Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04568


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Full Text

Aisno de 1S-54.
Terca Feira 50
ajKaaBrxaaanmsnseasi^jssmanB^^
0 l)i.uno publica-e udotM ils<1e,,.: furei (Mutedt-i: ,
,dc le Irea ""' ,s .Por_1<>'!jJ>goi!ini(|ca, 0
[eco di .ssi;naluia
'"ladra. Osaniiunci0BdoaaiaignanieBaolnerW,
,,,,m M1*fa I r.u.*M-ni, ,..r lib. A. cla.co..amp.." di,',!
g.da <-' J)P i "" "" I'um. ., .^ou.!,,^ Independenr,. l..j, de lirr, an lir
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES"
r,OKN. eVal.vb., Se,u,l.,c ScV,., foir..._ Kio Grande doNorte', qu,.. f,ir _
<.abn. Serw.iaero Mo rormoso, loria l.al, Vlacev e Al,.0as r.o 1 <= He '1
da rada me. G.r.nl.un. c llo.i.o a 10 e 34 de .-a I. M _,oa-ia|, e 1 lorea a .-|
28 dio. (-ida leda \ icloria, qu.iitas feira,. Oliada lodos os das.
das da semana.
y! Se FriUcUeow S les. And. do ,1. .le ]). da 'J. v,
Hi J'erea s. Mari nlia Mel. aud. ilude I) da 3. T.
ol QuarU s (ieminianu. Aud do J del), da 3, v
1 Quinta Ignacio Aud. do J. de D.da '2. v,
2 Se + Purilicaoao de NMI Senliora.
3 Sab. a. Braz. I'el. aud. do .1. de U. da i. r,
4 l)om. s. Andr Canino
c3 Janeiro
Amio XX. SV. 2*
;..-*'"'" BnnnnBa>^a "- -
IVilo ;or. irapande de nos .....m.; di g,im prala 'i-. ">'<"<"' e wanjn: ''"
fa /i "'' iini'M's como principianta.* acanai ap J'Vy ''ul1"- (PtOcUaiajle di Axeinlila Geral '. oranl.)
CtMBIOI NO un J.' di UKBUOa
":. / Caml.;rtiaob.*I.onr-res-.-5 |. Opra-Moada de (1.1U V. *?!;'''
/ i ,. Paria S70 rail por Transo a N. J.f> -
, ,V4,l). .I0 .5
Praia-ralaeoaa '-'ll*
1'aaO* .idummiiarra 2,04(1 K
Diioa Mecanoi .040
phases da lita no mezde Janeiro.
LuacVeia ig 3 boraie 13 in. da tarda ll/unova a 1S> a* 3 horaa o57 Bata, da U'de
Min.suantea l'.'as? b'.ras eimiii Da larde |-tcenW > .'' i< III bja I m, da uiaiilMa
'raimar de hoje.
Prinieiri a< 1 horas e IS min. da manliia. | Segunda aa 1 lloras a 4J minutos da larde
.......sosa ........rr-T rTiJUiinigj
I
/ vltr' a 1 i'boa M por KM premio
'TP'jp.v Moedade cbr-5 p.'r renlo
L^iio'y^? IJen' ,le lelrs'' Je '"" bmM *!* 2
l5
MINAS GERAES.
l VIL V DIROIOA A ASSKMBI.KA LEGISLATIVA
PItOVIXCIAL
pelo presidente da provincia
ifUANCISCO JOS DE SOUSA SO A RES d\\NDKKA.
(Continuaco do n." antecedente.)
Para evitar este abuso destruidor de quanta
renda hajn, tlcvom empregar-se lodos os meios,
o niis natural, <|ue nu; lemlira, 6 tomar co-
tno idad antes da qual nin^ueni pona pelir
aposentadoria a de sessenta unnos e como
lempo d servico antes do qual ningueni possa
ser reformado aposentado ou |ul>ilado, o de
'O a n nos.
Se uin eniprcgado qualquer se inhabilitar
antes dos GO annos do dado a sua aposenta-
doria ou reforma nao deve passar seno por
vina Ici da assembla provincial que seja dis-
cutida em duas sessoes contiguas o coui o in-
tervalo, nunca menor,de um anuo de dia dia:
precedendo esta discussao mais do um exame
dosanidade, feito na presenca do presidente em
cada um dos annos e antes de entrar em dis-
cussao ; mas se depois desla or approvada a
relrma jubilayao ou aposentaduria passe
nlaopor lei e seja cumprida dando-se de
vencmtmto ao agraciado tantos dias doseu or-
denado por mez e mais nada quantos an-
nos inteiros ti ver tido de servico at 30 dias,
ouoquo ornesmo, at o ordenado por in-
eico.
Os que liverom mais de GO annos poilem
ser aposentados reformados ou jubilados ,
precedendo as mesmas cautelasen! urna sses-
siio ; o quanto ao ordenado ser sempre re-
gulado por tantos dias em cada niez quantos
annos liver de servico.
Se ak'um individuo dos aposentados,antes da
idadede GO annos, exercer prollssiio, pola qual
perceba algum ordenado, ou gratificacao de-
ve perder por este simples fado todo o direito,
que tinha no ordenado de aposentadoria, rer-
ana ou jubilacao c nunca mais se Ibe torne
dar. Nao entendo por profissao os cargos de
cleicao popular.
ffoajMldif,
Nao tonho noticia do estado em que se a-
ciio os hospitacs de caridade da provincia e
por isso nada posso informar.
O desta cidade precisa dealguma proteccao
para nao accumular dividas, aucvenbao a ar-
ruinar os fundos da casa. A primeira proteti iio
rJove ser um exame nassuas dividas activas para
se conheccr, quacs sao ainda cobraveis, e pro-
teger a sua arrecadacao, autorisando a elimina-
FOLHET
SAO MIGUEL ARCHANJO. (*)
12.
A8 DUAS ItlVAES.
Era ja alto dia, e Fabio anda eslava adorme-
cido, guando urna vigorosa e impaciente mao
Iho abalou violentamente a porta. Quom poda
ser o estouvado, que assim vinha interromper-
Ihe os deliciosos sonhos ? Este contratempo sug-
gerio Fabio a justissima reflexao, de que neste
iiiniiu tuda a alegra cir, Su sombra; e como
se nao ergua com a prestesa, que dosejava o
importuno esto continuou a bater, chamando-o
pelo seu nome maltas tcms. Fac! era conheccr
a voz docavalleiro d'Arezzo, quem emfim Fa-
bio abri a porta.
Raymundo tinba o rosto desfigurado. Os ca-
bellos em desordem mostravao u confuso de
[\ Vide Dtarioa' 1,2, 8, 11, 12, 13, H,
15,17,18,19, 21, 22, e 23.
activas provinciaes :
A segunda proteccao 6 dar-se-lhe doesmola
1:586,136 reis para saldar a sua conta actual ,
o (car sem dever cousa alguma.
Iixpottot.
Querendo saber de expostos fiquei somon-
te conliecenilo.que pouco se ha providenciado ;i
este respeito e julgo, que nao ha urna admi-
nislracao como se exige e se observa em ou-
tros lugares. i este um ramo mporlanto a
que preciso prover dando existencia urna
casa de expostos na capital e regulando o mo-
do, por que devem ser rccebidos.e tratados por
toda a parto. Talvczse nao tenha sentido a ne-
cessidade de providencias este respeito, o que,
pudendo ser prova de grande moralidade, tam-
bero o podo ser da pouca importancia dada
essas fraquezas.
Vacrina.
lia urna verba de 5.0,000 reis para despen-
derle com a propagai ao da vaccina e com
urna gratificacao um agente encarregado de
iscalisar as as aguas virtuosas da campanil!. Pa-
rece-mo pouco dinheiro para tanta cousa e
que estes dous objectos mcreciao ser tratados
separadamente.
Nao ha dia o hora marcada, em que um
facultativo se preste este servico, o qual. de-
vendo ser gratuito para o povo, claro, que
alguma reparticao o deve pagar, como realmente
paga. Consta-me, que o povo desta provincia,
geralmenle fallando, nao procura orecuisoda
vacrina. O r. Bernardo Antonio Monteiro
o encarregado de receber o puz vaccnico e
do o enviar as cmaras municipaes J este tem
vaccinado mutas pessoas; ou ordenei k todas .s
cmaras que me ileni conta, no lim dcada
auno civil, das pocas, em que recebem vaccina,
e do numero de pessoas vaccinadas e tenbo ja
pedido e continuarei pedir ao governo o
puz necessario.
Archivo militar.
Os trabalhos das estradas nesta provincia as
obras publicas em geral os trabalhos da geo-
graphia e desenlio c o deposito dettes tra-
balhos, e dos projectos, e memorias, que pos-
sao receber-se sobre melhoramenlo da provin-
cia bem corno a guarda o conservacau dos
instrumentos astronmicos, ou geodsicos nao
lecm um centro, nem systhema.
Ha aqu dous ofliciaes do imperial corpo do
engenheiros vindos da corte a quem falta um
lugar de concurrencia aonde trabalhem e
aonde alguem possa ver em que seoecupao.
