Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04464


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Full Text
Anno XXVIII
ir
Sabbad 13
as=
DIARIO DE m PEMAMBMO.
4/000
8/00
ft/oo
VIlZpO A HOBCnlPOlO,
Pasosina-o Aduhtido.
Por trimestre .........
Por semestre > .........
Por nao........
Paco dentso du tbihistei.
Poi quirtel..........
WOTIOIAi DO 1MPEBIO.
Para .... l8de Fevr Mina... 15 de Fevr.
Maraohio 24de dito S.Paulo, la de cilio
Ceara... JSdediio. R. de J.. J5 de dilo
Parablba. 9'le Marco Baha... 4 de lar{o
DAS DA EBI*IA.
AUDIENOIAk.
8 Seg, S. loSo de Peo
instituidor dosR.C
9 Tere. S. Francisca R.
10 i.)., iri. S. Militan.
11 Qulot. S. Candido.
f'2 Sest. 8. Gregorio
MagfiO.
IS Sab. S. Sancha.
|4 Dora. 3. da Quarea-
iu i ; S. Mntlilldes.
Jfo it Orphro
2. e5. lis 10 horas.
1. rara do civil.
3. c6, lo racio-dla.
Vaiinia.
3. e 6. ai 10 horai.
2 varadocivel.
4. e tabadoa ao melo-d.
Rtltfao.
Terca e sbados.
rHHllDEl,
Creiceate 28, at boraa e 31 minuto da t.
Chela a (i, as 3 hora e II minuto da m.
Mlngoantell, as 6 hora e il minuto da t.
Nova 420, a 4 horas e Uminutoa da m.
PHSAMAB D HOJI
Prlmelra s 10 horas e 54 minutos da manlia.
Segunda 11 horace 18 mi nulos da tarde.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO UAPKUVNCA.
i mano podo deter a forY das couias. Quan-
.; to mais o Brasil so havia desabiluado o
i papel subordinado do colonia, tanto msis
Portugal so obstinara oro fezo-lo roltar b
Ulna, e El.. Sr.-Oni.ec.ndo a illustrada, gfi ros lom,r outra ve,
d7.r&n^P^^^^
glslativa provincial na abeitura da prcsrjnle, mente para livrr-se dolas.
sesso, cumpro a circular de ll demarco de Dom Cedro era um principo dolado de
1848, Hada tendo a accrescentar ao que eotao
dase sobre tudo quanto me pareceu inlereasar
ao conhecimento do osudo dos negocloa publi-
qualidadesadmiraveis: era menos um mo-
narcha que um caralleiro dos lempos mti-
gos, prompto para todas a resoluces ge-
lodos o arrojameotos, para
lantiaa. Eli" conyiroliendeu jm-
nuei o movinentb do Brasil
.esclarecida adminiatraco de V. Ex., cujas lis-lera irresistivel, lancpu-se nelle para dirig -
es, virtudes garanten, o acert da poltica.'lo, conte-lo o para obedecer a sua natureza
que tem de aer abeaeoada pelo bum senso da .temeraria.
populacao. E felicitando por Illa a provincia, proclamnu
eufelite igualmente V. El. pela gloria, que
ha-de Hoer-lhe de dota-la cora importantes
iiirlhorainriito, e de fate-laem tudoproaperar,
praenchendo laalm V, Ex- aa condlceada felia
eacolbado governo Imperial. Cidde do Reci-
l.v 9 demarco de 1852Illm. e Eim. Sr. I)r.
Francisco Antonio Rlbeiro. Victor de Oll-
relra.
EXTERIOR.
PARS 31 DE JANEIRO DE 1852.
OSr. Dom Pedro I, imperador do Brasil.
Ha na America um principa e um piz
que a Europa nao conheco'senio pelo nome.
O principe lie o descendenle legilimo das
trez primeiras casas reaes da Europa l Unur-
bon, Austria, o Braganc,a; Dom Pedro II,
lillio de Dom Pedro I, de Braganca e llour-
bon da irchiduqueza d'Austria leopoldina,
irntSa de Maria Luiza imperatriz dos Fran-
cezes. O paiz em que reina este principe,
he o Brasil, vasto impeiio que tem sobre o
Ocano oorocentss leguas do cosa, e que.
he cortado em todos os sentidos pelos mais
bellos rio do mundo, paiz rico o frtil entre
todos, de clima doce e saudarel, que se ar-
remessa ja com um passo vigoroso para o
magnifico futuro que o co lhe reserva.
Este principe eeste paiz merecem entre-
tanto ser condecidos. Farei o que poder) pa-
ra isso e comecarei boje esta tarea que o
reconhecm"nto me torna doce e as relaces
que entretenho com as personagens mais dis-
lioctas do imperio me tomam fcil.
O Brasil nSoera senSo uma simples colo-
nia de Portugal, quando em 1807 a riinba
Dona Maris, seu filho Ilom JuSo VI, e loda
a familia real de Bnganca, fugindo dianle
das armas victoriosas do imperador Napo-
le3o, abandonaran) Lisboa para ir procurar
um asylo e um throno incontoslado no Rio
de Janeiro.
Desde esse da as scenas se trocaram : a
rifelropolo tornara-so colonia o a colonia
elerava-se ordem do metropole. O Rio
de Janeiro licou sendo a capital do reino de
Portugal at poca (1820) em que rebeu-
tou o movimento liberal em Lisboa, no Por-
to e as principis cidades da l.usitania. O
perigo era grave e o rei Dom Joflo nao hesi-
lou : alim de conservar suas possessrs eu-
ropeas que esta va m a ponido Ibo cscapa-
rem, embarcou-se imniedialamcnle para
Lisboa com sua familia, deixiindo no Rio de
Janeiro, em qualidade de regente, scu filho
mais velho, Dom Pedro que a cabava do
unir-seem casamento com a archiduquesa
Leopoldina.
Dom Juo era um hbil poltico : das duas
nicUdesde sua corea conUva quasi como
certo perder uma ou outra. Se llcasso no
Brasil, Portugal se emancipara e entraa
no caminho das aventuras a traz da llespa-
nha ;se deixaue o Rio, o Brasil ja indepen-
dente de facto, deveria propender para sc-
parar-se difinitivamenle de Poitugal.
Nesla alternativa perigosa, o monarcha
tomou o partido que lhe offerecia mais pro-
babilidades de conservaros dous estados de-
baiio do mesmo sceptro, ou quando menos,
de manter um e uulro sob o dominio de sua
familia. Elleesperava que seu filho regente
conleria as tondencias revolucionarias do
espirito americano mas se a rerolufjBo fos-
se victoriosa, se o odio do jugo metropolita-
no impellisie o Brasil para a independencia,
Dom Pedro deveria fazer voltar o movimen-
to em seu proveito, e a antiga moiwrchia
portugueza teria dous thronos em vez de
um para a casa de Braganca.
Esta ultima evenlualiddo era a nica
que devia realisar-ge : nenhum poder hu-
I OLIIETIU.
MEMORIAS DEUUffl MARIDO. O
(POS. IDCINIO SUt.)
XXXIX..
Sahi do quarha de Joao Raymundo coro a
morte no coraefio, quasi eapautado da levlan-
dade com que elle fallava do clume dos mari-
dos engaados. Por Isso a entrevista que leve
lugar esta (arde, e na qual minba inulher vio
pela prlmelra te a Joio, me inquietava cruel-
mente. Quereodo o mal possivel conjurarar
o perigo que teinla, dirigl-nic pela tarde ao
quarto de minba mulher.
Entio. minba cbara Albina, lhe disse eu
sorrlodo, j perdeu omedo que lhe insplrava
o nosao terrlvel hospede, o inarquei de iler-
teuil T
Sua crueldade me parece horrivel..... e
nao poderei mais v-lo ou ouvi-lo sem estre-
mecer.
Ah chara Albina, a politica c a guerra
.civil ten multas vezes triste neceidades ; lili-
men ha intralaveia em certas circunstancias
que ae inoairam mu benvolos, mu Ibanos
iiiesmu no comiuiTciu hablluaeada vida-... O
marques he umdesses,... Haaasim multas ve-
zes em nos duas nalurezas..... que parecen)
cunlradUer-se.... Slm, sein Ir mais longe, aqu
temos o lilho do inarquet?.... Joaode uerteuil.
Rom eo.... e elle tambciu tem manda-
do, como seu pal, fuiillar gente?
Nao certamente, chara Albina.... o mcu
pobre amigo he incapaz de lemelhante acedes,
eu queria smente flUer-lhe que por urna des-
sai cantradiccdci ealravagantes de que anda
agora lhe fallel, Joo beo inelhor dos horneo...
todava.... tem um lado de sua vida ...que....
Ab/ acabe, acabe.'
biin ba um lado de sua vida de tal modo
deploravel.... que mullas veies pergunloa
mu) mesmo cuino be que um homem alias lao
() Fial o Diario n. 59.
olemnemento a independen-
cia do Brasil, para sompre separado de
Portugal, eo Brasil da sua parte acclamouo
seu imperador. Para obedecer arjs gostos
do seclo e s exigencias das revolur;0es,
elle convocou immediatamente uma assem-
bla enesrregada deformulara constiluicSo
que devia reger o novo imperio.
A guerra com Poitugal foi breve : alguns
navios brasileiros rioram cruzar na entrada
do Tejo o apodoraramse do um pequeo
numero de navios mercantes, o comaercio
de Lisboa deu llos gritos e o governo do
rei Duro JoSo VI foi o.brigado reconhecer
a indeflnJencia de sua ex-colonia.
Entretanto a constituinte reunida no Rio
obrava como assembla omnipotente. Ella
provocava o imperador com suas pertina-
cias, fatigiva-o com suas intrigas revolu
Clonaras. A obra nflo progredia e o paiz
so desmoralisava. Dom Pudro tomou uma
destas grandes delerinina(0es quo salvam
os povos e que tem sempre bom xito, quan-
do s9o executadas com mo firme; olleex-
pellio a assembla e deu por si mesmo uma
coostiluicSo ao Brasil.
Esta constituido, aJmiravelmente apro-
ptiada as instintos e as necessidadei da 11
|iiilai;n,- reg anda este vasto imperio,
So meio deatai cousliluifdes republicanai
que lo deifazem urnas apoz as outras na
America do Sul, ella tem permanecido ero
p sempre joven e vigorosa, cada rez mais
chara a naci que aprecia seus beneficios,
e cousa estranha, esta carta de um imperio
novo nao coala neste momento no mundo
inteiro senSo uuas conilituic,6es mais volitas
que ella, o mytho que se chama a carta in-
gleza, e a coustiluirjflo federal dos Estados-
Unido.'.
Foi a 25 de majo de 1825 que foi procla-
mada e jurada a couslituicao brasileira, a 2
de dezeu) do mesmo anno veio ao mundo o
Sr, Dom Pedro II,
Pouco depois graves acontecimentos ti-
veraui lugar em Portugal. A morte de Dom
JuTiii VI .it'ix'i i o throno vago: o infante
Dorj) Aligue! linha usurpado o poder aupre-
'iio em menoscabo dos direitos de Dona Ma
na, em favor Os inslinctos cavalleirescos desperlaram-se
mais ardnutes que nunca na alma de Dom
Pedro, o qual inflainou-se ideia dedefon
der o ll,tono e osdireitos de sua lilna con-
tra a usurpado da seu irmo. Alguns mo-
vi'iientos anarchicos linham a gitado o Bra-
sil, o Rio principslmentu foi agitado no da
7 de abril do 1831. Isloservio-ihe de pre-
texta par^bdicar a coroa imperial. Elle
sabia quRsla coroa seria slidamente as-
senlada na cabec de sou filho enlSo meni-
iio e tambem que a cora de sua filiia es-
tara compromeltida. Em seu heroico zelo
pelos direitos legtimos de sua familia, Dom
Pedro correu para onde exista o obstculo
e o perigo I el:n partiu para a Europa.
lie bem condecida a fabulosa odysses
deste real paladino, o qual com alguns a-
use alguns militares de soldados dilllcil-
mente reunidos em Franca e na Inglaterra,
foi atacar Dom Miguel no coracSo de Portu-
gal, bateu e reuni a si as tropas do usur-
pador, tomou suas pracas fortificadas e de-
pois de p un' is nuvi s de lula arrancou a
seu irmfio rebelde os-eptro que tinhi ei-
torquidoeo poz naa m3ui da legitima so-
berana de Portugal, a r.milia Dona Maris da
Gloria, sua chara filha. O que Dom Pedro
prodigalisou nesla maravilhosa campanha
de ardor, de bravura, e de audacia, nos le-
vara a crer nal mais assombrosa> legendas
da meia iJade ; mas Dom Pedro nao traba-
lnou lmente para os futuros Ariosto, o tra-
balhou tambem para a h'sloria, aqual as-
de Marco de 1852.
N. 60.
rioTimi BOl OOBnxiOf.
ana e Parablba, a legunda e lextaa-
a.
Jrande-do-Horte,todai ai qulntas-felras
aeio da. .
lili na o Bonito, i 8 e 23.
Hita, e Flores, i i.'i e 28.
, s qulntas-felras.
da, todos os das.
roTiciaa istbnoiis.
Portugal. !5deFerr,
Hespauba. o de dito
Franca... 7 de dito
Blgica... i de dito
llalla..-. 4 ilo ilim
Alemanlia. 3de dito
Praaala..-3dedlto
Di na marea;! i de Janr
Ruasla... 29 de dito
Turqua. A de dito
Austria .. 3 de Fevr,
Sulssa....' I de dito.
Suecla... 30 de Janr
Inglaterra 10 de Fev.
E.-Unldos 28 de Janr
Mezlco... 20 de olllo
California 2 de dito
Chlll. 2t de dito
n no mis- A. U de Fevr,
Montevideo l6de dito
OAMUlOa DS 11 SI MUCO,
Sobre Londres, a 27 a 60 d.
Pars,
Lisboa, 90 por canto.
ETAKf.
Ouro.Onca beapanholas....'.'.'.'.".?;.
Hoedaa de 6/400 relbaa....;....
de 8*400 novaa.........
> de4/DC0................ 9/100
Prata.Patacei braallelroi........... 1/b20
Peaos coliiuinarios............ 1/020
Dltol molinos.............. 1/8C0
16
16>MI0
disliucto pode degradar-se a tal ponto....
Degradar.se..., e como?
Imio procurar suas aeledes entre crea-
turas Indignas.
Albina me encarou mut sorpresa, e dine-me
ingenuamente :
De que aBelcdei? de que creatura quer o
Sr. fallar ?
Aluito folgo, tnlnha chara amiga, de vos-
s nao lite ter comprebendido; dir-lhe-hel s-
inentc que degradando-se deste modo, Joo
prova que faz a maisdctestavel oplnio das inu-
Iberes, e que as despresa profundamente.
Oseohor me disseque elle Idolatrara sua
mai?
E diie-lhe a verdade.....sua mal he a to-
dos os respeltos digna dessa idolatra.
Eotao quae sao as mulheres que elle des-
preza ? por que as despresa elle ?
Longe de mim, miulia chara Albina, es-
clarecer sua Ignorancia sobre ene ponto.
Como quizer.... nao insisto, mas pelas
suas palavras nao obstante seren vagas como
sao, mulo uma especie, de despreso pelo seu
amigo.
Sinto tnuito liso porque, repito, Joaode
i'erieuil he um homem honrado.... lmente
em vez de um despreso o qoal'nada justlca....
seria bom.... que voss loase para com elle an-
da que multo pulida.... extremamente reserva-
da, bem como j lhe aconselhei, significando,
lhe oque podahaver de inconveniente u'uma
mu grande famillarldade....
Leu nao lhe respond honlent,' que nao
linha vontade neo lumia de famili.risar-me com
mi estranbo ?
Chara Albina, perdoe-me, se insisto as-
ina, nos conielhos que Ibe don. Ileso o leu
Interesseque me gula. Se voise soubesse com
que terna solicitudc velo sobre sua.pessoa, so-
bre sua felicidade, nao se admirarla das minhas
recomuieadaces,
Ellas me admlram, mas nem por isso dei-
zarei de segui-las....
bini, porcui dizendo-mc sinceramente,
mu sinceramente nao hcP.... as suas impics-
sdes. Goalo tanto da sua confianca!
Que iinpiesioes?....
signar ao sen nome um logar minio hon- q
roso.entre os legisladores dos poros ; elle
fez uma obra que nflo dere perecer, ao Bra-
sil, que lhe ders sua independencia, sui fi
unidade debaixo do nomede imperio e asad-
mirareis instiluicoes que o tem livradodos
cachopoi no meio dos quses os oulros Es-
tados da America do lu tem misoravolmon-
te naufragado.
* Sua obra n8o he menos duradoura e me-
ritoria a raapeilo de Portugal, o qual elle II-
vrou de uma intnlerarel tyrannia e dolou
de um bello lystema de instiluifOes libe-
raos, o nico dique que defende contra os
escessos da anarchia este desJitoso paiz
despedazado pelas faenes.
O lilho deate glorioso principe, Dom Pe-
dro II foi proclamado imperador fia Idade
de cinco annos e alguna mezes. Um con-
selho de regencia, composto de tres mero-
broi tomou ai redeas do gorerno, as quaes
passaram logo para as mSos de um s re-
gente. A educacS do jorem imperador foi
perfoita, e suas feliz 's disposir;des, seu goi-
to pelo ciludo, fizeram singularmente fruc-
tificar as htes de seus preceptores. Suas
duas inn.o'-, Dona Januana, cazada em 1844
como conde d'Aquila,irmdo do rei de ap-
les, e Dona Francisca, cazada em 1813, com
o principado Joiovillo, partilharam com
igual ardor seus eslu los fortes e variados;
e aquellos que frequenlaram a c'tedo ro
Luiz Philippe labom quo nilo ha mulher de
mais espirito e mais completa, que a nobre
prnceza de Joinvillo.
Em 1810, a 23 de julho, o imperador Dom
Pedro foi declarado maior e tomou o exer-
cicio do poder supremo : olio linha entilo
pouco menos de qunize annos.
Para julgar|ojovem imperador, para ap-
preciar tudo o que ha nolle de bom senso,
de prudencia, de alta sagacidade e do firme
resoluc>i, lora mister seguir a historia do
Brazil durante estes dez ltimos annos. A
cada novo incidente encontraramos nelle
estas qualidaJes que fazem os grandes res
e ve-lo-hiarnoi espantar o encantar por sua
antecipada maturidade esta brilhante pleia-
de de horneas de Estado que dirigem debai-
xo da seu impulso a politica brazileira. Nio
guem, mesmo entre saus eminentes conse-
Iheiros, sabe melnor que elle todos o le-
grados da politica oas questes internacio-
naes, como nessai questes de partido quo
ciiao mecanismo constitucional. Ninguem
tem estudado mais e conhece melhor que
elle os movimentoi da administracSo at
em suas maii minuciosas particularidades.
Noto de passsgem, para honra do principe
que dolou este imperio comsuaconsiilui-
cSo, que esle movimentos sSo simplifica-
dos tanto quanto he possivel por um syste-
ma de ceolralisat;!lo intelligeote o qual
deixa aos conselnos e aos governadores. das
provincias a solucAo de todos os negocios
que nilo tem um inleresse geral.
Dom Pedro ama apaixonadamente o lira -
zil; elle? po-sue mi mais alto groosenti-
mento de seus deveres como m.marcha
taea s5o os movis que o tem sustentado
oelte trabalho de toJoi os dias, a cujo pre-
co se adquire o coniiecimento dos homen#s
e das cousas, que he a sciencia do governo.
Sua facilidade prodigiosa, lu aptidao para
tudo observar, para tudo comprebender,
leem aplaitiado para elle as difliculdades
desta grande tarefa,
As pessoas qne veem de perto o impera-
dor lie i ni mai n vi: had i s desto grande ar que
herdra de sua ra?ae que se junta deum
modo .encantador a uma reserva natural e
modesta. Seu rosto tem ao mesmo lem-
po o selo da bondade e da calma. Elle sabe
ouvir, bom que monarcha, e todavia com
difliculdade se encontrara um mais enge-
nhoso conversador. Nao ha quesluo que
uno possa tratar com uma notavel superio-
ridade ; e causa verdaderamente admira-
Co ouri-lo discutir alternadamente, politi-
ca, commercio, llteratura,historia, poesa,
mathematicas. Tenho visto aqu brazilei-
rol ilo mais alto metilo, appreciadores mili-
to esclarecidos e nimio compotentes, miiiio
perfeitamente leas para nada exagerar e to-
dos,sem exespcSo se exprime n a r speiio dq
seu joven principo com o enlhusiasmo de
elle nflo possa conversar em sua pro-
dianlc, e bem dlfinlllvamente, suppriinldo no
i liraul noroue a nopu aco tem comprebondi-
l.ngua e elle usa de bom grado des le d,"1$[1,d ,Ppmic9a Uperl.l, a' qual tem
ilegio. ISSO nSo he tudo ; como elle rdev|. Sadadc Irafieo dt ntgros.-Colom.
a seus interlecutores n.lo s a lingua
que ellescomprehondem, seno anda
encia quelites lio familiar, todos reti-
maravilhados, ao pensar que esta
encyclopedica sustenta uma cora
esta fronte onde se imnniot o fnieto
ntoi doutostrabalhos, he anda orna-
cahelios louros do mancebo de viule
annos.
ras vezes os monarchis escrevem para
oBblico.he poil diflicil apprecai-los pelas
oaBs de sua penna. Todava tenho conse-
gtsjlo colher, em pe^ss diplomticas poblu-
c,-M no Rio, a respeito da quesillo do Bra-
zil oom Rosas, alguns traaos de urna con-
versatjSo do imperador com o ministro ple-
nipotenciario de Buenos-A y?, o general
Guido. He o propno general que conta esta
entrevista ao seu governo, e de certo elle
nflo be suspeito de lisonja para com seu
augusto interlocutor. Traiando com um di-
plmala do uma habilidade consumada, este
mancebo nSo perde um instaute suas vanta-
gens. Resume a questao com uma clare-
za maravilhosa e com a calma do liomam de
estado que no para as exagerarles. EHe
recommenda umasolucjio pacifica, deixan-
do entrever que nao lancera mao da espada
aenJo na ultima exlremidadc, porque para
eita alma elevada os inleresses da humani-
.iii io renr-em em multo os inleresses d
gloria de suas armas. Ao ler estas precio-
sas revelafos, sentimo-nos tomados de um
profundo respeito para com osle joven im-
perador, So sabio e lo maduro, tilo pouco
inclinado s aventuras, t3o cuidadoso da vi-
da e da fortuna de seus vassallos. He por
queDom Pedro se lembra do que aua mino-
n la lo passou-se no meio das tempestades,
e que ella foi cheia de anteabas o do anar-
chia: he porque seu espirito reflectdo so
instrue profundamente* com estaa desor-
dena que Cazom estalar o velho mundo e
quo ello estuda com lodo o poder de sua
vontade para conserrar a seu vasto imperio
os beneficios da paz.
