Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04560


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Full Text
Auno de IM>5.
Sabbaclo 20
0 l)iiiloi>oWa- udoioi ,1 nsquo ..... (., S,M, v|,. ,, ,
""' ''" il.an.adin Osannuncioida
iT\u na (1

signatura
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de Janeiro
Auno XX. IV. VI.
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P.Vli l ll).\ DOS COIlll IOS |.ii;i;| STIll -.
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28 i..... t.dadcd. \, lona, quimas feiri,. Olindt lud, -'"^^ oWaffi V
I'IAS |)\ SI.MAN \. ^V^&^-^'":'.'/:';
i s,,. s. a.... \.i..i.i ,i, ii. d, .,. '%^S^. -v ,-:.
i l'ere Marcellu. Kcl, :ul dude D.da 3 i ^\ ^"': Vi f '~X>

l!
1
i I'.i i
.
II
15 Seg. -
iO Tarea -. Marcellu. Kcl, :ul dude D.da 3 \.
17 Quarta 9. Vni m. \u i il.) ,1 r!c I). da 3. \
jf-, Quinta s. IVUca, Aud. doJ. de l> i i Setti s Canuio Aud do .1 d P. ca 2 \.
.-_. i Sal, s. Sebasli.iu Re. aud do J, de I), .la 1. v.
_.| Doin. Iffiu'i *. i'atrocolo,



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INiucir.i
|S mi ii
inanli'ia
r.l,

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INTEBiOB.
MINAS GERAES.
FALLA DIRIGIDA v ASSBMBUA LEGISLATIVA
PROVINCIAL
pelo presidente da provincia
FRANCISCO. JOS DE SOSA SOARES HVMU'.i.V.
(Continuado do n." antecedente.)
Que os soldados quotiverem oblidu baixa
doscorposdo exercito e poderem mostrar por
sufi escusas, que nunca torio castigados corpo
ramenlo, em passario por conselbos de guer-
ra nem tiverio oscrcocs ou au/cncias so-
jao acceitos do mesmo modo.
-Que aquellos que entro o servido dos cornos
provinciacs pagos, o oorpos de 1.a linha pode-
rem contar igualmente oilo anuos de servia ,
sein nota, sejao igualmente acceitos.
Oue os actualmente engajados que nao ac-
iceitarcm a nova praca com sold simples,
pelo tempo que Ibes restar para os oito anuos,
sejao despedidos, c fiquem sujeitos ao recru-
lamento
Que aos que actualmente tecm praca dentro
do tempo marcado por que se engajario, se
cootinuem os seus vcncimenlos, como at a-
gora.
E finalmente que se recrute para completar
o corpo sendo os recrutados obrigados ao ser-
vico por oito anuos. c sujeitos s mesoias les
que ten, ou ther o exercito.
A despesa mensal do corpo no scu estado
actual, do 6:605,599, e no estado com-
pleto de 7:157,599 res por mez eporanno
85:891,188 reis. A sua frca electiva 6 de
338 pracas devendo ser de HO : l'allao-llie
por tanto 102.
Ha anda neste corpo e, nos outrosda mes-
ma natures i un uso contrario em gcral dis-
ciplina e prejudicial eos individuos com
quem o dito caso so implica ; eode se conce-
derem postos ficticios aos olficiaos destos corpos,
ouelles sojo officiacs reformados oueflecti-
vosda 1.* linha ou sejao mesmos paizanos,
do modo que o commandanto actual do corpo ,
que capilio reformado, cbaina-se tenente-
coronel e appareco em publico como se os-
so e o mesmo acontece nos outros postos ; e
todo este apparato se torna irri/.orio se un
desloa em pregados despedido do scrvi?o da
ytl/l inCi.
Por esto modo em na.la se comprometi a
dignidade do oflicial quo podo ser do qual-
quer posto do excrcito sem detrimento de sua
qualidade no corpo policial; o os ompregados
no corpo policial nao se contundirn com os
officiae do exercito ou guarda nacional. As-
sim como a guarda nacional tem distinccoes
diversas tas do exercito, assim as pode ter lani-
bem o corpo policial quanto aos distincli-
IOS.
Os pelotees e mesmo as esquadras ficSo
proprias para os destacamentos : niomepare-
cendo admissiveis destacamentos que nao
cxredo a \2 ou I ti pracas pelo menos.
Ocorpo policial nao tem quartel ; o seria
muitoconveniente cscolber lora desta capital
um sitio, em que se podse nao 60 construir
o quartel general do corpo com todas as suas
dependencias, mas ter campos para pasto dos
cavados o bestas muars, de que precisa que
muito uitil 6 estejaO seinprc vista docom-
mandante e inais em pregados do corpo po
licial. Dentro dista capital ser sufficiente um
pequeo quartel para um destaca melo de in-
fantaria c um piquete decavallaria. Sebou-
ver lugar a/ado estes lins que nao exceda
urna legoa de distancia sera muito ventajoso;
e sendo esta proposta accoita, deve islosera-
companhado de um crdito de dez ou doxe cori-
tos de res para o primoiro desenvolvimento e
nasegointo sessio se pediro os meios para le-
var a emproza ao scu complemento com mais
conbccimooto de causa.
(juarda nacional
Os antgOScorpos de milicias ou la 2.* li-
nha crio na rea I dado urna frca,com que a na- car algumas cousas,
ci podia contar em todos os casos e com que) A provincia toda p
nal em todo o imperio < rom i na Id sei deste
projeeto nao posso prop >r com i desojo .
medidas que sejao do accor lo com essa prop is
ta ; mas poderei propr, o que mo parecer
mais natural.
Comecando do principio entendo quo as
componbias devem ser. formadas ile modo que
as suas reiinioes nao sejao muito incommo I is
aos guardas ; e como i:n- districtos sao mais
povoados que outros, convem esl ibelecer a f'">r
cadas companliias entre limites lixos domo
do que anda que as disl inci is sejao grandes.
nunca se iormein companlii is de men ir nume-
ro de pracas e anda que a populaeao estoja
muito unida nunca ellas tenbao m lis de nina
dada forca : por xemplo.
Nenhuma companliia deve ter menor nume-
ro de pravas que o do 50 alem dos olficiaes do
companhia e nunca deve ter mais de 1 iU e
logo quochegue a I-VI pracas, compreliendi
dos "~ oflciacs interiores ser dividida em
duas.
Nenhm batalbio lera menos do qualro com -
panlu'as nem mais do oilo sendo os nme-
ros (i ou S como j i de lei.
Os batalhoes de mais do 'i companbias nao
devem obrigar os seus guardas mais de V le-
guas de caminho para chegarom aos jugares da
parada; os do 4 companbias lico sujeitos as
distancias que exigir a sua organisacao Ca-
da tres batalhoes em exerdendo a mil pra as .
poder formar urna legiio se as circuns-
tancias o oxigircm
levadas
podero as icgioes ser n-
coes relativas lorgai isaco do mappa topogra-
phico da provincia \\ ir succintamvnto
conta a V. Kxc. dos princip es resultados da mi*
liba explora) ao.
J em diversas circumstaniias tenho tido a
honra dc-expili \. Evc., qual fi o systema ,
quo, no esl i lo ii lual 'i is cous i- me p ireco
mais convonienti'para so o nis r um mappa
topographico d esta provincia nao liirei, com
disoluta ex lid io, mas com urna perleico su(-
li.iente para i" los os usos praticos que de tal
oliru pcidem resultar, o qual consiste em se de-
lermiii u directamoiilo por olisorvi oes astro-
nmicas, a longitude c latitu e d pontos
principaes; oque, nuda utilidjdo inmedia-
ta que dVssas^olworvacoos resulta, faz com
quo esses pontos sirvao de signaos para so deli-
nearen! cm redor dedos asmis notaveis cir<
ciimstancias topogrnpliicas, que o mappa devo
contor. Este sjstoma quo exigira um ou-
ni ii i i unsidoi ivel d hserva cs para conduzii
i mais completa exactidao quo so possa al-
ar i'in taes trabadlos tem a muito saliente
vantagem des nao rom propagando do um
ponto ao.oo tro os orros das o ose r vacuos I citas ;
o quo muito apreciavel para o mappa do um
territorio tao cstoiiso como o d esta provin-
cia o que conten tao poneos pontos de quo
soja actualmente til determina! se a exacta si-
tuaeo Km consoquencia as minhas obser-
va ;oes foro dirigidas no sentido, que ac lio do
lombrar sem que doixasso todava do empro-
gar os meios do que me pude servir na minba
quatro batalhoes. Estas disposicoos rpida exploracao para ligar entre si os pon-
tos das ohservacoes astronmicas, delineando ao
mesmo tempo as^circumstancias topograpbicas,
mais ola veis, i (a regiao.quc viagci;e d'cste mo-
que tenho procurado determinar a situa-
cstio dadas por lei e nao taco mais que expli-
,i|e ser dividida em tan-
apenas nzi a despeza do alguns officiacs do es- tus com mandos superiores, quantas sao as do, que
lado mair. Provincias bouve em que os grandes divises formadas polos ros, ou os ci geoj{
corpos d 2." linha estavio lio disciplinados commandos superiores coinpreiienderem um
como um excrcit i em campanha.e se em 011 tras ou dnus municipios, ou comarcas conforme
disciplina, o a ordem destes corpos niu ti- a sua populaeao ou conforme con vier.
nh i chegado osla perfoicaq nao era isto im- Regulamentos formados em consequencia do
possivcl, e mesmo devo dizel-o.no era noces- urna autorisaoio o com mais lempo p dom
serio. Poucasdisposicoesregularmentares mais, determinar molbor o numero dos commandos
que o tempo iria indicando crio bstanlos superiores; e nio duvidarei pedir ao governo
para lazerem dos corpos da 2." linha umexer- goral a arprovacio destas medidas quando
rilo re.neitavol aos do fura o sustentador da
ordi m no interior.
0 systema representativo pareca exigir um
sustentculo das instituicoes liberaos, bem como
o exercito era o sustentculo do poder execo-
,.,ili..> pAr3o-8fl Imsrnr c\i'iiinliK < lor.i -
:i:e nlgnr siillieiontemeiile habilitado.
Aeleicio de odiciaes ainda um embaraco
rapliica de quatro caberas do comarca,
u dos seis lunares povoados mais importantes ,
que, alm d'ellas, alravcssei, o que tenho le-
vantado mais do dusentos o vinte e quatro mil
lirai as mi cont o do/e leguas das estradas ,
que as iinem entre si, explorando,em urna gran-
de oslensao do sou curso os quptro principaes
rios da provincia quo vcem directamente de-
saguar no mar e os seus mais poderosos al-
l non les.
O meu ponto dodireceio fui o Brejo-da-
a Loa ordem, c disciplina da guarda naci- jfad re-de-Dos, para onde sub pelo Po-dV
nal.
o governo gcral nomeia os commandantes
superiores o seus ajudantes di' ordens.
O .presidente da provincia nomeia OS cheles
Se o corpo policial tem de ser regulado como e para se poder tor urna numerosa guanta na- ^ ^ m eommanJanses Je batalbio o
Uincorpo de 1. linha dd provincia, o nao do cional extmguirao-se os corposda 2,' linha nii.|^. ,.,,,, m,lir.
exercito cnlio a sua organisacio deu- ser a derio-se guarda nacional instituic_oes inoxe- ( u u Jas compan|,a!i nomciio ainda os
mema que a do excrcito e os postos dos seus quiveis; e niosc secom a intencao (iccon. o,u> H... |(,s Desta altnbuicio teem resulta-
officiaes devem ser dados do mesmo modo e
regulados por accossos successivos como os
"litros ; mas se nao for Militada conveniente
servar bem o equilibrio dos poderes destruio- ^ v..'[j
se tambom 0 exercito. A guarda nacional tem -
se tornado o llagedlo das classe laboriosas ; as
do escndalos, que sao bem pblicos: Icm-
se insultado com eloicoes por menoscabo a pe- Jo molestia do engenhoiro Milel ,
i lio Limociro o a Ribeira-do-Capibaribc ,
apartando nio algumn COUSa da estrada direta
da banda do norte para ir determinar a pn-
voacio de Taquaratinga o ao mesmo tempo
alguns ponto-, do limite desta provincia cun a
da Parabiba que passa duas leguas e rucia
da i itada p ivoacio. I cncionava (bogar mui-
to adianto do Orejo porm a difficuldado das
viagens pelo serlao nesta estocao o o estado
murus ; mas se nao iui in" -" "- ..... i. a., .
os.a mudenca entio niotenha forma alguma suas ,nst..,,coas vio cammbando por tola
ou denomoaci6 que se assemelbe aos corpos do parle por .nadun.S8.vcs na pratica e o Brasil
exercito. Soja por xemplo. V^la'movincia esta ella carecida de grandes
l ni corpo polica
Composto do soecdos de intentara.
De seccoes de cavallaria.
Divididas as seca des em pololoes.
Os pelotdes cm esquadras OU palrulhas.
A Ion. a destas divisos do corpo deve ser ro- ;
guiada segundo os seus fins de modo que te-
lilla pelo menos urnolficial inferior com titulo
particular para commandar cada pelotio 0 0U-
Iro inferior elle para commandar cada palm-
illa. s
Os olficiaes podem tor asdcnominacoosso-
guintes: .
Commandanto do corpo policial.
Fiscal do corpo.
Aldante do liscai.
Commissario.
Cirurgiio mor
Anidante do cirurgiio mor.
Curie de seci '
Ajud inte de seccio.
I lIlO ib' pclotiO.
< ibo do patrulha.
Guarda policial.
soas respoitavois e tem-so escarnecido da lei
mineira n. IT(I que prohibe a oloicio, den-
tio de um anuo do official demiltido.
Por ordens geracs que tenho publicado
guarda nacional tratoi de allastar das eloicoes
este escndalo ; mas a ptimeira necessidade .
(iue lia a de acabar com este resto de lois da
meacao dos olficiaes,
nicamente pelo pre-
sidente da provincia como ja sao hoje em
gos os do Ouro-preto, i.avras o muUs provinca9 do mper0, Aselqices cm
um em Sabara e outro em I itan- am fQa{( nesg0,QVe| dc imni()ra|.
gui.
reformas : a simples enumeracio de seus diver-
sos commandantes em relacio directa com o (
governo o explica muito bem. Existe......ye: a nacono| sobrfl ;i i)f)
gole commandantes superiores l()(()s e vcs
35chefos de legiio dos quaes eslao va-
il tonentes-coroneis comma
, dados, < convem iiuinto antes retirar esto pr.li-
ndantes de } ,. i .i
cii de insubordinocio especialmente dos
batalluio, se,,,!,, destes II 'le-jl.gados I que disciplina mais
do coromando das leg.6es, e dedos J Continuarse h>
vagos : lia tambom um imqor cominan- '
danle de batalbio. Em cavallaria to-
1
.nos .' esquadroes commandados por
majorea 'slaudo vago o uuuifiauw) uc
: -i

um. OBRAS Pl RLICAS.
Alem disto ha municipios, "'Jplr^';; /:Vm, do relatara, que, navolta da.ua
em quo a guarda nacional anda .......... .
nisada e tudn clama por urna organisacio
uniforme gcral e -ampies, que torn.......r-
mais regular i.....xpediente das ordens
"xenho certeza que ha urna proposta dogo- cia, que encelei em principio do i
vemo, dando grandes reformas a guarda nano- i xiinu passudo com o intuito
. r.iagem do interior da provincia, apresentou
a engenheiroem chefeao Exm.sr, presidente.
film, o Exm. sr. De volta, desde o dia 27
do correle de viagem ao interior da provin-
encarregado
d a estrada i! i su I o qual me ,e ouipanliava 0
idava nos meus trabalhos, decidirio-me re-
ressar; o que fiz passando pelo Bonito, o
de la procurando a rtbeira do rio Una o o li-
mite da provinna das Alago as que em alguns
pi ni is detrrminei particularmente na barra
do rio Pressinunga de modo que voltei para
esia capital pela estrada da boira-mar.
Dasdoze ca becas do comarca exteriores i
esta cidade ja estavio determinadas quatro ;
a saber as cidades de Goanna e da Victoria,
e as villas de Pao d'alho, eCabo; agora fu eu
as ohservacoes | re isas para se determinar a si-
tuaran de mais quatro ; a saber l.imoeiro ,
Urcjo Bonito, c Liio-formoso, de tal modo,
que fallara somonte observar a posicio das
qualro ultimas, ."Vj/areth, (aranbuns. flores,
o Boa-vista para ter as bases principaes do
::;..f.;; SO SuusvitacGcs, poi iiuiii ciias nes-
i.i viagem, lossem de completa exactidio; inte
lizmentc reccio que assim nao soja ; as lali-
pru cip frtrio deduzidas,
termo medio de quatro, ou cinco series do
obse > | dem cada urna a-
de vinte segundos de
. de i d modo, (ue, combinando
as diversas serii para tomar o seu termo n i
dio o li a quatro f


ou cinco segundos de grao terrestre isto
cincoenta e seis, ou setenta bracas erro evi-
dentemente insignificante para lodos os usos
praticosdo mappa ; porm a mesma exaclido
e nao podcr encontrar as longitudes; com
os instrumentos, que cu tinha minha dispo-
fiicao a saber, varios circuios de reflcxo e
nao ter ainda chegado o que se encommendou,
ser o que cinpreguei composto de dous ins-
trumentos existentes no gabinete topographi-
co, que combinei e modifiquoi do tal modo ,
que possuisse pouco tnais, ou menos, os ino-
pulentos indispensaveis n'um instrumento si-
miibante nao se podiao determinar as longi-
tudes senao fel comparacao nos diversos
lugares das horas das passagens dos corpos ce-
lestes no meridiano. Este genero de observa-
coes exige que os chronometro?, empregados
medir o lempo, conservem urna marcha com-
pletamente regular, nao x no mesmo lugar ,
comod'um lugar outro ; ora apesar dos
maiores cuidados, eu nao pude conseguir, que
os dous chronometros que levei o que em
estado de descanso, tem urna marcha de re-
gularidadc perleita a conservassem durante a
viagem ; de tal modo que sem ter acabado
os meus clculos respeito ficoj persuadido,
que nada ou pouco utilisarei das observacoes
de longitude ; sera preciso em consequencia,
novarpcnle fazcl-as por meios difieren tes que
exigem o emprego d*um instrumento, que bre-
vemente requisitarei a V. Exc. e com o qual
se possao observar as phases dos satellites do
planeta Jpiter, meio rnais rpido, emais sim-
ples do que todos os mais que se poderiao
empregar, e o tnais approvado pelos peritos na
materia.
Alm das quatro cabeeas de comarca em
que so fizerao obsrvateos, os lugares mais im-
portantes dos que procurei determinar astron-
micamente sao, Taquaratinga na comarca do
Limoeiro Agua-prota na do Bonito sobre
o rio de Una c S. Jos-da-Cora-grande, na
comarca do Rio-formos setecentas e cinco
enta bracas dos limites das Alagoas. prova-
vel, que as longitudes daquelles pontos este-
jao no caso do paragrapho precedente ; mas o
levantamento dos caminhos que unem entre
si esses diversos pontos, ministra os meios de
determinar provisoriamente as ditas longitudes
com sulliciento exactidao. Entretanto at se-
ren fe i tas novas observacoes verificando as
brimeiras nos pontos uuvidosos vou passara
transferir provisoriamente em papel o resultado
das que lrao feitas limitndome exclusiva-
mente ao que tenho observado sem nada ac-
cresecntar, que resulte de documentos mais,
ou menos provaveis, fim de eslabelecer defi-
nitivamente sobre bases lixas e scientificas a
organisayao do mappa lopographico da provin-
cia. D'estu modo ao menos delineando-se
somonte o que foi observado e conservndo-
se com cuidado os documentos das observacoes
eitas, as partes, deixadas em branco no map-
pa poder ser successivamente exploradas ,
e completadas ; e assini a obra definitiva seta
o resultado dos esforcos combinados de lo-
dos aquelles, que successivamente se derem
este trabalho os quaes acharo com certeza as
pisadas dos que u houverem precedido.
Alm do que j levo dito nao devo deixar
de declarar a V. Exc, que, prevendo o lempo,
em aue se noder organisar >""( triungulecajo
reguiar da provincia procurei e determinei
alguns pontos proprios para serem os vrtices
dos tringulos principacs, os quaes al se fa-
zer similbante triangulatao pdem servir de
lugaies de observacoes c de signaes visiveis ao
longe para se determinar mais exactamente
certas circumstancias topographicas. Os pontos
d'esta especie que determinei sao tres ; o
Monte-da-rapoza atrs da villa do Limoeiro,
o ponto mais elevado da Serra-de-Taquaralin-
ga na proximidade da povoacao d'esle nome,
e o ponto mais alto da Serra-do-estrago per-
to da villa do Orejo. Dous observatorios e
signaes provisorios de niadeira frao estabelcci
dos nos dous primeiros pontos assim como se
fizerao os royados precisos para que a vista fi
casseinteiramentc livro em redor do observa-
torio ; nao chegandoo lempo para poder pes
soalmenle mandar executar urna obra similban
te no terceiro ponto e julgando pela grande
altura d'este lugar, que sedevia fazer com mais
seguranca determinei que se ediicasse um
signal de pedrasseccas o qual se est cons
truindo, debaixo da inspeecao benvola do de-
legado do termo do Brejo, que, vista do bem
publico se servio licar incumbido d este pesa-
do encargo. Quiz fa/er observacoes topogra-
phicas nos diversos pontos que acabo de men-
cionar ; mas o estado da atmosphera lmente
deixou-me organisar taes observacoes no Mon-
te -da-rapuza : nos outros dous nao foi possivel
observar nos dias destinados, pelo estado enu-
blado do horisonte de tal sorle que forcoso
foi adiar as observacoes para occasiiio melhor.
Pelo fado mesmo das tninhas observa'oes as-
tronmicas fui levado a fazer observacoes baro-
metticas, e thermometricas; as quaes, ape-
sar de pouco numerosas, hastao para indicar
circumstancias phisicas inloressantes dageogra-
pbia do paiz ; assim que ebeguei conhe-
cer que o solo d'esta provincia 6 muito mais
montanhoso do que cu suppunha, porquanto o
ponto da Serra-do-estrago, perto do Brejo, em
que precedentemente (allei acha-se mais de
ouinhentos bragas cima do nivel do Ocano.
Fi tamhem algumas observacoes mineralgi-
cas ; mas como os trabalhos em que agora
lallo, se aparlao do fim principal da minha ex-
plorayao nao voltarci mais esta materia.
Pelo desojo que tenho do dar seguimon-
to ao trabalho principiado e pela desconian-
ca absoluta que tenho das plantas existen-
tes umita estimara que as outras oceupa-
yes da repartieao meu cargo me permittis-
sem executar em brevo urna viagem mais dila-
tada em que podesse chegar at a comarca da
Boa-vista ; porm antes de acabar, terei
do notar V. Ex. que as diversas obsorva-
coes, feitas para o mappa da provincia com
multa difficuldadese vern ligadas entre si, sem
que baja aqui um local proprio para se fazerem
observacoes do mesmo genero que se possao
comparar com as feitas fura d'esta capital. Este
local ou observatorio em ponto pequeo ,
pode constar somonte d'um terrado ou terri-
torio, c de dous quartos contiguos, para se-
rem guardados os instrumentos, edormirem
os observadores. At agora o meu observato-
rio ha sido a ra o encarreguei-meda direc-
cao dos chronometros que exigem urna assi-
duidade continua; mas este estado do cousas rio
pido evidentemente ser senao provisorio pela
natureza do meu servico incompativel com
similhantcs trabalhos, e assiduidado. De
mais para trabalhos, que se executao de nou-
te sao precisos alguns commodos especiaes ,
e niio seria possivel supportar, por milito
lempo urna privacao de somno igual a que,
durante a mor parte da viagem soffri com
meus companheiros. Por tanto breve terei a
honra de dirigir V. Ex. alguns pedidos
especiaes para o fim que acabo de lembrar
Dos guarde a V. Ex. Repartieao das obras
publicas 29 de dezembro de 18i3. Illm. e
I-'xiii. Sur Baro da Boa-vista presidente da
provincia. O engenbeiro em chefe.
L. L. Vaulhier.
DIARIO DE PERMIBUCO.
O commandante do brigue-oscuna americano
Susan que no dia 16 do corrento foi regis-
tadoem (rento d'esta provincia pelo brigue-es-
cuna Leopoldina noticiou que em Monli-
vido d'ondu havia sado 33 dias fra in-
sultado o ministro Brasileiro ; e que o respec-
tivo governador ordenara, que toda a prata das
igrejas, e casas particulares fosse rcduzida
moda.
Variedade.
O CARAPUCEIRO.
SE TEM EXISTIDO PYGMEOS.
Depois do celebre capitSo Gulliver, que em
urna Una do mar do sul descobriouma republi-
casinlia.cujos homens apenas tinha desoito
polegadas de altura. na<) ha quem baja fallado
de pygmeoscom mais impertinencia, do queA-
ristotelcs, c Plinto. Elles assevera5 nao ser fa-
bulosa a existencia dos pygmeos, que estes ha-
bitavao la para as cabeceiras do Nilo. Nesse
paiz tudo era proporcionado h pequea estatu-
ra dos homens, arvores, cavallos, bois, carnei-
ros, etc. etc. Todos os annos punha-se em cam-
po montados em formidaveis corseis do tama-
ito de cabritos: ao fazer guerra as grous, cu-
jos iiJulios devastavao; erad destrissimos cm
manejar o arco, ede urna agilidade espantosa.
Suas casas eraS construidas do cascas de ovos,
e suas llexas na5 tinha5 mais grossura, que a-
gulhas de coser. A respeito do seu tamanho dis
ordao os autores; porque alguns da-lhes de
27 28 polegadas: Juvenal redul-os a um p.
Quorum tola cokovs n?d?*iov. eslalliov uno.
l'bilostrato os representa armados de macha-
dos para derrubar o trigo, que para elles era
como um bosque de grandes arvores; e Solino
acrescenta, que elles tinha carros, o carrocas
tiradas por perdizes. Nao obstante havel-os a
naturesa formado tao pequeninos elles nao eraS
nem menos bravos, nem menos arrogantes, e
casamento d'uma princesa dos tues pygmeos; e
conta cousas maravilhosas, que escaparlo Te-
cunda imaginayaodo precitado Gulliver. Entre
outras muitas cousas galantes diz, que a noiva
tinha quatro polegadas de altura, e o noivo sin-
co e meia: que todos os grandes, e nobres da
trra a presen tara o-se bem montados em gino-
tes do tamanho de porquinhos da India: que o
reidera um grande bailo, a que assistira em-
baixadores d'outros reinos, que os pygmeos
chamavodo gigantes, porque aquelles ero da
ordinaria estatura dos homens: que no tal bai-
le dansara mil pares: masque houvera um suc-
cesso que muito desairou o festim; porque,
estando os ditos pares a dansar, como quer que
um dos embaixadores espirrasse com frca, ca-
hira todos aquelles por trra, inclusive o pro-
prio rei, e a rainha, como assustados do um ex-
traordinario trovo!
Ctesias, PomponioMela, Atheno, nesicrite,
Aristo, Aulugello, e outros muitos sabios da
antiguidede reconhecraS a existencia dos pyg-
meos. Strabao talvez o nico, que os dester-
rou para a regiaS daschimeras com os homens
deuinsolho, e homens sem cabeca. Alguns
at so quizera prevalecer de um lugar da sagra-
da escriptura, onde o profeta Ezcquiel, fazendo
enumerayao das vantagens da cjdado dcTyro,
da frca, e poder dos seus exercitos, a felicita
por possuir um regiment de pygmeos para
guardarem as suas torres Sed el pygmei qui
eranl in turribus luis compleverunt pulchritudi-
nem tuum : o que poe cumulo tuu gloria esse
regiment do pygmeos, que brilha no cume das
tuas torres.Ctesias da sua parte assevora, que
0 rei do Mogol gozava da mesma vantagem, quo
tinha urna guarda de pygmeos, do que tinha
constantemente tres mil a seu sold, u o Snr.
Pompn io Mela at rma, que se boje nao ha mais
pygmeos porque as grous os papa rao desd'o
primeiro at o ultimo !
Mas mui fcil responder taes doutores,
que na escriptura nunca se fallou de pygmeos:
que traductores ignorantes que toma rao o no-
me de um povo bravo e poderoso por urna na-
cSo de pygmeos; que o profeta Exequiel na5 e-
ra nenhum pascacio para gabarosdo Tyro por
terem pygmeos a seu servico; e os mesmos Ty-
rios nao serian tao basbaques, que conflassem
Lillipucianos a guarnico das suas torres. Pe-
lo contrario o vocabulo pygmeo, derivado do
grego quer dizer batalhador, guerreiro, e a vul-
gata chama -os ruin tales, que significahomens,
que se medem a covados: logo em vez de anuos,
antes so devra dizer, que a guarda das torres
de Tyro compunha-se de gigantes.
Parece um apodo contra o rei de Mogol o
compor-lhe como Ctesias, urna guarda de tres
mil pygmeos. Que beiia defesa, e que seguran-
ca para um monarcha De mais urna nacao do
pygmeos nao existira por muito tempo; por-
que nao s as grous, senao as raposas, os lo-
bos, outros animaos vorazes, e principalmente
os homens logo aaniquilariaS essa especie fra-
quissima, e degenerada. Verdade quo as
extremidades do nosso globo existem Laponios,
Esquimos, e Groclandezes, que sao especies de
anas: mas nunca taO pequeos, como a imagi-
nacodos antigos figurnos pygmeos.
Os mesmos antigos nao concordao respeito
dos paizes habitados polos taes pigmeos. Ho-
mero, que quem primeiro os menciona, poc-
os as margensdo occeano, o que um pouco
vago. Aristteles estabelece-os as cabeceiras do
Nilo, Philostrato as ribeiras do Ganges; Pu-
ni urnas vezes as extremidades septentrionaes
da Europa, outras no lago Strymon, ou as mar-
geos do Ebro. Os nossos viajeiros modernos
teem corrido todas essas regios, e em nenhu-
ma parte deparrao com pygmeos. Sob o bello
co do Egypto, em as forteis regios da India, em
lugares, em que a naturesa derramou todos os
seus beneficios nao de suppor, se esquecesso
de suas leis a ponto de s produsir entes enfer-
mos, e degenerados. Os anas estao no caso dos
gigantes. De tempos a lempos appareccm indi-
viduos, que saem fra das proporcSes ordina-
rias. Na5 ha anno, em que se nao mostrem a-
nas as grandes cidades: mas taes individuos
nao pertenecen a urna raca dislincta, nem com-
pe corpo de naca. Nao ha muitos annos, que
urna princesa d'Allemanhaprctendeoajuntarum
grande numero de anas d'ambos os sexos: el-
la reuni os casaos em pequeas casas; procu-
1 rou multiplicar a especie; mas malogrra-se
lodos os seus designios; porquo elles nada pro-
dusira.
8j os antigos sustentara8 a existencia dos pyg-
meos, eo proprio irrefragavel Aristteles cabio
em erro este respeito, porque todos toma-
ras por homens aos orangotangos. Nomosus
diz, que os pygmeos eraS negros, e pelludos: os
historiadores mais exactos oscolloca na India,
ou na Arica, que justamente a patria dos ma-
cacos. E cm verdade tantos homens ha, que se
podem considerar por macacos, que nao admi-
om contestacocs polticas, cm armarem caballas
uns contra os outros para se encaixarem nos
empregos pblicos, o paiz dos verdadeiros pyg-
meos, e mormente quando a nateresa Ihes olfe-
resso tantos meios do produsir as riquesas. So
quantos por meio do intrigas, de calumnias,
etc. ele. buscao abrir caminho para subir ao po-
der, ou empolgar oflicios, oceupassem-se em or-
ganisar empresas para abrir, e beneficiaras nos-
sas estradas, quo felicidade para o nosso Per-
nambuco Em vez do fbrmarmos partidos, e
caballas para eleices, quanto melhor fra, quo
nos colligassemos em companhias, que se pro-
pozessem a encaar, c fazer navegareis os nos-
sos rios, e em facilitar os meios de transporte
dos nossos gneros para a capital Em quanto
outros povos tao mal aquinhoados da naturesa
cuidan de adquirir pelo trabalho o que esta Ihes
denegara, c assim so torna gigantes na estrada
da civilisacaS, nao mereceromos o triste epithe-
tode pygmeos ns,a quem a Providencia libera-
lisou tantos meios.e que vivemos pobre6,e s de-
balendo-nos, como palinhos no charco da mais
lodosa poltica? que proveito.que lucro temos ti-
rado dessa vida de completo vadiisinol Que outro
efleito podem produsir, o elTectivamenie tem
produsido essas especulaces polticas, senao
odios, intrigas, revoluces, immoralidade e po-
breza?
Sabem os Snrs. utopistas qual o meio
seguro, c infallivel de tornar qualquer governo
recto c bom ? N8o o esperem seguramente do
dize tu, direi eu dos partidos polticos : facao,
que o povo seja activo laborioso e todo ap-
plicado industria,quer material, quer intcllec-
tual; que tudo se pora cm seus eixos as leis
serao observadas, e conseguintemente respeita-
das, e nem o governo achara fcilmente a quem
corromper; porque as fileiras dos pregui-
cosos e vadios que o governo, quando quer
ser mo recruta com fartura agentes para as
suas malversaces, &c. &c.
A liberdade meio e nao fim das associa-
ces humanas: o que se dove desojar ter com
que satisfa/.er as precises, com que viver com-
moda, e alegremente, ser feliz emsumma.
A primeira necessidade de um povo c ter que
comer, que vestir, &c. &c., de maneira quu
pode-se sustentar como these Hum povo nao
livre nem feliz; porque abracou tal, ou
tal forma de governo o oceupa-se incessan-
tcmente da poltica ; porm vro, e fe-
liz ; porque activo, trabalhador, e indus-
trioso. Liberbade em papel liberdade do
comedia ; o que se deve querer a liberdade
prat
o ocio A en node dar em
um povo !a-
ousados. Succedendoum dia, que Hercules a- ,
dormecesse cm o seu paiz, o rei dos pygmeos ra\/omassem1macac0SaP^|omf ajuntou as suas tropas, e mandou faserem for-
ma o cerco do hroe. A ala esquerda do seu e-
excilo atacou o braco diretto, a ala direita o bra-
co esquerdo: o principe com a sua guarda en-
carregou -se da cabeca, o corpo de batalha em-
uieiiciioocoiiiicttci us p; mas Hercules, a-
cordando,enchotou-os como mosquitos, e desen-
rolando o seu manto, pescou-os a todos como
peixinhos em urna tarrala, e os levou de pre-
sento a seu irmo Eurysttieo !
O mesmo Philostrato refere tantas miudesas
cerca desses paizes, que parece, por l ter via-
jado, e esidido alguns tempos. Faz mencao do
Mas so nao ha pygmeos phzicos.existem inn-
meros pygmeos moraes, e taes saS todos os es-
tupidos, todos os espiritos mesquinhos, todas
as almas pequeninas, que de nada grande saS
capares. esta classe de anas pertencem quan-
lo eiiiic no JcaG de cuidar no deseiivoiviiiieu-
toda industria, o nos melhoramentos materiaes
das nossas cousas para se oceuparem de intri-
gas polticas, cuidando so om quo descao uns
para subirem outros. Todas as theorias polti-
cas desde PlataS at boje ainda nu dra mais
um pao a pobresa. Um paiz, onde os homens
em vez de se darem ao trabalho,s so entreteem
borioso, cque conhece bem os seus verdadeiros
interesses. NSo nos faltao leis: temos abraca-
do o melhor rgimen politico: possuimos im-
mensos recursos naturaes: e porque nao somos
um povo rico, morigerado e feliz ? Osquees-
lao (ora do poder lancao ludo conta do gover-
no: mas se conseguem cmpolgal-o, como tem
succedido muitas vezes; porque que as cousas
continas na mesma? Desd'a nossa emancipacao
poltica que giramos em um circulo vicioso; is-
to : todos armando ao poder. Quando estes o
conseguem, aquellos s cuido dos derribar,
sobcm uns para descerem outros, o nenhum mi-
nisterio, ainda dominado dos melhoros desejos,
pode oceupar-se dos melhoramentos do paiz;
iionnie urna onnnsirao accintosa faz-lhe a mais
crua guerra, qiioaquelledesapparece, sem
ter tido tempo de efloituar o seu pensamento.
E qual a rasa do tudo islo ? por me entre
nos consideravel o numero dos individuos, que
que querem viver da poltica. Para taes homens
o trabalho en* horrorosa, e consegulnt**
mente nao se empregao, senao em intrigas, em
espertesas, em perfidias, e em todas as urdinia-
lasda poltica. Como pode marchar betn.como
pode progredir um povo composto de ta cres-
cido numero de pygmeos? Ninguem quer tra-
balhar: todos s querem viver regaladamente a
ousta do tizico thesouro; e o resultado natural
de toda esta ilcsordem ralharem incessante-
mente uns contra os outros, estes suplantarem
aquelles, a le ser lettra morta, e o Brasil ir
somprede mal a peior. Se os rodopellos da po-
ltica e nao o trabalho, e a industria gerassem
a liberdade o ventura do um povo, mui prspe-
ros e lelizes sero os novos estados de nossos
conterrneos d'America do sul. DeixraS de ma
o trabalho pela poltica, e a poltica os tem re-
dusiui na lastimosa miseria, de orle que
quando colonos, erao industriosos, ricos, e fe-
lises: boje, que nao trabalhao e s se entreteem
de polticas, e questes sobre mais, ou menos
liberdade, sao pobres o vivem devorando-se
uns aos outros! Quo licio para o nosso brasil.
As mulheres litleratas.
Nao sou do numero d'aquelles, que, sup-
pondo o bello sexo incapaz de grandes combi-
naces intellectuaes ouso dizer, que o maior
talento de urna mulher, apenas chega para ar-
rumar bem um bah de roupa. Ainda quando^
eu quizesse abrayar esta opiuio, quema_is
UnVepIgftIIIIIIKI, quo OUIU vuuaa, a !3tr:2
das nayes, e a minha propria observayao me
convenceriao do contrario. A Grecia tove suas
Aspasias, e a Franca conta em o numero do
seus grandes lilteratos as madames des Hou-
lieres, Sevignez, Genliz, Campan, o a cuna
de todas a espantosa madame de Stael.
Todava forcoso confessar, que no bello
;


' *
sexo, o que mais predomina 6 aimaginacao, e
consoguintemente, fallando ern eral, as mulhe-
res sao mais aptas para as bellas leltras do
que para as sciencias: nellas ha mais senti-
mento, do que raciocinio; c eonseguintemonte
fcil ser encontrar mulhereseom grande talen-
to para a poesia, para a msica, para a pin-
tura, ede maavilha, achar-se-ha urna, quo
tenha antidao para as mathematicas, por ex.
As mulherescommuiiienteteem o temperamen-
to sanguneo, o por isso nao gostao de mate-
rias abstraas, e so aborrecen do ludo quanlo
demanda grandes csorcos da rasao.
Ja se v pois, que nao reprovo,, antes esti-
mo que so de as mulhercs a devida instruccao,
sem nunca perder do vista o respeitavel mister,
para que as destinou a nature'za. Se eu tora
consultado por alguiapai a respuito da educa-
cao Iliteraria de sua illia, eu Ihe propozra o
seguinto programma. Antes do ludo cumpro ,
que a menina aprenda com clareza e methodo
os-rudimentos da religio. O estudo da pro-
pna-lmgua pjrece-me., nao s til, senSo in-
dispensavel ; para o que bastar instruil-a nos
principios da grammalica nos preeeitos geraes
da elocuco, e na lico constante dos melhores
classicos, comosejo; Fr. Bernardo do Brito,
Fr. Luiz de Soua Fr. Amador Arraes, Fr.
Heitor Pinto Cames, Francisco Rodrigues Lo-
bo, e padre Antonio Vieira e dos contempo-
rneos, as.obras dos snrs. Castilbo o Gar-
ret. Nada mo parece mais irrisorio, e ridiculo,
do quo, que se proponha a aprender linguas
estranhas, quom desconhece a propria ; por-
que a final deeontas nao se sabe, nem urna,
nem outra. Nao reprov, que a menina ao
mesmo passo que estude as regras os idio-
tismos, e bellezas proprias da sua lingua v
tambem aprendendo o francoz, oinglez, o o
italiano mais para traduzir, que para fallar;
pois nao sendo us meninas Brasileiras, desti-
nadas para ministras de negocios estrangeiros,
ou enlbaixadores, ediplomatas, naosei,do
que proveito Ihe sirva o fallar francez, senao
para conversar com estrangeiros as visitas, nos
bailes, o as companliias; cousa, que me pa-
rece pde-so mui bem dispensar, sem grave
prejuizo.
A menina deve tambem estudar a geographia,
a historia sagrada : alguma cousa da universal,
o com mais meudeza a historia do seu paiz. A-
prenda a msica e o desenho : a respeito da
dansa, s tanto, quanto seja bastante para dar
garbo, o airosidado aocorpo, excepto, sea
destinao para bailarina detheatro. Nao fultao
bous livros em que a menina scinstra, ou
recreie; e por isso nao sessarei de reprovar a
lcitura das novelias. Estes livros sao pela
mor parto futeis, e quas: todos cifrao-so em
intrigas amatorias, e consoguintemente sao u-
ma peste, sao venenos i quo em vasos de ouro
so propinao mocidade.
A cima de qualquer outra instruccao est pa-
ra a menina o saber coser, bordar, &c., e ades-
trarle no rgimen da dispensa da cozinha,
de toda a casa em lim. Ella tem de ser mai al-
gum dia ; costes sao os mais preciosos requi-
sitos, as prendas cssenciaes de urna dona do
casa.
ANCDOTA.
Certa senhora presumida de fallar, sempre
guindada o exquisitamente, adoeco ; e o seu
medico receitou-lhe um purgante para o outro
dia: e como tornando o acultativo, pergun-
lSc d uim un; quubOS jdciS ii/.-Tu f rSSpOu-
deo: snr. I)r., se bem me record, creio, que
Jtu.manizei quatro vezes.
1 fardo e 5 cantas fazendasd'algodiio 3 di-
tos sedas 7 ditas fazends de laa 1 dita olea-
dos 1 dita fitas de seda 4 ditas pannos 1
dita lencos t dita mqrcooa 3 embruihos
amostras ; a Kalkmann .iSitUosomund.
2 caixas carneiras 4 fardos ldz godao 7 caixas carneiras 3 barris vinho >
caixas procelanas 1 dita chales de Jilo de al-
godao ; a Bolli & Chavannes.
1 fardo e 13 caixas fazendas de algodao 1
dita sCda bruta 2 ditas procelana 1 dita
lencos de algodao 2 ditas loncos de jaconut ,
5 ditas cassas, 1 dita lencos o chales du fil'
de algodao, 3 ditas fazendas de sJa, e algodio,
e lencos do garca 1 dita fazendas de seda 1
cmbrullio amostras, 3 ditas toalhas doalgod.o',
1 dita fazendas e lencos de algodao ; a j. Kel-
lor.
lcaixa fitas asetinadas e pennasde abertrus ,
1 dita fazendas deseJa, 1 dita objectosde cha-
pelciro 1 dita penachos 1 embrulo amos-
Ir is ; a (I. Ziinmer.
103 barris manteiga 4 caixas papel do im-
primir, 2 ditas calculo 4 ditas chapeos 2
ditas he/.erros, 1 dita livros cui branco 4
ditas pelles, 1 dita perfumaras, 1 dita meu-
dezas, 1 dita sedas, 1 dita bejoutria 1
dita conservas l dita urna livraria 1 dita
chapeos de senhora, 1 embrulo amostras ; a
Lenoir Puget & C.
1 caixa arreios para cavallos; a F. A dO-
liveira.
1 caixa obras de prata 3 ditas marmores ,
1 embrulho ignora-sc ; a J. Pinto de Lemos
6 Filho
l caixa verniz 3 ditas drogas 2 cusios
agua raz ; n B. 1'. de Souza
1 caixa um relogio o objectos de pintor ;
a J. J. de Carvalho.
4 caixas fazendas de algodao ; a Tobler
frres.
300 gigos batatas 1 caixa ignora-so ; a B.
Lasserre & C.
1 embrulho ignora-se ; a M. J. Popon.
3 caixas chapeos, 190 barris manteiga 1
caixa sodas 1 embrulho amostas, 5 caixas
pianos e outros ohjoctos, 1 dita chapeos le
sol, 1 dita bofete com marmoro 1 dita bis-
coutos, 1 dita aguado llores, 1 dita confei-
tos 1 dita papel pintado chapos de sol e
outros objectos 1 dita figuras do gsso 1 di-
ta cido sulfrico 1 dita cido ntrico 1 dita
urna bomba e oertenres de jardirn 1 dita na-
pelo, 1 dita moiles 1 dita objectos de
chimica 1 dita urna machina do ferro 1 dita
flores o plumas, 2 ditas perfumaras, 1 dila
eslojos e obras de cobre dourado 1 dita esto-
josecclindros 6 quartolas vinho 1 dita a-
gu'ardcnte 1 caixa suspensorios, G ditas
queijos ; a ordem.
1 caixa um violo 30 gigos vinho champa-
gne ; a Lebreton Schramm & C*
5 caixas objetos de relojoeiro c bijoutaria ,
a Sicar.
16 caixas chumbo em chapas 1 dita
sementes 1 dita loncos do seda o se-
mentes, 4 barris conservas 1 caixa arvores,
Alfandega.
Rendimento do dia 19........... 623S355
Descarregao hoje 20.
Escuna Antejetijolos.
BarcaThomaz-Mellors farinba de trigo.
BrigueBrasilian-Packetcax\io.
BrigueAmeliapedras.
IMPORTAgvO.
Amelia ; brigue portuguez vindo da Ilha-
de-S.-Miguel entrado no correntc mez a
consignaco de JooJos da Cruz ; manifes-
tou o seguinte :
117 volumes com batatas, 2 ditos com cestas
vasias, 2 ditos ervilhas, linhas e assafates 11
barris vinho 13 volumes panno e obras do l-
nho 3 saccas favas 1 sacco panno de linho
e favas, 12 barris azeiloiias, 4 volumes se-
mentes de funcho e panno de linho 9 ditos
carnes. B ditos queijos, A ditos flores 3 sac-
cas fcijo 2 ditos nozes e castanhas 1 caixa
o 1 lata doce 1 caixa fato leito e panno de
linho 571 lages de podra 2 caixas frutas ,
10 SUClid! SUVllUI l-OIAU .u.....-------------------"- t
4 caes de fila 1 caixa quudrus 1 ditu caca-
rolas, carnes, Irulas e favas 3 saceos pa-
tucOe 1 co-Jcca biscouto 1 g.".:a!u pasa-
ros 50 inolhos de cebollas, 3 lardos albos ;
a diversos.
Casamir-de-Lavigne barca franceza, vin-
da do Havre, entrada no corrente mez a con-
signauio de B. Lasserre & C ; manifcslou o
seguinte :
f volume 2 pecas de fazendas, 12 ditos vidros.t
dito pelles, 1 dito medicamentos, 1 dito chitas,
1 caixa lampadas, 1 dita livros em branco, 1 di-
ta perfumaras, 3 ditas selins, 2ditascalgado, 1
dita obras de cssquinha, 1 dita chapeos de sol,
pentesobejoutarias, 1 dita navalhas, estojos e
outros objcclos, t embruiho amostras; Didicr
Hobert ^ C.
t oaix'a relogios d'ouro, o de prata; a Gar-
nier.
9 caixas licores e (rutas confeitadas; A. Ni-
colhi.
. 1 caixa c um embrulho ignora-so, 2 caixas o-
brasde papelo, 1 dita bejoutaria, 2 ditas diver-
sos objectos; ao capitao.
2 embruihos ignora-se, Q caixas espelhos eli-
vros.1 fardinho instrumentos de ourives; Wau-
tbler.
1 embrulho com urna medalha; vuva Nau-
din.
1 dito ignora se; a M. J. T. de Coito.
1 caixa (asendas de algodao. i dita lampadas,
1 dita s das e obreias. i ditas pelles, 2 ditas es-
pingardas. 1 dita perfumaras, 1 dita menn, t
dita armacoes de selins, J ditas chapeos, 8 ditas
espelhos, 7 ditas papel, 1 dita objectos de clia-
peleiro, 3 ditas calcado, 2 ditas fasendas. 1 di-
ta cortes de chitas, 2dilascandieiros, I dita
quinquilberias, 1 dita papel pintado, 1 dita cor-
tes de fazendas, 22 ditas vidros, I dita Utas o
flores, 1 dita oculos, 1 embrulho amostras; a
V. Lasserre $ J. Colombier.
1 caixa diversos objectos; a N. S. Martin &
Cornp.'
Movmento do Porto.
Navios entrados no dia 19.
Entrou do crusar o brigue-escuna de guerra
brasilero Caliope commandanle o capito-
tonente Kelippc Jo6 Ferrera.
Baha; 12 das, patacho brasileiro Paquete-
do- lito de 119 toneladas, capitao Jos
doncalves Mindello equipagem 9 carga
carne secca; a consignaco de Amorim &. Ir-
mos.
Baha; 7 dins polaca austraca Veneza de
236 toneladas capitao Leandro Joancich ,
equipagem 11 carga lastro.
1 barrica queijos; a Meuron & C."
3 caixas papel 2
115 barris mateiga ,
oiuis uno fl imprima ,
1 caixa seda para cha-
peos 1 cilla livros 1 dita espelhos 1 dita
oleados, 1 dita bezerros 9 ditas calcados 1
dita suspensorios, 1 dita lapim 2 ditas cha-
i.i'-ik 1 dita iIIik ilc snl 1 dita musf.nnla 1
dita bengallas 1 dita carneiras, 2 ditas por-
celanas 1 dita panno fino 1 dita caixas para
tabaco 1 dita brins, 1 dita tacos para buhar e
cscovas, l dita flores, 1 dita novidades, 1
embrulho amostras; a Avrial freves.
2 barris queijos 12 caixas licores; a L. A.
Baudoux.
1 caixa livraria 1 dita urna meza 1 dita
lencos de seda 1 dita porcelana ; a Adelc
Cavalier.
2 caixas perfumara, 1 dita diversos objec-
tos ; a Fortune-ory.
1 caixa diversos objectos 1 dita vinho 1
embrulho impressos ; a M. Millochau.
100 gigos vinho champagne ; a Me. Cal-
mont.
1 caixa modas e objectos de toilette 1 em-
brulho (ignora-se) ; ao Exm. Barao di Boa-
vista.
1 fardo fazenda d'algodo ; a J. H. Lu-
kens.
1 caixa carneiras, 1 dila perlumarias, 1
dita chapeos, 2 ditas ditos de sol, 5 ditas pa-
pel 2 ditas fazendas do 15a 1 dita selins, 1
dita franjas 2 ditas fazendas d'algodo 1
cui n res c
i ......
1 ,i.-i.
____i
r(/l(.tlll4
dita luvas e calcados, 1 dita fazendas de soda c
Lu 5 ditas velas, 1 dita mantas de seda 1
i....... t .1:1- -i......* /1.. -.-..i-
i ,i;i.,
suspensorios, 1 dita luvas e botoes, 1 embru-
lho amostras; a LuizBruguire.
1 caixa fazendas do algodao ; a Cesar
Kruger.
1 caixa fazendas de soda, c algodao ; a NO.
Bieber & Companhia.
Intervallo do 15 minutos.
Secunda parte.
Grande overtura pela orchestra.
Terminara o espectculo pelo baile cmi-
co de Mr. cchalumeau ou a festa na al-
deia.
Esta peca suppoe-se ter lugar n'uma no-
quena aldeia de Franca no dia da festa na-
talicia de Mr. Laroncc.
l'ersonagent.
Mr. Laroncc rico proprictario Mr. Len
Giavelly
Julio filho de Mr. Laronco Mr. Carlos
Winther.
Pinol, primeiro criado de Mr. Laroncc Mr.
Martin Giavelly.
Jacques, (eiceiro criado de Mr. Laronce<
Mr. Joseph Marcetti.
Mr. Dechalumeau originalMr. L. Erio,
Boquinet. criado de Mr. Dechalumeau pa-
pel de imbcil Mr. Francisco
Ravel.
Madama Oliveira irmaa de Mr. Laronco
.Madama Eugenea Fenelon.
Madamozelli Oliveira Madarne Lon Gia-
velly.
Coutole criada de Madama. Oliveira Ma-
dama Martin Giavelly.
Rsticos e Rusticas.
Durante a pantomima dan-ar a compa-
nhia um grande galope rustico e Mr. Fran-
cisco Ravel com Martin Giavelly dansar
um passo cmico styreo.
Deca racoes.
Oabaixo assignado, encarregado do lan-
camento da dcima dos predios urbanos do ba-
irro de S. Antonio desia ciuade, avisa aos srs.
propietarios a quem convier, que no dia
3 do corrente principia o lancamonlo da refe-
rida decima, assim como previne aosinquili-
nos das casas que tenhao promptos os recibos
do aluguerdss monconids casas. Becifo 2 de
Janeiro de 1844. O 1. escripturaro ,
Joo Ignacio do Reg.
= O primeiro escripturaro da me/.a do ren-
das internas provincaes dcsta cidade.abaxo as-
signado, tendo sido encarregado pelo sr. escri-
vao, o administrador de proceder ao lancamen-
to da decima dos predios urbanos do bairro do
Becife avisa aossrs. propietarios, e mais pes-
soas interessadas em dito lancamento que da
principio ao mesmo em 3 do prezente mez. Mo-
za de rendas internas provincaes 2 Janeiro de
delSH. Jos Quedes Salgueiro.
= O segundo escripturaro da meza do ren-
das internas provincaes desta cidade, abaixo as-
signado, tendo sido oncarregado pelo sr. escri-
I I I. --.. l. .. ~ Uf.Mmnii
> 11 > t illlllll IIIM UIUIII II'- jil ni <:'!< 1 mi iulllUllll.il
to da decima dos predios urbanos do bairro da
Boa-vista av/a aos srs. proprietarios, c mais
pessoas interessadas em dito langamento ,' que
d principio ao mosmo em o dia 3 do corrente
mez. Meza do rendas internas provincaes 2
de Janeiro de 1844.
Francisco de Paula e Silva.
Avisos martimos.
= Para Lisboa seguo vagem com toda a
brovidade o brigue portuguez S. Domingos ,
capitao Manocl Goncalves Vianna tem bons
commodos para passugeros : quem nelloqui-
zer carregar ou ir de passagem dirija-so
aos consignatarios Mondes & Oliveira ou ao
relerido capitao.
Leilocs.
O corretor Oliveira far leitao no pri-
meiro andar da sua casa terca feira 23 do
corrente, as 10 horas da manhaa do grande
sortimento de fazendas de todas as qualidades ,
as serad vendidas por todo e qualquer preco ,
queseofferecer ; assim como se vonder urna
porcaodos mais perleitos saoatos e botins in-
glezes de reconhecida grande duraco e prin-
cipalmente no lempo do invern, por seren
manufacturados do cabcdal superior.
Avisos diversos.
THEATRO PUBLICO.
HOJE SABBADO 20 DE JANEIRO
DE 1844.
OITAVA REPRESENTACAO
da
COMPANHIA RAVEL.
O espectculo comecar as 8 horas em pon-
to pela overtura de Zampa, executada por
grandd orchestra e seguida das dansas na
corda.
1. Passo trtaro por Mr. Francisco Bavel.
2.' Dansa com sceos nos ps pelo celebre
Mr. Lon Giavelly.
3. Bolero hespanhol, por Madama Martin
Giavelly.
4.a Scena do joven Salio pelo pequeo de
il i -i UIIIIUS U IIICIO U liJUIII.'.
5." As dansas de corda ser rematadas pelos
exercicios do engracado Mr. Carlos
\v;-ii
.* *...i...
Os exercicios humanos,
pelo celebre Mr. Joseph Marcetti, denominado
o homem prodigio.
A Smolensk ,
Dansa russiana pela gentil -Madama Len
Giavelly.
LOTERA DO THEATRO.
O tliesoureiro desta lote-
ra declara da maneira a mais
positiva, e terminante,que as
respectivas rodas andao im-
prcterivelmente no dia 30 do
corrente e talvez antes des-
se dia se a extraego dos bi-
Hieles restantes continuar
com a rapidez, que tem tido.
O agrimensor, abaixo assignado, offerece
os seus serviros s pessoas que tiverem propie-
dades demarcar, e afianca a mais escrupulo-
sa exactidao e o maior zelo no desempenho da
sua arto ; devendo todos os que do seu prest
mose quzerem utilisar,dirigrem-se (porcarta)
ao mesmo abaixo assignado na Rua-direita ,
sobrado n. 121.
Joaquim da Funseca Soares de Figueiredo.
= Aluga-se urna casa terrea com commodos
para familia tem quintal murado cacimba ,
do lado da sombra e sita na ra de S. Gon-
caloda Boa-vist ; quem a pretender dirija-se
a ra da Aleara casa n. 34 : a tratar com Mar-
celino Jos Lopes
= Na noute de 14 do crreme ficou por
esquecimento dentro de un.a canoa de car-
rcira atraz do theatro vetho urna espingarda
fina, de espoleta d'um cano : quem a achou,
ou Ihe fOr oflerecida pode oprehendel-a e
leval-a ra das Larangeiras sobrado n. 5 ,
de Claudio Dubeux quesera gratificado.
= Precsa-se alugar um sobrado de um an-
dar com soto quintal, e cacimba ou u-
is e dous andares com as mesmas cir-
cunstancias por mdico prcr;o cm qualquer
das ras do bairro de Santo Antonio : quem
1 i >' i | UoIlUlCCa
= Aluga-se um primeiro andar de um so-
brado com 3 sais duasalcovas, e 3 cama-
rinhas muito fresco e com vista para o mar,
que descobre todo o sul e largo do Forte-do-
Mattos; quem o pretender, dirija se a ru* da
Cadeia n. 57.



Tjpogra-
= Rafaei Lucci declara ao snr. Manoel Fer-
rcira da Silva Ramos, que nao se responsa-
biliza pelo aluguel da casa terrea sita na Rua-
bella n. 30 o que fica desonerado ; e se a ca-
so o snr. Manoel Ferreira da Silva Ramos tem
alguma pretenco, pode annunciar por este
Diario se deve alguma cousa pelo futuro e
presente.
= Fernando de Lucca, na ra da Cadeia
n. 16, acaba do receber um sertimenta de r-
aos de Bordeaux em mcias pipas a preco de
55S a ~6) rs. barris de aguldente de Fran-
ca queijos suissos ( Groyore ) ditos ingle-
es presuntos, repolbos em consorva ( cboux
croute ) do Strassburgo e outros muitos gene-
ros por atacado, e a retalho por prego cmodo.
= Quem precisar de urna ama de bons cos-
(umes para o servico interior de urna casa ,
dirijase a ra lardado Rozario n. 50.
= Os snrs. Jacinto Jos Botelho e Joao
Tavares dos Santos queiro mandar buscar na
ra da Cruz n. 23 urnas cartas, que Ibes per-
A pessoa que quizer entrar de socieda-
de em urna loja de miudezas na metade dos
undos que tiver dirija-ses
phia.
Quem annunciou queror comprar um
oratorio pequeo dm bom uso, dirija-se a ra
do Rozario da Boa-vista n. 2.
= F. Regord & Companbia, na Rua-nova
n. 17 roga as pessoas que teem penbores
em sua luja hajao de ir tirar al ao fm do
corrente do contrario sero vendidos para seu
embolco ficando sem direito a reclamacao al-
guma.
Precisa-se de urna mullier de idade, para
ama de urna casa de hom'.'in solteiro que
para tratar de um doente ; na ra do Camaro
como quem vai para o Hospicio venda n. 7.
= Aluga-se um sobrado do dous andares e
sotao na ra do Pillar, em Fra-dc-portas
rectificada, pintada e envidracada de novo ;
os pretendentes dirijo-se a ra do Hospicio ,
a tratar com a viuva de Pinho Borges.
Precisa-se de aOOj rs. a juros com hy-
potheca em urna grande casa no Monteiro ;
quem quizer dar annuncie.
Perdeo se no dia 17 do corrente um
mandado da fazonda nacional das 10 para as
11 horas desde o pateo do Cpllcgio at ao
arco da Conceicao ; quem o acbou querendo
restituir levo as Cinco-pontas, pateo do Ter-
ca n. 26, quesera gratificado.
= Perdeo-se no dia 18 do corrente um vale
liivja de honra se nao quer passar maior des-
costo com a declararn de seu nomo, e ser cha-
mado.....
Precisa se de um alfaiate para ser contra -
mestre em urna loja ; quem csliver nestas cir-
cunstancias, annuncie.
COLLEGIO-S.-CRUZ.
AULA
De primeiras Ultras e grammitica por-
iuQitea.
O snr. Bollarmino de Arruda Cmara
o actual professor d'esta aula.
N'esta, e outras aulas ja annunciadas, admi-
tcm-sc tambem alumnos externos.
O director
A. M. Chavese Mello.
O abaixo assignado deixou de ser proc'u-
rador de cobranzas de dividas da casa dos snrs.
Novaos & Basto desdo o da 19 do corrente ,
e desdo esse dia fica sem ingerencia alguma com
os devedores da mesma casa por entre nos ha -
ver esta convencao. Antonio Jos Coelho de
Lima.
Compras
de 46000. passado pelo o sr. major Joao Pedro armazem n. 5.
d'Arecjod'Agaar; az-se publico para prevenir =C
= Compra-se efectivamente nesta Typogra-
pliia toda a qualidade de pannos cortados ou
velhos delinho, e algodo, toda a especie
de fibra linheza algodao do refugo em ra-
ma papel e papelo velho.
=Compra-so um temo de formas para cha-
peo que cstejo anda em bom uso e ou-
tros pertenecs do officio de chapeleiro ; na fa-
brica de chapeos da ra do lamba; na mesma
fabrica vendem-se chapeos de todas as qualida-
dcs para bomem c senhora.
= Comprao-so espanadores de diversos ta-
maitos ; no Forle-do-Maltos casa de Jos
Francisco Rellem.
= Compra-se urna casa terrea ou um so-
bradinho de um andar, nobairrode S. Anto-
nio ; na ra do Queimado n. 22.
Comprao-se algumas oilavas de ouro na
especie, que (or, ainda sendo inferior, eal
gumas obras de diamantes; as Cinco-pontas
n. 112.
Compra-se um relogio inglez sabonete
de prata de fabrica coberta e bom regula-
dor ; na Rua-direila n. 31.
Compra-se um compendio de licoes ele-
mentares de eloquencia nacional, por Fran-
cisco Freir de Carvalho; na ra da Alfandega,
lava, enerve bem a ama casa; um negro de! que so em mettendo a penna sae esta aparada;
naci Angola de 25 annos proprio para to-! na ra do Cabug loja de miudezas, junto a
do o servico ; na ra das Cruzes n 41, segn- j botica.
= Vendem-so os mais lindos cortes de lan-
zinha queainda nao apparecero iguaes nes-
ta cidade ; na ra do Cabug n. 16 loja do
Antonio Jos Pcrcira.
ss Vende-se urna casa de pedra e cal
no-
li.
negociaces delle e para que a pessoa, quo o
achar, o restitua por favor i1 Antonio Jos Pe-
re ira na ra do Cabug n 16.
Trocao-se duas imagens vindas da Bahia,
sendo urna de S. Domingos, e oulra da Con-
ceicao de jaspe por preco commodo ; assim
como se fazcm doces de todas as qualidades; na
na ra do Sebo n. n. 22.
SOCIEDADA THEATRAL MELPOME-
NENCE.
O primeiro secretario faz scientc aossnrs.
socios, que amanha, 21 do corrente pela 3
horada tarde haver reuniao da sociedade ,
na casa de suas representaces para se tratar
sobro diversos objeclos da mesrna sociedade.
Quem perdeo urnas sedulas, dando os
signaes caquantia !hc se rao entregues, na
ra do Hospicio n. 46 das 6 as 8 horas da
manha e de urna as 3 da tarde.
O abaixo assignado comnrou por rnnla
do snr. Jos Martins Ferreira do Ass dous
bilbetes de ns. 835 e 1752 da segunda parte
da decima-quinta lotera do tbeatro dcsta ci-
dade. sr Emygdio Jos Pereira Guerra.
= O snr. major Francisco Jos de Menezes
Amorm tenha o bondade do apparecer na
esquina do Livramcnto, para se entender com
Burgos Ponco de Len sobre negocio que
Ihe diz respoito.
A senhora D. Mara Manoela da Fonce-
ca queira annunciar a sua morada, ou dirigir-
se a ra de Aguas-verdes n. 42 que nimio se
Ihe deseja fallar a seu interesse.
= Urna pessoa que tem pratica de escr
pturacPo commercial, prope-se a fazer a escri-
pluraco de qualquer casa de negocio ou ou-
tra qualquer qualidade de escripia; na ra do
Queimado loja de fazendas n. 41.
= Antonio Pereira de Faria retira-se para
fra a tratar de sua saude.
Pede-se encarecidamente aos snrs. que
teem deixado chapeos velhos em occasiao de
compraron) novos, na loja do chapeos n 46 da
ra da Cadeia do lenle hajao de ter a bon-
dade de mndalos buscar at o fim do corren-
te do contrario seruG danos a pessoas que
estejo mais precisadas e licarao sem direito
a reclamacoes, visto que os mesmos teem cau-
sau'ugiduue prejuizo peas rumias tracas que
ajuntao
Hoga-sc ao senhor A. B. A. P. ba-
ja de nao abusar mais da paciencia da pessoa ,
que nao ignora e exentar melhor a sua pa-
Cornprao-se dous ou tres passaros (viuvas)
na ra do Torres n 4.
Compra5-se efectivamente para fra da
provincia mulatinhas crioulas e mais escra-
vos, de 13 a 20 annos, pagao-se bem, sendo bo-
nitos ; na ra larga do Rozario n. 30, pri-
meiro andar.
Vendas
= Vendem-so cortes de vestidos de seda es-
coceza do melborgosto, ricos chales, mantas,
e lencos de seda e garca lencos de seda cs-
coce/a, e pretos bonitas grvalas modernas,
iencos para pescoeo de bomem e algibeira, mcias
de seda preta para homem e senhora e de pa-
dre ditas de difierentes cores para bomem ,
bonitas bengalas puntes de marlim para tirar
piolbos ditos de marfim e tartaruga para
alisar 8SCOV8S para lucu penles iisos de
tartaruga, e dourados para prender os cabellos,
perfumara de todas as qualidades e bem Sur-
tidas pannos para bancas de difierentes qua-
lidades toalhas alcochoadas para rosto ocu-
los nglezcsde ver ao Ion ge frutas de pedra
do todas as qualidades superior agua de Co-
lonia, essencia de rosa, franjas de algodao lar-
gas c estreitas, de todas as cores, e brancas pa-
ra cama janellas e toalhas superior sorti-
mento de calcado para bomem e senhora s-
nalos de setim prelo e de cores cordavao e
de lustro liorzeguins de todas as qualidades
para homem ricas fitas de setim largas, e mo-
dernas copas para fazer chapeos de senhora ,
luvas de pellirn algodo para homem, rices
chapeos de seda e crepc para senhora bonitos
bons para homem ricas bandas com borlas
de ouro espadas de ac feitas no Rio-de-Ja
neira rap areia preta, e de Gasse do mais
novo e fresco, queso vende duas oilavas por
30 rs. pelles de cordavao e marroquim de
cores redes do Maranho ricos chapeos de
sol para homem o senhora o outras muilas
cousas, tudo chegado agora, e por menos pre-
co de que em outra qualquer parte ; na loja
nova Irancnza n. 30 do urna so porta ,
foi de S. Martin onde tudo em conta
ser a loja do barateiro da Rua-nova
Vende-se um npansoem latim ; na
da Gloria n. 62.
Vende-se urna preta crioula de 16 an-
nos bonita figura co/inba e lava ; urna
dita de nacao Angola de 22 annos, cozinba,
do andar.
= Vende-se urna negra de nacao Angola ,
com duas crias sendo um crioulo de 6 a 7
annos e outra parda com 4 annos a preta
lava bem cose e engomma alguma cousa ;
a fallar na entrada da ra da Florentina casa da va, e pequea sita no mero do Atterro-dos-
esquina. affogados ; e uns alicerces com soleiras assen-
_Vende-se um negro de nacao Angola, ser- tadas, com urna mei'agua puchada para a fren-
rador, o possanto para qualquer servico de te muito em conta pois que com muita
honita figura, sem achaques, de idade de25an- preciso ; no Alterro-dos-affogados, defronte
nos; na ra da Praia venda dobaixo do so- do viveiro dd*Muniz n. 59.
brido amarello. Vende-so urna purelha de bicudos do
- Vende-se um tacho novo sem ter ainda Macei ; na Rua-dircita n 14.
do ao fogo, com 22 libras do peso, por pre- = Vendem-se flores finas para ohapeos, e
co commodo ; na ra do Aragao n. 15. guarnieses de vestidos agua de Colonia em
= Vende-se agua para bordo de navios a garrafas. botins jaspeados, muzca para pia-
3200 rs. a canoa ea32Jrs a pipa ; no de- no recentemente chegada de Lisboa ; na loja
psito d'agua da ra do Amorim. | de Joao de Alburquerquo na ra do Rozario
Vendo-se urna bonita escrava de 16 an- esquina da do Quemado n. 18 A.
nos perfeita engommadeira cozinheira e = Vende-se caf moido e em grao seva-
cose; duas ditas de 20 anno?, lavadeiras, e da moida assucar refinado, e mascavado ,
quitandeiras; urna dita cozinheira, e engom- tudo por preco com modo ; na ra da Senzala-
madeira ; um bonito escravo de 18 annos, para nova refinatao n. 4.
todo o servico ; urna negrinha e urna mua- j = Contmua-se a vender caf moido a 200
tinha de 12 annos ; na ra do Fogo ao p do ( rs. o em grao a 140 rs. sevada nova a 80
Rozario n. 8. toucinho de Santos a 200 rs. passas a
= Vendem-so saccas com superior arroz 200 rs. avelaes, e oozes a 120 rs. mantei-
branco com alqueire da nysdida velha, por ga ingleza a 720 rs. o franceza a 480 rs. ,
preco commodo ; na ra da Cruz n. 49. ditade porcoa 280rs. velas do carnauba de
= Vende-se urna casa de sobrado com dous 7 em libra a 480 rs. rap de Gasse o Meu-
sot3os, a pouco acabada sita na ra do Fogo ron a 1S rs., cha hisson a 2400 rs. e pero-
27; e urna bonita escrava de Angola, de la emcaixas de duas libras a 5000 rs. arroz
de casca a 4480 o alqueire da medida velha e
queijos novos frescaes, que se respondo pela
qualidade a J120 rs. ; no pateo do Carino es-
quina da ra de Moras n. 2.
= Vendem-se meias do seda brancas, cur-
tas o compridas, finas c inglezas ditas de
cores do ultimo gosto ditas pretas ditas do
linho e de algodao ditas para meninos, pan-
nos de algodo para mezas de todos os tama-
nhos, lencos encarnados o mais fino possivel,
brim trancado do linho alvadio superior a
1100 rs. a vara chapeos do castor branco ,
de forma baixa a 6000 rs e pretos francezes;
na ra do Queimado n. 25, loja do Guilbermo,
Sette.
- Vendem-se 12 cabos em facas, 12 gnr-
fo t eolheres para soupa, 12 ditas para cha,
urna dita prra l'rar essucar urna salva para co-
po d'agua, 1 pu'.r de casticaes, tudo de boa prata,
um ifiuuie de peiii? C0,T' lOianle dous cor-
des pequeos do ouro. um dito fino,
obra do Porto, alguna an.?e'scom diamantes,
um palanquim em bom uso um apparelbo de
porcelana para cha urna pipa vaJ5'8 que fot
de agurdente urna cama de ferro ,' na ra
do Amorim n. 50, segundo andar, ou n ar-
mazem da mesma ra n. 32.
Vcnde-se por preco commobo a dinhei-
ro ou a praso urna casa no Alterro-dos-affo-
gados Rua-impe.ial, com duas salas dous
grandes quarlos cozinba fra quintal que
tem para mais do 1400 palmos do fundo ; tam-
bem se vende um terreno junto a mesma casa ,
com cento e tintos palmos de largo e com o
inesmo tundo da casa tendo bastantes arvo-
redos de fruto e prompto para se edificar ca-
sas ; na Rua-nova, loja de ferragens n. 20 ,
oj na rna da Praia de S. Rita, armazem n. 25.
= Vende-se urna escrava do nacao de 20
annos com bonita figura, com urna cria mii-
iatinha de um anno tem varias habilidades,
c de boa conducta; urna dita quitandeira que
ganha 400 rs. por dia ; um escravo de bonita
figura ; na Rua-direila n. 3.
que
por
ra
20 annos, tem algumas habilidades ; na ra
estreita do Rozario n. 10, tereciro andar.
= Vende-se milho muito bom, por preco
commodo; na esquina da ra do Mundo-novo
n. 16. venda de Nicolao Rodrigues da Cunha.
=Vende-se um sortlmento de toalhas de li-
nho adamascadas, de vara e meia at 5 varas
de comprimento com guardanapos de qua-
lidade superior, velas de esp^rmaceto em cai-
xas de 25 libras e faja I lo nov<; chegado de
Hamburgo, em saccas do 3 arrobas wm casa
de H Mehrtens na ra da Cruz n. '^,-
= Vendem-se muito boas mcias para me"
nios a 200 rs. o par ditas para bomem a
3200 rs a duzia ganga azul enporpada a 100
rs. o covado fustes acolchoados a 480 rs. ,
e outras muilas fazendas por preco commodo ,
para liquidaco ; na ra da Cadeia do Recife
n. 27.
= Vendem se bichas pretas muito boas,
vindas de Lisboa por preco commodo tanto
aos centos como a retalho ; na ra da Cruz ,
armazem n. 62.
= Vende-se um cavallo caitanho gordo ,
bom p?ssfiro e carregador baixo ; na Rua-
imperial h. 39 das 6 horas da manha as 9, e
das 3 as 6 da tarde.
= Contina-se a vender caixas para chapeos
pelo commodo preco de 1*280 rs. assim como
para chapelinhas de loja franceza a 2560 rs., e
com tornos a 3500 e 4000 rs. caixinhas para
touquinhas a 800 rs. a duzia ; e tambem se fa-
zcm de feitio pora qualquer fabrica, por o mais
commodo preco possivel ; na ra da Conceicao
da Boa-vista n. 17.
-= Vende-se urna armaego de loja franceza ,
com poucos fundos ; na Rua-nova n 18.
= Vende-se panno de linho da llha-de S -
Miguel estopa de linho meias de homem ,
c senhora ; as Cinco-pontas n. 71.
== Vendem-se meios bilbetes da lotera do
tbeatro ; na ra da Cadeia-velba loja nova de
calcado n. 35.
= Vende-se urna escrava parda de 19 an-
nos com principios de costura ; na ra do
Rangel n. 26.
= Vende-se espirito de vinbo de 36 graos a
1280 rs., o sendo em porcose vender mais
em conta queijos pretos os mais frescaes ,
que teem vindo no mercado, e por preco com-
modo ; na Rua-nova venda de Manoel Fer-
reira Lima.
= Vende-sc um negro de meia dado, pro-
prio para engenho cu sitio por ter sido do
matto ; na pracnha do Livramento n. 42, se-
gundo anual.
s= Vendem-se saccas de superior arroz bran-
co de alqueire da medida velha por muito
commodo preco ; na ra da Cadeia do Recife
n. 49.
Vende-se nma negra de nacao de 18
annos cozinba soffrivel lava o faz todo o
servico de urna casa ; na ra do Arago n. 5.
= Vende-se, ou arrenda-se um sitio na es-
trada do Monteiro com urna grande casa de
pedra o. ral rnm A alus 8 (srtos cuzinha
fra toda envidracada com coxeira estri-
bara cacimba de boa agua de beber, tanque,
btsntc: srsr.gc'rss jcqucira utumuo ,
cajueiros, algumas flores e baixa para ca-
pn que sustenta animalmente um cavallo ;
no mesmo sitio ou na Rua-nova n. 52 ter-
ceiro andar.
= Vendem-se superiores caivetes finos,
Escravos fgidos
No dia 31 de outubro do p. p. fugio a es-
crava Maria da Conceicao, crioula olhos aga-
ropados e alguma cousa vermelhos altura
regular, ps apalhetados cor fula, o maior
signa), que tem urna marca na frente du
rosto junto ao queixo que parece urna denta-
da consta ser vista nesta cidade a titulo do
forra quem a pegar leve a Praca da-indepen-
dencia loja n. 3, que recobera 30,000 rs.
de gratificarn.
Fugio na noule de 16 do corrente do si-
tio de Felippe Mena um pardo de 20 annos ,
seu escravo de boa estatura grosso e bem
feito de nome JoSo ; quem o pegar leve a
ra do Collegio n. 15 que ser gratificado.
= Fugio no dia 3 do p. p. o preto Francis-
co de nacao Ambara por alcunha Canario ,
alto bummv n "ress,",-;
u mai iciiu
O i:em
ladino mas falla muito atrapalhado deve ter
os dedos das mos calejados por trabalhar em
nadara kivou Calcas de "nga azul, catniia
do chilla azul suspensorios, e chapeo de pa-
llia usado, desconfia-se ter ido para Garanhuns
por l ter sua mullier; quem o pegar, leve as
Cinco-poniasn. 27 quosor recompensado.
Recito: sa Ttp. oh M. F db Fabfa ^=1844.


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