Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04443


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Full Text
Ano de 184'?. Quarta FeiralO de
Tndo agora depende de no meamos ; d un prudencia, miideraciio, energa: eon-
rnuerao* cumu principiamos, e seremos apontado* com admirarn entre as ISaciea mus
aulla, (ProClaaiacao da A asemilles Geral du Brasil.)
PARTIDAS DOS CORREROS TERRESTRES.
Coiania, Paraiba, e Rio gratule do Norle, na aegunda e sexta feira.
Momio e (iaranlmns, a lile 24.
Cabo, Serinhaem, Kio Foraanxn, Porto CaWo, Macein, e Alajoas no i A\, e 2i.
Pajea 13. Santo Aotao, quinta feirsr, Olinda lodosos di as.
DAS da semana.
ih Se, I. Valeniim. Chae And. do Juiz de Ttireilo da 2. Tara
i"> Tete. a Faustino. Bel. Aul. do do juir.de Direitoda i. Tara.
If finar!. Profiri. And. do uii de dirrilo da 3. Tara.
47 lluint Silvino. Autl. do juit (le direito da 2. T.ira.
IS seal. s- Tlieotoneo. Aud. do .luixde Direito da i. rara.
19 san. S. Conrado. Re. Aud. do Juit de Direito da 3, Tara.
O ilom. l'Iuleno.
Frvereiro. Auno XV111. JV.31
m
niii ni ii i
O Diario publicase lodos os lias que n.'io form Sanl\cados: n praen da assi'iialura he
de tres mil reis por qnartel pago* adisnlados. Os nnunciodoa asaignanies so inseridos
gratis, e os dos que o n.io furem rariio de 80 reis por linba. As reelamacoea derem aer
dirigida! s rita Tipografa tua das Crines D. 3, ou ptlca da Independencia loja de Ittos
Numeras 37 e 38.
C A MI rtOS ro da io iir tVB&wfco.
Cambio sobre Londres 21) d. p. 4V
h ii Paris 320 reis p. franco.
u > Lisboa 80 a 85 p. 100 de pr.
Oao-Moeda de 0,400 V. 44,400 a 14,000
> u .. R. 14,200 i I 'i,400
.. de 4,000 8 100 a 8,300
FlUTi Pitaces l.O'Oa 1,670
IVili Tenis Cnlumnate* 1,050a 1,070
i> Mexicanos l.fi'Oa 1.050
a muida 1,440 a 1,400
Moeda i|e cobre 3 por 100 de disconto.
Diaeodlodt Inlli.da Alfandega1 e pnr 100
an iri.
dem de letras de boa* firma* le a 1 e l.
Preamar do da
i as 5) horas a
2. as 9 horas e
10 de Frvereir.t.
1S m. da mi .i uli.i.
42 m, da larde.
PIUSES DA I.UA NO ME7. II. l'EVFUF.IRO.
Quart. min;. a 2 i 19 oras c S m. da manh.
I.u Nova a 10-- s 9 orss c 30 m. da manh
On.irt. cresc. a IS -- !) oras e 22 m. da innnh.
La chcia a '2 i lis I oras e ,'ili ni. da manli.
su-
IA RIO IIE PEKIVAMBIJEO.
PASTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIKNTK DO DA 11 DOCOlfREKTE.
Olcio Ao Inspector da Tbesouraria das
Rendas Provinciaes communicaudo ter ap-
provado a proposta feita pelo presidente
da Cmara Municipal de (aranliuns dflJg-
nezdePatatim Teixera para reger a Cadeira
de meninas daquell Villa cm quanto nao
for legalmente prvida.
Dito Ao Presidente da Cmara Municipal
de Gaianlmns fazendo a niesma commu-
nicaeao, de que tracta o ollicio supra.
Recebi com especial agrado o olicio ,
que Vms. me dirigro em data de 18 de Ja-
neiro prximo lindo, felicitahdo-me por me
acbar pela segunda vez na Presidencia dcs-
ta Provincia e agradeceudo a Vms. asoli/e-
qiosus expresses com que me traclao, a-
proveito a occasiao para assegurar-lhes (pie
serei incansavel em promover a felicidade dos
povos que me forao confiados, contando com
a franca Cooperaciio dessa Cmara, e das dc-
inais authoridadesda Provincia.
Dos Guarde a Vms. Palacio do Governo
de Pernanibuco II de Fevereiro de 1812
Barao da Boa-vista Snrs. Presidente e
Mrjnbfs da Cmara Muuicipal do Limo-
t''O.
Dito Ao Commandante das Armas, di-
zendo qu.-; potle propor para reforma nao
a as tres pracas que indica em seo oli-
cio de 4do correle, como lambeni o solda-
do Pedro Francisco Leilao.
Dito Ao mesmo remetiendo as guias
dos remitas e pracas de primeira Linha en-
viadas para esia Provincia pelo Exm. Presi-
dente da do Rio Grande do Norte bordo do
Vapor Paraense, a fim de que os faca des-
embarcar, e dar-Ibes o conveniente destino.
Dito Ao mesmo signilicando-Ilie, que
approva a rcmessa mensal da relaco nominal
dos individous que forem recrutados para a
primeira Linba nesta Provincia.
Dito Ao Inspector da Tbesouraria das
Rendas Provinciaes remetiendo a liliceo do
corneta .fose Paulino de Crvalho que se
acba engajado no primeiro Batalbao da Legiao
da Guarda Nacional de Garanbuns desde o I.
de Julho do auno prximo passado para
que Ibe mande abrir o competente assenta-
inento de prac,a.
[FOLfOITO
O MONCE V1XGATIVO (*).
O monge langa olbos severos sobre o infe-
liz mancebo que se retira combatido pelas
mais tristes retlexes. Elle examina cautel-
Iosamente a situacao e exterior da casa, pa-
ro a poder Conhecer ; depois dirige-se a pas-
eos lentos para a sua habitacao. Tinha an-
da andado bem pouco pelo campo, quando
encontra seu pai adoptivo o mesmo Previl-
le que passeava absorto em seus tristes pon-
samen tos.
Augusto, Ihe diz elle, que fazespor
aqui tao larde ?.
Ah senlvor, vejo-me na maior dc-
. sesperacio !... Acabo agora mesmo de fallar
commeu pai.
Tcu pai !
Sim sunhor o conde de Saint-Mo-
rin.
Saint-Morin. Gfamle Dos poiselle
exist.' ? !
Existe, seihor Eslive ueste instante
Dito Ao Coronel Chafe da LeglflO da
Guarda Nacional de Garanbuns, coniniuni- i
cando a expedicao da ordem supra.
DitoAo Inspector Geral das obras pu-
blicas, dizendo que deve ordenar ao ar-
rematante da Ponte do Alijo que remella a
conta da despesa feita com a tentativa de ar-
rancar os esteios arruinados da dita ponte,'
para poder ser satisfeila.
Dito Ao Comandante Geral do Corpo
de Polica para expedir as suas ordens a fim
de que o Cornelia do destacamento Policial
da comarca do Bonito all permaneea com
o da Guarda Nacional.
Dito Ao Prefeito do Bonito, communi-
cando-lbe o conteinlo no ollicio prece-
dente.
Dito-A Cmara Municipal do Limoeiro ,
participando que as Posturas por ella en- i
viadas a presidencia para seren interinamente I
approvadas, vao ser a presentadas A. [,. j
P. na sua prxima sesso para decidir
respeit^.
Dito Ao Commandante das Armas orde-
nando que mande assentar praca no ter-
ceiro Batalbao de Arlilheria a p Manoel
Jos de Azevedo Amorim Jnior, offereeido
por seo pai, e significando ter-Ibe con-
cedido dispensa de todo o servico militar
para continuar a frequentar os cstudos pre-
paratorios.
Dito- Ao Inspector da Tbesouraria das-;
Rendas Provinciaes signilieando-lbe que '
leudo de ser agora patios pela Tbesouraria da
Fazetlda es ordenados dos Juizcs de Direito
do Crime e Civel deta Provincia, compre j
que-remella ao Insp,-ctor daquella Tbesoura-
ria urna relaco rjnqaeltes em pregados oom '
as declaracfles necessarias para Ibe seren
nella abarlos os competentes assentamen-
tos.
Dilo Ao Inspector da Tbesouraria da Fa-
zenda conimunicando-lbe em resposta a:
seo offieio de bontein datado o con le ido no
ollieio supra.
DitoAo Juizde Direito Manoel Teixei-
ra Peixoto, nomeando-o para presidir o an-
damento das rodas da segunda parle da oila- '
va Lotera favor das obras do Tbeatro IV.-
bltco,
Dito Do Secretario da-provincia ao Escri- I
vAoda Lothera do Tbeatro, communicando
a nomeacaosuora.
Dito Ao Exm. Director doLyceo, sig-
niicando-lbe que a Cadeira de meninas da
Comarca do Brejo deve ser nova mente posta
a concurso.
Portara Ao Commandante da Tropa que
*e destina ao Rio de Janeiro, para entregar a
ordem do Commandante das armas os reclu-
tas e pravas de primeira Linha que pelo
h\m. Presidente do Rio Grande do Norte fo-
r;lo para esta Provincia remettidos bordo
do Vapor Paraense.
Dita Ao Cirurgio encarregado da vacci-
na para remetiera Secretaria algumas lami-
nas de puz vaccinieo.
TEZOURARIA DA FAZELTOA.
EXPEDIENTE DO DA 0 DO CORENTE.
Ollicio Ao Exm. Sur. Presidente desta
Provincia Informando quanto setem dispen-
dido da consignando marcada para colicortos
de Fortalezas no corren te anuo Qnaneeiro.
Dto-Ao Director do Arsenal de Guerra
parlcipando ter nesta data expedido ordem
para o Almoxarife receber a quanlia de .
2I:^)1.>220 reis dos600 ferdamentos, ee-
quipamentos, que ltimamente forao para o
IfaradbfO; esperando que mandando fazer
este recebimento aulborisasse ao dito Almo-
xarife para logo entrar para o cof.e com a re-
ferida quantia como reiidimento daquella re-
partieflo.
DiloAo contador da Tbesouraria, en-
viando as cordas de Receitae despesa do Al-
ni'ixanre da lina de Fernando d Noronha dos
mezes de Novembro e L'zembro do auno pr-
ximo lindo e Janeiro do correnle.
Dito-Ao mesmo, communicando ter o
Exm. Presidente da Provincia arbitrado a
mestna ajuda de custo de bida e volla da
ultima Legislatura aos Illms. Deputedos
por esta provincia para a factura Legislatura
de 1812 a 1813.
Dito- A MaxiniianoF. Duarte para indem-
nizar o Cofre da quantia de 988\039 reis ,
que recebeo como empregado de reparticilo
exmela-, viste nao ter sido approvado este
pjgamonte pelo Tribunal do Thesouro Publico
Nacin ,i'.
Iguaes ofiicios forSo dirigidos aoutrosem-
pregados de reparticoesextinctas, com adif-
ferenca das quantias.
Portara Ao Thesoureiro da Fazenda
mandando entregar ao Almoxarife do Arse-
nal de Guerra a quantia de 21:551 >220 rs.
Dita- Ao segundo eseripturaiio da cotila-
doria Encarregado da contabilidade militar,
parlcipando (|ue o fardamenlo para o Brfta-
lhao Provisorio vai ser fornecido pelo Arse-
{") Vid. osDiajios N. 33, 54, 3, c5G.
com elle. Dizei-me verdade ser eu seu
tilho ?
Ah nao me interrogues.
Esta certidao de nascimento...
Vejamos... Si m, a tua. .Mas onde
est elle esse desgracado Saint-Morin ? -.
Augusto teniendo os efl'eitos da raiva do
conde contra Preville quer Iludir esta per-
gunta. Finge que o encontr Uvera logar
n'umaencruzilhada do bosque; e que seu
pai depois de Ihe ter referido- todos os por-
menores relativos ao seu nascimento mon-
tara a cavado e d esa p parecer. Preville,
admirado cada vez mais da existencia de un
bomem que elle suppunha morlo ha mul-
los annos pede os seus signaes ; e tendo-
Iho dados Augusto ; mo dovida mais de
quefosse o verdadeiro Saint-Morin que Ihe
escreveu para que nao procurasse descobrir
oassassnode Augusto. .. Mas nao era segu-
ramente a este que se pertendia sacrificar,
era a Elvina. .. Eis-aqui todo o misterio deci-
frado: o furiosoe atroz Saint-Morin qmz \n-
gar-se de Preville assassinando sua lilba ,
privando-o com t sua morle do que linba de
mais caro... Elle ou un dos seus agentes se
ter disfamado com o habilo de religioso ,
para cometler o crime. O ctTb puni os
nal de Guerra lieando nos cofres da Tbe-
souraria n quantitalivo marcado para esta des-
pezfl em quanto nao se estabellece a admi-
nistra^oda Caixa do mesmo Batalbao ; a lim
ile iue abrindo os competentes assenlos se
possa a linal fazer a necessaria liquidat}Ao.
DEM do Din 10.
Oflcio-Ao Exm. Snr. Presidente da Pro-
vincia, pedindo se dignasse expedir as suas
ordens Thesouraria Provincial para que ros-
Be remedida urna relacAo dos Juizes de Direi-
to do civel e crime desta Provincia, a fim
de que cm vista della se podesse abrir na
Tbesouraria os competentes assentanientos.
e cumprir a ordem do Tribunal do Thesou-
ro Publico Nacional de lo de Janeiro prxi-
mo lindo.
Dito- Ao mesmo Exm. Snr. Presidente ro-
llando se dignasse expedir as suas ordens ao
Commandante da Embascac/io a sahir para a
Provincia da Paraiba do Norte, para esle
vir a Tbesouraria receber (i-.OOO. reis e en-
tregar na Tbesouraria daquella Provincia.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. informando o
requerimentode I). Mariaima Victoria de Sou-
za Pinto.
Dito Ao Commandante das Armas des-
ta Provincia dcvolvendo o recibo do Com-
mandante da Fortaleza de llainarac, quet-
companbou o seo ollicio de > do crrente.
DitoAo Inspector do Arsenal de Marinha,
pcdmtlo a cxpkiitjfto dna MU ordens sobre o
sold de trra do segundo Tenente F. I), da
Cosa Vidal pessoa que for designada pelo
mesmo segundo Tenente.
Dito Ao Juiz de Direito do Civel da prh-
meira vara enviando a precaloria passada a
reqiicriinento de .1. da R. Paranbos.
Dito Ao contador da Tbesouraria, re me l'
leudo por copia o Aviso de 12 de Janeiro ull-L
mo, sobre a quota, que coube esa provin_
cia para as dspezs do Ministerio do Impe-
rio no anuo nanceiro de IX2 a 1813.
dem do di.v 11.
Olficio Ao Inspector da Tbesouraria da
Fazenda da Provincia da Paraiba com o co-
nhecimento de G-.OOOj reis, que nesta data se
Iherfeuietteu por conta da despesa feita com
a Companliia Provisoria de primeira Linbu
all estacionada.
Dito Ao mesmo acensando o seo oicio
de 24 de Janeiro prximo lindo, que acom-
panliou a conta da despesa feita por aquella
Tbesouraria com a dita companbia, na im-
portancia de 4:282iS83 reis.
DitoAo Procurador Fiscal remettendo
seus golpes cahiram sobre seu proprio ilho.
Preville opprimido com o peso de tantas
rellexoes dolorosas nao tem foica para fal-
lar. Ellee Augusto caminham sem proferir
urna so palavra at i sua habitado onde
Preville dirige cnifim a seu filho adoptivo o
seguinte dis<;ur.so. Presentemente sabes
ludo, meu Augusto talvez nao vers ja em
mim senao o seductor de tua mai e sem
duvida me aborrecers. Oh se tu conhe-
cesses quanto me tenboarrependido doserros
daminha raocidade !. Suppondo ten pai
privado da existencia eu te adoptei edu-
quei-tc c tu sabes se te hei constantemente
dado pravas da mais viva ternura !. Pagar-
me-has a solicitude com que intentei repa-
rar as min.'ias faltas com o odio e com o
despreso :'... O teu despreso Elle seria mui
'costoso para mim e eu l.'.e nao sobrevive-
ria. Quanto ao leu odio, eu creio nao o lia-
ver merecido. Poda abandonar-te ; nao o
Ii/. julguei (pie o co me ordenava que am-
paiasse misero orfao c eu o eonfundi com
minha lilha em meu coracao penetrado de
! pszares e ebeio de ternura pela tua infancia.
Eis-aquj os ineus erros Augusto ; decide a
meu respeito.
Por nica resposta o mancebo se precipil
nos bracos de seu pai adoptivo e Ibe hume-
dece as faces coin as lagrimas do reconheci-
mento.
No da seguinte Preville desejoso de pe-
netrar mais no coracao fingido do padre Cy-
priano o vai procurar no seu convento.
Tendo-o feito esperar algumas horas o mon-
ge manda einliin dizer-lhe que nao [Mide fal-
lar naquelledia.
De volla a sua casa Preville percebe quo
Augusto Ihe nao mojlra a mesma ternura da
vespera ; lembra-se que por ventura tena
recebido una nova caria de seu pai i calla-so
com ludo e depois de janlar pede-lhe que o
aconipanhe a un passeio no bosque visinbo.
Era precisamente aquello a cuja entrada
eslava a casa onde Augusto fallara a seu
pai e que elle julgava perteneer-lhe.
Augusto havia com ctleito recebido um no-
vo aviso para ir all ter naqnella mesma larde,
e a companbia de Preville o embaracava. Com
ludo como ainda era cedo pensou que po-
deria dar algumas voltas com Preville e
procurar depois um pretexto para o otilar
hora indicada por seu pai. Acceitou pois o
convite de Preville esahiram ambos para o
\ campo. Passando pela frente da casa solita-
ria Augusto ficou bem admirado de a vr


SE
O.
tres coritas de devedores Fazcnda publica
para dilligcnciar a sua cobranza.
Portara Ao Thksoureiro da Fazenda, pa-
ra entregar -ao da Thesouraria Provincial a
qnantia de2:92oji880 reis importancia dos
jornaes que vencern as pracas da Com-
panhia de Operarios empreados nos traba-
dos la obra da casa da Retoco desta Pro-
vincia desde Agosto a Dezembro prximo
passado.
Dita-dem, mandando abonar aquan-
tia de 6:000, querecebeo o Commandantc
da Cscuua de Guerra -1. de Abril para en-
tregar na T-liesouraria da Fazenda da Pro*
vineia daParaibft.
dem no da 1-2.
Oflicio-AoExm. Sur. Visconde d'Abran-
tes, Presidente do Tribunal do Tliesouro pu-,
dera capaz de as obstar interpondo-se o maistodas as mais, e se nao fortificasse com o con- ceda o seu imperio que lhe he opposta : se
nnctl m l^n. a= ...------.3 .tnnlaiwt nn. aanli------- i.i.;. -----------!;., |. possi Vt.'l 011 tro SI11 acn i'ccr que esta"
do actual dos nossos conhecimentos nos deixe
de lodo incertos e suspensos entr'uma
outra, ainda assim ousamos dizer, quequen-
lo mais boa f rasso e actividade empre-
garmos ueste exame mais passivos seremos
em nossas con vieges em nossas creucas. ou
em nossas duvddas.
Porissoque as opinie nao sao livres no
sentido inelalizico be que ellas o deveni ser
possive cm todos os servicos particulares en-
tre aquelles que os fazem e aquellos que
os.receheru. Tem ella sem contradicho l'unc-
ges que preheneber para assegurara lideli-
"dade das trocas : ella deve determinar os po-
zos e medidas, declarar o valor das moodas,
verificar os metaos preciosos cujo roeonhe-
cimenlo sen,, impossive mor parte dos com-
pradores, linalmente por actos judciarios re-
parar os damnos e ropriniir as fraudes. Mas
se sempre fundada na sua mxima favorita .
de que o mais seguro meio de reprimir he
prevenir, ella arroga-se o direito de interyir
onde quer que se fagao trabadlos servicos ,
trocas ; o resultado dessa intervengao tio dis-
pendiosa quanlo desptica be que nao previ-
nindo com efl'uito nenbum abuso, c apenas
blico Nacional enviando o Malango da He-| reprimindo una ou outra inlideldade escan-
lalosa vem somonte a despojar a industria da
ceita c Despeza Coral desla Provincia do
mez de Janeiro, e igualmente o das lleudas
applioadas ao rsgate do papel, e o do rendi-
mento de 1 por cento de armasenagem ad-
dicional.
Dito Ao Exm. Snr. Presidente da pro-
vincia para dignar-so transmillir ao dito Tri-
bunal o precedente oficio.
Dito Ao Exm. Snr. Visconde do Abran-
tes, informando o rcquerimenlo de A.
Schramm.
Dito- Ao Exm. Snr. Presidente d.i provin-
cia, pedindo houvesso de trauamiltir ao Tri-
bunal do Tliesouro P. .\. o precedente offl-
cio.
Dito AoCotoman.Iante das Armas dsta
Provincia devuvendo osprels da comarca de
Nazarelh para s, dignar mandar que se
passasse nolles o competente recibo, visto
faltar esta fbrmalid.de.
Dito Ao mosmo Snr. para dignar-socm-
municar de que numero de pracas so com-
[ioe o destacamento da Villa do Cali visto
que nio existindn ha ThesoraVja esclarec-
ment a somelhante respeitose fazia este pre-
ciso para a conferencia dos prets, pie acompa-
nhare o seo ofllcie datado bde hontem 10 do
(jrrente.
sui independencia, e de suas garantas a
conatrangsr todos os movimontos a afrouxar
lodos os- movimontos eslorvar todos os pro-
gressos e embargar o curso actividade e
prospridade universaos. Mas o que succode-
ria se a authoridado nao so mettesse nisso ,
e o que succede em parto anda que so met-
a be, apezar de irregularidades inevitaveis
e.ilabolee,:-se um equilibrio natural c cons-
tante en I ;e os servicos, e. as precisos. Hasta,
que c
sentimento d'uma assembla representativa
propriamente dicta as disposiges coercitivas ,
penaes e liscaes quecontinuassem a com-
primir a liberdade industrial.
Convern todos unnimemente que a soci-
edade comecaria a dissolver-se no momento
em que as propriedades isto he ; os produc-
tos aecumuiadossessassem de ser i n viola veis :
mas as lesees feitas industria ou facul-
dade de produzir nao sao menos perigosas ;
por que embaraco que os que nao sao pro-
pietarios o venhao a sor, eos que j sao de por
cm proveito e possuir realmente o que tem
adquirido.
DA UBERDADE DAS 0PIK1ES.
O vocabulo liberdade tem dado lugar a
muilas controversias j entre os metaisicos ,
j entre os polticos ; e tem duas signilicaces
mili distnctas.
Por una parte quando se diz que a von-
tade humana goza de plena liberdade asse-
gura-se que entre duas delerminages op-
postas ella tem o poder de tomar a seu ai b-
trio una, ou outra, e por conseguir) te de
resistir aos motivos e aos sentirnentos qua
a arrastrar) pira aquella mesme que abraca.
Por outra parto quando se reclama a liberda-
de civil pedo-sc, que nenbum obstculo ex-
terior nos estorve de obrar conforme s deter-
no oulro sentido isto he ; nao tor que le-
Ha nao a empega para que todos os pro- minacOes, quo havemos tomado, salvo o repri-
s demandados appareco: sem ella es- nrir os actos altentatorios contra a pessoa ou
duelos demandados appareco : sem ella es-
tabeleco-se um curso regular ein os progos Je
todas as cousas ; a final os mol boros servicos
CO.NT'MACu'i DO ARTIGO = GARANTAS IMtlVIDL-
vi:s dC.
sao geralmente preferidos e esta preferencia
arrastra todas as artes om sua verdadeira car-
re ra. A nalurezaestabelece a ordem; o des-
potismo lio quo a desarranja ; e o desregra-
menlo mais monstruoso he aquella que he
engendrado polos regulamenlos arbitrarios.
Minios povos tem saludo para sempre dos
systemas polticos, queretnhao una grande
parte da populacao na cscravido ou a redu-
so a profunda miseria. Assim que em vo
senas reprqduziria o simulacro d'uma gloria
nacional compatvel coiu a angustia da mor
parte das familias : ludo annimca que esta
illusao pueril nao seria de longa duragao.-
.\s comecamos a nao ver mais, do que ver*
gonhosos roubos nessas conquistas que ar-
ruinndoos vencidos, s por poneos instantes
enriquecen) aos vencedores. Esse mesmooxer-
cicio dos direilos de eidade quo se chama
Cada um dos dez gneros de prolbiges ,
ou impedimentos quo acabamos de distin-
guir proven) de algumas ideas hbitos, ou liberdade poltica nos fatigara bem de nros-
clrcunatanclas parliculates. Mas rosta-.,,, sa so nao lora um meio efficaz de garantir a
examinar ospreteitos geraes, as rasoes tri- liberdade civil, e a felicidade individual. Por
, quo sustenido ao mes.no lempo a mui- ssoem ultima aimlvso a prospridade publica
ic i lie) (1 ii nio.' f \-1.......;,, l\ ......._ *
tBAdgstas insliluicoes tyrannicas. Por pouco
que so reluca sobre a tliultidao variedado, e
complicaco dos muvimontos da industria, as-
ssse percebe, que nem todos so podom com-
pletar com regulai idade tal que nunca baja
erro nem projuizo ; por quanto causas pu-
ramente naturaes tornarao cortos gneros ou
raros, ou superabundantes : dTerentes cau-
sas muraos, ou l/.icas inllurd sobre cortos
consumos para os estrellar, ou extender mais,
do que convern : liavero trabalhos mal em-
prehendidos mal dirigidos mal exocuta-
dos ; entre os honiens que abragao a mos-
ma profissao alguns sern inhabeis e a im-
postura em lim nao deixar do sor acceda se
nao quando as lu/es por toda a parto dissemi-
j nao he a os nossos olhos mais do quo a
industria particular, cojos progressos vao li-
tro duzindo, e distribuindo a abastanca no
maior numero possive do hab tacos. Para
chegar a esto fim que conc.loramos como o
nico a que dove enderessar-so a ordem so-
cial be m.ster que ao menos a industria
pouco e pouco so desprenda dos lagos quo a
embarago : pouco e pouco; por que entre es-
sos lagos alguns h talvez aquem a opinio
d ainda tanta l'orga que nao he de esperar,
se quebrem de repente esemperigo. Mas
se he de temer o reclamar a um tompo todas
as g, rantias que parecem devidas s indus-
m.r os actos altentatorios contra a pessoa ,
propriedado de outrem. -
Nao nos oceuparomos da liberdade encara-
da no primeiro sentido ou debaixo d>> aspec-
to metafisico: todava como aqui devemos fal-
lar da li-bardada das opinies cumpre-nos
advertir desde j que um homem rasoavol
nao tem realmente a faculdade do so determi-
nar a seu talante entre duas opines contra-
rias ; por que he indubitavel quo antes de
abracar urna ou outra, fo-lhe possive exa-
mnalas com mais ou menos madureza, con-
ciderar a questao de haixo de todas as sus
faces, OU S debaixo d'algunias. Hojilldu-
bitavel que est muito em nosso poder o nao
conformar nem as nossas acedos nem a nos-
sajjingoagcm com as nossas opinoes o des-
mentir amor parte dos nossos pensamentos
por nosso proceder e por nossos discursos.
Mas nao tomando o nosso ponsarnento, se nao
em si mesmolal qual existe em nossa consci-
encia depois de so dar urna serio do observa-
Qdos e de refleHe~^-itte be vordndc di/.oi--
se que ello soja livre, ou que de nos depen-
da nesse estado determinado do nosso espiri-
to pensar d'outr sorte do (pie pensamos. Nis-
lo convern lodos, ao menos a respeilo das pro-
posgo,'s univorsalmento reconhecidas por cor-
tas e cuja vordado resulla inmediatamente
da mosnia naluro/a dos tormos que as ex-
prm"m urna vez que estes lonio sido bem
definidos o bem comprehendidos.
