Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04493


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Auno de 1842.
Sexta Feira 18 de
T.do .gorffapt.de I en, ocmo. ; d. no... prudencia. Dioder.ci, ee,*,,,. con-
l..u.o. cobo pr,Bc,pi.mo., .,. .petado, com .dmir.cao eafre .. N.c,. .i,
_______________________(Procl.m.eo d. Awemble.eer.l do*r..il.)
ruin..
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goi.n.., FTib, e Rio-rancie do Norte, n. aegumla esexiaejra '
Bo.ilo e O.r.nhu., .10.24. y
(Uho, Serinbem, Rio Fwoto, Pruio C.Ito, Mweio, e Ala*oas no d U, 21.
P.je 13. Saato Anlao, quinta feira. Olind. iodo, os di.s.
>y".
DAS DA SEMANA.
14 SeR. s. Mathilile. Bainha. Chae. Aud. do Juix de Direilo da 2. t.r(
15 Tere. .. Henriqoe Rei. Re. Aud. do do juir de Direito d. 4. Tira,
46 Quart. a. Ciri.eo. Chae. Aud. dojuii de direito da 3. Tara.
47 Quint. a. Patricio. Aud. do juit de direito da 2. Tara.
48 sext. Gr.biel Arc.njo. Aud. do Juir de Direito da 4. Tara.
40 sab. .. Jos Espoto de N. S,
20 Dora. ., Martinbo Dominiense.
Marco.
Auno XVIII. N. 62.
> O Diario publica .e todo.osdi.i q. no for. Sa.tiac.dns: preco da ...i?ninur. la
V aeire.milrcii por quariel p.So. adi.ntadoa. O. an.uncio. dos aa.ign.nte. ,ao inserido.
L ^"""i 0' "Jae nAo f"rem "" ,,a 80 rei P*' !'" A. red.ao*. devem ser
dirigida, a .. Typogr.f.. r.a da. Cru.e. D. 3, o.a prac. da Independencia lo;., de linca
ISumeros 37 e 38.
Cambio .obre Londres 28 4|2 d. p. 4U.
I'ari. 320 rea p. franco.
n J.bo. SO a 85 p. 400 de pr.
Ouiio-Moed.de 6,400 V. 44,500a 14,700
N. 44,300 a 44,500
de 4,000 8,400 a 8.200
Pr P.tacoe. 4,660 a 4,680
CAMBIOS no da 17 de Mai.Co.
Piuta- PeosTolumnarea 4,660 a 4.M0
Mexicanos 4,640 a l.fifiO
"iu,1 4.44J. 4,460
Moeda de cobre 3 por 400 de diseonto.
Discont.. de bil., d. Alfandtga le, por 40
ao mes.
dem de letras de boas firmas le a 4 e {.
P reamar do tita 48 de Maro.
1. aa lo hora, e 6 m. da miK3.
2. as 1q hora, e 30 m, da tarde.
PHASFS DA LA NO MEZ DE MARCO.
Quart, ming. a 3-s 14 horas e 4 m. da tarde.
La Not. a 42 -- ns 4 horas e 8 m. da manh.
Quart. creac. a 49- a 8 horas e 2S m. da larde.
La cheia 26 -- s 11 horas e 39 m. di manh.
II AUN |>E PEKMAMliIJCO.
PARTE OFFICIAL.
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
ACTA DA li .* SESSA" ORDINARIA DA ASSEMBLEA
LEGISLATIVA DE PERNAMBUCO EM IO DE
MARCO DE 1842.
PREZIDENCIA DO SNR. CONS. MACIEL M0NTE1R0.
Feita a chamada ach.arfio-se presentes 50
Srs. Depulados, faltando com participado o
Snr. Domingos de Souza, esem ella os Snrs.
Pedro Cavalcante Mello, Pereira de Brito e
Vieira de Mello.
0 Snr. Presidente declarou aberta a sesso,
foi lida e approvada a acta da sesso antece-
dente. ,
EXPEDIENTE.
Um ofliciodo Secretario da Provincia parti-
cipando que se exigiro as informacoes pedi-
das a cerca da pretengo do Professor do en-
sino mutuo e do Porteiro do Collegio dos or-
faos ; e remetiendo o relatorio e balando da
mesma Asserablea : a queru fez a requisi-
go.
Outro do Secretario da Assemblea Provin-
cial de Santa Catharina remetiendo a collec-
cao dasLeis promulgadas em 1811 : recebi-
do com especial aggrado.
Um requerimentp dos Amanuenses da Se-
cretaria da Provincia pedindo augmento de
ordenado: Commisso de ordenados.
Outro do primeiro Ajudante do Porteiro da
Cmara Municipal de Olinda pedindo appro-
ya<;o do augmento de gratiicacao que teve:-
C(riimiss;" Outro dos moradores do Engenho Sibir da
Santa Cruz pedindo, que nao seja revogada a
Leide 4 de Maio de 1840, come pretende o
Vigario de Ipojuca:- Commisso de Esta-
tistica.
Entrou em discusso o parecer addiado da
Commisso de ordenados sobre o'requer-
ment dos Coadjutores das tres freguesias
desta Cidade e da de Maranguape ; e foi ap-
pro vado. :-j
Entrou tambem em discusso e foi appro-
vado o seguime requerimento do -Snr. F-
gueredo Requeiro que se remetto Com-
misso de Instruco publica todos os papis
relativos ao Liceo desta Cidade im della
tomal-os na devida consideraco, quando tra-
tar da reforma do mesmo Liceo. Foi tam-
ben) approvado o seguinte parecer do mesmo
Snr. : Requeiro que esta Illustrissima As-
semblea ordene que asdilferentes Commis-
ses da Casa attendendo ao Relatorio do
Exm. Presidente da Provincia, reduzo
projecto cada urna na parte que Ilie for res-
pectiva as medidas lem bradas no mesmo re-
latorio que acharen) dignas disso. O mes-
mo Snr. Reputado pedindo a palavra pela or-
dem mandou a Mesa o seguinte requerimen-
to : Requeiro que se lea e discuta em sesso
secreta o parecer da Commisso a cerca da
indicaco do Snr. Lopos Netto, que est sobre
a Mesa foi apoiado, c depois de longa discus-
so reprovado.
ORDEM do DA.
Foi hdo, e posto em discusso o seguinte
parecer da Commissso de Constituido e Po-
deres : A Commisso de Constituico e Po-
deres, examinando devidamente a ndicaco
doSnr. Diputado Filippe Lopes Netto para
que esta Assemblea dirija urna representa-
cao a Assemblea Geral Legislativa expondo
a necessidade de revogar a Le de 50 do De-
zembrodoanno prximo pretrito, que re-
forma o cdigo do processo criminal, e a Lei
do mesmo anno, que creen um Conselbo de
Estado, por seren ambas ofensivas da Cons-
titUJCflo Poltica do Imperio ; depois de serio
e rellectido exame sobre o carcter poltico
das referidas Leis, eo imperioso dever que
lein esta Assemblea de empenhar todos os
seos esforcos para que nao sejo violadas as
leis fiindamentaes do Estado ; entende. que o
art. 2o da lei das Reformas do Cdigo, fozen-
do da exclusiva competencia do Juiz de Direi-
to ojulgamento dos empreados publico* ,
nao privilegiados, nao est d accordo com o
que dispoe o 16 do artigo 170 da Constitui-
do. Que o artigo 57 da mesma Le he of-
fensivo da Constiluicio na parto, que excep-
ta os vagabundos, ou sem domicilio, da ga-
ranta individual Lio explcitamente consa-
grada no artigo 170$ 0 da mesma Constitu-
cao. Que o artigo 78 $ 1. dando appella-
Cao das sen tencas dos .limes Municinaes De-
legados e Sub-Delegados nos casos em que
Ibes compete ojulgamento final paraosJui-
zes de Direito nao est conforme ao que dis-
pe o artigo 158 da Constituico. Que o ar-
tigo 115 abolindo ns Juizes doCivel, e subs-
tiluiniif-os pelos Mnnicipaes em virtude do
artigo 114, sendo estes temporarios, como
est declarado no artigo 14, he contrario ao
que se acha disposto no artigo 155 da cons-
tituico, que estabeleceo a nerpetuidade das
Juizs de Direito tanto do crime como doci-
vel jwr forca do artigo ll da mesma cons-
tituico. Que a mesma observago heappli-
cavel aqs artigs 4 e 5 da Lei das Reformas ,
que conferem aos Delegados e Sub-Delegadoa
dos chefes de Polica attribuigoes jiilici.irins
estando estes de mais oppnstos ao artigo 0 da
Constituico. Quanto Lei pela qual m cre-
ou um conselho de Estado, a Commisso
entende que se nao pode dizer que ofren-
de as nossas Leis fundamenlaes visto que
nem creou um poder poltico nem coniem
disposigoes que se comnrehcndo na pri-
meira parte do artigo 178 da Constituico.
He por tanto a CommissSo de parecer que s
a Lei das Reformas do Cdigo pelo que dis-
IF@LoHIIT0
FLORITA.
Urna tarde de vero do anno de 1041 des-
ciatn muitos cavalleiros dos arredores do Re-
tiro ao Prado, e encaminliavam-se reunidos
para a ra de Alcal : entrelinha-os e oceu-
pava-os um acontec ment que chamava
emalto groa altengo da corte de Filippe
4., e a do publico da cidade de Madrid. A
conversaco era animada e sem embargo
disso nao se analysava nella a rcbullio dos
catales nem a revoluco que collocra no
tbrono de Portugal o duque de Rragauyu:
tractava-sc meramente de urna companbiade
cantoresrecem-ebegadosda Italia,eque nodia
anterior tiveraahonra de representar na presen-
ta del-rei. Os ociosos da cidade e da corte
nao fallavam seno da prima donna e todos di-
ziam como urna grande novidado que es-
tes cantores italianos eslavam escriplurados
por seis mezes para o theatro da Cruz.
