Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04479


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anuo de 1S4g. Quara Feira 2 de
Todo ajora depende (le noi mesinns ; ,la nos prudencia, moderado, eenerpi : con
turnemos como principiamos, e leremot apontadoa com admiraco enire as iW euliai. (l'roclamaco di Assembla Geral do ifasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna, Paraiba, e Ilio srande do Norte, ni secunda esexta fein.
Bonito e Garanhan, a lUe 24.
Cabo, Sarinhacm, llio Fonnot, Porto Calvo, Maceiii, e Ala;oaj no 4 H, a 21.
Pije 13- Santo Antao, quinta fera. Olinda todo o diis.
DAS DA SEMANA.
% Se?, f. Rom"o. Cbanc And. do Juix de Direito da 2. Tura
i Tere, i Adrin, Hel. Aud. do do jiiiide Direitoda 1, rara.
2 Qnnrt. a. Simplicio, Chano. Aud. do jnii de dircita da 3. raa.
3 IJuinl. llnele no. Aud. do juix de direito da 2. Tari.
4 sejt. a. Caiiiniro. Aud. do Juir. ile Direito da \. Tari.
5 lab. a. Theolilo. Kel. Au I. do Juix de Direito di 3. rara.
C Don. a. -Olegario.
Mar 90.'
Aimo XVIII. N.4S.
> O D"r"> publicase todos os di., que nlio forera Santificado*: o preco da aisi?i..ura U
fy de trej mil reu por quartel paeoa ad.antadoi. Os annuno.os dos assiK.iames sao inserido*
fjralis, e os dos que o no forem n ratflo de SO reis por lmha. Aa re.lamace. derem .r
Hmgiilaa a e,i. l'juogr.fi, rBi d.i Cruxea D. 3, ou i praca da Independencia loja ds Htr.l
ISuoieros 37 e 38. ...
\ CAMBIOS ko da 1 de Marco.
Cambio aobre Londres 2'J d. p. 4U.
Taris 320 reis p. franco.
a Lisboa 80 a 85 p. 400 de pr.
OuRO-Moeda de 6,400 V. 14,400 a 14,(NO
N. 14.200 a 14,400
o de 4,000 S,100a 8,200
PhaTa Palacea l.GoOa 1,670
PaUTA. Petoa olumnarea
" Mexicanoi
1,650 a 1.070
f.ti'u. 1,650
u miuda 1,440 a 1,4(W
Moeda de cobre 3 por 100 de discanto.
Diaconlu de bil,, da AlCande'a lis) por 10*
ao mea.
dem do letraa de boas Grmaa 1 e r,.
Preamar do da t de Maro.
1." 118 hora e 30 ni. da ma'nliS.
2.a ai 8 horas e 54 ru, da larda.
PIUSF.3 DA LA NO MKZ DE'MRCJO.
Quart, mmg. a 3 a 11 boraa e 4 m. da tarde.
La Nora a 12-- a 4 horas e 8 m. da manh.
Quart. creae. a 19 aa 8 horas e 28 ai. da larde .
La cheia a 20 as 11 horas e 39 m. da manh.
"ITB P B RIV AII RITio:
PARTE OFFICIAL.
ASSEMBLA PROVINCIAL.
Sesso Preparatoria aos 28 de Feverei o
de 1842.
rrtEZIDF.NCIA DO SNIt. MACIEL MONTEIRO.
Feila a chamada e adiando-se prezentes 23
Snrs. Depu lados passou-se a proceder a e-
leigo das 2 commissoes na (orina do art A."
do Regiment da casa, e sahii o eleilos plu-
raridade relativa para al." commisso os Srs.
Pedro Cavalcanti, Nabuco de Araujo, e Pes-
soa de .Mello e para a 2.* os Snrs. Domingos
de Souza Aginar c Alvaro. 0 Sr. Nabuco
de Araujo requereo que conformo os prece-
dentes havidos as sesses passadas a conunis-
so de Poderes desse hoje mesmo o seu pare-
cer foi apoiado. O Sr. Pessoa de Mello re-
quereo que de novo se pedisse ao Governo
os documentos que foro o anno passado re-
queridos relativos a eleico primaria do Rio
Formo/o. O Sr. Lopes Neto aprezentou ao
requerimento do Sr. Nabuco de Araujo a se-
guinte' emenda : se putear acreseente as pa-
luvras se vierem os documentos exigidos pe-
lo Sr. Pessoa de Mello. Posto o primeiro re-
querimento em discusso foi aprovado e re-
geilada a emenda. OSr. Lopes Neto mandou
a declaraco seguinte : votei contra o requeri-
mento do Sr. Depulado Nabuco de Araujo -
cerca da commisso encarroada de verificar
os Diplomas dos Membros desta Assembla.
Entrando em discusso o 2." reqnorimento do
Sr. Pessoa do Mello foi tambem aprovado. O
Sr. Prezidente convidou as commisses para
se darem aos trabalbos de que foro encar-
regadas segundo o que ac ha va de resolver
a Assembla. Recolhendo-se ditas Commis-
ses as salas competentes voltaro depois com
os Pareceres por escrito, declarando a i. que
julgava valida a eleico dos Membros seguin-
tes l)r. Felis Peixoto de Rrito e Mello Da-
zembargador Thomaz Antonio Maciel Mon-
te ir Dr. Francisco Domingues da Silva ,
Major Manoel Ignacio de Carvalbo Mendonca ,
Dr. Alvaro Barbalho Uchoa Cavalcante Dr.
Manoel Mondes da Cunta Azevedc Tenante
Coronel Antonio Cameiro Machado Rios Dr.
Joo Joze Ferreira d'Aguiar, Dr. Luiz de Car-
valbo Paz de Andrade, Pedro Alexan.lrino de
Barros Cavalcante, Dr. Domingos de Souza
Leo Dr. Felippe Lopes Neto, Teen le Co-
ronel Francisco de Paula Mosquita Dr. Fr-
cisco Xavier Pereira de Brito, Dr. Joze Felip-
po de Sousa Leo, Tenente Joze Pedro da
Silva Commandantc superior Francisco de
Paula Cavalcante de Albuquerque Lcenla ,
Alexandre Bernardino dos Heis e Silva Padre
Miguel do Sacramento Lopes Gama e Anto-
nio Joze de Oliveira por estarem os seus Di-
plomas conforme as Actas Gem, e Parciaes ,
e estas com a Lei. O senhor Pessoa de Mello
appresenlou o seu parecer em separao'o pa-
ra que se siqiprimisse da apurc/iogcra! os vo-
tos dos Collegios do Rio Fo moso, e Goianna.
procedendo-se nova apuraco ; visto a eleicAo
dos 2 sobredilos Collegios nao tersido feila
em regra. A 2. Commisso julgou tobem
valida a eleQfia dos senhores Pedro Cavalcante,
Nabuco PAraujo e Pessoa de Mello, assig-
nando vencido o senhor Aginar.
O Snr. Lopes Gama requereu urgencia so-
bra os 2 Pareceres das lllustres CommissiVs
de Poderes, foi apoiado. 0 Snr. Pessoa de
Mello mandou a Meza a seguinte emenda : se
passar o requerimento do Snr. Lopes Gama ,
accrescente (cando adiado o voto em separa-
do por -i dias. Entrando em discusso os 2
Pareceres foro aprovaJos e bem assimae-
menda. O Snr Lopes Gama requereo que
se chamassi-m (5 Supplentes para preeneherem
os 6 effectivos que estn impedidos, pondo-se
em discusso o requerimento foi aprovado. O
Snr. Prezidente nomeou aos Snrs. Lopes Ga-
ma Nabuco d'Araujo e Domingos de Sou -
za para comporem a Commisso que tem de
receber amanh o Exm. Prezidente da Pro-
vincia e levantou a sesso. Thomaz An-
tonio Maciel Monteiro Prezidente. Felis
Peixoto de Brito e Mello 1. Secretario.-----
Alpxandrc Bernardino dos Reis o Silva 2.
Secretario.
EXTERIOR.
ANNA D'ARCONA (*).
Sim minha filha coutinuou o velbo
conde liontem noite depois da tempestado ,
qnando vollava de casa de teu lio Songes urna
partida de cavallaria alloma se atreveo a de-
ter a minlia escolia enlrada do bosque in-
timando-lhe que grilassem-viva a missa se
nao queriam servir de alvo aos seus arcabuzes
Os nossos negaiam-se como podes fazer i-
da a proferir similhante blasfemia e en-
tosem esperar mais nada d^ram urna descar-
ga sobre os nossos da qual resuhou ficarem
aois morios. Ali assim se cumprem os edi-
tos Ai Miseraveis catbolieos Que
nao posa eu \ingar-me delles e fazer-lhes pa-
gar raui caro os males que me bao causado.
Ao menos meu pai accrescentou
com vivacidade a joven nao estaos ferido.
Nao, minha lilh.'i Dos perdoou an-
da por esta vez nina existencia que lalvez re-
serva...
Ali desterra i da idea estes pensamen-
tos ^ meu pai Dos o misericordioso.
O Vid7 Diario H. 43,44, e ilT
PORTO.
AUTO D'ACLAMACAfi.
Anno do Nasciment de Nosso Senhor Je-
ss Christo de 1842 aos27 dias do mez de Ja-
neiro nos Pacos do Consolho desta muito
anliga sempre leal invicta Cidade do Porto ,
onde se achavo extraordinariamente reuni-
dos o Presidente Fiscal e Vereadores da
Cmara Municipal delta ; alii tendo-se a Blas-
ma Cmara declarado em sesso publica e j.er-
manenleoara tomar em considerado a trans-
cedente peticAo que o povo junto na Praca
- Sem duvida mas at agora se tom
mostrado mui irado para nos. Mui triste
esta conversaQo melhor que a doixemos ;
porm tambem te encontr um pouco plida
esta manli que tens ?
Eu nada meu pai.
Ah em vo pertendes negn-lo a in-
quietaQo em que estiveste por cansa da mi-
nha demora te ha privado do somno, e depois
tembrar-te-has que hoje o anniversario da
mor te de tua ni ai.
Sim... meu pai, disse ella com urna voz
magoada e passados alguns momentos, o
conde conlinuou :
Nao houve nenhuma novidade durante
a minha auzencia?
Meu pai disse a joven com alguma
confuzo nao vos deram paite de que se
tirou das agoas deste rio ao p dos muros do
castollo a um joven estrangeirb ; o qual
mandei dar os primeiros auxilios ? era este
o meu dever nao verdade.
Sim minha filha, obraste bem ; c ja
se sabe quem esse joven ?
At agora nao pois apenas recobron
os sentidos tornou novamentc a cali ir em um
profundo lethargo.
de I). Pedro e composto de mullos milla-
res ile Cidados annuuciara ter de fazer-lho ,
e dirigir-lhe, se apresentou por parte do mes-
mo povo una depiltagao que por um dos
seus membros represen tou Cmara que era
da primeira necessidade para se evitaren, mili-
tas calamidades publicas e satisfazer ancic-
dade gt'ral, que se restabelecosse a Carta Cons-
titucional outorgada por SuaMagestade Impe-
rial o Sur. I). Podro 4. de saudosa me-
moria queos Portuguezes em geral e com
ospoeialidule os Portuenses nao podio por
caso algum esquecer-se que aquella dadiva
proviera da generosidade e pliilosophia de um
grande Principe, que duas vezos nos reslituiu
a Liherdade ; q8aCarta Constitucionalcon-
tinha a maior soma de Liberdade corapativel
com as luzes, adiantamento e hbitos dosPor-
tuguezes que ella Un ha sido sellada com o
sangue de muitos mil bravos e nao menor
numero de victimas da tyrannia 5 e que so-
bre tudo islo accresci a" idea melanclica c
desgranada de liaversido roubada a a(&o pe-
lo meio de, um tumulto sem justificado moti-
vo, a nao sen o ddlesmoralisar tudo para tor-
nar incerto o estado-social ; que todas estas
razos e ideia de quese gloriavo de tor entre
si o Coracao daquelle Rei philosopho asua
Espada o seu Chapeo o ateo seu oculo os
comn'ellia em esHarem pelo restabelecimento
da Carta urna das mais bellas aeges do seu
Reinado.
A Cmara depois de um maduro exame so-
bre as razes expostas deljberou que cum pr in-
do que em objeclo to gravo se procurasse o
Conselho de pessoas mais authorisadas e mais
eleva las em todos os ramos sociaes nao po-
da dcixar de convida-tas a comparecer para
em reunio geral se acoroar o que maisconvi-
ria fazer, segundo o espirito nacional. Ere-
unidas com effeito as sobrediclas pessoas ,
qne foro os Exms. Snrs. Antonia Bernardo
da Costa Cabral, Ministro dos Negocios Eccle-
siasticos e de Justica Marcellmo Mximo
d'Azevedo e Mello Conselheiro e Adminis-
trador Geral do Districto do Porto Baro da
Ponte de Santa Mara Marechal de Campo e
General Commandanle da 3.' Dviso Militar
D. Jernimo, Bispo Eleito do Porto Jo-
o de Souza Intendente de Marinha An-
tonio Joaqun! da Costa Carvalho Director
d'Alfaiidega Joa Eduanlo de Brito e Cu-
nha Contador Geral da Fazenda Conde
Terona Jos do conselho de Sua Magestade,
e Cotnmendador da Ordcm de Christo Joa-
quim Jos de Queiroz Presidente da Rela-
co ; se concordou a final unanememente ,
I que a todo o cusi e quaesquer que fosseni
j os sacriliciosa fazer se devia restabelccer a
Carta Constitucional para reger (stes Rei-
nos como Lei fundamental da Monarchia,
at porque aConslituicAo de 1838 defeituo-
sissima o pouco apta aos eostumes etiabitoa
dos Portugueses equenessa Conformidade
se procodesse sua acclainaoo ; porem qu
devondo preparar-se para toda a opposico ,
qualquerqiieseja a sila origem aendendo
a que em casos taos sempre o bem do maior
numero que se deve attender por isso desdo
ja unanememente acordvSo e decidido qua
ficasso creada urna Juncia Provisoria a qual
seria composla dos Exms, Snrs. Antonio Ber-
I nardo da Costa Cabial do conselho de S.
: M. F. GrA-Cruz da Ordcm da Rosa Com-
i mandador da ConceiQSo, e Ministro e Secre-
! tario d'Estado dos Negocios Lcclesiasticos e do
[Justica ; Kxm. Baro da Ponte de Snela Ma-
I ria, Mareohal de Campo e General e Comman-
! danto da 3. Diviso Militar ; e do Kxm. Snr.
Marcellmo Mximo d'Azevedo e Mello do
conselho de S. M. F. cominendador daOr--
dem de Christo e Administrador Geral d<*
destrielo do Porto : devendo o primeiro servir
de Presidente a qual Juncia flear investida
de todos os poderes pblicos necesarios para
levara elL'itoo fim deste mavimento e re-
[.resentago : a saber depositar as Augustas
MosdeS M. a Ranilla, a Carta Constitucio-
nal outorgada polo Snr. Duque de bragan^a o
inmortal I). Pedro e que to atrozmente foi
extorquida a lim de ser ella a Lei funda-
mental e reger estes Reinos como tal. E co-
mo estvessem presen tes os Membros da Juncia
Provisoria tomado convenientemente por
etles o Juramento devido se houve a mes-
illa por installada, ordenando em seguida que
assignado o aulo orress^m todos Beal Ca-
pella da Lapa aonde dianle do tmulo qu*
serve de deposito aocoracjlo do Immortal D.
Pedro 4. deverio aos Snelos Evangelhos e
sobre a espada d'aquclle grande Boi ( que a
esse effeito foi mandada Coiduzir), jurar to-
dos que primeiro danfio a vida do (pie dei-
xar de restabollecer aquelle pacto em desag-
gravo do grande General que nem depois d
entrar no tmulo leem deixado de o maltrac-
tar petos seus orgos. E logo se deu este ac-
to por concluido, que a cmara e outros cida-
dos vo assignar. E eu Domingos Jos Al-
ves de Souza Secretario da Municipalidade ,
o esorevi. E declaro que a este acto foi tam-
bem presente o Exm. Snr. Visconde de Semo-
des. E eu Domingos Jos Airea de Sjuz ,
Secretario o esorevi.
Dos queira que nao seja algum dos
nossos inimigas !
Podis pensa-lo ?
Se um calholico em todo o caso
um nosso inimigo e por isso nao llie Jarei
hospitalidade
Mas est perigosamonte ferido.
Que importa Ir buscar em outra par-
te os soccorros que necessita.
E encontra-los-ha ?
A estas ultimas palavras o conde levan-
tou os olhos cheios de indignago e excla-
mou:
Oh meu Dos E* AnnadeArcona que
oiiqo ?
Perdo meu caro pai disse a joven ,
perdo se vos tenho oflendido ese bem que
eu nao sei com certeza se este deseonheeido
um dos nossos co-reltgionarios se os me-
us pressentimentos me nao enganam assim
deve de ser pois que sem duvida a mo de
Dos foi quem guiou aqt esuTjovcn fazen-
do com que encontrasse asylo no castetlo da
Arcona ; mas dizei-me meu pai se por
desgraca fosseo contrario, vosa quem sem-
pre tenho conhecido to compassivo quero-
rieis deixar morrer sera soccorro porta do j
B
vosso castetlo a um desgranado que nunca vos
offendeo ?
Porm minha filha respondeo o con-
de admirado por a ver em urna attitude sup-
plicante quando tens tres irmos foram
murtos i,o campo de Jarnac feridos pelos
catholicos qual foi o calholico que veio soc-
corre-los ? Quando tua mi se lancou de joe-
llios aos pes de seus verdugos pedindo pieda-
de, qua? foi o calholico que leve piedade dalla'.'
Annaabaixou a cabeca suspirando, 9 a
conde levantou-e com bastante cusi da ca-
deira, e chamando a um dos creados Ihe per-
guntou:
Como est essc'manccbo?
Senhor respondeo o C.-eado, anda nao
sabio do seu letbargo.
S
Volta para o seu lado conlinuou o
conde e no momento que dispertar viras a-
visar-me e eu mesmo quero ver esse dos-
conhe-ido eem quantonao passar esta vi-
sita ninguem nem mesmo aindaoCirurgiao.
devechegar-se a elle, eRtendtfS-mo7 Tu me
respondes por isto. Ocria-.'o sahio c anda
se nao linha passado um quarlo de hora quaSK
do torncu a volla-r.
y



553??*' yjJmiB:- -
MANIFEST DA JUSTA VROVISOHIA
AOS I'OMIGIEZES.
A Junta provisoria em nomo da Rainha,
tlepois de soltar o grito restaurador da Carta
Constitucional da Monarchia enteude que
e da sua indeclinavel obrigac,o exporsinge-j
lamente as causas, que a impedirn) atentar i
tarnanlia empreza, antecipando ao .mesmo
tempo a declaraco dos principios porque ha .
de invariavelmente dirigir-se.
Chamado o Senhor D. Pedro IV a sirCeder
a El-Rci seu augusto pai no throno de Por- i
tugal em virtude do direito de pritnogeni-
lura assegurado pelas Le fusdametitaes da
Monarchia, mencionadas na Carta de Le e
Edicto perpetuo de lo de Novembrode 182a ,
IbiSua Magestade formalmente reeonhecido
como Rei dcstes Reinos por todas as potencias,
e pela Nacao porttgeza.
Odezejo sincera e decidido qu> animou I
constantemente aquelle excelso Monarcha, de
lirmar a felicidade dos seus subditos de ambos !
os hemispherios oempenho de assegurar a
independencia dos dous paizes confiados
ao seu paternal cuidado para desee modo es-
trenaros lagos da reciproca e fraterna! anii-j
sade, que os dei'ia ligar o recio de com-
prometter este grande lim, pela reunan for-
tuita de duas cortas sobre a mesma cabera
i- mus que tu loa singular e nunea desmen-
tida abnegaco, quo lanto dJsHnguiu a Sua I
Mageslade Imperial, decdram este modelo
dos Soberanos ;i abdicar a Cjroa de Portu-
gal em favor de Sua Filha a Sen hora D. :
liara da Gloria, quj igualm me foi reconhe-
cida como Rainha destis Rinose sst*do- i
minios por todas as Potencias e pela Nac,o
portuguesa.
Dezejando, porem, o Senhor !). Pedro l*
dar nina prova inequvoca < nssignalada dos
sentimentos de amor e dedicacao, que nutria
p;-!o pat2 que o vio nascor, seguio o esponta- j
neoe generoso impulso do seu coragao ver-
UadernvMite magnnimo, aproveitando o|
breve espifiO do seu reina!) para restituir a
'Nacao porlugueza a posse dos seus antigosi
foros e privilegios ; cumprindo assm as pro-1
messas de Seu Augusto Pai annunciadas na
proclama;;io (]
31 i 'I mi de 1823 e re- '
p-.-li las pe-la Ci.li de l.ei ila -'. de JunhO de
1824.
Com este objecto, promulgou a (.arta Cons-
titucional de 29de Abril do 1820, na qual,
revalidando virtalment a antiga forma de I
governo e constilucao do Estado, oflereeeoao
mundo um documento assombroso da sua
alia sabedoria, urna prova incontestavel da
influencia ,queexercam em seu Real Ani-
mo BslicOeA e as necessidades daepocha,
em que legislava, e urna demonstrado in-
concussa do interesse que Iho inspiravam a
liberdade e a independencia desta Nacao he-
roica : a Carta Constitucional, roborando os
dous principios fundamentas* e luminosos!
do enligo governo porluguez, garanlindo a
santa religifio de nossos pais, provundo aos
casos de successao, OxaiiCo as epochas para a
convocacao e ajunlamnto das Cortes, contem i
andaoutrasdjsposices desum-na importan- |
oa, digna, para dizel-u n'uma palavra,
do Monarcha p:iilo3opho, quo as concebeu
e poz por obra.
Esia dadiva generosa qi.3 sera era todoo
tempo il'um valor napreuiayel anda o foi
mais pela circunstancia da opportunidada. A
Najo porlugueza, qua perder havla pou-
coo governo henifico do Sur. D. Joio VI,
lutava entre o receto d-- soflYer um governo
absoluto, delegado, e inellieaz-eo temor.alias
justificado pbrfactos de cair na maos d'um
principe > inmigo jurado da liberdade 8
evitado por tentativas, que mancharn inde-
Icvelmente a sua memoria.
Nao podia, pois, a Nacilo portugueza, le-
vada a esta cruel alternativa, dexar da re-
ce b-*r com vehemente enthusiasmo um cdi-
go que a tirava de lamatiho apuro, que Ihe
abra urna nova era de prosperidade e que
a colloeava a par das naces mas bem gover-
nadas do mundo.
Multas cau/.as que nao vem ao nosso pro-
posito referir agora, eouoorreram para que
a ncar perdesse as instiluces outorgadas
pelo Sur. D. Pedro IV. A mxima parte dos
Portugueses, liis ao seu juramento expe-
rimentaran) nocadafalso, as prizes nos
desterros, no homisioo na emigraC;5o, os ef-
fetos da tyrannia mais inllexivele mais iucp-
la dos nossos lempos.
Estavao softrmento esgotado quando a-
pareceu na Europa o magnnimo author da
Carta constitucional, os leaes subdito da Rai-
nha que haviam podido escapar persegu-
gao tn iiejiata do uzurpador, acolhendo-ge
a paizes estranhos, e os bravos que sobre o
archipelago do3 Acures tinham zumbado das
forcasdotyranno pediram ao Principe gene-
rqso qu; sj posesse a sua frente: que partisse
culi elles o perigo e a gloria da gigantesca
empresa a que dezejavam meiterhombros;
que viesse vngar a sua obra, ou marrar com
ella. Esta supplica foi benigna e entliusi-
astieameule acolhida nena podia deixar
de o ser, por que o nosso Re e nosso Liber-
tador s tinba urna ambicio a de sobrepu-
jar os primeiros hroes das idaies antigs e
modernas.
Seoarando-se dos objeclos mais caros ao sen
coraco renunciando aos commoJos da vida
particular, abundante e tranquilla a que
pareca haver-se condemnado, foi o Duque
de Braganga offerecer o peit a lo dflrkdl
como briosa empreza de libertar Portugal.
Preparada a expedicao contra o uzurpador,
vencidos pela constancia do Grande Pedro, le-
los seus recursos, pela sua vontade inabalavel,
pela influencia poderosa doseunome, todos os
obstculos quaretardavamou quasi impedi-
am este passo nao hesilou o deslemido
gu rreiro em escolher a Cidade Inviccla e E-
terna para thealro das suas proesas, para
ponto nexpugnavel onde viessem quebrar-se
as furias do ininigo. O Porto, esta Ierra de
hroes que pnmeiro acclamara a Carta
Constitucional, a despeito de urna resistencia
tenaz e vigoroza ; 0 Porto, que lisera nova
tentativa para restaurara ; o Porto, em lim .
qu; fraO alvo constante de urna perseguica
inaudita e feroz pela sua nunca duvidosa
nemabalada jBdelidade aos principios libe-
ra >, tinha direito incontestavel escollia ,
que delle fez o nosso immorlal Liberta-
dor.
Nao se enganou o Duque de Braganca : a-
qui veio encontrar una povoaQftu decidida e
valen le, que passou com rosto sereno por in-
eriveis sacrificios, que pralicou prodigios de
valor nunca excedidos, nem talvz igualados,
oque esteva firmemente resolvida a sacri-
ficar at o ultimo peito dos seus habitantes
em defeza da sgrala cauza, a que se vo-
tara.
Restarala a Carta por urna serie nao in-
' tpi-rompidade l'acanbas. a qual dallas nnis
espantosa e oollocada aCoroa na cabeca da
Rainha concebeu a maioria dos portuguezes
a lisougeira esperanc.a de um porvir venturoso.
Pareceu que o Libertador teria dias de ver-
dadero prazer comlemplando o feliz xito
da sua empreza e vendo manar copiosos
fruetos da legislacao que promulgara entre
as fadigas da guerra, pareceu que, desaton-
tan.lo o Reino do seu principal inmigo,
lancados do governo os montros, que se re-
gosijavam com o brbaro espectculo de di-
vidir e dilacerar a familia porlugueza. have-
ria moio de congragal-a esquecendo erros
passados, e at perdoando faci, voluntarios.
Mas infelismente nao aconteceu assim: um
partido pequeo porem ousado, deu logo
serio desgosto aoseu Libertador. Nao s,
i pelos seos Orgias mais influentes Ihe dispu-
tou o pagamento d'uma divida sacratissima,
| de que elle nao quiz pagar-se por suas maos ;
i noso injuriou de palavra e por escripto, che-
gando ao criminoso arrojo de deprimir as i
suas facanhas, de duvidar da sua generosida- I
de, de confundir actos de bem entendida ele-
mencia com o proposito de tramar contra
as liistUuicdas liberaes ; porem (o que pan-
ce inacreditavel ) jurou por maos sacrilegas j
sobre a preciosa Dadiva que a tanto custo ,
bavamos resgatado.
O Duque de Braganca, cortado de angustias
e de trahalhos, desceu ao sepulcro : quiz po- (
rem oCeoqueelle nao visse destruida em
seus dias a obra qu mais o imu^rtalisara
que nao presenc^sse o acto da mais feia o a- ;
bjeeta ingratidao praticado por quem duas
vezes Ihe deveu a liberdade e a patria.
A carta constitucional regeu a monarchia ;
por algum tempo. A fracgiio menos numerosa |
do partido liberal gosou, sombra della, nao
d'uma liberdade rasoavel se nao de todas as
demasas da licenga. as cmaras, na lm-
prensa no |V) ler seguio sempre a sjia na-
tural e incorrgivel tendencia para os ex- i
cessos; chegando a proclamar que a anarchia
era estado possivel e sustentavel,
A Nayo fatigada de transtornos ancio-
sa pelos beneficios da paz conheeendo que
s por efl'eito della podiam desenvolver-se os
mananciaes da sua riquesa o prosperar fe-
cundamente as muilas emprezas de utilidade
geral, queestavam em va, repeli em toda
a parte os instigadores da desordem. A elei-
co da cmara, que devia reunir-se no riia II
de Setembro de 183(5, foi a prova mais sol m-
| ue e mais irrecusavel do bom senso nacin al,
! e do descrdito em que estavam os perturba-
! dores da desordem publica.
Redusidos, como ficaram, a una insignifi-
i cante minora, disposeram levar pela violen-
Iciad'um tumulto o que nao tinham pulido
oblar pelos meios legaes. Cus piucos de ho-
1 mens to obscuros como ambiciosos, d<'r-.
ribaram n'uma noite a Le fundamental do Es-
I lado Le que assegurava aos Portuguezes a
maior samma de liberdade que elles podiam
comportar que nos chama* comnmnho
.las afios mais Ilustradas da Europa que j
. nos serviu de bandeira nos infelizes dias do I
i exilio que foi regada com o sangue de tan- j
1 los martyres e que nos excitou a praticar i
I actos da mais acrisolada devoQao cvica do |
mais estremado herosmo. Gritou-se por um
codgo, abolido notoriamente defeiluoso
ou antes prmeiro e imperfeto ensaio de ho-',
' mens inexperientes na sciencia governativa. j
A simples leilura desse cdigo convenceu oS|
individuos, que se poseram frente do mov-j
inento revolucionario, deque nao era possi-J
vol adoptal-o sem o sujeitar a mm'ificaQes i
esseuciaes.
Passmos do repente d'um estado definido
e seguro para um estado provisorio e convul-
sivo = calcou-se aos ps a saulidadu do jura-
mento = romperam-se os vnculos sociaes =
perdeu-se o respeilo a le e s autoridades^
augmentaram-se as dilliculdadesdomesticase
relardou-se o reMabelecimento das nossas re-
lages de amizade com as potencias estrangei-
ras = abalou-se o nosso crdito = finalmente,
esteve prxima a desconjuntar-se a machina
social, para seren salisfeilas aspaixjjes ignu-
beis de alguns centenares de tumultuarios.
A Rainha dos Portuguezes foi posta em coac-
co e obrigada pelo modo maisoppressivo
e afrontoso a derogar nao sem a maior
reluctancia eat com efTuso de lagrimas, o
monumento da consummada sabedoria de seu
Augusto Pai e a subsliluir-lhe instituices
caducas e imperfeitas.
Nao mencionaremos pelo julgar escusado,
todos os males que se seguiram a esla funes-
lissima revolugo : os homens que se olle-
receram para dingi-Ia em vez de enfrear as
paixoes procuraran exalta-las at que
final foram victimas do seu desacord. Em
logar de promover interesses geraes cuida-
ram quasi exclusivamente de interesses par-
ticulares. Reduziraui miseria os melhures
servidores do Estado sem attenderem a direi-
tos adquiridos e sem respeitarem os servi-
dos os padecimentos e a capacidade dos des-
granados que romolavam. Fzeram urna nuil-
tido de leis exolicas; copiando dos estrangei-
rosalgumas que estes trata var de destruir nu
proprio momento em que nos as peililliava-
mos. Ao mesmo tempo que levaram os Em-
preados Pblicos ao extremo da indigencia,
ou dolorosa necessidade da prevaricacao ,
augmentaran) Jesneeessariawenie os quadros
das Repartieres. Fallando na rigidez dos seus
principios econmicos censurando as adiin-
nistraees cartistas por nao terem olhado
devidamente para a fazenda pblica, tomando
para tbema dos seus libellos ruinoso gvstema
doseuiprestimos das anlecipactes e das ope-
rafies millas a que bayiam recorrido em
occasio de apuro os seus adversarios vie-
ram vergonhosameute a cahir nos defeitos ar-
gidos. Para simular ou encohrir fallas to
imperdoaves nao se pejaram de engaar o
corpo legislativo diminuindo no papel a
dfspeza publica encarecendo a receita e
chamando econmica medid. que libertou
o thesouro de certo pagamento importaute ,
para abrigar a elle inmediatamente a bol<;a
dos particulares.
A aboligo da Carta Constitucional trouxe
a necessidade d'uma nova Constituicjlo. A as-
smblea constituinte eleila exclusivamente
pejo bando dominante, sujela influencia das
paixoes, que Ihe deram o ser, oceupou-se
largo lempo da obra que Ihe foi commettida.
Nao desceremos minuciosa analyse dos
defeitos desta constiluic.ao nem taremos pa-
ralello entre ella e a Carta Constitucional: bas-
tar di/.er que na primeira ha todos os prin-
cipios errados e dissolvenles da puericia cons-
tilucionalha urna mistura informe e con-
tradictoria de dsposcOtS ora conservativas ,
ora desorganisadoras ha muitos arligos,
(jue foram lancados com amhiguidade estuda-
da para serem fcilmente Iludidos ha ,
emfim elementos que a tornam iuexequivel,
e portanto incapaz de reger como Le funda-
mental d'um Estado. Na segunda existe ,
com a legitimidadd da origem e com as recor-
dages que aenr.obrecem combinada perfei-
tameute a liberdade e independencia da nayo
Est bem disse o conde sem Ihe dar
tempo para fallar J te sigo.
Auna vendo seu pai disposto a sahir op-
primia-se-lhe o corago ; este joven quea-
pnnas tinha visto e que nao obstante isto
nao era para ella um desconhecido. e anda j
mais nao sei porque misterioso instincto Ihe
pareca que cedo ou tarde deviara unir os seus
destinos intimamente e quedo interroga-
torio que a verifiear-se dependa todo o seu
destino. Entregue a nina angustia inexpli-
cav-.d permaneceo algum lempo immovel .
c depois obedecendo d; repente a essa forca !
secreta que a impela para aqu lile quurlofatal:
Seu pai, exclamou ella correudo para
a frorla do quarto a alcanzar seu pai que ja
iasahndo, estaesmuilo fraco permillique
vos conduza. Estas palavras foram ditas com
es.se lom cutre a indifferenga eo interesse .
qu as mllrres ainda smenos experimen-j
tadassabem tomar t&o bem para peculiar um
pensamenlo j Culpa vol; ncondo sem deseon-
lianca atravessouos largos corredores do cas-
tello apoiado ao braco de siia filha.
Por urna funesta casuadade o quarto on-
de tinham deposita lo o ferido era o mesmo
craquea condessa do Aroma havia expira-
do alguns mezes depois da terrvel catastro-
fe em resultas de ler perdido a razio, e quan-
do o conde e sua filha entraran) dominados
pelo influxo desta fnebre recordarlo le-
vantramos olhos ao ceo soltando profundos
suspiros. Os movis deste quarto que desde
entao tinha permanecido deshabitado eram
os mesmos que haviam no tempo que a conde-
ca ah persista; sua biblia e seu bastidor pa-
reciam espera-la ainda e fraca luz que
deixavam penetrar na habitago urnas corti-
nas de seda verde podia-se dizer que a des-
2-acada condena associando se s vingancas
de seu esposo, tinha sabido do tu millo para
expulsar o temerario que se tinha atrevido a
OCCupar o seu leito. E na verdade que esta
idea tinha lugar pois que era um tanto sus-
citada por um grande quadro enllocado em
urna das [iaredes em que se via ao mais
natural possivel a figura de Cathanna de
Breuil condena de Arcona vestida calado-
ra com um grande galgo aolado.
Ftido o respeitavel cavalleiro de um ter-
ror supersticioso permaneceo parado alguns
palios distantes do leito onde eslava deita-
do o ferido sem se atrever a chegar-se,
como o moco quando ouvio abrir a porta
linha levantado maquinalmente a cabera O
conde com urna voz qual logrou dar bas-
tante firmeza Ihe disse:
__Cavalleiro Dos permittio que fosseis
meu hospede e Dos sej* louvado por isso ;
porm se a hospitalidade tem seus deveres
tambera tem seus direitos e por isso espe-
ro que me desculpareis das perguntasque rae
vejo obrigado a fazer-vos e s quaes nao du-
vidoque responderis com inleira franqueza.
O desconhecdo fez um signal allirmativo
com a cabega e no mesmo momento seus
i olhos se encontravam com os de Anua ; ao
j ver esta encantadora menina estremeceo ,
fe afrmanlo-so para inelhor gosar urna to
doce vista que vinha embellecer o momento
em que despertava acabou de perturbar com
; suas vistas a Anua que baixou os olhos cheia
I de confusa e como se na presenta de sen
' pai esperaste encontrar o auxilio de que j
! conhecia necessilar se encostou ao conde.
l- Tudo isto durou apenas alguns segundos e
j o senhor de a peona comec,ou o curso de suas
perguntas desta maneira
__ Primeramente necessilo saber se fallo
com um calholico.
ferido inteiramcule preeccupadu com
os encantos daquella que tinha diante de si ,
permaneceo alguns momentos em silencio,
e depois com voz fraca e apenas inteiligivel ,
mas com um modo mui orgulhoso pronun-
ciou estas palavras
Sou cavalleiro.
Como vos chamis.
Por toda resposta o joven apontou com
o dedo para o punhal, no punho do qual es-
tava gravado, segundo o costume daquelies
lempos o escudo doS armas de seu dono ;
este escudo erado ramo primognito da casa
de Bourbon com o timbre de bastarda.
Soisde nobre e gloriosa casa excla-
mou o conde, e no nosso reino de Franca tem
i um direito de se vangloriar de ser bastardo ,
quem pode ostentar no escudo armas to
i nobres.
Algumas vezes combat cora o defunto
! re de Navarra vosso pai, e posso dizer que era
! valentecapito. Dos lenha em gloria a sua
alma e conceda larga vida i seu lilho llenris
que 5. Agora, senhor, permitti-me que vo-
laba mais urna pergunta porem sera a ulti-
ma ; a um calholico ou u um protestante
que fallo :' um amigo ou um inmigo
( Ccnliiiuai-stf-lia. ;


-S
com a diguidade do throno. Qual Portuguez
hesitar na opcao entre os dous Cdigos ?
Debalde secancarn os autores do movimen-
to revolucionario de Setembro em tornar cm-
plice com elles a Nacao porlugueza. Nao :
os Portuguezes viram assombrados a injuria
i'eta ao Grande Pedro ; e se desde logo dei-
xaro de levanlar-se em massa para reivindi-
car a sua obra bi por que uns quizeram que
a revoluQo so desacreditasse pelos seus pro-
prios actos outros tiram do lempo o que o
lempo nao pode conceder.
A Constituido de 1858 nao tem as sympa-
tinas de nunbum partido poltico : o mesmo,
que a fez, tem altentado contra ella ja por
meio de maquinacoes latentes, ja por meio
de demonstrares publicas e ruidosas. O par-
tido Cartisla que a recebeu com o designio
de a levar lentamente altura da Carta a-
c a-se n'unia posicAo anmala que de ae-
n.um modo se compadece nem como seu
dever nem com a sua dignidade nem com
a conliancaquc deve inspirar-llie a justiga da
sua causa. E' lempo de aliviar este grande
pulido, em que se comprehende ludo quanto
lia de mais Ilustrado oais nobre e mais
iudepeiidenle entre nos da pesada carga que
elle lomou e de o instar a que se eolloque na
Slia posico natural e verdadeira. Adoptar
a Consliluigo de 1858 ainda que sej para a
trazer aos bous principios importa o mesmo
que sanccionar o vicio da sua origem, ou
cai.onisar o crime do perjurio e da ngratido.
Aos habitantes da heroica Cidade do Porto
coube ainda a gloria de levantar um grito for-
niidavel a favor da Carta Constitucional, grito
que elles sustentaran a todo transe. A junta
provisoria em nome da Banha considera
(pin fallara ao que deve asi, e NacAo se
deixasse de dirigir este brioso movimenlo.
O tiiu que a Junta se propoo consiste em
desfazer o acto tumultuario niquo e sub-
versivo quedesapossou a IN'acAo das suas le-
gitimas Instituices. Nao a subjugam as ideas,
que talvez lite serao attribuidas pelos seus ad-
versarios. Respeitar os interesses creados
depoisda revoluc-o, e far quanto em si cou-
her para que se extingan! denominantes odi-
osas origem fecunda de malquerencas e des-
ordens. Por feliz se dar ella se os prop ios
Como tero visto os nossos leitores as pe-Francism Joze da Silva
Cas que levamos copiadas no argo Fxteri- I Felis Soares de Carvalho
o'-- a proclamado da carta porlugueza te- I Felippe Anselmo
ve lugar no Porto, e lora desta Cidade etn nu-
tras de menos importancia. Alguns Conunrn-
dantesmilitares baviain adherido Kevolucao,
que parece incnntestavel ter sido promovida e
animada por parte do Governo : todava a Ca-
pital do reino ainda nao bavia alterado a Le
fundamental e he ali que est o foco dos Se-
tembristas.
Por descuido nao se declarou hontem no
artigo Jnteror que os extractos ah inse-
ridos eram do J. do Commercio e Sentinella.
A' PEDIDO.
RIO CHANDE DO NORTE.
Illm. e Exm. Snr. Temos a honra de pe-
la segunda vez patentiar a V. Ex., o jubilo
de que se acha possuida esta corporac^io por
ver que a Adminislrac.o desta Provincia est
confiada a V. Ex. de cuja sabedoria pru-
dencia e virtudes espera a conlinuacAo do
seu engrandecimemto interrumpido ha qua-
zi cinco mezes: esta esperanza Exm. Sr. he
lilha da experiencia adquerida DO espado de
quasi trez anuos em os quaes V. Ex. nao
poupou sacrificios, Danfadigaspara promo-
ver o bem dos povos (|ue Ibe sao condados.
Por tanto isto pois aproveitamo-nos desta oc-
casiao para dar a V. Ex. os devidos para-
bens pela sua nova posse congratulando-nos
ao mesmo tem po com V. Ex. pela nao inter-
rumpida coulanva que deposita na sua pos-
soa S. M. o. cuja Presenca Augusta
esta Cmara pretende fazer chegar os seus
agradecimcntos pelo alto favor que acaba
de recebar com anomeacao de V. Ex. para
Presidente desta Provincia podendo V. Ex.
contar com o promplo e leal cumpriinenlo
desuas bem dirigidas ordens naquillo que
competir esta Munieipalidade- Deus Guar-
de a V. Ex. rnuitos annos. Pago da Cma-
ra Municipal na Cidade do Natal em Sesead
ordinaria de 10 de Dezcmbro de 1Hil=lllni.
cExm. Sur. Doutor 1). Manoel de Assiz
Mascarenlias, Presidente desta Provincia =
Matlas Carlos de Yaseoneellos Monteiro ,
Pro-Presidente = Francisco Machado do Rc-
aulores da revolucode Setembro, reconhe-lgo Barrosas JoAoLins de Albuquerque=Joa-
cendo a gravidade da sua culpa quizerem
concorrer para o grande acto de justica que
vai praticar-se.-=Porto 27 de Janeiro de 1842.
Antonio Bernardo da Costa Cabral, Presidente
= llardo da Pon le de Santa Mara. = Marce-
lino Mximo d'Azevedo e Mello.
I'BOCLAMACA.
Soldados : o brado universal desta heroica
cidade em favor do restabeleciment da car-
ta constitucional da monarchia o brado de
todos os Portuguezes que respeitam a san-
tidade do juramento, e que apreciam a feli-
cidade da sua patria. Nos, companheiros
do Duque de Braganea nao podemos deixar
de adherir a lao brioso movimenlo: se hesi-
tassemos um instante cabernos-hia desde lo-
go o labeo de ingratos e de perjuros.
Soldados: cont comvosco, porque co-
nllevo a nobreza dos vossos sentimritos. A
victoria ser uossa porque o movimento do
Porto um movimento nacional. Viva a Rai-
nha. Viva a carta constitucional da monar-
chia. = Porto em 27 de Janeiro de 1812. ===
Baro da Ponte de'Santa Mara.
quii Ferreira Nobre Pelinca = Joo Marques
de Carvalho.
Illm. e Exm. Snr.=Tendo esta Corpora-
cao a satisfactoria certeza de achar-se V. Ex.
apossado na Presidencia desta Provincia ,
resolveo a rnesma CorporagAo dirigir a V.
Ex. o seu parabem terminando assiin os
rotos de respeito obediencia e coadjuva-
cao que protesta consagrar ao (invern de V.
Ex., a quem saudamoss Dos Guarde a V.
Ex. Paco da Cmara Municipal da Villa de
Angicos em Sessao extraordinaria de 50 de
Dezcmbro de 18l=:Illni. e Exm. Snr. Dou-
tor I). Manuel de Assiz Mascarenhas Presi-
dente desta Provincia. = Francisco Xavier de
Souza Presidente= Alexandre Avelino da
Costa Mar ti ns=Antonio Copes Niegas e Aze-
vedo= Francisco Xavier Machados Vicente
Aires de Souza Monle/0=lgnacio Ferreira
Maciel de breos Alexandre Lopes Viegas e
Azevedo. (Continua. )
'Vanciscoda Cimba Gomes
Francisco Bibeiro Pavo
Herdeiros de Francisco Joze Rodri-
gues Pava o
Felis (oncalves Peres
Antonio Fernandos d'Azevedo
Viuva de Anlonio Falcfto de Souza
V'iuva de Antonio de Mello Pacheco
Joaquina Maria da Conccigo
Antonio Joze Maciel
Viuva de Antonio Joze de Farias
Irinandade do Sur. dos Alictos
Viuva de Antonio Ferreira de Mello
Anua Maria Ucboa de Carvalho
Antonio Joaquim Hamos
Anua Maria de Jezus
Viuva de Anlonio llamos da Costa
Alexandre Joze Pereira
Antonio Joaquim de Almeida
Antonio Macolla
Anua dos Passos
Agostadlo Goncalves de Oliveira
Antonio do Carino
Orlaos de Antonio de Sousa Cune
Antonio Rodrigues San ico
Antonio Francisco Marques
Auna l.uiza
Anlonio dos Santos Ferreira
Antonio Fernandes Veliozo
Anua Maria do Carino l'choa
Anua Joaquina do Sacramento
Antonio Jo/e Mendes
Antonio Joze de Oliveira .
\uva de Antonio do Carino
Orlaos lilhos de Antonio do Carino
Ignacio Joze Vicente
20*7500convinlia) foro infructiferos, licando em re-
25*58 sullado o Publico plenamente convencido da
11 *510 exactido e verdade de tudo quanto tinhauos
28*020 airmado. Agora apresenla-se de novo o Sr.
115*020 Knoth como o nico authorisado para vender
nesta Provincia as mencionadas pillas fun-
60*500 dando-se em um certificado cuja yersfto.com
8*610 dilliculdade se enlende ; e este respeito te-
52*100 mos a presentar as seguales consideraces.
114*571 He incoiiteslavelinente verdadeiro, como
29*310 j demonstramos o diploma que possuimos
20*700 pelo qual o Dr. B. Bruodretli nos aulhorisa a
52* iOO vender nesta P oviich as suas pilulas, o qual
11*880 diploma obtivemos por intermedio dos Snrs.
50*7(30 H. Fosler A C., est assiguado pelo proprio
95*250 punho do I). B. Brandrelh e reconhecida a
151*700 assignaturi pelo Vice-Consul Brasileiro resi-
117*540 dente em Boston : ora isto posto segue-se
01*908 nina das las : ou que o certilicado apresen-
38*340 lado pelo Sr. Knoth nao verdico, e elle es-
20*880 t Iludido repulando-o como tal, ou que ha
51 *800 m fe da parte ilo D. B. Brandrelh quando ,
25.>920 tendo-nos authorisado por um contracto
25*920 vender as suas pilulas nesta Provincia e li-
10*508fraudo dissoalgum ntoresse, declara agora,
27*105 Hue Sor. B. C. Ytael o seu nico agente no
19.) 110 Brasil, e que os demais que vendercm as
85*500 mencionadas pilulas devem ue ser dellegados
29*100 desle. Qual das duas consequencias que
12*600' tiramos he a verdadeira o publico que ajui-
55*520ze; nas nenhuma prejudica a authenticida-
89*110 i de do D0SS4 diploma.
31 #320 Fis quanto DOS o fie rece le dizer por esta
7*770 vez. SirvAo-se Snrs. Redactores de dar um
28*080 i canto na sua bem conceiluada folha a estas
25*7t0 '"al trabadas linhas de cujo favor ibe licare-
198* 100 : ios assa/. agradecidos. Saisset ('..
07*520 cy A Viuva de Joao Baptisla Crrela Nu-
209*520 "as abaizo assignada pede aoSr. F. X. C.
________|L., queira Ibe pagar a quanlia de duzentos
2:170*001' oiteuta mil rs. e os juros da dita quanlia ,
___________| proveniente do endoce de urna letra aceita pe-
Meza de Diversas Rendas Proviuciaes 25de' 'o Sl"'- Manoel Caetano, de quem elle eudos-
l'evereiio de 1812.
Luiz Francisco de Mello Cavalcanle ,
Escrivo e Administrador.
THEATRO.
= DescripQo da variada e nova FunecSo
que hade ter lugar Domingo 6do correte de-
baixo da Direecao do Artista gimnstico Jos
dos Res: come<;ar por una escolhida peca
de inuzica que seguir Madama Emilia A-
inanti a cantar pela vez prmera nesta cida-
de a famosa Aria de contrallo da opera Semi-
ramis inuzica de Bossini depois lerao lugar
differentes exercicios Athleticos e forjas her-
cleas desempenhaodo-ise pela vez primeira
n'esle Thealro a Lucia Romana ouabatalha
selvagem por trez pessoas na qual se distin-
guirao trazendo lembranca os jogos Olm-
picos loriK'ios da Grecia.
Em seguida a referida Madama Amanti can-
tar o precioso e novo Himno Hespanhol in-
titulado o Echo de Hespanha livre : cautar-
se-a o jocosssimo Duelo com asuacompe-
Achmo-nos authorisados para declarar (jue
S. Ex.* o Barao de Ninliaes comniandante
da divisao de Tras-os-Montes adherio ao
movimenlo Portuense e marcha para esta
cidade com os Rgimen tos 5 de caladores ,
15 do infantera, e 0 de cpvallaria, para apoi-
ar igualmente a Proclama^o da carta cons-
titucional.
O mesmo se espera amanh de S. Ex.* o
Baro de Valongo commandante da 1." D-
\isac (do Minho).
(P. dos Pobres.)
DIARIO DE PEKNAMBUCO.
DECLARAC 0 E S.
A AdministracAo das obras publicas
compra para a ponte do Recite, as madeiras
seguales, a saber: 5o linhas de 51 pal-
mos decomprido, e 12 para 15 polegadas de
grosso. Seis linhas de 5o palmos de com-
prido e 12 para 15 polegadas de grosso.
Trinta estivas de 17 palmos de comprido e
7 para oito polegadas de grosso 52o estivas
de 14 palmos de comprido e 7 para 8 pole-
gadas de grosso. Todas as pessoas que quise-
reni vender taes madeiras podein concorrer na
salla da solved i la AdministracAo lodos os
dias, as horas do expediente para declararem
os ltimos presos porque as vender, eo
menor tempo em que as darao e saberi-iu
de que qualidade devem ser, e mais circuns-
tancias. AdministracAo Fiscal das obras
Publicas 25 de Fevereiro de 1812. Muura ,
Administrador Fiscal.
sante receboo a dita quanlia; do contrario
passar pelo desgoslo de ver seu nome por ex-
tenso as folhas "
Auna Joaquina Lins Wanderlei.
= Lina parda de milito bous costlimes e
que sabe cosinhar e engommar bem seol-
ereee para ama de casa de alguma pessoa sol-
teira : quem a pretender, dirija-se a ruado
Hurtas sobrado da quina do priniero beceo
direfta quem vai do Canno.
= Alnga-se um solio com duas sallas e
duas alcovas cosinha com oseada indepen-
dente sito na na da praia : a fallar na pia-
ra da Independencia D. 28 e 29.
= Joaquim Jeronymo Serpa, Professor de
Botnica e Agricultura no Jardun da Cidade
d'Olinda, avisa as pessoas que se qniserem
matricular em sua Aula que se dirijao a casa
de sua residencia no mesmo Jardim das 9
as 12 horas da manha a (im de se matricu-
larein ; (i principia a dar licocs no dia em i|uc
se abrrein as Aulas do Curso Jurdico.
^= Quem precizar de urna ama de leite ,
parida a 12 dias dirja-se a ra do colegio
D..8
tente scena da opera o Turco em Baba ; con- == Quem tver para alagar urna casa de um
fluido que seja se desempenhar nina nova e
deverlida Pantomima que tem por litulo o
Mgico eos Demonios ou a Flauta incompre-
hensivtil. Dando Um a lodo o divertiineulo com
as nova.-) e jocozas evolucoes dos Pretos de
(iiiin de.sempenhadas por 8pessoas formando
ililfercntes prespectivas concliiindo com o
divertido baile do Paloteio a perfeito compas-
so de innzica. Principiar as 8 e quarto.
.\. B. Oslllins. Snrs. que tem tomado Ca-
marotes para esta recita far o obsequio de
mandar buscar os seus bilhetes no sabbado
paiadesle modo evitar qualquer falla que
andar que lenha quintal e que seja situa-
da as ras da Aurora Atierro e Praca da
Boa-vista annuncie para ser procurado.
= Na pa te da Igreja, perciza-se de um amassadbr que
tenha bastante pralica.
= Boga-se a quem lirou por engao oti
por ter igual nome urna carta do crrelo
vindado Porto /ara Manoel Jos Vieira Bra-
ga queira entrgala na ra d'agoas verdes
venda D. 1 que receber seu importe Ao obs-
tante virabeita.
= Aluga-se urna morada de casa terrea na
AVISOS DI VEBSOS.
BellacAo de Devedores de Decima remedida
ao Procurador Fiscal em 25 de Fevereiro
de 1812, cujas contas forao tiradas ate o
1. semestre de 1811 a 1812.
marco 1.
Teve boje lugar a abertura da Assemblea
Legislativa desta Provincia na forma da Lei:
pela una hora da tarde o Ex. Snr. Pre-
sidente foi jntroduzido na sala e recitou
a sua falla, (inda a qual relirou-se com as for-
malidades do estilo.
Pelo que se pode julgar da nica sessao
preparatoria, e-da de hoje, a opposigo he com-
osla de um terco pouco mais ou menos dos
nembros presentes (50), e nella iguram
alguns Srs. que pertenceiam maiora da ul- Francisco das Chagas Ferreira
lima sassia da cmara dos >rs. Deputades. I Florencio Joze d Carralh
Antonio Vicente de Siqueira
Antonia Bernarda de Souza
Francisco Joze Rodrigues
Felippe Servulo Bizerra
Francisco de Paula
Francisco Joze Carneiro
42*660
55*750
157*570
50*970
50*700
76*509
12*900
27*216
possa ter lugar por parle do encarregado da ladeira da Biquinha de S. Pedro na cidade
vendados meamos. de olinda n. If por prego cmodo, a'falar
na ra das Trincheiras n. 2
= Sabio o 8. i. doEspelho das Bellas ;
contem o seguintePoesiasPernambucanas
Amor filial. A Bainha da functao -- Ap-
plicagAo dos meninos. Anedoctas. Fa-
cecias. Mximas e pensamentos. Charada,
vende-se na praga da Independencia D. 57, e
58 na Botica do Snr. Paran los na Tyno-
gralia imparcal na ra do collegio na loja
do Sur. Angelo ra direila, na ra da cadeia
do recite em casa do Snr. Bourgard.
l^r Da-se cen mil res a juros a dois ppr
cenlo ao mez sobre penhores de oiiro : dirja-
se a ra do Rangel O. 17, que se dir.
= Oirerece-se um perito olciaI de marci-
neiro para trabalhar em algtima caza parti-
cular ou mesmo em algum engenio perto
desta praca ; a quem convier procure na iu.i
do Nogueira D. 15.
= Prcciza-se de um rapaz portuguez com
aidadedelO a 12 anuos; quem pretender
dirija-se a ra do Rangel loja de sera 1). 57
= 0 Sr. Pedro Jos de Barros queira u
nuiK'iur sua morada para se Uns falar.'
= 01. Secretario da Sociedade Thea-
ti al Becreio di InstruccAo avisa aos Socios em
geral para reunalo boje 2 de Margo para a e-
leicaoda nova Commisso as seis horas da
tarde.
= Snrs. Redactores. Como protesta-
mos responder ao Sur. I). Knoth, sempre
que elle directa ou" indirectamente senosdi-
rigisse nao podemos deixar sera resposta o
sen a\ izo ou correspondencia inserta no Dia-
rio de 22 do correte, em o qual o mesmo
Sr de novo se inculca como a nica pessoa
authorisada para vender nesta Provincia as
pilulas vegetaes do Dr, B. Brandrelh.
No Diario N. 210 de 11 de Novembro do
anuo paasado provamos com documentos ir-
refiagaveis, que esta vamos legitima e com-
petentemente authorisados para vender nesta
Provincia as pilulas vegetaes do Dr. B. Bran-
dreth c todos os ex forros do Sr. D. Knoth
rara mostrar o contrario (porque assim Ihe


tzr Na fabrica do Licores na rea de S. Ri-
ta nova, precisa-se do um born restilador de
genebra e auijt.&c.
isy A pessoa na Boa vista que lhe falta-
rem duas barricas de farinlia de trigo diri-
ja-se ao pateo da S. Cruz, padaria defronte
da Igreja que dando os signaes lhe ser
entregue.
Sy Alugo-se negros para todo o servgo ;
quem os pretender dirija-so a ra da Alegra
uo prinieiro sobrado.
C7- Quem annunciou querer comprar um
sitio perto da praca e que ten ha porto de
embarque duija-sea prega da Boa vista bo-
tica D. 3 ou na ra da Roda venda D. 8.
tsr Aluga-se urna preta boa co/.inheira ,
engommadeira e que sabe fazer todo o ser-
interno de urna casa coma condigno de nao
sabir a ra salvo para alguma preciso ; d-
rijao-se ao pateo do Carmo D. 9 2." andar.
cr Precisa-se alugar una preta : na pre-
ga da Boa vista 1>. 18.
tsr Aluga-se o segundo andar de 1 sobra-
do na ra Nova com bous commodos para
familia ; quem pretender dirija-se a ra da
Cadeia velha luja por baixo do sobrado onde
niora o Corretor Oliveira.
tsr O Sr. Antonio Claudino Pessoa, cstu-
danledaSeminario de Ulinda queira man-
dar praca da Independencia laja de livros
D. 37 e 38, reccber urna encomenda que lhe
pertence.
tsr Precisa-se de um homem que enten-
da de andar com carrocas para condugo de
pipas, e outros tgneros : ha n.a da Cadeia
do Recife n. t.
tsr Aluga-se urna grande casa de 3 anda-
res na ra da Moeda con) duas salas 4 al-
covas o 7 quartos no centro ein cada andar;
e tambem aluga-se urna canoa de 400 a 500
tijolos dealvenaria : dirijao-se ao proprieta-
rio no armazem de cabos ao lado do Corpo
Santo n. 09.
tsr Arrenda-se o terceiro andar da casa da
ra de S. Francisco defronte da cadeia D.
5, por cima do Assougue francs; a fallar
no segundo andar da mesma.
tsr O Sr. Joze Antonio da Silva dirija-se a
ra do LivramentO venda U. 19 para reco-
ber urna carta viuda do Porto que fui tira-
da do Correio por engao.
tsr Quem precisar de um caixeiro portu-
guez que sabe ler e escrever para padaria
oque tem alguma pratica ou outra qual-
quer arrumago ainda que seja fora da praga,
dirija-se a ra do Rozado larga D. 1 ou an-
nuncie.
t3T 0 Bacharcl Clemente Joze Fcrreira da
Costa, Procurador Fiscal da Thezouraria Ge-
ral reside no atierro da Boavista lado direi-
to ,, e penltima caza contigua ao Collegio Per-
nambucano.
tsr Pelo Juizo de Paz e Orfos da Frc-
guezia da S da Cidade do Porto por delibe-
rado do Conselbo de Famil a se acha con-
signado no cofre dos Orlaos as legitimas e ter-
nas perlencentes aos ausentes Manoel Alves
de Carvalho, Joze Alvesde Carvalho Anto-
nio Alves de Carvalho Joo Alves de Carva-
lho, assim por mortc de seus pas Joze Alves
de Carvalho, e Anua Roza Bernardina como
por fallecimento de sua irm, outra Anna Roza
Bernardina; todos moradores que foro na
ra da Banharia da dita freguezia.
Este annuncio j foi publicado no Peridi-
co dos Pobres do Porto em 4 de Janeiro de
1841 ; d'oude foi extrahido e ltimamente
foi publicado no gratuito Jornal de Annun-
eios da Cidade do Po-to, d'onde foi trans-
cripto.
4
PH"*?
AVISOS MARIT IMOS.
tsr Para o Rio do Janeiro segu viagem
n poucos dias o Brigue Nacional Mathildes ;
quem quiser carregar escravos ou ir de pas-
sagcm para o que lem excellentes commo-
dos dirija-se a loja de fazendas na ra da
Cadeia n. 4o ou ao Capito Joaquim Pedro
deSeFaria.
tsr Para o Rio de Janeiro segu em pou-
cos dias a Barca Brasileira Firmeza bem co-
nhecida pela velocidade de suas viagens e
bom tratamento aos passageiros para o res-
to da carga, passageiros e escravos, trata-
se com Antonio Francisco dos .-antos Braga ,
ou com o Capilo da mesma Narciso Joze de
S. Anna
tsr Para a Granja segu viagem dentro de
poucos dias o Brigue F-scuna Beja Flor Ca-
pito Antonio Ferreira da Silva para carga
e passageiros trata-se com Firmino Joze Fe-
lis da Roza, na ra da Moeda n. 141 ou com
o Capito a bordo.
tsr Para o Arecaty saldr at odia 10 do
orrente impreterivelmente a bem conhecida
qirawN Felictdadc Alustra. 3< w Rodrigues
Pinheiro ; quem quisar carregar ou ir de pas-
sagem entenda-se com o dito Mestre ou
com Antonio Joaquim de Souza Ribeiro na
ra da Cadeia do Recife.
"LE LO EN S.
tsr Thomaz de Aquino Fonseca faz leilo
de urna porgao de caixinhas de charutos da
Babia boje 2 de Margo no armazem de
Fernando Joze Braguez.
tsr Na porta do armazem de Fernando Jo-
ze Braguez faz-se leilo boje 2 docorrente ,
de urna porgao de batatas que se deveni
vender para liquidagao por qualquer prego
que derem.
cy Alexandre Mackay & Companhia fa-
zem leilo por intervengo do Corretor Oli-
veira de grande porgao de fazendas luglezas
constando principalmente de panos pretos de
diversas qualiclades que se vendero para
fechar Con tas, chapeos de castor b rencos e
pretos superfinos e muitos outros : Quarta
reir 2 de Margo as 10 horas da manh impre-
terivelmente no seu armazem ruado Tra-
piche novo.
"CO M~P RA S .
tsr Escravos para fora da Provincia, de
10 para 20 anuos sendo de bonitas figuras
pago-se bem : na ra do Colegio D. 10.
tjT" A colega do Diario de Pernambuco do
mez de Agosto e Setembro do annode 18i0 :
na ra de S. Bita Nova D. 18 lado do nascen-
te ou annuncie.
VENDAS.
cy Rap de Lisboa superior, chegado
ltimamente em libras e oitavas : no atter-
ro da Boa vista loja de fazendas D. 5.
tsr Superiores vellas de carnahuba a 400
rs. a libra marmelada muito nova sag ,
farinha de tapioca gomma de araruta e
todos os mais gneros de venda por prego
eommoilo ebarricas com farello muito no-
vo : na prega da Boa vista venda D. 9.
tsr Mesas pequeas e muxos para escriph>
rio: cm casa de Hermano Mebrtens ra da
Cruz D. 23.
tsr Vende-se ou arrenda-so um grande
sitio na Cidade de Olinda por detraz da Igre-
ja do Monte com urna grande casa de vi-
venda terrea, mas bastante alta, com duas
boas salas na frente quartos e soto com
commodos para duas familias com coxeira ,
commodos para escravos casa de fazer fa-
rinha com (orno de cobre muito boa estri-
bara para 4cavallos muita trra para plan-
tagode roga ecana e grandes haixas plan-
tadas de capim queda todo anno tem 4
cacimbasde muito boa agoa feihs do pedra
ecal, alem disto lem muito arvoredos de
fructo como larangeiras limeiras co-
queiros muitas mangueiras, mangabeiras,
ps de fructa pao jambreiros e todas as
mais fnictas do paiz cuja propriedade ofTe-
rece muitas vanlagens a vista dos pretenden-
tes que querendo podem dirigir-so ao pro-
pietario na ra do Vigario D. 16.
tsr Urna negra de nago Angola engom-
ma lava de sabo cozinha o ordinario e
cose chao: no beco da Lingoeta venda de Joa-
quim Joze Rebebo.
tsr Assucar refinado por grosso e miudo :
na ra da senzala nova n. 20, prximo ao
porto das canoas ; por prego com modo.
S3?*Cerveja ingleza de boa qualidade, e una
porgao de caixas e garrafas vazias : na ra da
Cadeia velha D. 17.
tsr Urna serrara de vapor assentada nos
Coelhos prompta de tudo para serrar toda
qualidade de madeira qualquer pessoa de-
sojando comprar a mesma pode dirigir-so aos
annunciantes para elles mandarem trablhar
a fim de mostrar o quanto ella pode serrar em
12 horas vende-se a dinhHro ou a praso
cem boas tirmasna prega : em casa de Fox &
Stodart, ra da senzala nova D. 1.
cr Um terreno no fim da ra da praia ,
com urna parte ja atlerrada d-se muito em
con la : na ra da senzala nova D. 1.
tsr L'ma negra de muita boa figura do
gento de angola moga e de bons eos tu-
rnes .- na rua Direita sobrado de um andar
por cima da padaria do Snr. Nicolao Ferreira.
tsr Um cavallo de estribara com andares:
na rua da senzala nova D. 1.
tsr Urna duzia de cadeiras de Jacaranda,
novas : no pateo de S. Joze D. 2 lado do po-
enle.
CT" Urna casa terrea cm Olinda na rua
de baixo em chaos proprios : na rua do
Livramento I). 2.
tsr Um cavallo novo e bom carregador :
pa rua Nova loja de ferragem D. 18.
tzr Urna grande por^o de pas de ferro,
grandes e fornidas a 9*600 rs. a duia ba-j
cias de rame a 560 rs. a libra, almofagas'
para cavallo a 720 rs. duzia escovas para
ditos a 4*200 rs. a duzia fechaduras fer-
ros ds engommar estojos de navalhas, es-
padas para cavallaria pistolas superiores,
tanto em porgao como a retalho : na quina
da rua do Rangel loja da viuva do Burgos.
xsr Urna negra de boa figura engomma
liso e cozinha : na ruada Penha D. 17.
tw Urna duzia de cadeiras de Jacaranda ,
e dous pares de mangas de vidro lisas com
castigaes de vidro : na rua do Collegio D. 8.
S2T 32alqueiresde bom milho ou a re-
talho a 3*120 rs. o alqueire : na rua do Ran-
gel D. 20 primeiro andar.
tsr Sapatos Inglezes, bolins e meios di-
tos liancezes borzeguins gaspiados ditos
de cores, sapates e sapatos franoezes bo-
tins e meos ditos de Lisboa ditos para me-
ninos sapatos e sapates sapatos de lus-
tro, chinelas de panno, ditas de marroquim,
chapeos de massa ditos de sol perfuman s
finas, sapatos de loda qualidade tanto fran-
cezes como de Lisboa para sen horas e me-
ninas tudo por prego barato; na prega da
Independencia loja n. 27.
tsr Vellas de carnahuba de 6, 7, e 11 em
libra a 500 rs. a libra e em arroba a 9*
rs. sapatos d burracha ; urna escrava de
18a20annos, cozinha o ordinario, engom-
ma e lava.: na rua do Rangel D. 7.
sst Vendem-se ou aluga-se bichas de su-
perior qualidade por varios pregos : na lin-
goeta loja de barbeiro D. 11.
SZ7- Urna mulatinha de 16 a 18 anuos, bo-
nita figura com habilidades ; um escravo de
nago Angola mogo e bonita figura : no
principio do atierro dos Afiogados sobrado da
viuva do Baptista.
tsr Urna casa terrea no bairro de S. An-
tonio e um sitio perto da prega cuja venda
se faz commodamente dando o comprador
metadedo valorem dinheiio e outra parte
a pra/.o conforme se convencionar : no prin-
cipio do atterro dos AlTogados casa terrea
junto ao sobrado da viuva do Baptista.
tsr Sacas com alqueire da medida velha ,
de feijo branco muito novo por prego com-
modo : na praga da Independencia numero
28 e 29.
tsr Um par de brincos lavrados com dia-
mantes um dito de lilagr urna moeda de
vinle patacas encastoada 5 voltas de transe-
lim urna cruz de lilagr com diamantes 4
voltas de cordo lino dousaneles com dia-
mantes um dito sem diamante um par* de
botes corlados dous ditos de abertura, urna
cruz grande lisa, 5 voltas de cordo urna
cmz pequea e um anel dito : em fora de
portas n. 98 lado do poente.
tsr Um sobrado de um andar com soto ,
e bons commodos na rua da Concordia por-
delraz do Carmo : a tratar no mesmo.
tsr 0 sitio denominado Pisa no atierro do
varadouro em Olinda com casa de vivenda
com o salas de frente, um grande soto, e
mais 3 pequeas casas contiguas ( sendo duas
arruinadas) com banheiro de pedra e cal no
interior da casa em chaos proprios, baixa
para capim, fora o terreno alagado pelo rio ,
alguns arvoredos de fruclo : tudo por preco
muito commodo: a tratar com o Major Mayer.
tsr Urna canoa aberta de carga de 700 a
800 tijolos de akenaria: na passagem da
Magdalena a fallar com Geraldo Antonio da
Boza.
ssy A Escuna Americana W." lomkins
forrada e encavilhada de cobre e muito ve-
leira : no escriptorio de L. G. Ferreira &
Companhia.
tsr Urna negra muito boa cozinheira Ja-
vadeira tanto de sabo como de varrella e
engommadeira : na rua do Crespo D. 6 lado
do Norte.
nr Rap Imperial fabricado pela regra do
princeza de Lisboa e tabaco rolo nos lu-
gares seguintespor groso e a retalho: na
venda da quina cuifroute da porta da Igreja
da Penha, na BoVista rua do Arago fabrica
de charutos na rua Uo Queimado loja D. 2 ,
prego 1*120 rs. elevando porgc a mil rs. ,
faculta-se trocar-se qualquer ou dar-se o di-
nheiroaquem nao goslar sendo por justa
cauza.
HypolitoSt. Martin & C. avisSoaos
sCtis freguezes que recebero de franga sor-
timentos de fazendas e grande parte d'elle
proprio para quaresma cortes de vestido li-
eos de seda e d'eseumilba bordadas sedas
e setins lavrados guarniges de flores para
vestidos grinaldas pennas e outros enfei-
tes de llores para cabega chales e mantas
de seda chapeos de seda de cambraia e
de palhinha, para menina bicos de blo.da .
de seda de hnbo brancas e pretas filas
ricas soi tidas luvas mvias e calgados de
toda qualidade camisetas aventaes de sed
e ler.gos de setim chapeos redondos para
meninos perfumara fina oculos de lodos
os graos, estojos mathemalicos caivetes
de mola de aparar penna cordas para violo,
e melhodos para os ditos llautas e o jogo
de Domin, Clysopompe( seringa ) nova in-
vengo d'estc instrumento fcil e muito com-
modo para doentes : rua nova D. 3 h lado do
norte.
tsr Algodozinho grosso proprio para sa-
cos e roupa de pretos dito trangado dito
azul tambem trengado dilode riscado: len-
gos pretos de seda da ludia, gangas amarel-
las esleirs para forrar salas, barricas com
fumo pare charutos dilas com farelo sali-
tre rdinado caixas grandes com cha hisson
e preto de superior qualidade caixas com
vellas de espermarete ; tudo por prego com-
modo : na ruado Trepiche novo i. 12 casa
de Malheus Austin & Companhia.
tsr Farinha de Trigo muito boa propria
Eara bolaxa pelo preco de 11 e 12 # 000 a
arrica: n atierro da Boa-Visla padaria fran-
cezaO 22
ESCRAVOS FGIDOS.
tsr No dia 2 de Fevereiro findo sahira de
diado beco do Lobato a titulo de irem lavar
roupa dous pretos ladinos Cahibares um
de nome Thom, e o outro Thomaz cuja
Senhora os mandou para esta Cidade pira
serem alugados e estivera uns dias traba-
lijando na obra do Thealro publico e dcs-
apareceraat hoje : quem dos mesmos sou-
ber ou os pegar nesta praga os poder en-
tregar a Manoel Bezerra Cavalcanti de Albu-
quer ou a sua Senhora Maria Bezerra Caval-
canti em Caruar em sua casa no sitio Taqlia-
ra : o Thom he mais grosso e fulo, e o Tho-
maz he bem preto ambos tem pouca barba ,
e cada um ter 40 anuos.
tsr No dia 26 do p. p. fugio a negra Ma-
ria Benedicta, naga congo, estarura regu-
lar, de 20 anuos cara redonda, e pequea
com os beigos principalmente o de cima bas-
tante altosegrossos,'dentes limados de sua na-
ga e bastante estufados para fora cor bas-
tante preta ps regulares e os dedos gran-
des virados por cima dos outros ; levou ves-
tida camisa de algodaziuho vestido de
chita saia de lila uzada e panno da costa
tambem uzado foi captiva de Jorge Victori-
no de Azevedo de Macei ; quem a pegar
leve a rua das Cruzes D. 9.
tsr No dia 2 do p. p. fugio a Firmino Jo-
ze Felis da Roza 2 escravos com os signaes se-
guintes : Joaquim cabra do serta estatura
regular pas largas muito alegre e falla
desembarassado de 22 a 24 annos : Joze ,
mulato, bastante gago, magro, altura re-
gular, fugira juntos e se snpeque continua"
a andar, d-se 100*" rs. a quem os pegar;
o mulato he de Porto calvo do engenho Pra-
cinba e o cabra do Ass do Sr, Manoel Joze
Fernandes.
Pelas 8 horas do noite de 22 do pas-
sado fugio o moleque Antonio congo ca-
ra um pouco comprida olhos grandes na-
riz chato muito sonso; levou carniza do
riscado nova, calsas de listas ja usada sus-
pensorio muite compridos : roga-se s autho-
ridades de polica e pessoas competentes o
faeo aprehender ; e ao capito decampo que
r 20* rs. de gratificago.
MOV MENT DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 28 D0 PASSAD0.
Porto ; 27 dias Barca Porluguza Espirita
Santo de 436 tonel cap Manoel Antoni
dos Santos, equip. 18, carga diversos g-
neros : a Francisco Alves da Cunha ; pas-
sageiros 67.
Montevideo ; 31 dias, Brigue Sardo Ama.
zonas de 187 tonel. Cap. Corsanego
equip. 11 carga lastro : a A. Scbramm.'
SAHIDOS N0 MESMO DIA.
Macei; Brigue Escuna de Guerra Brasileiro
Cliope Commandanle o Capita Ten ente
Felinpe Joze Ferreira.
S. Catharina ; Brigue Brasileiro S. Manoel
Augusto cap. Manoel Simes carga las-
tro.
Halifax ; Barca Ingleza Ospray cap. Frede-
rik Tuimmenghane carga lastro.
Foi acabar de receber o resto da carga no la-
meiro o Brigue Inglez Ide cap. John
Bosustow.
RECIFE NA liP. DE M. F. Dt f, 184


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E1R1RQ71U_ZVZ9GB INGEST_TIME 2013-04-13T00:33:02Z PACKAGE AA00011611_04479
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES