Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04486


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Full Text
Anuo de i8g. Quinta Feira 10 de
^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^aK^a^L^iw
Todo a'oradepeadelle noi mesmos ; di nossa prodencii, moderarlo, e energis : con-
tinuemos como urincipismoa, c seremos aprimados com sdmirscio enlre as Nac-t'es man
callas. _____________________ (Proclsmaco di Assemblea Gersl do irisil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS "TERRESTRES.
Goianna, Paraiba, e Kin-rande do Norte, n segunda esexiafeira.
Bonitoe Garanhuns. a lUe24.
Cebo, Serinnaem, Kio Formoio, Parlo CsWo, Maeei, e Alajoas no 1 11, e 21.
Paje. 13. SaaloAnlao, quinta feirs. Olinda todos os dias.
DAS da semana.
7 Sag.a. Thomax d'Airuino. Chano Aud. do Juit de Direilo da 2. tara
8 Tere. s. Joao de de lieos. Re. Aud. do do juizde Direito da 1, rsrs,
9 Quart. s. Francisca Romana. Chana. Aud. do juii de dircita da 3. vara.
10 Quii, s. Milit-io, Aud. do jnit de di re ha da 2. rara.
11 Sext. s. Candido. Aud, do Juii de Direilo da 1. rara.
12 lab. s. Gregorio, llel. Aud. do Juit de Direilo da 3, Tara.
13 Diim. s. Eufrazia.
31 aro.
Aune XVIII. N. 55.
O Diario publica-se todos os dias qoe nao forem Santificado* o prtco da aasignalura he
r de tres mil res por quartel peroa adianlados. Os anminrios dos aaaitnanies sao inseridos
gratis, e os dos que o nao forem raiao de SO reis puf lala. As reclamso"* derem aer
dirigidas a reta Typografia ra das Cruies D. Z, oa praca da Independencia loiaa de lirroa
Nmeros 37 e 38.
ea
Mein anos
CAMBIOS so da 9 de Marco.
Cambio sobre Lindres 2 Pars 320 reis p. franco.
Lisboa SO a 85 p. 100 depr.
Moeda de 6.400 V. 14,400 a 14.(K)0
N. 14.200 a 14.400
de 4,000 8,100 a S,2lt>
Paals-Patacoas 1,650 a 1,670
Orno
1.650 a 1.670
1.6*0-1 1.650
anuda 1,440 a 1.460
Moeda de cobre 3 por 100 de disponte-,
Uisconto de bil, da Alfandega le, por 109
ao mri.
dem de letras de boaa firmas la ale|.
/'reamar do tita 10 de Mtrct.
1.a as 2 horas e 54 ni. da uinnuj,
2. as 3 horas e 18 m, da tarde.
PIINSES DA IXA NO MRZ E MARCO.
Quart, aiin. a 3 a II hora* e 4 m. da tarde.
La Nova a 12-- i 4 horas e 8 m. da manh.
Quart. cresc. a 111-- li< S loras, e 28 m. da larde.
La cheia a 26 sll horas e 39 m. da manh.
MARI
A Al III! r< O.
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DA GUERRA.
S. PEDRO DO SUL.
Illm. e Exm. Sr. Tenlio a honra de ac-
cusaro recebimenlo do aviso reservado do V
Ex. de 29do pa:sado aeompanhado de 011-
tro nomesmo sentido a sello volante para o ge-
neral conde do Rio Pardo nos quaes V. Ex.,
observando que corre ahi pelos jornaes que o
mesmo conde fra ol.rigado a mudar a or-
dem que havia dado da marcha do exercilo
para dentro do Jacuhy em virtude de novas
instancias que em nomo dos com mandan les
(la cavallaria Ihe izera o leenle-coronel Fran-
cisco Pedro, nos ordena que informmosse
ha alguma exactido em taes noticias que .
a seren verdadeiras sao desagradaveis, por
manifestarem falla da inteira disciplina que
deve ter essa importante parte do exercilo.
Tenho a stisfagi de assegurar a V. Ex. que
taes noticias nao sao verdicas e que todo o
exercilo obedece s ordens do general qual-
querque fossea opinio de alguna comnian-
dantes. Quando se do por noticias os jui-
zos de cada hum 011 as illaces que se lirio
de combinacao de circunstancias, quasi sem -
pie se atribuem as cotisas a causas que as
nao motivrio* No meu olicii de 0 do pas-
sado j expuz a V. i.x. as razos de conveni-
encia dessa nova ordem do general que em
poueo modilicou a primeira e agora relat-
rei lielmente tudo quanto occorreu a esse res-
peito ; nas priinoimnente devo observar
a V. Ex. que nenhutna represenUcp em
rmmnd2't Zff"* m Pa,tn d08'd' '
tominainlantesda cavallaria Dar nue ell
ronel Vidal em virtude das ordens que para
issodaqui Ihe envin o general, nao pode-
nao continuar a marcha o que tuda V. Ex.
ver mais iio citado relatorio.
Como linha de fazer-se esta parada, o teen
te-coronel Francisco Pedro velo a esiacjdade
com liecnca do brigadero Sera, adiantan-
do-se eteuteiro depois da passagem do Ibicu-
hy. Este ollicial nao se nos apresenlou eonjo
eneanvjado de Commissao ou represen tac/io
alguma por parle de seus collegas; na mesma
larde em que chegou a presen tou-so ao ge-
neral que delle exigi todas as nformaces
que pode e achando-nos todos tres nossa
rao Os indicado? pea maioria do primeiro con-
seHiO convada pelo brigadero Joao Paulo;que
ali posto que com maior difle-uldade po-
diao ir ao exercilo o fardamento e armamen-
to e mais recursos pedidos principalmen-
te porque as noticias da reunido da maior parle
las fon; is ni raigas sobre a fronteira de Bag.
removio o receio huma rpida sorpresa
com torgas bastantes sobre 0s combois desde
o passo de Jacuhy at aqii'ile lunar, ou no
trajelo daquellas 12 a I i leguas ; estas e as
mais Considerares expostas no meu officio de
6deutubro, fizeroo general tomar a re-
soluto que entilo transmit a V. Ex., com
noi te em casa do commendador Israel Soares a qul elle IVz partir immediatamete o tenen-
para que eiiere-
vogasse a ordem para o exercilo marchar ce
S. Vicente. Algunscheles de cavallaria Ihe
escreverao carias de comprimento e felica-
cao por sua nomeagao o nella Ihe ponder-
rao quesera conveniente que a marcha or-
denada se demorasse por hum mez para ter
lugar em. oulubro dando como razio naote-
rem cavallos para esla marcha ser o mez de
setembro aquelle em que os cavallos nesla
provinciafico mais inanldos, econtarem que
dentro de bum mez roceberio novas cavalha-
das de Comentas, porque se Ibes linha per-
suadido qucal oulubro chegario os G.000
mandados comprar naquella provincia Como
ero cartas particulares e de comprimento ,
o general respondeu a ellas ; e quanlo as
suas observagoes faz-Ibes ver que estavao
completamente illudidosemsua? esperances de
receberem aquelles 0,000 cavallos at oulubro
( no que se nao enganou como V. Ex. j
tem visto pela respoita do governador de Cor-
rientes ao brigadero Joao Paulo e mais do-
cumentos a respeito que enviei com o meu
officio de0 de oulubro ) e fez-hes mais al -
gumas consideraces pelas quaes seria grave
alta conservar ali o exercio por mais lempo ,
com o que nao se teria outro resultado se nao
retardar o seu restabeleciment reorganisa-
c;oe fornecimento, e por consequencia ,
a sua habilitado para proseguir em operaces
oll'ensivas.
Com eleito a 12 do setembro marchou o
cxercito da Estancia de Pedro Serra que he
a mais remota do rinco de S. Vicente; e
vei.cendoasdifliculdades, que V. Ex. ver
do relatorio do brigadeire ajudanle-general,
qlie enviei por copia com o meu officio n. lio
de 1/ docorrerije, linha marchado humas 20
leguas em 17 dias, quando'a 20 teve de fa-
zer alto junta ao arroio do Taquar as im-
mediaQes de Santa Mara, a esperar pelo
i-arretaine que vinha maisalraz com h'im ba-
lalhao pela neeeasidade de virem concer-
tando e mesmo fazendo caminho para as car-
Ivtl3 df dar descanso aos bois que, sem
j"'\ilio dos 2S!i ,|i,.. ;,| se receberao a5Je ou-
tubro rcmettids da Seria pelo teiionte-co-
de l'aiva o general me communicou algu-
mas dessas informantes ; o me disse que de-
sejava que em conferencia ouvssemos o
tenente-coronel, ao que annui e ella leve
lugar no dia seguinte demanha : entfysou-
hemos com exactido que o brigadero Joan
Paulo leudo recebido as segundas vas dos
odicios do general em 10 de jiinho a 21
do mesmo convocou hum conselho em que
exigi que decarassem os convocados o seu
parecer sobre o lugar em que deverifto parar.
0brigadero ajudante general lie bem lacni-
co em sen relatorio sobre esla importante par-
te contenlando-se com dizerque houvedf-
ferentes opjnes eque a sua foi que o exer-
cilo se approximasse do Jacuhy oljm de re-
ceberas ordens que Ihe livesse de dirigir
novogenerai. O tenente-coronel Francisco
Pedro fe: sustentou que o exer-
cilo deveria .. ,cia- para Santa Mara $ e
ahi acampar em algunsdos rincOes entre o
I Vacacahv e a Serra que esla fra a opiniao
e que elleainda se-
tentava que o exercilo devia parar naquelle
lugar e que teria as vantagens que expuz a
V. Ex. no meu officio de 0 do passado ; que
o brigadero Joao Paulo spguo alguus dias
estaopinio marchando em direccao a San-
ta Mara mas que depois convocou outro
conselho com mais olliciaes que escolheu. pa-
ra esporas vantagens de ir o exercilo para
S. Vicente : que elle Francisco Pedro e o-
tros sustentarflo a suapflmera opno, mas
quo declarando o brigadero que o conselho
era meramente consultivo dissero que'en-
tAo iridopara onde osmandasse, c que com
te-coronel Francisco Pedro ; na eseo'ha po-
rem d'alguns desses rineOes das immfdian'ies
de S. Mara, achrao-se faltas de pona pas-
toi de aguada"e"de outraa circunstancias e-
xigidas para hum acampamento nos mais re-
motos do Jacuhy e por isso o exercilo veio
acampar na Restinsa Secca lunar compre-
hendido na ordem do .' Miera! isso he en-
lre o Vacacahv e a Serrn e flcou oito leguas
smenle alem da Jacuhy onde est receben-
do os recursos de que carece, como V. Ex.
jsabe : elle marchou poispara onde se Ihe
mandou e nao est oito leguas quem do
lugar em que o acampou o brigadero Joao
Paulo ; est segura mente 50 leguas e j esla-
va mate de 20 quando o general expedio a
xercito passando nao s os dous grandes
ros Ibicuhy e Toropy sem pntOes nemea-
niVis como muitos anoios tainbom de nado;
a para o estado em que ali c/iegr.io os bois ;
e concilla como po leria ir do Rio Pardo a S.
Vicente vencendo perto de 50 leguas, hum
comboi de 80carretas ao menos passando
ss"s rio a nado esem ser prest do inmigo!
O exercilo nao est boje mais de 8 leguas
alem do Jacuhy ; entretanto pelo officio que
honlem recebi do brigadero Filippe Nery,
copia numero I ver V. E\. como una Cor-
ea nmiga passou para c o Jacuhy as im-
medaedes da Cchoeira o cabio sobre esta
villa, que diz-se que foi saqueada, aforca
ijue he preciso pdr em marcha para es-
ciliar os combois at ali, e que era estan-
do o exercilo tio perlo se pode dizerque te-
mos a communicac/io franca com elle.
O brigadi iro Joao Paulo, que em seus
officos diza que os recusos que reciamva
podo r ou pela estrada de Santa Mara (que
he por onde o exercilo veio agora) ou por
Butucarahy, ou por onde seu successor jul-
gasse conveniente, como se houvcsse ou-
tros caminhos a escolber, no seu discurso
recitado a Sua .Magostado o Imperador, que
li impresso, renunCOU as mais estradas, o
diz que a communicacao franca com o exerci-
to que de antomao titiha destinado, era por
Butucarahy por onde Ihe veio ( mas escolta-
entre o
em para pile acampar em algiun dos rin-1 do por .")(') pracaa de cavallaria ) ; por tanto ,
por um caminho de perto de 00 jeguas gal-
lando duas serras por onde no|rnsitAo
carretas tendo lugares em que os cavallei-
ros mesmos tem de apear-se e por onde se-
rio necossarias mil bastas de carga ao me-
nos aptas para esse sorvico, c arreadas
elfeito o brigadero Joao Paulo manilou con-
tramarcha, para S. Vicente para o que lve-
se de andar para traz e perder muilo caminho
feito.
Ora tudo islo combina com o relatorio do
ajudante general, no qual V. Ex. lera : n A
22dejunho marchamos a atrevessar o ler-
rivel banhado de Inhatium,, de meia legoa
de extensao ; a 24 marchamos para o
Pao Fincado ; a 20 e 27 continurao as
marchas em direccao Portcirinha
(todos estes lugares sao na direccao para San-
la .Mara) ; e tratando do novo conselhopa-
ra tratar de escolber entre os rincoesde San-
ta Mara e os de S. Vicente; convocado no
dia 28 lera por lim : -- O Sr. general en-
tQo decidi que o exercito voltaria a tomar
a estrada do Passo deS Lucas; a2y
contramarchou o exercilo.
- Depois de ouvida a informacao do tenente-
coronel Francisco Pedro e a sua opini&O a- chou elle pira vir do seu acampamento ao rio
C-lesda*. mmediac^a de S. .Mara
Vacacahy c a Serra.
Niio se obtev/i porem a vantagem que en-
xergav o tenente-coronel Francisco Pedro ,
de poder < coronel Lou rei ro ficar com a sua
brig.nla as Tunas em Misses ? donde elle
officira que linha parado por Ihe cansarem (objectoque raramente seencontra nesla pro-
os cavallos ao sexto dia da marcha emque vinea). pafa levarem por ali, nao ludo,
vinha paraca, nao s porque elle mesmo ti-11 porem o mais indispensavel desses recursos,
que elle mesmo reclamara com tanta instan-
cia chegando a mandar o quartel-mestre ge-
neral com olTcio seu a mim expr-me a
urgente necessidade quq havia debes: todos
os que mo quizerem fallar por espirito de
partido mas entraren) de boa fe uestes deta-
Ihes, de que nao se poJe prescindir em taes
materias, reconhecero, como V. F.x. tem
reconhecido ha muilo, que ou o exercito nao
havia de receber nada dos recursosqueo bri-
gadero Joo Paulo com tanta instancia recla-
mava e com razio como indispanssveis ,
ou havia de sabir do acampamento em que
nlia preceguido na dita marcha para reunir-se
ao exercito em S. Maria conforme a ordem
que l!,e transmittio o brigadero Sera, nao
allegando a tempo a ordem que levan o tenen-
te-coronel Francisco Pedro para que licasse
as Tunas como por que disse-me elle, vn-
do a esta cidade que nao Concorda va com o
lenent'- onel Francisco Pedro emque po-
da ficar as Tunas, porque ali poda vir a aer
corlado por forca maior do inmigo ai oda
que o exercilo licasse mesmo cm S. Maria,
v por isso est a sua brigada reunida ao cor-
no do exercilo na Restinga Secca.
V. Es. sabe te smpro dissemos que a
viuda do ex. ii j nr d : era hum mal,
equeomais tristel.'ga o queo general rece-
beu de seu antecessor era a necessidade de
escolber dos malea o menor, e desde queo
general son be que o lugar que elle primeiro
entender ser o mais conveniente para o e-
xercito acampar, aflm de poder reoberos
reclusos de que precisara fra la m bem O de-
signado pela maioria do primeiro conselho
convocado por seu antecessor eque era pos-
sivel demora-lo ali razio bastante havia pa-
ra assim o mandar. AqueHes que dissero
me o_general tinha'mandado que o exercilo
licasse oito leguas para c do lugar em que es-
lava acampado mostrad que nada saben) das
localidades desta provincia. Oito leguas mar-
inda naquel)a occaso e posicao do exerci-
lo ponderadas todas as vantagens e ncove-
nientes de acampar o exercilo pelas mmedia-
roes de Santa Mara ou seguir a acampar
da parte de dentro do Jacuh
coronel d
Toropy, que faz a divtea do rncao de 8. Vi-
ente, gastando nessa marcha desde 12 at
elle o pozara, na estancia de Pedro sena, a
mais remota do grande rinco .Je S, Vicente ,
qiii comprehende militas estancias e appro-
ximar-se do Jacuhy para os receber, sendo so
segundo o estado em que viesse e os movi-
mentos e posigOea do inmigo, que se poda
decidir se elle devia entrar para o lado de
dentro do Jacuhy ou se poda conservar-se a-
campado fora e a que distancia.
M preciso considerar-se mais que nao he
s a extensao ou numero de leguas a que se
deve ter attencao, mas tambem qualidade
e difficuldades to caminho, c rios a passar.
Noto V-, Ex. que j o exercito linha vencido o
peior caminho, j tinha passado para c 4
Toropy e o Ibicuhy, e os maiores arroba que
leriio J* passar as carretas i|ue houvessem de
levara S. Vicente os recursos para o exercito ,
e que nao haviao de levar ponloes e canoas
para fazerem a passagem vista do innigjo :
V. Ex. pode ver pelo relatorio lo ajudante
renerl, a qualidade desse caminho todo des-
21 de setembro, tendo parado os dias 13 ,
I i e lo, como se vv do relatorio do ajudante
le dentro do Jacuhy foi o lente- general. Agora rogo a V. Ex. se digne pres-1 de Santa Maria at S. Vicente e ver quea-
espedido sem se he dar decisao al- i lar toda a sua attencao parte deste relatorio inda quo a extensao fosse igual a qualidade
guma c beandoeu s com o-genera I pon- em.que.se descrevo a marcha destJe o seu a- do caminho de Sania Maria para l a razia
dermos que os lugares indicados pelo leen-J campamento na estancia K; Peln Sena ata muito maior e mai; dillicil de ser vencida pe-
te-coronel erao apenas 12 a I 1 leguas alem to o arroio do Arenal, : ::; imm\!;a< oes de S.' los combois.
Jacuhy ( e nao 8 a quera de S. Vicente, ou
da estancia de Pedro Serra onde elle eslava,
como se diz em hum jornal da corle): qu.
