Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04447


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Full Text
Auno de }$12. Secunda Feha SI de
Tndo Mra depende da no. cimo. ; da mhi prodencia, acdaraco, e anadia : eon-
liaitaaoe oomo principi.moe, e tereao apontadoe eon admiraco caire a N.cfie. .i,
(Proclaaacao da Aaamblea Geral doira.il.)
aulla..
PARTIDAS DOS C0RREIOS TERRESTRES.
Coi.fina, Paraiba, e Rio rr. a de do Noria, iva aegunda eacxt.feira.
Boa i lo e Garantan*, aJ0t24.
C*o, Serinhaea, Rio Formo*", PnrtoCaNo, Maceio, e Al.;oa. uo U 4 21,
Pajea 13. Sanio Aatao, quinta ffir. Olinda todo. o. diav
DAS da semana.
I I
ftt.Saft.i. Maxiaiaao. Chano Aod do Juii de Direito da J r.
ti Tero. A C.Virade Pedro en AaiioqiiU. Re. Aud. do do j. de Direito d 4 ,.
Jl Quari. a. Laxaro, Chano. Aud. do Juii da dircits da 3. rara.
!?? Qaint. -I' i. Malhiai Ap.
45 e*l. Cetario. Aud. do Juir.de Direito da 1. vara.
36 it>. Torcato. Re. Aud. do Juii de Direito da S, rara.
27 Uom. '. Leandro.
Fevereiro. Auno XVIII. N.4.
O Diario mb.ie.-it lodo. o. di.. qe 3o Cor*. S..Hfido. o reco da ...ijn.tur. he
da.. ..I r... por yunc pa^o. .d.aaud... O, annucio,do. a,g..B,a. ,lTi ,d,..
dm.da. Typosrrf. ru. da. Cru.e. 3. ou pr.c. d. Indept.dene,. li.. de liro.
numero, i e o.">. *
CAMBIOS ko da 19 de Fevereibo.
Cambio .obre Londre. 21) d. p. III.
P.ri. 320 rei. p. franco.
. a I.i.bn 80 a 85 p. 100 da pr.
Orno-Moada de 6,400 V. 14.400a 14.R00
N. 14.200 a 14,400
de 4,000 8,100 a 8.200
P*T Patacee 1,650 a 1,670
PiTi- Peo.i'oluraa.ra. 1.650. 1,670
Mexicano. l.f'1!). 1,680
' 'U'1 1,440a iM\)
Moeda da cobre 3 por 100 de di.conlo.
Divonh.dc bilh.da Aliaadtfalt i por 104
ao Diez.
dem de letra, da boaa firau 1 a a 1 e |.
./ ;
Preamar do da 21 de Fevereiro.
,4." a 1 hora e 18 m. da manh,
2. 1 hora e 42 a, da tarde.
IftIAR
PARTE OFFICIAL
MUSES DA LOA KO MEZ DE FEVKRE1RO.
Qn.rl. minj. a 2 a 10 hora. S .. da niaab.
I.ua Nova a 10 9 bnra. e 36 m. da manb.
Quarl. creac. a 18 ka 9 hora, til m da mnnh.
La ebeia a 25 as 1 hora, e 56 a. da aanh.
P E l N AII BU O.
COHMMDQDAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DA 15 DO CORRENTE.
Officio-Ao Exm. Presidente, communi-
cando-lhe, que desembarcaro os dous solda-
dos, e dez remitas viudos do Rio Grande do
Nort no vapor Paraense tendo dcstes 7 as-
sentado praga no BatalhAo Provisorio, elres
licado em custodia, o de nome Pedro Jos ,
por padecer do cerebro, o de nome Gongalo
Jos de Castro por ser maior de 50 annos e
o de nome Jos Joaquim de Santanna, por vir
na relago destinado para a Marinha ; pelo
destinos, que lhes devia dar.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., dando-lhc
as iuformagdes que pedir a oerca do deser-
tor de Artilheria Pedro da Silva Capoeira, que
fora preso em 18 de Margo doanno passado
na Comarca do Brcjo e all se conservava
impossibilitadu de fuzer viagem para esta ca-
pital em consequencia de estar paralitico ,
e significan,io-lhe que nlo podendo neste
estado servir de utilidade alguma e achan-
do-se comprehendido no indulto de 18 de
Julhodo anno passado convida antes dar-
Ihe demico remettendo-se a escusa ao res-
pectivo Prcfeito para Ih'a entregar, no en-
tretanto quedos veneimentos a que tinha di-
reito depois de sua aprbenco all, se devia
deduzira importanlancia das despesas feitas
com a sua sustentago e curativo j recla-
mada pelo dito Precito.
DitoAo Commandante Superior da Guar-
da Nacional do Municipio do Recite, com-
municando-lhe que se oflerecera para servir
noBalalho Provisorio o Corneta mor.Maxi-
mianod'AssumpgAo, pertencente ao terceiro
Batalho da Guarda Nacional do mesmo Mu-
nicipio, e que tendo sido acceilo o seo otere-
cimenlo c averbada a sua praga na primeira
linha houvesse de dar suas ordens, para
que fosse eliminado do dito terceiro Bala-
Iho.
Dito A Meza da Irmandade do Snr. Bom
Jezus dos l'assus da Cidade de Olinda, signi-
ficando-lhe o seo pesar por nao poder acom-
panbar no dia 18 a procisso ; por isso que
pelo seo mo estado desaude, eslava privado
de se expor aos ardores do Sol, ou as chuvas
que imii prejudiciaes Ihe ero.
FOILBTII
A RECONCILIADO.
Toca postilbao toca teus cavados sao
mais pesados que o chumbo Assim grilavao
impaciente Marley cm quanto osanimaes a
quem calumniavadeste modo pareciam an-
tes voar que correr por urna largo calcada ,
arrasiando atraz de si a sege de posta cujo
rpido trilho sobre as agudas podras produzia
urna linha nao interrompida de faiscas scinti-
lantes.
Cbegaram por fm a urna ei.costa de gran-
de declive e all foi preciso demorar o seu
nioviinento.
Enlo Marley como se fosse assaltado de
urna recordagao repentina, voltou-se para
a sua companheira de viagem e Ihe diz com
voz meiga e carinhosa Helena meu amor,
temo muito que esta fadiga seja superior s
tuas Torgas.
E como nao recebesse resposta alguma ,
chegou o seu rosto ao da amante e ento
viu ao relexo da luz, seus bellos olhos
arrasados de lagrimas seus labios descora-
dos e trmulos, e em todas as suas feiges
pintada a mais violenta comrnogo.
Meu Deus exclamou elle, que significa
isto ? Querida Helena nao mu ouves ? Nao
ftwres falUr-me ? No queres responder ao
dem do du 16.
Officio Ao Exm. Presidente, ponderando-
Ihe a aecessidade de dar ao Batalho Proviso-
rio um alojamento commodo em relajo a
sua forga e a conveniencia de remo-
ver quanto antes do quartel doHospicio, o
Contingente de Cavallaria o Deposito e o
Hospital que oceupavao lugares destinados
para as companhias e lembrando que o De-
posito, hoje bastante reduzido poda ser pas-
sado para o edificio da Solidade, estbelecen-
do-se lambemalli o hospital regimental sobas
vistas do Capitiio Cortez,que em qulidade d'A-!
gente prestara suas contas ao Batallio Pro-
visorio que a falta do Conselho Adminis-
trativo organisaria um apropriado para boa
direcgo deste ramo de contabilidado, medi-
das estasque se podifio tanto mais fcilmente
executar, quanto se aehava preparado aqutte
edificio para recener os enfermos do Grande'
Hospital de Caridade, o que nao teveeleito ,
o nem j ter segundo nformages.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. dando-lhc as
informaces que pedir a cerca do Cabo N-
cacio Antonio Nunes que sendo invalido, e
proposto para reforma, obtivera tres mezes de
licenga parase tractar na Provincia das Ala-
goas.
Dito Ao Juiz de Direito J. T. N. de Aran-
jo, remettendo-lhe urna letra de H#580 reis
sacada pelo Commandante da Ilha de Fernan-
do contra Jos Esteves Vanna resultado da
arrematago que na mesma Ilha se fez dos
objectoa constantes da relago que Ihe enviu-
va perlencentes ao soldado Antonio Damace-
no do quinto Batalho de CagadoreJ i, que
all falescera no dia 1. de Dezembro nno
passado a lim de que procedesse arSpeito
comoestava recommendado pelo Ah ara de 21
de Outubro de 1763. artigos 15 e 16, man-
dados observar pela Imperial Portara de 13
de Jul!iodcl831.
DitoAo Prefeito da Comarca de Nasa-
reth, dizendo-Ihe que recebera e tivera" des-
tino os dous recrutas que acompanharo o seo
oficio deudo Corrente.
Portara Ao CapitAo Commandante in-
terino do Deposito, mandado d'ordem da pre-
sidencia addir ao mesmo, com-vencimento de
sold e etape do 1. do corrente a Manoel Pe-
reira Valente soldado que foi doexincto Begi-
mento de Olinda, no qual servir 25 annos,
e providenciando a cerca do pagamento, que
Ihe devia ser mensalmente feito.
teu amante ao teu Eugenio ? E dizendo isto
apertava-a contra seu peito.
Este movimenlo lirou a bella menina da
sua apathia ; um profundo suspiro desafogou
o seu corago ; de novo tornaram a correr sea i
lagrimas e entre repetidos solugos deixou
cali ir a cabega sobre o seio do seu amante.
Marley, pensando suavisar a violencia des-
ta profunda agitago com demonstracoes de
sua ternura apertou de novo entre seus bra-
cos a bella companheira e hia imprimir um
beijo em suas plidas faces, quando ella ,
com um mov ment convulsivo se Ihe des-
prende dos bracos, e litando nelle os olhos
cheios de fogo Ihe diz com vehemencia.
Eugenio tu amas-me ?
Se te amo querida Helena e podes
tu duvida-lo ?
Amas-me Eugenio? repeli ella com
maior vehemencia.
Sim amo-le com paixao com deli-
rio ; exclamou Eugenio, arrojando-se aos
pos da sua amanle ; juro-o pelo co, que nos
protege.
Basta de protestos e de juramentos.
Masdize-me, Eugenio, estspromptoa pro-
var-me neste momento que me amas ver-
daderamente.
Sim, Helena, anda mesmo quando o que
de mira exigirhajada causar a minhapercbjb,
TEZOUHARIA DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DA 1 4 DO CORRENTE.
Oflkio AoExm. Snr. Presidente da Pro-
vincia enviando a avaliagSo das etapes e for-
ragens para a tropa de primeira linha desta
Provincia no corrente semestre que em |
consequencia do officio de 26 de Janeiro pr-
ximo lindo, novamente se procedeo ; para
em vista da mesma se dignar enviar as ordens
que julgar convenientes.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. informando o
requejament de Ignacio de Jezus Bandeira
em qne peJio por aforamento o terreno ala-
gado, de que se acha de posse nos fundos de
seo sitio, na ruada Gloria do bairro da Boa
Vista desta Cidade.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. dem de E-
lias Baplista da Silva em que pedio ser pre-
ferido no aforamento do terreno de Marinhas,
e alagado de que se acha do posso no lugar de
Santo Amaro.
Dito-Ao Snr. Commandante das Armas
desta Provincia enviando os prets que o
Prefeito da Comarca de Coianna remeteo a
Thesouraria a lim de llie dar o conveniente
destino,
Dito-Aolnspectorda Thesouraria da Fazcnda
da Provincia da Paraiba dizendo que depois
de Ihe ter olliciado em II do corrente partec-
pando a remessa de 6.000.) reispeloComman-
dante da Escuna de Guerra 1. de Abril -
recebeo o seo officio no dia q do corrente. ,
que reeommeutlava a entrega ao negociante
Victorino Pereira Maia o que se effectuou ,
tornando aquello Commandante a entrar para
o Cofre da Thesouraria com a dita impor-
tancia ; e dizendo igualmente ter preferido
a remessa pelo dito negociante por este se
comprometter a levar ludo em notas de pe-
queos valores o que nao acontecera se li-
vesse sido feitapelo sobredito Commandante
por nao as haver no cofre da Thesouraria.
Dito Ao Contador da Thesonraria en\ an-
do a relagio dosconhecimentos que se pas-
s.'iro a diversas pessoas pelo Almoxarifado da
Ilha de Fernando de Noronha dedinheiros
al i recolhidos para serem pagos por a The-
souraria.
Portara Ao Thesoureiro da Fasenda para
entregara VictornoPoreira Maia aquantiade
6:000* reis de que trata o officio dirigido ao
Insnector dsThezourarla da Paraiba.
Dita Ao mesmo, para entregar a Manoel
B
Nao quero a tua perda eso te pego
que evites a minha. Voltemos !...
Eugenio olhou para ella admirado como
se nao tivesse comprehendido o que Ihe dizia.
Vollar para traz !
Sim voltemos immediatamente.
Helena ests em ti ? Fallas deveras ?
Sabes por ventura...
Sim fallo deveras nao estou louca ,
nem sou voluvel. Que te amo e que o meu
amor inalteravel nao podes nem deves
duvida-lo um s momento. Porem ah se
rae amas como deves como homem de hon-
ra pego-te que me tornes a levar para casa
de meu pai...
De leu pai ? exclamou Marley espan-
tado.
Sim de meu pai; de meu velho e cn-
rinhoso pai : restitue-me a elle antes que seu
corago seja despedagado por esta filha, a
quem idolatra : s nelle pensava exclamon
desfeita em lagrimas ainda neste momento,
que reclinada em teus bracos me deixava ar-
rastar minha perdigao: sim, eu sabia muito
bem aonde ia quern meacompanbava ludo:
sabia ; c com tudo ajuntou com tom solem-
ne pensava em meu pai, ria-o moribundo,
tendo seus olhos lvidos filos sobre mim em
quanto eu deseangava em teu seio. Amaldi-
coou-nw t expiren Sua maldiga inda
Joaquim Ramos Silva a quantia de reis
1:600*000 de urna lelra, que com abona-
gao de Jos Pereira da Cunha sacot a 40 di-
as precisos sobre Jos Hodrigues Roxo da
Provincia do Maranho, a favor da Thesoura-
ria daquella Provincia.
Dita Ao mesmo idem a Novaes & Irmos
a quantia de 500j reis, valor de outra lelra,
que com abonago de Nuno Maria de Seixas,
sacarfio a 50 dias precisos sobre Manoel An-
tonio de Carvalho e Oliveira sobrinho, dem
idem.
dem eo dia 15.
O.T.cio Ao Exm. Snr. Presidente da Pro-
vincia informando o requcrimemto de Mar-
celino Josa da Silva Braga emque pedio n
conrniago do lugar de Guarda da Mesa do
Consulado.
Dito-Ao Inspector da Alfandega com dea
copias dos despachos dos gneros baldeados,
e reexportados da Provincia do Maranho
para esta, desdeotempo em que se poz all
em pratica o regulamenlo de 30 de Maio de
1836, a fin de proceder ao exame determi-
nado pela ordem do Tribunal do Thesouro
Publico Nacional de 15 de Dezcmbro de 1858;
communicando o resultado.
Dito Ao mesmo, com 16excmplares da
oitava, nona e decima partes da pauta das
Alfandcgas do Imperio para em impr-
menlo da ordem do Tribunal do Thesouro
Pullico Nacional de 24 de Dezembro ultimo,
as mandar logo observar, tendo em vista as
ordens expedidas a respeito da execugao da
sobredta Pauta.
Dito Ao Commissario Fiscal do Ministerio
da Guerra junto Thezonraria dizendoque
a excepgo dos concertos e reparos, quese es-
to fi'Z'ndo na Fortalesa do Brum e no
Quartel do Hospicio, edos que ltimamente
mandou fazer o Kxm. Snr. Presidente da
Provincia pela repartigo das obras publi-
cas na Fortaleza do Buraco nenhnma ou-
tra obra militar existe na Provincia.
Portara Ao G>lleetor de Diversas Sendas*
Geraes do Municipio de Olinda com um ex-
emplar da Lei de 50 deNovembro prximo
passado para dar cumprimentoao art. 24, co-
brando os Novos e Velhos Direitos, e do
Chancellara com as alterages constantes da
Tabella a que este se refere ; tendo em
vista de que a sua execugao princifiou de 3
de Dezembro ultimo em diante,datada publi-
sa em meus ouvidos e seus olhos esto ain-
da all encarando-me com furor.....Marley ,
em nome dos cos voltemos antes que seja
mais tarde.....
Socega-te meu bem minha adorada
Helena!...
E ainda hesitas ? querers por ventu-
ra acalmar a minha desesperago ootn lagri-
mas carinhosas i' Considera bem o que fazes,
homem incauto e sem prudencia Como po-
der fazer a felicidade de um esposo a mu-
Iher que faz a desgraga de seu pai! Que en-
canto pode transformar a filha renegada em
esposa fiel.' Marley se queres receber as
bengos do co, pego-te que nao fagas cri-
minosa a mulher que te ama que com la-
grimas nos olhos pede que a restituas vir-
tude.
Dizendo isto cahio desmaiada nos bragos
do seu amante e conlinuou largo espaco
n'um estado de insensihilidade. Marley era
homem de honra e os rogos de sua amanle
nao foram perdidos.
Postilho gritou elle com voz firme, Tol-
la inmediatamente econJuz-nos outra vez
ao logar d'onde partimos...corre !... va...
Os ca val los ainda que caneados pareceram
adquirir novo vigor com esta mudanca de di-
receo e corriam a todo e galope qu*nfo
Helena temau .
11

:


T>w*arTi? mi*w*aas&~
^ago da Le nos termos do artigo 55 da
mean. a.
lguaes Portaras foro dirigidas a todos os
mais Collectores de Diversas Rendas Genes
da Provincia.
PBEFEITLBA.
Dia 19 do corrente.
Illm. e Ex. Snr. Tendo Lucas Evangelis-
ta da AssumpQo o coslume de procurar todas
us noites o lugar da Trempc sitio do Cida-
do Mesquita que possue urna preta escrava,
com qucm est..va mcubinado sucedeo
que. lirado na Terca feira ao mesmo lugar ,
nao vollasse mais a casa de sin familia ; e co-
mo nao apparecesse al o dia de hontem, 18
do corrente, e iiein liouvesse a mnima "oti-
cia des.ua p3ssoa, alguussjos prenles se diri-
girlo a aqudie lugar para raguirirem notici-
as das pessoas da vsinhanea do sitio do refe-
rido Mesquita; e fallando com um visinho a
respeito souberao que na noite do sobredito
dia se ouvio um r:o pequeo barulliO elno
mesmo lugar, e passando-se u fazer urna mais
serir, e minuciosa Indagaban, souberao que
bavia sido assassinado dilo Lucas, e enterrado
dentro do mencionado sitio, o que foi confir-
mado por um moleque, escravo de um Gale-
go-de nome Antonio ; e sendo ludo isto eoui-
m.inicado a est Prefeilura, e passando-se a
proceder nos termo.' da Lei. foi chamado dilo
inoleque,d.;poisdoser posta era cerco urna casa,
que foi considerada susjwita, e pergur:laud-
se onde foi sepultado o curpo do sobredito Lu-
cas, foi logo d'-scoberlo o lugar pelo mesmo.
