Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04564


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Full Text
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Anuo do tlM/i.
Quinfa Petra 2i>
de .Janeiro
ODUMOpoM,e.-.e ,.d0.o. ,1 i.a ana ;.., ru ,,, ,;,sd(,s: || ^ f
.. ,|e iwi porquarielpaRoeadiaMadoa. OeaBnunc.oedMaeeianteeaaoi;eerfloa
p.i^eoi Opaque naofaMera ., raaaodeSOrei, |,or Ijnh. A >.!,.,,,-,,,dereai ser di,,-
pJm < "'""> >M' i _'"" a" '"* 34 ou ..raga < Indetrn.l.--,a I. j, de limen. 6 r 8
PARTIDA DOS CORRKIOS TERRESTRES.
Gauqu, e Pj^yk goiidM e exui [airae. Rie Grande do Noria, qniniMfairae ,
: no 1. II c :l
Anuo XX. X. 80.
i )lfsk .&..- /Z/i/n i .. ........ omiira. renda.
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< lio, Sarinbaeni Rio rormoio, Poi > Caito, Macer ,
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,|. aadi mea Garanhuna l- Bunilo a ](),. _j ,\e ,., i ., _Ma.Tlsln f|
e 38 ,1 io.Ciclalv ,1. Victoria, qaiaiaa teirn. Oliada lodo* os diai
DAS l>\ SEMANA.
' > Seg. s. ^ cenle Aud.do I. de I). da .'. v.
03 Terca. Ildefonso Rtl, and. iludo D.da .'!. v.
,~ Quarli s Jliimotbco And do J. de I', da 3. \
',', Quista s. Aneniaa. And. do J. de I), da 2. v.
,| Seda a. Folicerpo A mi. do .1 del), oa'2. v.
'' Sab. s. Vitalia. Hol. and. do I de D.da I v.
g Dam. s Cyrillo j. Lenidas
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EX.T
S
Discurso de M. de Lamartine sobre a grande
questo agitada actualmente em Franca en-
tre a universidade e o clero.
OBSTADO A IGREJA, E o ENSINO,
Temos senipre pensado une a queslfio do
ensino no tinha solucao, em i|unnlo nao so re-
solvesse a questao religioM. Urna contin-se
naoutra, como a alma nocorjio. O que ha
elguin lempo (em occorrido, cada vez mais nos
convence d'essa vcidadc. Queremos dizer urna
palivra tal respe.to. Porem treme na mao a
peiina quando se quer locar n'um assumplo
lio grave, eiao santo. Temo-se at aggravar
o mal que se quer curar. D'uina parte a re-
ligiao este primeiro nivsterio do coracao hu-
mano cujo veo nem se quer licito.er^uer ,
para no violl-a, com a vista ; d'outra parle a
rasao esta revelacao permanonte de Dos, cu-
jos direitos nao 6 dado sacrificar respeilo al-
{tuiu. Duina parte a igre|a esta patria das
almas, esta suciedado dos liis a quem releva
deixar livro a administracao dos seus dogmas,
e dos suas practicas; d'outra parle o estado, es-
ta sociedade suprema esta groja do lempo ,
esta como.unliao de todos os cidados que su-
bordina ludo sua le social excepto o mesmo
Dos, Ninguem ousa atravessur tantos perigos,
ese nao fossemos impellidos pela conscicncia ,
Pararamos ao primeiro passo e diriamos a
Dos, eao lempo: Acabi vos mesmos a vossa
obra, nos nao podemos intervir n'ella. Subsis-
ta anda por seculos este abuso! Assim tem vi-
vido o mundo at boje c vivera ainda muilo
iiiiis. l'orm, quando relectimos que este
abuso 6 igualmente oppressao da conscicncia ,
mentira do ensino, avillamento do estado, ab-
dicaco da rasao causa do scepticismo que
acommetteo bomem na passagem da infancia
mocidade confusSo da e perda das almas, e
extincao da moral entre numerosas geraces, e
quando nos convencemos, ao mesmo tempo, de
que o sentimento religioso ludo para o ho-
mem que eos 6 o fundamento de todas as
cousas e que as sociedades humanas nao leem
outro fin serio senao cliegar Dos pela luz ,
e pela virlude rnaniesUil-o eservii-o; cn-
tao nao besitamos nais, c sem embargo do ris-
<; de inagoarmos alguns preconceitos o de
suscitarmo! ab'Ufas i)revon,-os di/emos com
prudencia, o que eremos ser verdade. ao nosso
paii : Em materia de ensino e de religo,
estamos em lalso. I'] porque estamos em falso?
i'- porque nao estamos em lilierdade Nao ,
erantes, ouscepcos, ralholicos, oudiasidon-
tes, cbrislaos, ou racionalistas, estado, ou igre-
ja nem uns, oem outros estamos em lilierda-
de. Nos nos incommodamos, nsnoscons-
trangemos, n< te, eopprimindo-nos, opprimimosalguma 'cousa
mais sagrada, do que nos : a verdado Sim ,
a divina verdade, que suffocamos no nosso falso
abraco, e da qual sacrificamos todos alguma
parte nossa apparente concordia. Compre,
ou sacrifual-a de todo, ou separarmo-nos Nao
lia.mais meio termo : Dos soflre em nos.
Foro as refgOes, que li/erao ao principio
as sociedades. As leis ero dogmas. O estado
era servo da igreja, ou do sacerdocio. Um or-
denava o que o outro ensinava. Urna crenca
unnime, ouque tal se roputva era a alma
da socidado. O seu direito, e o seu dever ero
enlao transmittir essa crcnr;a ; todos os filhos da
nacao Nada mais simples. Esta magnifica l-
gica do estado que ensinu s tornar a ap-
parecer umdia r.o munlo, quando urna (
quasi unnime tiver reformado oespirito huma-
'no. Faca eos approximar esse da so-
,.;.. l-fla .-.'.....Mn -i cun v*riiad**irn fiirma* r, cr.-
ciedade sera religiao.
A principio o raciocinio pbilosophico do-
pois os chismas o a relrma a final a revo-
lucSo franceza a degeneraco, e a individua-
lidade das craneal mudarao ludo. Passou-se a
um systema mixto que se cbainou tolerancia
O estado ainda linlia o seu culto e o seu en-,
sino como estado ; S nao obrigava mais os
cid.idaos sol pena de morte ou de desterro
crOrem, c a dlterem o mesmo,que elle. Aassem-
bl6a constituate emancipou maiscoropletamen-
to as crencas e o ensino ; depois a convencao
disse : Oculto aos cidados mas o ensmo
familia, mas o exame da a/tiilopara asfunc-
cescirix ao estado Se ella nao livesse levado
o furor da lilierdade al a perseguicao, e a mer-
lo lienriao fundadas n'aquelle dia a lilierdade
de crenca o a verdado de ensino. Napoleo,
i-ssc arande destruidor do todas as obras da phi-
losophia, aprrssou-se derribar essa liberdade,
fundamento e alma de todas as nutras. Elle
refundi de novo a igreja no estado e o os-
lado na igreja; fez. passar o poder civil por una
sagraciio ; fez urna concordata ; declarou urna
religiao nacional o por isso mesmo tambem
um ensino: inslrumentumrrgm '. Venden por
f.ilso poso o seu povo igreja o depois a igre-
ja ao son povo. Esta grande simona ediicou
os crdulos, e escandalisou os verdadeiros fiis.
Toda a contra-revolucao doespritobumapt) C-
tava n'este acto. A vordadeira philosopha e
i \erdadeira religiao nunca devem perdoar-lb'o.
Este acto retardou talvez por um seculo o re-
nado das alrtias que se approximava. A res-
tauraeao colligou-se fortemente com una reli-
K5o do estado A igreja e o tbrono viven-
do do mesmo principio entrelacrao debaixo
da Ierra as suas raizes. Hilas sentiao se viver ,
o morror juntas. A revoluco, dejttjbo, depois
do ter mostrado brutamente um odio violento
contra a igreja, acabou por proclamar umeon-
trasenso (non-sens) urna religiao da inaioria
n'um estado que sedizia dos cultos livres A
rcligto tremeo gemeo escoodeo-se por al-
guns dias como perseguida; logo depois cobrou
animo algouavoz encheo os seus templos ,
contou as suas toreas, triumphou de urna rcac-
(So feliz do sentimento religioso as almas, que
precipitava a multidao aos ps dos altares; de
poistoenou ella a queixai-se com amargura,
e boje finalmente ameaca com fulminacGes.
Dequesequeixa ella ? Eeis-aqui. Di/, el-
la que Ibe tiro a aculdade de ensinar que
!he rottbo a sua mocidade, o que um <-orpo ri-
val que urna especie de igreja secular do en-
sino, a universidade que represonta o estado,
usurpa (sseus direitos corrompe as suasdou-
trinas e Ibe impoe condces do superinten-
dencia c de exame, que nao a deixao domi-
nar ludo sem nspeccSo e ensinar iudo sem
partilba. Sao estas queixas bem fundadas?
Sim, certo, que a universidade molesta a i-
greja : primciramenle por existir; em se-
gundo lugar por exercer sobre os discpulos
da igreja um direito do exame antes de ad-
inittil-os as lunecoes cvis para as quaes es-
tado encarregou-a de verificar a aptidao dos ci -
dadaos .
A universidade da sua parto diz, com rasao a
groja Eu nao me inlrometto nos vossos dog-
mas, deixai-mc os meus principios. Pelo du-
plo poder da religiao e.dos budgeti eccleai-
asticos, arrastais ludo para VOS. Tomai o Leo,
e deixai me o seculo, elle me pertence
entretanto o estado soflre e bumilha-se ;
a inneidad, recebendo um duplico ensino con-
tradictorio o empuxada em sentido contrario
pela philosopha e pela fe, acaba por cahir no
scepticismo, morto da alma. Isto lai clrerno-
ccr sobre a serte do esoirito humano. Entre-
tanto, em que vira a dar isto c baver algn,
remedio a este estado de cousas ? Nao. h por-
que ? porque o estado actual nao verdadero,
nem para o estado, nem para a igreja ; porque
ambos teom rasao e sem rasao de se odiaren.,
e de o. queixare.n; c porque n'um estado lalso
por mais, que se diga : paz: nao ha paz. Ls-
o esta.lo urna especie do Iransaccao impossi-
vel contra a igreja e o ensmo secular iran-
saccao, cujo arbitro 6 o governo.
Esta Iransaccao. cm si mesmo, esta longo de
ser ininua e oppressiva contra a igreja ; mas
a crea 6 urna corparacao que por sua natu-
ria nao pode transigir. A sua soberana esta
na consciencia. Ella nao pode, nem deve con-
ceder cousa alguma. A sua 16 nao delta, mas
de Dos. Ellacr, nao discute. No systema
actual da Iransaccao vejamos a sua siluacao ,
d'ella que pede a liberdade !
A sua situaco ei-la : ella a nica gran-
de associacao aulorisada protegida e assa-
lariada no paiz ; urna nc2o n'uma nacao ,
um oslado no estado ; urna sociedade separada
da sociedade civil e quasi lio numerosa, como
Iodo o povo Ella tem una administracao re-
conhecida, e mixta meia ecclesiastica meia
civil com suas demarcacocs provinciaes que
sao os bispados, o suas subdivisoe* lerritoriaes.
que sao as paroebias. Ella tem OSSCUS glandes
dignitarios, os cerdeara pagos, e acreditados
pelo estado nos conclaves. Ella tem doiis sobe-
ranos um temporal o roi : outro espiritual.
o papa; e apoando-se alternativamente no so-
berano contra o papo.como Bossuet contraLuiz
14,ou no soberano espiritual contra o re, co-
mo o arcebispo do Cologne. pode intimidar um
polo outro e tomar grandes libordades contra
ambos, como as libordades da groja galicana.
Ella tem un. pessoal de oitenla mil ministros
dos cultos desde esses curas providencias
pias que vo residir em todos os pontos hab -
lados do slo para serern pais de todos os que
nascem irmaos de todos os que viven. anjos
de todos os que morrem al esses enviados da
fe que vo semeal-a pela palavra por toda a
parte onde ella dolinha e ate essas ordens
religiosas, que frmao urna cadeia, nao nter-
rompida.de influencias, e de cnsinos desde
os ouvidos dos res at as barras dos indigentes,
como os jesutas. Ellas possuem lodos os tem-
plos, todasas cathedraes,todos os captulos, todos
OS edificios, lodosos bispados, todos os semina-
rios doados, dolados, reparados mantillos
usa do oslado Ellos toen, aulorisaeao para
reunir, c instruir todos os mancebos que pu-
lieren, eontor nos seus grande* seminarios, on-
de (irodispoem os meninos pobres ainda an-
tes da id.ide das vocaeoes sensatas. Elle* sao
isenlos da conscripcao imposto de sangue
para todos aquelles que declaro perteneer
Ibes. Ellos teem os coadjutores padres au-
xiliares para os estabelecimentos pos, e pa-
roebiaes. Elisa teem as innumeraveis corpo-
r.icoos de homens, e mulberes que vivoin do
espirito e que recebem as inspiraces d ellos ,
como urna s alma. Ellos teem as fabricas ,
as rondas c a livre adminislracao d*ellas. El-
, ,...... _......:ll..-....- 1,'pn
um leem o esupenuio uu wma mm......
dos dos impostes e pagos pelo estado ao culto
catholico. Ellos teem a renda casual, e as
missas, que por todo o imperio nao podem ava-
liar-se em menos de dez milhes. El les leem
vate mil bolsas de seminaristas, pagas pelo
oslado para recrutamento do clero. Ellas leem
a isencao do imposto universatario para os se-
minarios pequeos e grandes. Ellos teem
mais de cem milhes de bens de mao mora ,
tertencenles n.oralmente igreja pelas cor-
poraLes, que os possuem. Elles teem de mais
oinexhaunvcl e voluntario imposto das es-
molas que nao Ibes fica as mos mas que
passa por ellas, e que Ibes compra os pobres
con. o dinheiro oceulto de Dos. Elle* teem lu-
do aquillo, que nos nao sabemos e esse impe-
rio mvsterioso das consciencias, que a le Ibes
deixa'com respeilo. Elles teem o direito de
reunir o povo em massa e do allar-lhescm
censura. Elles teem o dominio moral das fa-
milias por via das mulberes e das mai. Eis-
abi a verdadeira siluacao do clero catholico em
Franca hoje Ella 6 tal que se nos dssem a
esculla entre estas duas condices estas duas
organisages e estes dous poderes, o poder
do estado uuuuu civf em I ranea nao c
sitaramos sem preferir o do clero. Elle c mais
poderoso do que o mesmo estado ; 0 de ma's,
ue eterno c sagrado
Para contrapesar esta omnipotencia de pro-
pagarn e de influencias lgaos osle poder,
quasi exclusivo,do pau moral concedido a .gro-
ja o que len. o estado ? Tem um ministerio
do ensino pblico dirige urna eorporacao se-
cular instructora chamada universidade e
dotada smente com cerca de onze milhes ,
quarentaesois collegiosreaes, duas mil du
zentas e cincoonta bolsas. trezentos o dozo
collegios parochiacs com quatrocentas o
oitenla e urna bolsas. Elle tem mais o direito
de inspeccionar as casos de ensino o o en-
cargo da examinar lodos os alumnos que ara-
bao do ensino livre antes de declaral-os
apios para certas fu needes pblicas, excepto
aquellos, que declaro destinar-se para estado
ecclesiastico cuja inviolablfdade s por este
titulo se respeita.
Eis-ahi a situaro reciproca da igreja o do
estado em materia deensirro e de influencias
constituida* Eis-ahi a pretendida lilierdade,
eis-ahi a pretendida igualdade C>ual sera o
espirito imparcial, que no reconheca que, a
ser possivel a transaceo serian en. favor da
groja todas as condices lie prodominio, oque
olla, bem longo d ter direito a queixarso ,
devera de concentrar em sua alma a sua ale-
gra e gosar em silencio do um imperio, que
.i l ihe deve as consciencias, que a le Ibe d
nos templos que os costumes Ihesdao no lar
domestico que o privilegio Ihe d,i nos semi-
narios lio ensino as corporaees e final-
mente oque o Inidget Ibe da na riqueza relati-
va. Po/in olla nao se contenta com isso o
tem rasao porque impossivcl a Iransacfo
entre aquello, que .leve pretender ludo e a-
quelio que nao pido ludo conceder.
Ora cor que rasao se tinha tentado esta
transacco e esta partilba impracticavel do
imperio entre a igreja o o estado .y Eil-a.
Era porque o amor da verdade tinha cedido ,
na groja 0 no oslado ao amor da paz. Era
porque nem urna nem o outro tivero bastante
boa f para se resolveren! a viver na sua in-
dependencia a igreja du sua f religiosa o
estado da sua f civil C porque disserao tci-
tamente entre si. Alliemo-nos para subsistir-
mos de parecra. Vos igreja emprestar-
me o vossoascendente religioso para moralsar,
e disciplinar os povos N s estado em-
presta-me a vossa autoridade moral a vossa
adminislracao a vossa igualdade e os vos-
sos subsidios pecuniarios para manter o meu
dominio sobre as a nas,
a perietuar t
meu estabelecimenlo temporal. Era una fra-
queza da parte da igreja e tambem urna ra-
quoza da parte do estado
Simona de ambas as partes!
Comorehendom-su estas duas fraquezas. A
igreja acaba va de soflirer unta perseguicao, e
tinha-se por feliz le so amparar modesta e
dcil a sombra do poder civil que Ihe ofTere-
cia protecc.lo. O estado acabava de luctar com
a anarchia odevia remontar com ardor fon-
te de toda a ordem e de toda a moral, a re-
ligiao. A uniao era profana da parlo da igre-
ja bypocrita da parte do estado l'altava-lhe
ao mesmo lempo boa l o rasao ; mas era
poltica. Fez-se. Podia ella durar sem que
a rasao fosse sacrificada igreja ou a igreja
constrngida pelo poder civil ? Podia ella du-
rar sem quo o oslado ou a igreja fossem
absorvidos um pela outra ou sem que urna
guerra intestina esurda se declarasse entre
os dous poderes ? Certo que nao ; e o que
boje comeeau.os a ver. A igreja diz : o culto
a f; a f o ensino. Vos me desteis o cul-
to deveis-me o ensino. Nada mais rigorosa-
mente lgico. O estado di/ : o ensino o
bomem ; o ensino o espirito humano. Se
vos entrego o ensino entrego-vos o homem ,
entrego-vos o espirito humano entrego-vos
toda a civliaacio inteira ; n'uma prlavra, ab-
dico. Todava lica-me ainda um certo escru-
nnln Anr.i7-nii> enlri>tr_vns n nOV dcCir'-S
r i..... ......-o.....
doli: apraz-meentregar-vos porexemplo,
todo o ensino religioso todo o ensino domes-
tico todo 0 ensino popular todo o ensino
dos primeiros annos do bomem at os de/.eseis;
porem deixai-me o ensino transcendente o
ensino pblico o ensino, para assim d/er, ci-
vil. Perlenco-mc ao menos este. Responde
a igreja : Nao. O espirito vosso; mas eu res-
pondo pelas olmas, So nao me dcixardes exa-


f dos
scna-
inaras vossas doutrinas c fiscal
^'>sos professores recuso o Concurso
rar-me-hei do vos nao vos presta re mais o
meu ministerio nos vossos collegios. E Mi-
da aqu a igreja conscienciosa e convencida .
tem ras,; porque se ella er, nao pode re-
presentar urna comedia sagrada apelando
c m a sua presenca ao estado n'uma obra que
lia diz sor a perversa. da sua fe
c nJes'enderile
V
neni cohrii
comoseu manto as Iraudesdo
ens.no philosophico que Ibe rouba as suas al-
mas entre o pulpito e o altar. Isto e indig-
no .1 ella ]: zumbar dos homens, 6 traficar
c >m os filbos e vender a Dos Os seus mi-
nistros o conhecein eprotesto em quanto
balero. A poltica podo allligir-Sd a (o n
polo deixar Uo. applsudjr-so ,
pode doixar ministros sao respeitaveis na sua vigi
Uo no seu direito perante Dos.
cem urna musa o wm a ser que na falsa"po-
wmo que acceitrSo nao eslfio no sou direito
nte o estado. Qucrom fazer so da sua liber
MO O nao sao livres. Fizerilo um pacto
com o estado e recebem urna sanean e the-
soxros do poder civil. Os contractos sao rec-
procos (uando se consente em receber, "on-
Mllte-w em dar. Quando se tem alienado urna
parte *h 11bordado por um salario ella nao li-
a man inteira. Se o estado est de nios ala-
das vos tambero o estis! Se vos dove as ca
tfiedraes os bispados os trinta millioos de
subsidios religiosos os tinte mil seminaristas .
os cem m.ll.oes de propriedadsde
a nomeacao para as dioceses
concordata ,
no
e 3 rasao nao
d'isso. E*tes
ilancia, cs-
S esque-
mao morta .
a execuco da
a proteccao ilas vossas ceremonias
publicas, o imperio incontestavel da familia ,
o reinado pela f, vos Ihe deveis o culto. Eis-
hl o contracto. Do duas urna : ou deveis res-
cindil-o ou cumpril-o. Se o cumpris ab
dicais urna parte da torca c do dignidade do
*OSsa le; tondes nutro senbor sem ser Dos
conten com o re. Se o rescinds. renun'
ciais a lrca dos horoens para vos oterdes a tor-
ca de Dos. \ ejamos o que melhor para vos
i-ara o estado para a f para a rasao
a consciencia para o
bum
n'uma instiluicao immutavel, mrra-sc o pon-
samento humano por falta de renovarlo en-
torpece-so a humanidad, asociednde,' ou a
tumo cabe em letbargo ou em escravidao.
