Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04569


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anuo de WM,
:>-. V..-V--

l
____Quarla_Fcira 51
O Diabio publica-te i< dm o< dm n. .-.. r fa^anBBBanBnansi
U .le .re. .11 ,.. !-r qu,rle j'u, ,tn^ T '"f? 'S5,^n,,0"
,,.,..,em *,.qUe ,.',r2; i rac sstisrr.tr,sn-ni .ss'in,e'du*
fc K .________"' *' BB P'*8* Independencia luja fe Um n. r8
n ,........" """ ^"vivr.iu."> ir.IlHr.STRKS.
lUNN. e I ornliyba. ae<;undaa e sevia ti <.. Rr...l 1 w
*.....*:ih%;l^^^
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTftES.
GoiarlHa, e I nralivba. aegundaa e acAl
Cal)
., i- i i i .'"," ". ......."." '" -i ue uan mei -
e 28 .1 io. Ud.de d, \ .cor.., qB1DUl (eir.f 0|lnd, ^ m m
das da semana
<_>9 Se. Francisco de S.les. Aud.do.1. de 1) 'i,
;d Tafea" s. Mari nlia Re. aud. do de D da 3. i
31 Ouarta s Gennniami. Aud do J. de D. da 3 \-
i Ouinla s. Ignacio Aud do J. de D.da 2 y"
2 Seila + PurificaeaO de Nossa Scnliori.
J3 Sb. s. srai. Bel. aud. do J. de D. da 1. v.
4 Dom. s. An.lr Corsino
r ETTlWVi ::; 'tL-ttmw:.y.T;.Tnnn|Ma|
-' v,
de Janeiro
Anuo
V. 2l>,
deratr'.o* e energa: eon-
1 uil.> "-'.tt buh lii tic nj meanvn U noaaa pule c-,
/':t ': nuemoi boom anneipiamot, 1 iwiai ap.inla loa ooai I ir* ;n entre aa nagiiea mais
'i* 'C rullas. (Proolaeaaade ili AaeanaMea (eral du araiil.)
i 101 mi :' i 30 ii j IM ICO.
Cambioa aobie Lewre 95 i-
u ii Paria S70 res por franco
-ji i laboa II por IDO 4c premio
Vonla de eobr* .'i por rento
lilem de lelraa la boaa Grocaa I a M|t S
Oure-Moedadc 6.4M V. 17.50.1
, N. 17.300
da VUtii 'bi'
Prau-ralacei 2,040
, Paaoa coluamnare "2.n4U
Diloa Mexicanos S.040
y.
III v-Sl.S DA LA NO MKZDE JANEIRO,
Laa obeia a S aa 3 huraa e 1.1 mu da urde Luanoaa a 1S aa J horas 57 ma. < >">}>
Mir.uanie a 18 al 7 horaa a 10 min la larde |l>escenle a |7 aa di bjf 10 at. da Hartan
Pn amar di hoje,
Primera aa 1 lloras e 7 min da maiih.ia. | Segunda ai 2 boraa e 31 ni na toa da lardo
PERNAMB
i\vvT^uar,u,ra3i^ay^rTT^g<^^yj^^^^ri--rTOK.-^rrri7r^-r-'. i .
INTERiOR.
BM
MINAS GERAES.
FALLA DIRIGIDA A ASSK.MBLKA LEGISLATIVA
PROVINCIAL
pelo presidente da provincia
FRANCISCO JOS DE SOUSA S0ARES
(Conclusao )
Artigo W,
Os sacrificios,fcitosem pagamento de empres-
timos jiilgados precisos para o ilesempcnho de
qualquer empresa, ou obra, situ considerados
igualmente como despeza das mesinas obras, c
laucados em suas contas.
Urpamento da despeza do archivo militar.
Director, um olicial supe-
rior, mejor, sold...... 70,000
Gralilicaco addicional.. .. 20,000
Meio sold.............. 35,000
Transporte.............. 30,000
Um 1. lente desenhador,
sold................ 35,000
Gralilicaco addicional.... 10,000
Meio sold............. 17,500
Dous oliciaes ilesta gra-
ducao...............
Dous dt'senhadores paizanos
50,000.............
lim guarda-livros servindo
de secretario.........
Um srvenle............
Somnia,
Era um anno............
I'ara o expediento ordinario.
Soinma lolal Rs.
62,000
125,000
100,000
A inda que muitas dcstas disposicoes perlen-
cao regulamentos. e nao lei da creacao de
um estabelecimenlo, s laco d'ellas mensao pa-
ra explicar inelbor as minhas ideias.
Carla geral da provincia, e cartat por co-
marcas c municipios.
O levantamento da carta geral da provincia
ni decretado por |i dcsta assombia, mas ain-
da se nao tem Iratado do oulros Irabalhos que
de dar grandes dimensoes s cartas conhecidas
at agora, sem que tenbamosa certeza, de que
as que giro impressas ou desenbadas tenho
sido formadas deboixo de melhodos convenien-
tes c seguros.
Nao me consta que baja urna collecco do
observacoes astronmicas, que seguren) a po-
siao de certos lugares para em relacao el les
secorrigirem pela estimativa oulros. Nao sei,
que baja plantas topograpbicas de terrenos par-
ciaes eem tao grande numero que possao
I dar elementos para a carh geral da provincia ;
; e nSo vejo, que es hoje existentes sejao outra
cousa, que a tradicao successiva de diversos car-
tas de curiosos, que pouco.e pouco se vao aug-
| mentando, de nomes postos vonlade p por
i informaces, e assim a maior parte dos traba-
' Ibos com que se corita, de cartas levantadas
' no gabinete e cujos autores nunca vr5o taes
d'Andrea, terrenos. A nica parte que pode dar-se
algum crdito a da costa porque configu-
, rada custa de umitas observacoes e assim
mesmo niio (altao erros, atem lalitude em
qtMsi toda ella.
Nao devemos desprt-zar o trabalho que est
feito, mas devenios cuidar em ter a carta geral
da provincia por modos mais direclos. Urna
' commissao de geographia composta de quatro
i observadores indispensavel nao s parase
1 ajudarein uns aos outros mas porque em al-
gumas observacOes de longituile o melbor, que
sej ni qualro.
Esta commissao pcide correr a provincia para
Ifl nnn dclcri"'nar astronmicamente todos os lugares
mais notaveis della sem excepcao como sejao
as pracas das cidades, e villas ou os adros das
igrejas dos arrniaes e (reguezias.
A confluencia de todos os rios, que possao
chegar.
A passgcm dos rios no crusamento com as
estradas.
A passagem das estradas pelas cristas das ser-
ras no lugar, em que as dohrarem.
As nascentcs principaes dos rios mais nota-
veis &e.
50,000 E"1 ca(ia um 'csles 'uearcs pode a commis-
15000 sao por lodos os meios conhecidos determi-
_____'___nar a longitudc por umeento, oumaisdeob-
451 000 servaees determinar a latitude por algumas
____^___observacoes mas em menor numero e a de-
5:412.000 clinacjto da agulba. Estes dados para os calcu-
400 000 los devem ser enviados ao archivo militar. on-
__ J___! de se desenvoKCrao o pelo termo medio dos
mais acredilaveis so deducir a posicao geo-
graphica desses lugares, passando-os logo a um
papel preparado para este elTeilo com os meri-
dianos, o parallelos ja tracados.
A mesma commissao dos ponlos conhecidos,
c com instrumentos geodsicos, poder tirara
direceoaos mais elevados queconhecer para
os encadear, e lazer todas as mais observacoes.
que pesso ser convenientes a geographia do
paiz e ao mesmo iempo recoiher muiUs nulas
sobre a eslatistica.
Por este modo a carta da provincia podera
corrigir-se o merecer algum crdito, e ad->
quirirem-seconhecimcnlos exactos sobre os li-
mites dos dislriclos reguezias municipios, e
comarcas, de que tanto se precisa.
Para dar andamento esta ernpreza e se-
gundo o modo, por que a proponho, preciso
um crdito de dous coritos de reis pouco mais ,
ou menos para compra de instrumentos astro-
nmicos, e outros, e autorisar as despezas de
urna commissao de geographia em campo, que
5:812.000
a~ ./" i *m
ruLtiti
a ma
im.
SAO MIGUEL ARCHANJO. (')
Entretanto o pintor fo arrancado dcsta preo-
cupavao por um arruido, que Ihe resora no
fundo do coraco. A janella de 1 heiesa se abri-
r: elle abri inmediatamente a sua sem poder
",'Cr o i oalo u.i i opalina, jC SC tifii pareca seriamenlo tiecupada em por em ordem
as llores artiflciaes, que lizera nos ltimos dias.
Trajava ella como no primeirodiaem ny 3 vira,
ccomo o uaola que esrolbra esse trajo como symbolo de um es-
peranza e de una recordacao. Quando acabou
de arranjar os ramalhetes e coras nos caixoes
donde os tirara, dirigio-se para um genuflexo-
C) Vide iarion- 1,2, 8,11, 12, 13, 14,
lo,17,18,19, 21,22, 23, e 24.
rio niin neavn ao lado do qnnrto, que Fabio me-
Iho'r descobria.e pondo-sedejo^lhos. pareca di-
rigir ao ceo urna fervorosa oraco. Fabio a con-
templava, lomado do urna terna admiracap,
quaudo outra bulha o veiodistrair deste espec-
tculo, charnando-o a mais seria realidade.
Trocava8-se palavras na escada. NSo havia
mais duvida; ora o conde, que ia entrar; o con-
de o sua filha Beatriz.
Fabio abri macliinalrr.ento a porta: nao se
havia engaado. O conde preceda a fl ha, cujo
rolo cobria esoesso veo, o culos trajas Ihe real-
cavo as lindas proporcoes do cOrpo.
Fabio inclinou-se, e. como para se premunir
u_.--- > > ..tmtiieln i'.iilllil r)a-
onuiri yj embsravus ulj" -->-'1
ra recobrar alguma coragom, de que elle conho-
cia ter necessidade, levou os olhos para o lelu
sanctuario,emqueTheresa. sempre encostada
no penuflexorio, pareca absorvida em sua can-
dida meditacao. ,
Ella ora por si... e por mim, pensou el-
le: nada tenhoatemer.
E, protegido por esta convictao, dmgio-se pa-
nao pode deitar menos de 10 ou 12 con tos
de reis e que deve durar alguns annos.
Capital da provincia.
As capitaes ou chefes lugares do qualquer
divisao de terreno devem ser as posii des mais
ventajosas nao s as communicacoes internas ,
e externas dos seus habitantes como de prefe-
rencia nos lugares em quemis interessesse
jogarem ; o quanto ser possao prximas ao
centro desse paiz.
Os ltimos meios de communicacao desco-
bertos tanto por mar a despeito das menses ,
como por trra, Jiminuindo as distancias pela
velocidade da marcha, dispensan o rigor deslu
ultima condicao e a capital mesmo de um im-
perio pode eslar em urna das extremidades de:le
sem inconveniente algum urna vez, que exis-
tao esses meios de communicacao.
Alm destas condiccs anda sao indispen-
saveis localidades aprasiveis, terrenos feriis,
e saudaveis, posices dominantes sem aspereza,
e abundancia de boas agoas para os usos da vi-
da e at para a navegaco podendo dar-se.
Esta capilal est longo de satisfa/.er a lo,las
eslas exigencias e mal poder em qualquer
tempo desenvolver-se com aquello esplendor ,
e accumulamento de interesses que tocao ;i
rapilal de una provincia tao importante, e lo
estensa, como esta, e ou ella tenha de conti-
nuar unida ou tenha de ser feita alguma di-
visao por estes serloes do Brasil,que facilite mais
a adminislracao das tres provincias cenlraes ,
cerlo que se deve pensar em urna mudanca
de localidade para a capital, mesmo de urna re
giao que comprchendesso por exemplo, to-
ta a costa do mar entre Campos, e Belmonto, e
a parle desla provincia entre os rios Jequiti-
nhonha das Vellus, e l'jrahiburia at aol'a-
rahiba c por este at ao mar. Eesta urna di-
visao sonhada para a qual (Icaria lora de pro-
posito urna capilal ncsle lugar: oulras se p-
dem imaginar em que o mesmo caso se d ;
e por isto, sendo para mim negocio decidido ,
que esta cidade nao pode continuar a ser capi-
tal de provincia tamben) o que convern es-
perar alguma cousa do tempo para resolver ne-
gocio de (al importancia.
.lardim botnico.
Os jardins botnicos sao muito uteis,tomados
como escolas de agricultura para se empregarem
espeeia luiente em todos os ensinos precisos ao
iiiiMiiufiiiiii'nu lid luiiura lias produccocs oui-
genas e de mais consumo ou necessidade
pblica : e depois para naturalisar as plantas
exticas que possao ; pouco coito ser uteis ao
paiz eem fim para ter jar Ji ni de oulras mui-
tas e transmittir gementes ou plantas do to-
das aos outros estabelecimentos, e facilital-as ao
pblico.
Ojardim botnico desta capilal tern-se em-
pregado, alm de outras na plantaeao do cha,
o muito conveniente deve ser o paiz em geral,
se esta cultura poder desenvolver se 15o baixo
preco que nos dcixc cm casa as grandes som-
. I
mas, com que se compra o cha da China,por-
que em fim, segundo nosso hbitos est elle
reduzido entre os gneros de luxo um dos
da primeira necessidade.
Ha boje no jardn) 3a mil pos desta planta;
teeui-M' labricado 26 arrobas e posto a venda
urnas 20 Nesta cidade est elle em uso e tem-
ie-lhe adiado melhor aroma, i|iie ao do S.
Paulo, geralmente vendido no Bio-de-janeiro.
Occupao-se neste eslabelecimento um feitor,
9 africanos e 0 alagados; numero tido pelo
seu director como i nsuficionte s necessdadea
do jardn).
Representa este, que anda Ihe fallan alguns
arranjosde tarimba-, e oulros para os trabalha-
dores; mas nao me nfrmou dos motivos desla
falla, e julgo, que os 2:700i reis. concedidos
este eslabelecimento,pdem ser sullicientes para
todas as suas aetuaes preeises e logo (|ue o
lempo m'o permita, cntraroi nesses exames.
O actual director reclama a creaefio domis
um empregado debaixn das suas ordena para o
ajudar nos diversos servicos e eu entendo, quo
se Ihe pode conceder, com o titulo de guarda
do jardm, ou de comprador, algum empregado
de condicao inferior, que venia 18, ou 20,000
reis mensaes, licando assim bem regulado o
servieo do jardirn, com pouca despe/.a mais.
(Quanto .'1 precisao de mais trabalhadorcs nada
dirci por em quanto porque entendo quo
tacs estabelecimentos nao teem porimtorna-
rern-se fa/endas de proveito mas s de tili-
dade pblica.
Illuminaco.
Para a illuminaco desta cidade csto vota?
dos 2:400,000 res annuacs e a sua fiscalisa-
co entregue cmara municipal. Sobre este
objecto s [iosso dizer, que me parece teimoso
o melhodo at agora seguido de accenderem-se
qualro luzes em cada lampio para se goza- ,
rem apenas duas ; u que pouco se perderia en-
saiando-se alguma outra maneira como a de
lazer, com que urna s luz no centro do lam-
pio podendo ser de maior dimetro aug-
mentar a sua frca por meio de reverberos col-
locados & proposito, 00 de vidros grossos (a quo
chaman olhos deten ilsse muito maior ca-
ridade em todos os sentidos fazendo piovavel-
mente muito menor despeza. Nao isto mais,
que urna lembranca que pude realisar-se.
Tendo exposto 6 osla asscmhla, quanto me
tem occorrido do interessanto sobro os nego-
cios desla provincia sem outras vistas, que as
da sua prosperidude ajunto a relacao das ta-
bellas e mappas com que faco acompenhar
este relatorio resiando-me declarar-vos que
pelo que me toca estarei sempre disposto para
tudo quanto se exija tendente ao servieo p-
blico em geral e ao particular desta provincia
al onde ebegarotn as minhas forcas.
Ouro-preto 17 de maio de 18*3.
Francisco Jos de Sousa Soares de Andrea.
raocondn nana fl'.ha, chegando-lh? < daas
mais decentes cadeiras.
Nossa visita nao ser muito tenga, disse o
anciao. Trouce minha (liba para moslrar-llie o
quadro de quo Ihe quero fazer presente. Eis-a-
qui ao mesmo tempo a quanta, que Ihe pro-
metti.
Perde-me, Exm. Sr., replicou Fabio; nao
sei como Ihe farci acceitar as minhas descul-
pas... urna circumslancia imprevista... urna
mudanca do ideia... -me impossivel vender es-
te quadro...
1.,,____:..- ;
imut'jjiii I
Este proceder deveadmirar a V. Ex... bem
o vejo...
Mas se en dohrnsn n nreco ,
Oh Sr. condo!
Todava o senhor havia contratado...
verdade... porm graves motivos...
Eu os sei.
O Sr. os sabe !
Orajulgue. Nao me disse vm., que este
quadro era um retrato?...
as posso negal-o.
Ora este retrato de urna pessfla que vm.
ama...
J Ih'o conessei.
Mas o que vm. mo nao confessou, Sr. Fa-
bio, que esta pessa tao amada urna rapari-
ga da plebe, simples operara, que vivo do seu
trabalho jornaleiru, e que 6 por urna moca sem
nomo, sem fortuna, sem futuro, que vm. des-
denhou a allianca da fllha do nobre conde do
Albi.
Oh Queira perdoar-mo Sr.
Perdoar-lhe quer dizer Sr. Fabio, que se
utuMd de ter helios e honrados sentimentos I
quer der, que se envergonha de ser artista do
intelligencia, e homem brioso ? Perdoar-lhe e
porque? Porque fez um.juramento, ei.uercum-
pril-o ? Porque a ambico nao prevalece sobre
a sua lealdade ? esengane-sc, Sr. FabioSpe-
rola I Vm. nao neeessita do perdi de ninguem,
por que o admiro como um nobre mancebo
que e amo-o como a lillio, que em breve sera
para mim!
Como a lilho! que di* V. Ex.. ? tao ostra-
nha linguagom...


a
PERNARSBUCO.
Tribunal da Helarn.
SfiSSA 1>E 30 DE JANEIRO DE 18H.
Na appellacao crime desta cidade, appellante
a cmara municipal appcllado Jos de Sousa
Lima esorivao Postbumo ; se nao tomou co-
iihcci ment.
Na appellacao civcl da cidade do Natal ap-
pellante Jos Joaijuim Theotonio de Mello, ap-
peliado Antonio Martyr Carnciro de Mello, es-
crivao Bindeira; se mandou avcJiar os 2 por /
POLICA
lllm e Exm. Sr. Depois da ultima parte,
que dirig a V. Exc. em 20 docorreuto nao
eonsta ter occorrido novidade e nem cousa
digna dse levar ao conhecimento de V. Exc. ,
a oxcepcao de algumas prisdes correcconaes
ti'csta cidade, segundo ns partes dadas pelas de-
jegncias do 1., e 2.dstrictos deste termo, e
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica
de PernamDUCO 30 de Janeiro de 18 ii.lllm.
e Exm. Sr. Barao da Boa-vista presidente da
provincia Caetuno Jos da Silva Santiago ,
CDtffe de [>olicia interino.
i_______________________________^
emane
Variedade.
