Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04562


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Full Text
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Auno de ifiM.
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PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
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Auno XX. IV. f ,
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cultas. I'ro li i Gei il >!u i reti
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DAS D\ semina
2_' Sel. < ^ cenle Aud. ilu J. de I. da _'. v.
t Terea s Ildefonao Re, aud. do de U.da .'!. \.
i Quarli i Thimolheo Aud do J. d I), da 3 v
., Quinta <. Anania,. Aud.do J. de D.da j. v.
(; N>i' i Policarpo Aud. do .) N- M. ua _'. r.
5rSab. s. Vilaliano. Pel.aud.doJ.de U.da I. %.
.i Diuii. s Cyrillo s. Lenidas
,7# VVJK >'.

n Pars S70 rri. |r franco
> i Lisboa It ior ) dcpremii
IJ&S?
,d, 6.10 v. I7.00.J 7.S0O
, \ lii.lilil lo.Kl I
... y 200 V '!'>
l'r...-1-.l '' ,'".'
, i imRinai s 1,0* .<'
, |)itoa Meu.anos 1.140 >u
. ^eSKHMaSHK
Mo'i!.i ili' eobrf ao ptr,
lilem il< letras de boaa lira-as I n I 4|i ;', |
l'll ,SES DA l.l \ M> MEZ m. I WI'II'.O.
I.ua oeeia a S aa S h.iraa e 13 min. da larde l I.ua nuf a a 11 aa 3 horaa e 57 min. da larda
Mir-Kuaiuea t al 7 buraa e 10 min la lardo IC-en i i id bj o 10 m. da manhu*
/''. niiiiir il' luje. .
Primaba as 7 horas e 41 min da manh.'ia. | Secunda a S horas e fi inlaulo da tard
.afmtJtx*



. .:
_; .. aseta
EN a ERSOR.
MINAS 6ERAES.
FALLA DIRIGIDA ASSBHBLttA LEGISLATIVA
PROVINCIAL
pelo presidenta da provincia
FRANCISCO JOS DK SOLSA 80ARES DANDIIKA.
(Continuacao do n. antecedente.)
Eni aulas de segundos lempos deve ensinar-
(0 desenlio de conveniao o de figura, o uso
pratico de alguns instrumentos geodsicos e
do instrumentos de agricultura historia e
cographia exercicios gyninasticos milita-
res regras de equitacao jogo de armas, e
dansa.
Deduzco pois desta disposicao ele esludos ,
que en excluo da instruegao que pode dai -se
mi una provincia os aulas de commercio ,
pharmacia anatoma o cirurgia c de la-
clligraphia ; porque, em lim, para essa instruc-
tasoutras aulas de muilos outros muios e
sobre ludo porque nao ha gente para tanto ,
nem e possivel p%r urna universidade i porta
dcada |iai de familia eforfoso, que quem
so pretende instruir sais de sua casa para mui-
tu longo c entao pode rot a capital do im-
perio.
Para meninas e em escolas piicas de-
vi'in haver diestras de grammatica portugueza ,
francez e italiano, desenlio de figura, e pai-
/.ageni msica, dansa, cantoria, toque de ai-
guns instrumentos, liordar por todos os modos.
( m coilegio do meninas unido s 8U08 au-
las, deve garantir-Ibes o recato para os pais dis-
tantes ou para aquelles, i quom convenba es-
te recurso
Todas as escolas pblicas devem ser em au-
las edificadas .i custa dos cofres provinciaes ,
corn todos os arranjos e proporedes precisas,
e nellas nao deve morar mais, que um guarda
cscolbido sempre d'entre homens vellios, esol-
toiros, a quem possa convir o servico de guar-
dar e conservar a aula e suas dependencias
emaceio, e osutensis cm boa arrecadacao.
ionio os mestres vcomo os discpulos devem
"rodrigados ir para os escolas, ou aulas
Resma bora.
'oa us escolas geraes, que se rao por sua na-
ture/a edificios mas ampios deve contar-se
corn a inorada interna de um porteiro o um
guarda ou servente, ou com a morada de um
;uarda-livros, que responda por toda a casa, c
pelo que nella existir.
Ouanto ;s escolas primariis, das meninas ,
tniibcm devem sor em edificios proprios. mas
olii pdem viver as mestras em quanto o lo-
"in e na capital da provincia deve a guarda
da casa ser entregue tainbem a urna das pro-
FOLHETi
SAO MIGUEL ARCHANJO. (*)
9.
complicacSes.
A primeira palavradeTliercsa, quandosc fio
s, loi de pesar e compaixao.
Pobre l'abi.)! disse ella. Tem suspeitas do
inin... aecusa-me... Quanto ha do elle pade-
cer! t::c:;'.::: '-'' "" pluC CSpcai.*.. Ou !
i p. [ora ciiiiipiometter ludo, era impossivel.
Lina bulla (le pisadas se 00Vio no corredor,
que communwava doqnarto da PWn r>e;!:-. ::-
rista: ella correo segunda ve fiesta e recuou,
dundo um Rrtto abalado.
un i i da irr com a pesaos, que procu-
luva l'heresa, eacundsia para o laboratorio de
Uorrada, oquasi perdida da cabeca,
\ id Diunon) \,>. S, lt, 12, 13, t.
17. '
fessoras, ou regente do collenio edificado
junto as aulas.
Tendo dito bastante sobre a qualidade do es-
ludos quecunvem proteger, e pagara custa
do pblico.passarei di/er minlia opiniao sobre
a organisao aclual do systema de Inslruccao
ncsla provincia. Km todas as colisas as minlias
tendencias sao sempre para a centralisaco. Po-
lo mclhodo aclual lia desesseis circuios littera-
rios e um delegado para cada circulo, uestes
desesseis individuos o presidente o chefe de
modo que a primeira auloridade da provincia ,
nao pudendo ir visitar as escolas tem de as-
signar de cruz sobre as informal oes dadas por
desesseis individuos, dosquaes, i bem pensar,
visto o pequeo interresse, que realmente teem,
llevemos crcr, que mais de nietade tambera as-
signao de cruz sobre osmappas dados pelos mes-
tres mappas que raras vetos lerao sido con f-
lidos azendo-so n chamada dos discpulos
Bem que a provincia soja muita estensa, cu
enlcndo que um inspector geral dos estudos,
com dous, ou Ires ajudantes obrigsdos s revis-
tas pessoas das escolas cm pocas variadas ,
eincerlas frao mais servico do que o presi-
dente da provincia com lodos os delegados da
inslruccao.
A vos toca senhoros, pensar sobre esle ne-
gocio e adoptar, o que vos parecer mais til.
Pelo mappa n.i, junto, vcrois.que, doven-
do existir 125 escolas do inslruccao primaria
para lmeos,, s 60 cstao prvidas e 40 re
gidas por substitutos restando inicuamente
vagas 2o.
Que das aulas do 2." grao devendo existir 37,
s 22 esto providas 12 entregues i substitu-
tos e 3 vagas.
Que, dovendo haver 23 escolas de meninas,
esto 16 providas, 5 entregues a substituas,
o 2 vasas.
Km todas estas escolas foro admiltidos 6,71
alumnos sendo destes 8,951 meninos e 620
meninas.
Kslc mappa ainda una dcmonstraco do
quanto ser difficil adiar bol mestres e bons
professores para todas as escolas, e quanto mais
conveniente ser economisar nessas 3/ auias de
inslruccao secundaria a favor de urna escola ge-
ral estabelecida perto dista capital cm lugar
mais saudavel e com mestres airabidos por
muilo bons ordenados.
Do mappa n i vO-se; que esl.io prvidas
17 escolas do inslruccao secundaria estando
vagas 5 c que aquellas fro frequentadas por
174 alumnos.
Toda? estas aulas e outros objectos lazom
urna despeza de 95:646* reis.e com esta quan-
lia pode fa/er-sc muito bem mocidade HIi-
neira.
Obras publicas communxcaces, estra-
das, e pontes.
As boas estradas e os coacs de navegacao
sao o meio mais poderoso de fazer a prospen-
consultou Thcrcsa por um mornenlo o que defl
via faier, e escolhendo de repente o meio, qu
ali<: prn n mi? proprio sub!rsb!!-a an que tema, levanlou a grande cortina que sepa
rava a oflUcina cm duas paites quasi iguoes, e
lancou-se sobre urna grando cadeira do bracos.
Venho, Sr., disse Elias entrando; se nao
achou a signorinu cm sua casa, talvez soja mais
feliz aqui... e pois que a sua inlencao ertr
tambem o nosso oven pintor... -Mas, com ajor-
t
tuna, creio que nao est aqui mais ninguem.
voaroo ambos os passarinhos! O0r. besa *o.
norm a prova de quanto lliedizia.. <>IL'.scm
iluvida parlirao juntos, deixando portas o ja-
t-os niitjiia! Aii i quunio ....-!:. ". uHU1
ludo, quando o Si. Fabio prudente se conser-
vavaen. sua caso, quando ouvia os meus con-
51 E'iiue voc llie comprava vil preco as li-
bras, para as revender por iridia vezes mais
doquelhecu.tavao, nao 6 isto? mterrompeo
essa peasoa, que rdepois de examinar ltenla-
menteoseu interlocutor, o liana sen. duv.da
recnnhldo pela felaldado e dfsformtdsdo.
_ Juro-vos, balbuctou ocoxo, que o talen-
pobre mofo bom mediocre, e que...
dadede um paiz; tolos os outros elementos .
islo 6 a populacho o a riqueza crescem sem-
pre na rasao directa da perfcieo e da foci-
lidade dascommonicaedes e porisso ntnlium
bem maior so pode fazer a una provincia ou
em geral i qualquer paiz que dar-lhe boas ,
o facis estradas e abrir-llie bom escolliidos
canaes de navegacao nos casos em uuo ellos
sao possiveis.
Estrada do Ouro-preto o l'nrahybuna.
Ksla provincia bem como ligninas outras ,
tem sentido estas verdades, e leo principio a
urna estrada bem concebida e bem dirigida ,
que, urna vez acabada dorfi fcil e seguro
transito al a provincia do Rio -de Janeiro ; e
com os calreos quedovomos esperar do ad-
ministracao daquella provincia em facilitar as
suas comuiimicaeocs para osla donde recebe
consideravel abaslocimento veremos em pou-
co lempo realisar-sc o uso das machinas do con-
dcelo', como sejaoos nossos carros ordinarios,
o oulros muito melhorados com grande econo-
ma em despeza e muita (acilidado em meios.
Desla estrada, da qual por em quanto cstao fei-
las algumas legoas interpoladas nao so por
nao estarcid concluidas as empreiladas de al-
guns arrematantes como por existirem gran-
des espacos, que ainda nao frao arrematados,
0 que lerao talvez de ser construidos por odini-
distruco, depende o primeiro ensaio dessa til
mudanca. O trabalho feito |n diz, por em quan-
to, respeito i communicacao desla capital com
a ponte do Parahybuna.
Desde esta cidado al o alto de D. Vicencia
sao 5 legoas de distancia de 5,08i varas, ou
2,842 bracas cada legoa. Neala distancia a-
brio-so provisoriamente entre esta capital e a
ponte do padre Domingos em quanto me-
Ihor direccao se nao escolhe um caminho de
1,494 ', 10 bracas gastando-so ueste trabalho
r*. 1:413*870.
Do Correg) do padre Domingos at ao alto
do morro de 1). Vicencia, est arrematada urna
eslensao do 4 legoas, o 725 bracas o um quin-
to pelo proco de 162:844*817 res nao com-
prebendidas as pontes do Chiqueiro dos Cor-
regos da caveira do Falcao, o do l-'un-
dao que ainda nao (rao arrematadas nem
su tem mandado construir por odministracao.
O orcamento das 3 primoiras pontes de res
58:809,)450.
V.nf\ n psffe do estr?'! *b fei!n- enlre Ouro-
preto e alto de D. Vicencia tem-so gasto reis
184:834*239 i o tem de se pagar ainda reis
43:727*839.
Nao estando feita nem principiada a ponto
do Chiqueiro c sendo terrivel a actual passa-
gem ; porque as ultimas agoas levrao a ponto,
que all existia, c nao sondo admissivol esperar-
se que a ponte projeclada so principie, c con-
clua indispensavcl dar fcil transito ao p-
blico e a ponte provisoria que pode alli fa-
zer-se est oreada em 1:200> reis.
Nao se tratou at agora da parte da estrada .
que vai do alio do morro do 1) Vicencia at :i
villa do Qucluz comprehendendo um espaco
de 8 legoas e 1,836 bracas. EstSo promptos
a planta 0 iiivelanioiilo 0 s falta o ona-
menlo para se poderem acceitar laneo porarre-
inataco.
A parte da estrada enlre a villa de Queluz ,
e a cidade do Rirbacena, na eslensao, pela
estrada velba, de 1 i legoas, 1,167 brafas, nao
est convenientemente reconhecida o s na
eslensao ile una legoa,o 2,232 e tneia bracas ,
quo se toein levantado a planta, e o nivelamen-
lo sendo esto sorvico feito desde acidado al
o ilibeiraodo Alberto Das.
Desdo a cidado do liarbaeonn at a 3." bar-
reira lia una eslcnSuO de 13 legoas, e 202 10
luaras: dcstas'.) legoas e 2,060 > bracas fi^-
rao arrematadas para construc<,-ao de meia es-
trada somonte com a largura de 19 palmos
comprehendidas 6 pontes, pelo preco do reis
188:6988980.
. excepcao de ui dos arrematantes, todos
os outros team empregado at ao presento o nu-
mero de trabalhadores que se obrigrao.
Kslao por se fazer .'5 legoas, e (3S:) '/s bracas ,
c desta eslensao eslao destinadas a seren arre-
matadas 1,139 Vi bracas, oreadas em 7:4008250
reis, e frao entregues adminislracao 2 le-
guas, 2,080 bracas das quaes | se tem 000-
c 1,020 V
cluido al ao fim do 1842 1 legoa
bracas estando o resto em maos.
Da barreira n.3,ala barreira n 1 da pon-
te do Parahybuna ha urna extensao do 10 le-
goas que est feita bem como as pontos n.0'
58, 61, 62, o 63 o frao concluidas no an-
no ultimo as pontos n."4 5i-, 47, e 18.
Parto dos atorros desta estrada tivero de sor
alteados para ficarem sobrancoiros ;s ultimas
aguas
Com as obras emprehendidas na estrada des-
de Barbacana at ao Parahybuna gastrao-se no
anuo de 1842 reis 37:933S387, c com a mes-
ma estrada desde o seu comeco em 1837 reis
437:878*736. ( Continuar-se-ha. )
Varifdadc.
v.-,
0 CAHAPUCKIR.
IMPOSTURAS MEDICAS.
Invo n
J-i! i .
ur: icami
porque
nada vil aosolhos do sabio. Como est con-
vencido, quea natureza igualmente admi-
ravel em todas as suas produeces, ello ve"
com os mesmos olhos as ondas do Pactlo, que
correin sobre ardas de ouro, o esses titules de
um licor alaranjado que todos os dias saheni
das nossas visceras. Nonhum obstculo des-
lenla o amigo das sciencias e da nalureza ; e
quantas experiencias arriscadas o nojentas so
nao sujoita o phyzico oullammado do amor da
liumanidade! Nao so vioPilatroDesrosiers met-
IHULWM'II' WHSB
KSSf. wxrfa. III
Hia-.Mara
ovanlar-llie una casa cscrupulosaincnle apro-
priada suas exigencias do opulento fidalio. o
engonhoso artista. Citava-se a sua galera,como
urna obra prima de arebitectura, o faziao-se ad-
miraveis narracos dos quadros, que elle ha-
via reunido, obras preciosas, marcadas quasi
todas com o cunti dos grandes mestres da arle.
Ol! v. sabe muito bom fazol-o valor,
quando llie apanha um quadro, mostr Elias...
n, i i'. ~..v~ .. --~~ *
i!C *j ji aiiui. mcu iiuiiiu .
Kis-ahi a prova.
O Sr. conbccc-mo?
Como conheco Fabio Sporola;sem nun-
ca ter visto, nem um um, nem outro.
E o Sr. sabe?... i e capazos de rivalisarcom as mais magnflicas
Sei que v., que tem muitas veses abusado riqnesas dos melbores museos da Italia. Mas
da sua posicao para se apossar do quadros, cu- lo todas estas maravilhas s se fallava por ou-
vir dizer, porque o conde tinba como preceito
nao as mostrar didguom, e viva inteiramente
retirado. Urna larga excepcao havia porm nes-
jo valor...
Mou sonbor conlieccdor de pintura, in-
terrompeo irnicamente Elias.
Souocondc d'Albi.
u judeo, atonitn ao ouvfresto nnme, fi-
cou mudo e sem movimento. A reputacao, de
quo na verdade gozava o conde, era um prodi-
gio, i|uc iiiiixuuui resista. StO liomein nao era
natural do Florenca, mas havia dez anuos que
alli se tinlia estabolecido. o que sdoptando uno
urna especie do amor esta nova patria, tinba
tidoogosto de edificar una residencia, cuja Im-
portancia nao exageramos, dando-llie o nome d
palacio, Og mais celebres archite tos tinliaO
viudo de Miln, de Na polos, e do Venosa para
palacio d'Albi aos curiosos c viajores iiidll'e-
rontes, quanto so abra de par em par e hospi-
talera para quem quer que se achasso ligado
pelo passado ou futuro aos estudos da arle da
sfleicSo do copdo. Una visita ao seu palacio era
a perigrinacao obrigada dos fiis. Todos os ar-
tistas, qualquer que fosso a sua posicio, ero
alli bem acolhidos: para ellos era a benevolen-
cia do conde incsgotavel. Elle os recebia indis-
linctamente como IroiSos, o todos depedia sa-
tisfeitos, dando aos ricos bons conselhos, aos
cstudaj o goslo do caprieboso gntil-liomemj o( pobres dinhuiro, todos palavros animadoras.


an-'v un
terem seus pulmSes gazes homicidas, earro-
vesal os em trrenles enfljmmadas? N'jo se tem
visto sujcitos descerom s cultas dos fabricantes'
de cerveja para alli gozar do prazcr da aspbixta?
ftue cousa ruis admiravel, do que dedica-
co d.n famoso doulor Dupuytron que, scm
att-nder as reclamacSesdo seu olalo, penotrou
pelos solaos infectos consagrados a )'enusCloa-
cina '.
A* vista de to nobres exeraplos qual ser o
facultativo', que se nao digne de fizar os olbos
sobre a* urinas, por ex. O grande Hippo-
cratCS esse divino fundador da medicina, esse
augusto ancifio dedos, esse Ilustre descen-
dente de Esculapio o de Hercules nojulgou
denegar da nobreza de SCUS avs occupando-
se destas materias, LeiSo-se os seus apnoris-
mos seus pronsticos, e o livro que inti-
tulou Koakai, o ver-so-lia quj estes objac-,
tos sao 8 seus olhos manancaes fecundos e
oexnurivois de considerarse, que esclarecer
em grande parto a medecina semeiotica isto
; a que se firma nos signaes esymptomas
apparentes, 15 importante diz esse grande
hornero que o medico saiba formar urna es-
pecie desciencia proletica ; porque, parecendo
conhecor igualmente o presente, opassado e
o futuro lembrando aos doentes alguma,
minodenejas que Ibes escapa da memoria
elle da de si boa opiniSo 0 dispoe os roesmos
doentes a entregarom-se de boro grado ao seu
trata ment
Talvezque sujcitos maliciosos d'aqui con-
cluSo i que at o mesmo divino Hippocratcs
tinha alguma dose de charlatanismo ; mas dei-
xemol-os ajuizar como qui/.er, e vamos adi-
anto. Tem-SC publicado em diversos lempos
obras sobrest materia como sejao : O ver-
t tdeiro medico das urinas : o espelho das uri-
nas e outras de ttulos igualmente nobres.
Quer as cidades, quer nos campos, os arar.oc-
tis teem sido objeclo de innmeras especula-
coes. Todo o mundo tem-se atirado a lor as
urir.us. Daniel l.eclerc assevera que no lem-
po,em que a medecina era exercida por padres,
loda asciencia resida na inspeccao das urinas.
Ellos examinavo-uas com attencao eestahe-
lecio seus juizos sobre os fenmenos que
nellas notasao. Se algumas nuvensesbranqui-
cdas se elevavo sobre um horizonte de aro-
bar e de ouro ; este signal pareca lavoravel ,
e o enfermo poda conlar-se promptamente cu-
rado. Se manchas avermclhadas de mistura
com um sedimento espesso rolavBoom uro fundo
obscuro, e nebuloso ; a molestia era grave,
o devia-se esperar urna crise prxima o peri-
gosa. Passava entio por principio incontes-
tavel que a urina para ser de uro carcter
boro devia ter urna cr de cidra um pouco
escura e corresponder na quantidade quan-
tidadode liquido que se houvesse bebido.
Nao ha doutor, que nao convenha que no
estado de doenca as urinas sao diTerentcs do
que sao no estado de sade ; c que uro medico
babil nao possa colber de sua inspeccao signaes
proprios para determinar o seu juizo para
fixar o periodo da molestia suas gradacoes ,
seu termo favoravei, ou funesto. as moles-
tias agudas principalmente, que as crises
se man estao pelas urinas. Qua) era o medico
d'oulro lempo que em suas visitas nao recla-
yja_va o vaso proetico e nao consultava exac-
tamente o espelho das urinas ? Mas este meio
de conjectura nao senao urna parte mui
accessoria da >ei>ieiotica isto 6 da sciencia
dossymplomas. \lo< mente pelo estado do pul-
so pelo ogodarespiracao, e das outras func-
cSesvitaes que o medico pudejulgar da. m-
tuacao dos enfermos. As urinas sao militas
vezes falliveis o engaosas. celebro Tissot
declara singellamenle que todo aquello, que
prescreve qualqucr medicamento s pela inspec-
i ja das urinas, um velhaco e o que elle se
O de mais da sua vida era um profundo myste-
rio: passava lonjas horas em urna capolla, on-
de ninguemse podia gabar de baver penetrado,
e cujo roligioso silencio so era perturbado todas
as noutes pelas suas oracScs. Amava excessiva-
niente sua lilha Heatris, mas s a via longos
intervallos, tanto se reociava de urna companlua
que de necessidade liavia traser com sigo urna
troca mutua de ponsamontos, tao zeloso era da
solidao que se bavia condemnado.
Todos podem fcilmente avaliar, como (icaria
assombrado o velho judeo, quando vio diantc
tic si o hroe, quasi desconhe< ido de todas as
conversacoes ,|,. Florenca. Ninguem se lombra-
x i ,io o ier jamis visto saliir do seu palacio, e
liara Elias a repentina presenca desse hornean
era urna verdadelra visao. Nem Jorca leve para
me lazer uma revereocla, c i uldava i:; por-se
i rfesco mas o conde o deleve, e Ihe disse:
_ Mestre Elias, a fama que tudo conta.bem
,,,,, mo bavia ja dito, que v. era um insigne
r.drla masignorava, que fosse alm disso
uuareiro.invejoso emc, Tudo isso que v.
spoos descobrir-me.j por mil vezes m o tem
um certo cavalleiro Raymundo dA-
sujeita um tolo, /immerman diz que o mo- muitas vezes substancias que se nculralisao ,
dico Ilustrado e prudente deve desprezar o ou que se destrocm na composico ; porque de
estudo das urinas, quando pode fazer uso d'ou- chmica sabe tanto, como de tudo mais : como
tros signaes. Boerhavecntende que delira o porm taes sao as Coreas da nature/.a que
que pretende julgar d'urna enfermidado pelas muitos doentes, quo Ihe cabero as unbas,
urinas, e Frederico llofman considera o uso" sea pao a pesar do reccituurio nao ha quem
de consultar as urinas como um prejuizo forti- tire da cabera do povo que esse impostor 6
lirado pelo habito e pela usanca ; mas indig- um homem prodigioso mormentc, se elle tem
no do homem judicioso.
A vista de taes autoridades quem ousar con-
sultar os charlataes? Porque privilegio parti-
cular todo osegredodas molestias estara depo-
sitado as urinas ? Que predileccao teria a na-
tureza por este genero de secressao ? E ver-
dado que no estado le molestia os nossos hu-
mores mudiio, e se altrao. Urnas vezes a fer-
mentaco da bilis se manifesta por uma tez a-
marclla, assaroada, difundida por todo o habito
ilo corpo ; outras vezes o movimento do pulso
irregular ; outras o curso das nossas evacua-
res suspende-, a transpiracao intercepta-
da eo seu mesmo cheiroalterado, de sorle
que so pela reunio do todos estes signaes ,
que se podem lormar conjecturas, o cstabclc-
cer uro juizo.
Oque prova evidentemente a ignorancia e
estultico dos mdicos das urinas, o nao ha-
ver um s, que nao tenha cabido em lacos, que
Ibes armario. J houve uro desses Esculapios
das urinas, a quem certo magano apresentou
duas redomas de vidro pedindo sobre ambas o
seu parecer: uma continua a urina de um
burrinho a outra a de um homem robusto ,
forte, e de vigorosa saude. O Dr. affi mou
ero tom cathegorico que a primeira urina
nertencia a uma mulher pejada do 6 me/es, e de
menina ; c a segunda que era de uma moca
lizical A" outro desses charlataes aprcsentro
a urina de um menino de bexigas: depois de
muito attenlar psra o vaso depois de cheirar,
c provar a urina affirmou mui ancho que
tal urina nao podia ser, sen5o de mulher pa-
rida e doente com principio de hidropezia i
Uma das mais difficultosas partes da patho-
logia a semeiologia ou semeiotica. Nao ha
dvida que algumas partes da medicina as-
sentiio sobre a corteza phizica tal 6 por ex.,
a anatoma : mas a medicina no seu todo isto
6, como arte de applicar os devidos remedios
s enfermidades, e cural-as, quasi toda
conjcctural ; c um dos rnaiores embaraces est
nos symptomas pathalogicos ou diagnsticos
das enfermidades. Ao depois accrescem as dif-
ficuldades da teraputica ; porque pdese af-
lirmar que sao tantas as excepces quo cada
doente muitas vezes um esclito em que
naufragio os tnelhores pilotos da medicina Lo-
go lodos csses Esculapios, que dogmticamen-
te decidero das enfermidades por cerlos signaes,
sao charlataes c grandes impostores. _____
Entre tanto a gente do povo acredita mais
nestes, do que no facultativo instruido, e
prudente que nada decide temerariamente ,
&o. &c. Pelo matto que mais apparecem
desses empyricos os quaesganhao logo a lama
de cirurgioes dos milagros. D'aqui refere uro
pastrano maravlhas do licenciado F. o qual,
tomando o pulso a tal su|eito bem sao e bem
robusto vaticinou-lhe a morte que teria lu-
gar d'a* a uro anno tantos metes tantos
dias e tantas horas; o que tudo se verificou
sem a minima discrepancia D'alli conta ou-
tro maninello que o tal Dr. adevioho s de
ver, andar uma mulher, afilrmou que eslava
grvida de 8 dias e que daria a luz uro meni-
no o que aconteceo tal e qual !
O facultativo hbil e instruido conhecen-
do as immensas dificuldades da sua profissao ,
procede com grande tent nada decide de es-
talo e semprc desconfa de si proprio : mas o
charlatn, lalto de principios scm nenhuma
theoria e baldo da devida experiencia receita
a torto o a di'eilo o que Ihe vero cabeca ,
certo ar mysterioso e se cada passo usa de
termos thecnicos, anda quo sejao errados, e
mal applicados. Achando-me ero certa fre-
gue/.ia do matto, distante desta capital 12 le-
guas deparei coro uro desses cirurgioes mila-
grosos o qual sendo chamado para ver um
doente depois de o apalpar com muita gravi-
dado e d'um leve surriso como de quero d
com o segredo d'um enigma disse roui auto-
ritativo e cathegorico =s A molestia c um
doutoral; queria di/er hydrotorax. Conclui-
r! esto artigo coro uma ancdota que li, nao
me occorre aonde. Uro desses impostores ti-
nha um discpulo que o acompanhava lodas
asvizitas de seus desgranados doentes. Entre
estes, leve de ver um, que, melhorando d'uma
Cebre bavia recahido. Affirmou o Esculapio,
que o homem quebrara o resguardo : o homem
jurava que nao. Eis que o doulor lateia-lhe
gegunda e terceira vez o pulso, o diz = Nao
ha dvida: o snr. quehrou o resguardo eo
que comeo foi laranja. = Confcssou o doente ,
que assiui fra. Apenas despedrao-se dcste ,
ainda antes de chegarcm ra o discpulo at-
nito c enleado voltando-se para o mestre ;
disse-lhe que d'alli tornara para a sua casa ,
que nao queria mais aprender a medicina ; pos
eslava bem certo de nunca chegar a conhecer
pelo pulso o quo os doentes tivessem comido.
Surrio-se o mestre c desviou-o do proposito ,
di/endo-lbe, que nao imaginasse que elle
soubera pelo pulso que aquelle homem come-
r laranja ; porm sim por conjectura ; por-
que, quando entrou, vio-lhe debaixo da cama
algumas cascas dessa fructa. Desassorobrado o
discpulo proseguio nos seus estudos at
que sendo approvado entrou exercer por
si i) a sua profissao. Tratava de uma senhora
accommettida de intermitientes; o como a a-
chasse recabida Coi-lhe ao pulso duas, ou tres
vezes; c disse-lhe com muitas cortezias = Fal-
le a verdade nimba senhora nao me neguo ;
V. me. quebrou o resguardo : V. me. co-
meo......= ; s porque vira uro bario de-
baixo da cama da enCerniu. Mas caro ihe cus-
tou a adevinhaco ; porque o dono da casa lan-
rou-o ponta-ps e verga I hadas pela escada a
baixo. Edecrer, que d'alli por diante fosse
mais circunspecto em conhecer pelo pulso o
com que os seus doentes quebravao o res-
guardo.
Os banhos no tempo de fesla.
Para muitas senhoras, que nao podem ou
nao querem frequentar bailes, theatros, e par-
tidas, os banhos da fesla sao o seu maior re-
creio, e o meio mais asado para contrahir re-
lacoes, e amizades. Sao poucos os banheiros,
e muitas as familias, que elles concorrem.
As mocas alli do-sc conhecer, all loman
nomes aflectuosos alli conversan horas esque-
cidas em quanlo que ns veteranas matronacas
tapitoas dos ranchos zango-se muito pela de-
mora dasfilhas, netas, sobrinhas, &c. dentro
d'agua.
Passadcs deus, ou Ir bar ti es, .u se nao
trato pelos seus nomes debaptismo, senao
por epitiietos, que tomo semprc alusivos a
certos pontos, a certas cousas, que ellas l sa-
bi m entre si, comosejao; roeus agrados, meus
carinhos, minha firmeza roeus pedacinhos,
meus feiticos, minhas lembrancas, meus tudi-
nhos, &c. ckc Juntas no mesmo banheiro ,
quando nao esto patinhando n'agua, revol-
vendo-a ou nadando, e brincando urnas com
as outras, estao n'uma m, soltando os diques
s linguas quo pem tudo raso, conversando
sobre modas sobre modelos do vestidos, so-
bre quaes de suas amigas, ou condecidas estao
para casar, e coro quero : se o noivo moco,
ou velho, rico, ou pobro, bonito, ou lelo.
Cada uma deltas, se solleira, Irazdolho,
ou ao menos no pensamento alguro sujeito,
que mais que muito Ihe agrada ; mas todas a
uma voz affirman que hornero o diabo : que
todos sao uns falsos, uns fingidos, e uns in-
gratos. Todava esta ou aquella mais levia-
na e ainda nao amestrada n'arle da galantera
refere com ineflavel prazcr a um segredinhos
os bellos ditos, os gracejos, que Ihe dirigir o
Dr. F., que est prximo a formar-se. o que
o moco mais engracado, que ella tem visto ,
&c. &c.
Em quanto asjovens assim passo as horas
dobanho, as reverendacas das avs, mais,
e tas formao seu grupo separado dentro d'a-
gua, e, tendo de fra apenas as cabecinhas, con-
versao largamente sobre as cousas passadas ,
reprovando seropre o presente. Uma lamenta
a singeleza do outro lempo em que ella anda-
va coro seu cabecio de cassa e sia pelas veri-
Ibas c ero pernas, nao gastando una mulher
na sua sia mais, que seis covados dechita ; e
nao era como boje, que uro maldito vestido com
a roda, com os relgos, coro as mangas, c
sobre-mangas, com tantas pregas, foThos, e
bambinellas nao leva menos do 15 o It cova-
dos 1 Outra allirma pesarosa quo j conheceo
Pernamhuco muito mais sado, tanto assim,
que ella nos seus 18 at 30 annos. nunca pa-
deceo de heresipellas, nunca poz bichas, nem
em taes cousas ouvia fallar: quo as poucas mo-
lestias, que entao padeciao as imilheres, cu-
rvao-sc ptimamente com disteis de batali-
nha, pimenta d'agua ou malagueta, charo-
pe de avenca coro mel de pao, purgas de gom-
ma de batata e mitras remedios caseiros: e se
o mal provinha de olhado ou quebranto cu-
rava-se ptimamente coro benzeduras. Outra
finalmente resanfoninando queixas dos nossos
das, rnazela-se da caresta dos vveres, quasi
chorando pelas ditosas eras, ero que urna ar-
robado carne comprava-se por uma pataca !
As casadas, e que ainda sao moras, ordina-
riamente converso respeito de certas imper-
tinencias dos maridos e muito mais das esper-
tezas, ditos galantes, o gracinhas dos filhinhos,
que ns mais sempre charolo anjinhos c os
mais diabretes pelas travessuras.que fazem. Fi-
nalmente os banhos sao um brinco importanto
para os meninos e nao menos para as muca-
mas que acompanho asyys levando es-
leirs lences, e bacia de ps. Nao ha mui-
os anuos que um banho desses era uma ver-
dadeira penitencia ; porque a senhora iu para
elle nos roesmos trajes, que se lsse para o thea-
Iro ou para uro baile. Hoje creio, que est
proscripta essa pragmtica, e as senhoras j' vao
ao bando, com dcsalinho e commodidade.
Assim se cscoao os chamados ine/cs da fesla,
que de ordinario sao dezembro Janeiro
levereiro : mss logo, que cada familia se reco-
Ihc capital, por via de regra suspendem-sc, ou
acabao as amizades da fesla. Sao amizades de
passa-tempo : a agua deo, a agua levou. O
quo nunca se perde em muitas o vezo da mur-
murarlo ; porque nao se poupao urnas i nu-
tras e nada Ibes escapa do quanto pode servir
para assuropu u<- maledicencia.
Em una cidade corno a nosss, torneada de
rios tio amenos e aprasiveis, os banhos en-
tro nos hbitos da popularao alm do suli-
ciento motivo da calma quesesofiro na forra
I panjMiln 'Todava ouro dizer nue nrrsen-
temente estao mais em voga os banhos de rnar.
Ser por moda, ou por necessidade ? Sendo por
esta nao ha que reprovar ; pois a sade ob-
jeclo de summa importancia: roas se lor por
aquella conlesso ingenuamente, que Ihe nao
acho grara .pois como regalo errtendo, que os
banhos de rio corrente, e d'agua doce sao mui-
to mais agradaveis que os do agua salgada.
Porm, nem desses nem salgados teem mri-
to alguro ero comparacao de certos banhos, para
Digno e emoliente mancebo, Sr. conde!
Mas grande forjador de historias, accres-
centou o conde com corto meneio de cabeca pou-
co lisongeiro para o condecorado coro a Estrel-
la d'ouro, e confesso que em vez de acreditar
nelle o ero v., esperarei inforniacoes, que inspi-
ren! mais confianca.
__ V. Ex. pode eslar persuadido, replicou
respetosamente o judeo, que cu julgo o Sr. Fa-
tuo sem paixo, c que nenhum interesse pes-
soal... ,
__ ggta bem, pode rclirar-se: eu o esperarei.
Recorde-se somonte, ouvio? que Ihe prohibo de
dizer Fabio, quoeu desejava fallar signorina
Thcrcsa. Vi-ffl
O rosto do conde tornara-sc severo; o a adel-
____-..o rnnalipo Hm nrilnm ln l'nrninl-
IU lid t:|i:tu4i '"f i
ao retirar-se fez uma profunda reverencia, que j
Ihe nao foi correspondida. Mal havia elle sa- {
bido quo os olhos do condeso ruara maqui-i
nalroenlc sobre uma carta aborta, que estava
no ch6; eapplicando malsa vista, com movi-
mento de admiraeio disse:
Na me engao, a lettra do cavalleiro
d \ltilo '
Ecedendo uma curiosidado muito natural,
pegou nolla e vio pelo sobrescripto, quo era
Theresa, que o virtuoso cavalleiro cscrevra;
uma pobre rapariga que, ouvii-o nao mere-
ca por sua nfima posico a estima do um
homem de bem. Se d'Arezzo fosse um homem
estranho para o conde d'AIbi, nao Iho dara is-
to o menor cuidado; mas o cavalleiro nao Cal-
lava scn5o na sua sisudez, nos seus principios;
pretenda a mao do Beatris, fllha do nobre con-
do d'AIbi, c nao" era de espantar, que o conde se
importasso um pouco com o comportamentodo
quem aspira va a serseugenro, bem que na ver-
dade elle nao tivesse rasa para so consummir
muito coro essa pre^irif. Abafanrto nnr tanto
o resto do escrpulo, loo do principio a fim
amorosa .pistola, cujo texto litteral cima se
referi ""i sorrjso Ihe appareceo rpidamente
nos labios, e ello murrourou: (
Repita quando quiter o cavalleiro o seu
pedido; tenho agora a resposta prompta.
Durante este tempo, Elias havia descido as
escadas, e ia entrar oro casa para contar ve-
Iba Pielra o que se havia passado, quando no
canto do vestbulo recebeo um violento encontr
de Fabio.
wm
Al)! o Sr. Fabio? exclamou o judeo:
vem bem proposito. Vm. nao achou em < asa
o conde d'AIbi.
Nao... quem Iho disse?
Oh "a cousa bem simples. Por roais fidal-
go que ello fosse, nao podia estar em dous luga-
res ao mesm lempo: ora omquanlo vm. a pro-
corava l, eslava elle aqu.
E onde ?
Em sua casa.
Em minha casa o conde d'AIbi! Desagra-
daVel contratempo I exclamou Fabio, cujo pen-
samento eslava todoem Theresa, e que depois
rli< li'iypr nhi'r.rnarlii n aracn nilH Q Si'.lvfa de
urna entrevista importuna, via escapai-lhe de
novo a hora de solido e recolhimento, do i|Uu"
tanto necessitava.
Ero suacasa, repeli o adello.
