Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04506


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Full Text
Auno de 1843.
Quarta Fera 8
ludo agora depende de no meamos; da nossa prudencia, mo.leragao, t energa: con-
ti.memo a como principiamos, e aeremos apontados com admira^ao entre aa NecOes mais
( Proclamago da Assembleia Geral do Bbaml.)
Oll'-M.
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna, e Pirahybi, serondas e sexlas feiral. Rio Grande do Norte, quintas feiras.
Bonito Garxnbuns, a 10 e 24.
Cabo, Serinh.iem, Rio Formoso, Porto Cairo, MaceiA, e Alajoas no i H, c 21.
Boa-rittae Florcaal3e 2 S. Santo Anto quintas feiraa. Olinda todos os das
DAS DA SEMANA.
G Seg. t. Setcro B. F. And. do J de D. da J. .
7 Terg. a. Florencio B Re. Aad.do J. de D.da3. t.
8 Vusrt. s. Castoiio Aud. do J. deU. da 3. T.
V ijjini. s TheodoroM And. do J. de D. da 2. t.
iO Sex s. tiberio li Aud do J. de D. da 2. t.
1' San. jrjom a Martinho K. Rj. And do J. de D. da 1- r.
42 D1. O r.itr.. iiini de Nossa fenbi r.
de Novembro Anno XIX. N. 241.
CamiiosNo da 7 de Noventn. compra
Cambio sobre Londres 2 lid. Ooo-AIoda d 6,400 V. 16,5oU
1,800
1,100
1,-00
renda.
47 700
16,600
9.00
1,820
1,820
1,82(1
Paria 7 J rea por freneo, N. 10,300
Lisboa UO porlOOdepremio. i de 4,000 V,000
Pe.aT-PaUes
Moeda decoo/e 2 por cer.to, Petos Co!na>nar Idea de letras d boas firman 1 1 1|4 nitoa Mexicanos
PHASES DA LA HO ME/. DE JNVFMBRO.
Lna Cheia 7, Al 3 hora da, da manila J La era a : I, as 3 hofM e \k m da tarde.
Quart. aaing. a 14, aos 13 minutes da tarde j i|oafl ces:, 2S, s 4 Lora e V.) aa. da l.
Preamar He hoje.
1. a fi boras 6 as. da aenbia. i .' a 6 boraa ,l m. da tarde.
PA^TE OFF3C
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DE 31 DOPASSADO.
Ofllcios Ao presidente inlerino da relaco,
e ao inspector da thesouraria da fasend, com-
munirando ter sido nomeado por decreto de 14
de setembro ultimo presidente da mesma rela-
co por tempo de tres annos o respectivo desem-
bargador Antonio Ignacio do Azevcdo. Oflici-
ou-se- rospeito ao nomeado.
Ditos Aos mesmos, scientificando-os d'ha-
ver S. M. o Imperador nomeado para chele de
polica desta provincia e transferido da rea-
cao da nesma para a da Baha, ao desombar-
gador Manuel Vieira l'osta.Communicou-se ao
nomeado.
Dito Ao agente da companhia das barcas
devajior, aulorisando-o faser seguir para os
portosdoSul. preenchidas as 48 horas marra-
das no rospectivo regulamento, o vapor l'ara-
ense, chegado do norte.Expcdirao-se as pre-
cisas ordens, para que o commandante do va-
por fosse receber na thesouraria da fasenda 3
caixotcs com notas substituidas e nutilisadas,
e outros papis, que tinha de ser remettidos ao
tribunal do thesouro; o participou-su ao ins-
pector da thesouraiia.
Dito Ao mesmo, determinando em cum-
pri ment de ordetn imperial, que mando dar
baixa do servco ao priineiro sargento do depo-
sito, Joao Antonio Peruira
Dito Ao mesmo, intclligenciando-o de ha-
ver S. M. o Imperador concedido tres mezos de
licenca com sold, para vira esta provincia, ao
coronel relormado Conrado Jacob Niomeyer.
Ditos Ao mesmo, o ao inspector da the-
souraria da lasenda prevunindo-os de so ter
mandado adia..tar na corle ao major da extinc-
ta seguoJa linha, Francisco Jos de Mello, a
quantia de26,f000 rs., importancia do uin mez
do respectivo sold.
Dito Ao juiz relator da Junta de justica, re-
metiendo, para, depois de vistos, seren pre-
sentes em sessao da mesma junta os proces-
sos, eitosaos reos Maoocl Ignacio da Silva, Ma-
nuel Nunes Vianna, Antonio Pereira, e Germa-
no Vieira de Carvalho soldados do batalhao
provisorio da provincia do Cear.
Dito Ao inspector da thesouraria da fasen-
da, communicando ter sido a iprovada pelo go-
verno imperial a nomeacao do guarda da mesa
do consulado Francisco Jos de Veras.
EXTEJOR.
ESTADO ORIENTAL.
Montevideo 11 de outubro.
A chegada a este porto do vapor mperatriz
que trouce ao ministro brasilero aordem do go-
verno imoerial para leconhecer o bloqueio de
Montevideo pelas forcas argentinas causou a-
qui a maior ensacad nos primeiros dias; mas o
elleito quoentaoproduziodesvaneceu-se promp-
tamente, reanimando-se logo o espirito publi-
co e manilostando-sc muito cnthusiasmo na tro-
pa e a mais lirmo dociso de combater at a
ultima.
O governo oriental publcouimmodiatamen-
te o seguinte manifest :
O y verno da repblica ao exercito e povo da
capital.
O governo deve a verdade a seus concida-
dose .seus generosos auxiliares. Nao quer
que os inimigos- la repblica os sororehendao
com falsas ou exageradas noticias. Est segu-
ro da sua decisao e de que em todos clles ha
a corrviccao da Justina da causa que defendem, e
le na sua victoria.
O governo, apoiado em antecedentes e da-
dos respeitaveis esperava a cada momento a
decisao mais tranca e inmediata do governo de
S M. I. de entrar com. mao armada nesta guer-
ra para doter o usurpador Rosas na sua conquis-
ta pira impedir essa accumulaco de poder
horrivel c escandaloso que un insulto ci-
vilisacao americana.
Pudo eoncorria pan decidir o imperio a
resolucao to gloriosa : tratados solemnes, in-
teresses actuaes de grande valia
S. M. I. sem desconhecer o que Iho aconse-
Ibava a sua situadlo nao encarou este negocio
com a urgencia que elle requer que desejava-
mos e quo exigem os successos que so dosenvol
vemeom rapidez. Ao mesmo tempo que iniciou
importantes reclamacoes sobre a independencia
desta repblica e sobre a sortede seus defensores,
<|uiz dar a Rosas urna prova da sua moderadlo,
e do que o julga capaz de ceder a consideradles
de justica de razfio e de necessidade. Para
este fim conformou-se com o quo resolvrao a
Inglaterra e a Franca sobre o bloqueio de car-
nes que Rosas intenta impor a este porto, ni-
ca hostilidadedestaclassequese Ihn reconheceo,
sem Ihe deixar com ludo a sua immediata exe-
cucao.
O governo tem fundadas esperances deque
os ministros de S. M. I. reconhecen prompta-
mente quo o tempo que perdem em empregar a
forca contra Rosas e-urna perigosa concessoque
Iho fazem e que para comhatl-o nao devnm
esperar que leve o seu archoto de destruidlo e
de anarchia ft fronteiras brasileiras. Mas nao
ha duvida que a situadlo poltica ainda que
invariavel no fundo nao 6 na pratica a mesma
com quo se contava e que o governo deve ma-
nifestar com franqueza ao exercito e popula-
cao o que sobre ello pensa.
Sote mil cidadaos soldados, dirigidos pelo il-
ustre vencedor do Caaguazu que defendem
seus lares suas familias o suas vidas, que tem
a poucas leguas de distancia, no seu mesmo ter-
ritorio um exercito nao menos lorte e decidi-
do composto du flor da na cao e commanda
do por um guerreiro hbil valente e feliz, que
neste momento desenvolvo operaces decisivas
da serte do exercito invasor nao pdem perder
a minima parte da sua calma por isso que o
xito de um successo diplomtico nao foi tao
completo como se desejava. Oilo mezes lia
que se sustenido sein o apoio de nin essa a melhor prova de que nao necessitar de
auxilio alheio para se manterem imperlurbaveis
no posto de honra durante os poucos dias neces-
sarios para que a victoria premeie a sua bizarra
o constancia.
So o governo fallar a seus concidadaos
c auxiliares para recordar-lhes que com o ni
migo feroz que tem frente nao pode haver n-
telligencia nem transnecao porque elle nao
annue a nenhuma que nSo seja a degollacao dos
que Ihe dobro a cerviz : porque elle, em fim,
nao cumpre os pactos, e bem sabido 6 que nada
do que existe no Rio-da-Prata capaz de im-
prtr-lho rospeito, nem doensinar Ihe humani-
dade. E para nos urna lei de conservaeao pe-
lejar e vencer. A morle ou a fuga eis o que
nos oflerecem Oribe e Rosas. Mas somos em de-
masa fortes e numerosos para entregarmos nos
sns canecas ao patbulo ou para nos arrastar-
mos com nossas familias a trras remotas e es-
tranhas. fugitivos da patria corno tribu-errante.
O mais seguro c perserverar o mais cer-
to triumphar. Ser capaz o nosso inimigo de
de salvar a sua independencia de lutar at re-
duzira p os sanguinolentos escravos de Rosas.
'< Hoje tem a mesma resolucao as mesmas
esperancas. hoje como enlao a sua divisa :
victoria a todo transe.
Montevideo 30 do setembro do 1813.
loaquim Soares Santiago Vasquez, Mel-
chor Pacheco 9f Obez Jos de Bejaz.
Nodia 1. do corrente reuni o governo as
legioes estrangeiras e communicando-lhes o
estado em que se achava a repblica deo-lhes
a faculdadededeporem as armas se desespera-
'iio da causa que defendan. Nem um s solda-
do sahio das fileiras e antes muitos eslrangei-
;os se alistno posteriormente subindo o seu
numero, atea data deste a 130.
As armas orientaes tem obtido algum trum-
pho sobre as forcas de Oribe. No dia 15 de se-
tembro foi balido o coronel Crispin Velasquez
unto Colonia e no dia 27 o coronel Flores,
com a sua divisao e com a gente dos coronis
Esteva i e Centurin, dispersou no Cerro-do-
Morelo a Cuchilla Orando a ala esquerda da
divisao de Frquiza commandada por Servando
Gomes.
! Rivera acha-se segundo nos affirmao so-
hre o Rio-negro, para onde tem attrahido Ur-
Juiza. Diz-se que o seu plano afastar este
,hefo da base de operaces de Oribe.
. Oscap'tacs Joaquim Raya e Possidono Ro-
drigues e mais dous individuos que seguiao
de Montevideo para Maldonado na escuna lu-
que/,a Esprranca forao arrebatados de bordo
flor urna partida do almirante lrown e manda-
dos para o campo do Oribe. !\o dia 7 u'o cor-
rente ao amanhecer foro conduzidos aos
dostos ayancados da esquerda da linha o all
decapitados por ordem do Oribe.
Este acto de ferocidade inaudita contra ho-
mens inermes provocou a seguinte represalia
da parte do governo Oriental, em um decreto
exnedido cm7 do corrente.
para concertaren! o mel de executar aquello
bloqueio parcial e decidirlo que nao se per-
mittisso registar os navios, sendo das cscotilhas
para cima.
De Buenos-Ayres san aferradoras as noticias.
Os Brasileiros aili residentes escaparas por ho-
ras a urna carnificina horrorosa. .No dia 1 s
4 horas da tarde, chegou all o vapor, e ainda
bem que andou tao Iigeiro.se nao teriamos mui-
to que deplorar.
atacar-nos do vencer-nos ? Haver alguem
que imagine por um momento que pode elle su
perar nossos fortes e trincheras? Nao esse
inimigo feroz tao implacavel que nunca es-
queceaofonsa que recebeo, nada pndera con-
tra nos, se o espirit de irracional desconfian-
ca de indigna fraqueza nao enervar nossos
coraces. "
O governo que conhece seus compatriotas
e amigos conta com o seu valor e vai pl-o
prova. Elle por sua. parte saber pOr-sp ao
nivel da sua nova stuaco. Fra e dentro des-
ta cidadesentir-se-ha brevemente a acc3o vigo-
rosa incessante extraordinaria da sua fmo
vontade de anniquillar seus inimigos. Cada um
dos homens da liberdade que esto em armas
cuinpra com as inspiraees do seudever o da sua
honra que o governo promette tornar-se di^'no
daquelies que derramarem o seu sangue por es-
ta trra. P'-de assegurar-lhes que nunca con-
tou mais firmemente com o triumpho.
Circumstancias mais criticas do que as ac-
tuaos erao aqueiias emquu u Kuveruuscui'
deracoes de porvir politieo. Maso governo de |sou. Fez entao proposito de defender a repblica,
Art. Io At o dia em que o inimigo cesse
na sua pratica de matar os soldados e ofllciaes
da repblica ou de nossos alliados e faca a
guerra conforme a ci\ilis>cao scrao irremissi-
retnente pussidns petas armas todos os indivi-
duos do exercito de tosa* que foremaprehendi-
dos e pertencilo s classes de cheje e official.
Art 2." Os sargentos cabos e soldados
que nao liverem commettido assassinalos pre-
meditados c nao forem nascidos ou domi-
ciliados na repblica serio respetados como
pnsioneiros deguerra, e tratados com.toda a ge-
nerosidade.
Art. 3. Exccptuo-se da disposcao ci-
ma os soldados que tem o oficio de degollado-
res nos corpos inimigos e os quo forem con-
vencidos de lerem feito uso de correamo fabri-
cado de pello humana ou insultado dequal-
quer modo os cadveres dos morios em accao
ou nos cadafalsos da tyrannia.
Oribe tem obrigado a entrar para Montevideo
todas as familias cujos chefes esl5o crt armas
dentro da praca, e que desde o principio do cer-
co viviao no campo. Como represalia determi-
no 0 governo oriental que todas as familias cu-
jos chefes seacho no campo de Oribe despejem
a praca Urna guerra destas vergonha do se-
culo em que vivemos.
No dia 8 do corrente foi cassado o exequtur
ao cnsul geral de Portugal em Montevideo o
Sr. Leonardo de Souza I.eite e Azevedo dan-
do-se-lhe ordem para sabir do territorio da re-
publica dentro de seis das. O governo orien-
tal aecusa-o de conspirar alertamente em favor
de Oribe.
At agora ainda nao est bloqueado o porto de
Montevideo. Diz-se que ha algumas duvidas so
bre a rcalisacio deste bloqueio, porque o al-
mirante e o governo inglez remetlrao ao com-
mndore Purvis e ao Sr. Manoevillc a consulta
dos conselheiros lecaes da cora na qual de-
larao estes que o bloqueio de marco e Ilegal.
Nao sei que fundamento tem esta noticia, lan-
o mais que corre por outro lado que os com-
miuejuMuos iiumui ue f^ucuu colmiigeiros t*
reunido todos a bordo da fragata franceza Gloire
Como Ihes disse na minha ultima, nao tinha
apparecido manifestaca aljuma da colera de
llosas at a sahida do paquete Veper Bem. de-
pressa porem mudara as scenas. Ou porque
os negocios em Corrientes v.o mal para Musas,
ou porque alguma noticia daqui ltu; exacorbo
a bilis, enlendeu llosas quo devia fazer urna
dessas demonslracoes.em que a Mashorca se ba-
nha em sangue humano, e comecou a dispOros
nimos para a matanza, sondos Brasileirosas
victimas designadas. Os seus jnmaes principia-
rlo a atacar o Brasil, o seu governo e os Bra-
sileiros com a maior insolencia. Comerarad os
insultos e as ameacas aos farinheiros. que o
Dome que all nos dad, terminando a Gazetado
da 30 um artigo fuiioso pelo seguinte para-
grapho;
Oestes principios sabidos, tactos notorios
erazoesao alcance de todos, deduzimos que o
ministro Sinimb s medita urna aggressa in-
digna e brutal contra os dircitos da nossa pa-
tria. Confiamos que os gove nos legaes das duas
repblicas do Prata sustenlara a lodo transe a
dignidade e independencia de Orientaes e Ar-
gentinos. A pmlunda indigna cao que excitaras
procedimenlos tao immundos apenas podem
conter-se. So o governo imperial chegasse as-
cinar-se com um engradeciraen'o territorial ir-
realisavel, os Argentinos e Oiientaes combate-
nao sem tregua pela sua respectiva independen-
cia pela sua d'gnidado, pelo dogma que con-
sagiou a America-----o entao... dicidir-se-hla
una grande questa!
Este equejandos artigos, a convocado da sala
de representantes para odia do corren e,eo pe-
rigo imminenteque curriao os Brasileiros.disper-
taraoalliiiiocavallieiroD.Duarte.eoinduzira a
pedir explicacoes, satislacoi s, ou nao su o que
ao seu amigo I) Joao Manuel. Este responde-
Ihe, por .intermedio de Arana, em tom tao ulta-
neiro e insultante, que D. Duarte vio-se na ne-
cessidade dj pedir seus passaportes que logo
Ihelbra remettidos, continuando as ameacas
e algazarras, e preparando-se ludo para o dia
2. Neste cmenos chegou o vapor Imperalriz e
adiou-seo caso, nao diminuiudo porem a sa-
uha furibunda de Rosas que jura exigir a
mais cabal satisfacao do governo imperial, por
que um delegado seu ousou disputar o direito
que elle se arroga de tratar o Estado Oriental co-
mo pa/. conquistado.
O nosso ministro I). Duarle na5 veio no va-
por, mas di/em-me de Buenos-Ayres que Aca-
ra por estar gravemente enfermo. Dos queira
que nao seja esse o motivo, e que ficasse por es-
tar um pouco mais manso o potro. Receio po-
lem que nao passe isto de bous desejos meus
o que nos csle.a reservados dias de amargura,
uxal que eu me engae. Nao desejo que o Bra-
sil se empenlic em urna guerra estrangeira para
salvar Fructo e os seus ; fura isso, a meu ver,
urna loucura rematada; mas espero em Deus
que o nosso governo saber manter a dignidade
do imperio, o que o modo du papad o nao tara
trepidar, sempre que se tratar de defender a
honra nacional c de conservar o lugar devido ao
primeiro povo da America Meridional.
(Jornal do Commercio.)
PORTUGAL.
NOTICIAS DIVHRSAS.
LE-SE NA REVISTA UNIVERSAL LISBONENSE.
P1RVrAMA INCLEZA Recommonda-
mos a todo o flego vivo portuguez que lea ,
relea o decore a relaco que na Gazeta dos
Tribunaes de Lisboa de 31 do maio se fez do
modo atroz e inaudito corno os crusadores
inglesesem Angola nos roubarao o brigue
Oriente e nos tratarao com a mais escandalo-
sa barbaria o patacho Andorinha.
Similhantes abusos da forca na paz nunca
nos lempos moderno u commeuerao seno
os moiros e os inglczes os mahometanos e


os protestantes. Omnia tib rapiam etiamsi
cadens adoracerisme.
Serra-Leoa 10 de fevereiro de 1843.
