Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04566


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Full Text
Anuo de IM.
Sabbado 27
di; metro
.-_ -r-rt-'i-Trr'-- H.'1ft'j..-^Si~- no: SBKYxswBttrffi
0 mniorabliM-M kdeeo. BU, rorem.anillc.de.: ,,
. ,.s mli. porqu..lp.go..d.aldo.. 0....unci*do....i Ale. .no inHrido.
,., -!--"_'-" f*1* PO' "nh. A, io,!n,n,odo,, s,, ,!,-
1 M" rTP '"" "" Irnae. ... 4 ; u nrii^Vlndcoendcnc,,, |,.j. d l.vr, 6 e 8
MRTIIU DOS COKiwTloTrKRRESTBES
i;i|lNVV e IW^b. so,un,l.se S,v, fej,..._R0 Grande do Norte, quintas feira. -
C,b, Serwbeei. HlO tormoso, Pono <.at,, Mnc-cvo e Al.goa, no d H e 94
,,,. ,1, me. fi.r.nlinn, e Bolillo ll) e 2* ,1c- ca,l. met -ioa-tau e Flores a h
, 28 d.. Cidade Ja \ tetona), quintal reir..Ojuda todos oa das
DI VS DA SEMANA.
23 Se. < ^ cenlo And. do .1. de I), da j. v.
" Tarea Hdefooeo Rol. ud. do de D.di .'{. t.
->j QualM s Tliimnllico And do J do I), da 3. \
5 Quinta i.-Aniniae. Aud.do J. de U.da >. v.
0 SetU Polirari>0 And do ,1 de }). ca '_'. v.
-; Stb. Vialiaiw. i1 el. aud. do J. de fi.da 1. v,
8 Doni. s. Cvrillo i. Lenidas,
KSJBMM'mi *! II
Anno XX. X. 2
-..-,. i- di nj, meeaioi; di no, prole-ce, iro'OTag.lo e ener.io. n
.. ,,oi., ., i.:.< -.. .Loira*.! enire u oagoee inai*
;Pr.-....,; ,.. ,U Uml Lea Oral d iran.
, oonura. tanda,
CVMIIOSHO mi 10 DI! inn0, '
Cambio.aobreLondres "> nominal. Ooro-Moedede fi.ifu J. ***^ ,,'/;,,',
Peiii S70 rri. por fianco
1 .boa II por IUJ de premio
y
, de 4,003
l'ran I i
, Peaoa colunianarM
,, hilos Meiieanoa
16,600 l.00
9,200 0 00
17.4.0 a.*50
.!ti!a:Kaas!fSBs.x3UKasr
Voi-dade Cobrf no pr,
dem da lelra-i le linas Cirilas I a I |1 5
phases d\ 1.1 \ no mez ni. Janeiro.
Loa oneia r. .< 3 bura. c I) nV .1 tarde I [.anota 10 as S hora, e 7 min. Min.iun.eal.'.s-/ horas e 10 11..,. .Llardo |C.e.cem. 27. 10 b.Jo 10 d manu-m
l'rcamar de hoje,
l'rimeirs as \ti horas e r.4 min. da manli.i.i. | Se runda as II hora, e |8 ininnlos da larde-
mmcoBsesamaaBBamm Bg-r. .^.>a*iu**ai*
C^rTTffiSnBSCBHSiri. ..^itrir.-j^ara^m- ^,r.^.A,r'ira--^''ra?t.-<-Tr..-7r.rri-.^^
sz. be
HHM
Iva L
TiiO ourara da Fazcnda.
EXPEDIENTE DO DA 18 D0 COMIENTE.
Oflicio Ao Exm. presidente do tribunal do
thcsou.ro pblico nacional, informando que a
ordem de 4 de outubro ultimo n. 150 foi cum-
prida, como se via do oficio, por copia, do
inspector da thesouraria da provincia do Para ,
queacompanhava.
Dito Ao director do arsenal do ucrra ,
para mandar entregar ao continuo do tribunal
da relacao a gradara de forro, que existia em
deposito no dito arsenal e que foi da casa do
pateo da ribeira onde se achuva collocada 1
meza de rendas internas.
DitoAos agentes do Rrasil cm Londres,
comas primeiras vias de seis letras no valor do
Ist. 10,000 saccadas por Lo Bretn
Siiiramtn & Companhia o N. O. Itieber cV
Companhia a 90 d. v., a favor dos ditos a-
pones.
DEM DO DA 19.
Cilicio Ao Exm. presidente do tribunal do
thesouro pblico nacional, eom as terceiras vias
das letras, de que trata u precedento odlcio.
DitoAos agentes do Brasil em Londres,
communicando que em consequencia da par-
ticipado do inspector da thesouraiia do Kio-
graode-do-norte havia ajustado com o capi-
tiioda barca ingleza Mar;/- ducho de 367 quintaes de pao-brasil, quealli
se achava pelo frete do seis libras sterlinas ,
por tonelada e cinco por cento de primagem ,
e que nesta confonnidado procedessem ao com-
petonte seguro, no caso de nao terem aviso em
contrario.
Hilo A<> commandantedas armas retad-
tendo o oflicio quo acompanhava, do com-
anissario-Iiscal do ministerio da gueria, em que
reqolsituu diversas providencias para que po-
dosso ter lugar a emenda das irregularidades 110-
tid.is [tela contadoria geral da curte as des-
pezai militares desta provincia do mez de ja-
nliodel8*2, como determinou o Exm, presi-
dente da provincia.
Dito Ao inspector da thesouraria do Kio-
'-'randc-do-norle com a copia d termo do a-
fretamento de 367 quintaes de pao-brasil, para
seren remettidos para Liverpool em conor-
midadeda ordem do thesouro pblico nacional
de i de novenibro, c otliciodo dito inspector de
30 de dezenibro do auno passado feito com o
capitn da barco inglea Mary-quen-of~Sco9$.
1D1-M 1)0 DA 20.
Cilicio Ao Exm. presidente do tribunal do
thesouro pblico nacional participando o a-
Iretamento do pao-brasil, de que trata o prece-
aentooilicio.
Dito Ao Exm. presidentoda provincia, in-
foi mando o requerimento de Joaquim Nunes da
Silva, em que pedio se lhe concedesso q titu-
lo de aloramento do terreno de marinha n. 130,
de (jue se achava do posse, na ra de Apollo do
bairro do Recite
Dito AO director do curso jurdico da cida-
dede Olinda rogando, informasse o requeri-
mento, que acompanhava, do Dr. Manoel Ma-
ra do Amara!, cm quo podio a gratifleacao ,
queso lhedevosso como secretario do mesnio
curso.
dem do da 22.
Cilicio Ao Exm. presidente da provincia ,
informando o requcriincnto do hrigadeiro An-
nio Borge? Lial em que pedio a gratilicacao
mensal de 120S reis. como encarregado de ins-
peccionar os corpos da guarda nacional das co-
marcas do norte, que deixou de ser pago do 1."
de marco de 1843 em diante, por ordem deS.
Exc., em consequencia de nao haver crdito
sullicicnte para a despeza com a mesma guarda
nacional no anno linonceiro prximo passado ,
nem rubrica d'onde podesso ser tirada.
Dito Ao mesmo Exm. sr., idem o de Ma-
ximiano de CliveiraMussurepe ptdindo, que
S II. o Imperador se dignasso mandar-lhe pas-
sar o titulo do confirmacao do lugar que ac-
tualmente occupava.de guarda da meza do con-
sulado.
Dito Ao mesmo Exm. sr., expondo, que,
nao se ochando exacto o pret incluso quo a-
companhou o olTicio de 15 de dezemhro prxi-
mo lindo do sold, e clapo da escolta, queda
comarca de Garanhuns conduzio recrutas para
esta capital como mostrava o commissario-lis-
cal do ministerio da guerra na informaeiio, que
acompanhava, rogava, se dignasse mandar re-
formar o mesmo pret, ou determinar o que jul-
gasse conveniente.
Portara Ao collcctor de diversas rendas do
Rio-formoso em Vanosla ao seu oflicio de 13
do corrente cm que participou a remessa, por
Antonio Trancisco Martins da quantia de
7888o reis, dos rendimentos arrecados pela
mesma collectoria cm o 1."semestre do cor-
rente ruino financeiro.
.'
JE
FQLHETSSV!.
SAO MIGUEL ARCHANJO. (*)
O RETRATO DA Y1HOE-M.
Quando Fabio quiz responder, ja nao era
lempo ; o velho tmlia desupparecido. Eslava
liortantos. inteiramento a com a sua fraqu*-
la e seus pozares. Ora nun<- a solidao lhe
parecer to horrivel jamis so sentir, como
agora, lo abattido, desamparado, e vacilante.
Seu espirito por multo lempo nxauu um o
mesmo objecto, consorvava-so, porassim d.zer,
immovol om moa estril inaccao. Do repento
ouvi a bulla dos aunis da cortina volta-se ,
e recua espantado exclamando :
Thcresa... vos aqui !
MINAS GERAES.
FALLA DIRIGIDA ASSEMBLIA LEGISLATIVA
PROVINCIAL
pelo presidente da provincia
FRANCISCO JOS DB MUSA SOARES 'ANDREA-
(Continuacao do n. anlocedente.)
Passando em revista os outros impostos e
regulaudo-me pelo que tenho presenciauoem
oulras provincias proporei, ou augmento, ou
as medidos de melhor liscalisacao.
Imposto de 800 rs. por cada cabeca de gado ,
que te matar para vender. Sao lanas as pe-
que te matar para ic*>. jegpezaB das estradas sem outro auxilio po-
quenos taxas sobro este genero cm oulras pro i ^.^ mQlteg ei roMS Mm recor-
vincias e em proporcao da grandeza do an. ilnms run0S()S.
mal que opesar da diflieu dad. da cobran a
que ape. --------
nesta provincia ou do mo coslume do povo
em desobedecer a tudo propenho que soja de
1,600 rs. .. .
O imposto sobre os engenhos de fabricar o-
gu'ardente parece que 6 mal arrecadado e se-
ria conveniente admittir denuncias licando
obrigados os contraventores pagar o imposto
i lazenda e outra igual quantia ao denunci-
ante, ws collectorcs nestes casos tambem de-
vem ser multados ou favor do denunciante,
ou da fazenda. Julgo melhor quo o sejo i fa-
vor do denunciante.
Para boa arrecadacao dos impostos sobre ca-
sas de negocio convem obrigar as cmaras nao
darem licencas que-m nio apresentar o co-
nhecimonto de ter pago os direitos.
As passagens dos ros devem sor arrecadadas,
logo que baja quem as tome por procos ra-
zoaveis.
Ao sello de htranfO e legados deve faser -se
applicavel o rcgulamenlo n. 156 de28dea-
brl do 1842 como esta ordenado : 6 provavel
que nlgumas vantagens se tirem.
Novse relho$ direitos pelas fianftu. Devem
impr-se multas aos jui/es, queconcedereni
fiamas sem so lhe apresentarem osconheci-
mentos de estarem estes direitos pagos, e as
mesmas multas s autoridades, quo derem cum-
primento taes mandos ou al va ras.
Cinco por cento sobre troca renda e com-
pra de escravos. Parece-mo quo nao deve ter
lugar o imposto em casos de troca e que so-
bre venda e compra convem dar importancia
matricula ordenada pelos regulamcntos pro-
vinciaes o fazel-oscumprir.
Despeta.
Nao estou habilitado para conhecer desdo
j, que rubricas de despeza possiio ser diminui-
das ou supprimidas a nao serem aquellas,
que tenhao do resultar de algumas mudencas
proposlas o somprcmais dilliculloso dimi-
nuir a quem ja possue do que inventar des-
pezas o por isso nao posso informar na pre-
sente occasio.
Renda com appliatcao especial.
Com este titulo acho a renda das baireiraa ,
dasquaes devem ser supprimidas, ou alteradas
em sua forma asduas do padre omingos o
Alto-de D.-Vicencia visto qe a sua despeza
e inuito maior do quo a totalidade dos impos-
los arrecadados; e acho tamboin a rubrica de
5,000 rs. sobre cada bosta nova quo entra na
provincia. Esta ronda pode avultar i muito ,
so fr possivel.por mcio do rogulamentos.dispr
a cobranca de maneira que ella so faca de
preferencia na meza das rendas e nao as re-
cebedorias alias estar urna renda considera-
vel morc da boa 16 de um ou dous ho-
mens.
Estas duas rubricas que sao destinadas as
despezas das estradas sem outro auxilio po-
Dicida activa.
A divida activa 6 ainda consideravol mon-
tando a 21o:U:,820 rs. esupponho quo em
' rasao dos litulos seguros quo de urna grande
A rapariga ,
[) Vide Diario o."
13, t7,18,19, o ai.
1,2, 8,11, 12, 13, 14,
abaixando a cabeca, e mostran-
An a pnrtpjra rpenoiifteo com sumida voz :
Eu estavo all. ..
Mas estas palavras mal chegrao aos ouvidos
doVablo: dirieis, que era o suspiro, que se-
gu a agona e precede a morte E com eTei-
to o rosto de Thcrosa eslava lvido; os olho c.
bertosde nevoa ; o os labios roxos c, tremlos
parociaoannunciar, quo a morte vojto soto
ella c lhe havia imprimido o signa PfcuJ;
_ Entao Fobio diz ella depo.s do longo -
lencio, ,s Idos separar-tos deste quadro, que
tanto amis? t _, ._______emiUranMa.
A icsij.iavao uctaui ...-
c elle cobrio os olhos com as mius.
Entao Fabio, replicou Theresa, vos con-
,:."..-" ..;'..... n:, maos estranhas.'
Theresa !
Vos a vendis !
Por piedade t
_ e a vendis por doze contos de res!
__ Oh calla-vos.
e todava, continuou a moca, que no mes-
mo excesso de sua dor achava coragem este
quadro nao era smente urna obra de arte, nias(
tambem alembranca, em que sereumao nossos,
pcnsamehtos. Mas quo vos importa, a vos Fa-
bio Sperola, que Theresa vos amo, queeiia vo-
l diga, que yos suppliquo do joelhos que a
accrediteis... Sois homem, c como todos ellos,
injusto, desconfiado e cruel. Urna palavra vos
desperta ociume, um ocaso fatal vem prestara
esta suspeita urna sombra de verdade, o para
logo o que um ao outro nos ligava, soffrimen-
tos passados, affeico presente, felicidad.- fu-
tura, tudo se apaga, tudo se esquece, tudo
morra!
-- Theresa!
__ |i7i> inrla inalc Renunciis este qua-
dro, que medizieis vos, era a alegra de vosaos
olhos, como o meu amor era a alegra de vossa
alma. Pozestes nos labios e nos olhos desta vir-
gem tudo o quo a pobre Theresa tinha para vos
de olhares osorrisos d'amor, o como se quizes-
seis arrancar-meocoragSSo para delle laier pre-
sento a outra espoza promettida, idos dar este
bello traballio, no qual confundimos as nossas
almas, este panno animado, onde respirao o
meu eo vossoamor, todo sto ides dar urna
mullier que nao cunheceis, filha do um con-
parto exislem ser cobravel com menos porda ,
do que parece a prmera vista quando so
considerao dividas de niuitos annos anteriores.
I m melhodo se poda seguir para adiantar esta
cobrante o perdoar alguns por cont a ossas
dividas, a medida que OS pagamentos fossem
mais promptos, acceitando dinheiro i\ vista, ou
lettras de boas firmas com os dcsconlos dovidos
aos lempos dos vencimentos o procurando
simultneamente cobrar as dividas, cujosde-
vedores nao so prestassem osles ajustes, por
ineios executivos.
Divida passiva
A divida passiva montava no lim do anno fi-
nanceiro de 18*2 a i 15:087,818 rs Nesta di -
vida figurita moilos crditos concedidos i serv-
ios nao prestados o bem claro lica que muito
melhor que no chamemos divida aqulo ,
que se concedeo, 0 se nfio aeccitou.
Oulras dividas pertencem opessoal, o tai-
ves incluidos empregos vagos e lodas eslas
parodias devem sabir do quadro das dividas
passivas para so entender melhor o estado do
verdadeiroalcance. Fallaren da divida, por tres
emprestimos realisados, do 484:400,000 rs.
com a venda de 770:000,000 nominaos em a-
polices. Para so fazer urna ideia do abysmo ,
em quo teem luneadoa provincia estes empres-
timos e iriao laucar outros quo ja se tcm
autorisado como cousa averiguada por til e
ventajosa bastar contar a historia simples
destos tres primeiros emprestimos.
Para se receberem 484:400,000 rs. ficou
a fa/enda da provincia obrigada k urna di-
vida de 70:000,000 rs. e aos pagamentos
annuaes do 53:000,000, quo eni nove annos
montariao a 485:100,000 rs., quantia ja maior
quo a obtida pelo em prestalo e que cm 1847
estara realisada sem mais sacrificio algum do
que o rocebel-a.
Continuando na investigacao sobre os elToi-
los dasta divida, importante saber-se, que
at hoje s so lem pago 43 contos de reis no-
minaos, o que para pagar 15o pequea quan-
tia eos juros da divida total j se lem gasto
21(5:826,800 reis, de modo que bem contar
s nos rosillo de etr.prestimo rs. 267:873,200,
e oslamos ainda obrigados a urna divida de
727.000,000 reis, pagavel com seus juros em
33 annos a 7 por cont ou com 33 vezes
30:890,000 reis. ou 1,679:370,000 reis, e
coro mais V por cento sobre esta quantia se-
gundo os ajustes com o banco commercial ,
l,746t544,800 res, que, soinmadoscom os
216:826,800 reis prefazem a enorme quan-
tia de 1,963:371,600 reis, que lano, ou
mais devem custar lazenda provincial os tris-
tes 484:400,000 reis quorecebeo pelo cm
prestimo Todos, quantos esfrcos se possiio
fazer para sabir deste i.hysmo, sao bem empre-
gados. Este comprometimiento nao teve por
lim senao adiantar um pODCO do dinheiro in-
sullicionto do todo para concluir a estrada quo
de, urna... Beatriz crudin, porquo essa Bea-
triz < nobre, rica, poderosa, e porque vos me
nao queris mais !
Oh! nao digis isso, porque 6 falso, The-
resa.
Que esperanca!
Theresa, nao sabis vos, nao vedes que
vos amo ?
Entao nao me aecusais mais ?
Duvidar nao h viver; suspeitar mor-
rer! Vede... algumas palavras vossas somon-
teme cu rara o ; vossa proximidade bastou para
arrodar a nuvem. quemo obscureca o pensa-
mento. Nao. a traicao nao tem estn rom nn.
persuade. So a verdade pude callar tlio doce-
mente no coracao Eu vos creio, Theresa, vos
amo, o nada quero saber.
', nao obstanle tudo sabereis... mas este
quadro!
Gonserva-lo-hei.
Eo conde, a quem promettestes.
Nao cuuipriroi a palavra.
E sua lilba, a signora Beatriz.
Oh venha ella, eu a espero, respondeo
Fabio sorrindo-se, Com este retrato diante dos


/
-


\
2
est em mos como se v demonstrado pelas
contal da mesma estrada, e isto por urna im-
paciencia ou desejo do a lazer depressa, quan-
do por mais-pressas que se queiro dar, pouco
antes dos nove annos contar do seu comeco,
estar ^concluida e quandose nao laria menos
obra com os 53:900,000 reis annuaes e as
mais soinmas que (em sido applicadas para
as estradas, como evidentemente so conhece ;
porque o emprestimo ainda deo menos do
que nove ve/es a importancia do seu juro e
amorlisaco. lloje que as estradas nao esto
concluidas ainda se pensa em noios empresti-
mos e se elles orem continuados em mais
dous, ou tres annos ser pouca toda a renda
da provincia para pagamento dos juros e a-
mortisaiao desses em prestimos e nao so pode-
r aser nein mais un palmo de estrada nem
outra despeza alguma.
Nao faltar quem argumente que por mcio de
emprestimos que o governo getal tem acu-
didojissuas urgencias : isto responderei, que
urna nacao quando tem urna gue tentar interna ou externa nao pode demo-
rar as suas despe/.as e forcosamente se ha de
valer de alguma operacao de crdito c nem
por isso se segu que os emprestimos tenbo si-
do vantajozos ao l'rasil ; e responderei mais,
que para urna provincia nao ha a mesma ur-
guencia pois tanto vale que urna estrada se
<'onclua boje, como daqui a mais tres, ou qua-
tro annos; o que se precisa primeiro que ludo,
< que essas, que existem mesmo as ms ,
sejo transitaveis. Nem se diga, que se pre-
cisava este adiantamento para se collocarem as
barreiras porque as harreiras devem pr-8e
mesmo antes para haver dinheiro para as ohras,
e o povo conhecendo o mal, que o espera, an-
tes querer pagar para se Ihe lazerem estradas
corn o que ellas renderem do que pagar urna
estrada com o dinheiro com que so ariio
mais tres da mesma eslcnsao e despeza.
Quanto dinheiro se poder conseguir e lr
dispcnsavcl por meio dos impostas que pro-
pon ho ou de outros deve ser empregado em
compra de apolices deixando os encargos ac-
tuaos da provincia renda que j estava de-
cretada e ao augmento para supprir o dficit,
e applicando ainda amorlisaco das apolices
tudo quanto sobrar.
Como c provavel.que se nao aprcsenlem tan-
tas apolices no mercado quantas ho de ser
procuradas com estes mcios, e mesmo que su-
LSo de preco a poni que nao convenha a-
mortizal-as ainda, devem os dinheiros destina-
dos esta amortisaQao ser empregados em apo-
lices geracs at se adquirir um numero igual as
da provincia em giro, fazendo eITcctivo o resga-
te pelos meios marcados na le. Por este mo-
do estar a provincia salvo dos seus compro-
mellimentos logo que tenha um numero de
apolices geraes igual ao das provinciaes ; pois
com os juros d'aquellas pagar os desta.
Os bilhetes de crdito sao outra operacao rui-
nosa inda mais em si do que o emprestimo
por apolices, o como pequea quantia de-
vem resgatar-se corn os primeiros dinheiros,
anda atrazando alguns outros pagamentos ; c
boiTi nao contar c rundas anticipadas de
que nao ha certeza e muito menos ainda com
quantias hypothecadag j outros pagamen-
l0S' ^ ,-
OrcamintQda despeza ordinaria.
Esta tabella < motivada com clareza por
isso s me loca] fnzer a observacao de que este
oreamento fcilo segundo o estado actual e
nao em relaeao s propostas que faco nesle
mcu relatorio ; e a sua importancia, de reis
418:019,748, tem talvez de ser elevada.
Ornamento da receila ordin tria.
^Por este oreamento *evc\ nue as rendas or li-
narias da provincia nao passao de 330:376.000
rs., por quanto os 57:000,000 rs. com que
ge corita por supprimento dos cofres geracs,
olhos, e a vossa lembranca no meu coracao,
sou invulneravtl.
4< ntios dos dous amantes se op^ri/irrid hrnn-
damente; no mesmo instante deriio 5 boras.
Meu Dos, disse Theresa. quanto me pa-
receo curto este dia, e com tudo quanto temos
solTrido!
He porque em amor, Tliercsa, tudo ven-
tura, ateos solTrimentos e as lagrimas. Mas
que ides j partir; deixar-me to depressa ?
preciso, dase a rapariga.
E que necessidade essa, replicouo pin-
tor com impaciencia ; nao somos nos livres,?
Temos outros senhores alm dos nossos cora-
ces .' l'orque nao rugimos para longe, para
muito lonze d'aqui '.' Ninguem viria pertur-
bar-nos no retiro que escolhessemos, nem o ca-
vaiieirod'ieliu, iifll o conde u Alul, nem es-
xa Beatriz... l'orque haveis de resistir Tlieresa ?
Porque? porque tudo, que pedio, nao po-
de ter hojo lugar. Nao, Fabio, ne.essario
.pie o lempo corroboro a vossa vontade. Con-
!,crai-vns-esta n'oute sem me ouvir, toda esta
te aem me ver, deiial ainaohla approxima-
n-sede vos a tignora Beatriz e seu pai, e
nao devem entrar em nossos clculos porque
a assembla geral pode e deve negar-se s-
ses supprimentos exigidos por provincias que
teem rendas suflicenles e que sos precisao,
deixando-sc arraslar pela tendencia geral de
crear despezas e inventar empregos com o
que nunca mais pdem sabir dos apuros e in-
conveniencia de repetidas necessidades.
Sendo pois a despeza de 440:019,748 rs. ,
e a receita somente de 330:376,000 rs., ser o
dficit de 117:643.748 rs.
Em outros lugares desle relalorio ficSo pro-
postos alguns meios de augmento de renda ,
independenlesainda de melhor fiscalisacao, cu-
ja possibidadc supponho com a creaco da me-
za das rendas; e somente nos doze gneros de
exportadlo para que prpuz diversas avalia-
coes, e augmenta de imposicao s devem
receber mais 99:353,074 rs., como se pode
ver da tabella relativa Com os outros impos-
tos indicados por mim nao ser dilfcil > que se
possao pagar os 17:790,674 rs. que veem
faltar, restando ainda talvez quantias ponde-
raves para scrcm em pregadas naextinccao da
divida.
Oreamento da receila e despeza com applica-
cQo especial.
Estas rendas sao as das harreiras, que mon-
lrao a rs. '28:202.270 e os de 5,000 rs. por
besta muar nova que entrar na provincia e
monlo a 36:003,380 rs que juntos chegro
n 04:206 550 rs.; lorao com tudo julgados no
oreamento em 7(j contos. Supponho que as-
sirnseja, eque, sendo as rendas destinadas
amorlisaco da divida 76 contos e a despeza
de 53:900,000 rs. evidente que a receita
excede em 22:100,000 reis ; mas n5o deixa
por i vida em rs 1,963:371,600 sem necessidade
nenhuma de a contrahir, porque com esses
76 contos todos os annos fazem-se milita! bra-
cas de estrada. E nao deixa de ser preciso ex-
tinguir essa divida para vollar com proveitoef-
fectivo da provincia o sacrificio, que farSo seus
balitantes, pagando 18o consideravcl quantia ,
se ella se nao resgalar antes.
/'xecncSo das leis provinciaes,
Julgo do meu dever dar conla das leis pro-
mulgadas na sesso de 1842 declarando as
que ainda nao foro cumpridas e a rasan por
que Nao larei mensao d'aquellas, que, ten-
do sido cumpridas, nao involvem a necessidade
de expl cacos.
Lci228. Esta lei. concedendo tres loteras
cmara da cidade de Sahara ainda nao (oi
cumprida porque a cmara o nao requereo ;
nem ser fcil porquo est ainda por exlra-
bir urna da cidade do Marianna havendo alem
disso umitas oulrasconcesses anteriores
nao se teern ainda realisado.
N. 230. Esta lei fixando a frca policial
em 440 pracas inclusive 60 do cavallaria fo
cumprida em data de 13 de Janeiro nltimo e
nesse mesmo dia comecou ella a ter execu-
cao.
Ainda se nao po/ em execucao o artigo 9.,
que antorisa o presidente conceder como gra-
tificarlo a sexta parle do sold, eos que tive-
rem mais de qualro annos de hom servico, por-
que, nao sendo o artigo obrigativo, espero po-
der inspecionar pessoalmente as pracas desle
corpo para ento resolver.
Nao me consta que o regulamento n. 6
iei n. 8 tenha sido reformado e ja entreguei
aocommandante do corpo um regulamento pa-
ra me presentar sobre elle as observadles, que
juLar proposito, esobre ellas resolver eu ,
como melhor me parecer.
Em virtude do artigo 14 foi concedida, por
portara de 13 de Janeiro licenca sem tempo,
com o sold por inlciro, ao tenente Luiz Jos de
Olivera gravemente lerido em Santa Luza.
Este official foi inspeccionado em minlia pre-
senta e est nos termos de prestar algum scr-
que
vico e por isso deve por-se limite sua li-
cenca.
N. 231. Supprimindo o lugar de inspector
geral das estradas. Acha-se em execucao desde
que foi promulgada em 13 de Janeiro ultimo.
A secretaria da inspectora geral das estradas
foi posta, por em quanto, debaixo da dreccao do
engenheiro Fernando Halfeld econtinao por
ella os negocios da reparlicao. Em outro lu-
gar ilre mais alguma cousa sobre este ob-
jecto.
N. 232. Acha-se provida a cadeira de latim
da villa de Pitangul creada pelo artigo 3-
desta lei. A da cidade Diamantina ainda nao
foi provida definitivamente, mas o governo tem
contratado com um cidado o regel-a por tem-
po de um anno.
Nao leve anda lugara reposico das quantias,
despendidas com a instrueco de Fernando Va/
de Mello ; mas no obstante ter recorrido para
a relaco do districto da suspensao em que foi
condemnado, se teem passado as ordens para se
fazerem efTeclivas as condieces do contracto.
Devo dizer neste lugar que me parece pouco
generoso dar-se instruccSo um mancebo e
pedir-Ihe as despezas del la quando perse-
guido pela justica.
N. 233 Por esta lci o presidente auto-
risado eontractarum emprestimo, cuja amor-
lisaco e juros nao excedo 18 contos de res
por anno, isto ; um emprestimo cujo valor
nominal seja de 257:142.857 reis, ou mais
claramente suppondo as apolices ;s 69 '/ p
cento que foi a emissao mais vanlajosa que
se tem leilo contratar um emprestimo de
178:714,285 reis para ser pago com a despeza
de 594:600,000 reis nao entrando ainda em
conta 4 por cento sobre esla quantia que se-
r o 23:760,000 res, e oulras diversas des-
pezas.
Vendo eu claramente que em 10'annosde
ce-branca dos 18 conlos e applicando-os cons-
tantemente s estradas, teremos despendido
nellas 180 contos, quantia ainda maior do que
aquella que se pode obter pelo emprestimo ;
c que por outro lado nao urna desgraca que
a estrada de Marianna e oulras se facao em
10 annos porque talvez ellas se nao (arad
perfcilas em muito menos lempo, nao tenho
pensado em realisar tal emprestimo ; e com ef-
feito pouco se precisa discorrer para se nao ver,
que com 18 contos de reis por anno suppon-
do os jornaleiros 600 reis diarios, e suppon-
do 280 das de servico poderemos empregar
constantemente as estradas at 100 trabaja-
dores restando-nos ainda mais de um conlo de
reis para ferramentas e oulras despezas: que
nao ser muito fcil achar mais de 100 tnba-
Ihadorcs para reunir em um s ponto e que
ser isto verdade ociosa ser toda a quantia ex-
cedente; que os 100 trabajadores ainda
quando se alistem, nem todos tero sade
pcifcila em todos os dias e nem todos mere-
cero ou Ibes tocar o jornal de 600 reis o
assim sohejar mais dinheiro, para delle se
deduzr o diverso jornal de outros, e o paga-
mento de administrarlo alm de que pdem
... ~,a;.:_._ __-.i-..-- "--"i---- h ...
SCI .'"lliuuin.j IIIOIIU9 lluuailliiuuiLi u iv"
gular-seo pessoal electivo pelos 18 contos. Se
esta assembla apprcvar esta medida pdem os
18 contos ser empregados nos trabalhos das es-
tradas e dar-se principio de Marianna.
N. 234 Fixando a despeza da provincia,
e decretando a arrecadacao de impnstos. Esta
lei acha-se em vigor em todos os seus arligos,
exceptan do 8.', que autorisa a antecipacao
de rendas por meio de bilhetes de crdito que
vencem juro de 12 por cento ao anno.
E to ruinoso este meio que tenho muito >
peito conseguir dcsla assembla o crdito
necessario para resgalar, quanto antes, esta di-
vida.
N. 235. Autorlsando a cmara municipal
da cidade Diamantina a conliahr umempresti-

quando a pobre Thcresa sair victoriosa desta ar-
cada experiencia, quando sangue irio e com a
cabeca tranquilla tivcrdesaccragcinde recusar
ambos o que a mim me concedis ; ento, e so-
mente ento me acharis vosso lado, alegro,
8 orgulhosa do meu Iriumpho, feliz sobretodo
por vos ver convencido da minha sinceridade,
(eliz, por ter to bern empregado o rneu amor!
Fabio ficou por algum tempo aturdido pela
mgica destas doces palavras. Elle sentio esse
tremor magntico, e voluptuoso, que d'ordi-
nario transmiltido a todos os sentidos pelo
(hoque de um prazer imprevi-to. Tliereza nao
Ihe deo lempo responder. Apertou-lhe ter-!
mente a mo, e sabio correndo.
A esperanca um facho mgico : consolado-1
ra pressurosa dohomein, doura com o mesmo ,
rain o ponwiiueulo que a aima se recome e o j
horizonte em que repousao os olhos. Tudo se
tornou brilhantc eexplendido aos de Fabio.
Por certo que esse dia,to fe umi em solem-
nes revelacoes, to prenhc ainda de emoces
profundas, devia imprimir nelle o cui.ho de
urna lembranca eterna. No espaco de algumas
horas tinha elle passado pelas sensacoes.as mais |
oppostas e contrarias. Todos esses solTrimen-
tos fhehavioaberto no coracao urna chaga vi-
vo, e suii(iicii... c iuci.ni.i apenas ihe resta-
va urna lembranca vaga do tantas tristezas o a-
gilaces. Um perdo aconselhado pelo co, e
tambein os protestos de Tlieresa, tinhao derra-
mado sobre essa chaga urn balsamo milagroso.
A suspeita, o odio, a vinganca, tudo isto se
liavtu exlincto, como o incendio que nada mais
acha a devorar. Fabio estava tranquillo, ou
antes agitado da febre da felicidade. Tudo que
sabia e quera era amar
Porm da mais abstracta poezia realidade
mais positiva h s um passo.IFabio imaaina-
va para o dia seguintea partida, a fgida, a
liberdade Via-se j escondido com Tlieresa
em algum retiro desconhecido, onde nao pode-
rla alcancal-os o ultimo echo do barulho deste
mundo. J seellelangava nesses paizes ima-
ginarios, que se apresento aos espiritos exal-
tados como um longiquo rellexo, quando um
pensamento muito simples o suspendeo de re-
pente, trazenjo-o ao sentimento de sua verda-
dera posico. Estava elle sem dvida longe
da pobresa. bavla muito tempo, que linhu com
mo, para a construcco de pontcs, e concert
de estradas Por lortuna, ainda este empresti-
mo se nao realisou : ello devia ser de 12 contos
de-reis, vencendo juros de 12 por cento ao an-
no. isto ainda mais (alai provincia, do
que os emprestimos por mcio do apolices, co-
mo fica dito em outro lugar.
Das leis dos annos anteriores estava porcum-
prira de n. 169, sobre a qual tenho expendida
nimbas ideias em outra parte deste relalorio.
Tambem nao temproduzido o desejado elTei-
to a lei n. 148, que faculta a creaco da um
hospital de caridadeem cada municipio da pro-
vincia. Tendo-seexigido informacoes das c-
maras municipaes sobre as diligencias, que ti-
nho eito em cumprimento desta lei, s 12 res-
pondro, dando diversos motivos, que teem
obstado a creaco do to uteisestabelocimentos:
alguma dellas teem ainda esperancas, de que
se possa realisar o beneficio da le, e promet-
tem empregar para esse fin os seus eslrcos.
OBJEC1 US DIVERSOS.
AflKlCOLTrjRA, INDUSTRIA, CMAgAO DE KA^AJ,
E MINEKACA.
agricultura, e Industria,
Sao principios seguidos de muita (ente, que
os paizes agrcolas nao devem cuidar de ne-
nlium outro objecto, e eu sou de principios, que
todo o paiz deveaproveitar-se das suas vanta-
gens, e por isso fallarei dos quatro ramos de ri-
queza, que fazem o titulo desle artigo.
Os gneros de agricultura em um paiz cen-
tral, carecido ainda de estradas de ferro, para
gosar das vantagens desse meio espantoso de
transporte, ede canaes do navegaco, que pro-
tejoa sua exportacao, nao pdem ser outros,
que os necessarios a vida, e consumo diario, c
quando multo algunTgenero de maior valor,
como boje o call, e o fumo, o seria o anit,
a coxonilha, as plantas medicinaes, c algum
outro genero no mesmo caso, que tenha de pa-
gar, embora, muito dinheiro, pela sua conduc-
ho, mas que, pelo seu valor no mercado, tor-
na insignificante esta despeza. Todos os ou-
tros gneros nao pdem ser transporlados em
bruto, e devem ser enviados, ou transformados
inteiramente, comoomilho reduzido a porcos
em p, ou toucingo, e o algodo em tecidos,
rnaisou menosgrossos, e oscouros em solas,
atanados, ou beierros, e outros ramos
de industria. Desta exposico se pude con-
cluir, que urna das provincias, que mais deve
cuidar de sua industria, esta de Minas-Ge-
raes.
A industria lem pouco desenvolvimento neslr
provincia, mas nao tao pouco, que nao seja
bastante para mostrar a tendencia, e a habili-
dade de seus habitantes. O modo, por que o
governo pode mais directamente animar a in-
dustria, animando o consumo, e protegeudo
por via de premios pecuniarios as novas deseo-
bertas, ou a maior produeco de Irabalho. Es-
ta assembla pode decretar animalmente una
quantia, constante de vinte contos de reis por
exemplo, para ser depositada no banco com-
nien ial, vencendo o respectivo juro, e aecumu-
mulando-o, assim como as novas quantias an-
nuaes, para, sobre esse capital,estabelecer pre-
mios, que tirar habilitada conceder de urna
s vez, ou repailidamcnte aquellos, que cum-
prirem certas condicoes estipuladas; suppo-
nhanios.
De vinte. ou mais contos de res primeira
fabrica que fiar algodo at a grossura de um
flirpilns
.l.-l~ .,
UUUW
n min li wr 16 inen n<
correspondentes k tantos quintaes de fio expor-
tado, ou vendido fabricas de lecidos.
De oulra igual quantia ou muito maior
primeira fabrica de lecidos, que os produzir
iguaes aos panninbos, e morins, que nos vem
de lora tendo por determinadas condicoes a
quantidade produzda, o numero de individuos
empregados e urna certa duraco em lempo de
existencia da fabrica de modo que a exigen-
cia do premio nunca possa ser feita por queiu
nao tenha despendido muito maior quantia.
Similhantes premios, e com iguaes cautelas,
se pdem ollerccer quem maior numero de
meios desolla exportar para fra da provincia ,
ou de couros curtidos ; quem estabelecer al-
guma fabrica de lecidos de la de louca fina,
queoccorrer suas despezas diarias larga, o
commodamente; e o seu trabalho era sulllcien-
ie para a saiisacao de seus ligitimos dese|os.
Mas deixar a cidade.emprehender de improviso
urna longa viagem e urna especie de rapto, pois
que hava resolvido fugir com Tlieresa ; era
sem di) vida para dar grande so ruma de despe-
zas inesperadas. Fabio precisava de dinheiro,
de muito dinheiro: o falla este jamis as oc-
casifs extremas ? A necessidade um esti-
mulante que fustiga as imaginaces mais pre-
guicosas ; veio Fabio urna ideia que por cer-
to a sangue fri nunca llio teria occorrido. l'oi
a ampefra. rrllnn
" Mcstro Elias! mestre Elias!
i) judeo eslava quasi adormecido entrada
da sua pousada. Tambem elle tinha tido as
suas emocoes, queohaviao fatigado. Ue^onhe-
ceo todava sem custo a voz do artista.
J l vou Sr. Fabio, respondeo estregan-
do os olhos.
EcomclTeilo poucos minutos depois appare-
ceo o adello.
fContinuar-se-ha.J


e outras quaesquer, de que algum particular se
lombre.
Hitas fabricas establecidas pouparo aos la-
vrmlorcs a conducejiode seus gneros om bruto,
e un espirito provincial (que ueste caso, jus-
to e se reduz a espirito brasileiro), bem desen-
volvido, lar, cora que os habitantes da provin-
cia nao consumo ern suas casas genero algum
estrangeiro d'aquelles, que houvercm na pro-
vincia ainda que mais caros ou mais gros-
seirossejao.
Criando de ragas.
Um dos mais ricos productos dos campos sao
os rebanbos bem tratados, lista provincia, a-
hundandoem campos pode producir animaos
de niuitas especies e devein seas administra-
dores cuidar, quanto ser possa, da propagacio de
novas racas como a de camellos ou drome-
darios animaos mais proprios, que BOCon.be-
cein para condceles pesadas; cuidar doapu-
rameiito das racas, que jtoem procurado oeru-
gamento com animaos viudos de lora. De to-
das as castas de animaos as que me parecem
mais dignas de attenco sao asilos animaosca-
valares e langeros. O melhoramento desta
ultima raoa est muito do accordo com a pro-
posta de proteccao as fabricas de lanificios.
Mineracao.
Tem ainda esta provincia oulro grande re-
curso na causa primaria do sua existencia, e de
quo toma o nome.
O titulo de Minas-Geraesjulgo quo 6 mais
bem cabido pela generalidade dos minoraes,
que pela goncralidade das minas deouro. Os
primeiros Mineiros dedicrao se quasi exclusi-
vamente ao ouro, e dopois aos diamantes, des-
pajando todos os outros mineraes Derao-so
aos trabalhos de minorar, om quanto pelos
meioc de que tinbao visto usar podrao ti-
rar lucro da oxploraco e medida, que esta
ge tornou mais diflicil oi sendo abandonada ,
ecahio em grande parte a mineracao do ouro.
Km seguida foi abandonada pelo govorno a dos
diamantes, que est boje entregue aos grim
peiros. Theorias bem concebidas e publica-
das para nosso govorno, e nao para goverho dos
autores, lizerao cabir as nossas mclhores minas
de ouro om maos estrangoiras que pelo servi-
co que fazein em demonstrar-nos que om
nossa torra ainda lia muito ouro o vao tiran-
do todo, e dando-nos em premio da no>sa con-
descendencia c urbanidade uns 10 por / jo
producto das nossas minas. Os nossos minei-
ros nao julgando j seu esto precioso metal ,
teem-se dado a mineracao do Ierro e existem
boje bastantes fabricas do quo talvez nos re-
sulte a extinecao de militas maltas.
So os ostrangoiros pdem explorar as nossas
ninas, porque s*e frinao em companhias e
dispoem assim de capitaes avullados com que
vencein todas as despezas, e preparos de urna
mineracao em glande tambein os nacionaes o
pdom fa/.er; ecsta asscmbla, fazendo-so pro-
prielaria de algum numero consideravel de ac-
eas-, pode convidar mais socios, e intentar a
mineracao do ouro dos diamantes, ou de ou-
tro quaiquer metal cu|a oxploraco possa pa-
gar as despezas e concorrer assim, para que
este ramo de riqueza iambein pdjtenca es na-
cionaes. (Continuar-se-ha.)
Esp ranca-de-Rebiribe, commandnntc o 2."
tonente Panfilo Franco Velasques.
.Varios entrados no da 26.
Terra nova; 3tdias, briguo ingle/. Diana,
de 137 toneladas capitao Walter Greig ,
equipagem 14, carga bacalho; a consigna-
cao de James Crabtree & Companbia.
Rio-de-janeiro ; 30 das, briguo brasileiro ,S
JoSo Haptista, de 209 toneladas, capitao Joao
Goncalves Rocha, equipagom 12 etffgadi-
versos gneros; ao propietario Jos Gon-
calves Casco.
Edita I.
MiguelArchanjo Monteiro d'Andrade, ca-
ralleiro da ordem de Ckristo e inspector d fmdega de Pernambuco por S. M. 1. que
Peos guarde fc.
Faco saber, que no dia 2!) do corrento ao
meio dia, na porta d'allandega, so bao de arre-
matar 400 orinos branros para criancas no
valor do 30,000 rs. clO ditos azues no va-
lor de 20,OOOrs impugnados polo amanuense
Gabriel Alfonso Regueira, no despacho por
factura de Fox Brothers sob n. 3003 sendo a
arrematadlo sujeita direitos e expediente.
Alfandoga 2G de Janeiro de 1844.
Miguel Archanjo Monteiro dt Andrade.
DIARIO DE PHN.UIBIM
No dia 8 do corrente tornou posso da presi-
dencia da provincia do-Bio-grande-do-norte o
Exm. Snr. Francisco do Quc.roz Coulinho
Mattoso da cmara que por s. M. o impera-
dor lora nomoado para eSse importante cargo.
As boas qualidades, quo adornao a pessoa
cen do queS. Ex. empregar todos os mc.os
ao seu alcance para promover a felicidado do
povo cujos destinos lao sabiamente orao con-
fiados sua direccao e que os beneficios, que
aos habitantes d'aquella provincia bao de pro-
vir da sua adminislracao ser5 um motivo de
mais para que elles se conserven! firmes no
respeito. amor, eadheso. nue consagrao ao
NOSS AUGUSTO MONARCH.%.
ERC80.
Alfaildega.
Bendimento do dia 26.......... 2:7578714
escarrego hoje 27.
uarca/Aomaz-/""' ^. ------v------
Brigue Dianna bacalhao.
Barca- \aam.-farnha breo esabao.
> ___..... -Fnrhmndiversos le-
i'atacno iifiiimunjui...
noros.
Woviareiito do orto
Navio tahido no dia 25.
Prto-de-galinbas ; cter de guerra bras.le.ro
l>ec!aracoes.
=s Tendo o subdelegado do 2. districto da
comarca do Cabo feito prender o preto Joao
Sabino, que se inculcava livre e vivia como
tal, ha do/.o annos e conduzil o ao coronel
Francisco de Narros Bogo sonhor do cngenl.o
Sauh do quem o mesmo preto confessra ser
cscravo ; aconteceo que os portadores, des-
cantando no dia 5 do corrente om trras do
engcnbo Limo, comarca do Rio-formoso ,
tivessem a facilidado de tirar as algmas ao pro-
lo para jantar; e este aproveitando-se do um
descuido o estando presente um dos seus guar-
das somente o matou efugio; e quandoa-
co.rao os dous, que estavao um pomo dis-
tantes o nao podrao colher as m8os, e o
assassino se escapou sao e salvo. Roga-se por
tanto as autoridades policiaes d'ambas as co-
marcas mencionadas, o as de quaiquer outra ,
queiro fazer toda a diligencia por capturar o
cscravo assassino, cujos signaes sao os seguin-
tes : baixo corpo delgado pouca barba o-
relha direita furada casado com mulher livre,
de quem tem filhos; tem morado como livro ,
esemprc com o^mme de Joao Sabino om A-
gua-preta onde casou em Jacararaca ter-
mo do Cnriri e em outros lugares, o levou
na occasiao de escapar-se, urna espada loda a-
parelhada do prata.
__ Oabaixo assignado, encarregado do lan-
camenlo da decima dos predios urbanos do hair-
ro de S. Antonio desta cidado, avisa aos snrs.
proprietarios e a quem convicr, que no dia
3 do corrente principia o lancamento da refe-
rida dcima, assim como previne aosinquili-
nos das casas que tenhao promptos os recibos
do aluuer das mencionadas casas. Rene 2 c
Janeiro de 1844. O 1." escriturario ,
JoSo Ignacio do liego.
5. Valsa...........'velly.
Intervallo de 15 minutos.
Segunda parto.
(runde ovcrima.
Findar-se-ba o espectculo pela pantomima
Jocho uu o macaco do Brasil.
DistribuicKo.
Jocl-.o ou o macaco do Brasil Beprosenta-
do pelo celebro Mr. Josepb Marcctti que
tem ohtido em toda a parte os mais vivos
applausos.
Fernando, rico lavrador ~ Mr. I- Frin.
Podro administrador de I ornandoMr. I.on
Giavelly
I.ourenco carcter cmico Mr. r. Bavel.
Domingos. criado de l-ourenco Mr. Charles
Winther.
Zacaras, criado de Pedro Mr. Martin Gia-
velly.
A mulher de Fernando Mme. Fnlon.
Gara, papilla dePedro Mme. Marlin Giavelly.
Julio lilho de Fernando O menino.
Camponezes lavradores &c
ANNUvCIp.
^ao o Catbolico n. 22 o qual contm o
Evangelho d'amanbaa esua explicarao ; um
artigo sobre o peccado contra a eperanca ; c
outro do triumpho da rcligiao ebristaa na
morte de Luiz 1G. Vende so a 80 rs o n. o
subscreve-sc na Praca-da-independencia li-
vraria n. 0 e 8 a 000 rs. por quartel.
Avisos martimos.
THEATRU PUBLICO.
HOJE 27 DKJAMiill
DE 1844.
DECIMA-PRIMEIRA HEPRESENTACA
da
COMPANHA RAVEL.
Beneficio de Mr. Charles Winther.
Primcira parte.
Dar principio ao espectculo as 8 horas em
ponto a overtura de
Zampa.
Execulada em grande orchestra seguir-sc-
hao as
Dansas de corda.
Excrcicios novos por loda a companbia.
Mr Charles Winther terminar as dansas
do corda pelos seus admiraveis exercic.os ,
c executar o grande passo de tamboril.
A festa campestre ,
ou
Os velhos dansadores.
Pantomima cmica a ma.or parte desta pe-
ca ser exocutada em duas cordas.
Distribuicao.
Cavallciro Lourdou carcter com.co Mr.
Francisco Bavel.
~ i. -u;. Mr Jnsenh Marcctti.
Camponezes. eeomponeza.
Pansas entercaladas na peca.
N. 1. A allema por Mr. Marl.n Giavelly e
Madame Fnlon.
o Passo do velhos .. I Por Mr. Charles tamhem se encarregar le cnsinar com perfei-
3. Adagio de Tancrdel Winther, e Ma- cao. coser, bordar, lavarinto, &c. A fa-
4 Passo de dous ... [dame Martin Gia- milia fcil de conduzr-so, por constar do
annunciante suaseohora, um fimo pequeo,
e dous escravos: quem se quizer utilizar de ieu
prestimo annuncie.
LOTERA 1)0 THEATRO.
As rodas da 2." parle da 15.
lotera teem o sen infallivel
andamento no dia 30 do cor-
Irente me/., fiquem ou nao
bilhetes por vender, e os
restantes ae!io-se as lojas
j annunciidas.
Quem precisar de urna ama do bons cos-
lurncs para o servid) interior de urna casa ,
dirija-se a rua do lleciim n. 19.
Precisa-sed urna preta lorra ou ca-
ptiva para o servico interno de urna casa, que
saiba engommar, clavar: no A tlerro-da-Boa-
vista sobrado n. 65.
=. Faz-se sciente todas as pessoas, que
teem penboros na toja de miudezasdo Attcrro-
da-Boa-vista n. 54, haja5 de os ir tirar no
praso de oito das ose nao o li/erem sera
vendidos para pagamento ; o para que 001 lem-
po algum se nao cbamem a ignorancia faz-se
o presente aviso.
= Aluga-se urna casa nova de dous andaros
prximamente acabada demuitos e bonscom-
modos quintal cacimba d muito boa agua,
ecoxeira para dous, ou mais carros, sita na
rua do Arago : a fallar com Manoel Peroira
Teixcira morador em seu sitio da Estan-
cia.
loga-se ao snr. quo mandou fazor un
concertos na rua estrella do Bozario por um
marcineiro o favor de ir pagar quanto antes
a quantia do 14,000 seno quizer ver o seu
lome publicado.
flercce-so urna criada Portugueza pa-
ra todo o servico decente e interior de urna
casa ; quem a pretender dirija-se a rua da
Trompe n. 52.
Gratifica-so com 50,000 rs. a quem der
noticias de um assassino que no dia 25 do
corrente as 11 horas do dia seguio pela estrada
do Giguia com um clavinote novo, branco,
de 18 a 20 annos pouca barca secco do cor-
po calcas ejaquota de ganga azul cl.inellas
nos pos chapeo do pello velho com urna aba
ras-jada ; na Bua-nova n. 10.
SOCIEDADE THEATRAL MEI.PO.ME-
NENCE.
O 1. secretario faz sciente aos senhores so-
cios que domingo ( 28 do corrente ) bavor
sesso da sociedade na casa do suas representa-
cOes pelas tres horas da tarde para so tratar de
negocio de grande interesse da mosma socie-
dade.
Acha-se na loja de .!. Mcroz, relojoeiro,
na Praca-da independencia ns. 18 e 20, alm
de um sortimento de relogiosde olgiboira de
paredo c meza, anneis, brincos alfineles de
uuii', i-iiiionio, le f a menta para ourives,
como limas de meia canna, triangulas, chatas ,
corta-unbas, alicates, lena/es, sorras, e ser-
roles, vidrosdeoeulos de ver ao longo rouge
para polir, cadill.os podras de cristal, es-
covinbas. bruxcllas e outros objectos diverso?.
ss Manoel 'erreira da Silva Ramos convida a
seu ex caixeiro Jos Miguel de Miranda para
que faca o favor de ir em sua casa justar suas
contas o mesmo para Ihe dar solucao de al-
gumas quantias por elle recebidas e nao en-
tregues como consta das notas que todas as
semanas Ihe entrega va com as quantias recebi-
das c de quem ; assim como tambem um pe-
queo quaderno que tinba seu particular aondo
fazia notas das que me entrega! ; mas urnas,
e outras provSo a falta da entrega de algumas
quantias ; assim queira fa/er obzequio appa-
recer nesta sua casa para nos ajustarmos urnas
c outras contas e na falta usarei dos meios da
le.
= Alugao-se o primeiroe segundo andares
=: Para o Aracaty segu viagem o hiato
Flor-de-.arangeiras o mais breve possivel ,
por ter parto do seu carregamento prompto :
quem quizer carrejar ou ir de passagem di-
rija se rua da Cadeia do Rocifo loja de fa-
zendas n. 37.
Para quaiquer porto Ireta-se a barca in-
glcza Emilia capitao A. Dadeon forrada,
e encavilhada de cobre ; os pretondentes di
rijo-se aos consignatarios Ale. Galmont &
Companbia.
= Para o Aracaty pretendo sair o bem co-
nhecido hiato Olinda no dia 8 de feveroiro p.
futuro impreterivelmento com a carca quo
tiver a bordo : tratar-so com o propietario
Manoel Joaquim Pedro da Costa ruada'Cru/.
n 51. .
a: Para o Havre seguir no da 20 de feve-
reiro a barca france/a Cacimir-delaiigne ca-
pitao P. Brrindoague ; quem nella quizer car-
rogar ou ir do passagem, para o que tem ex-
cedentes cmmodos : dirija-se aos seus consig-
natarios B. Lasserre &C.
ss' O briguo Amelia do que capitao Joao
Ignacio de Monozes com brevidado segu via-
gem para Lisboa com escalla pelas llhas-dos-
Acores: quem quizer carregar, ou ir de pas-
sagem falle com o mesmo capitao ou com
Joao Jos da Cruz.
lines.
= Manoel Antonio Pinto da Silva, tendo de
mudar deestahelocimento de ma/cipeiro. con-
tinuar a vender om leilao. por lodo, e qaaiquai
preco e por ntervencio do corrector Ol.veira,
a rstanle mobilia. quccomprohend.a o que al
agora lom tido inclusivo duas excedentes mo-
bilias completas asquaes foro manulactura-
das d'cncommenda pelos mais habis artistas
d'esta cidado o toda a fotromenta o bancos
dooflicio: quarta-feira31,'do corrento, as 10
horas da manhaa no seu armazem na rua da
Cruz, pordetraz do Corpo-santo.
__ Q corretor Olivcira far leilao de bonito
sortimento de fazendaslimpas inglczas, e fran-
ce/as as mais proprias d'este mercado, porcom-
prehenderem algodaosinhos, madapoljos, cha-
les, chitas, meias, riscados, lillas, brins. sus-
pensorios, platiihas, cassas, panninhos. batas,
bicos finos meias do seda, e do algodao, &c,
quesevendero a praso por preco rnsoaveis ; e
a dinheiro urna porrao de botins, e sapalos in-
glczes o alguns outros artigos por todo o pro-
co, que se offerecer: terca-feira, 30 do corren-
te, as 10 horas da manhaa, no primeiro andar
da sua casa.
Avisos diversos.
da casa n. 28 ," da rua da Cruz ; a tratar no
primeiro andar da mesma casa.
Quem precisar do urna ama para casa de
homem solleiro a qual engomma cose e
cozinba dirija-se a rua do Livramento n. 13.
Quem precisar alugar 4 escravos para tra-
balharem em armazem de assucar dirija-se a
Bua-nova n 38.
= Os snrs. Manoel Ignacio Bezerra Caval-
._ t...:- /",--j:j p.mM >ln fsri'&lbfl
Jos Juliao Camello Luz Francisco Jos dos
Santos Jos Machado da Bocha Januario
c.....:,, fn^aml Enstaoiiio Jos N'nnps Mu-
*U ...........
Um homem capuz e que tema neces-
saria inslruccao so offorece para onsinar per-
eitameiiie, ra d'esia praca, primeiras lettras, .^..-..- -------_,
e "rammatica latina : quem Ihe convicr an- n.z Jos Sever.no de Mello e Vicente fer-
nJ,nce I reir de Barros, annunciem suas moradas, ou
m homem casado propoe-se a onsinar dirijao-so Ba imperial foAtttm n. 67 :
primeiras lettras e grammatica latina satisfa- a fallar com Jos l rancisco da Silva lenna a
toriamente fura d'esta praca; o sua mulher negocios de seus intcresses.
i-


muito fiel por 6j
para sitio , ou on-
do vaccas; na rua
D se 250.000 rs. a premio sobre pe-
tihores de ouro ou prata ; na Rua-imperial
n. 37. '
OTerecc-se um moro Portuguez para
criado de una casa particular ou mesmo pa-
ra bolieiro ni oda mesmo para fra .la provin-
cia pois d fiador a su.i conducta; quem o
precisar, dirija-se ao pateo do Terco luja de
Manoel de Souza Guimares pela segun-
da vez avisa por este a qualquer pessoa, que te-
nha cartas de (ancas assignadas por elle.de
alugueis de casas ,(|iiehnja das apresenlar no
praso de 3 dias para sercm pagos os ditos
alugueis por que as mesmas cartas o annun-
m ciante se obliga; e, deixando de o fazer no pra-
so marcado iicarsem eflfeito algum as re-
feridas (ancas e os possuidores dolas sern di
rcilo algum dcpoderemrecebcrdo fiador: epara
qufl nao possao em lempo algum reclamar, se
I lies faz o presente aviso.
D-se dinheiro apuros em quantias de
100,000 rs. para cima com pen'joiesde ou
ro ou prata ; na ra da l'raia n. 22.
* as George C. Prior cidadao Americano ,
retira-se para fra do imperio.
Precisase alugar dando-se 12S rs.
mcnsaes e o sustento, dous pretos para o ser-
vico ordinario de padaria para carregar pao ,
e agua : na travessa da Madre de Dos n 11.
Aluga-se um preto
rs. mcnsaes, isto sendo
gento como para tratar
dos Quageia n. 11.
Precisao-se do duas criadas honestas e
diligentes no servido interno de urna casa de
familia ; na ra das ['lores n. 21.
= Po porto da ra da Aurora desappareceo
lima canoa aberta, pequea scm banco eso
com paneiro ; quem della souber, ou tiver no-
ticias aonde est dirija-se a ra da Senzalla-
velha n 8V que ser recompensado.
Perdeo-so desde a Rua-direita at: a
ra de Aguas-verdes um bolao de ouro de
punlio de camisa quem o achou querendo
restituiol-o, dirija-se a Rua-direita na esqui-
na de S. Pedro n. 16, que ser generosa-
mente gratificado.
Desappareceo no dia 23 do crrenle da
ra da Aurora delronto du casa do descmbar-
gardor Bastos, urna canda pintada de encarna-
do j velba que carrega 4 ou 5 caixas ;
roga-se a quem della tifer noticias de diri-
gir-se a ra do Oueimado toja de ferragens n.
4, que ser gratificado.
D-se 400. rs. a juros de dous por cen-
to ao mez com hypolheca ou firmas a con-
tento ; na Praca-da-Roa-vista n. 17.
Troca-si) um relogio de saboneta de pra-
ta por um de caixa de ouro o que scja bom
regulador ; na Rua-imperial n. 107.
Aluga-se urna casa terrea com muito
bons commodos para qualquer familia; o seu
preco muilo rasoavel ; trala-se na Rua-direi-
ta armazem n.
Da casa do abaixo assignado furtarao no
dia''a do rerrente urna colher de prata, sup-
pe-se ser preto ou preta de casa ; por isso
roga-se a qualquer pessoa a quem foroflerecida
a dita colber por venda ou empenbada de
apprehendcr e levar a casa do abaixo assigna-
do que receber o quanto deo por ella ; pois
so se deseja saber qual das pretas, ou pretos tem
tao boas habilidades. M. F. da Silva Ra-
mvi.
Precisa-se a par coa i um menino em
escripti ; quem esliver restas circunstancias
Anuncie.
Roga-se ao sr. Jos Quedes Salgueiro
de fazer o favor de ir ao bairro da Boa-vista, ao
p do sobrado do Travasso tratar arto ne-
gocio com Mara Felicia \ entura..
= Aluga-se urna casa terrea da parle da
sombra com commodos para familia quin-
tal murado, e grande sita na ra de S. Gon-
zalo ; quem a pretender, dirija-se a ra da
Alegra n. 3-.
Precisa-se de 800S rs. a juros com hy-
polheca de escravos ou predios nesta praca ;
ueiii iiver annunciu.
=a Precisa-se de um feitor para sitio que
cntenda bem dejardim c borla ; a tratar na
ra da Aurora n. 26.
= O sur. Manoel Rodrigues da Silva, que
foi caxciro en: urna loja do cera delronto do
beco do Rozario assim como o encarregado
da casa do fallecido Jos Antonio Gomes ba-
jao de dirigir-so a ra de S. Thcresa n. 10
a negocio de mu interesses.
COLLEGIO-SANCTA-GRUZ.
ALTA
De inglez e ranrez.
\f 9111. 4U3L HJ ;tllU ..<- .v v.....-^w
para ensnar estas linguas n'cstecollegio.
Continan a matricular-se as diversas au_=
lai do oslabelecimepto alumnos pensionistas;
ineio-pensionistas e externos.
Tabellados precos para as tres classes de
alumnos.
Extimos
Para os que frequento urna aula 5000 rs
mcnsaes: para os quo frequento duas 8000 rs.
Meio-pensionistat
Mximo 16,000 rs., medio 14,000 rs. m-
nimo 12,000 rs.
Pensionislat
Mximo 26,000 rs. medio 24,000 rs. m-
nimo 22,000 rs.
O director
Antonio Mara Chavet t Mello.
-.-.:.,
MfMm
Compras
res a 28,000 rs., coicas de ditos a 12,000 rs. ,
colletes de setim preto de Macu a 7,000 rs. ,
e todas as inais obras se fazem por preco com-
modo e com a maior brevidade ; no Atierro-
da-Boa-vista lojadealfaiate de Manoel Joa-
quim Venancio de Souza.
= Vendem-se livros em branco de muito
bom papel, proprios para recibos, entradas,
ou outra qualquer escripia por preco muito
commodo ; na ra de S. Rita-nova n. 88.
es Vende-se um sobrado do 3 andares e
soto sito na ra da Cruz defronte do beco
, bb Vendem se 3 pedras sacadas, de Lis-
boa lendo de comprido 3a palmos, e 4 do-
largo sendo de muito boa qualidade e beni
fornidas ; na ra da Praia serrara n. 22.
= Vendem-se duas banquinbas de angico
12 cadeiras de assento do palhinha um par
de mangas, umrefecom terrado, redes no-
vas evelhas para viveiro ; na ra de S. Jos
n. 21 de manlia das 6 as 8 horas e de tar-
das 5 as 7.
ss Vendem-se meios bilhetes da lotera do
theatro que corre no dia 30 do correte ; na
= Compra-se efectivamente nesta Typogra-
phia toda a qualidade de pannos cortados ou
vclhos de linho, e algodao, toda a especie
de fibra linheza algodao de refugo em ra-
ma papel e papelao vclho.
= Compra-se ou aluga-se urna canda
aberta de carreira ; na ra das Larangeiras,
sobrado n. 5 de Claudio Dubeux ou an-
nuncie.
=s Compra-se ouro velho prata, paga-
se melhor, do quo em outra qualquer parte; na
Rua-nova loja franceza n. 9.
= Comprao-se efTectivamente para fra da
provincia mulatas negras, e moloques de 12
a 20 annos, pagSo-se bem; na Rua-nova,
loja de ferragens 16.
Compra se um oratorio de tres faces de
vidro ; quem tiver annuncie.
Vendas.
= Vende-se muito bom rap de Lisboa ;
na ra da Cadoia do Recifa loja de Joo da
Cunha Magalhaes.
= \ ende-se urna venda nos Quatro-cantos
da Boa-vista n. 93, com poucos fundos, e
bons commodos para famlia a dinheiro ou
a praso ; a tratar na ra do Amorim n. 50, pri-
meiro andar.
\ ende-se um bonito moleque de 18 an-
nos proprio para pagem e trabalhador de
cncbada ; na ra da Concciclo da Boa-vista
n. 26.
Vendem-se dous escravos pora todo o ser-
vico ; na ra larga do Rozario segundo an-
dar por cima da botica do Barlholomeo.
Vende-se um violao pequeo lodo de
Jacaranda proprio para senhora por 5000
rs. e urna cadeia de ouro mocico feita a
moderna com sete oitavas e meia ; na ra do
Nogueira n. 26.
Vende-se urna parda que engomma e
cozinha bem; quem a pretender annuncie.
= Vende-se um piano novo de exceden-
tes vozes e de ptima construccao; e urna
rica cadeira de arruar forrada do damasco, e
franja de retroz ; na ra do Vigario n. 13.
Vendem-se superiores vinhos engarrafa-
dos da Madcira secca malvasia e de Bn-
cellasde 1832 por preco commodo; na ra
da Cadeia do Recife n. 37.
da Lingoeta ou arrenda-se ; a tratar com rua da Cedeia-velba, loja nova de calcado n. 3;
Luiz Pereira Vianna, no engenho Moreno. = Vende-so farello em saccas grandes a
Vende-se umescravo de Angola de 24 2560 rs. ; cm casa de B. Lasserre & Compa-
annos muito robusto sem achaque nenhum nhi, ruada Senzalla-velha n. 139.
de molestia ptimo para todo o servico ; no =0 deposito de gelo acha-so na ra du
armazom do caes da alfandega delronto da Senzalla-velha junto ao Recco-largo n. Ilt),
escadinha de Dias Ferreira & Companhia. aonde contina a vender-se pelo mesmo preco
= Vendem-se dous cavados de estribara de 2560 rs. a arroba ca libra a 100 rs.
bons carregadores de meo e esqaipadores i = Vendem-se as seguintes propriedades
um russo eoutro castanho; ni ra do Quei- saber : urna casa de tres andoies e sotiio na
modo, loja de meudeza n. 24. rua do Encantamento, no Recife n. 4 ; urna
= Vendem-so, damascos tafet franja e ; dita terrea na rua da Conceicaoda Roa-visla
galSes de retroz de todas as larguras, bollan- n. 1 ; urna dita dita na esquina do becco das
dubas, erues, tudo proprio para ornamentos, \ Barreiras n. 1; urn terreno de 63 palmos de
Vendem-se duas camas sendo urna de .
angico, com armacao e a outra de Jacaranda, casa ; e urna canoa fechada com mais de
recentemento chegados de Lisboa e muilas
fazendas modernas, proprios para a praca, tudo
por commodo preco ; na rua da Cadeia do Re-
cife loja n. 57 de Joo Mara Seve & Filbo.
Vondem-se dous escravos, um de 25
annos bom canoeiro e outro de 28 annos,
bastante adiantado no officio de pedrero e
canoeiro ; cera de carnauba ; saccas de fcijoo
mulatinho, muito novo; na rua da Cruz n. 51
- Vende-se um roquete de fil de linho ,
guarnecido de renda do mesmo quasi novo ,
por preco commodo ; na travessa da Madre de
Dos n. 11.
Contina-se a vender caf em grao a
1 40 rs. e moido a 200 rs. sevada nova a
80 rs. velas de carnauba de 7 em libra a 440
rs. cha isson a 2400 rs. manteiga ingle/a
a 720 rs. e Iranceza a 480 rs. toucinho de
Santos a 200 rs. nozes, e avelaes a 120 rs. ,
rap Meuron e de Gasse a lOOOrs. queijos
novos a 1000 rs. e aflianca-se a qualidadu ;
no pateo do Carmo esquina da rua de Hortas
venda n. 2.
Contina-se a vender em casa de Domin-
gos Jos Vieira na Praca do commercio o
magnifico vinho do Porto de 33 annos em
caixotes de duas duzias de garrafas.
Vendem-se cassa-chitas de lindos padroes
a 200 rs. o covado ditas brancas com lislras
de cores a 200 rs. cambraias de quadros com
flores de cor a 640 rs. a vara c a peca a 4i
rs. com 8 varas e meia, mursulna a 700 rs.,
a vara chitas muito finas de assento preto com
flores de cor a 180 rs. o covado e outras mui-
las fazendas por preco commodo; na rua do
Cabug loja de Antonio Rodrigues da Cruz.
Vendem-se 3 cavados mu carregadores,
e novos ; a padaria n. 154 na rua das Cinco-
ponfas com lodos os seus per ten ees e estes
muito modernos; urna commoda de angico ,
um par de mangas de vidro bordadas, 6 por-
tas de amarello quo serven para qualquer
60
frenle na rua do Sebo ; um sitio com boa
casa na estrada dos Alflictos; um dito na
estrada do Arraial : tratar com Jos Antonio
Bastos, na rua da Cadeia do Recife.
Escravos fgidos.
nova rica e com cpula ; na rua da Cadeia
do Recife n. 37
Vendem-se as obras completas de Voltaire,
em oito voluntes, em quarto e com estampas,
pelo baixo proco de 15,000 rs. cada obra; na
i uii ud Liiui-iii o liuciiu n. 37.
Vende-se urna espada que foi de um
guarda nacional de cavallaria ; um capoto e
urna barretina ; na Rua imperial n. 2, todo
negocio c faz.
- \ ende-se urna junta de bois, muito
mangos, ptimos para carroca do um s bo ,
por serem os maiores que presentemente ap-
parecem no Recife vendem-se juntos, ou
separados ; na rua do Hospicio n. 46.
= Vende-se um odereco de brilhanles da
primeira agua obra de gosto sublimado; as-
sim como oulras muilas o' mil oitavas de prata fina de toque de le 533
perolas grossas o verdadeiras jarro o hacia de
praia de bom gosto e taboeiros com 3 pal-
mos e meo de comprido clices de todos os
tamanhos faqueiros de du/ia e meia dita ,
urna custodia obra boa feta em Lisboa ,
turibulo e naveta calis, ambula escrivani-
nhas apparelhos para cha coco paliteros
de bom gosto pratos thesouras, caixas de
prata pata tabaco ocuos de ouro correntes
de bom gosto tudo obra de Lisboa e vende-
se tudo em conta ; no Atlerro-da- Boa-vista ,
l/>i ...j-------------,----- unicHasoinii.,
ss Vendem-se na loja do bom barateiro, de
Guerra Silva & Companhia na Rua-nova
n 11 nc tiorlnijnirnc nnrannfpc n wnmnrAff
do Le Roy.
= \ ende-se urna escravo cabra de 24 an-
nos cose, engomma, lava, cozinha, e nao
(em vicios, o que tudo se afianca ; na rua do
Ratigel n. 2i.
palmos de comprido todo negocio se az ; na
Rua-imperial n. 2.
= Vende-se um escravo crioulo de 25 an-
nor com oflco de carreiro e proprio paro
o servico de campo, principalmente para en-
genho ; na rua da Senzaa-veiha armazem
n. 106.
= Vendem-se sementes de todas as quali-
dades de hortalice, e cesto para meninos apren-
derem a andar, telhas de vidro tudo por pre-
co commodo *, na rua da Cruz armazem de
louca n. 48
= Vendem-se ricos cortes do chales de seda
liso* e matizados de cores escuras mantas de
dita corles de tarlatamas para vestidos, de
novos e lindos padroes, com (os de seda ele-
gantes cortes de vestidos de seda verdadera-
mente escoceza os mais modernos que ha,
ditos de cassa pintada e de finas chitas, cha-
peos de seda ltimamente chegados da Franca,
para senhora lencos de seda escoceza ditos
desetim c de garc,a com franja riscadinhos
francezes mui finos e cores (xas com qua-
dros grandes corles de lanzinho para vestidos,
pecas decamhraia lisa transparente, gravatas
de setim lencos ditos muito cncorpados de
gosto escocez casimiras elsticas de duas lar-
guras e de lindas cores chapeos do Che ,
muilo (nos, pannos finos do todas as cores e
precos, merino nrcto e verde muito fino,
n*t I II..I-... U *-. n/i..i- #1 .1. ,i(\rlC MA Codni
bUt IL.1 *Jt V*'lll'*Vi r *** f *
e gorguro de muilo moderno gosto e nutres
muilas fazendas de gosto ; na Rua-nova loja
os
ss Vende se farello novo em saccas de 3
arrobas, chegadodc Hamburgo ; em casa de
II. Mehrtens na rua da Cruz n. 46.
Vendem-se 150 potes de meios botins de
Lisboa pora tropa ; no Attorro-da-Boa-vista
= Vendem-se casacas de panno fino de c-1 n. 24 loja de Joaquim Jos Pereira.
No dia 22 do correnle fugio da cidade de
Olinda da casa de Claudino Jos dos Santos Li-
al estudante de preparatorios um seu es-
cravo de nome Francisco pardo acabocolado,
rosto um tanto gordo e um tanto chcio do
corpo cabello cacheado; Jcvou camisa de chil-
la e ccroulas de algodao de 9 annos; quem
o pegar, leve a ladeira da Misericordia n. 11,
que ser generosamente recompensado.
Ha dous mezes, que desapp.ireceo do abai-
xo assignado um negro de nomo Ja cinta ; quem
souber noticias della dirija-se a ru' do Sebo
o casa do abaixo assignado. jlbt'to I.aie-
nere.
Fugio no dia 23 do crrante a pfc ta Mi-
coella altura regular vesga de um odio,
levou vestido de chita j desbotada, com um
remend de chita rouxa no peito um tai. >
leiro com fazendas o meude/.as e dous (lan-
dres um amarello c o outro azul cm cima
do mesmo taboleiro ; consta ter sido encontra-
da quarto feira no bairro de S. Antonio ; quem
a pegar leve a ru do Madre de Dos n. 7 ,
que ser gratificado.
= D-se 50j rs. de gratiicacoa quem pe-
gar, o levar a rua do Florentino u. 14 o preto
Jos Pnchete de nariio Mocambique de 20
annos, altura mais que regular seceo do cor-
po com dous dentes do menos na (rente da
parle superior rosto redondo bastante re-
tinto quando falla gagueja alguma cousa ,
levi de costume ter sempre fumo na bocea ;
levou camisa de riscado azul calcas de panno
preto ja velho; este preto empalhador do
obras de .ardnelo ; iugiu no uia 24 do p. p.
= No dia 17 do correte fugio o preto
Manuel de nagao Angico de 50 annos, al-
to magro secco do corpo cor nao muito
preta pernas muilo finas lem no alto da ca-
heca urna pequea (alta de cabellos nrm-cdidn
de urna pancada que levou o julga-se an-
da apparecer a cicatriz tem na mao esquerda
odedo pegado ao mnimo sem unha; levou cai-
fas e camisa de algodao americano muito sujasr
c scm chapeo o qual remador cm lanchas ,
e pescador de rede de camarao ; quem o pe-
gar. leve a I'ra-de-portas n. 68, que acra
gratificado.
Em 19 de dezembro prximo pnssado fu-
gio um escravo da llha-do-velho do Alexandrc
Ferreira Callaca donme Jos, nagao An-
gola de idade 40 a 50 annos. cor fulla, nn-
riz chato cabeca comprida at'a altura re-
gular e quebrado dasverilbas; foi visto na
cidade d'Olinda : ucm o nevar lnve-n ama
de Sahtn Rita nova n. 31 que receber 50ji
res de gratih'cacao.
ss No dia 23 do corrento fugio um negro ,
por nomo Andr, que representa ter 25 a 28
annos de idade nacao Congo baixo rer-
cado do corpo olhos verinelhos rosto largo e
descarnodo com buco de barba bastante gran-
de a initacao de bigodcs o sem mais barba ;
levou vestida camisa de brim nova calcas de
liriiii pardo transado de listras, j velhas e
chapeo preto Je peilo de seda : recommenda-
se a qualquer pessoa que 1'ie nao d aga/alho,
do contrario soffrer a pena da lei ; e os snrs.
capitM de campo quo o peguem o o le-
vem a rua de Santa Rita n. 77 que sero
gratificados generosamente assim como qual-
quer pessoa.
Rsgikk KA Tvp. D M. F DR Fauu ~--184 4


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