Di rei agora ak
COtlsa sobre o des-
Mara na qual gastu-sc desde 12 de setem-
bro al I Ide oulubro que atienda para os falque, as lonas do exercilo o qual tenho a
trahatboTqueTeX fropl em marcha, con-Jsalisfac de nao er exagerado. Km o meu
torio os indicados ao brigadero Sera. us certando caminhos e abrindopica las para po- officio de 10 de julho en disse1 aV. Ex. que
[iriMieras ordens do mesmo general. que lo- derctn passar as poucus camitas qr tfaBaojess desftiqne ,. seguudu u mformaces que




tifttia, seria de 600 homens em morios,
desertores prisioneiros e extraviados; no
olcio de 10 do sdembro remetiendo o mes-
mo mappa que o brigadeiro Joao Paulo publi-
cou disse (po elle apresentava un resultado
lisongeiro quanlo aos mortos de doencas,
supposlo nao comprehendesse os mortos ce
guerrilhas e combates e os affogados as pas-
sagens dos rios ; agora devo observar que nao
voniprehende Lamben) o grande numero de
mu ti usados ou invlidos, que, supposlo li-
verao" alta do hospital e ilgaraO no numero
dos curados, esla absolutamente incapazes
de servico muitos dos quaes j.l tem ebegado
a esta cidadee estao no deposito para seiem
inspeccionados; nem he possivelque depois
das longas e penosas marchas que fezoexer-
Cito na estaco invernosa e chero de priva-
cues de lautos gneros, deixe este numero
de ser grande.
Na passagem do camacuan no passo dos
entercados morrraO aguns soldados affo-
gados uns dizem-me que cinco oulros que
innis; na do passodeS. Borja, do I. bata-
lhao morrraO quatro affbgados, como V.
Es. ver ollcio do major do mesmo, copia
numero 2; vindo este major a esta cidade rom
iKeiica, ex-igi-lhe algumas informadles, e
por me parecerem de importancia ordenei-
1 lio que mas desse por escripto: por este of-
licjo ver V. Ex. que quatro soldados deste
billa I bao que no da 29 de junho forao man-
dados para as carelas dos doentcs liverao
de (icar pelocamiulio por nao caberem nellas.
e nao poderem marchar a p; estes soldados.
asim como outros com quem aconteceu o
mesmo, tiverfio haixa dos corpos, para o
hospital volante, nao morfrafl, nein voll-
rao com alta ; uo figuru no mappa na casa
dos morios bao de necessariament figurar
no numero dos que sahiraO mas nao sabira
curados : se houvesse no mappa urna casa dos
tue sahiaO perdidos, neiia deviao entrar.
I'ouco depois que o exereilo a.iiantou-se de
Bag, a presen tou-se aumacanhoneira noS.
Goncalo um sargento de caradores que veo
i eme ti ido para esta cidade oqual declarou
que, temi sido deixado om caininho doen-
te por nao haver lugar as carretas e nao
poder vencer a marcha a p, fra presa dos re-
beldes, que o conduzirao para Piralinfm ,
donde se evadir favorecido por urna mulber.
dei\ nulo l 12companhciros que liverao igual
sorle a sua.
Helo oificin do brigadeiro Fihppa Nery ao
general em Chefe de que envi copia sob nu-
mero 3. ver V. Ex. mais que o mesmo a-
conteceu com miutas pracas de calillara que
licaio em difieren tes casas por doentcs ; nao
sei se estes liverao haixa para o hospital vo-
lante e se entran rio numero dos que o map-
pa da entrados; os de primeira linha estao
considerados nos carpos por desertores ou au-
sentes ; alguns dos guardas naciouaes sao
dados nos mappas com licenca ou em com-
missa, e por isso no mappa daforca, junto
ao relatorio do ajudanta general, l'a/em par-
te das I. i W pracas que enchem a car.a dos
i, em difiere liles destinos dos quaes tal
v/. nao se veja reunidos s SUas iileiras mais
de 100.
A talla de transportes sufficienlos para o
grande numero de doentcs que forao victimas
dos sarampos, dasdffsenteridS e'de outras en-
ormidades e a negligencia e ncapacidade de
alguns cirurgoes sao a causa de licarem como
abandonados aquelles irifelizes, que napo-
dia no sen estado enfermo vencer as marchas
a pe; com razao diz <> ajudant general no sen
relatorio : Ao hospital volante ludo fal-
ta. E o quarlel-meslre-gerieral no seu
(j/; u Seis carretas sobrecarregdas de
desgranados, ns, mortos defome, cober-
iris de insectos, sem recursos dietticos, qua-
recendode penuria eiso hospital do ex-
ere i lo que irte aqu tere sido ludo menos um
cstabeleci ment de saude. >>
O numero daquelles infelizes s pode ser
bem averiguado (uando o general poder exi-
gir de cada corpo una relaeao nominal das
pracas que lendo tilo baixa para o hospital
volante, nao morrraO, nem vollracom
alta ou dos que tiveraO nota de desertores
ou aii-entes depois de terem sabido com h.iixa
para o hospital e sem voltarem com alia ; o
numero dos mortos de doencas he sem duvida
lisongeiro e abona o zelo do chefe da repar-
lico de saude mas nao he s por elle que se
deve regular a djminuigao que leve o exereilo
em toda a sua longa digressad ; ludo faltava a
esta repartirn principiando por transportes
e Iwns subalternos o chele tmia mais de a-
cudir aos enfermos do que de fiscalisar, seu
desvelo he geralmenle reeonliecido mas tam
bem o he a falta de ludo o estado deploravel
da sua repartigao; porconseqencia, lainbem
esc ipturaco regular ua podia haver. Te-
nh por exacto o numero dos morios de doen-
gas, mas dos que sahiraO nem todos lo rao
curados ; logo que se possa liquidar este objec-
to do modo que digo, transmittirei a V. Ex.
o resultado das averiguares que se fizerem.
Dos guarde a V. Ex. Palacio do governo om
Porto Alegre 23 de novembrode 1811.-
lllm. e Exm. Sur. Conselhero Joze Clemente
Pereira, ministro e secretario de estado dos
negocios da guerra. Saturnino de Souzae
Oliveira.
(Continuar-se-ha.)
ASSEMBLEA PROVINCIAL.
ACTA DA G.* SESSA ORDINARIA EM 8 DE
MARCO DE 1812.
IM'.EZIDENCIA DO SXR. CO.NC. MACIF.L MONTE1110.
Feila a chamada COmparecer0 50 snrs.
deputados, faltando com parlicipacao os snrs.
Viairu de .Mello, e sem ella os snrs. Pereira de
BritO e laiao de Suassuna. Mello, e Domin-
gos de Souza. 0 sur. presidente declarou a-
borta a sessip. Foi li.la e approvada a acta
da sessao antecedente.
EXPEDIENTE.
Um olcio do secreterio da provincia remet-
iendo um requeriinento dos escriturarios da
secretaria Domingos Jos Soares, e Joao Do-
mingues da Silva sobre emolumentos : =
commissao de peiicoes. Outro participando
ter a presidencia multado a cmara da capital
em CO. res, e as do Cabo, e Serinhaem em
10!),) reis, por nao terem remetlido as suaS
contase ornamentos no lempo marcado na l.ei:
= commissao dos negocios das cmaras. I tn
requerimento do jui/. de direito do Rio i ir-
mozo Manoel Teixera Peixolo, podindoo pa-
gamento dos ordenados, que se Ihedevem at
o iiin de dezembro prximo pa"ssad:='com-
missfio de ordenados. O sur. Lopes Netoa-
presentou o requer ment seguinte. = Tendo-
se arrendado por con la d'esta provincia o con-
vento de N. S. da Solidado, e n'cllc feito obras
concideravejs que forao cedidas pelo ex pre-
sidente o snr. Manoel de Souza Teixeira em
benelieio do collegio das orf'is que al i pre-
tenda estabelecer a respectiva adminislracao,
e constando-me, que o exm. presidente da
provincia, apezar disto, mandara tomar cori-
ta do dito convenio para n'elle collocar um
hospital regimenlal, e deposito de recrutas
com manifesta oensa dodireil adquirido pe-
la referida admiuistragao que lira issim pri-
vada do edilieio n'iais adaptado nesla cidade
para lao pi estabehcimento e grave pre-
ji/.o da provincia, que vem a perder o vallor
d'aquellas obras, r-queirb que se peca ao
mesmo exm. presidente por copia o mencio-
nado contracto de ar renda ment e a corres-
pondencia do governo provincial e a admi-
nistrarlo do patrimonio doeorfos acercada
cessao d'essas obras, e reslituico do conven-
io ese Ihe perguute se a provincia foi in-
demnizada da importancia d'ellas nehis cofres
ge raes da *icao. =; Posto em discussu o
sur. Nahuco mandou meza a geguinle emen-
da. *=Risquem-se as palavras = com mani-
festa iufurmacao do dimito adquirido : a-
poiada. Dada a hora para se entrar na <>r-
dem do dia oSr. Lopes Neto pedio urgencia
para se decidir osen requerimenjo : apoiada,
e vencida a urgencia ConlllUOU a discusco.
e a final foi aprova lo o requeriinento CoiljUIlC-
ta ren le com a emenda.
0RDEM DO DIA.
r.ntiouem I. diseussao o projeeto n. 0 de
1811 e foi rejeitado. Passou em I. dis-
cussoo projeelo n. 10 do mesmo auno. En-
trando em H. discussao o artigo I. do pro-
jeeto n. 1-2 de 840, o Snr. Olivei-
ra mandou a seguinte emenda em lugar de
1:000* rs. diga-se 800. rs. nao foi
apoiada : O Sr. llanos Cavaiean'e : em
lugar de 1:000a rs. diga-se 700j rs foi
apoiada. Encerrada' a discussao foi appru-
vado o artigo com a emenda. Oarligo 2.
foi approvado c passou o projeelo em %
discussao.
A. comiissSo de fazenda c ornamento re-
quereo, que se pedissem informaces pre-
sidencia acerca do num-ro e aproveHameD-
lodos alumnos daeadeira de obstretiria :
apoiada e vencida a urgencia ,. entrn em
discussao, o foi a pro vado. Conlinupu a dis-
; ciissao lias postn as da cmara do Rio Formo-
zo. O artigo 18 foi substituido pela emenda
da commissao : o artigo 10 foi approvado ; o
20 foi approvado Com a emenda da commis-
sao ; o artigo 21 foi aprovado. Dada a ho-
ra o Sr. presidente maroou para ordem do
dia em 1. lugarPareceres de commis-
soes leitura de indicacoes e projgetos ; e
em 2. continuacao da ordem do dia de boje,
1. discussao dos projectos ns. 2 c4dcste
anno, e2. don. 53 de 1830; c levan-
ti.u-se a sessao.
Thomaz Antonio Maciel Monteiro ,
Prczidente.
Joze Felippe de Souza Leo ,
1. Secretario.
Antonio Joze d'Oliveira,,
2. Secretario.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA 1.
Odilo. Ao Inspector da Tliesouraria. pa-
ra que houvesse de mandar entregar ao The-
soureiroda Irmand.ide da Conceigao dos Mili-
tares, a quantia de I0.>1200 reis importancia
de tres sepulturas, dadas pela dita Irmandade
a tres soldados do Deposita que falecerao no
mez de Janeiro ultimo.
Dito Ao Vico-Presidente da Meza Regedo-
ra da lrrrland*le da ConceQo com mi nican-
do-Ihe o exposto no olcio preceden le como
que licava respondido oseo (ue Iractava de
(al objecto.
Dito Ao Inspector do Arsenal de Mari-
nha para que houvesse de mandar para o
caes de Palacio s 0 horas da manha do dia 1
do correte os lanxasquu fossem precisas, tia-
ra colidusir a bordo do Patacho Patagnia 70
pracas que se destinavao capital do Im-
perio. .
I)to_ Ao Commandanle interino do Depo-
sito prevenindo-o de que o embarque das
pracas destinadas capital do Imperio S ei'-
fecliiariasO horas da matilia do dia i no caes
do collegio, e (ue as guias devio estar entre-
gues na Secretaria Militar, no dia antecedente.
Dito Ao mesmo exigindo a f il'ofllcio
do 1. sargento d'ordenanc,as de Quipap Jos
AI ves d'Almeida que hia ser proppsto para
reforma.
Dito Ao Commandanle interino da For-
tales de Itamarac dizendo-lho, que havia
resolvido faser recolherao Airea! d Guerra,
e nao Forlalesa de seo com mando r.s 5 Pe-
gas de groco calibre, que se -chao em Pilimh.
e que convinha proceder a novo ajuste, com
Francisco Xavier Dias ia rasao da (llerenca
da longitude e dando-lhc alguns esclareci-
mcutos acerca da gente necessara para a con-
diicco das Pecas e a respeito do Guarda Na-
cional Luiz Conzaga que deva continuar no
destacamento.
DitoAo Tenenle Coronel do Rilalhao
Provisorio pedint'o-lhe informaQes acerca
da infermidale contagiosa do soldado Joao
Francisco.
Dito Ao mesmo, mandando assejitar
praca aos recrutas Jernimo da Costa Santos .
e Jos do Nascimcnto, que se achavio em cus-
todia visto nao terem provado suas allega-
Qf'S.
Portara Ao mesmo mandando excluir
com guia para servir no F.xereito doSul ao
I. Cadete Augusto Leal Ferrcira que seof-
'ereceo para este servico prevenindo-o que
linha de embarcar na manha do dia .
Dita Ao mesmo. mandando eseusar do
sei vico ao soldado da 5. comnauhia Jos l"er-
reira da Costa PrejUIZO. acceitamlo com praca
em seo lugar o paisano por elle oilerccido Ma-
noel Jos Rodrigues que nao linha direito a
,'ratili'ares, e servira por tanto lempo quan-
lo falla va ao dimitlido.
Dita Ao Com mandan te da companbia do
Artfices, para que Ihe falasse maiiha no
quariel de sua residencia pelas 10 horas do
dia sobre objecto de servido.
Dita Ao Commandanle do Deposito Or-
deuando-l'he excluisse com guia de passagem
para o atalhao Provisorio a 13 praxis cons-
tantes de urna relaeao, que se Ihe remetlia.
Dita Ao Commandanle do lalalho Pro-
visorio aulhorisando-o a receber com guia
de passagem as 13 piaras deque traa a Por-
tara cima.
PREFECTURA.
Par:* do dia 8 do crrenle.
Illm. e Exi Snr. Foi. Iionlew presos
pelo Sub-Prefeito da Fregueza do Recite o
porluguez Antonio Jos Vieira por se fazer
snspeilo e desobedecer patiulha rondanle;
e um Aiij'lo-Americano por ler sido encon-
trado com urna faca de meza ; e por seo res-
pectivo commandanle dois outros Americanos
por pertenderem m'atal-o: forao lodos remet-
lidos para s Cadeia.
Participo mais a V. Ex. que pela Guarda do
lugar da Passagem me foi comniunicado que
bontem urna pessoa tentara suicidar-.se dis-
parando ao ouvido una pistola de que licara
gravemente ferido.
He o que consta das partes boje recebidas
nesta Secretaria.
Dos Guarde etc.
No da ) nao occorreo navidade
EXTERIOR.
RIO DA PRATA.
PR0CLAMACOES.
presidente da Repblica Oriental do Uru-
guay e general em chefe, do exereilo nacio-
nal em operacoes sobre,Entre-Rios.
Orientaes! Pisaesj o territorio entre-ria-
no, onde por muito tenipo exerceu a mais
detestavel tyrania o sanguinario Eeliague .
que talou nossos campos incendiou nossos
lares e violn nossas cara familias. Longe
de vos a imilacao de lao abominaveis crimes.
Esteudei aos povos dominados pelos ltimos
restos do agnisante poder do tyrano de Be-
nos-Ayres urna mfio amiga e protectora : el-
les sao vossos irmflps; oll'erecei-lhes a paz e
a liberdade.
Orientaes Ahonde o crime impera pn-
tenleai vossa moral e subor linaco. ttespei-
tai a desgraca dos povos oppnniidos sobre a
mais espantosa tyrania. Esculai sempre a
voz eloquento da honra eobedee: seflipre
s ordens dos vossos cheles. Entre-ltios ,
quartel general na (.alera de Barqun, 21 do
Janeiro de I8-2. Fructuozo Rivera Jos
Luiz de Bustamante.
O presidente da Repblica Oriental do Uru-
guay, e general em chele do exereilo na-
cional em operacoes sobre Entre-iios.
Enlre-lanos Vedes boje entre VOS o ex-
ereilo oriental vosso amigo e irmao. Elle
nao vem talar vossos campos, destruir vossas
propriedades, violar vossas familias, nem
exercer vingan^as iiiiquas, contrarias ao es-
pirito da civilisacao e iiherdudo que preside
nos Consolos do governo oriental. Elle
vem cllerecer-vos a paz o amisade funesta-
mente alterad* entre povos irmaos de urna
mesma origem, dos meamos principios po-
lticos o religiosos pela execravcl ambicao ,
do lyrano de nenos Ayres, (ue lem cobo, ti
desanguea desavenliirada repblica argen-
tina v. calcado aops os principios america-
nos ; desse lyrauno que abomina a paz dos
povos que detesta a Sua liberdade queso
quer a guerra para derramar o sangue de se-
os ir i aos e consumar seus inquos projec-
tos de exterminio edominaeo geral.
Etre-Rianos Em vossas mfios est boje
obler lao importantes bens ; sacidi o jugo
desse inandao sanguinario q#B destruo a vos-
sa liberdade, exercendo sobre vos a ma:s
detestavel tyrannia ; que vos arrastou de pre-
cipicio em precipicio coiivertendo-vos em
instrumento ceg para (terlurbar a paz dos
povos visinhosque ardentmeute anhelao pela
tranquilidade geral.
F.nlre-Rianos 0J momentos sao* preciso':
un i-vos causa da civilisaco e da lbenla e
para reivindicar, na desgraeada repblica ar-
gentina, os sagrados principios proclamados
no momoravel 25 de malo de 1810. Eles
sao boje a base, o fundamento o a primeira
necessidade dos povos modernos, paraasse-
gurar epromover o seu engrandecmenloe
prospegdade. Fora delless encontrareis a
escruvidao ea ignorancia e'm que al boje
vos ha lido oexecravel mando de Ruenos-
Ayres.
Contao para lao grande objecto com a pro-
teccao do exereilo oriental. Elle vosajula-
r a restabelecr a ordem publica"*.' a garantir
lodos os vossos direilos sob o governo consti-
tucional que organiseis. Mas se, por una fa-
(alidade lamentavel coiitiuuasseis no cami-
nhodoerro o exereilo oriental prehenehe-
r o seu dever e as calamidades da guerra
pesaran sobre vos Como una conseqneiicia
precisado vossa obslinacao otenacidade. Eo-
Ire-Rios, qnartel general na Calera de Bar-
qun 21 de Janeiro de 1842 Fructuoso
Rivera Jos Luiz liastamsnle.
NOTICIA DE BLF.NOS-AYUKS.
Montevideo, 31 de Janeiro.
A forQa que Badana seencarregou de levar
moile junta a que marchou dos Santos lu-
gares, em 22 do porrente he de cerca de
2.3oo homens. Badana deve situar-se em Ar-
recifes, e chamar dali a atteneao do governa-
dor Lpez. Rosas dispunha-so a reforjar o
seu acampamento, e havia dado ordem para
que fossem para ali o baUdhaode Rnlon e os
cvicos da cidade ; por mais que faca, nao
poder reunir cima de 2,000 homens, isio
lie, se ludo sabir conforme os sus desejos, o
se alguina dasdivisoes nao se sublevar du-
rante a marcha, como acontecen* com 700
homens da diviso do Sul, dos quaes s 300
chegarao capital porque o resto se suble-
vou e passou os montes de Tordillo, onde
se conserva sem que ninguem os persiga-
Os Rocines fundarao as suas nicas esperan-
**


cas na chegada dos exercitos de Espuela Pa-
checo e Oribe, e esto to abatidos que
nem apparecem as mas. A desergo cu-
tre assuas lileicas he diaria e extraordinaria.
0 motivo porque foro espingardeados 52
individuos no acampamento foi por ter-se ou-
Vido na occasiao da chamada s 11 horas
da noite depois dos monas decostume o
/rito de Se Dos quiser e como nao foi
possivel averiguar qual foi o sollado que sol-
tara este grito, tomou Rosas a humana re-
solugo de mandar decmar o.^ soldado at o
numero de trinta e dous. O pasto, como
j se disse, est sequestrado, e toma-se urna
nota exacta da cavalhada que existia na po-
voaco
rpido volver de o nos sobre suas partes mais
importantes, aim deque o ieitor possa ter
ideia cabal da magnilude e importancia de
urna obra se nao perfeita ao menos a mais
completa qne temos no mesmo genero.
A primeira vantagem que se observa no
regulamento a unidsderusultanle da ordem,
inelhodoe clare doseu todo e de cada urna
das pai tes. Ao menos, pelo que se pode infe-
rir de urna leitura rpida, nao se nota nelle
essa confuso taO fatal a boa execiieaO das
leis, confuso que collocando dcbaixo da
epigraphe de um capitulo disposicdes que so
podem ler cabimento em outra parte como
acontece com o cdigo do processo actual, di-
liculta o estudo da lei e faz com que o execu-
Rrown eslava reparando asavarias queso- tor ao menos nos primeiros lempos deixe
freu nos dous ltimos combates e disia-se
que ia fazer-se de vela para este Porto.
Os mas-horquezes agarro a todos os fi-
lhos do paiz e os obrigo a assgnar um
papel pelo qual se oomproiiieltem. os asigna-
tarios aacompanhar ,o restaurador quaudo
marchar para a sua instancia do Pino.
(Nacional).
( J. do Com.)
I N T E r ion.
itio DE jamuro.
O REGULAMENTO UE 51 DE JANEIRO DE 18 2.
O regulamento he ocumplemento necessa-
rio da lei e a boa execuco desta as vanta-
nons, por tanto, dos seus resultados esto
tao intimamente ligados .boa confeioo da-
quelle que sem mudo de errar, se pode di/.er
que, por mais bem elaborada que seja urna
le, ser ineficaz na pralica se nao for acom-
panhada de um bom regulamento4 que firme
a inlelligeneia de suas disposigoes, dosen-
volvendo-as a lim de serem mais fcilmente
comprehendidas, prevenindo as bypotheses
que poderem occorrer, edestruindo os obs-
tculos que o executor tiver de encontrar
na sua applicago. Em urna pajavra a lei
defeituosa aconijianhada de regulamentos
bcm meditados pode ser mais vantajosa ao
paiz na sua execugao que a lei bem conce-
bida mas sem o necessario desenvolv men-
t cm instrucges ou regulamentos obscuros
e incompletos.
Estas considerares sem duvida, eos gran-
des inconvenientes que a experiencia tem
volvidas materias sobre que era total a falta
de disposigoes reglamentares. A grande la-
cuna que liavia a cerca da execugao das sen-
tengas foi amplamente preenchida. A ma-
neirade conceder os passaportes, materia tao
-i------------n-i.! i rr-i-T- r,*S
cidados outroclamava quoo esbirro ia tor-
nar-sc a a-jloridade a mais formidavel do paiz
contra a qual o cidado honesto devia julgar-
se com di re tos de disparar um tiro caso
nao querer licar deshonrado Entretanto,
dillicil atiento o nosso tirocinio administra- i a lei de 5 de dezembro deixava em p todas as
livo foi regulada comoconvinha, e preveni- | disposigoes do cdigo do processo s com duas
da urna immensidadedehypotesesloordinari-| modilicages : i. nao exigir o depoimento
asnapratica com todas as cautelas possiveis I de urna testemunha para conccsso ou ex po-
para (pie um meio tao poderoso de polica nao dioao ao cilicio do mandado. 2: autorisar a
degenere em tyrannia, para que se conciliem authoridade policial ou qualquer official de
a prevengo dos delicise, represso dos cri- jusliga munido de competente mandado que
minosos com a liberdade dos cidados dse for em scguimenlo de objeetos furtados ou
decumprir muitas das suas disposigoes por
nao encontral-as no lugar em que as procura.
Depois nota-se outra vantagem nao menos
importante. A lei de 3 de dezembro de
18 ti, reformando muitos dos artigos do c-
digo do processo inipunha a necessidade de
aturado estudo para estremar o que lieava re-
vogadodo que coiitiuiiava cm vigor. Assim
no capitulo que diz respeito aos preparativos
para o jury de Sen tonca esiabecd novas dis-
posiees que se mo oncontrevo uoco ttgo do
processo, revogando o primeira jury ou jury
deaeusago e alterando o mo lo de propor as
questoos ao conselho depois de lindos as deba-
tes. Entretanto toda a doulrina do cdigo
do processo nao tinhasidorevogada a respeito,
nem declarada aque continuava em vigor de
modo qus era preciso cotejar humas com ou-
tras disposices a lim de se saber qual a le-
gislado vigente. Ora, o regulamento cortn
todos essesembnreos; colhendo docpdigo do
processo as disposigoes que nao tinho sido
revogadas e da lei das reformas as HOVamente
estabeleeidas, formou um corpo dfl dotilri-
ua completo emetbodico que aprsenla cir-
cunstanciadamente a legislagao em vigor, e
com toda a sullieiincia para guiar o execu-
tor no bom desempenho da le.
Alm desta vantagem importanlissima ex-
iste outra e vem a ser a exposigio completa
e circunstanciada das attribuieoes conferidas a
cada una das autoridades. Ojuiz de paz nao
necessila recorrer aoutrasfonles para conhe-
cer a esphera da sua acgo os delegados e
subdelegados flea sebeado quaes as suas at-
Irihuiges criminaos o polieiaes consultando a-
penas os artigos em que ellas se aciao cuida-
moverem de um lugar para outro sem pea
nem vexame. Regiment das pristes ha tan-
to lempo reclamado inspeegodos theatros,
ttulos de residencia ajuntamentos illicitos,
sociedades secretas estalist ca correspon-
dencia das aulhoridades polieiaes, emolumen-
tos e custas judiciaes ludo se acha previsto ,
bem concebido e ordenado com aquella preci-
sao clareza e ultima de mo que caracte-
rislo as inlelligencias nolaveis assim pela
de algnm reo em destriclo alheio, a apprehen-
de-los ali mesmo e dar as buscas necessarias
prevenindo antes as aulhoridades competen-
tes quando nisso nao prejudiquem o bom xi-
to da deligencia.
Estas duas modilicagocs cuja discusso
consumi tantos das de sessao e servia, de te-
ma para se provar que o governo queria o des-
potismo se lorno totalmente inofensivas ,
vista das disposigoes do regulamento. A
amplido de sua comprehenso como pelo me- ida cm seguimenlodo ro ou (los objeetos fr-
moslrado da fallado inslrncgoes queregulem dosamente enumeradas. A mesma clareza e
os casos omissos as nossas leis levarlo o
governo imperial a envidar lodos os seos es-
torbos em organisar o regulamento que acom-
panha a lei de 5 de dezembro de 1841 com a
perfeigo possivel as obras do liomem. A
poltica que exigia quanto antes a execuco
(li'ssi lei em cuja demora a oposic o via um
triumpho, e cuja sus*-nsao supunba eminen-
te, foi como q'ue suplantada para quo os re-
gulamentos naotssem publicados se nao de-
pois de muito aturada modilago. O governo
imperial nao quiz aniepor o prese u te ao fuc-
turo sacrificar aquello a bem desta dar g-
libo de causas s rasos polticas do momen-
to, quando tinho por alagonislas os inleres-
ses reaea e per manen los da sociedade, e pa-
ra cercear as esperanzas irredectidas dos seus
advrsalos, publicar una obra incompleta c
neflk-az que produziria maior soma de ma-
lea do que de bens! Assim, pois, resignou-
se a todas as consequencias falaes quedessa
demora pudessem resultar sua poltica deu
lempo de sobra para que a eposirao assestas-
se contra ella todas as suas bateras, agencias-
se represenlagesde algumas cmaras muni-
cipaes da provincia do Minas, pedindo a sus-
espinlo de ordem reino em todas as partes
dosse bello trabalho, que tanto proveilo deve
prestar aopaiz quauta gloria ao seu autor.
Para remediar osinconvenientes resultan-
tes da confuso na ordem dos procesaos e u-
nilbrmisar o foro ostabelecendo urna norma
xa invariavel o independen te d pralica
deste ou daquello jurzo o regulamento de 51
de Janeiro addicionou sempre urna normada
ordem do processo aos artigos em que a lei o
inslituio. Assim oque determinou o modo
pralico de prueessar as cansas de 'uspences o
recusacoes os delictos dos empregados p-
blicos nao privilegiados os contrabandos ,
suspeigoes eie. E com tal clareza delermitiou
ludo a respeito que a inlelligeneia a mais or-
dinaria sem recorrer a outras partes, podo
cabalmente desempenhar 0 que sobre esses as-
sumplos estabelece n legislagao vigente.
Se deslas ideas geraes passamos a examinar
cada um dos captulos em si, encontraremos
sempre essa ordem melbodo e bem acaba-
do (pie notamos na concepgao do todo ; e as-
sim devia ser. regulamento foi elaborado
pelo administrador e pelo jurisconsulto duas
entidades tao necessarias urna a outra que
thodo e bom arranju em que conservlo seus
preciosos cabedaes. Em nina palavra o re-
gulamento para execugao das reformas do c-
digo do processodesfibu una por urna as ds-
posig.'S da lei em artigos cuja doutrina collo-
con ao alcance de lodas as intelligencils. Na-
da esquecendo nem omillindo deseen aos
mais diminutos pormenores da organizaeao
judicial e da acgode cada urna das authori-
dades. dosdeochefe de polica o ojuiz de d-
reilo ate os sub-delegados desde a forma-
gao do processo submsUido ao jury al aos ter-
mos de bem viver, desdeas sessoes daquelle
tribunal ate as audiencias dos sub-delegados
de polica. Trabalho complexo e abrangemio
extraordinaria variedade deassumptosconser-
va o mrito inconleslavel da unidade e nao
pecca por confuso nem por prolxo.
Se o espirito de partido (piizesse ser justo
um momento se quer, vera no regulamento
de31 de Janeiro claramente formulado o pro-
grammada poltica de 23 de margo : aal-
lianga iudissoluvel da naeao e do throno da
ordem eda libeidade. Qual he o artigo des-
sas instrueges em (pie nao existe saneciona-
do osse pensamonlo ? Qual a disposigao que
nem por sombras se pode suppor lilha do de-
sejo de restringir as garantas da liberdade ,
que fazem a torga e a gloria do cidado bra-
zileiro e sao nossas por direilo de razo e de
conquista i'
Os antagonistas da le de 31 de dezembro
tudos rigorosamente definida e s aulho-
ridades lcaos so d o direilo quando hou-
vereni fundadas razoes de duvdar da legiti-
midade das pessoas que as dilligencias entra-
rem nos seus districljs ou da legalidade dos
mandados de exigir as provas dessa legiti-
raidade e al de fazer por em custodia as
pessoase cousas queso buscarem.
Alm disto o regulamento estabelece ou-
Iras disjiosiges tendentes todas a coarctar
'qualquer arbitrio das aulhoridades polieiaes ,
ou dos olliciaes da dilligencia que quizerem
abusar das facilidades que as leis Ibes conce-
den).
.Muitas outras observarles fariamos para
mostrar que todo o desenvulvimento dado pe-
lo nobre ministro da juslica s disposigoes da
lei de 3 de desembrode 18il nao sao reslric-
tivas da liln-rdado pelo contrario protec-
torasdos direitos do cidado se nao temesse-
mos canear a paciencia do leilor arredando
ainda para mais longe as ratas deste a.ligo que
ja val Uto extenso. Todava nao linalisaremos
nossa trela sem mostrar nossa admiraeaO pe-
la rapidez com que foi concluida obra de lauta
monta e to bem acabada. A bragos com os
dillicilimos encargos de sua posigaO, leud de
dividir a allengao por tantos e tao variados
objeetos, o sr. Paulino Joze Soares.de Souza
a coneluio no breve espago de dous me/es !
Publicando trabalho to completo como o
reglamento de 31 de Janeiro de 182, o ga-
bradavo contra a sua adopeo porque dizio bnete de marco legou a posteridade um mo-
penso da lei de 5 de dezembro c inlluisse I se auxilio mutuamente
na assemblea provincial de S. Paulo para
que enviasse ao throno urna depulago. cu-
jo xito foi to deploravel. E, com eleito,
a oposigo nutria as maiores esperangas com
a demora da execuco da lei das reformas do
cdigo do processo. Nao fazendo ideado
plano vasto que presidir elaborago dos re-
gulamentos, linha para si qne urna causa po-
derosa e occulla produzia tal demoia e |>ara
auxiliara forgadessa cauza, punha em cam-
po lodosos recursos deque podia dispor. O
ministerio nao se alerrou ; o plano do re-
gulamento iio foi modificado para ser con-
cluido mais cedo os interesses do prsenle
nao foro proferidos aos interesses do futuro,
e o paiz receben das mos do gabinete de 25
de margo um monumento digno de um e de
outro.
Nao trataremos de analisar em todas as
suas partes o regulamento em questo, e mos-
trar as vantagens que o paiz deve colher de
sua execugao, porque fora sso trabalho su-
perior as nossas forgas c nao sao as colum-
nas de um jornal lugar proprio' parase tra-
tar de taes assumptos; entretanto passaremos
ecuja reoniauom
um s individuo forma o homein de estado su-
perior. Alm disto nao foro as theorias das
aulas nem as doiitrinas de livros baseadus
que todo osen lim era investir o governo de
extraordinario poder, armal-o de (brea tal
que podesse dar cabo em breve das liberdades
patrias! Pois bem E esse mesmo governo
cuja poltica ha sido to violentamente censu-
rada cujas propensoes de ordem tem sido
lo mal interpretadas ? com tanta m f con-
fundidas com asaspiracAes Ilegitimas do ab-
solutismo que em vez de ampliar restringe a
esphera da sua aeco.
Ve le como elje lolhe seus proprios bracos
no locante a nomeago dos chefes de polica ,
quando estabelece que s o posso ser os jui-
zes de direilo que houverem servido lies an-
uos pelo menos tundo dado provas de desin-
leresse aclividade e inlelligeneia c(|uando
determina que no caso de demisso sejo re-
enviados para as suas relages quando de
seuibargadores ou para as suas comarcas ou
outras equivalentes, quando juizes de direilo!
At aqu o ministerio dipuohado maior ar-
bitrio na nomeago de juizes de direilo. Bas-
lava <|ue coneorrossem em um candidato as
habilitages exigidas no artigo ii do cdigo
do processo para (ue podesse sor despachado
para esse lugar de magistratura. A lei de 51
de dezembro exigi mais a serventa pelo me-
nos de um quatriennio completo no emprego
nuinenlo indelevel que ia de perpetuar sua
memoria. Ao menos, quaudo deixar o po-
der nao se dir delle como so tem dito de
muitosoutros ministerios ~ quo, brilhou co-
mo urna exalagart meleorica sem deixar vesti-
gios da sua passagom que o laclo mais im-
portante de sua existencia foi a sua morle.
( J. do Com.)
CO.MMKKCIO.
sobre os cosluines civilisago e paixoes de I de juiz municipal, de orphos ou promotor
povos diversos sem correlago alguma eom i publico depois de anuos da promulgago da
os coslumes civilisago e paixoes do nosso M.. Pois bem segundo a letra do regula-
povo que prosiduo organisago assim da j ment o governo ica su jeito ainda a oulras p-
lei de 51 de dezembro como do seu regula -
ment. Foro sim dados mu particulares co-
Ihidoscom todo o esmero durante alguna ali-
os da administrago poucos verdade ,
mas fecundados por um espirito de observa-
go perspicaz e infatigavel ; foi o conheeimen-
to das difiieuldades provenienles do urna legis-
larlo fraca incompleta e omissa em muitas
dassuas partes cssencialissimas que servirlo
de fundamento nova legislagao. Assim se
pode ver a solugo de muitas duvidas, que
alguns ministros deixro endicisas o a (pie
oulros responderlo de urna maneira vaga e in-
determinada amplamente desenvolvida nos
artigos dos regulamentos. O excedente capi-
tulo das liangas entre outros pode servir de
exemplo ao que levamos dito.
Alm disto se noto completamente desen-
as isto deve regular-se pelas informa-
goescirnumstanciadas e fundamentadas,
(pie llie deveni transmillir os juizes de direi-
lo a cerca da maneira porque os juizes mu-
nicipaes de orphos e promotores pblicos
houverem servido. Assim o patronato nao ha
de ser tao fcil e quando for censurado um
ministro por haver depachado para o lugar de
juiz de direilo pessoa que nao baja bem ser-
vido nao poder dzer :eslava no meu
direilo.
Se alguma doutrina da lei das reformas foi
laxada de violenta e arbitraria por certo
a das buscas. Quem se nao lembra dus censu-
ras exageradas que en lo foro feilas ao poder?
Ilum suppunba que o juiz armado de um man-
dado de busca podia legaimentc commetter to-
dos os attentados contra oasyld sagrado dos
ALFANDEGA.
Rcndimenlo dodiaO 5:87ji9Gi
DESCvnREGVO MOJE 10 1)0 CRREME.
R. Americano Navarra farinha de trigo ,
bolaxa spermacete cha canella ,
pentes, esleirs o barricas abatidas.
H. Inglez Romance. Cobre, caldeiras, ma-
quina de vapor.
- Principe Alberto -- bacalho.
(( I). R. bac-ilho.
Barca Ing. W.m Russell. lerminou a sua
descarga.
EDTAES.
= Pela Thesouraria das Rendas Provinciaes
se manda fazer publico que em virtude da
Lei, peanle a mesma Thesouraria se bao de
arrematar em hasta publica a quem mais
der nos das 2 A e de Maio prximo
vindouro |>elas 11 horas da manb os se-
guinles impostos :
i." Furo das caixas e fechos d'assucar.
'2. Taxas das barreiras da Magdalena Ce-
quia e Carvalhos.
5." 'laxas das passagens dos rios nos Muni-
cipios do Recite o Olinda.'
4. \inte .oro|o na agurdente de con-
sumo.
5. Quareula'reis por caada de bebidas es-
pirituosas de consumo na Provincia excepto
a agurdente de fabrico Nacional.
Ii." Dizimo do capim de planta nos Muni-
cipios do Recite e Olinda.
A arremalago dos trez primeiros imposlos
ser feita por lempo de um anno a contar
do primeiro de Julho do frrente ; e a do


4
demais, ser por lempo de trez annos, a coo-
tar da mesma pooha.
As pessoas que se proposereru a estas arre-
matages comparendo na salla das sesses da
mesma Thesouraria uos dias a cima indica-
dos, munidas de fiadores idneos, c habili-
tada.-.
E para constar mandou o Illm. Sor. Ins-
pector afflxar o presente e publicar pela im-
prensa. Secretaria da Thezouraria das Ren-
das Provinciaes de Pernainbuco I. de Margo
de I8i2.
O Secretario
Luiz da Costa l'orto-Carreiro.
AVISOS DIVERSOS
A CREA^AU
DO

HOUfcAl E DA RIULIIEK.
POEMA
Pelo Vigario do Recite Francisco Ferreira
Barreto : um pequeo volume brochado por
t>40rs. Vende-sena loja de Jivros junto ao
arco da Conceicdo.
SOC1EDADE THEATRAL RECREIO E INSTRUCgA
O SsereUrie da mesma avisa aos Srs. com-
missionadosa reunrcm-se hoje i do cr-
lente pelas 0 horas e meh da tar.le na casa
do costume para sessao extraordinaria.
tsr Os bilhetes da primeira parte da nona
Lotera do Tlieatro cujas rodas tem o seu im-
preterivel andamento no dia 21 do correte ,
continuo-se a vender nos lugares do costume.
tsr O Bacharel formado Joao Antonio de
Souza Beltrto d'Araujo Pereira mudou a sua
residencia para o 2." e 5." andar do sobrado
da ra de !>. Francisco, em cujo primeiro
andar mora o Snr. Advogado Jos Narcizo.
tsr Aluga-so duas canoas que carrego
500 tijolosdealvenaria cada urna e servem
para tirar areia na coroa : na praga da Inde-
pendencia loja n. 20.
tsr Precisa-se arrendar urna olaria grande:
quem ti ver annuncie.
S?y Aluga-se urna casa de 3 andares com
armazem para socar assucar, com 140 pal-
mos de fundo at a ma.- tudo uu cada um
andar ao lado do Corpo Santo n. 60.
tsr OlFerece-se para caixeiro de qualquer
casa de commercio desla praca um portu-
guez chegado ltimamente do Porto ; tem 22
anuos de idade e 1 i de pratiea naquella pra-
ca t dfiangaasua conducta tanto naquella
praca como nesta ; quem precisar dirija-se a
ra da Cadeia velha do Recite D. 59 ou an-
nuncie.
tsr Quem quiser fornecer ao Collegio S.
Cruz a fructa necessaria para consumo do
mesmo queira entender-se com o respectivo
Director ; na casa do Gervasio.
tsr 0 abaixo assignado laz publico que o
bilhete n. 1607 da primeira parte da 0.' Lo-
tera do Theatro per tenca somente ao abai-
xo assignado e nao a qualquer outra pessoa
que no dito bilh'te estoja assignado.
Padre Colgalo Victorino Borges.
cy Joze Soaces d'A/.evedo, Baciarel cm
Helias-Letras pela Universidade de Pariz e
Professor da Lingoa Franceza do Liceo faz
publico que as casas ile sua residencia, ra
dosQuurteis 1." sobrado junto Polica,
tem aherlo um curso de Philosopha Racional
e Moral desde as 7 horas e mola da nianh
at as9e meia e outro da Lingoa Franceza
desde as 5 da tarde s 8 da noute. As pesso-
as quo desejarem csludar qualquer destas dis-
ciplinas podem dirigir-se a casa do annunci-
ante a qualquer hora excepto das 10 da ma-
nfla atao meio da.
tsr DesapareceO urna canoa de carreira a
15 dias pouco mais ou menos he de um pao
s iauzada tem um rombo de um lado,
que tora um palmo foi pintada com alca-
Irao e almagre ; quem della souber leve a Ci-
dade deOlindacasa amarella defronte de S.
Sebastiao que se recompensar ou annun-
cie.
tsr Precisa-se de urna ama de leite : na
ra do Encantamento armazem por baixo do
Reverendo Vigario do Recife.
tsr Precisa-se de dous officiaes charutei-
ros : na ra da Madre de Dos fabrica de
charutos.
tsr O Snr. F. i. venda tirar o, colar, que
inpenhou na ra do Queimado no praso de
ludias, do contrario licar pelo que oi
empenhado, e nao licando mais responsavel
o abaixo assignado desde este prasu pelo dito
pinlior.
Joze Coclho Nunes.
egr Henry II. Hiten retira-se para os Es-
tados Unidos.
tsr- O abaixo assignado pede ao Snr. Ber-
nardo Fernandos Vianna e obsequio de decla-
rar se com elle se emende a advertencia fci-
la em o Diario n. 55a M. G. S.
Manoel Gregorio da Silva.
t2T Na ra da Cadeia n. 4-5 deseja-se fal-
lar com oSr. Joaquim joze dos Santos Lial ,
do Brejo da Areia que se acha nesta praga ,
ou annuncie sua morada.
tir A quem for onVccida urna ga de 011-
ro com duas oitavas de peso que foi furta-
da por um moleque que passando por urna
porta onde es'a va um mulalinho folgando ti-
rou-a da mo ; dea tomar e levar aos can-
tos da Boa vista sobrado de 2 andares que
ser gratificado.
tsr Quem liver as prinripaes ras do
bairro de S. Aptonio um sobrado de um an-
dar ou o primeiro de mais, para alugar an-
stuncie,
tsr Um portuguez com officio de pedreiro,
chegado a pouco de fora deseja trabalhar
nesta praga pelo seu oflicio quem de seu
prestimo se quiser utilisar dirija-se a ra das
Cruzes loja de marcineiro ao pe da Typogra-
(ia deste Diario.
i vincia.
tsr Na ra dos bairros baixos defronte da
casa D. 13 ha urna criada para se alugar.
tsr Deseja-se saber se existe nesta Cidade
ou fura della o Sr. Joze da Molta, quo he tes-
tamenteiro do finado Antonio Joze de Sam-
paio fallecido aqui a 8 anuos pouco mais ou
menos : annuncie, ou dirija-se a praca do
Commercio casa de* Manoel Ignacio de Oli-
veira.
%sr Precisa-se de um feitor para um sitio '
que entendade pa 11 tacos : no sitio do Poni-
na I 011 na ra larga do Rozario loja de miu-
dezas D. 7.
isr Precisa-se alugar um preto para o ser-
vido de padaria : na ra das 5 ponas lado do
Peixolo D. 48.
cr Precisa-sede um menino de 14- a 15
annos chegado prximamente do Porto e
que saiba ler e escrever, para caixeiro de urna
venda : na ra do Padre Floriano venda De-
cima 2.
tsr 0 Colegio de S. Antonio dirigido por
Bernardino Freir de Figueirvdo Abreu e Cas-
tro mudou-se para a ra da Aurora r.. 4.
A hora mais propria para se fallar com o Di-
rector he das 7 as 0 horas da manh.
ts^ Quem annunciou querer vender urna
casa com metade a vista dirija-se a ra do
Livramento D. i.
tsr O Fiscal do bairro do Recife avisa aos
habitantes do referido bairro que tenho no
devido asseio e I i m pesa as frentes de seus
estahelecimentos e moradias do contrario
sern severamente punidos com as penas que
a Postura Municipal prescreve atal respeito.
As pessoas que tiverem nogocios com
Livio Lopes Cassello Branco o Silva o po-
dem procurar na ra Augusta : bairro de S.
Antonio em um sobrado novo de Placido Ma-
galhaes.
Paulino Augusto da Silva Freir com-
prou por corita do Sr. Ismael da Cruz Goveia
dois meios bilhetes da t. parte da nona lote-
ra a favor das obras do theatro ; dos nme-
ros 1082e 1559.
Arrendo-se duas grandes daras em S.
Anna defronle do engerido da torre com
quatrocentos e oilenla palmos de compri-
do cada urna com caza de vi venda com mu-
tos cmodos quintal com larangeiras ca-
cimba arranjos para escravos e lugar pa-
ra tirar barro ; a falar no manguind com
Marianna Thereza de Jezus Sequeira.
Perc'sa-se de urna ama para casa que
saiba ensaboare engomar, forra ou captiva ,
e que seja capaz : atrs dos martirios caza de
Mathins Thcodorio de Figueredo.
Offerece-se urna Senhora capaz pa-
ra emgomar com perfeigo roupa de I10-
mem e de Senhora ; igualmente se fa-
zem vestidos da ultima moda marca-se
roupa com todas as letras e aceita-so tam
bt-m escravas para se ensnar a engomar com
toda perfeico ; quem se quizer utilisar do
prestimo derija-se a ra do Amorim defronte
da tenda de ferreiro na caza de urna Sra. Es-
pan hola.
Se alguma pessoa tiver alguma carta
vinda do Porto na ha rea Espirito Santo para
Francisco Radicd 011 para Cristina Radicd
Perry Vidal roga-se-lde o favor deannun-
ciar a sua morada para ser procurado ou
manda-la entregar no recife roa dos barbel*
ros no 2. andar da casa da quina junto do
Sr. Joo Pinto de Lemos.
Xavier da Cunda ou com Joaquim Joze de
Amorim.
LE1LAO
cr Que fazem James Crabtree & C. por
intervencao do Corretor Oliveira, de urna
grande porgo das lindas chitas de flor ama-
relia avariadas c d'alguns brins de lindo es-
curos com principio de mofo : Sexta feira H
do corren te s 10 horas da manha no seu
armasem ra da Cruz.
COMPRAS.
tsr Escravos pretos de 12 a 20 annos de
boas figuras para fora da provincia ; na
praca do Commercio em tasa de Manoel Igna-
cio de Oliveira.
~~ VENDAS.
AVISOS MARTIMOS.
t-T Para o Porto deve seguir viagem com
toda brevidade o Brigue Portuguez Leo ;
quem quiser carregar ou ir de passagem en-
tenda-secom o Capito do mesmo Ricardo
tr Urna mulata de 25 annos com dous
ilhos um com 7 para 7 annos e outro ,
um negro de 40 annos que entendft de co-
ziudar : na ra da Cadeia velha n. 55.
tsr- Urna venda com muito pouco fundo,
arranjo para familia agoa de beber, c em
muitobom local da Magdalena: na ra do
Cuto vello D. 29.
tsr Sacas com feijo branco muito novo ,
Chega'o ltimamente do Porto, por prego
com modo : na praga da Independencia n.
28 e 29. .
tsr Urna capa de superior gurguro roxo,
que serve para a Irmandade dos Passos ou do
Espirito Santo ; uro niolalo de 18 anuos bom
carroo: na praca da Independencia loja de
Antonio Felipp"! da Silva n. II.
'tsr Rila Mara da Conceica vende para
pagamento de seus credores mastros, e ver-
gas de pinho escravos obras de prata e cu-
ro : na ra da Cruz n. 17.
jy Azetode peixe a 2,y00 a caada e
manteiga superior a ;">60 rs. a libra : em 0-
linda na ruado Ampar venda n. 7.
tST Sacas com feijfio branco, amarello, e
fradinho de alqueire medida velha muito
novo e prximamente chegado do Porto ,
por prego^ barato : nos armazens junto da
escadioha do caes da Alfandega de Antonio
Annes Jacoio.o Pires e Dias Ferreira.
jy Ervilia muito nova chegada prxi-
mamente de Loanda propria para semiar ,
e gomma de araruta ou matarana ; tudo por
preco com modo : na ra da Cadeia velha ven-
da D. 59.
cr Urna farda comprida encarnada toda
agaloada de galao falco com o seu compe-
tente talabarte, urna farda a Sebastianisla
psra criado pollinas e capa tudo m meio
uzo proprio para theatro ou outro qual-
quer devertimento por prego commodo : na
ra do Queimado D. 11.
tsr Un.a toalhade cacund de muito bom
goslo por prego commodo : no pateo do
Carmo D. segundo andar.
ssy Bolaxa de marca grande e pequea a
I920 rs. a arroba : na ra Direita 1). 6 e 7.
tsr Dous barra com potassa nova : na
ra da Cruz do Recife armazem n. 1.
tsr Pao preto lino sarja preta de seda,
lanzinha larga para vestidos .'cortes de cassa
com listras de seda chales grandes bordados
de seda mantas Je setim rnacu bordadas
de cor, meias pretas de seda, eompridas ,
ditas curtas chapeos pretos frauce/.es e
outras mu i las fazendas por prego cmodo : na
ra do Queimado loja D. 6.
S2J- Sarjas pelas para coleto dita de cor
para dito sarja preta de duas larguras mui-
to boa fazenda, lengos pretos de seda, ditos de
toquim da India meias de seda para senho-
ra pannos pretos tudo por prego mais em
corita de que em outra qualquer parte: na
loja da viuva de Burgos Poncu de Leao.
tsr Miudezase ferragens muito em conta,
tanto a retaldo como em porgAo assim como
se vende em porgao com algum praso com
e doce nesta praga a satisfagao da casa da
vi .v*a do Burgos.
L.V Ps de durilis coqueiros larangei-
ras juissaras saputiseiros capazos de se
irans, lantar : na loja da viuva do Burgos.
tsr Franquelim de boa qualidade preto ,
azul e roxo a 560 rs. o covado : na ra do
Cabug loja D. defronte do cerieiro.
tsr Dy.tS pipas com caxaga ; ha ra do
Cabug n. .
S27"Uma preta moca de bonita figura, per-
fidia cozinlieira faz doces de toda qualidade ,
coze ensaboa e engomma corp perfeico:
atraz da Matriz deS Antonio no'z ? andar do
ultimo sobrado prximo ao quartel de Polica.
tsr Im sof ,' doze cadeiras e urna mesa
de meio de sala, tudo de Jacaranda e mo-
derno: quem os quiser annuncie.
tsr Urna morada de casa em OJipda na
ra de Xavier de S. Roza n. 8 : na meftna.
Urna escrava que cozinda engonf
ma lava tanto de varrella como de sabo ,
vende-se por necessidade ; um toalha aberta
com lavarinto outra com dito em roda ,
e outra com dito as pontas: na ra dos Mar-
tirios D. 6 lado da Igreja.
tsr Una escrava denago de 20 annos,
tem principios de engommado e cozinda ;
urna dita de 16 annos ptima para mum-
banda cose engomma, e cozinda ; na ra
Direita D. 20 lado do Livramento.
tsr Chapeos de palhinlia e de seda para
senhora e meninas meias de seda luvas ,
sapa tos de marroquim setim e de lustro
para senhora e meninas golinhas mui bem
'bordadas fitas, bicosde linho de seda e
de blond cbales pretos de seda veos, man-
tas de linho e rendas mantas de seda, setins
de cores, sarjas proprias para vestidos ton-
cas para senhora e meninas flores linas pa-
ra a cabega, pentes de tartaruga jiara mar-
rafa c de prender cabello perfumaras li-
nas agulhas francezas muito finas estojes
para barda, chapeos de massa e de sol para
homem chinellas de marroquim, bonels pa-
ra homem e meninos sapatinhs e dolins
para meninos creao para desenlio caixa
para limpar facas lengos de seda para lgi-
do ira ferros de diversas qualdades para sa-
pa toiro e marcineiro, massanetas de lalfto
j para varandas techadoras com dolo de lu-
to para porta de ra e de mais tamanlios
para armarios gavetas e mezas dobradi-
gas de todos os'tamaitos paral'u/os ben-
galas chicotes de estalo utencilios para
I cozinda de ferro batido e ceado cagarolas
1 de todos os tamaitos fregidoiras e mais
pertences de todos os tamaitos ludo mais
em conta de que em outra qualquer parle :
no atierro da Boa vista loja-franceza.
tsr Viudo superior engarrafado da Ma-
deira secca malvasia, e de Bucelas (Je 1831:
na ra do Vigario n. 16.
tsr Duas casinhas terreas no sitio da en-
trada do manguinhoao virar para a Capunga:
no mesmo.
tssr Urna cama de angico, de armago mo-
derna muito bem feita e segura e um
canap de oleo em bom estado; tudo por pre-
go commodo : na ra estreita do Rozario De-
cima 29.
tsr Superior farinha da trra em sacas,
arroz pilado branco de superior qualidade em
sacas : na ra do Bangel venda da quina que
volla para o Trem, D. 41.
tsr Para fora da provincia urna moler
crola de 17 annos, cose, engomma perl'ei-
timente refina assucar faz doces, e cozi-
nhao ordinario : no principio do atiero dos
afTogidosem casa de Silvestre Joaquim do
Nasci ment.
y
ESCRAVOS FGIDOS.
Fugionodia de Oulubro do anuo
passado o preto Vicente de nagao costa,
de 50 anuos baixo s^cco um lauto cor-
covado tem os tornozelos dos ps iridiados,
muito versista sade trabalhar de padeiro de
encltada e tambem cosluma andar com ca-
noas tirando areia julga-se estar entpregado
em urna destas couzas a titulo de forro e
talves tonda mudado o nome para Joaquim,
por assim ja ter platicado : quem o pegar le-
ve as 5 ponas D. 13. que ter 25. rs. de gra-
LilieagAo 5 advertindoque tem sido visto nos
Cocidos.
MOV MENT DO PORTO.
NAVIO ENT1UDO NO DIA 8.
Traste ; 51 dias, Brigue Austraco Airn de
26o tonel., Cap. Antonio Covacevicd, equip
12 carga farinha de trigo e mildo : a
A. Scliramm.
SAHID0S N0 MESMO DIA.
Pdiladclphia..; Patacho Americano Tremont,
Cap. Caullield carga assucar.
New Bedford; Barca Americana Sarah Esther,
Cap. W. M. Lamberth, cont a mesma caiga
que trouxe.
ENTRADO NO DIA 9.
Ha I i fax ; 52 dias, Brigue lnglez Fanny de
225 tonel. Cap. Willim Ayles equip.
12 carga bacaldo : a A. Schiantm.
SAlilDOS NO ME6M0 DIA.
Paradida ; Brigue Dinamarquez Alvina, Cap.
H. J. Jorgonsow carga lastro.
Badia ; Brigue lnglez Fanny Cap. William
Ayles carga a mesma que trouxe.
Ptiladellia; Patacho Americano Ariel, Cap.
S. D. Gregg carga assucar.
RECIFE NA TVP. DE M. F. DE F = 1852
>-


Full Text
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