MEDICINA
Da hydrotherapia ou novo mclhodo de curar
pela agua fria
A bydrotlierapia nascida anda hontem ,
" por asim di/er j domina no lugar da antiga
pratica medica ; em toda a Allemanha contu
innumeraveis estabelecimenlos publieaeoes
multiplicadas e tantos testemunhos de sua ef-
licaca que attesto qne o novo metbodo the-
rapeutco merece fxar a attenecao do povo o
dos sabios; Em presenca dos factos rrecusaveis,
que Rurgem de todos os lados, julgmosde
milito interesse dar um esboco da nova pratica,
que pirece destinada representar um papel
importante na arte de curar.
Nao de boje que se recorreo agua fria no
tratamento das molestias : os antigos servio-
se frecuentemente della j titulo de reme-
dio j como meio hygenico. Sem lembrar
as recommendarOcs, ou prescripces, que se a-
chao na Hiblia e as usancas dos Egypcios ,
e dos Gregos ; sem reproducir as opinics de
Cesar e de Tcito cerca do habito dos ba-
t ios Trios mesmo durante o invern que
attribucm s antigs povoacoes daGermania ;
sem invocar a autoridade de Hippocrates de
Galeno, e dos rabes em abono da utilidade
da agua fria, como remedioem muitas molestias,
pde-se asseverar que o rgimen da agua fria
tem tido iiumerosissimos partidistas em todo,
os pontos da Europa no decurso destes dous
ltimos seculos lloflmann por excmplo s
urna das glorias da escola de Hall escreveo
um elogio pomposo em lavor da gua fria ; Floy-
er medico inglez mui conbecido poz o ris-
co ainda cima de Hofmann gratificando es-
te asente de urna virtude quasi universal. Os
Italianos seguirao as mesmas ulnas sobro as
pisadas do capuchim Mara de Gastragione e
de Cirillo de aples, e a Franca nao (icou cs-
iran'na esse moiimenio.
Toda\ia a administaicao da agua fria nao
substituio a antiga pratica medica ; nao fe/, mais
de que inlroduzir-sc no meio das outras pre-
sumpees da sciencia. A hydrotherapia mo-
derna porm apresenta-sc com formas altivas ,
e pretcncoes ambiciosas de exclusivo dominio.
Ella aspira supplantar a antiga arte medica ;
applica-se t idas as molestias sem excepcao ;
repelle a mei.or aliianca com os productos da
pharmocia ; tem por fundador, eporchefe
um camponez quasi illeratoda Silesia austraca.
So Beatris a pode explicar.
A raparla li.-ou o vio, e Fabio, ebrio depra-
zer, em solucos de ventura, cabio de joelhos
seus pes, pegando-lhe das miios, quecobrio de
lacrimase beijos.
Elle havia reconheci io Thcresa.
Mas de repente ergueo-se, como tocado de
urna lembranea estranha, e correndo janella,
batendo na testa, assim dizia:
Porem alli... inda a pouco... naquelle
quarto, cuja janella aora est fechada... eu
vi... oh sim, estou bem certo de ter visto...
__ Theresa. minha collaca, cujo talhc e simi-
Ihante ao meu, Fabio, cujos vestidos tao bem
me iao... ao menos pelo que me zieis: aquel-
la que fazia todas cssas lindas flores, que tanto
umaveis...
__ Porque as suppunha vossas, concluio Fa-
__ Durante um anno, continuou a Sra. d'Al-
bl Theresa tevede temer a rivafidade da nonro i
Beatris... Hoja devia Beatriz receiar-se da riva-
Jjdade deThereSd...
Depois, chamaodo Fabio a parte, Ihe disse: .
Examinemos em poucas palavras os ttulos des-
ta estranha personagem e as condics da sua
pratica.
I Priessnitz (tal o nome do nosso homem ) ,
genro de um veterinario e veterinario tam-
bero ello administran desde longo tempo aos
cavados o tratamento bvdrosudopathico, j usa-
do por alguns veterinarios inglezes quando
tentn applicar o mesmo melhodo alguns
Silesianos e i s propro. Dotado de extre-
ma sagacidade c espirito exacto o de carc-
ter sempre uniforme fundn um esta|ieleci-
mento hydrosudnpathico em C-wfenberg sua
patria animado pelos bons successos, que ob-
tivra. Mais adiante veremos, quaes sao os seus
principios e por agora fallemos gmente da
realisacao de suas vistas therapeuticas. Grcc-
fonberg, sesundo a relaco recente do snr.
Scouteiten conla, quando muito, trinta casas
espalhadas pela encosta oriental de urna mon-
tanha, que domina a pequea villa da Silesia
austraca, chamada l'reywaldau. O paiz sa-
lubre o ar puro e penetrante a agua ex-
cedente. Priessnitz nenhumas luzes posse do
medicina, e apenas sabe lr. eescrever. Seu
estahelecimento remonta alm do 1829 ; mas
foi depois disso que comecou a ganhar esten-
sao e celebridade: daremos urna ideia do seu
progrosso dizendo, que em 1829 s recebeo
V5 enfermos eslranhos ao paiz que em 1832
contou 118; em 1830 469; em 1840.1576;
e que boje diz o snr. Scoutetten tornou-
se Grn'fenberg o hospital dos incuraveis do
mundo inteiro. Priessnitz apezar da fortu-
na enorme, que accumulou em poucos annos, e
de comprar urna propriedade consideravel com
a regala dedireitossenhoriaes, conserva com-
tudo seus hbitos simples e (rugaes e goza
da reputacao de urna probidade evada ao ponto
do escrpulo. Inquietado nos primeiros lem-
pos de sua pratica por pessoas quedisputavo-
Iho o direito do exercer a medicina sem quali-
ficaeao o governo austraco acaba de outor-
gar-lhc esse direito em attenco aos serviros
que prestou humanidade, e isto depois
de ouvir o rclatorio de um medico da corte im-
perial enviado expressamente para apreciar os
efTeitos de sua pratica.
Ainda mais o reconhecimento de seus cli-
entes exprimio-se por testemunhos que difficl
fra o repudiar. Alm dos honorarios, que
orco em mullos o nosso hydrosudopatha
reivhen das nersonagens d mais alta distineco
presentes magnficos. Muitos delles, para
transmittir posteridade a memoria dos bene-
ficios, que attribucm ao campone*, levanlsro-
Ihe monumentos ; assim v-se na parte da
montanha.queolha para Freywaldau, um leo
de bronce de grandeza natural, sustentado por
um mmenso pedestal de ferro e sobre o qual
esto gravadas em lettras deouro nscripeces
em honra de Priessnit? ; olhai adiante no
meio da estrada, que conduzde Freywaldau a
Grocfenberg estrada construida & cnsta do
prncipe de Nassau ergue-so urna fonte mo-
numental formada por urna pyramide de gra-
nito em cujo pice brlha urna estrella de ou-
ro vmbolo do porvir da hydrcthcrsp3.
Nao smente em Grcefenberg. que Priess-
nitz triumpha. Grande numero de estabcleei-
mentos e de concesses magnificas destinadas
a pratica da hydrotherapia cobrem presente-
mente a superficie da Allemanha. Entre os
cstnbeiecimentos. de que tratamos tres exis-
tem no reino de Wurtemberg dos quaes o
mais bello fundado por accionistas acha-se
situado unto da villa de Esslingen.em um sitio
delicioso e mui salubre. Mais honrada ninda
tem sido a hydrotherapia na Bavira ; j em
1837 o rei tinha enviado a firosfenberg os Drs.
Hkcrner e Schisitzlen e logo depois aquel
lo reino vio nascer cstabelecimentos importan-
tes consagrados h esse tratamento
Em fim modificaertes notaveis introduzi-
rao-se em Bavira nos hbitos da sociodade ,
Meu Fabio, ainda me amas ?

Apesardetudo, no?
Apesardetudo? que significa Isso? Ah !
diz Fabio, queros Tallar desse terrivel segredo...
Daniel!
Oh! silencio, disse devagarinho Beatris;
o conde cr<>, que cu ignoro toda essa horritel
historia, e ou quero, que elle sempre o crea.
_ E tens rasao, diz Fabio. O pai nunca dc-
vo enverionhar-so em presenca do seu filho.
E desviando-se da rapariga para se aproxi-
mar do conde, que eslava do oulro lado da
salla: ,
__ Erga a fronte, Sr., Bic disse, abaixando a
voz como para nao ser ouvido de Beatriz; quer
para o Sr. quer para mim, nada entre nos, do
ora em diante, deve recordar o passado.
__ j.'altava esta scena urna testcmunha, e
nao se fez esperar. O rangerdos degros da es-
cada do terraco annunciou ocavalleiro d'Arez-
zo, que logo apareceo na salla.
Acabei os traeos a crcao, diz elle a Fabio,
eyinha pedir-te...
segundo o irtfluxo dos principios da nova pra-
tica ; a cOrte e parte dos cortezads renunci.ro
ao uso do vinho o das bebidas excitantes o
lavan cada manbSa o corpo todo em agua fria.
A rainha e seus filhos no recuao diante des-
tas ahlucfles refrigerantes. Em Austria o uso
dos bandos frios tambem foi adoptado por to-
das asclasses e pela corto imperial. Seis es-
tahelecimentos hydrotherapicos exstem nos ar-
redores da capital auslriaca e muitos outros,
mais ou menos acreditados encontrao-so na
Hungra na Moravia na lllyria. Dresde
tambem acolheo a nova pratica, evO-seabi to-
das as manhaas um numero consideravel de
pessoas, que soflrem irem um quarto^de legua ,
da cidade ao grande jardim do rei para bobo-
rem a agua excellente de urna pequea fonte ,
que alli existe. Berlim Ziltau, e Cassel con-
tao associacoes do mesmo genero. O principe
do Saxonia-Gotha deo o seu castello de Elgers-
hurgo para a fundacSo de um estabelepmento
hydrotherapico e o principe de Saxonia-Mci -
ningen cousagrou ao mosmo uso o seu castello
do Liebensteio ; o principe soberano de Reuss
acaba tambem de crear um ostabelecimentodo
mesmo genero.