A inspectora geral das estradas foi extincta .
c suas attribuifes voltrao de novo ao presi-
diroi corregir) os projectos que Iho fdrem a-
presentados e indicar, o que Iho parecer me-
nos bem concebido e a vista das explicacoes
dos autores oproval os, ou regeital-os.
lYulc tambem o presidente mesmo de lon-
ge regular os trabalhos de geographia exa-
minando ou mandando examinar os borros
das plantas, ou os clculos apresentados dai ob-
servacoes feilas pelos olliciacs, o decidir sobre o
seu merec monto ; mas nada disto pode lser,
sem que seja elle mesmo o director de um ar-
chivo militar ou sem que tenha um oRicial ,
em que conlie, e sem que esse centro de direc-
*5o ou lugar de reuniao estoja creado o o-
labclccido milito ao scu alcance. K ultm de lu-
do isto preciso estabelecer o melhor metbodo de
contabilidado e haver d'ella os regislos con-
venientes. Podo ainda o archivo militar con-
servar em seu seio o archivo da secretaria mili-
tar quando deixar de existir um commando
de armas na provincia, o entregal-odo novo,
tornando existir.
Fundado nestes principios, e tendo em vista
as consignacoes, marcadas nos 3., e 4." do
artigo 1. da lei n.23i e as disposicoes do
artigo 56 da lei n. 18 e concessoes bitas em
outros artigos.proponho a creacao do um archi-
vo militar pelo modo seguintc.
Artigos pura a creacao de um archivo mi-
litar na provincia de M inas-geraes.
Artigo i."
llavera um archivo militar na provincia do
Minas-geraesdebaivo da immediata inspeccao
do presidente da provine;,;, q enllocado em una
das salas do palacio,.! sua escolba, para servir de
entro di recejo do lodos os trabalhos nerten-
suas ideias. Fabio continuando a vestr-se olhou
para elle com toda a attenco e disse-lho:
Ora tu meu charo Raymundo, que me Tai-
lavas antes d'honlemda minlia melancola, que
medirs hoje dente leu ar angustiado?
Entre tanto que ests, que nao cabes em
ti de prazer, nao eisto?
verdade, que neste momento nennuma
raso tenho doaueixar-me.
Sim, tens ar de quem passou urna noute
bem tranquilla.
Oh meu amigo, bem agitada pelo con-
trario. .. muito agitada ; mas desasocogos t5o
doces, inquietacoes tao encantadoras, que me
parece haver atravessado uina illuminacao m-
gica, de quo ainda tenho os olhos deslumhra-
dos. ,
_. O mo nner dizer em prosa vulgar o que
sondaste...
Sem duvida... Acaso nunca onnasle !
Sim...Tenho tido at pesadeilos horn-
veis. como esta nouto por exemplo...
Pesadeilos! .
-- Por ornosos teriaeu, e tu vas julgar. 1-
magina quehontem me dirig cheio de esporan-
ca casa do conde d'Albi. Recebeo-mo como de
enstume; isto perfeitamente bem, emquanto
Ihe fallei de cousas indilTorentes, emquanto rne
urcumscrevi no circulo das trivialidades; us,
vnies .o corpo do engerueiros para ollicina
de desonho o para deposito do todos os rnap-
pas pianos memorias e instrumentos re-
lativos io servico da ropaiticao.
Artigo 2
O archivo militar sera composto.
$ 1." de um director
2. do numero de desenhadores que a
lei permittir.
3. de umguarda-livros, servindo de se-
cretario.
S i. do um porteiro quo ser o da secre-
taria do governo, sem augmento do salario
5. de um servente.
,4rligo 3.a
O oficial. que fr nomeado director do ar-
chivo militar, tora os vencimentos de diligencia
activa, em quanto por outro modo nao from
reguladas as gratilicacoes do imperial corpo de
BBBnnnBBBjBBBBjBBBnBjBBnBnjnnnB ijiiaannnnBBBnnwaaoBnppn
a medida que moui dirigindo para o negocio,
que all me levara, notei em sua pessoa um em-
baraco, que elle debalde procurava dissimular,
lomoi caminhos desviados... servi-me do allu-
soes... bordejei... cmnm toquei na grandeques-
tafi... deixei escapar a palavra casamento! En-
t.io urna caraiilonha nervosa ihe conrahe os la-
bios; tosse violentamente para me cortar a pa-
lavra edz-mc aportando-me ambas as maos:
k Meu charo d'Arezzo, deixemosessas loucuras,
conversemos em outra cousa so quer, que nos
conservemos bons amigos, nao me torno nun-
ca fallar nisto. Ecreio que me leria voltario
ao costas, seeu o nao fizera demorar para per-
guntar-lhe se nao poda ao monos ter a honra
do depositar as minhashomenagens aos ps da
senhora Ikatris.
liiu C5bu uOCr.C, iiC rCpfiuc o uaina V-
iiiu, e d'aqui poucos dias nao receber prova-
velrnonto ninguem.
urna ordem de despejo, como vs, dada com
toda a lormalidade por um pai em demasa pers-
picaz, recioso dos sentimenlos, que eu soubera
inspirar sua lilha. Ora tambem foi por culpa
uVIIa; para que deixar assim adevinhar a sua
preferencia?... eu bem desconliei! Ella com-
pronictteo-se nesso lamoso baile, e seu pai, que
nao nciiliuiu cgo, quer, como todos 01 pas
r-Tsxi
engenheiros e ser.'i obrigado ;s commissoes de
campo, que foreni precisas.
Os olliciacs em pregados exclusivamente em
desenlio, ainda que nao seiao do engenheiros,
mas sendo de alguma das classes do exercito,
terSo o sold do suas patentes, meio sold, e
gratilicacao addicional.
Os pai/anos torio 50,000 reis mensaes do
gratiicacSo, e tanto estes, como os olliciaes de-
senhadores, perdero as gratilicacoes nos dias,
em que nao trabalharem.
O secretario ter G00.000 reis annuaes.
Artigo i."
O presidente da provincia poder ompregar
,it qualro desenhadores, seojulgar preciso,
podondo dispcdil os. quando bem Ihe parecer,
o chamar outros. Excodei quatro desenha-
dores s ser concedido por lei provincial.
Artigo 3.
Se fr urgente podero alguns dos amanuen-
ses ou ofliciaes da secretaria do governo ser cha-
mados aos trabalhos de escripia do archivo re-
quisicao do seu director, considerado este ser-
vico como proprio da secretaria.
Aitigoti."
O ofTicial engenheiro de maior graduacao por
patente imperial,que existir na provincia, podo-
r ser nomeado director do archivo militar, se
o prisidente 8S8m o entender ; o quando assim
nao seja, o servico do archivo se far por or-
dens ou portaras do presidente
Arligol.0
Urna das salas do archivo ser destinada ex-
clusivamente aos trabalhos da conslruceao de
cartas pelas projeccoes, e escalas, quo o presi-
dente determinar, alin daquellas, que, deven-
do fazer parlo das colleccoes geraes do imperio,
houvorem de ser construidas segundo as projec-
coes e escalas exigidas ordinariamente pelo
regulamento do archivo militar, c central da
corte.
Artigo 8.
No mesmo archivo e pelos mesmos empra-
gados so tiraran copias no mesmo ponto ou
rodu/indo-as logo s escalas geraes, de quantas
cartas ou plantas boas, o mas so podrom ob-
ter dos particulares para licarem em deposito
no archivo eextrahir dolas, o que possa ser
til restituindo-se os originaos aseusdonos.
Artigo 9.
Pela direccao do archivo militar, havendo-a,
ou pela presidencia, sero expedidas as ordens
para u ev.niumento de todas as caria pitui-
tas projectos, c orcamentos, quo forem pre-
cisos ao servico pblico da provincia. As con-
tas de todas as dospozas, 'eitas nocumprimento
dessas diligencias serd vistas, e approvadas
nomosmo archivo antes da expedicao das or-
dens pura sorem pagas o alli ilcaro registra-
das em livros competentes do escripturaejio sim-
ples como a dos livros-caixas.
do mundo, ter o praser do exercer tyrannias e
despotismos!
Mas eiiilim nao se recusa um genro, sem
explicar-llio os motivos desso comportamento...
Ello sem duvida tedeo alguma raso...
Nennuma c s alguns mais ou menos fri-
volas. Sustcntou-mo primoiramente, que sua
filha rne nao poda aturar...
Tu deves saber o quo ha esse respeito...
Disso mais que sua filha s casara por n-
clinacao.
Ah Nisso agora cassuou elle com ligo.
Cassuou com migo?...
Por certo... pois que hontem, alguns mi-
nutos, talvcz antes da tua entrevista com elle,
veioaqui em pessoa propdr-rne aman de sua
filha...
ti ^
mim... que nunca a vi... Bom vs quo
elle nao tem muito peito um casamento d'in-
clinacao.
Agora que so complica o negocio... E
tu acceitaste, naturalmente?
Hecusei!
O mundo est virado! exclamou d'Arez-
zo; isto lora de todo o senso humano Como!
elle recusa-me a filha, mim quo Ih'a pesso, e
offerecc-a a ti quo no 9 queres?,,, Ora 0 VClflQ
doudo!.,.


estMUtMCJMra
Artigo io.
0 presidente da provincia fica autorisado
fazer recolhur uo archivo militar, todos os ins-
trumentos que se tivercm j comprado por
cont da blenda provincial ; e apresentar to-
dos os anuos o orcamento da despoza necessa-
ria para compra dos instrumentos, que (bren)
precisos se; a para continuaco dos trabalhos,
ou pelos meliioramentos, que tiverem tido os
instrumentos ou em fim pela perda e estrado
do.s existentes, para Iho ser concodido o crdito
neicssario.
A rtigo 11.
llavera no archivo militar um protocolo, ou
livro de registro de todos os instrumentos per-
lencentes casa com a historia delles desde a
sua entrada e com declaracao do proco primi-
tivo, das despezas occorridas. e finalmente do
preco ultimo, por que elles fkarem lazenda
provincial. N'enhum olcial receber instru-
mentos, sem passar recibo, em um livro, delles,
o obrigarse pelo valor dos que receber.
Artigo 12.
Ficao evtinctas todas as reparticoes, creadas
nesta provincia, debaixo de qualquer donomi-
naci que tenhao relacao com as obras pbli-
cas em geral, ou com a abertura de estradas ,
e com os trabalhos de geographia. topographia,
ou desenlio. Todas as sommas destinadas a
essas reparticoes, e obras, ficao disposicao
do director do archivo para as fazer applicar aos
lins, para que sao destinadas.
Artigo 13.
Todos os empreados nessas diversas repar-
ticoes. que ainda orem precisos, sugeitaro a
sua administracao (iscalisacao do director do
archivo militar, como chele e centro de todo o
movimento e os empreado* em construccoes
dcadas, e em desenlio passar os seus tra-
balhos para a sala do archivo.
Artigo 1i.
A direccao peral das estradas continuar ser
confiada ao actual engenheiro da provincia e
com os mesmos vencimentos que actualmente
percebe ; devendo com tudo regulor-se quanto
s ferias pela presente Ici.
Artigo 15.
As lorias de todas as obras sero mensaes e
segundo os modelos fornecijos pelo archivo
militar. Em cada feria mensal devero ser in-
cluidas todas as despezas, que sr tiverem Coito
no mesmo mez, sem excepeo algu na; e ne-
nhuma despeza dos mezes antecedentes ser
paga seno por ordem do presidente da pro-
vincia, se assim o entender, e essa ordem ser
um dos documentos da feria.
Artigo 16.
Todas as ferias, para serem apresentadas
pagamento devem ser documentadas com to-
dos os recibos das respectivas despezas, e com
urna relacao de pagamento pelo modelo que
igualmente ser dado pelo archivo. Cara que
estes documentos, e a relacao de pagamento
posso ser apresentados, fica o presideuto da
provincia autorisado mandar anticipara im-
portancia da feria ; e o director da obra ou
quem fiscalisar os pagamentos, obrigado en-
trega da feria em curto praso com as quantias,
que nao tiverem sido panas por nao concorre-
rem aquellos quem ellas forem devidas. Es-
tas sobras sero recolhidas aos cofres, e s se-
ro pagas aos proprios por ordens da presi-
dencia.
Artigo 17.
As ferias, antes de serem enviadas meza
das rendas, sero registradas em livros separa-
dos para cada obra, e seguidamente por mezes,
! :;- soturna* mensaes levadas urna columna
de somma geral.
Artigo 18.
As gratficaces e vencimentos dos oficiaes,
ou ouiras pe>oas empreadas en. quaesquer
commissoes, ou direccoes geraes, ou particu-
lares de obras sero consideradas como des-
peza d'ellas, e levadas aos livros do conta cor-
rente das mesmas obras, ainda quo tacs ven-
cimentos tenhao de -er recebidos a bocea do co-
fre, como compete olliciaes.
[Continuar-es-ha.)
Va rcela de
Cala-te, interrompeo Fabio, que sbita-
mente se tornara serio; cala-te, ou ao menos fal-
la desse velho com mais circunspecco. Pode
sua conducta parecer-te extravagante, mas os
que Ihe nao sabem o segredo nao tem o direito
dea julgar... Sim, conlinuou elle, fallando si
mesmo, o conde d'AIbi ful culpado, mas seus
remorsos o rehabilitar') mcus olhos... Havia
nessa alma un germen nobre, e se o crimo Iho
noabafou o arrependimento, porque as qua-
lidades boas prevalccrao sobre as ms... Oh!
esse homem infeliz, nao o aborreco mais, nao
o devo aborrecer.
Perdn... mas nao te entendo bem.
Nao, nao, tu nao podes saber... Mas ou-
ve... Tenho urna proposicao a fazer-tc; eres tu
realmente, que es ainado da senhora Beatris?
Se o creio!
i'ois bem I nao desesperes.. .Julgo que
conheco o motivo verdadeiro da negativa do ve-
lho, esoquizeres que me empenhe a teu fa-
vor. ..
Oh meu amigo... meu charo amigo, ex-
daiiiou Ratmundo, minha... Pols que esta ra-
pariga po'-.sue urna riquesa colossal. e a sua
renda unida 6 que me deixou minha lia de 15o-
lonha, me permittiria... Ah a proposito, esse
pobie conde me disse tambein, entre outras
cousas surprehendedras, queso quera dar sua
O CARAPl'CEIRO.
Donde vira a preferencia da mSo direita es-
querda.
Se so allende para a construeco e organi-
zado do corpo humano parece cousa indiffo-
renteo servirmo-nos da mo direita, ou da
esquerda : mas, se nos referimos aos livros sa-
grados o historia profana vemos com ad-
miracao dar-so sempro preferencia mao di-
reita sobre a esquerda. A cscriptura sancta diz
em termos formaes quo a mao direita des-
tinada para abencoar e a esquerda tem sobre
este ponto muito menos crdito e virtude ;
porque, tendo querido Jacob abencoar os dous
filhos Jo Josepli Ephraim e Manasss e
havendo poslo por erro a mao direita sobre a
cabera do primeiro que ora o mais novo ,
Joseph tomou-lh'a e a levou cabeca do Ma-
nasss que era mais velho. Em um dos
psalmos do David se diz, quo o Messias est
assentado m5o direita de seu Eterno Pai.
Dixit Dominut Domino meo : seda a dex-
tris meis $c. tanto assim que um dos arti-
gos da nossa f din expressa o positivamente,
que Jesus-Christoesti assentado mo direita
le Dos Pai omnipotente ss Sedet ad dexlram
Dei Patris omnipontetis: em fim a mesma f
nos ensina que no terrivel dia do juizo final
os escolhiclos licaro direita e os reprobos
esquerda de Jesus-Christo : pelo quo urna das
supplicasda sequencia em a missa dos Jeunc-
tos 6
nter oves locum presta,
Et ab h'tdis me tequestra
Statuens in pirte dextra
Entre as ovelhas me acceita,
Dentre os bodes, me rejeita,
E mo pe mao direita.
Os Persianos, e os Medos tinhao este res-
peito a mesma doutrina. Diodoro de Sicilia
nota, que entre esses povos desde tempo im-
memorial faziao-seos pira montos com a mao
lireita. Os Romanos tal preferencia davao a
mao direita que, quando se punhao meza,
deitavao-se sobro o lado esquordo para ter o
oulro inteiramente livre, e desconfiavo da
mao esquerda a ponto de que quando queriao
representar a Amisade figuravo-na por duas
mos dimitas unidas. Aristteles, que exa-
minou a questo como naturalista, cita este
proposito os caranguejos assegurando-nos ,
que i pata direita destes sempre rnais forte ,
que a esquerda. Nunca iz tal observaco :
mas, porque os caranguejos teem nma pata pri-
viligiada segue-se que nos os tomemos por
modelos o tenhamos tambem a nossa mao de
honra e preferencia ? Donde nos vem esse
priviligio da mao direita ? Nisto que est a
resoluco do nosso problema.
Mas, so atiento para a natureza vejo
que esta nao conhece direita nem esquerda ;
que o que est para nos direita fica eviden-
temente esquerda dos nossos antipodas, e nos
mesmos, segundo a posicao que oceupamos,
temos os mesmos objectos ora direita ora 6
esquerda para o que basta voltar nos de urna
para outra parte. Alm disto, se o homem nas-
ce com duas orelhas dous olhos, duas ventas
e duas pernas ; c ainda nirguem se lembrou
de dizer que um destes orgaos era mais nobre,
que o outro ; d'onde nanceo essa primazia da
mo direita ? E se realmente a natureza pros-
creveo a esquerda muito melhor fora que
nos fizesse manetas: mas, havendo-nos ella for-
mado bmanos parece absurdo o darmos pre-
ferencia esta sobre aquella de nossas duas
maos. Por ventura observamos tal cousa entre
os animaos? O macaco por ex. cujas maos
filha um artista eminente... Como se eu nao
fura um eminente artista !
verdade, diz Fabio, que tu tens um gran-
de defeito.
Enloqual ?
O do nao teres apresentado nada este anno
no museo de Floronca.
Talvez tens raso... Urna medalha d'ou-
ro, urna menco honrosa! isto nao pode fazer
nonhum mal, e o bom velho, que tem suas ma-
nas sobre a pintura c os artistas, se teria sem
duvida enternecido, se algurn brilhante trium-
pho... Vejamos... quando a exposico pu-
blica?
Quanto tempo ainda mo resta?
Urna semana ao mais.
Urna semana! o tempo justo par po-
der produsir urna obra prima... Mas sobre que
modelo, sobre que objecto ?... ah jdescobri...
O sol estundo nesto momento seus luminosos
raios sobre as colinas cobertas d'arvoredo, quo
e descobrem l dcima... Ellas devem offerecer
agora urna prespectiva admiravel... Eu primo
particularnfente em paisagem... Dize-me... a
porla do teu terraco est aberta ?
Nao, mas aqui est a chave.
Acharei l urna palheta, pinceis, panno,
tintas?...
muito se assemelbao s nossas, servem-so in-
distinctamente do ambas, e o mesmo pralico
varias pessoas chamadas por isso ambidex-
tras. |
Alguns antigos, que at dostas maravilhas se
occupro, crrao, que a naturesa, organisan-
do-nos, dra mad direita major aptido para
oexercicio d'algumas funeces. Fullope attr-
que esta disposicao vela azygos, a qual sae
da vea cava, antes de peneliar no ventrculo
direito do coraco, e s se acha d:> lado direito:
mas esta vea azygos nao tem ramificacoes nem
para os bracos, nem para as pernas, o conse-
guintemente nao pode augmentar-Ibes a frca,
nem diminuir-Ibes a fraquesa. E de mais a ser
verdadeira a opiniao de Faloppe, o privilegio
devra estender-se perna direita. Outro sim
ha povos inteiros entre os quaes excrcitava os
meninos em servir-so igualmente de ambas as
mos vantagem inapplicavel que lies dava
grande superioridade sobre os outros, como se
I em Homero em Stacio e outros graves
autores, dos quaes so colhe que Anteropuo ,
heregrego, e Parthenopeo ofTIcial thebano,
era o ambidextros.
Fra dislo a natureza t8o pouco inimiga
das maos osquerdas que tem-se visto moni-
nos nasccrem sem o braco direito o servirem-
se tao bem do outro que a respeito de dex-
teridado bem pdem apostar com os mais es-
pertos pellotiquciros. Urna enfermidade ou
qualquer accidente pdem privar-nos do uso de
um braco ; o nesto caso muito bom ter oulro
prompto para substituir o que falta.
O celebro Despaulerio que mais que mui-
to entranhou-se nestas e n'oulras indaga curiosas, diz que n5o sem motivo que
usamos trazer o annel noquarto dedo da mo
esquerda, pelo que foi chamadoannular des-
d'a mais remota antiguidade sendo este o de-
do destinado para o annel em todos os paizes, e
principalmente entre os Assyrios, os Medos,
os Parthos, os Egypcios, os Babilonios, os
Gregos, e os Romanos como nos referem
Rero/io Manthon Aulugello Macrobio ,
Pierio e Lcrmio : e esle ultimo principal-
mente nenhuma dvida deixa sobre a queslao ;
porque assevera que do coracao parte um va-
so, urna arteria, urna veia que v8o ter direc-
tamente ao dedo annular e Ihe communicSo
urna virtude cardiaca isto ; que serve para
promover o calor animal, c a digcsto.
Do que se servem porm estas autoridades ,
se muitos outros escriptores do crditoaffirm8o,
que o uso dos anneis e o modo de os trazer
variavao muito entre os antigos ? A principio
elles os punhao i mullronte em todos os dedos ,
e segundo o testernunbo de Plinio vi8o-se esta-
tuas dos deoses que tinhao o annel no dedo
index. Os Romanos os Gaulezes eos Bre-
tons traziao-no quasi sempre no segundo dedo.
V. falso alm disto a opiniao que atlp'bue ao
dedo annular urna communicacSo mais particu-
lar com o coraco ; porque preciso nao ter a
mais leve noco de anatoma para ignorar que
as diversas ramificacoes que vo ter aos dedos,
parle m da veia basilica ; e este respeito o de-
do annular nao foi mais bem aquinboado que
os outros.
Esse Despaulerio, que escreveo grossos volu-
ntes de antiguidades e gastn largas paginas
em envestigar, be Ulysses j usava de emulas,
se Moyss tinha bigodes se Eneas andava
de farda ou de cazaca se Nabucodonozor
virou se em ra ai lo eu em burro se l\oe
trouccra cabellcira se os chambres foro an-
teriores guerra dos Cruzados, &c. esse
Despaulerio trazia ogeriza com o lado esquer-
do pelo que s Ihe faltou dizer que era um
lado excommungado sem advertir que para
ahi fica mais encunado o coraco ; que no lado
esquordo que se p5e a espada, symbolo da
Sem duvida, bem sabes que a minha se-
gunda offleina.
L vou metter immediatamente mos o-
bra... Ah Sr. conde, eu nao sou um artista...
eminente E o que nos havemos de ver.
E d'Arezzo lancou-se urna escada de
mo, pela qual se suba para o terraco, dirigin-
do Fabio estas ultimas palavras.
Isto nao impede, que me recommendes ao
velho, se o vires. Tu m'o prometteste.
E eu cumprirei a minha palavra: est cer-
to disto.
Por mais bem disposto, que estivesse Fabio,
adesagradavel interrupeo de Raymundo nem
por isso deixou de desarraigara economa paci-
fica de sua ventura Quanto mais plana e tran-
quilla est a superficie do um lago, tanto mais
fcil de enrugar-se, e mais conserva os traeos
do passaro ou de refega ligeira, que a tocrao de
passagem. Fabio, sem estar positivamente tris-
te, ficou da u convftrsnpr <*om o cavullciro
com essa agitaco, que toda a contradieco, an-
da de pouco importancia dcixa sempre no es-
pirito, quando este est absorvido em um gran-
de,o nico interesse. A linguagem, que acabava
de ouvir, nao eslava em harmona com os sentf-
iiientos que Ihe transbordavao do coracad Fabio
nao pode evitar, apesar da sua pouca inclinaco
para a stira, o pensamento do mo gosto des-
honra e neste mesmo lado se poo os hbitos
as commendas, o ontras distingues honorficas*
Com a mo esquerda quo se toma (abaco
com a mo esquerda quo se pega as re-
deas e se govorna o cavallo : e a bella mo do
urna senhora ser menos importante que a di-
reita para os acompanhamentos no piano-lorio?
O que diz a cscriptura respeito da direita de
Deos-Padre &c nada prova da primazia do
urna sohr'outra mo ; porque, sendo Dos pu-
ro espirito bom se v que nao tem nem mo
direita, nem mo esquerda ; e por isso, quando
os autores sagrados assim fallo, por so acco-
modarem capacidade humana ; e se dizem ,
que o Verbo IJivino est-no co direita de seu
Eterno Pai nao querem significar outra cou-
so seno o muito amor, que Ihe tem enue
o Gibo em tudo igual ao pai.
DIALOGO ENTRE D. ID MINA E SUA AV
SINHRANA.
D. hialina.
Nao posso mais com remedios ,
Declarei guerra botica ;
Nao hei de mais sujeitar-mo
A' cousa que mortifica.
Hei de dizer ao paizinho ,
Que dispessa o surgio :
O maldito en. tudo acha
Pltoras c inflamaco.
J nosuporto mais bichas
No estomago e no peito ,
Nem posso mais com dietas ,
Que tanto mal me teem feito.
Nao querem, queu coma carne ;
E so fallo no lastio ,
Deixao-rnc apenas comer
Netos de pcie de rio.
Meu almoco ha do ser papa
Muito rala d'araruta ;
Ao jantarervas cozidas
E s a romaa por fruta.
Dez garrafas de champe
Despargo tenho tomado :
E inda acha, que pouco
O senhor licenciado.
Bateo-me com a mo no pcito ,
Qual so fra melancia ;
Osom escutou e disse ,
Qu'eu tinha urna hipertrophia.
Achou-me de mais a mais
Um principio'de bepatbiles ,
A pleura um tanto inflammada ,
E symptoma de brnquites.
Sinhrana.
Abrenuncio eu t'esconjuro !
Que feios nomes menina !
Ouando eu era rapariga ,
Nunca vi tal medicina.
Havia alguma enchaquca,
Ardo vento indigesto,
Os defluxos, as maleitas ,
Quebrantos, e constipadlo.
D'almorrorios isso sim ,
Conheci muito doente:
Teu ov (ove-i..? dez annos ,
E encausados n'um dente.
Porm tudo se curava
Com remedios de chrislao ;
A pimenta a contra-erva ,
E disteis de guardio.
Havia a flor de sabugo ,
A pocoma com agu'ardente ;
Ajudas decabacinho
Salvarn muito doente.
