Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04445


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Full Text
Armo de J842.
Sexta Feira 18 de
Tmlo airora depende do no mtimoi ; d riss prudencia, mbderac.o, r eneren con-
tinuemos como principiamos, e seremos apuntado* cota admirarlo enlre as IS'ace, man
altas. (Proclamaco da Assemblea Geral do Brasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gotaans, Paraiba, e Rio grande do Norte, na segunda eaexia feira.
Himno e Gsrsnhuns, 1(1 e 24.
Cabo, Srrinharm, Uio Formozo, Porto CsIto, Macelo, e Alaoas no 1 11 < 21
Paje 13. Santo Aato, quinta feira, Olinda todos os das.
DAS da semana.
4*> Se*, s. Valenlim. Chae Aud. do Juii de Direito da 2. rara
15 Terij, s Faustino. Re, Aud. do dn juir.de Direito da 1, rara.
lli Quart. a. Profiri. And. do juit de direito da 3. Tara.
47 Ooint. Silvino. Aud. do juix de direito da 2. tara.
4S a*t. s. Theotoneo. Aud. do Juide Direito da 1. rara.
49 sal), s. Conrado. Itel. Aud. do Juiz de Direito da 3. Tara.
20 Dora. s. Eleu'erio.
Pevereiro. Auno XVIU. N.39.
B^_ *-------- ... .... !
O Diario publica-se lodosos di.s qt.en3oforem SamiRr.dn, o .re d. .,,,,. kj
L. detre.m.lm.porou.rtelp^* ad.ant.do,. O. annun-.o* do, JLZ flnif,,.
IjXfr. os d.B .... o nao fo.em n r,...o de SO re,, por |1Bh.. A, recl.m.co,. de,en ,er
.". 37*?3 Pgr '"' CrIt' D- 3' U |,r'9* CAMBIOS .no da 17 de Fkvf.reiho.
I'rsTa Petos I nlummif l
Mexicanos
>> nnuila
Moeda de cobre 3 por 100 de diarnntn.
Disconlo de bilh. da Alfandega 1 e J por 409
M met.
Idm de letras de boas firmas le a 1 e {,
Cambio sobre Londres 29 d. n, 11'.
> Paris 320 res p. franco.
> Lisboa SO a 80 p, 100 depr.
Odro-Moeda de 0,400 V, 14,400a 14,600
" N. 14,f00 44,400
> de 4,000 8.100 a 8,200
ratT Pat.cOes l,6b0a 1.070
MMl 1,670
1.0'Oa l.fi.SO
1.440 a 1,400
Preamar do da 1S de Fevenir.
1." as 10 horas e 54 m. da manhi.
2." as 11 horas e l$w, da tarde.
Quart.
PHASES DA I.IIA NO MEZ LE FEVEREIRO.
lo
_ oras e S m. da manli.
1 ni Kora a 10-- s 9 oras r 3'i ni. da manli
Quart. cresc. a 1S-- ka 9 oras e 22 m. da mnnh
La cheia a 25 s 1 oras e 50 m da manh.
I> I \ Si
IVE_P E UNA MWVJh
PARTE OFFICIAL.
fc-aaaaBaaaBaaaamaiaBaaaaaiaaBaaaaBa.
GOVERNO DAPROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DI.V lo DO CORRENTE.
OflicioAo Commandante Superior da
Guarda Nacional d'este Municipio, dizendo
en) resposta ao seo oQicio em que da as ul-
timas informaees acerca da priso que so-
fre Gaspar da Silva" Froes, por ordem do Co-
mandante do Esquadro de (avallara do
mesmo Municipi, que o dito Froes nao po-
de ser considerado Secretario do Promotor
do Municipio de Olinda, para que foi nome-
ado pela Cmara respectiva, cm raso de ser
domiciliario d'esta cidade c nao competir
as (amaras fazerem nomcac/les de olliciaes
da Guarda Nacional fora do seo Municipio ;
que nao podem ter vigor as penas impostas
pelo referido Commandante por faltas de
servido como Guarda do Esquadro ao preso
em queslo porissoque, quando as com-
nietteo eslava na persuado de serofficial do
Municipio de Olinda e por se deprehender
da circular de 5 de Novembro passado ex-
pedida pel<> mencionado Commandante que
o dito Guarda nao foi qualilicado no lempo
determinado pelo artigo i 6 da Lei de 18 de
Agosto de 185i, que, estando o supradito
Froes lias circunstancias de um paisano po-
dera ser agora qualilicado Guarda do Es-
quadro se liver as proporges exigidas pe-
la lei, e linalmente, que mande relaxar da
priso o dito Froes, e advirta o dito Comman-
dante e aos mais chefes dos Corpos da Guar-
da Nacional que a qualilicago dos Guardas
deve ser feila no mez de Janeiro, ou quando
iiouver cm barago, no seguintc.
Portara A Inspector Geral das obras
publicas para fornecer ao Engenheiro L. L.
Waathier urna bussola de oculo, no caso
de a poder dispensar.
O'licio Ao Engenheiro L. L. Wauthier,
communicando-llic a expedico da ordem
supra.
DitoAo Commandante das Armas, e|
ao Inspector da Thesouraria da Fazenda,
communicando ter o Governo Imperial pro-
rogado por mais seis mezes a licenca conce-
dida ao Majorde Engcnheiros Sebaslio do
Reg Barros para ir a Europa tractar de sua
.salido.
Dito-Ao Engenheiro L. L. Wauthier, sig-
nieando-Ihe em resposta ao seo oflicio de 14
do correte, que deve apresentar Thesoura-
ria da Fazenda a conta das despesas que
IFOLMlTrO
O PINTOR (*).
Thcreza nscolhia as irais das vezes para
estes passeios as margens do Gualdaquivir ,
comprazendo-se em ver aportar os vapores
que vinham de Cdiz.
Ento parava a observar os passageiros que
desembarcavam e muitas vezes ao retirar-se
sollavu um profundo suspiro que ninguem ou-
via e que se perda as refrenas do vento
ou entre os clamorea dos barqueiros e mare-
an tes.
Educada n'um collegio, com a almaar-
dente de urna hespanhola e um talento a-
dqrjiado pela lei tura Thereza ao chegar a
certa idade tinha creado na sua imaginario a
imagem de um homem tal qual convinha
sua felicidade mas sem se le.mhrar se quer
da classe em que elle nascesse e de que era
mister que o homem que oceupasse seus
pensamentos, tivesse no munda utn logar tao
(*) Vid. o Diario N. 38.
houver de azer com os estudos relativos ao
Caes que vai da ponte do Recite ao'Tra-
piche da Allarfilega, pois aquella reparticao
compete satisfazel-a.
DitoAo Commandante das Armas, para
propor um cirurgiao que v render o actu-
almente existente na liba de Fernando o
qual requereoa sua remoco.
DitoAo mesmo, dizendo que pode
mandar addir a um dos Corpos desta Provin-
cia o Soldado do extincto Regiment de O-
linda Manoel Pe.lreir Valiente, visto estar
jreduzido a um estado miseravel e haver
| prestado 23 anuos de bons servicos.
j Dito Ao Inspector da Thesouraria da
Fazenda communicando o conteudo no pre-
cedente ollicio.
Dito- Ao Aminislrador Fiscal das obras
publicas, para mandar exigir do arrematante
das obras do quarto lan^o da estrada do Pao
do Alho Francisco Xaxier de Miranda, a
multa, a que seobrigou pelo repeclivo con-
tracto visto nao haver concluido a obra no
ultimo praso. que Ihe foi concedido.
Dito Ao Inspector Geral das obras publi-
cas communicando a resoluyo deque tra-
ta o oflicio preceden ti".
Dito Ao Juiz de Direito do Civel da Co-
marca do Pao do Alho, partoopando baver
Sua Magestade o Imperador feito mere^ i
HenriqueJoseRrayner de Souza Rangel da
serventa vitalicia "do oT.cio de Segundo Ta-
beliao e cscrlvao do crime e civel daquella
comarca.
dem do da 10.
Oflicio Ao Engenheiro L. L. Wauthier.
para que mande acabar por conta do arrema-
tante das obras do quarto lango da estrada
do Pao do Alho visto nao as ter elle linali-
sado no ultimo praso, que Ihe foi concedido,
e segundo a terceira deciso do respectivo con-
tracto que po copia se Ihe remette.
Portara Ao Inspector Geral das obras
publicas, para mandar apresentar ao Enge-
nheiro L. L. Wauthier o Desenhisfa Mano-
el Antonio de Souza a im de se empre-
gar no servico que pelo mesmo Engenheiro
Ihe for ordenado.
Oflicio Ao Engenheiro L. L. Wauthier,
communicando ter expedido a ordem, de que
trata a portara supra.
Dito- Ao Commandante dns Armas, para
mandar assentar praca como voluntario ,
no Ralalhao Provisorio ao Aprendiz da Com-
panhia de operarios Joo de Almeida e Silva .
que para este fim Ihe ser remetlido pelo
Commandante da mesma Companhia.
DitoAo Commandante da Companhia de
distincto como o que elle occopava por seu
nascimento a riqueza.
Nos poucos dias que se demorn em Lon-
dres, depois da sabida do collegio fezco-
nhecimento com um mancebo tanibcm hes-
panhol que devia voltar sua patria no
mesmo navio em que ella vinha e que se a-
chava em Inglaterra depois de ter percorri-
do a Italia e outros paizes onde tinha estu-
dado quanlo era necessario para se aperfei-
coar" na pintura arte a que, com mais es-
peranzas e desejo de gloria que de fortuna
se havia dedicado.
Estes dous jovens tinham-se visto esym-
pathisado reciprocamente, porm o pintor,
quC logoconcebeu urna profunda paixao por
Thereza foi tmido com ella nao s porque
o amor verdadeiro sempreo mas porque ,
sabendo a classe a que ella pertencia vio e
conheceu desdo logo que entre os dous me-
diava urna distancia immensa e que esla-
vam separados por um abysnio, que ?eria
perigoso talvez para ambos querer transpo-lo.
Em vista disto sufocou nopeito a paixo
que Thereza Ihe tinha inspirado e seus la-
bios nao proferirn! durante os dias que pas-
Operarios. communicando o conteudo no ofli-
cio antecedente.
*.
IIl.,no c Ex.-" Senhor.
Stiras prestito stiras se estimao
Quando n'ellas calumnia o fel nao verte
Quando voz de censor, uo voz de zoilo
O vicio nota o mrito grada.
Bocage.
A inslita e inurbana frazeologia a de-
formidade dos caracteres finalmente a defici-
encia da assignatura que se nota n'esta peti-
(,'o queixa denuncia reprezentaco, ou
[tara fallar com mais propriedade, n'esse com-
posfo raro e s sui generis tudo, tudo
tom a maior evidencia bem deixa perceber
qual nao he a avidez e sanha com que pre-
tende espremer contra mimo fl da calumnia,
e da mordacidade talvez aquello que vo-
tanJo-me inimizade figadal e apadrinhan-
do-se com esse nome para mimdesconhecido,
e inteiramente imaginario, um s momento
nao hesita cm remorder edeturpar a minha
reputayao langando-me o negro e falaz la-
bo de impontual no complemento do mcos
deveres.
Se este ente para mim (anda o repito) pu-
ramente ideial ou fantstico me fosseco-
nhecdo talvez que eu com a franqueza ,
que me he propria podesse ter a honra de cum-
plidamente recontar a V. Exe. a causa eflici-
ente da diatriba que agora contra mim des-
peja o genio do mal desmascaraudo eu d'es-
t'arte as artemanhas do detractor cuja ogeri-
za para com igo nasce por ter talvez, a espa-
da da Justina corlado a cilada, que dante mo.
e com sagacidade preparara ou frustrado seos
mais bellos e dezejaveis planos !
Entretanto nao tendo cabal certeza leste
individuo que com tanta crueza e sem ra-
zo me guerreia mas que para Ihe evitar
os golpes me sobrio armas principalmente
o broquel de minha eseoimada conciencia: pa-
rece que bem o retrato e pinto equipa-
rando-o ao mortfero spide que para ofen-
der com seo ponti-agudo e venenozo dente,
se occulla na verde e delicada relva.
Rada inteiramente de fundamentos, e pro-
vas a accuzac;ao que. se me urde onde s
transluz a futilidade, e aps della a vehemen-
cia de insaciavcl vendida, linalmente nao ha-
vendo um facto animado de verdade ; pa-
rece que a circunispeccjo a madureza ,
e a decencia prudentemente aconsclhiio, que
seja a sua resposta e refutaco, ou um mr-
no silencio ou. um cabaldesprezo : mas o
receio que tenho da cumplicidade que de
sra junto della nem urna s palavra que
podesse revelar-lhe seus sentimenlos.
Com tudo Thereza observara certa ani-
macio as palavras e olhar daquelle joven ,
quando a ella se diriga que insensivcl-
mentea levou a considera-lo com maior at-
tengfln e ento descubriu nell urna figura
varonil esympalhica urna alma de artis-
ta elevada e cheia de nobres e generosos
sentimenlos um talento profundo e ao
mesmo tempe adornado de mil conhecimen-
los ao menos uteis e interessantes.
A queda de Thereza ao mar, o valor com
queo joven pintor se lanco'i agua para a
salvar no momento em que at os mais in-
trpidos marinheiros temiam ser victimas do
seu arrojo a commoco que vista de tal pe-
rigo se manifest:! em suas feinris e as
pulsac/iesde seu coraco que Thereza sentir
clara e dislinctamente quando seu salvador ,
louco de entluisiasmo pela ler livrado de urna I
mortecerta a apertava em seus bracos e
contra sen peito com apaixonada ternura ,
tudo islo foi causa deque as boas disposiges
que ja de antemo havia mdla para o seu com-
panheiro de viagein formulassm ( seja-
ordinario se fulmina a.juelle que se calla ;
e o que anda he mais o respailo que sem-
pre guardamos e devenios guardar s judi-
cozas decizoens de V. Exc. o fiel cumpri-
inciito e observancia que devenios prestar
ao preceito do rcspeitavol despacho que se li-
no alto desse papel que V. Evc. se dignan-
do remeter-me dame a honra de ouvir-me,
o qual encluzo devlvo a V. Exc. todas estas
pondero/as consideracoens me impoemon-
gorozo dever de com laconismo dizer algunia
cousa nao para me defender ; por que nada
vejo provado e nao passa de vagas iinputaco-
ens ; mas para arredar de mim qualquer jui-
zo desfavoravel, que por m ventura podesse
snscitar-se cm V. Exc. para comigo !
Agora me apercebo que nao devomais
preambular, c sim enlrar na demonstracfio
do que me incumbe ; por que sendo o Hm
daquelles que exordeiao lomar o Julga-
dor benvolo, e dcil estas preparacoens sa-
lutares nao sao necessnrias para V. Fxc. em
quem sobre refulgir a mais conhecida Justina ,
e imparcialidade, tranquilo espero favoravela-
colhimento ; por estar tao bem intimamente
convencido, que na pasada de V. Exc. mo a-
cha guarida segura aquella nimia e perigov.a
credulidade que em outras remotas eras su
acoutava nos Pythagoricos.
Dentre os enredos da MethaGsica, depois do
una traduca do edioma hebraico que he o
que me parece envolver esse famozo ibello ;
pude com nao pequeo trabalho c redeso
Collig r que dous sao os tenues pontos le que
se me aecuza : em primeiro logar derxar eu
de fazer inteiramente audiencias de despachar:
linalmente parausar o andamento da Juslira ,
para sob pretexto de molestia desfructar
largas testas : em segundo e ultimo logar,
-- estar eu doente, e nao participar a V. K\e.
para nomeiar outro, <|ue me subslituissc. Ri-
siini le::ealis !
Por agora nAo lamento n3o me ter cabido
em parlillia os preceitos d'arte para que, com
o llorido a elocuencia eu pudesse produzir pe-
rante V. Exc. a minha defeza! Nao! As mi-
nhas mesmas toscas e balbucientes expres-
soena acompanhadas dos aothenticos documen-
tos que l'elismente tenho a honra de sub-
metler consideracao de V. Exc. teroaca-
pacidade e forej necessaria para pulverizar
esse colsso de palmares calumnias e baldo-
cns emerecidamenle mim irrogados ou ao
Juiz incansavel as fadigas de seo pezado
cargo.
Sim Exm. Senhor, votado inteiramente
ao oflicio dejulgar despachando de sol a sol ,
renunciando mesmo aquellas horas que se

nos perrnittida a expresso ) c de um sen-
timeuto vago urna sympathia sem objecto ,
passassem a urna inclinacio eflectiva e que
n'upio palavra se convertessem d'uma sup-
posta gratadlo em um amor verdadeiro ex-
clusivo c vehemente como sempre o pri-
neiro que sentimos cm nossa vida.
O pintor firme em seu proposito conhe-
ceu lambem quanlo havia ganhado no cora-
cao de Thereza mas isso nao foi bastante
para que Ihe declarasse o seu aflecto por isso
chegou o da da sua separadlo, sem que a
pobre menina livesse a occasio de assegu-
rar-llie que nunca o seu beneficio seriaes-
quecitlo porni ao mesmL tempo a tristeza
que elle manifestou ao sepaiar-se foi a cau-
sa de que ella se confirmasse cada vez meis
na idea de que era amada nao podendo to-
dava aliar com o motivo, que podia obri-
ga-lo a guardar tanto silencio quando j
devia tambem conhecer que seus scnlunentos
seriam bem neolhidos.
Em vista disto, nao parecer' estranho
que Thereza se achasse desgostosa as aris-
tocrticas reunides a que a levava a sua
familia (pie eovissa com iwBW'iwnta osfri-


I
*
/



concede parase refocilar do enojo trfensaco! ficando ass.m asparles sem J**0
,lo traba ho, .lando audiencia pobtfca dbas ve-i Esta assercao corre taobem. pai com
/es na semana onde constantemente saheral as outras : ella lie to inexacto, como tila
seis e tnais feUoscom deeneene definitivas \ mesinas : eu o provo.
finalmente impela* a sabir para o camplo Sendo-me necessafio, depara de aberto.os
para saborear-Uugas Testas ., u que nao Tribun.es conva escor pe^ cur^ e^ o,o d,
Ldo prohibido aniuguem a mmiprph.be cinco ,as sfmen e, ao m sendo possive.
a possibelidade mas, sim |>or n.'cessidade de
familia e sucedendo ahi adoecer 8 anda ,
que foss isto trez ou qualro dias antes de se
entfto aprezentar-me no Hecifc neni portt-
so iiearao paralizados os negocios quepen-
dem por este Juizp por que os portadores,
Z 'as ferias le n h cm quo -neo ou qe eruzavao a conduzir-me os con.brtos
STmST: -o; MW Kernen- u me,os teraputicos erao os mesmos, que
te despachei 6 th no d.a IK de Dezembro to fcem daqui me eonduz.ao diferentes pe-
proxmo lindo ultimo da til, expondo-me
as vecicitudes atmospbericas del audieucia pu-
blica, como eom evidencia vera \. Exc da
ecrtidao que junta tenho a honrar de ol-
"crecer
Obrando d'est'artc contente eu lwmdiziaa
.laneiro'de 1842. Hlm. e Exm. Sr. Barao
da Bbavista Prezidente da Provincia. Joze
quanto os autos que he parte Manoel Jos
da Matta pelo meo Cartorio nao pende se-
i1 i Kvivk i l're/im'UU' i tuvihh. ---------- .
f ,j0'msU \ e* v,'!,.:. Ju, Substituto milhante processo, be o que tenho a certifi-
dos Anjos Vierra d Amo un Juu au ^rn nenie me he determinado. Recite
do ('.rime e Civel desta Comarca.
0? Escrves que servem em os differen-
tes Auditorios da Comarca do Recito eque
oiliciao tambem perante o-juizo Substituto,
rtiliquem em prmieiro lugar ,88 Manoe
.lose da Matta traz algum pleito por este
Juizo : m segundo lugar finalmente, se no
dia 1* de Dezembro do anno prximo luido,
este Juizo deo ou nao Audiencia publica : ae-
vendoentao as ceWidflesexigidasserempres-
que me nao achava em um estado mrbido ,
que o nao podesse azer : e para prova desta
verdade, appello para o testemunho deJoSp
de Alemao Cisneiro Joaquim da Silva Perei-
ra Be-nardo Uainiao Tranco, Antonio l'eiei-
minha sorte nao por desempear saptisfa- ra Tirano, o ctaos minios a *1J\
toriamenteoalto, e arduo empre-o. que in-j da de lempo deten e que ond.g.ta-los sena
dignamente me foi confiado, ...as, por conhe- prolixo eathedesnecessar.o.
cera ardenciaem que dezejava me prestar ao Releva anda observar que se oempro
publico servico: desprezando entao, como la- i tidbslua, as desaileicoens e mesmo int- devesse participar i autondade con. et. ,
mizades irreconciliaveis que em grande nu-, para n ...andar substituir entao se na umnon-
mero forinigui-jo e surgen, na raifto directa ca acabar do rentone.apoenS ,c r-se-l i*
ira d'Amorim, Juiz Substituto.
- Francisco Joaqun. Pereira deCarvalho,
Pidalgo Cavalleiro da Casa Imperial, La-
ralleiro da Ordem de Ghristo, ei U-
crivaodosOrfaos desta Comarca dollec.lt e
seo termo Provincia de Pernambuco por
Sua Magestade Imperial Constitucional o
Schhof I). Pedro Segundo que Dos Guarde
etc. Certifico que por este Jumo e meo
Cartorio nao pende o pleito mencionado re-
tro e no dia dezoilo de Dezembro do anuo
prximo passado houve Audiencia meiicio-
mero formiguejo e surgen, na nuto directa ca acabar de K^^^'^^Z Jada retro en. que se derao as Ferias. Re-
das decizoens: por que qoaudntarto de eser- | athe urna porta francami ^""^JJ cft esessete de Janeiro de mil oitocenlos
cer actos de meo oliicio, trabad., p..r ....u, {1 enconvenientes, que por brevidade forrme vigessimoprimeirodaii.de-
que por
val anua ui. iiiv-u u""-1- ..........- ,
mim mesmo o preccito de nao tomar por pris- ao trabadlo de ennumera-Ios.
ua conci.leraeoens, e nem rospeiUs, os qines Seria na verdado, sensuravel o^meo
akomasvezesostum (con. penaodwe- proeedimentoseacazo esUtesse sobremaneira
mos ) a despeito do que he justo e Po, las mrbido, e por consequenc.a demandasse um
Cinar o prevalec' tractamento prolongado e cuidadozo 6 por
C a' Vista disto que n;o sao tottos hislori- isso tao bem impossibilitado de absolutamente
eos mas COfB toda a publicidade platicados, obrar : neste estado seria obngacao rigorosa
cijos documentos nao os aprezento; porque minha ou de outro qualquer empregaUo ,
a curteza do periodo me nao comente, porem que estivesse collocado em toes circunstancias,
se necessarios forem posso estes e outros | participar a V. Exc, para providenciar como
muitus submiiMStrar : a vista desta lili ha de ; melhor Ihe aprouvesse : quero conefedermes-
coiiducta ( digo ) como encrepar-se-me de j mo que o brvoespaco de cinco dios ii en-
occiozidade como dizer-se que cu nao j commodo imponha o precedo de partecipar ;
despacha va, como avancar-se mesmo, que se mas, somente podere conceder, quaudoo
naopode obler a ultimacaode suns cauzas, por I c-mpregado em um estado de maccao nada
eu nunca dar audiencia ? ? ? Quando da cer-; nteiramente obra e nao como sucedeo a meo
tidao junta se \v, que sem a menor afluen- respeito, que anezar de valetudinario, com
cia de trabalhos j um punco encomedado tudo obrava como no estado normal: fazer-se
pm minha saude, fui nodia 18 de Dezembro pois o contrario : exigir-so, ou negar-se tudo.
(,u_la 3 que he fra desta verdade, he valendo-me das
Finalmente, Ex.""' Senbor na gralui'a exnressoens deCuerreiro fazer-se--do ahoi-
inipulacao que se pretendeirrogar-me, h, [reoidoamado do desvalido poderozo, doini-
semduvida, plano, ha estrategia b emiquo justo, do prodigo liberal do fraco va-
summa anhelo de nutrir alguma vinganc !j lente, finalmente do nesoio sabio .
Exc. a bondade d laucar as vis-1 O respailo e acatamento de que he digno.
quarenta e dous, vigessimo primeiroda inde-
pendencia edo Imperio do Brasil.Francifco
Joaqoim Pereira dcCarvalho.
Reliro-me" a certidfto supra pois no meu
cartorio nao exiAte causa alguma de Manoel
Jos da Malta e consta do meu Protocolo ,
que nodia dezoilo de Dezembro honve Au-
diencia. Recife era supra Escrcvi e assig-
ii.M. Em fe de verdade Galdioo Temislo-
cles Cabial de Vasconcelos.
Relro-me a certidosupra, pois igualmen-
te no meocartorio nao existe cau/.a alguma
de Manoel Jos da Matta, e quanto a audi-
encia do dia 18 anda que do meo protocolo
nao conste por nio ter cauzas por este Juizo
todava sei que a houve por me constar e
insta parle me retiro aoque certifican os meus
companheiros cima. Recife era iit su-
pra. Em le de verdade. -Manoel Jos da
Multa.
Refiro-me as cerlidoes infronte, pois nao
existe en. meo cartorio cauza alguma de Ma-
noel Jos da Malta, e quanto a audiencia
do dia dezoitode Dezembro do anno prximo
TeuhaV Kxc a bondade de laucar as vis- O respe,to o acamemo o mu, tas sobre o documento, que oereco, e eu- e tem direito V. Ex. me laz silenciar s, ,bre poreunto h;h a ^; n^ ron^
tao cabalmente conhecer, que Mano d Joze outras expresas bem pouco c.v,s de que^esta q ... ..es diahc W
da Malta nao existe : elle he umaentidade salpicada a enteressante peca que se me mol^tor ^ nesto l^ ^^ R(>
desconherida ao menos no loro desta Uda-
de como una voce alirmo todos os Escrva-i
ens: portante daqui concludentemente sede-
prebende que alguem ( que bu nftoposso
itlingir ) pretende com o simulado nome de
Manoel Joze da Malta siiplaiitar-me !
.. Eterna, como he, que, se avancSo fac-
sa picada a euteressaiue peca que se rao mu- = i ;r".0
,,,',. c,emono **m.debitod. m* -- ST'SS'JSSi.
lixo cenfadonho, mxime sobre o objecto
( M l # 111" "' "----------------1 --------------
cife 17 de Janeiro de 1842. cm fe de ver-
ixo, cenadonno, mxime wore o oujcwu ...... .---------- -
vertente, cujo pezo procurando-se, nao se dade Antonio Francisco Rodrigues Maga-
IhAes.
"eronimo da Costa Anuda e Mello, scri
descubre: concilio, que nada mais aventuro;
porque parece-me ter pulverisado a malsina-
So, e por consequencia estar muito alem da vflo interino da Pr7i7%<"' '%'J' '
defeza: mas, se por ventura anda esto;, a sid.ms desta Cidade do Recife de Pe.nam-
buco. efe.
Certifico que indo as audiencias. assisti
por tres ou qualro ve/es as audiencias- doSr.
Wor Juiz de Direito Substituto das varas
tao eom tudo quanto a espontaneidade tem de .lose dos Anjos V.eira de|Amonm e eoMg
maissinee-o. cu asseveroa V. Ex. quequal me que no d.a deso.to do prximo passado
q. er seja a decisao con, olla placido mez deDezeml.ro de mil Oltocentos eqm-
me contento ; porque nao deixar de ser im- renta e hum fez audiencia ; nao consta porem
-...i I. tica dpst cartorio baver cauza de Manoel Jos da
' S a o po^tunidade ainda me utilizo para1 Malta. Orr-f.-rido verdade. Recite 8de
te, a honra1 de saudar a V. Ex. reiterando ; Janeiro de 1842. Escrev, e -^*
. meosmaores protestos de alto estima res- verdade, -Jernimo da. Costa Anuda
vem aserosegninte^Que estando eudo-ipeito, jrjf'^^lS ^rtifico que me consta ter vido audiencia
ente, Bfio podendo despaehar, tambem iifto pessoa de 1. Ex., quem eo> g j ,h ^'^"^mbro prximo passado ; e...
particij.ei a V. Exc. para nomeiar outeera : innmeros anuos. Udade do lucilo S) de |no uia 10 oe i*nuiuro i .
(iiie nao provados enduz culpalxdidade, quem, enlfio librado na judicmsidade c
sem aparecer afirma desea autor l1 Sim perspicacia de V. Ex. toda a cmifianca e ga-
arora bem com prebendo : audaz, e treslou- i-mtia tenho para esperar o siipninento daqml- p<
cadamente se prelendeo ver, se V Exc. era lo que omitli. cijo auxilio imploro : c en- l)
capaz de abracar a nuvem por Juno .
Agora pass&rei a refutarao de outras pue-
rilidades que encerra o segundo tpico da
desvairada aCCUzaeo, que se fe/ contra mim:
e ainda que ja em outro logar Gzesse a sua
rezenha, com ludo, sejame peimethlo de
novo memorado alim de que mais salieute-
mente aparecao suasoriginalidades, as quaes
car sobre o que me he determinado. "Recife
18 de Janeiro de 1812. Ein f de verdade -
Francisco Jos do Reg.
Certifico (pie em meo Cartorio nao pende
couza alguma cm que seja parte Manoel Jos
da Matta, e consta do protocolo das audienci-
as que no dia desoito de Dezembro do anno
prximo passado que o Juiz Substituto do
Civel fez audiencia. Recite 18 de Janeiro
de 18-2. Em f de verdade Joaquim Jos
Pereira dos Santos,
Certifico que neste meo Cartorio rio existe.
can/ alguma em que Mauocl Jos da Matta
seja autor ou reo, pelo Juiso Substituto, o
nem por outro e quanto a audiencia, inda
que de meo protocollo nao conste com ludo
sei que no dia desoito de Dezembro do anno
pretrito olive audiencia' no referido Juiso
substituto, porque por este juiso me foi espe-
pedida urna cauza deste meocartorio para o
Tribunal da ReJaQap no dito dia 18 cima di-
tei-'O referido he verdade. Ilecife 18 do
Janeiro de 18i>>.
Em f de verdade. Joaquim Jos Ciraco.
C O M M A N D O DAS A R M A S.
EXPEDIENTE 1)0 DIA i 1 1)0 CORENTE.
Oliicio Ao Exm. Presidente, reineltendo-
Iheom duplcala omappa da loica effeeli-
va de Linha. existente na Provincia perten-
cenle ao mez de Janeiro ultimo, e bem as-
simo da Guarda Nacional destacada as co-
marcas, dando ao mesmo lempo conta do es-
tado actual do Bataih&o Provisorio.
Dito = Ao mesmo Exm. Sur., disendodhe
que Manoel Machado lhe lora remettido pelo
Prefeitoda Comarca no dia 7 do corren te para
assentar prac;a que se verilicou no mesmo
da noBatalhaO Provisorio, a asseguraiido-
Ihe que Justino Jos nao lhe lora apreseula-
do e sim remettido para a Marinha con-
forme se deprehendia da representacao do
Cnsul Portuguez, que reenviava.
Dito Ao Inspector da Thesouraria,remet-
tendo-lhe os papis de coulabilidade do desta-
camento da Comarca de Garanhuns perten-
cenlesao mezde Janeiro ultimo devendo-se
entregar a respectiva importancia a Josa Joa-
quim da Silva Maya authorisudo pelo Prc-
l'eito para a receber.
Dito Ao mesmo, Iransmitlindo-lhe os
papis de coulabilidade do destacamento da
Comarca do Cabo pertencentes ao mez de
Janeiro, e dizendo-lbe que eslava authorisa-
,|o para receber a importancia dos mesmos o
Sargento Francisco Cicilio da Fonceca.
Dito A Juiz de Direito da Segunda Vara
do crime desta Cidade conimuuicando-lhe
que cbegarfto da liba de remando de Noro-
nha o cabo e dous soldados de Artilheria ,
que deviio servir de tesleniunhas no proces-
so feito pela morte de Maria da Couceujao de-
vendo S. S. dizer-lhe o dia e hora que
queria ihe fossem apresenladas ditas teste-
m un has. -
Dito- Ao Capitao Commandante interino
da Companbia de Artfices remeltendo-lhe
a guia do Cabo e dous soldados que reco-
llicrao da liba de Fernando.
Dito Aoiuesmc, remeltendo-lhe a rela-
cao da alleracoes,e de pagamentos do destaca-
mento da liba nos mezes ulubro, Novem-
bro, e Dezembro do anno passado e Janeiro
docorrente, para que tivesem convenien-
te destino e coiiirniinicaiido-lhe que na 1-
volos ralanteios dos amadores de offlcio, e que tar de v-.'a nem particrpar-lhe o seu des-
sua alma voasse aootra regifto maisublune \ tino. ...',
de ternura e idealismo que sem estes anlecc- i Eoganei-e d.zu ella consigo mes-
denles c a certa classe sivel advnbar ecomprehender.
A rosada aurora derramava jseos nra
ma ; elle'nao me ama... se sentisse por mim
a incluacode que me Hsongie, mi leram
passado qualro mezeJ sem que viesse ver-mo,
A rosada aurora (icrrafii.n a .i wus ..."< i""!---------------- ..
do ralos sobre as correr.tes do Gualdaquivir, sen, se quer recordar-se de mim. Mas nao
auewrefietta sobre as negras e ImUotu IqiporU, em quanto nao encontrar un, ho-
Sra iasq .uarnecem estemples de Sevi- men, como elle. **^+
ba, guando TUere/a depoisde una nout o m,u coragao a outro... A mn -J>'^ Jw
dedolmosas cogitacoes, sabia de Casa par. poden, condemuar-me por me ^ mdif-
gosaruoarlivi, e re ri-erar o ardor de sua lerentesos que mePr"sento":.^'*"%*
cabeca e a fcbredeseu |StO matutina br- com O lempo se dcss.pe estesenti.ue. lo, qu..
sa do Oulono que U e embalsamada wpra tao obstinadamente se ha apoderado il .n i...
qoasi se i is risonbas lamedal que cir- Entao senao d.losa ao menos pedere vi-
cuodam Sevilha goarnecendo de eterna ver- wr eocegada. '
dura as margeos de Gualdaquivir. Estes propsitos fazia ella e toes eran, as
Qualro me/es lii.iiaiu passado desde a lar- rellexes e p.'nsamentos que como ligeiras
deem que lanera a ultima vista sobre o seu nuvens passavam pela sua alma quandopoi
comnantieiro de viagem s->m que ueste tem- cutre os arvoredos da alameda de um enligo
po ebe se hoiivess1 apresenlado em sua casa ,
nem ella tao plice tivesse podido saber onde
elle pava va ignorando absolutamente aetl-
.j! viudo a Sevilba que lambsm era a sua
( i natural se teria ficado em I
1,-ria tomado algum outro rumo, sem Ira-
(iio va "i -" *^.w^-----
edificio do lempo do re D. Pedio divison
sentado n'um banco de pedra um mancebo .
que com o lapis na mao e a sua cartel ra a-
berta sobre o joelho lirava o desenlio do
velho wUfico que un hadante de si.
O estridor que fazia o andar de Thereza so-
bre as folhasseceus deque o chao eslava co-
berto despertou a attengao do mancebo e
lhe fez voltar a cabeca para o sitio cm que
sentir o ruido.
Um grito de surpreza e de jubito cscapou
dos labios de Thereza.
__ Ys aqui ? disseella ao mancebo. Sem
duvida chegastes bonlem ?
J o leitor conhecer que o joven que
Thereza to inesperadamente encontrara, era
o pintor seu companheir de viagem que
linhasalvado a sua vida, n'uma palavra a-
quclle a quem amava.
Cuando chegastes ? lhe to: non ella a
perguntar.
Ha dous mezes respoodeu o pintor.
lia dous mezes, Da\ inundo !
Dous mezes Sen hora.
Nooacereditaria se o nao dissesseis.
E em dous metes nao vos lembrastes de que
le ia muito gosto de ver-vos aquella que vos
deve a vicia?
Tenho pensado militas vezes em vos,
Senhora ; mas julguei (pie a minha visita
nao vos seria agudavel e normente quan-
do lendes tantos amigos novos, que devem
ter-vos feito esquecer...
Aquem a vos ? Nao, senbor nun-
ca. E nao tinha bem acabado de pronun-
ciar estas palavras que suas faces se cubri-
rn! do mais vivo rubor.
Son mui nescia conlinuou ella ,
em manifestar tanto interesse por quem nen-
hum sent por mim...
Esla aecusago era em demasa forte para
que o pintor deixasse de responder. Elle a-
mava tamben, Thereza seu-roracao era vic-
tima de urna paixao arden te e o silencio ,
que a esse res pe i to linha guardado at entao,
era devido consideracio que Thereza por
sua falta de experiencia nem sequer podia
com prebender.
Accusaes-me injustamente disse-lbe o
pintor convidando-a ao mesmo tempo
a senlar-se no banco que elle occapava ;
se suubesseis quanlos sacrificios tenho ledo
para vencer-mc c nao me aproveitar da ol-
lera que vos dignalcis fazer-me de me apre-
senlar em vossa casa; se soubesseis quanto te-
nho pensado cm vos.... ,.
Poder ser certo ludo isso quanto di-


-
lha falesccra no dia primciro do Dezembro o
soldado sentenciado Alexandre Vieira de Li-
ma, deduzindo-se da importancia dos ditos
quatro mezes, aquanlia de 147o0 perten-
centes aos vencimentos cobrados para o dito
soldado nos dous ltimos mezes.
Dito Ao Commandante Geral do Corpo
de polica dizendo-lhe que Ihe fora apre-
sentado eassentara praca o ex-soldado do
seo Corpo Paulo Manoel Lopes.
Dito Ao Cficfe interino da Legiao de 0-
linda, para que Ihe mandasse apresentar o
Alferes Manoel Francisco Monteiro que se
offerecera a Presidencia para servir no.Exer-
oito do Sul, c lora acceito o seo oflereci-
inento.
DitoAo Inspector do Arsenal de Mari-
nha, para que houvesse de fornecer urna lan-
cha ao portador ; a im de conduzir para tr-
ra 12 pracas que seaohavo a bordo do Va-
por Paraense viudo do Norte.
DitoAo Commandante do Vapor Para-
ense para entregar as 12 pracas menciona-
das no ollicio cima.
Dito Ao Teen te Coronel Commandante
do llatalho. Provisorio communicndo-lhe
(Mieos Capites Luiz de Queiroz Coulinho ,
c Manuel Fernandes da Cruz estavo pela Pre-
sidencia enearregados do recrutamenlo, de-
vendo fazer-lhes constar que os reclutas que
apurasseo de vio de ser rcmettidos ao Pre-
fini da Comarca para lies dar o destino
marcado as Inslruccfies de 6 de Abril do
auno prximo passado, pelas quaes se devio
regular.
PortaraAo Capitao Comandante in-
terino da Companhia de Artlleos, mandan-
do em cumplimento a Lei dar demissfio ao
Cabo de Esqudra do lerceiro Batalhode
Artdheria Luiz Cezar de Mello, por ter ii-
nalsado o lempo a que era obrigado a servir
sem notadesfavoravel, e nao querer conti-
nuar.
A LOTERA.
Sl'A HISTORIA EM FRANCA,
Foi a lotera conhecida pelos romanos en-
tre outras combinacoes de jogos donativos e
espectculos, e um dos meios a que recor-
rern) os seus imperadores para lisonjear e di-
vertir o povo romano. No lempo dos primei-
ros Qezares lancavam-se ao povo-soberano
reunido alguns raros bilhetes que elle dis-
putava indias edentes: cada bilhete assim
g.mho de assalto dava dircto a urna certa qu-
tia de dinheiro. Com o lempo porem estabe-
leceu-se obter cada um o seu bilhete e s um
numero infinitamente pequeo ganhava pre-
mios anteriormente designados em listas pu-
blicas. O imperador lieliogabalo que quera
ao mesmo lempo (pie diverta o povo diver-
tir-so tambem imaginou destinar para cor-
tos bilhetes premios irrisorios ; ganhava-se
urna mosca um grao de arela &C.
A lotera conservou-se na Italia de envolta
oom outras militas Iradic/tes romanas e os
Francezes ali a acharam nos principios do se-
culo 1G: especulou-se immediatamente sobre
a doscoberla e as loteras se estabeloceram
nos Paizes-Baixos, na Hollanda e Suissa.
Tornou-se moda em Franca jogar na Lotera ,
e como por este modo os bancos estrangeiros
tiravam lodosos annossommas consideraveis,
o governo francez lembrou-se de abrir tam-
bem assuas para que ao menos o ouro dos ju-
gadores nao se fosse do reino. Francisco 4.
portanto conceden ( em 1539) a um especula-
dor o privilegio de eslabeleccr loteras, me-
zeis; porm nao sei que motivo possa ter-vus
obi gado a este sacrificio. Se'desejaveis vfir-
me, nao tinheis a certeza de ser bem recei-
do em minha casa ?
Por vos lalvcz. Mas poderla cu espe-
rar igual acollimenlo da vossa familia ? L
mesmo suppondo que me recebessem com
agrado urna ou duas vezes poderia esperar
que isso continuasse por muilo lempo ? E
entao de que servira ver-vos urna ou duas ve-
zes ? Oh incendiar mais o logo que me con-
som alimentar com a vossa vista loucas es-
peranzas que mili cusloso me lein sido
comba ter e rcpellir.
Senhor! cu nao julgavaque......
Ah Thereza Para nao ter conheci-
do os sentimentos do meu coragao preciso
noterfixadoum ponen em mim a vossa at-
lenco. E' Wrdade que mus labios nunca
o manifestaram ; porm naquelledia em que
fui bastante feliz de vos poder aportar em
meus bracos no sentistes as pulsacoes de
meu pcito*? Nao chegou ao vosso coragao a
bre abrazadora que devora va o meu ? Nao
diante urna contribuido de 2000 livras tr-
nezs. A extraeco deslas loteras era j en-
tilo acompanhada das garantas e formalidades
que boje conta : o arcebispo de Parz o pri-
meiro presidente do parlamento ella deviflo
assistir.
Um seculo depois a oteria espalhada por
toda a Europa havia j cansado tantas desoN
densem Franca que o parlamento tnha da-
do a seu respeito muitos arestos 5 mas na 1-
talia na Alemanha e Inglaterra se tiuha ella
tornado a fon te mais fecunda das rendas pu-
blicas : Veneza fazia a guerra e paga va as suas
tropas com o producto das loteras. Acolhi-
da por Luiz li como meio delicado de osten-
tar a sua magnificencia foi a lotera ao prin-
cipio um dos divertimentos privilegiados de
Versailles ; e depois aborta ao publica em al-
gumas circunstancias em que falln o dinhei-
ro : seus productos servirn) para construir li-
ma das melhores pontos de Parz (Pont-royal),
para soccorrer os hospitaes para levantar
igrejas, como a de S.Roque. A1 exemplo
da capital as grandes cidades do reino insti-
luiram loteras, para croarem fundos que
empregassem em monumentos. Luiz I nos
Ibis do seu reinado cassou a authorisacao das
loteras, e immediatamente o dinheiro da
Franca so poz de viagem para I.oiivain Bru-
xelles Maeslricht Vc, segundo a exprosso
adoptada no lempo de Francisco 1., o que
signilicava jogar as loteras estrangeiras.
O prejuizo causado por estas ultimas i for-
tuna nacioiial decidi Luiz lo restabelecer
a lotera em Franca : por toda a parto so or-
ganizaran) loteras com tal ou tal fim e al-
guns dos mais bellos monumentos da capital,
como a cupola do Panlheon a Escola-militar,
a greja de S. Sulpcio sio devidos esta de-
lerminacao de Luiz lo.
Luiz 1(5 pela prohibicao de algumas loteras
particulares, pareca anni.ciar una abolico
geral : a revoluc/10 franco/a acabou a obra que
elle havia comecado. J atacada por M. de
Talleyrand (entao hispo do Atitun) em um fo-
Iheto em (|ue elle a proclamara superior 0111
fraudes e immoralidades aos jogos mais dolo-
sos e infames a lotera foi abolida pela Con-
venci nos luis de I79. Seguio-so d'ahi o
ipie havia sempre resultado das repetidas pro-
hibieres: taas loteras clandestinas so abri-
r 111 que s Parz con la va mais de 2:000 e
lodos os anuos a Franca republicana pagava
s loteras estrangeiras um tributo de 50 a (50
milhes do cruzados. O Directorio, cm
presenea de taes fados vio-sc (breado resta-
belecer a lotera ( 1798 ) e foi entao que se
Ihe dero as bases de rectido sobre que l-
timamente eslava assentada. A potencia 01-
ganisadora do imperador Napoleo levou os
seus effeitds lotera ; elle ampliou e aperfei-
ooou a insliluicao.
A rcsiauracao pareca ameacar o compro-
metter a lotera; mas cerno s pelo boato da
suasupptcssao, havia sido a Franca invadida
por urna alluviao de agentes estrangeiros pa-
ra fazer relacoes e organisar a extraegao das
loteras estrangeiras, julgou o governo nif-
Ihor dissipar as duvidas (pie se haviam susci-
tado, c maiiter a inslituicao franceza. Depois
da revoluco de Julho renovar.im-se os at-
laques contra a lotera, e seus adversarios
obliveram em fim a sen tonca condomnatoria
da sua suppresso. ~ Se se pode julgar o
presente pe-) passado, diz o autor do eserip-
to (Fondo e\lrahinos o presento esbogo, o
que foi publica lo em 1858, he osla aboli-
co que se deve atlribuir o annuucio desses
Palacios desses milhes de llorins poslos em
lotera na Allemauba o o agrado com que
tem sido acolhidas as pegas anlogas que se
teni representado nos nossos theatros. Como
quer que soja a moral o a humanidade applau-
diro a supfJresSo da lotera. Si se pode ob-
jectar contra esta medida que olla nao impe-
dir que se estahelegam as lolorias clandesti-
nas e fraudulosas, oque alguns milhes se "li,n,l:l ftzer publico paraConhecmehto de
ja despresado por queio est cncarregado de
zolar os nossi.s intuiesses e promover a nos-
sa felcidade.
D E C h A 11 A C O E S.
O film. Sur, Prefeito Interino da Comarca,
quem pertencer que na respectiva Secretaria
existe nina salvinlia do prata que foi appre-
hendiila boje a um pardo a qual sera entre-
gue quem provar .-er seu legitimo dono.
ReCife 17 de Fevoreiro de 1812. Chtudino
do Hego Finia, Ollicial Ja Secretaria.
percam as loteras estrangeiras ; nem por
isso deixa de ser grande o immenso beneficio,
(piando se considera que far desapparecer a
conlinua e sempre desastrosa tonlac;lo das
classes operaras. Com elleito nao sao estas
que bao de enviar o seu dinheiro s loteras
estrangeiras. Quanto s Ilcitas e do inte-
rior urna duplicada vigilancia da polica po- I1EATRO.
der sinao imped-las eoniplelamenle ao mo-
nos restringir-lho o numero e tornar o seu ac- [ ^ Artista Cimnastico Joze dos Res desc-
enso milito dillicil. A abolgao da lotera de- 080. lle proporcionar o modo de satislsor com
va ser contempornea das caixas econo- varadas funeces a tflo dignos expectadores,
micas, !l0lu determinado para Domingo 20 do corren-
------.------ te, um novo expectaculo. no qnal Madama
.... Emilia Aman ti cantar diferentes pecas de
Sor. escusadoapresentar aqui um resumo mllzk.a dom(fl|10r gos(o os .\r(stas i-ual-
da historia da lotera entre nos ; porque o seu menle se distiii'niirao
verdadoiro estabeleciniento data da nossa ti
dependencia. Nao foram as eonsideraQoes ,
que levaram o governo francez a admittir a lo-
teria (pie induziram o nosso sua authorisa-
cao, e nem nos tinhamos as disposicoes na-
luraes pata essejogo; o que parece-nos pro-
coni novas sorles -. as-
sim como o .Menino Pernanibucaiio no dillicil
equilibrio da transformacao da Escada Geo-
metrica. Tambem ter lugar nesta noite u
pela viy. primeira nesta Cidade una joeo/.is-
Sma Tonadilha a tres ao uso de Despalilla .
cojo titulo O Poeta o Muzico e a Sevi-
vado com o lempo que mediou entre o decre- |haM _. desempenhando o papel de poeta Joza
lo que concodeo a nossa primeira lotera a do8 Reis. (le I1II1SC() sugeitodesta Ci-
do Seminario le (Huida e a sua prime..a ex- daje e dl. S-vili,ana Madama Emilia V-
Uaco de rodas que si bem nos recordamos manl cdnclrfhdo^se dito terceto com as
passou de tres anuos. Ioi mais urna mocu- ,nodinhas e baila da Chiquita. E para que
laco dos vicios uropeus ; o o corlo beque
por nossa desgraca est tobem propagada .
como nunca esta rao a vaccina
nada falte neste expectaculo concluir-Si-lia
com urna divertida pantomima ao estilo gim-
as caixas e- j nastico Italiano, que tem por ttulo O Pa-
conomicas e tantos outros bous (pie o pro- pa foscas do Burgbs na qual Madama Emi-
gresso dos conliecimontos humanos nos temjtjafara o principal papel,
procurado.
Com a authorisacao da lotera formigaram
as rifas ou loteras Ilcitas de una nianera
espantosa o para que o mais misoravel pro-
letario nao licassc sein o goslinho de um bi-
lhete de sorle subdividiram-se os bilhetes
das loteras em partes tao pequeas que po-
dessem checar todas as fortunas.
F.sl pois j boje mui arraigada entre nos
esta mana de tentar o acaso, em vez de re-
correr ao trabalho e economa para fazer for-
tuna para que venhanios boje dizer aos nos-
sos legisladores Acabai ao menos com este
so.vedouro do. dinheiro do pobre. Nao ;
que nao vemos o meio de fazer effecliva urna
tal prohibicao : mas parece-nos (pie em ludo
iodo haver una ceia mediana que si-tn
Principiar as 8 horas e mu quarto.
N. II. Os Camarotes jo achflo a venda no
lugar do costume.
a visos di vi; usos.
5- A Commisso administradora da S
ciedado Futerpina. lein designado odia ^(i do
corienle para sua I. partida d.-sle anuo.
0 Sur. Director convoca sessao da Com-
misso para boje as 5 horas da tarde e con-
vida aos Srs. Socios para apresen la rem as
propostas de seus convidados para a par-
tida.
O 1. Secretario.
== Quem annuiiciou no Diario de Terca
feira lo do cor rento ter urna preta para alu-
curar radicalmente o mal, pode abrandar-lhe gar: querendo para vender fmitas ama:
crostaram essas faces de nevo as arden tes la-
grimas que derrainavam meusollios ?
Pois bem Raymundo, disse Thereza,
j que tanto me amis, nao devo occullar-
vosque me nao sois inditi'erente. Desde que
vos condec olhei-vos com predileccio ; e
quando me salvastes a vida senti por vos um
sentimenl de outra especie. Julguei que
fosse gratidao, porm assaz tenho conhocdo
que era amor. Soffri um tormento atroz no
dia em que nos separamos ; depois nao tenho
feito senao pensar em vos e tenho-vos pro-
curado por toda a parte. Tenho ido constan-
temente ao porto ver os vapores que chegam,
com a esporatica de que virUisem algum del-
lcs: tenho percorrido os passeios, os tem-
plos onde ha melhores quadros sempre pro-
curando encontrar-vos at que por fim ,
quando menos o esperava.... Ah agora so-
mos felizes......
_ Felizes Bella Thereza !.... Oh quan-
to nos falta para o ser! Ha um instante que
nos encontramos e j estamos conformes ,
porque as nossas almas o estiveram desde o
a intensidade c mesmo fazer com que a par-
te proveitosa das loteras soja inelhor dividi-
da, e anda merhor applicada. Para que he
conceder tantas loteras urnas sobre outras .
sem marcar-lhes os periodos, em que ellas
devem correr ? Nao mostra a experiencia
que continuar na permissao das loteras he
desenvolver at o infinito a inania do jogo ,
desempecer d'entraves o vicio que por si mes-
mo os repolle e marcha passos largos ? Jul-
gamos pois que a nossa Assomblea Provincial
nao s deve negar-se concesso de novas lo-
lorias como tambem dar urna inelhor orga-
nisacao as (pie existem no (pie diz respeito
ao lempo de suas extractos, pana (pie nao
continen) a sor prejudcadas unas em favor
de outras si he que se uo quer com effelto
abolir, anda que indirectamente, algumas
das existentes, .litigamos finalmente que o
caso nao de to pequea monta, para que se*
dirija-so a ruado Sebo, I. sobrado viudo a
esquerJa.
= Deseja-se saber aonde he a morada do
Snr. Joronymo Moreira; pois se Ihe desoja
rallar, anegociodeseuinteres.se; ou dirja-
se a ruado Vigario, armasem N. 1 i.
= A pessoa que precisar de urna ama para
casa de puca familia ; annuncie por e;tu
Diario.
i^- OsHillieles da2." parte da 5.* Lotera
a favor das obras da Igreia de N. S. do Li tra-
llenlo nesta Cidade ; acho-se a venda nos
lugares seguintes = Bairrd do Hecife as lo-
ja dos Snrs. Vieira cambista Joao .loze de
carvallio Muraos = S. Antonio lojas dos Srs.
Joze de Meiiezes Jnior ra do collego l>>.n-
1]eir ruado cabug Joao Moreira Marques .
botica na mesma na ; e tambem so vendm
na laja do Thezoureiro da mesma Loteria ra
do crespo D. 0.
instante em que se eonheeeram. E' verdade:
porm que podemos esperar dosle amor:1
Noutes inteiras tenho pensado em vos. A
filha da condessadoOlmo a neta dos lidalgos
mais orgulhosos do reino e um pobre pintor
(|ue a adora!... Quem seria capaz de unir dous
entes que se acham a to grande distancia um
do oulro ? Vos Thereza, representando a
mais alta arislrocracia da Hespanha, enno-
brectdapor seu nascimento, e o que mais
neste seculo, por suas imniensas riquezas;
e eu lilho do povo artista sem proteceo no
inundo, sem outro patrimonio que os meus
[lineis, sem outro meio de illustrar o meu
nome, que alguns mediocres quadros...
E esses sublimes sentimentos, que
adornam a vossa alma, nadajplem ? Que
importa que nflq sejaes sonhor de urna bri-
Ihanle fortuna? Para que a queremos ?
__ Essas palavras valem muilo para mim,
porque sao um teslemunho da candidez da
alma da mulher, que tinha elegido. Porm
nao sabis, Thereza, quantos males devem
seguir-se a nosso amor. Ah eu os temo
mais por vos do que por mira. Esse mundo
que agora vos idolatra essa sociedade que vos
respeita, bem depressa sabendo do nosso af-
fecto mudariam de opiniao ; pensaran! que
nheis faltado aos vossos d neres e que eu
abusara da vossa falla de experienoia.
E por ventura respondeu a decidida
joven temis o pensar dessa sociedade on-
de nao tenho encontrado sinao aduladores e
gente frivola ?
__ Nada a temo, muilo a desprezo, o
nunca se dir, disse Raymundo, que urna
mulher fraca c inexperta me tem excedido
em- valor e resolucAo. Nao fallemos mais dos
obstculos que se podem oppor nossa pai-
xao. Pensemos s nos meios de a realisar ,
e de ser quantoantes felizes.
Thereza e o pintor Raymundo nao pensa-
ram mais nos obstculos e males que poderia
causar-Ibes seu nascente amor. Abandona-
rain-se a todos os sonhos da sua iniaginayo ,
e nella orearan) para o futuro urna vida de
encanto e de illuses que Ibes prometlia
nao s amor mas tambem folicidade e cons-
tante ventura.
(Gontinuar-se-ha>



;.. "'''--^.'-^'^Ji
;/ -^ i/4, ^tfl iTWn Vi
,&
MHfcrjsSKf .
Collogio de S. Antonio = Este Colle- sabe ler escrever, e contar tem bastante
gio dirigido pelo abaixo assignado muda-se pralica de loja de fazenda e da fiador a sua
o mais tardar at o tim do niez para a casa conducta : quem de seu prestimo se quiser
quese est prompticando na rua da Aurora.' uliljsar para armazem ou ra, dirija-se as
As materias de ensino que nelle se encerpao, 8 f011 tas defronte da casa do imaginario D.
sao todita as que a lei exige para as matriculas 28 ou annuncio.
4p Curso Jurdico e das Academias de Medi- SST Trasendo um preto do trapiche novo
finado Imperio. para a ra da Cadeia urna rotula meia feita assucar de oulras mais quatidades a prego
% As aulas eontinuo entretanto na ra do{e lina pedacos de taboas de pinho desapa- mais commodo do que cm outra qualquer
Atierro da Boa vista n. 0. receo, e porisso roga-se a quem for ofl'erecido parte.
sy Urna negra de 3o annos muito sa-
dia sem vicio lava engomma, ecozinha
o diario de urna casa : na loja defronte do
beco da Congregaco D. 17.
SSj" Na rcinago dos-4 cantos da Boa vis-
ta assucar refinado muito bom a 2240
rs. a arroba e80rs. a libra o juntamente
As mentalidades doa alunos so : de in- de tomar o parteeipar na loja do sobrado do
tornos 23 rs. de meios pensionistas ll| rs. | Exm. Mrquez do Uecife defronle do tliea-
de externos 5\> rs. dos que s frequento a tro.
aula de pritnetras letras 3 rs.
AVISOS MARTIMOS.
X-7" Para Genova segu viagem com toda bre-
vidade por ter prnmpto quasi todo o seu car-
regamento o Brigue Sardo Frederico, Ca-
pito Luiz Boiloamio anda pude recebe-
algumacargaa fete ; quem nelle quiser car-
regar dirija-se aoCapito ou ao seu .consi-
gnatario Monoel Joaquim Rumos e Silva.
ty Para o Acarac segu viagem impre-
rs.de alvicaras a quem dcscobr.r quem toi a terivelmente no dia 2 de Margo o Patacho
pessoa que Ihe tirou urna ancora e amarra de Emulado recebe carga epassage ros para o
' d0- que tem muito bons commodos; quem pre-
tender dirija-se a bordo do mesmo defronte
Os externos podem frequentar duas ou mais
aulas, pagando to someute a quanlia de
5 rs.
O pagamento de cada una das mensalida-
des hesempre Pe tu por trimestres adiantados.
As aulas de desenlio musita e danca sao
pagas eift separado.= Bernardino Freir de
Figueiredo Abren e Castro Director.
szr Firmiiio J. F. da Roza oflerece 100
ronba.
x~r Na ra da Seozala vellia D. 30, preci-
sa-se de um rapaz para caixeiro
tzr Quem precisar de urna ama de leite ,
dirija-se ao Atierro da Boa vista casa de D.
Lauriana na mesma casa compra-se um
burrinho que soja mango.
S33*- I)-se 3:000 de rs. a premio (can-
do o dito premio pelo aluguel de urna casa
de sobrado que tenba commodos para una
grande familia com quintal e cacimba ,
prefere-se no bairro da Boa vista; a quem es-
te este negocio couvier annuneie ou enten-
da-se com Francisco Antonio Vieira da Silva,
cambista na ra da cadeia.
ss^" Aluga-se urna morada de casas de dous
andares e soto com muito bons commo-
inodos cita na Boa vista, confronte ao pa-
teo da S. Cruz aonde mora o Sr. Brito em-
pregado na mesa do Consulado, e tem na
loja tema de barbeiro ; os pretenden tes di-
rijao-se a ra da Cruz do Recife no arma-
zem de assucar n. 12.
S2?- Urna casa terrea na Soledade com
quintal, D. 317 que foi de Fr. Manoel da
Cruz : a tratar na ra do Vigario D. 7.
ty Cm pequeo silio na Soledade com
arvoredos e casa que precisa de algum con-
cert : a tratar com o professor de latim da
Boa vista : o mesmo arrenda urna olaria com
bom porto de embarque e todas as mais
commodidades precisas bastante grande e
precisa de alguns consertos e por isso se fa-
r negocio com o rendeiro lie situada na
Boa vista no lugar do fundan.
XSF" Espirito de vinho de 30 graos proprio
para marcineiro dito de 53 ditos agoa ar-
dente de caldo de cana urna porgao de bata-"* D. 18.
mos de comprido em bom uzo : na ra D-
reita D.34.
tsy Urna armagao de venda com pesos,
medidas e balanga e um sobrado de um an-
dar pertencente a mesma venda a tratar na
ra velha n. 19.
ssy Para forada Provincia um preto cre-
lo de bonita figura, sem vicios nem acha-
ques : na ra Direita quina do beco do Seri-
gadoD. 46.
xs?" Urna escrava de angola bonita figu-
ra cose bem faz lavarinto engomma e-
he boa cozinheira : na ra de Hortas D. 33.
SZf Urna negra cozinha, engomma, e ser-
ve bem a urna casa : na ra da Roda venda
D. 8 se dir o motivo.
tzr Urna porgao de serveja preta toda ou
a retalho : na ra da senzala velha D. 4.
X3" Um jogo de bancas de angico de dous
tampos em bom estado : na ra lias Trin-
cheirasD. 3.
C7" Urna negra cozinheira tanto de forno
como de massa cose chao lava de vane-
la e engomma liso : na ra do Fagundes.
do trapiche novo a fallar com o Capito ,
ou com Manoel Consalves da Silva na ra da
Cadeia do Recife.
tsy Para a IIha de S. Miguel, com escalla
pela Terceira e Faial, segu viagem o Brigue
Escuna Portuguez, S. Bernardo, forrado de
cobre e de superior marcha ; com muita
brevidade, por ter a maior parte do seo car-
regamento prompto quem quiser carregar
ou ir depassagem, para oque tem bastantes
commodos, dirija-se aos consignatarios Men-
es t Oliveira, ruado Vigario D. 13.
s-?"?- Para oCearcom escala pelo Ass, re-
cebendo carga para ambos os portos, o bem
conhecido Palahotc Vingador com a maior
brevidade possivcl para carga e passageiros
trata-s com Manoel Joaquim Pedro da Costa.
" LEILOENS.
sy Manoel Joaquim Ramos e Silva faz
leilao no caes da Alfandega, de urna porgao
de madeira Goncalo-Alves cm cagoeiras e
estrada de S. Autao trras do Engenho Mo-
reno 1 amarrado i.a campia quando se
procurou de manh nao se achou o dito ca-
vallo e sim a corda e cabreslo: a pessoa que
o tiver pegado pode entregar no dito Enge-
nho ou na ra do Colegio D. 8, que ser
gratificado.
Francisco Joaquim da Costa.
cr Offerece-se llH senhora branca de
meia idade e bons costumes para todo o
servico de urna rasa de um homem solteiro ,
ou de ponca familia, cose engomma e cozi- C7" Em preto velho que nao exceda de
nha : na ra Nova na penltima loja do la- L30 rs. : na ra de Agoas verdes 37.
CF- 70 a 80 enchameis de lomo de 23 a
2 palmos de compriniento : na ra do Vi-
gario n. 7.
de porro de mobilia nova .o seu armazem
consistindo em cadeiras, mesas de jogo mar-
quezas, cscadinhas para leito ludo de Jacaran-
da e muitos outrosobjeclos que se vende-
ro por haixos pregos pela preciso de desfa-
zer-se do seu estabelecimeuto e retirar-se
desta Provincia ; Terga fcira 22 do corrente
as 10 horas da manh em ponto no dito seu
armazem na ra da senzala velha.
tas novas a 800 rs. a arroba cha isson de
superior qualidade sag farinha de ara-
mia latas com sardinha e todos os mais
gneros de venda por prego com modo : no
paleo da Matriz de S. Antonio venda U. 2.
X':r As 7 horas da manh na escada da Ma-
triz de S. Antonio, vende-se bom leite sem
mistura.
x^f- Um moleque de nago de bonita fi-
gura de 14 annos cozinha o diario de urna
casa e faz todo o mais servigo : na ra do
Caldereiro D. 1. ..,
^ x^** A Sumaca Bom Jess dos Navegan-
tes de conslrugo Brasileira de 32 tonel-
ladas prompla donecessario para poder na-
vegar : a tratar em casa de Novaes 61 Basto,
onde acharad o inventario da mesma.
C3" Urna mulata de 20 annos cozinha ,
engomma nao com muita perfeico por nao
ter sido aplicada e ptima para o servigo
interno de urna casa : na ra do Crespo De-
cima 11.
izr Cadeiras de palhinha Americanas,
marquezas de condur camas de vento com
armago e sem ella mu bem feitas a 4300 rs.
ditas de pinho a 3300 e mezas de jantar ,
assim como outros muitos trastes, e pinho
da Suecia com 5 polegadas de grossura e
dito serrado tudo por menos do que em
outra qualquer parle : na ra da Florentina
em casa de J. Beranger.
X3~ Lm piannoem bom estado, com mui-
to boas vozes e por prego commodo : no be-
co da ra da Florentina B. 3 ou na ven-
da defronte do Thealro.
>xs~ Lm Rogron cdigo do commercio lbra ,ima orclna furada l'om m brinco e
Fedro, Annaes de Tcito, Virgilio, Come- "^^I^M gradas decebite que rece-
bo Selecta Telemaco Salustio : na ra
:C O M P RAS.
do do norte.
X?" A pessoa que annunciou no Diario de
13 do corrente precisar de 1:300 rs. a ju-
ros dirija-se a ra do Rangel sobrado D. 41
110 segundo andar.
fgF> Precisa-se de 400 rs. a juros com hy-
xs?" Urna casa terrea no pateo do Hospital
do Paraso n. 15 na quina como quem
vai para a ordem Terceira de S. Francisco: a
tratar na ra da Cadeia do Recife com Joo
Jozede Carvalho Moraes.
XS" A Escuna Americana Iremont, de 130
tonelladas prompla seguir qualquer via-
gem ; os pretendentes podem entender-se
com os consignatarios Ilenry Forsler & Com-
panhia na ra do Trapiche novo n. 17.
X2f O Engenho Caxoe'ira na freguesia do
lpojuca com escravos animaos e tudo o
mais que ne'le existe : a tratar com seu pro-
prietario Joaquim da Silva Pereira no seu En-
genho Cordeiro.
ssy Os Diccionarios de Moraes da quarla
edigo boa encadernaco quasi novos : na
ra Augusta sobrado de um andar e sotao ,
das 6 horas as 8 da manh e das 3 as 0 da
tarde.
X3J" Urna esorava angica com bonita figu-
ra de 20 annos, com algumas habilidades,
outra dita de 13 anuos tem principio deen-
gommar cose e cozinha e he recolhida :
na ra Direita D. 20 loja de couros.
ESCRAVOS FGIDOS.
c^- No anno de 1840 a 22 do mez de Ou-
tubro fugiodo abaixo assignado um mulato
de nome Paulo com os signaes segundes :
bastante alto grosso cor quasi branca ,
olhos azues, cabellos acastanhados puuca
barba no queixo ter 23 annos de idade ,
tem o dedo grande do p direito aberto para
DOlheca em urna casa no bairro de S. Arito-i D- d(! Cvprianno Luiz da Paz.
X27" Escravas com habilidades ou sem ellas
anda quo sejo fujonas 011 ladronas para
V ^ r +^ L ^ ^^ 11111 1 .
tora da Provincia : na ra do Colegio botica Qua n- jg<
Nova loja I). 13.
%Z?- Utu famoso escravo crelo de 20 an-
nos de bonita figura _e sem vicios : no se-
gundo andar do prime.o sobrado ao entrar
para a ra do Arago a esquerda vindo do
A l (erro.
Siy Urna venda no Porto das canoas do
bairro do Recife com os fundos de 200 rs.
pouco mais ou menos : a tratar na ra da
mo : quem quiser dar annuneie.
tzr Quem precisar de urna engommadei-
ra dirija-se a ra de Agoas verdes D. 21.
s^- Precisa-se de um molequ ou negra
moga para o servigo de casa : quem a quiser
dendezeiro ; annuneie ou dirija-se a esla
Typogralia.
<^X-f* 5eixos de carro de madeira sicupi-
ra : na ra do Padre Florianno venda que
alugar dirija-se ao Atierro da Boa vista i0ja! junto ao beco tapado n. 33.
franceza del'ronte do Collcgio Pernambucano.
Xjt OH'erece-se para todo o servigo inter-
no de una casa d um homem solteiro ou
casado com pouca familia urna mulher par-
da de bons costumes cd ronheciment de
sua conducta
entrar da ra do Fagundes venda D. 1 qui-
na que tem lampio.
SX7* Sabio o 7." n. do Espelho das Bellas :
beo do seu enligo Sr. ; este mualo veio da
Babia : quem o pegar leve a ra de Agoas
verdes I). 12 que receber 100 de gratilica-
gao. Francisco Joze Duarte.
tay"Na Quarta feirade Cinza. noute des-
appareceu urna escrava crioula de .nome
Ludgera, baixa e refurgada, de idade 13
a 10 annos, bem parecida ; levou ves-
tido de xadrez azul e branco e camisa de li-
nho: quem a appreender elevar ao sitio do
L. A. Dubourcq na Estancia ou na ra do
Vigario N. 16, ser generosamente recom-
pensado.
liras a 16 rs. por barrica propria para em- fu*io no uia do frrenle urna prc-
barcago: em casa de Russell Mellors x Com- ^ !'>' nome Arma de nago Cabinda ida-
panbia na ra da Cadeia n. 18. de POUCo mflis ou ni0llos 50 annos > Cor fuIa
tj- Um escravo creoulo de 20 annos, sen-
do para lora da Provincia ou para o mallo
t/' Carne salgada de superior qualidade ,
ey Lm escravo trepador de eoqueiro vda de Inglaterra em barricas de 221 li-
X3" As seguintes obras athe mesmo com
algum uzo : (ova Pinto Tratado dos Tes-
os pretendentes dirijo-se ao tamentos ; Lobo Direito Emphiteutico; Car-
valho Tratado dos Tombos ; Rogron Cdigo
Commercial Francez Ferreira Borges le-
tras de Cambio Sociedade Avarias e Ris-
con^m7s'a7ti-oVse"g\dn'tes7Maximas,7mor> 5 Silva Lis-
e a lnnocenoa, Casamento Marido nescio, boa D,reito Mercantil e o Direito das couzas ,
t.-adugo de Mello freir: annuneie.
X^"* Escravos para fora da Provincia de
muito pintada de bechigas estatura regular,
denles limados e olhos afumagados ; levou
xy Ps de craveiros pequeos de toda posr o escravo nao quer servir na" praga" por ""'a caixa com roupa de seu uzo: quem a pe-
qualidade estando cm estado de se poder
mudar : quem tiver annuneie.
Mulher nescia Ancdotas Epigramma a
um talul muito adamado, Conlinuago da
Historia do Provincia : vende-se nos lugares
do cortme.
tSF" A Commisso administrativa da So-
ciedade Apolnea convida aos Srs. Socios a
reunirem-se hoja 18 do corrente pelas 6 ho-
ras da tarde, para elleigo da nova adminis-
trago advertindo que se proceder eom o
numero que reunir, meia hora depois da
marcada.
SS7- Deseja-se saber se nesta praga existe o
Sr. Francisco Manoel de Almeida para se
Ihe fallar o negocio de seu interesse : annun-
eie a sua morada.
tsr Oflercce-se um rapaz brasileiro, que
idade 10 a 20 annos sendo de bonitas fi-
guras pago-se bem : na ra do Collegio De-
cima 3.
VENDAS.
D" Urna morada de casa terrea D. 19, cita
na camboa do Carmo : a tratar na mesma
D. 2 com Antonio LourengoTavaresdAraujo.
x^" Um cavado russo, muito gordo, de
bonita figura, ecom bons andares: as 3
pontas loja D. 22.
tsw Barricas de cerveja preta de muito boa
qualidade ao prego de 3600 rs. a duzia :
na ra da Alfandega velha n. 9.
ter sido do mallo : na Pracinha do Livramen-
to D. 21 loja de Joze Joaquim da Costa.
x^" Potassa da Russia de superior quali-
dade cm barris pequeos a dinheiro e a
praso com boas firmas : cm casa de Joo Ru-
fino da Silva Ramos na ra do Hospicio so-
brado de um andar defronte do Coronel Brito
Inglez.
SSJ" Encorduagoes para viola e rebeca : na
ra Nova loja de chapeos D. o.
C3~ Farinha de Mag em sacas dita mais
a baixo por prego commodo o cera branca
em pes : na rua da Cadeia do Recife da par-
te do beco largo n. 38.
x^* Farinha de trigo da marca bem contie-
nda Gallego em barricas e meias dilas :
em casa de Henry Forster ACompanhia na
rua do Trapiche novo n. 17.
xs?" Urna venda as 3 pontas com com-
modos para familia, da-sea praso vantajoso
urna vez que a firma seja a contento do pro-
pietario Firmino Joze Feliz da Roza : n
rua da Moeda n. 141.
ssr Sacos vazios novos : em casa de Her-
mano Mehrlens, rua da Cruz D. 23.
*& lm braco de balanga de 5 a o pal-
gar leve a rua de Apolo casa de Joze Mara
da Costa Paiva que gratificar generoza-
mente.
MOV I MENT DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 10.
Ass 5 19 dias ; Brigue Escuna Brasileiro S.
Joze de 130 tonel. Cap. Jo/e Rodrigues
Freitas equip. 18, carga sal palha de
carnahuba, peixe, c sola : ao proprielario
Dellino Gonsalvcs Pereira Lima.
Maranho; 23 dias Patacho Brasileiro Ca-
rolina de 112 tonel. Cap. Francisco Ber-
nardo de Mattos, equip 12, carga diver-
sos gneros : a Francisco Marques Rodri-
gues & limaos.
SAI]mos K0 MESMO DIA.
Para Cruzar ; Escuna de Guerra Brasileira
Bella Americana CommamJante o 1.' Te-
nente Candido Joze Ferreira:
RECIFE NA TP. DE M. F. DE Ff **1842.


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