Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04534


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Full Text
Anuo de 18413. Quarta Feira 13
ludu apura depende de no meamos; di nossa prudencia, moder.Jo, e energa: con-
n'iumoi orno principiamos, e .ere'mo. apuntado com admiragao entre a* Nag. mait
jltM.
- .ponl.rtoa cun admiragii- ------ ...y^. _.
( l'ioclamagjo di Aasembleia tiertl do Biasil.)
PARTIDAS DOS GRKElS TERRESTRES.
ttoiM><>ai PnJb,i segundas e*i feir*f. io Grande doNorle, quintas feiras.
unito e Gar.obuna, k. 10 e 24.
Co, Serinhaem, Rio Formoso, Porto C.Wo, Macei, e Aligot no 1 11, JJ.
H--ist. Floro 13 2. Santo Autio, quintaa feiras. Ohnd todoa o da.
*^ DAS DA SEMANA.
11 Soc i. Dmaso F. Aud. do J. de D. da 2..
ll Tero. i. Justino M Re. Aud.do J. de D.da3. t.
4j Qu.rl. i. Luiia V. M. Aud. do J. de da 3. .
14 Quint. Agnello An. Aud. do J de D. da y. v.
H Se* Clirisl'ina Aud. do J. de D. da 2. y.
16 Si*. |. Albina V. M. Re. Aud do J. de D. i l'
17 Do. Barlliolumeo de S_ Cimiuiano.
.
de Dezembro Anno XIX. N. jgg:
O D.a.to publica-., todo. ... di. r,,e nao (oren, Santificad,: .,,--. *ff
de,re. 1 re!, por qu.r.el ptRO. .dunlado, O. "^JEE der. *
CiamosNo dia 1! de Dezembro. J7E,
C.^o.obr.LoBdr..?r, Oo.o-Mo.d. d. o 400 J 10,Jg
Pan 37 J re por franco.
Lisboa Hl) purlUil.praio
d. 4,000
! PiT-r;c.
Moed.d.cob..Jporcen,o. j 1 ^KS"
Id., de letra, d. boa. fir-.a 1 a 11,4 g. a.tu. *""
PHASF.S DA LA NO MEZ, DE DEZ.EMBR.
La. Chei. e'J norme 4 i
Qu.rt. ing. 14, 10 Latas
l,lQ
1,'JOO
1,1100
1,1*00
.nil.
17.UO
16,800
9.400
1.920
1.920
1,920
|Lu.no..2l,1..2"or..!49.d.-,.
da
i. da tarde I La BOTa ],' "" ,,----1_
3 J m. da .. I Qu.rt. cesa. A 28, o. 43 m.nulos db lento
P reamar de hoje.
11Bb3a. |2. .Ubor...J'>
, d. urde


Tribunal da Relaco.
SESSA DE 12 DE DEZEMBRO DE 1813.
Na appellagao civel do juizb dos feitos da fa-
zenda desta cidade appellante l). Anna Clo-
mentini Lisboa c Jos Ignacio de Seixas, ap-
pellada a lazenda nacional escrivao Ferreira ;
se mandn averbar a dizima.
Na appellacao civel desta cidade appellante
Felicianno Augusto do Vasconcellos, appellada
a fazenda publica escrivao Jacomo ; se man-
dou pagar o imposto dos 2 por cento.
Na appellacao civel da cidade de Goianna ,
appellante Francisco Jos Velho de Mello ap-
peilados o provedor e mesarios da Santacasa-
de-Misericordia da dita cidade escrivao Fer-
reira; se mandou descer ao jui/.o da 2.* vara do
civel desta cidade para ser avaliada
Na appellacao civel desta cidade appellante
Izabel Tbeotonia do Miranda Varejo appel-
lada Manoel do Carino Inojoza escrivao Pos-
thumo ; se mandou ouvir o Doutor curador
geral.
Na petigo de Francisco Borgcs Mcndes, pe-
dindo habeas-corpus so mandou passar a dita
ordem e que inlormassc o juiz da culpa em
termo breve.
Na appellacao civel da comarca do Queixei-
ramobin appellante Bernardo Marinho Fal-
-*.. .-H I7-*I-./. -l~ U<>rrnB M',r,.nc
esuamulher, escrivao Ferreira ; se ulgou |
nullo o processo por faifa de consiliacao.
Na appellacao civel desta cidade appellante
Antonio Francisco dos Santos Braga apella-
do Firmino Jos Fclis da Roza escriviio Joco-
mo ; foi confirmada a sentenca.
Na appellaclo civel desta cidade appellante
Jouquim Manoel Carneiro da Cunha appella-
do Manoel Antonio Alves de Bnto escrivao
Posthumo ; foi confirmada a sentonca.
Na appellacao crime da comarca do Cear ,
appellante o jui/.o appellado Manoel Bodn-
gues Serpa escrivao Posthumo ; so mandou
que fosse submettido novo julgainento.
Na appellacao crime desta bidade appellan-
to o promotor publico, appellado Joaquina Pe-
dro Marques d'Albuquerquo escrivao Bandci-
ra : julgarao improcedente o recurso.
"Na appellacao civel desta cidade appellante
Jos Rodrigues Ferreira appellada l-ranc.sca
Maria do Carmo escrivao Jacomo ; se (Ulgou
pela confirmacao da sentenca.
Na appellacao civel dssta cidade, appellante
I). Joaquina Maria Pereira Vianda, appellado
Antonio da Silva Pessa; foi a sentenca conm-
inada, escrivao Reg Rangel. Uoa
Na appellacao civel da comarca das Alagoas,
appellante a fazenda nacional, PM^0J.?
quim Jos das Ciiagas, escrivao Poattomo, e
mandou averbar o imposto, que subst.tuio o
dizimo da chancellara. 0ii.,ni(.
Na appellacao civel desta cidade, eppellantt
o iuizo dos feitos da fazenda appellado o r
Firmino Pereira Monteiro, escrivao Jacomo, foi
a sentenca confirmada. iiani
Ma appellacao civel desta cidade, appe ante
Fernando Belenot. appellada fcJ-JfMf
Conceica eseu marido Manoel da Cost esen
va Posthumo; foi a sentenca reformada en.
PaNa appellacao civel ^sta cidade appellante
appellada.
tas. Para fazer-nos sentir o seu despeito o exiJ
mi escriptor dignou-se perder com nosco al-
gumas linhas, procurando ensinar-nos mane-
jar as arma do raciocinio.de que elle tira toda
a sua frca, c nessaspoucas linhas preciosas e
esperdiQadas nos d urna meia dusia de exem-
plos ta5 valentes de rasa5, que na5 possivel
resistir-lhes. O Diario-vel/io, notem bem os nos-
sos leitores na fflrca destes raciocinios, folha
da polica, insolente,* do m f; agente do
governo delapidadra, immoral, assassina,
harpas; disse o D-novo, quem ha ah que ouse
mais duvdal-o ? Por entre estas e outras gonti-
lesas, que borbuIhaS em todos os escriptos do
D-novo, l vem novas aecusages, que j de
ante-ma.1 se ar.ha julgadas no respeitavel tri-
bunal da opiniao opposicionista, e das quaes
por consequencia perdida 6 a tarefa do defen-
der-nos; mas para protestarmos contra a ty-
rannia do tremendo tribunal, diremos duas pa-
lavras sobre os tpicos mais salientes da des-
compostura que nos servo do processo.
Mostramos sanguo fri, diz o D-noro, quando
setratava de um assassinato; mas sem duvida
afi nem poda ser o escndalo da gento oppo-
sicionista do nosso sangue (rio por qualqucr
assassinato, ella quo esta tao avesada a tratar
do rest este objecto; mas shn porque setrata-
va do inculcado assassinato do Sr. Urbano, que
6 o seu dolo. Ora como podamos nos encarar
este negocio, sead com a mais perfeta indife-
renoa, quando nol-o refera o D-novo, ta pou-
co escrupuloso sempreem acreditar e dar por
certas quantas patranhas a sua gente ha por bem
invent ir para imputal-as aos governistas .' t
de mais, o facto diziu rospeito ao Sr. Urbano, c
quem o refera era urna sua cscrava mo, toda a nossa f devia pois firmar-so no
lestemunho do mesmo Sr. Urbano, que, por
maior importancia quo ello se d a si proprio,
o no que por corto nada tem do mesquinho, por
mais valor que Iho queira dar a opposigao, pa-
ra nos nao tem esso quilate superior o oem
poda ter mais merecimento do que a do qual-
qucr outro opposicionista do circulo daquelles
(pie depois do serem ultra-governistas se passfio
para a opposicao. porque se lhe nao encherafl
as medidas insaciaves da ambcao. Finalmento
o D-novo assevorava que o assassinato nao po-
da partir sonao do crculo governista o esta
assercao nos dava toda a tranquilidado o san-
guo fri, porque nenhunvj recelo podamos mais
ter de que tal attentado se praticasse.
Quanto ao escarneo e armas do ridiculo, nao
Tomos nos que usamos dellas; o D-novo, ou a
sua narraO, ou o Sr. Urbano queso presta-
ras ao ridiculo: todo o mundo no-se da lnstoi la,
e copiando a narragao tal qual. nada mais rue-
mos do que chamar a attoncfio do puolico para
essa obra prima da opposigad.
Para rafrcar suas provas traz-nos agora o
D-novo o testemunho dosobrinho do br. uroa-
no, o de urna parda que mora em sua casa.
Pois o D-noro tinha estas testemunhas, e esque-
co-as? porque tinha pressa o estava ataranta-
do Ie.nbrou-se s6 da negra, e nao do sobrinho
do'sr Urbano? E depois do o de.xar no escu-
ro quer fazer-nos carga de mais este crime co-
o se nao bastara para esmagar-nos aquelki do
ao darmos importancia a historia que rea-
ncito a uma das maiores proeminencias do sni
Culo ? Conlesse o D-novo o seu peccado, pega
So a quem lorde direito, e nao nos que.ra
nt,narcom mais essa responsab.l.dade.
sua seguranga como o snr. Urbano ; por tanto
fizesse o quo fazem os outros ; nao rosse tao
presumido que se julgasse excepgao da regra ;
nao esperasso que a polica so fosse por a sua
disposigo por denuncias de gazetas. h se as
garantas entre nos sao nenhumas, como diz
o D. novo so a polica nada fai, qucixe-se da
immoralidade qu prega todos os das, quoi-
xo-se das continuas absolvigoes do jury que,
quando lhe far.conta, chama o />. noto recto,
imparcial, popular tribunal: sao essns absol-
vieses, to preconisadas pelo D. novo, que
fazem annular todas as diligencias da poiicia.que
enervao e neutralizao a sua aegao ; para o que
tambem concorrem com grande efilcacia as de-
clamages quotidianas contra qualqucr passo
de prevengao, que na lingoagem do D. noro
sao outros tantos despotismos. E quena agora
o 1). novo quo por causa do snr. Urbano se com-
mettessem esses ettentados de buscas PMV-
zas, prisoes, contra que tanto tem gritado .
Bem real oi o assassinato do snr. Pedro Uia-
vea foro presos o processados quantos crao
suspeitos o indiciados desse crime, e que disse
o D. novo ? Agora porque se tratava do snr.
Urbano e nao do snr. Pedro Chaves, c quando
o negocio nao passa talvez de um sonho, quena
quo a polica empregasso todos os seus ftOTd-
res escandalosa parcialdade !
Diz o D. novo que nos devenios saber que
o depoimento dos osera vos nao desprendo
pela legislago, que manda que o juiz os pos-
sa ouvir como informantes, e lhe dO o peso
quo merecer. Mas que produz afinal a prova
que s se firma nessas informagoes 1 h enten-
de o 1). novo que pela denuncia de uma escra-
Na sess5o de 18il mandou a cmara dos de-
putados por uma resoluco. que se pagassem
mais de oito ceios contos de res, de armas ,
va t uma denuncia GifiO uG QU~------------.
se poda proceder diligencias bem importan-
tes ? A negra do snr. Urbano o que vio .' Um
homem de capote na escada de seu snr. pela
primeiravez, que se esconda no corredor pela
segunda ; o o sobrinho do snr. Urbano que o
vio depois rodar pela ra e porto. Pois isto
sao indicios de assassinato? Pode concluir-se
d'aqui, que esse homem queia attentar contra
os preciosos das do snr. Urbano, que Dos
Dir-nos-ha o />. novo, se trasto
atorrar com mais essa respon
Houve m f do nossa parte em transcrever-
mos i narragao do D. noro o nao o seu arra-
sado', enteSde elle: mas se nos nao t.ravamos
n nublicidade de que j gozava esse a.rasoado ,
L nos o acnavamos todo dcsarrasoado; para
aUe o aviamos de copiar? Pois o JA novo
Sendo ^-BpaSBL
DIARIO E
emVuaira fizera car sobre todos os goNern.s |
50 sendo acompanhada do rabo-leva que lhe
Siuntara Es urna circunstancia que nao po-
Siamos antever, e por consoguinte nao se pode
dar m f no nosso proceder.
Oueria o D. noro que a polica se pozesse em
movimento a vista da sua denuncia que losje
Tolo a casa do snr. Urbano, cuja alta cdthe-
ioria o preciosa vida devio merecer as alten-
51 do todo o mundo ; e er talvez que esta
falta de deferencia devida a nao havermos dado
a ecessara importancia tao ponderoso nego-
cio Nos entendemos que tanta attencao, me-
rece a vida do snr. Urbano como a de qual-
aerourocidadao, que tem Iguaes dlre.loa I
S& aas leis ; que tanU> intere.se t.em esses
ouiros ciauuo''-' vMi ,vvv'........ r"
conserve: .,......- ---
commodo ou indispensavel um capolo paia
quem voe assassinar outrem em sua casa o de
dia ou anda mesmo do nouto ?
Concordamos em que a negra dosr. Urbano
nenhuma necessidade tinha de inventar essa his-
toria ; mas nao loi a negra quem disse que o
homem ia matar o sr. Urbano : isto foi illacao
dello ou do D.-novo, ou da sua gento ah
que est ou 0 terror pnico, ou a maldade ,
como quizerem ; ah que comeca a inverosi-
milhanca : porlanto longe de nos por em duvi-
da o testemunho da negra do sr. Urbano, como
suppoz o D.-novo o com o quo tanto se apos-
temou.
Naocreiao D.-novo, que nos magoou a sua
impulacao de partir do nosso circulo essa so-
nhada tentativa do assassinato ou antes nao o
inculque acreditar : tao velho no D.-novo
diflamar a torio e a direito, tanto tem elle a-
busado da sua arma favorita que o efleito das
suas calumnias obra s contra elle mesmo. Jus-
tica eimparcialidade nunca alguem esperou del-
lc. Os seus elogios, as suas atlencoes iquem
para os seus ungidos ; elles soffreraO ao depois
as pedradas, que nao sao duradouras essas falsas
popularidades quando nao o silo outras mais
legitimas, ccumalgum fundamento.
Nao conheco a opposicao dolos diz o D.-
novo, mas na verdade por milito menos osd
elle seus adversarios. Nao ser permitlido aos
governistas louvar cortos homens que estao na
administracao, sem que sejao por isso seus do-
los quando a opposigo leva esses mesmos e-
logi'os at o ponto do ridiculo querendo in-
culcar quo nao tem dolos ? Quando o D^-
no\>o empolando as phra/es leva o sr. Ur-
bano as nuvens, entende que todo o mundo se
esquece do deputado ministerialisla quand mi-
me que levou a sua condescendencia ao ex-
tremo o que julga ter-so justificado, porque
lancou lama quelles a quem bavia servido e
renegou os seus proprios actos ? O sr Urbano,
disse o D.-novo umextrenuo e incansavel
defensor dos interesses da naco Nos vamos
justificar c authenticar a sua assercao.
que compradas em 1830 pelosr. Clemente Pe-
reira ao Inglez Voung.haviao sido rege.tadas ao ,
comprador em 1831. O sr. Peixoto d Alencar
reclamou, que, havendo um requenmento seu
de adiamento desta questo j approvado, pare-
cia sorpreza a votago. pela qual, sem nova de-
cisao do adiamento, e adoptara similbante re-
soluco. Complicou-se a discusso eosr.
Clemente Pereira requereo que a cmara fos^
se consultada para declarar se polo acto do
adoptar a dita resoluco pretender, ou n3o, re
geitar o adiamento. Eslo requerimento foi re-
pellido com a sarcastica interjeigao oh !
proferida por alguns membros da casa; mas
o sr. Urbano que por zeloso dos inleresses da
naro estava empenhado no pagamento dos oi-
tocentos contos a Voung teve o desembarazo
de di/or. quando lhe tocou a palavra, que a c-
mara tinharegeitado.ou rcvogadooadiamento
com o acto de votar pela adopcao da resoluefio,
que mandava pagar as armas regeitadas. sem so
receberem outras por ellas.Isto sem duvida ter
grande 7elo pelos interesses da nacao. pelo que
loca ao lado financeiro ; agora peto lado da li-
berdade ah estao as leis da reforma e conse-
Iho d'estado pelas quaes votou o sr. Urbano ,
e contra as quaes o D.-novo e companhia tem
dito horrores; julgando opposicao licita e obra
meritoria a revolta de Minas e S. Paulo leita
com o fim de resistir a essas leis.
Kesta-nos iocat li um ponto que nos pa-
rece sor a causa das causas: visto como nao pre-
tendemos voltar este assumpto. Assevera o D.-
novo, que com o augmento das sympathias nao
pdeosr. Urbano deixar do ser collocado na
cmara temporaria : nao ser para nos cousa
admiravcl ; mas se o argumento da populanda-
de do sr. Urbano e da victoria na urna elei-
toral se funda na invengao, digna do D.-novo,
da falsificado das actas julgamos permitlido
duvidar de uma e de outra. Nao ser elle o pn-
meiro deputado, que v cmara contra a von-
tadeda provincia ; as nossas eleices sao como
todas as domis cousas entre nos; o resultado de
uma votago nem sempre manifcsla o sentimen-
to da maioria dos votantes; mas nao se faca o '
sr. Urbuno martyr nao peca humildemente
o seu votinho a uns nao procure justificar-
so com outros espere s<'> pela sua populanda-
de, pelo efieito dos seus discursos na cmara,
to tediosos to chcios do a/.edume da raiva e
do despeito que n6s lhe prophetizamos que
as urnas se lhe fechara para sempre.
As rcmogos do que fallamos em nosso n.
antecedente sao as seguintes : do snr. An-
tonio AlTonso Ferreira para a comarca de Jaco-
bina na Bahia ; do snr. Joo Paulo de Miranda
para a do Natal ; do snr. Bazilio Quaresma
Trrelo Jnior para a de Garanhuns: o foi
nomeado para substituir o snr. Antonio Alfonso
o snr. Agostinho Moreira Guerra.
Foro assassinados na noule de 11 para 12
do corrente, na ra da Yirago, um pardo e um
preto que vendiao pao em Olinda ; aquelle li-
vre e este escravo : o instrumento do crime
foi a faca ; e o pao licou derramado junto aos
cadveres.
As folhas de Lisboa que acabamos de recober,
a saber o Diario do Governo e o Patriota, alcan-
ca a 7 de novembro ultimo.
No dia 31 de outubro havao-se rccolhido
corte SS. MM. o AA. a Ranha, seu augusto es-
poso e Minos. Emoseguinte numero transcre-
veremos a descrpga da recepgao feita naquel-
la capital real familia.
No da 1. de novembro tinha o barao de Ma-
resclial, ministro plenipotenciario do imperador
d'Austria, apresenlado a el-rei a insignia da
Gram-cruz da real ordem de S. Esteva de Hun-
gra, que lhe enviara aquelle monarcha.
A ranha o a corte portuguesa tinhaS tomado
luto por oito das pela morte do principe Fre-
derico Guillicrmellenriquo Augusto de Prussia.
Um jornal da opposicao havia affirmado que

..


r
a abertura das cortos nao teria lugar; mas esta
assercao foi des mentid' pelo Diario doGoverno
de 4 de novembro.
No dia 6 foi lancada ao mar urna nova corve-
ta de 20 pecas, denominada Iris.
As noticias da Hespanha chegao at 31 de ou-
tubro, e das mais importantos faremos um ex-
tracto no numero seguinto; o que nao nos per-
miti azer nestea falta de espaco c lempo,
i
"-
Communicado.
O JURY.
Um artigo publicado no Echo do Rio sobre
os desvos do jury suscitou-nos a ideia do dizcr-
. mos alguma cousa respeito d'essa instituicSo ,
fazendo algumas observacoes sobre o uso. que
ntre nos d'ella se tem feto ; e antes mesmode
deixarmos conhecer, por moio do raciocinios,
nosso ponsamento, nao exitamosem afirmar,
que o nosso juizo todo desfavoravel, nao ins-
lituicao, mas simaos abusos, quo n'ella se t-
em introdusido, causa eliciente dos escndalos,
que tem lido lugar em todos os pontos do Brasil.'
Pordous motivos presamos o julgamento por
jurados : o primeiro porquo um preccito to-
do constitucional e o segundo porque enten-
demos, que, devendo a inspecco d'esse juizes
populares estender-se nicamente questaode
acto sem ingerencia alguma no direito que
o3o pode ser bem conhecido e bem apreciado
sen5o por juizes letrados s8o aquelles real-
mente mu apropriados a similhante judicatura,
urna vez quo n'elles concordo as qualidades ,
e habilitacoes, que a lei exige. Sendo os crimes
eommettidos por cidadaos de todas as difieren-
tes classes da socidade e dando-se a respeito
d'elles, muitas ve/es, circunstancias, que, es-
capando aos juizes processanles, sao todava co-
ndecidas pelos membros do jury ; circunstan-
cias, dizemos, quo pdem muit'o influir, ou na
absolvicao, ou na condemnacao dos reos 6 e-
vidente, que dando-se sinceridade, boa f, e
religiosidade da parto dos jurados bem pou-
cas vezes acontecer, que o julgamento por ol-
les proferido nao seja sellado com o cunho da
justica por ser bascado no perfeito conhecimen-
to do facto ; o por isso nos parece, quo nao er-
ramos, quando suppomos, que, as causas cri
minaos o tribunal do jury, em these. offerece
toda a garanta de justica, e imparcialidado pos-
sivel. r
Al^m disto, sendo da essencia do julgamen-
to por jurados a deduelo ampia das provas, tan-
iiMui v
necessariamente
to contra como em favor
U\3
em plena publicidado deve
succeder, que os r6os estejao mais a abrigo da
m vonlado de seus inimigos pessoacs.do quo se
os seus crimes fossem julgados em segrodo por
um s homem embora senhor do direito, mas
que poda ser indusido em erro contra sua voli-
tad e o por frca decircunstaacias. Tambem
nao urna pequea garanta de imparcialidadc
e justica a incertesa dos juizes, que devem ser
designados pela sorte : o nao pequeo numero
(Jos jurados, que a lei requer para a completa
formadlo do tribunal parece crear a impossi-
bilidade de poderem ser emponhadas tantas pes-
sas contra este, ou aquello e em favor d'cste
ou d'aquelle aecusado e por isso essa institui-
co, bem pensada, aprsenla em theoria tantas
vantagons, quesmentea infalibilidadeda pra
tica podo fornecer motivos para se contestar a
sua bondade.
Levado por estas ideias, c por outras muitas
consid
dar exercicio seus pessmos hbitos e mes-
mo os bons s paixoes mais, ou menos pernicio-
sas, com que a natureza dotou a humanidade :
estes pensamcnlo deveassustar a quem, como
nos,faz consistir a felicidade.esalvacaod'umpo-
vo especialmente na fiel observancia e inteirl
obediencia s Itis.que 0 rege; porque se deve ge-
ralmente ter a conviccSo, de que o despreso
d'ellas nao s destruir a importante diflerenca,
que existe entre o vicio, e a virtudc, mas ainda
forjar o cdadao honesto a tornar-se mo, pe-
los perigos. que tem de se ver exposto no meio
d'uma sociodade em desordem. NSo eremos ,
que nos achamos n'este estado desesperado, em
que o mal possa resistir todos os esforcos d'uma
cura prudente ; mas recejamos muito que o
depreso de nossos homens politicos, do nossos
legisladores nao o aggrave ponto de tornal-o
crnico e afina! incuravel. *
N8o se nos aecuse de terrorista nSo se di-
ga, que erigimos castellos paro combatel-os ,
nao nao faltao objeclos sobre os quaes o ho-
mem quo so aventura a escrever para o publi-
co, possa exercer a sua penna, e manifestar suas
ideias ; porm julgamos tao vital tao impor-
tante esta questao, que nSo queremos carregar
com o remorso de n3o ter, em tempo ainda op-
portuno, revellado sobre ella os nossos fundados
receios.
A lei com rasao suppdz.que o tribunal dojury,
fumando um juizo transitorio e incerto pela
escolba de seus membros feita pela sorte, n'esse
juizo as paixoes terilo menos imperio e a jus-
tica mais apio ; mas a sua organisacao to
defeituosa que longo d'assim succeder o ju-
ry nao s so tem tornado frequentemente patro-
no do crime, mas ainda um elemento bem pou-
co garanlidor da ordem. Dando lugar osdo-
feitos de sua organisacao a que os jurados sor-
teados sejo fcilmente substituidos por outros,
que muitas vezes s5o interessados na deciso da
causa sujeita e que d'anlemao j esto prepa-
rados para essa calculada substituidlo nao ad-
mira quesetenha visto o crime triumphante,
nem quo as contestacoes nacidas da poltica so-
jao all sustentadas, defendidas, e impugnadas
pelos seus sectarios, quem a urna da justica
havia repellido mesmo em sua cegueira. Ordi-
nariamente os crimes dos particulares tem en-
contrado no jury um juiz sempre benigno e
sempre udulgcnte porquo a influencia d'um,
ou (I mitro bomem erigido em protector tem
podido penetrar n'esse tribunal travs de sua
m organisacao e os crimes nascidos dn pol-
tica sao all apresentados apenas pro forma,por-
que os aecusados j comparecen! a barra bem
certos da mais plena impunidade : nao so nos
tache de exagerado : a curta historia do jury no
Brasil defende-nos sobeijamente d'essa aecu-
sac3o.
NSo s nesta ou naquella provincia, n'es
ta ou naquella comarca, quo se tem visto re-
petidos exemplos d'essa impunidade assombrosa
partida do jury : na nossa provincia e mesmo
na nossa capital por muitas vezes, temos pre-
senciado o crime sahir triumphante do sanclu-
ario da justica onde a mparcialidade dos jul-
gadores devra severamente punil-o : osdclc-
tos mais provados, as provas mais exuberantes,
e convincentes tem sido sufocadas pela rca do
patronato e ento por urna invorslo fatal da
ordem a lei espesinhada, e infringida tica en-
volvida no desprozo, que contra ella suscitao as
naixoes. Os jurados, suppondo-se superiores s
disposices legislativas, considerondo-se outros
tantos legisladores, interpretao, amplao, mo-
racocs quepdem ser produsidas em .
5!.m,t 5'SlJLIll'll d0S difica.e lorcem a seo l)el Praser ^os os artigo*
do cdigo penal, como so o seu juramento, por
clamores, que daramento s'erguilo contra os
julgamentos prolerdos pela magistratura fixa, e
vitalicia tvemos do desojar ardentemente a
execucao plena do artigo 151 da conslituiclo
poltica do imperio como termo dos exagera-
dos soflrimcitos, que, conforme se afirmava. a
nacao supportava na parte relativa punicao dos
crimes ; mas, ou seja mo fado nosso, ou seja
porque a falta d'illustraclo do nosso povo ainda
nao esteja em harmona com a sublimidadcd'um
similhantesystema de julgar, ou finalmente por
que apenas a nacao sabida do inveterado ha-
bito de ser julgada por magistrados vitalicios,
nao estivesse preparada competentemente para
rcceber.de sbito, novas creaeocs.o certo, que
a instituicaodo jurysenao naufraou ntrenos,
ao menos nao est mu longedisto! A practica ,
esse argumento,que nao solrecontestaceo, nos
tem feito ver, que o jury no Brasil se desacredi-
ta de dia em da e que bem longe de apresen-
tar os salutares resultados, que d'elle so espe-
rav3o, ao contrario tem animado ocrmo, e
promovido a impunidade de maneira que, mais
algunsannos, ser impossivel curaras profun-
das chagas, que usa mesma impunidade vae la-
zendo na moral publica.
Se na sociedade as penas forSoinstituidaspara
a repressao, e punicao dos crimes, claro, que,
logo que ellas nSo orem rigorosamente execu-
tadas estes s'augrnentar pela certeza da im-
nunidade e cresccr o numero dos criminosos
d;lu facilidade, quetero os Lo ;ns mos do
1er referencia consciencia comprchenda a
ampia faculdade de desprezar todas as provas ,
quando estas nao estejao em armona com o seu
pensar j evado d'amor, ou d'odio. J se v pois
que um similhante systema. assim viciado, est
bem longe de poder fazer a felicidad d'um po-
vo ajqual. conforme j dissemos s pode ter
por segura base a fiel execucao das leis. Nem
se diga, que ha nimia severidade no juizo, que
fazemos a respeito do jury em geral, ou antes
do seu mais, que soberano despotismo. Lan-
cemos os olhos para a provincia de Minas-ge-
raes quo nos pode fornecer excmplo recente ,
c veremos, quo esse tribunal desprezando a
lei tendo em nenhuma conta o voto da nacSo
emittdo pelas duas cmaras legislativas, decla-
ro u por meio de caprichosas absolvieses, que
nao s nao era crime de rebelliao aquillo quo
os poderes soberanos do estado,como tal haviao
qualificado mas ainda que qualquer pessa
poda sem crime alterar a ordem publica ,
negar obediencia s autoridades legaes con-
testar mesmo ao Monarca Brasileiro dreitos ,
que a constituido do estado Ibeconfere, een-
sanguentar o paiz desassombradamente.
Sem que nos seja necessario buscar as pro-
vincias esses perniciosos exemplos, que, no pa-
recer de alguem. podem ser justificados pelo a-
traso em que ellas se achao : mesmo na corte,
na rapilal do imperio que sem duvida, mais
Ilustrad,eacGiwait'iiios um iao grande nume-
ro d'elles, que por momentos desconfiamos, de
que um similhante systema de julgar os crimes
possa ter milita duraco no Brasil. Os delictos
mais qunlificados, e mais atro/cs tem depara-
do com semblantes risonhos nos jurados da cOr-
te: o homicida o rouhador o parrecida mes-
mo tem muitas vezes, sabido alegres do tri-
bunal todos possuidos de gratido pela inespe-
rada indulgencia de seus jui/cs: por muitas vezes
os odios polticos se tem exercido extensamen-
com detrimento da justica e (quem o acredite
tara? !) j tem acontecido, que um s homem,
com o prestigio de sua fortuna, e com o terror,
que inspirao os seus feitos, tenha podido subs-
tituir lei as suas roprehensiveis paixoes. Ainda
rio sSo passados muitosmezes.depois que vimos
o jury d'aquella grande cidade absolver escan-
dalosamente o assassino da honra e da repu-
tado d'um magistrado que por muitos ttu-
los tem indisputavel direito boa opinSo, e ao
reconbecimento publico fallamos do chefe da
polica da provincia do Rio-de-Janeiro o Dr.
Ignacio Manoel Alvares de Azevedo. Depois
d'esse digno magistrado ha ver, por ordem do
governo, deixado a sua casa, e familia para cor-
rer todos os riscos, que oTerecia ao sul de sua
provincia a rebellio de Minas, o S. Paulo: de-
pois de ha ver poderosamente concorrido para o
restahelecimento da ordem e punicao dos cri-
minosos gastando n'essa melindrosa comms-
sao parte do seu patrimonio, a vinganca de seus
inimigos politicos, nao o podendo alcancar de
outra maneira, lancou mi da calumnia, bus-
cando tisnar a sua honra e contestando a sua
integridade por meio da imprensa. O bomem
da lei, erespeitador da lei nao poda aspirar
otra satis faca o, que nao fosse o desaggravo le-
gal chamando o seu calumniador perante o
tribunal dos jurados e qual o resultado d'esse
appllo aquelles quem a lei tem incumbido a
nobre tarefa de punir os crimes ? Urna absolvi-
cao injusta desptica e acintosa ou antes ,
vergonhosa !
Nao pensamos ofiender o jury da corte, qua-
lificando d'esla maneira o seu julgamento, por-
que, a nao ser maldade refinada ou ignoran-
cia sopina como poderemos deixar de chamar
injusta e desptica a absolvilo d'um indivi-
duo aecusado por crime de calumnias quando
para a justificacaod'estas apenas apresenta at-
testados gratuitos dos inimigos doaecusador, e
d'aquelles a quem este havia pronunciado como
involvidos na rebelliao? que jurisprudencia po-
de sutcnssr o i; sic-munno u inimigos jurados ,
a nPo ser a cega parcialidade de juizes, que nio
temem responsalidade?... Como se podor dei-
xar de averbar d'acintosa e vergonhosa urna
absolvicao dada por antagonistas politicos do
sr. Dr. Azevedo, promovida pelo seu mais ren-
coroso inmigo e que sombra da grande for-
tuna deque pode dispr, c do terror que
incute a sua desenfreada vinganca todos os
meiosse Ihe tornrao facis para conseguir a
absolvilo d'um testa de ferro, que com seu
escuro nome oceultou o verdadeiro criminoso ?
A pesar de todas essas infernaos tricas deque
foi victima o sr. Dr. Azevedo nao lamenta-
mos a sua sorte, porque a sua perseguiefio nasce
do cumprimento de seus deveres, e do seu amor
pela ordem.
Estes, e outros fados quo frequentemen-
te se reproduzem em todos os pontos do im-
perio nos azem crcr, que deeitos capitaes exis-
ten) na organisacao do jury que inutilisao to-
do o bom resultado que elle pode apresentar ,
o que necessario cuidar em remedial-os quan-
to antes porque do contrario teremos de la-
mentar n sua total anniquilflcao, e com ella a
queda sem retorno da moral publica.
Alguem ver em nossns reflexes um oceulto
desojo de regresso e provavelmente nao duvi-
r fazer comentos que nos sojao pouco favo-
raveis; mas desdo j declaramos que estamos
mu distantes d'um similhante desejo : nao
queremos retrogradar a respeito do jury que-
remos sim, que essa instituicao seja organisada
de maneira que n8o se torne rm flagello da
sociedade em vez de ser a sua mais poderosa e
segura garanta
te e detestando todo o erro, do que entao
deixou obscurecer sua rasao para alcancar d
mesmo prelado o perdao de suas faltas, prornet
tendo perante Dos, e os homens com o ma'~
firme.protcsto jamis desligar se daquella carac'S
leristica vrtude tantas vezes por elle mesmo
apregoada relativa a subditos para com seus su-
periores : praza aos Ceos que seus amigos
principalmente irmaos no habito, saibao apro-
veitar-se da trislissima ligao que por ello ha
passado, para se poderem preservar, de nUo
igual sorte os n8o ameace : porquanto, sendo
um principio incontcstavel e em que todos
concordo que os subditos respeitem suas le-
gitimas autoridades, necessariamente soflrcr
o que postergar tao sagrados principios. L80
que me acontece do que asss me hei arre-
pendido, e peco a todas as pessoas a quem fui
occasiao de ruina espiritual dcsculpem mi-
nha fraquesa e dem descont as innmeras
vezes,que afrontei a digndade daquelle.a quem
jurei inviolavel obediencia na rer.epc3o da sa-
grada ordem de presbtero daquolle a quem
deverei sersubmisso por todo os principios,
como principalmente pelo especifico ttulo de
pai espiritual, e bemfeitor em fim. Recile 8 de
dezembro 1843.
COMIYIERCIO. '
Alfandega.
Bendimento do dia 12......... 8:7278472
Deicarrego hoje 13.
BrigueC al harinadi lloren tos gneros.
GaliolaMercatorearvao.
BrigueHelenataboas, o pixe.
DitoLaura farinba
Barca Mary-Queen-of-Seot difierentes
marcadorias.
DitaOr ral loodito.
Movimento do Porto.
Navio entrado no dia 11.
Talmouth pela Madeira c Canarias 31 das,
paquete inglez Peterel, commandanteDres-
ser
Navio sahido no dia 12.
Portos do Sul ; brigue sueco Skelefelia ca-
pit8o Abr8o P. Safkin com a mesma carga.
que trouce de Lisboa.
Entrados no mermo dia.
Lisboa: 35 das, brigue sueco Superio-r,
de 170 toneladas capillo EduarJ Jacob
Sodermanor cquipagem 10 carpa gal,
cabos e figos : a consigi.ac.8o do N. O.
Bieber&C.
Londres ; 33 dias, barca ingleza Monarch ,
de 231 toneladas, capillo 'ihomaz David
Le Pago cquipagem 15, carga lastro:
consignado dcM. Calmont & C.
Lisbfla; 32dias, brigue portuguer Trium-
phante de 320 toneladas capillo Silverio
Manoel dos Bcis equipagem 16 carga
vinho e mais gneros : a consignadlo de
Mendos & Oliveira.
EditaJ.
Publicado a pedido
O padre Antonio Alvares deSousa, pouco
amestrado na experiencia do mundo, dejndo-
se persuadir de insinuacoessinistras a um fim ,
que elle jurara mantercm intcira.e inobservan-
cia qual a obediencia devida a seu legitimo supe-
rior, deslisou-se infelizmente o'esse principio, e
a despeilo do seus mais solidos interessesconser-
vou se,como por una especie de cegueira por nio
pequeo periodo de tempo em perenneopposiolo
contra seu prelado o Exm. sr. hispo diocesano,
e dirigindo-lhe por urna replica que fez subir
a sua respetavel presenca no D.-n. de 13de
Janeiro do correnle anno n. 10 os mais aflron-
tosos eptetos, em excesso de paixo hoje vem
bumilhar-se na respetavel prescr.cr. doir.es-
n;o Exm. sr. retratando-sede ludoformalmen-
Nao se tendo efiectuado a arremataclo das
pontes da Tacaruna e da estrada do Bio-
formoso annunciada para o dia 6 do correnle ,
confrmeos editaes de 10 de novembro p. p ,
irlo novamentc praca no dia 15 do corrente
sobas mesmas clausulas publicadas com os re-
feridos editaes nos Diarios 245 e 251.
Secretaria da thesouraria das rendas provin-
ciaes do Pernambuco 7 de dezembro do 1843.
O secretario ,
Luiz da Costa Porto-eamiio,
Declaracoes.
= O illm. snr. inspector do arsenal de ma-
rinba manda fazer publico, que no dia 18 do
andante mez pelas 11 horas da manilla,
contratar n'esta secretaria o f jrnecmento de
carne verde pao e bolaxa caf moido a-
gu'ardente hacajbo vinagre, azeite-doce,
feijlo, arroz assucar e toucinbo para as
embarcacoes d'armada pelo tempo que se
convenconar, contado do 1. de Janeiro pr-
ximo em diantc ; assim como que .tambem
contratar no mesmo dia e hora a co mpra do
urna porclo de linha alcatroada merlim la-
xas de bomba er o leo de linbaca para
o fornecimento do almoxarifado ; e convida
a todas as pessoas, a quem convier similbantes
contractos, compaiecrem com as suas propos-
tas fechadas al o referido dia, acompanha-
das das amostras de cada um dos objectos de-
clarando n'ellas o menor preco por que po-
derlo fazer o ornecimento e a venda d'ees.
Secretaria da inspecco do arsenal de man-


*s
nha do Pcrnambuco em 11 de dezembrodo
18.3. O secretario ,
Altxandre Rodrigues dos Anjos.
_.- Para o Cear recebo a malla no dia 15 as
i horas da tarJo a sumaca EUrella-do-Gabo. meaio ua iiDa-ua--.-nuguui,
Faz-se saber aos subditos Britannicos, ro- sabo Iflr ) para qualquer arrumacao. ou traoa-
sidontos om Pornamhuco que no dia (|ua;ta- Iharem algum sitio, ou engonho; quom o pro-
tondor, dirija-so ao Atterro-da-Boa-vista n. U,
que se dir quom .
Quom procizar de caixeiro para ra. lo-
-_l____..|uL.U.!**m1a oi nmllT.l lili-
Preciza-se alngar urna casa terrea que
venha quintal, at8g rois ; quem a tiver. din-
ja-so a Praca-da-independencia loja n. 3
Um rapaz portuguez chegado ltima-
mente dallha-de-S.-Miguol, se fferece (nao
1 1. \ _.___1___________-s mi Ir.lliu-
llius um r 01 imiiiiiuiu que no da quarla
(eira, 20 do crrante, palo meio dia ten lugar
ni conuilaJo britanni untainonto dos subscriptro para todos os ins
dedgnados no acto Geo: IV Cap. 87. Pernam-
Uuco9 dedeom!)rodel8i3. H. A. Cnoper ,
cnsul.
CONSULADO DE PORTUGAL EM
PERNAMBUCO.
Precisando dar elfoctiva cxccuclo aportaria,
quo recebi d > govenn de Sua Maguado Fi le-
lissma de 19 do agosto do 18-2 caosar-
dezembro do dito auno : cumpre-mo fazer sa-
bor a todos os passagoiros subditos portuguezes,
procedentes dos portos de Portugal e scus do-
minio* queso nao tiverom apresentado n'esto
consulado hajo de o fazer com promptidao ,
a fim do se verilicar o quo dispoom os artigo
da? citadas portaras, esperando quo so prostom
a esto chamamento em bonoficio doi sous pro-
prio* intereses. Consulado de Portugal em
Pernambuco aos 27 do novembro de 18VJ.
Joaquim Baptiza Moreira cnsul.
Xvisos martimos.
outraqualquer parto do ir0,MI ^^^llZtl^^
homem portuguez por nome Jos 1; emendes, id o ^^aexltzcw cstas series ero
filbo c^ Manoe. rernandes e o Lu,,a ar a f.ter mas e^ JJ.
da provincia do Mmbo em Portugal ireguo o r e,ubelceendoagora a segu.n-
zia de S. Miguel de Cabreros, lugar do 1 00-| r cata onlcm de8 J^ros pri-
linhos; se existir, .nnunc.e ^corada ,ut aJ n ,r 0 17 e finalisando em nu-
umsobrinho do dito Jos Fernandes, Ihe quer cipiandoem mum o^^,^^,
11III SWIIMIIIIWUW-----------------
fallar. a negocio de seu interesse.
v = Na loia de Hypolito St. Martin & Com-
^ .. J .. l .... m lio um novo
"- Pira Macei > S3gue viagom a lancha 5.-
Jos-Flor-do-Mar; quom na mosma quizer
carregar ou ir do pissagem pode dirigir-so a
bordo da mosma fun lala doronto JTrapito-
do-algodao ou na ra da Cruz por baixo do
deposita de rap6 Ara-preta-de-Meuron & C.
n. 26 venda do S Arauj > & Irmo.
ss Para a Babia sabir com a brovidade pos-
iivel a sumara Tanwga; quom na mosma
quizer c.v regar, dirija-se a ra da Cruz n. 45 ,
em casa de Manool do Nascimento Pereira.
Para o Aracaty sabir no dia 16 do cor-
rente inpretorivelmento a sumaca Feliculade ,
de quo 6 mostr Ignacio Mar jues," por tor seu
carregamonto prompto ; quem quizer embarcar
carga miuda, ou ir do passagom trato com
o dito mostr. ou com seu proprietano Antonio
Joaquim do Souza Ribeiro.
__p,,n .Ub'm aahirt no dia 16 do corrente
o brigue portuguez. Felii-destino do que
capitao Antonio Goncalves de Azovedo a-
inda recebe alguma carga e passagoiros; trata-
ge com Francisco Soverianno Rabello no borle
do Mattos.
KJUV'U llrUbltul UO muvii |..- .----.
, ou qualquer estabelecimento.se podera en-
tender no Recilo com Joao Jos de Carvalbo
Moraes, o em S Antonio, na ra do Crespo, com
Antonio Lniz dos Santos os quaes informa-
rs a este respailo.
=3 Aluga-se a motado do um primeiro andar
na ra do Rozario larga por cima da venda que
faz esquina para o boco do Peixo-frito n.9,que
decente para um homem, oudous quo sejao
soltoiros ; a tratar na mosma venda.
Sociedade Tkeatral Melpominense.
O l.secretario faz publico aos srs.. quero-
rao aprovados para socios da mesma sociedade ,
quo, tendo do havor a primeira recita imprete-
rivelmonte no dia 23 do corrente so laz pre-
ciso at o dia 16 o assontimento daquellos srs.,
quo a is?o quizorem annuir, para inteira delibe-
raco da direccao.
= Aloundre Carneiro da Cunha osla |Usto,
e contratado a vender o seu sito da Floresta ,
havido por heranca do seusogro Antonio Annos,
o que laz publico a quem por si ou por ou-
tram tonha alguma duvida.ou ombaraco a pro-
por sobro osta tranzaeco. Recifo 2 do dezem-
brodol8W. .
= Offereeo-se um rapaz portuguoz do Ib
annos de idade. para caixeiro do cobrancas, ou
para armazn do assucar ; quem precizar, an-
nuncie.
= Aluga-se urna casa, sendo nos lugares so-
guintes: Fra-do-portas Rocifo. o S. Anto-
nio o cujo aluguel nao exceda a mais de
12 rois. .
= Em casa de Francisco Antonio de Olivei-
V = Wa 01a ue nypouio 01. ><*>"--------- 'j,m n on
u; n n.ii nnvi n 10 ha um novo morando em n. Jj
panb.a, na Rua-nova n lu. 0 mcsir
panuia, nu n-" i
sortimento do fazendas francezas chegadas ui-
timmenlo pelo navio Camelia como se|ao
lindos cortes do seda para vestidos; sarjas o so-
tins lavrados ; chales o mantas do seda ; .cha-
peos do srda do crep e de palba para sonbo-
ra c menina ; grinaldas e outros enfe.tes para
cabeca ; flores finas para chapeos e enfeites de
vestidos; crpe liso de todas as coros para ves-
tidos e chapeos de senhora ; luvas de pel.ca pa-
ra homem e para senhora curtas e compr.das;
ditas do moio braco com enfeitese sem el es;
ditas do 'sida sem dedos. curtas e compr.das,
chapos de sol para homem e senhora ; loncos
de seda para grvalas; lindos cortes de colotes;
cassas eriieadinhos do cores ixas para vesti-
dos calcados do todas as qualidades, tanto
para homem, como para senhora o menino ;
perfumaras do Piver, da mais superior; es-
pelhos ; castices do casquinha ; sebns elsti-
cos com os arreios muito superiores e ou-
tros mais ordinarios; caivetes de mola ; cor-
das para vio'ao e mais que diz respeto as
loias francezas ludo por proco commodo.
_ No deposito de farinba do mandioca na
ra da Cadeia de Santo Antonio, n. 19 os
oreos desta semana contino a ser ; primeira
qo.lid.de 2.2*0 segunda 1 920 e terceira
1 O80 sendo em sacca 5.000 4.000 3.000
*., bomm.lho a 1.600 rs. o alque.ro om
sa'ccn 3 200 rs. ; azeile de carrapato a 1,*W a
caada ; 4 alqueires de gomma do engommar;
ti barris vazios para azeile de carrapato.
= Offereco-se um rapaz nortuguez para cai-
xeiro do ra ou loja de fazenda o qual tem
i__l__ r,inil IMIsin.'ir a
mero 2 V inclusivo por 68720 ( moeda fraca.)
Segunda serio lera outros 8 nmeros co-
e terminando em n. >.
porm s se pagar om
?s>-
= Em casa do Francisco Antonio de Olive.- xe.ro de ra ^ e;,snar as
ra. na ra da Aurora n.o 26. protende-so um muit .^^ ^I^^que'r engonho ou
l.,..nn homem para leitor do obras.
Os srs. Joaquim Rodrigues Costa Ma-
non) Rodrigues Costa, Antonio Rodr.gues Cos-
ta Campos Antonio da Costa Campos Ma-
nool da Costa Azevedo ; queirao ir a ra do
Rozario-estroita n. 3 i- roecbor urnas cartas
vindas do Porto.
cr
= Indo hontm o snr. Jos Pe era Lagos
na mesa do ooMUlad pagar a sua d u-n pata-
cho que diz ter comprado ; como o snr. adml-
Dialrdor Ihe nao conse.itisse 0 9*":
mo propriodade brasileira e este snr. d sess
que ou nao era capaz do provar sor ello Mdtdlo
uortuguoz por isso declaro n so ao referido
8Pr administrador, mas sim a todas as autor,-
dades, quo o snr. Jos Pero.ra Lagos eoelural
desta provincia rotirou-sa pare **"b-
Miguel, alli se casou enviuvou e passou a
eglndis nupcias. oi empegado na qu.j dade
do administrador na alandega d.quelld, c dadt
de hmtcdelgada ; e qoendo aqji WWMj
nara a suarda nacional. mandou buscar o*
Esos o umentos om como ora portugoe ,
Sor rso que tinha sido emprendo por .qae.le go-
ferno documentos olios apresontou no
SSoo d"uauacacao q-? f ^,;
c a vista dolles foi dispenso. lste(iltsn,ne.Sms'
di.se varias possoas; por V'Wf^Iiielro
Pnreira Lazos quer agora ser cidadfio orasiieiro,
e dSso que destra os referidos documento*
UdiK m3s.no apresentados jerl., bojq ueo
mesmo snr. apreseutasse o motivo porque nao
guarda nocional, o porque o > r. I o
gado desta cidade o nao m*2j7nioT
rins .irados Jos Antonio domes Janwr.
O Vnr' Francisco das Chagas Ferreira Du-
ro7do Simo do Iguarass ; dirija-se quan o
antes ra das Trincheires n. 48, que se Ihe
qU!LTruadeSanta Rita casan 83, en-
gommarelava.soroupacomtoaaperfe,-
?ao e cuidado, e por mu.to commodo pr o.
Aluga-se o 2. andar do sobrado da ra da
"' %an o primeiro andar do sobrado a
de!l,gAlu"a-Seumbompretocozinheirosem
. A ".. oatro ouakuet scrvico ; no ar-
ViGM y" l""a UWH" cn '
mazemiiattua-uoian. 0/.
nuas uo roo. .
~ Quom procizar de urna ama parda para
.iar meninos, com bstanle ioe ; uu.|-se o
ra dos Pescadores n. 17. wL..
O sr. Joao Fernandos Prente Vianna
quoira mandar buscar urna carta no escritorio
Je Gaudino Agostinbo do Barros ; assim como
a senhora D. Senhorinha de Olivo.ra Jacomo.
Quem annunciou um caxorro grande ,
para vender; dirija-so a Pracinha-do-corpo-
ce
"-Quem annunciou no Diario dehontem
querer 300* rs. sobre um bom escravo ; d.r.ja-
se a Rua-nova n. 5. .
= O secretario da irmandado do N. _oa
Concoicao dos militaros, convida a todos os ir-
.naos da mosma. pan que no d.a lo do corren-
te sesirvo do comparecer no re^pecl.vo con-
sistorio pelas 4 horas da tardo para efle.tode
,0 dar posso ao novo presidente o elegerse a
nova mesa regedra. ,.,,.,
-V rabric.de machinismoda ra da Aurora
acha-so sortidado moendas do5MMJW ^e
los mais approvados; machina do v-por de
forcavordadeiramentedeO cavallos tendo o,
cilindros 16 pollegadas do dimetro .ntono .
ditas do (orea de 4 ditos com.dimetro de H
oolleKadas, dito do alto presso com dimetro
8 das, o forca do 6 cavallos, a boa exe-
cucao do todas he garantida ; U de forro
em uso crivos c mais ferragens para assen-
a^ltadofeitona mesma fabrica onde
tambem so recebo encomendas de toda a qua-
idade de machinismo. ,
- Preciaa-se de um caixe.ro que aoja ho-
mem e saiba azer o servico d*maiem dI as-
Zl: tratar no armazem da ra da Moeda
"'i2Jos MariaVieira, portuguez, retira-
dkidr um telheiro : no forte do Bom Jezus
d AlQg.- um preto para todo o servico
e urna pequea casa de taipa n* Sol.d do .
nuem precisar dirija-se a Rua-nova loja n
0S tambem .0 arrenda quom iWf
algum estabelecimento do padana forren..
oUna. destillacao. estale.ro ou para o que
fo ma conveniente um terreno ao pe da
ponto de Sent Amaro, fazondo-so o negocio
Sue convier M partes, na mesma casa cima.
q L Ouem precisar de um homem que sabe
podar perreire com perfeicao por tor niui-
S das podar em Portugal o tambem
einPpernambucS. onde por oraex.ste, va a lo-
ra-de-portas casa terrea n. 5*.
Precisa-so saber, se ueste provincia de Per-
1. D?.. A,i kiiiimTii na i *tt
primeiras letras, cm qualquer engonho ou
mesmo para caixeiro de casa de purgar : quem
do mesmo precisar dirija-so a praca da inde-
pendencia loja de chapeos n. 34 que acha-
r com quem tratar>iTToRESco
= Omelhor dos jornaes que at ao pre-
sente tem sabido a luz certamento o Museu
?io->c muoad c.i Lisboa por un.- SOttO-
dade de litloratos po rtuguezes
As materias de que o Museu se oceupa
sao: Religo, Historia antiga e moderna ,
Philosophia Gcographia V.egens Scien
cias o Rollas Artes Agr.cultura Novellas
escolhidas. Fstudos moraes. o biogrephicos .
( offerecendo nesta classe a discripcao de vida ,
Sacco do todos os rcis do Portugal o dos
hroes que mais florecerao em cada um dos
reinados dando-so os scus respectivos retra-
es ) Pensamentos, Anedoctas, Mxima, mo-
rae e Vlissellanas. Todos estes objoctos ,
tratados com o esmero do que sao credores .
formo urna biblioteca vanada o instructiva ,
um alimento para a reflexao, um recreo de-
Doisdostrabalhosdodia.
O volme constado 16 cedernos, 011 n-
meros em coda um dos quaes ha duas olbas
de impresso do 17 pollegadas do compr.do e
11 do largo; duas magnificas estampaste
frmalo igual ao da impresso para ahnal se
oncadernar o volume ) lythografadas em pape
vclin(de40Srs fortes cada resma) cornial
perfeicao que, metlidas om quadros. podem
servir poro o ornamento das memores salas c
analmente cm cada numero impar se v
inclusivo; o mesmo
N B ar-sc-ha com o numero 32 um
novo frontispicio eo indico geral das mate-
rias tratadas em os 16 nmeros das duas sene*
17 at 25 inclusive que reunidos forma-
rao o segundo volume do Museu.
Sociedade Florence.
^Acommissao administrativa tem fixado o dia
26 do corrente para a sua 1. partida e con-
vida aos senhores socios para remetterem oto
odia 17 as propostas de seos convidados ao
respectivo secretario, licando cortos que depois
desto dio e commissiio nao destncuo mais con- w
vites.
Igualmente convoca a sociedade para proce-
der a eleico do director no referido da 17
pelos 4 horas da terde na casa de suas sessocs
no lugar do Monteiro.
= Urna pessoa. quo effionca sua conducta, so
fferece pare cobrar dividas nestas c.dade e
tambem o faz judicialmente ; quem do seu
prestimo se quizer utilizar diri|a-ie e ra da
Pcnha n. 4 que se dir quem .
= |'m repaz brasileiro se fferece para caixei-
ro do qualquer casa ingleza ou de cobranca ,
o qual j. tem bastante pratica desta oceupacao,
e da fiador a sua conducta ; na ra estrella do
Bozario casan. 12 segundo andar.
O snr r. Simplicio Antonio Mavignicr,
queira ir ou mandar receber dous recibos da
companhia do encanamento das aguas que fo-
riio achedos; na praca da Boa-vista venda
"= Constando ao abai/.o assignado que algn
escravos ou lamulos do snr. tenento-coronel
Francisco de Paula Sousa Lco lorio a beua da
estrada da Meroeira em um lugar pertencen-
teao vinculo, que administre o mesmo abaixo
assignado e alli derrubro um pao de secu-
pira quo ha annos se conservava para o quo
fosso'mister; e como aquelle snr. nada escre-
saso mi mandasse lallar ato o presente eo a -
baixo essignado sobre este facto que pode ter
consoquencias mais serias do que algum pensa ,
lonco mo desto meio de publicidade, para quo
ebegando ao conhecimento do reerido snr. ,
nao liquem sem a merecida correceo os seus
autores : isto um dever senao urna obriga-
cao reclamada pola honra do mesmo snr. te-
nente-coronel Sousa Leao.o o que d elle espera.
Salvador Coelho de Drumond e Albuquerque
as \luga-se um segundo andar do sobrado
da Rua-nova na esquina junto a ponte da boa-
vista com soto com muitos liona commodos;
quem o pretender dirija-se 00 sitio do Cajuei-
?o a tratar com seu propr.etar.o l< ranc.sco
Ribeiro do Brito ou na loja do snr Villaca ,
unto ao mesmo sobrado.
_-Trespassa-se o errendomento de um s.lw
perto do Rccifc comprando o rende.ro o
que nelle houvcr. como seja : vaccas do le.te,
arvorodos do fructos do que bouver princi-
palmente de coucos quo para isso ha de ter seus
rsenlos ps e outras mais fructaa tendo
proporcoes para muitas vaccaa deleite, com
mais oulras particularidades de alguma vanta-
Kem como ludo so lora ver a quem preten-
der oue se entender com Joaquim 1-ranas-
analmente cm cada numero impar se^ urna ci q .. Forte-do-Mattos. que este in-
^jM-Ift^rfaLSSaa: SS-VS-V- razerestonegocio......
exaciauscii iv p------ .. ...
panbada de figurinos. e collec.oes de l.nd.ssi-
mos debuxos para bordar do bronco o de ma-
tiz o quo servir.', do muita ulilidadc para as
senhoras do bom tom. *
As pessoas. quo pretondrem subscrover
para esta xcellento obra poden, d.r.g.r-se a
Joaquim Baptista Moreira agento da sociedade
nesta provincia, em casa de quem se achan j
patentes collecces do prime.ro volume-1 at
I6-0 da primeira serie, do segundo vo-
" Constando que nesta provincia tem ja ap-
parecido a venda collecces do Museu inculcan-
llo-se os vendedores=aentcs de soc.edade =
para crdito da empreze se; prefine o publico,
quo falso tudo quanto so d.sser a s.m. hante
respeito A direccao da sociedade declara ao
publico, quo s'.reconheco vlidas as ass.gna-
luras. sendo os recibos do primeiro volume-1
at 16 inclusive- impressos em tinta verde c
os da primeira serio do segundo volume ,
mpressos em tinta encarnada devendo ser I
assignados pelo agente supra declarado o qual
p ._ i....:r. ,.ni|n Icita o paua em
nambuco na do iuu-de-janc.f. ,
;o uc nuii;u n
lormar quem quer fazer este negocio.
= Dcseja-so saber em que se fundou o snr.
Antonio Pinto dA/cvedo para d.zer em seu
annuncio inserto no Diario n. 26o quo
ninguem f.zesse negocio com o terreno situado
na ra da Praia-da-ribeira; o anunciante sem
duvida desconhece qde este terreno couhe a
dous herdeiros do fallecido Antonio Jos de
Figueiredo, e que um d'clles nenhumn
transaccao fez com o annunciante ; pode ven-
der como de facto vende a parte, que Ihe
couhe no dito terreno para o que os preten-
Jentes diriiao-se a serrarla n. 23 na mosma
ra ondo est situado o terreno que ah so
dir quem est autorisado para o vender.
= Precisa-se de um forneiro que entenda
bem do mejmo traba Ibo ; as Cinco-pon tas
= Aluga-se um escravo ptimo padeiro .
por 12 rs. mensaes ; na ra das Trincheires
n. 46, primeiro ander.
.-= Na ra do Rozario larga botequim de-
nominado Cva-da-onca contina a haver
VU *-
n/l*
dice
nominauo c-wn*-u-. -......-- -
almocos de bom caf o diversas comidas ; cha-
mpes de refrescos de superiores qualidades ,
em porcoes e engarrafados a 540 rs. e sem
garralas a 480 rs. ; saber, lmannos ma-
XrTw^iSSTft. ma fraca. j jacuia falo e rozas.
garante a subscripto sendo Ic.ta e paga em
sua casa. .
Primeiro volume do Museu consta de 10 na.
late 16com 32 estampas Iront.spicio .
I
1


= Aluga-se por commodo preco o segundo
andar da casa n. 46 da ruada Cadeia o qual
tcnj um grande sotao os pretendentes dirija-
6e a loja de chapeos da mesma casa.
=x Procisa-se alugar um negro que saihu
trabalhar de cnchada para ser empregado em
utn sitio porto da praca, que, agradando a sua
conducta, se comprar no caso do dono o querer
vender; na ra da Cadeia loja de chapeos
n. 46 ou no Atlorro-da-Boa-vista loja de
chapeos de Salles & Chaves.
No Atterro-da-Boa-vista n. 43 ou no
sitio da estrada da Magdalena do medico Un-
to precisa se de um feitor quo entenda de
pomar, e horta.
Aluga-se urna casinha terrea no becoda
Camboa-do-Carmo por 6S rs. mensacs ; os
pretendentes dirijao-se a ruado Nogueira n. 39
= Quem qui/er dar 300S rs. sobre um bom
escravo annuncie.
= Precisa-se fallar corn o Sr. Pedro Zanni-
ni, para negocio do seu interesse ; na ra (la
Cruz botica n. 14.
= Da-se dinheiro a premio mesmo em
pequeas quantias sobre penhores do ouro ;
na Rua-nova n. 5o.
= Traspassao-so as chavos da loja do Atter-
ro-da-Boa-vista n. 74. propria para calcado ,
ou outro qnalquer estabelecimento e vnde-
se por preco commodo ; a tratar no mesmo lu-
gar n. 72
Em um clima to quente comoo do Brazil,
onde as molestias terminao fatalmente as vc-
zes no espaco do poucas horas he mister ha-
vfir um remedio quo possa servir ao mesmo
tempo como preventivo e curador. A Ve-
docina Popular Americana tcm essa propricda-
de tomada as voz.es ern quanto ella impede a
accumulacao dos humores, conserva o sangue
puro c conseguintemente para as pessoas menor
sujeitasa apanharom qualquer molestia, seja
ella contagiosa, ou nao.
Recommonda-se portanto ao publico ern ge-
ral de ensaiar este excellente remedio que ,
pelo lado econmico he prelerivol a qualquer
outra medecina do similhante natureza tendo
as caixinhas maior numero de purgantes e por
menos preco.
O publico achara na Medecina Popular A-
mericana as pilulas vegetaes do Dr. Brandrelh
estas propiedades que produzem seu efleito
sem dores ou encommodo algum nao se faz
preciso dieta alguma e pode-se tratar dos
sens nogocios nos mesmos dias, em que se to-
mar.
Compra-se um escravo official de tano-
eiro paga-se bem ; na ra da Cadeia do Re-
cito n. 21.
Comprao-se 12 cadeiras em meio uso;
quem tiver annuncie.
Compra-se urna mesa de meio de sala,
do qualquer madeira redonda ou quadrada,
e mesmo usada ; quem tiver annuncie.
Compra-so urna corrente d-> bom ouro ,
sem feitio, ou ouro que sirva para desmanchar;
na ra eslreita do Rozario n. 43, primeiro an
dar.
Vendas.
nico agente| do jardineiro
= Vende-se umsovado grande, muito gor-
do o proprio para a festa ; em Olinda ra do
Balde n. 24.
= Vendem-se 500 oitavas de prata fina e
caibros de 30 do muito hoa qualidade; em Olin-
da ra do Balde n. 24.
Vende-se a obra Science du Publiciste de
Frilot, em 11 volumes em bom estado por
preco commodo ; na loja de livros da esquina
da ra do Collegio.
N Vende-se um par de pulceiras da moda,
de ouro de lei, um relogio de ouro horisontal,
sabonete um transelim Je ouro moderno para
o dito alfinetes c bolfics para abertura, an-
neloes brincos de diversos modelos, duas vol-
tas de cordo duas ditas de contas do Rio-de-
Janeiro argonhas e varios enfoites de ou-
ro para menina urna salva para 4 copos, urna
dita para um um par de casticaes modernos,
(velas para suspensorios, e sapatos, urna co-
Iher para tirar soupa 6 ditas para dita, ditas
para cha ttulos para crucifijo urna bandei-
ra ccoroa para Menino Doos pares de es-
poras de diflerentes modelos um relogio in-
glez.sabonetede prata; as Cinco-pontas n. 45.
Vende-se superior vinho engarrafado de
Madeira secca Malvasia e de Bucellas do
1832; na ra da Cadeia do Recife n. 37,
primeiro andar
^ Vendem-se as obras completas de Vol-
taire ultima edicao em 7 volumes em quar-
to encadernadas com estampas, por 158
rs. cada obra ; na la da Cadeia do Recife 0.
37 primeiro andar.
-^, Vendem-se os seguintes livros em fran-
ecz ; manual de fortification ; l'art de lever
les plans; Gillot fortification souterrait; mou-
se l).s ; Dalagne ; llces de nevegacao ; his-
toria do chrislianismo em 8 vo!e;cs ; manual
morte do Coligmy e outros ;
bom uso
Venue-se aqu em casa do
Joao Keller ra da Cruz n. 11 e para maior na ra da Cadeia do Recife n. 37 primeiro
commodidade dos compradores na ra da Ca-
deia emeasa do Joo Cardozo Ayres ra Nova
Guerra Silva : C. atierro da Boa-vista Salles
& Chaves.
- Aluga-se pelo tempo de fosta urna casa
torrea de pedra, e cal sita no Monteiro, con-
fronte ao oitao de S. Pantaleao com sufici-
entes commodos e por preco mdico ; na ra
do Queimado n. 11.
Na noute do da 10 do corrente, tendo-
so chamado no porto da Rua-nova um preto
para ganhar este desappareceo na esquina da
ra do Queimado, levando urna condeca sem
tampa com os enfeites e saia de um vestido de
veludinho duas camisas de bretanha de linho
desenhora anda por fazer 4 calcas 4 ca-
misas um dedal do prata, e diversos objectos:
roga-se a quem for oferecido de apprehen-
der e levar a travessa do Rozario loja de
miudazas n. 18 A.
Aluga-se por mdico preco urna casa na
povoacao dos Apipucos ; a fallar na mesma po-
voaco com Joao >everino do Reg Barros.
Jos Joaquim Borges do Castro comprou
por ordem de Manoel Francisco Rodrigues da
Silva morador no Rio-grande-do-norte, um
bilbetc inteiro n. 2193 da segunda parto da
decima-quinta lotera do theatro pul.lico desta
cidade.
Faz-se sciente ao snr. A. J. S. que a
pessoa em cuja mao sua merc empenhou um
transelim de ouro bastante grosso, com um
passadordo diamantes, a quasi 3 annos o
qual ja nao val o principal e juros so reli-
ra para a cidade do Porto at o da 20 do cor-
rente por isso querendo resgatal-o nao se
descuide.
Compras
Comprao-se e(lectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos do 12 a
20 annos, sendo do bonitas figuras pagao-sc
bem ; na ra da Cadeia de S. Antonio so-
brado do um andar de varanda de pao n. 20.
= Comprao-se eflcctivamcntc para fra da
provincia mulatas, negras o moleques de
12 a 20 annos sendo bonitos pagao-se bem ;
na Rua-nova n. 16.
= Compra se urna escrava que tenha lei
te para criar um menino annuncie.
andar.
- Vende-se urna preta de nacao que la-
va engomma cozinha refina assucar tra-
tajbem do meninos; na Rua-direita no se-
gundo andar do sobrado novo junto ao da es-
quina do beco do Serigado das 9 horas da
manhaa em diante.
x Vende-se um elegante carrinbo de duas
rodas com os arreos competentes para um
cavallo de solida construccao e boas molas,
com pouco uso ; no Alterro-da-Boa-vista na
coxeira *o segeiro Miguel.
Vendc-se um cavallo esquipador car-
regador passeiro e muito manso ; na ra do
Fogo sobrado de um andar n. 26.
Vendem-se 200 caadas de azeite de car-
rapato por preco commodo; na ra larga do
Rozario venda n. 25.
Vende-se um porcao de diamantes sol-
tos ; na ra da Madre de Dos loja de Jos
Antonio da Cunba.
Vendem-se superiores charutos da Ha-
vana ; em casa de J. O. Elstcr, na ra do
Trapiche n. 19.
* Vendem-se lencos de seda preta para
pescoco bicos brancos do largura de 3 at 4
dedos sapatos de marroquim feitos no paiz ,
parasenhora, ditos brancos de cabra prepara-
da para homcm linhas grossas a 1000 rs. a
libra, chita branca fina dita azul com flores
amareilas caivetes de mola para viajan-
es um caixoenvidracado para vender fazen-
das ou miudezas uns poucos de cbifres de
boi, urna porcao de p rreira selvagcm para re-
medio alguma madeira, e bichas; um molo-
cao de nacao de 17 annos ; na Rua-nova ,
loja n. 58.
'* = Vendem-se chapeos francezes chegados
no ultimo navio de formas as mais modernas,
ditos de castor branco a 5$ rs. ditos sem pel-
lo a 38 rs. meias para meninos o meninas ;
na ra do Queimado loja n. 11 de A. L. G.
^ ianna.
= Vendem-se chapeos francezes da ultima
moda, ditos de sol de seda, casimiras elsti-
cas Irancezas uvas de pellica a 1000 e 1280
rs. los brancos, e pretos, cambraias adamas-
cadas brancas e cor de roza mantas de gar-
ca para senhora ditas de gorgurno para gr-
valas lencos prelos de setim luvas brancas
.' pretas de seda para homem, e senhora, meias
as, bretanha, e palatilha de linho, cortes! = Vende-se urna venda no pateo da Peni
de chita bamburgueza o outras muitas fazen- n. 3, defronte da praca da farinha com
das por mdico preco ; na loja de Manoel Jos poucos fundos ; a tratar na mesma.
Goncalves Braga junto ao arco de S. Antonio = Vendem-se missaes romanos, ricamente
"2. jencadernados em marroquim, dourados
Vendem-se queijos londrinos presun- comcaixa ; imitacao de Cbristo por Kempir
tosinglezes, conservas de todas as qualidades, emlatim, e portuguez; imagem da vida chris'
frutas proprias para pastis, salmao em latas taa por Fr. Hedor Pinto ; corda saraphica
hervilhas ditas, vinhodo champanho superior, de Fr. Pedro de Jess; doutrina christaa do
e mais gneros ludo chegado ltimamente; na Chomond em portuguez ; ritual breve; consi-
rua da Alfandega-velha armazem n. 44. j Hio tridentino; theatro ecclesiastico; obras theo-
- VenJem-se urnas bandas de urna barca- | lgicas de Canaza Bergier '&c. ; breviarios
ca ja servida e mais alguns pertences da mes- ; dourados ; obras de direito cannico ; e ou-
ma; na venda da esquina da ra da Concor- tros muilos livros do doutrina christaa', reza^
<* I e <&c. ; na ra do Collegio livraria n. 20 do
= Vndese urna canoa de carreira em CoutinhoA Lopes.
= Vendem-se alguns utencilios do venda ,
urna armaeo, urna ama de armacao para
casal, e Irapassao-se as chaves de urna casa em
muito bom lugar para negocio ; em Fra-do-
portas n. 122.
= Vendem-se sementes de todas as qualida-
des de hortalica; na ra da Cruz armazem de
louca n. 48.
= Vendem-se duas escravas de nacao de
30 annos, boas quitandeiras, o sao lavada-
ras ; um moleque de n8c8o e duas pardas,
com boas habilidades; na Rua-direita n. 3.
y = Vendem-se chapeos de palbinlia para
meninos a 500 rs. bons a 300 rs., ditos de
palla de lustro a 1000 rs. ditos de veludo a
1000 rs. pentes de prender os cabellos, vi-
rados a 500 e 560 rs. ditos direitos a 160 e
200 rs. i transelins dourados para relogios a
2000 rs. carleiras para algibeira de difieren
tes qualidades bicos largos e estreitos len-
cos de seda para algibeira a 2200 rs. suspen-
sorios a 240 rs., c do burracha a 320 rs.. ma-
cass pcrola a 400rs. dito de oleo a 160 rs.,.
um grande sortimento do perfumaras cha-
peos de sol a 2000 rs. luvas do cores para se-
nhora a 640 rs. ditas pretas bordadas a 1600>
rs. facas, o garios de cabo de metal de ba-
taneo a 6500 rs., ditas de outras qualidades fi-
nas a 3520 rs. meias finas para homem a
3500 2400 o 2240 rs. e outras muitas
miudezas por preco commodo; na ra do Quei-
mado loja nova n. 24.
qualquer portada de sitio um tacho de co-
bre com 13 libras, um fogao inglez com 3 bu-
racos tudo em bom estado, e por preco com-
modo ; na ra da Paz n. 2.
= Vendc-se por preco commodo e que
muito deve convir a quem pretenda ler missa
pela esia em cuta urna cazuia com estola ,.
manipulo alva cordao bolea corporaes ,.
sanguinhos, veos de calis pedra d'ara ga-
Ihetas missal com estante c uina eaxa para
santos olhos tudo em muito bom uso; r ra
da Cruz venda n. 51 ou na ra da Mteda
n. 9, segundo andar.
ditas, ditas de algodao para meninos e meni- Pescadores n. 19.
por preco commodo ; no estaleiro
do Mariz defronte do convento de S. Fran-
cisco.
Na Rua-direita sobrado de um andar
n. 33 ao p de dous de varandas douradas,
vende-so doce do caj secco desto anno mu
claro, e bom e de outras muitas qualidades ;
na mesma casa se faz toda a qualidade de sobro
mesa e tambem bolinhos, c preparSo-se ban-
dejas com ramos de flores, torreos, e outras
galanteras de gosto.
\ = Vendem-se chapeos de soda de todas as
cores com pennas e sem ellas, para senhora,
mantas de seda matizadas chales ditos len-
cos de seda escoceza cortes de seda, e lia pa-
ra vestidos, ditos de cassa de seda chales de
seda escoceza cassa-chita de novos padr5es,
chales de seda e laa mantas de cambraia
adamascada que cst8o muito em moda cor-
les de lanzinha para vestido chapeos de sol
de seda de todas as cores para homem e se-
nhora casimiras elsticas de duas larguras e
outras muitas fazendas do gosto ; na Rua-no-
va n. 35.
* Vende- se um carro de 4 rodas muito
forte com commodos para 6 pessoas ; em casa
de J. O. Elster, na ra do Trapiche n. 19.
Vende-se ou aluga-se a podara da ra
das Cinco-pontas n. 154 o vendem-se dous ca
xoes envidrai ados para amostras de venda tu-
do por preco barato ; um cavallo preto, novo,
e carregador; e urna porcao de sola do serliSo ;
na Rua-imperial n. 2.
Vende-se mel de pao de abelha uruc a
320 rs. a garrafa ; na travessa das Cruzes n 8;
na mesma compra-se urna imagem de Christo
com seu calvario e que tenha dous palmos e
meio de altura.
Vende-sc urna negia de nacao, de 18
annos, engomma cose, cozinha lava, e
rocolbida ; urna dita de 25 annos cozinha, la-
va e ptima para vender'na ra ; na ra
das Cruzes n. 41 segundo andar.
Vende-so urna cama de vento com arma-
cao com sola pela beira e cabeceira de an-
gico por 168 um violao de Jacaranda ,
por Ga rs. ; na ra estreita do Rozario n. 32.
Vende-se urna lancha nova, do boa
construccao vinda do Porto; a tratar com
Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
"- Vendem-se chapeos de palha e de seda
para senhora e meninas, toucas, pescocinbos,
chales de seda de differentes precos, riscados
para vestidos meias e luvas de seda e de pel-
lica curtas c compridas chapeos de sol para
homem e senhora capellas e caixosdo llores ,
sapatos, c borzeguins para homem senhora,
e meninas, fitas, e bicos de todas as quali-
dades armarios de rame envernisados para
guardar comida cobertas do dito para pratos ,
utencilios para jardim fieiras e outras fer-
ramentaspard ourives e outros oficios, Te-
chadoras tranquetas, dobradicas, parafuzos,
limas grandes o pequeas para ouvrives c
outras muitas fazendas por preco commodo, as-
sim como compra-se a troca de azenda cobre
velho; no Alterro-da-Boa-vista n. 11.
Vendem-so 3 duzias de mochos de ama-
relio com assento de palhinha, 6 mesas de dito,
um balcao tambem de amarello com 3 gavetas ,
ludo proprio para alguma casa de paslo por
preco commodo ; na ra do Hospicio n. 25.
= Vende-se um negrinha de 13 annos co-
se engomma e ptima para mucama; um
moleque de nacSo de 16 annos; urna escra
vadila, que he boa quitandeira ; na Rua-di-
reita n. 3.
t= Vende-se urna loja de miudezas no Atter-
ro-da-Boa-vista bem afreguesada, e com
bom sortimento; a tratar na mesma loja n. 58
A escrava com urna cria de 9 mezes que
lava, cozinha e engomma annunciada no
Diario de 7 do corrente anda est por ven-
der-se ; na ra da Cruz n. 19.
= Vendem-se dua9 negrinhascrioulas, urna
de 12 annos, e a outra de 4 ; na Rua-velha,
da parto do sul sobrado de varanda de
pao e pintado de verde por cima de urna ven-
da de manhia at as 9 horas, e de tarde das
3 em diante.
- Vende-se banda de porco derretida e
em pelle, por preco commodo ; na ra dos
Escravos fgidos
No da 8 do corrente ugio o preto Jaco.
de 35 annos, rosto becbigoso com um dedo
da mao dreita alejado pernas finas ; levou
camisa de algodo da trra e caifas do estopa;
quem o pegar leve a ra larga do Rozario ,
loja de miudezas n. 35, que sera gratificado.
- No dia 9 do corrente fugio o negro An-
tonio de nacao Catango alto, barbado por
baixo do queixo, deccorado, levou camisa, e ce-
roulas de algodao da Ierra, chapeo velho de castor,
o anda no falla bem explicado; quem o pegar
leve a ra da Praia n. 22, que ser recompen-
sado.
== Fugio no dia primeiro do corrente o par-
do Conrado aprendiz de ferreiro, tem por
costume mudar de nome de 20 annos cheio
do corpo, estatura regular bastante regrista ,
quando foge intitula-se forro ; quem o pegar,
leve a ra de Aguas-verdes n. 22, que ser
gratificado.
- Fugio no dia 2 do corrente a escrava Joa-
quina, crioula de 24annos, estatura regular,
secca rosto comprdo cabeca puchada para
traz com dous dedos da mao iiireita alcjae'os ,
consta estar oceulta m alguma casa no Recife,
por ja assim o fazer das mais vezes que tem
fgido ; quem a pegar, leve a Joao Nepomo-
ceno de Mello, que gratificara.
Fugio o pardo Felis sapateiro que Coi
escravo de Marianna Joaquina Soares, e depois
de Manoel Anastacio da Costa, e hoje de Joa-
quim Jos Ferreira Penha de estatura recu-
lar grosso, cabello puchaim, cor de canela,
com alguns pannos pelo rosto pouco visiveis,
olhos grandes nariz meio grosso boca re-
gular os denles de cima limados rosto re-
dondo ps meios grandes anda corcovado ,
bem fallante e intitula-se forro ; quem o pe-
gar, leve a ra de Manoel-cco sobrado n.
10, ou noengenhoForno-da-cal em Olinda ,
quo ser gratificado.
Ricifb; na Itp. d* M F. db Fabu=1843.


Full Text
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