Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04543


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Full Text
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Anno de 1843.
Sexta Fe ira 2)
l'ddo afora dpende Je nos meamos; da nossa prudencia, modrragao, t energa: con-
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i anoiuadoa cun tilonrai.io enlie
( l'roclamac.io i! Aa.semhleia Cen do Biu.su..)
PARTIDAS DOS CORREJOS TERRESTRES
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Olinda todoa oa dia
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Tboiuat Are;
de Dezcmbro Anno XIX. -N._>7tt.
ODUUO publie..U>dn.o. UfMafa forem SaMtaVwtMI praco d. *"'",
> .re. nul ,e. por ,,u.r,el p.?.. adi.n.ado.. O, aanci. "I"* wo '""j,,,..
erati, .os iet me r., forero a raaSo da M> re. pnr liaba. nlamaS.*a da.am aero.
gidaa a ata T.p., roa da Crure. S. 34, ou fraga da l n.U-penarac. lo), daharoa *. <>">
raada.
cmaiosNo dia -it de Detembro. ooaaur.
C..*.u .obra Laadra. 76. Oaao-Moad. d. ,400 V. 46,3*0
- Pariad7j'iaiiporrraaeo.
Luba 110 porlUd.praaaio.
16.600
16,^00
.too
1,920
1,020
1,020
.- d. 4,000 0,200
Pam-Patacot *'9U
Muad. da eobia 2 por oan.o. P.,o. Cr.lumr.ar.. 1,900
Idea a leir.a da bo.. firma. 1 a 1 1|1 diloa Maaicaaoa 1,UU
PHASES A LA i\0 MEZ DE DEZ.EMBRO.
una Cheia a t, i 9 hora. 41 a. da larde I Lu noa 21, 4a 2 horaae 49 ai da a.
Qaari m... a 14, a. lhara e 3- m. da a | Joan en. 2, aoi 43 m'nulo db tarda
t Preamar de hoje.
4." a 11 hora. 41 m. da aaanbia. I 2. a >2bor.i. < m. da larda
-?KaawK3a
^^SWBffiESiEBB*!
E

Governo da Provincia.
Pela secretaria da provincia se passara pa-
tente nomeando para o posto de major dn pri-
meiro batalhao da guarda nacional do munici-
pio de Iguurass ao capitao da quinta compa-
nhia do mesmo batalhao Cosme Joaquini da
Fonsoca Galvao. Palacio de Pernambuco en 29
de desembro do 1843. faru da Iloa-risla.
O presidente da provincia, attendendo as mo-
lestias, que padece o major do terceiro batalhao
da guarda nacional do municipio de Olinda ,
Silvestre Antonio de Laago Jnior, pelas quaes
lia algum tempo tem deixado de comparecer no
dito batalhao, o ao quo Ihe acaba de requerer o
referido major, ha por bem rclormal-o no mes-
mo posto. Palacio de Pernambuco 23 de desem-
bro de 1843.llardo da Boa-vista.
Pela secretaria da provincia se passara paten-
te nomeando, para major do terceiro batalhao da
guarda nacional do municipio de Olinda ao ca-
pitao da segunda linha Miguel Jos6 Teixeira.
Palacio do Pernambuco 23 de desembro de 1843.
Bardo da Bou-vista.
O presidente da provincia, attendendo ao me-
recimento, mais partes, que concorrem na
pessa do capitao do segunda linha Miguel Jos
Teixei va, ha por bem nomeal-o instructor do ter-
ceiro batalhao da guarda nacional do munici-
tw de Olinda. Palacio de Pernambuco 23 de
desembro do 1843.liaran da Boa-vista.
O presidente da provincia, attendendo ao me-
recimentoe mais parles, que concorrem na pes-
sa do major graduado da extincta segunda li-
nha Luiz Antonio Alves Mascarenhas, ha por
bem nomeal-o instructor parcial do quarto ba-
talhaS da guarda nacional do municipio do He-
cife. Palacio de Pernambuco 23 de desembro do
1843.Bara da Boa-vista.
F.XPEDIENTR !>F. 19 DOCORRENTE.
Officib Ao commandante das armas de-
terminando, que expeca as convenientes ordens,
para quesigao pata a corte no vapor paquete-
do-sul, que para alli tem de largar >*"'""
(20), o capitao do segundo batalhao de artilla-
ra Pedro Ivo Velloso da Silveiro, v o prei-
ro-tenente do mesmo crpo Pedro Alfonso rer-
rejra.Ordenou-se ao commandante do vapor,
que recebesse, e transpoilassc os mencionados
officiaes.
Dito Ao commandante superior da guarda
nacional deste municipio, communicando ter
reformado nos respectivos postos o coronel che-
fe da primeira legia Francisco Jos da Costa, e
o tenento-coronel chele do terceiro batalhao An-
tonio Carneiro Machado Rios.
Ditos Ao commandante geral do crpo de
policia, o ao inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes, communicando ter demittido
Jos Cunegundes da Silva do posto de segundo
commandante do companhia do mesmo crpo, o
haver nomeado para substituil-o ao alfares da
primeira linha reformado Francisco do Paula
Meiru Lima.Ao commandante das armas par-
ticlpou-se esta nomeacad, pai-a que a fizesse
constar ao nomeado, o lhe ordenasse, que solli-
citasseo competente titulo.
DitoAo juiz relator da junta de justica.desig-
nando o dia 22 d'este mez para s horas o no
lugar do costume reunir-se a mesma junta im
dejulgar os processos, que participa cstarem
revistos.Communicou-se aos vogaes togados,
eao commandante das armas para fazer avisar
os vogaes militares.
Portaria Mandando passar patentes, de
coronel chefe da primeira legio da guarda na-
cional do municipio do Recite- ao lenente-coro-
nel chele do primeiro batalhao Francisco Mame-
do de Almeida; de tenente-coronel chefe do di-
to batalhao ao major do mesmo Antonio Carlos
de Pinho Borges; de major do rcLrido batalhao
ao quartel-mestre da primeira legiao Joo Pin-
to de Lemos Jnior; de tenente-coronel chefe
do segundo batalhao ao respectivo major Do-
mingos Alfonso Nery Ferrcira; de major deste
batalhao ao major Gustavo Jos do llego; c de
tenente-coronel chefe do terceiro batalhao ao
major de legiao Manoel Goncalves Pereira Li-
ma.Communicou-se aos nomeados. o ao com-
mandante superior da guarda nacional d este
municipio. .
Quicio Do secretario da provincia ao pri-
meiro da assembla legislativa provincial, re-
mettendo, para serem presentes mesma assem-
b!a, um offlcio da cmara municipal de Flores,
om que expoe a necessidade de se crearem es-
colas de primeiras lettras as froguesias de In-
gateira, Fasenda-grande, e Tacarat; o bem
assim a informacao, que acerca desta pretenc3b
deo o Exm. director do lyco.
dem do da 20.
Oflcios Ao inspector da thesouraria da fa-
senda, o ao presidente interino da relacao, com-
municando ter S M. o Imperador concedido
tres mezes de licenca com os respectivos venci-
mentos ao bacharel Agostinho Moreira Guerra,
juiz de direito nomeado para a vara civel do llio-
'ormoso.
Dito Ao inspe'tor do arsenal de marinha,
iVclligenciando-o d'haver S. M. o Imperador
ordenado, que seja reconhecidocomo transpor-
te, e isentodos regulamentos, queestao sngei-
tos os navios mercantes, obrigueinglez Earl-
Crey que o governo britnico fretou para o
sen servico.Participou-so ao commandante do
brigue-escuna Leopoldina; ao commandante das
armas, para communicar ao commandante da
ortalesa do Brum e ao do forte do Buraco; o ao
inspector da thesouraria da fasenda, para que
lzesse constar ao da alfandega, e ao adminis-
trador da mesa do consulado.
Dito Ao juiz relator da junta de justica, re-
metiendo, para ser mesma presente, o proces-
so do soldado da quinta companhia do segundo
batalhao de artilharia pe, Narciso Correia.
DitosDo secretario da provincia ao primei-
ro da assembla legislativa provincial, transmit-
i:njn "",ra scrjf! .iressntsdo? rnosrna Hssem-
hla ,'urnofficio da'cmara municipal de Flo-
res, em quo informa a representacuo dos habi-
tantes de Tacarat, nn qual pedem, que na-
quellejulgado se estabeleca um logar de juiz
municipal, o d'orfos; outro da cmara muni-
cipal de Iguarass, em que d diversos osclare-
cimentos acerca da passagem da barra da Ilha-
de-Itamarac, obre cujo mo estado represen-
tou o juiz de paz supplente respectivo; o dous
da cmara municipal do municipio do Bonito,
pedindo o approvacao d'um artigo addicional s
suas posturas, e informando urna representa-
cao dos habitantes de Panellas, em que pedeen,
que alli se crie urna cadeira de primeiras lettras
para o sexo masculino.
DitosDo mesmo ao inspector da theseura-
ria da fasenda, transmittindo as ordens do tri-
bunal do thesouro os nmeros 182,213,215,
216, 217, 218, 219, 220, 221 e 222.
Commandodas Armas.
0DARTEL DO COMMANDO DAS ARMAS DE PER-
NAMBUCO 22 DE DKZMBRO DE 18V3.
Ordem addicional a do dia.
Em cumprimento do aviso imperial do 13 do
selembro ultimo, e do officio do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 13 do corrento datado;
determina o commandante das armas, que no
dial dejaneirodoanno vindouro, sejaoba-
talha de infantana de guardas nacionaes des-
tacado redusido a um crpo de duas compa-
nhias, tendo no sou estado completo a seguinte
frga.
Major commandante........i..........
Ajudante............................
Sargento quartel-mestro...............
Capitaes ............................
Tenentes.............................
Alfercs.............................
Primeiras sargentos...................
Segundos ditos......................... g
Furriois
Cabos do esquadra
Tambores........
Soldados ........
