Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04570


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Full Text
Anuo de 18M.
Quinta Fera I.
O l).AB,o1,uLl.c.-(r d.,s,, aM,,o.Bao foreni .n.ifieaio, : ,1IC0 ,,. assgMu,,
J,e ,le .res II ,. por ,U..J p.p,i.d.n,es. OsnMum.os,!oSnssic"Pn1(.-,s!1oin,eriI)s
gtt; do a que ikmi fui-m raz.io (e ,so _. "
P ... "=<>u ni por Imhn fla redama, oes devem ier diri-
g.daaa Bala f,P iiui Iru.e. n. 4 uu a <. a 1deptndene,a Uji de lima B e S
PARTIDA DOS CiillElS TEBRESTRES.
Cr- r-r',,L,..s^uni1'9 '".*._ Rio Grande do Norte, qai.l.a Mr*. -
Cabo, Sermhaem llio l'urmoso, lorio Caito, Macey e Alagoas no 1 o 11 e "1
de rada me,. Car.,,!,,,,,, c Bonito a 10 e 04 de e..l. me,, -l.o.lvis,. e Flore, a l.
e 28 d;. Cidade da Victoria, uuinlas leira,. Olinda lodos os das.
,. DAS DA SEMANA.
2I Se, s. rraneiecode Siles. And. do .1. de I), da '2. v,
;|0 Torea s. -Man nba llel. .11 Quartt s Gcminiano. Aud do J. dcD.da3.\-
1 Quinta s. lunario. Aud do .1. de D.da 1. v
2 Seilt + Purilicaeo Je ISossa Senhora.
3 Sab. a. era,. Bel. aud. do J. de da I. v,
4 Doin. s. Andrr (.1.1-11 .(i
BSOaUBMUUHai
de Fevcreiro
Auno XX. N. 26
Mr**J Tildo agora depende da na neaaoe; di noiu prndeieU, oearogoo' e energa:
linuemoa eouio prineipiamoe, e iwenaa apunuJoa sam eflmiraiao entre as nadies
cillas. (Proclamaaie di laaentblea Coral oon-
111 .Us
CallSIOS KO Da 31 DE janhro.
Camljioi sobre l.oiir.,.1 SB J.
,t t Pi'il 370 rala por Crneo
a Lisboa 11 por l de premiu
Mordade mlir> /> pnr'rento
dem da latra4e boai Ortnn I a I 4;4 \
Oure-Moodade lUM v-
.1 o N.
. de ,IMI.i
Pralt-Tataeriea
., Peoa cidumiiiinre
Unos Mcxieanoa
17.500
17.300
y, too
'.'.040
8,040

laravjta.-t-iEPKa-xmrmvrixv.:-;::--:'-'- -'.-- '.: Misar ..
PHASES DA LA NO MEZ DE FEVEREIUO.
I.ua chela a 4 as S boraa e 51 min. da m I Uanoa a 18 as i> horas a min. da m.
Minguanlc a \\ ai 5 llorase gOmtn dan ICieacent a 26 na 7 b. 3 ni. '! W
l'reinnar d linjt:
l'rimera as '2 horas e 5i min. da manhia. | Se;unda as 3 huras e S mnalos da larde
a 7 '.1 wt.'jft .
DE PERNAMBGO.
v.^ir.iSisii'.Es
?^T-.--sTOr-,ar^jnr..-.-c:3aacttn
PARTE OFFICIAL.
FaMuOU-0 persuusiio.do que uava COIS 18-
01101 quinao o Diario -novo nao udvertin-
(Jo que o velho tinlia apenas comecado a dar
preleccSes pnra a dcunlo ao novo quedi-
zia ignorar iei alguma cinliora
ein 18U tivcsscm liavido tantos favores dchai-
Governo da Provincia.
KXPKDIENTE DE 27 DO PASSADO.
Omcio-Ao inspector da thesouraria das ren- ,,,a "os olir,acs du uarda nac,oni'
das provinciaes, ordenando, que por conla da
qtiota, marcada para as despesas evenluaes, x9 'sta rubrica e que por ordem chronolo-
tiisposicao do chele do nolicia interino a quan- gica devia-se primeiro ter noticia da Iei n. 03 ,
tia de 240,f000 rs. para as depesas dos presos para depois de sabida esta prelecto ebegar-se
pobres de justica dacadeia dcsta cidade no pre- Iei n 73.
sent mez (Janeiro). Coinmunicou-se ao che- Uispondo o artigo 48 desta Iei que os pffi-
fe de polica interino.
DitoAo agente da companbia das barcas de
vapor, autorisando-o fjzer seguir amanhaa
8 do conente (Janeiro) para os portos do sul o
vapor Poratnte, que participa baver chegado do
norte. Expedirao-se as convenientes oidens
para que o comtnaodanto do referido vapor l'os-
ciacs, por suas molestias chronicas incapa/cs do
servico. sejao reformados p nao liavemlo nova
diaposc3o que o revoguo fra de duvida
(|ue ha Iei. autorisando os actos da presidencia ,
quo o Diario-novo chama.llegaes.
i verdado que depois da descoberta dcste ar-
sc receber thesouraria da fasenda douscaixo- ligo inudou o Diario-novo de rumo e em ve/,
tes com notas inulilisadas, que tinha de ser re- de sustentar quo nao existe legislaco sobre n
mettidos ao tribunal do thi'Souro.e a quaqtia de materia, decide ex eathedra que esta disposi-
122#535 reis para scruiilruguoua thesouraria
provincial das Alagas.
IIARH PERYtfBim
cao lindou com o anno linanceiro por ter
vindo incluida n'uma Iei de orcamento que
s rege por un anno.
O Diario-novo reconhece, que as Iei8 de
orcamento so tem sempio incluido disposifoes
em 42 e 43 este respeito fo por estar
convencida da superlluidade de similhante de-
claiacao c por ter escrpulo de continuar a
legislar sobre a guarda nacional, depois da !ci
interpretativa do acto addicional. Sabe o Dia-
rio-novo, que as leis provinciaes ainda excn-
tricas da rbita marcada no acto interpretativo ,
teem vigor, em quanto nao frem cspecialmen
le revogadas: ello conlessa que a Iei de 14
d'abril ainda rege pela mesma raiJo ha de con-
ceder que tenha Irtrca a iei n. 73.
A demissao do mnjor Florencio antes mes-
mo da approvacan do governo foi justificada
pelo Diario e n3o teve rplica.
O Diario-novo nao pode negar, queosof-
fcies reformados, com parto de docntes ha
alguns annos, teem abandonado os seus corpos.
por tanto muito injusta a censura, que re-
pellimos.pois quanto aos insultos soberanamente
os ilespre/anios. A infamia da introduccao desc-
dulas falsascahe aos introductores, que nada teem
com apoltica; mas so alguns bonicos polticos
do nosso credo, e do nosso circulo usiio destein-
fame trafico se cites teem tido para isso apoio
do governo ou se mesmo ha algum nosso ami-
go que esteja manchado com essa nodoa : o
Diario-novo com toda a impudencia deque
6 capaz para levantar falsos quo os denuncio
pelos seus nomes autoridade criminal. Kste
trabalho menor que o de encher sote nme-
ros com aleivosas, e prfidas nllusoes.
Varicdadc.
O CARAPUClilRO.
AS PA1XOES, OS DESEJOS, E AS PRECISES.
Pe baixodo nome de paixdesentciidem-sc os
naturaes appetitos o is Dclioafldes, que silo
nherentos natureza humana,eo mesmo Dos
lllavao sugeilos, que teem-se em conla de,en- .
Scosarligos.queo^Vmo-nm* tem publica- Permanentes, que (cao em vigor depois do
do recentemente, acerca das reformas de alguns inno mancoiro. Contra cstc_direilo consue-
ofliciaes da guarda nacional, nao prova igno- tudinario entro nos nao oppoo outro argu-
rancia em seus redactores, porque esta sd-so ment se nao que a opposicoentende o coli-
nos do uiAiiio-vioi.iio, demonstrad a m fe, com trario do que sempre tem decidido a maioria
que os coriOos da pandilha da prala fallad, e o- rjaa assemblas porque stas sao governitu,
brao em todas as circumstancias. Qra (.uem possue esta frca de argumentar tem
O Diario-noto em dous ou tres arligos, que toda a raio de recorrer a insultos para refor-
tralarao dessas reformas, allegou a mais com- .,,, .,
pida ignorancia delei. que admittisse reformas ^^'^""T'^lLFXiZi
na uarda nacional, dice mesmo, que dar-sc- O ^ano-noro deve saber que so as o.spo-
liia por vencido se aiguem apontasse urna Iei, Sl,l's <\UG versao S0,,SB a receila ,! P
quede tal materia tratasse, edesafiou especial- nao pdem ter vigor alem de um anno por-
inenle para isso, e para discutir a questa o Dia- que a constituirlo manda fixar nicamente a
rio de l'crnambuco. i receita e a despe/a ; mas a Iei fundamental nao
Compadecido de tanta inopia, ou antes que- prohibe que no mesmo auihographo de le se ha dado ao bomem para sua conservadlo, para
rendo descubrir, se de boa, ou de m f assim I a(;|iem dsposieOes acerca de dilerentes objec- fieu bem eparawntagem dateeiedado. to-
das as paixoes, ou appetites se reduzem de-
sejar algum bem verdudeiro ou lalso, e te-
mer e evitar um mal real, ou apparcnle. D'a-
qui os desejos sao movimenlos do amor para um
bem verdadeiro ou supposlo que qualquer
possue A esperanya u ifiiOi de um bem, que
so deseja mas do qual ainda se nao tem a pos-
so oo goso ; o odio i- a aversao contra um
objecto quo eremos nocivo. A colera 6 um
transporto violento do coracao occasionado pe-
la aversao e odio contra um objecto nue 6 .
ou que eremos nocivo.
Nada mais natural ao homem do que ter
paixoes, e desejos. Esses movimenlos dea-
traccao, que experimentamos por certos objec-
tos, e de repulsa para outros, derivao da analo-
ga ou da discordancia que seacha entre os
nossos orgaos e os mesmos objectos. Os me-
ninos cela mor parte amao apaixonadamento o
lele as frutas doces os alimentos ossucara-
dos e clestao as cousas amargas; porque as
tendedores de tudo, referi o Diario dous arli-
gos de urna Iei, que traa va de reformas dos of-
iuiaea da guarda nacional, sem entrar na dis-
cusso, nem declarar, que a presidencia em taes
O nico defeito das disposicSoa permanentes
incluidas as leis do orcamento 6 falta de me-
Ihodo, ou do classificacao de objectos mas
arligos'bazeasse os actos, quo acabava deprati- i nunca poder-se-ha sustentar com argumentos,
cur, antes duendo, quo era apenas indicafes que s5o nullas ou simplesmente anntias dis-
preliminares, para o Diario-novo cstudar. an-
tes do comecara discussao. O Diario-novo, sem
esperar, que o Diario de Pernambuco acceitasse
a luva, sem guardar para com o publico a de-
cencia de escrintor. quo fingi ignorar a legis-
laco provincial, rompe com toda a impudencia
o veo, do quo pretenda servir-so, denuncia-so
cunhecedor das leis, e cano na miseria de copiar
o artigo 48 da Iei provincial n. 73, que o Diario
de Pernambuco guardava para na discussao (so
acaso podesse resolver-so a discutir, com quem
usa do insultos por argumentos) mostrar, que
tinlia servido do base aos actos da presidencia.
Assim o Diario-novo nao pode recusar a auto-
ridade nem negar a existencia de urna dispo-
sicao que elle mesmo copia.
posices que nao teem esta declaradlo ou
quo nao pertencem receita e despeza.
A lembranca que tove a assembla provin-
cial de repetir as leis de 40 ,' a disposi-
. I .... tMa A ....... Anecie .nillnllnc
VtO UU UUO C lima si !> "i"""' ~--.......- '
sobre que recabe o axioma quod abundat
non nocet mas n5o teve a frca de tornar
annuo um artigo de Iei que 6 de sua natu-
reza permanente nem a de fa/.er cessar para
o futuro sem expressa rcvogacSo esta medi-
da. Na Iei nao sedeo urna autorisacao extra-
ordinaria ao governo ; estabeleceosc sim um
artuo de direto o qual tem vigor em quan-
to nao expressamente revogado. Cuqipre
tambem advertir, quo o silencio da assembla,
FOLHETfM.
GENOVEVA, A LOURA.
Ha dez annos, que, em urna bella manha de
agosto, um mancebo ez alto nao longo do cas-
tello de M**\ e procurou descobrir, travos das
arvores.a perspectiva do um lugar, que ia habi-
tar por alguns mezes. A instancias do um com-
panheiro decollegio, ha muito nao visto, e ro-
letauicnts eCcntruG na giciiu Opera o-
!e mancebo, queso chamava Einmanuel Darcy,
havia deixado seo laboratorio do pintura da la
Tronchet para vr estudar no departamenin rio
norte os sitios, pouco variados, porm campes-
tres rlsonhos, e agradaveis, que os paisistas fla-
iiien'gos teem tornado ta celebres.
O castello de M"*, por suas gigantescas pro-
porcoes, seu parque inglesa, e suas llores ex-
ticas, cntrancadas sobre as reivas em a Ivas es-
tatuas, annunciava a opulencia do seu proprio-1
tario, o Sr. Ceiar Raimbaut. Emmanuel rio-se4
involuntariamente ao rccordar-se das peniten-
cias, queem Ste-Barbe soiTreo o que all so de-
nnminnvnoCezor dos Dresuicosos. e dice com
sigo, que a Iei da sucecs^ao era mu boa... pa-
ra o ignorantes.
Neste momento urna cavalgada de cassadoros
saio d'um bosque, separado dos jard.ns por
urna grade dourada. e collocou-se em fronte do
poial do castalio, onde tocou mui bellas sere-
natas. A pessoa, quem se diriga esta msica
era urna ven senhora, que estofa garanda
do primeiro andar, e que, depois d'ouvr os m-
sicos por algum momento, saudou-os graclo-
samente, c rccolheose ao seu aposento. Entao
samciiic, .....,,;, HiriL'irem-se para
elle; c ioi inmediatamente rcconhecldo pelo
chele do bando, que, mesmo montado asse-
n<.n-heamiavelmentc com a mao, duendo.
Kis-vos em im chegado, Darcy I cspe.avau.o-
vos mais codo; porin, como diz ad'0. a"-
tes tarde oo que nunca. A Sra. Raimbaut rece-
ber-vos-ha com praser; nao vos acompanho a
casa, por quetenho um circunloquio, a que nao
posso faltar. Diabo!, accrescentou alie olhan-
do para o relohio, seremos os ltimos. h es-
poreou fortemenlo o cavado para ir reunir-se
aoscompanheiros, gritando para Darcy, quo so
admirava um pouco d'este comportamento;
Tornar-nos-hemos & ver esta noute; no campo,
bem o sabis, nao ha ceremonia.
O lisongeiroacolhimento, que Emmanuel re-
cobeo da senliora Raimbaut, o fez esqueccr da
brusca desapparicao do seu amigo Cesar.
Clotildo Paulet, casada, havia tres annos, com
Cesar Raimbaut, quem desposou sem amar,
era bella, o do maneiras vivas, o attractivas.
Cq.mo para divertir-se no campo, onde o hymi-
neo a tinha encerrado, oceupava-scem faser an-
dar roda a cabeca dos mocos da visinhanca,
sem todava consentir, quo as alTeiccs d'csses
homens simples, sinceros, o um pouco com-
muns Ihe perturbassem o coracao, ou a imagi-
nadlo. Sua consciencia cstava perfeitamento
tranquilla. A Sra. Raimbaut havia aprendido
em um desses collcgios da moda, que urna n.u-
iher nada tem que exprobrar-se, cmquanto nao
cede as paixoes, que Taz nascer; e tres annos de
lian.oro, isentos de fraquesa, lio haviao dado
de suas virtudes urna ideia ta alta, quanto a
que formavade seus encantos. Chegando Em-
manuel ao castado de M"* acuou a respectiva
primeiras substancias produzem sobre as ppu-
las nervosas do seu paladar sensaeoes quo Ibes
agrado o pelo contrario, o que amargo ex-
cita-Ibes mo vi montos dcsagradaveis.
MuitOS moralistas consiJerao as paixoes por
molestias d'alma, quecumprd desarreigar in-
teiramente. Mas as paixoes no homem sao tan-
to molestias quanto o a fome, que Ihe na-
tural que o estimula nutrir-se que Ihe faz
desejar os alimentos mais conformes ao seu gos-
to que o adverte d urna precisao da sua ma-
china precisad que deve satisfazer, se qui-
zcr conservar-se; mas, se aiguem sobrecarrega
ile alimentos o seu estomago, ou come alimen-
tos nocivos d'ahi se. nao pode concluir, que a
fome soja urna enformidade, nem queseja con-
demnavel o desojo de a satisfazer.
Nao preciso rcflectir muito, para e < <-
nhecer fcilmente que as paixoes em si ni*;s-
mas nao sao, nem boas, nem ms ; mas que
tacsse torno, segundo o uso que dolas so
faz. Nascendo todos nos com precisoes nada
mais natural, do que o desojo de as salisfazer-
mos ; e sendo dispostos sentir o prazer, e a
dor, nada mais natural do quo odiar esta o
amar aquello. D'aqui sosegu que as pai-
xoes, e os desejos sao csscnciacs ao bomem, quo
sao inherentes sua natureza inseparaveis do
seu ser e necessarias sua conservadlo. Um
ente sensivel que odiasse o prazer que u-
gisse da felicidade que desejasse o mal quo
nao tivesse finalmente nenhuma precisao nao
seria homem ; e incapaz de conservar-so a si
mesmo seria totalmente intil aos mais.
Chamao-se precisoes todas aquellas cousas ,
que sao uteis, ou necessarias :i conservacao, ou
felicidade do homem. As precisos, quo se
di/cm naturaes, sao o nutrir-se o vestir-so
para preservar-sc das injurias do ar e o pro-
pagar-se. Pao secco basta ao homem pobro
para satisfazer a precisao da fome ao homom
opulento faz-se mister urna meza sumptuosa ,
coberta das mais raras iguarias para contentar o
seu appctite e sobre tudo a sua vaidado que
por isso se tem lomado una precisao mais ur-
gente que a propria fome ; porquo a imagi-
nario Ihe representa habitualmente o fausto ,
come u bem neoessano a sus iclicidadc. Bas-
tao pellos de animaos para vestir um selvagcm :
pelo contrario o habitante d'um paiz, ou d urna
cidade onde reina o luxo acha-se infeliz ,
o envergonha-so quando nao tem vestidos
magnficos em os quaes a sua vaidado Ihn faz
ver um moio de dar aos mais urna grande ideia
de si mesmo.
Ueste modo a imaginaeo os hbitos as
convences. os prejuzos sobrocarregao-nos de
urna multidao de precisoes que nos afastao da
nossa nature/.a de maneira, quecremo-nos in-
felzes quando nao as podemos satisfa/cr. Nao
ha cousa mais importante do que o limitar as
proprias precisos fim de as poder eliminar
sem magna. As nossas precisoes naturaes sao
ni l i illl
proprielaria na firme disposica deazer d'elfe,
como dos outros, um objecto de distracco.
Mas Darcy nao era um desses levianos, quo
zomba dos deveres do casamento, ou da confl-
irica de um amigo; c so algumas horas, pausa-
das na selida com urea pessoa amavel, que se
empenhava em captival-o, por algumas vezes
atarantaras sua rasao, nada na conducta do jo-
ven pintor denunciou essa passageira pertur-
baca.
Esta reserva oflendeo principio a vaidado
da Sra. Raimbaut, o bem depressa fez sofirer
seu coracao; porque o distincto porte de Emma-
nuel, sua espirituosa, e bella physionomia, ti-
nha emflm vinsadoos pobres camnnnf>zet -
mantos da formosa castellaa, que j nao era s
por amor proprio, quo recorra s maiores ca-
ricias paraobter um triuntpho, quo se Ihe dis-
puiava i ni ia forte combato obiigou o joven
artista, que quera conservar-so fiel seus prin-
cipios, cuidar de retirar-so. Ouvindo-o fallar
em partir, a Sra. Raimbaut, offendida, callou-
se; porm, arrastada pela contradiccaS, e
pelo estimulo de urna paixao nova, urna ve-
reda, cujos perigos Ihe agradavaS, nao pfldo
contar->e. Na presenca do seu marido rogou a
MUTILADO


2
em pequeo numero e milito limitadas; pelo
contrario as creadas pela imaginacao sao insa-
ciaveis e scm conta ; e quanto mais precisos
tem os homens, inais diicil se Ihes torna o sor
felizes; por isso, que a (elicidade presente con
siste na proporco das mcsmas precisos, com
os |ustos mcios de as satisfacer.
D'aqui bem se conclue quo pernicioso soja o
luxo moralidade dos povos. Os ohjectos de
loxo sfio induhitavclmentc precisos facticias ,
e mal poraquelles que lhe omao o gosto ;
porque posse de taes objectossacriicara to-
dos os deveres, e o que teem os homens de mais
sagrado. O luxo sim um cancro que nos
vai lentamente devorando. Todos querem cas-
quilhar todos querem tratar-so grande ,
todos querem nadar n abundancia o nos pra-
zeros. Para isso sao indispensaveis despezas
extraordinarias ; e se faltao mcios lcitos deas
poder fazer recorre-se todos por mais il-
licitos e criminosos que sejo. Urna das
causas ( cj bem pode sor que a principal )
dotantes, c 13o frequentes quebras nocom-
mercio meu ver o luxo; porque muitas ve-
zefc os que enceto essa carreiru postergao as
mximas da to essoncial economa, pretendem
ombrear com os mais grossos propriotarios e
capitalistas seus lucros nao pdein satisazer
as suas extraor linarias despezas e cil-os pre-
cipitados na banca-rota.
O magistrado, quesedeixa dominar da pai-
xiiodoluxo, do nuravilba conservar intacta
a sua probidado s<> por um prodigio nao pora
a justica em almoeda, vendendo-a a quem mais
lhe der para fazer face s suas grandes despozas.
E quo triste quo perigoso nao nutrir no
coradlo das mulberes a cega paixo do luxo! A-
quella.que desde a aurora de seus encantosave-
. -se salisfazer todos os seus desejos, e capri
cut> v'd luxo, manter-se-ba honesta, em quan-
to nouvcr quem licitamente Ih'os subministre ;
mas so lhe vem a faltar este recurso ser pre-
zumivel que resista s reiteradas solicitadles
do libertino abastado que com mo liberal
lhe franqucia a posse desses o bj ce tos que to
deliciosamente a impressiono ?
Eu creio que, proporcionalmcnte fallando,
nao ba paiz de tanto luxo como o nosso Per-
nambuco. Os ouros, asjoias, as sedas as
gallas c loucainhas mais custosas brilho ahi
cm qualquer pessoa mais ignobi!. Faz pasmar
tanto aceio tanta casquilbaria de maneira ,
que a primeira vista dir-se-hia que nao ha
no mundo povo mais rico que o nosso : mas
ser crivel que tanto fausto em toda ea gen-
te sustente-se por meios lcitos e honestos?
Os diflerentes graos de sensibilidade nos ho-
mens sao a causa da prodigiosa diversidade, que
nolles se observa. Da mesma onte tambem de-
riva a diversidade das suas paixoes, de seus ap-
petites de seus gostos e precisoes. Posto
que todos os homens caroco de sustento com
ludo nem todos agrado os mesmos alimen-
tos : o estomago do um pede maior quantida-
de, queodeoutro, e as comidas, que sao gra-
tas e uteis estes, sao desagradaveis, e noci-
vas quelles.
Deste principio nasce a grande variedade ,
que se observa as paixoes dos homens, as quaes
vfiu nao so nos objectos, que se enderecao,
senao na sua fdrea, eduracao. Todas as pai-
xoes sao excitadas peias precisos dos homens ;
e estas dtrivo do temperamento ou da ima-
ginacao dos hbitos dos cxemplos ou fi-
na'mentc da educaco : eromo quer que todas
estas cousas as mais das vezes variem nos ho-
mens; d'aqui vem a immensa variedade das
paixoes. Todos sentem a sede c todos preci-
sao de beber ; mas uns a agua basta para sa-
tisfazer a sede : outros exigcm vinho queso
Ihes faz necessario para reanimar o estomago :
outros, avezados delicadeza, hilo mister vinhos
exquisitos, c finalmente os melhores vinhos re-
*WBg___________I
Djrcy, que a retratasse: Cezar reforcou o pedi-
ddo, e o artista nao pode recusar-se ao que d'el-
le se sollicitava como um favor.
Nada desconcerta mais os projectos de pru-
dencia de um rapai, do que impr-lhe a obriga-
ce decstudarem todas as suas partes us grava
de um rosto encantador. Clotilde nada esque-
ceo do que podesse concorrer para dar mais fdr-
ea s sedceles d'csse cstudo, e o pincel por
mais de urna vez tremeo na mo de Darcy. Ce-
zar, sempre oceupado em exercicios violentos,
nao veio urna s vez saudar o pintor, fascinado
polo modelo, que copiava. Dias houve, cm que
a Sra. Kaimbaut vio errar nos labios de Em-
manuel a declaraco, que obstinadamente pro-
vocara: entao senta urna alegra, cheia de em-
briaguez, e de orgulho, que, para manifestar-se.
naesperava mais que urna palavra; maso im-
perio, que Darcy exercia sobre si mesmo, a pri-
vavade ouvir esta palavra.
(Jtrandoa sedueco lornava-se demasiada-
mente forte, quando o arrebatamento da moc-
dade estava ponto de vencer os escrpulos da
honra, Emmanucl, pretexto de ladiga, suspen-
da o trabalho, e ia procurar no ar livre dos
campos a coragem, do que oecessitava para ter-
pugnao ; outras possoas por molestia ou por
natural aversao.
A preciso e o desojo de beber sao muito
ma.oresem um homcm fatigado do excrcicio ,
do quo em outro quo se ba conservado tran-
quillo. O mesmo acontece respeito de todas
as paixoes, as quaes excito desejos violentos, e
desregrados n'quelles, que nellasse empregio,
e agitar-se deixo da frca da sua viva imagi-
nado. Esses desejos nao suppem precisoes na-
turaes ou das cousas, quo a nossa na tu reza
nos ha tornado necessarias; mas suppoem pre-
cisos imaginarias isto aquellas, que urna
imaginacao desregrada falsamente nos pinta co-
mo indispensaveis nossa felicidade. Sim,
urna imaginacao perpetuamente esquentada dos
exemplos, das opinoes ou dos mos hbitos,
torna-nos escravos de innmeras precisos, que
incessantcmente nos atormentao, deprava-nos o
coraco altera e corrompe a nossa nalureza;
e fazendo mu ardontes e insaciaveis as nossas
paixoes nos excita aos mais viz e infames de-
I icios.
Urna sabia moral nosonsria que devemos
sim satisazer as nossas precisoes naturaos; mas
(Tuina maneira que nao se tornem nocivas a
nos mesmos, e aos nossos similhantes: que de-
vemos circunscrovcr essas precisoes e impedir,
quo se multipliquem a fien de que nos nSo
arrastrem aos vicios e aos delictos. Em ver-
dade proporco que crescem os desejos d*um
coraco corrompido crescem tamhem as pre-
cisoes : refreem-se aquellos ou diminuo-sc.
quo estas decrescer igualmente. Muitos ha ,
que nao sao infelizes, ou malvados senao
porque,multiplicando desmesuradamente os seus
desejos.multiplico ao mesmo passo os suas pre-
cisoes.
A verdadeira felicidade consiste cm nao do-
sejar senao aquillo que se pode obter scm
remorsos, e sem delictos, isto ; scm violar as
leis do Creador. O sentimento moral, a cons-
ciencia e a le da natureza sao os guias que
Dos nos ha dado para regular o curso dos
nossos desejos e para por limite s nossas
paixoes.
As mulheres machas, e os homens femeas.
A natureza, que tudo regula, segundos
seusfins, mili bem extremou os dous sexos,
dando um a frca a actividade a ousadia,
ao outro as gracas, os encantos, a amabilida-
de, e a ternura. Alcm disto, em consequencia
do peccado de nossos primeiros pais, o mesmo
Dos marcou aos dous sexos a sua condicn .
isto ; que a muiiier solTreria as dores do parto,
e estara subordinada ao homem ; cesto ira ha-
itiana com o suor do seu rosto, &c.: logo ao
marido corre obrigaco de trabalhar para sus-
tentar a mulher, e os filhos assim como esta
deve guardar, zelar e economisar.
Mas nao faltao familias, onde a natureza
anda invertida e os preceilos de Dos menos-
prezados quero dizer: familias, em que o
homem faz foneces de lemea e a mulher o
macho do cazal. Sim ha homcm que nao
d um passo, nem emprega diligencia alguma
em ganhar a vida : quem tudo faz a mulher
com suas industrias, com suas vendas, com
seus negocinos. Conheci um desses madra-
cos, que mettido em um chambre, e sem ne-
nhuma cccpacuO, nao 80 enfelnha senao
cm assobiar repimpado em urna rod, e aca-
lantar ou animaros fllhinhos, quetinha com
lartura : entretanto que a mulher era verda-
deramente o homem da casa ; porque s ella
trabalhava s ella mourejava para sustentar o
!s! tnatitmbro c toda a familia. Era conhe-
cido e tratado por sur. Bil e de nada mais
cuidava, senao em comer, dormir, ejazercm
um canap ou na rede em urna completa e
absoluta ocr iosidade : o mais que fazia era a-
palpar as gallinhas de manha sedo, candar no
decurso do dia cata dos ovos pela co/.inha ,
pelo quintal, c pelas camaiinhas: era insigne
em conhecer os gallados, e presuma de ter boa
mo para os deitar, o tirar bons pintainhos.
i_____ ggggBga
minar urna ta perigosa tarefa. Nestes passeios,
dictados por urna to rara lealdade, os passos
de Darcy dirigio-se habtualmente 6 urna ala-
mida d'olmeiros, que conduzia da extremidade
da povoaco ,'i bellos, sombros, e solitarios pra-
dos. 1'odid-so por muitas horas tnihar a la pe-
caria, que estes campos de relva oftereciao ao
pe, sem se ser incommodado senao pelo susur-
ro de um ribeirinho, cuja agua corrente, e lm-
pida blandamente murmurava entre os talos das
caimas. Havia nesse fresco, c silencioso lugar
tudo o que pode tranquillisar urna alma. Em-
manuel ia all fortalecer-se, e trocar os choques
do um mo desejo pelas emoces d'uma distrac- J
cao, em que s fluctuavao puras imagens. All,
passeando na espessa relva, ou assentando-se
marran do rio. b'mbrava-se do lempo, eas que,
menino, corra diante de sua mi sobre urna flo-
rida relva, similhante que enta aos olhos so
lh(> nfTV'reciif recordavs-se dos cjnselhcs, c cx-
emplos d'esta carinhosa mi, que, sendo anda
moca, e bella, conservou-seviuva por amor del-
ie; evocava a vaga, e encantadora sombra d'uma
mulher, entrevista em seus sonhos; consolida- j
va aesperanca de obter um nome as artes; e
estas recurdacoes do passado, estas reflexes ao
A mulher estava quasi sempre grvida ; e
quando tinha o seu bom successo, entao ,
que o sur. Bil trabalhava alguma cousa ; por-
que era quem ia matar as gallinhas, defumara
alcva &c. &c. Nunca soube, nem quera
saber a como estava a carne, a farinha, o a-
zeito, &c. O seu proprio enchoval, com que
alguma vez sahia ra a mulher que Ih'o
manda va fazer da fazenda que lhe pareca : fi-
nalmente, elle era a mulher, e a mulher era o
homem da casa.
Assim como indecoroso que o marido se
intromelta nos arranjos, e governo domsti-
cos mui feio contra a natureza que a
mulher seja quem lide do portas lora quem
mercadeje homem dessa estofa por via de regra falto
de brio e bem merecia que a mulher co-
mo lhe d o pao tamhem lhe adminislrasse o
castigo quando merecesse : e nao faltao ma-
ridos quem as mulberes governio como
seus escravos, levando deltas at palmatoadas
para seu ensino. Devia de haver urna prag-
mtica prohibindo taes homens o andarom
de caisas e s permittindo-lhes o uso das
sias, seu lencinho amarrado na cabera e
brincos as orelbas.
Mas a natureza d'accordo com a religio
est ensinando que se a mulher deve estar
sujeita e subordinada ao marido ao marido
corre obrigaco de trabalhar para a sustentar ,
e mais aos filhos, e domsticos. E muito con-
veniente muito justo e muito louvavel, que
a mulher seja a dispenseira da casa quo zele ,
que ecconomize &c. &c. a fazenda de seu
marido; e mal por este se depara com urna
mulher prodiga preguicosa e dclcixada ;
porque neste caso nao ha riqueza quo lhe
resista: mas tudo, quo diz respeilo aos redi-
tos do cazal, deve correr por conta do marido ,
assim como o governo supremo da familia.
Toda a casa de Goncalo como vulgarmente se
diz em que a gallinha pode mais que o gal-
lo de maravilba deixar de ser desordenada ,
e de ir pela agua abaixo. A mulher nao nas-
co para mandar, o que asss se deprchende
da sua propria fraqueza : a mulher nasco para
companheira do homem para lhe amenisar a
vida para as importantes e respeitaveis func-
ces do mai e para criar pensar e educar
os fllhinhos.
Tal porm a miseria humana que nao
faltao homens to enfeiticados das mulberes ,
que estas tomo-lhe o flego c fazem driles
tudo quanto querem trazendo-os pela trolla .
como seus cesinhos. Ellas chamao a isto a-
mi/.ade de marido ; mas o amor nao deve ser
to cgo, que degrade ao homem da sua pro-
pria dignidade tornando-o um basbaque ,
um pastrano um maninello. Mui justo, mui
decoroso mui bello que o marido tenha
grande amor sua mulher; porm este deve
ser ra/oavel o nao reduzir o homem ao mise-
ro estado de bobo.
Piques as festividades dos Santos.
Nada ba de que nao possao abusar as pai-
xoes eem que senao intrometta a vaidade
humana. As festividades dos Santos pertcncem
indubitavelmenle ao culto exterior da religio.
Esta nos ensina que depois de Jess Ghristo
Mara Santissima o mais alto o mais digno ,
o mais respeitavel objecto da nossa veneracao,
por ser ella rainha dos cos e da trra Mai
de Dos e dos homens.
Em certa groja festejava-se de muitos annos
a Santissima Virgem sua padroeira e com
toda a pompa e luzimento. Succedeo quo
um anno a irmandado assentou com grande a-
certo que a bandeira para a novena seria le-
vada da igreja inmediatamente para o adro e
,'illi aleada em seu mastro sem mocas que a
carregassem e sem correr a coxia pelas estra-
das &c. &c. Nada mais loi preciso para apa-
futuro acalmavo a inquietaco do presento.
Emmanuel, como para agradecer este lu-
gar o socego, que nelle encontrava, decidio-se
desenhal-o: sahio repetidas vezes cedo, e veio
enriquecer o sen lbum das bellas visfu, que a-
quelle sitio apresentava, quando o sol se ergua
sobro o veludo dos prados, e cima das infinitas
sinuosidades do estreito regato.
Seguindo a alameda d'olmeiros, que o condu-
zia ao termo do passeio, Darcy passava pela i-
greja d'aldeia. cujo cemiterio era cercado de urna
ala de pilriteiros, a quo j tornavo vermelhos
os fructos, de que se achava cobertos. Um dia
lembrou-se EmminUel, que na sua meninice
gostava d'aquellcs fructos; e, aproximando-sc
para colhl-os, apercebeo em um dos ngulos
do irisie recinto, de jouios em irania de urna
cruz, que enfeitavo festes de flores selva-
gens, urna mulher pdica, egraciosamente co-
Leria com um veo pelo. Eumiaiiuei observou
sob as dobrasdamantilha um opprimido. po-
rm juvenil, e delicado crpo; e revelando-lhe
a pouca distanciado tmulo visitado, que urna
dr de mi all se desafogava, rotirou-se em si-
lencio. as manhaas seguintes encontrou no
mesmo lugar esta figura, coberta de luto, e na
gar o fervor religioso do coraco do urna grand
parte dos devotos, que, cheios desancla indigt
naci, accordro entre si de tomar vinganca da
irmandade desfeiteando a Senhora o susci-
tando como por acintc. a festa de um Santo ,
que se pedio emprestado ad hoc outra igreja ,
s a fim de dar quebra no culto da Santissima
Virgem e com o novo festejo como que fazee
remoella mesma Senhora. Que religiosidade ,
que devoco 1
Fintaro-se em avultadas csmolas improvi-
srocleico de juizes, escrivao. emordomos,
o pozero em campo a bandeira estrepitosa ,
bem dansadflv e bem repenicada, do novo San-
to o qual at all nunca lora lembrado de taes
devotos nem para um padre-nosso. Dest'arto
os festejadores patuscos d'uma cajadada como
vulgarmente se diz matrao dous coelhos ,
isto ; despicrao-se da desfeita da bandeira ,
e ao mesmo passo instituiro um novo baile ,
um pagode novo, e teem mais esse passa-tempo
em honra e louvor do tal Santo que nao ,
seno um pretexto um motivo para a palus-
cada !
A' vista do exposto quo pura verdade ,
que ideia se deve fazer da religio de muita
gente ? At os Santos servem do testas do ferro
para sucias, al os Santos, e a propria Mi do
Dos servem para desabafo de brigas !!!
AfTandega.
Rendimento do da 31.......... 2:995S5K
DescarregSo hoje i."
Brigue rancezPetrusfazendas e man-
teiga.
Driguo-inglezDianna hacalho.
GaleraColumbusdiversos gneros.
Movimento do Porto,
Navios entrados no da 31.
Babia ; 11 dias brigue ingle/. IVilson, de 245
toneladas capilo Thomas Campbell, equi-
pagem 16 carga lastro ; a consignaco de
Johnston Pater & Companhia,
Philadclphia ; 79 dias patacho americano
Elizabelh de 97 toneladas capilo W.ra
Goodgins equipagem 7 carga farinha de
trigo a consi inro Hn MfllliHis Austin &
Companhia.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio-grande-do sul; brigno brasileiro liio, ca-
pilo Manoel da Silva Braga carga diversas
gneros.
Unna ; hiato brasileiro Novo-Destino ; capi-
to Estcvo Ribeiro ; equipagem 4 ; carga
diversos gneros: passageiros Antonio Igna-
cio Rodrigues, Rosalino Jos Sereno, bra-
sileros e Joo Francisco Marques por-
tuguez._______________________
Edital.
O doutor Jote Nicolao Rigueira Costa jui*
municipal da segunda rara do termo do lie-
cife, preparador dos processos para o jury,
por S. M. I. e C., que Dos guarde, #e
Faco saber quo pelo doutor Manoel Mcndes
da Cunha Azevedo oil de direito da segunda
vara do crime desta comarca me fra leita a
participadlo de haver neste termo convocado-
para o da 13 de fevereiro prximo vindouro
pelas 9 horas da manha a primeira sessAo or-
dinaria dos jurados deste anno, para a qual
sahiro sorteados os quarenta e oito senhores ,
que se segum :
Gabriel Alfonso Rigueira.
Joo do Rogo Barros.
posica dolorosa, em que pela primeira vez a
havia visto: o interesse, quo ella lhe inspirava,
augmentou-se no dia, em que o vento, rega-
lando o veo, qu : a envolva, mostrou-lhe una
encantadora cabeca, coberta de bellos cabellos
louros. Mas, havendo o invern obrigado o
joven pintor interromper os passeios, uuando
lhe fui possivel voltar aos prados, somonte en-
controu no cemiterio aves, que cantava, e es*
voacavo sobre os tmulos.
Nos primeiros dias de sua estada cm casa do
Kaimbaut. tinha Durcy debuxado todos os pon-
tos de vista da circumvisinhanca, que lhe parc-
cro notaveis; a igreja do 11**% com sua facha-
da recortada, suas vidracas cm forma de rhorn-
bos, esua alameda d'arvores circulares, nao
havia sido esquecida. O lado potico das cou-
sas ataca mui vivamente a imaginacao d'um ar-
tista, para que Emmanuel nao viesso accroscon-
tarao seu desenlio a tosca cruz, do que cima
fallou-se: a imagem da mulher, que havia esta-
do immovel, e inclinada dianto d'esta cruz,
fez-lhe ta grande impresso, que elle a esbo-
cou, sem que precisasse de tornar vl-a.
(Continu-ar-sc-ha.J
MUTILADO


jas
j)r, Jos Francisco de Paiva.
Jacomo Gerardo Mara Lumack de Mello.
Joao Lopes Guimaraes.
Jos6 GorgonioPaz Rarretto.
Jos Heginiodc Miranda.
I)r. Simplicio Antonio Mavignier.
Antonio Joao da Ressurreico e Silva.
Joao Manoel Mendes da Cunta.
Jos da Cunta.
Jos Guedes Salgueiro.
Felippe Lopes Nolto.
Oapilao Jos Rabollo Padilha.
Manoel Felis Hamos.
Jos Jernimo Rodrigues Chaves.
Coronel Francisco Jos Martins. i
Francisco de Assiz Campos Cosdcm.
Antonio das Chagas.
Ribeiro Pires.
Luiz Gomes Ferreira.
Dr. Manoel los Pereira de Mello.
Manoel da Silva Forreira.
Thomaz Pereira Pinto.
Dr. Jo3o Floripes Uias Barreto.
Manoel Antonio da Silva Autuncs.
Jos Vellozo Soares.
Francisco de Saltes Albuquerque.
Manoel Perigrino du Silva
Bernardino de Sena da Silva Guimaraes.
Jos Ignacio Soares do Maccdo.
Antonio do Sousa Rangel
Francisco Alixandrino Vasconcellos Calara.
Joaquim Jos Franco.
Bento Jos da Costa.
Bruno Antonio deSorpa Brandao.
Joaquim Jos do Abroo Jnior.
Lui/.de Pinhio Borges. .
Manoel An tonio Monteiro de Andrado.
Luiz Fran cisco Baibalho.
Dr. Jos Francisco Pinto Guimaraes.
Dr. Ce monto Jos Ferreira da Costa.
Manorj| Lui/ Goncalves Jnior.
loaq Jim Claudio Monteiro.
To'.n>nte Joaquim Ignacio de Carvalho Men-
donea.
joo Francisco do Rogo Barreto
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Jos Gomes'Lavares.
s quaes bao do servir duranto a referida
sessao para o que sao pelo presente cdital
convidados, devendo comparecer: assim como
lodosos intercssados no dia e hora designado
sol) as penas da lei.se laltarem. E para quechc-
gue a noticia de todos mandei passar o presente
que ser publicado pela imprensa e afilado
nos lugares mais pblicos deste termo Recife
.11 de Janeiro de 18H. Eu Jos Affonso Gue-
des Alcanforado escrivaooescrevi.
Jos Nicolao liigueira Costa.
m 5
Sleclaracocs.
Tcndo o subdelegado do 2. districto da
comarca do Cabo feito pronder o proto Joao
Sabino quo se inculcava livre e viva como
tal ha do/e annos, e condu/il-o ao coronel
Francisco de Barros Reg senhor doengenlio
San fi, de quem o mesmo proto confessra ser
escravo ; aconteceo quo os portadores des-
cantando no dia 5 do correnta em trras do
agacho Limao comarca do Rio-formoso ,
tivessem a facilidade do tirar as aigomas ao preto
para jantar, e oste, aproveitando-se do um des-
cuido e estando presente um dos seus guardas
somonte o matotl o fugio ; c quando aco-
dirao osdous, que cstavao um pouco distan-
tes j o nao podrao cofhor as mos, b o as-
sassino o escapou sao o salvo. Roga-se por
tanto ;>s autoridades policiaes d'amba-. as co-
marcas mencionadas e as de qualquer oulra ,
queirao laicr toda a diligencia por capturar o
escravo assassino cujos signaes sao os seguin-
tes: baixo corpo delgado pouca barba ,
a orclha direita furada casado com miilher li-
vro, de quem tem filbos; tem morado como
tivrc o sempre com o nomo de Joao Sabino ,
cm Agua-preta onde casou om Jacararaca ,
termo de Cariri o em outros lugares ; e le-
vou na occasiao de escapar-se urna espada toda
apparelbada de prata.
THEATRuPUBLlCO.
HOJE 1." DE FEVERE1RO
DE 1844.
DECIMA-TERCEIRA RBPRESENTACA
da
COMPANHIA RAVEL,
Rene/icio de Mme. Lon Giavelly.
O espectculo comecar as 8 horas om pon-
to por urna grande overtura executada por
grande orchestra seguida da pantomima c-
mica de
jlmaro e !X'chenlo .
ou
Os dous limpadoresde chamins.
Exercicios humanos,
pelo celebre Mr. Joseph Marcetti, denominado
) homem prodigio.
As modistas ,
ou
O rendez-vous hngaro.
Baile pantommico.
DistribuicHo.
Vernis, pintor Mrs. Lon Giavelly.
Simn, criado
Jaques..) soldados)
Honry )hngaros)
Longitude, joven cs-
tudanlc. a aman-
te de Mme. Vernis


Francos Ravel.
L. Frin.
J. Marcetti.
Mme. Vernis
Clara) ,. ,
. ', modistas.
Jennf
Charles Winther
Mme. E. Fnelon.
Mme. Lon Giavelly.
Mme. Martin Giavelly.
Dansa do ospolho por Mr. L. Frin.
Allomando, passo de tres, por Mr. Charles
Winther, Mme. K. Fnlon.e Mme. Martin
Giavelly Passo de tres hngaro por Mrs.
Francois Ravel, L. Frin eJ. Marcetti.
Intervallode 15 minutos.
Grande overtura.
O Jaleo de Xers.
Dansa hespanhola pela graciosa Madama
Lon Giavelly.
O espectculo sera terminado pela
Morte d'Abcl,
ou
O primeiro Fratricida.
Grandoquadro mimico, e plstico,
executado pela companhia.
PUBUCAQA LITTBRAMA.
Sahio aluz, e acaba do por-se venda na to-
ja de livrosda Pracada-indcpendencia n. 6e8,
um compendio elementar de chronologia offe-
recido mocidade hrasileira. 'Lomos pois mais
esta producciio nacional.
Certo quo ninguem contesta a utilidade e no-
cessidade que o homem tem saja qual frsou
estado o condieao de estudar e se instruir
na historia que com bern razao so diz a
meslra da vida : mas tambem nao menos
oerto qite sera a chronologia, aquella sciencia
so converto om conlusaoe desordom : portan-
to bom conveniente julgamos este resumo chro-
nologico que nos parecco adquado a instruc-
cao da mocidade e que comprehendia as no-
ces preliminares sobre esta sciencia.
I visos martimos.
= Para o Aracaiy pretendo sair o bem co-
nhecido hiato linda no dia 8 do feverciro cor-
rento impreterivclmente com a carga que
liver a bordo : a tratar-se com o propietario
Manoel Joaquim Pedro da Costa ra da Cruz
n. 51.
__ Para o Aracaty o hiato Florde-laran-
ieira seguo viagein impreterivelmento no dia
18 do corrente por tor parte do scu carrega-
mento promplo : quem qui/.er carregar, ou ir
de passagem dirija-so ra da Cadeia do Re-
cife, loja de fazendas n. 37.
Avisos diversos.
Desappareceo no dia 23 do corrente urna
canoa pintada do encarnado j velha quo
carrega 4 ou o caixas: rogase quem della
souber avisar na ra do CJueimado n. 4 quo
ser generosamente compensado.
Na noute do dia 28 do corrente desap-
pareceo da fortaleza das Cinco-pontas um ca-
vallo ruco pcdre/.-sujo cauda comprida car-
regador e com una pequea ferida dosel-
lim no lado direito : roga-se as pessoas, que
delle soubcrem ou derem noticia dirijao-
so Rua-augusta n. 12, quo sero gratificadas.
Nos domingos, e quartas fciras de ma-
nhaa como tambem sobro encommenda to-
dos os dias achar-se-hao ostras frescas e de
cxcellente qualidade no armazem de bebidas
ecomestives, de Carlos Turquaes, no Recilu ,
ra d'alfandega n. 34.
__ Precisa-se de um amassador, lira neo :
na ra da Senzalta- velha padaria n. 98 : na
mesma procisa-so de um preto que entenda
do masseira.
__Quem souber do urna mulher branca, de
idade de mais de 40 e tantos annos baixa ,
magra por nomo Maria Luiza, chegada a esta
cidade, da Ilha-terceira, ha um mez c tanto; le-
vou vestido de chita, chalo cor de cinza com
una trouxinha debaixo do braco; desappareceo
sabbado 27 do corrente: quem della souber ou
a tiver recolhida om sua casa, faca denunciar ,
ou dirijr-se casa de Antonio Ferreira da Costa
Hra^a ou Jos Pereira Tciseira ; pois esta mu-
lher se ada engajada, para pagar a passagem :
quem a tiver em sua casa, querendo flear con.
ella ha de pagar a dita passagem.
=- Aluga-se o terceiro e quarto anaares do
sobrado da ra estreita do Rosario n. 30 o
qual tem commodos sullicientes para grande
familia : tratar na ra do Queimado, loja n.
13 de Antonio Jos Rodrigues de Sousa.
Quem achou um par de botins de couro
de lustro para menino querendo entrgal-
os leve os ra do Livramento botica n.
s22 que ser recompensado.
= Precisa-se de urna cozinlieira cuma cn-
gommadeira ; no collcgio de meuinas a traz da
matriz da Boa-vista.
PHIL-ItiyrATICA
O 1. secretario avisa aos srs. socios, que boje
pelas6 \ horas da tarde ha sesso ordinaria da
sociedade.
sa Aluga-so um soto novo da ra Augusta
n. 9 com bons commodos ; quem procizar
dirija-sc a ra do Rangel \enda da esquina que
volta para o trem n. 11.
= Precisa-se de um caixairo para cobrancas,
e que tenha lettra sollrivel e d fiador a sua
conducta ; dirija-sc a Praca-da-independencia
n. 39.
= A matricula d'aula de obstetricia se acha
baria desde o 1. do corrento mez de fovereiro,
cas lices principiaras no dia 15.
SOCIEDADE TIIEATRAL MELPOME-
NENCE.
Othesoureiro faz sciente aos socios,que prin-
cipia hoje a fazera distribuico dos hilhetes pa-
ra a recita do dia 3 do corrente na ra da Ca-
deia loja n. 7.
A senhora D. F. doJ. A F. queira res-
gatar os seus penhores pela quantia de 2tisrs.
no praso de 8 dias, do contrario scrao vendi-
dos para pagamento da mesma quantia.
O abaixo assignado faz sciente ao respei-
tavel publico, que deixou de sercaixeiro do
snr. Antonio Jos Pinto desde o dia flO do cor-
rente mez ; o mesmo Ibe agradece os bons mo-
dos e a delicadeza, com que sempre o tratou
duranfe sua ausencia. Jos de S Coelho.
No caes do governo est una canoa para
se vender com mais de cincoenla palmos do
comprida o tres de bocea propria de abrir ;
quem a qui/.er falle com Manoel Jos Pacheco
de Mello na praia do Rangel n. 33.
Roga-se a quem tiver adiado urna corren-
te de ouro em forma de si neto co:n urna cabeca
na extremidade que servo do chave para dar
corda annuncie ou dirija-se a Praca-do-
conimercio na venda do snr. Palmeira que
se Ihe gratificar com motado do valor.
Quem achou urna cadeia de relogio.de
ouro com seis requefiles e una medalhinlia
de podras roxas, e qui/.er entregar da-
se do adiado o valor do mesmo ouro ha-
vendo alguma contemplacao : perdoo so desde
o pateo do Carino at a ra do Livramonto ,
dahi at a ra doNogueira ; querendo entregar
dirija-so ao pateo do Carmo sobrado de dous
andares, no segundo andar n. 18 ou na ra
do Livramento na botica do Chagas.
Joao Jos de Sousa Brito vai para o Ass.
Aluga-so urna casa terrea na ra do padre
Floriano ooutra no heco doScrigado ; quem
as pretender falle na ra da Cadeia do Recile
n. 2i.
Roga-se ao snr. fiscal do bairro de Santo
Antonio a bondadedeolhar para alguns luga-
res da Rua-augusta, fazendo que desappare-
cao cortos entulhos do materiaes &c. que
parocem existir poreternidade na ra, impe-
dindo o livro transito dos cavallos, c carros ; o
bem assim urna providencia para que as aguas
das marees nao entrem na mesma ra.
Os administradores dacxtincta loja do Joa-
quim Jos Fernandes da Luz fazem publico pa-
"ra conhecimenlo de quem pertcncer e mui
particularmente aos devedores do dito Luz ,
que o snr. Jos Joaquim da Silva Maia a u-
nica pessoa competentemente habilitada para
a cobranca de todas as dividas que aquello
se deviao al boje.
Os senhores, vigario Joao Manoel da ("os-
la Pinheiro Domingos Thomaz Rarcellos ,
e Dr. Miguel Ayres do Nascimento queirao
procurar urnas cartas,vindas do Aracaty, na ra
da Cadeia do Recile loja de fa/endas n. 37.
Aluga-se urna casa no Coelho na ra do
Jasmim pordetra/. da igreja de S. Goncalo a
segunda do lado esquerdo ; quem a pretender
dirija-se a casa junto a mesma que l achara
a chave para ver.
- O abaixo assignado declara pelo presente,
que desapartou a sociedade que girava debaixo
da firma de Eiras & Pinto por contendi a-
migavcl entre todos dous ficando o abaixo as-
signado sujeilo a pagar todas as contas, que de-
baixo da mesma firma se contrairao por ter
ficado com a casa.
JManotl Jet Fernanda Sirca.
Arrenda-so um sitio na estrada de Bellem
com urna casa de sobrado ; e urna terrea, cer-
esd psrs vacas baixa por;; puita uC cspirn ,
e muilo terreno para qualquer lavora : tambem
se divido em dous arrendamenlos por ter o
sitio commoda divisao c ser a sua estcnc5o de
frente de dous mil palmos e de fundo mais
de tres mil : urna otaria naPassagem-da-Mag-
dalena junto a ponte grande com um sobra-
dillo para residencia do rendeiro : seis mora-
das de casas terreas no mesmo lugar; a tratar
na ra da Gloria sobrado n. 5! das 8 ateag
10 lioras da manti3a.
Thomaz Sajlc participa ao respeitavel pu-
blico desta cidade, que o scu mnibus deve
partird'aqui imprelemelmontc no dia 2 de fe-
verciro para o Poro : a saber as (i horas da'^ma-
nhaa o as 2 lioras da larde para voltar|as 6
horas da tarde e as 9 horas da noute ; as
pessoas, queso quizerem delle utilizar,dirijao-se
a ra da Cadeia n. 23 junto a fabrica de cha-
peos do snr. Jorge : o proco de cada pessoa
de 2,000 rs. ; assim como na mesma casa exis-
tem bons carros de aluguel por preco com-
modo,
Lava-so o engomhia-se com todo o areio ,
norfeicSo, e promptidao ; na ra da Senznlla-
nova n. 1.
Precisa-so de um homem para botar sen-
tido a um sitio porto da praca, la/cndo-se-lbe
para isso algumas vantagens ; quem asliver nes-
ta circunstancia dirija-ae a estrada de S. A-
maroquevai para Bellem no sitio de Antonio
Lino da Silva.
__Aluga-so a loja do sobrado dos Quatro-
cantos da Boa-vista n. 1 j tem armacao pa-
ra venda ; e tambem se aluga a casa terrea no
mesmo lugar n. 3: a fallar rom Manoel Caeta-
no Soares Carneiro Monteiro.
Aluga-sc urna loja na ra doCollcgio, com
armacao para fazenda junto a loja de cera ;
quem a pretender dirija-so a mesma loja a tra-
tar com Ignacio Manoel Niegas.
BAPE FINO PRINCSZA
DA BAHA E RIO-DE-JANEIRO.
= Acha-se venda o mui cxcellente ra-
p da nova fabrica deGodinboda Babia, e do
Rio-de-Janeiro pelo mdico proco do 1:000 rs.
cada libra : esto rap ebegado ltimamente ,
e torna-se muilo recommendavel pelo scu bom
arrtma : roga-so aos compradores, desediri-
girem ao nico deposito existente n'esta pro-
vincia na ra da Cruz n. lt, quo ainda
emontraro meias libras, e levando porcao se
far um proco muilorasoavcl.
= Manoel Gomes Chaves retira-so para
o Aracaty com sua mulher Theresa Maria de
Jess, seu filho Manoel Gomes das Nevcs o
urna orphaa de menor idade de nome Angela ,
levando em sua companhia sua cscrava Joanna,
denacao Angola, do 23 annos, e 3 crias,
Jos, de 8 annos, Silveria de G, e Joanna de 5.
= Manoel Pereira subdito Portuguez ,
retira-se para Portugal a tratar de sua saude.
= Je s Fernandes Ferreira retira-so para o
Porto a tratar dos sous negocios.
= Na ra atraz da matriz da Boa-vista, as
tujas da casa onde mora o coronel Barros en-
gomma-se toda a qualidade de engommado
liso tanto para botnctn como para senhora ,
u'nda mesmo de filo de linbo com toda a
promptidao e aceio e por proco commodo.
= Manoel Joaquim Pascoal Ramos mudou
sua residencia da ra das Aguas-verdes para
a ra larga do Rozario sobrado n. 48.
= Na ra da Cruz, n. 45 deseja-se fallar
ao snr. Manoel Gomes daCunba, ou saber-se
onde mora para ser procurado.
= Lina mulher do bous costumes se of-
Icrecc para o sorvico interno de urna casa de
homem sollciro; quem du seu prostmo o qui-
zer utilisar, dirija-se ao pateo do Carmo, so-
brado de um andar n. 3.
Acha-so na loja de J. Meroz, relojoeiro,
na Praca-da-independencia ns. 18 e 20 alm
de umsortimcnlode relogios do algibcira de
parede e meza anneis brincos, alfinetes de
ouro fermonte ferramenta para ourives,
como limas de meia cana triangulas chatas,
corta-unhas alicates tenazes, serras, e ser-
roles vidros de oculos de ver ao longe, rougo
para polir cadinhos, pedras do cristal es-
covinhas bruxellas, o outros objeelos di-
versos.
Roga-so a senhora Maria Francisca Be-
nedicta que tenha a bondade de mandar ti-
rar os penhores quo mandou empenhar pelo
nr. J. M. de Souza Rangel, em 20 de Novem-
bro de 1841; pois a senhora deve ver, quo n3o
faz conta alguma continuar ; e que no espaco
da data desle a oito dias nao indo resgatar, se-
rn vendidos para pagamento do capital e
juros da dita quantia e caso nao chegue os
penhores para o dito pagamento ficar respon-
savel pela (alta, que houver; ficando-se por
este annuncio desonerado do qualquer recla-
BiSCio que a mesma senhora (ser.
Engomma-se e lava-so soflrivelmenle ;
na ra das Cinco-pontas n. 83.
Na ra aiga do Rozario n. 3b" segun-
do andar ensin-se meninas, a ler escrever ,
contar, cozer, bordar de linho fazer lava-
rinto e flores do varias qualidades tanto de
penrias como de panno tudo por preco com-
modo e promette-so todo o zelo no adianta-
1 ment das meninas. '


D-sc dinhoiro a premio em pequeas
quantias sobre penliores de ouro ou prata ;
no beco da Lingoeta, venda n. 8.
- Offereo-se um moco Brasileiro para cai-
xoiro de algum armazem de assuoar ou
roo para algum engenho ou casa estrangeira,
pois sabe ler, escrovcr o contar e d fiador a
sua conducta; quem do seu prestimo precisar,
onanoie.
= Precisa-se de urna pessoa hbil para to-
mar conta de urna venda por balango dando
fiador a sua conducta cselhe dar um terco
dos lucros; quem estivernestas circunstancias,
ioouocie.
Pus asiticos carminados
O uso quasi exclusivo que boje se faz
destes pos em muitos paizes, e a approvagao,
que elles teoin merecido dos mais eminentes
dentistas da Europa sao provas evidentes de
suas ptimas qualidadcs: clles conservao os
denles, e unem a propiedade de os enbranquecer,
o clarear pereitamente, a de prevenir, e de-
tersua carie bem como de endurecer seu es-
malte : elles patenteo toda a brancura e es-
plendor dos denles destruindoo trtaro ( pe-
dra ) que sobre elles se deposita e que, alm
de ofluscar a sua alvura d as vezes a bocea
pessimo aspecto : elles consolidao as gengivas
amolecidas pelo escorbuto, ou outra cousa ,
communicSo a bocea urna bella cor de rosa e
um ebeiro e frescura mui agradaveis, o cor-
rigcm o mo balito : vcnde-sesmenlo na ra
da Cruz n. 37, a 1 jOOO rs. rada um vidrinbo ,
acompanhado de um exemplar.
J.ijur da China ou essencia da formosura.
O delicioso, suave e agradavel aro-
ma deste precioso commeslico o torno digno
de ligurar nos nuil elegantes toucadores (toil-
letes) ello gosa de propiedades mui notaveis,
que repetidas o variadas exoeriencifis feitas
em diversos paite, e mrmentc no Brasil, onde
elle j bem conbecido por seus salutares effei-
tos, teem confirmado, como sao; primeiio ama-
ciar limpar clarear, e alisar a pelle en-
tretersua frescura e brilho naturaes, tirar as
sardas pannos, espinbas, e toda a especie
de manchas que nello apparegao sem alte-
rar ; segundo destruir as rugas a bortoeja ,
empingens, o outras muitas ailecces cutneas;
terceiro tirar o mo balito e a dar a bocea agra-
davel perfume fortificar as gengivas e preve-
nir as dores de dentes. Em lodos estes casos a
experiencia tem mostrado o quanto justa a al-
ta reputacao de que gosa este composto no Ori-
ente onde seus e fe i tos sao tidos como infai-
liveis ; cada garrafinha custa 1200 rs. um
mpresso explicar seu uso ; vende-se somon-
te na ra da Cruz n. 37.
Compras
== Compra-se eflectivamente nesta Typogra-
pha toda a qualidade de pannos cortados ou
vellios de linho e algodao toda a especie
de fibra lindeza algodao de refugo em ra-
ma papel e papelo velho.
= Compra-se urna junta de
Imperio do Brasil para collocar no throno por
tuguezasua Filha sustentando assim a cons-
tituidlo por ello outorgada ao paiz que o'vira
nasccr c precipitanto para sompre o nefando
despotismo. E' urna obra, que ha pollito tem-
po faltava a litteratura portugueza o que pro-
vou a grande concorrencia de assignantes e
os elogios oblidos desde o momento da sua pu-
blicar." o.
Vendo-se a venda da ra do Rangel n.
5, a dinheiro ou a praso com boas firmas; a
tratar na ra da Cadeia-velha n. 35.
Vende-so na botica de Bartbolomeo &
Ramos um remedio ebegado de Franca, para
lombrigas o mais eficaz possivel.
Vende-se um transelfm com passador, de
ouro de lei; na ra das Trinchoiras n. 18.
Vcndem-se 4 escravas moyas, de boas
figuras engommao cozinho e urna cose ;
3 pardas, boas engommadeiras coslureiras,
o cozinheiras; 4 pretos ptimos para todo o
servico ; um pardo ptimo para pagem ; um
moleque de 12 annos; na ra larga do Rozario,
sobrado n. 48.
Vende-se urna escrava do 20 annos, de
bonita figura engomma perleitamente, eco-
zinha ; na Rua-nova n. 50 terceiro andar.
Vende-se urna grande morada de casa
terrea em\linda com bastantes commudos,
quintal grande e boa cacimba; quem pro-
tender annuncie.
=s Vende-se ou hypotheca-so urna parte
de um sobrado na ra larga do Rozario ; na
ra do Livramento n. 13.
Na ruada Cadeia do Recife n. 37 ha
para venders seguintes obras em Irancez : 20
\olumesPigaultLebrum 3 ditos historia de
Inglaterra ; 2 dous ditos Polonia Pittoresca ,
3 ditos Laharpe 3 ditos Bourdalone 30 di-
tos WallerScolt, 3 ditos saloes de Pariz 7
ditos Magasin universal, e um diccionario em
dous volumes por preco muitocommodo.
= Vende-se um sortimento de toalhas de
linho adamascadas de vara e meia at 5 ditas
de comprimento com guardanapos, de qua-
lidade superior panno de linho em pecas de
18 varas; velas do espermacete em ca xas de
25 libras; farello novo em saccas de-3 arro-
bas, chegado de Hamburgo; em casa de H. Me-
hitens ua ra da Cruz n. 46.
Vende-se salca-parrilha muito nova ;
no armazem de Fernando Jos Braguez, ao p
do arco da Conceico.
= Vende-se um sobrado de um andar e
soto, mui bem construido de novo assim
como duas grandes casas terreas ainda por aca-
bar e urna dellas j est travejada para sobra-
do sita na Rua-augusta n. 9, e todas se ven-
dem por precisao e por isso todo o negocio se
far a vista dos pretendentes os quaes se p-
dem entender com o dono, Luiz Jos Marques ,
na ra do Rangel n. 11.
= Vende-se urna canoa aberta que car-
rega um milheiro de lijlos, urna dita para
agua duas ditas de carreira urna dita para
abrir urna porfo de caibros de boa qualida-
de ; a tratar com Luiz Jos Marques.
= Jos Saporiti ainda tem para vender um
180 rs. ditas encarnadas com flores amarellas
a 180 rs. o covado e outras muitas fazendas
por preco commodo; na ra do Cabug,
loja de Antonio Rodrigues da Cruz.
Vende-se a posso de um terreno com
na
= Vendem-so as cguinles propriedades
saber: urna casa de tres andaies osolao
ra do Encantamento no Recife n. 4 'Um
dita terrea na ra da Conceico da Boa-v isla
na dita dita na esquina do becco das
- I *< am na L-Mjuillil UO DeccO file
cem palmos de frente sito nos Affogados no Barreiras n. 1 ; um terreno de 63 palmos
lugar do Catuc na beira da estrada da Var- frente na ra do Sebo ; um sitio com I
zef, com as bemfeitorias nelle existentes, as casa, na estrada dos AIII icios; urr dito n
quaes constao de duas pequeas casinbas de po- estrada do Arraial: tratar com Jos Ant ""
dra e cal, que rondem ambas 6* rs. mensaes, Bastos, na ra da Cadeia do Recife. "I0
um alicoree na frente do mesrno terreno para = Vende-se Jacaranda superior cheado d
se edificar casas, duas cacimbas dentro do tor- Rio de Janeiro pedras de marmorc redond
ren urna dellas com um tanque do pedra o para mezas de meio de sala, de muito bom co
cal para-banho e lavagem de roupa dous ps to ditas para commodas caderrs amcrica"
de coqueiros ainda muito novos e ja deitao as comassento do palhinha camas de vento
bastante fruto tudo por muito rasoavel preco; com armaco marque/as, so fas mezas 1
na ra do AragSo n. 8. jantar camas de vento mui bem fei'tas a 4500
- Vendem-se3 enchams de 25 palmos ca- ditas de pinho a 3500, assim como oulros mui'
da um ; na ladeira do Varadouro n. 14. tos trastes ; pinho da Suecia com 3 potlegadai
= Vende-se um negro crioulo de 18 an- de grossura dito serrado dito americano de-
nos de bonita figura e ptimo para pagem, dilTerenles larguras e comprimentos assim
com officio de sapateiro ; na Rua-nova n. 9 como travs de pinho e barrotes ; na ra A>
loja franceza. i i,,r-,..,iin ,,. .. ,i i u___...
= Vendo-so urna morada de casa terrea
na Rua-Impcrial n. 42, para pagamento de
dividas, a saber, a Olimpia Senhorinha Pereira
de Souza o Manoel Pereira Magaihaes ; na
ra da Calcada n. 10 segundo andar.
= VenJem-so os livros seguintes inteira-
Florentina em casa de J. Beranger.
Escravos fgidos.
* mancos .v w|,,,i,,, amuu icui yata vuuuer um
para urna carroca; na Rua-imperial n. 116. I resto de podras redondas para meza de meio de
= Compra-se una hierra ; quem tiver an- *'* -*
nuncie.
= ('ompra-se um bom cavallo ja ensinado
para carrinho preferindo se um de cor russa
com dinas pretas para fazer parelha na ra
da Cruz n. 7, primeiro andar.
= Comprao-se 6 ou 8 carneiros ; na ra
larga do Rozario venda n. 29.
Compra se diariamente, por espaco de 3
mezes urna porcao de 160 rs. de agrioes ; na
ra da Cadeia do Recife n 25.
= Comprao-se eflectivamente para fura da
provincia mulatas negras e moleques de 12
a 20 annos pago-se bem ; na Rua-nova ,
loja de ferragens 16.
Compr.i-se a peso qualquer porcao de
cobre velho carimbado; na ra do Aragao n. 8.
= Compra-se urna escrava boa que saiba
coser engommar, e cozinhar ; na es juina da
pracinba do Livramento n. 52.
Vendas.
Vende-se na Praca-da-indcpendencia ,
livraria ns. 6, e 8 a historia da restauraco
de Portugal por S. M. I. o Duque de lira
ganga, contendo a rclacao completa e circuns-
tanciada das batalhas e victorias do exercito
constitucional dos rasgos do herosmo de
grandeza de coragem e de bondade do seu
irnmoriui'gciici, e da linai qud.i do gover-
no absoluto o do usurpador do throno porlu-
guez, composta sobre documentos autbenticos,
por urna testemunba ocular ; com o mui fiel
retrato de S. M. 1. em 1833 ; um volumocm
quarto por 3000 rs. J o titulo da presente
obra deve despertar nos leitores o desojo de
possuirem em um s volume a fiel rclacao dos
ncrivois esforcos do Immortal Fundador do
sala outras para consolos e tremes de mar-
more o mais fino que tem apparecido, de
difcrentes e bonitas cures o entre ellas duas
a mozaico, por preco commodo ; a traz do
Corpo-Srnto, armazem de Manoel Antonio
Piolo da Silva
= Vende-se um sobrado de 3 andares e so-
tao sito na ra da Cruz defronte do beco d
Lingoeta ou arrenda-se ; a tratar com o pro-
pietario Luiz Pereira Vianna no engenho
Moreno ou com Antonio Joaquim de Mello
Pacheco na ruaestreita do Rozario n. 8
= Vende-se urna casa terrea na ra que
alravessa da Gloria para Alegra por preco com-
modo a vista do comprador ver a bondade ;
a tratar na rnesmarua n. 7.
Vendem-se os seguintes livros em francez;
Traite de ebime por M. L' B. L. J. The-
nard 3 v. ; dictionaire de chimic por Mr.
II. Klaproth 4 v. c urnas pecas para torno de
lorneiro, fallanto so banco a ave teni pe-
cas para fazer roscas de todas as grossuras e as
puchas sao de metal; na ra de Aguas-verdes
n. 92.
= Vendem-se 18 cadeiras de angico 12
ditas de jacarand. um sof dito um jogo de
bancas dito urna meza de angico para meio
de sala, urr-a marqueza de angico, urna com-
moda e urna meza pequea de Jacaranda ,
um guarda-roupa um dito de louca um par
de lanlernascom casticaes do rasmiinha fina ,
um par de mangas de vidro lisas com casticaes
dito; na ra da Cadeia de S. Antonio n. 19,
deposito de farinha.
Vendcm-se cassa-chitas de lindos padres
a 180 rs. o covado ditas brancas com listras
decores a 200 rs. cambraias de quadros com
llores de cor a 6i0 rs. a vara c a peca a n
rs. com 8 varas e meia, mursulina a 700 rs.,
Pable par Fr. Noel, 2v.; 10,000 rs. obra
rarissima e desummo interesse ; Salustio em
lalim 1 v. 1000 rs. ; Virgilio em lelim.
3 v. 6000 rs. ; litad of Homer, 1 v. 2210
rs. ; na ra do Queimado n. 25, loja do Gui-
Iberme Sete.
= Vendcm-se sapetoes e meios botins de
couro de lustro botins de bezerro de bom ca-
bcdal francez longos de seda preta setim ,
8 gorgurio do todos os tamanhos, chales de
seda muito fina de gosto escocez e de cores
escuras, tudo por preco commodo ; na ra
do Queimado n. 25 loja de Guilherme Sete.
= Vende-se um sitio perto da praca com
casa de pedra o cal, bastantes arvoredos das
meluores qualidades de fruto boa agua de be-
ber e todas as commodidados para plantacos,
e pasto para 8 vaccas, com largese; em Fra-
d e-portas n. 90.
= Vendem-se saccas com farinha de man-
dioca a 2000 rs. ; na ra da Cadeia-velha
n. 35.
= Vende-se urna venda na ra da Cadoia-
velha n. 17 urna das melhores ras e bem
afreguezada ; a tratar na mesma venda.
== Vende-se urna secretaria de po-preto ,
muito bem folla e moderna urna cama de
condur e com armacao por preco commo-
do ; na ra do Queimado loja de ferragens
>. 13. 6
= Vendem-se gravatas de setim preto a
1280 rs. flores finas para chapeos e guarni-
coes de vestidos borzeguins para para ho-
rnero a 4500 rs. dilTerentes rnuzicas para pi-
ano ebegadas ltimamente do Lisboa the-
sourinbas mui finas, por prego commodo ; na
travessa do Roiario, loja do meudezas n. 18 A.
= Vendem seapparelhos para cha, de por-
celana dourada e pintados, ltimamente che-
gados ditos azues e de mais cores ditos es-
maltados appareihos de meza de diversas co-
res e gosto; mangas de vidro lapidadas e
lisas inglezas casticaes de vidro e de cristal,
ditos moldados, canecos para Icite e para
outras muitas cousas, de figuras campoteiras
de cristal para doce garrafas para vinho ,
copos para agua clices para vinho e para
Champanhe ditos para cerveja frascos de
bocea larga e outras muitas ousas por preco
ommodo ; na ra do Livramento n. 6.
= Vendem-se em casa de Augusto Corbett,
n. 46, na ra di Cadeia do Recife a excel-
lente tapioca e araruta em barris de 5 a 6 arro-
bas cada um por prefo commodo.
= Vende-se urna porcao de chires de boi;
na ra da S. Cruz deronte dariheira n. 56.
== Vende-se um preto e urna preta, pro-
prios para o servico de campo, por j terom
disso conhecimentos; na ra da Cadeia do Re-
cife loja n. 20.
= Vendem-se sementes de hortalica de to-
das ai qualidades cestos para meninos apreo-
derem a andar e telhas de vidro tudo por
preco commodo; na ra da Cruz armazem
de iouca n. 48
" Vrtn/l.r* 9 *\tr*ne **%&** n n*\ mA^ *- -
TWfBvHI "" ...*- ws* w>u .-* un, ( <|-
chassa de 21 a 22 graos; na ra de S. Rita-
nova a fallar com Joaquim Antonio de S. Tia-
Ao coronel Francisco Jos Martins, mo-
rador na Rua-imperial n. 116, ugio n ma-
nhfia do (lia 30 do p. p. o seu escravo crioulo
Scmiao estatura regular relorcado do cor-
po bem parecido cor bem preta de 19 an-
nos ps grandes, e mal fe i tos, cilios gran-
des o o alvo delles muito claros ; levou cal-
cas do algodaozinho azul trancado, um casncao
pardo camisa de algodaozinho branco, e cha-
peo de palha oleado de verde ; bastante re-
grista, e esperto Seu senhor recommendaa
vigilancia das rondas polieiaes, e os capitaes
de campo promeltondo gratificar a quem o
pegar e lever.
No dia 28 do p. p. fugio o preto Jos
de nacao Angola representa ter 30 annos; lo-
vou camisa de algodo calcas de brim pardo ;
tem o rosto largo olbos grandes de suissas'
e a barba ja pintando tem cora na cabega da
carregar taboleiro ; este preto ja andou ven-
dendo agua em urna carroca ; quem o pegar,
leve a Praca-da-independencia n. 39 quoso-
r recompensado.
Roga-se s autoridades polieiaes capi-
taes de campo e pessoas particulares, que
apprebendo a escrava Joanna de nacao An-
gola cor fula do25 annos; a qua foi do
capitao Nicolu Tolcntino de Vasconcelos o
outr'ora do rnnjor Manoel Rodrigues do Paiva
ambos oa Parahiba-do-norte ; o est fu"idn ,
ou furtada desde marco de 1841 ; so a preJita'
escrava tiver os signues cima declarados, so-
bre tudo um dedo do p alejado, ou deno-
minado modabim a podero prender, e en-
tregar ao seu legitimo senhor no paleo do Ter-
co n. 141 segundo andar que receberao
50,000 rs. do gratificacao.
No dia 22 do passado fugio da cidade de
Olindaum escravo com os signaes seguintes,
pardo acabocoldo cablu cacheado rosto
gordo, chciodocorpo de9annos; levou ca-
misa de chilla ceroulas de algodao de nome
Francisco ; quem o pegar leve a ra de Ma-
linas Ferreira casa do calcada alto que se-
r recompensado.
= A'4 de fevereiro de 1841 fugio do en-
genho Tapic comarcado Nazareth-da mal-
ta o escravo Pedro crioulo de 40 annos ,
estatura regular, rosto redondo barbado as
vezes faz barbas imperiaes, nariz chato bocea
pequea dentes iguaes, olhos algum tanlo
empapucados. cheio docorpo pernas a pro-
porcao, e cabelludas ps medianos toca
viola, o amigo de funcocs gosta muito de
O
a vara, chitas muito finas do assento escuro a j armazem n. 20.
= Vende-se farello em saccas grandes a
2560 rs. ; em casa de B. Lasserre & Compa-
nhi, ruada Senzalla-velba n. 139.
= Vendem-se 5 pipas de agurdente bran-
ca de boa qualidade ; na ra do Livramento ,
assohiar, c carita" nao na nurinente quando
trabalha e quando olha para qualquer pessoa
a quem tern respeito sempre de travez falla
branda e compassada tern as costas duas
marcas de chicote bem visiveis e consta an-
dar pelas partes do sul ; este escravo de Mar-
tinho da Silva Costa o qual roga a todas as
autoridades ou a qualquer pessoa que del-
lesouber o favor de annunciar ou de condu-
zil-o a seu senhor na povoacao do Alaga-do-
carro comarca de Po-do-alho rw em Cunda
a Miguel Arcanjo da Silva Costa ou na po-
voacao de Caruar ao padre Jos Bczerra \ il-
larim ou a "^evorino Alexcndrc Villarim, "ro-
ossor de primeiras letras da comarca do Lirno-
ciro que em qualquer destes lugares se re-
compensar.
Rbcifb na Ttp. db M, F db Fabia ^184.


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