Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04500


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Full Text
Auno de 1842. Quinta feira 31 de
Tlf.lo sor depandel e na momos ; di nnssa prudencia, moderacfiq, .energa : con-
iauennracomu prini.ipL.ioa, e seremos apuntados com admiraciio entre as Nicei mais
*Um. (Proclamaoo da Assemblra Geral do rasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianaa, Paraiba, eflio grande do Norte, na segunda e sexta feira.
Bonito e Garanliuns, a lUc 26.
Cabo, Serinbaem, Hio Forrooio, Porto Cairo, Maceio, e Alagoas ao i 11, e 21.
Paje 13. Santo Anuo, quinta feira, Olinda todos os diai.
DAS DA SEMANA.
jf Seg. 4. oitava s Aletandre
29 Tero. 2. oitar Berthjldo.
30 Qoa'rt. Joan Climaco.
31 Qnint. s. balbina.
I sext. S. Macario.
2 sab. s. Francisco de Paula.
3 Ilom. i. Ricardo
M a red.
Auno XVIII. N. m.
O Diario publica-a. todo, oa das qu. nao Corea Santificarlos o preco da aasijnatura k.
de tres mil reis por qaarlel pagos adiantados. Oa annuncioa doa manantes sao inserido*
gratis, eos dos qu. o nao forera sraiiod. SO reis por linha. A reclamaces d.rejn ser
diri'idas.rst.Trpojrafiarua das Craxes I>. 3, oa nraea da Independencia tojas delirroi
Nmeros 37 e 38.
Me
CAMBIOS wo da 30 us Mar<;o.
Cambio sobre Londres 28 d. p. 1U. FfctT* Peros ('olumnares
Paris 320 reis p .fraseo.
Lisboa SO a 85 p. 100 de pr.
Orno- Jrloed.de G, 400 V. 14.500 a 14.700
. N. 14.900 a 14.600
f 4.4,080 S.iO. 8.100
P.AT I'aiaoOc. 1,660 s l.fiSO
1.660 a 1.6S0
l.fii. 1,660
*iuda I.uOa 1,460
Moed* de cobre 3 por 100 de disrnnin.
bisroni.i de bilh. da Alfand-ga te por IOS
ao m.t.
dem de letraade bn. firmas 1 e a 1 f t.
P reamar do ti.a 31 de Mare.t.
i.m a. S horUa e 30 m. da ma'naj.
2. as 8 horas e 5-4 m. da tarde.
PHASF.S DA l.IJA KO MF.Z DE MAK;o.
Quarl, ting. a 3--A. 11 horas e 4 m. da tarde.
La Nora a 12-- 4 hora, e S m. da manh.
Quarl. rese, a ID-- a. S horaa e 2S m da larde.
La t'i.ia a 25 -- a II horas e 39 m d* vnanh.
------~ -
.,-, ,.t
mmsm
niM\sa de
R I\ A M BE O.
INTERIOR.
RIO CRANDK DO SIL-
Proclamago do joven guerreiro.
Urna das pegas mais curiosas que se podem
ler he a proelamagao com que em lingua-
gem fanfarrona o joven guerreiro o co-
lumna do throno, o estrella do Sul da gente
da faeco olfereceo o sculo de paz em none
do governo da Repblica ao's Brasileiros leaes
ao throno. Esta proclamagiio que vem im-
pressa no Jornal do Commercio de quinta
feira he to sublime que nao podemos pri-
var os nossos assignanlesda sua leitura ei-
la :
PROCLAMAgA.
Habitantes do Rio Graude !
Fanatisadoscom os embustes, calumnias e
falsitiades dos tiranos, vos tendes envilecido
a ponto de oscravisard.es vossa raso e s
tiesta arte terao logrado a conservagao de un
throno baseado na corrupgao, despotismo e
prepotencia. Antepodo pois a esta lingua-
gem a dos factos dissiparei a venda do enga-
llo, apresentando-vos a verdade em pura nu-
dez.
Ha mais de cinco annos emprega o Brasil
imitis estorbos para escravisar-nos, apoiados
em mercenarias baionetas na perfidia seduc-
co, e em quanto Ihesuggere o genio do mal !
E quaes os resultados ?0 sacrificio de minia-
res de victimas, a depredago das rique-
zas publicas e privadas, a relaxado dos vn-
culos sociacs elfeito das repetidas rcages
e dos choques desencontrados dos partidos.
Kis pois completamente desmentido quanto a-
drede promettiamgarantir-vos, sendo em to-
da a parte sellada sua injustica fraqtteza e
deshonra!
Quaes os factos do vosso exercito apregoa-
docolossal ? Vos o visteis majiter na campa-
nha a defensiva e com quanto eusto ? voli-
tando cobertode terror e ignominia para den-
tro de sua linha depois de repelidos reve-
zes e gravissima perda physica material e
moral, dominando apenas ( nao tranquillo)
o terreno que pisava prova indubitavel da
opinio homognea dos Ros Grandenses,
dispostos a salvar o continente ou perecer em
suas ruinas.
Confrontai o Brasil em 183o com o seo es-
tado actual, e fcilmente attingireis com o
LUEY
FLORITA^).
Ao levantar o panno appareceu Florita na
scena vestida de purpura... era Medea que
seguida de suas oompanheiras erra va pelas
praias da Colchida. A terrivel mgica prc-
parava seus encantos invocando os deoses in-
fernaos. A joven cantora ao ver-se diante de
urna sociedade to nobre e to magnifica em
lugar do seu publico ordinario que tanto a
ama va e que to deveras a applaudia es-
tremeceu involuntariamente. A inspirago
ia faltar-lhe quando de repente ve diante de
si a pouca distancia da orquestra o mar-
que/ de Ribiers.
Enlo Florita sento era seu peilo ama
commogao que lhe despertava todas as suas
faculdades e mais uobre mais bella e pode-
rosa que. nunca, comecou a sua invocaco
aos deosesinfernaes.
O rei e toda a corte ouviara os versos do
grande poeta e os accentos da sublime can-
tora arrebatados de um prazer chcio de adnii-
rago e de terror. A mesma Aledea nao pode-
ria ostentar face do co e da trra mais
(*7v7d. Diario o% 63, 6* eGG.
espantoso retrpeesso que tem soffrido assim
pelo incalculavel progresso da divida passiva,
e despreso de seo crdito como pelo domi-
nio adquirido pelas facges, devendo a urna
destas o Imperador sua elevadlo ao throno,
por assim convir aos interesses de alguns fac-
ciosos egostas.
Eis pois o Brasil de 184-1. que nenhuma ga-
ranta offerecc de estabelidade e de ordem,
ameagindo um prompto einfalivel desuioro-
namento, mxime quando o timo do estado
se nao apoia em um braco robusto capaz de
por si dirigil-o.
Yo!va pois vossa razio ao seu primitivo im-
perio e recebei presuroso o sculo de paz
que em nomo do governo republicano vos of-
fereco com o qual volvereis ao pacifico go-
zo da vossa liberdade individual e de praprfc-
dade ; mas, so os accentos da verdade nimia
foram despresados, so o mal entendido ca-
pricho anda vos conduz a batalhar-nos, tar-
de chorareis vosso arrependjmento e met
coraeo contristado me impelir a armar a
dextra para punir a iriMos desvairados, os
mesmos com quem anhelo vincular-me so-
calmente.
Qtiarlel general no departamento do Rio
Grande, 9 de julho de 1841.Antonio
Neto.
Nao admiraremos a farfalhada desse eslylo,
que serve de documento para mostrar o grau
de desenvolvimenlo a que tem cliegado os li-
teratos da rebelda : ocenpemo-nos somente
com a proclamagAocm si mesma.
Que he ella a resposta aos que tantas vezes
amnistiramos rebeldes, aos que tAo allin-
cadamente sustentaran! esse systema de apa-
drinhamentoou de lograco, he o que noso-
fre duvida alguma, para quem U) a sua con-
clusa o.
Ah o Gancho, ajudado pela langa do esera-
vo africano offerece o o.sculo de paz aos Bra-
sileiros que em fim disistirem da pertinacia
de batalha!-o como ameaga-os com todas as
suas iras se por ventura persislireh. Cer-
to lamanha insolencia nessa gente que. se a-
inda nao geme debaixo das penas da le boj
porque sempre tem achado bous protectores
em nosso governo Fej para mandar-
ines amnistas, em vez desoldados, Monto-
suma para soltar Rento Gonsajves prisio-
neiro de nossos bravos Andradas para abri-
rem as priscs em que tantos prisioneiros,
cobertos de crimes, estavam mpossibihtados
de assassinarem aos nossos concidados
grandeza mais paixo mais poesa nem
jamis tiveram melhor interprete a ternura
selvagem os sanguinarios zelosdaqtiella mu-
Iher formosa e arrebatada que com as pro-
prias mos despedacen sens ilhos.
A representaqo tinha cliegado ao terceirn
acto : o lilho Eson apresentava Glauf^s aos
olhos de Medca ; e a mgica dispunha com a-
larido infernal os licores ardentes e abrazado-
res que liaviam de consumir as delicadas
carnes da sua rival. Eslava aa verdade for-
mosa sentada sobro as rochas com as mflos
estend idas sobre a trpode, os cabellos des-
grerrhados a fronte sombra! O vento fazia
ondular sua tnica de purpura, e maneava
brandamente seus negros cabellos : os longos
gemidos da tempestade se unam a voz da can-
tora ; os espectadores respravam com dilli-
culdadesob a impresso desla selvagem har-
mona ; um silencio profundo reinava na sala.
Entretanto Caldern collocado junto ao
ultimo bastidor lancava ur?ia vista inquicla
para o co cuberto de nuvens negras que se
chocavam com violencia aos impulsos de um
furioso vento levantado repentinamente.
Elle senta ranger e estalar debaixo de seus
pos e conheceu logo cheo de terror quo as
barcas, sobre que se apoiara o tablado, se
desprendiam eseparaYatn cora afores das ondas
cmzaria assombro se n3o soubessemos a
f) ) ponto de audacia tem cliegado esses ho-
mens, ao verem que o governo brasileiro
tantas vezes. tem hesitado em em pregar con-
tra el les a tnica poltica salvadora Tor-
ga, torga, torga; nada de contemplagoes -
Para justificar seu convite o Gaucho, faz
da posigio do Imperio urna descrpgo to
absurda que nao merece ser refutada pois
bem certo estamos que a sua eloquencia, os
insultos que irroga a nossos bravos nao aba-
larooanmo do um s dos que a lerem ;
tamanho insulto no faremVs aos Brasilei-
ros !
Entre ossas pronosgoes inexactas urna des-
tinguimos que naodeixa de ser mu notavel
pela sua exactidao, pela justa aprecago dos
honiens a quem o Gaucho ptimamente co-
nhece. com que esteve se he que anda
nao est, em relacoes frequentes : lio a que
esc revemos entre aspas.
Finge o rehuido qtw o imperio est retalh-
do em faeg^s qijp se guenciam. A falsi
dado ijessa idea he evidente, o imperio nao
si* aefia dividido em faegoes tem, sim, no seo
seio urna faegao e contra ella combale a po.
pulaco hrasileira com admiravel unanimida-
de, e procura c hade conseguir sem sabir
dos limiles da Lei e somente hincando mo
dos recursos do systema representativo a-
niqudal-a.
A populacho toda do imperio qur ordem,
filha do pacifico desenvolvimenlo de suas ins-
tiluicoes. eabominando o espirito faccioso
nada poupar para farel-o desaparecer. O
Gaucho republicano o tem apprenddo a sua
cusa, e de da em da mais ir-se-ha con-
vencendo disso que affirmamos. Essa fae-
co que de facto existe, e que o Gaucho
earacterisa em phrase to exacta, essa faego
que tem sido a cauza directa de lodos os nos-
sos atrasos j boje osla expirante. Em ju-
lho de 1840 tentn ella o em prego de una
tctica que, infelsmente, Ihe deu o mando
immediatcmentc portun a opinio publica pro-
npncou-se contra ella e nos a vimos depois
de oito mezes de dominio, cahir exhausta,
manida pelos esforgos, a que para viver tanto
lempo tora obrigada.
Essa faegao egosta que tildo sacrifica aos
seos interesses he a mesma que sempre na
tribuna, na imprensa, no poder, fraternizo!!
com os gauchos rebeldes, que anda boje pa-
ra asstimir o mando implora-os com fervor.
Foi ella quem na tribuna, nSo cessou de
I anpellida-los jovens guerreiros ; estrellas, e
i at tilines columnas do throno imperial :
! quem no poder abru as portas das prisoes a
| tantos criminosos mandou-lhes um pleni-
: potenciario, concordou era armisticios, o por
litu mandou-lhes pao vnho, e marmelada.
Essa faegao quo tanto tem de estpida como
i de anarchica (admirae a ingratido dos
! gauchos) ve-se boje retribuida com in-
sultos, por esses mesmos por quem tan-
I to se comprometteu Nao lhe basla-
va o remorso de haver insultado a nossos
bravos com os mais acrimoniosos sarcasmos,
nao Ihe baslava estar ja coberlo de lama e da
ignominia, anda em cima S. Pedro lhe falla,
como lhe falhou S. Paulo !
Nao farcinos maiores consideragoes sobro
esse ponto : todava a bem da justiga nao
aceitamos em ludo, apezar de quanto tem
de victorioso para nos quo sempre havemos
combatido essa faegao a apreciagAo que fez
o joven guerreiro dos motivos porque foi pro-
clamada a uiaioridade. Sem duvida os que
deran comego a esse movimento nao l-
iiliam em vistas se nao mesquiihos interesses
pessoaes ; a cleigao batia porta, e a elei-
cao era sua mui positiva condeninago, sua
perpetua njgeigao do dominio da socie-
dad;*. Para evital-a e para assenho-
reareni-so das urnas, deram elles esse a-
balo ao espirito publico: acorta rain : o
espirito publico brasileiro era eminen-
| teniente monarchista ; o partido nacional,
desde 839, fiavli constantemente procurado
;dcsfiivoIvel-o ; os facciosos conseguirn! seo
intento; lllavam em iiotne da monarchia ,
I illiidiram os incautos, Ionio ouvidos, econi
| o apoio delles venceram ; mas em breve dcj
cipou-so a illuso : cahiratn. 0 gauchos,
que tanto se approveitaram de sua curta es-
tada no poder, que lhes devem tantas fine-
zas que mui provavolmeiitc sem elles j te-
riatn sido subjtigados, mostro de certo nina
inqualilicavel ingratido,tractando-os to des-
abiiilainente : colisolctn-se prem os Alvares
Machado e Andradas : he sorte da humani-
dade : elles bem sabem o dicto vulgar ami-
Igoquenfio presta que se perca pouco impor-
ta e os rebeldes bellamente sabem que e&-
ses seos amigos ja lhes nao podem pres-
tar. Oucam pois verdades, anda que amar-
ras!.
O hroe vencido.
A victoria alcancada pelos nosses bravos em
encapcadas pelo vento : o tablado do thea-
tro gema com tristonho som e a commogo
da nalureza dava anda maor realce illu-
so secnica por que os espectadores sen lados
na salla sobre a tena (irme nao sejiliam o
que se passava sobre o lago ; e a orquesta do-
rpinava o rumor da tempestade.
De improviso ouviu-st* um terrivel estampi-
do o vento soprou com inexplieavel violencia,
os pannos rasgaram-se as luzes apagaram-
se e o vasto scenarb nbateu-se como tim
castello de cartas ao sopro de um menino,
l'm grito agudo resoou em todo o sabio.
Florita !... Florita !... a pobre menina ha-
via sido despenhada do alto da sua monnha
e vagava sobre as ondas do lago sustenta-
da por tima dbil taboa que se sobmergia com
o peso de seu corpo.
Oh Meu Dos mnhami !... salva-mc,
salvai-me...
No mesmo instante senlio que
vigoroso a segurava pela cintura ,
ma voz que lhe diza :
Nao ten has medo Florita cu te sal-
vare! cu te amo.
Florita perdeo o conhecimento : o marquez
de Ribiers suslentava-a em sens bragos como
senella estivesse a esperanca de sua vida.
Envolvido com o seu precio*) deposilf entre
um brago
e ouvio u-
' duas barcas um choque destas podia esma-
j gara ambos: o marquez de Ribiers reuni
todas as suas torgas e conseguio Com tino
c babilidade livrar-sedos dcstrogos de pannos
e taboas que o prendam inargem do lago ,
eslava a vnte passos d'alli mas para chegar
a ella era necessario alravessar grande mon-
to d" rtiiuas no qual ludo eram gritse
confusio.
A voz de Caldern de la Barca dorainava
aquclle bltelo e estrpito; o poeta gritava
com n m voz de trovo .
Florita ni i n ha querida Florita : com
mil reales ao que salvar Florita.
Anua Muller raleada de algumas mulheres,
(jjie procuravam cont -la dava gurdos ge-
midos e quera langar-se sobre as ilucluan-
! les ruinas.
Est salva gritou o marquez : Flori-
ta esta salva ci-la aqui.
l'm momento depois o marquez depunl
na margem o corpo inanimado de Florita.
Anua Muller precipitou-so sobre ella aper-
tou-a contra o seu corago com gritos de es-
panto e de alegra ; e ao sentirs violen tas
! pulsages do seu peito dcsatou a chorar a-
jmargamerte, como quem encontrou o quo
I mais amava no mundo, quaadw ojuljjav'i
perdido para sempre.
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mactian devia como todos tinhamos pre-
visto produzir ptimos resultados j erguen-
0 os bros de nossos soldados, j desalentan-
o os rebeldes c fazendo-lbos perder essa
pouca forga moral, essa pouca confianca que
'tnham em seos ehefes. Esse resultado po-
rein anda panme que |p maior do que se
pensara, avista de urna proclamacao em que
lenlo Gonsalves drigindo-se aos seos com-
patriolas amigos e camaradas Ibes falla
dos generaos que bao sido vencidos ; mas
que nao sucumhiram e olio roce-I bes tao
brlhanlc exemplo pura que o imitem. De-
pois da ufano proclamago de Neto, nao dei-
xa de ser digna da leitura, a do beroe
rencido $ eil-a : >
Proclamago.
Qiiartcl general junto a Canguss 30 de
Janeiro de 1842.
Compatriotas Amigos e Camaradas !
Sem remontar aos trabalbos, privagGes e re-
veses porque passaram as repblicas antigs
p.na consegurem sua indcpmdencja e sacu-
dir o jugo dos depotas que asoprimio, vos
citarei somente as dos nossos dias. cujos he-
roicos fei tos'nao podem ser desmentidos por
s'rem delles tcslcmimhas todos os lio me ns
que existen) do secuto passado c parte deste.
Abi estao as repblicas Norte-Amrica e as
do sul da mesma ; aqueles luctando contra o
poder da Inglaterra e estas contra ocolnsso
do Ucspanha : aquella tcvosua frente o ira-
rw al Washington e estas Bolvar e outros
hroes que anda existem; elles sofYeram
immons'os cevezes calguns de tanta monta,
que pareca licaracausa no ultimo apuro;
porem elles, longo de desanimaren) cada
vez mis inflamavam seos peitos de um logo
patri .ico correndo as armas para vngarem
os manes de seos camaradas e libertar o seo
paiz! Conseguirn) urna e outra cousa !
Os Ros Grandenscs, aguerridos desdo sua
infancia saberao imitar o herosmo de seos
irmaos da America abrindo desta arte as
portas da I i bordad1; a seos compatriotas Bra-
sileos que anda gemem sob o jugo de
urna testa cornada que jamis poder medrar
no solo americano.
k Corre) s armas, compatriotas, c veris
como em breves dias tcreis vingado o pou-
co mas doloroso sangue de nossos irmaos,
amigos e prenles recen temen lo derramado.
Assim vos pede em nome da patria o vos-
80 patricio e amigo liento Gonsalves da
Silva.
Nao faremos a menor obs^rvaco sobre es-
t peca que abre campo a tantas reflexes ;
nao notaremos a ignorancia do gaucho qn:: a-
presentn as antigs colonias hespanholas luc-
tando contra ocollossoda Hcspanha, na e-
poca da sua emancipado, quando todo o
mundo sabe queenlo a pobre Hespanba ,
longe de ser collosso eslava aniquilada es-
va i a-se as Sanguinarias lucias da guerra ci-
vil o da guerra eslrangera: mas em lim sem-
1 pro ho corto que a constancia nasudas, pa-
ra qiiem sustenta orna causa justa, he o irais
seguro fiador do definitivo triumpho. Toda-
va que Justina porem assistc aos gauchos,
e escravos a frican i sublevados, capitanea-
rlos por meia duzia de ambiciosos sem ttu-
los, por tiomons de ranina e de sangue ?
A queeausa cumplir que attribuamos es-
sa proclamadlo ? Ser simplosmente para
reanimar os seos or lamhem teria em vis-
la lie.ilo Gonsalves responder s aecusacoes
que Ibe bao de ser feitas por seos competido-
res ?
He geralmente sabido que os chefes rebel-
des nao tnham muita amsade ao vencido ilo
Fanfa que as intrigas j contra elle IVrvi-
arn ; nao be mais do que provavel que todas
essas indisposices subissem de ponto contra
o vencido de Camacuan ?
Seju comofora proclamado deBento Gon-
salves be um Jocumento importante e por
qualquer lado que seja encarada nao dexa de
provar a prosperidade de nossas armas ede
lser agourar abreve pacitUago dessa des-
granada provincia.
(Do Brasil).
Ld-se no Diario do Rio de Janeiro.
Os tractados dos rebeldes com Eructo.
Sr. Hed.te.tor.Li no J.irnal do Comer-
cio do I. d'este mez, urna coiespondencia
em respoSta ao seu artigo sobre noticias do
Sul, na qual, em ar triumphaiite, perguu-
ta o correspondente qual lbi o primero Irrfc-
tado que Pructo fez com os rebeldes de S. Pe-
dro do Sul ? Pode dizer-lhe que o celebra-
dando a paz. Bom seria que elle desse csse
consalho salutar a Fruclo pois bem o neces-
sita; deixaria assrn de ser ambicioso, de
querer engrandecer-se em territorio cusa
dos visiihos o que talvez lhe venha a sa-
bir caro. Ai d'esses que tanto daiuno teem
causado ao Brasil, se o imperio estimulado
dexar por um pouco a senda que at boje
lem trilhado Son &c. .
2 de margo do 1812.
Hl.lltil) DE :iS\AHIH CO.
O PADECER DA COMMISSA A RESPEITO DA IN-
DICACA Do SR. NETTO O SEU HE-
Sl'LT.VDn.
A votaco d'Assemhlea Provincial no da
22 do crlenle jusulicou uossas previses :
calno a indicago do Sur. iNello como era
de esperar de urna Assjmblea, em cuj;s deci-
es au intluem mos^uindas considerages de
partido nem o tfbotninavel espirito de du-
que inspirarao ao alias venerando
do em (..angu no anuo de I8#. Era JPaulslano essa idea indiscreta, de que tao
n'este tractado reconhecida a repblica rio-
grandenso e compromettia-se Fructo a fran-
quear es uorlos do Estado Oriental aos pira-
tas dos rebeldes, logo que d'elles lomasse
posso. I'oi para isso que Jo/.e Maranno es-
apaixonado se moslrou o Snr. iNotto.
Alas a indicago do Depulado de Pernam-
buco e a discusso que do lugar nao
produzirao impresses desfavoraveis a" nova
legislaeo que so Irada de exocular n'esta
levo em seu acampamento lbi para isso que I Provincia ? Os deleites, as nullidades, que o
Fruclo recebau a nrlilharia com que fez logo
sobre Paisandu izeod espaibar que Ib'as
tnham dado os legalistas; lbi para isso,
emflm que o commandante das torcas ma-
rtimas rebeldes se apresentou a Frucio pe lo
de Montevideo, antes da evacuaco de Oribe.
.No que bouve equhocagao da parle do
n Diario, ou da pessoa do Rio Grande a
cuja carta se referU I'oi nos artigos do se-
cundo tractado : os rebeldes nao se compro-
metieran! a passar para Enlre-Kios ; obflga-
ram-se a garantir a tranquillidade do Estado
Orienta) e o dominio de Fruclo contra qual-
quer insurgente ou torca externa que se apre-
sentasse. Assim seguro passou Fruclo ao
territorio iniuiigo e abandonou o seu bem
contra sua vonude mas forjado pela polti-
ca a que o aconselba sua desmedida ambi-
guo. Paz ganhavu muita preponderancia,
e se Eructo deixasse de appareeer, perde-
ra ludo ajamis realisara seu plano. E'cs-
ta urna das partes principaesa lavor de i*ruc-
io ^cluida no segundo tractado ou IracUda
com % rebeldes ; e bem se pode inferir que
a reciprocdado ha-de ser toda em prejuizu
do imperio.
Diz mais o correspondente que a Eructo
nao convem esto estado de cousas na fron le-
ral Ora, nao nos mella os dedos pelos:
olhos : nem elle quer outra cousa : e se nos \
remonlarmos muito. acharemos que lbi elle
quemdeu'a ellas o primero impulso. Todo
Sr Lopes iNello, e os amigos de sua indicado,
tao enrgica e calorosamente apon'larao ,
nao desconceiluari&o a lu na opinio publi-
ca privando-a assim do elemento mais in-
dispensavel a sua boa execucao ? De certo
que nao.
O Pernambucanos nao podem fazer agora
un juizo diverso d'aquelle que formavao
anleriurinenle sobre a bondade e legitimula-
de das leis do Conseibo d'Estado e da refor-
ma do Cdigo, porque elles sabem mu bem ,
que a diminuta liacyao que levanlou-se na
Assetnblea Provincial contra essas leis insi-
nuando a necessidade de sua revogago nao
fez mais do que reproduzr alguns dos argu-
mentos apresen lados com OUlra insistencia ,
e melbor sustentados na Assemhlea Geral ;
os quaes nao produsiudo all e'eto ulgum ,
pois que as leis passare por urna grande mai-
oria he claro que nao podiao ler aqu me-
lbor fortuna sendo inleiramente repugnan-
te que deseobrissem as leis alguma lace no-
va por onde j nao ivessem sido atacadas .
eaoinesmo lempo completamente defendi-
das. Se os vaos estoicos dos amigos da indi-
eago desconceiluarao alguma cousa lbi a sua
causa, o seo proprio partido, revelando a
mat do seu proced ment e deixando ver
bem claro as sinistras intencoes que os a-
nimao : se produsiro impresses desfavora-
veisfoi aos piopugnadores da representagao ,
porque repetindo no recinto ta Assemblea
o mteressede eructo Consiste na conservagao1 Provincial oque em lugar mais Competente se
da revolta ale que, aperfeicoado seu pa- dicera sem prove lo, liserw um papel bem
no, lhe caa as garras o tWaguay seja triste assemelbando-se a esses homens ver-
como lr. | sados nos enredos da chicana e da rabuliee ,
E' verdade que o Cordovez Paz general que empenhando-se em vencerem as causas
do exercito correi.tmo ha-de contrariar tao: mas de que se encarregao vo sempra por
exageradas pretengoes pur oppostas a suas dianteallegando a mesma materia ja multas
ideas todas argentinas, e cedo ha-de appa- vsesdiscutiaa despresada,
recerp conflicto entre este e o guerrillero, 0 parecer da Commissao de Constiluigai.e
or^,nlal- Poderes relativamente indcagao he urna
lambem o correspondente que sem du- peca, que ser-nos licito Tallar cort framiue-
vida e esliangeiro nos ameaca recommen- sa nao hesitaramos em qualilicar de exlra-
Miuha mi murmurou Florita ,
dando um profundo suspiro e abrindo os o-
Ihos.
Oh minha i.'ha gritou Anua Muiler
com transporte : ests nos metis bracos ? A-
bencoado nina e mil vezes o que te salvou a
vida !...
E'aquello !.. disse Florita olhando
para o marquez de Rbiers que a contem-
plava com os olhos bandados de lagrimas,
com a alma abrazada de amor : e voltando-
se para Caldern de la Barca 5 que ettava de
joelhosao pdella, e cuja fisionoma demons-
tra va claramente a agitag'io do espirito, a-
juntou com um dbil sorriso ; n lambem
jnlgastes que era o ultimo mc-menlo da mi-
iba vida !...
A 1 nas se retiraran) os reis com o seu
briihante cortejo as guardas walonas ize-
ram sabir do salan lodos os espectadores, e
s. ticram nelle as victimas deste estranho
naufragio -, Jason tinha um brago quebrado ,
b rei de Coriitho eslava, muito maguado, e
os domis adores s a muito cusi tinhaui po-
dido sabir da agoa, e n'uin estado ainda mais
lastimoso.
Nada se percebia no meio da natural de-
sorden) que reinava e a chova que tomega-
vaacabir em torrentes' augmenlava a des-
gragada sorle daquella pobre gente. Calde-
rn de la Barca collocou Florita n'umacadei-
rinha de mo para a eondiizir a sua casa com
mais comodidade. No mesmo momento -m
que partachegou um enviado do rci a saber
da sua saude e outro da rainha o qual
lhe entregou em seu nome um rico bracelete.
Florita tinha sentido ao mesmo tempo tantas
sensages c lo diversas queqiasi linham
translornado a sua cabega e deixou-Se met-
lerna cadeirinha de mo cum apalhica indif-
ferenga porque sua alma eslava absorta por
urna felicidade cstranha e nova de que nao
tinlaidca alguma e de que quasi duvidava.
Pareca-I he que o brago que a tinha susten-
tado sobre as aguas .Stava anda en torno
da sua cintura e que urna voz commovida e
apaixonada lhe dizia :
Florita se eu te nao poder salvar mor-
reremos juntos. Eu te amo! Florita tinha
ouvido estas [lalavras como 11'uni sonho, quan-
do dbil e inanimada havia por inslincto cn-
lacado cora suas mos opescogo do morquez
de Rbiers c dcixado cahir a sua cabega so-
bre o peito daquelle iiomem a quem ama va
sem o saber. ,
Eu ouvi sua voz dizia ella comsigo :
um trovio annunciou as suas palavras eu le
amo 5 oulre trovao as abafou 5 mas nao podo
impedir que ellas ebegassem aos meus ouvi-
dos (pie estejao gravadas no meu cora-
gao !
No da seguinte Caldern de la Barca apre-
sentou-se emeasa do marquez de [tintero pa-
ra lhe agradecer em nome de Florita e de sua
mi. O marquez respondeo que muitas pes-
soas lhe invojavam a felicidade que ti vera de
expor sua vida para salvar a da bella Florita,
e pedio a graga do ser admitlido em sua oasa
naquella tarde.
Porque, ajunlou sem allectagao : quevi
sbese estarc amanh em Madrid. De um
momento para outro posso receber ordem de
voltar para Franca.
Estas ultimas palavras tirram todo o re-
ceo a Caldern de la Barca que teria visto
com secreta desconfianza que o marquez ou
qualquer outro fosse admitlido naquella casa,
de cuja entrada at ento tinha s o mono-
polio.
Esta larde virei busear-vos, senhor
marquez e faremos juntos a nossa visita.
Nunca em sua vida nem se quer no da
da sua apparigo no Iheatro nem mesmo
quando se tinha apreseulado diante da corte
de Hespanba, sentir Florita lo profunda
com moca o como no momento eai que vio
ntrarem sua casa o marquez de Hibiers.
ordinaria e singular por suas iuconsequencas
e nenhum fundamento-; bem digno por cer-
to da sorle qu teve Comer elle estabele-
cendo o imperioso devor que tem a Assem-
semblea Provincial de empenbar todos os seos
esforgos para que nao sejSo violadas as leis
fundamenlaes do Estado como base do sup-
posto dreitode representar Assemblea e ao
Governo Geral sobre a inconsttuconalidade
das leis de que tracta a indcagao; mas con-
cille dedusindo a competencia da Asiemblea
l*rovincial este res peito do direito que
tem do representar sobre execugo de leis.
Ha n'estas idcias urna incoiisequencia palpa-
vel ; porque si o direito de impedir violages
da Le Fundamental he diverso do de repre-
sentar sobre execug3o de leis corno ensina a
boa hermenutica para que se nao d na
Constituigao a redundancia dedspor umae a
mesma coqsa em dous artigos diversos se-
gue-se que nao podia a Commissao estable-
cer indillerenlemente o supposlo direito de rc-
presenlagao no artigo 11 9 do acto addcio-
nal ou no 4 do artigo 85 da Constiluico.
Sea Assembrea Provincial liaba direito" do
representar contra a le da reforma por a-
il constitucional, devia apoiar-se n'uquelle
artigo que a Commissao primeramente re-
ferio-se: si porem a materia da represenla-
c1o era a execuco da le o seu fundamento
nao poda em tal caso ser outro sino o arti-
go constitucional que o parecer da Commis-
sao meneionou em ultimo lugar. Mas dar
por base a representaco disposiges legisla-
tivas que nao podem ler applicago ao mes-
mo lempo e ao mesmo respeilo he realmen-
te um absurdo em que parece incrivel que ca-
iiissu a Ilustrada Commissao.
Excede porm toda espectago o parecer ,
que temos em vista quando de pois de indi-
car nao poneos artigos ra Constituigao que diz
violadas pela lei da reforma do Cdigo do Pro-
cesso e tendo reconhecido do modo cima
expendido direito n'Assemblea Provincial pa-
ra fazer a representago conclue por estas
palavras r a commissao suppoe que ser in-
til e talvez mesmo inoportuno representar us
actuaos circumslancias. Como intil e ino-
portuno representar!
Si a Assemblea Provincial be incompetente
para representar n'este sentido e se aleni
d'isso sao chimeneas as indicadas infraeges
da Constituigao nao s intil o inoportuna,
cinuo que positivamente abusiva e Criminosa
lora urna tal represenlago ; mas na hypothc-
si de violago da Lei fundamental e dado o
Jireilo de oppor-sc essa infraego segundo
asi -oas da Commissao, surprehende como
podesse escrever n que he intil e inoportuno
representar nas actuaos circumslancias
nao ser certo, que os membros da Commissao
estao convencidos de que a Assemblea e o Go-
verno Geral estao combinados e disposlos a
opprimir a Nagao, c nao prestar nuvidps aus
seus clamores ainda os mais justos. Masque
fundamento tem a Commissao para presumir
essa inflexibilidade e disposigo do lyranoi-
sar ? Nao irroga com isso gravissima injuria
ao Poder Legislativo e ao Poder Executivo
Geral o lauto mais gratuitamente quanto he
certo que a Cmara temporaria eleita nao
he do credo poltico da transacta, masera
grande parte do credo que pertence a Com-
missao ? He como se a Commissao' dicesse
A Lei FundamentaldoEstado fuiflagrante-
mente conculcada 5 osla Assemblea lem de-
ver e direito do protestar contra Uesviolagoes.
Quando o marquez de Hibiers enlrou na
sala onde se achava Florita e com sua \oi
doce e apaixonada lhe dirigi aquellos com-
primenloscostumadosnasocedade pareceo
a rTorita rpie suas expresses tnham um no-
vo sentido inrais extenso e completo : mudou
de cor o nao pode responder seno com um
gesto do gralidao.
O marquez tinha essa flor do espirito es-
sa fcilidade de um grande senhor que est
bem em todas assituages eque to bem
dissimula o enfado como urna preoecupa-
go do jcoraco por mu viva que seja. Mos-
trou-se" alegre espirituoso e briihante cm-
tanto que a pobre Florita entregue a sua
commogo, e assuslada de sua perturbago ,
pareca distrabida e taciturna. Senta com
tanta viveza que nada achava para dzer e
pareca-lhe que suas palavras e at o som de
sua voz a atraigoariam. Felizmente tinha un
meio de ooctiltar sem perigo lodas as suas im-
presses nao lardn em p-lo em execu-
cao.
Como o marquez perguntasse se o acciden-
te da vespera tinha prejudicado a sua voz ,
Florita levantou-se sorrindo abri o piano ,
e em resposla improvisou um daquciies sua-
vissmos romances que Caldern de la Burea
comparara aos concerios dos scrafias. S^;


x>
iiiMltm,*>M
mas he tcmpo perdido faze-Io porque o Go-
verno e a AssembleaGeral do Brasil surdos
s suas voses proseguirn inexoraveis no en-
cetado -plano de menoscabar e infringir a
primeira Lei do Paiz.
Alem disso o cumpriment de um de-
ver lie sempre independite dos resulta^
dos que se posso seguir quaesquer que
sejo. Huma Voz que a CommissAo foi
de parecer que a reforma infringi varios
artigos da Constituido e que a As-
semblea Provinci;ilgosa da prerogativa de ve-
lar na guarda d'ella oppondo-se ssuasvio-
lages, o nico proced ment consentaueo
a Suprema lei do dever, que a Commissao
tinha obrigago de propor era representar-se
contra as leis de que seoccupa a indicago
doSnr. DepuladoNetto, allendesse ou nao o
Governo e a AssembleaGeral reprosentago,
fosse ou nao intil este trabalho da Cmara.
A Assemblea Provincial cumpria o seo de-
ver : que I he importava que o Governo ea
AssembleaGeral cumprissem, ou nao o seo?
O dever imperioso de cmpenhar todos os
esforgos para nao serem violadas as leis funda-
mentaos do Estado nao era para ser suspen-
so por clculos de probabillidade a respeito do
successo que podcria ler a representagAo, que
se houvesse de fazcr. Pensar de nutro
modo he patentear disposicao para riego-
ciar e transigir corn as crcumstancias a
cerca do cumprimenlo de um dever he
dar entender que assim como a pouca
esperance, de bom resultado he parte pa-
ra que se nao cumpra um a dever impe-
rioso e se abandone a del'usa da Constitui-
gao a certesa decolher-se prove to da trans-
gressao de um dever e msmo da infracgAoda
Constituigao seria motivo de despertar a acti-
vidade dos que livessem as ideias dos meni-
bros da Commissao ede fazel-os abalanca-
rem-se s niais arduas emprimas.
Nada diremos sobre o pretendido direilo
dado pela Commissao Assemblea Provinci-
al de representar ao Governo e Assemblea
Geral pedindo arevogagao da lei da refor-
ma, poisque mais le um artigo deste jor-
nal tem-se oecupado ein mostrar a fal-
sidade e mesrno os perigos de semelhante
doutrina. Seja-nos perem licito anxlysar
rpidamente as suppostas infracfoes da Cons-
tituigao.
O artigo 2o da reforma ( di?, o parecer da
Commissao ) conferindo ao Juiz de Direitoa
faculdade exclusiva de julgar definitivamen-
te os eximas de responsahelidade dos em pre-
gados pblicos nao privilegiados violouo 10
doarligo 179 da Constiluigo que aboli os
privilegios.
He manifest que a Commissao compar-
te a ideia vulgar e democraliea de que a
. Conslituicoacabou com lodosos privilegios
indistinclamente, quando o espirito da Cons-
l i tu i gao foi abolir os privilegios que no rgi-
men absoluto se concedido sem vanlagem
publica, equasi spmpre com prejuiso de
terceiro reconhecendo como era de rasfto,
a legitimidad^ d'aquelles privilegios que
em ves de serem perniciosos, sao fundados
em utilidade publica. Kis as palavras da
ConslituigAo : lico abolidos toilos os privi-
legios que uo forcui essencial e intima-
mente ligados aos cargos por utilidade pu-
blioa. Ora o privilegio, de que se irada he
sem duvida mui vantajoso. Os em pregados
deixando de ser julgados no furo coiiimun e
genio e seu coracfio a inspiravam : a pertur-
bado de sua alma dava sua voz um accento
inexplicavel : involuntariamente expressou
quaula alegra ternura e paixo se enccr-
ravam em seu peito i cantou como nunca ti-
nha cantado, eu mesmo Caldern delaRar-
Ca julgava ou vi-la pela primeira vez.
Por ventura que foi aquella noite a mais
bella de sua vida : nosolhares arden tes da-
quelle homem a quem amava sentio a
grandeza o poder supremo de seu talento, e
aventara do ser bella brilhante e adorada.
0 marquez ouvia exlasiado e como fra de
si. Florita via-o levar a mo ao peito e aper-
ta-Ia contra elle como para conter aspulsa-
ges de seu coraco : s Florita podia ouvir os
suspiros que se escapavau'i de seu peilo oppri-
mido.
Quando aoabou, dbil c atenuada pela vio-
lencia da sua propria commocao deixou cair
suas maos c permaneceo um momento com
os olhos sobre o piano.
* Que tens minha illia disse AnnaMuI-j
ler pondo a mo na gelada testa de Florita.
Jess como ests plida !
Nosinto incommodo algum : estou
contente: sou ditosa :' disse ella periantio
sobre seu rosto a mo de sua mi : porque
bern vedes que nio perd a voz.
por qualquer do povo, adquirem maior in-
dependencia, ecumpremmais exactamente os
seus deveres, visto que nao sao embarazados
pelo receo de oll'enderem e desgostarcm in-
dividuos que um dia os podem julgar. Por
outro lado quando todo cidado reclama com
emphase o privilegio de ser julgado por seos
pares e he este um direilo que todos os pu-
blicistas Ihe reconhecein porque razo ha de
o empregado publico ser julgado no foro com-
muin onde nao pode encontrar seos pares,
sendo privado da regala de ter por Juiz um
Magistrado que alias alianza ao publico por
suas luzes e independencia decises acerta-
das e nao dictadas por espirito de clas-
se ?
Tambem quer a commissao que fosse vio-
lado o$ 9 do art. 179 da ConslituigAo "que
garante aos cidados Rrasileiros o direilo de
se livrarem sollos nos crimes, que nao tive-
rem maior pena que adellmezes de prisao ,
ou desterro para tora da comarca pelo art.
37 da reforma que exceptuou os vagabundo*
e sem domicilio. A commissao nao dig-
nou-se pesar a considerado lanas vezes al-
legada de que aquello da ConslituigAo esta-
beleceo o direito de que se liada em k re-
gra geral .. : d'onde se deprehende que pode
(ar-se a excepgAo de authores de crimes desta
ordem que so nao livrcm sollos. K nao he
ndubitavel que a classe de vagabundos e
sem domicilio merece todo o rigor da lei pa-
ra nao fazeV da pimieao dos crimes- una bur-
la escapando aecao da jusliga com a faci-
dade que llie p ropo icio:', a sua posigao na
sociedade ?
A appellagao das sentencas dos JuizesMu-
nicipaes, Delegados, e Subdelegados nos
casos em que Ihes compele julgar definiti-
vamente para os Juizes de Direito heoulra
infraegAo da ConstiluigAo segundo o parecer
da commissao, vista do art. 18, que
manda croar as relages necessarias para jul-
gar as causas em segunda-e ultima instancia.
Sj os Juizes de Direito formo pela actual le-
gislado urna segunda instancia e n'isto se
infringe a ConstiluigAo, confesse a commis-
sao, que a infraegAo data de mais lempo e
vem j do Cdigo do Proeesso, porque as
causas que os Juizes .Municipaes Delegados ,
e Subdelegados julgo definitivamente sao com
pouca dillereilca as mesmas, quecompetio
aos Juizes de Paz de cujas sen tengas em taes
casos recorria-se para as Juntas de paz que
as confirmavad, alleravo ou revogavosem
mais recurso, excepto oda revista-. A
Constituido diz que as RelacOes julgo as
causas em segunda e ultima instancia ; mas
isto nao quer dizer, que todas as causas cs-
tejao no caso de ir ter s Relagoes para rece-
baren! aquello jiilgamento. I'e'a nossa legis-
lagAo, que n'isto cingo-se organisagaoju-
diciaria de. muilus paizes civilisados, as causas
que por seo objeeto sAo de pouca importancia
tem um curso inteiramenlo diverso do que he
marcado para a discussao das qnestes de
maior momento e Importancia. O espirito da
Consliluico he que estas sejo decididas em
segunda e ultima instancia para as Relagrtes :
aquellas porem principio e chegao ao seo ter-
mo sem ser necessario passarem pelo mesmo
tramite. De senlengas proferidas pelos Juizes
Municipaes. Delegados, e Subdelegados em
tao acanhada esphera he que cabe appellagao
para os Juizes de Direito. Onde est a infrac-
go da Constituigao ? Onde a innovagao ? Se.
r no termo appcllagd que empregou a lei
da reforma ?!
Qualilicou-sj de inconstitucional a reforma
na parte em que aboli os Juizes do Civol,
subslituindo-os por Juizes Municipaes tempo-'
rarios pois que os Juizes do Civel devem ser
perpetuos vista do art. loo da Constituigao. i
Sem.duvida a Consliluico eonsagrou a per-
petuiJaile dos Juiz.es 5 mas Me que Juizes!'
daqelles cujas funegoes urna vez eslabele-
cido o syslema do jury, que a Constituigao
positivamente recommenda se reduscm a
applicar a lei aofacto.
Ora o jury no Civel nAo est ainda estabele-1
cido entro nos ; e por consequeneia os Juizes\
do Civel, que tinhamos e que a reforma a- j
bolio, uo cro os Juizes da Constituigao I
nao applicavo somonte a lei pionunciavo
tambem sobre o tacto. Km quanto a promes-
sa da Consliluigao relativamente ao jury no
Civel, se nao realisar a da perpetuidade ti-
ca tambem como que suspensa nio tendo os
Juizes direito a urna prerogtiva concedida na
hypothese de ellectuar-sc um syslema que a-
inda se nao poz em pratica. Nao ha pois in-
fraegao da Constituigao em- suhstiluirem-se
os Juizes do Civel pelos Juizes Municipaes.
A commissao protesta contra a accumula/
gao de altribuigoes policiaes o judicial ias as
maos dos Di-legados e Subdelegados dos clief.is
de polica poique os agentes de um poder
nao devem exercer fiiiicges proprias de outro
em virlude do art. 9 da Constituigao, que
proclama a divisan e harmona dos Poderes
Poli lieos como principio conservador dos di-
reitos dos cidados. Kngana-se a com-
missao suppoudo tao absoluto como inculca o
preceito constitucional da divisao dos Poderes.
Ella deve reconhecer Comnosco que os Pode-
res legislativo e Kxecutivo se naoconfundem
(piando se accumiilo as funegoes de Ministro
d'Kstado e Depuladoou Senador: que nAo se
deslroe a divisao e harmona recommendadas
na Lei Fundamental com a faculdade conce-
dida Magistratura de aspirar s funecoes le-
gislativas. K por ventura os Ministros d'Es-
tado nao sao delegados do P. Kxecutivo c os
Magistrados nao sao por elle Horneados como
os Delegados e Subdelegados do Cliefe de Po-
lica ?
Se pois individuos da nomeacn do Poder
Kxeculivo podem exercer o direito de legislar ,
e os que sio legisladores podem ter parte no
Poder Kxeculivo, menos raso pode haver
para se estraiiliar que os Delegados, e Sub-
delegados dos Cheles de Polica reunao att-ri-
biiio/L'S policiaes e judiciarias. N'enhum in-
conver.iente pode produzir semelhante aecu-
mulagO, que antes parece muito natural,
porque a aullioridade incumbida de prevenir
os deudos ocla polica revcsle-se de um carc-
ter mais respeilavel, e parece que melhor
consegue o sen fim sendo munida de altribui-
goes judiciarias. Esta accumulago, em
siimma nao he obra da nova legislagao : ella
foi estabeleeida pelo Cdigo do ProCessOj
Nao permillindo-nos a extensAo deste arti-
go entrar cm maior desenvolvimenlo ap-
pressamo-nos em concluir nossas rellexOes
sobre o contradictorio e infundado parecer da
Commissao, assevera'ndo, que sua rejeigAo
faz honra Assemblea Provincial de Pernam-
buco, e que o passo imprudente, que deo o
partido hostil reforma do Cdigo do Pro-
cesso em vez de abalar a sympalha que me-
rece ao publico a nova legislagao, servio so-
mente de grangear-lhe mor confianga e es-
tima. A Le ha de ser executada Bem a ma-
dor repugnancia e as grandes vanlagens.
que em sua pratica fr apn'sentando sero as
mais seguras provas da sabedoria com que.
foi decretada.
coviM&acio.
alfandkga;
Rendimento dodiaoO. L265*78o
DBSCiRRBGXd H0JE 30 DO C0RRENTE.
Barca Ingeza Irt-Fazendas, gigos, barri-
cas de ferragens, efarinlia de trigo.
Rrigue Portuguez Emprahendedor- Vinho,
vinagre, azeilo carnes, rap, sebolas e al-
guns volumes.
Barca Franceza llortenga Manteiga,
batatas e alguns volumes.
Rrigue Brasileiro Laura Fazendas e bar-
ricas vazias.
Desde este dia o marquez visitava Florita
quasi diariamente, porem com una especie
lo precaugao e de misterio que impedia que
fossem notadas suas visitas. No theatro nun-
ca Ihe lallava e at afTectOU deixar o sen lo-
gar nos bancos da orquesta para se ir sentar
n'um camarote
Nunca se achara scom Florita. Anna Mul-
ler nao deixava sua lilha.. e Caldern de la
Rarca vigiava tambem com inquietagAo as
conversages da sua protegida corn o marquez.
Nem urna palavra de amor havia sido pro-
nunciada ; porem a mi e o amigo sabiam
o que oceultava aquelle silencio. Ambos ti-
nham comprehendido a perturbago de Flori-
ta suas tristezas suas repentinas alegras,
e as Vistas amorosas do marquez. Anna fcful-
ler teria desejado que Florita se atrevessea
fallar-lho 5 porem Florita era altiva dissi-
mulada e guardava obstinadamente' seu se-
gredo.
Representtva um da Florita o papel de
Medca no theatro' daCrirz onde havia dois
mezesque eslava em* scena A conquista do
tosodeoirro. Esteve sublime pela sua e-
nergia e paixo ; a sala trema com o estran-
dodosapplausos e por fim gritaram de toda
a parte: viva Florita. Quando cabio o pan-
no Caldern de la Rarca adiantou-se para
EDITAES.
Pela Alfaudega se faz saber que no dia 1
de Abril se hade arrematar em hasta publica
a porta da Alfaudega ao meio da l^ancore-
tas com paingo no valor de liinta mil res*,
impugnadas pelo Amanuense interino .lose
Jacinto dos Santos, no despacho numero 4523
doSilvcrio Rarrozo de Carvalbo, sendo oar-
remaltante sugeilo ao pagamento dos direitos.
Alfandega 50 de Marco de 1842 V. T. P.
de F. Caniarg.
cy Pela Admnistragao da Meza do Con-
sulado se faz saber que no dia *> de Abril do
corenle auno so bao de arrematar porta da
tnesma Admnistragao quatro caixas de assu-
car trez de branco e lima de maseavado .
aprehendidas pelos respectivos Kmpregados
dos Trapixes do Pelloirinlio e Angelo por
inexactidftO das taras sendo a arrematago
livre de despezas ao arrematante. Meza do
Consulado de Perna 111 buco 3U de Margo de
1842.
Miguel Arcan jo Monteiro de Andrade
~ AVTsl) S~D I V K RSOS.
tT D-se oOOj res, a juros com penho-
res de ouro, ou prala tambem da-se em
menores porgdes, quem quizer dirija-se ao
paleo do carino venda da quina que dobra
para a ra das trinxeiras que so dir quem
os d.
Amoiiin, a negocio de seu particular inte-
resse queira annunciar a sua morada para
ser procurado.
tST O Senbor Sebastio Joze domes, quei-
ra ter a bondade apparecer na ra nova D. >
pois dezeja-sc fallar a negocio de seu inte-
resse.
tsr Perdeu-se urna carleira d'algibcira
com duas letras "incidas, urna de 70> reis ,
aceita por Venceran Ignacio da ConceigAo ,
o a outra de 2()jii reis ; aceita por Feli-
cianno de Vascousellos cujas pessoas j es-
tao previuidas des pagarcm ao annuncianto
roga-se a quem acbar leve na loja de fazenda
de Manoel Joaipim da Slveira na na do
queimado visto que nada utiliza a sobivdita
carleira si nao aodonoa quem cauza bas-
tante transloriio.
Ihe dar a n?fio e achou-a sombra muda ,
com oolhar lixo e como submergida n'um
espantoso pensamento. Ao entrar no seu ca-
marn) sentou-se, arrojou para longe de si os
ramalhetes que tinham laucado a seus ps ,
e poz-se a chorar.
Minha lilba gritou Anua Muller com
espanto que tens t ? que isto ? quem te
fallou ? quem te offetideo ?
NidfBem respondeu com urna voz pro-
funda e enxugando os olhos ninguem po-
' rem estou cangada de cantar ; que siluago a
i minha !
Como disse Caldern de la Rarca estu-
pefacto, vos queamais com paixoavossa arte....
Kstou cangada repeli com energa.
A gloria os triumphos murmurou Flo-
rita com triste amargura : oh sube esta noite
oque valem Sim, ate ao presente cega ,
como eslava, abrigava o orgulho dejulgar-
me algma cousa. Ali! que sop eu grande
Dos? lima niulhcr obrigada a comparecer
diante do publico pava cujo prazer me rejo
obrigada a chorar ourir, oque segundo seus
caprichos pode acolhcr-me com applausos ou
Com paleadas. Sao esles triumphos sem du-
vida muito apeteciveis ?
Que succedeu esta noite ? disse Calde-
rn consternado.
Nada ; respondeu Florita com tristeza o
melancola ; porem eu ja disse : estou horri-
velmente cangada vamos minha mai, vamos
para casa.
Conhecendo depois Florila que Anna Mu
Hier chora va, langou-Uie os bracos ao |>escogo
e ajuntou Rogai a Dos minha mai, que
me d toreas e que afaste de mim estes des-
gostos.
Duas horas depois levan tou-se Florila sem
fazer bulla e atravessou com passo trmulo
o aposento em que dorma ao p de sua mi.
Florita tinha vestida una roupa de noite ; es-
lava plida e perturbada seus cabellos ca-
ham-lhe sollos sobre os hombros, e pareca
que caminhava por om terreno almofadado.
Cerlicou-se de que sua mi dorma e en tao
desceu a escada deixando a porta aborta. Rei-
nava na casa um profundo silencio ; tinhain-
se reinado os criados, eso se ouvia o zuido
do ven lo, que assobiava por entre as vidra-
gas. A joven cantora enlioti n'uma sala-bai-
xa que deitav,a para a ra o abri tremendo
urna janella de grades de ferro. Ali estava o
marquez de Ribiers. Hara j urna sctnar.a
que Florila lho fallava assim todas as noites.
Apoiou sin fronte nos ferros da grade e o-
Ihou pertu bada.parafora.
(Contihuar-se-h'.V


tS* Sr. Antonio d Gt)nha M*JEdonga:=Co-
rc, no da 10 do crrente Vm. me pedio a sua
ti.'missAr pretextando saudades que tinha de
Ma familia residente nm Viana do Minho e
S a pedido de pessoas que nos sao afectas he
que cumprio o seu dever representando no
da 12 na poga;= o Sineiro do S. Faulo= ,
< agora aproveitandoa tninha sahida para a
Capung na tarda de 23 foz na manh do
da 24 a revndigo quj consta da paite abaixo
transcripta o s por consc|liu das mesmas
;pe*50as que o dissuadiro da sua primcira
inesperada suplica, acoberlou com a sua car-
ta do Ihario o seu pmcedimento ; ha do
raeu dever cedtr tos seus rogos, e dar-llica
domisso que me pode a qnal anuo o Snr.
Modesto Francisco das Chavas met socio.
Resla-me expressar-lhe a minha admirado ,
que sendo Vm. nien hospede decana e mesa
quasi dous iiiezcs se dirigisse com a sua car-
ta a Typogralia e nao a mim porein se-
gurado eti nissoo. seu exemplo estamos pa-
got: admira-me tambem que recebendo Vm.
i 20 de Fevereiro o papel de Vicario, o nao
tendo at o da 0 do- Margo outro estudu
mais que os pequeos papis que fez no= Si-
neiro S. Sebastin e as deminutas partes
das Tanjas aebasse curto o espago de 34 di-
as emequisesse constranger e a minha
sviihora nicas pessoas que faltamos ao en-
gata do lia 24, (pois que o actor Cabral eslava
doentissimo como he publico. ) Estou certo
que dcixaiulo-se de ser cavalheiro servente ,
passeando menos de noute e dormindo me-
nos de da 11)0 chegaria o tempo para o seu
ectudo tempo que en llie compensava com
urdenado maior e beneficio JivP de despe-
jas vanlagem que 4de dava obre ulguns
ai lores mais anligos c mais aproveitaveis.
Queira portanlodepois da representacfio pu-
blicada vir fazer con tas, o passar o com-
petente recibo. Theatrodo Recife2o de Mar-
yo do 1842. = Francisco de Freitas Gamboa ,
Empresario.
Su. Francisco de Freitas Gamboa = Partc-
cipamos-lhe que chegada a hora do ensaio, e
faltando para 0 comego do mesnio a actriz
Maria Joaquina e sendo-lho imposta a pena
que marca o regulamento que. ora nos rege ,
o Sr. Mendonga tomando a defeza da referida
actriz, excdenos limites da decencia, pas-
cando atlacar ao acior Joo Joze Lopes, len-
do antes mandado comprar bebidas espirituo-
vas e bebendo-as ; depois do que despedio-
so com bastantes insultos dirigidos ao mes-
nio Joo Joze Lopes ; e no ensaiou pro-
testando que nao represen taria mais: adver-
t mos-l he que esta ja he segunda vez quu esse
Sr. Mendonga se despede e entrega a parte
na vespera do expeclaculo sabendo que ha
urna assignatura para os referidos espectcu-
los ; e que nao tratamos com pessoas de pon-
ca preponderancia para faltarmos ao que te-
mos prometida e nnnnnciado ; ecomo sab-
badohedia de representago sirva-se Vm.
de provindenciar a respeito c esperamos a
ivsposta para nosso governo. Theatro 24 de
Margo de 4842. = Modesto Francisco das!
Chavas Socio ; Antonio Lopes Riheiro Di- '
rector Joaqnin Jo/e da Gama, Ensaiador. '
ssy* Quem annunciou querer comprar urna
pela que sonbesse engomrnar e cozinhar ,
queren Jo urna moleca moga sem vicios ncm
achaques, com as habilidades exigidas, e
que se vende por sen snr. retirar-se para fora
da provincia dirija-se a ra do Queimado
D. 10 segundo andar.
ry i)i'seja-se sabor se existem nesta pro-
vincia osftrs. Francisco Joze Corliz o Fran-
cisco Joze dos Res naluracs de Portugal ;
quemdestes Snrs. poder rfar solugo queira
uinunciar u lim de se po 'er procura-Ios pa-
ra se tratar de objectos tendentes a inleresses
dos mesmos S-nliorcs.
tsy* Tomou-sea urna negra urna eolher de
prnta para sopa; queni for seu dono dirija-
se a rua "Nova loja le caldereiro D. 17 que
dando ^s signaes Ihe ser ei.treguc.
n P.ecisa-se de douscontos e quinhentos
mil re.-, a premio sobre hypotheca em predio;
a quom eonvier annuncic.
S3f' Alugo-se pretos scrayos muito for-
zosos para serventes de pedreiro ou qual-
.quer outra obra : no principio do atterro dos
AI logad os era casa de Silvestre Juaquim do
NascimeMo.
47- Quem quiser passaportes tanto para
embareages como para passageiros com to-
da alividad possivel procure das nove ho-
ras da manir! at as duasda tarde, na mesa
.o norteiro do Consulado ou a Luiz Borges
deSiqu<>ira.
tsr Precisa-so do um rapaz portuguez de
48 annos para caixeiro de uma paiaria ,
dando dador a sua conducta : no pateo da S.
4>uzipdaria deronte dalgrja.
tsr l'af Ji defamtfta propfe-sa. a ensi-
Q
nar a 1er, qscrever, contar, e cqser com ner-
feigo nao so costura cha cemp tambem
lavarinto, marcar, e bordar ; quem de mu
prestino se-quiser ut'ilisar dirija-se na qui-
na da Igreja do N. S. do terco que vira para
os Martirios.
Of OBachorel formado Manoel Fcrreira
da Silva advogado nesta Cidade mora jia rua
do Queimado'p~ 10, 1. andar.
\sr Precisa-se de 70tf rs. a juros sobre
hypotheca de urna escrava ; quera quiser dar
annuncie.
= Sahea luz o Carapuceiro quo apare-
cer as quartas e sabbados dp 1. de Abril em
diante. O seu programa he o mesmo isto
he ; combater os vicios mormenle os que
nos expOoao ridiculo em um estilo faceto.
Huma vez por outra far sua digresso pelo
vasto paiz da Poltica ; masquer em um quer
cm outro caso nunca se dirigir a pessoas,
era se apartar dos principios de subordina-
gao edeordem. Os seus retractos sero
sempre fantsticos pelo que n ninguem de-
vem pffender. Subscreve-se na loja de livros
da Praga da Independencia n. 37 e 38 a
I 600 por quartel, pagos na occasio da subs-
cripgo sem o que nao se far entrega do
primeiro numero.
ST Aluga-se un sobrado de um andar na
praga da Boa vista, com bastantes com modos:
a tratar na tenda do ferreiroCaetano ou por
cima da refinago de assucar na praga da Boa
vista.
tsy A pessoa que so quiser encarreirar de
lavar a roupa do Hospital do Corpo de Polica,
dirija-se ao Qtiartel do mesmo Corpo, ou a
casa do Agente Manoel Zeferino de Castro Fi-
mentel pa rua da Florentina.
ssr No dia primeiro do fucturo mez de
Abril abre-seum muito decente botequim e
casa de pasto denominado Lnio na rua
dos Quarteis D. 8 onde fot o Hotel do falleci-
do Brando haver sempre toda a qualida-
de de bebidas refrescos, e comedorias tan-
to al mogos corno jaiitares aprompta-sc jan-
lares para fora com todo asseio e promptido
a volitad^ dos Sis. assignantes.
US" O Thesoureiro da Lotera do Theatro
Publico, paga os premiosobtidos pela extrac-
co da primeira parte da nona Lotera nos di-
as 30 e 31 do corrente mez e 1." do prxi-
mo futuro em seu escriptorio das 10 horas da
manh uma da tarde, e desteqllimo dia em
(liante as quai tase sabbados de todas as se-
manas.
Os bilhetes da segunda parle da referida
lotera cujas rodas andao impreterivelmente
no dia 28 de Abril prximo futuro acho-se
desde ja a venda nos lugares do costume.
Si?" Quem quiser alugar dous esclavos of-
ficiaes de pedreiros, a 800 rs. diarios : an-
nuncie.
xsr Precisa-sede uma ama com leito para
criar : na rua doCabtig no terceiro andar ,
que a entrada he na rua das laiangeras.
fSP Quem achou um brinco com diaman-
tes queretido restituir dirija-se a rua das
Trincheiras sobrado novo do 2 andares que
se mostrar o irmao esc gratificar
valor do mesmo.
s^r Roga-se encarc<;idaniente a quem
A
Capito da
Auna.
mesma Narciso Joze de Sancta
LEI1AO'
J. 0. El?ter faz leilao por intervengo
doCorretor Oliveira ( em continuago do co-
messado em 46 do corrente) Quinta feira 31
do corrente as 10 horas da manha em ponto ,
no seu armazem rua do Vgario dos sgOTn-
tes artigos : pistolas espoletas, limas, com-
passos thesouras, caivetes, bridas estanha-
das estribos dito tinteiros e arieiros de
chumbo botes dourados e de seda ditos
de osso missangas, dedaes espelhos de to-
das as qualidades cauutilho papel de peso,
selins cem seus pertences pentes de prender
cbelo caixas de buxo bicos fitas de al-
godao e de diversas qualidades sapatos de
selim para senhora caetas para pennas de
ago bocetas de faia pintadas e brancas, agu-
iheiros de pu e de osso oliados e varios ou-
tros objectos.
COMPRAS.
\sr Toalhas de lavarinto e bordadas e
saias de ditos : no principio do atterro dos
AiTogados em casa de Silvestre Joaquim do
Nasci ment.
tsy Escravos para fora da provincia sen-
do negras de nago crelas e mulatinhas ,
de bonitas figuras, e de 14 a 18 annos, e
tambem moleqties crelos da mesma idade :
no beco da Boia junto ao forte do mattos no
segundo andar do sobrado de 4 ditos de gra-
des de ferro, de 9 horas da manha as 4 da
larde.
X&r lima escrava crela de 21 a 26 annos ,
que terina as habelida.lesnecessariafi para bem
servir a uma casa de familia corapra-se para
o Maranho e neste lugar ser pago o valor
da mesma na occasio da entrega, fazendo-se
daqui a remessa com as segurangas necessa-
rias para que dito contracto se realise sem a
menor dnvida na pessoa do Maranho que faz
tal encomenda : annuncie.
XST Escravos padeiros n5o se olha a pre-
co com tanto que agradem : na rua Direita
I) 33.
VENDAS
iST Cm pian no em mu lo bom estado pa-
ra se aprender : na rua das Trincheiras so-
brado novo de 2 andares.
ssy A meiagao de uma casa de taipa no
atierro dos Aflbgados da parte da mar gran-
de : na rua das Cruzes U. 4.
ES?" L'm preto crelo bom canoeiro e
pescador ; uma mulata de 20 annos cose ,
engoir.ma cozinha, e propria para todo o
seivigo, o:: para mumbanda pela sua figura :
na rua da Cadeia do Recite loja n. 41.
SS5" Dina escrava crela de 14 annos, cose,
engomma ensaboa e cozinha : na rua de
Apolo armazem de Paiva & Manoel.
XSf Cia canoa brilla de 4o palmos de
cora o comprido e 4 ditos de boca ; e um realejo
'grande em bom uzo com 2 solindros que
ti- toca o 20 marchas : na rua do Vgario ven-
VT Vasos dourados cora floras redomas
de vidro ricas piarihas proprias para mesa
de sala castigaos de casquinho muito lina
com lanternas bordadas Q li*'s mangas de
cristal bordas e lisas campoteiras para doce,
lapidadas, moldadas e lisas A lolheres para
azeite e vinagra finos garrafas lapidadas
muito nnas copos para agoa lapidados mui
ricos e calis para vinho e um grande sor-
timentode copos de con trame tade at duas
gaarafas por prego muito com modo : na rua
do Queimado armazem de louga D. 16.
cr- Dous moleques e 3 negrinhas de 12 a
16 annos muito esportos e sadios e ja la-
dinos : na rua Nova n. 103.
xsr Toda qualidade do doce pelo prego
corrente : na rua das Flores no segundo an-
dar defronte do tanque d'agoa.
xsr Urna duziadecadeiras um canap,
um jogo de banquinlias 2 tremes grandes ,
demadeira fjrlgindo mogno, uma mesa de
mojo de sala de Jacaranda, uma cadeira do
2 bragos propria para advogadp o 5 lanter-
nas desinnanadas ; tudo em bom oslado e por
prego com modo : na rua do Fagundes D. 18
lado do poente.
sy Uma morada de casa terrea de pedra e
cal foreira com 20 palmos de frente e 200
de fundos na rua da bica de S. Pedro D. 37
e 38 : na rua do Rangel D- 17.
K27* Cadeiras de palhinha Americanas, mar-
quezas de condur, camas de vento com arma-
go e sem ella mu bem feitas a 4#500 reis
ditas de pind a 3#o00 e mezas de jantar ,
assira como outros muitos trastes, e pind
da uecia com 3 polegadas de grossura e
dito serrado i ludo por menos do que em
outra qualquer parte : na rua da Florentina
em casa J. Beranger.
xsr A casa da rua de Apolo pertenecnte so
casal do fallecido Joaquim Antonio Fcrreira
de Vasconsellos, para pagamento dos seus ere-
dores : esta ."asa lera no fundo uma ja edifi-
cada com 75 palmos u'e frente o 100 de fun-
do travejada em primeiro andar e soto e a
da frente acha-seem respaldo tendo 10 pal-
mos de frente 117 de fundo e entre urna e
outra chaguo de 20 palmos com porgao de
terreno foreiro at ahaixa mar, era parle at-
terrado, he ptimo para uma per fe i la edifica-
go de todo o genero e tambem um bom Ira-
piche : na rua da Cauz n. 16.
XW lima porgao de farinha da trra a lOj
rs. o alqueire da medida velha muito bem
medida e uma porgao de cera amarella : na
rua estreits do Bozario venda D. 16.
XST Bolaxa boa a 2rf rs. a arroba e as-
sucar refinado a 80 rs. a libra: na rua da
senzala velha D. 30.
K57* Rap areia prela de Meuron <& Com-
panh.ia as oi la vas, as nie.ias libras a 520 rs.
e as libras a 1*040 rs. : na rua nova loja do
livros D. 17.
ver era seu poder capas recebidas para a Pro- j da D. 29.
cisso de Enterro na Igreja de S. Bita hajao ; %& Um moleque de 12 a 14 annos : na
de mandar entregar na rua das Trinchcias praca da Independencia n. 8.
sobrado novo de 2 andares. I jty- Um preto henguella de 20 a 24 an-
XSf Precisa-se de um caixeiro de boacon- nos com principios de pedreiro : na rua Di-
ducta para tomar con la de una venda por ; reila padaria D. 5.
balango: em fora de portas no beco largo ven- i tar* Um casal de escravos robustos o
da de Manoel Joze Ferreira. negro he carreiro : na rua do Cabug loja
tsr Um hornera casado com conhecimen- i D. 7.
tos do trabalho de engenho se e fie rece para j xsr Superior rap da Babia igual ao de
administrador de algum engenho, entrando Lisboa por ser feito por um fabricante da
com 5 escravos para interessar nos lucros, en-
gaja-los ou mesmo para plantar canas, consi-
derados de lavrador; quem precisar annuncie.
= P. Aubertin Professor d'Esgritna da
Academia Militar abre a sua sala de esgrima
pela primeira vez hqje 31 de Margo pelas 4
horas da tarde na casa d> sua residencia na
rua do Rangel D. 24 1-* andar; e convida
a todos os amadores e professores da sua arte
a que o honrem com a sua presenga.
AVISOS MARTIMOS.
C5* Para o'Rio de Janeiro segu imprete-
rivelmente no dia 5 de Abril a Baica Brasilei-
ra Firmeza bem conhecida nao s pela vcloci-
dflde de suas viagens como pelos superiores
commodns, bom trata ment aos passageiros,
aimia recebe alguma carga miuda e tem lu-
gar para 2 passageiros e escravos assim
como previne aos Snrs. passageiros que tem
fallado em passagens as verificaren! em lempo
alim de nao perderem os camarotes para o
que trata-secom Antonio Francisco dos San-
tos 43raga rua da mooda n. 142, ou como
fabrica de Lisboa e dito superior magaroca
na rua do Collegio D. 12 escriptorio da Typo-
grafia Imparcial : aonde se achara libras abor-
tas para sua qualidade ser vista pelos com-
pradores.
ssy Um bonito moleque crelo, de 18 a
20 annos, cozinha e taz todo o arranjo de
uma casa e ptimo para pagem : na rua es-
trella do Rozario D. 20 da parte do norte.
OS- Uma negra crela de 20 annos he
reeolhida cose e engomma : na praga da
Independencia n. 20.
xsr Uma morada de casa terrea em boa
rua do bairro de S. Antonio : na pracinha
do LivramentoD. 23.
X3T Uma negrinhadell a 12 annos, mui-
to sadia, sem vicios nem achaques, cora prin-
cipios de costuras e lavaiinto ; toalhas de
br.etanha fina de linho todas abertas de lava-
rinto e 6 varas de bico largo para toalha: na
rua da senzala vellia. n. 41 segundo andar.
tcs^" Um cavallocastanhode estribara mui-
to gordo, anda bem no carrego de haixo a
meio e.esquipa muito : a fallar com Mano-
ai da Costa Poreirano Monteiio.
ESCRAVOS FGIDOS.
xsr No dia 24 do corrente desaparereo um
escravo de nomo Anastacio de 19 annos ,
pedreiro eos tu ni a a trocar o nome : quemo
pegar leve ao forte do mattos casa da quina da
rua da Lapa ou rro estaleiro de Manoel de
Souza Couto Santiago defronte da casa da
Assemblea que ser recompensado.
ssr Fugioou furtaro no dia 4 de Outubro
! do anuo passado um escrava cabra de nomo
Anna de 20 annos baixa grossura ordi-
naria peinas e bragos finos sem deeitos ,
denles limados, e sem falta de algum na fren-
te fumaem caximbo alguma couza ama-
rela olhos grandes tem uma cicatriz de
queimadura sobre opeito esquerdo e neste
lempo se achava prenhe de4 a 5 mezes: quem
a pegar leve a seu sr. Jos Pedro Rodrigues
da Silva morador na Cidade da Parahiba, quo
rtcompensara.
XST Miguel de nago Baca grosso bai-
xo fulo, de 52 a 54 annos, anda e falla
muito apressado foi esr.ravo do Teen te
Roma fugioem Setembro doanno passado-,
quem o pegar leve a rua de Agoas verdes D.
10 que receber 52tf000 reis.
tsr No da 28 do corrente auzentou-se do
sitio que foi do Sr. Cajola no lugar do Barba-
Iho, um moleque de nome Manoel de na-
go angola baixo cheio do corpo pernas
rquiadas, levou vestido camisa de madapo-
lo ja rota ceroulas de estopa chapeo de
pello bramo muito velho quem o pegar leve
ao sitio do liezembargador Maciel Monteiro,
no Hospicio que ser gratificado.
xsr No dia 21 do cnenle fugio um pre-
creolode nome Nicolao de 22 a 25 anno o
sapateiro rnuilo regrista secco do corpo,
e he fulo ; qnem o pegar leve a rua da Cadeia
de S. Antonio D. 8 que ser gratificado.____
R EC1FE NA TVP. DE .-F. HE F, =
i


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