Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04528


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Ansio de 1843.
Terca Feira 5
lado agora depende de Boa meamos; di nussi prudencia, moderijo, r a|fi 1. Con-
lioitaiMtl mHBW*l,,l "oa auoiiuHos com ttlmiraiao entre ae Naeoee raaii
L*i. ( ProcIamacao di Aesembleia Utral do Baasu.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERR ESTRS,
(ioiaor.i, e Parabyba, segundas e seilai feiraa. Rio Grande doN orle, quintil feirae.
UoniK- e Gartnhum, a l e 24.
Cabo Serinnaem, Rio Formoio. forlo Cairo, Mareio, a Alagoai no 4 H, e 21.
Koa-Ti'ia e Florea l3 e 24. Sanio Aalao quintal (tiras Olinda todoa oa din
DAS DA jEMaIyA".
i Seg. f. Barbara V M. Aud. do J de D. da 2. .
5 Tero. Geraldo Are. Re. And.do J. de D. da 3. t.
6 guar. Nicolao B. Aud. do J. del) da 3. r.
7 Uuint. Ambrosio t. Aud. do J de U. da -i. v.
g Jei 4- ". Conceicao de Nusia S.a_
y M,l>. a. Leocadia V. M, Re. Aud. do J. de D. da 4- t.
i (I I).- Melquades t. M.
m
de Dazemiro Anno XX. N. 863
Cmbios1N11 dia 4
Cambio obre Londre 26.
a Paria 37) reii par franco.
de Deiembro. """P"
OMo-Mo.d. de 6,400 V. 16.M0
I N. 16,601)
Lisbia H por 10U deprimi.
rende.
47 0U0
16,800
tf.UHl
1,920
1,920
1,920
. de 4,000 ,2U0
Paili-PataeSee iU0
Moeda de cobre 2 por cei.lo. a Pazos Colusanarae 1,900
Ideat deletrai da boai firmas 1 a 1 Ij g. ditoa Mexicano 1,900
PHASES DA LA NO MEZ DE DEZEMBRO.
U.Cheia 4 6, ii. 9 ora e 11 da urde I La or. 21, ai 2 hor.i e 49 m da m.
Qoart. "ig. 14, M km II ". da ai. | jaart.o.eso. 18, o 43 inlnutoi Ib Urde
'reamar de hoje.
i, a 3 horas e 42 aa. de tnbaa. | l." e 4 hartae 6 m da tarde.
PARTE OFFICIAL.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 27 DO PASSADO.
Odicio Ao inspector da thesouraria da a-
senda, ordenando, que mando passar guia, u-
bonar um mez de sold adiantado, e as com-
petentes cometinos de embarque ao capitn
Pedro Ivo Velloso da Silveira, o ao primei-
ro-tencnle Pedro AITonso Ferreira, que om cum-
primento de ordem imperial lm de seguir para
a corte no vapor Paquete-do-Sul; o prevenindo-
o, de que na guia do primeiro-tenente deve de-
clarar, que elle deixa o scu procurador, Miguel
AITonso Ferreira, aulorisado para recebor a
preslac" mensal de IOS rs-> a contar do 1. de
dezembro prximo futuro.Communicou-se ao
commandante das armas.
Dito Do secretario da provincia cmara
municipal de Cimbres, aecusando recepeo do
respectivo balanco da receitae despesa do anuo
Ando, e do ornamento para o anno futuro.
Dr. Urbano sabio s 6 e meia horas da tarde
cm companliia do um Amigo : s 7 e meia a
mesma escrava indo ribeira comprar peixe ,
ao descer da escada encontrou o mesmo homem
e nos mesmos trajes collocado alraz de urna
portado corredor, que deita para o quintal,
e que fica junto escada passou e na volta
anda o achou no mesmo logar: perguntou-lhe
quern ora, e sdepois do repetr-lhe a pergun-
ta por tres vezes ( I ) fo que elle respondeo-
Ihesou eu ; o quequer? estou esperan-
do pelosnr. Dr. TJrbauo ; e desconfiando a
escrava deo parte a senhora a qual mandou
dizer que o snr. Dr. tii.ba ido para fura e nao
voltava ii aquella ooite o ento vendo elle
queso tinha tornado suspoito retirou-sc. Na
quinta-foira nao appareceo de dia; tarde
sahiosnr, Dr. e estando em nossa casa a
noito pelas 9 horas veio de sua casa urna
pessoa avi>al-o de que tinha sido avistado o
mesmo vulto.
Eis o fuclo tal qual se tem passado e cujas
circunstancias podemos asseverar seren verda-
deras !! !
A historia excita riso e compaixo por um la-
Rendimento da meza da recebedoria de rendas do; mas revolta e excita a indignaco poroutro.
internas geraes no mez de novembro prximo Na verdade a ingenuidade e singelesa, com que
passado. I redactor do D-novo acompanha a narraca da
Novos e velhos direitos......... 392,9201 ne8ra do Sf- Urbano, o capote que escondo as
5 490 mans' PaPe' queapparece, .'talve. nos denles!;
om mullicado.
Direitos de chancellara
Dizima de dita................. 331,921
Imposto delettras.............. 111,320
Cartas do hachareis............ 20,000
Emolumentos de certidoes........ 2,880
Foros de terrenos demarinha..... 13.700
Siza dos hens de raz............ 3:054,766
Tuxa addcional do sello......... 284.680
Dita anterior................. 881,550
Impostes do lojasahertas......... 3:671,440
Ditos de barcos do interior....... 4,800
Ditos de seges, e carrinhos....... 12,800
Taxa do 1* rs. por escravo....... 1.233,000
Meia siza de ditos.............. 15,000
10:036,267
A saber :
Pertencente aorendmento doexer-
cicio lindo................. 280,000
Dito do dito do crrente anno.... 9:756,267
10:036,267
No impedimento do escrivSo, o 1. escriptu-
rario Manoel Antonio Simes do Amaral.
DIARIO M KNtUNJCO.
NSo devendo deixar desapercebida a historia
da negra do Sr. Urbano, contada no D-novo de
2 do correte, historia, de que a opposico fez
um tropheo ao eu idolo nesse mesmo dia, em
que a materia dos Brasileiros procura tecl-os
ao augusto ebefe da nacao, nos entendemos que
antes de reduzirmos a escripto as breves rcfle-
xes.que nos teem occorrido.no podemos lazer
cousamelhor do que transcreveraqui a narra-
cao do caso contado pelo mesmo D-novo, e sem
Ihe mudarmos urna s virgula. Eil-a aqui:
ATTENCA.
Temos de noticiar ao publico um aconteci-
mento que deve suscitar a inais seria atten-
cao, e despertar a indignaco gcral contra
quern o premedita. Quarta-feira 29 do mez
lindo eslava o snr. Dr. Urbano dormindo em
sua casa na salla da frente com a porta fei-
xada para se lurtar s partes por estar incom-
modado quando pelas 6 horas da tarde, de-
ferido urna escrava do sotao ; encontrou *n*
corredor procurando a mesma salla que
costuma estar aberta um cabra de meia ida-
de embucade em um capote dentro do o/ul
tinha as maos recolbidas e com um papel em
forma de requermento : perguntou-lhc o quo
queria rcspondeo-lhe-fallar ao snr. Dr. Ur-
bauo-ao que Ihe replicou que cstava dormin-
il.> iaII roirC-co a escrava tevesuspeitai
da vizila e o communcou a snra. O snr.
o somno do Sr. Urbano, (aqui j nao a negra
que falla, podia haver menos simplicidade) a
porta Techada, a sua salda etc. etc. etc. presta-
se a um ridiculo, que s pode dar lugar a com-
paixio por vr-se q' tem chegado a miseria hu-
mana, a urn deputado, que quer passar por
ornamento da tribuna.se prestar de to bom gra-
do e convir em que o seu nomevenha assim
dar motivo solemnes cassuadas.
Revolta poim, e excita indignaco, quando
se considera, que um partido, por Tactos referi-
dos por urna escrava, se nao inventados por el-
le mesmo, ousa calumniar, e insultar o gover-
no e a rnaioria da provincia ostentando urna
arrogancia, que se evaporara mais iigoira, quo
o fumo, se o lado da ordem nao tivesse por tim-
bre solTrer aoles ludo, do que desviar-se um su
pice da observancia das leis.
Como possivel que os que vivemos em
Pernambuco creamos s porque nol-o-diz
a opposico que ella tem com efleito receto
de que da parte do governo e dos governistas
se atiento contra a seguran?a individual de q na I -
quer de seus corifeos? verdade quo o ho-
mem er naturalmente todos capazes da mesma
maldade que elle ; mas a experiencia acaba
com essa desconfianza, e a resignaco e pacien-
cia, com que teem sido constantemente suppor-
tados os improperios, com que a opposico nos
tem mimoseado, ha mais de um anno, devia sor
mais que sufliciente paratranquilisal-os Deviae
o oi: porquo a proporcSo que ella foi vendo a
paciencia,com que eriio toilerados os seus insul
tos acobertados de toda a responsabilidade lo-
gal augmentou em audacia ecynismo.
Suppor o snr. Urbano quo os governistas
o considorao como o homem necessario da op-
posico e que por isso preciso dar cabo d'el-
lo ainda quando clles qui/.essem acabar com
ella violentamente ? Creo D. n. que os go-
vernistas Ihe do tanto crdito que sao d'uma
f to robusta que dem como provadas, cer-
tas e infallivois, quantas bespanholadas elle ha
por bem despachar todos os dias aos papnlvos
que o teom por orculo? Nem aquelle o sup-
p5e nem este o er ; mas istoque importa ?
Conte-se a historia da negra, falle-so em baca-
martes, em^inhaes, nsulto-se, ameace-se; nao
esta a historia quotidiana da opposico de Per-
nambuco? Os governistas desprezo o partido
que nao pode passar de palavras ; e que com
ellas so procura incitar algum desaguisado, que
Ibes d6 proslitos e pretextos para desorde.ts.
Esto sem isto : se as fizerem mas s pelo
ostinho de as fazer sero comprimidos:
(Juonto nos Casta. Tal vez seja tatica para erfci-
Bo de quern j nao sabe a que tahoa desa!\a-
?5o se agarre mas ser assim mais feliz 1 Isso
ja mui sdico !
O D-noroe sabbado, 2 do correle, ani-
versario natalicio do S. M. I. C., desempenhan-
do os principios proclamados em Piratinim,
nao consagrou urna s linha ao grande dia bra-
sileiro, esse dia, cuja aurora,ha 18 annos.sem-
pro appareco marcando urna nova poca de
prosperidade e gloria para o Brasil; se como
dissemos o D-noro nao consagrou urna s linha
a esso dia todo brasi'eiro, cumprindo a sua mis-
sao encho por premeditado contraste (como pa-
rece) as suas paginas de insultantes artigos, n-
treos quaes sobresaom a historia mal contada
de urna escrava do Sr. Dr. Urbano Sabino, e o
communicado sobre a prisao dos Srs. capitao
Pedro Ivo Velloso da Silveira, o tenenle Pedro
AlVonso Ferreira.
Deixando o mais do D-novo essa historia da
escrava. ou tatica j mui sedica, que no deo,
e nao pode jamis dar importancia a alguem;
vamos apenas dizer ataumns palavras sobre o
communicado, que trata da prisao dos Srs.
Silveira, o Ferreira. Porm nao seguirei as pe-
gadas do communicanto, que insultando gros-
seiramente o Sr. commandante das armas, o o
Sr. major Joo Pedro de Araujo e Aguiar, per-
fuadio-se, como os arrieiros, que a justica de
urna causa, tanto melhor sustentada, quanto
mais improperios so assaci contra os adversari-
os que se pretende combater.tratarei nicamente
a questaodedireito, sentindo muito, que a nos-
sa opinio venha a prejudicar aquellos senho-
res cujos incommodos, confesso de bom grado,
removera, se me lora fossivel: mas agora nao
si (lisini.'tM n miniis symoatliias. e nem as
attencoes, que me merecem esses dous honra-
dos oficiaes, mas sim um imporlanlissimo pon-
to de direito militar, que cumpre firmar, e cuja
discusso por interessantissima faz callar todas
as consideraros particulares.
Diz o communicantedo D. n., que pelo an-
nuncio que os snrs. capitao Silveira, e tenonte
Ferreira publicro pela mesma follia ( no qual
annuncio nao se pode negar que estes dous srs.
otlciaes encelar o urna disputa com o snr. ma-
jor seu commandante. e at que pelo modo ir-
nico, de que usro, lhj fallrao o devido res-
pailo) nao podia o snr. commandante das ar-
mas mandal-os prender, porque, s gundo o ar-
tigo 16 dos do guerra s poderio ser punidos,
se os snrs. Silveira, e Ferreira fallasscm dos
seus superiores nos corpos de guardas, e as
companhias. Eniranou-so o communicanto com-
pletamente, os snrs. capito Silveira, e tenonte
Ferreira, verdade, que nao infringir Ha
artigo 16 mas inlringiro o 7. que,-segundo
o disposto no 1. do cap. 24 do rogulamenlo
de infantaria sob o titulo Advertencia o-
briga aos militares doqualquer grao que seja a
torem toda a devida obediencia o respeito aos of-
ficiaes seus superiores do primeiro at o ultimo
em geral, e inlringiro sobre tudo o artigo 8.
quo concebido da maneira seguinto Todas
as differencus e dispulas (a) sdo prohibidas ,
sob pena de rigorosa prisao.
Tendo pois os snrs. capitao Silveira, e tenen-
le Ferreira encelado urna disputa por escripto
com o seu commandante o snr. major Joo Pe-
dro, disputa, que ser continuada por este
ultimo snr., o faria igualmente incorrer na dis-
posico do mencionado artigo 8., est eviden-
temente demonstrado que o snr. commandan-
te das armas, mui longe de exorbitar, pelo
contrario cumprio exactamente o seu dover,
mandando prender os snrs. oficiaes queoin-
fringiro.
Estara relaxada completamente a disciplina,
se os militares podessem disputar pelos jornaes
com os seus superiores, como os paisanos o
podem fazer entre si, Meando uns e outros so-
mente sujeitos ao foro commum. O que nao
succederia Moje disputo os oficiaes com os
seus commandantes e amanha veramos os
soldados (que de viva voz, nao podem fallar
ao seu oTicial, nem at em um tom mais forte ,
poste quo nao profiro palavras desrespeitosas )
insultando pelos jornaes os seus oficiaes cer-
tos de quo com um dizem voz publica ,
e outras escapatorias j to sabidas nao terio
no foro commum nem um Padre Nosso de pe-
nitencia.
(a) Disputa s. f. verb., contenda, controversia,
alteracdo de vira voz vu \y por escripto /~
rSac. iVc. Diccionario de Constancio pag. ii3,
col. 1."
Os militares sao cidados, que perderlo, cm
favor da soriedade muito maior porcao de li-
berdade do que os outros associados e por
isso que a mesma sociodade os indemnisa, con-
ferindo-lhes militas honras privilegios e
isences, que o commum dos domis cida-
dos nao gozo; e d'outra sorte como, sem in-
justica se pode harmonisar os privilegios o
honras, de que gozo os militares, com a pri-
vaco d'essas honrase privilegios que as outras
classes da sociedadn soflrem anda aquellas
que se compoem de servidores do estado ?
Sem disciplina o excrcito om vez de ser o
mais firme apoio da sociedade tornar-se-bia
o seu maior flagello ; logo como nao pode haver
disciplina, sem que os subalternos tributem
completo respoito aos seus superiores, porque
deve-se considerar a natureza humana como el-
la defacto, o nao como seria folicidade que
fosse ; segue-so quo a sociedade se suicidara,
se em suas leis consagrasse o principio destrui-
dor da disciplina do excrcito, como quer o com-
municante do D. ., principio subversivo, que
tornara o exercito em um llugollo da socie-
dade.
Mui curial, mui legitimo, e mui legal foi
por tanto ti procedimenlo do snr. commandan-
te das armas quando mandou prenderos snrs,
capitao Podro Ivo Velloso da Silveira e lente
Pedro Alfonso Ferreira ocursos nos artigos 7
e 8 dos de guerra.
jaauaaeaBMBMMapM^aaMeaaeMMeBMBawM^eea
Variedade.
O CARAPUCEIRO.
O LXO DO NOSSO PERNAMBITCO.
Se eu considerasse o luxo debaixo das vistas da
sciencia econmica dira que elle um
inanancial de riquezas para os povos indus-
triosos e conseguinlemente que o luxo bem
longe de ser da limoso mui ulil esses povos ,
o quo mesmo nao empobrece antes signal
de maior riqueza em o paiz que o cultiva ;
porque a fortuna que este dissipa em objectos
de luxo nao faz mais do que passur das mos
de uns para as mos de outros, &c. &c. Mas
eu encaro o luxo pela parte moral o ento
elle se me antolha eminentemente prejudicial ,
e horrivel.
Proporcionalmento s nossas circunstancias
creio que nao ha no mundo cidade ondoo
uxo tenha chegado a to alto ponto como
em o nosso Pernambuco. Ninguem olha para as
suas posses ninguem atienta para o futuro,
ninguem s'importa com a sorte da sua familia;
o que todos querem pompear e ostentar de
ricos, e faustosos. Qual a mulher entro
nos, a nao ser ulguma lambisgoia muito mise-
ravel, quo queira apresentar-se fra de casa
comseu vestidinho do chita? Ha do ser prtr forca
de boa cassa de camhraia ou de seda: eos
paos, os maridos, tVc. &c. que so laco no
dinhoiro para taes objectos, embora se indi-
videm c arrtiinem de todo.
para admirar o ver em qualquer festejo,
ou espectculo publico que numero espanto-
so de mulhcres comparece e todas cobertas
das maiscustosas loucuinhas e das joias e
ouros de maior valor. O estrangeiro ignorante
tas nossas cousas e que assirn as visse ajui-
zaria que todas pertencio grandes proprie-
tarios, grossos capitalistas negociantes da
primeira ordem ; mas nao assim; sao pela
maior parto mulhcres, lilhas irmaes, &c.
tve. de tristes empreados pblicos, de pobres
artistas de sujeitos em lim que sabe Dos
com que linnas se coicm. I." nao sSo s as
mulheres que se tratao com esse luxo ; sao
tambem os homens que muitas vezes parece ,
as querem exceder na vaidade. Vemos por ahi
muitas vezes jovens to pintiparados, to pinta-
lgreles e faustosos, que se alias os nao co-
nhecessemos telos-iamos por outros tantos fi-
Ihos nicos de grandes lords que ando va-
diando e gastando cabedaes por esse mundo.
Quern aquelle joven to asseado e garrido ?
Emcada dedo Ihe reluz um brilhante de sobi-
do preco lem duzias de cazacas c sobre-ca-
/acas das mais linas, grozas de calsas de gazi-
| mira e uo coieies uc st-iini utv, CCC. OUO


I
Ni I
posscs sao as suas ? Alem disto sustenta oflec
tivamente bons cavallos emque passeia :
socio de todas as sociedades acabadas em inas ,
joga cavalheiramente poca obrigada de to-
dos os bailes e theatro*, mantem la grande
duas, e maissunamiles em fim urna nota-
bilidade da trra. Ter paes muilo ricos ? NSo
Herdana d'algum prente, ou amigo? Meno
De que vive que occupaco, que rditos tem?
Na' se Ihe connoco seno um minguado of-
fi que muito estirado pode dar-lbe nua-
trocentos mil reis annues Oh cedulasinhas
clsticas, e milagrosas, que para tudo che-
gaes!
Km verdade pde-se sustentar como these ,
que no luxo esta a rasao suliciente de urna
grande parte da nossa tao geral immoralidade.
Porque que muitas vezes o magistrado ven-
de a |ust.ca senao porque quer sustentar-
se com fausto e os seus vencimentos lcitos Ihe
nao dao ensanchas para tanto ? Porque que
0 escrivao faz das suas senao porque o ollcio
nao Ihe chega devidamente para ter carro, e
trazer a mulhcr e as filhas tao laustosas, co-
mo as d mais sucoso commerciante ? Porque
que ha tanta intiiga tanta picarda tan-
ta pouca-vergonha as eleicoes se nao por-
que o lugar de dcputado alem da represen-
tado urna porta franca para por ella en-
trar algum emprego com que se possa
pnssar nao so commoda, senao regaladamente?
1 orque que o negociante laz as vezes tantas
velnacadas, sono para ter com que se trate,
como um Lucullo ? Porque que o taver-
ne.ro baptiza o vinho arrenega o vinagre ,
alm da branquinha dos pezos, e medidas;
porque que o boticario vendu alhos por bu-
galuos e laz o seu temivel qui pro quo se-
nao poro(ue todos querem nao ja vivcr parca-
mente sono com grande/a e luxo ?
Ai da moca, que desd os primeiros alvores de
uas gracas afleica-sc aos objectos de luxo! To
dossabem, que a paixao dominante no bello
sexo o querer agradar, e por isso a vaidade
predomina na mor parte das mulhcres. A que
se habita ao fausto, bem pode ser. que guar-
de e zele a sua honestidade em quanto ha
quem licitamente Ihe v lazendo as vontades :
mas se Ihe falta este meio nao ser. mais que
provavel, que o habito triunfe dos riosdicta-
mes da raso, e que se sacrifique a propria hon-
ra sobre as polutas aras do luxo ? Urna joven
no vico da idadc apaxonadamente avezada a
trajar com Usto resistir por muito lempo ao
ucrti.-.o qu0 ranqueia a bolsa e pro-
cura cncolozinal-a com osobjectos de sua mais
poderosa seducao? Ah quantns mulhcres vi-
ve^, por ah entregues mais lastimosa prosti-
luico.e que nao de\raoa perda da sua hones-
tidade senao fatacs dadivas de galas cob-
jectos de luxo !
Tudo provm da m educacao. Todos que-
rem ser tidos em grande conta todos desoja-
mos igualar s pessoas prncipaes, o nada mais
ordinario, do que ouvir por ah a qualquer mu-
Iherzinha denonada di>r = Com vestido de
Caita ou de panninho nao ei de ir igreja; e
mais fcil me sera deix.ir de ouvir missa de
confessar-me &c, do que apresentar-me in-
ferior as outras. =: Nao pensariao assim se
desdos tcnros annos Ihes houvessem ensinado ,
que cada um deve trajar segundo as suas posscs;
que o que ica mal urna mulher vestir galas
o sedas, quandosesabe, que nao tem com que
as compre &c &c; que urna joven com seu
simples vestidinho de pobre muito mais bem
acceita muito mais digna de altcncao e res-
peito do quo as que se apresentao custosa-
menle adornadas sem meios para licitamente o
fazerem.
Em consequcncia de taes prejuizossao innu-
meraveis as geraces de proletarios de vaga-
bundos e miseraveis cuja sorte infeliz nao
proveio senao do luxo, e desperdicios de seus
maiores : e bem so v que de ordinario a fa-
milia que cahio nos abysmos da indigencia ,
perpeta a sua miseria pelas geraces subse-
quenles. Faltando os meios de subsistencia ,
nao pdem os filbos rcceber urna educacSo ho-
nesta ; meninos, e meninas sao criados a redea
solta, nelles se nao incarnao os bons sentimen-
tos nem os principios de honra ; c d'aqui tan-
tas infelizcs entregues aos horrores da liberti-
nagcm e tantos homens perdidos, quede-
pois de correrem toda a escalla dos vicios a-
cabo prestando-se toda a laia de cn'mcs.
Quantas vezes urnas vodas, um baptizado, e o
que mais um enterro tem arrastrado a rui-
na de urna familia inteira Sob a miseravcl ra-
sao de nao ficar mal no publico nem ser tido
em pouco, para qualquer desses actos vendem-
se escravos empenhao-se o otiro c asjoias
da mulher e da* filhas, conlraben.-se dividas
com juros taes, que absorvem todos os bens. e
cabe se finalmente na ultima indigencia. En-
tao ipparece o tardo, e estril arrependimento,
entaoa mulher vaidosa que nao calsava.se-
nao sapatos de seda que noseapresentava ,
sti luiii ,cal.Jus 'au preco, agradece a
*
Si,"^ar^*,,-i-i!-.'!-*')-* f'-"p'j^
nellos velhos e um vestidinho ja mui usado ,
e da mais grosseira chita : entao aquello qu
trajava como um lord anda pelas ras quasi
descalso com um chapeo velbo e loproso ,
com urna casaca que mais parece feita de car-
ne secca que de panno
Muito desejra, quoestas verdades,alias ensi-
nadas pela quotidiana experiencia, calassem no
animo de tncus Ilustres leitores e que cortas-
sem pelo luxo todos quantos nao o pdem man-
ler sem detrimento, e ruina da propria fortuna.
Bem sei que o luxo relativo que aquillo
que o para uns, nao o para outros : mas
em qualquer estado, condico, ou posto social
cumpre, que todos sejamos econmicos; por-
que n jo ha riquesa por mais colossal, que
'ja que possa resistir aos caprichos da prodi-
gahdade. E qual o remedio para este mal des-
gracadamente tao generalisado em o nosso Per-
nambuco? Como estou convencido, que os vi
cos pblicos il'um povo vem sempre de cima
para baixo entendo que esta saudavel refor-
ma deve partir dos gnvernantes para eslender-
M aos governados Os grandes, e poderosos
sao, a meu ver, osquedevem abrir o exemplo
da economa e parcimonia.
Celebre causa de adulterio em Inglaterra.
Artur Carr Bloxam Esq., alferesdo 1." regi-
ment das guardas de cavallo ondo tambem
(diz o processo a f. e f. ) na falta de proprieta-
rio exercitava as funecoes vilerinarias (alveitar)
intentou urna acrao contra W S. Goddard, sim-
ples soldado do mesrno regiment aecusando-
o de ter seduzido sua mulher moca e de mui-
to bons bigodes e de ter entabolado e pro-
seguido con: ella um commercio ternoe crimi-
noso ( esta naco mui dadaatransaccSes mer-
cantiz.) A aecusacao era provada' por testemu-
nhas contestes sem que cheira de serveja eschelins. O celebre advogado Mr.
Erskine de quem tanto tem fallado as folhas,
e os ramos d'aquelle paiz advogou a favor do
autor e alegou em seu arrasoado alguns moti-
vos que merecen ur pouco de reflexao.
Apezar diz elle do tom namoratorio ,
que se attribue geralmenle homens. que abra-
crao o nobre, muito honrado, e ulilissirno es-
tado militar urna verdade n5o contestada ,
que nao ha sociedade alguma cm que a no-
moraco domine menos, que entre os milita-
res que vivem em guarnices, ou acampados;
porque os pas tem alli mais olhos. que Argos ,
ou um espa : as tas das nparigas sao tantas ',
que so nSo as ha em casa at se alugao pan.
vigiar a quartos c sao peiores que briguesde
cruzeiros: insomnes sempre, e com cada roca na
cinta que urna espingarda com a baionet*
im fu/o mais temivel, que o canhao da an-
*- ------------ -------------------------i--" >
nao tenho por tanto que accrescentar aosdepoi-
mentos das testemunhas que vsacabaesde
ouvir Em quanto ao da le sobre perdas e
damnos da parte lesa s me resta urna reflex5o
que fazer. E certo que um soldado raso e
reducido ao estado de simples sold e etape ,
nao tem meios ordinarios de pagaf parte que-
rellante urna condemnaco excessiva; mas
tambem a vossa boa rasao Ilustrada com as
luzes da grande carta vos diz que este cama-
rada n8o deve ficar impune isto ; absolvido
de toda e qualquer pena. Nao deve ser per-
mittido um homem de inferior estofa pertur-
bar a paz domestica do seu superior e gritar,
que o tribunal nao o pdeencoimar em quau-
tias, que excedao os seus baveres cm bens de
raz e movis ; porque se por similhante coi-
ma o mettessem na cadeia la ficava por todos
os das de sua vida. Nem a carta, nem a al-
eada dos ministros deputadosautoris9o tal prin-
cipio. Lembrai-vos, snrs. que este objecto
interessa essencialmrnte a existencia poltica do
reino unido chamado Gra-Bretanha. A par-
te lesa recebeo urna injuria : o vosso dever
procurar-lhe, ou prescrever-lhe urna satis-
fago. Dim.
Assim follou Erskine e as almas de Fox e
de Pitt dissrao la do outro mundo presente
gerac8o Vede : nem nos ambos na cmara
dosLords, e dos communs nem Coge Cofar
diante das muralhas de Dio fallrao desta ma-
neira : aprendei, e cm occasio d'alguma sa-
grada luta na santa causa da patria em mate-
rias adulterinas exprimi-vos com a forca do
Misttr Pedro Erskine. A oleada junta em
commissao escoimou o reo W. S. Goddard em
cincoenta libras sterling a beneficio do oflicial ;
e como nao pagou a bocea do cofre ficou em
custodia no calabouco. Nao sei na verdade
como o grande Montesquieu n3o entrou no es-
pirito desta lei ingleza. Urna escandalosa que-
rella de adulterio acaba-se com muita satisfacao
das partes ambas com urna multa pecuniaria
proporcionada as faculdades do adultero.
Quem tiver por tanto muito dinheiro pode
aspirar a grandes conquistas nesta galante re-
partirao ; porque de certo escapa de pena cor-
poral e nfllictiva. NSo sei, se isto provir
do menos-preco em que se tinhao alli as mu-
Iheres de maneira que a inda hoje existe a lei ,
que permitte ao marido lever a mulher amarra-
da pelo pescoc a feira e tendel a como se
fra urna besia orna cabra urna porca S,e.
Nao ha muitos annos que as gazetas de Lon-
dres troucro ofactod'uma dessas vendas: o
marido conduzio pela corda a sua mulher at ao
mercado e alli a trocou por um pono que
levou para casa muito satisfeito f (Trad.)
tiga Bastilha,e da actual torre de Londres: lin- Copia duma carta de certocapadocio, que pe-
HlR no fin en in nos nominn* -R- .. .1 _!_ -.. r 'ir
eolho as pequeas n3o asdei-
xao por p cm ramo verde. Se v8o ao domin-
go a parOchia explicacao do credo inglez ca-
da rapaiiga esta no competente banco em ar
de crucificada com dous ladroes de duas tas,
una maodircita outra a mao esquerda : e
se o regiment assste explicacao; nao as dei-
xao olharobliquas; nada dos lados em frente,
olhar para o padre : e bem se v que com esta
maldita latina nao ha fazer urna conquista
nem de um olho piscado ; e ganhar um palmo
de terreno impossivel; e antes que o regimen-
t marche em columna pela porta fra ellas jfi
tem destrocado ou debandado, e a rapidez do
relmpago ou do cossaco nao as iguala. Eu
fallo com experiencia propria. (Mr. Erskine en-
trou noservico, antes que pozesse banca, o que
constante) u creio, que o que passou por mim,
e aconteceo no meu tempo anda acontece a-
gora : e posto que eu mesmo baja passado mui
tos annos da minha mocidade em guarnieses, e
destacamentos servindo como este tribunal
sabe, na guerra da Pennsula com especialida-
de na parte, que se chama Lusitania.onde Bac
choem materia de plantaroes fez prodigios, e
6 de presumir que anda os faca ainda que
por la a reputaco do namoro e choradeira
preceda mulas vezes os actos que os caracte-
risao, e que se estaheleca muitas vezes sem fac-
to que Ihe d motivo; porque as mulheresem
rasao da tonteira e natural levza de suas for-
mosascabecasincorrem na mputacaodocrime,
ainda quandocstecrime nao exista ; nunca vi
exemplo de namoro entre um oflicit.1 e a mu-
lher de outro oflicial nem ouvi dizer em dias de
minha vida, que acontecesse urna maroteira igual
a esta que da motivo ao presente litigio.
Oh escndalo destructivo de toda a subor-
dinacao militar A mulher d'um oficial a-
vlUr-so abater-se tanto que chegaise a tra-
hir o seu dever com um soldado raso.. [sig-
naet de applauso por toda a sala da audiencia.)
Escuta escuta ( continuou Mr. Erskine ) E
houve um soldado Britnico que se podesse
esquecer do principio de honra de disciplina ,
e de moral, ultrnjando o seu superior ? Ex-
commungada cerveja Quem te desterrara do
;exercito: [assobios) Escuta, escuta (prose-
dia a certo su jeito a filha para sua esposa.
Illm. snr. F. Se eu tivra a eloquente fa-
cundia, e talento indisivel de um Demosthenes.
d'um Cicero, ed'um Joo Xavier de Malos;
se eu tivra toda a sabedora dos doutores la lei,
ludo seria pouco para pintar debuxar escul-
pir representar, e cantar heroicamente a
belleza encantadora o matutina da illm.1 se-
nhora D. F. augusta e serenissima proge
nilada estirpe de V. S. O cantar dos volateis
passarinhos, das rolas, e patativas os aromas
da roza do cravo do jasmim e at das pas-
lilhas nada para se per com os cheiros da se-
nhora sua Filha mimo das gracas e encanto
do Dos vendado como consta da mitologa.
Desde que os meus olhos lr8o espectadores
da belleza genuina de tao mimosa supplicada ,
os ardentes impulsos de himirx'o se accendrao
na acesa pyra de meu lerno melifluo e apai-
xonado corac8o e desdo logo o engajei em
seu amor e servico pelos lacos do sagrado ma-
trimonio na conformidade do Evangelho e
das leis. Tambem tive a fortuna sempiterna
de danzar com to divinal pessoa tres contra-
danzas no baile de...... Por todas estas
rases todas consentaneas ao decoro publico .
tenho a honra senhor de vol-a pedir em le-
gitimo consorcio para minha consorte legal.
Sou bem ronhecido e escuso os meus prprios
encomios. Espera atnito a vossa diplomti-
ca resposta e ultimtum &c. &c.
COMMERCIO.
- ^
Alfandega.
Bendimento do da 4.......
9:2878-207
Detcarrego hoje 5.
Barca americana Riobaralhao.
Dita france/aCameliao resto.
Dita sardaNopoleOo differentes mercado-
ras.
Brigue sardo rago enxofre alfazeit ai -
amendoas perfumaras e farinha
de trigo.
Polaca SardaCatharinao rpsfn
PORTACA.
Camelia barca francesa, vinda do Havre-de-
Grace, entrada no mez p. p. a consignado do
Bolly & Chavannes, manifestou o seguinte:
2caixas com cassas e lencos do jaconata e de
fil, 3 ditas drogas e instrumentos de msica i
dita fasendas de seda, 1 dita vellido c setins \-
ditos e 2 fardos tecidos de algodaS; J. Keler
i caixa bizerros, 3 ditas porcelana, 19 ditos
lencos e tecidos de algodao, 6 ditas manehette
10 barricas faccas, 6caixas thesouras, 2 ditas*
caivetes S ditas espadas, 2 ditas panno de al-
godao, 3 ditas sedas, 2 ditas chales de algodao
I dita lencos de seda, 2 ditas suspensorios, 1
embrulho livros; a Kalkmann \ Bosemmund
3 caixas quincalheria; a Dubany.
2 caixas papel de pes.i, 160 barris e 40 meios
ditos manteiga; N. O. Bieber C.*
1 fardo brim, 200 barris e 190 meios ditos
manteiga, I caixa das, 5 ditas tecidos de al-
godao, 1 fardo setim. laa e cazmiras, 1 caixa
estampas, 2 fardos suspensorios, 1 caixa livros
eobjectosde uso; aos consignatarios.
2 caixas luvas e nones. 1 dita papel e livros
1 dita obreias e camuas, 2 ditas papel de pe-
so, 1 dita tinta i dita chapeos, 1 dita calcado e
lencos de algodao, 1 dita perfumaras; h Marien
Bernel.
2 caixas espingardas, 2 ditas perfumaras, 6
ditas vidros, 7 ditas porcelanas, 3 ditas cha-
peos, 2 ditas pelles, 1 dita diversos objectos, t
dita chapeos de pulna, 2 ditas calcados, luvas &
chales, 2 ditas scllinse calcado, 1 dita fasendas,
1 dita suspensorios, llores e pennas, 1 dita se-
das, 1 dita chapeos de sol e calcado, 1 dita pan-
nos,! dita meiciara, 30 gigos vinho champague,
1 dita luas emerciaria, 1 dita pentes; V. Las-
serre $ C*
1 caixa sedas, 2 ditas fil de algodao, 1 dita
espelhos, 2 ditas sellins, 1 dita diversos objec-
tos, 1 dita tecidos de laa, 1 dita chapeos para
senhoras e lencos de seda, 1 dita calcado; Di-
dier Robert & G
12 caixas absinthe eKirch; L. A. Baudoux.
1 caixa livros, 1 dila vidros; a Saisset #C
30 barris manteiga; Cnabrilhar # C.'*
1 caixa obras de prata; a J. Pinto de Lemos.
1 caixa livros; F. L. Netto.
1 caixa peluda, 3 fardos panno de 13a, 1 di-
ta tecidos de seda e algodao, 1 dita di\ersos ob-
jectrs, 18 barris manteiga; a J. O. Elster.
3 caixas drogas, 1 ditacarneiras, 1 dila brim,
1 dita tecidos de linho e algodao, 2 ditas calca-
do, 1 dita oleo de macassar, 3 ditas chapeos, 2
ditas diversos objeetns, 1 dita sellins e seus per-
tences, 1 dita merino; a L. Bruguire.
45 barris e 10 meios ditos manteiga, 1 caixa
alampadas e seus pertences, i dita arcoes; de
sellins. 2 ditas diversos obiectn de hordur. 1
dita tecidos de linho e algodao. 1 dita sellins. e
seus pertences, 1 dita fitas de seda; J. F. A-
dour#C.
130 barris manteiga; B. Lasserre & C."
7 caixas tecidos de algodao, 2 ditas chales e
lencos dito; a lobler Frres $ C.*
50 gigos vinho champagne; a Me. Calmont
5fC
1 pacote gazetas; a Vauthier.
1 pacote instrumentos de msica; a Antunes.
70 barris e 50 meios ditos manteiga; J. J.
Monteiro.
3 caixas objectos de modas, 65 toarris e 25
meios ditos manteiga, 6 caixas chapeos, 1 dita
caixinhas de papellao,5l ditasqueijos ".amenge,
15 ditas macaes secas, 2 ditas calcado, 1 dita ar-
mnica e menea 1 ia. 2 ditas suspensorios, 4 di-
las perfumaras, 12 gigos vinho champagne, 1
barril ago'ardente, 1 bahljoias falsas e calca-
do, 1 caixa papelao, 50 barriica bacalliao; or-
den).
1 embrulho amostras; a E. V. Alves Vianna.
6 caixas queijos flamengos; Branger.
550 gigos batatas, 5 caixas fasendas, 4 gigos
macaos; a I.ctellier.
1 caixa livros; 6 Manoel Joaquim Ramos e
Silva.
1 caixa fasendas; a J. L. Monteiro.
1 caixa diversos objectos, 1 dita espelhos, i
dita livros; pertences de passageiros.
2 caixas papelloja II. Zimmer.
1 caixa carneiras, 1 dita tintas, 1 dita agoa
de colonia, 7 ditas papel, 9 dita calfado, 2 ditas
suspensorios, 2 ditas chapeos, 3 ditas porcela-
na, urna dita perlumaiia, 2 ditas caixas pa-
ru rap, 1-pita papel amadou, 1 dita fasendas,
8 ditas vidros, 1 dita couros de vacca e pellos
de pflrco, 85 barris e 30. meios ditos manteiga
1 caixa merino, 1 dita sellins e seus pertences, i
dita bizerros, 1 dita galhetas, 1 dita sedas; a A-
vrial Fires.
1 caixa com urna prensa, 1 dita papel e eti-
que I tes; a Mcurou^C.*
44 caixas queijos'llamengos; a Guilbert.
1 pacote livros, 1 boceta essencia; C. Kru-
er.
2 bahs o 1 cesto roupa; a Ferrcira de Car-
valho.
2 caixas sidas, 1 (ardo tecidos de algodao, 4
diMs pelles, 2 ditas livros em branco, 2 ditas
<*>\ado, 1 dita escovas e quincalharias, I dita
papel par.1 prensa, 1 dita obreias, 1 dita caixi-
nhas de papel la.., 5 ditas chapeos, 6 fardos teci-
di> oe linho e algodao, 3 ditas tecidos de laa e
algodao. 50 barris e 25 meios ditos manteiga;
Lenoir Pugel 6 C*
ISviruent do Porto.
**-...**----...-J.....J.- o
-' '- <<>o illllUUUl mj UIU.I,
Ass ; 20 dias, patacho nacional S.-Jos-?


r
5

Vencedor de 90 toneladas capito Ma-
noel Jos Riheiro equipagemS, carga sal
e couros.
New-Castle ; 79 dias patacho sueco Vegi-
lance, de Si toneladas, capito O. Jansson,
nquipagem 7 carga carvao.
Entrados no dia 4.
Favon ; 50 di is galeota belga Mrcalo;' de
32o toneladas capito Yon Gampponal,
tquipagem 10 carga carvao do pedra : a
consignado de M. Calmont & C.
Bahia ; Odias, lirigue brasileiro Americano-
Feliz de 196* toneladas, capitao Joao An-
tonio Gomes, cquipagem 13 carga diver-
sos gneros : a consignacao do Monoel Joa-
quim Pedro da Costa.
Sidncy ; 82 dias, brigue inglez ,4/er, de 220
toneladas capitao John Olwer equipa-
ge m 14. carga la, azeite de peixe qui-
na e mais gneros : a consignacao do ca-
pitao.
B
Eriilaes.
Continacao da lista dosjurados(yide osns. 260,
202. )
Francisco Paula Pires Ramos.
Dr.



>
*>





>














Xavier Matos.
Martins Bastos.
Jos6 Silveira.
Matos.
Marinho.
Martins.
Rapozo.
Silva.
Goncalves Bastos.
Euzebio Furias
Dias Ferreir.
Rodrigues Xandas.
Gi mello PcssOa.
Joaquim Cardozo.
Ludugero Paz.
Manoel Almcida Catanho.
Paula Raptista.
Barrete
Gomes Santos.
Meira Lima.
Queiroz Fonseca.
Silva.
Rodrigues Cruz.
Serfico Assis Carvalho.
Simes Silva.
Xavier Cavaicanti.
Silva.
RacharelFulgencio Infante Albuquerque Mello.
Gabriel \fIonso Rrgueira.
Gaudino Agostinho Barros.
Goncalo Jos Costa S Jnior.
Gregorio Antuncs Oliveira.
Gaspar Jos Reis.
Gustavo Reg.
Geraldo Amarante.
Herculann Alves Silva.
Pi Pero*
Honorato Jos Oliveira Figueiredo.
Ignacio Alvos Monteiro.
Santos Fonseca.
Jos Luz.
Antonio Borges.
Marques Costa Soares.
Nunes Correa.
Manoel Viegas.
Neri da Fonseca.
Jnior.
ReisCampello.
Jos Pedro Farias.
Duarto Rangel.
Antonio Conca Gomes.
Rodrigues Oliveira Lima.
Inojoza Varcjo.
Alves Sousa Rangel.
Joaquim de S. Anna Frazo.
Vieira Brasil.
Camello Rogo Barros.
Bento Costa.
Antonio Goncalves Mello.
Francisco Carneiro Monteiro.
Ramos Oliveira.
[Continuar-se-ha.) ,




Dr.




>





Declaracoes
Amanha tero lugar as arrematares an-
nunciadas pela thesouraria das rendas prov.n-
ciaes no Diario n 245 de 13 de novembro p.
p : a primeira das obras de urna ponte na es-
trada da Escada sobre o rio Jaboato oreadas
8rn dozc contos de reis c sob as conJ.coes es-
peciaes transcriptas no citado Diario : a se-
gundabas obras de outra ponte e atierros na
estrada do Rio-formoso oreadas eirt 6 contc* de
reis e sob as co.dices transcriptas no mesmo
Diario : a terccira.as obras da ponte da Taa-
runa oreadas na quantia de 20 contos de r.eis ,
e sob as condices transcriptas no Diarto n.
251 de 20 de novembro p. p. ^ '
O promotor publico a. de ra6umac3|
Taques acha-se residindo na travessa dos Ex-
postos ( por detraz da matriz de Santo Anto-
nio ) casa n. 18, 1. andar.
= O arsenal de marinha compra no dia 9
do corrente, pelas 11 hoias da manhaa 4
barricas com pregos de bate! poqueno : quem
as quizer vender pode comparecer com amos
tra no secretaria do mesmo arsenal. Secreta-
ria da inspeceo do arsenal de marinha de Per-
nambuco em 4 do dezembro do 1743. O se-
cretario Alexandre Rodrigues dos Anjos.
THEATRo""pLIBLICO.
Direccao de Rafael Lucci.
Ultima representado de Mr. Mathevet.
llavera um novo e escolhido divertimento
para quinta feira 7 do corrente dezembro de
1843.
Grande representado de gymnastica atheni-
ensc creada em Alhenas por Mr. Malhtvet,
grande alcides hercule dos hrcules primei-
ro modelo das academias reaes e imperiaes das
cinco grandes potencias ; mestre de gymnastica
da familia real da Hespanha, artistista do tliea-
ro da porta Saint-martin em Pariz vencedor
dostorneios do meio-dia da Franca Oriental ,
condecorado com asmedalhasde honra com que
teem sido mimoseado por diferentes sobera-
nos da Europa.
Primeira parle.
Rafael Lucci, e sua filha mademoizolle Car-
mella executaro a scena e em seguida o lin-
do duto da opera Belisario do M. G. Donizet-
ti ; Se vederla a me non ice.
Segunda.
M. Mathevet desempenhar oseguinte O
Grande Ecart o Passeio de Hercules o
Diabo.
Terctira.
M. Mathevet executar o seguinte O
Vo rpido o braco de milon de Croionia
A grande corrida dos dous rabes.
Quarta.
O alcides francez executar o muito aplaudi-
do Sonho de Hercules.
Quinta.
Rafael Lucci, esua filha mademoizelle Car-
mella cantaro o mui jocoso duto da opera -
il turco in Italia: do M. G. Rossine Per
piacere alia signora.
Sexta t ultima parte.
Dar fim o dive'rtimento com um novo e ex-
plendido pantomima em dous arlos : do Oran-
gutango ou o homem dos bosques no qual
ira tudo a carcter e com todas as decoracoes
necessaria?.
Mr. Mathevet estando para se ausentar,
nao pode deixar de dar os seus mais cordiaes a-
gradecimentos a um publico tao Ilustrado e
que tao benvolamente o acolho.
N. B. Os bilhetos acbo-se a venda no mes-
mo theatro.
I Principiar as horas do costume.)
docontas: quarla-feira 6 do corrento as t0
horas da manhaa, noseu armazem da ra da I
Cadeia.
Avisos diversos.
Aviso-; martimos.
Para Lisboa sahir no dia 16 do corrente
o brigue portuguez Josephina-Emilia ; quem
quizer carregar, ou ir de passagem trate
com o capito na Praga-do-commcrcio ou
com o consignatario Tbomaz de Aquino Fon-
seca na ra do Vicario n. 19.
= O capito Douglas do brigue inglez Har-
mony, chegado a poucos dias do Cabo-la-Boa-
Esperanca tornar para o mesmo porto em
poucos dias. As pessoas que quizerom dar or-
dens para o mesmo capito comprar cavallos ,
vaccas, carneiros, e outras mercadorias da
India-oriental dirijo-se a Praca do-Corpo-
Santon. 11: o navio pretende chegar neste
porto em marco.
Leiloes.
= Leilo que faz Fernando Jos Braguez.
quinta-feira 7docorrenl.o mez no sju arma-
zem, deuma porco de fejo as 10 horas da
manhaa em lotes de 5 saccas por conta de
quem pertencer.
= Na quarta-feira.^C do corrcnto.s 11 horas
da manhaa no armazem de bolli & Cbavannes ,
ra da Cruz n. 40 vender-se-ha em leilo ,
43 caixas, de 6 e de 12 quei|os flamengos por
lotes de 1 caixa muito convenientes para fa
milias.
= George Kenworlhy & C. faro leilo por
intervenco do correior Oliveira de grande e
variado sortimento de fazendas inglezas as mais
proprias d'este mercado, inclusive chapeos
de Castor multo finos e da ultima modo, muitas
das quaes chegrio recentemente pelos ltimos
navios de Inglaterra : terca-leira 5 do corrente
s 10 horas da, manhaa, no seu armazem da ra
da Cruz.
Russell Mellors & C. farao leilo por
intervenco do corretor Oliveira de grande
p i *______* _
iruiLUU UC lOtCUUaS lllgietilS plil lllillnu> uv; i
"= Novaes & C embarco para o Rio-Grandc-
do-Sul o escravo Joao de Castro de pro-
priedade de Simplicio Dias de Scixas e Silva ,
da Parahia.
O tbesoureiro da loteria da matriz da Roa-
vista, paga os bilhetes premiados da 2.' quarta
parte da 2.* loteria, nos dias 5, G, e 7 do cor-
rente das 9 horas da manhaa al ao meio dia;
na travessa da Madre-de-Deos, armazem n. 9.
Em um clima toquento como o do Brazil.
onde as molestias termino fatalmente as ve-
zes no espaco de poucas horas he mister ha-
ver um remedio quo possa servir ao mesmo
lempo como preventivo e curador. A Me-
decina Popular Americana tem essa proprieda-
de tonada as ve/es em quanto ella impede a
accumulacodos humores, conserva o san^uc
puro o conseguintemente para as pessoas menor
sujeitasa apanharem qualquer molestia, se|a
ella contagiosa, ou nao.
Recommonda-se portanto ao publico em ge-
ral de ensaiar este excellente remedio que,
pelo lado econmico he prelerivel a qualquer
outra medecina do similhante natureza tendo
as caixinhasmaior numero de purgantes e por
menos preco.
O publico achara na Medecina Popular A-
mericana as pilulas vegetaes do Dr. Brandrelh
estas propriedades que produzem seu efleito
sem dores ou encommodo algum nao se Taz
preciso diVta alguma e pode-se tratar dos
sens negocios nos mesmos dias, em que se to-
mar.
Vende-so aqui cm casa do nico agenle
Joao Keller ra da Cruz n. 11 e para maior
commodidade dos compradores na ra da Ca-
deia emeasa de Joao Cardozo Ayres, ra Nova
Guerra Silva & C. alterro da Boa-visla Salles
& Chaves.
LOTERA do theatro.
Por detenr.inaco do exin. sur.
presidente da provincia foi deiri-
do o dia 11 do orrente dezembro
pata o andamento das rodas desta
loteria que ter seu infaiivel an-
damento no dia ficima e os bilhe-
tes acho-se a venda no Kecife lo-
las de cambio dos snrs. Vieira e
Manoel (Jomes da Cunha ; em
Santo Antonio loja da snra. viuva
do Burgos e boticas dos snrs.
Joao Moreira Marques e Fran-
cisco Antonio das ( bagas.
A PEDIDO.
O abaixo assignado laz publico que cessro
uas relaces sociaes com o snr. Carlos Luciano
Mendes e estando porconseguinte em liquida-
co a sociedade que nesta cidade tem girado
debaixo da firma de Mendes & Season vedado
de boje em diante contrahir novos empenhos
debaixo da mesma firma. Maranho 18 de no-
vembro de 1843. Henriques Season.
Offerece-seuma pessoa para fazer qualquer
escripluraco singela, ou por partidas dobradas,
e mesmo para cnsinar ; assim como para se
encarregar de fazer mappas tudo com aceio e
promptido : na Rua-direita no 2. andar do
sobrado novo junto do da esquina do beco do
Serigado.
A pessoa que pretende a madeira nos Ar-
rumbados queira comparecer, ou annunciai
a sua morada para ser procurado ; na certeza
de que a madeira que quer est prompt.i quando
quizer; maso ajusto d'ella s avista do com-
prador ; na certeza de quo se Ihe far toda e-
quidade possivcl.
= ANTONIO JOS' NUNES GUIMA-
RAES retira-se para o Aracaly a tratar de
seus interesses o se Ihe faz mister fazer pu-
blico que nada deve nesta praca e qualquer
que se ulgue seu credor queira frzel-o publico
pela imprensa para ser pago isto no prazo de
tres di; s depois do qual nao terao direito a
qualquer debito.
Manoel dos Santos remetle para o Rio-de-
Janeiro as suas escravas de nomo j.aria mos-
sanbique, eJoanna, d'Angola.
Oflerece-se um homem casado, sem'filhos,
para administrar algum sitio nesta praca, ou
ensinar primeiras letras principalmente se
for para o sortao ; quem de s<'u prestimo se
quizer utilisar dirija-se aos Aflogados na ra de
S. Miguel n. 66.
Da-se 2508 rs. a juros sobre penhores de
ouroon prata : na ra do Mundo-novo n. 58.
Quemtiver urna boa cabra ( bicho ) de lei-
io yiaia Vciiucl, protuie 110 .iunucgv> O -iuui'Gv.C |
novo de grades de ierro, que l se rorr
prar.
O snr. Bento Jos da Costa Freir queira
dirigir-se ra doQueimado 6 loja n. 6 a
a receber urna carta vinda do Norte pelo ultime
vapor.
Francisco Joaquim Cardozo comprou por
couta e ordem da sociedade Icoence-amanV-
da-fortnalas meios bilhetes da 2.a parte da
15.* loteria do theatro publico desta cidade ,
do ns. 524 537 409 e meio bilhete 723.
Precisa-se do um caixeiro para tomar
conta por belanco de urna venda ; quem csti-
ver nestas circunstancias dirija-se a casa do
Nicolao Rodrigues da Cunha.
To ihe fritish tiesidents.
Joseph M'.ya has oponed at his residen-
ce in Ihe ra da Praya a school for children ,
where tho englisb Irench and portuguese
languages Arithmetic and Geography will
be taught: The lessons will be given every
dav ( tho usual days excepted ) from 2 O'clock
to 5 in the aflernoon. Parents vs illing lo send
their children lo it are requested lo addresa
themselvcs to ihe advertiser, or to MeS.r*
Veit.h Bravo & C. Madre deDcos street n.
1 where furlher particulars mav be Icarn-
ed.
Any Gentlemen wishing lo take lessons in
portuguese; theadvertiser has no dificolty ,
to cali at their own residences at any hour Le-
tween 7 and 12 O'clock in Ihe morning.
Pernambuco 1." Deccmbcr 1843.
=Jos da Maya subdito britnico se pro-
po a abrir no primeiro de Janeiro nroximo
vindouro em sua casa na ra da Praia urna au-
la aonde se ensinar a fallar o escrever a
lingua ingleza ; e como esta aula se destina
geralmente para as pessoas empregadas no com-
mercio com o fim de nao tomar a tempo as
quo a quizerem frequentar; seio as Iic5es da-
das de noule das 6 al as 8 horas um dia sim,
e outro nao. As pessoas que se quizerem disto
utilisar sirvao-se ir inscrever seus nomes a
casa do annunciante ou na botica dos snrs.
VVeitch Rravo & C. n. 1 na ra da Madre-
de-Deos ; aonde podero obter as informacen,
quodesejarem.
O mesmo annunciante d tambem lices
d'inglez., demanba em casas particulares.
Qucm'quizer dar de oitocentos mil rs. at
um cont do rs. dous por cento dando-se
boas firmas : annuncie. _
Ouem. tiver para alugar urna preta dirija-
se a Rua-velha n. 93 que achara com quem
tratar.
Ouom precisar de um oficial do phar-
macia annuncie.
Quem precisar de um caixeiro para co-
brancas o mesmo para escripturao, an-
nuncie.
Quem precisar de um hbil destilador ,
e fabricante de licores annuncie.
Arrenda-se um sitio, com urna casa de
sobrado e urna terrea bastantes arvoredosdo
diversos fructos em qualidades, cercado para
vaccas, planta do capim e rocas a colher,
tendo dito sitio de frente 2,000 palmos, e de
fundo 3, a 4,000 palmos ; sendo o seu territorio
composto de altos e baixos, e proprio para
plantuco de qualquer lavoura e sito na es-
trada de Bellem: a tratar na ra da Gloria ,
sobrado n. 59 : tambem pode-se arrendar pelo
lempo da presento festa, ou por um e mais
annos.
= Aluga-se urna casa terrea na ra da >oli-
dade muito larga, com duas salas 6 quar-
tos, corredor ao lado cosinha lora, quintal
murado cacimba com muito boa agua de be-
ber : quem a pretender dirija-se a ra da Au-
rora n. 58.
Agastinho da Silva Neves nao contan-
do sahir desta provincia com tanta brevida-
de nao pode despedir-sc pessoalmente de seus
amigos; e pede-lhes desculpa por urna falta
toda involuntaria.
Loteria do Guadelupe.
Por immediata resoluco do exm. snr. prea
sidente da provincia foi transferido para odi-
20 do corrente o andamento das rodas desta lo-
tera. Os bilhetes achao-se a venda as lojas
do costume ; isto no Recife lojas de cambio :
em Santo Antonio loja do sr. Menezes ra do
Collegio : loja do snr. Cunha Guimares ra
do Crespo : do snr. Fortunato Praca-da-in-
dependencia : largo da Matriz botica do snr.
Marques: Roa-vista largo da Praca botica
do snr. Couto eemOlinda. botica da ra
do Amparo nos Quatro-cantos loja do snr.
Domingos, e no Yaradouro loja do snr. A-
morim.
;= Deseja-se fallar com o filho do fallecido
Francisco Jos da Silva e neto do tenente-co-
ronel Acciolis a negocio de seu interesse :
fallar na ra cstreita do Rozario, venda nu-
mero 8.
= Precisa-se de 800 rs. a premio, pelo
tempo que se convencionar hypothecando-
se predios ou escravos ; quem qui/.cr dar an-


wm^^m
m 4
- Precisa-sede um Portuguez idoso para | que falso ludoquanto se dsser a similhante
fe.lor de um pequeo sitio perto da praca. d- rcspeito. A direcoo da sociedade declara ao
e-ltte casa para morar sustento e algum publico que s reconhece validas as assigna-
interesse ; no principio do Atterro-dos-afloga- turas sendo os recibos do primeiro volume 1
os n" '' t 16 inclusive impressos em tinta verde e
Frecisa-se de urna ama de Icite que se-
ja captiva ; no principio do Attcrro-dos-aboga-
dos n. 9.
Precisa-se de um rapaz que saiba lar ,
escrever, e tenha pratica de taberna ; na ra
das Cinco-pontas n. 27.
Oflerece-se um rapaz Portuguez de 16
annos para caixeiro de venda do que tem
bastante pratica ou mesmo para arma/em de
assucar ou ra e d liador a sua conducta ;
quem o precisar, dirija-so a ra das Cinco-
pontas n 23.
Aluga-se um primeiro andar com duas
salas e duas alcovas proprio para hoinem
solteiro ou escriptorio por nao ter cozinha,
na ra do Livramento dolado da sombra; a
tratar na mesma ra venda n. 24
O coronel Conrado Jacob de Niemeyer,
nio podendodispidir-se pessoalmente de todas
as pessoas de sua amizade, em raso da assele-
rada sahidn dovapor/mperafris, emquoregres-
sou para o Rio-de-Janeiro, o faro pelo presente,
oflTerccendo-lbes os seus servicos e rogando-
Ibes indulgencia por essa involuntaria falta.
= F E. Alvcs \ ianna embarca para o Rio-
grande a sua escrava parda de nome Victo-
ria
= O abaixo assignado convida a todos os
redores do fallido Manoel Pereira Guimaraes
& Companbia paro verem no cartorio do ta-
bellio publico ^ anoel Antonio Coelho de Oli-
veira a escriptura de hypolheca que o deve-
dor sua sogra e os que tem direito a heran-
?a desta fi/erao lavrar para scguranca e fir-
meza dos pagamentos novamente contratados
com 20 e tantos dos ditos credores e estes fir-
marem o termo de acceite ; como pois a dita
escriptura declara que s valida para aquel-
es que assignarem o termo, e nao para os
descidentes motivo pelo qual se faz este an-
nuncio afim dos nao concordados firmarem o
dito termo ateo dia 20 de Janeiro prximo fu-
turo e em tcmpo se nao queixarem de igno-
rancia Da mesma escriptura se observa ter
findado a administrarlo da casa fallida e acha-se
ella na posse de Guimariics com quem se dcvem
entender, os que tiverem negocios. Os snrs.
que acccitarem a hypotheca podem sacar as
lettras, que scr pelo annunciante remetti-
das a Guimaraes e quando acceitas resga-
tarc es ttulos antigua que bao de ser pagos
novatnante pelo annunciante.Jos Anto-
nio Pinto.
= Participa-se aos snrs. mestres dealfaiate ,
e a quem convier que na ra do Crespo, lo-
ja n. 11 vendein-se as muito acreditadas, e
conbecidaslinhas de carretel de 200 jardas, a
100 rs. cada um.
Museu Pittorescj.
= O melhor dosjornaes que t ao pre-
sente tem saludo a luz cerlamente o Museu
Pitloresco publicado ern Lisboa por urna so-
ciedade de litteratos Porlugue/es.
As materias de que o Museu se occupa
os da primeira serie do segundo \olume, im-
presosem tinta encarnada devendo ser as-
signados pelo agente supra declarado o qual
garante a subscripco sendo feita e paga em
sua casa.
Primeiro volume do Musen consta de 16 ns.
1 at 16 com 32 estampas, frontispicio,
e ndice &e. por 128960 rs. (moeda fraca.)
Segundo volume do Museu A direcco di-
vidiu este segundo volume em duas sories, afm
de facilitar mais a extraern estas series er5o
de 9 nmeros, porm a empreza resolveo alte-
rar esta ordem estabelecendo agora a seguin-
le : a primeira sorie ser de 8 nmeros, prin-
cipiando em numero 17 e fnalisandoem nu-
mero 2i inclusive por 68720 (moeda fraca. )
Segunda serie ter outros 8 nmeros co-
mecando em n. 25 e terminando em n. 32
inclusive ; o mesmo porm s se pagar em
1844.
N. B. Dar-se-ha com o numero 32 um
novo frontispicio e o ndice geral das mate-
rias tratadas em os 16 nmeros das duas series
17 at 25 inclusive que reunidos forma-
rle o segundo volume do Museu.
= Urna pessoa que afiance sua conducta
se offerece para cobrancas nesta cidade ; assim
como tambero faz estas cobrancas judicialmen-
te ; na ra da Penha n. 11 se dir quem
esta pessoa das 6 as 8 horas da manha e
das duas as 3 da tarde.
OSnr. Joaquim Marques de S. Anna ,
tenha a bondade de mandar receber urna carta
na ra da Cruz n. 37 Segundo andar.
= Quem quizer alugar urna escrava que
saiba cozinhar para urna pequea familia, di
rija-sea ra do Trapiche n. 17.
= Precisa-se alugar urna ama de leite, for-
ra ou captiva sem filho ; na ra Augus-
ta n 12.
Precisa-se alugar urna estrsbaria para
um cavado pelas ras do Queimado Crespo,
Collegio, Cadeia e Rozario; queo tiveran-
nuncie.
Paecisa-se de um feitor, que entenda
bem de plantacSes de sitio ; na Rua-imperi-
al n. 209.
Quem precisar de urna parda para ama
de urna casa de homem solteiro dirija-se a
ra de Aguas-verdes n 10.
Precisa-se de um caixeiro para casa de
purgai de um engenho ; na praca da Indepen-
dencia livraria ns. 6, e 8.
ha no mercado chal-;s de seda de differentes = Vendem-se 6 cscravos sendo um pret0
precos, mantas ditas, cortes de cassa de hom de nacao r|c 35 annos ; una preta de 20 an-
gosto chapeos pretos para homem, sapatos nos; urna dita crioula do 20 annos; um ra.
desetim para senhora borzeguins para ho- brinha de 20 annos; e dous moleques crioulos
mem, senhora, e meninos, e um completo sor- de 16 annos; a tratar com Antonio Rodrigues
timento de calcado de todas as qualidades lu- Lima no largo do Corpo Santo,
vas de seda pretas compridas e curtas e sem de- == Vende se farinha de superior qualidade
dos bordadas de cores, crep cor de palha a bordo da escuna Ave M aria* 2000 rs. o al-
branco e cor de roza para chapeos, fitas de queire da medida velha ea sacca a 2400, e
setim lavrado chapeos de sol para homem o em poryao de cem se dar mais barato; as ams-
senhora e outras muitas fazendas de gosto,"
na Rua-nova loja n. 8 de Amaral & Pinheiro.
VenJe-se um moleque de 16 annos, pro-
prio para pagem ou para aprender ofllcio ;
na ra do Cabug loja nova franceza n. 6.
- Vende-se urna escrava de nacao Nagou ,
de 20 annos, boa lavadeira e cozinheir e
Compras
sao : Religiao Historia antiga e moderna
Philosophia Geographia \ iagens Scien-
cias e Bellas Artes, Agricultura, Novellases-
colhidas, Estudos moraes e biographicos,
( oferecendo nesta classe a discripcao da vida ,
e aeco de todos os reis de Portugal e dos
hroes, que mais florecerao em cada um dos
reinados dando-se os seus respectivos retra-
tos ) Pensamentos, Anedoctas Mximas mo-
raes e Missellanas. Todos estes objectos, tra-
tados como o esmero de que sao credores for-
nido urna biblioteca variada, e instructiva um
alimento para a rellexa, um recreio depoisdos
trabalhos do dia.
O volume consta de 10 cadernos, ou n-
meros em cada um dos quaes ha duas folhas
do impress8o de 17 pollegadas de comprido e
11 de largo; duas magnificas estampas ( de
formato igual ao da impressao para afinal seen-
cadernar o volume) lythografadas em papel ve-
lin ( de 408 is. fortes cada resma ) com tal per-
feitao que mettidas em qua;lros podem ser-
vir para ornamento das nielhorcs salas, e final-
mente em cada numero impar se \e urna exacta
discripcao das modas, sendo esta acompanhada
de figurinos e collecces de lindissimos de-
buxos para bordar de branco e de matiz o
que servir de muta utilida Je para as senhoras
do bom tom.
As pessoas, que pretenderem subscrever pa-
ra esta excedente obra podem dirigir-se a
Joaquim Baptista Moreira agente da sociedade
nesta provincia em casa de quem se acho j
patentes collecces do primeiro volume 1 at
16 e da primeira serie, do segundo vo-
lume.
Constando que nesta provincia tem ja ap-
parecido a venda collecces do Museu inculcan-
do-se es vendedores agentes da sociedades
ara crdito da empreza se previne o publico ,
= Compra-se o Panorama do mez de no-
vembrodo anno passado; na ra estroita do
Rozario n. 27.
Comprao-secolheresde soupa de cha ,
e salvas de prata sem feitio ; na ra do Colle-
gio n. 18 primeiro andar.
= Compra-se toda a porc5o de boioes de
graxa ditos de pomada e frascos vasios de
agua de colonia de todas as qualidades; na
ra das Trincheiras n. 14.
= Compra-se para fura da provincia um
moleque de 16 a 18 annos ; na ra da Cadeia
do Recife n. 47, primeiro andar.
Vendas.
FOLIIINI1AS PARA 1844.
Achao-se a venda na livraria da praca da
Independencia ns. 6. e 8 ; ra do Cabug lo-
ja do Bandeira ; defronte da matriz da Roa-vis-
ta botica do Moreira; no Recife ra da Ca-
deia loja de ferragens n 45; em 01;ma, roa
do Amparo botica do Rapozo ; e nos Qua-
tro-canlos, loja do Domingos : as excedentes
folhinhas impressas nesta Typogrnpbia com-
postas pela primeira pessoa, que as fez nesta pro-
inciae que tanto crdito tem merecido; conten-
do as de algibeira ptimas chcaras, e a disputa
entre urna pulga, e um piolho sobre a fidalguia;
outras contendo a confissSo do marujo ; e ou-
tras finalmente com a linguagem das flores, ou
novo diccionario para a correspondencia ama-
toria ; brevemente se exporao a venda, as que
tem os nomes e moradias dos empregados p-
blicos.
= Vendem-se ricos cortes de finissima lan-
Wnha de magnficos padroes ; ditos de chita
superior : ditos de cassa pintada fina de co-
res ixas a 3,000 rs ; chales de setim os
mais modernos; meias finas para meninose
meninas: na ra do Cabug n. 10 defronte
doceriero.
* = Vendem-se ricos chapeos de seda para se-
nhora chegados pelo ultimo navio de Franca ,
ditosde palha, ditos do Chile, os mais finos que
n. 20, primeiro andar.
Vendem-se canarios de imperio chega-
dos prximamente do Porto na barca Tentado-
ra em viveiro e ja separados em gaiolas ,
muito cantadores, por preco commodo; na
ra estreita do Rozario venda n. 8.
Vende-se urna negra de nacao Angola ,
de 18 annos, engomma cozinha cose, lava,
erecolhida ; um pretocrioulo de 30 annos ,
proprio para armazem de assucar e pedrei-
ro ; um dito de nacao de bonita figura, bom
padeiro e forneiro ; na das Cruzes n. 41 ,
segundo andar.
Vende-se um escravo, trabalhador de
encbada e serve para armazem de assucar e
servente de pedreiro ; um cavado ruco, es-
quipador passeiro e muito manco ; na ra
de A goas-verdes n. 70.
=Vende-se urna preta de Angola; na ra do
Collegio fabrica de chapeos n 9.
-Vende-se um carrinho novo de 4 rodas,
lindo e manciro ; no Atterro-da-Boa-vista ,
a fallar com o segeiro Miguel.
Vende-se urna escrava de 24 annos co-
zinha lava e cose; um escravo de 24 an
nos bastante adiantado no oficio de pedreiro;
saccas com farinha de muito boa qualidade ,
pennasdeema, e cera amarella ; na ra da
Cruz venda n 51.
Vendem-se duas pardas perfeitas engom-
madeiras, co7nheiras, cosen, e fa/em to-
do o mais servico de urna casa ; 4 escravas mo-
cas com boas habilidades ; urna dita de meia
idade, por 2808 rs. boa quitandeira que
ganha diariamente 400 rs. ; dous escravos
para todo o servico ; um moleque de 12 an-
nos ; e um mulatinbo de 19 snses muiic
claro, e ptimo para pagem, na ra de Aguas-
verdes n. 44.
Vende-se um negro de naca o Angola de
25 annos muito bom serrador ; na ra da
Praia venda n. 27.
=Vende-seum frasqueira com frascos gran-
des e 5 mais pequeos ; na travessa das Cru-
zes venda n. 8.
Vende-se milho em saccas e medidas ,
por preco commodo ; na praca da Boa-vista
venda n 14.
Vende-se papel pautado para msica de
superior qualidade ; na praca da independen-
cia loja n. 3.
= Vendem-se serafins e piannos de varias
qualidades, ede ptimas vozes; em casa de
Kalkmann & Rosenmund na ra da Cruz
n. 10.
, Vende-se um carro muito leve, de 4
rodos para um cavado um dito para dous
ditos muito elefante e um dito de duas ro-
das por preco commodo; no Atterro-da-Boa-
vista a fallar com o segeiro Miguel.
- Vende-se um quarto bom carregador ,
muito forte eem muito boas carnes ; na ra
de Aguas-verdes n. 21, por cima do acougue.
Vendem-se sapates de sola e vira, com
palla odiante e atraz, sapatos virados de couro
de lustro botinsde bezerro francez borze-
guins de duraque de cores gaspeados, e de pon-
a de lustro, sapatosde marroquim para homem,
c meninos borzeguins de duraque gaspeados,
sapatos de marroquim duraque setim e
couro de lustro para senhora, e meninas, fo-
quinhosde marroquim, sapatos de couro de
lustro com clcheles para meninos tudo por
prego commodo; no largo doLivramento n. 35.
== Vendem-se duas escravas de nacao, boas
quitandeiras, e lavadciras e urna dellas co-
se ,^ e engomma ; um moleque de 16 annos,
ptimo para p^gem ; urna parda de 19 annos ,
cose cozinha e recolhida ; na Rua-direi-
ta n. 3
= Vende-se milho alpiste a 360 o quartei-
rao; na esquina da ra do Aragao, que tol-
la para a S. Cruz, venda n. 43.
= Vendem-se duas pipas de agurdente
branca ; na ra do Livramento arqizem de
louca e mulhados n. 20.
=s Vende-se por preco muito commodo um
terreno ja aterrado na estrada de*. Amaro ,
junto a casa em que mora Joao Stowarth ,
com 60 palmos de frente e 640 de fundo; na
ra de Hortas n. 22,
trasseacho na ra da Cadeia leja de cambio
do Vieira e noAtterro-da-Boa-vista loja de
I Jacinto Affonco de Mello Botelho.
=Vende-se um escravo trabalhador de cam-
p o ; na ra do Vigario n. 3.
= No pateo do Collegio loja de chapeos
n. 4 e na ra do Queimado loja de ferra-
31 contina-se a vender agua de
-----------------------------------' ----------------------------- 9 <
tem um filho de 14 mezes; na ra do Apollo gens n.l contina-se a vender agua de fin-
gir o cabellos e suissas, o melhodo de a
applict r acouipanha os vidros.
ss V 'endese um terreno na ra da Praia
com 91 p Jlmos de frente, e 240 de fundo, com
alicerce m frente e caes no fundo na ra
estrella do Rozario n 27.
= Vend '-se na loja de Joao Cardozo Aires,
na ra da Ca 'eia-velha urna obra publicada no
Rio-de-Janeii no anno de 1843 intitulada
diccionario de medicina popular pelo dou-
tor Chernoviz "ique se descrevem segundo
a ordem alphabeti "a <-' em linguagem vulgar ,
os cimptomas as causas, e o tratamento das
molestias os soccor, "8 que se devem prestar
nos accidentes subitot'..08 contra-venenos de
todos os venenos conhe cl(ms os preceitos pa-
ra a conservacao da sao 'e f as plantas e pre-
parares dos remedios eas eiros, &c. 2 v. em
quarlo contendo 950 pagii ,as Pr 10j rs.
= Vendem-se saccas de superior farinha ;
na ra da Cruz n. 64.
= Vendem-se velas de sebt' grandes e pe-
queas muito alvas vindas do Aracaty ; na
ra da Cruz n. 64.
Vendem-se os mais lindo? e modernos
cortes de cassa com listras de s* 'a para se-
nhora ditos de cassa pintada de ex 'res fixas e
de bonitos padroes mantas de seda matizadas
para senhora lencos de blond e se lim pa-
ra senhora os bem conhecidos chales de cada -
co e outras muitas fazendas de bom gosto ;
na ra do Crespo leja de Benlo Jos d& Silva
Magalbaes.
Escravos fgidos
Anda est ausente o preto Jacinto des-
apparecido no dia 20 de maio de 1841 de na-
cao Rebollo de boa altura cor preta bo-
nitos denles falla descansada toma bastan-
te tabaco, quando ausentou-se nao tinha bar-
ba ; quem de lie der noticias certas ter 1008
rs. de gratificaco ; assim como o moleque
Julio que venda cangica de naco Ben-
guella de 14 annos tem o embigo grande
do tamanho de urna laranja a orelha esquer-
da furada, e a direita com um taquinbo tirado ;
quem delle der noticias certas receber 20*
rs. degiatilicaclo; ambos sao escravos de Ma-
noel Antero de Sousa Reis morador na ra
da Guia sobrado de 3 andares n. 53.
- Desappareceo a Joao Baptista Passos no
dia 3 do corren te um moleque de 13 a 16 an-
nos crioulo natural do Para com urna ci-
catriz de queimadura que Ihe toma quase to-
do o rosto mas pouco se percebe ; levou cal-
cas de ganga azul ingleza sem suspensorios ,
camisa de riscado forte, chapeo de palha da
trra urna chave de I/ahu urna sedula de
5000 rs. e mais alguns cobres ; quem o pe-
gar, leve a Rua-velha n. 77 segundo andar,
que ser gratificado ou em Olinda casa de
Manoel B. Sanches no principio da ra do
Coxo.
= No dia 28 de novemhro p. p. desappare-
ceo o preto Antonio de nacao Angico de 30
annos, rosto comprido cor bem preta, bar-
bado pernas finas estatura regular falla
um tanto bucal ; levou camisa de riscado azul,
calcas de estopa ; tnha sido remettido de Pe-
dras-de-fogo em outubro pelo major Felippa
Neri de Mendonca por isso julga-se ter ido
para este lugar ; quem o pegar'tete a ra da
Cadeia de Recife loja de ferragtn n. 44, que
ser recompensado.
Fugo em um dos das do mez de agosto
do corren te anno o escravo Casimiro, criou-
lo de 18 annos altura regular sem bar-
ba secco pernas finas, com cicatrizas de fs-
tulas e as nadegas de chicote pertence a
Manoel Cordero dos Santos morador em-
Tabocas termo do Brejo da Madre de Deas ;
quem o pegar, leve ao Atteiro-da-Boa-risla ,
casa do doulor Francisco Xavier PereiA do Br-
to ou no Brejo ao tcnente-eorontl Antonio
Francisco Cordeiro de Carvalho^ que ser re-
compensado.
Ran: ha Ttr. m M. F. u Fjrm=18A3.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E5IEPQV0B_P0OPB0 INGEST_TIME 2013-04-13T03:08:52Z PACKAGE AA00011611_04528
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES