Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04563


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Full Text
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Aiio de i144.
( |)i u.id |iublic*-te li di < 01
Quarla Fcira 24
(ci JaiKro
Anuo XX. iV. f ^
si^iintm i
\ ffl\S ^ 7S /- [Vilo .;r. .I-.-!- .....wh lim ibA,-i.......
, si Not1>^^^/ -'' --------" -'"" ?"a'V
., ,.. 1M. ..... ... I .u,.-s ... 34 u ,.,,,, Independen I. ,, ,!, !,. C lS .V'f? f 1? 'V^ -^. /, ?|
,,. .1, ,., mil ra. |K>rquar.el pago, da.....lo,. 0an.mncioadoiai!:n~ni.....oinierido.
PARTIDA DOS Coiiiios TERRESTRES.
Ciiiinm. c I'imIiyIi, aegunda
;1)M^l lr.ral.iba ,.,,!., .cXta. fcir._R0 Grande d Non,, quin..* f.-.r.ns J&
Cbo, Srtui.i.em Kio I'm......., Poro Libo, Mccy e Alou ; no I \\ "M^s
"l '*, ,. ,- ...... '' *i oa-?iU e Florea a i.( >*
,2)J dto. LidadedaVicloru, qumi.v. teir.,._OIind lodot o dit, A
jo Seg.
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DAS ii v SEMANA.
Vud.do .1. dr I), da l.-\.
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17.0.)
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Motila do cobre ii c r.
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>( letra t. Ildcfoncu Rct, and, do de D.da .'!. v.
n\ Quarla s Thunothi'i. Aud do J. dril, da 3, \.
q Quinta s. Ananias. Aud. do J. de D. di 2, y,
.{', Seili i, Policarpo Aml. !.. I de t. ua 2. v.
'; Sab. Viwliano. Bel. aud.do I. del),da I. \,
s Ii.iiii. Cytillo s. I.ei>nid
iiwBawawiKr"- BRBBKOEn aan.
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I I'! V '.' ( I
.-^^n Cambionol i I f" i ''' '"" J-
'^^il^-l'ti Lisboa 14 por l de uremio | MU
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IVj lummnare
I | l|' i I)lio Mexi
l'll iSES DA !! \ SO MI'./ I" J VNKIRO.
I >ol>eia 53h..rae :,......., tarde I l.uano.u a 1'.- 3 !.ur e
Minguanle a 42 a* 7 hora, e 4U mu .'.;, I Ge i : W li.lelm. da m.h.i
/Vi''i/-,ir i' 'i
Prime ira a< 8 boras o 39 min Ii manh.ia. | SejuinI i
.1 lanl
^n-
..
i) minuto da larde
^S'.iMta^g!:.ga.'ur; -"?r-Tismaxrr.v- -
sailMJ :.-:'. .....
"


'
C
ii ,
ripra
soverno da Provincia.
KXPKDIENTB DE 1! 1)0 CORRENTB.
PorluriaCreando na freftuosia de Nosso Se-
nhora da Gloria doGoit uin corpo de guardas
nacionnes, coniposlo do Ircs companhia?, e com-
mandado por urn majoma forma do artigo O
da carta de lei de 18 de agosto de 1831.Ninie-
ou-se para mnjor-conimandanle do novo bnta-
Ihafi ao cidadao Sebastiao Anlonio do llego Co-
valcante; e ollicion-so respoito cmara mu-
nicipal do Pao-d'alho, ao lonente-coronel chefo
do respectivo batalliao, o ao nomeado.
OlficioDo secretario da provincia ao admi-
nistrador da meza do consulado, aecusando re-
cepcao das tabellas, e balar.fi> da despeza geral,
e rendimento respectivos no primeiro semestre
do corrente anno finaneciro.
DitoDo mesmo ao tenenle-coronel Thoms
Alvos Maciel, aecusando rocebido o seu offieio
de 8 d'este mez, 011) que d parto d'haver toma-
do posse do commando do batalliao, nova men-
te organisado na villa do Iirejo.
DitoDo mesmo ao inspector da thesouraria
das rendas provinciaes, aecusando recept do
balanco especificado dos imposlos provinciaes,
pertencentes ao exeercicio corrente, e ao addi-
cional lindo, que fofafl arrecadados no mez de
dezembro pretrito, e das despezas, que tivera
lugar no referido mez.
DEM do da 18.
O/Iicio Ao commandante superior da guar-
da nacional (leste municipio, ordenando, que
faca reconliecer em (rento do respectivo bata-
lliao teiienlo-coroncl nomeudo para o primei-
ro batalhau da mesma guarda nacional, Anto-
nio liarlos do Pinho Borges.
Dito Ao inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes, determinando, que mando vir
de Tianca urna luneta astronmica, e tres lampa-
das.Corninunicou-suaocngenheiro em chele
Jas obras publicas. "
PortaraDemittindo Henrique Augusto
Milet do lugar, que uceupava na reparticao das
obras publicas sob a direegao do respectivo en-
genheiro em cheje.Participou-so ao inspector
da thesouraria das rendas provinciaes, ao en-
gonboiro cm chefo das obras piblica*, an
respectivo inspector fiscal.
dem no da 19.
llicio Ao agente da companhia das bar-
cas de vapor, dizendo, que faca receber, como
passageirodo estado, na primeira barca, que
passar do norte para o sul. o capkao-tenente
Antonio Jos Francisco da Paixao, que segu
para acorte, lim deentrar noexorcuiede inajor
docdrpu de importaos marinlieiros; e prevenin-
do-o, de que a passagem do dito oUlcial sori pa-
ga acusta dogoveroo, se os lugares pertencen-
tes ao oslado estiverem prcenchidos.OlTlcou-
se respeito ao capitao-lenente supramencio-
nado.
fTEH^OB.
FOLHCTIM.
SAO MIGUEL AliCHANJO. [*]
10.
o moco e o VELHO.
cunde ficou por HgUiil cnipo SCJI! respon-
der, e levou a mao :'i tesla como quem procura
recolber as suas Ideias; depois chegando-se pa-
ra Fabio continuou com multa calma.
Antes do euidiiruius no presente, noeossa-
rio laucaros ulhos sobro o passado. Desojo
piimoiamenlo fallar-lliu do senhor Daniel Spo-
rola...
De meu pai!
Ter-lho-hao sem duvida contado o seo des-
gracado fm, e as circumatancias que o acom-
paulirao.
Antes di' a chamar para si, pernuttio Dos
"';i mulla iiwn. que me conlasse essa vida do la-
-i unas e desespero.
__ o jr. seu pai eraum grande pintor, Sur.
Fabio!
Y. os seos esbocos forao mos melhores
modelo!, accr> llllio.
Mi> a su.i obra prima nunca a vio.
_ F. verdade... o V. Es. mostno, talvcz...
Vide Diario 0." 1,2, 8, 11, 12, !- 14,
.7, el.
MINAS GERAES.
FALLA DIBIGIDA V ASSEMBLA LEGISLATIVA
PItOVIXClA!.
pelo presidente da provincia
FRANCISCO Josi: DE 80SA SO A RES d'aXDkKA.
(Continuacao do n. antecedente.)
A ponte do Parahybuna foi queimada polos
rebeldes ealgnni trabalho (leve dar a sua re-
conslruccan. Segundo asrdeos primeiramen-
te receliidas, ia tontar-so a construceflo de urna
ponte do quaesquer madeiras; mas este erro
foi emendado lempo e s resta agora lazo-
rem-se os orcamentos de maior altura e lar-
gura da ponte como propuz ao governo para
se oliter a sua permissao segundo me foi com-
muncado em aviso do ministerio do imperio de
ll do mez ultimo.
Esto contractadas as madeiras grossas por
1:S()0 rcis, ealgumasconduzidas para amar-
gem do rio.
A estrada, que vi parece-me feralmente
hem dirigida, e a? novas direccoes projectadns,
aonlo ella anda nao est aborta tambem me
parficro boas; mas nSo se pense que ser
esta direccao a ultima dada urna boa estrada ,
ne-.n que nos (levamos gujottar para o futuro
nunca majs llio mudarmos a dircccSo. A abor-
tara inelboramanto, o conservado das estra-
das obra que nunca devo sabir das mos o
se na primeira direccao de urna estrada algumas
obras se deixao de fa/.or por dispendiosas pro-
curando-se rodeios para as evitar 6 isto justo,
o preciso agora, mas deixar de o ser pelo lem-
po adianto c cntao mais migados em tempo ,
o em despezas nao se deixarS de fazer gran-
des atierros sustentados por parcdSes pira pou-
par a!gum8*broadcaminbo nem do abrir
gargantas de sorras ou de abrir galeras por
baixo do algurna parto dolas para melhoiaras
subidas.
Assim como o tempo estem accaocontinua,
dcstruido ludo, assim os homens devom estar
em accao continua para conservar as su.;s obras;
c as estradas esto ainda mais nesto caso por-
que os homens, e o lempo traballiao conjunc-
lamonlo para a sua ruina.
A nomoacSo de algons vigas d i estrada, ga-
nhando oitocentos res diarios, parece-me, que
nao satisfaz osla urg('::;; c que es-es vigas,
por lim, nem daro parle das ruinas oecorridas,
e milito monos as concertar 5. Mais adianto
ilirei o meu parecer sobre este objecto.
Estrada iio-preto.
Esta estrada, segundo as inlormacoes recelo-
das est em solrivcl estado com a despeza j
foita de l:138j res em alguns melhoramentos;
mas exigir anda nina despe/a de 2:000.) res
para ser descortinada sendo a sua cstensfio de
l.'i legoas; e exige tambem a de 758j500 rcis
para pagamento da ponte do rio llo/a Gomes
contractada com Jos Felippe de Freitas.
t) governo desta provincia, no lempo do meu
antecessor.contractou com o governo do Rio-dc-
janeiro mudar a recebedoria do Porto das -llores
nara o lugar chamado S. Pedio do Ma liado-
magro rio cima, Nos anuos dfil813pou-
co mais ou menos iiilentou a junta dcoin-
mercio abrir nina estrada do Bio-dc-janeiro at
S. Joaod "Fl-ei, o lendo cusido encarregado
da abertura da ultima picada segundo a indi-
C8('So que li/era do verdadeiro rumo pro-
rurei as margeos doRio-preto o l'orto-dos-
I lid ios por licar em boa direccao. segundo
onto me informro para a aborta da Con-
ceico na Serra-negroapregoadacomoamelhor
passagem da sorra. Este reconhecimento do
terreno ao N-O. do Ro-preto, o da aborta da
ConceicSo o o do campo alS.JoSod El-Re
era Irabalio em que eu leri i de entrar, se em
1817 nao ti vesse tido ou tro destino. A estra-
da do coinn.ercio estn-S0 continuando, o eu
julgo muilo til que se reconheca esse terre-
no desdo o Kio preto at vencer a dita aber
i.i, e (ued.i nossa parto concorramos, para que
nquclla estrada (que seguida ate S. Jo5o de Kl-
. Itoi como foi o primeiro projeclo, e nesso ca-
so a recebedoria deve passar-se de preferencia
ara o lugar. em que a estrada livci <\>' passar
i, Rio preto que lafvcz o |Virto-dos-lndos.
Outrat estradas.
Segundo a cunta que me tem dado o en-
genbeiro encarregado da inspectora geral das
estradas trala-se anda de reconhocor uS ga
res, ein que as estradas de Santa Hita, da Cha-
pada o'deS.Joao d'EI-Hoi dovem entrar na
estrada geral do Ouro-proto ao Parahybuna e
do outras em outros sentidos cujos reconho-
LIlIlClllos uiiiuo 3i uav puuliuu
Seria para desojar que houvessem meios, e
gente para abrir quantasestradas tem a provin-
cia a un tempo; mas, segundo entondo, o mais
oy*r-"?'M
Eu vi-a respondeo o conde.
E era ?
L'mSao Miguel Arcbanjo.
Admiravcl eMlamou o mancebo.
Sublime, disse framente o velho.
Kessa obra prima, replicou Fabio com
enlhusiasmo, devia dar-lhe de urna s vez a lo-
ria do artista e a nobresa dogentil-bomem .'
Sim.e ludo isso Ihe foi (roubadopor uin
ladrao obscuro, desconbecido.
Ouc tomou o lugar do Daniel Speroa,
continuou o Albo todo absorto na memoria de
seu pai... que subi ao tlirono levantado por
Daniel Spor.da; qucousou porcorrer as ras no
cavallo dotriumpho destinado para Daniel Spe-
roa
Oh que esse liomem loi bein criminoso,
nao 6 assim ?
Diga V. Ex. bem infame, replicou Fabio.
Sim... inlaine... repeli o conde com voz
grave; e tao infamo quo o remorso so Ihocia-
vou no corafu puta o resio do sua V.-2.
Que diz? '
\ verdade. F.sso homom, que por urna
baixesa consegui-------no'bre erico. I.......lepres-
Ba vio osvaecerenirse em redor do si as vans Ju-
macas do seu triumpbo. Elle, que a todos ha-
via mentido, nao pude mentii asi proprio I
,,uando cessrao os ltimos sussurros do sua
vergonhosn ovucSo, quando elle se achousO, b
de faca a face com essa impostura, quo devia pe-
!ie eternamente sobre a vida, borrorisou-se
riltamento proiundo, dessa -loria igno-
convonicnte nesleramo procurar os meios de
conservar todas as estradas cm bom estado e
Je construir em grande com loda a perfeieao
possivol o com loilos os meios reunidos urna
mi e depois successivamente urna, e urna .
as que forem sendo mais urgentes. Foreste
modo (eremos lo los os caminlios sompre tran-
sitaveis o livres dos precipios de que abun-
dan o (eremos meios bastantes para conclui-
mos em poneos anuos cada urna das estradas ge-
raes que freill mais urgentes.
O recurso dos omprestimos, de que (em lan-
cado mo esta provincia para poder cuidar ao
mesmo tempo de mais de una estrada, to
Ilusorio to ruinoso e produz to pouco d-
nh'iio como mostrarei cm outros lugares .
quo preoiso desdo j renunciar a ello, procu-
rar por todos os modos pagar a divida, anda
que seja suspendendo alguns Irabalhos, o nun-
ca mais pensar ein omprestimos. Convem pro-
iinai os meios de conservar nsestradas e de-
pois odo ler urna renda regular para ascons-
truir; e 6 o de que passo oceupar-roo, quan-
to a primeira tratando das barrenas; deixando
para outros lugares, quanlo rcspeita a maior
dospeza de constiuccao
Barreirai actuaos, e desenvottitnento deste
systema.
Ha seis barreiras designadas por primeira ,
segunda, e terceira na estrada do Parahybuna;
ili'st.is .i segunda rende 3:419802 res, o gas-
la 1:0lti> rcis. Nao direi que seja supprimi-
da; porque esperancas devebaver, deque ,
quando a estrada l'r mus frequontada, produ-
/a algn augmento de renda sem augmento de
despoza.
A barreira do Presidio rende D:337*740 o
gasta 00.) rois; mas a barreira do Padro Do-
mingos em seis me/es rendeo 27j800 reis o
podvrfi renderem uin Bhno 1958000 res, gas-
tando 'iOOj rois o a do alto do morro de l.
licencia rendeo 432*310 reis, e gastou7>0,>
rois. Parece-me pois, quo i.o ha tempo a per-
der e quo ou devo simplilicar-se a barreira
do alto do morro de I). \ cenca quanto ao
pessoal c receber se alli, o que se dover pagar
mis iuiis mi extingil-asambas ; porque au
ha necessidade do estar ontrolendo emprogados
sem lim til nem do vexar o povo com tribu-
tos quo nao entran nos cofres, lina voz, que
B preciso conservar todas as estradas ao monos
as nrincipacs cm estado de bem servir ao p-
blico e que preciso construir outras novas,
e que este serv, o tem de nunca mais acabar ;
porque nunca mais ha do acabar a nocessidado
miniosa, dessa reputacao roubada !... Ao prin-
cipio vira somonte o piejuiso leito ao glande
artista, mas depois cemprebendeo que o homem I
havia sido ferido no coracSo. mdia emflml
soube que devia ajuntar aos nomes que si se
dava om sua colora, un mais tcirivel quo todos ;
os outros: o do assassino! <> quo elle haviaj
roubado ao pintor nao ora s o quadro, era o ,
ar que o fazla viver... Daniel morrra doudoem |
suu prisao O ladrao qulz entao aturdir-so, quiz
revolar-se contra Dos, que Ihe conceda ao
menos a expiaco pelo airependiii.ento, corrool
Santa Maria-maior, para onde havia sido*
trasferida a obra sublimo, a flm do saciar pela
ultima vezosseusollios, o aspirar amplamenle |
o incens, que em torno delta queimava a ofa-
tigavel admirafao dos visitantes. Era un do- |
mingo. ..a concurrencia era immensa... elle.
melteo-se per entro o povo, donde|se ergua de I
commum e simultaneo acord a na.) equivoca
voideuma gloriflcaco universal. Elle ouvio
com avidez a harmona dessos loutores sim oros; j
,,,...; IA.* Aa en/nmnr:i7i>r com if.f.o, sent.c co-
mo una torrente do logo eircular-lhenas veias.
Levantou os olhos, o ous u encarara blilhante
i- naca, illiiminada com magnifleencia pelas
lases |iiateadasdo un bello (lia Este olhar Ihe
foi fatal; recuou como se vira urna apparicao
Cun effeito pareceo-lhe, que o panno se nima-
va, qi.....solhosde.So Miguel scintilava em
sun orbila, o quo o ferro da I anca se tinha vol-
tado para elle. Ento rompen a chusma enmo
mu insensato, i trave das mas
disertas, >ue ao lera ^U 8-lhe,
4
^pm-730tnosaMB"fJ(it.*_wjw,ji wi^i^irjii na
do continuo, que o Arcbanjo Ihe segua os pas-
s!is, o agilava atraz delta a espada vingaddra do
que o proprio Dos Ihe armara o braco. Ao 00-
liar em casa, pedio ao eco, em ler-.entc oracSo,
rj lim do seu suplicio, o co foi surdo s suas
supplicas. Procurou na noute un veo sua vor-
gonha. no soinno urna tregoa aos seus tormen-
tos; mas a noute para elle se tornou mais clara
do quo odia, eo somnooraun despiojado espe-
Iho om que vinha refleetir a sua vida. Ahi eslava
tempre S. Miguel,de p.amoacador.inexoravel. e
mil vetes em seus sonhos se suppoz derribado
como o genio do mal, o sontio o p do vencedor
carregar posadamente sobre elle, oosmagar-lho
0 peito. Todava estas visos cessrao, volveo-
lho a rasao, e urna drtr calma, rellectida, mil ve-
zes mais atormentadora do que o seu horrivel
delirio, someou em sua alma manchada um ger-
men, que nao devia mais inorror. O arropondi-
mento havia s uceedidoao desespero: mas que ha-
viade fazer? Daniel j nao existia,o sua mulherso
poucos (lias lbe havia sobrevivido. Foi-Ihe por
......." \ ** .--.o .>- > w!, *....... |rv*.t>> a, I U3"
s.iro-so annos. a chagajlavrava no eoracio do
culpado, e essa longa impunidadeera como um
veneno, cujas gottas inllammadas levavao-lho
alma o desperocimento o. a morte... Lm da, le-
1 i/monto, o acaso, esse mensageiro secreto da
Providencia, Ihe lea saber, quo o grande artista
ilescon'becido havia deixado um ilho... um (i-
Iho depositario Botoso do legado de tlenlo, quo
seu pai Iho havia transmittido, oque cntreguo
so s difllCUldades de um trabalho ingrato, a-
i h iva apenas no indigno salario quo lbe come-


^i
de abrir novas estradas de melhorar outras ,
e de conservar todas, preciso tambem tirar
dellas mesmosos fundos indisponsaveis para tan-
ta despe/a. modo mais directo sem duvi-
da urna taxa sobre os objectos, quo d'ellas teem
de se aprovoitar e em rasao nao s da vanta-
gem, resultante ;i esses objectos, da mais fcil
conducho como em rasao do estrago ou
amno quo eofl posso lazar s estradas. Es-
tablecido ato em regra s resta saber, como
se devem receber os respectivos impostos, com
a fiscalisaco econi a menor despe/a possivel.
As barreiras sao sem duvida um meio loleravel .
e pudem produzir bom elTeito quando frem
postas em lugares inevitaveis aos viandantes,
como sejao as pontes nos rios caudalosos; as
gargantas das serras o crusamento de estradas
re.ies e as entradas das povocoes ; mas mui-
to fura de proposito me parecem barreiras col-
locadas certas distancias em urna mesma es-
trada, com o que s se faz vexar o povo.e gastar
tudocom empregados, que podiao bem procu-
rar outro modo de vida.
Pde-se tambem, por meio de bons regla-
me n tos, obrigaros tropciros e viandantes.!
tomare! guias dos lugares, d*onuUSuirem,para
os do scu destino, pagando logo os direitos cor-
respondentes ao numero de legoas, que tivo-
Tern de andar segundo o seu comhoy e com
aquellas guias passarcm as poucas barreiras,
tes continuaren) scu caminho ; mas, se leva-
rem de mais alguma cousa que nao estoja na
guia primitiva pagarem cntao essis diforen-
-as lanc indo-se-lhes na guia mais esse paga-
mento at chegarem ao seu destino, ou sai-
rem da provincia. Outros metbodos podera
orcorrer na occasiao de se fazer um regulamcn-
to e ser sem duvida melhor aquelle que
mais segura cobranea produ/.ir e com menor
despe/a.
Generalizados os impostos de passagem para
toda a estrada em cujo concert esteja emprc-
gado ao menos um homem por legoa possivel
sera procurar um leitor para cada esquadra de
trabalhadores de 12, 16, ou mais homens, en-
carregal-os exclusivamente do concert de urna
parte de qualquer estrada que tenha esse nu-
mero de legoas e ou por moio de urna bar-
reira ou pelas guias a saida das povocoes, ou
por outro qualquer modo reoeber-se o imposto
correspondente aquella distancia.
Se as estradas frem bem escolhidas e as
barreiras bem enllocadas, ou o methodo de co-
branzas de seguro effeito, poucas serao as bar-
reiras que nao produzo 3:000,000 reis os
ques serao bastantes para pagar um feitor, ao
numero de trabalhadores empregados c satis-
facer as despezas darrecadaco.
Se em urna longa estrada a somma das des-
pezas fr inferior as sommas recebidas para be-
neliciar toda a estrada nao deve por isso des-
prezar-se aquella parte cuja renda nao chegar
para a despeza do concert ou conservacao; e
deveconcertar-se ou conservar-se em bene-
ficio pblico a estrada toda.
Adoptado este methodo haver um grande
desenvolvmentj de trabalbo favor das estra-
scrSo extnetos todos os atoleiros, memo-
rados todos os mos passos, evitados todos os
precipicios conservadas ou feias de novo
todas essas pontes provisorias, que smente por
descuido, e abandono se perdem ou se tornan
perigosas. e o povo da provincia sp no tira?
logo por toda a parle estradas normaes ter ao
menos caminbos transitaveis a toda a hora c
dia3 os que frafleavao com o seu pensamento,
o meio de escapar miseria e obedecer sua
vocacao... Soubeao rnesmo lempo que o filbode
Daniel, desejoso de visitar a cidade dos Mediis
u suas maravilhas, liavia deixado Mantua, onde
nascra, para vir Florenga, onde quera aca-
bar de instruir-se na sublime arte dos Gioltas
o Corregios... Enla mandou ao seu encontr
homens fifis, que consegura descobri-lhe as
pegadas. Fabio repousava em urna estalagcm
pouca distancia das |)ortas da cidade, eahi tra-
vra com elle una conversacao, que felizmente
nao eicitou a sua desconfianga.
verdade, diz o artista commovido, re-
rurdo-me desse encontr.
E na suaopiniao, continuou o velho, es-
te encontr nao te ve nutra importancia mais do
que a de um incidente fortuito. Todava nao
era o caso como pareca: esses homens execu-
tavaoordens precisas.desempenhavaoumacom-
missao, scmconhecer-lhe o motivo, delicada e
obrigada; e tao hbilmente o Rieran que Fabio,
estrangeiro em Florenga, e nao conheeendoaqui
iiin^ui-iii, acceilu HuiiipMiiHcDw O unc ce mien-
to que seihe fez de Ihe indicar urna morada.que
reunisse as duas condices de tranquillidado
perfea eexposiea favorave!; e por essa indica-
cao veio elle morar nesta casa...
Onde a felicidade me teiu acompanhado
ate boje, disse Fabio. suspirando.
Sim, urna felicidade, que vm. mereca,
accrescentou o conde calorosamente, urna feli-
cidade cuja fonte comeca vm. sem duvida a ade-
Ainbar bomein marcado com o ferrete do re- >
em todos os lempos ; e j oita urna extraor-
dinaria vantagem de que nao goza agora.
Estes feitores das estradas pdem tambem ter
asattrbuices d inspectores de quarteirao o
teremos por este modo as estradas todas oceupa-
das por destacamentos de polica, sem os pagar
para esse fim.
Estabelecido o dimito de transito porcada
legoa de camiriho e por cada animal cavallar,
diverso do vacum e diverso do ovelhum. 4c.,
e diverso em fim para os casos de ponas de ga-
do ou manadas de porcos que mais estragos
azem o para os carros, ou machinas de trans-
portes, segundo suas conslrucges e numero
dos animaes. que os puxem, e distribuidas com
methodo as barreiras. o reguladas com saga-
cidade as outras medidas para a cobranea es-
lou persuadido que as barreiras n5o dro s-
mente os m.'os de consorvar som estorvos as es-
Iradas e caminhos existentes; mas que ainda
produziro um grande excesso capaz de se en-
trar com elle na empresa de novas estradas nor-
maos, cuja existencia tambem ha ue augmentar
milito os recursos do paiz.
Navegado interna da provincia.
Parecer cslranho fallar da navegacao em
urna provincia collocada no centro do Brasil sem
um s rio navegavel, que siga at a costa do
mar: entretanto este um dos meios de com-
niunicacao de que a provincia pude tirar mu
grandes resultados.
as altas serras de Minas-geraes eom roda
desta capital com mais ou menos distancia ,
teem origem quatro rios consideraveis, cuja na-
vegacao ser sempre do muita importancia e
sao este os Rios Doce, Gequitinhonha ou
lielmonte S Francisco e o Rio-grande ,
ou Paran. ,
O Rio-doce nao navegavol por causa das
suas rnuitas caxoeiras nem era possivel que
deixasse de as ter consideraveis partindo da
mesma altura, que os outros rios, que tam-
bem as teem, e tendo um curso muito menor
que todos elles.
Urna companhia estrangeira est senhora
deste rio e nao sei que tenba tratado de effei-
tuar a navegacao das caxoeiras por meios di-
rectos nem mesmo que so tenha tentado ou-
tros meios que substituao a navegacao segui-
da evitando as caxoeiras com planos inclina-
dos, ou canes lateraes. Creio que a compa-
nhia se importar mais com as ricas madeiras ,
que ir tirando das maltas em proveito pro-
prso do que com os mteresses vitaes do paiz ,
e aquello rio por este motivo, e porque estao
concedidas as suas margens por meio deses-
marias de rnuitas legoas pessoas que nao
cuidao deas povoar, ou que talvez nao posso
nem cultivar meia legoa quadrada de terreno ,
ser victima d privilegio dessa companhia, que
obstar em quanto existir sua navegacao,
c ser victima do privilegio dos sesmeiros
uem se deo o direito de conservar incultos es-
ses glandes espacos evitando que outros os
posso povoar e neste estado melhor cobrir-
mos essa partu da carta da provincia com tintas
negras o nao fallarmos mais do Rio-doce.
O Rio Gequitinhonha, tondo um curso mais
longo quo o primeiro percorrendo paizes
mais habitados e sendo elle mesmo um ma-
nancial de immensas riquezas, merece bem
urna'grande attengao.
Ou seja s a custa da provincia ou seja
costa d'ea e ds provincia da Jo na Igual-
mente interessada na navegacao deste rio ou
soja custa do governo geral ouseja em fim
jnorso tinha resolvido consagrar a sua vida
esse lilho. Cumprio a palavra... fez mais ainda:
elle possuia urna fortuna inmensa, e toda a om-
pregou na gloria da arte o no bem-estarde seus
adeptos desgracados: liavia despojado seu pai,
quiz enrequicer todos os seus mulos em talen-
to, todos os seus maos em genio. Uouve des-
do cntao entre elle eos artistas urna commu-
nha perpetua de pensamentos, urna permuta
fao continua de beneficios e agradecimentos.
I'nr um a quem havia causado o desespero, fez
mil felizes. Nao acha vm., Sr, Fahio. me por
mais culpado que seja, esse homem ao menos
tem trabalhado neste mundo por expiar o seu
criinc? I)'urna parte a culpa de um dia, d'ou-
tra a penitencia de \ inte annos! Diga, Sr. Fa-
bio, diga, ere vm. que Dos Ihe recuse a sua
misericordia ? Juina que nunca merecer a cle-
mencia e perda de Ueos?
