Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04544


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Full Text
Anno de 1843.
Sabbado 50
j.3gor deiende denos meimoa; da nossa prudencia, oderagto, e energa:
aos como principimos, aerenio. a|>i>niiiiis coin tdmirii ,10 nie
illas. ______.
9 ^gi mais
( Proclamadlo di Aasenilileia Gerl do Bbsil.)
PARTIDAS DOS CORRE10S TERRESTRES.
tinian. e Pirihyh, segundas e extaa feira. Ro Grande do Norte, qUnu. fera.
f T'S.^n"!ern""'io Formo, PoHO Cel.o, Macelo, e Ala-oa, no 1 41, e 21.
u i.i.e Flores 3 e 2S. Santo Aniao quimas fe,raj Olinda todoa os das.
Bo* DAS A SEMANA.
55 See Nascimento de Sosso Sr. Je.Uf-ChriltO.
L -i_e,' j, 1. oilar a. Es'.evao l'rolo-marlyr.
,7 guiri. +2. oitava s. Joiio Au.e EvMg.
2S Quii. o'1 SIU,l0, """',ienle, w"\
*9 Sex. a. Thornax Are
30 >b. Sbine H-
if Don. a. .si)istrc I.
de Dezeiubro Anno XIX. N^ggg;
.O 1)1,11,. nblic.-tod...o. da* que nao forrm Salificado.: o preco di>l""j|aa
dr n. Mil ,. por quartel pi-oi ad.ant.do. O, .uncios do. '"'""- ",.1'lmaerd.r.-
ili,, eo.do. que nao forea, a ra.io de M) re.s porlmha. A. cla-.a.! det.m ir
Cid, a MU Tip., rnada Grates N. 34, ou .pr.,:. Ja Indepenncnc.a lo,, deli.ro. n.
CambiosNi) dia ;J de Uezembro. compra
U-bio aobr. Londr.. 6; Ooio-Mo.d. d. 5,400 V. M.NI
Fri.37Ji f.spor franco, y j^q
i',900
i .'J
1,000
Tend.
46.600
16, i o i
y,40
i,020
1,020
i,MU
Lilboi HO porlUUd.pramio i di 4,000
PAli-PltlCO.
Moidadicobie 2 por oenlo. i P.ioaGolan..
Idea, de leiraa d boi. Grmaa 1 a 1 1(4. diloa Mexicano.
PICASES DA LA IVO MEA DE DKZ.EMBRO.
Lm Chei. i (), 9 hora, r 41 m. di urde I La noya i Jl, aa 2 horas e 49 m. d -.
Qu.ri. aming. 4 l Preamar de hoje.
i. .0 hona 33 m. di inbli. | I." .Oborm 54 d. tird..
lUTEMOfl
MARANHO.
COBItESPONDENClV DO DIARIO DB PERNAMBLT.O.
9 de Dezembio de 18W.
A provincia lita em plena paz. Da Chapa-
da tecui continuado i\ vir noticias lisongeiras ,
de sorleque hojej nao ha duvidaalguma deque
foro intciramenlo falsos os boatos assoalhados
pelos bemlevis de que all tinlio bavido mor-
tes, e de que aquello ponto ameacava arder !
O Milito parti a 8 ou 10 (lias para l ; e prasa
a Dos qqe chegando elle aos seus dominios,
a tranquillidade publica nao receba algum cho-
que Eu tonho bem serias aprehenses d'is-
so e da minha opinio ha muita gente Cjuei-
ra eos, que elle, enfurecido eassanhado .co-
mo licou com os tramas, que contra elle urdi, e
principiou a executar o seu figadal inimigo Di-
go Lopes nao ponha por obra os planos de
vinganca que costuina e que d'ahi nao se
trave urna terrivel lucta que venha a por an-
da em inaiores apuros esta provincia que a-
inda est em convalesccncia do grande crise.por
que acabou de passar e de que tao cedo nao
se restaurara completamente!!! comman
dante do destacamento que urna das espi-
nhas deS. fraz para o partido bemtevi an-
da nao foi mudado e creio que nao o ser ,
porque consla-me que tanto o commandante
das roas como o presidente teem plena con-
fianza n'elle e em abono da verdade elle e
tiiiliiui UU murecimonto o l>riu*a | o.-i>b<>rj*-e
teja como parece-me, que esta, bandeado para
o partido do Diogo.
i) presidente continua a soflrer implacavel ,
c cruelissima guerra do partido bemtevi; cujas
gasetas o atassalho e doesto (uosamente ,
como V. ver d'ellas No dia 3 do cr-
lenle sabio luz urna gasetinha de um quarto
de papel, que realmente infame ou se con-
sidere o nomo ou a pintura <|ue traz no rosto,
ou os versinhos que vem no (im do primeiro
numero V. a ver e se a Icr. certo
concordar commigo no juizo que d'ella for-
mo! As folhas, que defendemo presidente, sao
igualmente infames e ltimamente teem leva-
do o cynismo e a protervia a um ponto, que
so cbegro o Picapo o a Opinio-mara-
nhensej Por este motivo isto 6 pelo de-
safor/tmento das gasetas e pela proximidade
da eleic9o dos deputados provinciaes a intri-
ga est ateadissima e mais borrivel do que era
coslume ( segundo dizem todos 1 aqu no Ma-
r nho tem conjecturas taes Os caba-
llos pregao alto hom som que soou a hora da
agona, a hora doaniquillamonto do partido
bemlevi que clles triumphao infallivelmente,
porque hoje a questao j nao do partido mas
do governo com os seus inimigos. com o que
elles calanos denomino oligarchia ou faccao
jansenista : os bemleoh porm pela SUa parte
asscgrao que a victoria sua ,' e ora mal
ceda que nunca por isso mesmo que o gover-
no so involve na eleico I Se Ihe hei de fallar
a verdade devo di/er-lhc que estou persua-
dido que os calanos perdem, porque os elei-
tores esto loitos, e poucos ha de torcer ; e es-
tes pouuos nao nfluem no resultado porque
os be tevis triumphro na eleicao passada por
muios votos : que os calanos. c dissidentes ,
' ou. coalico tem empregado o nomo do presi-
dente para os seus manejos eleitores. mas du-
vido multo que este tenha consentido em si-
milhante cousa e muito mais que tenha dado
um so dos passos. de que o aecusao as gasetas
btmletis isto 6 que tenha ameacado os edi-
tores empregados pblicos que tenha promet-
lido empregos aos que o nao sao&c. 4c K
fac de atinar com o moti o. por que a coalicSo
se terTservido donme do S. E*. para que 0<
ele.tore volem na sua chapa que estaren.
o, bemtevi em guerra com ello e s-r natural
que nao desejo que os seus ntmigos ven ao ;
porconsequeucia nao pod.o osebanos deixar
do lancar mo d'esta circuortancia < do pres-
tigio que sem cootradico tem sempre o go-
lizailos. Se a guerra civil ainda conserva ac-
cesos os devastadores lachos no Sal do imperio,
se ainda irmaos criminosos conservao as maos
as armas parricidas e provocao as maldicesda
?patria ao menos muitos desses lachos se teem
extincto muitas dessas maos se teem desar-
mado eat^alguns desvuirados teem procura-
do evitar a merecida maldito. voltando ao ci
afjador daquella a quem haviso insultado e
oflendido. Se finalmente os corpos legislati-
vos nao pod^rosotisfazer os arden les desejos da
populaco procurando o remedio ou lenitivo
aos seus males como teriao feito se nao fos-
sem estorvados em seus trabalhos por tantas vo-
cieracoesdescompassadas por tantos transvios
do hom senso e da dignidade do legislador ,
verno Mas que culpa tem osnr. Figueira
disto, ou como poderia elle evitar que tal a-
contecesso ? O presidente ha de ser responsa-
vel de tudo na lgica dos partidarios e em
tudo ha de ter ingerencia e culpa a his-
toria do padro Guardiao que V. ha de sabor
bellamente Eu supponho ao sor. Figueira'
incapaz de violentar cleitores, e de dignidades, que Iho imputao ; porque o co-
nheco muito de porto : os que estiverem no
mesmo caso tou que sentiro commigo ; e
isto, e o juizo da sua consciencia Ihe deve
bastar! O que Ihe posso asseverar que
por ora no me consta que elle tenha feito des-
potismos nem prepotencias e que nada do
que Ihe bao assacaJo tenho visto provado.
O Dr. Moraos Sarment foi nomeado no din ao menos alguns cxcellentes bosquejos se tra-
22 do passado para inspector da instruccao pu-1 cftro e rosta a consoladora esperanca de con-
blica leudo por esta razao deixadoo lugar de seguir-se alguma cousa boa as seguintes ses-
secretario do governo. At6 o presente nao se
tem envolvido em partidos, bem que para
foreal-o a dar este passo muito tenhao traba-
Ihado os verdugos do Echo, abocanhando-o gra
tuita, e desarrasoadamente na sua immunda ga
seta Muito trabalhanio para que elle nao
fosse nomeado para o seu novo emprego mas
0 presidente, cerrando asorclhasas gritaras de
praguentos, einvejosos, proveo-o. Do como
elle se portar no desempenho de to impor-
tante cargo que por dessraca da provincia es-
tove as deleixadas e indignas maos do Sole-
ro cu Ihe darei parte.
Nada mais tenho a dizer Ihe senao que
loi alisolv.i> p(tvuj^j)jwi.go..inj/ojjuctorde
sedulas falsas, que havia sido pronunciado -!!
Dizem-me alguns juizes de facto que no pro-
cesso nao haviSo nem sombras de provas, e
muito menos para as perguntas que ojuizde
direito presidente do tribunal, fez ao jury
O promotor appellou e pelo que me dissero
pessoas mais entendidas e attenta a rectido
ilos desembargadores d'esta relaco creio que
o processo ser annullado o quo Dos queira,
a (im de que nao fique impune o reo de um
crime que merece severa punieo.
^_-^^^^^l^.aii^y^^aj^^^i^M^B^B.g;aBDr^aayu.'Wrwa^*J
tiiAflio m mmmt
Gracas Providencia chegamos ao fin do an-
no de 1843! Passando em resenta todos os
successos deste periodo a marcha dos nego-
cios pblicos, a luta, nao interrompida, da a-
narchia contra a ordem das ideias velhas con-
tra as novas da demolilo contra a edificacio,
nao ha, por certo. motivo,para que nos congra-
tulemos ; mas ha muitos, para que dirijamos
ao Creador incessantes gracas ; pois que ape-
zjr de todas essas provas e experiencias anda
foi com nosco benvolo e misericordioso nao
permittindo quo se preenchessem completa-
mente os diablicos desejos daquclles. que s
nos augurao o nos procuro males. Se nossa
ainda atrazada civilisacao se nossa mestica
moralisaco nao progredirao como succede-
ria se tantos tropegos lhes nao puzessem os
espirtop turbulentos c os trabalhos dos pro-
badores da immoralidade o da selvagcna nao
fossom tao aturados e pertinazes. ao menos
nao rctrogradiro : a estatistica dos crimes da
ferocidade nao foi mais medonha nem a hu-
manidade leve qne chorar mais amargamente
que nos annos anteriores. Se o commercio c
a industria nao se desenvolvero e aperfeicoa -
rao como poda acontecer se a crise com-
mercial do universo no fosse agravada pelos
receos continuos de perturbacfves ao menos
os espiritos inquietos e turbulentos nao con-
seurao leval-os a completo estado de maras-
mo nao tiverao o satnico prazer de os ver
mesquinhos e mirrados medida dos seus de
n ._j._ ,. ir.inniillidndf> e nao con-
sol-;.
Nao foi por tanto o anno de 18W um pe-
riodo feliz. um anno de colheta e proveito ,
um anno frtil em bons resultados; mas ainda
sssim nao loi tao lunesto como se nos presada-
va nao foi tao medonhn e triste como se
procurou tornal-o. Ah vamos entrar em no--
va carreira ; digne se a Providencia conceder
nos mais venturosos das; mas se anda temos
de passar por novas provas nunca sejao ellas
mais arduas do que as passadas.
Nosso jornal percorreo esse periodo trabalho-
so partlhando as fadigas dos defensores da
ordem sempre apoiado em um numero suffi-
ciente de subscriptores tao benvolos como
coristatesT despeito dos hotos insidiosos Te
adversarlos dominados de ambico e odio : ho-
je encerramos nossos trabalhos annuaes dis-
poslos a encetarmos a nova carreira animados
dos mesmos sentimentos de ordem armados
do mesmo vigor para pugnarmos pela felicida-
de do nosso paiz : acceitem nossos benignos
leitores os sinceros agradecimientos do nosso co-
racSo e conten dilatados e mais prsperos
annos, como affectuosamente Ibes desoja-
mos
Variedades.
O Aprendiz de Barbeiro.
V. muito cedo todava snr. mestre e ac
per consequens nao acodem os freguezes, quqji^-
nem todos madrugao como nos outros, e eu le- loro ,
ribo de mim para mim snr. mestro que isto
de madrugar 6 si)proprio da gente ordinaria ,
como eu que Iho digo porque jase ve, que
neste mundo ha genio ordinaria e gente ex-
traordinaria. Jo-mr. dom Quixote, que, se
osse vivo hoje era senador, ou par do reino,
disseao seu criado grave o cidadao Sancho-
Panca Madruga como o sol, Sancho, que
quem nao madruga, nao ve nascer o sol. Po-
rm eu, com ecnca do snr. govemador, som
accesso, da Ilha-Barataria. .. ... Muchacho,
que vais a dizer urna barbaridade : nao o creia,
snr. mestre ; o que eu ia a dizer se Dos me
ujudasse era que se nao fosse por ter de g-
ndara minha vida comosuordo meu rosto, nao
me levantara da cama que ainda no tem as
honras de tlamo, sem que o hdalo da fregue-
za dsse as dez horas, como faem certos fi-
gurocs entumecidos que paulo as horas da
noute em brincadeiras c picardas... Cala-te
por Dos maldito que me queros compro-
tnetter No ha snr. algum que faca tal.
Isto snr. mestre sao opinoes o as se-
nhoras opiniessao livres como nos ensina o
seculo das lu/es. Se na5 houvessem essas pi-
cardais, nao veramos nos rodar em coches por
eisas ras a mais de quatro, que. nao ha muito
tempo, trafilo, como eu, ossapatoscom as suas
respectivas tombas Porm anda c, tagarella,
entre esses sugeitos, de que fallas, ha pessoas
honradsimas, e muito tenientes a Dos, e
amics>im8S da sua patria ; olha que sempre
sao homens, que Ihe acodem, quandoa patria
tem as suas necessidades.
Nao o neg, snr. mestre. mas tambem vmc.
me nao negar, que ha tal que meia nouto
se deila pobre e de madrugada apparece rico
Andr Andr se t nao enlendes disso! Es um
asno.naodizes senao disparates! Quemtmetteo
nesses milos o atrevimento de fallar de finan-
cas Amla as las navalhas rapa os qucixos
aos oidadSoa de Bomas e de Aviles e nao
t mettasa fallar de cousas sublimes, como sao
as senhoras finanzas .' Olha que nem todos Ibes
mi'ttem dente! A rasao, por que tudo anda tor-
to, porque todos querem entender de tudo.
E porque nao hei do eu snr. mestre enten-
der de tudo, se eu vivo debaixo do systcma
constitucional! E de mais a mais loio o Pa-
triota a CoallitOo a fievoluco o l'ortu-
/'il-irllni eo Tribuno .'Porque nao hei de
eu entender do tudo, se estou no uso dos meus
direitos? ^e son um homem, como os outros
mais homens fazido e formado a imagem o
limilbanca do Dos vulgo, o grande aretbi-
tecto Nao somos todos iguaes perante a lei ?
E alm disso nao sei eu a arithmetica de Be-
zout e nao perecbo que dous e dous so
qualro Entao porque nao hei de eu saber de
financas!
Andr tem paciencia tu s um asno; mas
consola-te, que nao s tu s conheco mui-
tos diilua edicao. A profunda sciencia das i-
nffioTconsiste na collocacao i'os algarismos,
eem os encaminhar cada um para as suas ga-
vetas. Percebes t ? Toda a habilidade desta
sciencia est em converler dentro de urna hora
feliz cen contos em mil e seis-centos Mais
claro, em dar urna seg eparelhasem o seu
rabo a quem andava a p ; mais claro ainda,
em fazer de um caixeiro um millonario e is-
to com mais brevidade do que vai o mni-
bus do Lopes Foz. Podes t nunca Andr,
cabular este segredo ? Cuidas que ser financei-
ro o mesmo, que ser barbeiro Ora trata das
tuas barbas, e deixa correr o mundo filho de
burro nunca pode ser cavallo.
Snr. mestre peco a palavra sobre a ordem.
A que proposito vem aqu o burro o o caval-
E verdade que j no ha privilegio de
mas nem tanto ao mar nem tanto tr-
ra nada de confundir as classes. Entrando
na materia dir-lhe-hei snr. mestre que o
ceo de quem o ganha e o mundo do quem
mais apanha ; eis-aqui o meu programma, que
tambem o programma constitucional destes
senhores Este meu programma dividido em
duas partes, ou em duas divisoes ou secges,
como boje se diz para maior indiligencia. A
primeira respeita ao ceo a segnnda trra.
Ora a primeira tica addiada at melhor occa-
sio : vamos segunda que onde moro as
senhoras financas ; porque saja o que sair,
euj agora hei de ser financeiro aioda que
de um estouro. Eis-aqui o meu plano ; n3o
se ria que boje moda ter cada um o seu
plano.
Eu, so Dos no for contra isso hei de ser
feliz; ando no cheiro de certa rapariga que
espero empalmar porque a pequea j me fez
merc das suas sympathias c por signal que
sao ellas muito boas. Ella, mestre, j me
chama por t, quecheira algum tanto a re-
publicanismo. O pai ou ginja na phrase
moderna tem chelpa eu fujo-lhe com a fi-
Iha o como sou christo e nao quero viver
em peccado cazo-mecom ella. O Peridi-
co dos Pobres conta logo a fuga e o cazamen-
to eeu passo ao dominio da lettra redonda
como notabilidade romntica: do Peridico dos
Pobres passo infallivelmente* Revista univer-
sal para acautelar a moral publica. Duran-
te a la de mel metto-mc templario es-
coce/, communeiro. Iluminado, maco, jar-
ordem e tranquillidade se nao con- a que chamas t picarda ? Sabes t a for.;*
fto do estado, rnenos bao chegario aiser debott ^.LXTfl.-------, -1 imnortancia nolitica; como tenho boa ponta
abaladas ,
e perversidado iorac
ttfnSS^^SS-JJws'asi.-sassw
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