Um mathematico nfloere livromente, quo
os trez ngulos d'um triangulosejao iguaes a
doiis ngulos rectos ^ pois nao depende doli
conceber o contrario. Assim que ousaremos
dizer posto que a materia soja monos rigoro-
sa que conciderando a Mabomet como um
impostor, e o son Alcoro como um aggrega-
ode absurdos obedecemos a urna conviccao
, que a authoridado compromettoria
nadas Uyerem chegado a um termo, de que, a tranq mi idade do estado, e por consequencia
anda estao mili distantes. Entre lano o que
he que acontece ? A authoridado faz grande
arruido de todas essas desordens o so consi-
trias privadas, sempre nos ser pormittidoas- intima deque de nenhuma sorte somos se-
^iu i i i-i i- mo .. ... I I. .1... J_ ________ ii ...
a sua se inventasse novas prohbigoos so
rostabelecesseas que tem sessado \ se s:i nao
esforcasse poradocar o abolir gradualmente
nboros : e se succede quo sobre outros mui-
tos pontos aopinian, que denos se apodera ,
nos nao pareca se nao provavcl se sen ti-
mos ser possive que depois de veriieaces ,
que nao esto ao nosso alcance esta'opiniao
rodeada de tropa e esbirros que lhe loma-
vam todas as sahidas. Um rnovimonto invo-
luntario de surpresa e do terror o leva a
perguntar a um soldado :
Que isto ? Querem prender o conde
de Sair.t-Morin ?
Qual conde de Sant-Morin ? respondeu
o soldado.
Pois nao elle que mora nesla casa ?
Qual!... esta casa um Covil de ladros,
e de velhacos de toda a especio. A polica
advertida dos crimes que ah se tem commel-
tido mandou toda esta forga para surpre-
hender os tratantes : porsuado-me que nen-
bum escapar -. j la eslao dentro muitosa-
garrados.
Augusto perde-so as suas refloxes. A-
bre-se com Preville c. lhe declara quo foi
neste mesmo logar .pie na vespera fallara a
seupa:. Saint-Moriu seria do numen, des-
ses misoravois dequom a justica so tem a-
possado ? '.
Os dous amigos nada podom comproher.-
derdesteenigma. Coulinuam a andar I',.-
zendoogiroda casa cujojardim seestende
polo mais intrincado do bosque. Pe rio de
u::i ngulo onde o muro est aJgum :..,
derribado ellos veem assomr da parle in-
terior a cabeca do um hornea) e logo todo o
corpo. O que nislo ha do mais singular ,
quo esto naniem quo tracta de escapar-
se traz vestido o habito dos monges negros.
Tendo escalado o muro vendo Augusto e
Preville na sua liento esto homem na sua
pnrlurbago loma-OS por dous guardas e
laura-se a seus pos di/.endo
Aqu leudos a miaba bolsa deixai-me
escapar."
0' surpreza Preville reconhece o padre
Cypriano e Augusto a seu pai.
Nos meu pai debaixo destes hbi-
tos !. .
Sant-Morin clama ao mosmo tompo
Preville !
Entrmosnosle bosque, lhe diz o mon-
go que onfiou de os reconhecer : esle logar
nao seguro para ruin). Ha longo lempo
que cu ardo cm desojos dolor umacxplica-
gocomtigo, infamo Preville : o momento
(bogado. Segue-rue ou temo ludo do meu
furor.
Elle caminha adiante como um furioso .
o Preville e Augusto o seguom sem sabor lia-
ra onde: tanto ellos mesmos eslao allucina-
des !
l-ogo quochegaram ao logar BMsaffit>a-
do do bosque, o monge falla nestes termos:
Ora pois aqui j nada tenho a temor o
posso emfm vingar-me de um malvado como
tu. Mas, antes de te sacrificar aos marres
de Emilia devo declarar-le quo cu preten-
da inmolar la filba minha vinganga, quan-
do engaado pela falsa declaragao de um de
leus criados, levan lei meu brago fu ejoso so-
bre meu filho.
Que !... Pois fostes vos .. .
Sim fui eu mesmo .que descarreguei
es.o tcrrivel golpe do que depois tao fortemen-
te me rrependi. Julga por tanto quantos
motivos tenho para anda aborrecer-te mais.
Porm tucoii1' ras os meus remorsos,
mongo sacrilego e barb.uo; tu sabias...
E que me importam os leus remorsos ?
Restituir-mo-h/lo ellos a minha esposa, a
infeliz Emilia d'Kstr quo lio aloivosamente
assassinaslo !
E por ventura pode-a minha morteres-
ttuir-t'a!..Saint-.Morn,eu oiendi-te,grandes
ua vordado foram os meus crimes porcm
muito maior tem sido o meu arropendimenlo ,
vinto anuos do lagrimas lero ahrandado a
colora 3b eco, e nao po.onro ellas abrandar o
'ou coihoAo !. Eis-me aqui a tous pos. I
mer nenbum constragimento exterior. Obri-
gar-nos ou a profossar as que nao temos ou
a dissimular as que lomos seria da parte de
um particular urna aggross tao eslranha,quo
apenas a tem previsto as leis, Todava a ma-
nifestago d'uma opinio injuriosa a qual quer
pessoa he urna acgoaggressiva; e o offendrdo,
quando se lhe oppo nao faz mais do quo
rapellir um atuijue : fra porm deste caso
pensar edizer oque se pensa sao faculda-
dos indopendonles das vontades de outrem ,
o por conseguinto lambem da authoridado
publica.
So a aulhordado obrga-nos a profossar o-
pinioos que nao lomos lyranni.sa as facili-
dades inlelioctuaos que nos lornao industri-
osos o capazos de progrosso : ainda mais faz;
deprava toda a sociodade e lhe ntroduz un
cornmorcio forgado de mentiras. Vum paiz,
em quj virdosordonar-se a todos quo finjan
crer o quo muitoscom effeito nao podem crer,
nao esperis, se nao imbecillidade em urrs, co-
vardia corrupgo e impostura em ou-
tros e degradando da especio humana em
toilas as classos da sociodade. Mas supondo ,
naoqueiro constrarger-nos adizor o que nao
pensamos a que ponto podorao vedar-nos a
manifeslagao do nossos proprios pensamentos?
Eis a principal questao, quo aqui se appresen-
la para resolver.
Nao ha duvida que algumas vezes a lin-
goagem toma o carcter d'uma acgo ; e de
tiaixo deste ponto de vista he que a injuria ,
e a calumnia devem ser consideradas, e re-
primidas : ellas oll'endem a felicidade, os
bous successos e at; a soguranga das pessoas,
contra quem so dirigen). Tambem he certo ,
que coopera para o crime ou dolido aquel-
lo que oaconcciha, que o excita, que in-
dica os meios de o comeltor ; e taes discursos
sao actos de compiicidado sempre puniveis ou
a! Uucto da allomados runli a pessoas priva-
das ou a tranquilidade publica tonlia sido
directamente ameacada. Neste ultimo caso o ac-
to cbama-se sodigo genero M>b o qual sao
c improbendidas as provocagoesdirjctasadeso-
beJiencia s leis os insultos publicamente
feitos aos depositarios da authoridado as ma-
clrinacos que se encarninho a derribar o
systoma poltico estabelecido ; dbelos ou
crimes rrunca excusavois especies de opi-
nioes quo ru.nca ueve exprimir ainda aquel-
lo mosmo quo realmente as concebeo.
Estas soem nosso pensar as ubicas, quo
he justo, cu til prohibir doveudo lcar in-
tacta a liberdade do lodas as mais e a abrigo
de toda a espacie de embarago de impedi-
mento previo, de prohibico, e represso.
Proscrever urna s (las outras verdadeira, ou
falsa, hypotbclica ou provada^ sa., ou nao
sa innocente ou perigosa eondeninal-a a
lorio o a dreilo como contraria aos principios
ilas leis ao espirito das instiluigoes s m-
ximas aos interesses, ou aos hbitos da
authoridado be sujoilar lodos os pensamen-
Saint-Morn, a implorar o meu perdag., 'mi-
nistro do um Dos compassivo ouvj.a sua
voz que te brada : perda ao ton ofRnisor.
Um surriso feroz errou sobro os labios tr-
mulos do mongo vendo o seu inimigo aba-
tid. a seus ps.
Malvado exclama elle ; cs-aqui o
teuperdo. E ia a descarregar-lhc urna pu-
nhalada no poito quando Augusto que es-
piava os seus movimentos searremega para
segurar-Iho o brago. 0 furioso forcojava por
desprender-se e entretanto com a outra nio
tirava do ceio urna pistola porm esta em-
b e a bala atravessa o coragao do mongo que
cabe por trra assassinado por suas proprias
maos.
Assim pereceo este homem feroz cuja al-
ma endurecida desdo que se abandonara
sede da vinganga, nao moditava senflo crimes.
Augusto humlhado de devor seusdias a
um simillianto homem penetrado de ;rati-
dao pelo hom Preville e bom certo de seu
arrependimento continuou a ser para elle
um filho tao submisso como lerno e res
toso.


5
U
tos humanos a urna tyrannia arbitraria, he
em mais d'um sentido dar crdito ao erro e
por a raso cm interdicto.
(Contina. )
MISCELLANEA.
LEMBRANCAS DE VMGEM.
Introduziro-me n'um salo menos ele-
gante que rico. M. N. conversava com um
mancebo vestido de preto e paludo que me pa-
receu ser um ministro protestante. Apr-
sente! a minha carta de recommendago.
Tendo-a M. N. aberto e percorrido com os
olhos disse-me :
- Meu amigo Merande desejo que des-
dis nossa mina de Valery. Eu ia condu-
zir a ella M. Hartley. Se quizerdes acom-
panhar-nos at l partiremos dentro em
poucos minutos. Aceitei, e dahi a pouco
rodavarnos todos trez n'uma calera descober-
ta sobre um caminho verdejante que guarne-
ca o rio. Era um bello dia d'outono: os
cumes dos alamos ero apenas agitados pelo
vento : a agua eslava to serena que pareca
immovel. Todo o campo eslava como ador-
mecido n'aqnclle silencio inundo que sempre
onciie de surpreza aquelles que saliem das
grandes cidades. De bom grado me Uvera
deixado enleiar d'algum xtasis mas distra-
hia-me a conversaeo dos meus dous com-
panheiros.
A quem pertence este castello ? dizia
M. Hartley.
A um velho louco responden M. N.
Ao Conde Hammer.
Um velho louco! Tinho-me fallado
d'elle como d'um hornero bemfazejo.
Sim sim urna especie de philantro-
pia que algucm teve a imprudencia de deixar
entrar no conselho municipal, ha de deitar a
peder os nossosobreiros. Seo acreditassem,
conviria proporcionar-lhes os salarios aos nos-
>os lucros, deixar-lhcs cada diaduas horas
para instruirem osseus filhos, fundar um a-
silo para a velhice dos obreiros pobres.no ge-
nero do hotel dos Invlidos que sei eu an-
da ? Um dilluvio de ideias novas que sedu-
zem no primeiro momento porem impracti-
caveis ; utopias Esta gente nada entende
da vida practica, e quer arruinar osoutros
com as suas generosidades visionarias. Mais
valia para o paiz o antigo proprictario.
rcrilac que era um cgoi.>ln um velho ava-
renlo, mas se nao fazia bem aos oulros,
ao menos s fazia mal a s mesmo.
Dizem que M. Hammer religioso ?
Ah sim religioso. Bem quizera eu
uvir-vo> disputar com elle. ltimamente
sustenlava elle com os "ossos mineiros que
Dos nao era to mo que condemnasse eter-
namente anda o hornem criminoso, e que
sempre Ihe deixava alguma porta aberta para
arrepender-se e alcancar cedo 011 tarde a feli-
cidade ; n'uma palavra elle pareca preten-
der que havia para assim dizer muitos purga-
torios ,_ e nenhum inferno.
K na minlia opinao um grave erro,
obseryou M. Hartley ; mas demdpai a mi-
nha sncoridade assegurarao-me que da vos-
sa parto, vos Ibes allirmaveis que nao ha pa-
raizo.' Pobre gente Ei-la collocada en-
tre duas opinios que nodeixo lugar pa-
ra a f.
Dissero-vos isso! responden M. N.
dando urna estrondosa gargalhada era para
azer desesperar aquello velho orieinnl ; de-
nla is eu nao son forte
em theologia.
V8
sois ministro meu caro senhor en vendo
carvo do pedia : cada qual no sen oflicio.
A resposta era um pouco pesada. Porem
tinhamos chegado : veio um mineiro correndo
tomar a dianteira dos cavallos e nos desee-
mos. E escusado contar a nossa visita mi-
na. Todas us descripcoes d'este genero sao
semelhantes. M. N. depos de ter-nos acom-
panhado sprincipaes galeras, lembrou-sc
que um negocio o chamava cidade : pedi-
nos permisso de deixar-nos. Ao mesmo
lempo orderou a um contra-mestre que nos
serviste de guia ; e que quando tvessemos
visto tudo pelo miudo nosconduz'sscm n'um
cahriolet que eslava habitualmenle disposi-
go do engeobeirq.
Demoranio-nos quatro ou sinco horas na
mina. Quando tornamos a montar, era loi-
te. O contraste d'estes subterrneos oscuros,
onde lodas as figuras parecio macilentas e
enfermas, onde o ar era abafadigo, com a
frescura do ar e a immensidade do h>mamen-
lo todo semeado de estrellas scinliantes, fez-
nos experimentar urna doce emoeAo. Os nos-
sos coraros estavo cheios e nos dispostos a
dar expanso aos pensamentosque os mesmos
espectculos linbo reito nascer n'elles. Po-
rem tao vamos cojnmunicar um ao outro as nossas
impressoes. Sentamo-nos pois no cabriolct .
e o contra-mestre que morava na cidade,
collocou-se entre nos ambos.
Que caminho querem os senhores se-
guir ? porguntou-nos elle.
Pois ha muitos ? Ihe respond eu.
Ha dous, um que guarnece o rio, e
outro queatravessaos campos.
E qual o mais curto ?
O caminho do rio o mais lindo, po-
rem mais comprido.
Ento segu o dos campos, disse o mi-
nistro.
Rccordei-me de que ocontra-mestre tinha
fallado em nossa presenta n'um dos seus fi-
lhos que estava doente e da impaciencia que
elle tinha de chegar a sua caza. Bem qui-
zera eu aportar a mo ao joven ministro.
Como brilho as estrellas esta noite!
disse o contra-mestre fustigando o seu ca-
vallo.
Nao sei porque nao respondemos : mas esta
observado por simples que fosse j me a-
gradava muito mais do que todas as palavras
que M. N. tinha proferido na ealeca.
O contra-mestre era um hornem de quasi
trinta e sinco annos i pareca ter reeebido al-
guma educaco. A sua physionomia respi-
ra va a honradez e a boa f. N'este momento
divsava-se n'clla alguma tristeza : sem duvi-
da pensava elle no seu fiho. O nosso silencio
nao o desanimou ; e como se tvesse precisa-
mente advinhado o curso que n'este instante
tomava o meu pensamento poz-se elle a di-
zer : Anda assim haver quem crea que
as estrellas sejo habitadas ?
Sou eu um d'esses, disse-Iheeu.
Vos Senhor. Mas acrescento alguns
que sao outros tantos mundos mais ou menos
felizes do que a trra para onde VMas nos-
sas almas depois da morte e onde sao recom-
pensadas ou punidas segundo o bom ou mo
uso que fizerSo da liberdade n'este mundo.
Nada se pode afilrmr de positivo a esse
respeto disse o ministro. Porem ao menos
o senlimento que serve de fundamento a essa
crenca honesto e nao pode inspirar se
nao boas aegoes.
O contra-mestre voltou-se para o meu lado ,
como se esperasse a minha resposta. Elle a-
inda pensava no seu filho c havia mister de
crer naoutra vida.
Esse tambem o meu parecer repli-
que! en ; vos parecis admirado ?
O senhor nao Parisiense ? Dizem por
c que em Pariz s as mulheres tem re-
ligio ?
um erro ou urna injustga ; para af-
firmar isso, mister ter visto apenas super-
ficialmente os habitantes de Pariz econhe-
cer somente a mnima parte d'elles ou a mais
turbulenta, o que a mesma cousa. Ha
sem duvida differengas as crticas, mas bo-
je assim como em todos os sculos, e en-
trTodos os povos, o maior numero acredita
n'oulra vida n'um poder superior, e o que
quasi todos os homens tepm desejado e espe-
rado em todos ostemposem materia de reli-
gio assim como de moral, cortamente o
que mais se approxima da verdade. .\inguem
pode envergonhar-se de seguir a opinao da
maoria lo genero humano.
O contra-mestre olhou para mim sofrega-
mente.
Com tudo nao penan assim M. X. que
um hornem instruido disse elle algum tanto
tristemente.
Porem o que que se acredita na
mina ;'
Cr-so em Dos.
Pois bem um hornem s poja ello
quem for, nao pode servir d'autordade em
moral e em religio contra duzentas pessoas

A' PEDIDO.
==
sorvigos s pelo gosto de censurar o nobre
Bario.
Cumpre-nos entretanto nao deixar cm si-
lencio urna verdade e que a nomeago ,
de que se tracta produ/.iu n'esla Provincia
da Parahiba o efieito contraro aos receos do
ommunicado. O que ainda animava os res-
tos da faceto assassina n'esta Provincia ero
cortamente as simpatas, e protogo, que
seus chefes os infames e cobardes do Ma-
nema eneontraro da parte de alguns que
felizmente deixaro de govemar Pernambuco
no esperancoso dia 7 de De/.embro.
Antes d'esse dia se nos nao tinhamos a
temer os desordeiros porque nosso enrgico
Presidente secundado por toda a Provincia,
tinha torgas mais que convenientes para rc-
pellir at urna invazo jezutica quanto
mais meia duzia de facciosos, cuja fraqueza,
e nuldade se reconhece pela emboscada do
Mancma ; nem por isso as referidas simpat-
as dexavo de influir desfavoravelmonte. so-
bre esta Provincia para onde os foragidos .
pie escandalosamente passeavo na Cidade do
Becife, escrevio que o Presidente e a Re-
lago &c. ero por elles o do seu partido !
Estas cousas nos fazo anhelar a chegada do
Presidente nomeado c os Paralbanos sou-
bero com prazer que as redeas do governo
de Pernambuco estavo oulra vez as mos
do nobre Baro: os honrosos precedentes
d'esse distincto Brasleiro ; seus principios
ainda ha pouco manifestados no parlamento,
a confianza do gabinete que o nomeou, Ihe
garanliro urna poltica favoravel a esta Pro-
vincia eo facto comprovou quo fundadas
ero suas esperanzas. Hoje estao desvaneci-
dos todos os receios os destacamentos que
existio em alguns pontos da Provincia para
mantera seguranza, e tranquilidade publica,
ou se retiraro, ou foro reduzidos ; e a es-
cuna Lebre, que dada a neutralidade e m
vonlade do historiador de 17 muitos servi-
ros podia prestar a Provincia deixou o nos-
so porto, e talvez j esteja empregado em
outracommisso. Em tudo isto tcm grande
parte o Exm. Baro da Boa-vista : receba
elle os votos, e agradec montos dos Para-
lbanos. (O VcrdadeiroMonarchsta.)
a sua segunda funceo na qual se execut-f-
ro diflerenles sortes novas e equilibrios en-
tre elles o da Escada oriental, pela qual subi-
r at as torrinhas e descera jogando os Pra-
tos de louca : tmbem tero logar n'essa noi-
te as vistozas operagoes dos grupbs chinez<:s ,
por onze pessoas entre elles alguns novos ,
nos quaes se ver con? gosto os divertidos <
novos saltos dos gatos, desempenhadospelos
Artistas Joze dos Reis Joaquim dos neis ,
e o pequeo Chinez discpulo do Director.
Madama Emilia Amanti, cantar duas Arias
novas de escellenle gosto, e um novo Dueto
jocozo com Joze dos Beis.
O Expectaculo comegar s tf horas c um
quaitoda noite.
Os pregos sao os mesmos da funego an-
t :rior.
Os Camarotes se achao venda na casa im
mediata ao Theatro.
AVISOS DIVERSOS.
honradas como vos, disse-lhe eu com urna
especie de exaltaco.
O ministro poz-se a rir brandamento.
Tomai sentido disse-me elle estendendo o
brago para o lado do castello do conde Ham-
mer cuja fachada via-se ao longe allumiada
pela la ; tende cuidado vos ides passar por
um iiomem pergoso
Tinhamo-nos tornado todos trez quasi a-
migos. O joven ministro falln por sua vez
com espirito de tolerancia com um brando
fervor e urna sublimidade que eu admirei.
Ao chegar cidade achei com.pczar que a
hora da partida estava prestes a soar. Porem
o ministro ainda se demorava algum tempo ,
e convidou-se para cear em casa do contra-
mestre. Eu os acompanhei at a porta.
__ O menino est muito melhor, exclamou
urna rapariga paluda e emmagrecida abra-
gando o contra-mestre.
Eu dei aos meus dous companheiros um
bom aperto de mo ; e depois nunca mais os
tornei a ver. _____ ( Traduzido. }
Influenciada actual Administraco de Pernam-
buco sobre a Provincia da Parahiba.
Acabamos de 1er um comniunicd.i inserto
no numero 201 do Brasil em que seu au-
thor fantaseando os perigos e invenien-
tes da nomeaco do Snr. Barao da Boa-vista
para Presidente de Pernambuco, nutra seus
receios de que os partidos que se agit na
Parahiba e Cear ganhem prozelitos, e in-
cremento com a nova administraco d'aquella
Provincia. Esse mal, que segundo o com-
municante dever resultar da luta que elle
perjtende dirigir, contra o Snr. Baro, se po-
de evitar se o mesmo communicante em
vez de cumprir o seuNao agora comer
a luta; em Pernambuco nos veremos ;
deixar S. Ex., que tantas provas ha da-
do de sua dedicago ao paiz c a
monarchia, livre das vehementes censu-
ras com que arrogantemente o ameaga ; eo
communicante, que parece nao smpatisar
com os sobreditos partidos, jamis querer*'/ ___ Manoel Joze de Araujo Guimares vai
a Portugal, tractar de sua saude licando por
seusvprocuradores os Snrs. Manoel Caetano
Soares Carneiro Monteiro c Joo Cardozo
Ayres Jnior.
= Aluga-se melado de um sobrade na
na do Ilozario larga D. 1 que serve para ho-
rnem solteiro', o alguma so pessoa.
CT Prcciza-sede um feitor para um sitio
porto da praga mnis quor-so um hometn
sadio c forte que enlcnda do todas as qua-
lidades de plantages que saiba bem traba-
lliar govornar escravos c que soja de boa
conduta ; quem estiver nestas circunslancia
dirija-se ao beco da Uingoeta : N. 21.
s^" Aluga-se e tambem se troca ilois es-
cravos acostumados a trabalhar em paderia ;
na ra Direita padera do Machado.
cr Quem annunciou no Diario de bontcni
quererHDDs rs. apremio sobre penhoresde
ouro dirija-se a ra do Livramento, D. 20 ,
1. andar lado da ra Direita.
Para o obra do forte do Huraco sao ne-
cessarios olliciaes de carpina e pedreiro, e
serventes, todos homens livres ; osquequi-1
serem na dita obra trabalhar dirijo-se aoa-
baixoasssignado prra tratar dos ajustes. Bc-
cife Vi de l'evereiro de I8P2. Moraes An-
cora.
c? Joze Soares de Azcvcdo faz publico
que mudou a sua residenrin para a ra dos
Quarteis primeira casa de sobrado junto ao
quarlel da Polica.
S3r Margarida de Aloman ha ,engomadeira
Franceza moradora no forte do Mattos a-
visa ao Snr. J. J. B. da C. que mande bus-
car a roupa que tem om sua mo no praso
de quatro dias e pagar seu emporio e nao
o fasendo no dito lempo, passar a vendcl-a
para seo pagamento, pois tem sido por bas-
tantes vezes avisado c at o presente nao apa-
receo a satisfascr e para que se nao chame a
ignorancia c jem tenha dirctj a reclamar
faz-se o presente annuncio.
= Alluga-se huma casa asobradada rom
commodos para grande familia, cita no lugar
dos Coelhos junto a olaria do Snr. Miguel
Carneiro ; quem a prelenler falle com Mar-
celino Jos Lopes.
Um rapaz Brasileiroque tcm s-os prepa-
ratorios e entende de e.icriturago mercan-
til : se offerece paraqnalqner escriptorio ou
mesmo para caixerode ra o qual d (ador
a satisfago; quem o pertender dirija-se a ra
Direita D. 41. ou annuncie a moradia por esta
folha.
CJ" Qual quer Snr. Sacerdote que Ihe
convenha ir para o matto. procure na ruu da
Cadeia do Recite em a Ioja de Joo Jos de
Carvalho Moraes para saber as condic-
gocs.
SS^" 0 abaixo assignado aviza a todas as pes
soas que nao contratem negocio algum com
Luis Francisco Correia Comes d'Almeida e
sua mulher sobre urna caza terrea sita na
ra do Bozario da Boa-vista D. 505 e nma
escrava de nome Mara cujos bons se acho
hypothecados a dois annos e tanto cuja hy-
potheca so venceo a 7 de Fevereiro de 841 ,
e para se evitar qualquer questo se faz o
prezente.
Herculano Joze de Fretas.
es* Urna mulher de meia idade. que sabe
bem cosinhar engomar e sobretudo enten-
de bastante de todo o arranjo de urna casi de
portas dentro se ofierecc para ama de ca-
sa de hornem solteiro, ou estrangeiro cout
pouca familia ; d fiador de sua conducta :
quem do seo preslmo se qtiser tilisar an-
nuncie, ou dirija-se a esta Tipografa, onde
THirvTRl se dir quem.
ifiL,.Yi c^ Compra-se pelles do passaro caninde.
0 Artista Gimnstico Joze dos Reis tem (arara azul) : na ra da Alfandega nume-
preparado para Quinta feira 17 do corrente rodj-
DECLABACES.
_r7- A Sumaca Bella Ehzia recebe a mal-
la para a Babia ( hoje) 10 s i horas da
tarde.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade ca-
valeiro da ordein de Christo e adminis-
trador da meza do consulado, por S. M.
Imperial que Dos guarde, etc.
Faz saberque no dia 20do corrente se bao
de arrematar na porta da mesma edministra-
go duascaixas de assucar urna branco eou-
tra masca vado, aprehendidas pelos respec-
tivos empregados do Trapicho da Companhia
por inexactido das taras; assim como oito
ramos de flores de pennas, e duzenlos cha-
rutos aprehendidos sem despacho em acto de
embarcar, pelo Guarda Bernardo Vieira de
Mello Barros ; cm cujo dia se linda o prazo
marcado no regulamenlo sendo a arrema-
tago livre de despeza ao arrematante.
E para que chegue a noticia a quem con-
vier mandei alixar o presente edital, e pu-
blicar pela imprensa
Meza do Consulado de Pernambuco lo de
Fevereiro de 1S2.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.


.111.11-I ,/fl.i
Perdcro-se 6 chaves pequeas amar-
radas em una tita da ra Nova at o arrna-
zem de assqcar da ra de Apolo D. o.onde se
gratilicar com 20. rs. a quem as levar.
is^ Iloje 16 ilo corren le se lia de arre-
matar 5 escravos bous a porta do Snr. Juiz
Substituto na ra nova rasa do Sr. Migue-
linio : quem os quiser aparega as -i horas
em ponto. ^
fgf A Commisso Administrativa da So-
ciedade Apolnea convida aos Snrs. Socios a
reunirem-se lioje 10 do eorrente as 5 horas
da tarde para nomeacao da nova admnis-
trago.
S2T Francisco Joze AlvesGama faz sci-
enteaqueiu convier que na qualidade de
procurador bastante do Sr. Joo Policarpo do
Reg Barros Morgado de S. Amaro est au-
thorisado a receber os foros e rendas das
tenas sitios e engenhos pe tencentes ao
nh no seu armazem ao pe da Concedo do
Recife de urna porgo de milho um tanto
arruinado, porconta e risco de quem per-
tencer.
tsr Far-se-ha leilo hoje 16 do eorrente na
porta do armazem do Dias defronte do caes da
AlfaoUega de caixas de vellas de esperma-
cete a variadas, queijos de pinha e outros obje-
ctos.
COMPRAS.
dito Morgado, e bem assim o laudemio de
quaes quer predios citos em ditas trras, que
por ventura se ver.do : os pretendentes di-
rijo-se a ra do Sol casa do Sr. Manoel Fran-
cisco Ribeiro onde assiste presentemente
oannuncianle.
W Da casa do abaixo assignado furlarao
A meios bilhetes da segunda parle da oitava
lotera do theatro de n. 781 109 i 787 ,
4197 por issso roga-se ao Snr. Thesoureiro
da msala os nao pague caso saia premiado
seno ao annunciante.
Joao Caetano Pimentel.
ss?- Caso exisla nesta Cidade o Sr. Fran-
cisco do Reg Barros que no Maranho es-
teve eslabelecido com loja de fazerulas quei-
ra annunciar a sua morada pois se lhe de-
seja fallar a negocio de seu interresse.
s^T" Precisa-se de una ama para casa de
um homem solteiro a qual deve saber cozi-
uharo diario de urna casa e engommar: por
detraz da Matriz de S. Antonio no primeiro
andardo sobrado que lem na loja um alfaiate.
S2I" Aluga-se una escrava preta que en-
gomla e cofn ha bem e pode fazer al-
guns recados na ra : no pateo do Carmo
sobrado D. 0 no segundo andar.
tu- A pessoaque no diario de 15 do cor-
rente annui.ciou que queria 800j rs. a pre-
mio dando pinhores do ouro, annuncie a sua
morada.
XST Precisa-se de um portuguez sem fa-
milia que queira ser fetor de um sitio : no
forte do Mattos prenca de Manoel Antonio
Ribeiro.
tT Precisa-se alugar urna escrava que
saiba fazer todos os arranjos de urna casa, ou
um moleque : no atterro da Boa vista junto
a Matriz n. 58.
fcy- Esoravos pequeos e grandes, com
habilidades ou sem ellas com vicios ou sem
elles : na ra do Collegio botica D. 5 de Cy-
priano Luis da Paz.
VENDAS.
AVISOS MARTIMOS.
S2F" Para o Porto o Brigue Flor de Beiriz ,
saldr com toda brevidade ; quem quiser
carregarou ir de passagem dirija-se ao seu
actual correspondente Joze Francisco de Aze-
vedo Lisboa na ra da Cruz n. 57 ou ao
Capito na praca do Commercio.
SST Para o Rio de Janeiro o bem conheci-
do Patacho Bella Carlota : para carga e pas-
sageiros dirijo-se a Gaudino Agostinho de
Barros na preciaba do Corpo Santo D. 67 ,
ou a bordo com o Capito Francisco Joze da
Silva.
tsr Para Fretar-se para qualquer porto
da Europa a Galera Hamburgucza Ida, o Bri-
gue Hamburguez Polydora o Brigue Inglez
Ide e o Brigue Ingle/. London ; todos for-
rados'de cobre c muito veleiros : os preten-
dentes 'dirijo-se aos seus consignatarios N.
O. Bieber&C.
c^Para a Ilha de S. Miguel, com escalla
pela Terceira ,eFaial, segu viagem o Brigue
Escuna Portuguez, S. Bernardo, forrado de
cobre e de superior marcha ; com muita
brevidade, por ter a maior parte do seo car-
regamento promplo quem quiser earregar
ou ir de passagem, para o que tem bastantes
commodos, dirija-se aos consignatarios Men-
des & Oliveira, ra do Vigario D. lo.
" L E I L O E N S .
tST James Crabtree & Companhia fazem
leilao por intervengo do Corretor Oliveira ,
de urna grande variedade de fazendas inglezas
bem sorlidas, inclusive madapoles, algo-
dozinhos chitas de toda qualidade len-
cos pintados chuls ditos, cassas lilas, du-
raques, pannos pretos meios ditos e mili-
tas outrasas mais adaptadas para o consumo
deste mercado as quaes se vendero para
se fecharem militas contas e consequente-
mente por presos rasoaveis ; hoje 10 do cor-
rente as 10 horas da manh em ponto, no seu
armazem da ra da Cruz.
SSF-Fernando Jcze Braguez faz leilao Quin-
ta feira 17 do eorrente as 10 horas du ma-
* cr Urna obra de Theologia Moral, Ari-
thmetica, Algebra Geometra Trignome-
tra bem encadernada e vinda do Rio de Ja-
neiro : no atterro da Boa vista na fabrica de
charutos D. 15."
S27" Vellas elsticas para curar carnosida-
de e dar de pedra o verdadeiro purgante e
vomitorio de Le Roy velas de carnahuba ,
lijlos para limpar facas e lato cartas l'ran-
cezas linha decarritel linas e grossas lu-
vas de seda sem dedos para bailes e outras
militas miudezas ; na ra do Rozario larga
loja 7.
tZF' Um bom escravo de bonita figura ,
muito mogo, perito oficial de alfaite e nao
tem vicios, ao comprador se dir o motivo
da venda : na ra nova armazem I). 54.
tSF" Um boi manco lilho do pasto, e
aeostumado a andar em carroca, est bastan-
te gordo : na ra Nova armazem I). 51.
CT Bichas de muito boa qualidade, a 20
e 520 rs. responde-se pelas que nao pega-
rem: na praga da Independencia no beco (pie
vai para a ra dos Quarleis na loja de bar-
be iro.
Sy Urna escrava creoula de idade de 15
annos, sadia e de bonita figura : na ra
do Vigario n. 16.
* szr Casacas de panno preto a 26 rs. cal-
gas de dito a 12.K rs. coletesde veludo pre-
to liso a 8jf rs., ditos de selim macu liso e de
flores a 6o< rs. : no atierro da Boa vista loja
de alfaiate D. 17 de Manoel Joaquim Venan-
cio.
sy lim relogio de parede muito bom
regulador urna parelha de cuxixos bous
cantadores em suas gaiolas de rame de
torre por prego commodo : a fulfar na boti-
ca defronte da Matriz da Boa vista de Joa-
quim Joze#Moreira.
C5" 4 pretas urna boa cozinheira en-
gommadeira e as 5 lavo cozinho e fa-
zem todo o maisservigo de urna casa ; a 55o,y
rs. cada urna : na ra de Agoas verdes D-
cima 57.
SST Urna negra de nago Angola de ida-
da de 18 a l annos de bonita figura sem
vicio algum, engommaliso, lava de sabao,
cozinha o diario de urna casa e propria para
todo o servigo, ou troca-se por um negro que
seja mogo : em fora de portas na ra nova
de S. Amaro em casa de Onofre Joze da Costa.
ssy l\a fabrica de caf e relinago de assu-
car na ra do Livramer.to tem para vender
\,or prego muito commodo o seguinlc : assu-
car candi caf moido de superior qualidade,
ditoem grao orchalade pevide de melancia
muito propria para refresco assucar refinado
mascavado muito proprio para cal dito re-
finado superior e por muito mdico prego
por ter grande porgo delle.
tSF" Urna capa rica de gorguro roxo que
serve para a Irmandade dos Passos ou dos
Martirios, e Espirito Santo, gales para
divisas de ofilciaes rendas largas para bico
de toalhas franjas estreitas para toalhas de
mesa : na praga da Independencia loja de An-
tonio Felipe da Silva.
CT" Um cavalloalazosujo em boas car-
nes c de bonita figura, carrega baixo at
meio : na ra da Guia na estribara de Joao
Kerme.
s^r Um negro de 24 a 26 annos, muito
sadio, sem vicio algum bom carreiro : na
ra da Cadeia do Recife loja de Joao da Cu-
nha Magalhes.
SST Ferramenta para tanueiro feita pe-
lo melhor aulhor no Porto meos compri-
das de seda preta de superior qualidade e
a4tfS00rs. : no armazem do Snr. Antonio
Aunes defronte da escadinha da Alfandega,
e no escriptorio de Caetano Pereira Gonsal-
ves da Cunha na ra da Cruz n. 21.
S27* Um cavado alazSo muito'alto no-
vo e sem achaques ptimo para carrinho,
do que ja tem principio por prego muito
commodo : na Trempe sobrado era frente
da ra que vai para a Soledade.
S2F" Urna linda mulatinha recolhida de
15annos, com habilidades um bonito es-
cravo para fora da provincia bom serrador,
e canoeiro; duas molecotas de 15 a 18 annos,
urna escrava sem vicios que paga 480 rs. dia-
rios 5 ditas com boas habilidades urna di-
ta por 520* rs. ; um mulatinhode lo annos,
bom pagem ; um moleque: e 5 escravos; um
mualo bom sapateiro e de boa conducta ; e
um dito com bons principios de carpina c
bom pagem : na ra de Agoas verdes D. 58.
C^" Farinhade S. Catharina em sacas ,
a melhor que ha presentemente sevada nova
a 120 rs. letria a 200 rs. manteiga de por-
co a 520 rs. e em barril a 280 rs. caf em
grao primeira sorte a 180 rs. a libra e em
arroba a oji rs. e um pilode folhade /lan-
dres com o p de bronze e duas mos de
ferro, proprio para o trafico de fogueteiro : no
pateo do Carmo quina da ra de llortas la-
do direito D. 1.
E3" Em bom estado e por prego commodo,
Ponelle obras do Arcebispo da Baha his-
toria Eccleciastca : na ra Nova ao p da
ponte penltima loja do lado do norte.
vzr Um molato mogo de bonita figura e
com ofiicio : na ra do Cabug D. 7.
$zr Bichas pretas a 160 rs. responde-se
pelas que mo pegarem : na ra do Cabug
loja de miudezas n. 4.
S^- Um famoso carro de 4 rodas muito
forte queainda nao foi preciso fazer concer-
t algum e athe serve para delle se fazer al-
gum mnibus quasi novo e por prego eom-
modo : na coxeira do Emilio onde se acha e
se dir quem o vende.
C7 13 vaccas 9 paridas dando pouco
leite por ja estarem prximas a apartar, ou
prenhes 2 amojando quasi a parirem 2
prenhes sem bezerro 1 novilho, 1 garro-
rote e i garrota, gordos e bonitos, duas egoas
muito novas tudo isto situado em um bom
sitio arrendado para este fim ; com todas as
proporgOes e muito proprio para qualquer
pessoa que se queira empregar neste cslabe-
lecimento \ com urna grande varzea para ca-
pim ou outra qualquer planta : na ra da
Madre de Dos loja n. 195 de Joze Antonio da
Cunha.
C7- Urna reforgada rapariga que lava ,
cozinha e he ama de leite, com urna iilha
deOmezes, muito nutrida e linda: na pra-
ga da Boa vista botica D. 10.
C3" Para liquidago de contas entre her-
deiros vendem-se 5 lindos moleques de 14 a
17 annos ea quem os comprar todos se da-
rn mais em con la: na Boa vista ra de Tam-
bin. 21.
cy Urna casa de dous andares, com quin-
tal e estribara, em chaos proprios na ra
dasCn;zes D. l4aonde morou o Dr. Meira:
a tratar na ruada praia serrara de vapor.
i^- Um violo com muito boas vozes e
muito certo do regra : no beco da camboa do
Carmo D. 7 ao p do lampio.
13" Os seguntes predios em fora de portas
na ra nova de S. Amaro, perteneenlesa Dan-
sley alfaiate fnglez: Qa casa de sobrade do lado
do mar, onde tem padaria, um terreno do la-
do do rio o segundo passando o sobrado do
Barbosa com alicerces e muros levantados,
tendo urnas casinhas dentro, e porgo de lij-
los: a tratar no escriptorio de James Crabtree
& Companhia na ra da Cruz.
tzr Carne salgada de superior qualidade ,
SST Um cavallo de bofos andares: na rna
do Queimado lado do nascente loja D. 5 de
Joo da Silva Santos.
ts?" Dous bois mangos de carro, filhos
do pasto novos e gordos proprios para o
servigo de carraca : na praga da Independen-
cia n. 11.
Sjy Farinhade mandioca muito nova, o
superior por prego commodo : a bordo do.
Bergantim S. Joo Baptista fundiado na volla
do forte do Mattos.
XSF" Urna negrinha creoula de idade de
26 annos boa cozinheira tanto de forno co-
mo de massa faz pao de 16 e bolinhos, cose,
sofrivel, e engomma liso vende-se por ne-
cessidade : na ra do Fagundes D. 18.
ST" Um escravo proprio para o servigo de
campo, ou troca-se por um moleque voltan-
do-se o excedente : na Pracinha do Livra-
mento D. 55.
ESCRAVOS FGIDOS.
ss^Na Quarta feira de Cinza. noute des-
appareceu urna escrava crioula de nomo
Ludgera, baixa e reforgada, de idade 15
a 16 annos, bem parecida ; levou ves- ,
tido de xadrez azul e branco e camisa de li-
nho : quem a appreender e levar ao sitio do"
L. A. Dubourcq na Estancia ou- na ra do>
Vigario N. 16 ser generosamente recom-
pensado.
tSF~ Fugio nodia II do eorrente urna pre-
ta por nomc Anna de nago Cabinda ida-
de pouco mais ou menos 50 annos cor fula,
muito pintada de bechigas estatura regular,
dentes limados e olhos afumagados ; levou
una caixa com roupa de seu uzo: quem a pe-
gar leve a ra de Apolo casa de Joze Hara
da Costa Paiva que gratificar genero/a-
ment-
e^- No anno de 1810 a 22 do mez de Ou-
tubro fugio do abaio assignado um mulato
de nome Paulo com os signaes seguintes :
bastante alto grosso cor quasi branca ,
olhos azues, cabellos acastanhados punca
barba no queixo ter 23 annos de idade ,
tem o dedo grande do p direito aberto para
Cora urna orelha lnula com um brinco o
as costas todas picadas de chicote que rece-
beo do seu antigo Sr. ; este mulato veio_da
Baha : quem o pegar le\e a ra de Agos-
verdes D. 12 que receber IOO de gratifica-
gao. Francisco Joze Duarte.
SSr* Catliiirina de nago rebolo de ida-
de de 25 anuos, baixa olhos abugalhados,
peruas grossas, tem pelo corpomarcas de sua
Ierra ; levou vestido de chita, e panno da
costa fugio no dia 2 do eorrente : .quem
a pegar leve a ra de Agoas verdes sobrado ,
D. 22 no primeiro andar.
tSF- Fugio no dia 10 de Dczembrodc 1859
deBeberibedo sitio agoazinha de Manoel
Antonio da Silva Molla, um preto de nome
Matheus, de nago angico de idade de 45
annos o qual veio de Porto Calvo e per-
tencia aoSr. Antonio da Paz irmo do Snr.
Aiijjinho moradores no mesmo lugar de Porto
Calvo e foi vendido nesta praca a-< Snr. Ma-
noel Joaquim ; quem o pegar leve ao dito Mo-
ta que ser gratificado.
MOV MENT DO P O R T O.
NAVIOS ENTKADOS NO DIA 14.
vinda de Inglaterra em barricas de 224 li-
cuias do Para : na ra do Vigario armazem
n. 14.
tsr Chapeos de sol de seda com cabo de
osso babados largos de linho para toalhas a
Ifcnges, por prego muito commodo : na ra
do Queimado D. 5 lado do Poente.
t7* Sacas com feijo muito novo: no ar-
mazem de Jos Rodrigues Pereira & Compa-
nhia no beco da Capim no Recife.
tjr Sacas coa arroz de casca muito novo,
brasa 16* rs. a barrica ; muito propria pa-
ra embarcago : em casa de Russell Mellors
& Companhia, na ra da Cadeia velha n. 18.
C3* A loja do Atterro da Boa vista D. 10 ,
com a pouea fazenda que tem e armago
e na mesma loja se vende fazendas por bara-
to prego : a tratar na ra da Gloria D. 42.
c? Por prego commodo urna balanga
grande com 16 arrobas de peso : na venda da
ra da Alegra.
C7" Urna escrava cozinheira e engomma-
deira com urna lilha mulatinha de 7 an-
nos : na ruado Livramenlo por cima da loja
de cera.
C^ Marmore da Suecia para ladrilhar .
carvo de pedra telhas de vidro i na ra da/
Cruz n. 65 escriptorio de N. O. Bieber & C.
E3" A Escuna Americana Iremont, de 150
tonelladas prompta seguir qualquer via-
gem ; os pretendentes podem entender-sc
com os consignatarios Henry Forster & Com-
panhia na ra do Trapiche novo n. 17.
Mar Pacifico, tendo sabido de Nawuckell a
42 mezes, Galera Americana Phebe de
579 tonel. Cap. Jeorge Ellen, equip. 22,
carga azeile de peixe : ao Capilo ; vea
refrescar.
Babia 8 dias, B. Escuna Portuguez S. Ber-
nardo de 182 tonel. Cap. Joze Joaquim
Lop*s equip. 16 carga assucar e agoa
ardente : a Mendes & Oliveira j segu pa-
ra os Assores.
Liverpool ; 59 dias, Barca Austraca Ciro
de 241 tonel. Cap. G. Crusich equip.
15, carga carvo de pedra: a Jolinston
Patero Companhia.
Rio de S. Francisco do Sul; 53 dias Rri-
gue Brasileiro S. Joo Baptista de 208
tonel. Cap. Joo Gonsaives Rocha, equip.
17, carga farinha de mandioca: ao
prietario Joze Gonsaives Casco.
pro-

SAIIIDOS NO MESMO DIA.
Rio de Janeiro ; Brigue Brasileiro Rom Fim,
Cap. Manoel da Siva Coulo carga diver-
sos gneros.
SAHIDONO DIA 13
Parahiba ; Escuna de Guerra Brasileira Pri-
meiro de Abril Conanandante ol. Te-
nente Deziderio Joo da Silva.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F =184t.


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