Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04554


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Full Text
jino do !fi">5.
Sabbado 13
ie i. dna 01 lita que nao forera lantificadia mec
lie Je Irea un i uor aliarte! Diraa .,1,,,,, i ,> 1'"^ Jss'snaliui.
. W' "liantad.i,. Os nn nuncios dos as-; unatiiei o inserid,..
5,d" ""* r" ^'"''"-'^,u.lnfi,,i,lB,le|,eudenc.alj;,le v"sn t e S
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES
Gounu ..IV.b.b,. muJn. vi.. fcir.s.-Rio Grande d Nrle, ,;,.
do cada me. _fi.r.,h.in.. Bon.lo 10 e .< de oad. -f..oa-TM. e Fl
e 38 d.io. C.dadeda Viotont, quima, leiras. Olind. lodoi os da*.
t das da semana.
,S beg s, l.ii'iri-nco JusiinianO Aud. do .1. de l>. da '.'. v,
Bel, aud. do de I) da 3. T.
1(1 Quafla s Paulo And do J de I), da 3
j| (.tilinta a, HyginO Aud. do J de D. da 2. v.
18 SeiU s. Stiro Aud. do .1 deb. di 2. v.
i: Sal), -i Hilario Pe. aud. do J. de,]), da I v
"14 Doill >""" ^ l..- !?_!:_
feiras
1 I e i I
ores a i;
DOD1C de Jezus i. Felis,
T -KSaEflESi -i-lSIifcJ
de Janeiro
Anuo XX. V. 10
' i<3 *
i a^nri
'*,*!K*.v |S"i v ^m!-"'"i.eTC'f: '
dependa de nl moamos ,!, o*a nrnde ra, -"!" o' a enrrgi
> eoina principiamos { e icrenoa imu los com admiradlo entre as naoj
: i i !. saenifalda Ceral 'lu araiil.)
ron
mais.
f fj Cambiof aobre Londres li nomii il.
i Paria 370 rea por franco
" Lisboa 11 por Jl) de nremi
Hoc la de c.l>r< ao par
dem de lelraa de boaa fira as I
cambios ko nn I? de itiEiRO. compra, renda,
0 Moedade I.UIo.y. 17,(Wu I" I
\ JC.600 16,81 i
, d, 4-: 9,200 SM00
Prata-PataOa .MO \W
Peaoa colummnarea l.S*1 J*,H>U
. Ditoa Mecanos t. 40 .WO
da .tarde
mauli-ia
imi \si:s i>\ i.i \ >o hez i). i wr.ir.o.
.ua oheia a 5 as lloras e |.| mili, da larde I La nos .1 a lil a* 3 K' ras ;>7 aun,
Mioguanie a12 7 horas e 10 min da larde ICieseenle i .'/ 1. iil bje 10 m, da
/'/1 miiiir de hnje.
T'rimer.i as 11 horas a i'l 111:11. da inanliia. | Segttuda as 12 luirs e li minutos da manlij.i
wammmmBamnGBmBBa iibih un **"~-inn"-" '>***
EXTE
DE PERNAMBGO,
.. 1 ..'.-.''. .-~'
rairrv:"^

izzss3ima
mer
FRANCA.
Un. corccspondenle particular da Reforme
screvo de Vicnna a 21 de novembro :
O principe de Lucca que est presente-
ente em Vienna faz todos os esforcos para
arranjar um casamento entre seu ilho de ^0
annos de idade e a rainha de Hespanha. O
principo Metternicfa favoravel este plano ,
e espera,que, fa/.endo concessoes,conseguir dos
Francezes o accederem a este arranjo. E' con-
vidado o primeiro ministro de I-.ucca Vicnna
para ajudar leval-o ao cabo.
1 s postscriptos dumas cartas de Pariz da-
tadas de 2o 4 de dezembro dizem quo o go-
veroo f'ranccz recebra os seguintes despachos
.eegraphicos,
Bayona 2 do dezembro.
Osnr l'idal foi nomeado presidente das
-cortes ; obteve 80 votos, e o snr. Lope/ 06
O gabinete propiiz una Ici de amnista e
outra relativa loi dos Ayuntamientos.
Depois da nomeacao do snr. l'idal ten-
do lo/aga pedido u dissolucao das curtes ,
dizem tl-o a rainha mandado chamar na nou-
te do 29 para 30 de novembro assim como ao
presidente e vice-presidente do congresso ; e
em conformidado do conselho d'ostes, forao
lirados a Olozaga a presidencia do conselho do
mimstros, e a secretaria de estado.
i de dezembro.
Publicou-se a 20 do novembro o decreto
Jemittindo Olozaga. Elle propz urna querela
contra o Heraldo perante os tribunaes por tl-o
aecusado do traicao. Todo o gabinete tem-se
demittido a excepto de Fras e Serrano a
quem est confiada a ibnnacio d'un ministe-
rio jnntamentc corn o presidente e vice-pre-
sidenle do congresso. Rounirao-se no pala-
co a 30.
a Madrid esta va tranquilla n'este da.
Os legitimistas france/.es em Londres.
O Journal des Debis exclama em lingua-
gem forte cdntra o escndalo causado em Lon-i
tires purdeputartos, que, ligados por juramentos!
'restados publicamente ao re no auno de 1830,
estao agora assistindo aquella especie de inau-
garaclo que os emigrados teni disposto e na
t|ual o pretendente tcm sido investido do titulo
de re d Franca. Nao se enganem estes de-
putados Se a indulgencia das nossas lc a
brandura dos nossos hbitos os poem fra da
aleada daquclle castigo quo Ihes seria impos-
to om qualijuer outro paiz do mundo ainda
Ibes cabe urna seria responsabilidade. E'
c i mar que elles tero de dar conta da sua con-
ducta. E' a cmara quo ellos teem insultado
calcando aos ps despresivelmente o juramento
que su Ihes deo direito a um assento n'ella. M.
Berryer eseus collegas hao de explicar o como
preservarao elles o seu titulo de deputados, em
quanto estiverao na corte do duque de Bor-
deaux e o como conciliao elles a sua fidelida-
de ao rei dos France/.es com essa especie do ac-
clamacao de um rei do Franca que a carta no
reconhece. Concedemos que elles teem goza-
do o prazer de dar escndalo mas bao de ex-
pial-o. Elles teem ousadamento ostentado pe-
rante urna naci estrangeira a pouca importao-
ia que ligao s nossas leis, s nossas institui-
roes e ao juramento que Jero de obsrval-
as. Elles teem exposto ao ridiculo a naeao
franceza ; mas Franca chegar a sua vez e
as cmaras nao sofTrero quo o insulto passe
sern satisfaeao Concedemos que M. Berryer
um talentoso orador; fis-se nos seus talen-
El
dos emigrados quanto quizerdes.
vosso pretendente sobre um pedestal que os
vossos fracos bracos nao pdem levar longe.
Reslitul-lhe em Londres urna ridicula imagen.
daijuella realeza quo Itio fi/.esteis perder em
a fim de entregarde-
ariz. Dassai o mar
vos ao prazer de gritarViva o rei de Franca-
mas nao continuis mais a ser deputados. Nao
envolvis a cmara na vossa Mucura. Nao vos
sirvis do seu nomo, e da sua autoridnde para
alen tardes o mais infatuado c o mais incorre-
givel dos partidos na sua presumpco. \\ Ber-
ryer inteiramente senhor de s para ira Lon-
dres ou a Gortz levar urna carda ao duque de
Bordame, mas como deputado elle nao tem
outro rei senao o rei dos Francer.es.
A respeito d'aquellos que nao estao liga-
dos por vinculo algum s nossas instituicoes o
nossa monarchia que niiojurarao obedien-
cia ao rei e carta e que nao sao deputados,
nao podemos consentir que elles estabelecao al-
gum outro governo que nao seja o reconbecido
pela nacaS franceza : o viverem sob a proteccao
das nossas leis que devein obediencia o a
indiderenca pblica 6 suliciente castigo pelo
escndalo que teem causado. Em quanto aos
deputados, o caso difirante. Se a lei nao
Ibeschega, a cmara tem o poder de azel-os
dar conta da sua conducta. Continen, em-
bora a ser deputados se o qui/.erem depois
de terem repudiado o seu juramento ; masse-
ao estigmatisados pola ruprovaco da cmara.
S pedimos para elles um castigo, oqual6
um debate publico sobre a sua conducta eo
severo exame a quo a cmara ha de proceder
sobre ella.
i mera, um humilde padre rlande, que opera
no seio das classes populares urna verdadeira
revolucao urna especie de renovacao moral ;
fallamos do padre .Mathew, universalmente
eonhecido pelo nomo de apostlo da temporn-
ea Os resultados obtidos pelo padre Mathcw
nao tem talvez o mesmo brilho nem as mes-
mas proporeoes, nem o mesmo alcance daquel-
les quo j realisou o seu celebro compatriota
O'Connell ; mas de outra ordem nao sao
menos dignos de attencao e devem assegurar
a. esse simples servo de Doos os reconhecimen-
tos de lodos os amigos da huminidade. J; cin-
co millioes de Irlandces se achao alistados sob
a bandeira da abstinencia total e no mo-
mento que cscrevemos esse inmenso e pacifico
exercito de bebedores d'agua recruta em todas
as grandes cidades do Inglaterra x voz do
seu chefe c do seu apostlo.
A ideia primitiva das sociedades de abstinen-
cia total nao pertence aquello em quem agir
se personalisou. As sociedades de tempornea
ja existiao ha muito lempo na Inglaterra na
America em Allemanba na maior parto dos
paizes protestantes. Os dissidentcs, que em
toda a empresa philosophica e philanthropica ,
assim como na cmancipacao dos negros lo-
mo sempre a iniciativa forao os primeiros
que se lembrrao do estender a temperanca
abstinencia o forao alguns quakers inde-
nendentes e anabatialas
tumos irlandezcs, nao podiSo ofierecer-lhe os
mesmos elementos de triunipho. Todava de-
vemos di/er que OS obstculos que encontrou o
missionario de abstinencia vierao sobretudo da
parle das classes populares, e que a aristocra-
seralmon-
GRECIA.
Abertura da assembli nacional.
A 20 de novembro dirigi o rei Olhon a se-
guate falla assembla nacional :
' Plenipotenciarios da naeao
Eu appareco no meio de vos na alegre per-
suasivo de que esta assembla ser productora
de lieos para a nossa amada Grecia
i
Desde a propria fundaco da monarchia
(orlo estaboiecidas muias inslituiees liberaos,
com o intuito do predispr o paiz para a intro-
duccao diinitiva da constituifao. Livres leis
municipaes conselhos provinciaes e o jul
gamento por jurados forao os precursores do
"nvprno renresentativo na Grecia
O I
A nossa tarefa agora collocar a pedra do
remate sobre osle edificio pela introducido e
estabelecimento de urna constituicao. Com o
auxilio do Omnipotente, unamos agora os nos-
sos esforgos para o estabelecimento d'uma lei
fundamental accommodada s necessidades
reaes e circunstancias do estado e appropria-
rospeito e
nao h in-
gree, isso
in-o-matoT"
ni m,i i ores
m 0 snr.
do mesmo
Brunswick
de rer o
iii.i familia
IIU l.in.U
4~
ios; uinuoij. sjws w cspoisai
cmara e veremos, se a opinio pblicd que
tem sido ultrajada so a honra da cmara que
iuui sido eoiiipiomeiiuid DSO jera iT.S!S.Cr-
tesdoque toda a habilidado quo M. Berryer
possa desenvolver. Veremos. se Mr. Berryer
e s'eus collegas no so teem. collocado n'uma
posi'-io indefensavel que acharan, inpossivel
de justificar e defender perante o publico. A-
indaquo nao haja responsabilidade legal, ha
tesponsabilidade moral. Ilepresentai o papel I
da para promover e assegurar o ferdadeiro tn-
teresse de todos Sim reinem a sabedoria e a
justiga em toda a sua frca e unamos t)dos
o vinculo de mutua aleicao. Ao formarmos a
constituicao da nossa patria commum nao se-
jamos escassos de mutuas concessos mas ins-
pire-nos o guio-nos s o dosejo commum do
promover e consolidar a prosperidade do es-
tado.
Vos conheceis senhores, o meo amor
nocao o qual nunca mofaltou em circuns-
tancia ilguma ; e com este sontimento nao de-
sojo maior nem menor poder do que necussa-
rio para a seguranca e prosperidade da Grecia.
Facamos urna convencao reciproca,que,pela sua
conveniencia, possa dar-nos seguras esperances
dcestabilidadeeduragao.Todoomundo civilisado
lem os ollios itos em nos e a historia julgar
,l~ ^n-~ rA>e- -..l~-------------,.IJ
..w... w,..., iii t',1 3UU. Il.juuiii/^,
Eu abro esta assembla com plena con-
fianca no vosso Ilustrado patriotismo. Per-
.:('. r.....------- i '- i- '' "II- i-ffih-
..hu.i i.i n.-i tuj ouu iii/inium, -i^^.* -.. >uiii.u
ser benfica o vantajosa para a Creca. A pros-
peridade da Grecia e a minba supplica a
minha gloria. {Evening- Uail.)
O PADRE MATIILW.
Pariz 22 doselembro de 1843
Ha. actualmente na Grao-Bretanha um lio-
cia e as classes illustrtiJas
te protestantes o ac
sympalhia. I na ercun
diOcrente em Inglaterra,
a arvore genealgica
cuidado mesmo pelas pes
pretenedes democrticas,
O'Connell descendente d
modo por que fazein deri
dos Actios da antiga I
padre Matbew deseen
da maior antiguidade. Os Matbew do cas-
tello de Tilomas Town no condado de Tip-
perary sao originarios do principado de Gal-
les e fazein chegar o seu pedigree a Gwayth-
voed rei de Cardiga de quem descenda sr
David Matbew porta-estandarte do re Edu-
ard IV cujo tmulo existo ainda na calhedral
de Llandalf. Sem descer do ramo em ramo
por toda a arvore genealgica desta casa che-
gamos a Francisco Mathcw que foi nomeado
conde de Llanda!!, c quo morreo em 1800 ,
deixando na Irlanda mais de um milhaode ren-
da a sou lillio Esta grande fortuna conside-
ravolmento diminuida pelas extravagancias do
segundo conde passou em 1833 para sua ir-
maa lady Elisa Matbew que morreo o anno
i passado deixando os seus bens segundo se
nr.nc.p.o de ahst.nenaia total de todas as beb-! (|j/> a um Francez alliado a urna das maioros
das ospiri uosas. Nada consegoiro e fo. en- fam,M da ,r,anda
to que elles mesmos se dingirao ao padre Ma-
tbew pedindo-lhc que tentasse aquillo em u padre Matbew nao chegava pois como es-
qu-elles tinhao falhad*. O padre bomem trangeiro sociedade ingleta. Pertencia a-
pacifico e modesto notinba a menor ineli- ristocracia pelo seu nascimento ao povo pelos
naeao para essas empre/.as aventurosas ; bom seus trabalhos. Assim o vemos nos em Lon-
longo eslava elle ento de suopor que os seus dres recebendo atlengoes de todos. Os mi-
sermdes teriao tiio bom xito. Resisti por mui- nitros rendem homenagem no parlamento
lo tempo e principiou a trela com poooa J>OWlt do seu carcter j o lord-mayor da cida-
esperauea. (guando muito contava organi- (| aPoia publicamente as suas prt'gagoes ; os
sar una sociedade de alguna contenares de n- Iliteratos mais dislinctos fazein o seu conheci-
dividuos. A sua primera reunao pblica foilmentoi e a mesma imprensa protestante, sal-
celebrada no anno de 1838. Em pouco tempo, vo riras excepcoes, o recebe com respeito e
os teetot'illers como Ihes chamao por urna i muitas vezes vemos O padre agradecer aos jor-
corrupro de orthographia tjuo o uso ronsa- naes Je Londres o apio que Iho presto e
grou mulliplicrao-se em toda a Irlanda e l)ei'ir lres sulvas de applausos para o Times ;
dos pontos mais distantes mlbares de indi- os membros da nobresa dspulo entro si a hon-
viduos, homens mulheres e criangas, vierao ra de o terem sua mesa ; outros, como lord
Sfanhone razem-nn seus nrole?rire m n_
blico e o acompanhao aos hustingt. Nao se-
ra dostituido de interesse acompanharo padre
em alguma de suas excursoes em Londres ou
nos arrabaldes; mas declaremos primeiro por
em Cork na Irlanda urna sociedade sobro o
B I (>! auio.wil,.,,
Malhew.
.i-
Ento instrocom elle para viajar
pelos condados porque o povo s nelle tinha
f e os bebedores que quorio converter-se
diziio : Antes queremos andar cern milhas
para receber a sua bencao. Resisti por mui- 1uo modo e com que lormalidadeso recebi-
to tempo, allegando motivos que mostravao um ""o leetotaller.
conhecimento profundo do coracao humano ; Eis o teor da promessa :
diziaque as fadigas das viagens sobretudo das (( Promelto abster-mo de toda a bebida es-
viauensa p niio podio dcixar de produzir pirituosa amenos que me nao seja receitada
urna impressao forte sobre os espiritos e disci- como remedio por algum medico e contri-
plinar a vontado. Deixou pos por muitos an- ''U'r P0"" 'o^os os meos ao meu alcance
nos quo os neophvtas viessem procural-o de inipedir a intemperanca nos outros. O as-
todos os ngulos da Irlanda ; era urna sorte de pifante leetotaller ajoolha-se aos ps do padre
romaria cas palavras ira Cork [going to v pronuncia a formula : o apostlo da tempe-
Cork ) tornrao-se um proverbio. Mais tarde, ranea lanea-lhe a beneSo di/endn : I).....
imr'iii foi obrigado o padre Matbew ceder vos "bence c vos de frga para cumprir vossa
tantas instancias, eomprehendeo visitas pas- promessa. Depois d-lho urna medalha que
loraes. Por toda a parte alTluiao as popula- custa 1 shilling e um diploma de teetotaller,
goes sob seus passos e hoje como ja disse-ia.ue custa 1 penny. Os adversarios do padre
mot o leetoiallUmo conta na Irlanda Cinco j Matbew sem dvda distiliadores e cerve|ei-
milhes de proselvtos. | ros, procur.rao fazer acreditar, que esta dis-
O padre Matbew quiz continuar na Ingla-jtribuico de medalhas era urna especulago.
Ierra a obra que com tao bom xito emprehen- I Todos tratrao com o desprezo merecido esta
dera no seu paiz natal. J tinha visita- 'aecusacao interessada. A verdade 6 que as
do os condados do norte, mas ainda niio sociedides de teetotallers tem maior despe-
t:;.!.a Jo a Lnudio.e oi s no un pmMuv que *u uu 4u<-- leceia. O padre Malhew distribuio
coinugou a sua cruzada na metrpoli; O pa- I medalhas gratiUuienle por muito tempo de
dre na sua sua quaiidade de Irland z o de padre sorte que chegou a conlrahir dividas no valor
ca'ho'sco, nSo tidi esperar na Inglaterra- um i 6iiu un! libras esterlinas. Anda hojeu
acolhimcnto tilo enthusiastico espiritos tao I ello muitas vezes 1 schilling s crianeas quo la-
zem a promessa. Sabe-se quo frequentemente
tem recusado dadivas mu consideraveis e de-
pois nada Iho seria mais fcil do queobter di-
bem dispostos e urna concurrencia tao gran
de como na sua patria. Nao smente se a a-
cbar era contacto com um povo protestante e
rsciocioador seno que fazendo mesmo abs-
traccSo das diversidades de religiao e de raca ,
oscostumes inglezes, todiflercntcs doscos-idSS*-'.
nbeiro ; os quakers pariao 6 sua disposigao
cincoenta mil libras, logo que ello as pe-
/


%
'liM m Mr:r*vy--.#
A mcdalha um signal visivel, epalpavel des- A despeito de todos csles obstculos o pa-
tinado a rebordar incessantomenteao te*tntallers
a h.i promessa : traz-se pendente ao pescooo
com lila verde ou a/.ul. Como as votes ha inais
do mil individuos. que querem fazer a pro-
messa ou voto avanco suecessivaineiite para a
plata-frma ora grupos de 100 e 150 ojoc-
ibftO-S& 6 o podro Mathew passa diente delles
tocando-os com n niao um por um. Os protes-
tantes pdem deixar deajoelhar, mas quasi
semprt seguem o exemplo geral.