do os artigos da fundo "do Portugal-velho dostn
idade faco-me tirador das chalaneas e ein
pouco tempo sou roza-cruz! Ora bem veo mes
tre quo un iiomem feito roza-cruz ja houihren
nos enteros h no- jan lares nacionaes com as
autoridades constituidas.
Entao a pai da pequerrucha com modo da
preponderancia noturna e da acta approvada .
eicarra-mo a legitima da filha eeis-me ja de
burrinho depois de mnibus e por m de
sege ou caleca.
as primeiras eleicoes apresento-mo can
didato a membro c como a loja ha de quere
salvar a patria porque isso 6 da etiqueta ,
u sio deputado a naeao no que tambem
alo pode haver duvida : nesse lempo, mestre,
ja cu me hei do chamar o illm. snr. Andr ,
oi de ter senhoria isto ao principio por-
quo depois ja se sabe hei de chuchar a mi-
nha excellencia anda que nao seja senao do
iriuio terrivel. Ora ja se v mestre que ,
sentando eu praca de Ilustre preopinante ,
estoa na estrada. Chego s cortes e seguro lo-
go o meu voto indepondento na soejedade m-
nisterial; o quando se tratar do financas pe-
?o ao Albano que mo faca um discurso alias
improviso era que fallededefic.it de orco-
Ment de operacoes mixtas de bonds .de
exchequers bilis de dividendos e tambem
de coupons e peco a palavra e vomito-o sem
vergonha. No dia segnintc peco aos peridi-
cos duas linhas do elogio e cstou habilitado
para finaneciro e atf1 para ministro da fazen-
da ou consclheiro do thesouro. E que me diz
Vtnc mostr ao meu plano ?
Andr tem jui/.o isso em ti sonlio.
Nao te mellas na maldita poltica olha quo
te perdes. Um barbeiro o mais a que pode as-
pirar a rmao da ordom terceira do Carmo .
ou a metndro do conservatorio na seceo arts-
tica. Em quanto ao casamento em projecto,
olha que te vais metter em camisa de onzo va-
ras tens de aturar para sempre urna mulher .
melhor aturar um artigo de fundo da Coal-
UsSo ou Patriota e mesmo assistr a um sa-
nete hespanhol, que soflrer urna mulhor depois
boi sollo lambe-se todo. E Vmc. mestre ,
a dar-lhe com o boi! Quo preciso ha de con-
fundir as clases Que tcm o boi com o meu
plano ? Em fim nao ha remedio toca a pro-
nunciar-me ; os pronuncamenos estao no
gsto da poca e todos sao gloriosos e fazem
fortuna. Nem lodos Andr nem todos :
os pronunciamentos nao sao os quo fazem for-
tuna mas sim os pronunciados slo a-
quellci que sabem levar a agua ao seu moinho.
Porm ahi vem o prmeiro fregaos atira-te a
elle e colhe aquelle pataquinho.
(Peridico dos pobres-no Porto.)
ft
antigos modelos de porfeico groga, mantevo, e
onservou aquella luz "rtorlbunda do gosto. que
fugindo das ruinas de Conslanlinopla veio no
seclo XV QJMipar as sombras da Europa. A I-
talia logrou os primeiros reflujos d'aquella luz
quasi apagada. <>s Calcondillos. Chrisolras.
Lascaris, o Musuras trouxero apenas o conhe-
anento da lingua gregiu O amor da novida le
attraioouvintes a eslcsgrammatiCns:as simplo-
ces | iones que davo, e as bellezas, quo ded
niao sm as conhecer, excitral os engenhos
J'r^al-so do p os monumentos da antiguldade,
rural 'onho.id.is.etaminados.applaiididos,!' ad-
mirados. I)a admiracao se passou imitaco; a
imitaco produsio, e regulou o gosto: emflm de-
pois di-stes ligelros ensaios a Italia prolusio en-
genhos e maravilhas em todos oa gneros. E
qual fui o influxo desta brilhante revoluca nos
costumes dos Italianos ? So consultronos os an-
iiaes do secuto, que foi a sua testemunha; se
lancarmos os olhos para a historia dos sobera-
nos, que (oral os sdus promotores, ou ses es-
peculadores, seremos obrigados convir em
urna de duas cousasjou que as sciencias strou-
ceral um remedio mui dbil para urna corrup-
cao mcuravel, ou que com urna malignidade,
que trazem apoz si as sciencias, flseral do secu-
lo, que mais teto merecido a nossa admiracao
o seculo menos digno de ser estimado.
Se, deixando a Italia examinarmos este res-
tabelecimento das sciencias na Europa relativa-
mente a famosa revoluca, que de um so golpo
mudou a rehgia, os costumes, e quasi toda a
face da mesma Europa ; ver-nos-hemos obriga-
dos exclamar com aquelle antigoCezarde Mos-
covia, partidario da ignorancia, dizendo: que
so seus povos se houvessem conservado na sim-
plicidade da antiga ignorancia o seus nimos
puros se nao houvessem contaminado com a
peste das leltras gregas, e latinas, nunca com
tanta ruina da antiga religiao, e exterminio de
tantos estados, e principes, se terial transfor-
mado as simplices ovelhas em viciossimas ra-
posas.
todos os estados, em todas as condfcles. Vio-
se jamis menos fldelidade nos matrimonios.
iii'iins hnnr.i as companhias, menos vergo-
nha e modestia na s<*ciedado? O luxo das ga-
las, a sumptuosidadi dos movis, a dePcadesa
das mesas, a supeifluidade dos gastos, a li-
cenca ds costumes, a curiosidade as cousas
O CARAPUCEIRO.
Conticiuacaodo problema Se os sentios Mus-
Irados serad os mais virtuosos.
Na verdade parece impossivel, que nao licas-
seem Roma entre alguns particulares alguma
reliquia preciosa da antiga rectido. e simpliei-
dade dos seculos precedentes. Mas quanta vir-
tudo falsa, quanta dobrez nao cobria o exterior
de umacivilidade, queso tornavageral pela cul-
tura dos engenhos! O estabeletimento do mons-
truoso despotismo dos Cesares Romanos a
maior prova do fatal influxo da cultura das ar-
tes gregas nos costumes privados dos mesmos
Romanos. Em vao oshavia lisonjeado Horacio
com esperancas fundadas na educacao dos seus
novos principes em urna corte, que era como o
centro das sciencias, das artes, e dos talentos.
Julia aquella famosa Julia portento das mu-
sas, edas gracas, Julia, que era a arbitra do en-
genho e do gosto, por seus vicios o torpesas
(em os annaes da repblica sem exemplo ) foi
a afronta de seu pai, e do novo governo. Que
fructo setirou da educacao dada a Tiberio
vista dos Virgilios, dos Varios, e dos Valgios ?
Parece, que as mesmas sciencias fazem um dif-
ferenca entre os imperadores bem pouco honro-
sa para ellas. Tito. Vespasiano, oTrajano, que
nao lo va rao aothrono cultura alguma d'enge-
nho pelas leltras, forao as delicias do genero
humano. Os Tiberios, Caligulas, eros, Uomi-
cianos, e Com modos, guiados pelas muzas ao
governo, forao a aflronta, c o opprobrio la hu-
manidade.
Costumes do seculo de Luiz XIV.
Apenas as sciencias se deixrol vrtr ern Fran-
ca nos reinados de Francisco I. e Henrique II.,
logo se conheeeo ma notavel alteraco, e mu-
danca nos costumes. Permitta-se louvar esta
mudanca aos Francezes quo quizessem antes
ter sido vassallos, ministros, o privados do Hen-
rique II. que povo, conselheiros, e amigos de
LuizXII. As turbulencias, eos tumultos dos
reinados dos ltimos Valois, e do prmeiro dos
Bourbons nao suffocrafl o germen, ou a semen-
t das sciencias. A rudicao sem outro objecto
mais, quo a mesma erudieco, reinava enlao ex-
clusivamente no parnaso francei. Os Estevlos,
os Lambinos, ts I'ithous succedrafraos disvel-
los dos Calcondillos, Lascarls, e Manucios: suas
doutas locubracocs derao luz s riquosas trasi-
das do parnaso grego, e latino. Todos os the-
souros da antiguidado se derramaran pela Fran-
ca; mas os engenhos acanhados, oppressos. e
encolhidos pela injuria dos lempos, nao os po-
diao deifructar apenas Ihes daval urna intil,
e nescia admiracao. Eral ento os Francezes si-
milhantes quclles selvagens que nosabom
empregar as moedas da Europa, mais que em
braceletes, e collares: os antecessores do secu-
lo XVI conheciao o preco das obras perfeitas da
Grecia e do Roma sem conhecer o seu uso. Es-
tavao sujeitos s pisadas de Homero, de Demos-
thenes de Virgilio e de Cicero, seguial ser-
vilmente estes grandes homens sem se atreve-
rom a imital-os
Ainda nao havia apparccidoem Franca genio
algum. queseatrevesse a ser original. Emflm
extincto o fogo das guerras civis, e restabelecido
osocegodoostado, os beneficios docardeal de
Richclieu soubrao- inclinar os engenhos s
sciencias e despertar a emulacao. O grande
Colbei t succedeo s ideias, e vastos projectos de
Richelieu s oceupado da gloria e da immor-
talidade do reinado de seu amo: considerou as
arles, e as sciencias como o meio mais solido de
conseguir a gloria da Franca. Vio-se logo sua
voz renascerem tlenlos superiores, e homens
nicos em todos os gneros. A corte de Luiz
XIV reuni ludo, quanlo os seculos do Pericles,
de Augusto, e do Leao X tinha admirado co-
mo bnm, grande, maravilhoso. esublime: final-
mente, se aperfeicao dos costumes caminhasse
par e passo da perfeicao das sciencias, e artes,
nunca a Franca teria visto costumes mais pu-
ros, que os do reinado de Luiz XIV.
Sem recorrers ancdotas secretas da corte
daquelle grande principe, abra-se os monu-
mentos pblicos, consultem-se as memorias d'a-
quelle tempo. e com estas luzes examinc-se, se
santas, e as oulras desordens da vida chegrao
a um extremo inaudito. Que tibieza na pioda-
dej Que tedio na devocal! Quo corrupcal de
espirito nos juizos! Que depiavacao de cora-
cal nos negocios! Que profanacao nos al-
tares I Que prostituido no mais santo e no
mais augusto que ha no exercicio da reli-
giao Vemos pastores as igrpjas sem cang-
cidade, sacerdotes sem virtude, pastores sem zc-
lo, pregadores sem uocal, e sem sciencia, di-
rectores sem lirmesa e devotos sem sincerida-
de. Reina at na gente honrada una especio de
zelo spero, e duro, quo carece d'aquella cari-
dado branda, e bem I a seja, que o carcter mais
esseneial do christianisnio.
Todos os principios da verdadeira piodade
esto de tal maneira arruinados, que hoje se pre-
fere no commercio um distincto malvado qoe
sabe viver um homem de bem, qne o Igno-
ra. Com metter um delicto secretamente sem in-
sultar nirigemchama-seterbondade, segun-
do o mundo, cujas pervertidas mximas achao
approvadores, quando teem por autores pes-soas
elevadas, o com algumas circumstancias d'cs-
plendor ; porque quem ignora, que nestes l-
timos tempos a dissolucSo passa por dosenfado
entre pessoas dequalidade, o furor do jogo por
oceupacao entro pessoas dislinctas, o adulterio
por galantaria,o trafico dos beneficios por estabe-
lecimento de familia, a lisonja, a mentira, a trai-
cao, a maldade.a dissimulacao por virtudes da
corte; c que j quasi se nao distingue, coloca,
ou empresa ninguem, seal por meio da cor-
rupcao e do vicio?
J& uao fallo d'aquclles delictos icios, e a-
trozes, quese teem desenfreado nestes ltimos
tempos, cuja simples ideia capaz d'inspirar
horror: deixo em silencio todas as abominacoes
desconhecidas at agora candura da nossa na-
eao, e o uso d'aquelles venenos, que no.'sos pais
ignoraval de todo; porque da contemplarlo des-
te quadro nal s se devo apartar o ponsamento.
mas fugir a imaginaco. Emflm. para pintar de
urna vez o carcter deste seculo, basta dizer, que
nunca se tratou mais de moral, e nunca houve
peioros costumes; nunca houve mais reforma-
dores, nem menos reforma nunca houve mais
sciencia, nem menos piedade; nunca houve
melhores pregadores, nem menos conversles;
nunca houve mais conhecimentos nem menos
emenda de vida; nunca houve mais engenho,
nem menos rasao entre a gento distincta ,
nem menos applicacap- is minas arias o
solidas. Esta propiamente a imagem o
a pintura dos nossos costumes. Nem eu en-
contr remedio tantos males senao en-
lacar de tal maneira a educacao religiosa com
a educacao Iliteraria que longo do se se-
pararen) em ponto algum, facao ambas pela sua
indissoluvel unial um mesmo cOrpo: ental a
gcrac5o futura poderf bem emendar, e fazer
esquecer os males da geraco presente.
' Continuar-se-ha.)
meninas; atiente para o ardengoso, com qu
andao para o garbo senhoril, que apresen
18o, para o lom desde,ihoso com que fallan
aos que Ihes dao gabos de formosas ; o diga -i
me,
As criancas nos bailes, e partidas.
J por vezes hei dito, que nao sou to cas-
murro, tao intolerante, tao rabugento, quo ro-
prove absolutamente os bailes. Sao passa-tem-
pos, quo nada teem de criminosos, quando nao
sao excessivos, nem vao do enconlro honesti-
dades etc.: mas minha humilde opinial, que
os pais raras vezes devoro levar seus filhos pe-
queos taes divertimentos; porque avesal-
os tomar gosto por cousas, que mais que mui-
to improssiono os sentidos, eexaltao a a ima-
ginaco. Se eu nao pprovo, que mocas ainda
multo verdinhas frequentcm habitualmcnte es-
tas reuniles, como nao estranharei, que para
alliselevem criancas? Assemblas noturnas,
onde se reunem de ordinario osjovens mais a-
lindados, e fashionables, onde os prazeres mais
seductores clao deliciosamente por todos os
sentidos, onde finalmente os dous sexos se a-
cho em tanto contacto, no feral alguma cou-
sa de perigoso para o coracao de urna ovenzi-
nha, vida de gosos, c mais dominada da ima-
ginaco, do queda rasao? Urna mocinha, que
toma gosto por essas olgancas, nao se lomar
fcilmente ,e pelo menoslatua cstouvadinha,
e coqueta? Bem sei que esta minha Iraca opi-
niao s merecer o riso mofador dos moralistas
dobolequim: mas os homens cordatos, oque
que algum conhecimento teem do coracao huma-
, no, nao deixaro de apadrinhar-mo reconhe-
Lostumes ao seculo de Uuo X. os seculos mais cultos sao os mais virtuosos. [ cendo a veidade, apesar do imperio da moda e
As musas nao tornrao a vr em Roma o se-1 Aos quo se quizerem eximir deste exame se Ihes j das pragmticas dos casquilhos de Parlz
culo de Augusto Rara vez protegidas, quasi pode approsenlara pintura dos costumes do ul- Maso que vao faser aos bailes os meninos*
sempre desprezadas, e perseguidas algumas ve- timo seculo, pinlura admiravel, tracada por um Traquinar,devorar bolinholos e nerturliar ludo'
zes pelos imperadores, tornando-se popularos, e| grande pintor. Esta pinlura nlo obra do ca- Alm disto tal a lrca do'nosso
Ihra na antigaWecia. A corrupcao invetera- juiz competente, o irrecusavel nesta materia : nadinha, a qual tambem no indnerenfe's
da o a conlinua^servidao s haviao deixado *esta pintura parto do urna das suas obras.e do- finesas do fedelhinho seu amante Em vcrdadi.
aos Gregos um genio vao, frivolo, limitado, e dicada aochanceller leTellier. quedilTerengadas meninas do outro temno *is
chimenco, genio, que se imprimi logo em a Vio-se nunca (oucamos o padre Rupin) tanta meninas dohojo Entao naquellas nlo se ob
nova Roma. Anda que os Romanos-gregos nao desordem na juvontude tanta ambicio nos serva va senao innocencia candura e sirnuli
flzessem progrosso algum assignalado as artes grandes, tanto vicio nos pequeos? Viral-se cidade: hoje nestas j despnta a malicia i se
e sciencias, ao menos sao ellos os que nos con- nunca homens tal desonfreados ? Nunca hou- conheco o desejo de seduzir por encantos &c
servara! aquello precioso thesouro. Sua vida- ve tanto luxo e tanta desenvoltura as mulhe- &c. Dir alguem, quo calumnio ou cxaifo
ed gustosamente lisongoada com a memoria dos i res, (anta falsidade no povo, Ul pouca f era ro ? Repare paro urna grande parl das nossas
se assim forao nunca nossas avs quando m
ninas.
J ha meninos ontre nos que fazem furor
em contralla icar com taes e taes meninas
muitas vezes engajao-se do urnas para outrat
quadrilhas. E ser isto proficuo, ou pelo me-
nos indllerente lina educacao da mocidade ?
Fazendo estes e outros reparos perante corlo
doutor mui erudito em romances, e novrllas
s abri os labios para dexarcoar um Sorriz
decompaixo do meu atrazamento edisse-me
mui ponderativo, ecathegorico, que nosca-
runchosos seculos de nossos maiores assim des-
gracadamenle se pensava ; mas que no tempo
presente, no seculo das luzes, em que vive-
mos tem-se assontado que a criacao antiga
era mesquinha s propria para forma rescra-
vos, e nao homens livres: que essas eras forao
para os velhos ; mas que boje o nosso seculo 6
o seoul<> dos jovens; e como estes tem de fazer
tudo; justo, o mui acertado 6 que so anteci-
pem a todos os conhecimentos, e se adiantcm
na carrelra do mundo: que o que eu chama va
malicia prematura nao era, senao grande-
desenvolvimento da nossa juventude, finalmen-
te que, se os pequeos teem de perder algum dia
a innocencia melhor que a percao quanto
antes ; porque vao logo colhendo as primissas
dos prazeres e fazem-se mais sedo sagazes o
astuciosos para podercm tirar proveito das mo-
dernas sociedades.
Fiquei boque-aberto a ouvir to solidas rasiies
deste philosopho epicurista ; mas nao fui to
prolongado o meu cnloio, que Ihe nao flzesse a
final as seguintes reflexles A innocencia,
respeitavel doutor, e snr. meu, um dom to
precioso, que, oxal, nunca a perdessemos: e
quem ha ahi, que, trazendo memoria os do-
ces tempos da puericia nao se record com u-
ma especie de saudade, dos deliciosos diasda
sua innocencia ? Quem que s vezes no sus-
pire por essa quadro feliz, em que suaves pra-
zeres Ihe amenizavo a vida em que toda a
na tu roza se Ihe apresentava risonha sem o mi-
nino negrume das paixoes tempestuosas ? Ac-
crescc que a prematura perda da innocencia ,
sendo damnosa ao moral, tambem prejudica o
phisico : e d'aqui vem verom-se por ahi tantos
velhos de 25 annos. Nossos avs frao indu-
bitavelmentt mais robustos, e mais vividores ,
do que nos ; e urna das rasos a meu ver ,
porque nelles o tempo da innocencia era mais
longo, e ainda quando se entrega vao com mais
excosso aos prazeres, podio resistir por mais
lempo; porque j possuio nina compleico
forte, e o temperamento havia adquirido o pos-
slTl vigor.
Ao mesmo principio se podem attribuir em
parte muitas das enfennidades, que hoje ac-
cometlem aos proprios mocos, e que ero des-
conhecidas de nossos antepassados. Hoje ve-
mos um miseravcl pailido, e desfigurado, com
a cabeca coberta de cans com o estomago cica-
trizado do bichas, de ocu'os fixos; porque Ihe
falta a vista, sustentando-se em peixinhos o
passarinhos #c. Qualquer dir que essa
muinia nao (em menos de 60 annos e sabidas
as contas, um joven que ainda nao ebegou
aos 30 !
t
. AlfantJega.
endimento do dia 29.......... 893,o20
Descarrego hoje 30.
RrigueSophiafazendas.
DitoPrimaverao resto.
DitoBrazilian-Paketfazendas.
DitoBaltuur varios gneros.
DitoThomaz-Luk canos de ferro.
DitoBrandwyrvarios gneros.
GalotaMercatorcarvo.
IMPORTACA.
augusto; brigue sueco vindo de Lisboa
entrado no correte me/., a consgnacode
Robiliare k C. manifostou o seguinte :
182 moos de sal; a ordem.
76 podras de cantara ; a Jos Ramos de O-
I i veira.
1 caxa com sJas; a Antonio da Silva
&C.
40 barricas com serneas ; a Manoel do Nas-
cimento Perera.
Puradtes ; patacho liamburguez vindo de
Terra-nova entrado no corrente mez a con-
signacao de N. O. Bieber & C. manfestou o
seguinte :
I :GO0 barricas com bacalho ; aos consig-
natarios.
Sophia brigue holdemburguez vindo de
Brcmen entrado no corrente mez consig-
nacao de Kalkmamm & Rosenmund; manifostou
o seguinte :
II caixas fazendas d*algodo 52 barrsal-
catrao 9 lastros decarvao de podra 90 pre-
suntos 10 fardos e 1 caxa papol 1 dia ben-
gallas, 1 dita lacar 10 barris pixe 50 bar-
ras de ferro 10 caixas folhas do flandres 153
ditas vidros 50 pecas de cabos 6 barricas
carnes 00 ditas sevada 5 ditas farinha de


ontoio 20 Jilas ervilhas, 5 ditas avas, 10
ditas alpiste 4 fardos e 1 caixa brim do Vella,
1:000 garrafoos, lt caixas garrafas vazias 10
barricas biseouto 10 ditas bnlaxa 1 fardo
estoupa 20 barricas agua de edlit/., 30 ditas
erveja 15 ditas vinho 4 fardos lona 23
saccas pimenta 2 fardos saceos vazios 1 cai-
xa fio do vclla 3 ditas linguas e salames 80
ditas queijos 13 botijoes e 2 barris manteiga ,
fi barris e 50 botijas oleo de linhaca 2 caixas
piannos, 50 latas biscouto 200 massos arcos
do barrica 5S4 volumes do barricas abatidas ,
19 ditas foixes aliatidos 7 caixas com caixinhas
para vinho abatidas, 1 dita vazia 1 fardo
fazendas de la 1 dito pannos 10 barricas
arenques, 1 caixa facas, 4 du/ias de cadeiras,
8 ditas de pios para navio 3 volumes frutas ,
2 fardos cebollas, 7 volumes comedorias, e 2
aixas, ignora-se.
Ilovimenlo do Porto.
Navio sahido no dia 23.
Trieste; brigue inglez Talbot capitao New-
bery : carga assucar.
Sahido no dia 2 i.
Trieste ; galera bamburgueza Catharina ca-
piteo A. F., Folcb : carga assucar.
Navio entrado no dia 25.
MarseiMes; 32 dias barca sueca Innocente ,
de 298 toneladas capitSo Andrcos Cbrisli-
m Engstrom equipagem 14, carga lastro:
aconsignacao de O. Bieber & C.
Sabidos no mesmo dia.
Buenos-Ayres; patacho hamburguez Paradeis,
capitao Gibrantz: carga assucar.
Ass; baigue brasileiro Americano-feliz ca-
pitao Joao Antonio Gomes : carga difieren-
tes gneros.
Sabidos no dia 27.
Macci; brigue-escuna de guerra brasileiro
Gararapes commandante o lente Jos
. Segundido Gomonsoro.
Val-Paraizo ; barca ingleza Laurence capi-
tao H. Foster: carga a roesma quo trouco.
Navio entrado no dia 28.
Philadelphia; 39 dias. brigue americano
Bran'lymine, de 207 toneladas capitao
Powll Smack equipagem 11, carga fari-
nba de trigo e mai* gneros : a consigna-
cito de Mutheos Austin &C.
Sahido no dia 29.
Macei Dahia e Rio-do-Janeiro ; vapor
brasileiro Imperador commandante Jos6
Mara Falcao.
dilaes.

