Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04444


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Full Text
Auno de \81'2. Quinta Fcira 17 de
Todo aora depende He nos meoi ; da nossa prudencia, moderaciio, e energa : con-
tinuemos como 'principiamos, e seremos aponlados com admiraciio entre as Nacies maia
cullaa. (Proclamacao da AaaembleaGeral do craail.j
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna, Faraiba, e Rio grande do Norte, na segunda e sexta feira.
Himno (aronhuos, al0e2'l.
Cabo, Serinbaem, Rio Formor.o, Porto Calvo, Mar-ci, e Ala<;oas no i 11, e 21.
PaialS. Sanio Anto, quinta feia, Olinda todos os dias.
DAS da semana.
l'l Se, s. Vnlentim. Clianc Aud. do Juit de Diraito. da 2. vara
4i Tere. s Faustino. Re\. Aud. do do juiz de Dircitoda 1, vara.
jfi Qnart. a. Profiri. Aud. do juir. de dircij da; 3. varo.
17 Quint. s. Silvino. Aud. do juit de dreito da 2. vara.
i,S sext. Tlienlonen. Aud. do Juir.de Direito da 1. vara.
4l lab. s. Couindo. Re. Aud. do Juiz de Direito da 3. vara.
20 l>om. s. Fleuerio.
Fcvereiro. Anuo XVIII. N.-S8.
-JP3Mias3sMsBasaHBJasiiiiii' iiiiiiiinin?atiz>Kiiwmsrrz-ym
O Diario publica se todo os dias que nao forem Santificados: o f roen do asci-natura l.e
do tres mil res por quartel pagos adianlados. Os annunrins dos aasignar.trs sao inseridos
grana, e os dos que o nao fnrem i raiio da 80 reis por linlia. As reclamae.oea oaraai aer
dirigidas a osla Tjrpogrifii ra das Crujes D. 3, ou praca da Independencia lujas ueliviws
Nmeros 37 e 3S.
C A VIRIOS ho da !(> pf. PetSReibo.
Cambio sobre Londres 29 d. p. iV.
Pars 320 reis p. franco.
u Lisboa SO a S.> p. 100 de pr.
Ouno-Mo*dadeG,40 V. 14,400a -li.C.tl,!
a N. ''1.200 a 14.400
de 4,000 .S.tOOa S.200
rBm I'alacoes 1 ,030 a 1 ,C70
I'iuta Petos ('olumnaies l.fifiOa 1,I71
Mexicanos 1 .ti '0 a 1 .(i.iO
i mi oda 1, Villa l,4(ii)
Moeda de cobre 3 por 100 de ditroul.
Disuonlu de billi. da Alfanilega I e j; por 100
ao mei.
dem de letras de boas firmas le i i c j.
PIIASF.S DA LOA NO HEZ LE FFYERE1KO.
Preamar do da 17 de Fa>erei.
. as 10 horas e (i m. di laanha.
2." as 10 lioras e 3d m, da tarde
Ooart, ming. a 2 s 13 oras e S m. da man'i.
Loa Nova' a 10 -- lis 1' oras e 3i m. da manli.
Quart. cresc. a 1S -- as 0 oras e 22 m. da mnnh.
I.ua rlicia a 2.) s 1 oras e ;>l m. da manh.
RISPADO DE PERNAMBUGO.
Dom Jofio da Purificaoo Marques Perdigan.
Contigo Regrantcde Santo Agost'mho pe-
la (iraca d Dos o da Sania S Apostlica
Rispo de IVrnambuco, do Conselho do S.
M. I. e C. etc.
A bencao de Jezus C a paz, c a Balido, sao
os dons que. mais desojamos Grei, cuja
presidencia nos l'oi confiada.
Se. ein todos ostenipos Nos he preceptiva
a'nnunciac/io do Evangelho paraimbuir-mos,
e Insmannos as verdades, que pello se con-
tem mais astrictos ainda os consideramos
no deverde o annunciar naquelles que es-
to mais prximos celehraeo dos maiores,
e mais augustos Misterios aos quaesa pc-
dade Chrst baseada nos solidos funda-
mentos da f, presta sincera cronca, consi-
derando-os inolfaveis e superiores a tod'a
sublime comprehenso, a que pode chegar
o humano entendimento se ni pro mesqui-
nln. insuffioiente e naufragante (piando
perlenda abismar-sc na ncomprehonsibilida-
de dos Divinos Arcanos, por sua natureza
inexernlaveis.
Apriscar as OVOtbua por moto ila exhorta-
ran tendo em vista sua eterna ventura,
l'oi sempre o Nosso intento 5 raso porqu
ora -Nos dirigimos ao Rebanho de, Jezus C. ,
para dispertaros que vivem na olvidarn lo
Misterio da Redempeo, avivando ao mesmo
lempo a f d'aquelles, (pie oadoro, excitados
pela saudavel rellcxo.
Jamis se pode duvidar que a paixo c
morte do Redemptor do genero humano, soja.
o niaior, e mais estupendo prodigio, pralica-
do poreffeilo da mais excedente c ardente
caridade.
O hornero-mais extremoso em amar, nao
poda gloriar-so da rocordaeo em praticarta-
esexcessos ou exigil-os, e ainda mesmo dO-
Sejal-os por motivos da mais (le correspon-
dencia dilecC/lo tributada. Em considera-
rn a esta verdade he misler confessar que
so Dos, e hornero, praticou a prol de nossa
salvarn a mais heroica, e siiperelliiente Ca-
ridade cujosactos jamis nos podio occor-
rer evao mu aloui do que podamos an-
helar.
A paixo o morte do ilho de Dos, para
digna s.ilisl'aro da eterna juslioa djBVfl ser
o ohjecto de nossas meditarnos, al ao dia de
sua Resurroieao certos de que ja mais po-
FLSIlfB
o riXTOK.
Em urna manh do mez de Majo ao lem-
po que se dispunha par.) levantar ferro a tri-
pulacaode um dos barcos de vapor que de
ftiguns -.niios a esta parte fazcm a quotidiana
viagem enlre Sevilha e Cdiz umacarroa-
gem puxadaa (piatrocavaos pretos atraves-
sava a todo o galope a cdaue e l'oi f.arar 110
caes defronte do vapor que se preparava para
parlir.
Apeo-se um cavaliro do aspecto respei-
tavel e (pie por suas cas e rugosa fronte
inoslrava ter uns setenta e cinco anuos de
idade.
Acompanhava-o dando-lhe o braco para
encostar-se urna sen hora nii elegante e
de raaneiras disiinelas, que p'oderia ler (pi-
lenla annosde idade.
Tendo entrado no vapor seguidos de alguns
Criados-, dirijjiram-se cmara de popa, c
ahi fcram, at que o mov ment &. barco ,
e o estr*mdo das rodas os lizeram subir para a
tolda, onde se acliavam os domis passagei-
deremos gosar os doces fnictos, o saborear os,
raaravilhostis effeitos desti) admirabelissima I
Rcsiirreicao resuscitando cm espirito com
Jezus C., se reousarmos unir nossos senti-
mentos aos da Santa Igreja oestes dias, cm
que ella particularmente intenta dispor seos:
Hlhos para os Rize'r partecipantos do glorio-
so e portentoso triunfo de seo esposo al-
cancado pelo mais atroz suplicio, somonte ^
suportavel pela, unio das iluas naturesas,
(piando a Divina por si s nao podia pade-,
cer nem a humana tal genero de cruciflea-
cfio solrer som que aquella cstivesse unida.
E porque nao annuiremos as pias IntencO '
d'uma.Mii. a mais solicita, e desvelada na
salvacao de seos Hlhos ? Continuaremos a ser
iisensiveis e obstinados na pasmosa in;ra-
lido para com o pal, (pie nos da o pao quo-
lidiano o Dos das misericordias, que ,
isentando-nos do cativeiro da culpa nos
constituioem perfoila Hberdade, encravan-
do oro sua cruz aquello assombroso cbirn-
gralb do fatal decreto que nos ora contrario ? At quando abusa-
remos da paciencia de um Dos disimu-
lando tanta irripioJade, tanta iuiquidade.
tanta cnrrupQo decostumes, e to grande
imoralidade vigente por todo o universo ?
Que tilo ingente comiseraco to re-
conhecida beneficencia. Uo maniCosta bene-
volencia tlo constante piedado, to mise-
ricordiosa clemencia nao merecero urna
lagrima, um verdadeiro arrependmento,
que nos previna contra um pozar rrepara-
vel umador infructfera, mn sentimento,
cujaduraco ho eterna e produ/ a maior
ralv, a maior desesperarn, que mu i tos pav-
eadores devem considerar eminente, pela in-
certeza de sua existencia finalisaila sem as
disposiedes necessarias para comparecer pe-
rante o recto o justo Juiz ?
lie tempo. filhos sempre dileetissimos, que
nos delib-'remos com a maior fjrmesa a ex-
ercer aquelles fructos dignos de penitencia
que a Santa Igreja mu solicita e particu-
larmente nos recommenda neste Santo tem-
po, era .que, conven, emendar os defeitos pro-
venientes de nossa ignorancia, ou relaxarn
convencidos que lempo vira noqual, surpre-
hendidos pelo ultimo momento nos pode ser
negado o desojado esriaco para a penitencia,
talvez intil, (piando a ortica dos vicios
preceda ao l"rmo final, que nos constfange
a comparecer no tremendo trihunal con a
mesma volocidade. que a do raio, ou com n
preste** do agressor na habitaco do agre-
dido
Reprimamos o desenfreamento das paixoes
dominantes/; reformemos oscostumss ; re-
gulemos nossas acedes ; sejamos sincerds ,
repelanlo tod'o lingimento ; impero em nos
a verdade ; a mentira lilba do diabo estoja
bem longe de nossos labios, para nao prejn-
dicar nosso prximo em sua honra ou fasen-
da ; se urna vez peccamos nao reiteremos a
culpa scientes que o poccador ho servo do
fieccado ; acreditemos os Misterios de nossa
S! 'ligio. tributando-lhes aquella veneraoo,
e acatamento de que sao credores, para que
a incredulidade nos nao sepulte na eterna e
abrazadora chama : purifiquemos as propri-
as fallas nas lagrimas da verdadeira peniten-
cia; prestemos dcligente caridade aos nos-
sos semelhantes, soccorreodo-os em suas ur-
gentes necessidades, 6 tribulando-lhes tolos
os obzequis a-, nus^o alcance cortos que
..o amando o prximo,n-io amamos a Dos,
c nao amando a DeoS, postergamos os de-
veres da criatura para Com o criador.
