Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04559


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Full Text
Anuo de f 84>5.
Sexta Fcira f>
0 DuiopoMiea-M mdoao. ,.....; ......,n,,s
' 1'orqunrtelp.Ro,.aflamado,. Osan.......ioa /
de Janeiro
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I'ARTIIM DOS COUREIOS TERRESTR]
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_> dio.UcMeda Victoria, quinta, f.i r... OUnda todo, o dio.
I'l vS D\ M M \\ \
-i Seg. -. Ama." Vnd.doJ. de ll. da (.
|( i,-rra s. Marcello. Re, aU,l. ,!,!, D.da '!. v.
17 Quarta a. \.u io. A.. I du ,1 de D. da .1. \.
i Quinta .. Prisca. Au.l.doJ. de II .la _'. Vl
! Sitia a. Canuto Vud do .1 .!.- |> ca 2 i.
i Sab. a. Sob.tii.id Bel. aud. do J. da D.d'o I. v.
| lom, Ignc s. Patrocolo,
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i ijori depende de na meanioi i ule cia, n-oderi..... e rai. ron
ii.i ..Milus cuino principiamos .- ierenoi io.. ivl i'lmira'j.io entre as lag
cuitan I i" lama jo .la A i Glfal i ranl.)

ni i IX .ii un. compra, ren la,
Cambi&i tobie I. inore! I'. ,,,..... id.. Mr de (1 10U i. 17.U 17,21,
.i Par. / i is poi franco i i > I" '" '" s,i '
,-!. i.ir l de premio I i ca 4.UU-I '' -Uli ''' < ;
Mil. 1.MU
o l.'di <- -lir- io p.r, i 1 mi re '' "'''
Lien de I. I i I a I ji loi Mi ki '> '''J''",
|>ll \M s |i\ r.l \ NO MI :/ DE IINEIRO.
I.ua clilia a g : h irai I I initi .la larde I I. < iia a !'.' is .i li r <.- t ,i7 min, il Muro
Mingoanle l''.s 7 boraa e 10 m i .1. tarde iC-e lU lij. 10 a, d m.nha
l'i 'iiit'ir ib ln.ji.
Primera as 4 boraseSOmin da man.a. | *i la i ras o 54 minuto* .'a mannJ"
^Btn^HBMBC&ZZZ^.:^L2 ;"_-2. .
BfB
:rm~
mim\m\a
RIO-DE-JANEIRO.
USOI.S DA DISSOLUQAO DO MIMSTICItIO DEMAR-
CO, CANDIDATURA DO DOTOR SATURNINO PA-
RA SENADOR.
N' mpos8biliiJade de explicarrqps i cantil-
tlalura do sr. l)r. Saturnino, s pela nobre Je-
sejo de facer eminentes servidos \ patria no hon-
roso cargo de senador; admillimos com a
Scntinella do 6 do corrente, que o projecto de
fazor umi crise ministerial, lsse oxplicacSo ra-
soavel tiesta aventurada candidatur.i.
Adianlamlo a conjcclura estabelcccmos ,
que a crise devora tr por lim a rtstauracao mi-
nistcrial dosr. Aurcliano, o presidencial do sr.
l)r. Saturnino.
1] urna hypotboso porm hypotheso que
tem seus fundamentos. O comportamento do
sr, Aurcliano de corto lempo esta paite as
elagoes que enlretein com Utn circulo mui
significativo o o preg5o de seus amigos, do-
nunciao saudosas recordaces da perdida pasta.
Pelo que toca ao sr. Dr. Saturnino nin-
gueni lia ahi, que ignore quanto S S.ficQU des-
concertado, e desbaratado com a nomeacao do
i Ilustro barao de Caxias para presidente, e ge-
neral em ebeft! do exercito do liogrande.
S. S. e seu r;nao cstavao desprevenidos: o
publico reputava que a obra da pacidcac&o do
Rio-grande estava reservada ao general An-
drea. Tendo un posto elevado dizendo-se
seguro da cooperacao do brigadeiro Uento Ma-
noel para elle olliava o publico espantndo-
se do egosmo, que ombargava sua nomeacao ,
que deva rosuscitar a esperance O bravo barao de Caxias nao tinba ainda con-
quistado o alto conceilo ein que boje 6 tido ;
almdisso voltado apenas das fadigas do Ma-
ranbao, suppuiiba se-lho o desojo de gosar cm
paz na ciarlo e IIO seio ile sua familia da po-
1 io, que havia ganbo pelo valor, e poltica ,
com que pacificou, e govcrnou esta provincia.
Contra o general Andrea, pois, tomarlo todas
as avenidas, accumulario prevencSes. Emtaes
circumstanoias, sua nomeacao era impossivej ,
e o egosmo regozijava-se, crondo prolongado
v
general nomoado.acceitando a commisso,mos
trou a impossibilidado de a podOr desempenbar
com utn presidente como o sr. Dr. Saturnino .
que tivra a louca pretencio de notar erros de
tctica ao general Manoel Jorge eparaquem
nao servio senSo gonoraes cabos-de-esquadra.
(.) egosmo reluclou le/ dillorentes tentativas,
procurou captar a vontade do proprio barao ,
pretendendo mostrar-lbe a vantagem da sepa-
raeSo do commando do exercito do car.'O de
presidente eo muito, quo o pnderia auxiliar
na sua ompre/.a mu liomcm da alta capacidade
do >r. Dr. Saturnino Baldadas tentativas; os
triumphosde S. Paulo, o Minas erSo muito re-
centes, para que as vistas do nobre barao, que
felizmente erao conformes aos inleresses do im-
perio podessem ser contrariadas pela intriga.
O despeito do sr. Aurcliano deva ser grande; o
rancor contra osr, Jos Clemente e contra os
seus collegas que o segundario ainda que
ohrigado a reconcentrar-so, foi desde logoper-
cebido por todos e, como consoquoncia infal-
livel, a approximacao de urna crise ministerial.
Esta foi do oosso conceilo, a verdadeira
causa da dssolu(So to gabinete de 2) de mar
co. Em sua origem trouce elle a triste neces-
sidade da presidencia do sr. Dr. Saturnino no
Rio-grande de S. Pedro O a fatalidade nao
pennittia que elle se libertasso d'osta ecos-
sidade conservando-seainda longo tenlpo no
podr. Desconjuntado o gabinete pelas divisos,
que d'alii se originrao levo do dissoiver-so
aos primoiros echos bem que fracos da tri-
buna.
dades. Pensa destruir o obstculo que ello. quasi todos clles
mesmo creara para si o que poder.i apparecor [ rao necessarios.
os inspectores de quartei-
inalmente a sua rcslauraco no ministerio, ISo
desejada pelos zangues. V. dada ossa restaurn-
co i ter o nobre barao de Cavias de ceder a
presidencia do Rio-grande aosr Saturnino? O
adiantamento da pacificuco tiesta provincia ,
a esperance da sua breve conclusSo certeza ,
deque o nobre barao nao desoja administrar a
provincial depois quo cesse o estrepido das ar-
mas, tl alent o pode inspirar a crenea*, de
que utn bomem de Ici poder sor accoito como
conveniente para o rgimen que deve seguil
pacifcaco. Eis os fundamentos em que. se-
gundo nossa hypotheso assenta a can lidalura
do si. Dr. Saturnino.
[Extracto d'uma publicaco a cilulo !o
Jornul-do-Coiuinvrvio.)
ra dura cao floxao !
O sr. Aurcliano mcltoo-se h explicar no so-
nado as causas da dissolucao to gabinete. O
pudor de corlo nao Ihepermittiria referir as ver
datleiras causas dadivisao dos ministros, ou
anlcs de rancor, o dasprezo reciproco, que en-
tre ellos existia. A babilidado poderla talvcz
explicar satisfactoriamente a dissolucao ; po-
rm o sr. Aurcliano nao forte na tribuna o
se a melhor causa podo sCr comprometida pola
sua simplicidade como o nao seria esta? A
divisao entro seus collegas o consoquente dis-
solucao do gabinete foi por ello attribuida nao
eleicao do sr. Dr. Saturnino para deputado
assomhla geral por osla provincia (Juo irre-
o governo do qual s podia convir nomeaces de generaos
sem autoridade, o por isso mesmo submissosao
rlat;;
,i lliiu nrnli>nrii:i "l-Jf
I-- -----r"
li:i ilnr I.
ll,1l/:ir>o <;|;
da arte da guerra.
Usr. Jos Clemente que conliecia os segre-
dos da intriga a derrotou. Abandonou a no-
meacao do general Andrea para general em che-
le o propoz a do barao de Caxias. A intriga
achou-se deliciento ; a proposta prevalecco. O
Com olla so privava o sr. Aurcliano de desen-
volver do novo os seus talentos administrativos
r: ::::::steric cm quanto o uCScdo S. Di.
Saturnino nao sahisso triumphanle tas urnas
oleitoraes do Rio-de-janeiro. Kis a rsao,por-
que boje tudo envida para obler esso triumpho ,
lazendo entrar na lista triplico de senador aosr.
MINAS GERAES.
FALLA DIRIGIDA v ASSEMBI.lA LEGISLATIVA
PROVINCIAL
pelo presidente da provincia
FRANCISCO OSt DB BOUS A 90ARES D AMUil V.
(Continuado do n." antecedente.)
Parte o/licial.
A polica un dos meios mais eflicazes para
cohibir prevenir ou castigar os crimes o
por consoquoncia um dos maiores sustentculos
da ordem.
A polica al agora eslava entregue aos juizes
de pa/. na partilha que se Ibes fez do todas as
attnbuicSes importantes da adminislracSo p-
blica, Claro tica, que nem tolos podioser
habis ; o t|ue nao era possivel que todos pen-
sassem do niestno modo c assim procedessom;
faltava portanto polica cm geral um centro
do acc5o um spensamento ; e assim S lia -
via polica em nomo.
Hojo oxst." polica o montada regular-
mente ; o tendo o seu ebefeattribuices efli-
cazes, o a necessara autoridade sobre os seus
subordinados, os seus elfeitos podom ser uteis.
