Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04465


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Full Text
Anno XXVIII
Segunda feira 15

de Marco de 1852.
N. '61.
DIARIO DE
PEMAIBICO.
m.
raEf/o BA scnonipqAO.
PiAMinro Aduntado.
Por trimestre...........,
Por semestre *.i..........
Por anuo ........ ^ ... .
PaOO DENTSO DU IIIHItlI,
Poi quartel............
VOTIOIAI DO IMPERIO
ari.... iSde Fevr Mlnaa... iftdeFevr.
Waraohao '21 de dito S.Paulo, r. de dito
Cetra... JS de dito. R. de J.. J5 de dilo
Pranlo.. 6 te Marro [Babia... 4 de Marco
7000
Soo
15/UOO
4/500
DAS DA IXMArf A.
ADDinroiAg.
15 Scg. S. llcnrlque rell Juico da OrphSo
. Longumhos. J. e 5. s 10 hora.
l(i Terc.S.Cyrlaco. I. varadoeinl-
17 Ouart. S Patricio. 3. e6. ao meio-dla.
18 QuIdI. S. Gabriel. Famda.
19 v. .fr^ S. Jos es- 3. e 6. a 10 hora,
poso da S Vlrgcm. 2 vara do civil.
20 Sab. S. Maniuho. f, esabado ao inelo-d.
21 Doiii i da Hilares- Relatan.
ina ; S. liento. (Tercas e aibadoa.
riiactalDEi.
Creaoente i 28, as 8 hora e II minute da
Chela a 6 as 3 horas e II minutos da m.
Mingoanten, aa 6 hora e ti minutos da
Nova i20, ai 4 hora e i* minuto da ni.
rmiMi si hOji
Prlmelra 0 e lOinlnutos da Urde.
Segunda Oe 54 minutos da inanba.
raaTiDii pa cobbioi,
aolanna"e Parahlba, i egunda e sextas-
feiras.
Rio-Crande-do-Horte, todas ai quintai-feiras
ao relo da.
Garanhuna e Bonito, i 8 e 23.
Boa-Vista, e Flores, i 13 e 28.
Victoria, as quintas-feirai.
01 Inda, todo o dial.
BTOTIOIAI IITHANOZIBAI.
Portugal.
Hejpanba
Franca ..
Blgica..
Italia....
Aleraanha
Fruala..
Ilin.mi ire
Ruia...
Turqua.
15 de Fevr
o de dito
7 de dito
4 de dito
i de dito
3 de dito
.3 de dito
i3l de Jnr
29 de dito
A de dito
Austria.. I de Fevr,
Suissa.... 1 dedito.
Suecla... 3o de Janr
Inglaterra 10 de Fev.
E.-nldo 28 de Janr
Mxico... S9 de lilto
California 2 de dito
Cnlli. s* at dl,
Hueiioa-A. II de Fevr,
Montevideo ili de dito
CAMBIOS DE 13 DI JliBCO,
| Sobre Londres, a 27 a 80 d,
i Parla,
> Lisboa, 90 por canto.
MITAS.
[Ouro.Oncas bespanholaa....'... ..''.. 2o|00A
Hoedas de 6/400 velha.....:.... lli/fu 0
deOMOOnova..........lB/imn
de^/niw................ 9/100
| Prata.Paiacrje braallelrot........... 1/V2
Pesos columuarios............ 1/020
Ditos mexicanos.............. 1#8U0
PARTE OFFICIAL.
moo mili! o i pul J'i ii.ii ignora, no correr
desloa 16 unos as cadeiras desla casaniio
i cin sido oceupadas por intllvluos do mes-
nio credo poltico.
Receios se manifestaran) aqui, Sr. presi
GOVEKNOAPUUVNCA.
Illin.Sr.Pelo 0T.C0 n. 402 do seu aniecei-
lor, de 27 do mez udo, tiquei sciente da com- i dente, de que, decretada a reuioQilo da sede
munlcaclo lei la pelo subdelegado de Golanni-
nha obre as occi.nvnci.ii, que naquelle dis-
trelo le haviam dado nos das 8 c lA do ines-
mo mer, e que foram, como estou informado,
algum tanto ciageradis pelo dito subdelega,
do, (alvet rnenle para criminar o honrado -
leloso delegado de Golanoa, que com a inaioe
prudencia e energa tem labfdo manleraorr
dem, e a trauquillidade publica na comarca-
apezar de pouco auilllado pelos que o devia m
ajudar. Esperando as informaedes, que dlssc
ter eligido o luesmo antecessor de V. B., re-
commendo a conllnuacao de todas as ora en s e
providencias para que oumpramas autorida-
des policlaes o seu dever ; sendo boje de mya-
ter estar multo prevenido contra os manejos
de alguns bomens ambiciosos, c descontentes,
que duendo-se amigos da ordem, de cuja de-
legase inostram at multo ciosos, empenaam-
se entreunto ein faie-la crer gravemente per-
turbada ; e desesperados s vezes pela IneiTi-
eacla de suas palavras, recebidas com dcscoti-
fianca, ou com desprezo pelo bom senso da
populaco pacifica, chegam ellcs proprlos
aconselhar attentados contra essa mesma or-
dem publica, que (ingein telar.
Dos guarde V. b. Palacio do governo de
Pernambuco, 4 de marco de 1852., Vctor de
OUveira Sr. Dr. chefe de polica Interino.
Illm. Sr. Km resposta ao oBclo n. 302 do
seu anTecessor.de 23 do mez udo, (enho de
observar, primeiro, que por nenhuma ordem
desta presidencia foi suspensa a eiccuco do
regulameuto do registro de nascimentos e bi-
tos, lendo slui presentemente lugar essa sus-
pensiio em vriude do decreto n. 907 de 20 de
Janeiro dcste Mino; c pela propria ciposico
do referido nlficio se devia concluir, que aquel-
la prlmelra suspensao nunca eiistira ; segun-
do, que tambem uenhutna ordem houve sus-
pendeudu o recrulamcnto na proviucia, tanto
que conlinuam vir recrutas de todas as co-
marcas ; tive sim de ordenar ao subdelegado
do primeiro distrcto da Victoria Jus Jemny-
mo Fernandes Coeiho durante as amotinaces
do mez de Janeiro, que suspendesse all o re*
crutainento, porque vim saber por commu-
n cacao do digno juz de dircito da comarca,
que era prejudicial ao socego publico o recru-
tainento feiio por semelhanie subdelegado, cu-
ja demiiso tenho esperado que seja proposta ;
e ja se v, que s pela lembranca coofessada
no odelo que respondo, de generalisar-sc
toda a provincia na ordem especial dada a um
subdelegado se poderla leravauc,ado a inexac-
ta .proposic^o de estar suspeuso o recrutamen-
to na proviucia tercelio. que tambeu. foram
arbitrarlos e irroneas as iUacdes sobre siftpcn-
so de priso de amotinados e amotlnidores,
porque se maudei, como devia, dispensar os
primeiros sem sujella-Ios processus, neni
perseguiyes, nao isentei nem poda iseutar os
legundos da punifao legal, que estavatn e es-
t:iu sujeilos pelos ai.....s perpetrados, e nesta
conformidade, tenho ezpedido ordens nos de-
legados c promotores, nao havendo uma s
em sentido contrario; quarto, llualmcuie que
itn anda arbitrarla e descommunal a illaco so-
bre o ni.1.1 estado de tranquillidade publica da
provincia, porque do laclo de subsislirem
uiedidas, que lome! para conseguir a pacitica-
i.ki jamis se pode lgicamente couclur que
ssa paciiicafo seniio teuha conseguido, de-
vendo ser por certo bein mfcliz o arbitrio de
acabar, iinmcdiatamente pos a meiiua pacil-
caco, com todas aquellas providencia* que*a
conseguiram, e cuja conliiiuaco por algum
ternpo fui seinpre o meio de garanii-la e con-
solida-la, evitando novas tentativas de pertur-
bado, que infelizmente par ce ser o maior de-
sejo de certos ludividuos, que se inculcain ami-
gos da ordem, c contra os quaes cumpre estar
prevenido.
Dos guarde V- S. Palacio do governo de
Pernambuco, 4 de marfo de 18j>*i. Viclor de
OUveira__Sr. Dr. chefe de polica Interino.
PERNAMBUCO
ASSEMBLIiv 1'hOVlNUL.
SESSAO' r.M tlDEMAlig) DE 185-2.
J'i.iii/innii do Exm. Iiuro de Ca/ii'ioril..
' I. Hi'lllS.lO. '
OSr. Corita d tfri/o: br. presidente, nln-
guem maia do que cu estar prevenido contra
creacoes de freguezias c municipio, bem co-
mo contra as transferencias de sedes destes e
daquellas pols que a experiencia me tcm feito
conhecer que, de ordinario, essas crcaces e
transferencias s< mera contradancas eleito-
res: (risada) e, pois, a casa ver-me-ba dispos-
to a votar contra projectos que cntendain com
semelhanie materia, acmpre que nao lenbam
elle por baie documento valiosos, que ema-
nem de fuoles inulto puras, multo legitimas.
Os documentos que se acham sobre a mesa, c
que teve em vista a commisso de estalislica
quando elaborou a resoluto que se discute,
alm de me parecerem valente, sao de ori-
gen! de cuja pureza e legiiimidade menao li-
cito duvidar: ella, est, portante, compreben-
dida na excepeo que estabeleci, e por lsso a
nlnguem deve de causar cxtranhea que eu
deade j Ibe bvpotheque o meu voto.
Teui-ae, br. pretidenle, comparado por
inais de utnavea a povoa(o de Peaqucira cun
a villa de Cimbrea,dleduzfndo-sede acmelhan-
le parallelo conclusea, ora favoraveis, ora
contrarias esta, ora aproveilavei, ora noel-
vaa-^&quella i entretanto parece-me que mc-
lho)*Tviiados andam s nobres deputado que
do preferencia Pesqueira do que aquelle
que concedem-na a Cimbiei, vlto como em
pro do primeiro desses lugares brada bem alj,o
a le n. 20 de 13 de malo de IS3U, queaaaim se
exprime em seu artigo nico :{U)
i A sede da villa de Cimbrea passar para a
povoacao de Pesqueira.
O Sr. Par Barrito:- V. porque se nao mu-
dou na memia occaio a de da fregueiia ?
O Sr._ Correa de /Irilo :- Nao ei: talvct que
enlao nao niilila<.acm em favor desa mudanca
as razdes que hoje a juslilicam ; mas, em lo-
do o caso, he iuegavel que j existe um ac-
lo legislativo que recouhece a auperlorldade de
Pesqueira sobre Cimbres, pola que reinoveu
desta para aquella povoar.to a sede do respec-
tivo municipio.
O Sr. Pnti Barrito i Lembre-se das contra
deos eleitoraea.
O Sr Correo it Brillo : Se porventura
estiveise no caso de ser assira considerada a
le sobre que acabo dechimir a alinelo
til caai....
O Sr. Vats Barrello No quero dizer
que csteja-o; quero apenas lembrar-lhe o
seu exordio.
O Sr. Correa de Brillo : Permuta o no-
bre deputado que eu responda ao seu a-
parle.
Se a le, que acabo de citar, eslivesse no
caso de ser considerada como contradanza
eleitoral, nao houvera certameule atrares-
aado inclume o longo espuo de 16 annos,
somqueumas voz se tenha erguido para
pedir asua revoga<;So : se ella n9o houves-
se iiilu por ti ni a ulilidade publica, mas sim
os interesses particulares de alguem, ou as
conveniencias eleitoraes de um partido, ca-
da freguezia do Cimbres para a povoafSo de
Pesqueira, veolia ella a deiiardeefTeituar-se
ou para diante llque do nouhum vigor, se
porventura mudar de opinio o proprieta-
rio da cspella de Nossa Senhora M i i dos llo-
|.mcns que to generosamente a offereceu pa
ra mal i. Pois bem: fcil he o meio de
fazordesapparecer ease inconveniente : ad-
dite-se ao projeclo um artigo estatuindo
que seillelhaute remocSo s se realisar de-
pois que o proprielaiio dessa capella hou-
vur cedido legalmente do dominio que so-
bre ella tem...r
bm Sr. Diputado : lato n3o he objeclo
de uma lei : nao sei como se possa fazer de-
pender a oxecur,So de uma lei da vontade de
um particular.
O r. Correa dt Brillo : Essa vontade j
est maniiiM.iiia de modo a n3o deixar a
menor duvia : alopiado o meu parocor,
nada mais se far do que providenciar para
que ella se enuncio de modo a jamis poder
ser contrariada ; e, sea memoria mo mlii
falla, leis ha ah tilo condicionaes como
ficara esta se Ihe accressentassom o artigo
cm que fallei, e que, alias, supponlio desne-
cessario, porque acredito uasinceridado do
olfeiecimcnlo : entretanto, se alguem ha
cuja (c, nesie ponto, soja menos robusta do
quo a minti, proponha o artigo tal como o
indiquei.
O Sr. PttM Brrelo : Ninguem duvidou
da sinceridade do oirerecimeulo ; manifes-
tou-so um recelo justo.
O Sr, Corra de brillo ; Eu nao o tenho ;
quem quer quu o culi ol ver, aprsente o ar-
tigo, e ludo lloara lemeJiado.
Disse-se.Sr. presidente, que este projeclo
n"m devo de passar terceira discusso,
porque a casa aiuda nSo sabe sepesqueirul
esta, ou n.ui, no contro da freguezia : entre-
(unlo na repiesenta;3o da cmara munici-
pal, a qual, mais do que niugnom, deve de
saber da posico topogrfica do cada uma
das i nvii.inii'-. de seu municipio, vejo eu
a asscvera<;do de que a de Pesqueira assenta
com elfoito no centro da freguezia de que
se trata. Equando assim se exprime uma
municipaliJade em que devemos de confiar,
porque aiuda nSo praticou um s acloque
uosaulorisea duvidar de suas informafes,
poder-se-ha rasoavelmenle dizer que a ca-
sa nSo eslt habilitada para formar juizo a
respeitop Certo que nSo.
Em vista destas cousidoraces volocoutri
o adiamento e a favor do projeclo.
USr. Pinto de Campo$ conliuua a sustentar o
projeclo, c a necessidade da traosferencia.
Val mesa e he apolada a aeguiute emenda
additiva i
'i Depols da palavraPesqueira, accrescen-
te-selu^o que o piupri.iatw Ua capella Ue M.
6. Mii Un i lluiuens tenha cedido dita capella
para o cxercicio das funcedes paruchias com
todas as formaliiladca legaes. a. K,--^'iyueira
ile Mello.'l'inln de Campoi.Castro Le5o.A'j-
lelltta.--Olivara Maciet.-.firmino de Mello.
U sr. Pereirade l amaino:Sr. presidente, nao
sel de i nii iii.neiraheide votar na presente ques-
illo a cercada transferencia da sede damatris de
Cimbres para pesqueira. Se se apprrsenla a
ideia de existircui na secretaria do guveruo do
' milenios em opposico aus que exisiein na ca-
sa. Parece-ine que a raso e prudencia quede-
vem caracterisar as declames dcsta casa aconse-
lliain, que se approve o requerimento do no-
hre deputado, que propem o addiamentn.
O nobre deputado que cuinbateu o requeri-
mento de Mi'diainento apresenlou a ide la de que
na 3 discuaso a volaco poda variar, ou o aeu
resultado aer contrario, ao da i. e i. discus-
aes eque assim nao devia ser approvado o ad-
diamcuto proposto. Mas Sr. presidente, apesar
de que na 3. discuisao a volaco possa ser dilTe-
rente,eu nu vejo raso alguma para que s a
3. discussiio deva ser mals esclarecida do que a
2. e I. Sena 1. c 2.dlscusses tcm de haver vo-
taces, essas devem ser Uo esclarecidas como a
3.; por que do contrario seguir-se-hiaque a 1.
c 2. discusses, serim csteris, de nada valcriain,
c scriam meras formalidades da lei; com cuja
opinio de maoeira alguma posso concordar.
Alein dislo nao vejo inconveniente, para o ad-
diamento, tendo a casa ainda lauto lempo de
sesso. Disse-se porem que para a 3. discus-
ao os documentos estarao presentes ; ma pude
multo bem aucceder que da 2, para a 3discus-
so, algum Sr. deputado peca como jase pediu
da i. para a 2 a dispensa do intersticio, tendo
assim de concluir-se a discussao dcste projeclo
iudepcudejite-dcsses esclareclmentos, que nos
podein furnecer os ja mencionado documen-
tos.
O Sr. Caricia de Brito -. Declaro que heide
votar contra.....
O Sr. Pereira de Canitlho : O nobre deputa-
do nao he a casa toda ; tanto mais recelo teuho,
quamlo vejo que um negocio dcsta natureza ja
se quiz tratar a bayoneta callada, digo bayoneta
callada, porque ndo sendo negoclu de salvaco
publica j se pedio dispensa do intersticio da
I, para a 2, discuaso, c assim teulio toda a ra-
so para recelar que se aprsente outro reque-
rlmeolo desla especie e haja de passar ....
Um Sr, ile/mtadii: t pt>de nao passar ....
O Sr. Perda de Carvalho ; Depols; f uppu>
nhamos, que ao passa esse requerimenlo de
dispensa de intersticio ....
OSr. Pinto de Campos: -- Apresente-o o nobre
deputado.
O Sr. Pereira de Carvalho : ou mesino
que nao reappareca essa ideia quem nos di que
durante o iulcrvalo da 2. a 3 diacuasao virio os
esclareclmentos que se pertendem ? e se nao
vierein.
Qual ser neste caso o procedlinento desta
asseuiblca ? Ouhade decidir da materia inde-
pendcnle desses esclarccimcnto*, e neste caso a
sua deciso talvcz' nao seja a mals conveniente
oueutu de necessidade se quizer marchar coin
seguranca, c prova que as suas deliberaces
nao he guiada por interesses pessoacs, c por in-
teresses pequeuinos....
O Sr. Finucira de Mello : Nem o pode ser
nunca.
O Sr. Pereira de Caivalho: .... hade con-
cordar no addiaiueuto ; addiamento que se de-
dua naturalmente do espirito do requerimento
ppresentadopelo nobre deputado que se assen-
ta daquelle lado 0 Sr. Guedes de Mello.)
Por tanto Sr. presidente estando convencido
de que do%ddiamento nenhum inconveniente
ou prejulzovetn a questo, aou de opluio que
elleaeja.doptado. bu uoqueriaentrar naques-
to principal islo he, na discussao da conve-
niencia, ou desconveniencia da transferencia
na matriz, outro-ora existente cm Cimbrea, e
boje provisoriamente em Pesqueira i porem
sempre farel algumas observacoes.
O argumento appresentado pelo nobre di-
putado segundo secretario funda-se em urna
leiquetranaferlu a sede do municipio de Cim-
brea paraaTilladePcaquelra. De nenhum mo-
do eu poaao concluir deste facto a convenien-
cia da transferencia da rnatrli daiiuelTe para ease
lugar e quando,no tlvesseoulroa argumentla
oppr o mesmo facto da transferencia da sedi
municipio de Cimbres para Peaquelra.e uo
freguezia, parece-ine, que deverla dar lug
que suppozesse a.xislencla de raides poder
que se oppdcm essa transferencia. Eu p
uo inc fundo nisto, nao dou como arguu
oque he apen.s umapresumpeo.
Todos sabemos que em Clmbresesiste u
deamenlo de individuos e que estes mals di
quaesquer outros Individuos precisan! do
o espiritual ou para melhodiser, da palav
vangelica.
Koser: nao, nao ....
USr. Pereira dt Carvalho:Slm; porque
dloa devem ser catequiaados, elle se ach
deados ....
O Sr. Pinto de Campot : Nao preci
caclequese, esto to ladino, e to deilr
principios da religlo como outros quaei
individuos :
O Sr. Psrsira de Carvalho :Os indivii
mais ignorantes, sSo os que precisam maia
deouvira palavra doovangelho....
Um Sr. deputado :E os ricos nSo preci-
sam?
OSr. Pereira d Carvalho:O pobres, e
ignorantes mais, muito mais,...
O Sr. Pimo de Campoi :Entilo o parocho
encova-se em Pesqueira, e nao sahe mais
dalli?...
O Sr Pereira de Carvalho :A questo nSo
he de encovar-so o parocho em Pesqueira, a
quesillo he da commodidadedos povos para
sssislirem aos actos religiosos, e ouvirom a
palavra divina, e nSosepdo contestar que
urna matriz que oflcreca mais commodos
para a concurrencia dos povos, he incompa-
ravelmonto mais vnntajcsa do que a quo si-
tuada em grande distancia n3o offerece esses
commodos. 0 nobre deputado que fallou no
ancovameuto do vigario, no attendeu ao
quo devia attender...,
O Sr. pinto de Campos :Eo nobro depu-
tado tem embirrado bastante com este meu
dito....
O Sr. Pereira de Carvalho Porque me pa-
receu pelo menos que no he parlamen-
tar.... "
Um Sr. deputado : Tamboril baioneta ca-
lada ii.mi lio muito parlamentar....
O Sr. Pereira de Carvalho:He at muito
usado, e nao s baioneta, como canh3o etc.
etc....
tVn Sr. deputado :Prove com o dicciona-
rio parlamentar, que encovar nao he palavra
conveniente ..
O Sr. Pereira de Carvalho :Um nobre de-
putado apresentou a idea de uma lei condi-
cional, lato hoque podemos confeccionar a
lei de transferencia com a condico de que
o proprietario da cspella da Pesqueira, fa(a
cess3o da mesma. Nao rejo, Sr. presidente,
que seja muito curial este modo de legislar,
collocando uma lei na dependencia da sanc-
fao de um individuo, que nSo he movido,
nem o pode ser senSo por simples inleresse
particular, quando nfio por seu capricho.
Ura, f,i/. t uma I-i com tal condicSo he
torna-la dependente de uma sancSo estra-
nln nossa constituirlo. Quando mesmo se
quizc-M' ililiiniiv uiii'iili) transferir a matriz
de Cimbres pura a capella particular do l'es
queira era preciso que o respectivo proprie-
tario lizesse piitneiramente uma cessSo le-
gal dt mesma,por meio deescriptura publi-
ca, em quo inturviesso a mulher se he capa-
do etc. ; mas de nenhuma sorte convirei em
collocar a lei na contingencia de ser ou nao
sanecionada por um particular, e licar a ma-
tiit dopendenle do seu capricho. Mas disse-
se que esse proprietario sedeu a capella sem
teslrierao alguma, concordo e acredito que
elle o fez de boam me; mas convm que si-
gamos o prescripto as leis. Nao havendo
uma oscriptura celebrada legalmente uo
ura se faca rosullom van-"5 llld,os preciaam santo uo paso capiruuai neuaon usca ua iregueaia aa vanea, uiaeuuo
Lil nSo duero saber Sel001110 tods ol outros habitantes daquella fre- que tendo eaercido Interinamente, o lugar de
'neta i'.r i i > f /'V i I .11 guezia ; preclsatn, he verdade, aer exclareci- fiscal dos auogatios, se Ihe ficra a dever a
nntia isrn uo lazeraigu- doJ palavra evanglica .precisan! de con- quantla de 74SMU7, por pertencer a exerclclos
O Sr. Pereira de Carvalho : quando do I do paaioesplriiu.il. Perdoe o nobre deputado, Um requerimento de Joze Camello Henlcio
gasto QUO por ventura se faca rosultem van-|os ludios precisan! tanto do pasti espiritual Heuson fiscal da fregueata da Vanea, diaendo
tagens siiilioieiij.es.
por ventura a provi
tante educaco religiosa, maa para queis'tose lindos, c pedindo se marque quota na ledo
realise, nao hecertainentc indiipeusavel que a orcainenlo para seu pagamento. A' coinmls-
sde da freguexla esteta em Ghnbrcs. A edu- sao de orcamento.
cacao religiosa dos Indios be mals do dominio Outro da irmandade do Sanllssimo Sacra-
da catequeae do que funccSes parochlaes, ees- ment da freguesia dos Aflbgados, pedindo
ta importante tarefa compete maia ao governo urna quota para enneluso das obras da refe-
do que ao parocho. U parocho deve o pasto rida matriz. A' commisso de orcanien-
espiritual e a palavra do Evangelbo s suas to.
ovelhas em geral, porm a clviltsacu, bem es- _ORDF.it DO DA.,
lar e Instrucco religiosa dos Indios he esp- 1 Discussao do projeclo subslitullivo ao de
cialmente Incumbencia do governo, e por liso numero 3 deste auno, que supirme o cunselho
este em lugar de esperar rnente pelos paro- de aalubrldade publica.
Chus, devia por em cada aldeameoio um clerl- Val mesa e he apoladu o seguinte
go apio e competentemente habilitado para es- IttQKItIMENTO. t)
plicar o Evangelho. Requeiro que lique'adiado o projeclo que
Um Sr. Deputado: E o pajocho nao serve.'.. se discute at que o Exm. presidente da pru-
O Sr. Agujar: O-p si aa. ilias os ludios ir vi i ni ser Instruidos espe- tlucco do conselno.o
cialmente em raso de sua ignorancia e de sua Jote Pedro.
segregajo da socledsde. Prtanlo jase v quo O Sr Crrela de Irili. Sr. presidente,
facto de precisaran mais oa indios do que quizara ouvir do nobre deputado, autor do
ma despeza, ou nao com o concert, ou
mesmo com a nova edificado da matriz do
Cimbres, o quo se deve consultar neste caso
sao os inloiosses dos povos para quem ser-
vom as matrizes e quando se der o caso
de se oflereceruma capella para matriz com
incommudus dos povos, ou edificar-so nu-
tra, que mais se preste aos seus commodos,
he claro que devemos seguir este segundo
arbitrio, embora o sacrificio pecuniario, por
que a queata nSo he da economa para o
thesouro, porm de coinmodidado, e inle-
resse dos povos, e quando se tracta dos in-
teresses dos que contribuem para es mi-
das publicas, eeslSo como cidadfios sujbi-
lis a todos os onus, nSo devemos olhar j-
mente economa, forestas breves con-
sideragOes, voto pelo requerimento de ad-
diamento.
lie Hdo e approvado um parecer da commis-
so de poderes, sobre o diploma do Sr. depu-
tado Francisco de Paula Baplisla no qual a
mesma commisio entende que o diploma est
legal, e o Sr. deputado deve tomar assenlo.
0 Sr. Carneiroda Cunha : Fsz algumas
reflexOes.
0 Sr. Aguiar : Sr. presidente, pronun-
cio-meovoip contra o addiamento, porajuo
estou persuadido de que nenhum i neo ve-
niente ha para que o presente projecto dei-
xe dn aer approvado em segunda discussao.
He verdado que fui eu um dos quo votaran)
em favor do requnrimento que exigia escla-
reclmentos do governo a respoilo da mate-
ria do projecto ; porm latnbem he Tarda-
dequo tanto nao julguei haver um addia-
mento implcito na approvsrjilo d'esso re-
querimento que ful eu mesmo que suscitei
essa quesillo de ordem, em virtude da qual
deliberou a assembla : que conlinuassea
discussao do mesmo ptojecto, e por isso
mo parece nSo haver conlradicao entre o
voto que dei para que se pedissem aquelles
esclareclmentos e o que pretendo dar para
que passe o projecto em segunda discussflo.
i:u '..o lo que o facto de se ouvir o governo
nfio he, nem p le s r motivo rasoavel para
se iulerromper a presante discussiio, por-
que todos sabem que a approvagao de qual-
ini:i projecto em segunda discussao nao
Ihe iia o carcter de lei, e quo tendo de pas-
sar por uma terceira, em virtude do regi-
ment e do selo addicional, podem nesia
ser apreciados e considerados quaesquer
esclareclmentos e inluriHac'sque possam
apparecer, e em consequencia alteadase
emendadas as disposi^Oes cootidas no mes-
mo projecto.
Por tanto j v a casa que nenhuma ras jo
procedente existe para que se deixe de
votar o projeclo, uma vez que Ihe he Inleira
minie livre approva-lo ou regeila-lo na ter-
ceira n ultima discussfio que tem de ser
submettido.
Manifestou recoios um nobre deputado de
que este negocio caminhassecom precipita-
dlo, ou fosse levado a ponta ale bayoneta ;
porm, pensando dilTerenlemenle e fazendo
juslie.i a esta assembla ; ostou bem longo
de nutrir taes temores, porque j observei
que tendo este mesmo projecto passadoein
primoira discussfio e haveudo-se requendu
dispensa do intesticio, essa dispensa fui
negada pela casa, a qual deu, por moio des-
sa negativa, uma prova clara e convincente
de quo, bem longe de partilhsr esse agoda-
mento e preciuitagfio com que se prelondia
discutir o projeclo, era sua intencio resol-
ver com conhecimento do causa, e pesar com
os demais freguezes do pasto espiriluale da pa- requerimento quo se discule, as rszOes que
%Z&l-\l%Ti^X2r* x'er""-" w-w "'"
dada de Cimbres, femis, se os Indios preci- v'p/
aamdestas palavraa e dos soccorrosetpirliuaea, l'.*clsrecida Como se acna a discussflo, d-
os outros fregueses, porventura tambem as nao moiistrailo como est que, creada Beata ci-
preclsain?.... dade a jnti de hygiene publica, o conser-
0 Sr. Perelraiti Carvallto : Nao tanto.... vado, isso nflo obstante, o conselho gorul de
OSr. ^ouiar: Couslnta o nobre deputado salubndade, dar-so-lia o caso de haveroa
que nao concorde com o aeu pensainenlo ; e n, provincia duas reparlicfles com os tnes-
;e por acaso a povoacao de Pesqnc.ra for mullo m0s deveres, com as tnosmas altribuigOos,
parece-me que nfio ha necessidade de ouvir-
inaior do que a de Cimbrea?....
Sr. Paei Itsrreto: Maa nao he....
OSr. Aguiar: a vio eat iu disendo que se a respeito o Esin. presidente da pro-
leja, ni.'s selr? nao dever o parochoesiar VinCifl.
nais prxima do maior numero de scus fre- E nflo veiiha alguem allegar que rxjei-
gueses ?....
U Sr. l'aei nrrelo : Iso he bypolliese.
t ni io esse requeriinenti), a maioria da casa
dar musir du menos confiar no actual ad-
ose. Aguiar: bu'hao estou demonstrando ministrador da piovincia : Visto como, ain-
l^bre^^^
O Sr. Pac* Uaneto : K ae nao for?.... du connanga retardando a discnsso da -
OSi. Aguiar: So for concede o nobre de- X,C'' da frca policial por tantosdias quan-
putado que deve er preferida ? Ncslc ca'o, se- los nos parecerem bstanles paro sabermos
nhurca, a raso que se pretende tirar do facto da opiuiflo de S I a. sino tul materia.
do aldeameoto dos Indios nao pdc ter a mais Islo poslo, voto pelo projeclo, alim rio
ligeira importancia.... quo pasan a segunda discussao, e cutilra o
UmSr.Ucpuia.lo:- O nobre deputado parte ,di,metilo iroposto pelo nobre meoibru
de u,..a bypotliese.... quo se assenta naquelle lado. (O Sr. Jo
O Sr. Aguiar: llypothese que eu dcixo pa-
ra quem tur competente reaolver. Recusa aiu-
da mu uobre deputado votarpelo projecto por-
que uo existe cesso feita....
" Sr. Paei ta-reto : lu nao fallei contra o
projecto, fallei afavor do adiainenlo....
.......".-....HMIV,... -.-... r....UV|V IU||. V ^l4.MU(UdU llCHC UUIIOI llgUIIICPIUl*
laria hoje revogada ; tanto maia quinto, co- |appreientar, quaudooutra rasosmo podesse
vale nada a doaccao, e somante o publico i todo o accordo a materia, sem querer atro-
para o futuro poderia adquirir o direito a | pellar as formulas ; sondo que por isso, re-
capella pela prescripgfio, depois de passado'Pito, nfio partilho os receius do nobre de-
o lapso de tempo para isso preciso. E quem potado e espero que decidir depois de bem
nos diz que nesse tempo nfio morre o pro-esclarecida. EiJ quanto julgo conveniente
ptietario, que a propriedadenfio passa a seus dizer em ustiRcasfio do voto que pretendo
lilhos.ou esiranhos, eqne aquelles ou es-: dar contra o addiamento, o agora faiei al-
tes nfio querem que a doacgfio subsista ?... gumas pequeas considerarles sobro o pro-
Ha um ollicio desse proprietario fazondo jecto. Um nobre dopulauo, mou amigo,
a otTerta da capella, mas a transferencia da delfcndendo o projecto, ponderou e irouxe
propriedade acaso se faz por moio de olllcios? como prova da necetfsidade de se mudar a
A legislarlo determina quaes o meios uni- sdo da freguesia do Cimbres para Pesquei-
cos porque ella pode ter lugar.... ira o haver-se j mudado a sede da villa, ai-
0 Sr, Pinto de Campos : A ccsssgfio j gumentacfic-estajiuc foi combatida pospu-
esta letta....
O Sr. Pereira de Carvalho :Os meios de
fazer-se cessflo do propriedatje estao desig-
nados as leis; logo se existe leginlacfio,
uo tom lugar o arbitrio, e arbitrio he que-
rer, que se faga a transferencia pelos meios
que nflo sao os legaes. Repito ainda, quando
o proprietario tivesse dilo em ollicio que
dava a capella,quando mesmo por um docu-
mento por elle assignado livesse feito seme-
lhanie declaragfio, mesmo assim essa trans-
ferencia era Ilegal, e vista do direito nfio
e podo considerar legalmente feita a ces-
sfio : precisa-se pols de escriplura publica
e sem ser por este meio por qalquer outro
lio nulla. O meio da servidfio que allega-ae,
ou antes a prescripgSo, tambem he um pe-
los quaes ae adquire o dominio, mas para
isso he necessario que decorra o lapso de
tempo de 10 annos entro presentes, podendo
antes desse tempo a propnedade passar a
outros possutdores, e esses, quando nfio o
actual fexarem as portas da capella eaca-
baram com a matriz, e ser pois este nego-
cio do 19o pouca monta para o dcixarem
assim ao acaso, ou sujeilo a vontade de um
parliculai?
Alcm disto he preciso nilo esquecer a re-
flexfio que fez o autor do addiamento de
que os mombros da cmara que represen-
taran! pedindo a transferencia sSo habitan-
tes de Pesqueira, oque he motivo plausive
para quo se suspeile da imparcialidad das
suas informagdes; accresse islo, que a
mesma reoresenlag3o I,/ inonco de que
alguns individuos enderegam, ou perten-
dem eiideross.tr uma reprcsenlacflu assem-
bla provincial conira a transferencia da
sede da freguesia d Cimbres para Pesquei-
ra, o que tamben he rasfio para se suspei-
lar da tnesma cmara, porque parece que-
rer prevenir a casa contra essa representa-
gao, representagfio que sem duvida cuncor-
rera muito para o esclarecimonlo da ques-
to, e pin.i una resoluglo conscienciosa.
Nao vejo, que seja argumento valioso o fac-
to, de que a transferencia da fieguesia para
Pesqueira poupaosdinheiros pblicos. Srs.
o nao gastar noui sem,re he economa, mu-
tas vezes he perda, e muito e muito errado
vai quem eos seus clculos smenle atiende
a nao gastar, porque succede frequente-
mente que a economa consiste antes em
sber gastar....
Vozts : Bem...
tro Ilustre mimbro que defendeu o addia-
mento, entendondo que este laclo ora mais
um motivo para que se nSo operasse essa
iiiiidnin; i, urna vez que se essa medida folie
julgada conveniente e precisi, o acto legis-
lativo que determinou a transferedeia da s-
do da villa teria deliberado a da froguesia.
Mas perdn o nobre deputado que assim se
exprimi....
O Sr. Pereira de Carvalho : Eu dlssc que
era una presumpeo ....
O Sr. Aguiar : c= Sim Sr., concordo emque
encarasse isto como uma presumpeo, ou mes-
mo como urna raso subsidiaria. Seja como
for, entendo que o nobre deputado com lsso
nao conclue couia alguma; por quenaquel-
Ic-ienipo nao se davam as mcsinas circunstan-
cias que se do actualmente, uma vez que se
considere que ento a asemblea poderla ordeuar
a transferencia da sede da villa de Cimbres para
Pesqueira, eulrelanlo que nao podia facer o
mesmo a respeito da sede da freguesia. Mas
nerguntar-se-ha e por qne ? porque a capel-
la que existia em Pesqueira, e que hoje serve
de ni.iiris, era proprledade particular, c nao
pode a assembla lancar uio della para entre-
ga-la ao uzo publico, ao passoque actualmen-
te a queilo muda de figura, porque mn of-
fereciiuento expoutanio da parle do proprieta-
rio, e urna cesso em favor do publico. Po-
rem ainda argumentou-sc com a Imperfeico
dessa cesso. Neste caso a questo be uutra,
e nu se apoia na raso de que quando se mu-
dou a villa devia ter-se mudado a freguesia
nao devendo esquecer-sc de que se se desaem
ento as rasea, oucircunataociaa que se daui
hoje podia aer que se tivesse decretado essa
transferencia ....
O Sr. Pan Brrela : E pode ser que nao...
O Sr. Aguiar: Nao se persuadan! os no-
bres deputados que eu por assim me haver
exprecsado comprometo e antecipo um voto de
approvafo ao projecto: uo perlendo ser
esclarecido, quero ainda ser instruido, e es-
pero por essas iofonnaedes que se dls exls-
tirein na secretaria do governo; c tainbeiu
declaro que e por veutura ellas me conven-
ceren! de que a transferencia uotraz vautageus
que a justifique..., neuhua duvida terelein con-
correr para a queda do projecto; enlretanto
que, por ora, e em vista dos doccumeoios que
exlaleni na caaa e que aervirain de fundamen-
to ao projecto, nao hlsilo em approva-lo em
segunda discussao, bem persuadido de que
fica-me a faculdade de retroceder ein meu
pensamenlo, cazo rasdes valioas me deter-
minen) a anuir proceder.
Dase anda uin nobre deputado, que exis-
tludu na villa de Cimbres um aldeamento de lu-
dios, era necessarld que abi eslivesse a fre-
guezia, porque elle precUatn mais que todo
Pedro )
O Sr. Joze Pedro : Aprsenla as rasdes cm
que funda o sen requerimento de adiaiueulo.
O Sr. Carretada Brilo : Sr. presidente,
as raz s com que o uobre autor do ada-
Sr. Aguiar: Sao rasdes que rcferlndo-se ment procurou justifica-lo nflo calaram cm
.-ni i-i: mu-mo c.iinii nem o projecto, e que por meu espirito; nflo ti vera ai furga para demo-
iaso posso tambem impugna-las. Disse o no- voi-ino da dispusigfio em que eslava de lie-
bre deputado que nao podia approvar o pro- gar-lhe 0 meu vnto.
jecto. por isso que nao li.viace.sao da .gria SeRunj0 nubre d,.pu,aj0i deve a casa
pate nao tenho o menor recelo a respoito dea- PPruvar seu requerimento, por ter lomado
te inconveniente que parece avultar uo e.piri- r.'solugfiu idntica que resultara do some-
to do nobre deputado, nao s porque existe j hanle approvagJo, quando se tratava da li-
uina declaracao do proprietario pela qual cede Xag3o da forga policial: entretanto he in-
a sua igreja para matriz, mas ainda porque p- conlestavel que non uiilitam cm pro do
de este ponto ser objeclo de um artigo em que adiameiito quo combato os motivos que jus-
sc exija a coudlfo de urna cesso feiiaemre- tifioam plenamente aquelle Com que se quer
S'*A',' .. ^- __.i. j. apadrinha-lo. iJnlo amos nos lixar a forca
JKyt5ttl m^ySTA'S. *' P~7^ e, se be que o an-
um particular a sua execuco, de inaueira que tecessor do Sr. IranCISCO Antonio Rlbeiro
quem aauccloua a lei be o dono da capella.... nos tenha dito que en seu pensar, de'u se-
0 Sr. Kguiar: He mu acto firmado j, ha melhante forga S"r conservada no mesmo p
urna promessa, un ollereciinenlo daparlcdo cm quu se acha, todava he bm possivel
proprietario, e o uobre depurado deve saber que os ltimos acontecimotitos do Prata ha-
que limitas leis ecistem condieelonaes Ainda jim habiltalo o governo geral a mandar
ha pouco se dislmio aqu, um projelo que eu- aqui consideravcl porgflo de tropa de
"""lYpr^ZX"l^%or nh.,e a cunstiluir-nos, por onscguinle.
quando se cstabelecer nesta cldadc ajuma de ota circumslancias de reJozrmos aquella
bygiene publica, de que traa a lei geral de 14 forga, para appltcarmoi a outro ramo do ser-
de seiembro de 1850, e regulameuto de 29 de vigo publico alguns dos contos que com ella
aeteinbro de i85i. {despendemos : ora, quem esta autorisado
Um Sr. Deputado : Isso he j decretado por; para informar-nos se daquella arte procede-
urna le,... rao governu imperial lio o seu delegado;
O Sr. Aguiar: Se o governo entender que, |ogo )a lra,s curju| jc ouv,.|0 r,.s.
nao deve crear aqu tal con.uiissao nao a crea-j ^ ^ pergu|llart,; eu> jj, panJajB eillre
r, e assim uo se realisar o artigo du urojecto
que acabo Uc ler....
U Sr. Paes Marreio : Nopde,...
O Sr. Aguiar: He o que eu nSo sel....
OSr, Pdtrj jarreto: O goveruo leiu obriga-
9>iu de cuuiprir a lei....
OSr. Aguias; 0 governo pode entender
que aqui uao se deve orlar essa junta....
O Sr. Vaes tarreto : epuis da lei dizer que
veja creada, mo pude....
Um Sr. Oe/iulailo : __Pude...
Oulro Sr. cputatlo: S por urna nova
tbeoria...
Sr. ?aes Barreta : S pela tbeoria dos avi-
sos....
OSr. Aguiar: i u n.iu sou da tbeoria dos
avisos; o uobre deputado o sabe.,..
O Sr. barros arrelo: -1 Scique nao he, mas
agora....
O Sr. Aguiar; Por Unto pdde um artigo de-
terminar que preceda primeiro a cesso cm
regra da capella para cuto ser considerada
matriz; e mesmo em tal caso quando nao hou-
vesse essa declaracao, estou iuleirameiitc cou-
vencido de que o governo da provincia teria
limito cuidado cm proceder da maueira que
esse ocrecimeDto do projecto au fosse uuia
burla, e que o templo assim ofierecido fosse
asseguraiio ao uso publico.
Por estas rasdes voto pelo projecto e conira o
adlamento.
Encerrada a discussao, he* rejeitado o adia-
inenlo e approvado o projecto em segunda dis-
cussiio, com a emenda do Sr. Figuelra de .Mello
e outros senhores.
OSr. Presidente designa a ordem do da e le-
vanta a sesso. ( Bram 'l horas da tarde. ,
SESSAO BU W DL. MARCO nE 185-
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcante .
As onze e meia horas da 11.auh.i4, feita
chamada aiam-se presentes 28 senhores depu-
tados.
O Sr. Presidente abre a sesso.
O Sr 1. Secretario le a acta da' sesso ante-
cedente que he approvada.
O Sr. t." Secretario menciona o seguinte
EXPBDIEN1K;
Um oflicio do secretan da provincia remet-
iendo as posturas da cmara muucipal da
cidad'c de Coiauna. A' commisso de pustu-
ras iiniiij. w""-
Oulro do iiiesino remetiendo a copia de um
oincio da cmara municipul de Flores e os orl-
gtuaes daj conias e despezas da mesma cma-
ra tudo pertencente aoanno fiuanceiro de 1850
a I8m A' cdmmwso de orcamento inuuici-
pal.
Oulro do mesmo remetiendo a copia de um
aviso da repartidlo do imperio, acerca do
compromisso da irmandade do SaotissimoSa-
enlu da freguesia de Santo Aulo:-nteirada
era
Outro do mesmo remetiendo a copia do olli-
cio que Ihe remetteu a cmara muuicinal do .
Cabo e as comas da receita c de.pe.a di mea- "nuu or em duvida essa identidade.
este caso e o de que ora nos oceupamos?
Para quesailiamos que as atlribuifes das
juntas do liygicno publica eticonlram-so
com as do couscllio do salubndade, sera
porventura prucisu que no-lo oiga o nobro
administrador da provincia? Para que clie-
guemos a seincllianlo conclusilo, nSo basta-
ra porventura quo compiromos o regula-
meuto de 29 de setembro de I sol com a loi
que creou o cousellio de salubridftde? Certo
que sim. \. islo que podemos Tazer por nos
mesmos, devenios incumbir a oulrem ? Nilo,
certamente : Tora isso encarregar a terceiro
11111 trabalho que nos compete.
Dumunstrada assim a nenhuma proceden-
cia do primeiro argumento do nobre autor
do adiainenlo, apreciemo-lho o segundo.
Ilonlem resolvou, rom eil'eiio, esla assem-
bla que se ouvisse a mliiiinislr.ieoo provin-
cial acerca da conveniencia da transferencia
da sede da matriz da freguezia de Cimbres
para a capella de N. S. .M.'u dos llomeus.eo
Pesqueira ; mas porque procedeu a casa des-
te modo ? Para nns era liquido que os ni-
cos documentos relativos a semelhanie pre-
tendo eram os que se achavam sobre esta
mesa, e que justiflcavain-iia plenamente!
para outros, porm, era isso duvidoso, pols
que se dizia quo contra seus documentos
alguns havia, nao menos valiosos, exisleo-
tes na secretan do governo : logo, paia
proceder co ai a prudeucia e circuinspeccao
que a caracleris, devia a casa exigir esses
novus documentos que anda nSo liona apre-
cia 10 : c foi justamente isto o que ella fez ;
iv.o vendo, todavia, que se prnseguisse na
segunda discussAo do projeclo que decreta
aquella transferencia, sob a conduelo de nfio
sucitar-sea terceira sem que houvesse sido
salisfeilo seu pedido. l-M-i caso, portanto,
ainda he inteiramente contrario ao deque
se trata.
Sr. presidente, ponsava eu que, depois de
haver o nubre deputado que se assenta na-
quelle lado (o Sr. Figueira de Helio) compa-
rado a lei que creuu as juntas de hygiene
publica rom a que insliiuio o cotiscln ge-
ral de salubndade, e demonstrado pslpavel-
inente quo as attribr.iQOes deste silo Iguaes
as daquellas, nilo mais se quesliunarla aqui
sobre este ponto ; engauei-me, porm. Ape-
sar de haver o jornal ua caaa publicado hoje
u discurso desse nobre doputado ; apesar de
eslarem alli inseridas aa disposicfles da le
geral, em ludo idnticas as da provincial,
o nobro autor do adiamanto ainda se ana-
na cmara perlencentes ao aono Hnancefro de
I8&U a 1851 e o orcamento de 1851 a 1852. A
cominico de comas inunicipaes.
Oulro do mesmo remetiendo a uqucslcao
da cmara municipal de Goianna, para que
seja desobstruido o cursu do rio Caplbarfbe-
.Men un. A' commisso de obras publicas.
Oulro do mesmo remetiendo ooAicloein que
o vigario de Serra Xalbada reprsenla a cerca
do estado de atraso em que se acha obra da
respectiva matriz. A' coinmiiso de orca-
mento.'
Lerei esta parte do discurso que me tenho
referido. ,..;
E desla simples leilura nSo resulta evi-
dentemente quo as juntas de hygiene pu-
blica incumbe o mesmo que ao cunselho ge-
ral da salubridade? Certo que sim, pBra
que, poja, coaleaia-lo; para que p-lo em
duvida"....
Senhores, jamis corria eu com o meu
pobre voto para que se extinguisseo con-
se!lio geal, de salubridade publica se poi veu-
ILEGIVEL



i,"rr~r ^ ^*~
' -'0
"F!
tur lbe nao enxarga.se legitimo subst, uto
nessasjunlaa cujas altnbuicOe.s yem defi-
nidas no regulamento de 1 de wUinbraid.
gil tanto que tendo-se nt seaSo do ara-
no pasado, quando este regulamento anida
nao havia ido publicado, ventado nosla
casa a iueia da seniolhante extincco, cu
ful um do quo a combatoram : mas cou-
' servar o conaelhoquauto ssjuntas de ny-
cieno o substituem perfeilamcnlo, TOra
quanlo mim, sobrecarregar os corres pro-
viocWsdc despozss nllo justificadas pola
utilidade publica: iato nflo at as meua
prmcipios.-nao est no meu carcter.
O nohre autor do adiamanto inda qun
juslifica-lo, allegando que, extincto o con-
selho. mal comvinliaria a propsgaoSo da
vticciiia', visto como he osM foita exclusiva-
mente pelos dolegados do mcsmo conselho:
entretanto lie sabido que lia na provincia
um eomiiesariovacinador, que este deve
de lar asuntes nos municipios o as paro-
chi.s.equoselularcam diITlculdade* que
so ouponham ao fiel desompenho do sua
niissil, pode o deve representar a respeito
o governo, solicitando providencias que
habililcm-no a remover essas dilllould.des;
eabem-cumprir suas obrigacOes : ropre-
sentac,. quotenlio f. n3o deixara depro-
duzir elfeilo, visto como creio firmemente
que zeloso como he, u governo nao donara
do cuidar deslo ramo do servico publico
como mesmo mteresse cota quo se oceupa
dos demsis. .
Natiterininirei, Sr. prosidenle, som laier
urna drclaiaco, ohoi sngumle.
Sompieque se discute qualquer materia
nesta casa, costumo abslraliir das indivi-
dualidades e a proferir o meu voto sem
nada atlendor para lias : se isto nao fra,
imi me pronunciara certamenle contra o
projecto em diacussu, visto cuino entre os
meinbros deconsclho desalubridadoalguns
lia a quam voto estima o alfeicSo.
Voto contra o adiamenlo o a favor do pro-
jecto.
O Sr. Baptista : (Daremos ero ontro nu-
mero.)
O Sr. Maciel Monteiro (Publicar-se-ha
um outra occasiilo.)
U Sr. Jo-.i Pedro: Sustenuo adlamento,
c responde as razo-es produsidas cm coutrario
A siuopinio.
OSr. Correiatle Orillo : Sr. presidente,
a precisSo cim que acaba de exprimir-so o
uobre depula 10 que se assonla naquellohdo
(o Sr. Macitl Blonleiro), me dispensara de
abusar, anda una vez, da ltenlo da casi
%por ventura o nobro autor do requeri-
ra) de adiainento no bouvesso sollado
.1 i _.j .111-. proposites quo, a meu ver, care-
cem do resposta immediata.
Disse o nobro deputado quo lhecau.ira
estranheza o nSo ter eu estabelecdo com-
parado entre cada um dos artigos do ro-
gulamento de 29 de setembro de |85t e da
lei proviucial n. 143, para ebegar concll-
alo da idenlidade de suas respectivas dispo-
sices ; e, accrescentando que, bem longe
do serem iguaes, essas disposicOes muito
dilferem, sem que se dessi ao trabalho do
descer a analyse que me impozera, conten-
tou-se de 1er dous srtigos da citada l.n n
143, para corroborar sua opiniSo.
Desses artigos um incumbe ao conselho
de salubridade a confecc, 5o de relatnos a-
cerca do estado sanitario da proviucia ; o
outro oncarregi-lhe as diligencias medco-
logaes. Vejamos, pois, se o nobre deputa-
do foi feliz nessas citares.
O regulamento de 29 de setembro da 1851
assim se esprime no art. 82 : l.)
As commissoes e provedores enviar.lo
todos os anuos, at o lim de Janeiro, a jun-
ta central um relatorio circuinslanciado do
estado sanitario das respectivas provincias,
com todos os esclarecimeutos que pela jun-
ta central from exigidos. Esta, com os re-
latnos provinciaes, com os da corte a pro-
vincia do Itio do Janeiro, formulara um ge-
ral qua remetlor ao governo.
Ve, pois, a casa que, mesmo quanlo a
sos relatarlos cuja necessidada o nobre de-
putado encareceu tanto, nenliuma falta son
tiremos, exlincto o cousellio ; porque, se-
gundo o artigo quo acabo de ler, dovo Je
apresenta-losa corporac,oque tem de subs-
titui-lo.
Quanto as diligencias medico-legaes, que
ro dizer,as vesloiias, autopsias, exames era
cadveres, etc. etc. repetir! o que ja disse
em aparto : segundo a nossa legislarlo, ne-
nhum medico se pode negar a laos diligen-
cias, logo que Ib'as requsiitarem as autho-
ridades policiaes; e, se a memoria me nSo
falla, devem do ser procossados por crime
do desobediencia os facultativos que desat-
tenderem a semalhantes ;requisic,Oes.
lusistiu anda o nobre deputado as dilli-
culdades que, em seu pensar, virao i propa-
gado da vaccina da extinclo do consellio
goral do salubridade : entretanto o nobre
membro no se lembra de que o decreto n
464 de 17 de agosto da 1816, que o artigo I.'
do regulamento de 29 de setembro de 1851
declara em'vigor, mals preventivo que a lei
provincial n. 143, creou commissarios vac-
cinadores nSos em cada municipio, scn3o
t imlieni em cada parochia como o nobre
deputado ver do seus artigos 22 e23.
Coadjuvado por esses agentes, e com o po-
der o dever de solicitar do governo, como
j ponderei, quaesquer medidas quo por
ventura tendam a habilita lo a dar cunta de
sua tnisslo, o commissario vaccioador pro-
vincial promovor cortamente a propagaco
da vaccina de modo satisfactorio.
Supponhamos, porm, que infelizmenti
vira a experiencia protostar contra esta mi-
nlia argumentac.lo, fundada ni legislarlo
quem ah deixo citada,pelo facto do nSo ha-
ver que se queira encarregar de prestar gra-
tuitamente a urna grande porco da familia
brasilcira importante servico da propaga-
do da vaccina, e que o governo garal deixa
da solicitar docorpo legislativo um crdito
qua o constilua em ctreumatancias de arbi-
trar gratilicacOes a esses commissarios vac-
cinadores. Pois bem : nessa caso, se a as-
sombla provincial em seu pratiotismo, as-
sentarque deve de auxiliar os poJeres go-
r.ies nosse ramo do despez, marcar urna
quota para taes gratificares, a qual talvez
n3o chegue a dous contos do rli, o, anula
assim, baver economa paia os cofres da
provincia, visto como he sabido que para o
conselho de salubridade votamos cada auno
seta contos e tanto.
l.mito-me a estas breves considerares :
nicas que mo pareceram necessarias, de-
pois do que j lenlio dito na presente dis-
cussSo.
O Sr. So Ptreira : 8r. presidente, dei-
xeria de entrar anda nesta discussSo, se
vise que o nobre deputado autor do pro-
iodo reconhocia que entre a junta do hygie-
nle, e o conselho de salubridade havi slgu-
ma diflerenca ; na verdade se elle dessa
qualquer dilTerenca eu talvez no tiissesse
cousa alguma ; mas como disse que enten-
da que essa commissSo prehenchia em lu-
do, e por ludo as attribuicOes do cotisolho,
por Isso direi alguma cousa alim de mos-
trar as diffrencas. A lei que creou o con-
selho da capilal da qual foi autor o mesmo
do projacto, e diz assim (l).
Ser possivel comprehender-se quo hy-
giene publica, e polica medica hea mes-
ma cousa.' na verdade que nao ; rum t.lo
poucoonobre deputado poder dentar de
reconhecar que o ramo de polica medica,
lie un. dos ramos mais importantes ...
O Sr. Ftgeira di Mello : E as comis-
sOes nllo tem essas allribuicOes ? tem.
O Sr. S Vertir : A polica medica, le3
duas parles, he dupla; no so lemita *-
qualla que respaila hygiono publica, ao
axame dos alimentos dos navios i.refere-se
tambom polica medica legal, o exame
doi anvenemmentos, so exame dos cada-
vares que coja morte nlo se attribue a cau-
sas naturios etc. etc....
O Sr. Figutira di Helio Todo o medi-
co est obrlgado a Tazar Isso....
O Sr. s Perelra: Mas o nobre depo-
tado ha de ler multas vezas encontrado
embarazos, por nlo adiar um medico que
queira fizar esse servico; elle nao se faz
em um da, leva muito lempo ; e nSo ha
anda muito lempo que nacadeia desta ci-
dide se deu o caso de um homem gritar
quo eslava envenenado por um pouco de
cha, e ueiiliiim medico se approsentou pan
fazer a analyse, porque iiso Ihe levara mui-
to lempo....
O Sr. Flguelra de Mello : Nessa caso a
commissao he obligada pelo paragrapho
primeiro.
O Sr. S Pereir : Mas remetteu-se o
negocio ao conselho que procedeu 6 analy-
se. NBo ha muito lempo que outro nobre
deputado procurara um medico para ir ao
cemiterio examinar um cadver que se siid-
punha ter sido mortn violentamente, e dilll-
cilmente o encontrou, e so p6Je conseguir
esse exame por meio do conselho ; exame
que levou desde as 7 horas at as II. Por
lamo se o dever de cada medico he prestir-
se autoridade publica quando tiver de fa-
zer seus examos, com tudo conveniente he,
quehaja urna corpora(3o estabelecida por
lei a quem compita fazer esse servico, para
que elle seja rpidamente feito como mu
tasvezes convem.
Anda ha outras dill'eroncas; as commis-
sdes nSo lem as obrigafdes que tem o con-
selho. FitiWifflini8Ha urna commissao
em cada cidade ; aqui na capital (cara ella,
mas o centro n3o ter quem olhe para elle,
como tem com o conselh,visto que este es
l na capital.e tem de mais a mais em cada
comarca um delegado que exorce quer o
ramo de polica medica, quer oexaine de
hygienio publica; masa commissSo so o
tem na capital. Eu dizendo isto, disse-se
que o governo poda nomear esses delega-
dos ; eu accrescenle que s o poderia fa-
zor em caso de necessidade ; mas o nobre
deputado rctorquiu-me, se eu quera que
sem ii,i ver iiecessitlade se uomeassem esses
licMnms para esse servico. Srs. entre os
casos de necessidade, e de n9o necessidade,
exislem os casos ordinarios; para estes be
preciso que exista de promplo um homem
prolessional que os examine, que os relat,
que osajuize devidamente.
Uisse-se que logo que se crear essa com-
missBo, o cunsolho deve licar extiucto, mas
para que flm, quo necessidade ha em que
logo, que se crear a commissao ipso-faclo fi-
que extinelo o conselho ? Por ventura essa
commissao n3o hado fazer estudos? Ter
ella a practica do conselho? NSo ser con-
veniente deixar que essa commissSo es tu le,
que pratique ? NSo se sabe que a practica
mormeuln na medicina lio muito conve-
niente? NSosesabeque estes estuJos, des-
ta, ou daquellas necessidades medicas da
populacho, sSo cousas que s se estudam, e
adquirom coiiio tempo?Levaute-me parafa
zer essas observacas e hei de votar pois
contra o projecto.
Poderia anda tocar as appella(Oes que
so lizoram para os eleitores, e para as eco
nomiis; mas no ofarei, s direi queem
primeiro lu*;ar que dou o meu voto com lo-
da a consciencia ; em segundo lugar que
nSo eslou preso ao conselno por diubeiro;
ja por duas vezes pedi a minba demissSo ;
mas como n3o quero quo nem o conselho
se sustente com o meu voto, nem a provin-
cia deixe de fazer essa economa ; peco
cmara pormissSo pirana occasiSo da vo-
tacSo me retirar.
O Sr Aguino:Sr. presidenta, com quan
lo n.Vi concordo as rases apreseuladas
por diversos mombros que sustentam o
projecto substitutivo apresentado pelo Sr
Maciel Monleiro, porque seria repetir o que
fa disse em ouira occasiSo ;e nSo queren-
ilo mais entrar em discuss3o a este respeito:
luiito-mo a declarar quo vol por osse pro-
jecto ; emprasando os nobres deputados
para o lempo das experiencias.
Os Srs. Manocl Cavalcanli, e Vaes Br-
relo : Apoitdo, apoiado.
O Sr. ilaciel ilonleiro: (llir.i cm ouira nu-
mero. )
Em cerrada a discussSo, bo o adiamento
regeilado, o approvado o projecto em pri-
moira discussSo por lodos os votos presen-
tes menos Irez.
CoutinuacSolda segunda discussSo das
postura da commissSo municipal de Flores.
OSr. {'residente :Dac\at em discussSo
o art. 5.
(Silencio.)
Verilica-se nSo haver numero legal.
OSr. {'residente designa a ordem do dia e
levanta a sossSo (ora I hora da tarde.)
Enleou do lu na mesmo da 6 o vapor fa
hiana, o qual Irouxe i parle omcial da memo-
ravel batalha dos Sanloi l.ugare, astlm como
a noticia de ler 8. M. o Imperador sido aeoin-
inellldo de um laque de febre, que o levou ao
Jeito por alguna diai, e de queja ae aohava
llvre.
No da aubiequente lomou pone da prest
deocla o F.jin. Sr. Dr. Franclico Antonio Ri-
belro, o qnat velo i bordo do referido vapor.
Lancam-ae lluhai, e faiem-se mil coajeclurai
acerca da marcha da novaadinlnlslracao, ein-
quanlo ae acham todos no remaoso da novida-
do. O retroapeclo, que nao tem, como James,
dual facea, nada pode aventurar aobreaa con-
tingencias do foturo. Hinltando-se a dlier, to-
dava, que, nao tendu achado mo o camlnbo
aeguido pelas duas admmialracdcs tranaactas,
deaeja mullo slmplesmente a continuacio da
esma marcha com o necejjarloi apcrfetjoa-
a
mentos, que a experiencia e o bem da provln-
cla houvcrem de indicar.
No mencionado da 9 foi publicamente eipan
culo peto Inspector de quartelro Joao AUia-
natio Dotelho o redactor do peridico Paladim.
ao sabir este da ra do Rangel para a praci-
iili.i do Llvramento ; pelas & horas e roela da
tarde, segundo j terao visto os leilores da res-
pectiva parte de polica publicada em o n. J'J
deste Diario. Deploramos aerlaroente que, no
coracao da nossa cidade alada se prallquem al-
enla loa com a lminoralldade e escndalo
deste, que referimos, e que aobre manelra si
aggravou pela clrcumstancla de ter aquella
Inspector laucado mo da faxa, que aerve de
diatlnctlvo aos >do seu emprego, e ciogio-se
com ella para o fin de repelllr um soldado de
polica, que ae approximou para o prender, o
que coro elTello consegulo ; porm, nao deplo
ramos menos a existencia de um peridico,
que, ltludindo multas vezes com delestavel
abuso a vendida puDIica, aggrede o sanctuarlo
da vida privada, e provoca por seus Imprope-
rios as viogancas particulares, qne jmala de-
veriain apparecer. Ignorando al o presente a
natureza e gravldade dos ferimeatoa ou contu-
adea fellas, nada podemos avancar sobre a re-
presso do facto, constando-nos apenas por
aquella repartlco orHcial, que foi (ello o cor-
po de delicio pelo Sr. cheje de polica.
No dia 11 cabio do andar Interior de urna das
torrea da matrltde S.-Antonio o meslre.oar-
plolelio JoSo Mara do Hoiario, que irabalba-
va na obra da meama, havla aonoa, e, tendo ft-
cado gravemenle maltratado pela queda, falle-
cen no da segulnte.
No mesmo da cima embarcou o Exm. Sr.
Vctor de Olivcira, ex-presidenie desta pro-
vincia, com aua familia, no brigue escuna de
guerra brasileiio Olinda,yiu o dcvla coudu-
i 11- a ilahia sua terra natal. O mar c o vento lbe
sejam bonanzosos.
Kntr.ir.im dorante a semana 21 cmbarcacocs
e sablram 10.
Itcndeu a ajfandega 09:840,473 rs.
Fallecern! 52 pessoas, sendo U bomens, 8
mulheres c 19 prvulos, llvres e 7 bonicos e 3
mullicres escravos.
racao f.zemoa os mals sinceros votos pela sua
Icilcldade, r que le ero todos os pellos brasl-
leiros puliam os meamoa sentlmentos, que os
nossos. a Insigne companhia nlo delxar de
colher as fraolos e vantageni que lbe devem
preparar a considerado e acolhlmento que
tila de nos tem direilo de esperar por Ululo
duplicado.
. Cionveneam-se lodos que em nossos patri-
los sobram aptldSo e talentos nao s para ar-
tes como para setnelas, e que o que Ibes falta,
sao lao smente melos e proporcOes de nellaa
se rxercltarero. Apparecun os elementos, que
genios mesmo se levantarSo d'entre nos.
A'vista disto seriamos demasiadamente In-
gratos, se conclulssemos ealaa liabas sem di-
rigir um voto de gratido ao director e meslre
da companhia, o Sr. Robert, que com tanta ge-
nerosidade dlgnou-se de acolher aquelles nos-
sos palrlcloa, proporcionando-lhca um roelo
da vida, de que inultos outros estrangelros
teem at hoje relio monopolio, e abrlndo-nos o
camlnbo de urna nova industria, onde aquel-
les meamos e mullos outros podem apparecer
3ue revalisem, |eno excedam as celebridades
a Europa nesie geoero.
Com a publicaco destas linhas, senhores
redactores, muito obrigarclsa.vosso constante
lellor
Correspondencia.
UepartfSo de polica.
PARTE DO DIA 11 DE MARCO DE 1852.
lllm. e Exm. Sr.Doenterior da provin-
cia consta que no lugar denominado Vicon-
cia, do segundo distrito de Nazareth dous
individuos, que eram nimigos eucontra-
ram-se no dia 23 do mez prximo passado e
travaram ums bulha, delque resultou sahir
ferido um delles de nomo Joo, accresrondo
que tendo apparecido algumas pessoas
tomarem parte na questSo, tiveram n'este
conflicto lugar diversas pancadas, ferimen-
tos, o a morte de dous individuos.
O delegado do termo de Nazareth que em
8 do corrente participa-me estis oceurren-
ciasomitte os nomes das pessoas, que nel-
las tomaram parta, e apenas diz que foratn
dadas todas as providencias legaes, confor-
me Ihe havia participado o respectivo sub-
delegado Diogo Velho Cavalcante de Albu-
querque.
O mesmo delegado remontndose a urna
poca anda anterior aquella, isto be, ao dia
16 do sobredito passado mez, participa ha-
vereai no lugar denominado Floresta, do
dostrito de Tracunbem Agoslinho de tal e
Juaquim de tal atirado um sobre o oulro,
resultando dahi a morte de Joaquim de
tal e tendo Agoslinho soffrido a amputacSo
de una perna, por cujo motivo ainda se
acha gravemente enfermo.
Desta cidade nada consta.
Foram prezos : ordem do subdelegado
do primeiro distrito deste termo KomSo do
llego llarros por estar processido, e mesmo
sentenciado e Rosa escrava de Guilherme da
Costa Correia Lofte a requisi;So de seu se-
iii.tr ten lo .-i lo igualmente prezos bon-
tem : s ordem do subdelegado do Recife
Antonio da Cunha Vasconcellos por briga : vam
a ordem do suhdologado de S. Jos, J..... seibo.
Martinsde Moura para avoriguacOes e Ur> Chegando que fosse o mesmo Slis-
bano de Souza Salles para lim qua se ignora:, gjonario igreja matriz d'esla villa, subi
ea ordem do subdelgalo] da Boa-Vista, Jo- cadeira da verdade, e exhortou ao povo,
s do tal por desobediencia, e l.uiz escravo para que se preparasse a ouvir a santa mis-
Srs. Redactores. A marcha progressiva,
lia Incanssvel solicitude dos missionarios
apostlicos capuxinhos, lem lido a nossi
Ssnta religiSo estabelecida por Jess Chris-
to, e o quanto ella se vai inraisando, vege-
tinilo e produsindo deliciosos fructos nos
coraces dos Brasileiros lemenles a Dos, he
um prodigio asss manifest nesta nossa
provincia de Pernambuco, aonde parece,
ou millior devemos crer,que a omnipotencia
rala ncessmtemente sobre a' sua fuiura
prosperidade ; infundindo nos corsfdss dos
pernambucanos urna admiravel predisposi-
SSo para o exer'cicio de consummadas rlrlu-
os : sendo a prova d'estas nimbas asser-
edesos fados nesta villa do l.iinoeiio, e po-
voa^So de Rom Jardim acontecidos por oc-
casiSo de se achar nestes lugares em Sin-
taMissaoo revereudo missionario prefeilo
da PenhaFr. Caetano da Missina, cujos le-
los nSo devem licar nos aremos do esqueci-
mento, e sSo os que muito me honro em pe-
dir a VV.SS., queem seu bem cooceituado
Diario os leve a publicidade dos habitantes
de todos os paizes. Eil-os.
No dia 29 de Janeiro (Indo pelas 4 e meia
horas da tarde ontrn nesta villa o mesmo
reverendo missioijario acompanlisdo de
mais de 500 pessoas de ambos os sexos, e
quasi tolas da freguesia Tracunhem como
respectivo reverendo vigario d'esla, Bazilio
Consalves da Luz. Esse acompanliaotento
tanto mais bullanle se tornava, quanto i re-
mita vam pequeas bandeirolas brancas com
diversas inscripcOes religiosas as mesinas
que em suas mSos conduziam : os ramos
verdes, que igualmente ornavam suas fron-
tes e pellos, appresentava ao primeiro gol-
pe de vista um prado delicioso, e na milhor
ordem plantado de diversos o mais piqueos
arbustos: os fugeles em grande numero,
que ao r subam, os repiques dos sinos da
matriz d'esta villa, annunciavam urna garal
congratularlo entre o povo ChristSo d'am-
bas as freguesias; cujas almas parece, que
davam em tanto prazer, como aquellas,
que sobem ao goso da bemaventuranca.
Eu, o reverendo vigario d'es'.a freguezia.
Felicianno Pereira de Lira, o juiz munici-
pal JoSo Francisco Coelbo Bithancourt, o
capitam e comoaindante do destacamento
de lropa.de primeira linha estacionado as
ta mesma villa, Carlos do Moraes Cemis3o,
e mals cidsdSos grados d'ella com muitas
pessoas do povo, que formou um acompa-
nhamento de mais de 800 pessoas, fomos ao
encontr do reverendo missionario, e rece-
bida a imagemde N Senhora do Bom con-
selho, que vinha condusida pelas mulberos
da predita freguesia de Tracunhem: estas ao
entregara mesmaimagem as mulheres d'es-
ta freguesil appresentaram um quadro bem
tocante e pathetico ; parecendo-lhes que a
Sania Virgem tinha adquirido o juiz de pos-
suirem exclusivamente S imagem da Senho-
ra do Bom Conselho, por toda a sua vida :
mas como de necessidade era entrega da
mosma imagem s mulheres d'esta fregu-
sis, sapttsfizeram este cumprimento de de-
ver, entregando igualmente assim o parecia,
seus coraces completamente contrictos e
humilhados, que assim deixavam conhecer
pela trrenle de lagrimas com que banha-
a imagem da Senhora do Bom Con-
a requisito de seu senhor.
ERRATA.
Na sessSo do 8 de marro pag. I.' colu-
na 4a linha 41 no discurso do Sr. A. de
Olivcira, em lugar omenda de redaccSo
leaseemenda de r DIARIO DE PERNAMBUCO.
RECIFE II DE MAR-JO DE 1852.
s3o( quo tendo por base as palavrns do evan-
gelbo proferidas pela bocea do redemptor do
mundo, a todos aproveitaria para a estabeli-
dade da paz, e ezercicio das virtudes.
I l ni dos primeiros cuidados do mesmo
missionario foi reedificara matriz desta vil-
la ; promoveudo una subscripto entre os
respectivos habitantes, que com as esmolas
um quadro to tocante e pathetico, que ne-
iibum coracao por inaii Indurecldo c perverso
quefosie, poderla dcUar de aorTrer verdadelra
compunflo.
No dia 18 eatabeUceu o meamo reverendo
mlaiionarlo neata matrii a devofflo do mei >la-
rlanno coiij l2 matronal, c outraa tantas auha-
tltutaa; e o mesmo fez as capellaa filles de
Passaiiunga, Beogalas e Malhadinha.
No da 10 fe* o reverendo missionario outra
procisiio do trlumpho de Nossa Senhora; a
qual aablo da matriz pelas aete horas da nolte,
sendo carregada a charolada imagem de .Nossa
Sanbora do Rom Conselho por quatro matro-
nas gradas detta comarca, e neata proclssoae
acharam reunidas, por um calculo aproximado,
quinte a desaaeis mil penoas de ambos os se-
xos, todaa em boa ordem, conduzlndo em suas
maos bandeiras brancas e vellas aceaas: este
brllhante quadro faila representar na imagina-
can a mals deliciosa vista de um paraizo; o
brando movlmento das bandeiras, o brllhan-
tismo das luzes, a marcha lenta de todo o po-
vo, com o reverendo missionario fren(e,quaai
dava a conhecer que seguamos como predlstl-
nados ao gozo de urna bemaventuranca: o pra-
zer religioso, de que ae acbava Inundado o co-
racao dos verdaderamente chrlslaoa, nao se
pode bem explicar.
No dia 20 lindou o reverendo miisionario a
aua mlssao ; tendo conseguido casarem-se mala
de60 pessoas, e d'entre eatas multas que vl-
viaro em amancebla, recebendo osacramentb
da penitencia para mals de 3,000 peasoas coo-
fessadas; aendo consumidos pelas cbammas
de foguelras alguna objectos de escandaloso
lusa, e multar armas prohibidas, que volunta-
riamente foram cntreguea aa chamas porseua
don os.
No mesmo da 20 pelas duas horas da ma
nba, parti o reverendo mlaslonarlo para a
povoacodo Moni Jardim, bavendo na ultima
miaodeapedido-se do povo, oqual'nos mais
senslvels transportes de saudadea pareca aerim-
praticavel esta aeparaco, que nao podendo
deixar de realisar-ae, testemuhavam easa re-
ligiosa saudade e separaco miniares de tor-
rentes de lagrimas, que pareciam nroduzlr o
ell'elto de ser os corpos desamparados de seus
coraedes c almas, tanto pode a palavra de
Dos II! .
Formou o acompanhamento do reverendo
missionario para o otn Jardim oOOpesaoaade
ambos os seaoa, inclusivenienle eu, e aa pessoas
gradas desta villa, levaudo todos bandeiras
brancas, e multo fogo do ar ; e o canto que pro.
feriam as mulheres e a maloria dos homens do
rosario de Mara, animava a solTrer com indisi-
vel prazer o Incommodo que causava a inuita
chuva, que cahio sobre a ierra durante a via-
gem.
Chegainos todos freguesia do Rom Jardim
Sielas 10 horas da inanba do dito dia 20, onde
ol reccbldo o revereudo missionario e o acom-
panhamenlo, a meia legoa de distancia pelo
coadjuctore mais sacerdotes da dita freguesia,
acompanhadoa eates de 200 cavallelros para
mals, todos dehandeiraa brancaa e ramos ver-
des, e multas inulheres. Logo que ebegou o
reverendo missionario Igreja matriz daquella
freguezia, subi ao pulpito e eiborlou ao povo
a ouvir a santa mlsso : pedio as mulheres do
Limoeiro, que entregassem a charola de Nossa
Senhora do Kom Conselho s mulberes do llora
Jardim: nesle acto se reproduilo a raesma
scena havida entre as mulheres de Tracunhem
e Limoeiro, parecendo a estas ser-Ibes iuipossi-
vel apartar-sedaquella santa Imagem; os af-
fectos oratorios do reverendo missionario, co-
mo que se fossem agudas setas, pareciam tras-
passar o coracao destas mulheres, urnas entre-
gando e outras recebendo a santa Imagem da
Senhora do Hom Conseibo, todas chelas de una
admiravel devoco banhavam a imagem da
inesina Senhora com doces e copiosas lagrimas
de verdadeira compuncao.
Foi Igualmente o primeiro cuidado do reve-
rendo missionario naquella povoacao do Hora
lardim, a restilulco do reapectlvo vigario d'a-
quelia freguezia, o reverendo Antonio Higino
de lloltanda Cbacon, que se achava ausente,
pela lllicita reunio dos povos armados ultima-
mente acontecida nesta comarca; assim como
minios cidados e autoridades policiaes d'alli,
que tambera auaentes seachavam: para esse
lim nomeou urna commissao coinpoiia de ci-
dados grados do lugar, que fossem. buscar seu
pastor, para que viesse residir entre seu reba-
nho, c assim succedeu : no dia SO pelas 4 i|2
h..r,. .t carde foi rpcebid aartsaatu recreado
igario pelo coadjuctor, sacerdotes- daquella
freguezia ; c o reverendo misionario, que le-
vando couislgo a charola de Nossa Senhora do
Hora 'ouselbo, acompanhadoa de tres mil pes-
soas de ambos os sexos, todos de bandeira
branca c ramos verdes dirigirmn-se a matriz,
aonde foi cantado solemnemente pelo reveren-
do coadjutor e mais sacerdotes o Tc-Dcum lau-
,l,imii, depois do que subi ae pulpito o reve-
rendo missionario, e fez urna oraco anloga i
entrada solemne do pastor em sua matriz, cuja
oraco produzio o efleito de congratular o po-
vo do Kom Jardim com o aeu parocho, e vice-
versa, havendo da parte daquelles solemnes
guinte : 100 tacca com ago arroba a i li-
bras dealgodio, tOOaaccat com 100o arrobas de
assucsr,
Parahvba, hlsla braslleiro Ezalaco, conduslo
0 segulnte : l bar lea alvalde, I fardo penel-
raae mals objectn, 50barricasbacalho.M cal-
xas hiendas, i pacutes ditas, 17 fardos ditas, 70
barrica, bacalhJo, I glgoslouca, S pipas vina-
gre, 7 eraefoi barris maatelga, 1 aaceaplmen-
ta, pipa vlnho, 0 barrica, bacalhao, 4 ta-
boasde amarello, 200 calxaa com sabio, l car-
illo palitos e mal, objectos, I meza de Jacaran-
da, i caixas, i fardo, l pacote e 1 embrulho la-
zendss.
Rio de Janeiro, brigue braslleiro Iteclfe, con-
duslo o segulnte : 1866 aaccas e SO barras
com O 713 arroba, e 11 libras deasiucar, 5000
nrios de vaqueta, 6l aaccas com 349 arrobas c
Ollbraa de aigodo.
HECCBEUOIIIA l)K RENDAS INTERNAS CtW
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 13.....1:388,(85
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 13. 743,005
PRA^A DO RECIFE, 13 DS MARCO DE
1852, AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambio,- As iransacdesdasemanavarla-
ram de 36 l|2, 26 3|4 e 27 d.
por l/ra., aendo os primeiros
com o praso de 30 e 60 das,' e
o ultimo a dlnheiro: aobre Pa-
r, sacou-,e a M.'.H r,. por fr.
Algodao- Entraram 8i4taccas, e vendeu-
ae de 4/800 a 4/900 r. por ar-
roba de primeira sorte,
Assucar A entrada fot mals avahada
que aa ultimas semanas, e as
vendas afrouxaram um pouco,
em coasequencia da pouca
procura para ezportaco, de
sorte que o deposito hoje po-
de calen la r-se em 400,00 arro-
bas f renden .ic o braucu de
segunda sorte de 24/300 a Jf 1150
rs.. o de lercelra de2/i50a
2/200, o de quarta de 2/05" a
2/iou e o de quinta e sena de
1/750 a 1 ('un rs. por arroba ;
o mascavado escolhldo de
l#50o a 1,530, e o regular a
1/400 rs por arroba.
Couros Veaderam-se a ni r>, por
libra.
Bacalhao Retalliou-,e a llf&OO n. por
barrica, e ficaramemser 1,900
arroba,.
Carne secca- Entraram dous carregamentoa
* que Bzeram modificar o preco,
icndo-se vendido em primen i
mo de 2/800 a 3/200 ra. por
arroba da do HloGrande, e de
1/400 a 2/600 ra. a de lineos
Avies: o deposito hoje he de
30,000 arrobaa.
Far. de trigo- Tlveinos dous carregamentoa
nesta semana, que nao altera-
ram os precoa, cootlnuaudo
elle, a ser: de Ricbmond de
15/a 15/500 rs., de Ballimore
de 12/ al3/rs.. de Philadel-
lna de i.'l a 11/ rs., e de
rieste de i6|500 a 17/ rs. mar-
ca SSSF; ficaram em ser 6,500
barrica,.
Vinhos.....O de Liiboa PRR vendeu-se
de 128/ 130/ rs.; e de outros
autores de 110/ a ll8/r>. por
Sipa,
s de capcrmacclc obtlveram
640 ra. por libra.
Discontoa-------Letra, de cinco a aete meses
de l a l i|16 por canto ao mez
de disconto.
Fretei- Para Liverpool 30 i. e cinco
por cents para o assucar e 3
- 8 para o algodao : Havre 42
ei, e 10 por cenlo para o as-
sucar e 320 para o algodao:
Veneaa 30 s. e cinco por cenlo
para o assucar.
Ficaram no porto O embarcafoes : icndo 2
americanas, 2 austracas, 1 belga, 30 brasile-
ras, 2 dinamarquezas, 2 francezas, 1 banove-
riana, 2 bespanbolaa, 1 uollaudeza, 7 inglezas,
1 lubequense, 7portuguesas, 1 romana, 1 rus-
sa e i sueca.
Pauta
dos precos correnlcs do assucar, algodao, e
mais gneros do pait, que se despacham na
mesa do consulado de I'crnambuco, na se-
mana de 1 :i a '21 de Marco de 1852.
Assucar eme. branco 1* qual. Arroba
*

c mase
bar. c sac. branco .
mase.
retinado.......
prolesloa de obediencia e respeito; em cujoj Algodao empluma de 1" rjual
acto o mesmo reverendo vigario exhortou ao Dito......2*
povo da sua freguezia para qne cora devocno
llontemnao houve sessSo da Assembln "l[^" da poWacllo conseguic-receber-so
. ... j d. j at esta data 600,000 rs.; trabalhando dia-
Provincial, por falta de numerodeSrs.de- rjimen[e na obr, da igrej, ,s pess0as de
ambos os sexos, que vinham a missSo ; dis-
pondendo-so gmente o dinheiro recebido
comjornaes aos odiciaes de carpina e pe-
dreiro, cal, lijlo, e alguma ma letra, e ou-
putados.
Com municado.
Tivemos o prazer de asslstlr na qulnta-felra tros objectos, que nSo eslava ao alcance do
4 ), a urna rcprcscntaco que no Ihealro de povo saptisfazer a necessidade : achandd-se
-i- i.ineisen deu a companhia ultiinamen- boje em dia a obra em tal estado, que mui
le chrgada eata cidade, dirigida pelo Sr. (jdm pode sor oreado o que se acha feito em
Robert. 2:000,000 rs., segundo a opiniHo de peritos,
Ah tivemos occasiao de tributar ao Sr. Ro- qnintia estif que ginSo lem gaslo ; massim
Conseguio o reverendo
bcrt toda a adinlraco deque elle, por mar.-. -
utnavcz.se tem tornado digno entre nos pelo Pen,s S9(,'0UU'F'
conpe. de.euspe.ho do. trabalho, deSua missionario do Exm.,Sr.PJ"'-"'^'' gg"
arle vincia a quanlia de 400,000 rs., para auxilio
Nunca vimos na verdade que algum outro da dita obra da matriz, que deve ser recebi-
tenha excedido ao Sr. Robert em tal genero de do dos cofres provinciaes, que nSo se effec-
trabalho. Elle aalie por em acfo com tanta ha- tuoo por duvldas da thesooraria, o que se
bllidade os agentes chicoleos e physlcos, em- Uppfla recaber : com esta quantia, o com
dellcadcsa no jogo mar- _,:, aie
s sortes encantadoras com
os agentes chlmlcos e physlcos, em- Upp58 receben
prega tanta plricia e dellcadcsa no Jogo mar- algumas esmolas poder licar coberta
vllhoso de lodas ess^s sortes encantadoras com uj" que tem da ser augmentada nos
queoada momento nos surprende, que nao ,t" :.!_.. a"......
RECIFE 13 DE MARCO DE 1852.
1S C HORAS DA Tiln,'..
B.ETB.OSFECTO SEMANAL.
Antes de entraos na narracao dos factos
occorridos durante a semana finda, julgamos
conveniente nao deixar no olvido um, que le-
ve lugar em a nolte de sabbado, 6 do corrente,
pelas onze horas, c vera a ser : o derramamien-
to de urna porco de agoa raz por ilebalxo das
portas do armazein de fazenda. da casa com-
merclal de brantler a Itrandis &t Conipautila
sita na ruada Crus, e que se entranhou pelos
fundos de alguna caisOes, seguudo foi averi-
guado pelo subdelegado do bairro do Recife,
chamado dos calxeiros da dita casa. Este fac-
to, que a nao ter sido filho da mais extraordi-
naria ca.ualldade, o foi certamente da mais
perversa e criminosa intenco, poda ter resul-
tados funestissimos, se fosse levado a efjeito o
Incendio projeclado. porquaoto a situaco da-
quella ra beira do mar, nada menos poda
perinitlirdo que a desttuico de toda ella. Ne-
nhuiu individuo, porm, foi cucuiitrado pela
ronda, que com o referido subdelegado per-
e ii i eu todo o bairro, aobre quem podeaiein re-
cahir as suspeilas suggc.ridas pelo facto, que
sem duvlda, merece a conlinuaco das pes-
quisas.
No domingo 7 do corrente leve lugar no ar-
rabalde do alootetro a precouisada lest do
glorioso S.-Pautalio, que fornece a juventude
dos dou. sexos um bello dia de recrciu em ca-
da anno, cora todo3 o. seus acccssorlos. Desta
vez nao podemos aOiancar aos leltores se hou-
ve, ou nao, o competeute bailado do santo, as-
sim como o honeroso brinquedo da bandeira,
parecendo-nos pelas escassas informaedes, que
podeinoa obter, que o festejo, neste anno, es
leve muito mais Irlo, do que no passado, pola
que at lbe fallou o gracioso ma,tro de coca-
nha, oulr'ora lo applaudido.
Fallecern! no dia 8 dous individuos, um de
nomc i us,ne com V anuos de Idade, e outro de
norne Dainio com 8t>, sendo ambos pardos,
filhos de Iguarass, e moradores no bolrro da
Boa-Vista desta cidade. He urna dessa, coin-
cidencia, curiosas, c dignas de reparo para os
leitorea, que se lembrirera da historia dos dous
limaos inedicoa e rabes de nasclmente, que
coercendo gratuitamente a sua prodssao no -
Egeu", d'onde Ibes veio u cpllheto de Anargrrati nambucano, pode ser eacedido ein .-.
sem dinheiro), foram deudo, por Lyrlas go-f nos ua graca, elegancia c naluratidaae de seus je.ierta; e na inelbor ordem percorre-
'movlmenlos. qualldades eslasque formara a a vos disclpllnaudo-se,
bumildade religiosa abracassem e conservaa-
seni em seus corajdes os salularea conaellios do
reverendo missionario, e lomasseiu de uainoria
as palavras do santo Evaogelbo, que este pre-
gava e explicava.
Por estes transmites, aenhores redactores,
vai o reverendo missionario com a palavra do
Evangelho, colhendo os louros devidos ao
tritunpho da religio de Jess Ghristo. Este
digno missionario apostlico pelas suas virtu-
des e bem reconhecida aciencia, mullos mals
sublimes servicos prestar com as pala eras de
Jess Christo ao povo pernambucauo e a santa
religio catholica apostlica romana, do que as
varas dos mais rectos magistrados, e do que as
espadas dos mais babels generaes.
Viva a santa religio de Jess Cbrislol,.,.
Limoeiro, 29 de leverciro de 1852.
Sou seu assignanle e constante lellor,
Manocl Teixeira Vcixoo,
emoso que mais devenios admirar, se o oilOas 8; palmos d altura,
pro ligio daqscenc.la e da arle, se o insigne ta- Os primeiros 3 das da missSo nSo bouve
lento que i. faz obrar. grande concurso de fiis, em rasao da exten
Vimo9 em scena o resto da companhia, hoje e3o desta commarca : mas depois se reuni
coinposta quasi toda ella de jovens bra.l- plra mais de seis mil pessoas, elevando-se
lelros. esia reuiniSo a dez mil pouco mais : obstan-
Eniao tivemos oceaslao de admirar o nosso u0 timbeni a numerosa reuniSo, em Bliuol-
patrlcio, filho do Maranhu, que, lauto sobre a d mjs9fj0, 0 recelo qoe linba O povo de
^rSrAK K- P".uvo. cujo receio coa.eguio
ficis nassoi destruir o reverendo missionario, que tam-
Deixou-uos sobre manelra encantado a nossa bem por este destruidas foram as sizanias e
pairJcia.inha, filha do Rio, que na idade de intrigas, que de proposito alguem com lodas
annos. quando mullo, executa j sobre a cor- a9 forcas procuravam inculir no animo da
da grandes dllliculdades. Vestida, como esta- p00u|ac!Io menos discreta desta commarca,
va.de amor, linda e engrasada como osa,no- ;a flns sinistros.
res, que ella he, foi tal a lllusaoque ella pro- ,"Anlmado 0 lnc,mo Rvd. missionario pela
duzio em nosso e.plrl o. que estlvemos quasi dltr,aconcorrenca dos seus ouvlntes, deler-
a.uppo-launa verdadeira divlndade. ,inou no dia l4 deste mez, que se lizesse urna
A pequea India, que, e00?.*?".3. 'roc|ao de penitencia; havendo na tarde des-
" ~*- -ovo, para cora co-
assistira esle san-
vivas cores o
que dava
limar a vida continuada em peccado mortal;
Vlmoa finalmente o nosso Joven Palrlcio, '"" nomenl paia ma prostados ante o
Pernambucauo, sobre a corda, e Torca he di- frete da cadeira da verdad., onde pre-
zerquc saliste!.completamente a espec lallva revcrcndo ln|0D3rlo, e todos vestidos
publica. Nao diremos oa passos dimcultosos, f braBca, corda ao pescoco, e corda de
nem os grandes equellbrios que elle execu- nhQ,na cabeca esperavam a voz do mlasio-
tou sobre urna cadeira na masma corda, por- i n?e da pcuiteocia: depois pelas
que muita gente os vio e admlrou ; e apenas n,
accrescenlareinos, que o nosso -
Sr. Redactor. No meu communicado de 13
do corrente em resposta ao Sr. Dr. Moscoao por
descuida de miaha parte, ou por erro dos com-
positores apparecc a palavra peritoneo, devendo
ser perineo. O que o Sr. Moscoso rasgou par-
turiente foi o perineo, ou entrc-fcmlno; e nao
o peritoneo, que he cousa mullo dilferente.
Seu constante lellor.
Oeseriplor do Jan Y,ixenle.
wm a-asa,
COMMERCIO.
naVrle.Q'PPer'- dez horas da oolle retuinbou essa voz, que di-
m ludo n- z,a alerta cbrlstos, facamos penitencia : im-
j.j- a. ..... mediatamente levantaram-se lodos silenciosos
vernador da Scicilia por Dlocleciano, o qual os
fez marlyres da nossa santa religio ? Quem
nos .lera que os patrocinados dos dous sanio*
lrmos, quando os nao iinitassem completa-
mente, procurassem ao menos approiiinar-se
do seu deainleresse e carldade !
excellencla do dancarino.
rara as ras
troscarregaudo pedras de peso consideravel,
PRACA DO RECIFE, 13 DE MARCO, AS
3 HORAS DA TARDE.
COTACOliS OFF1CIAES.
Cambios sobre Londres: a 27 d. 60 div adr.
Descont de letras: a 7 mozes 1 p.c ao mez.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 13.....6:613,283
Descarregam hoje 15 demarco.
Barca ingleza -- Bella mercadorias.
Barca americana Misenota dem.
Brigue portuguez Marta Feliz dem.
Brigue brasileiro Olinda dem.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dial a 12. 14:808,197
dem do dia 13........ 697,553
Dito
Dilo.......3
Aco'ardenle caima 20 graos Pipa
Hila.........Canad
Hila decanna ......
Dita.........Canad
Dila restilada.......Pipa
Dila.........Canad
Genebra.........Canad
Dita.........Botija
Licor..........Canad
Dito.........Garrafa
2,100
1,700
1,400
2,250
1,550
2,880
5,000
4,600
4,200
45,000
250
52,000
300
48,000
260
180
180
400
180
15:505,750
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 12
lilemdo tita 13.
2:313,701
3,161
2:316,862
o IV
te
inlracao
i'iLti,t-u'. .. ..i-.---- n..irnararreiBuao neuras uc |,c4u \,ui,B,uciavc.,
Na falta de um. corda que Ihcs dasejartmoa ou^, ,nVule oulroiacorrcnt.do.e deit.do.pe-
offerecer, recebara todos elles o publico pro- "".*,"',,,,, a ,erem pisados, apresentava
'^^tS: a0,Cv..U.doPbom,m verdaderamente chrlsiao
i ILEGVELj
Exporlac&o.
Rio de Janeiro, patacho braslWro Bel Ai-
la de 144 tonelada, e meiacondulo o seguin-
tc 100 barricas, c 158 saccascom 8o5d ar-
robas de assucar, 410 mcios de sola, 3 barricas
vatos de barro. _
i,alna escuna brasileira Tentadora de H6to-
nelada., conduzio o seguinte : 113 volunics
fazenda., 00 ditlos ferragens. 100 califles cnio-
fre, 100 barris brea, 3 caixas vidros, 3Sbarricas
serrei 1.12 volumes mludeaa, 4 barris presun-
tos, 2 caixas chapeos, 100 barris bolachinha,
15 pipas, e 50 barra azelle decarrapato.u cai-
xas rape, liliceas de cera de carnauba, 30j du-
las farlnba, 30 caixas velas de ca.rnauba, I vo-
lunte doce, 6 mullios esleirs.
Liverpool, pela Parahiba galera Ingleza Sera-
phiua de 430 e meia, toneladas, conduzio o se-
Arroz pado 2 arrobas um Alqaeire 4,400
Arara..........Urna 10,000
Papagaio.........Um 3,000
Bolachas.........Arroba 3,500
Biscoilos. ........ c 5,000
Caf bom........ 4,300
Dilo resto.ho....... 3,200
Dito com casca...... 3,200
Carne scoca....... a 2,880.
Coucos com casca.....Cente 4,000
Charutos bons...... 1,400.
Ditos ordinarios...... 700
Dio regala e primor ... 2,500
Cera de Carnauba.....Arroba 5,000
Couros de Boi salgados .Libra
Dilo espixados......Um 140
Dito do unea...... 15.000
Doces de calda......Libra 240
Dito de goiaba...... 200
Dilo secco........ 400
Estopa nacional...... Arroba 1,000
Fa'rinha de mandioca. Alqueiro 1,280
Feijo......... 4,000
Fumo bom........Arroba 6,500
Diloreslolbo....... 3,000
Gomma.........Alqueire 2,000
Gengibre........Arroba 2,500
Lenha de achas......Cento 1,600
Dilo de toros....... 9,000
Prancbasdoamar.de 2 oust. Um 1(1,000
Ditas de louro...... 8,500
Costado de amarello de 35 a
40 p. de ce 2 i a 3 de I. a
Dito dito usuaes
Costadinhodedilo.
Soalbo do dito .
Forro de dito
Costado de louro .
Costadinho de dito
Soalbo de dito.
Forro de dito .
Dilos de cedro
22,000
12,000
8,000
6,000
3,500
6,400
6,200
3,800
2,500
3,200
Toros de lalajuba .) .Quintal 1,600
Varas de pirreira i. Dozia
Ditas de aguilhadas ....
Ditas dcquirls...... *
Rodasdesicupira para carros Par
Eixos de ditapara dilos.
Mol em pipas ....
i, quartolas .
barirs. .
Mlllin......
Pedras de amolar .
.ir. Urna
. :. Canad
..Um
. i Alqueire 1,600
.&i i.ooo
1,280
1,600
,960
40,000
18,000
35,000
190
6,8011
t
i



Ditas de filtrar-' T
Pona, de boi .
Piossaba.....
Sola.'......
Sarea parillia. .
Tapioca......
l.'nhas do boi.
Couros de cabra .
Azeite de carrapato.
6,000
3,200
200
1,000

. Ccnto
. Mlh
. Meio
. Arroba 18,000
.' 1,000
. Ccnto 800
. 16,000
. Canad 640
Declarares.
Movimento do porto.
navios tntraioi no dia 13.
Ceari 13 dias, brlgue escuna brasileiro
Arcelina, de 906 toneladas, capitSo Jos
Miguel Pereira, equipagem II, carga Ta-
rtos gneros ; a Jos Baplista da Fonseca
Jnior, Passageiro, Caetano Jos Dnlra
Jiinior e 1 escrava a entregar.
Porto 35 dias, galera Jiortugueza Bracha-
rense, de 262 toneladas, capitSo Rodrigo
Joaqun) Pereira, equipagem 18, etn las-
tro ; a Jos Horeira Lopes. Passageiros,
portuguezes, sem passaporto, Jos llusso,
e Custodio Soares.
dlha de Santa Helena --13 dias, brigue n-
glez Asia, de 910 toneladas, capitSo W.
Orohard, equipagem 9, em lastro ;
O vapor brazileiro Pernambucana, com.
mandante I, ILIOtten, lude chegar dos pono j
lio Norte, a 16 ou 17 do correte miz de
margo ; e seguir para os do Sul no dia se-
gqinte ao da sua entrada.
Pela delegacia do primeiro districtodo
termo do llecife Tora recolhido cadela por
ndar fgido o preto Luiz, escravo de Jos
Maximino Perolra Vianna,queo mandar re-
cebar quando Ihe confiar.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES 1NGLE-
ZES A VAPOR.
No dia 22 deste mez espera
se do Sul o vapor Tay, com-
mandanleMoss, e depois da
demorado costume seguir
para os porto* da Europa. Para passagem
dirija-se emxasa da agencia: na ra do Tra-
oiche-Novo W. 42.
COJIPANHIA BRASILEIIU DE PAQUETES DE
VAPOR.
Sendo notorio que frequentemente os pas-
sageiros que viajara nos vapores da cooipa-
nliia dos paquetes, transportaui clandesti-
namente em suas bagagens avultadas quan-
tias de dinheiro, tirito de conta propria,
como alheia,defraudando assim a companhia
em uin de seus ramos de ron Jnenlo; o
abaixo assignado gerente da companhia bra-
aileira de paquetes de vapor, faz sciente, que
ffife
Me
Calmonl & Companhia.
Parahiba 6 dias, hiato brasileiro Espadar-
te, de 87 toneladas, meslre Uanoel Sophio' nSoser pcrinitlido a passageiro algum eva
da Penha, equipagem*, carga toros de1 comsigo maiorquantia de 1 000,000 rs. em
mangue; a Antonio da Costa Kerreira Es-1 qualquer ospecie. No caso de deaconflanga
trella. Passageiros, Jos Alonso Gongal-lde coutraveogSo, os agentes da compisln
ves, Castor dos Santos Lima Francisco le oscommandantos dos paquetes, poderSo
Cabral de Vasconcellos, e Sabino Jos deI mandar examinar as bagagens, e sujeitar ao
Almeida,
Navios sahidos no mesmo da.
Rio de Janeiro brigue brasileiro Recife,
capitSo Manoel Jos Ribeiro, carga assu-J
car, algoJ.lo esola. Passageiros, Manoel
de Azovedo Ramos, e Constantino Jos da
Silva.
Bahia escuna nacional Tentadora, capi-
tSo Belmiro Baplisla de Souza, carga va-
rios gneros. Passageiros, Pedro Antonio
Cezar, e Clara Linda do Espirito Santo.
Navios saludos no din 14.
Liverpool pela Parahiba galera ingleza Se-
raphina, capitSo John Cithing, carga as-
sucar e lastro. Passageiro, para a Parahi-
ba, Pedro Antonio Bernardino.
Parahiba hiato brasileiro FxhalagSo, mos-
tr Antonio Manoel Aflbnso, carga fazen-
das, bacalhao e mais gneros.
EDITAES.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria
da fazenda desta provincia, manda fazer
publico que os oxacr.es a quo tem de proce-
der-se para preenchimento das vagas exis-
tentes na mesma repartigSo teifio lugar noa
dias 13 e 15 (do corrente) sendo os dos pre-
tendentes sos lugares de praticaotes no dia
13, e osd'aquelles que se destinara aos lu-
gares superiores no dia 15. As pessoss por
tanto que estiverem babelitadas dcverSo
comparecer s 10 horas dos mencionados
diss.
Secretaria da thesouraria de fazenda de
Peruambuco 8 de marco de 1852.
pagamento de frete duplo toda a quantiaque
fr encontrada, e exceder aquella somma.
Marcelino Jos Coellio.
THEATRO DB SIZABEL.
32.' RECITA DA ASSICNATURA.
Quarta feira 17 de marco de 1852.
Subir a sena depois da exacugSo de
urna das melhores ouverturas pela orches-
tra, o magnifico e aparatoso drama sacro
em 3 actoa e 4 quadros.
SaDta Cecilia.
Acha-se brilhantomente preparado todo o
machinismo, que pede o drama, bem como
o vestuario.
C'jmecara as 8 horas.
Os bilhetes acham-so a venda no lugar do
eoslumc.
THEATRO DES/FRANCISCO.
Representado extraordinaria em beneficio
do joven pernambucano, primeiro zoglar
do Brasil
QUINTA-FE1RA, 18 DE MARCO DE 1852.
O beneficiado e os de mais da companhia
farSo lodo oseu possivel para abrilhanlar
esto divertmento.o qual he destinados um
trio nobre lien, o pormenor do espectculo
serannunciado pelos cartazes do costume.
Publicacao litteraria.
Suspiros poticos de um dester-
rado.
I Com este titulo acaba de sabir i luz urna
o'lflcial maior interino, pequea brochura escripta em verso portu-
Emilio Xavier Sobreira de Mello, guez. na qual respira o fogo ardente do pa-
O lllm. Sr. oflicial-maior samado de triotismo deque he animado seu autor, jo-
inspoctor da thesouraria da fazenda provin- ven lisbonense residente nesta cidade. Re-
cial; em cumprimeuto da ordem do Exm. j commenda-se esta obrasinha ao benvolo
Sr. presidente da provincia, manda fazer publico, principalmente aos portugueses,os
publico, que nos dias 22, 23 e 26 do corren- quaes como seu autor estSo carpindolonge
te ir a praga para ser arrematado, perante do patrio solo as saudades que a lembranca
o tribunal administrativo da mesma tbesou- delle faz despertar. Vende-so polo mdico
raria, a quom por menos lizer a obra do se- prego de 1,000 rs. cada exemplar : na loja de
gundo lanco da estrada da Kscada, avaliada miudezas do Estima no aterro da Boa-Vista;
em 11:584,210 rs.,e sobas clausulas espe- na esquina do Collegio, e na ra da.Cruz,
ciaes abaixo copiadas. lojas de livros.
A arroma lucilo sera foita na forma dos ar-
tigos 24 e 27 da lei provincial o. 286 de 17 de
maio do 1851.
As pessoas que se propozerem a esta ar-
reraatagSo comparecam na sala das scsses
do mesmo tribunal, nos dias cima men-
cionados pelo meio-dia, competentemente escu n i
habilitadas.
Sr. cnsul de S. M. B., do metal de ferro ti
rado da dita barca, arribada a este porto na
ua recente viagem procedente do de Cal'
culta com deatlno ao do Dublin, quarla-fel-
ra 17 do corrente, s 10 horas da manha,
no Trapiche do Angelo.-
Leilo que faz Domingos Bozano, capillo
da barca Sarda a BalilTa, na sua recente
viagem de Genova para Buenos-Ayres, en-
oalhada no lugar denominado Po-Amarel-
lo, por coala e risco de quem pertenoer,
em presenta do vice-consul de Sua Magos-
tada Sarda; e o Sr. Jos Saporitti, agente
do teguro, por IntervencS do corretor Mi-
guel Carneiro, segunda-feira 15 do corra-
te, s 11 horas da manhSa, no caes da al-
fandoga, a cerca de pipas com vinho, azei-
te em caixas, queijos, papel de peso, dito
de embrulho, licores, sabio e mais.gene-
ros que possam ser arrematados, tudo sal-
vado da mesma barca.
Ceorge Chadwick, tendo-se retirado
com aua familia para Inglaterra, o corretor
Oliveira far leilSo, de toda a mobilia e
ulencilios da casa no campo, que foi da sua
residencia, no Manguinho, sitio do Sr. An-
tonio Carneiro Machado Rios, defronte do
do Sr. Porto, e de maia um cabriolet do 2
rodas, para um cavallo, 2 cavados, 1 vacca
de leite, etc. : segunda feira, 15 do corren-
te as 10 horas da manhfia do indicado
lugar.
O leilSo dos objeclos salvado da barca
Sarda Malilla, annunciado para sabbado 13
d i corrente na alfaniega flea transferido ta-
ra hoje 15 do corronte as 9 huras da mannSa
em ponto.
LeilSo que faz Domingos Boiano, ca-
pitSo da barca Sarda Bali lia na sua recen-
te viagem de Genova, para Buenos-Ayres,
encalhada no lugar denominado Pao-Ama-
rello, por conta e risco de quem pertencer
em presenta do vice cnsul de Sua Mages-
tade Sarda ;e o .Sr. Jos Saporilte, agente
do seguro, por intervenidlo do corrotor Mi-
guel Carneiro, quarta-feira 17 do corrento,
as II boras da manhSa na alfandega a cerca
de pipas com vinho, azeite em caitas, quei-
og, papel de pezo, dito de embrulho, lic-
es, saba o, o mais gneros que pessam se-
em arrematados, tudo salvado da mesma
barca.
3.
zem do trastes do Pinto, defronte da ra de
Santo Amaro.
Precis-se alugar urna preta que saiba
bem engominar e lavar, que tenha boa con-
ducta para andar com meninos.: quem tiver
dirija-se a rea do Vigario n. 3.
Jos Joaquim Maia Ramos, julga nada
dever, maa te alguem se julgar seu credor
aprsenle suas contas no praso de 8 dias a
contardo presente annuncio : na ra Nova
n. 6, pira serem legalmeole pagas.
Amorim IrmSos, fazem sciente, que
tem mudado aeu escriplorio, da ra da Ca-
deia, para a roa da Cruz n. 3.
Francisca Joaquina da ConceicSo, sub-
dita brasilaira, retira-so para fura do Im-
perio.
Precisa-so do um pequeo de 12 a 14
annos para caixeiro de urna taberna, com
alguma pratica e sem ella: a tratar na ra
da Senzala Velha n. 50, na mesma se vondora
caixa de milhor gostos, viadas do Aracaty,
por prego commodo.
l'ordeu-se um p deaapatos de tapete
cora listras de cor, desde o becco do Caroe-
reiro, ra do Rangel, largo da ribeira, ra
da Penha, abobada da mesma, becco do Se-
rigado, e ra Direila : a pessoa que o achou
queira levar mesma ra Direita n. 100 que
se gratificar.
Domingos Martins Pereira, abaixo as-
signado, assignou urna procurado em 1849
no cartorlo do escrivSo Sales em Pernambu-
co autorisando a Benlo Jos Moreira para re-
ceber o que Ihe deviam seus devedores, na
Lotera do Rio de Janeiro.
aos 20:000,000 e 10:000,000 de rs.
O cautelista Salustianode A qui-
no Ferreira avisa ao respsitavel
publico, que as suas cautelas e bi-
lhetes da lotera das Agoas Virtuo-
sas da Campanha, e da aa. loteria
do Theatro de S. Pedro de Alcn-
tara, estSo nicamente a venda ,
na praca da Independencia n, i3n
15 loja decalcado do Arantes ,
e na ra da Cadeia do .Recife n.
46, loja de miudezas de Jos For-
tunato dos Santos Porto. Avisa
mais que no dia ao do corrente, de-
ve chegar do Sul o vapor da com-
panhia brasileira, e no dia aa des-
te mez, o vapor iqglez Tay, con-
ductores das listas de ambas as lo-
teria., e sao pagos inmediatamen-
te sem ganancia alguma, todos e
quaesquer premios que sahirem
nos bilhetes e cautelas, vendidos
as lojas cima mencionadas, logo
provincia da .Parahyba, e este Moreirasubsta- que receber as listas.
Avisos diversos.
Avisos martimos.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com brevidade, o brigue
nacional Olinda por ter
E'parVcnstar se mandou aflixar o pre- parte de seu carregamento eng-
sente e publicar pelo Darf. ,afj0: para o resto, escravos e pas-
Secretaria da thesouraria da fazenda pro-J __ *:..
vincial de Pernambuco, 3 de marco de sageiros, trata-se com os consig-
1852. lidanos Alachado & Pinheirc, na
AntonioFerre^Sun'ci.cSo. 'u* do Vigario n. 19, ou com o ca-
Chusulas etpeciaei 'arrematado. pito Manoel Marciano Ferreira ,
I." As obras dependentes desta arremata- a aca j0 Commercio.
cau serilo felas de conforonuada com o or- r_ ,
cameuto approvado pela directora em con- Freta-se a barcaga Teot
selho aapresenUdo nesta data approva- prompt. a seguir viagem para qualquer por-
cSo do Exm. Sr. presidente da provincia na todo norte ou do sul com preferencia para
importancia de 11:584,210 rs. F o de Parahyba por menos vinle por cento
2.'O arrematante comecar as obras no nos fretes de qualquer outro o tambera se
prazode um mez econcluir noprazo de "gocia a dinheiro ou a praso; os preten
um anno, ambos contados da data do termo d*nles e un,a,e ,utro "" Pem .e"m,i-
de entrega d-arremalacSo. "' fortf d, Mal0' Junt. ao "fiflLfi
3.' A imporlaneia desla arrematacSo se- algodBo: a tratar na ra arg. do Rozano
rpaga de couformidade com oart.39 da n;.18 de manhSa ate as 9 horas, e de tardo
lei o. 286 ate as 3.
4.' Para tudo mais que nSo est determi- I ra a I arahiba.
nido as presentes clausulas seguir-se-ha Pretende sabir al o dia 17 do corrente, o
o que dispde a lei provincial n. 286 de 17 de hiate nacional Parahibano : quem no mes-
maiode 1851.--Conforme. moquizercarregar, dirija-se a ra do Viga
O secietario, rio n. 6, ou ao meslre Victorino Jos Perei-
Antonio Ferreira d'AonunciacSo. ra, abordo.
-- O lllm. Sr. nllicial-iiidior scrvitiJo de Para Lisboa segu no dia 16 do cor-
inspector da thesouraria da fazenda provin- rente o brigue portuguezS. Domingos: aln-
cial; em cumprimento da res-ducSo do trl- da recebe alguma carga e passageiros : a tra-
bunal administrativo, manda fazer publico, tar com o capitSo Manoel Concalves Vianna,
que vai novaraeute a prarja para sor arre- oucom o consignatario Joaquim Ferreira
matado no dia 18 do correle a quem por Mendes Guimares, na ra da Cruz n. 57, se-
menos fizer a obra dos toncertos da ponte gundo andar.
dos Carvalhos, avaliada em 954,500 ra., to- para o Porto seguir at no IIm do cor-
ma nJn-si! por base (1'arrematacSo o ollero.- rente mez a bem condecida barca portugue-
cimonio de 11 por cento de abalimeoto fei- za Santa Cruz, capitSo Manoel Francisco No-
to por Filippe Binicio Cavalcaoti de Albu- gueira : recebe carga, e tem excellentes!
querque. jcomorodos para passageiros: trata-se na reir o obsequio de nSo pagar o qi por sor
A arrematacSo ser feita na forma dos ir- ruado Vigario escriplorio n. II, 1. andar le sabir no quarlo do bilhele 5,308 da lote-
tigos24e 27 da lei provincial a, 286 de 17 ou com o capitSo. ,ria das Agoas Virtuosas da Campanha sem
de malo de 1851. ___ Para 0 Rio de Janeiro se- ser ao Mudono Jos Ignacio Pereira da Sil
As pessoas que se propozerem a esta ar- .'.,. va, visto ter perdido,
rematac.lo comparecam na sala das sessOes gue viagem, abarca nacional r ir-j Aquellos senhores que anda nSo me
do mesmo tribunal, nos dias cima mencio- meza pregada e forrada de cobre, reraetteramassucar nesta safra,nSo obstan-
nados pelo meio-dia, competentemente ba- j 1 1 te estar ella quas alindar, hajam de me pa-
e de muita veleira marcha : para garem qua.,to aoies os fornecimentos que
carga, passageiros e escravos a fre- Ihes fiz, visto que taes faltas demoustram
to nara nnnt. tem vrllpntpaonm dSo continuarem suas correspondencias
te, para o que tem excellentes com- comn,g0,como t.ataram e deviam; scienti-
modos, trata-se na ra da Cadeia llcando-os de que aquellos rornecimentos
11 /.a 011 na nnr.i rom n ron- naou9 conl.PrB Pels P"os queSs. Ss. que-
n.jo ou na praca, com o con- rem Com eu eyt Umbem> e estoja4ern
signatario Manoel i'rancisco da veixaraes para pagar.nSo tenbo remedio se-
Silva """' l,IZ0r esIe l"Hllll. nicamente aquellos
'ai n- i 1 senhores que a luda nSo me remetteram as-
Tara O tf 10 de Janeiro vai sucarnesla safra.Luiz Epilanio Mauricio
sahir com a maior brevidade pos- Wanderley.
1 4 1 Na ra do Cabuga o. 1 D se d alsum
sivel, o patacho nacional Alegra; dinheiro ajuros sobre peahores de ouro e
para O resto da carga, passageiros prals, assira ^omo sobre Urinas a contento
e escravos afrete, trata-se com ^d."^^^
Novaes & Companhia, na ra do fallecido Eugasio Galgot, querendo entregar
Tranirhp n "\li ao dito Sr. cnsul o importe da mesmaji-
' 1 "r1,' fc quidacSo: roga as pessoas que forera ere
-- Para o Rio de Janeiro segu em poucos durdo fallecido de apresenlar as suas con-
diaso patacho brasileiro FelicidaMe : quem Us at o dia 20 do corrente mez, na ra da
no mesmo quizer embarcar escravos ou ir Cruz n. 8, depois daquella data nSo serSo
de passagem, dirija-se a ra da Cadeia do maisattendidas.
llecife n. 39J______________________ .. preesa-se de urna ama de leite que seja
.-|r ^ -Captiva para criar urna criauga
JjClIOCS. Collegio o. 16, terceiroandar.
O abaixo assigoado, faz sciente, que
tem acabado com a sua loja de alfaiate, sita
na ra Nova 11. 35, n estabelecido outra de
ferragens, no aterro da Boa Vista n. 46, on-
de pode ser procurado a qualquer hora
do dia. Jacintho Soares de Menezes.
-- O abaixo assignado, deixou de ser cii-
xeiro dos senhores Theopbilo Seve & Com-
panhia, desde o dia 9 do corrente.
Urbano Miguel da Costa.
Jos Luiz Pereira, embarca para o Rio
de Janeiro, a aua escrava Thomazia.
Pede-se aos senhores Joaquim Clemen-
te de Limos Dnario, Manoel de Almeida Li-
ma, e lente Manoel Jos da Silva Leite, o
favor de dirigirem-se a ra do Queimado ,
loja n. 18, a negocio de sus ulereases.
Na noute de 12 para 13 do corrente, sa-
bio deste engenho Guararapes, um creoulo,
de nome J0S0, com os signaos seguales:
baiio, grosso, bem preto, ps grandes e
chatos, desdentado na frente, tem a falla um
tanto descansada : roga-se a todas as auto-
ridades, capitSes de campo e mais pessoas
do povo, que no caso de que o eocontrem
o prendara e facam-no conduzir ao dito en-
genho Guararapes a seu senhor Lourenco de
S Albuquerque.
uniiaol Lucci, vai a Lisboa.
J0S0 Jos Rodrigues Mendos, embarca
para o Ro de Janeiro, o seu escravo Ber-
nardo.
-- Dcseja-se tallar com o Sr. Antonio Jos
de Souza, lillio natural da cidade de Braga ,
a negocio de seu interesse : na ra da Cruz
n. 36.
A mesa regedora da irmandade do Sr.
Ilnm Jess dos Marlyriosd 1 igreja nova dosta
cidade, tendo de fazer pe correr os Martyroa
do Sr. em solemne procissSo na sexta-foira
19 do corrente, vem pedir aos moradores das
ras por ondem tem de passara procissSo que
tenham limpas as testadas de suas casas: as
russSoas segu 11 les : ao sahir da igreja,
ra de ilortas, Camboa lo Carino, ruadas
Flores, Nova, em frente da Praga da UniSo,
ra das Cruzes, Cadeia, bairo do Recife,
Cadeia, Cruz, a voltar na Lingoeta, Trapi-
che. Vigario, travessa de JoSo de Barros, ra
Ja Madre de Doos, Collegio, Queimado, Li-
Val* vrameoto, Direita, travessa do Alique, ra
*' dos Martyrios. AJvertimos que a ra que
nao se adiar decente deixa de passar por
ella.
; = A mesa regedora da irmandade do Sr.
Bom Jess dos Martyrios da igreja nova des-
ta cidade, tem de fazer a procissSo do mes-
mo Sr. ua aexta-faira 19 do corrente mez,
por isso convida a todos irmSos para se
acharem as 2 horas da tarde do referido dia
decapa o murga, afim de acompanharem a
procissSo. .
- U abaixo assignado faz sciente aos seus
freguezes, que tendo acabado com a sua lo-
ja de alfaiate da ra Nova; aquellos que an-
da tiverem obras em sua mSo, assim como
os que lhe devera, que pode ser procurado
no atterro da Boa-Vista, loja. n. 46; assim
como vende 1 balcSo de ama relio, 4 caixi-
Ibos promptos servirem era qualquer ar-
magSo de loja, I rico espelhocorn 6 palmos
de altura, e collucado n'uraa porta, tudo por
prego commodo. J. S. de Menezes.
O lllm. Sr. Manoel Marques da Coata
Soares, senhor do engenho Sebir de Santa
Cruz, far especial favor ae neates 8 dias
mandar cooferir e ajuslar aua conta com
Luiz Epifanio Mauricio WanJerlay.
Roga-se ao Sr. Silustiano doAquioo Fer-
bele.ceu os mesmos poderes na pessoa de Ma-
noel Anastacio Pereira, sendo porm caga-
dos esses poderes a Manoel Anastacio Perei-
ra, responden por carta datada em 10 de Ja-
neiro do crreme auno, que tioha perdido a
procuragSo : portante, o abaixo assignado
previoe a todas as pessoas com quera tem
transaccOes, nflo s desta provincia como da
Rilhetes
Meios
Quartos
itavos
Vigsimos
22,000
11,000
5,5oo
2,800
i,3oo
- NapoleSo Gabriel Bez embarca para o
Parahyba que nSo facam IransaccSo alguma
tendente a seus negocios com o endonado 10 >>e'iro }" de nado Angola
Manoel Anastacio, a quem tem cagado lodos i 1^ "",* d" ld"le 30 annos' There" e
os poderes que na mesma procuragSoiuba! 80U ... .
AltengSo.
Vestem-se amos para procissSo, com o
concedido. Domingos Martins Pereira.
a 1 i_ -'i .' .111 |iii 11 rioi 1.1-aii. 1 i/iii (|
-- Aluga-se um mulalinho, de 14 anuos, rntr asseio po'ssivel o elegancia, o prego
virido ha pouco do mato, minio esperto e he o mais commodo possivel, assim como
riel, e multo propno para o servlgo de casa So alugam azas para os mesmos amos : na
ee.rV'.; a9Sim como' outro mais velho ra da Cruz o 27, segundo andar,
omcial de sapatoiro o de muito boa con- .. un s0 e engomma-se com todo o as-
ucta: na botica daiViuvaCunha, na praga Seio polos uregos seguintes : caigas e jo-
la Boa Vista, se dir quem os tem. ; gUPIas a ,00 rs., e camisas a 80 rs., col leles
-- Roga-se ao Sr. A. J. (canoeiro), que di- a 60 rs e toda qualidade de roupa por di-
qualidade de roupa pi
minuto prego : na ra da ViragSon. 33.
Compras.
rija-se ao Becco do Porto n. 2, satisfazer
o que nSo ignora ; do contrario se usar
dos meios que a lei faculta. '
-- Anda se prcisa de urna ama] do leite;:
na ra da Praia n. 49.
Manoel Joaquim Ramos e Silva, embar- -- Compram-se trastes usados e tambem
ca para o Rio de Janeiro, sua escrava Del- so trocam por novos : na ra Nova, arma-
oa.de Angola, levando era sua companhia zem de trastes do Pinto, defronte da ra de
urna lillia liberta. 8. Amaro.
J. R. Lasserre vai fazer'. --Compram-se para urna ennommenda
do Itio de Janeiro, 2 escravas creoulas, ou
urna Viagem a tranca. Ipardaa, del2a20annos, que tenbam boas
J. R. Lasserre 6c Compa- H**- o ra Novan.!.
_i ..___11 ',-. t.ompra-se urna casa terrea que tenha
nina, teem dado procuraao a B. bonscommodos para familia, sendo na ra
Didier. Ido AragSo, ra da Matriz e Hospicio : quem
- Precisa-so alugar ummoIoque.de 15 a UwiWi vender annuncie por esta folha
18 annos, paraoservigo do urna casa depou-1 P8'8 s,er procurado.
ca familia : na ra Nova n. 36, loja de cu- I, Comprara-ae os danos ns. 3, 4 e5des-
tieiro. 1te lnno D> livraria da praga da Independen-
Precisa-se de urna ama de leite, que cia "it 8
seja forra, paga-se bem: na ra de S. A-I --Compram-se escravos, ou escravas de
maro, sobrado na praga do capm n. 6. 1 qualquer idade, que nSosejam doonles, pa-
- Deseja-se fallar com o Sr. omiogos m-" om- na ra larga du Rozaro, loja
Pereira do Espirito Sanio, morador 00 en- n 35"
geohoDous Bragos de Baixo, que de pre-! -"Compram-se urnas portas deamarello,
sent se acha nesta praga, ou ja esteve ha so bom uso, que tenham 5 palmos de lar-
poucos dias, ou alguem por ella, a negocio, gura e 12 1|2 ditos do altura: a tratar na ra
que se lhe diz respoito : na ra do Crespo u "garlo n. 19, primeiro andar,
u. 10. Ciompra-se urna mulata, que
rO""n.7riir"n.,rhmrir0* P,rfaCiisei- sea linda, ainda que nao tenha ha-
ro, prefenndo-ae os chegados do fora : aa !,
ra do Livramento n. 19. unidades, e alguns escravos creou-
-- Ped-seaoSr. curioso que trou urna los: na ra do Trapiche n. 36, se-
cara viuda no ultimo vapor do sul para An- 1
tonio Joaquim Vidal, a qual se achava na gunao andar.
lista exposla sob u n. 439, de a entregar na Compra-se urna pardinha que 11" tenha
loja de ferragens da ra da Cadeia do Recife mais de 12 anuos de idade : na ra da Gruz
n. 56 A ou bota-la na caixa do corroio, visto n. 45.
que serventa alguma tem senSo para o seu i Compram-se as seguintes
dono. 11 1
-- Precisa-se de 200,000 rs. por empres- qualidades de grao, mamona, ou
timo, e por lempo de seis mezes, pagando- carrapato, miniloliini descascado e
se o premio que se estipular com seguranga fln(lvrol,a a |rnrar /.nrn ('orreia
em um, dous, tres e quatro escravos, con- anuy"" a tratar com correa
forme a vontadedo eraprestador: quemqui- Leite, na ra da LJruz n. 4o, pri-
Lotera do Rio de Janeiro.
Aos 20:000/000 rs.
Na casa feliz dos Quatro Cantos da ra
do Uueimado n. 20, vendem-se os afortuna-
dos bilhetes, mema, quartoa, oilavos, vige-
aiaios, da 92 loteria do theatro de S. Pedro
deAlaantara, cuja lista chega no primeiro
vapor at odia20:aellea que esto no reato.
Vende-ae urna escrava crioula de 14 a
15 annos, robusta, sem vicise com algunas
habilidades; vende-se por precisSo : em S.
Amaro, no segundo titio depois do cemle-
riosedirquem veode.
Vendem-se no aterro da Boa-Vista n.
54 as segualos msicas para piano;aels val-
sas : a jola, o lirio, a bravura, a ligeireza,
galloppe, 'Aurora, quadrilnas do lago das
fidas,quadrilhada pequea fesla americana
por G. Hedler, quidrilha da lerabranga dos
Pirineos por Musard, quadrilhastriumaphes
por ll.'llerg, quadrilha do Cassino, meloda
tiroliana variada por A. Mocker, passstem- <
po musical, llliada de Homero, metuodo
de flauta por Devienne.
Arados da fabrica dos Srs. Ranso-
me e May
Proprins para plantare alimpar canoa de
differeateamodelloae feitos na mais acre li-
laila fabrica na Inglaterra ; sendo muito su-
periores a qualquer que tem viudo a este
mercado.e proprio para plantarem qualquer
terreno e de qualquer largura, por tir um
arranjo proprio para abrir e fechar a aiveca.
0 bico, aiveca o sola destea arados pas-am
por um processo que da-lhe a consistencia
deago temperado da maneira que aSo de
mniii llorarn, iliiu 1I0 que tem'bicos de
sobre-excellente: na ra do Trapiche n. 14.
Vende-se urna loja de couros com mui-
to poucosortimento, e lambn se traspasas
a casa a qual tem proporgOes para este ou
qualquer outro negocio, por aer em um dos
melhores lugares da ra Direita, com com-
raodos para moradia, e portSo para o pateo
da Penha : na mesma ra Direita 11.55.
Toa Hus de laberinto.
Vendem-se 2 ricas toalbas de laberinto
1 iigiym rodapelo diminuto prego de 14,001)
rs. cada urna : na ra do Queimado, loja de
miudezas, junto a loja de cera 11, 33.
Cera de carnauba a 5,000 rs.
Vende-se na ra dos Tanoqiros n. 5, supe-
rior cora de carnauba de primoira sorto pelo
diminuto prego de 5,01)0 rs. a arroba ; sebo
do porto om caixas a 7,000 rs. a arroba.
- Vende-se um relogio suisso muilo om
conta com pouco uso : no subrado da ra do
Rangol n. 60.
Vende-se urna prela lavadeira e cosi-
nlioir.., de nagSo, sadia : no becco do Espi-
oheiro, no sitio da viuva D. Manoela.
-- Vende-se um deposito de vender assu-
car refinado, na ra do AragSo n. 36: quera
quizer comprar apparega: na ra doa Pires
n. 28 que achara com quem tratar.
GRANDE PGCHlRCBeV.
Est se desmanchando o thea-
tro da ruada Praia ( nasa amarel-
la da esquina ) e l mesmo se ven-
de por todo o preco, 5o bastido-
res em bom estado, pannos de vis-
tas, sanefas, caldas, bancos de pa-
Ihinha e oulros objectos de thea-
tro, bem como taboas de assoalho
e forro, caibros, enxameis, travs,
tudo muito barato para desoecupar
a casa.
bilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presen-
te e publicar p.elo Diario.
Secretaria da thesouraria da fazenda pro-
vincial de Peruambuco, 7 de marco de
1852.
O secretario,
Antonio Ferreira d'AnnunciagSo.
Clausulas tsptciaei d'arrematacio.
I.* Os reparos da ponte dos Carvalhos se
rSo folios pela forma, sob ss condigOes e
do modo indicado no orgamento approvado
pela directora em conaelho, e apresenlado
ao Exm. Sr. preaidente da provincia na im-
portancia de 954,500 rs.
2." As obras principiarSo no prazo de um
mez e serSo acabadas no dequairo mezes
ambos contados da entrega do termo d'ar-
rematagSo.
3.a pagamento ser feito em duas pres-
tarles iguaes, sendo a primeira quando ti-
ver feito amelado da obra, e a aegunda
quando eslver concluida a obra.
4.a Durante a execugSo das obras ser o
arrematante obrigadoa dar fcil o commo-
do transito ao publico.
5.a Para tudo mais queJnSo est determi-
nado as presentes clausulas seguir-se-ha
o qaediapOea lei provincial n. 286, de 17
de maio de 1851.Conforme.
O secretario,
A. F. d'AnnunciagSo.
na ra do
- O corretor Oliveira far. leilSo, por Mobilias de aJugliel.
ordem de llenry KichardsoD, capitSo da bar- Alugam-sa mobilias completas, ou qual-
ea ingleza Fairy Queen, por conta e risco quer traste separado a vootade do alugador,
de quem pertencer, e em presenga do lllm. e por prego commodo kna ra Nova, arma-
dor annuncie.
i) m. .Manuel Francisco Coelho. mora-
dor no Manguinho, queira entender-so com
Luiz Jos de Sa Araujo: aa ra da Cruz a.
33 a negocio qu lhe diz respeito.
Olferece-se una ama porlugueza para
todo o servigo do urna casa : na ra do Do-
miogos Pires, ou no Corredor da Rispo ta-
berna nova.
Precisa-se alugar urna ama forra que faga
o servigo de casa e ra, e paga-se bem : na
Praga da Independencia 11. 38, se dir quem
pretende.
Precisa-sede um meslre e pratico para
tomar conta de urna embarcagSo de lote de
22 touelladas o prompto seguirviagem para
qualquer porto do norte, para onde pretende
navegar: aquello que tiver relagOes com es-
ta praga ea da Parahyba, Maraanguape, etc.,
e.que goze de bom crdito, pode dirigir-se
botica do Sr. Vicente Jos de Brito, na ra
da Cadeia, junto ao arco daTuonceigSo, que
achara com quem tratar.
Manoel Francisco Moreira Maia, vai a
Portugal.
-- Aluga-se um sitio na Cruz de Al-
mas, com/bastantcs arvoredos, baixa para
capimecasa de vivenda : a tratar na loja
de Manoel Luiz Congalves, aa ra da Cadeia.
- OUerece-se urna ama para casa de ho-
mem soltoiro, a qual sabe cusinhar e en-
gomroar, faz doces, magas de muitas quali-
dades : quera de seu prosliraosequiser uti-
lisar dirija-se a ra da Cuia dentro do Re-
cife n. 7, loja. de marciueiro que se dir
quemquer.
Na ra do Hospicio n. 52, precisa-se de
urna ama que engomme com perfeigSo: pa-
ga-se bem.
-- Traspassa-se o arrendamenlo do enge-
nho 11 lia Nava, sito na freguezia de Ipojuca,
moedor de animaos, com excellentes matas,
porto de embarque em trras do mesmo en-
genho, mui boas varzeas para canas, o pti-
mas trras para roga e oulros legurnes, bom
cercado e grande solta para criagSo de ga-
do : a tratar com o actual reodeiro do dito
engenho.
Precisarse de urna ama que
tenha bom leite : no aterro da
Boa-Vista n. 58.
Precisa-se de urna ama, que saiba co-
zinhar o diario de ama casa de pouca fami-
lia : na travessa da ra o Vigario, loja de
barbeiro n. 1.
Quem quizer comprar urna pequea
caaa torrea sita nobairrode Santo Antonio
a qual lera alguns coramodos, e voude-se,
por prego muilo em conta, dirija-se a ra
Direita n. 64, segundo andar.
Precisa-te de urna ama escrava ou for-
ra, que saiba bem engommar, e se presta a
algum servigo maia de urna casa de familia;
assim como tambem d'uma boa lavadeira de
varella que lave com presteza : na rua.do
Brum, no segundo andar do sobraJo d 4
andares.'
Napolen Gabriel Bez, embarca para o
Rio de Janeiro os seus eacravoa seguiutea
meiro andar.
Compram-se garrafas vasias a 6,000 rs.
o cenlo ; na travessa da Madre de Dos ns.
4 o 6 ou na restilagSo aa praia de Santa
Rita.
Vendas.
Loteria do Rio de Janeiro.
Aos 20:000,000 de rs.
Na loja de miudezas da praca da
Independencia n. \, ven icm-se bi-
lhetes inteiros, meios, quartos, oi
tavos e vigsimos, a beneficio da
32. loteria do theatro de S. Pedro
de Alcntara, e um resto de meios
bilhetes, quartos, oita vos e vig-
simos, a beneficio de um hospital
das Agoas Virtuosas daCampanba;
vem as listas das duas loteras no
primeiro vapor que chegar do Rio
de Janeiro.
-- Na ra Nova n. 8 vendem-se 2 colchas
dedsmasco do seda, 2 toilhas de lavsrinlo,
3
Cosme crioulo.Joannacioula, Cosme pardo, para acabar; a elles
veau, grammatica franceza por llaraonior
dita porlugueza pelo Dr. Loureiro,Cypriauo]
novella, Adonzella do Nevoeir por Walter
Se .11, Arte do '.inturoiro, Arte de Cosinua,
I. lu o n'.un Revivis, Tompson Seasont,
Melchior elMounyRobin por George Sand,
Arte de se curara si mesmo, Tratado dol il-
umina seguido deum diccionario completo
dos acordes o regras de contrapunto por
Bretn professor de harmona no conserva-
torio real de Pars.
Vende-se on troca-se um lindo sitio
em muito bom lugar na Passige da.Magdale-
na, com muito boacasa, pogo, e muitas fruc-
teiras, por outro beira do Rio Capibaribe,
ou por alguma propriedade na praga vol-
taado-se em dinheiro o excedente; tambera
vende-se outro sitio em urna llha porto dos
Afogados, com duas formidaveis casas,
muitos ps de coqueiros, e urna grande
planta de capim, faz-se lodo o negocio;
veade-ss a dinheiro, atroco de escravos, ou
alguma propriedade de maior ou menor va-
lor recebendo-se ou voltando-se o exceden-
te, atratar com Joaquim Ribeiro Pontea I na
ra da Cadeia do Recife a. 54.
Veode-se por commodo prego 1 reto-
gio orisontal, sabonele, caixa d'ouro, com
mostrador esmaltado bom regulador, I lo-
neta com excellenle vidro de grao encas-
illada d'ouro, 1 corrente d'ouro para relo-
gio por 16.000 rs. o outra dita de prata dou-
rada por 8,000 rs.: na ra do Hospicio casa
terrea n. 17.
Atteooflo.
Vende-se na ra do Crespo n. 16, loja que
volta para a ra das Cruzes, bons chapeos
fraocezes a 5,000 e 6,000 rs. cada um, he
-- Vende-se t banda para olllcial da guar-
da nacional, 1 chorSo para olllcial do ca val-
larla, 1 relogio patente suisso e 1 cama do
armagSo : na ra Nova n. 16.
Vende-se urna taberna em muito boa
ra e afreguezada, com poucos fundos, e ae
faz todo o negocio, por ser' para adiautar
seus pagamentos: na travo.sa da Madre Dos
o. I, se dir aonde he.
AttengSo.
Vende-se um violSo de faia, com pouco
uso e de muilo boas yozes: na ra do Tra-
piche, deposito de charutos n. 26.
mmmmsmakmt,mmmmmmmmm
fji Vendem-se ricos veos pretos de soda,
g de linbo e de retroz de Italia; mante-
letes pretos do ultimo gusto e com ri-
fj cus enfeites; mantas do seda prelas ;
meiasdeseda prelas de pesoeoutras
S fazendasdegosto, tudo por prego de
H agradar aos compradores : na loja do j
S sobrado amarello da rus do Queima- I
do n. 29. B
. .... V-,.. ..-.y atajea .1 ujugau .. >
wmm WMmmmWsWmm imiml
Arados de Ierro.
Na fundigSo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
delos.
Vendem-se, por prego mais commo lo,
do que em outra qualquer parte, na ra do
Collegio n. 20, os seguintes livros, e oulros
que por nSo fazer mui extenso n annuncio
ae deixa de mencionar: Novos Elementos de
Fconomia Poltica; Direito Publico Geral, os
Elementos do Direito das Gentes, peloDr.
Aulran; InstituigOes de Direito Civil Brasi-
leiro, pelo Dr. Loureiro; CollecgSes das
Leia do Imperio; Macare!; Collegio abrevia-
do, e um completo sortimento de livros la-
linos.
Novos cobertores de tapete a
i,44 '*
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a cadeia, vendem-se cobertores
de tapete, grandes e bonitos, pelo diminuto
prego de 1,440 rs.; em qualidade s8o os 111c-
Ibores que tem viudo no mercado, por isso,
recommenda-sa aos Srs. de engenho que
I jarro e bacia de cristal, sciencia da le^is- quizerom comprar da pichincha, nao sede-
lagSa por Filongiere, cdigo penal por Cnar' me
morera, porque j ba poucoa pela estragSo
que te n tido.
Vende-se urna cafeleira, um bule e um
assucareiro de prata, obra bem feita e sem
feitio : aa ra de Agoas-Verde n. 23.
Farinha de mandioca.
Vende-se superior farinha de
Santa Calhurina, muito em conta:
no armazem n. 7, defroate da Al-
fandega, de Jos Joaquim Pereira
de Mello, ou a tratar no escripto-
1 io de A'ovaes & Companhia na
ra do Trapiche n. 34.
Para fechar contas.
No escriptorio de Novaes &c
Companhia, na ra do Trapiche
n. 34, segundo andar, vendem-s
carneiras de cores ; capeodo Chi-
le, grandes e pequeos ; linha de
cabeca encarnada e de roriz, por
menos preco do que em outra
qualquer parte, por se querer fe-
char contas.
Vcude-se muito foffrivel bolacha de
todos os tmannos por 2,560 rs. arroba, c 80
rs. por libra; eoulra um pouco mais abaixo
para arranjo de eacravoa a 2,000 ra.: na ra
doQuarlel de Polica, padaria n. 18.
- Vende-se seda com tecido de prata mul-
to barata, propria para vestuarios de aogi-
nhoa de procissSo : na ra do Queimado, lo-
ja n. 10.
"


V*';,
t
-.
Acudam ao novo barateiro.
Yendem-ie na ra do Cabugi n, 6, toja miudezaa, esporas lints de ago e da ultima
moda, pelo preoo de 1,600 rs. o par ; cartas
fraucezas para voltarete a 560 ra. o birallio.
Marroquins.
Na ra do Cabug n. 6, loja nova de miu-
dozas, tem para Tender un sortimento de
peles de marroqaim, pelo prego de 1,600 rs.
cada urna, ello antes que se acaba.
Lindas imagens (negadas ultima-
mente de Lisboa.
Trocam-se as imagensscguinles pelos pre-
sos abaixo declarados: --sendo, S. Jerony-
mo 2,000 rs .Santo Antonio 3,000 rs.,S. Fran-
cisco 8,500, S. Jos 3,500, S. Bentfdiclo 3,500,
S Luis 2,000 rs., S. liento 8,000 rs S. l'aulo
3)e0rs., S. JoSo 2,000 rs S. Manoel 2,000
rs-, N. S. do Carmo 2,000 rs N. S. da Sole-
dade 2,000 ra., N. S. do Rozario 2,000 rs
a)> S. da ConceicSo 8,000 rs., Santa Ajuda, San-
ta llosa, e Santa gueda 8,000 rs., e N. S. da
Saude 3,000rs.; assim como algumas figuras
por pregos cammodos: na ruado Cabugi n.
8, loja dp miudezas.
Vende-se rap de Lisboa a retal ho: na
ra da Cadeia do Recito n. 15.
Vende-se un negro de meia idade ,
rom principio de pedreiro : na ra do A-
morim n. 83.
Vende-se cera de carnauba, e toalhas
de panno de liuho, para rosto : na ra da
Madre de Dos, loja n. 34.
Vende-so um pardo mocoe bonito, pro-
prio para pagem : na'ra larga do llozario ,
loja n.35.
FeijSo mulatinho ,
muilo superior, em saccas grandes, e la ni -
bem se vende emalqueires, medida velha :
na ra da Cruz do Recita n. 21.
(omina de engommar ,
em saccas : na ra da Cruzo. 24.
i.uvas de torcal, rom bolotas
a 12801S.
Vendem-se muito auperiores luvas de tor-
c', cun bolotas, a 1,280 rs. o par : na ra
do Queimado n. 16, loja do miudezas.
Luvas de pellica, de ponto inglez,
a 1,000 rs. o par.
Vendom-se luvas de pellica, de ponto in-
glez, para homem, a 1,000 rs. o par: na ra
do Queimado n. 16, loja de miudezas.
-- Vende-se um torreuo, com 50 palmos
de frente, no aterro dos Afogndos, com os
fundos ate a Cabanga : a tratar no aterro da
lioa Vista n. 86.
Cambraia* para cortinados a a,4oo
rs. a peca.
Na ra do Crespo, loja da esquina, que vi-
ra para a Cadeia, vendem-se cambraias des-
campinadas, para cortinados, a 2,400 rs. a
peca, com 8el[2 varas.
-- Vende-se urna negra, muito boaen-
gommadeira e cozinbeira : na ra do Quei-
mado, loja n. 10.
O modernismo
Fazendas muito linas, as mais modernas
que ltimamente tem apparecido.
Cortes de sedas escocezas, gostos inteira-
mente novos, ditos de dita diferentes pa-
drees tambem muito modernas por pregos
cominodos e muito recommendaveis pela
boa qualidade, ditos de cambraia de seda
muito superiores e modernos, ditos de fil
de I i ntio bordados de bonitos gostos, mante-
letes dos mais modernos, pretos u de difle-
reoles cores: no armazem de fazendas de
Goveia c Leite, na ra do Queimado u. 27.
Novidade para as senhoras.
Acaba de chegar um rico sortimonto de
roaeiras do fil de linlio bordadas dos mo-
lhores gostos e mais modernos que se tem
visto; camizelasdo cambraia bordadas mui-
to finas, lencos de cambraia de linlio com
cercaduras de cor muito finos e bonitos pa-
drOsa polo diminuto prego de 8,000 rs. a du-
zia : no armazem de fazendas de Goveia &
Leite, na ra do Queimado n. 27.
Para senhoras viuvas.
Mantas de blondo pretas muito finas e bo-
nitas por precos commados : no armazem de
fazendas de Goveia & Leite, na ruadoQuoi-
mido n. 27.
Farinha barata.
Na ra da Cruz n. 33 armazem de Luiz
Jos de Si Araujo, vende-se sacas com al-
<|ueire de farinha, tanto de S. Calharina co-
mo de S. Matheus, muito suporior por me-
nos preco que em outra qualquor parte e
levando a sacca mais barata, fica tambem as
barreduras para vender, que serve para
Mmete,
A bordo da escuna MariaKirmina fun-
diadade fronlo do caes do llamos, ha su-
perior farinha do S. Matheus que se vende
o mais barato possivel, trata-se abordo com
o capitio, ou com Luiz Jos do Si Araujo:
na roa da Cruz n. 33.
Na ra da Cruz n. 37, vendem-se 4 es-
cravos pretos mocos o bonitas figuras, os
quaoslrabalham em armazem de assucar,
bem como estiva ou qualquer oulro sorvigo,
e 3 cosinliam o diario de urna casa : atratar
na mesma.
Veude-se urna taberna no Giquii com
poucos fundse muito boa para qualquer
peasoa que quena piincipiar : portante
quem a mesma pertender pode dirigir-se a
ra Direita n. 53, ou a mesma taberna que
he a primeira passando o engenho,
Mohnos de vento
com bombas de repuxo para regrar borlas
o baixas decaplm na fundic.no de Bowmaux
& M Calhem: na ra do Brum ns. 6, 8 e 10.
Grande e novo sortimeolo de louca vidrada.
Como irjain laidas do porto grandes e pe-
quenas para deposito de doces, bullidos para
inaotelga e doce, Ugelas grandes para bater
po-de-l, cacerolas com cabo, paneln para
cosinha, saladores comprldos e redondos, para
asados do forno, como sejam lefldes, pirs,
galinhas, loinbos, vitelos a moda da Euro-
pa, vazos finos e ordinarios pam flures figuras
para jardiui calungas muito engranados, jar-
roa finos da Parahlba e da Bahts, quarUnlias
garrafal, copos com pratos, muringues, resfria-
dores brancos, encarnados, ludo para resfriar
agoa, alguidares de todoa oa latnanhos, balalos
para meninos aprcndereinandar.ditascom lam-
pa para couipias, ditos para costura, ditas com
pes para Uores, ou frutas, condecas, e cestas,
casllcac de louca dediOerentes corea, morin-
guta e quarliuhas pequeas de dill'erenlea co-
res para folguedoa de uienlnos : na ra da
Cadeia do llecifc n. 8.
Grande iabnca de chapeos de sol,
de J. Falque iua do Collgeio
n. 4-
Nesle novo estabelecimento recebeu-se
um novo e lindo sorlimenlo de chapos de
8bl doa ltimos gostos, tanto de seda como
de paninho para homeos e senhoras, de ar-
magUodebtleia e de asso que se vendem
por menus preso que em outra qualquor par-
te ; grande aortimento dechaoialole, sedas
o paniihos om peca de todas as cores o 11 ua-
lidades para as possoaa que quizerem man-
dar cobrir armacOes servidas. Completo sor-
timenlo de baleias para vestidos espartilhos
para senhoras, fazem-se umbellas de igreja e
conceita-se qualquor qualidade de chapeos
de sol: todos osobjectoa cima mencionados
sejveadem em porcSo e a relalbo, por preco
3ue agradari aos freguezes vista da quali-
ade.
Vende-se urna bonita e nova cadeiri-
nlia de 2 varaes, prompta e forrada de da-
masco de 12a : na ra do Hangel n. 54, a fal-
lar com Victorino Francisco dos Santos.
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Farinha fontana,
chegada ltimamente: em casa de i. Tss-
so Junior, na ra do Amorim n. 35.
Vende-se um carro de quat'o rodas
muito levtie seguro, por muito poucodf-
uhoiro: na praca da Boa Vista, cocheira
do francois.
Na loja do sobrado amarelio da ra jf
do Qupimado n. 39, tem para vender p
um tirando aortimento do pannos pre- |
tos finse de cores flxes;c.iscniira pre- a
ta elstica supeiior de 9 a 14,000 ra, o S
coi te de calca; corles de coleto de ca-
semira preta bordados; dilos do setim p
preto tambem bordados; chapos pre-
los francezes os mais modernos e do "
II melhor quilidBde que ha, no merca- S
B do; ditos de castor branco inglez da 5
ultima moda; e outras fazendas de i.-
f Bo^lo e preco enmmodo. *
MwfK tmmwmvwMwmm wm
Mociiiiiis superiores.
Na fundicSo de C. Starr& Corapanhia,
em S.-Amaro, acham-sei venda moendas
de canna, todas de ferro, de um modelo e
conslrui'ciin 111 ulio suiu-ruir
No armazem da ra da Moda n. 15 ,
vende-se cal deLifboa em pedra, a mais no-
va que ha no mercado, chegada no crrente
mez, no brigue Laya ; assim como mercurio
'loco em caixinhas de libra cada urna, tudo
Sor menos pre^o do que em outra qualquer
parte.
Grandes pechinchas, na ra do
Creopo n. 14, loja de Jo.- Fran-
cisco Di.-is, a i'|.s rs. o corte! .' !
Riquissimos cortes de vestidos de finissi-
ma seda e delicados gosto, fszenJa ioleira-
menlo moderna, pelo baratissimo preco do
14,000 rs. o corte ; ditos de cambraia seda,
sendo o mais superior que tem apparecido
no mercado, pelo barato preco de 9,000 rs. o
corte; supeiiores vestidos do linissima cam-
braia e de i'i'u, com riquissimos babadoa e
Agencia de Edwin Maw.
Na ra* de Apollo n. 6, armazem de Me. Cal-
mout&c Coinpanhla, acha-ie conatantemenle
bons sortimenlos de talla de ferro coado e
batido, tanto rasa como fundas, moendas hi-
edras todas de ferro para anlinaea, agoa, etc,
ditas para armar em madeira de todoa os l-
mannos o inadelloa o inals moderno, machina
horisontal para vapor, com forca de 4 caval-
loa, coucos, passadelraa de ferro esianhado
Par" 'a,a de pulgar, por menos preco que oa
de cobre, cscovens para navios, ferro Inglex
tanto em barras como em arcos folhas, e ludo
por barato preco.
Deposito de cal e potassa.
No armazem da ra da (Jadeia
doltecfe n. ia, ha muito supe-
rior cal de Lisboa, eni pedra, as-
sim como potassa chegada ultima-
mente, a precos muilo rasoaveis.
Superior cha nacional
em caixinhas de 3 libras, e da melhor qua-
lidade ; vende-so por preco eommodo, na
ra do Corpo-Santo n. S, primeiro andar.
Escravos fgidos.
'-Desap'arecerain do engenho do meio da Var-
sea, piopriedadede Francisco de Carvalho u de Andrade, na madrugada do dia 12 de Marco,
os seguintea escravos: Manoel pardo de Idade
40 a 45 annos ; rosto cabido bem barbado, e so
com suissas, e um sinalilnho preto,no rosto, tem
os dedoa grandes dos dos ps um tanto voltados
para dentro ; Alexandre, laobem pardo, iriuao
do primeiro, idade de 20a25annot, be alto,
espadando, e bem feto de corpo, tem pao pe-
lo rosto, e por todo o corpo; Miguel, preto orlou-
lo, idade de 40 annos pouco mais ou menos, es-
(atura ordinaria, grosso do corpo,rosto redon-
do, feledes groaaelras, e Ja descahldas, levlo,
Hconio passaporte, urna carta dirigida para lnba-
muns
' No dia 6 de marco do corrente as 9 horas
a inanha -desappareceu a preta '1'hereia de
o e ;-c Qn'T* Ke!n' c.,ra larg' f *! m,ti""d0
todos os seos pertenec sendo urna peca de }&*? tfZ
galHo c outra de cordSo, que se da de gra- Ue idade. e tem o braco esquerdo, e a perna di-
co
0>
Deposito da laln-ii-.-i de Todos os
Santos 11a Ilaliia.
Vende-se, em casa deN. O. Biebor&'C.,
na ra da Cruz n. 4, algodSo transado da*-
quella rabrica, muito propno para saceos de
assucar e roupa de escravos, porprecocom-
modu.
He tao barato,
Que idz animar ;
Quem vir a pechincha
Nao deixar de comprar.
Na ra do Crespo loja da quina que vira
para a cadeia, vonde-se panno lino preto, a
3,000, 3,500, 4,000 4,500, 5,000 e 5,500 rs.
o covado ; dito francez muito superior, a
6,000 rs. ; dito azul, a 2,600, 3,500, 4,000 e
5,000 rs. ; dito verde, a 2*,800, 3,000 e 6,000
rs. ; dito cor de rap, a 2,600 rs. ; casemi-
ra preta, a 4,800 6,000, 7,500 8,500e 10.000
rs. o corlo ; sarja prela de seda nruilo su-
perior, a 2,500 rs. o covado; merino preto
muito bom, a 2,800 e 3,200 rs. o covado cor-
tes de cassa chita muito bonitos, a 1,920
rs.; e outras muitas fazendas por preco
eommodo.
Luvas de pellica.
Vendem-so finissimas luvasdo pellica, pa-
ra senbora a 1,600 rs. o par; ditas para ho-
mem a 2,000 e a 900 rs. o par: no alerro da
Boa Vista, loja n. 58.
Vende-se um alambique continuo, do
Grosne terceira classe, proprio para fabricar
espirilo, de 40 grios, prompto de todo o ne-
cessario a seu maneo bomba de cobro de
repudio, grelliaoporta de fuglo.tudo aiuda
novo o de multavantagem para um engonho
nao so por sua qualidade, ji exprimenta-
do, oque so podo ver Irabalhar ; como pe-
la importancia por ser o menor 0111 tama-
ito i assim como, lambem 2 toneletes o 8
pipas ji cortidas, proprias para deposito de
espirito : na na do ilangel n. 54, a fallar
comiVictorino Francisco dos Santos.
Boto e barato.
Vendem-se bandejas as mais fi-
nas e bonitas, que tem appareci-
do no mercado, por preco eommo-
do : na loja de ferragens da ra
da Cadeia do l\ecife n. 50 A, de
Antonio Jo iquim Vidal.
Nova pechincha.
MadapolOes com pequeo toque de avaria a
2,400, 2,800, 3,000 rs., a pessa.
Na ra do Crespo loja da esquina que vol-
ta para a cadeia vendem-se inadipolOes fi-
nos com pequeo toquo de avaria a 2,400,
2,800,3,000 rs., e outras muitas fazendas
por preco eommodo.
Para a quaresma.
Casemira preta infestada a 5,000 rs., o cor-
le de calca.
Na ra do Crespo loja da esquina que vol-
para a cadeia vendem-se casemiraa prela
t
fatafestada a 5,000 rs. o corte de calca, sarja
prela he8panhola a 2,600 rs. o covado ; co-
mo oulras fazendas que por sua boa quali-
dade se tornaO recomendaveis.
A 200 rs.
Na ra cstreita do Rozario, travessa para
o Quoimado deposito n. 39 A vendo-se
muito boa bolachinha ingleza a200rs; la-
tas de araruia a 2,000 rs e outras muitas
qualidajdes de bolacbinlias e bis. oito do fa-
rinha de ara lula, propiios para doentes.
No mosmo deposito anda se continua ven-
der biscoilos de Rema, por prego eommodo.
Ra do Passeio Publico n. 9.
Vendem-se 180 varas do bico e renda da
trra a 120 rs., e 18 caxilhos euvidratados e
promplos para quilquer obra, pelo diminu-
to prego de 2,000 rs. cada um.
Negocio vantajoso.
Vende-seo hotel commercio sito na ra
da Cadeia n. 13, com os uleocilios que o
comprador quizer: a tratar no mesmo.
Yinho de Champagne,
superior qualidade : vende-so no arma-
em Kalkmanu IrmJos Ra da Cruz, n. 10
Pal India Ale.
Ainda resta elguma desta deliciosa serve-
ja, que bem pode su 1 rir a compangne, ven-
dem-se em barucas .le 3 duzias, e caixas da
urna duzia, muilo proprios para mimos e
casas particulares, pelo diminuto prego de
6,000 rs. a duzia l na travessa da Madre de
eos ns. 4 e 6 armazem pintado de cor.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas com superior farinha
de mandioca a pregos rasoaveis: a tratar
com J. J. Tasso Junior ra do Amoiimj
n. 35.
Vende-se
Cha preto e verde, de superior
qualidade em caixas pequeas ;
Veilasde espermacete de superior
qualidade em ditas ditas,
Fio de sapateiro, de diversas co-
res :
Tudo em conta, no armazem de
Adamson Hoiwe & Companhia,
a ra do Trapiche, n. 4-
-- Vende-se um forno para padaria, no
centro da cidade, tendo lugar psra morada
earmazem para lenha, com desembarque
na porta : o pretendente anuuncie sua mo
rada.
Vendem-se velas de espermacete, em
caixas, de superior qualidade : em casa de
J. Keller & Companhia: na ra da Cruz nu-
mero 55.
ARADOS AMERICANOS.
> Vendem-se arados ame- %
ricanos, chegados dos Esta-
(, dos Unidos, pelo barato pre-
' co de 40,000 rs. cada um: na I
J ra do Trapiche n. 8. A
Vende-se 011 arrenda-se o Engenho S.
Rita moente e corrento meia legoa dislanto
da villa de iguxrassu' com proporcOcs para
safrejar-se, embarque junio ao engenho; ala-
gados, o outras proporgfles : quem o prelen-
derentenda-seconi o proprielario no mesmo
enuenho.
-- Vende-se um garrote de pura raga lu-
rina : os pretendentes dirijam-se a ra da
Cruz n 45.
Azeite de carrapalo da fabrica de
Araujo ck t'illio, no Fenedo.
Acaba de chegar maisdeste ji conherido
azeite, o mais proprio e econmico, para
uso de ni mi ici ros de sala, tanto pela sua du-
raofio, como limpeza, e continuara a haver
sempreum depozito para suprmanlo regu-
lar dos freguezes: no armazem deJ. J. Tas-
so Junior: na ra do'Amorim n. 35.
Deposito de panno di algodao da
febrica Todos os Santos da Ba-
nhia.
Vende-se por preco eommodo
o bem coashecido panno de algn-
(1-io desta fabrica ; em pessa, a
vontade do comprador: no escrip-
torio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapiche n. 34.
Vende-se sapatos do Ararali a 800 rs..
na ra larga do llozario n. 35, loja.
Toocinho superior.
Vende-se em barris e s arro-
bas, toucinho de Santos, muito su-
perior, por preco eommodo : na
travessa da Madre de Dos n. 4 e
6, armazem pintado de cor.
Verniz copal lino a 16,000 rs. a garrafa.
Vende-se na ra do Ilangel n 64, verniz
copal superior a 16,000 rs. a garrafa.
Aos amantes da caga.
Vende-se urna rica espingarda ingleza d."
2 canos por eommodo prego : na ra larga do
Hozarlo, loja de miudezas de Suares & Mu-
raes.
Oleo especifico para limparacaspa.
Vende-se na ruado Rangel n. 64 oleo es-
pecifico para conservar o cabello e limpa-lo
da caspa a 640 rs. cada frasco.
Jogos de vispora.
Na ra larga do Rozario n.40, loja de miu-
dezas, vendem-se jogos de vispora, por pro-
go muito eommodo 1 assim como encordoa-
gries para violSo, de muito boa qualidade,
por menos prego do que em outra qualquer
parte.
Miiiao de jNaimta a
800 is.
Vende-so a historia de SimSo de Nantua,
a 800 rs. : na livraria da praga da Indepen-
dencia n. 6 e 8.
Baratissimo.
Vendo-so um terreno na ra da Aurora j
aterrado, tendo fundo al a ra do 'Hospi-
cio, efrente 55 palmos: tambem ae vende
.su a ra da Aurora : a tratar na praga da In
dependencia n. 17.
Tuixas para eugenhos.
No fundicao de ferro de Bow-
man Se Me. Callum na ra do
Brum, passando ochafariz, conti-
na a haver um completo aorti-
mento de taixas de ferro fundido e
batido, de 3 a 8 palmos de bocea ,
as quaes acham-se a venda por
preco eommodo e com prompti-
dao, embarcam-se, ou carregam-
se em carros, sem despezas ao com
prador.
Vende-se um terreno na ra da Aurora
com 50 palmos de frente e 280 de extensSo,
tendo caes de lijlo a beira mar, Picando en-
tre rs casas dos lilms. Sis Gustavo Jos do
Reg e Francisco Antonio de Oliveira : os
pretendentes dirijam-se a ra das Torres n.
8, primeiro andar.
Na ra das l.aranjei'as n. 14, segando
indar, lia ptimos escravos de ambos os se-
xos para se vender, com habilidades e sem
ellas por pregos razoaveis.
Cemento novo a 7,000 rs.a barrica.
No armazem de Antonio Annes, no caes
da Allandega.
Vende se urna taberna com poucos fun-
dos sita na ra do S. B. Jess das Criuulas,
por baixo do sobrado de 2andares; a tra-
tar na mesma, ou airas da fundigJo em S.
Amaro com Manoel Fructuoso da Silva.
a ^9?***wv9a> 99M9C9*
f Sarja prela. %
% Vende-se superior seCim prelomaco ;#
|9 projTio para vestidos de senhora; sar- 4
) ja do seda prela legitima hospanhola; 4
cortes de vestido de seda preta bor- )
? : dada, gosto moderno, leudo de ludo a)
it porgSo para o comprador poder oseo- tg
a>; lher e por prego muito eommodo : na ;
>, loja do sobrado amarelio da ra do
>.i Queimado n.' 29. 4
&&&MMJ&&&'& ^^MffisSaSJf'^SaV
VENDEM-SE ,
Taboas de pinho at 3 palmos de
largo. g
Botijas com bom oleo de linhaca.
Remos de faia de todos os compri-
mentos.
Cimento em barricas e meias ditas.
Tambem se retalha s tina.
Atrs do theatro,armazem de .1 oa
quim Lopes de Almeida.
Vende-se cerca de 3|5 partes ou o lo lo
do maiore sobarbo predio com frenta para
a ra do Collegio e Passeio publico, do esta-
bilidade, o qual produz avultado rendimen-
to : os pretendentes dirijam-so ao coiretor
Oliveira.
Vende-so a armago de urna taberna,
com alguna fundos, ou sen ellea, sita em
urnas iias rasmliis da Ribeira da Boa Vista,
defronle do asaougue : a tratar com o arre-
matante da mesma ribeira Joaquim Fernn- 7 pa|mo^]e"comp"rimento"e d argVra
Usa quem comprar os vestidos, pelo mul-
to batato prego de 6,000 rs. o corle ; ditos
de cambraia ce 111 barra branca ede cor, U-
zcndi do ultimo gosto, pelo baratissimo
prego de 5,500 rs. o corle ; ditos de cassa
caita, com 6 i|2 varas a 2,000 rs. o corte;
dilos milito litios, fazctida de muito bom
gosto a 2,500 rs. o corle; chitas cabocolas
muito Iixas;e linas, cores do caf e do vinho
a 200 rs. o covado; ditas frnucezas a 240 rs.;
ditas de quadros escuras, fazanda du ulti-
mo gosto e novos padrOcs a 200 rs. o cova-
do; riscadidlius muilo fixos a 160 rs. o co-
vado ; cassa chita muilo largas e de cures
(xas a 200 rs. o covado; alpaka preta muilo
fina a 640 rs. o covado ,- merm preto mui-
lo lino a 1,800, 2,500, 2,800 e 3,200 rs. o co-
vado; suporior aloalhado adamascado de
puro linho, com 8 palmos de largo, pelo ba-
ratissimo prego do 1,600 rs. a vara; brim
trangado de puro linho, de diversas cores e
delicados gostos, polo barato prego de 1,200
rs. avara; riscado de linho, com 4 palmos
de largo a 200 rs. o covado; algodao azul
de 4 1|2 palmus de largura, lazuuia muito
propria para ropa de escravos a 200 rs. o co-
vado ; assim como outras muitas f./en.las ,
que se venderi por prego mais eommodo
do que em outra qualquer parte.
Cobertores de algodao.
Superiores cobertores de algodSo de di-
reita mais groasa; levou 2 vestidos, um azulao e
oulro de ramagens escuras. Ella levou um pa-
o da costa aaul c brauco, de riscas largas,.i
costumara vender agoa, que at levou o balde ,
ejulga-se andar vendendo agoa petos uutroa
lian i os ; quem a pegar leve, aoalterroda Boa-
Vista aobrado n. ;<(>, que sera recompensado.
esappareceu no dia 5 do corrente o
negro Manoel, creoulo, de idade 40 a 45 an-
nos, muito baixo, caliera grande, com muito
pouca barba, cor fula : quem o pegar leve-o
na botica da ra do Rozario n. 36, que seri
recompensado.
Boa gratifiC8g5o.
Na madrugada do dia 10 do corrento dc-
sappareceu da Torre o prelo Joaquim creou-
lo, representa ler 30 annos, bonita figura,
estatura regular, bem barbado, com suissas
por baixo do queixo, cheio do corpo, levan -
do um cavadlo alasita capado que furtouda
estribar ia; frente abarla, 4 ps calca los, bem
carnudo e bastante ardigo; levando um se-
lim de pgem quasi novo, um matulSo de
couro de carneiro com roupa, urna jaqueta
decouro e um para-peito; julga-ae ir calca-
do, levando um clavinoto que fui granadei-
ra, que tambem furtou ; julga-se tur tomado
a estrada do Limoeiro ou re Iras de Fogo,
assim como desconlia-se que elle alga para
Careris Novos por ler sido comprado aoSr.
Manoel Jos de Souza, morador na fazenda
Salgadinho freguezia de Careris Novos; quem
ferentes cores, tecidos a dous tos, muito I o pegar leve-o a ra do Livramento n. 16, a
grande, tem todaapplicagoemuma casa de'entregar a Mximo Jos dos Santos Andrade,
familia, por servir para me:a de engom-, que ser generosamente recompensado,
mado e forrar cama,s e mesmo para escra- -- No dia 7 do corrente desappareceu do
vos, pelo diminuto prego de 1,440 rs.: na lengenho Quienga freguezia de S. I.ourengo
ra do Crespo n. 6. i da Malla, o preto de nome Agostinho, escra--
l'otassa ameiicana vo de ,os francisco de Barros llego, que foi
lasoaaincucans. comprado aoSr. Manoel Pires Ferreirajcons-
".,?, J.B. _eJ.?!!...0 *.c.a,do'" ""." '' t 1ue mcsmo f"14 nc8ta cidade; assim,
roga-se a quem o negar leve-o a ra da Ciuz
n. 46, primeiro andar, ou ao dito engenho,
que seri recompensado.
Da fabrica de caldeireiro da ruado
Brum n. 28, ausenlnu-se no dia 15 do prxi-
mo passado, o preto Alexandre, de nagSo S.
Paulo, de 35 annos de idade, alto, reforgado
do corpo ; falla deseangada, desconlia-se que
o mesmo se ache para as bandas do Rio Do-
ce, por ler sido escravo do Meliquer, Fran-
cez, morador nesse lugar e ter para ahi seus
conhecimentos, e foi ltimamente escravo
do Sr. Bolly : roga-so a quem o pegar de
lera-lo a dita fabrica que aer recom-
pensado.
Desapparebeu no dia 24 do mez passa-
do urna escrava de nome Anna, altura re-
gular, cabellos aparados, olhos grandes,
denles limados e sem falU de alfum, hom-
bros descidos, peitoscaidos, costas carnu-
das e com urna queimadura no meio, levou
vestido de xjta roxa clara, panno da costa
uzada com listras azues e encarnadas, brin-
co d'ouro francez, e lem alom dos mais sig-
naes as orelhas piquenas e algum lano ras-
gada, levou una bandeja grande nova, o
urna toalha de meza com as letras 1.1. G. ;
suppoem-se ler fgido para o mato, d'oude
a quiltro mezes de li veio, tendo sido el-
crava do Jeronymo Teixeira Coelho, escri-
v.io do subdelegado do dislriclo de logazei-
ra ; quem a prehender levo i ra do Quei-
mado n. 1$ que seri recompensado.
12 existe urna pequea porg.lo de potassa
americana, chegada recentoiiiento que por
superior rivalisa com adaltussia: vnde-
se por prego razoavel.
iiap Paulo Cordeiro.
recntenteme chegado do Rio de Janeiro ,
vende-se na ra da Cadeia do Recifo loja n.
50, de Cunta &Amorim.
Vendem-se relogios de ou-
ro eprata-, patente inglez : na ra
da Senzalla Nova n. 42.
Deposito de cal virgem.
Cunha & Amorim, na ra da Cadeia do
Recite, 11. 50, vende-so barris com supe-
rior cal em pedra, chegada pelo ultimo
navio de Lisboa, por menos prego do que
em outra qualqner parte.
No escriptrio de Manoel Joaquim Ra-
mos o Silva, na ra da Cadeia du Recife,
vende-se por prego eommodo cal virgoin de
Lishda chegada no ultimo navio, bezerro de
lustro, mercurio, linha de Roriz.relroz, fe-
chaduras do Porto, pannos e casomias
de 13a.
Principios geraes de economa pu-
blica e industrial.
Vondo-scestocompendio, approvado para
as aulas de primeiras letras, a 480 rs.: na
praga da Independencia, livraria n. 6 e8.
Na porta da Alfandega e no
armazem do barateiro Joaquim da
Silva Lopes, vende-se farinha fon-
lona SSSF e de Philadelphia, l-
timamente chegada.
Alpacas de cores
f; Na loja do sobrado amarelio da roa 4
a> do Queimado n. 29, lem para vendor 4
6> um lindo e variado sorlimenlo de al- *>
pacas de cores, proprias para palitds.
Venden) se mi arias de ferro : ni ra
da Senzalla Nova n. 42.
Vende-se urna mesa de amarelio, com
des de Azevedo
Chapeos do chile Tinos e baratos.
Vende-se chapeos do chile de
todas as qaalidades, grandes e pe-
queos, por preo eommodo : na
ra do Crespo n. >. J.
Vende-so urna morada de casa, sita na
ra Augusta, com 2'salas, 3 quarlos, cozi-
nha fura, boa cacimba, quintal murado e
urna moi i agoa no fundo com bons commo-
dos: Irata-se na roa das Aguas Verdes n.
21, ou no pateo do Carmo, venda n. I.
Aos 30:000,000 de rs.
cautelista Souza Jnior, tem
exposto a venda as suas cautelas e
billietes da lotera do Kio de Ja-
neiro, a beneficio do theatro de S.
Pedro de Alcntara, da qual a lis-
ta deve chegar do dia 19 do cor-
rente em diante, e os vende na
sua loja n. 37 A, na ru 1 do Quei-
mado, aos baratos precos abaixo ;
Bilhetes inteiros 32,000
Meios ditos 11,000
Quartos 5,5oo
itavos 3,800
Vigsimos < m i,3oo
oa ra Bella n. 16.
AGENCIA
da fundicao Low-Moor.
RA DA SENZALLA NOVA Ji. 43.
Neste estabeleeimento conti-
na a haver um completo sorti-
rnento de moendas o meias moen-
das para engenho, machinas de
vapor, e taixas de ferro batido e
coado, de todos fs lmannos, pa-
ja dito.
Antigo deposito de cal
virgem,
Na ra do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal nova em pedra,
chegada ltimamente de Lisboa:
tambem se vende potassa da Hus
sia, nova e de superior qualidade.
asa de cotnmissao de escravos.
Vendem-se escravos e recebem-
s de commissao, tanto para a pro-
vincia como para fra della, para
ArlengSo. 50,000 rs.
Fugio, ou foisoduzida.no da 19 do mez
p.p., urna pardinhadenome Arcbanja,de
12 annos do idade, com os signaes segua-
les .---cabellos cortados rente, olhos meio
vesgos e pequeos, levou vestido de chita,
com listras brancas e cor de caf, com ra
map'us encarnadas* esta escrava veio re-
meitida da ciade da Victoria, ao Sr. Luiz
Gomes Silverio : portanto roga-se as auto-
ridades policiaes, capiles de campo e pes-
soas particulares, qas prendam e levem-
na a ra da Cadeia do Recita n. 17, segundo
andar, que recebera 50,000 ra. de gratlfi-
cagSo, e prolesia-se com todo o rigor da
lei contra quem a tiver acuitado en sua
casa.
-- lii's?.pi areceu em setembro do 1850, o
escravo Joflo, que havia apouco chegado do
Ccari, cujoescravo tem os seguintea sig-
naes : bem prelo, bonita figura, estatura or-
dinaria, olhos e boca grandes, beigos gro-
gos, com todos oa denles di frente, pes
grandes, muito ladino com quanto seja de
Angula, he meio gago e usa quasi sem po
do termo patuscada ; rogi-se por tanto as
authoridades policiaes, aos ca pitaes de cam-
po, ou qualquer outra pessoa a captura d'es-
te escravo, a quem se gratifleari com 40,000
rs.: no Recife na ra Cadeia n. 34, primeiro
andar escriptrio de Jos Antonio Basles,
ou na provincia do Ceari, com o seu Sr.
Luiz Rodrigues Samico.
Desappareceu na noite de 7 do corren-
te mez de margo, de bordo do patacho bra-
sileiro, Felicidade, dous escravos mariobei-
ros, sendo um de nome Jos, naglo Benguel-
la; representa ter40 annos de idde, pouco
mais ou menos ; baixo, falla bem e tem bar-
ba serrada; e Jo9o creoulo da Babia, de Ida-
de 30 annos, pouco mais ou menos; baixo e
grosso do corpo, 3 tem barba meia serrada,
da perna direita metteo joelho para dentro,
e tem os pds muito cambados; os quaes es
Clavos levaram caigas de brim branco c ra-
in isa de algoJo azul : quem os pegar leve-os
a bordo do dilo patacho, ou i ra da Cidria
do Recife n. 39, escriptrio de Amorim lr-
-.. imSos, que serio generosamente recompeu-
0 qu se oiterece multas garantas Lados.
a seus dorios na ra da Cacimba)
n. 11, primeiro andar.


rmeajauBP'


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