Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04553


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Full Text
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A lao do MM.
Sexla Fcira 12
O IitAMOpublie.-ae l- .!... o. ,1k,s ,,,, fore-..nlfic.do. : ,eco d
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PARTIDA DOS CORflEIOS TERRESTRES
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.,!,.. S.rmh.m R, tfor.0,0, Pono Ciro, ft.ac.jo Alago., Ji. i M c -I
.1, c.d. mu -CrtaM e Bomio 10. 21 d. ..Ha mM _B.TsU e Floros i
e j. .lio _<,.!,.. .i. Vetor., quintas I,m,s._01U i.iUs bi diu
WASDA semana.
8 Seg. s. Lourencn Josiiniano lud. dj. Je i), da '.'. v
!i T. re a s. Juli.io tlel, and. do de I) da ;i. v.
Id Quatla s Paulo A mi dii .1 de I), da 3 \ '
41 Quinta Ifysin Sud.doJ.de II da 2. r.
dg Setta a. Satiru Aud do .1 deD. da i r.
\: S.ii). s Hilaria Bel. aud. do .1 .lu D.ila J v.
1 i Doro, s nomo do Jexu. a, Felis,
de Janeiro
imr ir./
y.. K Mttri\at\r cobre 2por cnit).
Lisboa 11 por IJ de premio
Anuo XX. Ef. fl.
iLlamiMU. JLH. IIJgtj~3nrJ^Tf -;.. ;"-.. .->.>T<4n-r-;-73a*'> .--ratxmTanMBHM
Tudo i;nn ifcuenle ,1 na mesmos; di ni-- prude cia, oi!i eneris ron
r"t\A linuemoi o......> principiamos, erem - cultas, l'n Usemhla Geral i'u uraiil,)
CtMB*. *o mi 11 de iimimi. compra, renda-
\\\ff. Cambio, .obre Londres fi lOure-Moe i 6,100 !'; '' 10,60!)
i y ( Pars 70 rei. por franco V |,,mi> |li-il,J
le 4.0J
, !'i.ii-i
por reoto, pesos cidummnerc.
lefras de boas finia. I .i I j4 i i Dil s Mexicano.
;i U '-1 00
l.'Jt 1,930
I ufj '.. ,i
I.UUO V.O-'O
PIIASKS D\ 1.1 \ NO MI./. I)K JA-NKIRO.
La chela a5a. 3horas l. min. datarJ. iLuauura i l h 3 horas e57 min da tardo
Minguaate a i' a 7 horas o 10 mu da tarde ICietiente i i'i l li, e 10 m, da nunhia
l'n muir Primer. ss horase ,r,J min BH!^1".^EJ?-' ]

Vi

tioverno da Provincia
BXPBDIBRTB DE 8 DO COBBKNTE
OflTicio Ao commandante superior da gual-
da nacional d'este municipio, participando a-
char-se munido do compslCnt titulo o teen-
te-coronel nomeado para o tereciro batalbSo
que na forma da lei o faca reconhecer ern
frente do batalbSo.
Circular. Aos delegados do Iguarass,
Goianna Hio-ormoso Scrinhem, o Ca-
bo, determinando, cm cump.-imento d'ordcm
imperial que informen) quacs as maltas dos
respectivos termos. prximas i portos d'em-
barque donde se possSo tirar madeiras de
construccao naval, e etn <|ue sja possivel fa-
zerem-se novas plantat.es de arvores, que pa-
ra o futuro forncao ditas madeiras ; e que
declareni a estenso e riqueza de cada urna
d'ellas quaes as madeiras d lei le que
maisabuodSo, e se para proceder-ge i taes
CXamea serio precisas providencias que cle-
pendao do-governo.
llicio Do secretario da provincia ao ins
peclor da tliesouraria da fa/enda transniit-
tindo para ter execucao a ordem do tribunal
do tliesouro sol) n. 184.
U>EM DO DI A 9.
Q.Tlcio Ao inspector do arsenal de ma
rinha determinando
dens, para que na ausencia na Leopoldina saja feito o registo d'este por-
to pelo cter /'speranfa-de-febiribe guarne-
cido por gente d'aquellc arsenal.
Dito Ao inspector da tbesouraria da fa-
zenda approvando a resolucao que tomou ,
di! faier entregar ao mostr d hiate S Joau-
R'pttsla, que segu para o Par as cincu-
enta arrobas de plvora vindas da corte .i lim
de serem remettidas para aquella provincia.
sua posiciogeographica pbysica e moral que
ella nao pode permanecer como nacao indepen-
ilento mas vira cabir outra ve/em poder do
Mxico ou i ser colonia da Gram-Bretanha.
O outro partido arge de falla/, esta presump-
cao esustenta que nao lia rasao para duvi-
dar-ge da possibilidade de conservar-so Tesas
independente, Sendo o governo do Mxico
lio fraco que ncir pode ter em sujeicao sequer
ITuoatan, di/ este partido lia mais prnli iluli-
dade de fazeremosTexianosulterioresusurpacoes
ao^[ejHo do que de serem incluidos nos seus
dominios. Km quanto i outra contingencia (a
de vir a ser colonia inglesa ) sustenta-se que,
sendo os Texianos Americanos de origen), e do-
tados de natural repugnancia de sujeicao an-
tiga mctropole nao 6 muito provavel que se
apresentem a fazer voluntaria cossio do seu
territorio. Alem disto, ainda resta a questio,
se a Grain-Tlrctanha quereria absolutamente a
ceitar a ollera de governar un povo tao lurliu-
lento por natureza e com tao pouco proveito,
segundo parece !
Noticias de Madrid datadas de 26 de no-
vembro di/em o seguinle :
A tranquillidade foi poruin momento pertur-
bada n'estedia cm consequencia d'uiha or-
dem para suspender-sc a organisacio da guarda
nacional. Tendo-se reunido oscidadaos, se-
gundo o convite na casa da cmara para
procederem i elcicao dos seus olTiciaes, acba-
. rao-n'a guarnecida por urna frca militar e
ausencia do brijue-cscu- um *'' afixado. declarando, que o governo
tinha julgado conveniente suspender o acto at
ulterior deliberacjfo. Esta medida nao agradou
\ uiultidio que desabaou o seu desagrado
com gritos de Mueram os inimigos da guarda
nacional. Tendo se depois dirigido urna por-
aodopovo da casa da cmara para o palacio
F.XT
)R.
bro recebidas em Londres por expresso com
a correspondencia ostrangeira : o principal ar-
tigo de noticias que ellas comteeni o que
seencontra na Preste, a saber ; o despacha
lelegraphico annunciando ao governo a demis-
so de Olozaga pela rainba de Heipanha o
qual despacho acrescentava que elle lora preio
'Jg jomaos tic Pariz commont&o mui livromen-
to esta inesperada e extraordinaria revolucio
ministerial, mas as suas observaeOes sio algum
tanto prematuras nada se sabendo ain la com
certeza a tai respailo alm do fado da remo-
cao de Olozaga.
< O nosso correspondente de Pariz, diz o
Eiening-Wuil tmida da assercao, que Olo-
zaga fosso preso e suppOe que esse boato tem
por fundamento a illegalidade de que Olozaga
f6ra, sem duvida alguma, culpado em propr
rainba que declararse dissolvidas ascdrles sem
o concurso ou conbecimenlo dos seus collegas.
Entre todas estas tiuvidas urna cousa certa e
vtn a ser que por mais agradavel que fosse ao
governo lrancoz*b triumpbo dos moderados etn
qualquer outro caso a queda de Olozaga tem
sido para elle um golpe do raio sendo essa
eminente pessoa o representante dos interesaos
francezes no gabinete bespanbol.
Cartas de Madrid datadas de 22 de no-
vembro noule e recebidas em Londres pelo
mesino expresso,ditera quenasessio da cmara
dos deputados ti aquelle dia foi remedida
urna commissio urna peticio de Cordeiro, con-
tra o contracto de Salamanca. Depois passou
acamara eleger um terceiro viccpresidente
em lugar de Pidal que tinha sido elovado ;i
presidencia. Quinto candidato do centro e
dos moderados foi eloilo por 77 votoi e a-
elamado presidente. Pascual Madoz ohtevo 67
votos ; Sanches Silva 1 cCeriola 1.
Urna carta particular diz o seguate :
O ministerio Olozaga ji est ameacado
em sua existencia. O general Serrana es-
real, o ollicial de servico ah poz-se em alarma,
e mantlou vir reforco. Km breve tempo mar-
charlo para o palacio fortes corpos de infanta- candalisado da preferencia mostrada pela eama-
1 ra a Pidal sobre Lpez seu antigo co"
"Continuafo do ttulo do$ joman inglese*.
As noticias de New-Yor recebidas em Lon-
tlres pelo vapor fritannia que parti de Boston
a l de novembro e que atravessou o Atlnti-
co cm pouco mais de 10 dias, adiantavao mais
aiguma cousa a respeiio do resultada uaseieicoes
para aquelle estado. Os wigs nao tinbao sido
la o feliz, es como se havia nnnunciado ; ellos
"tinbao, eomtudo eleito um sltcn/fu um incm-
bro d'assembla
Os i$igs tinbao alcancado a victoria em
Massachusolts.
Na assembla legislativa de New-Jersey tinha
passado em segunda diseussio um bil >arj ser
revista a constituicao por urna convenci. A
assembla da Georgia reunio-se a do novem-
bro O governadar Crawford recommendou
na sua falla d'abertura a divisao do senado em
districtos enngressionaes. Elle tambem insis-
ti sobre a necessidade d'um bom meio circu-
idme nacionai para prospeiiou du pau, u ob-
servou que o resultado d'uma triste expe-
lienciaos aconselbava i abandonnar a adopcao
de novos c dourados systemas, evoltaraos
antigos meiosda repblica. Tambem inslou
lortemente pelo m elhoramcntointerno do esta-
do e pelo curso de educacio. Na organisacio
do poder legislativo foi eleito presidente do se-
nada o juiz Doogberty Mr. Jenkins da c-
mara. A divida do estado anda por 2 a -i mi
!h3es :!: lezo; N'um meeting de rcpialcrs
(rncogadores ) que leve lugar em Newark ,
a 10 du novembro", arrocadou-se a soturna de
1 !17 ni'/ A antiga questio la annoxaQio de Texas aos
Estados-unidos reviveo o discte-sa com ar-
dor as folhas auiericauas pela persunsio de
que o presidente Tyler recommcnda'ra na sua
prxima mensagetn aocongreiso essaannoxa-
io. O partido, que defendea annexagio^prc-
oDieque so Texas au for annexada tu'
e a
na e cavallana e dispersarlo grupos reu-
nidos. Em alguns pontos oppz-se resistencia,
e loriio eridos 14 ou 15 paisanos e 2 sol-
dados,
Achando-se restabeiecida a ordem manda-
rlo as autoridades dobrar os postos militares ,
d6r,io-se As tropas as ordons mais restrictas;
o licou metaded'um batalhiodeinfantaria esta-
cionado Puerta -del-Sol durante parte do dia.
A'c o horas c tnein sah'.rao 2 r-inha e sua rmSs
a tomar ar e forao saudadas em toda a parte
com entbusiasticas acclamacoes.
' noite com quantoestivesse porfeitamen-
te restabeiecida a tranquillidade, cru/raoas
ras numero/as patrulhas c vio-se os geno-
raes Serrano Concha Narvaez Pesuela ,
o Maz.redo nndarem^a cavallo rondando os
buirros mais populosos da cidade
As noticias recebidas em Londres por ex-
presso de Madrid com data de 28 de novem-
bro contcem o seguinto :
A nica questio de que se tratava era a
da eloiclo do presidente ta cmara dos deputa-
dos ( o snr. Pidal ) a qual levo lugar a 27.
l ^ i .__.,.;_*-. *:~t.n r..:~ ......
US mciiiutos |iiiiiii.i.i.-nn iiiiiinii iiii" o.H,i
reuniio antes da sessao pblica na qual
determinriioapoiar o sur. Lope/, como seu can-
didato. Os deputados do centro, e os puri-
tanos moderados tinbao por outra parte resol-
vido combinar os seus esforeos para promover
aeleiclo do snr Pidal, um dosebefesdo par-
tido moderado. Outro candidato o snr. Mon,
tinha sido proposto i principio maso minis-
terio oppo/.-se i> sua eleicao por urna raso oc-
culta e que nao tinha transpirado.
O general Narvaez tinha retirado a sua ro-
signacio tendo o ministerio annunciado a
sua resolucio de aceitar todas as demissoes of-
ferecidas pelos funecionarios pblicos.
A rainba confirmou por um decreto de 20
todas as promo; oes honras c distjiccs con-
feridas pelo governo do cx-regenle at i50 de
setembro passado dia, etn que elle embarcou
ti Babia de Cdiz.
Foluusdo Pariz, datadas do i de dezcm -
i/U. a ai/U O I* DI AL W Wlil'^il i
tem oflerecido a sua demissio. No conseibo
desalogou t^llu a sua indignacao pela" c-
leicio de Pidar em termos extremamente-
oflbnsivos ao moderados, aquem elle aecu/.ou
de ambicio o incoherencia e concluio dando
a sua resignacio. Os outros ministros (icaro
attonitos com esta resolucio do Serrana, o qual
parece que declaran que o general Narvaez
llie ai,n,i.r,'ra cue lambe"! estavadeterminado
a renunciar o seu commando. Olozaga. respon-
dendo a esta ultima assercao disse que, so o ca-
pillo general eslava desejoso de retirar-se nao
se empregaria fflrca alguma para rctl-o. O
ministerio icou todo com liberdade de obrar
cada um dos ministros de per si como lliea-
prouvesse Enlao o general Serrano sabio
bruscamente da salla do conselho e logo de-
pois enviou a sua resignacao formal.
brados os di rei tos de importacao as alandegas
do i nperio tem a honra de levar presenca do
V. Ex. a pauta que organisou, acompanhada
de alguns artlgos regula mentaras que sao ne-
cessarios para u su i execacio. Mo corlo praso
que tem tido para fazer esto-trabatbo, sem tal-
laren) ao servico das repartilos a que perlen-
eein. os membros ii,t commissio nao putlcrao
ainda oceupar-se com urna revisio geral del le,
comoconvtn; mas continan asna tarefa la-
sendo esta revisio, com o intuito de levaren) de-
pois presenca de V. Ex. quaesquer correccoes
que por ventura reconhecio necossarias, pois so
assim.podem satisl'aser a urgencia que Ihes
tem sido lecommendada por V. Ex. Ainda que
a commissio foi ensarrugada somonte de orga-
nisar una paula para a col>ranca tos tlireitos
de Importadlo, ella leve necessidade tl+ tratar
tambem tos direitOS de reexportaran e baldea-
tao, armaxenagem o expediento dos generas es-
trasigeirosqueveem com carta de guia por j te-
rem pa^o os direitos de consumo, pois que ,
tendo adoptado o systema de quotas lixas para
a maior paite dos arligos e repellldo o systema
de cobrancade tantos por cento sobro avalia-
efies lixadas em pauta, forcOso llieera providen-
ciar sobre ti modo de cobrar I \ de arniazena-
gem, el i de expediente nos despachos com
carta de guia, e os I I i de baldeadlo ou reex-
portaco para os despachos em quedevao pagar
estes direitos os gneros para os quaes lancou
lia nova pauta as quotas lixas de direitos do con-
sumo. A -commissio procurou informar-so
dos verdadeiros valores dos generas no merca-
do, i! o levou i respectiva columna, nao s na-
ra que o governo imperial so certifique de que
exacta a porcentagem que na columna respecti-
va declarou corresponder cada quota (xa, co-
mo tambem para poder fcilmente e em curto
espaeo augmentar ou diminuir as quotas--fhtas>
quando julgue que alguns artigos devao ter
mais ou menos por cento do que a commissio
lancou. A commissio atloplou o systema de es-
tabecer quotas lixas em todos os gneros quo
admitiera una classificacloe declaracao de va-
lores approximados e medios de suas tlleren-
tes qualidades deliniveis, porque este systema
facilita e abrevia os clculos, eos faz menos
susceptiveis de erros; o deixou smente para
serem despachados por factura aquellos gneros
que por sua variedade infinita nao podem ser
clasificados, nem definidas as qualidades ecir-
cumstancias que os fasem variar de prego, o
para estes lancou somente na columna respecti-
va a porcentagem que devein pagar sobro o va- t
lor de facturas aprosentadas pelas partes, con-
servando-se o correctivo das impugnaces ou to-
rnadlas adoptado em todas as alfandegas das na-
coes Ilustradas, quando os otliciacs das alfan-
degas eotenderem que sao baixas e lesivas as a-
valiacoes dadas pelas partes em suas facturas.
Tem-se dito que este correctivo 6 medicas as
alandegas pequeas, porque, sendo os seus
mercados escassos e limitados, nao lia quera ar-
remate as l'azendas quando sao postas cm has-
ta publica, e esta falta faz que os erapregados
Dio escrcio o direito de impugnadlo, c assim
podem os especuladores I.:var os gneros s al-
ii l\ S. Estou certo de que os generaes Ser- i fandegas pequeas, despacbal-os aellas por mui
rano e Narvaez teem ambos resignado, e que
as suas demissoes ser aceitas. Nao se diz a-
inda quacs ser/io os seus successores. As c-
maras nao se hao de reunir amanhaa. E' o-
piniiio geral que se os moderados persistirem
na sua opposicio inegavcl a dissolucio das
cortes. Di/ia-sc quo o general Serrano tinha
baixo preco, o navegaf-os depois com carta do
guia para os grandes mercados. A commissio
nao acna grande peso a esta objeccao, porque o
accresciino do empate, frates, commissoes e ex-
pediente absorveria as vantagens quo de tal es-
pCisiavyuv "'
;;;... CUS econhece
que as alandegas pequeas os gneros que se
despacbio por factura para consumo dos res-
ma tul medida. Conseguintemente nao po-
de ser esta a verdadeira causa d'uma resolucio
que compromcltc a existencia do gabinete Olo-
sido indusido a* retirar-se do ministerio por pectivos mercados sao em geral despachados por
causa da promulgacao do decreto conhrmando baixos precos, porm, por isso mesmo que taes
as dignidades o honras conleridus pelo cx-re- mercados sio limitados eescassos, que os gene-
gente. Seria muito sem graca que tendo o ros destinados para ellos nao o podem set era
eneral assignado o decreto se queixassed'u grande escala, entende quo o inconveniente nao
grande, cun tudo, para rcmovtM-o, propo
que em todas as alandegas, com excepcao das
do Rio-de-Janeiro, Babia cPernainbuco, os em-
preados tenltao a alternativa,ou de impugnarem
cobnndo o preco da lactura com 10 por cento,
ou to augmentaron o mesmo preco com mais
dez at vinte por cento para a cobranca dos
direitos, devendo ueste caso c Rspecti wm
0 escrivio e todos os feitores presentes ar-
bitraren! (tiantos por cento se deve augmentar,,
dentro dos limites indicados, aos precos dados
as facturas; Este systema nao novo; elle ex-
iste tas alfandegas dos Estados-unidos, onde
esta Incumbencia de addicionar tantos por cento
aos presos das lacturas, (piando forera baixos,
B Uaii 'i I VI
ra i
RIO DE JJ\EIRO.
Rea torio da COtntnissdo, au rnjada da orga-
nitaco da nove tarifa das a//'/"/"-
lllui. t Exm. ,Sr.A commissio oncarregada
por decreto de 17 de inaio do lorenle anuo tle
organista nova pauta pela qual Uevo ser co-J
N
^7


^EO
dadn classe de empregados que chamao
Appraisers (avaliadoresj.
