Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04440


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Full Text
A ti no de 1812.
Sbbado 12 de
Todo sor de pende de us mesnos; da nossa pfodencia, moderacio, e eneris: con-
nueoios como principiamos, e seremos ponlsdo. com admiracao entre ss Naces mtis
. (Proclamacuo da Aasemblca Geral do Brasil.)
cultas. ________________;________________ '
Imuemos
PARTIDAS DOS CORP.EIOS TERRISTRF.S.
Goiann, Varaiba, e Rioftrdo -' Norte, nl gunda e sexta feira.
Roniln 0 Garanhuns, al0e24.
Cabo, Serinhaem. Rio Formnr.o. Porto CaUn. Mace,... e Ah'Mi no 1 H, e 21.
Paje 13. Santo Anlo, qoinla fera. Olm.la lodos os das.
DAS DA SEMANA.
7 ?e^ s. RomnaMo.
S Tero. lo:'" ''c. De0!-
9 Qoart. a. Ayolooia. ,,,..,,..,.,
40 Qnint. MWI8. *" ''" I"" Oiretlo da 7. rara.
\\ geil. '. Laxaro. And. do .luir dr I-ireiio da I. rara.
12 sab. EUH. Re. Aod. do .luir, de Dircilo da 3. vara.
43 Dotn. s. Gregorio. ^
Fe ve rer o. Atino XYISI. LV.34.
essasr..:

' O Diario publicase lodos os dia* <|ue n.'io forem Santificados o prrrn da a,sirniu-., le
dclres mil res por qnariel pn?o adia.ilailus. O* annmi'ios do* .ts.-mine-, ,
(ralis, ros OOS que o n.io forem rarjn de SO rea por liaba. \, reclama fu
(dirigidas a >'la Tvpogralia ra das Crujes 1). 8, 001 praea da independencia I ojal di
Sn.neros 87 e 3S.
C-\ "MIMOS mg nu 11 db Fevrrkibo.
(.amblo sobre "mires 211 d. p. II'.
i Inris .120 rei* p. franro.
ii Lisboa SO a 85 p. 101) de pr.
Oiro- Moada de 6,400 \ 14.400o 14.600
>. 14,200 14.400
de 4,000 S.IOtla 8.200 |
1'lUTl l'eos Columnatas 1,050 a 4,670
f i Mexicanos I ,fl 'ii a 1 Q ii
minda 1,440 o 1 I l
Moeda de cobre .1 por 100 de disonato.
iacnnluilo bilh.da AJfaodepa 1 | por 100
ao mer.
I'reamar do da | ,, Feerer.i.
1. as 6 horas r G ni. da la de.
2." as (i lloras e .10 m, da niaiib.'i.
fatTI Patacoea 1,650o 1,670 | dem de lelras i!e boas firmas le
PIHSF.S DA LOA NO ME7. LE FF.VKRE1RO.
Qoarl, min-. a 2--lis |U or.i, e S n, da man''.
Lili .Nova a 10" li !' "ras a 36 m, di man'i
Qnart. rese, a 18 -i" !' oras o 22 m >!a mnnh.
La e.Iicia a 2) -- lis 1 oras e ili ni. da manli.
le i.
INTER10R.
PARAHIBA.
[||m. o Exm, Sur. Ciunprindo o quo V.
Ex. me ordenou por portara tintada de hon-
lem tenhoa honra do informar o V. r.x.
que sao seis os individuos que se achao presos
pelo crime de tentativa de morte perpetra-
da contra V. Ex. no lia 21 do Agosto ; a sa-
ber: Afexandre Francisco doSeixas Macha-
do, JofioTavares de Mello, Manoel Fran-
cisco do Dos, Jalo Nepomoceno Borges,
Thomaz dos Santos Rocha, e Antonio Joa-
qun) ; e novo os individuos contra quem tem
a prefeitura expedido precatorias a Bm de se-
retn capturados ein consequencia do mes-
mo crime ; a saber: Francisco do Moraes,
Manoel Bernardino, Angelo Jos Botelho,
Manoel Thsodoro de fVImeida Manoel^ Lobo
de Miranda. Amaro Victoriano d Francisco Antonio do Alni'ida Jooquim de
Mvleiros. e Luiz Vicente Borges,
DeosGuarde a V. Ex. Ptrefeilara la Co-
marcada Cidade 7 de Dnombro de 1XI.--
Illm.eExm. Snr. Dr. Pedro Rodrigues Fer-
nn les C.'iaves, Presidente da Provincia. --
O Prefeito da Comarca, Frcderico de Almei-
da e Albuquerque .
rados e dos que so achilo somonte pronun-
ciados pela tentativa do morte na pessoa do
F.xm. PresidentedaquellA Provincia.
NoCear hava tallescdo ltimamente o
Coronel Agostinho por molestias quehavfio
sido consequencias do enverronamento prepa-
rado para os membros da Assomhlea daquel-
la Provincia anti-alencarinos e de que Tora
victima o dicto Coronel. Esto meio de assas-
sinio ornis infame, amis horroroso Toi
empregado por aquellas que hoje calumniao
a Administratjo imputando-lhe crimes. *i *tc
ellos ein ontro lempo commettcrSo asombra
da authoridade que elles mesms exercio.
E pensfioaquellas que tanto se affonio hoje
em repetir as descomedidas lamentatjoes des-
sestigras, que ora chorno mais pela raivn da
sua impotencia do que por un sen ti ment
honesto. que deven) ter esquecdo essas e
mitras gentilezas com quo os opposicionis-
tas sympathisao P E nao seria tambem o Co-
ronel Agostirtho esposo amado ; nao Paria o
prazer o a fortuna de seosfilhbs ; nSo bi
vista e face do enverno no coracao da cida-
tle onde pareca dever contar-se com mais
seguranza que esse venci fo propnado ;
(pie esse crime atroz fo commetido ? >'o pe-
(lir elle reparaco aos ecos vnjanca os
homens ?...
DIARIO HE PERMIBIM
RBCIFG 11 DE FEVF.REaO.
Esta manha entrn o Vapor Paranhense
vindodas Provincias do .Norte. Temos por
va doli cIicrou esta manh noticias do que em todo
o Norte se conserva inalterada a tranquillida-
do publica. A's Provincias que mais se apro-
ximan desta anda nao chegou cssa influencia,
profetizada por cortos descontentes como pei^
nicrosa c da qual devio nascer males, que
tanto d'antcmao erao carpidos, Assimsio
zelo, e aclividade prudencia c perspicacia
nao tem podido curar radicalmente os malos
que passadas administra^es produziro e ar-
reigaro be por que nao cabe tanto as Tor-
cas humanas: he preciso lempo c perseve-
ranca.
Deixamos transcripto um olPico do Pro-
fcitO da Capital da Paral.iba no (pial so lem
os nomos dos individuos que lem sido ca,p-
FLMIT1
0 5! ATIX'O (1
0padreCypriano continuou assim asna
narracSo.
Hia-se fechar a igreja quando um deseo-
nliecidovcm suplicar-mo que o oitja alguns
momentos. Torno a entrar no confessionario.
Padre me diz elle faz hoje mesmo
vinte anuos que commetli um crime abomi-
navel ; preciso aliviar de tao grande poso a
minha consetencia; mas para que melhori
possais comprcliender a enormidade desse
crime, permilti-me que vos relira em duas
palavras a minha historia. Chamo-me Pre-
villo. Ligado desde a infancia pelos lacos da j
mais terna a'miza.le a um homem eslimavel,:
o conde de Saint Morin ou.sei vilmente atrai-
foa-lo. Eu amava Emilia d'EsIr. Sen pai.j
morrendo cm urna accao a rccominendra
com sua mi proteccio do conde. Este
vio Emilia amou-a e pediu a sua mai :J
eu nesse tempo estava auiente ; a mai de E- j
milia deixano-so arrastar pela ambicio,
apertava sua filha para quedesposasse o con-.
OS PRECURSORES l)A REFORMA 11E1.1-
ClOZA NA EUROPA.
Inadvertidamente se tem acreditado que a
reforma dala dos tcmpns de Calvino e ihrLu-
tliero mas ella vem de mais jonge, O prin-
cipio original da reforma he aduvida. .An-
terior ao christianismo, cotnpanheira inso-
peravel do exame aristotlico, a duvid di-
vidi a unidade catholica em mil heresias.
No proprio horco de nossa fe so asilaram urna
immensidade dedoutrinas heterodoxas.
Nao se lem dado a devida attengo ao que
nos poderiamos chamar vitalidade das opinid-
es humanas : ellas se oceultao dislarcao;'.
tra nsformao-see modifTcam-se, mas nunca dei-
xao de subsistir. Sua liliacaoe genealoga offe-
rocem phenomenos de curiosa veriicac.lo, o
at aqui mui pouco observados. A cadeia dos
antecedentes eonsequontes escapa a olhos
mal ltenlos: pouca gente descrfbro a intimo
relacao que existe entre Abeilard. esse nion-
ge theologo, que explicava a trindnde po-
las luzes humanas'; eVoltai/e que anegava
e escrnecia dalla. Qual ser pois a mais dif-
Kiitjwia
(*) Vid. oDiarioN. 53.
de Emilio nao tinha loicas para resistir a
sua mAi nao tinha mesmo esperangas de
poder vir un da a ser niiii!,;i eSpo.SH ; CCil
(vii lini e foicondnzida ao altar peloc
de Saint-Morin. Poaco tempo depois chego
cu a Pariz e encontr a minha amante ca-
sada com o meu amigo : queixeirme amarga-
mente ; mais isto de que servia '.' Emilia era
nina menina honesta siznda e fiel aosseus
deveres eu era honrado e amigo do sen
esposo !...
Tentamos impor silencio ao ribsso amor .
porem de balde. Emilia comlvtii ein so
gredo ea linal vendo quva minha pre-
senca ohstava ao seu descenso pede-mc
que me ausente; enarinuo o pretaxtan-
do com o meu amigo urna supposta horanca
na America deixo Pariz na iiilenr;.":.< il .i-
travesar os mares. Atguns negocios mede-
moraramanda em Franca e ac'i imlo-meum
dia em Brdeos para embarcar encontr all
Emilia. Occiiltei-me do sen esposo para nao
causar-ria desoonliahens. A ausencia tinha
exasperado o meu amor a ponto decegar-me
de todo... Que vos direi mais ? lesoivi r.ni-
bar Emilia. Conhecendo porem que ella nun-
ca daria as mos a meus criminosos intentos ,
aproveito-mo de alguns desgoslos que Ihc ti-
nha causado o genio fort* de seu esposo pa-
Dcil de todas as historias ? A dasideias. Ella
nao se acha escripia e somonte o poda es-
tar se o mosrao Daos pegasse na penna para n
escrevar.
Os onnaes do christianismo nao sfiorano
os annaes das ideias, quo por .molas secretas
lem dado movimentoa hnmanidado por s-
pacr de dezoito seculos. Como estas ideias .
quer dimaneiii de fon tes di floren tes, quer se
pren fio todas a mil recordac'ies antigs, se
achem estranha o misteriosamente conCimdi-
d:is e mistura las, influindo alcm disto sobre
ellas a poltica activa, a industria ocommer-
cioeos Tactos materiacs; nenhum escriptor
jamis ousou tracar esta immensa historia
col locada cima da esphera tamaa. Ire-
mos nos ver se estabefjpcemos aqui alguns
faetos histricos c psvchclogicos, que prece-
derao e annunciarao a apparicao do protes-
tantismo.
Lognos primeiros seculos chrstSos ve-
so comeQar adiscussloe nascer a duvida.
Alguns philosophos empen ha vitse em
perpetuar atravez do christianismo nascento
doutrinas, que bobaro no velho paganismo :
outros toreando o sentido da nova doutrina
christ. e alterando-o de mil formas.
formaran theorias ncomprehensiveis. A
primeira destas duas classes de heresias Toi
a que adquiri maior forca as prmiras -
pocas christas. e assim devia nocessaria-
mente acontecer por issoque o paganismo
ainda COnsorvava alguns restos d(* seu antigo
vigor.
Tolas a. denomiiiacoes das antigs heresi-
as, (nsticos. Manicheos, Saheliaiinos Pri-
cillanistas, sao palavras que boje nao tem
sentido: apparecem como os restes de es-
queletos que, amigamente vivos, hoje nao
tem algum nomo de homem, recordando a-
penas o ideia vaga do 'imaexistencia anterior.
Tratemos de designar para cada urna deslas
seitas seu lugar histrico ; porquanlo, to-
das forfln activas ; e nao houve urna s que
deitasso de influir sobr o curso das cousas e
destinos do mundo.
One significa a patarra (nosticismo? Que
influencia exerceo aseita conhecida por esto
mime ? Que lugar oceupou ella na sociedade
chrislaa.
Os antigos philosophos,' ao raiar o christi-
anismo, nao pdenlo immediatamente renun-
ciar as suas antigs doutrinas.. Os dogmas de
Plato, os sonhos do Oriente, .-.s inicia;;,".es
do Egypto, formario urna massa de crengas,
allerando-se apparen temen te, bem como u-
ma nuvem vaporosa quo toma no armil li-
ra [ha fazer orr (jue elle a atraicoava que
liha urna amante. Sabendn quo o conde fa-
ria nesso tempo urna ausencia do alguns das
por um motivo innocente ( era para preparar
brilhantes Testas aos anuos de sua esposa),
(aco-lhe crr que ello hia passar este tempo na
COmpanhia de sua amante cm una casa de
queapesar do seremeslranhas, extravagante .
bieroglyficas e absurdas, nar deixorio de ter
proslitos mui distinctos. Este? deixavo o
pevo e as turbas expostas s credulidades
superslicinaaa da nova le. e as humildes pra-
tieas do Evangelho Porem os gnsticos,
oh Iluminados (homens de scienca) reserva-
vo pura si a chave do saber, o proflmdo eo-
nhecimento dos myslerios, odiando os dog-
mas populares comu allegorAS.
Para formar este culto fantstico, vio-sn
afluir do todos es pontos do Orie
Irmas theuraicas as mais extravasan-
tes, cas mais singulares rantho ias do
pensamento rehuios.). Juliannn o |
tala, amalgamou todas estas crticas eom
'o platonismo. l-in como o iniciado de E-
leusis, o gnstico pretende ser o exclu-
sivo possudor da chave da na tu rosa; eorgu-
Ihosocom sua doutrina ecreta nao pertur-
ba o estado. Para ella o mundo ho urna i-
deia, sollreudo diversas melli.imorplioses n
nente, bem c<
v loma no ar
juras. Nem falta no seio do christianismo a
contempladlo indiana : do sonho faz-seuma
scienca, oda scienca um sonho! Fantsti-
ca c singular ereaeodc. huma potica eru-
dice'io. mui Troquen te entre os po vos subtis
e invelhccidos A divinda le sonl t : e as va-
riar,">es de Sttl sonho, s'n os SOCulos, ho-
mens, os lncese caprixos da sute. ,)\ in-
da sao Chrisla ea virgen., Mara ; luda
confunde em roda deste leos que dormita.
Com tao pouca realidad;*, com tanta poesa v
liccao, qualqucr seita pouco pode vi ver. Ella
nfio pode crearraises no povo. Equo poderia
interessar ao povo esta phiiosophia contem-
plativa? O povo precisa r/c doutrinas mais
palpaves, do um ni Ira ti vo mais materia!.
leapparocem nestes ltimos lempos os mea-
mos gnsticos, homens da |mesia allegorica o
douta, com o nomo de Iluminad >. n debaixo
da direccjio de um mystico celebre S. Mar-
tin. Porem nfioforao mais bem succedid s
que em sua primeiranppnielo: a curios!' i.1
do espirito, humano ach novamenle intc-
resse em suas obras : porem. o mundo pol-
tico nao se abala com as visOes airradaveis,
risonhasou terrivisque fasem as delicias Jos
philosophos visionarios.
Tal Toi a signilicacao daqilillo que secha-
mmi (nosticismo. Foi insiirreii; io de urna
scienca oriental mi>iuiVni de poesa o lic-
(-s, contra a baixeza apparenlo e a ener-
rm o parto asss trabalhoso Ihe eustou a vi-
da a infliz morreo arguindo-me do meo d-
diosociiipo eenebendo-mc das mais duras
reprehensocs', qiw eubem havia merecido!
Emilia a virtuosa Emilia Toi por mim
enterrada r-o meio do bosque ; e eu que a a-
dfl dorava eu que a perda pelos meus crimes ,
campo lora da cidauc C aconseilli-lhe que s| ,f) (. affPependdo jurej sohre O
fosse .illi surprender o mando para o conven- ^ i)(, ^ (|(, [):|1 ,,,, BJho.
cer ta sua inlidelidade. Emilia ca no
engao, elevandocomsigoolilho para me-
Ihor persuadir o esposo com os argumentos
do amor paternal, para o sitio que eu Ihe
havia indicado quo era nina casa solitaria ,
que eu tinha comprado no nein de um denso
Dcsi mpenhei a minha palavra ; conduzi
este menino ssim eoeio minha lha a um
paiz aflastado da Franca onde por dezoi o
anuos me oceupei da sua educagao o do sen
bem ainda nao ha seis mozos que vim i
1IUC (11 UIH1.I irillf'l .111' III IIH-I.F ti .11.1 ton. ,'v ... ........- .
bosque, algumas logoas do Bordaos. J xaf-me junto leste santo mosteiro ,
en liesperava eentapquo olla vJ oseuffcrmplo sagrado, onde hoja venhoconossar
engao e rcconhcce omeu criminoso pro-[meucrime, digno da maldiC/o de D-osedos
ecto ; quer resistidme; mas debaldo: bomens.
viva Tonja a obrgo a escrever urna carta para i Vos pensareis vencraval prior, qual
sen raposo, dizendo-lhe quo Tugia do boa seria a minha situado durante esta narra?
vontade com o sen amante. e quera com elle cao lerrivel !...
alravcs.-ar os mares. Fis-a ni o meu crime. Ne> pude ottvir mais, imr soor abrazador
meu padre......QbJ e quauto as suas con- correo todos os meus membros, lancei agu-
sequecias Ibrfini terriveis Fui obnirado a .los gritos ecahsem sentidos ; entre, tan-
servir modo um narctico para abusar da vic-
tima innocente: cu aguardei mais de um
anno encerrada naquelle escondrijo.
Ella ahi teve nina filha encantadora ; po-
to o scelerado author do meus crimes desapa-
receo...