Supponho que v. j ser sabodor do inleliz
resultado da viagem do brigue Oriente a Mos-
samedfs, que injusta o arbitrariamente foi pri-
sioneiro no da 3 de dezembro prximo passa-
do i vista de Hcnguella de donde eu tinha
sabido no dia 2 do mesmo. O brigue foi man-
dado para aqui e a mim e toda a tripulacao
e passageiresbotarao-nos em Loanda no dia 13
de dezembro e no dia 28 largamos para esta no
patacho .4niorinha onde uhegamos no dia 2
do corrente Acbei aqui o brigue Oriente,
entregue corte do almirantado e ja com edi-
taes para ser julgado no dia 9 porm como eu
chegasse e requeresse para defender o navio .
por isso s na segunda-eira, 18 do corrente,
que vai entrar em corte e por isso estou es-
pera da orte porein, segundo diz o letrado,
rcsto todas as esperances e hontem tive urna
noticia que me parece nos ser favorave!, pois
estando aqui prisioneiro o brigue Mara Se-
v gunda do M. F. da Bahia c entrando hon-
tem em corte nao o podero julgar dizendo que
est prisioneiro fra da lei, pois elle foi pri-
Vioneiro no dia 2 de dezembro e j neste dia
a corte do almirantado nao tinha podor segun-
do o tratado e por parte da commissao mixta
nao foi a tomadia em forma por nao haver o
tratado a bordo do apresador naquellaoccasio;
Deus queira assim acontega porque o Oriente
est no mesmo caso e alem disso nada havia.
a bordo de indicios; porque tudoquanto existo
estava manifestado e quando o navio foi pri-
sioneiro loi doscarregado totalmente quo
para isso o levaro a Bahia-dos-elefantes, onde
nos demorarao at o dia 6 de dezembro dia
que largou para esta o Oriente e o brigue de
guerra inglez Rintori ( que loi quem nosapri-
sionon ) para Loanda. Antes da minha sabida
para Mossamedes escrevi a v. e agora nao Ihe
posso oforecer copia pois os inglezes levarao-
me todos os meus papis &c.
Tena de protesto feito a bordo do patacho por-
uguez por nome Andorinha na presente t>'a-
ijemde Loanda para Lisboa com esralla pox
Serra-Leoa contra o commandante do
brigue de guerra inglez por nome Rpido.
Anno do nascimento de nosso senhor Jesus-
Christo de mil oitocentos e quarenta e dousnos
vinte e nove dias do mez de dezembn estan-
do a vista da cid ide do Loanda na latitude .sul
8 35' longitud" 6o 12' 57" segundo o meu
destino as Juas horas da tarde apparecco no
h-tri/onte urna vella a qual veio em nossa de-
manda e as cinco horas da tarde atirou-nos um
tiro de peca e logo outro at o numero de
quatro atravossei por ver que vinhao tres em-
barcaces pequeas que se dirigirlo para meu
bordo as seis horas atracaro todas deitandn
a bordo vinte e seis homens armados de espin-
gardas, pistolas, e espadas; sem maisque por-
guntar donde vinha ecomo se chamava o na-
vio tomaro conta dos papis e do governo
da embarcacao ; pondo-me a mim capitao o
olTiciaes e tripulacao entre urna escolta com
ordem de se nao mecher ninguem do sitio, em
quanto fora ao porao rancho e cmara, dan -
do busca sem seiem acompanhados de pessoa
algumado navio pois que ellos nao consenti-
rlo, apesar de eu ter dito ao officia,! que que-
ra saber porque e com que ordem ou poder vi-
nha exercer sobre o dito navio tao grande au-
toridade ao que me respondeo que me mos-
trara quanto eu quizesso o que nunca fez :
sendo nove horas da noite, estando porto do
brigue mandou-mea mim c a todo a tripula-
cao excepto tres para o seu bordo, nao servindo
de nada < eu dizer-lbe quo nao poda abando-
nar urna propriedade.que se me tinha entregado
sem que primeiro me mostrasseo motivo ao
que me replicou que seniio quizesse i; me fa-
ria ir por frca accomettendo-me urna pistola
ao peito, chegado que fui a bordo delle appa-
receu ocommandatitc inglez e me fez descer
cmara para exigir de mim certas perguntas,
a que tudo sinceramente Ihe respond, e cllr
cacoando oucomo fosse disse-mepor varias
ve/es que mandava o patacho para Santa Helena
sem remisso e neste intervallo offere.:eu-me
por varias veses licores e vinhos ignoro com
que intento e eu Iho agradec sempre sem
acceitar ; depois de se ter divertido algum
tempo a minha custa este commandante e mais
tres offciaes disse-me que me fosse detar, e
mandou-me conduzir para a cuberta aonde me
mostrarao urna maca de marinheiro para dor-
mir o que accetei ; na manhaa seguinte soube
que tinhao feito offerecimentos a alguns da
minha tripulacao para dizerem que o navio ti-
nha ferros equn se deslinava para o trafico de
escravos e elles nao aceitaran porque sabiao
o contrario; seriao nove horas da manhaa do
dia 30 quando me chamou o commandante pa-
m .jiie viesscinosa nonio u'o patacho, chegn-
nios a elle mandou principiar nova busca ,
deitando toda a carga ao convez e para emhar-
cacoes suas, mechero o lastro at sobrequilba
tratando com a maior impiedade possivel toda a
carga fazendo-a soffrer deste modo muitas
avarias as pipas d'agu'ardento e cascos de
azeite que deixarao em miseravel estado abrin-
do diversos volumes que tudo miudamente exa-
minarao ; s duas da tarde foi o commandante
para seu bordo e mandou-me a minha tripula-
cao para arrumar a carga; e s quatro mandou-
me que podia seguir viagem lazendo-m pas-
sar-lhe recibo da entrega dos papis o que elle
me nao tinha feito quando eu Ih'os enlreguei,
mareou depois disso deixando-ffti enm toda a
carga no convez exposto a socobrr-18 o navio
com qualquer vento fresco o sermos todos victi-
mas de sua arbitrariadade; idvertindo que a
maruja ingleza em quani Mitin ha esteve a
bordo do brigue de guerra Wfa tal saque as
suas caixas, que ficarao lo com a roupa fio
corpo nicamente para seguir orna viagem tao
longa, e tudo o mais que por l encontrarao
A'ista do exposto protesto solemnemente
contra o commandante do brigue de guerra in-
gle/. Rpido cujo nome ignoro. Protesto con-
tra e a favor de quem direito tenha ou possa ha
ver, por todas as perdas e damnos ocasiona-
dos e os que possao resultar da dita desarru-
macao barbara, e detencao injusta, bem como
a arbitrariadade de com o poder da frca que
exerceraosobre mim e minha tripulacao ; para
que a todo o tempo se possa fazer justa reclama-
cao a quem direito tiver. Fiz este protesto a
bordo do patacho Andorinha vella a vista de
Loanda eao lado do brigue do guerra inglez
Rpido que assignou, e minha tripulacao aos
31 do mez de dezembro de 1812.
[Revista dos Jornaes Polticos.)
A diligencia,a que procedeucm Agoas-Santa>
o Sr administrador do bairro de Santo Ovidio
obre as notas falsas nao produzio nada, aleo
da prisSo de outro individuo mais. As nota'
traziio ocunho do imperio brasileiro o nos
dizem que j tinha ido para esse paiz grande
porco das mesmas. (dem.)
PERNAMBUCO.
ExportacHo para portas estrangeiros no mez
de outubro /Indo.
5:868 saccas de algodao, com 30:874 (g> 5 libs.
155 caixas de assucar com 7:797 (>.
117 pipas \
3 infartlas f _, .__
16 barril f Agoas-ardentescom21:227canad'
6?) garra loes;
8:469 couros salgados.
1:800 ch fres.
186 libras de doces.
1:955 alqucires de farinha de mandioca.
13 i 10 libras de fumo.
Em moda 40:063*536 rs.
Cjcneros miudns e gosto 1:888*777.
Valor d'exportacors. 245:442*771
I:/[editado as seguintes embarcackr
3 ingbvas, 1 franceza 1 portugueza 3
hespanhnlas, e 1 sarda ; tripuladas por 111
pessoas o 2:061 toneladas, sendo 3 para Li-
verpool 1 para o Havre, 1 para Lisboa com
escalla por Bcnguella e Angola, &c. 3 para
Barcelona por Porto-rico e para Buenos-
Uros.
DIARIO 11 PERYMRUCO.
Pelo ofllcio, que abaixo transcrevemos, e que
nos oi communicado pelo Sr. Dr. Fonsea de-
legado desta cidade fico corrigidas algumas
inexactido.is, que se achao no artigo que hon-
tem publicamos a respeito dj objecto do mesmo
ofllcio.
Illm. Sr. Mandando hontem chamar
minha presenca para urna averiguacao policial
o Francez Garnier, o dosobedecendo este for-
malmente minha ordem mandando-me di-
er, que nao vinha por nada ter em minha
casa e nem a isto poder ser compellido pola
polica do paiz com quem nada tinha, diri-
ei-me pessoalmente casa d'elle, c sendo ah
muito mal rerebido por um seu companheiro
de nome Achules, e repetindo-me este o que
aquello me havia mandado dizer, dei-lhe vos
de preso. Apenas proferi-a, o dito Achules em
altas vozes signiflcou-me, que nao obedeca
prisao, que as authoridades do Brasil nao a
podao decretar sem ordem escripia de seu cn-
sul ; n'oste cmenos veio do interior da casa o
referido Garnier, o qual sem acceder razio,
e s rellexes, que com brandura Ibe fazia ,
intimou-me, que sahisse de sua casa, eonvi-
dou outro para que se armasse, que elle ia
tambem buscar o seu fuzd e para isso sahio \
eflectivamente. Logo que o Achules ouvio a-
quelle conselho de Garnier, lancou-se a urna
vidraca tirou de um punhal, que contra mim
desembainhou e me houvera talvez assassina-
do, se as pessoas que se apinhavo, e a for-
ra publica nao fizessem abortar um tal oro-
jecto. Se nao usasse de toda a prudencia, pos-
so ulfirmar V. S. que haveriao mortes, por,
quanto elles, pergantando-tbes eu se querio
fazer hostilidades, e mortes, dissero-me que
sim, que queriao sangue, e que s d'alli sahi-
riao depois de morios. U olllcial de estado ,
que soube. do perigo, em que me eu achava ,
mandou logo urna forca coniideravel, que en-
trando pela casa d'elles, fez diminuir-lhes a
animosidado. EntSo alguns Franceses inst-
rao com elles, para que nao continuassem
resistir. O Garnier recolheo-se ao interior da
casa, e o Achules flcou na salla, onde sem-
pre esteve, e mandando eu aos Franceses, que
ahi se achavio, que fossem ver ou chamar o
Garnier para ser conduzido prisao com o A-
chilles, voltario elles disendo, quo nao o a-
chavao, e como quer que chegasse o delegado
do cnsul, fiz preceder a varejo, mas nao foi
possivel descobril-o. Devo dizer, que a casa
p de negocio, e aborta, e nao passei ao inte-
rior, sem que chegasse o delegado do cnsul.
Por tal guisa Ionio insultadas as authoridades
Brasileiras, ejulgonecessario umexemplo, pa-
ra que scenas iguaes se nao reproduzuo com
inteiro desaire, e formal menos-preco das leis
sobcuja proteccao vivem aquellos estrangeiros
hospedados. Dos Guarde a V. S. Delegada
do 1. districto do termo do Recite 5 de Novem-
bro de 1843.-Illm. Sr. Dr. G. J. da Silva Santia-
go chele de polica interino. Joaquim Joz
da Fonseca.
He quanto tenbode responder-lhe, podendo
dispr de minha deliberada vontade como lor
mister ao seu servico porque sou com toda a
considerafio. De V. S. atiento venerador
e obrigado criado
Francicco Honorio B'izerra de Menezes.
Estava reconhecida.
Correspondencia.
a
Sr$. Redactores.
"Quando eu dirig a V. ms. a minha corres-
pondencia que no Diario de Pernambuco n.
174 de 14 de agoste (leste anno tiverSo Vv.
ms. a bondade de inserir, tencionei nao me
oceupar mais da trela de responder ao que dis-
toria que o mesmo Sr. Faria contou e veio
no Diario n. 198 de 14 de setembro deste mes-
no anuo mas como o Sr. Faria por destruir
is meus argumentos naquella minha correspon-
dencia ( nem os poder destruir nunca, por-
que nao sao historias) urna e outra vez inculca,
que seus lilhos e genro nada tem utilisado do
engenho Gongangassari, e que s por seu pro
prio crdito tem comprado, negociado feito ,
e acontecido; preciso, e indispensavel que
ou aprsente ao publico a carta e resposta
inclusa para que desta veja que das rendas
daquelle engenho Gongassari se utlisou o gen-
ro do Sr. Faria de 4:0008 rs. saccando letras
por a firma de seu sogro nesse valor contra o
rendeiro cujas letras forao pagas entre tan-
to que anda morrendo o Sr. Faria (o que Dos
nao permita 13o cedo ) esses 4:000$ rs. iao
somente cahir no dominio do genro do Sr. Fa-
ria. Quero acreditar, que essa transaccio ti-
nha por fim alguma dsposicao em sigillo me-
ritoria e sem duvida a de remir esse debito
do Sr. Belem, que nao haver theologo que
desconheca o merecimento de tal obra.
Espero que Vv. ms. Srs. redactores, me
faro ainda esta vez o lavor de apresentar esta
no seu Diario, com o que muito obrigarao a
seu constante leitor.
Joz Mara de Carralho.
Illm. Sr. Tenente Coronel Francisco Ho-
norio Bizerra de Menezes. Recife 30 de ou-
tubro de 1843. Em consequencia de se ha-
ver extraviado a minha primeira carta datada
de 18 de setembro prximo passado que V.
S. me assevera nao haver recebido, passo a rec-
tifcar-lhe o mesmo contedo da manuira se-
guinle.
Antonio Pereira Pinto de Faria ohriga-me
a incommodar a V. S. para por sua bondade
fazer-me o favor de declarar ao p d'esta se
certo que, tendo V. S. no anno de 1838 ar-
rendado ao dito Faria o engenho Gongassari
por 1:600$000 rs. cada um anno, e por nove
annos, por essa ronda V. S. acceitou urnas le-
tras do valor de 4:000*000 saccadas por Je-
rnimo Saturnino Guedes Alcanforado, genro
do dito Faria, e espero que V. S. me permi-
ta fazer o uso da sua resposta, que convier
con sor vara o do meu direito.
Ser-me-bia impossivel levar mais alto pon-
to o respeito, o estimaco com que tenho a
honra de ser. De V. S. ttento, obsequi-
oso e criado. Joz Ufara de Carvalho.
Illm. Sr. He verdade ter feito com o
Sr. Antonio Pereira Pinto do Faria esto mes-
mo negocio, que V. S. aquiexpe, oque,
alem de seis contos e tantos mil res do desobri-
gas, que dei ao mesmo Sr. arrendatario, sac-
cou o tal Alcanforado as referidas letras no va-
lor da quantia de quatro contos de reis por
ordem do sogro doquemedeu ellequilaco
de paga na escriptura de renda ; assim como
nio menos verdade que, vendendo elle o en-
genho, passou as minhas letras a Silvestre Joa-
quim do Nascimento sem que se entendesse a
tal respeito commigo para me dar as cautellas
precisas, visto que deixava eu de ser seu ren-
deiro. Pode V. S. fazer desta minha resnns-
ta o uso que rnelhor Ihe convier, com tanto
que nao reverta em prejuiso de meu direito.
COMMERr.lO.
Alfandeg\.
Rendimento do dia 7......... 6:6118663
Descarregao hoje 8
Brigue austracoFlor-de-Trigu' sebollas ,
garrafes batatas e balaios.
Barca inglezaLawrencesalitre.
Brigue dinamarquez botijas farellos, e
queijos.
Barca nglezaA^//in^a/ oo m oque se
Ihe offerecer.
Brigue-escuna inglezLady ofthe La/ce fa-
rinha do trigo.
Galera ingleza Emely carne e ca"os do
ferro.
Brigue brasileiroTriunfo Jmerican.'1com
o que se Ihe offerecer.
IMPOBTACA.
Lady ofthe La/ce, Brigue escuna ameri-
cano, vindo de New-York entrado no cor-
rente mez, consignacao de L. G. Ferreira &
C,a, manifestou o seguinte
1,038 barricas e 112 meias ditas com farinha
le trigo 5 saceos com feno secco, 600 ps de
taboado 50 barricas vazias ; aos consigna-
tarios.
Movimento do Porto,
Navio sabido no dia 6,
Bahia ; brigue inglez Oberon capitSo Robi-
son ; com a mesma carga.
Navios entrados no dia 7.
Bahia ; 7 dias curveta de guerra ingleza Cu-
racoa, commandante bir Thomaz Pais*-
ley.
Hamburgo ; 52 dias barca austriaca Mary ,
de 328 toneladas, capillo Marcos Bentvich,
oquipagem 12 carga fazendas ; a Orden.
Boston ; 38 dias barca americana Convoy t
de 249 toneladas capitao J. Towues e-
quipagem 12 carga fazendas; ao capi-
tao : segu para Calcuta e entrou para re
fazer-se de mantimento.e consertar o panno.
Passageiros: Sonel P. Goodah G. H. An~
dreoe R burguezes.
Vergiina ; 36 dias polaca sarda Constantino,
do 205 toneladas. capitao Jos Perpetua ,
equipagem 14 carga farinha.
Ferra-oova ; ,50 dias, barca ingleza Jresti-
des de' 220 toneladas capilao Dwbut-
chenge equipagem 12 carga bacalhao.
Edtaos.
i ------gggw ----------BPfai
S. Ex. o Sr. Presidente da provincia
manda fazer publico para conbecimento de
quem convier o cilicio baixo transcripto ,
que acaba de receber, do Exm. Presidente
do Cear acerca do escravo de nomo Felippe ,
que se achava na casa de correno d'aquella
cidade. Secretaria da provincia de Pernam-
buco 31 de outubro de 1843.O official maior
Antonio Jos de Oliveira.
Illm. e Exm. Sr. Acbando-se recolhido
a casa de corrocciio desta cidade desde 22 de
outubro de 1841, por ordem de meu antecessor,
um escravo de nome Felippe, que diziaser
de Jernimo Francisco da Costa morador no
termo dessa cidade; o qual escravp oi recla-
mado para o mesmo individuo em cilicio do
antecessor de V. Ex. de 23 de agosto do refe-
rido anno e por V. Ex. em outro de 18 de
Junbo do anno passado sem que o mencio-
nado Jernimo Francisco se houvesse prestado
indemnisar a casa de corrocciio das despezas,
que com dito escravo tinhao sido feitas, ape-
sar de ser para isso avisado at por 3.a via; jul-
gode meodever communicar V. Ex em res-
posta aquellos oflicios, que acaba de proceder-
se a respeito deste escravo na conformidade do
rcgulamento de 9 de maio de 1842 mandan-
do cu que do producto da arrematacio do
mesmo se indemnizasse a relerida casa de cor-
receo das despezas que com elle fizera. Dos
guarde a V. Ex. Palacio do governo do Cear
em 26 de outubro de 1843.Illm. e Exm. Sr.
baraoda Boa-vista presidente da provincia do
Pernambuco. Jos Mara da i lia Retan-
court.
Ileelaracoes.
CONSULADO DOS ESTAFOS-UNIOOS.
= Os credores do fallecido Samuel Smiih.
.
1


cidado dos Estados-Unidos, queirao apresen-
tar suas contas no consulado dos mcsmos Es-
tados-Unidos dentro em oito diasda puhlica-
co d'este annuncio (cando certos que depois
macdes; e roga-se aos devedores do dito fal-
lecido o obsequio de pagarem quanto antes
suas contas no dito consulado. G. T. Snou,
cnsul.
CIRCO AMEIUCAXO
CAES DA HUA DA RODA.
Sob
a direccdo de
DIRECTOR
M. S. Lipman,
EQDESTRE.
O proprietario Mr. Enos Sage rende os mais
sinceros agradecimentos aos benvolos habitan-
tes d'esta cidade pela generosa protccao e favo-
ruvel acolhimunto que bao prestado sua com-
panhia e aproveita oensejo para annunciar-
Ihes que mui pouco tempo se poder demorar
aqu ; mas que durante a sua breve pousada
empenhara os ltimos esforcos para continuar
a merecer a aceitacao publica.
Quarta e quinta-feira noite8 e 9 do corrente.
PRIMEIRA PARTE.
Acto primeiro.
Dar-se-ha principio ao espectculo na festiva
arena cont os pagodes chinezes o FESTA
DA BANDE1RAem que entrar toda a com-
panhia e i>eus formosos gueles, com trajes
competentes, &c. sob a direccao de Mr. S.
Lipman.
Segundo.
Dansar-se-ba pela primeira vez urna dansa
de posinhos e combate oriental tirada da
pantomima de Kanko com emblemas pyrami-
daes, e arebitectura animada.
Terceiro.
Mr. Sage ter a honra de apresentar ao pu-
blico pela primeira vez a sua pequea discipuiu
portugueza a Sr Carolina que apparecer
n'um gracioso acto de manejo cavallo in-
titulado a DONZELLA LO MONTE ou
A CHOVA DE ROSAS.
Quarto.
Mr. Sage representara pela primeira vez urna
scena de equilibrios ligeiros e Hercleos com
cadeiras mezas granadeiras sobrepostas, &c.
e terminar equilibrando o menino Harrington
n'uma escadade 12 ps d altura sobre a barba.
Quinto.
Mr. M. Cloud figurar um Lusha chefe
Peruviano ou o hornero vermelho do Prado ,
preparando-se para a batalha.
Sexto.
Mr. Sage representar pela primeira'vez o
carecter do mont-au-ciel, ou o Ilussar embria-
gado corrida do seu criado Mr. Harrington,
valet e vendedor de vinhos francez.
Haver aqui um intervallo de meia hora.
SEGUNDA PARTE.
Stimo.
Mr. Harrington eseu lho execu^aro a sua
maravilhosa scena das conlorsoes, ^execufo
impossivel de doscrever-se exactamente e
inacredilavel em quanto nao presenciada.
(Jitavo.
Mr; M. Cloud desempenbar os seus excel-
entes manejos e exercicios a cavallo saltando
por cima do chicote, arco, fitas, bal-
loes &c.
Nono.
Mr. Harrington desenvolver as suas incom-
paraveisevolucoesequestres sobre 2 3 e 4
cavados, carregando o seu lho em do>eele-
gantes posifi's ao passo que os cavadoscor-
rem desfilada.
Dcimo.
Findar os divertimentos d'estas noites com
a pantomima cmica da toja dos barbeiros em
deso dem.
Coronel Filton Mr. M. Cloud.
Barbeirp delicado Mr. Lipman.
Gigante Mr. Blakeley.
O espectculo principiar as 8 horas em
ponto.
PUBUCAQ0 LITTERARIA.
Prospecto deum compendio de Eloquencia Na-
cional profeasada no lycio do Recife pelo
Padre Mestre Miguel do Sacramento Lopes
Gama, $c $c. $c.
Este compendio nao urna rhetorica de
Quintiliano que de quasi nada serve para nos
na sua parte principal,, qual a elocucao.
Este compendio trata especialmente da nossa
elocucao apresentando exemplos dos mais
estimados clsticos da lingoa. Appresenta urna
nova e mais luminosa theoria sobre os tropos,
efigurs: trata extensamente do bello e de
suas divisos ; e da as rogras principaes da elo-
quencia do pulpito da tribuna do loro da [
Avisos martimos.
= Parao Aracaty sae impreterivelmente no
da 16 do corrente o brigue escuna Deliberaco,
ainda recebe carga miuda, e passageiros para o
quetem excedentes mo quizer carregar, ou ir de passugem dirja-
se a ra da Cruz venda n.51, ou a ra da Mo-
da n. 9 segundo andar.
= Freta-se para os portos do Rio de La Plata
a muito veleira escuna ingleza denominada
Lady ofthe Lnke, sae com toda a brevi dado ,
o tem excedentes commodos para passageiros ;
quem pretender dirija-se ao escriptorio dos
cansignatarios L. G. Ferreira & C.
Leiles.
= Joao Keller continuar, por intervenco
do corretor Oliveira o seu leilao do fazendas
francezas suissas e alemes tanto de seda ,
13 e linho como de algodo as mais proprias
do mercado : quarta feira 8 do correte s 10
horas da manliaa no seu arma/en na ra da
Cruz.
Russell Mellors&C.'continuars por inter-
vencao do corretor Oliveira o seu leilao de
grande sortimento de fa/emla- inglesas mui
proprias deste mercado,e algumas chegadas pe-
lo ultimo navio: quinta feira 9 do corrente as 10
lloras da manba em ponto no seu armazem
na ra da Cadeia.
Avisos diversos.
LOTERA da matriz da
BOA-VISTA.
As rodas desta lotera cor-
rem imprelerivelmentenodia
21 do corrente e os bilhe-
tes acho-se venda alm
dos- lugares j annunciados,
igualmente na loja do Snr.
Menezes, que por inadver-
tencia se deixou de mencio-
nar nos outros annuncios>
= Na loja de Joao Loubet delronte do Pas-
seio-publico ha um novo sortimento de se-
iias e outras fazendas novas proprias pa-
ra cobrir chapeos do sol tudo superior e
de difieren tes cores; tambem se concertao e
lazem-se chapeo* de sol por preco commedo ,
e com brevidade.
Manoel Joz Soares do Avillar pede ai
autor do annuncio publicado no Diario n. 2i0
de 7 do corrente, com as letras iniciaos M, I. S.
A., declare se entende-se com o mosmo, e no
caso que s'entenda com elle aja de declarar quan
tos orao oscovadosde gasimira o preco, en
qualidade do penhor o quem loi o portador
que foi buscar em seu nome e se levou letra
sua para o mesmo satisfazer, e para este fim
necessa'io que o autor do annuncio declare por
esta folha o seu nome para o mesmo saber a
quem se devo dirigir.
O armasem francez de Carlos Turquais .
ra da Alfandega velha n. 34, na Lingueta,
a aba de receber um grande sortimento do ex-
cedentes charutos^ de Hespanha, Babia, Vir-
ginia e da America do Norte: vinho de Bor-
julga baver-so desviado para a estrada dos Af- e todos os outros ohjectos de pintura ; vernrzes
deaux em caixa e em pipas
sendo o menor
preco 200 reis a garrafa d'ahi para cima ; vi-
nho branco do Champanhe, do Rhim, de Ma-
laga muscatel superfino: licores de Bordeaux,
da Martinique, cognac velho, agu'ardente de
Franca, Rhim e da Jamarique, kerchs, absin-
tedaSuissa, genebra de Hamburgo, extracto
de ponche, charope de maracuj, limo, caj
&c. azeite doce, vinagre de framboise vina-
gre branco, e tinto, sal refinado conservas
francezas de pcixe de caca de ervas con-
servas de frutas, vinagre, de pastel, presun-
tos do Mayence, batatas, manteiga; em fim
tudo que diz respeito ao commercio decomes-
tivese lquidos c tudo pelo preco mais com-
modo. Tambem ha no mesmo armasem sor-
timento de ohjectos da historia natural.
__ Desapparcceo no dia 6 do corrente urna
prcta crioula de nome Marciana estatura al -
ta e bonita figura ; levou vestido branco e
panno da Costa : consta que hontem andou na
Estancia procurando senbor para a comprar.
Boga-so as pessoas que a encontrarem ou della
soul>erem dcapegarem, e leva-la na pra-
ca da Independencia n. 4, que seriio bem gra-
tificadas.
Hontem ( 7 do corrente) fugio de urna
flictos, passagem da Magdalena, ou Solida-
de : a pessoa que o pegar, leve-o ao Dr. Fe-
tosi, na ra da cadeia do hairro de S. Anto-
nio casa n. 13 ou na campia da Casa-for-
te sitio com casa nova que se recompensara.
Aluga se urna casa no Coelho ra do
Jasmim, com duas sallas 2quartos, cosinha.
quintal e cacimba, por commodo preQO : a
fallar no mesmo lugar, na ra dos Praze-
res n. 10.
Em consequencia da resoluco tomada
por S. Ex. o Sr. presidente da provincia, com-
municada em olflcio de 6 do corrento moz ao
Ihesoureiro das lotorias, concedidas a favor
das obras da igreja do N. S. do Livramento,
faz este publico, que as rodas da 1. parte da
2. nova lotera defxlo de ter andamento no dia
9 do presente mez, em consequencia dos trans-
tornos occaslonados ltimamente pela lotera
de S. Pedro Martyr.
O abaxo assignado participa ao respei-
tavel publico que desde o dia 1. do corrente
n8o se responsabiliza por qualquer transaccao
quehaja feita por seu caixeiro e socio, Mano-
el Alves Bastos. que o mesmo Sr. se ausentou.
dando de prejuiso no negocio em que girava ,
durante tres mezes equatorzedias cento e no-
venta e tres mil cento e setenta rs. o o abaixo
assignado o tem esperado at o prrsente para
ajustar contas e nao Ihe pnssivel apparecor.
Goncahes Lima.
Precisa-se de um amassador que saiba
bem do servico de padaria e alguns mocos
que se queirao applicar ao mesmo servico que
selhefai o ordenado secundo a applicacao
que tiverem : procurem at as 9 horas da ma-
nha, na travessada Mdr-deO'os, n 11, pa-
daria de Manoel Ignacio da Silva Teixe:ra.
SOCIEDADES
ILO-DMNATICA
O primeiro secretario aviza aos Srs soeios.
que hoje h sessiio pelas 6 e meia horas da
tarde.
- OITcrece-seum moco brasileiro do idade
do 1 \ annos para caixeiro de padaria, ou outro
qualquer estabelecimento ; quem precizar an-
nuncio ou dirija-se a ra da Vracao n.29.
Aluga-se um preto bom co/inheiro, que
engomma. lava, eptimo comprador, ou para
outro qualquer servico, por ser muito robusto o
possante ; a tratar no armazem da Ra- nova
n. 67.
Preciza-se de um rapaz brasileiro ou
portugue/. para caixeiio de urna botica e se ti
ver pratica melhorser ; na ra do Livramento
n. 34.
Dezeja-se saber a moradia do Sr. Fran-
cisco Bringel de Almeida Guedes, a negocio de
seu inlercsse.
Aluga-se urna mulher crioula para ama
de leite; quem a pretender, dirija-se a ra da
Cinro-pontas n 23.
=Aluga-se o primeiro. e segundo andares da
casa da ra do Torres no Recife n. 20 toda .
ou separada ; quem a pretender dirija-se a
Antonio Joaquim de Faria Patricio na casa de
pasto: na mesma ha para se vender bons almo-
cos a qualquer hora de bom caf com leite e
em ello, pitiscos de todas as qualidades e
jan tares.
Aluga se urna preta para todo o servico
do urna casa engomma com nerfeicao co>e,
o con/inha o diario de urna casa ; quem a pre-
tender dirija-se a ra do Rozario larga se-
gundo andar por cima da botica de Bartho-
lomeo.
- JoSo Francisco Frederico embarca para
fra da provincia- urna sua escrava crioula por
nome Luiza.
Muga-seum primeiro andar na ra da
Sen7alla-nova caiado, e pintado, o qual tem
commodos para pequea familia ; a tratar na
praca da Independencia lojn de livros n. 6, e 8.
Precisa-se alugar duas canoas que pegucm
800 a mil lijlos; quem a tiver dirija-se
a ruado Ranf;el n. 34.
VE1TCH j RRAVO &C*
Vendem na sua botica e armazem de drogas ,
na ra da Madre de Dos n 1.
A preparacao seguinle por preco muito com-
modo e de superior qualidade.
Colirio nnte-ophlhalmico.
Este medicamento tem as mais enrgicas vir-
tudes para destruir com os bons e lolizes re-
sultados que a longa experiencia tem mostra-
do tudo quanto sao nevoas, belidas infla-
rnaces c outras docncas d'olhos em que n5o
he preciso para seu curativo radical usar dos
meios operatorios que a arte em taes casos
indica, e a que o doente necessariamente re-
corre. Um sem numero de pessoas podem at-1
festarcom verdade os salutares cfTeitos d'appli-
e super:or qualidado entre elles um perfec-
tamente branco e que se porte applicar so-
bre a pintura mais delicada sem que produ-
za altoraeo alguma em sua cor primitiva. Ar-
row-Root de lermudaSagn Sabonetos -
Sabiio de Windsor Agua de Seidlit/. Agua
do SodaAgua de Seliz Limonada gasoza ,
Tinta superior para escreverlinta para
marcar roupa Perfumaras ingle/.as Fun-
das elsticas do patentoEscovas o pos para
dontes Pastilbas de muriato do moiphina ,
e ipecjcuanba Pastilhas finissimas de hor-
tel-pimenta Pastilhas de bi-carbonato de
soda eginjjibre. As verdadeiras pilulasve-
gct.rs univeisaes do D.r lirandreih vindas
de seu author nos Estados-Unidos, ic &c.
=Quem precizar de feilores para sitio,ou en-
genho, caixeiros, artistas, e hnmens para agri-
cultura, ou outro (|ual<|uer trabalho, chegados
prximamente da Europa, os quaes podem fa-
/.er o contrato de locatvo de servicos confor-
mo a lei do 11 do outiibro de 1837;dirija-so ao
Recife na ra da Cruz n. 23.
= Aluga-se o sobrado de dous andares da
ra do < aldereiro n. 12, por 300rs. ; quem
o pretender dirija- se a ra da Gloria so-
brado n. 7.
__Aluga-se um bom cscravo para o servico
de carraca ou outro qualquer somonte nos
dias uteis ; na ra d'Alcgria n. 3V.
Aluga-se urna preta para qualquer servico ;
na ra do Mundo-novo n. 17.
Aluga se por 3 me/es um sobrado para se
passarafesta com muitos bons commodos ,
bastante fresca com vista para o mal e para
Ierra, com quintal murado, cacimba o tan-
que para banho com boa agoa o Iructeras ;
os pretendcnles dirijao-se ao subir da ladeira da
S a tratar no dito sobrado.
=s Aluga-so o primeiro andar da casa o.
'20 da ra de Apollo, com % janellas, duas gran-
des salas urna saleta com serventa iiiuepen-
dente com 7 quartos, o urna grande cozinba;
a fallar no armazem da mesma casa ou no
terceiro andar, com Jos Antonio de Souza
Machado.
= Da-se 6008 rs. a premio sobre penhores
de ouro ou prata em pequeas porcoes : na
Rua-nova n. 9.
Nodeposfte-de farinha do mandioca na ra
da Cadeia de S. Antonio n 19 os precos des-
la semana continao ser farinha da primeira
qualidade 2820 da segunda dita 1S920, o
da terceira dita 1S600 reis cada alqueire, sen-
do da primeira qualidade em sacca 5.>000 da
segunda dita 4S000, da terceira dita 38200 ;
vonde-se bom rnilho a relalho lg920o alquei-
re e em sacca 48000, e urna porcao de azeite
Je campato em Larris.
= Tirao-se folhas corridas c passaportes
para dentro o fra do imperio, tudo por pre-
co commodo e com brevidade; quem preten-
der dirija-se a ra do Rangel n. 34.
= Aluga-so urna canoa propria para con-
du/ir familia o um preto bom cozinheiro ;
no Atterro-dos-Afo^ados n. 67, em casa de
Vicente Thomaz dos San os.
= Da-so dinheiro a premio mesmo em
pequeas quanlias sobre penhores do ouro,
ou prata ; na Rua-no\a n. 57.
A pessoa quoannunciou no Diario e
2 do corrente a compra de urna carraca diri-
ja seao pateo do Carmo.
Johnston Pater & Companhia avisao aos
Srs. de engenhosc correspondentesdos mesmos
nesta praca que so acha completo o seu esta-
belecimento do mai hinisn.o para engcnbos ,
constando de moendas de diversos tamaitos,
machinas de vapor, de condesacao o de alta
presso da for?a de quatro e do seis cavados in-
lezes, e laxas batidas e coadas e pramettem
agradar aos seus fregueses tanto em preco como
em qualidade visto seren todos estes objectos
feitos n'uma das principaes fundices de Ingla-
terra : ra da Madre de Dos n. 5.
=A fabrica de machinismoda ra da Aurora
acha-se sortija de moendas de canna dos model-
los mais approvados ; machinas de vapor de
forca verdaderamente de 6 cavados, tendo os
cilindros 16 pollegadas de dimetro interior;
ditas de fo,rca de 4 ditos com dimetro de 14
pollegadas, dito de alto [iressao com dimetro
de 8 ditas. e forra de 6 cavados a boa exe-
cucSo de todas he garantida; taxas de ferro
em uso crivos e mais ferragens para assen-
tamento, tudo foito na mesma fabrica ondo
tambem se recebe encomendas de toda a qua-
lidado de machinismo.
= Faz-se qualquer negocio com um sitio
P"rto desta cidade o qual tem as melhores
trras para plantaces, grande baixa para ca-
pim e pasto para vaccas, muitas plantaces
militar o da acadmica. estribara na Casa-forte, um cavallo russo
Subscrove-se na praca da Independencia loja queimado apatacado novo em meias carnes.
(JCHvros n. o, e 8, 3j2O0 reis, pagos adi- cauda curta com um pedaco ae cordai no pes-
antados coco, procurando a estrada do Recife: ese
cacao deste remedio prodigioso ; tai toem dif- em estado dse colherem e muitos arvoredos
ferentes partes do Imperio donde tem sid pro-, de bons frutos, boa agoa de cacimba, e casa
curado, como em algumas partes da Europa \ de podra ecal, os pretendenles dirijo-se
onde scu uso be ha mais lempo condecido. r'ora-de-portas, lado da mar grande confron-
Na mesma casa tambem se vendem tintas, i fe ao Pillar n. 6.
U


4
=r Preciso-se do 2 ou 3 homens forros,
o escravos, para trahalharem todo o anno na
serrara d*agoa do Montciro pagndose 640
diarios: a tratar na Rua-nova armazem de
trastes n. 59 de Antonio Domingos Pinto.
= Aluga-se urna casa na ra da Alegria ,
com 8 quartos, 3 sallas, 1 gabinete, e sotao,
proprias para urna grande familia : a tratar na
Ra direita, armazem n. 9.
Sociedade Florence.
Hoje 8 do corrente pelas 4 horas da tar-
de ter lugar a abertura da sociedade na casa
da ra do Rangel n. 59 segundo andar para
cujo fim sao convidados os socios da mesma so-
ciedade.
Olferece-se um rapaz de 22 annos para
caixeiro de ra engenho, ou mesmo para Co-
ra da provincia dando fiador a sua conducta,
se preciso for; ni ra do Rangel n. 45.
Of(erece-se um rapaz de 22 annos, para
caixeiro de armazem, ou ra ; na ra do Ran-
gel n. 45.
Aluga-se um primeiro andar com bas-
tantes commodos para urna familia, por de traz
da matriz de S. Antonio ; quem o pretender
dirija-se a ra larga do Rozario, a fallar com
Joao Manoel Rodrigues Vallenca.
= Aluga-se urna casa no Monteiro a ter-
ceirado lado das do fallecido Domingos Rodri-
gues do Passo com duas salas 3 quartos,
cozinha fora estribara para dous cavados,
e quintal murado com portao para o banho :
no Alterro-()a-Boa vista n. 21.
= No dia 2 do corrento appareceo no
engenho Inham um escravo procurando snr. ,
e diz que o senhor mora no matto e chama-
se Antonio Gomes Pinto ; se ho certo o pode
procurar no dito engenho ou nesta praca
= Precisa-se alugar urna escrava, que sai-
ba cozjnhar, engommar, o azer o mais ser-
vico de urna casa de um homem slteiro ; na
ra da Gua n. 31, segundo andar.
= Precisa-sede um cozinheiro forro ou
escravo; na ra do Torres n. 20 casa de
pasto de Antonio Joaqum de Faria Patricio
= Os Srs. Jos do Amaral, e Jo Diogo
do Mello queirao apparecer na ra da Cadeia-
velhan.49, casa de Jo3o Tavares Cordeiro,
para receberem urnas cartas vindas da liba de
S. Miguel e Mocei.
Compras
Compra-se urna rotula nova ou era
meio uso para porta de urna casa : na Rua-
nova armazem n. 67.
Vendas.
cntender-secom o Padre Racalho, na Boa-vis-
ta ; (cando certo que se nao responsabiiisa
pela fuga do mesmo.
Jos de Curvalho d Araujo Cavalcanti
faz publico que ninguem f.ica negocio algum
sobre os bens de seu irmo Jernimo Paes Ca-
valcanti do Albuquerque Brrelo por se acba-
rom hypothecados ao annunciante pela quan-
tia de cinco coritos de reis cuja escriptura se
acha no poder do tabeliao Quitiliano Ferreira
da Cunha e Ulivcira na comarca de Gara-
nhuns.
Quem annunciou querer comprar urna
cangalha dirqa-se a Rua-nova n. 55; na
mesma casa vende-se um carneiro.
Aluga-se por tempo de lesta urna casa
terrea de podra e cal, sita no .Monteiro, con-
fronto ao oitau do S. Pantalco com surtid-
entes commodos e por preco mdico ; na ra
do Queimado n. 11.
Aluga-se urna casa terrea com duas salas,
3 quartos cozinha fora quintal murado ,
cacimba e arvores de fruto na ra do Sebo,
na Rua-nova n. 63.
= Precisa-se do um preto que soja fiel,
para o servico de urna casa do familia; quemo
tiver e quizer alugar dirija-se a ra da Sen-
zala-vclha n. 48 segundo andar
= Alugaose dous negros socadores de as-
sucar ; na ra da Cruz n. 38, secundo andar.
Precisa-se de 1 menino portuguez, que
tenha pratica de venda ; em Fora-de-portas
n. 10, junto a groja.
O Snr. Raimundo Jos de MagalhSes
queira apparecer na ra doCabuga loja nova
franceza n. (i alim de se Ihe entregar urna
encommenda vindado Rio de Janeiro.
Aluga-se urna preta ou preto proprio
para vender na ra : na ra do Queimado n.
40, segundo andar.
Aluga-se o segundo andar da casa nova
da travessa do Adiquc n 9 os pretendentes
dirij5o-sea Antonio Joaquim de Souza Ribei-
ro na ra da Cadeia do Recife n. 24.
Roga se a qualquer pessoaS a quem for of-
ferecido um coracao de ouro de le com 4
oi lavas do peso com duas mozinhas engrasa-
das em cima em um laco em cima das ditas ,
e as pontas do laco caem sobre o coracao e o
circulavao com dous filhetes, um de filagra e
por cima deste outro de caracol ; tendo sido
furtadodecima do um balcao no dia 5 do cor-
rente ; quem do dito souber pode entregar
noAtterro-da-Boa-vista n. 11, que ser gra-
tificado ; assim como urnas amostras de fitas em
um livro de capa azul que por engao frao
entregues em outra loja.
= Aluga-se o segundo e terceiro andares
da casa n. 6 do Atierro da-Roa-vista forra-
dos de papel no maor aceio possivel ; um so-
brado de dous andares na praca da S Cruz ;
um dilo de um andar proprio para passar a fes-
ta, no Mangirnho-papa-tcrra a margem do
rio; urna ra Sebo; urna dita de7000 rs. ede 13000 rs. ,
na ra da Solidade ; a Ir tar com Manoel Joa-
quim da Silva, caixeiro de Francisco Antonio
de Oliveira.
Paulo Leitao Loureiro de Albuquerque ,
pretende relirar-se para fnra desta cidade, por
uto avisa a euscredores para ajuste de contas. j venda n. 24.
Vende-se um bonito e gordo cavallo ,
com todos os andares; na Rua-nova, arma-
zem n. 67.
Vende-se urna corrente de ferro para bar-
caca e urna balanca grande para armazem de
assucar; na ra da Cadeia do Recife loja de
fazendas n. 37.
^ Vendem-se borzeguins, e sapatos ingle-
zes para homtn saptos do couro de lustro
parasenhora, e chapeos irancezes superiores;
na ra da Cadeia do Recife ', loja de fazendas
n. 37.
Vendem-se 6 toalhas de bretanha de li-
nho todas abertas de lavarinto e um corte
de bico para urna das ditas tudo do melhor
gosto e por preco commodo ; na ra da Sen-
/.alla-velha n. 70, segundo andar.
^ Vende-se um novo sortimento de cha-
peos de seda para senhora e meninas calca-
do chales de seda (Toros finas fitas b
eos borzeguins gaspiados para homem pa-
pis para cartinhas em caixas sorlidas, e em
folhas pescocinhosde fil e de canbraia ,
bordados toucas e gravatas de seda do ultimo
gosto ; no Atterro-da-Boa-vista n. 11.
v= Vendem-so chapeos do Chile os mais
finos que nesta cidade tem apparecido che-
gados no ultimo vapor do Rio-de-Janeiro ; na
Rua-nova, loja francezade Amaral & Pinheiro.
Vendem-so, por barato preco 2 caixes
envidracados proprios para amostras de ven-
da um par de esporas de prata com mais de
m 'ia libra 16 caixas vasias do Porto, urna
canoa (echada com mais de 60 palmos de
comprida ; na Ra-imperial, venda da es-
quina n. 2.
= Vende-se urna canoa por preco com-
modo a qual serve para deposito d'agoa por
ter sido deste trafico ou para carregar entu-
Iho ; na ra do Pillar n. 141.
= Vende-se urna negrinha do nacao de
U annos, engomma, e cose ; urna dita de16
annos, muito linda c ptima para mucam-
ba ; um molequo do nacao de 18 annos ,
ptimo para pagem ; urna escrava boa cozi-
nheira ecom ouiras habilidades; urna dita
boa quitandeira ; na Rua-direita n. 3.
= Vendem-se bichas superiores de Ham-
burgo ; na Rua-direita n. 14, esquina do be-
co de S. Pedro.
Vende-se bom pao, bolacha de di (fe
rentes tamanbos biscoutos, roscas, caf moi-
do ; na praca da S. Cruz padaria da fumino
bita.
Vendem se batatas .inglezas, chegadas
ltimamente a 1280 a arroba ; na ra da
Alfandcga-vclha armazem n. 44.
Vende-se urna flauta de bano, com cha-
vo do prata a obra de Roberto Burn o pri-
meiro tomo de Virgilio por preco commodo;
na ra estreita do Rozario n. 3
Vende-se um escravo de 30 annos, pro-
prio para qualquer servico: na Ra nova n. 65.
Vende-se urna escrava de nacao, de 35
annos, cozinheira lavadeira e quitandei
ra ; na ra das Cruzes n. 41, segundo andar.
Vende-se urna carrosa de trabalbar com
um boi ; no pateo do .Carmo a fallar com
Jos Caetano.
Vende-se urna negr8 crioula de 24 an-
nos quitandeira cose cozinha e lava ;
na ra do Livramento n. 21, segundo andar,
Vendem-se barris vasios, que foro de
azeite de carrapato assim como barris com 9
a 20 caadas ; a dinheiro ou a praso, por
proco commodo e 3 pipas arquiadas de ierro,
novas; defronte da ribeira da Boa vista ven-
da n. 60.
Vendem-se chapeos do Chile finos, e
chegados agora; na ra do Queimado loja
n. 25 de Guilherme Sette.
Vende-se um sof de Jacaranda, em
bom estado 6 quadros, urna mesinha de ama-
relio e um par de caslicaes de vidro tudo
no rim >li>
Vendem-so 4 escravos ptimos para todo
o servico ; um moleque do l annos, muito
ladino e ptimo para o que se quizer appli-
car; 3 prelas com boas habilidades, cozinhao,
engommao e lavo ; urna dita de meia ida-
de, por 300$ rs. cozinha, lava, e he boa
vendedeira; na ra de Agoas -verdes n 44.
% Vende so morcelina branca muito fina,
o larga a 700 rs. a vara, cambraias de quadros,
e lisas com flores de cores a 640 rs. a vara,
com vara de largura cassas brancas com qua-
dros roxos a 200 rs. o covado ditas com lis
tras de cores a 200 rs. cassas pintadas de co-
res fixasa 160, e 180 rs. ; na ra do Cabug,
loja de Antonio Rodrigues da Cruz.
Vende-se urna loja de marcineiro com
madeiras, ferramenta, eobra feita, com pou-
cos fundos, em boa ra para este estabeleci-
mento e t.imhem tem commodos para fami-
lia ; na ra do Livramento n. 17.
Vende-so a propriedade denominada
Cassote a qual divide pelo engenho Giqui ,
e passo do dito, em trras da Ibura tem quase
meia legoa, com mattas, e agoa : atraz da
matriz da Roa-vista n. 24 a fallar com Do-
mingos Pires Ferreira.
O abaixo assignado vende a parte que
he tocou por heranca de seu fallecido pao, Ma-
= Vendem-se relogios do ouro com caixa
lavrada e lisa grandes, o pequeos para
senhora ditos de prata horisontaes, e de pa-
tento.por menos 20 por cento do preco, porque
vendemos relojooros; na Rua-nova n. 35.
= No deposito d'agoa do Antonio Das da
Silva Cardial contina-so a vender agoa da
biea do Monteiro bom limpa, a 20 rs. cada
caneco das 5 horas da manhaa at as 9 da
noute ; por de Ira-da ribeira ns. 15. o 17.
=s Vende-se veludo frencez para vestidos de
senhora a 880 rs. dito superior em qualidade
o em coros a 1280 rs. mantas de seda chine-'
za a 5500 rs. ditas dosetim a 8 y e IOS rs.
lencos de veludo de 3 pontas, modernos a 2400
rs. ditos pequeos de seda para meninas a
320 rs. e do-se amostras de veludo a to-
dos os compradores, para melhor poderem co-
nbecer a boa qualidade da faz tas fazendas, ha outras muitas, por barato
pieco ; na ra do Queimado, loja n. 1 de
Francisco Jos Teixeira Bastos <& Companhia.
= Vendese Jacaranda superior chegado do
Rio de Janeiro podras de marmore redondas
para mezas do meio de sala, de muito bom os-
to ditas para commodas cadeiras america-
nas com assento de palbinha camas de vento
com armacao marque/as sofs mezas do
noel Pire Ferreira na divida da fazenda pu- jantar camas de vento mui bem feitas a 4500,
blica do Rio de Janeiro a qual com os juros ditas de pinho a 3500, assim como outros niui-
anda por mais de 5 contos de reis; quem pre- tos trastes ; pinho da Suecia com 3 pollcgadas
tender, dirija-se atraz da matriz da Boa-vista de grossura dito serrado dito americano do
n. 24. atf Domingos Pires Ferreira.
Vendem-se 8 passaros mui cantadores,
12 cadeiras duas banquinhas de Jacaranda ,: Florentina em casa de J. Berarjger n.
de'
differentes larguras e comprimentos ; assim
como travs de pinho, e barrates ; na ra da
14.
or nreco commodo;
Livrssjcn ,
dous pares de mangas de vidro. 2 pares
casticaes de dito um candieiro de globo, 6
quadros, umespelho, urna mesa grande, c
banquinhos proprios para aula de meninos;
no pateo do Hospital do Paraso n. 20.
Vendem-se canarios do imperio che-
gados prximamente do Porto no brigue Im-
portador, em vivoiros, e ja separados em gaio
las muito cantadores por preco commodo ;
chocolate da Babia a 100 ri. o pao e meio
a 50 rs. e arroz do casca a 4000 rs. o alquei-
re ; na ra estreita do Rozario venda n. 8.
Vendem-se machinas de vapor de 3 4,
eocavallos, moendas para agoa e animaes ,
taxas de ferro balido e fundido, formas de
ferro, e urna prensa bydraulica para emprensar
saccasde algodao: na ra da Senzalla-nova.n.
42 casa de Fox & Stodart.
= Vendem-se unas escolhidas caixas de
vinho de Franca superior da marca F. Ju-
lien 4F. Emillion ; caixas de genebra da me-
lhor qualidade, aue tem apparecido neste mer-
cado ; e um pequeo lote de charutos da Ha-
vana e de Manilha vordadeiros; na ra da
Cruz n 7.
= Vende-se um bonito moleque de 18 an-
nos ptimo para pagem tem officio de ca-
noeiro, e tambem sabe pescar de tarrafa ,
vende-se por necessidade ; em Olinda ra de
Raixo, casa de Carlos Correira Mendes S-
mes.
=. Vende-se, por preciso, urna negrinha
de nacao Angola de 14 annos, boa cozinhei-
ra o faz todo o servico de urna casa, menos
costura por ter pouco uso e nao tem vicios ,
oquo se afianca ; na Rua-velha n. 93.
Vende-se urna escrava crioula bem pa-
recida de 24 annos, cozinha bem, engom-
ma lava e cose : na ra de Agoas-verdes
n. 46.
VenJe-se, a bordo do patacho Golphinho
um escravo de nacao Nagd manijo, e coz-
nheiro.
= Vende-se urna parte do sitio da Solidado
ao p do beco do Boi o qual foi do fallecido
Jos Roberto, e hoje dos herderos de Antonio
de Queiroz Monteiro Regadas cujo parte he
no valor de 1:6928578 rs.; noAtterro-da-Boa-
vista n 21.
Vendem-se dou negros trabalhadores de
enchada ou para socar assucar; um cavallo
bom carregador passeiro e muito bom es-
quipador ; na ra de Agoas-verdes n. 70.
= Vendem-se 3 escravos. sendo um mo-
leque de 13 annos, urna negrinha de 16 an-
nos c um negro de 24 annos socador de as-
sucar ; na ra da Cruz, venda n. 49.
= Vendem-se 500 oitavas de prata fina ;
telhas fijlos de ladrilho alvenaria tapa-
qiento cal do caiar dita preta ripas e
caibros, tudo da melbor qualidade, e por preco
commodo ; no Varadouro de Olinda venda
rt. 18.
= Vendem-se canarios de imperio ja sepa-
rados em gaiolas muito cantadores e chega-
dos prximamente do Porto no brigue Impor-
tador chocolate da Bahia a 100 rs. o pfto ,
meos ditos a 50 rs. e doce de goiaba sortido,
por preco commodo ; na ra estrella do Ro-
zario venda n. 8.
Vendem se 12 moradas de casas de tai-
pa sitas em Tigipi todas, ou cada urna de
pe si a n."..^r r.c !hC!wh .Ugoi cun ueraldo
Baptisla de Souza.
= Vende-so um molecote de 18 annos de
I bonita figura ; na Rua-velha n. 57.
Escravos fgidos.
No da 3 do corrento fugio urna prela
crioula, de nomo Laurianna, baixa meia
fula, ps grossos, com um belidaem um olho,
de 40 annos; levou saia preta, e panno da
Costa e he quitandeira ; quem a pegar le-
ve a ra do Padre Lobato que ser gratifi-
cado.
- De bordo do patacho nacional Golphinho
fugio um preto de nome Romao de naco
Nag estatura alta bem feito, com pona
de barba ; quem o pegar, leve a casa de Novaes
& Companhia n. 37 quesera gratificado.
Asentou -se da casa de seu senhor a das
passados o prolo Joo oficialde pedreiro e
muito conhecido nesta praca por ter traba-
Ihado em muitus obras he de baixa estatura ,
magro, crtr muito preta boca grande, per-
nas finas ps compridos e chatos ; quem o
pegar ou avisar ondo so acha de maneira
que possa ser capturado receber 50* rs, de
gratificacao de seu senhor Luiz Gomes Ferrei-
ra no Mondego ou no seu escriptorio na
ra da Caricia.
=- No da 26 de outubro fugio a preta Ma-
ra de nacao Congo, de 24 annos estatu-
ra regular secca do corpo peinas finas em
ambos os lados do rosto tem duas marcas mais
pretas; levou vestido de riscado de assento es-
curo com listras brancas e amanillas saia de
chila azul e branco, a qual venda de ma-
nhaa agoa e a tarde azeite de carrapato foi
escrava de Jos Lourenco de Carvalho no At-
terro-da- Boa-vista e depos de Manoel Fer-
reira Ahtunes Viliaca na ra estreita do Roza-
rio ; quem a pegar, leve a ra do Rozario da
Boa-vista n. 18, que ser gratificado.
= Fugio m da 15 do p. p. a preta Joan-
na, de 30 annos gorda rosto redondo ,
olhos pequeos semblante fechado, com urna
cicatriz no braco direito, e urna ferida na ca-
nella da perna esquerda ; quem a pegar leve
a praca da Independencia n. 21 que ser re-
compensado.
= Sabino do nacao Bes^uella do 20
annos sem barba estatura ordinaria secco
docoipo cor um tanto fula com falta do
todos os dentcs, tem no pescoco urna cicatriz,
proveniente de um talho gagueja quando
fall com pressa ou raiva pernas e bracos
linos ; levou calcas de brim liso jaqueta de
riscado ja usado camisa o ceroulas de al-
godao americano e bata encarnada bastante
usada. Mara, de nacao Cacange representa
ter 20 a 30 annos estatura ordinaria corpo
proporcional olhos afumacados com falta
de 4 denles na frente com alguns signaos de
panno sobre o queixo peitos pequeos, per-
nas arquiadas com um dos peitos dos ps mais
rosso o com os dedos arrbitados por causa
de bichos que leve em algum lempo cose ,
engomma e cozinha bem ; levou saia de al-
godao azul camisa de dito da Ierra, e baeta
encarnada tambem usada ; quem os pegar, leve
a Fnru-de-portas n. 49, que ser gratificado.
Recipe: na Typ. de M. F. de Faria. =1843


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