Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04558


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Full Text
.*-
Anuo de 1844.
Quinta Fcira 18
-. '"-^w-afMEHaaaKnTtm-i,-:
Ol>,ARI,.M.c...e todo. 0.d.,qn .30 ICW ..ntfic.do, : o ,eco ,!. .,;
lie a. tro. lr. perqu.rtol p.go..di,nt.do.. 0. nuncio,do.uSL JZZ5S
,.,!,. o. do. qoe nao f,,, d ,,,e 80 ,, po, ,,,, A, .,,,;,.,-, j^'^g
pd., ,. Typ nu d.. Ir,,,,-, n. W^, ,. InJf,,tnJcnr J g,?."^
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES
^OUM*, e P.fcyb.. *gMd.. mh faj.._Rio Grande do Norte, quinta, fcira.-
C.b, SennbMm B.o Formo.0, I'r;o C.W0. Macer Alona.'Jl o 5i%
de cada m Garannun. o Hooito 1o c U de cada mei bo.vtsi. e Flore. o
os a:._C.d.d J. Victoria, ni.,., t,;r.t._01i.d. lodo, ?M? '
DAS da semana
45 SeR. s. Amaro Anil. do J. de I) (la '.', ,.
Ifi Tarea s. Marcello. Re, ud. do do n.Ha 3. t,
-)7 linaria s. Antao. Aiul do J ele I), da 3. ,
1-, Ijuinla s. I'risna. Aod. doJ, de l) da >. \,
11) S.lta g. Canuto A mi do .I de D. (a 2 v
0 S.b. s. Sebnsli.io. Bel. aud. do J. ile da 1. v,
'_') Doin. Ignn j. Palrooolo,
i
VW4IL&'
de Janeiro
Anuo XX. IV. 14.
Tuito oh dependo .! q is nesmot; a nossi prado ^cii, irodrtgo* e tnerffia: con-
iri i n ts (Mino principatnos, a lera^oi ano m idos cara aiurejiu ontre as nagitea mais
cultas. :ProcUmae5 ili Assembla Gel du Bral.)
OS NO i! \ 17 ir iimii.o.
Canil)iit* obre L.0nrpi nominal.
1
.iti- S/l) re. |ior franco
1 .boa 11 | nr I de premio
Moi'da de cobre .o ptr.
dem de Ietra.de bo.a finr.i I a I 1\l g
Oura-Moe i Je 6,100 '
, V
, de 4.00J
1
Pe.o. ei lummnareo
u Dito. Mexicano.
oonpra, vend.,
17 DOJ 17,'JUH
I,, 000 18,800
i'it 9 100
. ,940 > ,960
' l,94u f ,%rfiO
I.V40 'V,*Jiit>

PHVSKS DAL \ NO MI'./. DI. JANEIRO.
I.n.i ebei. a a< ,-t h in< c 13 min, da larde i Lu. nui a 19 a. 3 lior.1 ;>7 min. da urde
Mitigante a 12 al 7 hora. .10 min d tarde iCies tule 27 as Id hje 10 m. da manada
Preamar !< /ny-.
Primeira as 'i horas e 42 min ili r.nh.L. I Segunda .i-i hora, o 6 niato, damanli(
- imu .miuB.".g-.....- JTT-.
DIARI
PERNAM
8gwrag:aaftEiirrwiiiiiiiin .i ^aaEaaziCsr.^T'.asTai'rerj-sgsLayTrr^'-Ta
...
.
i El
*nf i m
MINAS GEIUES.
FALLA DIRIGIDA A ASSEMBLA LEGISLATIVA
PROVINCIAL
pelo presidente da provincia
FRANCISCO JOS DE SOUSA SOARBS DANDItlA.
Senhores deputados provinciaes.
(Continuacrio do n. anlecedcnte.)
Parle criminal.
Os males do qual<|uer paiz poucas vezes serifi
devidos a urna s causa porque todos os inte-
ress'S se encadCao de tal mo.Io, que um ellei
to geral ludo concorre ou soIIre niais ou me-
nos; mas, pela rnaior parte das vezes, entre as
diversas causas d'um eleito ha una mais sa-
liente qual se deve attrihuir o desfexo.
Entre nos nenhuma causa concorreo mais para
as desgraras, por que tem passado o paiz, do
que o cdigo do processo criminal que loi pu-
blicado em 1831.
Tudo, quanto enlao se fazia, tinha por fim o
mais decidido hairrismo ; enlraquecer o poder
central e arrancar-lhe das maos para desse-
minar pelas mais populares e pequeas autori-
dades quantas attribuicoes llie tocassem. As
cmaras municipaes, e os juizes de paz pare-
cido ser as nicas potestades. Sendo a guarda
nacional a nica rca armada conliecidc os
jui/es de paz ero os scus generaes em chele ,
por districtos.
A lei de 3 de dezembro de 18.1 lainhcm
nesta parle nos trouce muitas vantagens. Se-
gundo ella, a jurisdiccao e autoridade cii-
iniiial perlencc um chele de polica para toda
a provincia ; aos juizes de direilo em suas co-
marcas ; aos juizes municipaes nos seus muni-
cipios ; aos delegados e subdelegados nos ter-
mos e districtos de sua jurisdic(ao e finalmen-
te aosjurados.
Esla provincia segundo a sua divisao con-
tm :
Trese comarcas.
Quarenta edous municipios. ( Taita o
do Giao-Mogor).
Quatrocentos e seis districtos.
Emconseqiienria deveseroseu pessoal de
Trese juizes de direilo.
4*2 ditos municipaes.
42 delegados.
360 subdelegados, poique a 46 dis-
trictos reunidos:
E alem do chefe de policia e dos conselhos i o coronel chefe da prfmetra legiad Francisco
de jurados, ha sois substitutos dos juizes mu-
nicipaes e 6 supplcnlcs dos delegados em cada
termo ; e outros tantos dos subdelegados em
cada districto ; o que d 2:664 supplentes e
ao todo 3:121 empreados judiciaes.
Pela simples enumeraiao de tantos entrega-
dos (ka lora de dvida que, se n5o fr im-
possivel, ao menos ser- extremamente diicul-
toso adiar tanta gente capaz de hem cumprir
seus devores; e para iniin 6 evidente que se
a sua capacidade podo ser til, a sua incapaci-
lade pude ser muito prejudicial ; e desde j
declaro que lenbo assignado muitos ttulos de
cruz, porque nom eonheco os homens nem
quem delles me informa.
O julgamento dos jurados anda una da-
quellas instituioos, de que muitos males nos
tem viudo e conlinao a vir.
Nada me enganou tanto como este svste-
ma Eu nao vi nelle sonao salva-guarda
dos innocentes ; e nao tenho visto geralmen-
to fallando que o paladio dos perversos
Nao precisare apnntar factos. Vesmo nesta
provincia sao ellcs to recentes, que occioso
lora indical-os para poder di/er sem rebu<;o ,
que o julgamento por jurados por em quan-
to planta extica no Brasil. E preciso pelo
menos limitar muito a faculdade de ser jurado ;
edar-sealguma outra providencia que os en-
tendidos na materia possao indicar, para sal-
var o paiz da voragem em que vai a cahir
pela impunidade de tantos, e tOo grandes
crimes.
Sei, que as assemhlas provinciaes nada po-
den) fazer nesle sentido ; mas eu eslou infor-
mando os representantes da provincia de todo
o mal que se sent ; e quem toca que I he
dfl o remedio.
(Continuar-se-ha.)
*W!
FOLHETIM.
SAO MIGUEL ARCHANJO. (*)
7.
HISTORIA DE DANIEL.
Das foifoes de meu pai mo nao record, mas
a sua lembranca tomou na miaba ideia urna for-
GUATUU NACIONAL.
Quartel do commando superior da guarda na-
cional do municipio do Recifo em 20 de de-
zembro de 1843.
Ordem do da.
S S" o Sr. commandante superior manda fa-
zer publico para conhecimento das legioes do
municipio os seguintes olficios de S. Ex. o Sr.
presidento da provincia.
Illm. Sr.Participo a V. S.\ queem lten-
se da Costa, e o tencnle-coronel chafe Jo tercei-
ro batalbao Antonio Carnoiro Machado Ros, os
tenho reformado nos mesmos pisto que oceupa-
vao. Dos guarde a V. S.1 palacio de Pernom-
buco 19 de desenibio de 1843. llanlo da Boa-
vista Sr. commandante superior da guarda
nacional deslemunicipio.
Illm. Sr.Participo a V. S.*, queem atten-
ca as molestias,polas quacs tem estado lora do
servicoda fjuarda nacional desto municipio o te-
pente-coronel chele do segundo batalbaS Manu-
el Jos da Costa, o tenho reformado no mesmo
posto, que ocoupava. A presidencia depois de
Fenlira enfermidade, que privou a guarda na-
cional dos relevantes sorvicos, que esto benem-
rito lente-coronel Ihe Osera, especialmente
emqunnlo commandou OSOgundo batalhuo, que
dote em grande partea sua energa e lelo a dis-
ciplina e garbo militar que tanto o diltinguia'
encarrega a V. S." de faier honrosa mancad dos
valiosos servicos do referido tenente-coronel, o
louval-o, quando communioar-lho, e flzerpu-
blico a sua reforma. Leos goarde a V. S.1 pala-
cio de Pernambuco 19 de desembro de 1843.
BarSo da toa-vista.Sr< commandante supe-
rior da guarda nacional deste municipio.
Illm. Sr.Tendo por despacho de boje (18^
concedido reforma nu forma da lei ao capilao
da primeira companhia do primeiro batalbao
da guarda nacional do seu commando superior
Antonio Alvos Barbosa, em consequencia d'ha-
ver pedido, allegando soll'rer molestias, que o
impossibilitao de continuar a servir, como pro-
vou com documentos; ordeno a V. S.a, que ex-
peca as suas ordens ueste sentido. Dos guardo
a V. S." palacio de Pornambuco 18 do desembro
de 1843.llardo da Jioa-vi*la.Sr. comman-
dante superior da guarda nacional deste muni-
cipio.
