Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04441


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Full Text
Auno de 1842. Se>n..(.a Feira 14 de
Toilo a;nra depende do rms nwsmm ; d nos" prudencia, modencao, r energa; con-
1 miemos como principiamos, e eremoa apuntados com admirarlo enlre as Nafioes mais
caltas. (Proclamacio da Aasemblra Geral do Brasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goianna, Paraiha, eRiorande do Norte, na segunda e sexta feira.
Itonito e 'Garanhunt, a 10 o 24."
Cabo, Sennliaem, Hio Frmnt, Porto Cairo, Macein, e Ala^oas' no 4 11, e 21.
Paje 43. Santo nlao, quinta feira, Olinda todos os dias.
DAS da semana.
l'l Se.s. Valentina. Chae Aud. do Juii re Direito da 2. vara
M Tere, s Fanatizo. Re. Aud. do do juit de Oireitoda 1, rara.
1( Ouart. Profiri. Aud. do juit de dircite da 3. vara.
17 Quint. Silvino. Aud. do juit de direilo da 2. Vara.
1S sett. Theotoneo. Aud. do Juir ile TTireiio da 1. rara.
1.) lab. s. Conrado. I!rl. Aud. do Juit de Direilo da 3. Tara.
2l) Dom. s, Kleuleri.o.
c-vereiro. Anuo XVIII. N. ,15.
O Diario publica-ae todos os dias que nao forem Santificados o preon da assi-nalura he
de trearoil res por quarlel paSos adianlados. Os annuncio, dos aar.Kar.ie, ,ao inserido*
gratis, eos desque o n.io furem raiao de SO reis por linha. As reclamadles devem ser
dirigida a esta Tipografa ra da/Crutes 1). 3, ott praea da Independencia lojas de lirros
Nmeros 37 e 3b.
Cambio sobre Londres 29 d. p. 111.
I Paris 320reis p. franco.
u > Lisboa 80 a t p. 100 de pr,
Ouno-Moedade(i,40 V. 11400a 14,(i0
N. li.200alMOO
de 4,00 8,100 a 8.200
PnATA-Pataces
C.AMbTOS no da II de FkvkKeibo.
Pmf*-Petos Columnaiea 1.050 a l,f>7lk
Mexicanos 4 ,(PU a 1,1
' "'inda 1,410 a 1.40J
Moeda de cobre 3 por 100 de Vseoslo.
Diseonlo de billi. da Alfandeja 1 c t por 100
ao mes.
dem de letras de boas firmas 1 e
4,650 a 4,670
ale*.
Preamar dn da 14 de Fevereiry.
1." as 7 horas e 42 ni. da man'i.
2." as 8 horas e 6 m, dataide.
PI1ASES DA LOA NO HEZ l E PEVI-REUIO.
Quart, min-j. a 2 s 10 oras e S m. da mauh.
I.ua Nova a 10 -- s 51 oras e '.V\ n. da manh.
Quart. cresc. a 18 9 oras e 22 m. da mnnh.
La chcia a '?. > -- as 1 oras e if m. da manh.
DIAR
DE
\ N A11BLT C O.
Rogamos aos Surs. assignanles do Diario ,
moradores ueste bairro de Santo Antonio a
quem se nao lenha feito pontual entrega das
tullas nestes ultims dias tenlio a bondade
de as mandar reclamar na loja de livros da
praca da Independencia ; e desculpar essa fal-
ta devida a entrada simultanea dos dous des-
Iribuidores que foi preciso admittir.
Illm. e Exm. Sur. Chegando ao meu
conhecimento que no dia 2,*) de Janeiro t-
nhao assassmado na na da Cadeia do Recito,
ao infeliz Luiz Gon/aga Peixolo de Miranda,
e feito logo a Polica proceder corpo de de-
licio, empieguci os estoicos ao meo alcance
para chegar ao conhecimento dos delinquen-
tes, qu por inaeo censuravel do Povo po-
dero evadir-so, e depois de informantes, e
pesquisas da Polica, se me indigitarao oilo
pessoas quq pelas circunstancias melhor po-
diao saber do (acto e dos autores do delic-
io ; e passando a inquirir cinco como teste-
munlias, e tres como informantes vi com
surpresa deporem nicamente que dous pre-
tos vestidos de preto agarrando o infeliz a-
punliularao-no e ftqjiro sem mais referi-
rem ao menos por ouvir dizer, signal algum
caracterstico ou outra .q'ualquer circuns-
tancia, pela qual podessem ser condecidos cs-
'.-s monstros sdenlos de sangue, ou alguem
pie por ventura se ingcrisse n'isto antes
alirmaio que alem dos referidos pretos,
que dissero ser desconbecidos nao tinliao
ouvido a voz publica indigitar alguem, Como
Complico ou auctor do delicio, o que ludo
consta do respectivo processo, que formei; e
ocommunicoa V. Ex. para licar certo que
a justica cumprio o seo dever e ter mais este
laclo para avaliar oquanlo o nosso povo
indeferenle ao bem estar do Paiz, e at aos
niales, que o alleclo.
Dos Guarde a V. Ex. por muitos annos,
como tnister. Recife 11 de Fevereiro de
1812. lllm. e Exm. Snr. Baro da Boa-vis-
la, Presidente da Provincia Jos Francisco
de Paiva, Juiz de Direito interino da primeira
vara do crime.
COMMAN'DO DAS ARMAS.
EXPEDIENTE DO DIA 5 DO COMIENTE.
Ollicio Ao Exm. Presidente, trans-
nitlindo-lhc competentemente informado o
requer ment de Francisco Xavier da Assum-
pco, que pedia se llie mandasse abonar a
FOLC-31TQ
O MOMiE VINGATIVO (*).
/'
O padre Cypriano fecha a sua porta accu-
ando-se cm silencio da perda sensivel que
sollria o seu convento. Lembra-se que a
scena escandalosa da vespera commovendo
l'ortemente o respeitavel velbo.... Porm elle
era ja bem idoso itenta e nove annos A
sua hora sem duvida esta va chegada.... Ai-
nal, no obstante alguns justos remorsos que
o monge experimenta elle pensa que um
obstculo de menos pdra o cumprimento do
seu projecto. Havia tido a indiscripeo de
contar as suas aventuras ao prior e de jurar
diante delie que se vingaria : o hom prelado
ter-se-ia sem duvida opposto a todos osseus
desojas; poderia., e talvez deveria impr-Ihe
urna severa penitencia. J nao lem poisque
temor e poder descarregar como Ihe a-
prouver a sua vnganca sobre o miseravel
que detesta. Naoa sua morle quedeseja,-
. ,--------------------------------------------------------------------------------------------------!---------------
() Vid. os Diarios N. 53 e 51.
nrestagao diaria de 00 reis que dice Ihe
deixou seo rmfto Joao Rodrigues da Assump-
?o soldado do terceiro Batalho de Artilheria
a p.
Dito Ao Commandante das Armas da
Corte disendo-lhe que recebera o seo ollicio
de 10 de Janeiro ultimo, e a quantia de
H 100 reis que o terceiro Batalho de Ar-
tilheria a p eslava a dever de fardamentos
ao Sargento Quartel mestre Francico Jos
Gomes, quantia que ja Ihe fora entregue, e
que o segundo Tmente A. M de C. Delgado
recusava entrar para a Caixadodito batalho
com a quantia de 5*0*38 reis, que esta va a
dever de fardamentos ; porque nao recebera
o fardameuto constante do ajuste de con tas ,
mas to somonte 5(ij00 importancia do
bienio vencido at 27de Dezembro de IS37,
sendo por tanto necessario exi;ir-se do Com-
mandante do Batalho, declarocao do Com-
mandante da Companhia que fez entrega do
fardamento vencido depois de 1837 por dian-
te, a fim de se saber donde provinha o en-
gao.
DitoAo Inspector da Thesouraria, a
respeito de um recibo do Commandn(e. da
Fortalesa de Itamarac, que temi sidoapre-
senlado para ser cobrado, sem attenrao a sua
rubrica, e assignaturado dito Commandante,
fora emendado e riscado.
Dito AoTenonte Coronel Commandante.
do Batalho Provisorio, ordenando-lhe em
resposta ao seo olido de 2S do mez passado,
que as9jftntas.se'pracaem qualidade de recruta-
doa Victor (oncalves Freir, (pie se achava
preso no quartel do Hospicio.
Dito Ao mesrno communicando-lhn ,
que rubricara para ter a direreo docostume
o pedido que lizera do fardamento para o
completo do Batalho ; mas que nao se po-
dendo manufacturar j todo elle convinha
que fosse recebendo as pecas de que tivesse'
mais precisao, mandando por turnos as pra-
vas ao Arsenal de Guerra tomarem as me-
didas do fardamento devendo urna vez por
outra hirao mesmo Arsenal examinar se
o fardamento se fasia conforme o Qgurino,
entendendo-se com o Director quando en-
contrasse alguma alteraco para elle provi-
denciar, ou com o Commandante das Armas,
quando nao fossem Hendidas suas reclama-
cAes.
Dito- Ao Major Commandante da Eorta-
Icsa do Brum, pedndo-lhe informacoes a
cerca do soldado Uylario Jos dos Sanios ,
que requera passagem para a companhia de
Artfices.
