Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04436


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Full Text
I

Auno de 184;?. Tei^a Fcira 8 ro
Tu'lo sora depende de nis oiiimni ; d nosfi prudencia, moderacSo, energa: con-
IIhuemus como principiamos, e seremos pmulos cohi admiraco entre, as NarJes mais
(Proclamacuo da A sembles Geral do Brasil.)
(Taltal.
PARTIDAS DOS CORREROS TEBRF.STRES.
Cni'snna, l'nraiha, e Hinjrande do Norte, na segunda e sexta feir.
Bonito e (araiihum, a lile 24.
Cslin, ^erinhaem. Hio Fortuna., Porto Cairo, Macein, e Alagoas no 4 11, e 21.
Paje. 43. Santo Ant.i, quinta feira, Olinda todos os da*.
-^" ------------------------------------:--------------------------:-----------------------------------------^----------------------

DIA'S DA SEMANA.
Se", s. Romualdo,
fi Tero, s CoriaAta.
Qua'rl. s. Apofona.
!9 Quint. s. Escolas lea. Aud. do jhii de direito da 2. rar.
i sext. f.'I.aiaro. Aud, do Ja de Direito da 1. rara.
I sab. s. Eulalia. Bel. Aud. do Jim de Direito da 3. rara.
Uom. s, Gregorio.
Fevcreiro. Auno XVIII. j\\ 30.
O Diario publica-., todos os dias que o forem Santificado.: r. preco A,
de tres mil res por quartel pagos adunia,!,.,. Os annuncins dos ssJigMaM ,:i0 injerido,
gratis, eos dos que o n;io forem ratao de 80 reis por linda. A. renlamaces devrm ef
dirigida. '' I ypografia ru. das Guies D. 3, ou pr.ca da Independencia [0j, de ,,,
N limeros 37 6 JS.
CAMBIOS NO da 7 ue FEVF.BElno.
Cambio sobre Londres 29 d. p. 1U.
" Paris 320 reis p. franco.
u Lisboa 80 n 85 i>. 100 de pr.
OcHO-Moeda de 6,400 V. 14.400 a 14,600
a de 4,000
Pial* PatacCes
N.
14.200 a 14.400
S.lOa 8.200
1,650 a- 1,(570
1'KiTi Petos rolnmnaies 4,650a 4,67ft
Mexicanos 4,6'<0a 4 .fi.Su
" mi"'' 4/i()a 4,4fitl
Mneda de cobre 3 pnr 400 de disronln.
Diaconlo de liilh. da Alfandega 4 e J pnr 408
ao mes.
dem de letras de hoj, firm-i, le a 11 .
Prtamar do dea
1.a *s 2 horas c
2. as 3 horas e
S d Fevtret:t.
54 m. da niaith.
IS m, da tarde.
-

Mi
MI
PIUSCS DA I.UA KO MEZ DE-FKVRBElR.
Quarl. min*. a 2 s 10 ora* e S in da raanh.
La Nora a 40 s 9 ras c 36 m. da manh.
)uart. rrrsc. a 48 i P ora* e 22 m da mnnh.
Loa cheia a 2o s 1 oras e 36 nt. da man'.
IARIO iE PERWAMBtJCO:
GQVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO IJIA 4 DO COMIENTE.
OfficioAo Commandante das Armas,
signilicando-lhe queachando-se o Engenhei-
io L. L. Wauthier encarregado da di receao
do todas as Estradas da Provincia e ten-
do em consequencia de as visitar frequente-
mente, cumpre que Ih mapde aprsenlar
no dia 8 do crrenle um ordenanza montado
p;ira o acompanhar neste servico, continu-
ando a fornecer-llie o dito ordenanza todas as
ve/es que elle lh'o requisitar.
Dito Ao Engenheiro L. L. Wauthier, com-
fnunicando-lhe a expediciio da ordem su-
fra. ... .
Dito -- Ao Inspector da Tbesouraria da
Fazenda, transtittindo-llie para seu conlie-
Cimento e execueao a ordem do Tribunal do
Thesouro Publico Nacional sob o numero 9.
Dito Ao Inspector da Tbesouraria das
Rendas Provinciaes, para mandar pagar
Jos Ignacio Soares de Macedo procurador
do Prefeilo da Cun a rea do Cabo, a quantia
de 30ji reis que despendeo o mesmo Prefeilo
com o sustento dos presos pobres daquella co-
marca, desde 27 de Agosto do anuo lindo at
20 de Janeiro ultimo.
Di lo Ao Prefeilo da Comarca do Cabo ,
communicando-lbe a expedigo da ordem su-
pra.
Dito Ao mesmo Inspector da Tbesouraria
Provincial, signilioando-lbe que nao haven-
do presentemente um predio Nacional que
sirva para alojamenlo dos engenbeiros Fran-
cezes Portier, Buessard e Milet, que foro
engajados para o servico da Provincia llie
ordena que mande abonar a cada um dilles
quindenios francos por anuo para casas con-
forme o estipulado nos respectivos contrac-
tos.
Dito- Ao mesmo ordenando-lhe que man-
de vir da Franca duas bussulas com oculos
para os levan lamentos parciaes da Planta
la provincia devendo vir ert caxindas de
cobre construidas da melbor forma possivel,
corno requisita o Engendeiro L. L. Wau-
thier.
Dito Ao Engenheiro L. L. Wauthier,
communicando-lbe o conteudo nos dous pre-
cedentes olicios.
Dito Ao mesnu signiicando-lhe eni res-
posla ao seu ollicio de 28 de Janeiro ultimo,
qu Presidencia approva o systema que pro-
poe para o levantamento da Carta Thopojrra-
fica da Provincia, e passa a expedir as preci-
sas ordena para que I de sejo fornecidos os
instrumentos que requisita.
Dito- A Direcgo da companhia do Thea-
tro Publico significando-Ilie, que davendo
preciso do quartel em que est guardada a
madeira das obras do mesmo Tdeatro cum-
pre que o mande desocupar, e passar o que
nelle houverpara um dos rmaseos da repar-
ticao das obras publicas, que Ide ser fran-
queado pelo Aministrador Fiscal.
Dito Ao Aministrador Fiscal das obras
pulicas ordenando-lhe que faga entregar a di-
reccao da Companhia do Tdeatro o armasem.
quefoi indicado para receber as madeiras da
construcco do mesmo Tdealro a m de li-
car desocupado o barraco onde se acho as
ditas madeiras e ser em pregado 00 servi-
co para que Se destina.
Dito Ao Director do Lyceo, signilican-
do-Ide que em considerado ao que repre-
sento'i em seo olcio de 5 do correnle. sobre
o abuso com que em prejuiso das Remlas Pro
vinciaes fogem de pagar matricula, os indi-
viduos que freqtlentflo as aulas do mesmo
Liceo, fiados na pennicao que se Ihes tem
dado de assistirem como ouvintes tem a
Presidencia resolvido. que se nao admitto
ouvintes as aulas mas somente os Estelan-
tes que se matricularen!. visto que do arti-
go 8. Capitulo da Lei Provincial numero
45 o argumento que se pode tirar be ape-
nas permiltir-se aogoveruo a faculdade de
admittir estes ouvintes. c que mo de conveni-
ente uzar dcsta faculdade em pura perda dos
cpiTres pblicos.
Dito Ao Juiz interino da primeira vara
docrime, approvando as pessoas propostas
emseoofficio de S do corren te para arrema-
tantes dos servicos dos dous alFricanos boga es.
e aulhorisndo-o para realisar o contracto dos
mesmos servicos com os cidados Antonio
Cameiro Machado Rios e Luiz da Cosa
Porto-carreiro. que indicou na forma dos
5. H). das Instrucgesde 19 de Novembro
de 1835.
Dilo A Cantara Municipal do Recite, ap-
provande a arremataciiodos contraclse mais
bensque formo o patrimonio ta mesma C-
mara, pelo tem e precos indicados no seo
oflicio sobre este objecto.
Portara Nomeando Joflo Evangelista de
Sampaio para Escriplurario da Companhia de
Operarios engajados vencendo a gratifica-
gSo de oi tocen los reis diarios eumaetapj.
Offlcio-Ao Commandante da Companhia
de Operarios Engajados, communicando-lbe a
nomeagosupra.
F@LKHinrflisi.
ABEN-KAHEL,0 TEDIVEI.(*).
'A aurora raiando no horisonte fez espa-
Ibar as nuvens que obscureeio o co nas-
oenca do astro do dia : o vento estava socega-
do : os passa ros caniavao sobre os ramos an-
da moldados, e toda a na tu reza briltava de
frescura, e beleza : tavia de cerlo duas- do-
ras que o sol camindava n'um co puro, e
ainda Zara dormia na mesma posico ; quan-
do una mo ligeira posta mansamente sobre
sen hombro acord. Abriu os olbos e jul-
gou ver umanjo !... Urna mulher linda co-
mo os amores eslava em p diante de I la sor-
rindo-lde com dogura seu roslo branco co-
jnoojasmim tirtta una expressao virginal.
Zulmira disse a velba.
Admiras ver-me 13o cedo ? responden
ella com utna'vo?. to suave que tocava oco-
rago : esta noute nao pude achar repouso
no mculeito, e porissome levantei com o
sol... A tempestado foi terrivel. eeu estava
inquieta por toa causa, minlia' boa Zara !......
;'( ') Vid. Dtario N. 28-e 29.
CO M M A N DO D A S A R M A S.
EXPEDIENTE DO DIA 1 1)0 CKRKXTE.
Ollcio Ao Exm. Presidento remel-
tendo-lde para que livesse conveniente direc-
gao, a guia que pelo deposito foi pasada ao
soldado Pedro Celestino da Silveira que de
sua ordem einbarcou para a Corte no vapor
Gorrero lirasileiro no dia 28 do mez pret-
rito.
Dilo Ao Commandante Superior da
Guarda Nacional deste Municipio, commu-
nicando lde que asscntarAo praga no Data-
Idao provisorio de Cagadorcsde linda, Mano-
el Alexandrinode Albuquerque Pita, e An-
tonio Generoso da Silva este Guarda Naci-
onal do terceiro Batalhao, e aquelle do se-
gundo, e rogando-lhe a expediego de suas
ordens, para que fossem ambos eliminados
dos respectivos Ualaldcs.
Dito Ao Prefeilo da Comarca do Recife,
diseiido-lhe que assenlara praga, o remita
Francisco dos Santos, queacompaiihara o seu
ollicio desla data.
Dilo Ao Prefeilo da Comarca do Pao do
Albo, respondendo ao seo oflicio de 51 de
Janeiro ultimo, e diseudo-lbe que assenta-
rfca praga os recrutas JoAo Cameiro e Anto-
nio Manoel de Sania Auna.
Portara Ao Gapitao Commandante inte-
rino da Companhia de Artfices, mandando
considerar com passagem para a mesma
Companhia no posto de segundo Sargento, ao
segundo Cadete do terceiro batalhao de Arti-
Iheria a ptj, Jese Aflonso dos Santos Bas-
tos.
dem do di.v 5.
Ollicio Ao Commandante das Armas da
Corte acensando o recebimento da guia ,
que pela companhia de Fu/.ilei.os foi passa-
da ao primeiro Cadete Francisco Firmino Ca-
valcanle de Albuquerque.
Dito Ao Inspector da Thezouraria com-
municando-l!ie que que tendo de seguir
para a Provincia do Para, o Major de Caga-
dores Ernesto Emiliano de Medeiros, a tomar
o commando do Batalhao Provisorio ali man-
dado organisar sessava do primeiro deste
niez em diante, o abono da prestacAo que
por aqui se pagara a sua familia, deven-
do passar-Ihe guia com declaragao dos
vencmentos que Ihe foro pagos anda pela
tabella de 28 de Margo de 1825 e Lei do
1. de Outubrodc 1851.
Dilo Ao Capitao Commandante imtcrino
' da Companhia de Artilices, ordenando qun
do primeiro do correte em diante deixasse
de tirar a coiisignaco que dcixava em soe-
corro de sua familia, o M.tjor Ernesto Emi-
liano de Medeiros visto ter de" seguir para
a Provincia do Para a lomar o commando
de um Batalhao Provisorio.
DIARIO DE PEBYllllimi.
A velba apertou a mAo delicada de Zulmi-
ra as suas, seccas, e enrugadas com urna
expressao singular ? os bellos odos azues da
Hcspanlila se encderfio de lagrimas.
Zara que fizesteesta noute ?.... pergun-
tou ella com interesse.
Estivo aqui sentada nesla pedra como
me adiaste.
Fizeste bem ; se algum' perigo le ameagas-
se, eslavas mais disposla para fugir...
Zulmira, o roededo doocserto nao re-
ceia as tempestades..... a crea tura que nAo
tem nada a esperar nem a desejar sobre a tr-
ra as nao teme tambem__ Que importa
Tolda destacada da palmeira ser levada pelo
zepbiro ou furacao, para a plair ou pe-
la torrente !.... E que interesse pode e de-
ve lomara joven, e bella descendente dos Du-
ques de Lara pela miseravel dcspresirel e
reproba Zara ?
Ests boje milito injusta disse Zulmira
ahragando-a : Tu bem condeces a minlia ami-
zade... Salamos ; vem comiso tomar o ar pu-
ro da mnh que esla gruta me entristece.
Tetis razao orfS de la Varsia, disse a
?elha : os'tens olhos eostnmados a fitarcm-.se
sobre o ouro e as pintaras brihantos do teos
L-J ". I
saines devem fechar-se neste logar !.... o
ten corpo habituada a encostar-se sobre almo-
fadas de setim de ve magoar-se na pedia dura,
e fria !... E todava eu me acoslumei a ludo
isto !....
Zara suspirou.
E eu disse Zulmira com tristeza : No
meio de meu palacio dourado 'rodeada de
homenagons .... suspiro pela liberdade que
no goso ; e com a fronte carrejada de ppdra-
ras invejo a sorle da camponeza mais sim-
ples !..... E s aqui ao ten lado ; ou sobre al-
gum destes rochedos que os meus ps como
os d08cacadores est.io afeitos a subir... qnan-
do me ado s solada no meio desta vasta
natureza__quando oueo a buida da cscala .
ou o grito tas aves salvagens c que nada me
faz sembrar oque eusou !.... Ah so enlao ,
que a mo d;; ferro que nte opprimeo co-
racao se levanta de meu peito!.... que eu pos-
so respirar !__e que sinto, ou vejo locar-me
a sombra ta felicidade que minba alma dese-
ja!....
O rosto de Zulmira to sereno ordinaria-
mente como as aguas de um lago tranquillo
as qc.basta um seixo para alterar-lbe a su-
perficie.... o rosto da donzela brilliou de en-
Doze diasdepois queo publico ja estava
informado independente de observages de'
imprensa do espantoso asiassinalo do infeliz.
L. G. P. de Miranda apareceo a impren-
sa material com as suas observages de
polpa: tardou mas che;ou entao nos
disse como que lora perpetrado o maior in-
sulto populagao a mais solemne zombaria
das leis da lao apregoada plilantropia da
moral da religiao de tud no dia 25 do
Janeiro &c. c Con efieito de quem tar-
dara tanto podera esperar-se mais alguma cou-
sa; por que com aquillo lodo o mundo concor-
da com pequeas dill'ercngas de termos : ntai
nao lia rasao de queixa que nao iicou ella
alii ou antes nao vinha ella a isso. Sua ta-
ri-fa era imputar ao Govern e Authoridades a-
quitlo que he devido ao atrazo da nossa edu-
caon bisonhice de nossa civilisagao ao
nosso egosmo aos nossos velhos e arraiga-
dos prejuisos. E o que de (jue nao pode ser
imputado ao Governo por aquellos que ou
nunca eslo satisfeitos com governo nenduin ,
ou nao sao affeigoados ao actual Nada; ab-
solutamente nada. Costume muito veldo de
cssa para perder-se de descarregar sobre
quem governa todas as culpas. No caso em
questo lalvez poJesse a impulagao ser justa ,
si tivessemos un rgimen absoluto ; mas o
que nos rege est sujeito formas expressas ,
das quaes alias noquer p escindir nem o
mais emperrado absolutista quando se trata
da sua pessoa. Que grita nao levanta-
ra a imprensa material, a pezar de toda a
indignagao que o horroroso crime justamente
excitara si as Authoridades fundadas somen-
te em boatos mundassem cadeia quantos
parecessem indiciados nesse crime Si nes
lie licito deixar transluzir as nossas reflexcs
algum indicio dos criminosos ; si he verdade
qiianto sabemos somente por boalos, aquel-
los, sobre quem recahiri Jo as providencias, s5o
pessoas da actual opposigao. mas silencio,
silencio nos rpate a montaiiha visinba
lliusiasmo pronunciando aquellas palavras!.'
A velba estremecen e olliou para ella que-
rendo advinhar-lh o pensamento ; e levan-
tou-se.
Saiamos disse ella.
Fernando estove aqui ?...... perguntu
Zulmira seguindo Zara.
Sim.
Deixou o chapeo e as armas I
Nj enlao que Zara reparou que seu
fildo saindo com tunta precipitaco se tinha
esquecido de as levar.
Ah disse a velha estremecendo se lhe
acontecer algum desastre !.....S.... des-
armado pelas monianlias, c ella balbuciou al-
gumas palavras sinistras.
Para onde foi teu tilbo ? mandarei al-
guem era cata sua.
Guarda-te bem de o razares respon-
den Zara maissocegada. Ucos o protege e
o livrar.
Ellas sairam juntamente para a platafor-
ma ,
A vista qued'alli se descobria era en-
cantadora seutaram-se ambas sobre un
bocado de rocha debaixo de uns pinheiros.
Como est tetf primo e teu tto.....-p?r


\
V
porque desrrez---riamos e ->* r ir.-<:.?? Se- ser as pessoas presentes os primejcoa que jr.'g- pcrd':r.*.e 20 progresso nacional
me: nos menos vulneraveis tic q;e t: r.dir.c-
c fiador*? Por curto que nao-, certhuemes
porm. Sabemos que a nuthcrid".tle anda
r.o pode obter um te.stemunho centra quem
quer que seja, de maneira que possa obrar em
regra, prooedendo centra quem direito fosse;
c que nao deve admirar : quando meia hora
dopis desse deploravel accouteeimentc o Sr.
GamaAjudante de rdens da Presidencia se
apresentou no lugar dessa scena de sangue e
de horror e quiz fazer ?.lgumus indagr.coes,
ja nao havia alli una s lestemunha presen-
cial todas haviAo desaparecido ao aspecto do
Ajudalite d'Crdens. E entAo da parte de
quem est o egosmo, a indi'erenga ? Da
parte da populagAo ? nao diz a itrprensa
material: he verdnde, da po;u aguo intuir
nao ; porm da parte da populacho que teste-
inushou o crime e se conservou queda, e
muda ccmoqueir. assiste urna representa-
co trgica de theatro ; da parte da populagao
que gosta de vingangas e perisso ve com in-
diflerenga as alheias es que lhe sao inteira-
mente estranhas ; e nao dn pr.rte das Autho-
ridades que no esta vo presentes, que nao
estaro nem pr>dio ser prevenidas.
Assim cerno aqu succede deve necessaria-
mente succeder em todas es pr.rtcs do Impe-
rio ; porque assim como aqu por toda a par-
te se assassimt por vinganga per desaffrorita.
por se desfazerem de um Presidete de un:
Magistrado o*. ;c. Cra si c propri: s gever-
nentese authoridades noestao aockrlghdo
P'jnhal edo bccafbarte desessassinos, porque
scrao elles maisfc'ulpaveis do que a copulcgo
nassem pele cidadao atacado que desarc::-
lasscm a populaco ultrajada quando mais
nao foss3? Si houve pois couce sobre queda,
veio elle dos que nao podein esqr.ivar-sc jus-
ta increpago de indifferentes. E quem riega
isto nao admira que de a entender, que taes
crimes no s nao prejudiro o partido as
Authoridades como que pedem servir sua
ambigo Si os assassinos provAo que nao te-
mos seguranza individual si o tiro dado no
Snr. Tribuzi prova que nao a temos em nos-
So proprio domicilio si a morte do infeliz
PexoCo de Miranda nos convenceo que nao
existe seguranza mesmo de dia e as mas pu-
blicas ; que proveito lira d'ahi o Govcrno ?
Perda e perda milito real tem elle nisse ;
magua lhe o coracAo essa ccnsideracAo ; mas
tica forcosamente com os seus sentimentos, e
com os ataques da i m prensa material.
i.m que podm servir a ambigo do Governo
todos esses assassinios quasi todos impunes;
l, he por ventura cousa nova vorcommciicr
desees crimes mesmo dentro dcsla Cidade ,
Sber quem os perpelrou e nao haver urna
i stcmnnha vaga que fosse, nos processos
do que umdugar decente almas bem dispos-
[ tas e as cousas indispensaveis .para conelu-
alimentos o vestu-
L?ra preciso aponta-los ? E muitos dos per-
petradores nao pertencem, ou perlencifto oppo-
sico extrema; opposigo de improperios, epu-
nfaal? E porque beque todos os governosdo dio como parece, a alguem mais. que nen-
huma parte tem nos pensamentos do onr. ^.li-
no primeiro caso julgamos que as excedentes
qualidadesq' reconhecrnos nessehomemoada
infiuetn sobre as suas theoriaspoliticas.q, sem-
pre nos pareoero inexequiveisc platnicas?
no segundo caso porem ta fundo de makhde
ndesculpavcl, eeisaqui como. Quer-se fa-
zer cahir a odiositkde do negocio sobre inno-
centes para salvar a cabega do culpado. O
Sr. Silvestre Pinheiro entendeo queasepa-
rago do Brasil "tendo de um dia eflectuar-se
talvez com uina revolugo conviria mais ao
Brasil faze-la aBteoipadamente pelos meios
mais legaes que fosse possiyel. GSttr. Sil-
vestre Pk.heiro be Portuguez ; ma esteve no
Brasil tem aqui relages de familia, c con-
serva verdadeira afleigo ao nosso paiz, oque
mostra pelo acolhimento cheio de deferencia, i
que todos os Brasileos que vfio a Paria: re.
cebem delle: ora nAo ha hi moiivo para oda-
lo; emuito menos por fazer estender esse
tres outros de condicao media outros de
condigo inferior e mundou-lhes fornecer ,
conforme as suas precisos vveres e urna
habitago com moda. Tal foi, segundo o
monge de Saint-Cali, escriptor do seculo
nono a origem das escolas de Carlos Magno.
( Magasin rittoresque. )
Brasil, ora populares, ora lirados da pepulacio
po Imperante succede a mesma de&graca ?
re seni duvida porque infelizmente o :..l
est r,o tutlo da nago ; be porque nos anua
estamos muilo abrazados ; he porque os nos-
sos prejuizos nos nao deixAo vr que essr
pelos altentdes em gerel : c perqu r.-.negr,- s .0 ma de vindictas nos faz hombrear com
rao elles com toda a culpa quande c si.:: for-
ca be ineflcat. quando Ibes faltac c 1 r.esos .
e quando da parle de pcpulago se ll.es pega
aquilloque s est om suas mAes ? Porque
assim o quer a opposiefto. e a imprensa rfia-!
ferial. Po Ric a pezar dos n altos l;r. dos
da imprertsa centra (?.es immoralrdndcs ;' '
berdade he prehenchida pelos esberdcimeii-
tos e chicotxfM, n V lie tamSei o (tc.'ernc
quem f-z tudo !sto ; porque nAo tm rrac
ueste nevosystcmi ordeirode exterminio >
l!e grande despeja Em que g.:nl-- o >:
systcm:'. crdeiro cem esses alteotado3*.J Cn-
d"e estao os exterminios sistematices .io Go-
verno ? Jc Factmdo morra nod- ni victi-
ma dosyslcnv: de vingancas ; mas ringancas
de sangue derramado vingancas de vidas
catlibaes ; que a iiniiffcrenca pelo crimo e o
pct^orJaloaos criminosos para que todos te-
mos maisnu menos.propenso compromet-
> seguranza particular d cada um. Para
urfe i.e dteT que o govcrno absolve criminosos
ros pares. e putras futilidades similhants i'
Csjurados fizem parle do governo ? e a his-
1 rjados nessos jurados mesmo os da Cida-
de he (iesconhecida imprensa material--.-'
guantas vezes nao tem o Governo lanzado
rr-So de meios indirectos para nao deixar com-
plelamente impunes criminosos convictos ,
(,!; os Jurados tem absolvido com omoior cs-
randalo ? Tantas quanlas basto para que se
noolvidem si nao de proposito e com m
.0. Em qm; nat-o civil isa la acontece quft I
cria (ualidada dcrimin'woi, sc.hreiu;ln;
parte tem nos pens
vestre Pinheiro.. E si nao ha para que odiar
o Sr. Silvestre inheiro que culpa pode ter
o memoro do Ministerio que recebeo a sua
carta eque nem ao menos a mandou publi-
car : Nao ser istoiltudir a atiero publica
para dar escpula ao criminoso na frase dos
carloros Haver tal nescio que lhe entre
na cabeca que o actual Ministerio quer dividir
o lmoerio ? No he crivel e o certo be que
sioExm. Presidente da Parahyba nao lives-
se levado umtiro, e'si os seus assassinos,
Cmplices, provocadores, deffensorea, sym-
patbisantes 4c. ove se nao L.vessem viudo a-
qui refugiar anda hoja as ideas do Publi-
cista Portuguez nao estariftoaventadas ape-
rar da caria dirigida ao homcm que be boje
membro do Ministerio
PARBOLA ORIENTAL.
Os Marcadores de Sabedoria.
No lempo de Carlos Afagno viero da Hi-
.hernia Gal lia com morcad iros breles doUi
heosrslemaordeiro oacousado: ladnlr.ro'iis^sini^psse iivremen'te'poTen-iK^^es homens mui verstdos as sci-
he o Padre Alencar que cuza levar aos pos \ ir meia duzra de peisoas e que estas se no-! *** profanas e as Santas Escnptqra*,
Elogio das Gazetas em 1700.
A Gazetaquea maor parte da gente con-
sidera como urna cousa de nonada a meu
vr ornadas obras mais diflkeisqueo espirito
humano ha emprehendido nos nossos dias. E-
ra mister ter tanto genio e capacidade quari-
la tinha o defunlo M. Henaudot para leva-la
ao pon toa que elle a levou logo que come-
co amelter maosaella. Isso demanda um
conhecimento inui vasto da nossa lingua e
de todos os seus termos, urna grande racili-
dade de escrever e de narrar clara delicadae
succinLimen te. E' mister saber fallar da guer-
ra por mar e por Ierra e nada ignorar do
que respeita fjeographia historia do lem-
po cadas familias Ilustres, apoltica,
aos nteresses dos principes ao segredodas
cortes aos costumes e hbitos de todas as
nacfles do mundo. Finalmente sem entrar
em maiores departimentos tao variados co-
nhecimentos se ha mister para bem escrever
urna gazeta que nAosei como baja quem se
atreva a empiehend-lo. Ha su urna cousa
que faz mal quede que a escreve a qua!
c o nAo ser inteiraninte seo bar da
sua obra nAo poder dizer a verda-
toria. Se lhe concedesseui esle ponto nao
houveramos mister u'outros historiadores :
mas excepto isto nAo vejo oulra cousa que
possa servir mais para instruir os mogos'a
quem se~queira dar urna brillante educaco
do que a teilura d'uma gazeta bem escripia.
Isto parecer a muitos urn paradoxo ; mas
experimente-se e estou ctJilo que se abracar
a minha opiuiAo. At acrecentan-i que lia
mui poucas p-ssoas que sejao capazes dea
pus 1
do throno esses i:::;:!rs: perqu elle deve .nho de boca aborta a espera da Polica ? Em
crer que twlos goverrflo ao sea modo. En- nenhuma: desgracado daquslie, que com me L-
tretapto esse' mesmo Padre inauftou publica lecocrimoem presencadetestemiinhas, que
mente um Ministro da Curoa ; a imprensa do nn ir elleacoutar-se sao c salvo transitando
Rio que por irrise se chama livre n- pp|.-,s nas mais ou menos.pui.lic.s. Ali o Co-
stilla continuamente com as mais alroze ca- ven;o he censurado pelos seus pmprios actos
lumnias todos os membros do Ministerio ; e alli clan.a-se pelar-seguri-nca individual, quan
nao a
C
seAo
Janeiro ledos e inclumes : com efl'eilo sao
vingativas sAo exlt-rminadoras as pessoas
que go.ernAo E quando a imprensa na-
ferial desta Provincia echoa os gritos dos
Alencares, aposteina-se muilo porque dize
, e que. a enlendao em to-
les nAo mostravao mercadura alguma ijuel-! das as suas parles,
les que Ibes pergunlavAo o queveudifto; mas Contare a esle proposito o que me acon-
diziao elles : Se alguem liver vontade de b'ceo h alguus anuos. Im magistrado que
sabedoria venha e receba-a de nos ; pcis ; ^ha eseolhido para seu hlbo majs velho um
oque vendemos ;e dizio tjue vendiac preceptor educado na universidado e que
a sabedoria porque viao nue a este povo
pouco se lhe dava das cousas gratuitas c pro-
nio'-parece urna vingonca : e o Padr* Alen- do n Governo ultrapassa os seus poderes para !curava qut' avia *er comprar ; que-
-r eos red' 'eres dessas folhas infames pas- perseguir os cidadaos-; alli si osGovernosse Ao excitar por esta hnguagwm a.oiiriosidade
ieio dVa e rc:te s mas c estradas do llio de dw..f.ndo da linda de suas obrigaces a po- a surpfbza t malmente elles repeliAo tan-
p:.lacAo os faz recuar, os conten : entre nos ta "ezes estas palavras que aquelles que con-
c c contrario 5 ludo contrario. Pode o Go- ideravao estes estrangeiros como loucos ,
vnrno empurrar-nos para a senda da civilisa- j 'varao-n'as aos ouvidos de Carlos. Sempra
Qao si no nao assiste nem deaejo nem noli-\CW Meneares, jposiema-s m. Cae para isso ? Onando a popa.Ao tem M^JMJW^^ cmenos apresentei-lbe a Gazeta do da, e
mosq^-eocrimecommetlido a 2o de Janeiro es ,s saudades o averno fcom ou^ mao ^^^V^^^^^l sobre o artio dTn.laterra per,untei-l
noaccusa es Authoridades, envergonha ajgreooaeu, ha de segu-la; eiioetemo por
populcgao ( ) Pois confessa que o crime tar.lo esse caminho que r.pezar das multi-
foi perpetrado na ra :nais publica desta Cida- piieadas circunstancias de que depende, o Go-
de e her: em ru ella he mais transitada ; j yerno :a milito no-lo-indiea ; cuide a popu-
ng res" r.'-e ""' Ee no Chava um s agen- aco cuidemos todos em cumprir nossos de-
te da Polica', c nao quer convr quedevio ere*-, que no ha hi Governo que se pon ha
pareca nada ignorar do que essa gente or-
dinariamente sabe, trouxe-m'o e pedio-r.ie
qi.e o experimentasse eu. A couversacao
versou como era natural, sobre a ed^ca-
cAo da mocidade e sobre as difieren tes ma-
ne: ras de nos conduzirmos nVlla. Eu aveo-
turei c minha opinioa resjjeitodas Gazetas';
o preceptor disse-me que isso era bagateia ;
respondi-lhe que. essa bagatela tinha suas dif-
lculdades ; elle do urna g-irgalhada. N''s-
les trouxessem comsifjo a sabedoria como 30
dizia. Sim dissero elles nos a pos-
suisimos e estamos prmptos a da-la aos que
a pdirem, com res|>eitoe no temor de Dos.
Tendo o rei querido saber que prego exigiAo
elles : No queremos dssjrAo edes mais

i-.-r ..-ztt"
sobre o artigo d'lnjjlaterra perguntei-lhe o
que erAo cem libras esterlinas. IlUedcme-
rou-se um pouco e disse-nos que esterli-
na tinha rlacAo com a nossa libra terne-
za n e nada mais signilicava. F/.emos-|li'c
vero seu erro, e d'ahi conduzindo-o ao ar-
guntou Zara com ndiferenga.
As faces deZulnrrafizeram-se similban-l me co.v.m:
1 quero mris conhecimentos......a solidc st')| pelas iropas que o eiicontraram desarmado.
tesas rozas, queem fes toes cahiam pelos 10-
ebedos.
Meu tioi:ffre ser pro, e ralba comi-
go, responde'u ella querendo mudar;. onver-
:go.
E D. Carlos frml.em vos 'rela assim ?
Zulmira coren anda mais mas respon-
den com desembarago.
Tu bem sabes que elle me ama e que
me no ha de querer desagradar......demais
tem tanta bondade 1. .. .
Fo seu rosto igual a seu ccrago?...
E palide louro, e delicado ; mas a im-
prer.sSc de sua fisinenla de u"a belez"
perfeila; 0o n-'ii'o alto, rr.es o seu corpo
tao eieg&nle como o do Dnq-.ie de Lara. As
crtes sAo o seu mal agradavel estudo, eelle
as cultiva cem fructo.
O Dique deve amar :v.; ': um tal li
id?..:.'.
__E' o idolo do p-i. a ccnsclagAe. eale-
que
ffP-3 de se:is velhos '? ... .mas lodos
.em gostnm delle ':s. -isler q
- -,--- de'- ^-n?e frazer-f 3 r"'?.....
O Duqus, e D. Carlos sairant.
Com effeito este mancebo acbava-se li-
bado e rodeado de soldados dei'ronte da por-
ta do Caslello quando o Duque appareeeu.
Seu bello rosto eslava socegado olhaxdo
com inleresse para as janellas do >ato edificio
de pie seus olhos senao podiam despregar; al
adenzela, parlindo; e bern depreasa o seu que vio levanlar-se urna cortina... apparecer
vestido brand, seescondeu por entre 03 ro- airas deila tuna figura branca ettaivrl; un
l1C(j0S rosto d'anjo ----- Zulmira emfim que o !i-
A velha lambem se levan'.ou, eprocu- ou um momento e a cortina caioouira.vez :
oh! o que elle sendo ento no se podera des-
Zulmira no insisti mais, elevr.ntou-se.
Adeos Zara; a estas horas j h'o de es-
tar minha espera no Caslello.
Adeos, minha iflha, respendeu a velha,
drnde-I''" um beijo na testa.
.- Cunta m tudo, e sempre comigo, disse i
rando pelas pegadas na areia c caminho que
seu fllho tinha tomado na vespera o foi se- rever...... a lembranca go supphno que el-
guindo tambem......
Fm urna d-s m olas ricas sallas do Caslello
de la Varsia se acbavam reunidas tres pessoas.
Eram o duque de Lara cojo ro>o ainta mos-
Irava restos de lieljesa eslava sentado defron-
le bem sabia o espera va no lhe foi mais do-
iorosa do que ver se despresado pela mulher ,
que ama va!. ..
Elle ouviu com iudifl renca a sentenca que
morle desejando o dia se-
do Castello de la Varsia que apenas urna a-
lanapada mal aluiniava, Abeu-lvuhel preso
a urna columna com cordoes esperava o mo-
mento em que o vitssera livrar daquella in-
commoda |K)'co.
Zulmira sabe quemeusou e ella pie
desprpsa. E' esta ador que mais o atormen-
ta e elle brama como o leo em furor ...
Tudo est em silencio de roda delle, e seu ou-
vido sent a mais ligeira bulla ... de repen-
te pj-.-eceu-lhe ouvir ao longe uus passos |i-
geiros sobre as lages. olhou, c vio na ec-
curido alvejar alguma cousa E' o carrasc >
disse elle comsigo mesmo e ficou tranquil-
lo..... a figura continuava a avancar; e quan-
do se chegou mais de perto Aben-Kabel pa-
recvu-lhp que s a urna mulher podia perten-
ccr e o coraco llic baten com violencia no
peilo! .... Mas aquello corpo bramo com:
a nev transparente como a sombra c qp
no parecia tocar a tena lhe fez lembrir qu?
o condemnav
le do go e lia alto: um pouco mais afas- guintepara se ver livre da vida que, havia
lad. Zu'mia ricamente vestida bordado per- 1 -obre tu o algunsmomentos, era um verdadei- !
lo de urna lanella e D. Carlos ao p dela f rosupplicio paraells. ... Zulmira tinha desio-j talvez losse urna illuso de seus sentido o qim
rtadn rcto<" ".....".....'i~ *-'hrt* nnavamanAn nP\Uni\* 7-nr fa Abn- iid*rava ver e (m a sua imap'inaco exalta-
la &e abri co
lanella e \. varios ao pe uciu u sujipiiuiu |k.4c-. muibiu um ww- ~v------- ...n.u ul".^....-------
.'ava um quadro: de repente a por- j berto, que Fernando, ofilhode Zara, fa Aben-; julgava ver e que a sua imaginaco exalta
om esiromlo e um creado entrou I Rabel o lerriv/l'!..... t.sle pensamento suf- da o enganava como por lanas vezes j o ti
que c gruanuo
nc i Abden
focava todo: o: cutres; pobre mancebo, quan- nha engaado, quando deilado debaixo de u.n
co estrelado lhe tinha aparecido em seus s:
mesma sombra branc? *. n" "'
Scr.hdr Senhor, ocltefe dos bandidos, I to ama va elle aqusa mlber i ... co estrelat
len i'-ahel o terri^c: fc:presoBta noute, A nous i" 'cn;a 7"r. gc'-t:^ Fgreja tobos apuefl


*
trzo Constantinopla instam-lo sobre os no-
mes d'ofiicios, cargos e dignidades d esta
corte, no que elle sahio-se to mal como
sobro questoes de geog.aphia e de historia ,
aue nascio a cada momento da leitura da
Jazeta. lluvia boa compaiihia e anda que
tramsemos com toda a uruau.dade imag.-
navel, elle licou to confuso que eu solTri
or seu Tespeito. O magistrado mais impa-
ciente dWlhe algumas palvias Piadas-,
mas desviou-se o golpe, e todos os que esta-
vo presentes conclu rao e ale hzero cou-
fes*ar ao preceptor que nada se deve despre-
zar na educaco dos moyos, equemuitas
vezes petos meios os mais communs que se
coiiduzeni ao conheciment das maiores cou-
(Miscellanea de historia e litteratura ,1700.)
Scrates aprcndeo a tocar instrumentos na
sua velhice.
Clao aprendeo o grego de 01 ten la annos
d'idade. ,
Joo Glida de Valencia SO aos quarenta
anuos comeeou a esludar as boas letras.
t'enriquc Spelmaii lornou a comecar o es-
tudo das sciencias aos cincoenU annos com
un successo maravilhoso.
Fairlax depois de ter sido general das tro-
pas do parlamento d'lnglalerra, fez-se rece-
ber doutor era Oxford.
Colbert quasi sexagenario, tornou a en-
tre"ar-se ao estudo do lat.m e do direito.
O Tellier, sendo chanciller de v ranga ,
fazia com que Ihe repetissem a lgica para
disputar com os seus netos.
Vollaire dizia pouco tompo antes da sua
morte que ainda aprenda todos os das.
(Magasin Pittoresque)
A repartigao das obras publicas aluga ser-
ventes forros a 700 res por dia sendo possan-
tes e forzosos para trabalho d madeira -. a-
quelles que quiserem trabalhar podem-se di-
rigir ao Administrador Fiscal da mesma na
Repartigo as horas do expediente, ou na ca-
sa de sua residencia
vereiro annunciou querer fallar ao Major Jo-
s Francisco Sales procure-o no seo En-
genho Jardim em Paratibe.
^y Quem annunciou querer comprar um
ba de 4 palmos, dirija-se ra da Roda ven-
da D. 8.
tcr L'm rapaz portuguez chegado a pouco
Administrago Fiscal das Obras publicas dezeja-se empregarem qualquer arrumaco ;
., ..-. .,...,1 miilitr iliuii'i k : rio i :i ( ulotl
DECLARARES.
lguel Archanjo Monteiro de Andrade ca-
valleiro da ordem de Quisto, e adminis-
trador da meza do consulado desla cida-
de, por S. M. Imperial que Dos guarde
etc.
Faz saber que no dia 8 do correnle se ha
de arrematar na porta da mesma ud- j
ministracao urna caixa de assucar branco a- j
prehendfda pelos respectivos em pregados do
trapiche Novo por inexactido datara; urna
barrica de assucar branco duas ditas de bo- j
laxa e um barril de agurdente, aprehend-
dos seni despacho no acto do embarque pelo
Guarda conferenle do Trapito da campanilla;
un cujo dia se findaO os prazos marcados:
no respectivo regulamenlo sendo a arro-
ma tacao livre de despeza ao arrematante.
E paro que chegue a noticia a quem con-
vier mandei aixar o presente edital, e pu-
blicar pela imprensa
Meza do Consulado de Pernambuco 3 de
Fevereirode 1842.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade
= A Administracao Fiscal das obras pu-
blicas tem de vender em hasta publica huma
canoa velha aberta avahada em 20ji reis ;
as pessoas que perlenderem langar podem
concorrer na salla da mesma Amnistragio
nos das 21, 22, e 23 do crrente. A dita
canoa, acia-se encalhada em Palacio Velho
no jtorlo das madeiras da mesma Repartigo,
onde pode ser vista por quem pertender.
Administracao Fiscal das obras publias 5
de Feverciro de 1842.
Moura
Administrador Fiscal.
5 de Fevereiro de 1842.
Moura
Administrador Fiscal.
Publica-se para conh,ecimento de qnem
convier que no dia 17 do correnle devero
principiar os trabadlos das aulas do Lyceo
pela ordem seguinte : adeLatim, das oito
as onze horas da manha : a de Uhetorica, das
oito as dez : a de Filosophia, dasdez asdo-
ze : a de Inglez das oito as dez : a Je Fran-
cez das Jez as doze : a de Geographia das
8 as 10 : a de Ceometria. das 10 s 12 : a de
Desenho das 10 s 12, a de Eloquencia Na-
cional das oito as dez : e a de Historia Natural
das dez as doze. A matricula estar aberta
para todas as Aulas ate o dia lo de Margo,
excepto a de Latim. era que tem lugar fazer-
se durante o anno lectivo: os que se quiserem
matricular devero apresentar os seos reque-
rimentos naS**retaria do Lyceo. acompanha-
dos do competente conhecimento de matricu-
la e em que declarem seos nomes filiagoes,
idades, naturalidades, e moradias, para se
poder proceder a matricula.
Lyceo 5 de Fevereiro de 1842.
O Secretorio.
JoSo Facundo da Silva Guimares.
tS5" A matricula da Aula de Parios ser a-
berta no I. e encerrada no ultimo do corren-
te : asalumnas se dirigirn caza do Profes-
sor todos os dias uteis, al as duas horas de-
poisde mio dia As liges principiar no
dia lo do mesmo m*z.
O lllm. Sr. Prefeito interino d'esta Com-
mnrea manda fazer publico pelo presente ,
para conhecimento de quem pertencorem .
que na cadeia de mesma existen) recolhidosa
sua ordem os pretos scguinlcs Pedro. e Ig-
nacio dizem sprescravos de Joo Nunes .
Dioso de Lino de tal ; Joaquim de Anto-
nio AIvps ( morador em Limoero ), Joa-
qun) d Manoel Joaquim Fer.*; Pedro, e J.i-
quim ignora-se d'estes qual os bous senho-
res: as pessoas porem cojos direitos Ih.-s
competir compartgo na respectiva secreta-
ria munidas dos,respectivos lindos pelos
quaes jutiflquem de persi n sua nroprie-
(lade. Secretaria da Prefeitura da Com mar-
ca do Recife 4de Fevereiro de 1842.
Claudino do Reg Lima:
Oflcial da Secretaria.
AV1ZOS DIVERSOS.
tzr Os Bilhetesda2.* parte da 8." Lotera,
do Theatro cujas rodas ando impretorivel-
mente no dia I ido correnle, achSo-se venda
nos lugares j un iniciados.
C^Os Bilhetesda 2.' parte da 6.*Lotera, a
favor das obras da Matriz da Hoa-vsta; acho-
se a vndanos lugares seguintes:no Recife loja
doSnr. Vieira Cambista : S. Antonio loja do
Snr. Menezes Jnior e Boticas dos Snrs.
JoAo Morera Marques e Francisco Anto-
nio das Chapas, este na ra .lo Livramenlo e
aquelle na ra do Cabug : Boa-vita botica ,.
doSr. Victorino Ferreira de Carvalho na I sua conducta, quem do seo prestimo se quei-
praca j ra utilisar dinja-se a ra das Lruzes U. b,
tsr Quem no Diario do primeiro de Fe- j terceiro andar.
quem o pretender derija-se ra da Cadeia
IJotica D. 5, ou annuncie.
^r Quem precizar de um homem para
Padaria o qual trabalha de maceira e tem
bastante pratica da ollicina derija-se ao Bc-
co do Peixe Frito vei.da de garapado Snr.
Miguel.
S2y Roga-se ao Snr. M. N. M.( morador
cin Olinda) aja de comparecer no Recife, ra
da Cade a Velha n.16, islo no irazidetrez
das.
s Roga-se aos Snrs. M. Z. C. P. e R.
J. P. B. ajio de comparecer na ra da Cadeia
Velha n. 16.'a lim de acabarem com o ne-
gocio que eslo ao facto isto no prazo de
5 dias.
Bf" 0 Snr. Antonio Cardozo da Fonccca ,
sirva-se mandar na ra do Amorim em caza de
Antonio Joze Francisco Veigu receher qua-
tro barril com mel que viero de Rio For-
ro ozo.
XST Quem precizar de algumas candas de
areia tanto para obra como mesmo algum
terreno ; por prego muito com modo dirija-
se a ruado Rangcl D. 17.
Quem quiser alugar hum primeiro an-
dar de um sobrado na ra do Rangel proprio
para estabecer escolla, dirija-se ra da Praia
Serrara doCardul, que se dir quem a a-
luga.
= No segundo andar do sobrado D. 28.
clo na ra estreita do Rosario, ensinio-se
os preparatorias seeuintes: PWlosophia, Geo-
metra, Inglz. Franco/, e Latim.
: Da-se 1:100> rs. a juros de 1 1|2 por
rento com hypotheca em um sobrado Ocan-
do o nluguel de quolquer dos andares para
descont dos juros: quem quiser annuncie
para ser procurado.
as Precisn-se alugar urna casa terrea rom
pequeo quintal e cacimba em qnalqoer um
logar dentro da praga : quem o tiver anuncie.
^33Pertendo-*e arrumar um mogo portu-
guez, com idaile de 14 annos, chegado l-
timamente de Portugal, o qual sabe soffri-
velmenle contar, e escrever, e d algum
lempo gratis, em quanto se applica ao giro
commercial, sendo s para loja de fazenda,
quem do seu presumo sequeira utilisar, an-
nuncie.
SS7- Na ra das Agoas verdes na loja do
sobrado D. 12, engoma-se e lava-se roupa
tanto para homem como para senhora com
prontidoeaceio', e por prego muito com-
modo.
cy Quem quiser faser algum presente de
limas de cheiro jarros craveiros romei-
ras larangeiras annanaz. e todas as fruc-
tascom muila perfeigAo, dirija-se as 5 pon-
tas sobrado D. 13 onde achara o dito cima,
e juntamente cavados arreados para qualque'-
cavalero motilar.
^Offcrece-se um mogo porluguez para cai-
xero o qual tem pratica de todo O negocio,
lauto na praga como fora della. o d fiador
cr OfTerece-se uiu rapaz Brasileiro que
tem seos preparatorios para caixeiro de ra
ou de escritorio de qualquer Senhor negoci-
ante ; o qual d fiador a sua conducta : quem
do seo prestimo se quiser utilisar, annuncib a
morad ia.
t3~ Precisa-se allugar um sobrado de um
andar que tenha comoimios para urna
familia com quatro quartos wsinha
lora quintal e cacimba ou mesmo casa
lenca que nosejaem ras esquesitas e
o seo aluguel nao exceda de 1 i a 12j reis ,
quema tiver annuncie sua moradia por esta
folha ou dirija-se a ra direita sobrado de dous
ai ida res I). 23.
Guilherme Augusto Rodrigues Sette .
comprou por ordem e conta de Joao Saraiva
de Araujo GalvAo 1 meo bilhete da segunda
parte da oitava Lotera do Theatro numero
5709.
Precisa-se de urna preta pouco sivilisa-
da c velha que sirva para carregar pouca
fasenda pelas ras em companhia de urna
mulher : quem a tiver dirija-se a ra Direi-
ta loja de couros D. 17.
iS- OSnr. Joaquim Gonsalyes de Faria
natural da Freguesia da Santa Cruz de Alva-
dia comarca da villa Real, dirija-se a ra do
Aragao D. 54, a negocio de interesse.
Joaquim de Sousa Pinto, comprou por
conta do Snr. Francisco Carneiro da Silva (de
Goianna) hum bilbele da segunda parte da
oitava lotera do Theatro n. 2497
Qualquer dono ou consignatario de em-
l>aicacao, que quiser receher a fete para
Lisboa 18 costados de Ama relio, pagando-se
por cada dusia 20j rs. annuncie por esta fo-
lha : tambemvende-sedusias de costados ser-
rado e escomido a 1 I0 e coatadinb de dito a
: 88.) reis.
I
tST Os Bilhetesda 2." parle da o." Lotera
\ fivor das obras da Igreia de N. S. do Livra-
! mente nesta Cidadc ; acho-se a venda nos
lugares seguimos = Bairro do Recife as 1o-
iasdos Snrs. Vieira cambista 8 Joo Joze de
carvalho Moraes ss S. Antonio lojas dos Srs.
Joze de Menezes Jnior ra do collegio 1 ra-
utas ra das o Ponas Bandeira ra do Cabu-
g Joo Moreira Marques hotica'na mes-
ia roa =3 Boa-vista loja do Snr. Joze Igna-
cio ilo Monte ; e. tambem se vendem na loja do
Thezourciro da mesma Lotera ra do crespo
D. 9.
asj- Travs de 3o a 4o palmos de eompri-
melo e 7. 8, e 9 polegadas em quadro e
das melhores qualdades como sejaO sapu-
cairana bom nome imberiba preta e sa-
pucai verdadeii a em porefles ou a relalho,
para as ver as obras do Sr. Cjinha e para
o ajuste na ra do ^gurio D. o>.
SST Cadeiras de palhinha Americanas,
marquezas de condur camas de vento com
armago e sem ella mu bein fetas a 4#XJ rs.
ditas de pinho a 3oO 9 mezas de jantar ,
assim como outros muitos trastes, e pinho
da Suecia com 5 polegadas de grosura e.
dito serrado ; ludo por menos do_ que en
outra qualquer parte : na ra da Horentina
cmcasadeJ. Beranger.
xzr Dous escravos de naco ptimos pa-
ra todo o servigo, e um hecanoeiro e urna
escravadenacao com algumas habehdades;
todos se dio a contento : na ra Direita D.
20 lado do Livrameuto.
elle cbamava o seu aojo da guarda fot pors
Simo fazer estremecer que o vulto parou da li-
te delle .... que cortou as cordas que o pre.i-
diam c que elle se achou livre no meio da
Igreja! J nao era possivel duvular .
conliw-eu que nao era illuso o objci lo que u-
nha diante de si mas nem por isso teiueii ..
urna pequea e ardente mo pegou na delle
f a e gelada, e o encammhou por entre as
columnas fa/.endo-o sabir da igreja por ima
porta escondida atraz de um painel que se le-
4-hou a|>oz ellcs achiram-sc en to em
urna escurido completa ; o guia mis erioso
nraminbava Aben-kabel com cuidado na
escurido, fasendo-o descer longas escadas, e
atravessar extensoscorredres, isto ludo sem di-
/er palavra ; mus elle eslava tranquillo .
emfim pararam defronte de alguma co-iza por
onde entrava urna Iraca, e incerta claridade ,
o ruia apartou os ramos d'anorcs que tapa-
v.im aquella saida e Aben-Ka bel se achou
id meio do campo aclarado pela iua o seu
primeiro movimento foi deitar-se aos p s de
quem o tinba libertado. ... Voltou se iwra
o fazer .. mas nao vio ninguem!... olhoii
de roda de si admirado! mas a mesma so-
lido por loda a parte ... sim vio obre tima
pedra seu chapeo, e armas a.couaal-
guma deu altenco e ia enlrar |>ela mesma
pas*agem quau oseniio que urna grade de fer-
ro Ih'a tapava. soltou um grito de raiva .
e pegando no chapeo, e armas parti precipi-
ladamente um momento depois vollou de
novo e ch gando-se a um cypresie que mar-1
cava aquella entrada alou a tira ramo unta;
pepuena cadeia d'ouro, que trazia ao pesroco, |
em quf liuha pas ado um apilo c depois dis-|
to fetlo tornou a partir maisdc vagar, e olhan-
do para tra/.
Zara, romo dissemos cima, tinba saido logo
de matib dar o seu giro costiimado c j ;.
noute bia bastante avancada qoando ella eti-j
tron na grua sem ter encontrado ne hum dos
companh'eiros de A ben-Kabel que delle Ihc
podesse dar noticias.
Passadas a peinas horas quando Zara se ebe-
gou ao p lo brazeiro para o apagar; s en-
to que vio escrifito com sangue sobre um
llorado da nxha la que ficava perto do lu-
mc estas palavras Abcn-Kabel est preso
no Cas'ello de la Varsia o effeito de um
raio nao foi mais terrivel para Zira do que a
leitura daquellas letras ... a pobre v'ha ra-
bia para traz gelada c fria privada do sen-
tidos e assim ficou por grande espago de
lempo....logo que tornou a si a desgragada
Mai se foi arraslaudo at aoGastello quan-
dochegoutudo estava fechado ...... j todos
repousavam apezar disso ella gritos que
Ihcsabrisscm.mas a sentinella a esconjurou.e
bmzeu-se tres vezes julgando que era o de-
monio !.... ella continuou a gritar e sua voz
desesperada fazia impressao sober tudoaquel-
la hora e naquelle logar....Nao foi so a sen-
linela que otiviu maisalgucm velava no Cas-
tello. a quem aquellesgritos feriramocorago.
0 Duque de aja nao poda adiar naquella
noute socego no seu leto domado e acor-
doiiem sobresalto aos gritos da velha...escu-
tou ..Ievantou-se e abri urna janella para
melhoroUvir...Zara dizia< Quero fallar ao
Duoue deLara. trata-se da vida de al-
m !._Por urna condescendencia pouco
natural 0 Duque vestio-se e fazendosem bu-
Iha abaixar a ponte levadiga sahiu do (.as-
tollo. A velha cangada de rogar debalde ,
se tinba sentado entregando->e a toda a vio-
lencia da sua desesperago... torca os bracos,
e as mos pucbavs pelos cabellos e do ros-
to Ihe corra sangue .... Como o trigre esfai-
mado se langa sua pieza assim ella le ar-
remegou ao Duque, apenas o viu
_ Aonde est elle ... o meu Ttlho ....que
fizeste de Aben-Kahel? responde que o n5o ma
taste !
Foi com custo que elle se desembarace
dos bragos da velha o que so poudo conse-
guir repetindo-lhe que o filno anda v.v...
Zara cahiu de joelhos diante do Duque ped.n-
! do-lh, por ludo quanto elle tmba *+**
\ por ludo quanto bavia de ma.s sagrado que
I S salvasse.... mas elle fo. ^"e]-. .
4ben-Kahel nao e so um salteador ^ e
um assassino temivel....suas mos esto cu-
beras de sangue Heapanhol que elle tem der-
ramado por urna barbaridade sem exemplo. ..
Justiga ser feita .. eHe moriera respon-
da o Duque a tudo que a velha Ihe dizia.
Entilo ella Ievantou-se sbitamente...chegou
a boca ao ouvido do Duque pronunciando al-
gumas palavras muito devagar .... elle re-
com... fez-se paludo...fitou a velha, ecahiu
sobre urna pedra em urna violenta commocSo..
Zara,disseelle levantando se, Aben-Kahel
ser salvo. Ms silencio eterno emliulo
Fica descansando....respondeu a vellia
com desJem vendo-o afastar-se.
rContinuar-se-hn. )
ILEGIVEL


-i.. ,-MJtr i.- x.jii* i> ~.~
pilniw i nial
- -. O liacharel Francisco Carlos Brandao
a?i)j-se advogando o'esta Cidadc : as pesscas,
que de seu presumo se quiserem ulilisar, po-
;etn proCura-lo a toda e qualquer hora do dia
no seu escriptorio que he no principio da
rua do Rangel sobrado D. 41 segundo' andar.
O mesmo Bacliarol declara queelie de bom
na ra nova qiie va i para a Trempe com ex-
celientes comniodos para ma numoroza fa-
milia : quem quiser alugar dirijA-se ao paleo
da S. Cruz a tratar com Joo Subaslio Pe-
retti.
sy Aluga-sc urna casa terrea na ra do
Cotovello D. 41 com ptimo quintal o ca-
brado aeceita e. delfende sem exigir bono-1 cimba : os pretenden tes el i rijao-se arua da
lario ou pagamento de natureza alguma ,
todas as r.auzas d'aquollas pessoas que por
seu estado de pobreza nao poderem pugnar
pelos seus direilos c faze-los valer em Jniz,
rom tanto que sejtko justas as suas pretences;
(cando porem as mesmas pessoas obrigadasa
aprezentar-llie um atteslado do seu respecti-
vo Pa.rocdo ou Juiz de Paz por onde mos-
trem que sao pobres e que por consegoinle s;': Vital Ferreira Pinto, dirija-se a
Lfarecem do favor que aqui se Ibes offerece. vramento D. 2.
Florentina na loja do sobrado do Sr. Eiras,
SST Deseja-se fallar no sobrado de tres,
andares da rga do Crespo i|ue faz quina com
a ruado Queimado ao Snr. Joao Antonio da
Silva Castro para negocio de seu inleresse e
entrcgar-se-lde urna carta.
3" A pssoa que annunciou no Diario de
o do corrente querer fallar com Cypriano Jo-
rua do Li-
ij" v Iuga-se um segundo andar com bous
commodos para pequea familia: na ruado
Rangel sobrado de dous andares defronte da
casa que fti das Diversas rendas.
tST* Quem quiser mandar cnsinar meni-
nas a ler escrever, coser toda qualidade de
vustura alcoeboar bordar de branco e ou-
ro e fazer lavarinto dirija-se a ra do Amo-
rim, a casa Cfljo os fundos bota para a ra da
* Moeda bem confronta ao Cnsul Americano.
ssy Um morador na na da Lingoeta do
Recife por sua parte e a rogo dos mais v-
zinhos na mesma ra toma a liberdade de
perguwtarquem compele policiar n'este dcs-
tricto se nao existe postura que prohibe a
matanza (Je porcos no meio da mesma rua
todos os Sn libados as 10 horas da manda,
com grande i ncommoilo dos moradores; ai-
verte-se tambem que a rua acha-se intran-
sitavel pelo numero de earneiros e toda a casta
de bichos, alem de verduras <&c. cuja pra-
ca parece ser no arco do Bom Jezus.
Vt Arrenda-se um sobrado de um andar
n. 5(i8 no beco da Viracho : a tratar na Pra-
cinha do Livraroento sobrado D. 22.
ES" Quinta feira lo do corrente as 4
horas da tarde na piara do Juiz do Civel da
2." Vara, se ha de arrematar por lempo de 5
annosos alugueisda casa de 3 andares na rua
" do Colegio D. 7.
eyContrata-se por engajamento a factura
das obras de pedreiro ecarpina de um en-
gerido novo que se pretende levantar, dis-
tante desta praca 11 legoas fazendo-se o
pasamento da dita obra em 3 prestares a
saber: no coreosso da obra em meio, c
lio im prestando o engajado fianca idnea :
' Ey Prcisa-se saber se existe nes"ta, praca
alguma pessoa que responda ( como corres-
pondente ou procurador ) por Balito Thomaz
Vianna ouTic seu herdeir Antonio Jos Van-
a na Baha de Santos havend declare sua
morada para se tratar negocio de seu inle-
resse.
CT OSr. Francisco Joze Machado Guima-
res tenha a bondadede aparecer em fora de
portas para concluir o negocio do cordao de
ouro ou annunciesua morada.
SU" A pessoa que tem um sobradjnho de
um andar na rua de S. Bsntocm OlinJa, sen-
do queir alugar annuucie.
S27" Um homem mogo, robusto e casa-
do cm conbecimentos de agricultura e
de manejo de engenho se offeiVce para ad-
minislragao de algum engenho, entrando com
5 eseravos para interessar nos lucros ou en-
gajados : quem este negocio quiser fazer an-
nuncie.
4 'prt'as, urna boa cozinheira en-
gommadeira e as3 lavo coziuh e fa-
zem todo o mais servido de ma rasa ; a 35o
rs. cada urna : na ra de Ags verdes De-
cima 57.
Cf* Urna preta boa vendedeira : na rua de
Hortas casa D. 3o a vista do comprador Se
dir o motivo por que se vende.
tsjr Sement de toda qualidade vindas do
Porto : na segunda venda do beco da Pol.
5^r Superiores Gordas de tripa para violo:
na Praga da Independencia loja n. 2. ; assim
como precisa-sede um feilor para um sitio.
SS7" Bolaxa a 2* rs. a arroba : no atterro
da Boa vista padaria de Francisco Gnsalves
Rgo D. 5o.
tzr Um moleque muito bom official de
alfaiate, bastante mogo, sem aehaquos ,
nem defeitos oqiial se vende para coinprir
legados ; quem o pretender annuucie.
szr Um escravo de naco de idade de 3o
annos, proprio para o servico de campo: na
rua do Crespo D. 5 lado do norte.
tzr Urna excedente mesa de meio de sala ,
redonda de Jacaranda por prego commodo .
no primeiro andar da casa da quina da rua do
Encantamen o que faz oito para a praca do
Cor.imercio.
'Ssy Urna venda com muito poucos fundos,
nos 4 cantos da Cidadc de Ol'mda : a tratar
com Antonio Pereira Guimares no mesmo
construida de boas matleiras parla conducao
deagoa urna dita em bruto com 5o palmos
de comprido urna porgao de ca i xas para as-
suear bem ftitas e de boas madeiras a 1*
rs. cada urna : ta rua da praia 9erraria do
Cardil.
ssy Urna cscaava de nagao, com habilida-
des em fora de Portas N. 168.
s3^- Potassa de superior qualidade em bar-
ris gfaftdes'-e pequeos adinheiro efc praso
com boas lirnias : em casa do Joo Rufino da
Silva Ramos na ra do Hospicio sobrado
de um andar defrnte do Coronel Brilo ln-
glz,
ES CHAVOS FGIDOS.
Pentesde tartaruga da moda e ditos
se conserla toda
*8
como
lugar.
de marrafa ; assim
obra de tarhruga : na rua do AragaoD. 51.
S2f Um selim frahcez em bom ozo por
baixo prego : na rua do Queimado D. 15.
tzr O engenho Cangaii com urna por-
go de cap i vos de ambos os sexos, com bois.
bes tas safra e
o engenho com
todos os
AVISOS MARTIMOS.
CT" Para Ilamburgo a Barca Ingleza l'en-
ninghrfm Capftao R. Creen da piimeira
classe A 1 'falta soo BtBo tonelladas para
cpmpletar sua carga ; quem quizer earregar
dirija-se aos consignalarios Me. Calmont e
Companhia.
i^j" Para a Babia sahe mp'-elerivelmente
no dia lo do corrente a Sumaca Bdla Elisia ,
reeebe-se passageiros e eseravos; trala-se com
Manoel Joaquim Pedro da Costa.
S2?- Para o Aracaly o bem condecido Hia-
teOnda, lem parte de sua carga prompla ,
e pretende sabir a 21 do corrente para Tre-
quem quiser fazer e;te negocio ann'uncie ou tos trata-se com Manuel Joaquim Pedro da
dirija-s? a rua da Cadeia do bairro de S. An- Costa.
ssy* Para a Baha segu viagem com a
maior hrevidade possivelo Patacho B>-ja Flor,
Ionio sobrado D. 2 onde ]lie ser patente a
planta da obra e eondiges e avista disto
tratar-so do ajuste.
S27" Adverte-se ao Sr. J. F. S que o as-
sassino mandado reconhecer a P N. F. nao
ser muito fcil empregar o seu golpe com
acorto pois que este st prevenido e en-
to ser bom que-o mande vol.ar para Por-
to de Calindas para espiritar occasio mais
op rtuna vistoachar-se a sillada descoberta;
e qualquer alten lado, que acontega cerno se
sabe ao oerto donde parte esto dadas as
providencias para nao (icar impune.
SST i)o segundo andar da casa D. 16 da
Fu da Roda lgio no dia 4 do corrente um
papagaio tallador com um palmo de corren-
te ; voou para a parte das us do calabouce
velho edo Bom Jes-us das creojjlas ; quem o
tiver pegado e o quiser restituir ser recom-
pensado.
X^" Perdeo-se da Pracinha do Livramento
at a rua do Nogueira vindo pela rua do
Rangel e paleo da Ribeira uma carteira com
duas sedulas de 2o.v rs. uma de oji rs. e
in is ou !,> rs. em sedulas de la e 2ji rs. ,
tendo mais dentro da mesma 2 pares de lu-
yas de seda embrulhadas em papel, sendo
um par branco e oulro piolo duas cartas e
varios pipis a pessoa que a tiver adiado
quiTcndo entregar dirija-se a rua do .Nogueira
1). 19.
' s^rAluga-se o segundo andar de 1 sobrado
da rua do Rangel o qual tem oito bous
quartos duas grandes salas tendo a de de-
liuz com visla de mar e grande cozinha ; os
pMleadsuies dir.jau-sc a Praca da Indepen-
dencia loja de livros n. 57 e 58.
Eir* Quem quise "alugar uma casa terrea
pr.quena com bom quintal, no bairro de
S. Antonio, dirija-se a Boa visla na venda da
rua do Hospicio defrnte du casa onde mora o
Sr, Coronel Cornmissario Fiscal de Guerra.
E7". Precisa-sede um sobrado de um andar
ou algum segundo andar que oalugel nao
exceda de 2ooj rs. equeseja em qualquer
das seguintes ras : das Cruzas Ungel ,
Direila pateo do Carmo Trincheras e La-
rangeiras : nesta Typografia se 4irii quem
pretende. tz>- Aluga-se uma ptima casa terreavcda
forrado e pregado de cobre recebe carga e
passageiros para o que tem exceden les com-
modos ; quem no mesmo quiser earregar ou
ir de pnssagem dirija-se a rua do Vigario nu-
mero 7.
sry Para o Rio de Janeiro sabir com hre-
vidade o Brigue Incansavel Maciel ; quem no
mesmo quiser earregar, embarcar eseravos ,
ouir'de passagern para o que tem bons com-
modos dirija-se a rua da cadeia D. 21.
C?* Para o Rio de Janeiro com loda bre-
vidade o Brigue Nacional Bom Jess por
ter a maior parle do carregamonto prnmplo,
para pequea porcAo de carga c passageiros ,
trata-se corr. Caudino Agostinho de Barros na
Pracinha do Corpo Santo I). 67, ou com o
CapitaoJoao Rodrigues Amaro a bordo.
C O M P R A S .
G7* Urna eadoirinha de rua que seja no-
va e das da Babia : em casa de Francisco
Bezerra de Vasconeellos na rua de Apolo.
^C7- A novella intitulada o carpinLeiro de
Sardam ou a anecdola do fenado de Pedro
o grande pela Baroneza de Mes, em 2 vo-
lumes ; quem tiver annuncie.
ssj- Uma negra que nao ten ha vicios, nem
achaques que teflha todas as habilidades,
principalmente cozinheira e engommadeira :
na rua do Hospicio na casa de Jos-Carlos ou-
de morou o Coronel Joaquim Joze Luiz de
Souza.
1^7* Um preto de idade, que nao exceda
no prego de iooi rs. : na rua de Agoas ver-
des D. 57.
"VENDAS.
seus movens promptos para moer, e mais mo-
vis de casa que .ode qualquer Snr. entrar
na casa sem Ihe faltar nada para se maniar :
a tratar com o seu proprielario abaiso assi-
gnado que o vende por ja ter 82 annos e
cheio de molestias, nAo tem filhos e nem
pessoa que para nada olde.
Joaquim Martins Correia Sonto Maior.
^C* Flores de panno muito Iind;>s e dem
tradalliadas a imilacao das francezas edita
com toque de avaria para forro a loo rs. di-
la om bom estado a 12o 14o 16o 18o c
2oo rs. lstOiS para coletes a 2io, 52o rs. ,
pannos linos de cores a 2j88o 03 S>2po ,
4jooout 6a rs. dito preto superior a 7do
rs. lengos de seda preta de 56 polegadas a
U02o rs., meiasde seda preta para sendora,
lengosde toquim da India a 2j rs. e outras
muitasfazer.das pelos precos mais commodos
que dar-se pode : na quina da pracinha do
Livramento loja da viuva do Burgos.
C7- Doiis moleques de iilade de 11 a lo
annos proprios para lodo o servico sa-
bendoum delles muito bem Iralar de cvalos
e he perfeilo pagem uma preta cozinheira ,
e lavadeira duas- ditas quitandeiras um
preto mogo trabalhador de maedado fouee e
enedada uma negiinda c uia molatinda de
idade de 12 annos : na rua do Fogo ao p do
Rozarlo D. 2o.
U?" Bicos de toila a largura bordados de
prata proprios para aformosiar anginhos :
na rua do Crespo loja do Cunda.
ST Um preto para todo o servico ou tro-
ca-se por um moleque vollando-se o ex-
cesso conforme o ajusle : na pracinha do Li-
vramenlo loja D. 55.
tT Sacas de con la com farinha de man-
dioca de muito boa qualidade chegada pr-
ximamente por prego commodo : na se-
gunda loja de fazendas confronte ao passeio
publico, indo do arco de S. Antonio.
SSf Urna caixa com realejo que toca dan-
d-se corda um jogo de pistolas de alcance,
um dito de matas de pregara caixas de pi-
nhoe marelo gamelas grandes para ba-
nho 2 selins uzados para pagem uma por-
cao dexifres de boi manleiga de tempero
toucinho a 24o rs. a libra : na rua da Ro-
da venda D. 8.
SS'* Um bonito escravo official de pedrei-
ro, de idade de 2o annos um dito bom al-
faiate e cozinheiro, um lindo moleque sem
vicios nem achaques um pardo official de
gapateiro um dito bom pagem 6 eseravos
por prego commodo duas molecas, uma
parda sabendo coser, engommar, e cozinhar,
uma escrava por 25o$ s. e 4 ditas para to-
do o sarvigo : na rua de Agoas verdes Deci-
ma 58.
tST Para liquidagao de contas venderse
uma morada de casa cita por delraz da ribei-
ra dopeixe, travejada com 101 palmos de
"**cy Alexina Elementos de Civilidade ,
Ihesouro de meninos dilo de meninas, Me-
dicina Domestica de Buclian, Despedidas do
Marachal Reoreagoes do Homem sensive! ,
vida de D. Joo de Castro Carlos Magno ,
colecode Panoramas Recreago Filosfica 'fundo livres de paredes e 27 e meio de lar-
do Padre Tht'idoro de Almeida Missal Ro- go ecom 16o palmos de terreno no fundo ,
mano : na praga da {Independencia loja de tambem se vende so a casa com 5o palmos
livros n. 57 e 58. 'para quintal ; uma canoa nova muito bfera 'RECIFE NA T*"P. DEM. F. DBF."=***2
S3S" Fugiro no dia 2o de Janeiro do cor-
rente aiirio 4 eseravos a saber : um h'egro
de nago congo de idade de 5o annos pou-
co mais du menos seccodo conpo baixo ,
quando falla mete um odo, pelo outro ; uma
negra muider do dito de idade de 6o anilos
poueo mais ou menos, de nome Joaquina,
com principio de frialdade ; uma n.^gra de
idade de 18 annos pouco mais ou menos de
nome Lucianna crela baixa c grossa do
corpo, cara redonda, as pernas um tanto
tortas; e uma negrinha tambem crela de
nome Catharina, de idade de 15 anuos, olhos
fu macen tos for.1otloSr.Dr. Lou rengo Be-
zerra Carneiro da Cunha : quem os pegar le-
ve-ps a Marieofa noMunicipiod'Iguarasscasa
do seu legitimo Sr. o CapilSo de G. N. Joao
Amanero de Souza Rolim que ser recom-
pensado.
Uf No dia 19 do mez passado fugio da ca-
a do'abafxo assigado um seeScravb de no-
me Joze fcal de sapateiro secco do cor*-
po allura reguar : quem o pegar ser gra-
tificado.
Jos o Gomos Martins.
"" A 29 do mez passado fugio um negro
de nome Prezidio de idade pouco mais ou
menos2o annos estaturae Corpo regular,
cor um lauto fula cbelo crescido tendo
no alto da cadega orna pequea falta delle ,
que representa uma coroa pr-icedido de
earregar peso odos vermeldos, beicos gros-
sos ambas as pernas com algiimas marcas
deferidas, e na di reir 5 chagas quasi fei-
xadas ps grandes e meros torios ; levou
vestido Camisa de riscadindo azul e caigas
d casimira alvadia ; cost'uiiia a mudar de-no-
:e para nao ser condecido : quem o, pegar
[ve no largo de N. S. do Torco casa D. 1 quo
faz quina para o beco do Lobato n segundo
andar que ser recompensado.
SSJ" No dia 2 do corrente fugio de bordo
do Brigue Voador um mulato de nome Joze ,
de idade pouco mais ou menos 24 annos ,
he bastante gago seeco do corpo estatura
regular lovou vestido camisa de riscado
amarello caigas de ganga azul franceza :
Joaquim cabra do sertao reforcado pas
largas bem fallante c alegre ,'lcvou vestido
calcas de bi'im, e camisa de chita azul: quem
os pegar leve a Fermn Jos Feiis da Roza ,
na rua daMoeda n. 141, que receber 5uj
rs. : tambem gratificar a quem lhe descu-
brir a lanxa do navio em que files fugiro ,
tendo de sinal uma labua quebrada no cin-
tado.
vy Fugio no dia 2:2 di Janeiro do corren-
te alio um escravo de nome Manoel, com
o apellido de calumbo do gento de Angola ,
baixo, barbado, com uma ferida na canela
e^querda com oflicio de serrador, repre-
senta ter 5o annos de idade levou vestido
caigas de hamburgo suja o vellia : quem o
pegar leve a senaria da viuva de Jos Luiz de
Souza Barboza na rua da praia do Fagundes,
que ser grat ideado.
/ C7" No dia 5 do corrente desapareci una
negra de nome Ltr/.ia nacao Angola, alta,
nariz chato um tanto l>ia falla algum tanto
atrapalhada sabio a noule com um caneco ,
com vestido de chita de flores rouxas e assen-
to branco panno da costa azul : quema pe-
gar leve a praga da Independencia D. 1 ou
na rua dos Quarteis D. 2 no segundo andar,,
que str gratificado.
KST A 22 o mez de Outubro de 181o fu-
gio do abaixo assignado um mulato de no-
me Paulo com os signaes -seguintes bas-
tante alto grosso cor alva e escaldada ,
olhos azues cabellos acastanbados pouca
barba no queixo ter23 annos de idade,
tem o dedo grande do p direito aberlo para
fora tem as cosas picadas de chicote que
reCebeo do seu JnligoSr. e he Blho do rio
da S. Francisco : quem o pegar leve a rua
de Agoas verdes D. 12 que receber fooj 's>
de gratilicagao. -.
Francisco Jos Duerte.


Full Text
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