Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04545


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Full Text
Anuo de 18M. Torea Feira 2
BiMaMHUifi hwiii ii'-'i3eag^4v3ajL.fig^^3isgr3ygr3^r:Eiaj.tMmij|^raiia
O DuniO fluulice-ie t dos os das qut nao torra saat i, .le Ire milis, por quartel pagnsadianlados. Os asnunfiosdosassignanlca sqinser.idol
_ i:m, i- 01 lios que n.iu lorem rat.'io Je SI) teis por litha. Al tcclamaf ca .leves) sei diri-
a la 1 \ |> na daa (Iruzes n. .14 mi a priga c'n I ^dependencia lojc de livrt su l> a 8
PARTIDA DOS CORRE10S TERRESTRES.
Cnnw\. e Paralivba, c;undi e tcViaa f-iras. Kio Grande il i Norte, quintal fciraa _
Cabo Seriiihaem, llio Pormosof Porto Calvo, Macoy e Alagoaa : r.o -I. = I e '.'I
e '_'$ dio. Eida'de da Victoria, quintas feiraOlinda lodi Otilias,
DAS l>\ si.ai \n \
I Seg. ; Gircuoieisio no lenlioY, s, lil'roiina,
2 Tarea a.,Iioiloro, s. Argeo
."( Quarla s Aprigio, a Anlero
4 Quinta s. I'iio discpulo '! a. Paulo,
Sola s. Simen sl'llsla.
li Sal. + Diados reii magosGaspar, BelcliJr, Bia| aiar.
7 Doni. s Theodoro monge, s. \iceto.
-
de Janeiro
>*T>
Anuo
v :?^BMagajtjeaeerara=r/.rlJaM^
Tudo asora depende de i me nw '.I. no*** prode-iria, "^"S'1"'/,'^!?
Iinuemoa coiuo prin >* e wiww apuntados cora ailuiirajjuo *n r' SJ
P
A >
e rnets1''
uia.'
, ulta
Proel.....o d. \0HMH '-"' ''" "'"'>
rompra, rendjaf
i \-.i!ni- so i.i\ 2 nr ixeibO,
.....Moedade 6,400 '
, de/4,000
Prala I .na"""-
pesos Iinmini"!' s
hilo Mejicanos
li, M 10.MM
16,100 16,300
;i 700 !) ni"
1.UU0 I.M0
i.nou i 020
i ,ooo i .ojo
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Ti
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: sz^L ..v;.v.
Gsmliioi sobre I ondref -'*'
, i Paria 3/0 ieia | >: i-am.
> Lisboa 11j .ur 100 de premio
Moedade robre'poi renio.
Iilem de letras de boaa firu as la I '|' J
l'll \sr.s II \ I.I \ NO MI/ DE J VNKIRO.
r.Ua"chei. 5., Sbnrn, 13 min. .latsrde lUiei i 10 !" '** """ ^''T'
I'inimill (/' fio/i.
Prinieira as 2 llorase i min da .nanla. | Segunda as 3 horas e 18 .......rto* da manila.
BRItUME-:-..
ItakBMBaaBBBtii
a a

Thesouraria da Fazcnda.
EXl'KDIF.NTK DO DlA 1 ;i 00 l'ASSAUO.
PortaraAo contador nterin* da fhosou-
raria para lomar nota da quantia do 377,>!)7()
rs. quesodove a Jos da Rocba Ptanhos,
de remedios que fornecoo ao hospital rogimen-
laf i decujo fornocmonto era arrematante,
pertencente ao anno linanceiro prximo lindo
de 18*2 -43.
Dita Ao mesmo dem de HS^iO res
dem.
dem do da 16.
Ollicio Ao Esffi. presidente da provincia,
informando sobre os fencimentos de algunsof-
ficiaes que nao eslav5o cnt servieo da pro\iu-
cia e lorao contemplados no onamento para
as despezas do ministerio da guerra por esta
provincia no auno linanceiro futuro de 1845-
46.
Dito Ao inspector da alfaodogl parti-
cipando que temi Arsenio Fortuna,to da Sil-
va, actual adininistratlordos servicosda capata-
zia da alfandoga arromatlado os meamos ser-
vieos pelo lempo do 1. de Janeiro de ISH -
u :}() de junlio do 18'i- e pelo prejo e condi-
oj constantes do termo por copia que a-
companbava ; cumpra, expedisse as suas or-
dena, a lim do que tudo'tivesse execuffio na
conformidade do mesmo termo.
DEM DO DIV 18.
Dito Ao Exm. presidente da provincia ,
.oin a representacao que acompanhava do
commasaro fiscal do ministerio da guerra em
que pedio esclarecimentos sobre os abonos, que
se la/iao aos recrutas logo que sentavao pra-
i;a por Ihe constar que eslava aqui em pra -
tica considerarem-se como grntificaco quan-
do na portara do 1 li de l'evereiro de 1823 e
outras ordens existentes nada encontrava em a-
poio desta intelligencia ; e pedindo se dignasse
lolisfazerao que elle pedia.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. com o oi-
co do chelo interino da polica, em que re-
presentou sobre a necessidado de so comprar 2\
algemas com as suas competentes cadeias para
os criminosos que loeui do ser romottidos com
seguranca para os diflerentes termos.
Dito ao pommandaiile das armas re-
ineltendo a nota ou guia do commissario fis-
cal do ministerio da guerra declarando que
a prostaefio mensal de 20.000 r que dnva
receber n'esta provincia do 1. de fe ve re i ro
deste anno cin diante, a familia do a I Teres do
commisso Joaquim Pereira Xavfer de Olveira,
em virtude do imperial aviso expedido pela se-
cretaria do estado dos negocios da guerra em
mumjggggjggggggggggBgggBssmm .-a
FOLHET
3.10 MIGUEL ARCHNJO.
I."
0 CAVALLEIRO RAYUNDO.
Os lustres acasos reflecliio nos forros do le-
lo do palacio d'Albi, simillianles as pleiades de
estadas, que pendem da abobada azulada de
ii ui ceb sureo: odmirayeiapyrasdo ouro larra-
do, depositadas nos (legraos de oseadas de jas-
pe, exhalavao ligelros vapores, cujo perfume.a-
penas perceptivo!, se conlundia, sem o destruir,
comx) das dores do jardim; porque a casa o o
jardim trajavao ambos a gala dosfestins, e se
sorriao mutuamente mimoseando-se com suas
cnchentcs de luz, com seus ebeiros delicados.
Qs caxilhos do rezdo chao, abortos de par em
ir estabeleciao urna communicacao fcil entre
o interior o o exterior, do sorte que a festa, que
, nrannrav; nareoia oflWecer sos seaseeitos
'" r...'.....is do h invern eda primavera, Luxo,
nro.'usao. ordem perlolta e gosto delicado, na-
da lltava B 0S8a decoracao inaravlluisa, (|Ue
'mestava ao palacio d'Albi o aspecto fantstico
i,, lim oalJcio encantado, nada, excepto mov-
nenio e vida', pois que os saldes estavaS vaslos,
a .amidas do parque desertas, o *p aqUi ou al-
U algumas sombras docemenlo so agitavafi, re-
conhecia-se logo,que esso eleto dev.a ser attn-
dala do 1.Jesetembro de 1842 nao linhn
sido recebida pela mesma familia nem Ihe era
mais abnala conforme a decisao do Exm,
presidente da provincia de do correte nnv.
Portara Ao thesoareiro dos orden dos,
mandando entregar ao almoxarife do arsenal
demarinha, pela caixa das contrbuicoes do
monte-po dos servidores do estado a qifrnUa
de '1:252,320 rs. das mcsuias conlribuioes
arrecadadas no anno linanceiro prximo passa-
do o de jal ho a outubro do corrente anno ,
importancia da letra que acompanhava por
teroeira va de igual somma que nesta data
sacou sobre o pagador da marinha da intenden-
cia da corte a 8 dias precisos a favor do the-
soureiro d'aquelle estahelecimento.
dem no da 19.
Oflicio VuExm. presidente da provincia,
para dignar-so de enviar a directora do monte-
po dos.servidores do estado, a letra ( por I.'
va ) ile que tralou a precedente portara a-
companhada das respectivas contas e carta de
aviso.
Dito Ao inspector da alfandega para
dar cumprmento ao oflicio do Exm. presidente
da provincia de 18 do corrente mandando
entregar ao meslre do hiate S. JoSo llaptisia ,
Joao Francisco Lima as O arrobas de plvo-
ra que vierao da corle para a provincia da
Parahiba.
DEM DO DA 20.
OflicioAoexm presidente do tribunal do
Ihesouro publico nacional, enviando, por co-
pia o termo da arrematcao do contrato, leito
com Arsenio Fortunato da Silva dos servcos
da capatazia da alfandega que devia ter eflei-
lodo 1." de Janeiro de 18U ao ultimo de
junbo de 18'rG a lim de que em vista delle se
dignasse decidir c determinar o que julgasse
conveniente.
DitoAo Exm, presidente da provincia,
pedindo se dignasse expedir as suas ordens para
o commandante do vapor Paquete-do-Sul re-
ceber na thesouraria 30:6B0j rs. em notas
substituidas para entregar DO thesouro publico
nacional.
DitoAo mesmo Exm. snr. participando,
que o hiate S. Jodo Baptiita nao tinha le-
vado as ctncoentas arrobas de plvora para a
Parahiba, por ter dito hiate sabido desla para
aquella provincia no dia 10 do corrente.
Dito Ao inspector da thesouraria da fa-
zcnda da provincia da Baha acousando a re-
cevco do cilicio de 15 do corrente crnqte
participan terem apparecido na crculaciirlda-
quella provincia notas luisas de 2008 res, da
2.1 eslampa deedr verde, com a'sassignatu
ras de Manoel Lopes Pereira .Baha Joaquim
'veira Coulo, i que passava a dar publieidade ao
contodo do dito seu oflicio.
Dito Ao dr. juiz de direito da 1.* vara do
civel pedindo mandasso proceder as lotocoes
das congruas, e vencimontos dos conegos.e mais
dignidades da cathedral de Olinda e de todos
os olliciosdo justica dista comarca que com
urgencia se tinha 0XgM% pelo tribunal do the-
SOUro publico nacional.
Dito Ao inspector do arsenal de marinha,
dizendo, que, nao se pedindo no on amento re-
mettido thesouraria para a despe/a do mi-
nisterio da marinha por esta provincia, para o
anno linanceiro de 185-46 quantia alguina
para a rubrica hosptaes, poda, que Ihe
communicasse com toda a brevidado o motivo
dista falla ehocaso do ter sido poresquoci-
mento que enviasse o orcamenlo respectivo.
dem do da 22
Ollicio \o Exm. presidente da provincia .
informando sobre o ollicio do commandante
das armas, que acompanhou o oreamento da
despeza, na importancia do 377$600 rs. (lo
concert da coborta da casa da residencia do
commandante (ia Tortaloza de Ilamarar4.
DitoAo commandante das armas ex-
pondo, qne, nao pudendo continitor a pratiea
observada al ao presente .do boticario encarre-
gado do (ornecimento dos medicamentos para
o hospital militar apresentar as suas conlas.
no lim de cada trimestre OU quando bem Ihe
pareca porque desta lrma nao se poda ir
conhecendocoin a necessaria anticipado, so
o crdito aborto para a rubrica hosptaes re-
gimenteos era sullciente ou precisava ser
augmentado para em lempo levar-se ludo ao
conhecimento do govemo imperial rogavif,
expedisse as suas ordens para que Ins contas
fossem apresenlapas mensalmenie ,. entregan-
do-se a de cada mez o mais tarde ate odia
l'o do seguinte.
DitoAo procutador fiscal da thesouraria ,
remetiendo para sua intelligencia,e exe. ui.ao na
parle que Ihe COinpotisse, por copia as ordens
do tribunal do thesouro publico nacional ns.
158, 181, 1'V, 200 o 201 do corrente
anno. .
|)toAo inspector da alfandega partici-
pando que por ordem do tribunal do thesouro
publico nacional foi concedido um me/ de*
prorogacBo da licenca de que eslava gosando
o afudante dos conferentes da alfandega desta
provincia Caetano Pinto de eras, cornos
tvos vencimontos para tratar de sua
cretaria de eUa lo dos negocios da marinha do
20 de novomhro ultimo licasse reconhecdo
como transporte e isento dos regulamentos a
que esto sujeitos os n tvios mercantes o brgue
ingle/ Erl-Grey que o govorno de s. M.
Britannica fretou pira o seu servieo.
DitoAo administsador da mesa do consu-
lado fazendo-lhe igual participaoSo.
dem i> da 23.
OflicioA exm, presidente da provincia ,
com o duvda posta pelo commissario fiscal do
ministerio da guerra, nos prets dos sidos,
quo vencro. algumas das prac>sdo3.'bate-
lliao da guarda nacional do minicipio de Santo
Antao que deslacaro na freguezia da Escada,
a lim de all la/erem oservicoda polica.
Portara\o contador interino da thesou-
raria pira tomar nota da quantia de 1018337
rs. que se (leve ao lenente-coronel do 1 *
elasse do estado maior do exercito SebastBo
do licu lanos, importancia do seu sold
vencido no anno linanceiro prximo lindo do
1842 i I a lim de ser pago quando se dsso
consignadlo.
i .ir,
saii'le.
Dito
-Ao mesmo participando para sua
intelligencia c execueao na parle que Ihe lo-
ras de Manoel Lopes forera .ama -uuH......jCsse, leroExm. P^^'-^^V^.;;!;;^,.';1';::
Jos Pereira de Faro, e .MUnoel Gomes de Oli-Mado que em cumprmento do amo do se
taaau.aaaau.^roaaasaaaa^^ nniawraT;^^?!
Nao ocreio, respondeooconde. \inguem
em Florenca se espantar de viro conde d'Albi
abiiremflm as suas portas por tanto lempo le-
chadas, c consentir que se povoe o deserto em
que tem habitado. Verdade 6 que, ha dez an-
uos, doixei Roma, e vimaquiestabelecer-me, o
me teuho conservado longo do mundo, o con-
servado o mundo longe do mim... Porm se os
maisespertos, seos mais indiscretos teem per-
dido o trabalho de suas pesquisas econjoctura;,
seninguem pode penetrar o segredo desta iso-
lacao, estranha talvez, mas necessaria,advi-
nhar-se-ha lacilmente a raso desta volta ex-
istencia que eu havia solemnemente renuncia-
do Adcvinhar-se-lta.Pois que todos podem
vr ao domingo a minlia doce c muito amada
Beatriz atravessar a praca para Ir igreja. ou
ao asilo dos desgranados. Sabe-so que ella
bella como um anjo, herdeira do toda a riquesa
de seu velho pai, o que tem -20 annos; e dir-se-
ha: o conde d'Albi, vende ertcaucSrcm-so-'u
os cabellos, curvar se icadorso, teme amorte
que talvez nao est longe-----
Meu pai!
buido ao balanco dos ramos curvados pela vi-
"**> ,., ? ,i
Mas em breve se animou essasobdao. Uin ve-
lho e urna rapariga, sahindo de urna lamda,
onde a espessura da folbagem nao deixava pe-
netrar a claridade Ja illuminacSo, subirao vaga-
rosos os degros do poial, e forao sentar-se em
um sof de seda que leava em fronte (las |anel-
las nuil dflvSo sobre o parque. Houve all um
momento de silencio, durante o qual o velho ,
oue era o proprio conde, d'Albi pareca desfruc-
tiir grande pra/er em contemplar sua lilha, cu-
jo luilhante vestuaiio azia ainda sobresaltir a
delicada bellesa. _
Mas a rapariga eslava triste e destrabula. (i
sentimento de satisfago que se pintava na fron-
te do anciio de sbito se dissipou, e unta ex-
presso de inquietacao se pintou em todas as
suas leicoes. Ella como que comprchcndco este
mudo testemunho de sympalhia, c apertou a
,lo o/
i'rt n rnnern'
pensativa Immobllidade; o o conde !hc disse:
__ Beatriz, em que pensis vos .
"^ reparativos. Um baile em casa do con- Iba escolber aquel e quo d-xara lurj. ., ella
MISSAO APOSTLICA.
Exm. Snr. Harn. Em consequencia das
continuadas e pesadas fadigas da minha tare-
la religiosa e pela piessa com que hei feilo
as ininlias viagens tenho deixado de dar par-
te \. Ex. dos resultados dos meus trabalhos,
e do que tenho observado nos lugares por
que hei passado ; mas agora que por adiar-
me bastante fatigado o mesmo algum tanto
adoentedo me recolhi este engenho de Sau.
lim de por alguns dias repousar apresso-me
;'i noticiara V. Ex. que tenho sido muito fe-
liz em min has misscs, observando com pra-
ser que todos entre que hei pregado a de-
vina palavra sao religiosos por propria incl-
nagiSo e que com quanto por falta da pre-
cisa instrueco sejao elles supersticiosos, e
mu lacis em acreditar tudo quanto pessoas
ma! intencionadas Ibes querem fa/.er erer, 0 que
mni natural povos pouco esclarecidos, e pre-
venidos todava sao mu doceis e prestito
prompta obediencia a quem com singleza Ibes
mostra as bellas o verdadeiras mximas da nossa
relgo. A vista pois disto espero que, nao
me desamparando a (iraca divina brevemente
conseguirei extirpar alguns vicios e prejuizos,
no .-linda t.'nhfio estes habitantes, a quem o
Creador de tudo dobu de tao boas qualida-
des.
Feites as missoes em Uio-formoso e Agua-
prela entranhei-me na malta encontrando
no caminho diversos povoados, pertencentcs
aleares prepa.........
de d'Albi: um recepco, um restim .' nao acna
\m meu pai, que isto deve atormentar os cu-
riosos da cidade, e occupar-llies por mais de
urna semana a curiosidade ?
para ser o guarda de sua futura lelicidade.
E os que assimlallassem, meu pal, ter-se-
liiio engaado .'
iriao a verdade, minha Beatriz. O vosso
casamento boje o nico inleresseda minha vi-
da. De todos os tbesouros que, possuo, oda
vossa man o de que sou mais cioso, e nao flea-
rei tranquillo, em quanto me nao assegurar de
haver disposto deste bm supremo em favor do
homem, que melhor o ti Ver merecido....
E quem interrompoo Beatriz, esse ho-
mem .'
Ainrln n nlo resolv, disse o conde, e ni-
nha inlenco dexar-vos livr,e a escolha-----
Beatriz nao podo reprimir unta ligeira excla-
macao de reconhecimento e alegra.
Todava, continuou o velho observando
altentamente a lilha, tonfesso quo se alguein
houvesse de merecer a minha pcrlerencia, se-
ria. ...
O Sr. Fabio Sperola, nao assim ? aca-
bou Beatriz tornando-se mais seria... Este mo-
co pintor, nosso visinho-----
Esse mesmo.
___rui (|uem viii. toma, Dcm que o n5o
conlleva, ia le no o \ iglanie interesse.. Sim...
viii, me tem delle fallado muitas vezas___
__Km todss Bestriz.metendes com rnpx-icn-
cia voltado a cabeea, e lingindo nao me ou-
virdes.-...
Meu pai, asseguro-lhe...
Oh nao procuris enganar-mo. Vossos
puros labios nao podem prestar-se urna men-
tira, e vossos albos sao um espelho lmpido, on-
L
MUTILADO



i
^cguczia que so azcm dignos de toda a que recoiar os que a dfendom ; e se mais lor-1 rio poda deixar t- approrar wdenou, (|ue
^ %on_sj*riK"ao tca\os negocios sepirituaes deixei tes inimigos nos nao zerao recuar, nao con- fossem l'eitos pelo thcsouro provincial, apesar
seguir melhopas, os (Vacos, que, como os sel- de nao baver quantia alguma
por essa rasSo lium encaminhados, reservan-1
do-nio para, na mnha volta ponderar pes-
soaldicnto V. Ex, o ao nosso dignissimo
prelado diocesano as.nccessidades mais ur-
gentes d'csta mesma Ireguezia.
Por ter adiado n aquella mata urna capella ,
que os respectivos habitantes hiviiio arranado
sen modo e que reconlieci ser propria d'aquel
le lugar, e poder continuar servir, e por
haveremoulros lugares nao menos dignos d'at-
tencSo resolv conliando na liondade de V.
Ex. nao fazer a groja de que me tinha
cucarregado ; esperando, que vista dos mo-
tivos que me levrao assim obrar dignar-
se-haV. Ex, de approvar esto mcu proced-
ment.
Constando-me que por nao me liaver eu
demorado multo lempo na matta espalharao
algumas noticias assustadoras, julgo do meu
dever assoverar \. Ex. que similbantes
boatos sao falsos e que nada lia occorrido
alem do que dito (ico. 0 Vicente mos-
trou-mo o mesiiio respeito e ainda maior a-
inisade e se me demurei pouco na matta foi
porque lenoionava ira Garanbuns ; o que nSo
realisei por huver adoecido a chegar no Al-
tibo. Preguei em Paneilas, e Capueiras,
donde sahi mui satisfeito por encontrar os
seus habitantes em muito mellior ordem que
o anno passado.
Tenho resolvido demorar-me aqui at a Tes-
ta ; pausada' a qual, tcnciono ir abrir missSo
em Barreiros, nao obstante o meu mu estado
de sade.
Desojo a V. Ex. sade
protesto ser.
De V. Ex. humilde, servo ,
brigado.
Sau ido dezombro de 1813.
Fr. Placido, prefuito da l'enha.
,.. consignada noor-
vagens nos quercm assustar com aturdidora eamento vigente e do estarcir esgotadas as
gritarla. ; consignneoes da lei 117 c maniou empregar
Sigilo embora os perturbadores de prolissao, dinheir$ destinados para obras oulilicas pi-
os anarchistas de oflicio us especuladores da- vinciaet naxontinuacao de urna pertencente ao
goas turras a sua desastrada marcha machi- \ estado.
nem conspiren! intriguem o DIARIO--DE I Tudo isto conessado pe!o prosidonle no
PERNAMRUCO nao tem que especular e segiii-, seu ofRcio de 18 de outubro ultimo ( docu-
r sereno a sua marcha apoiado na reetidao i ment 1. )
de seus principios, coadjuvado por seus subs-j Ora competindo as assemblas provinciaes,
cri plores e collabnradores, e escudado pela
justica da causa quedeende.
pelo artigo 10 o-da lei da reforn a da cbnsti-
tuigiio, ixar as despezas provinciaes especia-
lisando os objectos em que se dev despender
O vapor Pernnmbucana chegado do norte cada urna das quantias, evidente, que o pre-
o^ 1.) deixou tranquillas as provincias, por sidente da provincia nem podia mindar fazer
o felicidades ; o
venerador o-
\\\
RIO


Comedio boje as fadigas do novo anno ; e o
diario iik iv-hnamiuyo encola o vigsimo de
sua existencia sempre gloriosa ;'i despeito das
vociferacocs dos zoilos porque soffipro tem
contado victoria das diderentos perseguigoes,
que Ihe tecm movido intrigantes e traidores.
Oombatendo com a mesma firmeza os inimigos
da conslituico quer ellos se cubrao com o
manto bri I han te do amor do throno quer se
cmbrulhem na usada capa de defesa das liber-
dades publicas, a divisa do diario de perxam-
bdco tem sido e ser a deesa da ordem e das
instituicocs do paiz e nisto faz consistir o me-
Ibor padrao da sua gloria. Pretender arredal-o
u'esta carreira 6 trabalho baldado querer a-
niquillal o com intrigas, com especulacoes
insania, que tem costado caro a seis adversarios
derrotados, e i-ae untando ao stimo mais
desleal que seus antecessores, mais mal mon-
tado que alguns d"elles, menos exacto em suas
protnessas do que todos os oulros.
Com estes precedentes, e com as circuns
tandas da actualidade, dobrado vigor senti-
mos quando depois de un pequeo repouso
multemos de novo hombros a nossa ardflb mas
brilhante trela e zombando das iras des nos-
sos invejosos adversarios vamos por diante na
trilbada senda em busca do alvo a que mira-
mos ; sem nos deixarmos dcsacorugoar um mo-
mento pelas suas hravls >; smeagas quer c-s-
criptas quer particulares. A ordem publica
apoiada pela maioria dos Brasiieiros, osea-
qucllos, que atlenlo contra ella, ulgo que
nada teeni a temer muito menos dovein ter
onde passou e trouce nos jornaes que alean-
cao 20 de dezembro ultimo ; nos quaes nada
encontramos de interessantc aos nossos leilores.
No Maranhao nao cessao os partidos de guer-
rear-so e parece que a proximidade das elei-
ces por agora o motivo que mais poderosa-
mente isso os rca ; pois um procura desa-
creditar o outro a fim de poresse meiosub-
trahir-lhe os sufragios c arredal-o da gerencia
dos negocios pblicos, que para si ambi-
ciona.
Publicado i pedido.
ASSEMIII.Ka legislativa provincial.
Parecer da commissao de iafracces da
conslituico.
A commissao de infracc oes da constitiiigo ,
quem forao remullidas varias indicacoos a
fim de interpor, na lrma da lei provincial de
urna obra que no foi decreladi nem tiio
nouco empregar os quantitativos em objectos
diversos d'aquelles.para que forao consignados.
A vista do que parece commiso que a
ordem expedida cm 14 de setembro pelo presi-
dente da provincia mani/estamente illegal. e
queS. Exc. usurpando direitos, que exclusiva-
mente pertcnciao esta casa excedeo os limi-
tes das funecoes proprias do seu emprego to-
lando os arligos 142 e 139 do cdigo cri-
minal.
Nem se diga que o presidente, ordenando a
indemnisacaodo cofre provincial pela) jt&jdc-
lo da subscripto voluntaria cscapou 6 sane-
cao penal 1." porque nao podia desviar os di-
nheirosdos fins para que Ihe forao dados, e
2. porque quando isso se consideras*; um em-
prestimo sendo, como foi feilostm autori-
saco legal, um acto inconteslaveTrncntc ul-
minado pelo artigo 171 do citado cdigo.
Talvez se pense, que, mandando a presiden-
11 dejulho de 1838, o seu parecer acerca de | cia indemnisar o thcsouro provincial com o pro
rertos actos praticados pelo presidente da pro- duelo da subscripcao nenhum prejizo venk
vincia tendo meditado com a precisa madure-
sa, e re/lcxo sobre materia de tanta transcen-
dencia e orientada por mu i tos documentos
fornecidos pela presidencia, e pelos srs. depu-
tadt, vem apresentar esta assembla le- e que resto destinado pelo pe'sidcnte para in-
da
a soffrer a provincia nem mesmo demora na en-
trada dos dinheiros emprestados ; mus a com-
missao tem ponderar que a mclhor parle da
subscripcao foi logo cm principio arrecadada ,
gislaliva o resultado dos seus estados, e lucu-
hraces.
Primeiro artigo da accusaco.
O primeiro acto sugeito ao exame da com-
demnisar o thesouro difficilmente o ser, de-
pois que o governo ordenou que se parasse
com a obra. Consta, que S Exc. mandou exe-
cutar os doadores, mas a experiencia tem mos
de reflecte a verdade, mao grado vosso. Ora va-
mos, sede franca. Vos nao- me impedisles que
Jlieeu escrevesse, mas de todo o coracao dose*
jais, uueellec nao vonba esta noute.
Que ideia!
Ka vossa, Beatriz, e isto se concobe f-
cilmente. Ha ja muito tempo, que no meu en-
tendimento rumino o projectodcsta unia. .Mas
a lembranca do v.ilho pode ser a di
msso foi a ordem expedida pela presidencia trado qun morosas sao as execucoes, por tanto
o acto do presidente alm de inconstitucional
causouumverdadiro prejizo ao thesouro.
A commissao reconbece, que em cerlos casos
como no actual o governo nao pode deixar de
usar de arbitrio, oidenando despezas ur^entis-
simat, para evitar prejuizos maiores ficando
porm obrigado a dar logo parle ao poder le-
gislativo pedindo-lhc urna formal approvacao
do seu teto ou um bil de indemnidad.
Porm alm de que o arbitrio devia no
prsenlo caso serexercido a respeito do cofre
geral pela natureza da obra acontece que
estando esla assembla reunida desde 7 de se-
tembro ultimo, c sendo a ordem, de que se
trata, d 14 do mesmo me/, S. Exc. nem ao me-
nos se dignu de consultar esta casa como era
do seu imperioso dever o conforme o artigo
i da lei provincial n.62 de 9 de junho de 1838.
Donde se segu, que S. Exc. no tinha pre-
cisan do arbitrio deque utou, estando reun'de a
assembla legislativa provincial, c que por tan-
to violou as leis muito de proposito menosca-
bando inteiramentea autoridade da asscmhla.
^Acrcsce a tudo nanlo a commissao tem ex-
pendido o perigo que pode resultar provin-
cia es instituales, que felizmente regein
o imperio se os presidentes se acostumarem a
dispor dos dinheiros pblicos, como Ibes a-
prouver, e sem ord^m ou approvacSo do poder
competente.
ao inspector do thesouro provincial em 14 de
selembro ultimo, para que este fosse mandando
pagar as folhas que Ihe apresentasse oenge-
nbeiro encarregado du obra do caes da Sagra-
cao com o quantilativo. destinado para obras pu-
blicas na lei do oreamento vigente.
Sendo o caes da Sagracao urna obra geral ,
como tal reconhecida pelo rorpo legislativo do
imperio, que Ihe decretou fundos, e pelo pro -
prio presidente no seu relatorio apresenlado a
esta casa em 3 de maio do corrento anno por
isso que a sua construeco tem por fim a con-
servacao, e melhoramento de um dos portos do
imperio de primeira intuidlo que os
meios para similhante obra deviao ser minis-
trados pelos cofres wTQM,ialvaqualquer quan-
tia com que a assembla legislativa provincial
quizesse ajudar o thesouro geral, consignando a
expressamente, como succedeo na lei n.117 do
oreamento provincial do l.'^do outubro de
18il.
Tendo porm o governo central m.indado
suspender os trabadlos do caes da Sagracao a-
pesar de nao se achar ainda despendida toda a
quantia decretada o presidente da provincia
oinenou,que cuhuiimwa cuiisiiiiccao de*nar-
le da obra que eslava ameacada de completa
ruina, se nfo fosse elevada cima do embate das
aguas; mas em vez de mandar continuar os pa-
gamentos pelos cofres geraes o que o governo
M
ua rapar
As fra Cibiiincocsj de um espirito de ou an-
uos nao .leve n chocar-si' com as delicadesas de
um cojacao apenas desabrochado? Oh por
corto que ludo isto comprehendo.. E com ludo,
se soubesseis porque desejo esle casamento...
se vol-o eu dicesse...
Beatriz paluda e muda olhava para seq pai
com espanto e terror. O velho parou, e mudan-
do logo do tom, como quem ternera haver-se ex-
plicado de inis, continuou mais tram|uillo.
Assim como a mocidade tem suas paixoes,
iiimi'iu llii, iirm u vL'iiiice suas extravagancia.-
ffao iia ouura por mal? extraordinaria, que
no tenlia sua desculpa, e todo o erro se torna
sagrado, quando o grito da consciencia, ou
ainda um simples movimento do coracao, que
nol-o inspira. Oa so assim que cu possojus-
tilicar a minha sympatbia por Fabio. Nao o eo-
plteOQi verdade, mas ama-o... sinto por elle
urna ulTcicao toda paternal...; e... quanto as
ia all
rases que me fazem desejar chamal-o meu fi-
Iho...
Vm. m'as tem explicado, meu pai.
Tambem verdade, mas ellas nao acbarao
echo no oracSo da minha Beatriz. Entwtautn
ouvi-me, minha ilha Eu sou o mais rico titu-
lar, como vos seris um dia a mais rica herdei-
ra doFlorenca. (ira, esta fortuna de todos co-
nhecidaser o centro a que virad remalar, como
ralos, as vidas amb!c5cs de mil ^iciendentes.
Esles traro como titulo a minha preferencia um
doto similhante ao vosso; aquelles querero of-
ferecer-vos por troca de vossos thesouros e bel-
leza, nemes iliustres.ndmes que team minado na
Italia, como os (iouzagas,
ses.
ma
ailistas, com a aureola do talento, e envoltos I entre mim o elle relacoes directas quepodessein
desse prisma seductor chamado loria... Pois prejudlcar os meus projeclos, intromelti-me na
sua vida, presid, por assim diser, a seus des-
linr.Q i,ri.
filho de seu trabalho, e desconfiado de si pru-
prio, qua, recebendo,sem o baver disputado, es*
te premio magnifico, do qual sem elle saber nos
o'houvessemos jugado digno, sentisse ao mes-
mo tempo lano prazer, reconhecimento e amor,
que fossemos nos ainda mais felizes do que ello
pela ventura que Ihe houvessemos procura-
do ?... Sorria-me esla ideia, e quando vol-a par-
ticipei pareceo-me que tambem vos agradava,
Sun... porque com quanto me parecesse
extravagante, respondeo Beatriz hesitando um
pouco, era urna nobre inspiragao.
E foi sob a influencia dcsta inspiracao,
Beatriz, que cu laneci as vistas para esse man-
Por tanto a commissao de parecer, que na
soja aoprotado o arbitrio do presidente da pro-
vincia devendo en/rar para o thesouro com os
dinheiros illegalmentv despendidos e que res-
ponda perante o tribunal competente pelo ex-
cesso de autoridade, que coniettco.
Jlefutaco.
Sem dar-nos ao Irabalho de mostrar qu8o
precisas foriio a maduroza, e rellexao dos estu-
dos e lucubracoes dos doutos membros da
commissao neste monstruoso parto de seus en-
genhos, porque tudo sensivel, o pasmosamen-
te se metiera pelos olhos no decurso da presen-
to analvse,* refutacao, vamos sem detenca en-
trar nai|uesto e, para melhor oidem ven-
tilaremos, ecomhateremos os varios artigos do
parecer singularmente.
Nao traamos de averiguar, se a obra do caes
da Sagracao pertence ao estado ou provincia ,
porque ou pertenca aquello ou esta, nao mu-
da a queslao de face nem menos verdadeiro,
que da interrupcao d'ella veria gravissinio pre-
jizo provincia pela perda de muitos eontos
de reis, que ja alii se consumirao. O Exm.pre-
sidente, para desempenhar os deveres de bum
administrador nao podia com desleixo con-
tribuir para tao grave prejizo, e na contin-
gencia de faltar ao <|ue Ihe cunipi ia ou de to-
mar urna resolucao qualquer preferio esta ,
ordenando, que se continuasse na construccSo
do caes com os dinheiros applicados para obras
publicas para seren indemnisados pelos d. s
subscripces, visto ser esla urna obra tambem
publica. Se o principal lundamcnlo da aecu-
sacao consisto em ser a obra provincial, forco,-
so queseconheca a contradiceao da commis-
sao exigindo como indispensavel.quo o governo
a consultasse para ser approvada a providencia :
c como se airmaria isto se nao liouvera urna
tal, ou qual adopeao da obra do caes pela ulili-
dade mesma provincia e urna explcita con-
lissf-o dasvantagens, que nos procurou o go-
verno? Tanto manileslou a provincia o inte-
resse que n'clla tinha, que no seu seio abri-
se a subscripcao, e a assembla as leis provin-
ciaes n. 100. c 117 consignou landos que so
com ella se despendrao. Para de urna vez fi-
nalmente corlar-sc esle n gordio, bastar lor
so o relatorio do governo de 3 de maio d'esle
anno onde se depara com a declaradlo leila it
assembla provincial, de que a obra continuara
ainda por algum tempo com a consignaco<
marcada pela lei provincial e com o produc-
to das subscripees, que nao haviao entrado pa-
ra os cofres na sua lolalidade. be o governo
fez saber assembla a resolucao do continuar
a obra o esla nao a de/approvou, se as assem-
blas passadas a tomaran sob a sua protcccfio
pelos beneficios que reverteriao provincia ,
para que desligurou a commissao os fados o
contemplandu-os por um lado, nao osconlem-
plou pelo oulro nem os medilou, o examinou
com equidade e imparcialidade ? Esgotada a
quantia consignada e nao estando ainda ar-
recadados os valores das subscripcoes, nem sen-
do pralicavcl inlerromper-te a obra para nao
alluir-sc nao bastando depois csses valores pa-
ra os reparos, que virio a necessitar com a-
certo.einnogavel conveniencia publica procedeo
o governo.
Nao Ilegal como entendeo a commissao ,
a portara em que ordenou o Exm. presiden-
te que pelo thesouro provincial se fizessem os
avancos para continuacao da obra at ser ele-
vada cima do embate das aguas nem preji-
zo algum trouce ao mesmo thcsouro; assim
porque nao conteslou-sc, e antes reconheceo-
se, que o caes eslava ameacado de completa rui-
solvi fasel-o grande, honrado, glorioso, o quan-
do suppunha ter attingido esle lim quando
mcdispunlia a coroar a obra, em que por tan-
to tempo prosegu, eis quo urna repugnancia
instincliva...
Oh nao chamo vm. assim, meu pai, o
que smente simples hesitagao do meu cora-
gao. Vm. me falla de Pablo, como para salis-
faser urna mi*3odivina, '!!.ir;| reallsar nmii nn-
bro ideia: moslra-m'o rodeado de gloria e de
considerado; diz-mo quo um coragao gene-
roso, c um talento superior... qual seria a ra-
pariga que a estas mgicas palavraa, u qssrs no-
bre virtudes fosse indillerentes? .Mas anda sup-
Ula,como os Gonzagas, Viscontis, e Farne- cebo... para esse Fabio Sperola. que o ocaso, pondo, meu pai, que eu eslava inicuamente
i... Alguns emfim, e por certo nao sao os ou talve/o proprio Dos troucra para tao per- disposla obedccor-lho o sacrificar a minha
lis indignos, se apiesentara como simples; to de nos. Desde esse tempo, e sem estabelecer volitado sua, ainda me parece muito duvido-
-- ~ -*n*
bein. O meu projecto, como o sabis, era nao* i-
xar a minha esculla sobre algum desses nunwrn.
sos riv.aes, e comigodizia: em vez de deferir a trabalhns. m breve pude ronvencer-me de que
estes votos interessados em lugar de admillir J a bondade do seu coragao ualava a excellen-
em minha casa e na minha familia a esses lio- cia do seu talento... Vos sabis o resto. Se os
u.ens, que suppor sem duvida, que basta al--) mais eminentes fidalgos de Florenga o tecm an-
gun dinbeiro, uobresa ou gloria para merecer a'1 chido de seus favores, se elle pode conseguir em
minha Beatriz, em vez de realisar, em urna pa- fim livrar-se das garras do Judeo Elias, so o
lavra.esperancas concebidas peloorgulho ou te- i nosso museo Ihe abri espontneamente as ga-
meridade, porque nao irla eu mesmo em pro- lorias, do tudo a mim devedor. Foi primeiro
cura de algum artista modesto e desconhecjdo,! por sJJe, e depois por vos, Beatriz, quo lucro-
so este casamento... por que einlini... quem li-
vor de casar comigo, precisa que me ame...
E enlao?...
IJtiinG: iie ama ouua, acabou (eairiz,
com ar triuniranft!
Ah temos ainda nutra indisengo do ca-
valleirod'Aroizo f Elle vojfallou, como a mim,
de urna c -rta tberesa... loi isto ? Fallamente
urna dflSSSS relagoes sei.i consequencia...
Que so-torna5 serias algemas vezes, disse
Beatriz___
Capricho, digo-vol-o cu, fantasa do ra-
paz. .,
MUT


.. ?>
na fl como tal era lo urgente a cootinuaco I
da obra que governo central "{ asseve-
rou acommssaV nao poda citar deappro-
varqualquer dispendio leito pelos-cores ge-
raes, como tambem por nao havercm saludo
do thosouro provincial dinhoiros, que nunca
inais deveriao entrar, c constituindo verda-
dera despe/.a caso, em que loria applicaco o
& 5. dalei n.*62 de 9 dejunhode 1838. cxis-
"tindo simplesmenle um avan o, que ia logo ser
ndemnsado pelo producto das subsenpeoes,
que se arrocadassem pelo que nao contando
o governo pedir assemblea consignacao algu -
ina nenliuma obrigacao tinha de submetter
6ua approvacao esta, medida meramente admi-
nistrativa de mmeiliata utilidado publica o
que a niesma commssao julgou caso do arbi-
tr'-. Ocbaldc, o.rom maoifesta m fe se pre-
tendeo persuadir a moroiidado da cobranza,c a
onlem dada para parar -se com a obra do caes, ao
passo, que se nao negou a providencia Jo go-
verno em mandar executar os subscriptores, ou
doadores, nem se fe/"certa a supposta existen -
ca de orden que nunca existi cabindo-se
na inepcia de sustentarse, que as excueSes
iscaes sao morosas e de umita delonga. Ad-
mttlindo-seaindacomorasSovaliosa esta mw-
ma inepcia nao havia com ludo motivo
legitimo para excitar-so tanto clamor dan-
do-so por provado que foi o tbesouio pu-
blico verdadi'iramente prejudicado, so so rellec-
tisse, que as quantias destinadas para obras pu-
blicas nao sao logo empregadas mas smente
a proporco que se estas vao fazendo (! sa-
bemos todos por, quao largo lempo de ordina-
rio se emprazao bavendo algumas, qil) nun-
ca se electuo por dllicuMades imprevistas,
de forma que espaco de sobra linlia o governo
para arrecailar assubscripcoos antes do Rtbrevir
u necessidaile de Ibes dar qualquer appiicaro.
Se, nao obstante as rasoes ponderadas, qui
zesseoLxm. presidente por um lauco de ex-
trema delicadeza commuuicar nova, e niais cir-
cunstanciadamente assemblea provincial a su i
resolucao nao o poderia ultimamente f.i.-or,
por ler sido prevenido, pois que j na si'sso du
da 10 ile outubro, e talvcz antes bradavo os
srs. Passo, o D.Francisco vituperandoo scu pro-
cedimonto emaiormcnle o de ha ver manda -
xatorio, abusivo, o anti-constitucional, oxign-
do em continente informaces e, logo que lo-
rao estas dadas subincllido ficou aojuizoila
assemblea o expediente deque laucara mo 0
governo para evitar muilo maior prejuizo pu-
blico ,'atalbando a proxiuia ruina do caes Nao
parou nisto a injusta censura ou accusai.o
bita caprichosamente ao Exm. presidente, por-
gue chegou tal ponto a exagenco que se
nao correo a commssao de enxergarcm um ac-
to lo usual e executado em Iwnelicio publi-
co, inminente perigo provincia, cas institu
toes do puiz, perigo tal, que a lei provincial n.
02 sanecionou o julgou capaz de promover
boa economa provincial. Oue poiso que em
ludo isto apparoco ? Da parte do governo um
uclo de conveniencia publica, e de extrema prf-
eiso praticado s, e s a bem das rendas; da
parte da assemblea urna vinganca alijecta e
una guerra despeitosa administrado que
mais reprehcnsivel se torna pela considerado
da insgnilicancia !.. somma despendida, que
om curto prazo seria indemnsada, e que nos
consta nao ter excedido a 100, e tantos mil reis,
sem que fossem prejudicados os serviros pbli-
cos ou empatadas as obras decretadas pela
inesma assemblea.
{Continuar-se-ha.}
z
osia/iEncto.
Alfanjiega.
endimento do dia 30 de doxombro i: I \'\ >H7.
Descarregao hoje 2 d- Janeiro.
PatachoHelena carvao.
DitoMercaloridem.
BrigueSophiadilTerentes gneros.
Ditoflaltuur idem.
DitoStuartidem.
DitoTliumaz-Lu/c canos de ferro.
IMPOIITACAO.
r>i'azilian-Sackt brigue inglez vimlo de
New Castle entrado no mez de dezembro ,
a consignacao de Fredorico Robillard ; ma
uifestou o seguinte :
100 toneladas de 'carvao 10 barris com sal
de Fpson 2(50 caixas de sabio 723 lijlos ,
"20 volumes plvora 200 botijas oleo de li-
nhaca 30 ditas agua-ras ; 1:000 panellas
de ferro !l| gigos 45:500 pecas de louca 2
1." parte.
Dtnsas descorda,
as quaes se distinguirs os celebres snrs
francisco llave!, Len Giavelly, tirios Win-
(ber madama Martin Giavelly e o pequeo
amor do tres anuos o meio de idade.
DisiributfSo.
N. 1. <4 ing!'z'i-pr$cipilada por Mr. Fran
risco liavel.
2. Mr. Len Giavellj appelllado por ce-
lebre dansarino burlesco executar muitas
viravoltasdiliceis que lindaras pelo admira-1
vid salto mortal para traz, de ps em pds, exer-
cicio que nunca foi executado por algum ou-
Iro
3. Madama Martin Giavelly primeira Jan-
sarina de corda do mundo dansar um
Glande passo de Schall,
o qual tein feito a admiraran de todos os
pblicos, perantequem tein olla trabalhado
4 O pequeo amor, de idade de 3 anuos o
meio deixar o publico maravilba lo pela sua
afoute/a e intrepidez.
3. As dansas na corda acabars pelos assom-
Ivisos 51iar2!Jl(S.
= Para o Para segu viagem no dia 0 de Ja-
neiro o brigue Dos-te guarde o tondo <> sen
crregamento prompto apenas recebe passa-
geiros ; os pretndanles entendo-se com llen-
rii|iies Bernardes de <>liveira: <".. na ra da'
Cudeia-velha armazom n. 12 oj com o cap-
tao a bordo.
, .----------------------------. ;-------------------------- ""-
avisos diversos.
barris amostra* da mesma, 50 volumes o j:200brMOS ewrcc08 (|0 Mr. Carlos Wintlter o
garrafas vastos, 70 barris p vormelho e pre- : Inais grac0,0 f a [irin(.iro dansarino de cor-
lo, 32 ditos er, 56 ditos cerveja ; ao con-
signatario.
7correntes e 19 rodas de ferro 00 espe-
ques de pao, 5 fardos lonas, 2 ditos do de
vella 1 dito linbas para senderlas 400 bar- n0 j.'ene|on
ris e 200 latas tintas, 91 barris carne de vaca
salgada 25 volumes fa/endas d algodao ; a
ordem.
da do mundo os quaes terminars'pelo gran
de salto mortal da espingarda
l) galope ideal,
omposto para grande orcbeslra por Mr. F.uge-
llovimento do Porto.
Navio entrado no dia 30 do pausado.
Poilo ; -2 das barca portugue/a Hella-Per-
namliurana de i37 toneladas capitn
Manocl Francisco llamalho : carga varios
gneros.
Sahido no menmo dia.
Montevideo; patacho americano l'rancis-Arny,
de 437 toneladas copitao M. \Y. T. Gibar-
son, cquipagem 9 : carga circo equeslro.
Sahido no dia 31 do passado.
I.everpool pela Babia, Macei, Parahiba o
Bio-grande-do-norte ; barca ingleza Ma-
ri/ (Jaren, de 300 I 2 ton. ,capito William
Killhey cquipagem 1 -, carga lastro.
Navios entrados no dia .'de Janeiro.
Porlos do norte ; lodias, paquete de vapor
brasiloiro Pernambucana, de 240 tonela-
das capitao Joao Militan Kenriques equi-
pagem 20. Passageiros brasileiros: Joa-
quimJos Mastinz Antonio do Mello Ma-
galhes Joanna Baptista de Sousa I.ui/
Pardinho escravo, a entregar, a preta Lu-
crecia a entregar Dr. Joao Jos Vieira e
1 escravo Joaquim Gomes de Sousa e
1 escravo nove escravos a entregar.
Lisboa; 26dias, patacho porluguez Tarujo
2 de 1VI toneladas capitao Manoel de
Oliveira Taneco cquipagem 9 carga vi-
nho e miude/as.
Os tres gladiadores ,
! que teem sido applaudidos em todos os tbealr,)s
principaes da F.uropa e representados pelos
Isenhores Francisco Bavel, Len Giavelly o
! Carlos Winlher.
El Jaleo ile Kerex ,
I dansa bespanbola pela graciosa mad..ina l.on '<
! Giavellv primeira dansarina do llioatro do
Park em New-York.
C.
THEATRu PJRUCO.
QUARTA-FKFRA,3DEJANEIRO DE18W.
PBUIEB* KEPRESEXTACA
da
COMPANHIA RAVEL,
Com pista de 12 pessoas..
Principiar o espectculo s 8 horas envpon-
to pela overlura doCapullo d^Rronz'.
execulada em grande orcbeslra./ c dirigida por
!Mr. Kugenio Fenelon. *
Quem nos diz, que nao 6 amor? Fu, meo
pal, estou persuadida, segundo o que me cou-
tou oSr. d'Arezzo, que cssa Iheresa ser para
mil urna rival...
l'ouco perigosa, ficai certa, e da qual tri-
umfarols aciimente.
Triumo, de que naMeria rasao desatis-
faser-me, replicou promptamente Bealiis, pois
que s sorveria a demonstrar-mo a Indiffcrenca
e lev.ans&dc d;; sou prutegido
O conde olhou para a Alba com ingenua ad-
miracaS, continuou calorasamontu:
Como! Seria FabiotaS culpado por cui-
dar no seu iuturo e acceitar a brilhante sorte .
que ou Ihc ofTereccria ? Acharieis mais natural
que elle renunciasse, por una asneira momen-
tnea, a ventura desua vida inteira? Esposo de
Beatrft, Albo do condu d'AIbi, sao titules tao
despresiveis que nao valhao a pena de algum sa-
criflcio? Quo mais alto destino poda elle pre-
t itiul nr A mili lnlliC > #* ft ---- ..n r -------- ,- .........m... UIUUILIII l'.........
lo com a de miha flllia ?
Sim, lalVW tenii i vrn. rasao, respondeo
Beatriscom um tom de amargura que escapou
ao velbo; sou muilo bella, muilo rien sobretu-
do, para que se possa lnsilar na esecilla.
Rste colloquio foi inteirmiipido pela vjz de
um criado, que annunciou ;
O Sr. cavalleiro d'Aro/zo !
- Semduvida Fabio o acoinpanlia, disse o
conde, porque formalmente seobrigou a nao vir
sem elle... *
listas palavras gelrao o sangue a Beatris.
que filou na porta olbos desesperados. Mas de
repente Ibc tornaran a vir as cores, o vendo o
cavuiieiro exclamou alegremente:
S vem s R entao meu pai nao
Ih'o diziaeu? proseguir ainda V. ni. no seu
baldado intento? V. ni. convida esse rapaz e
elle nao vem... bem v que nao tem grande
desejo de me conbecer... aln tem o cavalleiro
de Aiczzo sosinbo...
O velbo Irangio o sobVolho e dirigindo-se
ao cavalleiro, depois dos primeiros comprimen-
tos Ibeperguntou :
E o nosso pintor? nao o vejo... entre-
tanto que V. m. me havia dado a esperanca...
__, |)e o trazer enmigo charo conde. E
verdade. Mas havendo hojo borrivelmente 1ra-
balhado a sobrcvindo-lhe noute urna indis-
posicao repentina... um incommodo... en-
......,,.,,, ..r... jln cor r> ini.rnriir lo SIM1 nftnT. .
[com oque alias nada perderis, pois que have-
ir numerosa e brilhante cornpanliia. O prin-
cipe do BeUamonte vira com toda a certeza.
Di/, elle, que a vdlsa recepcao e um capricho .
Ido qual conven) aproveitar-se visto corno ra-
ras vezas vos acontece ter dous desle seguidos:
a s pela sua parle pretende apresenlar-vos so-
te ou oito amigos tequiosos de ver, quando
mais nao seja urna vez, o honicm cujo nomev
Interiallo de 15 minutos.
2.* parte.
As recordares de Damp/'t grande Vtlsa com
grande o&iestnt.
Rematar 0 espectculo com o.celebre baile
pantommico intitulado o
Vo ao rento ,
ou
A noute das aventuras.
Distribuidlo,
Vtfo ao rento rapa/, moloiro Mr. Francisco
Bavel o qual introduzir na pantomima o
perigoso exercicio da
Itarra Crico ,
cruzando otbealro sobre nina barra de 15 pos ,
exercicio que nunca foi executado por outrem.
Germano, rendeiro ricoMr. J. Ferin.
Braz amanto de AnnicaMr. Carlos Win-
lher.
Anuir filha de GermanoMadama Martin
Giavelly moleiros. camponezes, o cam-
ponezas.
Duran lo a pantomima mutos papis cmicos
e de carcter sero executados pela coinpanbia ,
e lindar a peca com a scena cmica do
(uarda-chuva,
que tem obtido em toda a parte o maior applau-
so eque ser*reprcscntada por .Mr. Francisco
D-....I *
IIUIOI,
Precos de entrada.
Camarotes da 1.'ordem j ns. i o 2, 8j rs.;
os seguintes 5S rs.
Camarotes da ordem nobre ns. 1 e2 12,>
rs. : osseguinles fi.> rs. ^
Camarotes di 3.a ordem, ns. 2 ^ rs. ;
osse-uintes 3 rs.
Fres tas 1^500 rs. ; platea lfrs.; casucla
' 500 rs.
gloria estn identificados com o progresso da
arlo nesta Ierra. O duque de Mezzolano, o
marquez de Cagliari, todos os pintores presen-
tes em Florenca estaro aqui n'um ins-
tante....
Mas o conde j nao ouvia o cavalleiro. Pen-
sativo, absorto dirigi-so para urna das janel-
las, donde percebendo que entravao alguns
convidados pelo |ardim, foi machinalmonte ao
seu encontr. O cavalleiro observou por al-
guns momentos; depois voitando-se para Bea-
triz :
Parece-me contrariado osnr. conde dis-
se elle.
que esperava ver aqui esta noute...
O meqy professor. noeassim? Pobre
Fabio! Que quer a senhora ? um original,
que nao d para nada. Talento, excellenles
qualid&des, mas nada do bom tom d'estas
cousas do mundo, que querem ser sentidas,
porm que se nao aprenden. Pois esf >rcei-me
nara fazer-lbe comprehender. quo o convite do
nr. conde d'Alhi era urna honra, a que devia
mostrar-se tensivo!...
E quo respondeo elle s suas admoesta-
ces 1
HasSes iniseraveis, pa'avras brilhantes e
Cicas.... *
Mas em fim que disse elle ?
Eu sei c que prefera a solideo soce-
dade, ser obscuro i ver-se nomcado,
z= Jos"C Antonio de Sonsa .Machado decla-
ra que o annuncio feito ui seu nome no
Diario de Pernambuco n. 289 do 30 de do-
zenibro ultimo em que declara nao ser o an-
nuncante mais agente d Francisco Eduardo
Alvos Vianna o armasein de assucar da ra
d'Apollo n. 20 nao c por elle feito nem para
a sua insereno prestou o sen consent ment.
CJuein livor alguina obra, para a qual
precise de um bom ofilcial de carpira ainda
sendo frra da praca 0 qual escravo porm
capa/, de confianea com tanto que a dita obra
seja dilatada : queira dirigir-se Bua-imperial
n. 6i para ajustar-sc.
= O baixo ossignado faz sciente que dw
lod s os seus cicdores, quem o anriuncianto
a 11 anuos tem comprado eiTeitos para sua loja
decoros, su tem um restante de cuntas como
sr. Antonio Joaquim Ribeiro de Sousa oo
sr. Jos Lavares de Mene/.es, que entre os 2 som-
ma a quantia de 350,000 rs. ; e os seus bens
sao livies. Jou Muniz de Sousa.
O abaixo assignado tendo annunciado
no Diarlo ile 22 de de/embro do anuo p. p.
uina carteiru que Ibc furtro com 23 a 30,000
rs. em sedulas : segunda vez faz scionte a res-
pcitavol publico e pede a possoa que lem as
duas obrigacSes e mais papis de lembrancas,
que visto nao Ihoservirn) de nada e causan-
do grande transtorno a seu dono, faca favor de
Ih'as entregar ou particularmente Ib as enviar
sua casa : a pessoa que descubrir as ditas o-
brigacSe e mais papis alm do (juetinhaa
(fita car te ira em dinbeiro recebera mais 20S
rs. de gralilicacao e se Ihe guardar lodo o
segredo. A letra da quantia de.400,000 tS.
acceita por Antonio Vieira Martina e enlloca-
da por Manoel Jos Pacheco de Mello j est
|iaga como consta do recibo que o mesn.o
abaixo assignado passou em 23 de dezembro do
1843. Joaquim Francisco de Azeiedo.
Pedo-so ao snr. Ibesoureiro da lotera do
tbeatro o favor de se sabir premiado o bi-
Ihele intoiro da inesma lotera prxima cor-
rer n. 2350, nao o pagar, senao ao abaixo
assignado de cujo poder desappareceo e quo
provara ser seu dono quando lor niister ; as-
sm como a pessoa que o livor adiado o obze-
quo de resltuil-o que se Ihe dar gratifica-
cao em dinbeiro ou parte no mesmo bilhete.
Amonio Francisco l'ereira Jnior,
O abaixo assignado declara, que procede
como rigor da lei conlra qualquer pessoa, que
oceulta lenlia sua escrava crioula de nome
Joaquina fgida no dia 2 do corrento de
2, annos, estatura regular secca do corpo ,
rosto coinprido, cabeca puchada para traz, com
dous dedos da mo direita alejados consta es-
tar oceulta em casa de urna piostituta por ter
sido vista e cnconliada a noute comprando na
ribeira ; quem a pegar, leve ao sitio do inspec-
tor de quarteirao na estrada de Joao de Bar-
ros n. 24.
Joo Nepomoceno Ferreira de Mello.
O snr. \ ictorino Antonio Teixeira Gui-
marSes diiija-so a Uua-nova n. 55, para ne-
gocio de seu nteresso.
Todava. interrompeo docemente Bea-
triz, nao esse o verdadeiro motivo desua es-
quivanca.. e se nao lora a indisposicao, de
que \'. m. fallou, ha pouco. ..
Qual indisposicao .. nunca elle este-
ve com tSo perfeila saudc.
Como?
Foi um pretexto, urna excusa banal.
Mas entao, se, como V. m. o diz elle
nao estava Incommodado poderia ter-se deci-
diiiu .. Taivoz nao insisti o snr. .suiiciene-
mente.
Oh! que censura! esgotei ludo, admo-
estacSes, conselhos, exortacOes! Ponderei-
ItlO lodo o valor da protecgo do snr. conde ;
ouseial, perdoar-m'o-ha a senhora fallar-
llie da sua amabilid.ide tao perfeila o de quan-
lo perdera... nSo a vendo-----que quer a se-
I nhora ? Cumpria-me tentar tudo... e se o
i brbaro nada quiz ouvir, posso-lhe jurar...
Nada.de escusas! Para mim nao precisa
IV. m. eronregal-n porque nao me contrarinii
a resolucao desse moco.
De veras .'
Tenho eu ares de tao enfadada ?
Tanto indulgencia nao tora o conde, se-
nhora; que me conservar mfi vontade por nao
haver cu conseguido...
Que importa, quando Ihe son eu reco-
nbecida indo mesmo motivo?
Continuar-^ '
9
9
,

ADO
1


-
' I ^ip fuio princesa da novaffabrica de Godinho
da liahia.
=Acha-sc ven la o novo e mu excellenle ra-
poda nova fabrica deGodiahoda Babia pelo
mdico proco do 1:000 rs. cada libra : este ra-
p torna-so milito roeommendavel polo sou liom
aromo nao la/, holao nos narizos, e bastan-
ti: lino: roga-Sfl aos pretendentes dirijao-se
ao nico deposit existonte n'osta provincia,
amada Ciuz no Rccife n. 10, para so ve-
rrioarem das suas boas qualidades.
= Os rondoiros dos trapiches, Angelo Al-
landega-velha Pelourinho o Coirtpanhia ,
fa/em scicntdS as pessoas intorossadas que do
primoiro do corrento janeico em diante cobra-
ras por embarque do cada caixa coni assucar
500 rs.
= Ahiga-se urna sala cm muito bom lugar,
quu serve para Uin ou 3 bomens soltoiros ,
que nao cozinhem om casa ; no boco da Polo ,
venda da esquina da ra dos Quarlcis.
=3 Augusto Tarfcmbcck cidadirb Bremen-
se retirase para lora da provincia.
Na ra do Nogueira n. 18 lia urna pes-
soa que se engaja com quein qui/.cr, a (a/.er
atierros, para o que tem todas as proporces
uecessarias.
= Hermn Mebrtens mulou o scu escrip-
lorio para a ra da Cruz n. 40.
.Manoel Joiquim o Silva e sua mulbor
Mara l.uiza ; Antonio Soaros e sua mulhor
Rita da Concoicao ; todos subditos Portugue-
ses, retirao-se para a Ilha-de-5 -Miguel.
as Jos Antonio de Sou/a Machado dei-
xou de ser agente de Francisco Eduardo Alvos
Vianna no armazeru de assucar da ra do
Apollo n. 20.
= Nj dia 27 do passado ao meio dia des-
apparecoo da casa do ablxo assignado um ra-
pa/, somi-braiioo do nomo Francisco Lourcn-
co do Nasci'.iicnto lo 18 a 19 anuos, cabel-
los prolos e corridos leicoes regulares cor
morona que denota ter raca de caboclo ma-
gro altura niais que regular anda imber-
be mas j com buco bem visivo!, canhdto ,
t- pintor; foi vestido com roupa e chapeo bron-
co e provavel que use so de roupu desta
cor por nao tor levado de outra, mais do que
urnas calcas de casimira alvadia; servio no cor-
podo polica dous annos do qual dco baixa
no dia 10 do corrunte ; estove destacado em
S. Antao. e ltimamente ( at novembro ) no
lio-formozo ; sahio no indicado dia e hora
de Olinda roubando o seguinte ; uin cavado
castanho foveiro ps arregazados, frente
aborta beiicem branco ripado de pouco e
por isso com as dinas, e cauda curtas basta-
tan te alto e comprido est magro c bom
passoiro e furia-passeiro alguma cousa pas-
sarinheiro muito ardigo e tem o vicio de
querer prender o Ireio com o beico pelo lado
diroito, um stllim franco/ anda com pouco
uso ja eheios os suadores no paiz estribos
pequeos de latao loros bastante compridos,
UOU silba de la branca, manta de panno a/ul,
guarnecida do orlero preto urna cabecada de
couro proto de lustro picadeira do lalo, lisa ,
e brida de Ierro tanto na ponta da corrcia da
cabecada que ataca do lado esquerdo como
lias abas do sellim por onde sahem os loros, es-
ta escriplo o noine Porto-carrniro ; urna
cailinhl de panel dourado contendo um nl-
linete de peilo de ouro lavrado ; um dito de
diamantes, com um cordo de ouro fino, em
urna caixinha encarnada ; um transelim de ou-
to com mola para reiogio ; urna cadeia chata
com chave do ouro para dito ; um annel de ou-
io liso bastante largo ( o qual leve cabello) da
forma dos que antigamente chamavao zahum-
bas um dedal de allaiate tombem de ouro,
como nome de Jernimo Soares de Carvalho;
urnas cabs de casimira alvadia ja usadas ;
urnas ditas de brim trancado, novas, com a
marca C. I, feita com lnba encarnada no cs,
. junto ao enfiado da parte de detraz ; duas ca-
misas de madapolao compeitos de esguifio ,
enmarca L.C. P abaixodas pregas do pei-
to do lado diroito urna jaqueta de esguiao ,
tambem com a marca C l. no forro um par
de meis deseda com listras azues, o brancas;
aiguns pares de moiasde iunu e alguna len-
cos de seda; um par de sapalos de couro de
lustro ainda novos 35c rs. cm sedulas em
urna carteira grande encarnada ja desbotada.
Luiz da Costa Porto-carrtiro.
= l'rccisa-se alugar urna casa terrea em
boa ra nao excodendo o seu aluguel de dez a
doze mil reis mensaes : quem a tiver an-
nuncic.
= Precisa-so de urna ama que tenba bom
i:- ...... -..;,> Inrra nn iscrav : na nadara
fUftCezs no atierro da Bol vista n. 10.
= Ouem annuncou querer comprar urna
obra ou tratado de geograpba por Cazado
Giraldes; dirija-se a Pra Idjadeljvros n. G e8.
Os abaixo assignados fazem publico, quu
o sur Manoel Joaquirn de Sou/a \ ianna nao
dais cobrador do suas dividas desde 24 do p.
|p. crogao aos sejs devedores que tivercm
| recibos do inosmo os queirao apiesontar p ra
serem conferido*! niose levando mais nenhum
lom conta d'aquello dia em diante. Guilher-
' me Augusto Rodrigu Sette e Joaquirn Luiz
', de Mello Carioca.
ariMiem da ra de Apollo n. 20 per-
tence desde boje a Mara Barbota Constanca ,
por traspasso, que Iho (ez o proprotario Fran-
cisco Eduardo Alvos Vianna.
Precisa-so fallar a senhora Quiotina Ma-
ra da Conceicao Cobo viuva do Simao Jos
Borgcs d'Araujo ou quem suas vez-es fizer,
queira annunciar.
Precisa se de um preto cozinheiro e
qild soja fiel ; no botequim ao p do theatro.
Toixeira Andrado fazem sciento que
Antonio Marques de Oliveira deixou de ser seu
caixoiro desde o dia 27 do p. p
I.ni/a Joaquina da Conceicao (az scientc
aosnr administrador das diveisas rendas, que
doxa detrabalhar na sua olaria sita na tc^-
vessa do Remedios.
= Precisa-sc de 500 rs. a juros de
Compras
= Compra-so urna casa terrea or uin so-
bradinho do um andar, sondo em boa ra :
quem a tiver dirija-sc a ra do Queimado ,
hija n. 22.
= Compra-sc cfJcctivamente nesta Typogra-
pfal toda a qualidade do pannos cortados ou
velhos de linho e algodao toda a especie
de fibra linheza algodao de refago em ra-
ma papel c papolao velho.
Comprao-seduas voltasde cordo do ou-
ro sem feilio; na ra do Encantamento o. 4.
- Compra-se urna geometra de Euclides ,
nova ou usada ; atraz do theatro pri mero
andar por cima do botequim.
^- Ach3o-se a venda na livraria da praca da
Independencia ns. 6. e 8 ; ra do Cabug lo-
l'rectsa-sc oe uu rs. a uros ue i i e ja dABandeira ; defronte da matriz da Boa-vis-
meio por cento com hypothecaem um predio ta botica do Moreira; noRecile ra da Ca-
li vre ; quem quzer dar annuncio.
= Precisa-sede urna ama para o servico de do Amparo, botica do Rapozo;
urna casa de pouca familia; om Fra-do-por
tas n. 49.
us n. *. *-.....~ !------------------- <
= Precisa-sc alugar urna negra para ser- postas pela primeira pessoa, que as tez nesta pro-
vico da casa de pasto da ra da Lingoota n. 2 ;
a tratar na mesma casa.
luiut n nroaiiin ^a*a. ------------------o--------------r--------. _, .
Ouem achou urna chave do fechadura de entre urna pulga, e um piolho sobre a lidalguia;
. .. .. *% ..__ ____ ___*__--__4_(1 m nAnlrrn A (\ mfirtlin AH _
palente dirija-se a ra da Cruz n. 7, que
ser recompensad,-
Precisa-sc alugar um sitio perto da pra-
ca (|ue tenba lugar para plantar capim para
um ou dous cavallos o que tonha casa ; no
hoco da Pol n. 14, primeiro andar.
No beco da Pol n. 14, primeiro andar
existe um sangrador c dentista, que chumba,
abre denles, e applica ventosas que se olTe-
roce u quem do seu presumo se qui/.or utilisar.
"Quem qui/er mandar ensinar aalgum es-
cravo o ofllcio de ferreiro com perfeico, sobre
favoraveiscondicGes, dirija-se a casa de llen-
riquos Cride na ra do Brum.
O snr. Joaquirn Ignacio de Carvalho
Mendonca dirija-se a Rua-bella n 37 pri-
andar.
= Um rapaz da liba, ptimo holieiro se
o fie rece para o mesino servico ; quom de seu
prestimo se'qui/.cr utilisar dirija-se a loja da
viuva do Burgos.
Quem precisar de urna ama de leite forra,
dirija-se a ra da Florentina n. 16.
Precisa-so alugar urna ama para o ser-
vico de urna casa le pequea familia o para
fau'r algumascompras; na Rua-direita n. 131.
Aluga-se urna casa terrea na ra do Pa-
dre l'lorianno com hons commodos para duas
familias, c outra nova com bonito sotao todo
nvidracado no beco do Sorigado ;_os pre-
tendontes dirijo-se a ra da Cadeia do Rc-
cile n. '2j.
O iPiuleiro do trapiche-novo
tem a honra de levar ao conlieci-
mcnlo dos snrs. negociantes desta
praca e a que nenhnma altcracaofaz nos pre-
c-os no (lito sen IrapcUc e segne
a tabella antiga.
FABRfCV DE RAP
PUINCEZA.
GASSE fabricante c legitimo inventor do
bem acreditado rap princeza do Rio-de-Ja-
neiro com seu deposito geral na ra da Cruz
do Recifo n. 38 e outro na ra do Civramen-
to n. 13, avisa, que as muito boas qualidades,
que possuo o seu rap as quaes pola grande
eslima e crdito que progresivamente de dia
em dia tecm obtido n'csta c as mais partes;
bem conhecido por um eonsidcravcl numero de
tomantes, e nao consta ter mofado urna s li-
bra : por isso faz publico, que toda equalquer
pessoa que queira especular com o seu rap ,
allendendo as superiores qualidades elle fabri-
n-ihlii I. .- /... en rsn,xe',l*''lca nilrt c.n
rap, por qualquer forma e com condicces,
que o mesmo comprador podo apresental-as.
Precisa-sede um cozinheiro), para a casa
do pasto da esquina do beco do Torres.
Oflcreco-se um rapaz Portuguez que
nao sabe l'*r, e chegado prximamente pura
um engenho ou sitio, para trabalhar ou
administrar; quemo pretender
Attcrro-da-Boavista n. 14.
Da-se 800. rs. a premio de 2 por cento,
sobre perdieres de ouro cu com Bjpotbeoa
em um sitio pequeo perto da praca ou em
alguma casa : na ra do Arasao loja de r.e.ra.
Os snrs. Jos Viclurianno Tellcs Solda-
nlia e Joaquirn Rodrigues de Alenla nuci-
rn ir, ou mandar buscar no armazcm de Fer-
nando Jos Braguez ao p do arco da Concei-
cao urnas cartas viudas da Parabiba.
leudas.
deia loja de ferragens n. 48; em Olinda, ra
e nos Qua-
tro-cantos loja do Domingos: as cjcecllentcs
foluinhas impressas nesta Typograpbia com-
vinciae que tanto crdito tem merecido; conten-
do as do algibeira ptimas chcaras, e a disputa
mitras contendo a confsso do marujo ; ou-
tras cun a linguagem das flores, ou novo dic-
cionario para a correspondencia amatoria; ou-
trascom o almanak dos empregados pblicos ,
o finalmente ecclesiasticas para o ofllcio divino.
Vende-se farello novo cm saccas do 3 ar-
robas chogado do Hamburgo ; em casa de
II. Mebrtens ra da Cruz n. 46.
Vende-so caf em grao a 140 rs a libra ,
e moido a 200 rs. passas a 200 rs. figos de
comadre a 160 sevada nova a 80 rs. noze
a 120 rs. avtlaa a 120 rs. rap Meuron &
Companhia e de Gassea 1000 rs. toucinho
de Santos a 200 rs. monteiga ingleza a 720
rs. e france/a a 480 rs dita de porco a 280
rs. ; no pateo do Carmo, esquina da ra de
(Tortas n. 2.
Vende-so urna correntinha um transe-
lim de moderno modelo para relogio um al-
finele de forma de um jacar com diamantes,
um relogio sabonete de prata um dito que
mostra horas, mezes e semanas, um roza-
rio duas voltasde cordo duas ditas de con-
tas para pescoco boloes para abertura e pu-
nho anneloHs de diflorentes modelos um
par de casticacs, cascaveis para meninos, urna
eolher de tirar soupa urna duzia para dita,
urna duzia dita para cha brincos de difieren-
tes modelos de ouro de lei prata em barra pa-
ra obras, argolinhas para meninas ; as Cin-
co-pon tas n 45.
Vende-se milho branco muito proprio
para sustento de cavallos, por ser bastante fres-
co por proco commodo ; no caes da alfande-
ga armazem de F'rancisco Dias Ferrcira a
tratar com Manoel Jos Machado Malhciro.
Vflndc-souin cavollo castanho, bastante
grande e por muito commodo prego ; no bo-
tequim da Estrella.
Vende-se um cavallo ruco pedrez, a;ordo,
anda de passo at meio; na Rua-imperial n. 39
=Vendcm-se terrenos com 156. palmos de
undo com as frentes, que ts compradores
quizerem na ra da Concordia o as tra-
vessas do Mooteiro e Caldeireiro as quaes
sao de 60 palntos para ondo ditos terrenos
tambem lazem Irente em direcejio ao rio Ca-
pibaribo : estes terrenos acbo-se parte atter-
rados e parte beneficiados, e tambem tem
alagados para a parte do rio, e todos o fiero-
cem grande commodidade para a sua edifica-
cao por proco commodo ; na ra dos Quar-
teis, boje larga do Rozario n. 18.
= Fox Brothers tem para vender urna por-
co de superior Cbampanhe chegado pelo ul-
timo navio; os pretendenlcs dirijao-se a ra da
Cadeia.
VendrR-s A oscravas mocas boas en-
gommadeiras e co/.inhoiras; urna dita que
cose 3 pardas do boas figuras boas engom-
madeiras, costureiras, c co/.inheiras; urna di-
ta de 16 annos boa mucama de- um casa ; 2
pretos para todo o fervico ; um dito do meia
idado por 2508 rs. ptimo para todoosor-
. vcj de urna casa; um moloque de J2 annos,
dirija-se ao e um ulalnho de 10 ptimo para pagem ;
na ra de Aguas-verdes n. 44.
Vendo-so um relogio do ouro, sabone-
<.. 1...... -......I >A,,r ,..rti Irincnlim Q COf-
It IVII1 IWUI.^i w~*. ^. .......... ~ ~w.
rente, por proco commodo ; nosta TvDOjra-
phia.
Vendem-se canarios de imperio muito
cantadores ditos femeas, proprios para tirar
criagao bolaxinha ingleza a 160 rs. choco-
late da Babia a 100 rs. o pao ceblas brancas
d Porto sementes do plantas de todas as qua-
lidades galinhas, capes galos, frange
frangas muito gordas ; na ra estroita do RoMn
rio venda n. 8.
= Vendom-se laxas de ierro batido e coadn ,
c travejamento superior, por commodo prev :
e bem assim um negro trabalhador decam o :
na ra do Vgario n. 3.
Vende-so biscouto do Rheims de
perior qualidade ; cm casa de J. O Elsi i
na ra do Trapiche n. 19.
- Vende-se no armazem do Fernando s
Braguez, ao p do arco da Conceicao fi
mulalinhoa mil rs. a sacca.
Vende-se um pardo bom carreiro ,
foi do engenho sapateiro bom pagem
monta bem a cavallo; na prensa de Jos Ri .-
ro do frito no Forto-do-Mattos.
Vende-so um moleque de 12 annos,
bonita figura muito gil para todo o servio* ,
o entende dccozinha ; no Altorro-da-Boa-
la v. 11.
Vendem-so 4 caixilhos novos propu..
pan armacao de loja ; na Iravessa do Cjucima-
do.. 7.
Escravos fgidos.
QTo dia 21 do p. p. fugio o cscravo Joa-
quirn do gento de Angola baixo cor fu-
la pouco fallante, levou calcas do panno azul,,
camisa de Blgodao e chapeo do couro; quem
o pegar, leve a ruado Queimado n. 21 que
ser recompensado.
Fugio ao doutor Antonio de Aguiar Sil-
va juz municipal orlaos o delegado da
vila doslllieos provincia da Baha um seu
cscravode nome Courenco ( talvez tenha muda-
do de nome ) natural do Pernambuco tem
mais de 40 annos baixo, nariz diroito, fa-
ces chupidas tem urna pequea belida em um
olho, helioliso preto, um pouco annela-
do as tremidades cor branca andar gra-
ve muito sizudo e corlez nao parece par-
do blieiro e refinador de assucar ; quem
o pegar. leve ao dito senhor, ou a Joao Fran-
cisco Goacalves morador na cidade da Babia,
que ser gratificado.
Fugio no dia 24 do p. p. o preto Jos
Ponchen), da nacao Mocambiqno bastante
ladino que parece crioula; quem o pegar ,
leve a ra da Florentina n. 14.
Fugio no dio 3 de oulubro do p. p. a es-
cravaMaria, de nacao Cacange do 40 an-
nos estatura baixa olhos abogalhados ros-
to feio mos foveiras, unhas mui grandes o
prctas, julga-se estar no Rio-lormo*o em casa
da primeira senhora de nome Perpetua aonde
ella tem f filaos cuja senhora parda; quem
a pegar leve a Praca-da-Boa-vista sobrado
de dous andares n. 26, que ser recompensado.
Na tarde de 24 de dc/.embro do p. p.
mandando-se o cscravo Caetano de nacao
Angola, baixo. gwsso, pernas finas, bastan-
te preto de 36 a 40 annos, levar um bahu-
z.inho de couro preto que tem por fra as let-
trasF. N. B. F. Boa-viagem este des-
apparccra levando comsigo o dito bahuzinho ,
que dentro condu/.ia duas calcas de brim tran-
cado branco, 3 ceroulas duas toalbas de la-
varinto novas o varas de renda para as di-
tas 8 pannnhosde lavarinto para barba urna
camisa de cassa lisa de homem doiw len-
cos do seda de campo encarnado aiguns pares
ile molas um par do luvas brancas, um boto
do rapo ja aberlo um habito de saija fla oo
religioso Franciscano ; quem o pegar leve ao
convento de S. Antonio do Recife a entregar
ao reverendo juardao do mesmo, que grati-
ficar,
Fugio no dia 31 do p. p. o moleque Fian-
cisco de 10 annos de nacao Angola levou
camisa e ceroulas de algodao bastante su-
jas zarolbo tem um talho em urna orelha .
deve ter signaos de tinta na roupa tem muitos
lalhos no cachaco e nao diz quem o seu se-
nhor ; quem o pegar levo a ra do Vigario
n. 6, que lera recompensado.
Desapparecco no 1. do corrente 6s 9 ho-
ras da manliaa um mulato de nome Bicarte ,
de idade 18 a 19 nnna p mIiaIIo* pretos e c#-
xcados, ollms pardos o pequeos, cara aboce-
tada desdentado na frente sem barba pes-
coco curto egroco, relorcado do corpo mar-
ca pequea, cOr acabocolada ps grandes o
largos: a pessoa que o aprehender leve oi'
loja deourives, no atierro da Boa-vista nume-
ro 61.
Erratas do Diario n. 278 da publicacao a pe-
pido.
Na despacliu do Uiz em iigar c Jiiraincnw-
do leia-si! juraJa ; o na pronuncia em lu-
gar de Francisco loia-M Franco; dopoM de
interrogatorio a folhas, diga-se o que ludo
obrisa.
Rer.iPg: w Tvr. w M F db Fab-a >**

MU


Full Text
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