Por felicidade dos nobros planos do im-
perador, o Brazil principia a comprehender
que sua prosperidade presente e futura, que
os immensos desenvolvimentos que he des-
nimeo europea:
Es'le Ifeproicntcmentn o grito do Brazil Intei-
ro. O proprtor agricultores, inijoceis at es-
tes ltimos lempo., aos anathemas da phllan-
tropla, teent aberto os olhoa e unem-se ao go-
verno e s cmara aflin de pedir que se llvre
em fim o pais deta lepra vivaz do trafico que
o consom e o deshonra. Cumprla que asslm
fosse, cumprla que o pais se assoelasse sincera-
mente s medidas do governo, porque at aqu
as leis que se foziain nao cram ezecutadas, e o
povo que as julgava prejudiclaea aos seus Inle-
resses nao llnba escrpulo cmlnfiingi-laa.
A poltica do imperador e das cmaras* brasl-
leiras tem sido multo sin pies ( multo sabia.
Nao basura daorelar a sdpre.J- *<- --ali.J:
cumpria abrir a agricultura novaa vas e offe-
recer-lheoa meio de nao precisar, em uin es-
pato de lempo mais ou menos apartado, dos tra-
bajadores prctos.
He a esta neeessidade que a legislatura tem
prvido, tomando medida proprias a atrahlr
para o Brasil colonos europeos. Duas lela mul-
toefcazes, foratu fcitas par aeste iu, em 1850,
urna que diz respeito a concesao da propieda-
des territorlaes, a outra que regula o modo de
colooisacao.'
Mn 11. s ensalos, tentados sobre estas novas ba-
ses, teein. dado os mais fellzes resultados, Pe-
quenas cotomnias tem sido creadas, principal-
mente no sul do imperio, e ellas eslu em plena
prosperidade.
O imperio do Brasil tem hojeuina receitaan-
nual de IV5 milhoesde francos, somma enorme
quando se pensa principalmente que um gran-
de numero dedospezas nao esto cenfralisadas
e que cada provincia tem scu nrcamcnlo parti-
cular, somma provisoria anda e que tende a
augmentar em proporces iiicaiculAveis, porque
a reccila du Brasil proven) quasi nicamente
da renda das imporlacOes, renda que, depois da
elevaco de D, Pedro 11, augmeuta regular-
mente de um dcimo ao mono, por auno. Com
boas finaucas, collnco-sc fcilmente emump
conveniente o exercilo c a marinha.
(Jexerclto brasilelro que acaba de dar suas
provas-de ardor e de disciplina em sua curta
campanha nasmargens do Prala, coaira 26,000
ruin o iien n-s, forca numrica mais que sulB-
cienle para tornar o Brasil infinitamente respel-
lado por todua os icui visinhos. A armada da
qual todos os nossos olciae de mariaba dam
um excellentc testemunho, eque fai neste mo-
mento maravilhas nas aguas do Uruguay c do
Paran, conta 4o navios de guerra.
Estaquesto do Prata da qual nao fallo senio
respeita-o e aina-o, OBraslI heorgulhosodese"
soberano.
Feliz o raoparcha que reina emum tal paiz:
Felit o paiz que tem a fortuna de possuirumlal
monarcha!
(Carlos Reybaud.)
______ [llltatration,)
Durante o anno de 1851 vcrirlcaram.se oa se-
guales casamento de peasoaa reaes :
O pretndeme de Portugal D. Miguel Mara
Evaristo, com a princesa Adelalde deSoevtrens-
teln Wertheln Rochefort.
A ni oo duqueza Catalina Micailowna, ao
brlnha do imperado da Ruasla, com Jorge
duque de Mecklemburgo Strellls.
A prnceza Augusta, filha do re de Wurtem-
berg com o principe Hermanla de Saionla
Weimar.
O archiduque Leopoldo de Auatrla com a
prnceza Luiza de Prusiia.
No ineimo periodo tiverain lugar oa seguln-
tea nasclinentna.
O principe Vicente Mara, conde de Melazzo,
lilho do rei Fernando II daa Duas %ili.s ede
Mara Thereza Izabel, archiduqueza d'Austria
sua espoaa.
A princesa Marta Antonleta Joaephlna Leo-
poldina, lillia do conde de TrapaDi, e de Mara
Isabel Anuncala dcToscana.
A grain duqueza Olga l'oiistaulinowra, neta
do Imperador da Ruasla.
O principe Carlos Alberto, duque de Cba-
blals, Hlhp de Vctor Einmanuel II, rei de Sar-
dn n i, e de Mara Adelalde de Austria, suai es-
posa.
O principe Henrique Carlos de/Rourbon, con-
de de Birdi, filho do duque de Parma, Fernan-
do Callos III.
( Do llera do. )
wmmmmtm iun m aa i nrr
PERNAMBUC9
tinado a tomar em populacho, em commer-1 incidentemente, atiesta a cscelleote politica do
co, em civilisaco, em luzes, estas fontes
de todas as riquezas, dependen) da conser-
vado da paz e da tranquillidade interna ;
com a paz, com i ordem, com a firmeza
daa instiluicoes liberaos e conservadoras
que elle possue, com o respeito das leis,
nSo he possivol iudica limitas ao magnifico
futuro para que este paiz esta reservado.
Sabe-se por ventora oque he o Brazil?
Olh.i-se para a carta : elle stende-se desde
i graos de latitude norte ate 31 graos do la-
mo le sul : estonilo-se quinbentas leguas
pelo continente : he banhado por milliares
de ros, canaes naturaes pelos quaes o com-
mercio deve lovar a vida at aoa p mos
crisis remotos do intonor : seu Dio aben-
oii lo pelo Ceo produz quasi sem cultura'
todas as plantas da Europa, da Asia e da A"
frica : seu clima he mais doce que o de a-
ples e o de Cdiz : conta entre suas m Li-
des: Rio de Janeiro, capital do imperio,
um dos porlos mais commerciaoles do mun-
do, com duzontas e oilenta e seis mil al-
mas ; Bahia com cont o quarenta mil al-
mas J I'ornambuco com setenta mil, Mara-
nb3o com trinta e cinca>mtl : depois Par-
Santos, Porto-Alegre, Cear, Macei, Rio,
Grande, Espirito-Santo, Cam-pos e mu-
tas outras cidades bem povoadas arli-
rai e florescentei. Ja boje dosgostoso
como est do esperito de revolla, e cada
vez mis dedicado is instituites, monar-
chica quo o prolegem, o Brazil sabe, da
noile colonial em que eslava mergulhado e
alrahe sobreii a attencSd sena do mundo.
Tudo engrandece, tudo cresce, tudo pros-
pera, o Daos s labe onde esto piogresso
parar.
He principalmente a alia influencia do impe-
rador que sao devidos estes desenvolvlmeutos
Jato notaveis. Elle procura animar todas as
emprezas Induatriaea ; na e pbera admlnistrac-
um legitimo orgulho, Neste retrato tr^ca- tiva applica-se a realisar os mrlhoramentos
." -_- la.loa. .,,,,,11,0.. .. nh.D. .llhlA.. 0 .....
lo pelas le m brancas de con versa toes fogi-
tivas,, attenuo e esqueco sem dunda algu-
ma cousa, mas em verdade nada accrescen-
to. E-te joven principe escreree falla per-
feitamente o inglez, o france/, o allemo, o
italiano eohespanbol. Nao ha um dos nu-
merosos viajantes adiiiilulos honra de
apres ntar-llio suas hnmenagem, com O
que be que o or. quer que me impres.
slone f
Olhe, minba chara aelvagemzlnba, no vi-
vemos aqui como solitarios, nao be? como fe-
bles solitarios?
Quemis?
Necesaarlamcnte o penaamento de vlver
daqul em diante em intlmldade com ealranhoa
deve ler llio foito reBectir; qual tem aido, mi-
nba chara Albina, o resultado dessas reflexes?
Mas J Ibe disse, Islo me parece muilo
enfadonbo.
Enfadonbo? paase anda quanto ao mar-
ques, e a marquesa..., anda que esta aeia urna
mulher daa mala diaiiuclaa ; porm contlnul
coi sioiioilii com um ar multo Ingenuo, parin
olios tem um lillm, uul bello moto, por pa-
rentheses, ao qual sua couvalescencia d um
ai /inho dos mais Interessanlea, dos mais roma-
neacos i prevlno-a para que uo fique atupe-
facta vista d>sse bello eslranho.
Eotao elle tem uma belleza notavel?
Nada, chara amiga, estou gracejando ; o
rosto de Joo nada tem de notavel; algumas
pessoas inesino lhe acham'um ar duro, e um
pouco commuin. Mas fallemos aerla e franca-
mente, confesse, gentil amiguinha, que nao lhe
desagrada ter um joven ama ve I por cotnpanhei-
10 de nossa solidan ? Que diz ?
Nio ge! na verdade porque be que o Sr. ae
obstina alslm em fallar do seu' amigo.,.. Eu
nao o conheco, elle me be muito indiVreme.
Chara amiga, conversamos a respeito dos
nosaos hospedes ; nada mais natural. Ab! es-
quecia-ine prevenl-la de que esta tarde Joo
Herteull paasar provavelmente alguna minu-
tos com nosce.
Como o Sr. quizer.
Isto nao a contraria nao ?
Ile-ioo indiU'erente.
Sej> franca! Confesse que eala dialraccao
IbC aet agradavel... que voss est muilo cu-
riosa por conbecer a Joo de Herteull?
A3Seguro-lbe, repito, que isso me ser
muito i o di lie re nie ; o Sr. Um aqui amigos, be
preciso que eu os veja, porque o Sr. o quer.
Certamente. l'orni pens, minha chara
Albina, que nao be preciso dlzer.lbe, que.nao
ha neeessidade de eofeilar.se eiageradainente
tmtim.....aquillo que a impresslona ... I para esta larda...
aqulllo que a faz reQectir, que lhe d que pen-1 E porque me havia eu de enrolar exage-
sar. I radainentc' ,
materiaes, activando as obras publicas e aper-
IVii! indi, a navegaco dos rios. Mas a grande
onra de D.Pedro II, obra ao inesm o lempo hu-
mana e poltica, que aera aeu titulo indelevel
de gloria aoa olhos da Europa, he ler atacado
de frente o precoaceilo nacional da neceasessi-
dade de eacravoa pretos e de le-lo vencido. Gra-
c is a elle, gracas aoa seus ministros e as oam i-
ras legislativas do rio, o trafico est ade boje em
Jess! oiiiipleaineule pur coutemplaco as
pessoas qne recebemos; eu lhe agradecerla a
Intenco; porm voss deve ter notado que
madama de Berteull eal aeinpic multo mo-
destamente vestida, pelo que he de razio que
tambem se aprsente com um traje mu sim-
ples.
Oh! Eu me veatirei como coslumo vealir-
nie aeinpre para jantar...
He isso oque eu lhe queiia dizer, minba
chara amiga .. E altenda-me, voss tem entre
oulros um vestido... e se voss me crer...
Ali; Moi, um vestido horrivel, que ine
fies como um s neo. PiSo tenha medo, eu uo o
vestir!, j o del a madama Claudia.
Voss deu esse bonito vestido carmelita-
no ?Ah tanto pelorl
Bonito, esse vestido? O Sr. mesmo me
disse que elle me Ncavahorrivelmenle mal.
Lula.i... estou engaado, eu confundo ;
porm qualquer que aeja o aeu vestido, voss
nao licar por isso menos encantadora, uiinha
chara Albina.. be Ibe nao digo^sto sempre....
he para uo otTonder sua modealla, urna de
suas mais ainavcisqualidades...
O meu administrador velo fallar-me sobre
alguns negocios .urgentes, urna somma mu
onn.idio, i I 'i o- iinii i a pagar, a que, me ops
pr un i muito, por parentlieses, por Isso dcise
iniuha mullier.
Esperel a tarde com anciedade. No jantar ma-
dama Bavutundo me disse sorrindo, que nao
responda por lo".o, se nao Ibe concedessemos
uma meia hora, quando sahissemos da mesa :
ebrgado esse momelo, tornamos a entrar no
alo.
Tal ful a prlmelra entrevista de minba mu-
lher edeJoio; nao quero omillir non lumia
circumstanda porque ne possivel que acheabi
para o futuro pontos de assignalainento.
, A sila em que dos reunimos d para o paleo
principal, ella be esclarecida por duaa jauel-
las as quaes a belleza da tarde permittlo deixar-
mos aoertas; entre estas duas Janellas aclia-
e urna poltrona na qual Albina aentou-se ;
fosse acaso, fosse premeditaco, ella eslava
vestida de modo encantador, bem que mu slm-
plesmente. Trajara um veslldo de barege ver-
declaro, guarnecido de tacos coi de rosa, o
qual sendo decotado, detxava meio descoberto
Brasil, o qual, com o auzilio de urna simples de-
nonstraco militar,acaba de obter em algumas
semanas os grandes resultados que a Franca e a
iuglaterra mo ^ouerain alcancar.
O imperador D. Pedro casoia-sca 30 de maio de
1813 con a princeza Thereaa 6'hrlsliaa Mara,
minado rei de aples, anjo de docura e de
boudade : desta uotso uasceram dous principes,
10 o in i no berco.c duaa princezas das quaes a
mais velha, Izabel Chrlltlaa Leopoldina, tem o
Ululo de prlnceaa Imperial, como berdelra pre-
aumptlva da coroa.
U. Pedro tem um talhe elevado e o oorpo re-
forcado tem n nlbos azues o grandes, os cbe-
los e a barba mullo I,un os e abundanteui ule
l'iirneeidiis: elle be o.lypo septtniriou.il quepa-
rece saludo antes da louraGcrui'nia duque das
quentes latitudes do moreno rio ; debaixo de
sua pello branca e transparente vc-se circular
o sauguc das arcbidtiquezas. Alas a orl^eiu me-
11 lino il do joven principe manilcsta-se na elis-
ticidade de seus iiioviinenlos: elle monta mara-
vilhosatnente a ravallo e ama todos os exerci-
cios do corpo, quaudu reside no Rio, he visto
por toda a parte, nos bailes, uos tbeatros, nas
ceremonias religiosas ; passa aestaco de estio
em seu palacio de pelropolaa, a olio leguas do
Bio, uinboiie agula elevado sobre as alusinon-
lanbas que domlnaiu a Baha ; sitio rico e pito-
esco que nao cede em nada aos mais bellos da
Suissa.
He fantaaia real da casa de Braganca construir
seus palacios de eslo nos pillearos das inoota-
nlias, em Lisboa oucm Cintra cantado por Ca-
indeaoupur lord lleyron ; no Rio de Jauelro ou
em l'ctropolis, que anda uoachou aeu poata,
porque data de bontein, mas a quein os poetas
uo fallarn, tanto suas deliciosas e ar|ebaudo-
raspaisagens se prestam a iuipiraco.
O imperador recebe duas vezes por semana
seua vassallos c os cstrangeiros que pedem ser-
ASSEMBLA PROVINCIAL.
SESSAO EU I 1 DE MARCO DE 1852.
P'esidencia doSr. Dr, Pedro Cavalcanti.
A'sll horas da m*nh3s, felta a chamada
acham-ae presentes24 Sis. doputados.
O .Sr. Presidente : Abro a sosso.
O Sr. 2 Secretar! a Le a acta da sesso
ameno? quo he apprortda.
O Sr. 1 Secretario : Menciona o sagoinle:
EXPEDIENTE.
Um requorimento dai guardas ao serrino
dos fiscaes da cmara municipal do Rectfe
pedindo augmento d'nr leado.X commii-
sao de ornamento u -'pal.
O Sr. Presidente :- -clara achar-So Sob.r3
a maza do diploma do Sr. deputado Manoel
Firmino de Mello, que vai sor remettido a
commissSo de poderes.
A commisso sai da sal.
OR0E.1 DO DI.V.
Segunda discusi&o do projecto n. 2 d'este
anno.
Vai i meu e he apoialo o seguiote :
ltLi.lt T.IIIMKxhl.
lio ju-ir<> que se consulte a opini3o do go-
verno da provincia sobre a transferencia da
seda da freguezia do Cimbres para Pesqueira,
cujo piojeclo est em segunda diseusSo11
demarv,od-i 1852,--Guedes de Mello.
OSr. Piulo de Campos: Sr. presidente,
l'csdo que a commissuo de oslalislica apre-
ientou esto projecio, que se falla em docu-
mentos, que ha quem diga sercm em con-
trario as dispusieres do projecto, e para que
ninguem se persuada que a commissSo tem
inleresse em que esses documentos nSo apa-
ressam, cu voto pelo requorimento; tanto
mais quanto tndem a esclarecer a discus-
s.io e que be esaclflhoote conforme com as
minhas oppinies
Voltando a commissSo de poderes, he li lo
o parecer da inusma no qual enlende devor
aer admettido o-Sr. deputado Firmlno,
Submelido i votaijao, ho o parecer appro-
vado. ,
OSr. deputado, he introdusido na sala
com as formalidades doeslylo, presta jura-
mento o loma assenio.
OSr. Presidente:--Entondo que nSo eslan-
d i h n.|i I no seo.requcrimenlodoSr.Guedes
do Mello, nnporta o addiamenlo do projec-
Ihc api. m litados: elle talla rodoa, ouve a lo- to, consulta a casa a tal respeito; a qual so
doa com uma benevolencia chela de dignidade.' decide pela negativa.
O monarcha au se escurece jamis neslas OSr. Paes Brrelo :Mostra a inauBiciencia
circunstancias, mas o monarcha tafe)'sempre as dos esctareclrucptos dado pelo autor do pro-
oi i ion a- polidas de um perfeilo corteiu. A- jecto acerca da sua utllidade; prova que oa do-
paixouado pela llteratura o joven principe pre- cumentos em que fui baseado o meamo pro-
side assiduaiiientc as scsses do instituto bisio- jecto nao tratam de questao,de transferencia
rico e Geogrfico do Rio, e seu Inleresse nao da aede da freguezia de Cimbres para Pesquei-
. _______ ._,__i...__........o.a..ln ..........._
he nunca inaisvlvainenieexcilado do que quan-
do ouve aleilurade memorias histricas ou Ili-
terarias relativas songens de seu imperio. Sua
bibliutheca particular, rica de mais de 20,010
mininos, be couiposla coui um |(osto exquisito
e revela o vcrdadelro amador.
Tal be D. Pedre 11. 0 Brasil que conhece suas
eminentes qualldade de curaco c de espirito,
o alto de sen peitu de inariiiore, e o priucipio
o,-so as bellas espadoas. Seus magnficos ca-
bellos lour-is aclnzeuudos, repartios no meio
da lesla,guarneciaiu-lhe com seu longos canu-
dos o fresco rosto ; largas mangas de garca mui
transparentes deixavain ver seus lindos bracos,
mais alvos que a gaica que os colina sein oc-
culla-loa; sita pbysionomla era seria, quasi
melancihca. Seiuci-me bem em face della
alias de uina mesa redonda, m cujo mel res-
cendia um grande vaso de llore.
Eu podia assiut observar tudo sem ser no-
lado.
Quer a timidez natural de Albina fosse aug-
mentada pela espera de um novo rosto, quer
ella senlisse urna emoco secreta, notel que
seu selo se erguia cun mais rapidez do que de
(.nstnme. Chaipeniler em p perto da poltro-
na diriga algumas palavraa a minha mulher,
esta lhe responda com ar constraugido sem
ouzar levautar os olhoa para elle. De repente
a porta da sala abriu-se e madama Raymuiidu
, iitiim com Joo aqueiu linha ido buscar.
lian grado mcu, fiquei commovido pelo to-
cante quadro que ott'ercclo assiut reunidos
a mai e o lilho ....
Madama Hay inundo vestida de preto, segun-
do o seu costume, dava o braco a seu lilho que
nolle ae appoiava levemente. Sua Iraqueza
aluda era giande elle caiiiubava lentamente,
e uin lauto curvado; a cada passo sua mai sus-
lentando-o laucavarsobre elle um olbar de ler-
Ksull1c1i11.il'. Logo que ciitraraiii, Charpen-
r fui vivamente tomar -o uulro braco do fi-
lho de madama Rayoiundo a Um de aminta-
lo tambem.
Joo eslava muito paludo, t languidez que
mecede aos acceasos .de febre encobria o bu
Ibo ordinario de seus grandes olhos pretos,
seus cabellos nalualente annelados cahio-
Ihe ao longo do rosto e do pescoco, to bem
lirado como o de uma estatua grega, e deiza-
do quasi n pelo taco llucluante de uma es-
trella grvala preta ; um longo e ampio robe
de chambre de cor eacura o envolva inteira-
mente, c era atado ao corpo por um cordao
de aeda; este vcatldo que quasi arrastava pe-
lo chao parcela engrandecer-lhc mais a estatu-
ra robusta e elevada; elle lhe assentava ma-
ravillosamente, paiecia uin doa nobre e p-
lidos retratoa de Van-Dyck, ou de iKembrandl
descldo do seu quadro".
porm apenas inoatram que a matriz de
Cimbrea acha-ae arruinada, e que por isso pas-
saram as ceremoulas religiosas ser celebradas
provisoriamente na capella de Pesqueira ; a-
presenla algumas duvldas reipeito das van-
lagens da mudanca da sede da freguesia de
Cimbres para Pesqueira, duvidas que s po-
licio no seu entender ser esclarecidas pelas in*
a. 1 ..-------1- '
____
Indo ao encontr de Joo, eu nao peidia
Albina de viata. Com a chegada do meu ami-
go ella ae linda levantado corando.com rea de
com paixo.ioaaooouaando encararlo. Es te,com
aua Iranquesa ordinaria lancou-uie um otbar
eipressivo para diier-uie quanto Ibe agradava
0 exterior de minba molher Depois de una
1 lisiante de silencio, Albina dirlgio-se liuaida-
inenie a madama Rrytuundo mostraodo-lbe
com o geato a poltrona que ella oceupava uin
insumi autea.
Senhora.... seo senhor aeu filho ae
poieaae ueste lugar .. talvez ic achasje mais
a seu goalo.....
Como a aeobora boa, respoudeu ma-
dado 11 aj inundo acceilo seu ottcreciinento. .
por que recqmendarain principalmente a meu
lilho que ficasse sempre meto teitado. Se nao
fura o seu vivo dezejo de agradecer senhora
a sua ainavel hospilalidade, eu nao teria con.
desceodido em vir boje appreseiuar.lho ....
Mas a senhora ba de coinnadecer-se de um po-
bre doenle .... nao be?
Certamente, senhora, respondeu Albina
aballando os olhos.
O meu nico titulo a sua indulgencia, se-
nhora, disae Joo apolaudo-se sempre sobre sua
mal eCharpentier, a minba nica desculpa de
uuzar apparecer assiut peranle a aeobora be a
amltade que noa liga a Fernaodo e a iniui dea-
de a infancia; elle he para mim quai uin ir-
m.iii. Permlita-inepola que a trata tambem
um tanto como irma...
Minha mulher teperraitie laao, e eu tam-
bem, disse eu Raymundo quereodo poupara
Albina o enbaraco de responder.
Depois mostrando a Joo a poltrona :
Anda, meu amigo, assenla-te all; deise-
inos de ceremonias; nao soinoa nieuibros de
urna mesiiia familia? Nao hea tu um Irmo
para miaba inu'licr, e para mim?
Joo ajudado por sua mai que tomou de.
ugar ao lado delte recostou-ao na pol-
Cliarpenlier poz uma cadeira de bra-
corjara Albina junio de madama Raymun-
do, de lorie que do mcu lugar, onde fui ou-
tra vez lenlar-mc, va a Joao bem de face,
e a Albina de perfil. Charpenher aentou-ae
junto de Raymundo do outro lado da cadel-
de bracos, e ento coinmecou entre nos cla-
co o seguate colloquioi
(Conlin Har-aa-no.)
MUTILADO J
ILEGIVEL


i
\
a.._.k. rxiilcn ero poder do govemo o. beneficio que Ihe fol concedido em vlctude do
t\^'T>"p'i!Si conclue\presen-] contrato celebrado enlre ella e iHipreu do
m
ndo o seeulnie requeplmento :
RequA que o projecto fique addiado ale
que venbam ai lo(brmafOea pedida! a prell-
cacItPats Brrelo."
O Sr. Pinlo ic Campes pronuncia-sa a favor
do projecto, e ccmbue as ras8cs do precedente
orador. .. ,
O Sr. Carneiro daCunha :8r. presuleule,
eu tilo percebo inconveniente nenhnm em
votarmoshoje pelo projecto, e contra o ad-
djamento, porque ainda temos a tercejra
discussfto.
O nobre deputado parece-mo que man-
festou reooio de atropello; isto be que era"-
nhfla oudepois apparece o projecto na or-
dem do dia. Mss entilo para que um prest-i
dente neati casa e Uo Ilustrado como o
que nos temos? NSo se leinbrara elle que
nos pedimos esclarecimentos, e que sem a
presenca delles nSo poderiamos apprecitr
d>i novo o projecto ?
Contra o receio de atropello posso eu op-
por o desejo de protellar, deixaodo ludo
para o fim da sessao, a titulo de que esta-
mos em principio, tendo aioda muilo lem-
po diante de nos, e assim acumulare-
mos todos os irabalhos. Votarei em favor
do projecto tal qual elle se acha em segund
discussSo, evolarei contra elle em terceira
eos esclarecimentos que vierom me fizo-
rem mudar de oppiniSo; pois que n3o me
julgo obrigado, so para sustentar urna op-
piniSo emittida anteriormente, na primei-
ra oj segunda discusslo, por exemplo, de
privar-me das informacCes e luses que nos
podem trazer a terceiraadisciisslo ; e se as-
sim nSo deve acontecer com todos, nao sei
para que seria necessino a disposifSo de
urna teroeira discusslo exarada no regi-
ment. Se o pedido de adJiamento que
ora appareco s apresentasse na ultima dis-
cu-silo seria eu ento da opiniSo de sou no-
bre autor, porque entilo rmniij dar um
voto que nAo seria o mesmo em vista das
infurmaciVs que He pedom.
Voto, pois, contra o addismeto, e em
favor do projecto.
O Sr. Pas Uurrtlo : Reaponde aos prece-
dentes oradores, e rao.lra a innexactldro de
algumaa Inforiuaces dadas pelo Sr. padre
Campos.
O Sr. Carntiro da Cunha, respondondo ao
Sr. I'aes lmelo, mostra que do suas pa'a-
vrasse nSo pJe concluir a contradicho que|
quer o nobre deputado.
Tambem mostrou como nlto havia a difll-
culdadn na cessflo da capclla para mslrir,
e que alm deescriptura publica, ha ainda
meio de verificarlo a Joacao, e nflo se do-
ver suppor que o proprietario aceda mo-
mentneamente.
(Con///iuir-je-/a.J
Uieatro.
O drama eacolhldo pela bcneHclaaa, ne
Clolide pela prlmelra vea repreaenlado em
Pernambuco; poderaoios dar uina noticia hla-
torlca doaeu enredo, roas julgamos stnipre
mo prevlnlr o publico historiando qualquer
drama, porque dlurae-se toda a tlluio que
elle posaa produilr.
A parte de protagonista he representada pe-
la beneficiad, aegundo o programo publica-
do nos joroaea, parte forte, e que a a aclrli
pernambucana a pode desempenhar com a
pcrfrlclo que elige. Slpi. a Sra. D. Joanna, que
por inalada um auno do thealro de Sania Isa-
bel, e ltimamente no thealro de Apollo, tem
cabalmente sallifelto aos anhetoa da publico
amante da arte dramtica, a artista perfelta,
que, sem medo de errar, podemos dlser, figu-
ra na lista das priineliaa artistas .dramticasdo
Drasll, recorre boje, lalvez pela ultima ves, ao
publico deata cldade, cuja generosidade he pa-
ra ella 11111 proverbio, e nos que Imparclalmen-
te apreciamos o mrito de qualquer artilla, se-
Ja qual for a sua poslcao e nacionalidad,', Ja-
mis nos canearemos de a recomn.endar aos
que, como ns.Julgam do artista sem atlender
a mesquinhas considerares pessoaea.
Para que hoje baja grande concurrencia ao
Iheatro de Apollo nada mala he preciso, nem
mn outro estimulo poderoao pode haver, senao
o nome da insigne artista D. Joanna o publi-
co a conbece, o publico devldameote a tem
apreciado apelar mesmo do dente venenoso
da inveja, das infernaea machlnacfles da ne-
gra intriga, o publico emlim nao d< liar hoje
de aproveltar pela ultima vet a occasiao de ad-
mirar oesia parte ainda nao vista, e de esercer
para com ella o ultimo acto de sua generosa
proteccao, da qual ainda a Snra, D. Joanna nio
desmereceu, nem de.merecer Jmala.
Ao concluirmos este artigo um pensamenlo
de tristea tem eneber-nos de dor; pelos an-
nuncloa publicadas nos Juruaes ven os que a
Sra. D. Joanna ae retlTa para a cldade da Ba-
bia a tuer, sem duvida, parte da companhia
dramtica do theatro de S. Joio: a saudade
que desde j nos comprime o coraco a pe-
nas d lugar a ditermos que grande he a la-
cuna que val aparecer em nossos tbeanos com
a sal,i.la desia Insigne ai lista que tantas nol-
les de doces llusflcs, de verdadelro goio, de
innocentes prizeres nos deu os ihealros do
Recife: um vacuo Immenso val.aparecer en-
tre os professores da arte dc'Scbiller, Shakeas-
pcaie. Mais felices do que nos sao nesla par-
le os nossos irinos bahianos,
F. de II.
9
Amo-a como os aojos amain, puraHaente
Por ter typo de candura,
He da acea a doce e bella
Linda estrella
Que fulgura em cdo de ail:
Quanto brllha quando melga representa
Ostentando enoantoa mili
IoveJosas, lnvejoaoi,
Mu raivosos
Contra ella s'infurecem,
Rouquejando em toda a parle maldlcSe
Horrendas furias parecem:
Mas o publico llluatrado,
De boni arado
Desses denles' vpirlnol
A defendr. corajoso, e lhe consagra
* Coroas, applausos, hjinnos.
Els, pois, doce Venus brasllelra.
C da soena astro brilhante e prestlmoso,
-Acolhe, abriga terna, oa temos votos
Que te ollera um triste ate respeltoso.
^______Manuel Rodrigue) do Patio.
COMMERCIO.
Publicagoes a pedido.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
RECIFE 11 DE MARCO"DE 1852.
epols da leltura do espediente, a assem-
bla approvou em primeira dlscusso o pro-
jecto substitutivo ao de n. 3 dente anno, que
supprime ocnnselho de salubridade publica,
leuda regeltado o adiamento que propnj o Sr.
Jos Pedro, em quanto btlnh da prraiden-
cla da-provlpcla infa'rn s sobre a conveni-
encia da eatlnccao do nesino conselho.
Passou depois segunda discusso das pos-
turas da cmara de Flores, e veilllcando-se nao
Jiavcr casa, o Sr. presidente d para ordein do
dia da sessao seguinte, a coullnuaco da de
hoje._________________________
iajaasMMa1'~'".i~r' wmmmfimmm^m^^
Coimnuiiicauos..
Achava-me no remanso do meu scepticis-
mo medical, rin.lo-me do ver o que ge ni pro
RKQUEimiENTO, QUE O PROFESSOR DE
UEZESH 1)0 LICEO DII1K1I0 A ASSEMIILEA
l/fnt. Sn. liDiiladoi da Aisemblea Provincial.
Januario Alcxandrino da Silva Rabello Ca-
neca, professor de dezenho do lyceu desta
cidade vero com todo o rcspello vossa pre-
senca pedir, que ailendendo aa raides, que
elle suplicante passa 4 expender, vos dignis
fater a jusllca (que costumaes prallcarj igu-
alando o ordenado do supplicanle ao dos mais
professores do lyceu, e dando outras provi-
dencias a cerca da sua cadeira.
Senhores, o supplicanle ha vlnte anuo in-
completos, qus be professor de detenho ; voi
sabis, que sob esta dcnoiniu cao dezenho
se comprebende :
l O detenho propriamente dito, que be- a
represenlacao dos objecetos por llnh, e som-
bras, e a seus diversos inelos de reproduccio
como a lythographia.agravura Jt.
1. A pintura a represenlacao dos objeclos,
por mel das oores. .
3. A escultura a represenlacao dos objec-
los em forma solida.
4. Finalmente a archlleclura como a Jarle
de edificar. ,
Quatro grandes divisdes fundadas sobreuma
base commum a perspectiva arle de repre-
tentar us|objectos segundo se apresentam a
nona vista ; ramos esses, do detenho em que
separadamente pode-sc gastar um anno era
lecionar; mas como o provluienlodo suppll-
caute nao marcou as materias cnsln>r, o sup-
plicanle para cuinprir os deveres do seu ma-
rirog osl'quei, i.-lo liejtima e.ipeciedo prna- gicriu v-se obiijado lecionar os scus alum-
no a entre os senhores horr.iEopatlias.qu.n- s c... iodos ^U'""'A""^ riBTS
dooSr. I)r. Mocosu veiodesariar-me, diri-1 ^iiipo, *""' cada um lu",n<"'ara
gindu-me apodos, que ao dopois Cbsmou, EJM"'^ sabc',, que o grao deeicel-
gracejos, como te eu nlu SOubeS-0 dislin- |elK.|a e Je estima de qual quer fsculdadc se
guir iicrfcilamcnte o simples donairear dosi 11|eilc'la uilidada, que ella tras ao geoero
Chascos insultuosos, comoseS. S. nSo po- humano, ou a sociedade; volvei vossas villas
desso ini| iu-'ir 0 vulgo iudouto os seus; obre as aulasdo lyceu e veris, que a de de-
nrodiaios liomtDopatliicos sem nmle-tar-mo,! tenbo lem dado ( quando nao seja a maior,
sem envolvr-r-mo em sousdesab.fos do ca- pelo menos) ^""^.Xl,,'!' w-
rld.d. infinUesunal. | a. ouiras au a. d le e.l. ele --l..^ ve_
H.I -vamos aoquo ma.S. importa Nio [^"puCica.? alguna ajudaule de Enge-
respondi em cima das Juchas, como vul-
garmente se dizao ullinfeniomuiunicado do
do Sr. Hoscoso ; porque nSo pude encon-
trar logo o escriplo, que promelli apre-
niieiros, os mclhoics lavradores, e alguns
pintores desla provincia todos foram educados
na aula de detenho, e disclpuloado supplicanle;
e al o seminarlo de Olinda, c o lyceu da ci-
sontar-lhee que a muit cusi vima achsr'dadeda Parahlba do Norte tlverain por mes-
confundido em um iiionto-do papis ve.-] re^e.dc'e.nod^c,',l;'d?1*.u.!li;""If,;?,"
llms. Ei-lo agora de verbo ad verbum.
Illrn. Sr. Dr. F. Eslo amigo precisa dequo
lliefacam urna pequea correspondencia a
respeito de um parto laborioso, que eu pra-
tiquei antes do hontem : o como eu nno
posso dizer de m i ni, rogo-lhe o obsequio de
ouvir-Iliu a historia, o srranjar urna peque-
a arenga sobre o assumpto, o dar-lira, pa-
ra elle mandar publicar. De V. S. amigo o
creado obrigado Moscoso. (Est reco-
nhecido por TabelliSp.)
Cumpre explicar o'caso. O Sr. Moscoso
olTereced-se anticipadamenle para um par-
to, que promettia ser prospero, urna vez quo
a mullier tomassa sua homceopathia. Che-
gada a hora foi chamado, o juntamente mi-
li i facultativo, que tuvo de reliiar-se. NBo
obstante ss milagrosas doses infinitesimaes
o parlo tornou-se laborioso, at queoSr.
Hoscoso recorreu ferfamenta, o decitioo
negocio rasgaodo o peritoneo misera par-
turiente ; e ento fcil foi sahir por urna
porta de cocheira o que nHo podia sabir por
um postigo. Em que estado nSo licou a
pobre mulber / Mas o Sr. Moscoso valia-so
dissu mesmo para exaltar-se pelas folhas
publicss at como prodigioso parleiro ho-
mraopaihico! .' I
Na>ia mais direi sob'O o communicido do
Sr. Moscoso, ii''in entrarei em polmicas
com S. S. ; porque nBo sei, nem devoques-
tionar com um homem, que n5o sabe arrn-
jar quatro linhas para um pe)iodico,e cuja
caridade honiceopathica o induz a ameagar-
nie de publicar pelo prelofaclos da' miha
vida privada. As nossas leis, o as de lodos
os pmos civillaados consideran) sempre cri-
minosos esses abusos da liberdjide da im-
prenta, tanto que 'no permiltem, que oreo
provd oque diz, alm de quo, nenhum ho-
mem honesto, e que se eslima vale-se d'u-
nia arma Ido torpe, e vergonhosa. Esse es-
criplo do Sr. Moscoso, quo casualmente me
veio as milos, e que acabo de publicar, be
todo relativo sua vida publica, 4 sua pro-
fisso de medico.
Se a homceopathia he um systoma de me-
dicina, g pode ser sustentada, o defendida
com fados devidamento apreciados, com
provas, com as armas do raciocineo, e no
com insultos, e ameifas. Quem tem cons-
ciencia de qualquer verdad procede pelo
contrario ; ou despieza as ebjec(oes, quan-
do ineptas, ou tracta do as refutor .com toda
t calma de tolerancia, quando assisssdas, e
concludeoles. Mas continu o Sr". Mosto-
so nessa sos tactiva (que parece congenita
aosSrs. da homceopathia) de desembarajar-
ge de adversarios, ameacando da os ferir na
sua vida privada; porque uSo-ha racioci-
nio (fio irrosistivel para domonstrar a cejis,
za, e inf'ilililliJade das duulrinas de iW
nemann Corra Analmente por conta do
publico illustrado e imparcial o sjuizar, ge
por medo da tabenca do Sr. Moscoso beque
se recolhe ao silencio.
O ucriptor do an-Bixeni.
este grande numero de alumnosappltcou-se
com proveito ; por que naquelle lempo nao
se exiga para o deseuhn o exame da Ilngoa
nacional, c nem se pagava urna pesada ma-
tricula causas pelas quaes a classe pobre,
que mais n,recia do deienho, lero. deixado de
dar se a esse estudo.
remull agora, senhores, que vos Uca uin
paralcllo para corroborar a justlca do suppli-
canle. Va sabis finalmente, que para en-
sinar grammatica nacional, francet, e inglez
baala saber aquella, e iradutir aa outras; mas
para encinarlesenbo, que somma de conne-
cimanlos literarios nao he mlsieri bao 10-
d.speosavels, pelo menos Ipara perspectiva li-
near, uesenho propriamente dito, e archlicc-
tura-a geometra pratlca para a perspecti-
va arla, paiiagem a physlca e opllca c
a bi.uria natural; e para o deseobo do corpo
humano -a anatoma applicadaao desenho, e
sao estaa as habilltsces, e ...ais algumas que
ion o supplicanle, alera dos pleparatorlos geia-
esadquiridos antes de esludar ocurso medi-
co cirurgico, como ci.urgiao, que he o sup-
plicanle, c nio obstante a facilidade que tem
aquellesprofessores,eosdemais emlla"
seus alumnos, todava tem cada um '/""o/OOO
de ordenado, c um subslllulo com bon/UUU c
o supplicanle com o Immenso rbll5"\,?!1el
tem ooin os seus alumnoa apenas lem 8U0|UUU
de ordenado, e nao lem subslllulo.
nenhores, o supplicanle ensillando a scus
alumnus o desenlio Ibes d as nocea Tunda-
incntaea, e preclsaa daquellea varios conbe-
clineolos que lervf in de base a todas as artel,
esclenclas, e que lem produsido relis eelto ;
por quanto os seus alumnos no flin de dous
aunos se moslro babels deseohlstas, bstan-
le instruidos em cada um .doa ramos de que
consta o desenho.
Por tanto, a vista do expendido o supplican-
le confiando era vossa Juslica, e as vossaa
luses, espera :
1, Que elevis o ordenado do supplicanle
ao metinq que os demais professores calhc-
draticos do lyceu.
2. Que dispensis para a matricula de de-
tenho, a conlribuifo de 10#00 para cada an.
no, eo exame da Ilngoa nacional.
JanuoriO Alexandrino da Siea fladrllo Cantea.
CONGRATULADO
A llliiiu. Sra. U. Mura leopoldi-
na, prlmelra actriz do theatro
de Santa l/.uhri.
Eil annunclado para hoje no tht-irtro de
Apollo um brilhante e variado espectculo em
beneficio da insigne actrlt iiernambucana, a
Sra. D. Joanna Januarla de Souia BUtencourt,
Eu conheco urna beldadc
Dlvindade,
Qu'inaendla os coraedea
C'ss centelhas que dl|para, radiosas,
De aeus olhos e felcoet.
Sobre o palco brasilelro
Be luselro,
Que refulge e que fascina i
Tao furmosa como a la radiante,
lie Mara Leopoldina.
Os aOectos diiperlando,
Val matando
Doce mente sem matar.
A mimosa Leopoldina, encanUdora
Fat a todas capnvar.
Urna beldado eu conbeco,
Qn'enloqueco
rea sua formoiura;
rnAfA DO RECIFE, 12 DE MARfO, AS
3 IIOll AS DA TARDE.
coticoks orriciAES.
Cambios sobre Londres: a 37 d. dr. vista.
Dito dito: a 26 1)2 d ; a 60 dits.
Descont: 7|8 e 1|16 p. c. ao mez a 5 motes
. ALFANDEGA.
Ilemlimonto do dia 12.....15:532,979
Detcarrtgam hole 13 demarco.
Barca nglezs Bella ferro e tacha,
atacho belga Bia/i -- mercadoria*
Baroa americana MittnoU farlnn*
bolacha.
Brigue portugiicz Mario FettZ'- lu{ de
barro. ,
Barca americana Benriel fariab de
trigo.
Brigue brasileiro Olinda sibSo.
linportacao.
Patacho belga Rosalie, vindo da Baha ,
consignado a N. O. Bieber & Comptnbia ,
manifegtou o seguinte:
t barril pregoge32caixas armas; i Bren-
der a Rrendisck Co'mpanhia.
12 barris e 13 barricas pregn, 45 caixas
armas, 2 ditasTerragens, e 5 barricas bacas
de lalfio ; a ordem.
7 caixas fazendas de algodlo; arSchaillei-
tlin & Tobler.
28 ditas armas ; a E. Wyatt.
2 ditas agoa de colonia ; a J. Keller &
Companhia.
2 ditsg espadas ; i Minoel Joaquim Ri-
mse Silva.
1 .Mu livrus ; a Machado &Pinheiro.
16 ditas e 1 barrica aunas o ferragens; aos
consigna tario*.
2 caixas fazendas de Ida e algodao: a
Keller Lutz. *
H toneladas carvlo de pedra;.ao cipililo
Escuna nacional Santa Cruz, vinda do Mo
Grande do Sul, consignada a JoSo Francisco
da Cruz, manifestou o seguinte :
5836 arrobas de carne de charque, e 63 ar-
robas e 22 libras sebo em pullos; ao con-
signatario.
Brigue escuna nacional Olinda, vindo do
Rio de Janeiro, consignado a Machado & Pi-
oheiro, manifestou o seguinte :
IcaixSoch; a Manoel da Silva Santos.
9 barricas gesso ; a J. Keller ct Com-
panhia.
6 caixts armas ; a N. O. Bieber & Com-
panhia.
50 ditas fogo da China; a Novios & Com-
panhia.
1 caixflo chapeos; a Olivoira Paiva & Com-
panhia.
50 barris mantniga, 20 pipas, 6 mcias di-
tas e 8 barris viiili" M saccus piman-
ta, 225 caixas fogo da China, 2 lilis e I cal-
ite rap, 1100caixas sabfio, 25 dilas velas,
barrica o 1 caixolo especies medicioaes, 2
_jxOoschapeos, 2 ditos e lOOcaixitthasch,
12 sacess cafe e I barrica farinha; a ordem.
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 12.....1:0*9,916
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 12. 928,215
selho e (presentado nesta data i approva-
cBo do Exm. Sr. presidenta da provincia na
importancia de 11:584,310 rs.
3.* O arrematante comtcari as obras no
prazo de um mez o concluir noprazo de
um anno, ambos contados da data do termo
de entrega d'arromatic.ao.
3.a A importancia desla arramatagfio se-
r paga de conformldade com o art. 39 da
lei o. 286
4.a Para lado mais que nBo est determi-
nado as progenies clausulas seguir-se-ba
o que dispQe a lei provincial n. 286 de 17 da
maiode 1851.--Conforme.
O secretario,
Antonio Ferreira d'AnnnnoiacSo.
-- 0 lllm. Sr. olllcial-maior servindo de
inspector da thesouraiia da fazenda provin-
cial ; em cumprimento da resolu(So do tri-
bunal administrativo, manda fazer publico,
que vai novamenle a prarja para ser arre-
matado no da 18 do corrente a quem por
menos (izer a obra dos concertos da ponle
dos Carvalhos, avaliada om 954,500 i ?., to-
mando-so por base d'arrematacSo o oflere-
cimento de 11 por rento de abatimeolo fal-
to por Filippe Binicio Cavalcanti de Albu-
querque.
A arrematacSo ser feita na forma dos ir-
tigos 24 e 37 da lei provincial n, 286 de 17
de maio de 1851.
As pessoag que se propozerem a esta rr-
remata(So compare$am na sala das sessOes
do mesmo tribunal, nos das cima mencio-
nados pelo meio-dis, competentemente ha-
bilitadas.
E para constar se msndon aullar o presen-
te e publicar pelo Biario.
Secretaria da tbesourarii da fazenda pro-
vincial de Pernsmbuco, 7 de margo de
1853.
0 secretario,
Antonio Ferreira d'AnnunciafSo.
Clausulai eipiciaei a"arrematacSo.
1.a 0) reparos da ponte dos Carvalhos se
te, para o qrw tem excellentes com-
moiioa, trata-se na ra da Gadeia
n. 4o ou na presa, com p con-
signatario Manoel Francisco da
Silva.
Para o Rio de Janeiro vai
sahir com %> maior brevidade pos-
sivel, o patacho nacional Alegra ;
para o resto da carga, passageiros
e escravos a frete, trata-se com
Novaes & Companhia, na ra do
Trapiche n. 34.
Para o Rio de Janeiro segu em poucos
das o patacho brasileiro Felicidade : quem
no mesmo quizar embarcar eicravoa ou Ir
de passagem, dirija-so a ra d Gadeia do
Recife n. 39. ^___
isaaaai ~ 1 lagaTsasjssjajMaaaajaMajaja^paasaaajaaaj
Leudes.
^
--Lei15o que faz Domingos Botano, capiUo
da barca sarda Balilla na sua recente
viagem de Genova para Buenos-Ayres, en-
calhada no lugar denominado Po-Amarello,
por conta e risco de quem pertencer, na
presenta do vice-consut deSua Magestade
Sarda ; e oSr. Jos Saporilli, agente do se-
guro, por intervengo do corretor Miguel
Carneiro,' satinado 13 do corrente, s 11 lio-
THEATRO I)E S. FRANCISCO. r"d manhaa, nocaesdaalfandega, a cer-
DOMI.NGO, 14 DE MARgo DE 1853. i do ""n""1. fe"<". m"lt"M' JV.?"'
4.a representad da companhia liobert. g"J" torrentes o outros pertences salva-
Mr. Roberto sua compannia iubwbiii, ^Wtag. ,,... ,,,.
reconhecidos ao Ilustre publico desta cidade i.^X' n fif .,'%?!,.
pela indulgencia com que acolheu seus tra- <1 bares Sarda Balilla, na sua recento
balboa na arte que nrofossa, ao mesmo tem'- P t^^'l^^Z'JT
po rndeos mais expressivos agradaeiman- f'1"*^' ?,B" ST, ^,"
tos pela decidida protectSo, com que o favo- lo' por co"1 risco do quem pertencer,
&$!bs&j!^ mdop5ra?edoo T7srs:&,M>8P8"
Um carcereiro o Sr. Mal.
Um criado -- Caetano.
Clotilde a beneficiada^
A senhora d'Armely- a sanhor D.CirolIna.
Um coaisfirlo da polica o Sr. Francisco.
Designando dos aeloi.
Primeiro o roubo e o ssassioo.
Segundo o remorso.
Terceiro o despreto.
Quarto a denuncia.
Quinto o enrenamento.
He desnecessario tecer qualquer elogio
sobre esta drama, para que o publico melhor
possa sentir os seus bellos efToitos scenicos.
o fim do drama, o Sr. Antonio Man mia-
o, o a senhora D.Carolina, em obsequio
beneficiada, cantirao o novo e gracioso
duelo,
A Sentinella da Cadeia.
Dar fim aoespectaculho s hem conheci-
da e applaudida farca, com o seu competen-
te fandango salyo,
O CHAPEO PARDO.
A beneficiada, tendo de retirar-se para a
provincia da Baha, tom a honra de offere-
cer pela ultima vez, ao generoso publico
desla cidade, o presente espectculo, e es-
pera aquella costumada proteccSo, que s
he propriode um publico Illustrado.
Os bilhetes acham-se em casa da benefi-
ciada, na ra larga do Rozario n. 46, pri-
meiro andar, e no dia do espectculo, no
theatro, lugar do costume.
principiaran no prazo
mezo serSu acabadas no dequalro mezes
ambos contados da entrega do termo d'ar-
noiaUgto.
3.a o pagamento ser feito emduas pres-
tarles iguaes, sendo a primeira quando li-
vor feito amelada, da obra, e a segunda
quando estiver concluida a obra.
4.a Durante a execu;,1o das obris ser o
arrematante obrigado a dar fcil e com mo-
do transito ao publico.
5.a Para tudo mais que nflo est determi-
nado as prsenles clausulas seguir-se-ba
o quedispoe a lei provincial n. 286, de 17
de maio de 1851.Conforme.
O secretario,
A. F. d'Annunciaco.
itmmm
presentir ao
ros que possam ser arrematados, tudo aai-
re-peitavol publico urna agradavel variodado ^ ,,,*,,, tarca,
de experiencias mgicas, sortes, jogog de. .. c.orBe chsdwick tendo-sa retirad,
maos, bonitas m.t.aiorpho.... Jo|0. da phy- com X?^ nglalZ^ % e'(o?
Bie^ptVBmw.Bmi,ttirmM,t^^ 01lveira f,r fo d loda ; mobi|>
l.?r J,"ZJ,mU eIlraor<1",,rla Mrte da utencilios da casa no campo, que foi da sua
garrafa inesgotavel. rosiu-enci., no MaoguinhoVsitio do Sr. An-
r s .....'-.i-.i.-4 Ionio Carneiro Machado Rios, defronte do
Provas de forcas musculares pelo Alcides da do Sr. Porto, e demais um cabriolet de 3
companhia, a saber: rod,s> a ua,cavallo 2cavallos, 1 vacca
l ? SS!*XSL^ d" !. "8>""" Mr,, 15 do corren-
2. A ponte de Samson.
3 A mu applaudida valsa tufes.
i.* Terminar esta parte o dito Alcides em
posif So de Hercules pensstivo tendo em logar
oo massa, o nicamente sobre os hombros,
urna pega do artilbaria a qusl disparar um
tiro.
Terceira parte.
-OSr. Dr. chefe de polica Interino d scUamelmca9r.cter de soldado bu
provincia, manda f.zor publico para conhe-1 primeira vez neste theatro pelos comSeverloo Severo do Reg se,
interessados, que dora em ., >V vk..nr. u.n.l.. mnm. hardeiros descend_enics e
Declarares.
diSao ccncederr^^porTe algum = 2**"'"' M'nJ' e n,9nin
ra escravos que forem exportados para fora '
te as 10 horas da manbSa oo indicado
lugar.
^MiMMBBBassssssaaaBaiaigaaaaaaa)aaaaassssaa^
Avisos diversos.
O abalxo asslgnado sendo eacrlvao vltall-
' co da proredorla da villa do lir Um lindo o alegre palio hngaro com mu- ptente em todos os negocias da provedoria.'e
Francisca Romana casada que foi
ni testamento,
ascendentes,
Movintenio do porto.
.Navios entrtsios no dia 12.
Rio de Janeiro 22 das, brigue escuna bra-
sileiro Olinda, de 182 toneladas cspitflo
Manoel Marciano Ferreira, equipgom 10,
carga vinho cssbSo; a Machado t Pinhel-
ro. l'asssgeira, Mara do Patrocinio Mon
teiro da Silva.
Buenos Ayres -- 33 dias brigue russiano
Ida, de 257 toneladas, ca ilSo A. G. Sleng,
equipagemll, em lastro; a Amorim &
Irmdos.
Rio de Janeiro-16 das bsrea dinamar-
iiueza Preciosa, de 240 toneladas, capil9o
II Res, equipageml2r em Isatro; a N.
O. Bieber t Companhia.
libado Sal (Cabo Verde)--23 dias barca
ingleza Queen of lhe Isles, de 376 tonela-
das, capitSo John Domeille equipagem
13, carga sal; a Le Bretn Scbramm &
Companhia.
Navios sonidos no mesmo dia.
Liverpool pela Paiahiba brigue bambur-
guez Ed, capitSo John Oldrey, em lastro.
Valpsraizo patacho hamburguez Norma ,
capullo C. E. Prealle, carga assucar.
EDITAES.
O lllm. Sr. Inspector da thesourara
da fazenda desta provincia, manda faier
publico que os exames a que tem de proce-
der-so para preenchimento das vagas exis-
tentes na mnama repartido teifio lugar nos
das 19 e 15 (do corrente) sendo Os dos pre-
tendentes aos lugares de pratlcaates no dia
13, e osd'aquelles que se destinsm aos lu-
gares superiores no dia 13. Aa pessoas por
tanto que esliverem habelitadas deverflo
comparecer s 10 horas dos mencionados
dias.
Secretaria da thesourara de fazenda de
Pernambuco 8 demarco de 1852.
Oulllcial maior interino,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Olllm. Sr. ofllcial-maior servio io de
inspector da Hiesouraria da fazenda provin-
cial ; em cumprimento da ordem do Exm.
Sr. presidente da provincia, manda fazer
publico, que nos das 22, 33 e 96 do corren-
te ir a praca para ser arrematado, parante
o tribunal administrativo da mesma thesou-
raria, a quem por menos fizer a obra do se-
gundo lanrjo da estrada da Escada, avaliada
om i r.584,210 rs., o sob as clausulas espe-
ciaos aliaixo copiadas.
A arrematarlo ser feita na forma dos ar-
ligos 34 e 37 da lei provincial n. 386 de 17 de
maio do 1851.
As pessoas que se propozerem a esta ar-
romatafSo coroparegam na sala das sessOes
do mesmo tribunal, nos dias cima men-
cionados pelo meio-dia, competentemente
habilitadas.
E para oonstsr se mandou aullar o pre-
sente e publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourara di fazenda pro
vinoial de Pernambuco, S de marco da
1853.
O secretario,
Antonio Ferreira d'Annuncscao.
Clausulas etpeeiaes a"arrematado.
da provincia, sem quo se lhe appresenle f'o-
Iha corrida dos meamos escravos, afirn de
que a polica possa sabor se estes so acham
isentos de crimes.
Secretaria da polica de Pernambuso, 9 de
marco do 1852. Antonio Jos de Freitas,
primeiro amanuense.
0 vapor brazileiro Pernembucana, com
mandante I. H Otten, hadechegar dos porlos
do Norte, a 16 ou 17 do corrente mez de
marco ; o soguira para os do Sul no dia se-
guinte ao da sua entrada.
0 quirt i batalhSo de artilharia a p
contracta o forneci ment d'agoa na razSo de
40 rs. o barril : aquelle a quem tal forneci-
mento convier, queira comparecer na secre-
taria do mesmo balallido, das 9 horas da
mantisa, as 2 da tarde para lirmar o coa-
tracto.
Pela delegada do primeiro districto do
termo do Recife fora recolhido cadeia por
ndar fgido o preto Luiz, escravo de Jos
.Maximlna) Pereira Vianna.que o mandar re-
cebar quando lhe convier.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES 1NGLE-
ZES A VAPOR.
No dia 22 deste mez espera-
se do Sul o vapor Tay, com-
mandanleMoss, e depois da
demora do costume seguir
para os portos da Europa. Para passagem
dirija-se em casa da agencia: na ra do Tra-
oiche-Novo n. 42.
COMPANHIA BRAS1LEIIU DE PAQUETES DE
VAPOR.
Sendo notorio que frequentemenle os pas-
sageiros que viajam nos vapores da compa-
nhia dos paquetes, transportaui clandesti-
namente em suas bagagens avultadas quan-
lias de dinhoro, tanto de conta propria,
como allreia,defraudando assim a companhia
em um de seus ramos de rendimento; o
baixo assignalo gerente da companhia bra-
sileira de paquetes de vapor, faz sciente, que
nfiosur permiltidoa passagoiro algum levar
cooisigo maior quantia de 1:000,000 ti. em
qualquer especie. No caso de desconfianza
de contraveneno, os agentes da companhia
e oscommandantos dos paquetes, poderfio
mandar examinar as bagagens, e sujeitar ao
pagamento de frete duplo toda a quantia que
for encon'rada, e exceder aquella somma.
Marcelino Jos Coelho.
0 annuncio feito dias polo nono bata-
lhSo de infantaria sobre a manufacturado
de seu fardamenlo grande, e que por incon-
veniente! foi mandado suster, tem inleiro
vigor; quem quizer d'elle encarregar-se, ou
venderos pannos, podo dirijir-se no dia 16
do corrente secretaria do batalhSo, aa lo
borasda manhSa, com as amostras e seus
ultimo presos. Poderfio Ivir tambem os si-
rigueiros quequizernm fazer as barrotinss.
Quarta parte.
Grande danra de corda tesa pelos 4 disc-
pulos de Mr. Robert, o pernsmbucano,* gen-
tia, a fulmnense, e o msranhense, o qual
far o papel de palhaco.
se nao fez por parte da fazenda sequestro nos
bens, ordenando o Dr. juiz municipal que fnase
o segundo tabellio o esesivao do inventarlo,
deferlndo pertencer ao clvel por haverem her-
delros collateraes, o que deu lugar a requerer
ao Exm. Sr. presidente o meu direlto com os
despactioa que obtlve, por estar persuadido me
.. Odio palhaco princ p ara esta com patwnear tute Inventarlo a ser jwlopela Inooin-
uns oassos Brteseos pelencia, protestando pelos meos emolumentos
tros P-sssos grotescos. it decl|So de s E,c.
2." Os trabalhos da gentia. Mathias Soarcs 3.' Ajovensinha Ilumnense desempenhar Pergunu-e ao Sr. Dr. procurador fiscal
sobre a corda varios oxerclcios de muila agi- da fazenda desla capital, se falleceudo algum
lidado, etc., etc., acabando por Janear urna intesto, ainda mesmo deisando conjugeou ber-
lindissima Polka. delros collateraes, se se dev ou nao proceder
4.' O joven pernambucano se distinguir lo8 sequestro em todos os bens pelo juizo-da
por urna dsnsa de carcter, passos de eleva- P"vcdoria, e ae alo h< tambem da obrigado
c0e,,etc terminando cota prow extraer- *^$&0^\%%^
diara do sustentar em cima da corda ama entregues^a discr'lpcao do lempo, beta como ac-
cadeira, urna mesa, pratos, copos, garrafas ; contece agora por falleclmento de Fanclaca Ro-
e comendo 0 bebendo muito a sangue fro, mana, casada que fol com Sverlno Severo, e
S.s Torminar esta com os tres bai'ariaos tambem com Manoel Soarea, deliando este s
na qual executarSo a herdelros collateraea, e se estas faltas val ou
juntos sobre a corda,
espantosa e arriscada sorio denominada -o
lempo dos innocentes.
. assjaiMjijii
Avisos martimos.
' TUEATRO DE S- IZABEL.
31.a RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbado, 13 de marco de 1853.
Estra do actor Luis Carlos Amonio.
Depois da execuc.Su de urna escolhida ou-
vertura, subir scena o magnifico drama
em 5 actos,
O Ei uiitao da Serm tic C i.i tra.
Os principaes papis serSo desempenha-
dos pelos artistas Maria Leopoldina, Germa-
no e Amoedo.
Comecar as 8 horas.
Os bilbetes acham-sa venda no(lugar do
ooitume.
TflEAraOiTPflltO.
RECITA EXTRAORDINARIA.
Em beneficio de Joanna Januaria
de Souza Bithancourt.
SABBADO, 13 DE MARCO DE 1852.
Depois da execugSo de urna brilhante ou-
vartura, pela orchestra represenlar-se-ha
pela primeira vez nesta cidade o iuteres-
sanlissimo drama em 5 actos :
CLOTILDE.
/"rioaojeni.
Cbristiano, ofllcial de secretarla o Sr. Coi-
marSes.
LespinOs, ministro o Sr. Costa.
1.a As obras dependiles dasta arremata-, Raphsel Barar, judeu -- o Sr Seona.
cJo"serSo fetas de conformidado com o or- Besssy, marquez o Sr. Talles,
^amento spprorado pela directora em con- Jo, orlado velho -- o Sr. Jorge.
nlu de incuntro a lei, e de prejuizo i faienda
publica. Perguata-ie mal le a lei concldera
sem direitoa aptos para seren citados, e com-
parecer em juizo lem que primeiro ae babili- "
tem, pod que a V. S. compete providenciar e
dar os esclarecimentos do regulamenlo para
P--. l>; ^ ,t TM1-A que se nio provoque o direlto.
ara o Bio de Jane||p. ^ FrancrscaMaquinada Conceic.So, sub-
Segu com brevidade, o brigue dita brasileira, retira-so para fora do Im-
escuna nacional Olinda por ter 1p,!prM,st.iedeoni peqUenode .12 al*
ma taberna, com
a tratar na ra
... mesma se vendom
sageiros, trata-se com os consig- c,jX, je milhor gostos, viadas do Aracity,
ndtarios Machado 8c Finheirc, na Pf Po commodo.
, ,,. Perdeu-se um pe desapatos de tapeto
rio n. 19, 011 com o ca- com li8irM a cor( eie 0 beCco do Carce-
VUH. .-------------------------, ... preclsa-sede um pequ
parte de seu carregamento enga- annoi paraeainlro de um
tado: para o resto, escravos e pas- algumaprat.cesem ella:
J da Senzala Velha n. 50, na 1
ra do Vis
pit3o Manoel Marciano Ferreira ,
a praca do Gommercio.
Para o Rio de Janeiro sai no
dia 13 do corrente o brigue nacio-
nal Recife forrado e pregado de co-
bre de primeira marcha s recebe
passageiros escravos a /rete para o
que tem excellentes commodos ; a
tratar na ra do Collegio n. 17 se-
gundo andar, ou com o capitSo
Manuel Jos Ribeiro.
Para a Parahiba.
Pretende sahir al o dia 17 do corrente, o
hiale nacional Parahibano : quem no mes-
mo quizer carregar, dirija-se a ra do Viga-
rio n. 6, ou ao mostr Victorino Jos Perei-
ra, a bordo.
Para Lisboa segu no dia 16 do cor-
rente o brigue portugusS. Domingos: ain-
da recebe alguma carga e passageiros : a tra-
tar com o capitSo Manoel Goocalves Vianna,
oucom o consignatario Joaquim Ferreira
MendesGuimar&es, na rus da Cruz n. 57, se-
gundo sndar.
para o Porto seguir al no fim do cor-
rente mez a hem conhecida barca portugue-
za Santa Cruz, capilfio Manoel Francisco No-
gueira : recebe carga, e tem excellentes
comirodos para pasBageiros : trata-se na
ra do Vlgario escriplorio n. II, I. andar
ou com o CapitSo.
Frcta-sn a berenga Tentadora Feliz de
lote de 35 a *0 caixas,fabricada e prompta*
seguir viagem para qualquer porto do (forte
ou do Sul, e tambam se vende a dinheiro oa
praso com firma' que agrade aos pretenden-
tes podem dirigir-sea ra largado, Rozario
o. 18 que acbarSo com quem tratar.
Para o Rio de Janeiro.
No dia 14 do corrente, sahe in-
fali'velmente, patacho nacional Bel-
la .* nitla: para passageiros e escra-
vos a frete, trata-se com Manoel
A Ivs Guerra Jnior na ra da
Cruz n. 4<>, primeiro andar, ou
com o capito Manoel Jos de Sen-
na Maitios, na praca.
Para o Rio de Janeiro, se
gue viagem, a barca nacional Fir-
meza, pregada e forrada de cobre,
e de muita veleira marcha : para
carga, passageiros e escravos a fre-
reiro, ra do Raogel, largo da ribeira, ra
da Penha, abobada da mesms, boceo do Se-
rigado, e ra Direita : a pessoa queoachou
queira levar mesma ra Direita n. 100 que
se gratificar.
Pergunta-se ao Sr, theioureiro da lote-
ra de .Y S. do Livramento quando he odia
exacto que anda as rodas da lotera da mes-
ma santa, pois a 7 para 8 mezes que S. S. an-
da engaando o povo, prometiendo a lodos
(quando se annuncia andar as ro las da mes-
ma) quo corre impreterivelmento, e nada de
novo: com a sua resposta licara obrigado um
amanta da mesma.
Domingos Martina Pereirs, abaixoas-
signado, assignou urna procuradlo em 18(9
no cartorlo do escrivSo Sales em Pernambu-
co autorisando a Bento Jos Moreira para re-
ceber o que lhe deviam secs devederes, na
provincia da Parahyba, e este Moreira substa-
beleceu os meamos poderes na pessoa de Ma-
noel Anastacio Pereira, sendo porm cafa-
dos esses poderes a Manoel Anastacio Perei-
ra, responden por carta datada em 10 de Ja-
neiro .11) corronie anno, que tinha perdido a
procurarlo : porlauto o abaixo assignado
previno a todas as pessoas com quem tem
traunaccfles, nSo s desla provincia como da
Parahyba que nio fa(am transacfSo alguma
tendente a seus negocios com o mencionado
Manoel Anastacio, a. quem tem cafado lodos
os poderos que na mesma procuracSo tiuha
conced lo. Domingos Martina Pereira.
i'riTisii-sn de urna ama de leite : na
ra Direita n. 34, casa de um andar.
Deseja-se fallar ao Sr. Luix Antonio
Martins, ou.a pessoas do sua familia^ sobre
negocio : o mesmo senbor, ou estas, quei-
ra m annunciar suas moradas para serem
procuradas.
Aluga-e nm mulatinho, de i* annos,
vindo ha pouco do mato, muilo esperto e
fiel, e muito proprio para o servido de casa
e de ra ; assim como outro mais velho
ofDcal de sapsteiro e de muito boa con-
ducta : na botica da Viuva Cunbs, na prac,a
da Boa Vista, se dir quem os tem.
Antonio Jos Ribeiro Bastos, embar-
ca para o Rio de Janeiro, o seu esoravo Co-
zario.
--.O annuncio inserto nos Diarlos de 9 e
10 do corrente, s se ontende com o Sr. E. J.
de C, e nSo com o Sr. Elidi Jansen de Cas-
tro e Albuquerquo, tendo-se assim levanta-
do qualquer niputacBo m, que por ventura
podoss fazer o publico do dilo Sr. Albu-
qerque.
Boga-se ao Sr. A. J. (canoeiro), que di-
rija-as ao Becco do Porto n. 2, satisfazer
o que nSo ignora ; do-contrario se usar
dos meios que a lei faculta.
- Ainda ae prcisa de urna ama do leite :
oa ra da Praia n. 49.
Ir
] MUTILADO
#


yf
*-L
BANCO .DE PERNAMBGO.
A directora do banco de Per-
nambuco nnnuncia aos senliores
accionistas, que subscreveram ac-
cics, que tem deliberado princi-
piar a reeeber a primeira presta-
cao, conforme determina os arti-
go 3 e 5 dos estatutos, no dia i5
de abril prximo vindouro, e (ina-
lisar o recebimento no dia 3o do
mesmo mez. Os senhoressubscrip-
tores de accoes, que as tem cedi-
do a outras pessoas, Ibes passaiao
um titulo de transferencia, que a
pessoa dever apresentar na occa-
sioem que vier fazer entrega do
dinheiro e o niesmo titulo deve
vir reconliecido por um tabellio.
Em tempo se annunciar a casa
onde se devem dirigir. O secre-
tario da direccJo, Manoel Ignacio
de Oliveira.
JoSo Polycirpo dos Santos Campos,
embirct pira o Rio de Janeiro, sua escrava
creoula, dame Firmina.
--Manoel Joaquim Rimse Silva, embar-
ca para o Rio de Janeiro, aua escrava DelQ-
na, de Angola, levan io em aua eompanhia
urna filha liberta.
J. R. Lasserre vai fazer
urna viagem a Francia.
J. R. Lasserre & Compa-
nhia, "leem dado procurado a B.
Didier.
- Antonio Jos Ribeiro Bastos, embarca
para o Rio de Janeiro, os scus eseravos ,
Luiz, creoulo, e Luiza, parJa.
-- Precisa-se alugar um moleque, de 15 a
18;annoa, para o servigo de urna osa de pou-
ca familia : na ra Nova n. 36, loja de cu-
tileiro.
-- Precisa-se de urna ama de leite, que
seja forra, pagase bem : na ra de S. A-
miro, sobrado na praca do caplm n. 6.
Joaquim Jos Lody embarca para o
Rio de Janeiro, o seu cscravo acabocolado,
de nomo Andr.
Oeseja-se fallar com o Sr. Domingos
Pereira do Espirito Sanio, morador no en-
genho bous Bracos de Baixo, quo de pre-
sente se cha nesta praga, ou ja osteve ba
poucosdias, ou alguem por ella, a negocio,
que se Ihe diz respeito : na ra do Crespo
u. 10.
Precisa-se de um menino, para caixei-
ro, preferindo-se os chogaifts de fra : na
ra do Livramento n. 19.
Ninguem contrete negocio algum com
Luiz Pedro Gongalves sobre urna casa o uro
terreno que o mesmo possue em Tegipi,
aonde be morador sob pena de nullidade.
-- Pede-se ao Sr. curioso que tirou urna
carta vinda no ullimo vapor do sul para An-
tonio Joaquim Vidal, a qual se achava na
lista oxposta sob o n. 439, de a entregar na
loja do ferrageas da ra da Cadeia do Recifo
ii. 56 A ou bola-la na caixa do corroio, vislo
quo serventa alguma tem senSo para o seu
dono.
-- Precisa-se de 200,000 rs. por em pros-
timo, o por tempo de seis mezes, pagndo-
se o premio que so estipular com seguranca
em un, dous, tres e quatro eseravos, con-
forme a vonlado do emprestador: quem qui-
Loteria do Rio de Janeiro.
pa para compra*, dltoa para coatura, dltai com
pea para flora*, ou frutas, condeca, e cciiai,.
caslicaes de louca dedlfferenles corea, mora-[ AOS 301000,000 B 10:000,000 de rs.
gues c quarllnbaa peqiicnai de dUTerenles co-
rea para folguedos de ineninaa : na ra da
Cadeia do rieclfe n. 8.
No dia e de marco do cerrante as 9 horaa
da n.inliaa desapparcer a preta Thrrea da
nacao Qui(am,tem a cara tarja e as majaes do
rosto altas, he baila e tem no mel do palto um
3
1
O cautelista Salustianode A qui-
no Ferreira avisa ao respeitavel
iublico, que as suas cautelas e bi-
lletes da lotera das Agoas Vrtuo-
rusiu anas, nc rjaixae leninomeio uo peuu un
osao sahido que parace Um ovo, tena 40 annos (tas da ( ampanlia, C da 33. lotera
de ldade, e tem o braco esquerdo, e a perna di-
reita mais groase; levou 3 vestidos, uro azulio c
oulro de ramagens escurni. Ella levou um pi-
no da coala asul e braceo, de riscas larga', e
costtunara vender agoa, qae at levou o balde
do Theatro de S. Pedro de Alcn-
tara, estilo nicamente a venda ,
na praca da Independencia n. i3 e
ejulga-se andar vendendo agoa- pelos outros ,5 loia de Calcado do Arantes ,
balrros; quem a pegar leve, aoatterroda noa-| J _-*._
vista sobrado n. 36,"que sera recompeniado. j e na na da Cadeia do Recife n.
Precisa-sede um mestre e pratico paral,/. m:1Mlp,ii ,lP ]na Fnr-
toinarconladeuniaembirc.gllo de lotede|4> loja de miudezas de Josecor
22lonelladasopromptoseguirviagempara tunato dos Santos 1 orto. Avisa
qualquer porto do norle, pira onde' pretende da j0 corrente, de-
navegar : aquello que tiver religos com es- *I u '__
ti praga e a da Parahyba, Mamanguipe, ele., ve chegar do 3U1 O vapor da com-
e que goze de bom crdito, pode djrlgr-se a panh brasileira, e no da 33 des-
botica do Sr. Vicente Jos de Brlto, na ra m
da esdeia, junto ao arco da umcelcjlo, quo te mez, o vapor inglez lay, con-
achar com quem tratar.
-- Manocl Francisoo Moreira Mu, vat a
Portugal.
Precisa-se de urna ama para o servico de
urna casa de pequea familia: quem estiver
nestas circumsiiociis dirija-se a ra detris
da matriz'da Moa-Vista,na segunda casa que
lica no fundo da igreja.
-- Napoleflo Gabriel Bez embarca para o
Rio de Janeiro a sua escrava de nagflo Angola
de nome Mara, de idsde 30 annos, Thereza e
Albino creouloa.
O abaixo aasignaJo, vendo o annuncio
do cnsul de S. M. britannica, publicado no
Diario de Pernambuco de 10 do corrente, re-
lativo a venda da casa do sobrado de 3 anda-
res, sita no aterro da Boa-Vista n. 35 que
servio de hospital inglez, declara que essa
casa heforeira e mais o quitital da mesma,e
tem o mesmo senhor da casa pago foros, e o
terreno de marinha de que fallou o mesmo
Sr. cnsul he nos fundos o junio da mar no
lugar ondo elle ltimamente aforou como
mesmo confessa o pode declarar o referido
cosqui.JoSo lleoriquei da Silva.
O Sr. Assencio Luiz Gon-
calves Ferreira mande pagar l
to mato aonde est os 33,000
rs., que ficou aqui devendo desde
i8:">o, de alugucis da casa da ra
da i'raia, aonde foi inorar quando
ductores das listas de ambas as lo-
tera?, e s3o pagos inmediatamen-
te sem ganancia alguma, todos e
(jiiaesqucr premios que *sahirem
nos bilhetes e cautelas', vendidos
as lojas cima mencionadas, logo
que reeeber os listas.
Bilhetes 33,000
Meios 11,000
Quartos 5,5oo
Oitavos 3,800
Carros fnebres.
Pateo do Hospital n. 10.
Os contractaddres tem mudado seu esti-
bolecimento para a cocheira do pateo do
Hospital n. 10, onde achartq ornados os car-
ros de ;40, de 30, e de 8,000 rs.; a este 01
cootracladores fornecem caixflo.de conduc-
(9o, e de roadeira para entemmento. Na
mesma ha de venda caixOes de madeira.' os
cootractadres seencarregam de ornarem
anjos e defuntos, assim como de fornece-
rem a cera que for precisa.
casou, visto que o seu prente e
1
zcr annuncie.
OSr. Manoel Francisco Coelho. mora-
dor no Manguinho, queira ontendor-se com
Luiz Jos de Sa Araujo : na ra da Cruz n.,
33 a negocio que lhe diz respeito.
Ramos & Companhia aembream para a
corto do Rio de Janeiro os eseravos seguin-
tes: Marcelino, Crioulo idade 12 annos; Joa-
aquim, Augola, idade 30 annos; Josofa, Cri-
oula idade 30 annos; Joflo, par Jo; Luiz,
Crioula idade, 16 annos; Mariana, crloula
idade 20 annos.
Passa portes.
Tiram-se passaporles para dentro o fra
do Imperio, despacham-se eseravos, cor-
rem-sa folhas, e liram-se titulos de resi-
doncia: para esleilm procura-se na ra do
Queimado n. 25, loja de miudezas do Sr.
Joaquim Mooteiro da Cruz.
f w f f f ??f f:
? Ignacio l.uiz de Briio Taborda, nflo i*1 quizera mais chamar a alten;3o de ^S
y*" seus devedorea pelo jornal, mas o es- *
s queclmenlo dos mesmoso fazem no- a
j. vamente lanzar mSo deste meio de 2
La> que nflo quizera usar, e poitmto ro- <
j> na todos os devedoresdo ilnado <"'
9- Antonio da CunbaSoares Guimarfles, 3
9-Jos Joaquim de Freitas Guimarfles, 41
S> e Viuva Freitas Guimarfles, venlum -8
> solver seus dbitos ale o fim de abril <5
> proxmo,|nofimdocujo praso pa?sa- *
* r a publicar seus nones por exten- *
f (ii, o uzarde seus diieilos; e nessa
S occasiflo nflo po lora nonhum dos di- .,
j^. tos deveres apresentsr motivo de ^
gt- queixa por alegarlo do ignorancia. ^
MalAalMMHftMA 'AliAAAAAsItAAA
lferece-se urna ama porlugueza para
todo o servico do urna casa : na ra do Do-
mingos Pires, ou no Corredor da Rispo ta-
berna nova.
Precisa-se alugar urna ama forra que faga
o servico de casa e rus, e paga-se bem 1 na
Praca da Independencia n. 38, se dirquem
pretende.
--Napolen Gabriel Bez, embarca para o
Rio Je Janeiro os seus eseravos seguinles^
Cosme crioulo, Josnna cioula, Cosme pardo.
-- Constando ao abaixo assignado que al-
guem se tem servido do seu nome para ob-
ter dinheiros, mercadorias, empreslimos, e
cousas tugadas, como carros, cabriolets,
cavallos, candas, ele. etc., declara por esta
folha que jamis contraclou com pessoa al-
guma, que nflo assignou letra, ordem, bi-
Ihete, cartas, o rscriplos para contracto al-
gumato presente; e finalmente declara
quo nada deve al boje a ninguem. Ulinda
12demarco de 1851.
Elidi Jansen de Castro e Albuquerque.
-Desaparecern! do engenho do mel da Var-
aea, pioiiriedadedc Francisco de (iarvalho P.iea
de Andrade," na madrugada do da I2de Marco,
os srgulntea eseravos: Manoel pardo de Idade
40 a 45 annos ; rosto cabido bem barbado, c so
cora suUaas, eumslnaltlnho preto.no rosto, tem
oa dedos grandes dos dos ps um tanto voltados
para dentro Alexandre tiobem pardo, irin.io
do prlmeiro, idade de 2o a 25 annos, be alto,
eapadado, e bem feito de cor nu, tem pao pe-
lo rosto, e por todo o corpoi Miguel, preto criou-
lo, ldade de 40 annos pouco mais ou menos, es-
tatura ordinaria, grosso do corpo, roato redon-
do, felces grosselraa, e ja descahtdal, levo,
como paasaporle, urna carta dirigida para lnlia-
Byini
Grande e novo sortimeotode louga viJrada.
' Como sejam talhas do porto grandes e pe-
quenas para deposito de doces, bultiOes para
mantelga e doce, tlgelas grandes para bater
po-de-l, cacerolas com cabo, panelas para
cosioba, assadores cornpridos e redondos, para
aliados do forno, como sejam leltdes, plrs,
gallabas, lombos, vitelos a moda da Euro-
pa, varos linos e ordinarios para Sores figuras
para jardlns calungai inulto engrasados, jar-
ros linos da l'arahlba e da Baha, quarllnbaa
garrafas, copos com pralos, muriogues, resfria-
dores brancos, encarnados, ludo para resfriar
agoa, alguidarca de todoa os lamanbos, balalos
liara meninas aprenderemandar.ditai com tam<
fiador c do Recife, n3o o tem fei-
to at hoje, e nem far.
Um rapaz brasileiro, com principios de
estudos, se nDerece para ensinar i primei-
ras letras fra desta praca : quem de seu
presumo se quizer ulilisar, aununcio por
esta folha.
barateiro.
Tiram-se passspoites para fra do impe-
rio por 23,000 rs., folha corrida por 10,000
rs titulo! de residencia de eslrangeiros por
5,000 rs., livre dodespeza: na ra das Trin-
cheirasn 12, que achar com quem tratar.
-- Precisa-se de urna ama de leite, forra,
ou captiva, para urna casa de muilo pouca
famifia, paga-se bem se sgradar ; no pateo
do Terco n. 21, primoiroan.lar.
Aluga-se urna mulata, para o servico
interno e externo de uma casa, cozinha e
engommn: na ra ao Queimado, loja n. 10.
O abaixo assignado faz publico, que
perdeu ummeio bilhete n. 85, da lotera a
favrfr das obras de Nossa Senhora do Livra-
mento ; por isso, avisa ao Sr. thesoureiro,
que nflo pague a outrom o premio quo por
sorte lhe sahir.
Joflo Vicento de Brito Gslvflo.
Aluga-se ou vende-se um sitio, com ca-
sa de vivenda, no lugar de Palnameirim,
adianto da Ponte d'Uctia : quem o preten-
der, dlrija-so a travofss do Veras o. 15.
Precisa-sede uma preta para vender na
ra e fazer algum servigo em casa : quem a
quizer dar em aluguel, dirija-so ao aterro
da Boa Vista.tvenda n. 43.
Precisa-se lugar uma Begra para
servico de uma casa de pouca familia :
tratar na ra larga do Rozario n. 26, loja de
miudezas.
Aluga-se um prelo perfeitamente re-
finador : na ra da Sonzalla Velha n 98.
-- Precisa-se de um moleque para o ser-
vico de casa de familia : na ra do Hospicio,
cass n. 17. .
-- Sr. Jos Gonqalves Gaspsr Jnior
queira dirigir-so a ra larga do Rozario o
37, a negocio de seu inloresse.
-- Precisa-se de uma ama de meia idade
que lenha boa conducta e que lenha as pro-
porches do reger uma casa de homem sol-
teiro : quem se adiar nesta circumstancia
procure na pra;a da Independencia n. 3.
-. Francisco Bias Ferreira faz publico.que
tem cedido o seu armazem de recollier do
caes da alfandega, sito no corredor da igreja
da Madre de lieos, ao seu ex-caixero o Sr.
Jos Joaquim Pereira de Mello, licaudo ros-
ponsavgl o mesmo Sr. Mello por lodo o acti-
vo e passivo que diz respeito a dito armazem,
o annuncianto desonerado de toda e qual-
quer-responsabilidade.
Alinelo.
Vcstem-se anjos para procisso, com o
maior asseio possivel e elegancia, o preco
be o mais commodo possivel, assim como
se alugam azas para os meamos anjos : na
ra da Cruz n 27, segundo andar.
I.ava so e engomma-so com todo o as-
seio pelos presos seguales caigas e Jo-
g o ras a 100 rs., e Camisas a 80 rs., cuteles
a 60 rs e loda qualidado de roupa por di-
minuto prego : na ra da Viracflo n. 33.
O abaixo assignado roga io Sr. colec-
tor o obsequio risca-lo da lista dos coleta-
dos, pois deixou de vender agoardente, des-
de o dia 3 do corrente, como ja o annun-
ciou neste Diario, requereo aoSr. adminis-
trador para ser iluminado, o qual mandou
informar a sua merc, e al hoje nada de
informagflo, j diz quo nflo tem ordem
e como nflo se pode hir mais sua casa por
ser muito longe, se liso faz o presento au-
nuncio para em tempo competente servir de
pruva. Antonio Joaquim Salgado.
-- Precisa-se do urna ama que saiba fazer
todo o sei vico de uma casa, alllangando sua
conducta : na ra do Apollo n. 19, primeiro
indar.
Precisa-so fallar ao Sr. Joflo de Dos C-a
bral I no armazem do caes da Alfandega
0.5.
Roga-se a pessoa a quem uma negra
desse na quaita feira de cinza, ou n'outros
dias, uma bsndoja grande, para guardar i o
favor de annunelar para ser procurada, vis-
to ella ter desapparecido.
3 Precisa-se de una ama seca que en- *
<0 tenda decosinhsf danlp-se bom or- 4
10 denado, conforme o seu trabalho, a 4
# que quizer apparega : na ra do
Caes por detraz da. ra do BruiD, Q
9 dentro do Recife, nico sobrad que ?
9 tem no raes, sendo de 2 andares e ?
9 pintado por fora de encarnado: t>
-- O Sr. Lourenco Cirneiro da Silva, mo-
rador no ougenho Taquari, queira dirijir-
se as Cinco Pondas n, 21 a negocio que lhe
diz respeito.
Precisa-se de urna ama de leite, forra
ou escrava para acjbar decriacuma orisng
as Cinco Ponas n. SI.
vigsimos i,3oo
Atierro da Boa-Vista n. 16.
Pommateau culileiro tem a lioora de pre-
vinir ao respeitavel publico que vai fazer
urna viagem a Franga e por este motivo re-
solveu vender a prego do custo toJas as fa-
zendasdasua, loii isto a dinheiro a vista
aliangando a qualidade das fazendas que lhe
comprarem, lem fumo de muito bom goslo.
Negocio de vantagem.
Qualquer possoa que queira um negocio
de vantagem, queira dirigir-se na coufeita-
ria da ra do Rozario n. *3,que achara quem
llie esclareca dito nogocio.
Manoel Joaquim Lamas, vai a Portugal,
leva om sua eompanhia sua mulher Joaqui-
na 11 1 cuIii de Araujo Lamas, o 3 lilhas
menores, rsula, Lucila e Ficilia.
-- Precisa-se de um feilor, que trabalho,
para um sitio porto da praga : na ra Nova,
no primeiro andar do sobrado n. 26.
-- Aluga-se um moleque, ou uma negri-
nha, para o servigo de uma casa de familia,
paga-se bom e da-so bom tratamento : na
rua do Hospicio n. 5.
- Precisa-se de uma ama para o servigo
interno de uma casa de pouca familia: quem
se ucear nestas circunstancias, dirija-se 1
rua das Trincheiras, sobrado de 2 andares
n. 42.
PropOe-se a administrar qualquer en-
genho, uma.possoa que tem as habilitsgOes
necessarias : quem do seu prestimo se qui-
zer ulilisar, dirija-se a rua Nova, loja n. 49.
-- Lava-se e engomma-se com lodo aceio
e promplidfio, ropa de homem : oa ruado
Fogo n. 2.
Precisa-se do nma ama idosa, para lo-
do servigo interno e externo, de uma casa
de pouca familia : a tratar na rua do Pilar
O. 12.
-- Urna pessoa que tem 20 annos do prati-
ca do ensino publico nesla cidado, ae offe-
recepara leclonar primeiras letras, gram-
inatica nacional o arilhmelica em cisas par-
ticulares : quem quizer ulilisar-se de seu
presumo, dlrija-se a rua do Livramenlo, so-
brado n. 3o, ou annuncie.
Offerece-se uma ama para casa de ho-
mem solteiro, a qual sabe cusinhar e en*
gommar, faz doces, magas de muilas quali-
dades : quem de seu prostimo sequiser uli-
lisar dirija-se a rua da Guia dentro do Re-
cife n. 7, loja de marcineiro quo se dir
quemquer.
-- Conlinua-so a dar dinheiro a juros,
sobre penliores de miro, ou prata, om pe-
quenas o grandes quantias, a 2 por cento ao
mez : quem pretender, dirija-se a rua lar-
ga do Rozario, loja de miudezas n. 26, que
se dir quem da.
Na rua do Hospicio n. 52, precisa-se de
uma ama que engomme com perfeigflo: pa-
ga-se bem.
Quem tiver para vender alguns lengos-
efronhas de lavarintode bom goslo, dirija-
se a rua do Trapiche Novo n. 12, segundo
andar.
-- Precisa-se alugar um moleque diligen-
te o som vicios psra o servigo do uma casa
de pouca familia; e nfloseduvida pagar bem
se elle fr hbil: dirija-se a rua das Trinchei-
ras n. 19, sobrado de dous andares.
A pessoa do 10 a 15 annos que quizer
servir de criado, apparega na rua da Cruz do
llecife na.botiea de Lourengo Pedro das Ne-
vos que achara com quom tratar,
U abaixo assignado faz sciente ao pu-
blico que relira para a ilha da Madoira
para eompanhia de seus pais a seu mano An-
tonio Gomes Jardim,de menor idade.
Joflo Gomes Jardim.
-- Norberlo Joaquim Jos Guedos, embar-
ca para o Rio de Janeiro, o seu escravo par-
do, de nome Marcellino.
Precisa-so de 2 pretos, para trabalha'
rem em rellnagflo : quem os liver e os qui-
zer alugar, dirija-se a rua dasCruzes n. 21,
psra ae tratar.
Ocaulelista Farii Barbosa continua
Caligratta
Na Rua. do Arago, n. i2, se-
gundo andar, copia-se com perfei-
93o qualquer papel em muito boa
eltra e por preco commodo.
O Sr. Bernardo de Albuquer-
que l'enianiles (mu, queira man-
dar pagara subscrigSo deste Diario,
irmandade de S. Jos d'Agona.
O secretario da"irmandado do glorioso
pstriarclia S. Jos d'Agonia, erecta no con-
vento do nossa Senhora do Carmo, cumprin-
do com as disposigOes da jnea. geral con-
vocada ltimamente no dia 24^ feveroiro
prximo passado, para o lim de se effertuar
a edilicagao das catacumbas no comilerio
publico, pelo presente avisa a todos os
irruios de ambos os sexos da referida irmao-
dadt, quo devoui piesur-.su para ese Urn
com suas esmolas que dictarem suas gene-
rosidades, nflo sendo menos da quantla de
5,000 rs., porque assim ser o meio adequa-
do paia a conclusflo de uma obra toda ne-
cessaria a mesma irmandade ; assim como,
tem mais deliberado que, todos aquellos ir-
mflosque nflo sflo reidos, hajaru de o fa-
zer, enlendendo-so com o secretario a lim
de seren melhormente orientadus sobre o
gozo dos indultos da quelles quo sflo Temi-
dos, e tenham contribuido com a competen-
te quuta rosorvada a odi(lcng!lo ja referida ;
porque ao contrario nflo deixarflo tanto uns
cuino muros de gosar dos suffragios como
irmaos, porem nflo torflo o previlogio Jo por
seu fallecimcnlo ou do seus lilhos menores
seren sepultados as catacumbas, uns si m
sorflS om covas no Xflo, OUJai dospozas ser
por contada irmandade sendo nossa confor-
miiiadeenleiidido unicamontecom os pas, e
nflo com os fi I ti os : a vista do que os ento-
ressadosdeverfloderigir-sea rua das Flores
casi n. 9 das 6 as 9 da manhfl, o de 1 as 3
da tardo.
Suspiros poticos de um dester-
rado.
Com este titulo acaba de sabir luz uma
pequea brochura escripta em verso portu-
guez, ni qual respira o fogo ardenle do pa-
triotismo deque lio animado seu autor, jo-
ven lisbonense residente nesta cidade. Re-
commenda-se esla obrasinha ao benvolo
publico, principalmente aos portuguoses,os
quaescomo seu autor eslflo carpilo longo
do patrio solo as saudsdes que a lembranga
dello faz despurtar. Vende-so pelo mdico
prego de 1,000 rs. cada exemplar : na loja de
miudezas do Eslima no aterro da Boa-Visla.
Oautorda otira aci.na aprovoita esta oc-
cssiflo para, por meio da imprensa exprimir
o odio eterno quo consagra a~esse seu indig-
no compalriotp, quoousou pegar na peona
para cobrir do epithetosos mais injuriosos
seus compatriotas quo aqui residom. So o
compurtamonto dos porluguezos no Brasil
he digno de censura, nflo competo a.um
avontureiro corno lie esso vil porluguez, de
osaecusar, escrovendo contra elles oque
sua desordenada menle liso suggoro; o as-
Jiii pralicaiido nflo s so enche de lama o
esprezo, como tambem cobro de opprobrio
o paiz onde nasceu. Como portuguez e nas-
cido em Lisboa onde elle diz ter tambem
nasc lo,as suas faces se coram de vergonha
lembraiido-so que he um portuguoz, quo he
um patricio seu que procura desacreditar os
seus compatriotas aos ollios dos brasiloiros,
que Iflo hospitaleirameuto os recebem em
seu seo. O autor das poesas nflo pretende
de maneira alguma defender os seos compa-
triotas, porque Iho fallan os meis necossa-
Precisa-se de uma ama qae
tenha bom leite ; no aterro da
Boa-Vista n. 58.
- Ni noute do dia 4 do corrente, perdeu-
so da ponte do Caxaog, a Passagero da
Magdalena,' uma corrente |fina do relogio ,
lendo no mel uma pequea pasaadeira com
duis pequeas torquesas, e na extremidade
uma ancora e cagoleta de ouro, cbave e si-
nelod dito, pedra verde e uma pistola de
prata gavalnisada : quem a adiar, pJe lo-
var a rua do Livramento n. SO, primeiro an-
dar, quo ser gratilicado generosamente.
Precisa-se de dous feitores para enge-
nho, preferindo-se serem das'ilhas : no lar-
go do Livramento n. 20, achirdo convquem
tratar.
Dessppareceu daencadernagflo que di-
rige o padre Lemos, na rua do Collegio, a
collecgflo completa o encadernada do peri-
dico Artilhelroa, cuja capa linda est por
acabar : A margem de um dos nmeros ha
escripia n na nota da. lypographia em que
foi impresso essa peridico, signal que o
faz por demais condecido. Roga-se a pessoa
a quem pprventura haja esta collecgflo de
ser ol' reciila, a queira levar ao dito padre,
que, almde graliflear, llcar muito agra-
decido.
Na Imprensa de roualca da
rua Relia n !8, Imprlmlo-se a
rica modinba com acompa-
nbainenlo para plano.
Preco fi" ra.
Nn le lembras meu amor,
Do nosao beljo primeiro
Desse beljo que sellou,
Nosso voto derradeiro.
Quando dalle me record,
t.oinraovldo eu eslreinreo,
i.iin/ei.i, meu bom, dlier-te :
Guarda-o que eu o no HtirlCI.
Esia bocea da coral,
Ktsa rota em iosio anglico,
Kssc rlr.o de iunocenie, .
liase rosto, eise olhar cltico.
Macular-se nao deviam
Pelomru balito Impuro?..,.
Mas, meu anjo, o meu amor ^
He lervenle, be santo, be puro .
-- Piecisa-se do uma ama, quo saina co-
zinhar o diario de uma casa do jjouca fami-
lia : na travessa da rua do Vigario, loja do
barbeiro n. I.
Quom quizor comprar uma pequea
casa terrea sita nobairrode Santo Antonio
a qual tom alguns commodos, vende-se,
por prego muito em conta, dirija-se a rua
Direila n. 64, segundo andar.
Precisa-so do uma ama escrava ou for-
ra, que saiba bom engommar, e se proste.a
algum sorvigo mais do uma casa de familia;
assim como tambem d'uma boa lavadeira de
varelli quo lave com presteza: na rua do
Brum, no segundo andar do sobrado de 4
andares.
Precisa-se alugar uma negra ainla de
meia idide, para vender na rua fructas e
verduras, sendo de boa conducta e fiel, pa-
ga-se bem o Ido se d bom iratamonlo :
quem a tiver e quiser alugar dinia-se ao
primeiro sitio na estrada dos Adictos ao
lado direito para tratar do ajuste.
A c.ivall n.-i! junto do hotel commen-
cio est prvida do ptimos cavallos bem
gordos, e novos arreios para passeios ; tam-
bem lombons quaitos castrados e possei-
ros, os quaes so alugam para viagens.
.Hadainu Itouticr modista frunceza
rua Nova n. 58.
Pelo navio llavro roeebou-so um lindo sor-
timcnto das tlltimil modas de l'aris, a sa-
ber: ricos chapeos do seda do todas as cores;
ditos de-palda da llalla abortos, muito bolil-
los ; cliapeosiiilios'do seda e do pal ha, re-
dondas para meninos c uieninas.do 1 a 6
annos, com abas largas do lindos enfoites e
de lodas as cores; um lindo sortimento do
trarrgas o franjas tanto pelas, como de co-
res, capcliss do llores muilo ricas o moder-
nas ; um grande sortimento de lilos de to-
das as qualidados ; muito lindos manteletes
e capolinlios de seda do melnor goslo ; llo-
res fiuas, manguitas do bico para sonliora o
,. mais moderno goslo, satiin o taelfls do to-
rios para isso, visto a nslureza nflo o ter do- das as coros ; plumas decores para enrollo,
lado do eloquencia para poder confundir, bicos do linho verdadeiro; ricos toucados do
esse misero pedante; porm quiz tflo s- sonliora para bailo ou theatro; chapeos Je
mente mostrar ao publico anda que imper- moniarla ; lencindos do seda ; lencos do
rettmehle, o seu profundo resonlimenlo eainbraia para senhora; llrese ramos de
contra esso vil reptil que diz ser portuguoz, dores de laranja, ricas luvas de pelica para
o que so jacta de propagar ideas tflo infames homem o senhola, cl.amalote prelo, uvas
e aleivosas, acirrelaiidu sobre sous oompa- l-retas para sonliora, litas de veludo lauto
trilas o odio dos brasileiros, e cobrinJo-se prelas, como de todas as cores para pon ios
elle mesmo do maior desprezo quo Iho vo- e poscogo com as livella
taram lodos os houiens sonsalos.
ats\* Compram-se eseravos de ambos os
sexos, com habilidades, ou sem ollas, para
fra e dentro di provincia, paga-se mullo
bem, tendo bonitas figuras : na rui disLa-
rangeiras n. 14, segundo andar.
Na botica da rua do Collegio n. 6 se
compra panno velho de linho.
Vendas.
dos manteletes de fil prelo para quaresma ;
llores e plumas pretas ; camisiiihas com
berlura o bordado; camisiiihas com goli-
nhas bordidas o com bicos ; mangas borda-
das do tilo, bicos de blonde, cssaquinhas
brancas bordadas para meninas ; espaitilhos
- para senhoras e meninas, atacadores para
Ii6te ser procurado a tidal .^ b0[js ul senhora ; na mesma loja fazeui-so
qiicr lioi M sua casa, n 9 vestidos de casamento, de baplisado, toca,-
i-ua larga ,i(iltozai-lo, 11. It, 4) do menino e de sendora, capotindos de to-
segundo andar. iW U,1S 1IS qualidades, com perfeigflo e progo
J# Aluga-so e tambem se vende, umi ca- rinos modernos quo impresta a seus fre-
sa com grande solio e muitos commodos guezos.
grande quintal com irvorodos, tanque pa-
ra banho, estribara para 2 cavallos, sita na
Soledade n. 42, logo adianto do chafariz, a
chava acha-se na venda do Sr. Francisco ,
na esquina quevolla para a estrada de Joflo
> Paulo (jialKiioux, dentlita 9
O fraiice.z, offereco sen prest- 4
4) nioao piiiiiifu para tollosos s
rulstcres de sua pioflssao :; 4

i
Compras.
Compram-so eseravos, ou escravasd
de Barros, s ae alug com condigflo de fa- qualquer idade, que nflo sejam doenles, pa-
zer cerca a sna cuata. gam-so bom: na rua larga do Rozario, luja
.consul de S. M. B itannica notica o. 35.
pagar sem descont algum os bildetes pre. que elle pretonde vonder a casa, Ierras e Compram-se urnas portas deimarello,
miados da 21 lotera do thealrodo S. Podro trra marinha situado no aterro da Boa-Vis- em bom uso. que tenham 5 palmos de lar-
e tom a venda bilhetes da 22 do mesmo Idea
Lotera do lim de Janeiro.
Aos 30:000,000 de rs.
Na loja de miudezas da praga da
Independencia n. 4, ven-leui-se bi-
lhetes inteiros, meios, quartos, oi-
tavos e vigsimos, a beneficio da
12. lotera do lhe ido de S. Pedro
de Alcntara, e um resto de meios
bilhetes, quarlos, oitavos e vig-
simos, a beneficio de um hospital
das Agoas Virtuosas daCainpanlia;
vem as listas das duas loteras no
primeiro vapor que chegar do Rio
de Janeiro.
- Vende-se rap de Lisboa 1 retal lio ; ni
rua da Cadeia do Recife n. 15.
Acudam ao novo barateiro.
Vendem-se ni rua do Cabug n. 6, loja da
miudezas, osporas linas do ago e da ultima
moda, pelo prego de 1,600 rs o par cartas
francezas para vultaretn n SAO rs. n haraldo.
Marroquins.
Na rua do Cabug n. 6, loja nova de miu-
dezas, tem para vender um sortimento da
peles de marroquim, pelo prego de 1,600 r.
cada urna, a ello antes queseacaba.
Lindas imagen* chegadas ul Li m 1-
mento de Lisboa.
. Trocsm-so as imagens seguintea polos pre-
gos abaixo declarados: sendo, S. Jerony-
mn --". cisco 2,500, S. Jos 2,500, S. Benedicto 2,500,
S Luis 2,000 rs,, S. liento 2,000 rs S. Paulo
2.0U0 rs., S. Joflo 2,000 rs S. Manoel 2,000
rs N. S. do Carmo 2,000 rs N. S. do Solo-
dado 2,000 rj., N. S. do Rozarlo 2,000 rs .
5. da Coneeigflo 2,000 rs., Sania Ajuda, San-
ta llosa, o Sania gueda 2,000 rs., o N. S. da
Saudo 2,000rs.; assim como algumas figuras
iior pregos commodos: na roa do Cabug n.
6, loja de miudezas.
-- Vendo-so um nfgro de meia idade ,
com principio do pedreiro : na rua do A-
iiioriin n. 33.
Veade-se cera de cirmubi, e ton Uns
do panno de lindo, para rosto : ni rua da
Madre do Heos, loja n. 31.
-Vende-se um pardo mogo o bonito, pro-
prio para pagem : na rua larga do Rozario,
loja n.35.
FeijSo mulatinho ,
muilo superior, etn saces grandes, e lam -
bem se vonde em alqueires, medida velha:
na rua da Cruz.do Recife n. 24.
Gomma de engommar ,
em saccas : na rua da Cruz n. 21.
Luvas de trocal, com Lolotas
a 128018.
Vendem-se muilo superiores luvss de tro-
gal, com boletas, a 1,280 rs. o par : na rua
lo i.iu -i.-i.a.lu 11. 16, luja do miudezas.
Luvas de pellica, de ponto inglez,
a 1,000 rs. o par.
Vendem-se luvas de pellica, do poni In-
glez, para homom, a 1,000 rs. o par: na rua
do (Jui'imailn n. 16, luja de miudezas.
-- Vende-se um Icrreno.'com 50 palmos
de frente, 110 aterro dos Afogadus, nu os
fundos ai a Cabanga : a tratar no aterro da
Boa Vista 11. 86.
Gambraias para cortinados a a,4oo
rs, a peca.
Na rua do Crespo, loja da esquina, que vi-
ra pa'a a Cadeia, vendom-ae cambraias des-
campinadis, para cortinados, a 2,400 rs. 1
pega, rom 8 e l|2 varas.
Vendo-so uma negra, muilo boen-
gommadeira e cozinbeira : na rua do Quei-
mado, loja n. 10.
tro : no Paleo do Collegio, casa do livro
azul. A lista vom infallivelmente no vapor
inglez de 20 do corrente.
O francez Norat, recentemenle chega-
do avisa ao respeitavel publico que tem no
hotel Francisco um lindo sortimento de
jolas de ouro, o brilhsntes: ludo por pregos
muito rasoavois.
Tendo-se dado a um preto da costado
nome Paulo, um taboleiro com os livroa da
escripturagflocommercial.da casa do (loado
negociante Antonio Carduzo de Queiroz
Fonseca, para os levar pan a rua de S. Riti
coberlos com uma toalha com os iniciaos
F. B. A., c uma cadeirinha de pao d'olho.
este preto os extraviou: quem de laes objec-
tos tivr noticia dirija-se a rua de S. Rila
n. 14, quesera recompensado.
A-pessoa 1 quem pertencer urna escrava
quo diz chamar-le Maria, a quafesta fgida
a andos, e diz pertencer a um portuguez de
nome Joaquim Manoel, que linda uma Milu
de nome MargariJa :quem for seu douo'di-
rija-soas Cinco Ponas casa da Sra. Rozinba,
que lem rancho de matulos, onde achara
quem d'ella d milicia.
-- Traspassa-se o arrendamento do enge-
nho lina Nova, sito na froguezia de Ipojuca,
moedor de animaos, com excoilentes matas,
porto de embarque em trras do mesmo en-
genho, mui boas varzeas para canas, e pti-
mas Ierras para roga e outros legumos, bom
cercado e granJe solta para criagflo de ga-
do : a tratar com o actual rendeiro do dito
epganho.
-- Aluga-se um sitio na Cruz davAI-
mis, com bstanles irvoredo, baixa para
capim ecasa de vivenda : tratar na loja
I do Manoel Luiz Cdngalve, na rua di Cadeia.
ta n. 35 e ullimamento servindo de hospital gura e 12 l|2 ditos do a llura: a tratar na rua
britannico ; as pessoas qoo quizorem com- do Vigario n. 19, primeiro andar,
prar os ditos ohjoctos poJem examina-losa Compra-M um silhflo para senhora ,
qualquer hora do dia, dirigindo-se a mesma quo est-ja em moio uso, com os seus com-
ease, e as offertas de compra sorflo recibidas ptenlos arroios : na rua do Queimado, lo-
no consulado brilanuico desta ciJado at o ja n. 39.
dia 20 do corrente mez. G mpra-se iimti mulata, que
Eu abaixo assignada, declaro que al- ,. ...i,. L-.
guem tom relio ospalhar o falso boato de sc|a linda, anda que nao tenl.a na-
que mo acho do novo contratada no theatro b|d tdes, e alguns eseravos creou-
de Santa Izabel, som duvida para acarris- 1 j. Traninhr> n. Hf? -p-
remsobremimaodiisidade do respeitavel O- na rua do liapiclic n. JO, se
publico. Nulamente declaro que he tu lo gundo andar.
falso, e que nem tal cousa mo tem passado Ccmpra-so umapardinha que nflo tonda
pela idea, por isso que lenho da retirar-me oais de 12 anuos de i Jade : na rui da Cruz
pan 1 lidlua, logo que tenha concluido o 45.
meu beneficio no theitro de Apollo. ___ (,'umnram-se as seguintos
JoannaJanuaria deSouza Bilhencourl. ...,', -
--Precisa-se fallar a negocio de interesse qualidaues de grao, mamona, ou
cornos Ijerdeiros de Francisco Correii de enrranato, mindobm descascado e
Quadros, natural da ilha Graciosa, o que foi ..,, m r'---o~
feitor da mina do ouro, fallecido nesta ci- andyroba a tratar com Con-
dado, segundo consta, m oito anuos, a |jeite, na rua da Gruz n. 4o,
quilauer dos mesmos herdeiros, ou pesso 1
quedelles saiba, pede-se queira diriglr-aea meiro anoar^
casa n. 6 defronte do Trapiche Novo, ou an- Compra-se uin bilhar o um jogo de Da-
nunciarsua morada para ser procurado. gatolla, nflo se repara jo uso que possam
- Um sacerdote desoecupado so offerece ter, sendo barato, dirija-se a rua da Ladea
para dizerroissas nos domingos e diassau- do Recife, fabrica de edaoeos de Joaquim
toa ale 3 ou 4 legoas fra desta praga: quem Luiz Vieira ah se dir quem quer.
quizer procure ua rua doSebo n. 35, ou an- Compra-so uma casa torrea que estoja
nuncie. Adverte-se que o padre nao preoisa em bom estado; na rua Augusta, ftgas-vr-
deconducgSoesosujoita por uma nndiot de, rua de llortas, p. oodoCarmo.s. euro,
gratificagao. pateo do Tergo e rua Imperial flU '"
-- Aluga-so um sobrado de om andar, ou quizer vender dinja-ae a rua a uvimenio
mesmo algum andar, as soguinles ruaa : -- n. *. _..u. e ana ..
Cruzes, Queimado, ilerro da Doa Vista, Ca- -- Compram-se gar afas vasiss a 6 000 rs.
deia doS. Antonio Rozrio, piteo doCir- o cento ; na inreasi1 di Madra, ae D,o
moeNova: a tratar nirui daCadeiideS. 4 e 6 ou na rslilagao-oi prau de Santa
Antonio n.'9. Bil.
ni
O modernismo
Fazendas muito finas, as mais modernas
que ltimamente tom apparecido.
Cortes de sedas escocezas, gostos inleira-
menlo novos, ditos do dila di le rentes pa-
drOes tambem muilo modernas por pregos
commodos e muito rocommendaveis poli
boa qualidade, ditos de cambraia de seda
muilo superiores e mod rnos, ditos de fil
do linho bordados de bonitos gostos, manle-
letos.dos mais modernos, pretos o de diffo-
renlcs cores: no armazom de fazendas de
Goveia & Loite, na rua do Queimado n. 27.
Novidade para as senhoras.
Acaba do chegar um rico sortimento de
ro 1 cuas 1I0 fil de linho bordadas dos mo-
Ihores gostos e mais modernos que se tom
visto; camizetasdo camb'aia bordadas mui-
to finas, lengos de cambraia de linho com
corcaduras de cor muilo finos o bonitos pa-
dres pelo diminuto prego de 8,000 rs. a ilu-
zia :noirmizomde fazeodas de Goveia de
Leite, na rua do Queimado o. 27.
l'ara senhoras viuvas.
Mantas de blonde pretas muito finase bo-
nitas por pregos commo.los: no armazom de
fazendas de Goveia & Loite, na rua do Quei-
mado n. 27.
Furinha barata.
Na rua da Cruz n. 33 armazem de Luiz
Jos do S Araujo, vende-se sacas cora al-
iiuoire de'farinlia, tanto do S. Calharina co-
mo do S. Matlieus, muilo suporior por me-
nos progo quo om oulra qualquer parte o
levando a sacca mais barata, lica tambem as
barre loras para vender, quo serve para
bixns ole.
. A bordo da escuna Mana' ruina fu li-
diada de froii'.o do caes do Ramos, ha su-
perior familia do S. Matlieus que ae vende
o mais barato possivel, trata-se abordo com
o capitflo, oa com Luiz Jos de S Araujo:
na rua da Cruz n. 33.
--Na rua di Cruzo. 37, vendem-se 4et-
cravos pretos mogo 8 bonitas figuras, 01
quaes trabalham em armazem de assucar,
bem como estiva ou qualquer oulro aorvigo,
e 3 cosioham o diario do uma easa : atratir
oa mesma.
- Vende-se urna taberna no Giquia com
poueos fundos e muito boa pin qualquer
pessoa que queira principiar : portante
quom a mesma pertenJer pode dirigir-se a
rua Direita n. 53, ou a mesma laberm qu j
he primein pissmdo o engenho.
Moinhos de vento;
com bombas de repuxo pan rograr bortal
'baixaa de caplm na fundigflode Bowmaux
ce. M. Cslbem: na rua do Brum ni. 6, 8 e 10.
1 Vnde-se vinho de champa-
nhe legitimo e de superior quali-
dade : em casa de J. lieller &
Gompanlf'i na rua da Cruz n.
55. .
ILEGVEL i


m
Grande fabrica de chapeos de sol,
de J- Falque ra do Collgeio
n.4-
Neste doto eslabelecimento recebeu-se
um doto e lindo sortimento de chapeos de
Soldoa ltimos gostos, tanto de seda como
de paninho para homens e senhoras, de ar-
mag So de baleia e de asso que'se venden)
por menos prego quo em outra qualquer par-
te ; pande sortimento de chamelote; sedas
e paninhos em peca de todas as cores e qua-
lidades para as peasoas que quizerem man-
dar obrir armacfles servidas. Completo sor-
limento de balelaa para vestidos espartilhos
para senhoras, fazem-se umbellas de igreja e
concerta-se qnalquer qualidadst do chiceos
de sol: todos os objectos cima mencionados
selvendem em porg9o e a, retalbo, por prego
que agradar aos reguezes vista da quali-
dade.
Deposito da rubrica Santos na Balita.
Vende-se, emcssi deN. O. Bieber&C.,
na ra da Cruz ?, algodo transado di-
quellanbrica, muiloproprioparasaccosde
assucar e roupa de escratos, por pregocom-
modu.
Be tao barato,
Que faz animar ;
Quem vir a pechincha
N3o deixar de comprar.
Na ra do Crespo loja da quina que vir*
para a cadeia, vende-se panno lino preto, a
3,000, 3,500, 4,000 4,500, 5,000 e 5,500 rs.
o covado; dito francez muito superior, a
6,000 ra.: dito azul, a 2,600, 3,500, 4,000 e
5,000 rs. ; dito verde, a 2,800, 3,000 e 6,000
ra.: dito cor de rap, a 2,600 rs. ; casomi-
ra preta, a 4,800 6,000, 7,500 8,500 e 10.000
rs. o corte j sarja preta de seda muito su-
perior, a 2,500 rs. o covado ; merino preto
muito bom, a 2,800e 3,200 rs. o covado cor-
tes de cassa chita muito bonitos, a 1,920
r.; e oulras muitss fazendas por preco
commodo.
Luvas de pellica.
Vendem-se fluissiroas luvas de pellica, pa-
ra senhora a 1,600 rs. o par; ditas para ho-
mem a 2,000 e a 900 rs. o par: no aterro da
Boa Vista, loja n. 58.
Vende-se um alambique continuo, do
Erosne terceira classe, proprio para fabricar
espirito, de 40 graos, prompto de todo o ne-
cessario a seu maneo bomba de cobro de
repucho, grclha e porta de fug0o, tudo ainda
novo o do muilavantagem para um engenho
nSo so por sua qualidade, j exprimenta-
do, e que se pode ver trabalhar ; como pe-
la importancia por sfr o menor em tama-
ito assim como, tambem 2 toneletes e 8
pipas j cortidas, proprias para doposito de
espirito : na ra do Rangel ri. 54, a fallar
com Victorino Francisco dos Santos.
Vende-so urna bonila o nova cadeiri-
nha de 2 varaes, prompta e forrada de da-
masco de 13a : na ra do Itangel n. 5, a fal-
lar com Victorino Francisco dos Santos.
Bom e barato.
Vendem-se bandejas os mais fi-
nas e bonitas, que tem appareci-
do no mercado, por preco commo-
do : na loja de ferragens da ra
da Oadeia do Recife n. 5C A, de
Antonio Joaquim Vidal.
Nova pechincha.
MadapolGes com pequeo toque de avaria a
2,400, 2,800, 3,000 rs., a pessa.
Na ra do Crespo loja da esquina que vol-
ta para a cadeia vendem-se inadapulOes li-
nos com pequeo toquo de avaria a 2,400,
2,800,3,000 rs., e outras muitas fazendas
por prego commodo.
Para a quaresma.
Casemira preta infestada a 5,000 rs., o cor-
lede cal;a.
Na ra do Crespo loja da esquina quo vol-
ts para a cadeia vendem-se casemiras preta
enfestada a 5,000 rs. o corle de caiga, sarja
preta hespanhola a 2,600 rs. o covado ; co-
mo outras fazendas que por sua boa quali-
dade se tornaS recomendaveis.
A 200 I'S.
Na ra estreita do Rozario, travessa para
o Queimido deposito n. 39 A vendo-se
muito boa bolacbinha ingleza a200rs; la-
tas de araruta a 2,000 rs e oulras muitas
qualidades de bolachinhas e biscoitos do fa-
rnha de araruta, proprios para doentes.
No mesmo deposito anda se continua ven-
der biscoitos de tems, por preco commodo.
Vendem-se queijos do' serillo, muito
novos : no armazem do caos da Alfande-
ga n. 5.
Ra do Passeio Publico n. 9.
Veodem-se 180 varas de bico o renda da
Ierra a 120 rs., e 18 cazillios envidragados o
promptos para qualquer obra, pelo diminu-
to prego de 2,000 rs. cada um.
Negocio vantajoso.
Vende-seo hotel comrnercio sito na ra
da Cadeia n. 13, cornos uteocilios que o
comprador quizer: a tratar no mesmo.
Vinho de Champagne;
e superior qualidade : vende-se no arma-
em Kalkmaon IrmSos Ra da Cruz, n. 10
Vendem-se charutos da Bahia das me-
lhores marcas em casa de Kalkman IrmSos :
ra da Cruz n. 10.
H----SHH Jl
--Vende-se ou arrends-sn o Eogenho 9.
Rita moente e crrante meia legoa diatante
da villa de Iguarassu' com proporgoea para
safrejar-ae, embarque junio ao engenho; ala-
arados, o outras proporcOea : quem o preten-
der entenda-se com o propietario no mesmo
engenho.
-- Veode-e um garrote de pura raga tu-
rina: os pretendentea dirijam-se a ra da
Cruz n 45.
O barateiro est em campo.
Na ra do Cabug', loja nova n. 6, vendem-
se caixas de colxetes trnceles a 70 rs.; pa-
peia do agulhaa franeezas, nmeros 1, 3, 3,
4,5, 6e7a40rs. ditas de n. 8 a 12o 60 rs.;
ditas portuguezaa para alfaiate a 60 ra.; cal-
as de ditas a 280 rs.; holOes de agot a 200
rs. a grose; ditos do madreperola a 560 rs. ,
dilos de dilo tois Unos a 720 ra.
Azeite de carrapato da fa'brica de
Araujo & Filho, no Penedo.
Acaba de chegar maisdeslc j conhecido
azeite, o mais proprio e econmico, para
uso de candieiros de sala, tanto pela sua du-
ragSo, como'limpeza, e continuar a haver
sempre um depozito para suprimonlo regu-
lar dos freguezes: no armazem dej. J. Tas-
so Jnior: oarua do Amorim n. 35.
Deposito de panno dj algodSo da
febrica Todos os Santos da fia-
4
nhia.
Vende-se por preco commodo
o bem conhecido panno de algo-
dio desta fabrica ; em pessa, a
vontade do comprador: no escrip-
torio de ftuvaes 6t Companhia, na
ra do Trapiche n. 34.
Gustou, pormsempre appareceu.
O novo barateiio, na ra do Cabug, lo-
ja nova de miudozas n 6.
Nesla luja vendem-se as miudezas, pelos
pregns seguintes: como seja um sortimento
explendido de luvas de pellica, para homem
11,000 rs.; ditas de ponto inglez, tanto pro-
tas, come brancas, muito novas a 1,500 rs. ;
ditas de lio da F.scocia a 300 rs.; ditas pretas
AttencSo.
Na ra do Cabug, loja n. 6, lia par ven
der um sorlimento de ferragens finas da en-
tilarla, como sejam, caivetes muito finos
de'2folh, com cabo de oeilre deviadoa
800 rs.; ditos os mais finos que tem appare-
ciJo, com 6 fulnas, pelo prego de 3,000 rs.;
assim como um sorlimento de tesonras ,
muilo finas e delicadas, sendo de diversos
tamanhoae proprias para toda a costura de
senhora, pelo baratiaaimo preco de 640 rs.,
pois quem comprar nSo se arrepende, pela
sua superior quaiidado; facas e garios, por
pregos commodos.
am*Mxmmm mmmmmmmm
i Vendem-so ricos veos prelos de soda, jti
Q de linho e de relroz de Italia; manto- g
f| leles prelos do ultimo gusto e com rl-
cosenfeites; mantas do seda pretas ; &
fmoi.is de seda pretas de peso e outras
fazendas de gosto, tudo por preco de
agradar sos compradores : na leja do jM
! sobrado amarello da ra do Queimt- t
do n. 39. 9
Uh! l senhores namorados.
Na ra do Cabug, loja n. 6, ha para ven-
der carlOes dourados com collergOes de
cartas, com ricose delicados bordados, mu-'
lo proprios para a jovetapsziada.
Vende-se um terreno na ra da Aurora
com 50 palmos de frente e 280 de extensSo,
do caes de lijlo a beira mar, ficando en- ratissimo preco de 1,600 rs. a
as caaattoslllms. Srs GustivSo Jos do ir>ncado de puro linho, dediv
o e FrWcisco Antonio de Oliveiii: os'delicadosgostos, polo barato pi
tend
tre
Reg
prelendeotesdirijam-se a ruadas Torrea n.
8, primeiro andar.
Na ra das Laranjeiras n. 14, segundo
andar, ha ptimos escravos ida amboa aas-
ios para se vender, com habilidades e sem
ellas por pregos razoaveis.
Cemento novo a 7,000 rs.a barrica.
No armazem do Antonio Anuos, no caes
da Allandega.
Tai.ms pava engenhos
Na fundicao de ferro de Bow-
mon Se Me. Callum na ra do
Brum. passdndo ochafariz, conti-
na a haver um completo sorli-
mento de taixas de ferro fundido e
de seda muilo superiores s 1,000 rs. o par;
ditas muito novas do pollica, para senhora a
900 rs.; ditas de dita superiores, com bor-
dados do v.nas cores o de belotas a 1,600 batido, de 3 a 8 palmos de bocea ,
.ARADOS AMERICANOS.
Vendem-se arados ame- 9
rcanos, chegados dos Esta- !*
dos Unidos, pelo barato pre- t+
90 de 40,000 rs. cadaum: na ra do Trapiche n. 8.
as quaes acham-sc a venda # por
preco commodo e com prompti-
dao, embarcam-se, ou carregam-
se em carros, sem despezas ao com-
prador.
VENDEM-SE ,
Taboas de pinho at 3 palmos de
largo.
Botijas com bom oleo de linhaca.
Grandes pechinchas, na ra do
Crespo n. 14, luja de Jo. Fran-
cisco Dias, a i4f rs. o corte! !
Riquissimos cortes de vestidos de flnissi-
ma seda e delicados gosto, fazenda Intoira-
mente moderna, pelo baratissimo prego do
14,000 rs. o corle ; ditos de cambraia seda,
sendo o mais superior que tem apparecido
no mercado, pelo barato preto de 9,000 rs. o
corte; superiores vestidos dotinissima cam-
braia e de cor, corri riquissimos babados e
todos os seus perlences, sendo urna peca de
galBo e outra de cordOo, que se d de gra-
tis a quem comprar os vestidos, pelo mui-
to barato prego de 6,000 rs. o corte ; ditos
de cambraia cem barra branca e de cor, fa-
zenda do ultimo gosto, pelo baritissimo
prego de 5,500 rs. o corte; dilos de cassa
chita, com 6 l]2 varas a 3,000 rs. o corle;
dilos muito floos, fazenda de muilo bom
gosto s 3,500 rs. o corte; chitas cabooolaa
muito fizaste finas, cores de caf o de vinho
a 300 rs. o covado; ditas franeezas a 340 rs.;
ditas de quadros escuros, fazenda du ulti-
mo gosto o novos padrOea a 200 rs.o cova-
do; riscadinhos muito lisos a 160 rs. o co-
vado ; cassa chila muito largas e de cores
fizas a 200 rs. o covado; a I pa ka preta muito
fina a 640 rs. o covado ; merino preto mui-
to (ino 1,800,3,500, 3,800 e 3,300 rs. o co-
vado; superior stoalhado adamascado de
puro linho, com 8 palmos de largo, pelo ba-
a vara; brim
iversss crese
gostos, polo barato prego de 1,200
rs. avara; riscado do linho, com 4 palmos
de largo a 200 rs. o covado; algodo azul
de 41|2 palmos de largura, fazenda muito
propna para rOpa decscravos a 200 rs. o co-
vado ; assim como outras muitas fazendas ,
que se vender por preco maia commodo
do que em outra qualquer parte. .
Cobertores de algodo.
Superiores cobertores de algodo de di-
ferentes cores, lecidos a dous fios, muito
grande, tem todaapplicago om urna casa de
familia, por servir para meza de engom-
mado e forrar camas e mesmo para escra-
vos, pelo diminuto prego de 1,410 rs.: na
ra do Crespo n. 6.
l'otassa americana.
No antigo deposito da cadeia vclha, n.
12 existe urna pequea porgan de polassa
americana, chegada recentemente que por
superior rivalisa com a da Russia : vende-
se por preco razoavcl.
tiap Paulo Gordeiro-
recentemente chegado do Rio de Janeiro ,
vende-se na ra da Cadeia do Recife loja n.
50, de Cunha & Amorim.
Vendem-se relogios de ou-
ro enrata, patente inglez: na ra
da Senzalla Nova n. !\i.
Deposito de cal virgem.
Cunba & Amorim, na ra da Cadeia do
emos deiaiadetodos oscompn- Recite, n. 50, vende-se barris com supe-
iiumIus. jrior cal em pedra, chegada pelo ultimo
,, 1 ___;j;i navio de Lisboa, por menos preco do que
Cimento em barricas e meias ditas. ootra quslqer orta. .
Tambem se rctallia s tinas. mmBmWWmWWWmwmmWtt-
Atrs do theatro,armazem de Joa- gGantois Pailhetrk Companbia|
quim Lopes de Almeida.
Vend'e-sa cerca de 3|5 partes 011 o lo lo
do maioro soberbo predio com frenta para
a ra do Colleglo e Passeio publico, de esta-
bilidade, o qual produz avultado rendimen-
to : os prelendeotes dirijam-so ao corretor
Oliveira.
- Vende-se a armago do urna taberna,
com alguna fundos, ou aem elles, sita em
urnas das casinhss da Ribeira da Boa Vista,
U Conlinua-se a vender no deposito
geral da ra da Cruz n. 52, o excel-
i Ifntee bem conceituado rap areiaij
rs.; ditas de seda de cores, as mais linas que
tem apparecido a 1,500 rs.; ditas pretil de
torgal a 720*e 800 rs.; litas do dito multo fi-
nas, com balotas a 1,280 rs-, o outras mui-
tas cousas, por procos muilo commodos.
Vende-se sapalos do Ararati a 800 rs.
na ra larga do Rozario n. 35, loja.
>. Sarja preta.
t Vende-se superior setim preto maco )
fc, proprio para vestidos de senhora; sr-
0 ja do seda preta legitima hespanhola; ?
+ corles do vestido de seda preta bor- 4
+ dada, gosto moderno, tondo do tudo
>j porgSo para o comprador poder csco- ,
*jy Iher e por prego muito commodo : na i
a>i loja do sobrado amarello da ra do >
?j Queimado n. 29.
*>**+ + + + + + **1(**4*><'*
Vendo-so na ra das Cruzcs n. 22, se-
gundo andar, um bonito oscravo de 25 annos
de idade, oflicial de carpina e bolioiro; e urna
creoula de 24 annos, engommadeira, coslu-
reira, cosinbeira e lava do sabSo; outra dits
de 28 annos muito possanie, cosinbeira e la-
vadeira : todos para lora da provincia.
-- Vendem-se 6 covadns de panno para ca-
pote para o campo, 3 e 1 tnrg 1 cor do rap
para sobro-casaca,2 cuberas novas de cama,
1 relogio caldeirSo saboneto prompto; lio-
ca-se urna imagem de S. Francisco; tudo por
prccisSo, ealguns sapalos de mu Iher
Toucinho superior.
Vende-se em barris e s arro-
bas, toucinho de Santos, muito su-
perior, por preco commodo : na
travessa da Madre de Dos n. 4 e
6, armazem pintado de cor.
Verniz copal fino a 16,000 rs. a garris.
Vende-se na ra do Itangel n 64, verniz
copal superior a 16,000 rs. a garrafa.
Aos amantes da caga.
Vende-se. urna rica espingarda ingleza de
2 canos por commodo prego : na ra larga do
Rozario, loja de miudezas de Suares & Mo-
fles.
Oleo especifico para limpar a caspa.
Vende-se na ra do Itangel n. 64 oleo es-
pecifico para conservar o cabello e limpa-lo
da caspa a 640 rs. cada frasco.
Jogos do vispora.
Na ra larga do Rozario n.40. loja de miu-
dezas, vendem-se jogos de vispora, por pro- ""*" "" j "I*""" m.n>. A- mnpn,Jna n inri m mnen.
Co muito camino io assim como oncordoa- ta deve chegar do da 19 do cor- ment ae moendas o meias moen-
preti da fabrica de Giotois l'ailhet&S
i; Companhia da Bahia, em grandes ep
:t pequelas porgOes pelo prego ostabe-p
3 lecido. \j
wwwmmwviitGiwmwititsmwww
No escriptorio de Manoel Joaquim Rs-
mos Silva, na ra da Cadeia do Recife,
defronle do assougue : a tratar com o arre- Pr Pf commodo cal virgem de
matante da mesma ribeira loaquim Fernn- Llshoa ched. no uIt.mo navio, bezerro de
,1 ,,. A,vcdo lustro' mercurio, linha de Ronz.retroz, fe-
Chapeos do chile tinos e baratos. do |0a_ 'r
Vende-se chapeos do chile de Principios geraes de economa pu-
todas as qualidades, grandes e pe- blica e industrial,
quenos, por preco commodo: na Vonde-seestecompendio.approvadopan
ra do Crespo n. a3.
-- Vende-se urna morada de casa, sits ua
ra Augusta, com 2 salas, 3 quartos, cozi
is aulas de primeiras letras, 1 480rs.: na
praga da Independencia, livraria n. 6 e 8.
Na porta da Allandega e no
nha fra, boa cacimba, quintal murado e armazem do barateiro Joaquim da
Silva Lopes, vende-se farinha fon-
tona SSSF e de Philadelphia, l-
timamente chegada.
AGENCIA
da fundic5o Low-Moor.
RA DA SENZALLA NOVA N. 42.
Neste estabeleeimento conti-
11 ni a inri 1 agua no fundo com bons commo-
dos : trata-se na ra das Aguas-Verdes o.
21, ou no pateo do Carmo, venda n. 1.
Aos 20:000,000 de rs.
O cautelista Souza Jnior, tem
exposto a venda as suas cautelas e
bilhetes da lotera do llio de Ja-
neiro, a beneficio do theatro de S.
Arados de ferro.
Na fundigao di Aurora, em S. Amaro,
vendem-se indos de ferro de diversos mo-
delos.
Superior cha nacional
em caixinhisdeB libras, e di melhor qua-
iidado ; vende-ae por prego commodo, ni
ra do Corpo-Sinto n. 2, primeiro andar.
-- Vendem-se, por prego mais commolo,
do que em outra qualquer parte, na rus do
Collegio n. 20, os sequintes livros, e outros
quepornSo fazer mui extenso oannuncio
ae deixi de mencionar: Novos Elementos de
Economa Poltica; Direito Publico Geral, os
Elementos ilo Direito das Gentes, pelo Dr.
Autran; InstiluigOes de Direito Civil Brasi-
leiro, pelo Dr. Loureiro; CollecgOis das
Leis do Imperio; Macarel; Collegio abrevia-
do, e um completo sorlimento de livros Is-
tmo;.
1,600 rs. o pif
Vendem-se ricas luvas da pellica.com ata-
cadores de soda, para snnhori, a 1,600 rs. o
par: no aterro da Boa Villa, loja n. 58.
Peneirasde rame.
Vendem-se muito novas peneirss desra-
me, para padarias e reflnagfios : na ra do
Cabug, botica n. II.
Vendem-se na ra Nova n.|28, saceos
de tapete para conduzir roupa, e tinta muito
Goa para eacrever, por prego muito com-
modo.
Farinha de mandioca.
Vende-se superior farinha de
Santa Galharina, muito emeonta:
no armazem n. 7, defronte da Al-
landega, de Jos Joaquim Percira
de Mello, ou a tratar no escripto-
rio de Novaes & Companhia na
ra do Trapiche n. 34.
Para fechar conlas.
&
Pedro de Alcntara, da qual a lis- na a haver um completo sorti-
ies para vioUo, d muito boa qualidade,; rente em oante, e os ^ende na das para engenho, machinas de
r sua loja n. 37 A, na ra do Quei- Pr, e taixas de ferro batido e
mado, aos baratos pre?os abaixo-: coado, de todos os tamanhos, pa-
22,000 ja d,t0-
11,00o
5,5oo
2,800
i,3oo
liiSKR" deferr: n*rU' che?ffd "ltimamente de Lisboa:
-- Vende-se urna mesa do amarello,com tambem se vende potassa da luis
sia, nova e de superior qualidade.
Jasa de commissSo de escravos.
Vendem-se escravos e recebem-
Dilietes inteiros
Meios ditos
Quartos
Oitavos
Vigsimos
Pal India Ale.
Aindi rosta elguma desta deliciosa servo-
ja, que bem pode suprir a compangue, ven-
dem-se em barricas de 3 duzias, e caixas de
urna duzia, muito proprios para mimos e
casas particulares, pelo diminuto prego de
6,000 rs. a duzia : ni travessa da Madre de
Dos ns.(4 e 6 armazem pintado de cor.
Farinha de mandioca.
vende-se Mecas com superior farinha
de mandioc 1 presos risoaveis: a tratar
com J. i- Tasto Jnior ra do Amorim
n.35.
Vende-se um torno pira padaria, no
centro da cidade, tendo lugar pan morada
e armazem para lenhs, com desembarque
na porta : o pretndeme innuncie sua mo-
rada.
Vendem-se velas de esperncete, em
caixas,de suporior qualidade : em caga de
J. Koller & Companhia: ni rm di Cruz nu-
mero 55.
Vende-se
Cha preto e verde, de superior
qualidade em caixas pequeas ;
Vellos de espermacete de superior
qualidade em ditas ditas,
Fio de sapateiro, de diversas co-
res :
Tudo em conta, no armazem de
Adamson Hoiwe & Companhia,
na ra do Trapiche, n. fyi: .
parle.
lie barato que admira !
Na ra do Cabug n. 6, loja nova do miu-
dezas, vondem-so pegas de franjas com 15
viras a 3,000 rs.; ditas de dita muilo ricas,
Unto brancas, como de cores e com belo-
tas, pelo barato prego de 4,000 rs., muilo
proprio para cortinados, funjas eslrsllas
para toalhas a 100 rs. a vara; babados para
toalhas, teudo a largura de i palmo a 180 rs.
a vara, e dito da largura de 2 palmos a
340 rs.
Vende-so urna escrava moga do bonita! 7 palmos de comprimento e 4de largura
figura com algumas habilidades : na ra doi na rua Bella n. 16.
Apollo n..22, segundo sndar^
Cheguem ao barato.
Na loja n. 6, na rua do Cabug vendem-
se lucos francezes de diversas larguras, por
pregos muito commodos; assim como seja
da largura de 1 palmo e mais a 6(0 rs. a va-
ra; peutea de baleia para alisar cabello a
320 rs.; ditos de coco a 280 rs. ; ditos de
marm, muito baratos; assim como um bo-
nito sorlimento de fitas de seda, tanto lisas,
como lavradas, por pregos commodos ; li-
nhasem carreleis a 100 c 30 rs e a duzia 1: 3
320 rs.; ditas de ditos a 200 rs., e de n. 161 i
60 a 880 rs.; de n. 70 a 150 a 960 rs. a duzia;
nvelos de linha fina de marca a 20 rs.; as
Antigo deposito de cal
virgem.
Na rua do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal nova em pedra,
sim como um sortiinento de linhas em no-
vlos de todas as cores, e urna grandissima
porgSo de miudezas, quo sn vendem mais
barato do que em oulra qualquer parlo.
finido de JNaiitiia a
800 rs.
Vende-se a historia de SimSo de Nantu,
a 800 rs. : na livraria da praga da Indepen-
dencia n. 6 e 8.
Alpacas de cores. 4
Na loja do sobrado amarello da rua <
do Queimado n. 29, tem para vender 4
um lindo e variado sorlimento de al-
pacas de cores, proprias'para palitos.
iSa rua do Cabug n. 6, loja
nova de miudezas, vendem-se meias pinta-
das, pan homem a 200 rs. o par; ditas mui-
to finas com lislras, tanto para homem ,
como para menino a 280 rs.; meias brancas,
para senhora a 280 rs. ; ditas muilo finas a
400 rs.; ditas de Iistras a 360 rs.; ditas pre-
tal 400 rs.
Vende se urna taberna com poucos fun-
dos sita na rua do S. B. Jess das Crioulas,
por baixo do sobrado de 2 andares; a tra-
tar na'mesma, ou atrs da fundigoemS.
Amaro com Manoel Fructuoso da Silvi.
Na loja du sobrado amarello da rui &
do Queimado n. 29, tem pira vender ai se Je commissao, tanto para a pro-
um grande sortiinento de pannos pre- c, j'ii L__
* vincia como para fora delta, para
o que se ofFerece muitas garantas
a seusdonos .* narua da Cacimba
n. i, primeiro andar.
Agencia de Edwin Maw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Cal-
montSt Companhia, acha-ie contlanlemenle
bons aortimentos de taixa de ferro coado e
batido, lauto raaa como fundas, moendas In-
eiraa todas de ferro para animaea, agoa, ele,
ditas para armar em inadclra de todos oa (a-
in.iiihoN e inadclloa o mais moderno, machina
tos finse de cores fixes;casemira pre- 5
ta elstica superior de 9 i 14,000 rs, o S
corte de caiga; cortea de coleto de ca- S
semira preta bordados; ditos de setim S
preto timbem bordados; chapos pro-
tos (rancezes os mais modernos e do
melhor qualidade que ha no merca- %
ilo"; ditos do castor braoco inglez da jl
ultima moda; e outras fazendas de S
f& gosto e prego commodo.
.. _._. ^^.^^mmmmwmtM
Farinha Fontana,
chegada ltimamente: em casa de J. J. Tas-'hortonul para vapor, comforcad'c 4cav.il-
so Jnior, na rua do Amorim n. 35. j los, coucos, patsadeiraa de ferro estanhado
'- Vende-se um carro de quatro rodas para caa de pulgar, por menos preto que oa
muito levne seguro, por muito poucodi-,lccobre',e,co,,cn' Par navio, ferro Inglez
nheiro: na praga da Boa Vista, cochein'fn.lt'".!"!"-0"'0cm c0111"'6.""10
do frangois.
Baratissimo.
Vonde-se um terreno na rua di Aurori j
aterrado, tendo fundo a( a rua do llospi
No escriptorio de Novaes
Companhia, na rua do Trapiche
n. 3'|, segundo andar, vendem-se
carneiras de cores ; capeos do t^i-
le, grandes e pequeos ; linha de
cabeca encarnada e de roriz, por
menos preco do que em outra
qualquer parte, por se querer fe-
char conlas.
Cera em velas.
Vende-se superior cera em ve-
las, fabricada no llio de Janeiro,
de muito bom sortimento c muito
em conta : no escriptorio de No-
vaes & Companhia, na rua do Tra-
piche n. 34.
-- Vende-se um terrono com 300 palmos
de fronte e perto de 1000 de fundo, com
grande viveiro, que tem perto de 500 pal-
mos de rniupr 1 lo, na estrada que vai para o
Manguinho: a tratar na rus da Cadeia do
Itecife n. 9.
Vcnde-se muito soQVive! bolacha de
todos os tamaobos por 2,560 rs. arroba, o 80
rs. por libra; e outra um pouc mais abaixo
para arranjo do escravos, s 2,000 rs. : na rua
doQuartel de Polica, padaria n. 18.
Vende-se seda com tecido de prata mul-
to barata, propril para vestuarios de angi-
nbos de procissSo : na rua do Queimado, lo-
ja n. 10.
-- Vende-se urna escrava de 30 annos, de
boa conducta, a qual sabe fazer o servigo or-
dinario de urna casa'.e se vende por nSo que-
rer trabalhar no campo : na cidade de linda
rua do Cabral n. 2, atiaz da igreja da Boa-
Hora.
Vende-se urna parte do grande sitio do
Arraial que foi do finado majnr Menoel Gon-
galves Rodrigues, e hoje pertencentei L. G.
II. F.; tambem iluga-se a casa da Capunga,
defronte do Sr. Lopes, ouso traspassa oar-
rendamento de 3 annos, os quaes estilo pa-
gos : a tratar no largo do Tergo, osa do
lliin. Sr. Mello.
SALSA PARRILM
DE
As n 11 meo mis experiencias feitas como
uso da sslsa parrilha em todas as enfermi-
dades, originadas pela impureza dosangue,
e o bom xito oblido na corte pelo lllm.
Sr. Dr. Sigaud, presidente da academia im-
perial de medicina, pelo illustrado Sr. Dr.
Antonio Jos l'eixoto em sua clnica, eem
sua afamada casa do saude na Gamboa, pe-
lo lllm. Sr. Dr. Saturnino de Oliveira, me-
dico do exercito e por varios outros mdi-
cos, permitlem boje de proclamar altamente
as virtudes cflira2es da
SALSA PARRILHA
DE
co,efrento 55 palmos: tambem se vende
so a rua da Aurora : a tratar na praga da ln
dependencia n. 17.
Morullas superiores.
- Na fundigo de C. Starr & Companhia,
em S.-Amaro, acham-so venda moendas
de canm, todis de ferro, de um modelo e
construcgSo muito superior
Venden-se sement de coentro de boa
qualidade a 160 rs. 1 garrafa : na rua do Vi-
gario, venda de J0S0 SimOes de Almeida; na
rua da Cruz, Manoel Jos Corris Jnior; no
tace Largo, Joaquim de Souza Pinto.
No armazem da rua da Mu la 11,15,
vende-se cal de Luboa em pedra, a mais no-
va que ha no mercado, chegada no correnle
mez, no hrigue Laya ; assim como mercurio
doco em caixinhas de libra cada urna, ludo
or menos prego do que 0111 outra qualquer
parta.
Nota. Cada garrafa conlem duas libras
de liquido, e a salsa parrilha de Briatol he
garantida, puramente vegetal sem mercu-
rio, iodo, potassium.
Vende-se a 5/000 rs. o vidro na botica do
Sr. Jos Maria Gongalvcs Ramos : rua dos
Quarteis pegada ao miarle! de polica.
Em casa de J. Keller & Com-
panhia, acha-se a venda vinagre
liranco, superior de Nantes, em
barris de 3(3 medidas.
Vidros parr espelhos.
Vendem-se vnlnis para espelhos de lodos
os tamanhos sor pregos muito ein conta em
casa de K.ilkmau IrmSos rua da Cruz n. 10.
Vende-se, em casa de lalk-
m a n n limaos, um lindo sortimen-
to de obras de ouro, chegadas, ha
poucos dias, como sejam : ade-
remos, pulceiras, alfinetcs, voltas,
brincos,, anneis, correntes para re-
lejo, brinquinhos para criancas de
enral p!iip na rlnn p me- lSr' Jo1uim Candido Ferreiri, jjne ser re-
corai, etiaves para reiojo e me- compensado generosamente.
dalhes.
PIANOS..
Vendem-se em casa de Kalk-
mann IrmSos, na rua da Cruz n.
i o, ricos pianos de Jacaranda, com
excellentes votes chegados ha
pouco lempo.
Livros em branco.
Vende-se em casa de Kalkmann IrmSos ,
na rua da Cruz n. 10, livros em brinco che-
gados pelo ultimo navio.
Escravos fgidos.
Desappsreceu no dli 9 do corrente pelas
6 horas da tarde 1 escravo de nome Raymun-
do, bem conhecido por ser bastante cambado
da perm direila, que encosta o joelho ni ou-
tra perna; cor fula, e por ser meio maluco
pare'ce ler llie didooar de vento; levou cai-
ga e camisa, e conduzio urna baca velha de
lalSo : quem o pegar ou delle souber noti-
cia, dirjase a rua do Queimado o. U, quo
ser gratificado.
Desappireceu no dii 5 do correle o
negro Manoel, creoulo, de idade40 % s an-
nos, muito biixo, cabega grande, com muilo
pouca barba, edr fula : quem o pegar leve-o
na botica da rua do Rozarlo n, 36, que ser
recompensado.
Boi gntiflcsgBo.
Na madrugada do da lo do crrante de-
sappareceu di Torre o prelo Joaquim creou-
lo, representa ter 30 annos, bonita lisura",
estatura regular, bem barbado, com auissas
por biixo doqueixo, cheio docorpo, levan-
do um cavallo ilisSo capado que furtou di
estribara; frente abarla, 4 ps caiga ios, bem
carnudo e bastante srdigo; levando um se-
lim de pagem quasi novo, um malulfio de
couro de carneiro com roupa, urna jaquel".
de couro e um para-peito ,- julga-senr caiga-
do, levando um divinte que foi granadei-
ra, que tambem furtou; julga-se ter tomado
a estrada do Limoeiro ou Podras de Fogo,
assim como desconfia-se que elle alga para
Careris Novos por ter sido comprado ao Sr.
Manoel Jos do Souza, morador na fazenda
Salgadinho freguezia de Careris Novos; quem
o pegar leve-o a rua do Livramento n. 16, i
entregar a Mximo Jos dos Santos Andra le,
que ser generosamente recompensado.
No da 7 do corrente desappareceu do
engenho Quwanga freguezia do S. Lourengo
da Malla, o preto de nome Agostinho, escra -
vo de Jos Francisco de Berros Reg, que foi
comprado ao Sr. Manoel Pires Ferreira;cons-
la que o mesmo anda nesta cidade; assim,
roga-se a quem o negar levi -o a rua da Cruz
n. 46, primeiro andar, ou ao dito engenbo,
quesera recompensado.
Desappareceu di cidide de Olndi, i
preta de nomo Thoreza, de nagSo Angola,
qual foi escrava de Jos Roberto, morador
na mesma cidade, e boje de D. Victoriioi
Carneiro da Cunha : quem pegar leve-a a
mesma ciJade, na rua do Bom Successo, ou
nesta typographia>
Da fabrica de caldeireiro da rua do
Brum n. 28, ausentou-se no da 15 do prxi-
mo passado, o preto Alexaodre, de naci S.
Paulo, de 35 annos de ida le, alto, reforgado
do corpo; falladescangada,desconfia-seqse
o mesmo se ache para as bandas do Rio Do-
ce, por ter sido escravo do Meltquer, Fran-
cez, morador nesse lugar e ter pan ihi seus
conhecimentoa, e foi ltimamente escravo
do Sr. Bnlly : roga-se i quem o pegar de
leva-lo dita fabrica que aera recom-
pensado.
Desapparebeu no da 24 do mez passa-
do urna escrava de nome Anna, altura re-
gular, cabellos aparados, olhos grandes,
dentea limados e sem falta de algum, bom-
bros desodos, peitos cados, costas carnu-
das e com urna queimadura no meio, levou
vestido de xila roxa clara, panno di costa
uzada com listrasazues e encarnadas, brin-
co d'ouro francez, e tem alem dos mais sig-
naes as orelhas piquenas e alguro tanto ras-
gada, levou urna bandeja grande nova, e
urna toalha de mera com as letras I.I.G ;
suppoem-se ter fgido para o mato, d'oude
quatro me/es de ln voio, tendo sido es-
crava de J -rony mo Teixeira Coelho, eicri-
vSo do subdelegado do diatriclo de lngltei-
ri ;quem a prebender leve rua do Quei-
mado n. 15 que ser recompensado.
ArtengSo.
Fugio, ou foi se duzida no dil 10 do cor-
rete, urna pardinhadenpme Archanja.de
12 annos de idade, com os sigoaes seguin-
tes :cabellos cortados rente, olhos meio
vesgose pequeos, levou vestido de chita,
com listras brancas e cOr de caf, com ra-
magens encarnadas; esta escrava veio re-
meitida da ciado da Victoria, ao Sr. Lulz
Gomos Silverio : portento roga-se as auto-
ridades policiaes, capitfies de campo e pes-
soas particulares, que a prendam o levem-
na a rua da Cadeia do Recife o. 17, segundo
andar, que recebar 50,000 rs. de gratili-
cago, e protesla-se com todo o rigor da
lei contra quem tiver acollado em sua
cisa.
Desappareceu em setembro de 1850, o
escravo JoSo, que havia apouco cbegido do
Cear, cujoescravo tem os soguintes sig-
ues : bem preto, boniti figura, estatura or-
dinaria, olhos e boca grandes, boigos gro-
os, com todos os denles di frente, ps
grandes, muito ladino com quinto sej de
Angola, he meio gago e usa quasi sempre
do termo patuscada ; roga-se por tinto as
authoridadea policiaes, aos espilles de cam-
po, ou qualqueroutra pessoa a captura d'cs-
te escravo, a quem se gratificar com 40,000
rs.: no Recife na rua Cadeia n. 34, primeiro
indar escriptorio de Jos Antonio Bastos,
ou na provincia do Cear, com o seu Sr.
Luiz Rodrigues Samico.
No da 8 do torrente desappareceu o
preto Angico; levou caiga de algodJo de li-
nho azul e camisa branca de madapolSo,po-
rm j foi visto com calca branca ; tem urna
perna loria pira dentro, cgode um olboe
falla bstanle grosso : quem o pegar Jeve-oi
rua Imperial n. 43 que ser recompensado.
Desappareceu do engenbo Peqeras, fre-
guezia de JahontHo, m> da 8 para 9 do cur-
ren lo mez de margo o escravo Luiz de na-
gSo; alto, barbado, Cira comprids, beigos
grandes, consta andar por esta cidade ou ir-
rebaldes: quem o pegar leve-o ao engenbo
cima au seu propriotario ou nesla cidide ao
por barato pre;o.
Deposito de cal e potassa."
No armazem da rua da Cadeia
do Kecifibjfen. 11, ha muito supe-
rior cal de Lisboa, em pedra, as-
sim como potassa chegada ultima-
mente, a precos muilo rasoaveis.
Novos cobertores de tapete a
i,44o rs.
Na rui do Crespo loja da esquina que
volta para a cadeia, vendem-se cobertores
de tapete, grandes o bonitos, pelo diminuto
prego de 1,440 rs.; em qualidade sSo os me-
mores que lem vindo no mercado, por isso,
recommenda-se aos Srs. de engenho que
quizerem comprar da pichincha, nflo se de-
moren), porque j ha poucos pela estrago
que lem lido.
-- Vende-se urna cafeteira, um bule eum
assucareiro de prata, obra bem feilaesem
feitlo : na rua de Agoas-Verde n. 23.
Molduras douradas
do todas os larguras : vendem-se no arma-
zem de Kallkmann lrmos.ruada Cruz n. 10.
Attencao.
Nova fabiica de chapeos de Sol no atierro
di Boa-Vista n. 22, acha-se um grande
sortimento de chapeos de Sol umita
em conta, tanto para homem,como para se-
nhora, como seja de sedi ou de panninho, e
grande sortimento de pegas de seda ede pa-
panninbo para cubrir os chapeos de Sol ja
ii-a lo.lamlioni concerta os dittos peol prego
mas commodo do-que em outra qualquer
e parle com toda promptidSo,
MOB1LIAS D FERRO.
Vendem-se ricas mobiliasde fer-
ro, como canaps, mesas, cadeiras
com braco c sem elle, e muitos ou-
tros objectos de ferro : no arma-
zem de Kalkmann IrmSos, na rua
da Cruz n. 10.
Desappareceu na noile de 7 do corren-
te mez do margo, de bordo do patacho bra-
sleiro, Felicidade.dous escrivoj miriohei-
ros, sendo um de nome Jos, mgSo Benguel-
la; representa ler 40 aonos de idade, pouco
mais ou menos; baixo, falla bem e tem bar-
ba serridi; e J080 creoulo da Bahia, de ida-
de 30 annos, pouco mais ou menos; baixo o
grosso do corpo, e tem barba tnen serrada,
da perna direila metteo joelho pan dentro,
o tem os ps muito cimbados; os quaes es-
cravos levaram calcas de brim branco e ca-
misa de algo 10o azul: quem os pegar levis
bordo do dilo patacho, ou A rua da Cdea.
do Recife n. 39, escriptorio de Amorim Ir-
mSos, que sero generosamente recompen-
sados.
Desappareceu no dia 7 do correnle om
molllinho de idade de 12 a 13 annos, muito
claro, e por isso pode dizer que he forro;
cabello louro e cortado : quem o pegar le-
ve-o a rua di Matriz da Boa-Vista, casa da
seusenhor o bario do Capibaribe, que re-
compensar.

*

ILEGVEL L


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