Illm. Sr.Tendo por portara dista dala no-
meado para coronel chele da primeira legiafida
gUarda nacional de seu coiiiniando superior ao
tenente-coronel do primeiro batalbao francisco
Mamede de Almeida; para tenente-coronel che-
le do mesmo liatalhao ao uiajor Antonio Carlos
de Pinbo ISorges; pura major do dito batalbao
ao quartel-mesfre da referida primeira legia
Joao Pinto de l.emos Jnior; para tenente-co-
ronel chefe do segundo batalbao ao major do
mesmo Domingos Affonso Ncri Ferreira; para
major do dito batalbaS ao major Gustavo Jos
do Reg; e para tenente-coronel chefe do ter-
ceiro batalbao ao major de legiao Manoel Gon-
calves Pereira Lima; assim o participo a V. S.*
para seu conhecimento, e alim deque, faiendo-
hes constar estas nomeaces, Ihes ordene, que
sollir'iicni pof egts secreria as suas puleuies
cao as molestias, pelas quaes tem estado fra para entrarem quanto antesem exercioio, como
do servido da guarda nacional deste municipio convm ao servico publicle disciplina da refe-
nnv.-_______._____I T--l.~
IIIU 'IIIIUI O >l Itl trlllil. I(.l!H''
......i;.......i..
go do que era elle na minha idade, o instincto
cordato do que seria quando envelheceria, ese
vollasso vida, reconhcel-o-hia.
Orphao quasi desde o seu nascimento, entre-
gue do mu tenra idade as nicas inspiraces da
sua naturesa, Daniel Sperola nenhuma Influen-
cia estranlia recebeo: tudo doveo si proprio,
nada aos outros, e as escollantes qualidadcs que
Ule ornro o corado nao forao o resultado do
exemplo, masa expressao de umaaptido espo-
cial para tudo o que Ihe pareca honroso e bello.
Se M pintor, 6 porque a viua. Humana me
apparecia sob mil cores, os grandes espectcu-
los da naturesa Ihe fallavao ao ouvido urna lu-
.... __ Li- ,. .. ,A or*n u n.\oc-i i,/, g j-r...ii BUDlimOi <|UO >u u ">.- j>w.aM | compruhender, e llie era preciso urna arena on-
de ostentasse u sua imaginacao, ou um molde
onde lundisse o seu pensainenlo. Jornalen o de
um cultivador dos arredores de Mantua, ia pa-
ra o campo desdo o rompe.' do dia, e do l vol-
H VidoiVaroV 1,2, 8,11,12, e 13.
tava ao anouteerr. Alli curvado sob o peso do
(eixo de trigo, ou sentado ao pe da enchada que
lite escapara das maos comprasia-se em reflec-
tir, e em formar desejos. Seu primeiro modelo
foi o horisonte; sua primeira officina a campi-
a; seu primeiro ensaio sobre o tronco de urna
columna quebrada da paizagem que em redor
dello ti em lava.
Mas esta vida obscura e montona era como a
grade de urna priso ao seu espirito independen-
te. Os echos do Mantua, que frequentes chega-
va aos seus ouvidos Ihe vibravafi as cordas
d'alma. Mantua I vfir Mantua urna grando ci-
dade com seus m i I liare- d'habitantcs.e seus es-
plendidos monumentos, era todo o seu pensa-
mento, esem saber-se explicar a nica atnbicao
de Daniel. Para quebrar porm a cadeia que o
prenda ao aluuns recursos, e o patraS do pobre menino nao
era para compadecer-se de taes necessidades.
Daniel na- podia lembrar-se de communicar a
um rustico campnos os seus projectos que se-
ria por elle escarnecidos, se nao excitassem a
sha colsrs Affeu-se n,>r "'" d* njMviiflj
crimecou a juntar o mesquinho jornal que Ihe da-
vao. Um dia tlirif?io-se igreja da villa, deino-
rou-se ahi mais tempo de que de costume, c dcs-
pedindo-se de seu patrao, deitou-se para Man-
tua, prevendo quanto teria de lutar.e desofrer,
mas dizendo aflnal que, poisera moro e corajo-
so, nao o deixaria Doos morrer de lome.
(.llegando alli informou-so Daniel primeira-
montoda morada do melhor pintor, ou ao me-
nos d'aquelle que por tal passava em Mantua.
maana
Desi{nrao-llie por una voz meslre Olmus, na-
tural de Venesa, onde ha va recebido licoes de
Marco-Ricci o da celebre Rosalba, cujas manei-
ras de ambos havia elle combinado. Mestre Ol-
mus,de natural secco.recebia bruscamente a lo-
dos, e por instincto repdlia todas essas vocacoes
falsas, que nuscem no terreno generoso das ar-
tes como a ma herva em campo abandonado:
desconfiava sobre tudodedeterminaees repenti-
nas de cabecinbas novas, quetomaoo desojo
por talento, e confunden, um aborrecimento
passaiieiro com a irresistivel Coreada inclinacao.
Por isso c cc a rnsu pal Qi aoniimento que
por certo o teria desanimado, se Ihe dad dra
lirmesa a mais tranquilla e inabalavel vontade;
e nao deixou de em pregar com Daniel oscostu-
mados ataques, com que elle expenmentava o
real valor dos discpulos que se Ihe apresenta-
va. Prolestava meu pai pela sua boa resolu-
ca, mas o mestre responda com duresa:
respeito d'arte, querer e nada, poder tudo:
ousou meu pai lallar-lho em gloria, Olmus dei-
tou-lbe um olbar de compaixa. Mas quando n
velbo artista reconheceo que Daniel era um oro-
tenuenie bem decidido que se nao deixava aba-
ter nem pela duresa do seu acolhimento, nem
pela ironia de suas respostas, deixou entrever
nos ,.!,;.,.. um 5oi liati ijuasi benvolo, e estendeo
a mafia meu pai, que ficou com isto todo fra
de si A obstinacafido moco havia agradado ao
velho, porque nella Ihe pareca ver urna garan-
ta do futuro, e desde aquello diu com tantas at-
tencSe e amisado o tratou, que se afflrma que
muitos dos scus discpulos disto tiverao grande
< mine.
rlda guarda nacional. Dos guardo a V. S.a pa-
l.icio de Pernambuco D> de desembro do iSi-3.
Bara da Boa-vista.Sr. commandante supe-
rior da guarda nacional desto municipio.
Illm. Sr.Tendo por portarla desta dala re-
formado no mesmo posto ao societario oral da
suarda nacional do seu commando superior Jo-
sJoaquimda Fonseca Capibaribe, ni atten-
ca as molestias que padece, pelas quae tem
doixado ha lempos,o servico, e Horneado para u
substituir ou) dito posto ao lente do segundo
batattiadJos Ignacio Soares de Macedo; assim
ocommunfeoa V. S. parasen conhecimento, o
alim (loque llies faca constara dita reforma, e
nomeacao/- Dos guardo a V. S.a palacio de Per-
nambuco 20 de desembro de I8i;l, Bara da
Boa-vista.St. coronel Francisco Jacinto Pe-
reira, commandante superior- dji/guarda nacio-
nal deste municipio.
Determina por tanto S. S.*,quea presente se-
ja publicada em todos os corpos da guarda na-
cional do municipio, oque os nomeados solli-
citem COm brevidade as suas patentes, alini de
ontnrrein em exercicioconformo rcpommendu S.
Fx. o Sr. presidente.
S. S. manila outro sim lazer scienle aos se-
nhores olliciaes reformados que muito sent o
motivo, que os privou de continuaron) no cf-
lectivo exercicio dos seos postos, e que Ihes
agradece a coadjuvacBo e servicos prestados a
guarda nacional ale o momento um quo por
aquello motivo so achrao impedidos de conti-
ii ii .i servir.
Em ultimo lugar recommcnda illm. snr.
commandante superior que sejao expedidas
as necessar.esordens, hm deque a guarni-
eo a cargo du guarda nacional se faca com a
devida regtilaridade c espera quo o illm. snr.
commandante das armas nao lenha occasiao de
representar outra vez a S. Ex. o snr. presiden-
te da provincia acerca deste ohjecto como l-
timamente fez por nao irem completa as
guarniedes, que dero o 1. o 3.o ha tu I boas.
Igualmente recommonda a execuco da ordem,
pela qual determinou que se apresentasse dia-
riamente um ordenam-a ao major ajudantc de
ordens do commando superior abaixo assig-
nado.
Bcnto Jos Fernando Burro,
Major ajudantc d ordens.
Ouartel do commando superior da guarda na-
cional do muicipio do llecife no 1." de Ja-
neiro de 1844.
ol'.oi.M 1J() U1A.
Dcvendo a guarda nucional do municipio ser
reorganisada de um modo mais conveniente ao
Passarei rpidamente por este periodo da vida
de meu pai, cujos pormenores tenho subido en-
volvidos em duvidas confusao, c deixando in-
teiramonte de parte osdous primeiros annosde
estudo com mestre Olmus, tralarei do evento
que inlluio no resto da sua vida, dessa poca
borrascosa, cheiu do amarguras e praseres, quo
comecou porum sorriso para acabar em mise-
ra morte.
Viva entaem Mantua o duque d'Estcvani,
cujo (oslo pelas artes o (asa notavel. Tao rico
como nobre, grande gloria punhacm faznrftvn-
cutar magnficos trabadlos no seu palacio, e por
amor proprio os pagava com mais generosida-
de do que qualquer soberano da Europa. Havia
elle comprado uina admiravel quinta situada
em una das encantadoras ilhas do Lago-maior:
o novo palacio do duque d'Estevani.pelo seu lo-
cal, era como urna podra preciosa ainda bruta ,
e o orgulhoso castellao resolveo eutregal-a a ha-
bis operarios, que a tornassem um diamante.
Meslre Olmus eslava enlao no apogeo da sua
gloria, o foi a elle que o duque sollicitou para
ir lomnr ;i rlInternA f2 empresa cuja hmw
?ao nao era sem liunra. Tratava-se de pintar a
fresco, em curto e improrogavel praso, a cupo-
la de urna capella de R, Sra e o forro c urna
sala octgona, cujas paredes ji offereciao a for-
midavel concurrencia do numerososquadrosas-
signados pelos mais fmosus nomes. Olmus, a-
pesar do velho nao, recusuu tao grand honra :
pai lio, mas levoucom sigo o discpulo por quem
ja senta amor de pai.
(Continmr-si'ha.J


2
servit/o publico c sendo para isso nccessario ,
que os eorpos ora existentes, chcguem ao seu
estado completo quando nao possao exceder
m numero de pracas do servico activo ; orde-
na S. S. o snr. commandante superior aos snrs.
cheles de legies que laiao constar aos com-
mandantcs iios respectivos eorpos que do seu
zelo espera a maior diligencia e actividade no
a!ist&ment c qualificacao u que agora devein
proceder em conformidado da lei ; e que Ibes
recommende toda a imparcialidade e justica no
eiercicio dessa importante altribuicjlo de ma-
neira que sejao alistados smente os cidadaos ,
que estiverem em circunstancias de servir, mas
que nenbuin destes goze de zencio por qual-
quer motivo que seja ; de\endo-os obrigar
servir nos seus competentes distridos c sendo
remedidos para o esquadrao de cavallaria os
que tiverem posses pura pello servir. S. S. ,
lendo de passar revista milito breve aos eorpos
do conimando superior deseja ter a satisla-
< ao de louvar e agradecer a liel execueao desta
ordem.
Tundo sido encorporado este municipio o
conseguinte perlencer-ihe o batalbao all orga-
nisado determina S. a., quoo mesmo crpo
faca parte interinamente da 1.a legiao com a
numeracao uc actualmente conserva de2."ba-
talbao do Poco.
Determina S. S., que se aprsente todos os
das pelas 7 horas da manhaa ao injor ajudan-
te d'ordens, abaixo assignado.um guarda nacio-
nal dos eorpos de infantera da 1.a legiao pa-
ra o expediente do commando superior, que
as ordens do mesmo commando superior
depois de regstadas na 1.a legiao sejao ex-
pedidas ao coronel chelo da 2.a por um guar-
da nacional do esquadrao de cavallaria e que
pela mesmo forma sejao communicadas as or-
dens da 1.' legiao ao commandante do batalbao
do Poco. S. \ recommonda, queestes guardas
devem-seapresentar fardados, e ordena que
fiquem sem efTeitoas ordensque tem dado a este
respeito, se'ado esta exactamente cumprida.
fenlo Jos fernandes tarros ,
Major ajudante d'ordens.
Correspondencia.
Srs. Heladores. Talvez se recrdem de ha-
ver sido publicada no D. n. de 15 de dezembro
do auno passado urna correspondencia assig-
nada por Simeao Ferreira l.eite Cardeal.cm que
com grande virulencia, e desabrimento se quei-
xa do snr. I)r. juiz municipal Louicnco Fran-
cisco de Almeida Catanho, por, segundo diz
elle, o haver insultado na junta revisora dos
juiadys; e ainda mais por ter o snr. Dr. Cata-
nho vifluido sobre Jos Vallentim Vieira de Mel-
lo fim d'este o processar, e mandar prender,
yor haver elle Cardeai, ern retorsao, insultado
tambem ao sr I)r. Calanhoem urna papeleta, as-
si^nada de seu proprio puulio ; concluindo ,
que a sua morte fra decretada pelo Dr. Gata-
nbo, d'accordo com Jos Vallentim Vieira de
.Mello que alta noute maudou sua casa
urna escolta commandada porTrajanoTargine
de Mourn seu ligadal inimigo a quern elle
niio se entrenara se estivesse em casa, porque
de certo seria morlo ; e a tinal pede ao Exm. sr.
Baro da Boa-vista que, para desviar da co-
marca do Brejo os terriceis males, que lie tsluo
imminentes chame a capital, ao menos por
algum lempo, ao snr. Dr. Catanho, talvez
Dar se confessar e lazer penitencias agora pe-
jo lempo de quaresma, pois que, para ser adver-
tido pelo Exm. presidente nao era de mistcr a
sua vinda l mesmo o poda ser.
Ora, como o publico ja ouvio as amargas
queixas, ou antes a historia, que, a seu ta-
lante, Ihccontouosnr. Cardeai, juslo tam-
bem, que cun a costumeira imparcialidade
cuca o qde vamos dizer em pro e deleza do snr.
Dr Catanho o que por certo nao sera de dilb-
cil assenso, em rasao de ser o snr. Dr Catanho
bem conhecido aqu, na sua comarca c mais
adiante. Para o que se nos faz preciso, que
os srs. redactores nos Iranqueiem sua bem dig-
na folha>> a fim de que lenhao publicidade es-
tas linhas, em desagravo do bom nome, e bem
merecido conceito, de que credor o snr. Dr.
Catanho.
A comarca do P.rejo no tempo do desptico
reinado dos Cordeiros, dos Ca.deaes, e d'ou-
tros, que, ha pouco, inderessarao um abaixo as-
signado ao Exm. presidente Jda provincia, [*)
quasi que nao senta a benfica influencia das
leis e ac^ao das autoridades ; porque esses se-
nhores de braco e cutello espesinhavao as leis ,
c subjugavao as autoridades, Sim as leis ne-
nhum eleito podiao produzir; porque os exe-
tutores dellas, aquelles, que lhes podiau dar
tumprimento, ero insultados, ameacados e
acintosamente vnipeimidos. Anda vivem os
snrs. Drs. Joao Jos l'erreira da Costa Joo
Ouirino da Silva, e Jos Bandeira de Mello,
que iodus iiau vctimas da sanha e furoi u
intigos senhores do Brejo. s dous primeiros ,
que nesse lempo eran juizesnessacomarca, forjo
por vezes atcommettidos em suas pi oprias casas,
c amcacados, quesenao levados chicote e ba-
r D. n. de 4 de janeiro desteonno.
camarle, e o ultimo que era all promotor, foi
constrangido sabir da comarca, e, para esca-
par prepotencia dos liranetes do Brejo, re-
fugiou-se em Cimbres!.' pilles ainda vivem e
melliormente o poder dizer.
Nesse desgracado e sobremaneira lamcntavel
estado paravao as cousas do Brejo, quando. em
virtudo da execueao da lei da reforma deixou
o snr. Cordeiro de ser prefeito e -i snr. Cardeai
de ser o mais prompto e fiel executor de seus
decretos, e assim pouco e pouco frao todos os
mais desaulorados dos privilegios, isencoes o
inmunidades, de que erao posseiros desde
tempo immemorial.
Certo, que custa muito quern sempre deo
ordens, o lavrou decretos, recebel-os depois ;
quern sempre leve por leis sua vontade, sub-
metter-se ao imperio dellas; e finalmente
quern ludo fez, como quz, ver depois, que lu-
do se faz de outro modo. Por isso eremos, que
muilo se dovem contristar e enfurecer os amigos
do snr. Cardeai com o novo estado de cousas.
Naquellas, para elles, bemditas eras um juiz ,
um promotor devia ver, ouvir, e callar,
sob pena do ser levado chicote e bacamarte ,
ou a correr dabi at Cimbres: mas boje que
differonca O snr. Dr. Catanho, despeito
de ser na ra accommettido por um bando dos
antigos hachas, despeito mesmo de ver urna
pistolla abocada para seu peito pelo snr. Cor-
Jeiro nao teme nada receia e conserva-se
lirme no seu posto ; porque confia na energa ,
e prompto soccorro da primeira autoridade da
provincia e tambem nos prenles, c liis a-
migos, que conla na comarcado Brejo onde
so aborrecido e odiado por aquelles, que pre-
tendido estabelecer ah um dominio per-
petuo.
Eis porque a presenca do snr. Dr. Catanho
tanto vexa e incommda aos Cardeaes &c. ;
essa a rasao, por que se pede ao Exm. presi-
dente da provincia que chame ao snr. Dr.
Catanho a capital seno para sempre ao me-
nos por algum lempo em quanto sem dvida
descanco para tratarem melhor de seus ne-
gocios.
Caso o snr. Dr. Catanho quizesse provar por
algum abaixo assignado que aquelles que
boje o guerrao sao os que fro armados
cadeia e delta sollrao os presos, pelo que
frao processados; que os Cardeaes leom mui-
tos peccados velhos edifliceisd'absolvicao, por
certo apresenlaria o testemunho de quasi todos
os bons e mais grados homens da comarca e
nao a assignatura do snr. Cardeai, e dos filhos,
parentes, amigos do snr. Cordeiro ex-pre-
feito.
Fiquem certos os snrs. Cordeiros, que o
Brejo de 1844, nao o Brejo de 1841 e
1842, mudarao-se asseenas. Tenhao paci-
encia : j lrao o que quizeriio sejo agora o
que devem ser: respeitem s leis, o s autori-
dades ; deixem-se de suspirar pelas cebollas do
Egrpto que talvez nao saborem mais.
Ouanto historia contada pelo snr. Cardeai ,
e referendada pelos autores do abaixo assignado,
respeito dos insultos, que soflreo do snr. Dr.
Catanho e do processo e pnso ; nada dire-
mos por agora porque s temos noticia desses
fados pela correspondencia do snr. Cardeai ,
e pelo abaixo signado, que, sendo ambas
ascouas trabadas por maos dos inimigos irre-
consiliaveis dosnr. Dr. Catanho, nao nos me-
recen! f alguma. Anda nao ouvimos ao snr.
Dr. Catanho nem a outra alguma pessoa do
brejo que noscontasse como isso se passou ;
assim, destituidos de informaces fidedignas,
nao queremos inventar ddTe/.as, nem tan.bem
confiar as palavras dos inimigos do snr. Dr.
Catanho, que, a vista do que tem sido at boje
o |ulgamos incapaz de praticar, o que diz o
snr. Cardeai e maiscompanbeiros.
(guando estivermos bem instruidos, volta-
remos ao mesmo objecto e esperamos con-
fundir os inimigos do snr. Dr. Catanho.
O inimigo dos desordeiros.
