Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04511


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Full Text
>\
Anno de 1843.
Tera Feira 14
ludo or* depende de nos momos; da ooasa prudencia, moderagao, t energia: con-
inuemo como principiamos, Mremot apomados com admiragiio entre ts NagSet miii
( roclamagao da Aesembleia Geral do Bbisil.)
PARTIDAS DOS CORRE1S TERRESTRES.
toiann e Parahyba, segundas sexlae feiraf. Hio Grande do Ntfrte, quintal feirai.
Kanito e G*rtn>una, a lU e 24.
fabo -jerinhem, Rio Formj.o, Porto Cairo, MaceiA, e AlaSoa nol,,,Jl.
u. vician Flore 13 e 25. Santo Anlao quintas feira. Ohnda todos os dias.
BoiT,t DAS DA SEMANA.
43 See Eugenio R. And. do i de Ll. da 2..
U Ter" Veneranda V. M. Kel. Aud.do J. de D.da3. t.
4t> Uuirt. I-eopoldo iMarq Aud. do J. de U. da 3. v.
.|i (laint. Gnvlo de Lgos Aud. do J. de 1). da u. v.
47 5I S'lomc'a V. l? Aud. do J. de 1). da 2. T.
1S S*, I. Romao M. Kel- A"d do J. de D. da 1- T.
49 Doto. s. uel ra'n,la ac 1,unSria-
de Novembro Anno XIX. N* 2*&
O l)lBIo publica-e todo, o, di., qw .5o forem Santificados: o preco d. "J"^,,,
JV de tre.mil rei. por q-.ar.el pago, adi.nt.dos. O. .MOMIO./""S^J^!!
* gratis .o. do. que nao forem rasao de M) r... por l.nl... A. recl.m.goe. *M "
f gidas a MU Tip., ru. da. Cru.e, N, n, ou .Pr.c da 1 ndepenaenci. loj. dolifro. Ha
cambiosNo dial-i de Norembro. compra
Cambio aobW Londre. i Oo.o-Mo.d. d, 8,400 V; 16 50|
Y P37J'"po'fr.neo4 N. 16,0U
l/.il.t
1,800
1,400
l.hO
renda.
7 700
16,600
9.200
1,420
1,820
1.S20
Jobo. 110 pori deprimi. j dt 4,000
: Fiala-Patac.
Moeda deceb. 2 por cenlo. P..o.Colu-nar..
Idea de letra, d. boas firmas 1 a 11,4 | diloa Mexicano.
PHASES DA LA AO MEZ, DE JNOVFMBRO.
rtuii. i 7 horas !. da nunha I I.ua nova 11, as 3 bora. e 14 m. da tardo
Qm-mg. I '" m""";" dl '"ll9 1 'i""1' C,c,- 4 l*> 4 '""" e *'J d'
'reamar de hoje.
i.- .10 hora. 54 -. d. -anh5.. | l. a 11 hora. 18. -. d. Itffei

uITI
Fa/to com (/Me 5. M. o Imperador o Senhor D.
Pedro II encerrou a segunda sessdo da quin-
ta legislatura da assembla geral legislativa ,
no dia 24 de outubro de 1843.
Augustos edignissimos senlioros representan-
tes da nacao. ;
Contino a manter inalteradas as relaces de
amisade com as potencias cstrangeiras.
A uuerra civil, que assola a provincia do Rio-
grande-do-sul, parece einfim prxima de seu
desejado termo.
Ainda que nao podessem ser ultimados nesta
sessao, como convinha, alguns importantes tra-
balhosencetados pela assembla geral, sinto
cordial satisfaccao tendo de feli :itar-vos pelo le-
lo o dedicacao ao bem do paiz de que dstes
exuberante prova, procurando, pela creaco de
novos impostos, supprir urna parte do dficit
das despesas do estado.
Sao para mim vivamente gratos os testemu-
nhos de alTeico que me manifestastes, e que
tenho reccbido de todos os pontos do imperio,
por occasiao do mcu casamento com a Sra. Prin-
cesa D. Theresa (Cristina Mara, noje Impera-
triz do Brasil. Penetrado pois de reconhecimen-
to, sinto a necessidade de memorar aqui o inte-
ressee desvelo que pela conservaco e prospe-
ridade do minha familia teom constantemente
mostrado todos os Brasileiros, e de que anda
recentemente tive novas provas na publica uli-
ca que causou a enfermidade de minha augus-
ta irmaa a princesa imperial.
Augustos edignissimos Srs. representantes da
nacao, agradeco-vos a cooperado elllcaz que
tendes dado ao meu Roverno, e espero da vos-
sa lealdadc e patriotismo, que continuareis a
concor.ercommigo para assentar, em bases so-
lidas eduradouras, o syslema poltico estabe-
lecido pela constituido do imperio.
Est encerrada a seasao.
D. PEDRO II, Imperador constitucional e de-
fensor perpetuo do Brasil.
reitorlo trazel-o em paiz estrangeiro ; Que
nunca nos passou pela mente, que, nascidosem
Fran titulo de nacionalidade em consequencia do
qual demos aocorpo que formamos o nome
de legiao de voluntarios Francezes; Que a
conducta por nos observada depois do dia da
nossa formacao nunca pode dar a ninguem o
direito de aecusar a nossa moralidade ; Que
a paz. o tranquilizado da cidado nunca foro
por nos perturbadas; Que todos estes mo-
tivos tornao inintclligiveis para nos as medidas
liostis adoptadas pelo sr. Pichn cnsul de
Franca para destruir nossa organisacao ;
Que nao comprehendemos, porque, quandonao
temos compromettido, nem a dignidade de nos-
sa bandeira nem a honra do nosso tope, nem
o respeilo devido Fran?a se nos quer.ohri-
gar a renunciar nossa bandeira, ao nosso tope, i
e ao titulo de nossa legiao ; Que nao com-
prehendemos tambera, que o cnsul Pichn fa-
ca o governo oriental responsavel para com a
Franca daoxccucaodcsimilhflntc medida,quan-
do e notorio quo o mencionado governo nao
tomou parte alguma directa em nosso arma-
mento ; Que todava, havendo o cnsul Pi-
EXTEB30R.
REPBLICA ORIENTAL.
Protesto dos Francezes.
Nos os abaixo assgnados. Francezes, esta-
blecidos no territorio da Repblica Oriental do
Uruguav e actualmente armados em conse-
quencia dos funestos acontecimentos, que pro-
duzio neste paiz a guona estrangeira que Ihe
faz Rosas declaramos da manoira a mais so-
lemne :
Que. havendo tomado as armas em nossa pro-
pria defesa.e para proteger nossas pessoas.e nossas
propriedades, ameagadas pelas foryas inimigas,
que cerciio neste momento a cidade de Montevi-
deo capital da dita repblica nunca tencio-
namos oppr-nos as vistas ou poltica do nosso
governo ; Que nunca julgamos tornar-nos
culpados adoptando por bandeira cores simi-
Ihantes aquellas, sob as quaes nossos pas e
muilosdentre nos combalro ; Quenada
nos pareco mais natural, do que trazermos o la-
co nacional, pois que todo o cidadao tom di-
Foitoem triplicata em Montevideo, aosl2
de outubro de 1843.
PROCLAMADO.
CamaradasIO cnsul fallou em nome do rei:
subditos leaes devemos obedecer. O chefe da
nacao mal informado dos acontecimentos, in-
vestio o cnsul do urna confianca de que abu-
sa mas que devemos respeitar. A ceguoira
do cnsul poderia ter as mais funestas conse-
quencias; Ralba a nossa moderacao prevenil-as.
Facamos, com que entre nos, eelle nao possa
o pai' hesitar quando chegar o dia em que os
nossos actos frem ulgados.
Camaradas Nega-se-nos o uso do nosso la-
co; (aremos, o que fez a guarda imperial, col
iocal-o-hemos sobre o nosso coracSo ; a nossa
bandeira 6 um obstculo: dobremol-a, at mo-
Ihorestempos; tivemos o prazer de vl-a
fluctuar diante do inimigo a sua recordacao
bastar para assea;urar a nossa victoria: o nome
da logio franceza causa medo a Rosas, toma-
remos o nome de voluntarios ; os nossos golpes
diro de sobra aos satelltes do tyranno que
partem de voluntarios Francezes.
Amigos! Quanto maiores so os obstculos ,
mais merecimento ha em' vencel-os. A nossa
inimigos ao
llll'lliu ----- yucuuaiiai nuil i >" --------
chon, debaixo do sua responsabilidad**, falla- moderacao desespera os nossos
do em nomo do rei e nSo tendo limites o res- mesmo lempo que assegura o triumpho aa
sahida dos ditos artigos do porto de Maldonado.
Em consequencia declaro de (acto o de direi-
to bloqueados os ditos portos. O que commu-
nico a V. S. para sua inteligencia. Dos guar-
de a V. S. muitosannos. Guilherme Broten,
commandante em chefe das frcas navaes da
confederadlo argn ina.
[Jornal do Commercio.)
REPBLICA ORIENTAL.
Montevideo 17 de outubro.
.....A escuadra argentina apresentou-so
novamento aqui e boje mandou-se intimar o
bloqueio e nao sci se todos o reconhecrao ,
porque se dizia quo os Americanos nao o que-
rio lazer : em quanto s operacoes do exercito
do Oribe nada tem ayancado O governo
deste estado e os homens que o defendem con-
tinuao a estar bastante resolvidos a defenderem-
se com toda a energa.
Hontem foi fuzilado o corretor Luiz Baena ,
que possuia urna fortuna de G00.000 pesos ,
por entreter urna correspondencia com o ini-
migo. [Carta particular. )
[dem.)
peito, que consagramos ao chefe da nacao ;
Que por outra parle a tranquillidade o inte-
resa presente e tal vez os destinos futuros da
repblica exigen) urna prova explendida de
nossas sympathias:Que a opiniao dos ho-
mens justos, e ntegros do nosso proprio paiz
tem immenso valor a nossos olhos e a sua es-
tima indispensavel nossa causa ; Por at-
tencao ao nosso rei por afeicao Repblica
Oriental, e como homenagem rendida aos ho-
mens Ilustrados, que soro chamados a julgar-
nos, principalmente em Franca ,
Resolvemos :
Que o corpo conhecido at hoje debaixo da
denominacao de voluntarios Francezes tome da-
qui em diante o de legiao de voluntarios ;
Que mWabsteremos de trazer bandeira, ou la-
coqualquer at'que o governo do S M., em
rujo nome so nos prohibe o uso das cores que
haviamos adoptado como nossa propriedade le-
gitima nosautorise do novo a usarmosdellas;
Que urna respeitosa representadlo ser red-
gida, e firmada por nos, e levada presenca dos
conselheiros de S. M. para reclamar a restitui-
dlo dos nossos direitos; Que a presente re-
soluco seja um protesto formal contra a con-
ducta do cnsul Pichn ; Que urna copia do
presente acto ser enviado ao conselho de estado
constituido em Pariz e outro ao conselho de
ministros da repblica ; Que nao havendo
mudado em nada por outra parle a situacao das
cousas, e sendo invariavel a nossa opiniao. con-
tinuar a nossa organisacao tal qual era no mo-
mento, em que o governo oriental nos transmu-
do as notificares, que nos (ez o cnsul Pichn;
devendo sera nossa firme, e incontestavel deci-
s5o a prova mais eloquente da justica da nossa
causa.
FOLHETI
HISTORIA HESPANHOLA. (*)
Julgo que os espectadores, mesmo os quo me
cra mais favoraveis, comecarao a ochar que eu
levava mu longe minha suscepubilidado co
ponto de Honra. Oonvenho que olles tinbao ra-
sao, eeu teria pensad j do mesmo modo que el-
les, se a situacao extraordinaria em que o des-
tino mehaviacollocado. me nao hOttveste exal-
tado a cubeca. A mencio de minha espada aca-
bava de revelar-me, bem que anda confusa-
menta todo csse negocio, e cu recele! que nao
r,Wp n Silvio n r.nIhmio snculuado liavia nes-
H Vide o Diario n.os 243, 2 Vi e :H5.
nossa causa. A Repblica Oriental nos devo-
ra dias de repouso, e a Franca tomar em con-
sideragao os sacrificios que lazeis hoje em seu
nome. Conservemo-nos sempre unidos se-
remos sempre fortes. Um cnsul nos hostil ;
maso poder de um cnsul nao nada anteo
imperio de um justo direito. Appellaremos pa-
ra o rei das graves olfensas que nos faz o seu
agente, e o re nos lar justica. Appellaremos
para a Franca das hostilidades do seu represen-
te, e a Franca melhor instruida chamar-
nos ha ainda seus filhos. Appellaremos em fim ,
para o arbitro supremo da maldade de alguns
homens e veremos promptamente romper as
nossas cadeias.
Amigos Perseverancia ailo coragem ,
e sentiremos sempre os nossos coracoes palpi-
tar com orgulho aos gritos de Viva el-re !
\ iva a Franca Viva a liberdade !
Montevideo, 12*do outubro de 18.3.
Thiebaut. [Nacional.)
INTIMAgO DO ALOQETO DE MON-
TEVIDEO.
CIRCULAR.
A bordo do general Relgrano em frente de
Montevideo, 10 de outubro de 183.
Ao sr. commandante em chefe das frcas na-
vacsdeS M. B. no Rio-da-prata:
Senhor. Tenho a honra de levar ao conhe-
cimentodeV. S. pela terceira e ultima vez,
que recebi ordens do meu governo para nao
permittir a entrada no porto de Montevideo de
navios, que conduzao artigos de guerra car-
ne fresca, ou salgada .gado em p, ou aves de
qualqucrespecie deixanlo em tudo o mais o
commercio, e navios estrangeiros na liberdade,
que gozarao at agora fazendo-o extensivo
Abraceio-o bem cordialmente, que a fallar a
verdade, por mais que me tivesso esquontado a
cabeca, ainda meu espirito na5 se tinha lami-
liarisado, nem estava reconciliado com a idea de
tormentos.
Esta scena perturbou toda a ordinaria etique-
ta do tribunal. Repentina, imprevista, ella fez
que meus guardas descuidassem-sc do vigiar seu
preso, porque em qualquer outra circunstan-
ciadles nao teria dado seu consentimento a es-
te pathetico e theatral reconheciinento, que ex-
. cilouosapplausos o acclamacoes da multido
res Anoliquom-o aos tormentos, disse o pre- i sempre encantada de um espectculo, especial-
sidente munte inesperado e gratuito, ainda mesmo que
Mal acabara de proferir essas terriveis pala-o nao comprrhenda.
vras quorompondo a multido um individuo I Todava passados aluns minutos, rcstabele-
om trajes de viajante, precipita-so na sala da ecu-se o silencio, c todos os olhos se volver-
audiencia chena-so barra do tribunal, com- para o presidente que lia muito atiento o esenp-
urimenta os juizes, entrega-Ibes um papel do- to que 1). Sylvl > Ihe havia dado lerminada sua
brado e virando-se para mim aperta-mc em leitura, dirigi- para os outros juizes, e com
seus bracos- era I). Svlvio. Meu generoso ami- urna voz bastante alta para que nn looasaia 0
go est livr,exclama elle. | podessem ouvir:Senhores. disse-lhes, urna
se acontecimento. Mas pela experiencia que a
adqulrindo do processo hespanhol persuadi-
me, que se por acaso era D. Sylvio tao innocen-
te como eu, apenas alcancaria nomeando-o,
dar-me um cumplice imaginario e mais urna vic-
tima a justica summaria dos juizes hespanhocs.
Todas essas reflexes, mcu resentimento contra
os que to barbaros me perseguan, eemflm o
despreso da vida que me havia inspirado a phi-
losophica meditacao de minha priso solitaria,
cis o quo dlctou-me a resposta que cima refe-
r, e quo pareceo dar rasao aos meus aausado
RIO DE JANEIRO.
ASSEMBLA GERAL.
CMARA DOS SENHORES DEPDTADOS.
Sessdo de 27 de setembro.
L-se e approva-se sem debate a redaccao do
projecto sobre concesso de trras e colonisa-
cao.
Contina a discussao do seguinto requeri-
mento:
Requero que se peco ao governo as se-
guintes informa?6os:
1.* Se se acha em exeeuco a lei da assem-
bla legislativa provincial da provincia doMara-
nhao deste anno, que reforma o thesouro pro-
vincial, e se o governo tem tomado alguma pro-
videncia este respeito.
2.a Se tem-se pago polo thesouro nacional
todas as dividas dos fornecimentos leitos ao es-
tado, o principalmente dos gados consummidos
pela rebelliao havida aquella provincia e es-
pecificada mente os que se tem pago e se achao
por pagar.
3.a Quaes os officiaes reformados, e da 3.
classeda mesma provincia; e as remuneraces
leilas por occasio daquella luta.
4." Qual a forca destacada naquella provin-
cia, qual a que tem vindo nestes tres ltimos
annos, e finalmente se anda existe ou se faz al-
l o recrutamento forcad'.
5.a Quaes os osclarecimentos que at hoje
tem obtido < governo relativamente s eloicSes
da Ireguesia de Nossa Senhorada Victoria da ci-
dade de S. Luiz do Maranho.
Pago da cmara dos deputados, 22 de se-
tembro de 1843Candido Mendcs de Almcida.
Depois do Sr. Franco de Sem um longo dis-
curso se pronunciar contra o requerimento fica
a discussao adiada.
Entra em discussao a seguinteresolucao.
ce Art. nico.Ficao dispensadas as leis da
amortisaco para que o convento daSolidade ,
da provincia da Baha, possa adquirir a pro-
ordem do el-rei relativa ao processo que nos oc-
cupu; vosa ides ouvir.P. Pedro Saverda, pri-
meiro regedorde minha cidade do Valencia, e
mais regedores da mesma cidade, envio-vos
muito saudar.Foi-nos revelada em nosso con-
selho a espontanea conussao de D. Sylvio Co-
morsa, que elle, dito D. Sylvio sem arte mgi-
ca, sortilegio ou philtro, mas pela forca do seu
amor persuadi a Estalla, filha de Antonio de
Udivido que fugisse da casa do seu pai, para com
elle unir-se em legitimo casamento: o qual foi
em consequencia disto celebrado segundo os ri-
tos da santissima madre igreja catholica. Con-
siderando que na pacifica exeeuco desse pro-
jecto foi interrompido e attacado por um hornera
quo correo sobre elle com a espada na mo, e
que depois conheceo ser D. Jos Prays da mes-
ma cidade de Valencia, e que tendo-se armado
em legitima dofesa, conseguio matar a seu ag-
gressor. Tendo sabido que suppondes involvido
nesses aconiecitneulus .u> ui.iuu chamado ja-
mes Wallcnce, natural do reino de Inglaterra,


priedade que Iho foi legada por Antonio Jos
h roes.
Paco da cmara, cm 27 de unho de 1843.
Nabuco de Araujo.Faz Vivir.
1'omo parte na discusso os Srs. Henriques
deRezende, Nabuco de Araujo, Camoteo da Cu-
nda e Silva Ferraz cfica adiada pela hora
Rntraoom discusso os Beguinles artigos ad-
ditivosoflerecidospela commissao especial a.)
projecto sobre terrenos diamantinos e outros que
baviao sido apoiados anteriormente.