Por Santiago gritou um dos mas ar-
dentes apaixonados dos recem-chegados, e
da sua msica exolica ; nao creioeu que ba-
ja no paraso melhores nem mas deliciosos
concerlos! Tenho ouvido mais do cen aca-
demias nao s na capella real, mas em to-
das as cathedraes de Hespanha e sustento
que entre toda esta multido de cantores,
ainda nao ouvi urna voz que possa compa-
rar-se de Marino.
- Eeu sustento disso outro que nao
ha em Hespanha nem no mundo nina voz
como a de Magdalena F,u a ouvi e eslava
n'um xtasi, eslava noceo Viva Magdalena!
Viva a primeira cantora do mundo !
Viva Magdalena repeli com enlliu-
siasmo aquella niultidodecavalleiros da corle.
Enlo um delles que tinha assislido si-
lencioso a esta secna ; c cujos movinicntos
negativos de cabeca eram una oroya de que
pe nos supraditos arligos se deve conside-
rar em desarmonia com a Constituico poli-
tica do imperio : e com quanto reconieca que
esta Assemblea competo inoontestavelioentn
o direito de representar sobre a execuco de
Lei a Assemblea Geral e ao Poder Execoti-
vo, expressamente consagrado no paragrapho
1. do artigo 83 da Constituico, ella suppOe
<|uo sera intil e talvez mesmo inoportuno
fa/el-o as actuaos circunstancia'.?: esta As-
semblea pois resolver com aquella sabedo-
ria e patriotismo, que caracterso todas as
suas DehberacCes. Salla das Commissoes l.'i
de MarCo de 1842. Uchoa Cavalcante
Mondes.
O Snr. Netto mandou o seguinte requeri-
mento Requeiro. que se imprima, e dis tri-
bus o parecer da Commisso de constituico
e Poderes, que se acaba de Ier antes do en-
trar em discusso- depois de apoiado e dis-
cutido Ibi approvado.
Passou em primeira discusso o projecto
numero 8 do correte anno : em segunda o
projecto numero 2 do mesmo: em tereeira o
numero 55 do anno de 1839: entrando em
segunda discusso o projecto numero 17 de
1811, o Snr. P.'ixotode Brito mandou a se-
gttinte enmienda -em lugar de quatro diga-se
seis loteras apoiada. Kncerrada a discus-
so foi approvado oprojeeto com a emenda :
Coiitinr.aco das posturas da Cmara Muni-
cipal do Rio Formoso : foi regeitado o arliiro
25. que liavia fjcado adiado urna das888-
sOes passadas por empate na votaco ; foi tam i
bemregeitado o artigo 5fi, o artigo "11 fo
substituido pela emenda ta commisso; fo-
ro regetados os artigog S, 20 50 e 51,
o artigo 52 foi approvado com a seguinte em-
meuda do Sur. Lopes (ama Supprimo-se
as palavras im de nao cancarem os gados
e bem assim as palavras impostas ao con-
traventores e as que dizem ou dous das
de pristo o artigo 55 foi approvado o ar-
tigo 51 regeitado, o artigo 55 foi approvado
com a seguinte emenda do Snr. Lopes Gama,
no artigo 55 supprima-se a dsjunctiva ou -
e siihstilua-se pela copulativa-e o artigo
56 foi approvado o 57 approvado com a se-
guinte emenda do Snr Lopes (.ama-substi-
tua-ee jt pena do {.> res de 10. res o
artigo ."8 foi approvado o 50 regeitado, o
10 approvado o-41 regeitado. Dada ahora
o Sur. presidente doo para ordem do dia em
primeiro lugar loitura de pareceres le Com-
missoes, leitura de projeolos c indicsfjM ; e
em segundo primeira discusso do projecto
numero 7 deste auno ; tereeira do n. 1 do
mtssmo continuadlo das posturas das Cama-
ras Municipaes de (oianna, Ro Formoso e
Roa-vista e levantan a sesso.
Tliomaz Antonio Maciel Monteiro Presi-
dente. -Jos Felippede SonzaLeflo, I. Secre-
lario.-Anlonio Jos de Oliveira, 2. Secretario.
nao aprovava tantos applausos disse brus-
camente:
Sim cania bem, porcm jamis canta-
r em castelhano !.
Como ? Quum vos disse isso D. Pe-
dro?...
Ella mesma senhores ; ella mesma
esta manh ao olferecer-lhe eu um papel da
opera cujos versos boutem escrevi e par
a qual D. Draz Mineo vai escrever a msica.
Como Rccusou um papel n'uma come-
dia sua ?...
Sitn ; disse-mc que jamis cantar se-
no palavras italianas ; e disse-mc isto com
tanto desdem como se fosse urna rainlia ,
segura de que havia de ser em ludo acatada
Cavalheiro de Calatrava vos o tendea dito;
a primeira cantora do mundo : urna so-
berana poderosa em cuja presenea devem
eiirvar-se lodas ns frontes por mais adornadas.
que estejam de lomos.
ACTA DA 12. SESSArtORDINARIA DAASSRMBLKA LEGlV
LATIVA PROVINCIAL DE I'EnNAMBLCO KM .i
DK MARCO DE 182.
nUSSJOBMCIA DO SR. CONS. MACIEI. MONTEIRO.
Feita a chamada acharo-se present .; 30
Srs. Depulados, fallando com participado os
Srs. Domingos Leo e Paes de Andrade o
sem ella os Srs. Vieira de Mello Carvaibo do
Mendonca e Manoel Cavalcante O Sr.
Presidente declarou aberta a sesso. Foi lida,
e approvada a acta da sesso antecedente.
EXI'EIIIEMK.
1 requerimento do cidado Antonio Jos Pi-
res pedindo o pagamento de (:5U0.>'85 que
adianlou para soccorrer os doenles do Ciando
Hospital, quando servio de Ttiesoureiro da
Adininistracodos Estabeiecimentos de Ca-
ridade = Com. de Peligftes. Outro do ci-
dado Jos Bernardo Fernandos Cama pedin-
do urna lotera beneficio da impressfio das
memorias histricas que eompoz : =a mes-
ma Com. Outro do Ajudante e do Quarlel
Mostr, do Corpo Policial pedindo a gratifica-
cao niensal de U rs. : =Coni. da Forca
Policial. Outro dos habitantes do Districta
Grvate pedindo llcar perteneendo Comroar-
68 de Santo Anto : = Com. do Kslalistica.
CRDEM i) Div.
Fallido, c approvado o Parecer da Com.
de Estatistica sobre o requerimento dos mo-
ladoiosda Ribeirac Cabeceiras do Moxol ; o
mandou-se imprimir o Projecto quoacom-
panhou o dito Parecer erigindo em Matriz a
Capella de ti. Sen hora da Conceieto d'Alagoa
de baixo. Outro Parecer da mesma (lum.
apresentando um Projecto alterando a diviso
da Frogue/ia de Ipojuca : = Foi approvado ,
e mandou-se imprimir o Projecto.
0 Sr. Peixoto mandou Meza o scgunle
requerimento : = Requeiro que se chamo
um Supplenteeni lugar do Sr. Domingos do
Souza Leo que declarou nao vir ao resto da
sesso : = foi approvado. Fntrou em 1.
discusso o Projecto n. 7 deste auno : sasO
Sr. Neto mandou o requerimento seguinte :
requeiro, que fique adiada a discusso do Pro-
jecto n. 7 do corren te anno at que se dis-
cuta a reforma do Liceo : = apoiado e en-
trou em discusso. Kncerrada a discusso foi
rejoitada a emenda e approvado o Projecto.
Dada a hora oSr. Presidente marcou para
ordem do dia em I. I ugar= Parece res de Com-
missee, entrando o Parecer impresso da
commisso de constituico c Poderes ; e lei-
tura de Projectos e indicages : o em 2. = a
continuaco da ordem do dia de hoje, e le-
vantou-se a sesso.
Tbomaz Antonio Maciel Monleiro
Presidente.
Jos Pelippe de Souza Leo
1. secretario.
Antonio Jos de Oliveira
2. secretario.
A estas palavras pronunciadas com iro-
na o cavalheiro saudou seus companheiros,
a lini de esquivar-se discusso que iam pro-
mover suas observac/rcs, e encaminhou-so
para a Porta d'Atoch.i. Tinha-se fechado a
noite cas arvores augmentavam sua escu-
rido at ao ponto de ser dillioil conhecer-se.
ou vor-se algucm a dois passos de distancia,
O cavalheiro dirigi-so ao centro da cidade,
c segu'io vagarosamente |ielai ras solitarias
contiguas ao convento do Santa babel : pos-
to que a hora fosse bstanle adiantada
noite escura e o bairru poueo IVeqtientado,
o cavalleirocaminhava sem pensar nuin mi
encontr fallando comsigo e levantando
do vez em quando a cabera cojkq para con-
templar as estrellas. Qualqwrque visso sen
ar distraliido e ouvisse suas palavras des-
concerlailas t som s.-nido loria dito se-
guramente que sua s iihoii.i era un poeta ,
ou um ciiimoia |o. A i' 11 andou largo lem-


G9VERN0 1> A PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 12 DO CORRKNTE.
ll!m. Snr. Respondendo ao soo ollic'io
do i. do oorrento, eni V. S. conformando-e
coni a representado, que na mesma dala
jbc dirigi o Commissario Fiscal Ja reparti-
dlo du Guerra diz erconveniente, eneces-
ttrio que se rito admitido requariraentos,
recibos, e papis para a percepgao de quaes-
querxencimenlos, edespachos militaros, sem
|ue primeirnienle tenho o-visto-do
Commandanle das Armas, 0 osle emita a
sua opinifio quando julgar assim odever
tazer para esclarec ment das pretcnc/ies ,
dispensando-so somen te esta formalidade nos
recibos dos olliciaes reformados que se nao
achem chamados ao servico, nos documentos
de despesasde generos,nfretanienlosde navios,
u nos do oulras diversas que se lazem pelo
Arsenaes de Guerra e Marrada; cumpresigni-
licar-lhc. que approvoesta medida, aerescen-
tando que ludas as pretengOes militares, nao
consideradas oranarias,em vez Je serem soli-
citadas por meio de requoi menlos direcrela-
uicntR dirigidos a essa Thesouraria como se
temaleagora praticado,devem serencaminha-
das esta Presidencia por intermedio do re-
ferido Commandanle das Armas; que assim
m'o requiaitoii em ollieio. que me enderecou
.di resposta ao meu, emquelhe ordenei ,
lesse o 8BU parecer sobre oo ijecto em ques-
lAo. O que V. S. far ejecutar daquijem di-
ante.