A voz (orondo eslava alterada, labio respon-
deo sem olhar para elle:
Se com efTeito ta vivas e amargas dores
Ihe teem rasgado o coragao.se um crime como o
seu pude adiar inuigencia peraniea eterna ms.
tica. Dos Ihe perdoar talvez...
Porm vm., Sr. Fabio!... Vm !
Eu, cxc'amcu c mancebo com agona; u'u !
nunca esse homem matou meu pai!
E nao pagou elle ao filho a divida do sen
arrependi nenio!
O filho deve seu pai urna divida ainda
mais sagrada: a das sua; lagrimas o de dr e-
terna !...
Mas se elle viesse ter com o Sr. ?
concorrendo as duas provincias e o governo
geral pan estas despezas deve este rio ser exa-
minado o formar-seo projectoda sua navega-
cao Estes traba 1 los pdem principiar-se en-
trando os dous cofres provincial, e geral por
meio do aeces para as primeiras despezas, e
vendendo-so ao mesmo lempo estas al quo
o iiumeio uY.n accionistas possa formar com-
panhia e receber a dirceco dos trabalhos.
Deve preceder isto o privilegio da companhia
do navegacao do Gequitinhonha e deve mes-
mo rcgular-se d'ante-mo alguma parte dos
seus estatutos como seja o lugar preciso em
que ha de existir a direceo* da companhia ,
( talvez no limite das duas provincias.) A na-
vegacao d'esle rio, urna vez conseguida tem
ainda a vantagem que nao tem o Rio-doco ,
,de entrar no mar por um porto muito frequen-
ado tornando martimos muitos lugares do
interior desta provincia.
O Rio-de-S'.-Francisco nao tem communi-
cacolivre com o mar, porque Ibeembaraca
a grande caxoeira de Paulo AITonso; mas desde
a barra do Rio-das-velhas at essa caixoeira
um canal de navegacao aborto pela natureza de
mais de 250 legoas e que convem muito ap-
proveitar ; e se juntarmos esta estensao a-
quella que ainda ser navegavol pelo interior
dos rios seus affluentes, como sao os rios Pa-
jah em Pernambuco Rio-grande atiente do
de S. Francisco na villa da Barra o Rio Pa-
racal e a continuadlo do mesmo rio de S.
Francisco, e todo o Rio-das-velhas ; a pode-
rem vencer-se as caxoeiras do Pirapra em um
ou outro rio dar urna navegacSo interna de
mais de 300 legoas.
Oembaraco maior que tem a navegacSn
dos rios quando sao livres de caxoeiras nao
sem duvida o grande numero de voltas que
altadlo: essas voltas que, augmentando o
caminho diminuem a velocidade e torn3o
mais possivel a navegacao : o seu maior obsta-
culo ainda essa velocidade restante. Nao
havendo ventos constantes quo protej5o a aa-
vegacao rio-acima. e nao podendo taes ventos,
ainda quando os baja ser sempre de eico ,
atientas as voltas dos rios, resta do ordinario
o nico recurso do.os subir a espia trabalbo ,
que faz penoza em extremo esta maneira de
navegar. Felizmente estamos chegados urna
poca em que este obstculo pode ser des-
truido pela nevegacao de vapor. Sempre que
se possa lancar no Riodc-S.-Francisco urna
barca de vapor da marcha de 8 milhas por
hora nos teremos, suppondo a crtenle de 5
milhas 3 milhas de vantagem contra a cor-
rente e subiremos o Rio-de-S.-Francisco
desde a caxoeira de Paulo AfTonso.ja dentro da
provincia das Alagas, em 10 ou 11 das eo
poderemos desccrem menos de 72 horas.
No primeiro anno e no segundo ainda
possivel que esta navegacao n3o mostr vanta-
gens ; porque preciso remover as desconfi-
ancas, e a rcistencia que experiment5o to-
das as conzas novas : mas depois que os pro-
veitos desta velocidade forem bem entendidos,
as margens desse rio bao de florecer extraordi-
nariamente e esta accao d prosprdau'e ha de
sentir-se k rnuitas legoas pelo interior som
fallar ainda da vantagem dada 6 mior esten-
sao de terreno pela navegaco dos afluentes j
notados, e mesmo de outros. Para j pode o
governo da provincia franhar muito na facili-
dado das suas communicacSes e pouco e pou-
co tomar todos o geito de procurarem um
porto as margens do rio para se communica-
Amaldicoal-o-hia!...
Amaldicoai-me, onta5, Sr. Fabio, disse o
velho com voz que mal seouvia.
Fabio teveuma vertigem. Ferido por urna
comrnoca elctrica, desviou-so do velho com
horror e espanto. A mi do conde havia tocado
sua: pareca-lhe que esta man estava gelada
como a de um cadver, e quo elle conservara
eternamente a fru impresso dessus dedos des-
carnados. Esta revelacao apresentou-lhe idoia
urna quadro horroroso de miseria o morte. on-
ae adejdva a sombra de seu pai, ao mesmo tem-
po ameacadra e resignada. Entao fechou os
olhos como para se entregar todo esta visao, e
pedir essa sombra venerada a inspiraca que
devia seguir. Duas pala vras cahtrad silenciosa-
mente sobre seu coracao: vinganga, perda! E
sob o peso dos dous pensamentos, exprimidos
por essas palavras, ficou, por espago de alguns
minutos, mudo, aniquilado, sem forra e sem
vonladc.
De repente julgou distinguir solucos, ouvir
urna palavra humilde, como aquella, quo pro-
nuncian os condemnados, gaguejada por labios
moribundos; voltou-se, e vio o conde com am-
bos os joeiiios em ierra, as maos juntas, a face
inclinada. Ao aspecto desse corpo lodo trmu-
lo, desse! cabellos em desordem, desse velho
humilhado, que de bom grado aeccitava a ver-
gonba para se rehabilitar seus proprios olhos,
Fabio sentio-se abalado de urna piedado pro-
funda; antes porm de obedecer esse rriovi-
mento espontaneo, ergueo ao co os olhos, e
rem com as barcas, o que produzir oulras
tantas povoagoes, ostabelecendo-so commu-
nicages regulares.
Convencido das vantagens desta navegacao
que est prompta o s espera pelos vapores
nao duvido propr que custa dos colres d
provincia se mande vir quanto antes urna ma-
china ealgum constructor hbil para fazer n
barca e asscntar-lhe a machina ; e que (an-
gada esta barca no rio se ofleregao os seus in-
teresses ao pblico por meio de um privilegio
bem entendido e pela venda das aeces em
que os cofres provinciaes devem dirigir a des-
pe/a feita conservando sempre para si a d-
cima parte dellas; ou para ter parle nos prejui-
zos da empresa se ella os der ou para for-
mar por este modo mais urna renda sua.
(Qualquer que seja o ponto do rio escolhido
para origem desta navegacao alli quo deve
existir a directora della e esse ponto ser
em pouco lempo urna cidade florescenle. fe
osse possivel principiar esta navegnen desde
O lugar qualquer as margens do Hio-das-
ms da barra para cima esse lugar deve-
ria ser tambem escolhido para capital desta pro-
vincia em quanto tver de estar unida; e a ci-
dade alli creada seria elevada em grandeza
Iresou quatro vezes a actual cidade do Ouro-
preto em menos de a" ou 6 annos.
fio-grande ou Paran: convem mui-
to mandar examinar este rio desde o lugar em
que elle poder ser navegavel dentro desta pro-
vincia que elle percorre de muit8S legoas, at
entrar na provincia do S. Paulo, e dahi para
baixo at ao rio da Coritiba. A maior par-
to do curso deste rio no territorio do Brasil.
File nasce nesta provincia, o segu : deixando
direita Matto-grosso, e Paraguay, parte das pro-
vincias de Goyaz, e esquerda a provincia de S.
I'au lo,e bordando os campos de Garapuva, muito
feriis,ebega ateo rio Curitiba, aonde termina o
terreno brasileiro, e quando so suba um pou-
co este rio pude at communicar-se com o
sertao extremo da provincia de Santa Catharina,
no lugar em que ella confina com a provincia
hespanhola de Corrientes. Esta simples expo-
sicao basta para nos demonstrar.quanto nos con-
vem abrir esta navegacao se ella for possivel;
equanta pressa nos devemos dar em oconhe-
cer. So esta assemhla decretar algumasquan-
lias para este reconhecimento eu pedira o
governo geral os homens, que o devao la/er- ;
e ser est ervico interessante mesmo defeza
do paiz em geral pela fcil cou.municacao
com a frontoira entre Matto-grosso o o Para-
guay.
Administracao da fazenda.
Os rendmcuins de um estado ou provincia
devem sempre ser laes que excedao alguma
cousa s suas despezas e para que isto se con-
siga sem vexar os povos com tributos pesados ,
o talvez inexequiveis, deve sempre principiar-
se pela indagaran :
1." So as rendas ostabelecidas s5o bem arre-
cadadas e se as despezas feilas na sua cobran-
ea sao excessivas tal ponto que mais con-
venha nao conservero imposto.
O o C .. !__hmIa, -a- -
-. .11 O IIIIIIUSIUS JOU tul..-- ,
distribuidos que todos concomio proporcio-
nalmentc ssuas posibilidades.
3. Se as despezas sao nccessnras ou ficticias,
e se nao possivel reduzil-as de qualquer mo-
do para que nao exceda a renda.
So 'deste examo se conhecer que nao possi-
vel chegarem as rendas para as despezas, ento
inevitavel se tornar lancar impostos taes que

dirignio seu pai, e Dos urna oraga men-
tal, Ihe perguntou:
Quo devo eu fazer ?
Dos o seu pai sem duvida Ihe responder^ :
s clemente! porque vencendo apressado o es-
pago, que o separava do velho, e estendendo-
Ihe a ma:
Er?a-so! Ihe disse, erga-sc, Sr.
Que Vm. perdoa-me exclamou o conde
d'Aibi.