Mas o outro! replicou Fabio, voltando sem-
prc sua deia favorita. O outro... onde es
Qual outro?
Esse homem... que ainda ha pouco... no
quarto de Theresa ?
O.ciumo, a colera tirvaG Fabio a son pru-
dencia, o discripeu habituaos. Por um elTeito


fis mofas solleiras: o sao estos 13o efljcazes, que
basta tres para as contentar e atcural-'as de
varios enfermidades.
ANCDOTA.
Uro prclo captivo por las votes '.titira afo
par-so no rio donde (ora tirado pelo feitor ,
que se loopra a nado para o salvar. Aquello in-
leliz.resolvido terminar seus das,aprov.oitou
momento ein quo julgou que o mesmo fei-
tor o nao via e enforcou-se em um'arvore ao
|,,> diicasa de vivenda. O feitor bom observou
1U(lo ; :nas deixou-o ultimar o suicidio. Nisto
chega o senhor, o como o reprehondesse da sua
negligencia,, rospondeo Duas vezesotirei
"agua : o ceno da ultima a poucas horas salo
milito ensopado, vendo-o pendurar-se d'arvore,
cuidei que so,linha posto a etichugar.
KmbareacGcs existentes no porto.
Austracas......... \
Americanas.......... 3
Brasileiras...... ... 17
Belga........... 1
Dinamarquezas. ... \
l'rancezas ......... 2
Ilollande/a.........- 1
....... II
... i
....... 1
....... 'i
....... 4
....... 1
...... S
Inglezas
Napolitana.
Oldemhurgue/.a
Portuguczas .
Sardas .
Siciliana. .
Suecas .
Gazza ladra ,
executada por grande orchestra dirigida por
Mr. Eugne Fnelon.
Damas de corda.
M. 1. Passo do marinlieiro por Mr. Irn-
cois Ravel.
2. A gavota de Vcstris por Mmo. Mar-
tin Giavelly.
3. Scona guerreira pelo menino.
4. ISxcrcicios espantosos e variados por
<'.liarles Wintlier.
botris de agu'ardente de l'ran-
<:,.... ..r.. \ ditos ingle
Mr
cilios
talha.
B5S a T.'i) rs. wmnuc <*
ca queijos suissos Groyere
ios presuntos, repolhos emeonserva choux
croute de Sirassburgo e outros muilos geno-
ros por atacado, a retalho por preso cmodo.
i O senhor, que annunciou no Diario de se-
! guma luir 22 do correnlc querer urna mu-
llherja idosa querendo urna porluguea que
cbegou a ppuco maisde um inez da Ill.a-ter-
ccira podo procurar na loja de Antonio Fer-
ra da Costa Braga, ou fallarcom Jos Pe'reira
."i .Mr. L6on Giavellj terminar os eser- Teixeira na Ra nova ns. 26 e 28
de corda pelo
grande
salto da Im-
MIICDMA
Alfandcga.
4:5558950
h versos- e-
Hendimentododia 22..........
Descarrego fio je 23.
Patacho-hamburguczFortuna
eros.
BarcaVeneziapedras.
BrigueFannybacal lio.
BarcaThotnaz-Mellors -diversos gneros.
BrigueBratilian-Packetcarv&o.
Brigue-escuna americanollenriclla cha
familia, o bolaxinha.
Escuna Antejetijotos.
fovimenlo do Porto
VflEiQ entrada na da 21.
[famburgo; Si das galiota bamburgoeza
Fortuna
llora e Zcphiro ,
Dansa otn duas cordas parallelas,
67 por Mr. Charles Wintlier, e Mine. Martin
Giavelly.
.1 cachuxa.
Dansa hespanhola por .Mine. Lfcon Giavelly.
Intcrvallc- de l.'j minutos.
(rande ovcrlura.
imi.urgo ; :>i mas ganla iiainnurguu/a wrunue ovcuuia. ..... _
Fortuna de 114 toneladas, capitSo Matz O espectculo ser encerrado pelo baile pan- !u\o paru
Krag equipagem 9, carga carvaode podra, e toinimico intitulado leite.
i i > i I .. I ----- 1- A 7en
Roga-se a pessoa que acompanliou, na r-
mandade da Senhi ra Sania Auna a procis-
sao do Glorioio Santo Amaro de entregar a
competente opa ao respectivo sacrislao.
Fortunato la Silva Rabello Caneca propc-
se ensin.ir primeiras leltras, tanto omsua
casa como em casas particulares, o da lices
de msica aos ditos alumnos; quem quizer se
utilisarde seu prestimo, diri|a-se na ra de S.
Jos n. 'i0 : na msina s vende urna cabra
a de novo queda urna garrala do
mais gneros aconsigiiaco de N. O Bie-
bor & Compnnhia.
y arios sal i dos no mesmo dia.
Sabio para cruzar o brigue escuna de guerra
brasileiroZ^eoDo/dina,commandantoo capito
tenenle Antonio Jos da Paixo.
Porto; barca portugueza Tentadora capitao Griioticho, estalajadeiro
!.*.; ,.i;.. !..,*. .1.. f \I..,.I >* .,.<-%. nccner I m rnul. i >i\\ ,1 u1< l VI ll i\
Goiensky ,
ou
Os patinadores ( viajores sobre o gelo
' VVilna.
Penonagtns.
GodensU.....
Rmigdio Josde liveira : carga assucar.
Genova; polaca sarda Cu t liar i na capitao
Francisco Mossis: carga assucar.
Vados entrados no dia 22.
Rio-grando-do-sul ; 21 dias barca hrasilei-
ra Firmeza do 229 toneladas
Lovrinsky, soldado voltio.
Julio vidraceiro lilho
de l.ovrinsky......
I ni remita.........
Mine. Grivolicho ....
Bet/i
Actores.
MMrs. Francois Ravel
Len Giavelly.
Charles W'inter.
L 1 rin.
loscpb Marcetli.
Medamcs, Fnlon.
Martin (ave
\,
PHACV I)() RKCIFB. 20 DE JANE1K0 DE 1844.
Reiista mercantil.
CambiosAs transacoes Corito avultadas du-
rante a semana a 25 *> d. por 1,000
reta.
Assucar As entradas forao regulares c as
vendas a lOoO por (g) sobre o ferro ,
do branco ca 1,000 rs. do masca-
vado e embarricado de 2:400 a
2:000 rs. o branco c 1:650 rs. o
mascavado.
AlgodoAs entradas forao diminutas e o
proco nao tove alteraoao.
BiealhoCbegou um carregamentocom 2.;i00
barricas, que forao vendidas a 10:550
rs a dinheiro : existem no mercado
5000 barricas c as,vendas reta-
lho teem regulado por 400 barricas
por dia aos procos de 11,000a 11,500
reis.
CafVertdco-se de 2S00 a 3000 rs. a g.
Carne secca -- Cbegou um carregamento do
Porto-alegre de 0200 @ que deve
principiar a vonder-se hoju (22) e
provavelmente obter 4000 rs. por'
por nao baver outro no mercado.
Carvaode podra Yendco-se a 11,000 rs. a
tonelada.
Cbbysson dem a 1:940 rs. a libra.
Cobre"para caldercirodem a 640 rs. a li-
bra.
Dito para forrodem a 600 rs. a libra.
Fariaha de trigo Chegarao 780 barricas de
Fbiladelfia e tem-so vendido de
14,500 a 17:500 rs. a da America-
i- ..,-
Manteiga ingle/aVendoo-se de 420 a 40 rs.
a libra.
Milhodem a 3.200 rs. o nlqueire velho.
PuJvora ingle/adem a 280 rs a libra di-
reitos por conta do comprador
Itap de l.isl,0a-ldem de 22'0 a 2500 rs. a
Sal estrangiro-Idcm de 1000 a 1100 rs. o al-
quoire.
Velas de espermacetcNao lia.
contrario, o modo que Elias inspirvoaspa-
lavras do um gentil liomem tad poderoso como
o conde, tornou-o reservado e dicrepto, o por
isso tratoude nao di/.er, que era o conde a meS-
ma pessoa, cuja inesperada visita U\ra a causo
do tao enorme transtorno. Mentir era alem dis-
to um praser, que ello nunca perder, e o mys-
torio do que so envolvCra o nobro visitante, pa-
recia-IIio multo significativo para quo procu-
rasse descobrll-o por s-ntimonto de cariaade.
Sua vigilante malignidade vi i nisso a nova fon-
te de alguma prxima dcsinlelligencia, 8 som
(aer violencia ao impulso secreto do suu genio,
rospondeo eom fingida bonbomia:
_ Aii' nnuella peasoa... nn sni dlier-lufl,
Sr. Fabio, orio quo a Sra. Tlinresa foi ler com
ella ..Todava nao poderei alirmal-o... Vm.
ab, queeu nao dou milita attenfa ao que se
pass, eques mooccupdo que me dizres-
ncito Entretanto...
Nao o OU Va mais o artista. Em tres polos
havia vencido as oseadas, o achava-ae em pre-
senca do velho conde.
- O exterior do -onde d'Albl inspirava conlian-
caerespeito. A regularidadedesnai leivoes. a
umenidade do sea oltiar, urna pallidez que at-
capitSo
Narciso Jos de Santa Anna. equipagem 17, l.uz/.i ..,........... O menino.
carga carne-secca : a consignadlo de Gau- Passo russo por Mr. L. I nn e .Mine. Mar
dio AgOStinho de Barros. tin Giavelly.
Terra-nova; 32 dias, polaca sarda Silencio, Passo cmico por Mr. Francois Ravel, o o
capitao JoSo Baplista
do 207 toneladas
Peaggio equipagem 15 ,
fazendas : a consignarlo
Schramm &C.
carga lastro o
de l.e Bretn
Edita 1.
Miguel Archanjo Monteiro d .'/ndrade ca-
mlleiro da ordem de Christo e inspector d'al-
[iiilcyi de l'ernambueatporS. U.I., que
Dos guarde c.
Faco saber que no dia 24 do correte ao
meloda, na porta d'alandega seliSodo arre-
matar os seguintos genero: urna duzia de sus-
pensorios no valor de 10,000 rs; urna dusiu
d'espolhos no valor de 18.000 rs. o seis eslo-
jos para barba no valor de 24.000 rs.. impug-
nados pelo 1." escriturario Jonuino Jos ra-
yares no despacho por factura de Fortun Ory .
sob n. 2908 sendo a arrematacao sujoita
direitos o expediente. Alandega 22 de Ja-
neiro de 18 \\. .
Miguel Alchanjo Monteiro de .4ndrade.
menino.
O baile terminar pela grande scena de pa-
tinadores, no qual (odinsky dar urna imita-
cao do que I he acontecoo a primeira vez, que
quiz correr sobro o gelo.
Avisos martimos.
=. Para o Havre seguir no dia 20 de feve-
reiro a barca franco/a Cacimir-delarigne ca-
pito P. Burndoaguo ; quem nella quizer car-
regar ou ir de passagem, para o que tem ex-
cellentes commodoS : dirija-se aos seus consig-
natarios B. Lasserro &C,
= A barca franceza Camelia, tendo | urna
parte da carga prompla pertonde sabir para o
Havre no da 4 do fevereiro : para carga e
passagei ros falle-se com o capitao, ouaoscon-
sisnatarios Bolli & Cbavannes.
= Faz-sc scicnte que a sociedade commer-
cial exislindo nesta prava debaixo da firma Lch-
inanii & C'. linalisou-se desde O da 17 do
correte mez ficando dora em diante o socio
| At. l.ehmann cncarregado da liquidaciio da
dita sociedade.
No dia 19 do crrante perdeo-se urna
carteira verde usada contendo dentro 9,000
r<. em sodulas .urna de .">. cor verde e 4 de
1,000 rs. des-iea ra dos (Juarteis al--ao
largo do Palacete ( d'onde se suppe ter-se
perdido 1 : roga-se a quem n tiver acba'do o
quizer por obzcquio restituil-a, levo-a a ra
do Rozario larga ( outrora dos (Juarteis 1 loja
de meudczus n. 20 quo se gratificar com ge-
ncrosidade.
No primoiro andar do sobrado da es-
quina da ra das Cruzes apromptSo se ban-
dejas do bolinhoi, com todo o aceio e perfei-
c8o; fazem so podios, piodel bollo in-
gle/. letria d'ovos, somrfo arroz de leile ,
pastis -le nata 0 ludo com enfeites d'alli-
nins, doces seceos o de calda para embargue :
taml.em apromptfio-so comidas para l|ira ;
todo com aceio promptidao e commodo
proco.
Precisa-se alugar una casa que soja fresca
nos arre baldes dcsta cidade ; quem a tiver di-
rija-se a Praca-da-independencia loja n. 3.
__[Imo pessoa,chegada ltimamente da Ilha-
dc-S. -Miguel soofferece para qualqucr servido
em que o queiro empregar e principalmente
no de campo de que tem pratica ; quem pre-
Declaracoes.
CONSULADO DOS ESTADOS-UNIDOS.
Certifico em como o sr. B. II Devercux, ci-
dadao dos listados-nidos da America-io-nor-
te falleceo n'esta cidade no dia 21 do corre-
te. <;. T. Snoic, cnsul.
TBEATRU PUBLICO.
HOJE 23 DE JANEIRO
DE 1844.
HONA UEPRESEXTACAO
da
COMPANIIIA RAVEL.
O espectculo comecar as 8 horas em pon-
to pela overlura da
trahia a sympathia, os seus cabellos broncos,
culos anneiaforroavaO orna corda, que o lempo
Ihe puzera sobro a caboca, ludo contribua a
a... '. *> nhvsi.inoniia nao sei que prestigio (le
Braca, de 'benevolencia o do suporioridade la-
bio sentio inimeliatamenle a influencia dessa
presenca imperativa. O conde percebeo a per-
urbacao involuntaria, quo a sua vista t.nha -
saltado o mancebo; e apressando-sc a tranquil-
lisal-o:
_ Ouoira pordoar-mo, ll.edissc, a indiscrip-
ca nJocommoiti O laboratorio de umartts-
a nica escusa, que DON fazer va t v vo
.....-.. A* conhecer o Sr. tabio Sperola, tao jo
vM'taa modesto, eJ4ta estimado emuoron-
a '.do ser tambe, quo quando souber u meu
nomo...
_ Eu o sei Etm. Sr., acaba de dizer-mc
;r^;^,;r;;;oUn;Oiu.gavad,node
lal honra, e meu rcconlicc.menlo...
_Ne. hummo deve, intern.mpeo o velho.
A arle o urna realosa, e mu.to natural que o*
Leudes.
O corretor Oliveira lar Icitio no pn-
meiro andar da sua casa boje 23 do cor-
rente as 10 horas da manhaa do grande
sorlimentode fazendas de todas as qualidades ,
as serao vendidas por todo e qualquer proco ,
queso oflerecor; assimeomo se vender urna
porcaodos mais perleitos saoatos e botins in-
glezes de reconhocida grande duraco o prin-
cipalmente no lempo do invern, por seren
manufacturados de cabedal superior.
ss Jos Manoel Fiuza far leilo do casco, e
apparelliosda sua sumaca lom-sussesso na i'ra-
(o-do-coiiimercio no dia quinta-feira 2o do
correte pelas 10 horas da manhaa.
cisarqueira dirigir
Avisos diversos.
= Fernando de Lucca, na ra da Cadeia
n. 10, acabado receher um sertimento de vi-
nhos do Bordeaux em meias pipas a proco do
cortesas se antecipem saudar os preten-
. a ra da Trompe n. 7(t.
lloje polas \ horas da larde se ha do arre-
matar uns chaos alagados por detraz do sitio
que foi de Ignacio do Jesuz Bandeira ; quem
os pretender comporeca na ra do Queimado a
porta dosnr. Dr. juiz de direiro da 1.* varado
ivol.
= O abaixo assignado avisa ao respcitavcl
pblico, o principalmente o quem tem casas
abortas de negocio em retalho que nao so
responsabiliza por debito nlgum quo.pessoas
do sua casa faci em seu nomo sem bilhoto
do abaixo assignado ; e para que uinguem se
chame a ignorancia faz o presente : SO sim seus
caixeiros cousas tendentes ao seu negocio.
Jos de S e Sotua.
ssQucm precisar do um serrador dirija-
so n nrar.inha lo I vrnmento n. 42, 2 andar.
i
ou annuncie.
Muga-so um molcque que sabe comprar o
cosinhar o diario de una casa : no pateo do
Carmo venda n. 1.
Precisa-se alugar urna casa terrea em
qualquer ra exceptuando-so beccos e quo
seu alugOcl nao excedade 8 a IOS rs. mensaes ,
dando-sc fiador a contento : quem a tiver ,
annuncie.
!*
guiado os passos na carreira quo me tem alar-
denles, cujos direitos a essa corda devem um dia gado o (acuitado o caminbo o orevalecer. Se o Sr. ainda nao est sentado so- com que matar a fome Uoje, se nao sou com-
breesse throno de intelligoncia e de talento. |plotamentc felice porque P^^^^r
quo oceupara successivamento os Perugins, os no urna ventura mpossl.......tenn W
Rapbacis. e Leonardos do Vinci, est nos de- lonto.noroecega tanto o orgulho, que menio
graos por onde elle so si.be. e por isso que dcixo ver, que ello recompensado mu.to u-
aaui me aoresentei, sem me annunciar, sen. lera do seu valor. Nao ha um so quadro meu
(larminha visita a importancia o sole.unida- que nao a. be generoso e-mprador;; o musi do
do que ella dovia tor. porque minha intenca llorenca concedeo-me ultimamcdtc urna (lis-
era simplesmente dizor-lho: Tem o Sr. ne.es- tineco, que eumal esperava. Bm uma^paia-
sidadede um apoio as suas peniveis Iotas, sir- > vra a fortuna me tem tao Belmente servido
va-se do ii.iin; quorum amigo, eis a minha oestes dous annos, que tenl.o d.cgado a per-
Jaj guntar-mc, so na verdade eslava no meu des-
Senhor conde, rospondeo Fabio pene- ; tino essa ventura ou se algn, protector des-
trado de reconheciinento. accoito o seu ene- :coi.hecido... um desses homens raros, que
roso flerecimento... 0 todava OOSaroi dizer- gostao de lazer bem sem que uiuguem o mi-
Ih'o?... TalYOl esta tao preciosa proteccao me ba... leve o snr. rasao de BUppOr isso aia-
seja intil... lia alguns annos que BStender- se promptamente o conde ; esse Prolec'Je*""
me a mao fra dar-mo a vida, porque eu sof- te... vela sempre sobre o sor ------
Iria no corpo o n'alma e a miseria havia gela- parte... a-. p
lado ao mesmo teu.po a inspiracSo do artista, e Oh oxplique-se \ l.xe. eSClamou a-
ocoracaodo orpliao. Mas de um anuo para ca t.io quo pareca despertar do um sonno t a
sobretodo, ewellentissimo snr., tudo tem mu- cuja indifferenca havia succedido a mais viva
dado como por encanto, lina mo invisivel se curiosidaJe.
estendeo sobre minha caboca mao que me tem l tontuuun -se-na.j


= Precisa-se alugar urna escrava para o ser-
vico de urna casa de pouca familia (ue saiba
comprar co/nhar, ensaboar, dando-sc o sus-
tento e a paga conforme o ajuste; na Sol
dade indo pela Trompe lado esquerdo casa
nova n. 42.
Na nadara o paslelaria franceza do At-
terro-d-i-Boa-vsto, n. 50 acaba-se do recober
un lindo sorti ment de pastilhas sortidas, e
do ortolaa-p menta confeitos em caixinhas de
diversas formas o tamaitos mui proprias pa-
ra se fazer mimos, tanto pela bella qualidade
dos confeitos, como a elegancia das caixas, bo-
cetas dev drocom pastilhas sortidas, recommon-
daveis pelo seu delicioso sabor, biscoutos linosde
Kheims o outros para Champante frascos
da excellente, e bem conhdda agua de flor de
laranja um grande sortimento de licores, e
principalmente do superior marrosquino dizara,
agurdente de Franca da melbor, excellente
e genuino vinbo de Bordeaux em garrafas, e
quartolas; igualmente contina a haver sempre
pelo mais mdico proco e com toda a porfei-
(80 bolos pastis tortas e todas as diversas
qualidades de doces para chas e bailes; o
lambem seapromptao ricas bandejas para ba-
il ueto de todo o genero.
Quem precisar de urna criada Portugue
za para todo o snico de urna casa de ho-
mein sollciro ou cazado annuncie.
Precisa-se de urna ama de le te lorra, ou
captiva quequeira ir para a villa do Rio-for-
mozo acabar de arnamentar um menino, que
|a tem idade de selle me/es promette-se boa
paga, a>sim como com moda cpnducSo, tan-
to para ida como para volla ; quem estiver
nestas circunstancias, annuncie.
Permuta-se urna casa terrea na ra do
Aragiio por oulra as seguintcs ras ; paleo
do Carmo at ao principio da ra de Hortas ;
quem este nogocio quizer fazer, annuncie.
= Aluga-se o segundo andar da casa da
ra do Encantamento confronte ao hoco .
qU'M-ae para a ra do Vgario ; a tratar na ra
da Cadeia-velha loja n. 62.
No bairro de S. Antonio do Recife in-
do do beco do Hospital do Paraso a entrar na
de S.-Bom-Jesus-das-crioulas na casinba n.
2 mora um pobre homem cazado tem mu-
Iber e cinco lbos todos pequeninos est
4
Portuguez retira-sc para fra da provincia a
tratar de sua sade.
Jos Luz Pereira pretende embarcar pa-
ra o liio-de-janeiro assuascscrflvas Juliana, e
Tbore/a, crioulas, oChristina, do Angola.
= Arrenda-seo sitio denominado Jacar,
com mais de 300 pos de larangeiras o outras
muitas Yiiieins e pasto puru 8 vaccas ; no
Mundo-novo n. 17.
= CJuom quizor dar 1:000,000 rs. a pre-
mie de um c meio por ccnto ao mez sobre hy-
polliiica cn um predio que vale G contos de
res dirija-so a na do Caldeirciro n. 90.
=: Joaquim Pinlieiro Jacome mudou a sua
residencia para a ra do \ gario n. 13.
Na Rua-imperial do Atterro-dos-Aflo-
gados, casa n. 165 precisa-se alugar duas
negrinhas, ou moloques para vendcrem u-
zeitfl tarde, pagando-se o que frdedireito:
quem asliyer, dirija-se a mencionada casa,
ou annuncie; assim como urna negra para
vender bolos do baca as tardes.
OITerece-se urna muiher para ama do ca-
sa de homem solteiro, ou casado do pouca fa-
milia para todo o servico do urna casa : quem
a pretender, dirija-se ra do CJueimado ,
loja de mcudezas n. 24.
;* *,il*i*W4
rora a casa de Angelo Francisco Carneiro para ^ ende-se um moleque de 16 onnos; na
tratar do ajuste. | ra do Livramcnto n. 10, loja do sazendas'
-- Furtrao duas cadeiras de Jacaranda e' = Vende-so nnra.41r.e1a de 25 annos, sadia
julga-se ser um prelo que andou carregando da sem vicios, coznba lava, e'engomma; pran-
rua de Santo Amaro para a Rua-direita ; a dies de louro e amarollo sola, bezerros
quem forem offerecidas ou dallas souher, sir- e couros do cabra; rra ra da Cruz n. 51.
va-so dar narte na ra do Crespo na loja n. j Vende-so urna porcao do arroz branco o
14 que ser recompensado. | vermoiho por proco commodo ; na ra do
= Aluga-sc o primeiro esogundo andares da Livramento n. 14.
grande casa da ruado Apollo n. 20 com mui-; = Vendom-so pannos, e merinos protos
tos e bons com modos para duas grandes fami- finos, e do todas as qualidades, los pretos mui
lias sao frescas o tem muito boa vista : a : finos briol do cores o brancos para caifas, ca-
tratar no terceiro andar da inesma casa com sinctas o casimiras, tudo por muito conmo-
I.,', \ .1.11:1.. : I W.....<,%!.. .1... 1 1.1- .-___-____ I (V I I -.
Jos Antonio de Sousa Alachado.
Compras
ceg e doenle do paito toce do da e de
noute que faz lastima : snrs. Redactores tc-
nho a bondade de dar um antinho a este an-
nuocioDoseu Diario, puis esto (as-ce digno
decompaixao, epodo sor que baja quem f be
faca ulgumacaridade, visto que ainda nao ha
urna sociedade que se dirija a socorrer a in-
digencia de um que Ihe nao pode fazer o bem
que elle precisa.
Quem precisar de um rapaz Portuguez ,
dolannos, que tem pratica de venda, ou
oulra qualquer oceupaco; va a Rua-bella, so-
brado novo prximo a mar.
snr. J. C. S. queira ir pagar o alu-
guel das casas na ra dos Copiares alias se de-
clarara o seu nomo por estenyo por esta lolha.
Quem preciar de 40j rs. a premio com
bypotbeca ou firmas enlenda-se com o pa-
ilr> Rnpall..n ~.. D^ .,;..,.,
WMvwiUWW 1 111 W'ir iijvOi
No da 20 do correte perdeo-se urna
espora de prata de Curenle desdo a ra dos
Pires at a ra do Mondego isto as 6 horas da
tardo ; quem a achou quorendo restituil-a ,
leve a Praca-da-Boa-vista n. 32. que se Ihe
dar o adiado.
=Aluga-se urna'casa terrea repartida a mo-
derna, com commodos para urna grande fa-
1 milia e com um grande quintal na ra da
Solidado ; ouradita na ra atraz da matriz da
Roa-vista; e um armazcm na ra da Praia;
trata-sena ruada Aurora n. 58.
Quem annunciou precisar de 400S rs. a
premio de um e meio por cont ao mez so-
bre bypotbeca em urna casa terrea dirija-se a
ra do Rozario da Roa-vista, entrando para a
praca da S. Cruz 11. 53, segundo andar.
Precisa-se do um menino Portuguez,
destes thegados de prximo, de 14 a 18 annos,
para caixeiro de urna venda ; as Cinco-pon-
tas n. 61.
Alug&O so 3 casas em I'ra-de portas,
duas do lado da mar grande o urna do lado
da ra ; a fallar corn Manoel da Silva Noves ,
no novillo bairro.
= A general meeling o (be proprietors of
tbe Pernambuco British Library %\!l be bcld
on Wednesdav tbe 31 sl inst in tbe l.ibrarv
Roomat2 O'clockP. M.
= Ti rao-se folbas corridas e passa portes
para ucijio c i"ia uo imperio com muiia bre-
vidado e proco muito commodo ; na ra do
Rangel n. M.
Quer-se alugar urna casa terrea com um
soto ou um sobrado de um andar, que te-
mido quintal, e cacimba em qualquer ra ,
que 11,10 veja mui distante da matriz do bairro
de S Antonio; quem ti ver, dirija-se a ra
ij;i Praia n. 39
ram
LOTERA do thbatro.
As roelas da 2.a parte da 15.
lotera teem o seu infallivel
andamento no dia 30 do cor-
rente mez fiquem ou nao
billietes por vender, e os
restantes acho-se as lojas
ja annunchdas.
= Pede-se ao snr. J. F. D. que quei-
ra ler a bondade de mandar pagar a quantia de
32,540 rs. do efleitos que comprou na loja de
Joiio Mara Ponchet, desde o anno de 1834 ;
nao ignora a quem deve pagar por j so te,
do muitas vezes cobrar.
= Furlaraoda loja do abaixo assignado na
Praca-da-independencia, no dia 19 do corren-
to pe'as 3 horas da tarde um relogio horison-
tal sa bono te de caixa de ouro com lavores
na forma de S, sem vidro e est bastante
sujo tendo duas voltas de cabello no registo ,
pelo que se adianta e por isso tinha sido en-
tregue no mesmo dia para concertar ao abaixo
a-signado: roga poisa todos os senhorcsrelojo-
eiros,,e ii pessoas a quem for offerecido o dito
lorego deoapprehenderem, ou donunciarern
ao abaixo assignado que gratificar e guar-
dar segredo. Jo&o Antonio de Saboya.
Alugao-sc o segundo, e terceiro andares
da casa da ra da Praia, com muito bons com-
modos para grande familia por preco com-
modo ; os pretendentes dirijao-se a ra da
Cadeia-velha loja do fallecido Antonio Annes
n. C0.
= Alaria Barbara Constanca embarca para
o Rio-grando-do-sul o seu escravo Domingos,
do nacao Nagou.
O agrimensor, abaixo assignado, oferece
os seus servicos s pessoas que tiverem propie-
dades demarcar, e alianca a mais escrupulo-
sa exactidao e o maior zelo no desompenho da
sua arlo ; devendo todos os que do seu presti-
rnn mir/i-rom ntilicir A'xrintrnm-c-n i ,,^r ...,.,..
ao mesmo abaixo assignado na Rua-drcita ,
solirado n. 121.
Joaquim da Fonseca Soa'res de Figueiredo.
Precisa-se alugar um sobrado do um
andar com soto quintal o cacimba ou
dous andares com as mesmas circunstancias,
em qualquer das mas do bairro de S. Antonio;
quem tiver annuncie.
ss Precisa-se alugar urna casa boa com
bstanles commodos muito perto da praca,
no Hospicio Mondego ou qualquer lugar
na mesma distancia mesmo em algumas par-
les da Boa-vista ; na ra da Cruz n. 10.
= Antonio Pereira de Faria retira-se para
[th imperio 2 tr*fnrdi> sn-i sude.
= Aluga-se o segundo e terceiro andares do
sobrado de tres andares da ra da I .apa ; quem
pertender dirija-se a ra da Mo da, armazem
de assucar n. 15.
= Precisa-se de 1:000,000 rs. a premio, com
bypotbeca em urna parte de um sobrado de dous
andares polo lempo que so convencionar: na
ra do Livramento n. 13.
= Desappareceo do quartel do corpo de poli-
ca um flautim de f com quatro chaves do
prata e guarnecimento do mesmo metal; a
pessoa a quem for oflcrccido para comprar o
poder levar ao commandanle geral ou ao
respectivo major que ser generosamente
gratificada
= l'recisa-se de urna muiher branca ou de
cor que saiba coser desembarazadamente ,
para arremendar roupa de pretos ; quem estiver
nestas < iredmstancias e Ihe convcr, tendoquem
= Comprao-sc eITcctivarnente para fra da
provincia mulatas, negras, e moleques do 12
a 20 annos, pago-so bem ; na Rua-nova ,
loja de ferragens 16.
Compra-se a historia de mil e urna noute,
estando ern hom estado; quem tiver annuncie.
= Compra-se o Elucidario das palavras ,
termos. e bazos por Fr. Joaquim de S. Ho-
za de Victorvo em 2 v. em folio ou mesmo
encadernado em um 10 vol. paga-se bom
estando em bom estado ; na ra das Trinche-
ras n. 1 \.
Vendas.
Borges Pilente!, subdito abone i sua conduela, dirja-se a ra d'Au-
== ^ ende-se um adereco de brlliantes da pr-
meira agua obra do gosto sublimado ; assim
corno outras muitas obras de brilhantes, e cin-
co mil oitavas de prata fina do toque de le :
no Atterro-da-Boa-vista loja de Joaquim de
Oliveira c Sousa.
\ onde-se excellente cal branca a relalho a
cinco patacas e meia no lugar do Pocinho-da-
panela e as casas novas que so esto fazendo;
quem precisar dirija-se aos ditos lugares, a
qualquer hora do dia.
= O deposito de gelo acha-so na ra da
Senzalla-velha junto ao Recco-largo n. 110,
aonde contina a vender-se pelo mesmo preco
de 2560 rs. a arroba e a libra a 100 rs.
Vende-so o guarda-livro moderno, em 3
volumes em bon%esta'do ; na ra estreta do
Rozario botica de Joao Pereira da Silvera.
= Vendem-se chapeos francezes thegados
pelo ultimo navio de Franca da melbor qua-
lidade e formas modernas : na ra do Quei-
mado, n. 11 loja de A. L. G. Vianna.
Vendem-se mantas de seda do muito bom
gosto para sen hora pelo preco de 10,000 rs.
cada urna chales de soda de muito bom gosto,
por preco commodo assim como outras mu-
tas diversidades de azendas proprias para a pra-
ca ; na ra do Livramento loja n. 18.
- Vende-so um negra do nacao Angola ,
de 24 annos de bonita figura engomma ,
cose coznba o lava ; urna dita de 26 an-
nos cozinha e lava ; urna croula de 16 an-
nos cozinha e lava ; na ra das Cruzes n.
41, segundo andar.
- Vende-so um moicquede 12 annos, com
principios de cozinha ou troca-se por urna
preta que tenha os mesmos principios ; na
ra do Mondego n. 31.
- O profossor o mostr de msica do bata-
llilm ,li> -iri:ii.' i>Iai.!a Vfi,>.lu /->i.-.
tern para ven ler oxcellentes muzcas para forte
piano operas modernas para tocar s arias,
duelos, sinfonas concertos para raboca dos
mais celebres mestres, duostrios, juartettos,
temas com variacoes ; e tambem se vende um
piano em figura de urna banquinha que tem
do estencao 3 oitavas e meia ja usado mas
bom para aprender urna menina de 8 para 10
annos ; e urna rabeca fina propria para um
menino de 10 a 12 annos ; quem quizer al-
gum destes objectos, dirija-se a ra do Sevo ao
peda igreja dos Inglezes, casas novas de Fran-
cisco Antonio de Oliveira.
Vende-so urna parda do 16 a 18 annos,
nui bem parecida, e com principies de h
lidades ; eum negro de 18 a 20 annos, ro-
busto proprio para todo o servico e de bo-
nita figura, ambos de boa conducta, pois fo-
ro recebidos cm pagamento ; na ra do Quei-
iiiailo em casa de Antonio da Silva Gusrno.
= Yende-se um cavallo possanlc sem de-
fe I to e acostumado a andar em carro ; na tua
do Sebo n. 26.
= Vendo-se urna venda na ra de Hortas ,
que faz esquina para o beco de S. Pedro : a
tratar na mesma.
\ onde-sc urna escrava croula do 18 an-
nos engomma cozinha bem o faz doces ;
na Rua-nova n. 50 terceiro andar.
Vendem-se 3 escravas mocas de boas
figuras, engommao ecnzinblo; urna dild
muito boa vondedeira na ra ; 3 pardas boas
engommadeiras costurciras c co/inhoinis ;
2 pretos ptimos para todo o servico; na ra
de Aguas-verdes n '
do preco ; na ra do CMieimado n. 25 loja
de GuilhermeSette.
Vcndom-sc relogos patentes inglezes. de
ouro e prata ditos Irance/os com 10 dia-
mantes ditos horisontaes com 4 diamantes ,
ditos de parodo por preco commodo; na lo-
ja de relojoeiro junto ao arco de S. Antonio.
Vende-se por preco commodo urna ca-
noa acabi'da do estaleiro pega em 600 lijlos
de alvcna.ria muilo estanque ; na Rua-nova
n. 67.
Vena'e se um pardo do 16 annos, com
bonita figura'; na ra da Cadeia-velha, lo-
ja n. 62.
= Vcnde-s e sal de Lisboa em porcoes do
alqucirc para cima pela medida de bordo
no armazem da ua da Mocda n. 9 e na ru
da Praia nos fui idos do armazem de tabees ,
mais barato, que en > outra qualquer parle.
Vende-se urna canoa aberta que carre-
ga 1400 lijlos de alv enaria muito forte e
por proco commodo ,, qual se ada alugada
por 14,1 rs. mensaes ; m. ra de Apollo n. 32
Vendom-se duas espingardas inglezas ,
leva halla de garnadeira t ao de fu/il, e pro-
pas para vagom ; o um aL'dres grande para
deposito do azeite ou outra qualquer cousa ;
na ra de Apollo n. 32.
== Na Rua-nova n. 29 loja de Diogo Jos
da Costa, ha um grande, o con'pleto sorti-
mento do azendas inglozas, e fran, czas, que
so vendem pelo mais barato que se podo ven-
der como sao ; chales e mantas de sol'a. len-
cos de setirn lavrados para grvalas, dii'os de
seda preta ditos escocezes do ultimo go.^o,
sarja do seda preta larga e estreita dita laa preta duraque panno fino de todas ar
cures setins lavrados para colletes casacas
o calcas de panno preto, mu bem feitas me-
rino preto muito bom e ordinario entestado
sapatos de marroquim de todas as cores ditos
de couro de lustro para senhora borz'eguins
gaspeados de couro de lustro para homem, e se-
nhora moias de seda preta para ditos, luvas
de seda curtas e compridas para senhora di-
las de algodo seda do todas as qualidades
para vestidos cortes de lanzinha de muito
bom gosto damascos de todas as cores, carn-
braias lisas e adamascadas bros trancados
brancos de lis tras, laes do quadros para calcas,
chapeos do Chile marroquins suspensorios
deburracha, chapeos de castor branco, pupel
de peso bretanhas do linho com 6 varas, ditas
muito finas, rscados para calcas, muito for-
tes para o servico ganga encarnada panno
uu """ ,le Aemanba, chitas decobertas mui
finas, ditas do diflerentes qualidades. perfu-
maras de todas as qualidades, os vomitorios
e purgantes do Le Roy chegados ltimamente
de tranca eopodeldoc.
----- __ w... ,tliuiu n Ml(U manga.
berra na estrada de Rellem com 200 pal-
mos de frenlo, c mil e tantos do fundo, com
bons arvoredos de frulo bem carregados ; assim
comovende-se ou aluga-se urna casa na en-
cruzlhada de Bellem com armaoao e todos
os utencrlios de venda ; na venda da esquina
da ra do Arago, que volla para S. Cruz n. 43
= ^endem-se42linhas depod'arco, sa-
pocaia e imberiba do 46 a 68 palmos de
compndo ; na ra doQueimado n 44.
Vendem-se meios bilhetes da loten'a do
thealro ; na ra da Cadeia-velha loja nova de
calcado n. 35.
Kscravos fgidos
= No da 17 do corrente desappareceo urna
ncgrmba crioula do 14 annos um pouco
fula rosto largo banca o grossa andava
vendendo na ra: ha toda a certeza que nao
UgiO e sim foi dosencaminhada ; tern
mar que mora na ra atraz do S. Jos do no -
mo Joaquina, levou vestido de chita rouxa o
panno da Costa chama-so Mara da Conco-
yaw quem a pegar, iove ao sitio Cajueiro, uuo
ser gratificado.
No dia 14do corrente fugoa preta Lau-
naoa croula baixa meia fula, um p en-
chado, com urna bebda ern um olliul, tom urna
orelba rasgada do 40annos : quem a pegar ,
leve a ra do Lobato atraz da ra de S.' The-
ro/a que sera recompensado.
Rbcipi paTyp, d' m i di f'f,


Full Text
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