Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04498


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Full Text
-
Anuo (le J84?.
Sabbado 20 de
l'arlo agora rlepeadel e nos meemos da nossa prudencia, moderac3o, e energa : con-
linutaaos eo*o piiasipimof, e seremos aponlaHoa com admirsco aire aa Naci.es mais
cultas._____________ll'roclamaoao da A embica Geral do ritil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna, P.ralba, e Rio grande do Norte, na aegunda e sexta feira.
Bonito e Garanbuna, a lUe 24.
Cabo, Serinbaem, Kio Fonnoio, Porto Cairo, Maceio, e Alagoas no i ti, e 21.
Paje 43. Santo Anlo, quinta (eir, Olimla todos os das.
DAS da semana.
21 Seg. s. Rento Chae. And. do Juide Direito da 2. Tara
22 Tero, a. Eroeaelgida, Ral. Aud. do do juide Direito da 1, vara.
3 Quart. de Treraa. a. Felia. Chano. Aud. do jnia'e direito da 3. Tara.
24 Ouint. de Indoencas Cguarda-se do meio dia at o meio dia seguinte) a. Agapito
25 sexl. da FaixAo. S, Ircneo.
2U sab. da Allelaia i. Ladogerio.
27 Dom. de Paacoa a. Roberto.
l>Iar<; o.
Auno XVIII. N. 67.
O Diario publcate lodosos di.a que nao forem SantiGcadoa: o preoo da assignatura ha
de tres mil res porquartel pagoa adiantados. Os annuneios doa asstgnantes sao inseridos
grana, eos .los que o n.u. forem raiao de SO reispor linlia. As recUmac.'.es detem aet"
dirigi.laaaest,Typografiarua .'a; Cruies D. 3, oa praca da Independencia lujas de lirros
rSumeros 37 e 38.
CAMBIOS NO DIA 24 DE M.IIICO.
Cambio sobre Londres 2S d. p. 11 .
I'aris 320 res p. franco.
a Lisboa SO a 85 p. 100 de pr.
Obro- Moeda de 6.400 V. 14.500a 14,700
> N. 14.300 a 14,500
>. de 4,000 8,100 a 8.200
Pr.All-Palaa.es l.OfiOa 1 /iSl)
I'*ta- PeosColuiansre l,B60a 1,680
Mexicaaoa 1,640 a 1,660
( miurla 1,440 a 1,460
Moeda de cobre 3 por 100 r Diaconlu de bilh. da Alfand-ga 1 e f por 10#
ao mes.
dem de letras de boaa firma a 1 e alef.
Preamar do da 26 de Maro.
1. as 4 horas e 30 m. da manea.
2. aa 4 botas e 64 m, da tarda.
PHASES DA LOA MO MEZ E MARCO.
Quart. min. a 3 -- as 11 horas e 4 m. da tarde.
Liia Nora a 12-- as 4 horas e 8 m. da manh.
Quart. cresc. s 19-- as 8 horas e 28 m. da larde.
La cheia a 26 -sil horas e 39 ra. da manh.
DIA KIO 1) E PBRNA11BL C O.
PARTE OFFICIAL.
PREFEITURA.
Parte de dia 25 do corrente.
Illm. e Exm. Snr. Parlecipo a V. Ex.
que saludo en hontem a rondar pelas dez ho-
ras e meia da norte e dirigindo-me Al-
f.mdega das Fazendas, ti ve occasio de ob-
servar com surpresa que na porta da mesma
que tica do lado do Caes, nao existia senti-
nella alguma ; e, indagando do Commandan-
te da respectiva Guarda composta de Guar-
das Nacionaes, qual o motiivo de semilhan-
te novidade disse-me em resposla que o
motivo nascia da falta de gente para o servico
da mesma guarda pois que tendo elle por
vezes requsitado a seu Commandante, este
por fim somente Ihe mandara um homem ,
com o qual nao era poisivel conservar-se all
sentinella : o que obrgou-me a pedir 3 solda-
dos e um cabo ao Corpo Policial para refor-
jar a sobredita Guarda, a qual por ento ,
que pode prestar o servigo, a que estava des-
tinada.
Nao occorreo novidade.
Dos Guarde ete.
fcXTERIOR.
PORTUGAL.
CAMBIOS EM LISBOA.
Em 31 de Janeiro.
Londres 54 por I 000 rs. 30 d. v.
541j4 por 90d. d.
Amsterd.45 ,|4 D. por 400 rs. 3. ni. d.
Hamb. 481[2d481i.4l por i*000rs. d.
Trieste..... por ilorim d.
Genova por 5 L. n. d.
Leorne 148 D. por 1 L. F. d.
aples .... por 1 Dd. d.
Pariz 526 D. 527 L.. por 5 fr. 100 d. d.
Madrid 2800 L. por 4 P. deC. 15 d.
Cdiz..... d.
Vi e una *. .
hontem havia entrado em suas funegoes ,
entendeu que no interesse da Cansa publica
Ihe cumpria pedir a sua demissao. Ilouve
Sua Magestade por bem necei la-la e cha-
mar oulros Ministros aos Seus Conselhos.
Os Ministros que Sua Magestade acaba de
nomear tinham por primeiro dever acalmar
as paixes excitadas, e assegurar ao mesmo
lempo a liberdade das deliberarles, e acgo
do Governo, e a tranqillidadc da Capital.
Desde as onze horas da manha de boje em
que os Ministros nomeados acceitanm a sua
misso comecaram el les a empregar os
meios de a levar a effeilo, ordenando logo
que entregassem as armas os individuos que
as tinham recehido, e mandando-os retirar
a suas casas. As cinco horas da tarde a Capi-
tal tinha entrado no seu estado ordinario.
A este passo devero seguir-se medidas pro-
prias para restabelecer o socego e a paz em
todo o Reino. Sua Magestade Sabedoria tem resolvido dar todas as provi-
dencias que o bem publico reclama e que,
satisfazendo a todos os desejos justos, assen-
taro em bases inabalaveis a ordem e a se-
guranza de que o paiz tanto carece, e que
sao a primeira.neccssitiade dos povos e o al-
vo dos maternaes desvelos e cuidados da Au-
gusta Soberana.
0 Ministerio ultimo he assim composto :
Duque da Terceira Ministro da Guerra e
Presidente do Consellto de Ministros, e inte-
rinamente dos negocios eslrangeiros.
Luiz Mouzinho da Silva e Albuquerque ,
Ministro do Reino e interinamente dos Ne-
gocios Ecclesiasticos e de Instiga.
Jos Jorge Loureiro, da Marinba e Ultra-
mar, e interinamente da Fazenda.
Valor dos melaes.
Objectos. Compra. Venda.
Pecas de 7*500 7*720 . . 7*740
(turas hespanholas 14*500 . 14*600
Soberanos .... 4*420 . . 4*440
Uuro cerceado 1*910 . 1*950
Dito em barra ... 25 26
Patacas hespanholas *920 . *925
Dilas brasileiras *917 . *920
Ditas mexicanas *905 . *910
Prala em barra .28 a 281 4
Lisboa 9 de Fevereiro.
Hontem pela madrugada o BatalhSo N. 12
de Infantera e o de Caladores N. 2, esta-
cionados no Castello, acclamaram all a Car-
la, dando em seguimento aos primeiros vi-
vas urna salva dcarlilheria. AlgumasCom-
panhias do Batalho de Infantera N. 10,
tendo sado do seu quartel da Graca, liaviam-
se reunido quelles Ctrpos. Toda a tropa
da guarnigo e a Guardi Municipal pozram-
se em armas, oceupando dilTerenles posig-
es, em que se conservaran! uto noite. Em
toda a parte havia ordem esocego; entretan-
to a maioria da forga armada manifeslava ,
de um modo nao equivoco desejos de adherir
ao movimenlo que Uvera logar no Castello.
Tendo-se mandado reunir em dilTerenles lo-
gares, aos Batalhes existentes da Guarda
Nacional, os individuos que haviam perten-
cido aos BataIhcs, que-foram dissolvidos ,
e havendo-se-ihes distribuido armas e mu-
niges, comegava a organisar-se urna resis-
tencia que exeitava vivas apprehensoes. As
opinioes divididas ameagavam funestas scenas
de discordia se desgragadamente rompesse
o coitUirto. Na situago dilficil em que se
achava Capital, o Ministerio, que apenas
Sejhora Os Ministros de Vossa Mages-
tade tendo tidoa rorluna'de fazer desappa-
reccr da Capital a perigosa exaltarlo e o ar-
mamento inconsiderado de parte de seus ha-
bitantes que esteve a poni de produzir os
resultados mais desastrosos vem lioje decla-
rar a Vossa Magestade que reputam chega-
do o momento em que a salvacao publica
exige imperiosamente, que Vossa Magestade,
como Soberana, e Mi Carinhosa de seus Po-
vos se appresse em suspender em quanto
lempo a torrente de calamidades que os
ameaga ; Dignando-Se Mandar por em vigor
a Carta Constitucional de 1826 ; Determi-
nando a convocago a mais breve possivel das
Cortes que represento a Nago segundo
a mesma Carta ; e Ordenando que os Deputa-
dos ven bao a ellas com lodos os poderes ne-
cessarios para alterar qualquer de seus ar-
tigos se por ventura taes altcrages forem
necessarias ao bem do Estado.
A manifestagodeste desejo das Provincias
do Norte ecentro do Reino a expressao da
mesma vontade j patente da maior parte
do Povo do resto do Reino e da general ida-
de da forga armada tornam nao smente
perigosa mas completamente mpossivel a
resistencia ; e toda a procrastinago da deci-
so da publica anciedade nao teria menos dif-
ficuldades, nem menos inconvenientes.
Nao esta a occasio nem o dever dos Mi-
nistros de Vossa Magestade neste momen-
to apreciar as causas que conduziro os ne-
gocios pblicos a este extremo chamados
ao Consetho de Vossa Magesladc na hora ex-
trema s podemos partir do faci no es-
tado em que o encontramos. Evitar a guer-
ra civil .salvara Dignidade da Coroa nao
comprometter nem a estabelidade do Throno.
nem as Liberdades Publicas ; tal o nosso
sincero intento assim como a obrigagoque
nos compete e a rjue nos submettemos a
de tomar sobr nos o enorme peso da respon-
sabilidade que por este conselho possa com-
petir-nos quando Vossa Magestade Se Dig-
ne Adoptado.
Lisboa em 10 de Fevereiro de 1842. =
Duque da Terceira = Luiz da Silva Mouzi-
nho de Albuquerque = Jos Jorge Loureiro.
Em vista do Relatorio do Meu Conselho de
Ministros e Convencida que ebegado o
momento de prover salvago publica : Sou
Servida Declarar que se acha em vigor a Car-
ta Constitucional de 1826 corno Le Funda-
mental do Estado; e na conformidade da mes-
ma Carta Ordeno que se reuno as Cortea
Extraordinarias no dia 10 de Junhodo cor-
rente anno devendo os Deputados eleitos
para ellas vir munidos dos mais ampios po-
deres. Os Ministros e Secretarios d'Estado
de todas as repartiges o tenho assim enten-
dido e fac.RO executar. Palacio das Ncces
sidades, em 40 de Fevereiro de 1842. RAI-
NHA.- Duque da Terceira- Luiz da Silva Mou-
sinho d'Albuquerque. -- Jos Jorge Loureiro.
Senhoiu A Cmara Municipal de Lis-
boa se aprsenla peranle o Begio Throno de
Vossa Magestade, expondo que boje pela
urna hora da tarde estando ella reunida em
Mesa de Veroago ordinaria se Ihe apresenta-
rao muitos Cidados dando vivas Carta de
1826 o rogando que a Cmara representas-
sca Vossa Magistade que lendo todo o Rei-
no adherido ao restabelccimento daquella
Constituigose tornava necessario que Vossa
Magestade annuisse ao voto geral.
A Cmara, Sen hora conbece. bem quaes
oloassuas verdadeiras altribciges e tam-
be ni o estado em que se encontra a Capital;
porem instada por tantos Cidados julgou
do seu dever apresentar-se a Vossa Magesta-
de representando-Lhe este acontecimento ,
afim de que tomando-o em Sua Alia Conside-
raejio, Se Digne de Besolvcr como julgar mais
conveniente ao bem geral da Nago. = Jos
Lourengo da Luz = Francisco Antonio Gon-
galves da Silva = Manoel Joaquiw Jorge =
Joo Runifario Pereira GuimarAcs = Jacinto
Jos Dias de CarvaIho = Jos Manoel Leito
= Joao Filippe da Fonceca = Francisco Jos
de Miranda = Augusto Frcderico Ferreira =
Jos Antonio Pereira Bastos.
Resposta de Sua Magestade.
Antes de receber a Representago que a
Cmara Municipal de Lisboa acaba de apre-
sentar-Me j Eu Havia Resolvido e Decre-
tado que a Carta Constitucional de 1826 vigo-
rasse como Lei Fundamental da Monarchia.
NOTICIAS DIVERSAS.
Lisboa 24 de Janeiro.
0 governo Inglez est resolvido a estabe-
Iecer urna linha de vapores entre a costa pa-
cifica da America do sul e a Nova Zelandia ,
e as colonias de Australia.
Os Jornaes da China confrmam a noticia
que tinha circulado da lomada de Amoy cu-
jas forificagoes, que os pobres chinas jurga-
va m inconquistaveis, foram desmanteladas
pelas furgas da expedigo ingleza em* 27 de
Agosto sem perda alguma de sua parte.
Os chins abriram o fogo das suas bateras
com grande energa, porm apenas as fraga-
tas inglezas comegaram a vomitar um tre-
mendo fogo, e as lanchas a executar o de-
sembarque de quasi dois mil bomens, os
chins fugiram espavoridos deixando 150
morios. Foram tomadas todas as pegas e al-
guns juncos de guerra.
A expedigo tendo deixado na ilha de Col-
luson defronte de Amoy, 500 homens e
tres embarcagoes de guerra prosseguiu para
Chusan aonde se diz que invernar. Ha-
via rumor da tomada de Ningpo e Chusan ,
o que provavelmente se deve ter verificado
pelo mead/) de Setembro ; porm nao havia
communicago alguma directa. O vapor Ma-
dagascar perdeu-sc c a sua campan ha ficou
prisioneira dos chins.
M. Lammcnais, que acabou dozc mezes de
priso a que foi condemnado o anno passado
pelo tribunal de Assises de Pariz devia sair
de Santa Pelagia no dia 4 de Janeiro.
O embaixador da Bussia nao foi 'cumpli-
mentar Luiz Filippe e isso tem sido o objec-
to com que se tem entretido a imprensa pe-
ridica. O Courriur frangais diz a esse res-
peilo o seguinte.
O imperador da Bussia tem una ma-
neira singular de fazer sentir ao nosso gover-
no a sua antipalhia poltica. O ministro da
Bussia nao estava no r.umero dos rnembros do
corpo diplomtico que se apresentaram ao rei.
0 ministro escusou-se por causa de indispo-
sigo; mas seria tambem por causa da in-
disposigo que nenhuin membro da embaixa-
da russa se apresen tou as Tulberias? Seria
tambem por indisposigo que tanto cavalhei-
ros russos que o anno passado se viam nos
saldes do palacio, se dispensaram de se mos-
trar este anno ? Nao ser antes por obedi-
encia s ordens do seu monareba ? >
O re; da Hollanda est desgostoso pelo mo
humor que mostrou o rei da Prussia nao
querendo passar pela Hollanda na sua ida a
Londres, indo passar pela Blgica, sendo es-
tes reis amigos et prximos prenles. D-
zem que convidou'o rei da Prussia passar no
seu regresso por Haya porem que este at
agora nao tinha dado resposta alguma a este
convite.
Dizem que as colonias holandezas pe-
dem ao governo a aholco da esclavatura
com tanto que esle os indemnise como fez o
de Inglaterra aos seus colonos : parece esta
resolugo provem de que logem os esclavos da
Giiiana llolandeza. para a Inglaterra e que
all os nao entregam dizendoque sao livres
logo que pisam terreno inglez.
A respeito dos negocios do Oriente dizia-se
que um niovimento revolucionario tinha re-
bentado em Sanios sem que se saiba se isto
tem ou nao fundamento.
O negocio das propriedades turcas est e-
solvido como principio, e acredila-se que o
governo em lugar de vender por si mesmo
estes bens s pessoas a quero a le concede
a faculdade de comprar, se limitar pol-as
disposigo dos anligos possudores que as
vendero por sua conta e risco n*um preso
marcado.
No Lbano, e na Palestina, tudovaide
mal para peior. Os maronitas fazem a guer-
ra entre si, e isto pela forma dos barretes
dos seus clrigos. Os clrigos dos maroni-
tas, nao unidos, pretenden! que os dos ma-
ronitas catholicos nao tem direito de uzar de
barretes grandes, ou antes queperderam es-
se direito unindo-se igreja romana, os
clrigos catholicos maronitas pela sua par-
te nao quercm abandonar o uso dos seos bar-
retes.
Comega-se a acreditar que Mehemet-Ali, e a
Porta noso estranhos fermeutago, que
se manilsta entre a populacho musulmana.
Por este motivo fazemos observar que os nos-
sos peridicos aecusam tambem o sullao de
excitar os musulmanos syrios, e at os ido-
latras drusos, a assassinarem os cbrislos.
Em conquencia des tas tenebrosas maquina-
cues, a fermentago era to forte em Damas-
co que se leruia urna malanga geral doi
christos para o prximo Bairam. Neschid
Pacha, que cummauda nesla cidade, nao tem
a sufciente energa para fazer respeitar as
leis.
No congresso de Hespanlia tralava-se de
reeleigoes, e tinha sido retirada por seu au-
tor urna proposla fundada sobn* una inter-
pclago de Acebo, para que o congresso de-
clarasse que a conducta observada pelo gover-
no na real ordem era igualmente prejudi-
cial aos interesses do paiz.
dem 51.
O ministro inglez continuava a ter confe-


encas sobre a modificago da lei dos cernaos.
Parece ter exigido do duque de Buckingham ;
que retirasse una grande parte do sen projcc-
4o, ao que filo nao quiz annuir. Km con-
sequencia disto fallava-sc de nova comhinagao
ministerial 5 c di/.ia-se que o duque de Buc-
kingham ira substituir lord Cowley da em-
haixada de Pariz.
As mulheres do Manchcstcr dirigiram un
memorial rainlia sobro a lei dos cereaes, que
ja conta mata do 50,000 assignaturas.
Sir Hobert Peel expodio una circular aos
membros consorvadores do parlamento em
que llie dizia que estando Asada a reunia
para o da o de Fevereiro tomava a liberdu-
de de os informar do que tinhao de tratar
inmediatamente negocios pblicos de grande
importancia esperan *o por isso que ellos con-
corressem cmara dos communs.
Segundo dizem o presente do rei de Prus-
sia a seu alilhado ser um uiagnilico manto
real, forrado de arminhos ,'decorado com a
estrella da ordcm da Aguia Preta formada
de brillantes. J)i/em tambem que S. M.
mandara fazer Outrai joias para mimosear
varias personagens.
Durante a semana do baptismo haver urna
grande revista no grande Parque. Alemdos
rcgimenios da guarda real devoran reunir-
ge em Windsor os corpos que se aeliao acan-
tonados nos contornos da capital.
Na Cmara dos pares de Franca tinlia-sc
tractado da discussao da resposta ao discurso
do throno a qual o virulentamente impug-
nada pelo principa de Moskowa a cerca da
questo do Oriente e tractado de I Ti de Ju-
llio. Mrs. de Bssy de Montalembert, e
de DrUX-Brez'Cmbateram tambem este do-
cumento tanto relativamente aos negocios
com a Hespanha, como sobre a quesliio inter-
na. M. Guizot rebaten as incriminaccs di-
rigidas ao govemo. JDisse que o tractado de
fSdeJulho flzera entrara Franga no acord
europeo e que todas as suas relegues boje
eram bou rosas.
O projecto de resposta foi approvado na
sessodo dra lo, por ItS votos contra i. A c-
mara decidu depcis de breve debate que
o editor do Siecle comparocesse barra ,
para ser julgado por ter publicado um ex-
tracto inexacto da mesma cmara, o que
contra as leis deSetembrn. .M. de Chamholle ,
deputado e reductor do Siecle escre-
veu unvi carta ao presidente da cmara dos
pares, dedarando-se author do artigo, o
que complica o negocio.
Na cmara dos deputados o projecto de
resposta ao discurso do throno foi lido nodia
11, e a discussao devia comegar no dia 10.
Os documentas relativos questabdo Oriente',
m numero de 152, communicados com-
missao conslam pela maior parte de notas ,
e officios dasqtialro potencias, e lirmans
do sultiio tendoj OS mata principaes sido
publicados pela imprensa. Acommissao pe-
diua conimunieaeao do tractado sobre o di-
reito do visita ; porm M. Guizot nao acce-
den a isso.
Os ministros do commercio e das obras
publicas havi.io a presentado diversos provec-
tos entre elles um de caminhos de ferro.
Com achegada de M. de Bonteniell a Pa-
rs linba determinado a desintelligencia que
pareca reinar entre o gabinete da Franca e
o daRussia. A Presse di/sobre esto assump-
iooseguinte = Julgamos poderassegu-
rar, que a friezaqnc se noton recen te me uto
entre as cortes das TulheriaseS. Petersburgo,
est em consequencia da viuda de M. de
Boutenieff a ponto de se desvanecer. Se
bem que os jornaes de Allemanba coalinuam
a dar a VI. de RouteniefF o titulo de enviado
extraordinario, e ministro plenipotenciario
em Constantinopia temos motivos paraa-
creditar que este diplmala que gosa em
summo grao da cooianca de seu soberano ,
vem incumbido de una missao especial junto
dogoverno francez, e queodesejo de esta-
belecer relaces amiga veis entre Pars eS.
Petersburgo n."o alheio a essa missao. A
escolhade M. de BoutenieH*, cujas manei-
ras conciliadoras, e carcter nobre soso-
,bejamente condecidos no mundo diplomti-
co para nos de feliz agouro.
Omesmo jornal e outros asseguram que
em consequencia de conferencias do diplo-
mata runo com M. Guizot, se enviara or-
dens a M. Pericr encarregado de negocios
de Franca em S. Petersburgo para se a-
presentar no palacio imperta! no primeiro dia
do anno russo c que M. Kisselot. encarre-
gado dos negocios da Bussia em Pars, se
apresentaria as Tulherias no baile do dia
12, o que parece se verificou ; assim como
foi a out.o dado em rasa de M. Guizot,
que o receben coma maior cordialidad.
Parece que uns 200 a 300 esludantes das

escolas de leis e medicina se reuniram pa-
ra ir felicitar M. Lammenais que ha um
anno cstaya preso, por abuso de liberdade
da imprensa, e acaba va de ser solt.. A
rcunio no seu transito ia cantando a Mar-
selheza e dando vivas a = Dupoty e a Lam-
menais = ., pelo que foi seguida por um
destacamento da guarda municipal que a
dispersou totalmente.
dem 7 de Fevereiro.
No dia 21 do passado ( Janeiro ) chegou
a Greenwick o rei de Prussia onde o foi
esperar o principe Alberto, acompanhado
do duque de \>ellington do lord Hardwik ,
e de outras militas personagens ed'um nu-
meroso sequilo. OrMdemorou-se pouco lempo
em Greenwick, e parti para Windsor-Caslle.
No dia 17 te ve logar em Londres a hrilhat-
te l'unceo do lancamento da primeira pedia
para o novo edificio do Banco. A ceremonia
Ib i pratieada pelo principe Alberto, acompa-
nhado do duque de Wellington dos minis-
tros do lord maire dos aldermens, do con-
selho da cidade e de um grande numero de
pessoas distinetas. Acabada a ceremonia bou-
ve um esplendido jantar.
Asseguram que sir Roberto Peel, eosseus
eollegas moderados do gabinete para evitar
nina crise ministerial tem resolvido fazer na
lei dos cereaes pequeas alleraees, pelo que
acreditava-se que o duque do Buckingham .
e Mr. Knatchfull (pie se dizia saliirem do
ministerio por este Motivo, coriservariam as
suas pastas.
As noticias dos Estados Unidos recebidas
em Londres eram pouco satisfactorias. Em
lodos os estados da L'nio americana reinava
a maior agilago contra o direilo de visita ex-
ercido pelos cruseiros inglezes; eos jornaes
americanos estao acordes em julgarem inevi-
tavel urna guerra entre as duas naces por es-
te motivo, se a misso de lord Ashb.irlon
nflo pozer termo as desintelligencias.
O jornal des Debis diz o seguinte a esto
respeito : Ao passo que os americanos in-
glezes se eslo queixando com lano azedume
de violencias praticadas sobre a sus marinha
mercante, elles mesmos est o comm'ettendo
actos de manifesta hostilidade no territorio
britannico do Canad. Ainda predomina na
fronteira do Norte um estado de turbulencia ,
que se assemelha muilo a urna guerra decla-
rada c varias casas de lavradores inglezes tem
all sido queimadas pelos americanos.
Os jornaes de Nova Yorck dizem que ha
toda a probabilidade de que nao passe no con-
gresso o projecto do presidente sobre o e'abe-
lecimento do banco por causa da opp;igao
que 1 lio fazem os vvhigs.
As pautas americanas soffreram urna gran-
de alterarlo nos gneros importados a contar
do I. de Janeiro ultimo. Os rticos que an-
teriormente pagavam mais de 20 por cerdo
de di rei tos, devem agora papar ametade do
excedente aos 20 por cento de forma que os
gneros que pagavam 23 por cento s pa-
gam 21 e meio e assim os demais.
Na Irlanda continuavam a fazer esfbrcos pa-
ra colher dinheiro com o objecto de auxiliar
O'Connel na sua empreza da revogagao da l -
niao. Com tudo, parece que os resul-
tados nao corresponden! aos esforcos que
se fazem.
Tinha oomegado e progredido na cmara dos
deputados de Franca a discussao de resposta
ao discurso do throno.
A questodo Oriente, e os negocios de IIos-
panba foram os pontos mais debatidos, J se
achavam approvados dois do projecto, por
grande maioria.
Na cmara dos pares compareceu barra
Mr. Perre editor do Siecle, acensado de ter
publicado com falca de exaelidao una sessfio
secreta da mesma cmara ; e esta depois de
decidir que nao poda tomar conhccimcnto da
carta dirigida ao seu presidente pelo deputado
Mr. Chambolle, declarando-se aulhor do ar-
tigo acensado por ser contra o regiment, e
leudo ouvido a defesa do reo ; julgou o culpa-
do e o condemnou a dez mil francos de mul-
ta ; e a um mez de priso. Esta sentencia era
objecto de largas censuras da imprer.sa peri-
dica, pela sua incongruencia, pota se ap-
plieou ao reo a mxima pena pecuniaria que
& lei impoc e a mnima pena coi poral.
As noticia* olficiaes de Algeria recebidas
em Pariz .eram mu satisfactorias. Militas
tribus das provincias de Oran, Tiemecen e
Mostaganem, se linham sobmetlido ao govemo
francez, eelegido para seo chele nm marahtr-
to influente o qual presin obediencia e ho-
menageni s autboridades francezas ; e dizem
que esta cleico foi confirmada pelo scherifte
de Meca. AbdEl-Kadcr vendo o estado cri-
tico em que o punha esta defeceo marcboii
sobre o paiz sublevado, com os seus mais de-
cididos partidistas, mas foi repellido e perse-
guido pelas tropas francezas ; e ate se diz que
se refugiou em Marrocos.
O Moniteur publica una relagao geral do
producto das contribuiges indirectas do anno
de 1841 ; da qual se deduz que houve um
augmento no dito anno de. 35 milhoes de fian
eos, comparado com o de 1840 ; e de 08 mi-
lhoes com o de 1859.
Tinha chegado a Toulon o Principe de
Joinville com a fragata Belle-Poule.
Na Italia, c estados alemaes, nao tinha
occorrido cousa alguma importante.
Na Prussia eslabeleceu-se Urna especie de
deputago do paiz para ser consuILada sobre
a formagao das leis e os graves negocios do
governo e parece que j se pediu pouco me-
nos do que una constituido. Concedeu-se
urna liberdade moderada imprensa peridi-
ca ; e segundo parece, a mesma imprensa
ser em breve emancipada das leis que a res-
tringen!. Nao s:r de admirar que a Prussia
tenha dentro em poneos annos um governo
constitucional.
Continuava a falar-se em Berlim do casa-
manto do Principe Woldoimir, lho de um
lio do rei com a Princeza Dona Jar.uaria ,
irm do Imperador do Brasil.
Dizem que o governo grego estava dispos-
to a -fazer Porta tolas as concessoes possi-
veis, indemnisando os subdidos turcos a fin
de evitar as hostilidades. Tinha chegado
a Alhenas lord Starford, embaucador inglez
em Constantinopla, e devia ter conferencias
com o governo grego.
Tiveram lugar em Corf serias desordens
no dia do Natal, e seguintes ; tanto por can-
si de varios actos indecentes comettidos por
alguna officiaes inglezes, durante a passagem
de urna procissao ; como de .um sermao de
um missionario -inglez, contra os dogmas da
religiiio grega. 0 povo armou-se, e obrigou
a guarnic,qjiglcza a recolher-se na cidadella;
parece que ssassinon o missi-mario. 0 lord
cominissario tomn varias providencias, com
que apasigou o tumulto. .
Na Turqua continuava as mudanzas de
rVncoioarios da administracSo. Alli-Ef-
fendir e Ahif-Efendi nomcados o primeiro
enihaixador na Corle de Londres, e o segun-
do na de Vienna tinham-sc despedido do
vSiillo e partiriam depois do Kourband de
P.airam.
Disia-se, mas" sm fundamento algum, que
Bechid-pach seria chamado Constanti-
nopla para responder pela mudanca que fez
no gove fio oltomano.
A Porta tinha recehido a noticia de haver
rebenlado urna insurreicao em Damasco. As
tropas mandadas contra os rebeldes tinham
sido repelidas e obrigadas a refugiar-so na
cidadella, quando o governador estava bom-
bardeando a cidade. O descontentamente da
populacAo musulmana, irritada por nfio se llie
cumprirem certas promessas, havia cauzudo
a revolta. O cnsul inglez linha^leclarado que
durante dous annos nao se pagariam tribuios.
Os ehristos e israelitas nao lomaram parte
na revolta.
Da Syria nada se sabia de novo. Dizem
que Mehemel-Alli voltaria em breve a Ale-
xandria.
No congresso dTlesp. continuava a discussao
do projecto de resposla aodiscursoda coroa. O
Snr. Mendos Vlgo pronunciou um discurso em
termos tito speros, que mereceo a reproVacfto
geral do congreSso. Comecou Talando da
Franga, e as duas por res chamou Ilegal ao
rei dos francezes palavra esta que obrigou
o vrce-presidente a dar ao orador una severa
reprenhenso, o qual nem por isso dixou de
continuar no seu thema, nem de dar lugar a
que se admoestasse urna e outra vez ale ao
ponto de o ameagar com Ihe negar a palavra.
Havia em Lisboa Folhas de Londres at
31 e de PariZ at 29 e Janeiro.
As primeiras davo urna descripgo cir
cunstanciada da ceremonia pomposa do bap-
tismo de S. A. R. o Principe de Galles, que
leve logar nodia 20. S. M. aRainha, S. A.
o Principe Alberto e S. M. Rei de Prlissia.
atompanhados dos diversos membros da fami-
lia Real, dos grandes dignitarios do Estado ,
e Ministros da Coroa chegaram Capella de S
Jorge no Real sitio do Windsor pela volta d'uma
hora depois do meio dia. O Arcebispo de
Canterbury foi qoem olliciou sendo coadju-
vado pelo Arcebispo de York e os Rispos de
Norwicli, c Londres. O Principe foi bapti-
zado com o norne de Eduardo Alberto, que
recebeu de sen pndrinho o Reate Prussia. A
ceremonia foi seguida de um lauto c magnifi-
co banquete no salo de S. Jo>ge onde a
meza e os aparadores ostentavarrt avistados
convidados e espectadores a riquissima baixel-
la de ouro c irala da Coroa avaliada em
1,500,000 ou 2,000,000 libras esterlinas, e
em que sobresahiam especialmente algumas
pecaS nicas no seu genero edeumgost
e Irabalho primoroso.
IIESPANHA.
Resposta ao discurso da coroa pronunciada
no congresso dos deputados de Hespanha
na sesso do dia lo ac Janeiro de 1812.
Serenissimo Senhor : O congresso dos de-
putados experimentou a mais pura salisfago
ao r*r a V. A. abrir a primeira vez as cortes
do reino em virtude das faculdades que a lei
fundamental lhe concede e ao contemplar
este solemne acto realgado pela augusta pre-
sencia de nossa amada rainha felizmente
passados os perigos em que no nter vall de
suas sessoes bao corrido os objectos mais caros
da naran hespanhola ; que tantos sacrificios
tem feitoem defensa'do- throno constitucin
nal boje mais que nunca firme e seguro dc-
p0is de vencida a escandalosa rebelliao de ou-
lubro.
(ralo tambem foi ao congresso ouvir da
boca de V. A. o bom estado de nossas rela-
ges exteriores e se os faetos occorrido no
anno anterior que V. A recorda longo de
alterar as de algumas potencias amigas bao
sido objecto de explicagoes to satisfactorias
como se indica o congresso pode esperar que
termine do mesmo modo lodo o inciden te .que
podess perturbar a armona entre os gQver-
nos de ddas grandes nagoes que lendo a ufa-
nar-se de sua independencia e de seu grande
lime se amSo eserespeitam e nao podem
ja matadesconheeer as mmensas e communs
vanlagens que as conduzm espontneamen-
te a estreitar'os vnculos naluraes e polticos
que as unem : Os hespanhoes saudam igual-
mente nao s como amigos senflo como irmaos,
aos povos dos novos estados da America que o
governo de S. M. acaba de reconhecer, e com
quem forma halados que fundanientando-se
em bases bem conhecidas de reciproca conve-
niencia medida que faciliten! a exporla-
gao de nessos fruclos e manufacturas, devein
prometer-nos o augmento do nossa marinha o
por conseguinte chegar um dia em que como
em otilros mais felizes soja reconhecda e res-
peitada em todo o mundo aquella gloriosa
handera que guiara os primeiros descubri-
mentos de to longiquas e importantes re-
gios.
Mais porto e nao menos lisongeiro se apre-
sentava o futuro de nossa patria "no interior ,
piando terminada a guerra civil e restahel-
lecida a conauga oll'erecian os campos e as
ciJades tal vida e animago que pareca que
ao completar-se a regenoragao poltica do po-
vo liespannol se dtaubriam novamente os e- '
lemenlos de sua prosperidade que sempro
encerrou em seu seio e que por tanto lem-
po tinham esterilizado os erros c abuzes de
um governo absoluto. Mas quando apenas se
faziam os beneficios da paz e das grandes re-
formas approvados pelas cortes, quando re-
gressavam tranquilamente a seus lares os
proscri| t >s hespanhoes que lovaram com sac-
ate aos paizes estrangeros o nial entendido
juramento que prestaram ao rebelde D.Car-
los, outros rebeldes e ambiciosos tramavam
escudados pela protecgfio das leis conslitucio-
naes urna vasta conspiragao que havia de des-
truir a liberdade ou aecender de novo urna
guerra civil lalvez mais sanguinolenta que
a que se tinha concluido.
Porforlunaa actitude to respeitavel com
que a naco recebeo as primeiras nolicias de
to extraordinarios suceessos a deciso da
milicia nacional e a loaldade que em geral
mostrou o exereito aj.'Csar dos esforgos que
se fizeram para perverter a sua tidelidade ,
permiltiram ao governo suffocar em poueos
das lao grave rebelliao. Para lamentar
que sua previso nao aleansasse impedir que
estalasse na mesma capital e dentro do pala-
cio de nossa rainha onde sua preciosa vida
c a de sua augusta irmaa tiveram fogosamen-
te que sofrer algum perigo oque chorar
semprefa Hespanha tao amante de seus res
como de sua liberdade porcm ja que seus
annaes tem de referir um semelhanle al tenta-
do ; at enfo desconhecido entre nos publi-
caro tambem o nobre comportamento da mi-
licia nacional de Madrid, que se ha mostrado
dignamente emula de todos os povos quan-
do a occasio o tem permillido e diro so-
bre tudo q e os poueos e leaos veteranos que
velavam, niostraram seu valore seu herosmo
alem de ludo o imaginavel, ainda mesmo na
patria dos que com tantas proezas illustrraui
os lempos mais gloriosos da Hespanha.
Sensivelera, mas incvitavel quosofressem
o rigor das leis oschefesostensivosda rebelliao
como de desojar que a juslica que deveo a-
proveitar opportunameute os primeiros mo-


e '--~*L-~*i-
nU' 1. ^ JU**.
<> .^- J.W.- -M^ -ft4^|
5
i Z1.. .1 tps,-,t
.montos descubra sous principacs aulhoresc
cmplices para que se nao repitam crimes es-
candalosos animados com a impunidade dos
conspiradores nem soflrom em lugar des-
tes, alguns qu a opiniAo publica poderia qua-
I'Qcar com verdade c que os tribunaes tal-
vez deveriio absolver.
Por a mestiu razo e porque nunca-dcvem
suslentar-se com mais lirmeza os principios
de legalidadee de justiga qucquaudosAo mais
fortemenle combatidos, sen te o congresso
que o govcrnodeS. M. ju'gassc necessario
appellar para os estados de sitio ; sobre o in-
constitucional desla medida que tao funesta
recordages desperla ha que lamentar nes-
taoccasio nAo s as consequencias illegaes
que ten ha podido produzir senSo sua abso-
luta ineficacia pois que nao bastou ao
menos em Barcelona nem a reparar promp-
tamente os graves excessos que alli se comet-
leram nem a restituir aquella industriosa
cidade a tranquillidado e seguranza que neces-
sita e qual or tantos tilulos redara.
Nomeiode tanta agitagao e taes transtor-
nos se tem preparado e ompreendido alguns
importantes trabalhos que reclama va m im-
que se vAo submetendo a sua considerago c
em particular da que (leve modiiicar os foros
das provincias vascongadas, das orgnicas
que devem reformar, completar e acoinmo-
dar o espirito de nossas instituyos a admi-
nislracAo de todo o reino e da liberdade da
imprensa procurando tiesta tornar compati-
vel oexercicio de to precioso direito com o
respeilo profundo e religioso que devem lodos
os hespanhoes conslitiiicao e contra o qual
nao podem ser permeltidos nem tolera.os
allaques impotentes e insensatos, mas nem
por isso menos anarchicns e criminosos.
A conslituigfio de ISoT que a nagaoseguio
com inleira liberdade e depois de madura
discussao ile suas corles conslituintes an-
da que lem sido respeitada o elogala em pu-
blico pelos mais oppostos partidos, tem si-
do em segredo alabada em um e outro sen-
tido. '
Oinstincto do povo hespanhol adivinhou
inmediatamente o perigo que corra esua
cordura o decfso o tem salvado sempre, con-
tribiiindo para isto nos momentos de perigo
V. A.
com sen nomo, sen prestigio e sua pes-
soa que com raz.lo declara estar iiileiramon-
periosamente o mo estado de nossas commu-| te consagrada sua patria. Aseu justo re-
nicacoes tcm-se fomentado a exploraeao de i ConheCimento deve V. A. a mais alta conaiiga ;overno um crdito de seis mil con tos de reis,
fe re ules, a exasperago tao grande como
em NovaAork e se Lord Ashburton nao ma-
nifestar tuna habilidaile rara na msso ami-
gavel de que va encarregado, de temer um
rompjmeulo ntreos dotta paizes.
(Extractos de folhas de Lisboa.)
Um jornal de Lisboa transcrevendo o dis-
curso de encerrando das cantaras do Brasil
diz o seguinte :
O Imperador fui justo em agradecer ao
Corpo legislativo brasileiro os relevantes ser-
vieos que em sita ultima sessao prestara ao
Imperio. L'is-aqui, entre outros actos nao
menos importantes, oque o parlamento fez
para merecer as ja citadas expressoes do Mo-
narcha : 1. Deu excluzivamente ao Impera-
dor a llribuigao de nomearos vico-presiden-
tes de provincias que pertencia asassem-
bleas provinciaes ;2. Reformpu o cdigo Je
processo criminal, e ontre os pontos mais
importantes dessa reforma nota-so o que tira
aos juizes de paz as aiu-ihuicnes polioies pa-
ra d'I-as a juizes de nomcacao do gverno :
. Restabeleceo o juizo dos fimos da
fazenda e habilitou ogoverno para melhor
arreca lar as rendas publicas: \. Concedeu ao
nossas minas, e O estabelecimento das fa- que pode dispenear-se a um cidadao V. A.
bricas de fundicAo tein-se projectado ou en- corresponde a ella dignamente e ludo faz ac-
saiado outros que devem ser mili benficos aos jcredilur que no da que termine sua regencia,
povos e nota-se por todas as parles um mo- deichar a nossa inocente Rain ha mais firme
vintenio que nAo pode deixarde ser o precur-
sor dos grandes progressos pie devenios es-
perar da nossa civilisacAo e riqueza.
O coigresso v com summa complacencia
esles anniincios e mostras de prosperidade ,
e contribuir com ludo que seja possivel para
o seu desenvolvimento para o que primeiro
que tudo considera indispensaveJ a perfeila
harmona que devem encontrar nao s os in-
dividuos empregados na industria e commer-
co mas tambem os cap taes que se ded-
quem a estes ramos. As recordares das ar-
bitrariedades de outros temposealguns ejem-
plos mais recentes sao ponco a proposito pa-
ra tranquilizar e estimular aos capitalistas,
mas o coigresso espera que se nao repeliro
para o futuro e est convencido que o g-
verno saber inspirar a rfecessaria conliauca
para que se promovam c conlinuem tantas
emprezas uteis como as que felizmente se an-
nunciam.
Oexcrcitoea marinhaquo tao justamente
bAo chamado a altencAode V. A. oceuparao
tambem o do congresso que fixar confor-
me a constituidlo e segundo as circunstancias
do paiz as forjas de mar e Ierra que este
deve sustentar \ assim como est disposto a
cooperar ellcazmcnlca ludo que leuda me-
Hit organisago e augmento da milicia na-
cional.
0 congresso ouviu como sempre com sutis-
facao (pie se trabalba com zelo e preserveran-
ca na lormagAo dos cdigos porerri vertdu
que a sua a presentado se retarda de um au-
no para outro, eqtie a confusao que aseo de
legislages de epdclias to opposlas a tornam
indispensavel e urgente julgaria nao por de
sua parte ludo quanlo deve para facilitar to
inleressanle reforma, se se uiilitasse a espe-
rar como cm outras occasies que governo
aprsente os trabalhos tantas vezesannuncu-
dos. Para q(te esles se faca ni com o vagar
que sua importancia e sua difiiculdade roque -
rem necessaro a assidua cooperarlo dos
emminentesjurisconsultos que devem legar
sita patria a obra d;i lilosolia e da experiencia
no livrode suas leis. .Mis osle imporlantis-
simo servico e a gloria que nelle podem adqui-
rir nao consenle al toncos particulaies que
os destraiam nem por ventura permiti outros
da vida publica de que por um eerlo lempo
podem prescindir. Conheccndo isto o con-
gresso est promplo a votar lodos os recur-
sos qu o governo considere em effeio neces-
sarios. E nesla hypothese examinar r pro-
jeclo de le para a organisago dos tribunaes ,
e julgados e oulras reformas parciaes que se
aununciam e ver se pode ou nAo sacrificar-
se sua urgencia unidade o ao systema que
devem presidir coedificago geral.
Com o mesmo interesse examinar o con-
gresso os ornamentos e quanto seja concer-
nen le adniinistracao da fazenda publica na
qual to necessaria se faz a ordem e eco-
noma e principalmente aquella severa mo-
ralidade pela qual Clamara com razAo todos os
povos da Hespatiba ; assim como tambem at-
tender ao complemento das pautas c a tudo
o que possa contribuir e .ii^nienlar o nosso
crdito e facilitar a etiagenacAo dos bens ru-
conaes que tantas \antagensdeve. produzir ao
mesmotempo queso v amorlisando a divi-
da do Estado.
O congresso oceupar-se-ha cm si mesmo
com o maior cuidado e esmero de todas as leis
alera da receita ordinaria: 5. Aulliorisou o
mesmo governo a fazer regulameutos que evi-
lem o comercio entro oj negociantes do Ro
que antes o mais respeilo dentro e fura do
reino o throno de sous maiores a nagao fir-
mada na sua liberdade, eos povos 00' goso
tranquillo das melhoras moraes e niaieriaes
(pie ibes deve procurar o systema representa-
tivo. Para isto s se necessila justica e
energa, e a coopera^ao do congresso nunca
faltar ao governo que faca por estes meios a
feheidade da nacao hespanhola= Palacio das
Cortes 15 de Janeiro de 1N12 =: Salusliano
de Olzaga = Pedro Antonio Acuna = Jos
Manoel de V,ddillo = Manoel Cordna ==
Francisca Cabello = Jos Calvez Caero =
Manoel de la Fuentes Andrs.
AMERICA SEPTENTRIONAL.
, ESTADOS-UNIDOS.
Nova-York, 22 de Hezembro.
Novo motivo de desavengas com a Inglaterra.
lia poneos dias que demos a noticia da che-
gada a Nassau do bergantn) americano Cre-
le viudo de New-Iliclimond para Nova-Or-
leans, carregado de escravos e tabaco, ac-
crescendo que aquellos havam sido postos em
liberdade pelas aiilhoridades nglezas. Segun-
do as noticias que havemos recebido de Pva-
Orleans sao esles os pormenores daquelle.a-
contecimenlo.
O berganlim Crele capitAo Elison com
destino a Nova-rleans, com tabaco o loo es-
cravos Ib i a 7 docorrente theatfo de una
scena horrorosa havendo-se sublevado os
negros; lomado posse do vaso e morto e
ferido varios brancos. Como a Iripuligo nfto
linha armas e o capilao e outros estavAo fe-
ridos liverao quo obedecer aos negros, os
quaes depois de saquearen) as bagageus ^os
passageiros Ibes deram ordem para que se
dirigissem a liba ingleza de Abaco, e com
esta condigAo Ibes deixaram as vidas.
Nao leud outra alternativa ebegarara a
Nassau a 9 do corrento. A' sua chegada o
cnsul americano pedio e obteve que se es-
tabidecesse a bordo una guarda para impe-
dir que os escravos baixassem a Ierra e im-
meditamente eomecaram dous magistrados a
formar causa, pela qal se verilicou : pelas
declarares da tripulacao c passageiros, 1(J
negros como havendo'sido os aulliores do n\o-
timedos assassinalos e em consequencia
foram poslos em pristi ate nova ordem per-
inittindo as autlioridades britnicas aos II
escravos restantes que di'sembnrcassem por
deverem ser tratados em tudo como passagei-
ros c por isso lerem direito Ue vir a Ierra
comoequando Ibes conviesse. Depois da
chegada do Crele Nassau declararan) os es-
cravos que um ministro da seila Baptisla de
Norfolk chamado IJurne, Ibes havia aconse-
Ihado oque deviam fazer. Este ministro
ingloz. Os peridicos dOjSuleslao mu indi-
gnados contesta occorrencia e pedeui repa-
racAo ao Governo americano.
Este facto havia sido aprcsenlado ao Sena-
c e mmica que oartisle Jozc dos Reis tem r
honra de apresen lar aos llluslres Habitantes
desla Cidade terca feira 'J do brrente.
Dura principio por una armoniosa overtura,
apresentando-se depois Madame Emilia Aman-
li a cantar a nova cavatina da lamosa opera
Amba! em Bitinia msica do grande Doni-
zeti: cm seguida se cantar pela primeira vez
em esta Cidadade-a jocosa e nova Tonadilha
Espanbola a Do que tem por ti Lulo os Sga-
nos zelosos ou a solitaria, ilesempeiihaiido
o papel de Sigana Madame Emilia e o de Siga-
no Joze dos liis o que se concluir com o
divertido baile e seguidillas Espanholas sen-
do acompanbada por os inesmos com pandei-
ros e easlanbolas.
Depois subir a scena pela primeira vez cm
pantomima o novo Melo-Diama em dous actos
pie se intitula Joc ou o Orangotauto. Ador-
nado rom todo o aparato, ti ages coinparca-
ria vista de mar e tudo o mais anlogo ao
seu argumento este espectculo (pie lem si-
do aplaudidocom extremo nos prime!ros Ihea-
tros da Europa apresentar ao lllustrado Du-
plico Pernambucaho um divcrlimcnlo intei-
ramente extraordinario por a singular cir-
cunstancia de ser personagem principal da
peca um Macaco de especie conhecida com 6
noine de orangolango, aos quaes ha dotado i
naturesa de nina prodigiosa deslie/.aem reme-
dar eimitar muitas aeces do hoinem e de
urna grande sensibilidade. DCsempenhan-
poderes ao governo para organisar os qua-
dro do exordio carinada: 8. lermitliu
que nas provincias da Pabia, Pernambuco e
Maranhao se estabelleeesse a circulaeao o pa-
gamento, de juros das plices da divida pu-
blica fundada : 9. Creou um Conselho de Es-
tado
Grande do Sul e os rebeldes : G. Melhorou o
sold dos militares de mar cierra: 7. Deu d," dilicil e arrisc-.do papel de Joc o Artista
Joaqun) dos Reis que a fugir do um tiro tre-
para al as torrinhas e correr por ellas por
um incentivo da sua agilidade lindando assim
0 espectculo histrico, embelesado com
muilas scenas novas ao inosino passo galan-
tes e instructivas.
N. 15. No lint do primeiro acto necesstando
dealgum repousd O protagonista da Pantomi-
ma para betii desempenhar o segundo acto, o
artista Joze dos Heis cantar urna nova e joco-
sa canco Italiana que tem por titulo o velho
enamorado. Outro sint devendo ser os dous
intervallos que a para a Pantomima um [iouco
mais demotados por cauza de se preparar a
scena como he devido, espera o Director quo
0 respoilavel Publico Icnha a bondade de dis-
simular.
Uogando-se tambem ao mesmo tempo as
pessoas queoecuparem as lortinhas que quan-
10. Recoubeccu como Pri ace-
za Brasileira aSenhoraD.Mara Amelia, li-
llta legitima do flescido Sur. D. Pedro 1, e da
Senhora Imperalriz Viuva Dona Ame-
lia : 11. Creou um asylo de invalido* para a
classe militar: \ Aulliorisou o governo a
destacar em quanlo durar a rebeliAo do
liioi Grande ato 5;0Q0 homens da Guarda
Nacional do todo o Imperio para supprir as
lillas da Iropade linha : i3.Fez passar a lei
do orcameuto na (pial forao adoptadas mui-
las disposic/ies tendentes a augmentar a
renda publica ; habililar o governo para fazer
reformas importantes na Keparlieao da Fa-
zenda, lias Secretarias de Estado nos Arse-
naos, Intendencias, eCorreio geral etc. ; e
em lint a ampliar muito mais o servico dos
paquetes de vapor no litoral do Imperio.
O curio espego que durott a sessao do Corpo
legislativo, o cuja maior parle lora lomada pe-
los ataques da opposicAo violenta, fo assim
approveitado em beneficio do paiz, pela
maloria dos Represen la les da Naco. As
medidas (pie acabamos de enumerar sao de
alta importancia poltica para o Brasil e sig-
nifican! ao mesmo lempo o occordo que existe
entre o governo cas cmaras Esteaccordo
, para quera conhece a natttreza dosyslema
reprsenlalivo, um signal da solidez com que
est eslaliellecida a actual administracAo bra-
sileira ; a certeza dessa solidez promovida
e sustentada por tantas medidas postas dis-
posico do governo | afiancam o mais lison-
geiro futuro de ordem e de grandeza quelle
bollo Imperio.
VARIEDADE.
Elrei D. JoAo 3. mandara ao impera
dor liarlos 5. um papagaio, que (llava e res-
ponda a proposito ; o passaro vendo-se en-
tre gonle <|ue nAo conhecia [tor mais que o
imperador Ihe pergunlava, a nada responda:
maiidou (Carlos 5.)chamar ohomem quelh'o
levara o Ihe disse=Llrei meu senhor me es-
creveu maravilbas deste papagaio prgnnta-
Ihea rasao porque nao falla.=Joao Eernan-
des que assim se chamava o homem queo
levou, Ihe perguntou qual era a causa porque
(liante de Sua Mageslade nao fallava a qO
o papagaio respondeu : sai Joao Fernandos*
nao me entendocom esta gente.
do o Macaco passar de um lado para outro se-
guro somente por as inaos nao eslorveni
nem griten) nem cauzein com algun trans-
lorno qualqticr incidente dcsagradavel.
cy Sbado 2( Anniversario do Juramen-
to da Constitucao do Imperio se representa-
r a peca Nova filbo do Vigario ou os
abras-adores em Pars: he esta talvez a mais
excellente pega que se ha representado no
llieatro publico. Rematar o cspetaculocom
um nielo-drama critico e moral nova compo-
sieaodeum Periiainbucano-A morlede Judas
em que representarao dez actores, cquatro
damas. 0 lini deste drama lie a corre^ao
dos maus coslumes.
Sr. Francisco de Freilas Gamboa. Quan-
do se me destribuioo papel de << \ gario na
pe$a intitulada os A brasa.loros cni Pariz
Eu dsse que nAo poda (lesenipenha-lo como
dezejava por ser mui curto o espaco de lem-
po que mediava albo recita; todava para
que a empresa nao sofTresse algtim detrimen-
to por minha causa, dar-mc-hia assiduamen-
te ao esludo para fazer tudo quanto cm mim
coubesse. Ora he costume nos thcatros de
Portugal e Rio de Janeiro aonde trabalhoi ,
comparecereni todos os adores aos ensaios e
para se fazerem as necessarias corrccQes jo-
garem tielles as scenas como na noile do es-
/icclaculo. Nao estando anda adoptada osla
regia no seu theatro era rasoavel (|ue os en-
saios fossem diarios e que a elles assislissotn
todos os adores ; ao menos para se sabereni
as dcixas de cada um. Nem isto mesmo acon-
tece aqui e aleni de subir esle drama com
ii ensaios fallaren) ao de boje tres actores
com os quaes cu devo estar conlinuadamenle
em scena, como nao quero fazer urna figura
DECLARACES.
v O Arsenal de Cuerra compra calcado
para tropa ; quem tiver este genero em gran-
de quanlidade aprezente-se com a competen-
te amostra na sala da Directora no dia Sab-
do, que o tmha siibmeltido consideraQAo da hado 2(> docorrente as 10 horas da manhaa
commisssao encanegada das relages estran-
geiras ; 6 breve debate a que isfo deu lugar
foi notavcl pola sua modoracao. Sent em-
bargo disso este incidente a que dAo o no-
mo de urna violago intoleravel das leis de
propriedade augmentan) cada vez mais a ir-
ritacSo que existe contra a Inglaterra.
Na fronteira do Canad, e por motivos dif-
ss A Cmara Municipal desla cidade faz
sessao extraordinaria no da "!) do Crten-
le. Recite 23 de Margo de 1842.
. Secretario inlcri no
Francisco Antonio Rabclio de Carvalho.
THEATRO.
Novo Expedaculo Gymnaslico Musi-
redicula na noitedo espectculo, vou envi-
dar as minhas diminutas torgas para que a
peca nao decline por meu respeilo mas des-
de ja Ihe advirto qae senAo houver alguma re-
gularidade e nao se providenciar o que he
de mister cnlao despego-me e rctiro-me
para a minha patria levando a mais cordial
gratidao pela complacencia coto que os dignos
habitantes desla Cidade piincipiavao a tratar-
me. Sou seu muito alenlo veneradore
criado Antonio da Cunha Mcndonca.
Recife 2i de Margo de 1812.
AVI SOS DIVERSOS.
xzr P. Aubertin Professor d'Esgrima da
Academia Militar do Brasil, tendo decffec


la abertura da ana salla na prxima se-
in mu con vida a todos os jugadores d'arnias
(amadores a honra-la com a sua assistencia
nesta primeira sesso para a qual marcar da
c hora no prximo N. desta folha.
Snrs. KedactorcsErna ramo-da verdade,
lie preciso qno faca a justiga devida virtu-
de das verdadeira-i pitillas vegetaes pritu-i-
iialmente para beneficio da humanidade ; ro-
yo por Unto, tenho Vms. a bondado de a-
baixo inserir esta breve relago do meu caso.
lui atacado de urna furiosa febre intermit-
iente e todos os dias solTria seos attaques, alem
do i]ue ja bavia 4 annos que eu padeca de
nma inflamado de ligado acompanbadade
nina duresa na boca do estomago assim co-
mo nina postema aberta de um lado procedi-
da
He
de nina qu-'da de cvalo ; e ape/ar
(piantos mcios se poseram em pratica, tojos
focam notis. Ilaviam jajassado mezes,
c me acliava lo dbil, que dava lugar a du-
vidar-se do meo reslabelecimento. Lendo
en o annuncio do Sur. D. Knoth, em que
anniiticiava as verdadeiras pilulas vegetaes e
universaes resolvi-me a ir ao seu deposito;
e consultar o dito Sur. Knotb sobre a minba
molestia, em tfio boa hora o liz, que debaixo
das direcces do mesmo Sur. tomando eu oi-
tocaixinias no breve espado de seis semanas
perfeitamenle rccobrei a saude e'boje me
acho como um homem inteiramente novo.
Sao estas pilulas merecedoras da atlengo
publica e heseoautbor digno de mil lou-
vores ppla sua descoberta, a qual boje eu dc-
vo a vida, assim como as direcces de seo h-
bil agente o Snr. I). Knoth.
Quera me quizer verpara melhor informa-
gao, o poderla/.erno trapicb'ida Companhia.
Sm Sen boivs Redactores
Seo venerador c criado.
Joio Pe reir Chaves.
= No dia I 4 do correnle fugio urna Caxor-
ra nova bonita de marca pequea da liba ,
parda com a barriga branca cabo cortado oro-
llias romp-idas quando fugio levava umaco-
leira estreila com um bocado cortado de corda,
o dono conhece-a d'aqi-i a 10 anuos, portan -
to ser buOl (|iiem a acliou e a quizer levar a
sen dono que llic pagar o adiado dirija-sea
ra da cadeia I). 02.
Precisa-se de urna pequpna casa prefe-
rindo-se no alieno dos Afolados, quem tiver
dirija-sea ra Diroila I). 41 ou annuncie.
s= Desaparecern porgraga, ou roubo,
do sitio oulr'ora pertenconle ao Coronel Mar-
luis, no alto do Monteiro em anoitedo
dia 21 do correnle os seguintes objcctos :
calcas brancas, camisas para homem len-
coes para cama 2 cobertores de la lencos,
mcias para homem, 2 redes d'algodo da tr-
ra 1 dita de cor lacas e garfos com cabo
de osso branco t com cabo verde pratos
travessos ditos com tampas ditos peque-
nos redondos I seladeira 2 garrafas de vi-
dro brancas, 1 i copos grandes, ditos pe-
queos ditos para champanhe 2 saleiras ,
collieres de casqui.ho paradla 17 ditas
para sopa 1 dita grande de tirar sopa 1
colele preto de selim &e. &. : Quem dos mes-
inos der noticia alim de se poderem haver,
ou lizer com que sejo entregues em casa de
James Crablre 3; Companhia ser generosa-
mente recompensado.
= Percisa-se de urna criada, ouama, de
qualquer cor para casa de homem viuvo de
pouca familia \ que engome cosa e todos
os mais ariiiiijos de urna casa porem que se-;
ja mulher de idadu avanzada e bons coslu-
mes abonan te de peixe na padaria de Manuel Ignacio da
Silva Teixeira.
tsr A pessoa que se quiser encarregar de
lavar a roupa do Hospital do Corno de Polica,
dirija-se ao Quartel do mesmo Corpo ou a
casa do Agente Manoel Zetrinode Castro Pi-
nientel na ra da Florentina.
XZT Joze Antonio >ntunes, faz sciente ao
respeitavel publico que Ihe furtaro no dia
16 do correnle urna caixa dentro da qual es-
tava dua* letras sendo urna da quantia de
.rlHl.> rs. a dos dias e a outra da quantia de
(01 170 rs. a 00 dias precisos sacadas a 1o
do correnle e acceitas por Silvestre Joaquim
do Nascimento em breve como scmpre costu-
ina assignar o dito Sr. e como as ditas le-
tras nao esto por mim firmarfas como sacante,
porisso previne que ninguemfagatransagaocom
as ditas letras porisso que o dito acceitanle s^
acha prevenido as nao pagar se nao ao abaixo
assignado-visto que lhe foro furladas.
Jos Antonio Antunes.
XST Offercce-se urna pessoa para caixeiro
de qualquer casa de negocio ou administra-
ban e tambem aplica meninos s primeiras
leras ; quem de seu presumo se quiser utili-
. ar Jirija-se a ra estreita do UuzarioD. 17,
u annuncie.
tsr Cosmorama na ra do Vigario D. 29
primciro andar = Antonio Joze Fernandes
Guimaros faz sciente ao rcspeitavel publico
que de boje 20 do corrgnte em (liante fica
franqueado aos amadores das bellas artes o
seu alegre de vertido e instructivo estabe-
lecim mo aonde o curioso expeclador pode-
r sem ler viajado gosar das aprasiveis vistas
das margens do famoso Douro dos edificios
mais soberbos da formosa Lisboa dos pala-
cios sumpluosos da grande e rica Pariz das
vistosas e magnificas margens do rio Neva e
dos mais famosos lugares que o universo bi-
cerra. Ser aberto todos os dias das 0 horas
asOdanonte. O prego estipulado he, ho-
rnese'senhoras -240 rs. meninos 100 rs.,
pagos na entrada podendocada expeclador
demorar-se na sala o lempo que lhe for nc-
cessario para gosar da alegre prespcctiva de
cada urna las vistas.
Nomes das vislas : Margens do rio Douro
sohiido paraaCidade do Porto-, o Chafariz
das Necess lades e do palacio da Ajuda em
Lisboa ; o Palacio do Luvre e da casa da moe-
da em Pariz ; aCidade de Twer na Kussia ;
a Academia das sciencias e Hartaba em Sao
Petersburgo ; os Templos de Antonios de
Faustino c de Jpiter em Roma -, a liba
a rraca do com-
o Canal da.Villa-
dc de bebidas refrescos, c comedorias tan-
to almogos como jantares aprompta-se jan-
lares para lora com todo asseio e promptido
a vontade dosSrs. assignantes.
nr Francisco Ferreira Dallar &. Compa-
nhia avisan aos Srs. Arrematantes do con-
sumo de agua arden te que desde o dia 25 do
correnledeixaraod'i vender dilo genero, na
venda da ra da Cadeia do Recife D. 59.
tsr Arrenda-se um sitio com casa de so-
brado na passagem da Magdalena entre as
duas pontos ; urna olaria com um sobradiaho
abeira do rio junto a ponte grande do mesmo
lugar urna engenhoca de fazer assucar com
todosos pertences trras para plantar ca-
nas para moer e para sement malas para o
costeio da mesma e porto do embarque
no
siiio Alcmo do lugar
Gloria sobrado D. 50.
da Ibura : na ra da
C 0 M P U A S
tsr Papel impresso ( Diarios ) 80 rs. a
libra e 2 alqeres do lamariuos : na ra do
A zoilo de peixe padaria de Manoel Ignacio da
Silva Teixeia.
VENDAS
Louvier e do Porto de S. Paulo em Pariz a
Columna naval em Russa ,
mercio em S. Petersburgo ;
te em Pariz ; a Volta do pescador; a Entra-
da de Jess Chrislo em Jerusalein.
K=g- Da-se um cont de reisa premio com
Ifypotheca : quem quiser annuncie.
tsr Precisa-se de um preto que entenda de
padaria : na ra da senzala padaria n. 28.
tsr Aluga-se um sobrado de um andar na
praga da Boa vista, com bastantes commodos:
a tralar na tenda do ferreiroCaetano 011 por
cima da relinagao de assucar na praga da Boa
visla.
= Tendo o abaixo assignado mandado,
em Dezembro do auno passado, para a Para-
hiba do Noile una letra da quantia de
555850 reis para Antonio Moreira de Al-
meida Lial, lhe por o aceite e tornar a rcme-
lella ao mesmo abaixo assignado, sendo a
mesma lelra passada a quatro mezes, e a
vencerce em 17 ou 18 de Abril prximo vin-
douro, e lendo-sej mesma dezencaminhado
se faz publico para que ningnem a receba em
pagamento, ou faga tran/ago alguma, pois
que os lierdeiros do dito Moreira j esto sien-
tes para so a pagarem ao abaixo assignado.
Jos Joaquim da Silva Maia.
= Alugo-se moleques e negras, para
vender azeite por tarde, tambem aluga-se
por todo o dia : quem os tiver^ dirija-se a ra
das laranjeiras sobrado de duas varandas de
ferro lado direilo.
= Preciza-se de urna pessoa que saiba fa-
bricar charutos prefeitamente 5 na ra da
praia armazem do Jos da Silva Campos.
i~j- Vai a pragapor todo este mez at 10
de Abril prximo vindouro, de arrendamento
trienal na Cidade da Parahiba do Norte o
engenho Santos Deis, distante da mesma Ci-
dade logoas famozo pela grande abundan-
cia d'agoa que o faz moer copeiro pelas
muilase fertilissimas varzeasdecana que tem,
sitio com laranjal mallas extensas em ser-
ias ptimos cercados para boiadas e logra,
dores para solas com exlengo de 5 legoas
desde o local do engenho at as mumbabas
pela estrada das boiadas. Varios consenho-
reseslao disposlosa vander suas partes.
= Alugao-se os 5 andares e solo (tendo
o tereciro smente trapeiras para a ra)da
casa n. 141, ra da moeda junto ao Sr. Santos
Braga, com bastantes cmodos para urna casa
de negocio ou grande familia quem a per-
tender dirija-se ao Recife ra da Conceigo
loja n. 28 de Joao Maria Seve & Filho.
tsr No dia 18 do prximo mez de Abril
andarn infalivelmenle as rodas da segunda
parle da primeira Lotera concedida a Irman-
dado do Rozario da Roavista : os bilhetes,
achao-se venda na ra Nova loja do Snr.
Guerra e em todos os outros lugares do cos-
tume.
tf* No dia quatorze do frrente fugio do
sitio do morgado em S. Amaro urna vtela
que anda mamava de cor branca e do pes-
eogo para a cabega de cor parda ja com as
ponas crescidas com nma corda amarrada
ao pescogo alguma cotiza arisca ; quem a
pegar leve ao dito sitio ou annuncie que se-
r gratificado.
tw Quem achou de mais em sua casa um
chapeo de sol preto em bom uzo ; quem o
tiver adiado e quiser restituir annuncie.
tsr No dia primciro do fucturo mez de
Abril abre-se um muto decente botequim e
casa de pasto denominado Unio na ra
dos Quarteis D. 8 onde foi o Hotel do falleci-
do Brandc harcr sempre toda a qualida-
tsr Sal de Lisboa a bordo do Rrigue Em-
prehendedor : trata-se com Francisco Seve-
riano Rabelo no forte do Mattos.
SU- A dinbeiro ou a praso urna venda mui-
tocommoda no aluguel: na ra da Cadeia na
quina do beco do ouvidor defronte do the-
atro.
Cj-, Semcntes de hortaliga de diuerentes
qualidades chegadas prximamente de Lis-
boa : na praga da Boa vista bolica D. 16.
IZT Lina preta cozinheira lava engom-
ma liso e vende na ra, ou troca-sc por um
moleque : na ra larga do Hozario D. 9.
tsr Urna insignia de comendador da ordetn
do Cruzeiro e fila para dignatario da mes-
ma : na ra da Cadeia do Recife loja de Joo
da Cimba Magalhes.
Cj- Un moleque de 12 annos : na ra da
Aurora n. 9.
C7 Urna morada de casa terrea de pedra e
cal foreira com 20 palmos de fren le e 200
de fundos na ra da bica de S. Pedro D. 57
c 58 : na ra do Bangel D. 17.
Bf- Um par de mangas bordadas, um par
de vasos e dous ricos assafates com suas re-
domas e pianhas ornados com flores e figuras
de porcelana doaradas um espelho grande
dourado para sala um viveiro para canarios
muito bem feito de amarello e rame e
dous taxos de diflerentos tamanhos pesan-
po ambos 50 e tantas libras, e com pouco
uzo ; ludo por mdico prego por preciso :
quem pretender annuncie.
lar 2 luslres de bronze, sendo do e ooutro enfeitadocom vidros lapidados,
serpentinas de bronze e douradas de duas e 5
luzes tambem adornadas de mangas e de vi-
dros, um relogiode 'repeligao para cima de
mesa e mu tos outros objectos recen temen-
te importados da America talvez os melho-
res quen'esta praga tenbo aparecido eos
mais proprios para adornos de salas de vesitas;
tudo por pregos muito commodos : no escri-
ptorio do Corretor Oliveira.
C3- Toda qualidade de doce pelo prego
correnle : na ra das Flores no segundo an-
dar defronte do tanqne d'ago'a.
tsr Cal fina de Lisboa embarricada vinda
no Brigue Emprehendedor : no escriptorio
de Francisco Severiano Rahello.
tsr Telha escolhida a 40 rs. cada urna li-
jlo de ladrilho a 50 rs. alvenara a 25 rs. ,
e em porgo se dar mais em conta : por de-
traz da ra das 5 pontas no sitio que fica
pordetraz da casa do fallecido Monleiro.
# Bolaxa fina ja bera conheeida pela sua
qualidade a 5j520 rs. a arroba servind es-
te prego de governo aos seus fregueses tan-
toda praga como de fora em razo dos por-
tadores nao comprarem porum. prego e da-
rem por outro assim como biscoito doce ,
agoado e bolaxinha superior por commo-
do prego : na ra Direita D. 51 padaria do
Machado.
tsr Taxas de ferro batido para engenho a
200 rs. coadas a 100 rs. a libra urna ma-
quina de vapor com a competente moenda pa-
ra engenho a maquina he de um modelo
ainda nao visto nesta praga e ofierece nim-
ias vantagens por causa da simplicidade do
maqumismo osuperior fabrico de todos os
seus perlences eseguranga da caldcira como
tambem por gastar muito menor quantiuade
de lenha que as que esto ordinariamente
em uzo no paiz e pode-se dizer com segu-
ranga que em objectos desta natureza he a
melhor que se tem a presen tado igualmente
urna moenda de ptima construego ltima-
mente chegada: na ra da Madre de Dcos
armazem de ferragens de Johnslon Pater &
Companhia.
tsr As verdadeiras pilulas da familia em
frascos de 50 : na ra do Queimado loja D. 5
lado do poente.
tsr Domingo 27 do corrente vende-se car-
ne de boi, poico carneiro e Iingogas ei-
tas a moda franceza tudo muito bom : na
ra das Trincheiras no assougue francez.
tsr Vinho francez de muito boa qualidade
em meias pipas a 48 rs. at 6O0 rs. em gar-
fes e'pequenas barricas, a garrafa a 250
rs. at 520,rs., st. estephe em caixas de urna
duza a 7,yrs., Hautsanternes a 7^500 a duzia
cerveja branca em barreasde \ duzias a 3*500
rs. a duzia conservas de repolho ( Choux
croutes)desardinhas de hervlhas azeite
doce de oliveira da melhor qualidade a 8*500
rs. a duzia charutos superiores da Havana ,
rap chocolate de Hamburgo : no armazem
defronte do passeio publico D. 12.
tsr Urna escrava de nago, de 30 annos ;
com bonita figura boa lavaderade varrclla,
e dotis moleques crelos um do \\ annos e
outro de 6: na ra Direita D. 20 lado do L-
vramenlo.
tsr Urna morada de casa de 2 andares com
solo e grande quintal, na ra estreita do
na loja de sapateirO junto a
Rozario D. 21
mesma.
tsr Os pertences de urna venda 6 barris
de 5 em pipa que forAo de vinho branco, urna
porgo de barricas vasias que foro de farinha
de trigo duas ditas grandes que servem para
depozito de qualquer cous e6 caixesde
armago de venda ; na quina que volta para
S. Pedro.
tsr Urna venda com poucos fundos e com-
modos para familia na praga da Boa vista
D. 6 : a tratar na mesma.
ESCRAYOS FGIDOS
Desapareceo no dia 25 do corrente um
escravo do abaixo assignado andando ga-
nhando na ra o qual he de boa allura, cor-
po reforcado, cara larga e com pintas de
bechigas", levou vestido caigas de algodo azul
enlrangado ou branca camisa de algodao-
zinho tambem trangado de mangas curtas, he
ladino porem falla muito mal o portuguez ;
paga-se bsm a quem o pegar.
Antonio da Silva Gusmo.
tsr. No da 21 do corrente fugio urna ne-
grinha de nome Joanna de 12 a 14 annos ,
de nago benguella sabio com um taboleiro
vendendo cocadas foi vista por outra a tarde
seguindo atraz de um matuto pelo caminho
doarraial levava vestido de chita branco
com bico no talho ja roto ,,e panno da costa
ja uzado : quem a pegar leve a ra do Livra-
menloD. Soucm S. Anna no sitio que fica
defronte do Nicolao que ser recompensado.
tsr A poucos dias fugio a escrava Joanna ,
de nago Angola cor fula ja tem sido vista
vendendo agoa, e outras vezes fructas o si-
gnal mais visvel que tem fie o dedo do p
alejade : quem a pegar leve a ra do Colrelo
casa de 5 portas que ser gratificado.
xsr Fugio em Janeiro de 1840 o escravo
Antonio por alcunhacapiba, muito conhe-
cido no scrlo onde foi escravo de um Sr. da
familia dos Cabraes-, he baixo espadaudo, de
40 annos olhos vivos feiges miudas, mui-
to experto ps e mos nao grandes, com
um talho em um dos dedos da ma signaes
de chicote as costas e as nadegas pernas
finas : quem o pegar leve a casa do Dr. Joze
Antonio Pereira Ibiapina e na Parahiba no
engenho Tibiri, que ser generosamente re-
compensapo.
MOVIMENTO DO PORTO.
CONTINL'AgAO' DAS ENTRADAS DO DIA 23.
Costa d'Africa tendo sahido de New Redford
a8 mezes; Escuna Americana Emeline de
98 tonel. Cap. E. Wood, equip. 16, car-
ga pipas vasias : ao Cnsul Americano;
arribou a este porto por cauza da gente que
se levanlou.
Macei ; 6 dias Escuna Sueca Albert de 21
tonel. Cap. Eliaskousen equip. 9, carga
assucar : a Me. Calmonti Companhia, se-
gu para Gotembourg.
SABIDOS O MESMO DIA.
Rio Grande do Norte; Escuna de Guerra Bra-
sileira 1. de Abril, Commandantc o l-
Tenente Fernando Lzaro de Lima.
Aracaty ; Sumaca Brasileira Felicidade, Cap.
Joze Rodrigues Pinheiro carga diversos
gneros________
.RECIFE NA TVP. DE M. F. DE F. = l42


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