_ Nvamete recominendamos a ieitni'a de
Nossa Pastoral, naqual mencionamos de-
ver da reconciliaco annual (pelo menos) com
Jezus C. qu(>, como Medico soberano de nos-
sas almas hstitoio osle sacra nenio sri-
ente de sua urgencia para reparo de nossa
fragilidade. mo frustremos o clemente desig-
nio do bmigno Instituidor dos sacramentos,
para nao provocarmos sua iu li-,'n \i;o. Nln
peramos do vista, estoja em nossa monte
pavada aingenua resipiscencia. Por esta pre-
vinamosa ira celeste, que sobre nos mea-
mos attrahimos quando transgredindo os
proceitos perpetramos as maiores irregula-
ridades. A mansido e a paciencia com
que devenios suportar nnsaosoutros qual
quer genero ,011 especie de ollensa, em me-
moria do quanto Dos nos suporta, soja a que
nos designa discpulos do Salvador do mundo,
que nos prescreve este dever, e praticou
constantemente esta virtude para instru-
<;o dos ipie pertondom seguil-o para o con-
seguirem pela credulitladc rm sua doulrina
i GdeKdado em a praticar. Debilitemos pelo
jejum as forras corporaos para que a carne
nao SO rebele contra o espirito certos de que
na con tonda deste com aquella, (levemos su-
cumbir pela perdada victoria so com cffei-
to nao bouver em nos esforco para polejar va-
ronilmente contra o maligno adversario de
nossas almas. Se infelismente nosdeixar-mos
(laquear pelos attracvos da culpa, seremos
os proprios que nos constiluamos inimigosde
nossa eterna felicdade.
Rom quistramos presenciar a retractacSo
(pelo menos) dos maiores excessos pratlta-
dos poj-aquellos, que em momento algum se
ros, nao podemos di/er se por que nesse si-
tio Ihes fosse menos molestada a viagem o se por gosar das bellezas que esta oflorece ,
sobre ludo na cstac/io da primavera.
A proa do barco fendia as aguas cristali-
nas c pacificas do Gualdaquivir; e se-
gua o sou rumo por entre duas margens a-
domadas pela natureza com todas as pompas ,
e primores da veglaco.
O sol eslava eoberto de algumas Iigcras
nuvens as (paos e urna brisa que soprava
do lado" do mar tomavam a manh fresca e
deliciosa.
A arffgem que tinha atravessado as bellas
campias da Andalnzia vinba impregnada do
perfume das llores e bandos de passarinhos
passavam de urna para 'a outra margem do
rio. san.ando a primavera com seUS alegres
cantos e pausando .s vezes como para
;osarein do fresco das aguas sobraos mas-
tros do navio.
'lodosos passageiros que olavam na tol-
da ou tomavam cb ,.;ou reunidos cm gru-
pos conversavam entro si Usando o olhod
nas (vin torres de Sevilha que ainda se a-
vistavam por cima das espessas alamedas ,
sobrasabindo entre todas a collossal Giralda ,
011 dirigam as vistas para S. Joo de All'ara-
clie e outras pequeas povoeoSos que lia
n'iinia e n'outra margem banhadas pidas a-
goas do (inaldaquvir e quasi sempre corna-
das de sua fortaleza OU caslello meo arrui-
nado porm de gosto, e aichitocliira ori-
ental.
Todos contemplavam com interesse to
bello e variado panorama excepto os dous
passageiros (pie se tiiiliam aneado da carroa-
grn que nao obstante eslarem sobre a tol-
da, permanecan! abastados dos domis,
silenciosos o como iiuHerentes s bellezas
natiiraes que os rodeavarp.
) ancio'era um Gdalgo mu conhecido na
Ridade em que bablava pelo son orgulbo e
pelo sen tittmf de marquez de (iialmellato,
que enl.nadeseus pais c (pie ora um dos
mais rendosos de toda a Andaluzia.
A senhora que oacompanhava era sua
(Iba viuvadoconde deOlmO, aristcrata
at ao extremo como sen pai. e li.la em con-
La de um modelo de pura nobreza, ni vis-
ta dto nao paree -r ostranho que estas duas
personageus nao tomassem parte nas oonyor-
reoordo do prximo pergO a (pie osto c\-
postos. Qual [torero a esperanza que podere-
tUOS gosar cerca deste ohjecto o mais inle-
ressaule leudo presente ero espirito lana
desenvoltura, uue.nos conslitue indignos da
oblenyo da graca. e auxilios, sero os qUaes
eo;isa alguma somos, cousa alguma podem is?
' Poderao desear sobre nos os effeitos da bene-
ficiente liberalidade do Jezus C., provocado
cada vez mais pelos crimes dos que ronovo
sua paixo, e morte dignos le comisora(;o
quando nesla nao creem ou a contemplo
com a maior indilVerenea i'
Anda todava Nos resto alguns motivos de
esperar, e confiar na infinita pedade do cria-
dor, que, nao querendo a morte do poc-
cador mas ([lie osle se comerla, e viva ,
qurpromover a pratica do dever, para (po
no acto de julgara criatura nao lenha maio-
res motivos de a condeniuar. Na consderaco
prestada a esta Nossa exhortarn, esto firma-
dos os motivos de nossa esperance.
Emendemos pois o monstruosos defletos ;
corrijamos as enormes faltas ; purifiquemos
nossas aeces, e soja tal nossa conducta,
que nos conslitua dignos de comparecer na
preso ni; a de um Dos, sempre pressoa dos-
culpar nossa fragilidade se com elfo i lo de
nossa parte nos esfo^car-mos a. prevenil-a po-
la vigilancia, o rellexao sobre ns mesmos,
constantemente ohrgaos, a fugir de toda a
occasio, em que a culpa nos pode eojlocar
no numero dos reprobos.
Muilossoosmeiosquo nos podem sentar
desor comprebendidos ueste numero. Nos
porcm vos recordamos um dos mais ellicazes.
exhortando-vos a que gravis cm vossos eora-
(esum temo amor eaffectuosa venerai;3o
ao dulcissimo Nonio de Jezus convenceudo-
vosque a Tregente invocacao deste suavssimo
Nomo nos fortifica nos trabalhos, nos soccor-
ro nas adversidades, nos consola nas tribu-
lacjs nos firma na le, nos recrea naespe-
ranca, nos cpniohda na caridade nos ani-
ma do proprio abat ment sustenta nossa
pusilanimidade .medicina nossas enfermiila-
des Ilustra nossa ignorancia, adoga nossas
amarguras suavisa nossas angustias Ilu-
mina nossa cegucra, afugenta lodo orgulho,
reprime a'varesa, faz conler o incontinente,
serenar a ira do impetuoso moderar a n-
temperanca, cessar a inveja depor a pre-
guija, preveniido-nos finalmente contra lo-
tos os niales inseparaveis da triste e sempre
lamentavel conilioo humana quando invo-
cado com viva fe o conanga, precedendo
o desojo sincero de cumprir o que a le de-
termina para nossa sanctificago.
sa^fiese enlretenimentoscom que os domis
passageiros proc.uravam.consumr as horas da
viagem.
Seria urna hora da tarde quando o barco
Chema a Sanlucar, e tendo entrado no mar .
passandoa barra, o doblando o cabo do Rola,
com ventoe maro favoravel divisaram Cdiz ,
que se acha no meo do ocano como urna
concha no meio das |aguas. Asna bahiaes-
,,va dicia de centenares do navios de diffe-
rentos lotes e formas e do diversas BScOes e
bandeiras e desrobria-se lambem urna vas-
ta cxtenr.-.od'itgua som oulros lmites mais
que o liniisonte.
A' vista deste niar immenso o masqmz e
sua lilba se animavam alongavam a vista
por aquella dilatada superficie como se bus-
cassem um objecto que chomava-a sua alten-
cao o era o alvo do scus cuidados.
Capito disseomarquezao comman-
dante do vapor aquillo que se divisa at lon-
ge jiarere-me ser mu navio !