Eis o apostoto em Weslminsler. Tica dozo
horas successivas no lugar da reuniSo (hustings)
chovendo a cantaros sem comer nem beber ,
dando a sua benco a Tornadas continuas :
Viada, meus amigos di/, elle vindc Ingle-
zes, Irlandczes, Escossezos vinde promctter ,
que renunciareis aquillo, que teem sido causa
de tantos crimcs ncste ainado pai/.; ajoelhai-
vos e nao coris de o (azar em publico ; da-
mas, o cavalheiros vos teem dado o exemplo ,
imitai essecxcellente lord Stanhop, que fez vo-
to do temperanca como vs agora fateis. En-
tao chegao em multidao os convertidos ; sao de
todas a> COndicdOB de todas asreligioes, de
todos os mistares; contSo-se ahi padres hes-
[lanbes, ministros anglicanos, quakers, pres-
biterianos independentes, anabaptistas, ja-
deos soldados mulheres, oficiaes de poli-
ca locadores de gaita de folie da Escossia ,
que vo tangcndo em seus rudos instrumentos
arias de accao de graoas.
As reunios fazio-se em geral com grande
apparato ; as sociedades de temperanca iao em
procissao com penddes cobortos de emblemas :
vinho depois as crianeas das escolas catholicas,
ou dissidenlos, e meninas vestidas de branco le-
vando bandeiras do soda com distinctivos. O
padre Mathew abstinba-so sempre do menor
proselvlismo religioso fazendo da causa de
abstinencia urna causa commum ; mas o zelo
dos seus adherentes irlandezas, e catholicos tra-
zia algumas vezes demonstraeocs, que compro-
mottio. Assim, em urna das reunioes de Lon-
dres as sociedades catholicas, com bandas
verdes, e cruzas da procissao, for5o arvorar so-
bre a plata forma urna bandeira grande de seda
verde na qual se via de um lado a imagem de
S. Patricio padroeiro da Irlanda com a do
padre Mathew em batina, e por baxo estas pa-
lavras: O apostlos da Irlanda. No reverso
via-se S. Eloy de joelhos diante de dous cora-
coes sanguentos alravessados por urna cruz. O
padre Mathew chegava em carruagem descober-
ta cem algumas senhoras. Era domingo: pri
inciro escndalo. Eis que no mesmo momen-
to sahem os protestantes de urna igreja prxima,
e vendo a bandeira arvorada sobre a plata-fr-
ina comeeo a murmurar. Um delles sobe a
plata-lrma, e dirigindo-se ao padre diz-lbe
que se ellos veem all como teelotallers nao
veern como jesutas, nem para ver santos |npis
tas fluctuar por cima de suas cabecas. E os Ir-
landozcs co.ecao a gritar : Fra Fa/e ca-
lar esse bomem, que, insulta os apostlos
Ludo issoser bom na Irlanda, mas ncste paiz
nao serve. Abaixo a bandeira. A desordem
esta no seu auge, c os dous partidos promptos
virem os aGs aPeiO amor de eos, di/, o padre
Mathew aos seus partidarios tirai a bandeira.
Se nao houvesse senao 5. Patricio, o eu. naaa
diriao idos; mas Santo Eloy 6 que ellos nao
quereui A final 6 arrciada a aziaga bandei
TU, e a reunio ronlinija t r;i tul n i i la mi'n ti.
Urna opposic.ao de outro genero que apre-
sentava algumas ve/es as secnas mais burlescas ,
era a dos taberneiros. Estes fazao reunio con-
tra rcunio, levantvo altar contra altar. A
trezenlos.ouquatrocenlos passos da plata-lrma
da abstinencia,erigido lambcm plata-formas co-
bertas de barris, cujo conteudo era liheralmen-
te distribuido aos assistentes. Ao passo, que as
sociedades de teelotallers chegvao com as suas
cintas verdes, e medalhas os anti-leetotallers
pregavo nos chapeos cartas de papolo com a
seguinte nscripco : Siembros do club do l-
pulo, e ao poscoco trazio pendente a sua me-
(iaiia Stoe, urna medida de meio quartilho
Ouandos padraqueriii IfiarcomeCBVS nma bu-
lla infernal do assubios, e do grunliidos; o pa-
cifico apostlo renunciava esperanza de fazer-
so ouvir, descia da plata-frma c ia dar a sua
bencao e receber o voto das lomadas, que se
apresentvo; mas entao os soldados da cerveja
e da genebra apertvo os que estavao de joe-
lhos, o derribavao-os uns sobre outros como
soldados de cartas.
Outra tctica dos anti-teetotallers era dise-
minar em todos os lugares onde bavia reunio,
barracas, ou lojas ambulantes, onde vendio
com grande rebate cerveja, genebra, c ginger-
heer. Os inelizes, que ebegavo com a mais
sincera intenco de se converterem, encontran-
do a caila passo pedrasd escndalo vendo por
toda a parto urna logio de Ganymcdes com as
formas U mais seductoras e mil RIOS que
Ihes olerecio o copo encantador, suecumbioo,
tenticao, eangolfavSa-se ainda mais no pec-
cado, que vribo abjurar.
dre Mathew antes de sabir do Londres fez
80,000 teelotallers e boje anda percorrendo
as cidades manufacturaras do norte. Ter a-
cliado ahi a miseria o o vicio; populachos co-
mo a do Paisley que gaslo dous milhoes em
bebidas espirituosas no mesmo anno em que re-
clamao soccorros do pailamonto ; cidades co-
mo Glasgow i ondo ha tres mil lojas do agur-
dente e onde o consumo de bebidas espirituo-
sos absorvo perto de 2o milhoes por annos como
Shefield onde s em cerveja se gastava mais
do dez m i I hiles por anno. Em Londres o con-
sumo annual de bebidas espirituosas excede a
75 milhoes; o numero de estahelecimenlos on-
de exclusivamente se vende genebra ewhiskey
excedo o de todas as padarias talhos de carne,
&c. juntos. Os Inglezes que eslao sempre
promptos facer toda a casta de estatisticas ,
calcularen, que os 35 milhoes de galldes de be-
bidas espirituosas consumidas na Gro-Breta-
nha formarlo um lago, que teria 3 ps de fun-
do 48 milbas do comprimento c 60 de lar-
gura.
E esta fontc inesgotavel de vicios, dedegra-
dacao, c de crimcs que o padre Mathew to-
mou por tarefa seccar. Ja fez muito e tanto ,
que a renda do thesouro disso se resenlio a
ponto de declarar no parlamento o governo in-
gle* que os progressos do teetotallismo erao
urna das causas do dficit Mas, dizia o apos-
tlo d'abstinencia se a renda sobre as bebidas
ilimi'iue diminuir tamhcm o crime ; sea
caita dos distilladorcs nao se anche as pris5es,
e as casas dos doudos tambero se nao eneberd ;
seas tabernas se fecbo os casas dos quo em-
prstito sobre penhores se echard tamboril
Cinco a seis milbdes de individuos fi/rao vo-
to de no beberem senao agua, o cha. Cum-
prir ellos fielmente a sua promessa ? o que
nao sabemos, ou antes, o que duvidamos. Mas
mesmo quando muitos delles nao a cumprirem
senao durante um anno durante seis mezes,
nao ser isso mesmo um bem real ? Eis o gran-
de o immenso resultado pratico que terao
produzido os trabalbos do padre Mathew n
conversao permanente, ou momentnea de
grande numero de bebados. Nao joigamos, que
as conquistas do teetotallismo possao d'ora em
diante estender-se muito. Limitar-se-hio pro-
vavelmcnte a Gro-Bretanha, o em particular
Irlanda. Mesmo na Inglaterra o maior numero
de convertidos gente da Irlanda ; e assim ,
que em Londres o bairro de S. Giles e em
Manchcster o da Litle Ireland forjo o princi-
pal Ihealro de seus trabalbos. Se a embriaguez
tao geral nesta elasse 6 porque a miseria
ahi tao geral como profunda. Esses desgrana-
dos bebem mas muitas vezes nocomem.
No paiz onde ha menos miseria, a abstinen-
cia total teria poucosquito; podo dizcr-seat
que nao prehencheria o mesmo fim. Os tra
balbos duros exigem o uso de urna bebida mais
generosa, do que a agua, ou o cha duas sor-
tes de lquidos cuja di (Te renca, nem todos co-
nhocem. E pois nos paisa* onde a condicao
das classes laboriosas Ihes permitte o uso dn cer-
veja edovinbo, nao smente seria difficil ,
senao que nao seria mesmo salutar prohibir-
Ibes essag bebidas.
A abstinencia total nao pode ser verdadera-
mente til senao a urna populacao, que, sendo
tao miseravol que nao pode fazer iisojro be-
i j., .,.. i, ,,.

pirituosas.
O teetotallismo conservar pois um carcter
sobretudo irlandez e at este ponto ser um
verdadeiro bem Para poder apreciar os effei-
tos salutares produzidos por esta reforma, com-
pro ver o horrivel espectculo, que apresento,
as grandes cidades inglezas os costumesdas
classes pobres; mistar ter visto os homens ,
as mulheres, e as crianeas apinbarem-se nessas
tabernas cobertas de espelhos c de dourados a
que chamo palacios de Genebra e onde a fo-
mc, c a corrupcao, engendrando-se urna mi-
tra, estabelecrao o seu throno. Mas que nem
por isso os felizes desviem dahi seus olhos com
Jernnsiado desgosto ; !rr>hrm-c> ">" >5g so-
monte o pobre procura muitas vezes em urna
excitacao facticia a reparacao de suas frcas, se-
na.) tambem o esquecimento de suas penas ; re-
cordem-se dessas palavras tocantes de um gran-
de pensador: Hebc-se o esquecimento das do-
res. Encho-me de indignacao quando vejo ho-
mens a quem a vida fcil exprobrar duramen-
te o pobre que bebe vinho, e nao tem pao.
Que coracao tem essa gente que nao conhece
urna miseria maior que a de ter fome
(Jornal do Commercio.)
UM CONTRASTE COM 0 PADRE MATHEW.
A ga/eta de colonia pblica sob a data
de Hamburgo 9 de setembro o seguinte
aitigo :
<< A ordem foi hontem perturbada. Um
fulano Bocker imaginou fundar urna associaeiio
diametralmeiue opposta do padre Mathew.
i Tralava-so simplesmente do reonioes para be-
ber vinho. DeviSo os mombros prometler be-
ber e lhdar sociedades alegres; Nao faltro
proselytos, sobretudo as classes medias. Hon-
tem devia ter lugar a primeira reunio ; mas a
autoridad nterveio. Em consequencia dossa
prohibidlo os mombros da sociedado elerro-
se logo a 2,000 Escolheo-so urna hospedara
no territorio dnamarquez da vi'inhanca e
para ver regressar os alegres convivas da socie-
dade de Baccb, tinha-se reunido hontem
grande ulime^o do pessoas na porta de Aliona.
Salvro com acclamacoes geraes os mombros
da uniao que voltayao uns atraz dos outros.
O commandante da guarda chamou para refor-
co alguns homens de cavallaria. Tndo estes
tentado rechacar a multidao principiou-se a
assobiar e a gritar, o logo depois ficroem
pedacos os lampiSes e janellas do corpS da
guarda. Os soldados comecro ento atirar
com plvora secca ; retorquio a multidao de
povo quebrando os lampides das ras adjacen -
tes. Duron o motm at meia noute. Resta
agora saber se as classes baixas, que esto
n'um estado de irrtaco permanente nao pef-
lurbaro novamente a ordem na primeira oc-
casiao que se oflereter. [Dbats.)
{dem.)
Variedade.
OCARAPUCEIBO.
Continuaco do problema Se os seculos itus*
Irados serijo os mais virtuosos.
Consideraco sobre a Inglaterra.
O restabelccimento de Carlos II pde-se con-
siderar como a poca da creacao das sciencias c
artas em Inglaterra. Esta sempre foi abundan-
te em homens doutos, e em talentos da primei-
ra magnitudc; porm seu mrito ignorado no
povo, e na cflrteostava como encerrado as uni-
versidades do Cambridge, o Oxford. Carlos II
estabeleceoom Whiteball as musas, que o ha-
vio consolado as maiores afllicces, e traba-
lbos da sua adversa fortuna. Os talentos, o Ros-
to, a galantaria segulrao as muzas at White-
ball, oderao a Inglaterra o novo espectculo de
urna corte engenhosn, delicada, polida, o culti-
vada. Rochester, Bukingbam, Hoscomon, Saint-
Evermont, o o cavalleiro de Grammont (estes
dous ltimos oro Francezosl homens dignos da
antiga Alhenas, erao" a alma, as delicias, e os o-
raculos d'aauclla brilhant corte. No centro dos
praseres, do deleite, e d'uma activa oclosidade
reedificou Carlos II a cidade de Londres, igua-
lando sua magnificencia sua estenso o gran-
desa. Laucn os alicorees igreja de S. Paulo,
conformo a planta, que a devia fazer a segunda
baslica da europa. Estabeleceo a sociedade real,
Tez florecer as sciencias, animou os talentos, a-
perfeicoou as artes uteis, fez naturaes de Ingla-
terra o gosto, e o amor do bello.
Os que conbecem as memorias do cavalleiro
de Grammont podero julgar do efleito deste es-
tabelecimento dos artes, e sciencias nos costu-
mes da corte de Inglateira. Pelo que diz respei-
to aos da nacao em geral todos os papis, todos
os escriptos, todas as obras dictadas por mais de
um seculo pelo patriotismo inglez estad cheias
de queixas, e suspiros contra a depravacao, e
uerda dos Ingczes. Menos agrmente acensan a
memoria de Carlos II pela sessao de Dunkerke,
do que pelo commercio, que o seu exemplo es-
tabeleceo entre a cidade de Londres, o a ra de
S. Honorato de Pariz, commercio. que, segundo
os zelosos reformadores, levantou o gosto do lu-
XO, das modas, e dos ohjeetos frivolos nhri as
ruinas da modestia,, eda solidez, ou da nobre
simplicidade dos antigos costumes inglezes.
A pintura, queja copiamos, dos costumes do
secuto deLuiz XIVr polo padre Rapin, um re-
tracto fiel dos costumes de todos os seculos cul-
tos. Aquel les (orniosos seculos sao tristes ecbos
dos mesmos gemidos sobre a depravacao dos
costumes, o dos mesmos prantos da fgida da
idade d'ouro, que as sciencias, parece, arrojan
de todos os paizes, em que se manifestad. O E-
gypto, as successivamenteo asilo d'aquella ditosa idade,
que depois smente existi na memoria dos ho-
mens, 6 as risonhas pinturas da poesa.
Atbenas cultivada, Alhenas douta, Alhenas
engenhosa suspirava pela antiga simplicidade,
InniiPSfl va ahanHnnaflo. Adorsvs em Hr"n"-
ro os costumes das primeiras idades, que tao ao
vivo vemos pintadas na Illiada, e na Odyssea.
As glogas, o as gergicas de Virgilio forao as
delicias da corto de Augusto. Os prazeres de
una vida simples, innocente, o laboriosa teem
um direito, que nao prescerve nos coraedes dos
homens, ainda no meio da maior corrupcao.
Bem sei, que os seculos iliustrados sao mais
fecundos em recursos, e em meios, o at em ex-
pedientes para purificar os costumes; mas estes
recursos indicad mais a enfermidade, do que a
cura. LcoiDrarem-me aquella admirave polti-
ca estabelecida nos seculos de Augusto do Leo
X, e de Luir. XIV ser o mesmo que intentarem
provar-ue corn o r.r.w...",.:. s existencia uu vene-
no. A historia a*os remedios a historia dos
males, que allligem a humanidade. assim como
as leis sao provas das desordens, que as fazem
necessarias.
Se quizessemos buscar o elTeilo das artes, e
sciencias nos costumes dos que as cultivan, fsto
, dos doutos,e dos engonlios, que teem honra-
do os melhores seculos, as suas obras, ou a ua
conducta nos acabariaodn mostrar quad perto
auda das luzos d>> entendimento a corrupcao do
corago. Nao entro em nenhuma individualida-
dc. nem examinarei como vivCra entre si os o-
raculosdos seculos cultos, e illusirados. Quan-
tas ancdotas lastimosas, qtiantas verdades a-
margas nao tirara das IrevaS e9tc primeiro pon-
to B no segundo, nos seculos, de que se trac-
to, quantos doutos, quantos artistas, quantos
autores contaramos, que podessem discr corrr
Erasmo na epstola a BorpioViv na resolucao
de conservaras lettrassempre puras, sempro in-
nocentes,sem as contaminar com un nico voca-
bulo, que patentcasse, ou desso a conhecer al-
gum mal, ou defeito alheio!
As sciencias passao: sua luz como a de um
relmpago, vive," e morro no mesmo instante.
Mas que latalidade! Em lugar do vermos, que a
corrupcao dos costumes segu a mesma marcha
da decadencia das artos, c sciencias, se perpe-
ta, e sobrevive, digamol-o assim, sua queda.
Que atalidade! Que pena, que nao torncm os
coraedes, como os engenbos, ao estado antigo!
Por que rasno os Gregos actuaes envoltos ha.
tantos seculos as trovas da ignorancia nao tocia
visto renascer entre si os costumes das primei-
ras idades da Grecia ? Por quo rasao os Boma-
nos, depois da sua degradacad, nao tornrad a
merecer a virlude 1 Sad estos os problemas, que
mais humilliao, ou aviltad a humanidade. As
sciencias parecem-se com herancas fantsticas,
que s doixad aos quo nellas entrad dividas,
pleitos, e urna pobresa soberba, epresumpeosa:
heranca tanto mais perigosa para os que sao
chamados a ellas, quanlo mais cheias estad dos
vicios de seus primeiros possuidores.
Assim passrad (recia as sciencias com a
effeminocao, e todos os vicios do Egypt.i, o da
Asia. Passrad Boma com as riquesas, o com
os vicios da Grecia. Ditosas seriad as naedes
cultas da Europa, se nao tivessem entrado de
posse das riquesas de Boma, e da Grecia Ovi-
dio depois de haver pintado os novos costu-
mes no imperio de Augusto, diz
Louvea outros as drogas d'antiqualha;
Qu'eu dou-me os parobens de ter nascido
Nesta idade tao apta a meus costumes.
E neslas sontencas onde se devem buscar as
causas da propagado dos seculos cultos, s se-
culos seguintes, sao o reinado d'aquelie genio
conhecido hoje com o nome de superficialidadc,
e loquacidado, genio vao, ftil, inimigo da cul-
tura, da sugeico, o do trabalho, e que nao al-
livia da pena de pensar aos que o poasuem.
Quando ferrugem tal o animo investe
Mu de balde esperamos, quo so posso
Produsir obras taes, que se conserven
Dentro em cofres do cedro, ou de Cypreste.
diz Horacio. Assim como este engenho 6 inef-
ficaz para levantar, o formar grandes homens
em todo o genero, efikacissimo para desenca-
jar os vicios, o pcrpetual-os na decadencia, o
na ruina das sciencias. Osq^i veem depois des-
tes seculos bebem com o lere este genio, o es-
tes novos costumes. E que produscm ? Uns t-
midos imitadores dos seculos precedentes, en-
genhos Iracos, enfermos, e sem vigor, escravos
da moda, do capricho, e do mo gosto, adora-
dores nao do formoso, do grande, e do sublime,
mas doestravaganto e monstruoso. Tuda nel-
los obscuro, o alambicado; homens tad falsos
de coracao, como de engenho; e parece, que se
esforcad em remir com os vicios de um o que
Ibes faltado outro; Gregos emlim taes, como
os que nos piuu a iiisiona no uwpi os suc-
cessos de Alexandre, ou Romanos taes, quaes os
pinto cr suassatyraso vehemente Juvena!. Sao
estes os funestos destrocos, os signaes, quo dei-
xrad as sciencias, e as artes em todos os pai-
zes, que as muzas honrrao successivamente
com a sua presenca, e que iusiiiad cum os
seus beneficios.
Mas o que concluiremos de quanlo bavemos
dito? Por ventura imitacao do misntropo
philosopho de Genebra seremos os apologistas
da barbaridade, proscrevendo as lettras ? Nao
cerlamento. Mu apreciaveis, mui uteis, mui
proveitosassao as artes e sciencias; mas quan-
do? Quando andao de parceria coma rcligiad,
o com a moral; porque sem estas as lettras nao
so sonad vaidades, e meios mais ellicazes para
a corrupcao. O homom implo ou incrdulo,
por via de regra tanto mais nocivo socieda-
de, quanto maiores sao os seus talentos, ornis
estensos os seus conhecimentos. Em vordade
do que serve Ilustrar o entendimento, se se nao
cuida principalmente em formar o coracao?
Nisto que est todo o segredo da educa?ao dos
povos. (Trad.J
Os passa-lempos do Natal.
estcotempo da mor parlo da gento sa-
hir da capital para o campo, aim de fugir
intenca calma e por outra parte espairecer po-
los aprasiveis sitios dos nossos arrebaides. Os
mais procurados sao os que bordadas gracio-
sas margeos do Capibaribe desde o lugar de
Bemfica al os Apipueos: mas alguns gosto do
Bebiribe, da r.oa-viagem, o uaS una quem saia
da cidade do Kecila para passar a fjeata na cida-
de de Olinda. Sao gostos, e em g<*tos nao de-
te bave disputas. /
Esta quadra. que para todos tad agradavel,
s amargurada para os cavallos, para os es-
eravos, e para a mor parte dos pais de familias.
Os cavallos, coitados! sad bem esfregados por
este tempo; porque andad em continuas via-
gens, e passeios; e algun ha tad atormentados,
que sao os quo pagad as cusas decertos nomo-


ricos emporrados. Xas tardes principalmente
<],,, domingos, e das santos podem-ge ver as
correras de .Muiros, que ha por essas estradas.
Enlad voem-se cavallos de todos os moldes, de
todas as cores, e de todas as colbe^orias, des-
de o utais posado sendeiro at o mais guapo, e
brioso ginete, c palafrn).
lin joven com grandes gadelhassoltas mer-
co dos ventos, com urnas barbas de rci de copas,
charuto do tamaito d'um ardite a uin canto
da bocea, armado d'um caibro arvoradoem ben-
gala, s vezes de oculos lixos, choteando, esqui-
pandO, ou correndo a cavallo estar inuito lon-
go de parecer urna caricatura ? E corno assenta
pom sobr'easos cabellos, e barbas de profeta o
bonesinho francet! Assim pouco mais ou mo-
nos j;'i vi urna pintura de I). Quixnte com o seu
complente rimo de Mambriiio na cabecil, que
era iiem mais, nem monos, que urna baca de
barbabeiro: e 6 de advertir, que ha sujeitinlto
d-'stes, que vivo cscanchadu no cavailo todo o
santo dia sem destino, apostando carreiras, e
levando boas quedas por divertimonto Quo lhe
faca bom proveito. Estes passeadores andad
quasi seinpre como divididos ein esquadroes.
Se nao ha quem os observe por essas estradas ,
algumas vezes la pdemos cavallos a passo.ou no
carrego do meio, a que alguns matutos chamad
quibi'be: mas ein avistando mocas nao ha quem
os contenha, chega as esporas aos animaos, e
correm a toda a bride, como se fossem ordo-
naneas, em sorvico de campanha, levantando
urna nuvoin do p, que afoga tudo, e ftzendo
mido gente; por que parecen) sganos f-
gidos.
Os escravos, ja so sabe, viven) lodo o dia na
estrada, carrejando panacs, tipoias, tratando
de cavallos, etc. etc. Os pais de familias pela
mor parte loem de lser maioros despesas ja com
alugueis de casas de campo, ja ctni os eneros,
quedevem sortira dispensa, com visitas, quo
nunca faltad, e j com allaias, novos trajes, al-
ias, eloucainhas para as mulheres, e mais para
asninas; ese tem Ribos espigados, estes quo-
"rem tantos pares de calsas, tantas bruzameas,
tantas duzias de coletos, de sapatos, do botins,
tantas alcalifinhas do seda para gravatas, o a-
lm disto cavallo osquipador de 150 -200S rs.,
afora o competente selim ingles de mola, e do
couro de porco.
Este o tempo proprio das novenas, dos pre-
sepios, das partidas, dos bailes, dos passcio--, e
as senhoras de ordinario querem achar-se ein
tudo. Para multa gente US festividades religio-
sas nada importad, como taes; o s servem de
pretexto ou motivo do sucias, de pagodes, de
divertimonto em suinina. No mesmo caso es-
tad os taes presepios do Menino Dos. Os ma-
ganos voa para elles, como as abclhas para o
coi tico; e toda a suadevocao dedica-se s pas-
torinhas, as quaos da sua parte esmerad-so por
Icsempcnhar a sua commissad, roboleando-sc
seoundum arlem para maior gloria de Dos, o e-
diflcacaS dos peccadpres!...
Que bolsa haver tad reclteada, quo possa
satislazer a todas as exigencias de urna senliora
do bom tom O vestido, que hojo servio, j a-
inanha deve icar apposentado, o mesmo acon-
tece aos chales, s mantas, e a tudo: quer-se
trajar no ultimo apuro da moda, e bom se ve.
que a moda consiste na continua variedade.
Cada figurino que cliega de Pariz pode-se di-
zer que urna leltra sacada contra os maridos,
pais, irmaos eco. Em os nossos bailes par-
tidas, Ove. reina inlelizmento a maior emula-
,.n- ta
i' |m ii r
divertimonto, e delicioso recrclo todas as an-
gustias do inferno. No dardo baile ha sujelto,
que se rcgalou : volta para casa tendo perdi-
do 500^000 rs. e mais I Mas l osla a mu-
Iher, l estao os fillios, l esto os fmulos ,
que sao os que pago as favas ; porque o nosso
homem nao podendo romper com os que lhe
ganbrSo o dinheiro vinga-sa na familia ; por
tudo pega, de tudo se zanga, ralba deludo
Eu nao conheco dinheiro mais mal emprogado ,
do que o que so perde ao Jdgo, Mas parece,
que este entra tambem nos preceitos do bom
tom; eocerto, quo para jogar sempre ha
dinheiro.
Tenho visto em mezas do jdgosujeitinhos,
que me pdem de queixo cahido ; porque os seus
rditos nao excedom de 500 a GOOgOOO rs. an-
imaos: entretanto as suas sed u I as sao tao n-
consumptiveis, e milagrosas que nao so che-
gao para o seu tratamento mui decente senao
que lhe sobejao para fazer ao jdgo paradas de
cent, eduzentos mil reis! Ouem sabe, se ha
sedulas fnicas, e que sao ovadas, como pei-
xes? O certo que para muitos as taes se-
dulas sao machas ; mas para cortos pelotiquei-
ros sao femeas, e mui prolilicas. Ha porm
quem assevre, que alguns Adonis que as-
sim galeno, o casquilhosem se lites conhecer
posses para tanto tudo devem habilida-
des manuaes; porque cada um destes um
Pinctti.
Finalmente 6 este o tempo dos jantares ,
dos pagodes, das coinezainas, dos banhos,
&e. etc., e conseguintemente das constiparnos,
dos estupores, das indigestos e das apople-
xias. Grande safra para a gento da Escula-
pio Al as senhoras, que, por nao engor-
daren), comem animalmente por oncas, sa-
hnt um pouco deste rgimen, o l chupo
seu caju/.inlto, sua manga, e as vezes at so
aventurSo as (ojeadas sem modo d'empanzlna-
rcm. Sao animosas!
THEATRU PUBLICO.
SABBADO 13 DO CORRENTE.
CLIMA REPRESETACAO
da
COMPANHIA RAVEL.
1.* parto.
Tero principio o espectculo s 8 horas cm
ponto pela overtura de
Zamp;
Avisos diversos
tmS -.'JJJ------------------..'JILi-IHW
^CIO,
Ilfandega.
Kendimento do dia 12......... 12:6108679
DescarregUo hoje 13.
BarcaThoinaz-Mellar -diversos gneros.
BarcaVavarre arinha, bolaxa e barricas
vasias.
Brigue//me/Vabalas cebollas e alhos.
Escuna Antejediversos gneros.
PatachoXovo-congresso- difieren tes gneros.
Briguo Augustopodra marmorc.
BarcaGabritllasal.
Hovimento do Porto
y avio entrado no dia 12.
Lisboa; 28 lias, brigue porluguez S. Domin-
ga, de 200 toneladas, capillo Manoel Gon-
calves Viannn, equipagom lo, carga vinho,
vinagre o sal; a consignacao do Mendos &
Uliveira.
geHaraco>s
\au p*/iv|uu ua ji-ihik'-j fUt'iuiil i-
ni.ni.-ira que nenliiima sobrsala a outra, sem
iLU.-ii,.i s respectivas posees. Luda qua! diz
de si mesilla Neilhumu ntelhor, (lo :pjo
ou ; e com taes sentimontos qual a que se
resigna a (rajar mais simples, o pobremente ?
. i i .11,- l...... 4*l--------:_-
Al)''/.,II II.1S UCIlua jiuiu* ki.i i uo.iuilhlim hii
titearas dos nossos republiqueiros, apezar da
sua lastimosa manta dequererein kfortiri de-
mocratizar o Brasil, os Tactos o circunstancias
deste provo sobejamente, que talvez nao baja
na superlicie do globo um paiz de tanta aristo-
cracia o que a ineuver nao procede, senao
.da cscravaria. No Brasil em qualquer tendo a
pelle um pouco mais clara, nao s alardeado
branco puro, o extreme, senao tambem de
nobre e descendente das mais Ilustres familias
da Europa ; e cm consequencia desta prezump-
co reina entro as costas um ciumo implu-
cavel.
Os bailes j se sabe oque sao. Quadrilias ,
quadriihaS, eincessantemcntcquadrilhas. Nao
ha outro d.vertimento. A cantoria est pros-
cripta do ritual do bom tom. Nao se aumii-
tom, senao essas montonas contradansas,
quo parecein a bem conltecida farsa dos rccrulas
n'aldeia; porque mettem-soem reslea para dan-
zar morbos, e velhos, e at meninos. Urna re-
velases: com ares do abbadessa muitas vezes
tom poi seu par a um cupidinho de iS annos ;
um vellio oarunchoso, e decrepito dansa com a
mais guapa, e vicosa joven da companhia. Se-
ifl a senliora obesa, e bojuda como urna jar-
ra ou inagrinlia, e delgada como urna chi-
'. ,.in-,n tnttna nri i a i entre!!!?? finalmente
estuporados, aleijados, tortis, carcundas,
Esopos, Berthoidos, Tersitos, Megeras, Te-
siphones. e Ceidlas tudo serve, tudo entra
para as quadrilias
Em quanto uns estao entretidos com a pelli-
ca das quadrilias: chamo-Iba peitica por ser
este um passaio duma monotona decanto,
que iocommoda) os devotos dojdgo estao fer;
rados no divinal t'ecart, allligindo-se, morti-
jcando-se, e levantando em seus coracoes por
tf
Para o Rio-Grande-do- ul recebo a
malla no dia 15 o bergantina Principe impe-
rial.
__ Para o Rio-do-Janeiro recebe a malla
l.:., 1 > I.,.- ... ..i;... Gnntn. Mnrin
- Para Lisboa iccebe a malla o patacho
Tarujo segundo no dia 20 do corrente.
= O primeiroescripturario da meza do ren-
das interstas provinciaes desta cidade.abaixo as-
signado, tendo sido encarregado pelo sr. escri-
vo, o administrador de proceder ao lancamcn-
to da decima dos predios urbanos do bairrodo
Rocife avisa aos srs. proprietarios, e mais pes-
soas interossadas em dito langamento que d
principio ao mesmo em 3 do prezente mez. Me-
za de rendas internas provinciaes 2dcaneiro
de 18H. Jos Guedes Salgueiro.
z= O segundo escriturario da me/a de ren-
das internas provinciaes desta cidade, abaixo as-
signado, tenuo siuo cc,5rr."g5..o peo sr. cscr-
vao e administrador de proceder ao lancamen-
to da decima dos predios urbanos do bairro da
Boa-vista a\i/aaossrs. proprietarios, e mais
pessoas interessadas em dito lanyamcnto que
da principio ao mesmo em o dia 3 do corrente
mez. Meza do rendas internas provinciaes 2
ue Janeiro de 184.
Francisco d Paula e Silva.
O abaixo assignado, encarregado do len-
camente da decima dos predios urbanos do ba-
irro de S. Antonio desta cidade, avisa aos srs.
proprietarios fl a quem convier, que no dia
3 do corrento principia o lancamento da refe-
rida decima, assim como previne aos inquili-
nos das casas quo lenhao promptos os recibos
do aluguer das mencionadas casas. Recite 2 de
Janeiro de 18H. O t escripturario ,
JoSo Ignacio do Reg.
executada em sraado
orchostra dirigida por
.Mr. Eugenio i'enelon e seguida das
Estatuas gyrantes
pela companhia Ravel.
Estudos de estatuas antigs e idaos de mar-
more, dispostas de modo, que estes bellos gru-
pos de liguras poderd ser vistos de todos os
pontos.
N. 1. O gladiador moribundo Atlas susten-
tando o globo o gladiador combatendo.
2. Hercules sufocando a Enthco os Pugillis-
tas.
3. O juramento dos Horacios.
\. A partida dos Horacios indo decidir da
serte dos Romanos em combato com os Cu-
riacios, Discbolo em accao.
o. Cincinato atando a sandalha o amolador ,
o gladiador em de fe/a o ultimo suspiro do
gladiador,
fi. David conquistador. Goliah Hercules, c
Ach Ion.
7. Grupo de estatuas da antiguidade.
8. Hercules em repouso ; um pai salvando o
seo fillio .lo diluvio ; grupo dal do Da-
vid.
9. Os derradeiros esforcos de um gladiador;
Gamillo voltando do combalo.
10. Os habitantes do Troia levando o corpo
de Heitor para ser queimado.
11. Prometheo agrillioado por ordem do Vul-
cano ; o vo de Mercurio
El Zapateado de Cdiz ,
pela gentil madama Len Giavelly.
O galope ideal
para grande orebestra composto por
Mr. Eugenio Fenelon.
Dansa variada sem maromba.
N. 1. Dansa variada sem maromba por Mr.
Francisco Ravel.
2 Dansa de fdrea e deelevacao pelo celebre gra-
dos o Mr. Len Giavelly.
3. Dansa de bandeiras pela celebro Madama
Martin Giavelly.
4. Scena do guerreiro pelo pequeo amor de
3 anuos e meio de idade.
5 Mr. Garlos Wintlier o mais elegante c o
primeiro dansarino de corda do mundo, con-
cluir estas dansascom novse maravilhosos
excrcicios.
Intermito de 15 minutos.
2.' parte.
Zanetta ,
Overtura em grande nrcliestra.
Findar-se-ha o espectculo pela pantomi-
ma
Jocko ou o macaco do Brasil.
IUstribuicSo.
Jocko ou o macaco do Brasil representa-
do polo mlehre Mr. Joseph Marceti que ten)
nbtulo em toda a parte os mais vivos applausos.
Fernando rico lavradorMr. L. Ferin.
Pedro, administrador de Fernando Mr.
Len Giavelly.
Lourenco carcter cmico Mr. Francisco
Kavei.
Domingos criado de Lourenco Mr. Carlos
Wintlter.
Jacques, ordenanca de PedroMr. Martin
Giavolly.
Senhora do FernandoMadama Eugenia Fe-
nelon.
Cora, pupilla le PedroMadama Martin Gia-
velly.
Julio," filho de FernandoO pequeo a-
mor.
Camponezes, Invradores, Sc.
Pregas de entrada.
Camarotes da 1. ordem, ns. 1 e 2 8,000
reis; os seguintes 5,000 rs.
n-------uIa. A ~.*lv r^t.rft no n Q
' -'l i r i i "" w wi^\-.. '""'*' "- v
12.000 rs. ; os seguintes 6.000 rs.
Camarotes da 3.1 ordem, ns. 1 e2, i.OOOrs;
os seguintes 3,000 rs.
Frestas 1.500 rs. ; plateia 1.000 rs.; casue-
las 500 rs. %
Avis o raaritimos.
Para Hamburgo ou outro qualquer por-
to freta-sc o vcieiro brigue ingiez iceny oi-
rado e encavilhado le cobre de 1 classe ;
ospretendentes'dirijao-se aos consignatarios Me.
Laimonics; C.
Para qualquer porto da Europa reta-se
a galiota belga Mercator, forrada,cencavilhada
de cobre,deprimeira classe (A.l ). capitad Von
Coppennole; os pretendentes dirijad-se aos
consignatarios Mc.Calmont & Companhia.
d
Pretende-se abrir urna aula de primeiras
lettras, na Hua-imperial-do-attcrro; as pessoas
que quizerem-se utjlisar deste cornmodo, diri-
a-se delronte do viveiro do Muniz n. 55.
Na rua de Santa Bita casa n. 83, lava-se
eengomma-se roupa com toda a perioicao o
cuidado, e por muilo coinmodo preco.
Lancon Pire S File Hkeimi.
Tendo o vinho Chainpanbe manufac-
turado pelos fabricantes cima mencionados ,
conseguido a mais decidida 0 bem merecida
repulaclo dos amadores desta tBo deliciosa be-
bida ; e acontecendo que alguein nesta cida-
de estoja no habito de applicar falsos rtulos ,
ou imitaco dos vcrdadeiros em oulros vinhos
contrafeitos, ou de qualidades inleriores cn-
ganando-so por tal forma aos consumidores ,
em quanto que se nao tem provado a qualida-
de : para evitar a continuarn de qupixiis fci-
tas aos abaixo assignados so laz aviso ao p-
blico que 0 vinho verdadeiro alm dos
rtulos no exterior dassgarrafas, trazein estas
as rdlhas estampadas com o nome dos fabrican-
tes os snrs. Lancon Pre & Fils Rheims,
e sem o que nao o propriamente genuino.
Me. Calmont \ ".
- Tirao-se passaportes para qualquer parte,
com brevidade, por milito menos prec,o, que ou-
tra qualquer pessoa; a tratar no becco do Loba-
to que lica na rua de S. Tbereza casa n. 2 :
assim como na mesma casa faz-se vestidos do
todas qualidades inuito bem leitos, c por preco
inuito em conta.
Precisa-so alugar urna casa terrea em
qualquer rua exceptuando-so heccos, e quo
seu alugucl nao exceda de 8 a IOS r. mensaes ,
dando-se fiador contento: quem a livor,
annuncio.
Aluga-se urna preta moca robusta ,
e sem achaque propria para todo o sorvico do
casa e vender na rua sendo o seu aluguel
mensal de 128000 rs. : quem a pretender ,
dirija-se rua do Faico casa n. 18 que a-
char com quem tratar.
LOTERA DO THEATRO.
Nao tendo sido possivel effeetuar o andamen-
to das rodas da 2.* parle da 15." lotera nos
dias, que forao annunciados, em raso do res-
tar anda por vender um avullado numero de
bilhetes, cujo valor montava a 0:0008 forcoso foi espassar o dito andamento para o
prezente mez na esperanca de quo os amado-
res deste jogo concorreriao a comprar esse res-
to de bilhetes e como felizmente isto sevai
realisando julga-se o respectivo thesourciro
habilitado para declarar que as mencionadas
rilas tero impreteritclmento o seu andamento
no dia 30 do corrente mez.
Em um clima tao quente como o do Brazil,
onde as molestias terminfio fatalmente as ve-
zes no es paco de poucas horas he misler ha-
ver um remedio que possa servir ao mesmo
tempo como preventivo e curador. A Me-
decina Popular Americana tem essa proprieda-
de tomada os vezes em quanto ella impede a
accumulacodos humores, conserva o sangDG
puro o conseguintemcnle para as pessoas menor
sujeitasa apanharem qualquer molestia, teja
ella contagiosa, ou nao.
Becommonda-se portanto ao publico em ge-
ral e ensaiar este exccllente remedio, que,
pnln Indo econmico he prccrive! qualquer
outra medecina de similhante natureza tendo
as caixinbas maior numero le purgantes e por
menos prefo.
O publico adiar na Medecina Popular A-
mericana as pilulas vegetaes do Dr. Brandrelk
estas propriedades que produzem seu edeito
sem dores ou encommodo algum nao se faz
preciso dieta alguma e podc-se tratar dos
seus negocios nos mesmos dias, em que se lo-
mar.
Vende-so aqui em casa do nico agente
Joo Keller rua da Cruz n. 11. e para maior
commodidade dos compradores na rua da Ca-
deia emeasa de Jo&O'Cardozo Ayres rua Nova
.Morr.1 Silva Si ('. ni forro da Boa-vista Sajino
& Chaves.
BAPE PINO PRNCEZA
DA BAHA EBIO-DE-JANEIRO.
= Acba-se venda o mui cxcellenle ra-
p da nova fabrica dcGodinhoda Babia, e do
Rio-de-Janeiro pelo mdico preco de 1:000 rs.
cada libra : este rap rhegado ltimamente ,
c torna-sc niuito recommendavcl pelo seu bom
aroma : rogo-so aos compradores, desediri-
uiiciii ao uiiicii iii'mi>[.i bamciiu; ii es i ci piu-
vincia na rua da Cruz n. 16 que ainda
encontraro meias libras, e levando porco se
fu um (iiivo muilo rasoave!.
Oucm precisar de um rapaz Porluguez do
idade de 21 annos o qual sabe lr, e escrever,
para caixeiro de senda do /jue tem bastante
pratica ou mesmo para outra qualquer arru-
iiiaco ou para fora da praca ; onnuncie.
- -


.mu
O abaixo assignado faz publico que
pessoa alguma laca negocio com Joaquim Mi-
guel EstevesSouto a rcspcitod'umsitioecasano
Arraial, por se acharen] hypothecados ao abai-
xo assignado como so pode ver nocartorio do
escrivao das hypolhecas pela quantia de un
cont de reis, eparaquo ninguem se chame
a ignorancia fot o presente. Manoel Jos
Fernandes Eiras.
Alga-se a casa n. 1G0 do Alterro-dos-
aloga(ios por 4S rs. mensaes; a tratar do-
fronte do viveiro n. 67, com Jos Francisco da
Silva Penna.
= Joaquim Francisco de Alem faz publico ,
que Joao Manoel Pinto Chaves Ihe fez hypo-
,-feecai de um escravo, do nome Luiz, assim co-
mo de seu estabelecimento em Fra-de-portas
n. 122 com tojos os seus utencilios o tam-
bero do deposito da ra larga do Rozario o do
toda sua mobilia ; as inesmas casas co.itinao
de hora em diante a girar debaixo da firma
de Joaquim Francisco de Alem.
== Troca-so urna porcao de telhas de boa
qualidade, por lijlos de alvenaria ; na ruada
Gloria 91.
= Oflerece-se um homem que faz sabiio
marcineiro ; quemdcscu prestimo precisar,
dirija-so ao beco do Peixe frito n. 9 venda
da esquina da ra do Rozario.
= Precisa-se alugar um quarto para um
homem solteiro no bairro do Recite ou S.
Antonio ; no beco do Peixe-frito vendo n. 9.
Precisa-se fallar com osnr. Jos Joaquim
da Silva Madein para negocio de seu interesse ;
na ra do Cabug loja do Antonio Rodrigues
da Cruz ou annuncie sua morada.
Um Brasileiro que sabe Icr e escro-
ver, isempto de guarda nacional, se offerece
para caixeiro de qualquer oceupacao ; quem
de seu prestimo precisar dirija-se a ra dos
Gararapes n 32.
U padre Tbom Ignacio Gomes, ubslitu-
todascadeiras degrammaticalatina dcsta cidade,
ensina particularmente esta disciplina na liua-
augusta n. 74.
Manoel do Nascimento Pereira participa
ao publico quedoprimeirodocorrente mez ,
e anno em dianto, a sua casa de commercio gi-
rar debaixo da firma Nascimento Schaeffcr
*& Companhia ; cuja firma fica obrigada
todas as transacoes contrahidas at antao com
o seu nico nomo.
Joaquim Das Ferreira faz publico que
Jos Francisco de Cima deixou de ser seu cai-
xeiro desdi; o dia 12 do corrente da venda da
ra estreita'do Rozario n. 38 por isso faz ver
a todas as pessoas que se acho devendo a
casa que nao paguem ao mesmo por nao ser
mais considerardo como caixeiro da dita casa.
= Pede-se encarecidamente a quem achou,
ousouberquem tiver achado urna sedula de
200j000 rs. dar-so-ha os signaes foi perdi-
da desde a esquina do Campos, no pateo do
Carino at a venda de Narciso Jos da Costa,
e desta al defronte do Melitao no pateo de S.
Pedro; quem a entregar na ra da Praia n 17,
ser gratificado com generosidade.
= Aluga-se o segundo andar da casa da ra
de Apollo n, 20 com mu tos bous commodos
- Prccsa-se alugar urna casa terrea no
bairro de S. Antonio ou Recifo sendo as
principaes ra,s que tonha bom quintal ca-
cimba e commodos para urna familia ; quem
tiver annuncie.
- Precisa-se de serventes do pedreifo as-
sim como quem quizer dar alum aprendiz,
dirija-se a ra larga do Rozario n. 29.
- Alberto Lvenlo tem a honra do prevenir
ao respeitavcl pubiieo que elle d licoes da
lingua fraoceza latina mathematica o de-
senho ; elle espera pois que algumas fami-
lias honradas queiro o proteger mandando
osseusfilhos para este fim ; podendo ficarem
certas, quo elle empregara tudo para o adian-
tamento dos seus discpulos.
=s Aluga-se urna morada do casa terrea na
ra do S. Goncalo muito fresca, com 3 quar-
tos duas salas, cozinha fra 2grandes te-
Iheiros proprios para estribaras, quintal mu-
rado ; na Rua-nova armazcm n. 67.
Ainda esta para alugar o sobrado da Ra-
imperial n. 100 trata-se deronto do mesmo
n. 167.
Manoel Cardozo Aires embarca para o
Rio-de-Janeiro Manoel preto pedreiro.
Precisa-se do 250,* rs. a juros sobre pe-
nhores ; na Rua-nova botica n. 57.
Academia de msica.
= Justino Jos Garcia Jnior pretenden-
do prestar-se.quanto Ihe couber.utilidade p-
blica desta cidade tem-se determinado crear
urna academia de msica na qual baja de
reunir-se quanto comprehende a ideia apre-
senttda. Ella comegar os seus trabalhos, no
ia 15 do corrente com aquellos alumnos,
que at entao se inscreverem ; e para o que as
pessoas quem convier, devcrS dirigir-so
ra do Collegio n. 15 das 5 horas da larde em
diante onde ser patente a regra estabelecida,
para quantos bajao de frequentar a referida a-
cademia. Alm dos exerciciosou tirocinio a-
cadeniico, haver em cada semana urna reuniao
acadmica musical. Podemos j annunciar ,
que osnr. Carlos Steuber, excellente rebequis-
ta seacha escripturado para mestro da 2.*ses-
tao da academia.
= Precisa-se de 2:5008 rs., e para segu-
ranza offerecemse duas moradas de casas ,
com seus quintacs, livres e desembargadas ,
perto da praca, e que rendem annualmente
300ji ruis.
= Aluga-se o excellente predio da ruado
Amorim pertencente ao Exm. sr. Manoel de
Carvalho Pes de Andrade, o qual foi por mui-
tos annos oceupado pelos srs. James Crahtree &
Companhia eJosRay. o assim mais o ter-
ceiro andar e soto da grande casa da ra do
Collegio pertencente ao mesmo Exm. sr.-; os
pertendentes dirijao-se ao corretor Oliveira.
-= Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra estreita do Rozario n. 21 a tratar no se-
gundo andar do mesmo : na mesma casa preci-
sa-se de urna ama de leite e compra-se umu
negrinba de 13 a 14 annos de idade.
Compras
nearo do naeio Costa de meia idade bom
canoeiro, entendo de horla c ganbaJor ,
tambem se vende a troco de lijlo e tclha ; na
ra de Apollo n. 32.
Vendo-se caf em grao a 1-10 rs. e moi
Jo a 200 rs. nozes a, 120 rs aveles a 120
rs. pacas a 200 rs. toucinho do Santos* a
200 rs. velas de carnauba de 7 em libra a 40
rs. sevada nova a'80rs. e em porcao a 2
a arroba cha isson a 2400 rs. manteiga in
gleza a 720 rs. e franceza a 480 rs. queijos
novos a 1120 rs. ; no pateo do Carmo esqui-
na da ra de Hortas n. 2.
= Vendem-so meios bilbetcs da lotera do
theatro ; na ra da Cadea velha loja nova
de calcados n. 35.
= Vendem-so canarios de imperio em
viveiro c ja separados, muito cantadores,
folhas de louro feches de ceblas brancas, e
vermelbas sementes de plantas do todas as
qualidades bolaxinha ngleza a 160 rs. es-
teirinhas de Angola doce do goiaba, tudo por
preco commodo ; na ra estreita do Rozario ,
venda n. 8.
Vendcm-se meios bilbetes da lotera do
theatro a 4500 rs. ; na ra do Cabug loja
de miudezas, junto da do Bandeira.
aa Vende-se espirito de vinho de 36 e 40
graos por preco commodo ; na ra estreita
do Rozario botica n. 14.
Vendem-se esporas de salto mui bem
poiidas thesouras finas de rutilara ; e um
preto de rneia idade ; na ra do Cjueimado ,
loja de Icrragens n. 4.
Vendem-se pannos linos, c ordinarios de
todas as cores, mantas, o chales do seda, lon-
gos protos para grvalas, ditos de cores para
algibeira ditos de diversas qualidades para
senhora e tambem de chitas chales de laa
o seda e outras mutas fazendas ludo por
preco commodo ; na ra do Livramento n. 10.
= ^ ende-se urna escrava de nacao boa
engommadeira cozinha bem e cose alguma
cousa ; na ra do Queimado casa de Anto-
nio da Silva Gusmo.
Vendem-se calungas em caixas bem sor-
lidas; em casa de J. O. Elster, na ra do
Trapicho n. 19.
Vende-se um moleque de 12 annos,
com principios de cozinha ou troca-se por
urna preta quetenhaos mesmos principios;
na ra do Mondego n. 31.
= Achao-se a venda na loja do bom baratei-
ro de Guerra Silva & Companhia na Rua-
nova n. 11 os verdadeiros purgantese vomi-
torios de Le Roy.
Vendem-se os sfguintes livros ; o novo
teste *nento de J. Christo em portuguez, com-
mentado de mui Ilustradas notas tambem em
portuguez obra do immortal padre Antonio
Pereira de Figueiredo 6 v. em oitavo ; dic-
cionario de fbulas um v. em quarto ; poo-
siasdeJos Daniel Rodrigues da Costa, um
se Vende-se um cavallo caslanho foveiro
carregador do passo e esquipa ; na ra da
Gloria n. 91.
:= Vende-se um calis dourado um mis-
sal com eslante urna pedra d'ara e alguns
oulros objectos de altar; quem pretender an-
nuncie.
- Vendem-se meios buhles da lotera do
theatro a 4500 rs. ; confronto ao oitao do Li-
vramento i loja de fazendas n. 12.
= Vendem-se 100 caixas vasias para socar
assucar grandes e bem fetas ; na ra da
Praia serrara de A. D. Silva Cardial ns
15 c 17 preco 68000 rs.
=Vende-se superior marmelada em latas,
c vinho Muscatel engarrafado ; na ra do Ca-
bug loja n. 16, de Antonio Jos Pereira.
= Vendem-se cortes de lanzinha para ves-
tidos, laa para calcas de muito bom gosto
chitas finas, e outras fazendas de gosto po,
preco commodo ; na ra do Cabug n 16.
= Vendem-se apparelhos para cha, de por-
celana dourada o pintados ditos azues c
outras muilas cores o go5tos, ditos de me/a
(Ir ja otar, campoteiras de cristal para doce
ditas lapidadas garrafas de cristal ditas fi-
nas lapidadas copos para agua clices para
vinho, ditos para champanho, copos para cer-
veja mangas de vidro lapidadas o lisas in-
glezas, castigaos do vidro frascos do boca lar-
ga todas estas e outras muiti'S cousas por
prego commodo ; na ra do Livramento, ar-
mazcm de louga n. 6.
Vonde-se urna venda na ra do Rangci
n. 5 a dinheiro, ou a praso com boa.5 firmas;
vende-so por circunstancias que se d.'r ao
comprador ; no ra da Cadeia-velha n. 3&
=? Vendem-se saccas com farinha a 2S rs. ;
na ra da Cadeia-velha n. 35.
= A ende-se urna casa terrea, defronte da
igreja da Gloria ; a fallar na mesma ra n. 7.
= Vende-so superior vinho engarrafado da
Madeira secca Malvasia, o Bucellas de 1832,,
por prego commodo : na ra da Cadeia do Re-
cife n. 37 primeiro andar.
= Vende-se urna preta moga para lora da
provincia ou para algum engenho ; na ra
do Crespo n. 15.
Escravos fgidos
v em quarto ; Mrilia de Dirceo 1 v. em 32;
para grande familia, n
e com boa
de Souza
vista ; a tratar com Jos Antonio
Machado por cima do mesmo andar.
No dia 7 do corrente desappareceo de
dcfronle de serrara de Constantino Jos Raposo
urna canoa aberta sem mastro ninta;! Jc
encarnado suppOe-se, que fugira Ja amarra-
cao ; quem della souber, participo na ra do
Oueimado loja de ferragens n. 4 que ser
gratificado.
Roga-se ao snr. thesoureiro da lotera do
theatro que nao pague o bilheto da mesma
lotera prxima a correr de n. 3145, senao
ao primeiro sargento da primeira companhia
do corpo de polica Antonia Pereira de Sou-
za por se ter desencaminbado.
Collegio-Sancla- Cruz.
As aulas abrem-se no dia 15 do corrente,
{cando com tudo aberta a matricula para as tres
classesdo alumnos; pensionistas, meio-pen-
sionistas externos.
As materias, que c ousino no collegio sao:
Primeiras lettras elementos de moral, e
civilidade doutrina christaa.
Grammaticas, e linguas ; portugueza, fran-
ceza ingleza italiana latina grega.
Geographia chronologia e historia.
Malhematicas puras.
Philosopbia racional e moral
Rhetorica potica e litteratura classica.
Msica vocal e instrumental e piano.
Dansa desenlio a pintura.
PoJe-se aos snrs. professores o obsequio de
comporecerem na segunda feira (15) as 9 ho-
MS da DanbSa ueste collegio para urna con-
ferencia relativa ao rgimen das aulas, e ao
nielbodo d'ensino.
O director
Antonio Mara Chaves e Mello.
Compra-se clfectivamente ora fra da
provincia mulatinhas crioulas e mais escra-
vos, de 13 a 20 annos, pagao-se bem. sendo bo-
nitos ; na ra larga do R. zarion. 30, pri-
meiro andar.
Compra-se urna porgao de sebo em rama
c cera de carnauba; na ra do Nogueira n. 13
= Compro-so offectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos de 12
a 18 annos ; na ru da Cadeia do Recife n.
47 a fallar com Manoel Jos Machado Ma-
Ibeiros.
Comprao-se 50 a 60 canecos de agua a
10 rs. cada um mandando-se conduzir da
canoa ; annuncie.
Compra-se para fra da provincia es-
cravos de ambos os sexos, de 12 a 24 annos ;
no armazcm de cabos defronte do Corpo-santo
Vendas
= Vende-se cera de carnauba em grandes
e pequeas porgOes; na ra do Queimado,
loja de fazendas n 51.
Vende-se urna armago propria para ven-
da ou botequim com balro e canteiros,
por prego commodo; na ra do Nogueira n. 1.
Vende-se urna venda com poucos fun-
dos e em muito bom lugar a dinheiro ou
a praso ficando o vendedor desonerado da
praga ; na pracinha do Livrampnto n. Kft ; e
liratar na mesma.
Vendem-se 6 pipas de agurdenlo de
Fabilo; m roa do Crespo n. 15.
Vende-se urna commenda da ordem do
cruzeiro e um habito de Christo ; na ra do
Crespo n. 17.
Vende-se urna canoa aberla muito forte,
que carrega 550 tjjolos de alvenaria ; o um
e algumas outras obras tudo por prego com-
modo ; quem as pretender annuncie.
= Vendem-se carteiras para viagem en-
vernisadas e com todos os pertences, estojos
para navalbas, espelhos de todos os tamanhos
para sala _, vidros com ago para tocadores to-
cadores de mogno com apparelhos de porcela-
na um rico piano de armario 3 ricos solas
do Jacaranda cadeiras, bancas, mezas, oca-
mas 3 ricas cadeiras de ra um palanquim,
e oulros muitos objffCtOt, que a vista dos com-
pradores se farjio patentes ; assim como ronti-
na-se a receber qualquer objecto tanto no-
vo como usado, para se vender por mcio des-
te estabelecimento; na Rua-nova armazem
n. 67.
= Vende-se milho brancoem saccas a 2>
rs. ; no armazem de Dias Ferreira & Compa-
nhian o caes da allandega, ou a fallar com Ma-
noel Jos Machado Malheiros.
= Vende-se um sortimento de pedras re-
dondas e quadradas para meza de meio de sa-
la e Iremos do mais fino marmore e de
ti i fie re riles cores entre ellas urna maurisca ,
o mauzaica o mais bello que tem apparecido ,
por prego commodo; na ra da Cruz, aira/
u'a igreja do Corpo-santo armazem de trastes
n. 31.
= Vende-se superior essencia de rosa em
vidros de urna onga excellente agua de flor do
laranja bous confeitos de diflerentes quali-
dades e finissimo chocolate chegado agora da
Italia ; na Ra nova n 65 primeiro andar.
= Vendese superior lona igual a da Rus
sia em largura o bondade propria para
enserados por ser muito forte, ede puro lindo,
por proco bumniou'o ; na ra ua cadeia io he-
cife armazem de Martins Costa n. 51.
= Vende-se urna escrava de nagao boa
quiianueira ; urna parda de I! annos cose ,
e tem principios de engommar ; e um escravo
bom canoeiro e pescador; na Rua-direita
n. 3.
= Vende-se um escravo crioulo, de 16 an-
nos ; na ra do Rangel n. 5,
No dia 12 do corrente fugio do sitio do
Victorino Ferreira de Carvalho, na estrada dos
AfTlictos, a parda Rita, bem conhecida nesta
praga alta secca, coixada perna esquerda,
de 30 annos ; levou vestido cor de caf com.
listras encarnadas com flores brancas e encar-
nadas e panno ila Costa ; disse antes de fu-
gir que quera ir para Jangadinha procurar
coronel Cazado Lima para a comprar por isso
julga-se ter ido para este lugar ; quem o pegar,
levo a Praga-da-Boa-vista n. 32 que ser
recompensado.
=s Tendo no dia 9 do corrento sabido a
comprar ra urna negrinba crioula de nomo
Cypriana de 11 annos levou vestido de me-
tim bronco usado e panno da Costa tambem
usado, lem urnas cicatrizes as costas, ainda
novas e urna ferida no dedo mostrador da
miodireita, olbosgrandes, barriguda, e com
lodos os signaes em proporgao do corpo ; jul-
ga se estar a coitada ; quem a pegar leve a
Fio-de-portas n 82 qu er gratificado.
= No dia 27 de novembro p. p. fugio o
escravo Joao de nagao Quilhimanc \ alto ,
seceo retinto fallas mangas levou um fer-
ro no pescogo e calcas c camisas de algo-
daozinho ; quem o pegar leve a seu senhor Vi-
cente Thomaz dos Santos, defronte do vivei-
ao doMuniz n. 67 a entregara Jos Fran-
cisco da Silva Penna que recompensar.
= Fugio no dia 24 do p. p. o preto Jos
Pnchete de nagao Morambique de 20 an-
nos altura mais que regular secco do cor-
po com dous dentes de menos na frente da
parte superior rosto redondo bastante re-
tinto quando falla gagueja alguma cousa ,
levou camisa de riscado a/u I caigas Je panno
preto ja velho ; quem o pegar levo a ra da
Florentina n. 4 qye ser recompensado.
No dia 10 do corrente fugio o escravo
Manoel de nacao Congo de 28 annos ofi-
cialde pedreiro, conhecido por Manoel Rairo,
estatura baixa secco do corpo olhos gran-
des nariz chato ventas largas boca um
pouco rasgada bous dentes, pouca barba ,
pernas finas ps largos e esparralbados com
urna grande cicatriz em um delles cor preta ,
oii/milo faa cerr. os dcsics aportados, usem-
blante amotinado; levou camisas, branca azul,
e de riscado cor de roza caiga branca e do
riscad &ul e preto de aigouo trancado, ja-
quel.i branca c chapeo preto Je massa ; quem
o pegar leve a ra da Cadci-vclha na esquina
do Beco-largo n 26 que ser gratificado.
Rkcifb: ka Ttp. dk M F of Fakia "=1844.


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