Estes documentos estatsticos extrahidos do
relatorio sobre a hydrotherapia apresentado l-
timamente pelo Dr Scoutetten mostrao o al-
to grao de confianca que a nova pratica tom
inspirado. Passomos agora a ex por resumida-
mente os principios, e processos desta pratica
salutar.
A medecina hydrotherapica compo-se es-
sencialmente de tres especies de meos. O ni-
co, que se proconisa, o uso da agua fria; mas
exstem outros n5o menos poderosos; queremos
fallar em primeiro lugar dos meios de provocar
o suor e depois da ohrigaco de nao tratar os
doentessenioem um paiz de montanhas, e em
lugares salubres, no seio do urna atmosphera
perfeitamente pura. A' eta ohrigaco imperio-
sa ajunta-se outra a que os hydrotherapeut-
cos nao dao menos importancia; e ella con-
sisto na escolha de urna alimentacao particu-
lar de que destorrao o vinho as bebidas es-
timulantes, todos os condimentos todas as
iguarias de luxo ; para reduzil-a ao uso d'agua,
e ns substancias as mais simples ou reputadas
taes, servidas em estado de frieldade quasi
sempre.
O emprego da agua fria constitue o fundo
do tratamento hydrotherapico o qua! I ap-
plicado de duas maneiras no interior e no ex-
terior. No exterior applicao-a debaxo da
rma de banhos geraes ou parciacs : os ge-
raes tomo-se em urna bacia que tenha a capa-
cidade bastante para conter um homem de es-
tatura ordinaria at o pescoco ; e a agua deve
ser de quando em quando renovada para expur-
gal-a das impurezas dcixadas pelos banhadores.
E' cssencial que se entre no banbo com o cor-
po coberto todo de suor ; e assegura-se, que
esta immersSo sempre isenta de perigo, com-
tanto que os orgaos da respirarlo achem-se
em repouso. Assim recommenda-so que a
pessoa que chega depois de um longo trajecto
descanse um tanto do pcito sem todava de-
xar-se resfriar o que laria perder ao corpo o
calor de que necessita para obter a reaccao pro-
vada pelo banbo. A cabeca deve ser a primei-
ra a mergulhar-se na agua ; depois de ter sido
previamente molhada assim como o pcito a
fim de prevenir as congest5es para cssas regioes;
precauoio esta que do rigor em Grcrfcnberg.
A duraco do banbo de 6 a 8 minutos c ao
sabir delle devo o banhador cobrr-so enxu-
gar o corpo vestir-so mmediatamento e
passear para esquenlar-se. Todo o calor arti-
ficial como o dos fogarciros devo ser evitado
como contrario ao tratamento.
Que o corpo esteja suado 6 indispensavel
para o banbo dissemos nos. Ora os hydro-
sudopathas provoc5o esses suores por urna or-
dem particular do meios. O doenle envol-
vido n emum eipesso cobertor do laa com a
pernas e bracos estendidos. Esto cobertor, as-
sim enrolado em torno do doento fechado
com ataduras dispostas de antemao o em si-
milhante poscao deve ficar o enfermo, at que
sobrevenba o suor o quo raramente tem lugar
antes de urna hora. Logo quo ello chega, a-
brem-sc as janollas, c d-se beber um copo
d'agua-fria de quarto em quarto do hora ; 6
entao que v-se o suor atrevessar o leito, o cor-
rer diz-se, sobre oassoalho Quando du-
rante o suor, a cabeca esquenta-se apezar
da abundancia de bebida fra entao tempo
do dcixer o cobertor e entrar no banbo.
Os banbos parciaes supprom aos banhos o-
toiros n8S pessoas nimiamonte Iracas ouque
se nao teem familiarisado ainda com 03 banhos
inteiros.
O uso d'agua em bebida concorre com as
suas applicaccs exteriores : nao bebe-se no
banho mas antes e depois delle O uso d'a-
gua em bebida serve algumas ve es por si s
de tratamento. Nao se '!eve beber menos de
12corpos por da nem mais de 30. Algu-
mas pessoas experimentao a principio com o
uso d'agua nauseas vomito o mesmo diar-
rha. Mas isto nao deve ser um motivo para
aliandonal-o : pelo contrario deve-so beber
ainda mais como o meio de fazer dcsappare-
cer taes incidentes.
Eis em substancia o novo syslema de curar,
que tao brilbantes successos tem obtido na Al-
lemanha e quo bem depressa como de
crer ser ensaiado em todo o mundo.
S. T. H.
Da Minerva Brasiliense.)
Altandega.
Bendimento do dia 30.......... 1:1888297
Deicarregao hoje 31.
Brguo-inglezDianna bacalbo.
GaleraColumbusdiversos gneros.
Movimento do Porto
Navio entrado no dia 29.
Liverpool; 42 das barca-ingleza Columbus,
de 319 toneladas capitSo Daoiel Green.e-
quipagem 20 carga fazendas; a consigna-
cao de Me. Calmont & Companhia.
Navio entrado no dia 30.
Havre-de-grace ; 84 das brigue francez Pe-
trus de 170 toneladas capitao Felis Maf-
fre equipagem 9 carga a/endas ; a con-
signacao de Adour & Companhia
Ediiies.
o illm. sr. inspector da Ihesouraria des-
ta provincia manda fazer pblica a exposico,
abaixo transcripta dasdifTerencas quesecn-
contro as notas de 5R000 rs., da 2.a estam-
pa que ltimamente ecm apparecido na cir-
culacao comparando-so com as verdadeiras.
Secretaria da Ihesouraria de lazenda 30 de Ja-
neiro de 1844. No impedimento do oUicial
maior. Emilio Xavier Sobreira de Mello.
KXl'OSljAO.
DifTerencas mais salientes, que scenconlro
as notas falsas de 5^000 rs., da 2.1 estampa ,
quo ltimamente teem apparecido na circulaco,
comparando-us com as verdadeiras.
O papel de um azulado, sem realce, do su-
perficie muito liza, contendo em seu fabrico
grande parle d'algodo. A estampa tem a cor
amortecida e todos os seus ornatos confundi-
dos, principalmente na facha, onde so ada
escripto o relatorio da nota ; porque devendo
conter por estenco a repeticao do seu valor,
nao pdem conhecer-se as lettras como as ver-
dadeiras; a numeraco acha-se impressa algu-
Mas de repente v, que o pintor nao estava s,
e exclamou:
Ceos o Sr. conde! a Sra. Beatriz !
Sim, cavalleiro. diz o conde, dando um
passo para elle, minha fllha, quoem breve ser
a mulher do seu amigo Sperola.
Sua mulber!
Aqui teve o cavalleiro o trplice accesso, de
incredulidade, de sorpresa, ededespeito. Com
tudoesforcando-seporfazor boa cara, chamou
Fabio parte, e disse-lhe:
E entao! mas... tu casas... est muito
bom... mas que feito dessa paixao modelo ?...
bem sabes... qual devias sacrincar...
Que vos diz ah em segredo o Sr. Bay-
mundo d'Arezzo? Perguntou Beatris rindo-se.
__ Nada !... absolutamente nada, responden
o cavalleiro. ..,
Algumacousa, ainda assim! replicou Fa-
bio vivamente: o meu amigo cavalleiro me ro-
cordava as minhas recentes relac5es com certa
rapariga chamada Thcresa; nao um segredo
para a Sra. Beatris... e em sua presenca pode-
mos lallar disto a nossa vontade.
Com efleito, murmurou d'Arezzo, Isto e
que 6 impudencia...
Confessei-lho tudo, continuou Fabio, com
grande seriedade.
Tudo!
E tudo me perdoou.
Beatris conflrmou a verdade das palavrasdo
Fabio, ofTereccndo-lhea mo.
Em presenca desta muda declaraca, nao era
mais permiltido d'Arezzo duvidar. Bosolvido
a retirar-se aguejou urna escusa, quo por cer-
to ninguem delle exigia. At j Fabio, compa-
decendo-so do seu embaraco, o conduzia ao pa-
tamar da escada. quando o conde, tirando ua
algibeira um bilhetc j machucado, chamou o
fugitivo, disendo-lhe: ^
Tome, cavalleiro; isto lhe pertence. t. ui
deposito mysterioso, que o acaso poz em miniu*
maos, e que me apressoa restituir-lhe. ..
D'Arezzo pegou no papel, e cobrio-so de ru-
bor ao desdobral-o. como urna rapariga apa-
nhada em flamante. Era a sua carla_ Theresa.
O cavalleiro da Estrella d ouro nao pode bu
atinar porque fatalidade vieracair as maos do


ma cousa vcrdcalmeMe, o is Icltras corladas
dotalaoochao-se corn o centro branco quando
as verdadcirus o leem assombrado. Thcsoura-
ria de Pcrnambuco 30 de Janeiro de 1844.
thesoureiro Domingos siflonso Neri Ferrcira
Esta conforme. No impedimento do oTicial
maior Emilio Xavier Sobrea de Mello.
r= O inspector da thesouraria desta provin-
cia manda fazer pblico, que pela mesma the-
souraria continua a substituido das notas de
5^000 1OS00O e 208000 rs., da 1.' estam-
pa e 5S00O da 2.", mus que, havendo presen-
temente grande falta de notas de pequeos va-
lores, crn quanto nao se obtni os recursos
que se tem pedido so se i, fazendo a substi-
tuico por meioas arrciadacoes, que se fl-
zerem as estacos pblicas, cm notas de pe-
queos valores, conforme o p rmittirem as
circumstancias ; eem notas de toogOOO JOOgOOO
e 500S000 rs. '.rancamente quem apresentar
sominas correspondentes estas quantias. No
impedimento do oTicial maior.
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Miguel Archanjo Monteiro d'Andrade, ca-
valleiro da ordem de Christo.e inspector d'al-
fandegit Sc.
Faz saber que nos armazcns d'esta alfan-
dega se acbo alm do tempo concedido pelo
regulamento, as mcrcadorias abaixo descriptas,
as quaes, se dentro de 30 das nao frem despa-
chadas por seus donos scro arrematadas Cm
hasta pblica por conta dos mesmos, sem
que Ibes ique o direito de reclamar en, tCmpo
al.um contra o u lcito d'essa arremata' o. Al-
andega 2f de Janeiro do 18H.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
Armazeni n. 7. F ( diamante \ \ caixa S. N.
entrada cm 23 de dertmbro de 1837.
P i S (travessao) \ caixa S. N. entrada
em 2 de marco de 1839.
S. INI. 3 pegas d,. ferro entradas em 17 de
agosto de 18^9 viudas no patacho S.
Jo ordom.
Manoel Francisco da Silva Novaes, 1
caixa S. pj. entrada em 8 de julho de
1840 vinda na escuna Emilia,
'.). g ( | embrulho, entrado em 3 de
l'.vcrciro de 1841 lindo na barca Gol-
dem Flesce consignado a Keynworth i
Companhia.
AP (reunidos) S. N. 1 caixa entrada
em 8 de fovereiro de 1841 vinda na
barca Leal.
G encravado em V n. 74 1 caixa en-
trada pm 7 de maio de 1811 vinda no
brigue Maria Feliz a Jos J. Anas-
tacio.
Pielson Peterson S. N. 1 embrulho, en-
trado cm 8 de maio do 1841, vindo pe-
4a barca '1iamara,
X.P&C 8. N. 1 embrulho entrado em
6 de julho de 184-1 vindo pelo bergan-
tn! Armorique consignado a Lenoir
Puget &C.
M 8. N. 1 caixa entrada em 13 de se-
tembro de 1842 vinda pelo patacho S.
Jos a F. M. 11 & Ir.
Armazem n. ti. I. F. de Sousa S. N. 1 es-
tampa, entrada em 25 do maio de 1842,
vinda na barca Tentadora a A F. de
Souza.
13 & C S. N. 1 quartola entrada em
10 de dezembro do 1842 vinda no bri-
gue Fordin Kiald, a!N. Bieber &
Companhia.
MIS (reunidos) S. N. 2 caixinhas, en-
trabas em 13 dedezembro de 1842, vin-
da.s na barca titila Pernambucana.
'J&Cb.N, 1 barril, nitrado cm 10
de Janeiro de 1843 vinda na barca
Prescilla ao capito.
DRM S. N. b' barricas, entradas em
17 de Janeiro de 1843 vindas na barca
Elisa-Bell
3
X (em quadrado) P S. N. 2 barricas ,
entradas em 8 de abril de 1843 vindas
no brigue $toern a L. Hebert & Com-
panhia.
S. M. S. N. 1 caixa entrada cm 17 de
abril do 1843 vinda pelo patacho A.
Pachet a Bieber & Companhia.
>' IDM S. N. 4 barris, entrados em 4 maio de 1843, vindos pelo brigue Jo-
sefina a Mendes & Oliveira.
* M S. N. 82 calas entradas em 10 de
fevereiro de 1843, j despachadas por
Manoel da Silva Loyo.
J (diamante) S.-N. 20caixas, entradas
em a mesma dita idem.
Armazem n. 8. M (travessao) N. 2. 1 caixa ,
entrada em 26 de agosto de 1839 vinda
no brigue Ventura Feliz Mendes &
Oliveira.
AP (reunidos) S. N. 2 ancoretas, en-
tradas em 25 de Janeiro de 1843 vindas
no mesma brigue : Antonio Lopes.
AA(reunidos) S. N. 24 barris, entra-
dos cm 6 de fovereiro de 1843 vindos
no brigue Amelia, Joao J. doMe-
nezes.
I'CM S. N. 1 canastra entrada em
23 do fevereiro de 1843 vinda na bar-
ca Espirito Santo Fortunato Cunha
de Menezes
J C R S. N. 1 canastra entrada em
27 de marco de 1843 vinda na mesma
barca e mesma consignacao.
Armazem n. 5. S & C. S. N. 1 caixa en-
trada em 14 de dezembro de 1841 vin-
da no hiato S. Jos Fiordo Mar Ve.
Calmontd Companhia.
Declara cao.
O arsenal de guerra compra 250 couros de
cabra curtidos do boa qualidade ; quem tal
genero tiver compareca com a competente a-
mostra e preco em carta eixada na sala de
sua directora no dia 31 as 10 horas da inu-
nhaa.
THEATKO PUBLICO.
OCINTA FEIRA 1. DE FEYEREIHO
DE 1844.
DEC1MA-TERCEIRA REPRESENTACAo
da
COMPANHIA RAVEL.
Beneficio de Mine. Lon Giavelly.
O espectculo comecara as 8 horas em pon-
to por urna grande overlura executada por
grande orchestra seguida da pantomima c-
mica de
Almaro e ft'ochento ,
ou
Os dous limpadoresde chamins.
Exerccios humanos,
pelo celebre Mr. Joseph Marcetti, denominado
) homem prodigio.
As modistas ,
ou
O rendez-vous hngaro.
Baile pantommico.
DistrihuicSo.
pintor Mrs. Lon Giavelly.
Francois Ravcl, L. Fc'rin e J. Marcetti.
Inlervallo de 13 minutos.
Grande overtura.
O Jaleo de Xers.
Dansa hespanhola pela graciosa Madama
Len Giavelly.
O espectculo sera terminado pela
Mora d'Abel ,
ou
O primeiro Fratricida.
Grandequadro mmico, e plstico,
executado pela companhia.
Avisos martimos.
= Para o Ccar o patacho S. Jos Vence-
dor pretende sair com lirevidade : quem nel-
le quizer carregar dirija-so ao Forte-do-Mat-
tos, Manoel do Sousa Couto ou trate com o
mestre do mesmo Manoel Jos Ribeiro.
Para Liverpool a bem conhecida evel-
leira galera-inglcza Columbas, capito D.
Creen sal ir com toda a brevidade por ter
a maior parte da carga prompta : quem n ella
quizer carrogar ou ir do passagem dirja-
se aos consignatarios Me. Calmont & Compa-
nhia.
Para o Aracaty o hiate Flor-de-laran-
jeiras segu viagem imprelerivelmente no dia
18 de fevereiro por ter parte de scu carrega-
mento prompto : quem quizer carregar, ou ir
de passagem dirija-se ra Ja Cadeia do l!e-
cife, loja de fazendas n. 37.
= Para o Aracaty pretende sair o bem co-
nhecido hiate Olinda no dia 8 de fevereiro p.
futuro, impreterivclmenle com a carga, que
tiver a bordo : tratar-so com o proprielario
Manoel Joaquim Pedro da Costa ra da Cruz.
n. 51.
Para o Ass no dia 2 de fevereiro pre-
tende sahir imprcterivelmcnto o brigue-cscuna
nacional llenriqueta lorrado de cobre, e de
superior marcha ; quem qui/er carregar ou
ir de passagem. para o que tem superiores com-
cnodos dirija-se a Manoel Joaquim Pedro da
Costa, na ra da Cruz n. 51.
Leiloes.
Vernis
Simn
S. M. S. N. 2 canastras entradas em
23 de Janeiro de 1843 ,
Tentadora.
vindas na barca
conde esta prova escripia, e por conseguinle ir-
recusavel da inconstancia o leviandadu de seus
gostos. Todava julgou dever allribuir a repul-
sa do conde ao conliecimento do desastrado bi-
Ihete.
Eis-ahi onde est o mal, pensou elle re-
tirando-se, estes namoros baixos fascm sempre
nial. Ninguem deve jamis derogar.
O conde, Uealris e Fabio passra todos jun-
tos ao palacio d'Albi, mas desta vez pela porta
secreta, que vimos no comeco desta historia, e
na modesta habilacada florista. I'assando por
osee !ig-r, m*e !0r.*i .urai u anjO o ....,.:
tuario du um segredo lao bem guardado, Fabio
vio pela primeira vez a verdadeira Theresa, que
coinn agora fatil du ver. tinha, (Mon i\ h2
sua clit,:ada ao palacio do conde, mysteriosa- '
mente prestad sua joven bemfcilra o seu |
nomoetojament. A linda rapariga lancou-so
ao eolio de Beatris, murmurando!
lieui vol-o disiacu, signorina. Comanlo!
fervor pedi Dos, que elle a todos nossa-l
tisfez.


b'rancois Ravcl
L. Frin.
J. Marcetti.
criado
Jaques.. ) oldados)
Henry .)hngaros)
Longitude, joven cs-
tudantc e aman-
te de Mme. Vernis
Charles Winther.
Mme. Vernis Mine. E. Fnelon.
Clara) ,. Mme. Lon Giavelly.
Jenni) mod,S,0S- Mme. Martin Giavelly.
Dansa do espelho por Mr. L. Frin.
Allemande passo de tres, pnr Mr. Charles
Winther, Mme. F. Fnlon.e Mme. Martin
Giavelly Passo de tres hngaro por Mrs.
= Manoel Antonio Pinto da Silva, tendo de
mudar de estabelecimenlo de marcineiro, con-
tinuar a vender em leilo. por lodo, o qualqucr
preco e por intervencao do corrector Oliveira,
a restante mobilia, que comprehomlia o que al
agora tem lido inclusive duas excedentes uio-
bilias completas as quaes foro manufactura-
das d'encommenda pelos mais habis artistas
d'esla cidade e toda a ferramenla e bancos
doofioio: quarta-feira 31, do correte, sslO
horas da mnhia no seu armazem na ra da
Cruz pordetraz do Corpo-santo.
Avisos diversos.
Devemos para intelhgencia desta narracao,
advertir o leitor que na vespera Realriz havia
feito a seu pai a cnflssao parcia' da verdade.
Oiscmos parcial, porquo ella nao Ihe referi ,
nem a sorpresa da cnflssao, uem que sabia em
todos os seus pensamentos a miseravel historia
de Daniel: limitou-se em disor, que, conhecen-
do sua firmo vontado do a unir Fabio por mo-
tivos, que julgra nao Ihe dever communicar,
tinha simplesmcnte resolvido cerlificar-se d'an-
temo5 e por si mesma dos sentimentos desse
moco.
Na mesma tarde o conde d'Albi foi capella
ri A V ~ A ....... ..I!." Atv.l*A~'.
COm mulo, uisv-uunu .1........ /* ".....mouj
um quadro, perante o qual ambos como de
commum accordo se ajoelhraS. ^ste quadro
era a traducSo magnifica de urna das mnis no-
Chegou do Rio-de Janeiro, eacha-so
venda na Praca-da independencia Mirara ns.
6 e 8, a historia de Napoleo, com estampas ,
que tanto tem sido procurada.
Precisa-se alugar um sitio perlo da pra-
ca que tenha casa e baixa para plantar ca-
pim para um ou dous cavallos ; na travessa
das Cruzes n. 14 primeiro andar ; na mes-
ma casa se o florece um sangrador e dentista,
quo chumba denles c applica vento/as.
= Precisa-se de 500,000 rs. a um e meio por
centocom hvpolheca cm urna casa ; quem ti-
ver annuncie.
Precisa-sc alugar urna casa terrea com
grande quintal e cacimba, no bairro da ua-
vista sendo as ras da Conccicao lado do
Hospicio Rozario e Gloria cujo aluguel
nao exceda de 10 a 12,000 rs.; quem tiver an-
nuncie.
do por torra, apertando na mao a cimitarra que-
brada o lancando ao vencedor um olhar de
impotente colera; este calcando o vencido aos
pos, e agitando sobre a cabeca a espada exter-
minados, fabricada noco.
Levantando a cabeca, Fabio distingui na ex-
tremidade inferior do quadro um nome tracado
de fresco pelo pincel. Aproximou-separa o lr,
e vio: Daniel Sperola.
Oh 1 Sr. conde, agradeco-lhc em nomc do
meu pai! exclamou no primeiro movimento do
exaltaco...
Mas tornando-se logo traquido, o voltando-
pua O uiCi, uiSS-lllc.
Que fez o Sr. ?
Restitu Daniel a sua loria e o monu-
mpnfn rtn -n talento. Vciilia agora a rte c
b'res paginas'de Milln. O pintor, digno rival- ~csle quadro tornar ver o dia, o grabas aos
Alugao-se duas casas terreas com quin-
laes murados, e ptimos com modos ns. \\ e
40 sitas na ra do Hospicio : na ra da Ca-
deia do Recife casa n. .'(8.
O snr. Anlonio Augusto da Fonscca ,
dirija-se ra da Cadeia do Recife n. 40 pa-
ra receber urna carta vinda do Para.
= O snr. Joao Senhorinho Hezerra de Vas-
toncellos, ehegado ha poucoa estapraca, queira
por obsequio dirigir-se a ra do langel, ven-
da n. 9 para tratar de um ajuste de contxs
com Marcelino da Silva Ribeiro, e caso nao
appareca, passaf pelo desgosto de ser iusticadd;
No dia sexla-leir.i. 26do crrante, para ao
amanhecer do dia 27, do lugar do Caxang
dosappareceo um cavado, o qual tem os se-
guintes signaes. castaoho tapado do
signaos encobertoa, cambito, (em urna ber-
v\\ no lugar do cabixo a rauda ripada e
; nao se acBa magro ; o como se julga Mirlado ,
1 roga-so a qualquer pessoa que d'elle souber,
o onde se acha dirija-so ao Caxang a fallar
jcom FranciscoJanuario Luna, e no Recife
na ra do dangel casa n. 34 que sera recom-
pensado.
= Precisa-se de urna cozinheira e urna en-
zommadeira ; no collegio de meninas a (raz da
matriz da Boa-vista.
Alugao-se as casas terreas da ra do Pala-
cete ns. 4e 'i e a da travessa do Monteiro n.
4 : a tratar na ra do Amorim n. 15.
I.ava-se e engomma-se com todo o aceio ,
perfeicao, e promptidSo ; na ra da Sen/.alla-
nova n. 1.
O snr. Felis da Cunha Navarro Linz i|uei-
ra mandar receber urna caria na ra da Cruz
venda de S Araujodl Irmao.
Precisa-se de um homem para botar sen-
tido a um sitio perto da prai/a, lazendo-se '.ie
para issoalgumas vantagens; quem astiver nes-
ta circumstancia dirijaae a estrada de S. A-
maroque vai para Bellem no sitio de Antonio
Lino da Silva.
Aluga-se a loja do sobrado dos Quatro-
cantos da Roa-vista n. 1, j tem armaro pa-
ra venda ; e tambem scaluga a casa terrea no
mesmo lugar n. 3 : a fallar com Manoel Caeta-
no Soares Carneiro Monteiro.
Aluga-sc urna loja na ra doCollcgio, com
armacao para fazenda junto a loja do cera ;
quem a pretender dirija-so a mesma loja a tra-
tar com Ignacio Manoel \ iegas.
Roga-so ao senhnr Antonio Maximiano da
Costa o favor de annunciar a sua morada ou
dirigir-se a ra da Cadeia-velha loje n. 60 ,
para concluir certo negocio que nao ignora o
mesmo senhor.
Urna pessoa particular ollercce-se para dar
al inoro-, |.miares e scias para lora como
aceio e exactido devida ; obrigando-so man-
dar levar em suas casas : quem sequizer utili-
sar-se, dirija-so loja de meudezas e livros ,
na Praca-da-independencia n. 36 ou 23.
0 bacharel Carlos Honorio de Figueiredo
relira-se para o Rio-de-janeiro no vapor Im-
peratriz; e nao Ihe restando lempo sulliciente
de despedir-se de todos os seus amigos, o faz
pelo presente,e pede-lhes desculpa por esta (alta.
Pcrdeo-so no dia 28 do corrente, da ra
do Vigario ale a da Linguta indo pela ra
da Cruz, um brinco d'ouro, lavrado, com dous
diamantes em baixo e um em cima : roga-se
pessoa que o achou, queira leval-o ra da
Lingueta sobrado de um andar n. 2 que ser
recompensada.
Aoha-so um molcque, ha mais de 3 me/es,
na olaria de Joaquim Jos de Mello no lugar
do Geqol : quem (r seu dono pode ir bus-
car, que, dando os signaes, Ihe ser entregue ;
advertindo, que o annunciante nao se respon-
sabiiisa pela fqga do dito moleque.
Um rapaz Rrasileiro offerecc-se para cai-
xeiro, para qualqucr arrumadlo excepto
venda, nesta praea ou mallo ou mesmo em
cohranca em engenho o qual acha se com
actividade para esto lim : quem se quizer utili-
zar de scu prestimo annuncie.

...v. ^o-------- ---------- -
do poeta Inglez, havia ensatado representar no
scu todo n batalha dos anjos rebeldes. No pri-
meiro plano com tudo desenhava-se um grupo,
voatos cuidados, Fabio, e sobre tudo em virtu-
de desta declaracao, que conten a contisso do
meu crime, podereis em pleno capitolio, apre-
ao qual tinha sido visivelmente sacrificado a do j sentar o nomo de vosso pai aos applausos do
mais composicao. Este grupo se compunha do, publico...
Satanaz e do Archanjo Miguel; aquello prostra- Entregando deshonra o do conde d'Al-
bi! interrompeo Fabio, pogando involuntaria-
mente no papel fechado, que Ihe apresentava o
velho. E pensou oSr., queeu levara a este pon-
to o fanatismo da vinganca, e que nao contente
da expiacaO do remorso, mais implacavel que o
mesmo Dos exigira uinda a expiacao da ver-
gonha !... E o pai de Reatris, que me julgou
capaz de lao odiosa traicao?
Nobremente indignado, fra de si mesmo, Fa-
bio correo ao quadro, e com a lamina de ac de
(|iie se servia ordinariamente no seu trabalho,
riscou al os ltimos vestigios desses caracteres
anda hmidos, que podiad, se Ihe approuves-
>r, cunsugrar aos olhos da posteridade osdirei-
tos de Daniel Sperola: e ao mosmo tempo rasgou
o papel, que Ihe havia dado o conde.
Qcfazi? perguiilou-iu tamben) por
sua vez o conde.
Bem o v, respondeo Fabio, estendendo-
llie a mao... guardo-lhe o segredo.
molk-uentilbomme;.
FIM.
MUTILADO


BAPE FINO P'INCEZA
1>A BAHA E RIO-DE-JANEaO.
= Acha-se venda o mu cxeellente ra-
p da nova fabrica de Godinho da Baha, e do
Rio-de-Janeiro pelo mdico preco de 1:000 rs
cada libra : este rap chegado ltimamente ,
e torna-sc milito recommendavel pelo seu bom
aroma : roga-so aos compradores, desediri-
girem ao nico deposito existente n esta pro-
vincia na ra da Cruz n. 16, que ainda
encontraro meias libras, e levando porcao se
far um preco muitorasoavcl.
= Precisa-se de um eitor para um sitio na
Paraliiba-.lo-norte: na Praca-do-commercio,
armazem de Joao Carrolle & Filho.
= Manoel Gomes Chaves retira-se para
o Aracaty com sua mulher Theresa Hara de
Jess seu filho Manoel Gomes das Neves e
urna orpha de menor dado do nomo Angela ,
levando em sua companliia sua escrava Joanna,
Jos, de 8 annos, Silveria do 6, e Joanna de 6.
= Precisa-se llagar por anno um stlio
pertodapraia que tenlia casa e proporcoos
para ter algumas vaccas de leite; na Praca-da-
indepondencia loja de Henrique Jorge.
= Manoel Pereira subdito Portuguez ,
retira-se para Portugal a tratar de sua saudo.
= Aluga-seo primeiro andar da casa da ra
do Queimado n. 7 ; a tratar na loja da mesma.
= Precisa-se de urna mulher de idade para
servir a urna casa de pouca familia distante
desta praca 5 leguas d-se o sustento c 3j
mensaes ; na ra do Queimado loja n. 2.
= Na ra larga do Rozaro n. 35 segun-
do andar ensina-se meninas, a ler escrever ,
contar, cozer, bordar de nho fazer lava-
rinto e flores de varias qualidades tanto de
sa Com pra-se urna escrava boa que saiba
coser, engommar, e cozinhar ; na esquina da
pracinha do Livramento n. 52.
Compra-se efectivamente para fura da
provincia mulatinhas crioulas e mais escra-
vos, de 13 a 20 annos, pagao-se bem,sendo bo-
nitos ; na ra larga do Rozaro n. 30 pri-
meiro andar.
Vendas.
.-
ms como de panno, tudo por prego com-
mo&o e promette-so todo o zelo no adianta-
inento das meninas.
= Jcs Fernandes Ferrej retira -se para o
Porto a tratar dos seus negocios.
= Precisa-se de um ou dous aprendi/es
de charuteiro; em Fura-de-portas n. 109.
FAB1UCA DE RAPE
PRINCEZV
GASSE fabricante e legitimo inventor do
bem acreditado rap princeza do Rio-de-Ja-
neiro com seu deposito geral na ra da Cruz
do Recife n. 38 e outro na ra do Livramen-
to n. 13, avisa, que as muito boas qualidades,
que possue o seu rap as quaes pela grande
eslima e crdito que progressivamento de dia
ern dia tecm obtido n'esta e as mais partes ;
bem conhecido por um consideravel numero de
tomantes e nao consta ter mofado urna s li-
bra : por isso (az publico, que toda equalquer
pessoa que queira especular com o seu rap ,
attendendo as superiores qualidades elle fabri-
cante adverte, que se responsabilisa pelo seu
rap por qualquer forma e com condieces,
que o mesmo comprador pode apresental-as.
= Na ra atraz da matriz da Boa-vista, as
'ojas da casa onde mora o coronel Burros en-
gomma-so toda a qualidade de engommado
liso tanto para homcm como para senhora ,
ainda mesmo de fil de linho com toda a
promplidao e aceio e por proco commodo.
= Ullerece-se para ama de casa de homem
solteiro ou de pequea familia urna crioula
forra, a qual sabe cozinhar, e engommar,
corn peneivao : quem a pretender procure no
becco do Sarapalel casa n. 7.
O Professor do Geometra do Collogio
das Arles do Curso Jurdico avisa a quem con-
vier, que a matricula da sua Aula principia no
dia 30 do corrente mez na casa de sua rensi-
dencia na ladeira do Varadouro n. 14.
Quem precisar de urna ama de Icilc, di-
lija-se a Rua-bella n. 4.
Quem precisar de urna ama com muito
bom leite para criar, dirija se a ra do Ara-
gao n. 5.
Na ra das Flores n. 21 precisa-se de
urna criada para co/inha.
Quem precisar de um forneiro nesta pra-
ca o ra dea dirija-se a ra dos Quar-
teis casa de pasto n. 19.
Precise-se de um menino Portuguez de
10 a 12 annos, ltimamente chegado e que
d fiador a sua conducta ; na Rua-dircila
n. 114.
Precisa-se do um homem branco ou
pardo para criado de um rapaz solteiro sendo
moco ; na ra do Collegio a fallar com Fran-
cisco de Paula de Queiroz Fonccca.
= Na ra larga do Bozario n. 35 nnn.
do andar precisa-se de urna ama de mcia ida-
de para servir a urna casa de pouca familia.
Compras
Compra-sea peso qualquer porcao de
cobre vellio carimbado; na ra do Arago n. 8.
- Compra-se um sellim usado, corn todos
os pertcnecs ; na Ra-imperial n, 2,
Vende-se a historia do Brasil pelo gene-
ral Ahreo e Lima ; na livraria da Praca-da-in-
dependencia ns. 6, e 8; preco 8000 rs.
Vendem-se cassa-chilas de lindos padres
a 180 rs. o covado ditas brancas com listras
de cores a 200 rs. cambraias de quadros com
flores de cor a 640 rs. a vara c a peca a i
rs. com 8 varas e moia, mursulina a 700 rs.,
a vara chitas muito finas de assento escuro a
180 rs. ditas encarnadas com flores amartillas
a 180 rs. o covado e outras muitas fazendas
por preco commodo; na ra do Cabug,
loja de Antonio Rodrigues da Cruz.
Vendem-se 3 cavallos mui carregadores,
e novos ; a padaria n 154 na ra das Cinco-
ponlas com todos os seus perlenccs, um cai-
\ao grande de louro dous pares de esporas de
latao urna canoa fechada com mais de 60
palmos de comprido e urna porcao de caxas
vasias do Porto, todo negocio se faz ; na Rua-
imperial n. 2.
Vende-se a posse de um terreno com
cem palmos de frente sito nos AlTogados no
ugardoCaluc nabeirada estrada da Var-
zea com as bemfeitorias nelle existentes, as
quaes constad de duas pequeas casinhas de po-
dra e cal, querondem ambas 6, rs. mensaes,
um alicerce na frente do mesmo terreno para
se edificar casas, duas cacimbas dentro do ter-
reno, urna dellas com um tanque de pedra e
cal para banlio e lavagem de roupa dous ps
de coqueiros ainda muito novos, e ja deitao
bstanle fruto tudo por muito rasoavel preco;
a ra do Arago n. 8.
Vendem-se 3 enchams de 25 palmos ca-
da um ; na ladeira do Varadouro n. 14.
= \ ende-sc um negro crioulo de 18 an-
nos de bonita figura e ptimo para pagem,
com oflicio de sapatoiro ; na Rua-nova n. 9 ,
loja franceza.
= Vendo-se urna morada de casa terrea
na Rua-Imperial n. 42, para pagamento de
dividas, a saber, a Olimpia Senhorinha Pereira
de Souza o Manoel Pereira Magaih8es ; na
ra da Calcada n. 10 segundo andar.
Vende-se urna commoda de amarello
quasi nova uns en chergoes c coIcbOes com-
prados a pouco lempo e ainda novos, o mo-
tivo da venda pelo dono retirar-se para fra ;
na travessa da Madre do Dos n. 16 segundo
andar.
as Vende-se parle do sobrado n. 10, de 3
andares e sotao com 4 portas de frente, e
duaslojas; metade de urna casa terrea na ra
da Concordia ; urna cama do casal de arma-
cao moderna com enchergoes eolebao e
cortinados sem nenhum uso ; na ra da S.
Cruz n. 66.
Vende-se urna gargantilla de bonito
molde o Je bom ouro brincos e anneldes
ricos e modernos alfnetes com muitos dia-
mantes pin homem ou en'uia urna par
de caslcaes de prata de moderno modelo urna
colher de tirar soupa um cruciixo, um pon-
leiro de prata botoes para abertura e pu-
nho colares e cordoes com dilerentcs en-
fo i tes de ouro para pescoco de meninos, argo-
las lavradas clisas e brinquinbospara me-
ninas; nasCinco-pontas n. 45.
Vendem-se na fundico de ferro da ra
da Aurora machinas de vapor da mais ap-
provada construccao moendas de canna de
varias qualidades muito fornidas, e com to-
das aquellos melhoramentos, que a longa pra-
tica te:n mostrado sercm necessarios, tudo feito
na mesma fabrica, e garantido, taxas de ferro
de fundo chato as meis eppreyadar. c. te Ja a
parte ondo sao usadas carros de niao e ara-
dos do ferro machinas de moer mandioca ,
muito simples quo alrn do bom efleito, que
fazem, oceupa pouco espaeo, dita para espre-
rner a massa de nova invencao, e muito com-
pacta ; assim como muitos oulros objcelos da
mesma natureza.
z= VenJem-se os livros seguintes inteira-
mcnle novos, e por muito mdico preco: Oeu-
vres politiques des M. Pradt 28 v. por 28$
rs. ; Oeuvres completes de Corneille avec notes
12 v. 12,000 rs. ; Oeuvres completes de Jean
Racine 6 v. 5000 rs. ; dictinnnnir* i
couro de lustro botins do bezerro de bom ca- tos, cozmlia fura com um quintal que tem
bedal francez lencos do seda preta setim para mais lo 1400 palmos de fundo; tambeiu
egorgurSo de todos os tamandoa chales de se vende um terreno |unto a rnesma casa con.
seda muito fina degosto escocez e do cores 180 palmos de frente com o mesmo fundo da
escuras tudo por preco commodo ; na ra asa temi bastantes arvores de fruto e
do Queimado n. 2$ loja de Guilherme Sote, prompto para se edificar casas ; na Rua-nova ,
= Vende-se um sitio perto da praca com loja de terragens n. 20 ou na ra du Praia de
casa de pedra e cal, bastantes arvoredos das S. Rita armazem n. 25.
melbores qualidades de fruto boa agua de be-
ber e todas as commodidades para plantaros,
e pasto puta 8 vaccas, com larguesa; em Fra-
de-portas n, 90.
=5= Venden; se saccas com farinba de man-
dioca a 2000 rs. ;
n. 35.
Escravos fgidos.
= A'4 de fevereiro de 1841 fugio do en-
na ra da Cadea-velha I genhoTapic comarca de Nazareth-da mat-
' ta o escravo Pedro crioulo de 40 annos
= Vende-se urna venda na ra da Cadea- estatura regular, rosto redondo barbado ,'al
vezes (ai barbas imperiaes, nariz chato bocea
pequea denles iguaes olhos algum tanto
empapuciados cheio do corpo pernas a pro-
ponao, e cabelludas ps medianos t0(:a
viola e amigo de funcoes gosta muito de
assobiar e cantar nao mal mormente quando
trabalha ,e quando olha para qualquer pessoa
a quem tem respeito sempre do travez, fu||a
branda e compassada tem as costas duas
marcas de chicote bem visiveis e consta an-
dar pelas partes do sul ; este escravo do Mar-
tinhoda Silva Costa o qual roga a todas as
autoridades ou a qualquer pessoa que del-
|eS0v'iber o favor do annunciar ou de condu-
zil-oa seu senhor na povoacao de Alagoa-do-
carrocon.,arcade Po-do-alho ou em Olinda
a Miguel A/Can) da Sllva Cosla ou na po-
voacSo de Car,',aru ao Padr Jose Bczerra \ |.
larim ou a W-r'"0 Alexandre \ illarim, pro-
fessor de primeira letras da comarca do Limo-
airo, quoem qualq uer destes lugares se re-
compensar.
No dia 28 do corrt'nte ,UB0 prelo Ma-
noel de nacao Angola suppoe-se que to-
mou a estrada do Macei : . velha n. 17 urna das /nelhores ras c bem
afreguezada ; a tratar na mesma venda.
= Vende-se urna secreta"' de pao-preto ,
muito bem feita e moderna uma caina de
condur e com armacao por ^rireco comino -
do : na ra do Queimado loja .J ferragens
l. 13.
r= Vendem-se grvalas de setim prelo a
1280 rs. flores linas para chapeos c gu'arn'*
toes de vestidos borzeguins para para no
mem a 4500 rs. dilerentes rnuzicas para pi "
ano chegadas ltimamente de Lisboa the-
sourinhas mui finas por prego commodo ; na
travessa do Rozario, loja de mudezas n. 18 A.
= Vendem se apparelhos para cha, de por-
celana dourada e pintados, ltimamente che-
gados ditos azues, e de mais cores ditos es-
maltados apparelhos de meza de diversas co-
res e gosto; mangas de vidro lapidadas <
lisas inglezas castceos de vidro e de cristal,
ditos moldados canecos para leite e para
outras muitas cousas de figuras campoteiras
de cristal para doce garrafas para vinho ,
copes para agua clices para vinbo e para
Cbampanhe, ditos para cerveja frascos de
bocea larga e outras muitas ousas por preco
commodo; na ra do Livramento n. 6.
= Vendem-se em casa de Augusto Corbett,
n. 46, na ra da Cadea do Recife a excel
lente tapioca e araruta em barris de 5 a 6 arro-
bas cada um por preco commodo.
= Vende-se uma porcao de chifres de boi ;
na ra da S. Cruz defronte da ribeira n. 56.
=s Vende-se urn.preto e uma preta, pro-
prios para o servico de campo, por j; terom
disso conhecimentos r na ra da Cadea do Re-
cife loja n. 20.
Vendem-se os livros seguintes : Geome-
tra de Euclidos diccionario francez por Fon-
ccca Prozodia todos em bom estado ; na
ruado Aguas-verdes n. 42.
Vende-se farcllo novo em saccas de3 ar-
robas chegado de Hamburgo ; em casa de
II Mehrtens na ra da Gruz n. 46.
Vendo-pe urna canoa grande nova ,
acabada a 5 das que pega em dous mil lij-
los ; no estaleiro ao p da igreja do Pillar a
fallar com Gaspar Jos dos liis.
- Vendem-se 14 pipas vasias do Lisboa,
o um caixo com 3 reparlimentos proprio
para venda ; na ra da Senzalla-nova n 7 ;
na mesma caga compra-se uma bomba nara des
pejar pipas. ,
Vende-se um palanqun) em bom uso
por preco rasoavel; na ra da Senzalla-velba
n. 82.
Vende-se lenha de fexes grandes a 25
rs. em pnrgo c a retaiho; no Atierro dos-
A (logados n. 39.
Vende-se sement de coentro, e de mos-
larda muito novas; na Rua-nova; loja n. 58.
Vendem-se relogios patentes idglozes de
ouro, e prata ditos france/.es com 10 da
mants ditos horisontaes com 4 diamantes ,
ditos de parode por preco commodo ; na loja
de relojoeiro junto ao arco de S. Antonio.
= Vendem-se sementes do hortalica de to-
das as qualidades cestos para meninos apren-
uma pequea
derem a andar e telhas de vidro tudo por
preco commodo; na ra da Cruz, armazem
de iouca n. 48
= Vendem-se 3 pipas com agu'ardente ca-
chassa do 21 a 22 graos; na ra de S. Kita-
nova a fallar com Joaquim Antonio de S. Tia-
go Lossa.
= Vende-se uma parda de 19 annos, sem
vicio algum tem principios de costura ; na
roa do Rangel n. 26.
Vendem-se 4 escravos de 18 a 26 an-
nos sendo dous bons canooiros um ptimo
carreiro e outro cozinheiro ; cera de carnau-
ba saccas com gomma ditas com feijo mu-
latinho r.nnm At> rahrn Al?Z>rro ; !3 f
da Cruz n. 51
= Vende-se, a dinheiro ou a praso com
cas, jaqueta e camisa azul
Irouxa na mo ; quem o pegar, .'ove a ra do
Queimado n. 4, que ser bem rci/o'nperisado.
=Fugio o prelo Thomaz, alto, estatura mais,
que ordinaria, muito direito e bem feito, de na-
cao Mocamhique bem ladino de 28 a 30
annos dos quaes est no Brasil u mais de 1.81
tem da testa ao nariz uma carreira de calom--
bos ou marca propria de nacao rosto com-
prido olhos grandes e bons denles Lem
conhecido nesta praca ; quem o pegar, ou del-
e iitr informacao aonde eiio se ac>ia de manei-
ra, que possa ser capturado, receber 40,000
rs. de gratificacao do seu senhor Luiz GoiTies
Ferreira.
=Fugio do sitio do Retiro na Passagem da-
Magdalena na noute do dia 28 do corrente uma
parda prende, que eslava depositada ern conse-
quencia de um litigio pendente sol.re sua liber-
dade ; quem a pegar leve ao dito sitio ou
ao engenho Cassiculo em Nazareth-da-matla ,
onde mora o senhor que recompensar.
Roga-seao snr. delegado do districlo do
Rio-formoso ede Serinhaem ou do outro
qualquer districlo ou outra qualquer pessoa ,
quo vir, ou tiver noticias de uma escra-
va de nomo Maria de nacao Cacange de 40
anuos estatura baixa olhos aboluados, ros-
to feio maos fuveiras, que imita queimadu-
ra unbas grandes e pretas, julga-sc estar no
Rio-formoso em casa da primeira senhora de
nomo Perpetua parda rmnd t a Tendeo
a Manoel Francisco da Costa Morcia ; quem a
pegar, leve a Praca-da-Boa vista sobrado de
dous andares n 26, que ser gratificado.
Desappareceo no dia 21 do p, p. desla
praca aonde j tem sido visto, o preto Fclis-
lierto, mais conhecido pelo apelido de chiba ,
de estatura ordinaria bern preto secco do
corpo rosto comprido e descarnado per-
nas bem linas, barbado por baixo do queixo ,
bocea grande tem no alto da caheca os ca-
bellos ralos, como signal de ter carregado pseo,
de 35 a 38 annos; quem u pegar, leve a Elias
Emiliano Ramos no pateo do Hospital, ou a
seu senhor no engenho Mucaiba que ser
generosamente r compensado.
= Contina a estar fgida a preta Floren-
cia de nacao Angola de 14 annos secca
do corpo cabeca mal feita nariz chato, boc-
ea grande beicos grossos, tem na mao es-
querda uma queimadura, que se divulga bem,
ps grandes, mal feitos e mcios apalhetados,
tenvsjdo vista as ras de S. Antonio, e Boa-
vista, por isso so suppe estar em alguma casa
occulta ; quem a pegar, leve a Fra-de-portas
n. 90, que roceber 50,000 rs. de gratificacao
i flrm contento, s: bes loja de 3 portas, lita
I '.ble par Vr. Noel, 2 v.; 10,000 rs. obra | na ra do Queimado, corn 4a5 contos de
reis de fundos em um genero que por ter si-
do todo comprado a dinheiro bastante barato;
quem pretender annuncie.
= Vende-se por preco commodo a praso ,
ou a dinheiro uma casa terrea no Atterro-dos-
= Vendem-se sapalOes c meios bolins de! a (Togados, com duassalas, dous grandes quar-1 Rbcifb naTvp. obM. F de Fa'a ^1844.
ranssima e osummo interesse ; Salustio em
lalim 1 v. 1000 rs. ; Virgilio em letim,
3 ?. 6000 is. : IliadofHomer, 1 v 2240
r. ; na ra do Queimado n. 25, loja de Gui-
lherme Sete.
Erratas do Diario w. 23.
Nos trabadlos da minean. n mhjwn iln
Gabriel Antonio leia- e do modo seguidle : os
embargos de Gabriel Antonio, contra Antonio
da Silva &. Companliia na appellacao civel
desla cidajje, escrivao Bandeira; lrfio des-
p rezados.
MUTILADO


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EDD1CDJWD_HCL31N INGEST_TIME 2013-04-13T01:59:02Z PACKAGE AA00011611_04569
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES