Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04555


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Full Text
>de **i___Segunda Fcira 13
te sa
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"" Ge* o ptago di uaaignatura
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i a Independencia I ade liman Be s
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de Janeiro Armo XX. \. II.
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.. &rm.Wnf Rio I..........., |.. ', ~ "' ^."^ '" Nor,e- **"'-
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DAS l\ si \| v\ \
|5 Se s. Acni.o Aail. ilo J. de li ,1, ,
rea i. Marsella Hel, r.il do de li di ;. v
17 Quaru s. Antao. Aod du ,1. .!. b. da 3. ..
if, (Jnula s. Paisca A'uil iln I dP !) da _'. ,
' vita i (.anulo And
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I I >>. s Ignei i, Patrnculi
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Jk/ry .:.;'>;'; ;J 's/ih ft,Ao *"" l-pen-'e n "" .....
rXr'/'ft V \ ... i >>" priu-.-iniam i, e im'hik i
And iin I de !) ,U J.
I J de H. .n S. i.
and. do .1. de D, ra
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l'ariH 170 V '" ......
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Mordaile c,ibr ... nir.
dem le ras Je 1... i. | '' '"' '"' '
^*?*^!*!
III vs! i li \ II V \ J\M IRO.
.2to^$5T-/'\i y]'"~" '"" '-' 7 ''' !" i" I' r I ni.
x'.\*At,>*' I''/..lina. ./. '
l'niiiiin, ./. '
l'iiiuoiii a- I horas u |S mili da inanli 1.1Sejijiula I ras e 42 man'i 9
^tiaiiJEaT22rjcrrMiw9.zanmf5iaii.i vi T?:aaHHiSEaL2iii^ amsoauau
PaTE OFF
i i
,i
Goveriio da Provincia
MPKDIBNTE DE 10 DO C.ltllKMK
OITiio\o doseiiibnrgiidor Antonio Ignacio
AzcvimIo accusunilo recepeo doseuuflicio
rj'bi>n(ein( 9 ) em que communica adiarse
noexercicio do rugar tlr presidente ila relafn
dt'sta provincia tara ijuu fura nomeado pelo
govorno imperial.
Dito\o inspector da tb^ouraria das ren-
das provinciaes approvando o orcamento da
recdta e despeza provincial para o annofi-
nancoifo de I8V. lSia o ordenando que
mande imprirtiil-o liinde ser a presentado
asseiibla legislativa desla provincia na sua
prxima rctiniao.
IlitnA o inspector do arsenal de marinha ,
approvando o contracto ijue cm olli.io do 3
i oste mei participa haver foito para o forne-
r i monto .los gneros, de que necossito as ein-
barcaces de guerra estacionadas oeste porto.
dem do da 11.
OUcioAo inspector da tbesouraria da fa-
.iiidi communicando ter S. M o [mperaor
Jetenninado, qao a dospeza, que se fizer com
a barca d escavacao sep dora ein iliantecon-
l-nli como pertencento > rubrica obras
publicas e como tal contemplada nos res-
pectivos bataneles oliciou-se respeito ao
tor .lo arsenal de iiiarinlia.
exigencias dos bispos, e a fraque/a do minis-
lerio.
O dircito de visita nao oais como rpiestfio
de dircito das gentes esta questao Coi re-
s.iluili em favor da 1'ranci e segundos
principios sustentados pela opposiciomas co
dio questao de lauto de conveniencia de
boa lo.
Os caminlios de ferro, e especialmente o
do Norte
A instrucvSo secundaria.
O recrutamento e a reserva do exercilo.
As prisoes e por esta occasiao a aggrava-
f2o .la pena para os detiilos polticos.
A siluacao das nossas (naneas e particular-
mente o abuso dos crditos extraordinarios, e
SUpplomentareS na ausencia das cmaras.
n Patrie, ) i
EXTEtlOS.
ebe o s ornaos francezes que alcancSo
a i'' novembro passado os quaes pouco
iiilio is noticias extractadas dos jomaos in-
le/es por seren ustes .le inais rcenle data ;
,i ,i |uelles c dbemos todava as seguinles noti-
1 is por menos conbecidas.
Par/ 21 de novembro.
Abertura l--seno M nuieur d esta.....nhaa umdecre-
IKOLATERRA.
Londres 25 de novembro.
Ui/em que S. M. depois de ter visitado
Drayton-Manor. residencia de Sr Roberl
Peel ir a Cliatswork casa do duque do
Devonsbre. Oduque mandou fa/er grandes
[reparativos para a recepcao do >'. M. Xa ler-
ea-feira a de dezembro sabira S. M. de (Ibais
work, ein visitar Helvoir Castle residencia
de lord ltutland.
( fhlby-Mercury. )
Vito ser estacionados vapores de guerra
nos lagos da Irlanda. I'reparo se para esse
ini em Liverpool.
( M. Adrertiser. )
N'uma demonstracao da revogacio, que
leve lugar domingo passado ntroduziro-se
! na inultidao 6 ou 8 policimen em trajes de
cor e tomrSo notas. EstivorSo alli at o
lini da sessao, ( Mayo-Telegraph.)
Tribuna! <3;> IU'IiCcV).
skssa DE \\ DE JANEIRO DE 18H
o aguravo do petieo do jui/o municipal da
comarca de Goianna aggravante Joao Fclis da
Sdva. e aggravadp Jos da Suva dro provi-
inento.
Na anpellaeSo crime desta cid,irle appellan-
te Jos Francisco de l'aiva. appell ido Joo An-
tonio do Figoeiredo esenvao Bandeira : se
nao tomou della conbeciment por incompe-
tente.
A ordem de habeai corpus pedida pelo
preso icrarilo Jos Pero ira foi denegada.
Na appellacao crime de*ta cidade da l'arahi-
ba, appellante ocarcereiro da cidade Jos'' Pe-
reira de Castro, appelladoo jui/.o esenvao
Ferreira ; nao tomirao conbecirQCnto do re-
curso por nao ser a presen lado no tero.o legal.
Ao rfggravo de peticiio do I). Marifl Marro-
quina de Jess Na/areno do jui/o da '.' vara
do civel desta cidade ; nao se deo provimento,
Variodade.
A PKTICAQ
Nos primeiros innos do imperio. Napolcio
entrou ama noute no quarto do Josefina mas
caneado que do costiiine, c dosejoso de gosar
de um desses momentos de ociosa ntmidade ,
que os soberanos procuran com a maior avidez ,
por isso que mui raras ve/es os pdem gosar.
Porm os negocios seguio o imperador como I pesar de muitas ve/es o ter atacad com inju-
a sombra segu o corpo. r'us. o doestos aposar de que o seu odio los-
Ello assentou-SO ao lado da mperatriz.ede- se publico, recorreo elle n um momentocr-
Senhor, meo mi foi injustamente eon-
demnado morte e exeeuladn por um assas-
sinio que nao tinh i coinnellulo ; e eu inatei
o juiz iiiquo que o oondemnou... .
.'uncida evi.lamou o imperador, le-
vantando-se ; procura assignatura, I iselina ;
v como se cbaina essa liiullior.
A iniperatriz ussim o fez mas a petieo nao
istua assignada.
(Mi oh 1 ella fez bem, disse o impera-
dor. Vamos, le lJoselina co quero saber
ludo isso. .. Tu gostas dos melodramas e eis
aqu temo* um.
A iniperatriz conlinuou a lr.
>..... Fu matei o nir niquo, que o con-
ilemiii.il Fs-aqui .> faeto.....o
Ofacto-! n fado! exclamou o imperador;
puis nao ha le {] mal podes tu imaginar
a doeura las feices desta mulher.. Contina
a l.'-r, Josefina,
"..... Fis-aqui o facto. Mcu [>ai ora um
dos iiis ricos negociantes de urna cidade que
ci nao nomearei mas que V. M. 1. conhece
mulo bem. File era viuvo e tinlia um so li-
llio. Na casa contigua a em que babilavamos ,
viva um homein chamado Uuranli inimigo
particular de mou pai. NSoreferrei o motivo
dessa inimizade elle era util e sem duvida,
que.seesse Duranti habitassen'uir.districtomais
distante, a averso de ineu pai se teria desvane-
cido ; porm desgracadamente a vsinbanca a
irritava. Duranti era um bomem timorato, que
viva solitario sem miillier, neir, lilhos ; era
rico, e pasma por grande usurario. Meu pai.
ereiiila.l. i..>r ,r Ducb'itel iiji. i liaiiiisino do principe deOalles
i i leal rcfl
nistro do interior, concebido uestes ter-
A cunara dos pares e a cmara dos-de-
pilados sao convocadas para odia 27 de de-
lombro de I8W
Lmos no Stantard um dos orgiios do go-
verno inglez :
a Diz-se nos ein ulos da corte que S. M. ex-
primi a intencao de fazer urna visita ao rei da
Prussia a Berlim nofim da prxima ses-
sao para agradecer-lbe a sua assistencia ao
pois puchando para diante de si urna pequea
mesa .le mogno despejou sobre ella os papis,
le que ira/ia cheias as algibeiras.
Parles do servico, plan, s, niemorias.epetiioes,
; tudo foi passando pela vista e laneando para o
: lado.
Josefina disse elle. pegando n um pa-
pel, que tinlia urna ponta dobrada eis-aqui
uma petiefio.que me foi entregue por urna linda {
tico e Ihe pedio emprestada urna somma con-
sideravel. (I negocio i..i tr ,tado por terceira
pessoa recebeo-seodinheiro, passou-seao-
brigacSo, e meu tai nao ponsou mais nisso. Fi-
le tinba entao outros cuidados : moco, o viuvo
ama va perdidamente urna bella mulher, d
condicao inferior sua e lambem viuva como
lie. A paixao, que esta mulher Ihe inspirou,
foi tao violenta que lite fez al abafar o amor
Para dar uma idoia di importancia dos de-
! iles na sessSo de 18't-i- basta mencionar al-
nas das quesloes que n'ella se bao de ta
A dotacuo do snr. duque de Nemours.
' '> conflictos entre a administracSo central,
s municipalidades, em consequoncia das
pretenei'S do ministerio para a esculla dos
ni 11 res.
A lberdade religiosa compromettida pelas
t OL
SAO MIGUEL ARCHANJO. [)
4."
DEMASIADA FKLICIDADK.
ila liuris na vida, em que o homem se sent
ilisp.i-to a ser leliz. Enia um ralo do sol nos
\ai me litar, S bulla Me nina l'oltia noscausa um
remeciineuto, e o canto de um pobre passa-
iinhodesperla em nos as melhores rasordaefios.
Vi sses momentos de pacifica e doce embriague!
I lo brilha aos olh is satisfeitos, o sorriso \ un
s|.....la neo aos labio-, o do fundo do corocao se
. i pira o ie,. um livmuo de reconliecnnenlo
du autor. Simiianc r. Su..,,.'. in.puu,.,
vida humana, na ~> poderia alias oblor-ae sem
l ceita reiiniao de ciictiinslancias da las, ou
ii i nosexpl carios melliir, sem oaccordu la-
u mjstorioso do estado da naluresa com a
iluava(i'alma Assim umcoborrascoso, uma
liiuosphera agitada por vento rijo, prejudiea-
V ido iariu n 1,2, a
v M. projeuta ir de Berln a Paria <*
as circunstancias f.'rc favoraveis. Esta ti
na viagem tornar-se-ha muito provavol se ,
como se diz Luiz Pbilippe vier dentro em
dous mezes Londres. Dizem que se est cons -
truindo nos estaleiros de Franca um hiato de
vapor para esta occasiao sendo o navio do du-
que de Nemours destinado ao servico da mari
nha e nao apiesentando ornato alguui digno
d um passageiro Ifio augusto.
() conde Eugenio Noy encarregado de
negocios de Franca no Brasil sabio 'de Pariz
para o seu destino. Embarcar cm Toulon a
bordo da fralala -ffricaine que leva a ban-
deira do contra-almirante Lain.
( La Patrie )
jlhcr. f paternal Pasto que ella fofse muito corteja-
Que tu conbeces? respondeo a zelosa da e passasse geralmente na cidade por fcil
e accessivel aos presentes, meu pai fez aiiastar
lodos osseus rivaes vencendo-os todos em
cnerosidade; la I vez que o mesmo dinheiro
Nao, por corlo.
Aposto continuou Josefina pegando na
petieo, que ella te pede urna audiencia par- emprestado por Duranti servisse para seducir
ticular ? ess'1 muiher.
Profetisou se logo a prxima ruina de meu
odosdziSo que a minha legitima seria
issipada por .ansa desles desregradosamores
nja videncia cegara de tal modo meu pai, que'
nao se recusa va sacrificio de qualidade
alguma, at exceder as prodigalidades de um
! bomem muito mais neo que elh, o juiz crimi-
nal di (ilade, que era seu rival. Previa-se
que esto amor acabara mal, ou fosse porque o
juiz criminal buscasse algum meio de sacrificar
Isso vamos nos ver, respondeo o impe-
rador.
Josefina abri o memorial (|ue continha .'
paginas escripias,
Com afortuna! umvolumc, disse
o imperador; por corto que nao o pode re-
inos lr todo. Enviaroi ludo islo a .Man I.
Entretanto Josefina tnha lenlo os olhos
sobre as primeiras hnhas da peiicao e leo em
alta voz oseguinto :
pai
d
n
e
riaS multo estas sortesde visao. f'dicidade
conlemplaliva, aos mudos exlases do espirito,
que SO ausin vi; cu viim wt-ioi, bVMioiu n.,-
puro, o ar embalcamado, 0 sol claro.
Ora, em um desses dias, Florenca pareca en-
IregUU este temo e encantador repouso. Flo-
renca, essa floi francesa aborta n solo da Italia,
adormeca voluptuosamente acariciada pela vi-
racao, e pidos mgicos sons de afumas canco-
neltas do paiz. O a venturoso viajante que nos-
so moinunto liouvosse receido de novas aiasd
Iraro a faculdadede librar-so sobre a cidade dos
Mediis, de balde tentara por certo dectilhor no
voo um grito de dr ou desespero;e sotena ou-
vido suspiros de praser esa.islaco. A corlas
horas privilegiadas, sob a influencia d> perfu-
me das llores e do Hiul do co. lodo o pesar se
___i....... ------..-._. Inda rl-l'"'n *n 'orn:>
em melancola. Quando a nuturesa desenrola
aos olhos do homem osseus mais tranquillos o
mais mageslososes|jectaculos, quandoclla Ihe
faz vibrar aos ouvidos suas mais .luces harmo-
nas, nSo ha talfei um, quose conserve indin-
rente essa vista, iiem um, que recuse este su-
blime convite.
Era per tatito um dia encantador, ri
?
lencioso, e muito mais favoravol semocoes se- primeiro plano avullavao cinco Rguras, que o
cretas de lelicidade intima, do que s deinons- | pintor liavia sabido dar um maravilhoso typo
traeres de : a!egr!a estrepit'sa. de senUmeala c vida. A Vif^.,. iiaria. sentada
Sentado no meio do seu laboratorio, onde os | ao pe de urna palmeira, que Ihe abrigava a ca-
brn, os raios do meio dia se introausiao" a lu- | beca com a sombra de suas longas folhas ti nha
to atiavs dos vidros e cortinas, Fabio Sperola, i sobro o.sjoelhos o divino menino, que ella co-
cnllocadoem frente de um quadro em via de moque contempla va com um oliiar, onde se
exocucao, pareca obdeccr melga influencia, I pintavao ao mesmo lempo a ternura da mieo
cojo segiodo cima tenanlos surpiehender. lio | respeito da enatura. L'm velho requebrado pela
polegaresquerdo penda-Iho a palheta anda bu- i idade e arrimado ,i um nudoso bordSo se iocli-
'nava para elle, tentando tocar com a descarna-
da m&o o vestido da mii do Salvador, e pal a
completar o to I, uma mulher o sua lilba, pie-
desanenle ajuelbudas sobre a torra recitavafl
ei vorosa ora(uo com as maos postas o os olhos
! >,...! idus ao co.
Fabio Sperola tirilla Pti lentemente executa-
,i,v i>t,. ...... i *.......,.. i .. i
........... ''i.......guia preocu-
patao mgica, ludo viva, tudo respira va na-
quelle panno, no qual li.n a empregado os mais
'iiais ricos thesouros do
seu talento. Com tudoseellesehavia applica-
do a realisar em sua mais perfeita npressu a
ideia christa, .le .pie era symbolo o seu quadrd
se ello se havia esm irado em que I ,r-
nida, em quanio a ma diroita rolinha com
branda presso o pincel de que se acabaxa de
servir; dtr-se-ha quolhedava gracas de ha-
ver sabido vivifica o panno, transmfttindo-lhc
iodo o eiiiiiusiasmo, louo o ardor do seu pensa-
mento.
Esse quadro nao acabado, no qual o olho
...' *tii,':i7 le um mesli,' l.'>.i. 'iIi'u .t.,^,. ,li,,i I,i
mu i tas liarles defeiluosas, representava um des-
ses eternosobjectos religiusos.em que aun i
quasi esgotado suas mais
Era uma Adoracdo do menino J "*
. iria-se longa paisagein e cum
toda a perfeicao; pelas quobi as monta-
nhas pastava alguns rehanhos, guardados por
tu no.


s
o son feliz rival, ou porque nido pa, depois do
arruinado, e por lano abandonado pela sua I
inforosseira amanto, se procurarla vin<;nr do
Sr. N.... As cousas acontectro, como su ti-
nha ponsado ; os amores de mou pai acabao
do ama maneira (radica, so bem que difloren-
tomento do que sejulgava. Urna manhaaen-
conlrriio Duranti assassinado na na rama, eo
son dinheiro o osseus papis roubados. l'orao
presas militas possoas suspeitas desle crime, e
entra ellas meu pai. o Sr. N..... quede-
via julgar este negocio ; e porlanto tinlia nm
suas ruaos a vida daqulle, ruja rivalidade feliz
tanto o lerira. Antis de fechado o processo,
mil surd.os rumores corrrio na cidade. Meu
pai era inimigo de Duranti ; morava na casa
contigua : os quintiles das duas casas ero mix-
tos, e o muro que os separava haixo e fcil de
saltar. Alm disso meu pai fa/ia despezas ex-
traordinarias ; tinha nocessida le de as conti-
nuar para nao ser abandonado pela sua aman-
te ; elle sabia que Duranti era rico; devia-lhe,
e nrovavelmentc nao eslava em estado de Ihe
pagar a sua divida ; em lim, e esta circunstan-
cia era a inais terrivel, o contracto do ernpres-
timo, que Duranti lizera a meu pai, nao se
encontrn nos papis do defuncto. Valendose
destes, tactos sim verdadeiros, mas torcidos e
exaggerados, o juiz concluio que meu pai era a
nica possoa que podia ter comrnettido o assas-
sinio. EntSo 0 Sr. N.....soltou todos os de-
mais aecusados, e fez cabir sobre meu pai todo
i peso da aecusaco ; elle eslava resolvido a
desfazer-sc do seu inimigo.
Ainda que eu fosse entao muito crianca, e
que urna piedade bem entendida me devra ter
afastado do tribunal achava-me comtudo
alraz de meu pai,quando, acompanhado doscu
advocado,compareceo no tribunal para ser sen-
tenciado.
l*arece-me estar ainda vendo o rosto colo-
tco c os olhos lero/.es doste juiz prevaricador,
olhando para a sua victima, e calculando sein
dvida os poneos instantes que Ihe rostavao di-
vida. Lembro-me que o advogado de meu pai
fallou por muito lempo, e que disse, entre ou-
tras cousas, que presumpees nao ero [trovas,
e que por urna cousa se julgar possivel, nao se
segua que fosse verdadeira. Que meu pai ti-
nha se r.r. uinado por urna mulher; mas seria
elle o nico na cidade accoiiimctlido dessa ra -
que/a, ou dessa loucura ? Que elle na verdada
dissipava a sua fortuna ; mas r|ue ainda Ihe res-
tava boa parte dalla : quanto mais se b istava o
ser pobre para assassinar um bomem rico, quan
t>s havio mais pobres que o aecusado Meu
pni fallou tambom. Confessou ser devedor a
Duranti ; mas que essa divida ora conbecida de
todos ; tinha sido contrabida diante de toste-
munhas, e um assassinio nao podia subtrahil o
ao pagamento della. Pelo contrario, se elle
bouvera sido o matador, nao loria leito desap-
parecer a escriptura, porque assim despertara
suspeitas contra si Declaroil ilepois, que o Sr.
K.....era su'peito nesta causa por ser seu ini-
migo ; pedio ser julgado por outro juiz, e pu-
blicou o mor desgranado, que os fazia rivae*
um do outro. lista suspeico nao oi atlendida ;
o irihijn.| re'.irou-se pora deliberar, e o Sr.
N.....conseguio fcilmente que os seus colle-
ras julgassem segundos sua opinio : meu pai
foi cndemnado a morte. I'ermitlrao-me \ol-o
urna hora antes Je ser executado.
i Meu !!bj, me disse ec, cu morro in-
nocente : lego-te o cuidado da minlia vingan-
ca ; esse infame N..... que me assassina...
NapoleSo icxclamou Josefina, interrom-
pendo-se) a mulher bonita nao a crimino-
sa, mas sim um bomem.
O imperador estava sentado n'urna cadeira
com os bracos crusados sobre o peito e os o-
Ihos meius fechados.
Contina a lr, Josefina, disse elle, con- I assim a minha impunidade; c este crime me
pesa mais, que todos osoutros, porquo fol
urna accao de vilesa e cobarda----- Pcrdoa-
me, senhor?
Do modo Ihe disse eu que essa o-
brigaeflo cuja falta servia de prova para se
iinii i a ler.
A impcralriz continuou.
Ku era muito joven para executar as or-
dens de meu pai mas todas as vezes quo en-
contrava osr. N.....o coracao agitava-se-mc
no peito com um furor reconcentrado e eu
P'Tuuntava a mim mesio, em que lussi
.1...
fcil perceber que a cabeca da virgem Mara ti-
nha sido o ponto de sua predilecto exclusiva,
OU peio menos de urna (referencia bem notavel.
A alvura da pelle, a delicadesa das formas, o
uveiudu vi> paiponias, ludo nessa creaco
coiicon a provar que o artista nao tinha po-
dido evitar urna parcialidade, uliisbein conce-
bivel, pelo modelo que too bem o bavia inspira-
do. A pesar dos seus esfore-os sein duvida a pai-
xao humana tinha prevalecido o seritimento re-
ligioso.
Fabioconservoii-se por muito t-ropo nesta
contemplacao, e olhando silencioso para essa
pagina cmquo talvez havia escripto o mais bel-
lo capitulo da sua vida, admirava, nao corno
ni-anlho do artista sets!e't'*i mae rnn' "- :::gc
r.ua e infmti! ;i!"^ria d mancho, quo s ouve
as lices do seu coraeSo, e quo sacrificara sem
pesar tortas as glorias deste as glorias doste
inundo, illusoos quecstao ao longe, ao amor de
n a mulher, realidade tao poderosa aos tinta
annos.
Mas de.repente fot um ligeiro movimento, o
levanl iu-se prestandoatienta nuvido, Um rain
ais vva alegra llie hai la B'i mesmo lempo
dassado pela fronte. Havia sem duvida ouvido
ferir este assassino. Assim cheguei idado de
20 annos sempre perseguido pela lembranca
da mor ti,' ignominiosa de meu pai.... Sempre
alnrinotit.ido pela sua sombra que me pedia
vinganca mas contido pelo horror natural,
que causa s o pensamento de um assassinio ;
quando urna noute fui procurado por um velho
sacerdote, que me pedio, que o seguissu, se que*
ra ser instruido de um segredo que muito me
importava.
fin padre! exclamou o imperador, agitan-
do-"' na sua cadeira, a vinganca, e um padre!..
f> nm Corso que me dirige esta singular pe-
tizo... Contina Josefina
M Ku segui o padre. Atravessamos silencio
mpnte a cidade deserta o chogimos a urna das
ultimas casas (' arrabade cuja porta logo se
abri Atravessamos tambem um grande qun-
fl| o im do qual o meu conductor me fez
entrar n'um pavilho. ou pequea cabana soli-
taria. Pol,ro' desguarnecida; e alli sobre urna
cama vium ehiimacos C0TP er>sanguentado,o luctando
com as ago",aS(,a morlo que parecia aproxi-
mar-se-lbe. Meu filho me disse o padre ,
eis-aqui um nomem, que, antes de ir apparecer
na presenca (,c Deos qW a/er-vos nao sei
fiue eonfisso Para reconciliar-secom a justica
divina... Vamos meu irmao. eontinuou o pa-
dre. d;r2indo-seao ."""undo eis-aqui o
mancebo, que (lu,;re,s ver l'proveitai oanltf-
mosmomentos.'iuevosreslao.
O moribund0 e[a um bandido, um as-
sassino mili ronhPCl tornado horrivelmente ce'bre, pelos srus mui-
tos crimes: elle acanaVa de ser mortalmente fe-
rido n'uma tentativa deroi,DOt odeuma ma-
neira. que o nhtrahia pira sempr.?,') accao da
le Assentou-se c,om muito custo na cama,
eonsiderou-me por alguns momentos c >m at-
teneio e beijando-me a mo, disso :
Sim, o mesmo A pesar dos annns
ainda me reeordo bem de suas feicoos.... ah !
depois que eu voltei ao paiz, quantas vezes t-
nhn lido desejos de o procurar, e confessar-lhe
tudo! Oufa-me, senhor, e nao me amal-
dlede
Fallai, Ihe disse eu, fallai, s ha no
mundo nm homnm que eu amaldicoo.
(, Eu sci qnem *, respondeo o bandido ;
e tem rasao.... Ouca-me !.. Est vendo di-
ante desi o assassino de Duranti.
E nao declarastes a verdado! exclamei
eu ; deixastes morrer o innocente!
_ T)eixc-me contar Ihe tudo! Fui preso
juntamente com seu pai, eoutras pessoas. O
sr N... foi procurar-me minha prisao.
Es o assassino de Duranti, me disse elle; te-
nlm as provas disso, mas eu te soltarei, se te
nbrigares desde j a sahir do paiz, depoisde
me entregares os papis que adiaste em casa de
Duranti. lemi ao principio, quo isto fosse
nm laco que se me armava para me fazer con-
fc-ssar; bc-sitpi por muito lempo ; mas co nflH
o snr. N... me convencen, acceitei a proposta,
e elle foi fie! sua palana. As suspeitas, que
havia contra mim, dissipirao-se: soltro-
me ; os papis de Duranti fr5o entregues ao sr.
N... e eu part. Eu tinha mubado os papis.
pul un tiSioi '(ni- Liiutiillldu i "iniiii'i '!>
valores: examinei-os antes deos entregar ao
sur. N... o nao achei senao cartas de familia
inuteis a todo o mundo: c obrigacoes de divi-
das que eu nunca poderia reclamar. ntre-
oslas achava-se a de seu pai. Eu s compre-
nhendi as inteneos do snr. N... quando sou-
be do processo leito um homem innocente.
Sem dvida, eu poderia ter declarado a ver-
dade, porque nao estava longe poderia escre-
ver: mas nao o fiz, porque julguei assegurar
condemnar meu pai, durante o mesmo pro-
cesso o snr. N... a tinba em suas mos !
Sim, respondeo o bandido e elle a
deve ainda ler se a nao tem inutilisado
a Senhor, eu nunca julguei meu pai cri-
minoso mas tambem nunca pensei que o
snr. N... para se desfazer de um rival, ti-
vesse substituido um homem innocente ao ver-
dadeiro assassino. Sabendo isto entrei n Un)
tal accesso de furor que o padre confessou o
bandido e esse morreo sem que eu desse por
cousa alguma. Eu soltava gritos inarticula-
dos arrancava os cabellos lacerava-me. Em
fim sahi desse triste lugar e sem querer ouvir
as palavras do padre, que me aconsclhava o per-
dao, corr como um furioso casa do snr.
N....... O meu projecto era surprehendel-o
no meio da sua familia e apunhall-o mesmo
ah. Que menos podia eu fazer para vingai
meu pai, que um miseravel tinha indignamen-
te assassnado servindo-se da espada da le ?
Eu filho de um bomem infammado, sem for-
tuna filho de um enforcado A quem re-
correra contra um homem poderoso que era
preciso aecusa" de um crime capital deque
eu n3o tinha provas algumas e que elle podia
impunemente negar? Cheguei sua casa :
elle acabava de partir decarruagem para urna
quinta situada tres leguas da cidade. Dei-
tei a correr como uina corsa ; meos ps nao to-
cavo o chao eu nao corria voava. Tendo
chegado ao alto de urna collina avislei no
fundo do valle a carruagem do snr. N.......
parada. Um cavallo tinha manquejado noca-
minbo pedregoso; e o cochero havia ido a
urna herdade visnlia, ver se arranjava outro
cavallo para poder continuar o seu caminho.
O momento era favoravel. Eu corr, eem
dous saltos cheguei ao p6 da carruagem. O
assassino de meu pai estava com essa mulher ,
causa do seu crime : eu abr a portinhola da
carruagem agarre o snr. N... e apontci-lhe
um punhal aocoraco : a mulher deo um grito
de terror.
KiO se assusto Ihe disse eu ; nao
a senhora que tem de responder me pelo san-
gue de meu pai; mas sim este bomem cuja
hora extrema chegada. Eu sou continuei
diriaindo-me ao snr. N...... o filho do ultimo
amante desta mulher, o filho d"aquelle que
vos frestes mrrer como assassino de Duranti .
em quanto deixaveis fugr o verdadeiro mata-
dor. Olhai bem para mim ; estou informado
de tudo e venho punir-vos.
Ento esto homem ajoclhou como urna
crianca poz as mos. c me pedio perdao ,
promettondo-me rehabilitar a memoria de meu
pai por urna revio do processo. Eu fui sur-
do a piedade ; pois sabia que este homem nada
cumpriria do que me promettia quo, urna
vez livre de minhas mos, nao confessaria o seu
crime perseguir-me-bia e me faria pagar
bem caro o medo que Ihe havia causado. En-
to apesar de seus gritos, e dos da mulher
fatal. que o acompanhava cu .... vinguei
meu pai e,o sangue do seu assassino man-
chou todos tres____ Depois sem dizer urna
palavra e sem mesmo olhar para essa mulher
que tinha nesuiaiau ao auo ua ininna victima ,
voltei a cidade, e escrevi ;'< autoridade civil
para a advertir do que acabava de fazer, e
prevenl-a de que entre os papis do snr. N....
se acharia sem duvida a obrigaco do empresti-
mo feito por Duranti, quedevia provar a ini-
quidade do juiz prevaricador e por tanto a
innocencia de meu pai. Tomada esla precau-
c3o sahi da cidade e desterrei-me para sem-
pre. A obrigacjlo achou-se a memoria de
meu pai foi desaffrontada; maseu cu fui pro~
cessado e cndemnado amorte, como as-
sassino.
um Corso disse o imperador s
nesse paiz que as leis nao sao suficientes
para a vinganca de um homem otTendido. Vas
que quer elle? quo Ihe posso eu fazer? Dci-
xou*0e prender?.. prosegu Josefina ve
jamos.
..... Cheguei a Pariz continuou Jo-
sefina. ...
a E anndo todos veem nee.nllar-se.
...... No momento em que o general Bo-
naparte estava a sabir desta capital, para to-
mar o commando do exoreito da Italia.
__ Ab! ah disse o imperador, levantn-
dole.
.. ... Mudei de nome, e tive a honra
de fazer essa immortal campanha...
__ (Jm assassino ntreos meus bravos! ex-
cltnou o imperador.
.... Distingui-me em Arcle c alli fui
ferido; di tambem a campanha do Egyp-
lo___
__ Um Egypcio 6 dos meus Egypcios!. ..
Oh estes Corsos!
((..... Senhor, cu cont boje quatorze
feridas tenho tomado quatro bandeiras ao ini-
migo c tres reductos ; oceupo no exercito ,
gracas minha felicidade e a justica de V.
M. um posto superior e isto com um nome
supposto ; as realmente eu sou um assassi-
no um bon.'cm cndemnado a morte.. .
um o'os meus oficiaes, disse o impe-
rador mas quc.-ri ser O negocio antigo ,
ajuntou elle dev." ter occorndo antes de 1789.
quando cu ainda esL" em Br' do tinha a honra de se," segundo tenenle do re-
giment de artilharia do la rere. ...
Acaba Josefina.
..... Senhor tenh apresentado a Y.
M. a minha desgranada bilU"iP> sem nada
dissimular cu diminuir, ncm (' ,niCU <'ri",c ,
nem do infame act( que me o 'rigou a com-
metter. Qualquer outro diria "<'.. na0 *>
podendo dirigir as leis, cujo depo. *u, Wta-
va as m5os do criminoso o assassin.'0 cra
seu nico meio de vinganca, eu lam'"nic
aos ps de Y. M. implorando o meu | ,pr~
dao. ... Se em recompensa do meusangL6
derramado pela patria Y. >l. nao me julgar
indigno desse perdao se amanha dopois da
parada quando os officiaes se adiantarem para
receber a ordem V. M. se dignar puxar pelo,
seu lenco em signal de perdao ; eu pedirei u-
ma licenca de seis semanas, correrei minha
cidade natal entregar-me as mos da jus-
tica e esricrarci com confianca a graca que
peco.
Oh um Corso no tem duvida :
dizia o imperador ; nao se fia em mim usa
de precaucoes comigo.... manda-me entregar
a sua peticao por uina linda mulher....
T Ihe perdoaras disse Josefina um
valente militar um bomem que combaleo
comtigo no Egypto, na Italia ; em toda a par-
te ..... Elle tem retenido quatorze fondas,
meu amigo e queros t entregar ao algoz nm
dos teus bravos oficiaes !
Tens raso tens raso; disse o impe-
rador : e abracando sua mulher retirou-se
para o seu quarto.
No dia seguinte depois da revista quando
os oiciaes cercitro o imperador eiie se cou-
seriou constante com os bracos crusados sobre o
peito sem tirar nem a sua caixa como de
costume ncm o seu lenco.
Um mez depois, o coronel Eduardo natu-
ral da cidade de Omessa recebeo o acto judi-
cial da rchabilitacao de seu pai, o seu perdao ,
e o direito de ser conhecido pelo nome de co-
ronel Guiseppc d'/istozzi. ( Monitor Campitta).
[Corrcio (Jfficial.)
i^^m^
um desses airuidos, que i qualquer outro seri5o
impercepliveis. Com efieito o amor presta a to-
dos os orgaos urna sensibiidade tao delicada,
poderiamos mesmo dizer to exagerada, quo os
torna sugeilos roquenteserros. Quando o co-
racao e a cabeca estao de urna lembranca nica
e encantadora, nao 6 d'adimirar que ella nos
persiga sob todas as formas e aspectos. Por toda
a parte suppomos ver a mulher que, amamos,
reconbecer a sua respiraco, o som da sua voz,
a bulla dos seus passos. Yoltamo-nos, escu-
tamos, olhamos; e nada... nada em parte algu-
ma adiamos! Ella nao est l. Donde pode en-
to proviresse erro, que tantas vezes, nao obs-
taote a distancia que os separa, ecomo por um
uijc c.cc.riCw, s" .i.....,; o .i. .....- n ii^ju
de dous amantes.' Oh meu Deos! a chave t-s-
to inigma bem simples, sao duas almas, que
M nroeiirao no espaco. ecuas azas se tocrS
no encontr.
Convencido de que se nao havia engaitado i
Fabloprecipitou-se pare a Janellu, c laucando'
nina rpida vista sobro o espaco que o separa- i
va da ala vsinha fltou os olhos por algum tem-1
po orn urna janolla quo lira va a pouca distancia j
j da sua, no ngulo do pateo e no momo andar
que o seu laboratorio. O rellexo do sol que da-
va nos caixilhos nao Ihe deixava vvr os objec-
los interiores do quarto. Nenhuma batasem a-
ritava os verdes ramos de hera quetrepava pe-
las portadas da janella. Fabio esperava que el-
la se abrisse; o coracao batia-lhecom mais lor-
ca, cncostou-se para n5o cahir, e nesta posicSo
ficou por mais de gm quarto de hora, sem que
ninguem apparecesse.
Ainda n5o ella. N5o Thereza !... rJi-
zia elle. Admira-me! Teria jurado... Mas por-
que me queixo, quando Ihe recommendei as
maiores precauees ?... a hora ordinaria ern
que o cavalleiro costuma a tomar licao-----
e temo que a vela... e ella tambem... Ella tre-
. ^ .. t____ ..
lite ue SUI iiijui nutuutiaut, u mil vusu uo um
rapaz. .. Pode ella ^jstai tao tranquilla COmu se
esse rapaz fosse seu irmo!... Mas nao impor-
11 im rn8o A malodlcenela ^ to promp*
ta!!!a calumnia t3o cruel! Pobre orphaa nao
tem oulra riquesa senao a sua puresa e repu-
tacSo... Oh um Ihesouro, que saberei defen
der contra mim mesmo, se (or necossario...
Sim, sim, temos obrado com ; mabr prudencia
em rotularas nossas entrevistas de manuira a
nao seriaos dcscoberlos. .Nao teinus um dia de
ser felzns em presenca de todos ? Nao me pro-
metteo ella, que, depois de um certa praso, cu-
jo motivo medir entilo, me acediana por es-
poso e vivira s para mim ? Com tal esperan-
ca grande culpa teria de impacientar-mc. Espe-
rarei pois... Sim, esperarei todo n lempo, que
convier. Tein-rne Deos, ha um armo, dispensado
lanas felicidades a que eu noaspirava quese-
ra um ingrato se me quehassoda minha surte.
Acredito em Theresa, e nos gosos da minha ar-
te. Que necessito mais ?
E acabando este monologo, que ora, a dizer
a verdade, a expressiio imperleita das vixiosdes-
sa bella e longa manhaa, Fabio peg< u de novo o
pincel e dirigo-se para o cavalete com a bem
UtitcMMua ioi-iiyd" uu iuh. iu itix* i,tiu ou
antes urna modiQcayo na cabrea da Virgem.
Fol primeiro sobro os rosados labios de Mara,
que elle passou o pinrel ligeiremnle para ||"-
pois desenliar una" sombra aos dous cantos da
bocea onlre-aborta Achava-lbe o ar tri>to. o a
quera rlsonha.e alogie como elle. Esta corree-
cao lev o desejadu resultad.. I ma expresso de
bemaventuranca se derramon p todas as fe-
roes ,le Maria. Fabio Ptaa radioso.
Baterao enlu brandamente porta.



I

COMWiERi
Arfan dega.
ftendimento do da 13.......... 6:80()S17i
Deicarragdo hoje 1 i.
PalaclioXovo-congresso- difiranles "eneros.
Brigue Amaliadiversos Roneros,
ISarca Navarre arinha, boluxinlia, ebarri-
cas vasias.
Brigue-Auf/uitopedra-marmoro.
Brigue S. Domingosdiversos gneros.
BatcaCasiinir-delavig na(azendas.
BrigueBrasilianl>aca!ho.
Escuna Antejediversos gneros.
Exportando para fura do imparto no tnez
da dazambro prximo passado.
2:931 saccas de algodao com l:Wi @ 2i
libras.
1 :G00 caixas de assucar}
3 lechos ,,, _...,
8:6 tf barricas >, rm238:W 18l.b.
17:12+saceos )
77 '/ ali|ueires de arroz.
13:238 couros salgados.
17:100 chifres.
5:027 (a> G libras cale.
3:883 libras cobre vdho.
8:000 charutos.
112 '/i alqueires de arinha.
5 barril de melaco (80 caadas.)
32oncasdo ouro velho
713 ditas do prata dita.
188 tabeas de amarello.
751 meios de raqueta
Moedats. 40:7178105.
Gneros miudos, e gasto rs. 2:7I6S358.
Valor da exportacao rs. 708:4508744.
Total dos direitos rs. 69:446*199.
Kfici'tuados as segualos embarcaces : 2
brasileras G ingle/as, 2franeozas, 6 por-
tuguesas 3 hamburguesas 1 dinamarquesa.
3 sardas e l americana. Tripoladas por 313
pnces, e 6:351 toneladas : sendo 3 para Li-
verpool 2 para o Havre 5 para Lisboa 3
para o Porto 5 para Trieste 1 para Genova,
1 para o Cabo-da-Boa-esperanca 1 para o
Canal 1 para Plnladelplna 1 para Buenos-
Ayres., o 1 para o Val-paraizo.
O 1 cscripturario .
Antonio de .Sousa fteis.
PIUA DO RECIFE I 'u>K JANElttO DE 1844.
{avista mercantil.
CambiosNao houvero transates por falta de
navios.
Assucar As entradas temn sido maiores i-
houvero vendas a 1030 rs. por (
sobre o Ierro do braaco e u
1000 a 1050 rs. por dita do masca -
vado.
AUodoAs e.liradas orao limitadas e tem
se vendido do 5:100 5:200 rs. poi
arroba.
BjcallioChogifSo dous carregamontos com
52i5 barricas dos quaes 3000 se-
guirlo para o Sul : o deposito di
G000 harneas e as vendas a Itj rs.
com Instante sabida.
Bezerros Vemlero se de 34S a 36ji rs- a du-
zia.
B::!ssir.!aiieui a iOOO a harnea.
Carnc-secca Nao houvero entradas o o
d -psito 6 de 2000 a do Ro-gran
de e as vendas de 3200 a 4000 rs
Carvao de podraVcndeo-se do 10 all rs.
a tonelada.
Cha hissondem de 1:900 a 1:910 a libra.
Chumbo mil barra dem dom a 12.) rs. o
quintal.
O artista nao se nioveo.
Keiterro, porm.desta voz com algumu vio-
lencia.
Qucmest ah? Perguntou Fabio sem ti-
rar os olhos d'> quadro, tao oceupado eslava du
uuvu ciicilu, que a:abava do pruusir.
Soueu, respondeo emporrando de vagar!'
iilm aporta, urna especie de ente conti afeito ,
disforma ecoxo, que pareca inais um macaco
tln que um hoinem. Sou eu, Elias, seu visinho,
Signar mi que Ine trago urna carta de muita
pressa.
Fabio correo instantneamente a cortina, que
I lio servia de cubrir o quadro o estendeo a
nio.
Elias aproxiniou-se com multiplicadas corte-
sas, oeotrwou a carta ao artista que u abri
(inmediatamente.
Elias era umdesses numerosos judosesca pos
is foguoiras da inqulsicio que levao vida de
congo Sob os andrajos do mendigo e cujoe-
quivoco coinmercio o de urna especie de rle-
lo que nao (em realmente nome. Asu;i loja,
chiqueir a entrada da ca em que Pablo na-
i.n.i ii" lugar d'ordmarlo reservado para o
criado da porta, tomava-se recommendavel pe-
los curiosos, v mbre'ludo variados cacareos,
Farinha de trigoChegrao dous carregamen-
tos com 4300 barricas das quaes
inetade segu para o Sul e oulro de
Philadelphia com 1500 barricas que
icou : o deposito de 12000 barri-
cas e as ve,ndas do 14-500 a ISj rs.
ManteigaVendeo-se a inglesa a 425 rs. e a
francesa de 370 380 rs
Pregos ripaesdem de 1000 i 1100 rs. os de
Portugal.
Queijos flamengos dem a 900 rs. (endo
chegado 10:500 da llollanda.
Rape do Lbdadem a 2S80 a libra
Sabio amarellodem a 123 rs. a libra.
Embarcacoes existentes no porto.
Austracas...... .3
Americanas...... ,7
Brasileiras...... .21
W ...... V.
Dinamarquesas. .- 3
Francesas....... 3
Ilollande/a......... \
Inglezas.......... 10
Napolitana.......... 1
Oldemburgueza........ 1
Portuguesas......... 7
Sardas ........... 5
Siciliana. ........ 1
Suecas........... 10
7G
de fa/cr algumas remessas em letras, para Lon- ,
ires,e por isso os senhores negociantos, que as j
i|uizerem dar hajlo de comparecer na mesma
thesouraria no da 13 do crrante mes urna '
hora da darte. Secretaria da thesouraria de |
fasenda de Pernambuco 13 de Janeiro de 1844. j
co Batios ,
Qflieial-maior.
i* "mu ic a *"
l>eclaraco>s.
CONSULADO OS IWI/.KS tttlXO KMi
PERNAMBUCO.
Os herdeiros legtimos do sr. Jos Joaquimj
Kernandesde Barros quo fallecer) na residen-
cia do Pekalonganos ( Iba de Sava } em 1829 j
queiro dirigir-so ao abaixo assignado para se
Ihes fazer urna commuucacao. Pernambuco 11 |
le Janeiro do 1844. *. A. Brandar ii Brandiz,
t
cnsul
Uovimeiito fio Por lo.
Navios entrados no dia 12.
Parahiba;3Gilins,hatenacional Concaiclo-flor-
das-virtudas, capitn Victorino Jos Pereira
equipagem 13 carga lenha.
Ilavrc-de-graca; 41 dias barca francesa Ca-
simir-dalartgne de 190 toneladas capillo
P. Birindoique equipagem 12 carga
blendas ; a consignadlo de B Lasscrre &
'lomnanhia: pissageiros Francezes, madame
Salonclte. com urna lilha, madame Haute-
Ueille, com um filho mr. Lasne madame
Cavallier mr. Wauthier com urna irma,
Carlos Pogetti, Italiano.
Navios sahidos no tnasmo dia.
Buenos- Ayrc; brigue braasileiro Con fian ca ,
de 208 toneladas capillo Jos Mara Vian-
na equipagem 17 carga assucar : passa-
geiro Franco/., Antonio Peslhae.
Parahiba ; hiate nacional S. JoSo RaptUta ,
eapitlo Florianno Jos Pereira equipagem
3, carga varios gneros: passageiros Portu-
gueses Manuel da Costa Ddgo de Sousa
Aranjo Bernardo Antonio Ferrcra.
Hio d--Janeiro; barca americana llerzchell ,
de 2G3'" toneladas.capit 10 Wilam Hekdans,
equipagem8.carga farinha:passagoiro Porlu-
guez Jos Francisco da Trndade.
Navio entrado no dia 13.
llha-de-Fernando o Rio-grande do-norte ;
3dias barca inglesa \fary que*n-of-S90$l,n'i<
256 toneladas capillo W m Kelly eqoi
pagem 11, carga lastro ; a consignacao de
James Crabtreo & Companhia.
Navios sahidos no dia 14.
Ro-dc-anm'ro ; briguo americano Poultnay ,
de 298 / toneladas, capitn James Mouat ,
equipagem 8 carga farinha de trigo.
Goianna ; hiate nacional ConceicSo-do-Pilar
A Cracovianna ,
Dansa Russiana pela galante
Madama l.on Giavelly.
lindar o expeelaeulo pelo celebre quadro mi-
mico e plstico, intitulado
Os salteadores Italianos ,
O arrombamento durante u noite genero
de espectculo que nunca foi executado senlo
pela companhia Bavel.
Pregos de en tnala.
Camarotes da 1 ordem, ns 1 e2, 8.000
reis; os seguintes S 000 rs.
Can amtes da ordem nobre ns. 1 o 2,
12.000 is. ; os seguintes 0.000 rs
Camarotes Ja 3 ordem, ns. 1 e 2, 4,000rs;
os seguintes 3.000 rs.
Prestas 1,500rs. : plateia 1,000rs.; casue-
|ai 500 rs. '

li: .1 / cu" 1
drigues de Brito equipagem 3 carga va
rios gneros : passageiro Brasileiro, Ricardo
Nanea Cavalcanti de Albuquerquo
sen hora.
e su 1
Klit'l.
A thesourarij de fazenda desia provincia tem
PURUCACA UTTERAMA.
MINERVA BRASILIEE E.
JRONAL DR
SCIENC1AS, LBTTKAS, E ARTES,
Publicado no Hio-de-Janeiro ,
Por urna astociacSo de litleratos.
Apparecer duas ve/es por me/ de 15 em 15
dias, contendo cada numero 32 paginas de
mpresilo om quantn grande : alguns nme-
ros serio acompanhados de estampas.
Suhscreve-so na Praca-da-independencia ,
loja de livros n. G e 8 a 108 rs. por anno .
pagos a diantados, c no mesmo lugar ser en-
tregues os nmeros, livres de despe/.as de porte.
THEATRoTBLICO.
TERgA-rFIRA 16 DO COMIENTE.
SEXTA REPRESESTACA
da
COMPANHIA RAVEL.
1 .* parte.
Comecar o espectculo as 8 horas em pon-
to pela overtura da
Violeta ,
executada om grande orcheslra e dirigida por
Mr. Eugenio Fenelon.
Flora e V.ephiro.
Grande passo de dous, em duas cordas pa-
rallelas, dansado pelo celebre Mr. Carlos W'in-
ther e madama Martin Giavelly primeira
dansarina de corda do mundo.
Pansas da corda.
N. 1. Dansa vanada e do agilidade por Mr.
Francisco Ravel.
2. Dansa com sceos nos pi, pelo celebre
gracioso Mr. Lon Giavelly.
3. Grande passo de Schall por madama Mar-
tin Giavelly
i. Scena do joven Saloio pelo pequeo amor
de 3 annos e meio de idade.
5. As dansas de corda scro rematadas pelos
pxercicios do engracado Mr. Carlos Win-
ther.
Oentni lo de Vene/a ,
ou
Pulcinella de Viagom.
Mr. joseph Marcetli r-presentara o papel
de Pulcinella.
Dansas do enrudo.
A PulcinellaMr. J. Marcetli
\ Montanheza dansa saloia por Mr. L. Fe-
rin e madama Martin Giavelly.
Scena de Arlequn ,
Granopas em pomas de pao por
Mr. Joseph Marcetli que executari a sce-
na de bebado e concluir com diversos exer-
cicios perigosos nimia s<> perna de pao.
Intervallo de 15 minutos.
2.a parte.
Overtura de Fra'Diavolo ,
executada em grande orchestra.
mmm
e armas enferrujadas pendurados. e arrumadas
porta museo completo de antiguidades, que
alias nada tinhao realmente de notavel.
Mas nao era so neste negocio que elle havia
ganho o dinheiro entliesourado nos seus colTres.
tilias tmiia croado urna especie deindustiia
sua. Comprava e revenda quadros. Toda a sua
finura se limitava a faser passar por obras ori-
gnaes as imitacoesdos grandes mestres; e se
nesta trapaca largamente organisada. algumas
desleitas solria dos connecedores, anda acha-
va bastantes patetas, para faser excellentes tran-
saeces, e compensarle uestes pequeos dcs-
gostos. A chegada do Fabio Spcrola a casa de
Elias, pois quo ello era o pioprietano ha-
via-lhe aborto um novo e fecundo manancial.
Tii.haalcancado do artista dar-lhe. merliani.-
mi-hqiiiiilio salario, um quadro de qulnie em
qumse dias sobre o objecto que melhor Ihe con-
viesse. Moco, iuexuerientc esobre ludo nnpel-
lido pela neccss.dade do occorrer as suas despe-
sasdiarias, Fabio acceitou este negocio, que na
falta de oulro mrito, tinlia ao menos o de Ihe
assegurar um.. renda lixa. As cousas tinhao as-
son marchado por algum lempo; mas pararao
de repente; poique oceupado em mais vastos
em pregos o pintor tornou-se .urdo s instancias
Avisso martimos.
O Patacho porlugue/ :\ovo-Congreso,
forrado e encavilbado de cobre ede primeira
marcha, pretende sabir para Lisboa com mu-
ta brevidade por ter mais de dois tercos do
seu carregamento prompto ; quom no mesmo
qui/er carregar ou ir de passagein para o
que tem ptimos commodos, dirija-se a Manu-
el Jos Machado Malbeiro na ra da Cadeia
do Recife ii. '|T ; mi ao Capillo Manoel Jos
Ratto.
-= Para a llha-de S.-Miguel o patacho Al-
berto forrado e pregado de cobre do pri-
meira marcha e de excellentes commodos pa-
ra passageiros pretende sair at o fin do cor-
rente por ter a maior parte da c-arga prompta;
quem qui/er carregar 011 ir de passagera ,
dirija-sea Jos Pereira Lagos, na ra larga
do lio/ario n. 26, ou a Germano SerrloAr-
naud na Praia-do-coiiunercio.
srPara o Ass seguir o patacho nacional Lau-
rantina capitn Antonio Germano dasNeves;
quem quizer carregar, ou irde passagem di-
rija-se ao seu propriotario Lourcnco Jos das
Nevos na ra da Cruz n. G, ou ao dito ca-
pito.
Para llamburgo ou outro qualqucr por-
to freta-sc o veleiro brigue inglcz lecntj tor-
rado e cncavilhado de cobre, de I." classe ;
osprelendentes dirijan se aoscorisignatarios.Mc.
Calmontit C.
Le loes.
O corretor Oliveira far Icilo no 1."
andar da sua casa quarla eira 17 do corrente
s 10 horas da manba (legrando sor ti ment
de (aseadas de todas as (ualidades, as quaes
serlo vendidas por todo o preco que se oitere-
ccr ; assim como se vender urna porcao dos
mais perfeitos sapatos, e bolins ingleses de ro-
conbecida grande duracao e principalmente
no lempo de invern por serem manuactu-
rados decabedal muilo superior.
Alisos diversos.
dojudeo, e reciisou lormalmenle trabalhar pa-
radle. Kliasobservou, nao seni odio, que 10-
cabio sobre quem do direito pertencia que o
rompirnento fjo seu rontrato coincida com a -
poca em que a florista ti tilia vindo morar na
mesma propriedade ; e foi naturalmente ella
que atlribuio esta repentina mudanca.
Voltandoao carcter geraldo nossoadelo, di-
remos, que so a sua loja se pareca muilo com o
quartinlio do criado da porta elle tirilla todos
os defeilos desla especie de domsticos. Ueba-
do, indiscreto, tallador, nao se Ihe conhecia
outra disliaccao que nao fosse a de estar com o
olho a mira o o ouvido escuta. E note-se
bem, que elle naoexercia esta baixa inquisicao
com a ingenua bonomin de certos craidos, cuja
ivirli>, t\p hontn poticiur. C :.'.!.,:'::..:.;;".; :'' ::'
\ a ao oesejo de terem aiguma importancia aos
olhos dos cantaradas, c parolarem urna hora
ou duas com ns criadas da flsiohanca !'.
lias tinha por nico confidente das Mas fre-
quentes relaces um ente tao grosseiio como
elle, como elle desgranado pola na tu resa, urna
mulher inutlisada, que elle aflirmava ter sido
a sua ( o que ninuuem Ihe In veja va e que pas-
sava na circamvisinbanga por urna creatura to
in, tao completamente hedionda bo moral e
Olereco-se um rapas liu-ilcuu o ara ai-
guma casa de negocio nesta praca ou mra d'el-
la ou para algum engenta) armazein de as-
sucar on caixeiro de ra de algum extrangei-
ro pois sabe lr, oscrever e contar, ed
(ador a sua conducta ; quem precisar an-
nuncie.
Aluga-se urna prela moca robusta ,
e sem achaque piopria para todo o scrvico de
casa e vender na ra sendo o seu aluguel
mensal de 128000 rs. : quem a pretender,
dirija-so ra do FaleBo cusa n. 18 que a-
chara com quem tratar.
no physico que ninguem senta por ella a-
pesar da grave molestia que a n tinha em casa ,
nein sympalhio nem compaixao.
Esta mulher, que se cbamava Pietra havia
em nnj.ro lempo espiado por sur. rcni.i. agora
eucarreglra Elias de desempenhar o seu em-
prego de maneira que a compensasso dassuas
privaedes e o informasse diariamente de ludo
o que so passava ; d'onde rcsultava, que o velho
cxo espiava por dous. O genio de Elias presta-
va-so maravilhosamente leste genero deoecu-
paclo. Muto mais lelo do que Esopo, jaque Ihe
lalliavao raio do talento, que devia faiscar nos
(dhos do Cabulista tendo de mais a consciencia
do pouco que valia era inimigo nato de todas
as superioridades sociaes, possuia todas as pal-
sgcs i.iosus do demonio e nao poda livrar-sc
do instinclivomovimcnto de odio contra tudoque
Ihe pareca .ande pela inlel'fgnela, ou bri-
Ihantc pola formosura. Este humem era a in-
veja em carne o osso. Somante, para com-
pletar a verdade dorsboco, 00 terminar ao
menos com um tracoconsolador, apressemo-
nos a dizer, que Elias om todo o caso so podia
representar a moja impotente a inveja sem
unhas nem denles, e cojo ritos l'azia efleito
nos ouvidos do Pietra \Continmr-*erha, |
r-
A


Francisco Tarault participa o respeita-1 pe do peso, inclusivo urna relacao Je cortos
vcl puhlieo c com mais particularidade aos j remedios de botica, como resina de jalapa,
uin
ra do
.*?.--
amigos dos bons bocados que de boje em di-i man o Se. 0 varas de brctanha .
ante, elles acharSo a toda c qualquer hora na|corte de calca quem achou leve a
sua casa de pasto franceza da ra da Lingocta j Vigario n. o que ser gratificado.
n. 2. toda a qualidade Je comida a france/a ;! COLLKGIU 1)0 KM'IRITO SANTO,
assim como vinbos e licores de todas as quali-r A di re tora dodito collegio tem a bnra
dados, caf com le te o sem elle, pastis,} de participar aos pas de familia que estSo
pastelees. eth'padas da diversas sortea sala-
mes presuntos, linguicas fice. ; e que sa-
rao servidos com o maioraceio, limpesa e por
preco commodo. Omesmo Tarault ollerece-se
para mandar levar em as casas as comidas a
aquejas pessocs que com elle se ajustarcm ,
diaria uu mensalmente
mente ; participa-so mai
de manha um seu agente levar a casa de seus
fregueses pastis, pastelOes empadas, lin -
guicas chourieas franeezas, proprias para
almuco.
= Oflerece-se um bomem que faz salmo
de toda a qualidade potassa e cola para
marcineiro ; quemdeseu prestimo precisar,
ab rta todas as aulas do mcsmos; e que ja en-
trao em enere ci as mestras ba pouco choga-
das de Lisboa.
O collegio do Espirito-santo precisa alu-
gar rscravas, para o servico do mesmo collegio.
= O reverendo bacharel formado Antonio
ou por urna ve/, so- de Andrade I .ana faz sciente aos seus amigos ,
que todos os das e constituintes que mu lou o sua residencia,
e escriptorio de advogacia para o primeiro a-
ilar do sobrado da ra do Queimado n. 37 ,
com entrada pelo pateo do Collegio onde pu-
de ser procurado a qualquer hora do dia.
Quem precisar de um criado branco, di-
i ija-sc a ra do Trapiche n. 17.
O ahaixoassignado responde o annun-
cio do D.-nova de 13 do correte em que se
Ihepergunta porque despedio de sua casa a
Rernardino Goucalves Ourem asseverando
dirija-seao beco do Peixe-frito n. 9 venda
di esquina da ra do Rozario.
= Pede-se encarecidamente a quem achou,
ou souber quem tiver adiado urna sedula de | que Jar o motivo qoc este passo o forcou ,
20i)j000 r. dar-se-ha os signaes foi perdi-1 logo que o perguntador declarar o seu nome.
.lodo Mor eir Marque.
- Sabio o n. 20 do Catholico contendo o
o Evangelho da segunda dominga depois da
Epiphania em quo a Santa Igreja celebra
o Sun tissimo Nome de Jess. Em segundo lu -
gar trata da esperanca christSa e dos seus ca-
racteres.
(juem precisar de urna ama para o ser-
vico de urna casa que engornma e co/inha,
dirija-se a ra da Paz n. 2.
O snr. que ltimamente chegou do
Rio de-Janeiro c trouce urna carta para Se-
baslio Antonio Coelho dirija-so a ra larga
do Rozario n. 40.
da desde a esquina Jo Campos, no pateo Jo
Carino al a venda de Narciso Jos da Costa,
odesta al defronte do Melitao no piteo de S.
Pedro; quem a entregar na ra da Praia n 17, l
ser gratificado com generosidade.
= Aluga-sc o segundo andar da casa da ra
de Apollo n. 20 com muitos bons commoJos
pira grande lamilia, muito fresca e com boa
\isla ; a tratar com Jos Antonio de Souza
Machado por cima do mesmo andar.
= Aluga-se urna morada de casa terrea na
ra do S. Gonzalo muito fresca, com 3 quar-
tos duas salas cozinba fura 2 grandes te-
ibi'iros, proprios para estribarlas, quintal mu-
rado ; na Rua-nova armazem n. 07.
= Aluga-se o excedente predio da ruado
Amorm perlencente ao Exm. sr. Manoel Je
Carvalho Pes de AndraJe, oqual foi por mui-
tos anoos oceupado pelos srs. James Ctahtree&
Coinpanhia eJosRay, e assim mais o ter-
ceiro andar e SOtSo da grande casa da ruado
Collegio, perlencente ao mesmo Exm. sr.; os
pertendentes dirijao-se ao corretor Oliveira.
A pessoa que annunciou querer 50 b
00 canecos dagua a 10 rs. mandando bus-
car na canoa dirija-se a Rua-nova n. 07.
Aluga-sc o primeiro andar do sobrado
la ra atraz da matriz da Roa-vista n 20, pe-
gado ao collegio; a tratar na mesma ra n. 22.
No escriptorio Je Lo Bretn Scbramm
& Coinpanhia na ra Ja Cruz n. 55 existe
urna carta vinda Jo Rio^plra Antonio Joa-
quim Ferreira Ramos, guarda-marinha da ar-
mada brosiluira cuja lamilia suppe-se mo-
rar nesla praca.
= Ossnrs. Francisco Jos Ferreira Jnior,
ou Antonio Jos Ferreira Jnior queiro diri-
gir-86 ao escriptorio de Manoel Jos Machado
Vlaibciro na ra Ja Cadcia Jo Recile n 47 ,
a negocio de seu interesse.
Precisa-se de um rapaz de 12 a 10 an-
nos que tenha alguma pratica Je venda ; na
Rua-direita n. 09.
CO.EGIO-SANTO-ANTOMO.
= Est abertoo dito collegio o em exer-
icio as aulas das linguas nacional latina ,
- Vende-se um escravocrioulo, de 20 an-
uos bom carreiro e serrador ; na ra da
Cadcia n. 13.
- Vende-se urna venda com os gneros,
que o comprador quizer ou a armacao com
os seus pertences, sita na ra de Norias n. 7 ;
a tratar no pateo do Carmo n. 13.
Vende-so um cavallo melado em boas
carnes, muito bom carregador e passeiro;
no pateo do Carmo n. 13.
= Vendem-se milheiros de peonas de se-
cretaria das melbores, que teem apparecido
neste mercado por preco muito bararato e
resmas de pape! alinaco ede peso, e massos
de foosforos americanos ; na Praca-da-inde-
danpenn'a'n. 4.
Vende-se urna preta de naciio que cn-
gomma bem lava cozinba relina assucar ,
fazdoce, trata de meninos, e cntende Jo go-
verno de urna casa ; na ra do langel n. 20.
Vende-se por preciso urna preta de na-
cao Rengela, de 20 anuos lava e quitan-
deira ; no pateo do Carmo n. 24.
= Vendem-se travejamentos de 30 a 45 pal-
mos taxas de ferro coado e batido, por pre-
go comrnodo ; e um preto trahalhador de en
diada ; na ra do Vigario n. 3.
= Vende-se sevada moida e em grao, as-
sucar refinado e mascavado ; defronte dooi-
lao do I.ivramento n. 10.
Vende-se urna pequea porgan de tijolos
de barra hollandeza, chegados pelo ultimo na-
vio ; na ra da Cruz n. 7, primeiro andar.
=^ Vendem-se 8 arrobas de novo e ptimo
chocolate; na ra do Vigario armazem de
assucar a fallar com Jos Paulo da Fonseca.
Vendem-se candieiro escrivaninhas,
e perfumadores de latao bules e cafeteiras
de metal para cha bridas de parafuzo espo-
ras de mola para salto e logo do ar por preco
commodo ; na Rua-nova n. 4'
Vende-se vinho de Bordeaux da bem co-
No dia 7 do corren te desapparecoo de nhecida marca Chateau Margaux em caixas
defrontc da serraria deContantino Jos Rapo-
so urna canoa aberta sem mastro pintada de
encarnado, sunpe-se que fugira da amarra-
cao ; quem delta souber dirija-se a ra do
Queimado loja de ferragens, que ser re-
lompcnsado.
LOTERA do thbatro.
O (hesoureiro des a lote-
ra declara da maneir a amis
positiva, e lee minante, que as
respectivas rodas andao im-
preterivelm nle no dia 30 do
comente e la!vez antes des-
se dia se a exlraeco dos bi-
llietes restantes continuar
com a rapidez, que tem tido.
Compras
grega franceza inglesa italiana e bes-
panbola ; e as matriculasabertas para philo-
sophia geometra rhetorica geographa e
historia; ooxercicio das quaes disciplinas ten
principio no dia 17.
As aulas de prendas s pomecSo no mi'l de
levereiro. flrrnardino Freir de Figueiredo
.V>reu e Castro director.
Joaoda ^ilveira Rorges, procurador Jos
auditorios de primeira instancia, e do tribu-
nal da relacao, faz sciente a seus clientes o
amigos, que se qu/ercm servir de seu pres-
timo dirijao-se a ra estrella do Rozario ,
n. 22 segundo andar.
=: Lin professor publico Je instruceo pri-
maria ollerece-sc adarlicSesem casas oarti-
cula.es; ossnrs paisde familia ,'que se qui-
zerem utilisarde seu prestimo, annunciem suas
inoitidas.
Quem tiver alguma carta para Francisco
Manoel da Cunba Medeiros, vinda da ilha-
de-S.-Miguel pelo brigue Amelia tenha a
bondade de entrega!-a na ra da Cadeia-velba,
esquina do Boco-largo loja de Cardo/o Aires,
que recebera a despena que tiver feito.
Comprao-se para fra da provincia es-
cravos Je ambos os sexos, Je 12 a 24 annos ;
no armazem Je cabos Jefronte Jo Corpo-santo
ss Compra-se electivamente nesta Typogra-
phia toda a qualidaJc de pannos cortados ou
velhos de iinio e ulgodao toda a especie
de fibra lindeza algodao de refugo em ra-
ma papel e papelao velho.
- Compra se um taxo de cobre bastante
grande que esteja em bom uso ; na ra da
Praia, armazem n. 24-.
Vendas.
Acho-se a venda na livraria da praca da
Independencia ns. 0, e 8 ; ra do Cabug lo-
ja do Randeira ; defronte da matriz da Roa-vis-
ta botica Jo Moreira; no Recile ra Ja Ca-
Jeia loja Je ferragens n 48; em OlinJa, ra
Jo Amparo botica Jo Rapo/o ; c nos Cua-
tro-cintos loja Jo Domingos: as exccllentes
folbinhas impressas nesta Typographia com-
postas pela primeira pessoa, que as fez nesta pro-
vincia o quetantocredito tem merecido; conten-
do as do algibeira ptimas chcaras, e a Jisputa
entre urna pulga, e um niolho sobre a fidalguia;
nuli as contendo a conisso Jo marujo ; ou-
tras com a linguagem Jas flores, ou novo dic-
cionario para a correspondencia amatoria ; nu-
tras com o almanak dos empreados pblicos ,
ne-fis etiMuar primeiras lettras, com per-i ehnalmente eclesisticas para offico divino,
leiefio o tambem applica aos alumnos algunsj = Vende-se farcllo novo em saccas de 3
principio* de msica; quem Je seu prestimo I arrobas chegaJoJe llamburuo m rc Jo
se (lui/er Utilisar Jir ja-se a ra Je S. Jos II. Mebrlens na ra da Cruz n. 46.
,'(. r= \ endem-SC 23 bestas muito boas de ro
rderSo-seno dia 13 da crrente da da, 11 boifl mancos, gordos, dous carros,
,! | -uarass ao engenho Paulisla duai se um rodete dulas encarnadas do valor Je 20.000 rs. cadi ferro para engenho e mais alguns utencilios
urna embrulbadas em urna sobre carta de pa- do mesmo ; vm Goianna no engenho Patuassu.
- fortnalo Ja Silva Rabello Caneca pro-
de urna duzia sendo de superior qualidade;
na ra da Cruz n. 48.
Vende-se um piano horisontal de ex-
cellente; vozes e por preco commodo a vista
de Ma qualidade afianca-se a sua afinaco
por 6 mezes; na ra da Cru/. n. 48.
Vende-se urna cabra (bicho) que d urna
a duas garralas de leite e tem urna cria ; e
um carneiro ; na r.iadeS. Jos n. 40.
= Vende-se um apparelho para guarda na-
cional de e-avallara sendo barretina pluma,
talim com pasta canana selim com todos os
seus pertences tudo quasi novo ; na ra es-
treita do Ro/ario botica de Joo Pereira da
Silveira.
Vende-se urna cama de angico, bem fci-
ta e do uso e no torneado com dourado; na
ra de Agua-verdes n 38.
para sala vidros com ac para tocadores to-
cadores de mogno com appan Ihos de porcela-
na um rico piano Je armario 3 ricos solas
de Jacaranda cadeiras, bancas, mezas, e ca-
mas 3 ricas cadeiras de ra um palanqun!,
o outros muitos objeutos, que a vista dos com-
pradores se farao patentes ; assim como conti-
na -se a receber qualqjer objecto tonto no-
vo como usado, para se vender por meio des-
te estabelecimento ; na Rua-nova armazem
n. 07.
= Acha-sea venda na loja do bom baralei-
rodc Guerra Silva & Companhia na Rua-
nova n. 11 os verdaderos purgantes e vomi-
torios de Le Roy.
= Vende-se urna escrava de nnco boa.
engommadeira cozinba bem e cose alguma
oousa ; na ra do Queimado casa de Anto-
nio da Silva Gusmao.
ss \endcm-se bicos largos, e cstreitos ,
lencos de seda para grvala a 3200 rs. ditos
pretosa2000, e3500 rs. ditos para algi-
beira a 2200 rs. pentes de prender os cabellos
a I60e200is. ditos virados a 560 rs. la-
cas e garfos de cabo branco a 3520 rs. ditos
do c bo do metal fino e de balanco a 6500
rs. a diuia, bonos de palhinba a 280 rs ditos
com palla de lustro a 960 rs. chapeos de dita
a 400 rs. cuinhas de burracha a 20 rs ba-
nha superior a 120, 160, e 1120 rs., o boiad,
ditacm potes finos a 1280 rs. sabonetes a
120. 280, 320, 400, e 500 rs. pastilbas de
ebeiro para afugentaras tracas da roupa a 1280
rs. agua de colonia a 160, 180 400 500 ,
720, o800rs. dita de flor de laranja a 720
rs. essencia de roza a 720 rs. eoutras umi-
tas perfumaras fitas lavradas largas e es-
trellas, rapMeurona 1040 rs. dito de Cas-
sea 960 rs. dito rolao a retalho, lencos para
pescoco de senhora a 3500 rs. transelins para
relogio al, o 2S rs., luvas de cores, c pre-
tas com palmas para senhora navelhas finas-
a 2000 rs. o estojo clcheles a 880 rs. a du-
zia eacaixinbaa 80 rs csteirinhas pinta-
das a 720 rs. papel de peso e almaco car-
teirasde marroquim a 400, 640, e 720 r>. ,
chapeos de sol de panno a 2200 rs. mcias
brancas pretas c azues para bomem eou-
tras muitas rniudezas por pre^o mais commodo
do que em outra qualquer parte ; na ra do
Queimado n. 24
Vendem-se meios bilhetes da lotera do
theatro a 4500 rs. ; na ra do Cabug loja
de miude/us, junto da do Ran leira.
Vende-se urna cabileira para homem: na
ra de S. Rita nova, n. 83.
= Vende-se Jacaranda superior chegado do
Rio de Janeiro pedras de marmore redondas
para mezas de meio de sala, de muito bom gos-
to ditas para commodas cadeiras america-
nas com assento de palhinba camas de vento
Vende-se sal de Lisboa, em grandes, e com armacao, marque, as, so fas mezas de
jantar camas de vento mu bem feitas a 4500
ditas de pinho a 3500, assim como outros mui-
tos trastes ; pinho da Suecia com 3 pollegadas
Je grossura dito serrado dito americano de
diflerenles larguras e comprimentos ; assim
como travs de pinho, charrales; na rija de
Florentina em casa de J. Reranger.
pequeas porcoes ; a tratar com Leopoldo Jo-
s da Costa Araujo no Forte-do-Mattos.
Vende-se urna commenda da ordem do
cruzeiro, e um habito de christo ; na ra do
Crespo loja de Santos Neves.
Vende-se urna escrava de nacao boa
engommadeira, cozinbeira; um escravo bom
canoeiro ; um dito de servido de campo ; urna
escrava quitanJeira e lavadeira ; na Rua-di-
reita n. 3.
=Vende-seum escravo de nacSo bom ca-
noeiro ; urna negra com urna ciia de umanno*,
e3 duziasde costado de vinhatico ; na ra do
Apollo n. 20.
= Vendem-se saccas com farinha de man-
dioca de superior qualidade e por preco
commodo ; na ra da Cruz n. 64.
= Vendem-se velas de sebo grandes, e
pequeas ; na ra da Cruz n. 64.
Vende-se uin escravo Jo nacao, de 40
annos, capinheiro, ecozinheiro; na ra do
Queimado n. 4.
=s Vende-se urna venda com poucos fun-
dos c em muito bom lugar a dinheiro ou
a praso cando o vendedor desonerado da
praca ; na pracinha do Livramento n. 50 ; a
tratar na moma.
=s A ende se cera de carnauba em grandes
e pequeas porcoes; na ra do Queimado,
loja de fa/endasn 51.
Vendem-so meios bilhetes da lotera do
theatro ; na ra da Cadcia velha loja nova
de calcados n. 35.
= Vehdcm-se canarios de imperio em
viveiro c ja separados muito cantadores,
folhas de louro feches de ceblas brancas, e
vermelhas sementcs de plantas do todas as
.oalujades belasinha ingleza a 160 rs. cs-
teirinhas de Angola doce de goiaba, tudo por
preco commoJo ; na ra estreita Jo Ro/ario ,
Escravos rugidos.
= Vende-se espirito de vinho de 36 e 40
graos por preco commodo ; na ra estreita
do Ro/ario botica n. 41.
= Vendem se carleiras para vagem en-
vernisadas e com todos os pertences, estojos
para navalhas espelbosde lodos os tamanhos
No dia primeiro de dezembro p. p. fu-
gioo escravo Juvencio, crioulo seceo sem
barba, roslo comprido olhos grandes, o bei-
co superior grosso cor fulla, do 19 annos r
com offico de alfaiatc, bem fallante; quemo,
pegarjeve a Pora-de-portas em casa de Lus
Antonio Prata e na sua ausencia a Francisco
Jos de Veras, morador na ra da Glorian 20.
Desappareceo ha poucos mezes urna preta
de nome Jacinta ; quem a pegar leve a Alber-
to Lavenre.
Fugio no Jia 27 de r.ovembro do p. p.
o escravo Joao de nacao Quilhimane alto,
secco cor muito renta fallas mancas ci-
catr/.es na nadegas e pelo corpo de casligo,
que tem levado levou um ferro de gancho no
pescoco, calcas, ecamisa de JgoJaoznho,
canoeiro ja foi pegado em OlinJa Je outra
vez, que fugio ; quem o pegar, leve a Rua-
I imperial do tterro-Jos aflogados n. 67 casa
de seu snr. \ cente Thomaz Jos Santos, que
se pagar todas as Jespezas, e se gratificar com
generosidade.
= Fugio no dia 24 do p. p. o preto Jos
Pnchete de nacao Mocambique de 20 an-
nos altura mais nim r<>gi>jr scceo ;!c cor-
po ,'com dous dentes de menos na fenle da
parte superior rosto redondo bastante re-
tinto (luanJo falla gagueja alguma ;::;u:;o ,
levou camisa de rscado a/ul calcas de panno
preto ja velho ; quem o pegar leve a ra da
Florentina n. 4-; que ser recompensado.
------1-----------------------------,
Rucipk: ka Typ. d*M-F nu Fabia ^=1844,


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