Art. 15. Com os actuaes concesionarios
que ao tempo em que comecar a execugao d
presente rcsolucad se acharan cmpr.-gados na
eftVct.va exploragao de terrenos competentemen-
te concedidos ar-se-ha o contracto de arren-
damonto por qualquer praso inferior ao desig-
nado no artigo 18, quando o requoirao e mos-
treen ser isso necessario para concluirem os seus
ervicosj.aos mesmos concessionarios podar a
administrare conferir o arrendamento por pre-
co inferior a 30 rs. por braga, quando nao ba-
ja quera offerega esta ou maior quantia com
tanto que nao exceda o praso de um anno.
Arti. 16. O governo fica autorisado a con-
ceder os premios que Julgar rasoaveis aos que
fiserem a duscoberta de diamantes em qualquer
I municipio onde nao seja ainda conhecida a
existencia delles, com tanto que a denunciem
immediatamento s autoridades locaes e que
sei reconhega p..r posteriores exames a sua rea-
Iidade. esse premio poder ser tambera realisa-
do por meio de concessao gratuita o temporaria
da dala do mesmo lugar da descoberta.Hercu-
lano de Souza Pcnnu.Jos Cezario de Miran-
da Ribeiro. Bernardo Jacinlho da Veiga.
I'endo discorrido sobre a materia dos aitigos
additivos ao Sr. Veiga, da-se por discutida.
Sao approvados os artigos da commissao e
comprehendido na votaca o do Sr. Paula Can-
dido, que diz respeito a descoberta de diaman-
tes.
Os mais rticos sao regeitados.
D-se por concluida a discusso, e a resolu-
to adoptada e rcmetlida a commissao do re-
darcao.
Entra em discusso a segrate resolucao:
A assemblea geral legislativa resolver
Art. 1. O governo mandar restabelecer a
guarda-nacional da provincia do Gra-Par,
suspensa em virtude d> decreto de 22 de setem-
bro de 1835, ficando extractos os corpos poli-
ciaes, que a subsliluirad, e feitas as leisde 18
de agosto de 1831, e 25 de outubro de 1832, as
seguintesalteracoes:
S > Que ao presidente da provincia tica
competindo ordenar e dirigir a formacao e dis-
tribuicao dos guardas era corpos, companhias
e sceces de companhia. e designar os lugares
de parada, cessando toda a ingerencia e attri-
buiges que a este e mais respeitos tem sobre a
guarda nacional as cmaras municipaes.
2 Quesera feitoo alistamento peloscom-
mandantes decompanhias nos seus respectivos
districios, sujeitos porera os alistados quali-
ficago de um conseiho formado dosolliciaes do
corpo. Este conselho subsii'uir os de qualifi-
cago, e revista da lei orgnica os quaes fico
extinctos, e o governo Ihe dar regulamentos
pelos quaes se formem c se dirijan.
3. Queao piesidenteda provincia compe-
tir a nomeacao dos olliciaes dos corpos, que
pelas leisem vigor nao pertenca ao governo im-
perial, e far a dos olliciaes dos corpos, vis-
ta de propostas dos commandantes, remeltidas
por intermedio do commannante superior.
S 4. Que os olliciaes inferiores e cabos se-
ro da nomeagao dos commandantes dos cor-
pos, precedendo proposta dos de companhia para
aquelles postos que a ellas pertencerem. Nestas
propostas ebemassim as de todos os olliciaes
superiores c subalternos dos corpos guardar-se-
ha o direitoaos accessos, salvo o caso de mo
comportamento ou inhabilidade reconhecida ,
constante das informacSes, enellas especificada.
Exceptua-se desta regra a nomeacao dos ajudan-
tes, majores e commandantes dos corpos, quan-
do o exigir o bem doservigo.
conservaro a graduacao, e honras, at que de-
mittidos pelo presidente da provincia seja a de-
missao approvada pelo governo imperial,
quera ser affecta decisao.
6.a Que fico revogados os artigos 48,
W, e 50 da le de 18 do agosto citada e auto-
risado o governo para nomear chefes d'estado
ma.or, secretarios geraes para cada commando
superior, o a substituir os instructores parciaes
polos ajudantes dos corpos, que podere ser es-
colhidos dentre os oliciaes de 3. classe do exer-
cito, ou inferiores, e cadetes.
A estes olliciaes todos marcar o governo
as obngaees e vencimentos e poder con-
servar o direito de readmissao as classes do
exercito. de que tenho sahido.
7. Que os commandantes dos corpos
sero pessoalmente responsaveis pelo armamen-
to, eequiparaenlo que para seus respectivos
corpos receberem das estacoes publicas; aos
coramandantes dos corpos, os de companhia'
pelos que receberem para o servico das pracas
espectivas ; e a estes, es pracas a quem f-
fem entregues.
S8.Queaocommandante superior com-
petir fazer reconhecer oschefes d estado maior,
secretario geral, seus ajudantes d'ordens
commandantes dos corpos; e a estes, todos os
outros officiaes dos corpos.
9." E autorisado o governo nos re-
glamelos que fizer para a execucao da pre-
sente resolucao marcar as penas, em que in-
correm os officiaes. e soldados que commet-
terem faltas de servico, ou disciplina, eo mo-
do, porque sero impostas ; o modo, por que se
far eflectiva a responsabilidade por extravio ,
ou deter.oracao de armamento ou equipa-
miento ; o a quem competir, e por que tempo
conceder licencas, e dispensa deservigo.
Art 2. Ficao revogadas todas as leis, e
disposices em contrario.
Payo da cmara dos deputados, 22 de se-
tembro de 1813. Sousa Franco.
O Sr. Henriques de Resende pronuncia-se
contra a resolucao.
O Sr. Jernimo Coelbo propoe o adiamento
para que o projecto, que se discute, seja remet-
lido commissao de marinha, e guerra.
O adiamento apoiado e entra em discusso.
A discusso fica adiada pela hora.
guerra.queotem dejulgar pela parte que tomou
na rebellio de Sorocaba. Ainda nao sabemos
qual foi a decisao do conselho.
( Smtinella da M. )
ForaS absolvidos unanimimente o Dr. Ca-
millo Maria Ferreira Armonde, e o boiadeiro
Manoel Francisco de Andrade ( commandante
militar de Barbacena e na Rocinha da Negra )
envolvidos na rebellio de Minas, e forao logo
sollos.Joa5 Gualberto e Pedro Teixeira tam-
ban forao absolvidos; mas ainda so achaS pre-
sos por haver o juiz de direito appellado da de-
cisad do jury. (dem.)
O padre Marinho compromettido na re-
bellio de Minas, foi absolvido pelo jury da
Pianga no dia 20 de ouubro; e nao havendo
appellado o juiz de direito foi posto em li-
berdade o sr. Marinho! O Ilustre aecusado
( diz o Itacolomy ) levou evidencia que os
ministros do 23 de marco sSo os verdadeiros re-
beldes aos quaes se devem atribuir os movi-
mentos de Sorocaba e de Barbacena e nao
opposicao !------ L-se em outro artigo da
mesma folha este artigo sob a epiyraphe
Noticias diversas : O Indigenaf de Pernam-
buco ) em artigos cheios de erudicco pinta
ao vivo as desgracas do Brasil, fraterniza fran-
camente com a opposicao chamada Santa Lu-
zia e prophetisa um novo da 7 m abril
Dando conta do novo peridico doMaian-
bSo o Liberal diz : Vim6s os 3 primei-
ros nmeros que nos parecerSo mui bem es-
criptos. Por toda o parte a opiniao se pronun-
cia contra a poltica dominante contra o es-
pirito reactor e de cenlralisacao que dirige os
nossosgovernantes ; maselles nao sao homens
quecedo voz da opiniao publica #<;.
E por issoo Itacolomy se compraz todas as ve-
zes que v apparecer nojornalismo da opposi-
gao um novo combatente !!! [dem)
A PRINCEZA IMPERIAL.
A familia imperial aceitando o convite do
sr. Francisco Pinto da Fonseca propietario
da fa/enda da Taqura em Jacarepagu, tem
determinado ir passar algunsdias all duran-
te a convalescenca da Senhora Princeza D. Ja-
nuiria. Dizem que a viagem ter lugar no prin-
cipio da prxima semana ; e posto nos asseve-
rera que muito boa e aprazivel vivenda a da
Taqura todava a opiniao dos entendidos
unisona de que S. A. Imperial poder mais
fcil e promptamente convalescer em Serra a-
cima. Asseverao-nos que S. A. antes de par-
tir para Jacarepagu, ir ouvir missa na
| Gloria.
O sr Ignacio Manoel Alves de Azevedo re-
presentou a S. M o Imperador contra a deci-
sao do conselho dos juradds que absolver o sr.
Francisco Lopes Baptista ; e conclue a repre-1
sentacao pedindo a S. M. I. dispensa des-
de ja do emprego de chefe de polica da pro-
vincia do Rio-de-Janero bem como que se
digne ordenar que o tribunal da relagao pro-
mova e organise o processo de responsabilidade
contra elle.
Osr. viscondede Abran tes foi nomeado
conselheiro de estado.
Consta que o sr. ministro da justica or-
Sdenou que fosse chamado responsabilidade n
5. Que nao serao mais emporar.os os numer0' no Commercio da Bahia^ra Z tlZ
stos da suarda nacional i>. m\ m>r.i:v;. *. rajnttn Jf ,T'lu.e saino
a traduccao do artigo publico no Nacional de
Franga e em outras folhas inglezas contra
a familia imperial brasileira.E'digno de elo-
gio este acto do sr. ministro da justiga.
Osr. Raphael Tobas de Aguiar compa-
receo hoje(3 docorrenleja barra do conselho de
postos da guarda nacional e s perdiveisnos
casos marcados as leis.
Os actuaes officiaes da guarda policial en-
trars nos mesmos postos ou em superiores
para a guarda nacional do seu dstricto o os
que por seu comportamento o nao merecern
S. PEDRO DO SUL.
Porto Alegre, 7 de outubro de 1843.
J saher que foi apandada urna importan-
tssima communicacao de D Fructo a Bento
Goncalves; agora foi tomado e desarmado um
corpo decavallaria oriental que vinha em soc-
corio dos rebeldes ; o commandante defta gen-
te um coronel de nomo Baldomero Sotello ,
o qual quiz ver se Iluda o exm. sr. baro de
Caxias, dzendo que se tinhao levantado con-
tra D. Fructo e vinhao offerecer-se ao nosso
servico e pedindo que o recebesse ; mas o sr.
baro que bem informado eslava de suas ms
tences e do plano entre Fructo e Bento Gon-
calves nao se deixou engaar, o tomou-lhes
as armas e a cavalhada que traziao.
O nosso cxcicito est hoje senhor de toda a
campanha o de quasi toda a fronteira e ope
ra em tres columnas. S. Ex. manobra no
municipio dellagatS. Gabriel, Bento Ma-
noel em Algrete Francisco Pedro em todo o
territorio entre S. Goncalo, Camacuan at
Jaguarao, e Cassapava contina a ser oceupada
pelo brigadero Filippo Nery.
Nao ha cm toda a campanha urna s povoa-
co por pequea que seja que esteja dis-
posigao dos rebeldes, cujo numero diminue
consideravelmente.
Corre por aqui que no Rio-grande se apre-
sentro quatro influentes da rebellio, tresds
quae j foro minislros-deputados da falleci-
da repblica.
Nao terminarei sem dizer-lhe que se prepa-
rao nesta cidade muitas festas pelo feliz con-
sorcio de S. M. I. (Carta particular.)
[Jornal do commercio.)
mando-vos escrever a presente, ordenando-vos
que me ponhaes era liberdade ao dito James
Wallence, c lhe restituacs todas as proprieda-
des, se que as tendes sequestrado segundo as
formulasjudiciarias. Nos vos fazemos saber que
temos outro sim concedido o nosso real indul-
to ao supradito I). Sylvio Comorsa, com tanto
que seja em ludo verdadeira a confissoque nos
fez e da qual vos remellemos copia para que
examinis e averigis cada um dos seus pon-
tos, em que no entanto mandis prender ao
ditoD. Sylvio, por isso que fianga nos foi dada
de seu comparecimento se necessario fbr ante
o nosso tribunal real de Madrid. Do todo esse
processo daris minuciosa conta a I). Sebasttao
de Aguiar de nosso conselho do estado.
Eu El-Rei.
Adevinha-se o desfeicho de minha historia;
deu-SH-me a liberdade; mas nao se me restituio o
dinliiro que semetinha lomado, por entender-
se sem duvida que nao estava nhrangiHn Hohai-
MINAS GERAES.
Cidade do .Serr 2 de outubro.
Calamidade publica.
Ha algum tempo a esta parte nao tem faltado
aos jornaes descripges de phenomenos mete-
orolgicos extranaturaes, o a nnssa cidade a-
caba infelizmente de ser theatro de um desastre,
cuja narrago bem pode figurar na mesma li-
nda. Ainda est aqui no seu auge o espanto
geral, e em todas as esquinas apparecem es-
criptos convidando os fiis pelo amor de Dos a
se reunirem todos os das para rezarom a yora~
(do da publica calamidade.
A temperatura tinha sido at hoje bastante
faria; apenas se havia ella eleva do ha poucos
dias, e pequeas eamiudadas ch uvas annun-
ciavao a proximidade da estagao in vernosa. O
trovo fazia-so ouvir mais vezes do (,'ue nos an-
nos anteriores; e nestes ltimos d ruidos surdos parecro misturar-se ah longe
ao do trovo recebendo-se pouco dei mis a no-
ticia de que havia cahido abundante sa raiva cm
alguns pontos da vizinhanga.
liontem, domingo, tinha passado o da sem
nada de extraordinario ; someute do n. 'eio dia
em diante, pareca imminente a eduv.i. De
n-pente, pelas 5 horas escurece o te rapo ;
vento violento sopra do suoeste direcgo onde
se achao mu i tos picos do montanhas eleva, das ;
surdo mugido, similhante bulha longin qua
do degelo do um grande rio, enche os rese
approxima-se com rapidez qual horrivol pre-
cursor.
En 13o..... falto-me as exprrsses para
dizer devidamente o que acontece.' Cerlo
nao era saraiva. Pesadas massas cahem e re-
saltao por toda a parte ; sao crislallis.ices de
agua em prismas regulares com seis faces pon-
tudas e agglomeradas nos centros. Quase to-
dos os pedacos tinhao formas anlogas o oblon-
gas ; nenhum pesava menos de algum.is on-
gas ; vi alguns que pesavo mais de ur.na li-
bra ; e parece ceito que se achro pedagos de
6 a 8 libras. Felizmente nao cabio com tanta
abundancia como costuma cahir a saraiva or-
dinaria.
Todava n'um instante as telhas dos te-
Ihados (icro quase todas quebradas ; corri a
.gua em tci'os osquartos, cadindo deandor
em andar, sem que ficasse em secco espago
sufficiente para abrigar urna caxa de lamanlio
ordinario; trastes, roupa ficou tudo inun-
dado. Alguns logistas tiverao perdas conside-
raveis muitas fazendas ficro niolhadas v-
dros quebrados e o contedo derramado.
O gado que se acbava nos pastos vizinhos da
cidade corra em procura de abrigo e atraves-
sava a cidade com grande Iracasso em todas as
direeges. As pessoas que tinhao parentes ou
amigos fra na vizinhanga j choravao a sua
morte. Ninguem morreo felizmente, mas
houve bastante gente machucada ou fe.rida ;
vestidos e chapeos nao bastro para amortecer
os golpes. Outros que voltavao a cavallo nao
podio com os animaes, que fugio espavo-
ridos. Erao por toda a parte gritos, espanto
desolacao; e o homem conhecendo a sna
fraqueza contra a forca da natureza nao pro-
curava oppr-lhe obstculos cuja impotencia
conhecia.
Felizmente a durago do flagello nao passou
de um quarto de hora. Como jdisse, nin-
guem pereceo ; mas a cidade oflerece por toda
a parte vestigios que atteslo ainda a grandeza
do perigo. As pedras dos degros exteriores
das casas ou das igrejas ficrao como se tives-
sem sido batidas com po.ntas de martellos;
muitas paredes pareccm ter levado descargas de
(uzilaria. Os edificios pblicos o particulares-
esto por toda a parte expostos e abortos s in-
temperies da estacao ; e como estamos no tem-
po em que chove cm abundancia quase todos os
dias, como fallao ohreiros e provisoes de le-
das difcil prever at onde ir o mal j to
consideravel. para receiar que muitas fa-
milias fiquem muito tempo sem abrigo suffici-
ente ; e muitos miseros existem que nao con-
lo senao com ossoccorros pblicos ou parti-
culares que tamanha catastrophe tem direito de
sperar. j, o. L.
[dem.)
xo da palavra propriedade, da qual se havia
servido S. M. Catholica ordenando o levanta-
mento do sequestro. No emtanto toda a cidade
de Valencia indemnisou-me de sobra, dando-me
multiplicados jan tares, obrigando-me accei-
tar numerosos presentes: e quando se vio que
eu recusava acceitar os mimos que me fasio,
tomara o expediente de mandar levar para bor-
do de meu navio pegas de seda e outros objec-
tos com o meu nome, e sem que eu podesse sa-
ber a quem devia tamanhas obrigagoes, e quera
proceda com tanta delicadusa. Talvez que em
grande prteos devesse. ao menos disso me ca-
pacito ao juiz P. Pedro Saverda, e aos senho-
res Antonio Udividoe Jorg Prays que devia
estar envergonhados do haverem assui com o-
dio to ceg perseguido um innocente.
Coube-me o praser de reconciliar Udivido o
seugenro, D. Sylvio, tive tambera o gosto an-
tes de sair de Valencia de me yicontrar com I).
Estella, que voltou para a companhia de seu
cuj boas ragas soube reconquistar, ues-
'">
ta-mesmente agora explicar a morte de Dom
Prays, segundo aconfisso do I). Sylvio que foi
conforme com a verdade. Fingindo dexar Va-
lencia oilo dias antes de mim, l). Sylvio tinha
querido evitar que at mesmo me suspeitassem
de haver sido confidente de seus projectos de
rapto. Tudo estava disposto entre elle e Estell.
por interferencia da aia. Udivido parta para C-
diz no da mesmo em que eu devia partir para
Alicante, essefavoravel ensejo devia pelos a-
mantes ser approveitado. Na hora aprasada, D.
Sylvio postou-se em baixo das janellas de sua a-
mada, e deo o signal que haviaO convenciona-
do. A esse tempo, um hornera involto n'um
grande capote, chega-se para elle e o insulta.
Receioso que a bulha nao aterrasse a Estella ,
recua diante do seu desconhecido adversario
esto quo se persuade que tem ante si algum co-
barde, o que est electrisado pelo vinho, o per-
segue de catana aleada, at que D. Sylvio de-
sembanha tamhi-m su corvid ns* rtnr:;cr^
se, e a deixa cravada no p'cito de seu contendor.
DIARIO l)E PgKlMbUU
Deixamos em outro lugar transcriptas as no-
ticias que achamos mais interessantes nos jor-
naes, que recebemos pelo vapor Imperador, que
dojechegou do Rio com oilo dias incompletos.
Nao tivemos jornaes da Bahia modernos.
Julgando ouvir bulha e nao sabendo so s-
mente ferio ou se matou ao seu adversario, el-
le correa casa de Udivido, rouba Estella, e vae
com ella juntar-se sua cometiva que os es-
perava com urna carruagem lora da cidade. De-
pois de 2 dias de viagem hegarao a Madrid, e
casaraC-seno dia eguinte. lre,)aravo-so pa-
ra iinmediatamente voltar para Valencia, afim
de implorar e obter, como do uso, o perdo
paterno, quando encontrando-se D. Sylvio com
uinconhecido.soubedellea morte de Jos Prays,
e.minha prso. Tudo participou inmediata-
mente a seu irmao, que como j disso era so-
i;relario do primeiro ministro. conde de Agui-
ar relerio tudo ao re, intercedeo por nos, e ob-
levo a ordem que tao a proposito veio arrancar-
me parte mais desagradavel do processo.
E foi deste modo que conheci a justiga hespa-
nhola, seus juizes, e seus carrascos, e os ter-
riveis instrumentos das torturas.
(Do (Jhronista.)
(Do Brasil)


COMMERCIO.
Alfandega.
Rendimento do da 13........ 16:990jJ506
DeicarregSo hoje 14.
BarcaManj diflerontes gneros
Rrigue Aranaes hacalho.
Barca sarda Corago de Jess diffcrcntos g-
neros.
BrigueAnnetledem.
Brigue dinamarquez Cravana fazendas ,
ferrageus e queijos.
BarcaPreciozacarvao.
BrigueCarolinafarinha.
Precos correntesde Londres em 4 de Outubro
do corrente anno.
Algodo de Pcrnambuco. .5 3/8 a 6 V* por lib.
Marunbo......5 '/' i> 'A
Babia..........5 l% a 6
Assucar branco bom 21a -2opor 112lib.
ordinario 196a 21
mascavado.. ..14 a 19
O mercado do assucar achava-se frouxo; o do
algodo porem eslava firme tendo-se vendido
nos Ires ltimos dias 37:000 saccas.
RIO DE JANEIRO.
Cambios no dia 3 de novcmbro.
Precos da ultima hora da praca.
Cambios sobre Londres..... 25 '/*
Par/........ 368
Hamburgo... 680 a 685
Metaes. DobrSes hespanhoes. 30,400
da patria.... 30,000
Pezos hcspanboes.. 1,930 a 1,940
da patria.... 18890 a 1,900
Pecasde68400 velhas 17,500a 17,600
de novas 16,000a 16,200
Moedas de 48000... 9,200 a 9,300
Prata ........... 97 a 97'A
Apolices de 6 por cento..... 71 '/* a 3A
(Jornal do Commercio.)





Queixa-se um nosso correspondente de ha-
vcrmos, na revista mercantil de 11 do corrente,
dado o algodo vendido a 58^00 rs. quando
alguns plantadores o vendCrao aos prnsanos a
58600 rs. os quaes nao era possivel pagareni
mais caro do que os negociantes e concluc
que honvo por tanto engao : nos porm en-
tendemos pelo contrario o procuraremos de-
monstradlo. verdade que ouvimos dizor que
com elleito houvero vendas d'algodao follas
por agricultores a precos superiores de 58200 ,
porm nao podia isso servir-nos de rcgra por
quanto sbenos que alguns conductores deste
genero aprovcik.ndo se da rivilidadc que existe
entre os prensarlos pe o algodo em leilo e
obtem assim as vezes um preco superior ao do
mercado ; alm de que a qualidade do paga-
mento tambero pode influir no preco dessns ven
das, e nem n'um nem noutro caso, podem
ellas servir do regra para a nossa revista ou
para o preco gcral da praca.
A em aqu a pello lallarmos da grande que-
bra de peso que em algumas saccas d'algodao
desta provincia tem apparecido na Europa ,
quebra quo nao pode ser lancada conta dos a-
gricultores, visto como na inspecco que se
procede ao peso e o deposito feito em ar-
masens, que kiao pcrtencem aos plantadores :
temos ouvido a alguns srs. negociantes indigi-
tarem esle ou aquello armasen) donde sairo
essas saccas o cujos proprietarios tem dado, a
vista das reclamacoes providencias para que
nao continuem taes abusos. Por mofina do
nosso commercio appareceo mais este motivo
de descrdito deste genero, j to depreciado
nos mercados da Europa. Felizmente o con-
trajo succvde ao nosso assucar, cujo crdito
quanto a peso se acha restaurado merecendo
una porcenlagem fixa sobre a tara. Assim
contine a fiscalisacao severa que a este respei-
to existe.
Para evitar toda a suspeita o sr. adminis-
trador do consulado permittio ao commercio
ter urna balanra no trapiche d'embarque para
verificacao do peso das saccas d'algodao.
Por esta occosiao diremos que alguns srs.
negociantes queixo-se de que a inspecco tem
s em vista lavorecer a agricultura ; nos nao
o podemos crer mas se alguem assim o cn-
tende parece-nos que nao satisfaz as vistas do
legislador que nao podiao ser outras que nao
fossem as da mais perfeita imparcialidade, pois
que em vez de beneficio agricultura com esse
favor se faria um mal muito real.
UlovunciUo do 8>orto.
Navios entrados no dia 13.
Portosdosul, 8dias, vapor brasileiro Im-
perador de 467 toneladas, capitao Jos
Mura Falcao equipagem 10 : a consig-
naeo de Joaqu',m Baptista Moreira. Pas-
sageiros brasileiros: o Exm. Presidente da
Parahiba Agostinho da Silva Neves o Exm.
consclheiro deputado SebastiaodoRego Bar-
ros deputado Manoel Joaquim Carneiro di
Cunha e 1 criado o commendador Fran-
cisco Antonio de Oliveira esua familia,
AITbnco de Albuquerque Maranbo e 1
escravo Dr. Firrniuo Pereira Monteiro c
1 filho menor Dr Sarment Manoel do
Reg Macedo Joaquim Jos de Oliveira ,
Caetano Gbavier Pereira de Brito e 1 es-
cravo deputado Manoel Jos de Albuquer-
quo o 1 filho monor tenente-coronel
Francisco Xavier Torres, Manoel Antonio da
Costa; passageiros alemes Eduardo Schaef-
fer Jos da Silva Pires Francisco de An-
drado Joao de Almeida Monteiro Anto-
nio Procopio Joao Luiz da Silva Reis;
passageiros americanos William Pallett ,
Francis Williams Robert Shaco o 1
escravo a entregar.
Rio de Janeiro 17 dias brigue brasileiro
ttom Jess de 223 toneladas capitao
Francisco Fcrreira Marques, equipagem 17,
carga diversos gneros: a consignaeo de
Can.lino Agostinho de Barros.
Rio de Janeiro 22 dias patacho brasileiro
Alberto de 224 toneladas capitao Anto-
nio Francisco Pereira equipagem 12, car-
ga carne-secca : a consignaeo de Amorim
& Irmos.
Navio sahido no mesmo dia.
Bocnos-Ayres patacho inglez Lady of the
Lake de 183 Y*, capitao D. Wingood ,
equipagem 9 carga assucar.
Beneficio de Mr. J. Mac Ctoud | 20 da ra de Apollo, com 4 anellas, duas gran -
Mr. M. Cloudtem a honra do participar as, des salas urna saleta com serventa indepen-
(amilias pernambucanas, e aos seus amigos em| dente com 7 quartos, e urna grande cozinia;
NOTICIAS MARTIMAS.
Navios saludos do Rio de Janeiro para
Pernamhuco.
No dia 27 de Outubro a sumaca Maria, car-
ga carne-secca.
Annunciados do Rio para Pernambuco.
Patacho Minerva no dia 10 do corrente.
Declaracoes.
O vapor Imperador recebe as mallas para
o norte hoje ( 14 ) as 4 horas da tarde impre
terivelmente.
Pela subdelegatura de S. Pedro Martyr da
cidade de Olinda se faz publico que acho-se
recolhidos a cadeia da mesma cidade dous pre-
los um de nome Jos de nacaoCassange de
idade de 40 annos pouco mais ou menos que
diz ser escravo de Antonio Francisco mora-
dor na povoaco de Bebiribe e outro de no-
me Antonio crioulo de idade de 50 annos
pouco mais ou menos e diz ser escravo de D.
Antonia moradora no sertao na villa de Flores ,
e forao recolhidos ditos escravos no dia 6 de
novcmbro do corrente anno.
CONSULADO DE DINAMARCA.
= Deseja-se saber,se nesta cidade se acha um
dinamarquez por nome Johan Fredcrick Bergs-
trom vindo para ella em 1839 na galera di-
nimarqueza Creol, achando-se nesta praca,
queira-se dirigir a este consulado para negocio
de seu interesse. Consulado de Dinamarca em
Pernambuco 10 de novembro de 1843.J.
C. C. Poybz vice-consuL
COMPANHIA DE BEBERIBE.
Nao tendo tido lugar a reunio marcada para
o dia 10, em consequencia de nao se haver reu-
nido numero sulficiente de votos, sao nova-
mente convidados os srs. accionistas para com-
parecerem no escriptorio da companhia pelas 8
horas da manhaa do dia 15 do corrente a fim
de se i oder prebencher a disposi?ao do artigo 17
dos estatutos. Nesta reunio tem de ser appro-
vado o orcamento da receita e despeza da com-
panhia para o primeiro semestro de 1844; e
outro sim o coronel Conrado que estar pre-
sento far as reflexoes, que se Ihc ofTerecerem
cerca dos trabalbos, quo se acho em conti-
nuaco. O secretario ,
B. J. remandes Barros.
CIRCO AMERICANO
CAES DA HUA DA RODA.
COMPANHIA EQDESTHE.
Sob a direcco de M. Lipman.
Navio entrado no dia 12.
Falmoreth. pela Madeira e Canaria 37 dias,
|M'|uciu ingiez /'.repress, commainanie
Herriek.
O proprietario Mr. Enos Sage annuncia mui
respeilosamente aos Ilustres habitantes de Per-
nambuco, que em consequencia de nao estar
prompto o navio para receber a bordo a sua
companhia tem de detnorar-se ainda algum
lempo; o por ceder as instancias de moitas pes-
soas, dar mais alumus representages, que
sero dedicadas a beneficio dos difTerentes ac-
tores.
Hoje noute, I i do novembio.
geral, que ter lui?ar o seu beneficio nesta nou-
te, em que elle espera receber pelos seus esfor-
cos auxiliados pelos talentos da companhia urna
boa parte do generoso apoio e liberal patriotis-
mo de um publico tad Ilustrado.
Primeiro acto.
Rompor o espectculo por urna grande en-
trada complicada de oitocavallos o cavalleiros
nos seus variados movimentos.
Segundo.
O menino favorito Mr. William Harrington
apparecer com o seu sempre applaudido acto
de exercicios equestres.
Terceiro.
Desempenhara no rame bambo novas e dif-
icultosas sortes.
Quarto.
Mr. MacCIoud representara a sua scena dram-
matica do Mouro, que morrecm defesa da sua
bandeira, pintando ao vivo o combate, a mor-
teetc. do mesmo Mouro.
Quinto.
Seguir-se-ha urna dansa cmica em pernas de
pao pelo Sr. Oliveira e palhaco.
Sexto.
Mr. Harrington figurar n'umscavallomui-
tas posicties agradaveis, e concluir o seu acto
carrejando o menino em 1:2 lindas attiludes
classicas.
Haveraquium intervallode meia hora.
Stimo.
Grandes saltos de trampolim por Mr. Blake-
ley por cima de pannos, cavallos, e pelo meio
de um globo de logo.
Oitavo.
Mr. Mac Cloud no seu principal acto de ma-
nejo executar muitos lances novos c dilTlreis
com o seu chicote, arco, fitas, bandeiras, bal-
Ules etc. atravessando urn arco de verdadeiros
punhacs, esaltando por cima de urna taboa de
luzes.
Nono.
Mr. Harrington e seu filho apresentaro sua
maravilhosa exhibicao de Rymnastica, que to-
das as noutes acolhida comestrondososapplau-
sos por quaesquer espectadores deste estabele-
cimento.
Dcimo.
Mr. M. Cloud trabalhar pela primeira vez
aqui em dous cavallos ajudado pela joven Ca-
rolina a quem elle carrejar em todas as posi-
coos, e acabar por manejar tres cavallos n'u-
ma grande separaco de galopo e equilibrio.
Dcimo primeiro.
Terminar odivertimento desta noute com as
extraordinarias evolucoes de Mr. S. I.ipmam na
corda bamba, apresentando muitos volteios te-
merarios e perigoss, a que seguir por ulti-
mo os seu? admiraveis turbilhoes.
A noute de quarta-feira ser destinada para o
beneficio da joven portuguesa a senhora Caro-
lina.
Avisos martimos.
Para o Maranho sahir em poucos dias o
veleiro patacho jjacional Neptuno, capitao Jos
Mendo de Souza; quem no mesmo quizer car-
regar ou ir de passagem dirija-se aos con-
signatarios Novaes& Companhia, na ra da Cruz
n. 37.
Leiles.
Jones Patn & C. faro leilo por inter-
venco do corretor Oliveira de grande varie-
dade do fazendas inglezas bem conhecidas de
seus reguezes, e das quaes muitas se vendo-
ro para eichar conlas: quinta-feira 16 do
corrente as 10 horas da manhaa imprtterivel-
mente no seu armazem da ra do Trapiche-
novo.
Terca foira li do corrente se far Icilao de
urna porco de queijos fumo e leijao no
caes da alfandega defronte da escadinha por pre-
sos razoaveis por conta de quem pertencer.
Avisos diversos.
lotera da matriz da
roa-vista.
As rodas desta lotera cor-
rem imprelerivelmente no dia
21 do corrente e os bilhe-
tes acho-se a venda nos lu-
gares do costume.
= Arrenda-se na ra da Florentina n. 16
um excellente estabelecimento para por urna
fabrica de qualquer nature/a por ter urn so-
brado com commodos para urna grande familia,
e um dos melhorcs portos para desembarque ,
ludo no caes do mesmo predio ; na mesma ca-
sa vende se eommodamente urna porco de te-
mas bem fe 11 as e cozuas.
= Aluga-se o primeiro andar da casa n.
a fallar no armazem da mesma casa ou no
terceiro andar com Jos Antonio de Souza
Machado.
> S0CIEDADE i^f
PflILO-DRAMATICA
O 1." secretaria avi/.a aos srs. socios, que ho-
je pelas 6 e meia horas da tardo ha sesso.
COLLEGIO SANTA-CRUZ.
O director deste collegio espera, que os srs.,
que Ihu devein quaesquer quantias, queiro at
ao dia 2o do corrente me/, satisfaser-lh'as; por-
que tem de liquidar suas contal, por ser fim do
anno.
= Roga-se ao sr. R. A. C. A. o favor de
mandar pagar pessoa, que no ignora 3i,190
reis saldo de urna conta, que deve a quase dous
annos, c que apesar de muito instado nao tem
querido pagar tratanto ate grosseiramente aos
portadores que o procuro e nao o fazendo '
no praso de 8 dias contados da dala deste nao
s se publicar se nome por estenso como a
qualidade do negocio pelo qual contrahio essa
divida, a qualidade do dinheiro que deo por
conta delta &c, alm de se passar a proceder
judicialmente.
A pessoa, que achou um papagaio com
urna chave em um p amarrada com um barban-
te ; queira fazer o favor do leval-o ra das
Trinxeiras n. H que receber 2g reis.
M. S. Mawson cirurgio dentista, infor-
ma ao respeitavel publico que tendo chegado
do mallo, esta prompto para ludo que diz res-
pcito ao exercicio de sua arte; quem o preten-
der dirija-se a ra do^ueimado n. 29, se-
gundo andar.
Hoje 14 do corrente as 4 horas da tarde,
na ra do Rangel porta do sr. Dr. Urbano
Sabino Pessoa do Mello se ha de arrematar a
armaran c drogas dentro dos seus competen-
tes vasos do urna botica sita na ra Direita
desta cidade penhorada por execucao de sen-
tenca do Victorino Ferreira de Carvalho, con-
tra Francisco Joze do Sacramento : os licitan-
tes deverd comparecer hoje por ser a ultima
praca que impreterivelmente so ha de arre-
matar.
Deseja-so fallar ao sr. Manoel Lobo de
Miranda Henriquc na ra do Livramento n.
6 1. andar, a negocio de seo interesse, e
isto o mais breve que lor possivel.
= O abaixo assignadu constando-lhe que
se acha contratada a venda do engenho Roa-
vista do termo de Coianna, faz sciente a
quem convier, que elle est movendo urna
questao de reivindicacao da parte, que Ihe
compete por beranca no sobre.lito engenho ;
assim como no de Mussumbdo mesmo termo.
E para que ninguem possa allegar ignorancia,
fax o presente annuncio.
Juz de Barros FalcSo de Lacerda.
= Os srs. Joz .Muniz Pacheco Franco e
Manoel de Medeiros Pacheco venho buscar
urna oa< ta, vinda da liba de S. Miguel: na tra-
veessa dasCruzes n. 8.
Os srs. assignantes da Galera das Ordens
Religiosas queiro mandar receber na livra-
ria da praca da Independencia n. 6 e 8 os n-
meros 16 a 19 da mesma Oaltria,
Desappareceo no dia quarta feira 8 do
corrente, o preto do nomo Maximianno cri-
oulo, idade 20 annos baixo grosso do cor-
po cara redonda dentes limados, muito re-
grisla serrador ; c costuma algumas vezes
andar calcado, e dejaqueta e calca; bouve
noticia que elle ia para Pajaii de Flores em
companhia de um homem que se ia curar do
molestia depeilo: cassim roga-se a todas as au-
toridades policiaesooflereccr do aprebenderem,
bem como a todos os capitaes decampo, e le-
varem-no a Camboa-do-Carmo n 12, que se
recompensar.
=(v)uern precizar de feitores para sitio, ou en-
genho, caixeiros, artistas, e homens para agri-
cultura, ou outro qualquer trabalho, chegados
prximamente da Europa, os quaes podem fa-
zer o contrato de locadio de servicos confor-
me a lei de 11 de outubro de 1837;dirija-so ao
Rccife na ra da Cruz n. 23.
= Na loja de Joao Loubet deronte do Pas-
seio-publico ha um novo sortimento de se-
das e outras fazendas novas proprias pa-
ra cobrir chapeos de sol tudo superior e
de differentes cores ; tambem so concertao e
lazem-se chapeos de sol, por preco commedo ,
e com brev idade.
Aluga-se a loja do sobrado da ra da
Senzalla-velha n. 52 ; na ra deS. Hita so-
brado de um andar n. 18.
Aluga-se urna casa terrea na ra da So-
lidado com duas salas 6 quartos cozinha
fra corredor ao lado quintal murado .
cacimba com muito boa agoa de beber ; na ra
da Aurora n. 58.



VEITCII BRAVO &C.1
vtndem na sua botica e armazetn de drogas ,
na ra da Madre de Dos, n. 1.
A preparacao seguinle por preco muito com
/nodo, e de superior qualidade.
Extracto fluido e concentrado de salsa-parri-
Iha da Jamaica.
As muitas experiencias sobre estas prepara-
coes tem feto conliecer sabia corporacao me-
dica, que compile o collegio do Londres, Edin
burgh e Dublin ser ella a nica donde se
podem colheros beneficios, esalutaresoffeitos,
que se requerem nos casos, emnun se torna nc
cessaria a indicacao da raiz de salsa-parrilba.
V. B. & C.1 nao podem deixar de fazer urna re-
flexJSo s pessoas, que fi/eremuso desta prepara-
vaj ; que vem a ser o nao abusarem da pequea
fctantidade, que prescrevem os praticos ( duas
colheresde cha duas ve/.es odia em moio co-
po d'agoa ) visto cada garrafa de doze oncas
conter a virtude de 5 libras de salsa parrilha.
Na mesma casa tambem se vendem tintas ,
e todos os outros objectos de pintura ; vcrmzes
de superior qualidade entre elles um perfei-
tamente branco e que se porte applicar so-
bre a pintura mais delicada sem que produ-
za alteracilo alguma em sua cor primitiva. Ar-
row-Root de BermudaSag Sabonetes -
Sabao de WindsorAgua deSeidltz Agua
de SodaAgua de Seltz Limonada gasoza ,
Tinta superior para escrever Tinta para
marcar roupa Perfumaras inglezas Fun
das clsticas de patenteEscovas e pos para
dcntcs Paslilbas de muriato de morphina ,
e ipecacuanha Pastilbas finissimas de hor-
tela-pimenta Pastilbas de bi-carbonalo de
soda egingibre. As verdadeiras pilulasve-
getfies universaes do D.r Brundrelh vindas
de seu author nos Estados-Unidos, &c &c.
Em um clima lao quente como o do Brazil
onde as molestias terminao fatalmente as vc-
zes no espaco de poucas horas he mistcr ha-
ver um remedio quo possa servir ao mesmo
tempo como preventivo e curador. A Me-
decina Popular Americana tem essa proprieda-
de tomada asvezesern <|uanto ella impede a
accumulacjo dos humores, conserva o sangue
puro e conseguintemente para as pessoas menor
sujeitasa apanharem qualquer molestia, seja
ella contagiosa, ou nao.
Recommonda-se portanto ao publico em gc-
raldeensaiar este excellente remedio que ,
pelo lado econmico he preferivel a qualquer
outra mcdecina de similhante natureza tendo
as caixinbas maior numero de purgantes c por
menos proco.
O publico achara na Mcdecina Popular A-
mericana as pilulas vegetaes do Dr. Brandrclh
estas propriedades que produzem seu efleito
sem dores ou encommodo algum nao se faz
preciso dieta alguma e pode-se tratar dos
scns negocios nos mesmos dias, em que se to-
mar.
Vende-se aqu em casa do
Joao Keller ra da Cruz n. 11 ,
commodidadc dos compradores na ra da Ca-
deia emcasa de Joao Cardozo Ayres ra Nova
Guerra Silva & C. atierro da Boa-vista Salles
& Chaves.
= Precisa-se fallar com o filhodosnr. Jos-
Antonio da Cunha natural do lugar do Pico-
de-pedra da liba de S Miguel a negocio do
seu interesse eo mesmo Sr. ou quem del-
Je souber queira ter a bondade de dirigir-se a
ra das Cruzes na venda da esquina n. 2 ou
'anuncie.
= F. H. Luttkens mudou sua residencia
para a ra do Trapiche n. 17.
= Aluga-se um primeiro andar na rui da
Sonzalla-nova com commodos para pequea
familia, caiado, c pintado, com quarto no
quintal para escravos e lugar para estribara ;
nn praca da Independencia, livraria ns. G, e 8.
ss Francisco Marlins Duarte roga a scus
credores, que Ihe apresenlem suas contas, par;i
Ihes serem pagas; na ra da Cruz venda
n. 51
- Quem precisar de urna ama parda, moca,
e com muito bom leite dirija-se a Rua-im-
perial, sobrado do dous andares n. 1G9.
:= Aluga-se o terceiro andar do sobrado da
ruado Collegio n. 18, com commodos para
grande familia por p.eco commodo ; a tra-
tar na travessa do Arsenal n. 3.
- Pede-se ao snr. Luiz Cczar Pinto de Fa-
ria baja por obsequio de dar cumprimento a
sua palavra pois o tempo que prometteo,
ja passado e consta ja ter mandado a esta
praca, e entao, que razao ter de queixa, quem
assim obra ?
= Antonia Lucina dos Prazcres retira-so
para fura da provincia levando em sua com-
panhia os seusdous filhos de menor idade e
3 escravos de nomes J>ao, Felippo e Mara.
- snr. Francisco Alexandrino Calara di-i
rija-se a Rua-nova n. 57
nico agente
e para maior
=Achando-se na mao do porteiro o escripto
pelo qual vai a praca porexecucSo das hypotbe-
cas o soLrado do Atterro-da-Boa-vista n. 64
de Manoel do Sauza Rapozo que ser arre-
matado no lim do frrente mez ; este edificio
bem conhecido tanto pela sua situacao, co-
mo pelo gosto com que foi feito, pois n5o
s a delicadesa da mao d'obra como as quali-
dades dos materiues, que nelle se empregarao,
c para melhor conhecimentose faz a declaradlo
segumte que pode ser examinada pelos pre-
tendentes ; foi edificada em 1840 a 1841, tem
120 palmos de fundo e 34 e moio de largu-
ra com dous travejamentos da melhor quali-
dade com palmo em quadro e quina viva ,
o assoalho de tahoas todas cscolhidw fem
deffeitos, e todas de igual largura e compri-
mento izentas de mostraren emendas nem
a bertas pela sequido das taboas, e nem mos-
traren! cabecas de pregos, a sala da frente de
'od;' largura da casa em quidro, com rmpanles
de amarello de 3 palmos de largura na fren-
te tem 4 portas dobradas pira rrieio aos alisares
quando abertas, c com verandas de ferro so-
bre sacada* do Lisboa forrada de amarello ,
a tala interior tem a mesma largura com duas
jmilas, e urna porta de igual leitio das da
frente com varanda de ferro, e sacada de
Lisboa com 4 alcovas grandes, corredor no
meio e um grande quarto por onde se sobe
para o segundo assoalho o qual todo reparti-
do, e tem igual commodo ao de um andar, com
trapeira do varanda de ferro e sacada de Lis-
boa com urna vista muito elegante, cozi
nba com fogao inglez mais um grande quarto
no corredor da escada urna grande loja la-
drilhada do marmore assim como o corredor,
um grande telheiro no quintal com cozinha ,
e sem fogo inglez e lomo meiao estribara
promptn cacimba propria todo murado e
urna Jalada da melhor qualidade do uvas oi-
toes dobrados, e livres cuja vantagem 6 a fa-
vor do comprador, c os tapamentos sobre o
terreno de alvenaria, c o predio 6 todo guar-
necido tem mais annexo ao mesmo sobrado
outro segundo quintal na mesma direcao do
primeiro tambem todo murado cacimb
meieira e arvores de espinho e com portao
na frente da ra quo vai para Hospicio, o
qual tem 150 palmos de fundo e da mesma
largura do sobrado.
- Precisa-se de um at dous contos do reis
a premio, sobre predios; quem quizer dar
annuncie.
- Na ra do Pillar em Fora-de-portas,
aluga-se urna loja com armacao propria para
qualquer mestre sapateiro, ou alfaiato, ou
mesmo para um pequeo negocio ; quem pre-
tender annuncie.
Na Solidado casa n 32 tem negros
para alugar para o servico interior de urna casa.
Aluga-se urna canoa aborta de carrei-
ra que carrega bem a vontade 6 ou mais
nessoas ; a tratar na ra larga do Rozario com
Joao Manoel Rodrigues Vallenca.
Precisa-so alugar urna preta para vender
miudezas ; na ra estreita do Rozario n. 3.
Aluga-se pelo tempo de festa urna casa
terrea de pedra e cal'', sita no Monteiro con-
fronte ao oitao de S. Pantaleao por mdico
preco, ccom sufficientes commodos; na ra
loQueimado n. 11.
Quem precisar de urna ama de leite, cri-
oula forra, sem filho dirija-se a ra dos Pes-
cadores n. 17.
Compras
Comprao-se efectivamente para fora da
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
20annos, sendo do bonitas figuras pagao-se
bem; na ra da Cadeia de S. Antonio, so-
brado de um andar de varanda de pao n. 20.
Compra-se um taxo grande em bom
uso: na travessa de S. Pedro, casa terre
n. 8.
Compra-se urna cscrava moca, do nacao,
que saiba engommar ecoziithar alguma cou-
sa ; na ra da Praia serrara n. 21.
Vendas.
Vende-se urna venda bem afreguezada ,
com poucos fundos, e com commodo para fa-
milia no lugar da Casa-forte : tratar com
Angello Custodio da Luz com venda no Poco
da Panella na vOcheira.
=Vende-se urna crioula parida de dous me
zes ; no Alterro-dos-Affogados, armazem de.
sal n 218.
= Vendem-sc palbas de coqueiro para ba-
nheiro ; no sitio do Cajuciro junto a Fran J
cisco Ribeiro de Brito ou na loja de tarlaru-'leca de 12annos ; urna parda boa ama de casa;
confronte a S. Francisco, ou na ra das Cru-
zes n. 30.
= Vendem-se canarios de imperio em vi-
veiro e ja separados em gaiolas, muito can-
tadores doce de goiaba sortido chocolate da
Babia a 100 rs. o pao e meios ditos a 50 rs. ,
abanos a 1200 rs. o cento, cordas de embira
branca proprias para andantes a 3500 rs. o
cento e a retalho a 40 rs. ditas de cru a
5g rs. o cento e a retalho a 60 rs. manten-
ga franceza a 560 rs. batatas a 60 rs. fei-
jao preto a 320 rs. a cuia esteiras de Angola
a 320 rs. cocos para beber agoa a 280 rs. a
duzia, pares de ancoretas a 4500 rs. cachim-
bos de AlemOo a 3500 rs. o cento, e a retalbo
a 50 rs. vinho engarrafado cerveja de boca
do prata genebra licores, panellinhas da
Babia proprias para manteiga velas de car-
nauba ditas de sebo de Hollanda e farinha
do Maranhao ; na ra estreita do Rozario, ven-
da n. 8.
Vende-se urna negra de 20 annos boa
quitandeira, e outra de 15 annos, cozinba ,
lava engomma e cose; na ra larga do
Rozario sobrado que volta para a ra do Ca-
uuga primeiro andar.
Vende-se colla fabricada em Pernambu-
co ; na ra do Rangel n. 52.
= Vendem-se duas pretas, quesabem en-
gommar coser, e cozinhar com perfeicao ;
na Bua-velha n. 111.
= Vendem-se talins e cananas para oflfi
ciaes de guarda nacional e de primeira linha ,
como para cavallaria do guarda nacional, e in-
feriores de infantaria cartelos para engenhei-
ros letras pura fiscaes e seus guardas an-
coras para guardas da alfandega lettras para
ompregados as obras publicas granadas para
irtilhcria escovinhas para inferiores da guar-
da nacional, obra riquissima e chegada l-
timamente do Rio-de-Janeiro ; na travessa da
Madre do Dos n. 19 defronte da porta prin-
cipal; quem quizer toda factura, recebe-se me
tade em fazendas at o dia 18 que preten-
de o annunciante retirar-se desta provincia.
ss Vendem-se duas negras, urna recolbi-
da boa cozinheira-, engommadeira e faz
todo o servico de urna casa e outra boa ven-
dedera de ra e ptima para todo o servico ;
na ra da Senzalla nova n. 40 ou no trapi-
che da Allandega velha a fallar com Jos
Francisco Ribeiro de Souza.
ss Vende-se por 5008 fs. uim casa meia-
agoa construida a pouco tempo, com 30 pal-
mos de frente e rende 7000 rs. mensaes si-
ta na travessa da Rua-bella n. 1; a tratar na
travessa das Cruzes n. 8.
= Vende-se boa agoa em canoas de bom
aceio e bem acondicionada tomada as bi-
cas do Monteiro em 20 e 24 horas; no beco
da ribeira da ra da Praia a 10 rs. .
Vende-s um terreno na ra Augusta ,
com casa formada at o respaldo com 41 pal-
mos de vao e fundo at a ra do Alecrim ;
na ra larga do Rozario n. 48.
Vende-se meia legoa de trra quadrada ,
que d um famoso engenho d'agoa com ex-
pelientes trras e bastantes maltas, sita ao su I
de S. Anto distante desta paraca 10 iegoas;
entrega-so ao comprador demarcada e livre
de qualquer questao ; na ra do Crespo loja
da esquina que volta para a ra do Queima-
do ou em S. Antao vende do Goes.
Vende-se urna porco de louro em pran-
choes com alguns de cedro o amarello, sen-
do todos de 30 palmos de comprido c outra
porcSo de costado serrado de amarello o tam-
bem de assoalho ; na pracinha do Livramento ,
loja de fazendas n. 65.
Vende-se um lambique todo de cobre ,
conlinode Drome com todos os seus perten-
ces com duascaldeiras de dimencao grande ,
por preco commodo ; na praca da Independen-
cia n. 28.
Vende se um cscravo moco ptimo pa-
ra qualquer servico ; na ra do Collegio n. 6.
Vendem-se para ra da provincia, dous
moleques um de 10 annos, muito ladino ,
faz toda qualidade de lavarinlo por qnalquer
amostra, que se Ihe entregue c com muito
aceio, cose toda costura tanto de senhora ,
como de alfaiato e faz todo o mais servico de
urna casa ; e outro de 13 annos, tambem la-
dino faz todo o servico de casa compra e
vende ; e urna negra de nacao do 15 annos ,
com principios de costura eengommado, sa-
be por urna mesa e servil-a, e faz todo o mais
vervico de urna casa ; na ra da Guia sobia-
do de 3 andares n. 53.
Vende-se urna cscrava de nacao de 25
annos engomma e cozinba ; 'duas ditas de
20 annos, fazem todo o servico de urna casa ,
por850,000 rs. ; duas ditas quitandeiras e
lavadeiras por 500,000 rs. ; urna linda mo-
muito modernos, para amostras de venda; um
par de esporas com 100 e tantas oitavas de mui-
to boa prata ; urna canoa fechada com mais de
60 palmos de comprido ; urna porco de cai-
xas vasias do Porto tudo por barato preco; na
Rua-imperial venda da esquina n. 2.
Vondem se 4 grades todas chapiadas de
ferro sendo duas de portas e duas de jancl-
las, proprias para qualquer porta de sitio ou
outro qualquer esta beleci ment, por serem for-
tes e um fog5o inglez de 3 buracos e un
tacho com 13 libras tudo com pouco uso; na
ra da Paz n. 2.
Vende-se um relogio ssLcncle de pra-
ta pequeo moderno e com cadeias de
ouro por 28,000 rs.; na ra do Mundo-no-
vo n. 17.
Vendem-se 5 pipos do ago'ardente bran-
ca ; na ra de Apollo n. 32.
Vende-se urna escrava com muito lei-
te e com urna cria a qual cozinha, engom-
ma e cnsaboa ; na ra da Cruz n. 19.
Vende-se um corrame de couro de lus-
tro em bom uso e por preco commodo ; na
ra do Codorniz venda n. 4 de Antonio Luiz
da Silva.
= Vende-se um fardamento de guarda na-
cional de cavallaria quase novo e por preco
commodo, e um guarda-louca moderno ; na
ra de S. Rita n. 26 de manhaa at as 8 ho-
ras e das 3 da tarde em diante.
Vendem-se bichas de Hamburgo aos
centos, e a retalho tambem se alugao por
preco commodo meiasdelinho parahomem,
e menino al 16 annos, thesouras finas para
cortar cabello ; na ra da Cruz n. 43, defron-
tc do beco do Porto das-canoas.
= Vendem-se pas de filtrar agoa a 6, o
8000 rs. ; agoa da bica do Monteiro, bem
limpa em sua conducao e tanque a 20 rs. ;
na ra da Praia por detraz da ribeira pro-
priedade de Antonio Dias da Nilva Cardial.
Vende-se cal virgem nova vinda do
Lisboa em volumes proprios para serem con-
duzidosem cargas ; em casa de [Manoel Igna-
cio de de Oliveira, ra de Apollo.
\z= Vende-se panno de lnho superior, e
linhas as* mais estimaveis para lavarinlo, (-lle-
gadas da Ilha-de-S. Miguel pelo briguo Tri-
umpho, por preco commodo ; na ra da Ca-
deia do Recife n. 49 das 6 as 9 horas da ma-
nha e das duas as 4 da tarde ; tambem se
vende urna machina de copiar cartas em escrip-
torio.
"V= Vendem se chales de seda escoceza da
melhor qualidade e mais lindo gosto que
tem vindo ; na ra do Queimado loja n. 25
de Guilherme Selle.
ss Vende-se superior farinha de araruta ,
recentemento chegada do Rio-de-Janeiro por
prego commodo ; na ra do Collegio n. 12 ,
venda de Sebastiao Jos Gomes Penna.
= Vende-se urna venda com poucos fundos,
e com commodos para familia quintal o ca-
cimba sita nos Quatro-cantos da Boa-vista n.
93 ; a Iratar na mesma.
= Vendem-se caixas de arroba de letria no-
va a 4-j rs. cada urna eem libra a 160 rs. ;
na ra do Rozario da Boa-vista venda da es-
quina que volta para a S. Cruz n. 43.
= Vende-se urna preta de bonita figura ,
que cozinha ; na ra das Cruzes n. 23.
= Vendem-se fazendas, miudezas e ferra-
gens muito em conta entre as quaes tem pan-
no fino de rela branca a 7500, e 8500 rs. o
rovado cortes de colleto de setim macu ,
preto cassa-chta franceza de muito boa qua-
lidade e da ultima moda tanto em cortes de
vestidos, como a retalho lencos grandes
pretos de gorgurao de seda superiores lenco-
de cores de setim macao que servem para col-
lete mantas o grvalas de seda de cores o
de quadros ; na esquina do Livramento loja
da viuva do Burgos.
= Vende-se gelo todos os dias ( excepto
os domingos); no arma/.ern da ra do Ama-
ra) n. 35.
gueiro n. 2, que volta para o pateo doCarmo.
^ ende-se urna canoa que pega para
5 escravos, do 20 a 22 annos ; e um dito
op
timo para palanquim ; na ra de Agoas-ver-
a negocio de seu | mais de mil lijlos por preco muito con- dos r.. 46.
j ta ; no cstaleiro de Manoel da Silva Mariz j Vendem-se dous caixoes envidracados,
Escravos fgidos.
No dia 6 do corrente fugio urna preta
crioula de nome Marciana com vestido bran-
co e panno da Costa, estatura alta o bonita
figura ; foi vista no dia 11 do corrente, s 5
horas da manhaa, adianto do Giqui, e lamben)
foi vista em urna venda no Manguind : pede-
se a quem a encontrar ou della souber, de a
levar ao seu senhor na praca da Independen-
cia n. 4, quesera generosamente gratificado.
- No dia 12 do corrento fugio o escravo
Luiz de nacao Inhambane cor fula falta
de denles adiante com alguns cabellos bron-
cos falla alguma cousa atravessada ; quemo
|><;gar, leve no Atterro-dos-AITogados n. 67 a
Vicente Thomaz dos Sanios que gratificar.
Recipe: na Ttp. de M. F. de Fama. = 8W.


Full Text
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