Com a innovacao s precipita-se a sociedado,
e cabe desfeita em p pela acceleracao desorde -
nada e sem contra-peso do pensamento. Eis
a trauco c a innovacao a outoridade o
a hberdade a religao e a rasao. Estas duas
lrcas bao msler de ser representadas e servi-
das em sua justa medida. Mas quem se
ha de enrarregar de as representar | e do as
servir ao mesmo tempo ra proporcao real do seu
direito, e da sua forra? Estes dous poderes sao
nlipalhicos entre si e inconciliaveis por na-
tureza. Como poderiao ellos tor o mesmo re-
presentante ? O estado ou o governo preten-
de poder reprcsental-as. Pretende-o sim ;
mas nao o podo fazer ou s o poderia Ira
hindo-as ambas sacrificando alternativamente
a rasao a religiao ou a religao a ras5o sen-
do as suas tendencias momentneas e arbi-
trarias fazmdo a le do sacrilegio comoem
1822 e quebrando a cruz, como em 1830 !
entretanto 6 esta a i.ossa situaco actual, em
'juanto religifto ao ensino. Podera ella
durar muilo lempo sem comprometl-os am-
bos e sem avltar o estado ? E primeramen-
te como chegou o estado tal ponto de audacia,
e de semrasao quo ousasse di/cr d'uma vez ,
em nomo de alguna cidadans sem titulo divino,
reunidos n urna cmara : Vou fazer justica dis-
tributiva a religiao e a rasao humana a Dos.
cjnsciencia 1,0 espirito humano de sorle
urna A custa da outra ? Nao nada sabis
d'ellas, servs as trvas, obris ao accaso ,
e fers ludo quanto tocaos. Da supremazia da
igreja antes da revoluco safio um seculo
impo; da supremazia da igreja provria um
seculo sceptico.
Quo resulta dah em materia de ensino?
Que resulla dahi em materia do religiiio ?
Quo resulta dahi finalmente para o estado?
Vejamos primeramente para o ensino :
So o estado tivesse urna f real, sincera e
quasi unnime, n30 haveria inconveniente al-
gum ; e haveria uma fmmcnsa vanlagem em
que todo o ensino eslivesse em suns mos. Sen-
do as suas rotos religiosas, o os seus mestres
autorsados pela religiao haveria accordo,
uniao e unidado de doutrinas; a corporacao
secular, queensina, no seria mais, do quej
auxiliar da corporacao ecclesiastica quecnsi-
as cadelras dos professores nao scriao
na
pan
ensino para a moral
Humana; se esta uniao poltica que prende
ado a igreja, al a rasao a.lradirao
ao exame o movimento immobilidade ; se
n emancipacao livro o completa dos dous no-
dores.
K colisa estranha, que, ha cincoenta annos
tenoamosdadoa liberdade a tolo o mundo
excepto Dos !
Que remedio ha ? porgunUr algucm; por-
que em mn mister huver algum. Os pallia-
"vos nao sao remedios : encobrem o mal e
npeioro-no. Como tornaremos nos a entrar
poucoapouco na triplico verdade da religiiio
"ro do estado soberano e do ensino sm-
eero?
Duas forras oppostas regem o mundo moral :
a Iradiccao e a innovacao ; alias chamadas
autoridad* e I i bordado. Ellas s5o no mundo
moral o que sao a attraccao e a prejeccao
no mundo pbysico. Ellas os conservao ao mes-
mi. lempo em equilibrio e movimento. A ro-
ligiao esiabelecida mais respeitavel das tra-
dicoes e o seu carcter divino'Ihe faz at con-
tramr a immutabilidade que n8o pertence a
cousa alguma humana. A rasao o exame a
discussao a liberdado sao as frcas da inno-
varan ; o seu pojw < em vezj0 t,sta(. na jm_
mutabilidade est pelo contrario na sua per-
petua investigacBo e na sua transformacao
contina. Ellas sao asazasdo mundo moral ,
de que a tradrao a regra e o peso. Estas
duas forcas, aos olnos do homem de estado re-
ligioso iiiurecem igual respeito : porque am-
bas sao de Dos. E se o homem do estado as
suas legislacoes imprudentes laz perder o equi-
librio a uma ou a outra d'estas forcas descon-
tarla o mundo intellectual o infringe urna
das leis da providencia. Com a religiao so
cncontrio as mais das vetes o espirito de disci-
plina de obediencia de conservadlo a re-
*;ra dos espirito, o fre:o das almas, os bons
costantes as obras de cari.lado n virtude
desinteressada, o apego aos bomens al o. sa-
crificio a devocao a Doos-bI<5 o mariyrio .Mas
tambem oserros, as supersticoes, as fraqno-
zas do espirito asusancasdo pensamento, as
credulidades pias, as dvidas, as Irevas os
fantasmas da infancia do tempo, antigos
trajes do pas-ado deque os cultos nao goslao
que winguem tenha de que se queixar. est
tanto de ensino catholico quanto aquella de
ensinophilosopbicoI Dos tanto do culto,
quanto ao seculo de impiedade Isto so cs-
crevnr em lettra redonda no meu hudget. Di
vidir-se ha em francos e cntimos c
todos Rearad contentes I IrrisOo das cousas
tres veces santas da religiao e da rasao .
4 parte de Dos ? bomens ridculos elle,
que a toma para si om nossas almas Todo o
lugar que tomardes n ellas em nome do estado,
elle que o usurpis. Retira!-VOS dos nos-
sos pensamento clles nao perlencem le !
Tirai-vos do sol de nossas almas, vos nol-o
manchals como vosso ouro, e nol-o eclip-
sis com as vossas m3os Eis-aqui todava o
raciocinio bem simples, e bem desculpavel do
estado. Elle metteo a mao na sua consciensia,
e disse comsigo : Eu nao tenho f ; entretan-
to bel mister de alguma todo ocusto, d'uma
f, poltica ao menos; porque I i na historia ,
que todos os governos antigos tnhao uma f
nacional; li nos publicistas, quo o povodeva
absolutamente ter uma religiao sensivel; e do
mais li nos sophistas, que nao havia religao,
som ceremonias e sem culto oflicial! (Como
se a alma nao lossc um santuario, onde se pu-
desse precncher entre o homem e Dos. entro o
sacerdote, e o fiel, o santo mysterio da f da
adoracao, e da communcaciio com Dos!) Fi-
nalmente, bem ou mal, li tudo isto e quero
uma f legal, e um ministerio dos cultos, as-
sim como tenho um ministerio da agricultura e
das obras pblicas. O povo que eu governo,
nao tem tan.bem f unnime: uns acredito
n'isto outros n'aquillo; ostes em alguma cou-
sa uquCuCScrri nana uuSGianieic. nao pos-
so ter tantas religiocs, como este povo, isso
me Icaria mal: a uniformidado administrativa
do meu ministerio dos cultos (Icaria muito va-
riada com isso. Vou primeiro escolher dous
ou tres dos mais antigos, dos mais vis!veis.
A esses leconhecerel eu itti* assaiariare, e
regulamentarei. Aos outros direi, que nao
existi. Religiocs novas? portas fechadas!
Ser como em botnica genero incgnito!
Partindo d'estes tros belb-s principios, cada
um dos quaes uma mentira o estado julgou
dever, o poder em boa consciencia poltica di-
zer aos calholicos : Vou fazer ratholicismn
para vos aos dissidentes: V-u fazer pro-
testantismo para vos! ao seculo racionalista :
Vou fazer ensino philosophico pa'a vos
c a todos os outros pensamentos religiosos nas-
cidos ou pornascer: Vou fazeroppressao
contra vos! Elle devra limitar-se dizer :
Vou lazer tiberdade para todos : nao sou
Dos, sou o estado ; nao soudoco, BOU da
teira ; nao ,sou da cternidade, sou do seculo.
(> meu dever nao azei cultos, mas proteger a
inviolabilidado, c a independencia de todos a-
quelles que julgao honrar a Dos, vosso juiz
o meu
Foi tambem, partindo d'este principio, que o
estado cieou o conflicto incxlricavcl entre a un-
versdade, ea igreja entre o ensino tradicio-
mals, do que chns das caderas da cathedral.
Todrs comprehendem a educacao do uma mo-
cidade, educada asaim. Ella sahe da casa pa-
terna onde tem bebido f 6om o leite; passa
para os collegios do e-tado onde aprende a f
com a sciencia ; finalmente entra n'uma soefe-
dade, onde acha a f n'um culto obriuntorio ,
e nacional. Pornm rgimen simllhante, n me-
nino o mancebo e o bomem sao um s en-
te. A familia, o homem e a sociedado fa-
zem uma s pessoa com a religiao. a ordorn
ideial d'aquellcs, que sonhSo com a sublime
Uieocracia, ou o governo de Dos! Porm, em
uma ordem de cousas como a nossa. imper-
feta e mlsefavel, err quo o estado nao tem
f, em que o estado nao se sujeita A igre-
ja, o em que todava ello quer administrar o
i ensino ora de aecrdo, ora em concurrencia
com a igreja, em que os dous ensnos se impli-
| o quo aconleec ? Prmoiramentc, de duas li-
ma: ou o estado avassalla o seu ensino igrei-
ja, ou antes Ihe resiste. So avassalla o seu
ensino igreja, desapparece, anniquila-se, en-
trega-lhe intoiramento o seculo e as geracoes,
atraieoa ao mesmo tempo a sua dignidade e a
sua missao, quo servir, d> fender, e propagar,
nao s as tradicoes immutaveis, pnrem o movi-
mento innofador e ascendente do espirito hu-
mano. So pelo contrario Ihe resiste oppri-
me, coarcta, contrasta, violenta o ensino reli-
gioso da igreja, altora-lho a f, e por isso mes-
mo prejudica ao seu poder sobre as conscien-
cias, o sua efllcaca sobre os costumes. N'u-
ou n'outra hypothese, mal do estado, mal da
groja Porm ainda mais mal da infancia, e
muito peior para a sociedado. Com efTeito, que
queris que venha a ser do homem moral o in-
tellectual n'um estado de ensino e de socieda-
do, em quo o menino, similhante aos filbos drs-
ses barbaros que os banbavo, quando nasciao,
ora em agoa quente, ora em agoa gelada, para
Ihes tornar a pclle insonsivel as improssSes dos
climas, elancado alternadamente, ou ao mes-
mo tempo no espirito do seculo, no espirito do
sanctuari, na incredulidade e na l? Sahoda ca-
sa de seus pas qui? crentes, quic sceplcos;
teem visto sua mi alTirmaro que seu pa noga ;
entra n'um collegiodividido do espirito o do ten-
ncias.l) ensino do prolessor abi nao concorda
em nada com o ensino do sacerdocio. Ainda sup-
pondo de que estes dous ensinos se tolerem e nao
sechoquem nocollegio, separao-seinteiramente
no fim do ensino elementar; o ao sabir do rolle
gio, cujas paredes abripSo a su?, f do ar do se
culo, cnconlra o menino porta c nos cursos
transcendentes a philosophia, a historia, a sci-
encia, a Hberdade, o sceptismo que o surpre-
hendera com outra f. Fora-lhe mister ter du-
as almas, e tem s uma. Empuchiio-n'a, e
lacerao-lh'a em sentido contrario Os dous
ensinos l'ha disputo ; a confuso e a desordem
transtornao-lhe as idoias. Fico-lhe alguns
farra pos do f. e outros de rasao. Ello mesmo
se espanta desta contradicho entre o que Ihe di-
zlao em casa da sua familia, o que Ibo onsina-
vao no Collegio, o o que Ibe dertionslrao nos
cursos. Comeca A suspeitarque Ihe represen-
tan urna grandecomeda, que a sociedado nao
er n'uma palavra do quo ensina, quo ella tem
duas fes, duas moraes, dous Dcoses no ce,
urna f eni um Dos para os meninos, outra
f a outro Dos para os adolescentes, talvez ou-
tra f, e oulro Dos para os homens feitos.
Ello imagina em segredo, quo ludo isto deve
de sor bem pouco importa ni para que a so-
ciedado, o o estado brinquem com tanta levian-
d:i,li. ii/>nm lil 'ps/lnni P-!"..... c -....
f, ea sua rasao sem ardor so resfria ; secca-
se-lhe a alma, e o seu enlhusiasmoconvertc-se
em indifferenca o desanimo. Nao Ihe resta de
similhante educacao mais do que quanto basta
dos dous principios oppostos na alma, para que
esta seja uma guerra intestina de pensamentos
contrarios, e para que nao possa at viver em
paz comsigo mesmo n'uma vida quo principiou
pela inconsequencia, equ e se prolonga na con-
ciencia com o que da lei, do quo passa com o
que dura, cloque oda eternidade com oque
do tempo ? J otemos dito, nao pode existir
o equilibrio, o se cxislisse, nao seria ainda
mais do quo a seccao em partes iguaes dos de-
vores \o estado e dos diroitos da consciencia.
Nao seria lano a mao dos bomens as cousas
de Dos : profanaco! ou a mao do sacerdote
ero nome de Dos, as cousaS do seculo, adi-
tamento Mas isto nao pode ciistir. tEm to-
do o contracto sempro ha um quo ganlm. gc
o estado, subordina o constrange a igreja.
So a igrja, apodera-so do oslado, c pelo es-
tado da sociedado. A civilisacao, quo .*e tem
confiado, para so desenvolver e pregredir,
niui poder lodo humano e mobi.l como ella, a-
corda presa ao altar immovol do sacerdote. Ou
ella deixa de seguir avante, ou retrocede. A
religiao, justamente ciosa e tyrannica, porque
a sua f Iho ordena a conquista e a guarda das
almas, emprega o braco do poder poltico em
extirpare suffocar todos os geru.ens de novidn.
fies, quo possao brotar no espirito humano
Toda a philosophia uma ameaca para ella,
todo o exame um perigo, todo o symbolo 6
um allentado, toda a tentativa de culto livre
tuna srdicao do pensamento. Livros, tem-
plos, ensino, cadeiras, tribunas, associaccs
tudo so fecha pela lei, ou pela InterprctacSu di
lei do estado, innovacio religiosa. mis-
ter crr o que er a igreja nacional, ou nada
crer. Entrle legal, o a falla absoluta de f o
de culto nao Ha ineio termo. So Dos fizesse
appaFecer sobro a Ierra e no co uma revela-
cao nova, esta revclacao adiara o poder do es-
tado entre o homem e Dos ; e so a nova reve-
laco nao comecasse sobre uma cruz, como a
doGolgotha, comeenria ao menos n'huma pri-
sao de polica correccional Logo, esses quo
com rasao ou sem ella, se sentem inspirados
d'outro pensamento religioso, difieren lo do k-
Ralisado, sao obrigados a nulril-oem silencio o
no isolamonto da f, sem propagarlo, sem as-
sociacao, sem palavra, o sem acto, eporcon-
seguinto sem efllcacia sobro a vfda moral. Por
quanto loda a eentelha, quo nao se rene A ou-
tras, e quo nao forma lium foco, nao pdocom-
municar, ncni vida, neni Juz, nem calor, e
acaba por extinguir-so com o curaefio, onde ca-
hio. D'ahi a esterelidado com piola do campo
de Dos, que o pensamento humano. O es-
tado apossou-sed'elle, o disso ao homem que
quera fazel-o fructificar da sua p.irle : Tu
nada somearAs n'ello. Eu o vend, o garanli-o
a dous ou tres cultos, quo viorao anlev de ti.
Nao ha mais lugar para o futuro no lem|.'0 : Bi-
se grande campo do Dos, puz-lho balizas pela
lei. Vae orar em outra parte, ou nao oros
mais ; isso me indifTerente. Tanto peior pa-
ra a tua verdade, so a maguo; tanto peior para
o teu Dos, se o melesto. Nao tenho concorda-
ta com a tua verdade, nem tao pouco com o
teu Dos. Tcnbo-a sim coma igreja, o e que-
ro cumpri-la? Queassassinio de ideias que
interdiccao do consciencia! quo blaspheinia
contra Dos! Eis-ahi o que acontecera As
igrejas que quizessem frmar-so e fazer fructi-
ficara sua f sobre a Ierra.
Porm o que serA da mesma igreja antiga
legal, as maos do estado, quo a constrange,
honrando-a ?
Ha somonte duas siluaces convenientes para
um poder divino o absoluto, como a igreja :
a dominaeo soberana ou a simples hberdade.
Ea nao est no seu verda luiro lugar, senlo on-
de reina ; o quando nao reina mais pela sobe-
rana temporal no lugar, ondo livre, abi rei-
na ella anda pela consciencia. I'oiin, n
momento, om que olla laz descera f at a lei,
em vez de fazer subir a lei at a f, no momon-
Ir i\m .< fifi Hit! ItttA llnAS *1 '^ronrt"!*! H\C li.i-
nal, e o ensino racional. Repartir oxaclamon-
do despir-se porque la/em parte como diz | te o ensino legal entre a tradico, e a phllo-
loussuot, da sua anligunlnde, e por conse-j sophia que muilas vezes se contradizem na | tradicao. Eis-aqui uma parle dos mAos effei-
guinto do seu respeito o do sou crdito sobro | apparoncia tao impossivcl, como fazer par-1 tos do ensino complexo, em que a igreja o o
a imaginacio dos pvOS. Com a innovacioa-jUlba exacta enire al, c a incredulidade E j estado querem pactuar sem sinceridade, o asso-
cha-se em geral mais scicncia.iutelligenr.ia, ra- j WClllegio da admnistracao, contra a religiao, | ciar-se odiando-so. Desmombrao o menino,
tibilidado las laculdades do ho- i conlra a rasao. contra o pa de familia e con- enervao o homem : porque o homem a f.
B1-
perfei
igencia, ra- aciilego da administracao, contra a religao, j ciar-so odi
lades do' ho- cnnlra a rasao. contra o pa de familia e con- i enervao o h
me n; porm tambem mais incertezas espirito i Va .?h a'"' '"Vsrv-G, :nii- "a-nais, pols, ( A ultima pd*.o
. i i,, ,..;,.,. ,i .n da agilacao quo se levanta das tusas roe a-. dico das a mas,
Je svlemas. temeridades arriscadas a loulezas: \ '.. '. .,*,.., '
"-.-,' I macos dos bispos das justas indignacoes da ra a religiSo e par
ipa.xonadas, e ambicdes robricitantes.promptas i philosophia das justas apprehensoes dos pa- para a civilisacao,
sao
me
d
3,
./derribar tudo para dar lugar s leas novas ,; Sml O ensino, a f do christao O ensi-
,. aos novos homens ainda mesmo sobre rui- | no a f do protestante O ensino, a f
"'^ia poiavra uuStO ensino mixto c > per-
pordicao ao mesmo tempo pa-
ra a rasao, para a religiao e
para Dos o para o seculo !
Porm em materia de f e de costumes, qual
para a mesma igreja, e para o sentimento ro-
as. E entretanto estas duas forras s3o igual-, da philosophia .' O ensino, a f da familia j I/gioso em geral, o elTeito desta uniao legal da
jnate necessarjaj, Com a ideia imniubilisada, .Medsteis cada uma d'estas es, para nada dar] igreja com o estado, d'aquillo que 6 da cons-
*-..#. t>'ln llo/sf A iwAloer
IfUls uinn iiv ..... U piwiv-v^
mens : no momento, em quo do rgimen abso-
luto, que o seu, passa ao rgimen mixto das
transacees, oein que faz a sua carta com o po-
der civil, nesse momento acceita olla o jugo tem-
poral em troca da Hberdade dos filbos de Dos,
acceita a dependencia, aoceitando a torca legal,
acceita as condices, aoceitando o estipendio.
tV uma palavra, abdica uma parte do seu po-
der, da sua dignidade, da sua inviolabilidad^
Bem sei qu ella pretendo reservar intacta a so-
berana do dogma, o transigir somonte sobre a
disciplina. Porem quem marcar! o poni pre-
ciso, em que a disciplina nao depende mais do
dogma nem as consequencias do principio? A
quantas concessocs forcadas Ihe precisa acce-
der no fado om quo ella nao consente no espi-
rito Veja-se Boss :t, ahz. .vi NapoleaO,
e a concordata do 1815, a do 1817: oque sao
as libertadesgallicanas seno uma verdadei-
ra igreja nacional, e um sebisma nao esclare-
cido ? O que sao usos revondicados como di-
roitos, e defendidos pela lrca contra um cen-
tro do autoridado quo.os nega, solTrendo-os?
O quo essa unid.ide quo so divide? csse res-
peito que protesta, o quo allronla ? essa obe-
diencia que desobedece ? O quo vettt A ser es-
sos decretos do parlamento om materia espiri-
tual, o esses recursos como do abusos para o
conselho de estado, o essas ameacas do priva-
cao do temporal, senao violencias moraes foitas
pelo podcrcivil A autoridado soberana da igre-
ja ? vi .i abaixa a ca Itera, mas a sua autori-
dado religiosa padece, li so a sua autoridado
padece, solfre menos a sua dignidade, e o seu
crdito sobro os povos ? Ganba ella mais em
falla'aos homens em nome do estado, do oue
fallando-Ibes scm nomo de lieos .' O que ga-
nba olla em associar-so com todos esses pode-
res transilorios, para vivero muitas vozos pe.



w ai .
*.<.. rf-v^wr*iimi
i* wi,v*
ora- ''"
reccrcom ellos? 0 quoguaba ella em collo-
car-se, para ser honrada, nos degraos dos ihro-
nos que se dosinorouo, adoptando tal ou tal
linhagom do principas, tal -ns tal r.irma d go-
verno, boje realista, amanha republicana, de-
poisimperial, para tomara serbourbonica, o
dopois outracousa, ro consequcncla de todas
as vicisitudes, Je todas as inconstancias do
poder humano, ao qual ella so* liga, o que ar-
ras ta succcssivameuto em todas as suas quedas,
em todas as suas Impopularidades, sin todo o
odioso dos poderes polticos? Klla levanta-se
sem dvida; maslevaqlar-se-halSomagestosa,
o to pura aos olbos dos homcns, como se ella
nao tivcsse ligado a sua fortuna, senio -
quolle que no passa, e a quem nlnguem a-
maldicoa amis? Nao; ella deixa sempre
alli iilgumu eousa da son dignidade e do seu Im-
perio. Fica-lhe uhi algum tanto rnesino da sua
fe '. Defendida por uns, ella trahida por ou-
tros. Pensara algucm, que, sea i-reja nao f,.-
ra nacional na poca dos schismas, da relur-
niti o da ruvolucao franceza, ter-se-bio desta -
taeadodo seu centro imperios intoiros, precipi-
tndole na divisao? Quem luncou a motada
do imperio da Allemanha lora do seu gremio?
Quem desmcmbrou a Hollando o a Suissa".'
Quem separou a reja grega e a Russia ? Quem
secularisou a Inglaterra e a Escossia ".' Quem
Analmente repudiou, pcrseguio, proscrevoo, o
martyrtsnu o calholouismo em Franca, desde
1789 at 1794, se ni o essa deploravel solidarie-
dado do poder civil oda igreja, que le partici-
par urna de lodas as rcvolucoes da oulra! K
cerro, queco: esse pacto ganhou a igreja al-
gr.mns pompas de culto, alguns ostabelecimen-
os tomporaes; porein perdeo almas aos rni-
llioes! Ora, o imperio da fe nSo se compdo,
aos ollios dclla, do estabolecimentos lempo-
raes, do ceremonias publicas, ele cathedracs,
de tralamentos e do pompas oiliciacs; com-
pQom-se d'alinas. Ilavel-as-lia mais para ella,
o seno mais suas na liberdade do que na de-
pendencia do poder ? Ou, por outras palavras.
ter Dos s > mais frea sobre a consciencia li
vro do que os poderes civis a team sobre n
consciencia sujoita ? Eis-aqui toda a quesln
para a igreja. Klla adiar toda a resposta na
sua mesma fe. Suero na interveneao divina ,
em a obra do calbolicismo deve do crr, que
a sua i'1 ser tanto mais forte e tanto mais
activa, quanto menos interveneao neceitardas
doninacoes civis. O seu Deoschaniou-se Ver-
ti, e nunca lei, tbrono, ou espada. Niocap-
tivo pois olla o seu Verbo livre porque seria
captivar seu proprio Dos! (Quanto mais livre
elle fr. mais ser Dos!
Esculai o que di/io liontem os bispos da
Irlanda a quem se fallava em unio coi o es-
tado e em subsidio para asna igreja : Guar-
d.ii 11 as vossas olleras; nos as reputamos por
lacos armados s nossas almas e pela peior das
calamidades para a nossa o para a igre-
ja A. de Lamartine.
'la Patrie.)
Descarrego hoje 25.
Briguo-cscuna american ) Ilenriella chi ,
farinha.e bolaxinha.
Brigue Fannybacal b.'io.
Brigue Silenciomass.ts drogas e diver-
sos gneros.
iiarca homaz-Meltors -diversos gooeros.
Patacho hainburguczFortuna-'diversos g-
neros.
Movimcno do Porto
.Vacio tahido no dia 23.
Sabio para crusar o brigue escuna de guerra
Gararapes, commandante O 1." lenle Jos
Secundino Gomensoro.
Xacios entradas no dia 2i.
Araeaty ; ISdias, hiato biasileiro Flor-das-
larangeiras de 51 toneladas, capilao Ber-
nardo de Sousa equipngem 9 carga cou-
ros Salgados e ulgdiu a COOSignacio do
capilao.
Montevideo; 36dias, barca sarda Maria- in-
genia de 181 toneladas capitao Carlos
Lazzolo equipagem 23 carga couros ; a
consignacSo do capillo.
Vario saliidos no mesmo dia.
Liverpool; briguc ingles lcen, capilao Archi-
bald Steel carga algodao e assucar.
Babia ; brigue bra/ileiro Americano Feliz de
18G tonelladas; capitao Jos Antonio Go-
mes; equipagem 1G ; carga sal.
Philadelphia ; patacho americano Jucatam, de
177 tonelladas ; capitao James Baker ; e-
quipagem 9 ; carga assucar.
;
ALAGOAS.'
Extracto do relatorio do Exm. presidente as-
smbla-provincial na abertura da sesso do
anno paitado.
Todas as vezes, que se trata do descubrir um
gonero de commereio, que pode engrandecer o
paiz, o governo nao deve poupar esforcos para
conseguir,em beneficio delle, mais esse manan-
cial de riqueza. Sua Magostado o Imperador ,
1 .........i....t-,:...... a
que sabe tao l>em avaiiui enisuasaDcaonaasnc
cessidades de seussubditos, o que vela inecs-
sanlemonte nos destinos do Brasil acaba de
enviar ao governo desta provincia em aviso de
27 dejulho do anno passado a copia da iruduc-
eiio de urna carta quo ao encarregado dos ne-
gocios deste imperio as ciliados llonsealicas,
dirigi o Dr. Schmi It, e que eu lenlio a honra
de vos apresentar sobre o mame, ou po-
dra calcaron ; a lim de que o governo da pro-
vincia inlormasso sobro a atilidade daquella
substancia propondo cm todo o caso os meios
do facilitar a sua extraeco c commereio. Po-
la resposta da cmara municipal do Penedo
quem foi remeltida a referida carta para veri-
ficar ; existencia daqueJia substancia, s mcios
de facilitar sua extraccio conhecerois vos, sc-
nboros asdiliculdades que ella aprsenla ,
as quflOS podis remediar, consignando quantia,
O autorisando este governo, para quo empregue
pessoa:, que tenha os conhecimentos scien ti f-
eos, e praticos da materia : so dest'arle se nao
mallograr um genero de commereio quo po-
de fa/er rica, O florecente esta provincia nao
so ajudando a fertilisar as nossas trras mais
linda convidando viiem ao nosso litoral espe-
culadores de dulcientes naces que muito ne-
tessitao de alimentar assuus com substancia lal-
vei menos aprociavel que esta em seus re-
sultados.
Zapateados de Cdiz,
pela gentil Madama Len Giavelly.
Intervallo de I,'i minutos. _
.Segunda parte.
Grande overlura pela orchestra.
Findar i o espectculo pela pantomima co-
rnil:! intitulada ,
.-1 trombeta encantada ,
ou
Poder mgico ,
Com novas decoracOes, transformacoes, o f-
gos de artificio.
Distribu iciio.
D. Cassandro, proprietario rico Mr. I..
Frin.
Arlequim Mr. FranciscoRavel.
l'ierrot. criado de I). Cassandro Mr. Car-
los Winlher.
O monslro Mr. Len (liaveliy.
O mgico .Mi. Maitin Giavelly.
o.............------ir-
Choro filho de Pierrot O pequeo amor.
Calombina Madama Martin Giavelly.
Fadas demonios, e criados i&C. KC.
A peca acabara pela
Orando quadra alegrica .
com fgo artificial o cbammas de bengala.
Heclaracocs.
WVnliVii
Ci ?.
lfandega.
Bendimento do dia 2 \..........
8:3(J6S72
= O primeiro escripturaro ila me/a do ron-
das internas provinciaes desla cidade.abaixo as-
signado, tendo sido cncarregailo pelo sr. escri-
vao, e administrador do proceder ao lancamen-
to da decima dos predios urbanos do liairro do
llecife avisa aos sis. propietarios o mais pes-
soas interessadas em dito lancamonto que di
principio ao mesmo em 3 do presente mez Me-
za de rendas internas provinci.es 2 Janeiro do
de 18H. Jos Guedes Salgveiro.
Oabaixo assignado, encarregado do lan-
camonto da dcima dos predios urbanos do bair-
ro de S. Antonio desta cidade, avisa aos snrs.
propietarios a quem convier, que no dia
3 do crrante principia o lancamonto da refe-
rid-decima, assim como previne aosinquili-
nos das casas que tenhao promptos os recibos
do aluguer das mencionadas casas. Recife 2 do
Janeiro de 18H. O 1 escrioturario ,
Joao Ignacio do lego.
=a Tendo o subdelegado do 2. dislricto da
comarca do Cabo eilo premier o preto Joao
Sabino que se inculcaba livre O viva orno
tal, ha do/.e annos e conduzil o ao coronel
Francisco de Barros llego senhor do engenho
Suith do quem o mesmo preto conlessra ser
escravo ; acontecen que os portadores dos-
caneando no dia 5 do correte em trras do
. i .. i. o : r.........
engOllllO l.iiltiiu, UUIIIiiliU lo iiiu-iuimun ,
tivessom a acilidado de tirar as algemas ao pre-
to para jantar ; e este aproveitando-so do um
descuido. c estando presente: um dos seus guar-
das somonte o matou o lugio ; e quando a-
co.liriin os dous, que cstavao um pouco dis-
tantes, j o nao podrao colhor as m3os eo
assassino se escapou sao o salvo Roga-so por
tanto s autoridades policiaos d'ambas as co-
marcas mencionadas e as de qualquer outra ,
queirao azer toda a diligencia por capturar o
escravo assassino, cujos signaes sao osseguin-
tes: baixo corpo delgado pouca barba o-
relha direita turada, casado com mulber livre,
de quem tem filhos; tem morado como livre ,
e sempre com o nomo de Joao Sabino em A-
gua-preta onde casou cm Jacararaca ter-
mo de Cariri e em outros lugares e levou
na occasiSo de oscapar-se, urna espada loda a-
pu re hada do prata.
THEATRO PUBLICO.
HOJE 25 DE JANEIRO
DE 18H.
DCIMA KEI'RESKNTACA
da
COMPAXHIA RAVEL
O espectculo comecar as 8 horas cm pon-
to por urna overtura em grande orchestra ,
seguida pelas
D Seguidas pelos
Tres gladiadores,
que teem sido anplauddos em todos os thealros
principaes da Europa, o representados pelos
snrs. I'rancisco Ravel I-on Giavelly c Car-
los Winlher.
O gallope ideial,
composto para grande orchestra por Mr. Eu-
geneo l'nlon.
Avisos martimos.
=. Para o Havre seguir no dia 20 de feve-
reiro a barca france/a (.acimir-delarigne ca-
pitao P. Borindoaguo ; quem nella quier car-
regar ou ir de passagem, para o que tem ex-
cellentes commoilos : dirija-so aos seUS consig-
natarios B. I.asserre &C,
= Ficou transferida a subida do litigue Boa-
lentura, para o Rio-do-Janciro, para o dia 2S
do corrento : quem qui/er carregar escravos,
ou ir de passagem eiitemla-so na ra da Ca-
deia n. '40 ou com o capitao Joaquim Pedro
do Si e Paria.
=r O brigue ,-/india de que capilao JoSo
Ignacio de Mcnezes, com brovidado segu via
geni para Lisboa com escalla pelas [Ihus-dos-
Acorcs : quem quizor carregar OU ir de pas-
sagem falle com o mesmo capitao ou com
Joaquim Jos da Cruz.
Avisos diversos.
LOTERA DO THEATRO.
As rodas da 2.a parle da 1 >.
lotera teem o seu infallivel
andamento no dia 30 do coi-
rente mez flquem ou nao
blieles por vender, e os
restantes achAo-se as tojas
j annuneiadas.
Osr. Joao Pinto Chaves dirija-so a Rua-
nova botica n. 57, a negocio de seu interesse.
Jos Bernardino Pcreira de Brito embar-
ca para o Bio-de-janoiro o seu escravo, cabra ,
Precisa-so de 200j reis a premio de um
emeiopor*/*! com hj'potheca em urna casa;
quem liver annuncie.
Precisa-se de um rapaz dos chega-los l-
timamente do Porto, o que d liador a sua con-
ducta ; na botica da Kua-nova.
= Precsa-se do um co/inheiro ; quem os-
tiver nestas circumstancias, dirija-so a casa da
esquina da Rua-do Torres n. 20, que achara
com quem tratar.
Quer-se alagar una casa terrea com um
sotao ou um sobrado de um andar, que le-
nho quintal, e cacimba em qualquer ra ,
quo nao soja mui distante da matriz do bairro
de S. Antonio ; quem tiver, dirija-so a ra
da Praia n. 39.
Precisa-sede una ama do leite lorra. ou
captiva quequeira ir para a villa do Rio for-
mozo acabar de amamontar um menino, que
ja tem ida.le de setle me/es, promelle-se boa
paga assim como uftiiiiud CmUcSo*, nu-
la para ida como para volta ; quem cstiver
nestas circumstancias, annuncie.
Foi pegado um moleque quo diz ter sido
vendido ao snr. Domingos de Sousa Leao em
Garana, e que este o vender ao snr. de en-
genho Jardim e este vender para esta praca,
e n8o sabe quem o seu senhor ; e por isso se
laz pblico a quem for senhor do dito moleque,
que dirija-se ao Alterro-dos-AfTogados casa do
canitao de canino Guilhermc da Silva Torres n.
130 defronte da fabrica de rap.
Alberto Lavenvrc tem a honra de an- '
nunciar ao rospeitavel pblico que elle con-
tina dar lices de linguas france/a o lati-
na de malbematica c de desenlio : s pes- i
soas, que desejarem aprender qualquer destas i
cousas podero annunciar por este Diario ,
ou dirigirem se ra do Sebo.
O snr., que annunciou querer urna mu-
lber idosa para casa de homem solleiro que-
r. ndo urna as mesmas circunstancias,com bons
lostumes, procure rio boceo aira/, da riboira
'daBoavista n. 3 que abi aebar com quem
tratar.
Alugo-se por VOO.000 annuaes os dous
andares do sobrado nos quatro-cantos la lloa-
vista n. I : tambo ni se aluga a loja do mesmo
sobrado com armaedo para venda ; e a casa
terrea no mesmo lugar n. 3 : I aliar COB1 Ma-
noel Caclano Soares Carneiro Monteiro.
= Aluga-se o segundo e tereciro andares lo
sobrado de Ires andares da ra da-Lapa ; qm i
portender dirija se a ra da Mo da, arma/cm
' do assucar n. I .'i.
= Quem prensar de um serrador, dirja-
se a pracinha do l.ivramenlo n. i2, 2 "andar,
ou aniiun. e.
\o dia l do correnle perdeo-se urna
carleira ver.le usada conlendo dentro il.Ul">
rs. ei sedulas, urna de 3 cor verde, e 4 de
11,000 rs. desue a-rua dos 'Juartei*, at no
largo do Palacete ( d'onde se suppoc ler-se
perdido ) : roga-se i quem a livor adiado o
i quizor por obiequio restiluil-a, leve-a a ra
do lloznrio larga ( outr'ora do- Ouartcis loja
IdemoudezHS n. 20 quo se gratificara com go-
ncrosidade.
O hachare! ciarlos Honorio de I icuei-
redo retira-se para o Riode Janeiro.
= Joaquim Antonio da Silveira embarca pa-
ra o Rio-de Janeiro o seu escravo de nomo
1 Manuel naco Angola.
Manuel dos Santos subdito Portuguez ,
i retira-se para Portugal.
['rancisco Borgcs Pimcntcl, subdito
Portuguez rc!ra-.se para lora da provincia a
tratar de sua sadc.
-_- Arrenda-so o sitio denominado Jacar,
com mais de 300 ps ile larangeiras, o oulras
inuitas froteiris e pasto para Svaccas; no
Mundo-novo n. IT.
Manoel do Sousa GuimarSes avisa por
este a (juaiquer pessoa que tenha cartas de
bancas, assignadas por elle, d'alugueis de casas,
que baja d'ai a presen tar, no praso de tres das,
para seren pagos osditosaluguois ; porque as
mesmas carias o onnunciante se obriga ; o, dei-
xanilo de o fazer no praso marcado licar
sem elloito algum a referidas bancas e os
possudores dcllas semdiroito algum do poder
receber do liador : o para que nao posso em
lempo algum reclamar so Ibes laz o presento
aviso
= tina pessoa que tem bastante pratica ,
e que presta (anca idnea oflerece-so para
cobrar dividas nosla cidade e lora dola ( nao
sendo para mu buige ; ; e tambeni se ajusta
por anno ou mi/ e prometi velo o promp-
liduo o assogura-se agiadar quem d este seu
convito sequilar utilisar: quem o pretender,
annuncie.
O snr. que no dia 10 do corrento, pelas
3 horas da tarde entrou na loja do abaixo as-
signado e Ihe lurlou um relegio horisontal ,
sabonetc caixa d ouro luvrada na forma S c que I* visto e conhocido por alguns vi-
sii.hos, quando entrou e sabio, haja inme-
diatamente de o mondar entregar o referido re-
logio ou deitar por baixo da porta da loja ;
do contrario deilarar-se-ha o seu nonio por esta
folha o o abaixo assignado proceder com todo
o rigor da lei, contra o dito snr.
Joao Antonio de Saboia.
O ex thesoureiro da lotera da matriz da
Boa-vista roga a todas as'pessoas, que pos-uem
buhles premiados perlenecnles as i loteras,
que precederlo a ultima hajao de ir receber
quanto antes o seu valor, na ra da Cruz n
10, pois do contrario o abaheo assignado ter
de recolhcl-o a Ibesouraria da la zonda aonde
neccssariamenle mais dillicil a sua acqui/ico.
Joti Francisco dr ,-Jzeiedo Lisboa.
Em anoule de segunda- feira, 22 do cor-
renle na pccasilo de sosollarem uns foguo-
tes na capella do Sanio Amaiinho da ciliado
nova, espantou-se, efugio, tomando a direc-
cao da ra do liego um cavallo que so havia
dado a um menino para segurar com os sig-
clias c >".i.i.i pre-
las
,...ii. j..
e esta aparada ps e mos calcados ,
bastante grandes descarnado enfroiado e
sellado com um sellim ingle/, pequeo, do
mola com manta de maracaj. Roga-se
pessoa, (ue o tiver pegado leval-oao abaixo
assignado, na Rua-direita n. 112, quesera
recompensada ou annunciar para ser procu-
rada : betn como roga-se aos srs cncarregi>dos
da polica do aprehonderem.
Galdino Temtstocles Cabral de Vasconcellos.
Aluga-se urna morada de casa do dous
andares, e sotao, sita na Praca-da-Boa-vista,"
com bom quintal cacimba c alguns orvore-
dos do fruto ; a tratar na ra da l.adoia do Re-
cife n. 25.
Aluga-so um armazem de urna porta e
mais pertences para vende carne do Cear sito
na ra da Praia n. 60 ; a tratar na ra do Ran-
gel n. b\


Alugao-se escravos para qualquer traba- CompraG-se eflcctivamente para fra da
llio nesta cidade a excepcao do servente por
6'i0 rs. diarios cada um ; quem os quior ,
annuncie.
Quem annunciou querer comprar o Elu-
cidario de I>. Joaquim de S. Hoza de S'iter-
bo, dirija-se a livraria da ra do Codegio n. 20
Declara~sc as pessoas, que teem oflere-
cido 200S rs pelo aluguel do segundo andar
da casa n. 46 (la ra da Cadeia do Hecife, que
no caso de ainda precisaren), poderad ir to-
mar as chaves.
Precisa-se de um rapaz para vender pao
com um preto ; na Rua-direita n. 09.
= Aluga-se urna parda moca com mijito
bom leite que acaba agora de criar em urna
casa estrangeira ; quem a precisar dirija-se
no armazem n. Vida ra da Alfandega-velha.
Ofiorcce-sc urna criada Poftogacta pa-
ra todo o servico decente e interior de urna
tasa ; quem a pretender dirija-se a ra da
Trempe n. 52.
= Precisa-se de um caixeiro para urna ven-
da de 10 a 14 annos; na venda da esquina
da ra do Aragao que volta para a S. Cru<,
n. 43.
Quem annunciou querer comprar a obra
mile urna noutes, dirija-se a Rua-nova n. 38.
C^uem precisar de urna mulher de idade,
para ama de urna casa do pouca familia para
engommar e cozinhar, dirija-se a ra do
Calabouco-velho n. 2.
= Oflerece-se para caixeiro de engenlio um
rapa', lirasileiro carado de lions costumes ,
que d fiador a sua conducta e como tambem
para ensinar primeiras lettras tanto elle como
sua mulher ; querr. de seu prestimo se qui er
Utilisar dirija-se a ra do Cabug n. 7.
Jos Pedro de Faria morador no Afloga-
dos faz publico, que no dia 10 do corrento ap-
pareceo em o sitio da sua residencia urna preta
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
20 annos sendo do bonitas figuras pago se
bem ; na ra da Cadeia de S. Antonio so-
brado de um andar de varanda de pao n. 20.
Compra se um molecote de 18 a 22 an-
nnos que saiba cozinhar; e urna negra de
18a20 3nnos, que saiba engommar; a tra-
ta.1 com o corretor Oliveira.
Compraf>-se eflcctivamente para fra da
provincia mulatinhas crioulas e mais escra-
vos, de 13 a 20 annos, pagao-se bem, sendo bo-
nitos ; na ra larga do Rozario n. 30 pfi-
meiro andar.
Compra-se urna ou duas qnartolas arquea-
das de ferro, que sirva para azeile do carrapa-
to e um unil de nao para despejo de agur-
dente tudoem bom estado ; na venda da es-
quina da ra do Aragao quo volta para a S.
Cruz n. 43.
= Compra-se um relogio de fabrica ingle-
za quo seja regulador com a condigao de
dar a contento ; quem tiver annuncie.
com enchergoes, colxao c 43 defronte do beceo do Purln-das canoas.
Vendas.
de nome Renedicta que diz ser escrava de An-
tonio de Souza Burro/o morador no engenho
Outeiro de Grujabu pedindo ao annunciante
para a comprar ; quem for seu dono deve
quanto antes mndala procurar ou tr alar do
negocio, caso a queira vender ao annunciante ;
icando porm entendido que o annunciante
nao responde pela mesma escrava de forma al-
suma.
= Appareceo no dia 22 do correnle pelas 8
horas da noute, na Solidade casa n. 6, um
cava I lo sern sellim lio somenle com as ca-
becadas, por j ter sido o dito cavallo da mesma
casa ; quem lor seu dono dirija-se a mesma I
casa quedando os signaos artos, I he ser
entregue pagando as despezas ca seguran
ea do mencionado cavallo.
A criada Portuguesa, que se anrrunciou
no f)iario de 2ido correnle, dirija-se a esta
Typographia onde se dir quem pretende.
= Roga-sc aosnr. F. J. .M. A. o favor de
ir se entender na pracinha do l.ivramento, com
quem nao ignora, quando nao so publicar- por
cstenco o seu nome, e a rasao por que tanto se
Ihedeseja tallar
=0 snr. Domingos Goncalves da Cruz quei-
ra cumparecer na ra da Cadeia-velha n. 35,
a ultimar o negocio que nao ignora.
41..r.
OO UIIIU U MI 1141
:isuum-un- vja-
gdalena com commodos para urna grande fa-
milia e banho muito perto : quem a preten-
der dirija-se a ra da Cruz n. 3.
= Alugo-se o primeiro e segundo andares
da casa n. 28 da ra da Cru/ : a tratar no
primeiro andar da mesma casa.
Antonio Joaquim da Silva Castro mora
na ra do Crespo n. 4.
Juliiio Alaria Freir deixou, desde 24 do
torrente, de ser caixeiro de Mendes & Oli-
veira.
O snr. Francisco Alexandrino Calaca
queira dirigir-se a Rua-nova n. 37 a nego-
cio de seu interesse.
as Aluga-so urna canoa de carga de 600 a
700 lijlos, por prego commodo, quem a pre-
tender, dirija-se a ruada Concordia, por do-
traz do Carino \elho venda de Francisco Pe-
reira da Silva Santos.
A criada PorlUguezfl que se annnun-
cicu no Diario de 2+ crrente di rija.-se a
ra larga do Rozario n. 2o.
A irmandade de N. S. da Conceicao dos
militares se rene boje (25) no respectivo con-
sistorio para efleito de dar posse a nova meza,
visto nao ter esta tido lugar no dia 19 do cor-
rente ; o secretario portante roga aos irmaos ,
para que comparecido a esse acto.
Cjuem precisar de urna ama para casa de
homem solteiro a qual engomma cose e
cozinha dirija-so a na dn l.ivrnmer.l r.. 13.
Comoras
= Compra-se um relogio sabonete de pra
ta inglez de fabrica coberta e regulador ;
na Rua-nova n. 31 ; na mesma casa precisa-
so alugar dous pretos.
Achao-sc a venda na livraria da praca da
Independencia ns. 6, e 8 ; ra do Cabug lo-
ja do Randeira ; defronte da matriz da Roa-vis-
ta botica do Moreira; no Recie ra da Ca-
deia loja de ferragens n. 48; em Olinda, ra
do Amparo botica do Rapozo ; e nos Qua-
tro-cantos, loja do Domingos: as xccllentcs
folhinhas impressas nesta Typographia com-
postas pela primeira pessoa, que as fez nesta pro-
vincia o quetantocredilo ten; merecido; conten-
do as de algibeira ptimas chcaras, e a disputa
entre urna pulga, e um piolho sobre a fidalguia;
outrascontendo a cootisso do marujo ; ou-
Iras com a linguagem das flores, ou novo dic-
cionario para a correspondencia amatoria ; ou-
trascom o almanak dos empregados pblicos ,
e finalmente ecclcsioslicas para o oflicio divino.
= O deposito de gelo acha-se na ra da
Sen/alla-velha junto ao Recco-largo n. 110,
aonde contina a vender-se pelo mosmo preco
de 2360 rs. a arroba c a libra a 100 rs.
Vendem-se 3 cavallos mui carregadores,
e novos ; a padaria n 154 na ra das Cinco-
po/ilas corn todos os seus pertences e estes
muito modernos; urna commoda de angico ,
um par de mangas de vidro bordadas, 6 por-
tas do amareo que servem para qualqucr
casa ; e urna canoa fechada com mais de 60
palmos de comprido todo negocio se faz ; na
Rua-imperial n. 2.
\ ende-se urna escrava de nacao de
bonita figura de 24 annos engomma co-
zinha e lava c tem muito bom leite para
criar; na r,ia dos Ouarteis, vendada esquina
n. 21.
Vendom-se meios bilheles da lotera do
theatro ; na Rua-direita loja de fazendas n.
12, defronte do oito do l.ivramento.
Vende-se urna escrava de nacao Mocam-
bique de 16annos. sem vicio algum sabe
vender na ra muito esperta para todo o ser-
vico de urna casa, vende-se por precisao de
dinheiro; duas casacas em bom uso, urna pre-
ta e a outra azul; urna cabra (bichoj que
d garrafa e meia de ieite, muito boa para ciiar
meninos; dous relogios sabonetes que re-
g ulo mui bem ; na ra larga do Rozario de-
ironte do qoartel di; polica n. '5.
Vendem-se canarios de imperio chegados
prximamente do Rorto na barca f. Pernambu-
cana em viveiros e j;i separados em gaiolas,
muito cantadores, ditos femeas para tirar cria-
cao, caf em grao a 120 rs. bolaxinha in-
gle/a a 120 rs. ; na ra estreita do Rozario ,
venda n. 8.
ss Vendem-se 500 barricas levantadas, e
promptas para embarricar assucar ; na ra de
Apollo n. 20.
= Vendem-se meios bilhetes da lotera do
theatro que corre no dia 30 do corrente ; na
ra da Cadeia-velha, loja nova de calcado n. 35
Vende-se um relogio pequeo, com cai-
xa de ouro de bom movimento: e da mplbor
latinea; na ra estreita do Rozario, loja n. 20.
s= Firmino Jos Felfa da Roza tem a venda
a excellente farnha de trigo do Trieste, bem
conhecida neste mercado e de todo o Brasil ,
das verdadeiras marcas SSSF e SSF ; ladri-
Iho de marmore ; folha para charutos; assim
como muito boa farnha americana; nos ar-
mazem de Jos Rodrigues Pereira 6 Compa-
nbia no beco docapim e na ra da Moeda
n. 7 : estes gneros s se vendem a dinheiro,
cu a preso lima re que as firmas sejo de
confianca.
= Vcnde-sc um molcquc de nacao. bonita
figura sem vicios de 16 annos ; na ra do
Rangel n. 5.
\ ende-se parle do sobrado n. 10, de 3
andares e solao com 4 portas de frente e
duas lojas ; rnetade de urna casa terrea na ra
da Concordia ; e urna cama de cazal de ar-
macao moderna
cortinados sem nenhum uso ; na ra da S
Cruz n. 66, que tudo se vende por preco com-
modo.
= Vende-se um moleque de nacilo robus-
to sem vicio ou molestia aiguma e do bo-
nita (gura ; na ra do Queimado n. 25.
= Vendem-se na loja do bom baratoro, do
Guerra Silva & Companhia na Rua-nova
n 11 os verdadeiros purgantes e vomitorios
de Lo Roy.
= Vendem-se superiores cortes de vestidos
de laa e seda de listras de bellissimos padres ;
na ra do Cabug n. 10 defronte do cerieiro.
= Vende-se 500 oitavas de prata fina ; te-
Ihas tijolos de ladrilho alvenaria, e do for-
nalha cal branca superior, e preta, caluros
de 30 ; e ripns tudo da melbor qualidade ,
que pode haver ; em Olinda ra do Balde
n. 24.
= Vende-se um adereco de brilhantes da
primeira agua obra de gosto sublimado; as-
sim como outras muitas obras do hrilhante 5
mil oitavas de prata fina de toque de le 533
perolas grossas e verdadeiras jarro e hacia de
prata de bom gosto o taboleiros com 3 pal-
mos e meio de comprido clices de todos os
tamanhos faqueiros de duzia e meia dita ,
urna custodia obra boa feita em Lisboa ,
turibulo e naveta calis, ambula cscrivani-
nhas apparelhos para cha coco paliteros
de bom gosto pratos thesouras, caixas de
prata para tabaco oculos de ouro correntes
de bom gosto tudo obra de Lisboa e vende-
se tudo em conta ; no Atterro-da-Boa-vista ,
loja do Joaquim de Oliveira e Souza.
Vendem-se ervilhas muito boas novas ,
e chegadas ltimamente a 100 rs. a libra al-
piste a 360 rs. o quartero manteigafranceza
a 560 rs. dita de porco a 320 rs. letria o
60 rs. sevada a 100 rs. chocolate de Lis-
boa a 360 rs. cha hi.>son a 2560 c 2 rs. e
todos os mais gneros por preco commodo ; na
esquina da ra do Aragao que volta para a
S. Cruz n. 43.
= Vendem-se diTerentes pecas oArchivo-
iheatral de Lisboa de n. 1 a 45 sendo estas
aa mais es.olhidas pecas, e dos melhorcs au-
tores francezes, tanto juntas como separadas ;
juntas a 240 rs. cada urna, e a'vulsos a 300 rs.;
assim como o 1., 3. 4. \ 5.*, e 6o. tomos do
liecreio jornal de familia adornados de boas
estampas, e figurinos todos a 38 r. cada vo-
lume ea vulso a 3500 rs. ; no botequim da
Estrella.
Vende-se urna negra de naco de 30
annos boa lavadeira e quitandoira ; urna
mulatinba de 10 annos; no botequim da Es-
trella.
Vende-se cera do carnauba por prego
commodo ; na ra da Conceicao da Boa-vis-
ta n. 8.
Vcnde-sc um moleque de nacao de bo-
nita figura de 16 annos, sem vicio algum;
na ra de Manoel-coco n. 20
= Vende-se um sobrado de 1 andar e dbus
sotaos, ha pouco acabado todo forrado e pin-
tado na ra do Fogo n. 27 ; e duas cscravas
pecas, de Angola, bonitas figuras, Diestras
vendedeiras de doces c com outras habilida-
des ; na ra estreita do Rozario n, 10 tercei-
ro andar.
= Vendem-se dous escravos de nacao, mo-
cos ptimos para todo o servico ; urna preta
de nacao de 3 annos com bonita figura ,
com urna cria mulatinha mui linda ; um es-
crava boa engommadera cco/nheira, co.e,
e faz renda ; urna dita quitandeira c lavadei-
ra ; na Rua-direita n. 3.
Vende-se. sem feitio, um transelim com
passador com 14 oitavas, um cordaocom 11
e tres qliarlos, um rozario com 4 e tres quartos,
duas medalhas um corceo urna redoma ,
11 oitavas de ouro em diversos ohjectos, e duas
caixas do prata ; na ra dasTrincheiras n. 18
Vende-se fumo em folha de superior
qualidade ; na ra da Cruz n. 45.
Vende-se urna commoda do amarcllo ,
em muito bom uso e uns enchergoes e col-
xao qussi noves; na travcisa da Mudie de Dos
n. 16 segundo andar.
Vendem-se barris com 100 libras de
pregos fundidos, americanos, proprios para
repregar barricas d'assucar: na ra da Cruz ,
armazem de Antonio Pereira da Cunha.
Vende-se urna venda com pnucos fun-
dos ou s com a armacSo, e seus pertences ,
sita na ra do Hortas n. 7: tratar no pateo do
Carino n. 13.
Vende-se um palanquim em muito hnm
uso; e bem assim pccsdc guaraz inteiras, boas,
e proprias para flores tudo por commodo pre-
co : na roa rta Cruz dn Reeifo n 37.
Vende-se cera de carnauba superior,
por preco commodo : na ra da Cruz arma-
zem n. 33.
= Vendem-se bixas de Hamburgo, chega-
das pelo ultimo navio vindo do Lisboa, o con-
t a 8000 rs. muito boas: na ra da Cru/. n.
= Vende-se una biblia comentada pelo pa-
dre Antonio Pereira em 7 volumes ; um l'o-
pe em inglez, os dicionarios francez-porluguez
e vice-versa e as conjugacoes dos verbos irre-
gulares ; na Praga-da-uidepcndencia n. 39.
rs Vende-se um jogo de banquinhas de Ja-
caranda em muito bom uso por preco com-
modo ; muito boas bichas do Hamburgo ,
grandes c pequeas; tambem so alugao o
vao-se applicar, por commodo preco; na Rua-
direita loja de barbeiro n. 123.
= Vendom-se as scguinles propriedades
saber: urna casa de tros andaies o sotao na
ra do Encantamento, no Recie n. 4 ; urna
dita terrea na r ua da Conceicao da Boa-vista
n. 1 ; urna dita din na esqtMpa do boceo das
Barreiras n. 1; um terreno de 63 palmos de
frente, na ra do S bo ; um sitio, com boa
casa, na estrada dos .Mllictos; um dito, na
estrada do Arraial : tratar com Jos Antonio
Bastos. na ra da Cadeia d Recie.
= Vende-se urna ptima re(1<1 para viveiro ,
com todas as proporces; nos Alogados n. 21.
= Vendo-se o livro intilu.'at'0 Primei-
ras licoesa minha discipula muito proprio
para meninas que estudao prim*'iras lettras;
em prosa e verso pelo coitunod,1 preco do
640 rs. ; as lojas de Cardozo Aires c Sette.
=7 Vendem-se borzeguins gaspeadoi5 -' do
ponta de urna e duas solas, pretos e de cores
para homem ditos guspeados para senht'ra e
meninas sapatos ingle/es do duas e 3 sc'las
para homem o meninos ditos do palla adiam'"
o atraz, eso adianto, ditos de couro do lus-
tro de entrada baixa para homem, c meninos
de 8 a 12 annos borzeguins para senhora a
2o00 rs. botins do bezerro francs e de Lis-
lioa para homem e meninos meios ditos das
uiesmas qualidadcs, sapatos de be/erro de en
irada baixa de urna o duas solas para homem
e meninos sapatos de couro de lustro du-
raque setim cordavao e marroquim tan-
to para senhora como para meninas, sapatos
do marroquim e do couro de lustro com colche-
tes para meninos sapatos de tapetd para ho-
mem, sapatos com tamancos para homem e se-
nhora e outras muitas ipialdudes do calcado
por preto commodo ; no Alerro-da-Roa-vista
n. 24 loja de Joaquim Jos Pereira.
= Vende-se Jacaranda superior chegado do
Rio do Janeiro podras de marmore redondas
para mezas de meio de sala, de muito bom gos-
to ditas para commodas cadeiras america-
nas com assento de palbinha camas de vento
com armacao marquesas, so fas mezas de-
jantar camas de vento mui bem feilas a 4500,.
ditas de pinho a 3500, assim como outros inul-
tos trastes ; pinho da Suecia com 3 pollegaiias
degrossura, dito serrado dito americano de
diflerentes larguras e comprimentos ; assim
como travs de pinho c barrotes ; na ra de
Florentina em casa de J. Meranger.
= Vendem-se botijoes de oleo de linhaea ,
enserados para cobrir mcrcadorias e macacos
para arrumagao de carga ; na ra do Amorim
n. 15.
Vendc-sc a casa de pasto da ra da Guia
n. 7 : a tratar na mesma.
= Vende-se no armazem de Francisco Dias
Ferreira dofronte do guindaste da alfandega ,
o verdadeiro sahao branco hespanhol e seva-
da a 1600 rs. a arroba.
= \ ende-se vinho muscatel engarralado ,
em porcoes e marmelada em latas tudo su-
perior ; na ra do Cabug n. 16; o tambem
por atacado calcado de homem e de mulher.
de todas as qualidadcs.
Escravos fgidos
= No dia 15 do corrente fugio o preto Izi-
dro meio bugal do nagao Cjuingolo de 7
palmos de altura de 18 annos bem feito do
corpo bracos e pernas delgados ps gran-
des e chatos rosto descarnado e bem preto ,
olhos regulares o mui vivos tem o heic in-
ferior cabido sem ponta de barba e debai-
xo do queito urna icatriz pequea coft i moiiie
de cabellos na mesma; levou caigas do brim
liso escuro rotas no assento e com um re-
mend camisa de algodao da torra de man-
gas curtas; quemo pegar, leve a venda do
Lofller, na ra da Cruz n. 36 que receber
20j rs. de gratificagao
=; Da-se 50j rs. de gratilicacao a quem pe-
gar, c levar a ra da Florentina u. 14 o preto
Jos Pnchete de nacao Moeambique de 20
annos, altura mais que regular, secco do cor-
po com dous denles de menos na frente da
parte superior, rosto redondo, bastante re-
tinto quando falla sasueia algum* cousa ,
teti do costume ter sempre fumo na bocea ;
levou camisa de riscado azul caigas do panno
preto ja velho ; este preto empalhador do
obras de marcineiro ; lugio no dia 24 do p. p.
Rbcifk pa Typ. dk M. F lk Faku ~ 1iU4.


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