16
4
208
Total............ 247
Commandar este crpo o Sr. major Thomaz
Jos da Silva Gusma Jnior, e exereer as func-
coes de ajudante o Sr. tenentc-ajudante Jos Ig-
nacio Pereira da Rocha. Na primeira compa-
nhia servirs os Srs capitao Joa Saraiva d A-
raujo Galvao. tenente Jernimo Cezar do Mel-
lo, e alfercs Filippe Antonio Teixeira de Albu-
querque, e Francisco Joaquim Guodes Alcanfo-
rado; na segunda companhia os Srs. capitao
Maximiano Francisco Duarte, tenente Joaquim
Correia da Costa, o alleres Miguel da Rocha Vas-
connellns; todos nomeadospelo Exm. Sr. presi-
dente em'seu citado oflicio de 13 deste mez.
O Sr. tenente-coronel Antonio I.ins Caldas,
na reduccao do batalhao, que commanda, exo-
cutara o quo se segu.
1. Entrogar ao major nomeado comman-
dante do crpo da guarda nacional destacada
urna relacao nominal o guias das pracas, queao
mesmo crpo ficarem pertencendo, o um map-
pa do fardamento, armamento, equipamonto, o
utensis, quo segundo as tabellase ordons pre-
viamente dadas tiverem de lear a cargo do cr-
po: um igual mappa e relacao enviar a secre-
taria militar.
2. Considerar demittidos do batalhao os
Srs. officiaes, que nao fkerem parte do crpo, e
desde j ir excluindo com guia para os corpos,
a que d antes pertcncio, as pracas do pret, que
excederem da frca marcada, em a qual Acarad
comprehemiidos os actuaes destacamentos de
fura da capital, os presos sentenciados e os
que estiverem ainda por sentenciar por crimes
militares.
3. Excluir com guia para o batalhao se-
gundo de artilharia p, ondo ser considerado
addido, o Sr. cirurgiao do partido Manoel Ber-
nardino Monteiro.
4. Organisar dous inventarios, um do ar-
chivo do batalhao. quefar recolher a thesou-
raria, o outro do lardamento, armamento, equi-
pamonto, utensis, e mais objectos, que, nao li-j
cando a cargo do crpo destacado l'ar reco-|
Iher ao arsenal de guerra: estes inventarios so
organisaro em dupplicata, sondo um enviado
secretaria militar, e outro as cstacoes, onde os
objectos serocolherem.
5. Prestar suas contas na thesouraria e
no arsenal do guerra, e mandara ccniTccciGRsr
otapapeis de contabilidade do batalha5 at o ul-
timo deste mez, em o,rdem de passar revista do
mostra as 7 horas da'manhaa do dia 2 do Janei-
ro futura, o lser logo depois o respectivo paga-
mento.
O commandante das armas sonto nosta ocra-
sia5 o maior praser em dar aos Srs. officiaes des-
pedidos em nome do Exm. Sr. presidente, c no
sou, os devidos loiivores pelos bons sorvicos .
que prestra, zlo pela causa publica, e lideli-
dade ao governo de S. M. o Imperador, e nao
IH.dodeixarde particularisara manoira dislinc-
ta, por que servio o Sr. tenente-coronel Lins
Caldas, quo lhc merece aquella considerado a
que tem direito, como ollicial brioso, respeita-
dordas luis, amigo da ordeni o da disciplina.
Antonio Pedro de S Brrelo.
EXPEDIENTE DO DIA 13 DO CORRENTE.
Officio Ao Exm. presidentej communican-
do-lho o estado de ruina, em que se acha a co-
berta da casa de residencia do commandante da
fortalcsa doltamarac, requisitando-lhe o con-
cert, e cnviando-lhe o orcamento da despesa.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., inlorroando o
requerimento do soldado da companhiavte ar-
tilices Manoel Ignacio da Costa Miranda, que
pedia 30 diasdo lieenca para ir Nazareth.
Dito Ao commandante do batalhao de ar-
tilharia, communicando-lhe, que mandara re-
laxar da prisao o capitao P. 1. Velloso da Sil-
veira, e primeiro-tenento P. A. Ferreira.
Dito Ao commandante da fortalcsa do
Brum, mandando pflrem liberdade os dous of-
ficiaes cima designados.
Dito Ao Illm. brigadeiro J. J. Coelho, di-
zendo-lhe, que, havendo por agora impossibili-
dade de completar o conselho do guerra a que
vae responder o coronel Burlamaquo, em con-
sequencia de se acharem impedidos alguns dos
vogaes nomeados, e nao haver outros disponi-
veis para os substituir resolvra deixar o jul-
gamento do mencionado coronel para Janeiro
vindouro, nomeando no entanto outro conselho
para as pracas de pret; pelo que lhe houvesse
de remetteros papis que existiao em seu poder
como presidento do conselho nomeado, que
presentemente ficavado nenhum vigor.
Portaria Nomeando o conselho de guerra,
quodeviajulgar as pragas de pret implicadas
oa fugados presos da fortalesa do Brum.
Dita Ao capitao Alfonso Honorato Bastos,
enviando-lhe a nomeca do conselho, e papis
iue lhe servem de fundamento, para quo co.n
urgencia o fizesse convocar.
DEM DO DIA 14.
Offlcio Ao Exm. presidento, pjnderando-
Ihe a necessidade de redusir os destacamentos
de fora da capital, e pedindo-lhe alguns escla-
recimentos tendentes a reduegao do batalhao de
infamara de guardas nacionaes destaCMb,
PortariaMandando dar baixa, por ter aca-
bado o seu enganjamento e nao querer con-
tinuar, ao soldado da 3.* companhia do bata-
lhao de artilheria Antonio Jos \ ioira.
dem do da lo.
OflicioAo ixm. presidente, para que
houvcsso de saber do governo de S. M. o I.
a manoira por quo se devia entender a sua or-
dem de 20 de setemhro ultimo que mandou
viesse servir no batalhao de artilharia desta pro-
vincia o 1. lente J. VI. C de Albuquor-
quue que (ora no mesmo batalhao considera-
do addido.
DitoAo tenente-coronel commandante da
Ilha-de-Fernando-de-Noronha |.ordenando-
lile que lhe remeta animalmente] urna rela-
cao dos edificios militares da ilha e pontos
fortificados, com doclaraclo do estado em que
so achassom eosconcertos do quocarecio,
em ordem a que similhante relacao estivesse
entregue um ou dous me/es antes do dia 1."
de dezembro.
.Thesouraria da Fazcnda.
EXPEDIENTE DE 14 1)0 CRREME.
OflicioAo Exm. presidente, informando
sobre a representacuo do inspector do arsenal
de marinha que tratava dos objectos quo
orno anno inanceiro prximo findo mand-
rao vir de Inglaterra os negociantes M. Cal-
mont & C para o farol da barra deste porto.
DitoAo mesmo Exm. Sr. informando\
que us iivros que f.erteqciSo ao hospicio da
Penha constantes do inventario, a que se
procedeo em virtude da lei de 25 de agosto de
1831, fro mandados entregar com os mais
bens do dito hospicio por portaria da extin-
ta junta da (Venda de 13 de julho de 1832
commissao entao nomeada compostaj do pa-
dre Joaquim Antonio Goncalves I.essa e ou-
tros ; e procurando agora saber onde existiao ,
ou quo destino se Iho havia dado constava ,
que a dita commissao os olerecra ao governo
da provincia para a bebliotheca do Olinda, e
que o mesmo governo, acceitando a offerta por
oflicio de 11 de agosto de 1832 para alli fo-
ro remettidos.
DitoAo mesmo Exm. snr. informando
o requerimento de Joaquim Pereira Bastos ,
em que pedio a S. M. o Imperador a graca
de o nomear para algum dos lugares da paga-
doria das tropas, que tem de crear-se nesta
provincia.
RIO DE JANEIRO.
CMARA DOS SENIIORES DEPCTADOS.
Na sessao do 13 do outuhro do crrante an-
no estando-se discutir as emendas do sena-
do ao orcamento, disse o sr.Ferraz:
Sr. presidente, cu creio que a discussao,
como vai, nao pode honrar a nenhum corpo de-
liberante c menos a esta cmara. No senado
se tem mais de urna vez dito que nos nao te-
mos opiniao propria : disso me parece que
queremos dar pravas, votando contra a nossa
consciencia a favor de tudo quanto o senado
iniciou supprimio, eemendou, reconhecendo
assim nessa cmara um direito que a consti-
tuicao lhe negou, o de iniciar impostos, edan-
do-lhe um voto absoluto que a lei fundamen-
tal lhe nao outorgou.
Ainda ha poucos momentos vi ser approvado
nesta casa um imposto iniciado no senado ,
fallo do 2. imposto que fcro sujeitas as ca-
sas que vendem roupa e calcado de mi de
obra estrangeira, as confeitarias, &c. &c. A-
qui passou, que ellas unicamonto fcassem su-
jeitas ao que pagavo as de modas o senado as
sujeitou tambem ao imposto geral sobre as lo-
8* accrcscentando ao artigo respectivo as pa-
lavras : alm do imposto a que eslo sujei-
tas as lojas, &c., e isso acaba de ser approvado.
Temos ainda o imposto sobre o sal, que nao
foi nesta cmara iniciado o das typogra-
phias, 4c.


*m

f:
rirrsmztnummiBr wo, nann
Tudo va passando quasi sem discussao a
sofreguidao ein quo estamos do vormos encerra-
rar. Sr. presidente, a marcha, ein que vamos,
4 esta cmara? Nao merecer accaso o paiz mais
ulgom sacrilicio da nossa parte mais o sacrifi-
cio de aproveitarmos os dias da nova proroga-
ca<> ifim do que urna tnui diminuta maioria
do vn;>.l<> n;l<> nos imponha a lei ? Digo dimi-
nu. poique algumas cousas passario por um
ou dous votos, havendo no senado apenas o
numero necessario para haversessao. O calculo
foi o mais seguro, que podia dar se. Nos ,
deputados, estis cansados deseiais ardente-
inente voltar ao seio devossas familias,urna pro-
rogaco mais nao possivcl recehei portanto
a lei e daqui parlirao todos esses patrone-
as escandalosos, todas essas emendas suppres-
arvas, e tambero a reprovacao dessas medidas
uteis, que passarao nesta cmara. E o calcu-
lo foi exacto nos vamos approvando tudo e
dando assim provas de que nao temos urna von-
tade propria como por l dsso se nos aecusa.
Ainda hontem notei.que o nobre ministro da
marinha inlormasse q*Uc nao era r.ecessaria a
creacao da nova despeza de um almoxarife dos
hospitaes da marinha, que os vencimentos, que
tinha o fiel erao sufficicntes, e. nos aconselhasse
a sua approvacao para evitar-se urna fusio. O
que o nobre ministro disse importa o reconhe-
cimento de um velo absoluto no senado im-
porta dizer-se istomo; mas o senado o
qui/. c 6 por esta rasao que alguns sena-
dores tcem-se animado a dizer, quo nos nio te-
mos opiniao e vont8de proprias que nio
representamos o paiz, que sumos urna commis-
s5o do governo.
" L5' '..'."" i
2
Vindo ao objecto em diseusso direi, que
voto contra a emenda do senado.
Duus rasocs valro na cmara vitalicia para
a queda desto imposto; l.1 rasao o imposto
nada produzir ,2.* rasao : ha necessi-
dade de facilitar a venda dos bilhetes das lote-
ras, Nio me pareccrem procedentes estas
rasos. Em materia de impostos o legislador
nao deve somonte medir o seu producto mate-
rial mas, e principalmente, oseueffeito mo-
ral. Se um imposto nenhum beneficio trou-
cosse aos cofres pblicos ; mas fizesse desappa-
recer da sociedade um grave mal, produzindo
o resultado da pena a mais efficaz esse impos-
to deveria merecer a considerar" o do legislador.
Neste caso me parece estar o imposto proposto,
o seu lim nao era certamente o augmento de re-
ceita elle tinha por principal, e nico objecto
matar cssa industiia perniciosa a fraude des-
ses especuladores, que porahi andio.
Sr. presidente a meu ver, urna prohibicao
expresia a fulminadlo de penas, nao levaria a
morte 15o de pressa essa industria, que eu re-
puto immoral, e perniciosa do que um forte
imposto. A prova disto tenho na continuadlo,
c progresso dola, apezarda prohibicao de urna
postura da cmara municipal.
Nao ponderare! i casa os males resultantes da
existencia dessas casas elles sao bem conheci-
dos. Ninguom ha que ignore que essas casas
comprao grande quantidade de bilhetes para os
revender no subido proco, augmentando se as-
sim esse imposto (que reputo as loteras um im-
posto) sem ser em proveito publico. Ninguom
ha, que ignore, quo esses especuladores di vi
dem, c subdividem os bilhetes e na propor-
i .lo da divisan, e subdivsao augmentan o seu
preco, convidando assim todas as classes da
sociedade a ontrarem nesse jogo. Ninguem
igualmente ignora a fraude, que se d no paga-
mento dos premios, e exemplo- ha de indivi-
duos, que fazem circular cautelas de bilhetes,
que nao possuem e de outros, que abalo, o
desapparecem na occasiio do pagamento dos
premios. Notc-se ainda, que as casas, que se
do a esse trafico sao militas nesta corte ; mas
nenhuma ha que pelos sous fundos morera
consideracao sao armarinhos elchiores,
pequeos armazens que nenhuma confianza
inspiro.
Allegou-se a necessidade de facilitar a venda
dos bilhetes. So essa necessidade se d divi
da-os e subdivida-os o governo seja elle pa-
ra isso autorisado e ento evita-se a fraude, o
augmento do proco n pode inspecionar-se es
sa operacao com facilidade.
Eu reclamo a altencio da cmara preciso
, que convencamos a alguns dosmembrosdo
senado, que nos temos vontade propria que
votamos conforme a nossa consciencia.
Esses nohres senadores parecem alguma ra-
san ter; porquanto neste anno temos tido tnui-
ta condescendencia com o senado temos ac-
quiescido a tudo quanlo elle quer.
Um capitn A/.evedo requereo ser considera-
do official do exercito hrasileiro, sendo um pro-
jeclo de resolucao neste sentido iniciado, nesta
casa cabio. U pretendento arranjou no sena-
do a medida, que de nos nao tinha podido con-
seguir veio para aqu e esta cmara a ap-
provou.
O mesmo succedeo com igual pretendi de
um sr. Emilio Moreira.
No sonado passou urna resolu."3o dispensando
o cstudantc Castro Lima, que tinha sido ropro-
vado em cortos preparatorios do exame desses
mesmos preparatorios autorisando ao director
do curso jurdico de Olinda para o matricular ,
nao obstante a (alta desse exame, e o anno es-
tar em meio veio para aqi, e foi approvada.
b Dosta casa rcmetteo se ao senado uina reso-
lucao em avordo estudante Valenca que ti-
nha Ircqucntado o terceiro anno do curso jur-
dico e tinha direito a fazer acto e n3o foi
approvada Eis porque alguns senadores d-
zem que nao temos vontade propria.
Temos prorogacio at o dia 24 approveite-
mol-a em urna fus3o. Eu queria ter o prazer
de na tribuna do senado defender a dignidade
desta cmara que tom sido t8o vilipendiada
cmsuasdiscussoes sem que os oradores que
assim nos offendiao fossem contidos as regras
da decencia o do decoro. Eu desejava con-
testar-mc con elles ouvil-os, e responder-
les: o combate seria desigual, porque conhe-
co a penuria de meus talentos, mas eu ira bem
na deleza da cmara a que portento. Eu cnto
Ihc poderia mostrar qi: esta cmara tcm fei-
to valiosos servicos ao estado e nio males. Se
fosse preciso mostrar, que a alguns nobres se-
nadores grande parte dos males, que soflremos,
se deve imputar eu recorrera aos differentes
tratados, queem prejuizo dos nossos interes-
ses, c perda da dignidade nacional se teem ce-
lebrado com o estrangeiro e Ibes mostrara s
suas assignaturas (apoiadot). Se fosso ainda
preciso eu Ibes provaria que a testa dos ne-
gocios pblicos, na administradlo grandes
males izerSo ao paiz (apoiadot),que como pes-
soas preeminentes na sociedadecontribuiraopa
ra o estado em que paramos, que para essas
lea, que tantos males acarrdarSo a patria dero
o seu voto (apoiados). Ainda ira mais avante;
se fosse necessario mostrara que aquelles ,
que tomrao parle nos differentes movimentos
polticos, quo teem acahrunhado este paiz estao
no sonado....! (potados). E que males tem
(eito ao Brasil esta cmara? Servicos, ninguem
pode contestar-me tem ella feito de grande
monta (apoiados). Nos recebemos o paiz ac -
brunhado por urna divida enorme devastado
pela guerra civil, com a tranquillidade mal
segura com um dficit constante. Tudo isto
producto n> poltica, em que tees: figurado
alguns nobrea senadores (apoiadot). Temos
accasoaugmentadoesses males?Certamenten3o.
Falla-sc da creacao de novos impostos, ser es-
te o mal ? Creio ao contrario que este foi o
maior servico, quo esta cmara prestou to-
mando a si urna responsabilidade immensa, nao
desanimando ante a ideia de tornar-so odiosa
(apoiados), nio fugindo do peso desses com-
promettmentos, que acarrelao taes medidas !
(Muitot, e repetidos apoiados.) E para que to-
do este sacrificio ? Para reparar sr. presiden-
te erros daquelles, que teem dirigido e go-
vernadoo paiz no numero dos quaes entrao
esses nobres senadores para pagar os |uros
dosses ernpreslimos contrahidos, para fazer face
s despezas,que teem produzido essas desordens,
que teem assolado nossas provincias, c para evi-
ta re m-se os malos da emissao de maior quanti-
dade de papel-moda !
Nos poderemos ter feito males ; mas nunca
em lio grande copia como os nobres senadores,
que teem governado o paiz, e dirigido a sua po-
ltica (Apoiadot.)
Nio fbpresentamos o paiz ? Porque ? So so
represenlio o paiz os eleitos para a cmara dis-
solvida cu o fui e portanto nessa hypothesc
o represento ; mas eu recuso esta graca, con-
cerno tenho de que o represento, porque a ex
pensasde ministerio algum fui reeleito. E por-
que nio representamos o paiz ? Um senador
actual o representar melhor? Certamente nio,
que a isso se oppoc os defeitos de sua elecio ,
sujeta a essas mesmas accusaccs, que ora se nos
fazem, o a mesma organisacao da cmara a que
pertencem.
Certamente se alguns dos nobres senadores
tivessem de passar pelas provas de urna nova e-
Icicao dada nella a maior liberdade estou ,
que desistirao da presumpcio em que esli de
muito bem representaren) a nacao o melhor
do que nos (apoiadot.)
Or. N. Machado: Haja liberdade as
eleicoos.
ir. Ferraz : Perdoe-me o nobre depu-
tado : isto urna grande offensa e cortamen-
te nio nos pdem disso aecusar aquelles, que
O ir. Ferraz: Eu nao posso doixRr do
responder a apartes que importan olensas
cmara, a quo pertenco. A que voom estas ac-
cusaces ? A desacreditar esta cmara, a tirar-
Ihe a /'Orea moral o aplainar assim o caminho
para a suadissolucio Paroco, quesim; mas
eu tenho a mais firme esperanca de que se a-
caso aquelles, que a pretendem desacreditar e
quo a chamio commissao do governo subirem
ao poder nio lanoaro nulo dosse moin vio-
lento quo tanto alalo traz ao paiz. Estou ,
que como bons homens de estado vir o pe-
los seus principios, pela sua poltica, conquis-
tar maiuria nesta casa conquistar afToicOes, e
que tudo por seu talento sagacidade, e prin-
cipios obloro que farao o mesmo que li-
beran em outra poca quo virad pedir-nos
quantas faculdades julgarem precisas como o
lizerao a cmara passada, dias depois de a tercm
chamado prostituida (muitot apoiados).
Or. Nunet Machado da um aparte quo
nio ouvimos.
O sr. Ferraz : A primeira cousa, quo de-
venios ter em vista o decoro, e dignidade da
casa (muitot apoiados). Todos nos, qualqucr
quo seja o lado, a que pertencamos, devenios
tudo esquecer quando se trata desse principal
objecto : ante o decoro e dignidade dosta c-
mara essas consideradnos cu julgo dignas do
desprezo.
Sr. presidente, esta cmara podia ser com
ventagem aecusada peloestado de torpor em que
at certo tompo se conservou ; era vulneravel ,
nio pelo que tem feito mas pelo quo nio tem
feito pelo pouco que fez. Eu desejo que
se me relatem esses males e prometi retrac-
tar-me do tudo quanto bei dito se essa de-
monstradlo apparecer.
A defeza desta cmara nao me caba tanto co-
mo aos nobres deputados, que tverao parte as
medidas reprovadas pelo senado nem sompre
tenho tido a honra de concordar com a maioria
da casa eom muitos pontos andamos discor-
des ; mas eu assentei quo esse ora o meu de-
ver e nao mo arropenderoi de o ter feito.
Voto contra a emenda do senado.
diario m mmWm,
O rosponsavel pelos dous artigos aecusados
do peridico Indgena foi pronunciado por in-
i'jriss S SUA MAGEST.'.DE O IMPERADO" QS-
sembla geral. O juiz da culpa doutor Vi-
centa Ferreira Gomes, deo urna sentenca origi-
nal e absurda para diminuir ao reo as penas ,
que Ihe impe o cdigo penal. Esto, no artigo
242, muito claro e expresso em impr aos reos,
que injurian, ou calumnian pela i m prensa o
imperador e a assembla geral, o dobro das
penas do artigo 230: o juiz por tanto, na sua
sentenca de pronuncia, ou podia somonte de-
clarar o aecusado incurso no artigo 242, visto
nio haver dvida, que o crime losse commet-
tido por meio da imprensa ou por amor do
explicaedes, di/.or, que, oslando o reo com-
prehendido no artigo 242, incorrra no dobro
das penas do artigo 230, por ter usado dos
termos injuriosos, de quo trata o artigo 236 %
2., ou, por outros termos, pronunciar o reo
no artigo 242, combinado com os artigos 230 ,
e 236 S 2.; por quanto, sendo o artigo 242 o que
marca as penas do crime do calumnias, o inju-
rias, feitasaoimperador, e assembla geral,
e sufllciente para entender-se a pronuncia nao
era todavia superOuo declarar com a referencia
do artigo 230 o meio, por que o reo commet-
leo o crime, ccom a da artigo 236$ 2. quali-
ficar as oxpressoos criminosas do aecusado ; mas
subordinar o juiz a lei sua vontade, combi-
nar o artigo 242 com outro, de que nao se tra-
ta e que estabelece pena diversa da que o ar-
tigo 242 fulmina uina contradicho absurda,
O Indgena um papel impresso, logo o lu,
nao podia fugir do artigo 230, expresso na
lei, para mandar combinar o artigo 37 t Uo
o Cdigo repelle no caso om quostao. Os de-
fensores do juiz manquejo quando enlr
nosta argumentadlo ou saltan por cima do ar-
tigo 230, que vem expresso no 242, o porgun-
tao, que raso ha para nio seren punidos com
penas mais leves que as calumnias as inju-
rias foilas ao imperaiior se o cdigo diminue
as ponas em emnes similhaiitt-s c Mitra nutras
autoridades ou pi-ssoas P A quem argumen-
ta com permintas devia-se replicar com outras
o peguntaramos estes defensores quem au-
torlsou o juiz A proferir a exocucao do um arti-
go do cdigo ou riscal -o para substituil-o por
outro? Seo cdigo, no artigo 242, puno com
o dobro das penas do artigo 230 as injurias 0
calumnias ao imperador, e assembla geral,
que importa isso ao juiz, para metter-se re-
vocar a lei ?
Jamis nos limitaremos a argumentar assim
e repetiremos, quo o juiz nio deve equiparara
imperador e assembla geral com as mais
pessoas, o autoridades respoito das quaes
legisla o artigo 237 1., 2., o 3. 0 IMPE-
RADOR, Pessa inviolavel, e sagrada : a as-
sembla geral, constiluindo com o impeuauou
o poder legislativo o primeiro poder de um
estado constitucional, deve estar cima das
outras autoridades o corporacoes Tanto per-
da o paiz em ter um imperado ou urna as-
sembla infammadosde immoraes, c viciosos,
como setio altas pessoas passassem por crimi-
nosas. E tan grande o crime de os tornar des-
preziveis como o do os chamar criminosos.
Nio foi o nosso cdigo original ; as leis penaos
do outras nacoes que fazem difierenca entro
a injuria c a calumnia dirigida contra com
quaesquer pessoas e autoridades punem com
a mesma pena as imputacoes feitas ao chefe do
estado ou ellas sejaocalumniosas, ou somen-
te injuriosas; tacs sao as leis criminos da
Franca.
Paremos nestas rcflexoes; pois o artigo 242
(ao claro que a pretencao de explical-o so
se desculpa com o espirito de partido que se
alreveo a dar-lho interprolaces. O snr. pro-
motor publico ha de fazer patente com o seu
reconhecido zelo e iutelligcncia ,- o erro da
sentenca de pronuncia e a parcitflidadc da
concessio da llanca depois do ter o rao com-
moltido dous ciimos cujas penas sommedas a
torno inadmissvel as allegaces dos recur-
sos que tem justamente inlerposto para o
juizo do direito d'esla comarca.
Tristo o aspecto que offerece a provincia
das Aiagas, mas ainda nao 6 lio (ein como
se tem ltimamente querido fazer acreditar
n'esta cidade. Teem havido sim alguns assas-
sinatos, em diferentts comarcas, de pessoas in-
fluentes nellas conhecidas por governistas, o
ninguem podo affiancar t onde chegar o ca-
nibalismo dos que entendem que o melhor mo-
do de decidir todas as questocs o uso do pu-
nhal o bacamarlo ; dz-so que pessoas sem au-
torisacjo legal rencm gente c preparao armas
e munidics, na intcncao de aggredir e tomar
vingancas contra os seus inimigos; mas irn-
possivcl por ora caractersar estas inlcncdes,
porque at o refundo dia 20 nenhum acto se-
dicioso havia sido commetlido da parte dos que
se mostrao adversos administradlo do actual
Exm. presidente, que alias tem em breve de
entregar as redeas do governo ao successor, quo
j est nomcado c contra o qual nenhuma
indisposicao ha na provincia. Com tudo o
Exm. presidente procura prevenir-se para po-
der reprimir qualquer aggressao contra a tran-
quillidade publica e urna embarcacio de guer-
ra foi daqui para esse fim o requisicao sua,
o mesmo. que mandar combinar cousas hete- estac'0"ar em Macei. Possao os Alagoanos
conhecer quanto Ihes convem por seu proprio
interesse a conservacao Ja ordem e quio
caro Ibes devo custar o menor desvio do cami-
nho da legalidade 1
rogeneas, querer conciliar cousas repugnan-
tes e que se dcstrem reciprocamente. O c-
digo penal, no artigo 242, equiparou mu cla-
ra o expressamente as calumnias, e as injurias,
feitas ao imperador e assembla geral, por
entender, e com rasao, que qualquer oflensa,
diiigida estas pessoas inviolaveis, tem igual
gravidade ; que tanto faz imputar-se-lhes urna
accio, quo, allribuida outra pessa, dara
lugar ao procedimentn da justica como qual-
quer outro acto, quo concrra para diminuir o
inviolavel respeito, eacatamento, que no go-
verno representativo cumpre, que se Ihes to-
nha : por estas rasocs o cdigo impoz as penas
do mesmo artigo para qualquer imputarn,
feita estas pessoas, indicando somonte a dif-
(erenca que ha entre os meios, por que se fa-
zem taes Imputacoes, e julgando mais graves
as publicadas pela imprensa litographia ou
O juiz ein vez de curvar-so
gravura. O juiz em vez de curvar-so lei.
estando no poder mandro commissarios pa- em vez do executar fielmente suas disposicoes
ra as provincias (apoiados) afim de terem as' videntes, manda lazer urna combinaco do
eleices seu geito, aquellos em cujo lempo 1 rliijo, que se niocombino, so para dimi-
dadas as eleicSes se empregou a fflrca c a i nu'r a0 "isado as penas I
Iraude para vencer (numerosos apoiados), a- ^TnnS 'o??" ^'7' f'? ^""T
.. r v r ciar so no artigo 242, mas fazer declaracao de
quoiies----- a)gum d(JS outros artigos t que este se refero
O sr. presidente : Isto inteiramente f- j convimos nisto ; mas certo, que o artigo
ra da ordem : peco pois ao honrado memhro 242 refere-so nicamente aos artigos 230, que
que se restrinja materia da emenda que se pune as offensas dirigidas pela imprensa, e233
acba emdiscussio, j que trata das que sao feitas por outros meios.
O vapor Imperador chegado do norte hon-
tem ( 27 J deixou em tranquillidade as pro-
vincias em cujos porlos tocou. sjornaes ,
que recebemos chegio at 9 de dezembro e
por conseguinte nada adiantao s noticias, que
ja tmliamos No Maranho continuava-se a
fazer opposicao presidencia; o um novo peri-
dico,all publicado,coma denominadlo deFiga,
cujos 1.*, e 2. nmeros vimos, a guerrea com
bastante acrimonia e com termos bem impro-
pios do um jornal.
Hontem deo a companhia cquestre do New-
Yorck a sua duodcima e ultima representarn ;
tendo sido todas soin interrupcao e havendo
todas as noutes endiento grande sem duvida,
se se attender a cstarmos no tempo em quo
grande parte da populacao abastada da capital
esl no campo. Era a companhia merecedora
com efleito d'esta benevolencia tanto mais
expressa quanlo havia s um mez que outra a-
qui tinha estado pois que composta do su-
geitos todos superiores na sua arte, distin-


===== 3
giiindo-se entro todos o menino Kincadc, que! das culpados e pnsse contra ello
com de/, a onze annos de idade faz sobre o ca- captura, remetiendo o proeeM,
i _-.... .1. (T,,,n *,! ni i.c una nnrmni oviai i.-, ti..*. i..^_I_J____ !:.I..J.
vallo todas as diflicuidades, que parece exi-i-
rem um vigor incompalivel com asuaidado.
Consta nos que a companhia vae para a Ba-
bia onde a outra go/ou do tantas atteucGes,
.j onde sem dvida ter a preferencia que se Ihe
nao pode negar.
Htonees
OS"
l_ 11__! -..LL.'J
Publicado i pedido.
mandado de
logo que es-
ta tiver transitado cm julgado, ao oscrvao do
jury a (im do seguir opportunamento os seos
termos, e pague o querellado as cusas. Ro-
cife 11 do dezembro de 1SV3.Jos Nicou
Rigueira Costa.
'I-.CI5BS5
rao as grtelas da cidade.
AgurdenteVendeo-se de 42$ a 45* rs.
pipa.
Alcatro suecodem a 8:000 rs o barril.
"Gracia posso afflrmar-ldej Allazema-ldem de2:560a 28Mrs S
gos honra Ibes seja feita comportrao-so
muito bem ; drto vivas a S. M. e accend-
J.^t."^^^
Variedade.
Francisco Ignacio de Atbahyde oscrvao da
egunda vara do juizo municipal desta cidade
Imperial e Constitucional o Sendor Dom Pedro
Sogundo quo Dos guarde &c.
Certifico que,revendo os autos de que faz
mencao a pctico retro delles consta o que a
mesma petico menciona, e pede por certidao,
de que o seu theor oseguinte : Perante
V. S. qucixa-so Antonio Joaquim de Mello
Pacheco procurador da cmara municipal
desta cidado de Joao Manoel Franco taber-
nero, morador na ra da Gloria da Boa-vista,
e consiste, a querella em haver o querellado em
urna correspondencia, de que autor, feita
oontrd a mesma cmara o seus empregados ,
pub'.icada no Diario-novo n. 222 le 14de
oi'.tdbro prximo passado imputado ao quei-
y.oso crimes de prevarieacao abusos, excessos.
econcussao, como consta do autograpbo o
explicaces juntas exhibidas n'este juizo os
quacs manifestamente contem a asseveracao
formal da existencia d'esses crimes com o que
o querellado irrogou ao queixoso calumnias ,
e injurias que muito prejudicio a sua reputa
dio, e o expoom ao odio, edesprezo publico.
Estas calumnias o injurias mais sobresaem
as releridas explicaces, em as quaes parece,
que o querellado quiz aggravar mais com o es-
carneo a malignidado com quo gratuitamen-
te infamou ao queixoso por quanto con fos-
eando nao haver aecusaciio alguma em juizo
contra o queixoso nom sentonca quo o te-
nha julgado concussionario, prevaricador, &c.,
todava aflirma a existencia do taes crimes e
confirma a sua tomeraria assercao quando de-
clara nao so, que com efleito designio o
queixoso as palavrasalguom que obra em no-
moda cmarapela intima c mviccao cm que
esta do a polo do queixoso as veixacoes, que
este anno so teem praticado as allericoes, fa-
sendo-se exigencias lora da lei mastambem,
que tcm em seu poder documontos, dos quaes
se mostra ter-so receido das affericties inaior
somma do quo a exigida pelo respectivo regi-
ment,do queso colligecom a inaior evidencia,
quo o querellado fallou positiva e afirmativa-
montecom intencao de ofender ao queixoso ,
e classilical-o a seu talante de concussionario,
e prevaricador, nao Ihe podendo aproveitar a
evasiva do adverbio talvez emprogado na
correspondencia nao s por ser manifosta a
conlissao do querellado como lica demonstra-
do ,w*ias tambern porque 6 claro que aquella
fraso adverbial diz respe i lo somentc a ameaca .
que faz o querellado de publicar por exlenco os
nomos dos que elle chama prevaricadores, e
concusionarios, quando orem condemnados
por.sentenca modificando apenas com dita
frase a aeco do verbo apparecao incul-
cando depender nicamente de sua vontade ac-
cusar ou nao ditos prevaricadores, e concus-
sionarios, e publicar ou nao as sentencas
PRONUNCIAMENTO GREUO.
Hoje tia Michaela toca-mc arrumar-lhe
na graca de eos um paragraphosito de noti-
cias estrangeiras que as temos muito interc-
sanles. Saiba que nao sao somente os hes-
panhoes, nem os portuguezes os que fazem
pronunciamentos; tambern os gregos se pro-
nunciado olhe que verdade. Conte-me ,
la isso mestre conte-me a ver como sao os
pronunciamentos em grego ; ainda que aqui
, para nos, ou julgo que os nao cntenderei, por-
que o demo me levo se eu entendo palavra de
I grego ainda mesmo pelo forro. Dcscanco ,
| tia Michaela eu hei de explicar-mo em portu-
gus. Ora com sua (cenca attencSo. Me-
ninas caluda que falla osnr. mestre: per-
doe pode continuar.
Poisentao, tia Michaela l vact Sader
Vm. que os gregos de Alhenas, caneados de
verem Iludida a solemne promessa d'uma cons-
tituico o de verem estrangeiros empolgarem
os mais pingues empregos do estado se lem
hrrao sem dvida de que oriio os descendentes
d'aquelles antigos Mheniensos tao nomeados
na historia e de quo Alhenas havin sido o
horco dos Solons dos Aristides, dos Themis-
tocles e de tantos outros vares Ilustres e na
neute de H a 15 de setembro se lovantrao em
massa isto o povo e oexercito edirigin-
do-se ao palacio do rei se pronunciro po-
dindo urna constituico e com effeito o fizero
com tal decisao e energa que o rei nao teve
outro remedio senao dal a.
Pouco a pouco snr. mestre ; pouco a pou-
co que isso necessita fiar-so mais delgado. Con-
te-me Y. m. como loi o fado porque me es-
tilo (ervondo na caximona urna infinidado do
especies entre gregas bespanholas e portu-
guesas que eu nao ei o que sahira d'aqui.
O fado lia Michaela foi I segundo o refe-
ren) o Observador-grego e a Chronica de Gt-
braltur ) que sduas horas daquela noute se
ouvirao em Alhenas alguns tiros disparados ao
ar, os quaes tiros annuneiro a rounio do sr.
povo e da senhora tropa. Aos gritos de viva
a constituico se dirigi tudo isto praca do
palacio que por signal estava fechado ; tam-
bern erao horas de estar a dormir S. M. < I
coronel Calorgy quo eu nao tenho a honra de
conhecer I nem eu mestre ) e at nunca tinha
ouvido fallar nello commandava a artilharia e
as tropas regulares ; e o coronel Macryny es-
se tia Michaela commandava o povo ar-
mado.
Ora ouca mais. S. M, o rei Othon chegou
janella quo naturalmente abri ou mandou
abrir pois nao era natural que dormisse com
as janollas abortas nao por causa dos ladros ,
mas por causa das moscas, porque na Creca
as moscas sao de mais zanguinha quo os nos-
sos Irombeteiros e perguntou quelles snrs. ,
o que querio. O coronel Calergy que nao
tinha popas na lingua tomou a palavra e fe/,
como o Mariz Colho: eu disse o snr. coro
Ztttt&'g^te.jrM'SS'.
tonda d'esforte o querellado commettido os
crimes previstos nos artigos 231 e 236 do
cdigo criminal c incorrido as mais ponas,
visto ter sido o impresso distribuido por mais
de 15 pessoas e ter sido o queixoso offendido
cm raso do officio que excrce na forma da
lei do primeiro de oulubro de 1828 artigo
81 como agente de urna corporacao que
exerec outoridado publica ; requer o queixoso
a V S que fe digne de acceitar a querella ,
proseguir nos termos da lei sendo ouvidas i
una constituico e a pode : aqui est a carta
lirmaa. Dai-mo tempo respondeo o re i, e
sabe Dos o susto com que estara S. M. ) para
ou me aconseldar com os mous ministros; e
vamos lia Michaela o rei nesta resposta .
para ser dada de noute cm que todos os gatos
sao pardos, nao se explicou mal.
Quaes ministros! Ihe replicou o coronel
Calergy, os vossos ministros esto na ga-
ola ; damos um quarto de hora a V. M. pa-
ra so resolver; respondei prompto ,
e sendo ouvidas as ra .hictuitm, r~.. r- r mh
testemunhas a margem a respoito.de daver o carta ^^^^7^.
impresso circulado por mais de 1?.P? ; ?ttXe". que o tal coronel Calergy nao
pede a V. S. illm. snr. dr. juiz municpalda 2 (t.a M el |fc linha ventas 'Pois
lora daja por bem ass.m o de erir e recebe- a para g^ea.J ^ ^^ fa ^
r mcrc.-rAnton,o Joaquim de > Mello Pachc- com e.levw Sua M ud 0 rei da
ntonio Joaquim de e.lo, racDc- -. c ^ e Q re da
co.-Testemunhas- Jos Jernimo Rodrigues com csse .rraga ^ ^ ^
Chaves Antonio Jos Gomes do Correo, Ig- | Greca .
co Antonio Borges-Autoado e|uramen-
HHCIU /lili"'"" ""n --------, ,-f
lado proceda-se a formacao da culpa notifi-
cndole as testemunhas e o reo para a pn-
meira deste juizo. Recifc 4 de dc.cmbn.de
18*3 Rigueira Costa.- Julgo procedente a
queixa a folbas intentada contra Joao Manoel
Francisco, avista da correspondencia impres-
sa no Mario-novo n. 222 junto a estes autos
V. m.sabo la como fallfio os gre-
gos | estas palavras sao as mesmas que Ira/, a
Chronica Sigu or leave Greece, ihe Olhon
sleamer is wailing lo convey you away.
Snr mestre ja Ihe disse que nao entendo
erogo nom mesmo pelo forro. Porm ta
Michaela, so isto nao 6 grego mas ingles !
Sao palavras da Chronica. Mestre, para mim
s'ocegada c que o snr. pronumiament) teve o
I goslinho de nao cuslar nem se quer um tapa-
, olho nem ao menos um callo puado o que
custa a accreditar, mas d'officio.
I Tamben. Ihe conUrei que segundo as par-
tes telegradhicas as dados gregas Chalas e
N'auplia tambern arranchrao ao visorio; a
Icouaa marcha com o mais vivo enthjsiasmo.
Mostr so isso assim opino pelos pronun-
ciamentos em grego. Espere, minha tia,
que ainda falta mais obra. El-rei nomeou no-
vo ministerio progressista e patriota por
proposta do conselho d'estado porque la na
senhora Grecia tambern ha desta fazenda : eu
Ihe digo os nomos dos novos ministros. Con-
lis esle se me nao engao o Yice-presi-
dentc. Seguem-so agora Panulzos Notaras ,
Monarchidis foudourris Y.acharitza, Pa-
tamidis Caratja, Silivergos, Theocaropou-
los, Jaralampos, e...... Basta, mestre,
pelo amor de Dos, nao ponda mais na carta ;
j Ide disse que nao entendo nada desses nomes
gregos sao tao feios que ot as minbas me-
ninas se assustro. Al a Antoninda, quando
ouvio fallar no Trocapollos e no Caralampio
cadio com um fanequito. Nao sei como dajao
mis gregas quo consinti simildantes nomes
em seus ildos f
Porm diga-me mestre, como que esses
sendores gregos sabem fazer esses pronuncia-
mentos tilo soceaados e nos c e mais o>
nossos visintos andamos sempre as caedeiradas!
Olde tia, isso custa pouco a saber. Na Grecia
esper irao quo a Irurta estivesse madura para
acolber, c entre nos. c entre os nossos visi-
nhos come-se verde. C o em casa de I). Iberia,
quando qualquer Joao Fernandes ou os sal-
vadores de qualquer club comeco a desgostar-
seda mareda do governo pronunciamento no
caso! N'um momento se ldes coze o pao no
forno o sem ldes importarse a vonlade ge-
ral a sua se a tyrannia do governo prova-
da e se o descontentamento do povo est ma-
duro sadem a ra c dizem Nos nos pro-
nunciamoso saia o que sadir O grande
caso pronunciar-so o mais corra como cor-
rer. Se pegou. temos vivorio e luminon'o ,
demissoes, e felicitacoes juramento e or-
camento", estradas, canacs e outras cousas
mais; eseniopegou, temos madame Amnis-
ta que o arco da velha das revoluces.
Nessecaso, mestre torno a dzer-lhe, pro-
nuncio-mc pelos pronunciamentos em grego.
Eso, como por ah se diz, e publica mada-
me Rtvoluco de setembro e mais madame
Coalliso e o Tribuno e o Patriota c o
Pax robis do Portugal-Velho temos breve-
mente o nosso pronunciamento seria bom di-
zera essessenbores, o senhoras que facao o
pronunciamento em grego e ao romper do
.lia. quo sao mais bonitos. Que tambern se-
ria bom que o acao em da de carne, porque
em dia de peixe muito mo, em raso de ser
dia de bacalho e isso o quo os inglezinhos
querem pois fica sendo da de (esta nacional ,
e i so v, que bao de haver jantares nacionaes,
eternos o bacalho mettido na festa Tambern
nao seria mo lembrar a essos senbores encar-
regadosdessaobra pia que facao um rninis-
terio grego como o do Trocapollos, e Cara-
lampio, porque assim como assim c os nossos
nomes esto tao safados, que n5o se Ihe co-
nbecem as lettras principalmente para a fa-
zenda preciso um Mauromicheli a ver se
paga s mestrasde meninas com dinheiro gre-
go porque com elle portuguez j ao v que
se nao plha um vintom. Ora dos, mestre ,
que est tocando ao caldo sao horas de afilar,
queja chegou minha visinha D. Ictericia dos
seus banhos da Foi, c mais D. Hemorrhoida,
que, segundo se v, jaacho grandes melbo-
ras no seu pbysico o no 'seu moral. Com li-
cenca mestre vou accommodar as minhas
meninas.
[Imit. de Fr. Gerundio.)
[Peridico dos pobres-no Porto.)
ricas, e as vendas a retalho teem di-
minuido consideravelmente.
BatatasVendrao-so de 640 a 800 rs. .
Carne-sectaKntrou um carregamento do
Buenos-Avres com o qual o de-
posito de 14000arrobas: avendas
teem sido limitadas, e os precos con-
tinuao no mesmo.
Farinba de trigoNao douvrao entradas du-
rante a semana nem vendas de im-
portancia continuando 15S e 18$
rs a barrica.
GarrafesYendrao-se de 700 a 800 rs. cada
um.
Manteigadem de 420 a 430 a libra.
Papel de pezo croinbadem de 2:400 a 2:700
a resma.
Pimenta da Indiadem a 2W rs. a libra.
Queijos flamengos dem a 1000 rs. cada
um.
Sabio amarellodem a 115 rs. a libra.
Sal estrangeirodem a 850 rs oalqueire.
Yidros para vidracadem a 8:000 a caixa.
Embarcacoes existentes no porto.
Austriacas........
Americanas..........*
Brasileiras...... 21
Relga..........\
Di na maro nozas. .....*
Francezas
Hollandcza .
Despalillla
Inglczas .
Napolitana. .
Oldemhurgueza
Portuguezas .
Sardas ...........
Siciliana.........._
7
Suecas ..... .....
67
2
1
1
y
i
i
:t
ilovimento do Porto.
Mas diga me em que parou o
..signada por- Um .M. fo -term o ..-; ^^.nto? ^0 o resultado foi ,
presentacao do authographo a 'olJaV, mi, i,n;nha rica senhora que o rei com vontade
declarado a folhas depo.mento de tes^emu- n..nh-^ r a sen^ q ^ seu ^ ^ ^
,ias de o.has a folha. e ^^ ^T v'0Cando o supremo congresso dentro
folhas, que ^**^{SL o um mez para anhavar urna constituico
SfaX^fi^ no r8o., grega isto um pacto. Aqu, os snis. gre-
PRAQA DO RECIFE 23 DE UEZKMBRO DE 1843.
Revista mercantil.
Cambios Houverao transa?6es considiraveis
durante semana do 26'A a 26 d.
por 18000 rs., lindando ao ultimo.
AlgodaoAs entradas teem sido limitadas e
teem havido vendas de 5500.e 5600
rs. por arroba.
AssucarAs entradas durante a semana orao
crescidas, e Brerao-se vendas do cai-
xas a 1:100 rs. por () sobre o ferro.
CourosContinuo procurados, e tem-se ven-
dido os de salgS'taira a 135 rs. a
libra.
Navio entrado no dia 22.
Lisboa ; 31 das brigue sueco augusta de
182 toneladas capitao John J. Rubarth ,
equipagem 10 carga sal : a consignacio
de Le Bretn Schramm & C
Sahidos no mesmo dia.
Maranho ; brigue-escuna brasileiro Laura ,
capto Antonio Luizdos Santos : carga di-
versos gneros.
Canal; barca ingloza Monarch capitao Tdo-
maz D. Le-Page : carga assucar.
Pdiladelpdia ; escuna americana Urraloo ca-
pitao Abradam P. Lafkin: carga assu-
car.
Badia ; diate brasileiro S. Jos capitao Je-
rnimo Pereira : carga bacalbo.
Observacao. Sabio o fundeou no lameirao a
galera hamburgueza Cal harina.
Navios entrados no dia 24.
Ilha-de-Fernando ; 2 das, brigue-escuna
brasileiro Gararapes capitao Jos Segun-
dino Gomensoro.
Liverpool ; Odias, brigue inglez Stnearts ,
de 215 toneladas capitao John Fishor e-
quipagem 11 carga varios gneros.
Sahidos no mesmo dia.
Liverpool; barca inglcza Priscilla, capitao
John Taylor : carga algodao e assucar.
Babia e Bio-de-Janeiro ; brigue portuguez
Tercena, capitao BalbnoTcixeira : carga
colonos.
Genova ; brigue sardo Constantino de 258
toneladas, capitao Repello J. equipagem
12, carga vagios gneros.
Goianna ; lancha brasleira ConccicSo-Flor-
do-Mar do 23 3/4 toneladas capitao An-
tonio Jorge da Silva equipagem 6 carga
lastro e miudezas.
Navios entrados no dia 27.
Ass ; 13 dias, brigue brasileiro Boa-vtntura,
de 195 toneladas capillo Joaquim Pedro
de S e Faria equipagem 14 carga sal ,
e mais gneros.
Fundeou no lameirao vindo de Gibrallar cora
40 das, o patacho sueco Agna, de 70 to-
neladas capitao E. P. Enikstrum equi-
pagem 8 carga lastro.
Porras do Norte; 34dias, vapor brasileiro
imperador de 467 toneladas capitao Jos
Maria Falcao equipagem 30. Paasageiros:
Silvestre Henrique de Pinho Antonio Du-
arte Rodrigues brasifeiros; C. Berthelot,
francez ; 1 cabocla entregar ao Dr. JoJo
Capistrano Bandcira de Mello ; e 2escravos
a entregar.
Sahido no mesmo dia.
Rir-de-Janeiro ; brigue brasileiro Jupiter-
de-Pernambuco de 248 '/ toneladas ca-
pitao Ignacio da Fonseca Marques equi-
pagem IV carga sal e palha.


4
Eclisa es.
j'informacoes, acerca dos suas condices, e
_________, i espera que os seus servicos ser" julgados profi-
V,cente Thomaz Pire de Figueiredo Camargo, \ C"0S f)ara ar mlais a,nP,a ^H"?*' do mch-
commendador da Orden, de Chnsto, inspec "aS T*VW MProv,ne,a-
tordalfandega, tfc. L 7 Gu,,hen,,e Wrassry Pa Ma-
' vV cci, com sua senhora e um filho menor.
Faz saber a quem convier, que, aehando-se| = Una pessoa que tem alguma pratica de
presentemente (echada a parte do caes d'alfan- escripturacao commercial prope-se a fazer
doga (|ue fica desde o torreao oceupado pela ja escripturacao de qualquer casa do commercio.
asso iacao commercial at o trapiche ser do 1.a
do janoiro de 1 S 4 conservada pateo da mesmu
alfandega e as mercadorias, que alliseacha-
rcm e*se depositarem licao sugeitas a arma-
zenagem domorando-se alem do tempo permit-
tido pelo regulamcnto. Alfandega 19 de de-
?embro de 1843.
V. T. P. de F. Camargo.
= 0 Illm.sr. inspector da thesouraria da fazen-
da dcsta provincia manda fazer publico o officio
abaixo transcripto, que Ihe Coi dirigido pcloins-
pector du thesouraria da fazenda da provincia da
Babia em data de 13 docorrente. Secreta-
ria da thesouraria da fazenda de Pernambuco
20dedezembrodet843.
Joaquim Francisco Bastos ,
Official maior.
Officio Illm. sr. Vou communicar V. S.
para a devida precaucao que de prximo ap-
pareceo na circularan d'esta provincia notas
falsas de 200$ reis da 2.* estampa, de cor verde,
leudo asassignaturas de Sil a noel Lopes Pereira
Babia Joaquim Jos Pereira do Faro e Ma-
noel Gomes de Oliveira Coutp, e sao 16 de taes
notas, de que tem condimento esta thesouraria:
c nao caliendo no tempo da brevidade da par-
tida desto vapor remetter 6 V. S. o resultado
do examc que se procedeo sobre a falsidade
das mesmas notas desde ja Ihe previno que
um dos mais salientes signaes 'a grossura, e
na qualidade do papel e das tintas compa-
rnndo-se com as verdadeiras. Dos guardo a
V. S. thesouraria da fazenda da Babia 15 de de-
zembro de 1843. lllm. sr. inspector da fa-
zenda da provincia de Pernambuco.
O inspector,
JoSo da Silva Miranda.
Declaradlo.
O vapor Imperador recebe a malla para os
portos do Sul a manhaa ( 2!) do crrente ) pelas
9 horas da manhaa.
Avisos martimos.
= Para Lisboa seguir no dia 5 de janeir
prximo o hrigue portuguez Triumphante ,
capito Silverio Manoel dos Reis; tem excel-
entes commodos para passageiros bem como
recebe carga a frote ; a quom convier dirija-se
a seus consignatarios Mendos & Oliveira na ra
do Vigario n. 21 ou ao referido capitao.
Avisos diversos.
ou oulra qualquer qualidade de escripia ; na
ra do Queimado n. 37, primeiro andar.
Addicionundo W annuncio inserido no
Diario no 2G5 de 7 do corrente em resposta
aos annuncios do snr. Carlos Americo da Ga-
ma filho de meo fallecido Cu n liad o Joao
Evangelista Arnrieo da Gama passoa trans-
crever a seguinte parl da instituido do vincu-
de Porto-do-gafinhas : Queremos, e orde-
namos que por nossas mortes sucoeda logo
nesta capella com esta obrigaco nosso filho
Francisco Dias Delgado e por sua morte seu
filho legitimo mais velho se o tiver ou fi-
Iha legitima em forma que v correndo
sempre em successao pelo filho mais velho le-
gitimo e nao havendo filho, pela filha legiti-
ma maisvelha, e nunca correr por successao
de bastarda.
A face d'esta disposicSo testamentaria ede
haver fallecido em feverciro de 1835 meo cu-
nhado Jo5o Evangelista Americo da Gama ,
em success5o legitima na ordem de descenden-
tes porque o snr. Carlos Americo da Gama ,
foi havido de um coito damnado qual adulte-
rino e como adulterino n5o s pelas leis ge-
raes do imperio mas particularmente pela vo-
caciio feita na instituico Ihe era defzo succe-
der a seu pai no vinculo de Porto-de-galinhas ,
por ter para csse fim incapacidade civil, cla-
ro que o dito vinculo devia passar, como pas-
sou para minha cunhada D. Josepha Izabel
Theobalda da Gama ( casada que foi com o snr.
Amaro Fernandos Gama ) por ser a irmaa mais
velha do dito Joo Evangelista Americo da Ga-
ma estar extincta a linha masculina. E
por quanto a loi de 6 de outuhro de 1835 ex-
tinguido os vinculos e tornando os bens .
que os constituiao allodiaes, inandou divi-
dir os mesmos bens pelos hordeiros legitimo, do
ultimo administrador claro que, sendo a
ultima administradora ao tempo da promulga-
cao da lei a dita D. Josepha devem os ditos
bens vinculados por haver ella fallecido em
11 de unho de 1841, ser repartidos polos seus
successores legtimos em cujo numero nao se
pode comprehender o supradilo snr. Carlos
Amarico da Gama por ser, como se disse, filho
adulterino e nao legitimo embora seu pai o
reconhecesse por filho em testamento. Fran-
cisco Duarte Coelho.
Precisa-se alugar um moleque para con -
duzir almocos o jan toros para fra ; no bote-
quim da ra das Cruzes.
xciro abrir a porta achou urna aherta cuma 47oitavas, tudo de ouro de le, e sem feitio ,
gavet.a na qual exestia uns ponhores do ouro, um par de brincos da moda com 4 hrilhantes ,
a saber; 18 rs. em sedulas urna crrenle de urna correntinba para rologio e urn par de
ouro com 33 oitavas urna eassolcla urn cor- brincos de diamantes ; na ra das I'rincheiras
dio com 3 oitavas um dito com duas ditase n 18.
meia um rosario urna rooma antiga um = Vendem-so queijos do Minas frescaes,
annel de tartaruga encastuado em ouro um uvas passas figos o sevada nova a 80 rs. ,
pr de brincos, um annel com requililes un e mais gneros por prego comm ido : na ra
par de rozetas com diamantes um brinco com dasCru/cs n. 40.
dous diamantes, um annel imitando de abra- Vende-se na olaria do fundo junto a
eos com dous diamantes, um annel de abracos, fabrica de Ger vasio telhas i 32J rs o nnlliei
um par di? argolinhas com duas podras 2 bo- ro tijolos de Jadrilho a 258 .ditos de al-
tos de abertun um com diamantes, e ou- venara batida de marca grande a 28 rs. ,
tro com urna pedra 3 oitavas de cordo em'ditosde tapamenU" 128 <"s- ditos quadrados,
pedacos tfmacarteira rom um bhete da lo- grandes para ladrL o de forno de pao a 200 rs.
teria de N. S. do Livramento, n. 1044 e
varios papis pertencentes a venda; a quem
tdo isto for ofTerecido poder apprehender ,
e levar a dita venda assim como quem des-
eobrir o dito roubo, receber 50$ rs. de gra-
tificac9o. tt Justino Antonio Baptista.
Quem precisar de um caixeiro para lo ja
de miudezas, armazom de carne ou para co-
branzas dirija-se a ra do (tange! n. 41.
Desapparecero duas cabras ( bichos ) na
tarde do dia 27 do corrente, do quintal do
Garmo que serve de cemiterio ao hospital ;
urna grande de cor amarella muito pintada
de branco edandoleito; e a oulra mais pe-
quena, preta, tambem muito pintada de bran-
co e bastante gordas; quem dolas souber, Ca-
ra o favor de participar a Manoel Ignacio da
Silva Teixira na travessa da Madre de Dos
n. 11, que gratificar.
= Aluga-se Orna sala em muito bom lugar,
que serv para um ou 3 homens solteros ,
qu no cozinhem em casa ; no beco di Pol ,
venda da esquina da ra dos Quarteis.
Compras
Comprao-se e(lectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos do 12 a
'20 annos sendo de bonitas figuras pago-se
bem ; na ra da Cdeia de S. Antonio so-
brado do um andar de varanda de pao n. 20.
= Comprao-se efectivamente para fra d9
provincia mulatas, negras o moloques de
12 a 20 annos, sendo bonitos pag3o-se bem ; annos didade
na Rua-nova n. 16.
Miguel Jos Rodrigues Vieira comprou
porcontade Joaquim Ferreira Valente, do
Maranho, um meio bilhele n. 3041 da se-
gunda parte da decima-quinta loteria a favor
das obras do tbeatro publico.
= Arecnio Fortunato da S'va engaja pro-
tos para os servicos das capatazias e como se
nao lembra das pessoas, que Ihe tem fallado ,
para admittir prctos para o dito servico por
isso participa pelo presente que no dia pri-
m.-'iro de Janeiro e os pode adm ittir sob as con-
dices, que o mesmo apresentar ; a tratar na
alfandega das 8 horas da manhaa at as 6 da
tordo; o mesmo participa, como arrema-
tante dacapatazia da alfandega que todos os
serventes, e empregados que se nao acha-
ou mesmo para administrar qualquer j rem achamada do ponto as 8 horas, nao ser
admittidos
Vendas.
= Precisa-se alugar urna casa terrea em
boa ra nao execdondo o seu aluguel de dez a
do/e mil reis mensaes : quem a tiver an-
nuncio.
rs Quem precisar de um rapaz Portuguez
para qualquer oceupafo tanto nesta praca e
como fra della do que tem todos os conhe-
cimentos necessarios de negocio e tem boa
ledra
sitio dirija-se as Cinco-pontas n. 26.
= Aluga-se ou vndese una casa de
pedra e cal noengenho da Torre dofronlcde
Santa Anna propria para se passar a lesta por
sera margem do rio Capibaribe e por preco
mui commodo ; quem a pretender dirija-se a
Gamboa-do-Carmo casa que foi estanque de
tabaco e boje padaria.
=o D. W. Bowman engenheiro executor
doencanamento das aguas doPrata e recen-
temente da fundicao da ra da Aurora ai/a
ao publico que se acha ostabclccido nesta ci-
dade como engenheiro e machinista ; ollero-
ce respeitosamente o seu prostimo esperando
merecer favoravel acolhimento do governo, dos
senbores de engenlio de qualquer companhia ou
de pessoas particulares que queirao empre-
hender obras de engenharia.
Prope-se a desenbar especificar, e orear
qualquer mechanismo a fim de ser executado
aqui, ou de se mandar vir de fra.
Prestar a sua inspeccao e conseibo occasio-
nal ou permanente respeito de qualquer me-
chanismo fabrica ou outra obra da mu jiro -
lissao quer para a sua construcco quer
para a sua conservacao ou concert.
OIerece tambem os seus servicos para a ava-
liacSo ou esculla do quaesquor machinas.
A quem o procurar na sua casa n. 15, Ra
e a terceira vez ficar despedidos,
soja quem for, pois que tendp participado j
por muitas vezes nao tem podido conseguir,
que os sciventes alli estejSoas 8 horas.
Ofierece-se um homem para ser admi-
nistrador de algum sitio perto da praca que
entende bem de agricultura ou mesmo para
feitor de alguma obra pois sabe Icr, e escre-
ver, c nao tem familia ; quem de seu presti-
mo precisar dirija-se ao beco da Pol n. 14,
primeiro andar.
Aluga-se um preto para o servico de pa-
daria ; na ra da Scnzalla-velha n. 98.
Aluga-se urna mci'agua com sotao na
ra das Trincheiras n. 37 ; a tratar na ra
atraz da matriz da Boa vista n. 22.
Os rendeiros dos trapiches, Angelo Al-
andoga-velha Pelourinbo e Companhia ,
fazem sciente as pessoas interessadas que do
primeiro de Janeiro futuro em diante cobra-
rs por embarque de cada caixa com assucar
500 rs.
Precisa se de urna ama de leite sendo
captiva ; no beco do Veras n. 18.
Jos Mauricio de Ritancourt de Laccrda
doixou de ser caixeiro de cobrancasda fundicSo
da ra da Aurora desde o da 22 do corrente.
Tendo apparecido a venda da travessa dos
; Quarteis do abaixo assignado roubada no dia
*. i^avui pivnu.i n ouu i-u^u !. w, iwo wuaiicis uu diitiixu asMgnuuu rououuu no oa enuciii-se ouas garganinu
,'oriiGS ( Boa-vista j dar tso minuciosas 18 do correte jjc'a uianhaa e indo o cai-jra urna crreme, um cordo
FOLHINHAS PARA 1844.
Achao-se a venda na livraria da praca da
Independencia ns. 6, e 8 ; ra do Cabug lo-
ja do Bandeira ; defronte da matriz da Boa-vis-
ta botica do Morera; noRccife ra da Ca-
dera loja de ferragens n. 45; em Olinda, ra
do Amparo botica do Rapozo ; e nos Qua-
tro-canlos loja d Domingos : as excellentes
folhinhas impressas nesta Typographia com-
postas pela primeira pessoa, que as fez nesta pro-
vincia e que tantocredito tem merecido; conten-
do as de algibeira ptimas chcaras, e a disputa
entre urna pulga, eum piolho sobre a fidalguia;
oulras contend a confisso do marujo ; ou-
tras com a linguagem das llores ou novo dic-
cionario para a correspondencia amatoria ; ou-
trascom o almanak dos empregados pblicos ,
e finalmente ecclesiaslicas para o officio divino.
Vende-se um escravo de' nacSo bom ca-
noeiro ; dous moloques, de 16 annos, urna
parda de 19, cose, oengomma; na Rua-di-
reita n. 3.
Vende-se urna casa terrea na travessa da
ra da Gloria para a da Alegra rende 12$
rs. mensaes e nova ; na ra eslreita do Ro-
zario venda que volta para o Carmo ; a fallar
com Bernardinbo Francisco de Azevedo Cam-
pos.
Vende-se um negro de 28 annos, de bo-
nita figura bom cozinhero ccaiador, pti-
mo para socar assucar ; na ra das Cruzes n.
41, segundo andar.
Vende-se um violo ; na ra dos Quar-
teis loja de miudezas n. 20.
Vende-so cera de carnauba urna por-
fao de bucho de pescada e mcl de abclha ,
tudo por prego commodo; na ra de Horlas
n 110.
== Vende-se rap de Lisboa, e todas asmis
qualidades que ha no mercado em libras ,
o oitavas, echa hisson ; na ra do Collegio ,
loja n. 4 do Menezes Jnior.
Vende-se um escravo canoeiro e pes-
cador e tambem entende do servico de sitio ,
por 3508 rs. ; no beco da Lingoeta n. 8.
Veiidem-se bichas de Hamburgo e de
Lisboa aos centos, e a retalho tambem se
alugao, e se vao npplicar por preco commodo ;
massos de meias do linbo vindas do Porto ,
e pos para denles ; na ra da Cruz, loja de
barheiro n. 43
= Vendem-se duas gargantillas para senho-
massico com
cada um tudo b(/m e bem cozido, ou
na ruado Queimado k'ja de chapeos, junto a
do Gusmo a tratar cc>m J0 Francisco do
Amr-rim Lima ; assim coi.*10 se manda botar no
porto pagando-se 200 rs. p.^r cento de (rete.
= Vendem-se borzeguins."- gaspeados e de
pona de urna e duas sola,s # pretos, e de
cores, sapatos de palla atraz ^ adianto di-
tos inglezes, de orelha, odecosiurat ditos de
entrada baixa de couro de lustre' ditos de
bezerro, de urna e duas solas botins, e
meios ditos de bezerro francez tudo >"*"* ho-
mem o menino sapatos de tapete para .senho-
ra ditos de marroquim, e couro de lustro' con*
colchte para menino, ditos de marroqu.m
cordavao setim duraque, e couro do lus-
tro para senhora e meninas botisinhos de
marroquim e couro de lustro para meninas ,
sapatos atamancados para homem e senhora ,
e oulras muitas qualidades de calcado, por pro-
co commodo ; no Alterro-da-Boa-vista loja
n. 24 de Joaquim Jos Pereira.
= Vende-se urna negiinha ptima para
mucama ; e um molequede naeao de 16 an-
nos ; na Rua-direita n. 3.
Vende-se farinha de mendioca a 640 rs
oalqueiie novo o a 1600 rs. medida velha;
nos depsitos do pateo do Carmo sobrado no-
vo junto a Ordem terceira o na ra da Cadeia
de S. Antonio n. 19.
= Vende-se urna escrava da Costa boce-
teira cozinheira o com outras habilidades;
na ra do Aragao n. 9.
Vendo-se urna bonita escrava de 16
recolhida perfeita engom-
madeira cosinha e coze ; duas djlas de todo o
servico ; urna dita da Costa lavadeira e qui-
tandeira ; duas negrinhas e urna mulatinha do
12annos; urna bonita mulata do elegante fi-
gura perleita engommadeira e costurcira;
um preto de 18 annos pereito oloiro e de
todo o servico : na ra do Fgo ao p do Ro-
zario n 8.
Vendem-se dous relogios de algibeira a
cilindros, um d'ouro por 50^000rs. ooutro
do prata por 20#000 rs. ambos regulando
bem, e ainda novos: na ra dos
n. Jl.
Quarteis
Escravos fgidos
Fugio no dia 26 do corrente um mole-
que crioulo de nome Roberto baixo ps,
e ruaos grossas falla descansada por serena-
do no sertao levou calcas brancas e camisa
de riscado ; quem o pegar, leve a ra do Amo-
rim n. 50 primeiro andar, que ser gratifi-
cado.
= O abaixo assignado roga a todas as auto-
ridades policiaes, ou outras quaesquer pessoas,
que souberem, ou tiverem noticias de um seu
escravo de nomo Andr de nacao Catango t
fgido no dia 20 do corrente de 25 annos,.
sem barba cheio do corpo estatura regular,
beicos grossos com marcas de bechigas no
rosto, tem o vicio de fumar cachimbo, cor
bom preta e canoeiro ; levou calcas de brim
ja velhas, camisa de cbila azul de quadros
grandes e chapeo de palha ; quem o pegar ,
leve ao Recife no tanque de agua do porto das
canoas ou em Olinda, na ra do Balde n. 24,
que ser recompensado. = Joo Esleves da
Silva.
= Fugio no dia primeiro do corrente o par-
do Monocl, alto bonita figura, secco, o ro-
busto cor de canella clara cabello annelado,
pouca barba rosto redondo nariz grosso ,
com um signal de ferro muito anligo na ponto ,
tem em um dos ps o dedo grande como aleijao
de um panaricio, denles miudos e finos; quem
o pegar, leve a matriz do S. Antonio de Tra-
cunhem a seu scnbor Manoel de Brito Souto ,
que gratificar generosamente.
Desappareceo da casa de Antonio Rodri-
gues Lima no dia 19 do corrente, um mole-
que de nome Calisto de 16 annos, reforja-
do do corpo cara redonda camisa o cerou-
las de algodao natural do Aracaty ; quem o
pegar, leve ao largo do Corpo Santo em casa
doannunciante, que gratificar.
Rbcifi : tu Ttp. di M. F db Fabi ^ 1843
I


Full Text
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