Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04505


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Full Text
A Tino de 18413.
Tenpa Feira 7
indo por ilepende de nos mesmoa; di noaia prudencia, moderigo, e enercia: cnn-
tinuomoa como priscipiamoi, e aeremoe aponiadoa coro dmiracao enlie aa Nagoea maii
cillas. ( rrocUmagao da Aasemhleia Gerl do Biasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTHES.
Goianna, e Parahrba, aegondas e texlai feirae. Rio Grande do Norte, quintal feiraa.
Bonito Garinhun, a il 24.
Cabo, Serinri.iem Rio Formulo, Porto Cairo, Maeeio, e Ma-oai nol',11 e 21.
Boa-Tittae Floreak jJe 21. Santo Anl.'io quintaa feiraa Olinda todoi 01 diaa.
IAS DA SEMANA,
fi Seg. i. Sebero B. F. And. do J de da 2. .
7 Terg. a. Florencio B Re. Aud.dii J de D.da3. r.
8 Quart. s. Cmtoiio Aud do J. deD. da 3. r.
9 Ouint. Thei.doroM Aud. do J de D da % r.
40 Sex .. Tiberio B. And do J. de 1). da J. r.
1< S j'jnm a Martinhol. Re. And do J. de D. da i- t.
42 D"*. O Patrocinio de Non Senh< ra.
de Novembro Anno XIX. N. 240>
WnBnaBnSHfi'WSBnMMBiaaWMIHBE BSti^Ha^ai*ai^a^^^^aaK^a"a^al^allllnn"" rrftmtTIT^ "*
O Dumo publica-ie io.'.oi o diaaq'jenlo forem SeatfttMrloi: o pWy-0 la Umtfm ,..
de tre mil reii por quartel pago, .diant.doi O innancioi doi MffgMrtM Ma
er.tii o doi qne n.,o forera !, reio de ",0 ren porlinl... Al re<-U,aa,;(>ei ..ere a*
gidaa a ata Tip., ra da Crutee N. Si, ou .Praca da Independencia loja d.hrro. Si.
1 CiMl-os-NodLO n"-D,,
Cambio obro Londres 16 d.
Paria 37 J rea por franco,
Liaboa 111) por 1U0 de premio.
Norembro. "Pr*
Ooe.o-Moed.de 6,400 V. *G,5dU

da 4,0U0
F a. A T a-Patacn
Moedadocobie 2 por celo. Peoa Colamnerae
dem deletrea de bou firrn.a 1 a 4 l|i 2. ditoi Mnicanoi
PHASES DA LA HO HEZ DE NOVFMBRO.
Loa Cheia 7, ia 3 horf" nnba I Loa ora : I, ka 3 hortt e 14 m da larde.
Qnart. "g. Mj a' *3 minutu da tarde | Ouart. cien, a 2S, a 4 horai e 49 m. da t.
Preamar de hoje,
' a 0 boru e 41 m da tarde.
N. 16,300
y,ooo
i.soo
1,400
<,300
17 700
16,500
U.20U
1,820
1,820
i,810
1. aS boru e 18 a. menba.
ADVERTENCIA.
O artifcO ORDEM DA LP.G1O DE HONRA
queseachana segunda columna da segunda
pagina do Diarto do hontem, deve ler-se dcpois
do periodo-' S-ee no Jornal do Commercio o se-
guimte:-Diz urna caria de Parizetc. -que se a-
cha no fimdoartigosegtnnte-nivRRSAS noticias
-e antes do outroRIO GRANDE DO SUL
MONTEVIDEO
7 DE 0UTUBR0.
.... Nao um pensamento novo na mente de
Rosas o fizerresoar noproprio coracao do im-
perio do Brasil o grito do guerra. Este designio
permaneca flxo na sua cabera quando, pormeio
dos anarchistas deste estado, piomoveu a in-
surreicao do Rio Grande que nao teria arre-
centado sem a promessa de que este p:iiz e o
argentido correrio em seu auxilio. Quern se nao
leinbraque a esquadrilha se annou em Eritro-
nios? Quem nao sabe que Pedro do Apgelis,
impressor de Rosas, enviou a primeira impren-
sa que tiverao os insurgidos do Rio Grande, e
com a qual propagaro as suns dotitiinas?
Quem ignora a famosa missao de Fontoura a
Buenos-Ayres, sua intimidado na casa de Ro-
za e a farca com quo este ao passo que ti-
rava dos seus parques armamento para a insur-
rejco do Rio Grande, passava urna circular ao
governo de Salta para que nao permiltisse que
os scus subditos o auxiliassem com homens
nem armas, tendo os habitantes do tao remota
provincia tanta possibilidade do fazel-o como os
que vivem na China ? Quem nao est inleirado
do famoso plano, confeccionado pelo mestno
Rozas, para as tres dictaduras vitalicias de Bue-
nos-Ayres Montevideo e Rio Grande, occtipa-
das pelo mesmo Rozas, por Oribe e liento Gon-
toGoncalvos ? A insurreicao do Rio Grande, in-
certa em seu objecto iraca e dividida nao te-
ria podido crescer ate o ponto a que chegou du-
pois sema influencia de Rosas. Quem deu or-
dem s tmprensas de Buenos-Ayres para publi-
caran tudo o que tivesse relaco com a indepen-
dencia do Rio Grande, e levasse ovistodo
agento Fonloura?
Este, durante a sua permanencia em Buenos-
Ayres, fez prender um citiado de Buenos-Ay-
res que esleve encancerado dous annos, por sus-
peito de adherente causa imperial, e Fontou-
ra era um dos favoritos da fllia de Rosas e re-
presentava o principal ppel as suas reunios
epasseios Ah esto os peridicos de Buenos-
Ayros de 1836 que conten ostes Cactos com <>s
conimenlarios que os rocommendao, e sabe-se
que nada se publica em Buenos-Ayres que nao
seja porordem de Rozas. Dionisio coronel esto-
ve muito lempo acreditado junto aos republica-
nos do Rio Grande, e as povoages einquo es-
tes dqminava existi desde o principio da in-
surreicao um partido dedicado aosinteresses de
Rosas e quo funda va a sua preferencia para
com elle nos servicos que elle prestava s-
cente revolucao.
Soria, Eguren, Donado, Carvallo e os princi-
paes amigos de Oribe forao commensacs e di-
rectores do general Bento Goncalves, e muitos
delles como Santa Anna, Berdum outros pe-
recro combatendo por sua causa e derraman-
do sangue legalista. Coetneo com estes succes-
sos a famosa viagem de Oribe, hoje general de
Rosa, e ento presidente djssa repblica. Mar-
choudcssacapit.il para a fronteira com o flm
expressode alentara revolucao do Rio (raudo,
dar Ihe direccj e especular cpm ella.
Depois destes antecedentes de todos conheci-
dos, incuncebivel como Rosas pretende allu-
cinar a alguns Brasileiros accdsando o parti-
do patriota de connivencia com os republicanos
rio-graiidensos, e os documentos que apresen-
ta prova somonte a circumspecao das nossas
autoridades diffioil de guardar quando os ha-
bitantes da fronteira oriental e rio-grandense ti-
nhao os seus intoresses tao unidos, e quando a
poltica do alguns gabinetes do Rio de Janoiro,
cujos nieinbros relacionados pessoalmcnto com
Rosas ou que haviad manifestado as cmaras
brasileiras opinioes favoraveis a tosas, edam-
nosas honra o a scguranca desta repblica ,
inspiava serios receios e aconselhava nao ir
alieitamentede encontr cornos republicanos
rl.i II i., r.riin.l" "- > .~.o ..--. .. r>3mnainljS T:)
grandense, e erad iucessanleinento traballiadus
por agentes de Rosas para precipitar-so sobre
nos. Por estes mesmos principios, o general La-
valle e o governo de Corrientes mantiveraS rela-
coes com os republicanos.' A situacao de Corri-
entes era mu critica nos momentos em que
derribada a adminisIracSo de Romero, se vi
esmagada por um exerclto de Santa F. Exami-
nou entao o governo de Corrientes se nao con-
vida reconhecer a independencia dos republica-
nos do Rio Grande da maneira pratadapelo Sr.
Canning, isto o fado sem so metter a julgar
questao de dimito, e deixandn nonsummar-se a
victoria da revolucao ou sua derrota, maniendo
urna perfeita neutralidado. E-te plano encon-
trn na provincia de Corrientes muitos oppo-
sitores, ejmais foi levado a etTcito, nem resul-
tou damnn ao imperio, como acontoceu com
a ingerencia eintrigas de Rosas no RioGrando.
Nao so nos peca que ent-emos em urna dis-
cussao sobro multidao do fados individuaes que
succedCra na fronteira. O seu resumo deixaria
um saldo crosndo em nosso favor. Legalistas
protegrao mais de urna vez as invases arma-
das dos partidarios de Rosas no Cerro Largo ,
marcadas sempre por aleivosos assassinatos; le-
galistas mancharan o n >so solo com sangue in-
nocente: legalista era Vargas, oaleivoso assas-
sino da divisao Baez. Nao nos canearemos pois
com urna estirada explicacao de (actos mais que
compensados por outros; limitur-nos-hPinos a
analysar as cartas que Rozas publicou as suas
Gazetas de 30 do setembro e 3 de outubro para
provar a connivencia do partido patriota com
os republicanos do Rio Grande. Vejamos pri-
meiro quem sao os autores destas cartas. Sao por
ventura alguns dos que dirigem a poltica desta
repblica ou de Corrientes? Nao: o D. Juan
Lavallo que j nao existe, D. Pedro Ferr quo
est proscripto de Corrientes pela nova adminis-
tracao patriota, D. Manuel Leiva, que est re-
tirado dos negocios pblicos I). Sebastiao Ri-
beiro que com seu pai, personagem de que tra-
tao essas cartas, esta hoje ao servicu do im-
perio.
