Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04438


This item is only available as the following downloads:


Full Text
^^
Armo de 1812. Quinta Feira 10 de
Tirio aor depende de ns
Innemos como principiamos
eultaa.
i'ia aieimoi ; ra nossa prudencia, moderar"10, e enerva: con-
s, e seremos ponudos com ailmiracfio entre as Kaciies mala
(Proclamacao da Assemblea Geral do Brasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRF.STRF.S.
Goianna, Paraiba, elliorande do Porte, na segunda e sexla feira.
Ilnnilo e Garanhuns, a 10 c 24.
Cabo, Serinliarm, lti l'orinoio, Porlo Calvo, Maceio, e Ala^oas no 1 i\- r 21
Fajeado. Sanio Antao, quinta feira, Olinda lodos os (lias.
DAS da semana.
' Se, s. Romualdo,
8 Ten:, s J<>" de Dos.
tf Qaart. s. Apolonia.
40 i.iiiini. Escolas ica, Aud. do jhit. de direito da 2. rara.
41 Seat. a. Lzaro. Aud. do Juir.de Direito da 4. Tara.
I'! sal), a. I'ulalia. Re. Aud. do Juit de Direilo da 3, Tai
3 Dom. a, Gregorio.
Ftverciro. Auno XVIII. N8*
fa O Diario publica ae lodo. o. d... .|uen.,o for.m SanhCcado, o .. ,1,
de tres .,. re,, porquartel |;.,o, ad.ant.do,. O. annunco, do, S*Tt T/f"""/"
Mftt e o, do, que o n.,o f,ir.m mi de SO re por Imha. A, re, lama o 'nS",do'
CAMBIOS tro DU 9 D l'KVKRFino.
Cambio sobre Londres 21) d. p. 10.
" Paria 320 res |>. fianco.
" Lisboa Sa 85 p, I,III de pr
Oobo -Mticda de 6,400 V, 14,400a 14,000
- N. 14.200 a 14,400
de 4,000 8,100 a 8,200
Pn*T4 PalaOei 1,()..!) a 1,070
PlTa l'cio. Columna,ci 1.050a 1,67(1
Mcm ano, l.filOa iY,.,0
., ''. ,""'"!' 4-44 Mi
Moeda de -obre 3 por 100 de di.conto.
Uiscontu de billi. da Alfaodega 1 e J por 100
ao tnr-r.
dem de leiraa de boas fuma 1 e
alej.
Prrnmar do din l() de Frvtrcn>.
1. *= as' 'l luir, r 30*|. dita de.
2. as. 4 horas e
ni.
M ni, da un u.
PHA5ES |).\ |.fA KO MEZ DE FEYHEIRO.
uarl, min?. a 2 na H ora, e S m. da manb
La Nora, a 10 -- a <> ore* e 30 m. da man. m
Qunrt. cresc. a IS ka <> ora, a 2 m. da mnnh.
La cheie a 2. da 1 oras e ifi m. da man',.
tlO DE
PARTE OFFICIAL.
ERrVAlIRlTGO.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXI'EIHE.NTK DO DA O DO CoURENTE.
Ollicio Ao Inspector da Tliesouraria da
Fazenda, enviando-Ibe a informaeo que re-
quisitou dada pelo Coinmandante das Armes,
da vincia, que se consideran armadas, e quaes
as desarmadas.
Dito Ao Inspector da Tliesouraria das
Rendas Pruvineiaos enviaiido-llie a nota da
liliaeao do Corneta Jofto da Cruz de Dos en-
gajado -para quarta Companhia do quarto
Ratalhao da Guarda Nacional degte Munici-
pio, a lim de (pie lhe faga abrir o competente
asseillamento de praea para ser pago dos res-
pectivos vencimentos.
Dito Ao Coinmandante. Superior da
Guarda Nacional do Recito, Communiean-
tlo-lhu o conleudo no precedente ollicio.
Dito- Ao Prefeito da Comarca de Goian-
na signiflcando-lh, que tendo o Engenhei-
roE. L. Wautliier de ir examinar asKst.a-
dasda mcsnia comarca, cumpre. que lhe
preste os auxilios deque elle possa preci-
sar para o bomdosempenho desta commis-
sao.
Dito-Ao Director do Arsenal de Guerra,
auctorisando-o para receber no mesmo como
Educando ao menor Jacinto de que Irada o
seu ollicio desta data.
Dito Ao Director do Lyceu para ordenar
aos Profesores de ngfeze Francez, qnecqm-
parec^c no Curso Jurdico deOlinda no'dia
II do correte pelas nove horas damanha a
lim de examinaros oppositores a substituto
das cadeiras das mesmas Linguas do Goilegio
das Artes.
DitoAo Director interino do Curso .In-
ri co communicando-lhe a expedico da or-
dem supra. *
Dito-Ao Inspector geral das obras publi-
cas, ordenarido-llie quemando quanto antes
arrancar os tocos dos esteios velhOS da ponte
dos A logados a lim deque nao eoffro as
canoas ,jue por ali transitao como acaba de
representar a Cmara Municipal desta ci-
dade.
ollicio. i .
t\,,n *! i n. .v agilai'ao contra a lei dos cerones nrla
; ^^
em hasta pul,.,ca._ a canoa veiha einutili- As noli, ias da India receidas em Londres
sada de sua Reparlica como propoe em i
ollicio de 4 do corrate.
Dito Ao mesmo partecipando-Ihe, que
havcinio fallecido Jos Solero de Andrade ,
proprielariode urna casa, que foi demolida
na linda do nono Janeo da estrada de Santa
Antnoconforme acommunicaofto feita pelo
Engenheiro Augusto Kersting, ; cumpre quo
Riela pagar aVmva e berdeiros do mencionan
do Andrade,o valor da indemnisaco da dita
caza.
Dito Ao Engenheiro Augusto Kersting,
communicando-lhe o conteudo no preoedeu-
t(! ollicio.
Portara Ao Administrador Fiscal das o-
hias publicas ordenando-Iiie que remeta a
Direccad da Companhia do Theatro a cha-
ve do armasem para ondedevem ser passados
as madeiras do mesmo Tbeatro que se achao
noBarraeo, entregando as cftaves desato lo-
go,, que esti ver desocupado, aoCommandan-
tedas Armas.
OllicioAo Commandanlo das Armas,
communicando-lhe a expedicao da ordem su-
pra.
Iietrospeclo poltico.
orara dealguma importaneia.
A'iiiniam ter-se aproximado a.-Rangoon
o rei dos Biritaos chamado os PsdeOuro.
com urna forca de 150 a 200 mil homens.
LordI Aneekland governador geral da In-
dia ingleza, com a sua-costumada actividade
havia mandado I020 por em moviment li-
ma forca respeitavel para rebater qualquer
tentatita hostil daquelle potentado contra as
possessoes hrilannicas.
As foIbasdeNova York dizem que o ge-
neral Scolt coinmandante do exercito se
havia declarado candidato presidencia.
Em Saint John's na Nova Brunswich hou-
ve mu incendio terrivel que destruio lo-
dos os edificios e armazens contiguos ao mar.
a$sim como 40 embarcaeoes que eslavam no
porto.*
Pelas ultimas noticias do Mxico, Busta-
mantc vendo a sua causa perdida, ahan-
donou o lugar de presidente, de que tomou
posse Santa Anna.
0negocio dos biihetes f.ilsos do Ihesouro
de Inglaterra foi julgado pelo tribunal crimi-
nal de Londres. Mr. Reaumont Sniilb, au-
thor da falsilieacAo, foi condemnado a .iegre-
doperpetuo para Holany-Ray. Segundo as
Vc!arcrte*$ o reo parece ter sido victima (ie
alguns especuladores. .
No dia 3 do correte comecaram na cma-
ra dos pares de Franca os (lidales do proces-
k :i 1 1 1 '" '"'* '.iii-.s o- i-ranea os (Cines to nroces-
tz ^"* rr'^T"::: -*o-*-. .uta. oW
de accSo de grabas pelo seu feliz parto que
se celebrte na Capella real de S. Jaime. Os
jomaos dizem que nunca S. M. apresentou
urna melhor disposico no seu estado fsico.
Decidio-se eoTConselho privado no dia 10,
que o parlamento fosse prorogado te il do
Corren te para o de Fevereiro para cnto se
(Tccupar de diversos negocios urgentes e im-
portantes.
0 baptismn do principe de Calles ter lu-
gar logo depois da abertura do parla-
mento.
Falla-sc em algumas mudancas no gabine-
set insislianas suas anteriores doclaiacfles ,
que sao ((in parle confirmadas pelas de 11111
de seus cumplices chamado Fougeray ; po-
rem os demais acensados sustentam urna ne-
gativa absoluta. No dia 9 tiiiba-se ultimado
a inqiricao das lestemunhas do pfoeesso ,
c no 10 devia se apresentar a aceusaQao fis-
cal.
Passa por cerlo ter-se mandado suspen-
der a marcha de tropas para es Pyrinncos.
Mr. (iuizol tinba creado uma eonimissao,
qucdcbaixo da presidencia de Mr. Rossi. devia
incorporar-se ao ministerio dos negocios es-
trangeiros, e oceupar-se nos meios de accele-
rar a conclusao do tratado de commercio com
a Belgiea.
O Constitucional annunoia que este as-
Slimpto se basubmettido ao conseibo de mi-
nidios onde suscita vivissuiios debates. Ob-
jectou-se a Mr. Cuisot queso o tratado mu
meio de assegurar a maioria Das cmaras
Belgas, tambera o de perde-Ia as cmaras
Iranee/as, e que ja devia ter sobejos motivos
para a nao obler sem .ijuntar mais esse. Mr.
Guisotficou derrotado esta vez; porque so
dicidio (ueoprojecto de tratado nao se con-
cluir antes da abertura das cmaras, o que
se assemellia mu i lo a urna dilaco illinii-
lada.
A commissao nomeada por Mr. Guizot fca
revogada, ou quaudo njenos chamada a our
tras luneeoes.
Este assimpto era objecto de todas as con-
versaeies nos sal oes polticos.
A cmara dos representantes da Blgica,
ocenpa-sc com a discussao dooreamento.'
No dia I de Novembro liohe sabido da
ll.na (Holanda) Monsenltor Capicin com di*
receo a Antuerpia, 6 Londres para dalli pas-
sar a Lisboa.
No dia 2 do crrante foro abortos os
eslados geraes de Ilanover pelo principe Ber-
nardo de Sobns,commissaro regio omcon
sequencia de o rei se adiar de lulo por morle
da rainha.
No dia 20 de Novembro o imperador Nico-
lao recebeo em S. Petersburg o novo em-
baixador de Inglaterra Lord Sluart de Bolb-
saj que llie a prese i lo u as suas creden-
caes.
Parece que o Sultao oferecera a posee da
regencia de Tunes a Mebemet-Ali, mas que
este a recusara. Diz-se que a Inglaterra ajv
provava esta pYoposla para malquistar o
pacha com a Franca.
Osclirislos, tendo a sua frente os seus
ebeiks e eini.es, se reimiram era Babda ,
aldeia situada ao pe da niontanba, junio de
Beyrouth e abi rompram as hostilidades
incendiando as casas dos druzos (pie da sua
paite fasiao ou tro tanto aos conventos c al-
deias.
Assim continuaran, al que, movido pelas
represen taces dos cnsules em Bevroutb ,
[POLLITO
aben-kahi:l,o terrivel(*).
A' noile honve grande fesla no caslello ; as
sala Iluminadas estavam cheiasde gente; por
toda a parlo haviain mezas servidas com pro-
lnsao : a msica tocava dantas alegres e lo-
dos pareciam felfees, e tranquillos : quando
de repunte syou um grito geral de terror.
A's armas. O caslello atacado
I udo foi confusao......e no meto do todas
aquellas mulheres consternadas', Zulmira's
conservou o seu sangue frto......sem ao me-
nos descorar ella desapparecen dirigindo-se
precipitadamente aoseu quarto.....abri um
pequeo cofre e delle tirn acadea quedei-
tou no pescogo e pondo o apilo boca delle
tuou um som agudo, e prolongado...No mes-
mo momento Um hornera de figura elegante
se apresentou diante della e tirando a mas-
cara que he cubra o rosto, ella conheceu
Aben-Kahef.
reinando !.......exclamou ella radian-
do. .
Eu velava sobre vos Senhora !... disse
omancebo.....Nao tenais nada: licai aqu.
I- -sabio tediando a porta chave.
Zulmira dexou-se licar, e sentou-se so-
cegada sobre as almofadas...raas ja impacien-
te de esperar e naosentindo bulla alguma de
(* ) Vid. Diario N. 28, 29 30, c 51.
roda de si sabio do quarto por oulra porta
que licavaescondida entre as cortinas...avan-
cou de vagar...mas o mesmo silencio por to-
da a parto... de repente pareceu-lhe ouvir o
teir de espadas, mas conheceu (pie aquellos
sonsvinham de fura do CastelIo...abriu urna
janelli precipitadamente : e luz avermelha-
da de alguns archotes um quadro borrivel se
apresentou a seus ollios !... Dosdous homens
que combatiam naquelle logar solitario um
acaba va de cihir por tena atrvessado do pei-
lo as costas pela espada do adversario !... Es-
te hoinem a quera Zulmira vio dar uma nior-
te tao violenta. o cadver que cabio sua
vista banhado em sangue... Era o de seu ma-
rido... o de I). Carlos de Lara Ella,ca-
hrupar traz privada de todos osstratidos.
sem soltar mu gemido... O ferro tinha hldo
direito ao coracilodo joven filbodo Duqu ; de
Lara. c seu bello e delicadodo rosto eslava
noberto da pulidez da marte; ainda tinha a-
pertada em suas mos a espada que pareca
iicm meando depois de morto(]uerer lardar,
e seus lindos cabellos louros adavam em
sangue.
O bomcm que o tinba mnl.ido fez signal
aos seus tres companbeiros que se retirasserp,
e aquella scena de horror s icoii aclarada
pelo lar... Tirn a mascara (uc/lbe cobria
o rosto... Era h'ahel !. .. abaixou-se com ale-
gra feroz c contemplou o fim que acabar
de dar a lanas perfecocs: ....quando sentiu
uma mo sobr si cu jos ossos se lhe enterra-
*
va-n pelo hombro! voltou-se admirado...
Zara eslava diante de si.
DeagracadO disse ella com uma voz sepul-
cral... Mataste leu rmao !...
Kabel den um grilo terrivel...
Naquere momento o Duque de Lara appa-
receu e ouvio as ultimas palavras da velba.
Men filho... Meu lilbo exclamou elle
precipitando-se sobre o corno del). Carlos.
S esse o .. disse Zara sacudindo-o
com frenes.
Meu Pai !... balbuciou Kabel cahindo
de joelhos.
V*l ^ repel ntn>or'
Adeos rainha mfii disse Kabel le-
vantando-se c dcsappareceu por entre as ar-
vores.
No mesmo dia em que complelava um afi-
no (pie esta scena se tinba paseado a se-
gunde leve logar.
Exista de pouco tempo em (ranada uma
Irmandade de mulberes- que por cardade pres-
1 a va ni socorros aos doentos, eserviam ellas
mesmas d'erifermeira nos hospitaes. No
vasto edificio qne o governo Ibes tinha dado
para habitaren! n'um pequeo quarto h-
mido, fri, e un.... sobre urnas nuseraveis
tahuas; una dolas joven ainda eslava dei-
tada .... seus olhos azus encovadose sem fogo,
mas ainda bellos, as faces cobertas com a pali-
dez da morle e a rcspirac/io difllcultosa
e convulsa denotavara que poucos instantes
tinba a vi ver... Esla miilber ainda bonita era
Zulmira a descendente dos Duques de Lara.
Irma Clara disse ella com docura para
uma desuas companheiras, que aili se acha-
va Eu queraconfessar-me.
Ja mandei chamar um padre ao conven-
to de Nossa Senhora !
Ide ver se j veio.
A oulra saiu a chorar e enlrou dabi a um
momento com um padre cujo capuz lhe cnco-
bra inleiramente o rosto.
Vollai-vos minba Irma...disse ella ebe-
gaudo-sc ao pe da enferma : hile j est aqui.
Meu pai aproximai-vos...disse Zulmira
com esforco volvcndo-so e levantando a
cubeca.
O padre cslrcmcceu recuando.
N.io queris escular a minba conlis-
sfio...conlinuou ella com amargura.
Perdo minba filho...disse elle com
urna ves trmula sentndole sobre ura ban-
co ao pe da doenle. Eu vos ciento.
A Irma Claea se tinba afastado e Zulmi-
ra comocou a sua cofiGsso com soflego, at
que se ealou...entao as faces lhe coraram os
olhos se lhe animaiam e depois de um 1110-
nienlo de silencio continnou com esforz ,
c commoeao.
Padre at aqui s vos tenbo fallado
do lempo da minba innocencia e ventura....
que vos direi da minba mocidade tempestuo-
sa !... das paixoes que mesmo debaixo desln
habito sagrado ainda agora neste momento


Selim-Pach, governadoresta cidade, q'ie at
entfio tinha permanecido expectador tranqui-
lodo incendio, que elle mesmohavia cauzado,
se decidi a enviaTao (lugar do combate um
pacha com algumas tropas companhadasdo
cadi, domuphti e de alguns outros ofliciaes,
com o objecto de ajustar um acord amigavel
entre es beligerantes ; porem Selim tinha da-
do cm segredo a esses ofliciaes intrueges
bem dilTerentes.
Em Madrid tinha-se tambem apresentado
perante a commisso militar a cauza do du-
que de Sao Carlos (auzente) para o qual pedio
o Fiscal 8 annos depriso, ea perda de em-
pregos, honras etc. Acommisso ainda nao
tinha proferido a sen tenca.
Os jornaes ministeriaes asseguram que o
rei da Prussia, o duque deCambrigde, o prin-
cipe Fernando de Saxonia Coburgo ma-
drinhas a princeza Sophia, e a Gr duqueza
de Saxonia Coburgo.
Continuam as reunies para valer aos o-
perarios cuja miseria he extrema.
As noticias dos Estados-Unidos nao con-
ten couza de maior importancia. Aa^tengo
publica achava-se oceupada com as eleiges
e com a mensagem que apresentaria o Presi-
dente na abertura dos Estados. Havia gran-
de actividade as especulares mercantes.
Segundo os jornaesfrancezes continuava na
na cmara dos pares o processo de Quenis-
set, tendo fallad j varios advogades dos
reos.
Foi absolvido o editor do Jornal de Eure -
pnverno inslez dera ao hespanhol completas' por um artigo que publieou atacando a uies-
BU ____i_- i___i-~ p..:. A ..nnc..K;i;.<.>,1a o^r;nictr->tva rin ro. O oresi-
satisfagoes pelos passados insultos fetos a
bandeira hespanhola.
Os jornaes oposicionistas contradizem es-
ta noticia por a nao verem publicada ollicial-
mente.
Tinha chegado a Madrid Mr. de Salvandy,
embaixador do rei dos Francezes, junto da
corte de llepanha.
O Sur. Mrquez de Saldanha tinha sabido
de Madrid dirigindo-se a Vienna de Aus-
tria.
Os infantes D. Francisco de Paula e sua
esposa conservavam-s'j em Burgos.
Na Estremadura hespanhola iam-se aug-
mentando as quadrilhas dos ladres que ir.fes-
tam livremente a direita do Tejo.
ponsabilidade administrativa do rei. 0 presi-
dente do tribunal conteve a muito custo os
aplausos dos espectadores, ao verdict de ab-
solvilo.
Noticias de Hamburgo eda Blgica asse-
guram que o llanover e o Grao-Duque de
Brunswich adherira a unio das All'andegas
alleinas.
Na Blgica progredia tambem o processo
dos cuinplices na ultima conspirago.
COXTINUACA DO ARTIGO = GARANTAS WDIVIDU-
AES C
Outra fraude no menos perigosa consiste j
na altcrago das moedas j (oque venia
s;r o mesmo ) no curso toreado d'um signal ,
que nao lem valor intrnseco. Cm papel,
_ Todos os dias encontro os gneros in- ja qual for a sua flanea nu""h*^rt "
glezes ma,sdificil sabida as demais nagoes e no momento em que pouco a pono vo naturalisando no sen elle ja se nao pode troca 4 vontode^e sem
Julo a industria fabrjl. D'aqui procede que to- j perda alguma pela niouJ., querepreserta a
dos os destrictos manufactureiros se que,- ~P=a,a o ^r^-^_
xao.
A Irlanda principalmente tem experimen-
tado grandes quebras pelas medidas tomadas,
da e tanto mais odioso, quaulo est arma he
urna le. Nos eremos que as luzes publicas
tiiliv 'ranries (lueDras peas meuiuas lumauua, ------------ ____.-j____
OT^,Tem Eltim.eessao au^en- tomfcHd perder**-^!
J W por S nos dind.os d, entrada cor ex =f <".2*2S? d Ln,aS
tecidosdelinho: 2 pela Blgica, que logo
adoptoua pauta franceza : 5 pelos Estados
rao falsos moedeiros e que depois de tantas
ruinas causadas pelos signara ficticios, ne-
Qflnnfnn a nauta Iranceza : o peius .swuuj umej i,*.....".* i-------
que o menor direito fosse de 20 por cento.
Em tal situago acabo de reunir-se os
oornmerciantes fabricantes de Balfat para
fazer conhecef a miseria em que se acho e
pedir promptos soccorros.
Porem nada ha mais fcil que mostrar os,
males, nem mais dilicil que dar-lhes o reme-
dio. .
EsLe consistira em impedir as demais na-
ces estabeleeer pautas prohibitivas em
favor de sua propria industria mas des-
bragadamente a tendencia dc$ povos desde
?inte cinco annos esta parte de todo indifle-
rente, ea Inglaterra por grandes que sejao
osprejuisos quesoffre, nada tem conseguido
nem com a persuago nem com a torca. Sob
este ponto de vista a sua situago e gravis-
sima. .
(Nacional)
dem 18.
No dia I \ verilicou-se na capella real de
S. Jorge o baptismo do principe de Galles ,
gara jamis a dar a bilhetes um crdito que
elles nao obtivessem immediatamente de si
mesmos.
Como terceira especie de attentados pbli-
cos contra as propiedades releva contar as
leis, queannulassemasacquisices, e trans-
i issoes consumadas conforme a leis anterio-
res. Nao h duvida que se se percebem er-
res ou abusos nos modos de compra ou de
successo precedendemenle instituidas urna
lei nova pode estabeleeer mell.ores para o fu-
turo. A equidade nao reprova se nao as
disposicoes retroactivas que inrmassem as
acquisigeslegalmenle feitas at en to. To-
das as propiedades sem excepto perdei io a
sua garanta em um pai'z onde alguns reco-
brasen, taesotlensas e onde fosse possivel a-
bolir ttulos fundados em leis. O exame da
origem d'uma propriedade acaba no ponto,
cm que se eneonlra a lei que a tem consa-
grado : distinguir os dominios terriloriaes por
nomes que recordfto a sua origem an tifia .
OTVra*^-*= *. -*.--. **.
combatem aqu dentro de meu />eito !...
Zulmira sentou-se sobre as taboas lvi-
da e trmula.
Contmuai, minha fllha...disse elle com
attengo.
Padre o vosso eorago insensiv.-l e
gelado pelas frias lages da vossa cela e
claustro nao entendero o meu que nem mes-
mo neste logar tem cessado de palpitar arden-
te !... nao importa...tudo direi porque me e
necessario urna bencao antes de morrer...pa-
ra nao ser condemnada Padre eu amo como
vsamastes a vida no verdor dos annos....
Eu amo ainda neste momento terrivel com
tedas as torgas que me restam!... Eu amo des-
de a primeira vez que o vi...um chefe de ban-
didos !...um...inimigo dos Christaos... o as-
sassino de meu marido !. .. Aben-Kahel o
terrivel !...
O padre nao pide abafar um grito e sua
cabera caiu sobre suas trmulas maos. .
Ah !... eontinuou ella com desespera-
co. O meu crime vos horrorisa..^.'no me
queris absolver !... Dos ter mais compaixo
do que v ?'...
. Mas escutai-me ainda !... disse Zulmi-
ra juntando as mos. Pesai com os meus cri-
mes o sacrificio que fiz ao meu coraco e
jespondei se nao merego perdo!... Padre a
felicidade me foi offerecida e eu regeitei!...
renunciando as riquezas e a tudo vim en-
errar-me em vida neste logar e fazer urna
tenitencia austera... Eu tenho tudo compri-
do...tudo conseguido de mim mesma me-
nos o vencer este amor fatal !
Minha lilha disse emfim o padre. Dos
conhece o fundo de vossa alma e a sua mise-
ricordia infinita... Explicai-vos melhor.
Estas palavras acalmaram um pouco mais
Zulmira e ella eontinuou mais socegada.
Sim verdade, a felicidade me foi offe-
recida eu a regeitei !... Escutai-me... Pas-
sado o primeiro momento de horror em que
meu marido foi assassinado o Duque de La-
ra que j todos s*bem o pai de Aben-hahol
fe/procurar ofilhoquelhe restava por toda
a parte elle quera reconhece-lo c unir-
me com elle!... ,
Quedizes ?... Isso nao e possivel....
disse o Padre involuntariamente.
E' a verdade ... respondeu ella.
Evos?!...
Eu amava-o com todas as potencias da
minha alma... pesar de entre nos nunca se
ter pronunciado urna palavra d'amor, eu ti-
nha advinhado o sentirnento que por mim lhe
ardia no peito... a minha uni com elle seria
um paraso na trra .... e todava tive a co-
rarem de renunciar a tndu!... Existia em meu
poder um encanto que faria apparecer o bo-
mem que ninguem achava; era una cadea
com um apilo que Aben-Kahel me tinha da-
do para o chamar... e eu nao me serv de-
le !... Passado o primero tempo do meu lulo
ped meu Tio licenga de entrar para esta
ou venal, patrimonial. ou pessoal he adop-
tar urna lingoagem insocial e anarchica.
Taes indagages nao vem a parar jse nao em
semear a discordia, o a inquietago em ex-
por todos os direitos adquiridos a os caprichos
da opiniao edo poder em abysmar a soci-
edade na desordem de que as leis a descap-
tivro.
Tambem as leis compromettem asproprie-
dades se complico os processos necessarioc,
para as revendicar e defender: se he as ve-
zes menos cusUso perder urna demanda do
que vncela judiciariamentc; se a custa dos
proprietarios se sustenta urna plebe de oflici-
aes pblicos, amestradosem obscureceros di-
reitos em eternisar os processos e cujo mi-
nisterio espoliador he o nico recurso contra
as mais espoliacoes : porm a mais ordinaria,
e geral concussao que o poder propende a
exercer contra as propriedades consiste no
excesso dos impostos.