A sua organisacSoaseguinte :
A polica administrativa o iudiciaria im-
cumbida ; um cliefo de polica em cada pro-
vincia ; aos delegados e subdelegados nos
districtos do sua jurisdicao; aosruizes inun-
cipaes nos tormos respectivos; aos juizes de paz
nos districtos ; aos inspectores nos quarteiroes;
as uuiuarua iiiuncpaos nos seus municipios c
aos fiscaes.
A polica desta provincia est toda organi-
sada. Alm do cliefe de polica que remide
na capital achao-so provitlns, na formada le.
Ettatislica dos crimes.
No mappa junio, n. 2. aprsenlo detalbada-
mento o numero c qualidade dos crimes qua-
lifcados tdes isto : niio dos crimes, de que
tem bavido noticia ou parlicipacOes mas
daquelles que teem passado em julgado. Esto
mappa imperfeito nem podia ser de outro
modo, organisado para um lempo em que nao
existia anda em pralica o systema judiciario ,
o policial, o para o lempo da fatal rebellilo ,
que assolou esta provincia e em quo seus au-
tores empunharSo as armas muito ombora
para suliirem ao poder: mas sorvindo-se das
reformas i uno causal o oppondo. so ellas,
Deste mappa se vfi que os crimes possoaes, os
mais violentos, equo indicSo maior atraso na
civisilacSo como sejo homicidios offensas
phisicas, ferimentos graves o leves avultao
mais; sendo tambera notavol
lavo ao criine de daiiino.
o algansmo rela-
Dr. Saturnino. Conta elle com a escolha ? 19 jui/es municipaes, 3!) delegados, 360
Nao, por certo; mas conta com asovontuali-
E
SAO MIGUEL ARCIUNJO. (*)
l'oi para Daniel esta viagem urna enfiada.nao
interromnida.rlo nrasores novse sensacoesdes-
conhocidas. ondo o p na gndola, quo o ha-
via do condusir sobro as agoasdo lago a resi-
dencia do duque d'Eslovani tevo um aporto do
eoracao, que Ihecobrio o rosto do pallidez mor-
d- fosso temor, heaftacSo ou dosconftanca do
luturo, essa emocao sentio-a meu pai sern a
comprt.cnder, talvoz sem llie dar .mportancia;
porm ao depois, quando se vio no anis.no en.
que cahlo, dco-llie o nome de present.monto.
Comoquerque osse,e relor.ndo-nos ao da. d<
emque estas cousas^J^^S^^i %
. novimento; alm le que outro objecto
(Jovja ,nuto dillerontemento occupar-lhe oco-
........... v,, rnomcnto.em que el-
edsembaPr0cava,umaVaparigasahta^^^^
,1'Estevanl.esedispunhaa embarcar em urna
inte gndola. O duque avistando Olmua, e
.discpulo rezsignal moca par,, demorar
or um instante a sua partida, e a csc-ta do-
sdous.assiui .....sdls itroOlmus.e
Vi4eJWnoo. 1,2,8,11,12, :
vos Sr. Daniel Sperola, eis-aqui minha filha Le-
nila d'Estcvani: para olla que idos trabalhar
durante a sua ausencia; porque esta quinta Ihe
portenecra um dia. Agora vai para Millo em-
pregar estes tres mezes em aperl'eicoar a sua o-
ducacko. Na sua volta, continuou ello sorrin-
do-sc, quem ha do julgaras vossas obras, eos
seus agradoeimentos scrao urna dorp narM rin
vossa recompensa. Olmus l'oi quem s respon-
deo este comprimento, porque meu pai nao
se achou com frca para dar urna palavra, con-
tentando-so do acompanhar com os olhos a I.e-
nita, quo pensativa se embarcou, at que envol-
vida nos vapores do lago a perdeo do vista.
Agora, Theresa, adevinha-se melhor a histo-
toria, do quo se conta. Os dous artistas, mos-
tr o discpulo, mctt.';ra maos i obra com ar-
dor. "Mas dous focos diversos alimentavao a
chamma do seus talentos; Olmus nos ltimos
ralo do uinu gwiu, ijuo ijc.i ,unci*di III-i
tacla e pura: Daniel nos primeiros do um a-
mor nasecnte; o ambos sustentados pela fdrea
riunla.........lauirin 'jr:: no esofrto. outro no
........ ^-.,-, i
coraead, proseguiao as inesmas tonta ti vas, ob-
tinhaS os meamos resaltados; Em pomo lempo
a quinta d Eslevani tornou-se um lugar de pe-
reguinacQo ondealulafl curiosos e cnhecedo-
res, e ainda o pensamanto dos dous artistas naS
havia rccebidosui inteiri eiecucHo, ej os ap-
ies aturdiao os ouvidos. Meu pal prin-
cjpaj rio peles louvoroa de mes-,
subdelegados os substitutos o supplentes de
tro Olmus, o accumulado de favores do duque,
que o havia admittido em sua intimidado, mul-
tas vezes so interrogava a si proprio. se com il-
cito nao sonhava. Mas quo digo ? como o podia
ello duvidar? Succediao-sc urnas as ouras as Tes-
tas na quinta d'Estevani; urna soclodade.sompre
brilhante, somprc risonha, o admettia cm seu
circulo; era s hirsoni^ continua nunca per-
turbada por um son discordante; e por (orea
havia elle do reeonhecer que o seu mrito o ti-
nba igualado aos mais ricos c nobres Bdalgos.
Tao joven, o ta5 ignorantedascousas do mun-
do,Daniel nao podia ficar isentode todo o orgu-
Iho, o inuilas vezes se deixou levar das sedc-
eles queem chusma o accommdttlad. Transpor-
tado sobro as azas de um sonho do centro de
urna campia silenciosa o solada a un palacio
cheio do movimentoe bllelo da mais apurada
civilisaco, devorava com os olhos esso espec-|
iaculo, ia aovo para eiic, oxaminava-o com a i
activa curiosidado da juventude, quo por as-
sim diaer, um estudoque anima os das, onche
.".,". horas, c, c;; unid palavra, ua alma na.
Poder-se-hia comparal-o entao um dessos a-
ladcs eolios, pela primoira vez entregues ao
sopro da viracao, e cujas cordas dio cada nina
seu dillrente som, conforme estad mais ou me-
nos tozas.
Em breva voltou Lonita, o desl i vei para ni i
voltar mais a Milfao, \ s ides adevinh ir, The-
porquono voi
Concorrem para este estado de epuzas 1.
A educacio que se naod as escolas ainda
que se d a nstrticofio. I, preciso dar aos
mestres mas accao sobre os discpulos 2."
V difliculdadc de perseguir um criminoso por
entre desertos 3." A falta de prisoes, ilondn
nao possio ovad ir-so ns criminosos ',.u A'
quasi certeza da impunidado com o julgamento
por jurados 5. Finalmente a iinliii ,n i,i tas
eis, que, dexando os ollendidos sem satisfai ao
alguma II.os da o arbitrio pela mesina im-
punidado de se fazerem j US tica.
Sinto nao poder dar melilotos noticias do es-
tado moral da provincia ; mas julgoque tenbo
dito verdades.
Nada posso informar sobro o estado das ea-
tleias; mas a julgar pela quantia, quo se tem
despendido por conta da quota consignada na
le doorcamenlo, devo-se concluir quo muito
pouco descnvolviniento livero as obras d'aquel-
las que se aehao ton construccao ; pois quo a-
penas se inandou dar para a da cidade da Cam-
panha l:500,000rs.
A lona pblica urna cousa necessara in-
teriormente porque poneos horneas sao bons
por conviceaoosentimento o maior parte
indisponsavel a certeza do castigo ; o no exte-
rior porque nenliuma naco rospeita governos
fracos. Anda quo lotios iossemos anjos nom
assim poderia o governo esperar quo todoscum-
prissem seus deveres sem ser sustentado por
nina lrca corrcspoiidento estensao do suas
attrihuicoes. E' ponto do nossa crenea quo os
anjos se robellarao. Somos homens e por
inelhores que sojamos em geral somprc ap-
seis mezes, que se seguirao esta volta. Do mi-
nha mai soube todos estes pormenores, o todas
as vezes que ella, por amor do mim, ergua o
veo do passado sempro passava ligeiramonte
wr este periodo doloroso; S urna cousa me dis-
se, o que vol-a repito: Daniel e Lenita amrao-
se reciprocamente. E na vordade para que me
havia u'clla alSaraB BTiiulus, pui quepas-
sra, das lulas quo sustentara, dos obstculos
que a acabrunhrao .' Lina palavra basta para
resumir todo este longo poema. Amavao-so, o
pcdio indulgencia para o seu amor. O pai nao
levo ontranhas nem piedade. O orgulbo nesse
bomem nao era cousa pussageira, era urna pai-
zio, e paixao cga o surta, Theresa, que Ihe
nao deixou ver o abismo quecoriia, nem ou-
viros gritos do sua lilha. Tao desigual comba-
te dovia Andar; o velbo foi abandonado. Urna
manhaa forao annunciar ao duque d'Estevani
que Lenita e Daniel tinhSn desparecido. Fo-
rafi perseguidos, mas quando os oncontrro.ol-
les se haviao posto sobre a proteceao do Dos.
a E uiini.i iiiia, lesiiiuao-m'u disso o duquo
d'Estevani, rompendo por entre o povo, e diri-
giodo-so ao altar ornado d'- branco... a espo-
sa de Daniel, respondoo o padre, suspendendo-o
com solemne gesto.
No dia segurte > pal havia deserdado a filha
eos dous, tendos mente nocoracSo e no peo-
smenlo o seu amor, seguir^ a pressa e quasi
Mantua, Poda a retal


1
parecen) alguns, que orlo nascidos nicamen-
te para se darcm em espectculo comoexem-
plos de urna scvra c incvtavel justica. Um
pequeo numero de taes homens sobejo para
perverter a muitos, c cnto a forca indis-
pensavel.
Pelo i|ue pertence ao externo as nacoes ,
assim como os homens,quando nao toe.'!! o freio
social, s conhecem a sua Torca e nunca a
usti^a albeia ; o como nao ha um tribunal de
nacoes, ser sempre opprimida aquella que
menos forca ou menos energa livor,
l por tanto indispensavel a existencia da r-
ea e o problema a resolver 6 nicamente ter
.1 maior e mais disciplinada frca com a me-
nor despeza possiv'el ; e o menor vexame dos
povos.
Houve um tempo, cm queso entendeo no
Brasil, que um exercito era at nocivo e pre-
judicial ao paiz; desta convieco pelo menos
apparente seguio-sc o anniqttilarocnto do
exercito e o abalo geral por que tem passado
o imperio. As revoltas do Dar e Rio gran-
de, um mesmo tempo, (izerSo disfarcarum
poueo o odio que se tinha urna (orea discipli-
nada e principiou ella ter algumaconside-
ra ;flo bem que poueo desenvolvida ; mas as
rebcllides da Babia Maranhao Santa Ca-
tharina s. Paulo c Minas teem feito sentir
om fim a necessidado de guarnecer as provin-
cias; e boje S ha alguma confusao o dis-
perdicio nos meios : mas eu espero anda, que
cheguo um tempo cm que alguem calcule
bem a despesa que se la/ com todos os di floren -
les destacamentos grandes e pequeos da
guarda nacional ; com lodos os corpos polica-
es, permanentes, podestres, municipaes, e
dequaesquer outras denominaces; todos com
pouca ou nenhuma disciplina e muito
custo em dinlieiro e com grande vexame de
todas as rlasses dasociedade; c (|ue entSo se
diga, que muito mais til muito mais barato ,
e muito menos incoinmodo e um exercito bem
disciplinado.
Corpos (/< 1*. linha.
Bem que os corpos de primeira I i tilia nprtcn-
^o administradlo geral convem com tudo
participar-vos.qual 6 a Ifirca que o governo tem
destinado para o sen ico e seguranca desta
provincia.
O esquadrSo creto do 1.ade marco de 182 eslava muito
atra/.ado em organisacao ; e nao entrando as
'. i I is Ju governo a existencia de pequeos cor-
pos solados fo extinclo. em cumprimenlo de
ordens da repartidlo competente pela minha
ordera do dia de 25 do mei passado.
Por decreto de 13 de marco deste anno oi
creado um batalao provisorio de cacadores
composlo de quatro companbias tendo ao
todo 597 pracas 24 das quacs serao olliciaes
do estad I maior, e officiaes das companbias.
Este corpo depois de bem disciplinado ,
ser sem duvida bastante na parte inantaria .
para conservar a tranquillidade pblica nesta
provincia principalmente se i ao forcnlraque
cido o disseminado em pequeos destacamen-
tos.
Aiem deste corpo talvez em quanto elle se
nao organisa esto destacadas nesta provin-
cia duas companbias do primeiro bataih&o de
fuzileiros montando 300 pracas comman-
dadas neloseu mesmo coronel official experi-
mentad" f>m nni'in tnnhn inteira conianca,
Corpo policial.
corpo policial desta provincia conpfie-se
de inantaria ecavallaria. devendo ter 380
pracas de inantaria e 00 de cavallaria mon-
tando ao todo a 4V0 pracas. Este numero se-
raz comsigo o germen de dous effeitos bem dis-
tingos, o do entbusiasmo, que se parece urna
bebodera;e o do arrependimento, que anda que
mais tardo, naodeixa de trazerlagrimas. Leni-
t.-i e Daniel, apoiando-se cada um na devotaco
do outro, esquecldo da realidades da tena pela
CascinacaS do amor, passrio os primeiros lem-
pos de sua nniao nessa especie de febre, que se
poderiu chamar o fanatismo da ventura, que no?
torna surdos ssinistras prophecias do futuro,
llavio feito ao amor enormes. .. dolorosos sa-
crificios, devio esperar que elle os compensas-
so largamente. Com ludo, un, (lia, Daniel sup-
poz perceber, que o sorriso de Lenita era menos
raneo,e que as faces haviao tragos de lagrimas,
lia poueo derramadas. Itastou que elle oquizes-
se seriamente, para descohrir u segredo desta
tristesa... Ai! o coracaoda rapariga nao se ha-
via lodo absorvdo no do amante; nao ver mais
seu pai a fazia solTrer, essa Separaco, que po-
,;,i svi cciuu u iorroriSaVa... quem sane se ii
ella se nao arrependia dosse -'rito de revolta,
que havia respondido um rito de maldicSo?
FO CSl& 2 *'!'!.". r '. iiOTTi ti n \j*. i ni ij ll ir 11
pai... suspeita ajusta, Tlieresa, poi que a ter-
nura, que Lenita por elle tinha, era tao verda-
deiracomo prolunda... Como que porm que
fosse, Daniel entendeo, que nunca tena urna a-
legria pereita, emquanto urna reconciliar.!,, rafi
dcstruisso at ultimo vestigio des
sudo. Eranecessario adiar um mcio di
ra bastante para o snico da provincia quando
poder completar-se : mas isto nao pode conse-
guirle por engajamentos, nem tal methodo em
parce..-m proprio para individuos,que teem obri-
gaco de servir o seu paiz. Estes engajamen-
tos invqlvem quando a mim, urna ideia de fa-
vor recebido pelo governo c por isso se v o-
brigado comprar vonlades uinheiro e nem
assim tem quem o sirva. E mais simples e
mais promplo recrutar para o corpo policial ,
como se deve recrutar para o exercito isto ,
chamando pelosseus nomesaquelles, que estao
no caso de sorem recrutados e obrigando-os
a servir poroito annos, ao menos.
Os estrangeiros, c aquelles nacionaes que j
liverem pago esta divida seja cm que corpos
deservico cffectivo (or que teem direitoa
por condices para se ohrigarem servir; bem
como o governo tem direlto limitar-lh'as o
pr-lb'as tambem para os acceitar.
Q corpo de permanentes da corlo 6 tem bo-
je novo regulamento com pouca dilTerenca do
regulamenlo do exercito e se nelle ha algum
de efleito, consiste nessa dilTerenca ; porque em
fim preciso que todas ascousasda mesma na-
tureza se entondao do mesmo modo.
servico militar em tempo de paz 6 o mes-
mo seja para os corpos da 1.a linha do exer-
cito seja para os corpos pagos das provincias.
A nica dilTerenca de uns para osoutros 6, que
os dii exercito teem mais rigor de disciplina,
e teem a obrigaeao de passarem pelos trabalhos,
as rezos de muito longas campanhas ; c bem
que os corpos pagos das provincias tenhao tam-
ben) passado pelos mesmos trabalhos sao com
ludo menos duradores e cm resulta sempreo
soldado de linha venia ter peior vida que osou-
tros. .Nao se v por tanto, que motivos baja
para se dar maior vencimento ao policial ou
ao permanente do que ao soldado de linha;
nem a rasao, por que as provincias se bao de
impor taes encargos sem terem precisao.
Entendo que 6 justo e proponho que aos
policiaes, que concluirem o seu tempo de en-
gnjamento e contarem oito annos, ou mais
de servico sem nota no mesmo corpo ou
em outro se de" sold de primeira praca do
exercito e mais outro sold de gratilicaco e
a etape segundo as avaliaces semestraes ,
como se faz com o exercito.
( Continuar-se-ha, )
Publicar o a pedido.
Vistos estes autos, c. Considerando, queso
a lei quando de conformidade com as inst-
tuicOcs judiciarias do paiz, como se acho do-
finidas na constituicao poltica do imperio, po-
de crear juizes, e que nenhuma lei ha, que te-
lilla creado juizes deextraeco debilteles de
loteras e nem conferido aos membros do po-
der judiciario o exclusive direito de as presidir ,
ou classificado na ordem das attribucoes res-
pectivas um similhante exercicio, sendo alias
por sua natureza de um carcter todo diverso.
Queo juiz nomeado pela presidencia da pro-
vincia para assistir, e inspeccionar o andamen-
to das rodas; (porque fallando com propriedade
nao Ihc cabe o nome de presidente), nao assiste
este acto em virtude das funeces de seu car-
gO; mas por urna nomeacao,apenas reclamada
por garanta, e amor da ordem, que deve pre-
sidir quaesquer negocios cm que intervem
a suterdade puua. Que urna tai nomeacao,
nem confere, nem pode conferir, a quem quer,
que seja o nomeado para assistir ao andamento
das rodas attribucoes judiciarias i> que por
esta rasao e outras umitas, que sao da maior
evidencia naos nao pude elle ser considera-
o duque d 'Estevani, esse homem tai) enfatuado
dos seus brases, tao orgulhoso do seu nasci-
mento. Era necessario encher a distancia que o
separava, a elle pobre plebeo, do nobre pai de
lenita. .. Mas que poda elle fazer?Como a-
plainar tantas e tao enormes dilculdades?...
Nenhuma esperanca mais restava a Daniel de
consaguil-o, quando um successo inesperado o
vp'm tirar fia patltia, c dar-6 DOYS alia.
Annunciou-so que se ta abrir um concurso
em Homa para a execuca de tres grandes qua-
drosdestinados 6 ornar o vaticano. A escolha
dos obyectos ficava ao arbitrio dos pintores, com
tanto que iosse tirado das santas escripturas.
Tanta importancia sedava estes trabalhos, que
se prometlia aos tres vencedores um ti lulo para
cada um e seus decendentes, cariado nobresa,
e as honras de um triumplto publico.
Meu pai medio com rpida vista d'olhos a no-
va carreira, que se Ihe abra Tentar similhante
empresa ora ao mesmo tempo aplacar a sua ar-
dente S(*de de glora, e trabalhar para a ventura
de Lenita, e urna espontanea inspiraca olTere-
i tu d'aniemao ao seu pensamento o object'o,
que tod t se devia entregar. Sem mais tardar di-
rigio-se para odfatricto mais ermode Mantua,
e la preparou um laboratorio conveniente. Des-
de entilo fazia todos os dias, e sem que Lenita o
soubesse, urna visita mysteriosa ollicina. Nin-
guem deste mundo sabia o objecto que elle ba-
via escolUido...ninguem, se exceptua-sc um
do juiz; mas nem mesmo um empregado pu-
blico em acto do exercicio de suas funecoes ,
para que sofra as penas, que impe o artigo
128 do cdigo penal, aquellos, que entao o de-
sobedecerem, sendo que pelo artigo lo, 10
da constituicao, e7. do artigo 10 do acto
addicional s os corpos legislativos do imperio
sao competentes para crear empregos", oestes
ainda nenhum presidente crorao para loteras,
nem empregado algum attribuiraoesta facul-
dade. Que com quanto muito louvaveisscjfio as
delibcracearbitrarasde urna autoridadequal-
quer nos casos sobre que as leis nopronun-
cio quando undadas em boa rasao nao
se lite podo todava attribuir os efleitos que s
resultad das qualificacOes legaes, esobretudo
para imposico de penas, que as leis fulmino
contra os que directamente violao as suas pres-
cripcOes. Que ainda concedido o longo uso de
assistirem os membros do poder judiciario ex-
traeco de loteras nao pode elle, como er-
radamente suppoe o appellado em suas rasoes
de folhas nem caractersar o acto nem esta
belecer a competencia ; por quanto urna das
condicoesessensacs para legitimar o uso que
este de maneira alguma se opponha as leis em
vigor ; mas attendendo, que a constituicao no
titulo't.0, capitulo nico, organisando o poder
judiciario, suas jerarquas qualificacOes, c
faculdades, nao crcou juizesjextraorlinarios ,
nem autorsou alguem para os crear; ououtros
olin daquelles por ella qualificados.do que re-
sulta, que se no pode invocar c uso, como um
titulo de jurisdico sem o (Tensa das insliluicoes
do paiz e dos direitos civis, e polticos dos
cidadaos Brasileros. Considerando finalmente,
que excede todas as regras do raciocinio a
comparadlo dos pii/es de capcllas, hospitaes ,
contraras, eos presidentes do jury na conta ,
e verificacao das sedulas, com os suposlos jui-
zes das loteras para della deduzir a sua preten-
dida jurUdicciio, vistoNjpe nao versa a presente
questao sobre so estes julgao ou nao por ac-
cao em forma proposta, em que se funda o ap-
pellado para os comparar ; mas sobre a auto-
ridade em virtude daqualassume o carcter
de juiz e as attribuices inherentes as quaes
de nonhuma sorte Ihc pdem competir, como
j fica demonstrado mais que sSo expressa-
mente outorga^as pelas ordenacoes desle impe-
rio aos juizes constitucionalmente creados, c
nomeados por Sua Magostada o Imperador. Por
todas estas considerac/ies, que tenho em muito;
porque nao reconheco autoridade alguma es-
tranha ao cdigo fundamental do imperio ,
nica fonle de toda legitimidade reformando
a sentenca appcllada absolvo o reo, o major
Jos Gabriel de Moraes Mayer, da pena do cri-
me de desobediencia de que oi aecusado pelo
promotor pblico. Quanto aos mais crimes ,
de que o reo aecusado no requerimento de
denuncia a folhas nada posso resolver ; porque
nenhuma mcnsaodelles se fez na sentenca de
folhas: descao portanlo os aulosao juizo a auo,
para que profira a sua decisao a respeito dellos ;
depois do que se dar vista ao promotor, para o
que convier no interesse da justica. Pague a
municipalidade ascustas. em que a condemno.
Recife 22 de dezembro de 1843. Dr. Manoel
Mondes da Cunha Azevedo. Nada mais 6e con-
tinha om dita sentenca que eu escrivao no
principio desta declarado c abaixo assignado ,
fielmente fiz tirar por certido do original,
quai me reporto : esia vai sem cousa, que du-
vida faca conferida. c consertada, e por mim
subscripta, e assignada nesta cdadn do Recife
de Pernambuco aos 11 de Janeiro de 18ii.
Subscrevi, eassignci em ft de verdado
Joaguim Jos Pereira des Sanios,
Alfandega.
Rendimento do dia 18.......... 4:9998*24 i
fesr/trrego hoji 19.
lriguefrasilian-Packetcarvao.
BrigueAmeliapedras.
I'arcaThomaz-Mellors diversos gneros.
BarcaCasimir-delavignediversos gneros.
Briguelrasilianbacal bao.
IMPORTACAO.
Anlje ; escuna bollandeza vinda de Har-
linge entrada nocorrente mez a consigna-
crio de Brande! a Brandis ; manifestou o se-
seguintc :
10:000 tijlos encarnados c amarcllos 179
botijas de linbaca 83 gigos de batatas alar-
dos com lonas 50 barris com rnanleiga (}
barricas com alvaiade, 1:005 caixas com
11:000 queijos llamengos ; a ordem.
S. Domingos ; brigue portuguez vindo de
Lisboa entrado no correte mez a consig-
nadlo de Mondes & Oliveira ; maniestou o se-
guintc :
2 embrulhos com gorgorao c um cordao de
linbo; a Manoel Joaquim Hamos e Silva.
3 pedras de cantara lavrada ; a Manoel Go-
mes da Silva Louroza.
3 barricas com chocolateras e chaleiras de
cobre; a Ignacio Ventura l'ernandes.
30 pipas de vinho tinto 100 barris dito
branco 119 moios de sal; a Alendes veira.
100 barricas farellos 22- molhos de rabel-
las 2caixas bixas, 7 barris vinho 6 vasos
llores, meia-pipa vinagre 3 barris paios 1
dito azeite de oliveira 1 caita com um pre/.e-
pio 3 saceos castanhas; a diversos.
Thomaz-Mellors ; barca ingle/a vinda do
Liverpool entrada no correte mez a con-
signadlo de Russell Mellors & C. ; manifestou
o seguintc:
103 '/s toneladas de curvao do pedra ; a Joa-
quim Baptista Morcira.
59 gigos 59 meios ditos 11 barricas e 3
caixas com louca 4 fardos brandas de algo-
do ; a Fox Brothers.
10 caixas fazendas de algodo 2 ditas ditas
de linlio ; a Me. Calrnoiit & C.
1 barril agurdente de I-ranea 24 ditos,
serveja 115 leixes de ferro em folba e vergas.
17 fardos e 10 caixas fazendas do algodo 2
caixas e 2 barricas(erragens, 1 barril manteiga;
a G. Kenworlby & C.
46taxasde ferro fundido, c batido; a Fox
Stodart.
190 barricas de farnha de trigo ; a Dcane
Youle & C.
4 fardos fa/endas d'algodao, 2 ditos e 3 cai-
xas ditas de la 1 barril vidros e louca 1
caixa com 1 chapeo 1 barril carnes 1 dito
conservas ; a J. Stewart.
7 fardos fazendas de algodo : a ordem.
21 Cuixa fazondas do algodo 700 caixas
de sabio o 14 Jianicas enchadas ; a J. Pu-
ter & C.
19 caixas fazendas de algodo 1 dita com
urna machina ; a I!. Jannison.
3t lardos e 25 caixas fazendas de algodo ,
3 caixas queijos, 1 dita mustarda 3 ditas
conservas 24 presuntos ; a \V. E. Smilb
25 barris manteiga ; a J. P. de Le reos.
& P.
5 caixas azendas de la 42 ditas e 17 far-
dos ditas de algodo ; aj. Cabtrce & C.
antigo discpulo de meslre Olmus, quo elle, co-
mo se pratica, empregava na conclusaodas par-
tes menos importantes da obra. Todava estas
reiteradas ausencias haviao excitado ociume de
Lenita, o que foi para Daniel grandissirna mor-
tificaco. Felizmente cstava o trabalho no seu
seu ultimo periodo, e um dia emfim, radiante
de esperanca elle deixou minha mi, annuncian-
iiu-ie, que no da seguinte ella saberia um
grande, um bemavenlurado segredo.
Nesse dia, e quando parta para a ollicina,Da-
niel fez mil sonhos dourados, imaginou trium-
phos, acredtou em gloria, em todos os prazeres
do co... Mas que desgraca esperava o infeliz !
Ao entrar no laboratorio, tudo se dssipou e des-
vaneceo: o quadro havia dcsapparecido. Sim,
desappurecido tinho-lh'o furlado... ouvis?
entendis? furtado. Urna muralha do bronze se
linha levantado dianle delle, um raio Infernal
havia-lh* absfsdo ? resp'" no peitc c tado a luz dos oliios. IIouvu i'in seu cerebro
um desses abalo que sao os percursores da lou-
cura. e or aluum tempo esl(-v espantado e
trmulo, sem ver, sem pensar, talvez at sem
soflter, entre a vida e a morle, criio terrivel,
queso llie dcixava o sentimento sulficiente paia
comprehender a sua desgrava, e nao suecum-
bir...
Mas de repente agitou-se, como para revolver
o Singue que se I to suspenda as veas, ou des-
pertar a vida que se Ihe entumeca ao corceo:
enxugou o suor, que da Ironte Ihe corra, pe-
gou com as mos convulsas no cavallete, para
se convencer que o quadro all nao estava mais,
e com um movimento de furor espedacou-o con-
tra aparede. Depois sahindo d'alli como um
insensato, atravessou toda a cidade sem olhar
para traz, e s murmurando dete.npos cm tem-
os.
Sim... Homa l est !... para Boma que
elles o levro !... vamos Boma !
Era alto dia, quando Daniel sal o de Mantua
correndo. Ao escurecer tinha ello percorrido
campias c outeiros, maltos, e campos cultiva-
dos, e sempre correndo, sempre com os olhos
voltados para o co; porque s estrellas per-
guntava o caminho.c Dos pedia lorca.
Essa carreira atravez de rochedos, precipi-
cios e planices durou seto dias e sete noutes:
ora a p, ora montado na mua, que Ihe ein-
prokava um aiiiiocrevo, meu pai s<> parava, pa-
ra lomar respiracSo; como que nao sabia o que
era Minino, e vellava para nao repousar dema-
I .i do
Formis de urna vez sem duvida, durantees
sa infernal viagent, elle se nntio-desfallecer, c
ihe viro reteir aos ouvidos os lgubres SODS
da hora extrema.. Mas que erao para elle sol-
frimentos, morte 6onvlnha-lhe tod i o cus i
chegar 6 Boma... chegou emflm.
Nao apresentava a cidade a tranquillidade dos
dias ordinarios. Os sinos do capitolio soavao a


^
29 caixas fazendas de algodSo; d 15. R0ylo
&C.
8 fardos fazendas da algodSo ; a Rosas Rra-
g &C
3 caixas [zondas dealgodo; a Johnslon
& C.
78 caixas o :I0 fardos fazendas de algodao, SO
iiarris com mantega ; ao3 consignatarios.
M) caixas vidros para caixilhos; a Silva Bar-
roca & Andradc.
I eaixa lencos de algodSo ."i ditos e \ lardos
ditas de lnho, 16 caixas Itabo, 10 caixas li-
li lias ; a E. Jones & C.
Poultncg briguo americano viudo de
Philadclphia deo entrada e descarregou ein
franqua para a alfandega.
787 barricas e iS meios ditos com farinlia de
trigo 2S caixas com fazendas; a L. G. Fer-
reira & C.
liovimcnto do Porto.
Navios sabidos no dia 17.
Stockiiolrn ; patacho sueco Vigilancia capi-
to Olof Janssow carga assucar.
Angolla por Bonguelia o Novo-redondo ; pa-
tucho brasileiro Franeelina capilSo Jos
Joaquini Pereira de Mello carga diversos
gneros.
.Vano entrado no dia 18.
De Crusar; 9 d)as brigue-escuna-nacional
Leopoldina ; capitao-tenente Antonio Jos
Francisco da PaixSo.
Navio 1 dudo no mesmo dia.
Stockholm ; briguo sueco Aryo capilSo So-
dersquitti carga assucar.
forrado eencavilhado de cobro c de primeira i tem precisar c rio, dirija-se a
I marcha, pretendo sabir para Lisboa com mui- ra dos Assoguiubos casa n. .
ta brevidade por ter irais d dois toreos do
seu carregamento prompto ; qum no mesmo
qaizer carregar, ou ir do passagem pira o
I que tem ptimos commodos, dirija-se a Mano-
c! Jos Machado Maibeiro na ra da Cadeia
doRecife n.47; ou ao CapilSo Manoel Jos O 1. secretario avisa aossrs, socios, que os
liatto. bilhelcs para a recita do dia 20 do corre 11 te
Para o Porto sabir multo breve por principiii a ser distribuidos hojo das 9 lio
ter a mor parte de seu carregamento prompto ras da manhSa em diante na casa do thcsou-
0 liem conhecidu brigue-portuguez Primavera, reiro; outro sim que a commissSo adminis-
capitao Jos Carlos I'erreira Soares: quem no trativa se rene as i 1. huras da tardo para an-
mesmo quizer carregar ou ir de passagem provacSo de convidados.
para o que tem bous commodos : entenda-se Quem annunciou querer comprar una
com o mesmo capitao ou com seu consigna- 1 commoda, una gamella grande de banho, nina
tario Antonio Joaqnim de Sousa Ribeiro na \ mesa de meio de sala e alguns ou tros trastes ;
ra da Cadeia do Rccife n. 18. dirija-so a ra do Oucimado n. S lerceiro
andar.
Antonio Duarte de (Hiveira Reg em-
capISo .Manoel Goncalves Vianna tem hons barca para fura da provincia o seu escravo ca-
commodos para passageiros: quem nelle qui- i brinha, por nomo Benedicto.
SH'claitciH'S
%i Tendo o subdelegado do -2. districto da
comarca do Cobo (cito prender o preto Joao
Sabino, que se inculca.a bvre e \ i v i a como
tal, ha do/o annos e conduzil o ao coronel
Francisco de Barros Reg senhor do engenho
Sauh de quem o mesmo preto conlessra sor
escravo ; aconleceo que os portadores des-
cantando no dia 5 do correle em trras do
engenho Limo comarca do llio-formoso ,
tivessem a facilidade do tirar as algemas ao pre-
to para janlar; e este aproveitando-so de um
descuido e estando presente um dos seus guar-
das somentc o niatou e lugio ; e quando a-
co.iirao os dous, que estavao um pou o dis-
tantes ja o nao podrao colheras maos e o
assassino se escapo sao e salvo. Roga-se por
.tanto as autoridades policiaes d'ambas asco-
marcas mencionadas e us de qualquer outra ,
queiriio (azer toda a diligencia por capturar o
escravo assassino cujos signaes sao os segua-
les : baixo corpo delgado pouca barba 0-
relha direita furada casado com mulber livre,
de quem tem lilhos ; tem morado como livre ,
o sompre com o notne de Joao Sabino em A-
gua-prela, onde caSOU em Jacararaca ter-
mo de ariri e em OUtros lugares, c levou
na occasio de escapar-se, urna espada toda a-
parelhada de prata.
Faz se saber aos subditos Britnicos ,
residentes em Pernambuco que no dia 20
do correntc pelo meio dia ter lugar no
consolado britnico da ra da Cruz o ajun-
tamento dos subscriptores para todos os lins
designados no acto Geo : IV Cap. 87. Con-
sulado britnico em Pernamhnrn !' de Janei-
ro de 18H. //. A. Cowper, cnsul.
Avisos martimos.
O Patacho portuguez Aovo-Congrao,
porfa, e por entre essa bulla ouviao-se os sons
harmoniosos de urna msica militar, e as ae-
clamacoes do povo reunido; as janellas cstava
elegantemente ornadas, as ruascobertas de fo-
Ihas e flores, vapores odoriflcossc erguan dos
urredores do curso. Daniel per-iuntou, porque
estavao lio verdes as ras, tao bolicosos os si-
nos, tao ornadas as raparigas...
Ilr.:,. A J----____' >>>.>c Iho llcenron g
como acabou-se a missa, que assistio em pes-
soa sua santidade, provavel que o cortejo se j
dirija neste momento ao capitolio.
Que cortejo? exclamou meu pai com ve-j
demencia.
o dos vencedores que vo para otnum-;
pbo.
Que vencedores ?
A mulber, que meu pai inlerrogavadcsta sor-j
te, era urna pobre mendiga, que nao sabaos
nomes dos vencedores ; e respondeo tranquilla-1
mente.
Meo Dos! niu se agasto V. m., senao
sel dlzer-lhe comooschamSo : ludo oquoeu
hei iiuu oosim d< slgnao aqucncs, que Da
nhrSo OS premios do concurso, 0 CUjos qua-
dros serafi collocados d'aqul a pouco no va-
ticano. ., .
Daniel separou-se dcsta malher, soltando
um grito,d cabava deouvir, Ihe houvessem derramado no
corceo pingos de chumbo derretido. Em bre-
= Para Lisboa segu viagem com toda a
brovidade o briguo portuguez S. Domingos,
zer carregar ou ir de passagem dirija-se
aos consignatarios Mendes & Oliveira ou ao
rele ido capitao.
O briguo Triumpho-Americano segu
viagem com a maior brevidade possivel para
Lisboa, com escala pela liba -de-S.-Miguel :
0inda recebe ulguma carga e passageiros, e por
menor froto do que outro qualquer: quem
ronvier, dirija-se a Jos Vntonio Gomes J11-
nior no Recifo ra da Cruz n. 23 ou
ao capitao do mesmo na Piaca-do-coni-
mcrcio.
Lciloes.
Manoel Antonio Pinto da Silva, tendo de
mudar de estabclocimonlo de marcineiro fara
lelio por intervenido do corretor (Hiveira di
toda a mobilia, que comprehende o que at
agora tem tido, consistindo esta em commodas,
cadeiras, sofs, kilos, armarios, bancas, mar-
que/as toucedores mozas, inclusivo urna
mobilia completa do Jacaranda ierra menta e
bancos do olTicio o muitos outro- trastes com
algum uso ; o que ludo se vender para liqui-
dadlo : hojo 19 do correte as 10 horas da
manhaa, no seu armazem na ra da Ou/., por
detraz do Corpo-sanlo.
Aluga-se urna loja na ra do Nogueira n.
39 com commodos para familia; quem a pre-
tender, dirija-se a nn do Rozario larga sobra-
do do 2 indares junto abtica do senhor Bar-
tholonieo,
As pessoas,que tivrSoa bondade de assig-
nar o drama /). Pedro Cezar ou o Vingador
de seu pai; queirSo procurar suas assignaturos
na Praea-da-indcpcndencia loja do sr. Anto-
nio Joaquini Panasro, ondetambem se vendem
os nmeros avulsos pelo preco do 800 reis.
Na noute de 11 do rorrento ficou por
esquecimento dentro de un a canoa do car-
reira aira/, do llieatro velho urna espingarda
lina, de espoleta d'um cano : quem a achou.
OU Ihe (or offerei-ida pode apr- iiendel-a 0
leval-a rn i das Larangeiras, sobrado n, .',
ile Claudio Dubeux que sera gratificado.
O sur. que annunciou um rapa/ para
aeompanh. r a sua familia para Garantios, c vi
sin bancas do rio do-S,-Francisco ; dirija-se i
ra das Cruzes n. -Vi que adiar com quem
tratar.
= Precisa -se alugar um sobrado de um an-
dar com soleo quintal e cacimba ou a-
lias de dous andares com as mesmaS cir-
cunstancias por mdico preco em qualquer
das ras do bairro de Santo Antonio : quem
livor annuncic.
Joaquim da Silva Copes faz leilao de SO A oa> a n h()uver si(ln 0|rerocJ0
arricas com mante.ga liamburgueza por 0 Elucidario das palavras doFr. Santa Roza de
conla e risco de quem pertencer : no caes da
alfandega (boje 19 do crrente.)
Avisos diversos.
lotera do theatro.
O (hesourcii'o des'a lote-
ra declara da maneira a mais
positiva^ e terminante, que as
respectivas rodas andao m-
npeterivelrtiente no dia 30 do
correte e talvez antes des-
se dia se a extraego dos hi-
llietes restantes continuar
com a rapidez, que tem tido.
A pessoa, que annunciou querer comprar
um relogio querendo um saboncle do pruta ;
dirija-se a ra do Rangel n. 31.
A pessoa que annunciou no Diario do hon-
ve se achou elle no Corso : por toda a parto o
povo Ihe abria caminho admirado : elle nao via
ninguem o seu pensamento o absorvia todo...
Nunca tinha ido liorna o todava ia direito
ao seu caminho. sein hesitar. sem se trans-
vi;.r umn s vez. As sentinellas prohibiao a
entrada do vaticano... elle entroja lrca e,
galgando com rpido passo os degros de mar-
mnni /i .jc.jaHn-ronI sebou-se em flm nn tnta
or da sala Paulina. All sa ergua alto es-
trado com bambineflas bordadas d'ouro esc-
ulcadas de dores, sobre o qual pousaviio os
tres quadros, em que mil olhos se pregavao ao
mesmo tenipo. Nessc momento tres bomens
subirlo os degraos do estrado, inclinrao-se
perantt! um velho, ccrguCro-se cada um com a
sua cora.
Tres quadros o tres bomens haviao... Da-
niel s um bomcm e s um quadro vio. De
riMionif diw. um remido sordo cabio de cos-
los, ora de si. Cmdurirlo^no ferido, esemeo-
iibecimento para fura do vaticano.
UUCm so iui|nii mu .iMii ..----- a------
TinhO visto cabir um bomcm no meio da chus-
ma : isto n3o fez Iheres, nem os homens grilassem bravo
aos triumpbadores,
Quiz Daniel alguns diasdepoisfazer os suas re-
clamaces; (TzerSoque o nSo entendio. Soube,
que um certo cardeal Adriani tinha grande in-
Viterbo que foi surrupiadn, ha poneos dias,
da loja.de I i v ros da ra do Gollegio n. "Jd :
querendo restituir essa obra ( um volume em
4. ) tenlia a honda le de dirigir-se a dita loja,
onde se indemnisar lo que tiver dado ao ga-
tuno.
George Kenworthy &C, em liquida-
cao rogao qem tiver, <>u sejulgarcom
direito a alguma preleneao fiextincta firma de
kell Jolin; mi f Iiajo de apresental-a
em dovida forma n i escriptorio dos sobredi-
tos na ra da ( tiiz.
= Francisco I'erreira da Silva subdito
Brasileiro relira-sc com sua familia, para
fi'ira do imperio.
= Bellarmino de Arruda Cmara tendo de
residir nesta praca por amor da cducacSo de
seus lilhos oflerece-se ao respeitavel publico
deslo cidade para ensinar nao s em sua casa,
como por aquellas de pessoas capa/es. que se
Ci7.eieiii utilisar de sua iivu nuuciencia ,
os conhecimentos de primeiras lettras inclu-
sive a grammatica portugue/a e fcil melho-
do de boa escripturacao ; assim como a lingua
franceza com perfeicao que nao s ensinari
a traduzir mas a lr escrever e fallar. O
fluencia na corto de liorna ; dirigio-se ao seu
palacio e COOSeguio una audiencia ; mas um
terror inexprimivel se apoderou de todo o seu
ser. Esso cardeal, suppondo que a intimi-
dacao era a mais segura via para chegar ao co-
nhecimento da verdade, instou meu pai, com
perguntas insidiosas, que destruindo-se urnas
is oulras so obscundade e cootosao podiao
produtr. Daniel perturbcu se e::'. sess res-
postas. .. A demasiada franqueza, transbordan-
do do coruco, tumbem pode fa/er balbuciar o
enipalledecer. Adriani Ihe impoz silencio dl-
zendo-lhc, que menta... Mentiroso!... i
meu pai! Nunca essa pa'avra Ihe havia ferido
os ouvidos... Arrancou do seio um punlial ,
que quasi inmediatamente Ihe cabio das m3os..
o mesmo instante una escura novoalheco-
brio os olhos, o elle sentio, que pesadas ca-
deias Ihe aperlavao os bracos desarmados. No
dia seguinto, Daniel foi encarcerado como
iuucii :
Coinecou com o seu captiveiro a a^onia de
meo pai. Desamparou-o toda a energa : ede-
seguio a permissio de escrever a Lenita para
parlicipar-lhe a desgraca que o havia ferido ,
e rogar-lhe viesse, antes da sua morte, dzer-
llie um ultimo adeos. Minha pobre mSi tinha
nesse mesmo anuo recebido o mais cruel golpe
em suas esperances e afleici s, NSo sabendu
i como interpretasse a dcsspparico de Daniel,
desonvolvimento protico deseu ensino sera <
testeinunlio autbentico de sua capacidade o
liabilitacii'o nao dcsconbccida neste logar,
onde instituir.: o primeiro colegio, qi.....|ui
h une mas qu por motivos domsticos su
retirara para a uabitacu de SCU SOgro em .Mas-
sauass. As pessoas, que o quizerem ocoupar
dirijo-SC, a casa do sur. Joaquim Jos l'erreir.i
de <]arv'alho na ra das Trinxeiras, que qui o
encontrarn at que uluguc casa convoniento
i ai i sobredito fim.
Km casa de Augusto Coberlt, na ra daCa-
dei.1 de Uecifo n. i', hasempre para vender
um grande sortimonto devinhos muito velhos
engarrafados, da Madcira, Xeriy, P>to, a-
irdenlc de Fran a e Shrub das melho-
res qualidades que leem vindo a este mercado ,
muito proprios para quem gosta da boa pinga
pela Posta ludo por preco muito comroodo :
as amostras das diilcrenies qualidades estao
promptas no escriptorio onde os amadores
dos buns vinhos podem provai-os untes do os
comprarem.
== A irmandade de N. S. da Concei(3odos
militares se rene no respectivo consistorio ho-
je l!l do correte as :i horas da tarde para con-
ferir pos-e a nova meza rcgcdora,
Francisco los de Campos pretende com-
prar Antonio Joaquim Rodrigues dous es-
cravos por nome loaquim e Manoel mulatos ,
pertencente a Vicente I liorna/ dos Santos ,_ os
quaes o dito sor. Suitos comprou a Francisco
Borges Pereira ; os pessoas que julgarom ter
algum direito nos ditos escravos para que em
todo lempo nao se i harnero a ignorancia di-
rijao-se a Rua-imperial n. Y\ a fim do re-
d.miar seu bom ou m 10 direito em tres dias.
A hlga-SO una pela moca, robusta,
esem achaque ptopriu pura lodo o snico do
casa e vender na ra sendo o seu aluguel
mcnsal de I2S rs. : quem a pretender ,
dirija-se ra do Kalcao casa n. 1S que a-
char com quem tratar.
Augusto Hcbrard Filbo muito admirado
ficou de ver o aiiniincio inserto no Diario de
hoi.tem por seu pai, cujo pouca delicadeza
tem ; visto a sociedade cxislindo com elle nSo
est ainda dissolvida porm sim ser ella) do-
pois de o dito Augusto Hebrard Filbo ter rece-
bido a quantia de328,000 rs.de que Ihe deve-
dora a sociedade desde o l.'de junhode 1843 .
o que (dle ainda podci provar se acaso Idr pre-
cizo,
=Alugao-se qualro casas terreas a quatro mil
reis cada una sitas no Alterro-dos-allogados;
quem as pretender dirija-se defronte do viveiro
n. (i7 a fallar com Jos Francisco da Silva
Penna.
Precisa-se de urna mulber que tenba
para mais de 0 anuos, para servir em una
casa do poca familia distartto desta praca (i
leguas, dando-se-Ihe o sustento c mais al-
guina cousa conforme se ajusfar : na ra es-
trella do Rozario n. 32.
Precisa-se alugar urna casa lerrea em
qualquer rua exceptuando-se beccos e quo
seu aluguel nao exceda de S a IOS r. mensaes ,
dndose fiador contento: quem a tiver.
annuncio.
No primeiro andar do sobrado da es-
quina da ra das Cruzes apromptao se ban-
dejas de bolinhos com todo o aceio e perfei-
cao; fa/em so podins paodel bollo in-
giw. eiria d'ovos semejo arroz de leito ,
pastis de nata o tudo com enfeites d'alfi-
nins, doces seceos e de calda para embarque :
tambein apromptio-80 comidas para fura ;
tudo com aceio promptidSo, o commodo
preco.
suppoi-se viuva, e como se essa desgraca nao
fosse ainda bastante fatal, Dos Ihe havia ao
mesmo lempo imposto o luto dasorphaas. Ao
receber a carta de Daniel, quasi suceumbe ao
excelso de urna louea alegra e assim excla-
mou :
Vamos Roma 0 parti.
A narracao, que acabis de ouvir, Theresa,
smenlo a sombra s bem paluda daquw
Daniel fe/, a minha mai, entre as quutro pare-
des de sua prisao e que ella ao depois me re-
peli militas vezes: bem vedes, quanto in-
completa. Que quadro era esse ? quem era o
ladro".'... E som dvida o quo desejarieis
saber o que eu tambein quereria descubrir ,
o que min!,a mai peiguntou Daniel, e o que
este Ihe nao pode di/.er, Theresa !
E porque ? meu Dos !
Porque, sem dvida a alegra de tornar
a ver Lenita havia tirado meu pai a memoria
e inUHligencia ; porque cortamente havia lou-
cura no ar, que elle respirava havia um au-
no, e que no momento de di/.er o objecto da
::bra c '' pruDUOciui u nome do fame a iin-
gua se Ihe gelou tuj^ou-se-lhe a vista... em
urna palavra, ficoTondo !
Dous meses depois, Daniel cessou de sof-
l'rer; nao, porque os seus verdugos Iheconce-
dessein graca... mas, porque a morte se a-
piedra delle !.. .
Continuarse-ha.



4
Aluga-se por dez mil reis mcnsaes una e\- : (Jiiem annunciou querer comprar um
o.-Motile casa terrea coni suflicicntes commodos diccionario de composicio de portuguoz para
para urna familia na Boa-vista no beco que vai I lutim sendo seu autor Fonceca dirija-sea
segund-
para a Gloria : a tratar na ruada Aurora sobra-
do n. 22.
= Qualquer pessoa ou mesmo es'uJante .
precisando do uina ama queja tem bastante
pratica dirija-se a ra do Bom-fim
casa em Olinda.
Deseja-se sabar se morlo ou vivo,
Joao Ferreira lilliu de Vlanoel Joaquim l'er-
reira natural de Pombeiro reino de Portu-
gal que veio para esta provincia em lins de
1827 ; roga-se as pessoas que do mestno te-
nbao noticias, do annuiiciare.n, ou dirigirem-
se a ra do Crespo loja de Joaquim da Silva
Castro.
= Aluga-se urna morada de casa terrea mui
bem construida a moderna com seis quartos ,
tinas salas, corredor ao lado cozinba fra ,
quintal murado e cacimba sita na Rua-au-
gttsta n. 7-2; na ra do N igario n. '12 casa
de Timotheo Pinto Leal.
= Jos da Maya se olerece para recener em
sua aula meninos que se deslino a seguir a
carrcira commercial, para o que se Ibeseusi-
nar a fallar, eescrever as linguas, inglesa,
e franceza arilbmetica e conhecimento dos
cambios; escripturaco por partidas dobradas ,
e geographia; tambcm se ter cuidado em que
os alumnos adquiri um bom carcter de let-
tra ; os pas, quequizerem mandar seus ti I los
a esta aula dirijao-se ao annunciante das
duas boras as i da larde, em sua casa na ra da
Praia n. 39.
= Precisa-se de um bomem que soja ca-
paz eacostumadoa viagens para acompa-
nliar urna familia para Garanhuns, c as vis-
nhancas do Rio-dc-S.-Francisco; na ra do
Torres n. 4.
ra dos PescaJores n. 21.
^= Precisa se do urna ama de leite, que nao
tenha illios, e soja forra ; na ra do Crespo
n. 10. tcrceiro andar.
= Precisa-sede um rapaz Portuguez pra
caixeiro, que nao tcnba nota alguma en-
tenda de loja o di liador a sua conducta ; as-
sim como de um menino tambetn Porluguez ,
de 10 a 12 annos que saiba bem ler e es-
crever; na Rua-nova n. 10.
Roga-se pela segunda vez aossnrs. Fran-
cisco Poreira Pinto de Menezes Jos Pereira
Coelbo e Antonio .los Duartc, Braga o
obsequio de compareceretn em casa de Joa-
quim Baptista Motcira, na ra de Aoollo n. 6,
para seus interesses.
Rafael Lucci declara ao snr. Manoel Fer-
reira da Silva Ramos, que nao se responsa-
bilisa pelo aluguel da casa terrea sita na Rua-
bella n 30 o. que fica desonerado ; e se a ca-
so o snr. Manoel Ferreira da Silva Ramos tem
alguma pretendi pude annunciar por esto
iarosedeve alguma cousa pelo futuro e
presente.
Cjucm precisar de um menino Porluguez
de 12 annos que entende de loja de ferragens,
por ter bastante pfatica dessc negocio, ou mes-
mo para loja de miudezas, ou de faz.endas ,
o da fiador a sua conducta dirija-se aos Qua-
tro-cantosda Roa-vista n. 88.
O mestrealfaiate que precisar de um
'onlra-mestre annuncie.
.\anocl Joaquim Pedro da Costa embar-
ca para a Babia a escrava Antonia crioula ,
quecoubeem partilhasas orpbaas Maria Vale-
riana \ arejiio, e Joanna Alves Varejao, por fal-
lecimento de sua av Joanna Maria do Espirito
baria, cacimba de boa agua de beber, tanque, compendio da historia romana, e em inglez
bastantes larangeiras jaqueiras. cafezeiros, a obra de Roberto Burn todos novos o doi
cajueiros algumas flores, e baixa para ca- preco commodo ; na ra estreita do Rozario ,
pim que sustenta annualmente um cavallo ; loja de cera n. 3.
no mestno sitio ou na Rua-nova n. 52, ter- Vende-se urna escrava do nacao, do 30
ceiro3ndar. annos, boa vendedeira de doces; ao voltar da
Vendem-scmeias de seda piolas de peso matriz da Boa vista para a Ponte-velha pri-
para senhora e meninas de 6 12 annos. hor- meira casa terrea dolado esquerdo.
zeguinsdoduraque com ponta de lustro para Vende-se ou troca-se por negro, ou
meninas, sapatos, e botins de bezerro para molequc urna prota de 40 annos, que cozi-
meninos de 6 a 12 annos oculos de armacao nha engomma faz pao-de l c bolinhos;
de tartaruga com astias de prata de 2 e 4 vi nos Quatro-cantos da Boa-vista n. 88.
dros ede ouro feitos em Lisboa pentcs do Vende-se urna armacao de loja franceza ,
marfim de alisar, e de tirar piolhos ditos de com poucos fundos ; na Rua-nova n 18.
fechar ditos de oco facas de marfim e ogo = Vende-se panno do linho da llha-de S -
do fechar cartas, ligas do seda do Porto meias Miguel estopa do linho meiaa do bomem ,
eluvasde liia para bomem e senhora, caixas c senhora; nasCinco-pontas n. 71.
de tartaruga de Lisboa linhas de marcar cm 1 ende-sc um negro de nacao Angola, ser-
miadinhas do Lisboa, cordes para bor/.eguins, rador e possanlo para qualquer servico de
atacadores do espartilhos suspensorios dse- bonita figura, sem achaques, de idado de 25an-
da para meninos, chiquitos de Lisboa colhe- nos; na ra da l'raia venda dobaixo do so-
res de marfim para tirar rap sapatos de du- ''fado amarcllo.
raque para senhora e meninas, pontea de tar-j = Vendem-se bichas prctas muito boas,
taruga para prender os cabellos, sarja azul fer- vindas de Lisboa por preco commodo, tanfo
rete roxa e preta de superior qualidade ; na aos centos como a retalho ; na ra da Cruz ,
ra da Cadeia-velha n. 15, loja do Bourgard.
= Vende-se urna parelha de bicudos de
Macei ; na Run-dircita n 14.
= Ve.ndem-se superiores caivetes finos ,
que soem metiendo a penna sao osla aparada; das 3 as (i da tarde.
armazem n. 02.
s= Vende-se um cavallo castanho gordo ,
bom posseiro e carregador bailo ; na Rua-
imperial n. 39 das 6 horas da manhaa as 9, e
= Precisa-se arrendar um sitio perto da Sanio isto por ordem do tutor Jos Esequiel
praea que tenha casa de vivend.i estribarla
e capacidade para tor vaccas de leite; na ra
da Cruz n. 23*.
L'm profossor de primeiras lettras exa-
minado, e approvado as materias que exi-
ge o ensino publico e que tem mais de 12
annos de exercicio propoe-se a dar lices por
casas particulares, tanto desse ensino como de
muzica ; quem de seu prestimo so quizer uti-
lisar dirija-se a Rua-direita n. 14.
Precisa-se do um preto para trabalhar de
masseira ; na ra da Senzal'a-vellia pada-
ria n. 98.
I m bomem solteiro se oflerece aos snrs.
de engenho ou a qualquer outra pessoa, pa-
ra fa/.er potassa e plvora pois e.-tcs fabricos
nao deperidem de muitos ulencilios, c nem de
bracos inuteis ; i|uein do sou prestimo se qui-
zer utilisar dirija-sea travessa do Queima-
do venda n. 9.
Alugo-se por 400C rs annuaes os dous
andares do sobrado dos Quatro-cantos da Moa-
vista n. 1 ; tambcm su aluga a loja do mesmo
sobrado com armacao para venda ; e a casa
terrea no mesmo lugar n. 3; a fallar com .Manoel
Caetano Soares Carneiro Monteiro.
= Fernando de Lucca, na ra da Cadeia
ii. 16, acaba de roecbor umscrtimento de vi-
nhos de Bordeaux em meias pipas a preco do
i'iS a 7.').) rs. barris de agurdente de Fran-
ca queijos suissos ( Groyere ) ditos ingle-
zes presuntos, repolhos em conserva ( cboux
croute de Strassburgo e outros muitos geno-
ros p atuuuo, e a retaiho por preco cmodo.
= Quem precisar de urna ama de bous cos-
Iutnes pura o servico interior de urna casa ,
dirija-se u ra largado Rozario n. 50.
r= (Js snrs. Jacinto. Jos Botelho e Joao
'Lavares dos Sanios queiro mandar buscar na
ra da Cruz n. 23 urnas cartas, que Ibes per-
tencem viudas da llha-do-S.-Miguel.
= Precisa-se de urna uiulher ja de idade ,
para ama de urna casa de pouca familia; no lar-
go de S. Pedro n. 1.
(Juem precisar de um hotncm que sabe
vidrar louca de todas as cores, al azul, di-
rija-se a travessa do Queimado venda n. 9.
= Aluga-se urna parda para casa de pouca
familia a quai opma engommadeira ia-
vadeira e cozinheira ; o urna preta crioula ,
que engomma cose e cozinba ; na ra do
Amorim n. 50, segundo andar, ou no arma-
zem da mesma ra n. 32.
= Aluga-se um primeiro andar do um so-
brado com 3 sal s duasalcovas, e 3 cama-
rinhas muito fresco e com visla para o mar,
quo-descobro todo o sul e largo do Forte-do-
^-iVattos^quem o pretender, dirija-se a ru* da
Cdcia rs. 57.
c Almeida Galiao, daquclla cidade.
Os snrs.-Aprigio Jos da Silva e Mano-
el Jos da Costa Monteiro tenhao a bondade
de dirigir-so a ra do Amorim n. 50, para
receberom urnas cartas vindas da Bahia.
Segunda feira22 do corrento contina-
se a fazer sorvotes na loja do Bourgard.
Compras
Comprao-se eflectivamente para fra da
provincia cscravos de ambos os sexos de 12 a
20 annos, sendo do bonitas figuras pagao-se
bem ; na ra da Cadeia de S. Antonio so-
brado do um andar do varanda de pao n. 20.
=Compra-se um torno do Firmas para cha-
peo que cstejao ainda em bom uso e ou-
tros pertences do olTicio de chapcleiro ; na fa-
brica de chapeos da ra do lamba; na mesma
fabrica vendem-se chapeos de todas as qualida-
dos para bomem o senhora.
= Comprao-so espanadores de diversos ta-
manhos; no Forte-do-Mattos, casa do Jos
Francisco Bellcrn.
= Cornpro-so para a Ordem terceira de
S. Francisco 5 linhas de 55 a 60 palmos de
comprido ; a tratar com o sindico da mesma
Ordem.
Comprao-se cfTcctivamente pnra fra da
provincia mulatas, negras, e moloques de 12
a 20 annos pagao-se bem ; na Rua-nova ,
lojn de ferragens n. 1G.
= Compra-se uina casa terrea ou um so-
bradinho de um andar, no bairro de S. Anto-
nio ; na ra do (Queimado n. 22.
Vendas
Achao-se a venda na livraria da praea da
Independencia OS. 6, e 8 ; ra do Cabug lo-
ja do Uandeira ; defronte da matriz da Boa-vis-
ta botica do Moreira; no Recifc ra da Ca-
deia loja do ferragens n. 48; em Olinda, ra
do Amparo botica do Rapozo; e nos Qua-
tro-cantos loja do Domingos: as excellentes
folhinhas impressas nosta Typographia com-
poslas pela primetra pessoa, que as loz nesta pro-
vincia o que tanto crdito tem merecido; conten-
do as do algibeira ptimas chcaras, e a disputa
entre urna pulga, o um piolhosobre a fidalguia;
outrascontendo a confisso do marujo ; ou-
Irascom a linguagem das flores, ou novo dic-
cionario para a correspondencia amatoria ; nu-
tras com o almanak dos empregados pblicos ,
e finalmente ecclesiasticas para o oflicio divino.
=s N endom-se saccas do superior arroz bran-
de alqueiro u mcd:da vclha poi muito
Joaquim Jo- Marques deixou de ser commodo preco ; na ra da Cadeia do Recife
empregado da casa do Mondes & Oliveira, desde n. 49.
o diq 16 correte. Ver.de-\ nma negra de naci Jo 18
Precisa-se alugar um preto ; na restila-. annos cozinba soflrivel lava, e faz todo o
da ra du Gloria 11. ."8. servido de urna casa ; na ra do Aragao n. 5.
Quem annunciou querer fallar a Mano-! =Vende-se, ou arrenda-seum sitio na es-
el Roque natural da villa de Vianna dirija- Irada do Monteiro com urna grande casa do
; s Francisco Bel lem ro- pedraecal, com jlas, 8 quartos, cozinba
fra, Ma envidro*-'1.1 com coxeira, cstri-J Selecta Fcdro Cotnelio, em francez, o
na ra do Cabuga loja de miude/as. junto a
botica.
= Vendem-so os mais lindos cortes de lan-
zinha que ainda nao apparecerao iguaes nes-
ta cidade; na ra do Cabug n. 16 loja do
Antonio Jos Pereira.
sa Vende-so urna casa de pedra e cal no-
va e pequea sita no meio do Atterro-dos-:
affogados ; e uns alicerces com soleiras assen-
ladas, com urna mei'agua puchada para a fren-
te muito em conta pois que com muita
precisao ; no Alterro-dos-affogados defronte
do viveiro do Muniz n. 59.
= Vendem-se flores finas para chapeos e
guarnicoes de vestidos agua de Colonia em
garrafas, botins gaspeados, muzica para pia-
no recentemente chegada de Lisboa ; na loja
de Joao de Alburquerquo na ra do Rozario
esquina da do Queimado n. 18 A.
Vende-se urna escrava moca propria
para todo o servico ; na ra larga do Rozario
n. 36, terceiro andar.
Vendem-se espadas mui ricas, proprias
para oficiao superiores; na Rua-nova toja
de ferragens n. 16.
Vcndem se superiores vinhos engarrafa-
dos da Madeira secca Malvasia c Bucellas
do 1832 por preco commodo; na ra da Ca-
deia do Recife n 37, primeiro andar.
as Vende-se cal moido e em gr5o seva-
da moida assucar refinado e mascavado ,
ludo por preco commodo ; na ra da Scnzala-
nova refinaco n. 4.
= Contina-so a vender caf moido a 200
rs. c em grao a 140 rs. sevada nova a 80
rs. toucinho de Santos a 200 rs. passas a
200 rs. aveles, e nozes a 120 rs. mantei-
gi ingleza a 720 rs. e franceza a 480 rs. ,
dita de porco a 280 rs. f yolas do carnauba dfl
7 em libra a 480 rs. rap de Gasse o Meu-
ron alg cha biason a 2400 rs. e pero-
la em caixas do duas libras a 5000 rs. arroz
de casca a 4480 o alqueiro da medida velhu e
queijos novos frescacs, que se responde pela
qualidade a 1120 rs. ; no pateo do Carino es-
quina da ra de flortas n. 2.
= ^ endem-se meias de seda brancas, cr-
tase compridas finas, e inglezas ditas de
cores do ultimo gosto ditas pretas ditas de
linho e de argodao, ditas para meninos, pan-
nos de algodao para mezas de todos os lma-
nnos lencos encarnados o mais fino possivel,
brim trancado de linho alvadto superior a
1100 rs. a vara chapeos de castor branco ,
de forma baixa a 6000 rs o pretos francezes;
na ra do Queimado n. 25, loja de Guilherme
Selte.
- Vendem-se 12 cabos em facas 12 gr.r-
fos 8 colheres para soupa, 12 ditas para cha,
urna dita para tirar assucar, una salva para co-
po d'agua, 1 par decasticaos, ludo do boa prata,
um alfinetc do peitocom diamante dous cor-
des pequeos de ouro um dito fino,
obra do Porto alguns aunis com diamantes,
um palanquim em bom uso um appareiho dej|
porcelana para cha urna pipa vasia que fui
de agu'ardente urna cama de ferro ; na ra
do Amorim n. 50, segundo andar ou 110 ar-
mazem da mesma ra n. 32.
Cuiiu-sc vciiuui caixas para chapos
pelo commodo preco de 1280 rs. assim como
para chapelinhas de loja franceza a 25C0 rs., c
cc.t. tornos a 3500 e 4000 rs. caixinhas para
touquinbas a 800 rs. a du/'a ; e tambem se fa-
zem de foitio para qualquer fabrica, por o mais
commodo preco possivel ; na ra da Conceiciio
da Roa-visla n. 17.
Vendem-se os seguintes livros cm latim:
\ ende-se urna casa terrea de podra e cal,
sita na ra do Jogo-da-bola em Olinda n. 2,
a qual lem 4:amarinhas, duas salas na frente,
e quintal ; a tratar na mesma ra na casa jun-
to a mesma.
s= Vende-86 una escrava parda de 19 an-
uos com principios de costura ; na ra do
Rangel n. 26.
\ ende-se urna cama de angico, bem fei-
ta o moderna por preco commodo ; na ra
de Aguas-verdes n. 38.
= Vende-se urna armacao de venda e al-
guns objectos pertencentos a mesma ; na ra
de Apollo fabrica de Mesquita & Dutra.
= Vendem-se presuntos inglezcs, ditos de
Nestphalia salames barricas com ervifhas
seccas tudo muito novo e chegado ltima-
mente ; no armazem do Andr confronte ^a
caes da alfandega.
= Vende-se urna escrava robusta propria
para todo o servico ; na Rua-nova n. 38.
= Vendem-se meios bilhetes da lotera do
theatro ; na ra da Cadeia-velha loja nova de
calcado 35.
= Vendem-se calungas de diflerentes gos-
tos, realejos de foles apparelhos de porce-
lana de cha para bonecras mantinhas para
poscoco loncos para dito ditos para senhora,
ditos para rtiao luvas sem dedos ditas pre-
tas com palmas douradas, fitas lavradas e li-
sas bicos largos, e estreitos, um grande sor-
lmenlo de miudezas do todas as qualidades,
perlumarias facas egarfos do cabo b metal
lino de bataneo meias para borneni finas, e
grossas espclhos de damas, rap rolan gros-
so o meio dito dito princeza do Rio dito -
Meuron 61 Companhia macass ', ludo por
preco rnais commodo do que em outra qualquer
parte ecorrm mostras francas aos comprado-
res ; na ra do Queimado n. 24.
Vendem-se 18 cadeiras de angico 12
ditas de Jacaranda 6 ditas americanas um
sof de Jacaranda um jogo de bancas do dito,
urna meza do meio do sala de anaico um
guarda-roupa uru dito do louca, um marque-
za do angico um par do mangas du vidro ,
um dito do casticaes dito um par de lantcr-
ii.ii, com casticaes de casquiulia fina; na ra
da Cadeia de S. Antonio deposito do familia
n. 19.
Escravos fgidos
Nodia 17 do corren le fugio o moleque
Jos de nacao Cabund de 17 annos al-
tura regular, bem feto mostra ser um tamo
carrancudo andava em companhia de um bo-
mem branco vendendo pao lovou calcas do
brsns pardo e camisa de madapoiao ;. quem o
pegar, leve ao Beco-largo v.-nda n. 6 que
ser gratificado.
= Fugio no dio 3 do p. p. o preto Francis-
co de nacao Ambaca poralcunha Canario ,
alto secco, ps grossos o mal feitos bem
ladino mas falla muito atrapaIbado deve ter
os dedos das maos calejados por trabalhar 0111
padaria levou calcas de ganga azul, camisa
do chilla azul suspensorios, e chapeo de pa-
Iba usado, desconffs-se tor ido ^dt Gsranhuc!
por l ter sua miilher; quem o pegar, leve a
Cinco-pon tas n. 27 quesera recompensado.
=No da 6 do correte ueio o escravo Ec-
dio de 22 annos bom fallante quando
fgido gosta deandar calcado ; quem o pegar,
leve a ra da Cruz n. ui que ser gratifi-
cado.

Rbcifb: na Tvp. db M. F db Lahfa ^18i \,


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