As m ii I boros se cura vilo
Sem preciso d'ir coma ,
Com avenca e mcl de pao ,
Com purgas de gota-gama.
sa bella e nobre Realrir., que entre numerosos
prelendcntes.distinctos sem duvida por espiri-
to enascimento, havia justamente cscolhido o
lypo mais perfeito da be 11 esa orgulhosa junta
ignorancia o nullidadc. Demais, d'Arezzo havia
pronunciado um nomo, que pile esperava, o
quena esqueccr, o do conde d'AIbi... Collocado
entre dous deveres bem distinctos, que nao sa-
bia como conciliasse. consultando de balde o
seu coraco, onde pelejavao o odio ca gratidad,
Fabio havia rosolvido desviar do seu pensamen-
to at a lembranca dos crimes do conde para
com sou pai, afim de nao ter de censurar-so de
ingrato. Logo quo partisse de Florenca, quera
dizer adeos a esse passado timivel, para entro-
gar-se todo ao futuro. Eis que de novo viera
esse nomo rctinir-lho ao ouvido; um incidente
imprevisto viera recordar-ie, que se aproxi-
mava a hora.em que tinha de achar-se ainda em
presenca dosse homem... que nesse mesmo dia
rcODi sua filha, como havao tratado.

leclamar a obra, que Ihe tinha vendido. Fabio
tudo havia esquecido, naesperancade urna lon-
ga o bella nouto. O da com a sua luz o adver-
tir, que ainda nao eslava tudo acabado, equo
antes de alcancar o repouso, passaria por urna
experiencia, e solfreria mais um tormento.
(Continwr-se-ha.)


I
i

Mas as molestias d'agora
Teem nomos tochaboqueiros,
Que me parecem doeneas
D'hereges, o d'estrangeiros.
Mas sabes t qual a causa
De vivires achacada ?
15' o maldito espartilho ,
Com qu'andas sempre aperlada.
Sao essasdansas do demo ,
Dansas <|ue fazcm faslio ,
As quadrilhas os galopes ,
As valsas de corropio.
St o mundo tao virado ,
Ten soffrido taes aballos ,
{^uo ha gente que se nao poja
De arremedar os cavados !
No mou lempo que erao dansas
P.onitas e do christao ;
O minuete o baiano ,
A comporta e o sab3o.
Sem serem precisas meias,
Cumasaia ecabccao
Stava composta urna moca ,
E ia a qualquer lunccao.
E para os actos de igreja
Ouc cousa tao lisongeira
Nao era ver urna moca
Com seu er ou capote! !
Ao depois tamben) se usou
Urna especie de roupinho
.Muilo enfeitado e galante ,
A que chamvao jozezinho.
D. Idalina.
Havia de ser galante
As mocas assim vestidas
Apresntarem-se em bailes,
Em soars e partidas!
Sinhrana.
Esses nomes do linboso
N'outro lempo nao havia :
Para vda ou baptizado
E' que as vezes se sahia.
Por isso as mocas den tao
Ero coradas, e bollas,
E nao como as d'hojo qu'ando
Sempre magras e amarellas.
Esalgumase queixava
D'olhos mos, ou de quebrantos ,
Para curar esses males
Haviao remedios santos.
Havia o pao de pinhao
Boin p'ra qualquer diabrura ,
E urna ligu de chifro
Amarrada na cintura.
Tambem era bom passar
Tres vezes sobre a doento
Urnas celouras de homem
Tiradas recentemente.
At no sustento d'hoje
Que mudanca e dilTorenca !
Almocosde cha caf ,
(^uecausao tanta doenca.
Eu nunca vi outro al moco ,
Que nao toase carne assada
Com seu mullid de ferrugem ,
Alguma ve/ panellada.
Eniaosinco reis iba
Custava a carno de vaca ,
E da farinha o alqueire
Nao passava de pataca:
Pelas sete da manha
Todo o mundo almocar .
A ceia ,'is ave-marias ,
Ao meio dia o jantar
Entao nao vinhoporc
Nem inglezes, nem francezes,
S portuguez se fallava ,
Todos ero portuguezos.
Mas depois que D. Joao
( Dos Ihe perdo ) dcixou-os vir;
m mudancas, em desordens
Nao temos mos a medir.
Nao foro se nao heieges,
Jnpirados pelo cao
Os que p'ra c nos troucero
Isso do constitnico.
Tanta cousa e tantos nomes
Teem trazido esses incroi.
Que as mocas su s5o bonecas ,
Os homens uns chirimbos.
Urna mulhor, que mal sabe
Seu cazeiro portuguez ;
P'ra que quer lingua de mouro ,
De judeo ou de francez ?
Oh que grande falta fazem
Os padres da companhia !
Por o mundo nos seus eixos
KinTiH'iK como ees ssbis.
I). Idalina.
Vosminc teve a desgraca
j)c ser do sec'io de ferro ,
Em que s haviao trovas
Di ignorancia ou do erro.
O nosso sedo o das luzes ,
Da industria da igualdado ,
Da riqueza o bem geral ,
Em summa da liberdade.
Os usos do lempo anti;o.
Erao todos mui grosseiros,
Os d'hoje sim sao conformes
Aos principios verdadeiros.
Cria-so entao que as mulheres
Deviao star clausuradas,
Hojoquer-se, que eos homens
Vivao sempre misturadas.
Deste modo os seus cosUuncs
Se apurao e se amenizlo ,
E deste mutuo comincrcio
Os sexos sccivilisao.
O Irancez lingua geral,
Nos habilita sem damno
A conversar carinhosas.
Com todo o genero humano.
Passava-se outr'ora o lempo
Em triste monotona ,
lloje nos fogem as horas
Dos homens na companhia.
llanada inclhor, qu'um baile ,
Um soar urna partida ?
Alli brandos se deslizao
Doces momentos da vida.
Eque direi das quadrilhas ?
(' passatempo sem par !
Cousa mais deliciosa
Nao se poda inventar.
Se no co houvesse bailes ,
Quem l fosse ia dansando ;
Por que creio qu'os anjinhos
Vivirio quadrilhando.
E' esta a mais bella dansa ,
Que lem visto a humanidade :
I'. dansa que symboliza
Dos homens a igualdade.
Nella entrao mocos velhos
(ordos, magros, aleijados ,
Gigantes ou pygmeos .
Carcundas, e estuporados.
E' dansa que por singella
No ha mister aprender ;
Qualquer hesla chega a roda ,
E entra logo a moer
Mas o melhor das quadrilhas,
O que as laz mais realsar,
I', terminaren) na ronda
Cada urna com seu par.
Nesses gostosos passeos
Quantas finezas so rendem !
As jovens dos cavallieiros
Que bellas cousas aprendem !
Largao voltios prrjuizos ,
Instruem-se nos seus direilos,
Esabem, que os coraces
Nao devem viver sujeitos.
A walsa do corropio
O' que recreio tao lindo !
Parece, que va a gente
At s ntivens sobindo.
Di/cm que contra a sade ,
Que ntezica : muito embora :
Eu s largarei a dansa
Na minha ultima bora.
Sinkrana.
Credo em cruz : que cousas ouco !
Stou cada vez mais pasmada :
Idalina tu sts louca ,
E careces ser curada.
Quero dizer a teu p^
Que n'um quarto te contenha
At mandar-te benzer
Por algum padre da Penha.
idaiina.
Vosminc diz, que estou louca ?
S se for louca de amor
Pelo meu par effectivo
Joven guapo e encantador.
Isto agora mundo novo
Minha av creia o qu'eu digo ,
Deixe essas moralidades ,
Que cheiro a raneo antigo.
Sinfirana.
Eu me lienzo do qu'escuto ,
Eu pasmo de quanto vejo
Terminar em paz meus das
E' somente o que desejo.
O sec'io das grandes luzes
T me diz.es, qu'este *.
Mas em ludo encontr crimes ,
TrnicSo intriga e mi f.
COMMERCIO.
O sallo da balalha ,
por Mr. I.on Giavelly que dar; um pulo
perigoso por cima das cabecas de doze ho-
mens armados de granadeiras as quaes se dis-
pararan" ao inesmo tempo exercicio que s
lem sido exeeutado por elle. ,
A pirmide do Egyplo,
construida por tres beduinos montados uns
tnsc, de 180 toneladas ; commandante Joa-
quiro Peixoto Gui maraes equipagem 26 :
passaseiros capitao-tenentc Joaquim Alvos
Castilho.e 1 oscravo.o 1." lente Joao Joa-
quim da Silva Guimares o 1 escravo lira
sileiros.
Navio tahido no dia 29.
Porlns-do-sul; paquete de vapor brasileiro Im-
peratriz, commandante capilfio-lenenle Je- sobie os outtos.
zuino Lamego Costa : passageiros Vicente A metqutta de Mahonut.
Tiiomaz Prea de Fgueiredo Camargo, Joa-
quim Jos de Oliveira, Bonjamim do Serpa
Brandfto Manuel do Reg Monteiro, Ma-
noo! Joaquim da Silva Jnior, capitao-te-
nente Jos Moreira (iuerra dito Antonio
Jos Francisco da Pauto Carlos Honorio
de Fgueiredo Hrasileiros e a escravos a
entregar.

Declarantes.
Oabaixo assignado, enearregado do lan-
camento da dcima dos prodios urbanos do hair-
ro de S. Antonio desta cida proprietarios n a quem convier, que no dia
3docorrente principia o lancamento da refe-
rida decima, assim como provino aos inquili-
nos das casas que lonbao promptos os recibos
do aluguerdas mencionadas casas. Ilecife 2 de
Janeiro de 18H. O 1 escripturario ,
Joo Ignncu, do fego.
= O primeiro escripturario da me/.a de ren-
das internas provinciaes desta cidade.abaixo as-
signado, lendo sido encarrogado polo sr. escri-
vao, e administrador de proceder ao lancamen-
to da dcima dos pie Ims urbanos do bairro do
Kecife avisa aos srs. proprietarios, e mais pes-
soas interessadas em dito lancamento que d>
principio ao mesmo em 3 do prezente mez Me-
za de rondas internas provinciaes 2 Janeiro de
de 18ii. Jos Quedes Salgueiro.
= O segundo escripturario da meza de ren-
das internas provinciaes desta cidade, abaixo as-
signado, lendo sido enearregado polo sr. oscri-
vao e administrador de proceder ao laneamen
to da dcima dos predios urbanos do bairro da
Boa-vista avi/a aos srs. proprietarios, e mais
pessoas interessadas em dito lancamento que
da principio ao mesmo em o dia 3 do correte
mez. Meza de rendas internas provinciaes 2
de Janeiro de 1844.
Francisco de Paula e Silva.
Este singular, e extraordinario espectculo
ser concluido pela grande pyramide humana ,
grande quadro com lugo d'artificio.
Avisos martimos.
= Para o Aracaly segu viagem o hiato
Flor-de-l.arangeiras o mais breve possivtl ,
por ter parte do seu carregamento prompto :
quem quizer carregar, ou ir de passagem di-
rija so ra da Cadeia do Piedle loja de fa-
zendas n. 37.
Para qualquer porto freta-se a barca o-
gle/a Emilia, capitao A. Dadoon forrada,
eencavilhadade cobre ; os pretendentea di
rijao-se aos consignatarios Me. Calmont &
Companhia.
Le i loes.
O corrotor Oliveira far leilao de bonito
sortimento de fa/endas limpas inglesas, e fran-
cezas as mais proprias d'eate mercado, por com-
prehenderem algodSosinhos, madapoldos, cha-
les, chitas, meias, riscados. lillas, brins. sus-
pensorios, platilhas, cassas, pannnbos, hacas,
bicos finos meias do seda, e de algodSo, &c,
queso vendoro a praso por proco rasoaveis ; o
a dinheiro urna porrio de botins, e sapaios In-
glezes o algum outros artigos por todo o pro-
co, que se oflerecer: torca-fe ira, M) do corren-
te, as 10 horas da manhaa, no primeiro andar
da sua casa.
= Manoel Antonio Pinto da Silva, tendo de
mudar deestaheleciment de marcineiro, con-
tinuar a vender em leilao. por lodo, c qualquer
proco e por intervencao do corrector Oliveira,
a restante mobilia, quecomprehendia o que al
agora lem lido inclusive duas excellentes mo-
bilias completas asquaos forao manufactura-
das d'encommcnda polos mais habis artistas
d'esta cidade o toda a ferramenta o bancos
doofficio: quarta-feira 31, do corrento, s 10
horas da manha no seu armazem na ra da
Cruz, pordclraz do Corpo-santo.___________
Avisos diversos.
Alfaiulega.
Rendimento do dia 29.......... 1:6648877
Desearrsgao hoje 30.
Patacho hamburgusFortunapixe e al-
catrao.
Barca-inglezaThomat-Mellors- iouya e
carv3o de pedra. j<
Briguo-sardo5. Joao Bapi**uiversos gc-
ncros.
llovimento do Porto
Navio sahido no dia 28.
Portos-do-sul; barca de vapor nacional KPara-
A ESTRELLA.
Saio boje luz o seu n 25. Contina-se
suhscrevor para esta folha nos lugares ja an-
nunciados. Os snrs subscriptores, que nao
recobcrem hoje os exemplares queirao ter a
bondade de os mandar reclamar na typographia.
Os srs. assi^nantes da his-
toria do Brasil pelo general
Ahi(*o p Lima nnp.ivo mnn-
vl"
THEATRU PUBLICO.
HOJE 30 DE JANEIRO
DE 1844.
DECIMA-SEOISIIA KEPRESENTACA
da
CO.MPAMI1A RAVEL.
Beneficio de Mv. I.on Giavelly.
Priineira parte.
Grande ovortura.
Dansas de corda.
Excrcicios novos por toda a companhia.
Mr. I.on Giavelly o celebro dansarino
burlesco executara muitas viravoltas difficeis,
que lindarn polo admiravel salto mortal para
traz de pos em ps.
Baile pantommico intitulado
Godens-Ky ,
ou
Os patinadores (viajores sobro o glo )
de TVilna.
Personagens. Actores.
Godens-Ky. Mr. Francisco Ravel.
Grivotickc, estalajadeiro Mr. I.on Giavelly.
Lovins-Ky soldado velho Mr. Charles
Wintber.
Julio, vidraceiro filho de Lovins-Ky Mr.
L. Frin.
Um recruta Mr. Joseph Marcetti.
Madama Grivolicke Mme. Eugenie Fnlon.
Belzi Mme. Martin Giavelly.
Luzzi O menino.
Passo russo por Mr. L. Frin e Madama
Marlin Giavelly.
Passo cmico por Mr. Francisco Ravel, e o
menino.
O baile terminar pela
Grande, scena de patinadores ,
na qual Goden-Ky dar urna imitaco do que
Ihe aconteceo a primeira voz que quiz correr
sobre gelo.
Inlervallo de 15 minutos.
Segunda parle
Grande overtura.
Ter fim o espectculo pelos extraordinarios
exercicios dos
que teem excitado a admiraco de todos os
pblicos da Europa, oda America, os quaes
"""> rinr -. .w^ I I, ,| ,4 ,.,i.,, *\f fv irt*rt<* n J\ r\IO l>CAC
Dias temerarios, e incriveis fesla arabo
pela companhia passo de derviche turhi-
Ihes indianos, saltos perigosos, o peloto mar-sa sadia livre e desimpedida de ludo ,
roquino. para ama de una pequea familia ; quem esli-
dar receber, epigarosexem-
plares, por (pie subscreverao,
na Praga-da-independencia,
vraria ns. 6 e 8.
Como algumas circumstancias impedis-
sem do fazer-se, no dia propno o descedi-
mento da bandeira do glorioso Sanio amaro ,
(hoje 30) ter lu.arcsse acto com a decen-
cia e pompa devdas e em pregadas em todos
os outros da festividade que se fez em louvor
do mesmo Santo.
LOTERA do theatro.
> o salo, que serve d'aula
de latim do Lyco, ando
hoje infallivelmenle as rodas
da lotera do thealro, fiquem
ou nao bilhetes por vender,
os quaes aehar-se-ho expos-
tos venda as lojas, j an-
nuneiidas al s dez horas
em ponto.
= George C. Prior cidado Americano ,
Jos Xaver Viaana embarca para o Rio-
grande-do-sul os seus dous e-crasos por
nomes Cjprlono nacSo Angola c Antonio
crioulo
Precisa-so de urna mulher de cor ido-
0 extraordinario e arriscado exercicio deno-
minado
ver nestas circumstaqcias
Nogueira n, 13.
dirija-se a ra do


4
Quom precisar de urna ama do leite, cri-
oula dirija-se a ra da Senzalla-velha n 3.
Quom precisar de urna ama de leite ,
crioula dirija-tea Rua-direita, sobrado de
um andar n. 33 ao p de dous de varandas dou
radas.
O abaixo assignado faz ver a todas as pcs-
soas <|ue lecm tido negocio com elle que
tem pago tudo quanto devia e caso algucm se
julguecrcdor, baja de apresentarsuas contas
para sercm pagas ; e s sm no anno de 1838 o
a bailo assignado arrenintou varias caixas de
queijos e acha urna por pagar e nao sabe a
quem pertence por ser de sociedade e s se
soube a quem pertence quundo so entregou as
contas ; quem se adiar crcdor da dita caixa de
queijos queira tirar a conta com o proco .
quantidade dos queijos edatadodia e mez ,
que ser pago. Francisco Ferreita da Silva.
= Precisa-se de um foitoi para um sitio na
Parhiba-do-norte; na Prara-do-commercio,
arrqazotirde Joiio Carrolle & Filho.
-^Ainda esti por alugar o segundo andar
do sobrado da ra larga do Rozario n. 40; a
tratar na ra do Crespo n 14.
= Manoel Gomes Chaves retira-se para
o Aracaty com sua mulher Theresa Mara de
Jess, bou filbo Manoel Gomes das Neves e
urna orphiia de menor idade de nome Angela ,
levando em 6ua companhia sua escrava Joanna,
denacSo \ngola, de 23 annos, e 3 crias,
Jos, de .8 annos, Silveria de e Joanna de 5.
= Precisa-se alugar por anno um sitio
perto da praca que tenba casa c proporcoes
para ter algumas vaccas de leite; na Praca-da-
independencia loja de llenriquc Jorge.
= Manoel Pereira subdito Portuguez ,
retira-sc para Portugal a tratar de sua saude.
s= Aluga-seo primeiro andar da casa da ra
do Queimado n. 7 ; a tratar na loja da mesma.
Quem quizer trocar urna canda de con-
duzir agua que seja grande por-outra aber-
ta c grande dirija-se a rna de Apollo n. 3'2.
Precisa-se de 230 j rs. a juros de 2 por
cont ao mez com boas firmas; na Rua-di-
rcita n. 32
Ooflicialde barbeiro branco que se
quer aperleicoar dirija sea Rua-direita be-
code S. Pedro n. 16.
= Precsa-sc de una mulher de idade para
servir a urna casa de pouca familia distante
desta praca 3 leguas d-se o sustento c 3j
mensaes ; na ra do Queimado loja n. 2.
= Na ra larga do Ro/.ario n. 35 segun-
do andar ensina-se meninas, a ler escrever ,
contar, cozer, bordar de nho fazer lava-
rinto e llores de varias qualidades tanto de
pennas como de panno, tudo por prec,o com -
modo o prometto-se todo o zelo no adianta-
mento das meninas.
Precisa se de um caixoiro que entenda
de venda o de um pequeo que entenda da
mesma ; na ra atraz da matriz da Roa-vista
n. 19.
Quem annunciou precisa' de 8008 '.
apremio, bypothecando escravos, ou predios,
dirija-se a ruada Sen/alla-nova n. 4.
c Jos Fernandos Ferreira retira -se para o
Porto a tratar dosseus negocios.
=: Precisa-se de um ou dous aprendizes
de cbaruteiro; em Fra-de-purtas n. 109.
= O snr. Juo Senhorinho Rezerra de Vas-
toncellos, chegado ha poucoa esta praca, queira
por obsequio dirigir-se a ra do Rangel ven-
ii. .' jijiu lidiar tu- um com Marcelino da Silva Riboiro e caso nao
appareca, passar pelo desgosto de ser justicado.
= Os carregadores do patacho AIberio po-
dem levar os conhecimentos na ra larga do
Rozario n. 26 segundo andar isto quanto
antes.
= Aluga-euma casa terrea, repartida a
moderna com commodos para urna grande
l.unilia na ra da Solidado ; a tratar na ra
da Aurora n. 58.
ee AlugSo-seo primeiro e segundo anda-
res da grande casa da ra de Apollo n. 20, com
muilo bons commodos muito frescos, e noa
vista ; a tratar no lerceiro andar da mesma casa
que similbante annuncio nao Ihe diz respeito ,
nem a elle se refere, o igualmente roga a quel-
las pessoas com quem tem nagocios que ba-
jao de atlender bem para o seu nome por in
toiro para evitar qualuer equivoco um vez
que existe esse snr. com quasi o mesmo nome.
Antonio de Vasconcellos Menezes de Drumond.
O agrimensor, abaixo assignado. ollerece
os seus serviros as pessoas que tiverem propie-
dades a demarcar, e afianca a mais escrpulo
sa cxactidiSo c o maior zelo no desempenbo da
sua arlo ; devendo todos os que do seu presti-
mo se quizorem utilisar,dirigirein-se (porcarta)
ao mesmo abaixo assignado na Rua-direita ,
sobrado n. 121.
Joaquirh da Funstca Soares de Figueitedo.
Na noule do dia 26 para 27 do corrente
desappareceo de S. Amaro um canoa pequea
do carreira ; roga-se a quern della souber ,
que o declaro na ra do Cabug n. 17, ou avi-
se a Antonio Jos Pereira.
FABRICA DE RAPE
PRIIVCEZA
GASSE fabricante o legitimo inventor do
bem arredilado rap prinoeza do Rio-de-Ja-
neiro com seu deposito gcral na ra da Cruz
do Recife n. 38 o outro na ra do Livramen-
lo n. 13, avisa, que as muito boas qualidades,
que possuo o seu rap as quaes, pela grande
eslima e crdito que progressivamonte de dia
em dia teem obtido n'esta e as mais partes;
bem conhecido por um eonsideravel numero de
tomantes, e nao consta ter mofado urna s li-
bra : por isso faz publico, que toda equalquer
possoa que queira espocularcom o seu rap ,
attendendo as superiores qualidades elle fabri-
cante adverte, que se responsabilisa pelo seu
rap por qualquer forma e com condiccoes,
que o mesmo comprador pode upresental-as.
e novos ; a padaria n. 154 na ra das Cinco- = Vcndem-se ricos chales c mantas de seda
ponas, com todos os seus pertences, um cai- ditas matizadas lencos de garca cortes do
x8o grande de louro dous pares de esporas do la para vestido ditos de casa com listras as-
isti urna canoa fechada com mais de 60 jsitinadas, ditos de chita muito fina camhraias
mosdo comprido e urna porcao do caixas adamascadas, riscadinhos de todas as quali-
vasias do Porto, todo negocio se faz ; na Rua-
imperial n. 2.
dades do cores fixa sarja de lia preta, pan-
no lino de todas as cores o qualidades, merino
- Vendem so caixas com velas do esper-1 preto enfestado chapeos do Chile ditos do
mcete americano o melhor possivol ; na ra
Compras
. Compra-se efectivamente tiesta Typogra-
phia toda a qualidade de pannos cortados ou
velhos de linhi) o algodo toda a especie
de fibra linhoza algodao de refugo em ra-
ma papel c papelao velho.
= Compro-sc efectivamente para fura di
provincia mulatas, negras e moleques de 12
a 20 annos, pagao so bem ; na Rua-nova ,
loja de ferragens 16.
Compra-sea peso qualquer porcao de
cobre velho carimbado; na ra do Aragao n. 8.
- Compra-se um sellim usado, com todos
os pertences ; na Ra imperial n. 2.
Compra-se um casal de cachorros de fi-
la ou alravessados sondo pequeos ; na ra
do Mondego n. 61.
= Comprao-se 6, ou 8 garrafas de vinbo de
caj; quem tiver annuncie.
Vendas.
tuiii uOc
=Quem precisar de um caixeiro Portuguez,
que sabe ler e escrever para tomar conta
de urna venda do que tem bstanle pratica ,
dirija-se a ra do Livramcnto n. 13.
= Pela primeira vara do civel va pela ulti-
ma vez. a praca, no dia 6 de fevereiro futuro ,
duas carrocas um boi para as mesmas um
cavallo e mubilha, penhorados a Jos Epifa-
no Durao ; os pretendonles dirijao-sc a pra-
ca fllim di' luncarem
=. Precisa-se de um rapaz Portuguez de
12 a ISannos, que saiba ler cescrever para
___- .n..ri in iiiniiifuiiij fazTidas corto
lilil .^..v.- -- ------------------ **" I f- '
desta praca ; na travessa das Cru/es n. 8.
__ O abaixo assignado lendo no Diario de
vala e seis do corrente, nelle deparou com um
annuncio do senhor Miguel da Cunha sobre
a compra de urna venda ao snr. Antonio de
Yascomells Menezcs pelo que faz publico ,
Vende-se urna bonita escrava de 16 an-
nos recolhida saliendo porfcilamente en-
gommar cozinhar, c coser
vadeiras e quitandeiras; urna dita engomma-
deira e cozinheira ; umescravodn 18 annos.
fe bonita figura para todo osorvico; um par-
da Lingoeta n. 3 venda de Joaquim Jos la-
bello.
Vende-so sal, c cocos do comer, por gros-
so e meudo por preco commodo ; na ra da
Praia armazcm novo n. 45.
Vende-se um cavallo proprio pura me-
nino por ser muito manco bonita figura e
pequeo ; no principio do Atterro-dos-aToga-
dos n. 9.
Vendo-so urna porcJo do chrifres de boi,
e juntamente unhas ou casquinhos, por pro-
co commodo ; na ra da S Cruz defronte
da ribeira n. 66.
= Vendem-se 5 ninas de agu'ardento bran-
ca de boa qualidade ; na ra do Livramcnto ,
armazcm n. 20.
Vcndo-se um negro perito fornciro e
trabalhador do masseira diligento para todo o
mais ser vico de padaria sendo para (ora da
provincia da-so mais em conta ; na Rua-nova,
padaria n. 31.
= Vende-se, a dinheiro ou a praso com
firma a contento, urna boa loja de 3 portas, sita
na ra do Queimado com 4 a 5 contos de
reis de fundos em um genero que por ter si-
do todo comprado o dinheiro bastante barato;
quem pretender annuncie.
= Vende-se por preco commodo a praso ,
ou a dinheiro urna casa terrea no Atierro dos
amigados, com duas salas, dous grandes quar-
tos cozinha fura com um quintal que tem
para mais de 1400 palmos de fundo; tambem
se vende um terreno unto a mesma casa com
180 palmos do fronte com o mesmo fundo da
casa tendo bastantes arvores de fruto c
prompto para se edificar casas ; na Rua-nova ,
loja de ferragens n. 20 ou na ra da Praia de
S Rita arma/em n. 25.
Vendem-se me os bilhetes da lotera do
theatro ; na Rua-direita confronte o oito do
Livramcnto loja de (azendas n.< 12.
- Vende-se urna negra de nac3o de bo-
nita figura de 24 annos, engomma cozi-
nha lava ccose ; urna dita crioula de 16
annos cozinha, lava, c Servo bem a urna casa;
urna dita de nac3o de 25 annos cozinha ,
lava e quilandeira ; ru ra das Gruzes n.
41 segundo andar.
Vende-se urna preta do bonita figura ,
de 35 annos por 300,000 rs. ; e um preto
ganhador que da 640 rs. por dia ; na Ra-
velhan.lll.
= Na otaria do fundao junto a fabrica do
Gervasio vendem-se lelhas bem cozidas e do bom
barro a 30,000 rs. o millieiro lijlos de la-
drilla) a 23,000 rs ditos de alvenaria batida
a 26,000 rs., ditos de tapamento a 11,000 rs ,
ditos de cacimba de 5 a 5 palmos e meio de boc-
ea a 32,000 rs. ditos quadrados grandes para
duas djtas la- Torno de padaria a 200 rs. cada um ditos de
buraco para fogao, o primeiro buraco a 240
rs, cada um o segundo dito a 200 rs. e o
lerceiro a 160 rs. tudo de bom barro bem
da de 20 annos engommadeira, e costureira; co/.ido e bem feito, telhasde ponta para can-
urna mulatinha, e urna negrinha de 12 annos ;
mi iua do Fugo ao p do Rozario n. 8.
Vende-se urna tipoia em bom uso ; na
Praca-da-Roa-vista n 30, junto a botica do
Victorino.
Vende-se urna parda de 19 annos, sem
vicio algum tem principios de costura ; na
ra do Rangel n. 26.
Vendem-se 4 escravos, de 18 a 26 an-
nos sendo dous bons canociros, um ptimo
carreiro e outro cozinheiro ; cera de carnau-
ba saccas com gomma ditas com eijo mu-
latir.lio couro de cabra ebezerro ; na ra
da Cruz n. 51
Vende-se a posso de um terreno com
cem palmos de frente sito nos AfTogados no
lugar do Catuc nabeirada estrada da Var-
zea com as bemfeitorias nelle existente as
quaes consta de duas pequeas casinhas de pe-
dra e cal que rendem ambas 6j rs. mensaes,
um alicerce na frente do mesmo terreno para
so edificar casas, duas cacimbas dentro do ter-
reno urna dolas com um tanque do podra e
cal para banho e lavagem de roupa dous ps
de coqueiros anda muito novos, e ja deitao
bastante fruto tudo por muito rasoavel preco;
____.ln
II. I I UU
o-
Vendem-se superiores redes brancas vin-
das do Maranbao por proco commodo; na ra
UU ..III.H.VI..W ".' **
Vendem-se as obras completas de Lo-
b8o ou negociSo-se com quem tiver algumas
para dar em troca com a volta do excesso; e
vende-se o gaarda-livros moderno em 3 volu-
mes ; na ra do Collegio n. 20.
Vendem-se 3 covallos mui carregadores,
to de cornija com coninhoto a 500 rs. cal
branca muito aiva a 480a quariada medida ve-
Iha, barro a 80 rs. a tina, areia a 20 rs.; quem
Drecisar no querendo ter o incommodo de
ira dita olaria dirija-se a ra do Caldeireiro ,
casa terrea n. 16, que achara com quem tra-
tara quantidade que quizer, que prompta-
mente o annunciante mandar botar no porto
mais perto da obra pagando 100 rs. por con-
t o sendo quantidade grande nada paga de
Irete e a qualidade se mostrar na mesma
casa.
- Vende-se urna casa terrea do pedra e cal,
sita no povoacao dos A (logados; o um carnei-
rinlm manco proprio para menino; na ra
de S. Jos n 40.
ss Vende-se urna escrava de naco do 20
annos, com algumas habilidades e tem urna
cria mulatinha de um anno ; um dita engom-
madeira cose o cozinha ; dous escravos de
nacao com bonitas figuras, um bom ca-
noeiro, e pescador, todos do-sc a contento
e gosto do comprador ; na Rua-direita n. 3.
= Vende-se um forle-piano de armario,
com muito boas vozes e de um dos mais ala-
mados autores por preco commodo; no lar-
go do Corpn Sar.lc r.. 17.
=-- Vende-se urna estante nova com car-
teira para so escrever obra mui bem trabalha-
da e por preco corruode ; na pracinha do
Livramento venda n. 3 junto a loja da viuva
do Rurgos.
= Vendern-se superiores cortes de chita
france/a, de eflres finas imitando perfei-
tamento lanzinha ; na Rua-nova n. 11 loja
do Guerra Silva & Companhia,
massa da ultima moda ditos de castor bran-
co sapatos do marroqnim e couro do lustro
para sonbora borzeguins "aspeados de conro
rio lustro para homcm c senhora lencos para
grvala escoeczes, do ultimo gosto ditos
do selim lavrado dito de seda brelanhas de
I i n lio de 6 varas, muito finas, setins para col-
letes pretos c de cores, Le Roy e opodeldoc
tudo chegado ltimamente de Franca, o ou
tras muitas fazendas poa proco commodo ; na
Rua-nova n. 29.
= Vendem-se meias de algodao para ho-
mom feitas no Porto pecas do babados do
linho urn braco de balanca grande e o me-
lhor possivcl um temo do pesos novos do 4
arrobas para baixo dos volumes do Muteu-
'itloresco, com 32 estampas cada volumo t
em formato grande obra mui rica c oulras
muitas obras em hespanhol; na ra da Praia ,
ormazera n. 37.
= Vende-se Jacaranda superior chegado do
Rio de Janeiro podras de marmorc redondas
para mezas de meio de sala, de muito bom gos-
to ditas para commodas cadeiras america-
nas com assento de palhinha camas de vento
com armacSo marquesas, so fas mezas de
jantar camas de vento mui bem feitas a 4500,
dilas de pinho a 3500, assim como outros niui-
tos trastos ; pinho da Succia com 3 pollegadas
de grossura dito serrado dito americano de
difTerenlcs larguras e comprimentos ; assim
como travs de pinho e barrotes ; na ra de
Florentina em casa de J. Heranger.
= Vendem-se terrenos com 156 palmos de-
fundo com as frentes, que es compradores
quizerem na ra da Concordia c as tra-
vessas do Monteiro e Caldeireiro os quaes
sao do 60 palmos para onde ditos terrenos
tambem lazem frente em drecc,ao ao rio Ca-
pibaribe : estes terrenos achao-se parte atier-
ra dos e parte beneficiados, e tambem leerr
alagados para a parte do rio e todos oflero
cem grande commodidade para a sua edifica-
cao por preco commodo ; na ra dos Quar-
lois, hoje larga do Rozario n. 18.
= Vendem-se as seguintes propriedades
saber: urna casa do tres andaes e soto na
ra do Encantamento, no Recife n. 4; urna
dita terrea na ra da Conccicao da Roa-vista
n. 1 ; urna dita dita na esquina do beceo das
Rarreiras n. 1; um terreno de 63 palmos de
frente na ra do Sebo ; um sitio com boa
casa, na estrada dos AfTIictos; um dito, na
estrada do Arrainl: tratar com Jos Antonio
Raslos, na ra da Cadeia do Recife.
= Vendem-se meios bilhetes da lotera do-
theatro que corro no dia 30 do corrento ; na
ra da Cadeia-velha, loja nova de calcado n. 35
= Vende-se farello em saccas grandes a
2560 rs. ; em casa de B. Lasserre & Compa-
nhia, ruada Senzalla-velha n. 139.
Escravos fgidos.
Na noute In 97 Ho rnrr#n(a f"fo n e
crava parda Se ven na muito feia, cara com
prida e descarnada do-dentada, algumas ci-
calrizcs as costas, de eslatura regular, re-
presenta ter 40 e tantos annos ; quem a pegar,
leve aos Coelhos a Antonio Carneiro da Cunha,
que recompensara.
= Fugio, ha 6 mezes o preto Jos de na-
cao Angola do 26 annos, alto, grosso, ros-
to largo olhos amarollados tem urna ferida
no lomo/ello pode ser que tenha lirado boa ,
bem fallante tem de costume, quando fo-
ge, dizer que forro, e sempre toma o ca-
minho de Olinda ; quem o pegar, leve a Rua-
direita n. 38 que recebera 30,000 rs. de
eratificneRQ.
= No dia 14 do corrente fugio a preta Lau-
riana crioula baixa meia fula tem urna
belida em urna olho, urna orolha rasgada, um
p entilado do 40 annos tem sido vista nes-
ta praca c fallado com pessoas contiendas ,
que ignorao estar fgida ; quem a pegar le-
ve a travessa do Lobato por detraz da ruado
S. Theresa n. 12 que sera recompensado.
Fugio no dia 26 do corrente a escrava
Catharina ; de nucao Congo, do 15 annos,
estatura pequea magra fula, bastante ser-
rada muito calada lem um signal junio a.)
nariz olhos grandes ; levou vestido de chita
escura com llores amarcllas, camisa de ma-
dapolao ; suppe-se ser oceultada por nao
ter nunca fgido ; quern a pegar leve a ven-
da n. 1 do arco do Bom Jess, que ser gra-
tificado com 20,000 rs.
Rbcifr r Typ. m M. F db Fa'a -= 1844.


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