Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04520


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Full Text
Anno de 1843.
Sexta Feira 24
ludo agora depende de no memnuij da nnssa |irudencia, moiiertgo, e energa: con-
liaucinoa como principiamoa, e aereaoa apontadoe cui admirado entre aa fS'aqfwa miaa
jl'ai.
( l'roclamago da Aasembleia Geral do Busil..)
PARTIDAS DOS CRIVEIOS TERRESTRES.
Goianna, e Parahyba, aegundas e itiui feira. Rio Grande do Norte, quinlaa feiraa.
Bonilc e Garanhuna, a lo e 24.
Cabo, Sarinb.iem, Rio Formoso, Porto Cetro, Maeeio, e AlaRoaa no 1 11, t 21.
Roa-vi'tae Florea k l3 e 2S, Santo Anlio, quimas foiraa Ohnda todoa oa diaa.
DAS DA SEMA.1\A.
20 Seg. a. Octavio B. And. do J. deD.da2..
2 Ida, a. Columbano Ab Rei. Aud.do J. da U.da3. t.
22 Uua'rt. Cecilia V. M 'Aud. do J. de D. dn 3. v.
23 Ouint. a Cleu.en.teF. M. Aud. do J. de U. da a. v,
24 Sex. a. Joo da Orna C, Aud. do J. de da 2. t.
Q6 S|>. a. Calhanna V. i. Re. Aud, do J. da 1). da 1- t,
26 D.a, Pedro Alejandrino l),
de Novembro Anno XfX. N. 25.
O DlaHlo |>ul)lica-ae todo oa diaa que n3o forem Sanlificadoa: o preco da aMignatnra
de trea mil reia por quarirl pagoa adiantadoa Oa annuncioa dos aaaignantes ado '"r
gratia coa doa que nao forem raao de M'reia por liaba. Aa reclamacee dereai etr-
gidaa a cata Tip., ra da Crurea N. 34, ou a prega da Independencia loja deKaroe P. 6e.
da.
47 000
16.S00
0.400
i,920
1,020
1,90
CiamosNo da 3 de Novembro. coeapra
Caaabio aobia Londrat 26. Ooio-Moada da 6,400 V. 16.8J
Paria 37 J reia por franco.
. LiaballO porlOOdapranio.
Moeda da cobra 2 por canto.
Idea de letraa da boaa firmaa 1 a 1 1|4 %.
da 4,000
FaUTA-Falacoea
Patoa Coluainaraa
ditoa Monean"
N. 16,600
y.iuo
1,000
1.0 JO
1,000
xWm"
PHASES DA LA IVO MEZ DE NOVFMBRO.
La Cheia 7, i* 3 no' e t m. da manb.'i I La ora i M, < 3 horase 14 aa. da tarde
Quart. aaing. 14, aoi 13 minutos da tarda | juart. ciato, 2S, a i horaa e 40 ai. da t.
Preamar de hoje.
1. a 6 >";? e H da anbSa. I 2. a 7 torea a 1S a. da tate:
-oi-^f-auu

%d&M$*&
ADVERTENCIA.
Por descuido nao Coi publicada aassignatura
da carta, que publicamos no noss;) n. 253, a
qual do thesoureiro das ubscripedes para a
casa de correcto, o 9r. Manoel Ferrcira Ramos.
H
ANNUNCIO.
Avendo-nos alguns moradores dos arredo-
res d'esta cidade d'esde o Mondego al o \'on-
teiro communcao o desojo que tinhao de
subscrever para o uosso jornal no caso de lhes
ser entregue diariamente a folha ; e desojando
nos electuar urna linha de distribuidlo pela
estrada que vae at d Minteiro convidamos
aos moradores respectivos a concorrerem para
esta subscripcao ; na certeza de quo logo que
olla d para o excedente da despega, comeca-
r a ier lugsr a distribuidlo que ser Icita
tle manhaa e o mais cedo que fr possivel.
OFFiCIAL
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 14 DO COMIENTE.
Offlcio Ao inspector da thesouraria da fa-
senda, ordenando, que mande indemnisar o ar-
senal de marinha do que despendeo com a cal-
daira. e bgo, fornecidos ao vapor Pernambu-
cana.Communicou-se ao inspector do arseual
de marinha.
DitoAo administrador do correio, exigin-
do urna relaco nominal dos empreados do
mesmo correio, o dos das respectivas agencias,
com declaraco dos batalhes, ecompanhias da
guarda-nacional, que pertencem, para quecm
cumprimento de ordem imperial sejao dispen-
sados do servido da mesma guarda-nacional.
Dito Ao mesmo, intelligonciando-o de ter
sido declarado por imperial aviso do 3 do cor-
rete, que os carteiros, de quo tratao o artigo
12 do reglamento de 29 de novembro de 1842,
numero 255, e o artigo segundo do decreto de
2dejunbodeste anno, n. 303, s devem ser
propostos para as adminislracoes dos correios
das capitaes das provincias, e d'aquellas cida-
des, o villas, que pela sua populaco, o corres-
pondencia se fisorem mais consideraveis; deter-
minando, que em consequencia proponha os que
forem restrictamente indispensaveis, e lhes de-
signe o vsneimento respectivo; e sciontificando-
o, deque o dito vencimento s ser percebido
nos dias, cm que os carteiros liverem exercicio;
assim como quo ellos somente devero ser oc-
cupados no servico da entrega das cartas nos
dias das chegadas dos correios, c nos soguintes,
no caso de grande allluencia.
Ditos Aocommandante das armas e ao
inspector da thesouraria da fasenda, participan-
do, que S. M. o Imperador, por sua inmedia-
ta e imperial resoluto de 25 do me* Ando, to-
mada sobre consulta do conselho supre.no mi-
litar do dia 9, uouve por bem reformar com o
sold, que percebem, o cabo-d'esquadra de ca-
tadores Juvenal ualberto. e o soldado de arti-
Iharia Eusebio Joaquim de Sant'Anna, ambos
desta provincia, por se acharen) comprchendi-
dos as disposicoes da ultima parte do artigo
3. do plano annexoao decreto de 11 de de/.em-
bro do 1815, e na resoluco de 13 do agosto dd
1810, visto terem-so impossibilitado em accao
de servido militar; e declarado nao poder ser
reformado o soldado addido ao batalhao de ar-
tilharia, Antonio da Cruz, por contar somente
10 annosdeprava, e na5 provar ter-se impos-
sibiltado por algum desastre em aeco de mes-
mo servico, ou por grave molestia nelle adque-
rida. .
Dito Do secretario da provincia ao inspec-
tor da thesouraria da fasenda, transmittindo ,
para serem executadas, as ordens do tribunal
do thesouro sob os nmeros 185, e 186.,
iiikm nu da 15.
Ofiicios Ao commandante das armas, e ao
inspector da thesouraria da fazendu, intelligen-
ciando-os de ter S. M. o Imperador concedido
seis meses de licenga com sold, para tratar de
sua sado, ao tonente-coronel do estado-maior
do exercito Sobastiad do Reg Barros.
Dito Ao inspector da thesouraria das ron-
das provinciaes, approvando a arrematado das
obtas aa pnmeira parte ao uomusu nuyu Ju le-
trada da cidade da Victoria. Communicou-se.
ao engenbeiroem chele, e ao inspector fiscal das
obras publicas.
DitoAojuiz municipal da segunda vara ,
approvando a resoluco, que tomou, de decla-
rar nulla a lotera de S. Pedro Martyr de Olin-
da, que segunda vez corra, por ter sido repeti-
do o n. 3140; concedendo-lhe dispensa da pre-
sidencia da mesma lotera em atten^ao estar
s. me. funecionando no jury, e nao poder por
isso continuar na mesma presidencia, como re-
presentou em oflicio de hontem (14); e commu-
nicando ter nomeado para substituil-o o juiz
municipal supplenteJoSo Antonio de SousaBel-
tra Araujo Pereira.Ofilciou-se respeito es-
te supplente; e recommendou-se-lhe,que empre-
gasse todos os meios a seu alcance, para que a
mencionada lotereria comecasse a ter andamen-
to, apenas fossem virifcadas as respectivas se-
dulas; o Dem assim, que applicasso sobre as
urnas a mais escrupulosa vigilancia,fimdequc
nao fosso anda urna vez illudida a fdo publico.
Dito A cmara municipal do Rio-formoso,
remetiendo copia do aviso da secretara da jus-
li<;a de 26 de odtubro ultimo, queresolvo as du-
vidas, queoccorrem na substituido do juiz mu-
nicipal daquelle termo, e declara a verdadeira
inlclligencia do artigo 19 da lei n. 261 de 3 de
desembrode 1841, que regula a pralica. que se
deve adoptar, quando esgotar-se a lista dos sup-
lientes.
PortaraNomeandoo linchare] formado Joa-
quim Jos da Fonseca delegado do primeirodis-
tricto do termo do Recife. Participou-se ao
chele de polica interino.
dem do da 16.
Offlcio Ao inspector da thesouraria das ren-
das provinciaes, ordenando, que, na forma da
lei, mande estabeleceruma barreira na ponte de
Bujary, que se acha prompta na estrada do Goi-
anna.
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
da, determinando, quo em cumprimento das or-
dens do tribunal do tnesouro, e do imperial a-
viso de 24 de outubro ultimo faca substituir por
um dos guardas d'alfandega o da mesa do con-
sulado, Joad da Silva Costa Bourbon. que, se-
gundo participa o respectivo administrador, fal-
lecer hontem (15;; e que, effectuada essa subs-
tituyan, participe-o ao Exm. Snr. ministro da
fasenda.
Dito Ao commandante superior da guarda-
nacional deste municipio, ordenando, que pa-
ra acompanhar a procisssad do Corpo de Dos,
que da matriz do Santo Antonio tcm do sair no
prximo domingo (19 do corrontej, faca marcha-
re m osdous batalhao da primeira legiao da re-
ferida guarda-nacional, que nesse dia cstiverem
do folga, ecujo commando, bam como o dedous
corpos de primeira linha, que para o mesmo
(Im marcharo, S. S. tomar; ecommunicando
ter determinado ao commandante das armas ,
que fizesse mar^harem, eficarcm s suas ordens
os dous mencionados corpos de linha.Ofilci-
ou-se respeito ao commandanto das armas.
PortarasNomeando o cidada Manoel Hen-
rquos de Barros Wanderley subdelegado da (re-
guesia do Rio-formoso, e primuiro supplente do
juiz municipal, e d'orfos daquello termo.
Communicou-seao chefedo polica interino, ao
juiz de direito, o ao municipal do Rio-formoso;
o bem assim cmara respectiva.
Offlcio Do secretario da provincia aojuiz,
o mosarios da irmandade de N. S. do Bozario da
Boa-vista, remettendo copia do plano que or-
ganisrao para as neias loteras, concedidas
favor das obras da respectiva igreja, o quo loi
approvado pelo Exm. Sr. presidente.
Dito Do mesmo ao inspector da thesoura-
ria da fasenda, transmittindo, para terem exe-
cuco, as ordens do tribunal do thesouro sob os
nmeros 156, 158, 159, e 160.
Thesouraria da Fazcnda.
CONTINUAgO 1)0 EXPEDIENTE de 4 do cor-
rente.
Ufflcio Ao inspector da thesouraria da a-
fasenda da provincia do Para, remetiendo, pelo
commandante do vapor Imperatris, 16:640^ fs.
em notas, por conta do supnrimento ostabele-
cido pela ordem do tribunal uo thesouro publi-
co nacional de 17 do julho ultimo.
Dito Ao mesmo, idem 4:080# rs. em cum-
primento da ordem do dito thesouro de 4 de ou-
tubro prximo Ando, para ser applicada a des-
posa UO IIIIIIISICI IO UU lliiiiill.
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
da da provincia do Cear, idem 3:054# rs. para
completar as prestac/ies vencidas at o flm do
correte mez, do supprimento mandado faser
pela ordem cima citada do 17 dnjulho.
DitoAo mesmo, idem 10:0001 rs., em notas
do ultimo padrao, para all serem emprogadas
na substituirn das notas, mandada fazer pelo
dito tribunal do thesouro.
Dito Ao administrador da mesa do consu-
lado deliberando sobro o pao-brasil, que on-
tregou Manoel do Nascimcnto nos respectivos
armazens, e quo declarou ter sido tirado no lu-
gar denominado Varzca-grande da propriedade
de Joao Cavalcanti de Albuquerque.
Dito Ao administrador da recebedoria das
rendas geraos internas, remettendo para seu co-
nhecimento e execucao pela parte, que lhe to-
casse, a ordem do tribunal do thesouro publico
nacional, que foi expedida em 21 de desembro
do anno pretrito sob n. 144.
Dito Ao contador da thesouraria, partici-
pando a licencade 2 mezes,com vencimentosdo
respectivo ordenado, conce.ida pelo Exm. pre-
sidente da provincia, aojuiz municipal e de or-
laos do Rio-formoso Fernando Afionso do Mello.
PortaraAo thesoureiro da fasenda para ac-
ceitar c pagar no seu vencimento, pela caixa da
receita geral do exercicio de 1843-1844, a let-
tra, que acompanhava de 3:450^958 rs. sacca-
da pelo thesoureiro geral do thesounr publico
nacional sobre a thesouraria. a oito dias pre-
cisos, ordem de Jos Joaquim Dias Fernandes.
DitaAo mesmo, idem de 2:385.^602 rs. idem
de Francisco Ferreira Balttff.
Dita Ao mesmo, idem de 911,#074 rs. idem
de Mendes & Oliveira.
Dita Ao mesmo, idem de 1:108/604 reis
favor de Firmino Jos Felis da Rosa.
Ditas Mandando abonar ao dito thesourei-
ro, as quantias do 16:640/ rs., e de 4:080/, que
recebeo o commandante do vapor imperador ,
para entregar na thesouraria do Para.
Ditas dem as de 10:000/ rs., e 3:054/ rs.,
idem na do Cear.
ilil'.M DO DIA 6.
Offlcio Ao Exm. presidente da provincia ,
remettendo novamente organisada a conta das
despesas feitas com as luzes dos corpos de guar-
das desta provincia, no anno financeiro prxi-
mo ndo.
DitoAo mesmo Exm. Sr., disendo, quede-
vendo pela declaracao da ordem do tribunal do
thesouro publico nacional dc24 de outubro pr-
ximo lindo, a despesa com as luzes-los corpos
de guarda da thesouraria, da alfandega, c mosa
do consulado, sor feita por conta do expediente
destas repartieres; e julgando em iguaes cir-
rumstancias a de agoa e limpesa da casa dos di-
tos corpos, tinha dado as providencias, para quo
todos estes fornecimentose despesas, ficassem a
cargo das sobreditas repartieses, conforme a
parte, que lhes competisso, indemnisando o mi-
nisterio da guerra do que se tinha despendido
e levado aconta deste, do 1. de julho correnle
do anno financeiro ate ao presente: que no ca-
so do que S. Ex. conviosse, quo o mesmo se ob-
servasse pelo arsenal de marinha, para com o
corpo da guarda, que all se achava era noces-
sario, que assim ordenasse ao respectivo ins-
pector ; c quo quanto a despesa com o corpo da
guardada cadeia, como nao existia rubrica po-
lo ministerio d^juslica, donde podt da, determinasse oque julgasse conveniente.
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
da da provincia do Para, remettendo por copia
a ordem do tribunal do thesouro publico nacio-
nal, quo acabava de receber, o passava dar cum-
primento respeito da continuacao das presta-
coes aquella provincia.
DitoAo director do arsenal de guerra, par-
ticipando, que a despesa com as luses dos cor-
pos de guarda da thesouraria, da alfandega, e
da mesa do consulado, passava a ser feita por
conta do expedionte das mesmas reparliroes ,
como se praticava no thesouro publico nacional,e
declarava a ordem de 24 de outubro ultimo,e jul-
gando a de agoa c limpesa da casa dos ditos cor-
pos em iguaes circumstancias tinha nesta data
dado as providencias,para quo do dia 11 do cor-
rente mez inclusive estes forneciinentos e limpe-
sa, so fizessem pelas mencionadas repartieres;
e finalmente, que houvesse de enviar a conta da
que se fizesse ate o dia 10 para se faser a com-
petente indemnisacao.
DitoAo inspector da alfandega, para man-
iiui rei poi iiiiui medio do porieiro daquea
repartirao do dia 11 do corrente cm diante, o
ornocimento e despesa de que trata o]preceden
te offlcio.
Igual participacao so fez ao administrador
da mesa do consulado.
Dito Ao commissario fiscal do ministerio
da guerra, participando o contedo nos prece-
dentes offlcios.
Dito Ao contador da thesouraria para pro-
ceder proposta do lugar de segundo escriptu-
rario dacontadoria da thesouraria, que se acha-
va vago por fallecimento de Antonio Avelino
Ferreira Lopes.
Dito Ao mesmo, participando, para sua in-
telligencia, ter sido nomeado para chele de po-
lica desta provincia o removido para a rola-
cao da Bahia, o desembargador Manoel Fieira
Tosta.
Portara Ao thesoureiro da fasenda, para
acceitar, o pagar no seu vencimento, pela cai-
xa do exercicio do 1843 1844, como determi-
nava a ordom do tribunal do thesouro publico
nacional de 9 de outubro prximo passado, a
lettra. que acompanhava do 4:200/, quo nu
iiiesuia data sacou o thesoureiro goral do dito
thesouro sobre a thesouraria a oito dias pre-
cisos u ordem de Amorim Irmo.
Dita Ao mosmo, dem de 20 do dito, de rs.
3:6598189. idem de Pedro Nunes da Fonseca.
Dita Ao mesmo, idem de 1:138/931 reis,
idem de Jacinto Antonio Aflbnso.
EXTERIOR.
ESTAD.JS-UNIDOS.
As ultimas noticias de Now-York alcancao
desdo 2 do setembro inclusive at a data de 15
do mesmo mez.
Os principaes pontos de interesse referem-so
ao progresso das eleicoes do estado, e do sou ef-
feito provavcl sobre a futura contestacao pre-
sidencial. Os candidatos presidencia cr-se
serem do partido Whig, Mr. Henry Clay, de
Kentucky; e da parto dos demcratas, Mr.
John C. Calhoun eMr. Martin Van-Buren. As
eleicoes erao tanto a favor do partido Whig,
mas todava com maioriato insignificante que
a eleirao devera de ser decidida pola casa dos
representantes menos que os pa houn e Van-Buren houvessem de formar urna
coalisao, ou um d'elles cedessoo seu valimen-
to ao candidato Whig. Copiamos o seguinte
do New-York Herald:
Damos ubaixo o resultado dedusido do vo-
to popular do cada estado, ncluindo as ultimas
eleicoes, como urna estimativa da posicao pro-
vavel dos partidos na cmara dos representan-
tes se por ventura se devolvesse quelle corpo
a eleicao do presidente. Segundo as informa-
Coes quo temos recebido, distrbui-mo-las us
suas respectivas classos:
Whig
Clay
Vermont,
Rhode Island,
Massachuselts
N'evv-Jersuy,
Carolina do Norte, Georgia ,
Tennessee
Keniucky,
Ohio,
Michigan,
Delaware
Democrtico.
Van Burn Calhoun.
New-York Pertnsylvania.
Connecticut, Maine.
New-Hampshire, Virginia ,
Maryland Carolina do Sul.
Alabama.
Mississipi.
Louisiana. 7
Missouri,
Indiana,
Illinois,
Arkansas
9.
10.
VC-so pois que nenhum dos candidatos
ter a maioria que a constituico exige, o, me-
nos que sede urna coalisao, ficar tudo n'um
perfeito estado de incerteza. Se os estados, que
sao por Van-Buren, continuarem firmes no
posto que oceupo, isso obrigar os estados do
partido de Calhoun a comprometiera contenda,
ou a laucar a sua forca as mos do partido
Whig. a
Mais noticias da Hespanha.