Lista geral dos cidados residentes no 1. e 2.
districto do termo do Rectfe,que teem as qua-
lidadts exigidas por lei para serem jurados,
organizada em 16 de dezembro deHV-ipela
respectiva juncia revisora abaixo assignada.
Angelo Custodio Santos.
AntoninoJose Miranda FalcSo.
Antonio Clemente Esteves Larraz.
Luiz Goncalves Ferreira.
Martins Ribciro.
Rodrigues Almeida.
Manoel Moraes Misquita Pimentel.
Goncalves Ferreira.
Jos Gomes do Cnrreio.
Lopes Guimares.
Joaquim Souza Ribeiro.
Rodrigues Lima.
Annes Jacomo Pires.
Jos Reis.
Pereira Barros.
Jo5o Ressurreicao Silva.
Souza Reis.
Carlos Francisco Silva.
Gomes Lial.
Joaquim Moraes Silva.
Ferreira Bailar.
Alves Fonseca.
Assumpcao Cabral.
Bento Froes.
Camello Pessoa.
Costa Reg Monteiro.
Egidio Silva.
Fclis Santo*.
Joaquim Almeida Guedes.
Correia Brito.
Mello.

>. Pacheco.
Jos Alves Ferreira.
Olijreira.
Pereira.
Pestaa.
Pires.
Luiz Souza.
Ricardo Bogo.
S Leito.
Silva Gusmo.
Vicente Nascimenlo Fcitoza.
Vicira Coelho.
Vital Oliveira.






i



)>


Dr.

Dr.




b




Dr.

Dr. >.






Dr.


Antonio Anecleto Jos Mendonca.
Santos Siqueira.
Leandro Silva.
Luiz Amaral Silva
Souza Rangol.
Leao.
Jos Rodrigues Souza Jnior.
Affonso Honorato Bastos.
Alexandre Rodrigues Anjos.
Arcenio Fortunato Silva.
Aleixo Jos Oliveira.
Bento Jos Costa.
Fernandes Barros.
Bernardo Jos Martins Pereira.
Antonio Miranda.
Bernardino Pereira Brito.
Sena Silva Guimares.
Bartholomeo Francisco Souza.
Bruno Antonio Serpa BrandJo.
Caetano Alberto Teixeira Cavalcanti.
Gomes Silva.
Costa Moreira.
Claudino Benicio Machado.
Carlos Martins Almeida.
Candido Thomaz Pereira Uulra.
Clorindo Ferreira Cat5o.
Dr. Clemente Jos Ferreira Costa.
Candido Jos Lima.
Caetano Quintino Galhardo.
Domingos Silva Guimares.
Delfino Goncalves Pereira Lima.
Dr. Domingos Souza LeSo.
Evaristo Mondes Cunha Azevedo.
Estanislao Pereira Oliveira.
Elias Baptista Silva.
Francisco Carneiro Machado Rios.
Xavier Miranda.
Carvalho Paes Andrade.
(lesa rio Mello.
Jacinto Pereira.
Sergio Mattos.
Antonio Oliveira.
Paula Lopes Reis.
Antonio Cavalcanti Cosseiro.
Jos Arantes.
Salles Albuquerque.
Carlos Teixeira.
Paula Freir.
Barros Cavalcanti Albuquerque.
)> Jos Silva.
Paula Pires Ramos.
Jos Silveira.
Euzebio Faria.
Rodrigues Chanda.
u Amonio Chagas.
Souza.
Baptista Almeida.
Camello Pessoa.
Joaquim Cardozo.
I Jos Marinlio.
Martins.
Manoel Almeida Catanho.
Dr. Paula Baptista.
Silva.
Rodrigues Cruz.
Sillines Silva.
Xavier Cavalcanti.
Silva.
Alexandrino Vasconcellos Callaca.
Ass'u Mendos Guimares.
Jos Cirilo Lial.
Ribeiro Pires.
Assiz Campos Cosdom.
- Antonio Cavalcanti Souza Leao.
Paula Paz Barreto.
Felis Francisco Souza Magalhaes.
Dr. Fulgencio Infante Albuquerque Mello.
Felippe Carneiro Olinda Campello.
Lopes Neto.
Fcljppe Lopes Neto.
Mena Callado Fonseca.
Felicianno Joaquim Santos.
Augusto Vasconcellos.
Florianno Correia Brito.
Gabriel Alfonso Bigueira.
Gaudino Agostinbo Barros.
Grigorio Antunes Oliveira.
Gustavo Jos Reg.
Herculano Alves,Silva.
Ignacio Alves Monteiro.
Antonio Borges.
Nunes Correia.
Dr. Ignacio Neri Fonseca.
Ignacio Reg Campello.
Jos Pedro Faria.
Duaite Bangel.
lnojoza Varejio.
Alves Souza Rangel.
Vieira Brasil'
Camello Reg Barros.
Bento Costa.
>. Bamos Oliveira.
Bernardo Fernandes Gama.
Mauricio Oliveira Maeiel.
Pires Ferreira.
Marques Costa Soares.
Joaquim Xavier Sobreira.
Bixerra Cavalcanti.
b Santos Nunes Oliveira.


Joze Maria Freir Gameifo.
Victorino Lcmos.
Lourenco Silva Jnior.
Maria Cezar Amaral.
Jernimo Monteiro.
Pacheeo Queiroga.
Baptista Ribeiro Faria.
Silva Guimares Jnior.
Doutor Jos Bento Cunha Figueiredo.
Eustaquio Gomes.
Jos Pereira Vianna.
Maria Ildefonso Jacome Veiga Pessoa.
Doutor Jos Antonio Pereira Ibiapina.
Jos Antonio Silva Jnior.
Candido Barros.
Cunegundes Silva.
Egidio Ferreira.
Doutor Jos Francisco Pinto Guimares.
Jos Guedes Salgueiro.
Hegino Miranda.
Ignacio Ferreira Silva.
Soares Macedo.
Jernimo Rodrigues Chaves
Souza Loureiro.
Lopes Roza.
Luiz Neto Mendonca.
Pereira.
Maria Cruz.
Machado Freir Pereira Silva.
Narciio Camello.
(tabello Padilha.
Xavier Vianna.
Santos Neves.
u Xavier Faustino Ramos,
Pereira Cunha.
Antonio Gomes Jnior.
Joaquim Oliveira.
Antonio Pinto.
Rodrigues Pereira.
Maria Costa Paiva.
Antonio Silva Grilo.
m Gomes Lial.
Antonio Bastos.
Maria Seve.
Gomes Tavares.
Goncalves Casco.
Doutor Jos Raimundo Costa Menezes.
Jos Francisco Ribeiro.
Vellozo Soares.
Francisco Marinho.
Joao Amorim.
Joaquim Lima.
Cunha.
Antonio Barros.
Bernardino de Sena.
Doutor Jos Bernardo Gal vio Alcanforado.
Francisco Paiva.
Jos Themotio Ferreira Bastos.
Claudino Leite.
> Rocha Paranhos.
Joaquim Pereira.
Gorgonio Paes Brrelo.
Francisco Reg Barros.
Antonio Pereira.
Joao Ribeiro.
Pinto Lomos Jnior.
Evangelista Costa Silva
Nepomuceno Barrozo
Doutor Joao Jos Pinto.
Joao Carvalho Paes Andrade.
Carneiro Rodrigues Campello.
Ignacio Ribeiro Roma.
Pires Ferroira.
Valentim Villela.
Vieira Araujo.
). Baptista Pereira Lobo Jnior.
Goncalves Silva.
Francisco Chaby.
Pires Ferreira Passo.
Silva Santos.
Ribeiro Vasconcellos Pessoa.
Pacheco Queiroga.
Domingues Silva.
Lopes Guimares.
Manoel Mendos Cunha.
Facundo Silva Guimarles.
Arcenio Barboza.
i> Antonio Villa-secca.
Dr. Joao Antonio Sousa BeltrSo Araujo Pe-
reira.
Joao Bernardino Vasconcellos.
Fernandes Cruz.
Francisco Bastos.
Regis Quintella.
Ignacio Reg.
Hermenelgido Borges Diniz.
Jos Lopes Jnior.
Matta Miranda Cunha.
Reg Barros.
Rodrigues Almeida.
Leoncio Araujo Galvao.
Theodoro Cruz.
Chavier Carneiro Cunba.
Francisco Reg Barreto.
Dr. Joo Floripes Dias Barreto.
Joquim Sousa Leao.
i> Ignacio de Carvalho Mendonca.
Jos Barros Lima.
Canuto Figueiredo.

Joaquim Jos Carneiro Monteiro.
Annunciacao Siqueira Varejlo.
Carneiro Sousa Laccrda.
Correia Costa.
Francisco Mello Cavalcanti.
Carneiro Machado Rios.
Jos Costa.
Elias Moura.
Jos Costa.
Lima Monteiro Fonseca.
Ferreira Ramos.
Jos Lima.
Dr. Joaquim A quino Fonseca.
Joaquim Claudio Monteiro.
Francisco Bastos.
Jos A breo Jnior.
Alves Albuquerque.
Jos Ferreira.
Franco.
Miranda Jnior.
Luiz Mello Cariaco.
Dr. Joaquim Villela Castro Tavares.
Dr. Jernimo Villela Castro Tavares.
Joaquim Maria Carvalho.
Jacomo Geraldo Maria Lumack Mello.
Jorge Vctor Ferreira Lopes.
Januario Alexandrino Ribeiro Caneca.
Justino Pereira Faria.
Joo Vaz Oliveira.
Luiz Costa Porto-carreiro.
Franca Mello Jnior.
Francisco Mello Cavalcanti.
Barbalho.
Ignacio Ribeiro Roma.
Pires Ferreira.
Pinho Borges.
Antonio Siqueira.
N ieira.
Rodrigues Sette.
Veiga Pessoa.
Gomes Ferreira.
Silverio.
Dr. Luiz Franca Muniz Tavares.
Lourenco Jos Moraes Carvalho.
Luiz Francisco Barros Reg.
Manoel Antonio Monteiro Andrade.
Bizerra Valle.
Cimillo Pires.
Fernandes Cruz.
Dr. Ferreira Silva.
Felis Ramos.
Figueira Faria.
Florencio Alves Moraes.
Francisco Moura.
Silva.
Goncalves Ferreira Silva.
;. Eugenio Silva.
Ignacio Oliveira Lobo.
Joaquim Gomes.
Castro.
,. Martins Ribeiro.
Dr. Pereira Mil lo.
Silva Ferreira.
Jnior.
Silvestre
Alves Guerra.
Jnior.
r >, Duarte Rodrigues.
Joaquim Pedro Costa.
Ignacio Oliveira.
Cardozo Ayres.
Joaquim Ramos Silva.
Joao Amorim.
Siqueira Campello.
A Luiz Goncalves Jnior.
>> Pereira Rozas.
Colho Cintra.
Peregrino Silva.
Nascimento Costa Monteiro.
Elias Moura.
Gregorio Silva.
Bernardino Monteiro.
Paulo Quintella.
Carneiro Sousa Lacerda.
Lins Vires.
Thomaz Barros Campello.
Cavalcanti Albuquerque Mello.
Jos Costa GuimarSes.
b Santos.
Dr. Francisco Paula Cavalcanti.
Miguel Arcanjo Monteiro Andrade.
Affonso Ferreira.
Felicio Silva.
b Jos Almeida Pernambuco.
Maximiano Francisco Duarte.
Manoel Antonio Silva Antunes.
Ferreira Ramos.
Joaquim Costa.
Silveira.
Lopes Maeiel.
Thomaz Rodrigues Campello.
Neto Souza Bandeira.
Souza Teixeira.
Pires Ferreira.
> Ferreira Santos.
o Caetano Soares Carneiro Monteiro.
Pedro Ignacio Baptista.
*
I


i!
ornellas Cmara.
Paulino Augusto Silva Fnirct.



Patricio Jos Borgcs.
Porlirio Cunha Morcira.
Rulino Jos Correa Almei
Rodolfo 'Joo Barata
oulor Simplicio Antonio M
Scvnrrao Henriques Castro Pimentel.
Simplicio Jos Mello.
Thomz Aquino Fonseca.
Jos Silva Gusmo.
Jnior.
Percira Pinto.
Theodoro Machado Freir Pereira Silva.
Vicente Antonio Espirito Santo.
Jos Borha
Thomaz Pires Figueiredo Camargo.
Victorino Jos Soluta Travasso.
Dr. Vicente Pereira Reg.
Sala da junta revi/Ora etn 16 de dezembro
de 18i3. Eu Jos Affonso Guedcs Alcanfo-
rado, escrivo, a escrevi.Rodrigues Sette.
Magalhes Taques. Jos de Barros Falco
de Lacerda.
THEATRo" PUBLICO.
A companhia Ravel composta de doze pes-
soas, oque pola sua babilidade gosou de urna
vantajosa reputaeo nao s ern toda a Europa ,
como na America do Norte tondo de dcmo-
rar-se alguns dias nesta cidado antes departir
para o Rio-de-Janeiro para onde tencionava
seguir ao sahirde Now-York, tom a honra de
declarar aos habitantes da mosma cidade que
vai dar no theatro publico algumas representa-
ces que consistir em pantomimas c di-
versas especies de dansas, que sero annuncia-
das em os respectivos cartaves.
A companhia Ravel ousa esperar, quena-
da perder do sua reputar" em Pernambuco ,
e que obter dos seus habitantes a mesina pro-
teceo que Ihe prestrfio os das difiranles ci-
dades em que teve a honra de representar.
Avisos
martimos.
= Para Lisboa seguir no dia 5 de Janeiro
prximo o briguc portuguez Triumpkante ,'
capitao Silverio Manuel dos Rcis; tem exce-
lentes commodos para passageiros bem como
recebe carga a frote ; a quem convier dirija-se
a seus consignatarios Mendos & Oliveira na ra
do Vigario n. 21 ou ao referido capitao.
Avisos diversos.
O coronel Jos Mara de Marros Brrelo
avisa a quem tiver em seu poder duas lettras
passadas thesouraria provincial de que elle
fiador e principal pagador cujas leltras se
vencem no ultimo do crrante queira no dia
do seu vencimento dirigir-sc a casa do snr. Ma
noel Jos de Souxn Carneiro morador na ra
do \ gario afim de receben? seu importe.
Manoel Lopes da Sfra respetosamente
agradece ao snr. Manoel Antonio Vieira a
confianca que node depositou e o bom trata-
mento que Ihe fez durante o t.-mpo que foi
seus. b. d. ; offerccendo-ISc, para recompensa
de tudo Islo o seu diminuto prestimo para
tudo aquillo que Ihe or prestavel ( supposto
que para nada se pode olereccr ) o qual lera
muita satisaco em s*empregar nos seus servi-
ros anda com o seu sacrificio.
Rap fino princezn da nova fabrica de Godinho
da Bahia.
=Acha-se h venda o novo e mu excedente ra-
p da nova fabrica do Godinhu da Haba pelo
mdico preco de 1:000 rs. cada libra : >ste ra-
pt> torna-so inuito recommendavel peloso bom
aroma nao faz bolo nos narizes e bastan-
te fino : roga-se aos pretendentos dirjao-se
ao nico deposito existente nesta provincia ,
na ra da Cruz no Hccife n. 16 para se ve-
rificaran! das suas boas qualidades.
Ten do apparecido a venda da travessa dos
quarteis do abaixo assignado roubada no dia
18 do crrante pela manha indo o caxciro a-
brir a porta achou urna aborta e urna gaveta ,
na qual existiao uns penhores d'ouro a saber :
18S00O rs. em sedulas o urna crrante com
urna cassolcta com 33 oitavas; um cordao
com 5 oitavas, e um dito com duas o nieia ;
um rozario e urna redoma antigos; um annel
de tartaruga encastoado em ouro ; um par de
brincos e um annej com requififes; um par de
rozetas com diamantes e um brinco com dous
ditos ; uin annel imitando o de abraco com 2
diamantes; um dito d [abraco ; um par de ar-
golinbas com duas pedras dous botos d aber-
tura um com diamantes e ouiro com urna pe-
dra ; 3 oitavas de cordao em pedacos ; urna
carteira com meio bilhete da lotera de N. S.
do Livramento n 1044 e varios papis per- (legria
tcncentes venda : roga-so a quem for olTere- cheira : quem a pretender dirija-se a ra da
cido, apprehonder o ladro, e leval-o adita ven- Cadeia do Reco n. 3"?, 1. andar.
da ; assim como tambero qiujm descobrir dito = O rendeiro do trapiche-novo tem a hon-
roubo receber 50^000 rs. Oe gratilicacao. ra de levar ao conhecunenle dos surs. negoci-
Justino Antonio Baptista. antes desta praca e a quem mais convier,
'"""'
= Arcenio Fortunato da Silva engaja pre-
os para os servicos das capatazias o como se
o lernbra das pessoas, que Ihe tom fallado,
para admittir pretos para o dito servico por
isso participa pelo presente, que no dia pri-
mairodojanoiro e os podo admittir sob as con-
dicoos, que o mesmo apresentar ; a tratar na
alfandega das 8 horas da manha at as 6 da
tardo; o mesmo participa, como arrema-
tante dacapatazia da alfandega que todos os'
serventes e empregados que so nad acha-
rom achamada do ponto as 8 horas nao ser
admittidos c a terceira vez ficar despedidos,
seja quem for, pois que tendo participado ja
por rnuitas vezes nao tem podido conseguir,
que os so.ventos all estejoas 8 horas.
OlTerece-se um bornem para ser admi-
nistrador de algum sitio perto da praca, que
entende bem de agricultura ou mesmo para
feilor de alguma obra pois sabe ler,. e escro-
ver e nao tem familia ; quem de seu prest
mo precisar dirija-se ao beco da Pol n. 14,
primeiro andar.
= Os rendeiros dos trapiches, Angelo Al-
andega-velha Pelourinho e Companhia ,
fazcm sciente as pessoas interessadas que do
primeiro de Janeiro futuro em diante cobra-
rao por embarque do cada ca:xa com assucar
500 rs.
= Aluga-se urna sala em muito bom lugar,
que serve para um ou 3 homens solteiros ,
que nao cozinhem ern casa ; no beco da Pol ,
venda da esquina da ra dos Quarteis.
FABRICA DE RAPE
PR1NCEZV.
CASSE fabricante e legitimo inventor do
bem acreditado rap princeza doRo-de-Ja-
neiro com seu deposito gcral na ra da Cruz
do Recife n. 38 e outro na la do Livramen
ton. 13, avisa, que as muito boas qualidades.
que possuo o seu rap as quacs pela grande
eslima e crdito que progressivamente de dia
ern dia teem obtido n'esta e as mais partes ;
bem conhecido por um oonsideravcl numero de
tomantes, e nao consta ter mofado urna s li-
bra : por isso laz publico, que toda equalquer
pessoa que queira especular com o seu rap ,
attendendo as superiores qualidades elle fabri-
cante adverte que se responsabilisa pelo sou
rap por qualquer forma e com condieces,
que o mesmo comprador pode upresental-as.
= Francisco Tarault participa ao respeita-
vel publico e corn mais particularidade aos
amigos dos bons ducados que de boje cm di-
ante cllcsacbaro a toda e qualquer hora na
sua cusa de pasto franceza da ra da Lingoeta
n. 2, toda a qualidade do comida a franceza ;
assim como vinhos c licores de todas as quali-
dades cal com Icite e sein elle pastis ,
pasteles, einpadas da diversas sortos sala-
mes presuntos, linguicas &c. ; o que se-
rao servidos com o inaior aceio, limpesa e por
preco commodo. O mesmo Tarault oderece-se
para mandar levar em as casas as comidas a
aquc'las pessocs que com elle se ajustarem ,
diaria ou mcnsalmenle ou por urna vez g-
mente ; participn-semais que todos os dias
de manha um seu agente levar a casa de seus
Ireguezes pastis, pasteles empadas, lin -
guicas e chouricas franeezas, proprias para
a I moco.
Em um clima to quente coinoo do Brazil,
onde as molestias termino fatalmente as ve-
zes no espaco de poucas horas he mister ha-
ver um remedio que possa servir ao mesmo
tempo como preventivo e curador. A e-
decina Popular Americana tem essa proprieda-
de tonada as ve/es em quanto ella impede a
accumulacan dos humores, conserva osangue
puro e conseguintemente para as pessoas menor
sujeitasa apanharem qualquer molestia, seja
ella contagiosa, ou nao.
Becominonda-se portanto ao publico em ge-
ral c ensaiar este excedente remedio que ,
pelo lado econmico he prelerivel a qualquer
outra medecina do similhante naturaza tendo
ascaixinhas maior numero de purgantes e por
menos proco.
O publico achara na Medecina Popular A-
mercana as pilulas vegetaes do Dr. Brandrelh
estas propriedades que produzem seu eflcito
sem dores ou encommodo algum nao se faz
preciso dieta alguma c pode-so tratar dos
seus negocios nos mesmos dias, em que se to-
mar.
Vende-se aqu em casa do nico agente
Joo Keller ra da Cruz n. 11 e para maior
commodidade dos compradores na ra da Ca-
deia emeasa de Joo Cardozo A y res ra Nova
Guerra Silva & C. atierro da Boa-vista Salles
& Chaves.
: Aluga-se urna moi agua na ra da A-
bairro da Boavsta ) propria para co-
que nenhuma alteracao faz dos precos no dito provincia mulatinhas crioulas e mais escra-
seu trapiche, e segu atabellaantiga. vos, de 13 a 20 annos, pago-se bem.sendobo-
= .Auguslo Tapembock cidado Bramen- nitos; m ra larga do Rozario n. 30, pri
se retira-se para fra da provincia. ineiro audar.
= Na ra do Nogueira n. 18 ba urna pes- = Compra-se urna casa terrea ou un so-
soa que se engaja com quem quizer, a azer bradinho de um andar, sendo em boa ra :
atierros para o que tem todas as proporees quem a tiver dirija-so ra do Queimado,
necessarias. loja n. 20.
=s Hermn Mehrtens mulou o seu osorip- ;
torio para a ra da Cruz n. 46.
= Manoel Joaquim c Silva e sua mulher
Maria Luiza ; Antonio Soares, e sua mulher
Rita da Conceicao ; todos subditos Portugue-
ses rotirao-so para a Ilha-de-S -Miguel.
= Jos Antonio de Souzs Machado dei-
xou de ser agente de Francisco Eduardo Alves
Vianna no armazem de assucar da ra do
Apollo n. 20.
Vendas.
FOLHINAS PARA 1844.
Achfio-se a venda na livraria da praca da
Independencia ns. 6, e 8 ; ra do Cabug lo-
ja do Bandoira ; defronte da matriz da Boa^vis-
ta botica do Moreira; no Becie ru da Ca-
j j j i- j ^e,a 'a ^e erragens n. 4b; em O inda ra
= No da 27 do crrante ao meio da des- An kmn' l,. D '""". ru
. do Amparo, botica do Kapozo; e nos Oua-
pareceo da casado abaixo assignado um ra- .,, \ An n___' VUd
i-i tro-cantos, loado Domingos: as. exee entes
r. semi-branco de nome Francisco Louren- ,... '__*.... t? .c/i-iitiiw
M j 4 .-a ii lolliinhas impressas nesta 1 vpoa;raphia com-
vudo Nascimento, de 18 a 19 annos, cabe- i JK 8 s '
v v o postas pela primeira pessoa, que as fez nesta Dro-
bs prelos e corridos leicoes regulares cor f- .J., ,i-, "'"'"""H
1 0, i vinciae que tantocredito tem merecido; conten-
morena que denota ter raca de caboclo, ma- .i:i ,- ,, "
, .11....:- -- _i h,;^kd,_ doasdoalgibeira ptimas chcaras, e a disputa
appa
paz
gro,
be ,
altura mais, que regular anda imber-__,.___
.. u i i l. entre urna pulga, eum po ho sobra a fida cura*
mas ja com bupo bem visivel canhto, .,, t' r i ~a,Hu,a
', ... u i outrascontendo a confissao do maruio ; ou-
pintor ; foi vestido rom roupa e chapeo bran- ... n ,.
1 > j j tras corn a linguagem das lores ou novo dic-
co o provavel, que use so de roupa desta ... u"'
A' -,iii j conano para a correspondencia amatoria ; ou-
cr por nao ter levado de outra, mais do que i i i ,
r, i ^ tras com o almanak dos empregados nub icos
urnas cacas de casimira a vadia; servuj no cor-. r ir t !iv '
po de polica dous annos do qual dco baixa
no dia 10 do crranle ; estove destacado em
S. Anto e ltimamente ( at novembro ) no
Ho-formozo ; sahio no indicado dia e hora
de Olinda roubando o segunte ; um cavado
castanho foveiro ps, varregazados frente
a berta bebo em bramo ripado de pouco e
por isso com as dinas, e cauda curtas, basta-
tanto alto e comprido est magro bom
piisseiro e furia passeiro alguma cousa pas-
sarinheiro muito ardigo ,. e tem o vicio de
querer prender o Ireio corn o beico pelo lado
dircito. umsellim francez anda com pouco
uso j ebeios os suadores no paiz, estribos
pequeos de lato loros bstanle compridos,
urna silba de la branca, manta de panno a/ul,
guarnecida de orlero prelo urna cabreada de
couro prelo de lustro picadeira de lato, lisa ,
e brida de Ierro tanto na ponta da corroa da
cabecada que ataca do lado esquerdo como
as abas doscllim por onde sahem os loros, es-
ta escripto o nome Porto-carreiro ; urna
caixinha de papel dourado contendo um al-
unle de peilo de ouro Uvrado ; um dito de
diamantee pnm um corJa> Jo oima (no om
urna caixinha encarnada ; um transelim de ou-
ro com mola para relogio ; urna cadeia chata
com chave de ouro para dito ; um annel de ou-
ro liso bastante largo ( o qual teve cabello) da
lorma dos que antigamente chamavo zabum-
bas um dedal de allaiatc tambem de ouro,
com o nome de Jernimo Soares de Carvalho;
urnas calcas de casimira alvadia j usadas ;
urnas ditas de brim trancado, novas, com a
marca C. P. feita com linha encarnada no cs,
junto ao cribado da parte de detraz ; duas ca-
misas de madapolo com peitos de esguio ,
e a marca L. C. P abaixo das pregas do pei-
to do lado dircito urna jaqueta de csguiSo ,
tambem com a marca C. P. no forro um par
de meis deseda com listras azues, e brancas;
alguns pares de meiasde linho e alguns len-
cos de seda; um par de sapatos de couro de
lustro ainda novos, 35c rs. em sedulas em
urna carteira grande encarnada j desbotada
Luis da Costa Porto-carreiro.
Manoel Duarte Rodrigues pretende re-
metter para o Rio-de-Janeiro o pardo Silves-
tre escravo de Jos Pedroso Mafra, do Mara-
nho cujo escravo se acha preso na cadeia.
Francisco Cordeiro Rapozo embarca pa-
ra o Rio-de-Janeiro o seu escravo de nome
Francisco de naco Cabinda.
Ignacio Fcrreira da Costa embarca para
o Rio-de-Janeiro a sua escrava crioula de
nome Roza.
Aluga-se um preto para fazer o servico
de urna padaria; na ra daSenzalla-velha n. 98
- Precisa-so de um bornem que tenha
bastante pratica de padaria ^>ara tomar eonta
de urna no Monteiro assim como de um pe-
queo de 12 a l4 annos para urna venda no
mesmo lugar; a tratar na travessa do (Quei-
mado n 3,
Quem precisar de um caixeiro de 10 an
nos, muito hbil para loja de fa/endas ou
ra dirija-se as Cinco pontasn. 60
Precisa-se de urna ama para o servico in-
terno de urna casa de pouca familia e que sai-
baengommar ; na ra dos Coelhos n. 1.
Precisa-se de um feitor para tomar eon-
ta de um sitio perto da praca queentenda de
vaccas horta, e seja disposto a trabaIhar ; na
Rua-nova loja n. 52.
e finalmente eclesisticas para o olicio divino.
= Vendem-se laxas de Ierro natido e coado ,
e travejarnento su|ierior por commodo preio ;
e bern issim um negro trabaIhador de campo :
na ra do Vigario n. 3.
\ ende-se um escravo de naco bom ca-
noeiro ; dous moleques de 16 annos. urna
parda de 19, cose, oengomma ; na Ruu-di-
reita n. 3. .
Vende-se um pouco de ouro, e prata
velha ; na ra dasCruzes n. 42.
Vende-se farello novo em saccas do 3 ar-
robas chegado de Hamburgo ; em casa de
H. Mehrtens, ra da Cruz n. 46.
Vende-se um moleque de 18 annos ; na
ra dos Piras n. 66.
Vende-so biscouto de Rheims de su-
perior qualidade ; em casa de J. O Elstor r
na ra do Trapiche n. 19.
Vendem-se dous escravos sendo um do
naco do 30 annos trabalhador de sitio;
e o outro pardo de 14 annos, proprio para
l agem ; na ra da Volidade n. 64.
Vendcm so bor/eguins o sapatos in-
gle/es para homem ditos de Lisboa de urna
sola, e ronda de nniio mu rica; na ra aa
Cadeia do Recife n. 37.
Vende-se, ou alu a-se a padaria da ra
das Cinco-ponas n. 154, com todos os seus
pertences ; e tan bem se vendo uns pertenecs
para guarda nacional de cavallana sendo urna
espada com talim canana bon barretina,
capote e um par de palatilhas tudo em
bom estado; e 2 caixes envidrar-arlos ; que
sorvem para amostras de venda tudo por ba-
rato preco ; a tratar na mesma padaria.
= Vende-se Jacaranda superior chegado do
Rio de Janeiro pedras de marmore redondas,
para mezas de meio de sala, de muito bom ges-
to ditas para commodas cadeiras america-
nas com assento de palbinha ,_ camas de venlo
com armaco marquesas, so fas mezas de
jantar, camas de vento mu bem feitas a 4500,
ditas de pinho a 3500, assim como outros mu-
tos trastes ; pinho da Suecia com 3 pollegadas
de grossura, dito serrado dito americano de
difiranles larguras e comprimontos ; assim
corno travs de pinho e barrotes ; na ra da
Florentina em casa de J. Berangcr n. 14.
Escravos fgidos
Compras
Compra5-se efectivamente para ora da
No dia 28 do crranle fugio o escravo
Paulo de naco Cabunda levou cabs e
camisa de algodo da torra bastante sujos ,
altura regular cor bem prata ps e dedos
dr.s mos grandes seceo do corpo cabellos
apparados a navalha om roda de 18 annos;
quem o pegar, leve a casa de Joaquim Duarte
do Azevedo, no Forte-do-Mattos venda n.
25 quesera gratificado.
No dia 28 do crrante fugio a>oreta Roza,
de 40 anuos, con-bastantes cabellos trancos ,
tem um lobinho no braco direito altura re-
gular scea do corpo ; levou vestido de chita
decores, camisa de madapolo, e borla de
ronda, p snpalhetados e com cravos seceos;
foi vista om Olinda na lesta do Rozario com
um taboleiro de carne de porco que andava
\endcndo ; quem a pega*, leve a ra do Ran-
gel n. 31 a seu snr. Jos Antonio de Souza
Oueiroz que recompensar.
Manoel Cassangu baixo groco do
corpo bem parecido, amassador de padaria ;
para maior signal mostra ser quebrado ; ausen-
lou so no dia 24 do crrante : por tanto roga-
se a aprehenso do mesmo : a entregar no terro da Roa-vista padaria franceza n. 50.
Ricm: na Ttp. dr M F dr Fari
1843
A
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO


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