Dito .Ao Capito Commandante do For-
nao elle n;1o o quer matar : Preville sera
muito feliz de expiar o seu enorme crime
com a morte : o monge destina-Iiie um tor-
mento mais longo mais doloroso. Refina-
do em sua vinganca na adeico paternal
do seu inimigo que elle achara urna fon le de
acerbos tormentos. Preville tem una ilha ,
a ella que o monge arrancar a vida. Con-
sumido por eternas lagrimas Preville conhe-
cer todos os tormentos de se ver privado de
um objectoda sua ternura. Mas necessa-
rio que ele conheca o braco que Ihe des-
carrega este golpe cruel. Interessado no
silencio para cobrir o seu propro crime ,
Preville no ourar perseguir o matador de
sua filha e perecer lentamente ruido pe-
la dor e pelos remorsos. O monge teido
reflectido bem sobre este plano o abraca
irrevogavelmente. Nos veremos o que elle
faz para o executar.
Os religiosos tinham sabido pelo porteiro o
seu acontecimento da vespera : todos Ihe ma-
nifestaran! a sua inquietado ; mas nenhum
sabe a causa nem as consequencias (Testa
scena e o padre Cypriano regosijando-se
do seu projecto de vinganca, parece mais
te de Gaihu' respondendo aos seus ollicios
de 28 de Janeiro e 2 do correnle e aulhori-
sando-o arequisitar um sargento para com-
mandar o destacamento em lugar do Cabo
de F.squadra.
Dito Ao Commandante interino da For-
talesa do Itamarac, ordenando-lhe, que li-
zesse comparecer na inspeciao da junta de
saude no da 28 de Fevereiro ou na de 50
de :tIarc,o o Guarda Nacional Luiz Gonzaga,
c dizendo-lhe que por agora nenhunia allera-
cao houve no valor da Ktaj.e.
dem do di v 9.
Officio Ao Exm. Presidente communi-
candc-lhc que em execucao ao aviso da Be-
parlicao da Guerra de 15 de Janeiro deste
auno e ao seu ollicio de 2!) do referido mez,
parta a manha na escuna Laura para oseo
destino, o-Major Ernesto Kmilianno de Me-
deiros, nomeado Commandante do Batalho
Provisorio do Parj bem que o seo estado de
saude nao permitisse quelisesse j una via-
gi.-m.
Dito Ao mesmo Exm. Sur., communican-
do-Ihe o fallecitnento do Teen te Coronel gra-
duado .lose da Costa Rebollo llego Monteiro,
que (^ommandava o Deposito, e pedindo-lhe,
em falta de (ropa de primeira linha, que hou-
vesse de darsuas ordens, para que as honras
funeracs, que por le Rae erfio devidas, fos-
sem feilas as 7 horas da noile, na lgreja de
S. Francisco pelo Batalho da Guarda Na-
cional, que linha de acompanliar a procissao,
ou pelo corpo de Polica.
Dito Ao mesmo Exm. Snr., signilcando-
Iho que o soldado* do Corpo de Polica Pau-
lo Manocl Lopes se offerecera para servir no
Batalho Provisorio ejulgando que seme-
lhante ollerecimento convinha scraeceito,
rogava-lhe hovesse de mandal-odemiltir da-
tpielle corpo eapresental-o para se llic aver-
na r a praca ueste Batalho.
Dito Ao Inspector da Thesouraria remet-
lendo-lhe os papis de contabillidade do dcs-
tacamento da comarca do Bonito pertenecntes
ao mez de Janeiro ultimo, para que hoves-
se de mandar satisfaser a importancia dos
mesmos ao Baeharel (nldino Ferreira Gomes,
Promotor da referida Comarca que eslava
paraisso competentemente aulhorisado pelo
Preleilc.
Dito Ao Teen te Coronel Chefe do pri-
meiro Balalhao daG. N. deste Municipio,
disendo-lheque o Corneta Joaquim Jos, pre-
so como reerula fora posto em custodia, e
que as reelamaooes que fasia em seo ollicio
tiesta dala para que fosse solt deviso de
serencaminhadas por intermedio do Com-
_-.
mandante Superior, como delerminava c de-
creto queacompanhou as lnstruccOej de 6 do
Abril do anuo passado tendentes ao recru-
tamento.
Dito- Ao Capitad Antonio Paz Cor tez ,
ordenando-lhe* que tizesse inspeccionar pelo
Facultativo4 que cstivesse de semana no Hos-
pital Regimcntal, o recruta Ignacio Francis-
co Cadctha que seria conservado em cus-
todia com outrosdous que Ihe remeltia.
Dito Ao Major Ernesto Einilianno de
Medeiros, disendo-lhe em vista do seo ollicio
de hontem, tpie licava sciente de sua partida
para o Para na Escuna Laura lieando des-
la sorte cumplidas as ordens Minisloriaesque
llie for communicadas.
Dito-Ao Prefeito da Comarca do Recife,
acensando recebdo 0 recrulas, dous dos quaes-
assentaro pra(;a, tres licarao em custodia, e
um foi devolvido por ser visvelmeute aleija-
dode una mo.
Dito-Ao mesmo, sccntificando-otpie se
recebero 5 recrutas mencionados nos seos
ollicios dcsta dala dos quaes dous assenta-
ro praca, 2 Detrito em custodia e um de-
volvido por ser maior de 55 annos.
Dito Ao mesmo, acensando o recebimen-
tode 13 recrutas, mencionados nos svos ol-
licios de 7 deste e discndo-lho que temi
mandado asssentar praca a nove lorao
postos em custodia 4, por allegaren! isemp-
ooes.
Dito* Ao Prefeito da Comarca do Bonito,
disendo-lhe que anda nao estava em exe-
CUQQO a nova Taliella dos Sidos c que os
papis de contabilidade dos venc menlos do
destacamento no mez de Janeiro ultimo, fo-
rao remetlidos Thesouraria para seren sa-
tisfeilos entregando-se a importancia res-
pectiva ao Doutor Promotor Galdino Ferrei-
ra Gomes, conforme siiaaulhorisacAo.
Dito Ao Prefeito da Comarca de Goianna
faendo-lhe a mesmacommiinicaQao quanto
aos sidos e disendo-lhe que a elape conti-
nua va a ter o valor do semestre passado em
quanto se mo proceda definitivamente a
nova avaliaciio que presuma no alterar
o valor da actual.
Dita Ao Teen te Coronel Commandante
do Batalho Provisorio, mandando assentar
praca aos recrulas Joo Florencio, e Luduvi-
co Perira,
TEZOl RARIA DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DIA 1 f)0 COMIENTE.
OfficioAo Exm. Sr. Presidente da Pro-
vincia pedindo se dignasse expedir as suas
tranquillo. Nao pode todava deixar de par-
ticipar da tristeza geral e de verter sen tillas
lagrimas, assislindo com a communidade s
honras fnebres do digno prior, a que no
fundo do seu corac.o amava c respeitava ;
assim como todos que o conheciam.
Logo que se vio livre deste embaVaco ,
poera gente em campo para se informar da
hab tacan de Preville, que disse morar perto
do convento. Quando o tver sabido ir ali
com um punhal escondido debaixo de seus
hbitos c a innocente morrer aos seus gol-
pos para assim punir o culpado.
Depois de imitis fadigas os agentes do
monge vem declarar-Ihe que todos os seus
trabalhos eram baldados : ninguem em toda
acidatle ou nos seus contornos condeca
o n-jine Preville e muito menos a pespoaqueol
tem. F.' natural que querendo involver I
seus crimesom um veo impenetravet, tenba
mudado de nome; e ueste caso como procu- i
ra-lo : como descobri-lo ?
O monge Gca fusioso e quer elle mesmo
fazer indagat'oe.s. Corre por toda a part :
mas os seus passossflo to infructuosos como I
os dos seus agentes. Um dia que elle vol- |
lava para o seu convento o porteiro Ihe en-
trega esta carta.
n iV vossa sbita indisposico meu padre,
nao me permittio receber de vos as doces
consolacoes da religiao, e pelo que vos revele
padecis conheeer quanto as devo desejar.
Dignai-vos jiois esperar-me esta tarde na vossa
igreja vos ahi tornareis a ver o hornera mais
cimin'oso mas sem duvida o mais arre-
pendido.
Est seguro exclama o monge deixan-
do errar um sorriso sinistro sobre os lvidos
beicos ; que venha embora; mas elle nao
me ver nao quero habilua-lo s minhas
feices preciso occlular-lhas at que esteja
vin^ndo... l'm pretexto me desembalar
boje dlle e eu o farei seguir at sua
habitacio. monge vai procurar lUbat ,
um daquelles vagabundos, que servem os-
BtriganU de todas as classes com tanto
que Ibes paguem.
Este venda caro o sen silencio; porm
elle o guardava exactamente, quaesquer
que fossem os segredos tpie Ihe coiifiasseni.
Rabat, seguindo as nslruocOwi do monge,
vai postar-sa entrada da igreja a esper*t
n



xsr
ordens afim de que fossem dados Thesou-
raria esclarecmenlos de quaes sffa as Forta-
lesas desta Provincia que se cousidero ar-
madas e das que esto desarmadas, visto
que pelo Imperial Aviso da Secretaria d'Es-
tadu dos Negocios (Ja Guerra de 4 de Dezem-
bro prximo passado dirigido aoExm. Pre-
sidente da Provincia da Baha, inserido no
Jornal do Comercio n. 520 do mesmo mez, s
se devia abonar gratilicago addicion.il a os
ollciaes empreados as primeiras.