Noticias de Madrid de 25 de setembro refe-
rem, que aquella capital continuava a estar in-
teiiament discripro dos gencraes Narvaez e
Mazzaredo, que arbitrariamente prendio os
cidadaos sem dar conta do seu procedimento s
autoridades ou ao ministerio, e at j tinhao
mandado passaportcs a varios residentes In-
glezes. Circulavao boatos do pronunciamiento
de Cdiz Carthagena e Murcia.
O Phare des Pyrenes de 29 de setembro diz ,
quo tinhao corrido por alguns dias boatos os
mais aterradores cm S. Sebastio, onde se es-
perava a cada momento que apparecnsse um
pronunciamiento similhante ao do Sarugoca.


A-'
Esses boatos tinhao merecido tal crdito, que o
novo governador, o briftadeiro Barrenchea
ha va adoptado medidas extraordinarias a fim
de fazer abortar a tentativa. Durante a noute
de 26 conservro-se em armas todas as tropas
da guarnicao. No dia seguinto conlinuou a
reinara tranquillidade,e naoseobsorvousvm-
torna algum de a O correspondente de Nuremberg de 26 de se-
lembro armuncia, que no mez de novembro
prximo se havia do reunir um congresso para
compOr os negocios da Hcspanha eque deviao
ser ri He representados Carlistas e Ghristinos
Martnez de la Rosa e Cortina flefenderio os
nteresses da rainha Christina. Villa-lranca ,
I un ozai eAlvarez de Toledo indicaran os moios
do effectuar urna rernneiliac5o. O mesmo or-
na! accrescenta que as referencias dosjornaes
de Madrid intervengo da Franca sao meras
allus5es aos preliminares d'aquelle congresso.
Perda do barco de vapor Momnon, perten-
cento a companbia da India Oriental, com a
mala da India Tripuladlo e passageiros
salvos.
( Appareceo n'uma segunda edicao do Ti-
mes do 3 d'outubro o soguinte : i
Expresso extraordinario.
Recebemos por expresso extraordinario de
1 anz cartas dos nossos correspondentes na Sy-
rw, Lgypto Malta o Marselha annunci-
ando ( peza-nos dizl-o) a perda total do
barco do vapor Memnon, pertcncente Ilustre
companh.a da India Oriental na altura do
Cabo Guardaui, na costa dAfrica perto de
Aden no da i. d'agosto i noute. Salvou-se
atnpulacao, passageiros, e dinheiro ; porm
smalas e movis dos passageiros perdrao-se
no naufragio. (7Vm
9
dem do dia 7.
m~
INTERIOR.
JtW DE JsUSElRO. '
ASSEMBLEA GERAL.
CMARA DOS SENHORES DEPUTADOS.
Sesso de 3 de outubro.
Contina a discussao do requerimentodo Sr
Mendesd Almeida que finda o seu discurs
suspenso na sessao antecedente. O Sr. Miran
da requer a urgencia, que regeitada.
Contina a 3. discussao da proposta do go-
verno creando urna contadoria de marinba, que
6approvada.
Entra cm discussao a resolucao vinda do se-
nado revogando urna lei provincial de Ser-
gipe e approvada.
E approvada urna resolucao mandando pas-
sar carta de naturalisacao a Henrique Kopke.
Entra em discussao outra resolucao declaran-
do no gozo dos direitos de cidadao brasileiro a
Jos Mara da Silva Freitas. Fallao os srs. Rc-
zende Albuquerquo, Sousa, e Mello : a re-
solucao approvada.
Entra cm discussao a resolucao mandando pa-
gar ao bacharel Luiz Paulino da Costa Lobo
ex-juiz dodireito de Marvao (Piauby) a metade
do ordenado : fallao os srs. Rezende e Vascon-
celos c verificando se n3o haver casa, levan-
ta-se a sessao.
No dia 4 de outubro nao houvo sessao, por
se nao reunir o numero legal de srs. deputados.
dem do dia 5.
O sr. Paulino (ministro dos negocios estran-
gtiros) lem a palavra pela ordem e depois de
fazer breves reflexoes sobre as materias do po-
quena importancia, que estao dadas para ordem
do dia e do quanto convinha tratar-so de um
projecto sobre a guarda nacional, requer a ur-
gencia pura apresental-o.
A urgencia apoiada o sem debateapprovada.
O sr. 1. secretario l o projecto de decreto do
Ilustro deputado, que julgado objecto de de-
liberadlo, e vaea imprimir.
Contina a discussao do rcquerimenlo do sr.
Mendes de Almeida pedindo nformaces ao
governo sobre objectos relativos pro\incia do
Mar n bao.
Osr. Mendes de Almeida tem a palavra para
conlinuarcom oseu discurso,e, terminado elle,
anda fica a discussao adiada pela hora.
Contina a discussao da resolucao, que au-
torsa o governo a mandar pagar ao bacharel
I.uiz Paulino da Costa Lobo ex-juiz de direi -
to da comarca de Marvao n* provincia do Pi-
auhy a metade do ordenado que n'aquel-
la qualidade percebia desde o dia em que foi
substituido no referido emprego al a data do
decreto que Iho concedeo a pensao.
E apoiada a seguintc emenda :
Supprimao-se as palavras a metade do
ordenado o mais como est. S. R. Nunes
Machado
Depois do sr. Nunes Machado defender a re-
solucao, e sustentar a sua emenda verifica-se
nao haver casa.
meira lei que de existencia guarda-nacional ,
Depo.s de um longo discurso proferido pelo que foi a de 18 de agosto de 1831 lei que ,
- I sendo trasplantada de outro paiz devia ne-
cessariamente trazer para o nosso defeitos que a
experiencia foi denunciando e logo depois re-
conbeceo-se a necessidado de reformal-a e foi
isto o que fez a de 25 de outubro de 1832, que,
melhorandosem duvida os defeitos da quaili-
cacao, deixou todava outros, bem como a no-
rneaio dos officiaes que forao remediados por
lois provncaes quando s provincias com-
peta este direito ; boje porm que a assembla
geral compete urna lei de reforma sobre a guar-
da-nacional, anda se aprsenla um projecto re-
formando algmas cousas, mas deixando que a
legislacao contine ( permitta-se a expressSo)
ser feta a retalhos.
Eu entendo sr. presidente, que um estudo
aturado ereflectido sobre negocio de tanta msg-
nitude devia dar-nos em resultado urna so lei ,
um cdigo completo para a guarda-nacional ,
e que o nobre ministro autor do projecto deve-
ria ter jeito urna compiladlo de tudo quanto ha
a respeito da guarda-nacional o aposentar-
nos um projecto dando existencia guarda-na-
cional por meio de urna boa organisaco e es
tabelccendo a manera de existir por meio da
instrueco e disciplina. Sempre me lembrarei,
senhores, de um trabadlo curioso a que me
dei antes da reforma do cdigo do processo; tive
a pachflrra de contar os decretos e avisos que ti-
nhao sido publicados em explicaeo ao referido
cdigo e foi o seu numero tao grande que
coube para cada artigo urna explicacao.e anda
sobrrao muitos avisos: ora isto depSe muilo
contra a nossa legislacao. Se o nobre ministro
nao quiz organisar um cdigo a respeito da
guarda-nacional, pelo menos nao devia passar
t8o depressa pela organisacSo e pela classifica-
cao da guarda-nacional que na verdade ,
muito imperfeta contentando-se apenas em
substituir os conselhos de qualifcadSo por ou-
tros compostos de officiaes, entendendo que as
sim fic5o sanados todos os males provenientes da
qualificafao. Quanto ao numero doscorpose
ao numero dos soldados de que se devem com-
pOr, concordo com as ideias do projecto quando
commelte esta attribuicao aos governos geraes
o provinciaes.
Nao me parece porm muito apropositada a
creacao dos chefes de estado-maior e permit-
ta-me o nobre ministro que lhe diga que urna
entidade nova e inteiramente desconhecida no
nosso exercito me parece quo queremos nesta
parte continuar com a mana de, segundo a ex-
pressSo do Carapuceiro macaquear. Sabe-se
que o exercito francez e o hespanhol, porexem-
plo, tem chefes de estado-maior; portento va-
mos tambem cstabelecel-os. Senhores desen
ganmonos que certas plantas de outros paizes
nao pdem fructificar no nosso. O que me pa-
rece ter em vistas o projecto nullificar os com-
mandantes superiores com a creacao dcstes che-
fes : se assim, se se entende que os comman-
dantes superiores devem ser officiaes de linha e
mais dependentes do governo baja mais leal-
dade, e faca-se neste sentido a reforma. O ar-
tigo anda contm no seu final urna disposico
que me parece absurda quando considera o
chefe do estado substituto do commandante su-
perior, e nao o faz substituir por outro, aecumu-
lando assim as funcdes que por parecerem ,
ou incompativeiscom as do commandante su-
perior ou numerosas, se lhe tirro paradal-
No dia 6 de outubro nao houve sessao por
falta de numero.
sr. Miranda em resposta ao Ilustre autor do
requerimento fica a discussao adiada pela
hora. r
Entra em primeira discussao o projecto sobre
a guarda nacional.
Indo-se votar, verifioa-ie nao haver casa.
dem do dia 9.
Contina a discussao do'requerimento do Sr.
Mendes de Almeida sobre negocios do Ma-
ranhlo.
Osr. Rarreto Pedroso tem a palavra pela or-
dem e requer a urgencia para so discutir o
projecto sobro a reforma da guarda-nacional.
Juigao illustreorador, que acamara far um
grandoservicoaopaiz se no resto da sessao se
oceupar d'este objecto com preferencia a ou-
tros, em quanto nao vier do sonado a le do or-
ea ment.
A urgencia apoiada e entra em discussao.
O sr. Henriques de Resende declara-se con-
tra a urgencia porque entende que urna lei
t5o complicada como a de que se trata n3o
pode ser convenientemente discutida quase no
fim da sessao, quando apenas se renen) pouco
mais do cincoenta o tres srs. deputados.
O sr. Ferreira Penna pronunciase a favor
da urgencia porque julga que a cmara r3o
se pode oceupar do um objecto mais importan-
te do que este. Observa ao nobre deputado por
Minas ( o sr. Resende ) que anda existem na
corte 82 srs. deputados; e que posto nao passe
n esta sessao este projecto com tudo pde-se
adiantar a sua discussao.
O sr. Nunos Machado pronuncia-se contra a
urgencia e a favor do sr. Rarreto Pedroso ,
quo n'um longo discurso demonstra a impor-
tancia da materia os servidos quo tem presta-
do a guarda-nacional ao paiz o a necessidade que
lia da presente loi; e declara que est intima-
mente convencido que a rasao por que se nao
tem reunido muitos memhros pela insigni-
ficancia das materias quo se tfiem dado para or-
dem do dia.
Os srs. Veiga o Ros tomo igualmente par-
te na discussSo o primeiro d'estes srs. a favor
da urgencia e o segundo contra.
O sr. Luiz Carlos requer o encerramento da
discussao. ,
D-se por encerrada e a urgencia appro-
vada.
Contina a !. discussao do projecto sobre a
reorganisacao da guarda-nacional.
O sr. Peixoto de frito: Persuado-me, sr.
presidente,que, tratando-sede um objecto des-
ta na tu reza acamara n3o pude prescindir de
urna que tanto mo parece preliminar que
consiste em indagar-se se ou nao da compe-
tencia da assembla geral o poder de legislar so-
bro a guarda-nacional de todo o imperio ou
se isto attribuic8o das assemblas provinciaes.
Minhaopinio anteriora promulgado do ac-
to addicional era que a guarda-nacional, como
urna parle auxiliar do exercito brasileiro de-
via existir debaixo de urna s organisacao geral,
e tambem com a mesma instrucego e disciplina!
porque a nao sor assim dar-se-hi3o muitos
absurdos que escusa enumerar, bem como o de
serem vitalicios em urna provincia officiaes que,
mudando seu domicilio para outra onde se nao
desso a mesma vitalicidade, ver-se-hiao na du-
ra necessidade de rebaixar de seus postos para
servirem como soldados e poderia mesmo a-
conteccr que algumas provincias doixasscm de
estabclecer os destacamentos o que seria em
grande daino do servico de todo o imperio ;
mas ininhasopinies desapparecrao avistado
acto addicional, quesujeitou a guarda-nacio-
nacional s assemblas provinciaes, o que se de-
duz claramente do 7. do art. 10 do referido
acto e ainda que a lei interpretativa na opi-
niao de alguern resolveo o contrario eu pens
todava que exsle a mesma duvida porque a
lei interpretativa nada disse a respeito assim
como nao disse sobre outros muitos objectos,
sondo tal interpretadlo urna entidade quo se
creou para com ella enlender-se o acto addi-
cional de urna ou outra forma conforme cer-
tas circunstancia e interesses; mas eu estou re-
solvido a desistir desla questao principalmen-
te depois queouvi a solemne protestadlo que
fez o nobre ministro autor do projecto contra as
opinioes de um no:>re deputado que na cosa se
pronunciou neste sentido ; porque devo rasoa-
velmentecrer que as opinioes da maioria da casa
se inclinarlo para o lado dosr. ministro.
Entrarei por tanto sr. presidente, na dou-
trina do projecto. Senhores digno de lasti-
mar-se que conbecido urna vez o erro, insis-
tamos nelle Geralmente sereconhecequeanossa
legislacao muito defeituosa pelas innumeraveis
leis, decretes eportaras declaratoriaseexplicati-
vas; e entretanto contina-se a'legislar com tanta
complicecao sobre um objecto que deve ser sim-
ples e resumido para ficar ao alcance de todos
os individuos da ranftfi-cisidcs! i-^s" '*-
as ao chefe do estado-maior vindo assim
chele do estado-maior a ser substituto de si
mesmo: isto para mim um pouco incom-
prehensivel ; em fim minha opinio queo
chefe si ja tambem substituido, e que nao fique
como quero projecto inteiramente indepen-
dente do commandante superior que deve ter
sobre elle toda a inspeccao. -endo esta a pri-
meira discussao do projecto nao me oceuparci
com a anlyse de cada um dos seus artigos, re-
servando-me para a segunda discussao ; mas
reunirei os artigos 11 12, 13el4, para so-
bre clles reflectir e assim nao cansarei muito
a cmara (l os artigos. )
Eu sinto declarar ao nobre ministro autor do
projecto que a doutrina destes artigos no meu
entender tao prejudicial que pretendo votar
contra todo o projecto, apezar de lhe descobrir
alguma ulilidadeem outros. Senhores, se urna
lei se fizesse nullificando a lei do quadro nao
seria t3o completa em suas disposicoes como o
ser este projecto se so converter em lei e auto-
risando o governo a tirar os officiaes de primei-
ra classe do quadro para servirem na guarda
nacional. Ainda ha pouco se fez com bastan-
te trabalho a lei; trabalbo maior foi o que deo
a sua execucao e assim o confessou o nobre
ex-ministro da guerra e agora mesmo se ha
de confeccionar outra lei desfazendo tudo quan-
to se ba feito. Ser possivcl senhores que
sedislraiao para a guarda-nacional os officiaes
da primeira classe do exercito, os officiaes pro-
prios para todo o servido de paz e de guerra ?
".(iabumiao por ventura estes olliciaes na pri-
! do at o seu primeiro superior. Tivemos a pri- j meira classe ? Nao sao elles em numero certo
e determinado ? Nao ser isto em grave pro-
juizo do servico publico do servico das armas
e contra a disciplina militar? Podem ser pro-
enchidas as vagas que doixarem na respectiva
classe ? Nao pjrquo o projecto manda que el-
les tenhao na guarda nacional os accessos que
Ibes competirem. Conservars estes officiaes
assim distrabidos a mesma disciplina o a mes-
ma aptidao para o servico ? Nao, porque por
muito que baja a fazer. cm um corpo de segun-
da linln nao se faz preciso tanta actividad^ como
nos carpos do primeira linha ; o official perde-
r necessariamoute os hbitos de servir e obe-
decer quo 6- so adquirem e conservao no cons-
tante servico e debaixo da mais rigorosa dis-
ciplina.
Eu ainda enxergo um outro mal em simi-
Ihantedispos.'cao e o grande patronato que
se ha de exe.'cer; qual ser o official da
1.* classe que e nao aproveitara de um bom
padrinho pata st'rvir na guarda-nacional, ten-
do all os mesmt 'S accessos no santo ocio ,
emquanto os seus companheiros os obtm com
o poito exposto k b. "la ? Senhores o projec-
to d lugar um m aior escndalo quando diz
que podero ter acces, so por outras circunstan-
cias do manera quo qualquer servico exage-
rado por exemplo o distinguir-se o official
contra qualquer subleva ao ou rusga o far
preterir aos seus compan, beiros d'armas que se
acharem na guerra. Qua oto a segunda classe,
se podem applicar as mesa as rellexes que tu-
ndo feito eqnanto aos da 3.a, existe nao
s a inteira revogaco da k do quadro que
prohibi inteiramente o acct 'sso aos officiaes
desta classe determinando qut' cm caso algum
posso elles passar para a 1.* e2. *classes; com-
ino tambem um absurdo de disiosico, que
quizora merecer nesta parte explit acoes do no-
bre ministro autor do projecto qi lizera quo o
nobre ministro me dissesse o que ter occeiio
na terceira classe ; pois na terceira classe ha
accesso ? E' por ventura a terceira cl.isse urna
corporacao com postos cestos e deten ninados
que possao vagar o ser preenebuios ? Nao sabe
o nobre ministro que a terceira closse con >pe-
sedos officiaes do exercito dedifiertmtes postos
e armas que incapazes para o servico activo ,
esperao all por suas reformas ?
Senhores similhantes artigos nao pockeai
ser approvados por esta cmara. Tambem ha u
me conformo com o artigo 15 do projecto qut-
do deixa ao arbitrio do governo as gratificafOte
que se devem dar aos ajudantes e majores ; que
gratificaedes sero estas ? Provavelmente se
dar mais a uns menos a outros.
O Sr. Paulino: D-se o mesmo quesos.
instructores.
O Sr. P. de Brito : E porque nao diz:
isto o projecto ? Sim nao diz porque assia*
se augmentarlo as cavalgaduras e as gratifica
coes conforme as afieicSes. E'notavel senho-
res, que, as circunstancias tristes cm que se
arda o paiz quanto s suas finaneas, nao hija
um s projecto do governo ou dos seus mem-
bros. que n3o traga grande accumulacao de
despezas.
O orador l o artigo 16 e diz que nao sabe
o que quer dizer sargento servindo do ujudante,
e que quanto dispesidio dc&te artigo per-
mita o nobre ministro que lhe d um quinao/
dizendo-lhe que pertencendo o sargento-aju-
dante o vago-mestre uo estado menor do corpo,
suas nomeacoes devem ser privativas dos com-
mandantes e que nao podem ser sob proposta,
dos commandantes de companbia que om ob-
jectos taes bem podra o nobre ministro con-
sultar alguern o qno Ibc nao era dasairoso.
O nobre orador ainda se oppoe doutrina de
outros artigos que mandao dar ofieito s propos-
tas dos officiaes, dependendo da approvacao
do governo geral. Tambem propugna para
que os officiaes que tem sido nomeados pelos
presidentes das provincias eque tem suas pa-
tentes, sejao consevados nos seus respectivos
postos como se fez oul'ora com os officiaes da
extincla segunda linda, por ser nao pequeo
desar para um olficial ver-se ao lado do solda-
do que j commandou ; o faz outras muitas
reflexoes sobre os recursos, que por fallar baho
nao ouvimos e contina :
Emfim sr. presidente, eu tencionava
prolongar-me na discussao mas nao posso r
estou muito cansado. As observacoes que te-
nbo feito me inclino a pedir cmara que
deixe este projecto para o anno o pedir um
adiamento porque senhores tenbo todo
o fundamento para suppr que esta lei nao pr'do
passar este anno em 1. 2.', e3.* discussao:
quem me pode asseverar esta possibilidade ?
Se o nobre ministro me assevera eu me su-
jeitarei aos incommodos da discussao porque
pretendo acompanhal-a artigo por artigo. Es-
tamos j no tempo do calor a cmara acha-se
cansada n3o pelo muito que tem leito por-
que pouco de mo tem feito e nada de bom ,
mas pela obrlgirn de vir squi &mn os u't'u
sentar-so e levantar-se. Ora nilo se dando
esta seguranra de que o projecto passe pelas


m


tres Jiscussoes, o quo se aproveta com sua Vicente Thomaz Pires de Figueiredo Camargo,
j. discussao ? Consta-me que a le do orea- inspector d alfandega.
manto passa hoje no senado em 3.' discuss8o Faz saber que no da 2o do corronto ao
equeem2. ou 3. dias podera vir para aqu, moio dia porta da mosma se ha de arrema-
Etigir de nos mais do que a approvacao da le tar
jpprova
doorcamento do anno passado para fazer a
qual tem sido precisas duas ou tres prorogacoes,
alem do oito metes de sossao : exigir mais da
cmara exigir um esforco sobrenatural.
Oual de no? que ten>lt> vontade de tomar
pjrte na discussao se aclia com animo de to-
mar sobre si esta t.irofa ? Nao sei se a cmara
est disposta a approvaro mou adiamanto ac-
crescentanJo que no intcrvallo da sessao va o
projecto a commissSo de mirinha e guerra para
reunilocom outros projectos que existem na
casa; oceupar-so em organizar um projecto
comprehensivo da orgamsacao disciplina ,
instruegao e parto penal emfim um cdigo
para a guarJa-nacional. Creio que exfolia-
do remediado o maior deleito da guarda-nacio-
nal quo consisto na nomeacao dos seusoffi-
ciaes visto quequase todas as provincias tom
feito alteracoes na logislacao que est em vigor,
porque assim o niandou a loi interpretativa
podemos muito botn differir para o anno traba-
Ih i do tanta importancia.
Perianto cu requero o adiamento apezar
de estar certo de quo olio nao passari porque
nunca passou nesta casa cousa que eu propu-
zesse a nao ser um encerramento que foi ap-
provado oque muito me satisfe/.; mas creio
que passou porquo o sr. ministro votou a favor
delle. Proponho portante o adiamenio no sen-
tido que acabei de expr.
O adiamento 8poiado o regeitado sem dis-
cusso. ( Continuar-se-ha. )
_____________________________________
eoMMERcra
A lan ciega.
Rendimento do dia 23......... 9:74*8763
escarrego hoje 21.
BarcaTentadora diversos gneros.
Dita Creamore bacalho.
DitaPriscilladiversos goneros.
Dita sardaNapoleuovinho.
BrigueAnnella ladrilhos de marmore.
BarcaGlinbienbiatlarinha de trigo.
DitaII el lenataboado.
BrigueJosephinad i versos gneros.
lovinento do Porto.
fcww .. i... I I .1 I .III
Navios saidos no dia 22.
Babia : barca americana Toulon de 348 '/?
capitao Joao L. Rick equipagem 9 car-
ga farinha.
Rio-Grande ; briguo-escuna nacional Bonito-
Porto de 135 lonoladas capito Ansel-
mo Marques Vianna equipagem 12 car-
ga assucar. Passageiro portuguez Cypri-
anno Antonio Ferrcira o 12 cscravos seus,
e um criado a entregar.
Alagoas ; hiate S.-Jos Flor-do-Mar, capi-
tao Jernimo Moreira equipagem 4 car-
ga varios gneros. Passageiro portuguez
Joao de Almeida Monteiro.
Entrados no dia 23.
Torra-nova; 36 dias barca ingleza Creamore,
de 209 toneladas, capitao Thomaz B. >hap-
ploy, equipagem 13, carga bacalho':
c< nsignada ao capito.
Angolla ; 19 dias brigue austriaco Otaz ,
do 262 toneladas capitao Biaggio Barhe-
ronich equiugem 1 carga lastro : con-
signado a ordein.
Bahia ; 8 dias, barca ingleza Nate de 409
toneladas capitao Josoph Scott equi-
pagem 13 carga lastro : consignada a or-
dom.
Torra-nova ; 32 dias brigue ingle/. Talbot ,
do 209 toneladas capitao Kkhorobony e-
quipagem 12 carga bacalho.
Figueira, 33 dias, brigue portuguez Josehina-
Emilia de 128 toneladas Jdidro Aires de
de Sousa equipagem 16 carga varios go-
neros.
Entrado no mesmo dia.
Barbodaes pelo Maranho; hiate americano
Eurotai; do 132 '/' toneladas capitao E-
nock Aall, equipagem 4, carga lastro.
Eriitaes.
urna carteira, e duas caixas d j madeira para
cha no valor de 278000 rs. impugnadas
pelo feitor conforente Joao Francisco Duarte ,
no despacho por factura de Wolfhopp Deukcr
& Companhia, sobre n. 17ai, sendo a arre-
matado sujeita aos direitos o expediente. Al-
fandega 23 de novembro de i 8 43.
V. T. P. de F. Camargo.
O illm. sr. inspector da thesouraria das
rendas provinciaes em cumprimento do officio
do exm. sr. presidente da provincia de 9 do
crrente, manda fazer publico que segundo
o regulamento para as arromatacoes das obras
publicas de 11 do julho deste anno o sobas
clausulas especiaes abaixo transcriptas se ar-
romatarS, a quena por menos fuer, no dia 6 de
deembro prximo vindouro ao mcio dia pe-
ra nlo a mesma thesouraria as obras do
aona ponto na estrada da acada sobre o rio
Jaboatao oreadas na quantia de 12:0!)!) > rs.
Outro siin em cumprimento do officio do
mesmo exm. presidente de 8 do corronte e
na mesma conformidade se bao do arrematar
no referido dia 6 do dezembro.as obras de urna
ponte o atierros na ostrada do Rio-formoso
oreadas na quantia do 6:000.000 de reis.
E para que chegue noticia de todos mandn
o mesmo illm. sr. inspector afiliar o presento,
o publicar pela imprensa.
Secretaria da thesouraria das rendas provin-
ciaes de Pernambuco 10 de novembro de 1813.
O secretario ,
Luis da Costa Porto-carreiro.
I&eclaracoes.
= O administrador da mesa da recebedoria
das rendas geraes internas, tondo procurado
todos os meios de cobrar os impostos de 1,000
rs. dos escravos de lojas tabernas seges ;
ecarrinhos, sem incommodo dos devedores ,
mandando at receber pelo agente da mesma
reparticijo bem poucas tem pago ; e por isso
annuncia pela ultima vez que concede o praso
de 20 dias da data d'este para virem pagar ,
(indo este rometter para juiso a relacao de to-
dos os devedores sem exeepeo de pessoa al-
guma. Recenedoria 22 de novembro de 1843.
Francisco Xavier Cavalcante d Albuquarque
COMPANHIA DE BHERIB&
Havendo-se deliberado em assembla geral
dos accionistas da companhia a plena execucao
doart. 9. dos estatutos concetlendo-se toda-
va o praso improrogavel de 30 dias para dentro
delle serem realisadas as prestacoes at agora
exigidas; sfto convidados os srs. accionistas, que
ainda nao completro a entrada do 16 por cen-
to, para quo hajao de o fazer impreterivelmen-
to at o dia 17 de dezembro prximo, certos de
que nao o laendo at esse dia perders em be-
nificio da companhia as contribuices queti-
verem feito sem que lenhao direito de as re-
clamar em tompo algum. Escriptorio da com-
panhia 16 de novembro de 1843.
O secretario ,
B. J. Fernandes Barros.
gos Dreos.A Columna do JlheletaOs ja-
gos Suisos.A Columna do Braco de Ferro.
Grande experiencia do mestre carvoeiro de
Salerto.
Mr. Mathevct quebrar um pao redondo de
seis polegadas por cima de dous copos cheios
de agua sem se derramar nem urna s pinga
da mesma.
Mr. Mathevct e um dos seus discpulos exe-
cutarA grande corrida dos Dous rabes.
Sexta.
Terminar o divertimento com urna linda
pantomima intitulada O Saboiardo na
aldeia ou o camponez recruta.
Os bilhetesacho-sc a venda no mesmo thoa-
tro.
( Principiar as horas do custume. )
Avisos martimos.
Para Macei sahir com muita brevidado ,
por ter a maior parte da carga prompta, a lanxa
Conceicdo-Flor das-Virtudes ; quem na mes-
ma quizar carregar ou ir de passagem pode
dirigir-se-ao mostr Victorino Jos Pereira ,
a bordo tundeada defronto do trapicho do
algodao ou na ra da Cruz n. 26 vo.ida de
S Araujo e Irmao
= Para o Aass e Touro o bem conhecido
hiato linda sao no dia 30 do corrente ,
para carga tratn-secom o prop otario Manoel
Joaquina Pedro da Costa.
sa Para o Cebra pretende sahir em 10 de de-
zembro a sumaca Eslrella-do-Cabo para car-
ga e passageiros, trata-se com Manoel Joaquim
Pedro da Costa.
= Para o Rio-de-Janeiro segu viagem
com brevidade o brigue nacional Indiano ,
por se achar quase carregado : quem no mes-
mo tiver a embarcar alguma carga escravos,
ou queira ir de passagem entenda-sc com o
capito Antonio Alves Mostho ou com o con-
signatario Manoel Ignacio d'Oliveira ra de
Apollo.
Vicente Thomtz Pires de Figueiredo Camargo,
inspector d'alfandega, $c.
Fa/. saber, quo no dia 2a docorrente ao meio
dia porta da mesma so ha de arrematar um
caixote com impressos no valor de 2Q8 reis, im-
pugnado pe-* leitorconferente Joan Francisco
Duarlo no despacho por factura de Paulo An-
tonio do Rocha sobro n 1768 sendo a arro-
matacaomjflta 8 lireitos e expediente,
fandega 23 de novembro de 1843.
V. T. P. de F. Camargo.
THEATRO PUBLICO.
DIRECgAO DE RAFAEL LUCC.
Domingo 26 de novembro.
llavera o seguinle e novo divertimento.
Grande representado extraordinaria de gym-
nastica athenicnse creada em Alhenas por
Mr, Mathevet ; grande Alcides Herculedos
Hercules, primeiro modelo das academias reaes
e imperiaes das cinco grandes potencias mes-
tre de gymnastica da familia real de Hespanha ,
artista do theatro da Porta Saint Martin em
Pariz vencedor dos torneios do Meio-dia da
Franca oriental condecorado com as moda
Ihas de honra com que tem sido mimoseado por
difieren tes soberanos da Europa.
Primeira parle.
Bafael Lucci e sua filha madomoisclle Car
mela executaro o lindo e dificultoso duetto
da opera Torquotto Tasso do M. G. Donizet-
t Colei Sofronia Olindo egli & appella.
Segunda.
Grando deslocacao geral executada por Mr.
Carlos Cleve, discpulo de Mr. Mathevet.
Terctira.
Pela primeira vez ter a honra de se apre-
sentar ao respeitavel publico Mr. Eugenio le
Moine discpulo do Mr. Mathevet, o qual
executar As loucuras de Bacco com varios
equilibrios sobre urna duzia de garrafas.
Quarta.
Rafael Lucci o sua filha madamoiselle Car-
mela cantaroo jocoso duetto da opera Elisa c
Claudio, do Mr. S MercadanteDove maiDo-
Al- ve tramito ?
Quinta.
Mr. Mathevet executar o seguinle : Jo-
Leiloes.
= Kalkmam & Rosemend farao leude, por
intervencao do corretor Oliveira do mais ex-
plendidosortimenlo de fazendas de seda, laes
linho e nlgodo a mor parte chegada pelos
ltimos navios e dos gostos mais modernos ,
proprios do'ste mercado : quarta e sexta (eir
22 e 2i do corrente s 10 horas da manhaa em
ponto no seu armazem da ra da Cruz.
__ Hjo 2S- do corrente s 10 horas da ma-
nhaa defronte da escadinha se vender
em leilao urna porcao de farinha de mandioca',
que ser entregue pela maior ollera.
= O capito U.Fostor far leilao por con-
ta e risco de quem pertencer e por interven-
cao do corretor Oliveira de urna porco de
salitre ou nitro de soda para suppri.nento
das despezas com o reparo da barca inglesa
Laurence arribada a esto porto com agua a-
berta nn sui recento viagem que fazia de
Iquique e Mejellonos a Liverpool : segunda-
fcira 27 do corrente as 11 horas da manhaa,
no armazem da ra de Apollo n. 8.
\visos diversos.
LOTERA DA MATRIZ DA
BCH-VIST*.
O thesourciro d"esta lotera espuranca-
do na marcha anterior d'ella e das demais que
correm n'esta cidade ; e nao podendo prevenir
a repetida annullacao de urna d'ellas contava
que os bilhetes que reslassem por vender nao
passaro d'uns 3 contos de reis, e por isso nao
procurou que se mudasse o dia aprazado ,
quando apparecrao esses transtornos ; tendo-
se por^m no momento de corrercm as rodas
examinado
os bilhetes rcmanescentes, e a-
chandi)-so o equivalente de mais de 6 contos,
quantia que a irmandade nao poda arriscar ,
pedio-se a S. Ex. o snr. Presidente que mar-
casse outro dia que foi lixado a 27 do corren-
te esperando o dito thesoureiro a indulgencia
publica c concurrencia dos compradores at-
iento o fim piedoso d'esta lotera. Recife 23
de novembro de 1843.
Jos Jernimo Monteiro.
Joao Jos de Carvolho Moraes comprou
por ordem de Joaquim Alves do Faria 8 bi-
lhetes da loteria do theatro publico da segun-
da parte da 5.* loteria cem os nmeros se-
gu nles: 156, 55, 162, 155, 171, 168,
174 e 68.
= Precisa-se d'um homem que entenda
do padaria e saiba forncar: na praca da Boa-
vista venda n. 8 se dir quem precisa.
A pessoa que annunciou querer 500
rs. a premio querendocom penhoresd'ouro ;
dirija-se a ra da Cadeia velha n. u, onde se
dir quem os d.
Aluga-se urna casa pouco adiante da
ponte do Manguinho, com 2 quartos, cosi-
nha fra e por commodo prego : a tratar na
ra da Cadeia, lofa de chapelheiro n. 46 ; e
bem assim tambem vende-se ou alra-se um
terreno com 40 palmos de Irente n'a estra-
da do Manguinho : na mesma loja cima.
= Nicollo tem a honra de participar ao
respeitavel publico quo mudou o seu estabe-
lecimenlo da ra do Passeio-publico, para
a d'alfandega velha n. 38, aonde os seus
amigos do bom o barato acharo um sortimen-
to completo de adubos o preparos para meza ;
certificando d'antemao aos snrs. que o quize-
rem honrar com a sua presenca que alm do
bom agrado e promplidao serao sempre ser-
vidos de efeilus da primeira qualidade. En-
tre outras inuitas cousas, achar-so-ha sempre
em sua casa e por precos mais favoraveis do
que em outra qualquer parte ; vinhos de Bor-
dcaux tanlo em quartolas como cncaixotados;
garrafas; vnho muscatel ; dito branco ; San-
terne em caixas e garrafas; Porto, 1.* quali-
dade de Champagne; licores de anizette de Bor-
deaux ; amor perfeito ; coiacao de Hollanda ;
hortelo ; cassis ; cidrao c tambem um sor-
timento de licores ordinarios; genebra da Hol-
landa em botijas ; cognac em quertolas e gar-
rafas de difieren les qualidades; absinte Suis-
so ; charopes para refrescos de muitas qualida-
des ; azeite doce primeira qualidade tanto
em gigos como em garrafas ; agua de flores do
laranja mustarda franci-za; sal relinado;
conservas de todas as qualidades ; topinos; pe-
pinos; azeitonas ; enchoras; ervilhas ; surdi-
nhas; linguicas; sopas preparadas; ganso em
trufas ou castanhas ; trufas ; vitella assada ;
eite ; cercefo &c. &c. Acaba igualmente de
receber um grande sorlimento do salames mui-
to novos e de ptima qualidade, e vendem-se
por preco commodo.
Precisa-se d'uma senhora idosa que
saiba perfeitamentc ler o escrever bordar ,
o coser para ir cnsinar urnas meninas em um
engenho : a senhora que se achar neslas cir-
cunstancias o que tambem saiba ensinar a
msica o pianno se far com esta dita algum
trato mais vantajoso : quem se achar em cir-
cunstancias de precisar d'este arranjo enton-
da-se com Manoel Ignacio d'Oliveira ra de
A pollo.
No dia 20 do corrente fugio do viveiro
do Muniz um arneiro com os signaes se-
guintes : branco, com um pamarello est
gordo e bastante grande : quem o tiver pe-
gado ou d'ello der noticia dirija-se ao mes-
mo viveiro. que se dar o valor doditocar-
neiro de gratificaejio.
Alugao-se duas casas terreas sendo u-
ma com bonito sto toda nova com 6 ja-
ncllas de vidracas, muito bonita vista e fresca,
no beco do Serigado ; e outra na ra do Pa-
dre-Florianno tambem ratificada de novo ,
com boa alcova envidracada, muito bem pinta-
da e ladrilhada com o melhor gosto : quem as
pretender dirija-se a ra da Cadeia do Recife
n. 25 que achara com quem tratar.
O abaixo assignado faz sciente a todas as
pessoas com quem tem transaeces de nego-
cio que Miguel Porfirio de Nazar que Ihe
fazia as cobrancas deixou de ser seu caixeiro ,
desde o dia 22 de novembro do corrente anno.
Florido Augusto Meirelles.
=Manoel Jos Soares de Avillar vae ao Ma-
ranho fazeralgumas cobrancas de seu casal,
pretendendo demorar-so quando muito, por
dous mezes e deixa'em sua casa nesta praca ,
com poderes suicientes seu irmao Antonio
Jos Soares de Avillar.
Fazemos sciente ao respeitavel publico
d'esta praca que, tendo fallecido o nosso so-
cio o sr. Daniel P. Austin de Philadelphia, em
15 de julho do presente anno quo em cuja
data findou o interesse que elle tinha na socie-
dado de Matheus Austin &C.a; nlo obstante
este acontecimento a casa fica no mesmo giro
commercial; e contina debaixo da mesma fir-
ma ficando smente interessados os abaixo as-
signados ; os quaes lequidrao todas as tran-
saeces da ex-sociedade. Recife 21 de no-
vembro de 1843. Joao Matheus.
Nicolao Harlery.
= No dia 1. de dezembro pelas -i horas da
tarda ser o enceri amento do colleoio santo
Amonto e para que este acto se torne mais
lusido o Director convida aos illm.0* paes e
correspondentes dos allumnos que o frequenlao;
assim como a todas as pessoas que com sua pre-
senca queira honrar este eslabelecimenio. O
Director aproveita tambem esta occasio para
convidar aos seus amigos ; esperando que todoa
o dispensem d'o fjzer especialmente. Collegio
Santo Antonio 18 de novembro de 1843.
Bernardino Preir de Figueiredo e Casttro.
= Preciza-sede um prcto moleque ou
pn'ta para todo o servico da casa de urna pessoa
soiieira ; quem a pretender, dirija-se a ra do
Encantamento n. 4.


= Alug5o-se pelo tcmpo de festa ou por
anno tres moradas de casas no sitio do Coju-
eiro e um cobrado com sitio na Passagem-da
Magdalena por proco commodo ; a tratar no
mesmo sitio.
Tirou-se por igual nome urna cariado
corroio a 3 para 4 me/es. vinda do Pito pa-
ra Bernadino Jos de Souza Monteiro e co-
rno ja se annunciasse a tempos e n5o foi pro-
curada por isso se az de novamente a quem
for seu proprio dono, e a quizer receber a
aberta pagando o porte procure na ra da
Senzalla-velha n. 98.
Novo rap fino princesa da nova fabrica de
Godinho da fahia.
= Acha-se a verfda ( vindo do Rio-de-Ja-
neiro no bergantim nacional Bom Jess che-
gado ltimamente ) o novo e escolente rap da
nova fabrica de Godinho da Bahia pelo pre-
co de 1000 rs. cada urna libra ; este rap tor-
na-se muilo recomendavel pelo seu bom aroma,
nao faz bolao nos narizcs o bastante fino ;
os pretendent s dirijao-se ao nico deposit
existente nesta provincia na ra da Cruz n.
16 onde achar. um bote aberto para se ve-
rificaren! das suas boas qualidades.
= Alugo-se por preco commodo varias ca-
sas terreas de pedrae cal na Capunga na es-
trada que vae para o rio caiadas e pintadas
de novo tendo cada urna duas salas quatro
quartos cozinha lora, quintal pequeo e mu-
rado quarto para pretos e estribara para 2
cavallos, com um bom banheiro onde se pode
tomar banho a qualquer hora ; a tratar no
mesmo lugar na ultima das mesmas casas ou
na ra da henzalla-velha n. 138.
= Aluga-se o soto do sobrado novo n. 9
da Rua-augusta com muitos bons commodos,
proprio para urna familia ; quem o pretender,
dirija-se a ra do Rangel venda n. 11 na
esquina que volta paia o (rem.
Arronda-se por anno, ou para se passar
a test i um excellentc sitio na estrada dos Afflic-
tos, com nyide casa para urna numerosa fa-
milia, conlendo grande pomar de Jaranjeiras ,
e outros muitas frutas boa agua de beber,
grande cacimba tanque para deposito d'agua,
estribara .coxeira casa para feitor e pretos;
na ra da Cadeia-velha por baixo do corretor
Oliveira.
= Aluga-se urna boa casa e sitio no lugar
dos Remedios ; a tratar na ra do Hospicio n.
12 casa da viuva de Jos de Pinho Borges.
= Toma-so roupa para lavar, e engommar,
por preco muito commodo; na ra dos Pires
n. 60.
= Roga-se a pessoa, que apartou, e mar-
cou urna caixa com letria do a ir buscar do
contrarise vender a outra pessoa.
= Ofereca-se um portuguez de 26 annos,
para criado ou outro qualquer servico ; quem
deseu prestimose quizer utilisar, dirija-se a
ruadeHorlas n. 18.
= Preciza-se de sorradores brancos, para
serrarem urna grande porcao de madeira de pi-
nho adverte-se quo so d que fazer continua-
mente ; a tratar delraz do theatro no armazem
de Joaquim Lopes do Almeida.
== Na loja de Joao Loubet defronte do Pas-
seio-publico ha um novo sortimento de se-
das t outras azendas novas proprias pa-
ra cobrir chapeos de sol tudo superior e
de diferentes cores ; tambem se concertio e
fazem-so chapeos de sol, por preuo commedo ,
e com brevidade.
Precisa-so de um caixeiro para venda ;
na ra da Senzalla-velha venda n. 15.
Aluga-so por proco commodo um bom
sotao, na ra do Nogueira ; quem o pretender
annuncie.
Oabaixo assignado pede encarecidamen-
te aosnr. Jos da Costa Albuquerquc o Mello,
que no praso de tres dias finalise a questao, que
com olle lem poisque tem estado sustado a
pedido de outrem o cujo obsequio ja se acha
satisloito; do contrario v^-so na necessidade de
publicar este negocio pouco airozo para o mes-
mo snr. Mello Joo Daptista da Silva te-
mos.
Precisa-se de 800S rs. a premio pelo
tempo, que se convencionar, hypolhecando-se
para garantir um sitio com boa e grande ca-;
sa de pedra e cal com arvorcios torras
proprias, ou alias escravos o sitio menos
demeia legoa distantante da piara; quem quizer
dar annuncie.
= Precisa-se de um olicial de charuteiro ,
que trabalhe com perfeico ; as Cinco-pon-
tas n. 23.
Trocao-se dous moleques de bonitas fi-
guras, por urna morada de casa terrea no bur-
ro de S. Antonio voltando-se o que for do
ajuste ; na ra do Padre Florianno n. 23.
= Aluga-se urna casa terrea noAtlerro-dos-
alogados por IOS rs. mensaes, tendo urna
sala, calcova na frente, corredor ao lado,
sala atraz urna camarinhi cozinba, e quin-
tal com cacimba ; na ra da Aurora casa de
Anu'tdo Fr.inrisro CamcirO,
Existe em poder do abaixo assignado um
moleque de nome Joao crioulo que diz ser
escravo de Joao Antonio Correia morador na
Barra-grande o qual foi ter a casa do abaixo
assignado para o comprar, por isso roga-se ao
siir. do dito escravo queira vir quanto antes
vndelo, (cando certo, que o annunciante
nao se responsabiliza por elle. Antonio Joa-
quim Quedes.
= Oescriv8o dos protestos faz publico, que
madou a sua residencia e cartorio para a ra
da Cadeia de S. Antonio sobrado de Um an-
dar n. 2.
Precisa-so de um caixeiro que enlen-
da de venda ; no largo da ribeira n. 1,
Quom precisar de urna ama para todo o
servico de urna casa dirija-se a ra da Flo-
rentina n. 13.
= Aluga-se urna casa na ra da Alegra ,
bem construida com bons commodos para
grande familia por preco muito mdico ; na
Bua-direita armazem n. 9.
= A luga se urna preta que sabe bem co-
zinhar, engommar, lavar, o hbil para todo o
servico ; na praca da Boa-vista n. 7.
Quem annunciou precisar de 500 rs. a
premio sobre penhores de ouro, dirija-so a
ra estreita do Rozario n. 4 segundo andar.
Quem precisar de dinheiro a premio,
sobre penhores de ouro, sendo de 200$ rs. pa-
ra cima, dirija-se a ra estreita do Rozario
n. 4, segundo andar.
sss O desembargador Domingos Nuoes Ra-
mos Ferreira embarca o seu escravo SebastiSo,
crioulo para fra da provincia.
Na coxeira do Thomaz junto a cadoia ,
ha um muito lindo carrinbo de 4 rodas com
assentos para duas e 4 pessoas, coberto de
couro de lustro muito boas mollas, arreios
para um cavallo tudo de fabrica ingleza no-
vo o linda pintura pode-se examinar na
mesma coxeira o tratar na ra do Vigario
n. 21.
= Manoel Antonio da Costa retira-se pa-
ra as Alagoas.
= Alugao-se duas canoas, urna de carga de
800 lijlos de alvenaria e a outra de 1200 di-
tos ; na ra da Madre de Dos n. 28.
Quem achou urna carteira querendo
entregar a seu dono Antonio Carneiro da Cu-
nha ser gratificado com 50* rs. do dinheiro,
que a dita carteira tem dentro isto por alguns
papis, que nella se achao quanto aos bilhetcs
do lotera e as lettras ja est prevenido.
Na tarde do dia 20 do corrente perdeo-se
desde a ra de Aguas-verdes at a do Jardm
urna fivela de ouro de p ; quom a achar e
a quizer restituir, dirija-se a ra de Agjas-
verdes n. 42 casa do Padre Jos Xavier Men-
des Goncalves, que sera gratificado.
Vende-se urna rede branca trancada e
outra pintada vindas do Maranbo o pro-
prias para tipoia ; na ra da Madro de Dos,
loja n. 31.
Vende-se urna prenca de espremer ca-
j e arroz vermelho pillado a 7S00 rs. o
alqueire da medida velha : na Rua-direita
n. 72.
Vendem-se 3 escravas recolhidas, de
naco Angola de 14 a 18 annos, de bonitas
figuras, e com habilidades; na Rua-nova n.
50 terceiro andar.
= Vendem-se as memorias da campanha do
Snr. D. Pedro de Alcntara em dous tomos;
e urna barretina de guarda nacional, quase no-
va ; na praca do Commercio botequim do
Almeida.
V endem-se bilhetes da todas as loteras
desta provincia ; na casa de cambio do Vieira,
na ra da Cadeia do Recife n. 24 onde se
vendeo o bilhete n. 1641 da lotera de S. Pe-
dro Martyr om que sabio a sorte de 3:0008
rs e uns dos meios n. 2390 em que sabio a
de 1:500* rs. um dito n. 2286 que sabio a
de 500* rs. e outros muitos que tirarao va-
rias sortes sofriveis.
Vende-se urna cama de angico, com ar-
macSo e enchergoes, e urna duzia do cadei-
ras com assento de palhinha por preco com-
modo ; na ra de S. Francisco, loja de mar-
cineiro defronte do theatro.
Vende-se urna barretina gravata bon,
o correama para guarda nacional ; na ra da
Senzalla-velha n. 40.
= Vende-se um bom cavallo de bonita figu-
ra muito gordo anda de baixo a meio,
o muito liberal; na Rua-nova, armazem n. 67.
No armazem de Fernando Jos Braguez
ao p do arco da Conceicao vende-se supe-
rieres uvas frecaes emcaxocs pequeos vindas
Compras
Comprao-se efectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos do 12 a
20 annos, sendo do bonitas figuras pagao-se
bem ; na ra da Cadeia de S. Antonio so- de Aquino Fonseca.
lirado do um andar de varanda de pao n. 20.
= Comprao-se 6 bracas de rede de pescar ,
de rnalha miuda para camarao ainda mesmo
usada ; na ra do Rozario venda da esquina
do hoco do Peixe-friton. 9.
>= Compro-seasseguintes pecas dramti-
cas ; Gomes Freir o Rachador de lenha o
Sino des duas horas, os Sette infantes do Lara ,
Entrada de Napoleao no Egipto, oSlgano D.
Rodrigo, a Legitima herdeira do throno, ainda
mesmo usados; quem tiver annuncie.
Compra-se urna porcao de cera de car-
nauba ; na ra do Nogueira n. 13.
de Lisboa pelo ultimo navio.
Nos armazens de Jos Rodrigues Pereira
& Companhia do becodo Capim e de Joa-
quim Lopes de Almeida vende-se a superior
larinha de trigo da marca legitima SSSF e
SSF ou a tratar com Firmino Jos Felis da
Roza.
Vende-se um negro de meia idade que
serve para armazem de assucar ou padaria ,
e bom trabalhador de enchada na ra do
Fogo sobrado de um andar n. 33.
- Vendem-se chapeos de sol de seda, ditos
de massa francezes, luvasdo pellica a 1280,
1000, o320rs. o par ditas de seda brancas,
e pretas meias de seda ditas o de algedao ,
para homem senbora, o meninos, cortes de'
chita hamburgueza ditos de cambraia do bbm
tom branca e cor de rosa merino pan-
nos finos, palatilbas bramantes, bretanhas
finas brins de lislras de cor, e branco ca-
simiras francezas elsticas, e outras muitas
fazendas por commodo preco ; na loja de Ma-
noel JosGoncalves Braga, junto ao arco de
S. Antonio n. 2.
Vende-so rap do Lisboa chegado no bri-
gue Josephina tanto em caixa como em li-
bras : na ra do Cabug loja n. 1 de Thomaz
marcira80rs. cada um sapatinhos para m
nios de 3 e 4 meses de seda de chadrez*"
400 rs. o par cha isson de primeira sorte *
2560 rs. a libra rapareia preta a 1040 rs *
chocolate de sade a 320 rs. dito de ferro '
1000 rs. e outras muitas mudezas por pre*
co commodo ; na praca da Independencia l\
a n. 39 '"
Vendem-se barris de ceblas do conser-
va pescadas e repolhos salpresos ; na ra
dasCruzes n. 41.
= Manoel AI ves Guerra na ra do Viga-
rio n. 3 vende taxas de ferro de todos os ta"
manhos, algumas ferragens antigs para en-
genho e travejamentos, tudo por preco ba-
rato.
sa Vende-se salea parrilha vinda do Para
pelo ultimo vapor, por preco commodo; ao
p do arco da Conceicao, armazem de Braguey
= Vende-so urna porcao de azeite de car-
rapato ; na ra do Vicario armazem n. 18.
= Vende-se um coeiro de casimira branco
bordado de ouro urna barretina de pello e
outra de oleado urna gravata um corrame
em bom estado, tudo para inferior de guarda
nacional, por 20S rs., e o coeiro por 22g rs.-
na Rua-nova loja n. 63.
= Vendem-se bichas muito boas chega-
das ltimamente de Hamburgo; tambem se alu-
gSo e vao-se applicar; na Rua-direita le-
ja de barbeiro n. 123.
Vendem-se queijos novos a 1000 rs. '
caixas com arroba de letria a 4000 rs. e a li-
bra a 160 rs. macarrao a 160 rs. batatas a
60 rs. sevada a 100 rs. velas de esperma-
cole a 720 rs. cha a 2080 rs., bolawnha ame-
ricana a 240 rs. sabao branco a 200 rs. o
todos os mais genero^ por preco commodo e
2 casaes de patoris vnoos agora do serlo ; na
Vendas
FOLUINIIAS PARA 1844.
Achao-se a venda na livraria da praca da
Independencia ns. 6. e 8 ; ra do Cabug lo-
ja do Bandeira ; defronte da matriz da Boa-vis-
ta botica do Moreira; no Recife ra da Ca-
deia loja de ferragens n. 45; em Olinda, ra
do Amparo botica do Rapozo ; e nos Qua-
tro-cantos, loja do Domingos : as exccllentes
folhinhas impressas nesta Typographia com-
postas pela primeira pessoa, que as fez nesta pro-
vinciaequetantocredito ten; merecido; conten-
do as do algibeira ptimas chcaras, e a disputa
entre urna pulga, e um pioho sobre a fidalguia;
outras contendo a confissao do marujo ; e ou-
tras finalmente com a linguagom das flores ou
novo diccionario para a correspondencia ama-
toria ; brevemente se exporao a venda, as que
tem os nomes e moradias dos empregados p-
blicos.
= Vende-se urna escrava de nacao Mina ,
cozinba e lavadeira ; na ra do Aragao n.
1 segundo andar das 6 as 8 horas da ma-
tj das 3 as 6 da tarde.
.uuU
= Vende-se urna venda com poucos fun-
dos a dinheiro ou a praso coro boas firmas;
na ruado Forte nos Bairros-baixos n. 4; a
tratar as Cinco-pontas n. 32.
Vende-se urna canoa de carreira duas
pecas de cabo de linho usadas, sendo de 4
pollegadas; em Fra-de-portas n. 25.
== Vende-se urna corrento moderna com
35 oitavas, urna gargantilba de muito bom
gosto dous pares de casticaes de prata de
moeda, com prato e thesoura dous palitei
ros de prata de muilo bom gosto e um ca-
xorrode filia ; na ra das Trincheiras n. 18 ;
na mesma casa compra-se a obra de philoso-
phia por Damiron.
= Vende-se um moleque de 16 annos; urna
escrava de naco Cacange cozinha, cose, en-
gomma, e quitandeira; na Rua-direita n. 3.
Vende-se urna venda na ra do Padre
Floriano com poucos fundos, e com com-
modos para familia bem afreguezada ; e um
relogio sabonete caixa do prata bom re-
gulador; as Cinco-pontas n. 23.
\ ende-se urna armaco nova muilo bem
feita, e alguns utencilios do venda um cai-
xo envidracado para amostras ; e traspnssa-se
as chaves da casa propria para negocio por
ser em bom lugar ; passando a intendencia n.
122, assim como urna carteira grande de urna
s face.
Vendem-se charopes de roza tamarin-
do, limo capil q 480 rs. a garrafa ludo de
superior qualidade; e bichas grandes a 360 rs. ,
menores a 200 rs. e pequeas a 100 rs. ; na
ra larga do Rozario botequim da Cova-da-
onca
= Vendem-se couros de cabra sola be-
zerros, peonas deema; na ra da Cruz n. 51.
-- Vendem-se luvas sem dedos de soda ,
e de fil a 240 rs. o par rarreteU
i de Mes as cores, <\ue 'serve para
ra do Araglo venda da esquina que volta
para a S. Cruz.
- Vende-se a venda da ra da Paz n 2 ,
com poucos fundos e com ooinmodos para
lamilla e a armacio da venda da ra de S.
Rita n. 93, com todos os pertences; a tratar
na ra da Paz na mesma venda.
= Vende-se cassa-chita do melbor gosto ,
que lem vindo da Franca tanto em lindos
padrees, como pela superior qualidade da xassa ,
por proco rasoavel ; na ra do Crespo loja
n. 23. J
= Em casa de B. Lasserre & Coropanh.'a ,
ra da Senzalla-velha n. 138, acba-cea ven-
da arellode muito boa qualidade, em saocas
de 3 arrobas; assim como vinho de Bordea uv
em caixas de duzia por preco commodo.
Vende-se una negra de nacao Benguel-
la de 20 annos boa vendedeira compra^
deira e lavedeira ; no pateo do Carmo n. 20..
= Lima Jnior & Companhia tem para ven--
der superior vinho do feitoria em pipas, e bar-
ris e caixas de velas de sebo de nova compo-
sico; na ra da Cadeia armazem de Mar-
tn* Costa, e nos armazens do caes da alfan-
dega.
Escravos fgidos.
bordar ou I
se Fugio pela segunda voz na noule do trio
21 do corrente de boido do brigue A/arceat
um cscravo marujo de nome Antonio, de na-
cao Mina alto, magro, rosto escamado, pou-
ca barba, representa 40 annos, tem urna ferid*
no p esquerdo sobre o tornozelo, levou camisa
escura, e calcas de brim; quem o pegar, leve a
bordo do dito navio ou aos consignatarios
Amonm Irmaos, na ruada Cadeia que se-
r gratificado. M
= DesapparecerSo 3 escravos; Luiz de na-
cao Imhambane, grosso do corpo falto do
denles na frente quando falla imita a quem
es a bebado com alguns cabellos brancos, cor
rola. Jos, de nacao Vlocambique, alto, mui-
lo retinto beicos grossos olhos pequeos ,
cabellos grandes. Joao tambem Mocambique,
omc.al de calafate corpo regular cabeca pe-
quena e alguma cousa chata falla mu manca,
levou calcas t camisa de nscadinho ; quem os
pegar, leve ao Atierro dos-affogados n. 67, a
Vicente Ihomaz dos Santos, que ser recom-
pensado.
_ Fugio no dia 22 do corrente a preta Fio-
nnda de20annns, de naco Cacante, levou
vestido de chita escura, e panno da Costa ;
quem a pegar, leve a ra da Aurora casa do
doutor Navarro ou na botica de Luiz Pedro
das Nevos, na ra da Cruz que ser recom-
pensado.
= Fugio no dia 16 do corrente do Giqui
a escrava Joanna de nacao Cacange de 30
annos estatura baixa cor fula secca fal-
a lina ha noticias de so achar no Recife a ti -
lulo de procurar snr. ; quema pegar, leve a
ra da Cadoia por baixo do corretor Oliveira ,
ou no Giqui a seu snr. Jos Goncalves dos
santos que ratificara.
Rwifb: ka Typ. mM. F. de Fakia = J8*3.


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