Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04495


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Full Text
Auno de 1812.
TV rea Feira 22 ch
Tado agora dependel e nos mesmoi ; di nnssa prudencil, mcderic'io, e energa : con
linuomot cono principiamos, e seremos apuntados oom admiracao entre as Naces aiai
cullaa. (Proclamacio da Aasemblca Geni do Brasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goimna, Paraiba, e Rio grande do Norte, na segunda eaezla feira.
Bonito e Garanhnns, a 10 e 24.
Cabo.Serinhaam, Rio Fomoto, Porto CaWo, Maceio, e Alagoat nols 41, e 21.
Paje 13. Saato Acto, quinta feira. Olinda todos oa dias.
DAS da semana.
21 Se, s Berilo Chae. Aud. do Jtrit de Direito da 2. Tara
22 Tere. a. Rmenelgido. Hel. Aud. do do jniz de Direito da 1, vara.
7.1 Quart. de Treras. a. Felil. Chae. Aud. do juii de dircita da 3. rara.
24 Quint. de Todoencns (gaarda-se do meio da at o meio da leguinle) s. Agapilo
25 Se*t. da Paixo. S, Ieneo.
2r sab. a> Alleluia s. I.ndujetio.
27, Dos, de Pascoa a. Huberto.
M
arco.
Auno XVIII. N. 04.
VV1 ni"' publicase todos os das que nao forero Santificados: o preco da asignatura bi
detrea mil reis por quartel pairos adianlados. Os annunrio* dos aas:gnantes ajo inseridos
gratis, eos dos qne o nao forera rai.o de SO reis por linha. As reclamad"^ devrm ser
dirigidas a rsla Tvpografia ra das Crutes 3, oa praca da Independencia loja da lirrus
Nmeros 37 e 38.
CAMBIOS no da 21 de Mineo.
Csmhio sobre Londres 28 d. p. 1U.
Paris 920rajap. franco.
Lisboa SO a Sj p. 100 de pr,
Ocao-Moeda de 6,400 V. 14.500a 14,700
N. 14.300 a 14,800
.. de 4,000 8,100 a 8,200
Pain Patacea 1,660 a 1,680
l.fifiOa 1.680
4,640 a 4.660
4,440 a 4.460
Pitan l'eos Columnares
Meiicanoa
raiuda
Moeda de cobre 3 por 100 de diseoiilo.
isconto de bilh. da Alfandga 4 e i por 100
ao aiei.
dem de letras de boas Tiratas 4 e a4ef.
Preamar do da 18 de Marc-t.
4." as 1 horas e 48 m. da n.i'uha.
2. as 1 horas e 42 m, da tarde.
PIIASR* DA LOA NO MF.Z UE MARCO.
Quart. min*. a 3 s H horas e 4 m. da tarde.
La Nora a 12 s 4 horas* S re, da manh.
Quart. creac. a 19-- a* 8 luiros e 28 m da tarde.
La cheia a 26 -- s 11 horas e 39 m. da manh.
DIARIA I>E PERNAMIHJCO.

AVISO.
Restando anda a cobrar algnmas
assignaturas do presente trimestre
quasi findo, roga-se aos srs. subs
criptoresdestafolbaque anda o nao
satisizerao queiraoter abondade de
o mandar fazer loja de livros da
Fraca da Independencia N. 37, 38;
por quanto torna-se milito pesad*
cobrar similhantes subscripcoes ,
quando ellas deixao de ser pagas
nao j adiantadas como be con-
vencionado porem urna on duas
semanas depois da entrada do
trimestre quanto mais quando el-
le se acha a expirar.
PARTE OFFICIAL.
MINITERIO DA JlSTigA.
Illm. e Exm. Sor. Sua Magestade o Im-
perador manda remetter V. Ex. a lim de
que llios faca quanto antes dar execuco ties-
ta Provincia a Le numero 1(31 de 5deDc-
sembro do anuo passado, e respectivos regu-
lamentos de 51 de Janeiro Gndo e 2 do cor-
ren le. Dcos Guarde a V. Ex. Palacio do Rio
de Janeiro em 14 de Fevereirode 1842- Pau-
lino Jos Soares de Souza Sor. Presidente
da Provincia de Pernambuco. -Cumpra-se.
Palacio do Governo de Pernambuco 18 de
Margo de 1812. Baro da loa-vista.
Illm. e Exm. Snr. Cumpre communicar a
V. Ex- em additamento ao Aviso de hontem,
que o Regularoento numero 120 que se re-
fere o de numero 122 de 2 do cor rente Diez,
he o datado de 51 de Janeiro de 1812 e nao
o de 1811^ como apparece nss referencias,
que faz o mesmo Regulamento de2do cor-
rente. Dos Guarde a V. Ex. Palacio do
Rio de Janeiro em 15 de Feveroiro de 1842. -
Paulino Jos Soares de Souza Snr. Presi-
dente da Provincia do Pernambuco. Cum-
pra-se. Palacio do Governo de Pernambuco
14 de Margo de 1842. Baro da Boa-vista.
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
ACTA DA 15.a SKSSA Oltm.MKI V DA ASSIMIU.Ki
LEGISLATIVA DE PERNAMRUCO EM 17 DE
MARCO DE 1812.
PRESIDENCIA DO SNR. CONS. MACIEL MONTEIRO.
Feitaa chamada acharo-so presentes 55
Srs. Deputados, faltando com participado o
Snr. Domingos Loo, e sem ella o Snr.
Vieira de Mello.
O Snr. Presidente declarou aborta a sesso,
foi lida e approvada a acta da sesso antece-
dente.
EXPEDIENTE.
Um ofliciodo Secretario da Provincia devol-
vendo o requerimento do porteiro d'aula do
ensino mntuo Felis Manoel Vogucira, e parte-
cipando que esse individuo fallecer em
dias do auno passado i commisso de orde-
nados, lim requerimento do Collector e do
Eserivo do Municipio de. Olinda pedindo ,
que seja elevada 20 por cento a porcenlagem
que percebem : commisso de ornamento.
ORDEM DO DA.
Foi lido, e posto em disousso o parecer da
commisso de Polica acerca do requerimen-
to doCidadilo Luiz Ignacio Ribeiro Roma,
julgando conveniente que se aceite o OfJfe-
recimenlo lo suplicante para publicar os tra-
balhosda Assemblea por tachygraphos : iicou
adiada por opposico.
Foi julgailo materia de deliberago, e
mandou-se imprimir outro parecer da com-
missao de Instruceo publica aconi pan hado
de um projecto no qnal equipara o ordena-
do do Professor de Latn) da Froguesia de S.
Fr. Pedro Concalves ao do Liceo.
Kntrando em discusso o parecer impres-
so da eommisso de Consliluigo e Poderes
acerca da indicaco do Snr. Deputado Lo-
pes Netto, o Snr. Resende mandou a meza o
seguinte requerimento requeiro que se
jnlgue de preferencia urgente a discusso so-
bre a indicago do Sur. Lopes Netto, e que
quando appareca o ornamento assim mesmo
esta discusso constilua a primei raparte da
ordem do dia : apoiado e approvado.
O Snr. Mello mandou a seguinte emenda
aditiva ao parecer Addicione-se a anti-cons-
titucionalidade absurdo, e lirannia do $
1, do artigo 70 e artigo 81 \ anli-constitu-
cionalidaile, por que confercm s Helaees o
conhecimento do facto e da deciso dos Ju-
rados quanto ao mesmo ; absurdo, porque,
convertendo assim as Keacoes em Jnizes de
Facto e correctores da deciso dos jurados
quanto ao mesmo facto as compellem a
julgar sem terem presentes todas hs provas,
e meios, que alias Ib rao presentes aos Jura-
dos ; e lirannia porque sugeito o Cidado,
ja absolvido solemnemente, s angustias e
riscos de um novo julgamento, e a permanecer
preso, elleitos somente do diverso modo de
pensar do Jiz de Direito fallivel muitos
respeitos, quando com elle se conforme a Re-
lago : apoiado e entrou em discusso ; dada
a hora ficou adiada a discusso. O Sr. Ber-
nardo Rabello requereo que fosse proro-
gada a sesso por urna hora : nao foi apoiado
o seo requerimento.
O Snr. Presidente deo para ordem do dia
em 1.1 u ja r= Parece res deCommissoes, lei-
tura de Projectos c indicaees ; a em 2. =
continuaco da ordem do dia de boje e pri-
FOLETA
florita(*).
Aostrinta dias de visita de D. Pedro Cal-
dern da la Barca havia em urna noite gran-
de concurrencia ao theatro da Cruz ; porque
nessa noite debulava a nova cantora Florita
Muller. Toda a corte e a cidadetinliamcorrido
a este espectculo ,^ para julgar do mrito da
rival da insigne Magdalena; uns admirado-
res apaixonados da cantora italiana compa-
deciam-sedessa pobre rapariga que-ousava
luctar coiura um talento at ento sem igu-
al 5 outros oscastelhanos mais afferrados ,
ou mais amigos do grande poeta desejavam
ardentemente o triumfo da protegida de Cal-
dern de la Barca. Lm sentimenlo de orgu-
lbo nacional, comecava a desenvolver-so a
( *') Aid. Diario N. 02, c65.
favor da hespanhola sem duvida em atlcn-
<;o ao nome do seu protector.
Rompeo emfim a symfonia da abertura.
Florita que era a primeira que devia appa-
recer em scena estava perto do bastidor entre
sua mf e Caldern de la Barca j a palidez da
tmida artista era excessiva ; porem nem o
menor signa! exterior annunciava as violentas
commoces de sua alma. Fitos os olhos na
scena apertava as mos sobre o peito como
pare reprimir as pulsantes do coraeo. For-
man nesta hora solemne de sua vida com
seu vestido banco bordado de verde e os cahel-
los sollos cornados de llores Florita repre-
sentaba bem a Kuridice aquella ninfa saii-
dosa a quem o amor de seu esposo arrebata-
ra dos infernos.
Em quanto a orquesta l'azia sentir forte-
mente os ltimos compassos da symfonia,
Caldern de la Barca p(?iou na mao de
meira discusso do projwto numero 9 deste
auno ; e lnvantou a sesso.
Thomaz Antonio Maciel Monteiro
Presidente.
Antonio Jos de Oliveira
1. Sticretario interino.
Luz de Carvalho Paos de Andrade.
ACTA DA 1 i. SK.SSU)O!DIARA DA ASSEMBLEA LEGIS-
LATIVA PROVINCIAL EM 18 D MARCO
DE 1812.
PRESIDENCIA DO S!l. CONS. MACIEL MONTEIRO.
Feila a chamada acharam-se presentes 52
Srs. Deputados faltando com parlfinaco
os Srs. Vieira de Mello, Domingos de Souza
c Jos Filipe.
OSr. Presidente declarando aberta a sesso,
foi lido e approvada a acta da sessam antece-
dente.
EXPEDIENTE.
Un requerimento dos habitantes da Povoa-
cam (ftw Affogadns, pedindo augmento de l-
luminacam : foi remettido a Contmissam de
Pelicoos. Outro do Coronel Graduado do Im-
perial Carpo de Enganheiros FirminoHer-
eulano de Moraes Ancora, Inspector geral das
Obras Publicas em que reclama urna rtsolu-
cam na quat se declare, si o supplicante tem,
ou nam direito a gratiGcacam que llie mar-
cou o F-xm. Presidente desde a dala da Le
Provincial de 18 de Abril de 1858: a Com-
inissam de Legislacam. OSr. 1. Secretario
leo tambern um oflicin do Secretario da Pro-
vincia enviando a nformacan doF-xm. Bispo
Diocesano dada acercado requerimento dos
moradores los logares Terra-nova e Uri ,
que pedem se eleve a cathegoria de Parocha a
apella de S. Antonio erecta no logar deno-
mlnatlo- Salgueiro : foi dirigida a Commis-
sam de Estatistica.
ORDEM DO DIA.
Continuou a discussam do Parecer da Com-
inissam do Consliluicam o Poderes sobre a
Indieacam do Sr. Deputado Lopes Netto, a
qual lcou adiada pela hora dando o Sr.
Presidente para discussam do dia seguinte ,
I. parte; Pareceres de ComraisaOes e leitura
de Projectose indicaees: 2. parte: Conti-
nuacam da ordem do da de boje 1. discus-
sam do Projecto N. 9 d'este anuo e I. do
N. 12 igualmente do auno corren le : levan-
tou-su a sessam.
Thomaz Antonio Maciel Monteiro
Presidente.
Antonio Jos de Oliveira
1. Secretario.
Luiz de Carvalho Paes de Andrade
2. Secretario interino.
GOVfcRNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 15 Do CBRENTE.
Ollicio Ao Inspector Oral das obras pu-
blicas Ofdenando-lhe em consequeiicia de
requisieo do Coininandante das Armas qu
se dirija ao Quartel do Hospicio e de accor-
do com o Commandante do Bitalho Provi-
sorio, examine quues os COEcertoS de que
necessila o dito Quartel ; devendo orear a
sua despesa e remetter o orcamente Pre-
sidencia com brevidade quelhefor possi-
vel.
Dito-Ao Chele da Legio de NazareUi ,
communieanda ter approvado a proposta dos
ofliciaej da Secco do Batalbfto da Serra-Mas-
carnhas, da Legio do seo Cammando, a
qual acompanhou o seo oflicio de hoiHem
datado; e dizcndo-lbe que mande publicar
a dita Proposta, eordene aos nella mencio-
nados, que soUcilem suas patentes pelaSa-
cretaria da Provincia.
DitoAo Inspector interino da Tbesou-
raria das lleudas Provinciaes ordenando-
Ihe que sem perda de lempo laca baver do
Parocho da Freguesia de Sorra Talhada Fe-
lis Jos Martines Baca I bao que presente-
mente se acha nesta Gidade a quanlia de
um cont de reis recebida pelo mesmo Pa-
rocho daquella Thesouraria para proceder
aos reparos deque necessila aCapella mol-
da respectiva Igreja Matriz ; visto i:5o ter el-
le at esta dala feitoconcertalgum .segun-
do representa o Prefeito.da Comarca de Flo-
res em oflicio do I. docorrente.
Dito Ao Prefeito da Comarca de Flores,
communieanda a expedico da ordem snp'-a.
Dito Ao inspector interinoda Thesoura-
ria das Rendas Provineiaes, dizendo, que
nao sendo limitada ao primeiro semestre do
auno linanceiro correte a LnfbrmacJtO que
foi exigida por oflicio de 20 de Fevereiro pas-
sado, o (pial se Ihe remelle por copia com a
relaro de lodosos Fmpregados Provinciaes ,
c declaracodo lempo e da quantia (]uo
de seos ordenados evencimentos cadaum
se devia por aquella Thesouraria cumpre,
que elle envi a relacodoque se Ihes devedos
exercicios lindos, para que Qque satisfeita a
referida exigencia. 0
Dito Ao Commandante das Armas, sig-
nilicano-lhe em resposla ao seo ollicio de 11
do presente me/. que approva a noineaco,
por elle feita do primeiro Tenante Francis-
co Camello Pessoa de Lacerda para se encar-
legar do expediente da nspecco da Guarda ,
Nacional desie Municipio e Adjacenles ven-
cendo a gratiGcac&O meosal de 50, reis eque
nesta dala vai expedir as convenientes or-
densao Inspector da Thesouraria da Fazenda
para salisfazer ao mencionado Teuente a gra-
tilicaco arbitrada.
Dilo Ao Inspector da Thesouraria da Fa-
zenda communicaodo a nomeaco supra, e
ordenando, que mande atonar ao nomeado
a gratificac&o sobremencionada que de-
va ser paga pela quota marcada para despe-
zas evenluaes pela Reparlico da Justica.
Florita, e disse-lhe em voz commovida:
Vamos, valor; eis o momento.
Ah Tremo de medo.
Florita, por amor de Dos nao tema-
es... Nao estaes segura do vosso talento ? Pen-
sai no vosso triumfo no futuro na gloria...
A joven cantora passou a mo pela fronte
oherla de um suor fri e deo um suspiro
to profundo que pareeia o ultimo de sua
vida.
A gloria repeli Caldern...
Eminha mi disse Florita, e saiu
para a scen.i.
Anna Mullet plida tamben. e tremen-
do orno sua lilh.A, apoion-se no braco de Cal-
dern* : os joelhosse lhe dobravam ; (pieria
\Vr e ouvir porem um veo espesso lhe co-
lina os olhos cun rumor con fus.) atoidoa-
va scus ouvidos. Caldern ebeio de ancieda-
de esculava laiiih.iii cjin inquel.irao os pri-
meires accentos da sua protegida. Taa in-
certeza lanos temores desappareceram,
quando una repentina trovoada de applausos
foi arrancada pelas mgicas inodulaijoes da
VOZ de Florita*, saudando a aurora com seu
sublime canto. Esta primeira entrada des-
truida repiitaco de Magdalenas
Caldern linba-se vingado do desdem da
italiana um m:tanto depois Florita retirou-
se da scena e huicando-se nos bracos de sua
mi exclaniou :
Ah como lenbo o coraeo opprimdo !
Anda lenbo medo .. pareeeo-rae que tioha
chegado a hora da niinha r.oitf.
- Viva Florita giilttu Caieron de la
Barca eom cntbusiasmo e esta cxclamacio,
que sabio do fundo da sua alma pprdeo-W
entre as l>'licitaces doscavalleiros da forte ,
que tinbam abandonado sens lo,ares para
cuaiprimentar a nova artista hespanhola.
*


^jSg^ar.gBg
Parte do expediente do dia 17.
Illm. Sr. Tendo-me V. S. verbalmente
informado que ha no cofre d'essa Thesoura
No Termo do Recife liaver dous Delegados,
um com jurisdiccao nos tres barros da ci-
- dade, e na
Freauesia dos Afogados ; e outro
n formado une na nu tone u essa iucbvuiu- uuuv, ~ .... *ic0u,>iau i
m 167I97S4 reis e tem de recetor (tota com juriidicco as ,na.s regues.as do Mu-
semana do cofre gerat 10:046*828 res da nicipio.
injemnisaco das obras feitas no barraco ,
in. einuisacao tas oDras le tas no uan^au, -.... ~..~0----- -- ,
i no convento da Solidado que passro um Subdelegado cujo distr.cto sera compre-
ser occupados pelo Hospital Regimental do hendido nos limites da Paroctaa.
Exceptua-se a Povoaco de Pedra de Fo-
to que ter um Subdelegado com jurisdiccao
em todo o districto do Julgado de Paz respec-
Palacio do Governo de Pernambuco em 21
de Margo de 1842! Bario da Roa-vista.
Batalhao Provisorio 1. e pracas do Deposi-
to ; e convindo a mortisar a divida em que
est a mesma Thesouraria empenhada para
com os Km pregados Provinciaes do semes-
tre tndo do anuo financeiro correte, se-
gundo a relaeo, que me fo remettida,
jnandar V. S. pagar com toda a brevidade o
pie se ficot devendo no dito semestre aos
Empregados da Secretaria da Assembleia Pro-
vincial na importancia de 762#500 reis : aos
Em pregados da Secretaria d'esta Presidencia ,
que nao vencem emolumentos 873^326 reis :
aos das Secretarias das Prefeiturasda Provin-
cia 2:108*338 reis aos do Lyceo 4:970838
res : aos do Seminario Episcopal 533, 334
reis : aos Professores de Latim e de 1. Le-
tras d'um e de outro sexo d'esta Cidade ,
e de Olinda c seus suburbios 4:278*891
rs. : aos Empregados da Catliedra4 2.920,834
reis: aos V'igarios dos Termos de Olinda, e
Recife 1 :32b*838 reis : todos os Coadjuto-
res da Provincia 750*000 reis: aos estabe-
lecimentos pios 1:000*000 reis: ao fornecedor
do sustento dos presos pobres 75*000 res: aos
Em pregados dessa Thesouraria 3:718*820 rs.
e um cont de reis do que se dever 80 Corpo
de Polica para despesas do seu Hospital. O
qa* V. S. cumplir, mandando convidar
por annuncios os mencionados Empregados
dos diasuteis seguintcs at seren todos elles
pagos da divida relativa ao sobredito semes-
tre. Dos Guarde a V. S. Palacio do Gover-
no de Pernambuco 17 de Mareo de 1842. Ha-
rto da Roa-vista Sr. Mar.oel Carneiro de
Souza Lacerda Inspector interino da The-
souraria das Rendas Provinciaes.
Parto do expediente do dia 21 do correnle.
Portara Nomeando em cxecuco'ao ar-
tigo 1. ,3o RegoJaroento n. 122 de 2 de
Fevereirodo correnle auno oJuiz de Di re lo
Jernimo Martinianno Figueira de Mello
Chele de Polica interino desta Provincia.
OUicio A Marlmiano Figueira de Mello communican-
do-lhe a nomeago s'upra ; remetiendo copia
da diviso de districlos, eaccumulaco de
Termos, abaixo transcripta ; e dizendo, que
espera, queso porte no desempenho daquellc
cargo com o zelo intelligencia e activida-
de, que se faz mister.
Dito-A cmara Municipal do Flores -
Recebi com especial agrado o oflcio, que
Vms. nio dirigiro nm data de 10 de Feve-
reiro prximo lindo, felicilando-mc por me
adiar pela segunda vez na Presidencia desta
Provincia ; e agradecendo Vms. asobzequi-
ozas expressoes.com que roe traclo, approvei-
to a occasio para asscgurar-llies.que serei in-
cansavel cid promover a felicidadedos povos,
que me forao Confiados, contando com i
franca cooperacjio dessa Cmara, e das do-
mis Auctoridades :a Provincia.
O Presidente da Provincia em conformidade
dosartigos 2. e 3. do Regulamento N. 122 de
2 de Fevereiro do correnle anuo cstabelece
provisoriamente o seguinte.
O Termo de Iguarac luar reunido o de
Olinda ; o de Cimbres ao do Brejo ; o de Se-
rinhaemaodo Rio Formo. A cidade de
Olinda a Villa do Rio Formozo, e a do Rrc-
jo sero cabecas de Termo.
Em lodosos outros Municipios da Provincia
liaver nm Juiz Municipal, excepto no Ter-
mo do Recife onde sero dous os Juizes Mu-
nicipaes e liaver um Juiz especial de or-
laos;
Em cada Freguesia da Provincia llavera
PREFEITURA.
Parte do dia l9do correnle.
Illm. eExm. Snr. Das partes boje re-
cetadas consta smente que fora preso o sol-
dado de Polica Joo Jacinto por ter deixado
fugir um calceta : teveo competente destino.
Dos Guarde <'te.
Parte do dia 20.
Illm. eEx. Snr. Pelo Sub-Prefeito do
Recife forao bontem presos os Inglezes John
Alber., e Carlos WiI ron .poj furto de um
relogio ; foro remettidos para acadeia; Ma-
noel Francisco, por Ibe ser apprehendido um
caivete ; foi remeltido para a Marinha, e
Antonio Jos Cabo Verde por denuncia de
ser desertor da Escuna I. de Abril foi en-
tregue seu Commandante. E pela patru-
llo do Atierro dos Afogados o preto Joo es-
clavo por ter-lbediiijido insultos: foi man-
dado para a Cadeia.
He o que consta das partes boje recebidas
nesta Secretaria.
Dos Guarde tC.
No dia 21 nao occorreo novidade.
cu 90 milhes, em lugar de 80 que cima
dissemos; redusindo assim o juro a 4e 3j4
ou a 4 e 1|2 por cento ( da somma receida ; ,
ao mesu.o lempo que o tomador em capital
real, est sugeito aos 5 por cento : economi-
sando por tanto o primeiro lp4 ou lp2 por cen-
to annualmente, que em pregado em fundo
para amortisaco resgataria o principal em
un tempo llxo ; oque he urna prova anth-
metica da vantagem que sobre os em presti-
mos contratados cm capital real, tem os de
capital nominal.
Comparativamente fallando, um em pres-
umo capital nominal-, be mais van tajo-
so a quem o toma do que um em capital
real __ porque aquelle sobe mais fcilmente
ao- par do que este vai cima delle 5 e por
que quando o prego do 1 excede ao par -- ,
o Tundo de amortisagao cessa cm Suas regula-
res funeces, e o tomador do emprestimo
resgata por cem -os mesmos fundos que
no mercado tem maior valor : (*) o eis urna
das razos porque melhores termos se podem
oterecer a quem empresta em capital no-
minal.
O syslema da fundaco de urna divida pu-
apresenlaremos o problema da tara apontar a clausula que geralmenle ha nos
C0NS1OF.RACES SOBRE A UTILIDADE K M0-
RALIDDE D'UM EMPRESTIMO PUBLICO.
Continuado do N. 00.
Havendo examinado a divida cm suas pro-
piedades e posiciio para com a prosperidade
pblica diremos agora alguma couza a cerca
do seu manejo 5 e examinaremos em resumo
a importante questo.
, Se he mais vanlajoso um emprestimo em
capital nominal, com menor juro 5 ou cm
capital real, com juro maior.
Para dar urna soluco Arithmetica a esta
proposQo.
maneira seguinte:
Dois paizes, com igual crdito precisan
um emprestimo de 80 milhes. Cm contrac-
la em capital nominal 100 milhes, a juro de
4 por cento para receber 80 : o outro contrac-
ta cm capital real e recebe esta mesma som-
ma, a i> por cento.
Desta forma ambos Ocio obrigadas a um
juro animal de h milhes e. ambos recebem
effeclivamente 80; maso segundo tem .sobre
o primeiro a vantagem de reoiir asua divida
cm menos lempo porque ella be de 80, e a do
outro be de 100.
Com tudo nao be por este lado que a questo
se deve apresentar ; porque he fado reconhe-
eido que emprestimos em capital nominal .
conforme o syslema de Pili, sembr se obtcni
por menor juro do que em capital real, ou
em que se recebe toda a quantia emprestada ;
osquacs ordinariamente vencem por cento
quando os outros nao passao de 3 e por isso
(* Longc de nos a presumpcao de analisar,
e menos impugnar os argumentos ta hbil,
e engenhosamente apresenlados pelo Autbor 5
todava certos de que este tpico ( permita-se-
nos dizer ) parece alem de extremamente fla-
co contra producen le ; se he que bem o en-
tendemos e traduzmos.
Que estando os fundps cima do par
sofre prejuizo aquelle possuidor delles a quem
tocar a sorte de os receber ao par cnten-
de-se fcilmente 5 mas que resgalar assim ,
eonvenha mais ao tomador do emprestimo ,
do que fazel-o pelos meios ordinarios do fun-
do de amortisacao, be o que custa a en-
tender !
Por exemplo o emprestimo portuguez a
cargo -boje em dia Jo Rrazl, est a mais de
90 ; e de tal forma se podero combinar as
cotizas que por um lado a grande com-
pra que ha a fazer para a amortizaca a traza-
da (desde 1828) e por outro o presumivel
melhoramento de circunstancias polticas na-
quelle reino, bem poder gurar-se a hypo-
these pelo Autbor isto he subirem as Apo-
lices cima do par-. Ora perguntaremos
nos o que conviria mais ao Rrazil, resgata-
das a 90, ( e a 43 como j estiveraO) ou a 400,
anda que ellas no mercado val bao 150 Se
o problema nao be de dillicil soluca, de-
monstrada est a fraqueza do argumento : e
para provar que elle he contra-producen te bas-
contractos de emprestimos Inglezes. OU con-
tratados na-Inglaterra que se expirado o
prazo de amortizaca ella nao esliver com-
pleta o tomador U-r a multa de resgatar ao
par o que amortizado nao estivcr.
he [iorem o Autbor alinde a algumas outras
vanlagens que nossa falta de intelligencia ,
c piatica, nos nao permite descobrir; dir
moscom tudo, que a bypolhese nao nos pa-
rece de fcil verilicac.ao 5 e para nao fallar sem
conhecimento de cauza referir-nos-bemos a
exemplos caseicos. Os emprestimos Rrasilei-
ros contratados em Londres forao contrata-
dos o de 1824 a 73 por cento, o Je 1825 a
80 o de 1829 a 52 : lodos cm capital nomi-
nal'com 1 por cento de amortizaca copara
acumulas), e resgataveis em 33 anuos :
por tanto para realisaCrSe a bypolhese ca-
rece o primeiro estar 25 anuos -acunado
I
48
-
blica nao ebegou ainda ao cume da perfeico ;
por ex. : ainda nao se estabeleceu um princi-
pio pelo qual se regule o melhor periodo de
seu resgate Nao falta quem diga que o
menor praso be sempre o melhor ; be islo
porem um erro manifest ; porque he evi-
dente que os mais valentes alicerces de tal
svslema sao 1.a reduco do capital a forma
de mera renda ; 2. a maneira menos sen-
sivel de amortisar." He fora de duvida que
quanto menor he o prazo da amortizaca,
taflto menores sao os beneficios, e maioresos
riscos de inconvenientes. Seria pois de mu;
grande utilidade o estabelecer um principio do
extinco ou reduco baseado :a natureza da
propria divida.
Outro defeilo he a falta de um methodo fi-
xo pelo qual possa ella sem inconveniencia ,
augmentar ou diminuir. Geralmente se su-
pe, que urna divida publiea pode, sem
translorno, e com facihdade elevar-se, ou
reduzir-se, j em sua importancia, j no
prazo do resgate repentinamente e no mo-
mento que assim se queira fazer. Nao he as-
sim e carece observar-se que to fatal po-
de ser ao paiz um repentino e grande augmen-
to de capital em circunstancias de moment-
neas difliculdades, como urna grande redu-
co em mais prospera occasio. Muito en-
gaados estamos nos, se nao he verdade que
na natureza do syslema de fundaco existe
urna especie de poder regulador que dirige
os inleressados em qualquer das mencionadas
circunstancias.
Terceiro defeito he sem duvida, que os
Governos olho um emprestimo como um mal
inevitavel cm lempos decnse; quando pelo
contrario nos estamos intimamente persuadi-
dos e temos deligenciado provar que elle he,
as mais das vezes, um elemento benelieo e
vantajoso civilisago, e desenvolvimento
dos meios do paiz .
O quarto defeito consiste na falla de um
principio para bem combinar a divida com
as imposices ; porque segundo nossa j ma-
nifestada pinio nao pode baver um justo e
equitativo methodo no lancainento de impos-
tas, sem que seja combinado com aquella par-
le da divida contratada para execu^o de em-
prezas de que resulten! beneficios aos contri-
buntes.
Por tanto o principio geral para o resgate,
deve ser estender o praso por tanto lempo
quanto preciso lor para colher vantagens no
objeclo que deu cauza a contiahir-sc a divi-
da ou que com ella tenba intima^ relaeo :
e desta forma parece que algumas dividas que
empiehendidas fossem para objectos de per-
manente utilidade, nunca legalmente de-
veraO ser remidas ; posto que razes de eco-
nomia aconselhem sua progressiva amor-
tizaca.
(Continuar-se-ha.)
,ar ; o segundo 13 anuos, o o terceiro
iS sendo alias resgatavel em 33 Ja se
no casocm queslo a reducn do premio v pois que em mis ha d.l.e ddade cM cni1, e
deve ser conforme a igualdade do crdito dos'no outro impossib.hdade de ^."
... ___x __:..<;.-.. .,> ltr:i'iil ni 11 ros eiliniOa-
dois paizes por tanto he decrerque o paiz
pie lomasse os 100 milhes capital nominal,
os conseguisse a preco tal que recebesse 80 ,
Caldern de la Rarca nao perdeo esta occasio
de lanzar em rosto aos amigos das notabili-
dades estrangeiras o triumlo da sua compa-
triota ca conversaco que com elles Uvera
no Prado e de que se recordaro cerlamente
os nossos Icilores.
A opera Orfeo acabou no meio do maior
rnthusiasmo : o publico saudou os nomes do
albor, e da joven cantora com frenticos
applausos ; e desde este dia como Caldern
de la Barca o tinha previsto a companhia
ilaliana cantou em presenca de bancos deser-
tos c Magdalena a orgulbosa prima donna
leve de abater-se e pedir humildemente
;> > poeta hespanhol, que Ihe cscrevesse um
papel, supplicaque foi ouvida peto autbor do
Petrarca com desdenhosa indillerenga.
O xito que leve Florila s mudou a sita-
oao daquella pobre vi 11 va e innocente orfa
cm quanto sua miseria 0 pjivacoes porem
de modo algum em quanto sua sngeleza.
Auna Muller continuou a ser a mesma mulher
que tinha supportado com nobre resignaQo
sua passada indigencia 5 e Florita guardava a
mesma submisso aos preceitos de sua mi ,
a mesma alleicao a seus deveres o mesmo
amor desinteressado sua arte.
Osdiasem que Florita represenlava eram
notaveis pela immensa multidao que con-
coma ao theatro ; a cada momento urna ova-
cao a cada scena urna ebuva de coroas de
llores cabla a seus ps e estrepitosos applau-
sos resoavam sempre no final da representa-
gao. Florita commovida trmula de ale-
gra, inclinava-se peranle o publico c com
tmidos signaes de reconhecimento agradeca
os favores que Ihe prodigalizavam.
Helia e agradavel vida era por certo e os
dias corriam fugazes c rpidos entre triumfos
c doces commocos. Florita tinha era suas
nao ser privativa ao Rrazil ; outros empres-
timos liaver por J cm iguaes e cm peiores
ciicunslancias.
maneiras urna elegancia seductora; amava por
instincto o que era de bom goslo ; por isso
nao estranbava a sua nova posico. Nao es-
quena por ella a sua anliga miseria C apoia-
da mudas vezes sobre o seu piano, recor-
dando-seda sua pobre casa da ra de Mira-
al-Sol costuniava exclamar com voz terna e
sentida : _
__ Ab se vivesse meu pobre pai !...
Dos uo nos d todas as venturas ao
mesmo lempo! responda com religiosa re-
signaco Auna Muller.
Como era natural muitos dos primeiros
cavallciros da corle pediram a D. Pedro Cal-
dern de la Rarca que os apresentasse em
casa de Florita e as senhoras tinham diri-
gido a esta repetidos convites para ir cantar
nos seus saraos onde se reuna a sociedade
mais escoltada de Madrid : porem Anna Mul-
ler discreta e prudente liavia recusado es-
COMMCN1CADO.
NECROLOGA.
O Dr. Ulisses Leouesi, nascido na Italia,
foi por seus pais destinado ao esludo das sci-
encias e a Medicina foi por elle preferida as
outras. 'feudo ouvido em Rolonha os gran-
des mostrea que naquella parte da Europa en>
punhavfto enWo o sceptro da Medicina rcci-
beu alli o grao de Doutor imbuido as dou-
trinas da nova Medicina italiana fundadas por
Tomazini e Razovi, de quem veio a ser a-
qui o representante e defensor. Obrigado a
deixar o solo natural e a procurar bospeda-
gem em Ierra estrangeira veio cstabelecpr-
se na Rabia 5 onde fiel respeitador das Leis
do paiz que se acolhera cumprio o que orde-
nava a da creaco dos cursos mdicos. Pas-
sando pelas pro vas por ella exigidas teve occa-
sio de mostrar quanto era dislincto na facul-
tes testemunhos pblicos de admiracSo pelos
perigos que cncerravam. Auna Muller imita-
se convencido de que era necessario viver n'u-
mavida austera e retirada para qu a hon-
ra de sua iilha nao soflresse menoscabo ; e
por isso nao sabia de casa, seno para o thea-
Iro ou para a igreja.
Um s homem D. Pedro Caldern de I
Rarca gozava de urna amizade intima com
esta familia ; sem o pretender linha chegado
a ser oconselbeiro, e o amigo destas duas mu-
Iheres, que sendo-lhe deve Joras vfle quanto
tinham Ihe recordavam diariamente tania-
nbo beneiicio. Muilas vezes dizia-lbe Anua
Muller: Seeumorresse levara ao sepul-
cro a seguranca que Florita adiara cm vos
um conselheiro, um amigo, um segundo pai-
Sim 5 amo-a como se losse minha ilha,
responda supirando o pobre Caldern.
Hara um anuo que Florita cstava no thea-


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S255
dade a que se dedicara e este conceib foi
confirmado pela felicidade e crdito com que
exerceo a Medicina naquella cidade que Ihe
deu urna esposa respeitavel por suas virtudes,
e digna do amor que elle lhe tributava.
Quiz porm o ino fado do hospede Brasilei-
ro que anda ali nc tivesse termo a sua pe-
regrinaje earevolucao de 1837 oohrigou
a sahir da Baha donde ; se dirigi para as A-
lagoas, que por pouco tempo o gosou e da-
qnella para esta Provincia onde chegou em
1858. Mudando de residencia nao mudou
o Dr. Ulisses de circumstancias; o mesmo
louvor e honra com que na Bahia exercera a
sua profisso consegu aqui grangeando
a estima geral com a sua moderagao, brandu-
ra e affabilidade.
Estudioso e dotado de espirito indagador
e meditativo, fez progredir a sciencia, execu-
tou curas mui brilhantes que foi conduzi-
doporesse mesmo espirito que o animava.
Sempre prompto e incansavel em acudir
humanidade atibe ta todos se preslava com
a mesma benignidade ; nem o rico e podero-
sa o aehavo mais prompto que o pobre e des
valido.
Por tantoafTan em prestar-se lodo o servi-
do que podesse ser til o sen corpo an-
da que parecesse forte e robusto, principiou
soffrer ; e j algumas affecges graves dos
orgos respiratorios o consummio, entreten-
do sua saude em estado bem melindroso. Da-
va-se o nosso Dr. com mais particularidade
as viagens ao interior : mas esse gosto,
que ja havia sido causa de seos primeiros
padecimentos, devia ser o motivo de sua
raorte prematura. Com effeito tendo de ir
um Engenho parti d'aqui sem as devidas
precaugoes no dia 11 docorrente fez urna mar-
cha excessiva nesse mesmo dia pernoitou
em um Engenho distante 0 legoas, e amanhe-
cendodoente, continuou sua viagem j com
febre porem sem nielhores commodos e sem
poder medicar-se : chegado casa do seu do-
ente, quem pouco til ja deveria ser nao
pode usar de alguns meos que oaliviassem.
Begressa precipitadamente mas sem aquel-
las caulellas que sua molestia requera. Na
trien feira 15 as onze horas da noitc entra
em sua casa quasi moribundo, e faz chamar
um amigo e companheiro d'arte o Sor. Mi-
guel Felicio, que immediatamente accodio ao
reclamado amigo e lhe prestou os servicos
que um era digno de fazer e o uutro de rece-
be r eno dia seguinte o mesmo amigo c
mais outros collegas correm ao companheiro ,
coutinuo assistir ao doente : porem que !
ja Dos havia disposlo de outro modo : era
larde; c na quarta feira 17 as 10 horas da
noile o hospede de Pernumbuco o Dr. Ulisses
Leonesi rondeoa alma ao seu creador, deixan-
doafogada na dor na desolac.au c no pratito
a sua fiel consorte companheira inseparavel
de suas peregrinages, de suas alegaias e de
suas dores em estado de gravidez avangada,
e doente ; deixando um lilhinho de pouco
mais de anno que se acha taubem grave-
mente enfermo ; deixando finalmente na an-
gustia amigos sinceros que soubero apreciar
as relevantes qualidades que o adornavao.
Perdero os pobres um medico caritativa que
os ama va os ricos im professor intelligenle
que os tratava com humanidade os amigos,
um amigo afavel e liel ; a sceucia um ho-
rnero que a professava com honra e que se-
gundo nos consta elaborava alguns escrip-
tos de grande importancia para a Medicina ,
e que contribuiriao para oseo progresso. A
sociedade de Medicina desta Provincia para
quem olh deslinava seos opsculos saberia
apreciar as produeges de seo benemrito
socio.
Leonesi! homem honrado, tua memoria
licar gravada em nossos peilos, tu sers lem-
bradoem quanlo em Pernanlbueo existirem
almas generosas c apreciadoras de ttias virtu-
des a trra te seja leve !
COMMRKCIO.
ALFANDEGA.
Bendimento do dia 21. 3:991*702
DESCARREGA 110JE 22 DO COMIENTE.
Barca Ingleza Ist Fazendas e um bote
com queijos e presuntos.
E DIT A L.
Pela Alfandega se faz saber que no dia 23
do correnle ao meio dia e na porta d' Alfan-
dega se hade arrematar em hasta publica dous
carros no valor de 200*000 impugnados pe-
lo Amanuense Gonzalo Jos n Cosa e S J-
nior no despacho por factura de J. 0. Els-
ter, sendo dita arremataco sugeita a direi-
tos eoxpediente.
Alfandega 21 de Marco de 18i2.
V. T. P. de F.
Camargo.
D E C L A B A C fi E S .
tro, c j se tinham desenvolvido todas as suas
brilhantes qualidades arlislicas. 0 genio
desta meniua tinha advinhado tudo oque ha
de lerrivel, e de pathelico as paixes : seu
inslincto lhe tinha rociado a maneira de fe-
rir ascordas que vibram no mais intimo d'al-
ina. Florita expressava o seniimenlo do a-
mor, doszelose da afllico com accentos to
apaixonados queso pareca que o seu cora-
gao os senta e sem embargo disso a joven
artista nao amava. E nao era isto porque os
amantes lhe faltassem porque mais de um
cavalleiro da corte lhe tinha escrpto bilhetes
amorosos que ella Iangava ao fogo sem ao
menos os terlido.
Porem entre a mullido de cortezos difie-
ren tes que a certa distancia a rodeavam ,
Florita tinha reparado n'um qne aseguia por
toda a parte, e que talvcz era o nico que a
nao tinha lisongeado com applausos, com re-
TIIESOl'IMRU D.VS RENDAS PROVINCIAKS.
O Thesoureiro paga os ordenados dos Em-
pregados Provinciacs relativos ao semestre
lindo do exercico correnle de conforniidade
coma ola abaixo.
No dia 22 docorrente.
Aos Empregadosda Secretaria d'Assemblea.
Ditos da dita da Presidencia que nao perse-
bem emolumentos.
Ditos das ditas das Perfeituras da Provincia.
Ditos do Lyco.
Ditos do Seminario Episcopal.
No dia 23.
Professores de latim o de prmeiras Le-
tras de ambos os sexos desta Cidade e de 0-
linda c seus suburbios.
Empregados da Calhedral.
Vigarios dos termos d Olinda e Recife.
Coadjutores da Provincia.
No dia 26.
Estabelecimenlos de Cardade.
Fornecedordos presos pobres.
Empregados desta Thesouraria.
Corpo de Polica para despesas de seu Hos-
pital.
Thesouraria das Beodas Provinciacs de Per-
nambuco -\ de Margo de 182.
Evaristo Mendes da Cunha Azdvedo.
Fiol do Thesoureiro.
TUEATRO.
SS7* Novo Espectculo Gimnstico, Muzica
c mmica (jue o Artista Jos dos liis lem a
honra de apresentar aos lllustres Habitantes
desta Cidade lerga feira 2) do correnle.
Dar piincipio por una armoniosa obertura
aprosenlando-s depois Madama Emilia Aman-
la cantar a nova Cavatina da famosa opera
Anbal em Bilinia mu/.ica do grande Doni-
zeli : em seguida se cantar pela primeira vez
emesia Cidade a jocosa e nova Tonadilha Es-'
pauhola a Do que tero por titulo os Sganos
zelosos ou a solitaria desetnpenhaiido o
papelde Sigana Madama Emilia e o de Sigano
Jos dos Beis, o que se concluir com o diver-
tido baile, e scguidilhas Espanholas sendo
acompadas por os mesmos com pandeiro o
castanbolas.
Dopois subir a scena pela primeira vez em
Pantomima o novo Melo-Drama em dois actos
quese intitula -Joc ou o OrangouUiigo. A-
dornado com todo o aparato, trages, comparga-
ria vista de mar e tudo o mais anlogo aoseu
argumento este espectculo que lem sido a-
plaudidocom extremnos primeiros thealros
da Europa apresenlar ao lllustrado Publico
Pernambucano um divertimeuto inteiramen-
te extraordinario por a singular circumstan-
cia de ser a personagem principal da pega
um Macaco de especie condecida coro o oome
de orangotango aos quaes ha dotado a nature-
sa de una prodigiosa destresa ero remedare
imitar nimias aeges do homem c de una gran-
de sensibilidade. Dtsempenhandoodiiicile ar-
riscado papel de joc o Artista Joaquim Jos dos
Beis que a fugir de um tiro trepar at as tor-
rinhas e correr por ellas por um incentivo
da sua agilidade lindando assm o espectculo
histrico, embelesado com muilas scenas no-
vas ao mesmo passo galantes, e inslurclivas.
Principiar as horas do costume.
N. B. Nomdol. acto necessitando de
algum repouso o protogonisla da Pantomima
para bem despmpenhar o 2. acto o Artista
Jos dos Beis cantar urna nova e jocosa can-
go Italiana que tem por titulo o velho enamo-
rado. Outro-sim devendo ser os dois inter-
vallos que ha para a Pantomima um poucomais
demorados por causa de se preparar a scena
como devdo espera o Director que o respei-
tavel Publico tenha a bondade de dissimular.
Bogando-se tambero ao mesmo tempo s
pessoas que ocuparen) as torrinhas que quan-
doo Macaco passar de um lado para o outro se-
guro gmente por as raaos, nao estorvem
nem grtem ero cauzem com algum trans-
torno qualquer incidente desagradavel.
AVI SOS DIVERSOS.
TRATADO DARTE D'ESGRIMA
POB P. AUBEBTLN ,
PnOFESSOR d'esgrima da academia imperial'
Esta obra iuleressante e necessaria a lo"
dos os quequerem conhecer perfeilamente a
arte de que ella trata, arte que fez sempre o
ornamento mais vanlajoso da educago da
gente dislincta aclia-se no prelo e sal ir
brevemente luz ornada de estampas: subs-
creve-se para ella em casa do Aulhor, na ra
do Bangel, sobrado D. 2t lado do nascente ,
1. andar e na loja Je livros da Praga da In-
dependencia N. 57 38: vender-se-ha cada
exemplar por 1*200e para osSnrs. Subscrip-
tores ser b seu prego de 1*000 rs.
= Perdeo-se no dia 21 do correnle una
Sedula de oOfOOO rs., encarnada desde a
ra do Torres al a da Cadeia velha : quem a
liver adiado e a queira entregar dirija-se a
ra da Alfandega velha armasem n. 5 que
ser gratificado.
= 1\ Aubertin, Professor d'Esgrimada
Academia Imperial doBrazl, chegado prxi-
mamente do Bio de Janeiro, ond leve a
geni desta para o Bio Formozo ; c por isso ri
abaixo assignados previnem que o dito crdi-
to fica do nenhuro effeito e validde alguma
seja em que tempo ou mo possa vir a en-
contrar-se: Pernamhuco 21 de Marco de
1842.
Mendes & Oliveira
= Quero annunciou querer 500*000 rs.
premio, dirija-se a ra do Queimado D. 11,
que se dir quem os da : na mesma casa se
dir quem ddinheiro a premio em pequeas
quantias, sobre penhores d'ouro e prata
taobem maior ficando o premio pelo aluguel
do um sobrado que seja de um andar no bair-
ro de Santo Antonio ou Hoavista.
= Lava-se e engoma roupa coro todo o
aceie e perfeico : no palio do Hospital De-
cima o.
ssy 0 Bacharel formado Manoel Ferreira
da Silva d ligues de Geografa, Latim, o
Geometra ; quem quizer utili/.ar-se de seo
presumo dirija-se a ra direita D. 11,3. an-
dar o ra do Uozari estreitu 1). 10 pri-
meiro andar.
sry No dia 2 do correnle Diez appareceo
pelas \ horas da tarde um cavallo lazo no
sitiodosquarteisdo Engenho Paulisla;qtii>mrbr
seu dono dirija-se ao mesmo sitio, e dando o
signal certo lhe ser entregue.
VST Quem precisar de urna ama de leite
dirija-se a ra da S. CrlB D. 20.
tgf Preciza-se de um caxeiro de venda,
qued fiador a sua coudula : na venda daV
ra. da roda D. 8.
tST Quem no Diario de 18 annunciou que-
rer dar 500* reis a juros, querendodar 20o*
reiscoro boas firmas, ou outra qualquer nes-
soa que o queira, dirija-se a ra direita
D. l.
isr Previne-sc ao S. Major Felippe que
nao pague urna letra que passou ao Sr. Jos
Burle, da quantiade 50* res que foi furtada
por um pelo que fiirtou una caixa que eonli-
nha varias pessas de reupa desembarcando do
porlo da ra nova: a pessoa que souber ou for
offerecida a dita caixa dirija-se caza de Joze
Burle pateo do collegio que sera recom-
pensado.
= A quem faltar urna caixa velha com al-
guma ropa suja a qual foi emtregue a um
negro no porlo da ra nova para conduzir ,
dirija-se a mesma ra D. 25 que ser en-
tregue.
=s Aluga-sc urna casa terria com bom
quintal, e cacimba de boa agua e com-
modos para familia, na ra de S. Canalo
D. 16: na ra larga do Bozario, 1. an-
do sobrado de varandas de ferro que faz es-
quina para o Bozario.
ss Da-se at a quaulia de GOOjOOo reis a
honra de ser o professor dos mais distinctos! juros de 2 por cento ao mez sobre pinhores
Brasileos acha-se estabelecido nesta Cap- de prata ou orno e lambem se dar outra
lal, cujos honrados Habitantes se oflerece qualquer maior quantia sobre hypoteca de ca-
para dar licoes da arte que professa na casa de sas nesta praca livres o desemhalagadas :
quem quizer este negocio falle com Joao ler-
nandes da Cruz na loja do sobrado D. 3 da
ra das cruzes lado do nascente.
=: Perderam-se 18 do correntc oiU.mil
reis em sedlas desdea ruadas cruzes pela pra-
e trin-
sua residencia ra do Bangel 0.21, lado do
nascente primeiro andar, ou em casas parti-
culares : as pessoas que se dignaren) aprovei-
lar-se do seu prestimo podem procural-o na
referida casa a qualquer llora da manh at o
meio dia coi tos de que acharao no annun-
ciante oinaisardentedesejo de preencher sa- ga da Independencia, ruasdoCabuga
tisfaloriamerite o fin a que se propoe.
= Aluga-se um si lio na estrada da So-
ledade que va i para o Manguinlio que foi
cheras, pateo do carmo ruadas flores,
ponte da boa-visla at o p da Matriz ; quem
os achou eos queira restituir pode fase-lona
C IUI ao delunlo Joze Bernardo da Gama, coro ruadas cruses deu-oiile da lypograiia y. o
rites mino atierro da boa-vista D. oO Padar.a de
suficiente pasto para vacas : os pretende
dirijao-se ao mesmo.
= Os abaixo assignados previnem o Publi-
co que tendo em dala de 12 docojretftu ,
passado um crdito da quantia de Bs. 4:000*
a favor de joze Octaviano Telles de Saldan ha.,
Francisco Gongalves Bego que se lhe dar
qualroml reis.
= Alugao-se os 5 andares e soto (tendo
o tereciro somente trapeiras para a ra)da
casa n. 111, ra da moeda junto ao Sr. Santos
para com elle effectuar qualquer transago t Braga, coro bastantes cmodos para una casa
mencionada quantia, sucede havcr-lhe sidode negocio ou grande familia quero a per-
desencaminada acurteira em que o dito Sur. \ tender dirija-se ao Becife ra da Conccigao
Sildanha levava o mesmo Crdito, em via- loja n. 28de JooMara Sve & I'ilho.
quebros ou com versos cheios de delicados
concetos. Senlava-se sempre n'um dosas-
sentosda orquesto e dalli immovel e at-
iento s dava signaes de approvagiio por
mciod'amsorriso expressivo e apaixonado :
era joven elegante e bello ; porem tinha na
sua sionomia um ar de gravidade e altivez
que formava singular contraste com a delica-
deza de suas feigOes e a graga quasi infantil
e feminina de loda a sua pessoa. Seus lon-
gos cabellos louros segundo o uso de enlo ,
cahiam em comprdos anneis sobre a gargan-
ta delicadamente contornada como a de una
dama. O bigde era tambero louro e retorci-
do para cima e suas peslanas espessas amor-
leciam o brilhanlismo e dougura de seus bel-
los olhos a/.ucs.
Florita via sempre no mesmo sitio este ca-
valleiro, que nao fallava com pessoa alguma,
que ninguem coohecia, e acabou por ser mais
agradecida aos mudos signaes de sua admira-
gao do que aos applausos frenticos de una
ni'iltido exaltada e enlhusiasta. Quando sa-
bia scena Florita o procurava com os olhos,
e quando oencontrava Senta no fundo d'al-
nia urna commogo descouhecida e o que
mais raro c estranho accommettiaro-na ras-
gos de inspiragao brlhante tinha momen-
tos de sensibilidade de arrebatanientos su-
blimes de paixo at ao ponto de chorar.
A presenca deste homem dava um interesse
poderoso a rada incidente de sua vida dram-
tica ; orgulhosa de que o desConhecrdo caval-
leiro nao faltasse urna so note ao theatro,
voltava involuntariamente seus olhos para el-
le quando as flores e coroas cahiam aos seus
ps : que procurava Florita ? urna viola do
gentil e discreto desconhecido. Passoualgum
tempo assm, cj sentia Florita urna secre-
ta inquielacao uro* especie de impaciencia
e de tristeza que nao poda vencer. Naquel-
| le salo i inmenso na presenga d'uroa mul-
! tido idolatra Florita nao desejava senaoa
admirago d'um s ho.nem e nao eslava
segura de a ter conseguido : por urna palavra
de sa boca Florita teria dado suas gloras sce-
nicas c o cavalleiro nem tinha dilo esta pa-
lavra nem tinha sabido nunca do seu silen-
cio. A pobre menina chegou a tir sempre na
sua memoria a inagem do cavaleiro ; come-
gou a viver com este sentimento profundissi-
mo que ninguem tinha advinhado e que
Florla mesmo nao comprehenJia ; perdia-se
em conjecturar acerca deste homem cujo
nome ignorava cuja voz escutaria com ter-
nura eomarrebalamcnto. Passava-se tudo
isto tanto em silencio no seu coragao que sua?
mai nada tinha percebido.

(Conlinuar-se-ha


0T Prscisa-se alugar ura negro canoeiro
para tirar areia pagaudo-so por semana
a ruado Raugel D. J7.
X3T Precisa-so de urna criada pura ser~
vico de urna casa : na camboa do Carmo so-
brado de 2 andares no primeiro.
tsr Joze Joaquim do Novaes meslrc al-
faiate cliegado ltimamente da Cidade do Por-
to estabeleceo a casa de sna residencia na
rya do Queimado D. 16 primeiro andar por
cima do armazem. de jouga onde se aeha
prompto amostrar o respeitavel publico as
habilidades do seu oflicio com as obras que Ihe
encarregarem usaudo das ultimas e mais
modernas modas pelos figuris recentemente
chogados, tenilq sempre eiu vista a bem de
scusireguezes a boa execugo e promptido
de suas obras ; tambem acharad promplas
quaesquer pegas de obra qu precisaren! aca-
bada com a maior perfeico da moda tudo
por pregos commodos ; tambem ba para ven-
der um hora sortiment de canarios e pombos
de superior qualidade e urna porgo de ja-
leia c marmeladaj; tudo na mesma casa.
, pr Quem precisar de uva caixeiro para al-
gum engenbo ou mesmo para algum arma-
rem ou trapiche nesta praga annuncie sua
morada para se tratar do salario a secca sendo
para esta Cidade.
t^- Sabio ph. 11 do Espclho das Bellas
contendoosarligos seguintes : cdigo das da-
mas o assobio enigma faeecias chara-
das : vende-se na praga da Independencia n.
3*7 e 58 na ra do Colegio loja de livros D.
12, na ra Direita loja de fazendas do Snr.
Angelo na ra da Cadeia do Reeife loja do
Sr. Bourgard, e na botica do Sr. Prannos na
ra estreita do Rozario : prego 80 rs.
bl" Da-se a Juros 2:000* de reis com liv-
potbeca em alguma casa ou em menor quaii-
tia'com firmas a contento: na ra da praia
armazem de Manoel de ouza Guimares.
tsr Oliver G. Adamson retira-so desta
Provincia.
8^" Em das do mez de Pezembro foi aeha-
in pelo guarda da Matriz do Corpo Santo, una
caixa de prata dourada que ali deixaro por
esquecmiento e como al hoje nao se tenha
procurado 42 o presente annuruio para ser
entregue a seu dono urna vez que der os sig-
naos ceros.
tsr No dia 20 do corrate desapareceo um
creolinho forro de nome Joo de 7 anuos,
foi encontrado dentro do Reeife em compa-
nhia deum pardo que foi soldado de sobre
nyme Miranda ; quem delle tiver noticia par-
tecipe nos bairros baixos na loja do sobrado
do fallecido Padre Manoel do Muro, onde mo-
ra a mi do dito creolinho.
tw A pessoa que se quiser encarregar de
lavar a roupa do Hospital regimental do Cor-
po de polica dirija-so ao Quarteldo mesmo
corpo on a casa do agente Manoel Zeferino
d',C'aslro Pimentel na ra da Florentina.
tST No dia sexta feira 18 do correte fugio
dagaiola um papagaio fallador bem conhe-
cido levando no pe a corren te em o dedo do
p falta urna u'nha e vio-se a voar para as
bandas da ra de Agoas verdes e de Hortas ;
quem o pegou far o obsequio de o mandar
entregar na na Nova armazem D. 34 que
ser bem recompensado, e o mesmo far quem
o descobrir onde elle estiver que se guardar
aegredo.
tsr Troca-se urna excellente casa feila a
moderna com um grande quintal todo mu-
rado de pedra e cal com cacimba por ou-
tra casa que seja no Reeife ou em S. Anto-
nio sendo em boa ra embora se tenha de
ropor qualquer quantia : na praga do Corpo
Santo a fallar com Joo Antunes G.u'mares.
S^ Precisa-sc do um bom cozinheiro e
de um caixeiro para casa de pasto: na ra dos
QuarteisD. 8.
t9* Quem quiser dar 500* rs. a juros com
hypotheca em dous escravos e querendo o
se^yigu de um escraYqjtelos juros, dirija-se a
camboa do Carmo em casa do marcineiro Joo
Gnsalves Lucas.
XW 01.* Secretario da Sociedade Natalen-
se avisa a todos os Srs. Socios em geral que
boje 22 do corren te ha sesso pelas 6 horas e
meia da tarde para aprovago da reforma que
tem de sofrer os acluaes estatutos.
tST O Sr. Zeferino Lei te de Souza, queira
vir despachar na alfandtga um embrnlho,
que Ihe foi remeltido do Porto pelo Brigue
Maria Feliz ou dirija-se a ruado Vigario ar-
/~r*hi*&t& lrmmTTmmc*~i n ""
trienal, ta Cidade da Parahiba do Norte ,0
engenboSautos Res, distante da mesma Ci-
dade I legoas famozo pela grande abundan-
cia d'agoa que o faz moer copeiro pelas
muitas e ferlilissimas varzeasde cana que tem,
sitio cora laranjal mattas extensas em ser-
ras ptimos cercados para boiadas e
dores para soltas com exlengo de 3
desde o local do engenbo at as mumbabas
pela estrada das boiadas. Varios conseuho-
res eslao dispostos a vander suas partes..
4
logra-
legoas
AVISOS MARTIMOS
go m mito
Para o Rio de Janeiro segu em pon-
eos dias a Barca Brasileira Firmeza bem co-
nhecida pela velocidade de suas viagens e
bom tratamento aos passageiros parad res-
to da carga passageiros 4 o escravos trata-
se com Antonio Francisco dos -antos Braga ,
ou com o Capito da mesma Narciso Joze de
Santa Auna.
t&" Para o Rio do Janeiro o Bergantim
Nacional Imperador D. Pedro, Capito Joa-
quim Soares Miarim deve sahir impreteri-
velmenteno dia Quarta feira 23 do correqte ,
nao recebe mais carga alguma e somente al-
guns passageiros e escravos a fete ; trata-
so com seu consignatario Joaquim Baplista
Moreira em seu escriptorio na rua de Apolo,
ou com o capito a bo.'do.
tsr Para o Acarac segu viagem imprete-
rivelmente at o dia 2-1 do correr.te a Escu-
na Elysa para onde recebe carga e passagei-
ros ; a pessoa que pretender dirija-se a bordo
da mesma defronte do trapiche novo ou a
fallar com Manoel Gnsalves da Silva na rua
da Cade i a do Reeife.
tsr Para Lisboa o Brigue Portuguez S.
Domingos, segu viagera no dia 26 do cor-
rento ainda recebe alguma carga e passagei-
ros ; trata-se com o Capito Manoel Gnsal-
ves Vianna na praga do commercio ou com
o consignatario Thomaz de Aquino Fonseca ,
na rua Nova D. 21.
COMPRAS.
tsr lima ou duas vaccas de leite que se-
jo boas leiteiras ecom bezerro pequeos ;
quem as tiver annuncie.
tsT Urna rotula nova ou com algum uzo ,
que sirva para porta : a fallar com o mestre
marcineiro defronte do theatro.
tsr Moleques e negrinhasde 12 a 20 an-
nos : na rua do Fogo ao p do Rozario D. 2o.
VENDAS.
tsr Urna pela que lava de sabo en-
gmala e cozinha : na cua Nova D. 17.
tsr Urna morada de casa de taipa com as
fren tes de lijlo e uns alicerces para outra
morada de casa com as competentes soleiras
e com 20 palmos de frente tudo nos affoga-
dos na rua de motocolomb : na rua do Hor-
tas sobrado D. 15.
CT A dinheiro. ou a praso urna venda mili-
to commoda no aluguel : na rua da Cadeia
, cozinho e lavo roupa 4 pre-
tos para todooservigo, um dito por 550* rs.
bom trabalhador de enchada e muito sadio :
na rua de Agoas verdes D. 37.
tST Um escravo de nago perito canoei-
ro: no Manguinho venda de garapa do Manoel
Caetanode Souza.
tsr Chapeos linos do Chile de! aba larga a
8*500 rs. bonets de brim para homom e
meninos, bengalas de cana a 4* rs. cha-
peos do Chile de copa alta a 7* rs. esparti-
Ihos para senhora a 20 rs. chapeos de seda
francezaa 6*500 rs. lengos de seda prela e
de cores para gravata melas de seda preta
para bomem e senhora luvas de pelica para
homem a 640 rs., luvas de seda para senho-
ra borzeguins gaspiados para homem se-
nhora e meninas sapatos de lustro para ho-
rnera : na praga da Independencia n. 6, 7 e8.
tsr Urna prelado gento de 20 a 22 ali-
os lava de sabao engomma cozinha e
faz todo o mais servigo de urna casa, vende-se
por menos de 20 a 50 rs. com a condigo de
ser para fora da provincia : na rua da sen-
zala veiha u. 5.
C3T Superior Rap igual ao de Lisboa lei-
to na Baha, por um fabricante que trabalha-
va em Lisboa assim como dito de massaro-
ca superior : no escriplorio da Typogialia
Imparcal na rua do Collegio, onde se acha-
ra urna libra aberta para se poder ver a qua-
lidade.
tsr Feijo mulatinho novo de muito boa
qualidade a 10 rs. o alqueire : no largo do
Livramentolojade fazendasD. 9do lado di-
reito. '
es- Lm sobrado de 2 andares e soto cor-
rido formando 5 andares para a parte de de-
traz com muitos commodos para grande
familia, eum grande armazem todo ladri-
llado de pedra, e com a vantagem de ter em-
barque a toda hora na porta, porisso muito
proprio para qualquer sr. de engenho : a fal-
lar com Joo Henriques da Silva junto ao ar-
co de S. Antonio.
tsr Urna morada de casa de dous andares
o soto, em chaos proprios cita na rua da
scnzala velha D. 58 cuja venda ser muito
rasoavel ao comprador por se precisar muito
de dinheiro para satisfazer a diversos que a
mesma casa tem direto : na rua da Cadeia
velha a fallar com Joo Vaz de Oliveira.
es- Joaquim da Silva Pereira vende o seu
engenbo Caxoeira na Freguesia de Ipojuca ,
com escravos, animaes planta de Cana, e
muito bom d'agoa : a tratar com o mesmo no
engenhoCordeiro.
ey Urna negra de nago cozinha admi-
ravelmcnte engomma faz toda qualidade
de doces, refina bem assucar, e cose chao : na
rua do Livramento D. 19.
= Na loja nova de alfaiate no atterro'da
Boa-vista ao peda ponte lado esquerdo ca-
sacas de pao fino preto e de coros a vintee
seis mil reis; sobres a 28 ditas de l a 80
agoa e serveja e outras muitas mais fazen-
das por prego com modo : na rua Nova loja
de louga ao p da botica do Sr. Joaquim Joze
Pinto.
tsr Urna negra de 22 annos sabe coser
alguma couza engomma e cozinha bem : na
rua do Vigario n. 7.
tsr Vende-se ou troca-se poroutra de me-
nor valor, urna negra crela de 22 annos,
boa cozinheira e engommadeira e faz todo
o servjgodo urna casa : na rua de S. Thereza
venda D. 15.
tsr A venda da rua da Roda D. 8 com
poucos fundos ou somente a armago e per-
tences a casa tem commodos para morar
familia ; e na mesma precisa-se de um cai-
xeiro.
tsr 5 negrinhas muito espertas, esadias .
e 5 moleques meio ladinos : na rua Nova de-
fronte da Igreja da Conceigo n. 103.
t&~ Vellas de carnahuba de 6 7, e 11 por
libra a 500 rs. a retalho e a 9ji rs. a ar-
roba e sapatos de burracha ; na rua do
Rangel D. 7 : na mesma. a|uga-se urna ama.
tsr Sarja preta de duas larguras para yess
tido de senhora a 1 ,?800 rs. o covado pao
preto a 2*880 e a 4 rs. dito lengos pretos
de seda a 2d rs. meias pretas de seda para
senhora a 1*800 rs. e mais fazendas baratas :
na loj> da viuva do Burgos-
tsr Dous moleques de 14 annos e outro
de 6 ptimos para qualquer oflicio ; urna
negrinha de nago muito ladina, e com
principios de costura : na rua Direita D. 20
lado do Livramento.
tsr A possede um terreno pouco alagado,
ja em parte attorrado, foreiro ao Sr. Gadault,
no lugar dos Coelhos com 550 palmos de
fundo : e 24 de largo, encestando os fundos
abaixa mar da camboa que entra para as
H>arreiras proprio para olaria ou outro qual-
quer arranjo e 5 travs do 50 palmos de
comprido e um coito de largura : na rua do
Ara gao D. 57.
ditas de brim a 6,y, Jaquetas de pao a 14* ,
caigas de panO a 10 o 12*, ditas de l a 4500,
decazimiraa 8* de brim e de riscado por
prego muito cmodo coletes de veludo lavra-
-;dode bomgostoaS* ditos de veludo liso a
na quina do becodo ouvidor de fronte do thc-i 0*, dito de pao de 4 a 5* ; de setim liso e de
llores e gurguro, de 4 a Ba: assim como se
na
atro.
tsr Urna canoa d'agoa cm bom uzo .
rua do Rangel casa que tem urna trapeira com
duas janellasde caixilhos.
tsr Urna pega ile nobleza preta de supe-
rior qualidade um vestido de veludo verde
bordado de prata um par de adragonas dou-
radaapara tfcnente urna capa de gorgnro
roxo que serve para irmaniade un crescen-
te de cbelo um molatode 18 annos bom
canoeiro: na praga da Independencia n. 11
loja de Antonio Felippe da Silva.
tsr L'm bonito cvalo alazo com todos os
andares e est fazendo a ultima muda : na
rua do Crespo D. 2 A.
tsr Sement de nabos, senoira alface ,
mustarda e coentro muito novo ; no atier-
ro da Boa vista na venda por baixo do sobra-
do do Sr. Francisco Joze da Costa D. 56.
tsr Urna venda com poucos fundos e com-
modos para familia na praga da Boa vista
D. 6 : a tratar na mesma.
tsr 50 coros de viado para cortir, e 5
canoas de amarelloproprias para abrir, por
prego commodo : na rua da Cruz n. 25.
tsr Superiores meias de seda compridas,
por prego commodo : na rua do Vigario
mazem n. 14 para se lhe daros mais esclarec- mazem n. 14.
mentos.
ar-
tsr L'ma cama de angico muito bem feita
. ,e segura um canap de oleo, tudo por prego
Agoa denominado Jardim citoem Paratibe ,! commodo : na rua estrella do Rozario L). 29
" loja de marcineiro.
Quem quiser arrendar o engenho de
distante dwsta praga 5 legoas com partidos
de alto e bastante varzea para se abrir por zsr
ser ongonbo novo ; no mesmo. sador
trr Vai a pinga por todo esto mez at 10 cima 5.
Abril prximo vindouio, de arrendamento tsr
Cm transetn de ouro de lei com pas-,
na rua do Cabug loja de miudezas Do-
assim
faz obras com brevidade e mais em conta que
em outra qualquer parte.
tsr lima canoa de conduzir agoa, e um
violo: na rua Augusta casa que faz quina com
o beco do Peixoto.
tsr Cma cscrava ladina muito moga co-
zinha engomma, e cose peifeitamente e
ontra dita para o servigo de campo, e lava
bem roupa : na rua do Vigario casa de Fran-
cisco Cvalcanti Juizd Paz.
tsr Um negro de 20 annos robusto, en-
tende de todo o servigo de engenbo : na rua
larga do Rozario em casa de Joo Manoel Ro-
drigues Valenga.
tsr Superior papel almago c por outra
da maquina e de peso por prego muito com-
modo para quem se quiser aproveitar daocca-
sio antes que se acabe : no armazem ao p
do arci. da Conceigo de Fernando Joze Bra-
guez e no de Francisco Dias Ferreira junto a
Alfandega.
tsr Bolaxa a 2* rs. a arroba muito boa :
na rua da senzala velha D. 30.
ty Ummolequede 16 annos com ofli-
cio de sapateiro : na rua de Agoas verdes De-
cima 12.
tsr Aparelhos azues e de mais cores para
mesa ditos para cha de porcelana doma-
dos azucsc esmaltados, mangas de vidro
lapidadas e lisas inglezas frascos de boca lar-
ga de diversos tamanhos bandejas finas imi-
tando Jacaranda em cor aparelhos transpa-
rentes tinos campoteiras de vidro lapidadas
calis para
E-SCRAVOS FGIDOS.
tsr No dia 20 do corren te as 8 horas da
noute fugio de bordo do Brigue Imper; dor D.
Pedro, o escravo de nome Simplicio altura
regular, bonita figura, entroncado, levou
um saco com roupa e foi vestido de caigas e
camisa branca he crelo do Aracaty ; quem
o levar a seu dono ao p do arco do Rom Jezus
D. 1 segundo andar ser recompensado.
tsr Fugio no dia 19 de Margo de 1355 um
negro crelo de nome Joaquim que hoje le-
ra 50 annos altura e corpo regular, cara
redonda cor fula pouca barba, den tes li-
mados quando falla he sempre rindo-se ,
pernasfinas, ps pequeos, muito ladino,
falla bem e desembarassado estp negro ja
vendeo miudezas de baixo do arco da Con-
ceigo em um taboleiro em tempo do outro
Snr. e consta cum. certeza por ter sido visto
na Cidade da Parahiba vendendo cargas de
millio efarinha porisso se supde elle estae
morando pelos arrebaldos da mesma Cidadr
como forro: quem o aprehender leve a praci-
nha do Livramento D. 19 que receber 100*
rs. de gratilicago.
tsr A 6 do correte auzentou-se o cscra-r
voJoo, Congo, de28a 50 annos, alio,
secco um pouco fulo com camisa de ma-
dapolad caigas de brim branco de listras ,
jaquela de riscadinlto azul chapeo de seda
preta e bengala envernisada de encarnado :
quem o aprehender leve-o a ra Nova D. 22
loja de Ferreira e Braga que recompensard.
MOV1MENTO DO PORTO
NAVIO ENTRADO NO DIA
18.
Parahiba; 55 horas Culer de Guerra Brasi-
leiro Fsperanga de Beberibe Commandan-
te o 1." Tenente Fernando Lzaro de Lima,
tiaz 8recrulas.
Fundiou no lameiro um Brigue Brasileiro
que dizem ser o Athlante vindo do Assu o
qualseguio para o Rio de Janeiro.
SAH1DO NO DIA 19
Acarac e Maranho ; Patacho Brasilero
Boa Lcmbranga,Cap. Antonio Manoel Vital,
carga diversos gneros.
liba de Fernando ; Barca Brasileira Triym-
pho da Invoja Cap. Balthar Joze dos Reis,
'conduz os rebeldes que trouxe do Rio de
Janeiro. ,
Dito i comboiando a Barca Brasileira Trium-
pho da Inveja ; Escuna de Guerra Brasileira
Legalidade Commandante o 1." Teneute
Joze Maria Galhardo.
para doco garrafas para vinho ..., ,
pretas moo d< Jjous figuws or-,;hamp anbo ditos para vinho, copos par^E
CltPAHl F M. F. 1EF= 1842


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