Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:04433


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Full Text
Auno ele 184?.
Sexta Fe ira 4 de
l'arlo or depende de ni* mesinox ; da 8fli p*udenoia, moileacio, annnuia eon-
oueaos oomu princiuiatnus, e seremus apnntailo com ailmiraco enlre a* Naniei mait
y ultat. (Proclamacao da Aatemklea Gral du Brasil.)
PARTIDAS DOS CORREIOS TERRESTRES.
finsima, Paraiha, c Rio rande du Norte, na segunda eiexlafeira.
Bonito e Carankujis, a 1()e~-'.
Cl>u, Srrinnaojn. Hio Koran.", Parto Calvo, MaceiA, Ala^oas no 1 H, e 24.
l'ajc 13. Sanio Ani ni, quinta frira, Olinda toilus 01 dial.
DAS da semana.
44 Se, v Pedro N.ilawo, Cbanoh Aud. do Juii de I>ir.;iio da ?. .ira
4 Trn. Ignacio. A ni. du juizila Dirtiioda 4, vara.
2 Ouart. i' Purificac'to de N. s. Aud. do juit d ilircit da 3. rara.
3 Ouiol, a. brai. Aud. do juii de direito da 2. rara.
i sevt. a. Amli* Coriiuo. Aud. do Jan da Dtreito da 4. rara.
5 sab. a. Aturda. Bel. Aud. do Joi/. de Direilu da 3. tara.
0 i)om. a. Dofolhca.
Fevcreifo.____Auno XVli!. N.'iJ-
"*'"* "" '"'.....a* hiwii m.znTmr,Thrttk~xmiuitK5*
O Diario publica a toda o diaa qa" n.i. fnrrm Saniinc.do o ,,< d aatt natura M
dotre.nnl r.a porquartel pago, adianiadoi. Oa annunnos dos atttgntoi ,ao insendoa
fratia, e oa (basque o n.to fotem i raijo no SO ren por linha. As rteiajcoc drrem ser
dirigid a rata TrpoKra6a ra daa Crines 1>. S. ou prara da ladepeadamciai l0j de litros
Mumeroa 37 e 3V
CAMBIOS so ni* 5 de FatVEftElnn.
Cambio aobre Lnndres 2U d p. 4L'.
Pars 320 rri p. franco.
n Lisboa SO 85 p'. 100 da pr.
Oo Moeda de 6,400 V. 44.401) a H.fiDO
de 4,000
PliTi Paiactm
PI<> Peto* Columaaias 1 .fiSO a i ,IT70
" Mexiranot 4.fi'0a 4! .(SO
" ra'"1 4.440 a 4,4fit)
Monda de cobre 3 por 100 de disi-onto
V M.tOOa 14,'iftOl Dinrnmudf lulh. da Alfandera 1 e i por 100
8.10(1 a s.2iii)j .*,
l.firiO* I.fi7.1 Idni J.- letras de boas furias 1 i 4,
Preamar da da 4 de Frvercirt.
4. a 44 horas C 4 ro. da min'i i.
2." a* 4a horas o j m, da lardo.
PmSF.-; 0.4 I.PA NO Mfe7yfjE FEVREIRO.
{. a 2 < 13 oas e S id. da manb.
Qnart, mia;
i.na Nora a 10 -- a 9 nrai e 36 ni. da manb
Qnart, creta, a IS-- a !) mas e2I m. da mr.nh.
Lila rhoia a -- as 1 oras e i'i m. da manh.

H
I I Alt IO DE PEKNAMBUEO:
PARTE OFFICIAL.
G O V E R NO D A P R 0 VI N CI A.
EXPEDIENTE DO DA I DO COMIENTE.
OlTicio Ao Inspector da Thesouraria da
Fazenda, enviando-lhe para seu conhecimen-
tu e execucao na parto que Ihe loca a copia
do Imperial Aviso de 12 de Janeiro ultimo so-
bre aquota que coubo a esta provincia para
as despesas Jo Ministerio do Imperio no anta
finaiiceiro deque tracla a lei numero 245 de
50 de Novembro de IX1.
DitoAo mesmo, remetiendo-le por co-
pia para sua intelligcncia ti execucao o imperi-
al Aviso de 20 de Novembro do auno prxi-
mo passado, determinando que s.; pague nes-
tu provincia a pessoa que for designada pelo
segundo Tenente Francisco Duarle da Costa
Vidal o respectivo sold de tena para subs-
istencia de sua familia, vista da guia pussa-
da pela Intendencia da Corte.
Dito Ao Juiz interino da primeira vara do
rime da comarca do liecife acensando a re-
cepeo do seo ollicio de 51 de Janeiro cobrin-
o os dnus mappas relativos a sesso do jury
a que presidio no auno p. p.
DitoAo Commandanle geral do corpo de
Policia ordenando-lbe que mande postar na
Preste da Igreja de N. S. da Estancia una
{iua rila de honra, para solemnidadeda testa da
mesma Senbora.
Dito Aos Directores da Companhia de
Beberibe, enviando-Ibes, a memoria, orea-
monto e riscos pi incipaes de un projecto a-
presontado por tres engenlieiros ao servico
desta Provincia para o encanamenlo d'a-
jzua potavel para abastecimento de.ita
cidade desecamento do pantano de 0-
linda, e navoijaco do Rio BebL'iibe deque se
tractou na ultima conferencia, eque foi oire-
recida a Presidencia pelos ditos ongenbeiros
para ser presente a Companhia, atiento ode-
zejo que elles tem de contribuirem para os
uielboramenlos da Provincia,
Portara .N'oineandJ ao Cidado Antonio
F-OLEfKTI
O MONGE DE CISTE'?. (*)
Romance histrico.
(Fragmento.)
1588 1589.
A tiim,ba havia passadoos timbrada da ca-
ga continuou o moco frade e anda eu a
segua com os olhos quandoapoz tantos vul-
tos negros um alvejar de roupas alraz do atau-
de, me dislrahu. Era ella : era Leonor !
Penda-llie da cabeca um longo barrete de vaso
fluctuanle sobre a tnica de almafega alva-
centa (pielbe arrastava at o chao. Chorava e
solucava pelo morto E eu all trahido ,
sqnocido miseravel criminoso j>or ella !
Era anda formosa : mais por ventura ,
que no lempo dos nossos amores Nao sei o
que me reteve que nao. me arrojasse a seus
ps e lh'os beijusse e Ihe pedisse perdo ,
e depois a apunhalasse. 0 meu arquejar de-
va soar bem longo : mas nao disse nada.
Padec e soflri.
Donas donzellas e cavalleiros tambero
vestidos de burel branco o com as cabecas
cuberas de vaso rodeavam Leonor. Apoz
elles mais nada senao algum novo que co-
mecava a ajuntar-se. O portal licou deserto .
e apenas su Olivia l en, cima nos aposentos
u choro das pianteadeiras, que provavelmen-
tcnao tinham ousado acompanhar o morto
com suas lagrimas venaes.
Metti-me entre o povo o segui o sahimen-
~H T(- os Diarios N. 21, 22, 25, 26.
Lourenco Torres Galindo pitra o cargo de sub
prefeito da Freguesia do Allinho.
Ollicio Ao Prefeilo da Comarca de Ga-
ranhuns, communicando-lhe a nomeaQAosu-
pra, o enviando-lhe o titulo do nomeado a iim
de ofazer entrar logo em cxcrcicio.
DIARIO DE PERNABIICO.
SI
AS FOLIAS DO E.XTRUDO.
Aproxima-seo entrudo ; e anda taramos
d ver as loucuras e barbaridades rlesses
dias, em que pareen que o povo perde de
todoojuizo, e o pudor. Das feslas Bacha-
naes dos Gregos e Romanos .parece, que
viero al nos essas orgias do entrudo. Em
o Poema de Gallillo sobre as nupcias de Thelis
e Peleo pode-se ver o que era huma Rachanal.
assiin como no undcimo livro dos Annaes de
Tcito a que celebren, a celebre Mcssalna ;
e asss de analoga se encontra entre essas
fesUncaa do Paganismo, e o nosso immoral, e
datestavel entrudo.
Parece incrivel, que homens, que se dzem
cvilisados. e o que mais he, Christos ge
entreguen) a taeridiculos, o tflo indecorosos,
a to barbaros dvertmentos. Nessesdiasde
verdadeira vertigem at o bello sexo se de-
grada perde os seos foros de pudor, de
gravidade, e delicadeza para se entregar aos
furores e expor-se as grossarias e at as
porquidades do entrudo. Esta joven fheia de
encantos qnw a poiico vos atrada pela sua
modestia, por suas nianeiras doces mas
graves, e reportadas, por certo acanhamen-
lo pudibundo e por isso mais gracioso a-
gora a veris desgrtmhada, como huma Ra-
diante destemida como huma furia, enso-
pada em cantaros d'agoa, salpicada de lama,
investindo a todos e arcando com homens i-
gualmente desassisados e loncos !
Esta proximidad^ dos dous sexos as ou-
sadias, que se tomo cm taes circunstancias
nao podem deixar de ser occasionadas a inn-
meras indecencias, e a accoes. que offendan
o pudor do sexo mais fraco. que para seu pro-
prio bem ha mister de maior recato de mais
respailo, e altencdes. E que enormidades
nao tem produzidoessas folias do entrudo!
l-ns dao-sc as comezainas e aos reiiabofes ,
as bebidas espirituosas, c sao accomettidos
de estupores de apoplexa, etc. : outros
transpirando ou adoeutados levao molha-
dellas d'agoa fria e d'ah se Ihe origmao
constipares terriveis, pulmonas, intermi-
tentes, tbiscas, numeras enfermidades o a
nropria morte. Qu" desgranado praser !
Que salvajaria !
Nesses ilasde inexplicavel demencia, nilo
se pode transitar pelas ras da Cidade ; por
que parece que esta se tem convertido em
um hospital de loncos furiosos. Os nossos
boca camponezes, que nos trazem ao merca-
do os productos da sua agricultura fi que
vem faser o seu negocio so furiosamente ac-
comettidos at por esc ra vos, que os mollino,
que os enxuvalho Je tintas, de lama ele.
etc. no meio de vaias, deapupos, e vozorias
de loucos, sem que sa trato de embaracar
taes insultos.
Pessoas destituidas tos bens da fortuna fa-
zem sacrilicios pecuniarios para compraren!
centenares de limas de cheifO embora pasu-
da a badiana I nfio tenhfiocom que mandar ao
assougue E que prejuiso. que sofrem o
proprietarios ou miradores das cazas com
o quebramento das vidracns Por toda a par-
te so estabelece um tiroteio dessas limas, <>r-
dinariamenle arreinecadas com tanta forca. o
de tal distancia, que podem muito bem va
znrumollio, ou molestal-oravemenle. como
por militas vezes tem acontecido.
So incalculaveis as desconfancas,09 odios,
as ritas, eat os homicidios, que se tem ori-
ainado dos chamados brinquillos do entrado.
F. podemos chamar divertimento agradavel,
licito, e honesto a taes orsias ? He possivel ,
qua anda pratiq-iemos essas loucuras, que
nos legarSo nossos maiorea ? He erivel que
pretendendo ser tidos em foro de homens ci-
viis;idos, continuemos todava a pralicar ta-
es inmoralidades ? 0ue se passem os fres
(lias de entrudo em folgarcs pacficos, e ho-
nestos, em serenatas, cm bailes etc etc. ,
to. Aquelle complexo de frailes e cavallei-
ros e donas, e donzellas, ehymnos, e
resarbaixo e solucar e carpir entre cu-
jo mover ince.rlo e lento, entre cujo ruido
soturno e temoroso eu va a menor accao de
Leonor ouvia o menor aceento da sua ma-
gua acerba e alegada em choro era como
um redemoinho qu ; me arraslava c embeba
em si irrcsistivelinente. Vago c monstruoso
como aquelle longo vulto de mu i tos vultos .
aquelle vozear de militas vozes era o que se
passava en mim. Se aflliccfio ou prazer ,
remoraos do crime ou contentamento da
vinganca ; sede do mais sangue ou desejo
de perdo : odio immenso ou amor desper-
t de novo com dobrada ancia o que nao
sabere dizer-vos. Por ventura era isso tudo
que a um tem|>o me assaltava e despedayava o
coracao.
Chegando igreja de S. Francisco o sabi-
menloatravessou o portal do meio e seguiu
ao longo da nave central. No cruzeiro esla-
va um estrado cu ber lo de negro : depositaran)
em cima o atando ; abriram-o e os psalmos
dos finados, momentneamente interrompi-
dos reboaram de novo por aquellas fundas
arcadas.
Tinha-me encostado a urna das columnas
das naves para aili r bebendo golo a golo o
meu calix de amargura. Q"anu, abrirn) o
ataude lancei para l os olhos sem saber
o que fazia. Vi a face lvida do assassinado ,
tinha os denles cerrados as feices contrahi-
das, e de cada canto da boca saiiia-lhe um
fio de sangne aegro e gelado corito devia
Mtar o qu u Iba dwxra aa-vwa. Vaitci
os olhos u'um relance ; mas continuei a ve-
lo....en to___depois.... agora mesmo.... tai-
vez para sempre. .talvcz na hora tremenda
da derradeira agona!
Fr. Vasco nao dissemurmurou ou an-
tes rugiu estas ultimas palavras : aflastou-se
com impeto de Fr. Lourengo apertou a
testa com as mos ambas e exclamou
0;i q'iem me tira istodaqui!
Fste brado similhante ao grito d'um ho-
mem que matan) a ferro despedaijava o co-
racao.
m grande crucilixo eslava encostado pa-
rede na celia de Fr. Lourenco. Ovdhomon-
ge atirou-se de joellios abracando os ps da
cruz e derramando rios de lagrimas.
Pelas tuas divinas chagas por teu san-
gue vertido sobre a eruz, Redemptor do mun-
do Perdoa a este misero como perdoasteaos
algozes'que te cruciliesram !
Fstas palavras anda as ouvu Fr Vasco. De
pois a oraco de Fr. Lourenco soava apenas
como um murmurio de brisa da tarde pir
caiiipina de liervas raslciras. Era a oraco
que os ouvidos de homens nao ouvem; aquel-
la que Dos entende. E proporcoque el-
la se aiTervorava asmaos con frangidas de
Fr. Vasco Ihe iani descenilo da fronte 668-
i ta se Ihe assen nava. Fcou immovel odian-
do para o velho cujas tongas melenas bran-
cas varriam ladrilho do aposento. Tamben)
dos olhos Ihe rebentaram algunias lagrimas.
Fr. Lourenco ergueu-sc por im. Relu-
sa-lhe no rosto urna alegra celeste. Fr. Vas-
co arrojou-se outra vez no seio do homem
justo. Qu* coBsola^aa ha ubi siBiilhantw
S
nao ha para que re condemne : masas molha
ili'llas, as porcadas, os excessos. que seprati-
c io nessas folias, qiia prase. que graca
tem ?
Nos nao desesperamos sobre anossa emenda
a'tal respeito. A mo do lempo, ajudada da il-
liilrao e do bom gosto que tem o seu fun-
damento na recta raso, ir manso e manso
delindo essese outros devaneios, e a goraeao
fulura custar a acreditar que seos maiores
foro 13o desassisados, 6 immoraes, que an-
nualmente por tres dias pareciart perder do
todoojtiiso, e pudor, e comettio toda a
laia de desvario. Entao asnossas folias do
entrtfdo apenas sero oantadaa, como argu-
mento de nossa pouca ou nenhiinia civilisa-
gao, c |>essin)o goslo. A joven delicada, e
cheia de grat-as nao podera crer que sua mi
nos furibundos dias de entrudo convertia-so
em descomedida hachante : queem taes brin-
cos homens e senhoras andavo as mos, co-
mo furiosos, molliando-se reciprocamente,
cnlameando-se, e cliafurdados na mais sr-
dida porcada .' Derrame-se a instriicco que
este e outros muitos prejOSOS iro de caliH
da at desapareccreni do meio de nos.
PORTUGAL
DESDE k REYOLIC.rt M 1820.
(Continuado do N. 20.)
Aos 22 de Fevereiro de 1828 entrn o In--
fante no porto de Lisboa edesembarcou no
meio das acclamaces da gentalha amotinada.
Nos dias seguinles quando elle passava pelas
rilas retino por toda a parte os vivas em W-
vor do absolutismo, e os gritos de morte, con-
tra os inagoea ; militas vezes ero estes gri-
tos provocados pela gente da sua escolla ;
nutras vtv.es os seus proprios guardas desem-
bainhavflo as espadas para castigar nquelles
que davo gritos anli-conslitiicionaes. A con-
fusfio reinava por toda a parte, e a contenda
precedeo a batallia L'm da recobravo os li-
beraos mais crdulos alguma esperanza : o ir-
fante pareca indeciso edizia-se que os con-
seibos do Imperador d'Austria ao menos o ha-
de alma crivada de remoraos quando se en-
cosla a outra cujos pensa roen tos. moram aos
ps do llirono do Senhor ? Comparada com
ella a do n e lamilo receido no regaco do
abastado pijde-se chamar amargura.
Leonor. Beatriz meu pai, D, Vival-
do a vinganca prosegua Fr. Vasco tu-
do me desappareci-u da lima com aquella' vis-
ta medoriha. Sahi Como lonco da igreja :
precsava de ar, porque me faltava a respira-
go : precisava das trvas ta noite porque
a luz que al: hava era luz de morios. Va-
gueei horas inleiras pelas ras da cidado -
quella hora ermas e tenebrosas, al que meio
desfalecido me raeotlii powada.
Era meia noitc.Esla e as que se 1 he se-
guirn) foram similhantes a antecedente, po-
voada de visoes e de terrores. Lembrei-me
urnas poucasde vsxesde alirar a ininha alma
ao inferno apurihalando-ine ; mas avaliava
j,. os seus tormentos e noouse tanto, Cre-
de-me Fr. Ldurenco um homem que se
.mata a si proprRl ou um innocente ou, tem
eoraco to damnado qne dasconhecQ os re-
moraos. So quem passasse pelo que eu pas-
sei entender plenamente a signilicuco des-
tas palavraseofidemnaco eterna.
Foi depois de quinze il as de incomporta-
vel padecer, qwc um raio de esperanza allu-
miou as lievas tiesta alma. Lembrei-me de
procurar-vos. Todos vos'diziam bom e que
tinheis a virlude de serenar a tempestaides do
espirito....
Fr. Vasco h iuterrampeo o velho rnong
com aspecto severo esses milagre* f-lt>
Dews uao e rase de burro qua e ia*-
Cw


-- .Ta;mr >, i.,.-. j.-^w
S
. .*. ^ -' ,,; -!M5r !*.-:v:ix'j
algo*?- *t;-.
vi.iw tornado prniente ; mas no siuint os, absoiutisi-ts flumifeslavao una al -. ;; a I broz bava nominalmente ein nomo da caria edil
vociferavo lo morte. j rain ha c todava liouvo ministros Horneados
lodos tniirio os ollios fixos sobt* D. .Mi- pelo infante, comoo coudade Villa-rea!, qu
guc, e esperavio anciosos o (lemquc elle fpr Toados fugir da Portugal por causa
se .levia apresenlar na reunido das cortes para d sua lidelidade i 0. Mara. Ouam era sus-
jurar a eonsliiuioao. Os mesmos apostlicos peito de participar dos sentimeutos que iu-
ivao os movimem* do infante cora ai- Tatito. osUap.taya era tratado como rebelde;,
quietarao do vido ambicioso. A situado dos- A pristo', o degredo ou a morte ameacavao
te Principe instrumento du absolutismo ,
que voitava sua tena para governar ein no-
ineda carta era tito extraordinaria e cbntra-
ndistinctarhcnte todos aquellos que nao per-
teneiaoa faeco da rainhaCarlota.