A prirnoira carta de D. P. Ferr de Lavallo
com data de 26 do novembro de 1839. Falla
da boa disposiejio que manifustava5 os republi-
canos pela causa correntina e diz que talvez
conviesse reconhecer a sua independencia, que
o queelles mais desejao. J explicamos o quo
importara este reconhecimento e como se en-
tenda. A segunda, com data de 17 do mesmo
mez e anno, do mesmo Fer, repete o que j i
tinha dito sobre a conveniencia de tirar provei-
to das boas dispoic5es d<>s republicanos mas
nota que ndo pode annunciar o termo desta ntgo-
ciaedo. Em duas carta* do general Lavallo, urna
ao Sr. Buchet de Ma ligny, agente do rei dos
Francezes, o outra de I) Andr Lamas, ambas
com data de 27de Janeiro de 18*0, recommen-
da-lhes a pessoado doutorD. Sebastiao Rioeiro,
partidario da civilisacao e liberdade, em cuja
casa tinha recebido os maiores obsequios du-
rante a sua emigracao no Rio Grande. Outra
carta de igual data escripia I). Julia5 S. do A-
guero, que publica a Gazela de 7 do corrente ,
tem o mesmo objecto. D. Manuel Leiva em car-
tas de 19 e 23 de novembro de 1839 dirigidas ao
joven secretario de Lavalle hoje emigrado em
Bolivia, recommenda-lhe tmbenlo muito que
ser proveitoso para a causa aceitar os auxilios
armados dos republicanos, dando-lhes em pa-
ga o reanhecimento da saa independencia. La-
valle n'outra carta com data do 21 de novom-
bro manifesta a Ferr que muito convida con-
seguir um auxilio de 2.00 republicanos e sal-
var com ellesa revolucao argentina.
U mesmo Lavalle dizia em outra carta com
data de 22 de novembro do 1839, escrita ao ge-
neral Ribeiro, que urna alianca entre o Ro Gran-
de c a Repblica Argentina se-ia muito provei-
tosa. Com data de 28 do mesmo mez pede o mes-
mo Lavalle ao general Riboiro permissaS para
transitar urna Torga sua pelo territorio oceupa-
do pelas armas republicanas no Rio Grande o
que prova quo nenhuma convengao de allianca
exista e quo ludo o que conten as cartas so-
bro soccorros erad simples planos que nao l-
nhao a menor base. O l)r. Ribeiro escrevo por
ultimo a Lavalle com data de 27 de margo de
18i0 eannuncia-lhe que o general Rivera Ihe
prometiera soccorros de armas, c que Ihe com-
munic'ira um amigo que no dia lOdaquelle me/.
devfaQ celebrar-se tratados entre os correntinos
e a repblica do Rio Grande. Esta no icia bem
CGiliO uo iiiniCii.G CU ..H.|>maw>n -
certa.
Assim pois, toda essa correspondencia com
que Rosas faz tanta bulna naosen5o urna cor-
respondencia com vivacidade de esperangas e d'i-
Tallecers, ou se retirarlo dos negocios pblicos,
ou servem hoje com lealdado o imperio; corres-
uondencia que nao deu resultado algum positi-
vo, e na qual nem urna so vez se falla de pazar
os auxilios detroDas que se esperavao do Rio
Tirando, com outras tropas para hostilisar o im-
oerio, mas simdo reeonhpcimento da indepen-
dencia do Rio-grande, como Mr. Canning enten-
leuo applicou esta palavra, tratando-sedas no-
vas repblicas hespanholas; um reconhocimento
quo nao annulluva os direitos da motropole.
Se so publicarse a correspondencia secreta dos
ministros de Rosas com alguns dos do imperio,
antes da batalha de Caagna' e do armamento
das lges cstrangnras nesta capital, quantas
palavras nao se lerio mais offensivas para nos,
mais fataes nossa independencia, do que forao
lamnnsas ao imperio as queescreviao Lavalle,
Ferr e Leiva ? O qu importa em poltica, o
que vale para decidiros gabinetes sao os fados
consummados, e nao opinioes alheias econfl-
doncias; quando estas erao provocadas por urna
stuagao critica, por urna visinhanga perignsa,
) pela indfferenga do imperio, quo via com frie-
sa a destruigao dos seus alliados naturaes e da
nacionalidade oriental, sua grande barreira en-
tre Rosas e suas provincias; nacionalidade que
se desapparecer, arrastar coinsigo a do Para-
guaya approximar das portas do imperio o vi-
sinho mais perigoso que at* agora tem tido, for-
te por urna accumulag3o enorme de estados con-
quistados contra o direitodas gentes e contra os
tratados e interessesdo impoiio, e iuimigo de-
clarado do dogma poltico brasileiro, da monar-
chia brasfleira, quo Ihe deve a destruidora guer-
ra com o Rio Grande, fomentada por elle, como
temos demonstrado.
O general Rivera, contra quem Rosas seas-
sanhacom furor, o primeiro delensor deste
paizodesua independencia, porem nao se en-
terra a sua independencia e o paz na sua Des-
loa, Este e a nacao tem a sua existencia indo-
pendente, ainda que ligadas eslreitissimamenle
para beneficio mutuo. O militares de estian-
ueiros armados em nossa defensa, esses exerd-
tos que aqui e em Corrientes monlfto a 20,000
homens, nao peleja por um homem, mas sim
pela civilisago, pela liberdade, pela patria a-
meagada 'jela barharidade o pela tyrannia. A
repblica Oriental devoao general Rivera o ina-
preciavel exemplo de urna doscida legal, o em
virtudoda constituigao, dacadeira presidencial
d'um governo independento de tudo o que nao
a lei natural ea sua consciencia da felicida-
dc publica. Os que dizem que no Estado Orien-
tal s se defende o partido do general Rivera
nao conheccm nem as pessoas nem a popula-
gao nem os impulsos que a fazern obrar; que
quem peleja a nagao da qual o general Rive-
ra nao seno un\ Ilustro patriota, o primeiro
dos seus heroicos soldados. (Nacional.)
(Jornal do Commercio.)
INGLATERRA.
Londres, 13 de setembro de 18r3.
S. M. a Rainha de Inglaterra partiu hontem
para Ostendo (Blgica.) Ainda que o objecto des-
ta visita seja menos interessante do que do
castello d'Eu. todava tal quo esparamos, que
nao deixar de causar satisfagan ao animo real.
Porque alein dos attractivos, que Ihe offerece-
ro Bruxellase outras cidades dos Paizes-bai-
xos, asmis antigs, eoutr'ora as mais ricas
da Europa, ha aconte nmentos associados com
aquello pai/, que ella vai visitar, que nao po-
dn deixar de tornar-Ule duplicadamente inte-
ressante essa visita. Ella desembarcar n'uma
cidade famosa nos arinaes da fortalesa patriti-
ca; ella viajar n'uma trra, cujos campos teem
sido disputados pollegada a pollegada, petos
campioes da liberdade o do despotismo. E quan-
do ella ti ver contemplado os antigos sitios de
fama histrica os velhos mercados d'um com-
mercio mouopolisado, os primitivos assentos de
magnificas artes, deixar a reminiscencia do
passade, da cruel guerra do Hespanhol e da
santa campanha de Luiz 14, da fama de Bou-
chain c Ramilies, e voltar-se-ha para a daquel-
lecampo que associar eternamente a gloria
da Inglaterra s liberdades da Europa. Ella o-
,. iN.Tr/.l -l-fc .1- .*ri
ni ai ,i |iu. n tiiiii'iniii, i-5i:ii-iiii,i.iiii ui. i|ui; rrci-
linglon seu subdito.
Visita de S. .17. Ti. felgica.
'Correspondencia particular.)
Ostend, 13 de setembro.
Acabo de teropraerde presenciar o desem-
barque de S. M. a Rainha de Inglaterra. Justa-
mente 2 horas o um quarto partiu do caes o
prestito real, porque felizmente o hiato real po-
de entrar logo no porto pelo estado Tavoravd da
mar. S. M. o o rei dos Belgas oecuparaG o as-
sento posterior d'uma carruagem aberta. Na
sua Trente assentarao-se a rainha dos Belgas e
S A. R. o principe Alberto. S. M. pareca ain-
da mais bem disposta do que quando a vi em-
barcar em Treport na quinta feira passada de
manhaa. O principo Altarlo tambem pareca
bem disposto, e todos muito prasenteiros.
Por todo o c.imin'io foi a rainha saudada com
o rnaor enthusiasmo de alegra ao que ella
corresponda com aqu lia graca benevolencia e
dignidade, que nao hoi mister descrever.
Tambem afi preciso indicar pillos nomos as
pessoas fia comitiva deS. M. Entro as maisdis-
tindas que acompanliarad a SS. M.M da Blgi-
ca, quando ia raceber a nossa cara soberana,
contava-seo general Gohlet, ministro dos nego-
cios estrangeiros; o conde d'Aerschoot, gram-
marechal do palacio; M. Conway. intendente da
lista civil; o burgo-mestre, M. Serruys; os cn-
sules da Gram-Bretantia e dos Estados-Unidos,
os Sheriffs (Echevins), os vereadores da cma-
ra municipal; muitos otllciaes generaes e ou-
tras pessoas de dislincga, eum numero consi-
deravel de senhoras elegantemente vestidas.
Toda a populagaosaiu para fra, c desenvol-
veu tanto enthusiasmo quanto teria patenteado
igual numero dos mais li,-is o amantes subditos
da nossa mesma rainha.
'Times.)
HESPANIIA.
Despachos Telegrafieos.
Perpignan, 9 de setembro.
A 7, s 5 horas da manhaa, o forte Mont-
juich rompeu o fogo contra Atarazanas.
Chegarao a Gracia urna brigada d'artilha-
ria, vinda de Mnlinadel rei, c 400 milicianos de
Igualada. Os milicianos de Vich Villafranca,
Manresa, e Befga va em marcha para apoiar
as operages do capitao general contra os in-
surgentes.
O coronel Zayas assumiu o commando de
Montjuich.
Perpignan, 10 de setembro.
A 8 a posigaode Barcelona era-qu asi a mes-
ma. noite o forte de Monijuich devia comegar
de novo o fogo sobre Ataiazanas. Elle desmon-
tou as baterasassestadascontra Barcelonda ea
cidadella. O capitao general mandou cortaros
canaes, que suppria as fontes, mas ha um
grando numero de nascentes d'agua em Barce-
lona.
As noticias do Madrid datadas do 4 de setem-
bro annuncia que a divisad ntreos membrog
do gabinete Lopes tornava-se cada dia mais se-
ria, e duvidava-se que elle so conservasse uni-
do at a rcunia das cortes.
Em Sevilha os partidistas da junta central
comegava a levantar cabega, esegundo as ulti-
mas noticias cstava aquella cidade n'um estado
de .onsideravel agitagao. O chele poltico tinha
expedido una proclamagao declarando que nun-
ca consentirla, que na cidade invencivel se le-
vantassu una bandeira contraria actual or-
dem do cousas O Correio de Sevilha de 30 de
agosto diz que os Ayacuchos o os partidarios do
infante I) Francisco de Paula, tinha-se unido
para o fim de derribar o governo existente, que
o reclamo d'uma junta central ora um mero pre-
texto para encobrir os seus designios, que a
dosconfianga sehavia tornado geral, e que a s-
tuagao era tanto mais assustadOra, quanto mul-
tas autoridades manifestava sympathia para
com os revoltosos.
Na noite de "29 fizeraSetes urna reuniao em
numero de cerca de 400, na Alameda Vieja, o
que tinha tornado necessariooemprego de urna
grande forga militar. As tropas flcara em ar-
mas todo o dia seguinle, e o capitao general
convocou aoseu quartel urna assembla das au-
toridades eolliciaes da guarnigao, os quaes to-
dos expressaro a sua adheso ao governo e a
su i determinagao do apoial-o.
A Senlinellade. Andalusia, que advoga pela
junta central, diz que as II horas da noite de
30 L'Spaiilou-sc tuu u gafiiiya, 6 gfdtlUeS pa-
trulhas percorrero as ras.
Madrid eslava perfectamente tranquilla.


-*?
Mr. Asfon rievia dar o jantar de despedida no
dia 6 de setembro.
.
As noticias de Madrid de 5 de setembro refe-
ren, que os comrnissanos de districto escolhi-
dospeli.soleitores do partido parlamentar de-
viareunir-se noite para organisareni a cha-
pa dos seus candidatos, a qual devia de ser pu-
blicada no dia seguinte.
As fraccoesdo partido progressista tinhao da
sua parte clicgado a un perfeito acord en-
tre si.
O acolhimpnto prestado na Inglaterra a Es-
partero tinha alentado as esperanzas dos seus
amigos en Madrid.
O Echo delCommercio nega que os comrnis-
sanos catalaes tivessum partido de Madrid sa-
tisreitos com as disposices do gabinete, e ac-
crescenta, que os ministros tinhao gostado pou-
co das exigencias c reflexes dos commissarios.
Asparticipacoesrecebidasda Andalusia con-
tinuavaa sei do una naturesa assustadra. O
correspondente do Espectador soreveu do Sevi-
lha 31 de agosto, que na noite antecedente se
assestaro pecas em difTerentes partes oa cida-
de, e que era muito provavel, que as tropas a-
poiassem o movimeuto em favor da junta cen-
tral.
O general Narvacz tinha distribuido promo-
coes e condecoraces por 85 oltciaes e soldados
do regiment del principo, que tinhao perma-
necido fiis durante a ultima revolta. (dem.)
"aquello dia, dizendo que anda continuavam \ ofiiciaes inferiores e cadetes do exercito ao pos-
all as hostilidades com a mesma energa o re- to de alferes ou segundos tenentes, dando-lhes
Despacho Telrgraphico:
Persignan, 11 de Setembro.
Na noite de 8 teve lugar um insignifican-
te trroteio em Barelona, junto aportado
Maro da Puerta del ngel.
Os insurgentes nao teem mais de 1,200
combatentes.
O Pharc des Pyrenes diz que a Junla po-
pular de Barcelona tinlia-se dirigido ao Briga-
deiro Castro, a pedir-llie que aeeitasse o com-
mando das fincas insurgentes, o qual olle posi-
tivamente rogeitou; o afino de evitar todo o
compromettiiuenlo, embarcou-sc com o Gene-
ral Arbulhiiul pira Valencia.
O N icional observa que aquellos que provo-
caran! a insurreico contra Espartero, e que
applaudram a sua queda nao podem sem in-
coherencia roprovar a insurreico dos queprc-
tendem derribar o Ministerio Lpez.
As ultimas noticias de Madrid ebegam a da-
ta de 6 de Setembro.
O Eco del Comercio a minucia que se tinhao
leito muitos protestos contra o empenho contra-
hido pelo Governo com M. de Sala mane.
O partido Parlamentar nao tinha podido
concordar na lista dos seus candidatos para a
prxima eleico. Os commissarios deviam re-
unir .se outra vez a G de Agosto para discuti-
rcm os mritos dos di fie rentes candidatos.
O Governo ao recober aviso da insurreico
de Barcelona tinha inmediatamente expedido
inslrucc,es e dinheiro ao Brgadciro Prim.
Dizia-se que o Ministerio tencionava dirigir
urna representaco ao Governo Inglez quei-
xando se do acolbimento prestado a Espartero
na Inglaterra.
Urna carta particular de Mataro, em data
de 8 de Setembro onnumia o pronunciamento
d'aquelia cidade em favor da insurreico, a 5
.'i noite. Installou-se inmediatamente urna
Junta local, mas as authoridades tinham re-
cusado adherir, e retiraram-se da cidade. As
tropas nao tinh ni opposto resistencia alguma
ao moviinenlo. A 7 declarou-so igualmente a
Garona, e rcinsfallou a sua antga Junta.
(Jertas e jomaos do Barcelona, datados a 7,
conlam que a Junta Suprema dirigir ao povo
a seguinte proclamar-So :
A bandeira du Junta Central encontra gc-
ral sjmpatliia. A Liberdade ha de triumpliai
a despeito dos tyrannos, que querem oppri-
mir-nos. Sedo lirmes, Rarcelonc/cs, e a vi-
ctoria certa. Gratas vos sejam dadas, desap-
paieceu o despotismo para sempre. Viva a
Constituidlo, Isabel 2 ea Junta Central!
felizmente sem lhe causar grave damno.
O reconhecimento do actual Governo da
Hespanha polo Enviado Inglez Mr. Aston ,
j foi annunciado soh authoridade; mas pode-
mos acresecntar seguinte partecipacaoolicial
do facto, a qual apparece na Gazeta de Madrid
de 31 do Agosto.
Primeira Repartidlo da Secretaria de Es-
tado c Despacho. Mr. Aston Ministro Ple-
nipotenciario de S. M. B. junto a Rainha foi
recebido a 28 do corrente pelo Ministro de Es-
tado interino em audiencia que o dito Pleni-
potenciario pedir para o fim de annunciar que
o seu Governo reconhecia o Governo provisorio
d'este Reino e que as relaces de boa harmo-
na oamizade entre ambos os paizes continua-
rlo sobre a mesma base em que at aqui teem
existido. (dem.)
INTERIOR.
Cartas particular js de Madrid com data de
6 de Setembro re fe rom que o General Nar-
vaez eslava prestes a partir para Pariz, onde
fura chamado pela Rainha Christina. Mr. As-
ton tambem eslava para deixar a capital Hes-
panhola. Conservaram-se em movimento por
tres noites grandes patrulhas decavallaiia ede
infantera e tomsram-se as maiores precau-
coes, como se esperassem o rompimento a ca-
da hora.
A Junta de Barcelona n'um bando publi-
cado a 7 annunciou ao povo que os quatro
batalhes commandados por Juan Martell ,
que se achava ento em marcha de Lrida ti-
nham proclamado a Junta Central e adherido a
insurreico. Juan Martell ha va sido eleito
membro da Junta vuprema a qual, segundo
parece, constava de Republicanos e Espartei-
riitas.
A "r?pr.r.f-i a do Times, VmmS ;!c *!-
a ro a 8 Iraz noticias de Barcelona da manb
RIO DE JANEIRO.
Projecto de le sobre a guarda nacional.
A assembla geral legislativa decreta :
Art. 1. Fico extinctos os conselhos de
qualificacao o os jurys de revista creados pela
lei de 18 de agosto de 1831. As suasattribui-
coes se rilo exercidas por dous conselhos forma-
dos de ofiiciaes da guarda nacional, e a compo-
sico e maneira de proceder destes conselhos
ser determinada pelos regulamentos do go-
verno.
Art. 2." Todas as ve/es que o conselho
encarregado do alistamenlo e da qualificacao
riscar da matricula porqualquer motivo algum
individuo, appellar ex-olicio para o conselho
de reviso expondo os motivos por quo assim
procedeu.
Art. 3. Os guardas da reserva formar
companhias e seccoes separadas com ofiiciaes
proprios licando addidas aos respectivos bata-
lhes e corpos.
Art. 4. Todos os batalhes corpos e es-
quadres que, na occasio em que frtr executa-
da esta lei, nao tiverem o numero de pracas da
lista do servico activo requerido pelo artigo
37 da lei de 18 de agosto de 1831 serao ex-
tinctos dando-se-lhe a organisaco conveni-
ente na forma da mesma lei.
Art. 5." Proceder se-ba do mesmo modo
a respeito dos batalhes corpos e esquadres
que depois da execuco desta leiperderem o nu-
mero de pracas do servico activo a quo se refere
o artigo antecedente.
Art. 6. Are artico em seccoes de com-
panhias companhias esquadres, corpos e
batalhes da guarda nacional bem como a dc-
signacodos lugares das suas paradas, ser fei-
ta pelo governo na corte c pelos presidentes as
provincias.
Art. 7. O governo reunir em legioese
commandos superiores os corpos da guarda na-
cional aiada que pertencao a diversos munici
pos e a provincias nao fronteiras.
Art. N. Em cada divisao ou commando
superior da guarda nacional havera um ebelede
estado maior, o qual lera a seu cargo alm
das incumbencias que lhe frem feitas pelos res-
pectivos regulamentos a iscalisaco sbreos
instrumentos armamento, corrame, muni-
ces o outros objectos fornecidos pela naco a
guarda nacional e sobre a instrueeo, conta-
bilidade e escripturaco dos corpos. Suhsti-
luir o commandanlo superior as suas faltase
impedimentos sem por isso deixar de exercer
as funeces de chele de estado maior.
Art 9." llavera em cada commando supe-
rior ou diviso um secretario geral, quesera
responsa.el por toda a escripturaco e corres-
pondencia olicial pertcncentf ao commandosu-
perior e far tamnem a do ebefe de estado-
maior.
Art. 10. O chefe decstado-maior passa-
r revista, as pocas marcadas no regulamcn-
to a todos os corpos da sua diviso, o dar na
forma do mesmo regulamento, ao commandan-
le superior urna conta circunstanciada de tudo
quanto tiver observado.
<( Art. 11. Os chefes de estado-maior da
guarda nacional podem ser tirados segundo
o governo julgar mais conveniente, ou das qua-
tro classes dos ofiiciaes do exercito indicadas na
lei n. 260 do l.de de/emhro de 1841, ou dos
ofiiciaes da extincta segunda linha que tiverem
sold, .^rnenle na falta absoluta de taes ofii-
ciaes poder ser nomeada outra pessoa idnea.
Art. 12. O secretario geral os majores
e osajudantes sero tirados com prelerencia
reir os ofiiciaes designados no artigo antece-
dente, e quando os nao haja, -podero ser exor-
dios esses lugares por ouiras pessoas idneas.
Art. 13. O governo poder promoveros
como no exercicio de chefes de estado-maior ou
de secretarios geraes terio no mesmo exercito
o accesso que Ibes pertencer por suas antiguida
des1 ou circunstancias, continuando a servir na
guarda nacional ou regressando ao exercito ,
segundo fr mais conveniente. Os que quize-
rem (icar permanentes na guarda nacional pas-
saro para a torce ira classe.
Art. 1 \. Os ofiiciaes da tercoira classe do
exercito que servirem na guarda nacional pode-
ro ter accesso na mesma classe ,. quando se -
zerern dignos delle pelos seus serviros o bom de
sempenbo de seus deveres.
Art. 1S. Os chefes do estado-maior eos
secretarios geraes tero, em quanto servirem na
guarda nacional os primeiros a graduaco de
coronis e os s gundos a de majores.
Tanto uns como outros vencer urna gra-
lificacao que Ihes ser arbitrada pelo governo.
Art 16. Os ofiiciaes inloriores anda
mesmo os que servem de ajudantes e quarteis-
mestres, o os cabos da guarda nacional, ?ero
nomeados, sobre proposta dos commandantes
de companhias, pelos dos corpos. Smente po-
dero ser rebaixados dos seus postos quando
commetterem faltas notaveis no servico, e pre-
cedendo exame do caso leito por um conselho
composto de tres ofiiciaes, vista de cujo re-
sultado decidir ocommandantedocorpo.
Art 17. O provimento dos postos de su-
balternos e capitaes do promotor e seu secre-
tario de ajudantes destes o de cirurgies aju-
dantes sora feito pelo governo na corte, pelos
presidentes as provincias, sobre proposta dos
commandanles dos corpos e informaco dos
chefes de legiao e commandantcs superiores ,
observando a ordem gradual do accesso.de mo-
do que nenhumolicial soja proposto para capi-
to sem que precedentemente tenha sido len-
te ; e para tenentc sem que tenha sido alferes ,
salvos os casos de inao procedimento ou ovalen
te inhabilidade do individuo a quempertenceria
o accesso.
Art. 18. O provimento dos postos de ma-
jor cirurgio-mr tenente-coronel, major
e chefe de legiao o a nomeaco dos chefes ue
estado maior e secretarios geraes ser feita pela
mesma maneira guardando-se todas as ve/es
que o bem do servico nao exigir o contrario a
ordem gradual do accesso.
'< Essas nomeacoes quando feitas pelos pre-
sidentes das provincias tero logo elleito, mas
ficaradependentes de confirmaco imperial,
a qual ser solicitada oflicialmente pelos ditos
presidentes os quaes, vista do aviso da con-
firmaco, farS expedir as respectivas patentes.
Exceptuo-se os coronis chefes de legiao,
cujas patentes bem como as dos commandan-
les superiores, serio expedidas pela respectiva
secretaria de estado.
Art. 19. Estes ofiiciaes gozaro das hon-
ras que tinhao os ofiiciaes das eitinctas mili-
cias e smente podero perder os seus postos
po rdemissao voluntaria ou nos casos o pela
maneira marcada as luis.
Art. 20. Os ofiiciaes da guarda nacional
perder o os postos :
1.a Todas as vezes que frem condemna-
dos por sen tonca da autoridade civil passada
om|ulgado, por crimes contra a independen-
cia integridad? edignidade da nacao contra
a constituicodo imperio, e forma do seu go-
verno, contra o chele do mesmo governo, con-
tra o livre exercicio dos poderes polticos; e pe-
los de conspiraoo, rebellio.sedicao, insurrei-
co resistencia tirada de presos do poder da
justca arromhamenlo decadeias prevarica-
cao, peila, suborno, irregularidade de conduc-
ta lurto banca-rota fraudulenta roubo e
fabrico de instrumentos para roubar.
2. Nos casos dos artgos 57 86 e 88 da
lei de 18 de agosto de 1831 e naquellesem
que os ofiiciaes de linha os perdem.
Art. 21. Os ofiiciaes da guarda nacional
que tiverem mais de cincoenta annos de idade
quando frem da lista do servico activo o o re-
quererem e mais desessenta quando frem da
reserva ; os que tiverem impossibilidade abso-
luta para continuar a servir, proveniente de
molestias babituacs o incuraveis devdamente
verificadas; os que no servico houverem adqui-
rido grave molestia ou desar serio reformados
nos postos que oceuparem com suas compe-
tentes honras.
Os do servico activo que frem reformados
por serem maiores de cincoenta annos podero
ser empregadosem postos iguaes ou superiores
da reserva
Art. 22. No caso de mudanea de um of-
ficial para lugar to distante da sua companhia
ou corpo que nao possa continuar a exercer nel-
les o seu posto sera desligado do mesmo corno <;,
at que baja vaga, na qual entrar cpmo efieo-
tivo se assim convicr ao servico.
E quando se nao preste a isso perder o
mesmo posto e todas as suas honras.
Art. 23. As disposices dos artgos pre-
cedentes smente comprehendem os ofiiciaes
que frem nomeados em execuco e na confor-
midade desta lei. Os actalo ente existentes
sero confirmados nos postos que oceuparem
promovidos a outros ou substituidos por pessoas
mais idneas segundo convicr ao servico.
Art. 24. O governo na corte o os presi-
dentes nos provincias podero cassar quando
convenha ao bom servico da guarda nacional,
as nomeayes de inspectores de quarteiro.
Art. 25. O governo ica aulorisado para
fazer no uniformo e di-tinctivo dos guardas na-
cionaes as alteraces que frem convenientes.
Marcados esse unilorrne edistinctivos, se-
ro (unidos os que os usarem diversos comas
penas do art. 301 do cdigo penal.
Art. 26. Cada um dos commandanles dos
corpos receber por inteiro o armamento, cor-
reame, munices e livros destinados para o ser-
vico dos mesmos corpos e pelo seu recibo se
constituir responsavel fazenda publica nos
termos desta lei.
Art. 27. Os ditos commandanles distri-
buirlo pelos seus capitaes os mesmos objectos ,
e cada um destes pelo seu recibo quo devora
ser passado no lugar competente do livro do re-
gisto do corpo se constituir responsavel ao
commandanto pela conservaco dos objectos
que lhe lrem distribuidos.
Art. 28. Os capitaes distribuirlo os arma-
mentos pelos individuos que delles se devero
servir o cada um destes icara responsavel ao
respectivo capito pela conservaco do arma-
mento e mais objectos que recober, ou pelo seu
valor. Os mesmos individuos passar, no lu-
gar competente do livro do registo da con pa-
nbia um recibo que legalise aquella respon-
sabiliriade, e quando nao souberem escrever as-
ignarlo por ellos e na sua presenca duas
teslemu.ihas da entrega.
Art. 29. Todas as armas sero entregues
avahadas numeradas e marcadas, e no recibo
ou termo de entrega se far declaradlo do esta-
do em que se acharem : smente se admittir
para descarga um recibo do commandanlo da
companhia ou do corpo
Art. 30. As aru as j distribuidas, na oc-
casio em que (r executada esta lei,sern arre-
cadadas afim de se proceder ;< nova distribualo,
em conormidadeda mesma lei e regulamentos.
Art. 31. Osguardas que nao apresenta-
rem recibo ou a arma que Ihes houver sido con-
fiada, pagar o valor da sua avaliaco, c quan-
do o nao faco no prazo marcado sero a isso
constrangidos pelo commandante da companhia
e do corpo por meio de priso que nao po-
der exceder de quinze das.
Serao igualmente constrangidos a fa/cl-as
concertar quando Ibes tenha sido distribuida
em bom estado. As disposices deste artigo te-
ro lugar anda mesmo quando os guardas te-
nho deixado o servil o ou hajo mudado de re-
sidencia. Neste ultimo caso sera a sua execuco
encarregada n commandante do corpo da guar=
da nacional do lugar para onde frem residir.
Art. 32 Os commandantes de corpos e
capitaes de companhias, ou seus herdeiros,
no caso de fallecimento daro sendo para
isso intimados, conta, em prazo certo, dos
armamentos pelos quaes sao responsaveis,
ou do seu valor no caso de extravio; e quando
o nao iacao o chele de estado maior ou.com-
mandante do corpo requerer logo, por um
oflicio ao juiz municipal do lugar, penhora
executiva nos bens do responsavel, proceden-
do-so ex-oflicio e suminariamentc a arremata-
cao dos mesmos bens, guardundo-se em tudo o
modo e os privilegios que corrpotom as dividas
da fazenda nacional. Do mesmo modo se pro-
ceder em virludede ofliciodo respectivo capito
operante o subdelegado do lugar, contra os
herdeiros dos guardas, ou quando estes nao
houverem dado conta da arma que Ibes houver
sido distribuida.
Art 33. Oq&ndohouver omissao do che-
lo do estado-maior, do commandante docor-
po ou do capit'ija companhia em lazer as
diligencias quo jbjffei'to enearregadas nos ar-
tgos ant!TedeR|iwflcar ellos responsaveis
pelo armamento ou seu valor, cuja cobranca
houverem deixado de promover, c passados seis
mozos contado* da baxa mudanea, ou morte
do primeiro responsavel, perdern o direito de
baver desle ou dn seus borde ros a divida
Art. 34 Se, feitas as diligencias orde-
nadas se deixar de cobrar o armamento ou feu
valor por omisso do juiz municipal ou subde-
legado a quem se houver requerido a penho-
ra, (cara este responsavel a indemnisaco da
divida.
'Wt. ;!.'. Quan lo por occasio da entrega
(C
II.-
U Id i li
Mjoaiiiao OU
a
ou companhia e ficar aggrogado ao corpo ou seccio de companhia se conhecer falla pe.
companhia do lugar da sua nova residencia comparaco que se fizer da carga do olicial


5
com os objectos que entregar se declarar
luntaramonte concorrerem
com OS o) i'Cios que eiHicKui u*.u.-.--- --------------------- ------------------ .
sto mesmo no termo ou recibo que se Ihe de- numero e fardamento dos msicos approvado
te passar e o olUcial quo receber dever ira- pelo governo ou pelos presidentes. i\ao sc-
mcdiatamenle proceder na forma do artigo 32 roadmittidas dispensas de servico nc
debaixo das penas impostas no artigo 33. O cencas por quantias dadas para a msica
........ ______!l. ._..'. ..;. nrnvA krt SO A e p.n tencas dos COnSC
d. prem o,,., ohoe,repe.io .M> | T^-fH^fS *" F,ZZ
sobredito termo ou recibo ser a nica prova
admittida para descarga do commandante que
fizer a entrega ou de seus herdeiros.
Art. 36. Os guardas nacionaes que derem,
trocaron) ou vendcrcm as armas, ou outros
objectos recebi-los da nacao soflrero a pena
de um a seis mezes de priso a qual Ibe sera
imposta pelo conselho de disciplina, salvo sem-
pre o procedimento dos artigos 32e33. A
sentencacondcmnaloria do conselho importara
a restituicao dos objectos dados vendidos ou
trocados a qual ser exigida perante a auto-
ridade civil, quandoo outra parto nao porten -
cer a guarda nacional
Art. 37. Os guardas que se mudarem
do districto da companhia sem haver feito entre-
ga da sua arma ou do seu valor ou da impor-
tancia do concert quando a hajo perdido ,
ou se lenha arruinado lora do servico soflre-
ro por isso tres a quinze dias de priso a-
lem do procedimento marcado no artigo 32.
Art. 38. Osofficiaes empregados como
instructores geraes deixar de tor exercicio
logo queem cada diviso ou commando supe
rior entrar em exercicio o chefe de estado-
maior. .
Os instructores parciaes do cada urna das
armas serao despedidos a proporco que forem
tendo exercicio ofieiaes pagos no posto de a-
judante. ,
Os cornetas, clarins pianos e tambores
serao considerados como de primeira Imha ,
vencendo sold etape o fardamento re*1""
tando-se quando seja necessario, individuos
idneos. ,
Art 39. As dispsices do artigo 11 aa
lei de 18 de agosto de 1831 lamben) torao lu-
gar no caso de rebellio.
rt. 40 A qualiicaco e designaco dos
guardas nacionaes para o servido doscorpos
destacados ser feita pelo commandante e offi
ciaes dos corpos aos quaes os ditos guardas per-
tencerem d'entre as cinco classes enumeradas
noarligo 121 da lei do !8 de agosto do 1831.
Art. 41. A allegaco da inhabilitaco
por motivo de molestia para o dito servico de
corpos destacados ser provada por um exame
do individuo leito pelo cirurgio do corpo ,
ou outro qualquer, ou quaesquer que para
isso lorem nomeados
Art 42. Da qualificacao ou designaco
de que trata o artigo 40 bavera recurso sem
suspenso para o commandante superior e
deste para o governo na cOrte e para os pre-
sidentes as provincias.
Art. 43. Os cor. os que destacarem con-
servar 5 a sua organisacao sempre que nisso nao
bouvcr inconveniente.
No caso contrario dar-se-lhes-haumaorga-
nisaco provisoria na forma dos artigos 1.30 e
131 da le de 18 de agosto de 1831.
Art. 44 Os guardas nacionaes que recu-
saren) fazer o servico de corpos destacados que
directamente l.escoul.er serviio nos corpos
de linha pelo dobro do lempo pelo qual deviao
servir naquelles corpos.
Art 45. Os commandantes superiores fa-
ro reconhecer os cjieles de legiao, estes os
commandantes de batalho o corpos, e estes
os officiaes que Ihcs forem subordinados.
Art. 46- Os quarteis mestres dos bata-
Ihese corpos. e os cirurgioes-ajudantes, to-
ro a graduaco de lorenles ; os cirurgioes-
mres dos corpos a de capitcs e os de legio
a de mejores.
Os commandantes superiores tero as hon-
las de brigadeiro quando nao Ihes compitao
maiores.
Km cada commando superior havcr um
cirurgio-mr de diviso com a giaduacaode
tenente-coronel o qual ser o chefe de todos
ofliciaesdesadoque pertenceroin aos corpos
do mismo commando superior.
Art. 47. Os commandantes de corpos e de
companhias somonte poder conceder na
rorma do artigo 10 da lei do 25 de outuhro de
1832 por tres mezes o urna vez por anno .
as dispensas e licencas de que trata este artigo.
Os chefes de legiao tamben) as podero con-
ceder do mesmo modo Da denegaco dessas
dispensase licencas haver recurso para o com-
mandante superior o qual as poder cassar ,
quando assim lr justo e conveniente, e mes-
mo concedel-as por mais tempo, comtonto que
nao ex edo a um anno"
Art. 50. As sentencias dos conselhos de
disciplina serio executadas ainda mesmo
quando os reos tenho interposto o recurso de
revista.
Art. 51. Os commandantes superiores se-
rao julgados por um conselho composto do oli-
ciaes superiores nomeados pelo governo.
Art. 52. O governo fica autorisado al-
terar nos regulamentos que fuer os quaes
nesta parte ficaro sujeitos h approvacao da as-
sembla geral legislativa as penas, tanto
correcionaes como de disciplina establecidas
pelas leis de 18 de agosto de 1831, o 25 de
outuhro de 1832.
Paco da cmara dos deputados 4 de ou-
tubro do 1843. Paulino Jos Soares de
Suusa. {J- do Comm.)
Avisos martimos.
PERNAMBUCO.
ordenanca e-l'ando-lheentao o Sr. Delegado nhores : J?ao ttore.M dNa ) Jo-nn.
a voz de preso, sustentou que resistira Concedo Grego Jos* f^***gl
, sb sahiria dalli morto. o con, elleito en- anoel Gonealves do 01 em.,D. Helui.
Frandoporordem do Sr. Delegado um apee-1 Mana da Conceicao Larlon Martin* de Al
tor que o acompenhava para o conduzr o i dr.
francez tirou um punhal do armario, e quiz fe-
rir o Sr. Delegado o outro Francez que se a-
chava no interior da loja e que havia aconse-
Ihado este procedimento ao seu patricio sahio
com urna espingarda ameacando aquelles quo
qui*essem executar a ordemde priso. Acudm-
do porm o ordenanca que o Sr Delegado pos
tara a traz da casa urna patrulha de polica e
pessoasdo povo, conseguio-se desarmar o dono
da loja que loi recolhido a cadeia tendo-se
evadido o outro ; conseguindo o Sr. Delegado
com a sua prudencia levar as cousas a este
ponto sem outro desaguisado. Consta-nos que
o Sr. Garnier pedir ao Sr. Delegado urna au-
diencia que Iho foi concedida e sendo em
presenca do Sr. Delegado ah Ibe pedio per-
do do seu comportamento desculpando-so com
embriaguez.
POLICA,
lllm. eExm. SrConsta das partes rece-
bidas tao smente do l. districto do termo do
Recife, que no dia 3 docorrenteem a fre-
guezia de S. Fr. Podro Goncalves estando a
entesar-se por cima do trapixedo arsenal de ma-
rinha um cabo de linho aconteceo arreben-
tar-se a aleada cadernal do apparelho e cair so-
bro a fonte de Jernimo Antonio de Sousa,
que inmediatamente oxpirou : csse infeliz era
ca>ado e dizem ter cinco filhos. Consta mais
das ditas partes que no mesmo dia o na fregu -
sia dosAllngados prostituta Romana Luiza
Joaquina parda de mos costumes perpe-
trara o crimede inlantecidio em sua propria
(ilha o que fora pre*a. Deus guarde a V.
Ex. Secretaria da polica de Pernambuco 6
de novembro de 1843.lllm. o Exm. r. ba-
ro da Boa vista presidente da provincia. U
J. da S. Santiago c. int do polica.
O patacho nacional Golfinho segu hoje
rnpri'ierivelmento na n.ar da tardo para a
Babia ; os srs. passageiros, que tem fallada
para ir de passagem, queiro ir realisa-
las em casa de Novaes & C. ra da Cruz-
n. 37.
Para o Porto segu viagem o brigue por-*
tugue/. Marta Feliz capitSo Antonio Ltliz
Gomes; quem no mesmo qui/er carregar, di-
riia-se ao dito capilo na praca do Commercio,
ou a seu consignatario Antonio Joaquim de.
Sousa Ribciro.
Leilcs.
me-im*
II1AKI0 DE PEKMBUCO,
Foi nomeado por decreto de Hdesetembro
presidente da relaco desta provincia o integer-
rimo desembartiador Antonio Ignacio do Azevo-
do. O Diario-novo depois de fazer os elogios,
que ninguem pode negar. inteircsa.e indepen-
dencia de carcter doSr. Azevedo, procura an-
da assim deslustrar esta nomeaco, s porque o
overno supremo a fizera; e diz em lom cnlati-
co, que muilos desembargado mais antigos,
que o Af Azevedo, e com tantos merecimenlos
como elle forao preteridos, e querevoltanle.que
os decanos dos desembargados sejdo presedidos
pelo mais moderno, s porque um ministro pro-
tector o quer.
Postoque o acert da escolha do governo dis-
pense-o de justificaco, parece todavia conve-
niente mostrar, quo o Diario-noro 6 inexac-
to quanto aos defeitos, de que suppoe mescla-
da a nomeaco. O Sr. desembaruador Azevedo
r.ao 6 o mais moderno dos desembargadores. e-
levado presidencia da rolado por um minis-
tro, que o proteja; elle f-i nomeado por seus
merecimentos. dando-so seu favor tambem a
circunstancia de ser um dos tres desembargado-
res mais antigos, que seacho com exercicio
nesta iela?o.
Na Gazeta dos Trtunaespublicou-seuma in-
fonnaco, dada 27 de maio deslo anno pelo
presidente interino da relac^, transcripta no
Diario de 29 de ag >sto, na qual se ve que o
Sr. Hamos leve posse e exercicio do desembar-
gador na relacadeMaranhaoem maio de 1829,e
o Sr. Ponce na da Bahiaem dezembrode 1831,
sendo os mais mombrosactuaes da retacad de
Pernambuc. desembargadores de 1840 para c.
Ora o Sr. Azevedo desde 1830 desembargador
da relaca de Maranho, nao ha duvida, deque
elle um dos tres mais antigos membros actu-
ar nos da relacao, c que nao veio presidir esses
decanos son hados pelo Diario-novo.
Nao queremos argumentar com a nova lei; fal-
lamos das anteriores, pelas quaes sempre foi o
governo, quo nomeou o presidente das relaces,
eoescolheu dentre os tres membros mais an-
tigos. Se o Diario-novo reconhece, que o Sr.
Azevedo 6 um dos magistrados mais respeita-
veis desta provincia, para que ha de negar-lhe
antiguidade, s com o flm do nao confossar a
bondade de um acto do governo?
No da 4 deste mez o Sr Delegado desta c-
dado teve denuncia do urna mulher que um
logista (rancez de nomo Garnier Ihe havia ven-
dido urna gargantilha por ouro verdadeiro ,
ArtCU8U0"o;7no fica autoris.do pera sendo falso: o Sr. Delegado mandou chamar
Art. 48. "ove" ''uror's os I aquc||e Francez. mas este respondeo que nao
mandar inspeccionar por ollinaes su|ii.ii"i. >j hra^lpira p-('impntp o
t ,inni, n.,ri Jos com- reconhecia autoridades nrasiieiras e foimnie o
dandoaossol,reditos olliciaes aquellas grat.fi- se pessoalmente I a ranrt ^dsc^la
carees e cavalga,lraS que forem marcadas nos va o proprm Ga nier *W^
B uup tmu MS CK*. CSS5, |/.a que tsm no
Trr*98Os"coZ P0 po; e^ta^ se^ 3b guardas, quo vo- !expondo-lhe o Sr. Delegado a rasao da sua v.si-
Alfandega.
Rendmento do dia 6......... 2:4018030
De$carrego hoje 7.
Brigue austracoCaro/)'abatatas,garrafoes
vasios vass^ras cestos albos ceblas ,
e licores
Brigue brasileiroTriunfo americano v-
nbo coque se Ihe olTerecer.
Brigue-cscuna ingle/.Lady ofthe l.ake fa-
rinha.
Galera inglezaFmelycarvao e ferro.
Barca ingleza Niglitingalecom oque se
Ihe olTerecer.
Barca inglezaLawrencesalitre.
IMPORTACAO.
Mary Houssell, brigue inglez vindo de
Terra-nova entrado no corrente mez con-
signado a James Crabtree & C. manifestou o
seguinte :
2150 barricas com bacalho; aos consigna-
tarios.
Triunfo americano brigue brasileiro ,
vndo da ilha de S Miguel entrado no cor
rente mez consignado a Jos Antonio Gomes
Jnior; manifestou o seguinte :
70 moiosdesal, 18saccascom linhaca 19
ditas e 2 barricas com favas e fazendas 1 saca
tremossos, 1 dita cahellinho 22 moinhos de
pedra 1 barrica inliames .4 fardinhos roupa,
8 ditose 1 caixote fa/endas de linho o miude-
zas, 1 fardo miudezas, 11 barris el caixote
carnes 1 dito com dilTerentcs objectos 2
ternos de cCstas, 1 cesta com lindas 24 bar-
ris vinho, 5 rapozas batatas 1 caixote re-
zistos 8 embrulhos. 8 caixotcs 4 barris e
l saca ignora-se, diversos
Preciosa, ha rea dinamarquesa vindadeNew-
Castlc, entrada no corrente mez consignada
a N. O. Bieber & C. ; manifestou o se-
guinte :
233 toneladas de carvao de pedra ; aos con-
signatarios.
Carolina, brigue austrico vindo de Tries-
te entrado no corrente mez, consignado a N
O. Bieber 02 C. manifestou o seguinte :
8 barricas farinha do trigo 832 molhos de
alhos 500 ditos de cebollas, 25 caixas lico-
res urna porcio de batatas, 60 garrafoes va-
zios 3 i. duzias de vassoras 538 cOstos 51
balainhos; ao capito.
1700 barricas com farinha de trigo; aos
consignatarios.
Russell Mellon & Companhia farao lei-
lo, por intervencao do corretor Oliveira de-
grande sortimento de fa/enda inglozas mu
proprias deste mcrcado.e algumaschegadas pe-
lo ultimo navio : terca Icira 7 do corrente as 10
horas da manhaa em ponto no seu armazem
na ra da Cadeia.
= JooKeller continuar, por intervencao
ilo corretor Oliveira o seu leilo de fa/.endas
francezas suissas. e a emes tanto de seda ,
la e linho como de algod&o as mais proprias
do mercado : quarta feira 8 do corrente s 10
horas da manhaa no seu armazem na ra da
Cruz.
= LeilSo. que faz Franoisi o II. M. Bastos, no
enes d'alfandega terca -feira 7 do corrente do
de*caixas com pumada vinda do Porto, no
brigue Importador por conta e risco de quem
perte'icer.
= Hojeas 10 horas haver leilo no caes da
alfandega primeiro armazem, de caixas de
passas, chegadas ltimamente, em lotes de 5
caixas.
Avisos diversos.
Ulovimcnto do Porto.
Navios sahidos no dia 5.
New-York ; barca ingleza James Stewarts ,
capilo James Laird : em lastro.
Sahido no dia 6.
Portosdo Norte ; vapor brasileiro Imperatrix ,
commandante o capito-tenente Jesuino La-
mogo Cosa: passageiro brasileiro o Exm.
Sr. presidente de Piauby.
Navios entrados no mesmo da.
Terra-nova ; 47 dias brigue inglez Oberon ,
de 150 toneladas captio Joseph Lancas-
ter Robison, equipagem 9 carga bacalho;
a consignacao de Catham & Slibbert.
New-Yo k ; 48 dias patacho ingle* lady
of the aki de 108 toneladas. capito
David Wingood equipagem 9 carga lari-
nlia de trigo : a consignacao do L. I. l*er-
reira & C. _______
Iieclaracdes.
Aluga-se a casa n. 14 entre os duas pon-
tes da Passagem, com banho no fundo do sitio,
para se passar a lesta ; a tratar na niesma.
= Piecisa-se alugar urna preta para todo o
servico : na praca da Boa-vista, refinaco deas-
sucar.
Prccisa-se alugar urna casa no Caxang,
para morar urna familia ; quem a tiver, dirja-
se asCinco-ponlas a fallar com Joao Fernan-
dos \ ianna.
=sQuem preci/arde feitores para sitio, ouen-
genho, caixeiros. artistas, c homens para agri-
cultura, ou outro qualquer trabadlo, chegados
prximamente da Europa, os quaes podem fa-
zer o contrato de locac o de serviros confor-
me a lei de 11 de outuhro de 1837; dirija-so ao
Recife na ra da Cruz n. 23.
Anda em praca do juizo docivel da 2.'
vara no Atierro da Boa-vista na porta do Sr.
Dr. Setle. para ser vendida, a casa de 2 andares
esolo. sila na ra da Senzalla-vdha do bair-
ro do Recife n. 76 pagando o comprador a
siza : adverte-se, que no dia 8 do corrento
a ultima praca.
Precisa-se de um caixeiro brasileiro ou
portuguez quo entenda de vender fazendas ,
para a Parahiba : a tratar no trapiche do Pe-
lourinho.
__ Na estampara da Viuva de Joze Lino Al-
ves Coelho contmua-se a estampar rezisto
de todas as qualidades, e toda e qualquer obra
de estampara com toda a promplido e asseio ,
o por menos prec.o que em outra qualquer par-
te. Adverte-se que tem limito boas chapas
vindasdo Rio-de-Janeiro; ena mesma casa tam-
bem se fazem bolinhos de todas as qualidades ,
por preco commodo : na ra estreita do Ro-
zario n. 12.
os Aluga-se urna casa na ra da Alegra ,
com 8 quartos 3 sallas 1 gabinete, esotao,
proprias para urna grande familia : a tratar na
Ra direita, armazem n. 9.
- Precisa-so de um cont e cem mil reis ,
e da-se para segurante o traspasso do duas by-
pothecas fetos em duas moradas de casas ter-
reas nesta cidade 8 quaes eslo lindas ven-
cendo o premio de 2 por cento ao me* : quem
Ihe convier annuncie, ou dirija-so a ra da
Poba, loja desurrador n 31.
= Na loja de.Joo Loubet defronte do Pas-
seio-publico ha um novo sortiment de se-
das e outras fazendas novas proprias pa-
ra cobrir chapeos de sol tudo superior e
O patacho nacional Golfinho tira a malla
para a Babia, boje ao meiodia.
i:!T....,,.ts... rtr*
.I...", en ff.r**r** **
lazem-se chapeos de sol por preco conimcdo ,
0 com brevidade.


- O Tenente-coronel Ignacio Antonio do
Barros Falclo comprou por cunta do Reveren-
do ConegoJoao Rodrigues de Araujo, os bilhe-
tes inteiros do ns. 499 e 2051 este da se-
I
sabe escrever bem todas especies de contas, e
grammatica portugueza, para ensinar meninos
em sua casa a preco de mil rs. : as Cinco-
pon tus n. 88.
Szqr ff,aleBand'.rai '0tera da c A,u*a-sea ,0a d0 sobrado d ^a da
matriz da Boa-vista, c acuelle da pnmeira Senzalla velha n. 52;
parte da segunda nova lotera do Livramento.
Precisa-se de um menino para caixeiro
de lojade miudezas : na ra do Cabug loja
do Randeira ; o mesmo adverte as possoas, com
quem tem transares que desde o dia 5 do
corrente deixou de ser caixeiro da dita loja
Joao Ignacio Ribeiro que ba dous mezes, t-
nha entrado.
= Faz-se qualquer negocio com um sitio
p-rto desta cidade o qual tem as melhores
trras para plantacoes, grande baixa para ca-
pim e pasto para vaccas, muitas plantacoes
em estado dse eolherem e muitos arvoredos
de bons Irutos, boa agoa de cacimba e casa
de pedra ecal, os pretendentes dirijo-se a
Fora-do-portas lado da mar grande confron-
te ao Pillar n. 6.
Pre.;isa-se de um homem lorro ou cap-
tivo para um sitio perto da cidade ; a tratar
em Fora-do-portas, lado da mar grande n. 6.
Urna mullier de Lons costumes se en-
carrega da criaco de meninos do poito impe-
didos e desimpedidos, e lambem recebe me-
minos desmamados para curar de sua educac3o,
no quo promette esmerar se; quem deseu pres-
timo se qui/er utiiisar, dirija-se ao pateo do
Carmo n. 24.
= Quem quirer carregar carga para o Rio-
de-Janciro que sirva para lastro de navio ,
dirija-sea Rua-direita, becodeS. Pedron. 16.
A commissao administrativa da socieda-
de Euterpina tem feixado o dia 25 para sua
partida de encerramento e o dia de boje para
distribui jo dos convites.
JofioPereiru Lagos embarca para o Rio-
dc-Janeiro as suesescratas de nomes Thereza ,
e Luzia ambus de Angola.
Precisa-ge alagar urna escrava ou cs-
cravo para servir urna casa de homem sol-
teiro ou una ama parda ou preta para to-
do o servico ; na ra do Encantamento n. 4
O Sr. M J. S. A. queira no praso do 3
dias mandar pagara quantia de 9.00 rs. im-
portancia Ja casimira preta que mandou bus-
car em urna loja com um penhor, e se o nao
fizer no praso marcado declarar-se-ha o seu
nome por estonco e so annunciar a vendado
penhor para pagamento pois sendo deixado
para ser remido em 8 dias ja se passa.o 3
mezes.
= Aluga-se urna canoa aberta que car-
rega 600 lijlos : na ra do Caldereiro n. 56.
I)a-se 10,000 rs. por mez de aluguel por
um moleque e se precisa de um bom cozi-
nbeiro ; na ra dostjuarteis n 12.
O tbesoureiroda irmandade deN, S. do
Terco roga encarecidamente a todas as pessoas ,
que tomarao opas, e barandoes para acompa-
nharem a procissoda mesma Senhora eque
at o presente ainda nao restiltiirao talvez por
esquecimento h8Jao de mandar entregar.
Precisa-se alugarcom brevidade urna ca-
sa no Caxang; nasCinco-pontas n 74.
Os rs. Jos .Muniz Pacheco Franco ,
e Manuel de Medeiros Pacheco dirijo-se a
travessa das Cruzes n. 8, para receberem urnas
cartas vindas da llha-de-S. Migue.
A officina de encadernacao que o Pa-
dre Francisco Coelho de Lemos e Silva dirige
na Rua-bella n. 45, acha so provida de ricos
ferros de dourar magnificas placas de relevo ,
cxctlledtes couros e marroquins de todas as
cores, com o que pode executar as mais elegan -
tes encadernacoes que se exigirem querin-
teiras qyercarlonadas; o o novo processo ,
que emprega no applicar, e bruir o ouro ,
toma o seu douradode urna permanencia in-
fallivel. A mesma offi-ina seencarrega tambem
de brochar quaesquer obras impressas com a
perfeicSo |a conhecida do publico e a um pre-
co moderado.
= Precisao-se de 2 ou 3 homens forros,
ou escravos para trabalharem todooanno na
serrara d'agoa do Monteiro pagndose 6i0
diarios; a tratar na Rua-nova armazem de
trastes n. 59 de Antonio Domingos Pinto.
Aluga-se um moleque, ou preta, que
sirva para vender na ra com urna pessoa ; na
roa do Padre Flonano n. 15.
Alugo-se duas casas, urna no Poco-da-
panella para grande familia em frente a
casa de Pedro Jos Carneiro Monteiro e a
outra no Arrombado ; em IFera-de-portas a fal-
lar com .Manoel da Silva Nevos.
A pessoa, que quizer fazer sociedade em
urna padaria prompta de uno tudo eem mui-
to bom lugar podendo tomar conta e admi-
nstrala ou por pessoa de sua confianca; an-
nunce.
= \luga-so o primeiro andar da casa de
dfui ditos rm Fora-dc-portas por cima da
na ra de S. Rita so-
brado de um andar n. 18.
Manoel Domingues Pereira faz sciente
ao respeitavel publico que perdeo um buh-
te assignado por elle o qual so responsabilisa-
va pelo importe do urna arroba de velias de
carnauba com a datado 31 de outubro de
1845; declara que n3o ter ofleito algum o
dito bilhete, em todo o lempo que seja en-
encontrado em qualquer mao.
= Preciza-se alugar urna casa de 2 andares
e sotao em quaesquer das ras do Collegio, S.
Francisco, dsCruzes, Queimado ou nessas
vizinhancas; quem tiver, annuncie.
Manoel Ignacio de Oliveira mudou o seu
arma7em para a ra de Apollo; quom com o
mesmo tiver negocios a tratar, all que o de-
ve procurar.
Precisa-se alugar urna casa para urna
pequea familia sendo nos lugares se-
juintes : Passagem Monteiro, ou Capunga .
quem tiver dirija-se a ra do Rangol n. 34:
= Os escravos, iVIartinho, Manoel, Getru-
des, Rozara Joanna Jovina o Thoma-
zia mulatos, sSo de Roza Anglica de Frei-
tas a qual tem legitimo titulo d'elles, e esta
de posse a 14annos, e faz esta deelaraco ,
a fim de nao se chamar a ignorancia ou sor
engaadoalguem que pret-nda negociar so-
bre o que tem do tocar a Innocencia Maria de
Freitas Francisco Jos de Freitas JoSo Ri-
beiro d Fonseca Roberto Ribeiro da Fon-
seca e Alexandrina de tal, hordoiros da
fallecida Feliciana dos Santos, cujos poucos
bens que deixou e consta deseu testamen-
to oslao sendo porjustca inventariados pelo
carlorio do escrivao Jos Justino.
= Aluga-se o armazem da casa n. 9 da
ra da Moeda junto ao Fermino, e Santos
Hraga o qual he bastante grande e pode
servir para qualquer estabelecimento como se-
ja de socar assucar, no que tem sempre sido
ominado ; na ra da Cudeia-do-Recife loja
n. 57 de Joao Maria Seve & Filbo.
sa Deseja-se fallar a Manoel Hilario, a ne-
gocio de urgencia ; na ra do Amorim n. 35.
= Aluga-se urna boa casa moderna, e bas-
tante fresca com quintal, e cacimba, para
grande familia sita na 'travessa do Monde-
go ; na Rua-nova, armazem n. 67.
Vende-se urna preta moca, cozinha mui davao esetim para senhora e meninas, ditos
bem, perfeita lavadera, e quitandeira ; urna do couro de lustro com colxetes para meninos
mulata de elegante figura de 20 annos en- ditos de tapte para homem e senhora e ou-
gomma e cozinha com toda a perfeicSo; urna tras muitas qualidades decalcado queseven-
negrinha e urna mulalinba de 12 annos; urna dem por preco commodo; no Atterro-da-Boa-
cadeirinha com muito pouco uso, por preco vista loja n. 24 de Joaquim Jos Pereira.
commodo; na ra do Fogo ao p do Rotario Vende-se a collecco do jornal Archivo
n. 8. Theatral de Lisboa desde o seu primeiro nu-
Vende-se bom panno de algodao da ter- mero at agosto deste anno terminando c0m a
ra sendo em saceos, feilos com duas, e duas freir sanguinolenta: na rna da Cruz u, 19.
varase meia a 400 rs. cada um ; no depo- = Vendem-se, para pagamento dos crtdo-
sito de farinha da ra da Cadeia de S. Antonio res do fallecido Jos Gomes da >lva, os seguin-
n. 19. tes bens pertencentes ao casal do mesm : um
Vende-se urna preta crioula de 18 an- sitio na Estrada-nova com cosa de pedra, jun-
nos, do bonita figura propria para mucam- to a Jos Maria Giraldes ; um terreno na es-
ba engomma bem e cose ; nr ra da Auro- trada de Luiz do Reg, que vai para S. Ama-
ra n. 50. ro com fronte para a mesma estando ja at-
= Vende-se um molecote de 18 annos, de terrado, ecom parte do alicerce da frente
bonita figura ; na Rua-velha n. 97. tendo o mesmo 60 palmos de Irenle e 640 d
V- Vende-se excellentenp, tanto de Meu- fundo; um preto bom padeiro tanto em lor-
ron como de outros, em botes e meios di- no como em masseira ; dous ditos, um alie to
tos sapatos broncos feitos no paiz para ho- ao mesmo servico, e o outro ao do campo; quem
mem e meninos e de marroqaim para se- pretender qualquer destas cousas, dirija-se a
nhora retroz linhas bicos brancos da lar- ra de Hortas n." 22 a tratar com Agoslinho
gura de 3 a 4 dedos madapolSo, chita bran- Henrique da Silva das 7 as 9 horas da ma-
ca com llores de cores, dita azul com llores nhaa, e das duas as 4 da tarde,
amarellas de cores lixas panninho cor de roza, = Vendem-se 3 caixcs urna maseira 3
e verde graxa em maasa um porcao de chi- caixas e mais pertences de urna padaria: quem
fresdeboi, varas para cercas algumas mos pretender annuncie.
travessas, e caibros caivetes com mola para = Vende-se um bom moleque de Angota ,
capadores, um cavado pedrez manteudo. com do bonita figura; na Rua-nova, armazem n 67'
juna carroca ou sem ella; na Rua-nova = Vende-se superior calcado recenternente
loja n. 58. chegado pelos ltimos navios por preco om-
Vende-se, aluga-se, ou troca-se um modo ; na ra da Cadeia-velha loja nova
mulatinbo de 12 annos proprio para qual- n. 35.
quer oflicio por urna negrinba que sirva Vendem-se travs de camassari de 30 a
para vender na ra ; na Rua-nova, loja n. 88. 35 palmos de comprido e prancboes de pao
Vendem-se redes de taporaneas batidas, e '
Compras
- Comprao-se efectivamente para fora da
provincia escravos de ambos os sexos de 12 a
20 annos, sendo de bonitas figuras pago-se
bem ; na ra da Cadeia de S. Antonio so-
brado de um andar de varanda de pao n. 20.
= Compra-so um par de brincos de dia-
mantes usados, e sem feitio ; quem tiver
annuncie.
Compr5o-se eflectivamente para fora da
provincia mulatas, negras o moloques de
12 a 20 annos sendo bonitos pago-se bem :
nu Ra nova, loja de ferragens n 16.
Compra-se o resumo, de historia por Bous-
souet: na ra do Hospicio n. 14.
- Compro-se escravos de ambos os sexos
de 12 a 20 annos, de bonitas figuras, que
agradando, pago-se bem ; na ra do Fogo
ao p do Rozario n. 8.
Compra-se toda a porcao de boies de
graxa ditos de banha e frascos de agoa de
colonia vasios, e de todas as qualidades ; na
ra das Trincheiras n. 14.
Comprao-se vidros para espelhos gran-
des, e mofados; no Alterro-da-Boa-vista n 17.
Vendas
segunda venda ; a tratar na mesma.
- OITcrece-se um rapaz brasileiro, que
Vendem-se laxas de ferro batido, ecoado, em
liom sortimeolo por preco barato ; e tra-
vs de madeira superior de 24 a 50 palmes; na
ra do Vigario n. 4.
= Na ra do Pillar em Fora-de-portas ven-
de-se urna armaco propria para qualquer ne-
gocio e traspassa-so as chaves da casa que
lio em muito bom lugar; a tratar na mesma
ran. 122.
Vende-se um sitio na estrada que se-
gu da Magdalena para o Remedio com casa
de pedra e cal, olaria coberta de telhas,
com dous Tornos e barro para toda a quali-
dade le obra ; a tratar no mesmo lugar com
Miguel Corroa d Miranda.
a= Vende-ge um negro Mozambique pti-
mo para enchada ou engenho, por ser do
mallo de 30 annos: na ra do Livramento
n. 10.
Vende-se sal do Ass, a bordo da su-
maca Felicidade Tundeada defronle do For-
te-do-Vlatos: a tratar com Antonio Joaquim de
Souza Ribeiro na ra da Cadeia n. 24.
tambem de tpoia feijao, gomma muito
alva do boa qualidade queijos do sertSo d*.
qualha e de manteina rapaduras, esleirs
de perpiri jarras da Paradina ; e urna escra-
va para todo o servico ; na ra do Livramento
n. 17.
= Vende-se superier assoalho do louro e
amarello costado costadinho e forro e
urna porcio de casqueiras de amarello e lou-
ro de refugo por barato preco proprias pa
ra estacadas de atierros ou cercas de quinta-
es, no armazem de taboado de Antonio Do-
mingos Pinto defronte de S. Francisco.
Vendem-se queijos do Alentcjo chega-
dos ltimamente de Lisboa, em latas mui bem
acondicionados ; no beco da Pol n. 14.
Vendem-se sedas escocezas para vestidos,
elencos, colarinhos de veludo para meninas,
mui lindse baratos, bons de todas as quali-
dades, mui bom feitos para bomem : na ra do
Queimado loja n. 25 de Guilherme Setle.
Vendem-se 13 duzias de costado de v-
nhatico de superior qualidade, para embarque;
na da Cruz n. 38 segundo andar.
Vende se um relogio sabonele muito
bom regulador por preco commodo; na ra
das Cinco-pontas n. 23.
Vende-se a dinheiro ou a troco de ti-
jolos de alienara duas canoas grandes, aber-
tas muilo bem construidas urna nova que
pega em 1400 lijlos de alvenaria, e outra com
pouco uso que pega em um milheiro; na ra
do Queimado, loja de ferragens n. 10
Vendem-se presuntos para fiambre, quei-
jos londrinos, toucinho. salmoem latas, con-
servas mostarda alcaparas, molhos, frutas
para pastis vinho do Porto da Madeira ,
e Champanhe ago'ardente de Franca gene-
bra vinagre branco luvas de 13 roupa folla
para marujo, tinta de marcar roupa carros
do mo para conduzir atteno: na praca do
Commercio, armazem de Joao Carrol) & Filho
Vende-se urna venda no caes do Macha-
do n. 68 ; a tratar na mesma.
== Vende-se um escravo de todo o servico ,
ptimo trabalhador de ongenho ; na ra de S.
Francisco n. 15 terceiro andar.
Vendem-se saccas com farinha de man-
dioca a 1600 e2000rs. ; na ra da Cadeia-
velha n. 35.
= Vende-se um refe e um tercado por
preco muito commodo ; em Olinda, ra do
Coxo casa que fica confronte a ra de S. Pe-
dro.
= Vende-se urna canoa grande, que car-
rega para mais de mil lijlos de alvenaria, por
preco muito commodo ; a fallar no estalero de
Manoel da Silva Mariz defronte de S. Fran-
cisco ou na ra das Crnzes n. 30.
=s Borze/minsgaspiadospretose de cores,
e de pona de lustro do urna e duas solas
botins e meios ditos de bezerro francez e de Lis-
boa sapatos de palla atraz e adianto de cou
rod lustro, e de bezerro ditos do entrada
baita de urna e duas solas ditos de couro
de lustro sapates tachiados de duas e trez
solas tudo para homem e menino sapatos
atamancados de duraque e cordavao para se
nhora e de be/erro para homem sap tos d-
oleo por muilo commodo preco ; na Rua-
nova n. 35.
= Vendem-se duas toalhas de lavarinto ,
obra mui b^m f ila e um roda-p para ca-
ma ; na ra do Caldereiro n. 46.
Vende-se rap princeza ( vulgo rolSo ) ,
vindo ultimamenlo do Rio-de-Janciro fa-
bricado pelo bem condecido fabricante 6-asse ;
no seu deposito geral da ra da Cruz do Re-
cife n. 38.
== Vende-se chumbo em rolos; no escri-
torio de L. G. Fcrreira &. Companhia.
= Fugio nci dia 15 do p. p. a preta Joan-
na de 30 annos gorda rosto redondo ,
olhos pequeos somblante fechado, com urna
cicatriz no braco direto, e urna frula na ca-
nda da poma esquerda ; quem a pegar leve
a praca da Independencia n. 21 que ser re-
compensado.
= Vendem-se talins e cananas mui ricas
para nfantaria, e cavallaria de primeira lnha,
guarda nacional, edemarinha com insignas
douradaspara classes de guarda da alfandega ,
e mais objectos ullimamento chegados da cor-
te ; ns praca da Independencia n. 23.
Escravos fgidos.
de eer* astro psrs me.-.iuai d 8 a 12 an
nos, ditos de dito, duraque, marroquim, cor-
= Contina a andar fgida a escrava Flo-
rencia a qual tem sido vista as ras de Olin-
da e as do Recife anda com panno da Cos-
ta sujo e velbo vestido roxo claro com Ab-
res amarellas, tambem no mesmo estado, de
14 annos, secca do corpo nariz chato, lo-
ca grande beicos grossos tem cm urna das
mos urna queimadura que ainda se devulga
bem ps grandes e apalbelados, falla mui-
to bem que parece criuula ; quem a pegar
leve a ra da Guia n. 28, ou em Fora-de-por-
tas lado da mar grande confronto a o Pillar
n. 6, quesera gratificado.
=No dia 4 de outubro p. p. desappareceu
um moleque de Angola de nome Guilherme,
altura de 7 palmos pouco mais ou menos ,
bastante secco do corpo, pernas, e brutos muito
finas ps grandes, dedos das ruaos muito
compridos, e finos, rosto bem feito olhos
bastantes vivos; a pessoa, que dclle der exacta
noticia a Manoel Gomes Viegas na ra do
Crespo receber a gratificacao do cem mil
res.
= Na manhaa do dia 3 do corrente fugio do
sitio do medico Pereira de Brito o escravo
Antonio Benguella estatura baixa corpo
ordinario, olhos afumacados ,-gengivas roxas,
com todos os denles da (rente, tem urna pe-
quena cicatriz na perna direita ; levou a rou-
pa do seu uso calcas jaqueta camisa o
ceroulas de panno do algodao da trra do ser-
vico do campo um chapeo francez de palha ,
velho foi comprado por arrematacao em dias
de setembro ultimo na praca do juiz dos ausen-
tes por ter sido escravo de um porluguez ,
que venda fa/enda por Goianna Pedrasde-
logo 4c. ; quem o pegar, leve ao Atterro-
da da Torre n. 78 que receber 20g ris.
Rkcife: na Ttp. de M. F. de Fama.=1843


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