Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04556


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Full Text
Auno de iHM.
Torca Feira 1(>
co Janeiro
?..y Moeilau* mor 0 |i r. >
^S^r Mein ile letras ie boas firn ai 1 .1 I V
uisi::
Anuo W. tf. i'
0 niMMMblim-M ...I, s,,s ,l,,s ,,,.., |n naiiftHtti o pNgo .1 n.lQr
,,,. ,1, tren mil m o, ,u M.lnladOT-Os.oi.uncioido.M.igMnieitoinierido
- "" '", ","1"" "M:!"','m *!. por ......, A. ...l.n.a.iV, deven, rr diri-
g,daest Jvp iua...,s(.l,es ,,,;,, nl,i,le,lcndccil jr. ,!e lr, sn (t e 8
PARTIDA DOS coiii.ios TERRESTRES.
Go mhm., 'I';''''1'; leRuoda. e 1.. feirM _|>, Gr.nde do forte, quinta feira* -
Cabo. Serinbaeni Rio fumoso, Toro Cal,0, Macov t Uagoa no 1 11 e -I
Jf cd ...ez pexanhun Bonito |Ue ^ ,,e ,. m,,, _,,n.s e .,,,, jg
e'.> dio Colad: .la Victoria, quintas fei ri(. Oliada lodoi 01 din.
DAS |)\ skmana.
1S Sega s. Amaro Auil.il> J. de I) di .. ,-.
.|l Inca s. Marr-ell Re, lad. lio de I) di .. v.
.]7 Oiiatta s. Anl.it>. Aud do J Ir I) da 3. \.
1, Huinla s. Prisra Auil do I. de I) da >. v,
1t Sctta a. (.anulo Auil do ,1 de I'. 11 O V,
0 Sab. Sebaili.'io. Bel. aud. do J. de 1), da L '.
Vi Dota, s lii./ j. Palrorolo,
.....Ilflllllli ir-.jrasraHBXKBXi<3Z2rx***
y I ,:., iSon de|iend de n.s mesmns; ,..'<> ragao e enere;
r mi 1 11 >s uno priueiiii.....1 ifenrn ipu 1 un aduiiraao entre ns nag.
///, ,-,'-..' cui, ( (l'ro.-lanti 1 AssemMa Cen do nranl.)
-------------------.---------L- ------.----------
, lMUIOS no Dlt IS III 1411 '""'1' '
I 4 V/ Cambioitobie tWrc s II nominal. lO 6.100 r. ''M
, V .V a P.....70rc., rf N. !.......
\- i Lisboa 11 un, II). d.-r. de 4.00:1 -''
r> [Pr.ta-rtar.>s J.M
**// j!y Mordido robr-aoiur, l'eoi ci tummnare*
''. m ii
I. 'ni
|>|| \M S |) \ 1.1 V NO ME/ DI. J \MlliO.
I.ua r'.r.a a'- 'O IS min da l.r.le I Llanosa 1 llt as 3 57 rom.
Minguantei las horas e 10 min a tai la I' < ? '" '*' '" ,la
/'/inuiii' de hojt.
Primen.- as Z horas e 6 mm di mu.Iin. I Mu 1 as 2 iras l| minutos da
.i. : -
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1,9011
da larde
iiimili ia

Variedades.
OFILHODO VAQUEIRO.
Com quo entilo senhor ( ti /.a o joven o
elegante visconde de Mir.ourt ao sr. Mar
tim unidos inais ricos fabricantes de Bric )
e tiln E verdade sr. \isconde o nono fillio de
um vaqueiro
Ei>to os rebanos de seu pai cortamente
devino ser mais numerosos que os de Adra-
lio e de Jacob ? (Juanlos ceios do vaccas ti-
nhaelle?
Nenbuina'; elle guardaxa as dos oulros.
Elle nunca leve senao as que cu Ihe de.
sr. Murlim comecou etitao a sua vida
com as maos/fty \ento, como secustuma di/cr ?
l'elo contrario eu comecei com qua-
Tenba paciencia sr. visconde l cliega-
remos: ouca-mo U primo amado chamava-se
liei umont e logo que o casamento da menina
fui decidido o sr leaumont loi hincar se aos
p(s do pai e lalloii-llie do seu amor e do a
mor de sua prima ; pedio, supplicou, instou;
mas ludo loi em \ao: o sr. \ Hiero respondeo
llu : T nada possues, eco nao posso dar
minlia lillia a um rapaz sem fortuna. Oten
amor urna ngralidao, para comigo que te
he.j.alimentado, e educado......Nao, l nao
casaras com minlia lilha.eoteu dever 6 renun-
ciar essas loucas esperancas, e nlopermiuir,
que ininlia lilha me desohedeca. Neste caso po-
lleras licar em minba casa e continuar ser
tratado como d'antes ; mas se recusas cumprir
esta obrigac3o as portas to palacio estao a-
bertas : parle.
O pobre rapa/ nao tinlia outro asylo senao
trocentos mil Irancos. Ol ha aqui Ulna his-
toria latal em que eu liguro muito : sendo casa de urna velha lia avarenta que o nao
ainda crianca e com mm s6 palavra eu eausei "' recebido, nao obstante ser muito rica .
a morte de dous homens, roubei urna rapa- n8o ter filhos: elle reconcentrou asua.hr
liga o seu espozo o seu primo Essa palavra < coracao, e hcou. Eu era o valido do
sr. visconde, de que eu me arrependeria cruel- w. Beaumonl elle arnava-me e t.nba sem-
mente toda a minba vida se a nao tivra pro- | P-"*-' reservado alguns francos para me dar to-
lerido (le boa f essa palavra fe/, a minba for- das as ve/es. que me encontrava. I cid minnu
parte lagava Ihe, como podia; acompanhava-
o'iscondecortejavaafilhaunicadosr.^ar- o ra?a batia-lhe o mallo eslava icmpre
tim. ealembranca da baixeza de seusaccen- prompto para Ihe fazer os recados levan Ihe o
.lentes nao o esfriou de mane.ra alguma ares- polvorinlio. chumbeiro, rede, o a espingarda.
peito do casamento desigual, que desejava con- <> sr. Leno.r, o mando que vina de l a
trahir; mas nao deixou de sentir grande curio- nz pai a casar com a menina Valliere cnegou
sidade de saber a historia doseufutuio .ogro, em fim ao palacio. Era, como Ihe disse, mn
Este, asse.tlado ao ,, do logao eslava n'urii ll"""'m de 4(1 anuos ; parece-.ne estar anda
desses momentos em que a alma se derrama vo- nndo-0 alto, tr.gue.ro, e com assu.ssas pre-
lunlar.a.t.enle; orkulhoo de sua cond.cao pie- t- D*' as wlwOw, que se cslabccrao en-
l.e.a ellecons.nt.il a muito costo nocasamen- lr' '"ni"" Valliere 0 sr. I enoir e o sr.
todo sua lilha que naoeslimaa ver visen- Beaumonl. ser-me luo -mposs.vel; nem6 meu
dessa; e por esse motivo contou com a melhur ado nem a ininha idade me pernuUiao en-
vontade a sua historia. ,ri,r nisM : ,ml" 1oe J" V lCM?ment0
Nasci na Bric disseelle e o cem pas- (""' determinado para odia 1;. de selemDro e
sos de distancia da nossa cabana bavia um pa- que se prepart.u no palacio tima gran.le cacao,
lacio hab.t do por um. ico negocian te chamado para odiaH. Pea manhSa apenas t.nha
ViHl.ere. cuja lilha devia casar com um han- despontado.o din sr. Beaumonl correo ao
qu-iro Parisiense homem de 40 humen a 'l"'rt" do sr- Valliere.
quem ella nao mava. Um oven primo sem Meu querido tio Ihe d.sse elle n.os-
fortuna qneosr. Valliere tmha reclhido em Iraodo-He uma carta, que acabava de receJjer,
sua casa possuia lodo o amor da menina: isso eu sou feliz BOU rico lenho vinte mil librns
acontece frequentemente p6dcdi/er osr. vis- de renda ; veja, leia esta carta ; a nossa prima
conde; mas paciencia eu soube dar ns cou- de Arbois fallecida c nomeou-me em sen
testamento, seu nico, euniversalheide.ro.
Osr. Valliere tomn a carta Ico-a ede-
pois a entregon framente a seu sobrinbo. ^
M un curso ine.spera.lo
Enamoruu-se da menina Valliere ? per-
gunlou o visconde.
Eu. sr.! un pobre vaqueiro, dedezan-
nos de idi.le l^ue idea lo extravagante i
Sim Ihe disse elle, ests rico estimo
muito ; n as ja muito larde, eu nao posso re
Per.lao perdi essa menina \ allire, tirar a palavra que dei ao sr. Leno.r e elle
o a velha solteirona do niesmo nome que teem casar com minba lilha.
fundos tito cons.deraveis em sua casa, sao duas O sr. Beaumonl recorreo anda as supplicas ;
pessoas diflerentcs. ou urna, e a inesma mas tudo foi intil. Almdisso. osr Vallie-
re exigi, que a noticia da morte da sr. de
pessoa
A bois ficsse em segredo e que nenhum sig-
nal de luto perturbasse as festas do noivado do
.lia seguinle.
Prohibo-te que digas cousa alguma
ni'inha filha Ihe disse elle e que no tomes
lulo seno passados tres das.
O sr. Beaumont promelteo de assim o fazer;
port'in, sahndo do quarlo de seu to,dirigise
em direitura ao de sua prima.
Minba querida Hortensia Ihe disse elle,
(obstculo, que nos sepnravn.jn nao existe;es-
lou rico, e, ape/ar disso, l.'ii pai quer sustentar
a palavra. que deo ao sr. I.eonir; isto querer-
te sacrificar ecasar-tecom um homem que
l nao amas. Une os teus esfor{os aos meus ,
di-me lempo um din dous, urna semana ,
nao muito ; tinge estares doente se for pre-
ciso ; dirige te mestno ao sr. I.enoir para obter
esta demora ; cu procunrei os amigos de leu
pai faroi empenhar os meus e, semduvi-
tla conseguiremos mudar nresoluco dosr.
Valliere sobreludo se tti liveres a coragum de
mostrar toda n repugnancia, que le inspira osr.
I.enoir.
Parece, que d'envolta com estas palavraso
senbor Beaumont dirigir alguma aineacas
contra o seu rival ameacas bem naturaes
n'um mancebo ardente enamorado Ame-
nina Valliere promelteo ludo: eo seu primo
loi reiinir-se aos cacad.ues O Ircnte dos quaes
soachavio os srs. Lenoir, e Valliere. Eu nao
devia faltar esta lunecao; e por isso reuni-me
ao sr. Beaumonl no pateo e oacompanhei. A
historia que vos reliro sr. visconde acon-
te, eo ha. 40 anuos, e apesar disso, todos os pro-
menores dcste desgranado dia estao presentes
minba memoria, como se foropnss;dos bon-
. lem ; e se eu estivesse nos meamos lugares, po-
' deria ainda indicar o vestigio de todos os meus
passos; assim como me lembro de todas as pa-
I letras passos, e aci oes do sr. Beaumont, Elle
'entranboti-se logo no bosque e depoii tomou
urna estrella vereda a esquerda : eu segui-o.
Assim andou por muito lempo com a cabera
cabida sobre o peito e a espingarda ao hom-
bro : ouvimos os tiros dos catadores,o, quando
pu va nnss.ir aliitua nei. i de caca a tiro grita-
i o >
va segundo o meu costume.
malebre, sr.; sentido, osen ro n
persegue. Elle nao atirava-, e continuavaa
andar. Em fim eu >i pausar um bando de
perdizes i pouca distancia e o d.sse logo ao
sr. leaumont. 0 seu rao as fez levantar, o el
lo que era tao bom catador errou um dos
inais bellos tiros possiveis ; ludas as perdi/es
fugirlo. .
Hoje mno da para mim d.sse elle, e
lornou a carregar a sua espingarda.
Nao julgava la I vez, que di/ia a verdade. .
Nscontinuavamos a andar, sem mais^os un-
aairia-r tSSSBBSSSSB^
F 0 L H E T I
SAO MIGUEL ARCIIANJO. (')
4.*
DEMASIADA FELICIDABE.
Se Elias fosse mais discreto, ter-se-bia retira-
do, logo que houvesseentregue a carta Pablo;
mas prtmetro que ludo tirina elle peito satis-
faser a sua curiosidade. Oriscrvava por tanto
Com sen olliiirubliquo,tentando adevinharu que
disia essa carta: o artista porm poupou Ihe
tuna boa parte deSte trabulbo, dando lvre cur-
so ao seu pensament o di^endo em alta voz os
seu nBiiliiiieiilu;
__ au ii,i nada como estar em Loa vela, ox-
Clamou .He; ludo corre'bem!
__ q sl salisfeilo'* disse tlmi"
damente ocoxo.
Sao podes fazer iduia, meu pobre Elias, d<
quanto, bu algum lempo, a felitdade parece
presidir a tudo 0 que ine acontece. Sabes d'a-
quelle meu grande quadio des. Jorge, que tu
examlnavas tantas vezes...
C) Vite Diario 1,2, 8, e 11, J
Sim... recordo-me, Sr. Fabio... Um san-
io magnifico... de capcele na cabeca e ..-spada
na mao...
Pois bem acaba de compral-o o ronse-
lh das artes, para ser colocado na gaieria de
Florenca...Sim! essagaleiia car...... Leo-
poldo de Mediis, onde representado pela mi-
nha obra, a.liar-me-hci a > lado de Mi.l.el-An-
Kelo, Julio R..mano,-lal em lace de um Ra-
phael. Mas l nao con.piehendes islo, Kllas ...
A gloria a gloria! Ha p-uca gente que sa.ba
o valor desta palavra. ,,..
_ Todava, Sr. Fabio, todava... la entreve-
jo pouco mais ou menos o que pode ser, e ro-
gol-he que receba...
_ Oh meu Dos! replicn Fabio, sem dar
ouvi.ios aojuiit-o.... e !!.! ver:.: -- "-""
lumpo! Ecreusozmho.na !/
quem conleesie novo tnumpho Ah! se Ihc-
n ........nos Felizmente ella na6 tardar.
Atalli as poucas palavras entre labio e hlins
tinhaO sido sem consequencia. O rapaz, de ge-
nio pouco expansivo nao linha reaiatldo, ao
assomo de alegra repentina a inesperada; e se
tinha tomado o velho revendafl por con .dente
do seuenlhusias.no, porque hadecert. cir-
cumslancias em que o coracao trasborda ao aca-
so fi a gente confla-se ao primeiro que ppare- |
portar da caca nem dos caradores quando
chegamosa urna moila onde, alguna .lias an-
tes eu tinha ulgado notar a pista de um ja-
va li. I in javali morto era muito bella cacada
para inini rapaz de 10 anuos que nunca li-
nha visto una similhanle presa cahir (liante do
mim e cuja imagina, ao estava cheia das re
la. oes leitas pelo sr. leaumont que no auno
anterior tinha matado alguns. Eu me appro-
ximei entao devagarinho da moila < ouvindo
rumor nnservas e as ur/es. e tojos, puz-me
logo a Rritar
I m porco montez um pono monte?.!
__ Um poren montez! disse osr. Beaumonl
com ind.flerenea.
Osr. Beaumont metteo a sua espingarda a
cara seguilldo a linha que Ihe indica va o
meu dedo e disparen. Oiiho se un grito: 0
sr. Beaumonl atirou com a sua espingarda para
o lado e correo pura a malta c eu o segui....
O sr. Leonir estava estendido no chao ; elle li-
nha recebido-loda a carga n'uma fonte. Neslo
momento chegrSo os caradores, e os primoi-
ros objectos, quo vio o sr. \ allire lorao seu
futuro genro morto o seu sobrinbo o rival
dosr. I.enoir em p diante do cadver. Si-
milhantcs sena- nSo se poden, descrever! Eslo
<1 a foi um dia de luto. Passou-se logo man-
dado de prisao contra o desgranado sr. Beau-
monl ; elle resignou-se e recolheo-se tran-
quillamente cadeia, fiado na sua innocencia.
Eu era urna crianca mais comprehendi qual
.ra o meu devci C O desempenhei digna-
mente.
O meu depoimenlo foi claro simples o ,
em luto conforme com a verdade. Nos nao
tinhamos necessidade de mentir nem eu nem
0 sur. leaumont : mas bavia neste assassinio
involuntario mais de uma circunstancia falal ;
primeiramentc a pnixo do matador pela meni-
na Valliere ; depois a dependencia que do mes-
niomatador tinha a nica bsiemunha que
elle podia dar em sua dele/a. I orao mencio-
nadas uma por uma todas as bondades que o
sur. Beaumont tinha lulo para comigo c'on-
tro-sc al os francos o os sidos, que ello
me bavia dado; e a familia do snr. Lenoir quiz
concluir daqui que eu era cumplice do assassi-
nato : eu conlessei tudo : declarei mesmo aos
jui/es circunstancias ignoradas, e que prova-
iao da parle do acusado nimia mais bondadt*
para comigo do que se suppunha ; mas lu
irme o invariuvel no meu depoimento ; sus-
tentei sempre, que se bavia um criminoso,'
era eu s.'i ; porque era cu que tinha indicado o
lugar, e quasi dirigido.) tiro. O snr. \ allire
procedeo neste caso com dignidade ; e lalve/.
mais em attencSo elle mesmo e n sua fa-
milia do que a seu sobrinbo elle fez o de-
poimento mais favoravel possivel ao snr. Beau-
ce tao inconsideradamente como se comsigo pro-
prio lallasse.
Elias vendo a expressao desse contenUroen-
loiao positivo e verdddciro, nao sabia o que
rsp.mdesse, e se bavia com prudencia lunlia-
do ilaumas fecitaces, cuja sinceri.iaiie n|t>m
de problemtica era de pouca impoilai.cia aos
nlhos de Fabio. Com a sua aureola de gloria a
posicaO do artista eslava abrigo do surdos at-
laqucs e prfidas im6inuac6es de mestre Elias.
Mas logo que elle prounciou o nome de lbe-
resa desde que em um momento de rrcflexao
descobrio este lado vuli.eravel, e mostrou o de-
leito dacouraca, 0 velho quo eslava a ponto de
retirar-se, deinorou-se. Os olbos laucara.) um
fugo, cojo reflexo sepintou na bocea maneira
de sorriso satnico, as venias se- Ihe dilatara.,
como as t cao que senie a cava, c do.se a ,u"
bio com ease tom assucarado, que d ordinario
srvele passaporte perfidia:
Apostarla,.Sr. Fabio, que espera a ara.
Theresa para Ibe dar partedesta boa nova... A
cousa tao natural! urna moca O um tapa/. .
nao ha nada mais fcil te entenderle. Oh lin-
da confidente escolheu vm.
Fabio, admirado, encarou Elias. Os verda-
deros amantes sao iin-ns de tudo, e elle nio
supportava que um le.rceiro ousasse aclrai i he-
, iiajaanMiaai .uir.'mma^am^mmfmmmmmtmmmmmmm^f
resa bonita, e ainda menos que se lallasse Mi-
la com lana liviandade.
Tein o ouvido agudo, disse elle como gra-
cejando. Emfllli, eu ja sabia, mestie judeo, que
sua osperlesa nada escapa, >> que espontnea-
mente adevinha o que os outros enlendem nao
ihe dever tiiser.
Tao secca replica, e que tanto pareca uma
reprimenda,leria tapado a bocea a outro que nao
fosse Elias; mas elle loi por diante; porque na
verdade era grande diplmala, e sabia que em
relias occasies convin sacrificar o amor pro-
prio, e beber o calix at as fe/es.
Ai I meu charo Sr. Fabio, replicou ello
com muila bumildade, nenhum merecimento te-
nho em ver o queda nos olbos de todo o mun-
do, e em repetir cousas queandao em todas as
boceas, i ma amisadecomo a ijnn m, tem con-
trabido com a Sra. i'heresa na pode ser cccul-
ta, e os st us \ isinhOS nao l'a/em escrpulo...
lie se metterem naquillo que Ibes nao im-
porta '
Justamente !
Cnfcsso que pouco me importa, que seja
do seu agradosuppOr...
Concebo perfeitamente o que quer dizer...
Quanto a essa Theresinha...
(Juc lem c nlao .' replicou labio prom pa-
mente vendo que o judeo hesita va


a
mont A final este foi absolvido. S Dos sa-
be a amizade e ternura, con que esle pobre
mancebo me abracou depois que sabio de ca-
deia. Mas quando o snr. Beaumont se apre-
sontou em casa do snr. Volitare este Ihe
disse :
Tu s rico e o juizo dos homens te de-
clarou innocente : vai-te em paz. Eu (i/, mais
em teu favor do que talvez era permiltido a
um bomem honrado O respeito devido fa-
milia me fez callar circunstancias que lo pde-
nlo ser lataes. Vai-te em paz ..
Comosenhor pois julga ..
Foste absolvido pelos tribunaes ; estis
justificado. Nao tallemos mais nisso.
Porm exclamou o desgracado manee
bo o meu lio que me creou que me conhe-
ce desde a infancia pode julgar-me um assas-
sino ?
Foste absolvido ; nada mais tenho a di-
zer. S4 feliz ; mas peco-te que nao tornes
entrar nesta casa.
O snr. Vallire sabia provavelmente qual era
a opiniao de sua lillia pois que nao impedio
ao snr. Beaumont que a osso ver. Elle a acbou
triste e silenciosa : rccel>co-o como a urna pes
soa de quem j se espera a visita : ouvio pnci-
iicatnente a narracoda sua desgracada aventu-
ra seus protestos de amor ; porm fria re
signada e quasi insensivel ; e por fims Ihe
disse estas palavras :
Beaumont, um rio de sangue corre entre
nos ambos.
Em vao elle protestou pela sua innocencia ,
em vao tomou a Dos por testemunlia do que
se bavia passado ; em vao Ihe disse que se ella
o amava nao devia ser mais severa que os seus
juizes.
A sentencados teus juizes Ihe respon-
deo ella podia custar-te a vida ; felizmente a
opiniao de meu pai e a minha nao tem esse
podo.
Asim me julgas tu Emilia ? Adeos pa-
ra sempre E o snr Beaumoilt sabio do pala-
cio para nunca mais l tornar.
Foi em casa de meo pai, o pobre vaquetro,
continuou o snr. Martin foi em a nossa mi-
seravel choupana em que Beaumont procurou
um asylo quando assirn ignominiosamente o
expulsaran do palacio. Elle eslava paludo e a-
batido ; pegou em mim abracou-me agra-
deceo-me a minba sincera amizade, eaben-
coou-me : depois pedio papel ; que cu fui
comprar casa do temleiro da villa por que
o nao bavia na nossa pobre hbilicao. Elle e>-
creveo Igumas linlns fechouo papel, o dis-
se-me que o fosse entregar ao cura.
Eu vou ver, se fallo menina Vallire, Ihe
disse eu e parti.
Emontrei rom efleito esta menina quepas-
seava so no jardim. Quando me vi diante del-
ta couiecei a chorar : depois disse-lbe como
o snr. Beaumont eslava paludo e doenle; que
me bavia abracado o aben oado ; contei-lhe o
medo que eu Uvera ao principio do pomo mon-
tez e depois do bomem morto. Ella Ilion
para mim attentamente e CoZ-IM algumas
perguntas respeito do lata! acontecimento ,
respond a tildo com singeleza o corn a can-
dura da innocencia. Depois de Mear aigum
lempo em silencio perguntou-mc quo idade
tinha. Eu havia feito dez annos na vespera ,
eo meu rosto eslava sereno e tranquillo e
meus olhos vivos e meigos se litavo sobre os
com iirmcza
llU.i
lagrimas tinho-se seccado ; mas entao erao as
della que corriao em abundancia.
Oh isto a verdade exelamou ella :
nesta idade ainda a mentira nao sabe assim fin-
gir-se.
E pegaudo-me pela mao correo arrastan-
De sorte que !... Vm. bem o sabe, Sr. Pa-
blo. .. estas reputacoes de rapariga solteira sao
tao arriscadas !... Eu nao pretendo que a Sra.
Theresa estea neste caso... oh nao.. nao...
Smente quero diter que multa Rente s er" na
innocencia sob boa cauco, e por merc de se-
guros fiadores... E verdade que a sua manei-
ra de viver o seu comportamento...
Seu comportamento, interrompeo Fabio
agarrando com vehemencia o brag de Elias,
s./u comportamento Em que pode elle ser ta-
chado de menos severo? Que Ihe acha de re-
prehensivel? Que pdom emfim dizerdelle?
Oh bem pequeas cousas... que s nao
sao visiveis para os indilTerentes, e qu<; eu que-
ro contar-lhe, senlior Fabio, muito francamen*
te e sein rodeios, porque vm. um moco digno,
v eu me intereso pelo Sr. Antes porm deen-
ir-ir <>i k}atera, psrfflittir IRC :s que; !!:c diri-
ja duasou tre-j porgantes?
- Falle, disse bruscamente o pintor.
F.lins nao se servio logo da autorisacao. As-
suou-se tongamente, tossio por diversas vezes,
com a importancia do orador que quer recitar
urna tirada de faxereflteito. A rugosa cara se Ihe
tornava cada vez mais brllhante.
(turante este lempo, a cxpressado rosto de
Fabio se modiHcaa em sentido contrario, e lia-
e lacilmente no seu olhar inquieto, nos seus
do-me quasi atraz de si, al ao gabinete de
seu pai.
Meu pai eis-aqui urna enanca inno-
cente ; ouca a ; nao cumplice j esperto no
crime ; i; verdade falla por sua boca.
Fez-me entao repetir a minha narracao ;
invesligou minuciosamente todos os pormeno-
res ; obrigou -me dizer vinte vezei a mptrn
cousa.
Oh meo pai exclamoo ella por fim ;
se elle innocente quo dura e injustamente
o temos nos oflendido, e quanto por isso o de-
vemos mais amar! Corre meu filho me dis-
se ella vai conduzir aqui Beaumont.
Eu corri com toda a frca das minhas per-
nos do palacio cabana.... mas j era tarde !
O snr. Beaumont j n5o existia Estava morto
nos bracos de minba rnii que Ihe sustinha a
caheca. julgndo-o apenas.dosmaiado.
Agora snr visconde sabe o que conti-
nhao essas linhas que eu devia levar casa do
cura ? porque nesse lempo ainda a nossa aldeia
nao tinha tabelliao. Era um testamento de to-
dos os seus bens, a beneficio do filho mais pe-
queo do vaqueiro que tinha sempre Misten
tado a verdade e proclamado a sua inno-
cencia.
Eu bem sei escreveo elle que talvez
se dir que procuro deste modo pagar ao meu
umplice. Oh Dos me ve" e me ouve : eu
i'ou apparecer na sua prsenos eellemejul-
gar. Oh Nao nao ouso ninguem mao
liar os annos juvenis dessa crianca com urna
aecusacio impia ; eu o onriqueco porque s
Me me teve amor porque s elle me defen-
deo.
Com elleito snr. visconde depois da mor-
tedeste infeliz mancebo ningem mais duvi-
dou da sun innocencia : a menina Vallire pro-
metteo de nao casar com outro homem e sus
tenlou a sua palavra ; ella ainda lez mais a -
doptou-me tomou a administradlo dos bens
qno me tinha deixado o snr. Beaumont, e en-
carregou-se da minha educaco. Pela morle
le seu pai reuni a sua riqueza a minha e
essej lundos tambem serao meus algum dia: eu
serei o seu herdeiro ; estou certo disso. Praza
a Dos que eu tenha de esperar bastantes an-
nos pela heranca.
Eis-aqui a minha historia. Snr. viscondo,
eis-aqui o homem com cuja lilha quer casar
Ora bem eu Ih'a concedo com duas condi-
ides : a primeira que minha lilha o ame e
a segunda que en hci de contar a minha his-
toria mesa do banquete do noivado
Consinto respondeo o visconde.
P. P.
{Correio Offtciml.)
OCABAPCEIRO.
h tolos presumidos.
Nada tao divertido por alguns momentos ,
porm nada tao nauseoso ao depois, corno a
conversacao de um tolo que pretende ter es-
pirito. Aseousascomezinhas o sed cas que
profrrem em tom dogmtico nao dcixao de
ter seu lano ou quanto de cmico. O tolo
com efleito applaude-se 'le qualquer palavra ,
que diz de ordinario n de ludo : olha para as
pessoas, com quem lata com um ar de impor-
tancia til que bem mostra a boa opiniao, que
tem do si mesmo. Elle decide soberanamente
de materias que Ihe sao de todo estranhas:
falla com desprezo das pessoas mais respeilaveis
pu Seu tllenlo, ii iusliua mu calva, egros-
seiramete que lem um mrito superior ao
de qualquer; em fim esta persuadido que to-
dos o considerao por um grande homem e
vem a dar e aquellos que o escutao o mes-
mo prazer, que urna comedia cujo protago-
nista losse um louco com presumpees don ser
movimentosde impaciencia, que se esforcava,
mas de balde, desviar tristes unageiis, c luc-
tar,ainda ha pouco tao feliz.contra um mo pre-
sentimento.
5."
BF.ACCO.
Conhece cssa rapariga ha muito tempo ?
purguntou Elias.
lia um anuo, respondeo Fubio.
Muito bem... mas ha muito modo de co-
nhecer... .Sabe vm. alguroa eousa dos seus an-
tecedentes, da sua posiea ?...
E 01 |ili 11 e sem lortuna, s possue a sua
innocencia e a sua tiellesa; mas conlesso-lhu
mestre Flias, que estes dous the^ouros valem
meus olhos o mais nobre nascimento, e os mais
bellos rditos do mundo...
Estamos de accordo... Mas nunca procu-
ro viii. Saucr /uC Cu rr.cruVa,v|c cr,ii i|
lazia emfim antis do dia "' que sozinba e en-
cobrindo o rosto como se temesse algum desa-
radavel aocontro, veio installar-se nesta casa,
onde exerce, verdade, sem incommodar nin-
guem, o modesto ollicio de florista, mas onde
vive rodeada, permita que Ih'o diga, de um
mysterio...
Que eu nao quero tentar aprofuudar, in-
terrompeo Fabio, cuja \oz trema do impaci-
encia. """
o homem mais judicioso do mundo, ou um
papalvocom fumos do sublime escriptor
Alas se a ficcao por ser passageira diver
te sendo real enfastia por constante, e mo-
ntona Bogerio por ex entra em urna sa-
la ; toma inmediatamente a palavra todos se
clao e cedem altivez do seu tom porque
parece que troveja. Em vao ha all alguem,
que ousa nterrompel-o; pois ninguem o pode
ouvir. Rugeiio lem-se em conta de critico e
censura una obra de que nao sabe, sean
melade de titulo eoutras vezes sustenta que
um escripto bom ou mao segundo pri-
meiro Ibe vem A boca o vocabulo >om ou o
vocabulo mo. Se se talla em poesa, oh Nes-
ta materia Bogerio um portento com quan-
to ignore todos os seus preceitos.
Dorindo medico e como, se no estudo
des! arte se encerrajsem todos os conhecimentos
humanos, quer ostentar de profundo metha-
phizico de poltico consummado, e de grande
Iliterato, desempenhando lodos estes ttulos com
o mesmo espirito e com a mesma sabedor.a .
com que o Meta more ou o soldado glorioso
de Plauto prehenchia as funeces de gener.il
de exercito. Alm disto Dorindo quer a forlio-
ri que as pessoas ainda mais ediotas conhe-
cao a nomenclatura grega da medicina o de
todos os seus ramos; porque se assiste a qual-
quer enfermo em presee;a do pai que
um simples mercador da mai que urna se
nhora ignorante ou da av. que urna pobre
velba toma um tom cathegorico abre o re-
gistro sos termos thecnicos, e em vez do di-
zer: que o que o docnte sofre urna rrtacaoem
parle do cerebro profere mu ancho: est
com urna Aracnoydiies : se ha de dizer para
que todos o enlendao ; a sua qucixa urna in-
flammacao em tal ou tal entranba, vembgoa
palavra legmazia : se ha de dizer finalmente:
o mal est no bofe (todo mundo percebe ) nao,
ha de fallar por frca na substancia pa-
renchymatota dos pulmes. E se trata do re-
ceituario profere nomes tao feios e arreve-
sados, que parece quer empulhar os circuns-
tantes.
Hortencio hachcrel formado em sciencias
jurdicas esociacs. Sabe Dos porque milagre
oblcve este titulo : mas quanto mais ignorante,
mais tolo, e presumido se mostra; porque quer,
o considerem um sabichoencyclopedico. Ain-
da concedendo que empregasse bem o tempo
dos seus estudos 5 annos de curso mal cheglo
para adquirir nocoesgeraes sobre os differentes
ramos dessas disciplinas. Entretanto Horten-
cio consummado estadista da quinus em
Mr. Cousin em materias philosophicas, sabe
mais geographia que Math-Brum ou Vo-
gien conhece molhor a historia universal, do
quo Anquetil ou Conde de Segur ; maior
grammatico, que Vossio, quo Quintiliano, que
Sanchos, que Court de Gebelin, que Du Mar-
sais que Vaugelas que Condillac mellior
rhetorico que Aristteles que Cicero, que
(Quintiliano que Gibert, que Blair, que De
lillo, que Villeman: finalmente o doutor Hor-
tencio com 23 annos de idade inclusive 5 an-
nos de academia, um pcodeerudicao, e sa
bedoria Mas se os capadocios o veneran por
douto a gente instruida esensata o tem em
conta de tolo presumido.
E' vastissimo e assas variado o reino da to*
lice e por isso vemos; que ha tolos de innu-
meraveis especies. Uns prezumem de nobres,
uniros de lieos, ouinis de vaienies uuUom
de conquistadores do bello sexo outros de
casquilhos outros de amaneirados, outrosde
bonitos outros de engracados, outros de des-
liguados, ou maldizentcs outros finalmente
al de bobos estadeiao. Fagundes vivo na
mais lastimosa penuria : pouco dista de qual-
Mas continuou tranquilamente:
Para queTheresa guarde segredo sobro cer-
tos successos de sua vida passada, necessario
que poderosas rases isso a obrguem. Eu a-
mo-a, ajuntou elle com energa, e supporia la-
zer-ihe Injuria...
Cxigido ucnS uma cxpiCuCuG c;...c;o
ca?... Compreheiidopert'eitumonteess escrpu-
lo, diz o velho judeo, com o seu tom insidioso.
Masconfesse queesl no ponto de todos os a-
mantes, que suspeitao sem ter a coragem de
formular as suas supposiyes, e (uc lehnu,
mas sempre desconliando, em fazeiem mrito
de uma confianca cega. Vm. nao pode ignorar
quantas engenhosas mentiras podo o cuidado
da sua honra arrestar uma mulher... Pode ha-
ver engao... nada mais fcil... mas ha cousas
contra as quaes a mais robusta fe nao pode luc-
tar por muito tempo, e estou certo, por mais
que me diga, que a sra. Theresa lem por mais
de uma vez excitado o seu ciume...
Eu tutu ciurocS !
Ole! quem que os nao tem ?... Urna ra-
pariga, viuda nao sei donde, que ninguem
deixa penetrar o enigma da sua existencia, equi-
pa rece sempre recetar do ser vista, ouvida ou
seguida 1 Ollie, Sr. Fabio, creia-me vm., se qui-
zer, mas ha das om que seriamente perguuto
quer mendigo no trajar om consequenci a
da sua extrema indigencia ninguem faz caso
delle ; porque neste nosso planeta sublunar
vale <|ii' in tem ; que quem nao lem nao o
ninguem : mas Fagundes diz que fidalgo,
conta mili ancho, que descende em buha
recta das primeirascasas da Europa ; que
O conde tal sobrlbo de um seu runfiado, e
que o marquez qual seu dcodecimo primo ,
em consequencia do que ni o consentir jamis,
que sua filba caze com homem de officio por nao
deslionrar a sua prosapia.
Na clnsse dos tolos presumidos um dos mais
fastidiosos, meu ver, o palrador ha/oiro.
Cluencio falla incessantemenle, enunca falla.se-
nao de si ou do que tem relacSo com a sua
pessoa. Elle imagina qu- a natureza empe-
nhou-seem ormalo completamente azado pa-
ra captivar os coraces de todas as bellas ; quo
em pondo o olho n urna que Ihe agrade
logo namorando a di/.endo-lhe donaires e
finezas e a joven inmediatamente captiva sem
appellacao nem aggravo. Se em pre.senca
do palavroso Cluencio trata-se de hons ou
maos cavallos ninguem mais falla Cluen-
cio tomou a todos a mao e disserla horas in-
leiras sobre um cavallo russo qqe possue. e
que Ibe custou 500S rs. ; e nao consenlc ouo
baja em todo o mundo cavallo comparavel a um
alazo, que seu pai teve, e que abafou de
gordo.
N8o menos desagradavel o carcter de Er-
gasto que no abre bocea se nao para
prolerir pachuebadas c d'ordinario grosseiras ,
e oflensivas. Elle quer avantajar se de todos,
rom quem vive e julga brilhar com suas < han-
Iretas inspidas muitas vezes at indecentes ,
e nao pora dvida em oflnde: as mais respei-
laveis pessoas con. tanto que empurre o pa-
nal de suas parvolces que S elle considera por
hons ditos. Elie imagina que o silencio e
constrangimento das pessoas, quem endeies-
sa as suas chufas grosseiras provm de se nao
poderem defender deltas sem reilectirem, que
impossivel que um bom m do bom goslo
nao se vexc por ver-se obrigado ; sofln'r as des-
lavadas facecias d'um tolo. E porm de adver-
tir que os investidores sao de ordinario os
mais investidos; e por isto Ergasto julgando
os mais por si, imagina, que a cada passoo
querem insultar; ao passo que elle at em pre-
senta do senhoras sola das suas chufas, algu-
mas das quaes offendem o pudor.
Ha outra classe de tolos presumidos que
sem serem petulantes, nem brutaes sao tao
a lio m i na veis na sneiedado como os primeiros.
O dse jo queellesteom, de mostrar espirito
em todas as occasioes, os torna indiscretos, e a
sua imprudencia acarreta graves males. A me-
nor palavra que se proira por ellos am-
plificada repetida e al do todo desfigurada
Desses tolos que muitas vezes nascein dis-
putas, entre amigos, rompimentos, inimiza-
des e odios entre prenles lerriveis intrigas
enlre governantes, e govenados &c. &c. ; e
quantas desordens, quantas desg-ai as em fa-
milias inleiras nao leem tido outra o igem se-
nob imprudencia d'um tolo !
Mas ainda ha cousa peior, e vem a er ; o
telo presumido de discreto. Nenbum damno
ordinariamente rama o homem ediot, que.
conscio de sua ignorancia ehcolbe-se e nao
ousa metter-se como se costuma a dizer em
carnizas d'onze varas: mas o tolo que quer
pausar por judicioso e adiado, a ludo se adra,
ludo decide peremploriamente e quer que
os seus despropsitos sejao oulras lanas sen-
tencas, e aforismos da sabedoria. E se esle
loto est revestido d'alguma autoridade ver-
daderamente um Magollo uma peste uma
calamidadc pblica.
Iaa^TPg
a mim mesmo se esta supposta mulher nao
uma sombra, uma alma do outro mundo, algu-
ma cousa, em uma palavra. impalpavel o so-
brenatural. Uma manhaa vl-a vm. sahir furti-
vamente, e a pesar dos seus esforcos Ihe im-
possivel descobrir-lhe as feices. Corre a po
della... o que j vai lon>re. ou antes tem de-
sapparecido. Entao pe-so d'alcala, espia-llie
a volta.. .ella ha de sem du vida recolher-se, vm.
espera-a. Intil Irabalhi lempo perdido !...
Chega a noute, vm. nao vio pessoa alguma.e de
repente ouve urna voz suave, uma voz prfida,
comn a das screias, soltar encantadoras modu-
lacoes. ella, Sr., que est no scu|uarto, que
j se recolheo, nao sei como, nao sei por onde,
a despeito da minha vigilancia, e deixando-mo
na mesma ignorancia. .Crvm que tudoislon
bem extraordinario? Pietra exactamente do
....... na.d.m. ti .i .. __ ( ... ........__ .1.
i... i. | /...'> v i.-... i ni i. r> lllli puit...*j|ll III. iii"
equvocos; eu vou mais longo, do quo ellos
acabaran por desonganal-o, e que unidla...
Conhece mal. diz Fabio com liueiro sorri-
so, os mysterios de um coravao bem enamo-
rado, se pensa que elle se e-p.inl.i do ap.iro-
llio fantstico de que so rodis o objeclo do sua
paixo. Quem Ihe djsse que a estranhesa mes-
mo loscostuiius de ThCsa nao s. ja um dos
attiattivos mais irresi^iveis quo ella me at-
trahem Voofl nao mais rapaz, meu pobru E-


A'osta cathogoria perlenccm certas multaren,
que sao grandemente tolas; mas dubaixode
lodo o serio. Desta classe ). SupcVa. Seu
porto gran, o magestoso ; suas palavras pa-
recen medidas cumpasso e da sua bocea
s.em a cada passo mais proverbios, e apolbeg-
nias, do que profera o fiel Sancho Pansa es-
cudeiro do D. Quiote: mas em quantosc
mostramaisdoutora, maissentnneiosa, e mo-
ralista que Plulharco, ou Epitecto a filha
est-se derrelendo em finezas com certos maga-
nos que nao pcr cando eom toda a sem ceremonia ; e I). Supeea
fazendo a vista gorda e ouvidoi de mercador.
Entro lano go/a dos crditos de sabiebona e
Ao menos no parecer
Tem-se un respeitoprofundo
A' multar tio excellonle,
Que cuma (Iba smente
Nao sl mu longe de ser
A sogra de todo o mundo
A tolico d l). Perendengue d'outra natu-
reza. Ella est persuadida que 6 typo da
belleza o como tal quer ter dominio, e voto
ioucrano sobre o vasto imperio da moda. Ella
nao si i sabe por meudo tudo quanto esta em uso,
e perlenco ao grande tom de Pari/. como tam-
bem do ide em ultima instancia as mais intrin-
cadas questoes .esta profunda sciencia toda
positiva. Se D. Perendengue di/. por ex. ,
que ancas de panac pertenec as senboras ca-
zadas e ancas de leit.o d'aii.pulheta jo,ens
solicitas nao lia que augravar da injusta
sen tenca ; esta decidida a questo. E to e-
rudita nesta importante materia que sabe ,
quaes as cores que convm cazada a sol-
tara viuva : quando as linas deven ser as-
sim e quando devem ser assado ; cun quan-
tos grampos deve prender-se a charolla da ca-
beca d'uma senhora segundo o seu estado ,
ulule &c. importancia tal que parece um malhemalico ,
resolvendo problemas de calculo integral e
dillerencial.
Finalmente podem-se goflrer os tolos e at
nao ta outro remedio ; porque como diz Sa-
lomao o seu numero infinito stultorum
in/lnitus est numerus o cada canto depara-
mos com ollai ,. mas o que parece incomporla-
vel o tolo que se nao conlieco i o tolo
presumido e com umos de assisado.
Qnul ser a causa e origem da sympathia ,
e da anlipathia ?
Balthazar Graciano defini a sympathia um
parentesco do coracao o do espirito. Os an
tigos eslenilrao singularmente o circulo deste
paienlesco : pelo que faziao o delante prente
do carneiro porque a vista de urna ovclha ns-.
tantaneamente moderava a colera. Agrippa
entabeleceo rel.icoes de nitade e sympathia en-
tre a vinha e a oliveira entre a ligueira e o
mirto, cu-no oulros estabelecein grande anti-
i atina entre a vinha e a couve entre o Ico e o
gallo entre o corvo e o 1116x0.
Ca dao assevera que (lagarto ten sympa
tina pelo homem e que ha peixes to obse-
quiosos para oulros que sendo estes fu I tos de
isla liqenes ihei serve! de guia ei os po
fundos e intrincados canutillos do ocano :
pena que nao bajito viajanies por essas re-
gios para nos inteirarem dessas, o d'oulras
maravillias.
Os llli'iliins nc n 1111 r 11 i.l\c <> n iiliiliiso-
phus reciiiihecem duas espacies de sympathia ,
(i n 1 pbsica, OU mecnica, e outra moral. Em
urtude da primeira .euja sede reside no olfa-
to que os caes tanto se afleico ao homem ,
c pelo mesmo olfato que elles vo apoz do
veado da paca da rapuza &c. Por elleito
lias c ha urna idade na qual a alma a nao oom-
pn henda...
Sin, sim. mas nessa idade ve-se mais cla-
ro, replicn o ft'W. Assim sei do fonte certa,
que ella nao passa todas as noules nessse quar-
linliD...
Como pode vocfiafTirrnal-o?..
Eu ailirmo... altirmo, porque o tenlio vis-
to, que esto modelo de innocencia recebo el;
carias... que nao sao du Sr... Anda liontem...
Explique-so, gritou Fabio tremendo de
colera.
Eu o quisera, respondeo Elias aclocando
as palavraSi mas nao posso ueste momento; a-
cabode Ver pela a berta desta co lina O seu dis-
cpulo, o eavalleiro Kaymundod'Arezzo; 6, crcio
eu, a bora da sua I icio. E1I-0 que sobe...
Hay nucido, murmurou Fabio, que abor-
recimeiiio :
__ Aleos, Sr. labio, disso (locamente Elias.
__ Adeos, respondeo com durasa o artista.
' Sr. d'Areixu chiB/u bem ;; proposito,
disse comsigo Elias. Eu nao sabia o que disses-
se, a senteria mullo comproiiiettel o. Um gen-
tilhomem que paga tao bem os Seus mandados !
Seria cousa leia.
Acabando mental nenie esta pequ una reflexiio,
mestreElia tratou do rolirar-se, e.cortejouo
d'uma sympathia puramente phsica, que o
menino ferra-so ao seio da ama ; que os ani-
maos distinguen) os alimentos, que Ikcscon-
vin ; que se apavoro e tremo) vista dos
seus inimigos que o pello do cavallo se arri-
pia os msculos tramom, as pumas estacao
com a presenea do lelo.
A sympathia moral depende mais das nossas
afteicoes. Ja natureza do nosso carcter, dos
soa pela primeira vez : um doce sentimento nos
airaba para ella Se examnennos a natureza
desia sympathia acharemos um juizo inaper-
cibido urna certa analoga enlre a deia que
lomamos de suas qualidades, e as nossas in-
clinacdes e gostos particulares. Outras pes-
soas nos inspirao aversao sen que possamos
descubrir a causa disto.
Non amo le. Salridi,nec posaum d'icere quare;
Hoc lanlum possum direre non amo le
Se nos dennos ao trabalho de analvsar essa
antipathya acharemos a causa em um juizo
tao rpido que nos escapa a sua aeco. Tai-
vez tainbem exista umterceirogenero de hpym-
(lalhia que se compile di moral, e da phisica
Por se nao haver faite estas distincoes que
se tem procurado explicar todas assympalhias
por um fiuxo e relluxo deemanaccs entre os
individuos, que teem mutua analoga. (Jau-
thor do tratado da o pin ido chama a essas re-
anlos mao nf'ixm animal, oque prova que
Mesmer nao o inventor desta doutrina. lm
confirman) deste svstoma tem-se citado varias
d um morto agita-80 com a presenea do seu
assassino : pelo que 0 celebre Cosme de Me-
diis gran duque da Tosca a a mandn matara
seu lllio (Jarcias; por que o cardeal de Medi-
cas outro lilho seu foi assassinado e o san-
gue pareceosair mais impetuoso .1 vista d aquel-
lo irmao.
Da mesma ordem pouco mais, ou menos
era o lamoso p i sympathico do cavalheiro P
nossos hbitos, o costumos. Vemos urna pes- by. Era lio prodigiosa a sua virtudo que'
liara eurarqualquerchaga ou ferina o mes-
ino qualquer enfermidade ntcoa nao se fa-
/ia mistar o seu contacto inmediato : basta-
va que o enfermo remeltesse ao tal snr. Dig
by um panno que bouvesse tocado na ulcera ,,
e pan as molestias internas bastava enviar-Ib.-
qualquer porcao do sangue, da urina, do
suor, &c. do enfermo Em o doulor appli-1
cando a estas cousas os seus psmiraculusos |
o enfermo sarava ainda que es!e eslivesse la
distante do curandeiro quanto nos e*inmw
da Cochinchina. Oue bella medicina i:
pena que so bouvesse perdid > urna receita ,
lao poderosa. Esses pos sim seriao muitos pre
feriveis ao Le Hoy as pilulas vegetaes me-
decina popular &c. &c. _
C(fMNIERCIO.
rVlfandega.
Rendimento do dia 15.......... 6:0008829
Descarrego hoje 10.
fnicaCasimir-delarignediversos gneros.
Escuna -Antejediversos gneros.
Brigue.S'. Domingosdiversos gneros
o nariz em um combate comprou o de um po- BrigueFurinybacalho.
bre homem que por dinheiro nao se mpor- BarcaXararre larinha. bolaxinlia barri-
lou de Picar desnarigado, O tal nariz adven-
ticio pegou admiravelmenle (racas .'1 deste-
rulado d'um eirurgiao. E nem nos admire s-
to porque no seculo 16 um eirurgiao Italia-
'vperieneias phsicas. \ anhelmout ronta que
um particular de Bruxellas havendo perdido
no denominado Tagliacoti invenlou nm modo
de la/er em herios no corpo humano. Se urna
senhora nao eslava contente das suas orelhas ,
por ex. elle ascortava e trocando-as com
o itra pessoa assentava-as admiravelmente ,
e pegavao que era um prodigio. Gontava-
se entao que certa fidalga desgostosa das suas
pernas forea de mil agrados e dinheiro
11 iz trocalas pelas d'uma criada que as tinha
e bou calibre e bem talhadas: efleituou-se
permuta ficando a fidalga mu bem servida
le pernas e a pobre mecnica com um par
legamhias de massarico : mas aquellas eru-
achacadas de virussephlitico e dentro de pon-
eos tem pos arrebentrao em Irunvilos e for-
mou-se um terrivel f rmiguero. Entao quiz
a fidalga desmanchar a troca e de muito bom
:radn arceitaria nutra vez os suas pernas linas;
mas a cradinba nunca mais consenlio
Estevao Pasqtfier falla de dous gemeos, que
tintad* tal analoga entre si que todos os seus [
-entimentos, prazeres. o dores Ihes ario corn-
il.uns LeGendie cita o ulros dous gemeos ,
um dos quaes em distancia consideravel sentio
a lerida que o outro acaba\a de receber no
c xercito.
Nao sao menos singulares os exemplos d'an-
tipathia. O mareobal d'Albrel i)emiava
vista d'uma caheca de leito. vSo innumera-
veis as pessoas que se horrorisao ilum ralo ,
d'uma aranha, d'uma barata. &c. Al A hou-
ve urna joven solteira tao avessa ao matrimonio
.... en cnrci.ili'i n rabia em convnlsoes, punha-se em termos
de morrer : mas foi tal o seu herosmo, que
con risco da propria vida venero essa indefi-
nivel repugnancia e veio a cazar tres vezes.
Emoutros tempos era doutrina corrente e
ainda hoje nao falta quem crea que o sangue
cas vasias e caixas com sabfio.
BarcaThctnat- Melhrs diversos gneros.
BrigueAugustosaceadas de pedra.
BrigueHrasili'inbacal bao.
lovimcnto do Porto
Navios entrados no dia lo.
Terra-nova ; io dias bri ue inglez Fanny ,
de 197 toneladas, capitao Charles F. Slaylo,
equipagem 13 cania bacalhao ; a consig-
naeao do James Crabtreo& Companbia.
Rio-de-janeiro ; -22 dias, barca Emilia., de
233 toneladas capitao Aulhony Dadson ,
equipagem 12 carga lastro; a consignacao
de Me. Calmont & Companbia.
Navio sahido no mesmo dia.
Rio-de-janeiro; brigue brasileiro Santa-Ma-
ria-Boa sorte capitao Jos Joaquim Dias
dos Prazeres carga diversos gneros.
Soearacocs.
pintor humildemente. No mesmo instante ap-
oarerco d'Are/zo.
O elegante eavalleiro (ez a suaentrada com es-
trepito, abalroo de proposito o jurleo. a quem
dirigi um gracejo de man aceres de suas enor-
midades; depois do que lez i Fabio mil rompn-
mentos em testemnnho dpsua turbulenta ami-
,^ a0 QQses Pablo"Bre^'a muito pouco sea-
sivel. IVArezzo ficou admiradp e vollando-se
liara F.lias. que se dispunha a piir-se fra:
Entao que 6 Istot diz elle. Acontecera
algn accidente desagradavel ao meu charo
Fabio ?
Muito pelo contcario, snr. eavalleiro!
respondeo o judo abrindo a porta ; nunca o
snr Fabio esteve lao alegro, tao satisfeilo ,
3 Pola nao tem ar disso ; replicou o eaval-
leiro em quanto Elias descia as ncadaa
__ todava e tuna eiaV, ui/. lamo, pe-
gando na mao que ose., discpulo llieestendia
Nao tenho ueste momento motivo algum de
*d]& preciso, meu amigo, replicou d'Arez-
10 exa Minando n pintor eom a toreada alin-
elo de um observador, preciso com effelto,
me luailUim'S, para que eu possa acredi-
11I-0 fEssa physlonomla carrejada esse olliar
lixo, essa pallidez ah j sei... Sim sim!...
Vice-consulado de S. M. calhotica en l'er-
namlmco.
El infrascripto v. cnsul do S. M.calboli-
ca previne a los subditos lio:panoles, en esta
ceudad y provincia, y mismo a los Iranzeun-
tes, que por orden superior, existe abierta ti-
na subscripcin voluntaria, en mano del sub-
dito hespanol I). Benito Antonio Dumingues ,
en a calle nueva para el Un de fc erijir un mo-
numento a las glorias de Espna en la guerra de
la independencia : invita pues, el infrascripto
a los hijos de la nacin a que se apresuren a
concurreren con el que sus posibilidades y pa-
triotismo les permita para un tan grandioso
. .1;..... in< x/ire-consulado de Espaa en Per-
nambuco a los 12 janero 1844. Vice-consul ,
Nuno Marta de Seixa.
0 abaixo assignado, official enearregado
do laboratorio dos fogos artificiaos do arsenal de
guerra, por ordem superior faz publico que o
mesmo laboratorio lem para vender pon.ao de
polvofa grossa e fina da fabrica nacional: a
saber a grossa a 520 reis a libra o a fina a6'il
res; as pessoas, que quizerem comprar, pro-
curen nos dias uteis ao annunciante no dito la-
boratorio na fortaleza das Cinco-pontas. Jos
Francisco dos Santos, segundo teen te.
r%- r ir-1 ra 1 i.i tp. f ~* s-\
iHiAiuu i-'uBLitO.
TERCA-FEIBA 10 DO CORRENTE.
SEXTA RBPRBSEHTACA5
da
COMPANHIA RAVEL.
I.1 parto.
Comeiara o espectculo as 8 horas em pon-
to pela overtura da
Violeta ,
executodaem grande orehestra e dirigida por
.Mr. Eugenio Fenelon.
llora e '/.ephiro.
Grande passo de dous, em duas cordas pa-
rallelas, dansado pelo celebro Mr. Carlos \Vn-
llier e madama Martin Giavelly primoira
dansarina de corda do mundo.
DatUO de corda.
N. 1. Pansa variada e de agilidade por Mr.
Francisco Ravel.
2. Dansa con sceos nos ps pelo celebre
gracioso Mr. I.on Giavelly.
3. Grande passo de Sctall por madama Mar-
tin Giavelly
1. Scena do joven Saloio polo pequeo amor
de 3 annos e meio do idade.
3. As dansas de corda sera rematadas pelos
exercicios do engracado Mr. Carlos \Yin-
thor.
Oentriido de Vneta ,
ou
Pulcinellade Viagem.
Mr. Josepi Marcetti representar o papel
do Pulcinella.
Dansas do entrudo.
A PulcinellaMr. J. Marcetti.
A .Montanheza dansa saloia por Mr. I.. Fe-
rio e madama Martn Giavelly.
Scena de Arlequn ,
Granopas em pernas de pao por
Mr. Joseph Marcetti que executar a sce-
na de bebado e concluir com diversos exer-
cicios perigosos n'uma S perna de pao.
nter callo de 13 minutos.
' parto.
Overtura de Fra Diavolo ,
executada em grande orehestra.
A Cracovianna ,
Dansa Russiaoa pela galante
Madama I.on Giavelly.
Findar o expectaculo polo celebre quadro mi-
mico e plstico, intitulado
Os salteadores Italianos ,
ou
O arroibamctito durante a noite genero
de espectculo que nunca foi oxeculado senao
pela companbia Ravel.
Prego de entrada.
Camarotes da 1.a ordem, ns le2, 8,000
reis; os seguinles 3,000 rs.
Camarote* da ordem nobre, ns. 1 c 2 ,
12,000 rs. ; os seguinles 6,000 rs.
Camarotes da 3." ordem, ns. 1 e 2, 4,000rs;
os seguinles 3,000 rs.
Frestas 1,300 rs. ; plateia 1.000 rs.; casue-
las 300 rs.
.ivis o martimos.
comprehendo o segredo dessa negra melancola'
alias chela de encanto mysterioso e de prazeres
desconfiedlos... como vos outro* amantes di-
zeis em vossa linguagen!... Ora pois poe
a mao sobre a tua consciencia, meu charo Fa-
bio, a tal Theresinlia jnda ueste negocio ?
Tanibem este! pensou Fabio----- Por to-
la n narte rlnvida ironin \
Nao me-espondes'.. ella!.. sempreella!.
Nao me engao... t s de urna sensibilidade ..
revoltante Como 6 que um hocnem do teu va-
lor um artista de futuro e de talento pode as-
sim gastar a vida em bagalellas ? por este mo-
do que esporas obter consideraco conseguir
gloria, ou mesmo arranjar somonte um lugar-
zinho no mundo? Desengaa-te!... U ca-
iiiinli a que imprudente te langas o que leva
ao hospital... T pensas que essa rapariga 6
um nnjo... soja assii... Alijos! qual o ho-
mem nos um ? Quando ella te vem ver, Rentes o ar
pe fumar-so, abrir-se o co Quero crer tudo
isso: todos nos temos tido esses sonlios mais
ou menos fantsticos... Ella tralou-to na tua
ultima molestia ; muito bem: admiti aloque
teenrou -ainda queo medico e boticario ti ves-
sem ahi a sua parte... Quanto sua virtude ,
(onsinlo em que ella seja a mais pura e irrepre-
liensivel do mundo :. .. mas em verdade tudo
= Para o Assii seguir o patacho nacional Lau-
renttna capitao Antonio Germano das Neves;
quem quizor carrogar ou ir de passagem di-
rija-seaoseu proprietjrio Lourenco Joze das
Nevos na ra da Cruz n. 64, ou ao dito ca-
pitao.
isso nao pode entrar em comparacao com os
leus interesses d'artista tua reputacao a fater ,
a necessidade que tens de te rstaboleceres con-
venientemente e sei bem que em leu lugar...
Em meu lugar, t a amaras como eu
a amo, intenompeo Fabio.
Eu !... amal-a-lua cu replicou d'A-
reszocom esse sorrisc equivocla vori todos fu-
luos; possivel... nao digo que nao!...
mas por corto nao seria como t.. e nunca me
occorreria a ridicula ideia de casar....
lima moca cuja honra nao tem tacha e
que leva o escrpulo at a querer viver do seu
trabalho.
Tudo isso palavrado! replicou Raimun-
do com desprezo. Co-mc, o talento de um
artista como um diamante ; elle quer luz para
fazer bri!liar os seus raios. Que podes l vir a
ser, meu pobre Fabio se te obstinas em se-
puiar-ie as trevas da vida de um rapaz ? O
amor, basta que cu t'o diga s suppoilavei
con grandes damas... Fra disto um 11a-
gplln ivtvifi f|(. temno. idein"; chimertcas,
suspiros perdidos : eis oque produz urna pai-
xo patenteada entre as quatro paredes de u-
mas agoas-furtadas; e quando, alm de tudo,
isto nao se sabe quem se dirige, o acaso pode
apresenlar-vos urna rapariga perdida, urna a-
ventureira... [Continuar-se-ha.)


B P"a o Rio-de-janciro sahira o ltate S
Jos com brevidadc ; quem no mesmo qui-
zo r carregar embarcar escravos; passagem dirija-se a Barros na rua da Crui no Recife casa n. GG.
onal foavenlura
- O brigue naci
carregado e
prompto a seguir
para o Rio-de-
janoiro iinpreterivelmont no dia 20 do corren-
te mas ainda recebe alguma carga miuda ou
escravos ; os pretendenles pdem entender-se
na ra da Cadcia do Recife n 40 ou com o
cnpitiio Joaquim Pedro de S. e Faria.
COLLEGIO-SANTO-ANTONIO.
= Est abertoo dito collegio e em ejer-
cicio as nulas das linguas nacional latina ,
grega franceza ingleza italiana e lies
panhola ; e as matriculas abertas para philo-
acha-se jsophia geometra, rhetorica geogniphia e
Leudes.
O corrctor Oliveira far.i leilo no l.8
andar da sua casa quarla feira 17 do correnle
s 10 boras da manhaa de grande sortimento
de la/endas de todas as qualidades, as quaes
serlo vendidas por todo o prego que se ofere-
cer ; assim como se vender urna porgao dos
mais pcrfeitos sapatos e bolina inglezes de ro-
conhecida grande duracao e principalmente
no lempo de invern por seren manufactu-
rao'os de eabedal muito superior.
Avisos \ luga-se um segundo andar de sobrado ,
na ra do Rozario larga n. 10 : quem o pre-
tender dirija-sea ra do Crespo n. 14
A pessoa, que se quizer estabelccer com
oulra a botar urna loja de miudezaa de so-
ciedade; dirija-se ra do Padre-Floriano n.
54, que achara com quem tratar dito negocio ;
advertiodo, que dita pessoa seja capaz de so-
ciar com oulra na dita sociedade, equctonha
praticu de negocio.
Na venda da ra da Cruz no Recife n.
40. precis'-se fallar a.>s snrs. Manoel Jos da
Costa Oliveira Jos Ferreira Gomes, Joiio
Gomes Jernimo Francisco da Cunba e A-
gostinlio Gomes da Cunba negocio de setis
inleresses, todos de fregue/ias visinhasdo Vil-
la nova de Famelico em Portugal.
Pretende-se comprar urna casa terrea ,
sita na ra de Santa Thereza n. 5i que
pertence senhora Antonia Mara Magdalena ,
viuva de Jernimo do tal : se houver quem da
dita casa tenba direito por qualquer princi-
pio quHscja nnnuucie com brevdade.
- O abaixo assignado Hebrard, Pre com
botequim na Kua nova n. 69, participa ao
respeitavel publi o que seu filho Augusto He-
brard deixou de ter ingerencia em todos os seus
negocios, tendentes a mesma casa nem se
responsabilisa por qualquer negocio que o
mesmo seu filho fi,er a tal respeito ; pois que
ser somente valiosa para o dito estabelecimen-
to a firma de Herbrade Pre
as As chancellaras dos v. consulaJosdo S.
M. Gatholica e da Repblica dos Estados-L'-
nidos do Rio da-Prata lrao transferidas para
o 1." andar do sobrad > da ruado Amorim nu-
mero 18.
No dia 7 do correnle desappareceo de
defronte da serrara de Contanlino Jos Rapo-
so urna canoa aborta tem mastro pintada de
encarnado, sunpe-se que fugira da amarra-
do ; quem delta souber diria-se a ra do
Queoiado ioja de lerragens, que ser re-
compensado.
Quem precisar de urna ama de leite, di-
rija-se atraz da matriz de S. Antonio n 16,
segundo andar.
Esl aberfa n o'j!2 de pr
:crss n-iii>, na
Rua-imperfal-do-atterro n. 55.
Na ra de Santa Rita casa n. 83, lava-se
eengomma-se roupa com toda a perfeigo e
cuidado, e por muito commodo prego.
- Furtraodas6as9horasda noute do da 14 do
2.'andar da casa n. 21 da ra d'Apollo, urna
carteira contendo varias obras de ouro as quaes
sao as seguintes: 1 par de brincos rompridos
d'ourocravado de diamantes, 1 alfincte de ou-
ro grande com 3 diamantes, rendo os 2 dos
lados esmaltados 1 retrato encastoadn em ou-
ro com urna firma as costas I. G. L. R. 4
vollas de perola e 1 hotao de bertura com um
pequeo diamante ; roga-se pois a quem des
cobrir este furto e mesum a quem for ofjero-
cdo, se sirva part, par na mencionada casa ,
que alm de 'se nao revelar ba sigio, e se re-
compensar generosamente.
No primeiro andar do sobrado da es-
quina da ra das Cruzes aprouipto se ban-
dejas de bolinhos com todo o aceio e perfei-
cSo; fa/em se podins, paodel bollo'in-
gle/. letria d'ovos, semdo arroz de leite ,
pastis de nata e tudo com enfeites d'alli-
nins doces seceos e de calda para embarque :
tambero anromntAo se rnmifJas p^rs fera ;
tudo com aceiu promptiuo e commodo
historia; oexercicio Jas quaes disciplinas' tora
principio no dia 17.
As aulas de prendas s' eomecao no mea de
ovorniro. Bernardina Preire te Figueiredo
Abreu e Castro director.
Quem liver alguma carta para Francisco
Manoel da Cunba Mcdeiros, vinda da llha-
de-S.-Miguel pelo brigue Amelia, tenha a
bondade deentregal-a na ra da Cadeia-velha,
esquina do Reco-largo loja de Cardozo Aires,
que receber a despeza que tiver feito.
= Aluga-se o excellente predio da ruado
Amorim, pertenrenteao Exm. sr. Manoel da
Carvalho Pes de Andrade, o qual foi por mui-
tosannosoecupado pelos srs. James Crabtree &
Cumpanhia eJosRay, e assim mais o ler-
ceiroandar e soto da grande casa da ruado
Collegio pertencente ao mesmo Etm. sr.; os
pertondentflS dirjao-ae ao corretor Oliveira.
- Os snrs. Francisco Jo< Ferreira Jnior,
ou Antonio Jos Ferreira Jnior queirao diri-
gir-se ao cscriptorio de Manoel Jos Machado
Malbeiro na ra da Cadcia do Recile n 47 ,
a negocio de seu interesse.
= Pede-se encarecidamente a quom achou,
ou souber quem tiver achado urna sedula de
OOjOOO rs. dar-se-ba os signaes foi perdi-
da desde a esquina do Campos, no pateo do
Carmo at a venda de Narciso Jos da Costa,
e desta at defronte do Melitao no pateo de S
Pedro; quem a entregar na ra da Praia n 17,
ser gratificado com gennrosidade.
A luga seo segundo andar da casa da ra
de Apollo n. 20 com muito* bons commodos
para grande lamilia, muito fresca c com boa
vista ; a tratar com Jos Antonio de Sou/.a
Machado por cima do mesmo andar.
Perdero-se no dia 13 do correnle da
villa de Igvarass ao engenho Paulista duas se
dulas encarnadas do valor de 20,000 rs. cada
urna emhrulhadas em urna sobre carta de pa-
pel de peso, inclusive urna relacao de cortos
remedios de botica como resina de jalapa,
man e &c. 6 varas de bretanba e um
corte do calca quem achou leve a ra do
Vigario n. 5 que ser gratificado.
COLLEGIO DO ESPIRITO SANTO.
A diretora do dito collegio tem a honra
de participar aos pas de iamilia que esli
ab ra todas as aulas do mesmos; e que ja en-
trarn em exerc ci as mestras ha pouco ebega-
das de Lisboa.
O collegio do Espirito santo precisa alu-
gar escravas, para o servigo do mesmo collegio.
= O reverendo bacharel formado Antonio
de Andrade Luna faz sciente aos seus amigos ,
e constituintes que mu iou o sua residencia ,
e cscriptorio de advogacia para o primeiro an-
dar do sobrado da ra do Queimado n. 37,
com entrada pelo pateo do Collegio onde po-
de ser procurado a qualquer hora do dia.
Quem precisar de um criado branco, di
iija-se a ra do Trapiche n. 17.
LOTERA 1)0 THEATRO.
O thesoureiro des a lote-
ra declara da maneira a mais
sua arle ; devendo todos os que do seu presu-
mo se quizurein utilisar,drigirem-se (porcarta)
ao mesmo abaixo assignado, na Rua-dircita ,
sobrado n 121. ^
Joaquim da Fonseca Soares de Figueiredo.
= Precisa-se de urna ama ds ineia idade ,
para servir a urna casa de pouca familia ; na
ra larga do Rozario n. 35 segundo andar.
=Precisa-se alugar urna casa na Solidade. ou
n.t ra do (Jotovelo que tenha quintal, o
caciV"8 CUJ aluguol nao exceda de 7 a Si
rs. me.'isaes jquem liver annuncie.
'__ T0 mou-se a um maleque um freio com
brida, por se suppor ser furtado; quem for seu
dono, dirija-!'0 a Rua-nova n. 63, quedan-
do os signaes, Iht' ora entregue.
__ Aluga-se o s<.'*unu'0 andar do sobrado da
ra estreita do Rozan."0 n. 18 ; a tratar na ra
do Nogueira n. 27.
A pessoa que diz t'crem StU podoruma
carta vinda de Piauhy pan, entregar a Elena
Mara da Conceicao, dirija-se J rua dos Cjuar-
teia, sobrado de varanda de fen/' por cima da
venda.
Precisa se de um feitor meio .'doso e
que nao tenha familia para um sitio nesla
(iraca ; na rua do l.ivramento n 2 (
Aluga-sc o primeiro andar do sobrad
da rua aira/, da matriz da Roa-vista n 26, jun-
to ao collegio; a tratar na mesma rua n. 22.
Jos Francisco de Lima faz sciente ao
publico que deixou de ser caixeiro de Joa-
quim Das Fernandes desde o dia 12 do cor-
rente.
= Quem precisar de urna pessoa para o ser-
vico de urna casa dirija-se a rua da Cadeia de
S Antonio n. 34.
Na noute de 14 do comente ficou por
esquecimento, dentro de urna canoa de ca reir,
atrazdolhealro velho urna espingarda fina de
espoleta de urna cano ; quem a achou ou
Ihe for offerecida pode aprehendel-a elevar
a rua das Larangeiras sobrado n. 5; do Clau-
dio Dubeux que ser gratificado.
Joo Antonio Montciro de Andrada em-
barca para o Rio de Janeiroo seu escravo criou-
to de nomc Antonio.
= O padre Joo Jos da Costa Ribeiro par-
ticipa aos pais de sous alumnos, que no dia
primeiro de fevereiro pretende abrir a matri-
cula de sua aula na rua do \ igario n. 11 ,
primeiro andar.
~ O deposito do gelo acha-se na rua da
Senzalla-velba junto ao Beco-largo n 110,
aonde continua a vendor-se pelo mesma proco
de bordo.
Lm mogo Brasileiro, cazado e de boa
conducta, se propoe a ensinar primeiras lettras ,
fura desta praca ; assim como sua mulher a en-
sinar meninas a ler esc re ve r contar, e toda
qualidade de costura borJados lavarintos,
e marcar ; quem de seu prestimo se qui/er uti-
' Vendas
preco.
___ PrpfHC.i-.ci>
positiva, e ter minante, nue as
respectivas rodas andan im-
prelerivelm nle no dia 30 do
corrente e la!vez antes des-
se dia se a extraceo dos bi-
llieles restantes continuar
com a rapidez, que tem tido.
FABRICA DE RAPE
PRINCEZA
GASSE fabricante e legitimo inventor do
bem a> reditado rap princeza do Rio-de-Ja-
neiro com seu deposito yeral na tua da Cruz
do Recife n. 38 c outro na rua do Livramen
to n. 13 avisa, que as muito boas qualidades,
que possuo o seu rap as quaes pela grande
estima e credilo que progressivamentc de dia
em dia teem obtido n'esta c as mais partes ;
bem conhecido por um consideravcl numero de
tomantes e nao consta ter mofado urna s li-
bra : por isso az publico, que toda e qualquer
pessoa que queira especular com o seu rap ,
SttCSucJ as superiores quaiidaties ello ai,fi-
cante adverte que se responsabilisa pelo seu
usar annuncie.
ss Miguel Correia de Miranda embarca pa-
ra o Rio-de-Janciro a sua escrava crioula do
nuine Anna.
= Arrendosc partes do sitio da Capelli
nha quevae para a Passagem-da Magdalena,
com inuilas arvores de (ruto e grande esten-
oio de tcrrpnn para planteles, e capia., em
casa por pcrlenccr a outro senhorio ; na Rua-
nova n 67.
= Aluga-se urna casa no Atierro dos-alTo-
gados por 6400 rs. mensaes, com 3 portas
de frente duas salas 3 quartos cozinha fu-
ra ; a tratar na Hua-direita n. 66.
= Alugo-se duas pretas, que sahemeo-
/inbar engommar, e lavar; na Praca da-
Roa-vista n. 7.
Precisao-se de 6 protos para serventes de
pedreiro pagando-se 500 rs. por dia ; na
Rua direita n. 18.
Precisa-se alugar um sitio perto da praca,
quem tenba casa e baixa para plantar capim
i.ara um ou dous cavallos e ainda mesmo es-
tando de logo morto ; na travessa das Cru7.cs
ii. 14 primeiro andar.
Compras
ituando-sc
rap por qualquer forma e com MMtd'r**,
em : que o mesmo comprador pode opresental-as.
qualquer rua, exceptuando-se beccos, e que i O agrimensor, abaixo asijjnado, offerece
seu aluguel nao exceda de, 8 a IOS r. mensaes oa seus serviros s pes-oas que tiverem proprfe-
dando se fiador contento: quem a tiver dades a demarcar, e afanga a mais escrpulo
annuncie.
Comprao-se para fra da provincia es-
cravos de ambos os sexos de 12 a 2i annos ;
no armazem de cabos defronte do Corpo-santo
- Compra se um taxo de cobre bastante
grande, que esteja em bom uso ; na rua da
Praia. armazem n. 24.
Comprao-se efectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
20 annos. sendo de bonitas 'iu'urai pagan se
Antonio mi-
biado de um andar de varanda de pao n. 20.
Coinpra-se um torrador de caf com
potito uso ; nc ,..t. v, Ju Cumio
rua de Hurtas n. 2.
Compra-se um relogio
quem tiver annuncie.
= Compro-se dous ou 3 bancos dos
= Manoel Joaquim Rernardes autorisado
competentemente ( com consentimento do se-
nhorio ) vende a armagao da loja da Rua-nova
n. 4, com as Calendas: os oretendentes diri-
jo-se a mesma.
= Tbomaz de Aquino Fonceca na rua
do Vigario n. 19, vendo rap princeza ebega-
do ltimamente do Lisboa ern caixas de 100
libras &2560 rs.
sa Vende-so urna escrava de 30 annos boa
qnitandeira e lavadeira ; na rua do Alecrim
n. 17.
Vcnde-se urna armacao de loja com pou-
eos fundos; na Rua-nova n 18.
Vende-so urna preta crioula de 16 an-
nos, cozinha, e lava de sabo ; urna dita de
20 annos engommadeira co/inheira e la-
vadeira ; duas ditas de nagao cozinlio la-
vao e sao ptimas quitandeiras ; e um negro
de nagao Angola ptimo para todo o servico ;
na rua das Cruzes n. 41 segundo andar.
= Vcnde-se um.. casa terrea na rua defron-
te da Gloria ; a falla na mesma rua n 7.
N ende-sc um escravo de 2vy annos, bom
carreiro; um ditodo 18 annos, bom offeial
desapateiio, e pagem ; dous ditos para todo
0 servico; 3 pardas boasengommadeiras co-
zini.'eiras.' e ''ostureiras; e duas pretas boas
quitan ('e'ras > fa>e:n lodo o servigo de urna
casa ; na r.Ujd Aguas-verdes n. 44.
= Vena%.''m~se por preco commodo dous
cazaesde rola ^e Hamburgo; na rua de Aguas-
verdes n 36.
= \ende-seu..na armac5do venda, eal-
guns objectos pertent,entes "'osma ; na rua
de Apollo fabrica de desquita & Dulra.
^ ende-se urna mor,10'0 ^'' <'asa sita em
Olinda nos Arrombados, da parte da sombra,
com duas salas, 4 quartos fornha fra e
chaos foreiros, a qual precisa o..' a'guns con-
certos ; a tratar em Fra de-porta' com J0^
Francisco Teixeira na rua dos Gari>T0Pes "
38 do rneia dia at as duas horas da tari, ou
na rua da Cadeia do Recife loja n. 61
Vende-se enciclouedia de agricultura .
por J. C. London, em inlez com estampas;
na rua do Crespo loja n. 2.
Vende-se um bonito e grande cavallo ,
bastante gordo carregador e passeiro ; na
Rua nova, armazem n. 67.
Fumino Jos Folia da Roza vende a ver-
dadeira larnha de Trieste da marca de SSSF
c SSF bem acreditada em lodosos mercados
do Brasil; tamhem vende ladrilbo de marmore ,
fumo em folha para charutos, por preco com-
modo ; na rua da Moeda n. 7 ou no ees da
alfandega das 10 horas da manhaa as duas
da tarde.
= Vendem-se transelinsde ouro de lei e
do ultimo goslo, e so:>ro tudo de pouco tlinhei-
ro chegados de Franca pelo ultimo navio ; a
fallar com A ongo S. Martin, no segundo an-
dar do sobrado que faz esquina da rua do
Cabug para a rua#das Trincheiras.
No deposito de farinha de mandioca na
rua da Cadeia de S. Antonio n. 19 e no pa-
teo do Carino sobrado novo junio a Orden
terceira vende-se farinha a 6i0 rs. o alquei-
renovo, e da medida velba a 1G00 rs. mi-
Iho a 1280 rs. o alqueire e em saccas a 3000
rs. ; e um escravo robusto para todo o servico
de campo.
= Vende-se farello novo, em saccas de 3
arrobas chegado de Hamburgo ; em casa de
II. Mebrtens na rua da Cruz n. 46.
= Vendem-se milheiros de pennas de se-
cretaria das melhores, que teem apparecido
neste mercado por preco muito b^raralo e
resmas de papel almago o de peso, e massos
de foosforos americanos ; na Praga-da-inde-
denpencia n. 4.
= Vendem-se travejamentos do 30 a 45 pal-
mos taxas de ferro coado e batido, por pre-
go commodo ; e um preto Irabalhador de en
chada ; na rua do Vigario n. 3.
as Vende se sevada moida c em grao, as-
sucar refinado e mascavado ; defronte dooi-
9 do I.:'-.rs.T.eriio n.. 0.
^ Vendem-se saccas com farinha de man-
dioca de superior qualidude e por preco
commodo ; na rua da Cruz n. 6S-.
Escravos fgidos
esquina da
de algibeira ;
que
| sa exactido e o inaior zelo no desempeubo da | uso as escolas ; quem tiver annuncie.
No dia 15 do corrente fugio a escrava
preta de nagao Angica com (albos no rosto,
alta secca n* grandes lim aanie ie-
vou vestido pelo 0 pintado ja usado, e pan-
no fino desconfa-mj ter ido para o engenbo
Jangadiflha cu pita Estancia ; quem a pe-
gar, leve a Rua imperial, venda n. 2, que
ser gratificado.
Recipe: paTtp, dM FdbFahu M84.


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