Nasou eu ainda, respondeo brandamen-
ieFabio: a b'uv do mcu pai, que do aiio ti
co acaba de descer sobre o Sr. meu pai, quo
esquece o mal quo Ihe (ez para agradecor-lbe o
bem que tem feito ao filho...
Oh farei ainda mais.
intil, Sr. condo. Todo o desejo est ex-
tincto, toda a esperanga mora no coragao do
pobre Fabio.
E se eu conseguisse reanimar esse cora-
gao, disse o velho, se Ihe eu dissesse: Sr. Fabio,
soja generoso ateo fim; ajude-mo a acabara o-
bra expiatoria, que comecei: acrnUe rf:i rninha
mao a ventura, a fortuna, a gloria...
Eu Ihe respondera, Si. conde, que para
desojar todas essas cousas, fra necessario ter
amor vida, c que para mim ludo est aca-
bado. ..
E se emfim... cu accresc?ntasse: Tenlm
urna filha a quem neste mundo dou toda a mi-
nha alTeigo: quer vm. que ajamos dous a a-
mal-a? Sr. Fabio, quer ser meu.fillio ?
(Continuar-se-ha.j
k


ehegucm com stguranca para fagr face s des-
picas.
Estes principios suppoom orcamentos leaes e
seguros, e nao como se pdem lazer algu-
inasvezes, suppondo sempre a renda pelo m-
ximo ea despe/a pelo mnimo, c por isso
vamos quai geralmente o retrato da mizeria
perseguindo-nos de todos os lados com o seu
tertiel ntio hi dinheiro pois intentan-
do-so despozas superiores s rendas, necessa-
riamente ha de elle vir a faltar.
Pelo que pertence aos meios de cobranca das
rendas dcsta provincia pareco-me evidente
que ellos nao podem ser bem fiscasados por
una repartico ao mesmo tempo esponsavel
pe i arrecadaco distrihuico e contas da
renda gera! ; nem provavel que o Exm. mi
nistro da fazenda consinta na contribuicao des-
tas dobradas incumbencius, muito mais tendo
por vezes exigido brevidade em remessas de do-
cumentos cuja demora p le bem lancar-sc
em carga sobro cssa complicacSo de traba!los.
pois, porque o julso nao s til mas ine-
vitavel, qne proponbo a crcacao do urna mc/.a
das rendas inleiramente separada da tjiesoura-
ria gera!. ( Continuar-se-ha. )
PBNAMBUCO.
Tribunal dallclacao.
SESSAO PE 23 DE JANEIRO DE 1844.
Na appellacao civel desta cidade appellante
o Ur. Joo Ferrcirada Silva appellado a c-
mara municipal desta cidade escrivao Forrei-
ra ; loi a sentenca conlirmada.
Na appcllaeao civel do juizo dos orpbaos des-
ta cidade, appellante o juizo appellado Ger-
trudes do Passo escrivao Rogo Rangel; se
mandou ouvir o dosembargador procurador da
corda.
Os embargos de Manoel Luiz Goncalves,
contra Francisco da Silva na appcllaeao civel
desta cidade escrivao Postbumo ; forao des-
pre/.ados.
Na appellacao civel desta cidade appellante
Francisco da Silva Santiago appellado Fran
cisco Casado Lima escrivao Reg Rangol ; se
mandou com vista ao Dr. curador geral.
Na appellacao civel da comarca da Fortale/a,
appellante Joo Carlos da Silva Carnoiro ap-
pellado Joaqun Jos ^Liuho P i mantel es-
crivao Ferreira ; se mandou pagaros 2 por "/o.
Na appellacao civel desta cidade appellante
os administradores do patrimonio dos orpbaos
deta cidade appellado Felippe Mena Callado
da Fonst'ca escrivao Posthumo ; se mandou
avaliara causa para se pagar os dous por a
Na appellacao civel desta cidade appellante
Ignacio liento de Loilla appellado Miguel da
Fonscca Soares o Silva, escrivao Reg Kangcl;
so mandou avaliar.
Na appcllaeao civel desta cidade appellante
Francisco Ribeiro de Brito appellada D. The-
rosa de Je/.us Siqueira escrivao Ferreira ; se
mandou pagar os dous por U
Na appellacao civei da comarca do Jardim da
provincia do Cear appellante Antonia Maria
do Espirito-Santo appellado Jos Gregorio
Tavares escrivao Posthumo ; foi a sentenca
conlirmada.
Na anoellacSo crimo dcsta cidade appellan-
te o juizo, appellado Francisco Antonio da Cu-
nba escrivao Bandeira; revogro a sentenca.
Ao aggravo de peticao de D. Ignacia Joaqui-
na Correia de Figueiredo ; nao dorao prov-
mento.
Os embargos de Francisco Jos Rodrigues ,
contra Joao Francisco Reges Quintella escri-
vao B\.ndcira ; ro desprezados.
MARIO i)E
Indicacoes preliminares para o Diario-novo
evaminar, e melhor discutir as reformas doso/-
ficiaes da guarda nacional
I.EI PROVINCIAL N. 63.
Disposiccs geraes.
Art. i. Nenhum odicial da guarda nacional
desta provincia, que obtiver deniisso, ou lh a
lor daila pelo noverno em virtud) de motivos
le Meando assim revocada a secunda parte do ar-
ti"o 17 da loi provincial de 8 dejunlio do 1836.
Art. 2. O ollli ial da uarda nacional, que dc-
pois de viole cinco annos do servico, por desas-
tre idade, ou molestias, plmente verificadas,
S(. tornar incapaz ue servir, sera reormauu,
eom a patente de reforma continuar gosar
das mesmas honras e privilegios, de quegosa-
Uds ......trncH litarte
va esianuu ara < >------
Descarregdo hoje 24.
BarcaRiolastro do pedra.
BarcaThomaz-Mellors -diversos gneros.
BrigucRrasilian-Packclcarvap.
Brigue-escuna americanoIlenrietlacha ,
farinha.e bolaxinha.
BarcaVenezialastro de podra.
Patacbo-hamburguezFortunadiversos go-
neros.
IMPORTACAO.
Ilenrietla; brigue-escuna americano, en-
trarlo no corrente mez, vindode Pbiladelpbya,
consignaco lo Matheus Austin & C; ina-
nifestou oseguinte :
77G barricas e 12 meias ditas com farinba de
trigo, 150 ditas de bolaxinhas, 118caixasde
cha ; aos consignatarios.
Fortuna ; patacho hamburgus viudo de
Hamburgo entrado no corrente mez a con-
signarlo de N. O. Bieber e G. manifestou o
seguinte :
4 caixascom armas 1 dita miudezas 15
ditas fazendas, 2 embriilhosjimostras ; a Kal-
kemannev Rosenmund.
3 barricas Irutas, 2 caixas ignora-se ; a F.
Lucca.
1 cmbrulho botOes; a E. Rotbo.
1 dito ignora-se 1 caixa um violo ; a F.
Bieber.
1 caixa miudezas; a H. Hdm.
2 barricas pregos, 5 caixas pistolas ; a G.
A. Brander a Brandis.
11 caixas ospelhos; a J. P. Adour & C.
t caixa goma-laca 1 barril leo de linhaca,
4 barris, 1 fardo e 1 caixa drogas ; a Weitch
Bravo ti C.
30 birricas smenlo, 1 dita misangas, 2
caixas fitas 1 dita botdes, 1 dita mcudezas;
aJ. O. Elster.
7 caixas couros do lustro 15 ditas fa/endas,
1 dita filas, 2 emhrulhos amostras; a J Kel-
ler.
12 barris pregos 100 saccas farellos, 2o
lastros carvao G caixas fazendas, 4 ditas cou-
ros 2 ditos bonecros, 1 dita afilias, 4 far-
dos papelao 1 caixa pertences para chapeos ,
2 caixas livros 00 caixas folhas de llandres .
2 embrulbos amostras, 50 caixas queijos, 100
barris aleatro 20 ditos pixe .5 caixas goma-
laca 1 dita frutas. 2 pipas de carne 3 bar
risbolaxinhas, 2 caixas conservas, 4 fardos
lona ; aos consignatarios.
3 caixas fazendas; a Me. Calmont & C.
4 fardos papelo 20 barris manleiga ; a
I.uttkins.
2 tinas.bixas ; a \V. Gurlilt.
6 ditas'dilas ; a J. T.-getmeicr.
1 caixa ferragens 1 dita e 19 barricas dro-
gas 1 caixa meudezas 2 volumes pelucia ,
2815 botijas vasias; a Cesar Kruger.
2 caixas fitas 1 dita agulhas 1 dita 4
fardos o 1 barril drogas 10 caixas lazendas;
a H. Mehrtens.
6 caixas vidros 11 ditas meudezas, 2 ditas
missangas, 1 dita botes 1 dita agulhas, 1
dita meias, 16 ditas e 2 barricas ferrados, 2
caixas fazendas 5 barricas broxas j caixas
espingardas, 2 ditas fitas, 1 dita mbas 2
barricas sovellas. 3 ditas facas. 11 barricas
sardinhas, 1 embrulo amostra ; a Wolfhopp
Denckcr & C.
90 r2rrn<5 nanelo 5 caixas pertences para
cha'pos 1 dita e 2 barricas conservas
xas pelucia 2 fardos papel,
manta ; a H. Zimmcr.
1 barril prezunlos, 1 dito salames,
oes manteiga 39 barris conservas ,
1 barrica frutas ; ao capitao.
1 omhrulbo livros ; a Le Bretn Schramm
30 caixas queixos ; a M. J. R. e Silva.
1 raixa rap 1 sacco orvilhas 1 caixa
nabos. 2 ditas meudezas, 3 pipas amagens ;
aF. Robilliard.
1 caixa sevadinha 1 emhrulho botms; a
M. ^mbcrg. ,
1 barril conservas; a J.
Navios entrados no dia 23.
