Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04518


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Full Text

Anno de 1843.
Q ua Ha Feira 22
ludo agora dapende ^e n,',s me.iuo; ' memo como principiamos, e eremos apomadoa com admiraban entre as Nroe. mas
""[,, ( Proclamadlo ala AssemMeia Ceral do BmsiL.)
PARTIDAS DOS CORREIUS TERRESTRES.
., t e p.r.byb, segundas e tena, feiras. Rio Grande do Norte, quintal feiraa.
flbu^nli.ie.n, BJo Formo, Porto Calvo, Macei, e Alagoas no i 41, e 21.
o i ua Florea l3e 2i. Santo Anuo, quintas feiraj Olinda todos 01 diaa,
B"*-"-"" DAS da SEMANA*.
?0 Sh 9. Octavio B. iud. do J. deD.d.2..
ItvL Columb.no Ab Re. Aud.doJ.de U.ll.V.
2> Uuafl Cecilia V. M Aud. do J. de U. da 3. y.
Ou.nt Cleaentof. M. Aud. do J. de D. da v.
, Set .' Joo da Cruz C. Aud. do J. de i), da 2. t.
5* s!,. Gallarme V. ... Ral. Aud. do J. de D. da i- t.
2G D -. M* Alcndrino B-
de Novembro Anno XX. N. 253.
O DlaJHO publicas.- iodo, dioe que So forem S,nrinc.d,.,: o preco de M*J?**Soi
de tres aiil ria por quartal pago. adi.aUdoa, O, anuoncio.-los ..gnantei. "'* diri.
palia eos dos que n.io orem !, ras.,., de ,0 re., por liana. ^ redamare, deten. >e
gidas a esta T*., roa da Cru.e. N.y.u .rra!;. da Indepen.iencia lo)a delmo K.
cambioNo dia H de iNotembro. eoiapra
Cambio .obra Loedra. 26. Oo.o-Mo.d. da 8,400 ?; JMJJ
- Paria 37 J mi por franco. N. *6,O0U
LiaballOporlOdepraaio. de 4,000 9,200
PBATA-Patac.. 1.900
Mo.dadeeob.a2 por cento. Pe.o. Coluaanara. i1,9JO
dem deleira.de boa. firaaa 1 j 1,4 2. | dito. Meucanos 1,90U
PHASES DA LA NO MEA DE NOVFMBRO.
LuaChoie 7, as 3 hora, e 2 m. da manha I [.ua ora 2t, a. 8 horas e 14 m. da larde.
Quart. eing. 14, aoe 13 mininos da larde | unen, creso, 2S, ii 4 boral e V. da l.
Prearnar de hvje.
i. a 5 hora, lie da -anhe. | l. a bolee 42 ai. la i.rd.:
?anda.
47 000
16,800
9,400
1,920
1,920
1,910
Commandodas Armas.
EXPEDIENTE DO DlA 3 DO CORRENTE.
CilicioAo Esm presidente rogando-lhc
a expedicao oe suas ordens para ser com ur-
gencia e 3eguranca concertado o rombo da
prisao da ahoboda da fortaleza do Brum por
onde se evadirao os criminosos na noule de 31
do mez p. p.
Dt0Ao inspector da thesourona com-
municando-lhe quo o major da extincta 2.a
Iinha Francisco Jos do Mello foro abonado
pela corto da quantia de 26S rs. equivalente
a um mez de seu sold devendo-so proceder
competentemente a deducao no seu ajuste de
contas. .
DitoAochefe de polica, requisitando-
lhe dous calctas para faserem a limpesa das
prises da fortaleza do Brum em lugar dos
que se evadirao na noute do dia 31 do mez
passado.
DitoAo commandante do batalhao de ar-
tilharia para queordenasse ao capilao Pedro
Jos Velloso da 9 ve ira e 1 tcnente Pedro
Alfonso Ferrcira.queseappromptassem a seguir
para a corlo, para onde S. M. o I. detcrm-
oava se recolbessem.
Dito-Ao commandante da companbia de
artfices para mandar examinar pelo respecti-
vo facultativo o estado de sade do 2. len-
te J. M. Paes Barrete
Portara Mandando d'ordem imperial ,
communicada cm aviso da reparticao da guer-
ra de 18 desetembro ultimo dar demissaoao
1 sargento Joo Antonio Pereira em consc-
quencia de suas molestias. _____
cao, verdade snbscreveo cincoenla mil rs. ,
e o capitao-mr Antonio Lourengo Toiros Ga-
lindo vinte mil rs., o padre Joaquim Jos de
Santa Auna vinte mil rs., o AntonioCorreia de
Mello de Panellas vinte mil rs., que tudo faz
faz 110,000 rs., que hojo mesmu sem espe-
rar pelo fim do mez, recolhi a thesouraria pro-
vincial, para poder annunciar, e satisfazor,
mi desvanecer certas suspeitas do redactor do
D-Now Eu recebi aquella quantia no
dia 24 de outubro prximo Ando, da mao do
Dr. Henriques Jorge Rabello. o quo se rne
offerece dizer a v. Sou &c.
1 &m
Tribunal da Hclacao.
SESSAO DE 21 DE NOVEMBBO DE 18*3.
O aggravo de pelicao de Izabel Joaquina ,
contra Sabastiao Jos Gomes Pennh, do juizO
dn 2." varadocivcl d'esta cidade ; nao tese
provimento. .
A appelhcao civel da comarca de Goianna,
anpellante Elias Colbo Cintra appellado Se-
bastiSo daCunha AceioIcLins, esenvao Reg
Rangel; se mandou desear a juizo da 2. vara
d'esta cidade, para ser avaliada. ^^
HUMO- Bl PttMAiBWlrt.
fc
Pedimos a attenco dos nossos letofes para a
carta que abaixo transcrevemos. nica respos-
ta aos insult do /'. Novo no seu artigo a res-
peito da Estrella.
Sr A. J. de M. F. Soubo que v. me
procurou para saber se Martinho de Mello c Al-
buquerque subscreveo para a casa de cor.ee-
FOLHET5
QUERER PODER.
Desejando algumas pessoas que nao enten-
dem o fatim saber o que signiflcao os versos
que nossa lingua copiamos do Periodico-dot-po-
bres do Porto, aqu Ihes damos a versao lit-
teral
D. Joo, collocando o seu llirono no
Brasil, perdeo o direito que tinha ao reino de
Portugal, porque, segundo a le doLamego,
si) pode ser legitimo rei de Portugal o que tiver
ilii sua habitaco. Elle porm abandonando
Portugal, e desprezando a constituicao, mor.-
reo para o throno, e por esta raz3o nao o pode
deixar a seus fllhos. Sem heranca veio a ser
seu filho um estrangeiro e como tal j mais
podio reinar em Portugal. Urna nova consti-
tuicao d a neta do rei o reino vago, mas ella
d'outra sorte repelle tao grande graca As-
sim nao o povo mas a mosma casa de Bra-
ga nca foique, por fatalidade, preparou para
si a destruicao e a morte.
Variedades.
O CARAPUCEIRO.
OS FANTASMAS E DUENDES.
Tem sido assumpto de conversacao geral e
do mil comentarios a apparicao nocturna de um
duende, ou cousa, que o valha no (ollegio-da-
Santa-Cruz. Andao os meninos amedrontados,
e nilo se falla n'outra cousa em o nosso Recife.
Por mais que se baja escripto, e demonstra-
do que taes apparices sao ou illusoes da fan-
lazia ouartimanbasdo vclhacos, 6 espanto-
sa a lacilidade, e pendor, quo todos temos pa-
ra dar crdito tudo.quanto offerece o carcter
do maravillioso. Longe do mim, que ass6s me
preso de cbristao.o negar absolutamente tod.i.e
qualquer apparicao desta nature/.a, estando bem
curto, como estou, que Dos omnipotente bem
pode quando lbe aprouver, obrar dcstes pro-
digios de quo alias temos exemplos na sagra-
da escriptura. Nella vemos que um mo an-
jo fra enviado ao exercito de Scnnacberib, que
exterminou em urna s noute, que Sal fez evo-
car a sombra de Samuel pola Pytlionisa d'En-
dor: que Moyss c Elias apparecrao no mon-
to Tbabor na occasiSo da transfiguracao do se-
nhor, &c. &c.
Mas taes prodigios erao mandados por Dos
cm casos extraordinarios para estabelecimento
das verdades reveladas ; e so nelles cromos ;
porque vem consignados nos livros santos divi-
namente inspirados, e a groja nos manda crer.
Mas porque Dos pude la/.er tudo e effectiva-
mente operou essas maravilbas nao se segu ,
que as esteja fa/.endo sempre antes devemos
concluir quo os fados que so referem desta
natureza so todos pura illuso ou mera vo-
Ihacar.o, em quanto alias nos nao provarem ir-
resistivelmente quo nelles interveio a divin-
dade.
(^ucm ignora que j houvo tempo. cm que
toda a Europa acreditava em vampiros? Vampi-
ros erao defuntos, que 6 noute sabiao dos co-
miterios para ir chupar os vivos. No anno de
1726 abrio-se a cova d'um velbo vampiro cha-
mado Amoldo Paulo quechupava toda a vi-
zinhanca. Acharao-no em o seu esquife com
os olhos arregalados, com a pello fresca, e ver-
melha e o ar alegre. O chelo de polica do
lugar homem badil em materia de vampins-
mo, mandou-lhe cravar um prego no coracao;
cortar-lho a oabeca o queimar-lhe o corpo :
depois disto nilo chupou mais a ninguem. Pelo
mesmo tempo pouco mais ou menos havia as
vi/.inhancas da Humgria urna volha vampira ,
que tra/.ia em consternacao todos aquelles sitios.
Em sendo meia noute fogia do cemiterio e
convertia-se no que queria : ora feita carocha
chupava pelo oveiro aos pintainhos; ora con-
vertida em morcego chupava os meninos, ora
virava-se em mua edava coices em quantos
topava &c. &c.
A antiguidade pagaa frtil nestas mara-
vilbas. Plutarco relere que pouco antes da
batalha do Philippes, estando Bruto sozinho
cm sua tonda oceupado cm meditar nos nego-
cios da repblica antolhou-se repentinamen-
te um spectro horrivel d'um talho gigantesco ,
eameacador. Perguntou-lhe o Romano oque
queria. Eu sou o leu mao genio respondeo
o fantasma ; c espero-te nos campos de Philip-
pes. Pois bem replicou-lhe Bruto la nos
veremos. E quem hi que, havendo lido as
cartas de Plinio mogo, ignore a aventura do fi-
losofo Athenodoro? Platiio que mcrecco o
opitheto de divino, afirma, que muitas vezes
o redor dos tmulos apparecem as almas dos
mortos, que volteiao debaixo da forma de som-
bras, e nunca sao inteiramente despojadas dos
veos da materia. Pausanias cscrevo que qua-
troecntos annos depois da batalha de Marntho-
na ainda all so ouviiio todas as noutes os relin-
chos doscavallos e a vozeria dos soldados, que
se animavao ao combate.
Mas estes, c todos os mais contos de que
estao cheias as historias da Grecia o de Roma,
e de quase todos os povos, o que provao, a meu
ver, a crenca universal da immortalidade d'al-
ma ; porm nao que fossem verdadeirosesses
doendes, e fantasmas. Mais fcil que um
grande capilao um filosofo e at um soneto
[enluto medo da sua sombra ou deixem-se I-
ludirda imaginacao do que que um morto
resuscite. A mor parte das maravilhas, que lem
espantado ainda a honiens de bom criterio, nao
sao seno pelolicas mui bem foitas cujo ar-
tificio nao ainda conhecido. Em verdade so
os mortos lornao a este mundo se os doendes
apoden o-sc das casas, porque raso esses mor-
ios e esses doendes nunca apparecem senao
de noute e nunca a pessoas resolutas, e il-
lustradas ?
Isso de apparices de almas do outro mundo
est no mesmo caso dos possessos. Nao ba du-
vi(1 a que antes da redempeo do genero hu-
mano o demonio tinha todo o imperio sobre es-
te, o muitas vezes cntrava por pcrmisso divina
em varios corpos humanos como se vfi em o
novo-testamento : mas d'ahi seno segu, quo
lossom possessos quantos por taes se reputavao.
O curto que quanto mais se civilisa um po-
vo menos crdito, e voga vao tendo essas ideias.
Antigamente no nosso mesmo Pcrnambuco ,
quando os conhecimentos mdicos n3o passa-
vod'um imperismo ceg, erao mui frequentes
os endemoninhados, que se mandavao Penha
para ser exorcismados. Que historias de pos-
sessos nos nao referem ainda boje os nossos ve-
Ihos (guantas mocas que com as suas con-
torses e actos espantosos punhao familias in-
teiras cm sustos, e consternacao Urnas davo
saltos mais violentos que urna cabra outras
adquiriao forras herculeaes ; estas prcdi/.iao o
futuro, aquellas fallavao latim que nunca a-
prendrao &c. &c.
Hoje porm que o nosso povo est incom-
paravclmentc mais Ilustrado ; hoje que j
possuimos facultativos mui habis em todos os
ramos das sciencias medicas quem ha ah, que
falle mais cm endemoninhados a excepcao d'al-
giim pastrano completamente ediota oud'al-
guma vellia crendeira, e supersticiosa? Depois
dos conhecimentos phisiologicos e patholo-
gicos sao j bem sabidos os espantosos fenme-
nos do eslerismo e geralmente das molestias
nervosas; pelo que os possessos de hoje entre-
go-se ao medico e nao mais ao missionario.
Em materia de maravilhoso sempre houvo
gente crdula e gente velhaca que por este
mcio procurava chegar seus lins. J houve
frados. queachrao osegredo de fazer riras
almas do purgatorio quando Ihes levavao es-
molas para a sua igreja. Ainda hoje ha pes-
soas tao miseravelmente crdulas ou velhacas,
que afirmao que ao Santo Christo de Ipojuca
crescem a barba e as unbas e que o padre
guardiao quem as apara urna vez por outra !
Tudo quanto extraordinario .. e fra do com-
mumacha fcil accolhimento em urna grande
parte dos homens. J li em urna eoleceode
fados maravilhosos, que no anno de 1778 um
gato da Normandia em tal extremo apaixo-
nou-se por urna galinha que de parceria lhe
chocava os ovos, d'onde sairao pintainhos to-
dos calsudos, e com pello de gato E o ce-
lebro Marcgraave relere quase o mesmo na sua
Aolr o aviso. Jorge cmpallidcoeo ; senlio
.inmediatamente quanta era a rosponsabilidade
que ia- assumir sobre sua cabeca. tomando a do-
lesa da vida do um homem. sentio que o resul-
tado desse seu prmeiro propesso devia Influir
sobro o seu futuro de homem, e confuso, inquie-
to, suspenso entre os recelos de sua timidez e a
alegra de ter umlim um cliente quo de endesse,
nao sa5 sabia que se determinasso. Dirigi-
cadeia para Tallar com seu cliente. Longo se-
ria contar-vos o que entre ambos se passou, bas-
ta dizei-vos quo o patrono sentio por vezes la-
grimas de compaixo humedecerem-lbe os olh,;s,
c quando retirou-se, lovou comslgo a convicio
intima da innocencia do destacado quccircums-
tancias terriveis e complicadas tornavao rjuvi-
dosa: talvez quo ellas o levassem ao cadalalso,
*) Vide o Diario a." 252.
senaotivesseo patrono a necessaria habilidade
para explical-as aos juizes, e para convncel-
os. O mancebo interessou-se pela vida do ine-
li/. como se fosso pela sua como se losse pela
de sua mai: meditava sem cessar sobre a aecu-
gacao. o cada vez que mais meditava mais a a-
chava lorie, invencivcl, mais desanimava. Urna
vez que, havendo ponderado todas as circums-
tancfas.ia comodesacoroBoando, talo-lhe a lem-
brancao seu talismn.t una loucura. disse,
urna loucura dar crdito essa eslravagancia,
mas que mal lar que eu ella recorra ? so o
souberem. rirao de mim, mas que importa ?
ninguem o saber. E se eu nao quiser lser uso
do talismn, se perder minha causa, se o des-
bragado pagar com sua cabeca minha incrcduli-
dade Nao, serei rediculo, mas nunca dir-me-
ha oiremorso quo natentei todos os meios de
salvar um innocente cuja salvacao me Toi con-
conflada Nao, empregarei meu talismn. Fe-
lizmente queamanhaa lua-choia ciiigir-me-
hei s instruccoes que me lorio dadas, de to-
das ainda me record. Dos! daqui a tres dias
ser chegado o tcr.ivel instante, d torca a mi-
nhas oalavras!
.....
talismn; era
ciosa caixinha, considerou seu
osse frasquinho de crystal de um lavor pneciosis-
simo dentro brilhavao-lhe algumus gottas de
um liquido cor de ouro.
Quero salvar meu cliente, disse o mancebo,
para isso o que me preciso faser, de que meios
humanos poderei lancar mao? Convencido co-
mo estou de sua innocencia como larci passar
ssa convicca de minha intclligencia para a dos
juizes! Meditemoso Jorge flcou muito tempo
absorto, e os beicos Iho tremia, como em mu-
do colloquio com sigo mesmo. Emfim poz-se a
escrever: era um discurso ciccronico em que ,
com grandiloquas palavras, tomava urna por
urna todas as circumstancias da aecusacao e as
refutava, todos os meios de defesa e os desen-
volva: escrevia, riscava, apagava, escrevia lo-
go de novo. Que estyh poderoso, que profusao
de eloquencia oriental, que brilho de rethorica!
Exordio conciliador, clara narragao, victoriosa
refataca, palhetica peroracaS,nada falta va.
Eslava sublime, perreito, primoroso, em una
palavradetestavel.
Emlim Jorge concluio: cnta que deo pelo
tempo, que rpido voara pmquanto meditara,
Jorge fechou-seem scuquarto, aorio a pro- |em quanto resumir, em quanto clossiucnra suas
ideas, em quanto escrevra sua defesa:J ti-
nha passado o tempo em que devia sorver o seu
talismn !Que importa, disse elle? o talismn
servir-me-ha para outra occasiao; para salvar
meu cliente intil me recorrer a meios extra-
ordinarios: impossivel que os juizes resistao
a esta defesa, impossivel que os nao conven-
ga e persuada.Jorge poz-se a lr o quo tinha
escripto, a lr e a meditar de novo, a alterar e
a riscar. Emfim deo por concluido seu trabalho,
achou-o a seu contento, e, animoso, esperou
que chegasse o dia do primeiro combate, que
devia ser o dia do primeiro triumpho.
Dahi a dous dias o immenso salao do tribu-
nal criminal eslava apinhadode mullidlo curio-
sa : a causa era importante, tratava-se de um
crime horrivel que revelava profunda maldade,
e a multido queria ver o monstro capaz de tao
enorme altcntado, e queria ouvir troar a aecusa-
gao, queria, as feigoes do criminoso, estudar
a lenta agona do homem quo o cadafalso espe-
ra; poucos, bem poucos iao ver como o novo
delensor procurara arrancar o desgranado s
garras do aecusador, como procurara desenlei-
ar-t-c das dilliculdades de urna defesa contra tan-
tas punas, mu coneiuaentes, tao victoriosas,-



J
Historiado Brasil. Pimo o mais crdulo.
ou o mais mentiroso dos escritores da anti-
guidade, affirma, que urna bella senhura Ro-
mana chamada Alcippa eojicehra de u:n ele-
fante e que urna escrava dra luz urna
4-o I ira .'
Se dcrmos crdito s patranhas de Julio Ob-
sequens e de seu continuador Conrado Lv-
coslhcnes veremos, que em 1471 duas mu-
ltares na Italia produ/irao urna un caozinho ,
outra um gatinlio ; que urna mulher Miissa
pari um bacorinho e urna Genove/a deo
luz um macaco. Ambrozio Pare luz mencao
d urna condessa da Hollanda que d'urn s
parto desovou 36o meninos; e no seu livro
e monslrs trata d'urn porquinlio napolitano
com corpo de poreo e cabera de gente. Na
obra intitulada bibliolheca escollada de medici-
na aeha-se at o bom successo d'urn leigo quo
lanrou de si urna vbora pelas vas urinarias :
o que se pode explicar ( diz mui gravemente o
autor ) com suppormos, que o bom leigo ,
oomendo salada engo'io algum ovinho de
vbora, que se desenvolveo com o calor natu-
ral do frade : mas para aufhenticidade deste
prodigio e do caloi natural do leigo pena,
que as vboras pnrao, e nao ponho ovos.
Anda no meio do seculo passado houve
quem pretendesse que se reno\ ara o fenme-
no dos ovos de Leda. A academia das scien-
cias de Pariz forao apresentados dous ovos pos-
Ios nao por um bomem como o de que fal-
la o inemitavel fabulista l.a Fontaine senao
por urna rapariga. I)'esses dous ovos sairao
dous pombinliuscalsudos, cacurutados, c mui
lindos. Porque extraordinario milagro se lia-
viao formado esses dous ovos ? Grandes di-
vindades tomrao algumas vezes a forma de
i jsnes e de pombos para fa/er corte s bellas
mocas; mas nunca o seu sopro gerador produ-
zio nem cysnes ncm patos ncm pombinlios
A academia teve a bondade de fazer examinar
o faeto c veio a saber, que tudo era artima-
nlia da moca poideira. Entre tanto o pro-
digio era attestado por innumeraveis teste-
munhas.
No mesmo caso estiio as historias de fantas-
mas e doendes. Se houvesse quem escrupu-
losamente as examinasse ver-se-ia que to-
das nao sao outra cousa mais, do que dev-
nelos c visdes do iinaginac.oes fracas, e en-
fermas ou astucias de matreiros espertalhes.
Muitas ve/es pessoas desabusadas e corajosas
desaniman vista de fantasmas e visoes que
realmente nao existem. A este proposito re-
Jerrei um caso extraordinario acontecido em
corto convento de frades.
Hava all um corista mui crdulo d'almas
do oulro mundo ; e como Ine tivesse morrido
o pai os companheirosassentriiode divertir-
-se custa do pastrano : para o que pela ca-
lada da noute vagueavao por lodo o constado ,
um, com guizos nos ps.outro tocando campainha,
quem herrando como bode quem dando dolo-
rosos gemidos Seo, &e. O pobre corista j.
naopregava olhos de assuslado e tanto mais,
quanto se perguntava aos cornpanheiros fel
assuada da noute todos a urna voz Ihe allir-
mavao que nada tinhao ouvido. S um se
Ihe mostrava leal. Era um rapagao de seus
20 annos vLoroso despejado e que gozava
dos crditos de destemido. Chamava-se ir.
Joao c era o nico que animava ocompa-
nheiro, alirmando-lhe que toda aquella bu-
lla eraarranjada pelos outrosparaoamedrontar:
que seelle todavadesconfiava seren obrasd'alma
do pai cobrasse animo e quando ouvisse os
gemidos os berros &C. &c, dissesse Eu
te requeiro da parte de Dos, e da Vrgem
Maria que declares o que queros de viva voz,
ou por escripia, para o que ah tena sobre a
me/a papel, penna o tinta: mas eu estou
bom convencido ( acrescentava o valentao
Emfim abrio-se urna porta, e deo entrada ao
reo. Todos os olhos para elle so volverao: era
uinda moco, suas feicoes inculcavaS innocencia,
i' sua palidez denotava longos soimetilos. Ao
vOr tantos olhos que o fitava, elle corou e es-
tremeced ; mas inmediatamente vollou a si, e
venceodo os secretos moviinentoi de sua alma,
foi sentar-se tranquillo e sereno. Mais plido
que elle, sentou-se a seu lado o seu defensor, o
nosso Jorge.
Euta comecou a aecusacao, e Jorge, atiento
ella vio, com dorda sua alma, que nao tomava
a direccao quo espera va; vio que muitcs cii-
cumstancias quesuppunha de pouco peso, erao
por ella desenvolvidas do modo irrosistivel; que
mitras quesuppunha de muila pond. racao, e
contra as quaes linha preparado victoriosa re-
/utacao. fieavafi como despresadas; que emfim
prescrita va face mui diversa o que contra el-
la nao servia Indo o seu immooso traballio, tu-
llo (nanto havia escrlplo. Devia pois impro-
visar,
Acabou de fallar oaecusador, suas paiavras
ja nSocchoavadno recinto do tribunal e como
umbava nos ouvidoi dos assisten-
\et os semblantes dos uixos, por mais que
que todas cssas visagens sao armadas pelos nos-
sos cornpanheiros ; e para desengao quero
dar-te um parecer. Quando acordaies com
essas correras, &c. bate-mo na parede ,
chama por mim acorda-me ( elles erSo vis-
nbos deparede-mea, e os cubculos nao tinhao
forro. ) Eu saire com o meu ccete a com-
pnmenlar as taes almas e vers como appa
rece a verdado.
Nao loi isto dito em tanto segredo que nao
chegasse noticia dos mais coristas e estes
tratarao entre si do melhor meio de fazer urna
aliada Um delles preparou-se de um formi-
davel busca-p ; e todos se arranjrao do mo-
do que haviao ajustado. Logo que deo meia
noute pozero-se em campo na forma do cos-
lume dando ais herrando tangendo a
campa, &c. &c. O medroso inmediatamente
bateo na paredo do visinbo dizendo com voz
trmula Fr. Joao Ir. Joao, ah esliJo as
almas Lrgueo-se o fr. Jo8o e lancando
mao do tremendo ccete drigio-se porta
dizendo Sras. almas la va exorcismo de
pao >. A esse tempo o corista do busca-p
estava encostado ao umbral da porta; e ape-
nas sentio qucovalenlao a abri chegou o
ti'ao ao Toguete e arremessou-lh'o. Imagne-
se que desordem causara um busca-p no
acanhado recinto d'urn cubculo. Depois do
rabeio fo tal o estoiro que pareca que t-
nha ido trra todo o convento.
A tao inesperado estampido acodro ao co-
nstado o prelado o mostr dos coristas e
oulros religiosos com suas lanternas para ve-
rem o succodido. Reinava profundo silencio
em todo o constado. O plelado e o mestre
forao entrando de cubculo em cubculo e a
chrao os pobres coristas roncando a somno
sollo. Chegando ao do medroso, deraocom
elle cabido de brueos no assoalho e sem sen-
tidos Pasmavo de quanto viao e nao po-
diiio atinar com o que fosse aquillo. Dirigi-
rao-se immediatamente a celia do Ferrabraz ,
e acharao-no dcsta maneira : assentado em
urna gamella ( em que noutose banhara ;
em fralda com as pernas para fra escorado
sobre as mos, todo convulso e com os olhos
tao espantados que mettiao medo. Que
sto fr. Joao ? ( disse-lbe o prelado, me-
lendo-lhe a lanterna cara ) Eu te requeiro
da parte de Dos ( dizia todo trmulo o fr.
Joao ) e da Vrgem Mara. Fr. Joao
o'he que sou eu seu prelado: que
tem que loi isto neste coristado? Eu te
requeiro da parte de Dos e da Virgem Ma-
ra que me digas o que queros.Levantc-se,
fr, Joo saia dessa gamella. Eu te requei-
ro eu te requeiro : ah est papel, penna c
tinta : eu te requeiro da parte de Dos.
^ endo os padres que o Ir. Joao nao dizia
outra cousa a muito cusi tirrao-no da ga-
mella todo molhado e n'uma convulsao tal ,
que pareca prximo morte. Conduzirono
para a cama onde jazeo enfermo por mais de
um mez. Depois de restahelecido quando os
cornpanheiros celebravao o caso e Ihe conta-
do como fra ; o tal fr. Joao abanando com
a cabeca di/ia. Ser tudo que quiterem; po-
rern nao fallemos mais nsto ; porquo eu bem
vi a alma vomitando fogo pelos olhos e pela
boca. -
Essa crenca de doendes contraria rasao,
boa fsica o religio ; porque como cri-
vel, que uma'alma um puro espirito um
ente de todo livre e separado da materia so
faca ver ouvir e apalpar ? L'ma substancia
espiritual inaccessivel aos nossos sentidos.
Di/em por ah certas velhas, o as pessoas
crendeiras, que essas almas nao vem ao mun-
do senao para pedir perdao de taes ou taes
offensas para fazer reslituices ou peniten-
cias, c jara pedir missas: masa f christa nos
ensina que logo que a alma humana se separa
do corpo vae para o eco para o inerno ,
ou para o purgatorio. Se est condemnada ,
n5o ba mais para ella redempcao o conse-
guintemenle quo Ihe aproveto as missas ? Se
est no ceo como e para que deixar a vis-
ta de Dos? Se existe no purgatorio s d'ahi
podesar por mandado divino, o qual deve
ser provado com argumentos irrecusaves, para
acreditar-se na sua apparicao no mundo dehai-
xo dcsta ou d'aquella forma.
E' mister em geral desconfiarmos muto dos
nossos olhos,dos nossos ouvidos.eprincipalmen-
te da nossa imaginac3o. Um accesso de febre ,
urna affeccao nervosa um ligeiro transporte
ao cerebro muitas vezes bastao para produzir
perturbaces no sensorio e desordem as nos-
sas ideias. Os mdicos podem citar mil exem-
plos singulares do poder da imaginaco. Tem-
se visto espirites fracos, melanclicos ou a-
lenuados do trabalho da febre ou da dieta
forjar innmeras figuras extravagantes vrao
redor de si, eat as nuvens espectros ani-
maes, e todos os objectos do seu odio, e de seu
amor. Quase todos nos somos como D. Quxo-
te que transformava moinhos de vento em gi-
gantes carnciros em hroes e a sua Dulci-
nea Pe Toboso em formosa princeza.
Ha milhares de ejemplos de pessoas, que,
crendo-se formadas de vdio ou do barro ,
ando com grande susto e cautella pelo re-
ceio de so quebrarem. O grande Pascal cria ver
semrre diante de si um precipicio prompto pa-
ra o engolir ; e Malehranche nao ousava as-
suar-se persuadido que da ponta do nariz Ihe
estava pendente um presunto. Urna mulher
hipocondriaca encasquetou-sedequeera gali-
nha choca e por isso nao se tirava d'urn can-
to da camarinha onde colocara bastantes ovos ,
que pretenda encubar, e tirar pintos, &c. &c.
C0MMERC30.
Alfandega.
Rendmento do da 21.........11:8718205
Descarrego hoje 22.
Briguoy/nneadiversos gneros.
BarcaTentadora dem.
BrigueJosephinadem.
BarcaEmma-Therezasebolas.
BrigueHellenata boado.
BarcaGlinbienbratlarinha de trigo.
BarcaPriscilladilTerentes gneros.
12 ca i xas ditas dito ; a II. Ginsen.
0 barris e 4caxas vinho, 200 barricas far.
nha de trigo. 1 caixa roupa 21 barricas cor-
veja, 43 g'80S 'ouca 0>fJ bafrris chumbo 201
harrs manteiga, 9 fardos e 9 caixas o/endasdo
algodo 1 caixa miudezas, 2 ditas linhas,
caixas agu'ardente encarrafada ; a ordem.
30 barris manteiga 15 fardos e 3 caixas
fazendas de algodo ; a Rozas Braga & C.
1 caixa fazendas de seda, 2:000 d tas sabao-
a M. Calmont & C.
6 caixas e 1 fardo fazendas de laa 14 cai-
xas ditas de algodo ; a Johnston Pa ter & (J.
1 caixa o 4 pecas de ferro ; i J. P. de Le-
mos & Filho.
23 caixas lindas ; a J. Cokshott & C
1 caixa pertences para esenptoro ; a L. Go-
mes Ferreira & C.
3 caixas chapeos de sol; a R. Roylt'.
Emma-Thereza, barca sueca, vi'nda de
Lisboa, entrada no frrente mez consignada
a M. Calmont & C.; manilestou o seg unte :
300 molhos de ceblas, 240 moyos e 24 al-
queires de sal; aocapito.
Rosearme ; brigue inglez vndo de Lon-
dres, entrado no corrente mez, a cons gna-
cao de M. Calmont & C. ; manilestou C se-
guinte :
395 toneladas decarvao depedra, 10 bar-
ricas com serveja ; aos consignatarios.
Glinbienbrat, barca austraca, vintia de
\ eneza en Irada no corrente me*, a consigna-
Cao de N. Bieber&C. ; manilestou o les
guinte :
2:270 barricas com farinha de trigo ; ao .s
consignatarios.
e
se esforcassem por conserval-os impassiveis,
davuo indicios do conviccao : leyantou-se em-
(im o joven defensor: volveo os olhos sobre todo
esse povo, que o ia ouvir; volveo-os paraosjui-
zes a quem tirina de convencer, e ia desani-
mar quando volvondo-os tambem para seu
cliente evendo-o alionado plido, quasi
desesperado de sua salvacao recobrou forcas
e alent, sentio toda a importancia de sua
missao e comecou a dofosa.
Sua voz, a principio trmula e balbucante,
foi pouco a pouco se animando: a seus olhos
desappareceo o espectculo que o acobardava,
s tinha entre si o reo quo o irnplorava; suas i-
das se delucidrao. o suas paiavras calorosas
o cloqueles rebatiao um por um todos os pon-
tos da acrisacao, e apresentavafi da innocencia
do sou cliente provas irrefragaveis. Esquecendo
o lufrar em quo se achava esquecendo o nme-
ros i auditorio que oiireumdava, vio-so arreba-
tado por inexperada inspiraco: o por lini ca-
bio :.obre seu banco exhausto de forcas. Ento
voltoQ a si, e podo prescrutar nos semblantes
dos juises as impiossoes de sua delesa. lodero-
sa ei a a cornmo(,ao que nelles se divisa va e o
uipunha tanta
IMPORTAOA.
Priscilla barca ingleza vnda de Liver-
pool entrada no corrente mez a consigna-
cao do B. Lasserrc & C. ; manfestou o se-
guinte:
3 caixas com queijos 4 ditas concerva 24
presuntos, i caixas fazendas d'algodo ; a W
E Smith.
1 caixa pennas de ferro 1 fardo fazendas de
laa, 50 barris manteiga ; a James Crabtree
& C.
4 caixas fazendas de lii.ho 35 fardos e 50
caixas ditas de algodo; a Uusseil Mellor
&C.
10 barricas ferragens 37 fardos fazendas de
algodo barras de ferro a granel; a G : Ken-
worlhy.
24 fardos fazendas de algodo; a Deane Voule
&C
7 fardos e 10 caixas fazendas de algodo 29
fardos fazendas de laa 1 caixa ditas de seda, 1
barril de carne, 41 barricas serveja; a Jones Pa-
tn & C.
1 caixa miudezas; a Lalham & Hib-
bert.
10 caixas lazendas de algodo ; aos consig-
natarios.
8 fardos ditas dito ; a Fox Brothers.
JHovimento do Porto.
.Yavios entrados no dia 20.
Lisboa 31 dias barca sueca Emma-There-
za de 220 toneladas, capito J. L. Lo-
rentz equipagem 13 carga sal e sebo-
las : a cousignaco de Le Bretn Schramm
&C.
Rio-de-Jancro Babia Cutinguiba e Ma-
ce i ; lidias, vapor brasileiro Paquete-
do-Sul, de 180 toneladas capilo Malbias:
de Barros Volente, equipagem 34: ao com-
mandanle.
ObservacSo.
O brigue brasileiro Feliz-Dettino, de 200 to-
neladas chegou do Ass com 10 das,
capilo Ma noel Pereira de S equipagem
12 carga sal, e palha : a consignaco de
Pedro Dias dos Santos. Largou o pratico
no lameiro, e seguio para o Rio-de-Ja-
neiro.
Declaracoes.
'i I wl i 1 >t r i/* .-> '

circumspecgo manifeslava todos os seus senli-
mentos: muitos lencos enxufjavao lagrimas ,
muitas boceas susurravo louvores ao patrono,
compaixao para o cliente: este apertava a mao
de seu defensor, beijava-a, soiria-se para elle,
ecom um sorriso manifeslava suagratidao. Ern
balde tenlou responder-lhe o aecusador, a defo-
sa eslava victoriosa urna rpida e breve repli-
ca assegurou-lhe o triumpho, e o presidente
com vozcommovida publicou a senten^a, que
todos os coracoes conlirmra, da innocencia do
aecusado.
Jorge, entre felicilacocs de seus collegas, a-
gradecimenlos do misero a quem dra a vida, e
applausos de lodo o auditorio ia retirar-so
quando cncontrou com o vclho Allemao.Ser-
viste-vos do talismn ? perguntou-lhe elle.
Nao foi preciso, responder) o joven, quiz servir-
me, mas achei que meios humanos bastavao pa-
ra aleancar oque dosejava. Melhor, disse o
pbilosopho, o talismn ainda vos pode servir.
Lanfado sob taes auspicios em tao brilhante
carreira, Jorge \io-se elogiado, applaudido ,
bemquisto, emfim introdusido com o favor d
seu rime, e de sua renn ""; :>. vario circu-
ios em que sua aBabidtd, sua amabilidade
COMPANHIA DE BEBERIBE.
Havendo-se deliberado em assembla geral
dos accionistas da companhia a plena execuco
do arl. 9." dos estatutos concedendo-se toda-
va o praso improrogavel de 30 dias para dentro
d'elleserem realisadas as prestaces at agora
exigidas; sao convidados os srs. accionistas, quo
ainda nao completarlo a entrada de 16 por cen-
to, para que hajao de o fazer impretorvelmen-
te at o dia 17 de dezembro prximo, certos do
que nao o faendo at esse dia perders em bo-
nificio da companhia as contribuicoes que t-
verem feto sem que tenho direito de as re-
clamar em trmpo algum. Escriptoro da com-
panhia 16 de novembro de 1843.
O secretario ,
B. J. Fernandes Barros.
= Kj abaixo assignado faz publico, que do
dia primeiro ao ultimo de dezembro vndouro ,
que deve ter lugar o pagamenlo a boca do co-
fre da decima dos predios urbanos dos 3 bairros
o fasiao estimado. Por mais de urna vez o jo-
ven advogado teve ardentc desojo de alcanzar
alguma cousa por mais de urna vez encerrou-
secom seu talismn, resolvido a recorrer a
meios extraordinariospara satisfaser esses dese-
jos; mas sempro, na longa medilacao que devia
por espaco de 24 horas preceder ao recurso do
precioso liquido, depois de bem releclir sobro
os meios humanos que tinha a seu dispr, ou a-
chava-os com facilidade, ou obtinha certcsa du
que realmente nao desejava o que suppunha de-
sejar. Assim tomado de amores para com urna
joven actriz, vendo inuteis todos os esforcos quo
havia feito para seduzil-a, ofTereceo-lhe a sua
mao ; ella porem obedecendo a extraordinaria
delicadesa, cngeitou-lhe a ollera Jorge irri-
tou-se por so ver, ao que suppunha inonospre-
sado, c, teunoso, resolveo recorrer a seu talis-
mn para vencer a pertinaz resistencia da actriz.
Encerrado em seu quarto, poz-se meditar,
e logo sentio, apenas rellectio com maduresa e
sanguo fri nisso que tomava por alTronta, por
despreso insultante, que imprudente Ihe era,
elle oven esDerancoso. n n!e qaem t5fi bri-
lhante futuro se abra, ir cmbaracar-.se em ca-
samento tao desigual; sentio que isso que sup-


rimciro semestre do correle anno linanceiro
do, se proceder executivamente contra todos os
devedores nao m pelos semestres vencidos ,|
cmodos annosanteriores no que tem huvido
grande omissao da parte de aluuns snrs. pro-
priet trios. Mesa de rendas internas provinciaes
1843, no impedimento do cscrivao administra-
dor. Jos Quedes Salgueiro.
THEATRO.
Srs. Redactores.
Em resposta ao artigo que appareceo no scu
jornal de 18 do corrente lenlio a duer, que
quando crcei os jogos dos cavallos e da peca de
arlilncria sobre o hombro nao Uve a intoncao
de os dar luz para desafiar a todos os habi-
tantes do urna cidade, como fez Mr. Scolt, que
so diz hrcules americano; c se os srs. redacto-
res de jornaes, ou a polica quizessem entrar
na indagacao dos papis, patentes e certifica-
dos desses saltimbancos elles nao faltariao ao
respeitiquedevido ao publico, perantoquem
trabalhao para ganhar a vida. Quanto a mim ,
srs. redactores, respeito o publico, o nao de-
safio a ninguern ; como primei.o professor de
gvmnastica e creador dos jogos alhenienses ,
dou premios de unimacao e cedo a minha re-
celta em beneficio dos pobres, se houver quem
dobre como cu um patacao, e csta.pessoa que
desejar obter este premio, que se aprsente
quinta fcira 24 do corrente noule no iheatro
publico, queahi achara a
Mathevel.
Avisos martimos.
= Sahir para a Babia at o fin do corrento
mezo veleiro hiate Vingtidor recebe carga e
passageiros para o que trata-se na la da Ca-
deia n. 45 om Amorim Irmac.
= Segu con brevidade para Lisboa com es-
cala pela llha-de-S.-Miguel o brigue brasilei-
ro Triunfo-americano ; quem no mesmo qui-
zercarregar ou ir de passagem para o que
tem excellentes commodos dirija-se ao Kecife
ra da Cruz n. 23.
LOTERA DA MATRIZ DA
BOA-VISTA.
^r Em consequencia dos
translornos da lotera de S.
Pedro Martvr Tica transfe-
rido o andamento das rodas
desta lotera para o da 23
do corrente fiqu :m ou nao
billieles por vender.
Nodcposito de farinha de mandioca na ra
da Cadeia doS. Antonio n 19 os preeos des-
ta semana contino ser: farinha da primeira
qualidade 28240 da segunda dita 18920 o
da terceira dita 18280 reiscada alqueire, sen-
do da primeira qualidade em sacca SjOOO da
segunda dita 48000, da terceira dita 3S000 ;
vende-se bom millio a retalho 18600 o alquei-
re, e em sacca a 3S'200; bom azeite de carrapa-
lo em barris, e urna porcao de saceos vasios de
bom panno dcalgodao com2varas400reisca-
da um.
Jojquim Francisco de Mello Cavalcante
annuncia, que, mandando liontcrn 16 do cor-
rente a seu cunlindo o capitao-mr Joao l.ei-
te d'Albuquerquo sr. docngenho Monjope ,
as seguintes encommendas urna caixa de
volfarte, nova dentro de outra de pao pin-
tada de encarnado ; urna pessa de chila larga ;
12 covados de chita fina, assento coberto ; um
corte de marroquim para sapatos ; urna libra
um embrulio de papel com dobra-
gar-so dequalquer questao ; assim como tam-'seja bem arejado e que a familia que mor..'
bem as ajusta para lacr as despozas a sua cus- na casa soja lambem capaz ; na ra do Fogo,
la : qunlquer pessoa que de seu prestimo se no scguiido andar da casa que fica na traves-
queira utilisar dirija-se a ra da Penha n. 4, j sa que vae para o Carmo.
das 6 os 8 horas da manhaa e das duas as 3 da ssQuom precisar de feilores para sitio ou
tarde, |engenlio, caixeiros artistas e homens para a
= OthesoureirodaloteriadeS Pedro Mar-! agricultura ou outro qualquer trabalho, che-
tyr d'Olinda paga os bilhetes premiados nos ^ gados prximamente da Europa os quaes po-
dias22, 23, e 2V do corrente. no consisto j dem fa/.er o contracto de locaco de servicos,
rio da Igreja do N Senhora do Rozario. conforme a le de 11 de outubro de 1837 ; di
= uom annunciou querer comprar urna rija-seao llecife na ra da
cadeirinha dirija-se a ra larga do Rozario
sobrado que volta para a ra do Cabug pn-
moiro andar.
Alug'-se urna casa no Poco-da-panella ,
defronte do rio a qual tem commodos para
urna pequea familia ; na botica da ra do
ue
novo ; a fallar na mesma
Le loes.
Jones Patn & C. faro" leiliio por inter-
vencao do corretor Oliveira de bom sorli-
mento de fazendas inglc/.as muilas das quaes
chogiirao pelo ultimo navio de Inglaterra: quin-
ta-feira 23 do corrente as 10 hor.s da manhaa,
no scu armazom da ra do Trapiche-novo.
= Kalkmam & Rosemond farao leiloes, por
intervencao do corretor Oliveira do mais ex-
plenJido sortimenlo de fazendas de seda, la,
nho e nlgodao a mor parte chegada pelos
ltimos navios e dos gostos mais modernos e
proprios deste mercado: quarta esexta leira
22 e 24 do corrente as 10 horas da manhaa em
ponto no seu armuzem da ra da Cruz.
Avisos i i versos.
Aluga-se urna casa no Peo-da-Panella .
para grande familia com 6 quartos 3 salas ,
grande copiar, fica em frente a casa do sr. Pe-
dro Jos Carneiro Monteiro; e outra dita em
Fora-de-portas : quem as pretender dirija-se
a Manoel da Silva Neves cm Fra-de portas.
Transferindo o annuncio de hontem
n'este Diario ( 20 do corrente ) o proprietario
da casa n. 63 da pracinha do Livramento de-
clara que foi por engao que mandou inserir
similhanle annuncio ficando com todo vigor
o annuncio feito pelos vendedores da dita loja
e com a gurantia que promeltcm.
= Emharcao para o Rio-Grandc-do-Sul An-
tonio Colho de Mello o seu escravo cabra
Adrianno.
punha amor nao era mais do que fogacho de
mocidade, sentio que realmente naodesejava o
que juigava desejar. o abeneoandoem sua alma
a generosa actriz que nao quisera contribuir pa-
ra sua desventura, desisti do seu intento, e
reservou scu talismn para occasiao mais op-
portuna.
Admiltido no interior da familia deum vellio
advogado, rico e de nomeada Jorge vio pela
primeira vez a filtia nica deste, linda moca que
16 annos de idade al'ormoseavao: quiz que a
moca o amasse, sem recorrer ao talismn, fez-
so arnavel; um sorriso dcgratidao pagou-lheos
cslorcos, o mostrou que nao eraoacolhidas c mi
insiisibilidado as suas demonstrares. Oh!
quanto desejo ser espuso daqueile anjo disse
Jorge ao retirar-so para casa; mea bem queri-
do talismn, se me dssi s conseguir ess;i \entu-
ra, quanto flear-to-hia obrigado. Eojovende-
cidio-s;' a tancar miio desso recura ?; mas logo
que reflectio, conheceoque muitos meios havia
ao seu akancepara obtel-o, que era estimado
pelo velho advogado, que sua fllha pareca (cr-
ibo inclinacaO, que m nosicao social h a (den-
udado das profissoes facilitava5-lhe a desejada
uniao, e resolveo guardar para ultimo extremo
desaho
= Francisco Tarault participa ao respeita- Owcimado n. li.
vel publico e com mais particularidade aos Aluga-se o segundo andar da casa da ra
amigos dos bons bucados, que de boje em di- do Queimado porcuna .la botica, o qual
ante, elles acharao a toda e qualquer hora na
sua casa de pasto franceza da ra da Lingoeta
n. 2, toda a qualidade do comida a franceza ;
assim como vinhos e licores de todas as quali-
dades, cal com leite e sern elle pastis ,
pasteloes, empadas da diversas sortes sala-, 13 de julho do presente auno que em ciqa
mes, presuntos, linguicas &c ; e que se-i data findou o interesse que elle tmha na socie-
ro servidos com o maior aceio, limpesa e por dade de Matheus Austin & C." ; nao obstante
se actia pinladn
botica n. 15.
= Pasemos scientc ao respcitavel publico
d'esta praca qde, tendo fallecido o nosso so-
cio o sr. Daniel P. Austin de Philadelphia, eru
dicas, e lechaduras, ludo denlro de umsacco ,
o qual foi furtado com tudo denlro : roga se a
quem for oflcreida qualquer dessas pecas as
aprehenda e mande a casa do aimunciantb ,
que ser recompensado.
= Por execuco dos administradores da li-
quidacao dos fundos da extincta companhia ,
peranteosr. I)r. juizdedireito da 1 a vara d
civel acha-se em praca para ser arrematada de
venda urna morada de casas de dous andares c
sotio n. 47 sita na Rua-nova com 36 pal-
mos de frente o 98 do fundo quintal mura-
do cacimba propria, e portiio cm chaos de
foro avahadas em9:000,)i de reis penhora-
das aos herdeiros do finado Joaquim de Almei-
da Calanho.
= E. Schaeffer participa a quempossainte-
ressar ser o agente do l.loyd Austraco n'esta
praca.
Traspassa-se urna hypotheca de seiscentos
e tantos mil reis ja vencid a, vencendoo ju-
ros de dous por cento ao mez nica em urna
parle de um sobrado de dous andares na ra
larga do Hozario ; quem quizer annuncio ou
procuro na ra estreila do Hozara venda que
faz esquina para o Carmo.
= Na loja de Joao Loubet delronte do Pas-
seio-publico ha um novo sortimento de se-
das e outras lazendas novas proprias pa-
ra cobrir chapeos de sol tudo superior, e
de differentes cores; lambem se concertao e
lazcm-se chapeos deso por preco commedo ,
c com brevidade.
h No da 1. de dezemhro pelas horas da
tardo ser o ciiceriamento do collegio santo
antomo : e para que este acto se torne mais
lusido o Director convida aos illm.0' pacs e
correspondentes dos allumnos que o requentao;
assim como a todas as pessoas que com sua pre-
senca queirao honrar este eslabelecimenio. O
Director aproveita tambem esta occasiao para
convidar aos seus amigos ; esperando que todos
o dispensem do fuzer especialmente. Collegio
Santo Antonio 18 de novembrode 1843.
Iicrnardino f-reire de Figueiredo e Casltro
bb Urna pessoa, que tem bastante conheci-
mento de causas civeis, se offereco a encarre-
preco corhmodo. O mesmo Tarault offerece-se
para mandar levar em as casas as comidas a
aquo las pessocs que com elle se ajustaren! ,
diaria ou mensalmente ou por urna vez se-
ment ; participa-semais que todos os dias
de manhaa um seu agente levar a casa de seus
freguezes pastis, pasteloes empadas, lin -
guicas e chouricas franeezas, proprias para
a I moco.
ss Johnston Pater & Companhia avisao aos
Srs. de engenhos ecorrespondentesdos mesmos
nesta praca que so acha completo o seu esta-
belecimento de machinismo para engenhos ,
constando de moendas de diversos tamanhos,
machinas de vapor, de condesacao e de alta
pressao da Ibrca de quatro e de seis cavallos in-
g lezes e taxas batidas e coadas e promettem
agradar aos seus freguezes tanto em preco como
' em qualidade visto screm todos estes objectos
" feitos n'uma das principacs fundicoes de Ingla-
terra : ra da Madre de eos n. 5.
=A fabrica de machinismo da ra da Aurora
acha-se sorlidade moendas do cannados model-
los mais approvados ; machinas de vapor de
forca verdadeiramente de 6 cavallos tendo os
cilindros 16 pollegadas de dimetro interior;
ditas de lorca de 4 ditos com dimetro de 14
pollegadas dito de alto pressao com dimetro
de 8 ditas, e forca de 6 cavallos, a boa exe-
cuco de todas he garantida ; taxas de ferro
cm uso crivos e mais ferragens para assen-
tamento, tudo feito na mesma fabrica onde
tambem so recebo encomendas de toda a qua-
lidade de machinismo.
Sociedade amizade nos unne.
O director az certo que boje (22 d*cor-
rente ) ha sessiio extraordinaria da direccao pe-
las 7 horas da larde: o mesmo director espera
que os srs. membros do conselho se renao
todos, pois que tem se de tratar de objectos
de consideracao.
No dia 18 do corrente desapareceo do
porto da ra do Mundo-novo una canoa
grande aberta de oOO tijolos de alvenaria ,
com a marca na popa AV signaos os seguin-
tes: de 2 bancos, e atravessado do meio cur-
vado; julga-se tersido furtada porumpreto
crilo forro, e ha noticia do que andava tra-
balhando com ella por estes portos Roga-sc a
quem souber ou der noticias della tenha a
bondade de dar parte ra do Cabug, loja no-
va Iranceza n. O^ueser generosamente re-
compensado.
D-se urna porcao de califa que serve
para qualquer atierro, ou outro efleito : na ra
d'Agua-vcrdes n. 42.
Precisa-se alugar um soto com com-
modos decentes para urna pessoa capaz, que
o expediente do talismn, confiando por ora aos
meios naturaes a realisacao de seu consorcio:
com-couafrequeotarasslduo a casado velho,
edahia poueo lempo este cbamava-o meo
filho,e elle ber.lava-lhe a clientella.
Emfim o habito de refleclir maduramentedco-
lhe facilidade de rcflexao; na circumstancia a
nais apurada, achasa mil re;ursos inesperados
e imprevistos: o possiwl para ello como que nao
linha limites.
Era entao essa poca brilhanto do f"ro fran-
cez, em que a restauraco, rodeiada do inirni-
gos, implorara o auxilio dos aecusadores, dos
jui/.es. dis prisoes e dos cadafalsos, para com-
primir suas tentativas.
Em primeira linha desses que, corajosos, pres-
la\ 3o o apoio de sua eloquencia s victimas do
poder distinguia-se Jorge. Sua palavra fasia em-
palidecer a pbalange dos aecusadores, estigma*
lisava a cohorte dos delatores dos espides, dos
agentes provocadores que, como urna lepra in-
fame, desfeiavoa olvilUaco francesa: sua pa-
invni nalvava moitasvictimas
E depois quando a restauraea, vendo bal-
dadas as tentativas legaes para supplantar a li-
este aconteeimento a casa fica no mesmo giro
commcreial; e contina debaixo da mesma fir-
ma ficando smente interessados os abaixo as-
signados : os quaes lequidrao todas as tran-
sarcoes da e\-sociedade. Recife 21 de no-
vembro de 1843. Joao Matheus.
Nicolao Startery.
O sr. tenente da A. N. I Jos Pires
Monteiro queira ter a bondade de dirigir-so a
ra do Cabug loja nova franceza n. 6,
negocio de seu inleresse.
Na tarde do dia 20 do corrente perdeo-
se urna livella d'ouro de sapatos desda ra
d Aguas-verdes t a do Jardim : quem a achar
e quizer restituir poder entregar ao abaixo as-
signado morador na dita ra n. 42 que
ser compensado.
Padre Jos Xavier Mendes Goncalves.
Precisa-se d'um forneiro que seja pe-
rito no officio : na ra ireita padaria n. 82.
Percisa-se alugar um negro: no bote-
quim da Estrella.
Urna mulher s'off'reco a ser ama do casa
de homem solteiro ouviuvo, ohrigando-se a
fazer toda a qualidade de costura, at bordar ;
assim como engomma, cosinha, e faz todas as
qualidades de massas tudo com perleicao :
quem do seu prestimo se qui/cr utilisar diri-
ja-se a ra do Jardim n. 36.
Precisa-se d'um feitor pira trabalhar em
um sitio perto da praca : quem se achar nestas
circunstancias, dirija-se ao Manguinho es-
trada real n. 57.
=: Arrenda-seo grande armazom da casa
da ra da Moeda, junto ao Firmino e Santos
Rraga o mento como tambem para socar assucar no
que esteve ltimamente oceupado ; na ra da
Cadeia do Recil loja de Joo Mara Seve &
Filho.
= Precisa-se do una ama de cito forra ,
ou captiva ; na Rua-direita loja de barbeiro.
= O snr. Manoel Jos Pereira Tarares de
Mello queira ter a bondade de dirigir-se a ra
da Penha n. 4 que se llie deseja fallar a ne-*
gocio de seu nteresse.
=. O secretario da irmandade de N. S. da
Concceo dos militares, em conformidade do
artigo 18 dos novos estatutos convida a todos
os irmaos para que em assembla geral se
reuniio no dia 26 do corrente pelas 8 horas da
manhaa no consistorio da igreja da mesma ir-
mandade alimdequese proceda a importan-
te eleico do novo presidente.
-- (^uem precisar de um homem ultima-
mente chegado d Porto para feitor de sitio ,
ou engenho o qual he hbil no officio de fer-
rador dirija-se a praca da Boa-vista n. 13.
berdade, achou que devia recorrer a meios ex-
tremos lancar-se na carreira do arbilrio.com tres
decretos annullar todas as conquistas da chili-
sacao, todas as eoncesses da carta, quando a
nacaoergueo-soein massa, e combateo tres dias,
heroica, o fezbaqueiar aquelle throno carcumi-
do, Jorge, cujo nomo entre os vencedores era
popular, que tantas vezes se havia identificado
com elles, roubando-os ou guilhotina, ou pe-
lo menos aos longos sofrimentos de um circe-
re, Jorge achou-se triumphante, entrou na gran-
de partilha dos despojos dos vencidos, foi nel-
la bem contemplado. Chamado aos conselhos do
rei cidadao, chamado direccao dos negocios da
patria, toca boje ao fastigio das humanas gran-
desas, ministro de importante reparticao do ser-
vico publico, soube (seria prudencia, ou lelici-
dade) largar O em prego, quando se nelle per-
sistisse perdera o bom conceito, a popularida-
de de que gosava.
Em lim condecorado com o titulo de con-
de, elevado ao paralo, c-.se (ao agradawl re-
tiro de una vida agitada por tribulacdes poli-
ticus Jurel' ;i niipr.i inri,, linhi nhirtn .'i medi-
da de seusdcscj'os :'.:!:.:..: se '!::!:.; ;:! sua
agradatel quinta dos arrebaJdes de l'aris. he-
ranga de seus pjes mas heranca muito aug-
mentada muito aformoseada pelo ex-ministro
par de Franca ), a sus com o velho philosopho
allemao entrelinho-se em conversacn confi-
dencial. Enlo, meu Jorgo. que me deis
do meu presente? Ah! meu bom amigo,
mea bemfeitor, a elle devo o que sou, o que
posso : mil vezes, nos complicados apuros do
minha existencia, nao sahendo a que devia re-
correr, nao atinando com os oxpedientes de
que devia lancar mao, fechei-me a sos com o
meu talismn e sbito ao meu espirito se a-
prescntaao mil infalliveis recursos. Vosso
presente preciosissimo ; cuidadoso o guardo;
a inelbor heranca, que deixo mcus filhos.
Com elle, acostumar-sc-hao a refleclir madu-
ramente o com pausa sobre o que desejarem ,
com elle daro rca invencivel sua vontade ,
com elleem fim...
Ento j nao sou um louco que merece
compaixo conhecestes a virtude de meu pre-
seate! Petdoae, meu bom amigo, irre-
llectida presumpcao de um joven : entao anda
___nnorr A i.I.m-
- .....
Do Bratil.


tO
Aluga-^je un sobrad i nlio deum andar,
cota duas salas 3 quarlos cozinha fura no
Atterro-dos-A (Togados n. 100; a fallar no
mesmo lugar n. 107.
Procisa-se de um caixeiro paia urna ven-
da ; na ra da Sonzalla-velha n. 40.
Precisa-se alugar urna casa terrea cu-
jo aluguel nao exceda de IOS ts. mcnsaes,
sendo por detraz dos Martirios do Carmo ou
.Mundo-novo ; na Rua-nova loja n. 58.
Pcrdeo se no domingo a tarde na occa-
s5o cm que passava a procissao de Corpus-
Christi una caixa de prata dourada ; quem a
tiver adiado, qucrendo restituil-a leve a ra
do Cbuga ioja de relojoeiro na esquina da
ra das Laranjeiras, que receber o valor della.
= Alugao-sc pelo tempo de festa ou por
anno tres moradas de casas no sitio do Coju-
eiro e um sobrado com sitio na Passagem-da
Magdalena por prego commodo ; a tratar no
mesmo sitio.
Aforo-se perpetuamente por preco
mdico os terrenos que ficiio ao lado da Es-
trada-nova desta cidade para a de Olinda que
pcrtencem ao sitio da Tacaruna com frentes
para a estrada, e fundos para o rio de Olinda ,
e para a mesma Tacaruna ; a tratar na ra da
Guia n. 30.
Tirou-se por igual nome urna carta d<>
correio a 3 para 4 me/es. vinda do Porto pa-
ra Bernadino Jos de Souza Monteiro e co-
mo ja se annunciasse a tempos, e nao foi pro-
curada por isso se faz de novamente a quem
for seu proprio dono e a quizer receber ja
aberta pagando o porte procure na ra da
Senzalla-vclha n. 98.
A'oi'o rap fino princesa da nova fabrica de
Godinho da Baha.
= Acha-se a venda ( vindo do Rio-de-Ja-
neiro no bergantim nacional Bom Jess che-
gado ltimamente ) o novo e exccllente rap da
nova fabrica de Godinho da Bahia pelo pre-
co de 1000 rs. cada urna libra ; este rapa tor-
na-se limito recomendavel pelo seu bom aroma,
nao faz bolo nos narizcs, e bastante lino ;
os pretendenU-s dirijO'Se ao nico deposito
existente nesta provincia na ra da Cruz o.
16, onde acharaum bote aberto para se ve-
rificaren) das suas boas qualidades.
= Alugao-se por prcco commodo varias ca-
sas terreas de pedra e cal na Capunga na es-
trada que vae para o rio caiadas o pintadas
de novo tendo cada urna duas salas qualro
quartos cozinha lora, quintal pequeo e mu-
rado quarto para pretos e estribara para 2
cavallo*, com um bom banheiro onde se pode
tomar banho a qualquer hora ; a tratar no
mesmo lugar na ultima das mesinas casas ou
na ra da >en/.alla-velha n. 138.
No dia 14 do correte ao escurecer rou-
barao do botequim Cova-da-onca um frasco
com 230 bichas; quem descobrir esto rou io se-
r gratificado.
: Aluga-so o sotao do sobrado novo n. 9
da Rua-augusta com muilos bons commodos,
proprio para urna familia ; quem o pretender,
dirija-se a ra do Rangcl, venda n. 11 na
esquina que volta paia o rem.
= Arrenda-se por <>nno ou para se passar
a festa um excellentc sitio na estrada dos Afilie-
tos com grande casa para urna numerosa fa-
milia contendo grande pomar de laranjeiras ,
eoutros multas frutas, boa agua de beber,
grande cacimba tanque para deposito dagua,
estribara coxeira casa para feitor e pretos;
na ra da Cadeia-velha por baixo do corretor
Oliveira.
ss Aluga-se urna boa casa e sitio no lugar
dos Remedios ; a tratar na ra do Hospicio n.
12 casa da viuva de Jos de Pinho Borges.
= Toma-se roupa para lavar, e engommar,
por prcco muito commodo; na ra dos Pires
n. 66.
Quem annunciou precisar de dous con-
tos de reis sobre hypotheca em duas casas ter-
reas annuncie.
ss Roga-se a pessoa, que apartou, c mar-
cou urna caixa com letria de a ir buscar, do
contrario se vender a outra pessoa.
= Ofereco-se um portuguez de 26 annos,
para criado ou outro qualquer servico ; quem
de seu prestimose quizer utilisar, dirija-se a
ra deHortas n. 18.
A pessoa que offereceo 248 rs. pelo
relogiosaboncte com cadeias de ouro po-
de mandal-o buscar ou outra qualquer pes-
soa, queoqueira por este diminuto proco;
na ra do Mundo-novo n. 17.
Da-se 500j rs. a premio sobre penhores
de ouro ; na Ba direita, loja de couros n. 53.
Boga-seao snr. L J. S G. o lavor de
mandar pagor a pessoa, que nao ignora, a
quantia de 25S rs. saldo da de 100S rs. que
em 12 de novembrode 1838 tomou empresta-
dos a esn mesroa pessoa isto no praso de 8
dias contados da data deste do contrario lera
o dessabor de ver o seu nome por estenio nesta
folba e talv'7 varias rirninelnn^inc iha q~
occorrido do certo tempo para c, e passar-se-
ha a proceder judicialmente.
* O abaixo assignado convida a todos os
credores do fallecido Manoel Poreira Guima-
raes & Companhia para verem no cartorio do
tabellio publico Manoel Antonio Coeiho de
Oliveira a escriptura de bypotheca que o de-
vedor sua sogra e os que tem direito a he-
ranga desta li/.erao lavrar para seguranca e
firmeza dos pagamentos novamente contratados
com 20 e tantos dos ditos credores e estes fir-
marcm o termo de acceite ; como pois a dita
escriptura declara que s valida para aquel-
les que assignarem o termo e nao para os
dcscidentes, motivo pelo qual se faz este annun-
cio afim dos nao concordados firmarem o di-
to termo at o dia 20 de Janeiro prximo futu-
ro, c em tempo se nao queixarem do ignoran-
cia. Da mesma escriptura so observa ter (inda-
do a administracao da casa fallida e ella na
posse de Guimaraes com quem se deve enten-
der, os que liverem negocios Os snrs., que
acceitarem a hypotheca, podem sacar as lottras,
que ser pelo annunciante rcmettidas a Gui-
maraes e quando acceitas resgatar os ttu-
los antigos, que bao de ser pagos novamente pe-
lo annunciante. Jos Antonio Pinto.
Compras
(' Compra-se efectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos de 12 -
20 annos, sendo de bonitas figuras pagiio-se
bem ; na ra da Cadcia de S. Antonio so-
brado de um andar de varanda de pao n. 20.
Vendas.
Vendem-se listas geraes da lotera de S.
Pedro Martyr; na praca da Independencia ,
livraria ns. 6, e8.
Vende-se urna cama de angico com col-
xes, e mais pertences tudo novo que an-
da nao foi servido; na Rua-djreita loja de
couros n. 5o.
Vendem-se 18 saccas com arroz pilado
novo da trra a 9600 rs. a sacca de um al -
queire ; na ra da Senzalla-nova n. 7.
Vende-se polassa da Russia ; em casa
deN. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz n 4.
ss Vendem-se couros de cabra sola be-
zerros, pennas deema; na ra da Cruz n. 51.
= Vendem-se luvas sem dedos de seda ,
c de fil a 240 rs. o par carreteis de retroz
do todas as cores que serve para bordar ou
marcar a 80 rs. cada um sapatinhos para me-
ninos de 3 e 4 mezes, de seda de cbadrez a
400 rs. o par cha isson de primera sorte a
2560 rs. a libra rapareia preta a 1040 rs. ,
chocolate de sade a 320 rs. dito de ferro a
1000 rs. e outras muitas miudezas por pre
co commodo ; na praca da Independencia lo-
ja n. 39
= Vende-se urna cama de angico para ca-
sal com cnxerges, e cortinados; e um guar-
la-livros moderno em 3 volumes ; na rus do
Encantamento n. 4.
Vendem-se todas as bemetorias de um
terreno loreiro perpetuamente com 64 pal-
mos de frente e 500 do fundo entre as duas
pontes da Magdalena com casa nova detaipa.
bem arranjada e pintada n. 12 ; na ra es
treita do Rozario botica de Joao Pereira da
Silveira.
^i ende-se urna preta de nagao boa co-
znbeira lavadeira, engommadeira, e faz todo
o mais servico de urna casa e tambem se aluga
outra preta ; quem pretender annuncie.
^ Vendem-se os seguintcs livros ; Assentos
da supplicacao Escola mercantil dita uni-
versal c commcrcio do Brasil ; na ra estrei-
ta do Iiozario botica de Joao Pereira da Silveira
sss Vende-se cassa-chita do melbor gosto ,
que tem vindo da Franca tanto em lindos
padres, como pela superior qualidade da cassa ,
por preco rasoavcl ; na ra do Crespo loja
n. 23.
Vendem-se 300 barricas vasias que fo-
rao de farinha de trigo em muito bom esta-
do para socar assucar ; na travessa da Madre de
Dos na padaria de Manoel Ignacio da Silva
Teixeira.
Vende-se caf moido, ecm grao o me-
lbor possivel e prcco muito em conta calda
de tamarindos em garrafas, excellcnte para
reresco ; na travessa da Madre de Dos n. 11,
padaria de Manoel Ignacio da Silva Teixeira.
=r Vendem-se cortes de lanzinha imitando
chal de gostos encantadores, por preco com-.
modo, em relaciio a qualidade, e prximamen-
te chegados ; na ruado Cabug n. 16.
Vende-se urna porcao de prata velha mui-
to boa entrando um par de esporas de cor-
rentes modernas; na Rua-nova armazem
n. 67.
Vcnduise fanos \\uk, iuiuu ue as
souguc todas chapeadas de ferro um taxo de
cobre com 13 libras e um fogao inglez com
3 buracos tudo com pouco uso e por prego
commodo ; na ra da Paz n. 2.
Vende-se um cavallu pedrez acostumado
a sella cangalha carrinho e carroca, com
esta ou sem ella muito mantedo e est
em boas carnes ; na Bua-nova loja n.58.
= Vende-se urna preta de bonita figura de
nacao, engoma, e cose soffrvelmente; na ra da
Cruz n. 15.
Vendo-se todos os dias gelo, cm porces
grandes e pequeas; a bordo do brigue ame-
ricano Mary Col (undeado ao p do caes da
alfandega.
A ende-se urna negra moca cose mar-
ca engomma, e lava ; as Cinco-pontas ,
n. 158.
Vende-se superior farinba a 2880 o al-
queire da medida velha ; a bordo da escuna
Ave-Maria,
v.Vende-sem chapeos do Chile, finos chega-
dos agora veludos Irancezes dequadros, para
vestidos, e lanzinhas de novos padres; na
ra do Oueimado loja o. 25 de Guilberme
Sette.
Vende-se um corrame de couro de lus-
tro cm bom uso e urna barretina para guar-
da nacional, por proco commodo; no Forte-
do-Matos n. 4.
Vende-se um escrava de nacjlo Rebollo ,
de mais de 20 annos, boa cozinheira engom-
madeira e lavadeira a qual se vende pelos
motivos que se diro ao (comprador ; na ra
dasTrincheiras, sobrado novo de 2 andares
n. 19.
= Vendem-se barricas com |farinha de m-
Ibo ditas com tardo e meias ditas com
(arinha ; em casa de Matheus Auslin & Com-
panhia ; na ra do Trapiche-novo n. 18.
' = Vende se a propriedade n. 9 da ra da
Moeda com dous andares lavados, outro com
trapeira e sotao em chaos proprios ; na ra
da Cadea do Recite loja n. 57.
= Vendem-se as bem (citorias do um sitio na
Passagem-de-Olinda com casa de pedra e
cal bastantes fruteiras e todas as commodi-
dades precisas para plantacoes e pasto para
V iccas; em Fra-de-portas, lado da mar gran-
de n. 6.
= Vende-se um rico par de brincos de hri-
Ihantes de muito bom gosto ; urna porcao de
pilulas ; castigaos, e salvas de prata vindas
do Porto ; na ra da Cadeia casa de cambio
do Vieira n. 24.
= Vendem-se a dinhero ou a praso as
miudezas que existem em a loja n. 63 da
pracinba do Lvramento as quaes alm de se-
ren bem sortidas sao modernas armacao de
muito bom gosto com vidragas, e garante-se
o arrendamento da loja por 6 annos e mcio ;
a tratar com Henrique & Gezar com loja no
arco de S. Antonio, ou com J. O. Elster na
ra do Trapiche de quem se pode ohter as
necessarias informan es.
= Vendem-se 6 escravos de nagao um of-
(icial de pedreiro e outro serrador ; um mo-
lequc bom carreiro ; e outro ptimo trabaja-
dor de enchada ; 3escravasde nac5o quitan-
deiras lavadeiras e outras habilidades; na
Kua-dircita n. 3.
Vendem-se retratos do S. M. a Imperatriz
no Brasil chegados ltimamente do Bio-de-
Janoiro no vapor Imperador os quaes sao cm
ponto grande, e pinturas muito linas; na Rua-
nova loja de cora n. 63.
= Em casa de B. Easserre & Companhia ,
ra da Senzalla-velha n. 138, acha-sc a ven-
da arellode muito boa qualidade, em saccas
de 3 arrobas ; assim como vinbo de Bordeaux
em caixas de duzia por preco commodo.
= Vendem-se alguns terrenos, parte atler-
rados, e parte por altcrrar, com 30 at 120
palmos de frente e 155 ditos de fundo, si-
tos no alinbamento da ra da Concordia, par
lindo pelo su I com a travessa do Vlonteiro e
pelo norte com a travessa do Caldereiro, e fun-
dos dos Martirios, estas travessas fco com 60
palmos similhante as ras principacs e os
quarteires com 450 e tantos palmos de ra a
ra ; o proprictario nao s offerece a venda .
como tambem se obriga a mandar edificar pre-
dios que cada um dos compradores quizerem,
entregando-se pelas chaves, nao excedendo aos
da planta do bairro de S. Antonio, da qual
so extraio outra naquclla parte relativa ao ter-
reno olTerecido por onde tem de dirigirem-se
todos que forero edificando o como estes
terrenos offerecem todas as proporces para sua
edificago, espera nos lormoseadores deste bel-
lo paiz que pretenderem alguns dos ditos ter
renos de dirigirem-se a ra larga do Bozario,
n. 18, de manhaa at as 9 horas e de tarde
de urna as 4.
= Vende-so vinho do Bhcno espumoso
como o Champanhc, de muito boa qualida-
de e preco commodo ; na ra do Trapiche
n. 17.
s = Vendem-se chitas finas do ultimo gosto a
' 240 280 e 320 rs. o covado cassa-chita
; france/.a de muito lindos padres, e de tintas
1 mui seguras a 800 rs. a vara camhraias de
lustras, flores, edesalpicos, lengos de seda a
; 1000 1120 1200rs. ditos com quadrosde
cores a 2000 rs., ditos com franja ditos ada-
j mascados tambem com franja cortes de col-
letes de setim maco pretos, e de cores, len-
cos de dito veludo de cores, lencos pretos
grandes de seda e gorgurSo ditos de cam-
braia bordados de cores, e brancos com nomes
ditos para oflerecimentos cortes do colletes
de seda o gorgurao de cores fustes de cores
a 320 rs. o covado ditos brancos a 400 rs.
pannos finos de cores de 2500 a 4800 rs. dito
preto a 7500, e 8500 rs. suspensorios de bur-
racha a 240, e 280 rs., meias compridas para
senhora a 280, 300, 320, 360, 400, 480, B00
rs. o par; na esquinado Livrainento loja da
yiuva do Burgos.
Vendem-se cortes de lanzinha de lindos
padres, ditos de cassa pintada mantas de
seda para senhora e homem chales de seda
e bordados do matiz ditos escocezes lengos
ditos, calcinhasde meias guarnecidas de bi-
cos, e bordadas paja meninas esenhora, ca-
simiras elsticas de duas larguras, cortos de chi-
ta ditos de cambara adamascada ditos de
la escoceza chapeos de so! de seda furia-co-
res azul, e verde para homem e senhora ,
cambraia Ijsa transparente e outras muitas
fazendas de seda relogiosdeouro grandes, o
pequeos, lavrados o lisos ditos de prata ,
patentes, e borisontaes tanto para homem ,
como para senhora e ditos de parede com cor-
das para 8 dias o vendem-se por muito menos
preco, do quo em casa dos relojoeiros na Rua-
nova n. 35.
= -Vendem-se dous piannos sondo um de
Jacaranda horisontal, e o outro de angico, e de
armario muito rico e de boas vozes, duas
cadeiras de ra modernas, cadeiras bancas,
mezas camas commodas, tudo de Jacaran-
da e de outras qualidades, 3 ricos sofris do
dilferentes modelos luvas de pellica para ho-
mem ligas de aramo para senhora globos ,
dous bonscandieros de 3 luzes para meio do
sala campoteiras o salvas do casquinha da
melbor qualidade, que tem vindo, e outros
muitos objectos que a vista dos compradores
se farao patentes; na Rua-nova armazem n.
67 no mesmo armazem contina-so a rece-
ber todo e qualquer objecto tanto novo como
usado para vender por meio deste estabeleci-
mento.
= Vende-se um moleque, e urna negrinha,
crioulos de 4 a 5 annos, os pretendentes po-
dem ir ver no pateo da ribeira de S. Anto-
nio sobrado de um andar n. 15 e tratar do
ajuste na ra da C&deia do Rccife loja de l-
zendas n. 62.
Escravos fgidos.
- Fugio na noute do dia 18 do corrente de
um sitio na Cruz das Almas um pardo de 20
annos, grosso robusto, bem proporcionado,
ps grossos cabellos grandes, de boa estatu-
ra meio liota : quem o pegr, leve a ra do
Collegio n. 15 quesera gratificado.
No dia 13 do corrente fugio da Bua-im-
perial do Atterro-dos-Affogadosa preta babel,
crioula estatura regular, com um signal do
Queimadura de baixo da orelha direita levou
vestido brancocom palmas encarnadas o pan-
no da Costa novo sem estar embanhado ; quem
a pegar levo a mesma ra n. 16a que ser
gratificado.
as No dia 2 do corrente fugio o molequo
Joao do naci Rebullo estatura baixa rio
magro tem osdentes da frente limados o
um cravo na sola de um p, de sorte que quan-
do anda parece txo ; quem o pegar, leve ao
Atierro da-Boa-vista n. 2, quo ser gratifi-
cado.
== Fugio no dia 14 do corrente a preta Ca-
tharina de nagao Angola altura regular,
secca peitos pequeos falta de dentes da
parte superior ps fcios ; levou vestido de
chita o panno da Costa ; quem a pegar, leve
a Ra nova n 33, que ser'gratilicado.
ss Fugio a preta Florencia de nacao An-
gola de 14 annos cor preta secca do cor-
po; levou vestido de chita roxa com flores ama-
relias ja velho o sujo panno da Costa ,
da mesma forma ; nariz chato boca grando,
beicos grossos, e as costas da nio esquerda
tem urna queimadura quo se divulga bem ,
ps apalhetados ; a qual tem sido vista a pou-
cos das nos arrcbaldes, e ras da Boa-vista, e
anda com outra preta que dizem ser forra ,
comprando frutas nos sitios visinhos; quem a
pegar, leve a praca da Independencia n. 4, que
ser gratificado.
Recifk: na Typ. m M. F. db Fabu-1843.


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