O Capito dirigiq o scu oculo para o ponto
qu se Ihe ndcava e respondeo :
Sim senhor um navio que navega ;


se
..-... Ji '.'ifPSiri

su
Dos de Abraho, de Isiac, c de Jacob, a
quem est patente o designio do Pastor Per-
ttambucano, o espirito de vosso mais indigno
vicegerente o motivo que dirige a penna
demonstrativa de suas puras inteneOes dig-
nai-vos fazer eessar tantos escndalos tantas
prevaricages para que a universal corrup-
oo doscostumes e a espantosa, e pavoro-
sa immoralidadc nao nos occasionem mais, e
maiores males. f* vos eomo dominador dos
que domimio, podis occorrer enormeoonfu-
sao, em que ha niuitos annoii'slamos envolvi-
dos, ignorando quala funesta sortequenos
espera, quatido, hindo^abismo em abismo,
devenios contar cono a precipilacao na ruina,
que para nsinesinos minamos. Dos de eterna
clemencia, reprim a malicia humana, escu-
sai a t'ragilidade do peccador, ao (pial so-
mente esta devia ser suficiente, huma vez
que a permissao do mal, be julgado em vos-
sa presenca mais conveniente que sua inexis-
tencia. Fazei terminar, Supremo Arbitro
unio da Junta Medico-Cirurgica em um dia de
cada mez para inspecgo dos Guardas Nacio-
naes em presenca de seus Gbmraandantes de
Companhias e de Corpos ; visto nao ser pos-
si vel', por falta de Cirurgies. premaxecu-
co o disposto no art." 1." 11 do Decreto de
11 de Julho de 1854 : devendo u'este sentido
dar as convenientes ordens e avisar previa-
mente ao Presidente da mesma Junta, e aos
referidosCommandantes para que nao dei-
xem de comparecer no dia marcado.
DitoAo Presidente da Junta Medico
Cirurgica participando o conteudo no prece-
der, te oflicio quanloa parte, em que se trac-
la da reuniio da mencionada Junta em um dia
de cada mez.
DitoAo Inspector (eral das obras pu-
blicas ordenando que faca proceder aos re-
paros de (pie precisa o F rto do Buraco na
confbi midade do Ornamento por elle apresen-
tado 6 de Outubro de 1844).
DitoAo Commandante das Armas e ao
lencia. razci terminar, o supremo nnn" uno.ao v-ouiuianuame uis \\ um' *-"
do Universo, (a cujos Decretos preside ini- Inspector da Tbesouraria da Fazeuda commu-
nita sabedoria) o formidavel flagello, pelo
(|ual superabundan temen te lasis ver qual a
prevaricacao humana e como esta deve re-
conhecer vossa acre e asperrima censura,
dirigida a promover paternalmente a
correcelo dos fllhos rebeldes. Se em pocas
mu remota deeretastes a innundaco uni-
versal para castigar o atrevimento, e au-
dacia humana, geralmenle exercida no des.
preso dos preeeilos impostes pela naturesa ,
que smenle a vos reconheco por seo autor, e
como tal benignamente fi/.estes cessar a maior
das calamidades, decretal lamben) misericor-
diosamente a cessa&sao da torrente dos pre-
sentes males q.ue iniiidaou Ierra quig o-
primida por maiores crimes, que os daquella
poca. Fazei hrilhar vosso poder sobre a
trra, i|luslrando-a com os raios de vossa
ncando a expedicao da ordem supra.
DitoAo Inspector Geral das obras publi-
cas jiara remelter ao Engenheiro Vaulhier ,
encarregado da direccao das estradas da Pro-
vincia todos os mappas plantas, prbjectos .
ornamentos relatorins pareceres e ni-
tros quaesquer papis relativos as mesmas
estradas.
DitoAo Engenheiro Vaulhier commun -
cando ler expedido a ordem couda no ante-
cedente oflicio.
DitoAo Inspector do Arsenal de Marinha
participando ler approvado a proposta que
fez do 1. Tenente Joao Haptista de Oliveira
GuimarSea para servir de sen Ajudanlo du-
rante a molestia do respectivo Palro Mor.
DEM DO DIA 1 4.
OflicioAo Piefeito do Bonito participando.
IfirU, ll'USll 111UI > -I tlllll UJ laura \t\. "/mo V/IIUWU----;iu i luiiiui uu iniuiu |n.i ih.|..-j...
luz. Florcs-ca, e resplandeca a verdadeira (|ue nao he possivel serem reeebiilos na For-
Rcligiao, reconhecida como tal, quando ha 18 taleza do Tamandar os presos de Justica d'a-
secuIS combatida e nunca vencida, penna- quella Comarca em cnsequencia de se a-
nece em perfteita unidade tanto mais victo- char a dita Fortaleza arruinada, o a sua pri-
riosa, quauto mais vexada e perseguida.
Palacio da SoIedaJe aos 12 de Fevereiro de
1849.
Joao Bispo Diocesano.
sao sem seguranza.
G 0 V E R N 0 D A PII O V I N C I A.
EXPEDIENTE DO DIA It DOCORRENTB.
OflicioAo Inspector da Tbesouraria das
Rendas Provinciaes remeltendo a liliaeo dos
Cornetas Seve ino liamos de Queirs V ran-
cisco Borges e Martiuiaro Jos da Silva, en-
gajados no 1." llalalhao da Guarda Nacional
ila Cidade de Goianna desde 10 de Julho do
auno ultimo a lira de que Ibes mande abrir
o competente assentamento de praca.
DitoAo Conimandante Superior da Guar-
da Nacional de Goianna cominunicando o con-
teudo no oflicio antecedente.
DitoAo Agente da Companhia das Darcas
de Vapor dizendo em resposla ao seu ollicio
de H do correle que pode fazer seguir pa-
ra os partos do Sul o V aporParaense com-
pletadas as 48 horas de sua entrada no porto
d'esta Cidade.
DitoAo Commandante Superior da Guar-
da Nacional d'este Municipio, devolvendoo re-
querimeOto de Antonio Jos de Abroo, Guar-
da Nacional do 1 Batalhao do mesmo Muui-
e a nforinaco do Commaudante inte
cipio .
rio respectivo que acom;;aiihar..o o se;; ol-
flciode'9 do cor rente ; e signicando-lhe ap- ; Un<*i.- i..............--.......
provara medida por elle proposta de haver re- rinba para mandar fazer no Drigue-Eseiina -
DitoAo Cbmmandanle das Armas or-l
denando, que mande receber doCommandan-
te do Rrigue Escuna -- Caliope ~ os '20 re-
clutas viudos das Alagas constantes da re-
lafto que se llie remolle. para Ibes dar o
conveniente destino.
DitoAo Inspector da Tbesouraria da Fa-
zenda transmillindo a Ordem do Tribunal
do Thesouro Publico Nacional sob o nume- \
ro \\
DitoAo Commandante do Brigue-Escu-
na Nictheroy, intelligenciando-o de que ten-
dodepermanecer nVsla Provincia o Rrigue de
seu commando para receber os concertos de-
que necessita deve igualmente licar ao ser-
vico d'esta Provincia.
DiloAo Director do Arsenal de Guerra pa-
ra mandar fornecer a Companhia destacada da
Com marca de Goianna OSObjecloS constan-
tes da relaco que se lhe envia ; assim como
apromptar em duplicata pelas medidas (pie
tambem se lhe remettem trinta enove far-
damentos com gola verde canhes da mes- f
ma or 6 vivos brat-icos; o que ludo ser en-
tregue ordem do Commandante da mencio
nada Companhia.
DitoA' Adiinisliacaodos Estabelecime-
los d Caridade instando pela informadlo, que '
lhe fui exigida em oflicio de 10 de Dezembro |
ultimo cerca do estado d'aquelle Estabele-
ci ment.
PortaraAo inspector do Arsenal de. Ma-
Nictherov os concertos de que elle preci-
zar ; segundo determina o Imperial Avizode
14 de Dezembro p. p.
Dita-Ao Commandante da Escuna- l.de
Abril para fazer-se de veila para a 1 aru-
hvba amar do da lo do corrente a hm de
conduzir os recrutas que lhe forem remctti-
dos pelo Ex.- Presidente tfaquella Provincia,
e logo que tiver bordo os referidos recrutas ,
e houver recebido as ultimas ordens do mes-
mo Ex.""' Presidente regressar esta.
DitaAo Inspector do Arsenal de Marinha
para fornecer 70 dias de mantimentos ao Bo-
gue -- Escuna Caliope que acaba de che-
gar das Alagas pagar os veneimentos do es-
tilo aos Officiaes ea Tripulagao e prestar-lhe
o mais de que precisar quando poder conti-
nuar a sua commissO:
DilaAo Commandante do Brigue-Es-
cuna-Caliope para entregar a ordem do
Commandante das Armas os 20 recrutas que
trouxe da Provincia das Alagas.
COMMANDO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DI.V 10 DO CORRERTE.
OllicioAo Inspector da Tbesouraria, trans-
millindo-lhe os papis de contabilidade dode3-
lacamenloda Guarda Nacional da Comrnarca
de Nazarelh relativos ao mez de Janeiro ul-
timo para que fossemsalisfeitos entregan-
do-se a importancia respectiva ao Vice Cn-
sul Jos Joaquim dos Reis que eslava autho-
risado para a receber.
DitoAo mesmo communicando-lhe o fa-
lecimento do Tenente Coronel Commandante
do Deposito Jos da Costa Rebollo Reg Mon-
te i ro para que se lizesse pela contabilidade
Militar a necessaria verba.
DiloAo Inspector da /Tliezoiiraria re-
metlendo-lhe para ser encorporada s con las
dadas pelo Commandante do Deposito, nal
mez de Setembro do auno passado a relacao1
d'alleracoes do referido mez pcrleiicente ao
destacamento da Comrnarca deGaranhuns,que
fora devolvida para ser reformada] no sentido
das ordens dadas anteriormente.
luloAo mesmo para que bonvesse de
mandar entregar ao Tenente Semiao Ferreir
Leite Cardial, aquantia de -iOO,))O reis, im-
portancia dos VenClmvntO&da liootuoamonto Ja
Conimarcade Garanliuns no mez de Dezem-
bro ultimo cujos papis de contabilidade lhe
remellarla em lempo opportuno.
