Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04525


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Full Text
i
Anno de 1843.
Sexta Feira I.
1 uilo agora (cemele de nos meemos; prudencia, morier.go, r enerle
tiuucmof como principiamos, e seremos aponlailos com admiradlo entre at Nicea mais
CjUit. ( 1'ioclamiKjuo Ja Aisembleia Geral do Brasil.)
PARTIDAS DOS CORRE1S TERRESTRES.
(ioianna, e Paraliyba, segundas e aellas feiras. ilio Grande do Norte, quintas fei
(tonilo e Garcnhuns, i lU e 24.
Cabo, Serinb.iem, Rio Fornioso. Corto Cairo, Mar-fio, e Alaois no 1 11 c ;l
Koa-rita s Flores a '' e 2S. Santo Anlao quintas feiras Oluids todos os dias
DAS DA MVIaNa".
J7 Seg. (. Facundo M. And. do J. de D. di 2.?.
28 Terg. Gregorio. I' Re. Aud. do J. de 1. di J. .
2!) (Juart. jejnu s. Saturnino M. M Aud. do J. del), dn 3. v.
30 U.i'iit. -1- s Andr A|>. s. Troyanno I!.
1 Se*. s.Kloi'it Aud. do J. de i), da 2. y.
2 W. i. Bibianna V. M. K*l. Aud. do J. de D. di i- .
3 D'>>. francisco Aivier Ap.
de Dezembro Anno XIX. N. 260.
O Ditiio publicase totlof os das que nao forem 3 -nliS^i"": firut
.i dilu"
ido*
f&Vf tret mil reit por ipiartrl iismis adiasitaiioi Os innunnios dos sisi^sMe* *0 inaen ^
. gratis eos dos que n ..o forem :. raa'io .le Miris por linlu. As rediraiqoea derem ser -
VAWJ.' gidis lestiTip., ruidisCru7esN.3, ou apnoa da Independencia loja delirros N.
CtSliiosNo dia I
i' t Caatbioeobr. Londres 20.
F.ri j7j/cu por franco.
de l)er.emhro. oompr. rend
iOo.o-Mo.didti.400V. 16.0U .OJO
I N. 16,000 1 W
Lisboa HO por iri.pr.aio. ; d. 4,000 -200 .*00
Fl.TA-PtfMtl i-'-'M 1',J2"
Moed. de cobre 2 pr oenlo. P.io. Columni.. 1,000 i.20
dem deletrea (i. bo. lirj i a 1 1( 2. lito. Meuoanos 1,0U0 1,0^0
PHASES DA LA \0 HEZ DE DEZEMBRO.
La. Cheii A t, s !> ""' e 41 di tarde I La ora ii 2 I, as 2 horas e 49 m.da m.
Qu.rt. ing. 14, 10 tur.ii e 53 m. da Juirt. creso, 28, "i 43 minuto-: db tardo
J'reamar (te hoje.
1." 10 boro .54 di anhi. | 2." I I corete ISra da t.rd.
9
PARTE OFF1CIAL
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 21 DO C.ORRKNTE.
Dito Ao commandantc das armas, prove-
oiodo-o, deque em cumpriinento d'ordem im-
porial deve remetter secretaria de estado dos
negocios da guerra, no principio do mez de de-
zembro de cada anno, urna retacad de todos os
edificios militares, e pontos fortificados da pro-
vincia, com declaragao do estado, em que so a-
cha, e dos concertos, de que precisa.
Portara Ao inspector do arsenal de mari-
nha, ordenando, que (orneca ao vapor l'aijuete-
do-sul o carvo necessario, o um pratico, que o
conduza at o Maranha.Communicou-su ao
commandante do mencionado vapor.
Offlco Ao commandante das armas, re-
mettcndo-lho o modelo, segundo o qual em
cumpriinento de ordem imperial deve ser orga-
nisado o rnappa mensal da companhia do art-
fices, que tem de ser remettidi. a secretaria do
estado dos negocios da guerra.
Ditos Ao inspector da thesouraria da a-
senda e ao director do arsenal de guerra, in-
telligenciando-os do haver S. M. o Imperador
determinado, que aos aprendises menores do
dito arsenal nao se abone maior vencimentoquu
o de 240 r. diarios, marcado no orcamenlo vi-
gente.
f !!L' ' EXPEDIENTE DO DIA 9 DO CBRENTE.
Officio Ao Exm. presidente da provincia ,
enviando aconta especificada do quo so tinha
pago a cada empregado do curso jurdico d'lin-
Teste anno, e do que n<>s ditos mezes se havla
despendido com cada um dos de mala arligos
de despeza oreada para o referido curso no cor-
rente exercicio de 184344.
Dito Ao mesmo Exm. snr., informan-
do o requerimento de Christovao Star & Com-
panhia em que pedirlo por aforamento o ter-
reno de marinha a beira d rio liebiribe no
primeiro quarleiro das .gasas do bairro noto
de Santo Amaro com 425 palmos do frente ,
no alinhamento da ra d"Aurora.
Dito Ao mesmo Exm. sr. dem de Jos
Antunes Guimaiaes o terreno divoluto dispo-
nivel para transito publico, jue iicasse no
fundo, que possuia nc lugar de Fra-do-Por-
tas do baino e cidade do Recife, at o caes pro-
jectado ; c bem assim mais 30 palmos do terre-
no entre o dito caes, e de Manuel Joaquim
Pedro da Costa, antigamente reservado para
bco e que pela nova planta da cidade tinha
de ser edificado.
Dito Ao Inspector do arsenal de Marinha,
recommendando que por aquelle arsenal, fosse
feita a despeza do fornecmento com a guarda ,
do dia 11 do corrento inclusive em diante, e
mandasse pagar a despeza ja feita do 1. deju-
lho do correte anno linanceiro at o dia 10,
logo que por a thesouraria Ihe fosse enviada a
cunta.
Dito Ao mesmo, sobre o pagamento dos
objectos que virao do Inglaterra para o farol
da barra, mandados vir por os negociantes Me.
Calmont & C.a
Dito Ao administrador do corrcio, parti-
cipando para sua intelligencia, que Sua Mages-
tade o Imperador approvou smente o numero
de cinco carteiros, sendo um para a cidade de
Olinda e quatro para a do Recife dous dos
quaes deviao ser incumbidos da entrega das
cartas aos assignantes, e prevenindo-o de que
a despeza so poderia ser feita n'esta conformi-
dade depois de obter-se pelo tribunal do Ihe-
souro publico nacional a competente consig-
na$o.
Dito Ao contador da thesouraria parti-
cipando para sua intelligencia ns licencas con-
cedidas ao juiz de direito do crime da comarca
do Garanliuns, Joao Qurino Rodrigues da Sil-
va c ao desembargador aposentado da relucao
d*esta provincia Antonio Manoel da Hoza Ma-
lheiro.
Dito Ao mesmo, remetiendo para sua in-
tellixencia as copiad das ordeno do tribunal
do Ibeoooro publico nocional sol nmeros i i" ,
152 156 de 161, a 160 de 169 a 173, 175,
177 9 179 v ponente sr.no.
DEM DO DIA 11.
Officio Ao Exm. presidente da provincia .
informando o requerimento da irmandade de
Nossa Senhora do Rozario da Boa-vista que
acompanhou o plano novamenle por ella orga-
nizado para a extracfiio da 2.* parte da 3.
lotera concedida a favor das obras du igreja.
Dito Ao mesmo Exm. snr., rogando se
dignasse declarar se ao bacharel Antonio Her-
culano de Sousa Handcira competa o ordena-
do do lugar de Promotor publico, que foi, dos
termas de Olinda c Iguaras conjunctamen-
te com o de professor do philosophia do collegio
das artes.
Dito Ao director do arsenal de guerra,
rogando, enviasse thesouraria a tabella pela
qual se regulava no arsenal o pagamento dos
larda montos dos corpos, que nao recebiao con-
sigo a cao.
Dito Ao inspector d'alfandega dizendo ,
que os dous mezes de Iktihm do ajudanle dos
conferentes internos Caetano Pinto de Veras,
sendo concedida em continuacao da anterior ,
devia entender-se na forma da lei; isto : com
todos os seus vencimentos.
EXTE
REPBLICA ARGENTINA.
Vira d (onfederacao Argentina]
Morrao os selvagens unitarios!
Buenos-Ayres, 13 deoutubro de 1843.
O poder execulivo honrada legislatura da
provincia.
Srs. representantes.O governo drige-seno-
vamente aos Srs. representantes para dar-lhes
conta de um novo e nao menos desagradavel in-
cidente que teve lugar no desconhecimento du
bloqueio de Montevideo e Maldonado pelo che-
lo das forcas navaes biasileiras, que aggrava as
circunstancias da offensa que se infligi a con-
(ederacao e atienta contra a sua dignidade o
respeito.
No mesmo dia em quo o governo levou ao vos-
so Ilustrado eonhecimento o passo injusto do
Exm. Sr. ministro do S. M. I. em Montevideo ,
por cuja ordem havia procedido o chefe das for-
cas navaes brasileiras naquelie porto, julgou op-
portuno instruir dessa escandalosa conduela o
Exm. Sr. ministro deS. M. o Imperador nesla
cidade pela copia n. 1, reprodusindo os senti-
mentos de sincera amisade de que se acha pos-
suido para com S. M., os vivos desejos que tem
a confederaco pela consol vacao da paz com o
Brasil, detalhando-lhe com serias considerares
os immensos males em que pretenda aliysmaro
imperio e estas repblicas pela nova c injusta
guerra em que as envolva, e a imperiosa neces-
sidade em que se via de salvar a honra nacio-
nal e de defieiidcr ardentemente os indispula-
veis dircilos da confederagao, o caracterisando
como devia um procedimento que lao vigoro-
samente reprovado pelos principios immutaveis
da justfa, como contrario as consideracoes de
que se fez digno o governo, pelo modo generoso
e favoravel aos neutros com que foi estabcleci-
do o bloqueio.
Este passo de fina benevolencia para com o
governo de S. M. o Imperador, esta franca o a-
migavel explicagao de um governo ollendido,
que, depois da justa decisao com que os Ilustra-
dos de S. M. B. cdeS. M. o rei dos Francczes,
reprovra o desconhecimento deste mesmo blo-
queio, com o qual ocommodore Purvis prolon-
gou a guerra desastrosa destas repblicas, via
ja o termo promptoe feliz della;esto appello
amigavel do governo ao representante do S. M.
Imperial nesla cidade pela degradaco com que
o Exm. Sr. ministro brasileiro em Montevideo
aprsenla o imperio, alliando-o para a manu-
tencao da causa da rebellia, e vandalagem en-
cabezada por Rivera, esse inimigo manifest da
tranquillidadedo imperio, de quem S. M. Impe-
rial recebeo tantas e inequvocas provasde per-
fidia e deslealdade, vilipendiando-oda maneira
mais indigna e oflensiva; este acto cmfnn de
humaaidadee civilisacaocomque o governo lir-
inava seus vivos desejos para que o Exm. Snr.
ministro brasileiro, nesla cidade cooperasse pa-
ra a cessaco do derrama ment do sangue, e
nao se prolongasscm os desastres de duas na-
Ce leaes amigas do imperio, e a cujas calami-
dades tenda o desconhecimento ordenado pelo
Exm fir. ministro do Brasil em Montevideo, loi
retribuido com a inmitanle, descortezo desres-
peiuota nota que vae unta sob n. -.
As scrius diitfuidodc Qom quectta nota cow-
plicava aconservacao das rclaces de perfeita
intelligencia entre S. M. Imperial oeste gover-
no, comprometidas a pelo desconhecimento do
bloqueio, occupar3o sem demora as suas con-
sideracoes; porm, possuido sempre dos senti-
mentos os mais amiga veis para com S. M., an-
tes de responder ao Exm. Sr. ministro com a
copia do n. 3, convidou-o a reconsiderar e reti-
rar aquella nota,dando-lhe aviso do quo resol-
vesse para intelligencia do governo. O Exm. Sr.
ministro nao se prestou a isso, como se vera na
copia n. 4, de maneia que o governo se vio na
sensivel necessidadede devolver-lhe, como ni-
ca resposta a-nta original de 25 do mez passa-
do, fechando com elle loda a correspondencia
ollicial, prevenindo-o de que ficava esta suspen-
sa desde a recepco da resposta deste governo,
n. 5, e de que participa va ooccorrido ao gover-
no de S. M. com copia da ola que motiva va es-
ta medida. Ao responder o Exm. Sr. ministro a
esta ola, pedio o seu passaporte, como se v
pela copia n. 6. Nesto mesmo dia chegou o va-
por brasileiro mperatriz, o ao entregar ao mi-
nistro das relaces exteriores, por intermedio do
secretario da legacao, a correspondencia viuda
para este governo, mandou-lhe participar o es-
tado decadente da sua sade, ea impossibili-
dade de procural-o como era de exigencia. Co-
mo entaj eslivesse fechada com o Exm. Sr.
ministro brasileiro loda a correspondencia olli-
cial, c o governador abaixo assignado se achas-
se ausente em Palermo, nao foi possivel ao mi-
nistro das retacees exterit-res procurar o Exm.
Sr. ministro dn Brasil sena no dia eguinte 6m
que foi para isso autorsado.
O Exm Sr. ministro brasileiro, depois de dar
varias explicacoes benvolas por ordem do seu
governo, chamou a altcncao do ministro das re-
larocs ex'eriores para os arligos editor i aes das
Cazetas do 27 e 30 do passado, queixando-sc
dilles, e elassifleando-os de mui offensivos e
commihatorfos contra o seu governo eo impr-
riodo Brasil, cuja leiluru produsiria all grande
sensacao, e causara disrussoes desagradaveis
as cmaras. O ministro das relaces exterio-
res replicou que a Gazeta nao era peridico olfi-
cial, que o governo nao era autor dos arligos
que so publicavao; que nao tinha esto respei-
to responsabihdade nenhuma, que o editor res-
ponsavel assigna-se no (iiu da Gazeta, e que j
se havia pronunciado sobre istoem outras occa-
siocs no mesmo sentido quando outros agentes
eslrangeiros aprescntro qucixas similbantes
O Exm. Sr. ministro insisti forlemente na sua
prctencao,indicando ao ministro das relaces ex-
teriores que cscrevesse sobre isto ao governador
abaixo assignado, propondo-lhe que se dssesse
na prxima (osera que o governo* tinha visto
com desagracio o que se havia escripto as G-
zetas das citadas datas em sentido comminatario
e ofi'ensivo contra o seu governo e o imperio; que
Ihe respondesse sobre isto, porque so era accei-
taa sua proposta, compiazcr-sc-hiaem commu-
nicar ao seu governo este les'emunho de fina be-
nevolencia do governo da confederaco argen-
tina.
O Exm. Sr. ministro brasileiro oceupou-seem
seguida com o das relaces exteriores com ou-
tros objectos, quo os levra naturalmente a
considerar o estado actual de Montevideo depois
da chegada do vapor mperatriz, portador das
ordens do governo imperial para o conhecimen-
to do bloqueio. ministro das relaces exterio-
res lallou da exposicao desse governo intruso
jue conten contra o gabinete do Brasil referen-
cias dolosas e encapotadas o olVereceo-so a
mandal -a ao Sr. ministro brasileiro, porque es-
te anda a nao tinha lido. Por este motivo, ha-
vendo-Ihe proposto esto que cscrevesse ao go-
vernador abaixo assignado para que so rctiras-
sem todas as notas que tinha havido de parte
a parte, e ficaria ludo concluido, respondeo o
ministro das relaces exteriores que se perda
tempo com estas communicaces, quo nao es-
creveria urna su lettra porque aa era assumpto
que se devesse concluir assim; que I esse o iin-
presso o resol veste, eque, se eslava nosla dfspo-
sica Ihe escrevesse una carta particular, ex-
pressandn nea o que melhor Ihe parecesse e
que della doria conta. O Exm. Sr. ministro bra-
sileiro anneio a isto, oflerecendo maildal-a no
dio seguinl/j. Porm, ou porque a leitura da ex-
posicao o tivesse feto mudar de resolucad, ou
porque tivesse influido nelle outra causa, o
l'.vin. ^r. ministro do Brasil cscreveo ao dasre-
lai.oes exli riores a nota quo vae junta, copia n.
7, o u meiU9Hm relaces exteriores, devidamenteautorisad.), res-
pondeo com o n. 9, juntando-lhe o passaporte
quo pedia pela segunda vez.
O governo, ao vr-se contrariado nos seus
sentimentos pacficos e moderados, julgou ser
este o nico mel de prevenir os inconvenientes
e ulterioridades que pretenda estabelecer o
Exm. Sr. ministro do Brasil contra a conserva-
cao das relaces amigaveis de ambos os gover-
nos. Nao Ihe era possivel calcular at onde se-
ria levados esses mesmos inconvenientes.
Depois de haver empregado o nico ineio quo
Ihe diclavao seus benvolos desejos de conser-
var as lelaces de amisnde com S. M. Imperial,
conciliando-as, quanto possivel l'osso.coin a dig-
nilade do paiz, que a lodo o custo deve salvar,
e com os respeitos e consideracoes que Ihe sao
devidos, para prevenir ulterioridades que per-
turhassem a perfeita intelligencia de ambos os
goverm s, e afaslar um rompimento funesto pa-
ra o Brasil e esta repblica, nao devia esperar-
se que um ministro representante de um gover-
no amigo persistisse em urna nota ta offensiva
dos respeitos de que credor o da confederaco
argentina, como alheia do seu carcter e abso-
lulamento impropria para discutir e ajustaras-
sumptos to graves como os de quo se tratava,
por haverem sido injustamente atacadas as pre-
rogativas da confederaco e violados os pri-
meiros e incontestaveis direitos deste governo
como belligerante.
Mas preciso reconhecl-o, a dcsattenciosa
nota do Exm. Sr. ministro brasileiio nesta re-
pblica, com data de 'Jo do passado, foi o pri-
meiro passo publico com que animpu daqui os
reprovados actos do Exm. Sr. ministro do Bra-
sil em Montevideo no desconhecimento do blo-
queio, e outros ataques com que infringi a
neulralidadequelhe incumbe estrictamente sus-
tentar na aclual guerra contra Bivera. Desde 19
demarco, em que o governo oidenou o blo-
queio de Montevideo, impondo restnecoes sobro
cellos artigos. para que nao fossem introdnsi-
dos nessa cidade, por contideral-os contraban-
do de guerra attendulo o estado de sitio em
que se acha aquella praca anda em 25 de se-
tembro que se deduzem os inconvenientes a-
pontados e a necessidade de pedir ordens ao
seu governo para reconhecl-o.
No primeiro de abrii communicou-se-lfio por
copia o memorndum dos Exms. snrs. ministros
plenipotenciarios de S. M. B., e de S. M. o rei
dos l'rancezes sobre as embarcaces procedentes
do Ocano, ea resposta deste governo. Tam-
bero n'esta occasiao nao se representou sobre
estes particulares. Muilo menos fez opposicao
alguma o chele da esquadra brasileira em Mon-
tevideo nem ha noticia de quo o snr. encarre-
gado de negocios acreditado entao na dita cida-
de tivesse deduzido os reparos, invocados depois
em 25 de setembro. E notorio que n'esta oc-
casiao smenle o commodore Purvis, chefe das
frcas navaes de S. M. B., estando em contia-
dlccao aborta com o Exm. snr. ministro repre-
sentante n'esta do governo britannico, dcsco-
nheco o bloqueio e a inodilicacao expedida em
consecuencia d'aquelle memorndum.
Para tornar mais irritante aquello procedi-
mento, esperou-se que foss ni reprimidos pelo
Ilustrado governo de S. M. B. osatlentatorios
ataques do commodore Purvis, e que todos os
mais cheles das forcas navaes estrangeiras se
prestassem intimacSo do commandante geral
em chefe da esquadra da confederaco. Foi en-
tao que se apresentou a inconveniencia de que
o bloqueio eslabelecido sm generis, de que
convencional, de que nao bloqueio sanecio-
nado como regra de direito commum interna-
cional.
O restabelecimento do dito bloqueio comrou-
nicou-se ao Exm. snr. ministro nesta cidade no
dia 6 do mez passado e no dia 8 aecusou elle
a recepcao da circular do governo, sem apre-
sentar a menor observacao. Mas esperm: que
o Exm. sur. ministro brasileiro em Montevideo
ordeuasse o seu nao reconhecimento para resis-
tir-lhe o contrarial-o aqui tambero pelo modo
descortez e irrespeitoso que se v % reprovando
que o chefe das lrcas navaes brasileiras reve-
iasse os desacordados e inlundados motivos quo
se drao na ordem que Ihe foi iransmittida pa-
ra aquello nao reconhecimento e pretendendo
persuadir que o governo do Brasil nao tomou
uinda em consiiW??? s erdern d'e;U term
ao commandante aui chefe da esquadra argenti-
na, o memorndum dos Exinv snrs. ministros
piemnoioiiu.iuos de Sua ,M. l, e de tu M.


ti
o rei dos Francezes, e a resposta deste governo.
Julgar-se lia ainila mais estranha esta con-
ducta do Kxm sr. ministro brasileiro nest.i ci-
dade se se considerar que est ella em contra-
ditcao cun as explicares francas feitas ao mi-
nistro das relacoes exteriores. .Nao s em urna ,
mas em muitus occasioes Iho declarou i|ue o
seu governo a quem tinha dado conta da or-
den, de 19 do marco e do memorndum dos
Exms. *rs. ministros plenipotenciarios da Gro-
Bretanha e da Franca tinha ordenado que a
esquadra brasileiro em frente de Montevideo
observaste a respeta do bloqueio, a conduc-
ta dasestacoes inglezas o francezas e aind.
que para salvar a contradicho em que est
com a sua citada nota, se pretende que esta or-
dcm se refere deste governo com data de 10
de marco, vero os srs. representantes que
isto insustentavel a menos que nao seja per-
mitido fazer ao ministerio do Brasil a enor-
missima offensa de attribuir-lhe urna falta com-
pleta de previsao e de pratica nos negocios gra
vos, se se quizer sustentar quo ogahinete im-
perial enviara uin ministro para Montevideo ,
quando a sortc daquella praca se achava pen-
dente das respostas do ministro liritannico sobre
a discordancia que existia entre o Kxm. sr. mi-
nistro plenipotenciario e o commodorc Purvis,
sem Ihedarinstruccoes sobre a linha de con-
ducta que deveria observar em qualquer dos ca-
sos que podesse acontecer.
Acha-se tambem em opposico com as repe-
tidas manifestacoes que fez ao citad) ministro
de relacoes exteriores, sobre o desagrado que
Ibecausavo as noticias que de Montevideo Ihe
transmittia o Kxm.sr. ministro do Brasil, quan-
o disposicao em que eslava de nao reconbe-
cer o bloqueio ; sobre as segurancas que Ihe
deo do que Ihes haviaescripto para encaminhal-
o no sentido das intences do seu governo e
soijre as fundadasesperancasque manifestava a-
limentar de que o gabinete do imperio nunca
approvaria a conducta daquelle ministro.
Chogou a tal ponto a impresso que procu-
rou produzir no dito ministro de relacoes exte-
riores sobre a convicio em que ostava quanlo
desacordada disposicao do sr. ministro brasilei-
ro em Montevideo ; era tal o interesse do que se
manifestava possuido para que o represantante
deS. M. Imperial naquella cidade nao se ex-
traviasse do modo escandaloso por que o fez, e
to decidido se mostrava contra a summa injus-
ticaque nelle olxervava que na noute dodia
1-2 do pawado :s 10 huras altamente desgos-
toso segundo pareca se aprcsenlou em cas;,
do mesmo ministro de relacoes exteriores noti-
eiando-lhe a viuda do patacho de guerra brasi-
lero Argus conductor da correspondencia do
sr. ministro brasileiroem Montevideo com data
do dia anterior, com a participaco de que nao
encontrava instruccao do seu governo relativa-
mente ao bloqueio que deveria soffrer aquee
porto, e que em tal estado se dispunha a pedil-
os para proceder com acert; que a mesma cor-
respondencia nao Ihe diz expressamente que
nao reconhecia o bloqueio limitando se t-
mente a manifestar Iheduvidas ; que com data
de 7 do mesmo mez tinha escripto ao Kxm sr.
ministro brasileiroem Montevideo o necessario
para illustral-o no caso do bloqueio ; que de
-Montevideo nao se Iheaccusava a reeepco da
sua correspondencia nao ohstmle saber que
all tinha chegado o paquete por ondeescrevra;
mas que apezar de ludo sendo este um as-
sumplo to serio e de tao gravissimas consequen
cias para o Brasil prevena confidencialmente
o ministro de rcLcoes exteriores queestava re-
solvidoa embarcarse naquella mesma noute,
so o vento acalmasse, para entrar com o minis-
tro brasileiro a bordo mesmo do Argus na
baha do Montevideo onde pensava chamal-o
com o maior segredo e sem que ninguem da
praca o soubesse.
Como o ministro de relacoes exteriores Ihe
offerecesse mandar chamar o capitaodo porto pa-
ra prestar-lhe asattencoes que podessem ser-
Ibes necessarias respondeo o Kxm. sr. minis-
tro do Brasil quo tinha ja dousescaleres promp-
tos pertencentcs esquadra brasileira que
agradeca seus oflerecimentos quo nada com
municasse ao capito do porto que convinha
nao se fizesse publica a sua viagem cque.se
eTectivamente se embarcasse seu filbo vira
dar parte. Nao se eflectuou esta viagem, porque
o vento nao acalmou em toda a noute.
No meio disto, sem que possa atinar-secom
a causa de tao notavel variaro ve-se pela sua
irrespeitavel nota de 25 do passado qucsympa -
tbisa completamente com o Exm. sr. ministro
em Montevideo equesae a sustentar os ex-
travos deste ; mas com reflexoes to capciosas
o futes como aquello apresentou o cuja reve-
lacao pelo ebefe brasileiro tao manifestamen-
te reprovada na citada nota. Ellas tem a mes-
ma tendencia para desconhecer o direito do go-
verno da confederado argentina,paraeslabele-
cer o bloqueio que declarou sobre o portodo
Montevideo V. m urna nTpnca rnntra ;,s nm.
H^
2
nistro brasileiro nao pode justificar na sua j
citada nota. Pouco importa que um bloqueio
seja smenlo restrictivo de alguns artigos ou
suave : deriva sempre de um diroto inquestio-
navel que portencj ao belligerante, se este tem
frca sufficicnte para fazel-o eflectivo. So nao
em toda a sua extensao e geral maior dever
tem os navios estrangeiros para reconhecl-o ,
porque oi estabelecido consultando o menor
vexame possivel para o commeicio dos neutros.
Se assim nao fosso resultara que um acto de
fina benevolencia teria por justa retrbuicio a
injuria mais grave, e que o mesmo governo ar-
gentino teria autorisado a infraccao dos direitos
da repblica e a intervencao mais attentatoria
na actual guerra contra Rivera. Sobretudo
mais que absurdo roconhecer no governo argen-
tino o direito de cstabelecer um bloqueio rigo-
roso e desconbecer-lbe o direito do estabelecer
um bloqueio restrictivo smente de varios arti-
gos, cuja introduccao podo contribuir para a
prolongacao da guerra.
Se o Kxm. sr. ministro de S. M. I. em Mon-
tevideo, ou o commandante das rcas brasilei-
ras, nao se acliavao dispostas a admittir que oa
navios brasileirosgozassom do beneficio genero-
so que o governo concedeo aos neutros proce-
dentes do Ocano, sobre o porta de Montevideo,
em tal caso ou devio tor declarado que o re-
nunciavo, para que os vasos da esquadra da
confederado argentina fi/.essem o registo dos
hrasileirosqueviessem do mar alto segundo
prescreve a le commum das nacoes, ou ter fei-
to sobre isto declaracoes satisfactorias sem a-
vancar desconhecer um direito indisputavel
deste governo. Se opportunamento nao rece-
bflrao ordens do seu governo nao culpa da
confederacao. Tao pouco a falla destas argu-
mento contra um direito claro da repuolica ,
riem pode justificar a ingrata retribuicao que se
faz por um favor que os chefes de todas as mais
nacoes neutracs estacionadas em Montevideo
soubro apreciar e corresponder ltimamente,
honrados representantes desdo que a um bel-
ligerante se reconheco o direito s rigorosas leis
do bloqueio insustentavel a pretencao de
negar-se-lhe o emprego dessas mesmas leis.
O governo se abitm de oceupar-se das des-
comedidas exprobracoes que se Ihe fazem de
falto de urbanidade e de usar de phrases desa-
gradaveis, porque com propriedado impugnou
o classificou os actos hostis do Kxm. sr. ministro
brasileiro em Montevideo pretendendo que
iislo so faz urna ollensa ao governo que repre-
senta. Tambem nao notar o extravio em que
parece estar o Kxm. sr. ministro do Brasil nes-
ta cidado de quo ao ter recorrido o governo
a \ II. dando conta daquelle desagradavel in-
cidente e da disposicao emque se achava para
salvara dignidade nacional que Ihe est confia-
da tivesse em vista o juizo Ilustrado de V. H.
podesse constituir um direito internacional.' Os
sinceros desejosdo conservar inclumes as rela-
coes do perfeita intelligencia com o governo de
S. M. o Imperador do Brasil e as notas de 22 do
mez passado aos honrados representantes e ao
Kxm. sr. ministro brasileiro, exigem delle que
prescinda desse exame muito mais porque pa
tenteio ellas a dignidade com que se houve no
meio da insondavel brecha quo abrirao contra as
prerogativas da confederacao os attentatorios
procedimentosdeseus representantes em Mon-
tevideo comprometiendo a paz do imperio e
desta repblica, e retribuindo da maneira mais
impoltica a lealdadec fina benevolencia deque
sempre esteve animado este governo para com o
de S M. o Imperador.
Sensivel ao governo ter tido que dictar a
medida de que vos da conta com o representante
de urna nacao amiga, a quem tem dado nao e-
quivocasprovas de sincera amisadee lealdade.O
seu dever eos vivos desejos de conservar Ilesas
as relacoes do perfeita intelligencia com o go-
verno de S. M. I. o obrigrao. Tomai-a em
consideracao, H. R com o acert esabedoria
que vos caracterisa. e pronunciai-vos sobre ella
com a liberdado que corresponde.
Dos guarde a V. H muitos nnos. Juan
Manuel de Rosas. Filippe Arana.
( Gazeta mercantil.)
Constantina, ficando s suas ordens o general
Baraguay de Hilliers.
O duque de Nemours abreviou a sua de-
mora no acampamento de Lyon em conse-
quencia dos despachos que recebeo de Pariz e
chegou sTulberias no 1." d'outubro. Asse-
vera-se que parte das tropas que compunhao
aquello acampamento vae ser immediatamen-
te dirigida para as fronteiras da Hespanha.
A imprensa tem annunciado por muitas
vezes que se tratava da prxima abertura de
um congresso np qual devio de ser exami-
nados os negocios da pennsula bespanhola.
Assevro-nos boje que este boato nao de-
xa de ter algum fundamento. Os gabinetes do
Norte teem principalmente em vistas nullificar
pouco a pouco todos os actos, pelos quaes a
legitimidade tenha sofrido alguma quebra na
f,| icac ao da senlcnca c acordaos constantes da
inc 'usa certidao da qual se mostra : 1. Uo
II,0 nao robei a escrava demandeilh'a na qua.
Iid'edc procurador de Miguel Francisco d
Queii oz, seu legitimo senhor: 2.", que, quan-
do o h cardo me perseguio criminalmente jj
eu tinh a na !* 2-* instancia contra elle'al-
cancado as primeiras duas sentencas corformes,
e que t 'urante osseus moratorios embargos
na chance "aria aproveilou ello o prestimo do
snr. Bram la0 Para me perseguir e vCr se
por este mol oobtinha de mim a desistencia da
demanda ficando-se elle com a escrava do
meo constitu inle > que de certo nao pode
conseguir por. me na0 achar brando; mas sem-
pre rijo em di hender a propriedade do meu
constituinte r oubada por aquelles, de que
a 1. instancia. Ajuize acn.
bl ico
falla a sentenca o
Kuropa. J se tem fallado deprojectos d'al- ra o respeitavel pu U'IC0 e decida qual denos
lianca matrimonial entre os filbos do principe o ladrao de esi ravos.
Temos presentes jornaes francczes, chega-
dos ltimamente os quaes alcancao s 3 de
outubro p. p. e d'elles extractamos o seguinte :-
a O negocio de Jerusalem chegou finalmen-
te a urna feliz conclusao. Kis-aqui o despacho
Joo lilhi) do Bernardote e os de Gustavo
daSuecia. Parece que os gabinetes de Vin-
na c de Berln estao igualmente dispostos a to-
mar parte n'uma conferencia sobre os negocios
da Hespanha com condico de que se obter o
previo consentimento de D. Carlos para o casa-
mento de seu filbo com Isabel 2.a Ksta allian-
ca faria igualmente voltar a Hespanha aos prin-
cipios da legitimidade.
Ha j muito tempo, como sabido que
se negocia com D. Carlos para obter-se o seu
consentimento ; parece que elle nao exige mais
do que abdicar pessoalmente os seus direitos
corda de Hespanha em favor do seu (illio mais
velho ; mas com urna condico da qual elle
nao quer abstrabir-se e que alias apoiada
pela diplomacia do Norte ; vm a ser que o
principe das Asturias ser rei de Hespanha e
nao simplesmente marido da rainha.
Todjvia parece que os gabinetes de Londres e
de Pariz propozrao um mezzo termine quo pn-
deria azer desapparecer as difliculdadcs. Se-
ria elle o fazer declarar rei de Hespanha o prin-
cipe das Asturias, com o titulo do Carlos 5.
juntamente com a rainha sob o titulo de Isa-
bel 2. Assim seria o throno da Hespanha oc-
cupado por dous soberanos, Carlos e Isabel,
como no seculo 15. por Fernando e Isabel.
Tambem se diz que D. Carlos suscita ou-
tra difficuldade que. sendo de mera formali-
dade bem poderia todava demorar a conclu-
sao des te negocio. Pretende elle haver sido o
nico rei legtimo depois da morte de Fernan-
do?.0, e como tomou o titulo de Carlos 8.',
quer que se de a seu filbo o de Carlos 6.
Nao haver entao outro remedio para apla-
nar esta difficuldade senao escolher um dos ou-
tros cognomes do principe das Asturias, e
dar-lhe o titulo de Fernando 8. ou chamar-
Ihe Carlos-J.uiz 1.*
Comtudo parece que as negociaces entre
os gabinetes do Norte os de Pariz de Lon-
dres e a pequea corte de Bourges teem to-
mado ltimamente urna grandeaclividade. M.
Guizoto o qual teme que a posico da Hes-
panha precise cedo ou tarde da intervencao da
Franca quizra arranjar urna combinacao que
permittisse Franca obrar de acord com as po-
tencias do Norte. Elle propoe da parte do ga-
binete francez o exigir-se de D. Carlos que
nao ponba os ps na Hespanha e que se m-
ponha a mesma condico a Mara Christina.
Elle espera tirar assim a D. Carlos a possibil -
dade deprejudicar aos interesses francezes na
Hespanha.
(Journal du Havre.)
J tenho em meu poder a escrava ecra ,
vou cobrar do Ricard as custas e os das de
servico. Facao Sn rs-. Redactores o obse-
quio de publicar por a imprensa estas linbas,
e a certidao, que Ibe re melle seu respeitador,
o ^ 1 advogado velho,
ju o Baptista boares.
--------------------, _j
e amigo velho
DIARIO DE PERUHBCO.
vapor Imperatriz chegado hoje (30) do
Norte, deixou as provincias em que tocou ,
em tianquillidade : tivemos jornaes do Para at
15 do Maranhao at 17 e do Cear at 25 ;
n"elle? nao achamos cousa de grande interesse ;
todava no seguinte nadaremos um artigo do
Maranhao, peridico que ha pouco mais de
um mez se publica na provincia desse nome.
Protende o autor reivimh car do poder do reo
Ricardo Romoaldo da Silva 8"a escrava de no-
me Joanna queindevidame n'e est possuindo
por venda que Ihe fizera o n ^ Jos Gomes de
Mello, quando d'ella apena\ ''"ha o dominio
til ; e bem assim do poder de* te a cra Ger-
trudes, c produeco da mesm* e scrava duran-
te o tempo em que ella o eslava se rvindo : de-
fendem-se os reos com a materia dfe 8Ua contra-
riedado a folbas 15 ; o que ludo visii e o mais
dos autos achando-se cumpridamri, 'te prova-
da a intenca do autor com as testemv "ibas de
folhas36 a folbas 43 e nao se podendo dizero
mesmo a respe i to do que os reos affirnu ~{ em
sua deffeza julgo competir ao autor a pre& ente
acfo contra os reos a quem condemno na
resttuicao das referidas escravas, e producca"1!
que tenna bavdo pagamento dos dias de ser-
vico que se liquidaren! da contestaco em van-
te e igualmente as custas dos autos. Ci-
dade do Recife 12 de maiode 1841.Manoel
Jos da Silva Neiva.E mais se nao continha
nem outra couza alguma se declarara em dita
sentenca aqu transcripta : e oulrosim certifi-
co mais que osaccordaos. que o confirma-
rao sao do theor, forma, modo, e maneira se-
guinte: Accordo em relacao &c. Que con-
firman a sentenca recorrida por alguns de seos
fundamentos paguem os appellantes as custas.
Recife 5 de fevereiro de 1842. Maciel Mon-
teiro presidente.-BelmontLibanio.Ra-
mos Ponce.Peixoto. Accordo em rela-
cao, &c. Que sem embargos dos embargos, que
por sua materia e autos nao recebem cum-
pra-se o accordo embargado, e paguem os
embargantes as custas. Recife 18dejulbode
1843.=Bclmont, presidente interinoLiba-
nio. Ponco. Peixoto. Amaral. Villa-
les.
COMMERCIO.
Correspondencia.
Snrs. Redactores. Quando em selem-
bro do anno passado fui preso por o senhor
delegado Brando requerimento de Ri-
----- cardo Romoaldo da Silva que por tres vezes
thclegraphico que o governo acaba de publicar: me fez criminalmente processar por o s caso
Taulan 9ft Ao t.../..- A* (unirlo ,1 -< i,.____ t__.... ,
Toulon 28 de selembro.
O ministro de Franca em Constantinopla
ao snr ministro dos negocios estrangeiros.
seu successor fan urna visita official de desculpa
ao cnsul do Franca. A bandeira franceza
ser solemnemente arvorada em Reyrouth s-
de do governo geral da provincia e saudada
21 tiros d
com 21 tiros de peca. Todos os caberas do
molim recebero um castigo exempiar.
Affirma-se quo est assigr.ada : SCtSCS c
rogativas da repblica c que o Exm >,. mi-cao do duque d'Auuale para o governo dejt.sfazera promessa do meu amigo com a pu-
da fgida da preta Joanna, fartou-seo Ricardo
de publicar por o Diario-timo os pormenores
das suas denuncias em as quaes nao leve ce-
remoniadeappellidar-meladrao deescravos
Em silencio sofiri com resignaco essa alroz in
juria e s um meo amigo pedio por este Dia-
rio oo respeitavel publico suspendesse o seu
juizo meo respailo. No entanto corrern os
processoscom o vagar costumado em o nono
foro, at que, combatido, e vencido o Ri-
Alfandega.
endimento do dia 29.........15:5738986
Descarregao hoje 1.
BrigueAragolouca e papel.
BarcaGlobefaiinba e bolaxinha.
DitaAntoinelesal.
BrigueHellenapedras.
BarcaAtoBacalhao.
DitaCameliadiversos gneros.
Brigue Talbotbacalhao.
DitoFeliz-Deilinopedras.
DitoS.-Jos dos-Navegantes barricas va-
zias, fumo e rap.
Movimento do Porto.
Navios entrados no dia 29.
Montevideo ; 48 dias, brigue dinamarquez
Eleonore ,' Sofer_, de 144 toneladas capi-
to C. O. Lifgein cquipagem 12, carga
lastro: a consignaco de Le Bretn Schri,mm
&C.
Goianna ; 5 dias hiate brasileiro Conceic&o do-
Pt/ar, 23 V* taneladas, capito Antonio Jos
da Silva equipagem 4 carga assucar e
lenha.
Sahido no mesmo dia.
Rio-Grande-do-Sul ; brigue brasileiro Fiel,
de 201 toneladas, capito Manoel Marcian-
noFerreira, equipagem 16, carga varios
gneros.
Editaes.
O illm. sr, inspector da thesouraria das
rendas provinciaes em cumprimento do artigo


m
wmm
35 da Ie provincial n. 110 de 29 de abril de
1843, e da ordem do exin. sr. presidente da
provincia de 16 do corrente manda fa/.er pu-
blico que nos dias 13, 14, e 15 de dezembro
prximo futuroao meio dia se ha de arrematar
em basta publica perante a mesma tbesouraria
a taxa da barroira da ponte de Bujary na cidade
deGoinna, orgada em 5:000$ rs. annuaes ,
contados do 1. do Janeiro de 18^4 se antes
se nao marcar al 30 de junho do 1846.
As pessoas que se proposerem esta arrema-
tado compareco nos dias cima indicados com-
petentemente habilitados.
K para constar se mandou afixar o presente ,
o publical-o pelo prlo.
Secretaria ciaes de Pernambuco 17 de novembro de 1843.
O secretario,
Luiz da Cota Porto-carreiro.
O Bacharel formado Joaquim Jos da Fonse-
ea Delegado de polica do i." diilricto do
termo do 'xecife, porS M. 1. Sfc.
Faz saber, que em cumprimento do artigo
225 do reglamento n. 120 de 31 de Janeiro
de 1842 forao inscriptos na lista dos jurados,
por terem as qualidades exigidas nos 1. ,
2. e 3. do art. 224 do mesmo regulamento
os cidados seguintes
Adriano Xavier Pereira Brito.
AfTonso Honorato Bastos.
Agoslinho Hcnrique Silva.
Aleixo Jos Oliveira.
Alexandre Rodrigues Anjos.
Amaro oncalves Santos.
Adelo Jos Mendonca.
Andr Forjas Lcenla.
Angelo Custodio .Santos.
Silva I'r a gozo.
Antao Vieira Guimarcs.
Antonino Jos Miranda Falco.
Antonio Aires Vellozo.
Alves Barbo/.a.
Fonseca.
Annes Jacome Pires.
Bacharel Antonio AssumpQo Cabrul.
Antonio Bento Fres.
Pedro Nevcs.
u Bernardo Rodrigues Setle.
Caldas Brando.
Camello Pessoa.-
Carlos Francisco Silva.
Carneiio Machado Rios.
)) V-ICIIICIIie l'.Sini... L...2.
, Colho Mello Surur.
Correia Gomes.
Costa Fcrreira.
Reg Monteiro.
Dias Souto.
Uornellas Cmara.
Egidio Silva.
Flix Santos.
Ferreira Annunciaco.
Bailar.
Francisco Maia.
Francisco Santos Braga.
Gomes Leal.
Gomes Pereira S5.
lavares.
Goncalves Ferreira,
a Henriques Mara.
Jnior.
Ignacio Si I v i.
Joo Ressurroicio Silva.
Joaquim Almeida Guedes.
Correia Brito.
Mello.

Pacheco.
Dr. Ant nio Joaquim Moraes Sarment.
Antonio Joaquim Souza Ribeiro.
Bartholomeo Francisco Souza.
Bazilio Rodrigues Seixas.
Bento Francisco Farias Torres.
Jos Alves.
Costa.
Fernandes Barros.
Bernardino Pereira Brito.
(Continuarse-la.)
ileclaracoes
Cartas seguras existentes no corre.o para os
senhores : Francisco Antonio de Ul.vcira .Ig-
nacio Goncalves Lima Joo Gomes Mart.ns ,
Manoel Joaquim do Reg Albuquerquo
= Pela ropartico da polica se faz publico ,
para conbecimento de quem pertencer que
(orno capturados e se acbao recolh.dos a ca-
deia da cidade de linda desde o da 6 do
corrente os pretos escravos .fgidos : An-
tonio crioulo. deidade de 50 annos diz
ser de D. Antonia, moradora em Pajau de
Flores; eJos Cassange do .dade do 40 an-
nos de um Portuguez de nome Jos Pereira ,
que lora dono de urna venda na Rua-direita .
desta cidade e assassinado na abnlada em
cu|a oecwiiu iwfttt se p Monteiro.
onde at o dia precedente ao de sua prisao
existia. As pessoas porm que com dircito
se julgarem aos referidos pretos dinjo-sc a
respectiva secretaria munidas da competente
habilitadlo,
. ConlinuacSo dos decedores d banco.
Joo Jos do Moraes 20.000
Antonio da Silva Vianna 12.000
Joaquim uarte do Azevedo 16,000
Sebastian Jos da Silva Braga 20.000
Francisco Severianno Rabello 24,001)
Joo Vieira de Araujo 30,000
Manoel Caetano Soares Carneiro Mon-
teiro 40.000
Manoel Ignacio de Oliveira Lobo 60,000
Antonio Jos Pereira do Mendonca 70,000
Joaquim Machado Ferreira Lima 25,000
Manoel Joaquim da Silva Braga 25,000
Manoel da Silva Lopes 6,000
Jos Mauricio 6,000
Francisco Rodrigues do Moura 6,000
Ricardo da Silva Ramoaldo 9,600
Vlanoel Jos Chalaba Jnior 13,200
Augusto Ardon 6,000
Francisco Xavier da Fonseca Coutinho 18,000
Joao Hrumer 12,000
Jos Ramos de Oliveira 7,200
[Continuar-se-ha.)
CONSULADO DE PORTUGAL EM
PERNAMRUCO.
Precisando dar effectiva execucao a portara,
que recebi do governo de Sua Magestade Fide-
lsima de 19de agosto de 1842, e aos arti-
gos a ella annexos com referencia a de 9 de
dezembro do dito annn : cumpre-mc fa/.er sa
ber a todos os passageiros subditos portugue/.es.
procedentes dos portos de Portugal. e scus do-
minios que se nao tiverem apresentado n'este
consulado ; hajo de o fazer com promptido ,
a fim de se verificar o que dispemosartigosdas
citadas portaras esperando que se prestem a
este chamamento em beneficio dos seus pro-
prios interesses. Consulado de Portugal em
Pernambuco aos 27 do novembro de 1843.
Joaquim Baptista Moreira cnsul.
>---------- ---------------------------.........
sem limites de um completo e variado sorti |
ment de fa/endas nglrzas o france/as. que
forcosainonle se bao de vender para liquida-
cao do con tas e por isso de avultada pechinxa
para os seus fregue/es a quem pede hajo de
concorrer ao primeiro andar da sua casa na;
sexta-feira Io de dezembro as 10 horas da ma-
ntilla em ponto.
Avisos mar i timos.
= Seguir* para a Bahia o mais breve possi-
vel o brigue S.-Jos-Navegante ; quem no
mesmo quizer carregar pode entender-se com
ocopito Antonio Pinto Lesea ou co A.
Irmonarua da cadeia n. 45.
= Seguir para o Rio-Grande-do-Sul den-
tro em poucos dias o brigue-escuna Marical;
recebe escravos e passageiros para o que tem
bons commodos; quem pretender pode en tender-
se com os consignatarios Amorim Irmo no Re-
cite ra da cadeia n. 45.
= Para o Aracaty seguir o hyate Flor de-
Larangeiras; quem quizer carregar dirija-se
a ra da Cadeia do Itecie loja de lazendas
n. 37.
=r Para Lisboa sahir no da 16 do corrente
o brigue portuguez Josephina-Emilia ; quem
quizer carregar, ou ir do passSgem trate
com o capitao na Praga-do-commercio ou
com o consignatario Thomaz de Aquino Fon-
seca na ra do Vicario n. 19.
A sumaca Felicidade sao para o Aracaty no
dia 16 do corrento impreterivelmente, por
terquasi o seu carregamento prompto ; quem
na mesma quizer carregar ou ir de passagem ,
trate com o mestre Ignacio Marques, oucom
seu propietario Antonio Joaquim de Sousa
Ribeiro. ,
=Para o Rio-de-Janeirosae tcrca-reira( o do
corrente) o brigue nacional Indiano ; os snrs.
passageiros.quctem fallado para irem dito bri-
gue queiro irroalisar assuas passagens ; as-
sim como igualmente os quo pretendem carre-
gar escravos ; para urna e oatra cousa tra-
ta-se com o consignatario Manoel Ignacio de
Oliveira na ra de Apollo ou com o capitao
A. A. Martha. .
= Para o Porto sahir brevemente o briguo
Paquete- Baianno capitao Lourenco de A-
raujo Guimares tem muilosexcellentes com -
modos para passageiros ; quem no mesmo
quizer carregar ou ir do passagem dirja-
se ao mesmo capitao ou a Mendes & Oliveira
na ra do Vigario n. 21.
Para Lisboa vae sahir com brevidade o
brigue portuguez Josephina capitao Paulo
Antonio da Rocha o mesmo brigue ten boas
commodidades para passageiros; quem no mes-
mo brigue quizer carregar ou transportar-se,
pode procurar o mesmo capitao ou a Mendes
& Oliveira na ra do Vigario n. 21.
__Freta-se para qalquer parle a barca ame-
ricana Rio nova o da primeira marcha; quem
pretender dirija-se a casa dos consignatarios L.
G. Ferreira &C.________________________
Leiles.
Avisos diversos.
= O corretor Oliveira tara teiiao tranco e
Aos senhores thesoureiros e mais pessoas
encarregadas das loteras d esta cidade.
Tendo sido frequentes os engaos a-iparecidos
as extraccoes das loteras d'esta cidade acon-
tecendo que tendo muitas pessoas tirado pre-
mios grandes, e outros immediatos, e contando
ellas com este beneficio passem pelo desgosto
de perderem suas sortes, com a annullaco
devida que o juiz Ibes d em consequencia de
nmeros repet los (altas, e augmento de
sedulasapparecidas as urnas como tem sido
notorio, e por vezes, e convindo evitar-se
d'ora em diante o apparecimento d este mal ;
convida-se pelo presente annuucio aos senhores
thesoureiros ou outras quaesquer pessoas en-
carregadas das referidas loteras para acceita-
rem um homem quo lem os conhecimentos ne-
cessarios para 'e incarregar d'estes trabalhos ,
empregando-seeste na factura das ditas sedulas,
com todo o cuidado e promptido por me-
nor preco do queeostumo pagar presentemen-
te. Aflianca-so que jamis apparecer engao
na extraeco das sedulas visto que estas pas-
so a ser rubricadas para evitar qualquer in-
trodcelo de outras que por malicia sao lancao
das as urnas, pondo-se igualmente em prali-
ca as precaucoes que se indicar a respeito : Ira
ta-se na ra da Conceico da Boa-vista n. 8 ,
a qualquer hora do dia ou annuncie para ser
procurado
= Aluga-se pelo tempo de festa urna gran-
de casa feita a moderna sita na ra de Ma-
thias Ferreira pouco distante do mar e rio,
cim 4 salas, 6 quartos, cozinha lora, quin-
tal grande ficando no fundo o poco do Con-
selbo ; assimeomo outra pequea untoa mes-
ma ; a tratar na ra larga do Rozaro botica
n. 42 de Manoel Felippe da Fonseca Cande.
Desappareceo no dia 24 do corrento do
sobrado n. 65 do Atlerro-da-Hoa-vista una
rola branca de olhos e bico bem encarnados;
nijnm tiyer nehado. querendo restituir, diri-
ja-se ao mesmo lugar, que sera gratificado.
v^^SOCEDAftE;^
O PRIMERO SECBETARIO aviza aossrs.
socios, que os bilhetes para a recita do dia 2 do
corrento principio a ser distribuidos boje do
meio dia em dianto em casa do thesouieiro:
outrosim. que a commisso admnistrativa se
rene, pelas 6 e meia horas da tarde, para ap-
provacao de convidados.
WEITC1I BRAVO & C.
vwdem na sua botica e armazem de drogas ,
na ra da Madre de Dos, n 1.
A preparaco seguinte por preco muito com
jnodo e de superior qualidade.
HJagnesia calcinada ptima.
Os sal uta res e (Te i tos deste medicamento co-
mo purgante mu suave e capaz de so applicar
a todas as pessoas do qualquer sexo ou dado ,
absorvendo ao mesmo tempo todos os cidos
existentes em nosso estomago, e que tanto
perlurbam nossas uneces digestivas, tornam
seu uso rccommcndavc!, e muito necessario.
A experiencia tem mostrado a um sem numero
de Mdicos sabios e verdadeiros observado-
res do effeito therapeulico dos mcdicanientos ,
que tanto maior he a sua aeco purgativa .
quanto maior he a quantidade de cidos que
e maior parte das vezci desenvolvem nossas do-
ancas do estomago. Urna ou duas colberes de
soupa misturado com agoa durante o dia he
qnantidade sufliciente para produzir bom
effeito.
Na mesma casa lambem se vendem tintas,
e todos os outros objectos de pintura ; vernizes
de superior qualidade entre cites um perfei-
tamente branco e que so pode applicar so-
bre a pintura mais delicada sem que produ-
za alteraco alguma em sua cor primitiva. Ar-
row-Root de BcrmudaSag Sabonetes -
Sabo de WindsorAgua deSeidlitz Agua
de SodaAgua de Seltz Limonada gasoza ,
Tinta superior para escrever Tinta para
marcar roupa Perfumarlas inglezas --F'un
das elsticas de patente Escovas c pos para
dentcs Pastilhas de muriato de morphina ,
e ipecacuanha Pastilhas (inissimas de hor-
tel-pimenta Pastilhas de bi-carbonato de
soda egingibre. As verdadeiras pilulasve-
getaes universacs do D.r llrandrelh vindas
uewuiuwt RC Ectadcr Unido*, *C. --:.
Aluga-se o segundo andar do sobrado novo>
na travessa do Dique n. 9 quem o preten-
der trate com seu proprietario Antonio Joa-
quim de Sousa Bibeiro no seu escriptorio da
ra da Cadeia do Recife n. 18.
= Arrcnda-se um sitio no Arraial, Agua-
fria ouBebiiibe, que tenba mata, o baixa
para plantar capim; quem o tiver annuncie por
esta folba.
= Precisa-se de um homem idozo brasiloi-
ro ou portuguez. de boa conducta para en-
sinar primeiras e segundas letras, distante
desta praca 10 legoas ; a tratar na ra do
Crespn. 2, loja da viuva de AlTonso & C.
Precisa-se fallar com os senhores Jos Ri-
beiro e Antonio da Costa de l'iguereido, so-
bre duas casas do beco da Romba, on com seus
berdeiros ou procuradores; na Rua-nova na
loja n. 24.
r= Furlaro do cngenbo Caiop fregu;ia
de Isuarass sito na porteira de Araripo no
dia 27 de novembro urna bosta de roda e
um quarto : o (erro di besta este dA e o
do cavallo A ; a besta lem 7 annos, ruca ,
bem gorda manca e boa de carga ; o ca-
vallo tem 7 annos, melado bem escuro mas
est magro e lem os quadris relados ; quem
dellossouber e levar ao ditoengenho ser
generosamente recompensado ou der noticia
a Luiz Antonio da Silva seu proprietario.
Aluga-se urna casa em Santa Anna porto
do banho, caiada e pintada de novo por proco
commodo ; na ra do (^ueimado loja n. 4.
Aluga-se um sobrado deum andar na Rua-
imperial n. 49 ; quem o pretender dirija-se ao
armazem do vidrosda ra dji Cadeia.
Da-se 250S rs. rs. a juros sobre penhores
de ouro ou prata; dirija-se a ra do Mundo-
novo n. 58.
Tbom F'rancisco da Costa, alfaiate.precisa
de ofTiciaes do mesmo officio, que pagar mais
conforme a sua promptido.
COLLEGIO-SANTO-ANTONIO.
Hojo pelas 4 horas da tarde o
encerramenlo do coij.egio-saxto-anton'Io :
e para que este acto se torne mais lusi-
do o Director convida aos lm."' paos
correspondentes dos allumnos queo frequento,
assim como todas as pessoas, que com sua pre-e
senca queiro honrar este estabeleciinento. O
Director aproveita tambem esta accasio para
convidar aos seus amigos ; esperando que to-
dos o dispensem d'o fa/.er especialmente. Col-
!e:rio Santo Antonio 18 de novfml>ro i<* 1843.
Bernardino Freir de Figueiredo e Castro.
OITerece-sc um homem para leitor do al-
gum sitio o qual entende bastante de planta-
les ; a pessoa que de cu prestimo quizer-se
utilizar annuncie por esta folha.
Aluga-se um bom preto cosinbeiro sem
vicio por prego commodo ; no armazem da
Rua-nova n. 67.
No dia 15 do mez passado.indo um moleque
botar cisco (ora em um taxo o qual tinha de
pe/o 8 a 10 libras o muleque dcscuidou-so :
e furtro o dito taxo ; e assim roga-se a quem
oi oferecidoeo queira ir entregar dando-se
o importe que par elle dco-se ; na ra de Hor-
tas n. 16.
SOCIF-DADE PIIILO-THALIA.
O tbesoureiro da mesma sociedade participa
aos snrs. socios que faz a distribuico dos bi-
lhetes para a recita do dia 2 de dezembro nos
dias 1 e 2 do mesmo mez na casa da socie-
dade.
Cbcgou ltimamente
mineral de
Seidlito, vinhodecherry da melhor qualidade,
madeira-secca velho do Porto superior e
concervas de todas as qualidades e muito fres-
cas grande sortimento de outros muitos vi-
nhos ; se vendem em casa Fernando do Luc-
ca e por precos commodos : na ruada Cadeia
do Recile n. 16.
Aluga-se urna casa de sobrado com a loja,
ou sem ella por commodo preco para se passar
a fsta por dous ou tres mezes com com-
modos suficientes para urna, ou duas familias:
na ra deS.-Bento derontc da porta travessa
de S.-Pedro-Martyr : a tratar na loja de cabos
defronte do Corpo-Santo n. 17"
Aluga-se urna prcla para o servico de urna
casa ; quem pretender procure a Praca-da-in-
dependencia loja n. 3.
Aluga-se um sobradinho na ra Imperial
n. 100; a tratar delronte do mesmo na fa-
brica de rap.
= Precisa-se de urna ama para criar com
bom leitc e sadia ; a pessoa livre ou escrava
que estoja neslas circunstancias e que se quei-
ra alugar oppareca na Bua-nova 1. andar do
sobrado n. 65 para se tratar do ajuste.
Lotera do Guadelupe.
Corrcm as rodas desta lotera no dia 11 de
dezembro prximo. Os bilhetes acho-se
venda as lojas do costumo e em Olinda na
botica do snr. Rapozo ra do Amparo, nos
Ouatro-cantos loja do snr Domingos e pg
y...-..iiinrn loin do snr Amorim,
i *----------'" '

ILFGIVEL
"M


I

Precsa-se de urna ama de leite; na ra
atraz da matriz da Boa-vista n. 22.
Alugao-se por todo anno, ou pelo tem-
po de (esta duas casas na Passagem-da-Magda-
Jena com bastantes commodos, e banbo mili-
to perto ; os pretendentes dirijao-se a ra da
Cruz n. 5.
Traspassao-se as chaves de um armazem
de carne secca,., com os pertences do mosmo ;
os pretendentes dirijao-se a ra da Praia n. 62.'
Quem annunciou ter madeira nos Ar-
rombados para vender queira de Jarar o me-
nor preco dos enchams de 20 e 25, e dos
caibros de 30, para ver se convern; assim como
a certeza de haver prompta para as mares do
la cheia a porcaoquese precisa 13 en-
chams de 25 8 de 20, e 30 caibros tudo
do boa qualidade.
= Precisa-se de um cont de reis a premio,
com hypotheca em urna parte de um sobrado ,
pelo tempo que se convencionar ; na ra do
Livramenlo loja n. 13.
Adverte-sc aos credores do casal do fina-
do Joaquim Lopes Machado que se pretende
pagar o terceiro dividendo boje primeiro do
corrente em casa de Hcnry Forster & Compa-
nhia, na ra do Trapiche-novo, onde os di-
tos credores sao convidados de apparecer.
Avisa-se ao snr. A. J. S. M. M. N. ,
que v tirar seu penhorato im do corrente ,
do contrario sera vendido para pagamento da
quantia por quanlo est empenhado na un-
dicao de Ierro na ra da Aurora.
No botequim que tem bilhar pintado
de amarello atraz da matriz precisa-se de um
ollcial charuteiro ou dous que tragao al-
guna aprendizes ser melhor; assim como tam-
hom precisa-se de um menino que saiba mar-
car bilhar a casa tem commodos para os mes-
mos morarem ; na ra dos Quarteis n. 19.
= Precisa-sede 800j rs. a premio, pelo
tempo que se convencionar hvpothecando-
se predios, ou escravos; quem qizer dar an-
nuncie.
Alugao-se 4 a 6 escravos para armazem
de assucar ; quem precisar dirija-se a ra da
CaJeia do Recife n. 1.
= Precisao-se de dous officiacs de chape-
leiro um para seda, eoutro para caixas, sen-
do desembarassados da-se bom ordenado, na
ra da Conceicao n. 17.
- Aluga-se pelo tempo de esta urna casa
terrea de pedra, e cal sita no Vlonteiro con-
ronteao oitodeS. Pantaleao com suffici-
entcs commodos e por preco mdico ; na ra
doQueimado n. 11.
O bilhele n. 516 da segunda parto da
decima-quinta lotera a favor das obras do
theatro pertonce ao snr. Francisco Jos da
Costa, do Ico.
Quem annunciou precisar de ptimo co-
= 4
assim como crismar as primeiras lettras dan-
do fiador a sua conducta; quem o pretender
annuncie
eseja-se fallar com o snr. Jo5o Estil-
arte Berburena a negocio de seu interesse
na ra do Crespo n. 2, ao p do arco de S An-
tonio.
-~ Aluga-se urna casa em S. Anna perto
do banbo pintada e caiada de novo por
preco commodo ; na ra do Queimado' lo-
ja n. 4.
= Aluga-se o segundo andar da casa n 5
na Rua-nova defronte do oitao da matriz; a
tratar na loja da mesma casa ou na mesma ra
na loja de Antonio Ferreira da Costa Braga.
= Na loja de Joao Loubet defronte do Ps-
seo-publico ha um novo sortimento de se-
das e outras azendas novas proprias pa-
ra cobr.rchapeos de sol tudo superior, e
de diTerentescores; tambem se concerto e
lazem-se chapeos de sol, por preco commodo
ecom brevidade.
- Ouem annunciou querer 70,000 rs. a
premio com penhores, dirija-se a ra do o-
gueira n. 27.
Precisa-se de urna negra, ou negro para
vender frutas, e verduras; na ra da Cadeia do
Recife n. 1, primeiro andar.
== Vende-se caf moido de sevada a 160 rs. dos prximamente na barca Tentadora m
a libra, dito em grao a 80 rs assucar mas- ve i ros, e ja separados em gaiolas mu'itoln"
cavado e refinado; na Rua-D.reita refina- tadores um sortimento desmontesde \T
cao n 10 defronte do L.vramonto. tasde todas as quididades sebolas bra?,!*
-Vonde-seaarmac5o da venda da ra de bolaxinha inglcza a 160 rs. a libra dorS
S. Rita-nova n. 93 por 40* rs. e a casa tem goiaba soitido chocolate da Babia a' 100
commodos para famiha tem 3 portas de fren- pao, emeioditoa 50 rs., cordas de Jnir
te e corredor independente cozinba fra branca proprias para andmes a 3500 rs orn
quintal cacimba e portao para a mar ; na to e a peca a 40 rs. ditas do croa a 5000
Rua-nova |0)a n. 24 0 cento e a peca a 60 rs. ; na ra estrella 1
Vende-se um moleque de 17 annos; 2 Rozario venda n. 8.
pares de esporas de prata modernas; na Ra- | = Vende-se farello novo em saccas d i
nova armazem n. 67. Lrrobas chegado de Hamb emC^a
= No novo deposito do pateo do Hospital do H. Mehrtens, na ra da Cruz n 47
. nZVna Ja dl SObrad \8 'nd0 Para = Vende-se Plassa de Primeira quadade-
a Horent.na cont.nua-se a vender muito boa em barris pequeos chegada na barca farmba de mandioca a 1920, 1600. e 1280 emcasadeL. G. Ferreir? & Companhia '
Compras
Compra-so effectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
20 annos, sendo de bonitas figuras pagao-se
bem ; na ra da Cadeia de S. Antonio so-
brado do um andar de varanda de pao n. 20.
Compra-se um mulatinho de 14 a 16
annos, que sirva para pagem ; na ra das
Cruzes n. 30.
== Compra-se um preto bom ollcial de pe-
dreiro ; na ra estreita do Rozario n. 10 ter-
ceiro andar.
= Compra-se o Panorama do mez de no-
yembro do anno passado; na ra estreita do
Rozario n. 37.
rs. milho a 1600 rs., feijao mulatinho mui-
to novo por diminuto preco e algumas cou-
sas mais, tudo por mais barato preco regulado
polo da ribeira ; no mesmo deposito compra-
se um banco pera carpina.
= Vende-so um cavallinho castanho bom
carregador e muito manso ; na ra da Guia,
cavallarice do Alemao junto ao Teixeira Lo-
pes.
Vende-se urna escrava crioula de 22 an-
nos perita engommadeira cose cozinba ,
o lava ; urna dita de 25 annes, engomma ,
cose, cozinha e he lavadeira ; urna negrinha
recolhida, de 18 annos, de nacao, cozinha ,
cose, engomma e lava ptima para mu-
camba; naruadasCruzesn. 41, segundo an-
dar.
N Vende-se o compendio da historia Ro-
mana por 640 rs. ; a obra de Roberto Burn
emum grande volume por 1S rs. ; o primei-
ro tomo do Virgilio, por 400 rs. urna flauta
Vendas.
FOLIINI1AS PARA 1844.
dirija-se a ra do Fogo n. JO
na
zinheiro .
esquina que vira para o pateo do S. Pedro
segundo andar.
Quem precisar de um preto, que enten-
de de padaria dirja-se ao Beco-largo ven-
da n. 6.
= (Merece se um homem casado que d
fiador a sua conducta pura cobrar dividas de
todas as casas de negocio que dello quizorem
confiar-se pois tem bastante pratica e serve
por preco commodo ; quem de seu prestimo su
quizer utilisar annuncie.
> Precisa-se de um caixeiro Portuguez, de
15 annos o que tenha pratica de venda ;' na
Rua-direita n. 23.
A das passados furtaro urna salva pe-
quea nova decasquinha que parece pra-
ta em rasao do contraste que tem no fundo
pela parte de baixo e por cima com lavrores,
e aro armado assim como tambem urna lan-
terna de boca de sino lavrada e casticaes de
casquinha; quem deste furto souber, ou Ibe
for olerecido queira participar na Rua-nova,
armazem n. 67 que se dar seu valor guar-
dando-se segredo.
ss Constando, queaviuvado Jos Soares
dos Santos procura comprador para as casas ns.
6 e 8 das Cinco-pontas pelo presente se
previne, para que ninguem faca negocio com a
'ditaviuva, por pertencerem ditos predios aos
berdeiros de Francisco Alves da Silva Gesteira
e terem ditos herdeiros do revendicarcm as di-
tas casas.
=s Precisao-se de oficiaes, e serventes de
pedreiro para trabalharem na Capunga e no
Monteiro ; no Atlcrro-da Boa-vista n. 6 a
tratar com o engenheiro Boyer.
= Precisa-se alugar um escravo capaz para
o servico interno e externo de urna casa de
pouca familia ; quem tiver annuncie.
=Aluga-se o sitio do fallecido Antonio An-
nes Jacomo na Passaj-em-da Magdalena, com
casa de bacantes commodos para familia pe-
lo tempo de fesla ou por anno ; na ra da
Cadeia-velha n. 00.
=- Um homem casado, que tem bastante ,
E17 S -;"""r" '" '"'ri'cc Para sor d- f- m* I Atterro-da-Boa-vista l
r.Q.^cr de aljMm engaso pertoda prac. ; |cfldf cbariltof p. 4!. '
Achao-se a venda na livraria da praca da
Independencia ns. 6. e 8 ; ra do Cabug ', lo-
ja do Bandeira ; defronte da matriz da Boa-vis-
ta botica do Moreira; no Recife ra da Ca-
deia loja de ferragens n. 45; em Olinda, ra
do Amparo botica do Rapozo; e nos Qua-
tro-cantos, loja do Domingos: as exccllentcs
lolbinhas impressas nesta Typographia com-
poslas pela primeira pessoa, que as fez nesta pro-
vincia e que tantocredito tem merecido; conten-
do as de algibeira ptimas chcaras, e a disputa
entre urna pulga, e um piolho sobre a fidalguia;
outras contendo a confisso do marujo ; e ou-
tras finalmente com a linguagem das flores, ou
novo diccionario para a correspondencia ama-
toria ; brevemente se exporao a venda, as que
tem os nomes e moradias dos empregados p-
blicos.
Vende-se para fra da provincia um pre-
to perito oflicial de alfaiale. sapateiro, e que
ptimo cozuiheiro, de 20 annos; na ra do
Queimado n. 11.
Vende-seo sobrado do um andar, sito
na esquina do beco do Quiabo da Rua-direita
dos Affogados, por preco commodo; na ra das
Cruzes n. 30.
Vendem-se saccas com farinha de man-
dioca e duas canoas de um s pao cada urna
e sag fino por preco commodo ; na ra das
Cr-uzes n. 30.
Vende-se urna cama de angico com
armacao e dous colxes tudo novo 'e por
preco commodo ; na ra da Senzalla-velba
n. 60.
= Vendem- se dous cavallos um ala/.ao,
gordo gualhando a segunda muda com to-
dos os andaros, e o outro alazo foveiro car-
regador de baixo at meio; as Cinco-pontas
n. 71.
Vende-se urna barretina nova para guar-
da nacional um corrame e urna escovinha,
tudo por preco commodo ; na ra do Cabug]
loja de miudezas junto da do Bandeira.
= Vende-se urna rica mobilia de Jacaranda
de muito bom gosto e por prego commodo;
assim como outros muitos trastes de superior
qualidade; na ra das Cruzes armazem de tras-
tes n. 63.
Vende-se urna olaria de pedra e cal no
Cordeiro, com muito bom barro, a margem do
rio Capibaribe por preco commodo ; no At-
terro-da-Boa-vista n 54.
as Vendem-se charutos de superior quali-
dade da Havana, da Babia em caixas e a
rclalho e ditos da Cacho :~
de bano com chavo de prata anda nova, po
78 rs. ; na ra estroita do Rozario loja de
cera n. 3.
Vende-se um sortimento do vidros para
espelbos, caixas com vidros grandes urna
porcao de taboado de pinho americano supe-
rior ptimo para resistir a qualquer estacao,
por anda conservar a resina ; 4 caixas com ce-
dras de filtrar agua, a moderna e trinta pe-
dras de cantara ; na ra da Senzalla-velha
loja de drogas n. 82 de P. Muller.
Vende-se azeite doce a 3600 rs. a cana-
da e a garrafa a 480 rs. dito de coco a 400
rs. a garrafa f farl^hs de """t" B ^Srt r
sag a 320 rs farinha do Maranha a 120
rs. payas novas amendoas, nozes presun-
tos, paios, chourigas, vinho engarrafado do
Porto, feitora dito mais abaixo dito da
Vladeira e Fgm ira ditos em pipas caf
do Rio eda trra a 4000 rs. a arroba e
140 rs. a libra queijos muitos novos, doce de
goiaba manteiga ingleza superior a 720 rs.
efranceza a 600 rs. ; na Ra nova venda n.'
65 ao p da ponte.
= Vende-se por proco commodo um sitio
na estrada, que segu da Magdalena para os
Remedios, com casa de pedra e cal, com duas
salas 6 quartos, cozinba fra e mais ar-
ranjos para estribara duas cacimbas cento
e tantos ps de larangeras, o mais arvoredos
todo cercado do limo e espnho, e com prin-
cipio de viveiro tem urna olaria coberta de te-
Ihas e dous fornos, tendo a vantagem de
com duas possoas sahr o tijolo do forno paa a
canoa, barro para toda qualidade de obra, c
sendo a margem do rio o livre de nnuncla-
ces de ebeias ; os pretendentes dirijao-se ao
mesmo sitio a tratar com Miguel Crrela de
Miranda.
- Vende-se urna parda moga, boa engom-
madeira, cozinheira e boa ama de urna ca-
sa ; urna preta de 20 annos, engomma, co-
zinha e lava ; urna dita de meia idade por
280,000 rs., boaquitandeira que d diaria-
mente 400 rs. ; um preto bom para todo o
servico ; um moleque de 12 annos; na ra
de Aguas-verdes n. 44.
= Vende-se leite ao p da vacca das 5
horas da manba at ao nascer do sol, para
quem quizer tomar como remedio, poiso leite
de vacca carana ; no sitio, que fica por de-
traz do sobrado do fallecido Monteiro.
- Vende-se um lambique contino de De-
rosne todo de cobre, corn duas caldeiras de
dimensao grande, por preco commodo ; na
praga da Independencia n. 28.
= Vendem-se ancoretas com superiores uvas
vindasde Lisboa; no armazem de Francisco
Das Ferreira & Companhia no caes da alfan-
dega.
- Vendem-se duas canoas, urna nova de
carga de 950 lijlos de alvenaria e a oulra de
1800 a 2000, a qual esta servindo de depo-
sito de agua, outrocaose por lijlos de al-i
venara grossa ; no sitio que fica por detraz
do sobrado do fallecido Monteiro.
=^ Vendem-se cortes de lanzinha imitando a
chal de novos padroes e la de quadrinhos
de muito bom gosto para ral-as; na ra do Ca-
bula n. 16.
Vflndejij-ie caria,iy* t? Hipeiio. shega,
=Vende-so muito boa bolaxa de primeira
e segunda qualidade a 9, 10, 11, e 12 pata-
cas por arroba farinha ptima para bolaxa por,
13 e 148 rs. : assim como o bem conheci-
do tijolo de alvenaria tanto pela sua qualida-
de como em tamanbo tendo de mais a van-
tagem de se mandar descarregar naquellas obras,
que tiverem poucos serventes; na ra dos Quar-
teis, padaria n. 18 deManoel Antonio de Jess
& Filho.
Vende-se farinha de mandioca nova e
de muito boa qualidade a 2560 rs., medida
velha ; na travessa do arsenal de Guerra ca-
noa Marta do Ats.
= Vende-se um carro francez de 4 rodas
para dous cavallos e arreios para os mesmos '
com pouco uso boas molas, e bastante acea-
do ; no armazem do caes da alfandega de-
fronte da escadinba a fallar com Dias Ferreira
& Companhia.
Vendem-se dous moleques de bonitas fi-
guras ; na ra do Padre Florianno n. 23.
Vendem-se mantas do cambraia adamas,
cada da ultima moda a 3ji rs. lencos de t-
lete d bonitos pad roes a 1600 rs. ; na ra da
Cadeia-velba loja n. 60.
Vendem-se 600 palmos de frente de um.
terreno no sitio Mangueira queestreinff com.
o de D. Antonio, na estrada de Bellem ou
troca se por casas nesta praca ; na ra da Praia
de S. Rita serrara n. 21.
Vende-se um caixao grande, que leva
mais de 20 alquoires de farinha e tambem
serve para padaria pois tem 4 repartimentos,
'Jous di*cs Bnvidr&CAaxM, qu&Mrvem. pura amos.
tras de venda urna porgo de caixas vasas do
Porto urna canoa fechada com mais do G0
palmos de comprido dous vestuarios do cou-
ro que servem para qualquer pessoa e urna,
porgodecourodepreguica; na Ra-imperial
n. 2.
Vende-se a venda da ra da Paz n. 2,
com poucos fundos e commodos para fami-
lia 4 grades que forao de agogue, todas
chapeadas de ferro um tacho de cobre com 13
libras e um fogo inglez com tres buracos ,
ludo com pouco uso o por prego commodo ;
a tratar na mesma venda.
= Vende, se Jacaranda superior chegado do
Rio de Janeiro pedras de marmore redondas
para mezas de meio de-sala, de muito bom gos-
to ditas para commodas cadeiras america-
nas com assento de palhinha camas de vento
com armagao marquezas sofas, mezas de
antar camas de vento mui bem feitas a 4500,
ditas de pnho a 3500, assim como outros mui-
tos trastes ; pinho da Suecia com 3 pollegadas
degrossura, dito serrado dito americano de
diflerentes larguras o comprimentos ; assim
como travs de pinho, e barrotes ; na ra da
1* lorentina em casa de J. Berangcr n. 14.
Escravos fgidos.
Fugio em um dos dias do mez de agosto
(fo corrente anno o escravo Casimiro, criou-
lo de 18 annos altura regular sem bar-
ba, secco pernas finas, com cicatrizes de fis-
rulas e as nadegas de chicote pertence a
Manoel Cordeiro dos Santos morador em
tabocas termo do Brejoda Madre de Dos ;
quemo pegar, leve ao Atterro-da-Boa-vista,
casa do doutor Francisco Xavier Pereira do Bri-
o ou no Brcjo ao tenente-coronel Antonio
I* rancisco Cordeiro de Carvalho
compensado.
Fugio de Bebiribe o negro Paulo, criou-
lo, natural do sertao, vindo Aracaty de 46
annos alto rosto comprido e descarnado ,
troca alguma cousa a vista e os brancos dos
olnos bastante amarellos ganhador o cala-
dor Toi comprado em agosto a Manoel Jos
haraiva c este o compoou a Joao Antonio da
^"Iva ; quem o pegar, leve a Antonio Dias Sou-
to com lojas de louca as ras da Cadeia lar-
ga do Rozario, e atraz do Corpo Santo que
ser gratificado.
, que ser re-
Kicira; na Typ, MftL F, di Fabin 1843


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