A prsenla das tropas inglesas impeda ,
dictona que poda omito bsm peutir nos a-1 que se destruase a ultima sombra de lega
minos tanta incerteza co.no temor; todava : de; mas governo britannico, que tinha envi-
a pezar dos dousanuos que estivera forad|ado esla Torca em soceotrodosconslucionaes
dircc(:o desuanfui e a pezar de parecerem acabara de decidir D. Pedro-a dar a regen'ra
menos selvagens as suas tnaneinas e lingua-..Miguel,eogeperaiaiatopjnterrogadoso*
gem Miguel nao havia mudado. Ata- bre que partido tomara-no caso de urna revol
mente fraco. Nada se parece tanto urna iu- ale a poca de sen casamento. Palmclla cn-
triga como os tresjnezes que pn.'cedero a u- lo cmbaixador de Portugal m Londres-, e
srpaco de D. Miguel Por sor irregular nao | (|ii<; havia protestado como mudos membros
lie a violencia menos calculada ; todos os gol-
pes sao premeditados ; u cabala da corte agi-
l a-se na ra; ella insta, excita o principe. O
iuleresse evidente desle lie verdade era
esperar a cliegada de D. Mario a Europa e
condescender eoin os subditos ingie/.es ; mas
u impaciente rainlia Carlota selembrou que
em Villa-Franca o absolutismo Un lia Irimii-
pliadosein que ella ou os apostlicos ganhas-
sem cousa alguma. A l'accao portanto airas-
tou n infante a medidas violentas de encon
tro a seus interesses e ao voto dos adversarios
honrados da constituico. Si nestas circuns-
tancias he dillicd determinar o valor dos sen-
ttinentos populares existem decretos (pie de-
cando o tnronir.ieseu pai dbil atiento, ha- la. havia respondido que defendera a pea- pbem contra a espontaoeidade do movimento
via preludiado a usurparlo da coro de sua so- soado principe. A23d'Abrll, depolsdeha- ontrarevolucioirio. O governo Ibi obnga-
briuha ereanca de nove annos sabia des- verem tirado"todas as esperiuieas aos liberaos,
przar fbulas. -A rainha Carlota de pressajos inglezescuja psito se lornava muilo dfli-
recobrouoseu imperio e odtaem que o in-,.eil, se retirarn son pretexto de que Portu-1 vuto Ue pessoa conhecida
Ta'nte jurou (idelidade carta dissipou as pon- gal nada mais tinha a temer da, Hespanha. prehender as questOes. da legiimidado Jbroesse rocliedo, a despcito uys wbiiaiu,.-,,
cas illuses quealgunsconstilucioiiaes tinho Knl'io a raifjfia Carlota o o infanta ni>o dissi- e ainua assim loi necessario eliminar muitos a soberana del). Mara, s emigrados por-
do a ordenar a lodos os funecionanos que nao
recebessem as eleices para as cortes nenbuai-j
por nao cm-
elo corpo (lipiomatico contra a recente usur-
pac/o do hilante, vio que feudo importa va nao
deixar uas maos de urna potencia absolutista
un pmlior lo precioso como a joven rainlia.
.No inesmo momento em que o enviado d'Aus-
tria esperava em Livorno a cliegada de i). Ma-
ra Pahneila (lava em Cibrallar ordem as fra-
gatas brasileas e seguirem para Inglaterra.
Todas as corles da Europa excapto a de lles-
|ianhae a Santa s tiniao mandado retral-
os seus embaixadores de Lisboa ,. e recusavao
reconheee'r a usurpaeao do infante. A rainha
de Portugal loi rccebida em Inglaterra com to-
das as honras que ihe erao devalas e depois
de urna curta residencia em Londres D. Ala-
lia vid tou ao Brasil qo navio que-couduziaa
D. Pedro a sua joven esposa a princeza A
tnetia de Lcuchtenberg.
.Ncste lempo un bala Hio de caradores ,
destacado na ill.a Tercena proclamara so-
inda querido cousorvar. *S). Miguel prestoa miiiarao mais neriimm dos seus prqjcclos e' raembros;, para que allron lando o lerrorne-
juramento em presenta dos pares dos ifepu- violar,-.;) ufe lamente a caria. Forao co'nvc- uhuma voz aceusadora se podesse erger.
tados de toda acorte e corpo dipiomalico j cadas imias pretendidas corti-.s segundo as Idr- : Cotiseguintemeute as tres ordens deciara-
seu olhar era vago o andar vacilante", < u mas antigs, ncarregadas de proclamar a- rflo unanimidade i). Miguel desobligado du
seu todo embarazado. A iuiaiaa l/abd Ma- legitimidade dd iofanle. i seus juramenta porque os direitos do povo
ria pelo contrario pareca animada'de'unta Tms-se. dito que i). Migo I havia sidjcha-lum monarcha legitimo nao poliao ser alio-
cfc-agem que lornava anda mais helios a doeu- mado ao thiotto pslo voto espolaneo da na-J nados. Estas formas engaadoras, estas l'al-
ra do seu genio e os la igui.los "iieauios de sua cao : he confundir com demasiad;! facilidad? tas de f nao dei\ao de ser empreadas em
pesso. No nieto desla asseniblea diuda e CQn*- os clamores da multidao com os verdadeiros um paiz ensanguenlado pelo or me e la-
lernada, rodeatw de Tacciosos eheiosdo arrogan- senlaaerttos do povo. Em Portugal, como cerado pela Violencia. 'Todo o voluntario re-
cia e prestes a ultraja-la, esta princeza se us- <'ni qualqiter outia parte tern-se adiado vo- alista tem o direito de prender seu arbitrio
trun iielas".i irm.ioe suas promessa: en- zos para applaudir lodosos regimens. Ac-! quem suspeilar, a palvrususpeito es-
tregando a I). Miguel seus poderes Ilaou- clamacoes siniillianles as que leve o klTantena I tu Ma h' ; tribunaes espeeiaes devem proces-
srju pecordar-lhe de pie mi os recebia com sua cliegada h'aviao acoihnlo a proclamagao' sa'" Smpiariamente porque o crime do ma-
(|ue coiiiiii-ies esob que nome elle devia go-' da carta de I). Pedro. Esta va nos destinos da conaria diz o decreto he lo indigno que
vornar. H inTante nq respondeo urna s pa- nacao portugueza je urna cotistituigao con-, nao deve ser protegido por vas formalidades ;
tuguezes desejavao arden temeo te juntar-se a
esla tropa sua esperanea derrudeira : em-
barcarlo em Phmolii sob o coinmando do ge-
neral SaUlanha ; maso-duque de Weliingiou
havia dado ordem a esiagao mgle/.a que lizes-
se fugo Sobre os navios que se aproMUiusseni
da iina. fcrao como en tao so uisse as balas
esqnccidas no bonibardeaineiito de Compe-
nhague. Esta ordem cruel e injusla devia
anntquilur para sempre o partido de D. Mwl i.i.
e nao lim de accoi'do com as honras reaes que
a [i.glaterra la/ia ao inesmo lempo a esta
princeza O proceder do ministerio inglez
provou que apezar do injurioso epithelode
cobarde o cruel que lord *Aherdeen dera a 1).
Miguel, eslava prompi a traiiMgir com o
lavra ao discurso de sua inn i ; prestoa jura- quistada pelo povo seria derribada pelo povo, i urna sen tenca de degredo he annuUada pelo I principe usurpador.- A
ment a caria em voz baixa que ninguem oque uina carta outhorgada por um principe (infante, que exige eobtem dos jui/.esa pena
pdc ouvir, e os aSsistentes notaVo que em seria destruida por outro principe. Quem de rnorte ; os presos de Villavigosa sao assas-
lugar de por n mito sobre o livro dos Evange- nao v que a multidao devia ser contada p 'os; si nados como os do tribunal supremo de Orl-
Ihos a asseniou sobre a manga do patriarcha seus sotTrimeirtos e que a questao se decidi ans ; por .ordem do Governo, sao as caberas
do Lisboa. pelos principes? Osconstilucionaesja nao ti-1 pregadas em postes as cin/.as laucadas ao
Desembarazados desta importuna csrmo- nhao o herdeiro legitimo do Ihrono sua fren- mar ; cada individuo he exhortado sefezer
amtgave retepcao
feila a L>. Mana poda tal vez ler por lim trnal-
os absolutistas portuguezes mais dooeis atifa-
dreulando-es sobre o seu futuro. Obrigados
a desviar-se da Terceira os soldados consti-
luctomes se refugiara em Franca, onde fo-
rao recebidos com atnizade por toda a popu-
ayo e acolhidos pelo governo com nina bos-
nia os absolutistas obraro mais livremente: '^' ro o que pardeo a liberdade. Pela Tata executor de sentencas e mataros inimigos
os homens de bsm forao uiakra tados as ras, imprudencia de D. Pedro, o governo tinha | do re anda quando estes Ihe nao houves- pitalidade que hao erao estranhos os esfor-
! assalteados por bandos armados de paos, cu- sido sublrahido aos libera es ; si o Imperador sem l'eio mal algum precauco que den un- '' tfos do liel amigo de Joao (5. Mr. lijdo do
jo nome de-caceles adquiri urna to funesta odBrasil estivesso na Europa teria defend- ca a moral d<5 partido. Emiim as leis tem
v 'iehridade : ,o ii;o-se, reconhecer os sida- do a caria com menos trahalho do que leve um effeitO retroactivo e fazem datar os cri-
des do 30 d'Abril, com quanto seu che'e n;ii) p ira destrui-la ; pois que emiim comquanlo mes contra a realeza absoluta de 2 deFeve-
OUSasse anda mostrac-se a sua fenle. No nao seja de nimba intencao la/ero menor ata- reiro (piando a i I). Miguel jurara a caria.
proprio interior do palacio', as personagens qu pessoal devodize-I, os principaes mi- Urna Tacco execravej dominava o partido ab-
mais cons dera veis ero ameacadas pelosas- nistros de I). Miguel havio servido a regen- solutista, e levava apoz si todos os interesses,
salariados da rainha. Todos os TunccionariOs le. defendido a carta, 6 o discurso de abertu- sinao todos os coracoes.
fiis forao destituidos e potico depois forfto ra dessas cortes mentirosas no qual Ibi pos- 0 exercito contava anda muitos constitu-
tambem dissolvidas as cortes. Os homens cu- Ui a questto de illegitimidade da rain ha D. I cionaes em suas lileiras e em diversos pontos reforjada de alguna soldados o sobretudo do
jos principios e corugem os designav.io ao odio Mara Ibi pronunciado pelo inesmo prelado, Itouverao revltas; mas depois da derrota o um chele. Este soecorro era urgente, porque
dos apostlicos, foro obrigados bemeomo que ditas vezes em nome desta. princeza havia insurgentes do Porto que ppr dous mezes
suas iiiudier;--. parantes a procurar um re- aberto a sessfto das corles constilucionaes. To- havio resistido ao novo poder, a causa da ra-
fugio a bordo dos navios cstrangeiros ; cons- daviaa posicftodoscheTes apostolices frades inhaD. Mara pareca perdida sem remedio,
trangdos a abandonar patria-, familia o Ibr- ouflllalgos, da-lhes numerosos clientes; el- si successes imprevistos nao Ihe houvessem
luna para salvar a vida. Aosmesmos que lo- les sedirigem instinclos niaisardenles, sol- dado unta bandera, e um canto de trra pa-
ri testemunhas cusla-lhes hojea rememorar Itcitao interesses mais lenazes, agitao fcil-1 ra a arvorar.
o cruel espectculo que apresentou Lisboa du- mente paixoes facticias., aindaque o numero | l). Pedro tinha decidido que D. Mara 0-
ranteess-s mezes de agonas de embustes e I dos fanticos do absolutismo seja extrema- easse junto seuav, o imperador d'Auslria,
A'eiiville.
Algumas semanas depois o duque da Ter-
ceira Ibi mais feliz do que o general Saldauba.
Elle conseguo, com alguna eompauheirots
seguros escapar ao Cruzeiro ingle/, e ao blo-
queio miguelista, e se deixou naufragar so-
bre a costa da Tercena cuja giiainicao no
momento do perigo, se achou dente modo
pouco lempo depois.umaosquaara miguelista
S8 apresen Ion em frente da ilha, e tentn a
559de Julliode 182!) um desembarque na vil-
la da Piaia. Este Ibi repellido com vigor ;
oitcenlos homens abandonados sobre a praia
pelos seus obnga.ios a depor as armas en-
grossara depois, o numero dos sol lades Cona-
titucionaes; os miguelistas nao-leotaraO mais
Q7UBOiSS3KaM2V.-.*->:
tfttmento. eque, depois deservir, elle par-' aos ps o implorar piedade, negar-lha-has perversidades .mjd' do individuo criminoso,
le no (iia da sua coi era. tu? -Nao! Ese o li/r.-ses ; n aipii Fr. ma desse vulto hediendo e informe, Cha ma-
l Procr^-vos. 6 meu intento ero con- Loureneo ergueu-se rpidamente} uemp, do socidade, |iara o qual nao ha tem leis.
lar-vos ludo, mas desfallec ro proposito .. eonnrbra^o mirrado e fallido cslendiif para ncm punicAo, nem algozes. Sirailhanle ao
'Ouvistes so ni' '.:! da niinha negra bistoria. Fr. Vasco, e sahtdo ponco Tora da manga do nosso, similhaute aos que ho de vjr era o S. Ejoi por um futuro successor de Fr. Lou-
Agora ahi tend'-s no este coracto. Por Deus i habito lomott a postura e o aspecto de um seculo I rengo em santidad-; e boas obras. Tendo-se.
que nao ani 'is o pobre Vasco. Por Dos proph'eta que. falla cm* nome de Deus ; Dasile odiaem que se passou,odialoga queientregu com fervor ao est-udo, como um
juardava-os como um thesouro contra quem
o tinha offendido; compadecido dosoppressos
desventurados, poique tambera elle o era.
Fr. Vasco passava no'Collegio de S. Paulo o
que nto o aituidigoeis quando elle vosdisser o lizesses o Senhor lites perdora por ti, deixamosescripto, -'r. LourenQO Ibi como o
que este sanio habito amorteCCndo os seus e reprobo foras tu ; nao elles !Talve* a es- anjo da guarda do pobre Vasco. Urna svm-
meio d'afTugentar pensamrrtos crueis. cri-
ara que o amor da scienciao obrigavaii passar
terrores fez ressumbrar de novo o amor, a-i tas horas desejem dizer-te-peocavi! talvez I puthia, nex plica vel para elle, o una a este as noites sotrre.os livros, m quanlo elle p fazia
sede,4a vinganra, a memoria do legado pa- ehorem com lagrimas de sangue ? E tu? mancebo, a quem o velho ganhra amor de
torno, tolos os sen timen los que o Bzcram Blasphemas. Se nao se arre penderem, eres | pai. Era que entre estas duas almas havia
nina harmona: ambas ellas eram liebres e
generosas. Como duas arvores geineas nas-
ciiias n'uin valle, n'to por algum fojo pro-
fundo, que misturara as. raizes em braco fra-j
criminoso. Oh, reverendo non fio en per- que a Justina divina dorme 3 Vasco, tam
doaria ludo menos urna a Ifron la ao nome i bem tu s ru como elles: perdoa, soque-
de meusaves; eu esquecer-nre-biade lulo, res perdfto. Ojuizde nos lodoso que nto-
menos de um amor puro e rdanlo como I ra nos cus.
era o meu despresado, escarnecido por mu- Fr. Vasco nao responden nada.
so porque a vigilia sobre o livro mais sem sa-
bor,-un tratado acerca das tres Unidades,
por exemplo, um folguedo comparado com a
vigilia do bulo do repouso, convertido ein
ecleo de pe smenlos de agona.
Assim, Fr. Vasco, indigitado como Tutu-
lerno, e das quaes urna posta na a res la do ro sanio, e futuro sabio, eslava bcnflooge
Iher Icviana e refalsada; cu cerrara os ou- Tambem nos nao protrah remos por mais labysmo, tem o I ronco e os ramos de um ver- de c:r una ou outra cousa. Fr. Loureneo era
vidas a todas as suggestes, mas nao posso lempo esla scena de lucia moral em que o de mal assombrado, pendente sobre a vora-
cerra-los a voz de meu pa i que debaixo da virtuoso velho trabalhava por salvar um des- i gem que ameaca traga-la, em quanlo a ou! ra
Ierra, me bradaviuganca
igracado que nascra bom e honesto e que j aprontada e alegre braceja vergonteas para o
Vasco Vasoo Aquelle fez maisdo que I a sociedade Gzera culpado. Ment rosar, cor- ar ; para o sol, assim destas duas almas.
,ssomdou c abencoou os que Ihe cuspiram rupta 6 m a vida social cheia de erros 'ambas na esseucia brmosas, urna setnlan-
nas faces,'e Ihe tiraram a vida nos tormn- preoccupagOes e vicios, damnada as insti- cava triste as bordas do inferno, em quanlo
tos da cruz. tuices e lias leis.. as crticas e nos Coslu-ja outra fugia mis a/.as dos sanios pensamen-
E apon'ava'para o cruciixo. mes educa as geraces e os individuos le- tos para o seio de Deus.
.i jSao posso < murmtirou o moco frade. gando-lhes largo'cabedal de perdiQo; e (pian- E como das ditas arvores, a que est mais
Fr. Li Heneo ajoelhou de novo e curvou-'doos arbustos plantados em Ierrapetonlienta, firme obsta a que a outra se despenhe, assim
a fronte para o chao. Deslave/., nSoaosps leudo bebido urna seve venenosa, prodozemjFr. Loureneo tinha da sua rnao o malavenlu-
da imagem-do Salvador; masaos p| de Fr. i seus Tractos de morte, o mundo, ao mesmo rado mancebo.
Vasco, (.ij beijando-lh'oj ora abrcando-o lemno malvado e hypoerita, horrorisa-se e As paixoes desle eram Jaquellas que s
a elle petosjoettior. abandona asna obra, e ajuntando-se roda
(i ileUHfino. Filhode S. Bernardo, nao ido cadalalso dos suppliciados, que elle pro-
queiraa perder tu -alma. Este pobre -velho {fro l conduzu, sada urna cousa, a que
t'o pede chorando Perrdoa perdoa Se pz por nome juslica, e que nao mais que
a que teoirender-unviessem agora ajoelhar-lej urna desculpa embusteira da ignorancia e da
fulminando soam. Sem vicios, semencia de
gosar porque o gso nao era para asna alma
queimada pelo padecer-, aluivel, bom e hu-
milde com lodos os-queolralavam, porque o
odio, a sanha os gestes e palavras de terror
quem oconhecia, quem passava horase ho-
ras pedindo a Deus salvasse aquella ahaa,.
Todava se houVesso alguem que pergontasse
ao port(dro,.Er. Juao ou a qualquCr mi-
tro leigo do coliegio de S. Ramo o S. Eloi,
qual era o carcter de Fr. Vasco, ouvira urna
linda novel a em que nao haveria urna s
palavra de verdade.
E no lim. o- donato, empertigando-se,
C'.neiuiria com aquellas palavras (pie cu e i'i,
leitor. (emos ouvido a tantos donatos que
anula lia no mundo.
Conh-go-o por denlro c por fofa !
Parvos!
Mas a nossa barca ou antes a barca afre-
tada por Fr. Loureneo, abicou a Destello.
Saltemos em trra com os dois cislercien-
ses.A. II.
\


wwm.-urtr-rirT---'

desembarque, elogodepoislevantalrlto blo- durou mais de um anuo sem quo unidos par-1 to arrematar na p*>rta da racsmn r.d-
(u.Mi). .No anuo sininle diiqno da Tercei- dos ganhasse sobre o onlro vantagem decisiva. \ ininislracao urna caixa de assucar hrauco a-
a lancon-se em nterprczas arrisca.las; cora
iiii brizno smente e barcas descolarlas, sem
municoes. quasi se'm viveros, tomn snoces-
svamehte as Ibas de S. Jorge Pico e FayaL
Dermis, angmentando-se as esperaucas cotn
oii'eli/'s resultados aventurou-se a quarenta
e cinco leguas 10 mar c onde 0 menor navio
de guerra Inimigo toria podido dcslrdi-lo, e
aUcou a ilhi deS. Miguel. A guarnido, em
numero doeado, fui vencida depois de um
combato renhido e esta ilha rica e populosa
acorneo c ?* alegra as tropas constjtueiona ss.
Em quaiito a causa de D. Marra gan ha va
Afortuna veio muitas ve/es cm socorro dos
conslitucionaes. Depoia dos dous primeros
preliendida pelos respectivos empregados d
trapiche Novo por InexactdSo da (ara: nina
combateB, reduzdos a 4:.'>)l) homens, di s barrici'do assUear branep duas-ditas de bo-
terio sem duyida suecumbi lo, sohouvessem laxa, enm barril de agurdente*, aprehendi-
sido atlacados inortr.tinente. Ao depois se-, dos sem despacho no acto do embarque pelo
parados do mar tivsrao momentos de Ibes Guarda confirente-do Trapixe daeompanhia:
faltarem as mur.icoi's c os plazos marcados
do-para suportar a marcha do um da'; dei- no respectivo regulamenlo, sendo a acre-
xarao-lhcs pbrein iimmez pata se lorticar. 11 maiacao livre dedesf0za 80 arrematante.
E para que chegue a noticia a quem cpn-
vier, mandei alixar e presenta odital, e pu-
e as circunstancias mus criticas nunca l'o-
r.io atacados. As ameacas dos migueiistas
unirao a populacao sorte doexercilo, ea Micar pela imprensa
necessiide de una defesa commum foi por | Me/a do Consulado dePernambuco 7n\r
provincias, os suceessQs do Brasil Ihe davaq tollos sentida: os paisanos se aiictaro na j Feverei.ro do 1842.
um chefe natural.
I). Pedro chegou Europa em 1831. Em
Fevereiro de J852 parti do porto de Redle-ls-
tropa, en xero os vacuos decadadia. Essaj Miguel Archanjo Monteiro de Andrade
grande cidaile. lautas ve/.es desgranada, la- S3F 0 Arsenal de Guerra comprav2:000
minia e bombardeada, eslava reduzida no covados de pao azul para fardamento da Tro-
le pan os coros. e foi postar-ie a frente das lm do cerco no terco de sua populacao ; elU pa, e i ou 5 mil varas de brim : as pessoosque
tropas da rain ha sua llha. As victorias do I supportou seus males sem murmurar, era es- pretenderen) taes vendas aprezentem-se com
duque da Tercei ra" Ihe haviao augmentado o se unidos fructos do terror miguelsla. Dj as amostras na salla da Directora do mesmo
numero, que suba a 6:800 homens; mas I mais os portugueses mostro-se quaes sao na nos das 4, e 8 do corren te.
taivez se nfp po lessem obter os meis necessa- | advfersidade e as sluaces extremas deseo- cy A matricula da Aula de Partos ser a-
brem o seo carcter averttuTOso. berta no i. eencerrada no ultima do corren-
Mas um tai estado de cousas, prolongando- le ; asalumras se dirigirn caza doprofes-
se, lornava-se fatal aos Consttucionaes : foi- sor tollosos dias uteis, al as ditas horas rie-
llies necessaro tentar um golpe decisivo. O pois de meio dia As lices p.incipiarn no
noj para basteeor este exereito transprta-
lo Portugal, e formar nina frota, sem a activa
in lstra e affouta adh silo de Mondizabal. O
duque da Terceira. Gierreiro e Palmella,
pie haviao tO hbilmente dirigido os negocios ; duque de Palmella salvou anda osla ve/, a ra- da 18 lo mesmo mez.
da euligraca^ na qualidade de regentes de-
posilara sen poder as maos do Imperador.
O bravo almirante Sartorios tomou o rom-
mando da frota e o duque da Terceira o to
exoroito de Ierra. Esto foi augmentado de
dous balfdhoes u:n ingle/, sol) as ordens do
coronel Hoda^'s, onlro franeez atestado
nha. Ellcconseguio com Mendizahal, con- ij- Os Bi I he tes da2.' pfrto da 3' Lotera
tractor em alguna dias um empreslimo em a favor das obras da Igreia do 5. S. doLivra-
Londres, fortilicou a frota.com masum navio, ment nesta Cidade ; acho-se a vndanos
tresentosmarinheiros no cominodore Napier,
(cujo nome tanto tem recentemente oecupado
a Europa) e chegou inopinadamente ao Por-
to com seis barcas de vapor I'aidam-utos.
(nial veio afi(.ar Mr. de Saint-Lger ; en'um calcado, municoes e dir.hero. O Duque
lugares seguintes = Bairro do Rebife as o-
ja> dos Snrs. Vieira cambista e Joo .lo/e de
carvglho Moraes r= S. Antonio lujas dos Srs.
Jor.e de Monezes Jnior ra do oollegiq IVa-
filas ra das S Ponas Randerffi ra do cabu-
diadeJunho. ao nascer do sol, com lempo da Terceira parti enlao com 2/.800 homens g .lofio .Moreira Marques, botica na mes-
rna = Boa-vista loia do Sur. Jo/e [gna-
m;i
AVIZOS DIVERSOS:
Snrs. Redactores. Pela vez primeirj
sereno, alguns minutos antes d* embarcar para o Algarve, ond i ovisconde o pequeo exereito com o imperador sua commandava 1:000 soldados ou milicianos. 0 ci do Monte: e tambem so vendem na loja do
frente, onvio urna rassa, celebrada em um I duque, apossou-se sem grande trabalho de lo- Thezoiireiro da inesma Lotera ra do crespo
altar de madeira que s> levantara no OWO Ido O Algarve onde deixoif dous balalhoes ; D. 9.
do campo. Os navios de guerra e de trans Idepbia por um mojfimento rpido, ganhou
parte embandeiraiios estavao vista cobrin- duas marchas e dirigio-se para Lisboa onde
do o fundeadouro de Ponto-Delgada, e com-1 acabayfio de saber o intrpido alfaque do i
plelavo a magesto:,a simplicidade do espuela- cominodore Napier, e a derrota total da Tro-
clo. Eses soldados que qnatro annos haviao la miguelsla no c&Do de S. Vicente. O duque
soffrido de desterro e desgracas ; supp'ara tinha na sua reclaguarda o conde de Molilos pretendo entrar no numero d'aqnelles, que
o Todo-Poderoso que llics restituir a sua com 4:009 homens e na sua frente o Tejo e se utilizflo de suas bondades. Apezardeque
patria, e as suas familias e Ihe dera grabas 7:001) homem as prdens do duque de Cadaval. nao era meu intenlo romper o silencio in-
norlhes haver concedido a possibilidade de i Este receiindo as disposic n\s Lisboa de noite. O general Telles Jordflo foi no minhaa razfies, talvoz beui pouco meritorias ;
mesmo dia derrotado e morto sobre a margem com ludo a ininlia ra/.ao me dicta que ao
esquerda do Tejo; o povo insurgiu-se, nojnW P("' '""slo, procure Ilustrar ao pu-
duque da Terceira alravessandu o rio, lo- buco, sobre a original causa do meu cuida lo.
moupossecom 1:500 homens da Capital do que vem a ser probabilidades no todo exlrn-
leino. secas que poderao milito influir na var'avel
Por este lempo passava ocommandodo oppinfio "o pi-.isar dos homens; e rauito feliz
exereito miguelsla a Mr. de Rourmonl. E- me considero poder por meios suaves, e nao
te marechal 'chegava em desgranada poca, oflensivos apresentar ao mesmo publico, o
Ignorando sem duvida o ver.ladeiro estado dos que taivez ignore mats feliz anda se por
negocios, c nao ronhecendu pcrTeilamehta wtn mesmo meio conseguir o effeilo d'ilius-
por lh
morrer DO menos sobre a tena natal. A es-
peranca era grande romo a trela que era
preciso emprehender ; vasta como o mar que
separa va o ponto de mira.
D'sde 1S2K novas insurreices militareis ti-
nbao perturbado o.govoi.node l>. Miguel. A
de 1M."I foi abalada em Lisboa com,.ros de
sangue. Os emprestimos toreados, as desor-
den s., os assassinatos de toda a natureza,
arrunav&d e dsolavfto as provincias. Os
constilucionaes devi&o perianto esperar, que
encontrariao no povo e no exereito muitos par-i o exereito que hia commandar. nao fortli- l:;il':;" -:i,|';i1 ;| '!e me proponlio a respeito.
lidistas; mas o povo nao tinha mais energa, con como'ainda Uvera'tido lempo a guar- : rendo cu sido encarregado do commando do
os confiscos o havio exhaurido, as prisoes ni5o de tisboa eauppoz que podera ga- Destacamento Policial, composto de (.. N.
cmmassa otinbao t.Tiilicado: com tanta for- .nharcmn una batalha decisiva a cidade do desta Cidade de Goianoa, pnrOrdemd Exm.
cahava pesado tf despotismo que lodosos Porto. O Imperador I). Pedro all comman- Presidente da Provincia oSnr. Barao da Boa-
homens enrgicos o havio sentido, e si as dav^nrpessoacomomarecalSaklanha. eas visto, sendo eu Oftlcial do mesmo Ratolhflo ,
execuces ero mis raras, a morte f'a/.ia ain- tropas miguelistos vieran pela aiii.tta vz es- p b'nflw presistid ueste mesmo destacamento
ila mas estragos nos hmidos calhaboucos pedicar-se contra posicoes dianle das qnes .">, es;.n> do o Tejo banhae inunda. por mais de um anuo se haviao consumido deste lempo cauzadesse de deseon ten tomento
' Ouanto ao exereito as apuracea do cada- em inuleiscsforcos. Oataque doPortndeo aopubhCo,bom como as Authoridndes, acon-
falsolh haviaff feito perder osea mitigo ea- tem po i fortificar Lisboa e quando Mr.de teco, que varios camaradas meus. (ignoro os
racter o que restava dos velhos soldados se Bourniont cercou esta cidade nao era mais j motivos prel 'nderafl desapossar-mc dosobre-
havia 'anortado ao espirito dos voluntarios lempo le a recoftquistar. Depois de duas ''i" commando, servindo-se de vanasdeh-
realistas el) Pedro nfio levo de dislindar o sanguinolenta? batalhas o exereito migue- gencias o que por fim conseguirn. e ato
seone-ociocom urna naco, massimcom u- lista vo-seToreado a rotirar-se a SantarTm mesmo eu conhecendo que omelhor meiode
matrona fantica r' ominando um paiz anni- c se manleve ne.-;ta posicao perto de um auno, prudente conduca, era ajudar a estas mes-
Depoisda morte da biaba Cario- Diz-so que esto exereito, atravancado de m mas deligencias, procurando desoncrar-me
numere infinito de mulheres, demeninoie desto grande cargo ped a demissao que
defufitivos, diaimado pelo eholera-morbus peJo Governo me Coi concedida evitando por
epelo typho, estragado pela foimi e guerra, esto meu alguina i-atostrophe, que mepo-
teve de suportar males ncrivrts. Todava a desse ser mais sensivel, a qual nfio deison
posiQo era tal que o marechal Saldanha. por nianeiras de se demonstrar. Ora irazen-
K.'-r(H'mas'l^nprmellidosdo partido a- que commandava eniao o exereito consliturm- do estes acontecimenOS consigo ordinaria-
lostohco ero naturalmente os ma.s liis. O nal nao podia -levar de assaltg Santa'rem iiem mente no pensar do publico ceros prejuizos.
loderlhesoerteticeo do direito no momento fazerum.smovimnlosem dembric Lisboa..do que aconsequencia, pea vanedade das
Em fim noaomeco lie 1834, o duque dirigin- idciasque soformio, nunca a mclhor parto
do-se pelo norte", ameacoua rectinhafoldo iwrtenoo aparto mais (Vaca, fieando.estao
exereito miguelista e o general hespunhol u%s <^ vezes vilipendiada^ acjolhos do mes-
Rodil, emvirtudu do-tratado da quadruplii mo publico,
allfanca entreu em Portugal, pola provincia proln -- e
quiladi
in dever-se-hia esperar que o despotismo de
:>. Miguel diminuase um pouco do seo furor,
visto aocrime dq que vido de vnganc^i; mas o
neriio\ailgmentava dolado dos constiluoio-
' --n:.!-- i______t:.i n
n:
po.
pe-
da crise, equaesquer que fossera os senti-
mentos inlimosdq povo ocontlito circuns-
creveo-so entre um exereito pedrista dsete
mil homens forteinente organisado e com-
mandado por bravos; e nina tropa numero-
sa mal instruida e anda peior dirigida.
A nove de judio o exereito libertador des-
embarcou ao norte do Porto eentrou nesta
cidade no dia seguinte. Grande numero de
habitantes Coi ao seo encontr, em quantoou-
Iros coro-mecavao jum tirotoio com a recta-
guarda miguelista; mas o eiilhu.'.iasnio ar-
nd'eceu eas ehuvus de (ures eessarao quando
se conheceo 0 pequeo numero dosconstiluci-
nnacs. Depois de urna batalha gapha em
Ponte-Ferreira ao norte do Domo, euma der-
rota experimentada ao Sul em Souto Redoor
do o^exercito da Raioba sem cavauaria,
sem vveres sem trem. foi toreado arecolher-
c a cidade. Ento commecou um cerco que
sotlrendo sensiveis quehras. a
honra le/
tle que me lila/uno .
retirou-sf ento para S1'.- '" sendo este um mal tfioacerbo, para um ho-
vera e assignoii mato cidade i 2 de uiae memhonrado: queazerem tal erizo ? senao
urna convenfiq pela nal seobriga n deixai procurar illuslrar ao publico sensato com pro-
Porlugal em 13dias ', oa au procura:- dalli
em (liante perturbar a tranquilidadedo reino.
(Con(imiar-se-ha.)
DECLABACOES.
Msiiel Archanjo Monteiro de Andrade ca-
vas, que ao menos l'aeao nao duviaoza, a
boma, reelidao e jnstftja de um Ollicial .
que cump indo com os seus deveres nservi-
50, que lili'tinha sido encarregado, can/a
alguma nfio poderla dar a urna desligaoo qua-
zi vergoiiho/a.
Lis asrazfles. .no rae deliberfio a rogara
\ iisv Snrs. Redactores para que queirao
vaiietro da ordom de Quisto e adminis-
trador da nfeza do consulado desta cida- admittir em sua bem conoeituada folha estas
de. por S. M. Imperial que Dos guarde
ele.
Faz saber que no dia 8 do corrente se ha
toscas linbs. e bem assim os Documentos
que juntos Ib'aprsenlo, devendo licar cortos,
que s'assira pratico. he despido de lodo o
ressentiment a respeito e ssim para ter o
coiisiillo [{ Ilustrar sobre o assujnpto, a quem
de mim por tal aeonteciinento', lah'ez l..ij i
l'ormido sinistras. einjustasideias.
Ooianna 1. deFeyereiro de (842. S ai
de Vms. Snrs. Redactores Venerador e l-
tenlo Servo, e obrigadissimo. Miguel Lina
da Silva.
Francisco Dondhgues da Silva Baeharel For-
mado' em Sciencias Jurdicas, e Sociaes .
Promotor Publico e Prefelo Interino da
Comarca do Recife por S. M. LC., que
Dos Guarde &e.
Atiesto (pac oTenentede G. Naconaes.da
Cidade de Goianna, Miguel Lhis da Silva, j
servio como Coiiunundaue do Destac.....eno
da Cidade de Goianna (luanle o lempo em
que exerei a Prefeitura daquellaComarca, o
em lodo o lempo cumprio a risca todas as or-
dens. que Ihe eneaminbei, nspirando-me
toda aconlianca, ja pelo prompto cumpri-
iiienio que dava as minhas Ordens, j pela
lidelidade com que seinpre e n bdoo
lempo me tractou : manteve no DesUcaQM uto
de seu commando a necessarja desciplina. e
sempre desenvolveo-se e apprcsentou apti-
dfto para o cargo, que exercia mostrando a
inteigeiicia requerida : afllrmo liualmcnto
que expeliente Cidado ptimo amigo, o
inelhor Espo/.o. Cidade do Becife LdeFe-
vereiro de 1842. Francisco Domingucsda
Sdva.
Franiscode Paula Vellez de Guevara, Hacha
charel Formado em Soiencias Sociaes. o
Jurdicas Prfeitn da Comarca de Goianna
por S. M. I. e C. que Dos Guarde &c.
Atiesto, quo Teen te rio I. Batalhaoda
G. N. d'esla Cidade. Miguel Lins da Silva .
cazado. e de ptima conduela ; c quo em
piase dous anuos, em que por Portara do
Governo (Testa l'rovincii, occupOU o posto de
Commandauto do Destacamento d'csta Comar-
ca portou-se de urna mancha bastantesap-
tisfatoria ; por quanto nao s desempenh,ou
mu bem o scu lugar mostranrio-se sempre
prompto na execucao das ordens desta l'nd'ei-
tura : seno anda zellador exacto da discipli-
na do mesmo Destacamento elle a manteve
com milita intelligeneia prestando-se al a
sua insiruccio pia/.e diariamente.
Por me ser esta pedida a passei de meu
prope nimbo e ajurarei se necessario for.
Cidade de Goianna .*> de Noveinbro de 1844.
Francisco de Paula Vellez de Guevara .
Prsfeito da Comarca de Goianna.
z= Ouerece-se um rapazjbrasiliro de i-
dad'e l(> anuos, sabendoler, escrever^ e
contar com perleicao para caixeiro do escri-
ta e cobrar na ra ; de regular conducta :
quem do sen prest mo se quiser ulilisiir ai>-
nuncie sua morada.
=a Na lega que foi do Alph Saint Martin,
esquina da ra do Cabuya existem a venda
mascaras lindas ('exquisitas mu propiias
para o enti urio.
=z Trocase ou veilde-se por precisan urna
egrinha donafio bengiiella deidatlo 17 a
!S anuos: quem a pretender riirija-se a So-
ledaile no correr das casas no\ es de Hercu-
lano D. 45.
\_j- Quem preczar de urna nyimr.r para
ama de ca/a de omeni soltfifo y pouca fa-
milia 5 dirija-so a rua'do Fogo cazaD.2.
r |)esi'ja-se tallar ao Sur. Antonio Joze
Nobre, a negocio de seu ioteresse: ama
daCadeia. loja decbapeleiro N. 12, oiiui:-
nueie sua morada.
= Quem quiser comprar o correio Bras-
lieuse ou arma.em Literario, em 15 volu-
men nove qundros um berro de jacaraiid/',
espirito dealfasema por preco commouo. di-
rija-Soa ra docabuza" loja D. ">.
Vcnde-so a armado, o passo-se as
chaves da loja, que foi de livros, sila na
Travcssa do Razario n. 7: fallar na ra do
Rozario Estreito segundo andar do sobrado
D. 22.
SSy Precisa-sed una ama para <];v; Leto -
nao carrega o nem traa de menino, be so
para darleite; queman ochar as circuns
tancias dirija-se a ra do Fernn les Uraz
do Carmo casa da quina, das horas da na -
nh al as ra de Dorias D. 47, sobrado da vinva do
Conceicao.
= Quem quizar comprar 2 perladas do
pedia, e 180 palmos de cordato, a sabor.
Imas soli,is viudas rio Rio Formosu a pur-
caoqueqiuzorcm : c tan,bem 16 pis d* fil-
trar agoa por preco Com modo ; dirija-se ao
beco do Encantamento a tratar com Mnoel
da Silva Pinlo.
xzr Quem precisar de um caixeiro Porto-,
gue/, chegado prximamente para quafquer
arnmiacao tanto nesla prarn como lora dtjl,
dirija-se a rus do Rosario larga venda D. 1.




H
e>23H!
ssy O Snr. Sacerdote que por este Diario
annunciou portender um sitio de lan-ador em
algara engenlio distante desta praga 3 legoas ,
o que tivesse Capelia para dizer missa qu rendo un sitio de ptimas Ierras para canas
rossa, e feija nocngenho S. Roza podedi-
rigir-se ao sou proprielario Antonio da Costa
Nogneira para tratar do ajuste eerto de achar
todas a.-. proporg5es que deseja e Capella
muito decente.
SS3T 0 1." Secretario da Sneiedade Thea-
tral Recreio e Instruoeao avisa aos Srs. So-
cios.! hirem buscar seus bilhetes para a recita
de. amanha 5 do corrente na casa do Thcsou-
reiro junto ao arco da Conceigao.
SS" Ningucm faga negocio com o Sr. An-
tonio Francisco Honorato, morador no beco
vidade o Brigue Nacional Bom Jess por
lera maior parle do carregamento prompto,
para pequea porcao de carga e passageiros ,
trala-se com (iaudino Agostinlio de Barros na
Pracinha do Corpo Santo D. 67 ou com o
Capitao Joo Rodrigues Amaro a bordo.
ssr Pava a Baha a Sumaca Filinto Elisio ,
segu com brevidade possivel ; quem quiser
carregar dirija-so a Manoel Joaquim Pedro
da Costa.
COMPRAS.
C7 Um bom molato mo$o coa. officio: i zinha o diario de urna casa, lava tanto de Var-
na ra do Cabug D, 7. | rea como de sabao e he quitandeira j um
iry Varrudurasproprias para engordar por- moleque de idade de 2o annos bom canoei-
cos, da-se muito barato: e tambera serve; ro, e proprio para todo o semgo .ambos se
para chapeleiro : na fabrica de farinha do dio a contento : na ra Direita D. 2o lado
atierro da Boa vista.
tsy Obras de prata velba na ra do Quei-
mado D. 12.
C7" EscravoscomolTicios ferreiros car-
pinas e pedreiros assim como moleques e
pretas que suihAo coser, engommar, e co-
do Padre sobre a ercolinlia Luza, por seznnar> que sendo mogos e de boas figuras ,
acttarella desde lo de Maio de 1838 no goso S(J pagaro bem : na Praga da Boa vista I). 3.
$SJ~ Um pao vindo da Cidade de Loanda ,
de Sua liberdade concedida por sua Snr.* D.
Josefa d'Ahreu Barbosa ja latocida, cojo titulo
tora passado pelo Snr. Antonio Luiz de Sou-
lt e asslgnado a rogo pilo Sr. I)r. Jos Narci-
zo Camelo ese acha lanzado em notas do
TabeiiCoellio.
VV l ni rapaz brasilciro de boa conducta
se offereoe para caixeiro de ra de qualquer
asa de negoci (ando pessoa capaz que Ihe
informe asna conducta e nao exige grande
ordenado : a quem convier nr-nnncie.
sjy- O Sur. Bernardo Copos da Silva que
veto do Porto na ultima viagem da Barca Es-
pirito Santo dirija-se a ra da Cadeia do
Recife toja de ferragens I). 37 para se Ihe en-
tiesar una carta de sua familia, ou annuncie.
S3T O Snr. Antonio Joaquim Pereira Ma-
no natural da f.oguezia da Palmera Co-
marca da Cidade de Braja queira dirigir-se
a ra Nova loja de Ferreira e Braga para
negocio de sen interesse.
;/ A pessoa.qno no Diario de hontom an-
nuricioii querer um cont de reis a juros le
dous porcentoao mz dando por hypotheca
urna casa j e outra que quer 4oo rs. com
o ntesmo premio e hypotheca em urna casa,
annunciem suas moradas.
HT Precisa-sc alagar um sobrado ou nie-
larte no Recife para pouca familia ; quem
liver annuncie.
ar No F.scriploriodc E. Schaefer na ra
rio Vigario N. 1K, acha-seuma carta para o
Sr. Axandre Pereira Coelho.
- Precisa-so, alugar um negro captivo,
qiiesfcja ladino, fiel, e saiba comprar na
ra : na ra Nova loja D. M.
EJ Precisa-se de 1 :8oo,ji a 2:ooo de rs. ,
dando por hypotlicca um sitio, ou una casa
nesta praca : quem quiser dar annuncie.
ty Precisn-se de um cont de reis a um c
meio al dous por ceato dando-se por se-
an ranga um hypotheca em ma morada de ca-
sa : quem quiser dar annuncie.
E^- Quem precisar de um rapaz portuguez
de 22 anuos para caixeiro de venda .
pro[>no para tipoia com os competentes
tornos: no Recife loja n. 28 de Joao Mara Se-
ve & Filho.
vsr Cma arte franceza por Sevcnc quem
liver annuncie.
&t Para tora da provincia negrinhns creo-
hsedenago sendo de bonitas figuras, e
de idade de 14 a 18 annos e moleques cre-
los da mesma idade : no forte do niattos no
beco da Boia no segundo andar do sobrado de
4 ditos de grades de ferro das 9 horas da
manh as 3 da tarde.
Ten das.
szy Dous ptimos e excedentes carrinhos
com seus arreos e mais pertences e de pri-
mero gosto por serem mu leves e fcil de
carreira sendo de duas rodas e para um
cavalk) : na ra do trapiblie novo n. 13- es-
criplorio deSmitli & Corbelt.
cy Urna eserava para fora da provincia
de idade de 4o anuos, cozinha o diario dej
urna casa coso engomma e lava de sa-1
bao: na ra do Collegio D. 9 no terceiro au-
dar.
Sjj- Um prelo do gento de angola re-
presenta 50 annos de idade : na pracinha do
Livramento N 29.
S27- Pegas de bretanhas de rolo com io va- ^
ras a 2 reis ditas de cassa de qiiadros a 3*
reis : na ra da Cadeia velba n. 15. .
CT Bichas pretas de muito boa qualidade ,
troeando-se asaque nao nogarem de 100 a
^ 200 rs. e sendo em porcao se vendern mais
em coula : na ra estreita do Rozario venda
D. 50.
S^- ptimos charutos da llavana Ham-
burgo Caxocira e fama va : na ra do
Cabug loja do Sr. Bandeira.
^-117- Panno fino prelo a 3#2oa rs. e azul a
|#0oo rs. proprio para fardamenlo de tro-
pa
rs
fa
ve;
p
cambraia adamascada Iinasa4ffooo e 3ji rs. ,
lencos de seda da India de 32o a lji2oo rs. ,
do Livramento.
22?- Um cavallinho bom andador, por pro-
co commodo : na ra da Cadeia do Reeifo
n. 18.
S2j- Urna canoa acabada de ser construida,
a?ndo aborta econduzOoo tijolos de alve-
naria : quem pretender annuncie.
I9i Dous lindos moleques proprios para
pa^em ou para officio, por prego comino
do : na rda Nova D. 14
%zr Una porao de doce de caj c aboba-
ra em latas de 12 libras proprio para em-
barque : as 5 ponas D. 12.
sa^Farinha de mandioca recentemento
chegada de boa qualidade e por preco
favoravel : Irata-se a bordo do Brigue S. Ma-
ra Boa Sorte fmidiado em frente do trapiche
do algodao ou na ra da Cadeia D. 21.
x.Zj' Excellente farinha de mandioca em
sacas de alqueirc e dito muito lina de Mag ,
arroz pilado em vapor ludo por prego com-
modo : na ra dos Quarteis pactarla D. 3.
ESCRAVOS FGll) OS.
XZF Fugiro no dia 2 do crtente 2 escla-
vos um mulato de nome Jos bastante ga-
go altura regular magro levou caigas do
Ses" Liges de Eloquencia Nacional, His-
toria Eclesistica por Berli Concilio Tri-
dentino, Instruges de cerimonias, Escudo
Admiravel, Historia Sagrada poY Rhmont ,
Ritual Romano, Horas Portuguezas, Ditas
Marianas, Paraso perdido de Milln tradu- ditos modernos para pescogo a 1 rs. chitas
zido por Le i Lo Bossm-t discurso-sobre a linas a 16o rs. cobertores de a Igodo da A-
hstoria Universal : na-Pragada Independen- merica proprios para escravatnra a Oio rs. ,
lia loja t'e livros n. 57 e 38. excedentes algodes dobrados riscdos es-
B7- Batatas novas da Ilha a 8oo rs. es- euros encorpados eoulras multas fazendas
colhidas: no armazem do Bragucz junto ao de bom gosto por barato prego: na ra do
arco da Conceico. i Crespo loja D. 5 de Antonio da Cunha Soa-
sar Francislb da Silva tem para vender res Cuimaraes.
urna negra crela de idade de 1S a 2o an- Nw Chales de cambraiabordados de retro/.,
nos, sem molestias nem achaques: quem ditos de mirin lengos de cambraia e de se-
pretenler procure na ra da Cadeia do Reci- daparamao, ditos de selim para sen hora ,
f. casan. 44. 0 mesmo lem para alngar uin mantas de linho grandes e pequeas, tovas
quim Consalves Basto e. os fundos vo a en-
coslar ao do Sr. Nuno Mara c: Seixas.
S9 A parte de um sobrado em fora de por-
tas do fallecido Constancio da Silva Naves ,
outra parte de sobrado na ra de S. Francis-
co, defronte do thealro e mais um terreno
em fora de portas jgnlo ao do Ingles e
fallecido Mariano : a tratar no mesmo sobra-
do da ra de S. Francisco com Jos da Silva
de idade <
loja de fazendas ou de ferragens do que tem do da i
nratica, posto que estej.i arrumado, coro Naves.
udonfiolhe faz coula o qual d fiador a ST Antn.o de Souza Rangel
sua conducta dirija-se as 3 porttas D. 84, ou
annuncie.
C7' Troca-so um negro de nag5o Angola ,
ainda mogo e bom canoeiro por nina ne-
ma qdeseja tambero moga, sem vicios, e
ver.de o
seu sitio na Magdalena : quem pretender di-
rija-se a Solidade casa n. 417 a tratar com o
scu proprietario.
E5" Cera branca em pSes farinha de Ma-
g em sacas e barricas : na ra da Cadeia do
T.!:! iavalu'rAdo'vant-Vla'r'nn largo de N. S.'. Recife da parte do beco largo n. 55.
do Tonco D. lo ou no corlumc das 5 pontos, I Sr tro escravode Angola canoeiro pe-
das duas horas da tarde em diante a fallar coro I dreiro e serrador, de idade de 5o a ol arinos:
o Capibara, que est authorisado n&o sol na ra do Queimadoloja D. 11 se dir o mo-
para l'azer este negocio como para comprar tivo porque se vende.
a nra e vender o oseravo s por si.
\ VI SOS MARTIMOS..
ley Para o Ro de Janeiro o Patacho
Nacional Talento sane impratonvelmente no
t5" Urna preta ladina moga e de bonita
figura, saliendo coser, e engommar sofrivei-
mente
lora
ros de encrespar cabello facas e garfos tanto
de marfim como de osso feixaduras de toda
da qualidade de broca e singelas carros
de ferro para bancas e outras muitas fer-
ragens botes braneos ? pretos a 8o rs. a
grosa litas degarca de varias larguras a 52o
rs. a vara bocho de pescada cpalos de
marroqum duraque e couro de lustro pa-
ra senhora, ditos de bezerrn francez para ho-
rnera botins de Lisboa cpalos de barra-
dla c outras muitas fazendas tanto france-
sas com i nglezas > por prego commodo: na
ra dos Quarteis D. 2.
U? Umispoucas de pipas vasias e cixas
de pinito : na ra nova venda D. 23.
ssr Um escravo de boa figura de idade
de 18 a 2o annos proprio para lodo o ser-
vqo : na ra do Queimado loja de Antonio da
Silva Cusmo.
$zr Um al dous bahus de 4 a 3 palmos.,
em bom uzo : quem os pretender annuncie.
V-j- Potassa de superior qualidade em har-
ris grandes e pequeos adinheiroea praso
com boas firmas : em casa de Joo Rulino da
terido hido buscar una canoa de lijlos nos
Remedios, acontecen deixar a canoa e ir para
o lugar do Poco da Panelia fazendo um ba-
rulho no sitio do Sr. Mascarenhas seauzen-
tou e foi para o sitio da Estancia apadrinhar-
se com o Sr. Rahello e o mesmo Snr. Ihe
deo um carta a pedir para o nao castigar, o
como at ho> nao aparece supe-se andar
pelos sitios los Remedios AlTogados e Pogo ,
o qual mulato foi de Joo Baptisla da Barra
grande de nome Lourenco he grosso do
corpo pouca barba Ira?, chapeo de couro ,
he bem esperto canoeiro e he muito co-
nhecido qualquer pessoa que o vir o poder
iiogar c levar a ra do Queimado loja de fer-
de Oiiveira ou no
sobrado de 2 andares
que ser pago do seu
traballio.
C7" N'odia29de Selembro fugio um ne-
gra de nome Margarina crela bem oo-
, faz renda e ensaboa bem : em
de portas n. 112 confronte, ao Arsenal de Ma- Silva Ramos na ra do Hospicio sobrado
rnba. de l,m andar defronte do Coronel Brito ln-
ST Sacas de conta com farinha de mandio- glez, #
dia o do corrente aibda recebe alguma car- ca de muito boa qualidade, chegada proxi-| v*r Potassa^Russiaua : na ra do Vigario
ea 5 trala-SS coro Pava & Manpel, no porto! mmente, por prego commodo : na segunda | casa Decima 15 a tratar com Ignacio .vh-
dis canoas no l'.ecife o: a bordo com o Ca- loja de fazendas confronte ao passeio publico, i Ionio BoVgei:
pito Ignacio Xavier Pinheiro. indo do arco de S. Antonio. VJ- Cadeiras de palhinha Americanas,
fcy Para o Porto a Barca Porlngueza Bella j ur Tabuado de pinho de um a 5 palmos marquezas de condur camas de vento com
Pemambueana ; quem quiser carregar, ou de largo muito secco i ede todos os cora- armagflo e sem ella mu bem fintas a 4*500 rs.
r de passagem dirija-se ao Capitao na praca; primentos assim como da necia costado, ditas de pinho a 5>500 c mezas de jantar ,
do commercio oii ao consignatario Tlio-. costadinho assoalbo forro, e para fundos assim como outros muitos trastes, e pinho
nhecida nesta praca por andar vendendo fa-
zendas ; levou vestido saia e panno pretos,
altura regular tem falta de denles na frente,
pernas finas e ps apalhetados consta' qae
a dita eserava anda nesta praca i quem dar
noticias, ou a pegar leve a ra do Trapiche
novo venda de Joz Yerissimo da Rocha ,
que recebera 3o rs. Je gratilicacao
jy Fugio no dia 22'de Novembro do an-
no passado da Cidade de Olinda um mu-
lato de nome Antonio representa 5o a 53
annos de idade pouco niais ou menos, quei-
xo grosso pouca barba tem as costas una
Costura que foi de goma e tambero em urna
perna muito esperto, e levou eomsigo una
preta de nome Mara alta de bonita figu-
ro bem pela mnita ladina ambos an-
dan vendendo miudezas levou tambem eom-
sigo um moleque forro que representa 9 a
lo anjios para tratar de um cavallo que o
mesmo mulato comprou ; a pessoa que o pe-
gar leve na mesma Cidade de Olinda na ra
do Bom Sueesso que ser bem recompen-
sado do seu liabaiho.
M0V1MENT0 /D0 PORTO.
\nttt ile Aquino Fonseca na ra Nova I). 21.
VIT Para Maceie Rio de S. Francisco se-
L'ii! viagem at 8 do corrente o Hiato Espc-
TrapTche vr-nda de Jos Verissimo da Rocha,
ou n bordo an p do trapiche do algodao.
yy Para Montevideo carrosa a frete a Po-
de huiricas e de flandres o melhor laboa-; da Suecia com 5 polegadas de grosura, e
do possivel at para envernisar por nao ter dito serrado j ludo por menos do que em
nos e ser lodo de um comprimentoc largura outra qualquer parte : na ra da Florentina
ranga do Maranlim quem no mesmo quiser sendo at 25 palmos de comprido, o mais em em casa de J. Beranger.
carregar ou ir de passagem dirija-se a ra do conta deque em outra qualquer parle : atraz cr Setim prelo macau superior, com 4
do ihealro junto ao beco da casa do Soy. Cll- palmos de largura a 4ji rs. o covado : na
nha a fallar com Jonquim Lopes de Almcida | ra do Queimado D. 15 loja de Carioca &
caixeiro do Sr. Joao Matbeus c tambem se Selle.
cr Urna porgo de arrobas de cera de car-
nauba : na ra da Madre de Dos loja de Jos
laca Sarda Jpiter, Capitao Chiozza loo vende a praso con forme a porcao.
at 15o barricas de assucar : trata-se com oj^s~r Collcges completas do Archivo Thea-
ConMcmWi" A. Schramm | trai*, edigo de Lisboa por prego commodo;
%3f Para Maci o Patacho Aurqra Feliz j na ra do Vigario n. 18 oscriplorio de E. cj' Um moleque de
Sfthe impretei ivolmenle i-i dia G do brrenle ,! Schaefibr.
recebe passageirps e carga'miuda; a tratar
com Manoel Joiquim Pedro da Costa.
%ar Par o Rio re Janeiro com lo4i bre-
\rj- Urna negra mugambique de idade de
15 a 10 annos coz i nha bem o diario de urna
casa : no beco do Carccrciro D. 3.
e jiago,
Antonio da Cunha.
de idade de
9 annos : na ra da praia serrara do Car-
dad.
tSF' Urna eserava do nago, com bonita
Agura leni principios do engommado cp-
MV10S SAKID0S KO EIA 2.
Ass 5 Patacho Brasilciro Quatro de Maio .
Cap. Francisco Joze Corroa carga varios
gneros.
New Xorck; Brigue Americano Masachusetts,
Cap. S. Browneli carga assucar.
ENTRADOS NO Ill.V 5.
Hi-niburgo 42 dias; Calora Hamburguoza
Ida de 47o tonel. Cap. T. Bicssew, equip.
10 carga fazendas : ao Capitao.
- SABIDOS NO MESMO DIA.
Ass ; Brigue Brasilciro Athlante, Cap. Cus-
dodio Caeta.no carga diversos gneros.
No dia 1." do corrente nao eairaro aero sa-
hiro einltarcagijos.

t
i
"
RECITE A TYP. DE M. F, MC F. I*2
___


Full Text
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