Publicado a pedido
MACEIO*.
iiii. 6 L*ni. or. Ainua que ja uvesso u-
do a honra de expr pessoalmento na presenca
de V. Exc. alguns dos fados, que de novo pas-
so relerir, praticados por urna tropa, que tem
percorrido a comarca, onde sou morador, levando
poronde passa oflagellodos pacficos habitantes,
e poucas esperancas tenho, de que serei por es-
ta melhor succedido, do que por aquella forma, le, Jos Thom.o crime desse cidadao o ser pa,-
ainda que existe na secretara do governo de
V. Exc. um documento, por ondo se prova, que
escndalos, e abusos taes quaes, teem sido pra-
ticados por essa mesma tropa na comarca de A-
talaia, dos quaes nao havia ainda exemplo ins-
ta provincia, nao frao extranbos ao conheci-
mento de V. Exc., rezolvi, nao obstante a cur-
ta entrevista que i tivocom V. Exc, ende-
recar-lhc a presento exposicao. No da 29 do
passado, estando eu no meu engeuhn Bananal
distrido da Asscmbla, e comarca da Atalaia,
foi a minba sobredita fazenda cercada com mais
de 200 pracas commandadas pelo alferes refor-
mado de 1.* linha Joaquim Tbemotio Romei-
ro do qual, inquirindo o motivo de similhan-
te procedimento soubo que era o fim daquel-
la numerossima lorca prender o vigariodaAs-
sembla, o revendo Jos Antuncs Allemanba ,
que, tendo tido permisso de S. Exc. Rma. para
curar da freguezia na melhor capella, que den-
tro da mesma existisso visto o pessimo estado
da matriz, e tambem nao podendo residir dentro
da villa para evitar as perseguicoes o injurias
do subdelegado da mesma, Manocl Farias Ca-
bral que delle se tem tornado implacavel ini-
migo, por motivos de eleicao, como publica-
mente sabido se acha de residencia no meu
engenho, onde ao mesmo lempo lavrador de
canas. Surprehondido, por similhanto noticia,
por quanto nao me constava que aquello sa-
cerdote se achasse criminoso perguntei ao re-
ferido cmrnandante por ordem de quern azia
aquella diligencia, respondeo-me, que pela do
sobredito subdelegado, e que quanto ao crime,
esse tinha sido eito depois, que aquella forca
so achava na villa de Assembla, para o que ti
nha-se valido aquella autoridade de urna carta,
em que o capitao Alfonso de Albuquerqueex-
probava ao referido subdelegado a tolerancia ,
e conivencia que tinha as injurias, insultos,
e amcacas queaquelle vigario assim como
outras umitas pessoas do lugar, tinha feito um
tal Rollaberge, que fra depois assassinado. De
vo declarar a V. Exc. que essa diligencia loi
precedida do um grupo de soldados, nao com-
mandados por offcial entre os quaes se achava
um cabra captivo do subdelegado armado de ba-
camarte. Felizmente nao foi o vigario encon-
trado e por conseguinte baldou-se o fim prin-
cipal de tao numerosa expedieco; nao frao po-
rcni baldados os de que similhante gente se teem
valido para maltrataren) os cidadaos, que, como
eu, nao teem a fortuna de merecer a protectao
das autoridades. A tropa de 1. linha, comman-
dada pelo alferes, tambem reformado, Jos Tho-
m Correia que nesta provincia o de lem-
pos anteriores se tem feito urna reputacao pou
co digna de um militar que pelo governo
empregadoemeommissao de nalureza igual,
conduzindo-se com o maior escndalo, investio
para a senzalla dos escravos.e habitacao de meus
moradores c, Coreando as portas a golpes de
couce de arma, entr&rao por todas conduzindo
ludo quanto enconlrrao, fa^endo o mesmo em
urna taberna onde, depois de ameac,arem a
pessoa della encarregada, tirrao o que podrao
conduzir. Igual violencia comettrao em casa
do lavrador Felippe Pereira de Mendonca o
qual? por ter reclamado contra o roubo feito em
sua casa, maltratado de golpes de baiontas, e
afina! conduzrao preso para a villa de Asscm-
bla ; bem como a 11 dossobreditos morado-
res sendo delles a maior parte empregados no
servico do engenho. como mostr de assucar.
banqueiro carreiros, &c, sendo 8 de entre
elles casados e com familias e recrutado um
pobre homem de nomo l'elis geralmente co-
nbecido naquelle e no municipio da Atalaia
como pacifico, esocegado, nico apoio de duas
irrnaas orphaas, quern sustenta! Testemunba
de to desagradavel scena, nada me restava se-
nao appellar para a autoridade do commandante
daquella indisciplinada tropa o qual final-
mente, instancias minhas, pode, e com dificul-
dade, reunir os soldados; mas a tarefa tinha j
sido feita. No dia seguintc foi novamente cer-
cado o meu engenho com 00 pracas, e por essa
occasio novas scenas tivrao lugar, sendo urna
dellas o insulto que li/rao ao respeitavel an-
uiao o cidadao, quasi octagenario, Antonio Ca-
valcanti Paes brrelo,cuja casa foi tambem rou
bada, e sobre cuja pessoa, depois de proleri -
rem injurias e improperios 6 soldados com
armas engatilhadas pergunlrao ao comman-
dante, o que delle queria, que fizessem sen-
do na expressao daqucllc referido commandan-
visto que pelo tratamento que recehi de V
xc., infiro, que nao dezeja infrmar-se da ver-
ilnili* antes rpnpjlp OS U9, COrPO OU, (*,nfln
comprida jornada de 3 dias, veam de proposito a
esta capital para expr primeira autoridade da
rfiVrca os incommooos, c vexurres, que soi
freo povo pela m administraran da justica c
abusos que em desempenho do ordens supe-
riores cornmettem empregados subalternos: to-
dava, como dezejo, quesesaiba, que, ofen-
dido, eaggravado, tenho procurado os meios
legtimos de obter justica, e reparaco
e mais
renlede LourencoCavalcanti de Albuquerque
Maranbo commandante superior da guarda
ncions! da ccrr.srca de Macei Frao esit:
lados, Exm. sr., que me obrigarao a doixara
casa para vir contra elles depr na presenca de
Y. Exc, confiando que, COiDO cwgauo Uo go-
verno de S. M. I. que certamenlo nao pode
desejar, que seus fiis subditos estejan oxpostos
violencias da nalureza dessas, que acabao de
ser preticadas entre os habitantes da infeliz co-
marca da Atalaia, acolhendo, como parece ser
do dever do V. Ec. as justas reclamacoes dos
povos confiados sua guarda,houvesse por bem
castigar tantos crimes dando com isto urna pro-
va evidente.de que nao pdern merecer appro-
vacao de V. Exc. estes, eosattentados horro-
rosos commettidos nos engenhos do brejo, e 1-
zabcl, propriedades dos cidadaos Joaquim Jos
de Araujo Lima Rocha, eseu irmao Jos Go-
m.je ra Rocha; os quaes estao boje reduzidos
cinzas, como tive occasio de ver em meu tra-
jelo a esta cidade ; porque s assim se poder
desminlir a assercao desses novos vndalos os
quaes,ainda por maior maldade.teem leito per-
suadir ao incauto povo, que ludo quanto obr-
ro foi com autoridade do chefe de polica in-
terino desta provincia, o que nao parece crivcl f
Acontecimentossimilbantes, Exm.sr., jamis
tivrao lugar nesta provincia nem me consta,
que em parte alguma do imperio mxime de-
pois que tivemos a felicidade de possuir um
cdigo poltico quo garante em toda sua pie
nilude o direito de propriedade, urna tropa, ao
mando do governo, marebasse desenfreada com
o ardite na mao para incendiar a propriedade
dos cidadaos Se V. Exc., Ilustrado como ,
tem inteiro conhecimento da historia do nosso
paiz, deve saber que por fados menos graves
se tem allumiado a fogueira da guerra civel: o
como pode o povo superar seu justo ressenti-
mento, quando v, que aquelles, a quein o go-
verno incumbi de proteger seus direitos, sao os
que, abusando da conlianca das autoridades, se
tornao o flagello da populacao pacifica Ser
urna verdadeira calamidade para esta provincia ,
Exm sr., se o terrivel exemplo que acaba de
dar tropa, que incendiou os engenhos da A-
talaia c cometteo as violencias que cima
expuz, na villa da Assembla, nao fr responsa-
bilizada por to negro attentado i V. Exc. tem
bastante criterio para avaliar, quaes serao os re-
sultados dessa impunidade. Tenho cumprido
o meu dever; V. Exc. far o que entender, e fr
mais juslo.
Dos guarde a V. Exc. Cidade de Macei 4
de Janeiro de 1844. lllm. e Exm.sr. desem-
bargador Caetano Silvestre da Silva, presidente
desta provincia. Pedro Xavier Carneiro da
Cunha, tenente-coronel.
lllm. e Exm. sr. Accuso a recepcao do of*
icio de V. Exc. datado de 19 do correte em
resposta ao que dirig V. Exc. em 16 do mes-
mo mez, e passo a respondel-o. Se fui fcil eu,
e os mais propietarios em acreditarmos quan-
to se tem espalhado a respeito do tenenle-co-
ronel bernardo Antonio de Mendonca foi por
nos lemhrarmos dos precedentes de sua con-
ducta moral, e civil, e se agora obediente ao
governo como V. Exc. aflirma, ja outr'ora dei-
xou deo ser pelo que Ihe resultou processo,
e prisao como aflirmei a V. Exc. em meu cita-
do oficio. Nao posso escusar-me de assegurar
a V. Exc.,que nenhuma opposico pretend la-
/er ao delegado cujo lugar quando oceupei
nao consta, que as influencias delle me fizessem
lembrar de meusdcsafeicoados e menos com
ambicao de tornar a obtel-o, porque, tendo si-
do substituido pelo Dr. Buarquc nao appare-
co queixa, ou represenlaco similhante contra
esse empregado cujo homem nao o considero
amigo o nem inimigo ; nao se pude sem in-
justica suppr de um individuo, que oceupa na
sociedade o meu iugar, e posicao, o uezejo de
entorpecer marcha regular das autoridades,
porque como cidadao minba conducame tem
luslicadn o como homem ^ubhco no ro-
d sor acreditavel, que as minhas intences fos-
sem derramar a desorden) em urna provincia,
onde sou o primeiro substituto, tenho proprie-
dades e urna familia numerosa em idnticas
circunstancias. Apesar decontinuarem as no-
ticias aterradoras eu dei immediatamente
cumprimento ao quanto Y. Exc. meordenou .
fazendo despersar os moradores, e ordenando
a nao reuniao da guarda nacional ; fico portan-
te descancado, de que serd respeitadas as pro-
priedades; porque, sendo fiel observador da lei,
nao posso deixar de confiar da incansavel vigia
da primeira autoridade da provincia. Dos
guarde a V. Exc.Quartel da legiao 22 de de-
zembro 1843. lllm c Exm. sr. desembar-
gador Caetano Silvestre da Silva, presidente da
provincia Jos Paulino d' AIbuquerqueSar-
ment, coronel ebefo de legiao do municipio do
Prto-das-pedras.
COMMERCIO
Alfandega.
Rendimento do dia 17......... 13:012S093
Descarregio hoje 18.
iiriguehrtniiianbacaiuo.
Briguel'annybacalhio.
Briguefrasdian-Packetearvo.
brigueAmeliapedras.
barcaThcmaz-Mellon diversos eneros.
BarcaCasimir-delavignediversos gneros.


t

3
llfclaracoos.
= O primoiro oscripturario da moza de ren-
das internas provinciaes desta cidade, abaixo as-
signado, lendo sido cncarregado pelo sr. escri-
vo, e administrador de proceder ao lancamcn-
to da dcima dos predios urbanos do bairro do
Recita avisa aos srs. proprietars, e mais pes-
soas nterossadas em dito lancamento que da
principio ao mesmo em 3 do prezente mez. Me-
za de rendas internas provinciaes 2 Janeiro de
de 1844. Jos (uedes Salguriro.
= O segundo escripturario da me/a de ren-
das internas provinciaes desta cidade, abaixo as-
signado, ten.lo sido encarregado pelosr. escri-
v3o e administrador de proceder ao lancamen-
to da decima dos predios urbanos do bairro da
Boa-vista avi/a aos srs. propietarios, e mais
pessoas interessadas em dito langamento que
Ja principio ao mesmo em o dia 3 do corrente
mez. Meza de rendas internas provinciaes 2
de Janeiro de 1844.
Francisco de Paula e Silva.'
c -
Camarotes da ordem nobre, ns. 1
12,000 rs. ; os seguintes 0,000 rs.
Camarotes da 3.* ordem, ns. 1 e 2, 4,00()rs;
os seguintes 3,000 rs.
l'lateia-superior 1,500 rs.; platcia 1,000rs.;
varandas 500 rs.
y ice-consulado de S. M. calholica
nambuca.
'a
Per-
= El infrascripto v. cnsul deS. M.catholi-
a, previne a los subditos be:panoles, en esta
ceudad y provincia y mismo a los tranzeun-
tes, que por orden superior, existe abierta u-
na subscripcin voluntaria, en mano del sub-
dito hespanol I). Benito Antonio Domingucs ,
on la calle nueva para el lin de se erijir un mo-
numento a las glorias de Espna en la guerra de
la independencia : invita pues, el infrascripto
a los hijos de la nacin a que so apresuren a
concurreren con el que sus posibilidades y pa-
triotismo les permita para un tan grandiozo
y digno lin. Vice-consulado de Espaa en Per-
nambuco a los 12 ja ero 18-4 i-. Vice-consul,
Auno Alaria de Seixai.
Faz se saber aos tubditus Britnicos,
residentes em l'ernambuco que no dia 20
do corrente pelo meiu da ten lugar no
consulado britnico da ra da Cruz o ujun-
tamento dos s ibseriptores para todos os lins
designados no acto Geo : 1\ Cap. 87. Con-
sulado britnico em l'ernambuco 14 de Janei-
ro de 18 H. 11. A. Cowper, cnsul.
THEATliU PUBLICO.
IIOJE QlNTA-FEIBA 18 DE JANEIRO
DE 18*4.
STIMA KKPRESKNTACAO
da
COMPANHlA RAVEL.
O espectculo comecar as 8 horas em pon-
to por urna grande overtura executada por gran-
de o/cJieslra seguida da pantomima cmica de
Almaro e Nochento,
ou
os dous limpadores de ch imins.
O Jaleo de Xerez.
Dansa hespanhola pela graciosa madama Len
Giavelly.
Dansas na corda.
N. 1. Passo cuinez por Mr. Lrancisco Ra-
vel.
2 Passo grego. pelo celebre burlesco Mr.
Lon Giavelly.
3. Passo de pastora por madama Martin Gia-
velly.
4. O cupido crianga do tres annose meiode
;,IJ~ m* ..n,.nr !/* .wiLIr,... r\'.lp E!52 lfO-
iii.ph !> |NifciiMi f (/>- cuu UJIUU
toza e intrepidez
5. Mr. Charles Wintlier o non plus ultra
dos dansarinos de corda do mundo variar
os seus exercicios efindar pelo extraordi-
nario gyro do balao dando delle o salto
mortal para traz.
Intermito de 15 minutos.
2.* parte.
Grando overtura por grande orchestra.
Rematara o espectaluco coin o.celebre baile
pantommico intitulado
U vo ao vento ou a noute das aventuras.
D;stribuico.
Voaovcnto, rapaz moleiro Mr Fran-
cisco Ravel o qual introduzjr na pantomi-
ma o perigoso exercicio da
Barra Crica;
cruzando o Ihe.tro sobre una barra de ISp^s,
exercicio qqe nunca foi executado por outrem.
Germano, rendeiro rico Mr. L. I-erin ,
Braz amante de Annica Mr. Carlos Win-
Annica filha de Germano, madama Martin
Giavelly moleiros .ca.nponezes, e campone-
zas.
Avisos martimos.
O Patacho portuguoz Novo-Congrio,
forrado eencavilhado do cobre edoprimeira
marcha pretende sabir para Lisboa coin mui-
ta brovid3de por ter mais de dois tercos do
seu carregamento prompto ; quern no mesmo
quizer carregar, ou ir de passagem para o
que tem ptimos commodos, dirija-so a Mano-
el Jos Machado Malheiro na ra da Cadeia
do Recife n.47 ; ou ao Capitao Manoel Jos
Ratto.
Rara o Rio-de-janeiro sahir o hiate S.
Jos, com brevidade ; quern no mesmo qui-
zer carregar embarcar escravoi <>u ir do
passagem dirija-so ataudino Agostinho de-
Barros na ra da Cruz no Recife casa n. 06.
O brigue Triumpho-Ainericano segu
viagem com a maior brevidade possivcl para
Lisboa, com escala pela liba de-S.-Miguel :
ainda recebe alguma carga e pass.igeiros e por
menor frete do que outro qualquer: a quern
convier, dirija-se a Jos \ntonio Gomes J-
nior, no Recifo rua da Cruz n. 23 ou ao
capitao do mesmo na Praca-do-commercio.
Leudes.
. .Manoel Antonio Pinto da Silva, tendo de
mudar de estabelerimonto de marcineiro fara
leilfio por ntervencSo do corretnr Oliveira de
toda a mobilia, cfOe comprehende o que at
agora tem tido, eonsistindo esta em cominoilas,
oadeiras, sofs, lutos, armarios, bancas, mar-
quezas toucadores, m /as, inclusivo urna
mobilia completa de Jacaranda Ierra menta e
bancos do oflicio e mudos outro- trastes com
algum uo ; oquetudo so venden para liqui
dacao : sexta le ira 19 ilo corrente as (0 huras
da manhaa, no seu anuazoin na rua da Cruz ,
por detraz do Corpo-santo.
Avisos diversos.
.Mi II
LOTERA do theatro.
O thesoureirq des a lote-
ra declara damaneira a mais Sorgos Pe
positiva, e terminante,que as
respectivas rodas aneldo im-
prcterivelm nle no dia 30 du
corrente e tal vez antes des-
se dia se a extraeco dos bi-
llietes restantes continuar
i
bairro: quem tiver dirija-se rua da Prai i
n. 39.
= Bellarmino de Arruda Cmara -tendo de
residir nesta praca ptrt^amor da educacSo do
seuslilbos, oflercce-se ao respeitavel publico
desta cidade para ensillar nao semsua casa,
como por aquellas de pessoas capa/es, que se
quizerem utilisar do sua provaJa sulliciencia ,
os conhecimentos de primeiras lettras, inclu-
sivo a grammatica portugueza e (acil metlio-
do do boa escripturacao ; assim como a lingua
franceza com perfeicSo que nao su ensmara
a traduzir mas a lr escrever e fallar. 0
desenvolvimento pratico de seu ensino sera o
testemunho autbentico de sua oapacidade o
habilitadlo nao desconheoida nesle lugar,
onde instituir o primeiro collegio que aqu
houve mas que por motivos domsticos se
retirara para a habitacio de seu sogro em Mas-
sauass. As pessoas, que o quizerem oceupar
dirijao-se, a casa do snr. Joaquim Jos Ferreira
ile Carvalbo na rua das Trinxeiras, que ah o
encontrarn, at que aluguo casa conveniente
parasobredito lim.
= Em casa de Augusto Coberlt, na rua daCa-
deia do Recife n. 40 ha sempre para vender
mu grande sortimonto devinhos muito velbos
engarrafados da Madeira, Xeriy, Pd'to a-
guardente de Franca eSlirub, das mclho
res qualidades que teem vindo a este mercado ,
muito proprios para quem gosla da boa pinga
pela Cesta ludo por preco muito comroodo :
as amostras das difieren tes qualidades esto
promptas no escriptorio onde os amadores
dos hons vinhos podem provul-os antes de os
compraren!.
= A irmandade de N. S. da Conceicao dos
militares se rene no respectivo consistorio no
dia 19 do corrente as 3 horas da tarde para con-
ferir posse nova meza regedora.
Precisa-se de una menina orpba de 12 a
14 anuos de idade para fazer companhia a um
menino pequeo dando-se-lho o sustento, e
vestuario: na rua do S. Thereza venda n. 28'
Desoja -so fallar com o snr. Manoel Roque ,
natural da villa de Vwnna do Minho ; .sendo
que exista nesta provincia annuncie a sua mo-
rada para sor procurado.
Precisa-se de urna mulher de cor, que
soja sadia idosa livro edesimpedida, para
ama de casa de pequea familia : na rua do
Nogueira n. 13.
= Francisco Jos de Campos pretende com-
prar a Antonio Joaquim Rodrigues dous 88-
cravos or nomo Joaquim o Manoel mulatos ,
pertencento a Vicente Thomaz dos Santos os
quaes o dito snr. Santos comprou a Francisco
reir ; as pessoas que julgarem ter
algum direilo nos-ditoseacravos para que em
Durante a pSSwmmii
a uautvi....." cose do carador serao executudos pela compa-
nhia c lindar a peca com a scena cmica do
Guarda-ciiuva ;
kiiIc o maior
que tem obti.lo em toda a parle 0 ma.
p!aa,o e que ser representada por Mr.
ap-
Fran-
CISCO
Uavel.
com a rapidez, que tero tido.
Precisa-so alugar um sitio perto da praca,
quem tenha casa e baixa para plantar capim
para um ou dous cavallos, e ainda mesmo es-
tando de log- morto ; na travessa das Cruzes
= Francisco Ferreira da Silva subdito
Brasileiro relira-se com sua familia para
fcjra do imperio.
=Precisa-se alugar urna casa na Solidado, ou
na rua do Cotovelo que tenha quintal o
cacimba cujo aluguol nao exceda de 7 a 8j
rs. mensaes ; quem tiver annuncie.
KAFE FLNO PRINC-EZA
DA BAHA E RIO-DE-JANEIRO.
= Acha-se a venda o mui excellente ra-
p da nova fabrica deGodinhoda Rahia, e do
Rio-de-Janeiro pelo mdico preco de 1:000 rs.
cada libra : este rap chegado ltimamente ,
e torna-se muito rccommendavel pelo seu bom
aroma : roga-se aos compradores, dohediri-
girem ao nico deposito existente nesta pro-
vincia na rua da Cruz n. 10, que ainda
en.ontrara meias libras, c levando porcuo se
far um preco muitorasoavel.
__ Tendo sido tratado com extrema urbani-
dade pelo Snr. Miguel Archanjo Monteiro
d'Andrade ex-administrador da meza do con-
sulado sempre que negocios pblicos me le-
varo aquella reparlicao da qual o governo de
R M 1 o dnsvion naraoonfiar-lhecommis-
So mais elevada d cujo desempenho e bem
capaz : eu mo sinto obrigado a render-lhe este
.-.t,i;,.c testemunho da BMOba gratido.
*"* Francisco Jos dos Santos.
Precisa-se d'aiugar urna boa casa terrea ,
com um sotao ou urna casa de um s andar
urna ou outra quo tenha quintal, o cacim-
todo tompo nao se chamom a ignorancia di-
rijao-se a Rua-imperial n. 43 a fim de re-
clamar sou bom ou mo direito em tres dias.
Aluga-so um sobrado de um andar o sotao
comsufficionlescommod s para urna familia ,
sita na Rua-augusta ; quemo pretender dirija-
se a seu proprietario Jos Mara Placido de IMa-
galhaes na mosma rua, sobrado grande n. 1.
Aluga-se um grando armazetn na rua de
\t a maro
ou
Prego* de entrada v g -^^^ ba;rro ^ Santo A tdnio mas
Camarotes da 1. ordem, ns. 1 e ,WU j^l^ ^^ da matnz do n,esmo
reis; os seguintes 5,000 r,
Apuiu com bastante terreno
fallar com Mesquita&Dutra na mesma rua,
com Camillo Pires na rua do Crespo n. 14.
Quem precisar de urna ama chegada do
Porto, quo sabe cozer. engommar, oadminis-
trfTumacasa podo dirigir-so a rua da Cruz
nF 43 onde terao as informaces preci-
zas. .
D-so 300,000 rs. a juros com ponhores
de ouro ou prata ; quem precisar dirija-se
a rua do Livramento casa n. 13.
= Os senhores Manoel Joaquim Goncalves
Silva e Francisco Xaxier de Moraes hajode
ir buscar urna encommenda vinda do Cear ,
ou do Ass : na rua da Cruz n. G4.
Um homem do moia idade se propoo ir
do caixeiro para algum engenho e tembem
para ensinar as primeiras lettras alguns me-
ninos ; quem precisar de seu prestimo annun-
cie : e tamboni so oITcreco para escrever em
algum cartorio, ou dar balanco em alguma loja,
ou i..m.! |> n> viii ja pralica uc tQu ito.
O senhor Rento do Bittencourt Berengucr
Cesar quoira dirigir-so a rua de Apollo casa
n. 20 segundo andar, receber urna carta
que veio da Baha pelo hiate Olinda.
Quem precisar de um feitor para sitio,
dirija-se a Rua-velha n. 81.
D-se dinbeiro a premio com penhoros
de ouro mesmo em pequeas quantias ; na
Rua-nova n. 55.
Declara-se ao official de pedreiro Alevan-
dre de tal que sr nao lor dir principio a con-
cluso da obra que empleitou no Manguinho .
ser entregue a outro para acabal-a por 10,000
rs. conforme jase Ihe fez ver, isto deve ter
lugar at o da 18 do corrente.
= Augusto Hcbrard l'ilho muito admirado
ficoudever o annuncio inserto no Diario de
hontem por seu pai, cujo pouca delicadeza
tem ; visto a sociedadeexistndo com elle nao
' est ainda dissolvida f porm sim ser olla) de-
pois de o dito Augusto Ifebrard I-'ilbo ter reco-
bidoa quantiade328,000ra.deque Ibodeve-
dora a sociedade dos lo o 1. efe junho de l.S-1 ,
o que elle ainda poder* provar se acaso lr.pro-
cizo.
Precisa-so alugar um i preta que saiba co
zinbar, o engomar, damlo-se 10,00/) rs. men-
saes e sustento; quem tiver dirija-se a ruado
Cabug na esquina da rua das Larangeiras por
cima do relojoeiro primoiro andar.
A irmandade de N. S. da Solidado da Uoa-
vista precisa de um capelln ; qualquer re-
verendo snr. sacerdote,que A isso se quoira pro-
por, dirija-se a casa do tbesoureiro da mesma
irmandade Josd Lourenco da Silva Jnior, ou
na Rua-nova botica do snr. Pinto,
Jos Joaquim Das Fernandos faz sciento
ao publico que Jos Francisco do Lima foi dos-
1 podido do sua casa do lugar de caixeiro nodiu
I 12 lo corrente e-por isso fica sem validado
qualquer recibo quo o mesmo possa pastar na
Icobranca de alguma divida d aquella data em
dianle.
Joaquim Josde.Sousa, ollcial do barbeiro
e sangrador mora na rua d Norias confronte
ao beco do S. Pedro, juntamente com seu
pai Marcelino Jos de Sousa tamboril olficial
de Pintor e bota vid ros ; quem do seu pres-
timo se quizer utilizar os achara diariamente
promptos para servir ao publico.
= Aluga-so urna casa terrea com commodos
para familia tem quintal murado cacimba ,
do lado da sombra e sita na rua de S. Gon-
caloda Boa-vista; quem a pretender dirija-se
a rua da Alegra casa n. 34 : a tratar com Mar-
aelino Jos Lopes
Aluga-so o primoiro andar do sobrado da
rua alia/ da matriz da Roa-vista n. 2(i junto
ao collegio : a tratar na mesma rua n. 22 e na
mesma se vende urna porcao de barricas vasas.
Quem perdeo um pequeo cordao de ou-
ro com seu enfeito, procuro no l'orte-do-.Mat-
tos na rua do Codurniz venda n. 8, que, dando
os signaos cortos, Ihe ser entregue.
Quem precisar do um rapaz Portuguez pa-
ra loja do Ia/endj o quo dn fiador a sua eon-
duct., annuncie para ser procurado ou diri-
ja-se ao Atterro-da-Roa-vista venda n. 44,junto
a travessa do Martina.
Manoel Antro de Sousa Reis embarca pa-
ra fura da provincia o seu escravo por nomo
Frederico.
=Alugao-sc quairo casas terreasa quatro mil
reis cada una sitas no Attorro-dos-aflogados;
quem as pretender dirija-se dofronte do viveiro
n. 67 a fallar coin Jos Francisco da Silva
Retina.
Aluga se por dez mil reis mensaes urna ex-
cellente casa terrea com sulficientes commodos
para nina familia na Roa-vista no beco que vai
para a Gloria : a tratar na ruada Aurora sobra-
do n. 22.
= Qualquer pessoa ou mesmo estudante ,
precisando de urna ama queja tem bastante
pratica dirija-se a rua do Rom-lim segund-
casa em Olinda.
Em um clima lao quente como o do Rrazil,
onde as molestias terminao fatalmente as ve-
zes no espaco de poucas horas he mister ha-
ver um remedio que possa servir ao mesmo
lempo como preventivo e curador. A Me-
decina Popular Americana tem essa proprieda-
de tomada asvezesem quanlo ella impede a
accumuiagaoiJos humores, conserva o sangue
puro e conseguintemente para as pessoas menor
sujeitasa apanharein qualquer molestia, seja
ella contagiosa, ou nao.
Recommonda-sc portanto ao publico em gc-
ralecnsaiar este excellente remedio, que,
pelo lado econmico he prclerivel a qualquer
outra medecina de similhante natureza tendo
as caixinhas maior numero de purgantes e por
menos preco.
O publico achara na Medecina Popular A-
mericana as pilulas vegetaes do Dr. Brandrelh
estas propiedades que produzcm seu efleito
sem dores ou encommodo algum nao se faz
preciso dieta alguma e pode-se tratar dos
scs negocios nos mcsrOs uias, c-f que se to-
mar.
Vende-se aqu cm casa do nico agente
Joao Kellor rua da Cruz n. 11, e para maior
commodidade dos compradores na rua da Ca-
dcia emeasa do Jo3o Cardozo Ayres rua Nova
Guerra Silva & C. atterro da Roa-vista Salles
& Chaves.
as Tendo-se desencaminhado urna letra de
rs. 1:150,000, saccada em data de 20 dese-
tembro de 1843 por Jones Patn & C.a. so-
bre Manoel Ferreira Ramos a qual se vence
em 20 de julho prximo e acceita pelo mes-
mo ; previne-se por este meio ao publico nnr
que ninguem faca qualquer transaego com dita
lettra visto que as necessarias providencias j
se achao dadas.
Quem precizar de urna ama de leite, parda,
esen filho ; dirija-so a rua do Mundo-novo
n. 42.
J


= Ainda est por alugar o primeiro andar
do sobrado n. 03 em Fra-de-portas, com bas-
tantes commodos para urna familia, cozinha
fora dispensa (|uintal o cacimba, tem boa
vista, muilo fresco, c sabida para o mar; a
tratar com Jonquim Lopes de Almeida.
= Aluga-se um quarto com alcova para
homem solteiro, ou para urna mulher capaz ; a
tratar na ra de S. Amaro n. 20 de manhaa
at as 9 horas e das duas as a da tarde.
= Deseja-se sabor se mortb, ou vivo ,
Joao Ferreira filbo de Manoel Joaquim Fer-
reira natural de Pomlteiro reino de Portu-
gal que veio para esta provincia em lins de
1827; roga-se as pessoas quedo mesmo te-
nbao noticias, de annunciarem, OU dirigrem-
sea ra do Crespo loja de Joaquim da Silva
Castro.
= Joo Tavares Cordciro mudou a sua re-
sidencia para a ra do \ gario n. 13 primei-
ro esegundo andar.
=s Aluga-se urna morada de casa terrea mui
bem construida a moderna com seis quartos ,
duas salas, corredor ao lado cozinha (ora ,
quintal murado e cacimba sita na Rua-au-
gusta n. 72; na ra do \ igario n. 12 casa
de Timothco Pinto Leal.
= Jos da Maya se olerece para receber em
sua aula meninos que se destinioa soguir a
carreira commercial para o que se Ihes ensi-
llara a fallar c escrever as linguas ingleza ,
e franceza aritiimetica c conhecimento dos
cambios; escripturaco por partidas dobradas ,
gcographia; tambem se ter cuidado em que
os alumnos adquiri um bom carcter de lat-
ir ; os pais que quizerem mandar seus filhos
a esta aula dirijao-sc ao annunciante das
duas horas as 5 da larde, em sua casa na ra da
Praia n. 39.
as Os credores do fallido Joaquim Jos
J-ourcnco da Costa fa/cm scienlo a todos os
moradores das casas pertencentes ao cazal do di-
to fallido para a sua intelligcncia, e seguran-
za que os recibos dos alugueis dora em
diante s> sero valiosos os passados por Ma-
noel Alves Guerra, e Manoel Antonio de Aze-
vedo por se acharem para isso autorisados pe-
los mais credores entregando-os depois a An-
tonio Jos de Magalhaes Basto para proceder
ao dividendo por ter tambem sido nomeado
para similhante fim pelos mesmos credores.
= Precisa-se de um homem que soja ca-
paz e acostumado a viagens para acompa-
nhar urna familia para Garanbuns e as vsi-
nhancas do Uio-de-S.-Francisco; na ra do
Torres n. 4.
= Precisa-se alugar um sobrado de um an-
dar, com sotao e cacimba, em qualquer das
ras do bairro de S. Antonio; quem tiver
annuncie.
= O padre Joao Jos da Costa Kibeiro par-
ticipa aos pais de seus alumnos, que no dia
primeiro de fevereiro pretende abrir a matri-
cula de sua aula na ra do \ gario n. 11 ,
primeiro andar.
= O deposito do gelo acba-se na ra da
Senzalla-velha junto ao Beco-largo n 110 ,
aonde contina a vender-se pelo mesma preco
de bordo.
= Miguel Correia de Miranda embarca na-
O abaxo assignado embarca para o Rio-
de-Janeiro o seu cscravo crioulo de nome
Antonio. Manoel Jaaquim Pedro da Costa.
Quem precisar de urna mulher prela,
forra, para ama de casa, dirijaso a ra do
Rangel n. 37.
Quem annunciou querer comprar um
relogio de algibeira, querendo um inglez de
patente, dirija-se a travessa do Queimado ,
venda n. 1. .
Quem annunciou querer comprar um
relogio de algibeira e obras do ouro sem fei-
tio dirija-seasCinco-pontas n. 45.
= Precisa-sa arrendar um sitio perto da
praca que tenha casa do vivenda estribara ,
e capacidade para ter vaccas de leite ; na ra
da Cruz n. 23.
Quem annunciou querer comprar um
relogio de algibeira sendo queira um de sa-
bonctede prata dirija-se a" ra do Mundo-
novo n. 17.
Vende-se um escravo de 18 annos para
todo o servico ; urna preta de 10 annos, engom-
madeira cozinheira cose bem e reco-
Ihida ; urna negrinha de 12 annos ; unta mu-
latinha propria tiara mucama de alguma me-
nina ; urna preta da Costa lavadeira e qui-
tandeira ; na ra do Fogo o p do Rozario
n. 8.
- Vendem-se dous cavallos, um preto e
outro mellado, todos mui carregodores e no-
vos ; dous caixoes envidracados modernos ,
que servem para amostras de venda ; a pada-
ria n. 154 das Cinco-pontas, com todos os seus
e se faz todo o negocio ; na Rua-
=\'onde-se um escravo do nacao bom oa-
nociro ; urna negra com urna ciia de um anno
e3 duziasde costado de vinhatico ; na ra de
Apollo n. 20.
Escravos fugados
Compras
= Compra-se um diccionario latino de com-
posicao ja usado e um dito francez ; quem
tiver annuncie.
- Compra se um oratorio pequeo, urna
meia commoda ou commoda, urna gamella gran-
de de banho, urna meza de meio desala e al-
guns trastes mais. estando em bom uzo, e nao
sendo caro; quem tiver annuncie.
= Compran-so elTeclivamcnte para fura da
provincia mulatas negras, e moleques de 12
a 20 annos, pagao-se bem ; na Rua-nova ,
loja de Ierr8gens n. 16.
= Comprao-se espanadores de diversos ta-
maitos ; no Forte-do-Mattos, casa de Jos
Francisco Bellcm.
= Comprao-se para a Ordem terceira de
S. Francisco 5 lindas de 55 a 60 palmos de
comprido ; a tratar com o sindico da mesma
Ordem.
- Compra-se um sellitn inglez, que nao
seja novo nem tambem com muito uso ; na
ra da Cadeia do Recifen. 39.
= Compra-se urna casa terrea ou um so-
hradinho de um andar, no bairro de S. Anto-
nio ; na ra do Queimado n. 22.
Compra-se urna cabra ( bicho) que te-
nha leite, eseja manca; na ra da Cadeia n. 3
Compra-se sebo em rama em grande
porcao : na ra do Nogueira n. 13.
Vendas
ra o uo-de-Janeiro a sua cscrava crioula "do
nome Anna.
Afetidao-se partes do sitio da Capclli-
nha que vae para a Passagem-da-Magdalena,
com muitas arvores de ruto e grande esten-
cio de terreno psra plantados, e capira sem
casa por portencer a outro senhorio ; na Rua-
nova n 67.
= As chancellaras dos v. consulados do S.
M. Catholica e da Repblica dos Estados--
nidosdo Ro-da-Prata folio transferidas para
o 1. andar do sobrad o da ra do Amorim nu-
mero 15.
Eu abaixo assignado faco sciente ao pu-
blico que deixei de ser caixeiro de Joa-
quim Dias Fernandes desde o dia 12 do cor-
rente c em particular avisa aos freguezes da
mesma casa que me nao paguem dividas con-
trahidas na mesma de qual quantia que seja,
e se assim o nao fizerem encorrerao na pena de
as pagar segunda vez ; veja-se diccionario de
Constancio a f. cap. art. 5.
Jos Francisco d* Lima.
Furtaiao das 0 as 9 horas da noule do
da 14 do corrente do segunda andar da casa
n. 21 da ra de Apollo urna caixinha conten-
do varas obras de ouro as quacs sao as se-
gu otes : um par de brincos compridosde ou-
ro cravados de diamantes um alfinete de ouro
grande para senhora com 3 diamantes, sen-
do os dous dos lados esmaltados, um retrato
encastuado em ouro com urna firma as cos-
tas I. P. L. B. quatro voltas de perolas, um
bolao de abertura com um pequeo diamante ;
roga-se a quem descobrir este furto e mesmo
a quem for olferecido se sirva de participar
na mencionada cusa, queaim den nao re-
velar o sigilo se recompensar generosa-
mente.
= Vendem-se presuntos inglezes ditos de
Nestphalia salames barricas com ervilhas
seccas, tudo muito novo e chegado ultima-
mente ; no armazem do Andr confronte ao
caes da alfandega.
= Vende-se urna escrava robusta propria
para todo o servico ; na Rua-nova n. 38.
= Vendem-se rneios bilhetes da lotera do
theatro ; na ra da Cadeia-velba loja nova de
calcado n. 35.
== Vende se um negro de meia dado, pro-
prio para engenho ou sitio por ter sido do
matto ; na nr2cinha do Livra
-i luic' n.
<*, se-
gundo andar.
Vende-se espirito de vinho do 36 graos a
1280 rs. e sendo em porcao se vender mais
em conta .queijos pretos os mais frescaes ,
que teem vindo no mercado, e por proco com
modo ; na Bua-nova venda de Manoel Fer-
reira Lima.
= Vcndem-se calungas de dilerentes gos-
tos, realejos de oles, apparelhos de porce-
lana, do cha para bonecras mantnhas para
pescoco lencos para dito ditos para senhora,
ditos para mao luvas sem dedos ditas pre-
tas com palmas douradas, litas lavradas e li-
sas bicos largos, e estreitos, um grandesor-
timento de miudezas de todas as qualidades,
perlumarias facas e garfos de cabo de metal
fino de balanco mcias para homem finas, e
grossas espedios de damas, rap rolo gros-
so e meio dito dito princeza do Rio dito
Meuron Companhia macass tudo por
preco mais commodo do que em outra qualquer
parto e com a mostras francas aos comprado-
res ; na ra do Queimado n. 24.
Vendem-se por diminuto preco os livros
scguinles: Berloldo e Bertoldinho diabo coi-
xo noute de invern ebronica do cardial rei
t. Henrique e a Marlirtbada; na ra do Ca-
bug loja de miudezas n. 1.
Vende-se urna preta crioula, de 20 an-
nos que cozinha, e engomma ; na ruadas
Veude-se a recriaco philosophica em
bom estado e um jogo de diccionarios de Mo-
raes. da quarta edico ; na ma do Queima-
do n. 3.
Vende-se superior vinho de Bordeaux
da bem conhe-ida marca Cbateau Margaux ,
em caixas de urna du/ia ; na rila da Cruz n. 48
primeiro andar.
pertences
imperial n. 2.
Vendem-se pannos finos sortidos me-
rino de duas larguras lencos, mantas, e cha-
les de seda lencos' e chales do seda e laa ,
lencos de seda de con's o pretos para homem ,
lanzinba para vestido, sarja preta estreta e lar-
ga meias de linbo, e de algodao, finas, para
homem setins de cores e oulras muitas fa-
zendas por preco commodcS na ra do Livra-
mento n. 10.
- Vende-se um piano horisontal de cons-
truccao ingleza e de excedentes vozes che-
gado ltimamente, afianea-se a sua afinaco
por 6 mezes; na ra da Cruz n, 48 primei-
ro andar.
Vende-se um carro muito lev1. de 4
rodas, para um cavavallo ; um dito parJ dous
ditos, muito elegante; um dito de duas rc>das.
por preco commodo ; no Atierro da-Boa-vis ta.
a fallar com o segeiro Miguel.
Vendem-se serafins o pianos do varias
qualidades, e ptimas vozes ; em casa de
Kalkmann& Rosenmund, na ra da Cruzn. 10
Vende-se potassa russiana nova e de
primeira sorte, caixotos, e barril com cal
virgem de Lisboa ; na ra do Apollo n. 18,
armazem do Manoel Ignacio de Oliveira.
Vendem-se queijos de prato os mais fres-
caes que teem apparecido chegados prxi-
mamente de Hollanda ditos londrinos, pre-
suntos para fiambre tudo por preco commodo;
ua ruada Cadeia n. 2, venda de Jos Goncal-
ves da Fonte.
Vende-se urna venda na ra de S. Fran-
cisco por baixo do sobrado do Vianna; a tra-
tar na mesma venda n. 68.
= Vendem-se 18 cadeiras de angco, 12
ditas de Jacaranda 6 ditas americanas, um
sof de Jacaranda um jogo de bancas de dito,
urna meza de meio de sala, de angico um
guarda-roupa um ditodelouca, um marque-
zade angico um par de mangas de vidro ,
um dito de casticaes dito um par de lanter-
nas com casticaes de casquiuha fina; na ra
da Cadeia de S. Antonio deposito de farinha
n. 19.
Vende-se um escravo carreiro e traba-
jador de campo ; dous ditos para todo o ser-
vico; 3 pardas boas engommadeiras cozi-
nheiras, o cosem ; duas pretas boas quitan-
deiras e fazem lodo o servico de urna casa; na
ra de Aguas-verdes n. 44.
Vende-se urna vacca gorda com bezer-
ro ou sem elle ; no sitio Jacar.
= Vendem-se muzicas para piano forte, re-
cntofneiiie chegadas de Lisboa ; na ioja de
Joao do Albuquerquee Mello na ra do Ro-
zarlo esquina da doQueimado n 18 A.
= Vende-se a historia de Gil Bra/. em 4
tomos urna frasqueira com 11 frascos grandes
r
pegenos
ciiiiiiOuu na
No dia 2 do p p. fugio do sitio do abai-
xo assignado urna sua escrava crioula de nonic
Joaquina de 24 annos estatura regular
secca do corpo rosto comprido cabeca pu-
chada para traz pernas finas com dous de-
dos da mao direita alejados, consta estar oc-
culta em alguma casa nesta praca por ia ter
sido vista e encontrada comprando na ri-
beira ; quem a pegar leve ao sitio do inspec-
tor doquarteirao na estrada de Joao de Barros
que gratificara generosamente.
JoZo Nepomuceno Ferreira de Mello.
Fugio no dia 3 docorrrente o preto Al-
berto de nacao Angola, moco, estatura pro-
porcionada secco do corpo cor.procurando a
j fula com barba a roda do queixo tem o bra
' co direito sem movimento e cocheia da per-
na direita tendo ambas estas parles mais del-
gadas que as outras por elfeito d'uina perle-
sa quesoreo nesse mesmo lado ; consta ter
procurado o Recife, com o designio do viver de
tirar esmolas e para esse fim serve-sede uina
moleta lingindo precisar della para poder an
dar alim de parecer mais cnxo do que na
realdade ; presume-se que nos seus pedilorios
se dirige pela cidade de Olinda e seus subur-
bios por ja ter sido morador naquelles luna-
km; quem o pegar leve a Bua-nova, sobra-
da de um andar de varandas do pao onde mo-
ra os. "cretaro da cmara municipal, que ser
gratificado.
No dia 4 do fevereiro de 1841 lugo do
engenho Pa,0c> comarca de Nazaretb-da-mat-
ta o escravo L-'edro t de 40 annos. estatura re-
gular caa rcJonda barbado as vezes faz
barbas imperiaes nariz chalo, boca pequea ,
denles guaes olho&" algum tanto empapuja-
dos cheio do corpo nemas a proporcao e
cabelludas ps mediano s- toca vio'a ami-
go de funecoes, gosta mu 'to ('c ossobiar e
canta nao mal mormenle qu.'iru'0 trabadla c
quandoolha para alguma pesso..1 a quem tem
respeilo, sempre de travez fali.'1 branda e
compassada tem as costas duas marcas de
chicle bem visiveis e consta andar dt''as par-
tes dosul ; este escravo de Martinbo i\u Sil-
va Costa o qual roga a todas as autoridadt's
ou a qualquer pessoa que dedo souher o fa--
vor de annnnciar ou conduzil-o ao seu sur. ,
ou cm Olinda a Miguel Arcanjo da Silva Costa,
ou ao padre Jos Be/erra Villarim na povoa
cao de Caruar ou a Severino Alexandre
Villarim profano! de primeiras letlras da
comarcado Limociro que em qualquer das
partes se recompensara generosamente.
No dia 15 do corrente desappareceo a
preta Francisca alta gorda falla bastante
atrapalhada de 22 annos, levou saia de chilla
encarnada camisa de algedozinho grosso e
sujo e panno da Costa usado ; quem a pegar,
leve a ra do Collegio no tercero andar do
\
travessa das Cruzcs n. 8.
= Vende-se urna armacao do venda e al-
gunsobjectos pertencentes a mesma; na ra
de Apollo fabrica de Mesquita & Dutra.
= Vende-se um elegante carro de duas ro-
das de solida conslrucco, e boas molas, com
os arreios competentes ; no Atterro-da-Boa-
vista, a tratar com o segeiro Emilio ; tambem
vende-se um cavado para o mesmo carro.
= Vende-se a vida de D. Joao de Castro ,
quarto vice-rei da India a peca do captivo
de Fez e a caverna da morte, tudo por preco
commodo ; na ra do Queimado n. 18.
= Vendem-se terrenos com 156 palmos de
fundo com as frentes, que os compradores
quizerem na ra da Concordia e as tra-
vessas do Monteiro, e Caldeireiro as quaes
sao do 60 palmos para onde dilos terrenos
tambem azem Irente em directo ao ro Ca-
pibaribo : estes terrenos acho-se parte atler-
rados, e parte beneficiados, e tambem tem
alagados para a parte do rio o todos ofiere
cem grandecommoddade para a sua edifica-
cao por preco commodo ; na ra dos Quar-
teis, boje larga do Rozario n. 18.
Vende-so o resto das superiores pilulas ,
o um rico e de muito bom gosto par de brin-
cos de brilhantes ; na ra da Cadeia do Reci-
te, loja de cambio do Vieira, n. 24.
= Vendem-se taboas de pinho da Suecia ,
costado costadinbo c forro para fundos de
barricas de 20 a 30 palmos de comprido c
por preco em conta ; atraz do theatro, armi-
zem de Joaquim Lopes de Almeida.
SODraOo u osqina, por cuia da oja de itvros,
quesera recompensado.
=No dia 6 do corrente fugio o escravo Egi-
dio, de 22 annos, bem fallante, quando
fgido gosta do andar cacado ; quem o pegar,
leve a ra da Cru/ n fi* que ser gratifi-
cado.
No da 23 do p p. fugio o moleque Fran-
cisco de nacao Angola ; de 16 annos levou
camisa eceroulas de algodao com signaes do
tinta ceg do um olho com um talho em
urna orelha e urna marca de thesoura aberta
sobre os pe tos com cicalrzes de relho pelo
cangote; quem o pegar, leve a Bua-augusta
n. 1 que sei recompensado.
= No dia 15 do corrente fugio o preto Izi-
dro meio bucal de nacao Quingolo de
20 annos, de 7 palmos de altura bem feito
de corpo canellas, e bracos delgados rosto
descarnado olhos regulares o muito vivos,
nariz chato, o be ico inferi.- cnido, tofi.de-
baixo do queixo unta cicatriz pequea com
um monte do cabellos cor preta sem bar-
ba pos largos e grandes, levou camisa de
algodao de mangas curtas e calcas de brim liso
ja rotas no assento, e com um remend azul na
entre-pernas ; quem o pegar, leve a venda de
Lofller na ra da Cruz, que ser recompen-
sado.
= Fugio no dia 24 do p. p. o preto Jos
Pnchete de nacao Mocambinue de 20 an-
nos aitura mais que regular ,' secco do cor-
po com dous denles de menos na Irente da
parte superior rosto redondo bastante re-
uni quano falla gagueja alguma cousa ,
levou camisa de riscado azul caigas de panno
preto ja velho ; quem o pegar leve a ra da
Florentina n. 4 que sera recompensado.
Recipe; v.s TVp. m M. F ra Faku M844.


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