Ilha-de-Sandwich, tendo sabido de New-Lon-
don, ha 1 mezes,galera americana rmala,
de 413 toneladas capitao \Y.,U Hall, equi
pagem 33 carga azoite de peixe ; a con-
signaco do capitao.
Parahiba; 2dias, biate nacional .S. Joao liap-
tista cnpilao I.auriano Jos Pereira, equi-
pagem 5 carga varios gneros.
Entrou de crusar ; 3 dias, brigue-escuna bra-
silero Leopoldina capito-tenente Anto-
nio Jos Fracisco da Paixao.
Xavio saludo no mesmo dia.
Liverpool ; briguo ingiez Thomaz-Battersby ,
capitao John Leitch carga ulgodao c as-
sucar.
Bditial.
2cai-
bocela urna
10 boi
caixa e
1 caixa mcudezas,
Ha u mam.
1 caixa limas, 2
Voss.
3 caixas couros 1
ril pregos; a ordem.
1 caixa livros e papis
ferragens; a W. Schliepstem.
" -.s-^^irk Ai\ Pnrln.
UUUlfuaa^***' *------
barris conservas ; a II.
dita um piano 1 bar-
1 peca carne de
ZQW?&MO.
Alfamlega.
IltDdimento do dia 23.......... 7.012S705
Vatios tahidos no dia 22.
Liverpool; barca mgleza/;/, capito B. Gncr.
carga algodo, oassucar
Ass T P^acho brasileiro Laurenttna rap.tao
Antonio Germano das Nevos carga diversos
GenovaTbrigue sardo Cuthanna, capitao An-
gelo Selle carga assucar.
MiguelArchanjo Montciro d'/indrade ca-
valleiro da ordem de Cliristo e inspector d '-
fandegn de Pernamliuco por S. AI. I. Peosguarde, Me.
Faco saber que no dia 25 do corrento ao
meio dia, na porta d'alfandoga, se bao de arre-
matar 300 ps decordaodiiurado.l grosa decol-
xetes dito, e 400 massos de contas douradas no
valor de 101,000 rs., impugnados pelo amanu-
ense Gabriel Alfonso Rigucira no despacho
por factura de Lenoir Pugct& C. sob n. 2920,
sendo a arremataco sujeita direitos e expe
diente. Alfandega 23 de Janeiro de 1844.
Miguel Archanjo Montciro de Andrade.
eclaricocs.
= O segundo escriturario da me/a de ren-
das internas proviriciaes desta cidade, abaixo as-
signado, tendo sido encarregado pelo sr. escri-
vao c administrador de proceder ao lancainen-
to da decima dos predios urbanos do bairroda
Boa-vista avi/a aos srs. proprietarios, e mai*
pessoas interesadas em dito lanamente que
* principio ao mesmo em o dia 3 do corrente
inez. Meza do rendas internas provinciacs 2
de Janeiro de 1844.
Francisco de Paula e Silva.
THEATKO PUBLICO.
QUINTA FEIRA 25 DE JANEIRO
DE 1844.
DECIMA REPRESENTACAO
da
COMPANHIA RAVEL.
O espectculo comecar as 8 horas em pon-
to por urna overlura cm grande orchestra ,
seguida pelas
Dansas de corda.
Seguidas pelos
Tres gladiadores,
que teem sido applaudidos em todos os theatros
principaes da Europa, e representados pelos
snrs. Francisco Ravel Lon Giavelly o Car-
los Winther.
' O gallope ideial,
com posto para grande orchestra por Mr. Eu-
genco Fnlon.
Zapateados de Cadi,
pela gentil Madama Lon Giavelly.
I n torva lio de 15 minutos.
Sea un da parte
Grande overlura pela orchestra.
Findar o espectculo pela pantomima c-
mica intitulada ,
A trombeta encantada ,
ou
Poder mgica ,
Com novas decoracoes, transformares, e f-
gos de artificio.
Distribuico.
D. Cassandro propietario rico Mr. L.
Frin.
Arlequim Mr. Francisco Ravel.
Pierrot, criado de U. Cassandro Mr. Car-
los Winther.
O monstro Mr. Lon Giavelly.
O mgico Mi. Maitin Giavelly.
Charo filho de Pierrot O pequeo amor.
Calombina Madame Martin Giavelly.
Fadas demonios, ecriados &c. &c.
A peca acabar pela
Grande quadra alegrica ,
com fgo artificial c chammas de bengala.
Avisos martimos.
Fie rnferid2 a sabida do brigoe Pnn-
i-eniuta, para o Rio-de-Janeiro, para odia 25
do corrento : quem quizer carregar escravos,
ou Sr de pasagem entenda-se na ru da Ca-
deia n. 40 ou com o capitao Joaqun Pedro
de S e Feria.
= O brigue Amelia de que capitao Jo5o
Ignacio de Mcnczes, com brevidade segu via-
gem para Lisboa com escalla pelas Ilhas-dos-
Aores : quem quizer carregar, ou ir de pas-
sagem fallo com o mesrno capitao ou com
Joaqum Jos da Cruz.
A barca france/.a Camelia, tendo j urna
parte da carga prompta pertonde sabir para o
Havre no da 4 do fovoroiro : para carga e
passageiros falle-so com o capitao, ou aos con-
signatarios B0II1& (^bavannes.
Lciles.
= Joaquim da Silva Lopes laz leilao de 50
barricas, com manteiga bolandeza por con-
ta de quem pertencer boje 2 4 do corrente ,
pelas 11 horas do dia no caes d'alandega.
zss Jos Manoel Fiuza lar leilao do casco e
apparelhosda sua sumara Bom-suueiiO na Pra-
ia-do-commercio no dia quinta-feira 25 do
corrente pelas 10 horas da manha.
Avisos diversos.
los Xavier Vianna embarca o seu escra-
vo Andr pardo, para fura da provincia.
Joao Evangelista da Costa e Silva embar-
ca para o Ro-de Janeiro a sua escrava Jacin-
ta, de nacao Angola.
= Joaquim Antonio da Silveira embarca pa-
ra o Rio-de Janeiro o seu escravo de nomo
Manoel nacSo Angola.
= Manoel dos Santos subdito Portuguez ,
rclira-se para Portugal.
Precisa-se Tallar ao sr. Francisco de Farias
Sales ; na ra do Livramcnto botica 11. 22.
Manoel Antonio Pinto da Silva tendo do
mudar de eslabelccimenlo de inarcineiro, con-
tinuar o seu leilao por intervenco do corre-
torOliveira da restante mobilia que inm-
preliende o que al agora tem tido inclusivo
duas mobihas de sala compostas, as quaes fo-
rao manufacturadas pelos mais habis artistas
desla cidade e toda a trramente e bancas
(looffico; quaita Lira 24 do corrento as 10
horas da manlia no seu arma/en da ra da
Cruz, por detraz do Corpo-santo.
= O abaixo assignado avisa ao respeitavcl
pblico, e principalmente a quem tem casas
aberlas de negocio em rotalho que nao so
responsabiliza por debito algum que pessoas
do sua casa faco cm seu nome sein bilhete
do abaixo assignado ; e para que ninguem se
chame a ignorancia faz o presente : s sin seus
caxeiros, cousas tondenles ao seu negocio.
Jos de S e Sousa.
= Precisa-sede 1:000,000 rs. a premio, com
hypotheca em urna parte de um sobrado de dous
andares pelo tempo que se convencionar : na
ruado Livramcnto n. 13.
CJuem precisar de um rapaz Portuguez ,
de 14 annos, que tem pratica de venda, ou
outra qualquer oceupaco; va a liua-bcl!a, so-
brado novo prximo a mar.
Em a noute de segunda-feira, 22 do cor-
rente na occasiao do se soltaren uns fuge-
les na capclla de Sanio Amarinbo da cid.ido
nova, espantou-se, e fugio tomando a direc-
clo da ra do Itego um cavallo que se havia
dado um menino para segurar com os sig-
naos seguintes : mellado dinas e cauda prc-
tas e esta aparada ps e nius calcados ,
bastante grandes, descarnado enfreiado e
sellado com um sellim ingiez pequeo, de
mol coro manta de maracaja. Roga-se
pessoa que o tiver pegado leval-o ao abaixo
assignado, na Rua-diroita n. 112, quesera
recompensada ou annunciar para ser procu-
rada : bem como roga-so aos srs. cncarregj>dos
da polica d'o aprchenderem.
Galdino Temislocles Cabial de Vasconcellot.
Joo Antonio Macicl pela segunda vez
declara a qualquer pessoa que tenha algu-
ma carta de fianca de aluguel de casa dada pe-
lo annunciante Ibe aprsente no prasu de 3
dias para pagar o que se esliver devendo e
lindos os quaes, ficaro sem effeito algn as di-
tas flaneas, e os possuidores deltas sem direi
to algum de poder receber do fiador : e para
que nao posso em tempo algum reclamar se
iiio !/ < (Msente aviso mui positivamente ao
snr. Francisco Alves daCunha.
A senbora Antonia da Penba do Coraco
de Jczus, viuva de Antonio Falco de Sousa ,
queira declarar a sua morada para negocio de
seu interesse.
A inda esto para alugar as duas casas
terreas da ra do Padre Floriano o no beco
do Serigado esta nova com sotao com ja-
nellas envidradlas e a outra rectificada de
novo com cacimba de agua de hffhmr : a tra-
tar na ra da Cadeia do Rccifc n. 25.
Rccebem-se escravos de ambos os sexos ,
com commissao de cinco por cen" nSo se le-
vando nada de comodonas ; na Ra velba
n. 111.
Permuta-sc urna casa terrea na ra d0
Aragao por outra as seguintes ras ; pateo
do Carmo at au principio da ra de Hortas ;
quem este negocio quizer fazer, annuncie.
V


.'V '-.U^MlW-tUTYVAWHVM
= Prccisa-se de urna mulher branca ou do
cur (|uo saiha coser desembaracadamente
para arremendar roupa de pretos ; quem estiver
nestas circunstanciase Ihe convier, tendoquem
abone sua conducta dirija-so a ra d'Au-
rora a casa de Angelo Francisco Carneiro para
Lar do ajuste.
tratar do ajuste
-- Aluga-se o primeiro esegundo andares da
grande casa da ra de Apollo n. 20 com mui-
tos e bonscommodos para duas grandes fami-
lias sao frescas e tem inuito boi vista : a
tratar no tercoiro andar da mesma casa com
Jos Antonio de Sousa Machado.
=a Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vico de urna casa de pouca familia, que saiba
comprar co/.inbar, ensalmar, dando-so o sus-
tento e a paga conforme o ajuste; na Soli-
dada indo pela Trompe lado esquerdo casa
nova n. 42.
Quem precisar de urna criada Portugue-
sa para todo o servico de urna casa de ho-
mem sollero ou cazado annuncie.
== Aluga-se o segundo andar da casa da
ra do Encantamento confronto ao beco ,
que vae para a ra do Vigario ; a tratar na ra
da Cadea-velha loja n. 02.
= A general meeting of the proprictors of
the Pernambuco Britisb Libro rv vrill be beld
on Wednesdaythe 31sl inst in the Librarv
loom al 2 O'dock P. M.
= Trao-se folhas corridas e passaportes
para dentro e fura do imperio com muita bre-
vidado e preco muito commodo ; na ra do
Rangel n. 34.
=Aluga-se urna casa terrea repartida a mo-
derna com commodos para urna grande fa-
milia o com um grande quintal, na ra da
Solidado ; ouira dita na ra atraz da matriz da
Boa-vista ; e um armazem na ra da Praia ;
trata-se na ra da Aurora n 58.
= Francisco Borges Pjmentcl subdito
Porluguez retira-se para (ra da provincia a
tratar de sua sadc.
= Arrenda-se o sitio denominado Jacar,
com mais de 300 ps de larangeiras e outras
inuitas fruteiris e pasto para 8 vaccas; no
Mundo-novo n. 17.
= Quem quizer dar 1:000,000 rs. a pre-
mie de um c meio por cento ao mez sobre hv-
potheca em um predio que vale 6 contos de
reis, djrija-se'a ra do Caldeireiro n. 90.
= Joaquim Pinbeiro Jacomo mudou a sua
residencia para a ra do Vigario n. 13.
LOTERA do thbatao.
As rodas da ?.a parte da 15.
lotera teem o seu nfallvel
andamento no dia 30 do cor-
rente mez fiquem ou nao
billietes por vender, e os
restantes acho-se as lojas
j annunciidas.
RAPE FINO PR(N('Z'\
. DA BAHA E RIO-DE-JANEIRO.
= Acha-se venda o mui excedente ra-
p da nova fabrica dcGodinhoda Bahia, e do
Rio-de-Janciro pelo mdico preco de 1:000 rs.
cada libra : este rap chegado ltimamente ,
v iuiiia-se muiio leoiiimenuavci peio seu liom
aroma : roga-se aos compradores, dosediri-
gireai ao nico deposito existente n'esfa pro-
vincia na ra da Cruz n. l(j, que anda
encontraro moias libras e levando porcao se
far um preco muitorasoavcl.
Grati(ica-sc generosamente a pessoa ,
que der noticia do oflicial de latoeiro Antonio
Gin que desappareceo da fabrica de calde-
reiroda Rua-nova, n. 33, no dia 21 Jo cor-
rente ; levou calcas de chadrez camisa de
madapolo e jaquela branca bem conbc-
cido pelo seu modo extravagante e regrista.
Urna pessoa que tem os precisos co-
nbecimentos se prope a ensinar latitn par-
ticularmcnic dando urna ou duas licos no
dia, segundo melhor convier a cada um ; na
ra da Penha n. 23.
O snr. Antonio Joaquim da Silva Castro
tem urna carta vinda da Babia que nao tern
sido entregue por se ignorar a sua morada por
isso queira annuncial-a.
= Acha-se na loja de J. Meroz, relojoeiro,
na Praca-da independencia ns. 18 e 20, alm
de um sortimento de relogios de algibeira de
parede e me/a, anneis, brincos, nlfine.ios de
ouro fermonte ferainenta para ourve,
como limas de mcia canna, triangulas, chatas ,
Corto'OIlbM alicates tenaces, serrsj, e ser-
rotes vidros de oculos de ver ao longc rouge
pora poKr, cadilhos podras de cristal, es-
covinhas, bruxellas e outros objectos diversos.
Precisa-se de urna mullier de idade, pa-
ra ama de casa do homem solteiro prefere-se
que compre na ra ; na travessa do Queimado
Um mulher do bons costumes so en-
carrega da criacao de meninos de peito im-
pedidos o dosimpedidos, e tambero recebe
meninos desmamados para curar de sua educa-
cao no que promette esmorar-se ; quem de
seu prostimo se quizer utilisar, dirija-so ao pa-
teo do Carmo n. 24.
= O bacharcl Carlos Honorio de Figuei-
redo retira-se para o Rio-de-Janeiro.
Aluga-se um armazem de urna porta e
mais pertences para vender corno do Ceara sito
na ra da Praia n. 60 ; a tratar na ra do Ran-
gol n. 5.
Precisa -se de um rapaz branco para an-
dar com um prcto vendendo p5o ; assiin como1
deumprcto, que trabadle do masseira ; na
ra da Senzala-velha padaria n. 98.
= Pessoa algum compre a parto que tem
Josefa Mara dos Prazes na casa sita na ra
larga do Rozario n. 35 que sem o seu con-
sentimento se quer vender ; porque a dita par-
te foi dada cm partidlas a seus filhos orph3os de
seu primeiro marido, e por isso se faz esto aviso
para em todo o tempo constar.
= O ex thesoureiro da lotera da matriz da
Boa-vista roga a todas as pessoas, que possuem
bllieles premiados perloncentcs as 4 loteras ,
que precederao a ultima hajao de ir receber
quanto antes o seu valor na ra da Cruz n
16 pois do contrario o abaixo assignado ter
de recolhel-o thesouraria da fazenda aonde
necessariamente mais difficil a sua acquizico.
Jos Francisco ir. Jzeveio Lisboa.
Aluga-so urna morada de casa de dous
andares, esoto, sita na Praca-da-Boa-vista,
com bom quintal cacimba e alguns arvore-
dos de fruto ; a tratar na ra da Cadoia do Re-
cife n. 25.
Precisa-se alugar um preto que seja
bom cozinheiro ; na Rua-nova n. 38.
Compras
precisa-
Compra-se escravos de ambos os sexos ,
de 12 a 22annos ; na Rua-velha n. 111.
= Compra-se um relogio saboncte de pra
ta inglez de fabrica coberta e regulador ;
na Rua-nova n. 31 ; na mesma casa
se alugar dous pretos
Compra-ffosebo em rama em grande
porcao ; na ra do Nogueira n 13.
z= Compra-se elWtivamenle nafta Typogra-
phia toda a qualidade de pannos cortados ou
velhos de linho e algodao, toda a especie
de fibra lindeza algodao de refugo em ra-
ma papei c papelao volho.
as Compra-se o Elucidario das palavras ,
termos e frazes por Fr. Joaquim de S. Ro-
za de Viclervo em 2 v. em folio ou mesmo
oncadernado cm um 10 vol. paga-se bem
estando em bom estado ; na ra dssTrinchei-
ras n. 14.
Vendas.
= Yende-se um adereco de brilbantes da pri
meira agua obra dogosto sublimado ; assim
p, 3 a tratar com Manoel Ferrnino refrer,
como outras muitas obras de brilhantcs e cin-
co mil oitavas de prata fina de toque de le:
no Attcrro-da-Boa-vista loja de Joaquim de
Oliveira e Sousa.
Vcndern se 60 garrafas vasias, urna pi-
pa com agurdente duas garrafas com essen-
cia deaniz; na Praea-da-indcpendencia n. 28.
= \cnde-scum moleque de nacao, bonita
figura sem vicios de 16 annos; na ra do
Rangel n. 5.
=^ Vende-se urna biblia comentada pelo pa-
dre Antonio Percira em 7 volumes ; um Po-
pe em inglez os dicionarios francez-portuguez
e vice-versa cas conjugaces dos verbos irre-
gulares ; na Praca-da-independencia n. 39.
Vende-se Selecta Phedro e Salustio
em latim o compendio da historia romana ,
cm francez tudo por preco commodo; na ra
estreita do Bozario loja de cera n. 3.
= Vcnde-se um jogode banquinhas de ja-
caranda cm muito bom uso por preco com-
modo ; muito boas bichas de liamburgo .
grandes c pequeas; tambem so alugo e
vao-se applicar, por commodo preco; na Rua-
direita loja de barbeiro n. 123.
= Vendcm-se as seguintes propriedades a
saber: urna casa de tres andaies esoto, na
ra do Encantamento no Recife n. 4; urna
dita terrea na ra da Conceicoda Boa-vista
n. 1 : urna dita dita na esquina do Lccco da:
Burreiras n. 1 ; um terreno de 63 palmos de
frente, na ra do Sebo ; um sitio com boa
car.a r5 estrada gs Anelos; um dio, na
estrada do Arraial: tratar com Jos Antonio
Bastos. na ra da Cadeia do Benife.
Ycnde-sc um tacho com 22 libras sem
ter anda ido ae fogo por preco commodo ;
na ra do Aragdo n. lo.
= Vendc-sc urna ptima redo para viveiro ,
com todas as proporroes; nos Abogados n. 21,
= Vende-se o livro intitulado Primei-
ras licOosa minha disciriula muito proprio
para meninas, queestudiio primeiras ledras;
em prosa e verso pelo commodo preco do
610. rs. ; as lojas de Cardozo Aires, e Selle.
Vendem-se 3 cavados mui carregadores,
o novos ; a padaria n 151, na ra das Cinco-
ponas com todos os seus pertences e estes
muito modernos; urna commoda de angico ,
um par do mangas de vdro bordadas, 6 por-
tas de amanillo que serven para qualqucr
casa ; e urna canoa fechada com mais de 60
palmos de comprido todo negocio se faz ; na
Rua-imperial n. 2.
Vende-se um cavado ruco rodado pos-
sante carregador baixo at meio e tambom
serve para carro ; no Altcrro-da-Boa-vista, na
primeira venda ao p da ponte.
= Vendem-se borzeguins gaspeados o de
pona de urna e duas solas pretos e de cores
para homem ditos gaspeados para senhora e
meninas sapatos inglezes de duas e 3 solas
para homem o meninos ditos de palla adianto
o atraz o so adianto ditos de couro do lus-
tro de entrada baixa para homem e meninos
de 8 a 12 annos, borzeguins para senhora a
2o00 rs. botinsde bezerro francez o de Lis-
boa para homem e meninos, meios ditos das
mesmasqualidados, sapatos de bezerro du en-
trada baixa de urna o duas solas para homem
e meninos sapatos de couro de lustro du-
raquo setim cordavao e marroquim tan-
to para senhora como para meninas, sapatos
de marroquim e do couro de lustro com colcho-
tes para meninos, sapatos de tapetd para ho-
mem, sapatos com (amneos paia homem o se-
nhora e outras muitas qualidades do calcado
por preco commodo ; no Aterro-da-Boa-vista
n. 24 loja de Joaquim Jos Pereira.
- Vende-se urna cabra ( bicho ) com dous
cabritos manca e d bastante leite por
preco commodo ; na ra das Cruzcs n. 40.'
Vende-se meia duzia de cadeiras de an-
gico por preco commodo ; na ra de S. Jos
n. 22
Vende-se a casa de pasto da ra da Guia
n. 7 ; a tratar na mesma.
Vendem-se os seguintes livros em fran-
cez : origine de tous les cuites, ou roligions
universelle por Dopuis ; 13 v. ; Emile, ou
l'education 4 v. por J. J Rousseau ; Ju-
lie ou la nouvelle Heloise pelo mesmo au-
tor i Discurs sur l'iisoro universelle por
Bossuet, 4v. ; Manuel du Torneur, com-
pleto por L E. Bergeron 3 v. ; Le Me-
canicien anglais ou description raisone ,
por Nicholson Ingenieur civil traduzido em
francez por M. Ingenieur, 5 v. ; Systeme de la
tinture ou des lois du morid phisique ctdu
mond moral por le Barn d'Holbach 3 v. ;
Traite de l'esprit, por Helvitius, 2 v. ; Le
' -hcf de l'industrie et des sciences por J.
R. Armonvede, 2 v. ; Traite de chimic, por
M. Le B. L. J. Thenard 5 v. ; Le Hom-
me de ses facultes 1 v. ; Armonarch du
commerco de Paris por Sob Botlin ; todos
estes livros esto novos, e vendem-se a contento
do comprador, por se querer acabar cun a ven-
da ; na ra de Aguas-verdes n. 92.
Vcnde-se urna bonita escrava de 16 an-
nos recolbida, sem vicio algum perfeita en -
gommadeira c cozinheira ; duas ditas do 20
annos bonitas figuras lav-o, coinhac e
saoquitandeiras ; um preto muito reforcado ,
do 18 annos e de lodo o servico ; urna bo-
nita parda de 20 annos engommadeira*, co-
zinheira, e serve urna casa com todo o desem-
barasso sem vicio algum ; urna negrinha e
urna mulatinba do 12 annos ; na ra do Fogo
ao p do Rozario n. 8.
Vende-se um transelim de ouro moder-
no para relogio um relogio de prata sabo-
nete inglez, um dito do cima de meza, urna
caixa que toca 4 arias dando-se corda um
par decasteaes de prata de moderno modelo,
urna colher de tirar soupa annelSes do di flo-
ren tes modelos, pares de brincos, urna gar-
gantilha do ouro superior vernicas, S. Braz.
e enleites do ouro para meninos fivelas de
prata para sapatos de padre, una faquinha ap-
parelhada de prata fivelas para suspensorios ,
boloes para abertura e punho, e alfnetes;
as Cinco-pontas n. 45.
^endeeum escravo de nacao Angola,
de 24 annos, robusto, sem achaque algum de
molestia bom para lodo o servico ; no arma-
zem de Dias Ferreira & Companbia no caes
da alfandega defronte da escadinha.
Vendeso, por preco muiio comiiiodu, o
Repertorio das extravagantes por Fernandes
Thomaz ; na loja de livros na ra do Colle-
gio n. 20 ; onde lambem se achao as verda-
deras Beanardices pelo dito nada Ibe escapa ,
contendo ditos nngenhozos repentes elizes ;
assim como as reflexocs sobre a lingua portu-
gueza.
= ^ endem-se saccas com milho e rodas
de arcos para barricas ; na ra do Vigario n. 7.
= Vendem-se botijes de oleo de linhaia,
' enserados para cobrir mcrcadorias e macacos
para arrumacao de carga ; na ra do Amorim
n. 15.
= Vende-se no armazem do Francisco Dias
Ferreira defronte do guindaste da alfandega
o verdadeiro sabao branco hespanhol e seva-
da a 1600 rs. a arroba.
=. Vendem-se chapeos francezes chegados
pelo ultimo navio de Franca da melhor qua-
lidade e formas modernas: na ra do Quei-
mado, n. 11 loja de A. I- G. Yianna.
= Vende-se um cavado possante sem de-
feito, eacostumado a andar em carro ; na ra
do Sebo n. 26.
as Vende-se urna venda no ra de Hortas ,
que faz esquina para o beco de -S. Pedro ; a
tratar na mesma.
= Vende-se nma preta de 2."> annos, sadia,
sem vicios cozinha lava, e en^omma; pran-
chesde louro., e amarello sola, be/.erros,
ecOurosdo cabra; na ra da Crin. n. 51.
=: Vendem-so pannos e me rins pretos
finos, e de todas as qualidades, los pretos mui
finos brins de cores c brancos para calcas, ca-
sinetas c casimiras, tudo por muito commo-
do proco; na ra do Queimado n. 25 loja
de Guilherme Sctte.
=a Vende-se por prc?o commodo, urna ca-
noa acabada do cstaleiro pega em 600 tijolos
de alvenaria muito estanque ; na Ru a-nova
n. 67.
as Vende-se um pardo de 16 annos com
bonita figura ; na ra da Cadeia-velha lo-
ja n. 62.
as Vonde-se sal de Lisboa ern porces de
alqueire para cima, pela medida de bordo;
no armazem da ra da Mocda n. 9 e na n,'a
da Praia nos fundos do armazem de taboas ,
mais barato, que em outra qualquer parte.
= Vende-se parto de urna casa de 3 nda-
les na ra do Queimado motado de outra
terrea na ruada Concordia urna cama dcar-
maeao a moderna com enchergoes cofcbo,
c cortinados ludo muito em conta ; na rus da
S. Cruz n. 66.
= Yende-se vinho muscatel engarrafado,
em porcoes e mermelada em latas tudo su-
perior ; na ra do Cabug n. 16 ; e tambem
por atacado calcado de homem e de mulher,
de (odas as qualidades.
= Vendem-se terrenos com 156 palmos de
fundo com as frentes, que os compradores
quizerem na ra da Concordia e as tra-
vessas do Monteiro, e Caldeireiro os quacs
sao do 60 palmos, para onde ditos terrenos
tambem lazem frente em direcgSo ao rio Ca-
pibaribe : estes terrenos acbao-sc parto atler-
rados e parte beneficiados, e lambem leem
alagados para a parto do rio e todos oflere
cem grande commodidade para a sua cdilica-
?ao por preco commodo ; na ra dos Quar-
teis, hojo larga do Rozario n. 18.
Escravos fgidos
- Desappareceo no dia 21 do correnle da
rna do Rangel um escravo crioulo de nome
Benedicto do 22 annos levou camisa de al-
godaozinho calcas do estopa e chapeo do
couro; cor preta, alto, pernas finas,.rosto
largo umdonte podre na parte superior um
tanlo combino; quem o pegar leve a ra estreita
do Rozario botica do Paranhos que sera
generosamente gratificado.
s= No dia 15 do correnle fugio o preto Tzi
dro meio bucal do nacao Qungolo de 7
palmos de altura de 18 annos bem foito do
corpo bracos, e pernas delgados ps gran-
dos o chatos, rosto descarnado e bem preto,
odios regulares o mui vivos tem o heico in-
ferior cabido sem ponta de barba e debai-
xodo queixouma cicatriz pequea com monte
de cabellos na mesma; levou calcas de brim
liso escuro rotas no assento c com um re-
mend camisa de algodao da trra da man-
gas curtas ; quem o pegar leve a venda do
Lofller na ra da Cruz n. 36 que recebera
0j rs. de gralficaeao
= No dia 17 do corrento desappareceo urna
negrinha crioula de 14 annos um pouco
fula rosto largo baixa e grossa andava
vendendo na ra: lia toda a certeza que nao
fugio c lim foi desencaminbada ; tem
niSi que mora na ra atraz de S. Jos, do no-
me Joaquina, levou vestido do chita rouxa o
panno da Costa chama-sc Mara da Concei-
ser gratificado.
No dia 18 do correnle lugo a preta Igna-
cia de nacao Mozambique do boa estatura ,
cAr fula m2gra f fc3( p6s apapagayados, raz
no pescoco ninas contas azucs levou dous ves-
tidos roxos um do listras eoulro do baba-
dos enviusados c panno prelo velbo f.illa
meia aperlada ; quem a pegar leve a ra de
Hortas n. 44 que ser gratificado.
Rbcifb wa Ttp. db M. F db Kahia ^1844,


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