< mandando-.se cavar, foi encontrado o mesmo
corpa, que, com quaiiloja estivessea das
enterrado, forecoohecido por todas as pesso-
as, queprezentesseachavo, e que delle li-
nhaoconhecimeuto ; entao foi interrogado o
referido moleque para dizer quem bavia
assassinado aodilo Lucas, e por quem condu-
zido para a cova, foi respondido que os perpe-
tradores de um l liorrivel altentado forao o
seuSenbox, Antonio d'Ho.rte, Manoel Altado,
Jos Antonio da Silva -anliago, e Luis Ka-
pozo, e dous oseravos desle, os quaes forao
prezos para serem entregues adisposiefio do
Juizo do Crime, a quem se remetieran to-
dbsosterinosnecessario assim como o In-
terrogatorio, que nesta Prefeitura se fez ao
referido moleque. Dos Guarde etc.
osdias 13, 16, 17 e 18 oopecorreu no-
vidade.
das participantes feilas pelos Prefeitos das Co-
marcas na mea de Janeiro do crtente anuo.
Secretaria da Provincia de Pernambuco em
18 de Fvereiro de 18
O Oicial Maior
Antonio Joze de Oliveira.
Mappa dos Crimea de l'crimentos, c mortes
commettidos as dillerenles Comarcas da
Provincia nomez de Janeiro do corrente
auno.
Ferioienlos
Comarcas
Recife
tioianna
Nazareth
Pao do Albo
Limoeiro
Santo Antao
Itonito
Brejo
(iaranbuns
Boa-vista
Llores
Cata
llio Formozo
Total
(i
I

i)
1

i




19
Mortes.
1
5

))
I
i
))
))

9
NOTICIA
SOBRE JOAO JORGE ZIMMEKMANN.
J. Jorge Zimmermann um dos mais Ilus-
tres mdicos do seculo pasado, nasceu em
Brugg no cautio de Berne aos 8 d Dezembro
de 1728, descendente de urna familia que
muilo tempo gosayo da considerado e, esti-
ma publica. Como sua macera lilha de um
distincto advogado do parlamento de Pariz .
tve Zimmermann a vantagem de beber com o
leile as linguas franceza e alientan as quaes
elle falla va e esereva co;n igual facilidade.
Lile foi educado na caza paterna at a idade
de 11 anuos idade em que foi mandado pa-
ra Berne a lim de abi estudar as bellas let-
tras e o que convencionahnenle se cosluma
chamar Philosophia, Sciencia, que n'aquel-
la epocha tanto na Suissa como na Allema-
nba se reduzia a lenebroza e bem poUCO se-
ductora metbapbizica de Wolflt Km 1747
terminou osen curso de humanidades. A
morle dos seus pes deixnndo-lhe plena e in-
leira liberdade de esoolher prosso que fosse
.liis da sua compleeo resolveu-se sem
hesilago a seguir a de medico para o que
enviou-se a Goeling. O grande Haller o re-
ceben com entranbas de pae ; admitliu-o em
sua caza ajudou-o com os seus conselhos :
dirigiu-o nos seus trabalbos e Ibe serviu ao
mesmo tempo de pae de mentor, de mos-
tr e de amigo. Levo n'esta tena es-
crevia elle ao sen correspondente a vida de
um bomein que. quisera viver ainda depois da
sua morte. Mas vida que tal, ao dizer de
Tissot, nao be das mais sadias Assim
que o joven Zimmermann soffreu logo um li-
geiro insulto de hypoeondria queixaqueao
depois foi o tormento e a desgraca da sua
existencia. Elle cultiwu todos os ramos da
arte de curar", dirigido pelo sen Ilustre com-
pali oa, por Bicbler, Segner, e Brendel; ini
ciou-se nos arcanos do idioma e da litterattira
[ngleza e todava nao Ibe falln tempo para
dedicar-se as sciencias pbisicas, malheinali-
cas e laobem as polticas
Parle do ultimo auno da residencia de Zim-
mermann em Goel'mgue foi em pregada em
um trabalbo que veio a ser a bazo da sua repu-
laco. Com cubilo o sua DiaaertucAo sobre a
u irrilabilidade, publicada em 1751 be
obra fundamental a qual destruindo para
sempre os systeraas de Slabl, e Boerbaave .
deu o primeiro impulso todas as mudanzas ,
que andando os lempos se fizerio na theo-
ria da medicina porque este opsculo foi que
DOZ Verschuir, e Fabro nocaminbo de me-
p emento 'esta doctrina anda faltavo. Con-
tente de B haver aventurado fados cerlos ,
nao .leu atteuco critica e nem tao pouco
seempenbeu em discusso alguma deixau
do que oleinpoassignasse justo lugar na sci-
erasua intima persuazo
ser
*>ncia ao que ,
a verdade. .
Deixando Gceugue passou aigum lempo
na Hollanda onde teve muita amizade com
Ganubio e em Pariz onde affeisoou-se bas-
tante Senac. Voltou a Berne em 1781,
onde obleve logo numerosissima clientella.
Foi entao que elle inseriuno Jornal de neuP-
chatel urna carta annima em francez en-
derezada Herrenschwand cujo contheudo
era um esbogo da vida de Haller, assumplo
sobre que decorridos trez anuos elle escre-
veu urna estiradsima obra em allemao. Pou-
co tempo depois espozou urna parenU do seu
querido meslre e n'esse entrementes como
ragase a cadera de medicina da cidade dj
Brugg, e Ihe fosse ollerecida, oceupou-a.
Restituido patria, abi passou U airaos,
dividindo o seu lempo com o ejercicio da me-
dicina com a leilura com a corresponden-
cia dos seus amigos e com a cultura da sua
Imgua materna razo porque be tido por um
dos restauradores d'ella.
auno de 175o foi consagrado por Zim-
mermann composicfiodo mudos opsculos ,
laes como a narrado de uin sonbo. que elle
traba tido sobre o estado d'alma depois da
morte especie de satyra que causou grande
sensato e um poemelo agradavelmente es-
cripto sobre os Desastres causados pelo terre-
moto de Lisboa. Em 1756 publicou o seu
primeiro Ensaio sobre a Solido filelo
das rellexocs que Ibe suggeriu um carcter
naturalmente propenso a melancola, ease-
dado |ielos inconvenientes inseparaveis da ha-
bitado de urna cidade pequea. Em 1758
tornou a laucar mo do seu esboco e entao
ajunctou os materiacs do grande tractado .
no qnai nio deu a ultima mo, sino trinta
anuos depois ; obra uotavcl onde as causas.
eoseffeilos da solido so appreciados com
um talento to superior, e onde se admira
menos o profundo conhecimento do coraeo
humano de que da exbuberanles provas o au-
thor, do (pie a arte com que derrama tantos
encantos sobre um assumpo (|ue primeira
\isla paiece to pouco azado para lisongeiar a
magiiiaco. Ao mesmo lempo que Zimmer-
mann reuna os materiaes para esta obra ,
lauca va as linhas do seu Tractado da expe-
riencia cuio primeiro vohimucom todo s
appareceu cm 17(55. Esta he urna das suas
prodceles mais estimadas, e mais justamen-
te celebres. He para sentir que ella ficassa
incompleta, porem o que possuimos baste
para que a lenbamos por urna preciosa eol-
lecco de observayOes linas e delicadas sobre
a arte de observar, e de tirar partido das
A mesma sagacidaJe se encon
O presente mappt foi organisado a vista
__ Ondeestou ? onde me levam excia-
inou com acento frentico.
A leu pai minba querida responueu
Marley ternamente. .
A meu pai Eugenio a meu pal .
Ser possivel ? Mas para que hei de du-
vidar ? Nunca me engaaste nem podes
faze-lo. O co le abengoe. Eugenio urna
e mil vezes sejas abencoado meu esposo ,
meu querido esposo. E na efl'usao de seu
coraco innocente Isncou-lhe os bracos ao
pescoco imprimi em seus labios um beijo
de agradecimento e derrauando lagrimas de
prazer encostou-se sobre o peito de seu a -
maule com a conUanca de urna copsciencia
tianquilla. A influencia da virtude qual
balsamo precioso veio serenar aagitacaode
Marley e nunca inda nos momentos da
paixao mais viva quando pela vez primeira
ouvio dos labios da sua amada a conli.ssao do
seu amor nunca a felicidade de Marley f-
ra to completa como aquelle mouieqto.
Onde est ? Deixai-me v-lo ? Est bom ?
firitav Helena entrando precipitadamente
cm casa de seo pai.
Por quem perguntaes senbora ? res-
poiidco framente a pessoa a quem ola se di-
riga e qu era irm de seu pai.
