Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04565


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Full Text
Anuo de f 84/L
Sexta Fcira 20
.i
O DulOpobJc-w odesos ilniqaeno forem aamficados : o peco da anigaattra
;. ,ie ites milis, por quariel ptgoa adianlados. Oeannuncioadoeasiijrnentea so inserido
. ii, e o dos que nao forem ratuo i!e Sil reii por Imha As reelamaces devem ser diri-
gida! aeslaTvp "> PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
i;(lusM- e Paralaba segondaa e eextaa f.-,r*s. Ri0 Grande do Noria, quinina feiraa
Cabo Serian'" Rio Foraoao, Toro Cairo, Macer e Alagoaa: no i.~ t
,le cada met Garanjiuna e Boailo i lile ii. ..
e 28 dio. Cidadeda Victoria, quintas feiras. Olinda todos os das.
DAS DA SEMAHA.
ao Seg. ^ cenla Ion, do .1. de I', da 2. v.
>"{ Terra a. Ildefonso Bel, aud. do de D.da 3. T.
"i Quarla a TbtnJOtbeo And du J do 1). da 3. r
5 Quima i. Animar. Aud. do J. de D.da 2. r
gO Seit* 8. Polirsrpo Aud do .1 deD.Oa!. V.
n"J {ab. s Yilaliano. Bel. aud. do .1. de D.da 1. v.
de Janeiro
Anuo XX. W. I i
,1. ansas prole cia. "J'"CI"' B ""*'
r>'.> et*.__
1' i l,i .'.ira dapen le le nos ,l!> "
iniiemno como principiawoa e i.....'
cullee. :Procli <"'rl1 "" '"''
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Canbioa aobie Londres Ti non
Paria 37U r,'.s i o fren
, I i-I',i.i 11 por ll) de premio
Voedade cobre o y .r.
dem de leiran la l>as limas
pa 2i i" i m "".
Oun B.MM v-
le i
Prala-l al
, Pesos ei lummnai '*
, hitos M.-mi n
g.USSKZsaB~KXBS!:
':.': BBHfMIalasjflB
. -.- !.T^.^TTCTqir-Tr-sr:- rngLn::vMi::
I 4i J
PHASES DA l.l \ NO MIV. DE JANEIRO.
La chela aBaa3bor.se l.i min. ,1. tardo (l.-ianora a I 3 hora" e M min.
Miagoante 12 as 7 horaa e 10 min da larde |C-c me i :, as ni bje 10 m. di
Preamai di I
l'rimeira as <0 horas e 0 min. da manb.ll. | Seguada a
renda.
i?.Jim
111,Mil)
II :U0
1.960
^60
i ,960
da larde
inaiiliia
I ti
; o 30 minutos da
tarde
PERNA1
,Tig=*^se?-rMiOTirBiiaaa, awiaMiiaiirassaraiafBaaa3insa..rg- alUBmrrmZWjSSXFfV&'.tt.iii: BaaSOU
Secretaria.
..::...

MINAS GERAES.
FALLA DIRIGIDA k ASSKMBLKA LEGISLATIVA
PROVINCIAL
pelo presidente da provincia
r*RAXC!SCO JOS DE S0CSA S0ARF.S DANDRKA.
(Continuaciio do n. antecedente.)
Projecto de organisaeo da meza das rendas
pruvinciaes,
Pela lei provincial n. 47 do G d'abril de
183a foi aulorisado o governo a organisar na
llicsouraria da provincia uina meza para arre-
cadar distribuir e ter corrontes as conlas
da renda provincial, regulando-su pelas leis
em vigor modificadas pelo governo quando
fosse preciso. Foi igualmente autorisado
encarregar as funecoes desta meza aos empega-
dos da thesouraria arbitrando-Ibes gratica-
toes. Km consequencia organisou-se a me-
za de modo,que s la/.ia a despeza de 3:485,000
re8 ; mas esta disposicao sollreo variaees e
boje est pelo modo seguinte :
Empregados geraes que vencen* gratificages
pela repartico provincial.
Admimstraco.
Inspector 400.000
Contador 300,000
Procurador fiscal '50,000
Theiouraria.
Thesourciro 300,000
Conladoria.
Oflicial-mair 200,000
Escripturario do livro caixa 200,000
Escripturario, encarregadoda d visti 150.000
Oflicial-maior
Dous olliciaes .i 5000.000
Dous amanuenses 300,000
Thesouraria.
L'm fiel
Expediente.
Decpelas com o expediento
Tomadas de contas exactores,fei-
tas em horas extraordinarias ,
ou por pessoas de lora
(jutros empregados.
700.000 1 porteiro 400.000
1:000.000 1 continuo 250,000
600,000 1 correiu a 400 rs. dia-
rios lifi 000
400,000 1 servente 2,0r. 87,(500 883,000
800,000 Espediente e gratifica-
cao, marcada na lei,
ao que serve de al-
1:200.000 moxarife
1:410.400
Ouanlia volada na lei de orca-
* ment 9:365.000
lara mellior se poder julgar a necessidade da
Rs. 15:100,000
Comparada esta despeta com a que se faz
Cartorario
Continuo
Almoxarifado.
Gratilicacao o almoxarife
Empregados provinciaes.
Lontadoria.
Segundo escripturario,encarregado
da escripluraeao o contasdas
recebedorias. Ordenado 500,>
Gratilicacao 100
Sacando escrintnrnrio. enritrregn-
do da escriptuiaco dosempres-
timos e estradas
Segundo dito, encarregado da
conferencia c notas
Terceiro escripturario, encarregado
da escripturacao dos auxiliares
Terceiro dito,encarregado doexpe-
dienle
Terceiro dito dem
75,000
50,000
240,000
2:165,000
crearaode'"um':i"ot'v7mez"a0encorregada exclu- at presente ha un. excessode 5:725,000 rs
sivamente dos negocios provinciaes. bastar, que limito provavel se lucre de sobejo coma
;::;:: tsa JZjn tsz :m;m tLr ;:;l:s,e m^r rr
rrecadar. c a.guma dassuasoutras incum- ~^^^Zfttt fraude em regr..
''"so'desecete os impostos que tem de lazer pendido em reglamelos espec.aes sempre
arrecadar : alem disto : direi alguma cousa sobre os principios, em que
Tem eme arrecadar directamente as rendas eu osorganisarei. se essa trela me vier a tocar.
, r'.,;,. f > Bvatoma de eiercicioa apphrado em todo
extraordinarias. %. 'i' ...,.,.-. a i.,,:
Tem mais que arrecadar os impostos com o^ungor ^^il^l^.^ta
tl^SStl&\ o o de 5.000 de ^Z ot rlel.o pouc^ lis ou menos as
cada Ka que entrar na provincia e o pro- mesmas qu.nt.a. pelos impostos da mesma na-
SicJ S 'embestimos. Vod.. estas cousas tu reza nao ,llas t^a-,dev, asao a.ino em
tra/emeomsiao nrocessos iudiciaes escr.ptu- que se recebem mas s.m de um dous e
rS7 Z espondencias dentro c fra da pro- mais annos antecedentes e allo.ta nenie
n ia instrueces aos exactores informa- pdedizer, alenlas "V^**?*
o".*.' autoridades, e muitosoutros traba.hos, provincia, o ou ros J^^
nue seria longo enuu.eraremse. e por isso quanto cohranea que em anno ninliumse
eixandi-os intelligencia desta assembla pedern recebe! tantos impostos, que tlu-
*Z& a nova Srganisa,o da meza das ^^^ ^t^^Z
ittzss** -* ;:!i;,;:e:::mliitoatr,,o(,,,,,d1Tedlto,1a;,:ii-
Plam^ da plrincia definas. nistraeio.emuitoincommodo dos particulares
alias com augmento de despeza em quilinu-
do esperanzas de augmento de renda, pelas
proporces dadas para nina mclbor liscalisaco,
vejo a necessidade absoluta de tancar mao de
outros mcios de augmentar a renda vista do
orea ment respectivo, le que ainda lallarai em
seu lugar, e por isto indispensavel augmen-
tar a renda, nSo sopor novos tributos al-
gunsdos quaesestao impostos em outras pin-
\ incias e no nesta. nao se vendo a ratflo, por
que se nao lance mi delles ao menos em
quanto existir un dficit e em quanto se jul-
gar, que dependemos de soccorros da renda ge-
ral; mastambem, melborandoa arrecadacio
dos impostos acluaes pelas avaliarfies maische-
gad-is verdade pois sera um perfeiti enga-
o di/>-r-se que laes gneros pag8o tres ou
seis por cento e ao meaino lempo darmos-
Ibespara o despacho um valor muito interior
ao do mercado. Parcce-mc isto estabelecer a
600,000
500,000
500,000
300,000
300,000
300,000
F O L H E T
car Mir-nn-r 4irialJin {\
5AU Saasjsjain /iw." \ i
Membros da meza.
inspector 1:800,000
contador 1:200.000
procurador-fiscal 800.000
tbesoureiro
fiel
Thttouraria.
1:000.000
500.000
Secretaria.
700.000
1.000.000
600,000
Conladoria.
1 official-niair 800,000
2 l.* escriplurarios 1:200,000
4 2 di'os 2:000.000
4 3."ditos 1:200.000
1 oflicial-maior
2 ofliciais
2 Amanuenses
O svstema por gestio ou por anuos tam-
bein tem os inconvenientes de contundir as ron-
tas de divrsos annos escond.ndo assim a
3-800,000 verdade sobre a receita c a despeza e me
_________parece muito til adoptar um meio termo,
fugindo a todos esses inconvenientes, c to-
mando por base delle annullarem-se os cre.li-
1-500 000 tosabertos as diferentes leis de orcamento,
sempre que os servicos correspondentes nao
frem prestados dentro do anno da le ; P nao
sedecretarem despezas maiores do que aquel-
las psra que clmgnrem as rendas contando
nos com a despeza do anno mas com as
2:300,000 dvi(|as ds annos antecedentes
Se isto seli/er niio teremosmais vencimen-
tos atrasados, a pagar, ea administracao nao
adiar estorvos em sua marcha.
Jleceita e despeza da provincia.
Receita.
5:200,000
Ainda que eu tenha proposlo urna medida,
I !"Ji"
10.
O MOgO E O VELHO.
A esta proposicao inesperada, Sperola tor-
nou-se paludo o triste. Pareca que secunda vez
se recotna em seu pensamento e o conde de-
nrtle rlp Ihfl havt-r Sflgllido sobro r> rnl.i : rih:i-
,m iicuui.1 refleio, que elle Julgava adeviohar.
__ su osperava replicou com benvolo sor-
iUu eSta hesItagSo da sua parte : a htaiuiia
dos coruces 6 em toda a parle a mesma. Antes
dse lixar para sempre, a alma muda afumas
exeade cadeias, e o liomem oalo imita oexen-
uto do navegante que toca em mullos porlos ,
antes de aportar naquelle, que o o termo de sua
() Vide Diarioo" 1,2, 8, 11, 12, 13, 14,
j5,l7,18,el9.
viagem. V.m. nao se julga livre, sr. Fabio... O
,r"mi amo, diz Fabio; mas este sentimen-
to cni vez de desenvolver as .acuidades da mmha
-|m. <=/> faz comprimi!-as, e mnrrhal-aa, em
poc lempo desse bello sonho s me restar
um vo pozar e urna dolorosa lembranca...
Entao e/aenpanou-o'.'
Oh es.8S feridas sao mortaes, sr. conde ;
or piedade nao m'as reviva.
Mas ento porque n5o paga a raiceo com
o deaprexol e se ella merecen a sua ind.IlVn-nca...
Oh! sr., bemseve, que a naoeonhece...
Entao ella muito bonita ?
Havia na pronuncia do velho urna expressao
de divida, eduvidarda belleza de rhereaaer.
quasi um desali, rabio tqiH*o-~ .- -- -
com risco de comprometter aquella que ama-
rdentemen.e foi ao cvatele onde eslava o
, ._....,^ Anr nmn irlpl f-
Janeando delirante o veo que o *'"
Veja V. Exc. esta madona sr. conde, e
JU Um "ifrito abaado se escapou do peito do an-
ciiio um grito, que Fabio nao ouvio tao oc-
upado eslava na contemplacao de sua obra
Mas o velho nao o deixou por muito lempo en-
tregue si mesino e pegaDdo-lhe no braco:
Como se chama esla mulher, sr. Fabio?
Diga-me o seu nomo !
Sr. conde !
Hesponda-me quem 6 ella .'
A verdade voou primeiramenie aosiabiosde
Fabio ; mas suspendeo-se de repente por um
escrpulo fcil de conceber. Dizer. que Theresa
era una pobie rapariga da classe do povo que
nenbuma relaca.) tinha sobre a Ierra, era tal vez
chamar sobre Theresa novas aecusa^es, novas
calumnias e bastava-llie o que senta por ter
elle mesmo de a condemnar. Sua resoluyao (o
prompta e violentando-se respondeo :
Esla mulher! nato sei seu nome... ella nao
sabe o mcu... Encontrei-a aliiumas vezes nos
paiaeit c us|ifiiatuius uo riwffiyai 6 pii-
tei-a... de lembranca.
Mas as censuras, que ainda lia poucolhe
a t i a i
Censuras de um louco... sim, sr., de um
miseravel louco que creou um mundo imagi-
nario, em que se agita de balde... Comedia de
um insensato, que, para dar um alvo sua vi-
da se fez hroe de um amor ficticio ludibrio
desuppostas illusoes.victima de toimentos, que
nao existiao... hala mulher me nao enganou ,
porque del la nao recebi juramento nem pro-
Os tributos laucados sobre o consumo sao
de ordinario os que se repartem em melbor
proporcaocom as possibilidades dos contribu-
ir! tes, eaem nos importarmos com o que os
l'a/endeiros gasto as suas fazendas podio
com tudo recelier-se 5 por rento do todos os
eneros que entrassem as povoacoes nao es-
quecendo um maior imposto sobre a agur-
dente. Nao tenho dados para calcular, quan-
to isto montara ; mas estou certo que seria
uina renda de mais fcil arrecadaco do que
essaque se recebe pelas recebedorias, ecol-
lectorias e em lugares ermos.
A decima dos predios urbanos dentro dos
limites das povoji\"ies, mareados laes limites
por ordena claras, seria urna renda de fcil lan-
camento e arrecadacSo, e de muito produc-
to urna ve? que se nao ailmitissem antraves
cobranca dispondo-se na lei o modo, por (|ue
hSode ser dispensados aquellos proprielarios mo-
radores desseus meamos predios,que, preceden-
do as informaeoes precisas.julgar o governo em
circumstancias de merecerem excepcao. E'
sempre mi trela a de inventar tribuios mas
peor tarefa < Iludir o novo com venturas ficti-
cias c deixar abismar a provincia por empe-
nbos rrescentes, e successivos cnnlrahindo
dividas que nunca mais se possao pagar, ca-
balando com o descrdito geral as fortunas de
todos os particulares. E porque encaro o es-
tado de (naneas desta provincia como um vo-
cao, em que ella se vai abismar que trato de
propdr por quantos modos me lembrao um re-
medio prompto ft esses males.
Tendo examinado a lista de lodos os gene-
ros que se exporlao desta provincia uns pa-
gando ires. outros seis por cento tambem pro-
ponho que se passem os de tres cinco o
os de seis a dez.
messa. Nada tenho de que increpal-a... Minha
despraca obra miaba, c nao dclla... Nem di-
reito me assste de ter eiumes !
Todava niio me dizia V. m.?...
Tenho-lhe dito, que mcu amor era um
sonho... Esta palavra tudo explica.
l'm encanto inexplicavel attrahia o conde ao
quadro. Collocou-sc em frente do cavallete, e
ficou por muito lempo em umaattitude, que
denunciava urna sympathica admiraco; Spe-
rola o seguio com os ollios sem que comtudo
procurasse penetrar os sentmentos do velho ,
porque a scena, que se acabava do passar,
havia-lhe posto o espirito em apathia e ani-
qullado por assim dizer, as suas faculdades.
Eslava por lanto nesse estado vacilante d'al-
io,i, que nao ailencao, nem nettlmencia;
mas que participa d'ambas, que como o re-
sultado confuso de mil pensamentos, queso
cruzc qr.uO c> conde 'Aiui, que so nata
inclinado para o quadro, e pareca examinal-o
em todas as suas partes, pronunciou em mcia
voz estas palavras :
Se o que V. m. me disso verdade, snr.
Fabio, se, em urna palavra este quadro pa-
ra o snr. a expressao d'uma ventura que nao
pude atlingr nao se obstine em urna paixSo
estril, que s pode leva!-oao desespero, A
I
1
>


..w-.~
i
Com osla diflerenca e com as avaliaces
mais i-bogadas a tardada como so ve" na tahel-
la junta n. ,'j, formada especialmente sobra
dozo gneros, nicos que me parecem capases
de fazer diflerenca, podaremos ter um aug -
Manto de renda de99:853,074 rs relativo s
aos ditos gneros, e calculado sobre a expor-
tado de I8il i 18*2.
(eneros ha, que nada rendem, eoutrosque
lio pouco produtem que taltez nao paguem a
tinta gasta em l'.t/er delles menean mas nao
proporei que sejio eliminados da pauta por-
que a industria anda pJe dar importancia
mutos delles. [Continuar-$e-hu.)
^B
Varicela de.
uaBarsaB^
O CARAPICEIRO.
A ARTE DE FAZER OBRO.
Nos anligos livros da lamosa alouymla havtao
Teceitas admiraveis pata resuscitar os morios,
curar todas as enfermidades, remocar velhos,
al'ormosear leas, e at com urna pouca de cin-
za crear borneas, animaos, c plantas. Mas o
principal segredo dessa arte eslava em la-
zer ouro. Se formos a dar crdito aos escripto-
resda alchymia, conviremos sem duvida, que
a sua origem remonta as primeiras idades do
mundo. Ellos alfirmao, que o santo Job, mo-
delo de paciencia, e de docu ra conheefa a podra
philosophal, e que com esta sextuplicara a sua
fortuna : que Abrahao, Jos, Salomao, e at
S. JoBo Baptista possuiao o mesmo segredo, re-
ferindo a respeito deste um antigo hynin o que
diz la
Inexhauxtum fort thesauum
(Jui de virgis fecit aunan,
Gemmas de lapidibu,
Soube por arte maravilhosa convorter em ouro
os sannentos, o calbos em diamantes.
Mas demasiada credulidade cabe, que tenha
quem Mr tao simples, queesteja por este dizer
dos alchymlstas; porquantoa sagrada escrip-
tura nao ralla de-que o santo Job soubesse taes
artes; ede mais se elle realmente, possuisso o
segredo da podra philosophal. o muito prova-
vel, que, em vezdesextuphcar.tivesse centupli-
cado os seus Ihczouros. No sabemos pelo
contrario, que esse homem, symbolo da paci-
enciencia, deixow-sc despojar de todos os seus
bens, e foi gemer sobre um monturo, e carpir-
se da sua desventura? Abrahao, verdade,
quecontava muitos rebanhos. e 318 criados
' em os quaes certo theologo v evidentemente
os 318 padres do concilio de Nica } mas nao
possivel ter ludo isto sem possuir a podra phi-
losophal ? Jos, e Salomao frao mui rico,
mas a mesma escriptura nos indica a fonte das
suas riquezas; porque aquella ganhou bastan-
te no trigo, que havia comprado barato ; e o
segundo enviava para Opher numerosas frotas,
que vollvao carregadas de ouro. A respeito
d<> grande Baptista, que necessidade poda ter
de ouro, e prata. um homem todo de peniten-
cia, cobertod'urna pello do ovelha, que viva
no deserto, sustentando-se em galanhotos ? O
oviedelle diz o precitado hymno, en sentido
figurado pelas multas conversos, que fez.
Para achar poisessa arte maravilhosa esta-
blecida em onosso pobre mundo cumpredes-
cer urna poca muito menos remota. Arist-
teles nao faz mencao algurna da pedra philoso-
phal. Horodoto gaba muito as riquezas do Cre-
so ; mas nao as all ibe artificio de alctiymis-
tas. A lnjia nunca leve precisao de recorrer a
seus talentos; porque a riqueza do seu slo
val mais, que todas as transmutacoes possi-
veis. Os primeiros Romanos, que viviao do
legumes cosidos em vasos de barro, mui pou-
co, U nenhum caso laziao do ouro. Mas do-
po'is que o luxo, e a avareza substituirao ao
desinteresse, e modestia; todos naturalmente
yrocurrao engrossar os seus thezouros.
Minio refere, que Calanla thegou a fazer
ouro ; mas que tamanhas frao as despezas da
opcra'cao, que nao mais ousou tental-a. Dos-
de Caligula at a renovaco das sciencias na
sua incompleta confidencia me nao deixou en-
trever, quaes ten.ao sido as suas relaces com
esta mulher, rnas.emfim, supponho, que el-
la desconhece ou antes ignora o seu amor..,
Pois r.2c se porra por urna vez esta o;!t.;a-
passageira da sua alma excitada pela be1 Iota :
V. m. foi vencido na lula do coracao ; triumphe
ao menos na sublime obra que essa lula Ihe
inspirou. Este quadro sem contradieciio o
mais bello, dos que o sur. lem fei lo. Arrede
de seus olhos um objecto, que deve perpetuar
os seus soflrimentos, renovando as suas lom-
brancas. Permitta-mo que lose, amigo, esta
admiiavel obra, com que quero presentcar a
urna pessoa que amo, depois de ohaver com
ludo exposto por alguns das no museo do rao-
duque; por quanto similhantes prodcenos ,
snr. Fabio, pertencem primeiro que tudo ao
iuizo do pblico. Dou-lhe 12 conloa de res.
__ Doze cotilos de rcis repeli l-abio, sa-
bindo de urna penosa preoecupacao.
Consenle V. m. ?
__ Eu i oh nunca snr. nunca !
E assim dizendu, Fabiodeixou-se cahir sobre
urna cadeira.eomopresa da mais viva agitac5.
O conde no ouvio, oufez, que n&o ouvia
esta resposta 6 n/o u.udou de luxar: na sua
valoiosacoovcco continuou;
Europa o quo apparecesao alguns charlataes,
jactando-sede fazer ouro, ecorrendoo mundo
para imbar os tolos. Um desses velhacos ven-
di ao imperador Anastacio 2. um freio de ou-
ro macisso, e entejado de pedras; mas des-
cobira-lhe a artmanha, eo sabio alchymista
(eve de terminar seus das en urna enxovia.
A pedra philosophal nao comecou a gozar
de alta consideracao, senao do dcimo quarto
sculo pordianle. Raimundo Lullo,- Nicolao
Flamel, Arnauddo Villoneuve, Paracolso, Mi-
guel Sendivogjo, e outros muito fro tidos
sen^dillkuldade por possuidores desso admira-
vel segredo. Flamel tinha accumulado centoe
cincoe.ita mil escudos, somma extraordinaria
para aquellos tempos. Elle era ao mesmo lem-
po grande alchymista, e nao se dever natural-
prezumir, que houvcsse descoberlo a pedra
philosophal? Seuexemploexctou urna emu-
lacao prodigiosa : os adeptos multiplicara-se
do todas as partes; a grande obra tornou-se o
objecto de todas as meditacoes pblicas, e feria
mster um grosso volumo para contr s os no-
iii,.s de lodosos que so oceupra desta mate-
ria. Com a pedra philosophal qualquer tor-
i,va-se o primeiro homem do mundo Os mais
l,,.||os engenhos pois deixra-se arrastrar deste
pensamento. Vanhelmont estava certo de que
existia a pedra philosophal: elle tinha visto, e
provado! era de cor amarella asafrada, y. y.
Sennert, l-ibavio, e outros muitos asseguravao,
que a trasmudacio dos metaes nada tinha de
impossivel: do tnosino parecer era He do la
Mirndola.
Todava nao concordavaS entre si os alrhy-
mislas sobre os principios desta arte extraordina-
ria : alauns Q buscar-lher a origem ao co,
considerndoos raios do astro do dia, como a
fonte primitiva, a verdadera quinta essencia
do pode projeccao: outros sii-tentvao, que
os seus elementos estava espalhados por toda
a na ture/a, e eran o principio activo do univer-
so : quasi todos procuravo-lhe a fonte no sein
dos mestnos metaes. O mercurio parecia-lhes
evidentemente proprio para produzir prata ; e
s se lazia mister fixar-lhe a inconstancia,
prender-lhe a mobilidade, e coagular-lhe as
parles, como por molo da pressao converte-se
o leito em quejo. Nada cscapava ao ardor de
suas investigarnos, ede excessivamente zolo-
sos, todas as materias Ihe erao indifforentes.
nao Ibes parecendo indignas deexame, nem as
mais humildes secrecoes. Muitos perecern
mingoa, e miseria no meio do seus trabalhos;
o um delles chegou dizer hora da morte,
quj se Uvera um inimigo, nao quera outra
vinganca mais, do que legar-lhe o amor da al-
chymia.
Ao passo que essas tristes vctimas esplravao
em angustias, charlataes felizes corriao por to-
da a Europa, gabando-so de possuir o mais ra-
ro, c o mais maravilhoso dos segredos. Impe-
radores, rcis, principes, e grandes fidalgos t-
vrao a fraqueza dos escutar, o de pagar mu
caro a sua vittude miraculosa. Em 1648 o im-
perador Fernando III de tal arte se persuadi,
que havia por sua propria mao, e por meio de
urna tintura philosophica convertido em ouro
meta libra do mercurio, que para perpetuar a
memoria de tao incomparavel melamorphnse,
mandou cunhar urna medalha, em a qual va-
se um mancebo n, que em vez de caneca ti-
nha o disco d um sol circulado de raios : no re-
verso da tal medalha lia-so laudelur Deus in
crternum qui par tem sua infinita potencia no-
bit suis abjeclissimis creaturis communicat
Louvemos eternamente a Dos, que se digna
communicars suas mais abjeclas creatinas
urna porcao do seu poder infinito. O autor
desta transmutado rhamva-se Richthausen :
pelo que foi nomeado barao, e repeli as suas
experiencias diante do elcitor de Mayenca, ede
muitos soberanos da Allemanha. E o quo foi
(eito deste Ilustre bar5o? Ignora-se: mas o
seu nome foi por muito tem clebre no seculo
17. Muitos annos antes um doulo boticario de
Veneza tinha, segundo Cardan, convertido, em
presenca do dge Giotti, mercurio em ouro.
Jonston relre, uue Nicolao de la Mirndola
tambem tinha conseguido mudar cobre em ou-
Sim sr. Fabio, esta pintura revela na
sua maneira immenso, e verdadeiro progresso
Nao conheco o modelo que Ibo sugerio este
semblante de virgem. mas jurara, que em vez
do imitacSo um retrato de pefeiU siiuian-
ca. V-se o sangue correr as veias, as fibras
palpitarem por baixo da carne... Esta fronte
inclinada estas palpebras bordadas de urna
sombra movedica estes cabellos agitados pelo
ar. tudo isto a verdade, a vida... Oh! sim,
sr.Fabio, V.m. um grande artista, e eu nao me
havia encanado seu espeito.
Mas Fabio pouca attencao tinha prestado aos
entusisticos elogios, que Ihe prodigalisava o
velho. Urna s palavra o havia locado, urna
palavra s Ihe tinha causad., urna especie de
hallueinacSo vaga e nexpliravel, em quo nes-
pirito, sollicitado por diversas resoluces. sea-
chava como em um caminho sem sahida. Do-
ze tontos de res tal era o murmurio que Ihe
zunia aos ouvidos; nao porque baixa cobica
podesse jamis ter influencia algurna sobre lio
nobie O tan desinteressada alma como a de Fa-
tuo, mas sim pela ideia de que a posse deste
dinlioiru Ihe offerecia a seus olhos a possibili-
dade de um rompimento Inmediato com The-
resa, de urna motamorphose repentina de sua
vida, e lahez al de umu vingaDya. Que Ibe
ro, e que o Cacto era tao conherido, que impru-
dencia Cora querer pl-o em duvida,
Quemacereditaria, que um homem de espi-
rito tao elevado, de ajina tao forte, como o
cardeal de Richelieu, deixou-se lograr de al-
guns velhacos ? Quiz elle conhecer o segredo
da grande obra, mandou fazer experiencias em
sua presenca ; mostrou-se mui salisleito e pa-
gou liberalmenlo a pelotica. Anda nos princi-
pios do seculo passado apparecrao alguns a-
deptos, quo ronovra as mesmas scnas ; e
Voitaire conta, quo vira em Pariz um tal sr.
Diunmi marquez do Conventiglio^ que bifou
alguns ceios de luizes grandes fidalgos para
Ihos apresuntar o mesmo valor om dous, ou
tres escudos de ouro.
Com a civilisaco, com o progresso dos co-
nhecimentos humanos, frao desapparecendo
estos, e outros embustes at que hoje ( gracas a
IIustracao do seculo", despiezadas todas essas
miserias da alchymia,""n5o se conhece outro
meio de fazer ouio, senao o trabalho, o a in-
dustria," tanto assim que a Inglaterra, por ex.,
onde nao lio minas de- ouro, muito mais ri-
ca, do que nos, quo as possuimos; tudo por-
que ella eminentemente industriosa, e nos
nao. A nalureza foi liberalissima comnosco :
nenhum pvo lem mais meios. o proporces
para ser rico, e cohseguntemente poderoso, do
que nos; e entretanto, nao s somos pobres,
sead indivi lados ; j porquo a mesma fertili-
dad do solo nos torna preguicosos. ja porque
longo de nos applicarmos ao desenvolvimento
da industria, por ora s nos temos oceupado
da poltica.
As Ibeorias liberaes ja livrSo muito presu-
mo para derruharem o gnthico edificio das mo-
narchias antipas : servra grandemente para
destruir : mas, conhecida a demolico, cumprn
reediflar, cumpre dar proveitosa dirccao ao es-
pirito pblico"; o o presente seculo nao admitte
oura, sena a do trabalho, e da industria. Um
pvo sempre industrioso, e afarolado infalli-
velmente livre. efo'iz; porque a primeira con-
diccao para a liberdade civil d'um pvo. ter
que comer, qne veslir. api. $c. Eu compiro o
nosso Brasil a um grande eaenbo. Desde a sua
emancipacao poltica que esta machina mo-
vida por duas, ou trps psiiuipaces, ora por es-
ta, ora por aquella, fazpndo todas pouco mais,
ou menos as mesmas meladuras, o mesmo as-
sucar. Qu.indo umn mn, as outras fazem o
que pi'idem paja a arredarem, o tomarcm-lhe o
posto : mudo-sc aspsquipaces; mas as cou-
sas vSo do mesmo modo, slo; a divida p-
blica crescendo, o Brasil cada vez mais pobre,
e uns queixando-se dos outros, segundo o anti-
go proloquio em casa do pouco p8o todos
ralho, o nenhum tem rasao. ,
No meio dos nossos apuros. apparecr5o cer-
tos alchymistas, que desejosos de accodir as
nossas precisflpg, assentro de fazer de papel
ouro, e prata. Estes preciosos metaes emi-
graran, e nos Acarnos com pedacinhos do pa-
pel, que se deo o valor nominal de ouro, e
prata. Todos os artificios da alchymia nunca
podra producir realmente um grlo do ouro :
mas alchymistas depaoel-moda. estes pululan
de todas as partes. De dio em dia desapreci-
se as sdulas, que a moda commercial. que
temos: e o quesera do Brasil, se nao houver
um promplo remedio a tao grave mal ? Do to-
das as partes nos veem sdulas falsas: ouco di-
zer que na cidade do porto um genero dees-
peculacao quasi pblica. Ouem ^ H,n cont
do res de moeda lurte recebe dez contos de
sedulas falsas para introduzir na circularlo
do Brasil! Pode chegar b mais a nossa mise-
ria ? A moeda-papel j de si fraca s se pode
ir sustentando pelo crdito : mas, perdido este
pela desconfianca geral da lalsificaco, oque
ser do Brasil ? Eis a meu ver o negocio mais
importante, o vital, que deve oceupar todos
os disvellos dos nossos legisladores; porque sem
dinheiro nada se faz.
A verdadeira alchimya esta na industria. Os
antigos buscavao anciosamento converter em
ouro taes ou taes substancias: baldavao
todos os seus artificios dospendiao quanto ti-
nbao as experiencias phisicas e final acha-
vao-se mais pobres, do quo d'antes. Nos mo-
dernos nao procedemos atstm : por meio do in-
numeraveis ramos de industria conseguimos ter
ouro. De trapos velhos faz ouro o fabricante
de papel : de cabellos do deuntos az ouro o
cahelleiieiro ; o boticario converte em ouro f-
Ihas seccas raiza agua pedras, tudo ,
A'c. &c Alm destes ha outros alebimistas
cavalleiros do industria quo das suas esprte-
las sabein tirar ouro ; e neste caso pouco mais,
ou menos, eslao cortos gerigotcs que subsis-
ten) regaladamente da poltica ; finalmente at
lia alebimistas devotos, quo mettem-se com os
santos, com as irmandades, cconfrarias, e
chegao tirar ouro do leu fervor religioso !
Ai devoces patuscas.
Muito bom e louvavel o festejar os san-
tos; o para isto que a igreja lem estabele-
cido o seu culto anniversario ; mas preciso ,
que osle seja conformo as intencoes e espirito
da mesma igreja a qual nao poe a mira so-
nao na gloria de Dos e salvacao das nossas
almas. .Mas, para muila gente, as procis.ses,
as novenas, e festividades dos santos nao sio
mais do que um pretexto, um motivo paia
sucias patuscadas e pagodas, As novenas
comecSo sempre por urna funecao chamada a
handoira que se arvra do madrugada de-
pois de discorrer por aqui o por all carre-
gada por mocinbas, que vao cantando verscu-
los ao sorn do zabumba e msica marcial.
Essas bandeiras sao chamarizes da rapaziada ,
que para ellas vao do todas as partes como
bandos de periquitos para um milharal: e tan-
to mais applauddas sao as taes bandeiras, quanto
maior o concurso de guapas niocoilas.
Cada noule de novena urna esperie de
baile. As madamas all se apresentao faus-
tosas e pentiparadas. Kntrao pela igreja ,
com um ar tao dengoso que parece que vao
para o (bea'.ro e nao para casa do Si-nbor.
Os maganos as esperao a porta da igreja pos-
Ios em lilas, como guarda de ar< heiros ; e passarem as bellas ninfas nao (altao suspiros,
assim por modo do cachorrinbo com pulgas ;
donaires c dilos anianlelicos so aqui e al-
l. Cbegadas, que sejao defrontc do altar,
fazem a sua misma ajolbo c com tal den-
guico se persignao que nem levemente to-
cao no rosto : o dedo polegar quo faz urnas
garatujas no ar de modo que parece cousa
de fciticaria. A brigada planta-se defronte ,
dando as cosas ao altar o aos santos inda
queesteja exposto o Santissimo Sacramento : e
nesla posicau ferve o namoro soltiiu-sa rua-
dinbas reeiprocao-se gracejos, e conserva-te
com tal susurro que o templo do enhor nao
se diferenca d'umo sala de partida! Se eu fura
hispo prohiba todo e qualquer acto de igreja
de noute e raras vezes permittiria a exposiv.au
do Santissimo Sacramento.
A pello mo vern o pcnsamenlo de que
mais que muito carecemos do polica para as
igrejas a fin de que natas se mantenlia o
silencio a gravidado o rei|iaito e acata-
monto que sao devidos ao culto religioso. Em
Franca hvessa polica : e nos que macaquea-
mos a Franca em cabellos.de sigano e bar-
bas de propbeta em casacas, ou japonas,
em vestidos o trajes do seculo de Honrique
i., em bailes, eioars, em quadrilhas, o
mais quadrhas, at na le tal c qual da
guarda-nacional ; porque nao a imitaremos
nesso rgimen alias tao conveniente tao a-
certado em as grandes cidades ? Porquo nao
tomaremos urna medida que tanto concorre
para o decoro e respeito da roligiao ? No
se imagina, quanto estas cousas podem servir
para a moralidade pblica.
importavao agora Florenca, e sua generosa
hospitalidade? Esta quantia em suas maos,
poda vir ser a chave do um novo destino ,
que teria por fim nao a felicidade, mas o re-
pouso, a fgida 8 o etqttwidMto. Ao mes-
mo lempo veio um destes mos pensamentos .
que s o amor inspira: persuadio-se, que a
sua partida tornara Iheresadesgracada, que
ella chorarla sabendo-o longo de Florenca ,
quo soflreria tambem por sua vez... Enlo ,
cedendo a um impulso, de que nao podia mais
ser senhor, levantou-se como um insensato ,
e agarrando a cortina, que cobria o quadro.
V. Ex. temrasio, snr. conde, Ibo dis-
se : urna amanto existe, a qual o artista deve
ficrifirar todas a nutras, o a gloria Tem
raao, snr., leve, d'aqu esto quadro : eu o ti-
nha feito s para mim ; seja porm a proprie-
dade de todos! Como eu era egosta!. .
Havia croado esta muinor para a circundar do
meu amor, como do um veo impenetravel!
Agora, rompa-so este veo, cujos pedacos lan-
co ao vento Admiro quem quizer este sorri-
zo, este olhar, que me embalavao em minha
vergonhosa loucura. Que podemos nos outros
.rtistas fa/er das illuses e da ventura Glo-
ria nada mais do quo glora, o quo care-
cemos. So recebomos urna erifla no coracao,
*!
em um momento, a gloria nol-a-cura Levo
pois, d'aqui, snr., este quadro, que eu o
nao quero mais... dou -o multido, que nao
comprehender, quo este doce sorrizo um Ja-
co, quo esto santo poder urna mentira Esta
mulher era todo o meu amor, eu a entrego ao
amor de todos, para ter a frca.e o diroito dea
aborrecer!
Que ousa V m. dizer, snr. Fabio? ex-
clamou o conde fra'dosi----- Esto furor...
este delirio...
Applacar-se-ho, meu senhor, quando
ou tiver doixado Florenca quando houver f-
gido desto quarto, onde soflro hoje... onde a-
manhaa morrena...
E o raoaz tornou a cahir em torpor.
Snr. Fabio Sperola. diso-lhe branda-
mente o velho, o seu doraco padece, c o sol-
Irimenlo o torna talvez injusto... Vejamos...
tranquillize-se um pouc>... auiania voitare
com minha filha !... pois que para ella, que
destino esto quadro...
Para olla !
E muito natural que ven hamos juntos
procural-o. Atamanhaa snr. Fabio; adeos.
(Conlinuar-se-ha.)


5^
De cortos annos para c lem-so acccndido
o fervor pola devoco de S. Goncalo (|ue dt-
xem ser o advogado c protector Ja gonta sol-
teira fazendo-a casar com a maior brevidade.
Por toda aparto revivem e at se improviso
festejos S. Goncalo d'Amaranto : mus ge-
ralmento fallando esses festejos nao leein por
fim, seno sucias e pass'a-lempos: ludo se
cifra cm cantar dansar, namorar, o regalar
a pansa sob a cor do promover o culto divino.
K sao tantos os devotos! Porm ordinaria-
mente, as meninas soltoiras, rnais conliao as
suas prendas, ou as diligencias de cortos pro-
curadores ladinos, do quo na proteccao do*
santo. Finalmente o culto religioso, para
milita gonto nao scniio urna convivencia ;
e a isto que eu chamo devoco patuica.
ANCDOTA.
Acliando-so enerma tumi son hora o sem
que varios professoros dos mais acreditados, a
podossom curar: disto lastimava-se o marido
perante certoami.:o, o qual llie disse que
conbecia umeirurgiao, que applicra uui ox-
ccllente remedio a urna senhora accommelti
da da mesma enformidaile E sarou ella?
( perguntou-lhe o bomem) Tomou o reme-
dio n'um dia e no outro quando a ia visi-
tar, ja tinba sahido Pois sabio tan de pres-
sa ? Sim snr.; porque foi enlerrar-se a
S. Francisco.
commercio.
Al Tan dega.
Bendimento do dia 25......... 13:10ig229
Desczrregao hoje 26.
BrigueKrasilian-Packctpedf'jg,
Brigue-cscuna americano lenrielta fa-
riuba.
BarcaThomat-Mellon diversos gneros.
Patacho-hamburguez/''orwnamantoiga, e
l>otijas vasia?,
Brigue -Silencio .versos gneros.
ipoutaca6.
Silencio, polar a sarda vinda de Genova ,
entrada no con nto me/., a eonsignaciio de Le
Bretn Schra n & Companbia, manilostou o se-
guinte :
2 carias fa/endas de algodao ; a J. Kellcr.
' 'tilla ditas ; a Kalkmann & lloscmund.
/ fardos papel almasso 9 ditos dito de cm
brulbo 3rj ditos erva doce ,, 5 barris chumbo
de municao uina porcao de louea, 1 dita d'a-
Ihos, 2 caixas e 1 cesto calcado ,- uina por-
cao do macaos 1 dita olbas do louro 236
carias niassas ; a ordem.
3 fardos pimenta 7 barris, e 14 caixas dro-
gas, 2 fardos cabos, 20 caixas ac inditas
sevada 1 dita bolaxinha lina 1 dita figos, 1
ditaobjectos de moda ; a J. Saponlo.
Bratilian brigue ingle* vmdo de Terra -
nova, entrado no crrente mez a consigna-
cao u'e Cabtreo $ Companbia Hiaufatuu o
sega i n le :
2,24-5 barricas com bacalho ; aos consig-
natarios.
N. B. No manifest do patacho bamburguez
Partnna ntftiUfin r." Diario n 1Q a-*"
mais 1 caixa com lazendas; a J. C Gomes :
atsini como mais urna dita aos consignatarios ,
e mais3 caixas do pelucia a II. Zimmer ; e
tudo, que esta escriplo pipas, lea-se pecas.
Hovmcnto do Porto
Navios entrados no dia 25.
Santos; 21 dias; briguo-inglez Itoig-Agnes, de
280 tonolladas; capitao LpoelCharles Cobb;
equipagem 13 ; carga lastro : a consignacao
de Me. Calmont& C.'
Bio-de-janeiro ; 21 dias; barca hamburgueza
Doroha IVilhermina de 240 tonolladas ;
capitao Honry Koimuz; equipagem 11,
carga lastro : a onsignacao de Jobnston
Pater & C.*
Navios saludos no mesmo dia.
Liverpool; hrgue-inglez.rAoma*-ee pitao Henry C-owlding ; carga algodao e
assucar
Lisboa ; barca brasilcira Errelinda ; capi-
tao Antonio Francisco de Jetua; carga as-
sucar.
Rio de-janeiro
brigue brasileiro
u i a.Miunu c--
ra capitao Joaquim Pedro de & e l/ara ;
carga a mesma que trouce do Ass.
it.i.. brigue-eccuR3 de guerra brasiloiri
liope ; comman lante o capitao lente Fe-
lippo Jos Ferreira.
Ivisos martimos.
= Para o Aracaty pretende sair obeinco-
nheeido biate linda no dia 8 do fevereiro p.
futuro imprcterivolmente com a carga, que
tiver a bordo : i tratar-so com o propietario
Manuel Joaquim Podro da Costa ra da Cruz,
n. 51.
= Para o Porto de ve sair com a maior bre
vidade a barca portuguea fella-Pernnmba
cana: quem nella quizer carrejar ou ir de
passagem, dirija-seaocapilfio na Praca ou
ao consignatario Thomaz d'Aquino Fonsecs ,
na ruado Vigario n. 19.
Patacho portuguez Novo~Congmst>,\
sae para Lisboa no dia 30 do correte :
quem no mesmo quizer ir de passagem para
o que tem excedientes cominodos, dirija-so a
Manuel Josj Machado Malboiro na ra da
t'.adeia do Becife n. i7 ou.au capitao .Manoel
Jos Ilatto.
= Para o Aracaty pretende sair at 10 de
fevereiro p; futuro o patacho & Jos Vence-
dor : quem quizer carregar, dirija-so ao seu
proprietario Manoel do * capitao Manoel Jos llihciro.
Para o Havre seguir no dia 20 de fevo-
reiro a barca franceza Cacimir-dektvigne ca-
pitao P. B rindoague ; quem nolla quizer car-
regar ou ir do passagem, para o que tem ex-
celentes commodos : dirija-sc aos seus consig-
natarios B. Lassorrc &C.
= O brigue Amelia de que capitao Joao
Ignacio de Manetos, com brevidade segu via
gem para Lisboa com escalla polas llhas-dos-
Acores quem quizer carregar, ou irdepas-
sagoc,, falle com o mesmo capitao ou com
Joo Jos da Cruz.
Avisos diversos.
LOTERA DO THEATRO.
As rodas da '2.a paite da 15.
lotera leem o sea infallivel
andamento no dia 30 do cor-
rente mez Piqnern ou nio
billiet.es por vender, e os
restantes acho-se as lojas
j annunehdas.
Acha-se na lojade J. Meroz, relojoeiro,
na Praca-daindependencia ns. 18 e 20, alm
ile um sortiment de relogios de algibeira do
parede e moza, anneis, brincos, allinolcs de
ouro fermonte (erramenta para ourives ,
como limas de moia canna, triangulas, chatas ,
corta-unhas alicates, tena/es, terral, e ser-
rotes vidros de oculos do ver ao longo rouge
parapolir, ca lilbos podras de cristal, es-
covinhas bruxellas e outros objectos diversos.
ss Pessoa algum compro a parte quo tem
lsela Maria dos Prazcs na casa sita na ru
larga do Rozario n. 35. quesein o seu ron-
sentimento se quer vender ; porque a dita par-
te foi dada cm parlilbas a seus (ilhos orphaos do
seu primeiro marido, e por isso se faz osle aviso
para em todo o lempo constar.
Urna pessoa quo tem os precisos co-
nhecimentos so propde a ensinar lalim par-
ticularmente dan lo urna, ouduas lices no
dia segundo rnelbor convier a cada um ; na
ra da Persha r. 23.
=s Manoel Ferreira da -ilva Ramos convida a
seu ex caixeiro Jos Miguel de Miranda para
que faca o favor de ir cm sua casi ajustar suas
cuntas, e mesmo para Ihe darsolucao doal-
gumas quantias por ello recebidas e nao en-
tregues como consta das notas quo todas as
semanas Ihe entregava com as quantias recebi-
das c de quem ; assim como tambem um pe-
queo quaderno quo tinha seu particular |aonde
fazia notas das que me entregava ; mas urnas .
e outras provao a falta da entrega de algumas
quantias ; assim queira (azur obzequio appa-
recer nesta sua casa parajns ajustarmos urnas
e outras contas e na fulla usarei dos meios da
lei.
= Aluga-se urna casa nova do dous andares
prximamente acabada demuitos c bons com-
modos quintal cacimba de muito boa agua,
e coxoira para dous ou mais carros, sita na
ra do Aragao : a fallar com Manoel Perc.ra
Teixeira morador em seu sitio da Lslan-
C= Aluga-se no Forte do Mallos ol. andar da
casa, junto do snr Bclcm e na mesma um
pequeo armaz.cn. : a Tallar com Jos R.be.ro
de Brilocm sua prenca no mesmo iugai ii. io
= Prccisa-se de 500.000 rs. a um e meio por
cento com hypotheca em urna casa ; quem li-
vor annuncie. ,
Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra da Moda n. 9 ao p do snr. Santos Bra-
iga. proprio para escriptorio ou grande fa-
Imilia, pelos seus grandes e bous commodos .
porpreco rasoavel; quem pretender d.r.|a-se
ja ra da Cadeia do Roe i fe toja n. / a tratar
com Joao Maria Sew & Filho.
SOCFKDADE THEATRAL MELPOME-
NEN'K.
O l. secretario la/ scioute aos sniores so-
cios quo domingo ( 2H do correte ) baver
sesso da sociodide na casa do suas reprosenta-
voes polis tres horas da tarde para se tratar do
negocio de gran le interosse da mesma socie-
dade.
Aluga-seumsobradipho na Rua-da-Praia-
do-Fagundei defronte da serrara do sr. Men-
donca; quom o pretender falle as Cinco-
pontea padaria n. 63.
Manoel Gomes Yiogas previne a todos os
seus froguezes o principalmente aquellas que
Ihe devem que nao paguom quanlia alguma ,
nem dem cousa alguma que em seu nomo
va receber um menido quo foi at- houtem cai-
xeiro do annunciante de nome Manoel Fran-
cisco de Mello p ir se ter bonlem ausentado
em so saber porque nem o motivo da au-
sencia.
= Precisa-se de um coiinheiro ; quem es-
livor nestas circumstancias, dirija-se a casa da
esquina da Bua-do Torres n. 20, que achara
com quem tratar.
= Urna pessoa que tem bastante pratica ,
oque presta fianca idnea, olTerece-se para
cobrar dividas nesta cidade e fura dola (nao
sendo par,, mui longe ); o tambem se ajusta
por anuo ou in i. e promotte zelo e prompr
lidio e nssegura-se agradar 6 quem d este seu
comit sequizer ulilisar: quem o pretender ,
annuncie.
O snr. que n 'dia 19 do correte, pelas
3 horas da tarde entrn na loja do abaixo os-
signado o Ihe lurtou um relogio horisontal,
sa bonete caixa d'ouro larada na formado
S. e que loi visto e conbecido. por alguns ti-
sinbos, quando entrn e sabio baja inme-
diatamente de o man.lar entregar o relerido ro-
I igio ou deitar por baixo da porta da loja ;
do contrario dci-larar-sc-rlia o seu nome por esta
lollia e o abaixo assignado proceder com lodo
Augusto Hebrard, antes de retirar-se para
Franca, avisa a todas as pessoas que livercm o rigur da lei contra a dito snr.
contas com elle, quoirao apresontar-lh as no
praso de de 8 dias pira serom liquida las ;
na ra estreila do Bo'ario n. 21 primeiro
andar.
(Juer-se alugar urna casa terrea com um
sotao ou um sobrado de um andar, quo le-
nbao quintal e cacimba em qualqucr ra .
|iio nao seja mui distante da matriz, do bairro
de S Antonio; quem tiver, dirija-so a ra
da Praia n. 39.
Arto do se curar a si mesmo as doencas
venreas, com urna pharmacupea ou recei-
luario correspondente, por Godd de Liancourt,
I vertida em portuguez simplificada e a
doptada aos climas de Portugal o do Brasil ,
pelo Dr. cm medicina Caetano Lopes de
Moura Pariz 1839 1 vol. em 12 com uina
estampa colorida, loja de livros, na ruado
Collegio n.20 Tambem ah se vende o ar-
mazem de conbecimentos uteis as artos, o ol-
ficios ou colleccao do segredos do utilidade
universal destinado a promover a agricultura,
e a industria de Portugal a do Brasil por
V. S Constancio Dr. em medicina Pariz ,
1838 1 vol. 8. \ brochado.
= Os snrs. Manoel Ignacio Be/erra Caval-
canle Lucio Candido Pereira de Carvalho ,
Jos Juliao ('.amello Luz., Francisco Jos dos
Santos Jos Machado da Bocha Januario
Ferreira Cadaval Eustaquio Jos Nunes Mu-
niz. Jos Severino do Mello e Vicente Fer-
reira de Barros, annunciem suas moradas ou
dirijao-so a Ba-imperial no Atierro n. 07 :
fallar com Jos Francisco da Silva Penna i
negocios do seus interesses.
= Qualquer snr. guarda-livros, ou mesmo
outra qualquer pessoa. encirrogada de qualquer
oscripturaciiv) quo precise d'uin ajudanto in-
telligivel eilo boa letra, com as precisas qua-
lidados c reconbecida probidade baja dcan-
nunciar, porque, por interosse se propde a
isto pessoa desembarazada o com bastante
pratica.
JuCto Antonio de Sahoia.
O hachare! Carlos Honorio de l'iguei-
redo retiia-se par. o Rio-de Janeiro.
= Manoel dos Santos subdito Portuguez ,
retirase para Portugal.
= AlugSo-seescravos para qualquer traba-
Iho nesta cidade a excepcSo de servente por
(iiO rs. diarios cada um ; quem os quizer ,
annuncie.
= Aluga-se una parda moca com muito
bom leite que acaba agora de criar em urna
casa estrangeira quem a precisar clirija-st*
aoarmazom n. 4da ra da Allondega-velba.
-: Precisa-se de um caixeiro para urna ven-
da de 1(1 a 14 anuos; na venda da esquina
da ra do Aragao que volta para a S. Cliw ,
n. 43.
Oll'erece-se para caixeiro do engenho um
rapa/. Brasileiro cazado de bons costumes ,
que da li.id ir a sua conducta e como tambem
para ensinar primeiras leltras tanto elle como
sua inulher ; quem de sen prestidlo se qui er
utilisar, dirija-8eaiuadoCnbuga n. 7.
= Appareceo no dia 22 do frrente pelas 8
horas da noule, na Solidado casa n. um
cavallo sem sellm lao somenle com as ca-
bezadas, por j ter sido o dito cavallo da mesma
casa; quem lor seu dono dirija-so a mesma
casa, quedndoos signaos cirios, Ihe sera
entregue, pagando as despezas ea seguran-
ca do mencionado cavallo.
= Boga-se ao snr. F. J. M. A. o favor do
ir se entender na pracinba do Livrarnento, com
quem nio gnor, quando nao se publicar! por
estonco o seu nomo, o a rasao por quo tanto so
lliedeseja lallar.
= 0 snr. Domingos (ioncalves da Cruz quei-
ra comparecer na ra da Cadeia-velha n. 35 ,
a ultimar o negocio quo nao ignora.
Aluga-se nina casa na Passagem-da-Ma-
gdalena com commodos para una grande fa-
milia e banho muito porto ; quem a preten-
der dirija-so a ra da Cruz, n, i.
zar de seu nresli.no annuncie. <>. precisar de urna mullier de idade.
_ O.iem nrecisar d'uma ama secca de para ama de urna casa de pouca familia, para
muito boa conducta para qualquer casa ; di- engommar v e coz ir. bar dis.ja-se a ra do
rija-so ra Augusta n. 53. I Calabouco-velbc n. 2.
= Um rapaz. Brasileiro com bastante pra- Oflcrece-sc urna criada Portugueza p-
tica en. cscrever, copias do sontencas, pro- ra todo o *r"Jen[c .,f..!nl^,0.r .e.U"!
cessos
oflerec
para
me
prestimo se q
procurado.
i, e lodos os mais papis dejustica, so asa ; quem a pretender d.r.|a-se a ra da
ce a qualquer snr. advogado .e escrivo Trempe n. 52.
. o dito fi.n ; assoverando que fara por Em um china lao quente como o do Brazil.
enos .me outro quali|uer: quem de seu onde as molestias teruunao fatalmente as ve-
restimo sequizer utilizar, annuncie para ser es no espaco de poucas horas he mister ha-
RAFE 1'liSO PRlNfEZA
DA BAHA E BIO-DE-JANEIBO.
ver um remedio que possa servir ao mesmo
lempo como preventivo e curador. A ^ e-
decina Popular Americana tem essa proprieda-
de tomada as vez.es em quanto ella impedea
r= Acha-se a venda o mui ixcollente ra- aecumulacao dos humores conserva o sanguo
peda nova fabiica doGodinhoda Bahia, e do puro o conseguintomonto para as pessoas menor
Bio-de-Janeiro pelo mdico proco de 1:000 rs sujeitasa apanharem qualquer molestia seja
cada libra : este rap chegado ltimamente ella contagiosa, ou nao.
e torna-se muito rccommendavel pelo seu bom Becommcnda-se portanto ao publico em ge-
aroma : roga-se aos compradores, desediri- ralecnsainr este excedente remedio, que,
giremao nico deposito existente n"esta pro- polo lado econmico he prclerivol a qualquer
vincia na ra da Cruz n. 16 quo anda outra medecina de similhanle natureza leudo
en ont'raro meias libras e levando porcao se as caixinhas maior numero de purgantes e por
lar um preco muitorasoavel. menos preco.
__ No primeiro andar do sobrado da es- O publico achara na Medecina Popular A-
quina da ra das Cruzes apromplao se han- mericana as pilulas vegetaes do Dr. Brandreth
jejas de bonhas, comiede o aseio e perfei- estas propiedades que preduzem .seu afeito
c|o; faz.em so podios, paodel bollo in- sem dores ou encommodo algum nao se faz
glez! letria d ovos, semdo arroz de leite preciso dieta alguma e pode-se tratar dos
nnstpis il nata t o linio com enfeites d'alfi- seus negocios nos mesmos dias, em que se to-
nina doces seceos e de calda para embarque : mar.
tambem aproinptao-se comidas para fura ; Vcnde-se aqui cm casa do nico agento
tudo com aceio, promptidSo,' e commodo JoaoKellorruadaCruzn.il; e para maior
preco. commodidade dos compradores na na daCa-
= Jos Bernardino Pereira de lirito embar- deia emeasa de Joao Cardozo Ayres, ra Nova
ca para o Bio-de-janeiro o seu escravo, cabra Guerra Silva & C atterro da Roa-vista Salles
por nome Jos. & Chaves.
.^.


Quem precisar de urna ama de bons cos-
tnmes para o servico interior de urna casa ,
dirija-se a rua do Alecrim n. 19.
= Da-se 250,000 rs. a premio sobre pc-
nhores de ouro ou prata ; na Itua-impcnal
n. 37.
Faz-se scienle todas as pessoas que
tocm penbores na loa de mrndc/as do Atterro-
da-Boa-vista n. 54, hajn de os ir tirar no
praso de oito dias ese nao o fizerem ser
vendidos para pagamento ; o para que em lem-
po algum se nao chamern a ignorancia faz-se
o presente aviso.
Jos Xavier Antunes Correia faz scien-
te ao rcspeitavel publico, que nO faco ne-
gocio algum com l.uiz Francisco Correia Go-
mes de Almeida sobre urna parte do engenho
Collogio por urna permuta falsa que o dito
l.uiz Francisco fez sem eu nella ser ouvido ,
nem ter autorisado a pessoa alguma para este
iiin para que nf-ose chamern a ignorancia ,
faz o presente annuncio.
O abati assignado comprou a Antonio
de Vasconcellos Menezes a venda na travessa do
Queimado n. 7 ; se alguem se julgar com di-
reito a ella queira comparecer na mesma no
praso de 3 dias contados da data deste Mi-
guel da Cunha.
O abaixo assignado la/ sciente ao cor,
Joaqun) Antonio de S. Tiago Lessa que no
da Parahiba e sendo que sua morro queir.i
alguma cousa para a mesma tem um criado
as suas ordens, desculpando ao mesmo tempo
o nao ter ido pessoal a sua casa pelos mu i tos a
favores que tem. Joao Chrisostomo Pires.
Desappareceo no dia 24 pura 2o do cor
rente urna cabra ( bicho ) toda preta toura-
quebrado em urna pona, a qual ainda tem
, leito por ter tido cria julga-se ter sido fur-
tada em rasao de todos os dias procurar a
casa; roga-se a qualquer pessoa a quem for
otTcrecida, ou der os signaes aonde ella se acha,
e appn-her.dendo-a levar a rua da Praia ,
venda n. 27 ser gratificada.
O/Terece-se um moco Portuguez para
criado de urna casa particular, ou mesmo pa
ra bolieiro ainda mesmo para f'-ra da provin-
cia pois di fiador a sua conducta ; quem o
precisar, dirija-se ao pateo do Terco loja de
sapateiro n 9.
Peile-se ao snr. F. J. O. B que v* pa-
gar os alugueis do soto, em que morou n^
Camboa-do-Carmo pois ja bastante lempo,
e a pessoa que o alugou quer ser paga para
dar contas ao dono do sobrado; do contrario
passar pelo desgosto de ver o seu nome publi-
cado por extenco.
As pessoas encarregadas da lestividade de
N. S. da Estancia queiroapparecer na rua do
Livramento, loja n 34, a negocio de inte-
resso da mesma festividade.
Quem precisar alugar 4 escravos rJara tra-
balharem em arma/:em de assucar dirija-se a
Ba-nova n 38.
Precisa-se drt urna preta (orra ou ca-
ptiva para o servico interno de urna casa, que
saiba engommar, e lavar; no A'c-rio-ua-ooa
vista sobrado n. 65.
O eapiio de campo Guiiherme da Silva
Torres que annunciou no Diario de 25 do
corrente ter apprebendido um moleque o
oual diz ter passado a varios senhores e nao
sabedizer qual o seu legitimo snr. queira
por favor ver se o dito escravo tem urna costura
na perna dircita a cima do tornozelo da parte de
f6ra representa 20 annos, sendo assim pode
levar a rua estreita do Ro/ario no primeiro
andar, que ahi se I lie dar os mais signaos, c
ter 50,000 rs. de gralilicaco.
SOCIEDADE FLORENCE.
A quarta partida ter lugar no dia primei-.
ro do fevereiro futuro e a distribuidlo dos
convites se far em sessao da commisso admi-
nistrativa a 28 do corrente pelas 4 horas da tar-
do na casa respectiva.
ro que servem para armaco do loja de meu-
dezas ou taberna ; na Rua-nova, loja n. 16.
= Yende-se um escravo crioulo do 25 an-
nor com ofTcio de carreiro e proprio para
o servico de campo principalmente para en-
genho ; na- rua da Senzalla-velha armazem
n. 106.
Yendo-se urna espada que foi de um
guarda nacional de cavallaria ; um capote e
urna barretina ; na Rua imperial n. 2, todo
negocio se faz.
= Vendem-sc sementes de todas as quali-
Jadesde hortalico, e cesto pan meninos apren-
deremaandar, telhasde vidro tudo por pro-
co commodo ; na rua da Cruz armazem de
louc n. 48
= Vendem-se ricos cortes de chales de seda
lisos o matizados de cores oscuras mantas de
dita cortes de tarlatamas para vestidos, de
novos e lindos padroes com fos de seda ele-
gantes cortes de vestidos de seda verdadera-
mente escoceza os mais modernos que ha ,
ditos de cassa pintada
Compras
__Compra-se urna ou duas quartlas arquea-
das de ferro, que sirva para azeilo do carrapa-
to e urn lunil de Do para despejo de agur-
dente tudo em bom estado ; na venda da es-
quina da rua do Aragfio que volta para a S.
Cruz n. 43.
_- Compra-se ou aluga-se urna canoa
aberta de carreira ; na rua das Larangeiras,
sobrado n. o de Claudio uubeux ou an-
nuncie.
= Compra-se ouro velho e prata paga-
se mclhor, do que em outra qualquer parle; na
Rua-nova, loja francezan. 9.
Vendas.
Y,,Hl,.-scumapor<;aoJetaboas de lou-
piniaua 6 de finas chitas, cha-
peos de seda ltimamente drogados da Franca,
para senhora lencos de seda escoceza ditos
desetim e de garca com franja riscadinhos
francezes mui finos o cores fitas com qua-
dros grandes cortes do lanzinha para vestidos,
pocas de carnbraia lisa transparente, grvalas
de setim lencos ditos muito encorpados de
gosto escocez cas miras elsticas de duas lar-
guras e de lindas cores, chapeos do Chile ,
muito finos, pannos finos de todas as cores e
procos merino nreto e verde muito fino ,
cortes de colletes brancos e de cores, de sntim
e gorguro de muito moderno gosto e outras
militas fazendas de gosto ; na Rua-nova loja
n. 35.
as Vende se farello novo em saccas de 3
arrobas, drogado de Hamburgo ; em casa de
H. Mehrtens na rua da Cruz n. 46.
Vende-se farello novo em saccas grandes;
em casa doN O. Biebcr & Companhia.
\ endem-se 5 couros espichados de bo-
nitas cores; na l'ua-imporial n. 188.
Yendem-se mantas protas matizadas do
ultimo gosto cassas pintadas as mais moder-
nas chapeos pretos para hnmem com fita
larga na beira e de qualidade finissima ; na
Rua-nova n. 21. loja de Jean Mendibour
Vendem-se dous escravos muito bons ca-
noeiros. um delFs tambem vaqueiro de
bonitas figuras, de 25 annos nao teem vi
cios ; e urna parda de 35 annos de bonita
figura, a vista dos compradores se dir o mo-
tivo, por que se vendem; na rua do Crespo n.
12 a fallar com Jos Joaquim da Silva Maia.
= Yende-se urna escrava cabra de 21 an-
nos cose, engomma, lava, cozinha, e nao
tem vicios, o que tudo se affianea ; na rua do
Rangel n. 2-.
Vende-se urna negra de naco de bonita
figura, de 24 annos, engomma, co/.inha c
lava ; urna dita que cose cozinha e lava ;
urna dita crioula de 16 annos, cozinha e la-
va ; urna dita de Angola que cozinha lava,
e quilandeira ; na rua das Cruzes n. 41, se-
gundo andar.
Yende-se urna preia mariscadeira ven-
dedeira de rua lava roupa muito fiel e ser-
ve para todo o servico de urna casa ; e um ar-
darnento completo para inferior de guarda na-
cional ; na rua atraz da matriz da Boa-vista
n. 12.
- Yende-se urna armaco propria para venda,
ou botequim por preco commodo ; na rua
do Nogueira venda daesqunia n. 1.
Yende-se um negro de naco Angola ,
com officio de serrador muito possante para
qualquer servico de 25 a 28 annos, bonita
figura sem vicios nem achaques ; na rua da
Praia n. 27.
= Vendem-se 150 pares de meios botinsde
Lisboa para tropa ; no Atterro-da-Boa-vista
n. 24 loja de Joaquim Jos Pereira.
Vende-se urna bonita escrava de 16 an-
nos rccolhida sabendo perfcltamente en-
gommar cozinhar e coser ; urna dita que
cozinha engomma e lava : duas ditas qui-
tandeiras do 20 annos e de todo o servico ;
um bonito escravo de 18 annos reforcado pa-
ra todo o servico ; urna mulatinha o urna ne-
grinha de 12 annos ; urna elegante parda de
20 annos perfeita engommadeira e costu-
reira ; na rua do Fogo ao p do Rozario n 8
Ycndc-se um boi muito manco, que
trabalhava em carroca ; na Solidado n. 24.
= Vendem se 3 podras sacadas, de Lis-
boa tendode comprido 35 palmos, e 4 de
larao sendo de muito boa qualidade e i)em
fornidas ; na rua da Praia serrara n. 22.
__ Vendem-se duas pretas mocas com boas
habilidades; urna dita recoihida, de muito boa
engommadeira; na rua do Dique n. 9 s- lhas, tijolosde ladrilho alvenaria.u de for-
gundo andar. nallia cal branca superior, e preta, caibros
= Vende-se farello em saccas grandes a de30; e ripas, tudo da rnolhor qualidade,
2560 rs. ; orn casa de B. Lasserre & Cornpa- que pode haver ; em Olinda ruado Bardo
nhi, ruada Senzalla-velha n. 139. n. 24.
__ Vendem-se velas de carnauba de 6 em ss Vende-se um adereco de brilbanles da
libra, por preco commodo; na rua Augusta primeira agua obra de gosto sublimado; as-
q iq .sm como outras mulla obras uo ui uante 5
= Y'endem-se duas banquinbasde angico mil oitavas de prata fina de toque de lei ::
12cadeirasde assenlo de palhinha um par perolas grossas e verdadeiras, jarro e bncia de
de mangas um refe com toreado redes no- prata do bom gosto e taboieiros com 3 pal-
vas evelhas para viveiro ; na rua de S. Jos mos e meio de comprido clices de lodos os
n. 21 de manha das 6 as 8 horas e de tar- tamanhos faqueiros de duzia e mcia dita .
das 5 as 7. uma custodia obra boa feita em Lisboa ,
*r- Vendem-se 3 cavallos mui carregadores, turibulo e naveta, calis, ambula escrivani-
e novos ; a padaria n 154, na rua das Cinco- nhas apparelhos para cha coco, paliteiros
ponas, com todos os seus pertences e estes de bom 'gosto pratos thesouras, caixas do
muito modernos; uma commoda de angico, prata pas tabaco, oeulos de ouro, corren tes
um par de mangas do vidro bordadas, 6 por- de bom gosto tudo obra de Lisboa e vende-
tas de amarello que servem para qualquer se tudo em conta ; no Atterro-da-Boa-vista ,
casa; e uma canoa fechada com mais de 60 loja de Joaquim de Oliveira o Souza
palmos oe comprido todo negocio se faz ; na | Vendem-se ervilhas muito boas novas ,
Rua-mper.:a! ,-.. 2. e bagadas ltimamente a 00 rs. a libra al-
O depo.:i de gelo acha-so na rua da I pista a 360 rs. o quarteirao manteiga franceza
nzalla-velha |*'nto ao Becco-largo n. 110, a 560 rs. dita de porto a 320 rs. letria a
160 rs. sevada a 1Q0 rs. ^chocolate de Lis-
boa a 360 rs. cha hi.-son 2560 o 2ji rs. e
todos os mais gorijrjjs-ptrr proco commodo ; na
esquina da rua do Arago", que volta para a
S. Cruz n. 43.
= Vendern-se diferentes pecas do Archivo-
theatral de Lisboa de n 1 a 45 sendo oslas
aa mais es.olbidas per;as e dos melhores au-
tores francezes, tanto juntas como separadas ;
juntas a 240 rs. cada uma, e avulsos a 300 rs.;
Se
aonde contina a vei,"der-se pelo mosrno preco
de 2560 rs. a arroba t ,inra a 0 rs-
= Vendern-se 500 bh'"'cas levantadas o
promptas para embarricar asi.';ucar > na rua "e
Apollo n. 20.
= Vendem-se meios bilhetes oJ' lotera do
theatro que corre no dia 30 do cori"ente na
rua da Cadcia-velha, loja nova de caleadV n ^o
Vende-se um relogio pequeo, com cai"
xa de ouro de bom movimento; e da melh fabrica; na rua estreita do Rozario, loja n. 20
=r Firmino Jos Felis da Roza tem a venda
a excedente farinha de trigo de Trieste-, bem
contienda neste mercado e de todo o Brasil ,
das verdadeiras marcas SSSF e SSF ; ladri-
lho de marmore ; lolha para charutos; assim
como muito boa farinha americana ; nos ar-
mazens de Jo^ Rodrigues Pereira & Compa-
nhia no beco docapim e na rua da Moeda
n.7: estes gneros s se vendem a dinheiro ,
ou a praso uma vez que as firmas sejo de
confianca.
= Vende-se parte do sobrado n. 10 de 3
andares e soto, com 4 portas de frente, e
duas lojas ; metade de uma casa terrea na rua
da Concordia ; e uma cama de cazal de ar-
maco moderna com cncherges colxo e
cortinados sem nenhum uso ; na rua da S.
Cruz n. 66, que tudo se vende por preco com-
modo.
O professor o meslre de msica do bata-
Ihao de artilbaria, Antonio Y'enceslo Chaves,
tem para ven ler excedentes rnuzicas para forte
piano operas modernas pora tocar s arias,
duelos, sinfonas, concertos para raboca dos
mais celebres mestres, duostrios, quartetlos,
temas com variaces ; e tambem se vende um
piano em figura de uma banquinha que tem
de estenco 3 oitavas e meia ja usado mas
bom para aprender uma menina de 8 para 10
annos; e urna rabeca fina propria para um
menino de 10 a 12 annos; quom quizer al-
gum (lestes objectos, dirija-se a rua do Seve ao
pe da giej* us ugieze cusas novas de Fran-
cisco Antonio de Oliveira.
Vender um palanqun), em muito bom
uso; e bem assim pellos de guaraz inteiras, boas,
e proprias para flores tudo por commodo pre-
rn n tu Ha C.rii do Redfa n. 37.
Vende-se cera de carnauba superior ,
por preco commodo : na rua da Cruz arma-
zem n. 33.
= Vendem-se bixas do Hamburgo, chega-
das pelo ultimo navio vindo de Lisboa, o cen-
to a 8000 rs. muito boas : na rua da Cruz n.
43 defronte do beceo do Porto-das canoas.
= Vendem-se as eguintes propriedades
saber: uma casa de tres andaies c soto na
rua do Encantamento no Recife n. 4 ; uma
dita terrea na rua da Conceicao da Boa-vista
n. 1 ; uma dita dita na esquina do beceo das
Barreiras n. 1 ; um terreno de 63 palmos de
frenle na rua do Sebo ; um sitio com boa
casa na estrada dos Aftliotor: um dito na
estrada do Arraial: tratar com Jos Antonio
Bastos, na rua da Cadeia do Recife.
= Vende-se uma ptima rede para viveiro ,
com todas as proporcoes; nos AfTogados n. 21.
= Vende-se o livro intitulado Primea-
ras licosa minha discipula muito proprio
para meninas queestudo primeiras leltras;
em prosa e verso pelo commodo preco do
640 rs. ; as lojas de Cardozo Vires e Settc.
= Vende-se um moleque de nacrlo robus-
to sem vicio ou moiesiia aiguma e de bo-
nita figura ; na rua do Queimado n. 2a.
= Vendem-se na loja do bom barateiro, de
Guerra Silva & Companhia na Rua-nova
assim como o 1., 3. 4. 5., e 6o. tornos do
libereio jornal de familia adornados de boas
esial,.ipas. e ligurinos todos a 3S rs. cada vo-
lume eavulsoa 3500 rs. ; no botequim da
Estrella.
= \ endc'~se um sbrado de 1 andar e dous
sotos, ha pouc' a"alado todo forrado e pin-
tado na rua do .''o0 27 I o duas escravas
pecas, de Angola, bonitas figuras, mestras
vendedeiras de doces e com oul^s habilida-
des ; na rua estreita do Rozario n. 10 tercei-
ro andar.
= Yendem-se dous escr""08 de naco, mo-
cos ptimos para todo o ser\"lco ; urna preta
de nacao de 30 annos com ''onita figura ,
com urna cria mulatinha mui lili da ; um es-
crava boa engommadeira eco/inht ra coe,
e faz renda ; uma dita quitandeira fi lavadei-
ra ; na Rua-direita n. 3.
- Vendern-se 4 garrotes ilhos do p^sto,
bons para acouguc : na estrada do R.'Marinht,'
sitio da Laga-do-conselho.
Escravos fgidos
figura, co/'inha, e lava mupa 3 pardas boas, n 11 os verdadeiros purgantes e vomitnos
engommadeiras costreiras, e cozinheiras; j do Le Roy.
dous pretos bons para todo o servico urna par
do bom pagem ; e um moleque de 12 annos ;
na rua de Aguas-verdes n. 44.
Yende-se uma escrava boa cozinheira e
= Vendem-se superiores cortes de vestidos
de la eseda de listrasde bellissimos padres ;
na rua do Cabug n. 10 defronte do cerieiro.
-= Yende-se 500 oitavas de prata fina; tc-
= D-sc 50ji rs. de gratificoco a quem pe-
gar, c levar a rua da Florentina u. 14 o prelo
Jos Pnchete de naco Mocambique de 20
annos, altura mais que regular, secco do cor-
po com dous dentes de menos na frente da
parte superior roslo redondo bastante re-
tinto quando falla gagueja alguma cousa ,
teY) de costume ter sernpre fumo na bocea ;
levou camisa de riscado a/ul caifas de panno
preto ja velho; este preto empalbador de
obras de riiarcineiro ; fugio no dia 24 do p. p.
s.Nodfi 17 do correlo fugio o preto
'itiiiud de naco Angico do bu annos, al-
to magro secco do corpo cor nao muito
preta pernas muito finas tem no alto da ca-
neca uma pequea falta de cabellos procedida
de urna pancada que levou e julga-se ain-
da apparecer a cicatriz tem na nio esquerda
odedo pegado ao mnimo sem unha; levou cal-
gas o camisa de algodo americano^muitosujas,
e sem chapeo o qual remador em lanchas ,
e pescador de rede de camaro ; quom o pe-
gar, leve a Fra-de-portas n. 68, que ser
gratificado.
No dia 23 do corrente as duas horas da
tarde fugio o negro Aflonso de 20 annos do
naco Mozambique alto, secco', olhos gran-
des ieru iaihos as ionios e na testa, propnos
de sua naco ; assim como' cravos as palmas
das mos, e as solas dos ps, provenientes
de bobas; levou camisa do algodo da trra o
calcas de algodozinho grosso ; quom o pegar,
leve a casa do contador da thesouraria das ren-
das provinciaes, na rua do Hospicio un' se-
r gratificado.
No dia 10 de setembro do p. p. fugio o
pardo Manoel official de alfaiate de 40 an-
nnc i'.hi tu r.-i lia ^ SOCCC d! COrp" f! CSCr2-
vo do fallecido Amonio Machado Dias, e de-
pois do Antonio Jos da Costa; suspoila se,
(IUe alffimm o tcnlia nrcnlln : nni'rn < pegar .
leve ao Atterro-da-Boa-vista loja de alfaiate
de Manoel Joaquim Venancio de Souza, que
gratificar com 50,000 r.
Rbcipr ha Ttp. duM. F dr Fa*U ^1844.


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