Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04551


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Full Text
I
Anuo de 055.
Quarta Feira 10
da Janeiro
i
O DlAMOpnbCI-ia t. dos os das que nao fot.'m san' lirados: o pieru da .,ssi;;natnra
l ,!e irrs mil rs por quartel pagos adiantados Os anuunciosdos sssignames sUoinsefidos
p.ali. r ..s .los .pie nao forem ra;.u, de Sil reil por linha As reelainaees deven, ser diri-
gidas a 'su Tjrp "ia iaa Crutea n. 54 un a prajja ra Independencia luja de livnisn t> e S
PARTIDA DOS COKIIKIOS TKiWtKSTItKS.
G.oianna, e Parabjba, segundas e sextas fe iras. Rio Gran Je do Norte, quintas feira*
Cali... Serinliaein Kio l'ormoso, l'orio Cairo, ftlaccw'. e Alienas ; no i.c 41 c '.'1
de rada met GiranhlMi c Itonilo a -10 e 'lk de cala mes una-risu e llores r. i;i
e '.'S dio. Cldsleds Victoria, quimas Cuiras. Olinda lodos o; das.
DAS l)\ SEMANA.
S Se;, s, I.o>tr<-ncsjpiflsliniino Aud. dloj.de I), da '1. \.
) Terra s. Jullo Re. auil. do He I) da 3. v.
/{) Quarta s l'anlo. Aul do J. del), da
41 Quiis s. Ilrgino. Aud. do J. de 1) da 2. t.
'I I Si-ta s. Stiro Aud do .1. dr D. da 2. \,
1;i Sal), s Hilario Bel. aud. do .1 tic 1). da 1 v,
t'i Hom. ss. nomo de Jetas s. Felis,
90/TL / rdo azor* depende le n raleen, ''"'-'
I \ >]l:ttln Ni IH U tu: I M I l<0
\\\f, Cambioa >bie Londres '"
i / ., Tari-i -1T11 res poi frsni
Lisboa HO ('>r 10.1 i!.- |ireniiii
JKtPJTSiiasaKJiirHSCERESE^
Anuo XX. i\. 7. *
IIII
mais
compra, ve
wf isa as
, ...... ti un ;t 4im>
r,- 1,lilil
Prats I
, Pesos ei.liimntnsrel
11,1,1. Meycanj
1 ... 11 12J
I Vil, .',.'-'"
I .1)0!) '.'J-'"
Mu,',la de cobre 2 por DIO
lilem de letras de boas firmas I a I -f [ ^ ',',
PIUSKS D.VL1 V NO MKZ DE JANEIRO.
I.u. obeii a B.< 3 1.1..... 1.1 da isrde |L -.. a la as 3 horas ,57 i>d*,*fJ":
Miogu.nte |3 al 7.....,s II...... .i. larde IC.es .....& as lO b.|e l o. d. -anha.
Preamar de hoje.
Prime. as 9 borase IS in damanban.|Segunda as!.....ras e 4! "ia da manla.
PARTE OFFIOIAL.
Governo da Provincia.
KXPED1EMTE DE 22 1)0 PASS.YDO.
OfTicio Ao inspector da thesouraria da fa-
enda, remetiendo copia do aviso da secretaria da
fasenda de C do corrente, que permitte lazer-se
do lado da maro pequea o embarque dos g-
neros do pai/, para que, depois de scienlilicar
d'esta imperial determinaco os negociantes,
que urna tal permisso supplicrao, e de obri-
gal-os a cuiiiprir as condicGes, no dito aviso es-
tipuladas, laca dar-llio a devida oxecucJK
Dito Ao engenbeiro em chafo das obras pu-
blicas, encarregando-o de organisara planta do
larol da barra d'esta cidade; prevenindo-o, de
que deve nolla especificar a longitud, e latitu-
do mesmo larol; onomedo lugar, em que ello
so acha collocado, e a altura do edificio; e or-
denando, que a laca acompanliar de-urna inor-
maco, em que declare, seas luzes, de que all
so usa, sao lixas, ou movis, o nesto ultimo ca-
so, qual a duracad de sua rotacao.Ao inspec-
tor do arsenal de marinha determinou-se, que
fornecesse ao engenheiro em chelo ao inlorma-
ces, que ello Ihe pedisse, paia bein desempe-
nhar esta commisso.
Dito Do secretario da provincia ao inspec-
tor da thesouraria da fazenda, Irunsmittindo as
ordens do tribunal do thosouro de nmeros 206,
223, e224.
(o id mando das Armas.
EXPEDIENTE D'o DlA 20 DO PASSAD0.
ORcio Ao Eiin. presidente, enviando-llie
o processo verbal do reo Na.ciso Correia, solda-
do dobatalhi' d'artilharia, alim de obter final
sentenca na junta de Justina.
Dito Ao Exm. presidente, communicando-
Ihe, qu.e alm das 11 piagas desembarcadas por
d.ion'.es do vapor Paquele-do-sul, desembarca-
lai'i mais tres pelo mismo motivo.
Dito Ao Exm. brigadeiro J. J. Coelho, a-
visando-o, para quo conipaiecose na salla des-
tinada paia as reunios da junta dejustica, no
dia 22 do corrente, para, na qualidade de mein-
bro da mesma junta, dar andamento a varios
processos.
Iguaes communicaces so fizera uo lllni.
brigadeiro A. J. d'Ulivcira, c corunoi 1". J.
Martins.
Dito Ao delegado da freguesia de Murih.-
ca, para quo lizesso recolbor a capital todo o des-
tacamento, que all se acbava.
Ih
as tres pracas doentes, fazendo-as rccollier ao
hospital regimental, e considerando-as addidas,
como as domis que bontem (19) desombarca-
rao.
Portara Mandando excluir coro guia para
oscorpos a, que d'anles pertencia, os guardas
nacionaes destacados Urbano Francisco Lopes,
Jos Mara da Cruz, Manoel Alexandre do Nas-
cimento, Manoel Bizarra, Antonio Jos Lopes,
Antonio Francisco dos Santos, c Estevao do
Barros.
pjB
de cscrivao Bandeira ; forao recebidos ere-
formado o accorJao em parto.
Na appeatao crime da comarca do Rio-for-
mozo appcllantes Manoel Francisco Lamenha
l.inz esuamulher appcllailo Manoel Zafe*
rio dos Santos. cscrivao Jacomo ; se mandou
proceder na avaliacSo pelo juizodal." varado
civel desta cidade.
Na appellacao crime da comarca do Sobral ,
appellaotc a juslica appe!ladf>..Jacinto Jos
Martins, escrivao Ferreira ; foi'reformada a
sentenca que decretou a pena do morto ao ap-
pellado, substituida esta pela immediata de
gales perpetua?.
Na appellacao civel desta cidade appellante
JosCardoo dosReis, appellada Rila Mara
do Espirito Santo escrivao Posthumo ; sojul-
gou pela confirmarn da sentenca.
Na appellacao crime desta cidade appellan-
te o juizo appeltado padre Luiz Jos Ctral-
eante l-ins ; foi a sentenca confirmada.
Na appellacao civel da comarca do Rio for-
mo/.o appellante Antonio da Silva Se C ,
appellada I) Cecilia Catbarina do Monte-Sig-
nai escrivao Jacomo ; foi a sentones confir-
mada.
Na appellacao civel desta cidade a que op-
poz embargos Jos Francisco da Suva Novaes ,
contra Joao Le i le Pitia Ortigueira escrivao
Ke"0 Bangcl ; frio desprezados os embargos.
>ill%ll#*'taTkiSi'l Pssaifi
ASSEMBLEA LEGISLATIVA PROVINCIA!. DO MA-
RAMlAo.
Parecer da commisso de infraeges da
constituico. (')
( Conclusao. )
% Artigo daaccusaco.
O segundo acto da presidencia, examinad..
pela commisso. foi a nomeaeo do corone Difl-
go Lopes de Araujo Salles para chele do legifio
de duas comarcas.
A commisso nao pdedeixar de lamentar ,
que o presidente da provincia as Informe-
coes. que deo assembla respcito .leste acto,
nao fosse franco e exacto, como loi as relativas
ao primeiro ; o que tratasse pelo contrario de
iludir inteiramente aspergunt-is da assembla;
issao a basear-se ein do-
cemento, que all se acbava. l" '"o" a ^^""w-.,.-^ pe/o secre.
D.to Ao co.nmandante do batalhao d'arti- cumenos, que nao forao ^slradospela.crrc
aria nan ...nnrlnr r..,-eber CO CSC'.sS C&Bsw ''" "" y"f"'u. ">*' au"VJU K\,X-' V*,. u",,-"!,
tratava por chee de logio do Pastos-bons i*n-
camente.
Os tres documentos nmeros i, 5. cG, pro
vao a correspondmcia -directa com 0 comman-
dantedo batalhao .la Chapada dos quaesos
dous ltimos contrariao tumbem o ollicib da
presidencia (documento n '.\.) na parte, em que
diz, que o governo so oflcirn directamente ao
referido commanJante em 8 de dezembro do
anuo passado.
He de notar, que estes dous officios, um de 28
de Janeiro e outro de 7 de l'evereiro sao as
signados ambos pelo K\m. Sr Jernimo Mar-
liniano Figueira do Mello !
Um olidodo" de l'evereiro (documento n.
7.) da mesma data, que o ultimo d'aquollcs .'{
(documenten. 6.) prova, que o coronel Didgo
era ouvido nos negocios da guarda nacional de
Pastos-bons, o so qualificado do chee de lo-
gio de Pastos-bons sem so Ihe addicionar e
da Chapada, como S. Exc. agora pralica (do-
cumente n. 8.) depois da celebre erplicaco de
15 .lo mano, sobre que a commisso passa a re-
flexionar.
Esteofllcio (lelo demarco ultimo (docu-
mento n 8.) prova, que o proprio coronel Did-
go tambem reconhecia ja nao ser chee do lc-
gio seno da nota comarca do Pastos-bons,
tanto assim, que pedio ao presidente em olicio
de 7 de marco que o nomeasse che fe de kgiao
da comarcada Chapada em que resida, &0.
ao que S. Exc. respondeo, que nao podia crear
urna iegio na comarca da Chapada por nao
constar por documento que nolla Iiouv.ns.mh
mi/ guardas alistados, conforme a le de 18 de
agosto de 1831. Porcm na continuadlo deste
importante OTicio quo 0 que mais cargo faz
ao presidente, S. Ble., subtilmndo, declarou.
que ainda considerava o coronel Diogo chee de
Iegio de to.lo o territorio da antiga comarca de
Pastos-bons: islo, das dhas novas comarcas,
e Iheor.leiiou, quecxer.esse como d antes as
suas attribuicucs em ambas ellas, visto quea
dirimo j'adietaria que leve lugar pelaerea-
ptfo da comarca da Chapada em nada altern ,
nem podia alterar a diviso militar ; ( assur
, .- i- __:i:t._ JIuIaSn ciuil d:i iTtinrih
chama S. Exc. militar a diviso civ
naciouai i )
da guarda
JS-. < Sil
l,
Ixiasl-i _
- p % a* %m
I
ti
RaIaolSo
v>'
SESSAO PE 9 DE JANEIK0 DE 18H.
Na appellacao civel desta cidade appellante
Lourenco Jos de Moraes Carvalho appelia-
do Ezequiel Jos de Carvalho escrivao Fer-
reira ; se mandou ouvir o curador geral dos
orlaos.
Na appellacao civel desta cidade appellante
Jos (Hj liveira appcllado Ignacio Bento de
da mesma presidencia,a commisso se lisongeia,
de que S. Exc. nao poder conlestal-os.
O ollicioda assembla ( documento n. A) e
a resposta da presidencia (documenton.3) com-
parados con. essas pcfas ofliciaes fornec.das pe-
los srs. depulados provao, como se vera que
o presidente, conhecendo. que nao l.nha obra-
do legalmente, procurou er.cobrir o seu erro illu-
dindo as requisices da assembla.
A commisso entende que deve pr.me.ra,
mente restabelecer a verdade dos factoi, e depois
confrontal-os com as leis da guarda nacional,
para decidir, se o presidente cumprw, ou nao
com as suas brigacoes. ....
Effi 27 de agosto de 18W foi o cidadao Dio-
gO Lopes de Araujo Salles nomeado coronel
chee do Iegio da comarca de Pastos-bons, a
que esta van ligados os municipios da Chapada ,
c Riachao (documento n. 1.) ,..,.,
Em 31 de agosto de 18U foi dividida a co-
marca de Pastos-hons em duas formando-sc
dos municipios da Chapada e lo K.achao urna
nova comarca denominada da Chapada (docu-
mento n. 3
Jos ue wiiveira <...uu.. igi.uuu ..v-y -.....-------... -, romarca o "0-
Loiolla escrivao Po,thumo; se mandou pagar Depois da crcacao des a nova ***_**
..-.-- aac substituto o disiroo da clwa- ..oda FiK..a&*&**Mmfr^rZ"
::;,;;: r"*M nai -da como ,*<*,* da ieg.ao de p.s-
.11(11 i u.
Na appellacio civel dojuizo dos faltos da fa-
Zuda diiU ufada pplfalafa uluuio Bp-
tista Bibeiro de Faria appellada a mesma fa-
zenda escrivao Jacomo ; se mandou averbar
os 2 por /o i r i
Os embargos de Claudio Miguel Lajanchicre.
como tutor de sua lilha menor embargada a
prcta Julianna, na appellacao civel desta cida-
tos-bons o/fteiando directamente ao comman-
tJanla do bataiho da Chapada ;i"u' '\u"
sobre os negocios da comarca de Pastos-bons
correspondia-so com o coronel D.ogo, a quem
() A grande afllucnciade materias s.'.mente
boje nos permittio terminar esta publicarao a
pedido. UslUi-
\ vista de todo o exposto quo a commis-
so comprovou com documentos rrecaioeei
( nao podendo apresentar muilos outros por
falta de lempo e pelos embaraces e subter-
fSius .u prwidenci) evidente, que- u oe-
claracio do presidente exarada no celebre o/fteto
do 15 de marco importa em urna verdadeira no-
meaeo com a diflerenca, queS. Exc. quit re-
partir com os seus antecessores a odiosidade de
um acto propriamente seu e nao tere animo
docarregar so com o peso da responsabihdade
publica.
Entretanto OU saja exacto, que os anteces-
sores do actual presidente considerado a guar-
da nacional da comarca da Chapada coidojk-
bordinada i\ Iegio de Pastos-bons ou nao so-
ja o certo que S. Exc. expliepu officialmen-
te que a diviso judiciaria nao alterou a da
guarda nacional e ordenou ao coronei Di-
go que continuasse governar como choo de
Fegiao o territorio (faambas as comarcas.
A commiss'O denuncia este acto do nresiden-
tecomo em mafestae flagrante opposico com
a lei de 18 de agosto de 1831. a qual prescreve
terminantemente nos artigos 2,3, 11. 13,21,
25. 31, 33, 34. 37. 38, 40. 41, e 48 especial-
mente 50 tambem especialmente, 65,93, 94,
9o, 107. 137 o por inducees em muitos ou-
tros artigos que o servico da guarda nacional
dave sor Yeito por municipios, e, permiltinilo a
r;".:::io de diversos rr.iCipios parii i companhias e batalhoes, a reipeite das legiSet
so admita as provincias fronteirfls.
Oaa e provincial n. 6 de8de |unhode
1S38, queref.irmou a lei geral da guarda na-
cional, logo no primeiro artigo,tratando da no-
meaeo dos chefes de li-gioes. ordena, queclles
sejo nomeados pelo presidente da provincia ,
d'ontre as poasoas dos respectivos municipios.
quo Uverom MOj rcis, *c., *c
-.as.-. .rfZZSM
Quando este artigo nao osse irrespondivel, o
sulliciente por si s para provar o abuso do pre-
sidente, no artigo 2, achara S. Exc. igualmen-
te a sua condemnacHo. Ambos estes artigos nao
poJiSo ser mol exprettoi contra a opiniaodo
actual presidente.
Entretanto elle reuni a guarda nacional do
duas comarcas em urna s logio! e quando a
assembla legislativa Ihe pedio inormacSesa
tal respailo, respondeo, quo nao julgava a as-
sembla competente para pedir a presidencia as
rasf.es. por quo assim proceda, (documento n.
1 no lim )
A commisso nao llovida concordar nesta ul-
tima narte com o presidente ; mas acha conve-
niente, que S. Exc. d ao supremo tribunal do
ustica de cuja jurisdiccao por corto nao de-
clinar as oxplicacoes, que nao quiz dar a as-
sembla; e a commisso foi gara, se o presiden-
te,na sua deleza,poder convencer os seus respei-
taveis juir.es do quo nao incorreo na penado
artigo 160 do cdigo criminal, procedendo
contra as leis da guarda nacional, que sao mid-
i expressas.
fefutaftto,
O que mais avulta nesto segundo artigo da
aecusaco a contradieco em dizer-se que o
Exm. presidente nomera o coronel Didgo Lo-
pes de Araujo Salles chelo de Iegio das duas
comarcas de Pastos-bons. c da Chapada, quan-
do a mesma commisso, logo abaixo. restabele-
cendo, feconi raso) a verdade dos fados af-
lirma, que fdra nomeado em 27 de agosto de
18-10 e, nao contente, o com prova com docu-
mento.
Ahitemos, queosr. Diogo Lopes foi no-
meado chele de Iegio da comarca de Bastos-
bons em 1840 durante a presidencia do sr.Luiz
Alves de Lima boje baro de Caxias. Partin-
do desta verdade, confessada pela commisso, a
por nos reconhecida seguiremos urna urna
as suas rasi.es' e mostraremos, quanlo foi ella
mesquinha, a desarrasoada e como torceo os
tactos, e as ideias para seus lins indignos. Con-
cordamos tambem com a commisso que em
31 de agosto de 1841 oi a comarca de Pastos-
bons dividida em duas.creando-so a nova, com-
posta dos municipios da Chapada, e do Biacho.
A conclusao, de que a guarda nacional da
Chapada ficou independenle da Iegio de Pas-
tos-bns, que commisso parecoo irrecusavel,
e que deduzio de tor-80 o governo depois da
crcaySo ds nova comarca correspondido direc-
tamente com o commandante do batalhao d'ella,
e com osr. Didgo Lopes somonte sobro os ne-
gocios da comarca de Pastos-bons, tratando-o
nicamente por chele de Iegio d'esta ultima ,
profundamente errnea o sem fundamento
algum legal.
Para que a COtnmissSo se podesselirmar ifes-
la conclusao, fdra preciso apresentar documen-
tos, que nos certificassem. de que a nomeacao
do sr. Militao Badeira Barros para o batalhao
da Chapada fdra posterior separaco da co-
marca, deque o governo houvra por um acto
expresso declarado, qtfe estavo as guardas na-
cionaes ndependentes depoisd aquella creaco,
ede que li/.ra aviso ao chofe de Iegio fnvon-
(lo-o entrar n este conhecimento; mas, se nada
disto houve, nem por sombras pode a commis-
so allegar, pnrquanto a nomeaeo do sr. Mili-
tao oi muito anterior o acto expresso da se-
paracao, e independencia da guarda nacional
nunca o houve, e nem aviso ao chee de Iegio;
em que assenta a sua iaco ? Em liaver o go-
verno officiado directamente ao commandante
do batalhao da Chapada ? Nao admissivel ;
porque sendo mais fcil a communicaco em
dirciiura ^">> CM|>di o governo, para la-
cilifar o servico pblico, entondia-so com a-
quelle commandante evitando os inconveni-
entes que podiao nascerda demora na execu-
Cto das ordens como terminantemente esla
dt-culido pelo aviso de 4 do dezombro de 1837,
sem que por este fado se possa inferir tal inde-
pendencia. Km se haver tratado osr Didgo
Lopes por chele de Iegio de Pastos-bons ni-
camente .' Tambem nao admissivel; porque


^T
sem a existencia dos netos exprcssps, de que ci-
ma fallamos, nenlium diroito pbdia estabelc-
cer este tratamento dado cm um, ou outro of -
ci, que, quando milito se devera considerar
um descuido, ou pratica, a-que ero atTeitos os
empregados da secretaria e que por ser de ne-
nhuma importancia nao foi advertida n'ein
corrigida alm de que a primeira rasSo se
so quizera suppAr efeito de ntenco diversa da
que Ihe assignamos. smente provaria abuso do
predecessor de S. Exc, ou por ventura defe-
rencia extrema em mantor o sr. Militao no erro
de cror-se desligado da subordinado ao sr. Di-
go Lopes para conseguir toda a cooperacao da
sua parte as eleices, quo parecerem lersido o
maior bem", queaspirava e que sacrifica-
ra algumas vezes os mesmos interesses pblicos.
Justa causa para o acreditarmos nos ministra
o procedimento do sur. Miranda to conforme
ao de S. Ex. olTciando, sempre eainda dc-
pois da creacao da nova comarca segundo
consta, ao snr. Digo Lopes, e nunca fazendo-
o directamente ao snr. Militao. Pode alguem
objectar que o olcio do snr. Militao ao gover-
no, contendo a proposta dos ofliciaes da guar-
da nacional, nao tendo vindo por intermedio
rio enere da legiao resolve a questao com tri-
umpbo da commissao.
Antes de entranharmo-nos n'esta averiguado,
releva indicar urn ponto, em que usou dcfolsi-
dade a commissao, e vem a ser, o querer per-
suadir a assemb'a qUo o governo em otlicio
a lirmara, que so em 13 dodezembro ultimo se
officiara directamente ao commandantedo ba-
talhaoda Chapada.
Nao ha n'aquello officio trecho algum, de
quesedeva forcosamente inferir, }ue fraem 13
dedezembro a nica vez que se olliciouao sobre-
dito commandante, pois que a oxpressao, em-v
progada pelo governo bem que em 13 de dt-
xempro se trnha di reclmenle oficiado em
pnrasiologia jurdica exemplicativa, o nao taxa-
tiva, isto e, foi um dentre outros exemplos
buscado pelo governo como mais valioso para o
intento da assembla, nao negando entretanto,
que haviao alguns mais, quo nao convinha cer-
tamente dar-se trela do apontarcom perda
de tempo e sem maior proveito para csclareci-
mento da materia.
Foi o referido ollicio de 13 de dezembro dirigi-
do em resposta ao do sr. Militao, q' inclua a pro-
posta para ofTiciaes da guarda nacional da Chapa-
da; proposta, que osr. Venancio, apesar de co-
nhecer quanto era Ilegal, approvou cegamen-
le empenhadoem favorecers sollicitacocs d'a-
quelle, que Ihc havia proruettido toda a coadju-
jracao na candidatura, recejando agastal-o se
Ita a devo!esse para ser novamenUs enviada por
intermedio do chefe de legiao, com quom sabia,
queandava malquisto,desdo que este por osdem
superior n foi prender Chapada e conducto
cadea de Pastos-bons em tempo do snr. Ca-
n a rgo.
Nao tendo, como j dssemos, havido um
so dos actos.que poderiao justificar e legalisar a
epprovacao da proposta nao so este laclo da
approvaco nao concludente, que antes n'el-
le descobre-so abuso do ex-presidente Venancio
praticado por motivo de interesse pessoal, c
que nao foi o primeiro, nem o nico, porque
centenares d'elles houve no cstreito periodo da
sua administracao ; e actos abusivos e insuffi-
cientesedeuma administracao avezada a pol-os
por obra, sempre que harmonizavao com seus
designios ambiciosos, naopodem prevalecer ,
nem servir de aresto para firmar pratica alguma,
e menos anda Invalidar o que esteva legalmen-
te estabelecido. A illegalidade da proposta era
tao sensivel, nao ja pola InfraccSo da le, senao
tambem pela qualidade dos individuos propos-
ios, que o xm. presidente, por representacao
quo se Ihe fez, rocusou mandar lavrar quatro
patentes.
O officio de 15 de marco d'estoanno, que a
commissao,por mofa, appellida celebre (que lin-
guagem !) foi com a mais despejada faisidade
invertido na letra e no sentido sustentando-se
de mais quo o proprio snr. Digo Lopes reco-
nheceo ser chefe de legiao de Pastos-bons so-
mente, pedindo em officio de 7 do mesmo mez
queonomeasseS. Ex. chefe de legiao da Cha-
pada, onde resida porquanto nffo isto que
pedio aquelle snr., mas sim que sendo para
crer que com u creacao da nova comarca o go-
verno separaste, n mmmando do guarda nacio-
nal visto harer em cada urna dous balalhoes
fomnpfta s ser di/Rculisso iiUmier a disciplina
em corpos derramados, quando fra mais fcil
se /touvesse urna legiao em cada comarca, dese-
jara ser conservado chefe de lrg lugar da sua residencia. Ksta spplica nao
envolvo a confissao de ser diere de legiao de
Pastos-bons smente, e a ella foi quo respondeo
o Exm. presidente, declarando que nao tcn-
cionava crear nova legiao por nao ter a Chapada
mil guardas alistados na conformidade da lei ,
e que ainda o repulava chele de legiao do anrl-
sao tao soffrega e impaciente cm mostrar as suas! igual jus a seren mantidos. E porque havia
profundas letras nao perdeo a expressao di- de assim obrar ? Para contestar somonte os de-
* militar empregada pelo Exm. presiden- zejos e pretences da faccao jansenista e do snr.
talvez ja por mais alguem) para ser me- Millitao menospresendo entretanto o galar-
fo territorio de Pastos-bons. poraon nonknm
acto lesa I havia invalidando o da sua Ronca-
cao. So quizesse o governo favorecer o snr.
Digo, em detrimento do snr. Militao, teria an-
duioo a sppuca, creando legiao na Chapada,
e conservando-o n'ella. Por esta exacta rectii-
cac3o dos Pactos sonda-so com toda a seguran-
za o espirito avesso o intenso da commissao
visao ni
to ( e talvez ja po
Ihor coinprcbendido do snr. Digo Lopes e
esclarcelo de que as divises civls relativas
administracao da justica nao podem servir de
norma s das guardas nacionaes nem altral-
as : censura, quo bem patntela a ociosidade,
dos que admirados a fizerao em urna peca que
de principio a lim compendio raro de pri-
mores de dialctica e de elocuco.
Nao sabemos at que ponto entendeo a com-
missao, que ajudaria o seu proposito a citaco
do urna longa enfiada de artigo* da lei geral de
18 de agosto de 1131 e la provincial h. 61
de 8 de junho de 838 porque tao misterio-
sa foi, que nos deixou, extemporneamente e
i adiv'nhar o seu ponsamento concluindo,
como em resultado da sua estupenda nseditaco,
que taes artigos nao podiao ser mais expressos
contra a opiniaodo actual presidente. Os ar-
tigos citados pe'a commissao dispem sobre a
divisan da gua'da nacional, e, determinando,
que se ella faca por municipios, nao prohihem
rcunil-ospara organisarem-se legies, maior-
mento facultando ao governo o artigo 50 da
primeira lei o preferir a diviso por legies as
provincias fronteiras obre oto dever-se d'es-
ta disposieo excepcio"0' tirar argumento para
convencer, que a lei vedou a organisacao de
quaesq cr outras mediante a reunio dos mu-
nicipios. Como quer que soja nao menos
verdade que esta tem sido a sua intclligencia ,
c a pratica admittida geralmente em tniln? as
provincias do imperio. Nao correr esta as-
sercao tSo Iraca e a sos, que a n"o substanciemos
como varios exemplos. Na provincia do Cear
6 coronel Francisco Fernandes Vieira com-
mandante superior das tres comarcas, Ico ,
('rato e S. Joo-do-principe; nadoRio-de-
janeiroo coronel Francisco Peixoto de Lacer-
da Vernek estende o seu corhmahdo s comarcas
de Vassouras, e de Nichteroy ; e n'esta pro-
vincia o snr. Isidoro aos municipios dcsta cida-
de c da villa do Paco.
Ha tambem no Riode-janeiro as legies
11.a e 12,, comprehendendo cada urna muni-
cipios do distincts comarcas; a primeira, por
ex., comprchonde o municipio de S. Jo5o-do-
principe na comarca de Resendo e o de Vlan-
garatiba na de Angra-dos-reis: a segunda o de
Pirahy na de Vassouras e de Itaguahy na ul-
tima d'aqueas.
Em S. i'aulo em 1839 crir3o-se duas le-
gies, abrangendo urna os municipios de Co-
ritiba Castro c Principe, todos da mesma
comarca c o da Faxina de diversa ; nutra os
de Paranagu Anlonina Guaratuba to-
dos tres do urna s comarca ; e os de Canana
e Iguape de difieren te,
N'esta provicia nao lia talvez urna s legiao
que nao se dilate por dous on mais municipios,
c est toda a guarda nacional distribuida em le-
gies sendo os senhores coronis Coelho, Co-
queiro Burgos ; Sueiro e outros, cheles de
legies alistadas em dous c mais municipios ,
como nao ignorava a commissao. Cumprc
if-se, que usa 6 a inteigencia da
lei, confirmada pela pratica adoptada,e de nim-
io |M5So,porser a de muiias provincias do impe-
rio e da mesma do Rio-de-Janeiro prxima
corte assento dos poderes do estado. Quan-
do anu checoii r i>\m nrociilpnlo i-Uh -
guarda nacional j distribuida em legies; e
so viciosa a organisacao todo o abuso ou
erro recabe sobre seus antecessores.-
Se pertendesse S. Ex. limitar o snr. Digo
Lopes commarca de Pastos-bons fra-lhe
indispensavel. face do artigo 48 da menciona-
da lei de 18 de agosto, dissolver a legiao e ti-
rar urna patente vitalicia a um cidadao nico,
que a obteve honrosamente em recompensa de
relevantes servicos,prestados durante a rebelliSo
do 1839.
Se por "outro lado querendo tirar-so da
didictildade medilassc S. Ex. dividir em
duas a legiao de Paslos-bons, creando urna em
cada comarca nao podera pratical-o or nao
chegarcm mil os alistados daquella comarca e
muiio menos os da Chapada. Dando ainda des-
cont ao que de exagerado possa haver as ir-
regularidades e abusos,que a voz publica arge,
commettidos as qualificaces do municipio da
Chapada certo que nao frao pelo snr. Vo-
naneio attendidas as sollicitacoes fcitas este
respeito por nunca ter-se rcmettido o mappa de
queconstssse estar devidamente alistado esse
numero de guardas capaves de servico activo.
Quo rici o cu i ni i sao azer o Exm. presi- i
dente ? Conservar as cousas no estado, em que
os achou e deixar legiao os mesmos quatro
municipios necessarios para compietal-a, e que
Jantes conprebendia,atiento o embanco de dar-
do devido ao mrito e aos servicos do prestante
cidadao que tantas vezes arriscou a vida em de-
fensa da provincia.-'
Nao psssara nanenc uadveriiua a aflrma-
tiva da commissao de que nao aprsenla tuitos
outros documentos por falta de tempo e pelos
embaracos e subterfugios da provincia assoa-
Ibando certa a existencia d'esses muitos docu-
mentos, sem que tivesse presumpeoos algumas
para tao calumnioso juizo: tal era o espirito
de desaggravo, e o desejo immoderado de man-
char o governo (Do Maranho.)
Varledade.
''amis maduro conseibo, ou alias alterar
todas as'nomeacesdos cheles de legiaoda guar-
\i kj i.'|iiMiu uH-jsu giiiisibu ua < (iimiipin-,,10 iini.is ,i*'riomcV"* >"os ( iifes oc le^iaoiia gliar-
cojo principal esfrco eslava posto em torcer a Ida nacional, porque fra cerlamente clamorosa
terdade para inculcar m intencio ou abuso injustica feita.ao snr. Digo Lopes demittil-o,
onde s bouve boa f, e rectidao. A cora mis- consenlindo que permanecessem outros sen
CAIIAPIC \S A HOOERNA.
. 1
ltegocianle que quebra,
E que depois de quebrado
Anda muito inrhouriendo
A correr e a galopar.
Nao duvido que quebrasse
Mas soubese abotoar.
2
Menina, que vai mlssa,
Dechapelinhode pal ha,
Que a hora certa nao falha
B sempre no mesmo altar;
Quetemnamorico certo
Deixa muito suspeitar.
S
Miilher casada que posta
Pe ir aos bailes mui tafula,
Eque toda a noute pula,
E sempre com o mesmo par;
Padene certa molestia,
Que' difflcil de curar.
4
Mulher velba que procura
Damanha'a veslindoosdentes
Ter amantes padecentes,
E sem lh.es querer pagar!
Deve tomar um ronselho,
Deixar-se de namorar.
5
Viuva que chora multo
Quando Ihe morro o marido,
que em tom mui sentido,
Diz que nao torna a casar:
Anda a ver se pilha outro
Com quem se possa embarcar.
I
Muiher de capote e lenco
Que falla sempre em Jezus,
as casas se introduz
Para vendor ou mostrar
Fazenda de contrabando
Qu'ella pertende ocaultar;
7
Como sabao hespanhol,
Chitas, filos e panninho;
correiode escritinho
De taful que quer pilhar
Filha, ou m3i, criada, ou tudo
Para o tiro nao errar.
8
Escriva que compra quintas,
Eque (azcasas tambem,
Com o tristinho vintem
I*edar vistas e autoar;?
A nao ser milagre, cheira
AO vei bo surripiar.

Magistrado que, nao tendo
Sflnn o sen ordenado.
Rebe vinho engarrafado,
E joga jogos de azar;
Com a senhora justica
Sabe bem negociar.*
10
Negociante que deixa
O negocio revelia,
E que passa todo o dia
as igrejas a rezar,
E que so das confrarias
Sabe com lelo tratar;
II
Leva rasca no thesouro
Da irmandade que o soffre;
Faz sentinellas ao cofre,
Quo elle diz que quer guardar.
O i.hrn /*.frn nmnhlvGr>fl
Mas elle sempre a engordar!
12
Mercadnr que loja tem
Armada de tal maneira
Qu'as cores da cabelleira
Nao se podem diff'rencar;
Quer metter gato por lebre,
E o seu freguez codear.
13
Ourives que vende brincos,
E que vende cordes d'ouro,
K que junta um grao thesouro
Para no lim c deixar;
Dentro dos brincos mette agoa
Tala o |n"tu iii'augllieiliar.
14
Homem voltio que se casa
Com mocinha Iresca e nova;
Ou quer da medonha cova
O matrimonio gosar,
Ou dascaixas dos amigos
Boas pitadas tomar.
15
Doutor medico que cura
Pelas gazetas smente.
Que toma o pulso ao doente
Com o juiso no ar,
Perguntando o que ha de novo
Pelas trras do ultramar;
16
Este doutor nao duvido
Queseja muibom doutor;
Porm, se doente eu frr
E m'elle quizer curar,
Desde j protesto e juro
Que nao quero melhorar.
17
Boticario que tem todas
As drogas medicinaos,
Eque as receilasjamis
Prompto deixa d'aviar;
Tem qui pro quo de certo
De que elle costuma usar.
18
Sugeilinho que passcia
Com grilhad d'ouro ae pescoco,
Que tem cavallo e tem mogo,
E vive sdejogar,
Sem ter officio nem rendas,
Nem de seu mesquinho lar:
19
dos taes que a au da India,
No poro escuro e gordo,
Lcvava d'antes a bordo
Al Coa a viajar,
E que hoje dona polica
Faz gosto de cortejar.
20
Letrado que deixa a banca
Onde tem umbom otorgado,,
E semc-lte a depulado,
Para, diz elle, salvar
A patria do grande Alfonso.
Que est quasi a naufragar;
21
" Vai ao cheiro da commenda,
Ou do habito de Christo;
E quer tambem, alcm disto.
Um bom emprego chuchar,
custa de tres discursos
Que alguem Ihe pode arranjar.
22
Capitalista que empresta
Duzentos contos de rcis,
Metade em velhos papis,
Para o thesouro salvar;
Dentro em poucos dias entra
A crescer e engordar.
23
Lavradorque lai;?o carro
Para ser ju de paz,
De certo demandas tras'
Que o cairo Ihe vao tirar,
E quer ver se trapaceia
sombra do seu lugar.
24
Corlador que, ao pesar carie,
Sobre o cepo o corpo langa,
E mette o dedo balance
Para a cuia mais pesar;
Leva a mulher de liteira
Ver a serra do Pilar.
25
Padre de vida modesta,
Que tem ama ou tem criada,
E pequenita afilhada
D sempre a mao a beijar;
Pode ser pai ou padrindo,
Que tudo tem seu lugar.
26
Caixeiro que presumido
D'estrangeiro (az alarde
E no Ideado de tarde
Gritalora, at cancar;
E que no lim do sanete
Vai Aguia petiscar:
27
, Ou na gavelta metteo
As escondidas a mo;
Ou a mulher do patra,
Que j delle entra a gostar,
Lhe forneceo os patacos
Para o menino brincar.
(P. dos P. no Porto.)
I
COMMERCIO.
Alfandega.
Rcndimentododia 9..........13:0568158
Descarrcg&o hoje 10.
BrigueCabriella sal.
Dilocenybacalbo.
Patacho portuguez Novo-congresso com o
que se oflerecer.
BarcaNavarra- farinha e bolaxinba.
DitaJJersclellarinba.
HiateOlindalumo e charutos.
RrigueRaltuurcarvo.
BarcaManchesterbacalbo e batatas.
DitaThomaz-Mellor- la/endas e diversas
mercadorias
DitaHelia-Pernambucana lazendas, fer-
ragens e vinho.
BrigueStwartcarvo e correntes.
f
1
i


i
Ifovimenlo do Porto.
a consignado
Navio entrado no da 8.
Macul ; 10 das; briguo sueco Skellulea de
296 toneladas capitao W. Fleitwood e-
quipagcm 10, carga lastro
ileLe Broton Schramm & C.
Navios sabidos no mamo din.
Babia; briguo ingle/ Amclia-llill,' capitao
William Hill : carga lastro.
Rio-de-janoiro pela Babia ; paquote ingle/.
Linnet commandante o tcnento Dicken.
'l&eclaraces.
= O primoiro oscripturario da me/.a do ren-
das internas provinciaos desta ci.Ldc, abaixo as-
6gnado, leudo sido encarregado pelo sr. escri-
vo, o administrador de proceder ao lancamcn-
to da dcima dos predios urbanos do bairro do
Recife avisa aossrs. propietarios, e mais pes-
soas nterossadas em dito lancamento que da
principio ao mesmo em 3 do pre/.cnte mez. Me-
za de rendas internas provincias 2 de Janeiro
de 18H. Jos Guedes Salgueiro.
== O sogundo escriturario da me/.a de ren-
das intern'as proyinciaes desta cidade, abaixo as-
signado, tendo sido encarregado pelosr. escri-
vao e administrador de proceder ao lancamcn
to da dcima dos predios urbanos do bairro da
Boa-vista avi/.a aos srs. proprietarios, e mais
pessoas i nterossadas omdito lan,;amento que-
da principio ao mesmo em o ilia 3 do corrente
mez. Moza do rendas internas provinciaes 2
>Je Janeiro de 184-S-.
Francisco de Paula e Silva.
O agrimensor, abaixo assignido, obVrecc
os seus serviros s pessoas que tiverem proprie-
dades demarcar e afianca a mais escrpulo
sa exactidao e o maior zelo no desempenho da
sua arte ; devendo todoi os que do sou presti-
inose quizerem utilisar,dirigrem-se (porcarta)
ao mesmo abaixo assignado, na Rua-direita ,
sobrado n. 121.
Joaquim da Fonseca Soares de Figueiredo.
THEATRTBLGO.
QUWTA-FEIRA 11 DO CORRENTE.
QUAUTA REPRESEXTACAO
da
COMPANHIA RAVEL.
1.a parte.
Dar principio ao espectculo s 8 boras
em ponto um overtura em grande orebestra.
Seguir se-ba
A festa campestre, ou os velhos dansadores,
pantomima cmica : a maior parte desta peca
ser executada em duas cordas.
Distribuico.
Cavalleiro Lourdau carcter cmico, Mr.
Francisco Ravel.
Escrivao da aldea Mr. Joscph Marcetti.
iGiroun vclbo rendeiro Mr. Lon Gia-
velly.
Colin joven aldeao Mr. Mjrtin Giavelly.
Jacob velbo rendeiro Mr. Carlos Wintbor.
Anniea, ilba du Fenelon.
Madama Jacob madama Mrliii Giavelly.
Campone/.es, e camponezas.
Dansas Intercaladas na peca .
N.* 1. A Alloma por Mr. Martin Qiavey ,
o madama Eugenia Fenelon.
2. PaSSodc VelllOS. / \f n i ....
Adagio de Taoored.1 fr Mr. Carlos W,n-
PassodeDous. 1 here mudiima Mar.
Valsa. I tm G,avc,,y-
La Rosita ,
valsa com grande orcheslra.
I Dansas de corda.
1. Passo de marinboiro por Mr. Francisco
3.
i.
5,
N.
Ravel.
2. Passo de Vindimador com tamancos nos
ps, pelo celebre jocoso Mr. L6on Gia-
velly.
3. A gavota de vestris por madama Martin
Giavellv.
4. A' procura ; scena guerreira pelo pequeo
amor do 3 anuos e meio de idade.
ti. Mr Carlos Wintber terminar as dansas de
corda pelos seus admiraveis exercicios o
executar pela-primeira ve/, o grande passo
do Tamboril
A Cacbucba dansa hospanhola
pela ongracada madama Leo i Giavelly.
Intervallode 15 minutos.
2.' parte.
Saltos perigosos.
O Peloto Marroquino.
O extraordinario e arriscado exercicio, de-
nominado
O salto da hatalha,
por Mr. Lon Giavelly quo dar um pulo pe-
rigoso por cima das abocas de 12 boinons ar-
mados de granadoiras, as quaos se disparar
ao mesmo tempo; exorcicio que so tom sido
executado por ello.
A Pyramida do Egypto ,
construida por tres Beduinos, montados uns
sobre os outros.
A mesquita de Mahomet.
Este singular e extraordinario espectculo ser
concluido pela grande
Pgramide humana Grande quadn,
com fogo d'artificio.
Pregos de entrada.
Camarotes da 1.a ordem, ns le2, 8,000
rcis; os seguintes 5 000 rs.
Camarotes da ordem nobre, ns. 1 e 2,
12.000 rs. ; os seguintes fj.000 rs.
Camarotes da 3.a ordem, ns. 1 e 2, 4,000 rs;
os seguintes 3,000 rs.
Frestas 1,500 rs. ; platcio 1,000 rs.; casue-
las 500 rs.
Avisos mentimos.
~ Para I.oanda pretendo seguir viagem com
a possivel brevidade pois tom a maior parle
do seu carregamento prompto o bem slida-
mente construido e velleiro briguo nacin i!
Alhancz de 27(5 toneladas forrado o todo
encavilhado de cobre e doqua! he capitao Ni-
colao Mara Passalaqua Jnior ; as pessoas quo
no referido navio quizerem carrogar, ou trans-
portarem-se de passagom para o quo o dito
brigue olerece urna excedente, e aceiada cma-
ra alem de varios outros coinmodos no tom-
badilho hajao de se dirigir a llua direita e
fallarcoin Jos Francisco Collares ou com o
capitao a bordo desde manha al.'- as 2 boras
da tardo para por i so verificaren! da bella
organisacao dos supramoncionados meios do
transporte.
Para Hamburgo ou outro qualquer porto
freta-se o veleiro briguo in^le/. Sceny lorrido
do cobro de primeira classe A I os prc-
tendontes di-rijao-so aos consignatarios Me.
Calmont&C.
Para a Iba-do-S.-Miguei se^uo o pata-
xo Alberto forrado e progado de cobro de
1.a marcha e oxccllentes coinmodos para pas-
sageiros pretende sabir at ao lim de Janeiro
por ter a maior parto da carga proihpta ; quem
no mesmo quizer carrogar ou ir de passagom,
dirija-se a ou a Pereira Lagos na ra larga
do Ro/.ario Jos inmracaeGermano Sorro Ar-
naud na P n. 20 o-do-crcio.
= Para Lisboa vai sahir com a maior rapidez,
por ter grande parto de sua carga prompta o
briguo-escuna Tarujo2.", capitao Manoel de
livoira Faneco ; de primeira marcha o de
boas commodidades ; quem no mesmo qui/.or
carregar ou ir do passagem procure ao dito
capitao oa a Mendos & Oliveira na ra do
Vigario n. 21.
o Havre no dia 20 do corrento
e passageiros, para o que tom excellentcs coin-
modos : fallom com os consignatarios Bolli &
Chavanes.
Avisos diversos.
1 barca ranceza Camelia deve sabir para
recebo carga
>_____
ni .i..
Ter fltii o especaculo peios extraordinarios
exercicios dos
Beduinos Arsbcs ,
que teem excita lo a admiraco de todos os p-
blicos da Europa e da America ; osquaeste-
cm-nos acolhidocom os maiores applausos.
Das temerarios e incriveis.
Festa /trabe pela companhia.
LOTERA DO THEATRO.
Nao tendo sido possivel elTectuar o andamen
to das rodas da 2.a parto da 15.a lotera nos
dias, quoforoannunciados, em rasao de res-
tar anda por vender um avultado numero de
bilhotes, cujo valor montava a 9:000S de rois,
orcoso foi ospassar o dito andamento para o
pre/.ente mez na esperanca de que os amado-
res desto jogo concorrcriSo a comprar csse res-
tode bilhotes, c omo felizmente isto se vai
realisando |ulga-se o respectivo tbosoureiro
habilitado para declarar que as mencionadas
rodas terao impreterivclmento o seu andamento
no dia 30 do corrente me/.
Desappareceu na noute de 7 do corrente
do taboleiro de urna preta que venda no pa-
|Ho da Santa Cruz urna caixinha enrolada em
urn lenco do seda a qual continha um par de
brincos do linngra com esmaltes, tres voltas de
cordio de ouro com o peso de 6 o.tavas, urna
-nm o tu.i cnmnotnnl nrn u ni a lili.'I
iin.'imnio w...----------- ,
tom tres carreiras de grUolitasj pessoa.a qtiern
forem olTorecdos^sles objectos. que.ra por ob-
gueira na Boa-vista n. 9 que recebera urna
goneroza recompensa.
_ Quem livor urna carroia com boi se a
quizer ugar.dirljt-ae aRua-bella sobrado no-
vo prximo a maro
Silva Pereira professor do primoras letras do : mesmo para cobranras e nenbum i isco corre
Santo Amaro Jaboatiio sea carta que se Ibe em receber grandes quantias por ser acredi-
entregou em novembro do anno passado de t odo e possuir nesta praca varios predios livres
Pereira & Guedes anda nao mereceo res- I e desembarazados: qcm o pretender annuncie.
posla, Aluga-se urna casa terrea na ra de S.
A pessoa que no da 8 do corrente perdeo (Gmalo com commodd para familia quin-
QRI quaderno de acentos do loja de miudeas | tal grande murado e com cacimba : tra-
oqual ainda tom umitas dividas por ripear; lar na ra d'Alegria, casan. 31.
pode procurar na Rua-direita n. 123 defron- Aluga-se o 2. andar da casa n. 40 da
te da igreja do Terco 'ua ''a ( a'leia ll() Rwife o qual tem commo-
Precisa-so de uin menino Portuguez de 10 dos bastantes, por ter um grande SOtio e
a 12 annos para caixeiro : mas uuor-so des- bastante fresco na loja de chapos da mesma
mas quer-so
tes chegados nos ltimos navios ; na ra da Pe-
nda n. \ das 0 as 8 horaula inanlia.
Cjuem quizer mandar ensinar aalgum es-
cravo o officio de ferreiro com perfeicSo sol
favoraveiscondicoes, dirija-so a casa de llen-
riques Erdo na ra do Rrum.
Precisa-se alugar urna negra para ser-
vico da casa de pasto da ra da Lingoeta n. 2 ;
casa: assitn ambem aforarse ou ronde-se por
commedo preco um terreno com '() palmos do
frente, na estrada do Manguinho : tratar na
mesma loja cima.
Urna crioula do meia idade prope-se
a ser ama de urna casa de pouca familia,
ou mesmo de bomem soltero ; a qual cosinha ,
o engomma muito bem : quem do seu prestimo
a tratar na mesma casa. so (l"''(,r utilisar, dirija-se ra do Ouima-
= Um rapa/, da liba, ptimo bolieiro se don.!), que ah tambem achara as inorma-
olTerece para o mesmo servico ; quem de seu t* precisas, em quanto sua capacidade na
prestimo so quizer utilisar dirija-se a loja da i 'a de Joao da Silva Santos.
quesabo
Passo de DervichJurbilItOes Indianos. ] Porgunta se ao snr
at as 9 horas.
Francisco Jos da
viuva do Burgos.
= Aluga-se urna canoa quo earroga 2000
(jlos de alvenaria grossa nova c tambem
serve para receber areia na barca da escavaca-
co ; na Praca-da-independencia n. 39.
= Aluga-se urna canoa aborta, quecarre-
ga 600 lijlos ; na ra do Calderoiro n. 86.
Alugo-so 3 ca^as, urna atraz da ma-
triz da l5oa-vista o duas na Solidado repar-
ddas a moderna e com muito bons comino-
dos a Iratar na ra da Aurora n. 88.
Pretende-so abrir urna aula de primeiras
lettras, na Kua-imperial-do-atterro; as pessoas
que quizerom-sc utilisar desto commodo, diri-
ja0-so defronte do viveiro do Muniz n.5o.
Na ra de Santa Hita casa n. 83, lava-so
eengomina-so roupa com toda a perfeico o
cuidado, e por muito commodo preco.
Precisa-se d'alugar por mez urna escrava
para o servico d'uma casa sabondo lavar do sa-
lmo e engommar: quem a tvor, dirija-so ao
Alterro-da-Boa-vista, sobrado n. 65
O abaixo assgnado olTicial encarrega-
do do laboratorio dos fgos artificaos do arsenal
de guerra por ordem superior faz pblico ,
que o mesmo laboratorio tem para vender por-
cSo de plvora grossa e fina, da fabrica nacio-
nal : a saber; a grossa a 520 rs. a libra e a
lina OiOrs. : as pessoas que quizerem com-
prar procuren! nos das uteis o mesmo abai-
xo assignado no dito laboratorio na fortale-
za das Cinco ponas. O segundo lenteJos
Francisco dos Santos.
Jacinto Antonio AfTonso embarca para
o Rio-de-janoiro o seu escravo Manoel de
naco Cassange.
Na nouto de 5 para 6 do corrento desap-
pareceo por terem tirado do mourao da ram-
pa de S. Francisco onde tem boj estaleiro
Manoel da Silva Mari/., urna canoa sem caver-
nas por ainda estar bruta o que all eslava
amarrada cuja ter pouco mais ou menos 30
palmos do comprida marcada em cima do to-
po da popa com arruela M e na prOft tem
pregada urna argola de Ierro : roga-se pessoa,
que a tirou mande-a p; quem souber, avisando na ra das Gruzes n.
30-, ser bem recompensado
Collegio da Boa-vista na ra atraz da nu-
triz n. 28.
A oirecioia participa aos pas, c corres-
pondentes das suas alumnos quo a abertura
das aulas ter lugar boje 10 do corrente.
Collegio Santo A ntonio.
Abrem-sc no dia 15 do corrente as
aulas d'eslo collegio no qual se estada o curso
completo do preparatorios. Recio 9 du Janei-
ro de ISii. O director Rernordino Frei-
r de Figueiredo Abreo e Castro.
Sociedade Florense.
A commissao administrativa julgou con-
veniente transferir a partida, annunciada.de
13 para '20 do corrente: de novo convida aos
snrs. socios apresentarem as proposlas de seus
convidados, amanhaa 11 na casa de suas ses-
soes, no ugar do Monteiro peias 6 horas da
larde.
Jos Pereira da Cunha embarca para o
Ri-de-Janeiro os seus escravos Malheus cri-
oulo e Maria Cassange.
Aluga-se um sobrado de um andar, na
ra Imperial n. 49 pintado de novo com
quintal e cacimba : quem o pretender dirija-se
ao armazem de vidros no lado da Cadeia.
Precisa-se alugar um sitio por annos,
nerto da nraea n nue funlia hn <;? venda baixa para capim e arvoredos de fru-
to quem tiver e quizer alugar, annuncie.
Tirao-so folbas corridas. e nassaportes
oja de Jco da Silva Santos.
(^uein precisar d um bomem
fazer sabao amarello e branco e'outro qual-
quer ; e tambem faz polassa para assucar o
colla para marcineiros; dirija-se ao becodo
Peino-frito, venda n. 9, quo achara com
quem tratar.
llap fino prmceza da nova fabrica de Godinho
da fahia.
\cha-se venda o novo e mui cxcellente ra-
p da nova fabrica de Godinho da Rabia pelo
mdico proco de 1:000 rs. cada libra : osle ra-
p torna-so muito reeommendavel pelo seu bom
aroma nSo faz bolo nos nari/.es o bastan-
te lino : roga-se aos pretndanles dirijao-se
ao nico deposito existente nesta provincia ,
na ra da-r'.iuz no Recife n. 16 para so ve-
rificaren! das suas boas qualidades.
Da-se 100a 2008H- a uros sol,re ''}'-
potbeca em urna escrava, ou penhores do ouro,
ou prata ; no beco da l.ingocta n. 68.
= No dia 8 do corrento,tomando o abaixo as-
signado um han lio as 6 horas da manbaa no lu-
gar doCaldereiro.dcsappareceo-lheuma carteira
doalgibeira contendo nove mil reis em sedulas ,
o duas lettras urna de 200j000 acceita pelo
snr. coronel Francisco de Braderode do An-
drado o com o pague-so ao portador e ou-
tra do 1608000 passada pelo snr. Miguel Jos
eieira e com u pagU6*se ao abuixu assigna-
do c mais alguns papis de pouca monta ; a
pessoa,em cujo poder so acha, queira ter a bon-
dadede mandar entregar na ra do Livramen-
lo n. 26 primeiro andar podendo ficar.com
o dinbeiro quo existia.
Domingos Jos Marques,
Manoel Antonio de Je/.us Jnior retira-
se para lora da provincia, i tratar de sua sade:
quem tiver negocios tratar com o mesmo ,
pode entender-so com seu pai Manoel An-
tonio de Jo/us& l'ilho, na ra larga doRozario
u. 18.
= Fa/.-se sciento a todos os snrs. quo
tiverem lojas armazens ou outros qaesquer
estabelecimentos, e quo nao quizerem ter, ou
nao tenhao caixeiro de ra, que ha um homcm
cazado o que d fiador -'i sua conducta, que so
oflroco fazer as cobrancas, ou outro qual-
quer servico i por preco muito commodo ; o
qual nao exige comedoria neni dormida e s
s ni o que- se con\enciona;
qcm do -ni |ii.-m
31. de manbaa at s 9 horas
s \.
Umjmoco Rrasileiro se o fe rece para cai-
xeiro do alguma casa de negociante estrangoiro,
nio se quizer utilisar annuncie.
ss Perdeo-se no dia 3 do coi rento urna car-
teira de cor verde com 1568000 rs, cm sedulas
desde ra da Cruz at a alfandega c dalli
para a ra da Scnzalla-velha at o porto das
canoas aonde so deo por falta da dita carteira ;
adverte-se que duas erao de vate mil rs. ,
urna de cor encarnada e a outra branca ; u-
ma de 10S000rs. e as mais (Ie58e2jrs. :
roga-so qualquer pessoa que dita carteira a-
char, queira por ob/cquio restituila por
pertencer a um pobre rapaz que com.um as-
siduo trabalbo, durante muito lempo, o baria a
juntado : d-se pois urna generosa recom-
pensa quem a evar em Fora do-Portas, em
casa do A. C Altemburg n. 109.
= Jos Valcntim da Silva avisa aossenbores
pais de familias, que bouverem de llie confiar
seus filhos, que elle abre n aula de grammati-
ca latina no dia 15 do corrente na ruada
Alegra no bairro da Roa-vista casa envi-
dracada n. 42.
= Mo dia 26 do p. p. furlarao da casa de
Pedro de Alcntara na ra da Assumpco n.
h. ac hi>c:K epmiintoc um pnr/tln nonnrn rom
-f- u ****-
vara o meia o com algunos emendas urna
medalha com diamante cgrisolita com mais
de duas oitavas o meias depuro de lei. um par
um dito muilo peque-
i no com os aros bastante grossos e com dia-
e a tarde das 2 mants das moedas de ouro de \s rs. e
meia pataca lisa tudo eslava em una boce-
para dentro o ra do imperio com brevidade, J de rosetas do filagraa
e preco muito commodo : na ra do Raogel n,
tinlia ; quem descobrir as mencionadas pernos
ter metade de seu valor,

-------


^T
*ll
h
Precisa-so alug.Tr urna cscrava para o
servico d'uma casa do pouca familia que sai-
ha comprar cosinbar eensaboar, dando-
se-lhe o sustente e 10$000 rs. mensaos : na
Solidado indo pola Trompe casa nova nu-
mero 42.
= Jos Forroira Trindade rotira-se para a
Babia.
= Arronda-so um siio junto a povoaco de
Bebiribo com urna casa grande de vivenda ,
com inultos arvoredos de rutas, lugar para
capim e mais lavouras o rio no fundo do
sitio e outras commoiidades que com a vista
se vero; quem o pretender dirija-se ao mosmo
lugar a fallar cm Francisco Justiniano ou em
Olinda a l'ereira Monteiro ra da B. de S. P.
= Aluga-seo primeiro andar da casa n.
37, na ra do Queimado ; a tratar na mesma
ra na loja do Antonio da Siha Gusmo.
Manool da Silva, subdilo portuguez, ret-
ra-se para o Rio-de-janeiro a tratar de seu ne-
gocio.
= Claudino Salvador Pereira Braga cidadao
brasileiro retira-se para lora da provincia ,
e leva em sua companbia um escravo por nomo
Gongalo.
" Oabaixo signado participa ao publico ,
especialmente aos pasdc.seus alumnos, que
no dia 10 do corrente pretende abrir !>uas au-
los de primeiras lettras, tanto de meninos,
como de meninas em casa de sua residencia, na
ra da Conceicao da Boa-vista sobrado n. 8 ,
com toda a decencia o assiduidado conforme
lem praticado ; o annuncianteprope-se a re-
ceber om sua casa al o numero do 4 pensionis-
tas ou meios-pensionistas com a mesma de-
cencia tratamnto e menor estipendio, que
"i qualquer collegio. = Policarpo Nunes
Corrtia.
= Precisa-se de urna ama, que tenha mui-
to bom leito queseja forra e sem filbo; na
ruadasCruzes sobrado da esquina quevol-
ta para o Paraso n. 20 terceiro andar.
A senbora Francisca Mara de Jess
queira ir ou mandar a loja do Manoel Luiz
Gonoalves tratar de negocio de seu interesse
= Francisca da Cunha Bandeira do Mello ,
viuva de Joao Carlos Pereira de Burgos Ponce
de Len faz publico que seu genro Luiz Ig-
nacio Pessoa de Mello deixou de ser seu pro-
curador desde novembro de 184-2 em conse-
quencia do que nao et mais habilitado para
contratar validamente qualquer negocio seu ;
outro sim roga a seus devedores ( de quem por
sua autorsae.ao o dito seu genro fra cobrar
que ajo de apreseniar.ai o mez de junho do
corrente anno os recibos e mais papis ten-
dentes as cobrancas de sua casa passados pelo
annunciado.
- A senhora Helena Mara da Conceicao
queira annunciar a sua murada para se Ibe
entregar urna carta vinda de Piauhy.
- O meio bilhete n. 1094 da segunda par-
te da decima-quinta lotera do thoalro per-
tence a Joao da Cunba Wanderley morador
no engenho Cupissura.
= Aluga-seo armazem, segundo, terceiro,
o quarto andares do sobrado da ra do Amorim
n. 15 ; e a casa terrea n ida travessa do Mon-
teiro ; a tratar no primeiao andar do mestno
=Precisa-se de urna pessoa para tomar con-
ta de um armazem de taboas de pinbo atraz do
theatro, por halanco, ejque preste fanca; a fal-
lar com Joaquim Lopes de Almeda.
jogo de voltarete e rap de Lisboa em libras gleza a 160 rs. chocolate da Babia a 100 rs.
e meias ditas, chegado pelo ultimo navio Ta- o pao galinhas de quintal niuito gordas, ca-
rujo segundo; na ra da Cadeia-velha loja pes e frangas ceblas do Porto em por-
n. SU. Vi>n e a retalbo ; na ra estreita do Rosario.,
Francisco Cordeiro Raposo embarca pa- Vende-se urna negra moca de naco venda n. 8.
o Rio-dc-Janeiro o seu escravo crioulo de para todo o servico ; no Alterro-da-Boa-vista = Vende-se um elegante carro de duas ro-
n. 3.. das i Para um cavallo com os arreios com-
Vende-se urna porco de barricas vasias, plenles, desolida construccao, e boas molas-
que foro de farinha de trigo por preco com- no Alterro-da-Boa-vista em casa do segeiro
modo; na Camboa-do-Carmon. 12. Miguel: tambem se vende um cavallo do mes-
Vende-so cal virgem para o fabrico de mo carro,
assudar em barricas com 4 arrobas ; na ra = VenJe-so em casa de Fernando de Lucca,
de Apollo n. 10, armazem de Francisco Jos na ra da Cadeia do Recife,n. 16 queijos de
Silveira. j Londres, muito frescaes, presuntos, vinho de
Vende-se urna carroca em bom estado Cherry em caixas de urna duzia ebegados po-
com todos os seus apparelhos um par de cas- lo ultimo navio de Inglaterra,
sambas, comcangalba; na ra dos Pites n. 30. ( = Vendem-se dousescravos de naco um
Vendem-se nos Arrombados travs de bom canoeiro e pescador ; urna negrinha do
trinta e dous palmos de omprido e couto 15 annos, de nacao A ng ico cose, e reco-
de lado ditas do 40, e-palmo em quadro, 44'mida ; umascrava quitandeira e lavadeira
encbameis de 20, 25, e36 palmos de comprido, na Rua-direita n. 3.
inaos travessas de 30
ra
nomo Joao.
Joaquim Duarto dos Santos mora no pa-
teo do Hospital do paraso n. 18.
- Quem precisar de um rapaz Brasilero
para caixeiro de armazem de assucar, ou es-
criptoro annuncie.
Compras
= Compra-se eflectivamente nesta Typogra-
phia toda a qualidade de pannos cortados ou
velhos de linbo e algodo toda a especie
de fibra linheza algodo de refugo em ra-
ma papel e papelo velbo.
Compra-se para fra da provincia es-
cravos de ambos os sexos, de 12 a 21 annos ;
no armazem do cabos defronte do Corpo Santo
Cotnpra-so todos os utencilios perten-
contes a urna fabrica de chapeos ; quem livor
annuncie.
Compro-so duas podras para soleira ;
quem tiver annuncie.
Compra-se offectivamente para fra da'
provincia mulatinhas, crioulas e mais escra-
vos, de 13 a 20 annos, pago-se bem, sendo bo-
nitos ; na ra larga do Bozarion. 30, pri-
meiro andar.
= ComprSo-se diarios velhos papel sujo ,
e farinha de trigo avariada; na fabrica do cha-
peos junto a cadeia.
= Compro-se as obras de Buffon ; quem
tiver annuncie.
Compra-se um torrador de caf ; no pa-
teo do Carino esquina da ra de Hortas n. 2.
Vendas.
-
cnl.-~.l~
\
== O escriptorio Ja casa de Nuno Maria do
Sei~ iransferio-se para o primeiro andar do
sobrado n. 15 na ra do Amorim.
= As chancellaras dos vicc-consulados de
S. M Catholica e da repiibliea dos Estados-
unidos do Rio da-prata, foro transferidos pa-
ra o primeiro andar do sobrado n. 15 da ra
do Amorim.
Precisa-se de urna mulher de assento ,
livre e desimpedda para ama de casa de
pouca familia ; na ra do N'ogueira n. 13.
m Brasileiro, com capacidade necessaria,
se propoe a ensinar primeiras Ictlras, como
maior zelo possvel, e por preco com modo ;
quem de seu prestimo se quizer utilisar, diri-
ja-se a ra do Fogo n. 29.
Arrenda-se o primeiro andar da casa n.
18 na ra do Fogo ; a tratar na ra do Quei-
mado sobrado n. 44.
= O arrematante do imposto de 20 por
cento sobro oconsuaio de aguasardontesde pro-
ducn brasileirn avisa aos snrs. que anda nao
pagaro o dito consumo vonbao fazel-o nos
dias 11, 12, 13 14, e 15 do corrente, no
largo de N. S. do Terco n. 11, findososquaes
so proceder na forma da lei contra os que
deixarem do pagar.
Precisa-se de urna ama do leite captiva ;
na ra das Trincheras n. 18.
Os snrs, Joaquim Podro Marques deFi-
ueiredo e Manoel joaquim i ose de Figuei-
- Vende-so um canario de imperio, um
dito da trra 3 curijs, um azulio todos
muito bons e por preco barato ; na ra da
Cadeia do Becife n. 30.
= Vendem-se muito boas redes vindas do
Maranhao por preco commodo ; na ra do
Livramento n. 5
= Vende-se urna casa de dous andares e
sotao, rectificada ha pouco lempo e em chaos
proprios; na travessa da Madre de Dos n. 7 ;
a tratar na ra da Cruz n. 50.
- Vende-se urna cabra ( bicho ) parida de
um mez com muito bom leite, muito manca,
e propria para criar ; duas casacas urna pre-
ta eoutra a/ul, anda em bom uso ; um re
logio de prata ; e da-so 200*000 res a
juros a 2 por cento ao mez sobre penhores de
oupo o prala ; na ra larga Jo Rozario n.
15, defronte do quarte! de polica.
Vendo-so um negro de nacao Angco ,
de 25 annos para todo o servico ; na ra da
Cadeia do Recife loja de ferragens u. 44.
Vende-se um escravo, proprio para o
servico de campo, na Bua-nova loja n. 52.
= Vende-se metade de um sobradinho na
ra da Guia n. 29 ; a tratar na ra das Trin-
en ei ras n. 38.
Vende-se um cavallo passeiro oplimo
para carga por preco commodo; no quartel
de cavallaria a fallar com o cadeto-sargento.
-= Verde-se na Cdia do Jacaranda, oia
com muito gosto por prego commodo ; na
ra estreita do Rozario n. 23.
= Vende-se urna casa terrea no bairro do
Becfo atraz da ra do Vigario beco do
Buraos; a tratar com Manoel Luiz Y raes.
Vende-se espirito de vinho de 36 graos a
1280 rs. a caada eem porcesse dar mais
em conta vinbos Muscatel, de Setubal, Bas-
tardinho Bucellas, Corcavelhos do Porto, li-
cores finos, e todos os mais gneros de venda;
na Bua-nova n. 3.
Vendem-se duas escravas urna crioula,
de 18 annos, boa costureira e engommadei-
ra o a outra de Angola de 15 annos, cose
solrivel. e recomida; na Bua-nova n. 50,
terceiro andar.
Vende-se ou troca-so um bom cavallo
alazao bastante gordo e do bonita figura ,
passeiro de baixo a meio ; na Bua-nova ar-
mazem n. 67.
- Vende-se urna escrava de Angola de 20
annos, ptimo para lodo o servico ; na ra da
Praia armazem n. 14, do Antonio Caldas da
Silva. *C
Vendem-se 3 escravos com boas habilida-
dades ; urna dita lavadeira: duas mulata*,
do queirodrigir-se a loja da esquina que boas engommadeiras, cozinheiras, o cosem ;
vira para a cadeia ao pedo arco de S. An-jdous escravos para todo o servico de camnn ;
Ionio, para reeeherem urnas cartas.
A pessoa que por engao tirou urna
carta do correio viuda do Cear para o alfa-
res Antonio Bornardino dos Bcis. queira fazer
o la>or de entregar na Ba-volba n. 92.
um dito bom carreiro ; um bonito moleque de
20 annos, bom ofTicial de sapateiro e bom
pagem e um moleque de 12 anuos; na ra
de Aguas-verdes n. 44. __,
travo tas de 25 estivas
para pontes caibrosde 30 palmos ludo ma-
deira sunerior, e por preco commodo.
Vendem-se 12 nmeros da Galera re-
ligiosa e militar, novos, e muito bara-
tos; na ra do Queimado loja n. 14.
Vonde-se urna escrava de naco Robollo,
lava cose o vende na ra ; na Ponte-velha
n. 29.
=i Vende-se urna porco de farinha da
trra de boa qualidado e tambem se vendo de
quartas para cima e urna pipa do agur-
dente branca; na ra da Praia, armazem n. 20.
=i- Vendem-se dous (landres proprios para
vender azeite de carrapato comas competen-
tes medidas e tampas; no pateo do Hospital,
venda n. 14.
V\fendem-se dous pares de botos de pu-
nho dous botes de abertura 2 anneles ,
urna moeda encastoada e urna cruz tudo de
ouro ; na Rua-nova n. 55.
== Vende-se um cavallo bom carregador e
esquipador ; na ra do Livramento, loja n 6.
Vende-se para fra da provincia um es-
cravo de naco Angola de 22 annos com
algumas habilidades ; na ra da Guia n. 36.
= Vende-se urna porejio de cera do carnau-
ba por prego commodo; na ra da Cadeia
do Recife loja de ferragens da viuva de A-
delo Antonio de Moraes Si Companbia.
Vendem-se feches de abanos ; na ra do
Bangel, esquina que volta para o tren, ven-
da n. 11.
=Vendem-so pilulas de famia chegsdas
prximamente do Porto do autor verdadeiro,
por preco commodo ; na ra da Cadeia do Re-
cife loja de ferragens n. 44.
Vendem-se sementes de hortalice de
todas as qualidades e cestos para meninos
aprenderetn a andar tudo por preco commo-
do ; na ra da Cruz, armazem de louca n. 48.
Vende-se um rico capote de panno azul,
vindo de encommenda do Rio-de-Janeiro e
que serve para montara de homem o senbora ;
e duas bancas de angico ; na ra do Encanta-
mento n. 4.
= Vendem-se charutos da Havana a 30
rs. cada urna e de outras qualidades dos
mclbores fabricantes da Babia ; na ra do Ca-
bug loja de Bandeira e Mello.
= Vonde-se a armaran da ven la da rija da
Roda n. 45 ; a tratar n. 8.
= Vende-se rap de Lisboa, chegado l-
timamente a 2560 rs. em caixa de iOO iibras;
na ra do Vigario n. 19.
=s Vende-se urna preta de 23 annos boa
para criar, por ter muito bom leite o habi-
lidades necessarias para o servico interno de
urna casa com duas crias mulatinhas sendo
urna de 3 annos, o a outra de 10 mezes ; na
Ba nova loja franceza n. 9.
ssVende-M um sortimento de toalbas de
linbo adamascadas, com guardanapos de qua-
lidade superior panno de linbo em pecas de
18 varas velas de espermacete em caixas do
25 libras ; e farello novo chegado de Hambur-
go, em saccas de arrobas; em casa de H.
Mebrtens na ra da Cruz n. 46.
= Vende-se toucinbouc-Sanios a 120 rs ,
manteiga ingleza a 720 rs. dita franceza a
480 rs. macarrao a 200 rs. banha do por-
co a 360 e 240 rs. talharim a 200 rs. azei-
te doce a 400 rs. a garrafa dito de carra-
pato a 160 rs lutria a 200 rs. amendoas a
a 140 rs. cominbos a 200 rs.; e todos os mais
gneros por.preco commodo; na venda da
esquina que vae para Bellem no Corrcdor-
Jo-pispo.
= Vendem-se saccas com milho rod^s
d arcos de rastanho para barricas na ra do
Vigario n. 7.
=^ Yj'ihIi'- . cos de pipas do Porto varias peras de forra-
menta de tanueiro, e urna duzia de assoalho
de louro ; na ra do Amorim n. 34.
= Vendem-se canarios de imperio em vi-
= Vende-se urna feichadura de porta, pro-
pria para algum escriptorio por ter varios se-
gredos: na ra do Bru Fra de portas ca-
sa do Honriquc Alloman n. 2.
Vende-se por precisao urna escrava de na-
cao Bengucla de 20 annos boa quitandei-
ra, e muito diligente; no pateo do Carmo
n. 24.
= Vende-se Jacaranda superior chegado do
Rio de Janeiro podras de marmore redondas
para mezas de meio de sala, de muito bom gos-
to ditas para commodas cadeiras america-
nas com assento de palbinba camas de vento
com armacao marque/as so fas mezas de
juntar camas de vento mui bem feitas a 450tf,
ditas de pinbo a 3500, assim como outros nmi-
tos trastes ; pinbo da Suecia com 3 pollegadas
degrossura, dito serrado dito americano de
diflerentes larguras e comprimentos ; assim
como travs de pinbo o barrotes ; na ra da
Florentina em casa de J. Beranger n. 14.
Escravos fgidos
No dia 3 do corrente fugio a preta Joan -
na parece crioula no fallar de mcia ida.I ,
tem as pernas enchadas, por causa do eri/ipola,
que Ibe d a miu lo falta-lbe todos os dentes
da parte superior lavadeira no mesmodia
foi vista no Manguinho com um panicum de
roupa lavada ; quem a pegar, leve a ra da
Cadeia do Becife n. 25 segundo andar, que
ser gratificado.
O abaixo assignado declara que proce-
de com o rigor da lei contra qualquer pessoa},
que o.Tiill;] tenha sua escrava crioula de no-
me Joaquina, fgida no dia ^2 do p. p. do'
24 annos estatura regular secca do corpo ,
rosto comprido cabeca puchada para traz,
com dous dedos da miio direita alejados, cons-
ta estar oceulta em casa do urna prostituta por
ter sido vista e encontrada comprando na ri-
beira quem a pegar leve ao sitio do inspec-
tor do quarteirao na estrada do Joo de Barros.
Joao Nepomuceno Ferreira de Mello.
No dia 8 do p. p. fugio da cidadede
Olinda a nogra Maria, de Angola de 30
annos, alta, grossa becbigosa, olhos gran-
des evou vestido de chita com flores e dous
do chilla azul; desconfia-se que viesse para
esta praca com os negros que foro Janear o
maracat em Olinda; tambem fugio da mesma
cidadenodia 2 do corrente o escravo Jo6 ,
~ uytiu /%llguiu f
do estatura regular, bastante magro, de 20
annos; quem os pegar, leve a travessa do
Queimado n. 3, ou na ra do Baldeem Olinda
n. 22, quesera recompensado.
Fugio no dia primeiro do corrento o pre-
to Manoel lovou calcas de brim pardo o ca-
misa de dito branco muito ladino tem
varios signaes de fogo pela testa estatura bai-
la de nacao Cacange ; quem o pegar levo
a ra do Queimado botica n. 14 de Jos
Alexandre Ribeiro que gratificar.
- No dia 8 do corrente fugio o moleque
Jos testa pequea beieos grandes nariz
chato um dedo da mo esquerda alojado e
outro do p direito meio cortado levou cami-
sa de algodozinho bastante suja e ceroulas
de alyodo grosso; quem o pegar leve a ra
estreita Jo Bozario n. 23 que ser recom-
pensado.
= No dia 6 do corrente fugio o proto Fran-
cisco por alcuuha Canario de nacao Ca-
tango estatura regular rosto redondo, um
pouco picado das lechigas, olhos regalados o
um pouco vermellios, orelbas e nios curtas,
ps pequeos, quebrado, cusa de funda,
e muito rogrista ; natural/, que tenha mu-
dado do trage pois lovou camisa e ceroulas
de algodo de fra o chapeo de palha elle
da muito polo apellido de canario e por elle
podo ser com ncilidade apanbado ; quem o ne-
gar, leve a ra dos Quartcis n. 18 que sera
gratificado.
= Vendem-sc ricas caixas de charao para veiro, e ja separados em gaiolas, bolaxinha in-| Rgcira; ka Typ. dr M F db Fau'a -1844.


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