__Minba querida tia nao me fallis desse
aiodo nao sou o que pensis.....Porm meu
horeteologia ida inflamado, pois chamando observares.
a attoncao de um modo especial sobre a i-n.lu- no Trac._ado iOMiltoWMMh P -
enca nervoza veio a ser a Tonte da ll.eora blicado em I V. Esta obra nao esta ce. ta-
aacUab!iSade da qual todas as seiUs mo-1 mente fora doalcanse _de um cnl-eo^vero ,
derna
hoje
sum
norque as suas ineonas leem srau appncauuo. ---------- ctl-i^
Z.mmermann desenvolveu com ordem pre- raoqual a ^J^J^tjl
ciz.o e clareza admiraveis as ideias de Bal- ;, tnbu.ro tanto, quantoa profu. deza das s .as
Z, 'e sulnlou-as com una infinid.de de leias, e a singular persp.eu.dac'e dos seus
observacoes c experiencias que para o com- progupaticos.
A dysenteria que assolou Brugg. em
17G5 deu leo a Zimmermann para escrever
um tractado no qual consignou as mais bel-
las ideias sobre as causas, e a sede desla cruel
enfermidade faltando nicamente para ser
perfeilo que odesbastem dassedigas theorias
que o desfeio. Si ainda fosse dado duvidar
que a dysenteria he urna inflamaQo do canal
intestinal, esta obra so bastara para o de-
monstrar embora o author nao se tivesse re-
montado esla ideia geral que dimana ir-
resistivelmente dos numerosos fados edas
aberturas de cadveres que elle relfere.
Todos estes trabalbos e urna immei.sida-
de de artigos uns instructivos, outros sim-
plesmente satricos derramados em folhas
peiiodicas celebrisaro logo o nome de Zim-
mermann e lhe grangearo reputaQo euro-
pea. Em 1768, elle obteve o lugar de pri-
meiro medico do rei da Inglaterra em Ha-
nover vago pela morte do celebre Werlliof,
e immediatamente foi para o seu novo destino.
Os dissabores que padeceu Ibe agravaran
melancola a qual a morte da sua esposa ,
5 de Junbo de 1770 ainda tornou mais
cruel. IJuia bernia, que milito tempo o
alormei.tava, o obrigou a ir em 1771 en-
tregar-se as mos de F. Meckel, que publi-
cou as observares da operago, fe i la por
Smucker. (*) O acolhimento que Zimmer-
mann recebeu lauto em Berln, como em Ha-
novor quando voltou para esta cidade como
que Me restiluiu alguma calina : mas a morte
de sua iilba em 1781 de novo o mergulbou
no desespero, do qual comtudo a amizade
conseguiu arrancal-o fazendo com que se
ulle prendessb nos lagos de um segundo hy-
inineu com a lllba de Berger medico do rei em
Lunebourg, consorcioqUe leve lugar no an-
uo seguinte. Foi ento que appareceu o
a Tractado da Solido que foi occasio pa-
ra que Zimmermann entretivesse urna corres-
pondencia com a imperalriz da Hussa. Esta
princeza tentouatrabl-o aos seus Estados of-
lerecendo-lbe as maiores vanlagens mas na-
da foi capaz de seduzilo, anlepoiido ludo
permanecer na Ailemanha.
Na viagem que Zimmermann fez Berln ,
obteve urna longa audiencia de Frederico.
Este monarca o cbamou em 1786 [jara com
elle aconselbar-se sobre a enfermidade, que
pouco tempo depois o devia arrestar a sepultu-
ra. Zimmermann obedecen inimediatamcn-
te c quando voltou a Hanover fez a bar-
racan d'esla viagem e a reeheou de f .ctos to
interessanles, que toda a Europa a desejou
ler. Elle bavia seguido desde a infancia a
bistoria do rei da Prussa com o inleresse
que as aceces do bomeni Ilustre inspiroaos
bomens engenbosos : a vista do prncipe aug-
iiienlaro os sen timen los de predilecto que
Zimmermann lhe consagrava e de enlo em
diante ludo o que dizia respeito ao bere d'a-
quelle seculo ludo quanto o | odia retratar ,
be veio a ser precioso. Zimmermann publi-
cou successivameiilc duas obras histricas qu.
se podem considerar como panegricos de Fn -
difrico, e que lhe suscitaro innumeraveis e
fra-
a sua
(*) Pe morbo hernioso congenitosngular,
el complcalo, Berln 177!2 in --8.
pai meu pai ainda vive ? Como est? Oh !
minba querida tia leude pedwte de mm ;
estOU arrependida... sou innocente.
N"uma palavra. Helena estaescasada?
Nao nao oestou.
O co seja louvado Seguc-me leu pai
est muilo mal.
__ Em nome do co corramos antes que
seja tarde. E afilicta Helena correo para o
(piarlo e cabiodc joeUios junto ao leito de
seu jai.
__ >|lMi pai digna-vos olhar para vossa
Glha ? Son u vossa Helena, e volto para V0S80
lado to pura como vos deixei. Pela ter-
nura liiial que sempre vos bc conservado .
peHoai a ccueira o crime de um momento.
Via memoria de minba mi....
Detem-te; disse o velho, esforgando-se para
moslrar-se firme apezar do estado de de-
bilidadc em que se achava por sua avanzada
idade, por seus padecimentos e pela dor
vilenla da fgida de sua filha. Uetem-te ,
eresponJe-me : EsU cavalleiro leu esposo.
_ Helena ia responder porem Marley
adiantou-se-lhe. I
Nao senbor : nao tenho a felicidade ;
de ser o esposo de vossa filha. Ella recu-
bou dar-me a sua mo sem o vosso consen- ,
limento : e sem este consentiinento posto
que cu ame Helena com a maior paix I
deva alimentar mu pdeas esperanzas de a
obter d seu pai, protesto de nunca a aceitar
a quem todos parecam amar. Por fim a ini-
mizade de lautos annos liiiba cedido ac dese-
ter de seu nai iMousio ir; uunua a a,............-..... ,.... ,..,
- Dais a vossa palavra de assim o fazer,' jo de assegurar a felicidade de nimba lula.
Marlev!-\ minba palavra sagrada como Senta que-o meu fim avancav^ rpidamente,
'""'' '-. ._.. i,_;., ~.....~~ t.,.i... i-..cnh-iilii ili>lui4 nc lir
diomem.de honra... Eu posso ter herdado o
vosso odio porem nao quero mcrece-lo.
Meus (ilbos tendes vencido., exclamou
o pai Marley minha filha vossa.
Eugenio pegou na mo do velho duvidan-
do ainda do que ouvia.
Meu pai, exclamou entre sulucos a
feliz Helena e lcva;;tando-se laiiQOU-se nos
e boje mesmo traba resolvido depoi de ter
este livro sagrado dar urna prova de arre-i
pendimento de culpavel odio que por tantos
annos alimentara unndo-vos com minhafi-
Iha. A noticia da sua fgida veio destruir
meus virtuosos propositse atender de novo
esse odio inveterado. Nao mandei que vos
perseguisem, fiz mais. Senti... ao menos
bracos de seu pai, e imprima mil sculos de ; assim o acred.le., qne a minha morte se apio-
ternura na en rugada Tace do anciao.
A boa tia de Helena participara da alegra
; a profunda sensago de urna nao es-
perada felicidade embargou por algum lempo
as vozes de todos.
Em fim o bondoso pai abracando sua fi-
i Iba com urna das mos, e estendende a ou-
| ra a seu lilho adoptivo disse
Vede em ludo a bondade do Altissimo.
Vede as ben?os que acompanham sempre o
cumprimento dos nossos deveres. Marley ,
vosso pai, antes de vos terdes vindo ao mun-
do bavia attrahido o meu odio sobre si e a
sua descendencia. Alimentei esta injusta in-
dignago depois da sua morte, contra vos
mesmo que nunca me havieis oflendido e
ximava ; nao bavia tempo a perder. Fiz
precipitadamente o meu testamento em que
legava a minha iilba a minha cierna mald-
co; esta noite devia assigna-lo, pois que so-
bre este livro sagrado ec liaba jurado solem-
nemente de nunca perdoar a quem assim
abandonava seu pai com tanta ingratido.
Oh! meu pai! exclamou Helena, a
quem a liorrivel viso que t vera no cami-
nho se apresentou novamente ; perdoai
vossa filha : ella est arrependida.
O arrependimento apagou o erro de um
instante. Dos te abenge mil vezes, mi-
nha querida Helena.
A tua virtuds filial prolongou a vida a tea
pai.
>


1/
ITT------SSgg&ji
mente poltica e comhilteu com todas as
suas forjas as ideias de reforma que germi-
navo em todas as cabegas europeas, nao
(.listante havel-as partilhado com nnthusias-
mo outr'ora qtiando era um dos membros da
celebre Sociedade patritica d Schinznach.
Zimmermann era d'esses liomens que podem
olevar-se a concepgo das mais sublimes theo-
rias, mas recuo ante o pensamento de Ihes
dar applicaco, tanto os intimida ainda a
sombra dequalquer perturbado : de mais a
sua estima s ideias democrticas nunca Ihe
suflbcou o instincto secreto que o prenda as
combinacas da aristocracia. Urna memoria
que elle mandou appresentar a Leopoldo em
1792, contra a famosa seita dos Illuminados,
grangeou-;llie urna carta lisongeira d'este im-
pirador cuja inopinada morle o poz em i ti
c.ivel abalimento. A revoluto francezaa-
eabou de desvairal-o e de entao em (liante
foi definhando al morrer o que acconteceu
7 de Uutubro de 1795. O traciado da So-
li.Jo foi t'-adusido para o Krancez em 1790
por Mercier e em 1825 por A. I. L. Jour-
dan. Esta segunda verso be geralmente
preferida porque nao conten, como a pri-
uieira as regias e todas as practicas d.s sei-
tas pliilosophicas ou christas votadas soli-
dao. Esta obra adquiriu grande suecesso na
Inglaterra onde ainda boje be lida com o
naior prazer.
(Traduzido.)
CORRESPONDE N (Ta~
O
Senbores Redactores Revolvendo alguns
papei velbos deparei com o Jornal do Com-
inercio de Londres de 4 de Maio de 1811 e
nelloapag. 4. coluna <'i. acliei um artigo que
tem por titulo = Trauco com o Brasil = e co-
mo oaclieido maior iiileresse em urna qua-
dra, em que osinteressados no monopolio do
consumo do assucar das Anlilhus para im-
pugnarem o projecto de adinilir-se a consumo
na Inglaterra o assucar o cal do Brasil a di-
reitos moderados lembro-se hipcritamente
de que essi'S gneros sao producidos por tru-
balbo de escravos querendo assim inleressar
na sua cauza os amigos da supresso do com-
mercio de escravos. O que mais horrorisa em
tudo istobe ver, quealgu.isLords, eoutros in-
dividuos, que ainda bojepossuem escravos, co-
mo accionistas da Companbia das Minas de
Congo-Soco c outras em que trabalho mil
escravos e cujo oiro muito aprecio apezar de
ser produzido pelo trabalho desses infelices ,
se ten lulo mostrado os mais encarnizados con-
tra o consumo do assucar ecaf do Brasil na
Gr-Bretanha. Esses Lords tornaro-se mes-
momonslros de ingratido para com o Brasil ,
que acaba de tor com elles um rasgo da maior. e
menos merecida generosidade redusindo a
10 ou mesmo a 5 por cento os direitos de 25
que pagava essa Companbia ,. e al llie
mandou entregar o deposito de 100 conlos de
reis que no Tezouro estavo como caugo '
Lord Jorge Grey, Lord Joao Russel eoutros
Ibes langaro sareasticainenle isso em rosto, e
com a maior forca ; mas os monopolistas nao
tem vergonha ; mas a nago Ingleza vive es-
cravizada sob o p-so immenso da influencia o-
diosa dessa classe, e o projecto cabio e o Mi-
nisterio que o liavia proposto loi derrotado
as eleiges e cedeo o lugar a Bobert Peal,
cbeie do partido Tory interessado no monopo-
lio. Entretanto o dado foi laucado, e qualquer
que seja o partido que suba ao poder, o pro-
jecto tem de passar mais boje mais amanb : o
povo Inglez est em movimento be como a
qucslo Catliolica. l'ensem porem nisso os
nossos Concidados : esse funesto Tratado es-
t a expirar,epreparemo-nosparaajudaro nos-
so Governo ou obiiga-lo a entrar cm contas
com a* pretences da Inglaterra, sustentando,
como lhe cumpre a dignidade eos interes-
sesda naco Brasileira.
B.
C0MMKKCI0 COM 0 BRASIL.
A Associago Brasileira de Liverpool acaba
de fazer ao Estado um importante servigo ,
publicando oportunamente as = Baz&es por-
que os productos do Brasil devem ser desde lo-
go admitidos para consumo desle em termos
mais rasoaveis = Ainda que nossos leitores
pouco posso acbar de novo nesta exposigo ,
todava encontrara alguns (actos bem Trizan-
tes e de um modo irresistivel sustentado o
cazo para a admisso dos productos Brasilei-
ros. Esta exigencia he seguramente a mais
rasoavel, que jamis tenha partido Je urna
corporaco mercantil. Ella involve a conser-
vado do segundo melhor mercado estrangeiro
para as manufacturas Inglezas ; e oabasteci-
mento de dois artgos que s tem tornado de
primeira necessidade para a.massa da popula-
gao deste paiz. Aqoesto nao rola entre os
negociantes Brasileiros, e os interesses das
Indias Occidentaes-, a questad he se o povo da
Inglaterra continuar aestir privado do uso!
em grande monta do assucar, do cafe, e de
um mercado, que consom annualmente o va-
lor o milhoesde Ls. do producto do seo traba-
lho. Se o trabalhador Inglez quizer usar do in-
dispensavel artigo do assucar elle sop.nle-
r fazer a m prego em retalhoabaixo de 0 di-
nheiros por libra. Agora o prego do assucar
das Antilhas tem regulado nestes ltimos do-
ze mozes por atacado (*) a 6 11 4 dinheiros por
libra, e a 9 dinheiros em retallio. 0 operario
pos tem sido forga lo em virtude do monopo-
lio garantido s nossas colonias a contentar-
se com um tergo do assucar a que antes ti-
nha direito e isto em serio prejuiso de seos
hbitos( moraes) e com grave detrimento da
renda publica.
As seguintes sao as Basoes = aprezenla-
das pela Associago Brasileira de Liverpool.
iara que um tal estado de coi:'.as uodeva mais
continuar.
1. A importancia do nosso trauco que
monta j a cinco milhoes de libras esterlinas
p r anuo, com o Brasil, que he um dos maio-
res consumidores para as nossas fazendasde
algodao :
(( 2. x prxima expirago do nosso Trata-
do com aquelle paiz em que temos a certeza
de que se nos imporao direitos diferenciaes ,
que excluiro as nossas manufacturas.
5. A insuficiencia dos suprimentos das In-
dias Occiilenlaespara as necessidades deste pa-
iz, o que he demonstrado pela exorbitanciados
pregos actuaes e pelo fado de nao haver au-
mentado o consumo a pezar do grande aumen-
to da nopulagao :
4. A renda alimentaria largamente com
a admisso doassucur do Brasil em urna esca-
la rasoavel de direitos, em vez de que no ulti-
mo annodebaixo do actual sistema houve para
menos urna diferenga da anno anterior de Ls.
17)8:000, e comparado com o anno de 1828 ,
de nada menos do que Ls. 558:000. Supon-
do que o consumo do assucar annualmente
aumentasse somenle ( calculo de certo mu i
biixo ) 40:000 'oneladas p;la a Imisso do as-
sucar Brasileiroa 56d. por quintal inglez (112
libras ) e odas Antilhas continuasse a 2id. a
renda publica s por este Tacto alimentaria Ls.
1:140,000.
5. 0 prego do assucar do Brasil para ex-
portaco regulou de Abril de 1810 a Abril
de 1841 a 2 112 dinheiros por libra, em quan-
to o das Antilhas lo bem por atacado regulou
a 0 1 | i dinheiros por libra :
6. Por estes factos se evidencia que gran-
des largas lico ainda para a protecgo das In-
dias Occidentaes eao mesmo tempo collocar
este indispensavol artigo de bem estar domes-
tico ao alcance dos ineios das Classes traba-
jadoras :
7. O clamor levan'.ado de que o assucar
do Brasil provenido trabalho de escravos, vem
de m graca quando parte dos proprietarios
das Indias Occidentaes ; sendo como he no-
torio que elles embarco deste mesmo acu-
car produiido por escravos, depois de relina-
do, para as Antilhas por um prego abaixo de 4
dinheiros por libra afimde se collocarem el-
Jes mesmos as circunstancias de trazerem o
seo paraaqui pregos de monopolio ; e por
tAo manifesta injustiga os pobres da Inglater-
ra sao os que sofrem sendo todos excluidos
do uso deste genero de necessidade da vida.
8. Combinages ou Sociedades de Total
Abstinencia se csto organisando e se vo
formando compromisos para deixarem o uso
do assucar at que se form; urna escala mais
equitativa de direitos. At um certo ponto
o mesmo sistema se forceja para introdu/.ir
as familias particulares sendo agora insu-
ficiente para o objecto o dinheiro que em vez
de assucar, se costuma pagar para meza. Po-
de-se alem disto acrescentar que grande
quantidade de fructas se estragarSo neste paiz
o anno passado, por nao poder o jwvo con-
srvalas em rasao do exorbitante prego do.
assucar. .
9. 0 cafe das Antilhas he admitido a di-
reitos de 6 dinheiros por libra ; e o bom da
(*)Supoto quea palavra bond signifique m
rigor hum titulo de obrigago de exportar
hum genero qualquer,cri dever traduzir=por
atacado em razodo outro termo retalho
e at por que gozando o assucar das Antilhas
do previlegio do commercio e do prego do
monopolio em Inglaterra e sendo mesmo
pouco para o consumo interno nao hecnvel,
que tenha nunca destino de exportado por
que mesmo para consumo das Colonias Ingle-
zas he exportado o assucar do Brasil depois
de refinado Vende-se la mais barato do
queoseu mesmo que preferem exportar to-
do para o consumo da Gr Bretanha onde
goza de hum preco ewrbiUr.tissimo.
Jamaica vale agora por atacado coiza de 9 di-
nheiros por libra. O cafe do Brasil pode ser
admitido a Ll(!) por libra e vale por atacado
a 4 112 dinheiros. lie istojustiga ou reci-
procidad e ?
10 O Brasil produz actualmente coiza de
00 mil toneladas de cafe por anno ; se una
quarta parto viesse ao Reino Unido produzi-
ria a um direito de 7 112 por libra una ren-
da de Ls. 1 -.OoO.OOO -. alem disto o absurdo
sistema de mandar cafe ao Cabo da Boa-espe-
ranga para ser = colonisado = deveria sera-
bolido ; e este importante artigo poderia ser
importado ( deixando ainda protecgo ampia
s nossas colonias ) de maneira a po-lo ao al-
cance dos meios do mais ordinario traba-
lhador.
II. De 50 a 00 mil toneladas de navega-
gao Ingleza aehao-se empregadas no commer-
cio com o Brasil ; o anno passado loo navios
Inglezes canvgando 28,741 toneladas partirn
so para um porto cousa de >0 navios nave-
gao annualmente de Liverpool so para o Bio
de Janeiro -, e anuos inteiros se passo sem
qu hum se quer volte com carregamento de
retorno, sendo que lodos poderiao pronta-
mente voltar com carga se mais moderados
fossem os direitos do assucar e do caf.
12. Nosso Commercio externo reclama
o animador disvelo do Governo e podemos 1ra-
zer lemhranca do paiz que no anno que
(indou em 5 de Janeiro de 1841, tivemos nina
diminuicao de exportagao em comparagodo
anuo anterior de Ls. 1:T>82,4*)I :
15. O Brasil nao he um paiz manufactu-
re! ro nein [lossiie por ora elementos para is-
so ; he essensialmente agrcola ; nossas rela-
goes pois devem ser tragadas dentro dos lagos
da maiseslreila uiiio.
14. 0 argumento dos philantropos que
excluindo os productos dos paizes deescrava-
tura se promove a sua aboligo he ilusorio;
a perseveranga em tal sistema s servira para
induzir esses paizes a formarem combinages
entre si e eom mitras nagoes manufactu-
reiras da Europa menos escrupulosas, para
seo mutuo beneficio : ellas adoptarao o siste-
ma de direitos diferenciaes que em ultimo
resultado dario a excluso inteira da Ingla-
terra da partecipaco no seo commercio ; ea
escravidao e o trabalho de escravos conti-
nuario a florescer apezar do todos os nossos
esforgos.
Parece agora por todos admitido que se pe-
culiares circunstancias seno prendessem a
cultura do assucar e do cafe no Brasil dar-
se-hia o caso ivesistivel para a admisso rfo
productosdaquellc Imperio para consumo. I o
rem mal intendida philantropia se oppoem a
qualquer salutarlegislagao a tal respeito : phi-
lantropia que emperradamente cega para a
miseria que prevalece de suas portas a dentro,
oppoem-se com violencia a que se admita o as-
sucar e cafe proilusido por escravos. Ora
primeiramente se o povo da Inglaterra tem
de licar privado do assucar produzido pelo tra-
balho de escravos. por que rasAo se lhe per-
mite o uso doalgodo c do tabacco ilUfl
rendem annualmente para o Tezouro mais de
7> milhot esterlinos de direitos, mas queseo
tao bem produsidos pelo trabalho de escra-
vos :' Porque se Ibes permite ousodoarros
igualmente produsido por bragos escravos? Se
to perigoso he para a humanidade o permitir o
consumo do assucar produsido por escravos.
noheigua.mentedesagradivelconcederquela
artigo seja refinado com destino para consumo
externo, e mesmo para as nossas colonias ?
Nos admitimos oalgodao /irodusidopor escra-
vos, por que seassun nao I'ossj. nossas fabricas
(car o de fogo morto ; po em quem os nos-
sos operarios privados de um genero de neces-
sidade antes do que consumirem urna s onca ,
que seja de assucar produsido por escravos! !
Nada do que a Gr-Bretanha possa fazer
com restriges ou prohibiges he eapaz
de acabar com a escravidao nos paizes tropi-
caes. Isto tornar-se-ha evidente desde que
se quizer refleclir que todas as nages Euro-
peas a excepeo da Inglaterra consomem
assucar produzido por escravos. A Russia com
os seos 50milhoes de habitantes:a Austria corn-
os seos 55 a Alemanha com 50 a Holan-
da e a Blgica com os seus 7 ; a Dinamarca
com os seos 2 milh>s a Espanha com 15 ,
Portugal eom 5 a Italia com 15 a Turqua
e a Grecia com 10 milhes ao lodo 172 mi-
lhoes de habitantes nao consomem outro as-
sucar de produgo estrangeira que nao seja
produzido por escravos. Quam ocioso poLs\
hefalar de que a Inglaterra recebendo 40
mil toneladas annualmente de assucar Bra-
sileiro indusiria os paizes que possuem es-
cravos a formarem combinages entre si o
a fortificarem assim o sistema da escravidao !
A persistencia em huma linhade. conducta
contraria, he qu seria apropriada a levar-
t
nos a hum desfecho nos seos paizes de e*-~
cravatura sao excluidos dr mais mercado do
mundo elles naturalmente amaro una ins-
ltiligo, que com injustiga Ibes fasem a causa
d6 s>ia exclusao. Nao condue porem ainda
aqui o perigo a temer. Se os paizes de escra-
vos em conseqenci de sua exclusao dos
mercados Inglezes, concederem a Alemanha .
a Franca e a Suissa vantagens que se ne-
guem a Gr-Bretanha esses paizes lero di-
recto interesse em proteger a continuago da
escravidao. E a hum tal estado de coizas con-
du/.ir-nos-ha essa opposigao a que se admita
gneros produsidos por escravos.
A esses que allego que a admisso do assu-
car e caf Brazileiro he proprio a encorajar o
trafico da escravalura respondemos, que a su-
pressodesse trafico por una nagocujossubdi-
tosse achoempenliadosnelle.heobjeclode po-
lica interna. OGoverno do Brazil aclia-se res-
ponsavelpara com a Gr-Bretanha pela supres-
s'io do traficodeescravos;eseesse trafico nao he
suprimido, como estipulan os tratados en-
lao obre a Inglaterra Como obrara em caso
de grossera e flagrante nfiago de tratados
em qualquer outro objecto. Se huma tal li-
nhade conducta houvesse sido de huma vez
seguida eom firmeza, pouco ouveriamos la-
lar do trafico de escravos no Brazil.
COMMERCIO._____
l'KAg.V UO RECIPE 19 l)K PEVEREIRO UK 1842.
Revista Mercantil.
Cunbio Tfoearo-se sommas de alguma
monta a 28 1 |2d. por 1 j res.
Algodo Sustenta o prego de5.800 6:000.
aos quaes poucas transagi'K's liduve-
ro : As entradas deste artigo do
interior foro mili diminutas.
Assucar Est mais animado, e as Iransa-
ges tem variado, de 000 a 050, e
700 por a sobre o ferro.
Couros Sao procurados a 150 res por Ib.
Bacalhao nAo tem havdo entradas, e o de-
posito de2,000 barricas,eas ven-
das a retalho a 10* res.
Carne secca O deposito anda [>or 20.000 ar-
robas e as vendas de 12,400 *
2,800.
Batatas Tem-se vendido a 000 rs. a @.
Perro Inglez em barra -Regula a 5*800 o qq.
Salitre retinado. Vendeu-se a 2tK) rs. a Ib.
Toucinho de Lisboa Alcanga de 0j400 a
7)000 conforme a qualidade.
Em conf irmidade da le de 50 de Novem-'
bro de 1841 os relogios d'algbeira joias ,
vasos e ulencis de ouro e prata pego ni-
camente 5 por ceulodedireitose Hj2* poscen-
io de expediente. A Plvora estrangeira
transportada por baldcacao ou reexporlugo
para a Cosa d'frica paga os direitos de 15
por cento : ( s melaes preciosos nacionaes ,
oj eslrangcTos arrecadados pago somenle
uieo por ceios ibre o valpr crranla no mer-
cado. E do 1. deJiilho do coi rente anuoein
dimite : o cha pagar 50 por cento de direi-
tos e os gneros despachados para a Costa
d'Atlrica por baldeagao e reexportacopagarao
o imposto addicional de 15 por cenlo.
IMPORTACAO.
A Barca Austriica Cyro ~ viuda do
Liverpool, entrada no errente inez, consig-
nada a Johnston Paier C. Manifestou o se-
gunde 120 toneladas de earvo de pedra.
D E C L A R A g E S.
V3~ lloje na Alfandega se ha de fazer a ar-
rematago de 24 cadenas no valor de 48j rs.,
subjeitas a direitos e expediente.
es- A repartigo das Ob<-as Publicas
ailnnlle serventes livres a 700 rei* por da;
assim como pedreiros carpinas e serventes ,
todos livres para a obra do forte do Buraco.
Boje na mesma repartigo se hade princi-
piar a arrematagao le urna eanoa velha afi-
liada em 20jOOO reis.
S^ O Brigue Portuguez Africano de que e
mestre Severino Manoel dos Beis recebe
amala para Lisboa a maul. ( 22 ) as 8 horas
da manh.
fsf- O PatachoS. Amaro de que e mestre
Izidro Domingos dos Passos recebe a maU
para o Rio de Janeiro no dia 25 pelas 10 ho-
ras da manila.
N Pastoral de S. Ex. Ueverendissima im-
prossa no Diario n. 58columna 2. linha 12.
em lugar de crucilicago leia-se cruciti-
xa : columna 4. linha 27. em lugar dopres-
so leia-se prono. --
AVISOS DIVERSOS.
y Hoje 2l do correte princpio a ser
pago os premios obtidos pela extraegao da 2,
7*


/
4-
si
parte da 8. Lotera no Escriptorio do res-
pectivo Thezoureiro das dez horas da ma-
iih;i:i uma da tarde continuando o mesmo
pagamento nos das 22, e 23 s sobredi tas ho-
ras e deste ultimo dia em dianle, squartas
e sabhados de todas as semanas,
ssg" Os Bdhetes da 1. parte d*9. Lotera ,
cujas rodas tem o seo impreterivel andamento
no dia 21 de Margo prximo futuro ; acho-se
desde j venda nos lugares dos costume.
jsy Perdeo-se na noite do dia 19 do eor-
rente, desde o corredor do Bispo ate a roa No?
va, um annel dcbrilhante de urna s pedra ;
quem o tiver adiado querendo rcstitui-lo ,
pode dirirgir-se a loja de Manoel Gomes Vie-
gas, que faz quina para a ra das Cruzes ,
que receber de gratifico o valor do mesmo.
ar No dia 16 do corrente pelas 9 horas da
noite acharam-se dous quartos que parece
tercm conducido assucar : quem for seu dono
procure-es nos Bairros-baixos casa D. 3, no pra-
so de lo das que do contrario sero entre-
gues ao Deposito-GeraL
cy Furtaro na manda de 17 do corrente
por detraz das o pontas ciqa cabrinha moxa,
orelhas pequeas e fechadas malhada de
prcta e branco : roga-se a quem for olTere-
cida que a tome e restitua a seu dono as 5
ponas casa D. 37.
ssr Preeisa-se de um mogo portuguez ,
que tenha pratica de venda, para lomar urna
por balando ua ra do Rozado larga venda D.
2
, dando fiador a sua conducta.
ssy Precisa-se de urna criada forra ou es-
crava para todo o servigo de una casa : na
ra daCamboado Carmo sobrado de 2 an-
dares, no prinieiro.
S2y No dia 17 do corrente desapareceo da
ra do Sol para Apipucos um burro caxito,
com o ferro das letras F. R. ligadas sobre a
anca esquerda com cangalha e cambitos ;
quem o pegar ou Jelle tiver noticia, dirija-se
ao armazem de capim ra do sol.
tET Precisa-se de 100* rs. a premio de 2
por cento dando-se pinhoresde ouro; quem
tiver annuncie.
BT Dm mogo Brasileiro bem gil de
19 annos sabe Jer escrever e contar de-
seja arrtiuiar-se em qualquer casa de ne-
gocio excepto venda ; quem de seu presti-
nio quiser utilisar-se falle na ra da Cofl-
ceigo da Boa vista loja de funileiro defronte
da Igreja.
XT5" U abaixo assignado roga ao Sr. A. J.
A. M. morador no Rio Formoso que no
praso de 30 dias a contar ta data deste venha
ou mande resgatar o pinhor que existe em
poder do annunciante que do contrario pas-
sara vende-lo pan embolgo do principal e
juros ficandoo ditoSr. responsavel pelo res-
toque faltar para completar o total da divida:
e para que seno'chame a ignorancia e nao
ten lia di reito a reclamar faz o presente an-
nuncio.
Joaquim Joze Correia.
CJ- Os Srs. Maglhes Coelho & Companhia
mandem a venda do Pilomba na ra da Ca-
deia do Recife para receberem urna carta
viuda da Parahiba.
cy Quem precisar de urna ama de bom
leite e da primeira barriga procure no a-
terro dos Affogados em casa de urna parda de
maior de nome Mauricia, 4dfronte de Chris-
tovao de tal Pinto, morador na ultima casa
do Pavo. Na mesma casa acha-se urna mu-
Iher de meia idade que dispoe-se a ser ama
de alguma ereanga sem leite.
cj- D-sel50*rs.a juros sobre pinhores
do ouro, ou prata : annuncie.
SST OSnr. Joze de Azevedo d'Andrado ,
queira ter a bondade de declarar a sua mora-
da para se lhe fallar a negocio de seu inte-
resse.
ssy Quem annunciou querer fallar a An-
tonio Maximiano da Costa queira annun-
ciar a sua morada.
jty Oferece-se urna mulher de meia ida-
de que pode cozinhar c engommar : na
na da senzala defronte da casa em que mora
Joze V. Ribeiro.
S2T A pessoa capaz que annunciou querer
alugar um soto de casa terrea querendo
um a Boa vista ( sendo dita pessoa mulher);
dirija-se a botica de Manoel Felippe na ra
larga do Rozario, que lhe indicar a pessoa
que o aluga.
XW No dia primeiro de Janeiro furtaro
do Monteiro ao p da Igreja urna salva de
prata com um copo lapidado: a salva tem
urna renda n< beira e leva 3 copos ; quem
souber deste furto dirija-se a ra do Noguei-
ra sobrado de un andar D. 6 ou na casa a
cima
ter no de cornetas do terceiro Batalho da G.
N. dous individuos um para clarim, e
outro para primeiro corneta \ quem nestas
circunstancias se achar fallo com Marcelino
Joze Lopes.
127- O abaixo assignado faz publico que
o Sr. Hiplito Lavenere subdito' francez nao
se pode retirar para fora do Imperio, sem
que primeiro satisfaga aosseus credores.
Constantino Joze Rapozo.
EJrKissel relojoeiro francez acha-se prom-
pto a oonsertar qualquer relogio que lhe seja
confiado ; tambem vende ou troca relogios de
ouro e prata muito modernos e por prego
com modo.
CT Manoel Ferreira da Silva Bacharel for-
mado e professor de Geografa e Historia
da liges de Geografa Latan e Geome-
tra : as pessoas que se quiserem utilisar
dellas; dirijo-sea ra Direita D. 11 terceiro
andar.
ssy Precisa-se de 200* a 300* rs. a juros
com seguranga em urna morada de casa de
pedra e cal, nesta ouCidadeem Olinda; quem
quiser dar annuncie.
ssy Aluga-se urna casa terrea no beco do
Tambi com duas salas, 3 grandes quar-
tos, cozinlia fora quintal grffnde e murado,
cacimba propria $ a fallar com o proprieta-
rio em sua loja de fazendas no atierro da Boa
vista D. 2.
527" Prcrisa-se alugar um andar d<* sobrado
com armazem na ra da Cadeia ou na da
Cruz ; quem o tiver avise aonde se ha de
procurar para se fallar.
G?" Aluga-se a casa da ra da Moeda n.
140 onde mora o Cnsul Americano com
grandes com modos armazem de 14o palmos
de fundo at a mar : a fallar com o mesmo
Cnsul, ou no armazem de cabos, ao lado
do Corpo Santo n. 67.
SS7" Constando ao abaixo assignado que
em algumas lojas da ra Nova desta Cidade ,
se tem apresentado bilhetcs falsos assignados
com o seu nome pedindo pares de gapatos
para amostra e que com um de taes bilhe-
tes alcangara o seu author receber 10 pares
de sapa tos em urna loja 5 previne por meio
deste annuncioa todas as pessoas que tem
que vender que nao deem objecto algum
que lhe seja pedido em seu nome se nao
quando lhe deixarem penhor que lhe garanta
o valor do que derem porque o abaixo as-
signado assim praticar do boje em vante
quando precisar de alguma couza para sua
casa.
Joze dos Santos Neves.
C7* A pessoa que quer saber quem he o
consignatario do Sr. do Engenho S. Sebastio,
rentes objectos pertencentes ao fallecido An-
tonio Dutocq subdito Francez, consistindo
os principaes em mesas redondas para meio
desala ditas para jogo cadeiras marque-
zas camas de ferro quadros com estam-
pas e sem ellas espelhos secretarias v-
nliu de Bordeaux engarrafado dito branco
em caixas e muitos ou tros objectos constan-
tes da relago que se acha para o exame em o
Consulado de Franga e que se acharad pa-
tentes na occasio do leilo.
^xsr James Crabtree & Companhia fazem
leilo no seu armazem da ra da Cruz por
intervengo do Corretor Oliveira Quarta
feira 23 do corrente s 10 horas da inanh
em ponto emeonlinuagodo principiado no
dia 15, de grande sortimento de fazendas
Inglezas consistindo em variedade de pannos
pretos, lilas pretas ordinarias, entrefinas,
e finas algodozinhos brins de diferentes
qualidades cassas lencos, meias pretas ,
e brancas suspensorios de diversas qualida-
des e muitas outras que se venderO para
fechar con tas.
COMPRAS
cyPelles do passaro canind ( arara azul):
na ra da Alfandega vellia u. 9.
cr Um escravo trepador de coqueiro, sem
vicio nem achaques : na ra por detraz da
Igreja dos Martirios casa de 3 portas verdes.
tsy As segu i rites obras athe mesmo com
algum uzo : Gova Pinto Tratado dos Tes-
tamentos ; Lobao Direito Emphiteutico; Car-
valho Tratado dos Tombos ; Rogron Cdigo
Commercial Francez ; Ferreira Borges Le-
tras de Cambio Sociedade Avarias e Ris-
cos, e o Diccionario Commercial ; Silva Lis-
boa Direito Mercantil e o Direito das couzas ,
t.-adugo de Mello Freir: .annuncie.
VENDAS.
Manoel Guedes Godim dirija-se a ra da
Cruz do Recife n. 18.
AVISOS MARTIMOS.
tT Lava-sede varrella ensaboa-se e en-
comma: na ra de Hurtas loja do sobrado D. 64
cy Para a Ilha Terceira, com escala por S.
Miguel, eFaial. sahir impreterivelmente no
dia 21 do corrente, no estado em que se adiar
o Brigue Escuna Portuguez S. Bernardo de
superior marcha ; receb carga a frele para
qualquer dos Portos indicados pelo prego
mais commodo possivel, assim como passa-
geiros, para o que tem bons arrnnjos; a quem
convier dirija-se a seus consignatarios Men-
des& Oliveira ra do Vigario D. 15.
ssr- Para o Rio de Janeiro segu com to-
da brevidade o Patacho Francelina ; quem
nelle quiser carregar ou ir de passagem di-
rija-se a Joze da Silva Neves.
Cf Para o Araealy segu viagem o Pata-
cho Nacional Laurenlina ; quem no mesmo
quiser carregar ou ir de passagem dirija-se ao
seu proprietario Lourengo Joze das Neves na
ra da Cruz n. 52.
L E I L 0 E N S .
tsr Guimarcs Ferreira faz leilo do dese-
jado superior \inagre branco para conservas :
no armazem do Sr. Joze Ray no Forte do Mal-
tos hoje 21 do corrente os lotes ser em
pipas vonlade dos arrematantes.
t25" Miguel Rodrigues Vieira faz leilo
por intervengo do Corretor Oliveira, de gran-
de porgo de mobilia nova do seu armazem ,
consistindo em cadeiras, mesas de jogo mar-
quezas, escadinhas para leito ludo de Jacaran-
da e muitos outros objectos que se vende-
rpor baixospregos pela preciso de desfa-
zer-se do seu eslabelecimeuto, e retirar-se
desta Provincia ; Terga feira 22 do corrente
as 10 horas da manh em ponto no dito seu
armazem na ra da senzala vellia.
ssy Perante o Chanceller do Consulado de
Franca por conta de quem perlencer e
por intervengo do Corretor Oliveira, se fa-
'.____ui:.. c__.- <:_. a" .i..
r leilo publico Sexta feira 23 do corrente
as 10 horas da manh na ra Nova casa do
Precisa-se para serem engajados no I Snr Beranger de ron te da Matriz di djfe-
%ST Urna casa terrea em chaos proprios ,
cita na ra da Gamboa do Carmo D. 11 : quem
a pretender depois de vista dirija-se a Pra-
cinha do Livramento loja D. 25 para o ajuste.
* tss~ Um jogo de rodas grandes de carro e
um dito menor : em casa do segeiro Miguel
no alterro da Boa vista.
C7" Feijo branco muito novo em sacas,
pouco chegado do Porto, por prego commodo:
na Praga da Independencia n. 28 e 29
cr Excellente arroz de vapor a 2*700
rs. a arroba a dinheiro a vista: no arma-
zem de Fernando Joze Braguez.
c-r Um piannocom boas vozes por pre-
go commodo : no beco da Florentina D. 5 ,
ou na venda defronte do Theatro.
xj- Urna mulata de25 annos, com dous
lilhos ; e um negro de 40, que entende de
cozinhar : na ra da Cadeia velha n. 35.
tsy Bichas pretas grandes novas e da
melhor qualidade ; ptimo e .legitimo vinho
feitoria amendoas molares paios, chouri-
gos sag bons copos para agoa, lisos e
bordados calis e garrafas proprias para vi-
nho vidros para lampadas marmelada em
pequeas hcelas : no atierro da Boa vista
D. 19 venda de Manoel de AzevedoJMaia.
ssr 60 e tantas arrobas de cera de carna-
huba de superior qualidade e commodo pre-
go : na ra da Cadeia loja de chapeos n. 42.
K2T A Escuna Americana Iremont, de 150
tonelladas prompta seguir qualquer via-
gem os pretendentes podem entender-se
com os consignatarios Henry Forster & Com-
panhia na ra do Trapiche novo n. 17.
tSF" O Engenho Caxoeira na freguesia de
Ipojuca com escravos animaes, e ludo o
mais que ne'le existe : a tratar com seu pro-
prietario Joaquim da Silva Pereira no seu En-
genho Cordeiro.
ss^ Porgo de cera de carnahuba por in-
teiro ou em arrobas por prego commodo :
ua ra da Madre de Dos loja de Joze Antonio
da Cunha.
tsr 5 casaes de rolas de Hamburgo : na
ra de Agoas verdes D. 53 das 5 horas da
tarde em diante.
*-tS7" Panno fino prsto a 3ir200rs. o cova-
do e de superior qualidade por prego com-
modo casem i ras pretas e de cores finas a
l>8o0e 1,920 rs. chales de casemira a
1 440 rs. meios ditos escuras de ganga a
400 rs. sarjas pretas lisas superiores 6 or-
dinarias estas a 800 e 1*200 rs. largas, e
aquellas a 2f rs., lengos de seda a 800,1*120
el*280rs chitas finas de cores fixas e
padres modernos a 160 rs. : na loja de An-
tonio da Cunha Soares Guimares, ra do
Crespo.
ts? Carne salgada de superior qualidade,
vinda de Inglaterra em barricas de 224 li-
bras a 16 rs. por barrica propria para em-
barcago : em casa de Russell Mellors & Com-
panhia na ra da Cadeia n, 18.
K
5=y Potassa da Russia de superior quali-
dade cm barris pequeos a dinheiro e a
praso com boas firmas : em casa de Joo Ru*>
fino da Silva Ramos na ra do Hospicio so4'
bradodeum andar defronte do^Coronel Brito0
lnglez.
tssr Farinha'de^trigo da marca'bem conhe-
cida Gallego em barricas e meias ditas :
em casa de Henry Forster & Companhia na
ra do Trapiche novo n. 17.
tSF- Urna linda mulalinha e duas mole-
cas recolhidas com boas habilidades um bo-
nito moleque de 14 anuos saliendo cozinhar
o ordinario; um escravo perito cozinheiro ;
um pardo de boa conducta bom sapateiro
por 450* rs. dous escravos por 700* rs. ,
um lindo mulatinho um escravo bom ser-
rador ; 9 escravas com habilidades sendo
lavadeiras, e engommadeiras: na ra de
Agoas verdes D. 58.
tsr Um sobrado na ra de S. Denlo em
Olinda n. 43 com quintal, estribara e
outros arranjos: na ra da Cruz do Recife
n.22.
C5- Urna casa no lugar da Casa Eorte 0
com as frentes de pedra e cal, em muito
bom sitio tratar por detraz do Hospital
do Paraizo casa da esquina qne volta para a
ra de S. B Jezus das Creoulas.
isy Garrafas com essencia de aniz primei-
ra qualidade : no armazem de Antonio Joa-
quim Pereira caes da Alfandega.
ssr Cadeiras de palhinha Americanas,
marquezas de condur camas de vento com
armago e sem ella mui bem feitas a 4*500 rs.
ditas de pinho a 3*300 c mezas de jan lar ,
assim como outros muitos trastes e pinho
da Suecia com 5 polegadas de grossura e
dito serrado ; tudo por menos do que cm
outra qualquer parte : na ra da Florentina
em casa de J. Beranger.
s?y Vedas de carnahuba muito melhor das
que se vendem a 320 560, e 400 rs- a libra:
no pateo do Hospilalsobrado n. 4 primeiro
andar, e no atierro da Boa vista fabrica de
charutos D. 15.
asy Marmore da Suecia para ladrilhar ,
carvo de pedra telhas de vidro : na rua|da
Cruz n. 65 escriptorio de N. 0. Bieber & C
ESCRAVOS FGIDOS
ey Desapareceo no dia 17 do corrente pe-
las 7 horas da manh um moleque de nome
Antonio de 7 a 8 annos d' idade levando
vestido caigas de riscado fl camisa de algo-
do roga-se a quem o pegar ou tenha noti-
cia de dirigir-se a ra da Madre de Dos nu-
mero 195.
cr Fugio'no dia'8 do "corrente o negro
Antonio Angola de 50 annos canoeiro ,
secco e alto muito regrista ; costuma an-
dar pelo Monteiro, Casa forte, S. Amaro,
Olinda ; heapelidado por apaga-fogo : quem.
o aprehender pode Teva-lo a seu Sr. no beco
da Lingoeta n. 36 que gratificar.
S2F" Fugio a 15 do corrente a negra Flo-
rinda Songo de 20 anuos de idade esta-
tura regular cor nao muito prela bem pa-
recida com um dente falto na frente per-
nas bragos mos, e ps grossos sendo
estes bastante embranquigados, quando ri-
se faz urna pequea barroca as faces levott
vestido de chita desbotado e panno da costa
em bom uzo : os aprehendedores podero le-
va-la na ra das Trincheiras D. 12 que serii
recompensados.
MOV MENT DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 18.]
Mogambique ; 75 dias, Barca Transporte
Portugueza Principe Real D. Pedro Com-
mandante o 2." Tenente Jernimo Roinei-
ro carga azeite de peixe : ao Cnsul Por-
tuguez ; arribou com agoa aberta sendo
o seu deslino para Boston.
Lisboa j 28 dias., Placho Portuguez Novo
Congresso de 133 tonel. Cap. Manoel Jo-
ze Ralo equip. 9 carga azeite doce, vi-
nho vinagre e mais gneros : a Fran-
cisco Severiano Rabello.
New Yorck ; 56 dias, Patacho Brasileiro
Edepa Restaurada de 170 lone!. Cap. Ma-
noel Martins da Silva Vianna equip. 9,
carga farinha de trigo, breu bolaxa
mais gneros : ao Caixa.
S A HUIOS m MESMO DIA.
Babia ; Sumaca Brasileira Bella Elisa Cap.
Joze Domingues Ferreira carga diverso
gneros.
S. Matheus ; Patacho Brasileiro S. Joz Ven-
cedor Cap. Izidro da Silva carga lastro.
RECIFE NA TP. ME M. F. DE F; i842.


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