DitoAo Inspector da Thesouraria das
Rendas Provinciaes participando achar-se au-
thorisado o Thesoureiro desta para entregar
ao d'aquella, a quantia do 12:500,>000 reis
da prestago do corren te mez.
dem do da 5
DitoAo mesmo pedindo houvesse de en-
viar Thesouraria urna relajeo dos Juises de
Direito do Civel, e do Crime desta Provincia,
com todas as declarac/>es necessarias para em
vista del la se abrir os competentes assenla-
menlos; e cumprir a ordem expedida pelo
Tribunal do Thesouro Publico Nacional de lo
de Janeiro prximo fiado em oxenlo dos
artigos 35 e 40 da Lei de 50 de novembro de
1841 sob numero 215.
DitoAo Administrador da Mesa do Con-
sulado remetiendo um exemplarda Lei de 50
de novembro de 1811 que ixou a recolta e
despesa para o exerciiio de 1842 a 1815 a fin
decuuipnr a parte que lhe toca, e car na in-
telligencia de que em cumplimento da ordem
do Tribunal do Thesouro de 13 de Janeiro pr-
ximo lindo os artigos 10, 27 e 54 na parte
era que se refere ao artigo 10 da Lei de 20 de
Setembro do 1810 n. 164, devem ter exeeu-
go desde a publicando da Lei em di un te nos
termos Jo artigo 55 da mesrna Lei.
DitoAj mesmo, dizendo que mandando
o Exmo. Sr. Ministro e Secretario de Esta-
do dos Negocios da Fazeilda por ordem de 15
de Janeiro ultimo dar execiic&o a artigo i i
da citada Lei de 50 de novembro na Forma do
regulamento de 11 do dito mez de Janeiro ,
e recoimneiuiando em vista das con tas enria-
das ao mencionado Thesouro pelos Agentes
do Brasil em Londres, das quaes consta ter-
sa ltimamente ali vendido diversas porces
de Pao Brasil por procos mili baixos do que
resultou una peda consideravel ao mesmo
Thesouro que se tenha lodo >. esmero na es-
colha deste genero pava qti s soja remetti-
do para a Europa o de superior qualidade .
na cortesa d que quando se veriliqned'ora
em diante igual prejuiso o Tribunal do The-
souro tomara contra as authoridades, a cujo
zelo se acha commetlida a geslo desle mono-
polio Nacional. as mecidas que julgar neces-
sarias alim de reprimir qualquer negligencia
havida : cumpria tyeem quanto nao se de-
cide o que melbor comvem por em excuefib
a este respeito, izesse cessar a marcado do
Pao, que existe nos Armazens, c sem de-
mora queimar o de refago que nelles se adiar;
remetiendo a linal urna conta do que se con-
sumiu poresta inaneira.
DitoAo Inspector da Alfandcga enviando
um ejemplar da Lei de 50 de novembro de
-18I sob n. -245 para cumprir, e lhe dar
execucaona parte, que lhe toca;devendo ficar
na inteligencia de que na conformidade da or-
dem do Tribunal do Thezouro I', de 15 de Ja-
neiro ultimo as dispusieres dos artigos 18, 22,
23e 2G devem lerexeeueo desde a publicaco
da mesma Lei em diante nos termos do ar-
tigo 55 da referida Lei.
itoAo Administrador da Recebcdoria
de Rendas Internas desta Cidade, remellen-
a
do igual exemplar a lm de licar na ntelligcn-
ciadas suasdisposices; e desdeja darcum-
primento ao artigo 24 que mandn arreca-
dar os novse velhosdireitos eos de chan-
cellara com as alteraces constantes da tabel-
la ella annexa.
DitoAo mesmo communicando para sua
intelligencia, e cumprimento pela parte, que
lhe toca a ordem do Tribunal do Thesouro de
15 de Janeiro ultimo sob n- 12, qne manda
exec-.Uar mui puntualmente o que se acha
disposto a respeito do poni dos Empre-
gados. *
Iguaes olficios foro dirigidos ao Inspector
da Alfand ga e Administrador da Meza do
consulado.
ito Ao contador da Thesouraria remet-
iendo por copia a ordem do Tribunal'do The-
souro sob numero 111, (pie mandou pagar
ao Doutor .1. C. Banifeira de Mello, Lente do
curso Jurdico la cidade de Diinda, o seo'or-
denado do mez de Abril do auno prximo
passado.
Portara- Ao segundo escripturaiio da
conladoria Encarregado da contabilidade
Militar remoliendo a relafcao das sois pracas
de pret de primeira Linha do exerciio re-
formadas por decreto 24deD>zembro prxi-
mo passado, para que tenha lugar o pagamen-
to de seus vencimentos, depos de se Ibes a-
brir o competente assento.
DitaAo mesmo dem da nomeaco do
Commissario Fiscal do Ministerio da Guerra
junto Thesouraria, para que aberto o as-
iento se lhe possa fazer o pagamento doven-
cimento que lhe compete.
DitaAo mesmo a respeito do Ajudante
do dito Commissario Fiscal.
dem do da 5.
DitaAo thesoureiro dos ordenados man-
dando pagar a F. de B. Buarqu 213*883
reis importancia do seu ordenado de Professor
de Latinidade do Curso Jurdico de Olinda ,
vencido no correle anuo linanceiro.
lada a Cmara Municipal desta Cidade Escri-
vo Jacomo; se julgou pela conlirmacao da
sentenca appellada.
C 0 M M U N I C A D O.
TRIBUNAL DARELACAO.
Sesso de 12 do firrente.
Na appoaoo civel do Juizo de Direilo da
Villa de Porto Alegre appellanle Felis Ma-
noel de Moraes Rogo AppelladoS Francisco
de Moraes Rogo Tartaruga e oulro Escri-
vo Rebollo ; Fui a seutonea rolbrmada e jul-
gado millo o Processo.
Os Embargos de Manoel Correia de Mello
Jnior, contra Antonio Joaquim de .'anta
A::na na Appellacao civel da Villa de S Mi-
guel Comarca de Alagoa Escrivo Jacomo 5
foro recebidos e reformado o Accordao em-
bargado.
Os embargos de Joze Mauricio de Oliveira
Maciel, Curador a heranca jacente do l'ales-
cido Antonio Simoes Rossado Freir contra
os Teslainenteiros, do falescido Domingos do
Paco, na causa de Appellacao desta Cidade ,
Escrivo Fcrreira ; foro desprezados man-
dando-se cumprir o Accordao embargado.
Na Appellacao civel desta Cidade, Appel-
lanle Antonio Francisco de Medeiros, Appel-
hdo Antonio Joze de Oliveira Costa Escrivo
Rebollo ; foi a sentenca recorrida con-
firmada.
Na Appellacao Crime do Juizo da primeira
vara desta Cidade, Appellanle Manoel Aman-
do Ferreira Appellado Jo/o Maria de Amo-
rim Jnior Escrivo Bandeira ; se julgou
pela confirmadlo da sentenca appellada.
Na Appellacao crime desta Cidade Appel-
lanle Jo/e Maria de Amorim Jnior Appel-
Carlas chegadas prximamente do centro
do Cear do a doloroza noticia de que o Coro-
nel Agostinho Jos Thomaz d'Aquino, depois
de haver passado pelos mais crueis padecimen-
tos sucumbir no dia 18 de Janeiro pp. ao
veneno que lhe fora propinado n'Assembla
Provincial d que era membro : as folhas
d'aquelle tempo relataro este acontecimento
inaudito por maneira nao deixar duvida al-
guma ; agora o resultado veio infelismen-
te confirmar a atrocidade do partido Alen-
carino Castrense que no desespero de sua
derrota em prega os meios mais abominaveis
para extinguir os seus adversarios. ^,
Nem a atrocidade daccao nema conside-
raco de que militas pessoas podio ser victi-
mas roliverio a sanha brutal d'aquella gente ,
e tal vez que a possibilidade de que fossem vic-
timas todos os que nao sabiao do attcnlado
fosse motivo asss poderoso pare determina-la
prem execu Deseen a sepultura na idade de 55 annos
um cidado respeitavel e digno de melbor
sorle 5 a constante opposiQo que fes este
partido que tem desolado e enchido de
horror o Cear foi causa de sua prematura
morte o homem honesto nao pode deixar de
lastmalo c d'encher de imprecacoes a gente,
que balda de mrito nao hesita em empre-
garoenvenenamenlo no seio de urna Assem-
bla porque a maioria he composta de seus
adversarios, e oppe-se aos seus desvarios!
Praza aos Ceos que o Coronel Agostinho seja
a ultima victima saerilicada ao canibalismo de
tal gente e que o Cear nao tenha anda de
sentir infidencia devastadora da poltica Cas-
trense Alencarina.
COMMERCIO.
o roubador de Emilia. rrcville entra com
ellilo poutO dapois, evai ajoelhar ao pede
um altar com a mais fervorosa devogao. Cbe-
ga-se enloaelleoporleiro, e diz-lhe 8e-
nhor, peisuado-me ser a pessoa que esta
manha escreveo ao padre Cypriano rogan-
do-lbe que o espe sse aqui i'
E' verdad* ; eu desojo ardentemente
fallar com o digno padre.
Pois elle me encarregou de dizer-lhe
que se acha indisposto anda que levmos-
te mas bastante para nao devor expr-se ao
fri e humidade desta igreja roga-Ihe
pois que lhe rieixe declarado o logar da sua
liabitaQo, onde ter a honra de o procu-
rar.
Oh nao nao ter elle csse incom-
modo... eu nao devo consentir... voltare
u'outra occasio. Tendc a bondade de lhe
aasegurar o meu profundo respeito.
O porteiro insiste em perguntar a habi-
lafiaode Preville porm este recusa absolu-
tamente deca* ai-Ihe e sabe da igreja. En-
lao Rabal o Sigue vista C depois de alguns
rodeioso v entra;' em grande pateo quu d
sobre um jardim 5 um elegante partidlo est
do lado direito c ahi que Preville se es-
conde aos olhos do seu espio.
Rabal, vendo pouco depois sair do pateo
um moco camponez, irige-sea elle, <; diz-
lhe Meu amigo podes dizer-me quem ha-
bita naquelle pviliio ? Vi ha pouco pa-
ra all entrar um cavalheiro, que se paroce
muito com urna pessoa, de quem n'outro
tempo recebi grandes servcos.
f)uein ? O senhor Conrado ?
1 Ah isso mesmo o sephor Conrado !
Nao lem elle filhos ?
Um casal del les, que sao na verdade
bem perritos c genls ; pois o pai oh !
isso entao a aprola de todos o* homens de
prohdade!
Eu te agradece meu airigo ; virei lo-
go visitar este bom senhor Conrado,
Rabal veio a toda a pressa ter com o p adre
Cvpriauo.
'_ Nao se admire que nos nao fosse pos-
sivel enconlra-lo : Preville inudou de norae ,
presentemente chama-se Conrado.
Sabes tu onde elle habita ?
A dois passos daqui : em querendo eu
vos conduzirci l.
r-m<;.v do recipe 12 de pevereiro.
Revista Mercantil.
Cambio Sobre Londres est frouxo a 29 d.
nao se leudo elfecluado Iransacoao
de maior monta.
Algodao Tem entrado mui pouco do inte-
rior e nao lem sofrido alteradlo
depois da ultima revista.
Assucar Tem sido menos procurado, eas
vendas foro regulares a 000 sobre
o ferro por i encaixado ; de 1800
a 2150 o braneo embarricado, e
1500 a 1400 o masca vado dito.
Couros Sao procurados a 150 por lib.
BaCaliio Sem entradas e o depozito an-
da de 4500 a 5000 Barricas e as
vendas de 9j a 0500 a relalbo.
Carne secca Chegou um carregamonto do
Rio Grande do Sul, e a boa alcanza
2000 por >
Azeite doce Tem-se vendido a 2000 o
galo.
Manteiga A Francesa s tem alcanzado
400 a lib. contina a falla da In-
gleza.
Massas As vendas tem sido feitas a 4500
a arroba.
Pixe de Suecia -7- Est a 12.> a Barrica.
Qbejjos Flamengos Os de boa qualidade tem
obtidode 1000 a 1100.
Agora mesmo.
Como ?
Partamos sem demora.
Vede que a noflte coraeca. a escureccr.
Tanto melhor as suas trevas cubriro
os seus designos.Marchemos.
KabatnSo se fez rogar marcha adiante :
omongearmado de um puuhul bem escon-
dido o segu com a raiva 110 corago e o
crime pintado em todas as feicoes.
Tendochegado porta do pateo diz Ra-
bal em voz baixa : Ali, naquelle pavilho.
JJom ; podes retirar-te.
O monge d alguns passos e para : pare-
ce que a consciencia quer ainda fazer-lhe ou-
vir o ultimo grito. Quem vas tu sacrificar ?
Diz elle comsigo mesmo : urna pobre meni-
na innocente dos crimes de seu pai !... Ah !
Cypriano tens tu passado vinte anuos na
penitencia e na pralica da Santa religio .
para vir a commetler no fim da tua car reir
um crime digno do ultimo dos malvados ? Um
crime !... que digo !... pode ser um crime.
castigar um monstro ? O verdadeiro malvado
nao Preville ? Sim pois elle morrer. .
porm nao de um s golpe e sem sollrer
VARIEDADE.
OPINIOES DA TA MICHAELA.
Que linda est a. noite, Sr. Meslre Co-
mo brilha a La doce e socegada ? nao sel
onde li que a La era a amiga dos amantes;
o certo que no meu tempo quando eu en-
dircilava o olho coifa gostava muito de na-
morar ao lijar. Pois Vm. Ta Michaela ,
tambem namorou ? Ora viva Snr. Mestre ;
pois qual a rapariga que nao namora ? Eu
tambem tiveos meus precedentes, e aqui pa-
ra nos nao fui peixe podre ao menos os Ma-
noeis da minha aldeia quando eu ia Mis-
sa do Sr. Abbade com a minha manlilha de
baeta preta todos me arreganhavo a dentu-
da E verdade Dos me nao castigue que
eu nunca gostei delles ; tinho um na moro as-
sini tao abrutalhado um palavriado to gros-
seiro que me enfastiava. Bem se via que cu
linha nascido para viver na Cidade.
Edepois Tia Michaela? Dopoii, Sr. Mes-
tre vim c para dentro para casa de minha
Tia, que Dos lhe falle n'alma, era muito minha
amiga e. mulher da eschola velha ; todos os
dias ouvia a sua missinha jejuava todas as
Sextas feiras e toda a Quaresma de cabo a ra-
bo : da va sempre gracas a Dos quando se er-
gua quando se deitava e quando meltia
para o estomago cousa quente A boa da mu-
lher nao medeixava por p em ramo verde ;
porem apesar de ella me fechar as portas e ca-
lafetar as janellas eu namorava pela songa
que era urna cousa nunca vista! principal-
mente quando a accompanhava Missa a-
quillo era urna farturinha mas j se sabe ,
Sr. Mestre, isto em mim era para bom lim ;
pois eu nunca fui dessas namoradeiras classi-
cas que fazem gala do namoro.
Assim fui pagando o meu dizimo at que
ornen Aniceto, Dos o tenha em bom logar ,
embeicou com o meu physico e me mu a
elle segundo o Sagrado Concilio Trideiitino.
Era muilo boa pessoa e no 1. anno, que
o noviciado do matrimonio tractou-me s
mil maravilhas aquillo era advinhar-me as
pensamentos! levou-me romaria de Matho-
sinhos, e fui urna noite ao Theatro da Opera
da comedia com a minha capo te ira de armi-
nho. Porem a morte ou por me fazer per-
rice ou por ignorancia do mal que fazia,
lancou mo dellee nunca mais lhe puz a vis-
la em cima! Desde ento disse eu eomigo -
desconta papo queja Inste farlo.
E que idade tiuha elle, Tia Michaela, quan-
do fez vspera i' Cincocnta annos bem medi -
dos Sr. Mestre, bem que eu nunca lhe vi a
certido de idade; mas una mulher casada
conhece muito bem quando seu marido vai
declinando. Ainda hoje choro por elle. O-
ra Tia Michaela isso nao vale a pena : um
homem de 50 anuos j cheira mal. Como se
engaa Sr. Mestre a companhia de um h-
mele nunca enfastia muito mais sendo elle
limpinho e ageiladinho. Demais morrea u-
ma crianga. Urna crianca Tia Michaela .
Vm. est a dormir urna crianca! e com 50
annos 110 cachabo!
Urna crianga, sim, Mestre, urna crian-
za, disse eu e disse muito bem. llufiland
na sua obra intitulada Arte de prolongara
vida do homem allirma que o homem nas-
ce com urna organisago que lhe perniitte vi-
ver 2 seculos. Ora sabe-se que um animal
vive 8 vezes tanto tempo quanto leva a eres-
cer al a sua completa perfeico ; e por isso o
homem em geral saos 25 annos lem cliegado
perfeigao pbysica e por tanto pode chegar
idade de 2oo annos. Em 107o morreu Hen-
riqe Jenkins que era natural do condado
de York na Inglaterra o qual linha de idade
e penar longo tempo... Nao que elle viva ,
e que o objecto de todas as suas affeicoes ex-
pire a seus olhos nos seus bracos se for
possivel.
0 monge bem determinado a saciar a bar-
bara sede de viugaiiQa que o devora, entra
no pateo encontra um criado e lhe per-
i gunta onde est o senhor Conrado.
No seu gabinete, reverendo padre.
S?
S. Seu filho sabio de tarde a passeio ,
I e a menina enconlrei-a ainda agora adorme-
cida sobr um banco do jardim.
Agradego-vos bom homem.
Cypriano deixa retirar o criado : logo que
julgou nao ser presentido desee urna escada
de pedra introduz-se no jardim e a pesar
da profunda obscuridade da noite procura
por toda a parte a sua victima.
Um objecto braneo vem ferir seus olhos ;
aproxima-se, e cerlifica-se pelofeitio das suas
roupas que na realidade a desgranada joven
a quem procura.
Quer chegar e hesita a sua vista per
turba-sc.um leve suspiro que sola a pes-
soa adormecida, o faz estremecer 5 porm
v


OI
169 annos ; por sjgnal que quando tinba 112
annos se achou na Batalha de Flodenfield :
estes nomes inglezes sao to ruins de pronun-
ciar Em 181o morreu Joo Bovn Polaco ,
com a idade de 17o annos, deixando 5 (ilhos
de loo annos Joze Surrington da Norwe-
ga morre em 1797 de 16o annos de idade ,
Thomaz Parrelucio morreu de 152 annos e
varios outros de que fallo os Peridicos.
Porem Mestre o facto mais estrondoso
de urna vida longa foi a de un Preto que vi-
vcu 21o annos. Que tal elle nao teria a cara-
pinha, Ta Michaela Nao cacoe Mestre ,
nao caerte ; quando se falla serio nao se brin-
ca. Vm. nao podo duvidarquena Inglaterra,
Suecia Dinamarca e Norwega onde tem
apparecido mais desles exemplos Na Fran-
ca, na Italia, na Hespanlia eem Portugal,
nao apparecem muitos exemplos de lio an-
nos e eu bem sei de que isto En to de
que Tia Michaela ? porque estes ho-
inens Mestre, tinho urna vida mais frugal
e laboriosa : ero creaturas de costumes sim-
ples pois ninguem pode duvidar que o gene-
ro de vid.i, a natureza das oceupages e o ha-
bito dos ejercicios tem grande influencia so-
bre a durago da vida.
Tem Vm., Tia Michaela preopinado com
todo o acert. Parcee-me porem que urna das
causas porque esses liomens vivera tanto
lempo foi por nao terem lido Peridicos, nem
se terem mettido em politica. Vm. nao faz
ideia de quanto isto de Peridicos tira os dias
da vida Aqui estou eu dpois que me en-
tregela politica me tenho feilovelho Nao
o diga a brincar Mestre : em quanto eu na-
va na roca e aquecia a cama de meu marido ,
nio me cahira os denles; mas depois que
entrei a governar o mundo em secco foi-me
cahindo a dentuda e at pelei olhe que me
tem cahido o cabello todo E como nao ha
de ser assim se eu logo que me levanto da
cama o 1. signal da cruz que lago saber o
que ha de novo ?
Olhe Mestre, estou tfi incanzinada com
a maldicta politica que o meu gosto era ir -
qucllesDeputadose puchar-lhe pelas orelhas !
Tenho-lhes urna osga que se dsse agora um
estouro sem me confessar ia direitinha para
a caldeira do Pedro Botelho Ora como
possivel que este desassocego nos nao va ro-
endo os das da vida! Por isso a gente adoe-
ce, vem o Medico, toma o pulso consulta
o lingoado e diz Sao sezes dor de es-
tomago inllammaco dos intestinos ou grip-
pe ~ qual grippe nem meia grippe! pol-
tica que revolve a caixa dos milos perturba
e transtorna o systema orgnico.
Mas tornando vacca fria, sempre Ihe digo,
Mestre, que nos vivemos menos tempo porque
queremos. Veja Vm. as mulheres antigs
como ero gordas robustas coradas e pro-
ductivas. E porque ? porque ellas nao con-
trahio o Sancto matrimonio se nao depois de
eslarem perfeitas Hoje qualquer lesma de-
lambida que ainda cheba aos coeiros, j
falla em casar enchem-se de fdhos e em
breves audiencias icao urnas gatas peladas !
Outras estalo asentranhas com o maldicto
espartilho e aos 18 annos j as burrinhas do
leite Ibes fazem a romaria para a porta quan-
tas, que podiao dar muitos fdhos para a Mili-
cia celeste e terrestre se imphtysico por
esses bailes, se cstafo c se conslipo e fi-
co para Tias que a 1. Sesso do sexo fe-
minino !
No tempo do meu Aniceto os rapazes ero
uns Hercules ; fortes rijos e sadios e por
que ? porque naos se estragavo lloje ludo
elle est alli s ninguem o ve se perde
esta occasio...
O seelerado avanga descarroga repetidos
golpes de punhal sobre asua victima e lhe
diz em voz baixa : Morre infeliz, expia o
crime de leu pai.
Elle pe leude salvar-se a toda a pressa ,
mas ainda percebe distinctamente estas pa-
lavras que pronuncia a pessoa apuuhalada :
Desgranado de mim Soccorro soccor-
ro que me assassinaram
E'a voz de um homcm que solta estas
queixas !
E quando podesse ainda haver nisto al-
guma duvida as palavras desgranado de
mim bastariam a convencer o monge de que
o seu brago se enganou.
A quein pois ter assassinado?
Um repentino terror se apodera de seus
sentidos os seus jotlhos vergam: e s a
grande custo consegue arrastar-se fra da fa-
tal habitago.
Deixemos o feroz monge voltar ao seu
convento, atoimentado pelos remorsos, e
tremendo de horror, e vejamos qual a inte-
ressanle victima que elle tem i inmolado...
sao ponches, Olippinas, gros champag-
nes, cafs, mogas, cigarros e charutos, e
tudo isto sem elles ainda fazerem a barba !
Por isso ando elles ah magros amarellos e
nao valem 5o rs.'! Sem filho de No, tinha
loo annos quando gerou seu filho Arfaxad ;
se o Sr. Sem bebesse ponches e fumasse cha-
rutos ou cigarros, rranjaria elle um iilho de
semilhante idade! c para traz. Tem dicto
muitc bem Tia Michaela mas o peor que
toca a retrecta e sao oras de recolher. Pois
ento Mestre v na graga do Senhor ; o-
Ihe se os candieiros j esto accesos. Pois
nao v Tia Michaela que faz luar Que
tal eu trago a minha cabeca Sr. Mestre,
desculpe efleito da Politica.
("Do Peridico dos P. no Porto.)
DECLARAROES.
OHiate Olinda, sae para o Aracati nodia
24 do corrente.
O Pataxo S. Jos Vencedor sae para S.
Matheus nodia 16 do corrente.
Francisco Teixeira Peixoto. 120.) 102
Francisco Elias do llego Dantas. 185*860
Francisco Joze Dias da Costa. 146*880
Herdeiros de Francisco Nicolau de
Pon tes........ 31*860
Francisca Margarida dos Prazeres. 76*250
Rs. 2:728*258
Relago dos devedores da Decima Urbana re-
metida ao Procurador Fiscal em 9 de Feve-
reiro de 1842 cujas contas foro liradas a-
the o 1. Semestre de 1811 a 1812. A saber.

Padre Bento Manoel de Souza Castro 9().>000
Rita Maria do Carmo..... 157*140
Izabel Roza Carneiro Monleiro. 272*550
Joze Ignacio Barboza..... 15*540
Joaquina Maria da Conceigo. 7* Joaquim Antonio de Sampaio. 6*596
Anna Izabel Ribeiro Pires Ferreira. 25*892
Francisco Angusto da Cosa Gui-
mares........ 22,680
Manoel de Carvalho Medeiros. 27.>9.~>l
Antonio Pinto de Moraes. 59*420
Izabel Maria Theodora e Francis-
ca Theodora..... 33#840
Antonio Joze Fernandes d'Andrade. 16*200
Francisco Rodrigues de Jezus. 8*070
Maria das Dores...... 12*870
Clara Maria da Conceigo. 9*00."
Ignacia da Silva Maxado. 8*613
Joaquim Joze Pinto..... 14*010
Herdeiros de Antonio dos Santos
Coelho. ....... 52*910
Anna Joaquina de Oliveira. 57,>'>7.'
Viuva de Manoel Dionizio Gomes. 5*400
Joaquim Joze de Figueredo. 7>7*324
Clara Maria do Monte..... 56*720
Herdeiros de Francisco Alvcs da
Silva Gesteira...... 98*820
Viuva de Francisco dos Reis. 59*400
Francisco das Chagas..... 16*511
Francisca Catharma de Rolonha. 185*340
Francisco de Souza Reg. 49*680
Francisco da Cunha..... 21*060
Francisco Joze de Sampaio. 68*580
Francisco Pedro Ferreira. 155*510
Felis Joze do Espirito Santo. 58j880
Padre Felis Joze de Araujo. 8*119
Herdeiros de Francisco Alexandri-
no Caneca....... 17*251
Francisco Antonio Pereira. 25*920
Francisca d'Assis Peixoto. 22*140
Francisca Romana. 52*400
Joze Francisco dos Santos. '. 18*500
Francisco Ferreira de Carvalho. 82*620
Francisca Maria da Graga. 47*520
Francisco Martins Ferreira. 145*460
Francisco Antonio de Souza Leo. 45*200
Francisco das Chapas Gusmo. 32*400
Francisco Tavares do Sacramento. 55*080
Francisco Valeriano..... 15*120
Francisco Joze Alves..... 45*000
Meza de Rendas Internas Provinciaes 9 de
Fcvereiro de 1842.
Luiz Francisco de Mello Cavalcanti.
Escrivo e Administrador.
S=^" A Cmara Municipal da Cidade do Re-
cife e seo termo & Faz saber que se acha
arrematado o contracto d'aferigo e revisa o
dos pezos e medidas deste Municipio a Joo
Hilario de Rarros o que tem marcado os me-
zesdeMa^go, e Abril do corrente auno para
seren afferidos ditos pesos e medidas. E
para que chegue a noticia a todos se mandou
publicar o presente pela Imprensa. Recife
ni Sesso extraordinaria de 10 de Fcvereiro
de 1812.
Joze de Barros Falco de Lacerda P. P.
Francisco Antonio Rabello de Carvalho Se-
cretario interino.
A V I Z O S DIVERSOS.
Oh natureza oh crime o seu pro-
prio filho !
Este mancebo tendease recolhido algum
lanto fatigado do passeio desembaragou-se
de seus vestidos e tomando um chambre
branco, foi sentar-se ao fresco sobre um
banco do jardim, onde o somno veto logo
surprchende-lo.
0 jardineiro passando perto daquelle si-
tio o tomou inconsideradamente por sua
Irma sem relectir que urna menina t-
mida nunca se deixaria adormecer to inde-
centemente, de noite em um jardim soli-
tario cujas portas ainda nao estavam fecha-
das, este homen grosseuo enganou, sem
querer o padre Cypriano e nos acabamos
de ver quaes foram as funestas consequencias
da sua inadvertencia.
Entre tanto o infeliz mancebo perda todo
o seu sanguc a sua voz desfalecida nao po-
da fazer-se ouvir e elle teria expirado na-
quelle mesmo sitio se hora da ceia seu
pai uo mandasse procura-lo.
L'm criado corre ao jardim, e alli eneontra
o seu joven amo crivado de golpes, e nadando
em sangue!
%zr Os Rilhetesda2." parte da 8.' Lotera,
do Thealro cujas rodas ando i mpretervel-
mente no dia lodo corrente, acho-se venda
nos lugares j annunciados.
CJ" Cosmarama ou thealro oplico-pitores-
co na ra do Vigario. Antonio Jos Fernan-
des Guimaraes participa ao rcspeitavel pu-
blico, que se acho mudadas as segundes vis-
las em o seu cosmorama desde o dia 10 do
corrente, e continuaro a sercm mudadas
lodos os 8 dias.
Os Ulustrcs senhores queso dignarem hon-
rar o cosmorama porluguez com suas respei-
laveis prezencas, acharo inteiramentc agra-
daveis os famozos lugares da Europa Aza,
e America e tiraro quazi perfeitamente i-
dea do que possa ser o natural.
Nomes da Vista. = Vista da cidade de Lis-
boa tomada d'aldeia galega vista de um la-
mozo val, e do monte branco na suissa vis-
ta da cidade e porto de Havanna na America
septentrional vista de um l'amozo castcllo a
pouca distancia de Nerva na Russia, vista da
liba dos amigos no mar do sul, (descobrimen-
t d'America) vista do sena e dos armazer.s
do trigo em Pariz vista do palacio de P-
trovoki na Russia vista do jardim e passeio
publico de aples, vista de urna frondoza
campia perto da cidade de Roma vista da i
cidade de Norogorod na Russia, combate Na-
val terrivel incendio em um vazo Ingle/, que
fortemen le se bateu com urna corveta fran-
ceza em 0 de Outubro de 1779 tribunal re-
volucionario sentenca de Maria Antoneta Rai-
nha de Franga.
O preco estipulado he o segunte : homens
480 rs. Senhoras 520 rs Meninos 'iiOrs.
ZIj* Aviza-se aos Membros da sociedade Fa-
miliar. edeAlianca, que deixa de haver a
primeira sesso deste anno no da 15 do cor-
rente por inconvenientes que sero comuni-
cados mesma sociedade na sua segunda ses-
so que vao ser destribuidos os Estatutos,
assim como que ao Snr. Thczoureiro se dfi-
vem dirigir para pagarem asjoias e mensa-
lidades.
fcy Aluga-se urna casa lerria na ra da
Florentina, a tratar na mesma ra no so-
brado novo perlo da mar.
Grita por soccorro, acoden! o outros do-
msticos e transportam o erido, j privado
dos sentidos, preserigu de Preville, a
quem este aconlecimenlo aterra coppri-
me.
lntroduzir-seifioaqu os ladroes ? excla-
ma elle.
Em quanto os domsticos visitam as casas
e lodos os recados da quinta sem encontra-
ren! pessoa alguma o jardineiro recorda-se ,
e refere as pergiiiilas que lhe fez o monge,
mas nao pode elle dizer se aquclle religioso
se retirou, ou deseco parto jardim. Pre-
ville pordeo-so no labirinto de suas rellexoes.
Nao de presumir que um humem santo ,
um ministro do senhor tenha commettido
una acgo to barbara; e ueste caso era a
sua lillia que o monjflTpertdndera assassinaa ;
pois que lhe haviamtNto que era ella que
repousava no jardim.
Em quanto procura rasgar o veo que co-
bre este attenlado, chega o cirurgio eno
smente restitueeiu poucos instantes o enfer-
no ao uso dos sentidos ; mas declara que
nenhuma das feridas mortal.

ssy Perdeu-se urna earteira de algibeiril
que alem decertos papis tinha urna letra sa_
cada pelo abaixo assignado aceita pelo Snr.
Manoel Jos da Costa de Rs. 600*000 e por
isso pede-se para que se nao faga tranzago
com a dita letra.
Jos Jacintho Silveira.
1^7* Aluga-se urna meia agoa na ra d'A-
Iegria, propria tambem para cocheira ; na
ra do Vigario n. 16.
E^" A pessoa que quizer a premio de 2
porcento ao mez a quanlri de um cont de
reis a um cont e duzentos dando pinhores
d ouro ou prata, ou tirinas que agradem, an-
nuncio sua morada para ser procurado.
= Pedro Bizerra Pereira de Araujo Bel-
tro substituto de grammalica latina no
i collego das Artes, aviza aos Snrs. que se
j quizerem matricular na mesma aula compa-
rego em casa de sua residencia em Olinda.
= Aluga-se o terceiro andar e o arma-
zem das casas da ra Direila, defroute do
beco do serigado ou todo o predio a urna s
pessoa ; quem pretender dirija-se ao seu pro-
prielario o Dezembargador Peixoto no atier-
ro da Boa-Vista D. 29.
O*- Os Senh.ores.que apartaro, e assigna-
ro bilhetes da 2.' parte da 8.* Loteria do The-
alro na loja de Guerra Silva & Companhia ,
na ra Nova D. 6 ; haju de fazer o favor de
os hir buscar em tempo competente, aliassu-
ro vendidos.
527" No dia 9 do corrente foi encontrado pelo
Sub-Prefeito do Becife um cavado eastanho
vagando pela ra e sendo apanhado por sua
ordem o mandou recolher quem for seu do-
no dando-lhe ossignaes o mandar entregar
pagando as despezas.
i^T Pelo Juizda2." Vara doCivel, escri-
! vo Francisco Joaquim se hade arrematar
de renda annual urna caza de dots andares, e
armazem sito na ra do Rozarlo estrella ;
hoje 14 do corrente quem nella pretender
langarcompareca na referida praga.
S27" Roga-se a pessoa que no dia lOd De-
zembro do anno prximo passado mandou
seduzic do lugar do Barbalho a molatade li-
me l.ui/a e que j do manguind (ramava a
sedugo della; pois se nao quizer que se lhe
descubra outras militas que j tem leito a
mande entregar, do contrario uzar dos meios
que a ley lhe concede protestando de todas
as perdas e damnos de que j esl todos os
seus maos procedimenlos justificados ; e tdin-
bem se vende a outra e (jualquer [icsioa por
menos do seu cusi.
$27" Pedro Bizerra de Souza Beltro avisa
ao pulico que d'hora avante assignar-se-ha ,
Pedro Bizerra Pereira de Araujo Beltro.
tSf Os dous meios bilhetes nmeros 5112*
e 5151 da2.' parle da 8." Lotera a favor das
obras do Thealro publico pertencem ao Sr.
Joze Felis da Camera Pmentel do Engenho
Gaipi e lico em poder de F. da Silva
Lisboa.
ssy Erna mulher de meia idade. que sabe
bem cosinhar, engomar e sobretudo enlen-
de bastante de todo o arranjo de urna casi de
porlas dentro se oflerece para ama de ca-
sa de homem solteiro, ou eslrangeiro com
pouca familia ; d liador de sua conduela :
quemdosjo prestimo se quiser ulilisar an-
n inicie.
%ST Roga-se Cmara Municipal o favor de
ordenar ao Snr. Fiscal do Bairroda Boa-vista,
que se d ao trabalho de dar alguna passpios
pela ra que lica por tras do atierro, e que vai
dezembocar na ra do Hospicio a lim de vero
grande aceio e hmpeza que por ali se eneontra
at no meio da mesma ra.
Augusto lhe diz Preville logo que sou-
| be que elle podia fallar sem perigo ; meu
querido Augusto podeste conhecer a mo
que le ferio ?
Meu pai ( porque Augusto tinha sido
criado na persuao de que Preville a
quem s condeca pelo nome de Conrado .
era o author de seus dias), a noite eslava mui-
to escura e eu dorma desperle com ludo
ao primeiro golpe e apezar da dor, e do
sobresalto, julguei ver urna especie de ha-
de lodo vestido de negro ; e pareceo-me
perceberestas palavras. i Infeliz, expaos
crmes de de leu pai...
Foi elle foi o monge negro ; grila o jar-
dineiro : quem tal julgara !
Preville estremeceo e deixando cahir a ca-
bega sobre o pcito medita em profundo si-
lencio.
Em lim depois de longas e inuleis supposi-
gftes resolve ir no outro da ao convento ,
confiar as suas penas ao padre Cypriano e
pergunlar-lhe se conhece algum dos seus reli-
giosos capaz de semelhante maldade.
(Continuar-se-ha.)


SSE
Lgfea
ry Ahga-se nmn das excelentes casas
portencentes ao \-\...... Senador Manoel de
Carvalh jBas de Aadrado, cita na ra do
Amorim, mtfl perto da nova Alfantegagran-
de (icsla Cidade ; este predio por ter 4 anda-
res ter bous arroazens e un grande mi-
rante em cima donde se descubre o mar e a
cfiegatfa de navios i eSte fiorto he imii re-
comendavol para qualquer esta>'ienmento
i'ommercial e he a mesma que oceupon por
iniiitos anuos a respeitavol casa de Crbtree
lleyworth 5t Companhia ; os pretetrentes
dirijo-so ao Correlor Ofivera.
C5=- Um rapa/ porluguez desoja-so ompre-
gar em qualquer arrumaoao : qtiera o preten-
der diria-sa a ruada Cadeiavelha botica D.
;"> u antiuncie.
i^- OiVoreee-se una senftora branca ja de
idade para ama de lim casa de homem sol-
i.-iro : quem precisar annuncie.
S^ Pm-isa-se de I iTUlOjr a 2:009j de rs.
a premio dandfKse por hJpotfteCa urna casa
nesta praea ; quem (juisfr dar annuncio.
tzr Aluga-se mn tereejro andar. e s:>to :
quem o pretender dirija-se a Joze tligino de
Miranda.
*& Qualquer Sur. Porluguez que tenha
ule bariteiro que se queira contratar
Be mesmo ofcio amiuncie.
Quero precisar de abrumas canoas aber-
tas pata trate de qualquer porto trastes, por
prego muito commodo dirija-se a nm do
Bango! I). 17.
s^r Quem precisar de algumas canoas de
area tanto para obra como mesmo para t-
larrar algum terreno por prego murto com-
modo dirija-se a ra do Bangel I). 17.
izr Precisa-so de 208* rs. a juros com se-
guranza em una morada de casa de pedia e
Sr. Francisco Manoel de Almeida para se Ihe-
fallar a negocio de seu interesse : annuncie a
sua morada.
s^> O Major Ernesto Emiliano de Mcdei-
ros retirndole para a Provincia do Para pa-
ra onde va i ser em pregado por ordem do Go-
vorno dispede-so de todos os seus Amigos
(|ue durante sua molestia e estada nesta Ci-
dade o obsequia rao com suas vesitas dos
quaes elle pessoalmunte nao se despede por
nao permetii ainda o seu estado de saude
levar sol ; porem em qualquer parte o podem
conciderar prompto para tudo quanlo poder
prestar.
ss* Em Pernantbucona ra Nova D. lo
acha-se stabeJecido iim deposito de chocola-
te, de diversas qnalidades ( taes como o afa-
mado chocolate frreo o chamaco de saude
ove. ) onde se venderO tanto em pbrcAo como
a retalho. As virtudes e o sabor delicioso do
chocolate em ge ral, tornao mui fecomenda-
vel esta substancia ; porem o clir^olate fer-^
reo sobre tolos possue propriedades que Ihe
tern feito alcanoar grande repulagao na Eu-
ropa onde he em pregado pelos prinoipaes
mdicos era varias molestias com um feliz
sucesso.
A VI S OS MARTIMOS.
feitio : na ra Augusta casa de 5 portas ver-
des a esquerda do Snr. Coronel Salgueiro ,
ou annuncie.
^O" O drama intitulado Affonso terceiro ,
ou o valido de El Rei : quem tiver annuncie.
53^ Pellesdo passaro canind (arara azul):
na ra da Alfandega velha n. 9.
ssr Urna flauta de bano ou mesmo de
bucho que tenha urna chave e bomba : na
ra Direital). 41.
VENDAS.
t^r Marmore da Suecia para ladrilhar .
ca'rvo de pedra telhas de vidro : na ra da
Cruz n. 03 escriptopio de N. O. Bieber & C.
5~y Cera branca'em pes farinha de Ma-
go em sacas e barricas : na ra da Cadeia do
ttecife da parte do beco largo n. 58.
r Urna barretina, urna farda, e um cor-
reame de lustro de guarda nacional: na ra
^a Jfenha venda D. 12.
W Papel de peso azul de muito boa qua-
lidade., em meias resmas a 1 300 rs. na ra
Nova loja de l'erragem D. 13. .
d= Urna preta de nacao Angola de ida-
de de 4oannos pouco mais menos propria
para todo o servigo : na ra do Rangel ven-
ida de LuizJoze Marques.
ES-Para Lisboa o Brigue Porluguez Alvi. ^.^ A Escuna Americana Iremont, de 150
cano,nodta20 do corren te ainda recebe Melladas > prompla a seguir qualquer v.a-
algoma carga e passageiros : trata-so con, J**** !*''^ndenles podem entender-*
CapitoSdverio Manoel do Reis na praea (|() com os consmala nos Menry 1-orsler e, Com-
Commercio ou com o Consignatario Tho-
panhia na ra do Trapiche novo n. 17.
S23~ Qualro toalhas de bretanha de linho
muito fina todas abortas de lavarinto e
,,<:;, Calado ou ,m Olina ,., ^|3SE?*LT* & "i"'*''' *'
ser dar annuncie. inrauega vemn.n. w.
S-5" Para o Porto o Brigue Fiordo Reiriz ,
maz de Aquino Fonsoea na ra Nova D. 21.
E3~ Para Liverpool o Brigue inglez Ariel ,
s precisa de 100 sacas de algodao ou 1200 '
couros; quem quiser Carregar dirija-so a seus
ij" Precisa-se de um homem trahalha-
sahir com toda brevidade : quem quispr
carregar ou ir de passagem dirija-se ao seu
doe de todo o si'rvieo de Campo forro OU ca-
ptivo : na Soledade sobrade de um andar
foni mirante.
_ k i vedo Lisboa, na ra da Lruz n. o/ ou ao
335" Aki-a-se urna casa terrea com qmn- ,- ,. ^ r ,"' -'
tal e cacunba ao pe da ponte do Manguinho. C^ n--f f i o, ^TSV^i
prineipiodaestradidos AfBictos, tem duas ,ft^ ',''," :,"|J;ni,|rao bem con,,0C|-
alas duas alcovas na frente, dousquartos, JJSiS Cuk^ ''J*n rar?a B pi'S'
cozinhafora; quema pretender di. ja-se a ^'^ d"*Me a Ga,,d,n0
n. il no segundo andar.
K r Dous mole(|iies de idade de la lo
anuos, de bonitas (i gurs, proprios para
aprenderem ofcio ou para pagem, um lin-
do escravo de idade de 20 anuos perfeito of-
licial de pedreiro um casal de escravos sendo
jc^- Arroz com casca em sacos : no forte
do mattos armazem do Sr. Antonio Joze Pc-
reira de Mcudonga.
SSS" Porpreco commodo urna escrava do
nacfio de meia idade de bonita figura, mili-
t sadia lava de sabao e varrella vende na
r:ia o muito propria para O servico de casa que
tem familia : na ra do Nogueira lado es-
querdo D. 1 confronte ao nicho do Nyia.
tsj" m Pan no com muito boas vpf.es ,
por prego commodo : na ra da Florentina
Decima 5.
SS7" lim pardo de idade de 20 annos, pti-
mo para pagem para fora da Provincia e
tem principio de sapateiro urna escrava de
nago moga muito linda, cozinha e tem
principios de engommado e lava de sabao
e varrella : na ra Direita D. 2o, lado do Li-
vramenlo.
5^" Um taboleirocom um sorlimenlo de
miudezas litas de seda lengos e com seu
enserado dando-se pelo menor preco que se
costuma vender as lujas: quem quiser an-
nuncie.
actual correspondente Joze Francisco de Aze- a mu,h,;r Perflta "*** -;'? a cose chao e o prelo he para todo o servigo,
urna preta cozinheira e engommadeira una
ra da ('a;!:ia do Kecife n. VI, na niesma
casa se vende um bonito palanquim acabado
de novo e que anda nao servio.
S3" 0 abaixo assignado faz sciente aos
seus d fvedors qfio Jos Martins Barboza
deixou de sor seu caixeiro desde o dia 11 do
crrente.
Antonio Fcrreira Braga.
EiT 0 Sr. Joz da Silva Moreira tenha a
boddadede declarar por esta foifiacnm quan-
to entrn ra socedade que diz ter tido como
Snr. Bento Correia de Oliveira Mello.
s?" Antonio Rodrigues com pro u e temem
sen poder um bilhete da segunda parle da
oitaVa Lotera a favor das obras do theatro
publico da Cidade do tecife do n. 5201 ,
de ordem do Snr. Joze Rrbeiro Barboza do
Bio de Janeiro c conla do Snr. Joze Antonio
da Verga.
o_r* Precisa-so arrendar um sitio perto da
praca que nao exceda a duas leguas que
lenlia casa de vi venda boas ierras de plan-
tar fructeiras e commodo para ter lo a
12 va ceas : quem tivef dirija-se as o puntas
sobrado D. 51.
C7 O professor de Tiieologia na ra de
Hortas partecipa seus alumnos que leudo
cessado o motivo que deo lugar a urna cur-
ta inlerrupcao nasgigoes, de novse aebaem
exercicio e que de hoje em dianle as aulas
scrO no Convenio de S. Francisco as mes-
mas horas do coslume.
"C?" Acha-se a berta a matricula para Ceo-
graa at o dia lo de Marco prximo fuctuio,
na ra de Hortas I). 5(5 onde se receben)
tambero discpulos de la lim todo o anno.
Oflerece-se um moco chegado a pou-
co de Portugal com idade de 18 annos, para
caixeiro de loja ou ra oqual sabe escrever
e contar sofrivelmente e il algum lem-
po gratis em quanlo se aplica ao giro com-
mercial quem de seu prestimo se quiser
utilisar dirija-se ao atierro da Boa vista D.
75 i)ii annuncie.
Tcudo a Irmandadq do Snr. Bom Je-
ss dos Passos de Oiinii de expor aos olhos
dos liis em solemne procissao a Imagem do
Agostinho ile
Barros, na pracinha do Corpo Santo D. 07 ,
ou a bordo com o Capitn Francisco Joze da
Silva.
es" Para Fretar-se para qualquer portel
da Europa a Calera Hamburgueza Ida, o Bri-
gue llamb'icguez Polydora o Brigue Ingle/
Ido e o Brigue Ingle/. Fondn ; todos for-
rados de cobre e muilo vcl-iros -. os pretn-
danles dirijfio-se aos seus consignatarios N.
0. Bieber & C. r*"-
cr Para a Bahia segu viagera at o dia
20 do corren te o P tacho Boj a Flor, forrado
e pregado de cobre recebe carga e passa-
geiros para oque tem excedentes commodos:
quem no mesmo quiser carregar ou ir de
passagem dirija-se a ra do Vigario n. 7.
" L E I L O E N S".
negrinha c una molatinha de idade de 12 an-
uos : na ra do Fogo ao p do Rezario I). 25.
KZf" l m excellenle cavado prelo morzelo ,
de bous andares e gordo : atraz do Corpo
Santo loja n. 00.
s^r No escriptorio da Typografia Lnpar-
cial ra do Collegio D. 12 seachaa ven-
i da as Memorias Histricas Politieas e Fi-
losficas da rovolucao do Porto em 1828, e
dos Emigrados Portuguezes pela Hespanha ,
Inglaterra Franca e Blgica obra posthu-
ma de Joaquim Joze da Silva Maia impres-
sa no Rio de Janeiro no anno prximo pas-
sado.
s_j- Fin escravo proprio para o servigo do
campo, ou troca-se por um moleque voltan-
do-se o excedente : na Pracinha do Livra-
menlo I). 55.
t^f 5 viveiros feitosde madeirade pinho ,
com a frente de amarete e rame de lato com
seos perlencos para os apaixonados da cria-
ESCBAVOS FGIDOS.
D" No dia 51 de Dezcmbro p. p. fugio do
engenho Senaria Freguesia de Jaboato ,
um escravo do nome Joaquim, o qual tem
ofcio (ecanoeiro do que he perito, traba-
Iba sofrivel de carpina e serrador be do
gento-, eternos signaos seguintes: baixo,
corpo regular de idade de 25 annos nao
tem barba nem marcas pelo rosto den-
tes perfeitos <; um tanto largos orellias pe-
quenas falla bem explicada e fina bastante
esperto canelas meias grossas e com mar-
cas de feridas em urna que a pouco sarou ,
tem as nadegas marcas de bacalho e be
bastante ladrao foi escravo do Snr. Angelo
Francisco Carneiro : quera o pegar leve a
ra da Moeda a casa de Antonio Francisco
dos Santos Braga quesera bom recompen-
sado ou no dito engenho.
r No dia !) do correle desaparecco um
moleque de nome Thomaz que representa
17 annos, corum pouco lula tero um def-
feito em um dos dedos dos ps e om signal
levantado no hombro e joellio que trouxe
da Ierra levou camisa de algodao branco ,
e caigas de algodao entroncado com listras
azuos : quem o pegar levo a ra da Cruz bo-
tica 50, quesera recompensado.
MOViMENTO DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 10.
Amsterdam; 42 das, Calila Holandesa Jon-
ge Ario de 158 tonel., Cap. S. Post, eqoip.
0 carga queijos manteiga e mais gene-
ros : a N. O. Bieber & Companhia.
SAHIDOS NO MESMO DIA.
Philadclphia ; Barca Americana
II
ope.
E. P. Short carga assucar.
gao de canarios de imperio, ou para entro MaranhAo; Brigue Brasileiro Laura C*
~er passaro. pela despesa que loro
Can.
izr Gaskell Johnson & Companhia (azoro qiialqu
leilao por ntervengao do Correlor Oliveira i feitos na ,., (lf) Fl)g0 casa jj. ig.
de grande sorlunento de fazendas Ingle/as t3. ^ pretas urna boa cozinheira, cn-
que se vendern principalmente para ultimar|gommadeira e as 5 lavo cozinho e fa-
algumascontas, lercaleira lo do correnle zcin todo o maisservigo de urna fasa ; a,35o*
as 10 horas da manhaem ponto, no seu a'-1 rs. Cada urna : na ra de Agoas verdes De-
mazem da ra da Cruz.
V. %zr James Crbtree & Companhia fa/.iin
leilao por intervencao do Correlor Oliveira ,
de urna grande variedade de fazendas ingle/as
bem sorlidas, inclusive madapoloes algo-
diozinlios, chitas de toda qualidade len-
Cima .)/.
ST* Bas vaccas boas de leite : em S. An-
na defronte da casa forte casa atraz da ota-
ria.
\s^7" Os diccionarios de Moraes da quarta
eilicao boa encadernago e quasi novos :
gos pintados chales ditos, cassas lilas, du- \ na roa Al]Rllsla sobrado de um andar e soto
raques, pannos pretos meios ditos e mu- (|as (J as8 horas da manha e das 3 as 6 da
tasouliasas mais adapladas para o consumo
desle mercado as quaes se venderao para
tarde.
BT Sacas com feijo muito novo: no ar-
sefecharem nimias coalas consequente- mazcn, ,io Jos Bodrigues Pereira & Compa-
mente por prefios rasoaveis Quarta foira Ibj n|lja ( no beco da (Japim no Becife.
do corrente as 10 horas da manh em ponto, jy jjm molato mogo de bonita figura e
no seu armazem da ra da Cruz.
C 0 M P B A S .
S^F" Conlinua-se a comprar negrinhas de
naciio e crelas do idade de la 18 annos,, e
moieques crelos da mesnia idade para fora
da provincia : no beco da boia ao p lo for- j arroba, e a libra a 80 rs. e assegura-se a
te do mattos no segundo andar do sobrado bondade do assucar.
com oficio : na ra do Cabug D. 7.
X3m Bichas pretas a 100 rs. responde-se
pelas que nao pegarcm : da ra do Cabug
loja de miudezas n. 4-
t5" No deposito da ra do AragSo vnde-
se assucar refinado com ovos a 2f4O0 rs. a
t-3~ Um caixilho envidragado proprio pa-
ra vender miudezas : as 5 ponas D. 18 la-
do do Naseente.
^U" Um famoso carro de 4 rodas muito
forte;, que ainda nao foi preciso fozer concer-
de grades de ferro de 4 andares.
j- Um quartao novo, e gordo : quem
mesmo Snr. no da 18 do corrente pelas 4 tiver annuncie.
horas da tarde roga a todos os moradores -v i^* A obra de Theologia Moral pelo Exm.
das ras por oude tem de passar hajao de je Rin. Padre Monte em bom u/o ou mes-
ter as testadas das portas fimpas. As ras roo como csiiver : naiua de Agoas \ordos lo algum e alhe serve para delle se fazeral-
sao as seguintes : da S, pordetrazda Mise-D. 50. gum mnibus quasi novo e por prego com-
ricordia do Amparo dos 4 cantos de S. izr Um cvalo de sola, novo ijuc estoja modo : na coxeira do Emilio oude se acha e
Pedro vellio e Novo de S. Berilo de Ma- gordo ou carnudo por prego commodo : na se dir quem o vende,
thias Fcrreira Parjo Caslilhano o Campi- ra da Gloria segunda casa de rotula ao peda
na do Carino. fabrica do Gervasio.
$ZF Des 'ja-se saber se nesta praga existe o | tsr Duas varas de cordao d3 -ouro sera
l^* Pentes de tartaruga da moda e ditos
de marrafa ; assim como se conserta toda
obra de tartaruga ; na ra do Arago D. 54.
ap.
Luiz Fcrreira da Silva Santos carga di-
versos gneros.
Montevideo; Brigue Sardo Ciove Cap. J.
B. Chiozza carga assucar.
Haii.burgo 5 Brigue Sueco Soplua O. Torns-
leio carga assucar.
Lisboa ; Brigue Porluguez Conceigao Flor de
Lisboa Cap. Vicente Anastacio Rodrigues,
carga assucar.
ENTRADOS NO DIA 11.
Para Maranho eCcar 17 dias sendo
do segundo porto 11 dias, e lo ultimo o
ditos, Paquete de Vapor Brasileiro Parar
ense de 20 tonel. Commandanle Joao
Frederico Berrizo equip; 2 : a Joaquim
Baptista Moreira traz 12passugeiros para
esta Provincia una familia que consta de
6 pessoas lio pragas um Teen le, e
um Alforos.
SAHIDOS N0 MESMO DIA.
NewYorck ; Brigue Americano Alrcd Tilcr,
Cap. BobertKnox carga assucar.
Macei ; Palacbo Brasileiro Aurora Feliz ,
Cap. Manoel Balbino de Freilas carga
diversos gneros.
ENTRADOS N0 DA 12.
Unas de Sandwich tendo sabido de New
Yorck a 17 niezes Barca Americana Bea-
ver de 427 tonel., Cap. William J. Ro-
gers cquip. 50 carga azeite de peixe :
ao Capito.
Ass;l7dias. Hiato Brasileiro Vingadordo
0 tonel. Cap. Domingos Antonio de A-
zevedo cquip. 8 carga sal : ao Capito.
BECIFE NA TVP. DE M. F. DE F, =1842.


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