Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04532


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Full Text

Anno de 18/53. Segunda Feira II
^^BfflBisa-^ ir.1 ..Miwwa
lado agora ei-ende de ns meamos; da nossa prudencia, modoraj.), e ener-ia- rcn-
finuootoa cono principiamos, e aeremos aponudoi com adnirago en'.ie aa Naques mais
ciltai, ( rroclamatjao da Aasemhleia Geral do Biasu.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Uoianna, e Parabjba, ae;nndas e aextae feira. Kio Grande do Norte, quintas feiraa
ijonitc Garanhuns, a 4 24.
Cabo erinhem, Kio Formusu, ferio Cairo, Macei, e AUgoas no 4 o 4Jf e 34#
Hm-riflae Flores 13 e 2"i, Sanio Anuo, quintas feiraa Olinda lodos 01 diaa
K DAS DA SEMANA*,
fi fc'ei. Parnaso I"- *u- & S deD.dal..
U lera. Justino M. Re. Aud. di J. de D.da3. t.
4. Quart. a. Luxia V. M. Aud. do J. de 1) da 3. ?.
41 Quii. Acuello Al>. Aud. do J de 1). da a. y.
45 ex a. Cbristina Aud. do J. de D. da 2. t.
1G tkb'. Albina V. 1. Re. Aud do J. de D. da 1- t.
17 D. Bartliol-mco de S_ Cimiuiano,
iseefi
de Dezcmbro Anuo XIX. N. 267-
TOBaaaBnaranMLT^wi rn-w^HI "'" "*"""' '"',;,-m^'II""!g:::ia'*1-Mt','ml*1'"*
O Diaaro MMica-Marfa* diaa que nao forfm Sjntificdo: o preco da "^"V!
detre mil rea por atutial pafeOl adiantado* Os annumnos atea signantes sao inaen
ralis eos dos que nao fore* a relo de Ml'reis por linlia. As reclaraages derera aerai -
Ridaa aeeteTip., ruadasCrutesN.3<>,ou apraca da Independencia Soja de Irnos n.oeo.
aaJa-,
i7.ooa
16.80
y. 400
1,920
1,920
1,920
ciaeos?io dit S de Deiembro. ooaapra
Cambio aobra Londs 6. Ooto-Moedad. 8.400 V. lf>,8J0
PariaS7J rea por franco, N. 10,030
- 9, ICO
1,900
1,900
1,900
Lisboa lili porlO Japraaaio.
de 4,000
PaiTa-FaUca
Moeda de cobre 2 fOf eenlo. Petoe Colnoatiaree
Ideas de letras da boa Brmas 1 a 1 1|1 g. diloaMexicanoa
PHASES DA LA NO (HEZ DE DEZ.EMBRO.
Loa Cheia n G, s 9 hora e 41 da tarde I I.ua ora 4 2!, i 2 aoMH 49 m. da ni,
Quart. niing. i 14, as 10 liaras e 33 m. da ai. | tfuart. ceso. 23, oi 43 minutos di. larde
Preamar de hoje.
l."aS horas 30 da tasnbSa. | l. a S boraa a 51 sa. da larde;
saarriawjjKiaiaeaaeeaapaaenii
I
iTfgSBBm&memi uneaaaa i i un
ERRATAS DA PASTORAL.
Col. i.* I 48 aos fiisla-scdos fiiscol.
2.' I. f9se algunsla-sode algunsna mes-
a col. I. 66 croscem la-sccrsscmcol.
3.a I. 56 recrala-sirecrea na mesma col.
J. 86 excitagaola-scexcreitagaocol. 4.1
1. 66 operagcsla-seoppressSes.

Com mando das Armas.
Concluido do expediente do dia 29 do p. p
OlTcio Ao Lommandontc do batalhiio de
artilharia mandando recolher presos a forta-
leza do Brum o capitao podro Ivo Velloso
da Silveira o 1. tenonto Pedro Alonso Fer-
reira lazendo-lhes constar pelos cITciaesquc
os tivessom de condusir que a prisao fora
motivada pela puhlicacilo do annuncio de des-
pedida inserto no Diario-novo n. 238, no qual
insultavao aseu Gomniaidanle, e por I lio cons-
tar quo cm qualquer parto ( mesino cm quar-
teis) detrahiiio do seu alto commandante o
dealgunscompanheiros dojmesmo corpo com
insinuacSes do que disso fossem sabedores ; o
quo ludo sondo contrario a disciplina e su-
hordinaco da tropa que tinha por obrigaeao
manter so via forrado a mandal-os punir.
Portaria com data de 27 mandando reco-
nheccr soldado particular ao soldado do ba-
talhiio de artilharia Manoel da Fonseca Medoi-
mr%m -.i.i / .ru-allu\ f^fl J\ VPTI 11 HO>\ f\ riTahorx
xeo O disposlo no decreto de 4 do fevoreiro do
1820 e na provisao de 20 do outubro do mes-
ino anno.
II
RIO DE J4SEIR0.
SENADO.
Discursos doSr. senador V, de S. Leopoldo na
sessdo de 30 de selembro.
Aldea destruidora que exprimo esto artigo
sessenta o quatro dos additivos, mais explci-
ta na proposta do rotatorio do Sr. ministro da
lasenda, sobro a oxtinc?ao da allandogas na
provincia doS. Podro, de antira data; o ape-
nas so divulgou, foi logo recebida com oxecrato
eral, do modo quo inevitavel foi sua rejeicao:
vido ostou de ouvir ao Sr. ministro, cuja su-
perior illustra?5o o boas intengoes reconhego,
os fundamentos que tanto valfirao em suas con-
vicgSes para hojo a resurgir o tomar sobre si o
odioso da oxecuco, sem com tudo ler a gloria
da inVBngao: fjrcoso mo tomar parto nesto de-
bate, para que se nao digaque aquella provin-
cia, destituida actualmente de representantes
especiaes as cmaras legislativas, corr.rao a
revelia seus interesses; nao, ainda existo eu,
que sou ao mesmo tempo representante geral do
toda a nagao; lovantarei a seu favor minha d-
bil voz, dado quo enriquecida o cansada com o
peso dos annos. Limitando-me pms a proposta
reducgSo dasalfandegas nessa provincia, a urna
s na cidade do Rio-grande, relove-se-me que,
com a maior purosa de sontiments, qualiflquc
similhante projecto de injusto o do niquo; do
impolilico, de inefficaz para o flm de obstar o
contrabando. .
Um nobre senador, que boje tem assento ties-
ta cmara, sendo ministro e secretario do estado
dos negocios da fazenda. em 1835. com discre-
to acert o estigmatisou e desviou o fatal golpe,
e no seu relatorio declarou quo nao dava exe-
cugo a esse pla.io-porque utacava o feria do
Trente os interesses vitaos do maior numero dos
habitantes daquella provincia, que, estando at
agora (havia 40 annos) no livre uso dessecom-
mercio, de repente, por um simples rasgo d0
penna, erao privados dallo, o tribtanos i cida-
de do Riogrando. cuja praca ficana o mono-
polio do lodo o commercio externo-, etc.
Ha oito annos. adormecido deba.xo da c.n-
zas, surde hojo englobado com as Mtadflgn de
Piahy, Espirito Santo, Scrg.pc, Paranagu.. o
a pag. 24 do relatorio, quando se esperavao ex-
pendidos os fundamentos justi^l'vos de tao
violenta medida em materia de tamanha trans-
cendencia, apenas ligeramente se motiva;-l.,
or narecer bastante urna nica allandega o
pela'economia de se pouparem despesas,.., pa-
ra tornar mais efficaz a aegao do governo cen-
tral ou dos seus delegados; 3., porque assitn lo
acabar urna cansa poderosa do contrabando ,
tornando-so rnuito mais efTectiva a fiscalisagao
: conclue que, para disto so convencer, basta
langar os olhos sobre a carta daquella provincia
; sobre essa mesma carta,queeu desojo cha-
mar a attengao, porm sobre a carta explicada, c
notada por informages desapaixonadas, sobro
circumstanciasque noapparccein. nem se pode
descrevre tragar na carta: como forgar oshabi
tantos das villas interiores, dessa immensa cam-
panha, e fronteira do Rio-pardo e de missoes, a
tomarverfida diversa da dePorto-alegre.em cajo
mercado o deposito estao ligados com empenhos,
eavosadosa abaslecer-se de fazendas c gneros
para, dora avante, irem de centenares do leguas
promovcr-se no nico deposito privilegiado a-
cantoado no littoral? E julga-s elle bastante?
Senhores, o porto do Rio-grando 6 o menos asa-
do para o ponto de parada o do reuniao de to-
do o commercio da provincia, distante urna le-
gua do canal onde fundeao as einbarcagoes, sou
ancoradouro desabrigado c sujeito a froquen-
tes furacSes; cm margo de 1841, do viagem pa-
ra esta capital, soflri um que, durante um quar-
to d'ora, em quo cahio grossa saraiva o raios do
um vento furioso; quando abrandou, nao vi em
torno senlo estragos, embarcares sosobradas,
outras adornadas, e as de mais forte amarragao
garrrao quasi at a praia: negociantes, pro-
piamente da praga do Rio-grando. fatigados de
taes flagellos, tomraO a magnnima impresa do
franquear custade seuscabedaosum canal do-
nominado daRarca, e por elle conseguirao
ver as embarcagdos de sua propriedade atraca-
das porta dos seus rmaseos; passaos anuus,
ja o vio quasi entupido: em tempo ordinario ,
Iovant5o-se, e sopra dias e dia brisas fortes
queerxuem, marulhoquo impodo as descargas
para a alfandega, pena da so nao alagarem as
lanchas; o mesmo originario autor dosto plano
tanto reconheceo estes inconvenientes, qae nel-
le propunha a transmigragao da povoagao. do
Itio-grande para sitio mais chegado barra de-
nominada oLadino.
Sr. presidente, eu nao phantasio; sabe Dos
com quantncusto, soffocando cm mim alheias
consideragoes, estou cumprindo um dever do
consciencia, bradando lertado alto dcsta
tribuna sobre umgrando mal eminente; e co-
mo teria eu o arrojo de pronunciar ueste senti-
do, se verdades nao fossem, diantodo tres cons-
picuos senadores, conselheiros da cora, dos
quaes dous presidirao os destinos daquella pro-
vincia, o o distincto general que nella residi por
longos annos e prestou relevantes servigos? Es-
pero u-sc sempre que, para corroborar essa in-
significancia e a nullidade das duas alfandegas
ameagadas, se ajustussoao menos a demonstra-
gao dos seus rendimentos, para assonlar a eco-
noma: nada porm absolutamente; para stip-
prir esto vacuo quo exhibo os mappas devida-
mentoaulhenticados que por acaso troucesso, nos
quaes o escrivao da mesa grando da alfandega
era obrigado a colligir as parcelias do rendi-
mento de cada urna das tres alfandegas, para
dellasdeduziras porcentagens que tocava aos
empregados na forma do regulamento; dolles
se v que em novombro de 1835, istu neste e
nos seguintes mozes que orao maisescassos por
haver all triumphado a rovolugad, foi o rend-
monto mcnsal da ailandega de l'orto-alegro d
8456#104 rs., o da do Rio-grande de 6:185Si*5
rs., o da de S. Jos-do-norte 452 101 rs.; em o
mez do desembro do mesmo anno foi o da al-
indola do Porto-alegredo'J:7i)0,f4-23 rs., o da
do Rio-grande do 6:8788387 rs., o da de S. Jo-
s-do-norte de 1:133^116 rs.; o do Janeiro de
1836 foi o da alfandega de Porto-alegre de rs.
7-33>#821, oda do Rio-grande de 4:440^814 rs.,
oda do S. Jos-do-norte do 2:384^672 rs., eas-
sim contina, s vozes com alternativa, ora
mais para um, ora para outro lado. Em urna
folha que me veio s mas, publicada em Por-
to-alegre, v-so que, apesar da luta o da per-
turbagao da provincia, apesar da prohibigaodo
subirem para a capital as embarcagocs cstran-
geiras e as nacionaes procedentes de portos es-
tran"eiros, foi o rendimentodaquella alfandega,
orno anno (inanceiro de 1841 1842, de reis
170:697^552, o no de 1842 1843 foi o do res
174-546S400, provenientes da renda geral, alm
da arrecadagao que Iho est incumbida de di-
versas rendas provinciaos o especiaes; ainda na
ultima sossao do instituto histrico, aposentan-
do o scu hbil c infatigavel compilador de phe-
meridos sobro bases dadas, as quaos vao ser pu-
blicadas no artigo dos rendimentos de todas as
alfandegas do imperio, computadas as da pro-
vincia de S. Pedro em 3O0:O00S pola demons-
tracao" referida vem a de Porto-alegre a prefazer
dous tergosda renda da provincia. Nada direi
respeit da alfandega de 8. Borja, de urna im-
portancia poltica e relativa, porqno um digno
deputado na cmara temporaria victoriosamen-
te a sustontou, o estou convencido que nnguem
o faria melhor. Ondo pois assenta o se justifica
o emponho de lorgar todas as pragas commer-
ciaesda provincia a viremsubmetter-seefundir-
se na do Rio-grande,a virem a|udal-a a lutarcom
os seus estorvos e obstculos physicos? Por e-
conomia, por conveniencia geral, parero-mequo
na5, como supponho haver evidenciado.
O segundo fundamento era para tornar mais
elleai a aeea do governo ou dos seus delegados;
tambem cabe por si simples reflexao que
mais fcil exercel-a, e com maior vigor, ao por-
to do quo ao longe; do ponto central ondo a
sedo do presidente odas competentes autorida-
des fiscaes, do que a 60 ou 70 leguas de distan-
cia. Por ventura so calculrao seriamente as
imprcsses e a explosao desses enormes sacrifi-
cios, e at onde chegarij seus efTeitos ? Como so
haver o negociante forgado por esta medida a
abandonar seus armazens e trapiches, ta meio
soculo construidos no terreno solido e commodo
de Porto-alegre, para os ir edificar ou alugar
no do Rio-grande, com imcomparavcl despesa,
eesbulhado da vantagem do ter os seus navios
prancha, por assim di/.er, sua porta, em um
ancoradouro abrigado, ao alcance das carnilci-
nnannrin sn preparad os carresamontos ? Mul-
tas vozes succedo quo o negociante seja o pro-
pietario do navio o da charqueada, provendo o
(iscalisando com a sua presenga, em vez de ora
em dianto ir dependor de commissarios e asen-
tes distancia do 60 ou 70 leguas, com novas
dospesasde um cardume do hiates para at l
transportar seus carregamentos, revolvendo c
baldeando gneros poriveis, que so damnificas
com taes operagoes, sugeitos a mil outros acci-
dentes que seria longo aqu enumerar? E se a-
caso, comocm 1835 aconteceo, polasmudangas
tao frequentes dos ministerios o successor do
actual nao esposar suas ideas ou mesmo r o-
brigado a roouar pela resistencia ou pela agita-
ga5 que naquelie paiz so manifest, e so voltar
a anliga marcha o direcgo, como sanar e in-
demnisar ao negociante montos de prejuisos ?
Quanto nao cusloso recuperar o equilibrio e
regularidjdo que se atropcllou e perdeo ?
Sr. presidente, torno a protestar que so at-
tenda desapaixonadamento e medite sobre o as-
pecto do paiz; maravilhosa a mancha como a
' Providencia dispz a trra abongoada da Santa
Cruz; nos flancos do um antemural de monta-
nhas, com quo defiendo o centro do littoral, col-
' locou donorto ao sul dous valles deliciosos, o
! do Amazonas e o do Rio-grando; all, todo nor-
te, o commercio porlivro curso do contenas do
leguas, buscar as fontes de sua riquesa at o
Tabatinga; aqui, todo sul, com pequeos me-
Iboramentosda arte, navios subir, circulars
pelos innmeros rios que desaguas nos dous
grandes mediterrneos ou lagoa dos Pato o db
Mirim; sem saber apreciar na sua cstengaS os-
sas maravilhosas pioporgoes, alguem disse que
nessa progrcssaS seria o nosso o paiz das al-
fandegas ; um ditosarcastico, vazio de con-
ceilo, o denota quo o miope que o profer nao
v dous dedos adianto do seu nariz, com > com
tanto pico diz Pope; essas vastas proporgSes pa-
ra o mais prodigioso desenvolvimonto devo a
provincia do S. Pedro sua feliz configuraga;
o ha de o arbitrio do homcm contrariar o tolher
a naturesa ? Assim como singular o aspecto
do paiz. assim se Iho deve moldar o accommodar
a organisagaS financelra, collocando os meios
do pcroopgao do imposto o mais immediato o f-
cil possivel dos contribuintes porque os pro-
ductos, custosos de transportarem-se pelos em-
baragos, preferem-so antes que murchem e so
perca na origem; os governos foraS feitos pa-
ra commodo dos povos, e nao os povos para a
phantasia do governo. Se preciso fosso apontar
exemplos do multiplicidado de alfandegas den-
tro de urna si) embocadura, bem porto os temos
no Rio-da-prata, ondo no antigo rgimen colo-
nial, abrirao-se as allandegas de Montevideo ,
de Buenos-Ayres, da colonia do Sacramento, e
outras so projoctraoem Maldonado,em Barra-
gana, etc.
Avancei mais que era medida impolitica. Em
verdade, senhores. notorio que na fatal guer-
ra civil que all devasta ha oito annos, as duas
classos decidadaos mais prejudicadas sao a do
commercio c dos proprietarios criadores de ga-
dos; en) consideragao pois a sua uiabalavel ad-
hesa monarchia. para perpetuar a memoria
dos prodigiosos feitos de armas que se pra-
UcraO na capital do Porto-alegro o na villa do
S. Jos-do-norte, a ambas forao justamente con-
cedidos pomposos ttulos de honra o distinega,
mis nem ainda correo-se o panno trgica sce-
na, j sebre ellas so fulmina mortal interdicto,
semeao-so vexames, excogitaS-se motivos para
desgostoeagitagaO; quo mais se faiia do quo
fechar seus portos, se ellas sedeslisassem o naS
fossem os valentes o firmes baluartes da fideli-
dade! Senhores, naOscjaS perdidas para nos as
ligSes da historia; cu nao serci aquelle quo lart-
garoi resaibos, o suspeitas sobro a provada leal-
dado destes dous povos ; mais o soffrimento tem
limites, c a desespeiago leva extremos, que
nao se pensavao; ha apenas meio seculo que no
porto de Boston derao-se exemplos do muito a
quo pode chegar urna irritagao; e Chatam.dcs-
f illecendo na cmara dos lords, quando defen-
da osdireitos commerciaes dos Americanos in-
gletes, Franklim chamado barrado parlamen-
to inglez, soltrao prophecias quo nao tardaras
a roalisar-se.
Disso tambem quo naS me pareca este o meio
conducente para prevenir o contrabando; nn-
guem naquclla provincia ignora donde ello sa-
he, o quaes os especuladores: eu, que tive tam-
bem a honra de ser administrador naquella pro-
vincia, devo ser acreditado; naS preciso que
para o praticarem as embaroacSes eubo.5 poro
l'orto-alegre; no cuito espado do legua equario
da barra al a cidade do Rio-grando consta
que bastante se trafica no contrabando, polo
menos, navegando cu pela Lagoa-dos-patos em
1840, vi que urna escuna de registo deo caga a
duas grandes canoas; porm ellas, vogando so-
bro os baixos, mettraS-so impunemente pelo
Gamacuan, que desagua no meio da lagSa; os
rebeldes sem pre ora abastecidos de tudo, e o
Sr. ministro sabe que similhantos medidas vexa-
torias sao as ellicazes para conseguir os fins de-
sojados.
Napoleo, com todo o scu poder, pelo seu do-
cantado bloqueio continental, apesar do terror
dos seus processos marciaes, nao o conseguio,
alfirma Peuche.
Proponho e offerefo porlanto a emenda de
suppressao a esto artigo, por injusto, inquo, im-
poltico, o por intil ao paiz, alm de que terft
reconhecido o senado que materia mui grave
para se tratar em urna enxerlia no orgamento;
convina antes, quando o governo esteja pene-
trado da sua importancia, ser aprosentada a i-
da em urna proposta, com especificagao das al-
fandegas quo so deseja ou se cntenda supprimi-
rom-so; onto seja deliberado no corpo legisla-
tivo depoisdo luminosa discussao.
O sr. V. de S. Leopoldo : Sent, que' o
nobro senador, o sr. ministro da justica, que a-
calu de impiignar-me invertesse ou nao en-
lendesse o sentido simples o puro com que refe-
r o laclo praticado no comei.o da revolucao a-
mericana ingleza; quando muito dova tomar-
se por urna ligoira reflexao cm apoio aos dicta-
mes, quo se propalrao.do que nao era pruden-
te semear desgostos o com medidas duras ti-
rar provas a apuros porquo no momento do
desesporagao ninguem seria capaz de calcular at
quo ponto chegariao os efTeitos de urna irrita-
cao ; felizmente occorreo -me resalvar de qual-
quer sinislra inteligencia quo se quizesse attri-
buir-mc confiando do quo quaesquer quo
fossem os resentimentos povos taes que por
cmulos do sacrificios se extremarao eiir gen-
tilezas do valor o Icaldade estavao cima de
toda prova; logo nao foi tao destocado e lora de
proposito o exemplo que cahio no calor do
debate.
Tacbou-sc-mo desupprou talvez excitar an-
tagonismo entre as alfandegas do Porto-alegre,
o I!io-grande ; seo nobro senador soubra, quo
ambas mo neserfo as maos que sao minhas
(libas gmeos, que as lundei. cree e dirig por
trinta annos, ot que sub a maiores cargos,
me ponparia a imputacao de hojosoprar a riva-
lidade entre irmaas: (juando as estabeleci, fic-
rao bem dotadas, e oquinhoadas poucas in-
!
MFI l-IOR FVFMPLAR ENCONTRADO



<
vejas teno urna da outra; a alfandega do Rio-
grande era o emperio de um vanlajoso com
moren) al a fronteira alm do proveniente do
vizinho estrangeiro : a alfandega de Prto-ale
gro basteca, e entrelinba tambem grosso c
rico tracgo por ossas csteusissimas campanlm
at a fronteira de Missos; ambas floresccrao por
mais de quarenta annos e erao os recursos, e
mananciaes de renda ; passou a receita ordina-
ria da provincia a mais do seiscentos contos de
reis eso Cornelia, independente de presta-
ces do thesouro geral sustontou-se a guerra
de 1825, pela insurreic3o da Cisplatina, oque
pro vare i : a que vem pois a pretendi gratuito
de ereccSo de alfandegas em todos os portinhos
( tenhao ou nao capacidado ) abras c abrigos
o redor desta capital, em Angra-dos-reis,
Campos &c. ? O que se notou na impugna-
dlo foi a deslocaijao daquellas, que a experien-
cia do mu i tos annos tem mostrado, que frao
bom collocadas para as quacs os povos estao
avosados a concorrer para ellas afflue copia de
productos e numerosa navegacao, econstituem
ricos mercados: para este caso intciramcnle
i n d i fe re n te o screm situadas dentro ou fra de
urna mesma embocadura o principio regula
dor na questaosujeiti sera semprequehajacon-
currencia, e abundancia do importarlo e ex-
portarlo estabeleccrom-se tribunaes daarre-
cadaco dos impostos, o mais prximo possivcl.
com relacao aocommodo doscontribuintes; es-
tes sao quanto a mim os principios solidos ad-
ministrativos para prevenir o extravio : ja no
recurso desta discussao exemplificou-se, que no
estado meridional vizinho por n5o ir buscar
modelos ao longo, dentro da mesma fozdoRio-
da-prata viao-se desde o antigo rgimen tres
alfandegas a de Montevideo a de Buenos-
Ayrcs, e a da colonia do Sacramento ; e den-
tro da do Rio-gr.inde, que implicancia so da-
ra se acaso se desentupissem os canaes como
ja se tcntou quebouvesse outra nacidadede
Pelotas, outra no Jaguarao no Rio pardo ,
&c ? Ja manifestei minhas previsoes a esto res-
peito; nisto e n'outras maravilhas que consis-
tira o primor a grandeza, e o excedente des-
sa abencoada provincia e nao reformas, que
s tendem a tolhel-a, e a acanbar seu desen-
volvimonto.
Releve-se-me por ultimo este desabao ; um
distncto senador deo um aparto como estra-
nhando, quo all existissom quatro alandegas .
liquei pasmado edisso farci explicares se me
exigirom. Sr. presidente primoldialmente c
por mu i tos annos, subsistirn ynii.-amnn{C as
duas alfandegas de Prto-alegre e do Rio-
grande; em 1828, o entao ministro, e secre-
tario de estado da fazenda julgou muito til e
necessario urna administracao fiscal na villa de
S. Jos-do-norte, e mandou-a estabelecer por
proviseo de 3 do outubro deste anno; om 1835,
outro ministro da fazenda regulou a de S. Bor-
ja na fronteira de Misses cuja importancia
um digno deputadosustentou ha pouco na c-
mara temporaria ; se ha porm desacert nessa
multiplicidade espero que nos esclarec/io os
srs. ministros instituidores os quacs nos estao
ouvindo e tem assento nesto senado.
Sr. presidente, eu offereci urna emenda sup-
pressiva deste artigo ; mais, fiel ao mou propo
sito de coadjuvar sempre com o meu voto o go-
verno naquillo, que nao frdo encontr mi
nha razao, e minha conscicncia adher ex-
pressamente proposico, do que, se o gover-
no continasse a entender, queconviria a ex-
tinecao de algumas alfandegas insignificantes,
em proposta formal ao corpo legislativo o de-
clarasse, e oflerecesse mas nunca por urna en-
xertia no orcamento indecorosa por causa da
gravidado da materia: ncm se diga, que loi pre-
coce e pnico o terror por similhantc medida de
reduccao de alfandegas, na provincia de S. Pe-
dro, porque ainda se trata de informaces e
o plano nao foi elaborado no conselho de esta-
do ; embora us ento para que esta accele-
raco de pedir-sc ja um voto do confianza tiio
ampio, que derramou o alarma? nao muito,
que Prto-alegre estremecesse e reclamasse pe-
lo direito de petico chcgando-lhe noticia a
resurreicao daquelle mesmo projecto, e que em
1835ameacou roduzil-o a completa ruina.
Osr. M. da Fazenda : Eu no meu rea-
torio nao disse, que entenda, que devia ser
supprimida a alfandega de Porto Alegre porque
rendesse pouco; disse, que outras dcvi5o ser a-
boliddfc por serem as suas rendas insignificantes;
mas quanto de Prto-alegre as rasoes que
dei forao outras : nao as repetirci, porque a-
cho-se no meu rclalorio, e acabo de dal-as em
poucas palavras : mas nao pense o nobre sena-
dor, que, ainda quando nao existisse urna al-
fandega, deixaria de existir essa renda, que por
ella se arrecadava porque sel-o-hia na alfan-
dega do Rio-Grande. Portanto esse seu argu-
mento nao pode prevalecer : c sempre devo di-
zerao nobre senador, que essa renda da alfan-
dega de Prto-alegre nao renda de importa-
cao queporahi boje se nao arrecada. De-
ntis, engana-so inteiramentc o nobre senador
quando entende, quo se quer estabelecer um
monopolio a avordo Rio-grande e que com
a medida proposta so vae acabar com os arma-
zens do Prto-alegre pertencentes a particula-
res porque a medida nao pode produsir simi-
hante resultado porque nao dcixar de ir
as fazendas para Prto-alegre depois do despa-
chadas na alfandega do Rio-grande como pa-
rece, que o nobre senador pensa ; nicamente
o que se pretende que os direitos se cobrem
no Rio-grande e eito isto pdem os gene-
ros ir para Prto-alegre as mesmas, ou em ou-
tras embarcaces : tambem devo declarar, que
nao se pretende prohibir que v5o barcos es-
trangeiros a Prto-alegre carregar de gneros
de produccao do paiz para serem exportados ,
porque a intenc3o, que so tem estabelecer cm
Prto-alegre urna mesa de rendas, quo id des-
pacho doexportaco aos gneros do paiz, mas
que nao precisa do um tamanho pessoal qual o
quo hoje tem a alfandega ahi estabelocida.
Disse o nobre senador tambem, que nao vao
boje barco estrangeiro algum a Prto-alegre ;
posso-lhodizer, quo est engaado. No Rio-
Grande pagao-se os direitos das fazendas mas
as fazendas pidem seguir e creio que algumas
seguirao as mesmas embarcarles, e depois es
tas embarcaces voltao carregadas com os gene-
ros do paiz e quando as fazendas nao vao as
mesmas embarcaces estrangeiras oslas pdem
ir em lastro e nem urna oem outra cousa
prohibida, e nem se quer prohibir. Cuido ter
explicado o meu pensamento.
O sr. C. e Silva : Disse o nobre ministro
la justica que a autorisacao que se da neste
artigo ao governo nao mais importanto do
que as que se tem dado em outros arligos deste
mesmo projecto de loi. Esta proposico do
nobre ministro talvoz traga alguma inculpacao
aquellos que tendo votado por aquellas auto-
risaces nao votao por esta o quo nisto estao
em contradicho : eu quero pois justificar-me
d'esta censura. Quaos sao as autorisaces que
se tem dado ao govorno por este projecto? [I?
urna ola. ) Sao para regular o imposto da
meia si/.a taxa dos escravos, dizimo da chan-
cellara e sello de herancas e legados bens de
deuntos c ausentes, correius, registo geral
de hypothocas, e para organisar as tarifas.
Eis-aqui todas as autorisaces que se tem
dado ao governo por esto projecto de lei : per-
gunto eu as consequencias queso podem dar
daquellas autorisaces podem sor comparadas
com a que se d no artigo nnn > discute? Kii-
guem de boa f o dir Quo males podem vir
ao estado do autorisacao quo se da ao governo
para continuar a reforma sobre a arrecadacao
da meia si/a dos escravos? Que males podem
vir do todas essas outras autorisaces que po'sao
abalar o estado? Eu n5o as enxorgo. Essa
mesma para a organisaco das tarifas que foi
tao disputada nao me fez abalo algum e nem
temo esses males e as consequencias que se a-
figurarao porque estou anda convencido que
essas tarifas nao podem ser postas em execuco
seno depois quo a assembla geral Ibes dero
seu voto de approvaco pois quo tendo-se-
de dar um prazo para as participaces oliciaes
as naces com quem commerciamos, nesse
tempo j a assembla geral tem conhecimento
dessas tarifas; e por ventura est neste caso o
artigo que se discute ? Figure-se como j
se figurou a aholiclo da alfandega de Porto-
a legre ; que de males nao vir dessa medida?
E tal o temor que eu concebo desta medida ,
que at me persuado que ella pode trazer mili-
tas commoces as provincias ; e se por ventu-
ra essas commoces apparecerem que do ma-
les nao appareccr males que a assembla
geral nao poder reparar ? E se encaro s-
mente males o nao descubro bens dessa medi-
da nao posso dar o meu voto a favor do arti-
go ; e nao dando-o nSo estou cm contradic-
pio, e consguintcmente nao mereco a incul-
pacao que fez o nobre ministro da justica. Dou
o meu voto ao governo quando entendo que
convm por bem da causa publica ; negarci
quando entendo cm minha conscienca que elle
prejudicial mesma causa publica.
Fallou-se que algumas provincias importan-
tes com a reforma icrao com urna alfandega ,
quando outras menos importantes ficrao com
duas a tres. Esta inculpacao me diz respeito ,
e eu me devo defender senhores quando o
governo foi aulorisado para reformar as alfan-
degas entendeo que devia conservar as alfana-
dogas que existiao creadas por lei, em cujo go-
zo se achavao as provincias desde o tempo do
governo absoluto c algumas do quando o Brasil
ainda era colonia de Portugal; essas do Araca-
ty c da Fortaleza no Cear estao neste caso; a
da Parnayba no Piauhy a do Ro-grande-do
norte e outras em que se fallou estao no
mesrno caso. Eu peco ao senado que so recor-
d da poca em que so furao essas reformas ;
se a prudencia aconselhava que o governo sup-
primisse alfandegas que privasse as provincias
direito om que estavao como j disse desde
o tempo do governo absoluto e de quando o
Brasil era colonia do Portugal! Equaesse-
riao as consoquencas? Nao tinhao as provin-
cias um motivo para lamentar seu estado, com-
parando os gozos que tinhao naquello tempo ,
e a retrogradado da sua carreira commercial
no tempo do governo representativo constitu-
cional Forao estas as razes que entao teve
o governo para conservar essas alfandegas: a
nica alfandega que creou foi a de Sergipe :
estas outras de S Borja Paranagu sao al-
fandegas de transicco e que entendeo necessa -
rias para se auxiliarem e bem fiscalisarem a im-
portacSo
Se pois convm como estou persuadido que
convm (azer alguma reforma no pessoal das
alfandegas retocar o regulamento o gover-
no aprsente a sua proposta assembla geral,
para resolver como julgar de justica cdouti
lidado ; e nao deixar isto assim ao livre arbitrio
do governo porque dabi podem baver muitos
males males que nao ser reparaveis ainda
mesmo quo a assembla geral nullifique os actos
do governo. Eis-aqui porque eu entendo que
isto nSo voto de confia nca. Tendo eu vota-
do em favor de outros artigos que dao autori-
saces ao governo porque julgo que delles
nao podom vir mal algum e deixando de vo-
tar por este nSo ha em mim contradicho al-
guma porque entendo que deste podem vir
muitos males irremediaveis.
Dada a hora fica adiada a discussao.
de morlo e Jos Francisco Barbosa por Cr
me de offensas phisicas alcm de prises cor
recionacs.
quanto por agora se me oflerece levar ao
conhecimento do V. Ex. a quem Dos guarde
Secretaria da polica de Pernambuco 7 de de-
zembro de 1843. lllm. o exm. snr. bar3o-
da-Boa-vista presidente da provincia.Cae-,
tao Jos da Silva Santiago.
Com mullicado.
PERNAMBUCO.
Tribunal da Relaco.
SESSA DE 9 DE DEZEHBRO DE 1843.
Na appellaeao crime do juizo dos jurados da
comarca do Limociro, appellante Anastacio
Alvcsda Mlva appellado o juizo, escrivao Ja-
como ; julgrao procedente o recurso.
POLICA.
Illm. e exm. snr.Depois da minba ultima
parte que dei a V. Ex. em 24 do passado ,
tenho recebido as partes seguntes dos dife-
rentes delegados da provincia. Pelo delegado
de Cimbres fo-me participado que em ou-
tubro foi espancado o Indio Marcos Alendes
Sobral no lugar do Lago-grande e
presos Joannirn da Cosa VcCnn;S|2; f J^
Florencio por suspeitos de tentarem assassi-
nar por mandado de Sevorina Das, e seu
cimbado Francisco de tal, ao inspector do
Pao-de-assucar, e a outras pessoas ; e por
furto de cavados o pardo Pedro Gomes Barbo-
sa.Pelo delegado do Limoeiro que foi per-
seguida urna quadrilha de ladres de cavallos ,
da qual forao presos naquella freguesia 4 e 2
na do Po-do-alho ; e que em Taquaratinga
foi roubado Felis de Barros morador no Ja-
lior em dous mil pataces, e supoem-se
que tal roubo fura feito por um dos flhos do
mesmo Barros, que mora no Brejo-da-Madre-
do Dos. Pelo-do-po-do-alho consta, que
fra assassinado no districto da Luz Sevenno
Jos Fernandes; o na freguesia do Pao-do-
alhose assassinrao reciprocamente Francisco
Barbosa Cordeiro, e Henrique Barbosa Ca-
mello isto em outubro.Pelo do Cabo cons-
ta que na freguesia da Muribeca fra grave-
mente ferido com um tiro Joo dos An|os Cus-
todio cujo ferimentodiz que fra involunta-
riamente feito por Bernardo Pereira de Oliveira,
que brincavao com urna arma de fogo ; e que
no dia 28 de outubro Joaquim Marques da
Costa Soares pelas 7 horas da manhaa reu-
nir seus moradores e escravos, armados ,
equo destruir algumas cannasde FelippeSan-
tiago Vioira da Cunha mas que logo se des-
persou a gente de modo que quando o sub-
delegado avisado pelo Felippe Santiago ,
compareceoj eslava dissolvido o ajuntamento,
que com persuases do socio do Santiago dei-
xou de destruir-lhe as cannas.Pelo do Brejo
consta que fra preso Jos de Sousa que,
estando, ebrio brigra com sua mulhcr ,
do que resultou ficar ella ferida : que forSo
presos Candido Faustino escravos e que
se fiserao avisos a seus senhores para os man-
daren) receber : que em 11 de novemhro fra
preso Manoel Gomes de Mallos como cum-
plice no roubo, feito a Felis de Barros de
que cima so trata o que fra urna patrulha
prender a Manoel Felis da Silva autor do re-
ferido roubo, cuj diligencia cflectuou-so ,
mas nao se Ibeachrao, apezardas buscas os
objectos do roubo Polo da cidade da Victoria
consta que sefizerao corpos de dilicto pela
morle feita rom dous tiros em Joao Leandro ,
e offensas pbisicascom instrumento contundente
em Martinho Alves de Luna c com instru-
mento aviltante cm Francisca Rozada Solida-
de
isto em 3 de novemhro ; e que forao pre-
so3 por estarem pronunciados a prisao e livra-
desse gozo do commerciar com o estrangeiro, j ment llario Gomes, por crime de tentativa
Si urnas vezes a m f outras a falta de no-
ces exactas da materia ventilada eternisao as
questes, dever das pessoas imparciaes cortar
a discussao apresentando a questao em seus
devidos tormos.
Eivados de urna destas circunstancias teem si-
do os redactores o correspondentes do U.-n
nos artigos, quo tem publicado acerca do pa-
gamento dos sidos do inajor Joao Pedro de A-
raujo o Aginar duranto o tempo que Ihe fo-
rao suspensos os ditos sidos. Se clles conhe-
cessem ou nao quizessem negar o valor, que
tem as leis, e as ordens do governo o termo
jurdico semoffeito, nao loriao tao injusta-
mente censurado a Presidencia da provincia de
escandaloso patronato na decisao que deo
sobre as duvidas suscitadas para este pagamento
A impressao do ofliuio pelo qual foi corn-
municada ao Inspector da thesouraria esta de-
cisao e do aliso, em que ellasefundou.se-
ra bastante para justifical-a e destruir as ac-
cusaees sem a menor observaco se os que
discutem c mesmo alguns leitores reflcclissem
nos termos, em que foi concebido o aviso men-
cionado.
Sabem todos, que o termo revogar < em
um decreto tem a frca de fazercessar da data
d'clle em diante qualqucr ordem ou disposi-
eao cm contrario, e que a expresso sem ef-
feito quer di/er mais alguma cousa e vem
ser, que a ordem sem efleito seja nulla e
que ludo, quanto por ella se fez se desfaca', e
se reslita ao estado em que seachava, antes
quo ella fosse execulada. decreto de 26 de
novemhro de 1841 nao amnistiou smente o
major Joao Pedro ncm revogou simplesmente
o decreto de 4 de Janeiro de 1834 ; mas, alm
de o revogar, o declarou sem efleito. Podia o
governo perdoar a desercao, e restituir os direi-
tos sem annullar o 1. decreto quo o con-
uemnou mas declarando-o sem efleito, quiz,
que o agraciado fosso restituido ao estado eir
que se achava em Janeiro de 1834. Compete-
Ihe pois anliguidade, c sold, que sao direitos
quo s urna sentenca lira ao oflicial.
Se a simples loitura do decreto mostra, quan-
to foi lgico o modo, por que a presidencia o e*-
tendeo o executou e quanto se aparlou de seu
espirito a consulta do Conselho supremo mili-
tar o aviso do 13 do Janeiro de 1842 quea-
companbou o mesmo decreto, ainda mais justi-
fica a decisao.pela qual se mandrao pagar os sui-
dos. Neste aviso disse o exm. Ministro da guerra,
que S. M. I. revogando, e declarando de ne-
nhum efleito o decreto de 1834, havia por bem
determinar que ficasse igualmente de nenhum
efleito a disposicao do aviso de 5 de selembro de
1833 sobre a $uspenso desold este official.
Ainda que o decreto revogasse simplesmento
o de 1834,e viesses ter efleito de novemhro de-
1841 em diante por elle era o oflicial restitui-
do seus direitos, e nao poderia o governo
exigir que elle servisse sem sold. claro
pois que o aviso vinha ser ocioso se tivesse
por fim mandar que se pagasse sold ao ofli-
cial do dia em que entrasse em servico. Nao
s a expedico do aviso, mas os seus termos ex-
pressos de ficar sem efleito o que determinou a
suspens3o de sold em 1833 mxime sendo
empregados por um ministro da guerra en-
tendido em direito, convencrao a Presidencia*
de que se annuilava por elle a suspenso dos sol-
dos desde 1833. Aqu foi a inlerpretacao mui-
to lgica porque muito obvia era a intencao
do Ministro em presenca dos termos expressos
do aviso. Admira, que os membros do Conse-
lho supremo militar, embora jurisconsultos nao
sej3o tenhao dito quo este aviso s se diri-
ga restituir os direitos de militar ao agracia-
do e n3o os seus sidos quando o aviso de-
clara semeffeito a suspenso do sold.
_ A duvida do fiscal nao podia merecer atten-
cao alguma sendo manca pois suppunha o
fiscal que o pagamento dos sidos dependa ,
assim como a rcstituirSo dos direitos de cda-
d3o de um decreto firmado pelo Imperador,
o nao fez rnencaoda intellgencia que oflere-
cia o aviso pelo qual que se decidi a ques-
tao dos sidos.
O commissario fiscal para impugnar o pa-
gamento, vista da disposicao litteral do aviso,
foi ebrigado inverter-lhe os termos, ou em-
prestar-lhe um sentido que suas palavras nao
oflereciao no que foi imitado pelos nemhros
do Conselho supremo, Se o decreto de 9 de a-
bril de 1842 estabeleceo que aos amnistiados


Se n5o pagasscm sidos, o similhanto disposi-
cjio justifica cm grande parte a consulta, nao
podia a Presidencia prever, que tinha do cons
tituir-so esto direito, para deixar de dar a intcl-
ligencia, que em direito sempre se dco aos ter-
mossem efTeilo, principalmente nao ten-
do o aviso de 13 de Janeiro de 1842 outro fim
alm de declarar semelleito a suspensSo dos sol-
dos do major Joao Pedro, que nao recebia com
slo mais lucro, do que receliCro os militare",
compron cttidos na desordem de 1821, que da
thesouraria cobrrao seus vencimentos depois de
amnistiados. Nao mereca pois o nomo de es-
candaloso patronato urna decisao firmada na
letra de um aviso do governo.
Censuio sempre os redactores, c correspon-
dentes do D.-n. por causa das pessoas, que in-
tervem nos actos.c nunca pela moralidade d'el-
les nem por economa, ou (Ucalisacao dos d-
nbeiros pblicos.
Seria o thesouro mais prejudicado com o des-
pacho para o pagamento dos sidos do major
Joao Pedro do quo o foi eflectivamentc com
os seis mil crusados quo recebeo o sr. Nunes
Machado pelo lempo que deixou de sor em
virtudc de urna le provincial nao revognda ,
chefede policia ao passo que os preeitos rc-
cebro nesse tempo os vencimentos d'este car-
go o houve duplicata ; com o que cobrou por
mais de quatro annos de auditor de guerra, sem
exorecreste emprego, tendo-se pago aos que
desempenhavo esta commissao; c com os nove
coritos mil rcis, que acaba de receber de ajuda
do custo para viagem d'esta provincia corte ,
estando alias no Rio-de-Janeiro quando foi
por alguns dias chamado para a cmara dos dc-
putados ? Nao. Mas assim mesmo estes, o ou-
tros membros da nossa opposico prego ao po-
yo, que s3ofiscalisadores dos dinheiros pblicos;
e os redactores e correspondentes do D.-n. os
elogiao sem discrepancia.
lllm. o Exm. Snr. Tendo Sua Magestade o
Imperador, por decreto de 2G de novembro do
anno findo junto pnr copia, revogado, e de-
clarado de nenhum eiTuito o decreto de 4 de Ja-
neiro de 1843, pelo qual foi destituido dos di-
reitos de cidadao brasileiro o capit3o de artilhe-
ria de 1.a linha dessa provincia Jo5o Pedro de
Araujo o Anular; ha o mesmo Augusto Senhor
p-r nem determinar que fique igualmente sem
effeito a disposicao do avizo de 5 de setembro de
1833, dirigido a presidencia dessa provincia ,
obre a suspensao de sold a este ofllcial.
parece-me ser mistor para os obter preceder
ordem superior. Recife f> de maio de 18i2.
Ferreira da Costa.
Concordo Ludgcro.
Conformo-me tambem como concorda o sr.
contador desta thosouraria supra assignado,
com o parecer do procurador fiscal, cima
exarado em data de 6 do corrento mez sobro
a pretenco do supplicante.o capitao ecomman-
dante da companhia de artfices Joao Pedro de
Araujo o Aguiar: e parece-me, que do outra
maneira tinha a lei efleito retroactivo, o que
contra a constituido do imperio pargrafo 3.
do artigo 179 ; e at porque do imperial aviso
do 13 do Janeiro docorrente anno parece assim
entender-so, determinando, que fique sem ef-
feito a disposicao do aviso do 5 de setembro de
1833 sobre a suspensao do sold do suplican-
te que importa o mesmo, em meu entender ,
que dizer, que esto aviso ilea com o effeito pro-
duzido da suspensao o quo comeca um novo
effeito em virtudoda rointegraco do supplican-
te. Alm disto cumpre accrescentar, que os
sidos pretendidos sao de exorcicios (indos, pa-
ra osquacs nao ha quota no ornamento para seu
pagamento, o apenas a tem para os dos annos
do 1839 a 1840, o desle a 1841. Thesouraria
do Pernambuco 18 de maio de 1842. Josdc
rito Inglez, commissario fiscal do ministerio
da guerra.
CQMMERCIO.
Alfandega.
Rendimento do da 9......... 4:1318146
DescarregSo hoje 11.
Barca Mar y-Queen-of-Scothiendas &c.
Escuca-~-0mi7uodiflerentcs gneros.
BarcaRiohacalho.
Galota Mercalorcarvao.
BarcaGlobePotassa.
Brigue HelenaPxo o pedra.
Saludos no mesmo dia.
Lisboa ; brigue portuguez Josephina-Emilia ,
do 168 toneladas capitao Isidro Anis de
Sousa equipagem 13 carga assucar.
Porto ; brigue portuguez Importador de
160 ",. toneladas capitao Jos Francisco
Carneiro .equipagem 18 carga varios g-
neros.
Navios entrados no dia 8.
Maranho pelo Ass ; 37 dias brigue bra-
sileiro Dos te-guarde do 129 tqneladas ,
capitao Joao Goncalves Reis equipagem 8,
carga sal palha o pixe : a consignaco
de Joaquim Duarto de Azcvedo.
Santos; 22 dias brigue brasileiro Principe-
Augusto, de 173 toneladas, capitao Joa-
quim Soares Maurim equipagem IV .car-
ga toucinho fumo e mais_ gneros : a
consignaco do Amorim & Irmaos.
Philadelphia; 65 dias, escuna americana
OrraUoo de 121 toneladas. capitao A-
braham P. I.afkin equipagem 7, carga
farinha do trigo e mais gneros : a con-
signaco do Matheos Austin & C.
Sahido no mesmo dia.
Parahba ; hiato brasileiro Santa-Cruz ca-
pitao Joaquim do Oliveira equipagem 3 ,
carga varios gneros.
Navio entrado no dia 9.
Cdiz; 33 dias brigue sueco Sfcelteftea, de
283 toneladas capitao William Fletevood,
equipagem 10 carga sal : consignado a
ordem.
rente.por ter o seu carregamento quasi promp-
to, ohyate Flor-de-Larangeiras ; quem qui-
zer car'regar ou ir do passagem drija-se a ra
da Cadeia do Becife loja de la/.endas D. 37.
= Para Lisboa srhir at as aguas do da 21
do correte o brigue portuguez Josephma .ca-
pitao Paulo Antonio da Bocha, tem ja a
muior parte da sua carga prompta ; quem no
mesmo anda qu/er carregar ou ir de passagem,
drja-sc ao mesmo capitao ou a Mendes o.
Oliveira pa ra do Vigario n. 21
Leudes.
=r O corretor Oliveira continuar o seu leilo
de todas as qualidades d fa/endas inglezas o
francu'as sob as mesmas condicoes de vender,
como at agora por todo o prego : quarta-
fera, 13 do corrente.s 10 horas da manhaa ,
no primeiro andar da sua casa ra da Ca-
deia.
= Leilo. que por ntervcncTio do corrector
Oliveira faz J.O. Clcstcr.de ISbarris com mari-
teiga franceza na arma em do Jos Rodrigues )
Pereira & C. no hoco do Capim por conta o
risco de quem pertencer no dia 11 do cor-
rente as 10 horas da manhaa.
Edil es
Avisos diversos.
____^.j xr i?..
Po'iCiG .'w-i-i-
neiro em 13 do janein! de 18*2. Jos Clemen-
te Pereira. Snr. presidente da provincia de
Pernambuco. Cumpra-se. Palacio do go-
verno de Pernambuco 29 do Janeiro de 1842.
B. da Boa-vista.
Atlendendo ao queme representou o capitao
d'artilheria de primeira linha Joao Pedro do A-
raujoe Aguiar: Bel porbem revogar, e decla-
rar de nenhum efieito o decreto do 4 de Janeiro
do 1834, pelo qual ell foi destituido dos di-
roitos de cidadao brasileiro. Candido Jos d'A-
ruujo Vianna do meu consolho ministro e se-
cretario d'estado dos negocios do imperio as-
sim o tenha atendido, e laca oxecutar com os
despachos necessarios. Palacio do llio-de-Ja-
nciro em 26 do novembro de novembro de 1841,
vigsimo da independencia o do imperio. Com
a rubrica de Sua Magestade o Imperador
Candido Jos de Araujo Vianna. Est con-
forme Antonio Jos de Paiva Guedes de An-
drade.
Illm. Snr. Resolvendo as duvidas do com-
missario fiscal do ministerio da guerra e do
encarregado da contabilidade militar que V.
S. submetteo ao conhecimento d'esta presiden-
cia por oiTtcio do 1." docorrente, cumpre sig-
nificar-lhe, que o Aviso da secretaria d'estado
dos negocios da guerra de 13 de Janeiro d'este
auno expresso em declarar sem effeito a dispo-
sicao do de 5 Je seiembro de 1833 sobro a sus-
pensao de sold feita ao capitao Joao Pedro de
Araujo e Aguiar, e que o effeito d'aquelle avi-
so n'esta parto nao pode ser outro que o paga-
mento do sold, que se suspendi ao dito offl-
cial. Mande por tanto V. S. ajustar a conta dos
sidos d'esdeodia 1."d'abril del832, quo foi,
quando comecou ello deixar do recebel-os em
consequoncia da suspensao, quo se fez, para que
se lho paguem por essa thesouraria os vencidos
nos annos ds 1839 a 1840, e 41 e se d parte
do resto da divida ao ministerio competente a
fim de se pedirom fundos para seu pagamento ,
do conformidade com as ordens imperiacs. Dos
guarde a V. S. Palacio do Pernambuco 9 do ju-
nho de 1842. ( Assignado ) Bar5o da Boavista
Snr. Joao Goncalves da Silva inspector da the-
souraria da fazenda. Conforme Joaquim
Francisco Bastos.
A vista da littcral disposicao do decreto de 26
do novembro do anno prximo pnssado, em
quo S. M. o Imperador manda que fique de ne-
nhum effeito o decreto do 4 de Janeiro de 18.U,
segundo o qual ficou destituido do loro do ci-
dadao brasileiro o ca pitao d'artilheria de 1/'
linha Joao Pedro de A raujo o Aguiar: claro
que o citado decreto so teve por fim restituir ao
fupplicante os direitos de cidadao brasileiro ,_e
tunseguinteinente o seu posto de capitao o nao
so venciiueiils do tempo da sua ausencia; c
PRAQA DO RECIFE 9 DE DEZEMBRO DE 183.
Revista mercantil.
CambioHouvcr3o transaces de 26 a 26 V4
d. por 1 rs.
AlgodaoAs entradas forao regulares, o os
procos tem alTrouxado alguma cousa
cm consoquencia das ultima noticias
de Inglaterra
AssucarTeem havido maiore? entradas e
procurado de 1100 1150 rs. sobro
o fciro.
CourosContinao a ser procurados do 4:160
a 4400 rs. @.
liacalho Nao houverao entradas na semana
(inda e b deposito de 4:500
barricas.
Bezerros (rancezosVendrao-se do 33g a 403
rs. a du/.ia.
Bolaxinha dem a 4:500 rs. @.
Carne-seccaAs vendas teem sido muito limi-
tadas ; o doposito do 10:000 arro-
bas nao tendo havido entradas; a
de Bucnos-Ayres vendeo-se de 2:240
a 2:560 rs e a do Rio-grando-do-
sul do 2600 a 3200 rs. (&.
Carneiras francezas \ender5o-se do 18s a
22.) rs. a duna.
Carvao de pedradem do 11S000 a 1U200
reis.
Ch-hssondem de 2100 a 2200 rs. a li-
libra.
Cervejadem de 4000 a 4200 rs.a duz.a.
Farnha-de-trigo Entrou um carregamento
de Philadelphia de 700 barricas, com
o qual o deposito de 6:000 barricas
em primeira mao sendo o consu-
mo diminuto.
Embarcacoes existentes no porto.
Austracas..........^
Americanas..........*
Brasileiras...... -"'
Belga........ 1
Dinamarquezas. ... **
Francezas..........^
Hollandcza.........*
Hamburguezas......., ?
Inglezas..........
__O IImi. sr. inspector da thesouraria das
rendas provinciaes emeumprimento do artigo
35 da lei provincial n. 110 de 20 de abril de
1843 da ordem do exm. sr. presidente da
provincia de 16 do correntc manda fazer
publico quo nos dias 13 14 e 15 do cor-
rente ao meio dia se ha do arrematar em hasta
publica perante a mesma thesouraria a laxa da
barroira da ponto de Bujary na cidade de
Goianna oreada em 5:000S rs. annuaes, con-
tada do l.do Janeiro de 1844, se antes se
nao marcar, at 30 de junho de 1846.
Aspossasquo sopropozerom a esta arrema-
tacao comparecao nos dias cima indicados
competentemente habilitados.
E para constar se mandou afixar o presento ,
e publical-o pelo prlo.
Secretaria da iiwsouraria das rendas provin-
ciaes do Pernambuco 17 de novembro de 1843.
O secretario ,
Luis da Costa Porto-carreiro.
Declaracoes.
Portuguezas
Sardas
Siciliana....... 1
Suecas...........5
69
Slovimento do Porto.
Navios entrados no dia 7 de novembro.
Liverpool;35 dias; barca inglcza Mary-Queen-
of-Scot, dc220 toneladas, capitao \\. Ival-
luy equipagem 4 carga varios gneros.
Ass; 11 (lias, patacho brasileiro Aurora-
Feliz, de 141 toneladas, capitao Manoei
Balbino de Frcitas equipagem 12 carga
sal c palha.
Amanhaa, terca-feira 12 do correntc, hao
do ser arrematados em praca peranto o snr. r.
Urbano juizdos fetos da fazenda interino os
bensseuuintes : urna mobilia e diversas o-
bras para salla ; um bom escravo ; uns vasos
com drogas, penhorados por execuces da fa-
zenda provincial e nacional o Jos Joaquim Bi-
zorra Cavalcanti, Antonio Rodrigues Samico ,
e Joao Pereira da Silveira.
= 0 collcctor do diversa rendas do munici-
pio de Olinda manda fazer publico todos os
seus collcctados quedo Io. ao ultime do cor-
rento moz, contao-so os 30 dias marcados para
a arrecadaco a boca do cofre do 1. semestre
do corrente anno financeiro do 1843 1844 da
docima urbana e de todas as mais imposiees
a seu cargo devendo licarcm na inteligencia
de quo findo este praso se proceder excesiva-
mente contra os quo nao comparecercm o
para quecheguea noticia a todos laz publico
pelo presente. Olinda 1.a de dezembrode 1843.
O escrivao ,
Joao Goncalves Rodrigues Franca.
COMPANHIA DE REBIRIBE.
Os senhores accionistas que ainda n3o rece-
braoassuas apolices podem mandal-as re-
ceber no escriptorio da companhia das 6 as 9
horas da manhaa ou das 3 6s 6 da tarde.
No dia 17 docorrente completao-se os 30
dias concedidos em assemba geral dos accio-
nistas para so recolherem as entradas al agora
exigidas. Findo este praso perderao o direito
de accionistas e as entradas quo tiverem leito
todos aquelles que nao tiverem realisado 16
porcento ou 8:000 por cada urna accao.
O secretario B. J. Fernandes Barros.
__Faz-se saber aos subditos Britannicos, re-
sidentes em Pernambuco que no dia quinta-
feira 20 do corrente pelo meio dia ter lugar
no consulado britannico da ra da Cruz o a-
juntamento dos subscriptores para todos os ins
designados no acto Geo : IV Cap. 87. Consu-
lado britannico em Pernambuco 0 de novem-
bro do 1843.//. A. Gowper cnsul.
__ Na ra do Santa Rita casa n. 83, en-
gomma-so e lava-se roupa com toda a perfei-
co e cuidado, o por muito commodo preco.
=r Do terceiro andar da casa n. 40 da ra
doCollegio fugio urna rola da India, muito
mansa c to domesticada quo andava solta
fra da gaiola ainda muito nova e por is-
so ainda nao voa bem ; quem a pegar lovo a
dita casa que ser gratificado.
__No dia 13 do corrente mez teem do ir a
praca pelo juizo da 2 vara na porta do snr.
Dr. Nabuco por execucao de Francisco Igna-
cio Ferreira Dias, contra Manoei de Barros ,
d"us quartos tres bois e um casal dees-
cravos, proprios para servico de campo quem
pretender pode dirigir-so a dita praca no dia
marcado.
__\ pessoa quo annunciou no Diario do
sabbodo 9 do correnlo precisar deum caixeiro
do 12 a 14 annos : annuncio.
__ Aluga-so urna escrava que seja boa ;
quem a tiver, dinja-se a Fra-de portns ana
do Pillar n. 120 segundo andar tratar do
ajuste, ou annuncio sua morada para ser
procurado.
__ O abaixo assignado vendo a sua casa do
marrinciro com todos os pertences e madeiras,
e algumas obrinhas feitas: por nao poder con-
tinuar pelo oflicio, em virtudc do seu mo es-
tado de saude : a pessoa que quizer pode diri-
r-ir-so ao mesmo abaixo assignado na ra es-
treita do Bozario n. 32.
Jos Antonio Soares Hoza.
Avisos maritnios.
Para o Araca'v spgnir Boda ISdocor
__ Roga-se aos Ilustres membros da direc-
cnodasocicdadoPhilo-Thalia.quequandohou-
verem de nomear empregados, hajao de esco-
Ihcr para porleiro pessoa capaz para desempe-
nhar este lugar para nao acontecer o que suc-
cedo no dia 2 do corrente que o porteiro da-
va quatro c mais bilhetes a quem Ibes pedia :
isto afirma um que vio.
Qualqucr snr. sacerdote que quizer di-
zer Missa da madrugada nos domingos e dias
santos na matriz de Santo Antonio d'esta ci-
dade ; dirija-se ra do Cahug n. 11 que
achara com quem tratar.
__ Laurentino .ornes da Cunha Pereira
Beltrao avisa a qualquer a quem se ofTerecer
transacco com urna letra de 400,000 rs. ven-
cida a 3 de novembro p. findo e passada a fa-
vor do Vicento Ferreira de Souza, morador
cm Pindobinha de nao a effecluar urna vez
que estando em principio de litigio com o mes-
mo Vicente para ressendir a venda d'uma escra-
va de igual valor tem de fazer encontr ,
por isso que a letra proveniente da mesma
venda
__ Alugo-so duas pretas crioulas, propnas
para venderem fazenda ou outro qualquer
servico : a tratar no atierro da Boavista n. 62.
No botequim da ra do Rozario larga o.
34 continao-so a vender superiores charopes
de maracuj ; dito de tamarinos; ditos de ro-
za ; ditos de limo em porces, e em garrafas
a 600 rs. ; almocos de bom caf e solido &c.
__ No primeiro andar do sobrado da esqui-
na que vira para a ra das Cruzes lava-se
roupa do varrella o sabao para fra engom-
ma-se cozi.iha-se e faz-so doces de varia
qualidades; ludo com muita perfeicSo, as-
seio e commodo proco : tratar no mesmo
sobrado.
z. __ Conlina-sc a vender na venda da ra
do Rozario larga n. 46 a fina louca vidrada ,
vinda de fra soitida, e por commodo preco,
a Rinde acabar,


4'
'
/
Alugao-so por preco muito mdico, para se
passar a festa, cm Olinda duas oxcellentes casas
rectificadas de novo, muito arejadas, do lado
da sombra na ra dde S. Bento, ao subir da
ledeira do Varadouro do lado direito indo para
o mosteiro de S. Bento com bous commodos,
anda mesmo para acommodar duas, ou tres
familias; e a outra terrea para pouco familia ,
na ra de S. Francisco da mesma cidade; quem
as pretender, dirija-tea ra dos Gatos n. 1, ou
na ra dos Quarteis n. 6, da mesma cidade.
= Aluga-se para se passar a festa urna mo-
rada de casa em Olinda no pateo do Amparo,
com muitos commodos boa vista para o Mon-
te e para o Jardi m ; a tratar na mesma cida-
de na ra do Amparo de fronte do sobrado
do Braga.
Jos Francisco de Teves, testamenteirodo
fallecido Joaquim Jos Rufino, avisa aos snrs.
Francisco da Silva o Jos Peroira Arantes,
que venb3o receber o restante das suas iiuan-
tias que em rateio judicial Ibes tocar5o, da
divida que o fallecido Rufino divia aos ditos
snrs. visto o testamenteiro ja ter dado con-
tasjudicialmente ; na Hoa-vista n 2.
Antonio Jos Nu n-es Caimanes, tendo
feto publico que nada deve a esta praca ,
novamente declara a exce pcao de tres contas ,
(7008 rs- ) que tem recchidoda mao desua so-
gra Calharina Francisca do Espirito Santo( por
quanto a seu lempo ha de ser encontrada aquel-
la quantia se antes nSo for embolcada ) por-
tento me considero devedor a dita senhora, da
mencionada quantia.
= Aluga-se um escravo ptimo padeiro ,
por 12j rs. mensaes; na ra das Trincheiras
n. 46, primeiro andar.
Ninguem faca negocio com menos da mo -
tade da casa da ra do Jardim dosnr. l.uizda
Cunha do Reg Paes visto dever 19 annos de
foros ao abaixo assignado que por ello pagou
quando comprou a outra parte a devorsiada sua
mulher assim como umanno, e dous mezes
do aluguel da outra metade pois desde que
a comprou ainda nao recebeo aluguel algum ,
e ainda tem do abaixo assignado .'JOS rs. cm
dinheiro de emprestimo e por tudo isto est
a dita metado de casa sujeita e por isso se faz
o presente annuncio, para que em tempo algum
se nao obamem a ignorancia. Joaquim Fran-
cisco de Azcvedo.
= Traspassao-se as chaves da foja do Atter-
ro-da Roa-vista n. 74, propria para calcado ,
ou outro qnalquer estabelecimento e vnde-
se por piora commorlo : a tratar n3 iscsmc _
gar n. 72.
Aluga-se um sobrado de 2 andares no
Atterro-da-Roa-vista com cxcollente quin-
tal ; na Rua-direita n. 36, primeiro andar.
= Osnr. Jos Francisco dos Reis queira
fazer o avor de ir a ra do Crespo n. 23 para
negocio, que nao ignora antes que so retire
para a Parahiba.
O snr. Manuel Jacome Bezerra Cavalcan-
ti, estudante do seminario queira, dirigir-sea
ruada Cadeia do Recife n. 30 a negocio de
scu interesse.
Precisa-se de um caixeiro Portuguoz ,
lo 12 annos para urna venda ; na travessa das
Cruzes n. 8.
= Precisa-se de um forneiro quo entenda
bem do me>mo trabalho ; as Cinco-pontas
ij. 30.
Precisa-se de urna pessoa forra, ou cap-
tiva que saiba trabalbar com carroca e boi ;
na Solidade sobrado n. 22.
Precisa-sede um moco de 16 annos, para
ir para o matto servir de caixeiro de urna boa
casa advertindo que se no agradar, se pagao
todas as despezas que fizer ; na ra estreita do
Rozario venda n. 8.
Precisa-se de urna ama para cozinhar, e
engommar para pequea familia; na Rua-bcl-
lan.9.
Os snrs. Francisco Jos da Silva Jos
Mara Carvalho e Antonio Jos Nunes Gui-
maraes, queir3o dirigir-se a ra doQueimado ,
loja n 6 ou annunciem suas morodas para
negocio de seus into.csses
Roga-so ao snr. Manoel da Silva Loyo ,
que em 1842 se intitulava agente nesta provin-
cia da socedado directorado jornal Museu Pit-
toresco de Lisboa, o obsequio de annunciar a
sua morada para se poder procurar os ns. 13 a
16, queaindafaltao para a colleccSo dos 16
nmeros da assignatura.
= Oflerece-se um homem casado para cai-
xeiro de um engenho, no que tem bastante
pratica. e sujeila-se a ensinar primeiras let-
tras quando niSo houver que fazer no mesmo ,
adverte-se, que tem pouca familia e d fiador
a sua conducta ; quem precisar annuncie.
- Aluga-se pelo tempo de festa urna casa
terrea de pedra, c cal, sita no Monteiro, con-
fronte ao oitao de S. Pantale3o com sufici-
entcs commodos e por preco mdico ; na ra
doQueimado n. 11.
Perdeo-se desde o Carmo at a Rua-di-
reita um alfinete de peito de senhora, com os
seguintes signaes; tem um jarro, por cima do
jarro um roda de ouro por cima da roda um
diamanto e a roda do diamanto um esmalte ,
e um ramo de ouro ; quem o tiver achado ,
ou a quem for oflerecido leve a ra estreita
do Rozario n. 26 que se Ihe dar o acbado.
*= Aluga-se a casa n. 13 entre as duas pon tes
da Passagem com banho no fundo do sitio;
a tratarna mesma.
To tke British litsidenlt.
Joseph Maya has opened at bis residen-
ce in tho ra da Praya a school for ebildren ,
where tho english french and portuguese
languages Aritbmetic and Geography wll
be taught: The lessons will be given evtry
day ( the usual days oxcepted ) from 2 Ocock
to 5 in the afternoon. Parents willng to lend
their children to it, are requested to address
themselves to the advertiser, or to Mess."
Veitch Bravo & C., Madro de Dos street n.
1 where further particulars may be learn-
ed.
Any Gentlemen wishing to take lessons in
portuguese; the advertiser has no difficully ,
to cali at ther own residencesat any hour be-
twoen 7 and 12 O'clock in the morning.
Pernambuco l.s December 1843.
=Jos da Maya subdito britnico se pro-
poo a abrir no primeiro de Janeiro Droximo
vndouro em sua casa na ra da Praa urna au-
la aonde se ensinar a fallar o escrever a
ingua ingleza; e como esta aula se destina
geralmente para as pessoas em pregadas no com-
mercio com ofim de nao tomar a tempo as
quo a quizerem frequentar; serio as Ic5es da-
das de noute das 6 at as 8 horas, um da sim,
e outro nao. As pessoas que se quizerem disto
utilisar sirvao-se ir inscrever seus nomes a
casa do annunciante ou na botica dos snrs.
Weitch Bravo & C. n. 1 na ra da Madre-
de-Deos ; aonde poderao obter as informaces,
quedesejarem.
O mesmo annunciante d tambem licoes
d'inglz, demanhaa em casas particulares.
= No hotel da ruado Collegio n. 9 fa/em-
se sorvetes de todas as quadades, por commo-
po preco, sendo cncommendados duas horas
antes daquellas para que se quizer.
Jos de Carvalho do Araujo Cavalcanti
embarca para as Alagoas, couduzindo em sua
companhia o seu escravo de nome Sansao.
= Aluga-se urna casa terrea com duas sa-
BUfl| cu;
= Vendem-so chales de seda bordados,
grandese pequeos, mantas ditas, chapeos de
seda para senhora e meninas, ricos cortes de
seda para vestido luvas de seda e de pelli-
ca para homem e senhora chapeos de sol
para ditos, e ditos pretos da ultima moda, tu-
do por preco commodo ; na Rua-nova n. 17 ,
loja de F. Rigord & Companhia.
=Vende-se um rologio de patente, inglez,
trabalha sobre dous diamantes, moderno e
por preco commodo ; na ra da ConceicSo da
Roa-vista n. 17.
= Vende-se superior oleo de castor, o qual
tem a propriedade de fazer crescer os cabellos
em pouco tempo elexir para os dentes suas
virtudes de conservar e tirar as pedras, sem
olfender o esmalte dos mesmos, e torna-se oais
recommendavel pela alvura, e bom aroma, que
doxa na boca, flores finas para chapeos, e guar-
nicOes de vestidos, agua de colonia em garra-
fas, passa tempo muzical, contradanzas, e hym-
nos para pianno e diversas fazendas, e miude-
zas; na loja de JoQo de Albuquerque e Mello ,
na ra do Rozario n. 18 A volteado para a
do Qucimado.
Vendem-so 10 ou 12 ovelbas com crias e
sem ellas de raca estrangeira grandes e 1
carnero da mesma raca ; na Estrada-nova ,
casa de rancho do Portuguez Vicente Luz de
Souza.
-r Vende-se urna preta de nacao Angola ,
de 18annos, cose, engomma, cozinha e la-
va ; e um preto de nacao do 30 annos, bom
capinheiro : na ra das Cruzes n. 41, segun-
do andar.
N Vendem-so meias de linho do Porto,
ditas de algodSo de todas as quadades, ditas
para meninos e meninas ; na ra doQueima-
do, lojan. 25do Guilherme Sette.
Vcndem-sesaccascom foijOo mulatinho ,
a i rs. a sacca ; no armazem do Fernando*
Jos Braguez ao p do arco da Conceicao.
Vende-se urna flauta de bano, por 78
rs. um diccionario francez e portuguez por
- Vende-se urna escrava de 25 annos
cozinha lava e engomma ; na ra da Cru
venda n. 51, ou na ra da Moeda n. 9 ['
gundo andar. e"
= Vende-se urna loja de mudezas no Atter
ro-da-Boa-vista bem afregueaada, e com
bom sortimento; a tratar na mesma loja n. K
A escrava com urna cria de 9 mezes, qu
lava, cozinha, e engomma, annuncada no
Diario de 7 do corrente ainda est por ven-
der-se; na ra da Cruz n. 19.
= Vende-se urna escrava moca de naeSo
Nagou ptima lavadeira e coz'nhcira com
um Ij 1 lio de um anno ; na ra de Apollo n 20
= Vende-se vnho da Madeira Malvasia
em volumes pequeos ; na ra da Cruz n. 23'
Vendo-se um moleque de nacSo de 16
annos ptimo para qualqner oflicio ; urna es-
crava do nacao boa lavadeira e quitandei-
ra ; na Rua-direita n. 3.
= Joaquina Mara da Conceicao vende urna
carroca propria para carregar pipas e outros
objectos, no lugar do engenho da Torre, casa
aonde morou o fallecido Francisco Campello ,
na campia de S Antonio.
= Vendem-se sacas com 3 arrobas de farel-
los ebegadas agora de Hamburgo ; na ra da
Cruz n 47, casa de H. Mehrtens.
= Vendem-se duas negrinhnscrioulas, urna
de 12 annos, e a outra de 4 ; na Ra velha,
da parlo do sul sobrado do varanda d
pao e pintado do verde por cima de urna ven-
da de manhaa al as 9 horas o de larde das
3 em diante.
= Vendem-se ricos chapeos de seda para se-
nhora chegados pelo ultimo navio de Franca ,
ditosde palha, ditos do Chile, os mais finos que
ha no mercado chatas de seda de diferentes
precos, mantas ditas corles de Cassa de bom
gosto, chapeos pretos para homem sapalos
de setim para senhora borzeguins para ho-
mem, senhora, e meninos, e um completo sor-
timento de calcado de todas as quadades, lu-
vas do seda pretas compridas e curtas, e sem de-
dUUOrs. compendio da historia romana em dos bordadas de cores, crep cor de palha ,
trance*, por 640 rs. a obra de Roberto Burn, b"nco e cor de roza para chapeos, litas de
Pin um irmnilii mlumn 4n__ ... ..i:__ I____J i
em um grande volume por 1000 rs. ;
estreita do Rozario loja do cera n. 3.
-Vendem-se saccas scom milho a 3200 rs. ,
queijos do sertSo por preco commodo; lia'
[iraca da Boa-vista n. 14.
== Vende-se um negro de Angola, acostu-
Si^StSK ? = -KM..".' CE
cimba ; na Rua-bella n. 40.
= Osnr. doutor FcppeCoueirodaOin-
da Compeli queira mandar receber na ra es-
treita do Rozario n. 27 urna carta e urna
caixinha de flandres, que vierao remettidos da
corte pelo ultimo vapor.
LOTERA do theatro.
Por Jeterminacao do exm. snr.
presidente da provincia foi defiri-
do o da 11 do corrente dezembro
para o andamento das rodas desta
oteria que ter.sen infalivel an-
damento no da cima e os bilhe-
tes acho-se a venda no Recife Jo-
las de cambio dos snrs. Vieira e
Manoel Gomes da Cunha ; em
Santo Antonio loja da snra. viuva
do Burgos e boticas dos snrs.
Joao Moreira Marques e Fran-
cisco Antonio das t bagas.
Compras
Compra-se effectivamente para fra da
provincia mulatinbas crioulas e mais escra-
vos, do 13 a 20 annos, c urna preta moca que
tenha um filho crioulo do 1 at 2 annos ; pa-
gao-se bem, sendo bonitos; na ra largado
Rozario n. 30, primeiro andar.
Vendas.
Vende-se a parte de um sitio na Varzea ,
em chaos proprios, com 218 palmos de frente,
o mais de 700 ditosde fundo, at a margem
dorio, com bastantes arvoredos de fruto; na
ra do Rozario da Boa-vista n. 30.
Vende-se urna porcSo de frascos pietos ,
grandes e pequeos, 500 utavas de prata fina,
lelhas, tijolos do alvenaria ladrilho, e de
fornalha cal superior de caiar e preta r-
pas e caibros de 30, tudo de melhor qualida-
de ; em Olinda, no Varadouro, venda n. 18.
Vende-se um rico relogio do saboneta
de ouro, muito bom regulador, um par de
esporas de prata de correntes; na Rua-nova,
armazem n. 67.
Vende-se milho da Ierra a 2560 rs. o
alqueire da medida velha ; na ra do Collegio,
vonda defronle da loja de livros da esquina.
n. 3.
Vende-se rap de Lisboa em libras .
oitavas, e muito bom cha hisson ; na ra do
Collegio loja n. 4 do Menezes Jnior.
Vende-se urna pequea porcao de cera
de carnauba ; na ra da Madre de Dos, loja
de Jos Antonio da Cunha.
= Vendem-se 200 palmos de trra com
600 ditos de fundo no sitio do major Mayer
no Corrcdor-do-bispo todo murado muito
boa trra de plantacoes diferentes arvores de
fruto boa agua de beber, por preco muito
commodo tambem se vende a retalho ; a fal-
lar com o major Mayer.
Vende-se urna venda no largo da ribeira
n. 3 com poucos fundos, e commodos para
familia ; a tratar na mesma.
Vendem-se superiores caivetes finos com
mola que em se mettendo a penna saem per-
fetamente aparada ; na ra do Cabug loja
de miudezas junto da do Bandeira.
Vende-se cal virgem de Lisboa propria
paro o fabrico de assucar ; potassa da Russia ,
nova e de primeira sorte; no armazem de
Manoel Ignacio de Oveira na ra de Apollo.
Vende-se um terreno na ra Augusta ,
com fundos at a ra do Alecrim com casa
formada al ao respaldo, com 41 palmos devao;
a tratar com Jo5o Manoel Rodrigues Vallenca ,
na ra do Rozario.
= Vende-se rap rol3o hamburguez, bff-
couto fino para cha em lata papel de peso ,
candieiros para moio de sala, cartas para jogar,
calungas charutos de Manlha e Varios ob-
jectos para loja de miudezas, chegados agora
de Hamburgo ; na ra do Trapiche-novo n
16, segundo andar.
Vendem-se 25 travs sendo 22 de po-
ferro e3deembiriba
setim lavrado chapeos de sol para homem, e
senhora, e outras muilas fazendas de gosto;
na Rua-nova loja n. 8 de Amaral z Pinheiro.
= Vendem-se terrenos, parte atterrados e
parto por atterrar, noalinhamento da ra da
Concordia, dividindo com as travessas do Mon-
teiro o CalJerciro os quaes ja se ochao par-
t cnrdflflrfo? okpii proprictario iamiiem so
comprometle a mandar faier as propiedades a
contento dos compradores, nio se afastando es-
tes da planta e cordeacao da cmara ; a tra-
tar com Manoel Antonio de Josus na ra lar-
ga do Rozario junto ao quarlel n. 18.
= Vende-se muito boa liolaxa de primeira,
e segunda uualidade a 9, 10, 11, e 12 pala-
cas por arroba farinha ptima para bolaxa por
13, o 148 rs. : assim como o bem condeci-
do tijolo do alvenaria tanto pela sua qualida-
de comoem tamanho tendo de mais a van-
tagem de se mandar descarregar naquellas obras,
que tiverem poucos serventes; na ra dos Quar-
teis, padaria n. 18 deManool Antonio de Jess
& Filho,
Escravos fgidos.
Fugio no dia 9 do corrente um preto de
28 annos, de naciio Cacange alto barbado
por baixo do queixo ainda n3o falla bem;
levou camisa, o ceroulas de algodSo da trra ,
e chapeo de castor, velho julga-se que elle
foi para a freguezia da Escada ; quem o pegar,
leve a ra da Praia armazem do Guimarcs,
que ser gratificado.
, No dia 8 do corrente fugio o preto Fran-
cisco estatura regular grosso rosto bechi-
grso falla alguma cousa descansada ; levon
amisa nova do chilla azul, colleto de fusto
de listras roxas e brancas e calcas brancas d
lislras; quem o pegar leve a ra da Senzalla-
velha n. 70 segundo andar ou ra da Cruz,
em casa de Joao Evangelista da Costa o Silva ,
cosladode vinhatico e 3 ditas de assualho ,
tudo so acha na serrara de FranciscoJos Rapo-
so na ra da Praia ; e trata-se com Joao Ma-
noel Rodrigues Vallenca na roa larga do Ro-
zario.
== Vende-se por preco commodo e que
muito deve convir a quem pretenda ter missa
pela festa em casa, urna cazula com estola,
manipulo alva cordSo bolea corporaes ,
sanguinhos veos de calis pedra d'ara ga-
Iheias, missal com estante e urna caixa para
santos olhos tudo em muito bom uso; na ra
da Cruz venda n. 51 ou na ra da Moeda
n. 9, segundo andar.
= Vendem-se duas preta* para todo o ser-
vico de urna casa ; na ra do Livramcnto, lo-
ja de coutos n, 23.
_ o
que ser gratificado.
I Na noule do dia 7 para 8 do corrente fu-
dT. II .lSLde 8'?V.Ro,.f cor lula, rosto comprido,
e bechigoso com urna marca que parece, ter
sido de fogo com una cicatriz junto o pesco-
co do lado esquordo com falta de um denle
nfrente, de nac3o de 40 annos, foi vista
com vestii'o de flores encarnadas, e assento
branco e panno da Costa ja usado ; quem a
pegar, leve ao pateo do Carino n. 7, que ser
recompensado.
No dia 7 do corrente fugio o preto Joa-
quim do ac3o Milhange secco altura re-
gular de 20 annos, sem barba ; levou ca-
misa do algodaozinho e ceroulas de algodao
da trra ; quem o pegar, leve na Trempe 0-
bradon. 72, quesera gratificado,
Rreire: NA Tvp. db M F. k Fiu=r J84


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