Pode dar-se um semelhante horror .' Vm
amigo, que cu estava b3rt> longo de suspei-


/
r
gia simples do christianismo. Al anda se
uncontraO vestigios do eru.liccio pagaa o de
somnambulismo asitico; he urna tneoria se-
creta bem mais estimada por alguna adep-
tos, que urna seita armada disciplinada, e
bem organizada, marchando i vicioria. Po-
%
mii
vou evidentemente das seitas que lia punco a-
PQOtamos as quites tinhao fundado o dog-
ma da igualdade democrtica sobre a igual-
dado chrisla.
Os racionalistas julgo-segrandcs innovado-
res ; porem, que mais tem ellos feito que re-
ren] c mo potera durar semelhante fan- i suscitar doutrinas velhas,e que linio nao ero
tasmagoria de um dogma chimericoesem re- moda ? Os Alogos, negando o Espinto Santo
checa cuja significaco bis-; erao osprocurso.es de^ Locke e de Condillac.
seos csulos para as inatbeinaticas e scienci-
eontemplaco abstt-acta. Sabio .lo Oriente as puras. Tal era o systema desse Theodoto
comoesle, explica tudo por allegoria e por surrador deBysancio, queem Roma espalba-
symbolos, pprem as massas .dlerece un ponto vaesladoutrina; o de Artemon. e sobretodo*
dereuniao, visivel e solido, cora o qual o de Paulo deSunozate. Todos elles nao viao
possa formar um grupo compacto : lana mao emChristo mais qu um homem passa-ci-
da idera a mais cdmmuoi, a mais geneValisa- ramete enriquecido de sabedoria divina
la e lalvez a mais triviaj^porera, tambemle nislo achavo-se tambera de accordo era
a mais racil de couiprebeider. Divide o mun- quanto a mximas fundamentaos, com mui-
1 ''!" du cJo imperio pertenee a | tos protestantes doseculo XVI.
dops principios ; um manda o bem, e outro O pantheismo que modernamente tom frito
oraena o mal. ludo para u mamebeo dima- tantos partidarios, em Allomanba principal-
na destas duas rentes a moral, a poesa, mente, pareca ao principio encerrado oeste
a rebgiao e a philosophra. O christianismo estrnha e potica doutrina de Sabellio ce-
he destruido pelo nianicheo, que fazdelle lebre platnico, que resolva o universo e o
um symples typo ; quem domina he a allego- genero humano em um immenso idoalismo!
osm sinos
ao e Eva nao sao mais
No principio do mundo segundo Sabellio ,
que a inteligencia e a naturesa. Qpoveins- Deas, silenciosamente concentrado
unido pelo manicheismo nao v em o mun-*
doso nao um duplicado e cstranho paine
em seu
ii.elavel ser e unidade absoluta sera emana-
: cao o sem revelaeao nada tinba anda tirado
D'os, Lstolic, em a natureza. Daqui nas-
ee nina absolutaiiidi'oronca para todas as ac-
ciV's boas ou ms que fazem parte da natureza
ou de Dos que lhe pertencem e que nao
ppdejn ter nem moril., nc-m culpabilidade.
I "ni dos bomeiis que depois de Scot mais
concorrou para que as riacoes cbegassein a es-
ta sabedoria humana e a este critico raciona-
lismo, cuja primeira poca perlcuce ao pro-
testantismo foi Abedard espirito ambicio-
no e forte cheio de subtileza e de energa e
que aada se poupou para substituir re ve-
lacho a rcligio natural. Nada mais original
e mais novo que a maneira porque elle conci-
lla a vontade do hornera a sua liberdade, o
seu poder moral cora o estado de cscravidao ,
no qual o conservan o poder c precisas de
Dos. O hornera he livre diz elle; seu ca-
priebo sua vontade podem sempre desarran-
jar a ordem da Providencia. Nao se deve
attribuir a Dos o mpossivcl, isto he a fa-
cilidade de prever o que o hornera pode ou Dio
fazer : porem as cousas exteriores oppondo
vontade humana urna rede de diflieuldades
nvenciveis, de tal sor te a compriraem, aper-
tao o cnlaco que a reduzem a estado de pu-
ra chimera perraitlindo-llie quando muito a
liberdade do pensar, mas nao a liberdade do
aceio. Que fez Arnaud de Bresse esse bo-
mom singular e forte que no soio da Europa
catbolica e feudal tentou e com fortuna a-
balar toda a eonsliluicao da igroja o do estado
em Tranca na Suissa e na Italia ? Apode-
rou-se da doutrina da liberdade que Abeilard
pregara, confundio-a cora as vivase fortes
ivconlacoes da amiga Roma o ajuntou a tu-
"", ...................*-" '^'"amiu (mmi.-i } yao e sem revotaeao nada linha arada lirado
asluzes em combate com as trovas a car- dessa profundiza onde tudo repousava. A al-
no com a inteligencia o b >m em luda com ma do Cl.risio, depois o Espirito Santo o a
o mal e a rasoem guerra contra os senti-
do...
Vfini bavia alguma cousa palpavel c en-
genhosa, e ao alcance da intelligeucia de u-
ma manga. E; com effeito ninguem igno-
ra que existe no mundo bem e mal e nin-
guem d iixa de disc irnir a d ir e o praser. Em
eonsequencia a pezar das abstraegoes as
quaes elle se entrega, o manicheo faz durar
por minio lempo a crenca ao mesmo lempo
pn
una! a alma do bomem eradiaefies successf-
vas da alma de Dos produzem-se successi-
vamenle e dest'arte se creou o universo mo-
ral. Assm o mundo e a bumanidade desap-
parecem e se pordem 'era Dos; o nada u-
niversal torna-so o in definitivo de um mys-
ticisnio universal. Os ltimos descendente!
de Sabellio acaba rao por chegar a um vago
mysticismo, e urna theosophia abstracta;
assim como os Arianos transformados pelos
elevada e fantstica, vulgar e potica que discpulos de Aeeio e de Eunomio acabro
i m tidoesl n ime. Su systema represen- dando origem aos Socinianos p;iis evidentes
la definitivamente o torro;- profundo que aos dosphiIosopho9 modernos. Ario ao princioio
homens raspirou a presenca do mal sobro a nao leve, outro lim que destruir a bierarciiia
Ierra, e a apotheoze dcsta potencia. Assim I pontifical, bem como depois'O lzerSo os pro-
como o gnstico*^ elle distroo a carne, renuo- testante^. Como hbil poltico snbmoltiaa
cia realidade deifica a abstracto. Acaso Igroja ao poder, diligenciando que este ulti-
ufto he curioso observar a variedade destas nio nao comproheodesse que por esta via elle
crencas to leviauainente tratadas pelos phi- a sujeitaria tambem ao povo no caso em no
losophos ? Nao sao ellas, a pesar do que disse J ficasse vencedor o- mosmopovo. sdiscipu-
Voltaire, to interessanles para a historia do! ios de Eunomio (pie aperfeicorao a obra de
espirito humano, como as pliilosopbias de I Ario, chegrfto a representar em Hyzancio
Leibnitz e de Descartes ? quaseo mesino papel que os Socinianos no se-
Sabeis vos que estes chefes de opinioes re-
ligiosas, (no Voltaire tratoueom urna especie
culo XVIl, e os Encvclopodistas no seculo
xvui.
dedesdem, tem influido mais vivamente si- Tem-se fallado muito de Spinosa alen-
brea sorte da Europa quemuitos philosophos, j nhando-ode innovador sem exempo e s-m mo-
e que a historia ntelleclual do mundo se a- i dlo. He necessario remontara Scot Etigeno
chou ero poder delles ? Que Gengiskah e Do- para vermos pparecer nos tempes modernos
aparle movero sm mais balalhes porem, 9 pantheismo de Spinoza. Enh-e este primei-
uo espalharo tantas ideias eque as ideias,' ro iniciador da doutrina o seu ultimo e mais
codo o.i tardo, sao as que '..sem mover os ba- eelebre adepto, encontraremos A mal rico ,
talln'-.'s ? Arnaud de Bresse, tondo meditado David de Dinant e Jordao Bruno victimas
as escolias a mistura da democracia antiga, i todos de horrorosas perseguic/Ses. Analu-
edas ideias christas realisou no espado i reza he Dos, dizera Scot e Spinoza o bo-
de do/ anuos urna i*eforma lo importante mcm nao podia nascer mo alias lamben; o
como a da revoincfio Esancesa. E ludo deri- proprio Dees o seria. Tudo se confunde em
lar!... um amigo seduzir minha esposa IqucousaiscalcarassimosoreeeitosdoSerihor!..
roubar-m'a, raairat;r-l.i causar em tim al Nao'sabis que David psrdoou a Sal? Que
mortc desta mufie r fiel, e querida!... o nosso divino Mestre do alio da sua cruz
Eque morte '.... Oh meo Dos i ... Mons-
tro infernal !...
Meu padre raen respeitavel padre nao
me vcnliaiscora a religio; oh! nio, nao!;..
Eu quero vingar-me : este desejo da vingan-
perdoou aosseus assassinos e que osla per-
iloando lodos os dias aos peccadores?... Po-
rem elle nao me escuta Est tora de si A"
quanto nos amistara as paixes !
O padre Cypriano eslava rom efieilp em
ca qual sedo devoradora rala consom um furor inoxpicavel Passeava i largos
o nieii coracao... Siui eu boi vingar-me do passos com ar ameaQador seulava-se para
malvado. | derramar torrentes de lagrimas toruav a
O prior profundamente aliclo e cscandali- levanlar-se furioso.... Enilini exclama : Elle
sado exclama ; moriera Sm elle morror pela minha
Quedizeis, meuGlho! Vos, minis-lmao! Emilia, anjodoco, guia tu mesma
tro de um Daos de clemencia que haveis
jurado abnegacaono mundo ; spaixes, a
tudo que podo degradar o hornera ; que fal-
tis vos de vi nganca e ueste santo recinto,
ondesdevea o-jvir-se palavras de paz e ca-
liade eOa h\unios tl.\ religiao.
Para mim ja nao lia paz meu padre ;
nem baver religiao se ella exige que o cri-
mc fique impune, que o criminoso viva tran-
quillo e que o offeodido ipic o innocente
pad-ia e mona Iraspassado pala d6r a cada
hora I cada {listante !...
Sacri ego Dlasfomo Ol c sois vos!
vos o padre Cypriano o hornera mais piedo-
so o monge raai exem piar deslc convento ,
o ferro (uo eu vou cravar no coracao do leu
assassino.
Esta scena nova, estranba para o bom
prior causn a este velbo urna surprea mis-
turada de indgnacao.
Elle nao sabe se chamo os mais religiosos
para fazfcasligar osle polo excesso da sua
colera. Toma anda partido de lhe (alara
linguagem da razo.
Meu padre lhe diz com docura e man-
sido capazos de persuadir qualquer alma me-
nos preocupada ; lornai em vos.
Eu corihecoqual deve sera-vossa pena ella
profunda mas esle desgranado Preville es-
t arrependido, abjura o seu en o, crcou o^ganca
t
do isto a exaltaco que o ascetismo dos claus-
tros Ihecommunicra. Desde rauita lempo ,
a hierarchia da groja fornido a maior parle
de seus sectarios, entre ellos se notavao symp-
tomas de revolla contra esta autoridade inva-
sora. Arnaud de Bresse educado na soli-
dfio, naturalmente exaltado, ahuciando por
seus brilhaiitos successos escolsticos, medi-
tando ha muito a repblica platnica da qual
linha na vida claustral una porfeita imagem
quando lhe chgou aos ouvidos o movimento
republicano das cidailes de Italia, e acredi-
tando ver nelle urna sodicao de Gracchos .
corren para ensatara liberdade de amigos dias;
mas enganou-se e nisto seguio o destino do
seu socalo.
liorna era anda para a chrislandade iu. ca-
pitolio veneravel, urna velha metropole do
poder. Ja no lempo de ("arlos Magno Alberi-
co linha resuscitado o consnlado, e foi preci-
so mais larde que os Othons castigassem a re-
volla romana e ensinassem ao mundo que o
lempo de Scipiao bavia passado. Arnaud do
Bresse, armado de doutrinas liberaos, de fana-
tismo religioso de reCordaQoes platnicas o
seguido de temiveis padres suissos ompro-
hendeu fundar com taeS recursos a democracia
catbolica; mas, falhando-lhe todos os seus
planos, foi a /uricli eslabelecer urna demo-
cracia anliga. E mesmo depois de sua morte
o irmao Dolcin reproduzio suas id.'as debaixo
do ponto de vista religioso, e u tribuno Hien-
zi pelo lado da poltica.
Os clubs jacobinos de Eranea nao se podem
reputar cousa nova. Os circoncillies africa-
nos tinhao j ha muito tempo dado exemple
de urna democracia furiosa e igualadora : lia
historia de seus actos se encentra toda a exal-
tacao Canatiea do puritanismo ingle/, o toda a
excitaca vehemente dos jacobinos da revolu-
vosso lilho, restitui-vo-lo-ha ; e no;: V0SS0S
Inacos palernes esse moco obter o jierdao
do protector de sua infancia.
Ora pois i cilccli bem : a moral a re-
i a natureza ludo se rene para vos
a brandar para obtqr de Dos que derramo
cm vossa alma a sua gra^a.
Estas palavrs locantes, pronunciadas
por um anciao veneravel eque tinba to-
do o peso sobre o padre Cypriano, pare-
cer revoea-lo um pouco a razo. A lem-
branca de son lilho pareca sobre ludo en-
lornece-lo. J nao gftta : cessou de chorar;
est abysmado em sombras rellexoes e com
os olhos lilos no chao, parece privado de to-
do osoulimento.
Alguris i;:..lantes depois derrama novas
lagrimas, e tomando a niao do prior, Ihediz :
Ol! desculpai-me meu padre, des-
eulpai-me de vos le tanto angustiado; po-
rem a minha dr abafava-me; era necessario
derrama-la no soio de um amigo.
Pois bem eu son vossoa migo : escu-
tai esposo desgranado escuilai os moos
conselhos .. Dizei-me pois o que resolvis.
Vingar-me meu padre.
Sempre vinganea !....
- At morte. meo padre sempre vin-

ao franceza. Mediando longos intervallas -
cliareis sempre as mesmas causas obrando
da mesma forma se bem que debaixo de in-
luencias diversas. Era natural que urna voz
pregadas pelo Christiaiiismo a igualdade o a
iralernidado, aeabassein por este resultado
demaggico e religioso.
Emviio o Cnristianismo tinhaavassaladoo
mundo este tnuuqilio na sua maior parte foi
Ilusorio. Os ilhos do Oriente transforman-
do em allegorias a palavra do Evangelho, des-
truirao-na. Sua reaccao acarretou aps si m-
diziveis excessos ; por quanto desde que u-
ma seita exagera pde-se eslar corto que ou-
tra seita se alevantar com exagoracoes con-
trarias. Foi justamente o que acouleceu,
desde que alguem sonhou que era necessario
interpretar a Biblia cora um symbolo ; appa-
receraO logo outros imaginando que taes syin-
bolos continho realidades futuras. .0 Apo-
calypse este byrano sublime que muito se
asseraelha a um Pourama Indio foi olnado
como explicacao de todos os destinos do futu-
ro. Unsacreditan que ali estava escripto,*
que passados mil anuos viria o reinado de
Cbristo. Por isso que o Evangelho pregou a
igualdade e fralernidade dos homens toman-
do isto ao pe da letra quizerao outros que os
escravos se fizessem senliores e ossonhores
escravos. A democracia a mais inexequivel
sahe de umavisao fantstica : e esto germen
ao principio desenvolvido cora urna extrava-
gancia inaudita mas perpetundole em o
| mundo moderno, conserva-se longo lempo no
seio da civilisacao para roa opa roce r mais alti-
vo nos seculos XVI e XVIII. Assim procede
o grande trabalho humano ; nada se per.le ;
mas do ordinaria sua elaborarn heoceulta.
O mais fecundo gormen ora nicamente se
mostra como um Bagello ora se encobre a
todas vistas durante seculos; inerte e inorto
;m apparencia, vivo e poderoso em real ida-
do : aguardando o ensejo favoravel para re-
centar.
As doutrinasjepublicanas dos sectarios sin-
gulares <|ue ha poucb referimos, os Millo-
narios, reapparecem entre os anabaptistas.
Elles pretendido que a felioidade terrestre se-
ria perfeita desdo o momento era que se resla-
belecesse a igualdade entre lodos. A' manei-
ra dos Musulmanos, esperavflo em recompen-
sa de sua santidadoo prazer dos sentidos. E
foi dest'arte que em ili\'orsas regios da Italia
e Allomanba se lizerao ensaios de una pura
repblica o democracia completa. Realisava-
sc o inelhor possivel Anligo Testamento. O
choto era nomeado* por inspiracao divina : a
eieQ&0 proceda do Espirito Sanio ; a polyga-
! inia estaboiecia-so a maneira do Saiomao. _Es-
tranbo drama une os anabatislas de Munster
representarn ac o mundo espantado !
liouve mais urna seita especial, que, li-
xando suas vistas nos prophetas do Anligo
Testamento, inisturou de um modo celebro a
democracia com a inspiraban. Taes foro os
i montaistas. Todo quanto o Novo Tosta-
; ment encerra de favoravel humildade das
I condices', e mesrao das intelligencias, e-
j ra adoptado o desenvolvido por esta seita. A
ignorancia inspirada ea pobre/a santa forma-
vao esto partido: contrarioaoagnsticos Que
se nutriao de erudico imaginaria edecon-
t:'m|ilacao refinada. Nossas mudanzas polti-
cas ."(uc tanto orgulho noscauso, redu-
zoni-se a nada, se ascompararmos a estas
piimeiras seilas christas mal apreciadas ,
O prior levailfe-se, e diz-lhe com urna voz
de anlhoridade :
Retirai-vos vossa celia : a manhfi
sabereis o que eu determinar a vosso res-
peilo.
O padre Cypriano quer innundar com suas
i lagrimas a mio do espcilavel velho, que
lb'a recusa.
O esposo de. Enfila langa-sea seusps, o
prior o repulsa o afasta-se fezeado-lhe sig-
iial de sabir.
Elle obedece entra na sua celia e passa
toda a noute ahormar mil projeotas, que so
succedem, asedostroem mutuamente.
Abatidas pela torca da dur as mus faculda-
des adormece sobre a madrugada mas
bom depressa acordado polo som lgubre da
sineta que segundo o uso, aiinuncia a mor-
te sbita dealgum religioso.
O padre Cypriano abre i porta da celia, e
v passar no dormitorio alguns monges, que
com os bracos cruzados sobre o peitc chora-
vara amargamente.
u Que lsto? pergunta elle : quem have-
mos perdido ? Al! responde ura monge o
nosso santo prior foi agora mesmo encontrado
morto sobre o seu leito.
Grande Dos !....
(Conlinuar-se-ha.)


i avff h^h..,..
c com tudo fecundas. 0 montaista ama e
divinisa a extase, masa extase ignorante e
quanto muis ignorante, tanto mais pura.
Absorto no'Espirito Santo, elle renovaos
plienomenos das pythonisas; phenomenos que
temos visto recbiiemenb> chamar a attenco
dos povos debaixodos litlos de magnetismo e
somnambulismo. Ligado ao Espirito Santo
mais qua a Quisto, o montaista conliaem
sua rasao individual, quando esta razao,
escaldada pela extase parece ter recebido o
conselh do Altissimo o sopro do Espirito
Divino. Como Rousseau, elledesdenlia da
sciencia s d crdito inspiacao e acaba
por se perder ein seu orgulbo. Cada um del-
les susceptivel do dom da prophecia cada
Christo pode ser padre magistrado, e trans-
formar-se em rei. Esta democracia de liis
tern por guia o primeiro inspirado que se a-
presenta ; eeste por seu turno 'urna vez a-
pagada a inspiraofio, cabe na massa vulgar.'
Seinelhante governo de cxlase nao poda ter
durac/io. Mas alguns seclos depois nos o
vimos resusclar Ihriumphante, ajudadopela
hypoorisia, no lempo de Cromwel edeseos
amigos. O principio da igualdade comido em
suas doutriuas myslicas, concorreu para a
formacao do governo representativo e;n In-
glaterra 5 assim como tainbem preparou a ex-
plosao da democracia durante a revolueao
franceza.
Na prescnca de tantas chimeras noYasde-
sappareceu nteiramente a primitiva candna
da instiluieo christa : do que se seguirao es-
trauhos resultados. Muitus seitas, sendo
perseguidas o toreadas a oceultar-sc acaba-
ro na franc-maganaria e na fundaco dos
templarios: os manicheus porexemplo, que
formados em verdadeiro cqrpo, marchavo
destruiedo do poder ; e os millenarios, que
preteudiao nivellar toda;- asordens.
Fazer dominar a individualidade exaltar
desmedidamente a energa da alma humana .
pureza o defensor do bom e do bello o ni-1 Espalhrao-se depois por Allcmanha e Hun-
migo do mo principio devia segundo o gria e em toda a parto novas cbammas an-
dogma recebido fzef sabir do tmulo a
Cliristo sepultado ; mas para islo era-llie ne-
nunciavao sua passagem. Legrao Italia o
espirito racional deSocino; a Franca o pro-
cessaria urna vida perfeitamente santa, casta, tostantismo das Cevennas Inglaterra o es-
ignorante de tudo menos das cousas religio- p rito democrtico de Wiclef. Todos estes
sas pobre e modesta. Os Albigenses que gennens semeados ao acaso come^ran a frue-
to dislincto lugar oceupo na historia moder- tilicar noseculo XVJ e foi nessa poca que
na nao forao senao maniclieus ou Ralbaros, dos mesmos se aproveitrao Luthero e ilen-
Quando semelhantes ideas to lisongeiras
para o homem pobre e solfrodor cahiro no
seio de povoacoes modestas agrcolas e pas-
loris seu contagio foi rpido. Na cidade de
Arras a ultima classe do povo abragou esta
nque VIII. Nos nao seguiremos em suas
transformacoes diversas este movimento de
duvida e de revolta atravez do mundo ; mas
parece-nos ter mostrado bem por va de lacios,
que nem os pbosophos do secuto XVIII, nem
loutrina vinda do Oriente; e em outras par-ios puritanos do XVII, neo) o* reformadores
tes, como na alta Italia, nos Paizes Baixos,
em Turin na Franca central nobreza ,
do XVI, podem reclamar com fundamento a
prioridade dasopinioes que lizerao prevalecer,
clero e povo, acharo nella um alimento de nem s honras da revolta que dirigir.
(Extr. do Philosphical Magazine.)
___________________________________________i________
COK 15 ES PON DENC1 A.
curiosidade e de exaltago. Turin e Orlcans
viro desenvolver um manicheisnio scientill-
co Do seculo onze at ao doze os Katbaros
e Albigenses mostran lo-se em toda a parle
com pretencoes ao privilegio exclusivo da Snrs. Redactores. No^pertengo a serta
santidade e da pureza abalaran a Europa, philosopbante da nossa trra, nem dene-
Assim adiantadoseni suas doutriuas bem co- nhiuwa outra ; nao sigo more pecudiun lodos
mo os mais ferozes partidarios de Robespierre esses grandes cujp maior garba be ostenta-
edeMarat, uns se chamavao Publcanos, Tis- rem publicamente um despreso estupido por
serendos Pipotes 5 outros lev/idus por es- todos OS actos de nossa Rcligiao que ellos
peculaooes abstractas e entregues ao mesmo j naoentendem e que nem sao para queelles
tem[io a dissolutas voluptuosidades, airmao os entendi ; lmbem nao me quero pOra
I Nada direi sobre o grosso da prcissao; tria*
concluirei estas linbas com urna observacu.
I Creio que si nao he possvel aabar cun easafl
ehtremezadas as procisses seria ao menos
conveniente collca-las alraz de tudo : pur
\ que se ganharia (piando mais nao fosse ,
chamar meninos moleques e gaiatos para a
( rectaguarda do Bstalhaoqu? lecha a procissio,
, deixando assim livre o transito i ella : seria
isto muito meibor do que ver logo a pdz ella ,
como cu vi um religioso franciscano, que
ueste diafora daquelle acto parece umaano-
malia, cun um chapeo maior do que nina ga-
mella de braco traca o ( que bella apparen-
cia religiosa ) com um secular estendendo
, a perna como quena anda a cala de namoro.
Perdoem-nii' os Snrs. Redactores esta dis-
1 tracc&O e com a puhraeao destas linlias 0-
brigar&o a quem S &
* *
DECLARA?OES.
que a carne nao pode peccar por SSO que el-
la he o mesmo peccado e que as nodoas do
corpo nunca podem manchar a pureza do
espirito.
Assim, desde o eslabelecimentodoChristi-
anismo mil tendencias oppostas se despeda-
ce, as verdades evanglicas sSo interpreta-
das em provefo jada imaginaran errihusias-
par dos que s por que a colisa provem de li-
ma confraria de urna ordem monstica de
mu padre de um Vigario, de un Rispo 1S1 &
ntendem que o acto deve -ser to respailado,
como si se tratassedos mysterios da nossa Re-
ligifto. Creio por tanto que semoffensa do
que he verdadeiramente religiaio posso com-
munivar asreflexflej que me occorrerJo por
ta, j dos sentidos imperiosos do povo oppri-' occaso da procissio de cinza que bontem
mido e do rigoroso ascetismo. Vasto prelu lio,
que annunciava por seu turno a insuireicao
das classes inferiles a apparieao do purita-
nismo e do quietismo moderno. Tantas silb-
is o que se exprobra aos philosophos moder- divises em hostilidad reciproca devito for-
nos. Ora bem a origein deste systema, que \ Rosamente combater-se a nao liaver um pe-
se approxima do stoieismo antgo e exalta o rigocommum que as uniese. Quando oChris-
orgulio do homem encontra-se na doutrina
do mnge ingle/. Pelagio. Nutrido provavel-
nicnte com a sciencia dos conventos irlande-
zes e adiando os membros da groja romana
iniiilo corrompidos Pelagio abraca 11:11a don-
trina nteiramente Stoica sobre a forca da ven-
tado humana e sna potencia definitiva para
arrancar o homem do mal. Exultando ao
mesmo lempo a idea do dever e a de nossa e-
nergia moral; tal systema se con forma va ma-
r vilhosamente com o genio pralico positivo
e racional dos lempos modernos principal-
mente com o dos povos do norte. Collocar a-
cima de ludo a liberdade do homem era des-
truir a influencia Je D?os sobre nossas acones,
o tornar inulcis as oracOes. Em consequen-
Ca elisio vimos alevantor-se contra esta dou-
trina a maior parle do clero. As nacoesoc-
cidentues pela sua parte concilirao molhor
lianismo .se armou contra ellas e a todos de-
clarou guerra ao mesmo lempo, ellas se re-
concentrrao em si mesinas unirfio-se ar-
rogiinentarao-se e formando assemblasse-
cretas tivero seu governo especial e OCCUl-
vimos nesta Cidade. N;io direi quanto me
vcio ao pensamento a resp sito da seisago que
esta prcissao causa do espirito dos liis sen-
sacao que quanto mim lem mais de profana
do que de religiosa ; porem quero preseindir
desta consideragao e suppor que quantas i-
das loma o bello sexo e os que muito tem
peilo a sua cultura e veneracao para as-
sistir i essa procissfio sao devidas ao instincto
pedoso, que os anima oque osnrmfioque
v'Vmm. Snrs. Redactores, pregarfio nesse
dia. devia com effeito excitar. Quero slra
to. Pedro de Bruys, Henrique e Arnaud de. tar dos erros emquechem os que dispoem
Rresse foro scus chefes e muito sangue esse acto em cuja direcQao tem sido preciso
correu.
Por urna singularidade histrica mu nota-
vel estes Kalnaros que linhao bebido suas
doutriuas nas fon tes orientaos eneonlrrao
grande apoio nos restos do arwuismo gothico.
Da tal mistura nascrSo as seitas vaudoises ,
(ue occuprio lugar importante na historia
da igreja; Massas compactas que preten-
diao ter conservado asdoutrinas da igreja pri-
mitiva e que Iio a Biblia em vulgar d '-
clarrfio-se inlmigas de Roma e do catbolicis-
mo abracando um Cbristianismo mystico e
urna e oui>a cousa por meio de um corto com- pralico ao mesmo tempo. Objerv$b-se entre
proniisso. A individualidade e foscas pes- osKatharos tragos de umanianismo enfraque-j coque faz girar no ar o sonoro prato rabe,
soaes do homem exigidas cid culto pela Ingla-
quea authoridade publica se intrometta: lo-
dos sabem quanto a gentalha principal-
mente meninos e com uns o outros muitos
Snrs. que nao bao de querer ser airla los com
ellos goslo de representa^es gratuitas e
que estas sfio tanto mais aplaudidas, e com
avidez procuradas, quanto mais dse tem de
burlesco ; de sorte que por exemplo as nossa;
bandas de msica militar que faz ;i tanta
gente bamboloar-se com cadencia teriao a-
metade de concurrentes, si os msicos fossem
vestidos como os paizanos e nao houvesse
nallas um ehinez que toca triangulo um tur-
berra devem reportar-se sem duvida a esta
veiha tendencia, *
Aquellos que se rontentavao de interpretar
a Sagrada Escriptura o dar aos preteitos dos
livros sanios um sentido mystico erudi-
to e fantstico nada tinhao a recear para
so oceultar. No trabalho secreto destes l-
timos houve alguma cousa de extraordina-
rio. Elle atravessou as pocas mais obscuras
da meia idade para vir influir na sciencia e
poezia modernas. Huns, como Dionisio o
Areopagila eSooto Erigenc te uta rao a e-
xemnlodeS. Agostinho reconciliar com o
Cjjrtstianismo Aristteles e Piat&o. Outros
aior.uo particularmente Jos d'Arimathea
sepultando J. C. e a taca santa em que se
:uaidou o sangue do Salvador symbolo po-
tico cuja influencia foi grande nos lempos
da eavallarta. Daqui vem esta allegoria do
S. Graal, que foi objecto de muitos poemas
cavailieirescos. Daqui vem tambem a trans-
foiniacao de Mara niae de Dos, em typo
eterno da santidade fominina. Toda a poe-
sa allomaa do seculo XIII receben suas cores
clhereas tfeSte sopro extravagante. A tinta
oriental, allegorica e mysteriosa que appa-
roce na superficie das crenoas populares do
norte, tem a magma origem.
As cosas llanezas do Mediterrneo tinbfio
anteriormente o risoe a galhofa., desorq*ue canoa, acha-sa encalhada em l alacio yerno
oido, o por isso em lempo* posteriores solr- outfo que faz sallar circuios de guizos e cam-
rfio una accilsaco de arianisipo com o que painhas ordenadas ao gosto do paiz cojos ha-
sua ignorancia se espantava. Seus restos,alcu- hilos mal arremedados traz em si \ & &.
nhados de hypooritas rebaterSo com silenci- j Assim pos trabalho os directores da procsso
osa obstinaoo a igreja catholica o conserva-, de cinza para offerecer aos olhos dos liis
rao alguns vestigios de um Christianismoa- exemplos queexcitema piedade que digo
nano, lendo a Biblia em Vulgar. Quanto mais eu ? todas as virtudes coristas 5 cromo, si
a igreja augmentava em magnificencia tan- I se dixassem arrastar pelas insiuiiaooes do au-
to inais os sectarios deste Cbristianismo sim- jo das trovas, excitara, pSo simultanea, mas
pies 0 pobre aecusavo os orthodoxos de suas
fiioleiras mundanas. Millonarios mysticOs e| quando se offerece a presen'ca da imagenod
Mai de Dos que rompe a linba dos andores,
nenliuui efeto causa c passa diante sem ser
presentida pelos queapiaudirao a enchada de
doutrinas vimos nos Beranger nao s o que a- i Ado e a lerrivel queda de Abel. V. como
lacou o mystorio da cea mas o outro Reran- i iao essas personagens preparadas ? Mais a-
ger discpulo de Abeilard. Le;1o e a Suissaldian lados va o sem duvida os nossos theatros
Franceza forao a patria de reformadores sys-1 onde ja nao aparece CatfiO de espadim e cabol-
lematicos contra quem se armou com toda leira : a lal familia do Adao da nossa procis-
a sua vinganca o braco ecclesastico e o secu- sao de cinza era capaz do esmorecer o mais ta-
lar. Apesar desta guerra seu espirito era man- pudo aristcrata nao Ibes sirva isto de pona!
so e mystico. Entre ellos nao havfio mysle- E para que a cousa anda parecesse mais cx-
ribs ou iniciacOes nem se prgava odio aos, traordinaria iao alguns passps adianto dous
estabelecimentos da Igreja. Sen systema he soldados, que servio debatedores para re-
o mais amavel e moderado 5 mas a mesmo [ pellir esses mesmos gaiatos que o Abd de sai-
temno o mais obstinado em sua duplicada di- Ote e l'eixe de lenha e o A ao de enxada al-
reccao mystica e racional. Os artistas mos- trahiao mais do que a procissfio. Ja nao ve-
KJr* O Vapor Paraense recebe as mallas pa-
ra Macei Rabia o Rio de Janeiro hoje
l d( corren leas .* horas da tardo.
s_j" A Cmara Municipal da Cidadejdo B -
cifee seu Termo : Faz saber que no dia 10
do corren le prestaran juramento de Vice-Pre-
sidentes d'esta Provincia o F.\"'"Siirs. Dr.
Pedro Francisco de Paula Cavalcanti de Al-
buquerque Gonselheiro Thomaz Antonio
Maciel Monteiro, e Dr. Francisco Xavier Pe-
peira de licito ; segundo a Carla Imperial de
7 de Janeiro do correle auno que apresen-
taro a mesma Cmara deixando de pros-
tar por ora dito juramento <-s l'.v-'- Vice-
presidentes Teen te Coronel Izidro Francis-
co de Paula Mesqula e Domingos Malaqmas
d'Agqiar Pires Ferreira, por se acharem in-
commodados. E para que ebegue ao conhe-
cimento de todos mandou a,Cmara em vir-
tudedoArt. 10 da Le de 7> de Outobro de
1831, publicar o presente pela Impransa.
rlecifeem sessao extraordinaria de tOdeFe-
vereirode 1842.
Jos de linos FalcSo de Laccsrd a.
Pro-Presidente.
Francisco Antonio Rabello de Carvalho.
Secretario interino.
Miguel Archanjo Monteiro de Audra! ca-
valeiro da ordem de Cbristo e adminis-
trador da meza do consulado, por S. M.
Imperial que Dos guardo, vlv.
Faz saber que no dia Itdo correnle se ha-
de arrematar na porta da mesma r.dminislra-
q4o nina caixa de asaucar branco aprehen-
dida pelos respectivos empregados ta Al-
fandoga velha por inexactidte .la tara; em
cu jo dia so linda o prazo mareado no regula-
menlo, sendo a arrematado livre dedos-
poza ao arrematante.
E para que chegue a noticia a quem con-
ver, mandei alixar o presente editai, pu-
blicar pela imprensa
Meza do Consulado de Pernambueo 11 de
Fevereirode 1812.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade.
= A AdmitiistiMco Fiscal das obras pu-
blicas tem de vender em hasta publica una
canoa velha abarla, avahada em 20j res ;
aspessoas que bertenderem lanzar podem
concorrer na salla da mesma Amnislraou
nos das 21, 22, e ^ do corrente. A dita
theosophos manicheus confundirao suas dou-
trinas com os restos destas communhoos uri-
anas e ignoradas. Identificados com ota.-.
tiarao-se favoravois a esta doutrina por se har-
monisarcom a simplicdado de seus hbitos.
Daqui podo vor-so do quatos lados diversos
numerosas reiaces com Ryzanoioe com a Gre- 1 parta o ataque contra 0 calholicismo : o es-
cia 5 o commercio floreca e o desenvolvimen-1 pirito nrieutal do Gnstico e Manicheu ai-
lo potico era esplendido. A doutrina do ma-I mou OS habitantes dos vales dos Alpes das
niebeismo lo viva e popular, o dominio si- Cevennas, do Langucdec e dos Pyrcheos ; o
niultanoo dos dous principios do bem e do
mal, sua lucta^Jojenta, collocando o homem
na necessidade de defender um e le resistir ao
outro ; semelbante doutrina ao mesmo tom-
po mystica e activa ereea fortes raizos na
Galliameridional. 0 Katbaros, o homem da
meio diadas Gallias segua esta doutrina ac-
ensando Roma de orgulbo, violencia e luxo
Os misionarios destas seitas corrrfio 0 mnn^
do e na mesma Roma pregarfio suas doulri-
nas. Foro qneimados c dcgolados, mas nfio
convertidos.
mos, he verdade como (Jantes a mu te o
demonio, os mrtires, eostirannos, todos
esses tem Meado em paz : e nao ha-de gozar
da mesma regala a primeira familia da raca
humana? E que famia mou Dos familia
quequal quer de nos renegara s a lves-
gji 1 mo essa dcsa^
parieao de perspnagons burlescas nao he devi-
da aos influentes da prcissao is quaes I
l (mida militas ve/esamldicoado aqueiles
que por amor do respeito religio tem coarc-
tado esses e ou'cos absurdos hoj Iao lora iW
lempo
no porto das nr leiras da mesma Repartalo,
onde pode sor vista por quem pertonder.
Admiuislrac; o Fiscal das obras pblias .')
de Feveroiro de 1842. Moura, Adminis-
trador Fiscal.
A reparlic.io das obras publicas aluga ser-
ven les forros a 700 reis por dia sendo possan-
tes e forcosos para trabalho de madeira : a-
qjuelles que quiserem trabal.'iar podom-se di-
rigir ao Administrador Fiscal da mesma na
Reparticao as horas do expediente, ou na ca-
sa de sua residencia.
Vlminis-traefio Fiscal das Obra? publicas
3deFevereiro deI82; Moura, Admims-
trador Fiscal.
K Os Bilhetes da2.* parte da 8.' botera,
do Theatrp cujas rodas andao improtorivol-'
mente no dia ISdooo?renle, achao-so venda
nos logan s j annunciados.
Os Bilhetes da 2.' paite da 6/ Lotera, a
favor das obras da Matriz da Roa-vista; acho-
so a vndanos lagares sejjuintcs-.no Recite lojk
do Sur. Vioira Cambista : S. Antohio loja do
Snr. '-\-v. zea hixoz o Boticas dos Snrs.
Joao Moreifa Marques', e Francisco A
nio das Chagas, este na ra do Liv^am 1 ; '
aquello na i'Ua do Cabug Boa-vbU brica
doSr. Victorino Ferreira de Carvalho,
prai; 1.
I


A
T II E A T R O .
Variado espectculo Gymnastico e Msica
vocal e instrumental que lera a lionra de
apresentar no rcspeitavel publico pela vez
primeira nesta Cidade os Artistas Jo/.e dos
As mensalidades dos Alumnos silo : de in-
ternos 2oj rs. de meios pensionistas \\n
rs. de externos 5 rs. dos que so frequen-
ta a aula de primeiras letras 5. rs.
Os externos podoin fruquenlar duas ou mais
Reis, sua mulher Emilia Amanli professora aulas pagando tao somonte a quanlia de offrs.
de msica eo Joven Joaquim dos Reis tara- Pagamento de cada urna das mensalidades
betn artista gymnastico Domingo 13 do cor- sempre feito por trimestres adiantados. As
rente. Tora principio com a sinfonia da aulas de desecho msica e danca sao pagas
Opera 11 Pirata, a que seguir Madame Emi-, em separado. Bernardino Freir de Figuei-
lia Amanti a cantar o ramoso Rond da Ope- do Abreu e Castro Director.
ra Bianca e Gcrnando msica da composicao
do mestre Bellini \ conclu Jo que seja se
SET Precisa-se de um caixeiro que enten-
da de venda e d fiador a sua conducta : na
apresen tara o Artista Jos dos Reis a desem- ra da Roda venda D. 8.
penhar com toda agilidade extraordinarias e j ts* Quem tiver urna escrava para alugar,
difieren les sortes, jogos equilibrios e evo- que sirva para todo o servico de urna casa.
Incoes indianas juntando a tildo isto as d- dirija-rse a ra da Cadeia do Recife botica
vertidas diflicuidades da diminuta == Arvore D. 5.
Areosla tica fazendo-a girar por (oda i2?* No da Quarta feira 9 do corren te
Cftxa do tiieatro em diversas maneiras os achou-se um cavado de cor russo pombo :
mais ag'adaveis ; aleiu do exposto far oniros| quem for seu dono dirija-se a ra do Ro-
differontes exercicios gimnsticos ntrela- zarioestreita te'nda de lauoeiro D. 19, ad-
iados cen varias surtes novas ; depoisamen- verlir.do que desde o dia que so achou o dito
cionad Madame Emilia imanti cantar a cavallo ficar o dono responsavel pela despe-
ctvatina de Rossini na opera Barbeiro do Se- zaque o dito flier.
vilha. tST 0 Secretario da Sociodado Natalenso
Em continuacSo se aprescnlar o Joven Ai-! avisa aos Srs. Socios que boje 12 do corrento
lista Gymnastico Joaquim dos Reis na corda ha sessflo peas 7 horas da noute, noColiegio.
bamba na qual pora era pratica ililTorentes ssr Precisa-sede um feitor que entenda
exercicios e.sortes da maior destreza e ag-Ido hortaearvoredos: na Magdalena, estra-
lidade particularisan lo-so com novas o arris- da nova prneiro portao de ferro.
S j" Pela segunda vez so annuncia que no
dia 2 de Janeiro p. p. loi aprehendido no eu-
gcnhoGoVasda exlincta freguesia da Luz,
cadas experiencias as quaes s 'rao" desempe-
nbadas pela primeira vez tiesta Cidade; em
seguida Madame Emilia Amanli e Jo/.e dos
Reis cantarT) jocoso dueto do bnix e tipie u escravo bastante, atravessado que apc-
com a sua competen! i scena da Opera o Tur- as diz seo Sr. chamar-so Ignacio Corroa ,
eo na Italia. Dando fin ao lodo do tao varia- sem que se pbssa perceber o lugar da mora-
do espectculo com as nova, e vistosissimas dia. Igualmente foi aprehendido a 23 do
==EvolucOesCI)nezqs == desempenhadas por mencionado mez outro escravo tambem bu-
onzepessoas Formando preciosos grupo; do cal que diz ter fallecido seu Sr. e que cha-
ropa onde he empregado pelos principaes
mdicos em varias molestias com um feliz
sucesso
EST O abaixo assignado faz publico que
ninguem faca negocio com um recibo da
quantia de cento e vinte e tantos mil reis ,
com mais deca racoes que o annunciantc
pasou a Manoel Joze da Molla Rios e Anto-
nio da Silva Lopes, na occasiao em queoan-
nuncianto lhe entregou por bataneo a sua
venda cita em fora de porta* na qua-
lidade de caixeiro, enteressado em metade
dos lucros porem estes dous Snrs. cm pou-
cos dias que estivero de posse da casa, apre-
sen tarAo urna differenca contra o annuncian-
tc no principal porto de 200j< rs. cujas cori-
tas se estao roalisando pelo bataneo dado no
dia lo do correnle com toda legalidade e
pelo dito Rios assignado com as mais tes-
teniunlias que para esse lim for A o convidadas.
Joa o Maiioel Pinto Chaves.
53" Perderao-se Ochaves pequeas amar-
radas em urna lita, da ra Nova at o ar-
mazem deassucarda ruado Apolo D. 5onde
se gratificar generosamente a quem as levar.
"'VI-SOS M A 1! I T I M OS.
SS7" Para Liverpool o Brigue Ingle/. Ariel .
so precisa de 100 sacas de algodo ou 1200
couros; quem quiser carregar dirija-se a seus
he fazer bico e renda de toda a qualidade e
engomma fizo: no atterro dos Allegadosso-
brado do Lima.
S3" Cm cavallo bom carregador baixo bo-
nita figura : na ra da Cadeia do Recife lo-
ja do Sr Joaquim Joze de Mello, que dir
onde existe.
Ej=* Continua-se a vender a agoa de tin-
gir os cabellos e suissas : na ra Nova loja do
chapeos do Sr. Joaquim Jos Pereira.D. 22,
da-se a mostra para se experimentar e ins-
truccOes para se aplicar.
X-T Um Pianno com muilo boas vozes ,
por preco commodo : na ra da Florentina
Dcima 5.
er Arroz com casca em sacos : no forte
do mallos armazem do Sr. Antonio Joze Pc-
rcira de Mondonga.
E3~ Por prego commodo urna escrava do
nacfio de meia idade de bonita figura, mui-
to sadia, lava de sabao e varrella venda na
ra e muilo propria para o servico de casa quo
teni familia : na ra do Nogueira lado es-
querdo D. 1 confronte ao nicho do Noia.
tu- Quatro toalhas de bretanha de linho
mnito fina abertas de lavarinto, e um par
de fronhas : na rua-velhan. l no segundo
andar.
M7* Na ra do Cabug loja de miudezas
n. i vende-se os seguintes livros : Virgi-
lio Salustio Horacio, Ouvidio Cartas db
consignatarios Lalham cv Hibbert ra da Cice'r0j Selecta arte de Dantas novo mo-
Alfandega velha n. J. thodo a obra de philosolia por Genuense,
cr Para o Rio de Janeiro o bem conheci-
do Patacho Bella Carlota: para carga o pas-
sageiros dirijfio-se a Gaudinhn Agoslinho de
Telemaco em portuguez Cornelio a obra
de Voltaico cm 5 volumes, a Flenriada pelo
mesmo e um folheto con leudo a traduoo
Barros na praci.iiba do.CorpO Santo I). 07 ao p da,fitra vte pptica de Horacio tildo
ou a bunio como Capitao Francisco Jo/.e da
Silva.
B9" Para Lisboa com escala pela Uha da
Madeira o Patacho Portuguez Paquete da Ter-
fovea, c pirmides todas movis na sua cir- mava-sc Antonio Thomaz e por nada mais ceira : quem quiser carregar ou Ir de. passa
conferencia horisonlal desempenhando o pa- dizerem, que se perceba, faz o presente gem dirija-se ao Capitao na praga Joaqun
in
pe do protagonista o Artista Joze dos Reis I annuocio para que quem sejulgar com di-1 Marn da Silveira ou com o consignatario
chamando a attencao a grande prospectiva da reitoaos referidos escravos v procura-Ios Thomaz de Aquino Fonseca na ra Nova
=Torre Vvente =, formada.cm 5 corpos de no mesmo engenho que dando os signaos p. I.
altura. cortos lhe serfl entregues na certeza de
Eis o expeclaculo que os novos Artistas tcm quo o propietario nao so responsabelisa pe-
a honra de offerocer a todos os Snrs. que so la fuga delles.
X3r- Paja a Babia segu viagem al odia
20 do correnle o P tacho Beja Flor, forrado
c pregado de cobre recebe carga e passa-
dignarcra obioquial-ose a sua gralido ser .-" Sabioa luz o 0. n. do Espejho das geiros para o que tem excellentes commodos:
cierna. Bellas : conten o seguinle : Agradecimento,
N. iJ.sbilhetes de camarotes achao-seja Epigrarama Marido e Mulher, Leitura,No-
a venda na casa imediataaoTheatroe os de vclla Ancdotas, Pensamentos e mximas,
platea o varanda no dia da runcc/io no lugar charada : vende-se na praca da Independen-
do costumo das 4o horas da maulla em di- ca n. 57 e 58, na Typograia Imparcial .
ante. ; na botica do Sr. Prannos na ra do lozario
Os presos silo os seguintes: camarote! d? I ostreila na ra Direita loja do Sr. Angelo,
primeira ordem da frente 8. rs. (filos dos na roa Nova loja de livros do Sr. Bez, e na
lados o rs. dito, da segunda ordem da fren-' ra da Cadeia do Recife em casa do Sur. Hur-
te ll vs. ditos ros lados 0,> i-oo rs. 'Por- gard.
rinhas da frente -i.) rs. ditas dos lados 5. I tSJT Manoel Antonio da Silva Motta ven-
s. Plala Iji rs. Varands300 ris. deou troca por predios na praca, e mesmo
N. B. A Orquesta ser augmentada e com- aluga o seu sitio da Ponte do Cchoa.
posta dos melhores professores desta Cidade *=r O Sr. Antonio Jos Marques natural
para maior brilhanlismo do espectculo. da liba queira annunciar a sua morada que
___________ | se lhe dest-ja fallar.
A V X O S 1) 1 VI'. R SO S. tsy Deseja-se saber nesta praga quem seja
corresponder.te do Sr. Joao Manoel de Barros
xzi' 0 !.' Secretario la Sociedade Fortu- Wanderley Lins^ queira lera bondadede an-
qnem no mesmo quiser carregar ou ir'de
passagem dirija-so a ra do Vigario n. 7.
COMPRAS.
em bom rizo e por preco commodo.
$^- Potassa de superior qualidade cm bar-
ns grandes e pequeos adinheiroea praso
com boas firmas : em casado Joo Rufino da
Silva llamos, na ra do Hospicio sobrado
de um andar defronte do Coronel Brito In-
i glez.
3G7- Cm pardo de idade de 20 anuos, pti-
mo para pagem para fora da Provincia e
tem principio d sapateiro, e ptimo pa.a pa-
gem urna escrava de naca o moca mili-
to linda cozinha e tem principios de engom-
mado e lava de sabao c varrella na ra
Direila D. 2o, lado do Livramcnlo.
S33" Cma diizia de quadros que estej \o
embom uzo: quem tiver annuncie.
ESCRAVOS F CC. IDOS.
V E N 1) A S .
cy- Cma morada de casa terrea cita no ho-
co da Gloria do bairroda Boa vista : a tratar
com o seu proprielario Francisco de Paula
Son/a Pinto morador na niesma.
sy Vendem-so ou arrendao-se duas ola-
ria^ com terreno bastante aforado no lu-
gar dos Affogados, trras do engenho Giqui:
quem pretender ambas ou urna dellas enten-
da-se com o proprietario do engenho Giqui
Manoel Cavalcanti do Albuquerquc Mello.
XT O Melhor tabeado da Suecia at 50
jia Auxiliadora, avisa aos Snr. Socios que nunciar a sua morada.
amanli i pelas 5 horas da tarde ha sessfio da Alga-seuma casa terrea D. 41 na
Coramissao administrativa. ra do Cotovello com ptimo quintal e ca- palmos de comprido para assoalho chegado
5^- PropOo-sc urna moca branca de boa! cimba: os pretenden les dinjao-se a ra da neste mez: atraz do thealro junto ao sobra-
conducta a en linar sninas fora da praga Florentina loja do sobrado do Sr. Eiras. | do do Snr. Cunha a fallarcom o caixeiro do
a 1er eserever mui sofrivelmente e opm per- 8 T Alnga-se urna casa lerrea nova narna]Sr. JofloMatheus.
szr No dia 0 do correnle desapareceo um
molequedo nomo Thomaz que representa
17 a unos, corum pouco fula tem um def-
feito em um dos dedos dos ps e um signal
levantado no hombro, e joelho que trouxe
da Ierra levou camisa de algodao branco ,
e calcas de algodAo enlrancado com lislras
azues : quem o pegar leve a ra da Cruz bo-
tica n 39, quesera recompensado.
S27* No dia 51 de Dezemhro p. p. fugio do
engenho Senaria Freguesia de Jaboato ,
um escravo d.i nome JoaqUwrTo qual tem
ol'licio !e canoeiro do quo he perito, traba-
Iba So fr i ve I de carpina e serrador he do
gen lio eternos signaos seguintes: baixo,
COrpo regular di idade de 25 anuos nao
tem barba nom marcas pelo roslo den-
tes porfeilos, e um tanto largos oroihas pe-
quenas falla bom explicada e fina bastante
feidlo a coser; bordSr c. lodo o ajuste fa-1 da SoledUde com duas grandes salas, sois
orperlo canelas rucias grossas e com ruar-
te- 120 varas de panno de algodo da ter- oas de feridas em urna que a pouco sarou ,
cj; ., |os da Costa : trata-secom Thomaz do pliva que tenha bom leite para criar um lar na ra dasenzala velha n. 31.
Xa] i o Fnseca na ra Nova D. 21. ^^ menino de dado de um mez : no sobrado da tST Cma mulatinba recolhida com boas
'' Vu-a-se una das excellentes .asas ra da Cadeia defronte do theao no se- habilidades, de idade de 18 anuos duas
molocotas do idade de lo a lo .8 escravas
jr commodo preco ,
um pedreiro ou-
, um escravo bom
mazer e um grande mi- !par*rrendar ou querer dar de meias an- canoeiroo serrador um molecote peca de
antefa cima dom'e se Jescobre o mar e a Kunro sua morarla. ; dade- do anuos um pardo bom sapate,-
ebegada de navios a este porte he mui re- Kr Prccisa-sc fallar ao Sr. TcnentoCoro- ro um djtcv bom pagem dous escravos sen
comendavel para qualquer esta!,decimento: nel Joze Francisco Lopes Lima Snr. do en- vicos por OOj rs *J^^***-
commrcial,ehcamesmaquo oceupon por gonhoJundi ; porisso roga-so do declarara vico por LOoO., de res, um motequo^ de
muitosannosarespeitevelcasa de Crabtree I sua estada netta praca. idade de i 3 annos por 3i0* rs. na ruado
respe
Heyworth & Companhia : os pretendentes
dirijSo-se ao Correlor Oiiveira.
tsr OCollej io Pernambucano hojo diri-
gido pelo abaixo assignadp, muda-so, o mais
tardar al ao lim do con v.t mez com o
LSy Precisa-se alugar um preto forro ou Agoas verdes I). 38.
captivo para servir un. homem solteiro : na N17' Arithmcticas, Algebras c Geometra*
ra Nova Dio ,,e Lacroix, para o Curso do Lyceo e do Col -
t^ EmPernambucona ra Nova D. lo legio das Artes. Acho-so venda na Loja
aeha-se eslabelecido um deposito de chocla- de Livros de Cardozo Ayres, na ra da Ca-
Biatriculas do Curso Jurdico o das ca- chocolate em ge ral lornAo mui recomenda- ra da Cadeia.
dprlli de Uedecina do Imperio. vel osla substancia ; porem o cl.oeolale foi- &r Para fora da terra.uma escrava, de na-
AsVuas cont'niio entretanto na ra do, reo sobre todos, possue propriedades que lhe cao mocambique idade de I0ai8annos,
Uterroda Boa vista n. 0. tem feito alcanzar grande repufacao na Eu- faz lodo o servico do urna caza ; tambem sa-
MO VI MENT DO PORTO.
NAVIOS ENTRADOS NO DIA 9.
Nova Hollanda ; 05 dias Escuna Ingleza
Ostralian de 200 lonel. Cap. Nalhawil |ro-
laod equip. 11 carga la, passageiros
11 : ao Capitao; >eio refrescare segu
para Liverpool.
SAHIDOS .\"0 HESMO DIA.
Trieste Calera Dinamarquesa Thelis Cap.
Nicholus Mid carga assucar.
ENTRADOS NO DA 10.
Rio Grande, do Su I ; 52 dias Brigue Brnsi-
leiro Sagitario de 20!) tonel., Cap. Anto-
nio Joze dos Reis, equip. 10, carga car-
ne secca : a Antonio Francisco dos- San-
tos Braga.
RECIFE NA TVP. DE M. F. DE F. s= 1*812.


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