Toda a asaociago suppoe dspezas com-
muns para as quaes devem contribuir todos
os socios. A necessidade pois dos imposlos he
incontestavel, e alm disto he difficil assig-
nar o limite preciso alm do qual nao devem
passar. A theoria geral da ecconomia polti-
ca tem feito muitos progressos; mas ainda nao
tem ido asss applicada adrainistrago pu-
blica ; e bem longe est de haver um sysle-
ina onde cstejao expostas e encadeadas as
noges relativas s receitas e dspezas d'um
listado s fontes das primeiras, a os objectos
das segundas a os efleitos s circunstanci-
as e s regras de urnas, e de outras. Sere-
mos pois forgados a restringirmo-nos aqu a
generalidades islo he 5 a condemnar d'uma
parte as dspezas superfluas que nao corres-
ponden! a servigos pblicos ulilissmos ou
totalmente indispensftveis ; de outra as recei-
tas noeivas islo he as que produzem um
destes dous efleitos ou de nao deixar a urna
parle dos contribuintes os lucios de fazer os
consummos estrictamenle reclamados por
suas precisos fizicas ou diminuir progressi-
vamente o excedente das producgOes sbreos
consummos. Pelo exame, e calculo desle ex-
cedente he que se devem resolver todas as
questoes relativas ao luxo que entretenas
receitas do Estado distribuindo-se pelos dig-
natarios, funecionarios, pensionistas, em-
pregados fornecedores e outras pessoas ,
de quem se pago os servigos actuaes, ou pas-
sados. Tracta-se de saber se entre os con-
tribuintes nao dotados nao pensionados,
nao assalariados os consumos fico, ou nao a-
baixo do necessario \ e se alm desses consu-
mos resta mais ou menos de productos ac-
cu mu lados.
Sendo impossivel applicar mximas to ge-
raes s dilTerentes circunstancias em que um
povo se pode adiar o nico meio de saber ,
que o imposto nao ha de exceder a os seus
verdadeiros limites he o ser elle votado por
una assembla de representantes dos contri-
buintes. Nos nao encaramos aqu os outros
poderes exercidos por essa assembla : o de
que tractamos aqui suppc que ella compe-
sc de homens a os quaes importa que a
authoridade se manteaba, que todos os ver.
dadeiros servigos pblicos sejao prehenchidos^
que nenhum credor do Estado sofra prejuizos.
Irmandade o que me foi concedido... E nun-
ca mais quiz saber nada de Aben-Kahel!...
E perdoaste-lhe ?. disse o padre com
interesse.
Como eu desejo que Dos me perdoe...
respondeu ella alliviada pela confisco que
acaba va de fazer.
Minha filha achastes graga aos olhos do
Senhor. Becebei a bengo que elle por mi-
nha mao vos manda.
O padre deitou a absolvigo moribunda
que se erguyo para a receber e tomou a cair
liara traz extenuada por todos os esforcos que
tinha feito.
__Meu Pai... disse ella ainda com urna voz
fraca c calou-se.
Podis fallar... respondeu o padre com
dogura.
Entao com bastante custo ella tirou do pe
to a pequea cadea e o apito.
Procurai Aben-Kahel, eontinuou Zulmi-
ra. Entregai-lhe isto...
Eu o farei... disse o padre pegando na
cadea.
Jurai i!...
Juro.
En to lia Il,'a entregou.
Nao queris mais nada... disse o padre.
Esoutai... balbuciou eila entre as anchis
ila morte... ConUi-lhe os meus ltimos mo-
mentos Dizei-lhe que se arrependa!... Jun-
tos ao menos na eternidade !... E a linda ca-
bega de Zulmira de Lara caiu sobre as taboas
mas tambem que nenhuma classe dos con-
tribuintes se empobrega ; que a riqueza naci-
onal ou o excedente dos productos sobre os
consumos augmente ou pelo menos nunca
decresga. Fora ficticio o voto do imposto se
emanasse de homens, que por suas funeges,
ou por sua posico nao tivessem interesse se
nao no augmento das dispezas publicas.
Julgamos superfluo acrescentar, queascon-
tribuiges sejo ellas quaes forem devem
ser por toda a parte proporcionaes s proprie-
dades ou a os gozos, e que sentar dellas
em todo ou em parte a certos proprietarios ,
ou a certos consumidores he pagar urnas divi-
das com outras ; verdadeiro roubo que do
mesmo modo que qualquer injustiga, encami-
nha-se dissolugo das sociedades', e contra
a qual nunca se pode estar plenamente seguro,
se nao escolhendo representantes bem resol-
vidos a nao ser nem roubados nem ladrfcs.
Coneebe-se finalmente, que nao h garan-
tas nem para os credores do Estado, nem pa-
ra os contribuintes se* emprestimos pelos
quaes se augmenta a divida publica e que
obrigo a engrossar os impostos poderem con-
cluir-se sem o consenso d'uma assembla de
representantes interessados na boa ordem das
despezas e receitas. A experiencia bem
cruelmente h ensinado -a que resultados tem
chegado os embaragos das (nangas. Mas es-
tes embaracos nascem j do augmento pro-
gressivo da divida publica j das bancas-ro-
tas completas ou parciaes j da alterago
das moedas metlicas ou do concurso forgado
do papel moeda j|das agrcsses feitas pro-
priedade por leis retroactivas, ou por outros
actos imputaveis authoridade suprema j
finalmente das despezas despropositadas e
dos impostos excessivos, ou desigualmente
repartidos a que taes despezas obrigo. A
propriedade nao he plenamente garantida se
nao pela auzeneia ou represso eflicaz de to-
das estas desordens.
Se a authoridade executiva he abandonada
a si mesma ; se em materia de finangas pode
, o seu destino ser sentir
, cralas de continuo pro-
tudo o que quer
sempre precisoes
velas pelos meios mais rpidos nao por ter-
mo s dispezas ; porque nao encontrar dif-
culdade alguma csgolar pouco e pouco todas
as fontes de reprodugo ede crdito pro-
digalisar os favores a seus cortezos cercar-
se d'um luxo inmenso ao passo que excep-
go de seusalilhados tudojazer em extrema
penuria, crer-se por tanto bem amado, e
muito poderoso ignorando a profundeza do
abysmo,, que cava debaixo de seus passos.
Em balde se complica o systema das finan-
gas publicas ; porque nenhum artificio dar
remedio a os efleitos desastrosos das despezas
excessivas. Se as h exigidas por circuns-
tancias imperiosas por guerras inevitaveis ,
por irreparaveis revezes he mais urna raso
de reduzir todas as outras ao mais eslr.cto ne-
cesario. O que se deve dizer d'um particu-
lar meio arruinado por processos por incen-
dios &C. que longe de cercear cousa algu-
ma de suas profuzes j monstruosas antes de
seus infortunios augmentasse de fausto de
prodigalidade de dissipago edeleixo? O
luxo devorador das cortes e as depredages
administrativas sao prejudiciaes ainda nos
para nunca mais se levantar !... O padre deu
um grito. A lrmo Clara entrn e o achou
de joelhos a chorar ao p da morta !... seu ca-
puz tinha caido para traz, e via-se urna ca-
bega negra e lustrosa e um rosto bello e Jo-
ven ainda... Quando o padre viu a Irma Cla-
ra puchou o capuz para o rosto, levantou-se,
e saiu. .
__ Adcos lrmo Fernando disse Liara:
orai por mim
Seis mezes depois no meio da igreja do con-
vento de Nossa Senhora eslava exposlo um
corpo vestido com habito daquella ordem o
capuz cobria-lhe o rosto. Umavelha decrepi-
ta que havia dezoito mezes ali vinha todos os
dias rezar eslava de joelhos encostada ao es-
quife. O povo que vinha com devogo deitar
agua benta no morto reparava no tremor em
que todos os membros daquella mulher esta-
vam e as lagrimas que Ihecahiam pelas fa-
ces enrugadas.
Quando os Padres chegaram para levaren.
0 seu companheiro para a ultima morada dis-
seram velha que se aflastasse mas ella nao
respondeu : aproximaram-sc della, e acha-
ram-na morta.
O lrmo Fernando um santo .... di-
zia o.povo acompanhando o enterro com ve-
nerago.
O lrmo Fernando era Aben-Kahel.
A velha, era Zara.
Original Portuguez E



tempos mais prsperos: mas se augmenta des-
nroporcionalmente o numero e honorario
Jos empregados pblicos ; se se transforma
urna mullido de antigos funcionarios em
pensionisUs, dando-lhes successores inhabeis;
se se reforma urna parte do exercito nacional
para pagar a tropai estrangeiras ; se em im
a titulo puramente gratuito e a larga mao
se distribuem pensos exorbitantes ; nao ha
duvida que para igualar as receitas a to
loucas despezas ser misler multiplicar des-
medidamente os imposlos assim directos, como
indirectos contrahir todos os annos novos
emprestimos, e por consequencia empobrecer
e arruinar todas as classes de propaietario
comprometter a sorte dos credores do Estado.
DA INDUSTRIA.
Poderamos fallar da industria antes de dizcr
cousa alguma da propriedade ; por que esta
he fructo do trabalho, e ilasceo d'aquella.
Mas quando se concidera a sociedade em seu
estado actual oque se percebe immediata-
mente depois das pessoas sao as propiedades.
A' primeira vista nao se depara aindu s nao
com os homens e com as cousas que elles
possuem-, e para estas duas grandes ordens
de elementos do corpo social he que se recla-
mo as primeiras garantas.
Entre tanto a industria he necessaria nao
sopara quecomecem a existir producios, se
nao para que as pessoas a que elles perten-
cem os gozem e conservem. A industria
fornece aos propietarios os objectos dos seus
consumos successivos, e s ella d valor a
seus capitaes empregando-os em obter no-
vos fructos. As propiedades adquiridas e
o gozo desta decrescerio medida que v-
esse a afrouxar o trabalho.
Trez industrias se distinguem ; a primeira
agrcola, ou extratieva a segunda manu-
factureira a terceira commercial. Nao per-
teuce ao nosso assumplo o examinar como al-
pumas vezes separadas, e successivas ou-
tras vezes conjunctas e semultaneas ellas
abrago todos os gneros de trabalho tudo
quanto be preciso de preparativos, de trans-
f..rmages e transportes para por cada pro-
ducto soba modo consumidor em o estado ,
em que elle o quer receber ; nem como a divi-
so e as subdivisos indefinidas do trabalho
tem multiplicado as forcas do homem e da
natureza augmentado variado e aper-
feigoado as produeces engrandecido, eac-
celerado o curso das prosperidades sociaes.
Alm destas diversas industrias que todas
tendem a obter productos izicos h oulras
accessorias que consisten nos cuidados, que
se deve tomar de certos interesses dos produc-
tores e consumidores, da sua sande por ex.,
de seus negocios de seus direitos civiz de
sua instruecao, da cultura e prazeres de sua
intelligencia. Taes sao os servicos, que a so-
ciedade recebe ou espera dos mdicos dos
jurisconsultos dos mestres, ou professores,
dos escrives dos artistas de todos aquel-
los homens em fim que cumpre conciderar
como productores secom efleito elles ajudao,
ou ensino a produzir e se h certeza que
haveria menos produeco se nao fora o soc-
corro de suas industrias auxiliares. Em ge-
ral e com mi poucas excepces todo o mem-
bro da speiedade he ao mesmo tempo consu-
midor, e productor; mas esta disliiiogo con-
cebida como una divisao da populaco em
duas classes he extremamente errnea : por
quanto capitalistas rendeiros sao producto-
res ; por issoque fornecem ou tem forneei-
do os productos accumulados, que servem pa-
ra reproduzir. Os mesmos depositarios ou
agentes da aut'oridade os funecionarios ci-
viz e militares se os seus servicos nao sao
ncm malfazejos nem superfluos nem chime-
ricos tornao-se realmente guardas das pro-
priedades protectores dos trabalhos e por
conseguinte verdadeiros cooperadores : elles
prehenchem tarefas importantes, e indispen-
saveis nesse laboratorio immenso de que a
sociedade offerece hoje o espectculo.
( Contina. )
DA SEGURABA DO PRINCIPE,
TRACTA-SE DAS AMNISTAS.
Nao possivel que naja tranquillidadc no
estado, sem que a autoridadedo principe es-
teja segura e pura qne a antoridade do prin-
cipe csteja" segura preciso que ou nao tenha
inimigos ou que no caso de tel-os os re-
duza impossiblidado de fazer mal.
Houve tempo em que para o principe nao
ter inimigos bastava ser justo e considerar
como propria a felicidade do povo. Hoje nao
assim. As sedices de algum dia eram sem-
pre nascidas dos abusos de alguma autoridade
subalterna que opprimia o povo ; o povo a-
gitava-se para se livrar da oppresso ; mas ,
logo que se remova a causa entrava tudo na
ordem c apenas havia necessidade de peque-,
nos castigos a titulo de correccao. Hoje teem!
as sediges um carcter muito particular.
Existe urna sociedade immensa, encarregada
do plano nao menos inmenso de acabar com<
o principio monarchico em toda a parte do;
mundo. Que o principe soja justo ou injus-
to legitimo ou intruso severo ou indul^'ii-
te pouco importa : a sentenga est dada ,
ha-de desapparecer da face da trra poique'
rei! Estamos por lano em urna-poca de
excepgo ; e quando a poca excepcional,
forga^ que igualmente o seja a poltica que1
lhe convem applicar. Vejamos qual ella .
Os inimigos do principe podem ser muitos
u poucos poderosos ou insignilieantes, oc-
cultos ou manifestos. Cada um d'estes tres
casos exige considerages particulares.
Quando aquellos que se apresentam em pu-
blico silo poucos e de pequea eonsideiago ,
pode-se ter a certeza que iienlium d'elles obra
por impulso proprio. Sao agentes ostensiveis
que personagens oceultas e poderosas manda-
ram como batedores que vio soudar o trro
no : se a cousa toma vulto, apparecem en to
para dirigir as operages; se a tentativa fa-
Ihou, conservam-se oceultos e reserva tn-se
para outra occasiao.
Nao pode haver poltica mais desgranada do
que aquella que manda proceder em taes ca-
sos como as circunstancias ordinarias. O
sacrificio d'esta gente de nada nao soso torna
intil, seno ainda perigoso. Como os a-
gerites oceultos ficaram seguros e salvos, mais
tarde apparece segunda tentativa que obriga
o governo a novo cxemplo de rigor : o povo
exaspera-se com tantos actos de crueldadc ;
e os inimigos do principe ; servindo-se da des-
gracia dos seus proprios agentes como da pro-
va da tyrannia do soberano com as conse-
quencias do proprio crime justifican! a neces-
sidade decomiiiottel-o. 0 verdadeiro des-
prezar estes conspiradores obscuros, easli-
gando-os apenas correccionalmente e espi-
ando com muito cuidado o seu proced ment
ulterior. Tarde ou cedo os acntocimentos
fazem ver qual era a cau9a oceulta que os fazia
obrar ; e ento pode o procedimento do go-
verno ser menos incerto e mais seguro.
Descobertos os inimigos oceultos do princi-
pe ou pela vigilancia do governo ou por
indiscrigo d'elles mesmos ou por outra ma-
neira qualquer veriiea-se sempre a suspeita
de que eram pessoas poderosas e sempre
poucas em numero. Que dever ento fazer
o soberano ?
Durante a longa guerra que os romanos sus-
tentaran) contra,os Samnites, aconteceu que,
n'uma expedicao mal succedida todo o exer-
cito romano, eomposto de 50 mil homens,
cahiu em poder dos inimigos. Eram todos os
recursos de Roma. Os Samnites, embaa-
gados com to grande quantidade do nrisicr-
neiros reuniram um consolho de guerra pa-
ra n'elle deliberaren! que destino conviria que
lhe desacm Que farcinos a todos osles
presionoiros ? perguntou o chefo da naeo ?-
Exterminai-os a todos ( disse um guer-
reiro j velho que todo o mundo respeitava
pela longa experiencia que tinlia adquirido nos
mais honrosos empregos da repblica).
Como (acudiu um general ainda mancebo)
Iremos fazer execravel o nome Samnitico em
todas as geranios presentes o futuras man-
chando-nos com urna crueldadc to grande '!
N'esse caso tornou o ancio recbel-
os a lodos como amigos e mandai-os para
Roma enchendo os generaos de presentes ,
o dando aos soldados todos os meios do que
puderem precisar para fazer a viagem.
Nem um nem outro conselho se seguiu. Con-
cedeu-se a vida aos Romanos ; mas antes de
mandal-os par. Roma foram todos obriga-
dos a passar por baixo do jugo, que era a
maior das affrontas que n'esse tempo se pe-
dera fazer a um guerreiro vencido. A gene-
rosidade dos Samnites foi inteiramcnle perdi-
da. 0 senado romano de tal modo so irrilou
oom a affronla porque o exercito tinha passa-
do, que redobrou de esforeos coiitinuou a
guerra e concluiu-a exterminando de todo a
nagoJnimiga.
Este facto da historia romana coiitem a ver-
dadeir politica que se deve seguir no caso de
que se tracta. Nao ha meio termo com ini-
migos poderosos: ou dissimular-lln-s o
crime e fazer-lhes mcrcs, ou extermna-
los a todos sem compaixao : o primero al-
vitre s vezos seguido de bom resultado ,
quando se tracta com homens de espirito ge-
neroso que por algum motivo pessoal se ha-
viam descontenlado ; mas com revoluciona-
rios de profisso que conspiram por systcma
e por espirito de seita politica, nao serve se
nao de dar-Ihes novas armas para que depois
conspirem com mais ardor. Infligir peque-
nos castigos a homens d'esta natureza na
esperanza de que se cmendem tempo per-
dido, e alem d'isto excessivanionto perigoso.
Homem poderoso nunca perdd a affronla que
recebeu e hade sempre lomar vinganga d'el-
la logo que possa.
Acontece porem mais de urna vez (o que
com tudo s pode ter logar por falta do acti vi-
dado ou pela falsa poltica do governo) que ,
quando se chega a obrar contra os amotinado-
res j o circulo da rebellio se tem extendi-
do de tal modo que depois da ordem restabe-
lecida se ve o soberano embaragado com tan
crescido numero de pessoas implicadas e de
tal ordem que. nem possivel despre/al-as a
todas, como na primeira hypothesc, nem
extermined-as a todas como no caso anteceden-
te. E esta urna das circunstancias mais gra-
ves cm que o principe se pode ver collorado .
inda que por culpa sua : nao obstante isto ,
| assim mesmo se pode ver livro de em barago ,
| urna vez que saiba obrar poslo que tarde ,
com deciso e prudencia.
