Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04538


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Full Text
Anno de 18413. Segunda Feira 18
ludo Sor dei'enda tiaucoioi como principiamos, sercmoi apuntados com admirado entre as Niguas mais
e-il-n. ( l'roclainago da Assen-.bleia Geral do Bbasil.;
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
fioianna, a Parahjrba, segundas e extas feirat. lUo Grande do Norte, quintal feirai,
Bonito Garanhuns, a 10 a 24.
Cabo, Sarinhaerc, Rio Poriuoso, l'orto Cairo, Macei, e Alagoas no 1 11 t Jl
Boa"1 Florea a l3 e 2S. Santo Anuo, quintas feirai Olinda lodoi o diai
DAS DA SEMANA*.
18 Seg. i. ExperidiSo C. And. do J. de D. da 2. .
19 I'erg. i. Fausta Re. Aud.ao J. de D.da3. t.
20 Quarl. t. Libralo M. Aud. do J. del), da 3. .
21 Quiol. S Thow Ap.
22 Se. Honorato M .And. do J. de D. da ?. ?.
J Sab. i. Victoria V. M, Bel. And. do J. de D. da i: T,
24 D"". Gregorio M,
aiii-nmaiiiiri ii i afta
de Dezembro Auno XIX. N. 273.
asa
O Diario publica-se todos os diaa que nao forera Santificadoa: o preco di taignalore, hs
ile res mil res por qnarlel pagos adiantados Os auuuncios dos acsigniatss io inaeridoe
gratii os dos que nao forem 4 ras.'io de MI res por liaba. Aa reclamar-oes derera aerdiri-
gidas tiTip., ra daa Cruies N.34, ou apraya dalnd*endencia loja delirroi N. oao.
Tndi,
ctueosN.i da 10
Cambio aobr. Londrat 2(i.
l'aru J7 J 'ni por fran.-o.
Je Deiembro. oompri
,Ouo-1Vodid.,400V; 46,800
N. 16,600
9,200
1,900
17,000
16,800
9,400
1,920
1,9211
1,920
Lisboa 110 por 100deprimi. I di 4,000
PaaTA-Pitacei
Pexoi ColuauaTil 1,900
ditoi Miiicanoi 1,900
PHASES DA LA NO MEZ DE DEZEMBRO.
La Cheia 6, 9 huras e 41 m. di tarde I Lu ora a 2 1, as 2 horas a 49 m. da m.
Quart. >ing. i 14, 10 liaris e 33 m. da aa. I Quari. oreas, i 28, ioi 43 minutos db larda
Preamar de hoje.
l."a2horas a 6 aa. da sainhja. | 2. a I boraa a 3 aa. da larda.


EXTERIOR.
PORTUGAL.
Tendo nos publicado no Diario n. 271 urna
copia da represer.tacao da cmara de Evora
rainlia, na qual -M \\ no Peridico dos Pobres do
Porto, que a d'a por extrada da Revolugdo (pe-
ridico), mas, toda alterada na Irase; depara-
mos depois com ella no Patrila, em seu vr-
dadeiro es yio, e por isso publicamol-a hoje do
novo.
Pepresentacdo da cmara de Evora.
Evora, 13 de outubro de 1843.
Senhora !O presidente e vereadores da
ca.mara municipal do conselho de Evora, abai-
'io assignados, vem submissa c respetosamen-
te supplicar a V. M. baja por bem demittir o
actual ministerio, ascndo substituil-o por ho-
fnens que merdcao a confia rifa do V. M., mas
que seja igualmente dign >s da estima e consi-
deraca do povo portuguez.
Apoiados nicamente na Torca militar, cu-
jo dover obodeccr-lhes, o n'algunsempregados
pblicos, cujos intorosses se adiad identifica-
dos com o do ministerio, porque a sua conser-
vado nos ernpregoi so ptfe ser obra d'este: al-
tamente despresadores da opiniad publica, que
refulcados lingem desconhecer; o leguindo na
grande maioria deseus actos urna poltica de-
sastrosa, diametralmente opposta aos interes-
ses da naca: os actuaos ministros de V. M. teem
chamado sobre si a oxecraca do paiz, o a sua
persistencia nos conselhos do V. M. pode ser de
funestas consequencias, porque pode acarretar
a ruina e a destruirlo da lei fundamental do
sudo.
Apenas volvido o curto ospaco de setto
annos, depois quo um similhanto descuido oc-
casionou repentinamente um resultado simi-
Ihante.Un ministerio impopular, e surdo ao
clamor dos povos, atiento a nada mais que
sua duracao no poder, produsio a nocessidade
do urna reaccao violenta, e a queda cstrondosa
dos ministros abalou o edificio social, porque
derribou as instituigoes!!!
Ver prevenida a ropetico do scenas tao de-
sastrosas, exercendo V. M. um acto do poder re-
al e moderador, eis-ahi, senhora, os votos e os
desejos dos abailb assignados, e com este os da
parte contribuinte do conselho de Evora, votos
o desojos quo Ihe nao de ser acolhidos no ma-
ternal corago de V. M., porque sem duvida
preflrir mil vezes a estabilidade da carta, do
ministerio, e os interesses vitaes do paiz aos
srdidos lucros de um punhado do homens, j
desvirtuados e desconceituados na opinia de
seusconcidados.
Quando el-roi D. Manoel, soguindo as indi-
cares sinistrasde preversos conselheiros, se a-
balancou a crear um tributo sem consultar a
vontade da nacao, foi este povo, foi Evora, que
ofTereceo resistencia legal aquella ordom, que
ca!, que o exercito tomou neste movimento na-
cional, foi ditada por um sentimento de neces-
sidades e dos interesses da naca; sentimento
inteiramonte conforme a honra, ao dever e s
disposicesdas assemblas nacionaes: o exerci-
to recordou quo o soldado de urna naca livre
cidadad antes que soldado.
O conselho d'estado espera o mesmo proce-
dimonto, o mesmo espirito do ordem para o fu-
turo, aloque a sorteda patria esteja aflancada:
relativamente instituicao dosuas leis.
Com este objecto, o conselho ordena que todo
o exercito preste o juramento seguinte:
Juro fidelidade patria eao throno cons-
titucional, e urna adbesad inalteravel as ins-
tituices constitucionaes quea assembla nt-
cional sanecionar, conforme as medidas qne
a hoje teem sido adoptadas.
O conselho d'estado declara alm disso, que
odia Tres de setembro (15), queassegura desde
hoje um glorioso futuro Greciat ubi dos dias
das fustas nacionaes.Alhenas 3 de setembro de
1843. (Seguem-se as assignaturas.)
leal nao era; e o bom monarcha, generoso, e
Portuguez nao hesitou em reparar seu erro, por
que o tributo foi abolido. E hoje que os abaixo
assignados vecm, cheios de confianca, pedir a
V. M. a destituido do ministerio, se nao sao
menos Evorenses do queseus antepassados, tao
fiem Ibes sobra a cortesa dj que V. M. nad hade
ser menos boa, menos generosa e Portugueza do
quo seu augusto predecossor.
Dos guarde por muitos e dilatados annos
a preosa vida de V. M., como todos temos
mister.
Evora, em sessao de 14 de outubro do 1843.
Ignacio Fiel Gomes Ramalho.Antonio Jo-
s da Cunha c S. Manoel Jos .ifonso Vian-
na.Jos Antonio da Cruz Camoes.Antonio
Feliciano Varella Ramallio. Jos Paulo de
Mello.Antonio Jos Salvado.
Exposic&odo conselho d'estado ao rei.
Senhor:O conselho d'estado, participan-
do completamente dos votos do povo grego. e
acc filando o poder extraordinario de quo a frca
irresistivel das cousas o obriga a revistir-so, pa-
ra a consolidaca5 do throno e a salvacad da na-
cao, se apressa a submetter respeitosamente a
V. M. asseguintes disposiedes, na confianca de
as ver immediata e completamente approvadas.
1. V. M. ha ver por bem nomear sem demo-
ra um novo ministerio. Gomo pessoas conveni-
entes nar ft formar, pois gosso da estima s
confianca publica, o conselho d'estado recom-
menda aapprovacaO deV. M. oSr. Andrs Me-
taxa, para a presidencia do conselho de minis-
tros, o secretario dos negocios estrangeiros ; a
Andrs Londos, para ministro dos negocios da
guerra; a Ganaris, para ministro da marinha; a
Mi gas Palamidis para ministro do reino; a Man-
solas, para ministro da fasenda: a Len Molas,
para ministro da justica; e a Miguel Schimas,
para ministro da instruccao publica e dos cul-
tos.
NOTICIAS DA GRECIA
Alhenas, 15 de setembro.
O conselho d'estado tendo-se rounido em as-
sembla extraordinaria no lugar de suas ses-
saoes nodia 15 de setembro pelas 4 horas da
manha, julgou conveniente por unanimidade,
nestas grandes circunstancias, e antes do oceu-
par-se em outros trabalhos, dar primeiro em
nome da patria os mais expresivos agradeci-
mentos ao povo, a guarnica o aos maiscorpos
do exercito, pelo procedimiento adnuravel que
observra nestas circunstancias, obrando com
patriotismo conformo os interesses do paiz
os"
O conselho dWlq declara que a parle esne- comirisslo qw cima dissomo, a qual passada
2. V. M. haver por bom assignar ao mesmo
tempo um decreto que imponha ao novo minis-
terio, como o primeiro dos seuS deveres, a con-
vocado no termo do um mez da assembla na-
cional, que deliberar acerca da constituidas de-
finitiva, que deve eslabelecer-se de aecrdo com
a autoridado real, como a egide debaixo da qual
estara d'oraem dianteo tbronoo a na?ao.
Como as circunstancias extraordinarias, em
queseencontrao paiz, fazem da convocacaoda
assembla nacional urna necessidade urgente, e
nao permitlem que se possa dispr antes urna
nova lei eleiloral, V. M. haver por bem per-
mittir que o seu ministerio convoque esta as-
sembla conforme o espirito o as disposices da
ultima lei de eleicSes observada antes de 1833,
smente com a diferenca de que as assemblas
oleitoraes elegerdos seus presidentes & plura-
lidade de votos.
O novo ministerio revestido de plenos po-
deres para exercer ac^aS governativa, segundo
reclama a gravidade das circunstancias quode-
tern.inro a sua formaco, dar contado seus
actos assembla nacional.
Senhor:Estas disposicSes nascem eviden-
temente dos votos e necessidades tao vivamente
manifestadas pelo povo grego, cujo fiel inter-
prete para com V. M. neste momento o conse-
lho de estado. Sa5 urna consequoncia_ inevitavel
de logitimas exigencias que reclamad a imme-
diata realisacao de todas as garantas sanecio-
nadas pelas assemblas nacionaes precodentes,
pelos actos da triple allianca, e pelo mesmo
principe que accoitou o throno da Grecia.
Sao, emim, medidas que o consolho de es-
tado, de accflrdo com a nacao, considera em sua
consciencia nao s como urgentes', mas tambom
como nico mel de salvacao as actuaos cir-
cunstancias. Queira o co que V. M., persua-
dido do que acabamos de expr, approve estas
disposiedes, o ordene sua immediata execuco
para satisfago de todos, e para assegurar a tran-
quillidadoe a ordem publica.
O conselho d'estado roga respeitosamente
a V. M. que haja deannuiraos votos que aca-
ba de manifestar. (Seguem-so as trinta e duas
assignaturas). ^.
Esta exposicao foi apresentada a S. M. pela
'urna hora voltou com a seguinte resposta assig-
nada pelo roi.
Othon por graca do Doos, rei da Grecia.
Conforme a proposta do conselho de estado
temos decretado o seguinte:
Art. t. Convocar-se-ha urna assembla na-
cional no termo de 30 dias, para redigir de ac-
crdo com nos a constituica do estado. As as-
semblas eleitoraes celebrar-se-ha5 conforme a
ultima lei eleiloral, promulgada antes de 1833,
s com a differenca que as ditas assemblas elec-
tivas nomera os seus presidentes pluralida-
de do votos
Art. _'. 0 nosso conselho de ministros ser
convocado para assignar este decreto e pdl-o em
execucaa. Athenas 3 de setembro de 1843.
AssignadoOthon.
Os membros do corpo diplomtico, infor-
mados do movimento revolucionario, que se es-
lava ellectuando, a presenta rao-so esta manhSa
ao amanbecer no palacio Jo rei, o dirigindo-
so ao commandante das forras militares Ihe de-
clarrao, que a pessoa do rei, e a inviolaliilidade
do palacio ficavao debaixo de sua responsabili-
dado particular.
Pouco tempo depois os membros do corpo di-
plomtico se apresentro com os seus unifor-
mes e pedrao ser introducidos presenca de
S. M.. porm o commandante das fon-as mili-
tares Ihe respondeo. que o rei eslava em confe-
rencia com o conseibo de estado, e que o pala-
cio nao poda ser accessivol aos representantes
das potencias estrangeiras em quanto durasse a
conferencia. Entao os individuos do corpo diplo-
mtico se retrro ; mas tendo sabido pouco
depois queja nao Ibes ostava prohibida a en-
trada no palacio, correrao logo a apresontar-se
ao rei e sua familia sem so separarem do
monarcha, nem anda no momento emqueS.
M.chegou janella rodeado do novo ministerio,
para receber as acclamacoes do povo. Esta tar-
de voltou outra vez o corpo diplomtico ao pa-
lacio onde permaneceo mais de urna hora.
Os estudantcs da universidado mostrrao se
dignos nestas circunstancias, pelo seu patriotis-
mo e pela sua moderaeao.
Nodia 17 j se sabia em Athenas, quo
ascidades de Kalais Nauplia o Missolonghi
tinbao seguido o movimento.
[Observateur Grec.)
(Patriota.)
Entrada dos commissarios Chinezes em Victo-
ria Town na ilha de Hon-Kong.
Sexta feira, 23 dejunbo, cedo, a fragata de
vapor Akbar lancou ancora no pdrto o logo
urna salva de 15 tiros annunciou aos admirados
habitantes de Hong-Kong que havio ebega-
do as verdadeiras excellencias, e que havio de-
sembarcado. Dirigi-me logo ao sitio do de-
sembarque e tive o gOsto de ver, que os com-
missarios Chinezes erao recebidos com todas as
honras devidas sua alta jerarchia. Kying na-
da menos quo um commissario imperial ,
prximo prente do Imperador, e tutor do pre-
sumptivo herdeiro da corda ; em catbegoria
a terceira personagem do imperio.
Descendo do alto onde fica a casa, que ha-
bito ao caes conhecido com o nome de Quoe-
risroad, achei-o entulbado de trabalhos, e tra-
bajadores que com grande actividade tenta-
vo desfazer as montanhas entulhar os valles ,
e secar os pantanos que ha na praia. Allah-
il-allah prevena com graca do que se tractava ;
as grandes personagens cbinc/.as tinbao jantado
a bordo urna jornada em estrada bem plana
ajuda a digesto.
Continuando a andar topei com um sujo e
feiogaroto correntio a todo o trote com um
grande pedaco de panno em forma circular na
ponta d'um pao; parecia urna cortina de cama.
Vinte passos atrs, quatro coolias (cadeirinhas)
a troto suando, e suflocados com o peso d'um
enorme corpo ; corpo que fazia rir, e cu|os pe-
queos, e brilhantes olhos pareciao sair das r-
bitas tal era o esforco, que faziao para ver o
que ia em torno Disse entao commigo eis os
ofllciaes de comitiva das nossas altas persona-
ren, n contavn a?im:
Seguindo-so a dis'ancias dosiguaes dezeno
ve ombrulhos em cadeirinhas parecondo-se
uns com os outros, e como tatuados por o mes-
mo molde sendo depois mettidos na mesmo
tina d'agua suja.
Apinhava-se a gente ; para a afastar vinhao
a Irs da decima nona cadeirinha quatro esta-
rciros grossos, e gordos semeando direita e
esquerda pancadas de bombo. Apoz estes mi-
nistros da justica ou guardas da boa ordem ,
como quizerem vinho duas filas de pessoas
esfarrapadas comgrandos rtulos as ponas dos
paos mas nao posso dizer-vos o que significa-
vo. Seguia-so a msica mas que msica !
tratava cada um de fazer o maior estrondo, que
podia tocando em tom dilTerente uns dos ou-
tros ; nunca se ouvio maior matinatla.
A msica seguio-so duas (las armadas d'es-
padas que nao foriio talhadas para cortar, mas
que om recompensa tinbao os corpos com figu-
ras de dragues; espingardas sem fusil, nem ca-
coleta mas pintadas de mui brilhantes cores.
No meio destes homens d'armas vinhao quatro
a vergar com um pequeo cofre do cobre on-
de vinha o que poe todo o mundo em movimen-
ta. Oh divino Sayci ninguem conheceo teo
valor melbor, que os mandarins. Atrs destes
vinha grande multido de gente armada de bor-
dos compridos om forma de lanca homens
d'armas porta-estandartes, lazendo cada um
muito por trilhar os calcanhares do outro ; se-
guia-se a msica do 41 doinlantaria da presi-
dencia de Madras com um destacamento do
mesmo regiment.
Esquecia-me de dizer.que toda esta gente pa-
recia nunca ter aprendido a andar a passo, e tan-
to mais quanto cada msico tocavacoino Ihe pa-
recia. Parecia que os cheles so nao embara-
cavo com isso ; se ulguem com andar de vagar
retardava ou embaracava o cortejo, fosse m-
sico, porta-estandarte, lanceiro, ou porta-ro-
tulo, podia ter a certeza de levar boa lambada
na cabera que Ihe (lava o officiai que icasse
mais prximo. Vi calr muitos por elleito desta
amigavcl admoostacao. Uistribuio-nas com
tanta liberalidade desde casa at a praia quo
contei mais de cncoenta pessoas fura do com-
bate assenladas tranquilamente no chao ao
longo da estrada em frente, ou sobre as insig-
nias de seus cantaradas para entrarem de novo
no cortejo salvo o receber nova dso se assim o
petlis.se o interesse do pai/.,c a honra dos cheles,
Vinhao por lim os vordadeiros loos da festa
cercados por tras, o por diantc de gente que se
desfazia em dar pancadaria em quantas calieras
apanhavo, para mostrar assim a grandeza, po-
der, e gloria dos tres dignatarios que sedig-
navo deixar-se ver as cadeirinhas. Estas se-
rian boas no tempo mas agora pareciao con-
sagradas ao culto do celebre S. Cuy; a segunda
com especialidade em que vinha o malfadado
Kwan o que se via saltar sem querer como
docnto accommottido d'ataquo de furia.
Quanto a King nunca o tinha visto, mas pos-
so certificar-vos quo vi muitas vezes o retrato
na caixa de cha de minlia excedente av ; mas
como nem todos hao podido admirar esta pre-
ciosa reliquia, tratarei de prest-rever a persona-
gem.. E um homcm gordo que parecia a-
char-se mal em urna especie de ratoeira era
que o mettrao sem tomar-lhe antes medida;
vestido exactamente como essas figuras, que na
Europa so vem porta das lojas de cha ; cor-
ria-lhe abundantemente o suor por a face cres-
tada; olhos pequeos a quererom sabir- Ihe duas
pequeas palpebras, ao mesmo tempo a lingua
parecia nao caber-lhe na bocea tanto tinha ,
quedizeraS. HenryPottnger. Os dous com-
panheiros ero quasi do mesmo feitio alguma
cousa mais delgados, ou para melhor dizer me-
nos gordos e nao tao velhos. Em tudo isto
julgo por niim que nao mais, que zomba-
ria que o Imperador quiz fazer dos Fanquis
(Europeos) o qual se bavia de rir muito com
os seus botos da nossa simplicidade. Parce-
me que em vez Jo nos mandar um alto com-
missario o mandarins da primeira ordem, nos
DO uiuiiiuuiu uu iiiluwu UC 1 irviil.
iuuiiuUU \J vi- -"


e que nos tratamos por a nossa simplicidadc
como diplomticos um tropol de mascaras o pe-
Jotiqueiros. (J.dos D. de 5 de outubro.)
P. dos Pobres no P.)
= *
PERNAlfIBUCO.
Tribunal daUelacao.
SESSAO DK 10 DE DEZEMBRO DE 183.
Na appellacao civel desta cidade, embargan-
do D. Leonarda Mara de Albu<|uerque em-
bargado Antonio Jos Lopes,tutor das orlaassuas
iiilus escrivao Posthumo; foro os embargos
desprczados.
Os embargos de Bcnto de Loiolla contra
Miguel da Fonseca Soarcs e Silva na appel-
Jayo civel dcsta cidade, escrivao Ferreira; fo-
rao desprezados.
Na appellacao crime da comarca do Bonito ,
appellante Francisco Loes dos Santos appel-
Jadoojuiso escrivao Reg Kangel; nao to-
mro conhecimentoda appellacao.
Na appellacao civel desta cidade appellanto
Joaquim da Fonseca Soares do Figueiredo, ap-
pelladas hidra, e Joanna, escrivao Posthumo;
se julgou pela confirmadlo da sentenca.
Na appellago civel da comarca de Santo An-
tao, appellante Joo Camello Cavalcanti ap-
pellado Theodoro Teixeira de Mello escrivao
Ferreira ; se mandou remetter o processo ao
juiz inferior para decidir os embargos.
Na appellacao crime da comarca do Cear ,
appellante Jos Jacinto da Silva appellado o
juiso escrivao Reg Rangel; se julgou proco-
dente o recurso.
Na appellacao crime da comarca do Limoei-
ro appellanto Manoel Ferreira da Silva ap-
pellado Amaro Ferreira da Silva; escrivao Ban-
deira ; se julguu contra o appellanto.
Na appel'.acSa crime desla cidade appellan-
te o juiso appellado Antonio Jos da Costa
Maia, escrivao Reg Rangel; se mandou sub-
metter a novo julgamento.
"ii appellacao crime do jury de Goianna, ap-
pellante o preto Antonio, escravo dos herdeiros
do padre Joo Francisco Maia appellada a
justica, escrivao Reg Kangel; julgou-se pro-
cedente o recurso e mandarlo submetter o
processo a novo jury.
Na appellacao crime da comarca de Nazareth,
appellante o juiso, appellados os escravos Jos,
s imm) escrivao Posthumo ; loi julgada im-
procedente a appellacSo.
Na appellacao crime desta cidade appellan-
to Germano Franci.>co Correia appellado o
promotor publico escrivao Reg Rangel, nao]
tomraoconhecimento do recurso.
Na habeos Corpus pedida por Francisco Bor-
ges Mendes para o preso Joao Luiz Ferreira ;
e wndou passar ordem de soltura ao paciente.
Na appellacao civel do juiso dos orfos desta
cidade, appellante Lnurenco Correia, appella-
do Jos da Silva Neves, escrivao Reg Rangel;
loi a sentenca confirmada.
Na appellacao crime da cidade da Parahiba ,
appellante o promotor publico, 'appellados Ma-
noel Theodoro de Almeida e Francisco Anto-
nio de Almeida escrivao Bandeira ; foi jul-
gado improcedente o recurso.
Na appellacao civel da comarca do Cear ,
appellante Joaquim Lopes de Abreu, e sua mu-
Iher appellados os Indios da povagao de Ar-
rochelas escrivao Bandeira ; foi a sentenca
confirmada.
Na appellacao crime da cidade de Goianna ,
appellante Antonio Leito de Araujo, appella-
do o juiso escrivao Bandeira ; so nao tomou
conhecimento do recurso.
Na appellacao crime da comarca da Parahiba,
appellanto o juiso,appellado Francisco Joao Re-
gis Franco, por seu escravo Alexandre, escri-
vao Jacomo; se mandou lubmetter a novo julga-
mento.
Con) mullicado.
A polmica sobre a priso dos senhores ca-
pillo Pedro Ivo Vellozo da Silveira e Tenente
Pedro Aflonso Ferreira, vai tomando aquello
carcter de moderaco, eurbanidade, que, fe-
licidade fra, lomassem todas, queteem oceupa-
do osjornaes : deixando pessoalidades, o nobre
autor do communicado, que encetou a questo,
modiea suas expressoes no segundo commu-
nicado do D. novo n. 265 ; e anda que ahi se
esforca para sustentar a sua opinio; todava
adocando suas expressoes com aquellos termos
de civilidade, que distinguen) os bomens bem
educados, quando nrgumcnto, convida assim
a que se Ihe responda. Permitta-nos aindu o
n )bre autor do communicado do novo que
de nossa parte continuemos igualmente a sus-
tentar a nossa opinio baseando-a nos prin-
cipios sociaes, na constituir), e as leis mi-
litares.
Principio aceito por todos os publicistas li-
beraes, que, sendo incompativcl comas ten-
dencias humanas a vida isolada ou a total i
resse que tira d'esse excrcicio. Os militares sao
os que maior porcao de liberdade cedem, e em
retribuiclo a sociedade Ibes garante vantagens ,
que nega a todas as outras classes: esta ver-
dade tao patente, que despensa demons-
tracSo
Estes principios, que sao exactissimos, e
que em verdade nao sahem das ideias de servi-
lismo que o nosso nobre adversario nos em-
presta achSo-se consagrados em nossa consti-
tuido ; nessa arca santa, que respeitamos
tanto, como o nosso aobre adversario, e que
tanto como S. S. desojamos verem em plena ,
e littcral execucao; pois que com ella, e s pe-
los meios que ella indica, poder a sociedade
brasileira reorganisar-se, sem passar pelos
desastres, por que tem passado outros povos,
que errada e precipitadamente teem destruido
tudo para ediear de novo.
Dissemos que os principios, que emittimos,es-
tilo consagrados na constituido; cumpre-nos
demonstral-o, e ao mesmo passo ( para evitar
prolixidade ) entraremos logo na questo prin-
cipal. E posto que nos podnriamog aiudar das
disposices quedlzem respeito diferentes clas-
ses da nossa sociedade, deixaremos essa ana-
lyse, e occupar-nos-hemos smente com a cas-
se militar, quo a de que se trata.
Para provar que a constituirlo privou esta
classe de muitas das vantagens.de quegozaoas
outras, nada mais preeiso do que lr o artigo
147 da mesma constituicao que dispe o se-
guate A frca militar essencialmente obe-
diente Ora quem essencialmente obediente,
quem no tem vontade propriamente dita ,
dir-se-ha que goza do mesma liberdade, de que
gozlo as outras classes da sociedade, mesmo as
deempregados pblicos, visto que ssSo es-
sencialmente obedientes os militares P Mas nao
s este artigo da constituicao no qual so v
quanto est coarctada a liberdade dos militares,
outro anda ha mais explcito. Quando a cons-
tituicao no artigo 178 poe todas as classes da
sociedade acobertas da prepotencia dos que go-
verno, quando n'este ponto tao geral, que
nao deixa um so individuo sem proteccao e ga-
ranta dispoe a respeito dos militares o se-
fzuinte no ultimo membro do 10 O quefica
disposto a cerca da priso antes de culpa forma-
da nao comprehende as ordenanzas militares,
estabelecidus como necessarias disciplina, e re-
crulamento do exercito.
E quacs sao as ordenanzas militares? Nao
sao os arligos de guerra o as demais leis mi-
litares que esto em vigor ? Ora, se a consti-
tuicao deixa em pleno vigor os artigos de guer-
ra como deixal-os do applicar aos casos oc-
correntes ? Mas diz o nobre autor do commu-
nicado ( sem duvida desconfiando da robus-
tez dos argumentos que quiz tirar da constitui-
cao ) os artigos 7 e 8 citados contra os snrs.
capitlo Silveira e ten-ente Ferreira s dizem
respeito aos soldados inferiores e soldados e
nao teem por tanto applicacjio aos ofliciaes. Per-
mitta-nos tambem o nobre autor do communi-
cado que com summa confianca em si lamen-
ta a nossa inenpacidade para a questo quo Ihe
notemos que seS. S. se tivesse dado aoestudodo
todo o nosso direito patrio.se nao ignorasse a le-
gislado militar, nao proferira a heresia jurdico-
militar de queesses artigoss comprehendem os
inferiores e soldados. QueiraS. S folhear o re
gulamento de infantaria que achara no capi-
tulo 26 no qual estao insertos os artigos
de guerra a seguinle advertencia previa que
dilucida completamente a questo. Diz o 1.
d'esse capitulo Os artigos de guerra obrigo
a todo o militar de qualquer grao que seja
independencia individual, juntrlo-se os ho-
mens om sociedade para reciprocamente so soc-
correrem, o para que um, por mais forte, no
podesse prejudlcar o outro, porserfraco, ns-
tituiro governos, fizro constituyos &c. &c.
Esta sociedade p Jo considerar-se organisada
por duas maneiras : ou entrando cada um so-
cio para o monto social com aquella parte de
liberdade ( de que gosava em toda sua plenitu-
de na proporco dos lucros, que tem de tirar
da mesma sociedade, vindod'esta sorte a nSo
serem as entradas iguaes, mas sim na raslo
das vantagens, que a cada um garante a posi-
Co que deve tomar; ou entrando todos os as-
socados com partes iguaes de liberdade, e de-
pois considerando um novo contrato, celebrado
entre o governo da sociedade, e aquellos sucios
que se denominao servidores do estado, os quaes
n'esta novaco troco pelas vantagens, que a so-
ciedade lhes garante, segundo o em prego quo
n'clla vo exercer, mais urna parto da liberda-
de que nao tinho cedido na primitiva organi-
sago ; nao podendo considerar-se os legisla-
dores incluidos n'esta classe deempregados p-
blicos que permutto as vantagens do emprego,
pela liberdade que cedem porque pelo contra-
rio os legisladores, como representantes da so-
ciedade reassumem quasi toda a liberdade
quo tinhao cedido.
De qualquer das duas maneiras pois, que con-
sideremos a organisaco da sociedade, teremos
sompre o mesmo resultado; isto que a par-
te de liberdade individual, cedida ao monte so-
cial est sempre na proporco do emprego,
que cada um exerce na sociedade, e do inte-
ainda que os artigos comprehendessem os ofli-
ciaes, como nao houve disputa, porque disputa
presuppoe alteracao entre duas ou mais pes-
soas e esta nao se deo, concle, que em todo
o caso houve injustica na prislo accrescentan-
do que nao sabe a que veio a diinico de dis-
puta do diccionario de Constancio.
Permita ainda S. S. que Ihe digamos que
se se tivesse dado ao estudo do direito criminal
militar, nao fincara tambem n'este ponto.
Nao preciso entre os militares, que a disputa
se realise em todas as suas partes, para se dar
ocaso que o artigo 8. dos de guerra pune, por-
que ento seria preciso que houvesem sempre
pelo menos dous culpados. Logo que um mi-
litar se dirige ao outro d'uma maneira a prove-
cal-o tem-se dado o caso do artigo 8. e as-
sim que se tm entendido o termo diflerencas,
que precede ao de disputas, e se troucemos a
diinico do diccionario de Constancio, foi pa-
ra mostrar que as diflerencas, e disputas teem
lugar tambem por escripto eque conseguin-
temente os snrs. capitao Silveira e tenente
Ferreira dirigindo-s directamente por meio
d'um jornal ao seu commandante encetro
urna disputa dando-se n'este (acto o caso que
o dito artigo 8. prevenio : por tanto o illm. sr.
commandante das armas cumprio exactamente
o seu dever, mandando prender esses dous srs.
ofliciaes, pondo desta sorte termo a dis-
puta que poderia trazer as consequencias, que
o citado artigo s teve em vista prevenir; sem
que possa servir de aresto a questo dos sri. A-
maral, e Jos Pedro ja porque esses snrs.
(segundo nossa lembranca porque nao temos
a vista os jornaes d'esse tempo ) nao se dirigi-
rao directamente ao seu commandante e ja
porque no Brasil os casos julgados nao consti-
tuem o direito do paiz como em corto modo
constituem em Inglaterra; no Brasil, pelo con-
trario, os casos julgados contra as leis sao nullos,
e sugeito os juizes responsabilidade.
Mas do quanto temos dito nao se deduz.que
os militares nao tenho direito de exprimir pela
imprensa os seus pensamentos e nem de quei-
xarcm-se de seus superiores, quando lhes fa-
cao injustica. O primeiro direito sempre elles
exercero desde tempos remotissimos, pois que
muitos escriptores militares temos, osegundo
Ihe garantido pelos mesmos artigos de guerra; o
ponto est que o exercitem com toda a mo-
deraco : o que porm os militares nao podem
questionar de viva voz ou por escriptos par-
ticulares ou pela imprensa com os seus cama-
radas ou com os seus superiores servindo-se
de termos, ou expressoes que realizem o caso
prevenido no artigo 8. dos de guerra.
Temos pois, invocando os principios dos pu-
blicistas liberaes, demonstrado com a consti-
tuicao aberta que os snrs capitao Silveira e
tenente Ferreira transgredirlo os artigos 7 ,
e 8. dos de guerra, e que o illm. snr. comman-
dante das armas obrou muito em regra muito
constitucionalmente mandando-os prender ; a-
gora permitta-se-nos ainda urna vez aflirmar ,
que o nosso intento s .alvar os principios
indispensaveis a disciplina do exercito e que
sentimos muito nao nos ser possivel remover
os inrommodos d'esses honrados, prestrno-
sos ofliciaes, que muito respeitamos e com
quem sympathisamos: mas amicus Plato ,
amicus Ceiar sed magis rnicas ventas.
COMMERCIO.
Alfandega.
Rendimiento do dial6.......... S:322^804
DesearregSo hoje 18.
PatachoParaizobacalho.
BrigucHelenata boas.
Barca Mary-Quten-of-Scots carvao e
ferro.
BarcaIrtfazendas.
RriguePrmaterodiflerentes gneros.
DitoTriumphante'Q.
DitoThomaz-Lukdito.
e sem excepcuo alquma ^j e servirn Silva.
impobtacao.
Triunphante ; brigue porluguoz, vindo de
Lisboa, entrado no corrento mez, a consig-
nado do Mondes & Oliveira ; maniestou o se-
guintc:
5 caixas com rap 20 pipas vinagre 2 di-
tas 4 meias ditas e 5 harria vinho 20 har-
ria azeite-doce 1 caixa com urna pedra para
sepultura ; a Thomaz de Aquino Fonseca.
1 caixa doce e lcandieiro de lati ; a An-
gelo Francisco Carneiro.
5 caixas velas de cera 4 podras de canta
tia ; a Joao Jos de Carvalho Moraes.
7 caixas chapeos e barretinas pastora ; a
Antonio Joaquim de Sousa Reiro.
I esleir para salla ; a Elias Baplista da
de base, ou de leis fundamentaes em todos
os conselhos de guerra.
Mas o nobre autor do communicado diz, que,
2 barris vinho 8 ditos choricas, 1 condeca
calcado ; a Manoel Ignacio de Oliveira.
45 pipas e 126 barris vinho, 20 pipas vina-
gre 4 harneas fi 4 caixas obras de latao
Alexandre Jos Julio AI ves.
10 bailas papel florfe'te 60 pipas e 5 barris
vinho, 10 pipas vinagre 20 barris azeite-do-
ce, 20 ditos chourica 100 barricas smeas
500 lages; aos consignatarios.
3 caixas vinhos 2 ditas mermelada ; a Jos
Joaquim Pereira.
1 caixote com um moinho para caf ; a Mi-
guel Joaquim da Costa.
1 dito mermelada ; a Joaquim Correia da
Silva.
10 pipas vinho 2 caixote? chocolate ; ao
capitao.
1 caixote com impressos ; a Joaquim Bap-
tista Moreiro.
3 barricas holaxas ; a Jos Antonio FaU
co.
20 pipas vin-fco, 10 ditas vinagro ; a Manoel
Rodrigues Yalenc...
1 caixote marineada ; a Bernardo Antonio
de Miranda.
7 frasqueiras conserva de ginja, Ocaixoles
marmelada ; a Alexandre1 Jos Alves.
4 barris vinho ; a Francisco Fernandes
Thomaz.
1 caixote diversos objectos 1 borrica {li-
quidares de barro ; a Antonio iMenriques Ro-
drigues.
46 \olumes drogas, 6 ditos ignora- se, 10 (ras-
queras doce, 4 caixas cha 35 dita.-," uvas 5
ditas miudezas, 10 fardos albos lvolumea-
meixas, 1 caixa livros, 4 barrilinhos i^no/a-
se, 2 barricas e 150 ceirasfigos, 1 embi.ult'io
capachos, 1 caixa bixas, 1 porcao de cebollas ,
1 saco prata em moda, 1 cabra (bixo) 4 co-
chixos; a ordem.
Primavera; brigue portuguez vindo do
Porto entrado no corrente mez a consigna-
cao de Antonio Joaquim de Sousa R ibeiro; ma-
niestou o seguinle ;
8 caixas com rolbas 4 ditas linbas 14 vo-
lumes lerragens 2 caixas chapeos 11 barris
vinho, 20 ditos azeite-doce, 17 canastras albos,
10 tornos condcas, lOduzias cestinhas, 3 cai-
xas pomada, 10:000 arcos de pao 22 canastras
castanhas, 50 ancorelas azeitonas 10 canastras
macaes, 1 cunhetc sementes 50 rodas d'arcos;
de pao ; ao consignatario.
17 barris vinho 4 pipas 1 mcia dita e 2
pipas vinagre 3 caixas linhas, 47 volumes
lerragens, 3 caixas lio devela e purrete, 3;
ditas pomada, 100 ancoretas azeitonas, 1 caixa,
cascos para chapeos; a Jos dos dantos An-
drade.
6 barricas rolbas 3 caixas linbas 2 ditas
cascos para chapeos 8 barris vinho 9 volu-
mes ferragens ; a Joaquim da Costa I- aria.
21 volumes ferragens, 2 caixas linbas 2 di-
tas fio de vela e porrete ; a Jos Pereira Tci-
xeira.
8 volumes ferragens; a Teixeira & An-.
drade.
5 volumes ferragens; a Elias Jos dos San-
tos And rade.
4 caixas calcados, 20 canastas albos, 1 por-
cao de ceblas; a Jos Aofbnso Moreira
2 caixas linbas 2 ditas pomadas; a Jos
Fernandes Ferreira.
1 embrulbo panno de linho ; a Joaquim Jo-
s da > ilva Braga.
3 caixas tangas de algodo e cotins de xa-
drez 6 barricas ferragens, 2 caixas sebo ; a
Joaquim Pereira.
2 caixas pomada, 3 canastras e 2 barricas,
castanhas, 1 canastra macaes, 1 embrulho
panno de linho ; a Joaquim Pereira Lau-
riano.
2 canastras albos e cebollas; a Jernimo.
Luiz da Costa.
200 cunbetes de pinho abatidos; a Antonia
Pereira da Cunha.
1 barril vinagro, 1 dito carnes, 6 ditos fer-
ragens ; a Jos Pereira da Cunha.
1 caixa chapeos varreiros; 9:000 arcos de
pao ; a Henrique Jos Rcrnardes.
10 pipas vinho, 2 canastras macaos, 7 volu-
mes ferragens ; a Silvestre Martina Ferreira.
30 caixas de pinho abatidas 10:000 arcos
de pao, 7 barris ferragens; a Emigdio Jos de
Oliveira.
1 pipa azeite-doce; a Manoel Joaquim Dor-
na rd es.
3 rebollos de pedra ; a Antonio da Silva 0-
liveira.
1 caixa drogas; a Manoel Antonio Tor-
res.
1 caixa figuras de barro para palitos ; a An-
tonio Joaquim Pereira da Silva.
126 ancoretas azeitonas, 1 caixa loura ; a
Manoel Joaquim Brando.
1 caixa drogas e panno de linho ; a Antonio
Peixoto de Carvalho.
5 barricas drogas ; a Joaquim Jos I eito.
1 caixa volantes e quanquellarias ; a Joo da
Costa Lima.
300 cunbetes de pinho abatidos; a Joao Ig-
nacio do Medeiros Re"o.
3 caixas drogas, 6 canastras macaes, 50 an-


M
coretas azeitonas ; a Silva Barroca & Andrado.
5 dilas nozcs, 4 barricas carnes, 4 sacas cas-
tanbas, 8 temos condecas; a Manoel Ferreira
Guedos.
dez mil barricas, vcndendo-sc do
lBSal8jrs.
Manteiga inglesVendeo-se a 420 rs. a libra.
Massasdem a 4:000 rs. @>
I8cadeiras, 1 sof 2 bancas 1 mesa 1 ca^Oleo de linhaca-Idem ~del:800 a 1:900 rs
na, e um degro ; a Antonio Valentim da Sil-5
ya Barroca.
8 barris vinho, 1 caixa rolhas, 1 dita cha-
peos, 6 canastras macaes; a Manoel Ferreira
Lima.
8 pipas vinho, 2 caixas archotos 13 anco-
retas azeitonas, 2 caixas chapos 12 canastras
macaes, 1 caixa fazendas, 4volumescravo ; ao
.capitao.
SOO ancoretas azeitonas; a Joaquim da Cos
la Faria.
4G canastras macaes, 1 gaiola com passaros ,
i caixa lio e fitas ; a Antonio F. da Costa
Braga.
18 tncoretas azeitonas, 3 canastras macaes, e
70 Hacas de vime; aJoaquim Cardoso Rodri-
gues.
3 caixas tamancos, 8 canastras frutas; a Joa-
quini Alvesda Costa.
2 caixas com figos; a Jos do Bessa Gui-
mares.
2 barricas carnes; a Manoel Goncalves da
Silva.
1 caixoto doce; a Antonio Gomes Vel-
)ar.
3 cestos fruta, 1 caixoto doce ; a B. Jos da
Silva Magalacs.
4 canastras macaos, o castanbas; a Manoel
Pe reir Rozas
4 pacotcs capachos, 12vazospara flores; a
Francisco Jos Folis do Rogo.
3 barris vinho ; a Rozas & Braga.
1 caixa panno de linbo, 1 dita prata em obra;
a Joaquim Manoel Carneiro da Cunha.
2 caixas linhas, 1 barril carnes 1 caixa
cascos para chapeos, 12 cestos fruta ; a Jao-
quim Monteiro da Cruz.
2 barricas batatas, 6 ancoretas azeitonas ; a
A. B. Pinto d M esquita.
1 barril carnes; a Fortunato Correia do Me-
nozes.
5 canastras macaes, 1 barril carnes ; a A. J.
Francisco da Veiga.
5 pinas vinho 15 barris dito 15 lardos a-
Ihos 2 ditos estrados d'esparto ; a Jos Carlos
Ferreira Soares.
2 barricas batatas, 5 ancoretas azeitonas, 45
volumes fruta ; a Jos Pereira Texeira.
barris conservas 6 volumes alhos 200
ancorlas azeitonas, 1 cesto castanbas ; a Jos
de Azevedo Canario.
1 cunbeto doce ; a Francisco de Mor.ies.
1 dito ferragens; a J. J. Costa Braga.
1 dito meias de linho e doce 1 fardo car-
nes e peixos; a Joaquim Jos Alvos Mon-
teiro.
21 caixas pomada ; a Joaquim da Costa
Lima.
2 barris peixe ; a Josi; Baptista Ribciro do
Faria.
1 boio doce ; a Torres & Castro.
1 canastra macaos; a Joaquim Antonio de
Campos.
2 gaiola um pintacilvo ; a Francisco de S.
Pimenta.
1 embrulho prata em obra ; a Manoel Ro-
drigues de Carvalbo.
1 almofaris; a Caetano Luiz Fer roira.
em cascosmaiores.e 1:900 a 2:000 rs.
em botijas.
Papel-floretedem de 1:800 r*. a resma.
Passasdem a 2:800 rs. a caixa.
Pimenta da Indiadem a 210 rs. a libra.
Potassadem do 230 a 260 a libra.
Tabaco maependinIdotn de 2:000 a 5:001)
rs. ?.
Toucinho do Lisboadem do 6:000 a 6:200
rs. (g>.
Vinagre do Portugal-dem de 45$ a 50S rs.
a pipa.
Vinho de Lisboadem a 125$ rs. a pipa do
PRR. v
Velas de sebodem de 210 a 220 rs a libra.
Embancos existentes no porto.
Austracas...... k
Americanas..........7
Brasileiras...... ... 26
Belga .......... 1
Dinamarquezas. ...... 3
Francezas....... 3
Hollandcza...... \
llamburguezas....... 2
Inglczas.......
Napolitana.......
Portuguexas......\ \
Sardas ..........
Siciliana.........
Suecas...........g
__
81
H
1
5
6
1
31 ovimento do Porto.
Navios sahidos no dia 15.
Babia ; barca austraca Veneza, capitao Iran-
cich ; carga a mosma que troucode Veneza.
Kio-de-Janciro ; barca americana Mazeppa ,
capitao B. R. Sinith ; corn a mesma carga
quo (rouce.
Navio entrado no dia 16.
Philadelphia ; 56 dias patacho americano
Jacatan de 177 toneladas capitao J. Bo-
ker, equipagem 9 carga familia do trigo ,
o mais goneros ; a consignacao de Matheos
Austin&C.
Sahido no mesmo dia.
Liverpool, pola Parahiba ; barca ingleza lio-
seana
tro.
capitao James Mauson ; carga las-
PRAQA DO RECIPE 16 DE DEZEMBRO DE 1843.
Revista mercantil.
CambiosAs entradas forao regulares do 26 a
26 y* d.
Algodao As entradas forao de alguma monta ,
o as vendas regulro a 5:600 rs. .
tendo havido 'alguinas a 5:550 rs.
por(.
AssucarAs entradas de caixas foro diminu-
tas por causa dos ventos contrarios,
e as vendas mais geres foro a 1:100
por @ sobro o ferro.
Couros salgados Contino sor procurados
de 4:320 a 4:400 rs. @, tendo havido
iLumias vendas dos do Aracaty a
4:480 rs.
AlpistaVendoo-se de V2j a 13Srs. a bar-
rica.
Amondoa-doco Llem a 4:500 rs. ().
Amarra do forrodem do 90 a 130 rs. a li-
bra.
Ch*-hysson dem a 2:150 rs. a libra.
Corvejadem de 3:900 a 4:000 rs. a duzia.
Carno-seccaEntrou um carregamento com
o qual excedo o deposito a 12:000
arrobas.
BacalbaoEntrou um carregamento de 1:600
barricas que se diz foi vendido a
10200rs.
Farinha de trigoCbegrao cinco carrega-
menlos, dosquaosseguiro dous pa-
ra o Sul e cntrro tres com 3:300
barricas com as quaes se calcula
fteclaraces.
Por execucoes da fazenda publica naciona
contra seos devedores Antonio Luiz Goncalvc"
Ferreira e Jos Joaquim Bizcrra Cavalcanti .
ostao em praca para serom arrematados os ben
seguintcs de renda annual: urna morad
do casa terrea com bastantes commodos na ra
da Conceicao da Boa-vista ; um ptimo terre-
no com plantaces na Passagem da Magda-
lena.
O abaixo assignado offcial encarregado
do laboratorio dos fogos arteficiaes do arsenal
de guerra por ordem superior faz publico, que
o mesmo laboratorio tem para vender porcao
de plvora grossa e fina da fabrica nacional :
a saber a grossa a 5i) rs. a libra e a fina ,
640 rs.; as pessoas que quizerem comprar ,
procurem nos dias uteisaoannunciante no dito
laboratorio na fortaleza das Cinco pontas Jo-
s Francisco dos Santos segundo lente.
= O administrador da mesa da recehedora
das rendas goraes internas, tendo por muitas
vezes annunciado pelos diarios aos devedo-
res do bairro do Recite S. Antonio Boa-
vista e Aogados para pagarem os impos-
tes do IS rs. por cscravo tojas e tabernas ,
segos e carrinhos, casas, terrenos de marinha,
e bens de mao mora ; muito poucas pessoas
tem pago ; c por issoannuncia pela ultima ve/.,
quo espera at o fim do corrente moz para pa
garem ; lindo o praso remetiera para juizourna
relaco do todos os devedores sem excepeo
de pessoa alguma. Roccbedoria 14 de dezem-
bro de 1843.
Francisco Xavier Cavalcanti de Albuquerque.
O illm. snr. inspector do arsenal de ma-
rinha manda fazer publico, que no dia 18 do
andante mez pelas 11 horas da manha,
contratar n'esta secretaria o f jrnecimento de
carno verde p8o o bolaxa caf moido a-
ru ardente bacalbao vinagre, azoite-doce ,
feijao, arroz assucar e toucinho para as
embarcacoos d'armada pelo tempo que se
convoncionar contado do 1 de Janeiro pr-
ximo em diante ; ssim como que tambem
contratar no mesmo dia e hora a comprado
urna porcao de linha alcatroada mer'im la-
xas de bomba, er, eleo de linhaca para
o fornecimento do almoxarifado ; e convida
contractos, comparecPrem com assuas propos-
tas fechadas at o referido dia acompanha-
das das amostras do cad i um dos objectos, de-
clarando n'ellas o menor proco por que po-
deres fazer o fornecimento e a venda d'elles.
Secretaria da inspeeco do arsenal do mari-
nha de Pcrnambuco em 11 do dezembro de
1843. O secretario ,
Alexandre Rodrigues dos Anjot.
= O subdelegado do 1. districto da cidade
da Victoria tem annunciado por vezes a-
char-se em sou poder una escrava que igno-
ra-se quem seja seu senhor, vista do que re-
cehoo duas cartas do snr. S Brrelo e urna
d'uma senhora e vio um annuncio no Diario,
contendo este e aquellas cartas os signaos d'u-
ma escrava que suppunhao ser a que se acha
em poder do mesmo subdelegado ; pelo que
passou a conferir os signaes quo tem a preta ,
com os que declaravao as ditas cartas, o o an-
nuncio e vio que nao conleriao uns com os
oulros; c passando novamente a examinar da
preta quom era sou senhor respondeo ella ,
que tinba sido d'um fi I lio ou genro do fina-
do capitao-mr Xavier da comarca do Brejo ,
a qual a vendeo a um homem na ra da Cacim-
ba no Recife, e que este a vondeo a um snr.
do engenho perto da praca d'onde ella fugio ,
porm jamis diz os nomos dos snrs. quo a
possuirao c disse mais, quechamava-so Jo-
zefa c nao Boza como tinha dito ; e assim
vista da segunda declararo da preta : quem
sejulgar com direito a ella entenda-so com o
dito subdelegado corto de que nao so far
mais annuncio sobre tal escrava; porque, sup-
posto ella seja muito huc com tudo mui-
to velhaca pois cada dia conta urna historia,
e nao so ha de estar a fazer annuncios por ca-
da urna cousa quo ella declarar.
THEATRO PUBLICO.
ThRCA-FEIRAV) do corrento.
Subir scena em beneficio de Cabral, Wa-
nimoil, e Joao Jos Lopes, o novo drama em
tres actos, intitulado
DOI PEDRO CELAR
OD
O FINGADOR DE SEU PAL
Primoira produeco do Sr. Francisco Pereira
de Brito, joven Pornambucano, quo n'uma cri-
se tao apurada loi o primeiro quo nesta cidade
se propoz, na5 s fazer representar, como a
oJi u poi utu t'iiiii Lii.iu iimii i: 5Cii cii-
genho.
Ttulos dos actos.
Primeiro
O BAILE E A VINGANCA.
Segundo,
A DECLARACO, PROJECTOS DE FUGA E
PRISO.
Terceiro.
O SUPLICIO
Tccer elopios ao presento drama seria des-
Decossario porque ningnem melhor quo o
respeitavel publico poderi avaliar seu m-
rito porm somos obrigados a confessar,
que a habilidado do Sr. Brito foi prodiga para
o seu primeiro ensaio.
Seguir-se-ba a jocosissima farca.
O CHAPEO PARDO.
Terminando com o novo pantomimo.
Quem as faz, tambem as paga.
Que rematar com um lindo padid, execu-
tado pelo Sr. Wainimcil, esua senhora.
Os beneficiados esperad toda a proteccao, e
amparo do respeitavol publico, visto que offo-
recem para esta noute um lindo espectculo ,
cujo desompenho affiancao, por ser tnui com-
pativcl com suas forras.
(Principiar as horas do costume.)
loward, apparecer a cavallo, e desempenhar
lindos, o variados feitos.
6. Mr. Nathans, e seus discpulos osjo-
vens Kincades, executaro os seus maravilhosos
equilibrios, e exercicios de gymnastica.
7. Mr. Howard apparecCr a cavallo e a-
presentar os seus sublimes pulos.
8." Mr. Ruggles desempenhar os seus in-
comparaveis feitos na corda bamba.
9." Mr. Rogcrs, o cavalleiro dramtico,sa-
ir no seu ligeiroginete e representar no-
ve caracteres difieren tes mudando de traje ao
tempo em que o seu cavallo corre a todo o ga-
lope
10 Mr. Nathans entrar no circo e mon-
tado governar e manobrar dous a quatro
cavallos ; e tambem carregsra o joven William
Kincades do bracos estendidos e em mui-
tas posicoes nunca tentadas por alguma outra
pessoa.
ll.Mestrc do picara Mr. Nathans palha-
cos os srs. May, e Howard.
12. Findar todo o divertimento com ojo-
coso entremez do
Moleiro e Carvoeiro.
Estaro as portas abortas s seis c me i a horas
da tarde para come^ar o espectculo s sete em
ponto.
Prccos d'entrada.
Camarotes particulares 2j000 rcis cada pes-
soa; ditos abortos l.>500 reis; platea geral
liOOOreis.
Havero bilhetes venda nos armazens dos
senhores Davis & Companhia e dos senhores
Dowsley Prytz & Companhia na ra da Alfando-
ga-velha.
A casinha dos bilhetes, no terreno doS.Fran-
cisco ra da Florentina estar aborta todos
os dias s 4 boras da tarde.
Avisos mar i timos.
Para Angola sahir com brovidade o bri-
gue nacional Albanes capitao Nicolao Mara
Passalaqua por ter maior parte da carga
prompta anda recebe alguma carga a frote ;
quem pretender dirija-so a Rua-direita n. 29
a fallar com Jos Francisco
bordo com o capitao.
Colares ou a
Leudes.
ser o deposito em primeira mao de a todas as pessoas, a quem convier similbantes
CIRCO DE NEW-YORK.
O proprietaro, Mr. Rufus Welsh, com a de-
vida venia, annuncia ao respeitavel publico de
Pernambuco, e suas circunvizinhas.quo, tendo
obtdo das autoridades a sua benvola per-
missio comecar urna serie de espectculos
equeslres o gymnasticos que tem sidojul-
gados inimitavois pelos principaes jornalstas de
muitas partes difforentes do globo, que ha per-
corrido ; respetosamente espera que os es-
(orcos da companhia divirtird o agradaro
por breve espaco a um publico perspicaz : o se-
gundo espectculo ser hoje, segunda lera 18 do
dezembro na ra da Florentina, terreno do
S. Francisco.
1." acto. Principiar o espectculo por urna
grande entrada de \Q costacos montados nos
seus cavallos de guerra.
2.0 bem ensinado poltro, Falco-preto, exe-
cutar as suas pecas de docilidade.
3.* O joven William Kincade, prodigio da
juvenil idado apparecer a cavallo epratica-
r alguns dos mais assombrosos feitos que se
teem visto.
4. Saltos e cambalhotas por toda a compa-
nhia em cujo acto Mr. Rogers dar um pas-
moso numero do pulos de cambalhota em rpida
successao.
5. A graciosa artista equtitre, a senhora
= O capitao \V. Fosler da barca ingleza
Lawrence arribada a este porto com agua a-
borta, na sua recente viagem, que fazia de Jqui-
que, o Mejellones com destino a Liverpool, fa-
r leilao, por intervencao docorretor Oliveira,
de urna porcao do prata fina em barras plata-
pina, o pezos hespanhes para supprimento
do costeio da dita barca; quarta (eir 20 do cor-
rente s 10 boras da manha, no escriptorio
dos srs. Latham & Hibbert.
Malheus Austin & C. farao leilo.por in-
tervenco do corretor Oliveira de 87 barri-
cas de farinha de trigo desembarcadas de bor-
do da escuna americana Urraloo vinda de
Philadelphia as quaes scro vendidas por to-
do o preco ; segunda-feira 18 do corrente ,
10 horas da manha, no armazem dos mesmoss
na ra da Senzalla.
Avisos diversos.
LOTERA DO THEATRO.
jz- As rodas da 2.a parte da
15. loteria nndo imprelerivelmen-
te no dia 19 do conenle mez, nao
se tendo elt'ectuado este acto no dia
1 por anda restar nm crescido
numero de bilhetes, os quaes se
achao venda nos lugares j an-
niniciados ; e d'esperar a mais
prompta extraccao dos mesmos bi-
lhetes, visto que a festa se apro-
xima e nada ha tao bello como
passal-a na fruicao de bons pre-
mios.
Jacinto Antonio Affonso embarca para o
Rio-do-jinciro o seu escravo Pedro, crioulo.
D-se SiOO rs. a premio sobre penhores de
ouro ou prata em porees ; e compra-so
ouro volho sem feitio ; na Rua-nova loja do
fazendas n. 9.
= Aluga-se a loja do sobrado n. 127 do
pateo da S Cruz na esquina da Rua-volha ;
a tratar no mesmo sobrado.
O snr. que emponhou urna sobre-casaca
na loja de charutos do pateo do Carino, queira
no prazo do 8 dias ir ti rala so nao se ven-
der.
xs Manoel Goncalves Pereira Lima embarca
para o Rio-de-Janeiro o seu escravo Lourenco
de nacao Angola.


= Aluga-se um sitio na Ponte-de-Ucha ,
aonde morou ltimamente o snr. Dr. Jos
Narciso com boa casa coxeiru estribara ,
o algumas fruteiras; trata-secom Uelfino Gon-
calves Pereira Lima na ltua-nova n. 44.
= Atraz do thealru vendem-so taboas de pi-
nho at 3 palmos de largo e\le todo o compri-
mento ditas de cosladinboe assulho forro,
e para fundos de barris at 30 palmos de
comprido e tudo inais em conta do que se
vende em outra qualquer parte.
= Aluga-so um sobrado do um andar no
piincipio da Rua-imporial n. 49 pintado do
novo ; quem o pretender, dirija-se ao arma-
7cm de \ id ros ao lado da cadeia.
= Jos .Mara Vieira, Portugucz retira-sc
para fra do imperio.
= Precisa-se de um feitor, que entenda
de horta e pomar ; no Atterro-da-Boa-vista ,
casa do medico Brito.
= Precisa-se alugar annualmente urna bar-
caca de 12 a 20 caixas o que csteja prompta
a navegar ; quem a tivere quizer alugar di-
rijase a ra dos Copiares n. 7.
= A viuva do doutor Ulisses D. Maria
RozaPontcs Lconesi, pretende ira provincia
da Babia levando em sua companliia seus 2
filbos Ulisses e Carolina ; e os escravos Her-
culano, Thomaz, Leonardo, Apollinaria, Joan-
na, Mana ejosepbina
= CJuem annunciou precisar de 200$ rs. a
juros sobre penhores do ouro dirija-se a ra
da Cruz n. 43.
= Manoel Jos Rodrigues retira-se para o
Aracaty, levando em sua companhia o seu es-
travo Manoel.
= Na noute do dia 10 do corrente, chaman-
do-so no porto da Rua-nova um ganha-
dor, este dcsappareceo da esquina da ra
do Queimado, levando urna condeca sem
tampa com os enfeites c saia de um vestido de
veludinho duas carnizas de snra., de bretanha
de linho, quutro calcas por fazer quatro carni-
zas um dedal de prata o diversos objectos ;
roga-se a todas as pessoas que for eflorecido de
aprehenderem eannunciar, ou dirija-se a
travessa do Rozario n. 18 quo sera grati-
ficado.
Francisco Jos da Silva, cirurgiao da c-
mara municipal e por ella adstricto a curar
as pessoas pobres desse municipio continua
a roceitar como costuma as quintas, e nos sab-
bados no lugar onde vaccina das 10 horas at
11 e meia e em sua casa todos os das das 6 as
9 horas da manliaa menos nos das cima de-
clarados.
A pessoa, que annunciou querer com-
prar um preto velho para cuidar de vaccas, c
vitellas dirija-se a ra dos Quartcis n. 11.
Quem annuncioj precisar de 200S rs.
a premio sobre penhores sendo de ouro ou
prata dirija-so a ra de S. Amaro n. 20.
Quem annunciou precisar de 200g rs.
sobre penhores de ouro dirija-so a Praca-da-
independencia n. 21.
Trocao-sc duas imagens de podra vin-
das da Bahia sendo urna de N. S. da Concei-
cao e a outra do S. Domingos ; na ra do
Sebo n. 22.
Deseja-se fallar ao snr. Jos Pacheco de
Lima chegado prximamente do Cear ; an-
nunciesua morada,
No dia 18denovembro desencaminhou
se um caixao indo para embarcar no guindaste
da alfandega para |o Rio-formoso conten-
do sapatos [do marroquim sigarros, ferra
gons e outros mu los objectos ; roga-se a
quem delle souber quo querendo restituir ,
dirija-se a ra do Oueimado loja do ferragens
n. 4 que ser recompensado.
Quem precisar de um Partuguez de 12
annos dirija-so as Cinco-pontas, venda n. 4
Roga-se ao snr. delegado do primeiro
districto da cidade da Victoria o obsequio de
ver sea escrava, do que trata o seu annuncio
do Diario a. 270, tem osseguintes signaes:
Maria da Conceico crioula mas sabe bem
fingir-se buci estatura e grossura inedia ,
olhos alguma cousa grandes, c avermclhndos ,
ps meios apalbetados cor fula, de 45 annos,
e o signal mais visivel que tem na frente da
banda do.queixo um signal que parece de
urna dentada que diz ella fra disso mesmo ,
se os signaos combinarem. pede-se ao snr. de-
legado para a mandar couduzir a Praca-da-in-
dependencia n. 3 que alem de se fcar bem
agradecido pagar-se-ha qualquer despeza.
Aluga-se pelo tempo de (esta urna casa
terrea de pedra e cal sita no Monteiro con-
fronte ao oito de S. Pantaleo com sufici-
entes commodos, c por preco mdico; quem
a pretender, dirija-se a ra doQueimadon. 11.
Quem annunciou querer 2008 rs. a ju-
ros com penhores dirija-se a ra das Cruzes ,
na loja do sobrado n. 32 ou na casa n. 40 da
mesma ra.
= Tiro-se olhas corridas e passaportes
para dentro e fra do impario com presle-
Quem achou um perequito quo des-
appareceo no dia 14 do corrente queira fazer
o favor de leval-o a ra do Trapiche n. 8 que
ser gratificado.
Ossnrs. Jos Mara dos Prazeres, o Au-
gusto Ribeiro Lima, dirijo-se a ra do Amo-
rim n. 33 primeiro andar, a negocio de seu
interesso.
Antonio Jos de Barros Veiga comprou
por conta de Manoel Duris Lopes Vianna da
Bahia dous bilhotesda segunda parte da de-
cima-quinta lotera a favor das obras do thea-
tro de ns. 157 e 159 e um dito por conta
de Jos Joaquim de Freitas, tambom na Babia,
de n. 1393 da mesma loteria.
No dia 13 do corrente remetteo-se para
a cidade de Olinda ao major Jos Joaquim do
Almeida Guedes, por um canoeiro de nome
Joao Bata 6 cortes de vestido de chita fina ,
embrulhadoscada um de per si em papel de cor,
e tendo-se o mesmo canoeiro embreagado, des-
apparecerao do poder delle os ditos cortes de
chita ; por isso roga-se a quem os tiver de
levar a ra do Cabug loja franceza n. 6,
que ser recompensado.
O snr. Jos Francisco Mindello, que mo-
rou na ra do Rangel dirija-se a ra do S.
Rita-nova n. 91 queso Ihedeseja fallar.
= O thesoureiro da sociedade Philo-Tlialf
avisa aos snrrs. socios, que faz a distribuicao
dos bilhetes para a recitadodia 20 do corrente
nos dias 18 19, e 20 na ra do Cabug n.
5, primeiro andar. do meio dia as 4 horas da
tarde
Desapparecero no dia 15 do corrente do
Recife duas burras com os signaes seguintes :
urna grande cor preta morzalla com canga-
Idas o cassos com carno, e a outra pequea,
docr vcrmelha com a mesma carga; quem
das mesmas souber, levo a ra do Queimado ,
loja n. 4.
Precisa-se alugar urna preta escrava, que
saiba cozinhar e fazer algumas compras; na
Rua-direila n. 131.
aa Quem precisar de urna rapaz Brasileiro
para tomar conta de alguma escripttiraco de
loja ou de outro quilquer negocio, e tambem
se propo a cobrar dividas, nesta praca e foru
della ; dirija-se ao beco da Viracho n. 27.
=. Perdeo-se um meio bilhete da segunda
parte da decima-quinta loteria do theatro pu-
blico de n. 201 por isso roga-se ao snr. the-
soureiro da mesma loteria, que no caso de sabir
premiado nao o pagese nao a Francisco dos
Santos Mendoncca ou a Jos Goncalves Sal-
gado visto estar o mesmo bilhete assignado no
verso pelos os mesmos.
No dia 16 do corrente as 3 horas da tar-
de levando um preto um panacum com oito co-
vados de setitn verde 12 ditos de volante ama-
rcllo e 6 festes com destino a igreja da
Conceico da Boa-vista e chegando a mesma
igreja somonte o panacum e o dito preto bas-
tante ebrio roga-se a pessoa, que tiver em
seu poder as ditas pepas de dirigir-se a ra do
Padre Florianno, a fallar com o Agostinho
armador, que gratificar.
bb Antonio Joaquim Goncalves retira-se
para fra do imperio.
= Vendem-so finissimas chitas, as mais Un- rs,, da almiscarada a 1000 rs. a garrafinha e,
das que se tem visto, pe novidade e bom 480 rs., e a do mbar a 2000 rs., e 480
gosto de seus desenhoi j na ra do Cabug, lo- 600 rs. o frasco lavrado agua da china p'ara
ja n. 16 de Antonio Joi Pereira bem como tirar noduase sebo das golas das casacas sem
cortes de lanziftBi para vestido inteiramente deixar mancha alguma a 1000 rs pomada
novos, e fazendi's para calcas. virginal para extinguir totalmente os piolhos da
Vende-seumaduzia do cadeiras de pa- cabeca sem nunca mais apparecerem a!600rs
Ihinha madeira de oleo por 218 rs. e uin o boiao, dita de alambre para amaciar os cabel-
canap do mesmo por 8g rs tudo proprio pa- los a 2400 rs., caixas de pos para denles a 120
ra sala de jantar; na ra do Caldereiro u. 88. ra. e outras muitus perfumaras.
Vendem-so 16 milbeiros de coco com = Vende-so urna grande porcao de barr-
casca de muito boa qualidado em N. S. d'O', cas vasias para assucar uns poucos de barris,
obrigandose o donoa entregal-os nesta praca que foraode vinho ; noarmazem de taboado,'
a bordo do qualquer afio, ou aonde melhor da praia de S. Francisco ns. 8, elO.
convier ao comprador; trata-secom Joo Ma- =Vendem-se carteirasenvernisadasparavia-
ria Sove & Filho na ra da Cadeia do Recife gem com estojo e mais pertences por 16 rs.,
loja n. 57. tocadoures com estojo por 2000 rs. espelhos
= Vondem-se brida de parafuzo o cam- grandes para sala a ka rs. e mais pequeos a
ba direita esporas d mola para salto cart- 2800 rs., camas de mogno com colxes de mo-
dieiros, escrivanhias perfumadores de latao, la para. re<, sio tocadoures mui ricos de mo-
bacas de rame de todos os laman hos, e fo- gno eomapparelho de porcelana, ditos pe-
guetes do ar, por preco commodo ; na Ra- quenS para senhora camas, bancas, mesas
nova n. 41. i sp's e cadeiras de Jacaranda o de outras qua-
Vende-se um sitio na estrada da Casa- lidades, e outras muitas cousas, quo a vista
forte que vai para o Cordeiro por proco dos pretendentes ser patentes; assim como
Compras
= Comprao-se efectivamente para fra da
provincia mulatas, negras o moloques de
12 a 20 annos, sendo bonitos pago-se bem ;
na Rua-nova n. 16.
s= Compra-se um, ou dous carneiros gor-
dos ; na Bua-direita esquina do beco de S.
Pedro n. 16.
Compra-so urna carleira de urna so face,
para urna pessoa, oque tenha i palmos, e meio
de comprimento e 3 meio de largura; quem
tiver annuncie.
s= Compra-se urna preta quo tenha bom
le te capaz de criar um menino; annuncie.
Compra-se urna commoda de Jacaranda,
queseja bem feita moderna, e com pouco
uso ; quem tiver annuncie.
Compra-se um cordo, que tenha 10
oitavas, c queseja de ouro de lei ; quem tiver
annuncie.
Compra-sea geographia por Casado Gi-
raldes em meio uso ou nova ; na ra da
Cadeia do Recife loja n. 49.
Vendas.
Vendem-se cortes de lanzinha fina
xa c commodidade ; na ra do Rangel n. 34.
de
lindos padres a 6000 rs. ditos de chita de
ricos padres chales de setim lindos lencos
de seda, e meias finas de meninos e meninas ;
na ra do Cabug n. 10, defronte do cerieiro.
Vcndem-sc duas bancas de Jacaranda ,
em muito bom estado por preco commodo ;
na ra do Arago tenda de marcineiro n. 10.
Vende sehanha de norco da trra der-
retida muito alva ; na Rua-velha n. 115.
commodo; a fallar defronte da venda do Nico-
lao.
= Vende-se urna escrava da Costa boce-
teira cozinhoira o com outras habilidades;
na ra do Arago n. 9.
- Vende-se um jogo de bagatella por 120
rs. sem Ihe faltar nada ; na ra do Tambi ,
fabrica de chapeos n. 10.
as Vendem-so chapeos de todas as qualida-
des para homom e senbora, e tambem so eo-
formao chapeos chinezes, por muito commodo
preco ; na ra do Tambi fabrica de cha-
peos n. 10.
Vende-se urna cabra ( bicho) de Lisboa,
com urna cria ; na ra do Sol, casa onde mo-
roco escriv3o dos protestos.
Vendem-se barris com ceblas de con-
serva ditos com repolhos e Deseadas salpre-
sas ; na ra das Cruzes n. 41.
= Vende-se urna negrinha de 13 annos ,
ptima para mucama ecose; urna parda de
19 annos, com boas habilidades; um mole-
quede 16 annos; e urna escrava quitandeira ;
na Rua-direita n. 3.
Vende-se caf a 160 rs. a libra, sevada
nova a 80 rs. passas a 200 rs. t107.es a 120
rs. banha de porco a 280, queijos novos a
1120 rs. mar.tciga ingleza a 720 rs. e fran-
ceza a 480 rs. ; no pateo do Carmo venda da
esquina da ra de Hurtas n 2.
Vende-se farello novo, em saccas de ar-
robas chegado de Hamburgo ; em casa de H.
Mehrtens, na ra da Cruz n. 47.
Vende-se urna escrava de 18 annos co-
zinlia, tem principios de costura, engomma
algum cousa refina assucar, faz doces de
todas as qualidades e todo o mais servico de
urna casa ; na ra larga do Rozario loja de
miudezas n. 35.
Vende-se urna parda recolhida boa co-
zinheira refina assucar e lava ; na ra do
Hospicio sobrado n. 19.
vende-sea armaco, e pert-neesde urna
venda na ra da Roda n. 45 ; na travessa das
Cruzes n. 8.
x= Vendem-se botins de bezerro rancez ,
borzeguins gaspeados e de cores de pbnta de
lustro sapatos finos de couro de lustro ditos
de marroquim, sapates de palla adianto e
atraz para bomem e menino borzeguins de
duraque, sapatos de marroquim, setim, e
couro de lustro para senhora e meninas, fo-
quinhos do marroquim sapatos de couro de
lustro com colchetes para meninos tudo por
preco commodo ; na ra doLivramento n. 35.
Vende-se urna negra anda moca, boa
cozinheiro doceira, e engommadeira; na ra
da Cadeia do Recife loja de chapeos n. 46.
= Vndese, ou arrenda-se um grande casa
assobradada com bastantes commodos, o ter-
reno dos lados e no fundo tendo neste por-
to de embarque a qual propria para qual-
quer estabelecimento de fornos sita nos Coe-
Ihosda Boa-visla junto a olaria de Miguel
Carneiroda Cunha ; e tambem se aluga o so-
tao somente da dita casa tendo cozinha e
cacimba ; na ra da Alegra n. 34.
=Vende-se um cavallo de estribara, russo-
pombo carnudo o bom carregador; na ra
da Alegra n. 34.
= Vendem-so duas negrnhascrioulas, urna
de 12 annos, e a outra de 4 ; na Rua-velha,
da parto do sul sobrado de varanda de
pao e pintado de verdo por cima de urna ven-
da de manhfia al as 9 horas, e de tarde das
3 em diante.
Na loja de calcado da ra do Oueimado
n. 22 acaba-se de receber 1 novo so rt monto de
agua de Colonia da mais superior que tem
apparecido como se mostrar aos pretenden-
tes, poisse acbao frascos abertos para se obser-
var as boas qualidades, e por preco mais bara-
fo fin "iif om Antpa *...^l .- --_.. _
.- -- ^u- ... uuiiu |uui.|uui puno a sa-
ber as garrafas a 1600 rs., frascos a 320 e 400
se continua a receber qualquer objecto tanto
novo como usado, para se vender por meio d'es-
te estabelecimento; na Rua-nova armazem
n. 67.
-- Vende-se urna tpoia 100 ps do co-
queiros para plantar urna porcao de garrafas,
e ovelhas pronhos e paridas; no Allerro-dos-
affogados n. 218.
= Vende-se urna padaria e refinacao com
todos os utencilios, e pertences promptos a
trabalhar, e novos. segundo o modelo adopta-
do o lugar alcm de ser muito bom para ne-
gocicio foi julgado pela vesturia que so fez,
capaz para conservacao do referido estabeleci-
mento vende-se a dinheiro ou a praso at-
mesmo se faz sociedado ouso aluga; em F-
ra-de-portas n. 122.
== Vende-se um carro de duas rodas com
arreios e cavallo tudo o melhor possivel e
por preco commodo ; na ra da Cadeia do Re-
cife loja n. 33.
= Vende-se farinha para escravos, porcos,
egalinhasa640rs. medida nova e pela ved-
illa a 1600 rs.; na ra da Cadeia do S. An-
tonio deposito de farinha n. 19.
Em casa de Augusto Corbett, na ra da
Cadeia do Recife n. 46, ha sempre para ven-
der um grande sortimento de vinbos engarrafa-
dos da Madeira Xcriz Porto agurden-
lo de Franca eShrubdas melhores qualida-
des que ha no mercado muito proprio para
quem gosta da boa pinga pela fesla tudo por
preco commodo ; as amostras das differenlqs
qualidades estaopromptas no escriptorio ord
os amadores dos bons vinhos podem proval-os
antes de comprar.
= Vende-se um elegante carrinho de duas
rodas, com os arreios competentes para um ca-
vallo de solida construeco boas molas, e
com pouco uso ; no Atterro-da-Boa-vista na
coxeira do segeiro Miguel.
Vende-se vinho do Bordeaux de superior
qualidado em quartolas, e engarrafado em
caixas, vinho de champanhe das melhores mar-
cas em garrafas e meias ditas, vinho do
Rheno e cerveja om barris de 4 duzias por
preco commodo ; em casa de Calkmann &
Rosenmund, na ra da Cruz n 10.
Escravos fgidos.
= O abaixo assignado roga a todas as auto-
ridades policiaes dos bairros do Revifc S. An-
tonio Boa-vista Olinda e de outros dis-
tritos do interior, assim como a qualquer ,
que souber ou tiver noticias de um seu es-
cravode nome Joaquim fgido no dia 12 do
corrente com 25anno, pouca barba, cheio
do corpo baixo fulo rosto comprido tes-
ta alta e estufada pernas grossas, bem des-
embarassado e por isso parece crioulo ten-
do o vicio de vez em quando embebedar-se e
que actualmente se achava na praca, o trapi-
ches desta cidade no servico dos rolos das cai-
xas de assucar o embarque, o prendo ou
o mandem prender, e levar a casa do annun-
ciante na ra do muro da Penha sobrado do
dous andares n. 36 que satisfar toda a des-
peza. = Miguel Jrcanjo Monteiro de An-
drade.
- Fugio no dia 3 de outubro a escrava
Maria de nacao Cacange de 40 annos es-
tatura baixa olhos abotuados rosto feio,
mSos foveiras unhas mui grandes e pretas ,
julga-se estar no Rio-formoso em casa de urna
mujher quo foi sua primeira senhora aonde
a dita escrava tem 3 filbos ; quem a pegar, levo
a praca da Boa-vista, sobrado de dous anda-
res n. 26, que ser gratificado.
Rbcifb : vl Ttp. db M F db Fama. =1843.


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