Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04536


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Full Text
h'A*
Anio de 18/13.
Sexa Feira )5
l'udu gora depende de nos meaicos; Ja nossa prudencia, moderadlo, e energa: cor
.._.....,,, como principiamos, c aereniu apuntado cuui tdmiracao entre ai Naques mai
( l'roclainago da Aasembteia Geral do Bkisil.)
.V.as.
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianr.a, Prab;b>, segundas e .exlas feira. iVio Grande doNorio, quintas feiraa.
Hunilo Garaahuns, 1" e '24.
fTb Serialeu:, Hio Formoso, Porto Cairo, Maeeii, e Alagoai no Io, id, Jl.
u. irla* Flores 13 e 2H. Santo Anuo, quinta feira. Olinda ludo o din.
1,0 DAS DA >EMaWA.
Ai Sea Dmaso P. And. do i de D. da 2. ".
4i Tem J" M Rel- kaiio J- ^ D.da3. t.
12 yuari. .. Lutia V. M. Aud. do J. de D. da 3. y.
ai Ouini Agnello Ab. Aud. do J de 1). da U. v.
S 5tx a. Cliristina Aud. do J. de D. da 2. i.
\l 5S. .. Albma V. M. Rel. Aud do J. de D. da i" *.
4,7 D. barlUol-.meo de S. Giunmano.
ftUha^feVUI
de Dezcmbro Auno XJL^J^lt
U.,blH,..a-..d..;S0 forem ^^ MJ ^irf..
de mi hU -'. no c.rtcl M adiantado O annunc. do. ai
lo
diri-
i........ V.. J;. i/. .1. l>..,.mh,. O0"!" ?*'
cuiojNo dia 14 de Dezembro.
Cabm aobr Londres 20.
g Par. 37i ra por franco.
a Lisboa ll porl00dprutio.
1 ,'JJU
t,UU
venda.
17.U0
46,81)0
V.40U
1.U2D
4,920
I ,lZl>
o.4hrf.*e,wo. M.JJJ
; : d.4,ouo jj2
PiaTa-FaucO.
PHASES DA LA ISO HEZ DE DEZ.EMBUO.
I Chai A l horai .41. da urda I La no,, i 2 I, a 2 horas 49 m. d. .
1'reamar de luje.
i u i I bu < i (> a. da taril.
4, all boras 42 da m.nh.ia. | -. "MI1"'"'
^ StR&HK
Governo ta Provincia.
O presidente da provincia tem resolvido sup-
primir duas companhias do crpo de polica c
reduzil-o quatro companhias, pelas quaes se-
ja repartidas as pracas dopret das duas, que
licao supprimidas, por assiin julgar convenien-
te ao servigo.Palacio de Pernambuco em 12 de
dezenVbro de 1843.Baradda Roa-vista.
O presidente da provincia cm consequencia
de ter redusido a quatro companhias o crpo de
polica, e supprimido duas das que compunhao
o roferido crpo ha por bem conceder Bebas-
Ua Antonio do Reg Cavalcantl a demissao ,
que pedio, do posto de terccirocoinmandante; e
demitte Miguel Alfonso Ferrcira, e Joaquim Jo-
s Carneiro Monteiro dospostos.queoccupava,
de primeiros commandantes; Antonio Candido
Pcssoa do posto de segundo commandante;
Joao Jos Ribcin. do Faria, Francisco de Paula
Barretodos postos de terceiros commandantes,
Manoel Camello Pcssa do lugar do secretario
do mesmocorpo, no qual ser substituido pelo
actual terceiro corumandanto Jos Clemente dos
Santos Siqueira. Palacio de Pernambuco 12 de
dezembrode 1843.Bara da Boa-vista.Com-
inunicou-soao inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes, e ao commandante geral do
crpo de polica.
Jllin. Sr.Em cumprimenlo dJ aviso de 13
de setembro d'este anno tenho redusido o crpo
destacado do duus-iiacio.iubS dusia poviiu
a duas companhias, constante cada urna d) um
capitao, 1 lente, 2 allercs, 1 primeiro sargen-
to, o 2 segundos, 1 furriel, 8 cabes, 2 tambores,
c 104 soldados, commandadoocrpo pelo .ma-
iordomesmo, tendo um ajudanle, e um sar-
gento quartel-mestre. Do por tanto V S. suas
ordens, para que se venliquo esta reduccao. e
liquealo rundo corrento mez o dito corpo
com esta nova organisacaO.
FicarOservindo nelle os olliciaes constantes da
relocaoassignada que vai inclusa, pelo ollicial-
da secretaria da provincia; ostnais, quesobrao
maior licao por esta doinittidos,louvando Ibes V.
S de mnia parlo os bons scrvicos.que preslarao,
scu zelo pela causa publica, e fidelidade ao go-
vernodeS. M. I., e Jasendo especial mensao
dos distinctos servigos, que fez o tenentc-coro-
nel Antonio ns Caldas, ^j* ,*.*r
P. deP. 13 do dezombro de 1843,-Barao da
Boa-vista.Sr. commandante das armas.
lllaca5dosoficlaes, que sa5 conservados na
nova organisaca do crpo destacado de guar-
das-nacionaes. CiI
Maior-commandante Thomoz Jos da S va
GusmaS; ajudanle Jos Ignacio Pere.ra da Ro-
cha; capitao Joao Saraiva de Araujo Gol..fl; d -
lo Maxi.niano Francisco Duarte; tenente Jer-
nimo Cezar de Mello; dito Joaquim Co.rci. d.
Costa; aleres Filippe Antonio, Toiieira d Albu-
oueraue; Francisco Joaquim Guedes Alcanlora-
doXoe da Rocha Vasconccllos. Secretar.a da
movind. 13 dodezembro de 1843. -O olhc.al-
maior, A. J. de Olivara.
O presidente da provincia attendendo as
molestias pelas quaes o ^t^Si
noel de Sousa Teixeira chefe lo 5. batalhao
de ouardas-naciunaes d'eslo municipio tem
dcixadoha alguns annos.oservicodo iMOk-
talhao o o quanto sofTre a disciplina d este
crpo, por falta do ser eflectivamente comman-
dado pelo respectivo chele ; ha por bem refor-
mar no mes.no posto o dito tiente-coronel
em considerado dos ma.s serv.cos qu.ton
prestado. Palacio de Pernambuco 14 do de
ombro do 18W-Barao da Boa-vista
O pn.id.nto da provincia ^10-.
molesfias, pelas quaes o ^tente-coronel B -
nardo Antonio de Miranda chelei do to
talhao da guarda-nacional d este, mun.c,p o ,
Palacio de Pernambuco U de Uczcmo
ii;i Baraoda Boavista. .
O presidente da provincia ha por Demuc.u-
tir do posto de major do balalho da guarda-
nacional da freguezia do Poco-da-Panella a
francisco Duarte Coelho porassimeonvir ao
servico. Palacio de Pernambuco li de do-
zemliro de 18i3. Haro da Boavista.______
EXTEBIOR.
~;-^.ws?
=3
REPBLICA ARGENTINA.
N. I.
O ministro das relacoes exteriores ao Exm. Sr.
commendador Duarte da Ponte Ribeiro, mi-
nistro de S. M. o Imperador do Brasil.
Buenos-Ayres, 22 de setembro de 1843.
O abaixo assignado, por ordein do Exm. Sr.
govemador 6 capitao general da provincia,tem a
honra de dirigir-sea V. Ex., e de mandar-lhe
copiada resposta quo deo o chefe das l'rcas na-
vaes brasileiras estacionadas em Montevideo,
desconliecendo o bloqueio daquelle porto o do
de Maldonado, quo Ihe foi notificado pelo com-
mandante genealem chefe da escuadra da Con-
lederaca Argentina, restabelecido por ordem
d'este governo, com data de G do torrente, de
que se deo copia a V. Ex. em 7 do mesmo mez.
Este desagradavel acontecimento, decido ao
desvio da senda do.dever e da justica da parte do
Exm. Sr. ministro de S. M- o Imperador do
lfrasilem Montevideo, nao pode deixar de ex-
citar nesto governo a viva indignaco a quodao
lugar os ataques injustificaveis com que preten-
do prolongar a guerra que a Confederacao dig-
namente sustenta contra Rivera e os selvagens
unitarios inimigos implacaveis notoriamente da
prosperidado e integridade do imperio. Menos-
presando com inslita estupidez as relacoes do
governo imperial com o dusta repblica, os in-
leresss do Brasil, os deploraveis desastres o per-
das immensas a queos expe urna nova guerra
que desacordadamente provoca, o insensivel nao
menos a detjradaciio em que conslilue o scu sobe-
rano, alliando-so com o infame autor das cala-
midades que tem experimentado o imperio, pe-
lo apoio por elle dado causa da rebclliao no
Rio-grande, do ^uc a todas as uHerioridadcs
funestas a que conduz forzosamente um rompi-
rnento to in.usto o nao premeditado, ordenou
ao chefe das fdreas navaes brasileims cm Mon-
tevideo que desconhece:;se o bloqueio desle por-
to, notilicado pelo conunandanle em chefe da
esquadra da Confederacao Argentina, sem vis-
lumbre algum de justica e contrariando a rec-
tido e illustracao do governo de S M. I.
V. Ex. reconhecer que o golpe que com es-
la precipitada ordein assestou contra as proro-
gativas da soberana desta repblica infringe a
neutralidade que dove manter, e entorpece a
marcha regular da guerra; oque conslilue os
Brasileiros cm alliados dos inimgosdo Estado
Oriental o da Confederacao, sobresahindo anda
mais esta irritante ntervencao vista da bene-
volencia com que este governo so absteve do es-
tablecer um bloqueio rigoroso, porque tinha
direito para fazl-o, e frca naval para leval-o
a ell'eito, limitando-so a restringil-o na lrma
marcada na ordem do 19 de marco que prohibi
desde o l.c de abril a entrada um Montevideo
de vasos estrangeiros em que so conduzissem ar-
tigos do guerra/ arne fresca ou salgad.i.gado em
p, e aves de qualquer especie.
vista desta ordem, reconhecer tambem V.
Ex. que supposto e gratuito o prejuiso parti-
cular quo allega o Exm. Sr. ministro brasiloiro
em Montevideo se lauca contra o commercio do
imperio. Mas, ainda quando o fosse, esta cir-
cunstancia nao justilicaria o passo atacante e
hostil do dito Sr. ministro. O governo argenti-
no usou de um direito que ninguem podo dis-
pular-lhe como belligerantc, o fundar em simi-
Ihantes principios o desconhecimenlo do blo-
queio, nao smente injusto o contrario a le
das naces, mas tambem parcial e oppostc
neutralidade.
Tambem reconhecer V. Ex. que esse suppos-
to prejuiso particular que se leva at insen-
satez de inventar que os vasos brasileiros po-
dem oceupar-se exclusivamente, em rasao da
vizinhanca entre o imperio e o Estado Oriental,
da introduccao cm Montevideo, em guerra com
Bita repblica, de armamentos, carne fresca ou
salgada, gados em p, ou aves do qualquer es-
pecie, nao passa do desacertadissimo pretexto,
com o qual na justifica o seu bom direito o
com o qual pretende encobrir as nstas insuflo -
tal que so annuncia degravissima transcenden-
cia contra a conUnua$4o da paz entre o imperio
e esta repblica, e a soberannia c independen-
cia da Oriental do Uruguay; mseHw forjo mol
amplamente explicados pela ridicula oflictost-
dade com que cortcjnu o intitulado ministro das
relacfies exteriores do Montevideo I). Santiago
Vasqucz, dando-lhe aviso ofilcial da ordem que
expedio ao chelo das frcas navaes brasileiras
para o desconhccimcnto do bloqueio, o pelas ex-
pressivas e obsequiosas demonstrares com que
retribuio ns que na sua aironisante desespera-
cao, Ihe tributaran os selvagens unitarios da-
quella cidade, por causa da ordem citada que
communicou ao chefe das rcas navaes brasi-
leras.
Finalmonto reconhecer V. Ex. que esta ma-
nifesta nfracca da neutralidade.esa escandalo-
sa ingerencia do Exm. Sr. ministro em Monte-
video, com a qual colloca os seus compatriotas
em urna posicao odiosa e fatal nestes paizes o
com a qual aggrava hnmensamente as dlnicuj-
dades quo devem experimentar os deffensoresda
causa da legalidade, contra a da rebelliao do
Rio-grande, nao se justifica por haver sido an-
tes desconhecido esto mesmo bloqueio pelos
cueles e commandantes das (oreas navaes estran-
geiras estacionadas em Montevideo. L tac B8-
bid quo aos inauditos o attenlatorios procedi-
mentos do commodors inglez Purvis, r.-prova-
dos pelo Ilustrado governo de S. M. B.. ro isso
devido, que todos os chofes e commandantes das
frcas navaes estacionadas hojo em Montevideo
reconhecrao o restabelecimento do mesmo blo-
queio. So por nao sergeral.e limitar-se sumen-
toa algumas restricc:s, o Exm. Sr. ministro
brasileiro em Montevideo se via em algumas du-
vidas sobre o modo do fazel-o respcitar pelas
frcas navaes brasileiras, isto nao o auconsava
adesconhecerodirei'oda repblica para un-
pr taes restriccoes. Devia respeitar o bloqueo,
participar ao seu governo, deixando-lhe o ajus-
te e concert daquellas mesmas dilhcul lades se
mciecia a consideracao deS. M. o Imperador,
com o Argentino, na forma que prescreve a le
commumdas naces.
Ora, o governo da Confederacao Argentino nun-
ca p'z em pratica esta prerogativa; se o hou-
'vesso tollo terfa ella sido respeitada cm justica
por parte do Brasil, porque o seu governo jus-
to; e nestes principios do equidade sao basea-
das as instruccoes com que habilita os seus
funecionarios no exterior.
O bloqueio parcial declarado pelo governo ar-
gentino em 19 de marco do corrente anno, que,
por apartai-se da regra sanecionada no direito
commumd3s naces, pode chamar-se sui ge-
mris, pois que carece da estricta qualidadc o-
brigatoria quo acompanha o bloqueio em ple-
nitude, ainda assin. teria sido reconhecido pe-
los funcionarios do governo do Brasil, npoiados
na mxima de direito de que quem pode o mais
pode o menos, visto que a alteracao da regra
consisti em renunciar o belligerantc urna par-
le do seu direito em beneficio do commercio
neutro, restringindo-se a impedir a entrada do
designados artigos. Comtudo, como esta prohi-
bido parcial nao est ainda reconhecida em
dogma de direito commum internacional pela
concordancia do maior numero das naces, mal
poderia o belligerante julgar-se offendido oin
um direito que ainda carece de porfeicao se o
funecionario neutro nao quizesse conformar-se
com a prohibicao parcial antes de consultar o
seu governo.
\ vista do exposto, Sr. ministro, o governo
v-sc no sagrado e indespensavel dever de sar
frente contra una aggressao que tno prolun-
damentoviolaadignidado eos direitosua so-
berana e independencia da Confederacao, pon-
do-osa salvo por lodosos meios que estao ao
sc-i alcance, ule obter urna completa reparacao
pelos prejuisos e ultrages que Ihe inlligem os
actos injustos e attentalorios do Exm. br. mmis-
tro de S M. o Imperador do Brasil em Monte-
vdeo. Lamenta esle governo a terrivol posigao
em que o colloco e na imperiosa necessidade
em que se actia do manter com ardor a honra e
independencia nacional, cujadefesa Ihofoi con-
fiada, nao ser a elle a quem so exprobara o
rompimento das boas o amigavois relacoes que
conserva comS. M. o Imperador do Brasil.
Considera tambem do seu dever levar ao co-
nhecimento do Exm. Sr. ministro as disposi-
ces de que est animado, e de haver dado cun-
ta honrada sala de representantes, para que V.
Ex. faca deltas o uso que julgar mais convenien-
te o opportuno.
Dos guarde a V. Ex. muitos annos.
Filipk Abana.
N. 11.
Legaco do imperio do Brasil.
Buenos-Ayres. 25 de setembro 1843
O abaixo assignado, ministro deS. M. o Im-
perador do Brasil nesta Repblica, rece.ieo a
nota que S. Ex. uSr. D. Fillippo Arana, minis-
tro das relacoes exteriores da Confederacao Ar-
gentina, Ihe dirigi em 22 do corrente, e sobre-
pujando, talvez contra o seu rigoroso dever, os
impulsos quo ella inspira, passa a esclarecer
peremptoriamonte os toctos que se apresentao
demasiadamente obscurecidos e envoltos em
.gratuitas argumentacoei quo podem extraviar
a opiniao publica, ou indusir a suppr que
o Brasil conculca direitos alheios, quando nao
fez mais queconservar-se na rbita dos seus e
latl-os respeitar; o pertencondo ao seu gover-
no interpretar outros propsitos exagerados na
inesma nota quo se apressar a transmitlir-lbe,
abstom-se de oceupar-secom elles.
O bloqueio elTectivo, nao sendo mais que urna
especie de upprehenso antecipada do paz tni-
mi"o una regala niagestalica de que pude
usar todo 0 belligerante e por isso saneciona-
da como regra do direito commuiii internacio-
nal: o desconhecimento ou upposicaj ao USO
desta regala uttentalorio do direito commum,
, (V .,.: '- n<.ln .-Anlrt miPm (o! ir 1 * C OSCuSlvO o 11..^..- ---------- i -
Esta prohibifao ou bloqueio parcial, notifi-
cado em nome do governo argentino, nao foi
desconhecido pelos lunecionarios do Brasil an-
tes a recenrao como urna prova de benevolen-
cia para com o innocente commercio neutro.
Sem necessidade de profundar os motivos pe-
los QU9*S fff>vf.rno da ConfederacSo suhstituio
esta prohibido ou bloqueio parcial, com a no-
tilicacao de urna medida convencionada entre
os Srs. representantes de dous governos neutros,
estipulando pje scriao os respectivos chefes da
estacao naval os que faria a visita dos proprios
navios, o certo quo com ella desapparocrao
ntelramentoos preceitos que constiluem o blo-
queio seja total ou parcial, e ficou sendo urna
convenci que nao pode obrigar senao a quem
nella concoidou.
Se este expediente nao livesse tambem cadu-
cado teria o governo argentino palpado co-
mo agora, a necessidade de que outros gover-
nos prestassem a sua acquiescencia aquella con-
vencSo e mandassem nstruccSes a seus fune-
cionarios paia consideral-a como sua, relcvan-
do-os assim do toda a responsabilidado. Esta
necessidade nao a leve presento o governo da
Confederacao seguramento porque outrasat-
tences absorvio os seus cuidados e n5o por
convicoao, de (|ue os demaisgovernos devem su-
eitar-se a cstranhos dictamos som primeiro
examinar se nclles devem tomar parte; ed'osse
olvido resulta nao se acbarem os lunecionarios
brasileiros em Montevideo habilitados para os
cfeitos daquclla notificagao e precisarem re-
correr como recorrrSo para o governo im-
perial.
Pela deduccO lgica de quanto fica dito, nin-
guem podera dizercom visos de raso.que o Bra-
sil, ou os seus funecionarios, infringen!o direito
commum, ou atado, nem por sombras,o direito
commum da Confedera^aoArgenlina; pois nada
maisfa/emdoqucdesconhecercomoobrigatorios
para elles sem previa deteruunacao do seu go-
verno, actos, que nao estao recobidos como re-
gras de direito commum a todas as naces. Lo-
go, o Brasil, cingindo-so ao direito commum,
nao aggredio os direitos da Conlederacao, como
se pretende inculcar.
Ncstas rasos est basoada a ordem dada pelo
representanto de S. M. I. na repblica do Uru-
guay ao commandante das frcas navaes :
responda ao ebefe da esquadra argentina, que
a esquadra de S..VI. nao podo reconhecer o blo-
queio por elle ftovamento intimado, sem que
oara isto recoba expressas, e positivas ordens do
"overno imperial, a cujo alto conhocimento vou
levar este negocio com a presteza que a sua
gravidade exige. esta a resposta manda-
da dar terminante e a nica, quo deveria fi-
"urar na resposta dada pelo chefe naval, a quem
Ihe intimou o bloqueio. As considerac,es ,
que precedom a ordem s tem valor para aquel-
lo commandante, e nao pdom servir para urna
Arotimpntaram internacional. O minis'ro brasi-


loiro, dirigindo-se ao seu subordinado ,
est no caso de desenvolver os pontos do direito
internacional, etn que apoia o sua ordem ; |-
mitou-se a di/er, que a prohibilo do bloqueio
de 19 de marco tinha cessado polos motivos,
que refere e quando diz, que a esquadra nao'
deve tolerarinnovadlo, que prejudiquc o com-
mercio brasileiro alinde ao bloqueio do me-
morndum agora intimado e quo nao obriga
o Brasil pelas rasos apresentadas. K deve no-
lar-se, que nao exprimo um-i calculada, o ab-
soluta negativa antes inculca vontade, do que
cosse promptamonte aquello einbaraco quan-
do assegura na mesma resposta quo vao levar
com presteza &o conbecimento do govcrno im-
perial este grave negocio para que Ibe mande
expressas, e punitivas ordem. Tem por isso ,
que lamentar, que o governo da Confederadlo"
Argentina nao se ache disposto a prolongar por
maisalgunsdias a respeito do Brasil, a quie-
ta expectaco que conservou por espaco do
seto me/es esperando, que outro govorno en-
viasseordens para o reconhecimento do mesmo
bloqueio desconhecido com outros incidentes*
de mais gravidade para a Confederadlo Argen-
tina do que a pacifica resistencia do chele bra-
sileiro a obedecer a urna lei, que deve desconhe-
cerem quanto nao tiver ordem explcita do seu
governo para acatal-a como propria.
Era de desejar, que, vista das particulares
circunstancias, cm que se ada o governo ar-
gentino tivessem querido os funccionarios do
BrasilI tomar sobre sua rosponsabilidado tolerar
interinamente o elTeito da convenci notificada,
at impetraren do governo imperial urna reso-
lucao definitiva ; mas a experiencia veio mu
promptamento confirmar que andro avisa-
dos: teriao dado ao governo argentino urna pro-
va de acrisolada benevolencia que huvra si-
do considerada como homenagem devida re-
sultando um precedente prejudicial. quo'accr-
tadamente evitro nao so desviando do seus
deveres.
Cumpreaoabaixo assignado expr neste lu-
gar que os individuos, que teem a honra de
representar no exterior ao governo de urna na-
oao so conheccm o proprio governo por jui/.
competente dos seus actos ociaes; e que todas
as aecusaedes contra ellos, que nao sejSo diri-
gidas a esse tribunal privativo sao fra de lugar,
c cadueas. Pdem esses actos ser considerados
particularmente segundo os alcances e pai-
xes de cada um individuo ; mas cm urna nota
olicial nunca pdem ser chamados estupidos e
ignorantes insensatos sem odender ao governo.
que os nu.iioou sendo as notas internacionaes
communicaces de governo a governo por nter
medio do seus representantes e devendo por
conseguinte ser elevadas sua respectiva pre-
senta, nao pdem ser concebidas seno em lin-
guagem urbana do igual para igual, omittindo-
se phrases dcsagradaveis, que, sendo applica
veis ao representante concito a formar igual
opinio do representado.
O abaixo assignado agradecendo a S. Ex o
para com S. M. o Imperador do Brasil, e dese-
joso de conservar a paz com todos os governos
do mundo antes de responder anota de V.
Exc. que complica as rolaces da Confedera-
cao com o governo do Brasil j comprometi-
das pelo Exm. sr. ministro brasileiro em Mon-
tevideo, chama sobre ella a attenco de V. Ex.,
na.esperanca de que considerando-a nova,
maduramente a retire antes de deixar estabe-
lecidas por ella maores diiculdades do quo, as
quo at aqui desgraciadamente amoaco de por-
turbaras relacoes do perfeita intelligencia entre
ambos os governos.
Oahaixoassignado espera que V. Ex.se
servir responder sobre este particular para seu
governo nao so conformando o sr, ministro
com esta ndicaejo sobro a citada nota de 25 do
corren te.
Dos guarde a V. Ex. muitos annos.
Filippe Arana.
N4.
LEGAgO DO IMPKR10 DO BRASIL.
A S. Ex. o sr. D. FHippe Arana, ministro das
relacoes exteriores da Confederado Argen-
tina.
Buenos-Ayres 29 de setembro de 1843.
O abaixo assignado, ministro do S. M. o Im-
perador do Brasil tendo tomado conhecimen-
to da nota que S. Ex. o sr. D. Filippo Ara-
na ministro das relacoes exteriores dirigi
Ihe com data do hontem declarando que o seu
govorno antes de responder nota do abaixo
assignado de 25 do crrente na qual se oceu-
pou com alguns tpicos daquella que S. Ex.
Ihe dirigi 22 chama a sua attenco para
consideral-a de novo, e retiral-a ; tem a decla-
rar-lhe que 5 fez subir ao conbecimento do ,
governo imperial copia daquella nota acom- '
panhando cm original a nota de S. Ex. eque
sas perdas c calamidades de enorme transcen-
dencia.
O Exm. Snr. governador, guiado pelo es-
pirito de moderacao quo caracterisa os seus actos
administrativos, e animado para com S. M. 1.
dos sentimentos pacficos que tem mostrado aos
governos amigos, tendo-a tomado na devida
considerado o devidamente calculado as funes-
tas consequencas da infundada extremada alti-
vez que existe nessa nota de 25, ordenou ao
abaixo assignado que por nica resposta a
deyolvesse a V. Ex. por consideral-a desres-
pe i tosa desatienta e impropria para apparecer
na correspondencia de S. M. o Imperador do
Brasil e nos archivos diplomticos do ministe-
rio dos negocios estrangeiros: econseguinto-
menle para prevenir desagradavois ulteriori-
dades, que mais compliquen) as relacoes de boa
intelligencia com o governo de S. M. I. se
v este governo na indispensavel necessidade de
cortar toda a correspondencia official com V.
Ex. Por tanto desde que esta receher fica
suspensa essa correspondencia ; e isso mesmo
levo ao conbecimento de S. M. o Imperador ,
com copia da nota que da motivo a essa me-
dida.
Este governo espera da justica e llustracao do
gabineto imperial, que sabe devidamente apre-
ciar as vantagens da paz que nao sendo in-
diferente s immerecidas offensas que Ihe f-
r3o feitas, do mesmo modo que a este governo,
pelo Exm. Snr. Duarte da Ponte Ribeiro na
nota que Ibe devolvida dar-lhe-ha condig-
nas satisfceles.
Dos guardo a V. Ex. muitos annos.
Filippe Arana.
N. 6.
Buenos-Ayre's i.'clcoutubro de 1843.
Exm. Sr. A nota que V. Ex. mo diri-
esta convencido, de que ella deve correr annexa gio,datada do hontem(30 de setembro ,em que
a que a motivou ncm pode jamis ter outro me communica quo o governo da Confedera-
valor que nao soja aquelle do seu contedo ,
e de que ser sempre monumento comprovante.
A vista da agradavel manifestedlo feila por
cao Argentina cortava desde aquella dada toda
a correspondencia official com esta legacao do
S. M. o Imperador nao me deixando outra
'. n"sanofa dea har-so o seu governo alternativa seno a de voltar para junto do mcu
possuido de sentimentos de amizado para com governo, ten ho que solicitar do V. Ex. sirva-
sr ministro da Confederaca argentina a oi-
ciosidade de communicar-lhe que o seu go
verno vae mandar sala dos srs. representantes
da provincia a manifestacao que fizrao os
funccionarios do Brasil do nao reconbecrem o
bloqueio do memorndum nem o de 19 de
marco em quanto nao receberem ordens do
seu governo, devo tambem declarar que nao
alcance o objecto uessa sua communicaco ,
visto que o jui/o d'esse Ilustrado corpo nao po-
de constituir um direito internacional.
Oahaixoassignado nao concluir esta nota
sem aproveitar-so da boa disposicao em que
agora se acha S. Ex. o sr. ministro da Confede-
raca Argentina para oceupar-se dos negocios
do Brasil at com admiravcl previsao do futu-
ro para recordar-lhc a soluco de alguns, que
dependem do seu ministerio ha j alguns annos.
e cuja enumeraeao julga desnecessaria certo
de que est na memoria de S. Ex. pela rocor-
dco qut delles Ihe faz ha quatorze mezes.
Por este motivo o abaixo assignado reitera a
S. Ex. osr. ministro de relacoes exteriores as
6cgurancasdoseu apret e consider.-.cao.
Duarte da Ponte llibeiro.
N."3.
viva a confedkacao argentina !
O ministro das relaces estrangeiras do gover-
no de Buenos-Ayres ao Exm. commandante
Duarte da Ponte Ribeiro, ministro de S. M.
o Imperador do Brasil.
Buenos-Ayres 27 de setembro de 1843.
A vista da nota de V. Ex. de 25 do corrente,
em que responde deste governo de 22 do mes-
mo mez ajuntando-lhe copias das do chefe
das frcas navaes bnsileiras em Montevideo, e
do Exm. sr. minislro de S. M. o Imperador do
.Brasil naquella cidade nao reconhecendo o
bloqueio daquelle porto e do do Maldonado ,
declarado pelo commandante general em chefe
da esquadra da Confederaca Argentina ; o
Exm sr. governador ordenou ao abaixo assig-
nado do di/er a V. Ex., que este governo, sin-
ceramente animado de sentimentos de amizade
S. INI. o Imperador e desejoso de conservar a
paz com todas as nacoes do mundo deve o a-
liaixo assignado aproveitar esta occasio para
denunciar a S. Ex.como proprio a contrariarto
louvaveis sentimentos um artigo publicado na
Gazeta Official de 27 do corrente no qual ,
depois da discusso dos actos decomplicacaoen-
tre o Brasil e esta repblica apparecem como
r-nnclusae as seguir.tes palvras ; Crmos,
que o governo do Sua Magestade Impo-
rial capitular com devida severidade os in-
fames procedimentos do seu ministro em
Montevideo ; e se acaso estiver lao fascina-
ce do o gabinete imperial, que nao veja o re-
ce sultado que devem produsir a Repblica
ce Oriental saber sustentar a sua independen-
ce cia e a Confederaca os seus direitos ea
sua dignidade.
O abaixo assignado aproveita esta occasio
para reiterar a S. Ex. o sr. ministro das rela-
coes exteriores da Confederaca Argentina a
seguranea da sua estima e consideradlo.
Duarte da Ponte Ribeiro.
VIVA A CONFEDERACA ARGENTINA !
O ministro das relaces exteriores do governo
de Buenos-Ayres ao Exm. snr. Duarte da
Ponte Ribeiro ministro de '. M. o Impe-
rador do Brasil.
Buenos-Ayres 30 de setembro de 1843.
Depois que V. Ex. em nota de 29 do cor-
rente contestando a deste governo datada de
em que propoz para o summo bem da
paz e para remover qualqucr diiculdade que
podesse perturbar as relacoes de perfeita intelli-
gencia com o de S. M. o Impciador do Brasil,
tornasse a considerar maduramente e retirasse a
nota de 25 do corrento nao se presta a isso
por ter j levado ao conbecimento do governo
imperial copia da dita nota, acompanbando
em original a deste governo porque est con-
vencido que deve ella andar annexa a esta que a
motivou ; o abaixo assignado deo novamente
conta ao Exm. Snr. governador ecapito ge-
neral da provincia da citada nota de Y. Ex em
dala de 2o do corrente em contestaco que
Ihe fra dirigida em 22 do mesmo com copia
da do commandente das frcas navaes do Brasil
em Montevideo ao commandante gral e chefe
se expedir os passaportes necessarios para mim
e para minha comitiva.
ou do V. Ex. inuito attento criado
Duarte da Ponte Ribeiro.
A S. Ex. o Sr. D. Filippe Arana minis-
tro dos negocios estrangeiros.
N. 7.
Ex. Sr. D. Filippe Arana.Tendo ido o
Diario do Governo de Montevideo que V.
Ex. levo a bondade do mndar-me e nao en-
contrando nello mais do que um jogo de pal-
vras sem significaco substancial, que nao
olerecem lugar para que possao os inimigos
do Hrasil ainda dar interpretadlo diversa a to
dosinteressada como leal o franca poltica do go-
verno imperial nao considero urgente tomar
a resolucao quo me occorreo, quando teve V.
Ex. a complacencia de fallar-me sobre aquelle
Diario que me era desconhecido. E por
conseguinte servir-se-ba V. Ex. mandar-me
o passaporto juntamente com a resposta que S
Ex. o snr. governador tivesse por conveniento
dar relativamente s publicaces da Gaceta ,
podendo V. Ex. contar que, n3o obstante os
motivos que ba para nao demorar o vapor de
tanta importancia considero esta prova dos
sentimentos de amizade do governo da Confe-
deraca para com o de S. M. I. que estou
resolvido a lomar sobre mim a demora do va-
por para levar essa resposta : e nao s para isso,
como tambem para qualquer outro sacrificio
que se ache ao mou alcance cm beneficio da
boa intelligencia que tanto ao Brasil como a
Confederaca convm conservar entre si, me
achara V. Ex. sempre disposto.
Devolvo a V. Ex. o manifest ou procla
macao do governo de Montevideo.
Sou, de V. Ex. muito attento e certo criado,
Duarte da Ponte Ribeiro.
N. 8.
Buenos-Ayres 3 de outubro de 1843.
O commendador Duarte da Ponto Ribeiro,
ministro de S. M. o Imperador do Brasil, con-
sidera de seu rigoroso dever consignar neste
memorndum oobjeclo da conferencia que teve
hontem com S. Ex. o Sr. D. Fillippe Arana,
ministro das relacoes exteriores : depois de ter
feito sa!;cr o S. Ex. que o governo de S. M.
I., guiado pelo systema poltico que desde o
o imperio e seu governo haviio sido publicadas
cm artigos editoriaes da Gaceta Official
conveniencia de que o governo argentino8
igualmente interessado na conservacao dahar'
monia quo felizmente existe entre o imperio
esta repblica dsse um publico testcmunho
do desagrado com que v taes publicabais di-
rigidas contra urna naco e governo que acabao
de da. mais essa prova cathegonca de sua poli-
tica franca e de sua lealdade para com a Confe-
deraca Argentina e o seu governo. E fa;cn-
doS. Ex. algumas consideradles tendentes a
mostrar que o governo nada tem que haver
com os artigos da redaccao da Gaceta dccla-
rou comtudo que levara ao conbecimento de
seu governo as rases exposlas e communica-
ria com a possivel brevdade ao commendador
D. da P. Ribeiro a resolucao que fosse to-
mada.
N. 9.
Exm. snr. D. da P. Ribeiro.
Mu snr. meu.Nao me foi possivel res-
ponder sua estimada de hontem at esta hora
por ter continuado o mo estado do sado do
S. E. o Sr. governador. Devido a esta cir-
cunstancia foi que at meia noute hora em
quo se sentiocom algum allivio nao pode oc-
cupar se com a minha correspondencia de
ho'ntem. Faco-o pois agora dizendb-lheque
dei miudamente conta a S. Ex. da nossa con-
versarlo na noute desegunda-leira 2 do cor-
rente e entreguei-lhe tambem o memorn-
dum do Exm. Sr. D. da P. Ribeiro. Respon-
de-me S. Ex. approvando as minhas respostas
cerca dos artigos da Gaceta de 27 e 30 de
setembro a saber que nao sao oficiaes .
que nada lem com elles o governo e que a
Gaceta nao peridico official, e quo nclla
nada ha por que responda o governo soniio os
documentos oficiaes como notas decretos ,
Iris tve. que se publicao no dito diario o
no da Tarde.
Incluo o passaporle que de novo solicita ,
desejando-lhe prospera viagem e o completo
restabelecimento do sua sade como tan bem
que acceite a expressao da ami/ade c do sincero
interesse de que estou possuido em correspon-
der resolucao com que V. Ex. tomou sobre
si o demoraro vapor, e a disposicao que expri-
me de fazer qualquer sacrificio ao seu alcanco
em vantagem do boa intelligencia quo tanto
ao Brasil como Confederaca convm conser-
var entre si.
Sou de V. Ex. inuilo aliento e obsequioso
criado Filippe y4runa.
Casa de V. Ex. 4 de outubr de J843.
{Gazeta M,rcantil.)
( Jonal do Commercio. )
sriL-*L- tz^i! ^^Kenss:
queio, posto por este governo n* portes d. entre esta repblica e a doriguay naopres-
S22S: idL?IS0nad0; *.Cr ** 5>uaencao s nova, insistencia/do goferl
de Montevideo para tomar parto na luta com o
ao sustentar os principios que sustenta o Exm.
Snr. ministro de S. M, o Imperador do Brasil
em Montevideo na injusta hostil c attenla-
loria ordem que communicou ao chefe impe-
rial para aquello nao reconhecimento se ex-
primo por maneira altamente oflonsiva da dig-
nidade da Confederaca e deste governo, alheia
serena circumspeccao com que deve um mi-
nislro Ilustrado tratar assumptos delicados de
que pende a paz entre dous estados amigos e
a cujos habitantes deve a guerra causar immen-
da confederaco e que para evitar interpre-
tadles o desvanecer esperancas tinha-se a-
pressado a mandar um barco de vapor com esse
desengao e com ordens positivas para que o
bloqueio ltimamente intimado em nomo do
governo argentino fosse reconhecido da mes-
ma forma queofizerao as estacos navaes de
Franca c do Inglaterra passou em seguimen-
toa manifestara S. Ex. quao infundadas, in-
justas c oflensivas eio as asserces que contra
IIESPANHA.
Parecer da commissSo dos deputados sobre o
maioridade da Rainha D. Izabel 11.
A commissao nomeada pelo congresso do de-
putados para informar acerca da importante
exposicao apresentada pelo governo provisorio ,
a examinou com a attencao que reclamo sua
gravidade c transcendeneia; se bem de tal
indole que a resolucao que nella se propoe nao
pode dar lugar a dvidas e incertezas.
Pblicos sao e notorios"c mu recentes, que
mal pdem ter-se apagado da memoria dos lio
mens os graves acontecimentos que nos trou-
cero a situadlo actual ; sendo de notar quo ,
desde o primeiro momento em que se levantou
a naco contra o poder interino que a regia
( nao julgando ja seguro em suas maos o dep-
sito da autoridade real nem respetudos suf-
icientemente os direitos da nacao ) acclam-
rao nicamente os povos nossa augusta rainha,
corno se quizessem contrapr a urna autoridado
transitoria exposta por sua propria nalurcza
a inspirar receiose temores um poder estavel,
protector, unido cm vinculis indissoluveis
com o crpo do estado.
To clarameute so maniestou por todos os
muios a qual mais espontaneo a vontade da
naco qucogo\rno provisorio nascido no.
meio daquellas aziagas circunstancias e ni-
ca taboa de salvadlo cm tormenta to desfeita
creo do seu dever celebrar o acto solemne quo
se verificou no real palacio no dia 3 de agosto
passado. Similhante manifestacao foi j urna
especie de iniciativa lomada pelo governo em
materia de tamanha importancia; e se bem nao
deo um passo mais adianto respeitando escru-
pulosamente as prerogativas das cortes prxi-
mas a rcnir-se ; apenas se achro eslas con-
gregadas appressou se a submetter-lbes a de-
ciso de um ponto do tal transcedencia que sem
receio pdcafirmar-se que nenhum outro o
excede ou mesmo iguala.
Eleitosern votaco livre e socegada e nu-
merosa recebendo sua misso e lendo visto
a tocado por si mesmosas necessidades dos po-
vos aos deputados o senadores toca declarar
solemnemente qual seja o voto da naco ; ti-
rando as armas aos partidos, pretexto aos
descontentes, motivos de novos distuibios o
calamidades.


A declaracao da maioridade de S. M. 6,
no pensar da commissao a solugo nica que
florece a situacao prsenle ; nem pdc tornar-
e^atrs som expur o estado a reaccoes e peri-
gossomconta; nem caminhar por adianto ao
acaso e s cegas, sem aventurar a paz do reino,
correndo mil lances e dando talvez azo a urna
nova guerra civil.
A declaracao da maioridade de S. M desa-
ta fcilmente o n que pareca indissoluvel:
como ella se condemno do novo ao infundadas
pretonees de um principo que ousou disputar
o siieptro ; coin ella se corto do raiz as espe-
ranzas que podcria talvez alimentar em trra
strangera o que desempenhou inteiramonto o
poder supremo som exercl-o com acfirto
nem deon lelo com dignidade; por esto ineio,
em fim so ac iho o clamores do partidos bas-
tardo? fazom-so caliir as armas da mo dos
Iludidos, o entra-so por urna ve/, na estrada
legal tragada por a constituieo e resguardada
pela sombra tutelar do throno.
Nem um meio novo e desusado oquoogo-
verno provisorio indica o a commissao propoo ao
congrcsso: em todos os lempos o nacocs se sou-
be reorrer a elle para evitar os males inherentes
s menoriJadcs dos rois; e nao lia muitos an-
nos que em duas monarchias que achro em
caso mui simillianto ao nosso so appellou pa-
ra este recurso o em ambos os casos com bom
xito.
Sem sahir da nossa Hespanha nao falto
em sous annaes repetidos exomplos do princi-
pas quo tomro as redeas do estado estando
longede haverem completado a idade do-iignada
pela loi; e o fizero com accrlo c beneplcito
das cortes celebrando-o a naco com signaos
nao equvocos do contenlamcnto.
flSiga o actual congrosso a mosma vereda e
iquo certo que o saudaro unnimes as bengos
ilos pavos. Nunca estes senlro maior neces-
sidado do d osea neo : de/annosdecorrOrao des-
do o fallecimento do ultimo monarclia c de
onto para c nao disfructou a Hesqanha um
s dia de paz e de ventura. Urna guorra dynai-
tica encarnizada e sanguinolenta urna re-
voluco politica, apenas terminada Irequentes
rovoltas o transtornos que somento devom ro-
cordar-so para apagar at seus vestigios le-
rao quo a naco lance impaciento os olhos para
o throno, anhellando o fausto momento em
quo o veja oceupado pela excelsa fillia do seus
reis.
Encimo -se poiseslo prazo ja que iao pro-
timo est o assignado pela loi fundamental da
monarchio ; desto modo evitemos extraviar nos
n'um lahvrinto de difficil sabida so nos em
pnnha.semos'pordesgraca em constituir um go-
verno interino que havia de contar por dias
i>.a dobil existencia ; deste modo 6 d'espcrar
que cesse de correr o sanguo que ainda se es-
ta derramando infelizmente cmalgumas cida-
dos do reino ; satisfazendo os votos manifostos
do urna era do prosperidaile e de gloria.
Por ludo o que a commissao opina que o
congress. deve approvar a seguinte tesolucio ,
d'accrdo com a proposta do governo :
k As cortes declamo muior de idade a S.
M. a Rainha D. Izabel II.
Palacio do congresso 30 do outubro 181-3.
Francisco Marninez do Rosa presidente.
Xavier de Isturiz. Fernando \lodaz. -Xavior
de Quinto.Aloxaudre Olivan. Jos do Po-
sada Herrera. Luiz Goncalves Bravo.
Folhas at 4 de novembro. Na sessao de 4
do congresso foi eleito presidente Olozaga em
'2. escrutinio : no l.tivero, Olo/.aga 31,
Cantero 40, Cortin 38 ; o no 2 Olo/aga bb,
Cortma43 Cantero 7. Fi^ro vico-pres.-
dentes, 1. Alcon, 2 MaUrredo, 3. O.dal. 4
Bravo: o candidato contrario, que obteve maior
numero do votos, loi Gasnica com 40.
Na sessao do 3 declarou o governo adoptar
como seu, o projocto das municipalidades apre
sentado na legislatura anterior por Infante.
O encarroado da Suca cnlregou ao \1. do
interior um despacho do seu ministro dos N.E.,
felicitando a rainha pela esperancadequo os l-
timos acontecimentos contribuirs ao restabele
cimento da ordom c tranquillidade.
Barcelona o Gerona continavao a resistir.
Na Graea causou milita alegra a oceupacao de
Saragoca. O Conde de Beus oflicia a 25 ao
capillo general, que as quatro da tarde v.nha
de romper o go contra Gerona, por ter linda-
do o armisticio tendo oceupado com os suas
iropas o arrabalde de Pedrit, para icar senhor
da estrada de Franca. Outro offic.o da W .
que linha todo o dia aturado o fgo datfhlte-
ria, lateado calar o do forte de ;s. Joao. que
por isso parece ter sido abandonado pele,inuni-
go; quede Monjuich do Gerona luerao urna
sortida, etivero de retroceder.
dragarla reforgos cid idella do Barcelona o
oIBcioo Concha a Sans, que ficviO em marcha
para a Catalunha os regimentos indicados
torem esse destino e que ja nao
rios no Aragio e que marchariao os outros,
queexigisse, e que por um extraordinario aca-
barao de ser pedidos mais alguns.
Por noticias da Galliza do 31 tinha sido na
vespera declarada a cidade do Santiago em esta-
do de sitio o desarmada a M. N. No Ferrol
ostava tramada urna tentativa de levantamento,
que foi prevenida : nao chegou a ter lugar,
sendo umadascausas ornar agitado opro-
jecto de assassinarem o general Cotoner quando
saia com o estado maior para tomar o comman-
dodaslrcas, quo marchrao contra Vigu.
PORTUGAL.
Copia da re presentando da cmara de Evora.
Senhora! u presidente o quatro vereadores
do consclho podom a Vossa Magostado quo lici-
te fra os ministros e tomo outros c nossa
moda.
Os que Vossa Magostado tom om quem que
seoscorao? em nada. No oxercito, quo um
servil; nos empregados pblicos, quo sao on-
tros que taos, despresa a opinio publica do
Patrila e da Rcv ducdo-de-setrmbro, do Tribuno
e do Portugal-velho, o da Coallisdo, que forman
um verdadeiro arco-iris, stgnal de paz; seguom
urna poltica desastrosa; em lim nao presta: e
Vossa Magostado so os nao despido tem muilo
que ver.
Quem (ez a noute gloriosa podo fazer outra si-
milbante, e quem me avisa, meu amigo Dol-
te-os Vossa Magestado fra, c tora feito a vonta-
de, nosa todos nos, que somos cinco, mas
tambem a todos os contribuidlos deste conselho,
quo nad nos dorao procuracaS, mas que nao
podem deixar de estar por isto.
Os ministros actuaos ja teem comido, agora
bom que outros comao; quando Dos da, 6 para
todos. Os nossos bravos c da torra resistirs a
um tributo de el-rei I). Manool. Nos resistimos
ao ministerio de Vossa Magostado; cotisa que
bordamos com o sangue, nao est mais na nos-
sa mo. Vossa Magostado nao hade (car atrs
de el-rei l). Manoel. Odito dito. Dos guarde
etc. Evora, H do outubro de 18*2.
[Restaurardo.)
tendido e faca executar. Pago em Evora ,
em lo de outubro de 1813. Rainha.
Antonio Bernardo da Costa Cabral.
[ Peridico dos Pobres no Porto.)
DitoPrimaverafrutas.
DitoLpez diflerentes gneros.
Dito Francez-Anny cavallos macacos
poicos e perlenccs de um circo.
Secretaria de Estado dos Negocios do Reino,
3.* DireccSo = 2.* llepartico.
Foi presento a S. Magestado a rainha urna
representaco em quo a cmara municipal
de Evora pede a domisso do actual ministe-
rio ; o S. Magostado em quanlo nao resolvo,
o quo mais convier sobre tao ponderoso as-
SUiDpto manda, que o governador civil do
districto de Evora faga inmediatamente cons-
tar .'i cuiiidid municipal que as suas meneos
sao manter llosa em toda a sua integridade a
Carta Constitucional da monarchia e as pro-
rogativas que ella Iho confere nao per mi t-
tindo que por qualquer modo por mais es-
pecioso, que .seja o pretexto, sejao ofendidas;
uestes termos manda S. Magestado que o go-
verno civil faca lembrar cmara municipal,
quoassuas attribuicocs, puramente adminis-
trativas se cimo consignadas no cdigo ad-
ministrativo artigas 116, eseguintes, equo
toda a ingerencia da cmara municipal, em ne
gocios polticos, portanto abusiva eslranha-
vel e offensiva da Carta Constitucional e
das leis que a cmara finge acatar : o como
certo, quo acamara municipal de Evora nao
pertence avaliar a conveniencia da conservacao,
ou domisso do actual ministerio que pela l-
vrovontade, 6 attribuicocs constitucionacs do
S. M a gestado a rainha loi chamado aos seus
conselhos : como a cmara nao tom para sim-
Ihantes actos misso dos seus constituintes, os
quaes, assim como todos os habitantes do Alm-
lejo pelas repetidas domonstraces de rego-
sijo como quo recebrao a Sua Magostado,
desmentem formalmente a opinio da cmara ,
que portanto nao podo sortida senao como opi-
nio pessoal dos vereadores quo assignrao ,
ei|ue evidentemente e arrogro a qualidado
de representantes da opinio do paiz : manda
S. Magestade que o governardor civil advirta
a cmara municipal do Evora de que o modo
de se mostrar coherente com os principios de
legalidade que affecta manter se nos li-
tiutes das suas attribuicoos municpaes e nao
praticar actos, que sao usurpacoos dos poderes
constitucionacs do outros corpos polticos, por-
uue sao estes actos subversivos, os quo podem
abalar a le fundamental do estado. Paco em
Evora em 15 de outubro de 1813. = Anto-
nio Bernardo da Costa Cabral.
Attendendo a que a cmara municipal da
cidade d'Evora, mal avisada sobre os verdadeiros
interesses dos seus administrados, e ingerindo-
sc em negocios polticos que Ihe nao compe-
ten! excedeo as suas atlribuicoes usurpando
as dos corpos co-legisladores e mostrando-sc
ignorante dos seus deveres, e incapaz de os
proencher: boi por bem nos termos dos ar-
ti-oslOo, e 107 do cdigo administrativo ,
determinar que seja dissolvida a sobredita c-
mara procedendo-se inmediatamente a all-
elo de outra conformemente ao qucdispoo
mesmo cdigo. O ministro e secretario des-
Xotici is do Paquete.
As folhas chego at 9 de novembro. No E.
M. do 8 l-se urna correspondencia do Madrid
do 8 de setembro quo d noticia do haver
em Londres urna junta que trata de promover
urna contra-revolugo na Hespanha a favonio
governo central e de Espartero ; diz que esta
j comecra com energa e judiciosamento por
a insurreico do Vgo, pondo-se [fiarte fren-
te dos insurgentes; quo no dia seguinte devia
sabir de .Madrid un general para tomar o com-
mando das fOrcas da Galliza o que j tinha
ido dinheito para Vigo ; que all se havio de
ajuntar os desalToctos da Castclla Vellia das
Asturias, Galliza o Extremadura com os
quo em Portugal estavao fra da le ; que a po-
sico era boa, e que em caso do desgrata ti
nho o relugio da Inglaterra.
Em Dublin j o grande jury tinha comecado
a ouvr as testemunhas para decidir se havia lu-
gar a formar culpa a O' Connell; suppunlia-se
que a deciso do jury levara muito tempo.
Nao obstante lerem sido speramente cas-
tigados alguns dos implicados nos disturbios do
sul de (alies, anda continavao com a mes-
ma activdade os demolimentos das porta-
8ons-
Diz-se que o rei dos franeczes exige dos mi-
nistros o curnprimento da promessa de propo-
rem s cmaras a dotaco do duque de Nemours
como regente o que achando-os tibios a
curte entrara em negociacoes com M. Thers ,
que prometiera apoil-a. As cheias do Rho-
dano o Durans tinho causado grandes estra-
gos, c receiava-se que causassem mais. A ga-
zeta d Augsburgo diz que ainda contina aa-
gitacio em algumas provincias da Italia ; que
ainda continuava a guerrilha que tem assolado o
Piemonte c oslados romanos, a qual algumas
ve/es tem conseguido bater as tropas que a per-
seguem ; que a Austria s interferira se fr
requerida por o pontfice; que, nao obstante a
actividade do governo de Piemonte a guerri-
lha tem roubado c incendiado trinla casas.
A mesma referindo-se a urna caita das
fronteirasda Polonia diz que o Imperador da
Russuia desapprovra tanto a revoluco da Gre-
cia, quo domittra Katakari e quo mandara
urucedor a euisoiho do invesiigago a seu res-
peito por o favor quo mostrara 5 revoluco ;
que mandava avancar tropas para o Pruth.
Havio noticias do Bombaim at 2 d'outubro
e da China at 3 d*agoslo que nada adianlo.
Houve urna revoluco no Punjaub promovida
por o ministro Dhyant Singh ; Ajut-Singh ,
irmo d'uma das mulheres do deunto rei ma-
tou o rei actual com seus filhos, netos e mu-
lheres dos filhos ; nao escapou um lilho do rei
que nascra na vespera (14 do setembro) ; dc-
pois cnconlrando-se com o autor da conspi-
radlo matou-o tambem e mandou o seu
crpo a seu irmo c lilho Soochet-Singh o He-
cra-Smgh ; estes ao outro dia entrro em La-
bore matro a Ajiet com os seus adherentes ,
e ficava reinando urna creanga de 10 annos p-
rente do rei defunto sob a proteceo de He-
en-Sinsb. [dem.)
aSovimento do Porto.
.Varios sahidos no dia 13.
Rio-de-Janeiro pela Babia ; paquete inglez
Peterel commandanle Dresser.
Serra-LeOa ; brigue inglez Princess-Vectoria,
capito Ricardo l/.ont. com a mesma carga
que trouco de Montevideo.
Entrados no mesmo dia.
Torra-Nova; 0 dias, patacho amburguez
r ara de 130 toneladas capito P.~
Zylbrants, equipagem 10 carga bacalho:
a consignago de N. O. Bieber & C.
Sicilia ; 34 dias brigue napolitano Gabriel ,
de 276 toneladas capito Constantino Bar-
tholo, equipagem 14, carga sal : a con-
i signaco de N. O. Bieber & C.
Philadelphia ; 55 das, brigue-escuna ame-
ricano R. F. Joper, de 167 toneladas ca-
pito W. North equipagem 9 carga la-
rinha de trigo c bolaxa : a consignaco do
Malheus Auslin & C.
Cdiz; 35 dias, patacho americano France
Anny de 160 toneladas capito William
Gibersom equipagem 9 carga lastro : a
consignaco do cnsul americano. Trazuma
companhia de cavallinhos.
Liverpool ; M dias barca, barca nglozaJara,
de 572 toneladas capito John Pickeding ,
equipagem 25 carga lastro : a consigna-
rao do Johnston Pater & C.
New-York ; 48 dias, barca americana Ma~
zeppa do 234 toneladas capito R. R.
Smith, equipagem 11 carga farinha do
trigo : a consignaco de M. Calmont & C.
Navios entrados no da 14.
New-Castle ; 50 dias brigue inglez Braai-
Uano-Packet de 199 toneladas capito
John Toddy equipagem 10 carga fazen-
das o carvo do podra : a consignaco do
Frederico Roblliard.
Sahido no mesmo dia.
Molbeli ; barca ingleza Java capito John
Peckeding : em lastro.
Una ; biate brasileiro Novo-destino de 21
toneladas capito Estevo Ribeiro equi-
pagem 4 cirga varios gneros.
Parahba ; hiato brasileiro 5. Joo Bapiitia ,
capito Floriano Joss Pereira equipagem
5 carga varios gneros.
Avisos diversos.
MARIO DE PEIMHBiB.
Pelo brigue Primavera veio-nos o Peridico
dos Pobres do Porto ale adata de 14 de novem-
bro; por isso nao adianta mais do que selle dias
aslolhasquc ltimamente haviamos recebido
de Lisboa pelo Trnimphanle.
No regresso de Sua Magestade a rainha, ao
passar por Evora, apresentou-lhe a cmara des-
ta cidade urna represeniagad, podindo a domis-
so do ministerio; o quedeo lugar a dissolugao
da mesma cmara, como consta do decreto
que trancrevemos em lugar competente. Um e
outro facto davao occasiao a ampios commenta-
rios dos jomaos ministeriaes o oposicionistas,
excedendo-so estes em invectivas directas contra
a augusta pessa da rainha por conservar junto
a si o ministro Costa Cabral !
(I Peridico dos Pobres alguma cousa accres-
centa sobre os negocios da Hespanha, de que
inerimos tambem em lugar proprio ocnstuma-
do extracto; assim como das noticias d'outros
paizes recebidas em Portugal pelo paquete.
= Aluga-se porcommodo preco o segundo
andar da casa n. 46 da ra da Cadeia o qual
lem um grande soto os pretendentes dirja-
sea loja de chapeos da mesma casa.
Aluga-se um moleque de 14 annos, para
servieo de casa ; quem o pretender, dirija-so
a Praca-da-Independencia n. 3.
= N. Smilt retira-se deste imperio.
'Jo (he frilish Uesidents.
Joseph Maya has opened at bis residen-
ce in tho ra daPraya a school for children .
where tho english, Ironch and portuguese
languages Arithmetic and Geography will
be taugbt: The lessons will be given every
day ( tho usual days excepted ) from 2 O'clock
to 5 in Ihe afternoon. Parents willing to send
thoir children to il, are requested to address
themselves to the adverliser, or to Mess."
Veitch Bravo & C., Madio deDeos street n.
1 where furlher partculars may be Icarn-
ed.
Any Gentlemen xvishing to take lessons in
i indicados para s w-b- k
ocro necassa- tado dos negouo* uo remo utim o lenba en-,
Alfandcga.
Bcr.dimento do dia 14..........5:4i9i051
Descarrego hoje 15.
Barca Manj-Queen-of-Scot o resto e
ferros.
BrigueCal harinaalbos.
GaliotaMercatorcarvao.
Barcairtdiflerentes gneros.
BrigueTriunph'inte diflerentes gneros,
u .1 -I -
pagagotn, v ccooiaa,
portu
ucse
Ihe adverliser has no difficulty ,
to cali at their own residences at any hour be-
twecn 7 and 12 O'clock in Ihe inorning.
Pernambuco 1." Deccmhcr 1843.
=. Jos da Maya suodito britnico se pro-
poc o abrir no primeiro do Janeiro prximo
vindouro em sua casa na ra da Praia urna au-
la aonde se ensinar a fallar e escrever a
lingoa ingleza; e como esta aula se destina
geralmente para as pessoas empregadas no com-
mercio com o im de nao tomar a tempo as
que a quizerem frequentar ; seao as lices da-
das de noute das 6 at as 8 horas um dia sim,
e outro nao. As pessoas que 6e quizerem disto
utilisar sirvo-se ir inscrever seus nomes a
casa do annuncianto ou na botica dos snrs.
Weitch Bravo & C. n. 1 na ra da Madre-
de-Deos ; aonde podero obter as informal oes,
que desejarem.
O mesmo annunciante d tambem lices
d'ingle/., demanha em casas particulares.
Aluga-se urna casa, sendo nos lugares se-
guidlos : Fra -de- portas, Becife, c S. Anto-
nio e cujo alugucl nao exceda a mais de
12> reis.
Aluga-se um segundo andar e soto do
Atteiro-da-Boa-vista n. 3 com bastantes
coiuuiouos para familia, a iraiar no memo.
i


Em um clima 15o quente como o do Brazil ,
onde as molestias tecminao fatalmente as ve-
tes no espaco de poucas horas he mister ha-
ver um remedio que possa servir ao mesmo
tempo como preventivo e curador. A \!c-
decina Popular Americana tom essa propriedn-
de tonada as vezcs ern quanto ella impede a
accumulacaodos humores, conserva o sangue
puro e conseguintemente para as pessoas menor
sujeitasa apanharcm qualquer molestia, seja
ella contagiosa, ou nao.
Recommo/ida-sc portanto ao publico em gc-
raleensainr este excellente remedio que,
pelo lado econmico he prelerivel a qualquer
outra medecina de similhante natureza tendo
ascaixinhas maior numero de purgantes e por
menos preco.
O publico achara na Medecina Popular A-
mericana as pilulas vegetaes do Dr. Brandrclh
estas propriedades que produzcm seu cITeito
sem dores ou encommodo algum nao se faz
preciso di(:ta alguma e podc-se tratar dos
seas negocios nos mesmos dias, em que se to-
mar.
Vende-se aqui em casa do nico agente
Joao Keller ra da Cruz n. 11 e para maior
commodidade dos compradores na ra da Ca-
deia emeasa de Joao Cardozo Ayres ra Nova
Guerra Silva & C. atierro da Boa-vista Salles
& Chaves.
Aluga-se o terceiro andar do sobrado n
15 da ra da Cadeia de S. Antonio, com co-
zinha no sotao e commodos para urna gran-
de familia, muito fresco n3o s pela altu-
ra e posico como por nao ser forrado e
ser junto de um beco para onde deit5o muitas
janellas ; trata-se no segundo andar do mes-
mo no dia 15 e 16 do corrente das 10 horas
da manhaa as 4 da tarde.
= Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ruaestreita do Rozario n. 21 ; a tratar no se
gundo andar do mesmo
= Aluga-se a loja do sobrado n. 127 do
paleo da S. Cruz na esquina da Rua-velha ;
a tratar no mesmo sobrado.
Aluga-se um andar do sobrado novo na
travessa do Dique ; a tratar na ra da Cadeia
do Recifo n. 18, com Antonio Joaquim de
Souza Ribeiro.
= Roga-se a pessoa que tiver rccolhido
em sua casa um uiulatinho de 10 a 12 annos,
feio do feicGes hupaJo do rosto c barrigu-
do por ter o vicio de comer trra baja de o
mandar entregar na Rua-nova n. 7, d'onde
fugio desde o dia 9 do corrente; advortc-se que
t'huravo, e uu forro como elle talvcz incul-
que.
= Um rapaz Brasileiro, livreda guarda na-
cional se offerece para caixeiro de qualquer
casa de negocio tanto cslrangeira como na-
cional e ja tem pratica bastante de cobrancas,
despachar na alfandega e sua conducta ; quem o precisar dirija-se a ra
da Madre de Dos loja n. 28.
=: Aluga-se um armazem na Ponte-velha
da Boa-vsita com 40 palmos de largo e 80
de fundo perto do embarque assim como
urna canoa de conduzir agua ; a tratar no de-
posito d agua do Clao.
= Aluga-se o segundo andar da casa n. 20
da ra de Apollo com muito bons commodos
para familia ; a tratar no annazem da mesma
casa.
= Precsa-se do um canoeiro forro ou
captivo para andar na canoa de ierro carregan-
do taboado da serrara do Monleiro para o Re-
cife ; na Rua-nova n. 59.
- O bilhete n. 3593 da segunda parte da
decima-quinta lotera do theatro publico por-
tence aos snrs. Jacinto Jos Pavao e Joaquim
JosCorreia, ficando o dito bilhete em poder
do primeiro.
Precisa-se de um caixeiro que cntenda
de padaria o ir entregar pao com um preto
em o bairro de S. Antonio; as Cinco-pon-
tas padaria n. 63.
Quem precisar de um r;ipaz Portuguez ,
de 24annos paca mestre de primeiras latirs,
ou para qualquer oceupacao tanto nesta pra-
ca como para fra del la dirija-se a ra da
Cruz sobrado de Caetano Pereira Goncalvi-s
da Cunha advertindo que a mesma pessoa se
tem empregado em mestre de primeiras leltras
fra dcsta praca com todo zelo e perfeicao.
Osnr. Marcelino Rodrigues Lopes que
ha pouco tempo era caixeiro em urna loja de
miudezas na Praca-da-Independencia queira
annunciar a sua morada que se Ihe deseja fal-
Jaaa negocio de seu inleresse.
Roga-se ao snr. subdelegado do pri-
meiro districto da cidade da Victoria o obse-
quio de ver se a escrava, de que trata o seu an-
uuncio no Diario n. 270 leni os signaos se-
guintes ; de 35 annos, crioula, massahefin-
gir-sc buc altura media ps meios apalhc-
tados, e o maior signal que tem 6 um signa!
na frente do rosto junto ao queixo a maneira
de urna dentada que diz ella
do de urna briga que t ve .
ser ella far o favor de mandar entregar na Pra-1 que so achavSo em urna bolea de retros verde ,! ra de-portas, em casa do Aloma o A C !to
i-a-da independencia que se pagar toda a com um transelim de retroz amarello na boca, > Jiurg. "'
despeza.
= Alugao-se 3 casas no Atterro-dos-affo-
gados ns 143, 160, e 162; quem as pretender
falle defronte do vivoiro do Muniz n. 67 com
Jos Francisco da Silva Penna.
Aluga-se pelo tempo de esta urna casa
terrea de pedra e cal sita no Monteiro con-
fronto ao oitao de S. Pantaleao com suffici-
cntHs commodos o por proco mdico ; quem
a pretender, dirija-se a ra doQueimadon. 11.
Precisa-se de 200S rs. a juros sobre pe-
nhores'; quem quizer dar annuncic.
Precisa-se de um caixeiroPortuguez.de
12 a 14 annos, para venda ; na travessa das
Cruzes n. 8.
= Aluga-se um sotSocom muito bons com-
modos, do sobrado novo da ra Augusta n. 9;
quem pretender dirija-se a ra do Rangel,
esquina que volta para o trem n. 11.
= O snr. Paulino Augusto da Silva Freir ,
que mora em o sitio junto a Cruz-de-almas
11,000 rs em notas de 1,000 rs. de dentro = Vende-se a armacao de caixdes Dosn
da gaveta de um pequeo espelho : e assim ro- balancas, e mais utencilios, e trapassa6-seS '
ga a todos os snrs. que, sendo, que alguma chaves do deposito de assucar da ra larca d*
pessoa que sejadesconhecida.appareca com taes Rozario, confronte a travessa do Peixe-frJto
moodas a trocar ou comprar alguma cousa 'em Fra-de-portas n. 122.
de leval-o ao conhecimonto da polica para Vende-se urna casa terrea no Coelho
azer as indagarles que s5o permittidas, vis- | ra do Jasmim, e gomma de rnatarana na rn
to a dcclaracao que agora faz o abaixo assigna- i da Conceicao da Boa-vista n. 22.
do ; assim como prornette dar urnas boas alvi- Vende-se um braco do balanca grande com
is. a quem descobrir o dito roubo \indo conxas, e um temo de pesos de duas arrobas at
nego-
queira apparecer na Rua-nova n. 8 a
co do seu interesse.
- Perdeo-se no dia 11 do cnrrenlo ou
furtarao um carteira contendo dous bilheles in-
teiros de ns. 90. e 1695 e oito meios de ns.
iOO. 10*6, 2396. 2605. 2688, 2709, 2800 ,
e 2276, da segunda parte da decima-quinta
lotera do thcatro que corre no dia 19 do cor-
rente os quaes pertencem a urna sociedade de
24 socios, e se acho assignados no verso;
previne-se pois ao snr. thesoureiro de n8o pa-
gar os referidos bilheles, caso tenh5o algum pre-
mio, senao a Luiz Francisco Vieira do Luna ,
queseara autorisado pela sociedade paraos
receber : assim como previne-se aos snrs. ven-
dedores do bilheles nao facao transacad alguma
com taes bilhetes ; quem a achou querendo
restituir dirija-se a ruado Padre Florianon.
26 que ser recompensado.
= Aluga-se um sobrado do um andar no
principio da Rua-impcrial n. 49, pintado de
novo ; quem o pretender dirija-se ao arma-
zem de vidros ao lado da cadeia.
Parlicipa-se aos mestres de a la ule e a
quem convier, que na ra do Crespo loja n.
11 ha para vender-se as bem conhecidas e
acreditadas linhas de carretef com 200 jardas
cada um.
=A pessoa, que quer alugar um sitio a mar-
gem do Capibaribe para passar a fesla dirija-
se a ra de Aguas-verdes n. 36.
Hoie pelas A horas da tarde a porta do
snr. doutor juiz docivel da primeira vara tem
de ser arrematada em ultima praca urna mo-
rada do casa terrea sita nos Affogados, na ra de
S. Miguel, com sala na frente e alraz, duas
camarinhas, cozinha fra quintal murado ,
e cacimba avahada em 300g rs. penhorada
a Bernardo Raimundo Ribeiro c sua mulher.
= Arrenda-se para se passar a festa o sitio
n. 136 periodos Affogados, na estraJa que
vao para o (qui murado na frente com
excellentescommodos, e estribara; a tratar
no mesmo sitio.
Precisa-se alugar umescravo que sai-
ba trabalharcom urna carroca, pagando-se 12$
rs, mensaes, e sustento; na Solidade sobra-
do n 22.
Os abaixo assignados, passageiros a bordo
do excellente bn'guc portuguez Triumphante na
sua recente viagem de Lisboa para esle porto ,
faltario a um rigoroso dever se desprezassem
este indo para agradecerem aosnr. capilao Sil-
verio Manoel dos Keis e seu digno piloto o
snr. Antonio Pedro de Figueiredo as delica-
das cadenciosas manciras com que os tra-
tarao ; eslorcando-se sempre em satisfozer-lhes
as vontades com urna condescendencia a toda
prova ; accresccndo que o bom passadio cx-
cedeo a sua expectativa; bem como naodei-
xao de fuzer a devida justica a toda a guar-
nicao do mesmo briguc, que por sua parte mui
bem so portarao para com elles, e muito par-
ticularmente o mestre despencuiro ; recebao os
mesmos srs. osprottstos de gratido o estima,
dos annunciantes por tantos favores, que Ibes
prodigalisaro. Bento Jos da Silva Magalhaes,
Luiz Jos Marques, Manoel Ferreira Lima,
Francisco FcrnandesThomaz Domingos An-
tonio de Oliveira Manoel Jos Rodrigues ,
Manoel Bento Teixcira Marques, Joaquim Pe-
dro de Carvalho ; Jos Matheus Ferreira, Sa-
lustano de Aquino Ferreira Jos Fernando
dos Santos Joaquim Fernandos da Silva, Joao
Pedro, Antonio Pereira Perfeito, Joao Duar-
te, Marcelino de Almeida Manoel da Silva
Bonifacio.
= Precisa-se alugar um sitio para se passar
a festa sendo a margem do Capibaribe.
= abaixo assignado vindo da capital
do Cear para a de Pernambuco succede ser
rouhado por 3 ladros, na entrada de una
mata
ter em poder do mesmo abaixo assignado. Ci-
dade do Natal 29 de novombro do 1843.
Jos Pacheco Lima.
= Alexandre Carnciro da Cunha esta justo,
e contratado a vendor o seu sitio da Floresta ,
havido por heranca de seusogro Antonio Annes,
o que faz publico a quem por si, ou por ou-
trern tenha alguma duvida.ou embaraco a pro-
pr sobro esta tranzacc5o. Recife 2 do dezem-
bro do 1843.
=s Olerecc-se um rapaz portuguez de 16
annos de idade, para caixoiro de cobrancas, ou
para armazem do assucar; quem precizar, an-
nuncie.
LOTERA do theatro.
\&" As rodas da 2.a parte da
15. lotera ando mpreterivelmen-
te no da 19 do corrente mez, nao
se tendo efTectuado este acto no da
i 1, por anda restar um crescido
numero de bilhetes, os quaes se
achao venda nos lugares j an-
nunciados ; e d'esperar a mais
prompta extraccao dos mesmos bi-
lheles, visto que a festa se apro-
xima e nada ha tao bello como
passal-a na fruicao de bons pre-
mios.
Compras
Compra-se effectivamento para fra da
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
20 annos, sendo do bonitas figuras pago-se
bem ; na ra da Cadeia de S. Antonio so-
brado do um andar de varaoda de pao n. 20.
= Compro-e efiecifesssente para fra ua
provincia mulatas, negras o moloques, de
12 a 20 annos sendo bonitos pag8o-so bem ;
na Rua-nova n. 16.
= Compro-se effectivamente para fra da
provincia escravos de 16 a 20 annos de bo-
nitas figuras, e sem deffeilos, pagao-se por
bom dinheiro agradando; na ra da Cadeia do
Recifo n. 45.
Com pra-se um preto de idade que sai-
ba c esteja acostumado a tratar de vaccas e
curar bezerros; quem tiver annuncie.
Comprao-se para engenho at 20 escra-
vos de 20 a 30 annos que nao tenhao mo-
lestias pagSo-se bem ; na ra de Aguas-ver-
dos n. 46,
urna quarta tudo novo por n3o ter anda ser-
vido ; na ra da Praia n. 62.
Vende-se urna vilella muito gorda ; no
Manguinho-papa-terra, sitio de Joao dos San-
tos Porto.
Vende-se urna negra do nacao Angola
de 25 annos, cozinha. lava o vende na ra
na ra das Cruzes n. 41 segundo andar, na
mesma casa engomma-so roupa com todo aceio
e por' preco commodo.
= Vendo-so urna bonita escrava de nocao ,
de 15 annos, com boas habilidades; na ra'
da Cadeia do Recife loja de ferragens n. 56.
Vendem-so3 duzias do mochos de ama-
relio com assento de palbinha 6 mesas de di-
to um balco tambem de amarello com 3 ga-
vetas ludo proprio pra casa do pasto por
preco commodo ; na ra do Hospicio n. 11.
Vende-se urna casa de dous andares e
soto, rectificada de pouco tempo em chaos
proprios na travessa da Madre de Dos n. 7'
a tratar na ra da Cruz n. 50.
Vende-se um escravo do nacao Angola
de 25 annos; na loja de Antonio da Silva Gus-
in3o na ra do Queimado n. 39.
Vende-se precioso vinho do Porto de 23
annos, em caixoles de duas duzias de garrafas ;
em casa de Domingos Jos Vieira na Praca d
Commercio.
Vende-so urna preta de nacSo cozinha ,
engomma lava,, refina assucar, e sabe tratar
do meninos e o'oentes ; na Rua-direit no
segundo andar do sobrado novo junto ao da es-
quina do beco do Sorigado das 9 horas da
manhaa em diante.
- Vende-se essencia de aniz do primeira
qualidade, por preco commodo ; na ra da
Cadeia do Recife n. 29, terceiro andar.
= Vende-se farinha de trigo de primeira
qualidade, e barricas de arcos chatos; no caes
da alfandega armazem de Antonio Annes Ja-
come Pires.
= Vende-se espirito de vinho dt' 36 graos,
por preco commodo ; na ra estreita do Roza-
rio botica n. 41.
= Hebrard pai, e Gibo acabao de rebeber
directamente do Franca um sortimento do
vinhosde Bordoaux de l'anglade, eS. Cristo/,
em barrisde diferentes medidas, agu'ardente
Vendas.
's* Vendem-se lolhinhas do reza, e dealma-
\iak para o anno de 1844 : na praca da inde-
pendencia livrara n. 6 e 8.
Yendem-so serains e piannos de va-
rias qualidades e de ptimas vozes; ern casa
casa de Kalkmann & Rosenmund na ra da
Cruz n. 10.
Vende-se um carro muito leve de 4 ro-
das para urn cavallo um dito para dous ca-
vlos muito elegante um dito do duas ro-
das por preco commodo ; a fallar com o sc-
geiro Miguel, no Alterro-da-Boa-vista.
Vcnde-sc um sobrado na ra do Rangel
n. 37 ; a tratar na ra da Praia n. 35.
Vende-se farinha para escravos, porcos,
e galinhas a 640 rs. medida nova ; na ruada
Cadeia de S. Antonio, deposito de farinha
n. 19.
Vende-se urna porcao de prata boa, em
obras, sendo em facas, garios, o colheres pa-
ra so upa echa; na Rua-bclla n. 41.
= Vende-se Jacaranda superior chegado do
Rio de Janeiro pedras de marmore redondas
para mezas de meio de sala, de muito bom gos-
to, ditas para commodas cadeiras america-
nas cora assento de palhinba camas de vento
com armaco, marquezas, sofas, mezas de
jantar camas de vento mui bem feitas a 4500
ditas de pinho a 3500, assim como outros nim-
ios trastes ; pinho da Suecia com 3 pollegadas
degrossura, dito serrado dito americano de
diflcrcnles larguras e
-r------. ag
de franca (cognac ) azeitedoce em caixas de
urna duzia de garrafas, licores, absiiilho, vi-
nho muscatel e Champanhe tudo vende-se-
ta nto em barris, como em garrafas por preve
commodo.
= Vendem-se duas negrinhas crioulas, urna
de 12 annos, e a outra de 4 ; na Rua-velha,
da parlo do sul sobrado do veranda de
pao e pintado de verde por cima de urna ven-
da de manhaa al as 9 horas, o de tarde das
3 em diante.
= Em casa do B. Lassene & Companhia .
ra da Senzalla-velha n. 138, acha-se a ven-
da farrello de muito boa qualidade em saccas de
3 arrobas ; assim como vinho de Bordeaux em
caixas de duzia por preco commodo.
Vende-se urna preta crioula pereita en-
gommadoia lavadeira o cozinheira ; na ra
dos Gararapes em Fra-de-portas n. 16
= Vendem-se travs de 30 a 47 palmos d
cornprimento e 7 a 8 pollegadas de grossura ,
e para coberta de 40 e 42 de 9 a 10 pollega-
das de grossura o de 54 com 12 pollegadas
do grossura todas das melhores qualidades de
madeiras; a tratar com Victorino de Castro
Moura na ra da Cadeia do Recife n. 20.
Vendem-so o$ verdadeiros purgantes e
vomitorios de Le Roy ; na Rua-nova n. 11 ,
loja do born barateiro de Guerra Silva &
Companhia.
= Vende-se para fra da provincia um preto;
a fallar com Manoel Luiz da Veiga.
= Vende-se um dos melhores talhos da ra
dos Quarteis o. 3, muito afreguesado ; a tra-
tar no mesmo.
Escravos fgidos.
r comprimentos ; assim
ao pe de urna cruz, distante da villa de; como travs de pinho e barrotes ; na ra
^tremor meia legua pouco mais ou menos i Florentina em casa de J. Beranrr n i
fo. proced- fe 6 horas da tarde sendo o roubo que fizrao = Vende-se urna escrava de Angola de 36
de de 2o0 incas doblas, 20 hespanolas, honcas' annos, que cozinha por 3008 rs ; em fZ
No dia 27 de novombro p. p. fugio o es-
cravo de nacao Inhambane, alto, magro, cor
retinta, falla muito manco levou um ferro no
pescoco ; quem o pegar, leve a casa de V cen-
le Thomaz dos Santos defronte do viveiro Ao
Muniz, n. 67, a entregar a Jos F. da Silva
Penna quesera gratificado.
Recipe: na Ttp. dr M F. db Fama=:184&


Full Text
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