A medida mais geralniente aconselhada
ii'um caso d'estes consiste na concesso de li-
ma amnista ; e de todas aquellas de que se
podia lembrar o Genio-do Mal, cortamente
a que mais desgraciadas consequencias pedera
i ter. Que o que faz a amnista 1' Per-
da o crime immensa maoria dos cmpli-
ces excepta nicamente os cheles que por
va de rogra ja esto poslos a salvo. Que-
ris agora saber qual deve ser o infallivel re-
sultado do semelhanle alvilre ? Aqu o ten-
des. O perdo concedido aos primeiros equi-
vali adizer-llies que podem tornar a cons-
pirar sem perigo, como quizerem, urna vea
que C0Mgam fazer to grande numero de
cmplices que nao possa ter logar o castigo;
c a excepgo feita dos ltimos, o mesmo que
declarar-Ilies que se quiserem obter melhor
sorte nao Ihes rosta outro recurso senao ur-
direm nova conspiracc. Quanto a mim en-
lendo que esta doutrina das amnistas nao
pode ter sido inventada seno pelos proprios
revolucionarios, a lim de fazerem eternas rc-
voluges. Na primeira amnista Yom j en-
volvido o germen de nova rebellio ; esta ulti-
| ;na exige segunda amnista de modo que em
! tomando por este caminho ve-so o prncipe
envolvido n'um circulo vicioso, de rebellio
para amnista e de amnista para rebellio .
sem jamis se poder desembarazar d'esle laby-
rintho. De todas as differentes maneiras por
i blema', a seguinte a que offerece maior nu-
mero de van tageuse menos inconvenientes.
A sedicao est sullbcada a ordem restabe-
lecida o os culpados ou presos ou fgidos ;
tracta-se do castigal-os. Expodom-se ins-
truceoes secretas aos juizes para que deem
tal direceo aos processos (pie todas as pessoas
de pouca importancia, inda que manifesta-
mente culpados, sejamdeclaradas innocentes
por falta de prava, postas em lnerdade no
tivessem de se vingar. Olhe-se para o que a-
Iconteceu nos ltimos annos do governo d'el-
rei *, e diga-se se isto nao verdade.
E eis-aqui prevenida a necessidade do fatal
remedio das amnistas em todos os casos de
rebellio que nao chegarem a tomar o carcter
de verdadeira guerra civil. N'esse ultimo
caso ja seno tracta de urna simples rebellio \
una revolugo tal o qual. O veneno esten-
de-se a todos os pontos do oslado : o crime
commelte-se tanto s claras e em to grande
escala que j se nao torna possivel dissimu-
la-lo. Em taes circunstancias a -amnista de
necessidade inovilavcl; mas para que dola se
l i rom bous resultados preciso que seja a-
companbada das tres condignos seguintes, to-
das esscncialissinias : i. que a amnista
seja de tal maneira Ilimitada, que nem ao
menos admita una nica exccpgo ; 2. que
por caso nonhuin seja concedida antes de o
partido rebelde estar de todo esmagade c ven-
cido; 5. que as culpas ulteriores do todos os
amnistiados, ainda que leves sejam sejam
castigadas como se fossem gravissimas.
Quando a amnista tem excepc/tes, como
essas recaliein por va de regia sobre os
chelos do partido vencido que sendo sem-
pre os mais poderosos na occasiao da am-
nista j nao esto debaixoda acgo do gover-
no oxceptual-os o mesmo que obrigal-os
a fomentaren! novas inquieta^des no estado ,
visto que se Ibes nao. deixa outro recurso de
meltiorarem desorle. Sea amnista conce-
dida por Philippe II aos Flamengos nao tives-
se exceptuado o principe de Orange talvez
todas as Provincias Cuidas se tivessem sub-
metldods novo ao governo de llespanha : e
se a amnista concedida por Carlos II aos ln-
glezc-s livesse exceptuado Ricardo Cromwel .
talvez Me nao fossetao fcil como foi res-
tabelccer-se no Ihrono de Inglaterra.
Quanlo s amnistas concedidas antes da
total destruico e vencimonto do partido re-
belde muiias vezes tenlio visto fazer uso
d'ellas mas sempre com muito man resul-
tado e sempre tanto peior quanto mais van-
tajosas eram as condcoes da amnista con-
cedida. Dizia-se no conocido que a amiiis-
tia iria esp-lhai'a desmo.-alisacao pelas luci-
rs rebeldes ; porque muitos officiaes e sol-
dados qiieram antes a prove lar-se das vanta-
gons que ella Ihes pronielta do que conti-
nuar a solYrer os incommoilos e privaees de
urna guerra que ItlBS nao dava esperangas ;
mas poucos das eram precisos para que o mais
amargo dos desengaos viosse fazer ver com
quanta lemeridade semelhaiitos esperancas
haviam sido concebidas o inspiradas. Ape-
nas o decreto so publicava ora logo lulo pe-
los chefes do partido rebelde fronte dos rc-
jimentos, e ofierecdo aos soldados como urna
prova de pouca coiilianc i que o partido inimi-
ro tinha no exitoda sua causa. Os soldados
rebeldes ganhavam coin isto coragem ; c no
menor tempo possivel; mas que tractando-se campo Real tudo esmoreca porque diziam
' (pie se os rebeldes nao aceitavam amnista
i de pessoas notaveis ou pelas suas riquezas, ou
pelo seu tlenlo ou pela sua posico social ,
1 a estas se nao dissimule a culpa, inda que nao
tenliam dilinquido por una maneira tao gra-
vo como as da categora antecedente. Re-
1 diizido d'esle modo o numero dos verdadeiros
culpados a una peqiiciissiina minora pre-
ciso exterminal-os a todos, sem compaixao.
Quanto aos que ostivercm fgidos, dove-se
conservar a res pe to d'elles ornis profundo
segredb. de maneira que se nao possa sabor
I se esto culpados ou iwo.
Tal modo de proceder nao podo doixar de
fazer profunda impresso no animo de lodo o
mundo : se novos conspiradores vorcm con-
vidar os cmplices da rebellio antecedente
! para nova conspiraco nao dcxarao esfes ul-
timos do responder-Ibes : Nao queremos
aventurar-nos a correr segunda vez o risco de
que escapamos. Se a Culpa que da primeira
vez oomnielteniosnos nao levou logo forca ,
foi porque ttvemos a fortuna de nao haver
' prova legal contra nos ; mas esta fortuna foi
un acaso com que seno deve contar ; porque
seos reDaiues nao nceilavam
tao vantajosa como a que se Ibes havia ofiere-
cdo, era porque tiubam grande confianza
as suas forcas o eonlavain com o venci-
monto da causa.
A ultima condjefio nao menos essonoial do
que as duas primeiras. O soberano que nao
castigar com r ultimo rigor os criroea polti-
cos dos amnistiados posteriores concesso e
applicc&o da amnista, pode ter toda a cer-
teza que dentro de pouco tempo SO ver envol-
vido em nova e mais temivel rebellio que a
primeira. Em casos desta naluiozo toda a
idea de moderaco absuida ; porque o cri-
minoso poltico que, depois de una amnista
sincera, espontanea o absoluta, assim mesmo
contina a conspirar, tem dado lodas as pro-
vas possives de que a sua existencia incom-
palivel com o socego pubico. Acaboulodaa
possibilidade deescolha para o soberano: pa-
ra nao ser Luiz XVI forga ser Luiz XI.
Por outra parle ha mais humandade do
que se pensa em purgar a sociedade do algu-
nias duzias de perversos que mais tarde. se
o'exemplo dos outros nos diz que, se o nosso os deixarem com vida, bao de fazer centenas
crime fosse igualmente provado, nodeixa-
ria de. sor nuiiido com a le.esma severidade
com quo o d'elles o foi.
Mu dfferenteseria o resultado se cm lu-
e niilhares de desgrncados. Nao se assusle o
principe com os nomos de tyrannode ero e
outros assim por esta loada queem taes ca-
sos costumam dar-Ibes os pliilanlropos que
gar de obrar como tica dito, os reos fossem por 0ffcio protendem sopliismar ludo : omo-
sollos, inllgindo-se-lhes penas insigoifican-1 narena que castiga cahu o ultimo-rigor da le
tes ou se fossem conservados as cadeias du- (,s((>s malvados, to realmente Romano,
rante eternidades, fazendo-lhes soUrcr males como ,'. casta a esposa quando nos bracos do
pouco peioresdo que a morte. Os primeiros ronso,|;. JJue a igreja lhe den so abandona
vendo que to barato Ibes tinha sabido o crime aog L, ai,SiK.rtcs de um amor legitimo,
ida primeira rebellio con) muila facilidade|
suecumbiriam longo do entrar n'outra lo-
go qu nouvesse qm para isso os Convidasse;
eos segundos licariam de tal maneira exaspe-
rados contra um governo que Ibes nao tinha
dcixado mais que perder, que de muito bom
grado aproYcitariam a primeira occasiao que
Novo Principe.
? D. Joo 6.


ygy^' t :-^r~jfo,g5^^^^^
4
ji>**iM3gg DECLRALO ES.
tariodo Engenho Cangah o Snr. Joaquim
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade ca- Marlins valeiro da ofd'em do Christo e adminis-' S'i*-se ao mesmo engennqCangah na Cornar-
trador da meza do consulado, por S. M. | "^ Gofana distante deslapraga 16 legoas,
Imperial que Daos guarde, ole
aondo devo tratar u seu negesiq e queren-
Faz saber que to dia 1 Ido frrenle so bao- do algutn cselarecimenlo a tal respeito apa-
d|J arrematar na porta ta mesma admiuistia-
c u) treseaixas de assucar du.s brancoe urna
ressa na ra da .Madre de Dos D. 21.
Fu,. i nodia 51 do p. p. do siLio do
mascando, aprehendidas pelos respectivos Snr. Mnoel MoreiradcJesu's, pelo beco de
rm pregados dos trapiches da Alfatidegu ve- Belcm um cava lio rom os sighaesseguintes:
Iba, o Companltia por inexactido das ta-, ;ilr/-;lu calmelo, calcado dos ps, lenle
ras;em cijo dia se linda o prazo marcado ^bffrt temnamaoesquerda um noque pa-
rece sobre cana', tem no pescoco duas covas
no respectivo ; regula ment sondo a arro-
inataca livre dodespeza ao arrematante.
E para que clwgue a nulicia a queni con-
vief, mando: aiixar o presento edita!, e pu-
blicar pola mprensa
Moza do Consulado de Pernanibuco 9 do
I,eroirodel842.
Miguel Arclianjo Monteiro de Andrado.
SSy A Thesouraria da Fazenda desla Pro-
vincia tem de fazor algumas remessas era
letras para Londres e por isso o Snrs, Ne-
gociantes, (pie as q ni seren dar, bajo de
pequeas do baixo da clir.a um signa! blan-
co sobro os rins urna tomadura do selim :
quem o pegar ou delle der,noticia leve ao
dito sitio ou na ra do Quejmado D. 7.
tzr Arrenda-sc por o ou G mezes um pe-
queo sitio porto da praga muitoem conla ,
ou se da para traballar o desfrutar de nudas,
sendo pessoa capaz ; quem o pretender an-
nuncio.
MyppolitoLavenue leudo de partir
para Franca a negocio de familia, partcipa
comparecer na mesma Thesouraria a una lio- ao Publico <"l! t&n para vender cordas fiara
i a da tardo ilo dia 12 do eorronie mez. Se-
cretaria <;.i Thesouraria de Fazenda de Per-
narnbucu '.) de Fevoieiro do 1812. = Joa-
quim Francisco Bastos Ufftcial Maior.
s^F" OProfessordc Phosophia do Colle-
giodas Artes do Curso Jurdico declara a
quem convior, que a matricula da respectiva
aula est aborta de boje om diante todos os
dias a horas convenientes na casa de sua re-
sidencia em Olmda ra de S. Pedro Novo
1). 2.
A V I Z O S DIVERSOS.
S^- Os Bilheles da2." parte da 8." Lotera,
do Thcalro cujas rodas andao impreterivcl-
mente no da lodo corrente, acho-se venda
nos lugares ja unnunciados.
tS*6 Bilhetesda 2.1 parte da 0."Lotera, a
favor das obras da Matriz da Hoa-vista; achao-
se a venda nos lugares seguintesmo Recife laja
do Snr. Yieira Cambista: S. Antonio lo ja do
Snr. Menezos Jnior o Gticas dos Snrs.
Joo Moreira Marques, e Francisco Anto-
nio das Chagas, este na na do Livramcnto. e
aquello na na do Cabug : Boa-visla botica
doSr. Victorino Ferreira de Carvalho na
praca.
drContrata-se por engajamenia a factura
das obras de pedreiro ecarpina da um en-
gonho novo que se pretende levantar, dis-
tantedesta praca II legoas, fazendo-se o
pagamento da dita obra em 5 prestarnos a
sabor : no con?esso da obra em meio, e
no fim prestando o engajado fianca idnea :
quem quiser fazor este negocio annuncie ou
diri;:;-se a ra da Cmleia do bairro de S. An-
tonio obrado I). 2 onde Ihc ser patente a
planta da ob.*a a condignos e avista disto
tratar-se do ajuste.
zzr Como se nao sabe aondemora o Snr.
Luiz Augusto pede-se 0 favor de vir a casa
de Joo Francisco dos Santos Siqueira n ra
da Aurora, a fallar a negocio de sen intere-se.
SS^ O abaixo assignado para evitar ques-
toes que para o Induro posso aparecer pre-
vine a toda o qualquer pessoa para que nao
contratem negocio com Luiz Francisco Cor-
reia Gomes de Almeida e sua mulhcr, sobre
urna casa terrea cia no beco do Padre Loba-
to e umaoscrava crela de nomo Mara por
seacbarcm ditos bous bypothecados e se
estar procedendo eos metas judieiaes.
Joo Manoel Rib'iro do Cont.
S2J- Desoja-so fallar com o Sr. do Engenho
Balanco ou pessoa nesla praga por elle en-
ea regado na ra das Cruzes D. o ou an-
nuncie sua morada.
SST Uderece-seum rapaz portnguoz para
caixeiro de annazem ou roa ; quem precisar
annuncie.
x&r Augfio-50 preta ou moleques para
venderem na ra : quem livor dirija-so a r.ia |
do Lvrameirto lado ra Direita D. 2o no
priineiro andar.
i^r A!uga-se urna casa terrea nova na ra
da Soledade com duas grandes salas sois
quartos, cozinba fora, com um grande quin-
tal murado e outro dito cercado, cacimba com
boa agoa de beber: quem a quiser alugar
dirija-so a ra da Aurora na terceira dasa de
"> and.".res.
tey Quem precisar de looj a l:0GOji rs. a
juros com firmas que agrade dirija-so o fo-
ra de portas venda D. 21.
sar No dia 7 do contente do sitio do Pina,
desapareceo urna vaeca coni os Bignaea se-
guinles : alvaoonta fuciiibo listrado de pre-
to e .prxima a parir; quem a pegar leve ao
mesmositio, quesera recompensado.
23 0 Sr. que no Diario de 9 do corrente
desoja saber aonde dove procurar o propric-
pianno tahuas para lampos de armona e
todos os forros necessarios para fazor e concer-
tar piannos o dito roga tambem a tojos os
seus llovedores e crodores, hajAo de se
apresentar por lodo o presente mez em sua
residencia para liquidacao de contas.
s^T* L'm brasileiro casado de milito bous
coslums e com nauta pratiea de eiuinar
primeiras letras se oflerere com sua Son ho-
ra, a onsinar meninas e meninos em algutli
engenho distante desla praca al 12 legoas :
a tratar na ra do lo/ariolarga D. 4 priinei-
ro andar.
%zj- Alexandre Mackay & Comiianhia mu-
daro a sua residencia da ruada Cruz para a
do Trapiche novo n. 15.
VZT Precisa-sede um caixeiro, que en-
feuda de esoripfiiraco mercantil e de boa
conducta ; quem estjver noslas circunstancias
dirija-se a casa de Francisco Antonio de Oii-
veira no atierro da Roa vista.
l^f A professora particular que mora no
segundo andar do sobrado D. lo defronte do
Theatro scienlitica aos Paos de suas ablui-
ras ea quem convier que nodia lodo cr-
reme se achara no exercicio do scu magis-
terio.
SZJ- OCirurgiio Joze Francisco Pinto Cui-
marfies mudou a sua residencia para o jaleo
da Matriz de S. Antonio sobrado de um
andar D. lo.
Su5" Da-se 3:ooo,> de reis a premio ican-
do odit > premio pelo o aluguol de una casa
de sobrado, que lenha commodos para una
grande familia que lenha quintal e cacim-
ba prefere-se no bairro da Moa vista ; quem
este negocio quiser fazer annuncie ou en-
tonda-se gom Antonio Vieira da Silva com
tuja de cambio na ra da Cadeia,
as?- Jos Ferreira Marlins Corroa rotira-se
por todo o mez de Fevereiro para a llia do S.
Miguel a tratar do seus negocios.
su- Manoel Antonio da Molta vende ou
aluga o sitio da Ponte de Uohoa.
t~j~ Aiugao-se ou compro-se dous escra-
vos que saibo Irabalhar om padaria : na ra
Direita padaria do Machado.
tSf Eduardo Dol i retira-so desta provin-
cia com sua familia.
!Cr Quem precisar de una ama de leite
eaplivaesem lilho e tem muto bom lelo :
ua ra da Conceicao da Boa, vista D. 10.
t-7' A pessoa que annuncioii no Diario de
8 ilo corrento ter para vender un moleque
muito bom officiaL.de altaiate para cumorir
legados, dirija-se ao atierro da Boa vista ven-
da D. 19.
AVISOS M A B1TIM OS.
nh de lo barricas com cerveja por conta
de quem pertencer.
~ COMPRAS.
C7" Un negro embora nao lenha habili-
dades : defronte da ribeira da Boa visla ven-
da por baixo de um sobradadlo : na mesma
precisa-sede um rapaz de idade de 12 a 18
anuos dos ebegados prximamente do Porto
para caixeiro.
C7* At 3 niedalbasde ouro com esmalte
ou seni elle : na ra do Rozario larga loja do
miudezas D. 7 se dir quem as quer.
t3" Um par de mangas de vidro lavradas :
quem livor annuncie.
\ E N D A S .
\ZF" Para llamburgo a Barca Ingleza Pen-
niogham Capitao R. Creen da prioieira
classe A I lalta s5oat8o lonelladas para
completar sua carga 5 quem quizer car regar
dirija-se aos consignatarios Me. Calmonl &
Companbia.
nr Para a Baha segu viagem com a
maior brevidade possivel o Patacho Reja Flor,
forrado e pregado de cobro recebe carga c
passageiros para o que tem excedentes com-
modos ; quem no mesmo quiser carregar ou
ir de passagom dirija-se a ra do Vigario nu-
mero 7.
S^F* Para Lisboa o Rrigue Porluguez S
Demingos; quem quiser carregar ou ir do
passageni trate com oCapilo na praca ou
com o consignatario Thnmaz do Aquino Fon-
seca na ra nova D. 21.
L E I L O E N S .
tzr Faz-se Leilao na portada Alfandega ,
hoje lo do corrente pelas 11 boras da n;a-
C7* L'ma escrava de naco moca mui-
to linda cozinba e tem principios de engom-
mado, e lava de sabio e varrolla : na ra
Direita D. 2o, lado do Livramenlo.
1C3" Uma porco de 2oo barricas vasias
que foro de farinlia de trigo todas em bom
eitado, por commodo prego : na ra Nova
padaria I). 10.
ZCf Urna casa terrea na So!idade com
um pequeo sitio plantado de coqueiros la-
rangi.'iras ecaneleiras, todo cercado de li-
man : a tratar na ra Nova loja de caldereiro
D. II.
SSr- Um tabftleirocom um sortimento de
miudezas lilas de soda longos ,-e com seu
enserado dando-sc pelo menor prego que se
costuma vender as lojas : quem quiser an-
niineie.
S5J" Urna escrava parda de idade de 25 an-
nos cose engouima, e cozinba : na ra do
Livramento D. 11.
XjF Una venda com muito poucos fundos,
nos I cantos du Cidude de Olinda ; a tintar
om Antonio Pereira Guimaraes 110 mesmo
lugar.
L^r* Pontos de tartaruga da moda o dilos
demarrafa ; assim como se consorta toda
obra de tartaruga : na ra do Aragao D. o.
S?" A pretas urna boa cozinheira en-
gommadeira c as 5 lavao coznbo e~ fa-
zem todo o tnais ser vico de urna rasa ; a 3Soi
rs. cada una : na ra de Agoas verdes De-
cima 57.
tjf Chapeos de sol de seda com cabo de
osso baados largos de buho para toalhas e
k-nces por proco muito commodo : na ra
do Queimado I). 5 bulo do Poente.
XZT Por commodo prego um terreno no be-
co das bar reiras prximo ao rio, todo plan-
lado com d i lloren les arvores com 1G2 pal-
mos e meio de trente e perto de Goo ditos de
fundo, com um alicoree para urna proprie-
dado e todo murado o qual outr'ora foi
do Sr. Bento de Barros Falcfio ; a quem con-
vier qualquer negocio a respeito dirija-se a
ra da Gloria D. 19 para o effectuar res-
ponsabolisandose a annunciante a fazer fir-
mo e valiosa esta venda, a pesar de bravatas ,
e chicara com que ja se tem familiarisado.
Potronilha Florentina.
S^T" Um marco do moia libra e perten-
ces do novo e velbo padrao para venda, urna
rotula para porta urna eancella caibros e
cordas para andamos : na ra da roda D. 8.
t5 ptimos charutos da Ilavana llam-
burgo Caxoetra e fama vea : na ra do
Cabug loja doSr. Bandeira.
ssr o vivairos feitosdemadeirade pinho ,
com a (rente do amarclo e rame de latao com
seus perlences para os apaixonados da cria-
gao de canarios de imperio, ou para Outro
qualquer passaro pela despesa que forao
fe i los : na ra do Fugo casa 1). 15.
c?* Barricas com sal refinado para uzo de
mesa por prego muito commodo: em casa
do Alexandre Mackay x Conipanhia na ra
do Trapiche novo n. 10.
C5" Um violao anda novo por 7,y rs. de
boas vozes : na praga da Independencia n. 2.
5^7- Dous moloques de idade de 14 a 15
anuos um bonito escravo mogo trahalba-
dor de machado e fuuce urna preta de ida-
de de 2o a 22 annos ongomnia e cozinba
com perfoicao urna lila boa lavadeira de-
Subfio e varrolla duas ditas quitandeiras ,
cujosescravos se do a contento : na ra do
Fogo ao p do Rozario D. 25.
xzr 8 arrobas de pao campeche : na ra
da Madre de Dos loja D. 21.
CT Por prego commodo urna casa terrea
de podra e cal nos Affogados na ra de S.
Miguel D. 6, com duas salas e 5 quartos ,
cozinba fora e posso de agoa : a fallar com
Luiz Gonzaga da Rocha na Roa vista na ra
do Aragao confronte ao assouguc.
j~ Urna escrava de na^ao cassange que
representa 55 annos pouco mais ou menos ,
sadia c vendedeira de ra, lava de sabao e
Varrella e ptima para o servido de casa : na
ruadoNogueiraladoesquordo D. 1 defronte
do nicho do Noia.
O" Chapeos de sol de seda com cabo de
osso babados largos de lindo para toalhas o
longes por prego muito commodo : na loja
da quina do beco da Congregagao D. 21.
XZr" Meias curtas de lbbo rozetas de ou-
ro chapeos de sol de seda ; tudo por prego
commodo: na ra do Fagundes D. 4sobrado
de um andar.
ty Polassa de superior qualidade em Gar-
rs grandes e pequeos adinhoiroca praso
com boas urinas : em casa de Joo Rulino da
Silva Ramos, na ra do Hospicio sobrado
de um andar du fronte do Coronel Brito ln-
glez.
E S C R A V O S FGIDOS.
ur A 29 do mez passado fugio um negro
de nome Prezidio de idade pouco mais ou
menos 2o annos estatura c corpo regular ,
cor um tanto fula cbelo crescido tundo
no alto da caboga urna pequea falta delle,
(pie representa una coroa procedido de
carregar peso olhos vermelhos, boigos gros-
sos, ambas as pernas com algumas marcas
deferidas, enadireilao chagas quasi fei-
xadas ps grandes e meios torios ; levou
vestido camisa de riscadinho azui e caigas
de casimira alvadia ; cosluma a mudar de no-
me para nao ser conhecido : quem o pegar
leve no largo de N. S. do Tergo casa I). 1 que
faz quina para o beco do Lobato no segundo
andar que ser recompensado.
Wth Fugiro no dia 2o de Janeiro do cor-
rente anno 4 escravos e sabor : um negro
de nago congo de idnde de 5o annos pou-
co mais 011 monos secco do corpo baixo ,
quando falla mete um olho pelo outro ; nina
negra muiber do dito de idade deGo annos
pouco mais ou menos, de nome Joaquina,
com principio de frialdade ; urna negra de
idade de 18 annos pouco mais ou menos de
nome Lucianna crola baixa e grossa do
corpo, cara redonda, as pernas um tanto
tortas ; e urna negrinba tambem crela de
nome Calharina, de idade de 15 annos, olhos
fumacentos foro do Sr. Dr. Lourenco l>e-
zerra Carneiro da Cunta : quem os pegar Ic-
ve-os a Maneota noMunicipiod'Iguarasscasa
do seu legitimo Sr. oXapilo de G. N. Joo
Amando de Souza Rolim que ser recom-
pensado.
s^- Qualquer pessoa partioular ou capito
decampo poder pegar mn preto do nome
Paulo que foi do fallecido Machado o qual
preto he velho baixo tem os dedos aloja-
pos de ambas as mfios, o, nariz inchado e
ferido por den lio tudo procedido de bobas ,
ecravos nos pos ; levou vestido camisa de
madapol&o caigas brancas e ceroulas de es-
topa foi tambem escravo de Pedro Garca ;
conduzl-o na ra larga do Rozario na quina
do beco do peira frito a en'regar a Manoel
finio de Lima.
CJ- Fugio una negrinba de nome Catha-
rina de nago cagange bugai de idade
pouco maisou menos de 9 a lo anuos cor-
po secco ponas linas e compridas rosto
comprido tem dous denles cartguiados e
tem um sitial no poito direilo de urna estrela,
levou vestido branco com palmas encarnadas, '
de chita ; quem a pegar leve a ra de Borlas
casa,n. 5 primeiro andar, que sera grati-
ficado.
ii?- No dia 8 do Outubro do anno p. p.
fugio do engolillo Vundinha, termo de Goiana
11111 preto de nome Francisco, com os signaos
seguintee: mediana estatura secco do cor-
po, pernas linas ps bem feitos, pouca ou
ticnhuma barba, de nago Angola, mas mui-
to ladino e disfarsado tem por costme eni-
briagar-se e he muito fumador de caximbo,
representa ter 5o anuos de idade : quem o
aprehender leve aodito cunen lio ou no Re-
cife em casa do Sr. Antonio Jos de Uiveira
Braga ra do Vigario que ser generosa-
mente gratificado.
^Nodia 2 do corrente fugio de bordo
doTmgue Voadr um mualo de nome Joze ,
de idade-pouco mais ou menos 24 annos,
he bstanle gago seeco do corpo estatura
regular levou vestido camisa de rBOado
amarello caigas de ganga azul rranceza :
Joaquim cabra do sei to reforgado pas
largas diein fallante e alegre levou vestido
caigas de brini, e camisa de cbila azul: quem
os pegar leve a Fermino Jos Felis da Roza ,
na ruadaMoeda n. 141, que receber boj
rs. : tambem gratificar a quem Ibe dosco-
brir a lanxa do navio em que elles fugiro ,
tendo de sinal urna laboa quebrada no cin-
tado.
RECIFE NA TYP. DE M. F. DE F. *=1842.
MELHOR EXEMF


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EAXZYB0DE_XZX3O7 INGEST_TIME 2013-04-12T22:10:38Z PACKAGE AA00011611_04438
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES