Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04573


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Full Text



Anuo de M.
Ter^a Feira 6
O DiariopnbliM-M ils "s dinsqne 11,10 forera snni licados : ptico da u$i|;nalura
lie ile tren mil rs |>or qunriel pupos adiantadoa Os annuncioados assicinies s.io inferido!
p..i... c os ios que no loiem r.iao de SU rei, Por Imha A reclamare, devem er diri-
gidas a MU ITF i "" "* frutes n 4 ou praca a Independencia I ja de UfTI an 6 e 8
PARTIDA DOS COUUKIOS TKRKESTRKS.
COUSN. e raraliyb secundas e sevtaa fi-iras. Rio Grande do Norte, qu'nl.a fciras
Cab. Serinhaem Kio iormoso, l'ono l'.al.o, Macey e Al.goas : no 1 o de cada mea Caranhuns e llonilo a IU e '.! de ca 'a mei noa-iisla e Mores a 3
e 2S dlo CldiJ Victoria, quimas eira,. Olinda lodos oa das.
, das DA semana.
g Ser,, a. Gueda Aud. do J.,de D. da '.'. r.
( Terca a. Dorol'ea Re aud. do de I) da 3. t.
7 Quarla s Romualdo Aud doJ. del) da 3. T
,S Quima s. Cor.ntinha. Aud. do J de I) da >. v,
'J Sel s. Apollonia. Aud. do J. deD. da 8. t.
U Sab. s liscolastica. Pe. aud. do .1. de D. da 1, t.
41 Dom a. I a.-..... a. Damo*
I 'aig.iM'.i.frlwn'yraW^BlTawi Mia.jMMgrr*
de Fevereiro
Anno XX. N. 29.
Tildo aori depende de n'is mesmos; di nrisss prole oia, -roderacio' e enere,
i,, linueaoa como principiamos e aeren! ap tala loa con aliuraj.io entre as nag
rultaa. (ProclamajA di HssemhUa Geral du eranl.)
ia: con-
Kl IU .US
' Cambios aobre Lonrlrca 25 {.
f u l'a'ia 37
r
cMBioSMi un 5 DI PEVF.BimO.
res por franco
Lisboa 11 por 10J di premio
Moeda ile cbr- 5 por cont
dem de leiris de boas liru.aa I a Mil
Ouro-Moed*. da 6,100 t .
...... N.
,. -a de 4,0011
l'raia l"aiacocs
,i PeOI cr.liimmnares
Pilos Mixiranos
d7.50l
7.300
U.sU
J.040
2,04b
2,040
5
o
Y,
1'IIASKS DA LA NO MEZ DE FEVEREIRO.
Luacheia a i as S horas e jl min. ila m I l.ia u.iva a IS as (i horas e 3' min.iU aa.
Mi'nRuanie a H as o horas e g0 mu .-la m. | ti.esiente a Jti.s 7 h_ e 5;n. da m.ohaa
'reamar ie hoje,
l'rimeraas 0 horas e ->i inin. da manli.ia. I Segunda as 7 borai e 18 minutos da larde
^1/_.J- .--...-^. :....' .'^sSiMaBel
DA
fwm,,7.iriiH3:,?aCTr.l- 'fWt
PARTE OFFICML.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 30 DO PASSAD0.
Portara Ao director do arsenal de guer-
ra determinando que faca recolhcr ao mesmo
arsenal diversos objeclos inutilisados, exis-
tentes na fortaleza do lirum quo d'ordem do
commandante das armas ser-lhc-hao remetti-
dos e mande concertar 13 espingardas do a-
darme 17 quo com os referidos objeclos bao
de Iher enviadas.Communicou-se ao com-
mandante das armas,
Officio Do secretario da provincia ao
commandante das armas, scienlificando-od'ha-
ver-se mandado satisfacer a plvora e mais
objeclos mencionados na refaci que veio
aanexa ao scu officio de20 d'estemez (Janeiro.)
dem do da 31.
Officio Ao engenbeiro cm chele das obras
publicas Acenso o officio de 29 do corrente(Ja-
neiro), cm que V. ni da parte da exigencia,que,
por caria fez o tenente-coronel Jos Comes
dos Santos Percira de Bastos, de ser previa-
mente indemnisado do valor do terreno por
onde lem de passar a Estrada-da-Victoria no
En?enho-velho de Jaboatao e dos maleriaes,
que frein extrahidos para a misma para evi-
tar quo apparcco contestaces desagradeveis,
como so exprime o dito propietario.
Remetto V. m. um cxemplarda lei provin-
cial numero 9 cujos artigos 12, 13,13, elC
dispoem que a provincia nao pague terreno,
ero quanto o proprietario nao mostrar pelosnu
titulo primordial que est desobrigado de
dar terreno para estrada oque, ainda isento
d'esla obrigaco, nenhum valor lem de rece-
ber |>elos maleriaes gaslos na estrada mas
apenas ndemniMCfio dodamno, que resultar
de qualquer escavaeo. porianto claro ,
que ao dito proprietario inrumhc a lei 0 dover
de requrer com seus ttulos a pasa do terreno,
SO livor direito eo de esperar que da ex
tracio dos maleriaes resulte damno para al-
legal-o circunstanciadamente, i fnn de ser ar
bilrado na forma da lei, sem que do sorte al-
guina Dossa impodir eM nrelimcao a feitnra da
estrada', determinada pelo governo, que ha de
protegl-a com os mcios, que a lei Ibe faculta,
para nao ser embaracada.
Ditos Ao Exm. e Rui. director do lycCo ,
declarando, que deve mandar por concurso
ascadeiras deprimeiras lettras da Var/.ea e
Kio-lormoso que so acliao vagas.
Dito Ao inxpector da tbesouraria da fa-
?enda, remettendo a filiacao dos cornetas Igna-
cio Francisco de Barros c Justino Jos do
Amparo engajados para servirem as 1.a, c
4.,companbiasdol.batalhao da guarda na-
cional d'esle municipio em lugar dos demilti-
dos Jos Romualdo da Silva e Joaqun) Jos,
para que vista d'ella mande abrr-lhesos
DE PERNAMBCO.
ifjtviwnm y. >. v.-w;g,i
devidos afsentamentos. Communicou-se ao
respectivo conimaiidanle superior.
Dito Ao engenheiro em chele das obras
publicas, significando em resposta ao seu offi-
cio de lo dedezembro do anno (Indo que tica
i cargo de sua repartico o mandar ferropear os
sentenciados trabalhos pblicos; visto nao ser
possivel que para isso sedistrahao os traba-
jadores das officinas do arsenal de guerra, co-
mo declara o respectivo director no officio, que
so llie remetlia.
Dito Ao juiz relator da junta de justica ,
transmiltindo, para serdifinitivamente julgado
pela mesma junta o processo verbal, que pe-
lo crimede desenao se fez ao soldado do 2."
batalbao d'anilliaria a p. Francisco Jos Cle-
mente.
Dito Ao commandante das armas or-
denando que nomeie um oflicial para admi-
nistrar os concertos da casa da residencia do
conimnndante da fortaleza de Itamaraci ; e que
lo ordem a thesouraria da fazenda para submi-
nistrar a quantia 377600 reis, em que frao
oreados os mesmos concertos. Partcipou se
ao inspector da thesouraria da fa/enda.
Dito Do secretario da provincia ao com-
mandante geral do corpo de polica para que
pelas 9 'A horas do da 1 "de fevereiro faca pas-
sar mostra ao mesmo corpo dentro do respecti-
vo quartol. Communicou-se ao inspector da
thesouraria das rendas provinciaes.
EXTEilO.
FOLHETI
HESPAN'IA.
DESPACHOS TELEGRAPIUCOS.
Bayonna 8 de dezembro.
Madrid 5 de dito.
O ministerio foi constituido boje. Presidente
doconselho, osnr. Con/ales Bravo ; ministro
da guerra o general Maserado ; ministro do
interior o marquez de Penaflorida ; da jus-
tica o snr. Moyanas ; da marinha o snr.
Portilla. Ainda nao est nomeado o ministro
da fazenda. Tambem anda nao so concluoa
discussSo do projecto de mensagem. Madrid
hsIA franiinilla.
Bayonna 9 do dezembro
, A Gazeta de Madrid de G conten os de-
cretos nomeando o ministerio. jury declarou,
que nao havia materia para aecusaco contra o
Heraldo no artigo denunciado pelo snr. Olo-
zaga. Os snrs. Madoz e Garnica loro elei-
tos vice-presidentes do congresso o primeiro
por 70 votos contra (13 e o segundo por 77
contra 73. Continuava a discussao. Osnr.
Cortina oceupoutoda n sessao.e icou anda com
a palavra para o da 7.
10 de dezembro.
\ adrd 7 noute.
x A indicacao apresentada por sete diputa-
dos para a aecuzacao do snr. Olozaga foi a-
GENOVEVA, A LOURA. (')
Persuadida, de que o joven Raimbaut, an-
tes de partir, buscara arrastar Genoveva \ al-
gum passo imprudente.resolvi nao deixal-a nem
por um momento. Estabeleci-me em sua casa
noute, e dia, no llrmo proposito do mandar pa-
ra o cirurgiad as mulhcres, que nessa poca me
procurassem. .
O Sr. Cesar, como eu o havia previsto, nao
deixou de apparecer; vendo-me com Genoveva,
conlenlou-se, deuim-ie 4". T4**0*" ij*^"
urna longa viagem.vinha dispedir-sed ella. Des-
confi! de sua erenidade;e tinha rasao;porque na
manhia egolnte Me Onoveva abrir asianul-
las, descobrio nos ramos d'uma das rozeirasuma
carta, que depois se verificou ser do sr. Lesar, o
que me leo. Esta carta vintia recheada de sup-
plicas, juramentos, e un.eayas; quein a havia
[') Mi Diario n.26,27, e28.
escripto terminava, rogando a Genoveva, quo o
iosse esperar em certo lugar, que Ihe indicava,
e jurando deixar-so morrer, se ella n3o assentis-
*d an sU nedid" ^mn Genoveva nn O atnava.
nada mecustou persuadil-a a deixar de fazer o
que elle Ihe pedia: entretanto eu com prazerno-
tava, que apenas faltava vinte e quatro horas
para efTectuar-sea partida.
Nessa dia o tempo estava terrivel: cahia
urna chuva grossa, que o vento azia bater so-
bre as vidra^as: trabalhmos sem interrupcio
at a noute; mas, quando me preparava para
fecharas janellas, entretanto, que Genoveva ac-
cendia a vela, batra-nos ortemente porta.
Quem ? perguntei eu (azendo signal
GBYeVU puto im idildl.
Joao Baudin, respondeo urna voz, que, a-
pesar de achar-se alterada, reconhecl.
Fui abrir, e Joao laudin. almocreve. quo
morava trez quartos de legua de M*", entrou
precipitadamente. Trazia urna lanterna na mad,
e um grande embrulho debaixodo braco.
Sra. Prudencia, disse-mo elle, minha mu-
Iher esl s portas da mortc, s vm. a pode sal-
var. Bem sei, que a prevenio, de que na5 devia
:"-.; "77- Tj.^' Til rTOWICT-B?ff>
poiada por 81 votos contra CG As noticias
das provincias sao favoraveis. Madrid est
tranquilla.
NUTICUS DA HESPAXIlA.
O Jornal des Debat observa, que os ltimos
despachos telegraphicos recebidos de Madrid
ilemonstrao o crescente interesse, deduzido
dos acontecimentos que ora se panto n'a-
quella capital. O novo ministerio est cons-
tituido. Estovamos anciosos do vl-o forma-
do de ver restabelecdos os principios cons-
titucionaes, e protegida a realeza dos resulta-
dos de tao deploraveis dissensdes.
Gonzlez Bravo ministro dos negocios es-
trangeiios, e presidente doconselho oche
fe do partido ltimamente formado na cmara,
sob o titulo de Joven llespanlto e pertencia
ao partido progresista. O marque/, de Pena-
florida ministro do interior, pertencia igual-
mente ao partido progressista Dizem ser elle
um estadista de carador decedido. O general
Mazaredo ministro da guerra fiho do
marquez de Mazaredo embaixador de Hes-
panha em Franca no tempo do imperio. Elle
era governador de Madrid e tem intimas rela-
goos com o general Narvaez. O brigadeiro Por-
tillo ministro da marinha tomou urna par-
te activa na ultima rcvoluc5o e foi chefe do
estado-maior do general Concha. O snr.
Mayanas, ministro do culto e da ustca
um magistrado que gosa d"uma expeliente re-
putacSo, e intimo amigo do snr. Pidal pre-
sidente do congresso.
J se sabe que occorr^rao algumos desordens
em Madrid no domingo de tarde 3 do cor-
rente ( dezembro ). E' evidente que forao re-
sultado d'uma conspiracao porque fizerao-so
tentativas ao mesmo tempo em differentes lu-
gares da cdado De varios grupos sahirao gri-
tos deabaixo a rainka. A tropa foi recebida
rom urna descarga de espingardas e pistollas;
ella fez logo em resposta matou e ferio algu-
nos pessoas. A tranquillidade pblica nao tem
sido perturbada desde cntao. as provincias
de Burgos, Avila c Cuenca produzio um
sentmento universal de indignacao a letura
da deciaracao da rainha contra Olozaga.
Madrid 7 de dezembro.
A grande cama de Olozaga dco outro pas
so. Foi hoje apresentada ao congresso urna
ndicatao contra elle, assgnada por sete depu-
tados os snrs. Morn Sabatri, Negrete ,
Posada, Salido, Pastor Das o Snchez
Toscano. Elles declararo oseguinte: -
Osabaxo asignados convencidos de que
naoserio fiis rainha eaopaiz, se, de-
poisda solemno declaraco de S. M., lida no
congresso, nao usassem do direito quo Ibes
concedido pelo paragrapho segundo do arti-
go quarlo da conslilukao contra o exonerado
ex-ministro de estado D. Sebastiano Olozaga ,
i iii" i
accuzSo-no do enruedo abuso de cn(ianra da
rainha 0 de ler faltado ao respeto e de ha
ver commettido violencia augusta pessoa de
S. RI. Isabel 2a; e requeren) ao congres-
so que proceda nomeacao dos deputados ,
que, segundo o direito, toro de sustentar a ae-
cusaco no senado
Esta prop uta foi sustentada n'um vigoroso
discurso pelo snr. Posada o apoiada por una
maioria de la votos, 81 contra GG. Cr-so
que muitos (lestes 81 sao mais propensos a
criminar do quo a sustentar o novo ministro
dos negocios estrangeiros ( L. C Bravo ), por
ler posto peranto o pblico o nume de S. M. e
a declaraco original da olTensa de Olozaga ;
porque o snr. Cortina mostrotl, que o novo mi-
nistro obrara sem o consentiinento da rainha ,
porque ella simplesmenle Ibe ordenara, que
puzesse o documento nos archivos ; contra o
que elle de seu motu proprio ( o antes do ser
nomeado ministro puzera o importante do-
cumento peante as curtes c o pblico. Cor-
tina como legisla nega que a rainha possa
instaurar processo algum que a nao torno
igualmente sujeita aos resultados, como a qual-
(iuer dos seus subditos.
mmmmsBBSsasBB i i ^
contar com a Sra., se Ihe apparecessem as do-
res antes d'amhanhaa, e por isso ella chamou
o doutor; porm urna figura incgnita, nessas
nrcasirtps. terrivid. Minha nohrn Magrialen
est ta abatida, que julgo, nao poder dar
luz ofllho, se vm. nao vier soccorrel-a.
impossivel, respond eu. Se eu n5o exis-
tisse, havia de poder-ie passa i sem miinjllgurc-
se nesse caso ; porque d'uqui me n5o arre-
darei.
Bem sei, disse Joao com timidez, quo o
caminho nao est bom, em consequencia de ter
chovido desde a madrugada; mas trago urna
manta paracobril-a, e urna lanterna. com osoc-
corro da qual procuraremos as melhores pas-
MKOU0I
Nunca o mo tempo, repliquei eu, impa-
cientada, me obrigou deixar de prestar nin-
truem os soccorros. que de mim dflpflndflmj po-
rm, repito-vos, nao posso, nem quero sahir
esta noute. Paroco-me, que tenho direito de re-
pousar por urna vezao menos.
Meu Dos! que dir Magdalena, seeu vol-
tar s, exclamou Joao com a maior trislesa. Nao
acreditar, que vim buscal-a, jamis se persua-J
As ultimas noticias de Madrid alcanco s
a 8 de dezembro o mostrao que os negocios
dallespanha torno-se cada vez mais complica-
dos ; porem tendem diminuir os temores do
um rompimento quo a primeira noticia da
queda de Olozaga tinha suggerido.
FRANCA.
Osjornaes do Pariz.da mais recente data ,
ebegao a H de dezembro c pouco comteem
que interesse leitores estrangeiros alm da
tentativa feta pelo governo francez do dar im-
portancia ao processo de um bando doenthu-
siastas ou beberroes, soidisant communis-
tas u peranle o tribunal de polica correcio-
nal o quo a opposicao atlribue ao desejo de
produzr alguma sensacao preparatoria para a
abertura da sesso das cmaras.
Urna nova carta do Bispo do Chalons tinha
dado novo estimulo questo entro a igreja e
a univcrsiuado ; mas nada ha u ella que mereja
aqui especial mencao.
O duque de Bordeaux. O Ilustre princi-
pe parti segunda-fera (11 de de/embro ) de
Belgrave-Squarc para Badminton a fzcr ura
visita ao duque de Beaufort. S. A. R. volta-
r na quarta-feira, e n'este dia noule recebe-
r todas as distinctas personagens francezas ,
que j se Ihe teem apresenlado. Como as dio-
gailas de Franca continuo a ser numerosas ,
ravera audiencias as manhas de quinta e
sexta-feira. Nestedia ( 15 '| noute ir o prin-
cipe dar um gyro de Londres a Galles o volta-
r a 23 ; depoisdoque se demorar S. A. R.
mais quinze das na capital antes de partir
dir, que vm. so ne^ou salvar a vida urna
mai de seis filhos, de seis pobres meninos, nas-
cidos mediante us bons cuidados de vm.
EtV8 em urna dilci! posico, Sr. Sabia,
que Magdalena era urna rapariga tmida, a
quem a austeridade do cirurgio podia ser la-
tal; tomia, e temia muito desemparar Genove-
va. Joao apercebeo meu embaraco, duplicou as
instancias, e eu ced: o que ti/., depois de haver
conseguido de Genoveva a promessa de nao a-
brir a porta ninguem absolutamente, at que
eu voltasse. Tencionava nao demorar-me mais
que cinco ou seis horas. A principio pensei em
levar commigo a pequea, porm, reconhecen-
do, que ia expl-a urna molestia, nao estando
ca ualmudiia BoiTrer os rigores do mao tem-
po, deixei-a...
Depois de ter dado cousa de cincoenta pas-
*os> a/jt qno estsvanS justamente no bosque,
quo o Sr. Cesar na sua carta,indicava para o lu-
gar da conferencia; lancei os olhos para es&e
lugar, e pareeeo-me, que urna sombra s'escapa-
va. Disse-o Joao; porm este observou-me,
queaquillo era efTeilos do relexo da lanterna.
Isto nao convenceo-me; mas o obre bomem ar-

J


"
1
para o continente. Apezar da fadiga de 13
audiencias surcessivas, e receptos do visitas
nocturnas, S. A. R. contina a gozar da mais
exceliente sade. MorningPost.
IRLANDA.
[Correspondencia do Times.)
Duldin 12 de de/embro.
Sade de .Mr. O'Connell. Teem corrido es-
tes dias varios boatos a respeito do delicado es-
tado da saJe de O'Connell todava nenhum
d ellos bastante authentico para garantir urna
noticia exacta do facto pro ou contra se os
seus amigos nao tivessem tomado o accordo de
publicar,por modo do impugnaeao, nos jomaos
da revogaco d'esta tarde o seguinte annuncio
refutatorio : -
Por cartas recebidas hoje de Darrynane
n esta cidade tomos a satisfdcao de annunciar
que o libertador gosa dos rsticos passa-tempos
da sua casa do campo e est na posse da mais
perfeita sade e robustez.
ESTADOS-UNIDOS.
Ocontedo da prxima mensagem do pre-
sidente M Tyler objecto do muita especula-
cao as folhas americanas o grande impor-
tancia se liga poscSo que so espera que elle
tomar a respeito de Texas, A idoia de que a
Gran-Brctanba fir tudo quanto puder pira
abolir a escravaria n'aquelle paiz, augmenta a
crtica de que se medita algum cnovimento in-
directo contra os estados do Sul da Uniao. O
presidente dizem os jornalistas tomar uin
posto forte descoberto o comprebensivo
para se oppr de frento A todas as tentativas do
governo ingle?, para ingerir-so com a uniao por
meio de intrigas ou de quaesquer projectes
de colonisacao. ( Times. )
Tratados decommercio entre o Brasil, Allema-
nha ea Blgica. (*)
Ha pouco tempo, que os jornaes allemes e
bellicos te ni apresentado a ideia do effeituar
tratados de commercio com o Brasil que te-
nhio por objeclo procurar, neste ultimo paiz,
novas vias do sabida para os productos in-
dustriaos da Allemanha e da Blgica con-
cedendo-se do outro lado vantagens recipro-
cas a admissao dos gneros da agricultura bra-
sileira, para o consumo nos dous paizes.
esta urna questao que merece urna grave con-
siderado, para indagar, se daquello projecto
resultariao com elTeito as vantagens, que se es-
pero, ou so pelo contrario nao se arrisca-
ra perder por urna mo muito mais do que se
ganbaria pela outra. Eis-aqui as perguntas ,
que devero ser ponderadas:
i.' Quaes sao os estados, que soflrerio
maior prejuizo por um favor particular aos
productos do Brasil ?
>2.* Quaes sao as sabidas, que olTerece a-
gora aquello paiz para os productos da Alle-
inauba eda Blgica?
3.* Quaes sao as consequencias, que pde-
nlo resultar Allemanba o Blgica no caso ,
que os estados, que soilrorom por causa do tal
preferencia favor do Brasil, ossem levados
lancarem mao de represalias em sua defeza ?
Nao queremos discutir aqu todos os pontos
envolvidos nestas consideracoes dcixando esta
trefa ao cuidado daquelles estados, possuidores
de colonias, que se acharen) mais ou menos
comprometlidos n'uma tal medida; porm,
julgamos acertado apontar, em poucas pala-
vras, as consequencias que nao deixaria de
ter sobre os interesses dos Paizes-Baixos.
reconhecido, que, bateado&Hotlauda, peas
suas colonias na India at agora sido o maior
mal do Brasil em productos tropicaes nao dei-
xaria por tanto do se resentir inmediata ofor-
temento dos prejuos, nascidos de urna pre-
ferencia favor dos productos do Brasil. O
'*) Este artigo traduzido do um jornal hol-
landez nosfoicommunieado por urna pessoa do
nosso conhecimento que se achava em Ams-
terdam em outubro do anno passado.
L_______________________'l
que me nao foi
rastava-me com tanta frca,
possivel parar.
Tendo feito um mui difficil trajecto, che-
gei a casa de Joa, onde tive do partejar urna
iiilfier, j quasi desfallecida: por urna especie
de milagrc salvoi a mi, o o filho.
Cumprida minha missa, quiz pr-mc a
caminbo: masestava demasiadamente fatigada;
assentei-mo ao p; do fogaS para aquecer-me,
e insensivelmente adormec. Despertei, j estan-
do o dia muito adiantudo, sem saber onde me
achava; a amilia de Magdalena, quemerodea-
va, eapresentava seusoTerecimentos, lembrou-
me Genoveva: sent urna especie de tremor, e
part immediatamente.
Se os meus receioschetravn -i esse por.to ,
Sr.,continuou Prudencia, porque pelas nar-
ra^Ses, que me faziao as miseraveis, que do
mim so valia, sabia eu.com quanto dfreito =e
julgao os ricos de perseguir as lillias dos pobres,
oor quem se apaixonao.
-< O co havia-so tornado ta bello, e a> ave-
sinhas, aquecendo as pennas ao sol, ta alegres
,antava, que cheguei aqui contente, ej alli-
ylada do grande peso, que me opprimia o co-
valor, que tema Hollanda para o consumo dos
gneros de fabrica allemia, assaz evidente
polo trafico jornaleiro, que existe entre os dous
paizes. E comeffeito, urna trra, cujapovo-
acao principalmente oceupada na laVoura no
commercio, navegacao, pescarla aonde os
manufacturemos sao em cofiparaco urna cias-
te pouco numerosa e importante deve de
necessidado ser um dos melhorcs freguezes dos
seus visinhos. E urna naco destas quere-
riao agora fazer um damno irreparavel, rnen-
te para procurar novas sahidas para os gneros
allemes e belgas no Brasil ?
Mas tem o Brasil entao urna valia tanto maior
que a Hollanda para os dous paizes menciona-
dos ; ou existem nutras consideracoes pelas
quaes se pretende justificar un acto detaoyra-
tuita inimizade commercial contra a Hollanda ?
De um lado se ve a Holjanda com urna popu-
ladlo de porto de 8 milhoes do almas na Euro-
pa e de 7 milhoes as mais colonias orientaes.
Do outro lado temos o Brasil com 5 milhoes ,
entre o; quaes os brancos noentrao seno pela
quinta parte. Aqui tomos um pait, confinando
immcdiatamento com a Allemanha na posse
dos melhorcs meios de transporte por agua ou
por trra. All urna trra distante, queso se
podo alcancar depois de urna longa c custosa
viagem, para a qual os Allemes e Belgas seriao
obrigados do se servirem em grande parte de
embarcaces estrangeiras. Nestas circumstan-
cias pensamos quo nao haver dvida em
quanto a preferencia que merece o mercado da
Hollanda e suas colonias, sobro o do Brasil.
R do que modo perguntamos, se justificara
que os productos coloniaes da Hollanda os-
sem sugeitos maiores dircitos, que os do
Brasil ? A tarifa dos direitos d'alfandega nos
Paizes-baixos anda mais baixa que a de
Allemanha i e mesn.o da Blgica, ealmdisso,
sobre mu i tos gneros de fabrica europea se
arrecado as possesses orientaes da Hollanda
menores direitos, que mes no na Allemanha e
Blgica. diflicil dar aqui urna tabella certa
de comparado, pois sao dilTerentes os modos
adoptados nos dous paizet, para mposicao dos
direitos, tomando-so n'um o valor, e no outro
o peso das mercaderas por base; porm pen-
samos, que para o nosso fim bastar dar oso-
guinte exemplo dos direitos, que se percebem
nos dilTerentes paizes, sobre os artigos fabrica-
dos do alguddo e linho :
Fabricas d'algodSo.
Hollanda 4 por cento Colonias da India ,
2o por cento Allemanha 40 por cento
Blgica 20 por cento.
Fabricas de linho.
Hollanda 1 por cento Colonias da India ,
2i por cento Allemanha 15 por cento
Blgica 40 por cento.
pois evidente que este respeito a Hol-
landa nao pode o florecer motivo de susto ; nem
se pode queixar que os productos de industria
allemaa o blgica estejo sugeitos na Hollan-
da ou as suas colonias maiores direitos,
que os deoutras nacSes estrangeiras. Todas
teem sido at agora tratadas da mesma maneirae,
com perleita igualdade ; e quando mesmo a
meirpole se tonha reservado alguma vantagem
i favor das suas proprias manufacturas na in-
troducto as suas possessoes de ultra-mar ,
de cero isto nao devra dar motivo de cuida-
do s outras naces; muito antes era para jus-
tificar que essern inteiranicnte isentos de di-
reitos os gneros da patria, na sua introdcelo,
as suas proprias colonias, { podendo ambas se
consideraren! como urna parte integra), do mes-
mo modo que os productos domsticos d'Al-
lemanha e da Blgica gosao da mnsmn im-
munidade quando sao destinados ao consumo
do paiz. verdado que nem a Allema-
nha nem a Blgica tem at agora logrado
quaesquer privilegios preferenciacs no seu com -
uierrio com as colonias da Hollanda porm
nao menos patente que possuem por sua
situaco as maiores facilidades para o prompto
estabelecimento e extens5o d'um importante
trafico com ellas. Nenhumas razSes existem
pois para suppr a Hollanda incapaz do sofrer
racao Mas, quando observei, que nao estava
repostos em seus lugares os jarros de (loros, que
o vento havia lancado por trra, inquietei-me
do novo: e. ahrinH. porta, corifi"ar<-o tu-
das as mirillas suspeitas ao ver Genoveva palu-
da, desfigurada ecom os olhos vermelhos.
< Entao scuidoi de consolal-a. Genoveva,
banhada em lagrimas, contou-me, ^uemeia ho-
ra depois da minha sahida, Sr. Cesar viera
bater aporta; que, nalhe ha vendo respondi-
do, asseverou-lhe, que tinha certesa d'achar-se
ella s, e que, se fosse preciso, all se conserva-
ra at amanhecer, para lallar-lhe antes de par-
tir. Genoveva senta, e senta muito ver expos-
to mnrrer gelado pelo fri, fim de obter d'el -
ia um d, o snrinho daSra. Baimbaut, que,
apesardoseu estonteamento, sempre a havia
tratado bem; mas, com tudo, nada Ihe respon-
da, fcscjva utdeniemenie, que elle se retiras-
se; emfim. nao tendo ouvido mais nada por um
quartod'hora, julgnu-se salvado perigo; po-
rm de repente, pareceu-Ihe ouvir passos as
aguas-furtadas, cuja entrada exterior nao era
murada; applicou o ouvido, e, certa de que se
nao enganava, apressou-so em ir fechar a por-
a concurrencia de oulros estados, excepto o
caso que alguna artigos da sua produeco nao
ossem de igual hondada ou tao baratos como os
do outros, e posto quo com eleito succe-
desse isto no de certo para esperar da Hol-
landa que ella mesma faca desapparecer este
receio. Pde-se com eleito perguntar que
ra/.oes bem lundadas existem para presumir
que as manufacturas belgas e allemes goza-
rao de privilegios no Brasil dos quaes
nao participars igualmente os de outras
naces? ,
A considoracao deste ponto nos levara alm
dos nossos limites quando nao houvessem ou-
tros motivos para abslermo-nosdella nestaocca-
sio ; porm nao queremos perder de vista ,
que as duas naces, de que tratamos, nao per
tencem agora classe das mais favorecidas no
Brasil e que nao provavel que um paiz ,
carecendo de tantas vias de sabida para os seus
productos, sempre augmentando em sua agricul-
tura como este ultimo, queira seexpr ao perigo
de se Ihe feebarem os mercados naquelles lu-
gares cujos productos lambem tenhao sido re-
chacados dos portos do Brasil.
Quando se podossem justificar taes medidas
de represalia contra o Brasil ; quanto mnis nao
poderia a Hollanda com melhor direito usar das
mesmas medidas para com as fabricas daquellas
naces que tivessem carregado de maiores di-
reitos os productos das suas colonias de ultra-
mar que os do Brasil?
Muitas o muitas vezes j tomos dito e aqui
o tornamos a repetir que nao queremos advo-
gar o systema de represalias e pensamos, que
ninguem nos pdeattribuir qualquer HIejo
para taes medidas ; porm, nao obstante jul-
gamos acertado chamar a attenco do commer-
cio o da industria dos estados que nellas p-
dem ser comprometlidos, as consequencias.
que nao deixario de resultar d'um modo de
obrar que j vae achando muitos advoga-
dos em certas partes antes que se proceda
pisar sobre um terreno d'onde diflicil de
recuar Antes desejamos, que se apertem os
lacos da amizade com os nossos visinhos, como
o melhor meio de facilitar, e estender as nos-
sas relacoes commerciaes e industriaos, e pro-
mover a prosperidade da nossa patria.
INTERIOR.
ORIBE, E FRUCTO.
Temos do cumprir hoje urna promessa e
a que fi/emos ao Bratileiro imparcial do Dia-
rio do Rio.
Desde que comecrao os negocios do sul ,
temos dado constante applicagao ao que por
l; vae e por isso que. logo que comeca-
mos a publicaran desta folha comecamos a es
crever artigos a respeito ; pois que a provincia
do Rio-grande nos pareco ser aquella, que,
or muito tempo tem de dar mais cuidados ao
imperio, nao por si, pois, que essa meia du-
zia de desordeiros auecncerrava em seu soio
cuidamos, que ficrao escarmentados; mas pe-
la visinhanca das repblicas da lingua hespa-
nhola que por corto sao muito mao* visinhos.
Dessa atlencSo que temos da lo temos ro-
nhecido.que Oriho foi hostil ao imperio, quan
do,estando na presidencia da Cisplatina.se de-
elarou a rcbelliio do Rio-grande ; assim como
tainoscoobecido, queFructo, que a princi-
pio favsrccco nossa causa por motivos, que j
temos expendido nesta mesma folha isto .
pordescontontamenlo com o ministerio deju-
Iho e pela inconstancia e voluhilidado, de
que dotado passou favorecer ahertamentc
os rebeldes fa/.endo-nos todo o mal possivel.
At aqui sabemos nos. Quando os rebeldes
forma rao a sua repblica tirvao toda a qua-
lidcde de soccorros de Montevideo : tinhaoalli
urna agencia pblica : para aquello estado fa-
ta da escada, que ufterecia passagem para o in-
terior, j era larde... a escada tinha sido atra-
vessada;e a pobre rapariga quasi desfallece cm
um ataque, de que em va se tinha preparado
para deflender-se.
Ao romper do dia, deixuu-a o Sr. Cesar,
promettendo-lhe, que jamis a esquecoria.
3.
Animada pelo interesse, quo Emmanuol de-
monstrava tomar em a narraca, continuou-a
Prudencia, junlando-lhe muitas particularida-
des, cuja maior parte omittiremos. Contou,
como Genoveva, abattidaa principio pelo pesar,
e humilihaca, restabeleceo-se no dia, em que
um trrnHp dever !hc foi impsio. Quando a ra-
pariga reconbeceo, que ia urna existencia de-
pender da sua; qnando presentio, que bem de-
prassa urna innnrpnto creatura reclamara os
seus soccorros, deo de ma todos os pensa-
mentos, que a desanimava, e cessou de chorar.
Mas foi sobretudo depois do nascmento do li-
Iho, que Genoveva suspendeo as lagrimas: o a-
mor maternal apoderou-se tal ponto do todas
as (acuidades do sua alma, que muitas vezes dis-
se Prudencia: Temo, que d'aqui em diante
irlo passar o gado, quo rouhavo na campanil
l o vendiao, e I > vendiao os couros, quer dess
gado, quer aquelles que j achavao promp.
tos n3s charqueadas, e que dolas levavao, Nossos
agentes em Montevideo faziao reclumaces
mostrando que tudo isso era roubo q jus'
tificando a propriedade de seus legtimos do-
nos ; mas tudo era baldado: tudo era vendidu
o con o producto era comprado toda a soile d
abastecimentos.
Entrou Fructo para a presidencia : legal ou
illegalmente nada temos com isso : naosomog
jui/.esda causa alheia: comecou por favorecer-
nos ou antes a dar-nos os mesmos favores
que dava aos rebeldes. Quando o brigodeiro
Caldern foi Montevideo mandado pelo pre-
sidente Elizeario all ulistou quatrocenlos ho.
mens, edalli trouce dous mil cavados. Nega-
r estes fados o Brasileiro imparcial ? Mas a
opposico de 1839 entendeo que devia eslig.
matisar os actos do governo e por isso se lan-
cou no mor das secnsaces contra todos, e con-
tra tudo : Fructo foi discutido na tribuna lira-
silcira : isto o azedou muito, e fez com que
comecasse a ugir de nos, e approximar-se mais
dos rebeldes. Alm disso via urna opinio lr-
mada que quera reconherer a independencia
do Rio-grande: procurou ganhar a amiziide
daquelles, quesuppoz, que brevemente fr-
mariao um estado independenlo e lirmlropbo
daquelle, cuja frente se achava. Vio o anno
de 1840 o com clles os movimentos, qnele-
vro administraeao o sr. Limpo, e o sr. An-
tonioCarlos, o presidencia do Rio-grande o
sr. Alvares Machado : estavo pois no poderos
inimigos de Fructo aquelles mesmos, qucli-
nho empregado suas freas nas cmaras a favor
dos rebeldes, o raciocinio que Ihe estofado
devia suscitar nao diflicil : ou tambem con-
tinuar a guerra, e devo em vinganca fazer-llics
o mal que poder ou reconhecer a indepen-
dencia do Bio-grande como tudo fa/ prever;
e entao bom ter procurado com anticipacao a
amizade doscaudilbos.
Tal foi a posicao de Fructo. Qual dos dous
merece mais simpathias? Por nossa parte en-
tendemos que nenhum : ambos teem feito ao
Brasil o mal quo pdem. Qual seria mais
vanlajoso ao Brasil proteger ? Nenhum, por-
que o que convein ao Brasil a mais pereila
neutralidade.Com tudo diremos todo nosso ptn-
samento : antes nos inclinaramos Fructo,
que Oribe.Fructo mantem a independencia da
Cisplatina ; Oribe, tudo annuncia que a nao
quer nianter. E aqui tem lugar o fallar da
guerra entre Fructo, e Rosas.
Sabemos, que am estado pode fazer guerra
outro, quando dello receia algum mal inmi-
nente : se pois Rosas teme quo Montovido o
ataque, e Ihe faca guerra tem direiio de exi-
gir todas as seguranzas c quando por outro
modo nao possa conseguir paz duradoura (cm
este o diieito de oceupar militarmente todo, ou
parto do estado oriental. Disto nao temosa
menor duvida. Mas o quo sempre negaremos
a urna polmica o direito de mudar o chele de
outra potencia, quando esta soberana, e in-
dependente. O que negamos Bosas o di-
reito de dar um exercito a Oribe, edizer-lhe:
ide tirar Fructo da presidencia e em *en lu-
gar Picar Oribe O lempo de Carlos Xll. e
Pedro Grande que faziao e desfa/io res a
sua vonade i passuu. E isto o que estrsnh-
mos em Rosas, e deste facto, quededuzimus,
quo a independencia da Cisplatina se acha a-
meacada : primeramente, porque Rosas hade
querer, que Ihe paguem asdespe7as da guerra,
e a protecy,o que tem dado Oribe : em se-
gundo lugar, porque, se Oribe tem carecido de
um exercito exterior para debellar Fructo ca-
recer delle parase manter na presidencia: por-
que, acabada esta lula, ha de haver log oulra.
Eem tercoiro lugar pelas pretences de Bosas a
reunir na confederaco argentina todas as pro-
nto nao envergonhe da minha deshonra tanto,
quanto devo. Nao so separava do berco do fl-
Iho; 6Spreilata os piogressos do menino coin
extraordinaria curiosidade;e no possivel des-
crever-se a alegiia, quo sentio, quando pela
primeira vez, vio Paulosorrir-lhe! esgracada-
menteos pobres nao teem tempo nem para snf-
frer, nem para gosar em paz: sua tarefa neste
mundo um penar continuo. Genoveva, pen-
?ando seu filho, en(regou-se vigilias, que al-
tera ra-lho a sade. Quii o acaso,que Prudencia
fosse accommettida de urna molestia, que, sup-
posto fosse muito grave incommodou-a menos
do que Genoveva, cuios cuidado* nra com *
sua velha companhera fora excessivos. Pru-
dencia curou-scem fim; masa languidez de Ge-
noveva, e a de Paulo, que havia sido nutrido
com um leite, que, por sua fraquesa, o nao po-
da sustentar, a inquietaras muito mais, quea
sua propria enlermidade. Chamou o medico,
cujas visitas nao havia julgado indispensaveis
para si; e estedeterminou. qu i Genoveva s'eo*
tregass i interamonto ao repouso, e nao tomas-
sesenao alimentos delicados, e substancies.
(Continmr-$e-ha.J
I


= 3
vinoia* do antigo vico-reinado do Buenos-Av-
res: Rosas o seu governo a cada pasto Idilio nos
seusdireitos. Eemquirto, h ultimo lugar,
a gu<*rra 6 leila polos solvagens federalistas aos
seivagens unitarios, Rosas tena protestado man
tura independencia da Cispiatina ; ma5 esses
protestos valen muito pouco, nao s polas cau-
sas que doixamos apuntadas como pelo de-
sojo que teom todas as potencias de influir
sobre as outras. O' estado Cisplanlino, unido
com o Brasil por quaesquer lacea, que seja .
incommodara muito a Buenos-Ayres ; unido a
Buenos-Ayres, do rnesmo modo incommodara
o Brasil. Ora quein lera a menor duvida de
que Rosas procurar influir sobre Montevideo ,
e tornar duradoura essa influencia ? Seria ne-
cessario suppol-o inlcirametite inepto.
Accresce, que a campanba de Montevideo es-
ta grandemente povoada de Brasileiros o isto
deve influir temor ern Kosasdequc o Brasil ve-1
nha a influir no gabinete montevideano. Bento
Goncalves embalou o gabinete do Bio-do-Ja-
neiro com a uniao da Cisplatina ao imperio. Diz
o Brasileiro imparcial, que somos impruden-
tes emievelar este (acto: nao sabemos como.
Nao lomos descobril-o as secretarias, nem nos
foi contado em confluencia; foi cousa que umi-
ta gente soubo; foi projecto, que embalou
muita gente: ahi esta vivo o Sr. Aurcliano, que
nao sabemos se era opposto ou se favoravcl
tal tentativa; mas elle pode attestar so alguem
houve nesse tempo bastante influente, que con-
sideran a uniao ja feita. Era urna visao. mas
encontrou visionarios. Assim como nos osou-
bemos, muita gente o soube, c Bosas nao pode
ignoral-o; e ainda menos podo imaginar, quo
o Brasil lucrara infinitamente, estendendo suas
fronteiras at margen) do Prata: nao s ob-
teria un limite natural, mas conseguira a nu-
\egac,o desse rio, sem dar satislaces a pessa
alguma.
Ss Bosas nao 6 inleiramonle inepto, deveter
oito todas as considerares; o quemquiscr sa-
ber a muneira por que um individuo so lia de
mover, indague quaes sao os seus inleressos,
que pouco se engaar. Acautele-se pois o Bra-
sil: a neulralidade 6 a sua inaior convenien-
cia; 6 a sua obrigaco; mas acautele-se. Nem
por mudo de oribe, nem por modo de Fructo,
quo assim fallamos: Fructo ainda est na cam-
panba; nao bato Gribo, mas Gribo nao batea
fructo. Porque so conserva Oribe em perfoita
inaeco em frente dacidade? Porque nao a-
taca? Fructo tem muito apoio no campo, e es-
t muito acostumado guerra do campo, Ori-
be est senlior do terreno que pisa. Nestas guer-
ras de Montevideo e Buenos-Ayros, temos visto,
quo as invases sao sempre muito mal succo-
didas.
Neutralidade, repetimos; assim como ajus-
tica, assim as conveniencias pederq neulralida-
de. O Brasil deve respeitar a casa aleia, para
que Ibo rospeitem a sua.
(O Echo do Rio.)
de sol 7 fardos e 1 caixa fazendas do la ; a
Jolinston Pdler & C.
10 fardos f.i/.endas de algodo ,24 caixas li-
nhas 1 caixa papel o livros 10 barris man-
toiga ; a Cockshot t& C.
1 caixinba com um tallo do parreira ; a J.
Stewart.
48 fardos o 19 caixas fazendas de algodo ,
2caixas fazendas de la 10 ditas linhas d.>
algodo 1 dita pre/.untos: a II. E. Smitli.
1 barrica forragens; a Witcb & C.
1 caixa livros impressos ; a G. Patohelt
31 fardos e 10 caixas fazendas de algodo", 1
caixa roupa ; a Deane Youle&C
58 fardos c8 caixas fezendas de algodo 8
ditas vestidos e chales dito 2 fardos fazendas
delinho, 1 dito ditas de la 5 caixas fazen-
das de sda 50 barris de manteiga ; a Bus-
sell & C.
12 caixas fazendas de algodo; a Lalham
&c.
12 lardos e 5 caixas la/endas do algodo, 3
caixas ditas de la ; a Bozas & C
8 lardos fazendas de algodo 2 caixas ditas
de seda e la 1 dita loncos do seda ; a Fox
Brothers,
40 barricas linhas, 1 caixa drogas 30 sac-
eos salitre; a saissct S C.
29 caixas fazendas do algodo 1 caixa cha-
peos de sol, 1 dita barretes de panno; a Rovle
&C.
4 caixas fazendas do algodo ; a Ceano
&C.
10 fardos o 1 caixa fazendas do algodo ; a
H. Gibson.
22 volumes fazendas de linho 3 caixas len-
cos do seda, 4 ditas fazendas de algodo, 2:000
Caixas do sabo ; a Me. Calmont&C.
2 mcias pipas agurdente ; gasto do na-
vio
Sylph ; tingue americano vindo do Boston ,
entrado no correte mez a consignaco de
llenry Foster & C., manilestou o seguinte :
200 barris com hrcu 400 barricas farias
do trigo 20 barris carnes 25 ditos bolaxa.
80 caixas cha 3806 barricas abatidas 200
ditas com tampas 2caixas chapeos do palha ,
4 barricas macaos; aos consignatarios.
400 caixas sabo ; a Le Bretn Schramm
&C.
Temerario ; brigue hespanhol vindo de
Buenos-Ayres entrado no correnle mez a
consignaco de Manoel Joaquim Bamos e Sil-
va manifestou o seguinte :
2:630 quintaos de carno secca 4000 pon-
tas da boi 260 couros 800 ladrilhos; a or-
dem.
Movimento do Porto
Navios entrados no dia 4.
Lisboa; 31 das; brigue portugus Rolim. do Madamoisellc Oliveira Madama Lon Gia-
168 tonelladas; capito Alex.mdre Jos Cor- vellv.
carga diversos go- Coutote criada do Madama Oliveira Ma-
dama Martin Oiavelly.
Rsticos e rusticas.
Durante a pantomima, dansar 8 companina
um grande galope rustico o vlr. Francisco
Ravel, com Madama Martin Giavelly dan-
sarao um passo cmico sty rio.
rea ; equipagem 16
eros
Liverpoo
5(i dias; brigue ingles Medeum ,
de 198 tonelladas ; capito Manoel Thomaz;
equipagem 9 ; carga varios gneros.
Navio snftido no rnesmo dia.
Hamburgo ; brigue dinamnrque/. Caravane ,
do 296 tonelladas: capito Haklmance ; e-
quipagem 11 ; carga assucar.
fleclaracoes.

Er
3:304S406
Allandega.
Stendimenlo do da 5..........
Uescarregdo hoje 6
Galera inglczaColumbut o resto de fazen-
das e ferro.
Briguo americano Silph barricas de carne,
bolaxa annba e abatidas.
BrigueComberlandfazendas. e bolaxinha
BrigueMary-Uammeil bacalbao.
Brigue inglezDianna -bacalhao.
IMPOKTACA.
Culumbus; barca ingleza inda de Liver-
pool,entrada nomo/, lindo consignada a .le.
Calmont&C. manifestou o seguinte :
42 fardos e 52 caixas lazendas d'algodo 11
ditos fazendas do linho elencos de cambra* ,
2 lardos carnizas d'algodo, 3 fardse 6 cai-
xos a/endas do la 3 ditas linhas 2 barri-
cas lerragens ; a J. Cabtree & C.
100 barris manteiga ; a J. O. Elstcr.
7 fardos fazendas de la 2 caixas ditas de
linho, 4 barris pregos, 3 ditos forragens, 1
embrulho prezuntos ; a G. Kenworthy.
1 pipa leo de linhaca 3 barris agu ar-
donte, 49 ditos serveja 1 barrica emplmen-
lo para engarrafar cerveja 4 caixas quoijos ,
2 barris vinagre 10 saccas pimenta ; a Koope
Brookius.
1 fardo e 2 caixas fazendas do laa 81 cai-
xas e 38 fardos fazendas d'algodo 1:600 cai-
xas de sabo ; a Johnston & G.
2 lardos 1:000 saceos vasios 7 ditos hien-
das de algodo 3 barricas mantimentos ; a
J/erreira&C Hlia
1 lardo e 2 caixas fazendas de laa 17 lar-
dos ditas de algodo 2 caixas chapeos 1 di-
ta roupa Id.talouca, 8 lardos chales de la
e algodo, 13 caixas cobro para cadere.ro, 3
ditas queiios 1 dita musanla o ditas consor-
1 barrica prezuntos. 10 barris manteiga,
Avisos martimos.
vas
a ordem.
49 caixas cha 1 pipa agua-raz ;
53 fardos e 30 caixas fazendas de algodo
2 fardos lencos de algodo 5 caixas chapeos
Pesca ; 28 mezes ; galera americana Jurion ,
de 377 tonelladas; capito Jaber S. Hatha-
vay ; equipagem 28 ; carga aceite..
Dita ; 28 mezes; galera americana Cndor, de
349 tonelladas; capito Richaro Noston ;
equipagem 21 ; carga azeite.
Dita; 78 das ; brigue inglez Olinda, de 282
tonelladas; capito Alexandrc; equipagem
14; carga azeitc.
Balihmor; 37 das; brigue americano Erie ,
de 190 tonelladas; capito Wmes Gumby ;
equipagem 9 ; carga farinha.
Navios sakidos no rnesmo dia.
Ass ; brigue brasileiro Henrique do 139
tonelladas ; capito Domingos Antonio ;
equipagem 14 ; carga diversos gneros. ^
-tocolmo ; brigue-sueco Superior de 258
tonelladas capito E J. Soderman ; equi-
pagem 10 ; carga assucar.
LisbOa ; brigue portuguez S. Domingos, de
200 tonelladas; capito Manoel Goncalves
Vianna ; equipagem 15 ; carga assucar.
Boston ; brigue americano Plymonth ; capito
Bolt Goodhw ; equipagem 7 ; carga a mes-
ma que troucede Buenos-Ayros.
Bio-grande-do-no'te ; vapor de guerra inglez
Grawley; capito Buckly.
Observaces.
Fundeou no lameiro a polaca sarda Zefiro de
207 tonelladas ; capito Joo Baptista Mee-
te ; equipagem 13 ; carga assucar.
Dito dito a barca austraca Glerbrembranle de
317 tonelladas; capito P. Parloveck ; e-
quipageml2; carga assucar.
Navios entrados no dia 5.
Philadelpbia ; 45 das ; patacho americano
Cumberland ; capito Anthony Pbilipps; e-
qupagem 7 ; carga farinha do trigo o fa-
zendas : a consignaco de Matheus Austin Si
Companhia.
Terra-noa; 37 das: brigue inglez Mary
Hunstll, de 180 tonelladas; capito Josopb
Follcl; equipagem 11; carga bacalhao:
a consignaco de James Crabtree & C
Montc-Vdo ; 24 lias ; brigue inglez Andes ,
do 212 tonelladas ; capito John Gawy ; c-
quipagem 11; carga lastro: consignado a
ordem.
= O administrador da meza do recebedoria
de rendas geraos internas avisa pela ultima
vez aos devedores da taxa do escravos, do ban-
co seges e carrinhos bons do mo morta e
de canoas, que espera at o lm desta semana
para virem pagar o que esto a dever : pena de
proceder executtivo contra aquellos que deixa-
rem de o fazer. Recebedoria 5 de fevereiro de
1844.
Francisco Xavier Cavalcanti de Albuquerque.
COMPANHIA DE BEBIRIBE.
= Os snrs. assionistas da companhia do Be-
bribeso convidados entraren) com urna no-
va prestaco de 4 por ( ou 2.000 rs. por cada
aeco ) no praso de 30 dias contados da data
deste. Escnplorio da companhia 5 de fevereiro
de 1844. O secretario /?. J. Fernandes Barros.
THEATRO PUBLICO.
TERCA FEIEA 6 DE l'EN EBEIBO
DE 1844.
UEClMA-QUAUTAREPRESENTACAo
da
COMPANHIA RAVEL.
Rene/icio de Mr. Joseph Marcelli.
Coinecar o espectculo as 8 horas em pon-
to por urna ovortura em grande orchostra, se-
guida pelas
Estatuas girantes,
pela companhia Bavel.
Estudos de estatuas antigs e deias do
marmore dispostas de modo que estes bel
los grupos do lguras podera ser vistos de to-
dos os pontos.
1. O gladiator moribundo Atlas, sustentan-
d ) o globo o gladiator comhatendn.
2. Hercules, suflocando Antho os pugil-
listas.
3.* O juramento dos Horacios.
4. A partida dos Horacios, indo decidir da
sorte dos Romanos em combate com os Cu-
riados Discbolo em aeco.
5. Cncinato atando a sandalha o amolador ,
o gladiator em defeza o ultimo suspiro do
gladiator.
6. David conquistador Galsah Hercules,
o Achlor.
7.* Grupo de estatuas da antiguidado.
8." Hercules em repouso um pai salvando seu
filho do diluvio grupo ideal do David.
9. Os derradeiros esforcos de um gladiador ,
Cantillo voltando do combate.
10. Os habitantes de Troia levando o corpo de
Heitor, para ser quoimado.
11, Prometteo agrilhoado por ordem de Vul-
cano o voo de Mercurio.
O entrttdo de Vneta ,
ou
Pulsinella do viagem.
Mr. Joseph Marcetti representar o papel
de Pulcinella.
Damas doentrudo.
A Pulcinella Mr J. Mrcetti.
A Montanheza dansa saloia por Mr. L. F-
rin e Mme Martin (iiavclly.
Scena de arlequn), granopas em pernas de
pao por Mr. Joseph Marcetti que executara
a scena de bebado e concluir com diversos
exerccios perigosos n'uma s poma de pao.
Intervallo de 15 minutos.
Segunda parle
Ovrlura em grande orchestra.
Terminar o espectculo pelo bailo cmico de
Monsitur Dechalumau,
ou
A festa n'aida.
Esta peca supp5e-se ter lugar n'uma peque-
a aldea de Franca no dia da festa de Mr. La-
ronce.
Personagens.
Mr. Laronce rico proprietario Mr. Lon
Giavelly.
Julho filho de Mr. I.arnnen Mr. Carlos
Winther.
Finat, primeiro criado do Mr. Laronce Mr.
Martin fiinvell
= Para Hamburgo Marccllia Genova ,
ou Trieste, freta-se a muito veleira polaca
francesa Petrui, capito F. Madre Torrada e
encavilhada de cobre : os pretendentes dinjao-
so aos consignatarios J. P. Adour & Com-
panhia.
Le loes.
O corretor Oliveira far loilo de bonito
sortimento de fa/endas limpas inglczas, e fran-
ce/as.as mais proprias deste mercado, por com-
prehendereui algodosinhos, madapoloes, cha-
les, chitas, riscados lilas, bros, suspenso-
rios, platilhas, cassas, pannmhos, badas, bi-
cos finos, meias de seda, e de algodo &c. :
quarU-feira 7 do correte as 10 horas da
manlia, no primeiro andar da sua casa.
_________ _._ i _______i
Avisos diversos.
= Osnr. Dctham.marcineiro,morador na ra
do Arago.queira apparecer atrazdotheatro ar-
mazem que se vendo tabeado de pinho : a ne-
gocio.
pbtloMmatica
O 1." secretario avisa aos srs. socios, que ho-
je polas 6 '..i horas da tardo, ha scsso da so-
ciedado.
O Bacbarel formado Antonio Joaquim do
Moraes e >ilva curador geral dos orphos, e
advogado nos audictorios desta cidade tem
mudado o seu escriptorio para o segundo an-
dar da casa, em quo mora o sur. Luis Soares do
Bego na esquina da ra do Quoimado quo
volta para a ra cstroita do Rosario at quo
se conclua o concert da casa da ra doBozario,
em que o rnesmo tinhao seu escriptorio.
a Precisa-so alugar urna preta para o servico
de urna casa de pouca familia ; quem tiver di-
rija-se a Bua-imperial n. 39 ou annun-
cie.
A pessoa que annunciou querer comprar
um relogio do sabonele de prata fabrica co-
berta de construeco ingleza bom regula-
dor ; dirija-se a ra estreita do Rozario botica
n. 10.
O reverendo senhor padre Luiz Jos da
Silva irmo da senhora D. Anna Therc/a
da Silva Pereira de Valenca queira por favor
procurar receber una carta desta senhora na
ra da Gloria n. 73.
=Oflerece-se um pequeo,Portuguez,de 14 a
15 annos do idade, para qualquer arrumaco ,
ebegado nesta ultima siageui da Privutvtra,
afliancando a sua conducta ; quem d'elle pre-
cisar tenha a bondade de dirigir-se a ra do
Collegio loja n. 16.
Precisa-so de um rapaz Portuguez de 14 a
16 annos do idade para caixero no Rio-gran-
de-do-norle ; quem pretender dirija-se a ra
Jo Cabuga n. 16 onde se tratar o arranjo e
condicoes com vantagom selordoboa con-
ducta.
= Aluga-se o armazem da casa n. 13 da
ra do \ igario ; a tratar por cima do rnesmo
armazem.
s Anda em praca para ser arematada nos
dias 6 e 9 do torrente urna morada de casa ter-
rea de pedra e cal sita nos A (Togados, ra
de S. Miguel n. 22 ( pela nova numeraco)
com sala adiante e atraz dous quartos, co-
zinha fura quintal murado e cacimba ; pe-
nborada a Bernardo Raimundo Ribeiro e sua
mulier avahada em 300,000 res : quem a
pretender pode dirijir-se ao porteiro e com-
parecer nos dias cima mencionados porta
do Dr. Juiz de direito da primeira vara do civel
pelas 4 horas da tarde.
Aluga-se o sobradinho n. 100 da Rua-
impe
>U|
ic;0 ijiiO
a limar na mes-
pui pi
ma ra n. 167.
Precisa-so de 2508 I* a ur09 d du8
por cento ao mu/. com boas firmas ; na Kua-
Jacques, terceiro criado de Mr. Laronce direita n. 40.
Mr. Joseph Marcetti. Aluga-se urna pretacrioula para ama de
Mr. Dechalumau original Mr. L. Frin. jleite a quat nao s o tem com abundancia e
Roquinel, criado de Mr. Dechalumau Mr. [muito bom como bastante cuidadosa e ca-
Francois Ravel. rinhosa para meninos ; quem a pretender, di-
Madama Oliveira, irma de Mr. Laronce rija-se a ra da Palma, casa com trapeira
Madame Fnelon. n. 17,
ti* .
J


agenta
Em um climaloquentccomoodo Brazil
onde as molestias terininao fatalmente as ve-
zes no espato de poucas horas he mistcr ha-
ver um remedio que possa servir ao niesmo
tempo como preventivo e curador. A \'e-
dccina Popular Americana tem essa propricda-
de tomada asve/.csem quanto ella impede a
accumulacaodos humores, conserva o sangue
puro o conseguintemente para as pessoas menor
sujcitasa apanharem qualquer molestia, seja
ella contagiosa, ou nao.
Recommcuda-se portanto ao publico em gc-
ralccnsaiar este excellente remedio, que,
pelo lado econmico he prcferivcl a qualquer
outra medecina do similhante natureza tcndo
as caixinhas .naior numero de purgantes e por
menos prego.
O publico achara na Medecina Popular A-
mericana as pilulas vegetaes do Dr. Brandreth
estas propriedades que produzcm seu cfleito
sem dores ou encommodo algum nao se faz
preciso dieta alguma e pode-se tratar dos
seus negocios nos mesmos dias, em que seto-
mar.
Vende-se aqui em casa do nico
Joo Keller ra da Cruz n. 11 c para maior
commodidade dos compradores na ra daCa-
deia cmcasa de Joao Cardozo A y res, ra Nova
Guerra Silva & C. atierro da Boa-vista Salles
& Chaves.
CJuem annunciou precisar de um moco
Portuguez para lomar conta do urna venda por
balanco dando um terco dos lucros, dirja-
se a ra estreita do Rozario vonda n. 8.
Precisa-se alugar um sitio perto desta
praca que tenha casa ha i xa para plantar ca-
l'ini para um ou dous cavados; quem tiver an-
nuncie.
Na ra das Flores n. 3o precisa-se alu-
gar urna preta que saiha cozinhar, e engom-
mar.
= CJucrh annunciou querer vender um ca-
sa terrea em Olinda com bastantes commo-
dos quintal gnnde e boa cacimba Queira
annunciar o lugar da ra, onde tem a casa e
com quem se deve tratar do ajusto.
D-se a premio at a quanlia de um con-
t de ris, sobre penhores de ouro ou prata,
a dous por cento ao mez e se d aquellas
quantias que os nreter.dentes precisaren) ; na
ra do lo/ario da Boa-vista n. 53 segundo
andar.
Precisa-se alugar um preto para o servi-
co do botequim da Estrella ; a tratar no mes-
ino botequim.
= Os administradores da extincta loja de
Joaquim Jos Fernandesda Luz faiem publi
co para conhecimento de quem pertencer e
mui particularmente aosdevedores do dito Luz,
que o sur Jos Joaquim da Silva Main, a ni-
ca pessoa competentemente habilitada para a co -
branca de todas as dividas que aquellos se de-
vino at boje.
Furtrao na noute do dia 3 do corrente
do boleo de urna sobre-casaca, na porta travessa
da igreja de N. S. do Terco urna caixa de
prata de tamanbo regular com gommos no
fundo e na lampa c lavrada com figuras;
roga-sc o favor a quem Ha for oflerecida de
apprehendel-a e annunciar para ser procu-
rada, gratificando-se generosamente.
Jacinto Antonio Alfonso embarca para o
Rio-do-janeiro o seu escravo Benedicto de
naci Angola.
Aluga-so um oscravo bom cozinheiro ;
quem o pretender dirija-sea ra do Crespo
n. 14.
Precisa-se alugar urna escrava ou mo-
lequc pelo preco que se tratar para ven-
der na ra ; na ra do Amorim n. 39.
= Alugo-se 4 easinhas no Atterro-dos-
Affbgados a 4000 rs. cada urna; defronto do
viveiro do Muniz sobrado n. 67.
SCIEADE THEATIULMELPOME-
NENCE.
= O primeiro secretario faz sciente aos so-
cios que amanha, 7 do correle, baver ses-
sao extraordinaria da sociedade pelas O horas
da tarde na casa de suas representacoes.
Aluga-se o primeiro andar da casa da ra
larga do Hozaaio n. 3o proprio para pouca
familia, ou escriptorio deadvogacia ; a fallar
na loja de meudezas por bnixo da mesma casa.
= Precisa-se alugar um sobrado de um an-
dar c sotao com quintal e cacimba em
qualquer das ras do bairro do S. Antonio;
quem tiver annuncie.
Oiicm precisar de urna Portugueza para
criada de urna casa de familia a qual co>-e ,
engomma e faz mais algum servico dirija-
en a Rn-vp|ha n 45.
ceicio dirija-sea Rua-nova n. 57 a negocio de
seu interesse.
= Boga-sea qualquer pessoa a quem for
oflerecida urna caixa de prata de tomar tabaco
e novos; a padaria n. 154 na ra das Cinco-
ponias com todos os seus pertences, umeai-
xao grande de louro dous pares de esporas di'
Lilao urna canoa fechada com mais de 60
de marca grande quadrada, toda de gommos, | palmos de comprido e urna porcao de caixas
loi urtada na noute de quinta feira primei- vasias do Porto, todo negocio se faz ; na Rua-
ro do correte, do boleo da sobre-casaca de
um dos agentes do enterro da finada mulher de
Manoel Jos dos Santos na igreja da Concei-
cao dos militares; a queira apprehender, e
leval-a asCinco-pontas n. 26, que ser gene-
rosamente recompensada.
= Perdeo-se, ou em casa do snr. doutor
Aires, ou na do annunciante um recibo de
saldo de contas, entre Fabiana de Barros Ni-
gramonle e seu fl'ho Antonio Francisco do
RegO Barros, o qual foi passado no lugar Ca-
poero tendente a urna sociedade de fabrica-
cao de assucar; quem c apresentar ao abaixo
assignado na ra das Trincheiras n. 18 re-
ccher 100S rs. de gratificacao. Gaspar da
Silva Frites.
= Aluga se um sobrado com um grande
silio, na ra do Sebo com mui tas arvores de
(ruto ; a tratar com o brigadeiro Almeida.
Precisa se de um trabalhador de rnassei-
ra ; na Rua-direita padaria n. 82.
= Piecisa-se alugar urna escrava para o ser-
vico de urna casa de pouca familia que
saiha cozinhar comprar e lavar dando-se
O sustento e 10 000 rs. mensaes ; na Soli-
dado indo pela Trompe, lado osquerdo n. 42.
Compras
ss Compra-se efectivamente nesta Typogra-
phia toda a qualidade de pannos cortados ou
velhos de linho e algodao toda a especie
de fibra linheza, algodao de refugo em ra-
ma papel, e papelao velho.
= Compra-se urna garrafa ou maror por-
cao de azeite de batoput ; na Rua-nova n.
41 segundo andar.
Compra-se efectivamente para fura da
provincia mulatinhas crioulas o mais escra-
vos, de 13 a 20 annos, pagio-se bem, sendo bo-
nitos ; na ra larga do Rozario n. 30 pri-
meiro andar.
Compra-se um sellim usado com tolos
ns pertences ; na Rua-impurial n. 2.
= Compra-se um palanqun) de reboco ;
quem tiver annuncie.
Vendas
Vende-se na Praca-da-independencia '
livraria ns. 6 e 8, mensageiros dos amantes ou
carca/ de flexas amatorias manual epistolar
galante, contendo os exennlos praticos em
cartas amatorias, que podem com vantagem
conduzir a efeituar um feliz hymineo; com
posto para o uso de ambos os sexos por Damin
Casamenteiro; 1 ntido vol. broch rs. 1000
Auxiliar os amantes, que procuran poten -
tear urna paixao honesta c conseguir um fim
legitimo (oi o alvo que leve em mira o au-
tor Tost lindo livrinho, cujo contedo, dicta-
do pela sincera linguagem do puro, e casto
amor, proporcionada s varias situacoes ofe-
rece modeios appropriados a quaesqur, e an-
da s mais espontaneas e criticas circunstan-
cias da vida.
Vendem-se redes do muito boa qualida-
de ; na ra das Cruzes n. 40.
Vende-so manteiga franceza a 560 rs. ,
e ingle/a a 640 rs. cha hisson a 2560 rs. ,
sevadinhade Franca a 480 rs. vinho de Bor
deaux a 200 rs a garrafa toucinbo de San-
tos a 120 e 160 rs. azeite doce de Lisboa a
480 rs. a garrafa ; no beco da Pol esquina
da polica.
= Vendem-se8 quadros novos, de boni
las imagen por preco commodo; na ra da
Penha n. 4
= Vende-se um fiteiro proprio pa|a loja de
sapateiro e urna meza, que serve para casa
de pato ou serventa decozinba ; no Alter-
ro-da-Boa-vista n. 48, loja de Antonio da
Silva Guimares.
Ncndc-seuma grande morada de casa
terrea em Olinda com bastantes commodos ,
um grande quintal e cacimba ; a tratar na
ra do Dique n. 9, segundo andar
Vendem-se duas escravas urna de 28
annos, de bonita figura com habilidades, e
sem defeitos, e a outra de 35 annos, por
280,000 rs ; na Itua-velha n. 111.
Vendem-se duas negras de naci de
24 annos, bonitas figuras, engommao, co-
Aluga-se um ptimo moleque para com- | zinhao o lavao e urna sabe coser ; ama di-
prar na ra e servir em casa ; na pracinha do \ ta crioula de 15 annos cozinha lava e
Livrsmcsto sobrade n. 50. I serve bem a urna casa ; urna dita de naci de
Precisa-sede dous negros para socar as- 25 annos, cozinha lava o ptima qui-
sucar ; quem tiver annuncie. itandtira; um moleque de *8 annos, proprio
__ Precisa-se de urna ama que tenha has-, para todo o servico ; na ra das Cruzes n. 41,
tante leite ; na ra da Cadea do Recfe n. 47. segundo andar.
__ O snr. Antonio Jos Pimenta da Con = \ endem-se 3 cavallos mui carregadores,
imperial n. 2.
Vendem-se mergulhos de parreira branca;
o urna toalha de lavarinto de panno esguiao;
na ra do Caldeireiro n. 56.
Vende-se urna casa na ra das Trinchei-
ras com cilios proprios n. 25 a qual ren-
de 12.000 rs. mensaes e se acha bypotheca-
da a Vicente Ferreira da Costa; a tratar na ra
de Domingos Pires n. 19.
Vende-so um escravo de naci ainda
moco muito sadio que nunaa fugio toda
pratica tem do engenho e sitio carreiro,
sabe lidar com animaes e mugir leite ; na
praca de servente ganha 640 rs. por dia ;
tambem se recebe em troca urna negra de boa
figura, e corpolenta ; no A tterro-dos-A (loga-
dos casa terrea envidracada n. 171 do lado
da mar grande com lampiio na esquina.
Vende-se urna porcio de sola com avaria ,
propria para mallas; a tratar com Antonio Joa-
quim de Souza Ribeiro.
a Vendem-se luvas de pellica brancas, pre-
tas e de cores, para homem e senhora, pro-
prias para bailesa 500 rs o par ditas curtas
sem dedos, de seda e tambem do cores a
200 rs. o par, chapeos prelos de palhinha bor-
dada, e forrados de seda para homem a 1600 rs.;
na ra do Cahug lojas novas de fazendas in
glezas e rancezas ns. 4 e 6 de Pereira &
Guedes.
Vende-se urna restilacio com todos os
seus pertences sita no principio da Rua-im-
perial, em um grande armazem e o aluguel
da casa de 10,000 rs. a qual se d muito
em conta por seu dono retirar-se para fra ;
a tratar na mesma ra n. 67 com Jos Francis-
co da Silva Penna.
Vende-se azeite doce a 3400 rs. a cana-
da c a garrafa a 4^0 rs. dito de coco a 3000
rs a caada, e a garrafa a 400 rs. vinho da
Ilhaomquartolas o a retalho ditodoSetea
1280 rs. a caad*, manteiga ingleza a 720 rs.,
e franceza a 560 rs. cha superior a 2560 rs ,
e2240rs. 6evadinha de Franca muito nova,
doce de goiaba, nozes amendoas, passas ,
figos a 120 rs. araruta a 280 rs. licores de
diversas qualidades conservas queijos bons
a 1000 rs. vinho de sidra e todos os mais
eneros de venda ; na Rua-nova venda n.
65, ao p da ponte.
Vendem-se duas partes em um sitio no
Pombal tendo o mesmo casa de pedra e cal:
o sitio tem bastantes arvoredos de fruto, e oe-
rece muitas vantagens que se diro aos pro-
tendentes ; na Solidade n. 9.
= Vende-se a venda sita na ra do Cjuei-
niado n. 50 a dinbeiro ou a prasocom boas
firmas : a tratar na mesma.
Vende-se urna escrava de 20 annos sa-
liendo com pereicao engommar, cozinhar, e
coser; 4 ditas de 14 a 20 annos, cozinhao ,
lavio e sao quitandeiras ; urna parda de 20
annos de elegante figura engommadeira, c
costureira ; urna preta de 18 annos, muito
reorcada e para todo o servigo ; na ra do
Fogo ao p do Rozario n. 8
Vende-se um braco de batanea pequeo ;
na travessa das Cruzes n 14.
= Vende-so sai de Lisboa em grandes, e
pequeas porces por oreco mais commodo ,
do que em outra qualquer parte; na ra da
Moeda n. 9.
- Vende-se urna escrava de 20 annos de
bonita figura, perfeita engommadeira e co-
zinheira ; um molecotede 18 annos com bo-
nita figura ; na Rua-nova n. 50, terceiro an-
dar.
Vendem-se canarios de imperio em vivei-
ro e j separados cm gaiolas, muito cantado-
res por preco commodo sevadinha de Fran
ca a 320 rs. a libra bolaxinba ingleza a 160
rs. s.-menles do plantas de todas as qualida-
des muito novas ceblas brancas e ver-
melhas do Porto folhas de louro em mlhos
pequeos e tambem a retalho. cordas de
imbira branca para andames a 3500 rs. ao cen-
to ditas de croa branco a 360 a corda, fari-
nhado Maranhaoa 120 rs. a libra, chocolate
da Babia a 100 rs. o pao esteiras de Angola,
pequeas a 480 rs. ; na ra Estreita do Ro-
zario venda n. 8.
Vendem-se duas bancas do angico dous
espelhos de parede 12 cadeiras e duas man-
gas de vidro tudo por nreco commodo; na
Praca-da-independencia n 27.
Vende-se urna casa terrea na povoacao
dos Aflogados: e nm roihr ( bicho ) p:r:a
de pouco ; na'ra de S Jos n. 40.
Vendem-se dous cavallos um alazn ,
gordo, muito novo e ptimo andador de
meio para baixo eoutro russo apatacado es-
pnmeira
da Cadeia do S. Antonio n. 13
andar.
= Na ra larga do Rozario botica de Bar-
tholomeo & Ramos vendo so um excedente re-
medio para lombrigas o mais eficaz possivel
vindo ltimamente do Franca.
s= O deposito de gelo acha-se na ra da
Senzalla-velha junto ao Beeo-largo n. 110
aondo contina a vender-se a 25C0 rs. a arro-
ba ea libra a 100 rs.
= Vende-so farello cm saccas grandes a
2560 rs. ; em casa de B. Lasserre & Compa-
nhi, ra da Senzalla-velha n. 139.
= Na ra da Cruz n. 33 ha para vender-
se escolente carnauba pollos de cabra e
guara* bem como um palanqun) ainda em
bom uso e tudo por commodo preco.
=. Vende-se um bom cavallo muito novo,
e gordo bom estradeiro baixo al meio, bas-
tante ardigo; na Rua-nova armazem n. 67.
= Vendem-se os livros seguintes, inicua-
mente novos e por preco muito commodo :
Oeuvres politiquesde M Pradt, 28 v. 288
rs.; Oeuvres completes de Corneillo avec noles,
12 v., 12,000 rs. ; Oeuvics completes de Jean
de Racine 6 v. 5000 rs. ; dictionaire de la
Feble, par Fr. Noel, 2v., 10,000 rs. obra
rarissima aqui e de summo interesse ; Snlus-
lio em latim um v. 1000 rs. ; Virgilio em
latim 3 v., 6000 rs. ; lliad of Homer 1 v.,
2240 rs. ; na ra do Queimado n. 25 loja
de Guilherme Scte.
=5 Vendem-so cortes de lia e seda e de
liia s, dos padrdos mais lindos, que tcem
apparccido ; na ra do Cabug n. 16 loja de
Antonio Jos Pereira.
= Vcndc-seJacaranda superior chegado do
Rio de Janeiro pedras de marmorc redondas
para mezas de meio de sala, de muito bom gos-
to ditas para commodas cadeiras america-
nas com assento de palhinha camas de vento
com armaco marque/as sofs mezas de
jantar camas de vento mui bem feitas a 4500,
ditas de pinho a 3500, assim como outros mui-
tos trastes ; pinho da Suecia com 3 pollcgadas
de grossura dito serrado dito americano de
diflerentes larguras e comprimentos; assim
como travs de pinho e barrotes ; na ra de
Florentina em casa de J. Heranger.
Vende-se no pateo de S. Pedro casa n.0
11, um selid com competente maca er>i muito
bom uso; assim como um jugo de pistoi'las de
alcance.
Vende-se um molato bom ofllcial de sa-
pateiro, de idade de 28 39 annos, sem vicio
algum, bom para pagem, e o motivo da venda
se dir ao comprador, ou mesmo troca-se por
um negro, recebendo-se a volta, que se conven
cionar; na ra de Heras n. 142 das 6 at s
9 horas da manhaa, ou no Forte-do mallos
fallar com AotonioJoaquim d'Oliveia Baduem.
= Vende-se una escrava preta de meia
idade, cose, co/inha, o ptima para ama de
casa pelas suas qualidades ; na ra atraz da
matriz da Boa-vista sobraden. Jl.
Escravos fgidos
curo, muito bom para carro, por ser muito
= Desappareceo no dia 2 do corrente a pre-
ta Maria natural da llha-de-Caho-vcrde, al-
ta bem parecida rosto com algumas espi-
nhas cita um tanto magra levou vestido
branco panno da Costa mais alguma roupa
em um lenco desuppor-se, que tenha mu-
dado de trage ; roga-se a todas as pessoas, que
esli encarregadas da polica ou outra qual-
quer pessoa de a pegar, e levar a ra do Vi-
gario em casa de Joao Francisco Ponles, quo
recompensara.
= Ainda contina a estar fgido o moleque
Luiz crioulo secco do corpo, bonita figura,
feices mcudas, ps um tanto grandes, e cheios
de bichos, tem decostume, quando anda, dei-
tar a cabeca sobre o hombro ; levou camisa
azul calcas de estopa ja muito sujas; quem o
pegar, leve a Rua-bella n. 40 que ser re-
compensado.
Fugio na madrugada do dia 3 do corren-
te o preto Joao do naco Angola cor meia
fula de meia estatura grosso bem barba-
do (alia meia fina ps ineios grossos levou
camisa e ceroulas brancas j rotas, e um fer-
ro no pescoco : este escravo pertcnce a Jacinto
Affbnso Rotelbo moradorno Atterro-da-Boa-
vista n. 55 ; quem o levar ao dito Botelho, ser
bem recompensado.
= D-se 50. rs. de gratiijeacao a quem pe-
gar, e levar a ra da Florentina n. 14 o prelo
Jos Pnchete de naco Hoambiqae de 20
annos, altura mais que regular, secco do cor-
po com dous denles de menos na renle da
parte superior, rosin redondo, bastante re-
tinto quando falla gagueja alguma cousa ,
tem do costumo ter spmpre fumo na bocea ;
levou camisa de riscado a/ul caifas de panno
prelo ja velho ; este preto cmpalbadur do
obras de marcineiro ; lugio no dia 24 do p. p.
manco e achar-se muito amostrado; na ra I Rkifb ha Typ. diM. F pb Faru.1844.


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