Dos Guarde a V. S. Palacio doGoverno de
IVruambuco 12 de .Mareo de 1842 BarAo
da Boa-vista! Sur. Joao Goncalves da'Sil-
\:>, Inspector da Thesouraria da Fazenda.
Ollieio Ao Coiiimaudairte das Armas,
romiminicacdo o conteudo no oflioio antece-
dente.
Djto Ao inspector interino da Thesoura-
ria das "Sendas Proviueiacs, ordenando que
mande pagar casa de Mezquita & Dutra pe-
I, Cofre especial da Couipaiihia de operarios
Engajados a importancia da conta queso
Ihe remelle*, de lis. 5284810, proveniente
de varios ohjcctos fornecidos pela mesma ca-
si i dita companhia; segundo informa o Com-
iiiandaute respectivo emofliciode 5 do cor-
rente.
. DiloAo Conunandante da Gompanhia
di Operarios Engajados, comrtiunicando a
i'\pedico da ordem precedente.
Poriaria Ao Inspector interino da The-
sowaria das Rendas Provinciaes para man-
dar salisazer o pedido, que se llie remelle
da RepartigAo das obras publicas, na impor-
tnela de Rs.'2:0Wj.
Dito Ao eirurgiAo enearregado da vac-
cina, ara remoller a Secretaria da Presi-
dencia qualro laminas depuz vaccinieo que
t.;m de seren enviadas Provincia da Para-
l,i ba.
Cilicio-Ao Engenheiro em chefe L. L.
thier, auctorisando-o para proceder aos
concertos que em seo offlcio de 9 do cor-
rente diz ser neceasario fazerem-se emdous
poolos da estrada doSul.
Dito Ao Prefeilo da comarca do Bonito,
dizendo em resposta aoseu ollieio de 5 do cor-
rente, que pod remeller para esta capital os
prezos de mais considerarlo que em COn-
sequeneia de estado de ruina que se a-
Cha redu/ida a cadeia daquella villa, nao po-
dem ser ne'.la conservados com a precisa se-
guranza.
Dito Ao Engenheiro em chefe L. L. Vjiu-
tbier ordenando, que remella ao Inspector
rilGeral das obras publicas a copia da plaa
Resta cidada o qual a requisito, represen-
indo nao er elle ainda enviado-a, como se
i- havia detei minado em oilicio de IK de Ja-
LteJ.ro ullimo.
DitoAcamara Municipal desla eidade,
dizendo, que bavendo representado o Inspec-
tor ge ral das obras publicas nao ler ella ainda
c'omiminicado-lbeascondicees do caes pro-
jetado uas margeus dos Barroirps da mesma
ciilade, nem remettido-lbe o plano do arma-
mento do Lugar de Tora de portas confor-
me a ordem da Presidencia de 18 de Janeiro
d.) correte auno, cumpre qm; assim o fagan
com a maior possivel brevidade.
lo __ \() Inspector Geral das o oras pu-
blicas parlecipando em resposta ao seu ollieio
; de 9 do corrento a expedicQ&o das ordena, de
que traclao os dous oflicios antecedentes.
Dito-A cmara Municipal desla Cilia-
do significando nao ter lugar a des-
pesa do servico da Guarda Nacional que en:
seu officio de 8 do crrante pedaoi para n de-
senhista da mi'sma cmara, IV-mardino do 0-
liveira Coi-age, por isso que elle nao be em-
I pregado pblico, a quom nicamente po-
do aproveitar a seoipcAo concedida peta
Le. .,
Portiria-Ao Inspector do Arsenal de Man-
ada ordenando que forneca ao Brigiie Es-
cuna Fidelidade que acaba de, ebegar da
I Provincia das Alagoas maiilimentos para
Idousmczes, assim como sold emaisyenci-
I mentos para sua gnarnicAo ; a tim de seguir
para aquella Provincia ; segundo requesita o
Exm. Presidente respectivo.
Dita Horneando a Joao Canrio Prospero
'< Montanha para servir interinameiito o lu-
gar de Porteiroda Biblioteca do Curso Jur-
dico de Olinda, durante O impedimento do
seo proprietario, Manoel Ignacio d'Assump-
co.
ficip Ao Director interino do curso Jur-
dico supra.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quarlcl do Commando das Armas de Per-
nambuco O da Marco de I82.
ORDEM ADDICIONAL.
Tendo regressado da Capital do Imperio no
dia 14 do correle o BalaldoS. cPArtildera a
pe que ali se aebava destacado ; determina
o Commandanle das Armas que o comman-
do interino do mesmo Rr.laihao seja nesla da-
la devolvido ao sur. Capilao AUbnco Honorato
Bastos, em raso de sua antiguidade, e que
o sur. Capilao ndelo Lopes do Santa Anua.
0 entregue com as formalidades do coslume.
A companhia de Artfices desligar todas as
pracas addidas pertencentes ao BatalhAo 5. ,
que asdever considerar recolhidas envian-
do o snr. Capilao commandanle desla com-
panhia au snr. Commandanle interino do
lialalhao, una relacaode laes pracas em for-
ma de guia com todas as a I lera roes ddorri-
i das de 28 de Setembro do anuo lindo al o
prsenle visto ler-se j communicado as al-
t.-raijoes deeorridas desde o embarque do 15a-
| talhAo at o referido dia 28 de setembro.
Estando o BatalhAo T). aquarlelado na For-
taleza doBrum, eachando-se doenteosnr.
Major Antonio Gomes Leal, que em vktude
d'inspeceao da Jimia dcSande tem qualro me-
zes de licenca parasen tractamento; ordena
' o Comniandante das Armas que o sur. Capi-
lao asios assumma igualmente o commando
temporario da dita Fortaleza, que ibaser
' devida e forma!mente en.regu pelo sr. Ma-
jor Leal.
O snr. Capilao Bustos deixar de cobrat pc-
! la rolda das preslages do 1. desle me/ em
1 diante as consignacs que dfzem reSpeito aos
Olliciaes, e mais pracas do 5. Ba tal bao,, viu-
das da Corte.
Previne-se a guarnilo, que as folhas dos
Olliciaes Km-pregados e recibos dos Olliciaes
-Wulsos ; assim como os prets dos corpos, e
dos destacamentos da G. N., nao serao co-
braveis na Thezouraria sem que previa men-
te recelo a rubrica do Commandanle das Ai-
mas. Nos cornos, companhias, Repart-
res Militares, Fortalezas, e Destacamentos,
onde houver mais de um Olficial serao os
vencimentos destes cobrados por folbas assig-
nadas pelos respectivos com mandan tes sen-
do as fjlhas apresenladas cm duplcala dei-
xando-sc lugar, no alto de toes papis de
contabilidad.;, para a rubrica cima indicada
e para o frrente, do snr. comnussario iscal
do Ministerio da Guerra.
Previne-se mais que de hoje avante ne-
nduma prctencAO extraordinaria sobro paga-
mentos Militares ser 'directamente enca-
minl.ada a Thezouraria ; mas s.m. a I resi-
dencia do Governo por intermedio do lora
mundo das Armas que iulerpora o seu pare-
cer a cerca de taes pagamentos.
Antonio Pedro de Sa Barrcto.
EXPEDIENTE DO DIA 7.
Olfieio Aolixm. Presidente, communf
eando-lhc, que de conlbrn.idade com as sua
ordens forAO embarcadas no Vapor Bnbiana
uuareiita pravas do BatalhAo Provisorio que
se destlnavao Coi le do Rio de Janeiro bui-
do laes pracas conimandadas pelo Alteres de
commissao Domingos Joze Martins que obti-
vera licenca para estudar na Escola Militar.
RemeUia-ldc as guias das 11) pracas, e>igm-
licava-lbe que no tnesnio Vapor segui.10 com
deslino a servirem no Exercilo do sul ol.
cadete Carlos Frftderico d'Alvelos Goe* de Bri-
to, e2. cadete Antonio Generoso da Silva o
I. do 0. BatalhAo decassadores, e o segundo
do \, cujas guias eiao directamente envia-
das ao commandanle em chele do Exercilo.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. dando as
inl'orinacoes que pedir a cerca do remita Eus-
taquio joze Nunes Mnniz.
Dito Ao Exm. commandanle em chefe do
Exercilo do Rio Grande do Sul remellen.lo-
|he a guia do 1. cadete do (i. Batalho de cas-
sadores Carlos Frederico d'Alvelos Goes de
Brito que nesta occasiAO segua para a Cor-
te com destino a servir no mesmo Exercilo.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. Iransmit-
lindO-lhe a guia do 2. cadete, .lo o. Balalhao
de cassadores Antonio Generoso da Silva que
nesla dala seguia para a Corte no Vapor Ba-
biana com destino a servir no Rio Grande
do sul.
DitoAo Exm. commandanle das Armas
da Corto, di/.endo-lbe que no Vapor Badia-
na segua com deslino a servir no Exercilo
de operacoes no !lio Grande do sul o 1. ca-
dete C. d'A. G. de B. rogando-lhe que o
lizesse partir para seu destino na primeira oc-
casio, acompanbado do incluso ollieio para
o Exm. Condedo Rio-Pardo.
No mesmo sentido se ollciou, a res pe i lo
do 2. cadete A. G. da Silva.
Dito Ao mesmo Exm. snr. reinettendo-
II,e a guia do Alteres de commissao do Bala-
lhao Provisorio da Provincia do MaranhAo Do-
mingos Joze Martins, que ohlivera licenca
(!aia 'requeular a Escola Militar da Corle e
dizendo-!he que o mesmo .Uferes segua nesla
dala no Vapor Badiana command.uido 40
pracas, que em virtode d'Ordens soberanas ,
li/i-ra passagem do BatalhAo Provisorio desta
Provincia para a guai nicfio do Rio de Janeiro,
sendo BUas guias diieclamenle enviadas pela
Presidencia ao Exm. .Ministro da Guerra.
Dito-- Ao Inspector da Thezouraria, para
que houvesse de mandar abonar comodonas
de embarque ao Alteres deoomissao do Bala-
lhao P. de MaranhAo D. J. M., que segua
para a Corte no Vapor Badiana commandan
do na Contingente de Tropa.
Dilo Ao mesmo, a tim de mandar abo-
.-.
B
nar iguaes comedorias ao 1. cadete C. F. de
.G.deB.
Dilo-- Ao mesmo, dizendo-Ilio que ha-
via devolvido os papis de contabilidade da
companhia do G. N. destacada em Goianna
relativos ao mez de Fevereiro ultimo, para se-
ren reformados e que nao querendo retardar
o pagamento da Tropa, houvesse de mandar
abonar por conta a (piantia de 300. rs. que
devia de ser entregue ao Tente Jernimo
Cesar de Mello portador desle.
Dilo-- Ao Director do Arcenal de Guerra ,
para que do fardamento mandado apromptar
para pracas da Provincia do Cear, enliegasso
ao 2. Sargento J. J. da S. Cearence, as pegas
de fardamento destinadas para cada pmgaam
n. de 80, que seguao para a Corle no Va-
por Badiana, conduzdas pelo dito 2. Sar-
gento.
Dito Ao mesmo para mandar fornecer
umcaixiO vasio destinado aguardar duran-
te a viagem o fanlaniento das 4-0 pracas do
BatalhAo Provisorio que seguiao para a Cor-
le, ao mando do Alleres de comisso D.
.1. M.
Dito Ao Prefeilo interino da Commarca
do Reare, aecusando recebidos os seuscili-
cios de G, c 7 do correule aos quaes res-
ponda, que licava recolbido a Fortaleza do
Brum o soldado do Deposito Poliearpo Jo-
ze d'Albuquerque. conforme requisilara, e
entregue do soldado Joze Joaquim dos Santos,
preso por ser encontrado em desordem.
Porlaria -- Ao commandanle interino do
Deposito mandando excluir com guia de pas-
sagem para a companhia de cavallariu de Li-
nda, os soldados Manoel Pedroso Neto, Quin-
tiliano Joze de lloara, Vicente Nunes, An-
tonio Pereira Francisco Rodrigues, e Sera-
lim Joze dos Santos.
Dita Ao capilao commandan te da com-
panhia de cavallaria authorisando-o a rece-
be r rom guias de passagem as pracas men-
cionadas na precedente Portara.
Dita Ao Alferes de comisso Domingos
Joze Marlins, encarregando-o da conduccAoe
commando das 40 pragas que seguio para
a Corle no Vapor Badiana devendo entrga-
las ao Exm. Ministro da Guerra.
DEM DO DIA 8.
Ollieio-- AoExm. Presidente, remettendo-
Ihc competentemente informado o requeri-
inento do Alferes do BatalhAo ProvisorioF.
do R. B. F. que peda se lizesse e(lectiva a seu
respeito, a disposicao do Decrelo de 13 de
Setembro de 1851.
Dilo Ao mesmo Exm. Snr. transmil-
lindo-lbe informado o requerimenlo do capi-
tn do BatalhAo Provisorio L. de Queiioz C. ,
que a S. M. o 1. supplicara a (iraca de o pro-
mover a Major para 0 mesmo RatalhAo.
Dilo-- Ao Inspector da Thezouraria, re-
metlendo-lhe os papis de contabilidade do
destacamento da Commarca de Na/areth ,
pertencentes ao mez de Fevereiro ultimo, a
im de que fossem satisfetos sendo sua im-
portancia entregue ao Vice-Cnsul J. J. dos
Res.
Dito Ao commandanle Superior da Guar-
da Nacional do Municipio do Recite commu-
nicando-lde, que haviAo assenlado volunta-
riamente praea na primeira Linha, Antonio
Raymundode Miranda, e Domingosjloncal-
vesDus, eslo (inania Nacional do .". Bala-
lhao, e aqtelle do 2.
Dilo Ao commandanle interino da com-
panhia de Arlices, ord-nando-llie, que
castigado o soldado Joze Renovlo- pela ausen-
cia que cometiera devia envial-o com pa*-
sagem para o Deposito, segundo anterior-
mente se ordenara.
. i sera reparar no sitio em que se achava ,
rio o mais pobre de Madrid e alaslado da
I na Maior. onde linda a sUa habitaran.
. nando a si da sua distrai;ao ou profundas
.lilaijoes e oblando em torno com assoin-
. j, como um homem cabido das nuvens .
irmurou entro OS denles estas palavras :
sus!' A Virgeni Sanlissima venha em meu
iho 1 Nao sei onde eslou : perdi o raini-
-ste momento ouvoao longe um sino que
. doras eram dea ; o cavalkiiro deo al-
; iassos mais porem com animo irreso-
3 diividoso ; achava-se em urna especie
bvi'inlho formado pela rennio de inui-
travessas estrellas o tortuosas entre as
i nao pode roronbecer por mais que li-
., aquella que aeabavade.percrrer. As
mu altas 0 cheias de ianellas lias
viaoi alguns vasos de llores 5 do vez
do avislava-se as quartos mais al-
; tos una inesquinha claridade o que annun-
ciava que ainda se vcllava naquelles pobres so-
laos em pie viva a populacao niiseravel e
mendicante da capital das llespahhas,
As porlas das casas eslavam abertas de par
' em par, e podia-se penetrar livreinenle 11a-
q'ubllescorredores sombros como a entrada
do inferno e no iim dos quaes comecava u-
na oseada tortuosa e pdeo segura ; mas
que salteador lena oiisado penetrar uaquella
especie de barraras cuja mobilia nao vale-
la seguramente vinte reales.
A pobreza dos que al viviam era defesa
mais segura que una boa (echadura o) una
forte tranca de ferro. Tao profundo era o
silencio que en tao reinava, que qualquer po-
derla dizer, sem Sedo de ser deMiicinido ,
que eslavam aquellas ras desertas : nem u-
ma voz se ouvia nem o mais leve ruido ; tao
smeri te o rao de algum mendigo sem du-
\ ida interrumpa de vez em quando esta su-
blime e profunda magostado com um som vi-
vo lgubre e penetrante.
lina luz dbil brilhavano meio das tre vas da
ra: era a de una lampada collocada,como se
fosse mil farol no ngulo de una casa di-
Milfi da imagem da Virgem quedo alto do
seu nicho pareca hincar una vista misericor-
diosa aos pobres passageiros.
0 cavaileiro devoto de Nossa Senbora, como-
bom rastelhano tirn o seu chapeo resou
urna Ave Mara e sentou-se n'um banco de
podra em (rente do nicho para descansar e
fazer trauquillainenle un cigarro.
Por este lempo as noites de Madrid eram
fecundas em aconteciinenlos ; os enamorados
e os ladroes disptitavam o dominio dellas des-
1 e a meia noile al ao amanhecer j e peleja-
va-se frequentes vezes seui que a juslica inter-
viesse neslc genero de combates. Mas ueste
haii 10 soli.tario nem -havia duelos nem se-
renatas e assim ocavalleiro eslava livre de a-
venturas : 0II1011 'ao redor de si como para
orientar-se tfo sitio em que se achava dei-
tou a capa para traz e poz-se a fumar mu
descansado. A luz da lampada que reflec-
liaemcdeio sobre elle fazia sobresahir sua
figura como um retrato no meio de um
fundo negro e na verdade seu vestuario
poda excitar a ambicio do gente menos for-
te em sua honra do que a que habitava no
bairro da Porta dos Embaixadores. Sua ca-
pa de lino panno preto de Segovia deixaVa ver
una roupa de seda na qual eslava bordada
a cruz rosa de Santiago seu chapeo de abas
largas voccultava-lna metade da Qsionomia
enrgica, espirituosa e brilhantc que an-
nunciava quando muilo uns quarenta anuos.
Ocavalleiro cabiu novamente em suas ante-
riores medttacoes pensava em Magdalena
que Ihetinda feilo um desaire tAo notaveh
como jsabem nossos letores e tomo le
novo a caminhar sem objecto nem direceao


DIARIO DE PEIMIBIM
ALGLMAS PALAVRAS ANDA SOlillE A INIHCAgAO
DO SNR. NETO.
Dando tractos raso para descobrir o fun-
damonto qu por ventura possa ter a opinio
d'aquelles quu reconhecem nas Assembleas
Provinciaes direito de representarern sobre as
leisda Assemblea Geral, que reputem contra-
rias ao beni da Nago e Constituigao nao
pode o escriplor imparcial dcixar-de confessar,
que o nao acha ,. e estranhar que urna dou-
trina tao falsa quanto perigosa se propale
comomui legitima e couslitucional.
Ha em verdade na Lei fundamental as niais
terminantes e formaos disposigoes porem
em sentido opposto ao parecer d'essas pessoas,
cujas ideias nu podemos ohragar. Abi se
di/. que as Assembleas Provinciaes nao p-
dem propor nem deliberar sobre interesses
geraes da Nago.
Ora o que sao Lcis. da Assemblea Legislati-
va da Capital do Imperio senao actos que
verso necessariamentc sobre o nteresse de
todo o Paiz i1 0 que. sao a le que reformou
o Cdigo ea que creou o Conselho d'Esta-
do senao actos legislativos que tiverao por
limsatisfazer urna necessidade urna u*;en-
cia do Brazil inteiro ? Logo qualquer discus-
co que relativamente ao mrito de seme-
Ihantes actos, apprga nas Assembleas das
Provincias com o finido os censurar, e pedir
sua revogago lio urna discusso sempre es-
tranha aos verdadeiros dobates que devem
ter lugar n'esses corpos deliberantes. Toda
discusso n'este,sentido importa usurpagao o
invaso de attribuicoes que a Lei Funda-
.mental bem claramente discrimina.
He de toda justiga que as Provincias te-
nbo em si meios de prover as suas necessida-
des nao estando na dependencia do Gover-
no e da Assemblea Geral para qualquer me-
dida ou disposigo legislativa propria a reme-
dial-as : be este o motivo da Creago das As-
sembleas Provinciaes, cija rbita nao podo ser
mais ampia. O que di/, respeito prosperi-
dade geral da Nago aquillo que affecta o
iiUeresse de todo o paiz he da aleada de ou-
tro Poder mais elevado nico por sua orga-
nisago e circumstancias de seus membros ca-
paz de avaliar econhecer aquello intercsso. A
Assemblea que se rene na Capital do Bra-
sil representa a Nago inteira e cura de seo
interessee prosperidade : as Assembleas das
Provincias represcnto certas fracges deter-
minadas porgesda NigSo Brasilcira Cujos
interesses peculiares sao o eixo sobre quo de-
vem girar todas as suas meditacoes e trabalbos
legislativos. Como be poisquc representan-
tes de fraeces da populago podem gosar do
direito de decidir categricamente que os re-
presentantes legtimos do Paiz eommettero
erro em decretar bem de seus constituidlos
certas leis, cat que infringiro a Constituigao
do Estado? Como se pode comprehender que a
parte inllua, e se envolva na direcgo do todo?
Fra cortamente urna doutrina absurda e
detcstvel por suas porigosas consequencias a
que reconhecesse no soldado ou no oflicial de
certa graduaco direito de contrariar e de op-
porse s ordens dos que Ibes sao superiores.
Oque seria do Foro se o Juiz inferior conbe-
cesse da deciso do superior, c instasse por
urna reforma seo Juiz Municipal, por ex-
entlo seopposesse deciso do Juiz de Di;
reito st Belagao e esla do Supremo
Tribunal de Justiga Pois nao menos espan-
toso be na Ordem legislativa o pbenomeno
de as Assembleas Provinciaes que sao infe-
riores e subordinadas, tomarom cuntas ao Po
der Legislativo Geral a respeito de aclos que
decretou em seu direito e na esfera de suas
attribuiges.
Ha certas palavras que por sua signiica-
gao pouco determinada illudem primeira
vista: do genero d'assas sao as que se conten
no 9 do artigo II do acloaddicion.il velar
na guarda da Conslituico e das leis Pa-
rece em verdade que o dever que temas As-
sembleas Provinciaes de velar na Guarda da
Gmstituigao suppoe o de oppor-so ludo o
que possa offendel-a, venba d'onde vier, pro-
ceda donde proceder a infraego ou a offonsa.
Mas nao he assim o acto addicional nod
lugar duvida e limita bem positivamente
a attribuigao das Assembleas Provinciaes n'es-
ta parle, accrescentando as palavras na sua
Provincia cujo sentido nao pode ser onlro
senfio que as Assembleas Provinciaes lico
enoarregadas de impedir que em suas Provin-
cias tenhao lugar nfraccoes da Constitui-
do incumbindo deslc modo se assim nos
podemos exprimir Assembleas lcaos de de-
fender a Le fundamental de ataques tambera
lcaos e parciaes pois que o cuidado de
manter sua intrgridado por toda a i'xtenso do
Brasil acha-se Confiado Legislatura que
se compre de representantes de todo o Im-
perio.
O artigo 83 da Constituido pode tambero,
sondo mal interpretado favorecer o supposlo
direito de representago das Assembleas Pro-
vinciaes por qnanto no ^ T aulboiisa-as a
representar Assemblea Geral e ao Poder
[Execulivo conjuntamente sobre execugo de
lois Mas urna represen tago no sentido da
Constituigao be cousa mui diversa da que in-
culca o Snr. Lopes Nelo em sua indicagao :
urna be bem entendida c s veses vantajosa ,
laoutrahe absurda esampre perigosa. Lx-
j pliquemo-nos.
A inda que em um corpo da flAr da Na-
co como a Assemblc-a Geral, nio se pos-
sfio deixar de presumir as huesea experi-
encia necossarias para bem meditare con lesio-
nar as leis fcil be de succeder e algumas
vesos acontece passarem aclos legislativos,
que parecem mui bem combinados o ptimos
em theoria mas que na pratica venladei-
ra pedra de toque da legislagao apresento
inconvenientes, e dilliculdades que emba-
rago sua execugo se mesmo a nao tornan
impossivel ou perniciosa.
Nada mais bem entendido e que mais se
concilie com o nteresse publico lo que lia-
ver qiiemem taes circumstancias esclarocesse
a Assemblea Geral e ao Poder Executivo a res-
peito dos embaragos ou inconvenientes,
que OCCorressem, paraserem tomados na de-
vida consideragao. Mas note-se que n'es-
te caso urna represenlaeao mo passa de una
exposigo motivada dos Inconvenientes que
apparoccm na execugo da Lei e d'aqui vem
o preceilodescr tambom dirigida aoPoiler en-
carregado privativamente da execugo das
leis, oque assim nao fura se fosse permillido
tocar na validada dos actos legislativos, e dis-
cutir a competencia da Assemblea que os de-
cretar.
Lis o que em nosso humilde conceito pdem
faser as Assembleas Provinciaes sondo att-
thorisadas plaConstituigao para diaigirem re-
presen tacos sobre exocugois de lois : col-
locailas nos diversos pontos em que as lois (em
de ser postas em execugo estao ellas no ca-
so de saber se sua execugo he all acompa-
nbaJa de inconvenientes, e de transmitlir i
Assemblea Geral e ao Governo uteis esclare-
cimentos tal respeito. Mas a represen tagfto
ind cada polo Sr. Deputado Netto nao be
d'osla natureza : ella nao Iracta da execugo
das leis da reforma e do Cotiselho d Estado,
a primeira dasquaes agora be que tem de ser
posta em pratica n'esta Provincia ; nao diz
nem poderia dizer que semelhantes leis sfio
inexequiveis no todoou em parte que pro-
duzem esto ou aquello nial. O lim da repre-
senlaeao do Snr. Netto be. mostrar, que com I el Mont lachan* JbS* *>Z * ., .. .... Joao Antonio Cavalcanlc Jos Alai luis llodi igucs ,
as leis da reforma, e do Gonselho obstado, a, Jo-o de Amlr;ic |_illl(( Jo-0 cnu Macedo,
Assoinbloa Geral violn a Constituigao, e. con- j0;,o ltodrieucs Joo Antonio Pasmado, Jo;".
segiiintemente nao tem direito obediencia Soreira de CartaUOA Jo.Kp.iiu W Pmsm de
i. V \" i .i... .. ...,. .. 'nneiilui Mi'lo JdaO l.u S l'civii.i Joho Cmaro di Un-
daN.gao. Vosoilcastes aos pes a Constilu .^ ^ Alll(lllj(>(:clll(; AII(,ITS Jos tiippe
Cao do Estado ( tal de ve ser a linguagetn ua leS_ 'ii.i-o ioni Amonio de Castro Jos Gomes.
lativos, se queris a acquiescencia o o respeito
do Brazil.
Ve-se pois que amis profunda dilloienca
Alvea Pmftana Guabtraba loto Jos da Silva.
Jos lia pozo Uiierra de Ani!r.ule Joi:qnim Jos
baudeira Joaquim Jos de S. Anua Frazo ,
Joaqun) Jos, de .Mello Jos Xavier de liveira ,
separa a represenlaeao authorisada pela Cons* | x*n. Jos ledro Veilozo da Piltclra JoSo A-
lituicao da que indica o Snr. Lopes .Netto.
A primeira su ppondo lgala marcha da Assem
blea doral e nao Olisando dirigir censuras
um Poder, que nfio reeonhece Superior, li-
mila-se expor os motivos porque a execugo
aastacio Jo.'io de Harro< Joo Kaptsta Jos
omingues limenta, Ten. Jos Viera lrazil,
Jo.,- i uiilino ile Almeida Jos Alves de Son/ra
Hanael Joi Antonio Crrela domes Joaquim
de Almeida Catauho Jo;u|iiim Canuto de FigU*-
redo Joaquim Correia (Jomes Joaquim Mala-
fla lei nao deVe proseguir sem sor lomada de I qa Pacheco. Jos IVodrigues de Oliveira.Lima .
. i c.......,.. Joao da Cosa u/eira Joaquim ose le Alhuquei-
.novoemeonsideracao pelos Poderes supremos .i0,,qillm jo Tavare. Joaquim ign.ciofle
Ido Estado: a segunda censurando gravemen- arvalUo, Joaquim Ignacio de Uar ros Lima. Joa-
lea Assemblea Geral aCCUSando-adetcr in- quiuido Rojo Him Pessoa, Jos Camella Pe**
P __; i ... i ,. ,i .(-,.. ,, .ipI,> In soa Joanuim Tiliinco I erieira JnSo Francisco
fr.ngi.loaLe. lundamonlal. ataca O acto le-K J^l Jo5o A|vc; vl.-L. Jo-
gislattvo nao por seus deleilos pralico.
ou
por sua execugflo mas em sua baso isto
I he em sua validado. Aqulla versa somen-
' te sobre a execugo da lei, e nunca sobro sua
'. validado ; esta he sobre a validado das lois o
Competencia do Legislador o n<> sobro sua
execugo.
:<|l
quin Pewita Xavier de Olivfira Jos Carneiro
KodrijjUCS Campello Jos Concia (ornes Jos
Fcrnandes Jorge, Joaquim Jos Carneiro, M on-
leiro Jos ( amello do He;^o llarros Joai|iiiu
Francisco de Paula Ksleves Clemen'c Jo;i Cor-
reia (lomes, JoSo Marinho Paioo. Joao Cartea
Au,listo ile liarros .loaquim Concia de Araujo ,
Joao Carneiro la Cunta loiio Carneiro da Cii-
ili.i de Albiiquerque Jos Ferias Diillr.i Ma-
/- < i,,., l.vnm ""a de Alliuquerque Jos fciras Miiiir.i, Wa-
Convencamo-ni* por tinto de que as Assem- \. Jofio wUl\c,0HVai.derlei, J. Pinto d. Mota
deas Provinciaes nao toril direito de represen-1 ^unMi Ten. Jos do narros lampello, Jo de
ar sobre a logitiinidade e Coustilucioilalidado j Araujo t'iuliciio Joao Carneiro da Cunta AH;n-
n
ta
dos actos da Assemblea Geral. ODepulado,
, que cedondo sem duvida sua convicoo, in-
dicou quo a Assemblea Provincial de Pernam-
buco dirija ao Poder Legislativo Geral urna
represen tago contra as leis da reforma e do
ConselHo d'Estado aventuren nina idoia ,
!qocnodde adiar apoio n'esse Corpo nao
menos distincto por sua illustrago do que
pelo profundo amor que consagra Lei Fun-
damental do Paiz.
COMMEUCIO.
ALFANDKGA.
Uondimento dodia 17.
Descarga para o di a 18
Nenhuma.
EDITAL.
Conlinnaco dos nomos dos.cidados qualfi-
cados jurados :

Vem do n. 61.
Joan de Alemo Cisneiro Jernimo Fernaudes
de Kal'a Pedro/.a Jos de Moira Cmara Cisneiro ,
Jos Joaquim de Santa Anu Padre Joaquim
Francisco de Feria Majnr Joo Paulo Ferrina ,
qiicrque Jnior Jos Frailesco de barros Reg ,
Jos Franci'Co de Niuza Li5o Joo Corroa dn
Araujo. Jes Ivitcves c'c Itarros Lobo, Joaquim
de Araujo I in..eiro Jos rio i ego Barros J s
Gomes dos Sanios l'creia bastea Jos Fiaucis-
co da lloclla (iueilcs Jnior, liidio hiaucisco
de laida Mosquita loio de Sou/.a 1 riio los
Maximiauo l'ereira Vianiia lofio CoePo da Silva,
.los Francisco ele Sou/a l.co Joo A Honro hi-
f;ueira Jo Joaquim las Cliajjas Luis Ignacio
l'essoa Luis Antonio Gonsalves Luis ea da Cruz Ferreira Luis Francisco ile Mello Ca-
valcante Luis Jos de Sainpaio Lucio Candi-
do Percua de Carvallio Luis da Costa Porto
Garreiro Luis de Fiama e Mello Lo raneo Jos
Ferreira Luis Jos slaiqucs Luis Piees Ferreira,
Luis Gomes Silveiro Luis lloran le Mendonca,
Luis Ignacio Bilieiro Itoiua Luis Craario do lle-
go Dr. Luis de l'iaui Miniis Tavitics Luis de
Franca e Mello Jnior, Loureuco Lopes Luis
(lomes Ferreira Luis llodrigues sette Lourenco
l.usiiiiiano de Siqueiri Padre Laurenno Vutoino
Moreira ile Carvallio Luis da Veiga l'essoa Lon-
reaoo Lopes de Carvalho, Lourenco Jos das
Neves Padre Luis Jos Lopes, Luis Pedro das
IXevet, Ladis!io Jos Ferreira Luis enlomo \i-
eira Leandro Jos Hihcro, Leopoldo Jos da
Cosa Araujo Luis Antonio de Mqueira Dr.
Loureuco, Trijjo le Louieira Uacharel Luis Pau-
lino Cavalcaue Velles Lourenco Avelinn da aI-
bUillienpie Millo Lourenco Antonio de Alliuquer-
que Mello luis Comes' Ferreir.i ftfarangliapc)
Luis Antonio liodri-ues de Almeida Luis More-
no de Carvalho Luis Vieira Uuhwut Luis Seviri-
110 niarmiea Bacalho Luis Amonio da bilva ,
Luis (liiedes Alcanforado Luis Gonsalves da Lus,
Luis Jernimo de Alliuqueiqui-, Luis Km? Rodrigues
Campello, Luis Fianciscode Itarros Manuel Camel-
lo Prea, Mauocl Caii.eiro l'essoa Manoel Car-
neiro de Souza Lucerda Miguel Arcauw Hou-
leiro de Andraile Mauml Claudio de (Juciios ,
Mauocl Francisco da Sila Mance'l Joiqum Fer-
reira Jnior Mauoel Jos.- Lopea Bra Mammi
Silvestre Fcireia, Miguel Felicio la Silva, 'leu.
de Caldas Jos de liveira dos Frazcres Jos
Pe.lm da Slva Joi.nuim Bodrigues Pinlieirn,
Jos Ta va res Gomes da Silva Jos Bodriicues dos
PaSSOS Jos Antonio da Silva (irlo Jos Felippi
Jos Galvio Mauoel
noel I eli|i|ie ile Faria ,
Jos Francisco Montiro \ Jos Francisco de Paula 1 Coronel Manoel Antonio de Almeida Manuel Mar-
Jnior. Joanuim Jernimo Serpa, Joaquim JrW lu ran8e,ro'. Waa.el
dos Santos. Ignacio do Loi ,la Callado, Joo Lins Cons.-. ves renei.a Ma
Mauoel l-elippe reir Aulunes Nl.ca l.anoel Fe reir dos San-
tos, leu IMailOfcl liinaiuks da rus Bacli'a-
rl iManuel Jo Perria Mauocl Florencio Al-
projectando vingangas para salisfazer o seu
ressonlimento e amor proprio de poeta.
Ah nao seria mo abater um pouco o
orgulho desta rainha do theatro ; necessa-
rio que antes de dois mezes venha supplicar-
medtjoelhos que Ihe escreva um papel e
ento eu me farei rogar largo temp antes de
Ih'o prometter. Hei de escrever urna come-
dia que de brado em Madrid : quero que em
quanto ella estiver em scena a companhia
italiana cante suas operas diante dos bancos
vastos do theatioda Cruz. Magdalena recu-
son um papel no meu Orfeo !... Oh! ha de
arrepender-se devras ou deixarei de ser
Caldern de la Barca.
Neste momento urna msica que pareca
sabir de urna salla baixa cuja janella deita-
va para a ra poz termo ao monologo do
cavalleiro. Tocavam um instrumento de cor-
das e to doces o brandos eram seus sons,
que apenas pcrturbavam <> silencio da noite.
! Araujo e Souza, Jos Francisco de Faria Salles, Jos
i Moreira de AraujoeSdva, Joo Gomes de Mello, Joo
I Amando de Souza Holim, Jernimo Saplinnino Goe-
des Jos Vieira de Fraga Silva Joo Paulo Mh-
Coi.linuar-se-lia.
Acabado o preludio otiviu-se urna voz me-
lodiosa e divina que fez exclamar o cavalleiro:
Virgem santa, queouco? Que voz to
deliciosa !...
E aquella voz de urna extenso maravillo-
sa de urna pureza sem igual abandonava- \
se a urna caprichosa improvisago e lutava
como instrumento, ropetindo as variacocS
que urna mo hbil e destra ensaiava ao mes-,
mo lempo no piano. Depois ouviu-se um no-
vo preludio e a mesma vez entoou um hym-
no a virgem. Durante o adagio Caldern de j
la Barca tinha-se aproximado ao portal da ca-
sa e escutava extasiado ; a idea de se vul-
gar de Magdalena escrevendo urna dassas suas:
comedias heroicas que o publico applaudia
muitas vezessem cessar tinha sido stibsti-|
luida por oulra mais lisongeira para o insig- :
ne poeta ; Magdalena tinha urna rival e 11-
ma rival que era hespanhola O Orfeo j
de Caldern ia aparecer no theatro com todo j
o e\plendor do orne do seu author e com
todo o prestigio da novidade. Examioou al-
,'iim lempo a fachada da casa e temeroso de
nao reconhece-la no dia seguinte lomou o
son patlido, e entrando no portal exclamou
em voz alta.
Ola.. Ninguem esl levantado nesta
casa ?
Qtiem est ah ?
Um cavalleiro de Santiago perdido ues-
tes ecos intrincados e que busca urna alma
caritativa que Ihe ensine a maneira de che-
gar sua habitadlo. Se ha algum cluisto
aqu, que apareca por amor de Dos !...
A esla oxolamago seguio-se um breve si-
lencio : abrio-se depois urna porla que havia
direila e aparecen una mulherde bastan-
te idade e pobremente vestida com um candi-
eiro na mo.
O cavalleiro lirn o seu chapeo o saudon-
a cortezmente.
Dos vos abencoe boa mulher .
Perdi-nie tiestas mas e nao tenlioencentra*
do ninguem a quem pergunte o meu cami-
nho : ouvi urna voz ipie can lava como um
arijo e.vi o coaborto. Eris vos, sonhora ?
A pobre mulher fez urna humilde reveren-
cia, e respondeu com ar de salisfacao.
Nao, senhor nrinha lilha.
Por Santiago que tem bolla voz. Do
boa vonlade a ouviria eu outra vez para jttlgar
com mais acorto do seu mrito. Voltaret ma-
i.h se liverdesa bendade de di/.-r-mc on-
de eslou e quem sois...
Senhor esta < a ra de Mira al Sol,
junio Puerta d'Embajadores.Sou runa
pobre viuva e chamo-me Atina Muller.
Bem mui agradecido ; al manh.
D. Pedro Caldern de la Barca saudou res-
peitosamenle a velha c emprehendau o seu
caminlio na direceo da Praga Maior.
( Contiiniar-so-ha. )
ILEGIVEL


~
^m "Tfaj^yiiff'ii t- wniin
4
BE
THEATRO.
ssy Tendo muitas pessoas pedido para va-
ri ago dos xpectaoulos urna pega sacra os
socios e empresario farad representar no FBo-
mi:igo 20 do crrante a sublime Oratoria ==
S. Sebaslio Martyr advogado contra a pes-
e fome c guerra == 5 rematando com o
Drama de um acto=S. Martinlio nQs Alpes=:
o nao estar cm pratica o apresentarem-se
mais pecas Sacras eni scena (talvez pela mul-
ta despeza dos inechinismos ) nos theatros de
Portugal fez com que os socios e empresa-
rio se esqu vassem-a taes represen tagoes; po-
rcm.para agradarem a seus apaixowados apre-
se uta r a sobredita Oratoria por esta vez
somente Domingo 20 do corrente..
avjsos dTvTrsos-
et
Aluga-se urna casa terrea com quintal I faz obras com brevidade e mais em conta que
E7* A lo do corrente furtarao da praia do
Carino velho 0 pranxes de amarello com a
Marca I e por contra marca um S cortado ver-
ticalmente 5 quem descobrir ou Ibc forem
offerecidos"tenlia a bondade de avisar a 31a-
rtoel Pacheco de Queiroga na senaria da pon-
te da Boa vista.
E3" A commissao administrativa da Socie-
dade Apolnea tem res-olvido ( por incove-
nienle ) nao haver partida nodia 19 do cor-
rente licando transferida para o dia 2 de
Abril prximo vindouro.
|H'W D-se *"J00j rs. a premio de um e meio
por cento com boas firmas por tempo de
8mezes ; quem quiser annuncie.
et Quem aiinunciou querer comprar um
cao de lila 011 lravossado, dirjase a Ojiarla
casa da ra da Alegra do lado do sol.
tsr Quem precisar de urna ama de leile
preta forra dirija-se a ra da Roda D. o.
^ BT Aluga-se urna casa terrea na ra do
Co tu velo da Boa vista com dnas salas 4
quartos, co/iuha fora c um bom quintal
com arvoresdefruclo : na ra da Florentina
na ultima casa do lado do pasenle.
r>. t2r Vai a praga por lodo este mez at 10
de Abril prximo vindouro, de arrendatiiento
trienal, naCidade da Parahiba do Norte, o
engenbo Santos Beis, distante da mesma Ci-
dade i leguas famozo pela grande abundan-
cia'd'agoa que o faz moer copeiro polas
muitas e fertilissimas varzeasde cana que tem,
sitio com laranjal maltas extensas cm ser-
ras ptimos cercados para buiadas e logra-
dores para soltas com exlenco de 3 logoas
desde o local do engenho al as nium babas
pela estrada das boiadas. Varios consenho-
res eslo disposlos a vander suas parles.
S3^ Da-se lOj rs. a [tremi sobre pinbo-
res deouro ou prata : quem quiser annuncie.
ET 0 Viee Director da Sociedade Na tlen-
se avisa aos Srs. Socios que os bilhelesdo
-evpectaculo do anniversario da mesma Socie-
dade se recebem na ra do Fagundes D. 4
sobrado de um andar do lado do mar.
*y A pessoa que annunciou querer com-
prar umcaxorrode lila querendo um atra-
vesado com casta de lobo, dirija-se ao at-
erro da Boa vista loja de ourives D. l.
t^- Joze Antonio da Silva Grillo Sub Pre-
feito daifreguesia do S. Fr. Pedro Gonsalves
doltecife faz publico que lbe foi entregue pe-
lo commissario de polica Manoel Luiz da Vei-
ga um muleque dizendo ser forro porem
sendo interrogado se pode colber que morava
no engenho Floresta que sen senhor ja fa-
leceu e qun se cbamava Francisco da Pai-
xu esuasenhora Auna tambem fallecida ,
quem for seu dono baja de o procurar pois
que nao foi recolliido a cadeia por se adiar
bastante doente.
E?*No cscriptorio de FrminoJ. F. da Roza
continua a vender-se mann em caixas, c sol-
fato dequinino por prego commodo, a di-
nlieiroou a praso : na ra da Moeda nume-
ro 141.
tsr Aluga-se por lempo indeterminado um
pianno at o prego de 8,> rs. mensaes 5 quem
livor annuncie.
\sr O Tene.ite Coronel Ignacio Antonio de
Barros Falco comprou por conta do Reveren-
do Conego Joo Rodrigues de Araujo o bi-
Ihete inteiro de n. 2854 da primeira parle
da nona lotera do Tbeatro publico.
r Quem precisar de um bom feitor para
sitio dirija-se a Boa vista no beco do Veras
sobrado de um andar.
C5- A Commissao administrativa da Socie-
dade Harmnico Tlieatral convida a todos os
Srs. Socios a comparecerem na casa do Dire-
ctor na ra de Apolo pelas 10 horas da ma-
nila do dia 19 do correle alim de se proceder
;i eleigo da nova administraro, e tratar-se
de outrofi objeclos.
tsr Aluga-S3 urna ama (ie leite captiva e
sem cria ; quem a pretender dirija-se a
c cacimba por prego com modo, cituada no
principio da estrada dos Aiflictos ao p da
ponte do Manguinho : na ra da Cadeia do
Recife n.12; .mesma vende-se um bonito
palanqtrim qoe anda nao servio.
tST Oabaixo assignado avisa as pessoas
que em sua mo tem pinhores sem interesse ,
os mande resgatar no praso de oito das do
contrarios vender para seu embolso.
Joo Dubois.
= C. Starr & C. Engenheiros maquinis-
tas e fundidores ; na sua iuiidic.au da Ra da
Aurora tem para vender por preco commodo
moendas de cana de toda qualidade e com to-
dos os preparos, entre ellas ha urna de nova
construego, que despensa virola invepgo
de um Senhor de Engenho perto desta praga
e muito approvadas. Maquinas de vapor com
moendas ou sem ellas paraoutro qualquer fim,
ta xasde ferro portas de lornalhas serras
grandes para serraras bombas de ferro a-
rados de ferro carros de mo, roldanas de
ferro jarras de ferro para agua moinhos
grandes de caf safra de ferreiro &c. de. na
mesma Fabrica faz-se nao so as obras menci-
onadas como qualquer outra em machinis-
mo ou engnharia por grande que seja.
CT Quem quiser arrendar o engenho de
agoa denominado Jardim citoeni Paratibe ,
distante desta praga 5 legoas com partidos
de alto o bastante varzea para se abrir por
ser engenbo novo : no mesmo.
vr A commissao administrativa da socie-
dade Natalensc previne ao respeitavel pu-
blico que a Casa onde tem de fazer o expec-
tacnlo que se acha designado para Sabbado
s se abrir
ante.
das sote horas da noite em di-
A vi sos MARTIMOS
EJ" Para o Ass sabe com toda brevidade o
Brjgue Santa Mara Boa Sorle Capitao Joze
Joaquina Das dos Prazeres, recebo carga e
passageiros trata-se com Joze Gonsalves Cas-
cao ra da Cadeia do Recife p. 4,'i ou com o
mesmo Capitao na praga do Commercio.
ET* Para o Acarac segu viagem imprete-
rivelmente at o da 24 do corrente a Escu-
na Elysa para onde recebe carga c passagei-
ros 5 a pessoa que pretender dirija-se a bordo
da mesma defronte do trapiche novo, ou a
fallar com Manoel Gonsalves da Silva na ra
da Cadeia do Recife.
E3" Para Lisboa o Brigue Potingue/ S.
Domingos, segu viagem no dia 20 do cor-
rele anda recebe alguma carga e passagei-.
ros ; trata-se como Capitao .Manoel Gonsal- !rs- > papel de peso a 2,y900 rs. a resma bi-
ves Vanna na praga do commercio cu com !CoS pretos a 180 rs. a vara fitas de garca a
em outra qualquer parte.
tSF" Sal do Assde muito boa qualidade ,
a bordo do Brigue Malthides ancorado defron-
ledalingoeta : a bordo, ou em casa,de Fir
mino J. F. da Boza na ra da Moeda n. 141
ou com o Capitao Manoel Marciano Ferreira.
s^* Um completo fardamento de um o*Ii-
cial da guarda nacional, por prego comino-
do : annuncie.
S27" Um corrame de couro de lustro para
guarda nacional, em bom uzo por prego
commodo : na ra de S. Rita Nova D. 18 la-
do do n aseen te.
ssr.Weias barricas de farinha de trigo nova,
e superior : no Recife armazem de Joaqun)
de Souza Pinto.
s&~ Ricos xales, ou veos de fil preto,
proprios, para a quaresma: na ra do Vigario
D. 12.
tsr Urna venda no bairro do Reeife bem
nfreguesadapara a trra com poucos fundos,
ou s a armago a vontade do comprador : na
ra da Madre de Dos primeira loja de fazen-
das n. 22.
tF" Um sobrado em Olnda na ra de S.
Rento D. 23 em chaos proprios, quintal
murado e plantado por prego commodo : a
fallar com seu dono Joao Manoel Freiro Ma-
riz na na do Crespo loja do Sr. Santos Neves
ou na Boa vista ra da Conceigo lado do sol
D. 25.
isr Urna negra de nago cozinha admi-
ravelmente engomma faz toda qualidade
de doces, relina bem assucar^c cose chao : na
ruado LivramentoD. 19.
X3T O 1." n. do Philo-harmonico, Peri-
dico Musical composiges modernas e do
melhor gosto lithografodas no Rio de Janei-
ro : na ra do Cabug loja francpza de Atron-
co St. Martin.
C^* Duas pretas de lindas figuras, saben-
do muito bem eugommar cozinhar lavar
de sabao e todo o mais servigo de uma casa ;
un bonito escravo perfeito carreiro; uma mu-
lata de 20 a 22 annos, de linda figura e mui-
to prendada ; uma negrinha de 12 annos ; 2
pretos de bonitas figuras perfeitos trabalha-
dores do machado e fouce sem vicio algum o
que se afianga : na ra do Fogo ao p do Ro-
zario D. 2o.
t^" Luvas de seda para senhora a 560 rs.
o par, ditas para homem al, rs. ditas de
algodo para senhora a 320 rs. e para ho-
mem a 500rs. e decores a 120 rs., abotua-
duras de osso a 900 rs., ditas de selim a 5G0
rs. ditas de retroz a 400 rs. ditas amare-
las a 800 rs. meias pretas para padres a 560
o consignatario Thomaz de Aquino Fonseca ,
na ra Nova D. 21.
C?" Para o Aracaly sabe no dia 20 do cor-
rente a Sumaca Felicidade Mestre Joze Ro-
drigues Pinbeiro 5 s recebe alguma carga
niinda e passageiros ; os pretendentes diri-
jao-se ao dito Mestre ou a Antonio Joaquim
de Souza Ribeiro na ra da Cadeia do Recife.
L E I L A O
ES" J. O. Fllster continua o seu leilo de
miudezas boje 18 do corrente pelas 10 horas
di manha impreterivelmenle e se entrega-
rao pelo maior p.-ego que os compradores ofle-
reeerem.
S2T Moura & Silva fazem leilo das fazen-
das e armagao de sua venda na praga da Boa
vista D. 6 5 Terga Caira 22dooorrenle.
C O M P R A S
C^- Cm Jambique de cobre em segunda
mo : quem liver annuncie.
VENDAS.
das truzes U. 8 no sejjundo andar.
tF- Joaquim da Silva Pereira vende o seu
engenho Caxoeira na Freguesia de Ipojuca ,
comescravus, animaos, planta de cana, e
muito bom d'agoa : a tratar com o mesmo no
engenho Cordeiro.
s^- L'm sobrado no pateo de S. Pedro na
quina que volta para o beco da virago : na
ra do muro da Penba D. 17 a fallar com Jo-
ze Bernardo.
ss Na loja nova de alfaiate no atierro da
Boa-vista ao peda ponte lado esquerdo ca-
sacas de pao fino preto e de cores a vintee
seis mil reis; sobres a 28ji ditas de la a 81?
ditas de brim a (!,y, Jaquetas de pao a 1 U .
caicas de nano a 10 12,, ditas de l a i.'i00
decazimiraa 8* de brim e de riscado' por
prego muito cmodo colotes de vellido lavra-
dode bomgOSta ditos de veludo liso a
ra 6>, dito de pao de i a 5,>; de setim liso e de
i (lores e guiguro, do l a oy. assiin como
so
180 e 200 rs. a vara thesouras finas para se-
nhora ditas para unhas caivetes finos e
outras muitas miudezas : na ra do Cabug
loja D. 3.
t?- Doce de pera, figo preto e branco, chi-
la ludo de calda e muito novo passas a 160
rs. a libra amendoas nozes peras seccas ,
e uma porgo de pipas vazias caixas de pi-
nho do Porto pedia pome, 5 temos de me-
didas de pu : na ra Nova venda D. 25.
SST Um moleque ladino de 15 annos sem
vicio algum : na praga da Independencia n.
7e8.
J" Sacas com alqueire do farinha da man-
dioca, muito finae alva feita na Moribeca ;
na ra da Cruz D. 12 cscriptorio de Joie An-
tonio Gomes Jnior.
Z3F- Urna caixinha com 25 vidrinhos com
tintas mui finas, proprias para retratistas ou
curiosos e diversos livros folhetos e peri-
dicos com estampas finas em fumo e colorido,
e algumas lamparinas francezas; ludo por
prego muito commodo por se querer logo ul-
timara venda: na pracinha do Livramento
loja de fazendas D. 26.
ssr Um quarto para cangalha 5 na ra di-
rcita padaria do Machado.
asr Uma excellente eadeirinha em muito
bom uzo por cmodo prego ; na ra das Agoas
Verdes D. 38.
tsr Urna mulata de 18 annos cose en-
gomma e cozinha: na ra velba D. 19.
es- Uma venda com poneos fundos, e
grande casa para moradia de familia por ser
sobrado de um andar por cima da mesma ven-
da e o aluguel be muito em conta : na ra
velhaD. 19.
tpr Urna casa terrea na Soledadc n. 465 ,
cm chaos proprios com um terreno conti-
guo que ao todo prefaz 60 palmos de frente,
com 400 de fundo plantado de larangeiras,
linieiras romanzeiras caneleiras o outras ,
com cacimba : na ra Nova D. II.
%zr l'ui estoja para barba do bom gosto,
por prego commodo : no alterro da Boa vista
loja de miudezas D. 21.
Ev* l'm bom ueero de 23 annos : na ra
do Colegio D. 9 no tereciro andar at 8 horas
da manha e as duas da tarde.
tsr Bilhetes e ineios ditos da lotera do
theatro : na ra do Cabug loja de miudezas
junto a botica de Joo Moreira.
ES" 80 paos de angico, todos ou a relalho:
ua Fabrica de Misquita & Dutra ou na ra
de Apolo a fallar com Manoel Joze Chalaga.
B^ Madeiras de toda qualidade amarel-
lo louro sedro pao carga tanto serra-
do como em pranchoes : na serrara de Joao
Antonio Baplista Muniz junto a ribeira a tra-
tar com elle ou com sua senhora.
tSF Um sobrado de 2 andares e soto cor-
rido formando 5 andares para a parte de de-
traz com mui tos com modos para grande
familia e um grande armazem todo ladri-
lhado de pedra, e com a vanlagem de ter em-
barque a toda hora na porta, porisso muito
proprio para qualquer sr. de engenho : a fal-
lar com Joo Henriques da Silva junto ao ar-
co de S. Antonio.
E7" Chapeos para senhora e meninas de
diversas qualidades meias de seda luvas ,
sapalos de marroquim setim duraque e
de lustro para senhora e meninas golinhas
ricas mui bem brdalas fitas bicos de li-
nho de seda ede blond vendas de seda ,
chales pretos da seda veos, mantas de seda ,
edelinho, setins de cores, sarjas proprias
para vestidos toncas mui lindas paiy senho-
ra e meninas, flores finas para armar cabega,
borzeguins gaspiados para senhoras e meni-
nos agulhas francezas muito finas, perfu-
maras penles de tartaruga para marrafa, e
de prender cbelo estojos para barba cha-
peos de massa e de sol para homem chinelas
de marroquim e de panno bonets para pl-
meme meninos, sapatinlos com colxetes o
botins para meninos erees para desenho,
caixas para limpar talheres, lencos de seda
paraalgibeira ferros de diversas qualidades
para sapateiro e marcineiro massanetas do
latopara varanda fechaduras com boto de
lato para porta de ra de sala armario ,
gavetas mezas e &q. dobradigas d e ferro e
de lato de todo o tamanho parafuzos, ben-
galas chicote de estalo e sem ello para se-
nhora utencilios para cozinha, cassarolas ,
fregideiras coadores, tudo de difibrentes ta-
annos, tendo chegado pelo ultimo navio
e muito em conta do que em outra qualquer
parte : no atterro da Boa vista loja franceza.
E^" A armago da loja da ra do Livra-
mento D. lo ptima para qualquer estabe-
lecin.ento, e uma negra de 25 annos e 60
lijlos de cacimba : na mesma.
E^*A dinheiro ou a praso um venda mui-
to commoda no aluguel: na ra da Cadeia na
quina do beco do Ouvidor defronte do thea-
tro.
ESCRAVOS FGIDOS
C7" Fugio de bordo do Brigue Escuna Beja
Flor um mulato marujo alto magro na-
riz bastante comprido falla manga; quemo
pegar leve a Firmino Joze Felis da Roza na
ra da moeda n. 141 que ser recompensado.
si?" Fugio nodia 19 de Margo de 1835 um
negro crelo de nome Joaquim que boje le-
ra 50 annos altura e corpo regular, cara
redonda cor fula pouca barba dentes li-
mados quando falla, he sempre rindo-se ,
pernasfinas, ps pequeos muito ladino,
falla bem e desembarassado este negro ja
vendeo miudezas de baixo do arco da Con-
ceigo em um taboleiro em tempo do outro
Snr. e consta cum certeza por ter sido visto
naCidade da Parahiba vendendo cargas de
milho e farinha porisso se supe elle estae
morando pelos arrebaldos da mesma Cidadr
como forro: quem o aprehender leve a praci-
nha do Livramento D. 19 que receber 100#
rs. de gratilicacao.
E7" A 6 do corrente auzentou-se o escra-
vo Joo Congo de 28 a 50 annos alto ,
secco, um pouco fulo com camisa de ma-
dapola caigas de brim branco de lislras ,
jaqueta de riscadinbo azul chapeo de seda
preta e bengala envemisada de encarnado :
quem o aprehender leve-o a ra Nova D. 22
loja de Ferreira e Draga que recompensarais.
E^ Manoel de nago cabund alto feio
do rosto cara comprida levou caigas de
brim e camisa de baeta encarnada costu-
ma-se a embebedar-se e falla mal, c mui-
to de vagar. Antonio de nago costa, muito
alto c magro olhos zanolbos coxeia de
uma perna ; quem os pegar leve a ra do Vi-
gario que ter 50,* rs. por cada um sendo
pegados nesla piovincia c em outra qualquer
do Imperio 90ji ris.
RECIFE NA TVP. DE M. F. DE F.= 18j


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E5Y6WZ0X0_S0QUE8 INGEST_TIME 2013-04-13T01:58:31Z PACKAGE AA00011611_04493
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES