comprado a dinheiro,
ollorece algumu vantagem ao comprador; quem
a pretender annuncie.
Vendem-se 300 e tantas barricas vasias,
que lorio de farinba de trigo ; e tambem se
mandao bolar no armazem dequem as comprar,
conforme o ajuste; as Cinco-pontas, nada-
ra n. 63.
Vende-se urna escrava de 20 annos, de
bonita figura sabendo pereilamente engom-
mar, cozinhar, e coser tudo com perlei-
cao duas ditas de 16 a 18 annos, proprias
para todo o servico ; urna bonita mulatinha de
12 annos, propria para mucama de alguma
menina ; um bonito molcque de 16 annos,
para fra da provincia ; um escravo de >8 an-
uos para todo o servico, e proprio para ar-
mazem de assucar ; na ra do Fogo ao p do
Rozario n. 8.
Vendem-se 4 escravas mocas, de boas fi-
guras e com boas habilidades ; duas pardas
engommadeiras costureiras e cozinheiras,
e umadellas ptima ama de casa 4 pretos
para todo o servico ; um pardo bom para pa-
gem ; na ra larga do Rozario, sobrado n. 48.
Vendem-se 5 arrobos de peonas de ema ;
na ra da Cruz n. 61.
= Acha-se um completo sortimento de ta-
boasdepnho americano, largas, e reorca-
das em grossura e sem nos ; dito da Suecia ,
costado costadinho, assoalho, e forro para
fundos de barricas de 20 a 30 palmos de com-
prido, por barato proco; atraz do thcatro ,
armazem de Joaquim Lopes de Almeida, cai-
xeiro de Joao Matbcos.
Vende se um negro de bonita figura de
24annos, ptimo para todo o servico; um
lindo molcque de 18 annos com principio de
sapateiro um cabrinha de 14 annos bonita
figura, e ptimo para pagem ; urna parda de
19 annos de bonita figura engomma, cose,
e faz renda, urna dita de 18 annos, engom-
ma e lava todos estes escravo* nao teem
vicios nem molestias ; na ra da Cadeia de $
Antonio n. 25, por cima de urna fabrica de
os.
= Vende-se milho em saccas de tres quar-
tas 6 r.cm a 604J rs. ; no armazem que loi
de Joaquim Goncalves Vieira GuimarSes ; as-
sim como farinha a 1600 rs.
Vende-se urna escrava de nacao Angola ,
para todo o servico tanto de casa como de
lora ; na ra da Viraco n. 23 defronte da
sacrista de S Pedro.
Vende se um cavado muito bonito ru-
dado passando a pedrez est gordo bom es-
quipador, e carregados muito conhecdo
nesta nraca nnr nm des meiberes ccvas no
p too do Carino n. 13.
Vende-s urna casa terrea na ra da Casa
forte, rom nnintl>rnoirr.l'3 bastantes aro-
redos de fructo, com a frente para sul o o
fundo para o norte, a qual foi do fallecido Jos
Francisco e vende-se por preco commodo ;
em Olinda roa do Bom-fim n. 22.
a Vende-se um piano novo, do forte cons-
= Vende-se um calis doi'rado um missal
com sua estante urna podra d'ara um orna-
mento branco, e um rouxo j usados una
alva aceiada e alguns outros pe rtcnecs de al-
tar tudo pelo mdico proco de 55j rs. ou
vende-se as pecas separadas; na Ru a-direita n.
36, primeiro andar.
s= Vendem-se dous escravos de na>ao, com
bonitas figuras, um bom canoeiro c pes-
cador; urna parda de 18 annos, engomma bem,
cozinba com perfeicao e cose camisas de ho-
mem ; duas ditas quitandeiras e ptimas pa-
ra todo o servico todas dao-so contento ; na
Ra direita n. 3.
= Vende-se farinha da torra muito boa a
oito patacas o alqucire da medida vellia em
porcao de quarto paracima ; na ra da Praia,
armazem n. 20.
= Vende-sosal de Lisboa em grandes, e
pequeas porcoes por preco mais commodo ,
doqueemoutra qualquer parte; na ra da
Moeda n. 9.
= O deposito do gelo acha-se na ra da
Scnzalla-velha junto ao Bcco-largo n. 110 ,
aonde contina a vender-se a 2560 rs. a arro-
ba c a libra a 100 rs.
= Vendem-s os seguintcs livrus ; geome-
tra de Euclidcs, arithmetica de Lacroix, gram-
matica franceza de Seveno diccionario fran-
cez por Fonceca Horacio em lalim o porlu-
guez, Prozodia, e Cornelio; na ra de Aguas-
verdes n. 42.
Vendem-se rices cortes de venido de
chai i de listra assitinada e de primoiosos
padroes j na ra do Cabuga n, 10, defronte d
cerieiro
=== Vndese um sobrado em Olinda, silo
na ra de S. Bento tem seis quarlns Iinm
quintal, porto para a ra terreno proprio ,
por preco commodo ; na ra da S. Cruz, ven-
da n. 60.
= Vende-se sevadinha de Franca a 320 rs.
a libra ; na botica da Ra-nova.
"Vf Vende-se um casalde cachorros de fila de
boa qualidade vindos prximamente da Ilba-
de-S.-Miguel; na ra da Cruz n. 31.
= Vende-se o patacho Hamburguez Fortu-
na forrado de cobre ede primeira marcha ,
com todos os seus pertences; a tratar com os
consignatarios N. O. Bicber & Companhia ,
na ra da Cruz n. 4.
Vende-se urna escrava crioula de 20
annos cozinha^ engomma e cose : na ra
das Cruzes n. 23.
Escravos lgidos
= D-se 50ji rs. de gratificaco a quem pe-
gar, e levar a ra da Florentina n. 14 o preto
Jos Pnchete de naco Mocambique de 20
annos, altura mais que regular, secco do cor-
po com dous denles do menos na frente da
parte superior r0?o rcddsdo, Uslans re-
linio (piando falla gagueja alguma cousa ,
teri do costume ter sempre fumo na bocea ;
levou cainisH d risesde azul ca.'css Je puno
preto^ja velho ; este preto empalhador do
obras de inarcineiro ; lugio no dia 24 do p. p.
Rkifi ha Trr. db M. F db Fama.1844.


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