DiloAo Juiz de Dir"ilo da Vara do Cri-
mc, procurando saber se fraSdinitivamen-
te julgado pelo Jury desta Cidade em !28 de Se-
tembro do auno passado o soldado da Com-
panhia d'Arlices Angelo Miguel do Espirito
Santo ; por issoque elle reclamava sua soltu-
ra em consequencia de ler cumprido a senten-
cia que lhe lora imposta e nao poda serat-
lendido por falta de communicacao do Juizque
presidio ao dito Jury naquelle mez.
DitoAoCapitSo Antonio Paes Cortez, au-
thorisando-o a pasear, e assignar as guias das
Piaras do Deposito que ltimamente Aserto
passagem para o Batalhao Provisorio e a ter
prompla a eaixa do hospital com os rspedi-
vros livros c papis, a lim de se lhe dar
destino.
DitoAoPrefeito da Comrnarca doRrejo,
enviando-lbe os modelos do Pret, e relaces
d'alteraoeS do Destacamento do conformi-
dade com a circular de 8 de Janeiro ultimo e
disendo-lfle que o Tenente Cardial condusia
a sr-lhe entregue a quantia de 400jf950 reis,
importancia dos veneimentos do destacamen-
to no mez de Dezembro p. p. cujos papis
de con lbildade devia de remetter com os do
mez de Janeiro, a lim de serem pagos. Coh-
cluia aecusando o recebimento do recruta The-
otonio Pantaliao dos Santos, que leve destino.
DitoAo Prefeito da Comrnarca de Naza-
r eth reenviando-lhe Gonzalo Soares por
nao se verificar que era desertor e nao po-
der servir na i." linha por ser casado, e viver
,fom amulher.
MISCELLANEA.
todo o panno para entrar id iorto antes de
anoitecer.
Notraz bandeira ? disse o marquez.
Nao a diviso bem ; mas iielaconslruc-
cao do barco e pelo rumo que traz conhe-
co que inglez e provavelinenle veni de
Londres ou Liverpool,
E' oque esperamos disse o marquez a
sua til!,a.
Outra pergunta capitao ebegar a
baha multo depoisde n>s i'
Se houver dilVerenca ser muito pe-
na.
Para se comprebender o vivo interesse que
c-ste navio inspirava ao marquez e a sua lilha,
preciso saber que a esla licara de .-en (le-
anlo marido urna lilha que teria entao dezoi-
toanuos e bavia quatroque linha sido en-
viada para um collegio de -Londres a Jim de
recelieralli nina educacao lao esmerada e com-
pleta como couvinha ao seu Ilustre nas'imen-
to'e grande fortuna [K>rque esta m.-iiina
nfio.s possuia o Ululo c riqueza dC seu pai,
mas tambem devia bardar por morle de seu
avosbensda casa deGualmellato.
Militas difliculdadcs linham liavido para
r .
que a menina fosse a Londres nascidas nao
s da affeicao que todos cm casa lhe profes-
savam mas tambem dos receios que linha
seu av collegio estrangeiro adquirisse os principios
e costumes modernos que tao aborrecidos
Ihceram. Com tudo outras rellexc re-
lativas ao bem estar e felicidade de sua neta ,
vencern) as difliculdadcs de vontade que se
oppunham e ella por lim parti para o col-
legio de Londres onde segundo as suas car-
tas e as da pesso i de conlianca que a acom-
panhara, aproveilou muito achando-st. em
fin no estado de regressar ao seio da sua fa-
milia nao s porque a sua educacao sta va
acabada mas porque leudo chegado a carta
idade era lempo de se realisarem os brilhan-
tes projeclosque a seu n-speito se formavam.
No dia anterior havia chegado a Sevilha
urna caria participando odia em que deviam
partir de Londres Theresa (pois assim se cha-
mava a menina ) e a pessoa a quem fra en-
cariegada por cujo motivo seu av e mi
emprebenderam a viagem de Cdiz onde ja
teria chegado ou deveria chegar em breve ,
o navio que a trazia para a receberem em
A MAMA DOS PK0GAMMAS.
Com o Govcrno Representativo nos veio ,
Ta Michaela a mana dos Programlas. Se-
gundo a minha fraca opinio isto de program-
las um objecto de luxo um ornamento do
Systema que felizmente nos rege. Que mal-
dicta serventa tem um programma ? De que
serve semelhante bicharoco na marcha ordi-
naria e eomezinha da Administrado ? A-
quillo que os Ministros da Coroa dizem nos
taes programmas o mesmo que dsserao os
seus antecessores e o que ho de dizer os" seus
successores, isto cousas mu justas em-
bruliadas em palavras pomposas. Ora Vm. ,
Ta Michaela bem sabe que boas palavras
custao pouco a proferir ; lodo o negocio est
na execucao e aqui que torce a purea o ra-
bo com perdao de N m.
Ha Ministerio novo vem logo os Deputa-
dilihos ila Senhora D. OppoSCdoa pedir o Pro-
gramma E que este tao decantado pro-
gramma? ii ma especie de cartaz que os Mi-
nistros inaneira dos Empvanos de Thea-
ti'o, puhlico, prometiendo boas pecas bom
scenario riqussimo vestuario em costme .
esoberha msica assim embacao os Minis-
tros os Snrs. Deputadinhos como os Emprc-
zarios embajaoo respeitavel. Estes pelo an-
uo cmico adiante metlem gato por lebre :
boje a Actriz Fulana que est com terriveis
dores de inchaqueca amanlia o Actor sicra-
no que est incomnioJado das hemorrhoidas !
e l se esfarrapa o programma! Aquelles,
os Ministros nao rasgo o seu programma
com as hemorrhoidas nem com as dores de
cabera mas com a grande molestia denomi-
nada o Salus populi. A esta phraze medo-
nii.i a ('.oii^tiiiiico fu/.- ;-,o mais amarella jui
una abobora ou um pepino velho a maioria
poem-se de gatnhas As leis teem os seus
fanquitos e o tal salus populi pega no
decantado programma e o mette n'algibeira !
Tal Ta Michaela, a ideia vanlajosa que
eu faco desta cousa chamada Programma ou
pe de cantiga : com ludo os taes programmas
nao se dispensao no noviciado dos gabinetes !
e j to moda esta mana que ella invadiu os
negocios cvis e os usos familiares Vejo-me
cercado de programmas pelo Norte pelo Sul,
pelo Oriente e pelo Occidente l!m amo
toma um criado de servir c antes que o gal-
leguinbo entre no exercicio das suas lunccOes,
o amo lhe aprsenla o programma! dz-lhe
os barriz d'agua que tem a dar as eseadas
que tem a varrer as bolas que tem a engrai-
xar e os recados que tem a fazer !
\ ai a gente a urna casa de Pasto : est sobre
a mesa o programma gastronmico; sopado
pao e de raassas cosido, assado, guisado,
estufado, frito o lecheado, tudo jase sabe
da melhor qualujade Appareee um Peridi-
co novo, temos programma no caso ; dar
noticias eslrangeiras e nacionaes, artigos de
ollicio, noticias das sciencias arles, coni-
niercio, industria, agricultura, deseo-bertas,
Chymica Physica, entradas de navios e sa-
seus bracos. pagando com esta impaciencia
um tributo ao carinho que lhe linham e ao
que delladeviam e pensavam exigir para o
futuro.
Cdiz que ao principio pareca urna nu-
vem no meo do mar ia pouco a pouco, e a
proporcao que o vapor se aproximava elevan-
do-se d'entre as aguas e dexaudo distinguir
suas torres caslellos baluartes e ameias.
Tambem ao mesmo lempo o navio que
Ijnha sido o objecto das pergunlas do mar-
quez se ia aproximando e ja se distingua
bem claramente nao s o seu veame atao
mais pequeo galhardete mas tambem as
pegas que linha eos marinheiros e passa-
geiros que vinham na tolda.
Por fim os dois barcos o vapor e o navio
de guerra ingle/. sulcavam as mes > as aguas,
e navegavam j na baha e a tiro de peca
das fortalezas de Cdiz ancorando depois a
pouea distancia um do oulro.
O marquez e sua lilha saltaram logo para
urna lancha das que se aproximaran) ao vapor,
para conduzir os passageiros para trra e
mandaram remar para o navio inglez que
acabava de ancorar.
Com effeilo vinba halla a menina e d'al-
li a poucos instantes ella se vio aportada nos
bracos de sua mi e4contra o fro coracao de
seu av que nesla occasio nao pode deixar
de. bater mais velozmente.
Passados aquelles piimeiros momentos ; o
marquez ordenou asna neta que se apromp-
tasse para o acompanhar ao vapor d'onde aca-
bavam de sabir pois tendo este de regres-
sar naquella mesma tarde para Sevilha, ten-
conava ir nelle e nao se demorar cm C-
diz senao as peucas horas que decorriam if
sua sabida.
A menina seguio a sua familia depois
de se havep despedido de lodos os seus
companheiros de viagem porm nao dei-
xou de iancar entretanto repetidas, e ex-
pressvas vistas a um mancebo que encosta-
do ao leme do navio pareca abismado na
mais profunda tristeza e abatimento.
Senhor disse Thereza chegando-se a
elle, pelo braco do velho marquez, vamos
separar-nos j pois parece que esta noite
partiremos para Sevilha no vapor em que veio
meu av, sem nos demorar-nos aqui seno
algumas horas.
\


o
hidas do navios analyses, poltica varie-
dades ; tudo j se sabe mais brilhante e com
a maior independencia At nos contractos
matrimoniaes ha programma ; e com milita
raso pois seria muito mal feito ligar-se um
homem a urna mulher. e vicc versa por to-
da a vida sena que primeiro recebo o pro-
gramma um do outro
A noiva Tia Michaela, se forja maduri-
nha deve icar-se nos 2o anuos, que idade
que nao enfastia. Deve prometter o amor
conjugal, a ternura a docilidade a mo-
destia a fidelidade o zelo domestico e a
mais restricta economa cumprindo e fazen-
do cumprir a Constituido matrimonial do
Bispado. Ora depois natural que se esfar-
rape o programma porque a noiva mudou de
opinio pois a poltica matrimonial est su-
jeita a alteracoes ndispensaveis. Asconvic-
ges mudao.
V. g., a noiva no artigo--Amor conjugal -
pode sem ser infiel a seus principios mu-
dar de opinio. O corceo lambem tem as
suas garantas. Se o marido a interpellar pe-
la excessiva frequencia dos bailes partidas e
theatros, que llie nao fazem bom cabello por
causa do ornamento e destroem a economa,
o zelo domestico e a modestia do programma ,
a noiva pode tomando certo ar ministerial ,
pedir a palavra e responder-le que ella a-
bomina detesta aborrece todas estas mo-
das mas que adopta as suas legitimas conse-
quencias para ir no grande tom. Que estes
bailes e estas partidas fornecein novas allian-
gas ofiensivas e dellensivas que aperfegoo
a arle de 1er e escrever que derramo a ins-
irucgo primaria e secundara Sobre a eco-
noma podr dizer que preciso sustentar a
independencia matrimonial e a decencia ne-
cessaria ; que ornis sao declamares, ba-
nalidades logares communs.
Se o pastrano do marido teimar grosseira-
mente na execugo do programma deve ella
recorrer aos anufos e aos faniqu'tos : deve
dizcr-lie queodeixa, que quer ir para casa
de seus pais diga criada que Ihe faga a ca-
ma parle, amue-se ; eella trinmphar eo
programma lican como os do Govcrno isto
em actos iiullos. Um dos artigos que nao
deve esquecer no programma matrimonial por
parte da noiva prometter um genio de pom-
ba sem le, una mansido como urna ovellia ;
depois o> genios mudo : a menina pode sahir
depois assanhada como um tigresinho tei-
mosa como urna burrinha com manha, em
como urna cobra.
Agora me dir Vm. Tia Michaela e qual
deve ser o programma do marido Tem ra-
zo vamos ao marido. Em primeiro logar ,
seja qual for o seu estado nanceiro elle de-
ve inculcar sempre de rico ou pelo menos de
abastado : nao s porque ninguem llie vai to-
mar conla da sua receita e despeza mas por
escarra grosso que signal de ter carogo. O
aspirante mo da menina nao deve limitar
se somente aos bchancros e momices dos na-
morados; issoalguma cousa rural: deve
allectar una paixo extraordinaria e exclusi-
va ardente e impetuosa ; deve protestar cm
seu programma que nunca ameu nem amar
a nenhuma com tanto extremo.
Depois de casado o tendo segura a deida-
desinha pode fazer o que fazem muitos,
rasgue o programma e namore a torto e a
direito. Nao deve esquecer-llie inotler no!
programma o captulo do sentimentalismo ,
porque as meninas sympalhizo muito com os
homens turnos, sonsiveise romnticos. Nao
deve jamis cahir na patetce de estabelecer
como condico sine qua non a prehibigo
de bailes e partidas ; nao se mostr avesso ao
luxo e aos bobinetes ; em fiui arremede em
tudo os nossos programmas administrativos ,
isto prometa o mellior, e depois faga o
que llie parecer.
Tia Michaela, se cu algum dia cahir na
tentagao diablica de me casar tambem bei
de ollerecer o meu programma niinha que-
rida metade. Far Vm. rnuito bem, Snr.
Mestre mas ha de me dar licenga que bo-
je Sabbado de Nossa Senhora e preciso en-
gomar o meu vestido dos Domingos. Pois
ento, 'Fia Michaela boa noite. (imitado. )
( Pobres do Porto.)
de meninas do Brejoda Madre de Dos, o que I nos quaes se ver com gosto os divertidos e
fago publico de ordem doExm. Sr. Bispo Di- novos saltos dos gatos, desempenhados pelos
rector do Lvceu : quem dita cadeira se qui- Artistas Joze dos Beis Joaquim dos Beis ,
e o pequeo chinez discpulo do Director.
OS LTIMOS DAS DO CAKNAVAL NO U. DE JANEIRO.
Basgo de forgade D. Pedro i."
Durante os ltimos trez das d'entrudo
costume no Bio de Janeiro borrifar-se mis aos
outros com tanta agua quanta podem. Aquel-
es que nao querem partecipar d'estas loucu-
ras, fecho as suas cazas; pelo con Irario ,
os que gosto d'ellas conservan as suas por-
tas ejanellas todas cscancaradas. Cada qual
pe-se a varanda para d'all arremessar toda a
sua arlilharia liquida sobre os viandantes os
quaes da sua parte penctro as casas, e pa-
go na mesma moeda aos moradores, sem
distinegao de pessoa ou de condigo. Os
galantes c as damas servem-se para isso de
pequeas pellas de cera ocas ou delegantes
seringas cheias d'agua de cheiro ; mas militas
vezes a galantera degenera em verdadeirus
cataclysmas.
Ninguem no Brazil se mostrava mais activo
e mais alegre durante esta festa. do que o
mesmo Imperador D. Pedro e nao havia ca-
za aberta onde elle lio entrasse. Durante
o ultimo entrudo do seu reinado, I). Pedro
tirilla ido para a sua quinta de recreio em S.
Chrislovo, onde quiz embarcar-se urna tar-
de para dar um passeio por mar. Lile tnlia
urna forga extraordinaria e gostava de dar
provas d'isso. Conservava-se negligentemen-
te na galiota entre dous dos seus Camaristas ,
vestidos em grande traje de Corte ; quando
de repente sem ter prevenido a ninguem ,
viio-no agarrar em cada mao um dos Cama-
retas pela golla levantal-os e mergulhl-os
ambos no mar at o pescgo um de cada la-
do dd embarcago.
Este rasgo de forca grangeou ao principe a
admiragao da multidao e numerosos applau-
sos: todava, entra em duvida se agradou
muito aos Senhores Camai islas.
(Magazin Pittoresque.)
rector do Lyceu : quem a dita cadeira se q
zor.oppor habilitc-se na forma da Ley. Se-
cretaria do Lyceu Ib de Fevcrero de 1812.
Joao Facundo da Silva Guimares -
Secretario.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade ca-
valeiro da ordem de Christo e adminis-
trador da meza do consulado, por S. M.
Imperial que Dos guarde, etc.
Faz saber que no da til do corrente se ha
de arrematar na porta da mesma administra-
gao umacaixa de assucar branco aprehen-
dida pelos respectivos empregados do Tra-
piche do Pellourinho por inexactido das ta-
ras; em cujo dia se linda o prazo marcado
no regulamenlo, sendo a arrematago li-
vre de despeza ao arrematan le.
E para que cheque a noticia a quem con-
vier mandei alixar o presente edital, e pu-
blicar pela imprensa
Meza do Consulado de PernambucolGde
! Fevereiro de 1812.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
O Brigue Incangavel Maciel recelie a ma-
la para o Bio de Janeiro boje (17) as 8 horas
e meia da manh.
Para a obra do forte do Buraco sao ne-
cessaros olliciaes de carpina e pedreiro, o
serventes, todos homens livres ; osquequi-
serem na dita obra trabalhar dirijo-se ao a-
baixoasssignado prra tratar dos ajustes. Be-
cife lo de Fevereiro de 1812.
Moraes Ancora.
A repartigiio das obras publicas aluga ser-
ventes forros a 700 reis por da sendo possan-
tes e forgosos para trabalho de madeira ; a-
quellcs que quiser^m trabalhar podem-se di-
rigir ao Administrador Fiscal da mesma na
Bepartigo as horas do expediente, ou na ca-
sa de sua residencia.
.Vdministrago Fiscal das Obras publicas
5de Fevereiro de 1812. Moura. Adminis-
trador Fiscal.
Madama Emilia Amanti, cantar duas Arias
novas de escolente gosto, e um novo Duelo
jocozo com Joze dos Beis.
0 Espectculo comegar s 8 horas e um
quaitoda noite.
Os pregos sao os mesmos da funego an-
terior.
Os Camarotes se achao venda na casa im
medicte ao Theatro.
AVISOS DI V E B S 0 S.
TI1EATB0.
DECLABAgES.
Vicente Thomaz Pires de Figueredo Camargo,
Commendador da Ordem de Christo, e
Inspeclor d'Alfandega de Pernambuco por
S. M. I. o Senhor D. Pedro Segundo que
Dos Guarde &.
Faz saber que no dia 18 do corrente ao
meiodia e na porta d'Alfandega se hade ar-
rematar em hasta publica dezassete chapeos de
seda para meninas no valor de 5ji000 reis ,
impugnados pelo Amanuense Gongalo Jos da
Costa e S Jnior no despacho por factura
de Adour & Companhia sendo dita arrema-
tago sugeita a direitos, e expediente.
Alfandega 16 de Fevereiro de 1812.
V. T. P. de F. Camargo.
= Lyceu desta Cidade Da data desle a 4o
dias(l."de Abril, ) ir a Concurso a cadeira
Como pelo perigo deque me salvastes, e
do qual mais devagar inforinarei a inhiba
mai, contrahi para com vosco particulares
obrigagoes, nao posso deixar de dizer-vos ,
que se alguma vez fordes a Sevilha tendes
ali urna casa onde seris recebido com prazer,
e urna familiia que desejar scr-vos til.
Muito agradecido Senhora! respon-
deu o mancebo respeitosamente.
O marque/, nao i>ode deixar de repetir a
offerta que acabava de fazer sua neta anda
que n'nm tom secco que revelava a fria eti-
queta e urbanidade do hdmem altivo e or-
gulhoso.
Saltaram finalmente para a lancha e ^o
mancebo immovel sempre na popa do navio
seguiu com os olhos aquelle barco que afasta-
va delle Thereza, a qual da sua parte nao
deixava de dirigir lambem algumas vistas
furtivas para o navio onde licava o seu com-
panhero de viagem.
Fallaste disse omarquez a sua neta,
de nao sei que servgos que te fez esse man-
cebo. Supponho que ser alguma cousa mais
seria, do que essas attencoes com que com-
mumente servem s Jamas os mancebos
bem educados. .
Siin Senhor. Na terleeira noite que
passamos no mar, um vento contrario, e
urna tempestado furiosa, que fizeram algu-
mas avarias no navio obrigaram o capitao
a entrar n'um porto prximo.
Quando arribamos a elle resolveii-se que
desembarcassemos ; e indoeu a descer para a
lancha, urna onda quebrou o cabo que a
prenda ao navio, e eu cahi ao mar; sendo
muidiffic.il osalvar-me tanto pelo que este
eslava ento levantado, como pela escuri-
do da noite. Todos estavam perplexos sem
saber o que fariam e muitos nem sequer sa-
biam o occorrido; quando esse mancebo se
lancou agoa expondo sua vida e depois de
terluctado alguus momentos com as ondas ,
consepuiu salvar-me... Julgo, Senhor, que
um servico que merece o offerecimenlo que
cm vosso nome acabo de fazer-lhc.
O perigo de sua neta tinha affectado o
marquez de maneira que sentiu nao ter si-
do mais expressivo com aquelle mancebo, e
Tendo chegado a esta Cidade o Snr. Anto-
nio da Cunha Mendonga actor Portuguez ^
vindo da Corle, do llio de Janeiro ; edosejau-
do o Emprezario engajal-o para mellior |>oder
apresentar em scena as excellentes Pegas rc-
cent^mente chegalas de Lisboa : convida aos
amantes das representagesdramticas, para
entre si formarem urna sociedade iheatral,
composta de 52 Socios, entrando cada um
com aquantia mencal de vinte equatroinil
rs., para terem quatro grandes expectaculos ,
em cada mez ; nos Sabbados, ou Domingos ,
como mellior julgar a direceo da Sociedade
queseouverde installar tocando a cada So-
cio mengalmente 21 bilhetes de Plateia 4 de
Varandas e i Camarotes : as pessoas que
pretenderen! assignar, o podero fazer na bo-
tica do Snr. Cyprianno Luiz da Paz na ra
do Collegio e no botequim do Snr. Vianna ,
junto ao Theatro, t ao dia 20 do corrente ,
em que principiaro os expectaculos.
O Artista Gimnstico Joze dos Beis tem
preparado para boje 17 do corrente a sua
segunda funego na qual se executa-^.
rao diflerentes sortes novas e equilibrios en-
tre ell'js o da Escada oriental. pela qual subi-
r at as torrinhas e descera jogando os Pra-
tos de lotiga : tambem tero logar n'essa noi-
te as vistozas operagoes dos grupos chinezes ,
por onze pessoas entre elles alguns novos ,
= Quem precizar de um rapaz Brazileiro.
que sabe escrever e contar, para caxeiro de
armazem, venda ou outraqualquer oecupaco;
aununcie.
as A pessoa que quizer a premio de dous
por cen o ao mez a quantia de um cont de
reis dando pinhores de ouro ou piala ;
aununcie.
=N'a praga da Babia, acaba de se instalar a
conipanhi.1 de seguros maritimos-denominada-
Lealdade com o capital de quatrocentos
contos de reis debaixo da direegao dos Ne
gociantes Antonio Joze da Costa Manoel Bel
leus de Lima e Francisco Joze Godinlio; cu-
ja Companhia tem principiado suas tranza-
ges ese Oflereee a tomar seguros a mdicos
premios.
tzr O abaixo assignado aviza a todas as pes-
soas que nao conlratem negocio al^um com
Luis Francisco Correia Gomes d'Almeida o
sua mulher sobre urna caza terrea sita na
ra do llozario da Doa-vista D. Oo e una
eserava de nome Maria # cujos bens se acho
hypothecados a dois anuos 6 tanto cuja hy-
potheca se venceo a 7 de Fevereiro de lSi! ;
e para se evitar qualquer questo se faz o
prezenle.
llcrculano Joze de Freitas.
= Ouem annunciou no Diario de lerga
feira lo do corrente ter urna prela para alu-
gar : querendo para vender fnitas na ra ;
dirija-se a ra do Sebo 1. sobrado viudo a
esquerda.
neseia-se saher aonde he a morada do
Snr. Jeronymo Morcira ; pois se lliedeseja
tallar a negocio de seu iriteresse : ou dirija'-
sca ruado Vigario, armasem N. 11.
=s A pessoa que precisar de urna ama ['ara
casa de pouca familia ;. annuncie por e Diario.
= Pertende-se arrumar um moco portu-
guez, com idade de liannos, chegado uj-
timamente de Portugal, o qual sabe soflri-
velmente contar, e escrever e d algum
tempo gratis, em quanto se applica ao giro
conimercial, semlo sopara loja de fazenda,
quem do seu prestimo sequeira ulilisar,] au-
nuncie. T .
Um Brasilciro, que tem as precisas ha-
belilag'es paraensinarparticularmenleas pn-
meiras letras c bem assim a grammatica
Latina com toda prefeigo, e muito'desvello
oflereee o seo prestimo aos que delle se qm-
xerem utilisar na ra das Agoas verdes. D.
27, onde o acharao quaes quer horas do
dia.
= Prccisa-sc de um homem para assenlar
praga por outro, adverte-se que no terceiro
batalbo de artilheria a p e s faltart dous
anuos para a dita pessoa acabar o seu tempo,
o pretender.te dirija-se a Soledade D. 12, pa-
ra tratar do ajuste.
at determinon reparar esta falta se elle vies-
se a Sevilha pagando-lhe o servige feito a
su neta.
Porm esta j o tinha recompensado com as
ternas vistas que lhe havia dirigido, e com
urna lagrima que aodespedir-se delle havi-
do corrido per suas faces e que elle s ti-
nha notado.
Thereza era o encanto nao s da sua fa-
milia, mas tambem de quantos a conheciam.
Mu superior por sua educagao sdemais me-
ninas de: sua jerarchia sobre-sabia tambem
d'entre ellas por sua amabilidade e formo-
sura.
Aos dezanovelfannos. a sua estatura era
alta, cintura llexivel comoovime, o p pe-
queo a cutis rosada, e os olhos azues ,
rasgados c de um brilho como o das estrel-
las n'uma noute escura.
Em vo seus pais a tinham apresentado
na grande sociedade, dcixando-a passar nou-
les nteiras nos bailes e altas assemblas de
SeYilha, onde mil adoradoies faziam por-
fa soar a seus ouvidos palavras de ternura ,
e frases amorosas.
Thereza, insensivel a taes obsequios,
superior a tudo que a rodea va em nada li-
xou a sua atlengo por um momento e pa-
reca oceupada de algum secreto pensamento
queabsorvia todas as suas ideas, e occu/iava
excesivamente a sua alma.
Esta continua distraego esta volublida-
de de idias era tilla por uns como um aristo-
crtico orgulho herdado de seus avs e por
outros como umeffeilo da candura de sua al-
ma innocente ou resultado da sua falta de
experiencia e pralica do mundo. Pouco a
pouco, este estado foi-se tornando habitual .
e mais pronunciado at chegara conveler-
se em poneos mezes, n'uma tristeza con-
tinua, n'uma profunda melancola, que se
manifeslava no seu decidido desgosto pelos
prazeres, e no amor da solido que frecuen-
temente buscava nos campos e mais solitarios
passeios apenas acompanhada de una a4
de toda a corrtianga e um criado que as se
guia na distancia de alguns passos.
, Continuar-se-ha


-!.-..ILLi1. "'^
r: Quem prejisar de um IVitor para al- Snr. Antonio Maximianno da Cos
gtuii siho dinja-se a na da Cadeia n. 10.
V-/" Avisa-so ao Sur. A. L. II. que o pi-
nborque levo fin maodoSr. !'. (. Vi. adia-
se na Cambo do Gormo l>. 8 e vencido em
2de De/.ombro do anuo prximo passado ,
porisso jui-ira no praso de 8 dias contados da
pn bl carao d es le anmincio mandar tirar do
con Ira no se passara a vender.
SJ7- A pessoa que annuiiciou no Diario de
K) ilo corren te tnn silio pequeo para alugar,
procure na Boa vista ra da ConceicAo de-
lrouto da Capaila casal). 5, ouannuncie.
tsr D-se500j re. a premio de 2 porcerr-
to ao mez com boas Urinas quem quiser
annuncie.
ssj- Precisa-se de ama ama para o servico
de una casa : na na do Rangel I). 7.
cy* A matricula da aula de partos se aclia
aberla desde o primeiro e ser ensenada no
ultimo do corren te mez de Feverero'; as li-
gues principiar no dia loas limas do cos-
tme.
de madeira Ooncalo-AIves cm cacociras e
eiu lotes a Tontada do comprador, no dia
18 do crrenle as 10 horas da manila.
tST CaeUnodaSilva Azcvedo faz leilao
por con la de quem perlenccr, de urna parti-
da de 30 barricas com manteca liojo 17 do
correnteas 10 horas da manh na cscadi-
nlia'daallandeea.
a para ne-
gocio de seu interesse.
tsr Quem precisar de nina mullier para
ama de casa de homem solleiro ou de pouca
familia, dirija-so a na do Nogueira D. 12
confronte a urna venda.
ss^- l'recisa-se de un feitor que traba-
dle e entenda de arvoredo noria, e vac-
cas: na Magdalena, primeiro silio de por-
lao de. ferro entrando na estrada nova.
SS?" D-se400,y rs. ajurosdo2 por cenle
ao mez sobre pintores de ouro ou prala :
na pracadalioa vista l). 15 no primeiro an-
dar j na mesma casa precisa-so alugar urna
negra ou moleque.
cf- Precisa-so de um pequeo portuguez
chegado ltimamente de idade de 10 a 12
anuos para caixeirode urna venda na Rui
vista na ponte velba venda da quina : a
tratar na mesma.
tt- Um Brasileiro, que temas precisas I algnra uzo : Gova Piulo Tratado dos Tes
habilitacoes para ensinar particularmente as i lamentos; Lobo Direito Emphitcuco; Car-
primeiras letras, ebemassima grammatica I valho Tratados dos Tombos; Rogron Cdigo
Aluga-se urna boa casa feita a moder- latina com toda perfeico e muito desvelo Commercal Franccz; Ferreira Borges Le-
na com basta ules com modos para qualquer
familia grande quintal com
arruinado, porconta e risco de quem per-|pim,ou outra qualquer planta: na ruada
f teen. | -Madre de Dos loja n. 103 de Joze Antonio da
x^- Maiioel Joaquim Piamos e Silva faz Cunha.
leilao no caes da Alfan.lega de urna porgo
J^T" Urna casa de dous andares, com quin-
tal c estribara, cm chaos proprios na ra
dasCruzesD. l4aonde morou o Dr. Meira:
a tratar na ra da praia serrara de vapor.
IST l'"arinha de mandioca muito nova, e
superior por preco commodo : a bordo do
Bergantn S. Joo Baptista fundiado na Yolta
do forte do Mattos.
t-T Dous cavados bons carrogadores de
baixoal esquipar, muito novos e gordos,
sendo um rodado e o outro alazSo : na ra
I do Crespo loja I). 2.
\stj- Pina burra de ferro que tenha bom ggj- Urna canoa acabada de ser conslruida
segredo : quem tver annuncie. I que conduz 300 lijlos de alvenaria grossa : a
0 drama Ailonco 3. ou o Valido de tratar com Marcelino Joze Lopes.
C 0 M P li A S .
El-Rei : quem tver annuncie.
jv \gr Asseguintesobras atbe i
cisas' algura u/o Gova Pi
tU" Urna negra moca sem vicios e de
bonita figura : na ra do Rangel venda da
quina que volta para o Trem D. 41 a fallar
com Luiz Joze Marques.
- ~r Sarjas pretas largas e eslreilas,
bous bicos prclos la fel roxo lencos de
boa agua cita na Trem pe para o Mondego
jimio a casa to Sr. Alexandre : a tratar na
na Nova D. 51.
Z^T Quem precisar de una ama parda de
meia idade. para o servico de una casa, sen-
do de homem solteiro oudjp pouca familia ,
dirija-se a Boa vista atraz da Matriz ao vol-
tar para a ra d.i Clona casa terrea da parte
direita.
S2F" Quem precisar de roupa lavada en-
gomniaila o de costuras chas dirija-se a
ordem trceirade S. Francisco em Olinda.
S~j* Arreuda-se um terreno em a ra de
S. Pila Nova aondeja leve eslnleiro pro-
prio para a mesma oflicina, ou para una ser-
rara por ter sen telheiro bein coberto, e
tambem se vende a posse do terreno que sao
72 palmos com fundo at a baixa mar: a
tratar na ra do Crespo I). U.
S^T Ao dia Segunda feira 21 do correle
se ha de arrematar por ser a ultima piara .
cem garrafas de agoa do colunia e (i quar-
tolas com agoa ardento de Franca pinho-
radas por execucao de Mauoel de Souza Gu-
niaraes Joao liaplisla Navarro pido Jui/.o
da segunda Van. do Civel a porta do nies-
niu Jni/. mi ra Uu Hozarlo eslreila as
horas da larde.
S^T Precisa-se alugar um solo de casa
terrea para urna s pessoa capaz : quem li-
vor annuncie.
.._/= Aluga-se uni preto coznhero e muito
fiel habiTpara todo o servico assim como
tambem aluga-se a loja da praga da Boa vista
D. 15 ts pretendentes dirijao-se a mesma
casa.
S3* O abaixo assignado roga ao Snr. J. J.
P>. morador na liba de llamarac que baja
de mandar pagar o saldo de una obrigaco
que Ihe lieoTFdeveudo em 23 de Dezembro de
1830.
Francisco Manuel de Freilas.
C7* Pedro Bizerra de Souza Rcllro avisa
ao pulico que d'hora avante assignar-se-ha,
Pedro Bizerra Pereira to Araujo Beltrao.
C?- Na ra do Livraniento D. 19 preci-
sa-se de um homem que se queira encombir
de ir reeeber urnas dividas no mallo dando
liador aos documentos que se lhe entregar ,
na falta Jo recebimento ou to ajuste que se
lizer os lugares das dividas sao : Villa de
Cimbres, Riachp Panudas de Miranda,
S. Antio Pona de Pcdra Tigicupapo e
liba de Itamarac.
S^f Precisa-se de un caixeiro, o de um
marcador : no bolequim junto ao Theatro.
ZZF A professora particular que mora no
segundo andar do sobrado 1). 10 defronte do
theatro scientilica aos Pas de suas aluninas ,
e a quem Coirvier que se aeha no exercicio
de seu magisterio.
tjr" A pessoa que tem urna caria viuda de
Lisboa para Paulo R. Dias de Carvalho po-
de mandar entrega-la na ra do Crespo loja
D. 8 do Sr. Bastos.
cy Aluga-se a casa n. i-iO cita na ra da
Moeda onde mora o Sr. Joseph Ray Cnsul
Americano .tendo a casa grandes commodos,
armazcm de 140palmos de fundo at a ma-
ro : a tratar com o niesmo Cnsul, ou na
loja de ferragem ao p do Corpo Santo nu-
mero 00.
tzr PcrderSo-sc G chaves pequeas amar-
radas em una lila da ra Nova at o arma-
zcm de assucar ta na de Apolo D. .*> onde se
gratificar com 20 rs. a quem as levar.
SS?* Precisa-se de um caixeiro que enten-
da perfeilamen le de venda e preste (aneja a
sua capacidade : na ra da Roda venda 6. 8.
C3- Precisa-se encarecidamente fallar com
o Sr. Joze Manuel dos Sanios Vital e com o
ra qualquer ofTerece o seu preslimo aos que del le se qni-j tras de Cambio, Sociedade Avarias e Bis-1 fli de 5 o 4 pontas : na loja defronte do pas-
caeimba de seren ulilisar, na ra de Agoas verdes De- j co, c O Diccionario Commcroial j Silva Lis- geopl
cima 27.
C3" Roga-sc aos Srs. Sub-Prcfeitos e mais
Aulhoridades Policiaes que em chegando
aos seus conbecinienlos ou vircm de inan-
darem prender dous escravos que em 13 do
corren te uigiro do abaixo assignado com os <
nomos e signaes seguintes : Caetano de na,-
go Cbngo. baixo grosso do corpo, com tver annuncie.
falta de denles no tjueixo de cima, e alguns
podres no fallar um pouco discansado, bal-
itado, e o cangole rapado ; levou vestido cal-
cas de algodaozin lio trancado, camisa de al-
boa Direito Mercantil e o Direito tas couzas,
traducn de Mello Freir: annuncie.
publico pintada deainarelo.
Z.Zf Lina barrica de missanga branca e
parle de outra preta c branca, por pre^o
tT' Escravos para fora ta Provincia tic commodo para fechar contas : na praQa da
idade 10 a 20 annos, sendo de bonitasfi- Independencia D. I. '
guras pag&o-se bem : na ra do Collegio De-
t y (Jm burro de Virgilio ja uzado ; quem
V E N DAS.
godo ta lena de mangas curtas c born
inglez ja velho he serrador e foi escravo
de Joaquim Pereira de Mondonga. Joao, de
naco Cabund com principio tic bur de
barba, olhosavermelhados anda mcio bu-
gal e bem preto ; levou vestido calas de
algodaozinbo trancado e camisa do mesmo
de mangas compridas, suspensorios novos c
verdes de burracha chapeo de palha de car-
nauba
gar leve a fora de portas n. 104-, que ser
gratificado generosamente como tambem se
S y L'm lindo escravo de 20 a 22 annos ,
norfeito official de podreiro um moleque da
14a 1.' annos proprio p.ra lodo o servico ,
tinas pretas com prendas, o hondas figuras,
urna ditalavadeira e quiaudeira um escra-
vo inoeo tic bonita figura, trabalhador de
machado o foucc; e bom" carreiro, e urna
negrinhade 12 anuos: ra ra do Fogo ao
p do Rozaro 1). 23.
-*iU" Panno de algodo da trra em grande
e pequea porcao : na ra do Quemado D. 2
tem os qucixos largos : quem os pe- do lado do nasceiile e D. I dolado do po-
ontc.
VJ" Fui escravo to gento de Angola que
foi de engenbo de idade de 20 annos pouco
pagao todas as despezas ijue ouver o proles-
la-se contra qualquer pessoa que os tiver oc- mais ou mimos, bem sadio e babil t
cultos.
Joaquim Lopes de Almcida.
AVISOS MARI T I M O S .
S"7" Para Genova segu viagem com toda bre-
vidade por ter promplo quasi lodo o seu car-
regamento o Rrigue Sardo Frederico Ca-
pitao Luiz Rodanno anda podo recebe-
algumacargaa (rete ; quem nelle quiser car-
regar dirija-se ao Capto ou ao seu consi-
gnatario Monoel Joaquim R.unos o Silva.
CF- Para a Rabia segu viagem atlie odia
20 do corrente o Patacho Beija Flor por ter
parte de sua carga engajada para o resto e
passageiros dirijo-se a ra do Vigario n. 7.
tJ" Para o Acarac segu viagem inipre-
teri veintn te no dia 2 de Marco o ''alacho
Fmulaco recebe carga e passageiros para o
que tem muito bous commodos; quem pre-
tender dirija-se a bordo do mesmo defrontc
do trapiche novo, a fallar como Capitao,
ou com Manoel Consalves da Silva na ra da
Cadeia do Becife.
C?- Para o Aracaty o Hiato Obnda sabe
impreterivelmente no dia 2i do corrente:
os Srs. que lem a carregar devero jior a car-
ga no trapiche novo alhe o dia 25 as 11 ho-
ras e trata-se eom Manoel Joaquim Pedro
da Costa.
*?- Para o Ass por estes 3 dias-o Hiato
Vingador, recebe carga e passageiros : a tra-
tar com Manoel Joaquim Pedro da Cosa.
trj- Para Fretar-86 para qualquer porto
da Europa a Galera Hamburgueza Ida, o Bri-
gue llamburguez Polydora o Brigue Inglez
lde e o Brigue Inglez London ; todos for-
rados tic cobre e muito veleiros : os preten-
dentes tlirijfio-se aos seus consignatarios N.
0. Bieber&C.
C7- Para a Una de S. Miguel, com escalla
pela Terceira e Faial, segu viagem o Rrigue
Escuna Portuguez, S. Bernardo, forrado de
cobre e de superior marcha ; com milita
brevidade, por ter a maior parte do seo car-
regamcnlo promplo quem quiser carregar
ou ir de passagem, para oque tem bastantes
lodo o servico : na ra do Rozario larga em
casa de Joo Manoel Rodrigues Valencia.
ETJ" O Engenbo Caxocira na freguesia de
Ipojuca com escravos animaos, e tudo o
ni ais que nelle existe : a tratar coai seu pro-
prietario Joaquim da Silva Pereira no seu En-
genbo Cordeiro.
!L^" Na fabrica de caf e refinac/io de assu-
car na ra to Livrainento Jem para vender
f.or preco muito commodo o' segunte : assu-
car candi caf muido de superior qualidade,
dito cm grao orchala de pevide de melancia
muito propria para refresco assucar refinado
maseavado muito proprio para caf dilo re-
finado superior e por muito mdico pceo
por ter grande porcao dclle.
S^" Cera amarela em porfo e a relalho ,
redes feilas no Aracaty e meias de linlio
para homem : no beco da Lingoeta venda d
Joaquim Joze Rebello.
^SST Urna rotula para porta e urna can-
cela : na ra da Roda venda D. 8.
S^" 6 barris de tamarinos em rama cada
um barril com 3 arrobas mais ou menos a
3,)200rs. a arroba: na ra do Amorim a
tratar com Antonio Joao Ramos.
C3* Os Diccionarios de Morac-s da quarla
edicao boa oncadernacTio quasi novos ; na
ra Augusta sobrado de um andar e solao ,
das 0 hojas as8 da manha e das 3 as 0 da
tarde.
XZT Urna port-ao de barricas vazias que lo-
rio de farinha de trigo em bom estado o
por'prego rasoavel: na ra Direita padaria
D. 13, sobrado de 3 andares ou no palco
da S. Cruz padaria defrontc ta Igreja.
SZT Urna escrava angica com bonita figu-
ra, de 20 annos, com algumas habilidades,
outra dita de 13 annos tem principio de en-
gommar cose e cozinha e he recolhida
na ra Direita D. 20 loja de couros.
SS3- Sacas com arroz de casco, a 4^000 rs.
asaca : a tratar eom Marquesa Veiga na ra
do Amorim e no armazcm do Snr. Cuima-
raes defronte das escadinhas da Alandega.
l^" !5 vaccas 0 paridas dando pouco
L E I L O E N S .
irv Urna casa terrea na Soledade n. 05 ,
com um pequeo sitio todo plantado de ca-
neleiras, coqueiros, e larangeiras todo
cercado de limao : a tratar na ra Nova loja
de calderciro I). 11.
K3F Dous bois mangos de carro filhos
to pasto novos e gordos proprios para o
servigo de carroga : napragada Independen-
cia n. 11.
tj" Marmore da Suecia para ladrilhar .
carvo de pedia tedias de vitlro : na ra da
Cruz n. G3 escriplorio de N. 0. Bieber A i'..
cr A Escuna Americana Iremont, de 130
tonelladas prompta seguir qualquer via-
gem ; os pretendentes podem entender-so
com os consignatarios Ilenry Forster & Com-
panhia na ra do Trapiche novo n. 17.
ESCRAVOS FGIDOS.
^j- Fugio no dia 13 do correle um esc.a-
vo preto de noine Beiu'diclo nacao da costa,
naaior de 30 anuos alto, secco a pella do
rosto frai'.zida canellas foveiras maos bas-
tante calejadas e tambem foveiras em razflo
de ter sido bastante lempo caranguigeiro; le-
vou vestido camisa e caigas de algodo tran-
cado e chapeo tle palha novo ; t|iiein o pe-
gar leve ao silio de Manoel Paulo Quintela na
estrada dos Aducios ou na ra da Penha D.
5, que ser recompensado.
wNa Quarta feira de Cinza, noule des-
appareeeu nina escrava crioula de nomo
Ludgera, baixa c refurcada, de idade 13
a 10 annos, bem parecida; levou ves-
tido de xatlrez azul e brauco e camisa de li-
nho: tpieiu a appreender elevar ao silio de
L. A. Duboureq na Estancia ou na ra do
Vigario N. l, ser geucrosamenle recom-
pensado.
5E3" Fugio no dia 11 to corrente urna pre-
la ponime Auna de naeao Cabinda ida-
de pouco mais ou menos 30 annos cor fula,
muito pintada de bechigas estatura regular,
denles limados c olhos afumaeados ; levou
una caixa com roupa de seu uzo: quem a pe-
gar love a na de Apolo casa de Joze Mana
da Costa Paiva que gratificar genero/a-
me ule,
C3" Catbarina de naco rebolo de ida-
de de 23 annos, baixa olhos abugalhados,
[ternas grossas, tem pelo corpomarcas de sua
Ierra; levou vestido de chita, e panno da
costa fngio no dia 2 do concille: quem
a pegar leve a na de 'Agoas verdes sobrado
I). 22 no primeiro andar.
M O V 1 M E N T O I) O POR T O .
commodos, dirija-se aos consignatarios Men- leite por Ja eslarem prximas a aportar, ou
de 01 iveir, ruado Vigario I). 13. prenhes 2 amojando quasi a parirem 2
prenhes sem bezerro 1 novilho, 1 garro-
rola e 1 ganla, gordos c bonitos. dUSfl egoas
muito novas tudo isto situado em um bom
ty ^Fernando Joze Braguez faz leilao : silio arrendado para este fin ; com todas as
boje 17 do corren tu as 10 horas da ma- .proporcoes e multo proprio para qualquer
nh no seu armazcm ao p da GoqoeiQfio do pessoa qnd se queira etnpregar beato Mtabe-
Recil'e de umaporgao do raiibo um lauto lecimeiilo com urna grande varzea para cu-
N.WIO SABIDO NO DA 13.
Parohiba ; Brigue limlez Hopo Cap. R. Ro-
berls carga lastro.
ENTRADOS NO DIA 10.
Aracaty; Jodias, Sumaca Rrasileira Fel-
cidade tle 77. lonel. Cap. Joze Rodrigues
Pinheiro equip. 10, carga sola ; a An-
^ Ionio Joaquim de Sonza Riheiro.
Costa do Chile tendo sabido de NaiitueLcii
a .^8 me/es, Barca Americana los Starbuck
de 416 tonel. Cap. S. Kilber, equip. 28,
carga a/eile tle peixe : ao Capitao ; vtm
refrescar e segu para Nauluckett.
RIUFE NA TYP. DE M. F. DE F, =1842.


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