Antes de entrar nacxposigao do modo porqno
cumprio as disposicSes dos artigos 3. a 11 do
decreto de 17 de maio, a commissao, cin obser-
vancia do que Ihe 6 ordenado no artigo 14, vai
oceupar-se eom algumas nbservages acerca dos
inconvenientes que possao provir das medidas
insinuadas no mesmo decreto. Esta parte da
tarefa incumbida commissao importa a solu-
to do grande problema de economa poltica,
com applicaco ao Brasil, seo systema restric-
tivo e protector 6 preferivel ao systema de am-
pia liberdadedecommercioede industriara so-
lucio (leste problema, que tem oceupado tan-
tos esciptores e enchido tantos volumes, nao
pode caitamente ser dada pela commissao, mas
ella se oceupar com algumas observaces ge-
raes para cumprir o dever que Ihe Coi imposto:
a commissad, abracando o principio da liberda-
de da industria e do commer.io. nao entende
comtudo que elle seja exclusivo de toda a pro-
teccao: ella repelle a doutrina ja sustentada no
nosso parlamento, quea os governos nao tem
autoridade para se ingerirem activa e directa-
mente em negocios de industriaquea fa-
vor e oppresso signiflcao o mesmo em materia
de industria ; pelo contrario ella entende que
inuitos ramos de industria devem ser favoreci-
dos por meio da tarifa das nossas alandegas;
mas, sendo o Brasil ama naci essencialmente
agrcola, nao Ihe parece que se deva favorecer a
industria manufacturera cusa c com detri-
mento da industria agrcola, como acontecera
se, para frgar captaes a procurarem a indus-
tria manufacturera, para convidar fabricantes
Belgas, Allcmaes, ou de outras nacoes virem
estabelccer no Brasil fabricas de manufa-turas
grossas de algodao, impozessemos sobre estas
os pesados direilos de 60 por cento; as manu-
facturas mais grossasde algodao que recebemos
doestrangeiro sao em maior escala consumidas
pelas classes pobres, e pela classe agrcola livre
ou escrava ; sobre estas, sobre os lavradores,
recahirio pela maior parte estes pesados direi-
tos ; porexemplo, as mantas de algodao rlsca-
das para escravos, e de que se importad annu-
almcnte muitos milhares, pagando 20 por cen-
to sobre a avaliaco de 800 rs., pagao 160; mas
pagando CO por cento pagaro 480: pelo menos
de dous em dous annos o lavrador tem do dar
urna manta a cada escravo, c assim s neste ar-
tigo o systema insinuado importa um imposto
de 200 rs. annuaes pelo menos sobre cada es-
travo, e querecahesensivelmento nos escravos
da lavoura; diz a commissao de 200 rs., e nao
de 160 rs., porque sabido que o peso real que
carrega sobre o contribuinte em taes casos
sempre maior do que a somma que o oslado ar-
recada : ern urna naca ende as vendas se fazem
pela maior parte ii longos prasos, o onde o im-
portador principia pagar juros da importan-
cia dos direitos desdo o dia do despacho, e vai
militas vezes conservar a fasenda em seus arma-
zens por meses para vend(M-a depois a prasos,
o nao realisa o seu embolso em menos de um
anno: ello necessariamente faz pagar-se'pelo
consumidor dos uros do dinheiro queempatou
no pagamento dos direitos; e assim. nesla hy-
pothese, calculando estes juros a 10 por cento
por um anno smente, os 60 por cento pesard
sobro o consumidor na rasao de 66 por cento,
que corresponden! a 528 rs. sobre cada manta
de algodao estimada em 800 rs.; os algoddes
americanos brancos e riscados, tan necessarios
s classes pobres e agrcolas, cstao as mesmas
circunstancias: pondera mais a commissao que,
sendo urna grande parte das manufacturas gros-
sasde algodao que importamos de producan
dos Estados-unidos, e recebendo esta nacao
muitos de nossos valiosos productos livres to-
talmente de direitos, como de caf, couros,
pao-brasil, e massa (paste) de po-brasil, mu-
tas madeiras, araruta, tapioca, ipecacuanha, e
algunsoutros artigos; iramos talvcz provocar
represalias sobrecarregando as suas manufactu-
ras grossasde algodao com la fortes direitos ,
o ao passo que procuramos favor para os nos-
sos productos em outros mercados em quo el-
les sao sobrecarregados, corresponderamos mal
a urna nacad que nos abre livremente os seus.
A commissao tambem acredita que os direitos
de 60 por cento, sendo assaz fortes para produ-
sirem considcravel diminuignd no consumo
das manufacturas de algodao em que forem lan-
zados, nio sero com tudo sulficicntos para
produsirem o desejado efleito do estabelecimen-
to de fabricas destes gneros no Brasil, ou seja
deslocando os captaes do paii de seus actuaes
empregos para procurarem este como mais lu-
crativo, ou seja convidando captaes e fabrican-
tes estrangeiros a virem cstabelecer estas fabri-
cas no Brasil. O custo do machinismo neeessa-
rio para fiar e tecer e de sua colb.cagao lao
subido, isto demanda s o estabelecimento
de taes fabricas o emprego de tao avultados
captaes, e depois sao tao caros os jornaes no
Brasil, que os direitos de 60 por cento nao se-
rao ainda assaz protectores, e nao havendo con-
tracto que garanta a sua permanencia por lon-
go espaco de annos, como esperar que alguem
se arrisque a tal empresa'.' hemais, seraosem-
pre acanhadas as fabricas que produsirem s-
incfic pura ii Luiisuim interno: v yaiii que
parte do mundo poderu o Brasil exportar suas
manufacturas de algodao que nao encontr para
c\pellil-as a concurrencia inglesa, americana e
de outras nages? Depois destas considerares,
observa a commissao que na exposieaooom que
VE*, propoz a approvacao de S. M, 1. o de-
creto de 17 do maio, considerou a necessidade
da nova tarifa debaixo do dous pontos de vista;
primeiro, como meio mais apropriado c promp-
to de augmentar a receita do estado; segundo,
como meio de proteger, senao antes de crear a
industria manufacturera entre nos, principal-
mente das manufacturas g'osseiras de algodao,
cuja materia prima produz o Brasil em abun-
dancia ; maso segundo meio, desenvolvido em
grande escala 6 destruidor do primeiro; a
protceo que ello presta opera-se tornando os
productos estrangeiros tao caros que nao possao
competir com os nacionaes e deixem por isso
de ser importados; se elles encontro os nacio-
naes mais baratos, e emquantidade bastante
para o consumo, deixo inteiramente de sor
importados; se os no encontro, ou se os en-
contro emquantidade Insuficiente para o con-
sumo, sao importados em menor quantidade ,
porque o excessivo alteamcnto do prego diminue
o consummo ; em ambos os casos ha vera polsdi-
minuicao na importagao, e com esta diminui-
cao da renda ; nem este s o grande mal que
se antolha a commissao ; nossa prnduccao agr-
cola, sempre crescente, exige, reclama que so
promova antes o augmento de importado e
com esta a introdcelo do captaes, cujo retor-
no se faz em gneros da produccao agrcola : ora,
augmentaros onusdos agricultores porexcessi-
vos direitos sobro os gneros estrangeiros que
elles tem necessidade de consumir, o diminuir
a demanda c extraego de seus productos res-
tringindo a importagao do captaes que retor-
ne empregados nelles, parece commissao quo
ser dar ao mesmo tempo d\ golpes fu-
nestos na agricultura primeira onte de rique-
za e prosperidade pblica no Brasil, eque por
outra parte o thesouro soffrera a perda da maior
receita que poderia obter, sem que ella seja
compensada por vantagens resultantes da crea-
cao da industria manufacturera. Ha porm
diversos artigos de indust. ia que podem ser pro-
tegidos sem detrimento da agricultura, quo ja
o tem sido de algum modo as pautas das alfan-
degas, e que devem sel-o mais arnplamente na
nova ; taes sao aquelles que nao domandao o
ostabelecimento de grandes o custosas fabricas,
nem o emprego de avultados captaes, aquel-
les que s dependem de que os artistas estran-
geiros venh.lo para nos com seus bracos, sua
inteligencia e pericia e, quandomuito, com
suas ferramentas; a nossa capital aprsenla j
praticamente a conveniencia da proteccao a
estes ramos de industria no considcravel nume-
ro do artistas estrangeiros, que se acho esta-
bclecidos entre nos, como sapateiros, selleiros,
marceneiros, carpfnteiros, alfaiates, segeiros,
chapi-leiros, o muitos outros quo, nao s teem
augmentado a populacao como teom introdu-
cido o .'tm r.'n'im iilu iiii suas respectivas ar-
tes; urna elevago rasoavel e proporcionada as
frcas dos nossos consumidores, nos direitos
sbreos productos destas industrias, que nos
veem manufacturados do estrangeiro, masque
na vede a sua importagao, produz a dupla
vantagem do augmento da receita e de conser-
var esses productos por um prego que convide
os artistas estrangeiros a virem trabalhar entre
nos, tirando da emlgrago para o Brasil maior
fructo do seu trabalho do que se nos mandas-
sem suas obras; se a commissSo nao tivesse de
subordinar-se necessidade do augmento da
receita ella proporia como parte deste systerna
a iscngo do direitos sobre as ferramentas de
todas as artes mecnicos o sobre algumas ma-
terias que nao podemos deixar de receber do
estrangeiro; mas, attendondo aquella necessi-
dade, ella limitou-se, ou a conservar osdirei-
lOS ucluaes sobre esies objectos ou a fazer m-
dicas elevages.
Fo tambem a commissao encarregada de
examinar, Guacsti iiuuiuin.iju: i unipii- auop-
tar para favorecer-se a marinba mercante na-
cional se para isso concorrer urna reduccao
dos direitos de importagao sobre lodosos gene-
ros importados em navios nacionaes o nos de
ancoragem e quai deva ser. Entende a com-
missao, quequaesquer direitos diflerenciaes so-
bre os navios estrangeiros e sua carga sero
meio muito ineflicaz do proteger a marinha
mercante, se elles frem absolutos ou geraes
para todas as naces, porquoo emprego da re-
taliagao inutilisar essa medida ; a maior par-
te das nagns emnregan boje o direitos difle-
renciaes como urna retaliadlo previa, o anti-
cipada contra as que os qui/.erem ter absolutas,
]s modo que as naces que quizerern dar
esse favor seus navios em seus portos tem a
certeza de que elle ser inutilisado pelas des-
vantagens, que vao encontrar nos das outras ;
assim a proteegao, que dao. e pdem dar nos-
sa marinha mercante os direitos diflerenciaes
sobre os navios estrangeiros, e sua carga nao
consiste em fa/.er que os navios estrangeiros
paguem entre ns mais, que os nossos mas
sim'em evitar, que os nossos paguem no estran-
geiro mais. do uue os seus consiste em ohri-
^nr s mais naces com quem commerciamos a
tratarem os nossos navios nosseus portos do mes-
mo modo,que aos seus,tratando nos tambem os
seus do mesmo modo,que os nosos;os direitos di-
flerenciaes deste modo tendern a dar, e procurar
a reciprocidadenccessaria, e neste sentido, que
a commissao os prope e pelo que respeita
ancoragem julga que o governo deve serau-
torisado lancar direitos diflerenciaes de anco-
ragem sobro es navios daquellas naces s-
mente que os conservarem sobre os nossos,
o na escala que parecer conveniente sen -
do sempre maiores do que os que ellas es-
tabelecerem de difTerenca. Para favorecer a
nossa marinha mercante preciso promover a
acquisicao, e nacionalisago de marinheiros, c
animar a construccao naval com favores, que
nao possao ser inutilisados pela retaliadlo, taes
como isencao dos direitos de ancoragem dos
barcos decabotagem A commissao senao
tivesse de considerar a necessidade de augmen-
to da receita,proporia tambem mui mdicos di-
reitos sobre cabos lonas, amarras, ancoras,
ferro, e cobre para forro de navios ; porm, cm
vista daquella necessidade limitou-se a nao
levantar os direitos actuaes de 20 por % sobre
estes objectos; com tudo parecc-lhe que a
restituidlo dos direitos do consumo do cobro ,
do ferro amarras, ancoras brins, ou lonas,
empregados em cada navio novo quo se cons-
truirnos nossos estaleiros, seria um meio do pro-
teger, e animar a construccao naval entro nos.
A navegacao costeira em barcos de vapor tam-
bem parece commisso da maior importancia
para a agricultura, e commercio do Brasil, c a-
lm dos mesmos favores, ella entende, que o
carvao de pedra, as machinas de vapor deverio
ser livres de quaesquer direitos de importacao
por mais mdicos que fossern. Pelo mesmo
principio conservou os mesmos direitos de 20
por > sobre as ferramentas nao s sobre as
necessarias aos olficios que teem relagSo com
a construccao naval como tambem as em-
pregaJas nos mais olTicios, e artes mecnicas ,
e sobre o ferro ac. e estanho com o mesmo
fim de proteger alguns ramos do industria e
artes; o, adoptando o systema de outras tarifas,
a commissao tambem conservou os direitos ac-
tuaes sobre varias materias, que n3o pdem
ser consideradas primas por j trar.erem mo de
obra mas que veem ser acabadas no paiz ou
empregadas pelos artistas em suas obras, sendo
^ara isso indispensavel importal-as doestran-
geiro. Se a commissao nao tivesse sempre do
combinar a proteccao estas industrias com a
necessidade de nao diminuir a renda, proporia
muito menores direitos sobre os objectos, que
se achassem nestas circunstancias; com tudo el-
la espera, que estas reduegos vir a verificar-
se, logo que a elevadlo da nossa receita o per-
mitir. Na applicagao da medida insinuadano
artigo 3. do decreto achou a commissao, que
a maior parte dos artigos indispensavei? defe-
sa do estado como necessarios para o arma-
mento dos navios de guerra so tambem in-
dispensaveis marinha mercante ; e como a-
chasse, quo n5os5o, nem pdem ser fcilmente
produzidos no pai/, nao os carregou com os 60
por o; apenas achou as circunstancias indi-
cadas a plvora ; mas considerando, que a fa-
brica nacional nao produz plvora nara todo o
consumo do governo e dos particulares em to-
do o imperio e que ha certeza de se ter feito
contrabando deste artigo parece-lhe. que se-
ria prudente nao elevar os direitos della a mais
do 40 por o sobre os valoros, que Ihe estao da-
dos na pauta ; o custo deste artigo em Inglater-
ra miji oenueno e os contrabandislas 3rrss-
cao pouco principal e tirao muito lucro, pas-
sando urna remessa por contrabando. Quanto a
espingardas, pistolas, espadas, e outras armas,
a commissao nao Ihes applicou a disposigao do
artigo 3., porque nao sao, nem serao por lon-
gos annos fabricadas no Brasil ; considerou-as
como um genero.susceptivel de maiores direitos
para augmento da renda e langou-lhes com
este intuito os de 40 por / No cumprimento
do artigo 4., a commissSo nao considerou s-
mente como gneros de primeira necessidade os
necessarios ao sustento ; no Brasil poucos sao
os gneros estrangeiros.Ve. denaixo desse u-
nico ponto de vista serio considerados de
primeira necessidade; a commissao porm con-
siderou taes varios outros. que, nao sendo de
sustento s5o com tudo indispensaveis no uso
da vida, o consumidos pela maior parle pelas
classes pobres da sociedade como a louga or-
dinaria do p de pedr. pratos de estanho, co-

iteres, e TiOs uc erro csi.sniio,iO c uw,
sobre os quaes lancou direitos do 20 por /! ou-
tros artigos considerou de primeira necessidade,
mas que sem grave prejuizo dos consumidores
menos abastados poderiao soffrer os direitos de
24por'o, que sobre elles laHcou como sao
bactas, baetes brins ordinarios do linho, e
algodao calhamaco ou grossaria, facas, e gar-
fos do cabo de osso c outros similhantes arti-
gos. Tambem carregou ella com direitos de 24
or % todas as drogas medicinaes. porque para
aquellas, que o Brasil pfou/., sao estes direitos
assaz protectores, e para as que nao produz nao
iusln niii> nrtio-os destinados n cntisrvnr3n Hn
sa'de sojo excessivamente tributados. Os ar-
tigos contemplados com direitos de 5 a 10 por
/ s3o os que em conformidade do artigo 5 .
parererSo commissao que por seu grande
valor em pequeo volumo convidao ao extra-
vio. Em cumprimento dos artigos 6., e7.a
commissao achou "que os gneros produzidos,
ou fabricados no paiz que solTrem com a con-
currencia dos estrangeiros, sao chapeos do pello,
cartas do jogor rap Tumo charutos ar-;
reios para carrogas e cha que conleniplou
com direilos de50 a 60 por0/.
Quanto ao sal verdade. que algumas sa-
linas temos, masem ponto assa/. limitado para
o consumo o Brasil; este genero devo ser con-
siderado de primeira necessidade alm de in-
dispensavel nossa inoustria do charque do
Rio-grande, cdotoucinho em Minas, e Sao
Paulo b elle necossario para a criacao, e con-
servadlo do gado vacunr e cavallar ; a taxa
do 240 reis por alqueire que Ihe impoz a nova
loi do orcamento parece excessiva ; a com-
missao mpoz-lhe a de 150 que corresponde
a 30 por % regulando o seu valor,sujeito di-
reitos, 500 reis por alqueire ," so este imposto
nao assaz protector para as sal. 'as nacionaes ,
nao julga a commissao, que ellas devao ser pro-
tegidas custa de lao pesado sac rificio de ou-
tras industrias e da agricultura. A commis-
sao observa que de ordinario os que empre-
hendem entre ns qualquer industrii' c recla-
mao direitos protectores sobre igual industria
eslrangeira parecem mais procurar t'nrique-
cer rpidamente a cusa dos consumido res> uo
que alcangar urna rasoavel proteccao seu.' re-
ductos para poderem concorrer com os est ran"
geiros e a commissao nao acha lundame n}
para lancar-sc sobro toda a communidade soc a'
um pesado onus em vantagem de poucos, prin -
cipalmente quando tal onus vai pesar mais so-
bre agricultura, e sobre outras industrias vanta-
|osas j estabelecidas.
Em cumprimento do artigo 8., ella contem-
plou as manufacturas grosseiras de algodao com
60 por% e todas as mais, que Ihe pareco nao
deverem ser incluidas na classe de grosseiras ,
com os direitos de 40 por /o- Tendo j expos-
to a f ua opiniao a este respeito cumpre-lhe s
accrescenlar que ella entende que urnas, e
outras devem ser carregadas somonte com di-
reitos de 30 por %, typo geral seguido pela
commissao,o como meio de augmentara renda.
A commissao adoptou geralmente os 30 por
"/o como typo do direitos dos gneros nao com-
prehendidos as medidas insinuadas no decreto
do 17 de maio cxccpgiio dos que considerou
como objectos de luxo; sobre os quaes langou
quolas correspondentes a 40 por /o, e augmen-
tou sempre 10 por % nos que teem de ser des-
pachados por factura pela vanlageW |U6
teem as partes de proporcionaren! os precos de
suas facturas aosprecosdo mercado, e de con-
taremeom o premio de 10 por /o no casodt
impugnaran.
Alm dos tearcs.o machinas necessarias s fa-
bricas de fiar e lecer que o artigo 9 declara
livres parece commissao que tambem de-
vem ser livres do quaesquer direitos todas as
machinas necessarias agricultura q instru-
mentos aratorios, que nao se acharem comprc-
hendidos as classificaces da pauta e todas as
machinas de vapor de qualquer natureza.
Os direitos, com que a commissao contem-
plou as fazendas da India, frao por ella lanca-
dos sem attenco nacionalidade dos navios. e
dos carregadores; quando porm o governo im-
perial persista em langar os direilos diflerenciaes
declarados no artigo 10 do decreto de 17 de
maio, isto. de 60 por /., quando importados
em navios estrangeiros de 40 quando impor-
tados em navios nacionaes porconta do estran-
geiros e de 20 quando em navios nacionaes
por conta de subditos brasileiros nesto caso
bastar dcclarar-se em um artigo regulamentar,
que as fazendas da India quando importados
em navios estrangeiros, pagaro mais 50 por
o sobre os direitos estabelccidos; quando im-
portadas em navios nacionaes, mas por conta
do estrangeiros, mais 25 por > smente ; O
quando importadas em navios nacionaes por
conta de subditos brasileiros pagaro metade
dos direitos estabelecidos: o citado artigo 10
nao declara.se estes direitos difl*Vrenciaesdeveiii
ter lugar smente quando as fazendas vlrem
directamente da India ou tambem quando vi-
rc;r. por transite de quaesquer cutres portes:
a commissao jft emitlio o seu sentir acerca do
direitos diflerenciaes, c accrescenta, que qual-
quer augmento de direitos em rasao da nacio-
nalidade dos carregadores Ihe parece prejudicial
ao desenvolvimento do commercio e aos into-
resses do paiz.
Foi tambem a commissao incumbida de fazer
suas observaces cerca do que dever provi-
denciar-se, para quando lindo o tratado com a
Grao-Brelanha : ella dir pois francamen-
te o que sent. Um paiz que tem vuu'SOS
productos a exportar. e que tira a sua princi-
pal r..nH2 des dicitcs de i:::pcr!s"o lacra du-
plamente em dar a esta o maior ncrflncntd
que fr possivel ; para isso convm dar toda es-
labilidade s nossas rclaces commerciaes com
as nages estranhas e a renovacao de tratados
de commercio com ellas parece commissao um
meio eflicazmente conducente a este fim nao


I '
fazendo dos tratados instrumentos regaladores
das tarifas das.alfandcgas; mas garantindopor
ellos a seguran-a individual e do propriedadc
aos subditos das naces nmigas ; garantindo a
igualdado de tratamento para com todas eal-
cancando dolas a mosma garanta : o comnier-
cio precisa de garantas para desenvolver-se ;
e porque recusal-as? A adopcao do systema
de transito ou deposito livre, parece lambem
commissiio da maior importancia para o Brasil ;
mas para que este systema produza os benfi-
cos resultados que prometa 6 preciso nao
dosligal-0 da reducciio dos direitos de ancora-
geni, com a qual anda essencialmente con-
novo ; se a nova tarifa r adoptada e posta em
execuc.o sein a adopcao simultanea destas
medidas, a commissao rcceia que o sensivel
decrescimento do nosso commercio e a conti-
nuadlo do depreciamento do nosso meio cir-
culante nao deixem colher delta as vanta-
gens esperadas para o augmento da renda p-
blica.
Deste mudo julga a commissao ter desempe-
nliado a ardua larefa de que foi incumbida ; se
o nao fez com pericia lisongeia-se ao menos
de o haver feito com lealdade c franqueza.
Dos guarde a V. Ex. Allandega da cor-
te em o de dezembro de 184). lllm. e Kxm
Snr. Joaquirn Francisco Yianna do conselbo
de Sua Magestade o Imperador, ministro e
secretario de estado dos negocios da fazenda ,
presidente do tribunal do thesouro pblico na-
cional &c. te. &c. Saturnino de Sousa
e Oliveira presidente. Joaquirn Teixeira
de Macedo. Theodoro I-azaro de S, Jo-
seph Eubank. Francisco Moreira de Car-
valho. (Jornal do Commercio.)
Deca racocs.

polica.
O delegado do Urejo participa que as oito
horas da noute de 5 do corrente encontran-
do-so na ra daquella vil'a Traja no Targinede
Moura com o pardo Joao de Albuquerque ,
que acompanhava n tenente-coronel Francisco
Antonio Cordeiro de Carvalho, houvrao ern-
purroes entre ellos e que nesto conflicto o dito
tenente coronel Cordeiro armara urna pistolla
aos peitos do Trajano, o qual fez a mesma ac-
c5o, seguindo-so a isto alguns gritos; aos
quaes acudrao o mesmo delegado, e ojuiz
municipal com forca armada, econsegurao ac-
CQIPlWOdnf a dcsordeui, Sum entlenlos, nem
oulras consequencias, que perlurbasseni o so -
ceg pblico.
A lan riega.
ftendimento do dia 11......... 19:1838783
Desear rego hojt 12.
BarcaVavarrearinha.
Briguel'oicltneyarinha e fazendas.
BrigueIcenybacalbo.
BrgueBrasilia haca I h 90.
BarcaMancfiesterdito.
liriguei'tabriel sal.
PatachoVovo-congresso- diferentes gneros.
BrigueThomaz-Lucfccanos de ferro.
DitoAmeliaencommendas.
IMPOBTACAO.
Herschel, barca americana, vinda do Rich-
mond entrada no corrente mez a consigna-
cao de Henry Foslers & Companhia munifes-
tou o seguinte :
2.4H barricas, e 124 meias ditas com ari-
nha de trigo; aos consignatarios.
Xavarre barca americana vinda de Phi-
ladelpbia entrada no corrente mez a con-
ignacao de L. G. Ferreira & Companhia ma-
nilestnu oseguiule :
1.500 barricas com arinha do trigo, 50di-
tas bolaxa, 200 banilinbos bolaxinba, 150 di-
tos manteiga 43 barricas vasias 100 ditas
,,nin I,,,,,, QTJteai----Uf. OOI hrAna a \Q C3-
_0:! "Cu, _ju t,jnn.t bSufavi .-.-,*-- %
xas diversas fazendas 055 caixas com sabao ;
aos consignatarios.
llovimento do Porto.
Vatios entrados no dia 11.
Terra-nova; 35 das, brigue inglez Brazihan ,
de 179 toneladas, capitao W.,n Crumingham,
cquipagem 10 carga bacalho ; a consig-
naeio de James Crabttret & Companhia.
Amst'erdam; 47 dias, escuna hollandeza Antia,
de 100 toneladas capillo L Klein cqui-
pagem 7, carga queijos, batatas, ferro.&c;
a consignadlo de Branda a Brandiz.
.Nato sihido no mesmo dia.
Amstrdam ; gliota bollandeza Vier-Gobroe-
deot, capilo San Jacob Meto, carga as-
cucar.
= O segundo escriturario da me/a de ren-
das internas provinciaes desta cidade, abaixo as-
signado, tendo sido encarregado pelo sr. osori-
vao e administrador de proceder ao lancaincn
to da decima dos predios urbanos do bairroda
Boa-vista avi/a aos srs. proprietarios e mais
pessoas interessadas em dito langamento que
di principio ao mesmo em o dia 3 do corrente
mez. Meza de rendas internas provinciaes 2
do Janeiro de 1844.
Francisco de Paula e Silva.
= O primeiro escripturario da me/.a do ren-
das internas provinciaes desta cidade,abaito as-
signado, tendo sido encarregado pelo sr. escri-
vao, eadministradorde proceder ao langamen-
to da decima dos predios urbanos do bairro do
llecife avisa aos srs. proprietarios, e mais pes-
soas interessadas em dito lancamento que da
principio ao mesmo em 3 do prezento mez Me-
za de rendas internas provinciaes 2 de Janeiro
lo 1844. Jos Guedes Salgueiro.
O abaixo assignado official encarrega-
do do laboratorio dos fgos artificiaos do arsenal
de guerra por ordem superior faz pblico ,
que o mesmo laboratorio tem para vender por-
eiio de plvora grossa e lina, da fabrica nacio-
nal : a saber ; a grossa a 520 rs. a libra e a
fina GOrs. : as pessoas, que quizerem com-
prar procurcm nos dias uteis ao mesmo abai-
xo assignado no dito laboratorio na fortale-
za das Cinco pon tas. O segundo tenenteJos
Francisco dos Santos.
THEATRU PUBLICO.
SABBADO 13 DO CRREME.
QUINTA UF.PtESENTACAo
da
COMPANHIA RAVEL.
1.' parte.
Tcr.'i principio o espectculo s 8 horas cm
ponto pela overtura do
Zampa ,
executada em grande orchestra dirigida por
Mr. Eugenio Fenclon e seguida das
Estatuas gyrantes
pela companhia Ravel.
Estados de estatuas antigs e idaos de mar-
more, dispostas de modo, que estes bellos gru-
pos de figuras podero ser vistos de todos os
nnnfna
N. 1. O gladiadorjmoribundo Atlassusten-
tandooglobo o gladiador combatendo.
2. Hercules suffocando a Entbeo osPugillis-
(as.
3. O juramento dos Horacios.
4. A partida dos Horacios indo decidir da
sorte dos Romanos em combate com os Cu-
riados Discbolo cm aceio.
5. Cinoinato atando a sandalha o amolador,
o gladiador em dofeza o ultimo suspiro do
gladiador.
6. David conquistador. Goliah Hercules, e
Achilon.
7. Grupo de estatuas da antiguidade.
8 Hercules em repnnso : nm pai salvando o
seu ilho do diluvio ; grupo ideal do Da-
vid.
9. Os derradeiros esforeos do um gladiador;
Camillo voltando do combate.
10. Os habitantes de Troia levando o eorpo
de Heitor para ser queimado.
11. Prometheo agrilhoado por ordem de Vul-
cano ; o vo de Mercurio
El Zapateado do Cdiz ,
pela gentil madama Len Giavelly.
O galope ideal
para grande orchestra composto por
Mr. Eugenio Fenelon.
Dansa variada sem maromba.
N. 1. Dansas de corda por Mr. Francisco Ra-
vel.
2. Dansa de frca e deelcvac5o pelo celebre gra-
cioso Mr. Len Giavelly.
3. Dansa de bandeiras pola celebre Madama
Martin Giavelly.
t geffM do guerreiro pelo pequeo amor de
3 annos e meio de idade.
5 Mr. Carlos Winther o mais elegante e o
primeiro dansarino de corda do mundo, con-
cluir estas dansas com novos e maravilhosos
excrcicios.
Intervallo de 15 minutos.
2.' parte.
Zanctta ,
Overtura em grande orchestra.
Findar-se-ha o espectculo pela pantomi-
ma
Jocko ou o macaco do Brasil.
Distribuico.
Jocko ou o macaco do Brasil representa-
do pelo celebre Mr. JoscphMarcoti que tem
obtidoemtoda a parte osGiuis vivos applausos.
Fernando, rico lavradorMr. L. Ferin.
Pedro, administrador de Fernando Mr.
I.eon Giavellv.
Loureneo carcter cmico Mr Francisi
Ravai.
Domingos, criado de LourencoMr. Carjos
Winther.
Jacques ordenanza de Pedro Mr. Martin
Giavelly.
Sen hora de FernandoMdamaE ugeniae-oo
nelon.
Cora pupilla de PedroMadama Martin Gia-
velly.
Julio," ilho de lomandoO pequeo a-
mor.
Camponezes, lavradotes, &c.
Precos de entrada.
Camarotes da 1/ordem, ns le2, 8.000
reis; os soguintes ;> 001) rs.
Camarotes da ordem nobre ns. 1 c 2,
12.000 rs. ; os seguintes 6,000 rs
Camarotes da 3." ordem, ns. 1 e 2, 4,000rs;
os seguintes 3,000 rs,
I-'restas l.oOOrs. ; plateia 1,000 rs.; casue-
las B00 rs.
Avisos martimos.
Para a Babia sabir i sexta-feira, 12do cor-
rente, a barca americana Herschel ; quem qui-
zar ir de passagem pode entender-se com os
consignatarios Henry Forster & C. na ra do
Trapiche-novo n. 8.
se O hiate Olinda pretende sabir para o A-
racaty no dia 24 do corrente : para frote trata-
se com Manoel Joaquirn Pedro da Costa.
O brigue americano Poicltney seguir
viagem em poueos dias para o Rio-grande -do-
sul ; quem qui/er ir de passagem para que
tem escolenles commodos dirija-so aos con-
signatarios L. G. Ferreira v C.
=r Para I.oanda pretende seguir viagem com
a possivel brevidade pois tem a maior parle
do seu carregamento prompto o bem solida-
mente construido e velleiro brigue nacional
Albanez de 276 toneladas forrado, e todo
oocavilhado de cobre e do qual he capitao Ni-
colao Mana Passalaqua Jnior ; as pessoas que
no referido navio quizerem carrogar, ou trans-
portaren^ se de passagem para o que o dito
! brigue offerece urna excellente, e aceiada cama-
! ra alem de varios outros commodos no tom-
ibadilho hajao do se dirigir a Ba direita a
fallarcom Jos Francisco Collares ou com o
capitaoa bordo desdo manhaa al6 os 2 horas
i da tarde, para por ai se verificaren! da bella
'organisacao dos supramoncionados meios de
\ transporto.*
Avisos diversos.
LOTERA 00 TI1EATRO.
Nao tendo sido possivel effectuar o ondamen
to das rodas da 2. parte da 18.* lotera nos
dias, que forao annunciados, oni rasao de res-
tar anda por vender um avultado numero de
bihetes, cujo valor montava a 9:0008 de reis.
forcoso foi espassar o dito andamento para o
prezente mez na esperanca de que os amado-
res dRta.{ngo concorreriiio a comprar osse res-
to de bilbetes, c como felizmente isto seyai
realisando ulga-se o respectivo thesoureiro
habilitado para declarar que as mencionadas
rndas tero impreterivelmente o seu andamento
no dia 30 do corrente mez.
Aiuga-sc o primeiro andar do sobrado da
ra ostreita do Rozario n. 21 ; a tratar no se-
gundo andar do mesmo.
a Aluga-so o primeiro andar do sobrado da
ruaestreita do Rozario n. 21 a tratar no se-
gundo andar do mesmo : na mesma casa preci-
sa-sedeuma ama deleite, e compra-se urna
negrinha de 13 a 14 annos de idade.
Offerece-se um rapaz brasileiro de. boa
conducta dar lices de msica em casas
particulares por commorlo preco; quem do
seu presumo se quiser utilisar dirija-so a loja
de miudesas na Rua-direita n. 2.
Joao Borgesda Silvera solicitador deste
|u7.o faz sciento ao respeitavel publico e
particularmente quem se quizer utilisar de seu
prestimo que mudou a sua residencia para a
rna estreita do Rozario no segundo andar on-
de morou o snr, Dr. promotor publico desta
cidade.
rOflerece-se um rapaz Brasileiro para al-
guma casa de negocio nesla praca ou fra d'el-
la ou para algum engenho -armazem dcas-
sucar ou caixeiro do ra de algum extrangei-
ro pois sabe Ifr, cscrever, e contar, oda
fiador a sua conducta ; quem precisar annun-
cie.
Quem precisar de um rapaz Portuguez de
idade de 21 annos o qual sabe ler, e eserever,
para caixeiro do venda do que tem bastante
pratica ou mesmo para outra qualquor arru-
macao ou para torada pra?a ; annunrie.
SOC1EDADE THEATRAL MFJ.PHME-
NENCE.
O thesoureiro faz a distribnicio dos bilbetes
para a recita do dia 13 do correte boje o a-
manhaa na ra da Cadeado Recife n. '>.
No primeiro andar do sobrado da es-
quina da ra das Cru/.es apromptao-se ban-
dejas do bolinfaos, com todo o aceio e perfei-
cao; fazem-so podios, pSodel-, bollo in-
gle/. lelria d'ovos semdo arroz do leite ,
pastis de nata, o Indo com enfeites d'ali-
nins doces seceos e de calila para embarque :
tamben) apromptao-se comidas para lora;
tudo com aceio promplulao o commodo
proco.
O abaixo assignado faz sciento aos fregue-
zes do seu armazem de capim que o seu cai-
xeiro Jos Severino Lopes desappareco no dia
S do corrente, rouban.do-lhe perto do oitocen-
tos mil rs. ; os provine pelo presente, que
d ora em (liante no pagucm a importancia do
capim, que mandaiem buscar, se nao avista
de recibo passado polo abaixo assignado. O
mesmo abaixo assignado roga a qualquer pes-
soa que souber onde se acha o dito Jos Seve-
rino Lopes, o avi/o em particular, que gratifi-
car generosamente similbante avi/.o.
jntonio Litis Caldas.
Pretende-se abrir una aula do primeiras
lettras, na Rua-lmperial-do-atterro; as pessoas
I que quizerem-so utilisar deste commodo, diri-
Ija-so defronte do vivelro do Muniz n..i.
Na ra de Santa Bita casa n. 83, lava-se
o engomma-se roupa com toda a perfeicao e
cuidado, e por niuito commodo proco.
= Aluga-se o excellente predio da ruado
Amorim pertencente ao F.xm. sr. Manoel de
Carvalho Paos de Andrado. o qual foi por mui-
! tos annos oceupado polos srs. Jamos Crabtroe S
Companhia, eJosRay, eassimmais o ler-
ceiro andar e sotSo da grande casa da ruado
Collogio pertencente ao mesmo Exm. sr.; os
pertendentes dirij5o-se ao corretor Oliveira.
Jos Poreira da Cunha embarca para o
Bio-de-Janeiro os Seus escravos, Malheus cri-
oulo e Maria Cassange.
Alugao-se duas casas terreas urna na ra
da Alegra n. 1 com bom sotaq una salla,
e boas camarinhas ; outra na Bua-da-praia n.
;J4 propria para armazem de carno-secca ;
o aluga-so urna canoa aborta para area : em
casa de Francisca Maria do Jess, viuva de
Joao Baptista Branco ou no Trapiche-novo.
= Fugio do sobrado n. 23 da ra do Sol ,
urna perdiz: a pessoa que adiar,quorendo res-
tituil-a, pi>de levar ao dito sobrado, ou annun-
ciar sua morada para ser procurada que ter
4$ de ^lutificuio.
= Precisa-so de 2:5008 rs. e para segu-
ranza offerecem-se duas moradas de casas ,
com seus quintaos, lvrcs o desembarazadas ,
perto Ja.praca, c que rendem annualmento
300. reis.
= Na ra do Queimado, n. 24 existo o af-
lamado rap rolao grooo e meio dito do Rio:
assm como princesa do Rio dito macaroca i-
mitando o de Lisboa e responsabiliza-se
pela qualidado do rap e juntamente existo
do Mcuron t C .
FABRICA DE RAPE
PRINCEZA
GASSE fabricante e legitimo inventor do
bem acreditado rap princeza do Rio-de-Ja-
neiro com seu deposito gcral na ra da Cruz
do Recife n. 38 c outro na ra do Livramen-
to n. 13 avisa, que as muito boas qualidades,
que possue o seu rap as quaes pela grande
estima crdito que progressivaroento ue da
em dia teem oblido n'esta e as mais partes ;
bem conhecido por um consideravel numero do
tomantes e nao consta ter mofado urna s li-
bra : por isso faz publico, que toda e qualquer
pessoa que quoira especular com o seu rap ,
attendendo as superiores qualidades elle fabri-
cante adverte que se responsabilisa pelo seu
rap por qualquer forma e com condicooes,
que o mesmo comprador pode uprosental-as.
Aluga-se urna preta moca robusta ,
esem achaque propria para todo o servico de
casa e vender na ra sendo o seu aluguel
mensal de 128000 rs. : quem a pretender,
dirija-se ra do Falco casa n. 18 que a-
char com quem tratar.
Precisa-se alugar urna casa terrea em
qualquer ra exeeptuando-se beccos, e que
seu aluguol nao exceda de 8 a 108 <" mensaes ,
dando-se fiador contento : quem a tiver,
annuncie.
Cm moco Brasileiro so ofereco para cai-
xeiro de alguma casa de negociante estrangeiro,
mesmo para cobrantes e nenbum isco corre
em receber grandes quantias, por ser acredi-
tado e possuir nesta pra?a varios predios livres
desembala, .idus, quoui u piuoiider iinuiioie.
Aluga-se urna grande casa sita na ra
'da S. Cruz, com grande quintal com capim
para sustentar um cavaiio de verlo 6 invern;
na lua-nova n. 3.
Quem precizar de um caixeiro de 10 an-
nos de idade, Portuguez, que entende de ferra-
jem por ter pratic* ; annuncie, ou dirija-se aos
Quatro-cantos da Boa-vista n."8S.


4
i**.*. .---'.t\ti *:e
RAPE FINO PRINCEZA
Da BAHA EBIO-DE-JANEIRO.
= Acha-sc a venda o mu excellente ra-
p da nova fabrica dcGodinhoda Baha, e do
Kio-do-Janeiro pelo mdico preco de 1:000 rs.
cada libra : este rap chegado ltimamente ,
e torna-se muito recommendavel pelo seu bom
aroina : roga-so aos compradores, dosediri-
girem ao nico deposito existente nesta pro-
vincia na ra da Cruz n. 10, que ainda
encontrario meias libras, e levando porcao se
far um preco muito rasoavcl.
= Precisa-sede urna mulber, que tenha
mais de Manos para servir a urna casa de
pouca amilia distante desta praca 6 legoas ,
dando-se-lhc o sustento o mais algum cou-
sa, conforme se ajustar ; na ra estreita do
Rozario n. 32.
~ O abaixo assignado laz publico que
pessoa alguma laca negocio com Joaquim Mi-
guel EstevesSouto a respeitod' umsitioecasano
Arraial, por se acharem bypotbecados ao abai-
xo assignado como se pudo ver no cartorio do
escrivo das bypotheeas pela quantia de um
cont de reis e para que ninguem se chame
a ignorancia faz o presente. Manoel Jos
Fernandes Eiras.
= Precisa-se arrendar um etuenho que i
tenha alguma fabrica oquosejade boa pro-
ducao ; na ra do Livramento n. 22.
ss O reverendo bacharel formado Antonio
de Andrade Luna faz sciente aos seus amigos, c
constituintes que mudon a sua residencia e
escriplorio de advogacia para o primeiro andar
do sobrado da ra do Oueimado n. 37 com
entrada pelo pateo do Collegio onde pode ser
procurado a qualquerhora do dia.
Academia de msica.
ss Justino Jos Garcia Jnior pretenden-
do prestar-se, quanto Ihe couber. utilidade p-
blica desta cidado tem-se determinado aerear
urna academia de msica na qual baja de
reunir-se quanto comprebende a ideia apre
sentada. Ella comecar os seus trabadlos, no
dia 15 do corrente com aquellos alumnos ,
que at ento se inscroverem ; e para o que as
pessoas quem convier, devero dirigir-so
ra do Collegio n. 15 das 5 horas da tarde em
diante onde ser patente a regra estabelecida,
para quantos hajo de frequenlar a referida a-
cademia. Alm dos exerciciosou tirocinio a-
cademico, haver em cada semana urna reuniao
acadmica musical. Podemos ja annunciar ,
que osnr. Carlos Steuber, excellente rebequis-
ia seacua escripturado para mestro da 2.*'ses-
sao da academia.
Osnr. Manoel Jos de Araujo Macha-
do queira fazer o favor de ir receber urna carta
na ra do Crespo n. 17.
- Precisa-se de urna mulber solteira e
de bons costumes para mestra de meninas em
Capacaca ; quem estiver nestas circunstancias,
annuncie.
Precisa-se" de urna mulber sisuJa
dia, livre o desimpedida para ama de
de pouca familia ; na ra do Nogueira n. 13.
- Na ra do Crespo, n. 15, ba urna parda
forra que quer ser ama de casa.
Joaquim Francisco de Alem faz publico ,
que Joo Manoel Pinto Chaves Ihe fez hypo-
theca de um escravo, de nome Luiz, assim co-
mo de seu estabeiecimenlo em Fra-de-portas
n. 122 com todos os seus utencilios e tam-
bem do deposito da ra larga do Rozario o de
toda sua mobila; as meamos casas contino
de hora em diante a girar debaixo da firma
de Joaquim Francisco de Alem.
Um Brasileiro com capacidade neces-
saria se prope a ensinar primeras lettras ,
com o maior zelo possivel, e por preco com-
modo ; quem deseu prestimo se quizer utili-
zar dirija-se a ra do Fogo n. 39.
Quem annunciou querer comprar duas
pedras para soleira dirija-se ao principio do
Atterro-dos-afogados, no traveasa do Lima.
Quem annunciou querer comprar urna
porgo de pedras, dirija se ao principio do At-
tcrro-dos-afbgados na travessa do Lima.
Precisa-se alugar urna escrava que seja
fiel para vender na ru ; quem tiver anean-
do.
O snr. Venancio Ribeiro de Aguiar di-
rija-se a ra da S. Cruz n. 60 a negocio de
seu interesse.
Precisa-se do um official de latueiro e
queseja tambem undidor ; na ra do Livra-
mento loja n. 34.
= Troca-se urna porcao de telbas de boa
qualidade, por lijlos de alvenaria ; na ruada
Gloria 91.
Aioga-se a casa n. 100 do Afierro-dos-
alJogados por 4S rs. mensues; a tratar de-
fronte do viveiro n. 07. com Jos Franris Silva Penna.
Quem precisar de urna ama para casa de
una familia capaz, a qual engomma bem, e co-
zinha dirija-se a Rua-dircita n. 18 pri-
meiro andar,
BIMtSi UCfeUHwa1 '..
Quem quizer roupa lavada, e engom-
mada com o maior aceio o perfeicao nao
s camisas do homem lisas como do pregas na
abertura feitasa ierro dirija-se a ra da Flo-
rentina n. 16
- Acha-sc desoecupado o se aluga por
preco commodo o segunda andar e sotan, que
(leve ser considerado como um terceiro andar ,
da casa n. 13 da ra da Cadeia junto ao thoa-
tro a qual oTercce commodos para numerosa
familia e se acha em estado de aceio ten.io
sido oceupada por osnr. B. P. do Carmo, que
se retirou para Macei ; a tratar no armazem
da rriesina casa onde tem deposito d'agua.
Quem annunciou querer comprar a obra
de Tito Livio querendo com algum uso di-
.ija-se a ra do Mondego n. 54.
- Aluga-se a loja do sobrado da Rua-di-
reila n. 58 ; a tratar no primeiro andar do
mesmo.
Em consequencia dse ter mandado en-
carnar de novo a imagem do glorioso S. Ama-
ro fica transferida para o dia 28 do corrente
a sua festa comecando por conseguinte no dia
19 a novena; e na tarde do dia 18 tera lugar
a procissao do mesmo Santo da igreja da S.
Cruz para a que Ihe pertence.
= Vendem-se 18 cadeiras de angico, 12
ditas de Jacaranda, um sof, umjogo de ban-
cas urna me/a de meio de sala tudode an-
gico urna meza de ^anlar de amarello um
guarda-roupa um dito de louga um cai-
xilho de vidraca urna marqueza de oleo no-
va urna dita de angico urna meza do jaca-
carregador do passo
Gloria n. 91.
\ ende-se-uma preta rrioula de 20 an-
nos cotiriha, e engomma tudo com
cao ; na ra do Collegio loja n. 4.
Vcnde-so um calis dourado um
sal com estante urna podra d'ara o
e esquijia ; na rua da
porei
IIIIS-
alguns
randa pequea um par de lanternas com cas- oulros objectos de altar ; quem pre'tonde*au-
licaes de casquinha fina tudo por proco com- nuncio.
modo ; na ra da Cadeia deposito do fari-
nha n. 19.
= Vende-se urna porcao de barricas vasias,
que foraode farinha de trigo por preco com-
modo ; na Camboa-do-Carmon. 12.
Vende-se por preciso urna escrava de na-
co Bengucla do 20 annos boa quitandei-
ra e muito diligente; no pateo do Carmo
n. 24.
ss Vende-se urna porgSo pequea do sola ,
urna partida de couros de cabra bezerros, tu-
do de muito boa qualidade ; e um escravo de
= Vendem-se meios bilhetes da lotera do
llieatro a 4500 rs. ; confronte ao oitao do Li-
vramento, loja de azendas n. 12.
se Vendem-se 100 caixas vasias para socar
assuca'r grandes e bem rritas ; na ra
Praia serrara de A. I). Silva Cardial ,
15el7 prefo 0S000 rs.
=\cndt'-se superior marmelada em latas,
e vinho Muscatel engarrafado ; na ra do Ca-
linga loja n. 16, de Antonio Jos Pereira.
Vendem-se corles de lanzinba para ves-
tidos, liia para caifas de muito
(la
ns
Compras
= Compra-se eectivamente nesta Typogra-
pha toda a qualidade de pannos cortados ou
velhos de linho e algodao toda a especie
do fibra linheza algodao de refugo em ra-
ma papel e papelo velho.
Compra-se urna porcao de sebo em rama;
na roa do Nogueira n. 13.
= Compro-so efectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos de 12
a 18 annos; na ra da Cadeia do Recife n.
47 a fallar com Manoel Jos Machado Ma-
Ibeiros.
Comprao-se 50 a 60 canecos de agua a
10 rs. cada um mandando-se conduzir da
canoa ; annuncie.
Compra-se urna negrinha de 10 a 14 an-
nos e um molequeda mosma idade ; na ra
do Camarao n. 7.
= Compra-se um diccionario francez ja
usado ; quem tiver annuncie.
= Compra-se barba de baleia em pasta
de 6 a 8 palmos; quem tiver annuncie.
Compra-se para fra da provincia es-
cravos de ambos os sexos, de 2 a 24 annos ;
no armazem de cabos defronte do Corpo-santo
_, .__ r---------v .. -------- ,)om flOSto,
Pannos, proprro para qualquer servico ; na chitas finas c outras fazendas de goslo por
ra da Cruz n. 51. preco commodo ; na ru*a doCabuga n 16
_ Vendem-se duas colleccoes dos Diarios \ = Vende-se um escravo crioulo, de 10 an-
de Pernambucoos annos de 1842 e 1843 ; nos ; na ra do Rangel n 5
um relogio de parede inglez muito born = Vende-se urna casa terrea, defronte da
regulador e de superior fabrica proprio pa- : igreja da Gloria ; a fallar na mesma ra n
ra qualquer repartrcao; em Fra-de-portas, | Vendem-se urnas pulceiras. dou
ra do P.llar n. 1 ; de brincos sen(|() U||, ((e fi| -a
Vende-se cal virgem para o fabrico de tro dito com brilbantes urna corrente p(
ucar em barricas com 4. arrobas; na ra relogio um allinete para peito um dito
assuca
7.
s pares
ou-
ara
de
de Apollo n. 10, armazem de Francisco Jos brilbantes tudo de bom ouro ; na Ba-bella,
bilveira. ; sobrado novo no primeiro andar.
=Vendem-se terrenos com 156 palmos de; a Vende-se superior vinho engarrafado da
comas frentes, que es compradores Madcira secca Malvasia, e Bucellas de 1832
qu.zerem na ra da Concordia, e as tra-1 por prcco commodo : na ra da Cadeia do Re-
venas do Monteiro, e Caldoireiro as quaes rife n. 37 primeiro andar
(undo
sa-
ca sa
Vendas.
Acho-se a venda na livraria da praca da
Independencia ns. 6, e 8 ; ra do Cabug lo-
ja do Bandeira ; defronte da matriz da Boa-vis-
ta botica do Moreira; no Recie ra da Ca-
deia loja de ferragens n. 48; em Olinda, ra
do Amparo botica do Rapozo ; e nos Qua-
tro-cantos, loja do Domingos: as excellentes
folhinhas impressas nesta Typographia com-
poslas pela primeira pessoa, que as fez nesta pro-
vinciae que tanto crdito tern merecido; conten-
do as do algibeira ptimas chcaras, e a disputa
entre urna pulga, e Ota pioln sobre a fidaiguia;
outras contendo a confisso do marujo ; ou-
tras com a linguagem das flores, ou novo dic-
cionario para a correspondencia amatoria ; ou-
tras com o almanak dos empregados pblicos ,
J e finalmente ccclesiasticas para o olicio divino.
=Vendem-se 56 pelles do guaras de su-
perior qualidade ; na ra do \ gario arma-
zem n. 24.
= Vende-se muito bom rap de Lisboa ,
chegado ltimamente por preco commodo ;
na ra da Cadeia do Recife, loja de ferragens
de Joo da Cunha Magalhaes.
= Venden se apparelhos para cha, de por-
celana dourada e pintados ditos azues e
outras muitas cores e gostos. ditos de meza
do juntar, campoteiras de cristal para doce,
ditas lapidadas garrafas de cristal ditas fi-
nas lapidadas, copos para agua clices para
tiiibo, ditos para champanbe, copos para cer-
veja mangas de vidro lapidadas, e lisas in-
glczas, casticaes de vidro frascos de boca lar-
ga todas estas o outras muitas cousas por
preco commodo ; na ra do Livramento ar-
mazem do louea n. 6.
=; Vende-se um burro de Horacio, nov o^
aop da lettra ; urna cabra ( bicho) de Lis-
boa ; na ra do Sol n. 23 primeiro andar.
= Vendem-se os utencilios de fazer cera ,
pelo miado bem cerno Usas oapuiuaderas ,
e && por preco muito commodo ; na ra do
Hangel n. 34.
. Vcriuc- i cnud im ra do liangel
n. 5 a dinheiro, ou a prasocom boas firmas ;
vemle-se por circunstancias que se dir ao'
comprador ; na ra da Cadeia-velba n. 35.
= Vendem-se saccas com farinha a 2$ rs.
ra da Cadeia-velba n. 35.
sao do 60 palmos para onde ditos terrenos
tambem (azem frente em direcQao ao rio Ca-
pibaribe : estes terrenos acho-se parte atter-
rados, o parte beneficiados, e tambem tem
alagados para a parte do rio e todos oere-
cem grande commodidade para a sua edifica-
cao por proco commodo ; na ra dos Quar-
teis, hoje larga do Rozario n. 18.
ss ^ ende-se urna feichadura de porta, pro-
pria para algum escriptorio por ter varios se-
gredos: na ra do Brum Fra de portas ca-
sa de Henrique Allemo n. 2.
= Vende-se milho branco em saccas a 2a
rs. ; no armazem de Dias Ferreira & Compa-
nhian o caes da allandega, ou a fallar com Ma-
noel Jos Machado Malhciros.
Vende-se um batelo por mdico preco :
em F'ora-de-portas ra do Pillar n. 141.
- Vende se urna canoa aberta usada de
carga de 500 lijlos por preco commodo ; no
estaleiro defronte do convento de S. Fran-
cisco.
Vende-se urna machina para fabricar fa-
rinha de mandioca composta de 3 pecas dis-
tancias urna raspa urna prenca e um en -
genho de forca de um cavallo a qual posta em
ilumnenlo produz duas mil libras de farinha ,
sendo este engenho de ferro ; e urna grade do
ferro de 150 palmos de comprimento corn al-
gum uso ; na ra da Cruz deposito de rap
areira preta de Meuron & Companhia.
- Vendem-se saccas com farinha a 2240
rs. e ditas corn milhoa 2880 rs. ; no arma-
zem junto ao arco da Conceicao que Ib i de
Joaquim Goncalves \ ieira Cuimares.
Vende-se a venda da ra do Hortas, que
faz esquina para o beco de S. Pedro ; a tratar
na m^srn0
Vendem-se barricas com farello a 3# rs.
a barrica; no armazem de Dias Ferreira <": Com-
panhia defronte da escadinba da alfandega.
= Vende-se um sorlimento de pedras re-
dondas e quadradas para meza de meio de sa-
la e Ireins domis fino marmore, e de
dilTerentes cores, entre Has urna maurisca ,
e mauzaica o mais bello que tem apparecido ,
por preco commodo ; na ra da Cruz, atraz
da igreja do Corpo-santo armazem de'rastes
n. 31.
= Vende-se superior essencia dn rosa em
vidros de urna onea excedente agua de fiordo
laranja bons confeitos de diflerentes quali-
dades, finissimo chocolate chegado agora o'u
Italia ; na Ra nova n 65 primeiro andar.
=r Vendese superior lona igual a da Rus
sia em largura e bondade propriu para
enserados por ser muito forte, e de puro linho,
por prcco commodo ; na ra da cadeia cife armazem de Martins Costa n. 51.
= Vende-se urna escrava de nayo boa
quitandeira ; urna parda de 19 annos, oose ,
c tem principios deengommar ; e um escravo
bom canoeiro e pescador; na Rua-direita
n. 3.
Vende-st urna escrava crioula, de 14 an-
nos muito hbil para o servico de urna eaaa
no segundo sitio adianto do cirurgio Texeira ,
na estrada do Manguinho.
se Vende-se urna preta moca para lora da
provincia ou para algum engenho ; na ra
doCrejp n. 15.
ss Vcnde-se um cavalln costanho loyciro.
= Vendem-se muito boas redes vindas do
Maranhao por preco commodo; na ra do
Livramento n. 5
Escravos fngidos
azul,
e do
No dia 5 do corrente ugio a preta lz,i-
bel do naco Angico levou vestido dechi-
ta novo, e panno da Costa, baixa ,~groca ,
ps foveiros em algumas partes rosto lalhado
quem a pegar, leve ao sitio que oi do falle-
cido guarda-mr. na estrada de Joao de Bar-
ros que ser recompensado.
= Fugio no dia 24 do p. p. o preto Jos
Pnchete, de nacao Mocambique do 20 an-
nos altura rnais que regular secco do cor-
po com dous dentes de menos na frente d,i
parto superior rosto redondo bastante re-
tinto quando falla gagueja alguma cousa ,
levou camisa de riscado azul calcas de panno
preto ja velho ; quem o pegar leve a ra da
Florentina n. 4 que ser recompensado.
-*- No dia 10 do corrente fugio o escravo
Manoel do naco Congo de 28 annos offi-
cial de pedreiro, coobecido por Manoel Bairo.
estatura baixa secco do corpo ollios gran-
des nariz chato ventas largas boca um
pouco rasgada bons denles, pouca barba ,
pernas finas, ps largos e esparragados com
urna grande cicatriz em um delles cor prela ,
quando falla 6 com os dentes aperlados, e sem-
blante amolinado; levou camisas, branca ,
e de riscado cor de roza caicas branca ,
riscado azul e preto de algodao trancado, ja-
queta branca o chapeo preto de rnassa ; quem
o pegar leve a ra da Cadei-velha na esquina
do Bcco-largo n. 26 que ser gratilicaJo.
No dia 27 de novembro p. p. fugio o
escravo Joo de nacao Quilbimane alto ,
secco retinto fallas mancas levou um fer-
ro no pescco e calcas o camisas de algo-
dozinbo ; quem o pegar leve a seu senhor Vi-
cente Thomaz dos Santos, defronte do vivei-
aoJoMuni/. n. 07, a entregar a Jos,Fran-
ciscoda Silva Penna que recompensar.
= Tendo no dia 9 do corrente sabido a
comprar ra urna negrinha crioula de nomo
Cypnana de 11 annos levou vestido do me-
tan branco qsado e panno da Costa tambem
usado, |em urnas cicatrizea as costas, ainda
novas, e urna ferida no dedo mostrador da
modireita, olhos grandes, barriguda, e com
todos os signaos em propon-ao do corpo; jul-
ga se estar a cortada ; quem a pegar leve a
Fia-de-portas n. 82 que sera gratificado.
= No dia 6 do crrante fugio o preto Fran-
cisco por alcuuha Canario do naco Ca-
cange estatura regular, rosto redondo, um
pouco picado das Lechigas, olhos regalados e
um pouco vermclhoj, orelbase mfios curtas,
ps pequeos quebrado e usa de funda .
6 iiiuiio ngrisia ; natural, que tenha mu-
dado do trago pois levou camisa e ceroulas
de algodao de fra o chapeo de palba elle
uu multe pelo apellido de canario e por elle
podo ser com (aeilidade apandado ; quem o ne-
gar, leve a ruados Quarteis n. 18 que sera
gratificado.
Hkcipf: pa Tvp. drAI F dh Kata-
-.


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