Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04549


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Full Text
Segunda Fera
Auno de JM4.
O Dl*poHca-ee lodoso! Hqiio loriiu s.iiit'luadiK i> preco J aaglnt.i
I,,.. ,le Ires mil ri. por quarlel pagos adianlados. Os annuneios dos Bastbanles edotntsriritta
gratis, > o "'"' fu"-m '*<,1<: 80 reia por litiba Aa rcclamac,Oe des'em mi dir.
-kI.is 11'-' lyo i "> iasCruwa n, 34. una praga da Independencia, hija de lirosn Be s
I A l'.TII) \ IH)S (:i )U l KI()S~TKIt KKSIIIES.
GuiwM, c Parahyba, scgundaa sextai fe ira, Itio Gramil- do Norte, quintal tetras -
Cabo, Seiiiiliaem Hu l'ormoso, Torio Calvo, Macev e Alagoas : no 4. s l '_'.
de cada nn-t Garanliuns c Bonito a 10 e '.'? de ca mei oa-sista e Flores a l.'t
e '.'8 dio. (-ida le da Victoria, quintas feiraa, Olinda indos os das.
MAS D\ semana.
8 Se", s, (.cirlico .lusliniano Aud. do I. de l>. da '.i. \,
9 Tarea s. Jnli.m Re, and dude I) da 15. v.
40 Qua'rta s l'aulo. Aud do J do I) da 3 v
41 Quinta s. tfygino Aud. do J de D da 9. v.
i'l Sota a. Salini Aud do J. de D. (la '1. \.
4$ Sab* s Hilario Bel. aud. ilo J de II. ila I v,
l'i llom. ss noawdeJnm a. Felie,
do Janeiro
Anuo XK. X. .
-.;j i .itaaBsasan.
.-s^^si^*^i,jsisw;rw^"^,SE"ra^
y I idn ajori rlupende de n'n m as: di noa< prudeieii, n-oA-rai;io- .,.. r;i<.....
y>j J" i,,, i -i i ..... principiado] e ii-eam apflalos cmii laura}.' "' l !' "
V'., colla. .Tro. I..,n indi Assemlila Cern do raail.;
compra, ende,
16.3 J." 10,600
|fl,100 16 30
I o 10 il 100
.lk.0 I.WJ
I lili J,rl.nl
1,000 .. i n
I VMIMO" Su III > 5 ni I t>l I *0.
Onrs-Moeda de "'iu
Cambios sobre [cinrea ..li
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i i i isboa 11 i>'r lll I de prrin
'Mt$T .
jSn>'M Monlnilf rolir-' '1 por rerlo,
dem i!-* letras ile bou fincas 1 a I \\\ %
l'llvsis |>\ l.l \ NO MKZ l>l. J VM '.ll>-
, ,'. 4,00fl
rala-Fatacoea
,, Tesos eidumiiiiiaics
,i I tilos Mexicano!
Loa obela .5., ahora*- l mi. da tarde iLusnoea I \ horns W min da larde.
Migrante a 13 i 7 borai e 10 min da urde |Oe 'ente < J' Hl M 10 m. .la ...,l,..a^
PmtIMT il' '"!/'
Primeira as 7 horase 4! min da manha. ISejuuda as S luirs e 6 minutos ds manla
r. *i3*r ans-errara::. i jrnibnisraxsnamsBsini
MSHauttraiEaBi3mtsw*^ '* ?riSjy3aLM^iiasirwi%,s
aaXMsW Ki *^W!:&lJ^Z^ttiC3err&JNWWim*-, -;: 1 vy -tj ni? tmyjHTn. ij va
._.___^sk\..
-. VtLIVlilM
... -
sg'jinmi.-r.rn; laitMB
EXTEJOi,.
PORTUGAL,
PROPOSTA DE I.KI. (*)
Scnhores!') govornode S. M.' lom a intima
conscienci.i de todos os dovoregque I he ineum-
bem, e deque sempro dili^enuiou o diligencia-
r desempenhur-se. Cnlloetidopocentro dos ne-
gocios, e pudendo pela sua posicad, doscobrir o
estado em toda a sua superficie, conhecoros du-
sejos o as necessidades dos povos. trahina a
conlianca com que u throno, e a nafao o tcein
honrado, se, limitando-se autninatliicamente
em observar e lser observar as leis, deuassede
vir representar aos legisladores as reformas, que
urna longa e constante experiencia Ihe tein pio-
vado~serem nellas ind spensaveis.
Superior odios mesquinhos de parcialidades,
odios tao improprios para seren sentidos por
um governo liberal, como para virem Bgurar
lace de tao augusta assemba, o governo julga
superfino advertir que, as providencias que ha
de submetter ao vosso tame, e decisao, o be.n
publico, eso elle, l'ol o seu inspirador, scu guia;
e as ponderaces rpidas que passa a apresen-
tar-vosserao d'isso inesmo o Oais irrel'ragavel
testemunho.
O governo ere (irinemento, como vos, como
todos os Portugueses dignos de tal nomo, nos
artigos de f, o nostnandamentosde qaesecom-
poe a religiao poltica, nao s doste reino, mas
de todos os reinos, e povos reformados. U pri-
muirod'estes mandamentos, o primeiro d'estos
artigos de fe foi, ,e ser se more a liberdade do
pensamento.
A imprensa a vozd
prensa era antigamente
pleto, mas quom ao menos, um certo espirito
sctico, passivo c resignado por necessidade ,
Ihe nao permittia sequer lembrar-se de desejar
o oxercicio da palavraquelhe tolhia. Iloje, que
astrevasda tyrannia passra, e com ellas as
superstices da escravidao, a naco sem impren-
sa offereceria a imagem do'escravo mudo, sen-
tindo todos os linimentos a sua miseria, a sua
degradacao, sujeito aos caprichos do acoute,
blasfemando na alma, o nao podendo nem in-
vocar auxilio, nem desafogar, queixando-se. Os
povos monges passru de lodo: povos sem lin-
goa poucos ha jfl. Portugal, ciOrnol-o (irmemen-
te rurC "^is o tornar s**1*
A almotaccria das ideias, denominada censu-
ra prinia,(ira talvez quasi peior que um absolu-
to silencio imposto imprensa; porque no si-
lencio absoluto, se as verdades arrojadas o gene-
rosas, se as reivindicares dos dtreitos e loros
caldos da riiiu'*idade n-io '^odi^o levtsr-se
tambem as mximas falsas e oseims interossei-
ros nao podiao propagar-su seu sabor; em
quanto com a censura previa as ms doutrinas
tiudrvao c dilTundio-se, sem que por entro ol-
las podesse penetrar o inais tenue raio da ra-
j tao assassinio e impiedado! apenas urna
providente mad se lembra de cauterisar os can-
cros que a corroem. pr;ciso com effeitoamar
como o governo ama a esta liberdade das liher-
dades, para se expr, como se expoe de boin
animo, a clamores interesseiros, a improperios
desmerecidos e iniquos, so com o fim de Ihe as-
saturar urna existencia prospera, fecunda, ma-
gestosa e digna d'ella.
Mas porque a imprecisa mais prevaricada, e
tambem quasi nica ftvquentada hoje em Por-
tugal a chama "a imprensa peridica, limite-
mos aqui a ella as nossas reflexoes.
Que 6 o jornalismo? Tribunal ? Magisterio ?
Historia ?
Tribunal! Que dos seus titulo?
Magisterio! Que 6 das habilitacojs provadas?
Historia Onde esto os documentos da sua
imparciulidade e do seu conhecimento dos Tac-
tos ?
Ocidada mais corrompido o mais ignoran-
te pode arvorar-se do repente em jornalista. Pa-
ra isso bastao-lhe as tres cousas que Turcnne
dizia seren necessarias para a guarra; o pelo
oominom noseniio guerra o que elle vai
fazer. Dinheiro, dinheiro, e dinheiro. Dinheiro
para pagar um editor; dinheiro para urna Man-
ea; dinheiro para supprir a falla de leitores. se
a tiver. E dir-se-ha quo a este hanieal deva a
sociedado urna protwcco absoluta, ella que pro-
hibe a venda dos punhaes e dos venenos?
O jornalista, por mais que blasono da altesa
do seu oflcio, nao constituido tal pela sobe-
rana nacional, nem poralguma das suai dolo-
gaces. tnissionario sem missao, deputado
de si mesmo. Pode exprimir o tenUmento pu-
blico; pode tambem contrarial-o abertamente.
a nacao Nacao sem .m- I L Q jornalista nSod)!vegosar de mais immu-
umen.t0_m0.r.?! SJ nidadesco.no jornalista do que como cidadao.
Ora quera duvida do que se ello dissesse, em
face do throno, em faco do cada um dos minis-
tros, de cada um dos pares ou deputados, do
cada urna das autoridades, ou de cada um dos
cidados, o que todos os dias Ihes dizem pela
imprensa, a vindicta legal o castigara? Como
pois so lia de dar a iinpunidade a esse mesmo
dito, s porque se tornou mais publico, mais
duradouro, e de muito mais vastas consequen-
cias ?
Isto pelo quo toca ao movol externo da; ac-
edes, quo a C08CO legal. Pelo que pericote
aomovel interno, ha dentro no (lomen) um
principio do soeiabilidado, ou do juslica, ou de
honestidad, que, independento do medo, Ihe
veda chamar de palavra ladrSo ou falsario a nu-
tro liomem. Esto principio do honestidado ,
tem-no todo o jornalista no taet'o commum da
v:d.i; ma; '"ntos delles o nao esqueccm ape-
nas entrad no sou escriptorio! Arrebato-nos
enta a excitagao dos consocios no bando;--
o cleito dos applausos comprados com um ar-
tigo, quo talvez custou tractos a consciencia:
a ancia de obtornovos applausos poresses mes-
3o, que 6 a redernplora por quein os povos res- j mus meios j provados, talvez pora adormen-
surgem do sepulcro. A impiensa livre pois taressa mesma consciencia; a seguranca o li-
uma necessidado, um direito natural, cssencial, | bordado do anonymo;um certo gosto que se
inviolavel, e imprescriptivel dos pilvos. experimenta, afrontando perigos anda que so-
Mas por isso mesmo, que a imprensa (0 jan fantaslicos, o provando frcas contra objec-
veneramia e saiirada cousa, por isso mesmo que tos reputados fortf-s;urna -erla embriaguez
6 simultneamente arvoro da sciencia e da lber- j finalmente, que resulla do choque do inultas
dado (i de ver religioso dos representantes dolpaixos, deque desgrasado campo de bata-
povo defend I-a de toda a sorto do nerigos; e
estes perigos existem, e sao graves, egrita por
urgonlissimo remed >. A censura previa impeda
,pMIIIIUIUll..v
tr c n
liconcu carcome-a;dovora-a pordentro; envene-
na-lhoosfructos em quanto os d; amoaca-lhe
e vai-lhe roc at as ratees. A censura previa
era um mal negativo em materia limitada; ali-
eenca um mal positivo, variado, omnmodo.
A censura previa nao era para ella seuo um
grande infortunio; a licenca de mais um gran-
de opprobrio. Da censura previa cons dava-a a
esperance do porvir; da licenca quema con-
solar ?
Pr nhstar a niifl os nroa;rpssos da licenca so
tornem ioatalhaves, ^ que o aoverno, depois
de largas e maduras consultacoes, acordou na
proposta quo logo submetter ao vosso exame.
A ninguem cedeoLgoverno vantagemem amor
sincero para oin a imprensa; mas a ninguem
disputa maisessa vantagem do que os espiriros
prevenidos ou obcecados, que, sob a falsa cor
do interesse e iespi;ilo que ella Ibes inspira, gri-
" E esta a proposta, que se refere o nosso
artigo do numero antecedente.
Iba, nao muitas vezes o coracao, mas o espirito
de um hornera, quo est alli. alta imite quan-
do todos descaiico, preparundo-lhes urna ex-
-ijnns.iixjrn niinnrlrt acordaro'n: os comnosiio-
res.e os tmpressores dormem roda delle, es-
perando qual ser a reputacaoquoelles teem de
supplicar. Camille Detmoulins, fra do Jtrna-
lismo, eia ameno ebom; com a ponna de jor-
nalista na mo. n'um lempo do anarchia. e de
licenca, transormava-se n'umligre. I>ir-se-hia
que nao era o escriptor o que lorcava a impren-
sa a prostituir-.se, mas a imprensa a que ty-
raanisava o escriptor!
Ninguem se lembra de prohibir quo so diga
o que se pensa, e o que so sabe; mas sim que
se diga o quo se nao pensa, quaouu po-C
indus.r o publico em erro perigoso, qn* af-
firra-s o que se pode e deve saber que nao e.
Quando o espinto de toda li fundamental
6 a urecaucSo perpetua contra os abusos, at do
throno, e do cOrpo legislativo, que sao poderes
por ella mesma reconhecidos, como ficaria
s inviolavel o offlcio espontaneo do jornalista .
Nao, senhores, as poucas e salutaies modi-
ficacoes que o governo ven. peflir-vos, nao ha
jusurpafoalgumadediieilos indtvuluaes. re-
locontrario; urna usurpaco llagranlc de di-
reitos individuaos e pblicos a que se pertendo
cohibir. Os limites racinisda liberdade, que
tem um cidado para imprimir, cli igafi so al
onde comeen a liberdade dos outros cidados, a
cujo respeito escreve. Se por um dever sagra-
do tjm o estado de proteger a lvro communi-
cacao dos pensamentos, por nutro mais sagra-
Ido dever ainda tein de escudar a honra publica
e privada a mais santa propriodade da ci^ade
edos cidados. Em vio o jornalista invocar
o seu direito, quando, no que toma por exerci-
cio d'elle, vai atropelacio m inif.sta dos de ou-
trem s vezes de muitos de seos coocidados,
As vezes de toda a sociedado. Tal doutrina at om
arithmetica lora um absurdo quanto mais em
moral e em poltica !
Falsificando os factos pela mentira; falsifi-
cando as consequencias pelo sopliisma ; pondo
OTO problema todas as virtudes cvicas 6 todos
as caracteres; a imprensa licenciosa Ca mais
do que laucar tropeos no oaminbo da oivilisa-
cjio poltica. I)esautorlsa-se a si mesma en-
fraquece-so para a boa obra, o deixa para a
geraco que se cria no inoio doste saturnal, o
exuinplt) da falta de respeito a lodos os vnculos
sociaes. A'lorca de so exaltar no SOU feslim
desordenado, desatina perdeopudor, a au-
toridade e a frca ; cahe na adormente, eo
mais a que pudo aspirar que os lilhos, quo nao
escarnecerem da sua miseria ventilo recuan-
do, lancar-lhe um manto por cima para a es-
conder.
Suppondo mesmo que a gerafao actual tives-
se o direito de ser asss generosa para se sacrifi-
car ao respeito ceg de um principio mal defi-
nido eocintosaincnte adulterado, ficava anda
responsavel pelos males que por este mododei-
xaria seraear para a geracao suguinte.
Mas, dizem os partidarios improvidentes do
peior de todos os despotismos, do despotismo
da imprensa so ella 6 franca ao offensor nao
tambera franca ao ollendido ? Como a langa
da fbula nao pode ella mesma curar as feridas
que houver aberlo? Nao; nem sompre. J
uina dolorosa experiencia nol-o teria ensillado,
se a raso mesma o uao dissesse. A innocen-
cia brutalmente affmntada desdonha muitas ve-
zes delfonder-se: urna prava de consideragao
que ello se nao sonte disposta a dar ao calum-
niador ; mas o seu sobre silencio corrobora
calumnia. Outras vezes, forgada pelos gritos
dos espectadores, a virtude diwce ft arena a lu-
tar com o descaramento protervo e licencioso :
mas a victoria pude anda flcar ao scu adversa-
rio, adjudicada por juizes parciaos: (luirs
vezes tambem as vozes do Inorado que se de-
fondo nao chegio a todas as partos onde peno-
iiv> os Convicios do aielvoso que dwiun-
clou; eeste escndalo, senhores, pela na-
tureza das cousas, o quo mais commumento se
realisa porque, vndo do ordinario em jomaos
diversos a satyra o a apologa, e sondo cada
jornal lido quasi nicamente pelos de sua libr
ou cor poltica os :jue vro a inrrepacao nao
vem a defeza ; e os que vem a defeza, e nao
sabio da aecusacio, Bcio pelo menos estre-
mecidos no seu juizo a respeito de um mrito
con testa do.
Taes fOrio sem duvida os principios que d-
rigiro o legislador philosopho, quando reco-
nheceo, conjuncta e kiseparavelmente como
direitos inviolaveis aos cidados, a livre
communicagao dos pensamentos socieda-
do a ellicaz reprosso dos abusos. Eis-aqui a
disposigao doart. 145, fj" da caria fjunUiU-
cional damonarchia.
lodos podein communicar os seus pensa-
montos por palravras escriptos e publi-
cal-os pela imprensa, sem dependencia de
censura, com TANTO que hajaode responder
. pelos abusos quo cominelterein no exercicio
d'esto direito nos casos e pela forma quo a
le i determinar.
Assim o disso o sonhor hom pedho. Hopoti-
sava apenas aquello brago, a que u peso da es-
narta pm fim niiAhr.'im a* forras o S. M. I. no
seu ultimo adeos publico e solemne, no seu
testamento de gloria, o discurso de abertura das
cortes ora 1834 mostrava como tinha peito
a realisagao do seu sublime peusamonto. 0
primeiro encarga que aos representantes da na-
cao comiuctteo depois do arbitramento das
Icirgas de trra e mar, que a nova era do paz
demandava urgentemente, Inl apromulgagio
de teis reguladoras da liberdade ae imprenta.
Tanto reconhecia o augusto Martyr que o oxer-
cicio do proclamado direito carela, como prin-
cipal das necessidades, do contrapeso de legal
o salutar represso.
l'ma das primeiras obras parlamentares, de-
pois da primeira rostauracio da carta, foi pois
a iiroposiio discussSo e approvaoao da lei ,
quo sabio saneconada em virtte edousdede-
zembrode miloitocentosotrintaequatro. Esia
mesma lei que nao poder i ebegar a ser con-
lummada pelo parlamento de 1828 fra ago-
ra olTerecida nao polo governo, nao por
raembr.) algum da maioria mas por um dos
mais ardentes partidarios da opposico o ap-
provada pelos seus co-religionarios polticos ,
concordes nessa oarte com a maioria das cama-
ras com o governo e com todo o publico :
quera poderia accusal a do anti-liberal ?
Pois beui osla lei nascida sob auspicios
tao insuspeilos, e nica talvez em que se possa
affinnar ter hivido completa unanimidade ; es-
ta lei medida boje pelos nossos ronhecimen-
les experimentaos poderia parecer a lyranni-
caodracnica abolicSo de toda a liberdade to
oscrever : tantos o To rpidos frio os pro-
grossos quo entre nos lera foito o furor vertigi-
noso das faccOes Dir-se-ha quedesse perio-
do que apenas lionlem na historia j secu-
los nos sepro.
Triste o corollario d esta verdade. Deno-
ta ella urna alterago profunda no conecito quo
a sociedado forma da missao e do alcanco da
imprensa. A pliilosophia medo senipre a cri-
minalidade pelo daino. Ainda em 1834 so
accredtava que a imprensa poJia damnar a
causa publica e tanto que as penas para taes
deudos transcendan do speras; era 1843 a
opinio pblica |ulga inniquos lodos esses at-
tenlados, porque presuppoe que jde feito nao
tem frca para lesar a cousa alguma.
O governo que nao pode circumscrever os
seus deveres aos de mero executor de leis, do-
ve se.illores, peranto vos, cncarregados do
arduo o nobre ollicio de legislar dcscobrir in-
leiro o corpo e a phisionoinia da sociepade,
quo se confiou aos nossos disvlos ; deve mani-
festar-vos, sera rodeios, ncmdisfarces, os svmp-
tomas do enfermidades perigosas, que um lon-
go e prolixo cstudo Ihe tera feito. conbecer.
Uestes males nao por corto o menor, em go-
verno representativo, o descreo i to da imprensa.
Mas vltomos a considerar esta lei, ainda vi-
gente de direito posto que j quasi perdida
na applicaco o que foi a primeira que real i-
sou a promessa da carta libertando a irapren-
S.1 20 mCSrnO tM^io min IIim aGconhva rnni
braco hercleo as columnas impreteriveis.
Compoc-se ella de tres elementos bem dis-
tinctos: a liberdade do pensamento a
inviolabilidade do todas as cousas venerandas
a eflectividadc do julgamento o castigo dos seus
violadores. Foi assim que se estahelecro
as condioos mas diremos intrnsecas do
exercicio do direito de escrever ; que se defin
rao os abusos, arbilrando-se-lhes as penas;
que so inslituo o jury edm certa forma de
processo.
Tros annos ero volvidos ; o um grande a-
contecimento d aquellos que a Providencia
manda aos reinos, como Ihes manda a pesto ou
os terremotos, tinbs dprrilmdr ij:j cn.j base o
ediiicio social. Ou fosse a influencia produci-
da no espirito dos povos por urna revolta que
principiara por despedazar os mais sagrados
vnculos; ou fosse o e fie i to natural da longani-
midade dos juizes, e da progressiva e assustadora
desmoralisago da imprensa o certo que os
legisladores filhos e representantes do urna re-
volugao democrtica, e cncarregados de consti-
tuir em nomo d'ella novas bases para o estado ,
esses mesmos reputrao logo per primeira e ur-
gentissima necessidado por um dique torrente
devastadora da paiavra escripia. Surgi a le
do 10 do novembro de 1837.
Esta le nao foi nina lei oi.i! de imprensa ,
como a primeira. t onhocra-se pela experi-
encia que su a peridicos se redu/io as publi-
cai oes : fro os peridicos os que ella consi-
derou. i' em verdada iroportava como entio
foi dilo o repet lo em parlamento quo, visto
f
\
-V


T
ti
/'
reconhecer-so que odofoito da primeira le nao
era tanto a sua insuflieencia como o desleixo
dos seus .executoros, ou a mpraticablidade
mesma da sua execueao so tomassem novas
providcm as rotativas a estas publicaeOes epho-
meras, volantes e ligetras.,; mas, por conti-
nuas pertinazes e accessiveis s comprehenses
e boleas limitadas do vulgo perigosissimas
quando ms.
Por esta segunda lei. flha mais volitada re-
volucao de 1836, o dircito de escrever foi ainda
nuiilo mais restricto do que o bavia sido pela
primeira lei ,da carta. Crcscem os embaraces e
perigos para o oditor; augiuenlo-se as precau-
cdes e eortao-so subterfugios para a desobedien-
cia : froa-se ojornalista a desmontir-se na sua
propria lha inserindo nella o desaggravo do
sen ofTendido ; e inlrodu/eni-se no processo
preparatorio modilicaros todas enderezadas ao
mesmo lim de tornar elTectivamente invidladoo
inviolavel.
Oulros tres annos ; outra lei. Ja as restric-
efles de 1837 ero insulicientes ; agangrena
\inha correntio com furia para o ponto hoje
< chegada sem ainda estar circumnscripta. O
codito fundamental era ainda o abortado pela
revolucSo.de 18:50.
A lei de 1!) deoulubro de 1810 agrilboou a-
inda mais o editor; accrescentou ascondices
da imprensa cor as de nanea hypolbeca ou
deposito ; antepoz instauraciio de urn jornal
preparos mais emba acosos, dilficeis, edemo
rados; aboli a supposta garanta do junde
pronuncia ; po/. o ministerio publico ern pe de
igualdade com o reo na quantidade das recusa-
dles ; o, antevendo j vagamente o que pouco
devia tardar que fosse evidente a todas as luz.es,
que na viciosa orgaoisacao do jury se esconda o
principal segredo da impunidade exigi novas
qualilicacoes nos jurados, e ditou regras novas
para o seu julgamento.
Sob o rgimen d'estas tres leis, ou antes
d'esta lei triplico pois todas vigrao nos pon-
tos, em que nao fro formalmente revogadas.
teem passado oulros tres annos tristes em ver-
dado para a moral e para a poltica por parte da
imprensa mas fecundos por isso mesmo em
observacoos, do que os legisladores dever de-
duzir os corollaros lgicos, praticos e presta-
dlos. O governo se obriga a apresontar-vos,
para corroborardes a vossa conviccao os dados
estatisticos que devem instruir urn lao solemne
processo : n'esle momento se Irabalba em reu-
nil-os o o pouquissimo que j se aclia compilado
bastante para la/er estremecer de horror ainda
o genio mais apalhico sobre os deslinos so-
ciaes.
Quiz a lei que se impozessem severas penas
ao autor, editor ou publicador de qualquer es-
cripto, em que so atacasso o dogma, a moral ,
ou o culto 'culto, a moral, o o dogma
teem sido lantados do alto da imprensa ao
escarneo das turbas e o raio da lei nao
baixou.
Quiz a lei que a paz e a ordem lossem res-
pectadas. K do alto da imprensa retii cem
vezes a trombeta da revolta o da anarebia e
a espada da lei nao so descarregou.
Quiz a le que se nao atacasse a ordem do
suceeder ao throno a auloridade legitima e a
inviolabilidade do re. Tudo isso esta sendo
arrastado pelo lodo das encrusilbadas, eas penas
dormem no regato da lei.
Cjuiz a lei quo se acatassem as duas cmaras
cgiSituiVS. Ei aiiiuas us enmaras legislativas
teem sido vituperadas cobarde e aleivosainenle ,
e o jury tem rido de vos e da lei.
Ouz a lei que todos os membros da (arnilia
real fossem immunes do aflronta. ]'. as pessoas
mais ligadas soberana teem sido mordidas pe- I
la hvdropbobia da imprensa e os criminosos
teem celebrado o seu triuinpho repotindo com
mais torca os crimes do mesmo genero.
(^ui/. a lei respeitados os tribunaes, todas as
corporacoes do estado, todos os funecionarios
E todos esses titulos tornrao-se alvo de prefe-
rencia para os tiros reiterados da calumnia e
nao se deo aos calumniadores um s escar-
ment.
Quiz a le que a vida particular fosse inac-
cessivel aos convicios da imprensa que a de-
lacSo dos actos domsticos vergonhosos fosse
castigada ainda quando nao mentase. I de-
negrio-se com mentiras a vida privada de quern
so quiz ; e nom cntao que o daino alheio
Ibes devia lembrar oproprio |ierigo nem en-
tao os jurados acordruo do seu encantado sorn-
no de nove annos.
A milharos de inilbares montara a somma
dos crimes que so ho commettido de todos es-
tos L'eneros. IIp uin.i apenan mnima parte d'el-
les tem dado querella o ministerio publico ; mais
de 130 processos d'estes, desde 18Oest5o ja in-
ventariados, e ora mais de 130 procesaos niio lia
umAs sejileii' a >ondoinnatoria Qu se pode
a reseril,ir que soja lao eloquente como este
s i anum iado '.'
Senli ires! Do quadroque se acaba de apre-
eotar-vos resulta a cooviccSo de que as leis
actuaos sobre a imprensa ,
tendo sido at ago-
<)nde a sua indispensavel influencia seos
ra i neflicaz.es, nao possivel que o doixem de i povos pdeaijostumar-se vel-os desacata-
ser d aqui emdante, pois que a impunidade dos, perder o prestigio moral que a vida e
que do anuo para auno e de mez para me/.
tem empeorado o mal, nonhum milagro nos au-
torsa'a accreditar que inudosse agora de natu-
reza o podesso vir a dar resultados prsperos pa-
ra a ordem publica e para a tranqiiillidade in-
dividual dos cidadaos.
Feito, como est, o diagnostico, examinemos
qual devora ser o tratamento.
Augmentar as dilliculdades penuniariasaos
escriptores que poderiao abusar da imprensa ?
Responda a experiencia. Em 183i nao havia
anda taes condit oes; inventou-se a lei de 1837;
debalde: aggravou-as a de 1840 eos abuses
multiplcrao-se.
Complicar mais os estorvos para se conse-
guir um editor responsavel e idneo ? Mas lam-
bem n'esta parte a segunda lei foi mais desabri-
da quo a primeira a terecira que a segunda ,
o as razos do queixa crescrao a olhos vistos.
Especificar melhor a natureza dos abusos e
a correspondente penalidade? Ylasquantoa
isso ninguem laxar a lei de diminuta, a lei
quo depois de ter esputado tudo quanto ha
mais respeitavol cliegou a communicar fortes
penas ao detractor do minirno e mais obscuro
cidadilo ainda quando o detractor nao disses-
so sonao verdade.
Alterar a forma do processo? duas vezes
se alferou e nada se conseguio. E que efleito
pollera dar nina reforma em ponto accidental ,
quando as reformas no substancial o n3o pro-
duzirao ?
Exigir novas e maisappropradas qualifica-
coes no jury ? Mas contra a lei de 18(0 que o
lez j ah est a estatistica horrorosa que ha
|iouco ouvisles.
Que resta pois ? Dexar subsistir as dispo-
sii oes legaes, quanto ao permittido e ao defezo
na imprensa e quanto ao sysiema penal para
os casos de contra ven cao ; mas soccorrermo-
nosa novo juzo com abonos de inteligencia ,
com ortissmos abonos de zelo e interesse na
conservadlo da boa ordem.
O amor a dcvoeao que o governo tem im-
prensa ; a delicadeza com que inlende dever
tratal-a ( ainda decaida na devassido, mas nao
perdida sem remedio ) obrigao-no senhoros,
a tao melindrosos escrpulos que lalvez o seu
novo projecto de lei espante por diminuto, de-
pois do allegado ej provado neste preambulo-
lsa ic perern urna lu de circunstancia ;
urna tentativa, como visivelmente o forao tam-
hem as precedentes. Se o xito nao responder
a espectalva as corles em sua alta sabedor
ra, providenciaro, sejaaggravando ou remit-
tindo. Se o resultado fflr o que esperamos
lortes com as abonacoes da experiencia po-
dercs sem custo estender o disposto para os
abusos sobro que esta ei providencia aos ou-
tros que nella se nao ach3o ainda comprehen-
didns.
Posto que todos os diroitos sejao igualmente
merecedores da proteccao d sociedade lo-
davia ndubitavel quo primeiro que os do cro-
ditoe socogo dos individuos estiio os das gran-
des bases ci estado.
Os abusos em que o presente projecto solici-
ta providencias sao pois os commeltidos contra
a crenca a moral o o culto da religiao ; o in-
citamento rebelliao ou anarchia ; o ataque
i AfAdl
ilado e inviolabilidade legitima do chefe do es-
tado ou autoridade das cmaras ; e em fim
excitaco do odio ou desprezo contra o svste-
ma constitucional fundado na carta.
Ao jury fieao ainda pertencendo os outros a-
busos. Injuria soberano estrangeiro ou ao
sou representante ofensa tribunal auto-
ridades empregados e particulares.
Os da primeira ordem nao sao sem duvida
mais frequentes que os ltimos, mas as suas
conseqnencias para a moral e ordem publica
teem mais vasto alcance. E lamontavel que a
vida privada dos cidadaos seja atrozmente devas-
tada ; que o servico publico longo de achar
para a iCt..gcrcf ,
*. *-\. t\j
e probidade s veja, como seus inseparaveis
companheiros, os baldos, as calumnias eo
descrdito ; que os tribunaes e corporacoes res-
poitaveis fin que a naco deloga alguina par-
to do autoridade
frcada autoridado?
Cjuc ser da nobre emulacilo que a patria
demanda em seu sejvico se essa patria longe
de pagar tal devocao com a gloria sollro que
a prciiioiii com a infamia ? Su a oTonsa feita
por um libellista contra um particular urna
ofensa a todos os particulares como deixaria
de o ser um libello contra o throno contra o
corpo legislativo por exemplo que sao lega-
ces o representantes de toda a cornmunidade?
A lei fundamental foi tao providente e protecto-
ra que, no seu artigo 25.', torna os mem-
bros de ambas as cmaras inviolaveis pelas suas
opinioes. Se a constituicao quiz pois que as
cmaras conectivamente e os representantes
individualmente, fossem irresponsaveis, por
suas opinioes, perante o governo, o rei o
poder judicial e ludo quanto ha organisado e
alto nao poda querer que houvesse outra
instancia privada estranha accao directa do
estado parcial apaixonada incompetente ,
onde essas mesmas opinioes se tornassem o tilo-
ma constante nao de placida e civilisadora
discusso mas de deshonra para os corpos e
seus membros.
O governo de Sua Magestade pensou por-
tanto quo os maiores crimes deviao ser julga-
dos pelo mais elevado tribunal por aquello a
quern a natureza das nossas instruccs confou
em deposito miis especialmente o grande prin-
cipio da conservacao social, cuja permanencia
atcanos quasi criminosos do lesa nacao.
Nao sendo pois regulada pela carta a inler-
voncao do jury nos processos da imprensa, nem
prohibido o julgamento d'estes pelo tribunal e
do modo que a lei determinar, o governo pro-
poc que essa lei determino que todos taes pro-
cessos sojo julgados pela cmara dos dignos
pares, excepcao dos ataques dirigidos c-
mara dos senhores deputados cujo conbeci-
mento do mesmo modo c para o mesmo fim,que
igual facuMade tolerada aos tribunaes nos ca-
sos do quebra de respeito Picar pertencendo
exclusiva competencia da mesma cmara. Alem
d'estas nicas prescripeos fundamentaos, o
projecto, que vai ser-vos apresentado s trata
da forma do processo com o fim de ofliancar
igualmente a proteccao ao estado e aos es-
criptores e de outras disposices de secunda-
ria ordem.
A benevolencia que o governo de Sua .Ma-
gestade tem constantemente encontrado no cor-
po legislativo, o convence de que no ospirito de
ninguem poder nem por sombras, ter en-
trado a injusta ideia de que o ministerio ou
seja em reiacao ao throno,ou a si mesmo deseje
esta lei por espirito algum de resentimento ou
de receio. O throno assenta em esphera muito
mais alta do que essa onde em sua deliberante
impotencia se revolvcm os seus detractores ;
o throno tem alicorees asss fundos no espirito ,
as tradices na oducacao na cssencia na
sympalbia o na gralidao dos povos.
O ministerio tendo dado numerosas provas
do seu acatamento aos preccitos constilucio-
naes e de quo o ejercicio do poder s Ihe ser
cabro em quanto persistir a constante o lsonici-
ra harmona com o parlamento em que funda
um titulo de gloria o ministerio sabe que a
natureza deste rgimen nao permiti accredi-
iar na elermuaue uea&fl |iuu. aia uu mimos
prximo vira um dia em que se nao mais
ardente zelo ou mais sinceros esforcas ao me-
nos mais vasta capacidade permittir a oulros
homens postos aolemedo estado, cncami-
nhar a nao a melbor porto. Para esses homens,
que nao para esles quo nao pedem proteccao
especial ou antes para a entidade governo em
abstracto e em todos os lempos para a moral,
para a ordem para a liberdade que os mi-
nistros pedem remedio efficaz e prompto.
O governo nao ignora quo as suas intentos
sera o adulteradas ; que em frente desta repros-
sao ta branda quo nem altera cousa algu-
ma na legislarlo senao o tribunal se levan-
ta'u Ufi C3 ']'' ViVCH un iciiumiiid u da
subverso; que diligenciar com sophismas
transparentes confundir a causa da liecnca com
a da liberdade: que invocar'os mesmos prin-
cipios santos que desinvolvemos parad'elles de-
sejao por isso mesmo quoti- duzirem asconclusoes que nao oncerrao ; que
vos injuriar tentando influenciar o vosso espi-
rito com insinuacoes oslranbas ao cuiiinriiuon
diana e impunemente vilipendiados. Tudo
isso deploravel por certo ; mas os resultados
circunscriptos de taes abusos nocorrem parc-J to do vossos deveres.
ibas com os altentados que abalo nao part- Tudo isso o sabe o governo. Mas tambem
i ularmente a reputaran dos cidadaos mas a i sabe que de quantas legislaturas tem nrodn-
base O fundantftto awMBCM, j do go-' /idoesta trra, nenhuma outra mais Ilustrada-
verno representativo j de todo o governo e mente qne a de 18i2apreciou ainda a eston-
do toda a sociedade. Iteligo throno po- sao e natureza dn.sua civilisadora misso. Cn-
dor legislativo ordem publica. Sao esses, so- linuemos a seguir a esttada larga da liberdade ,
nitores os indefesos para quern o governo vem ', conservemos os indispensaveis osteios sociaes ,
boje pedir-vos proteci o. ; nao permitamos que o governo representativo
qne ao priineiro frentico 6 licito dosvirtual-os, O governo de Sua Magestade tem a honra de
injurial-os ? j propr-vos a adopco do seguinto
Projecto Je le.
Art. 1. Sao da competencia da cmara dos
dignos pares, alin dos dolidos [declarados no
artigo 41. 1. e da carta constitucional, os
deudos por abuso de liberdade de imprensa,
comprebendidos no art. 1i pr. c & 1., :>.,
e 4. da lei do 22 de dosombro do 18:ti.
Art. 2. Fieio igualmente sendo da compe-
tencia da mesma cmara os dolidos por abu-
so do liberdade d'imprensa, em quo se oflender,
ou injuriar algum membro da familia real, a
propria cmara dos pares, algum, ou alguYdos
seus membros, nessa qualidade, o polo que dis-
ser, ou pralicar no exercicio das suas fuicos.
Art. 3. O delicio por abuso de liberdade de
imprensa, contra a cmara dos pares, na for-
ma do artigo antecedente, commette-so nos ca-
sos que em reiacao a ella se especificad no .
i. aitigo 14. da referida lei, e alem disto quan-
do se publicarem com dolo, c m f, as suas
sesses.
. nico. Commetle-se o delicio por abuso
de liberdade de imprensa contra alguns dos
membros da cmara dos pares, quando a seu
respeilo so fazem publicares em que se ofren-
da o seu decoro e honra. Neste caso ser appli-
cada a pena marcada no ;; 4. do artigo 14. da
referida lei de 22 do dezeriibro.
Art. 4. Logo quo lr conliecido tercm sido
perpetrados ,s deudos mencionados nos artigos
I. e 2. da presento lei, o ministerio publico de-
ver querellar dentro om quarenta e oilo horas,
e o juiz ser obrigado inquirir al seis teste-
munhas, dentro do termo, o para os (iris decla-
rados do artigo 17. da lei de 19 do oulubro do
1840, devendo em outro igual termo lancar a
pronuncia.
._ nico. O juiz ou delegado que nao salisfl-
zcr s obrigaces que Ihe sa 5 proscriptas neste e
nos mais artigos da presente lei, incorrem por
esse mesmo fado, na suspons^o do seis mezes.
Esta falta porm nao irroga n ullidudu no pro-
cesso.
Art. 5. So a cmara dos pares esliver em ex-
ercicio, devora o processo ser apacentado pelo
oflicial-maior da secretaria da me sma cmara
(a quern o respectivo escrivao o deve ter remet-
tido fechado e lacado) no primeiro d.'a da 808-
sao, o ahi mandado abrir polo presiden/e, o hin-
cado pelo oflicial-maior, o termo da a presen-
acSo se mandar por despacho, do mesrr. pre-
sidente continuar com vista ao procurador eral
da cora (oucommissario do governo, que p'ara
esso fim poder ser nomeado por decreto) por
Ires diaspara examinal-o, e tirar os apona-
m en los.
Art. 6. No quarto dia o oflicial-maior, co-
brados os autos, os dever apresenlar ao presi-
dente da cmara. Esta dever reunir-se como-
tribunal de justica, at ao stimo dia, e feita a
leitura do processo, e ouvido o procurador ge-
ral da cora ou commissario do governo] deli-
berar em escrutinio secreto, e por maioria ab-
soluta se tem, ou nao lugar a aecusago.
Art. 7. A deciso negativa por i me a aecusa-
Co, mas sendo affirmativa ser intimada ao reo,
para se preparar, e ao ministerio publico para
no termo de cinco dias, apresenlar o libello ac-
cusalorio corn o rol das testemunhas,e documen-
tos, tendo-os.
$. 1. O reo tem seguidamente o termo de
oitodias impiorogaveis para dedusir a sua de-
fosa, e untar o rol de teslcmunhas, e documen-
tos, tendo-os, para oque se Ihe dar o libello
por copia.
2. Nao apresentando o reo a contrarieda-
de no termo do 1., entende-se ter renuncia-
do a defesa escrita, esmente a poder depois
(ledusii no tempo, e pela forma declarada no
arligo 8. 2.
Art. 8. At oitodias depois de expiraro ter-
mo nrescrinlo para a aiiresentacao dn confra-
riedade, dever reunir-se a cmara dos pares em
tribunal do justica para abi ir os debates, e deci-
dir definitivamente o processo sem iolerrupc&o.
Jf. 1. O procurador geral da cora, e o reo,
devem ter sido com prevenco intimados do dia
que se fi.xar, assim corno as teslemunhas notifi-
cadas para comparecerem, corn a pena da lei.
2. Nesta sessao dever comparecer e pro-
curador geral da cora, ou o commissario do
governo, e bem assim o reo assistido do seu ad-
vogado, tendo-o.
$. 3. Quando o reo nao ti ver oTorecido de-
fosa escrita poder na scsso do julgamento final
ofTerecel-a verbal por si, ou seu advogado. Nes-
te caso o oflicial-maior, ou quern suas vezes i-
zer, a laucar por escrito nos autos, e por ella
SO podeio inquiii at quuim ieslciuunias,
sendo apresontadas in conttnenli.
Art. 9. Findo quo seja o iuquirito das teste-
munhas: o reo devora sor interrogado polo pre-
sidente, mas tanto aquello, como u estas pode-
ros pares, o procurador geral da cora, ou o
commissario do governo, dirigir conveniente-
mente as perguntas, que conduziremao esclure-
cimento da verdade, e mesmo exigir a acarea-
iio das testemunhas entre si, ou com o reo. De-
pois disto o presidente da cmara lechado o de-
bate, o mandando retirar o reo a outra sala .
onde se conservar em custodia at a notifica-
cao da seiitonea, a sessao ser declarada se-
creta.
Art. to. Retirados que sejoos espectadores,
e o reo, annunciar o presidente da cmara, que
vai proceder-so vntacSo dos quisitos seguidos,
quo successivamente propor:
1. O reo N... criminoso por abuso de liber-
dade do impensa. emita N... de quo aecusado
no libello?


%
'
2. Em quo grao ello criminoso?
Art. II. A volacSo ser por osphoras bran-
cas, < pretas: as primeiras designad abtolvico,
aa segundas existencia da criminalidade,
. i. O segundo quisto ser feilo comecon-
do sempre pelo torcelro grao, edcscendo os
oulros graos segundo houver ou nao venci-
inento. .
dico litograph'ia, esoripto, ou estampas,
que | -cr obfecto da accusacfo.
nico Esta disposbao fica igualmente
''" vigor quanto aos reos que forem accussdos
perante os trihunaes orclinai ios, quando o des-
pacho que declara indiciado o culpado passar
[om julgado, ou quando tendosido nterposl i
$. 2. A votacQO sera tomada em iodos os ca- i agravo, da injusta pronuncia nao fr prvido
sos por maiorio absoluta, devendo rcpetir-seat na reanlo.
que se consiga essa maioria, Art l tj- n, -i i
t i Sendo t vnin.-,.,, r l8 l odos os trihunaes, o autornla-
rat^tn naturo,, ejerarebia
dente da cmara, mandar lavrar a sentoncado ""*T* a cu.mPr,r a* ord,;ns e requisic&es
eondomnacio nossa conbrmidade pelo qR- i 'U P Pres",',,,u's das cmaras dos pares. c
cial maior. ou quem suas vezes Dior a qual se-! <"'l)ula('"s Ibes forem transmitidas em objeclos
fra, nao se lembraria ella, nem ousaria dizer 12 cadoiras d.> bracos 1 cala cbapeos do
quca salvacHo do Brasil s nos poderia vir dos braga, ti barris ferragens, 1 ancoreta azeitonas;
hroes de Santa-Luzia, eSorocaba, que Heos a Antonio Francisco de Moraes,
confunda. Naquelle tcinpo bouve salvacio I 2 volumes fazendas, 2 canastras
r asslgnada por ello presidente, e por todos os
pares presentes, seto a declararan de vencidos.
. 4. Esta scntenca ser intimada inmedia-
tamente ao reo pelo olfieial-maior, ou quem
suas vezes Azor, o em virtudo dola o reo ser
condusido cadeia que liver sido designada na
sentones para cumprimenloda pena
Art. 12. Quando o juiz da querella dada pe-
los crimes declarados nesta lei nao lancar qs-
pacho obrigatono de pronuncia nos termos do
artigo 4., a cmara dos pares por decisao sua,
tomada sobre requerimento do ministerio pu-
blico, ou sobre proposta de ilgiim, ou alguns
dosseus membros, poder chamar o processo
sua presenca, o depois de examinado, e ouvido
o procurador geral da coroa, ou o commissario
do governo, em termo breve, decidir que se ins-
taure a accusacao. Nestecaso se proceder nos
termos ulteriores, pelo modo que tica determi-
nado no artigo 5. e'seguinles noque forappli-
cavel.
Art. 13. Nos delictos por abuso de flberdade
de iinprensa contra a cmara dos pares, em ra-
so de se liaverem publicado com dolo c m fe
as suas scssoes, poder a mesma cmara sem
mais formulas chamar a barra o offonsor, o abi
ouvida a sua delesa verbal, impor a pena men-
cionada no $. 4. do artigo 14. da lei de 22 do
desembrode 1834'
le
. 1. Nao compareccndoo roo no diaquelhe
fr assignado, ser nestecaso julgado a revelia.
Art. 14. Sao da competencia da cmara dos
deputados os delictos por abuso de liberdade ile
imprensa que em retacan mesma cmara se
especificad no 4. do artigo 14. da lei de 22
de dezembro do 1834, alem (lestes o de se publi-
caren) com dolo e m f as suas sessoes, e
quando respeito de algum, ou alguns deputa-
dos se praticarem actos, ou se fizerem publica-
cocs em que se ofrenda a sua honra o decoro.
1." Tudo o que lica disposto a respeito da
cmara dos pares, ser observado na cmara dos
deputados, quando houverde ulgar os delictos
de que trata este artigo. .,
2. Aos dous casos de novo addicionados
esto mesmo artigo cabera a pena marcada no
. 4."do artigo U. da citada lei de 22 de de-
zembro.
Art. 15." Todos os termos marcados por esta
3 sao improrogaveis. (guando porm os das
marcados para a conleccao dos actos ou exp-
racao dos termos, de que trata esta lei forem
santificados, ou de galla, ou por qualquer mo-
do legalmenle impedidos, entendem-se deter-
minados esses actos para o dia inmediato de-
sca pedido.
nico. Nos casos do artigo 11. 3., ar-
tigo 13. 1., artigo 14., o eiu todos os mais
da presente le, nao nem podo ser admiltido
recurso algum das decisoos, quo tiverem lugar.
Art. 16.* So os reos indicados forem de lora
de Lisboa, ou sua comarca devera, assignar-se-
Ibes, sem prejuizo do termo para apresentaco
do libello na forma do artigo 7.* um termo
rasoavel conforme a distancia do lugar em
que residir para comparecer no local das ses-
gos das cmaras o assistir aos termos do pro-
cesso at final.
1. termo para a contestaco smente
principiar a correr desde o dia inmediato a-
quelle, em que expirar o termo assignado para
o compareciincnto do reo.
2. Se o reo se nao apresentar no termo ,
que I lie fr a-signado para comparecer, o oi-
cial maior ou quem suas vezes fuer portar
esta contumacia por f nos autos os quaesde
ver inmediatamente fazer conclusos ao presi
dente para mandar passar ordem de captura
contra o reo. lista captura tem tambem lugar
contra o reo residente em Lisboa, e comarca ,
quando nao comparecer aos termos do processo
marcados no artigo 8
3." Tres das das depois de entrar oreo
(nos casos do 2.) as cadeias desta cidade, se
proseguir nos mais termos marcados no art. S.
i* \o caso previsto neste artigo, se as tes-
teinunlias que o reo tiver a produzir frcm de
fra da comarca se observar o que se acha
proscripto na reforma judiciaria, devendo nesse
caso os lermos ueciarauu* uu .o ligo 8." da pre-
sente iei principiar a correr, depois de lindo
o prazo para a apresentaco tcstemunal.
Providencias geraes.
Art. 17. Sem pro que na furnia do artigo 6
c BCgUntes fr decidido que tem lugar a aecu-
sac&O as cmaras legislativas o editor obri-
gado a proceder a novas babilitacOes, sem o
tocantes presente lei.
nico. Os que recusaran cumprir, po-
dero ser suspensos, e chamados a barra de
cada urna das cmaras para responderem pela
sua desobediencia pudendo ser corrigidos ou
condomnados conforme a gravidade do caso .
ot seis mezes do suspensjo e tresentos mil
rs. de multa
Art. 10. Em todos os casos omissos nesta
lei se recorrer a legislaco em vi Art. 20. I'icao por esta forma declaradas
alteradas, e derogadas as leis de 22 de de'em-
bro de 1834, 10 do novembro de 1837 c 19
do oulubro de 18W e derogada toda a legis-
laco em contrario. _
Secretaria d estado dos negocios do reino em
25 de novembro de 1843 Duque da Ter-
ceia '"Antonio Hernardoda Costa Cabral
Joaquim Jos I-'alcao Jos Antonio Mara de
Sousa AzeredoJos Joaquim Gomes de Cas -
tro farto do Tojal.
__________ [Diario do Gorrrno.)
DIARIO M KM.IBVC0.'
ESTAMOS SOIIRK DM VOI.CAO.
Nao temos as armas do I).-novo ou do
Guarda e do Cometa para responder ao ar-
tigo com que sol) esta epigraphe se ornou o
li.-novo de 3 do crrente peca digna dello ,
digna da opposicao de Pernambuco, digna Jos
corifeos, que a capitaneao; diremos todava duas
palavras a cerca do objecto desse artigo onde
liorliulbao os dcstemperos par dos insultos,
CJucm ao ler os primeiros periodos desse
aranzel de horrores nao esperara ver no seu
desenvolvimentoa descrijteao desses elementos,
que devem produzir a irrupcao do volcao as
lavas abrazadoras que devem cobrir de des
truicio e morte a trra, eos seus habitantes?
CJuem naojulgaria ouvir a narracao da maro-
cha precipitada dos exercitos, e armadas de na-
coes conquistadoras confederadas para nos ro^
duzirem aoestadodepaizconquistado,eescravo?
Pois nada disto : o volcao, que ameaca, a con-
quista que est s portas do imperio a n-
troduceao deseduias falsas a populacao re-
cusar roceber todas as sedulas de cinco mil rcis,
que se possao parecer com as fabricadas pelos
falsicadores : e d'aqui nada vio menos o />.-
oto do que volcao econquista. Dissereis a
ouvil-o e acrodital-o, que Ihe transtornava
os planos sobremaneira essa resolucao esponta
nea da ponulacSo, SO a folha das insolencias nao
tivera o cuidado de assegurar-vos que sao os
governistas os que tralico e lazem fortunas
colossaes com sedulas falsas. O volcao estao
cora< ao dos redactores do D.-novo, donde par-
tem as lavas queassolaoa honra docidado ,
que abaiao a ordem, e a tranqudado pui>ca;
e a conquista mais terrivel, quo nos ameaca to-
dos os dias, a dos anarebistas. e revoluciona-
rio om frenc/i, pondo em pratica quantasarti-
manhas Ibes pareccm proficuas envidando
quantas intrigas pdem plantar a desconfianza
entre a populacao : a introduccSo de sedulas
falsas um mal grande de graves consequen-
cias ; mas nao to terrivel, nem t'"o frtil em
pessimos resultados, como a pregacao nao in-
terrompida de insubordinacao desobediencia,
immoralidade e desordem feita no jornal f
que, quando menos mal faz, quando smante
insulta.
J desgracadamerite c nao ha mu i tos an-
nna nnccamnG nfir nrpa rr'ivi} \u>m imreridil n
actual; quando innumeraveis fabricas decAan-
eh em competencia com os falsificadores, e in-
troductores eslrangeiros innundavao o nosso
mercado de inoda de cobre falsa e todava
nem estivemos sobre um volcao nem as po-
tencias da Europa ameacrao conquistar-nos,
nem finalmente fomos salvos dessa crise pelos
dolos do D. -novo : verdade que nesse lem-
po a escola da opposicao nao hava fcito o pro-
gresso em que se acha hoje a
frutas ; a
ambeiii agora a teremi: se os introductores Jos Pires deMoraes. .?
aqu teem sido fclizes, eonsoio-nos ao menos a I eaixa lerragens 1 canastra castanhas; a
lea de que na orte alguns ja foro presos, Antonio de < Hiveira Maia.
o o que mais Acondemnados pelo jury. De-
sesperen) muilo embora os que no as suas es-
peranzas na anarclna ; n<)S que nao temos con-
fioDca senao na ordem ainda acreditamos em
salvacio em quanto nao Tormos presas dos fu-
rores dos anarebistas.
mr" .?.'. i
MMnmsMM '
cow^Eacio,
Alfaniloga.
endimento dodia S..........ll:2i4S:H3
Dmcarrego lio je 8.
BarcaHelia Pernambucanadifieren tes g-
neros.
BrigueSophia carvao.
DitoStwiridilTerontes gneros.
DitoCiabriella sal.
Barca Wanchesterbacalho.
BrigueThomaz-Luk canos de ferro.
HiloTarujoo resto.
DitoIcen ybacalho.
Dito/Vrt/Mfirbotijas.
IMF0&TACA0.
fella-Pernambucana barca porlugue/a ,
vinda do Prtrto entrada no me/ passado
consignai o de T. de A. Fonscca inanifestou
0 segunle :
70 caxoes abatidos, 80 rodas d'arcos de pao;
a Emygdio Jos de Olvcira.
12 canastras castanhas; a .Manoel de Andra-
de Maia.
470 barricas abatidas 7 canastras frutas, 2
fardos Calendas; ao capitn.
0 caixas louca de barro; a Manoel Pereira
Rozas.
2 barris vinho ; a A ntonio Jos Teixeira.
19cadeiras 1 sof, 2mesas, i commoda,
1 toucador 1 secretaria de pao prelo; a Ber-
nardno F. de A. C
1 caixa panno de linho ; a Antonio l'erreira
Mendos (lumaraes.
1 embrulho panno de linho ; a Domingos
Goicslvcs da Cruz.
2 caixas frutas; a Antonio Joaquim Fonscca.
4 barris amonadas; a J.P. de Lomos & Filbo.
1 caixa obras de prata ; a Joaquim Martins
Moreira.
2 fardos lazendas; a Joaquim Ferreira lla-
mos & lrmao.
1 ancoreta azeitonas, lfiO liaras de vimos;
a Jos da Silva Passos.
i marquetas 1 ancoreta azeitonas 1 bar-
ril azeite d'oliveira 1 ixa impressos t lata
flores; a ordem,
1 dito carnes ; a Magalhes
ris vinlo ,
& (iunria.
1 fardo fa/.ondas 2 anco-
barril vinho; a Jos do.-; San-
inda nao havia
3 harr
Coelhod
caixas roscas ,
I I I i I H I V ( I I I < J
tos Nttnes Lima.
8 pinas, o 16 barris vinho ; a Rozas Braga iV
Companhia.
25 duzias de cadoiras, 8 canaps 2 pol-
tronas 4 barris ferragens; a Costa Araujo &
lrmao.
13 voluntes ferragens. 1 barril vinho, 2 ca-
nastras frutas, 1 ancoreta azeitonas; a Joao Jo-
s de Carvalho Moraes.
2 canastras castanhas, 1 barril peixo t dito
conservas 2 ancorlas azeitonas; a Jos An-
tonio da Cunba.
1 pipa vinho ; a Bento Jos da Silva Ma-
galhes.
10 pipas, e 13 barris vinho 100 fcixes a-
batidos 1 ancoreta azeitonas 1 barril car-
nos, 4 milbeiros de sal ; ao consignatario.
24- cadoiras, 2 canaps 2 marquezas 2
bancas, 1 meza desala ; a Jos Luiz Pereira
Lima.
10 liirris forragflns I dito vinho 1 dito
carnes, 1 ancoreta azeitonas; a Jos Antonio
Bastos.
1 embrulho diversos objectos; a Jos da Sil-
va Coelbo.
100 feixes abatidos ; a Antonio Pereira da
Gnha.
89 rodas d'arcos de pao ; a Jos da Silva.
1 guarda-roupa 1 marqueza ; a Manoel
Lourenco de .Mallos.
1 caixa fazendas, 1 cunhete panno de linho,
2 pipas vinagre 1 caixa com um cravo 1
barril carnes I caixa obras de osso ; a Delfi-
no dos Aojos Teixeira Bibeiro.
barris cera branca 31 volurnw ferragens ,
1 caixa palitos 1 dita rollias. 100 rodas d ar-
cos de pao ; a Valentn) da Silva Barroca"
3 caixas figuras de barro ; a M. J. Hamos &
Silva.
1 caixa impressos ; a Jos dos Santos Nevos.
1 volunte panno de linlio 1 caixa frutas,
\ iclorino Jos Moreira.
4 (tacles panno de linho ; B fos Antonio
Pinbeiro.
1 volunte panno de linho 1 ancoreta a/ei-
tonas 1 embrulho panoramas; a G. E South.
2 canastras (rutas ; a Jos Francisco dos
Santos.
1 barril peixe, 6 ancorlas azeitonas; a Iran-
cisco Joaquim < lardoso.
50 ancorlas azeitonas ; ao Piloto do navio..
1 caixa frutas ; a Joaquim Maia da Silva.
1 embrulho fazendas; a A. B. da Costa Mo-
reira.
1 dito ditas ; a ,1. da S. Nunes Pinto.
1 caixa obras de prata, e panno de linho ; a
Manuel Jos do Sou/a Carneiro.
1 embrulho !a/endas 1 barril carnes ; a
Antonio Teixeira.
1 caixa com urna lameda ; a Joao Xavier
Vidal.
1 caixa com um quadro 2 barris castanhas,
1 canastras dulas; a Manuel Teixeira Barbo/a.
1 canastra frutas, ESOresteas de cebollas; a
Manoel de Olivora.
1 cama de Ierro ; a Antonio da Costa Fer-
reira.
U canaslras frutas 1 sacio leijo 2 gaf-
las cocbixos 1 jumento de raa 1 caixa com
um quadro, I dita doces, I dita tima magem;a
Jos Francisco de Andrade.
2'i resteas cebollas; a Antonio Francisco
Cj uartelso.
80 ditas ditos ; a Joaquim (lardoso.
178 ditas ditos, 1 barril peixe, 1 caixa fru-
tas ; a Manoel Teixeira Nogueira.
70 resteas cebollas 1 feixo louro, 1 viveiro
canarios, i caixa frutas ; ao carpinteiro do
uav io.
Hovimeiilo do Por lo.
Navios sahidos no dia 4.
Portos do norte ; vapor brasileiro Imperatrit,
commandanteo capilao tenenle Jesuino La-
mego Costa.
Liverpool; barca ingle/a Tritom: com a
mesma carga que troucedo Val paraizo.
Edgarton ; galera americana Phoenio capilao
J. Ilundim : com a mesma carga que trou-
co.
Baha o B.io-de-ianeiro brigue americano
/.nilo/l', capilao J. Cross: com a mesma
carga que Ironrede Rielimijnd.
Babia ; brigue inglez flother capito John
Male : em lastro.
Vacos ep.!r '}.
Torra-nova ; 32 dias barca iugloza Man-
che* ler do 103 toneladas, capilao John
Smilh cquipjgem 10 carga bacalho : a
consignacao de l.alham Ov llibhert.
Liverpool ; 41 dias brigue inglez If'ilsons ,
de 25.'i toneladas capilao Thomaz. Camp-
bell equipagem 10 carga lastro : a con-
signacao de Johnston Pater & C.
Lisboa ; 27 dias patacho portuguez ,\ovo-
congresso do 100 toneladas capilao Ma-
nuel Jos Bats equipagem carga vinho,
e mais gneros : a
Jos Machado Malhoiros.
signaco de Manoel
abortado os trrandos mestres uue hojeconr: meias e cora em velles; a S. J. uomes rena
osvstema deafeiar ludo de fingir horrores, o
de lancar sobre seus adversarios todas asmaze-
las, e at as proprias, ainda nao eslava aperlei-
condo ; esta gloria estava reservada para a ac-
tual opposicao, representada pelo D.-novo A
liherdade as maOs dessa gente um monstro,
cuja hediondez nao poJeria crear a potica ma-
que nao poder continuar a impressao do perio- ginac,o do creador das Harpa?. Se assim nao
10 barris pregos 1 dito vinho 1 ancorla
azeitonas ; a Domingos Jos Vieira.
1 voluntes panno de linho, e lnhasja Manoel I
Jos Teixeira.
3O.000 arcos de pao ; a Jos Ignacio de Me-
deiros Reg.
Navios entrados no dta 6,
Rto-de-istieirc ; 2 diss bcres sueca Ha-
paranda, de 402 toneladas capillo J. W.
1 tlesstron equipagem 13 carga cebol-
las.
Pbiladelphia ; barca americana Navarre do
242toneladas, capilao Col, equipagem
13 carga larinha.
Nova-Carolina; barca inglcza Uomeby, de 251
toneladas capito Mosos Aquibant equi-
pagem 13, carga bacalho.
Babia; 12 dias, lii.it.- brasileiro Olinda de
.'i!l 12 Ion capillo Ap'onio Jos Vianna.
equipagem 0 carga varios gneros.
Rpclara$o.
li barris ferragens
Bastos.
- Fecba-se a malla do paquete inglez I.in-
a Francisco Goncalvcs net para-Babia e Rio-de-janciro hojeSdo
crtenle pelas I horas e mew da tarde.


f^
-V*i*M,-iW *fr*. ...-.*.-*. -. -.. k*.
^.,
Avisos martimos.
Para Lisboa seguir immediatamente, por
ler a maior parte .1
sileira Ermelinda
priincira marcha ;
i carga prompta,a barca bra-
, forrada do cobre 0 de
qucm quizcr carrcgar ou
ir de passagom para o quo tcn bons comino-
dos : trate rom Francisco Severiano Ha bel-
lo no forte-do-M.iltos.

Avisos diversos.
SOCIEDADES''
^ffiMATIC
srs. socios que
ha SOSSQ da so-
O 1." secretario avisa aos
boje pelas ti \- horas da tarde
cidade.
=: Joao Alves de .Mello Portuguez re-
tira-so para lora da provincia.
= Antonio Vleira subdito llespanhol ,
relira-se para fra do imperio.
= Jos Martina dos Santos rctira-se para
fura do imperio.
Oshr. Rafael Lucci dirija-so a Itua-bel-
ia n. 37 primeiro andar.
Qualqer offieial de pbarmaca que
queira empregar-se de caixeiro em urna botica,
dirja-sea ra doCabug n. 11.
= Quein precisar de um caixeiro para loja ,
ou ra com 10annos de idade dirijase as
Cinco-pontas n. GO.
r= Precisa-so de 6O0,s rs. a premio do um
e meio por canto ao mez, com bvpotheca em
Ra-
qui-
urna casa terrea no bairro de S. Antonio
cando-se os juros todos os mezes; quem
zer dar annuncie,
Aluga-sc o sotao do sobrado novo da
'Uia-au^usta n. D, com milito bons comino-
dos; d tratar na ra do Rangel na esquina ,
que volta paraotrem venda n. 11.
Collegio-da-foa-rista ra atraz da
tralris n 28.
A directora participa aos pas, e cor-
respondentes das suasalumnas que a abertu-
ra das aulas lera lugar no dia 10 do corrente.
O snr. Manoel Nunos Martins queira
upparecer no escriptorio de Francisco Severi-
anno Rabello a negocio do seu in'cresse.
Aluga-se o armazem segundo, ter->
ceiro e quarto andar do sobrado da ra do
Amorim juntos OU sepralos: e rasa terrea
da travessa do Monteiro; na ruadoVigarion. 13
Precisa-tede urna pessoa" bastante dili-
gente, que se queira encarregar de cobrar urnas
dividas aqui na prara ; na ra do Cabug loja
francesa n. 6 de Pereira Da-sc 500$ rs. a juros de dous por en-
to ao mez sobre penhores de ouro ou prata;
no pateo da S. Cruz padaria n. 6.
Urna mulher capaz queda fiador a sua
conducta se propoe a coser annualmente para
qualquer mestre alf;.iate calcas colletes a
jaquetas tanto de l'a/undas de algodo, e li-
nho e como de seda e laa com toda a per-
foi(/9o e aceio ; no largo da ribeira n. 11.
O abaixo assignado precisa de um pe
qiienode 12 annos para caixeiro de botica e
cobranras ; o previne .i quem com elle liver
coritas que nao pague quantia algumu a Ber-
nardo Goncalves urem ; pois o despedio de
sua casa desde o dia 4 do corrente. = Joo
Moreira Aarqiies.
= Aluga-se o sotao da rasa da ra de Apol-
lo n. 19 com o quartos e janellas para a
ra ; a tratar no lerceiro andar da mesma casa.
Na ra de Hortas n 130, contina-se
a receber meninas para aprenderem a ler, con-
tar elementos de aritlimetica doutrina
cliristaa coser bordar de seda e de marca,
pelo mdico proco de 1 j rs.
= O snr. doutor Felippe Carneiro de Olin-
da Campt-llo queira mandar receber na ra
estreita do lio/ario n. 27 urna carta c urna
caiiinba de llandres, que Ibe viero da corte
o mez pactado.
A pessoa que annunciou ensinar pri-
ineiras ieiiras ti/i i"i!a ptinicau em casas
particulares, dirja-sea ra de Apollo, ar-
mazem fronleiroa fabrica do Mosquita & Du-
tra at as 8 horas da manha.
__ Troca-sc filias imagens vindas da Ba-
bia, sendo urna da Conceicao ca outra de S.
Domingos, de jaspe c por preco com modo ;
assim como so laz doces de todas as qualidades ;
na ra do Sebo n. 22.
= Precisa-so de um rapaz Brasileiro que
n5o lenha mfli. e saina ler. miwer t
contar bem i para caixeiro de um engenho e
ensinar a dous meninos primeiras lettras; na
ruadcS. Rita novan. 91 dcmanbSa at
'.! horas a a larde das dos as 4.
__ Precisa-so de urna ama de leite que se-
jaforra, a sem filbo; na ra do Vigarion.
23, no primeiro andar.
. Manoel Adrianno de Albuquerque Mel-
lo com aula de primeiras lettras. luz s< iente
aos pais de seus alumnos que as ferias lindan
no dia 7 do corrente e no dia 8 contina a
receberalumnosdaquelles que Ihc quizorem
confiar a edueaeo do seus filhos; na ra do Jar-
dim casa do mesmo nome n 43.
= O segundo andar :1a casa da ra do Apollo
n. 20 indascacha por arrendar; as pessoas
que o pretenderem dirija-oso ao 3. andar do
mesmo a tratar com Jos Antonio de Sousa Ma-
chado.
ss A pessoo, que se offoreceo pelo Diario de
quaita-feira a dar licoes de primeiras letras
em casas particulares, dirija-se a ra da Scn-
zalla-velba n. 138.
= Arrenda se um sitio junto a povoacaodc
Bcbiribe com una casa grande de vivenda ,
com muifos arvoredos de Irutas, lugar para
capim e mais lavouras o rio no fundo do
sitio e outras commonidades que com a vista
se vero; quem o pretender dirija-se ao mesmo
lugar a fallar com Francisco Justiniano ou em
< Mi ma a Pereira Monteiro ra da B. de S. P.
.--No dia segunda leira 8 do corrente, at as
4 horas da tarde so ha de alugar um molo-
que ptimo cozinheiro ede todo o servico ;
quem o precisar, dirija-se ao segundo andar
do sobrado n. 16, defronte do theatro velho.
= Claudino Salvador Pereira Braga, cidadao
brasileiro retira-se para lora da provincia ,
e leva em sua companhia um escravojpor nome
Goncalo.
Precisa-so d alugar um moleque pora
condu/ir almocos e jantares, para fra no bo-
lequim da ra das Cruzes : quem tiver dirija-
se ao dito botequim a tratar do ajuste.
fi? Manoel da Silva, subdito portuguez, reti-
ra-so para o Rio-de-janeiro a tratar de seu ne-
gocio.
Manoel Antonio de Jczus Jnior retira-
se para fra da provincia, tratar de sua sade:
quem tiver negocios a tratar com o mesmo ,
pode entender-se com seu pai Manoel An-
tonio de Jezus, na ra larga do Rozario
LOTERA do theatro.
Nao tendo sido possivel efiectuar o andamen
to das rodas da 2.a parte da 15.* lotera nos
dias, que forao annunciados, em raso do res-
tar ainda por vender um avultado numero de
bilhetes, cujo valor montava a 9:000$ de reis ,
orcoso foi espassar o dito andamento para o
prezente mez na esperanca de quo os amado-
res deste jogo concorrerio a comprar esse res-
to de buhlos e como felizmente isto se vai
realisando julga-se o respectivo thesoureiro
habilitado para declarar que as mencionadas
fulas tero impretcrivelmenle o seu andamento
no dia 30 do corrente mez.
__Aende-sea dinheiro ou a troco de ti- pretos a 2000", e 3500 rs. ditos para algi-
jolo do alvenaria ,. urna canoa nova, muilo be ira a 2200 rs. pentes de prender os cabellos
bem construida quo pega em mil lijlos de al60o200rs. ditos virados a 560 rs. la-
alvenaria assim como tambemso vende urna cas e garfos de cabo branco a 3520 rs. ditos
morada de casa de 3 andares. o um grande so- de cobo de metal fino e de balance a 6800
to na ra do Anorim com os fundos para rs. a duzia, bons de palhinha a 280 rs ditos
a da Moeda a qual rendo 600j rs. annuaos, com palla do lustro-a 960 rs. chapeos de dita
e pode tender mais por estar porto da alfando- a 400 rs. cuinhas do burracba a 240 rs ba-
ga ; a tratar na ra do Queimado loja de nlia superior a 120, 160, o!120rs., o boiao,
lerragens n. 10. ditaem potes finos a 1280 rs. saboneles a
- Vende-se cera de carnauba; na ra da Madre de Dos loja de Jos Antonio da Cu- muito novo 10 meiosde sola do sertao tu-
nna# do por barato preco ; na Rua-imperial n. 2.
Vende-se toucinho de Sontos, carnudo a = Vendcm-so uns terrenos em Fra-de-
120 rs. a libra vinho de Bordcaux a 2800 rs. portas, da parte da mar pequea, promptos
a duzia cha hisson a 2560 rs., manteiga in- para se edificar ; na ra do Pillar n. 122.
gleza a 720 rs. o franceza a 600 rs. dita 120. 280, 320, 400, c 500 rs. pastillas do
de porco muito alva a 240 rs, caf do Rio a choiro para afugentar as tracas da roupa a 1280
120 rs., azeitedoce a 480 rs. a garrafa e rs. agua de colonia a 160, 180, 400, 500,
todos os mais gneros de venda; no beco da 720, e800rs. dita de flor do laranja a 720
Pol venda da esquina da ra dos Cjuarteis. rs. essencia de roza a 720 rs. e oulras mui-
Vendem-se todos os preparosde um guar- tas pcrlumarias fitas lavradas largas o es-
nacional docavallaria um par de mangas de treitas, rap Mearon a 1040 rs. ditodeGas-
vidro bordadas e urna commoda de angico ; sea 960 rs. dito rolao a retalho, lencos para
na Ra imperial n. 2. pescoco de senhora a 3500 rs. transelins para
= Vendem-se taboas de pinho americano relogioa i e 28 rs., luvas decores, e pre-
tensa e de todos os comprimentos dito da ; 'as com palmas para senhora navalhas linas
Suecia, costado, costadinho assoalho for- j a 2000 rs. o estojo clcheles a 880 rs. a du-
ro, eparafundosde barricas, e urna porco zia e a caixinhaa 80 rs esteirinhas pinta-
de refugo por preco commodo; no armazem i das a 720 rs. papel do peso ealmaco, car-
atraz do theatro.
Vende-se urna venda com os fundos a
vontade do comprador ou s com a armacSo
o pertences, e a vista dos pretendentes se dir o
motivo da venda ; em Fra-de-portas n. 82.
Vende-so urna porco de cera de carnau-
ba por preco commodo; na ra do Colle-
gio loja de chapeos n. 8.
= Vendem-se uvas pretas, o muscateis bran-
cas muito doces ; urna toalha de lavarinto to-
da aborta edeesguio, mergulhos do par-
reira.'ode estaca; na ra Jo Caldeireiro n. 66.
= No deposito de (arinha da ra da Cadeia
de S. Antonio n. 19 e no pateo do Carmo ,
-obrado novo junto a Ordom terceira vendo-se :
farinha a 640 rs. oalqueire pela medida no-j P. .4
i n 4%n *~il noA1 rrancisco de 16 annos, de nacao Angola
va e pela vclha a 1600 rs. mimo a 1280
rs. o alqueire o a sacca a 3$ rs. c um bom
toiras de marroquim a 400, 640 e 720 rs.
chapeos de sol de panno a 2200 rs. meias
brancas pretas c azues para bomem c ou-
tras muitas miudezas por preco mais commodo
do que em outra qualqer parto ; na ra do
Queimado n. 24
- Vende-so urna lancha nova vinda do
Porto; a tratar com Antonio Joaquim deSou-
za Ribeiro.
= Vendem-sc saccas com farinha a 2 rs. ;
na ra da Cadoia-velha n 35.
Escravos fgidos
lugio o moleque
Compras
Gompra-se efectivamente nesta Typogra-
phia toda a qualidade de pannos cortados ou
velhos do linho, e algodo toda a especie
de fibra linheza algodo de refugo em ra-
ma papel e papolo volho.
Compro-se patacoes e um ponteiro do
ouro ; as Cinco pontas n. 62.
Gecnpra-se um culo de alcance com
algum uso ; na ra da Moeda armazem n. 7.
Compro-so um '! Jo I.vio em bom
uso ; quem tiver annuncie.
Compra-so urna porco de travs do 32
palmo* c palmo e couto : no puteo do Hos-
pital na obra que se esta fazendo, ou na Rua-
nova venda n. 65.
Vendas.
, e de soda para vestido do Vende-se lambo de superior qualidade
lem aparecido, seda ue tudas v saecus grandes por pceo tominudo ; no
Na ra de S. Amaro n. 14 vende-se urna
cabrinha de idade 9 annos.
^ endem-se ricas mantas de seda matiza-
das e lisas de todas as cores chales de seda
modernos e de lindos padres lencos de se-
da matizados o lisos de diversas qualidades ,
ditos do soda para mo ditos pretos para gr-
vala cortes de cassa ditos de chitas france-
sas ditos do laa
pa
as qualidades cortes do colletes chapeos do
Chile ditos do massa franceza, ditos de chu-
va para bomem e senhora brins para calcas,
merinos casimiras meias ditas, um com-
pleto sortimento de calcado para bomem se-
nhora c meninas flores para chapeos ris-
cados francezes c outras muitas fazendas de
todas as qualidades, e bom gosto; na Rua-no-
va loja n. 52 do Bonifacio Maximianno de
Mallos.
Vende-se um prcio de nacao Congo, ex-
cediente canoeiro ; na ra de Apollo n. 20.
escravo para todo o servico.
Vende-so urna escrava de nacao do 30
annos, cozinha engomma o lava ; no Al-
terro-da-Boa-vista loja de ourives do Miguel
llibeiro do Amaral.
= Vendem-se barris com azeito de carra-
pato ; na ra do Vigario arnwem n. 18.
= Vende-se pora fra da provincia urna es-
clava de 20 annos, que engomma, cozinha,
cose o faz renda ; na ra estreita do Rozario
n. 21.
Vende-se vinho do Bordeaux de superior
qualidade em quartolas, e ensarralado em
caixas, ditodeGhampanhe dasmelhorcs mar-
cas em garrafas, e meias ditas dito do Rue-
o cervoja em barris de 4 duzias por preco
commodo; em casa de Kalkmann & Rosenmund
na ruada Crui n. 10.
= Vendem-se 4 escravos sendo um pardo
de 20 annos ; urna preta de naco do 20 an-
nos propria para o servico de campo e dous
no pateo do Corpo
ceg de um olho tem um talho na orelha .
com algumas sicatri/es no cangote levou ca-
misa e ceroulas de algodo com manchas do
tinta ; quem o pegar, leve a Rua-augusta n. 1,
quesera gratificado.
- Pede se encarecidamente aos snrs. que
teem autoridade polica ou qualquer nu-
tra passoa com particularidadeaos moradores
da cidade de Olinda e aos capites de campo ,
a aquellos se Ihes ficar agradecido e a estes,
se pagar generosamente para prenderem o
moleque Joo Alberto crioulo de 16 annos,
baixo grosso olhos encapellados dormi-
nhouco beicudo ps pequeos e largos,
levou camisa de madapolo nova com uma
prega larga na abertura caifas de ganga azul,
lugio no dia 28 do p p. e foi visto no Mon-
te no dia da festa ; quem o pegar leve a tra-
vessa do arsenal do guerra n. 5 que sera gra-
tificado.
Na noule de 2 do corrento fu gira o do
engenho Paulista 2 escravos do naci Ango-
la ; Antonio ; o'.r fula pouca barba gago ,
pernas finas tem os calembures bem pucha-
moleques do 14 annos
Santn fallar rom Antonio Rodrigues Lima.
... ... ,. n ,. dospara truz olios a'guma cousa grandes,
l'irimno Jcs relis da Roza vendea ver- _i._. ..
dadoira farinha do trigo de Trieste das marcas
SSSF o SSF ladrilho de marmore fumo em
folha para charutos ; na ra da Moeda n. 7 ,
ou no caes da alfandega defronte da escadi-
nha.
Vendem-so veludos lavrados para colletes,
bogados ltimamente chapeos pretos fran-
cotes de bonitas formas e boa seda ; na ra
do Cabug loja novo franceza n. 6 de Perei-
ra & Guedes.
Vende-se um negro do 28 annos, bom
cozinheiro caiador, e socador do assucar ;
um moleque de nacao de 18 annos, ptimo
para todo o servico ; e uma negra de 28 annos,
cozinha, lava, e serve bem a uma casa; na
ra das Gruzes n. 41 segundo andar.
V.....I-. -n
. V ^.......
, ... ......
S00 fijlos ; no estaleiro do Mariz, delron-
te de S. Francisco.
Vende-se, ou alu.a-se a padaria da ra
dasGinco-pontasn. ,154 com todos os seus
pertences ; e vendem-so 2 caixes envidraca-
e modernos, que serven) para amostras
Forte-do-Bom-Jcsus.
- Km o deposito de pao e bolaxa na
ra estreita do Rozario n. 2, vendem-se meias
barricas com farinha da marca Galega lti-
mamente chegada por preco commodo.
Vende-se oleo de linhaca a 320 rs. a li-
bra toucinho a 200 e 240 rs. banha do por-
co a 2i0 rs., faiinha do Maranho a 140 rs. ,
sevada a 80 rs., bolaxinha ingle/a a 240, 320,
t'400rs <-af*n1AOre cha hisson 2100
rs. leiria a 280 rs. tabuco monte a 320
rs., enchofre a lOOrs milho alpista a 400
n. o quartefcSo painco 2 280 r:\ pernada a
220 rs. a duzia passas a 240 rs cartas de
jogar papel almaco peso e de machina ,
vinhos de todas as qualidades ludo por preco
commodo; no pateo do Terco, venda m. 1, e 7.
= Vendem-se bicos largos e estreitos ,
lencos de seda para grvala a 3200 rs. ditos)
altura regular ; Manuino gago no cango-
te ao p dos cabellos, tem urna marca de ferida ,
pouca barba pernas finas ps grandes na-
riz chato desdentado altura de meio para
baixo; quem os pegar, levo ao dito engenho,
que ser recompensado.
Roga-se a todas as autoridades policiaes,.
quo virem em poder de qualquer pessoa ou
s um moleque de nomo Antonio de naco,
de 14 annos, bem ladino, proto, cabeca gran-
de testa com cantos fundos olhos grandes ,
e abotuados rosto comprido nariz grosso e
largo beicos grandes denles largos e deita-
dos dar fra falla muito, folgazo cornos
outros e muito brigador ps grossos le-
vou calcas brancas e camisa branca do meia
manga ou azul; que o pegue, lovem a ra
do Pnhiin
o
loja de miudeias de Joaquim Jos
da Gosta.
= No dia 31 do p. p. fugio a escrava Cae-
tana de naco Angola 6 bastante conhe-
cida por ter um calombo no pescoco de al-
tura o corpo regular ar risonho levou ves-
tido de meiiiii preto, o panno da Costa ja usa-
do ; quem a pegar leve a ra da Senzalla-ve-
Iha n. 48 a Antonio do Souza Reis quo gra-
tificar.
= Fugio no dia 24vdo p. p. o preto Miguel,
alto, magro, descarnado do rosto idade re
guiar tem um lobinho na testa da parte diroita,
junto ao dito um sinal de sua naca., que *
Mocambique; quem o pegar, levo a ra da Ca-
deia do Reeil'e n. 37, primeiro andar, ou. na
ra larga do Rozario segundo andar por ci-
ma da botica do Bartholomco que ser re-
compensado.
Ririre: na Tvp. mV F df hn \ 1841.


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